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Queens of Shadows


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Dedicação Para Allison

Sem você, não haveria Breccan ou Sidney e definitivamente nenhuma Rebecca. Sem você, eu nunca saberia como usar uma teaser ou o que é um traço (vamos ser honestos - eu ainda não sei como usar uma teaser). Sem você, este livro nunca teria sido iniciado, muito menos concluído. Sem você, eu ainda estaria sonhando em vez de fazer. Obrigado. As palavras não são suficientes, mas são tudo o que tenho para oferecer. Bem, isso e vinho.

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Prólogo Sydney

—Parece que houve danos no rim. Só funciona cerca de vinte por cento. Ele precisa começar a diálise até encontrarmos um doador. Fizeram-lhe a análise para ver se são compatíveis? — Pergunta o médico de meia idade, inclinando-se sobre sua mesa enorme e com esperança em seus olhos. Dando uma olhada ao redor da sala, noto os livros de medicina e os papéis que fazem sua mesa uma bagunça. É calorosamente decorado em tons de terra e alguns títulos emoldurados pendem da parede atrás de sua mesa. Mas é o retrato bastante grande de uma paisagem na nossa frente que me chama a atenção. De pé, no meio de um campo de flores selvagem, há uma bela árvore completamente florida. Tenho certeza de que o retrato é suposto ser sereno e pacífico, mas para mim, é simplesmente triste; a parada árvore ali completamente sozinha. Ninguém por perto para ver a beleza das flores e a força dos ramos que alcançam o céu. Me pergunto como acabou aí, apenas uma árvore. Foi plantada com a intenção de passar seus dias sozinha e cercada apenas por pasto e flores? Ou talvez fosse uma semente que voou de um bosque que está bem na borda da imagem, fora da vista. Suponho que a árvore não queira ficar sozinha, mas talvez esteja equivocada nisso também. Talvez ela goste de solidão. Talvez a árvore esteja feliz em não ter nada ao redor e que mantenha a sombra do sol que surge tão claramente abaixo dela.

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Não faz diferença alguma do porquê ou como acabou ali sozinha. Tudo o que importa é que isso reflete perfeitamente como me sinto agora. Sozinha. —Sim! — Diz Abby rapidamente. —Quando ele nasceu, nós estávamos um passo à frente e fizemos análise caso este dia chegasse. Ninguém na família era compatível. -Me olha. Rapidamente desvio o olhar, já que eu não quero que veja medo nos meus olhos. —Não entendo. Tudo estava indo bem. Ele teve seu check-up anual apenas alguns meses atrás. Como poderia ir de bem a precisar de diálise em um tempo tão curto? —Seus olhos vão rapidamente entre o médico e eu, desesperados por uma resposta. Eu chego no apoio de braço duro e de madeira para pegar sua mão com a minha. Ela se agarra à minha mão e aperta meus dedos até doerem. Cuido para que não veja minha careta e volto minha atenção para o Dr. Barnes. Ele apenas nega. —Parece que seu rim foi danificado de alguma forma. Possivelmente ao praticar esportes. Você não disse que ele começou a ter esses sintomas depois de um jogo de futebol particularmente extenuante? Crianças nascidas com agenesia renal1 são desencorajadas a fazer qualquer coisa exaustiva que possa danificar o rim restante. Eu sei que é difícil dizer não ao seu 1

1—A agenesia renal é a ausência, ao nascimento, de um rim ou de ambos os rins. (N. de T.)

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filho quando parece ser como qualquer outra criança normal. Mas, infelizmente, esse é o motivo porque recomendamos fazê-lo. Eu sei que ele não tenta ser condescendente, mas ainda é um soco no estômago ouvir que possivelmente tudo isso poderia ser evitado. De repente estou com raiva de Abby. Mais brava do que alguma vez já estive com ela. Eu puxo minha mão para fora de seu alcance e olho furiosa para ela. Certamente ela sabia que Connor não deveria praticar esportes, mas deixou ele fazer assim mesmo. É apenas mais um exemplo de como é irresponsável e eu tenho que morder minha língua para não a atacar. Abby ama Connor e eu a amo, mas o fato dela gastar mais tempo entrevistando políticos em países estrangeiros que o que passa cuidando de seu próprio filho, me frustra. Olhando para a cena que se passa na minha frente, me sinto como se estivesse assistindo a um filme. Isso não pode ser real. Isso não pode ser minha vida. Meu peito dói e uma única lágrima cai dos meus olhos, mas minha mente corre a um milhão de direções ao mesmo tempo e eu não posso processar o que acaba de dizer. Dormência é a única palavra em que posso pensar para descrever como estou me sentindo enquanto ouço as palavras que saem da boca do médico, e mesmo isso não faz justiça ao vazio no meu peito e a pedra no meu estômago. Os olhos bondosos do médico soltam faíscas, como se ele estivesse com tanta raiva como nós. Mas como pode ser isso? Ele não viu Connor chegar a este mundo, com um rosto vermelho e gritando. Ele não ensinou a ele a amarrar seus sapatos ou fazer bolinhos de raspas de chocolate a partir do zero. Não foi ele quem

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teve que passar incontáveis horas no hospital, fazendo promessas vazias de que tudo estaria bem. Nós sim. E enquanto, no fundo, eu aprecio sua preocupação, eu não quero sua empatia. Eu não quero nada dele, exceto uma solução para esta situação horrível em que fomos repentinamente empurrados. Eu esfrego meu rosto com as mãos enquanto ele continua a divagar sobre as possíveis causas, mas neste momento, não importa mais. Evidentemente, o dano já está feito e não pode ser revertido. Um grito afogado atravessa meus lábios graças aos pensamentos correndo pela minha mente e não é até que percebo que a sala está em silêncio que me dou conta que minha agitação interna está exposta para todos verem. —Eu... eu sinto muito. —Gaguejo, envergonhada. —Por favor continue. — Seus olhos me dizem que a interrupção não foi um problema. —Disse que realmente não podemos identificar o momento exato em que os danos ocorreram ou o que causou isso. Nós só podemos avançar a partir daqui. —Volta sua atenção para o seu computador e começa a pressionar as teclas-. Primeiro o primeiro. Precisamos levá-lo para a clínica de diálise o mais rápido possível. Existe a possibilidade de que eles possam tê-lo lá amanhã às sete da manhã? – O Dr. Barnes termina o que estava fazendo e olha para Abby. Sua pergunta foi endereçada a Abby, mas na realidade, ele se referia a mim. Inquestionavelmente, eu serei a única a trazê-lo amanhã. —Claro, claro -, diz Abby, olhando para mim para confirmação. Ela tira o celular da carteira e abre o calendário. —

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Ah, eu tenho uma entrevista com o governador amanhã, Sid. Será um problema para você trazê-lo amanhã? —Pergunta, sabendo qual será minha resposta. Eu nunca disse não para ela quando se trata de Connor, mesmo quando significava dizer não aos meus próprios planos. Mesmo quando isso significava vender o apartamento que tanto amava para ajudar. Mesmo quando significava colocar minha própria carreira em espera quando a sua decolou. Revirando os olhos em sua direção, assinto em confirmação, muito assustada para abrir a boca por medo do que poderia dizer a ela. Dr. Barnes se levanta e depois se inclina na borda de sua enorme escrivaninha. —Bom, perfeito. A enfermeira lhe dará todas as informações de que precisam, e ela vai mandar seu prontuário. Senhorita O'Neil, me desculpe ter tido que dizer isso. —Ele aperta seu ombro, deixando a mão ali. —Eu sei que isso não é o que você esperava quando Sidney o trouxe de volta pela dor que ele tinha. Mas eu prometo a você que faremos absolutamente tudo que pudermos por Connor. — —Muito obrigada Dr. Barnes. —Abby alisa o cabelo com as mãos tremendo e cobre o rosto com um sorriso falso. Não engana o médico e sei que esconde o terror que está sentindo. -Tenho certeza que Connor ficará feliz em saber que temos um plano em andamento, —diz ela. —Então, quando posso dizer que a diálise vai acabar? Eu sei que ele estará pronto para começar a se sentir melhor, e ter uma meta de chegada vai ajudar muito nisso. —

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Eu fico boquiaberta com ela, completamente irritada de novo. Ela é estupida? Sequer prestou atenção? Ou estava muito ocupada se preocupando com o que vai perguntar ao governador amanhã que não entendeu o que acabou de escutar. Eu quero agarrá-la pelos ombros e sacudi-la, gritar para ela porra despertar. Dr. Barnes deve estar pensando a mesma coisa que eu, porque ele olhou com as sobrancelhas levantadas. Eu dou de ombros, tão confusa quanto ele. —Senhorita O'Neil, não há um prazo. Se não recebermos uma doação de rim para Connor, ele terá que fazer diálise permanentemente. Vou dizer isso tão gentilmente quanto posso, mas não posso adoçar isso para você. Se Connor não receber um rim nos próximos seis meses, infelizmente isso será fatal. -Dr. Barnes deixa a palavra fatal solta no ar, e espera para ver como ela vai reagir à bomba que acaba de lançar. Meu estômago torce. Eu ainda tento decifrar o que ela pensa, então continuo olhando diretamente. Seu rosto empalidece e seus olhos se expandem. Abre sua boca e fecha-a com tanta violência que eu possa ouvir seus dentes batendo. Volto a cabeça para a pintura da árvore solitária. Não posso suportar ver minha irmã tão chateada, mesmo que isso seja culpa dela. —Não será capaz de sobreviver com um único rim que não funciona. -Dr. Barnes termina em voz baixa. Seus dedos flexionam quando aperta o seu ombro mais uma vez, tentando consolá-la. Eu fico olhando para ele, imaginando quem vai me consolar. Quando Abby abre a boca novamente, é para gritar.

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—Fatal? Fatal?! Eu começo enquanto minha linha de pensamento dá um grito alto, paro e olho para ela surpresa. Ela afasta com um golpe a mão do médico do ombro. —Como você pode sentar aqui e usar a palavra fatal ao falar sobre meu filho? Você não o conhece. Não sabe o quão forte ele é. Tão inteligente, divertido e pronto Connor pode ser. -Respira fundo-. Não há como isso ser fatal. – Cospe as palavras como se fossem leite estragado. Pega sua carteira debaixo da cadeira e me lança um olhar exigindo que eu a siga. Dolorosamente, os cantos da minha boca se levantam levemente e eu dou ao doutor um sorriso de desculpas. Eu não suporto pensar em sorrir enquanto Connor está doente e morrendo. Não há razão para sorrir, mas eu faço. Eu levanto minha mão em um rápido adeus antes de sair correndo atrás de Abby. Eu a alcanço no estacionamento e tomo seu braço. Virando-se para mim, ela diz sarcasticamente: —Fatal? Ele não sabe do que está falando. O homem é obviamente um charlatão, Sidney. Precisamos de uma segunda opinião. — Eu respiro fundo antes de falar, sabendo que preciso de cada gota de controle que tenho para evitar de explodir contra ela. Realmente tem o atrevimento de questionar o médico que eu pessoalmente escolhi para o cuidado de Connor.

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—Abby Esse homem é o melhor médico do estado. Ele escreveu inúmeros artigos reconhecidos mundialmente sobre crianças nascidas com agenesia renal. Não que você se lembre disso, porque não foi você quem passou horas investigando-o e, em seguida, ligou para implorar por uma consulta todos os dias durante três semanas! Como se atreve a chamá-lo de charlatão?! E o que foi essa mudez com o que você tirou de que —ele não conhece seu filho?—, digo, jogando aspas no ar. Ele tem visto Connor pelos últimos seis anos! É graças a ele que Connor tinha estado tão bem até este ponto! Se vamos falar sobre alguém que não conhece o seu filho, então por que não falamos de você? -Estou fazendo uma pausa por um momento para recuperar o fôlego, mas depois outro pensamento sai da minha boca. —Por que você não me disse que ele não deveria praticar esportes? Como você pode inscrevê-lo em algo tão perigoso? É como se você pensasse que você sabe mais do que uma porra de um especialista! — Adeus isso de permanecer calma, penso uma vez que termino meu desabafo. Agora é a vez de Abby olhar para mim quando a boca dela abre e fecha como um peixe fora d'água. A dor do que acabei de dizer aparece através de suas características perfeitas e o choque que ela sente por minhas acusações. Eu deveria ter suavizado com ela. Em vez disso, isso me deixa ainda mais irritada, e de repente, não suporto mais vê-la. Eu alcanço dois passos em direção ao meu carro ante da gravidade do que aconteceu me bata e meus joelhos se dobrem. Lá, no meio da calçada, as lágrimas que consegui manter na borda começam a derramar como ondas sobre o oceano. Quando elas começam, não há esperança para pará-las e eu nem sequer

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tento. Eu guardei estas lágrimas durante os últimos sete anos. Toda vez que eu tinha que ser a má e dizer não a Connor. Toda vez que eu tive que forçá-lo a tomar o remédio que machucou seu estômago. Toda vez que eu tive que segurar sua mão enquanto a outra era picada com agulha. Eu ganhei o direito de chorar no meio deste estacionamento ocupado. Soluço pelo que parece uma eternidade, enquanto as pessoas andam com pressa para chegar onde eles estão indo. Enquanto eu estou perdida em minha dor, alguns pés param brevemente, talvez alguém que se deteve para oferecer conforto, mas ninguém pode me dar isso. Não há consolo para dar. Connor está morrendo. Abby finalmente vem e coloca uma mão nas minhas costas, mas a empurro. Eu não quero o seu consolo quando a culpa é sua por essa porra acontecer em primeiro lugar. Não é a vida de Abby que foi encurtada. E é quando isso me bate. Não é minha vida também. —Oh, Deus! -Eu me arrependo quando uma nova onda de lágrimas começa a fluir. Como vamos dizer ao meu sobrinho de doze anos que ele está morrendo?

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1 Breccan

Nem sequer termino de entrar pela porta da frente, antes de algum tolo vir gritar sobre o meu desempenho hoje à noite. —KO!2 Ei, cara, eu não achei que você fosse fazer isso hoje. Essa foi uma luta muito apertada. Eu não posso acreditar que Mark tenha deixado você fora de sua vista. — Gesticulando com o dedo do meio diretamente em sua direção, eu me queixo: —Foda-se, cara. Watkins nunca teve uma chance contra mim. —Eu bati no meu peito. —Eu estava apenas deixando-o pensar que tinha a chance de ter meu cinturão. — Virando, começo a andar pelas pessoas e vou para a cozinha. Esta festa em casa, é apenas a primeira parada da noite, e eu estou perdendo um valioso tempo para beber, ouvindo sua merda. Eu ajo como se não soubesse sobre o que diabos ele está falando, mas a verdade é que a luta foi muito mais apertada do que eu gostaria. Mas é isso que eu recebo por não ter seguido o plano de jogo desde o começo. Deveria ter ouvido meu treinador quando me disse para manter os braços altos. Antes que a dúvida possa aparecer no meu rosto, eu volto para colocar minha máscara em

2

KO: nocaute.

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seu lugar e pisco um olho para uma morena bêbada segurando-se contra o batente da porta. —Seja como for, cara, —o tolo grita atrás de mim. —Ele deixou você em apuros, por quase o terceiro round inteiro. Cadê toda essa merda que você estava falando sobre como você ia chutar sua bunda no primeiro round por causa de seu queixo fraco? Seu queixo parecia muito bom para mim. Na verdade, todo o rosto dele parece muito melhor que o seu agora mesmo. — Eu paro de andar e viro para ele, reconhecendo-o vagamente como Smith, um cara com quem eu lutei no passado. Eu não o vejo desde que ele mudou de grupo há um tempo atrás. A última coisa que ouvi foi que ele estava lutando fora da Califórnia. —Ah, vamos lá, me dê uma merda de folga, Smith. Você sabe o quão difícil é reduzir o peso antes de uma luta. Não importa quão bom meu condicionamento, eu ainda estou um pouco inchado durante uma luta pelo título. Quer dizer, são cinco malditos rounds empurrando o acelerador. A única razão pela qual o idiota me teve assim na terceira rodada foi porque eu precisava de um pouco de descanso. —Eu sorrio condescendente. —Agora vá à merda. Eu não estou aqui para falar sobre o que fiz de errado esta noite. Além disso, o que você está fazendo na cidade? —Eu pergunto, na esperança de mudar de assunto. Eu sou a porra do campeão. Eu não posso permitir que ninguém veja nenhuma fraqueza em mim. E eu não vim para a festa para discutir minha luta e os erros estúpidos que cometi no que deveria ter sido uma vitória fácil.

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Watkins vinha falando de conseguir meu cinturão por vários anos, e mesmo sabendo que estava faminto por ele, eu também sabia que não estava nem perto de estar na minha liga como lutador. O supero em todos os níveis. Mas, considerando que eu tenho mantido o título nos últimos três anos, eu sou melhor do que todos na minha categoria de peso. Há uma razão pela qual eu sou o campeão. Ainda ninguém chegou perto de me tirar o título. No entanto, é possível que eu o tenha subestimado. Mas que se foda se pensam que vou dar meu cinturão a qualquer pessoa tão cedo. A decepção do meu desempenho me inunda. Não é um sentimento com o qual estou acostumado, a menos que você pergunte aos meus pais. Então eu não sou nada além de uma decepção. Foda-se. Saltando em uma cadeira, eu grito: —E eu ainda sou o campeão meio-pesado do mundo! —Eu ergo meus braços em vitória, girando lentamente em um círculo enquanto todos na casa me dão toda a atenção. Tanto quanto eu mereço. Uma música começa no fundo da sala e eu encho meus pulmões enquanto meu apelido enche o ar. Quanto mais tempo eu fico ali, mais alto é o rugido. —KO! KO! KO! A multidão enlouquece.

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Saltando da minha posição eu noto outra morena sexy me encarando. Passo uma mão pelo meu cabelo loiro curto e levanto o queixo na direção dela. Seu olhar percorre meus quase dois metros, parando na minha virilha, antes de sedutoramente lamber seus lábios. Eu pisco um olho e nos seus lábios formam um sorriso perverso. Sim, a verei mais tarde. A sala continua cantando meu nome, então me permito dar outro minuto para apreciá-lo. É por isso que eu faço. Essas músicas e espíritos de completo estranhos me adorando, é o que me alimenta para ir ao ginásio todas as manhãs por volta das cinco horas e ficar até tarde da noite. Esculpindo o maior sorriso de come-merda que eu posso conseguir com um olho roxo e corte no lábio, eu viro novamente em uma volta completa para que meus admiradores possam ver bem tudo que sou. É o mínimo que posso fazer. Quando o aplauso finalmente desaparece e a música estridente está desligada, grito: —Que puta luta, certo? Eles começam a levantar o inferno novamente. Satisfeito com a resposta, eu digo a eles: —Eu vim aqui esta noite para me divertir para ter um bom tempo. Quem está pronto para a festa? —

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Enquanto a multidão aplaude uma última vez, eu jogo meu braço no ombro de um dos meus colegas e vou para a parte de trás da casa. As pessoas me dão tapinhas nas costas, parabenizam e elogiam o que aconteceu, e a dúvida que experimentei quando entrei, desapareceu. Eu lembro que sou o melhor que existe neste esporte e eu empurro o sentimento persistente de inadequação, fora da minha mente. A música começa a tocar novamente e as pessoas dançam e riem novamente. As mulheres sentam-se em torno de uma enorme piscina infinita, em que mal pode-se classificar como biquínis. Vários caras perto do bar da piscina vêm me ver e eles começam a me chamar. É algo que nunca para. Na verdade, em um ponto eu pensei que me cansaria disso, mas eu não fiz. E, no fundo, sei que nunca vou. Passei muito tempo da minha vida tentando me conformar com o que minha família queria que eu fosse, mas a verdade é que eu sou apenas um filho da puta arrogante e orgulhoso que gosta de atenção. Não, eu amo isso. O desejo. Quer dizer, quem não gostaria da notoriedade e do tratamento especial que recebo toda vez que vou a qualquer lugar. Mais do que isso, o que mais gosto são mulheres. Praticamente todo o tempo se jogando contra mim e estou muito feliz em pegar pelo menos uma por noite. Uma loira de peitos enormes e sua amiga morena igualmente peituda, se aproximam e começam a me adular.

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—KO! Nós esperamos a noite toda para você chegar. —Bla Bla. Bla. -Você foi incrível esta noite. —Bla Bla. Bla. -Eu nunca duvidei por um segundo que você ia vencer daquele cara. — Eu juro por Deus que é como se elas compartilhassem um roteiro. Quase posso garantir que nem sequer viram a luta. E, se o fizeram, provavelmente estavam desorientadas o tempo todo. Quando a loira passa uma unha perfeitamente feita pelo meu peito largo e para o meu duro-como-pedras abdominais, percebo que não me importa. A única coisa que importa é onde eu vou terminar a noite. E sim, tenho um pouco de sorte, então será em uma cama, entre as coxas de uma, ou mais provavelmente, de ambas as mulheres. *** O toque incessante do meu celular me acorda. Confuso, sento rápido antes de minha cabeça triturada me force a recuar. Lentamente, o quarto entra em foco. Meu quarto. Pisco. Talvez? Pisco. Não me lembro onde estou ou como cheguei aqui. Eu olho em volta. Eu estou em um quarto grande e minimamente decorado exceto pela cama larga em que estou agora. Não. Não é minha casa. Eu movo as pernas só para encontrálas pregadas por três mulheres desmaiadas ao meu redor. Candy? Mandy? Jane? Quaisquer que sejam seus nomes. Recordo de ter conhecido a loira e a morena no começo da minha noite, mas essa outra garota é totalmente desconhecida para mim. Eu me inclino para pegar minhas calças do chão, a dor aumentando quando meu telefone para de tocar.

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—Maldito seja, —resmungo colocando a mão no meu bolso e tirando-o. Estou surpreso em ver que tenho dezessete chamadas perdidas. Mas mais surpreendente que o número de vezes é que nunca ouvi tocar meu telefone, e o fato de que já é depois das três da tarde. —Porra! —Eu grito, enquanto eu me esforço para localizar minhas roupas entre os trajes de banho e toalhas descartadas. Eu acho minhas meias, que estão encharcadas, porém a camisa que eu estava vestindo ontem à noite está desaparecida. —Oi... —Empurro para uma das garotas enquanto meu cérebro confuso procura por seu nome. Ah, esqueça isso. —Loira, você sabe onde está a minha camisa? — Se agita brevemente antes de dar a volta e suavemente começar a roncar. Nunca desprezando uma mulher, aproveito um minuto para admirar suas tetas uma última vez. Eles são falsos, mas parecem exatamente do jeito que eu gosto deles. Quanto maior, melhor, na minha opinião. Essa garota está obviamente de acordo comigo, porque os peitos dela são incríveis. Eu quase me arrependo de não voltar a ver isso. Sua boca no meu pau é uma das poucas coisas que eu lembro na noite passada, e o jeito que ela me chupou é algo que eu não vou esquecer tão cedo. Tudo bem, talvez voltar a vê-la novamente, não seja uma má ideia.

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Como o cavalheiro que sou, empurro-a novamente com o pé na intenção de obter o seu número, mas ela se vira novamente e continua roncando. Vou pegar isso como um talvez e convencer um dos meus amigos a procura-la pra mim, no próximo fim de semana. Eu olho ao redor da sala para qualquer sinal da minha camisa, mas não acho. Provavelmente Tripp está histérico agora. Era suposto que eu estivesse em uma conferência de imprensa esta manhã. Eu belisco a ponte do meu nariz. Merda. Onde diabos está minha camisa? —Acorde! Uma de vocês me diga onde diabos está o resto das minhas roupas. —Eu começo a perder a paciência, e só quando estou prestes a bater em algo, meu telefone começa a tocar novamente. —O que? —Grito agudamente respondendo e imediatamente me arrependendo quando percebo que Mark está do outro lado. —Onde? Merda. Você está, filho da puta estúpido? – Grita através do telefone. A princípio, Mark é um cara muito difícil, além de ter sido conhecido por literalmente assustar as pessoas a merda, mesmo sem toca-las. —Mark, cara, eu sei -, eu digo. —Eu sei que a fodi. Mas eu não tinha ideia... — —Você sabe que a fodeu? –Espeta. —Está me fodendo agora mesmo? Se presumi que você deveria estar em uma entrevista pósluta às nove horas da manhã. Eu estava começando a pensar que você estava morto em algum lugar. Ninguém poderia te encontrar. Você realmente poderia querer estar morto quando eu terminar

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com você esta noite. Leve sua bunda desgraçada e sem valor para a academia antes que eu vá te buscar eu mesmo. — —Eu estou em... -Eu começo, só para ouvir o clique da linha que foi desligada *** Eu entro no ginásio em que eu praticamente vivi durante os últimos oito anos e acho um homem muito bravo mastigando seus dedos no balcão. Depois do telefonema de Mark, desisti de encontrar o resto de minhas roupas e mantive minhas meias e calças molhadas. Felizmente, as chaves do meu Rover estavam no meu bolso, então consegui transportar minha bunda e chegar ao ginásio em menos de quinze minutos. O olhar de Mark se concentra em mim quando eu entro. Sem dúvida, na minha atual roupa ou despido, como estou, sabe o que eu estava fazendo na noite passada. Arrastando meus pés em direção a ele, levanto minhas mãos em sinal de rendição. —Mark, cara, me escute antes de começar a gritar de novo. – Mas é difícil encontrar uma explicação que o acalme, mas ele não parece querer ouvir nada disso. Quando eu chego perto o suficiente, ele me bate com força na minha nuca antes de me empurrar para a gaiola. —Brec, me escute agora. Eu não preciso ouvir seu absurdo sobre essa manhã. Eu sei exatamente porque você está chegando

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agora. Você está fedendo a álcool e perfume barato. Eu não quero ouvir mais desculpas. Estes últimos meses, eu te deixei e mantive minha boca fechada enquanto te observava se autodestruir aos poucos. Mas, depois da noite passada, não vou mais ficar em silêncio. – Se detêm para recuperar o fôlego, seu rosto tomando um tom de vermelho que raramente o vi. Mas é o olhar em seus olhos que realmente me assusta pelo que pode ser a primeira vez na minha vida. —Vamos, cara, —eu imploro. Ele zomba. —A atuação da noite passada foi assustadora. Watkins é metade do lutador que você é. Me escuta? A metade! E, ontem à noite, quase levou seu título. —Lançando os braços para cima, começa a andar de um lado para o outro. —Você pode não precisar do dinheiro. Você pode lutar porque sempre foi o seu sonho. Mas, droga, eu te conheço e se você tivesse perdido a noite anterior para aquela maldita doninha, você nunca teria se perdoado. — Aí está. Essa é a razão pela qual ele está gritando comigo como se eu fosse uma criança que só trouxe uma nota ruim para casa. Ele está com medo. Com medo do que eu teria feito se realmente tivesse perdido. E ele está certo. Se eu tivesse perdido para alguém tão inexperiente como Watkins perderia a única coisa que realmente é importante na minha vida, quem sabe onde eu teria acordado esta manhã. Sim tive sorte, eu poderia estar na cadeia local.

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—Tem razão. —Eu suspiro. Realmente não há mais nada a dizer. Não quer minha explicação. E, francamente, depois da repreensão, não tenho o coração para fazer alguma coisa de qualquer maneira. —Toda a razão. Agora, vá se trocar e colocar sua bunda naquela gaiola. São quase quatro horas. Você terá sorte de sair daqui antes da meia noite com o que eu tenho planejado para você -, diz Mark. Eu nem me incomodo em tentar argumentar o fato de que não é suposto que deva treinar durante as próximas duas semanas. Essa é a punição por ser eu esta manhã. Eu mereço. E, se eu for honesto comigo mesmo, provavelmente mais. Sem mais palavras, eu vou em direção ao vestiário, enquanto rezo para que alguém tenha alguma aspirina.

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2 Sidney Hoje é meu aniversário e eu não tenho nenhum plano. Bem, isso não é verdade. Tenho planos; só que eles não envolvem a celebração do final dos meus vinte anos. É sexta-feira, o que significa que Connor tem diálise. Seus tratamentos para filtrar o sangue porque o seu rim não é capaz de fazer isso, eles são três vezes por semana. Abby está na cidade esta semana, e como ela estará por perto para o nos próximos dias, está levando-o para seus compromissos. Embora não me incomode ter que levar Connor, ter Abby aqui para compartilhar parte da carga é útil, especialmente quando se trata de trabalho. Desde que eu não tenho vida, além de trabalhar e Connor, agora eu tenho muito tempo livre. O que significa que eu pude aproveitar minhas tardes de tratamentos de Connor com poucas queixas do meu chefe. Mesmo assim, ainda há muito trabalho a fazer, então planejo passar meu aniversário trabalhando até tarde para pôr em dia todas as coisas que eu não tinha sido capaz de fazer a maioria do tempo. Olhando para a planilha no meu computador, penso em como cheguei a este ponto da minha vida. Quando me formei como a melhor da minha classe, eu sabia que seria a diretora financeira de uma megacorporação dentro dos próximos cinco anos. Era inteligente, organizada, motivada e indo para gerenciar minha

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própria empresa em um curto espaço de tempo. E então a carreira de Abby decolou e a minha de repente, foi suspensa. Com a morte de nossos pais em um acidente de carro durante meu penúltimo ano do ensino médio e nosso irmão mais velho nas forças armadas, Abby não tinha ninguém para contar para ajudá-la com Connor. O dia em que Abby veio chorando e pedindo ajuda, eu não hesitei. Eu amei Connor com todo meu coração e não conseguia digerir o pensamento de Abby contratar um estranho para cuidar do meu sobrinho, enquanto ela estava fora cobrindo histórias por vários dias seguidos. No início, foi apenas um dia aqui ou ali. Mas, em pouco tempo, já passava mais tempo em sua casa do que na minha. Quando ela veio animada porque tinha atribuído o maior relatório da década, não fiquei surpresa quando me pediu para me mudar permanentemente. Apenas no dia seguinte, eu coloquei meu incrível apartamento no centro de Atlanta para venda e me estabeleci na casa de Abby. Às vezes, ao longo dos anos, me senti ressentida por Abby e sua carreira fantástica, mas depois, quando Connor me abraça sem qualquer razão ou quando eu o tenho na minha cama em uma noite de escola, o ressentimento é instantaneamente substituído pela alegria. Como eu poderia ficar ressentida com Abby por me dar o presente do amor incondicional de uma criança? Recusando-me a limpar meus pensamentos, eu me concentro novamente no trabalho e começo a consertar contas. Estou absorta em decifrar porque os números não se encaixam quando tocam a parede do meu cubículo.

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Eu olho para cima e fico surpresa ao ver a maior parte da seção onde trabalho aglomerada com balões e um bolo. —Feliz aniversário—, eles dizem em uníssono. Surpreendida pelo gesto, pisco várias vezes para manter as lágrimas na baía e limpar minha garganta. —Deus, pessoal! Como vocês sabiam que era meu aniversário? —Eu pergunto honestamente. Mesmo que eu goste muito de trabalhar com as quatro pessoas na frente eu não interajo muito com eles fora do trabalho e não tenho ideia de como sabiam que era meu aniversário. Ao colocar o bolo na minha mesa, Mindy diz: —Um passarinho nos contou. Que planos você tem para esta noite? —Pergunta com um largo sorriso. —Oh, bem, você está vendo-os -, eu respondo um pouco tristemente. Jake se aproxima e nega. —De jeito nenhum, Sidney! Você não pode passar seu aniversário de trinta anos sozinha no trabalho. Nós fizemos reservas no restaurante de sushi ao final da rua. Nós vamos levá-la para jantar e beber. E talvez, então, dançar. -Ele diz enquanto coloca a mão no meu ombro e aperta. Eu tento esconder minha careta de dor ao seu toque e casualmente eu me afasto dele para que sua mão seja forçada a sair

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do meu ombro. Ultimamente, Jake tem sido mais amigável do que o habitual e começo a questionar suas intenções. No entanto, sushi parece ótimo, eu penso. E eu não saí em séculos. Mas há muitas coisas que preciso fazer. Eu dou uma olhada na lista de tarefas, o que eu faço todos os dias. Há mais coisas para fazer do que já fiz. —Oh não! Nem pense em uma maneira de fugir disso -, diz Mindy quando ela me vê olhando para a lista. Fingindo um suspiro de frustração, eu me rendo: —Se insistem. Não vou recusar sushi e bebidas. A que horas é o jantar? — Com um grito e aplausos exagerados, Mindy responde: —Às seis e quinze. Nós vamos nos divertir muito, Sid. Agora, corte o bolo. Eu tenho morrido por um pedaço por toda a manhã. — Eu olho em volta para os rostos sorridentes das pessoas com quem trabalho e por uma vez, me encontro emocionada para esta noite.

*** Exatamente às seis horas da tarde, eu me afasto do meu computador e movo meus ombros duros. Com a promessa de ter uma noite só para mim, fiz o meu trabalho rapidamente e consegui completar tudo o que estava na minha lista em um tempo recorde.

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Eu olho para a lista mais uma vez antes de pegar meu telefone e parar no contato de Abby. O telefone toca, então parece uma eternidade antes que ela finalmente responda. —Ei, sou eu. Acabei de ligar para ter certeza de que você realmente não se importa de sair com os amigos do trabalho hoje à noite. Se você precisar que eu vá para casa e te ajudar com Connor, apenas me diga -, eu digo. Depois que eu concordei em sair, enviei uma mensagem de texto para Abby para dizer-lhe sobre os meus planos e certificarme de que ela estaria bem sem mim para essa noite. Ela respondeu com entusiasmo e exortou-me a ter um bom tempo. Suspirando do outro lado da linha, Abby me repreende: —Sid, eu posso cuidar do meu próprio filho. É seu aniversário, pelo amor de Deus. Vá, se divirta. Conheça um cara. Tenha um sexo casual de aniversário ou algo assim. —Ela ri quando eu solto um gemido. —Sexo casual de aniversário? —Eu pergunto em descrença. É como se não me conhecesse. —Eu nunca tive sexo casual e não vou começar agora. Falando sério, você tem a lista de medicamentos de Connor? Está no refrigerador Certifique-se de marcar cada um à medida que você lhes dá. Caso contrário, eles poderiam ser repetidos. —Oh Deus, Sidney. Sim, eu tenho a lista. Sim, vou marcar todos eles. Você e suas malditas listas -, ela murmura baixinho, mas alto o suficiente para eu ouvir. —Só me certificando, Abby! -digo.

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—Eu vou desligar agora. Eu te amo, Connor diz que ele também te ama e que vá e divirta-se. Horrorizada, pergunto: —Ele ouviu você me dizer para fazer sexo casual de aniversário? –Gemo novamente quando sua risada passa pela linha telefônica. —Não, não acredito. Ele tem seus fones de ouvido. Além disso, se tivesse feito, ele provavelmente concordaria comigo. Você precisa liberar um pouco do seu estresse. Eu sei porque eu necessito... — —Bom. Eu vou desligar agora. Eu te amo, Ab. Dê a Connor um beijo de minha parte. -Retiro o telefone do ouvido e termino a ligação. Meu telefone só tem 20% de bateria sobrando, então eu faço uma nota mental para carregá-lo no carro. Eu não quero que esteja desligado em caso de haver uma emergência em casa. Pego minha carteira e vou ao banheiro para retocar meu batom e rímel. Apenas dois itens de maquiagem que eu mantenho e agradeço em silêncio que nossa empresa aceita sexta casual. Caso contrário, sairia para dançar em um terno e isso não seria legal. Eu chego ao restaurante no horário combinado e vejo que todo mundo me espera em uma sala privada. Há um lugar vazio ao lado de Jake e quando ele me vê entrar, ele se levanta e me diz para se sentar ao lado dele. Eu reprimo um

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gemido. Vários pacotes embrulhados estão no centro da mesa e assim que me sento, Mindy começa a entregar para mim. Eu os abro um por um rasgando os pacotes, surpresa ao ver que meus colegas de trabalho parecem me conhecer melhor do que eu pensava. Mindy me deu uma agenda. Há um cartão de presente para o café local e uma garrafa do meu vinho favorito. A conversa flui livremente pelas próximas duas horas enquanto nos enchemos de peixe cru e eu me vejo me divertindo. Eu estou surpreendida por esta revelação e por um breve momento, a culpa me subjuga. Por que eu mereço ter um bom tempo quando Connor está em casa, sentindo-se doente por causa do tratamento que ele teve hoje? No entanto, eu afasto esses sentimentos e me lembro que vou fazer trinta anos apenas uma vez na minha vida. Além disso, Connor quer que eu me divirta esta noite. E, no fundo, sei que mereço isso. Eu tenho que parar de deixar a culpa me oprimir. Estou pegando meu copo de vinho quando sinto uma mão na minha coxa. Viro a cabeça bruscamente para a esquerda e vejo Jake me encarando. —Ehhh, —eu gaguejo, incapaz de formar palavras. Eu inclino meu corpo para longe dele para que sua mão caia da minha perna e dou uma olhada questionadora. Eu ainda estou muito chocada com o seu avanço para ter um pensamento coerente, então eu continuo a pregar seu olhar com minhas sobrancelhas arqueadas e esperando que dissesse alguma coisa.

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Por sorte, parece que ninguém ao nosso redor notou meu súbito silêncio. Inclinando-se para mim, Jake diz apenas uma nota por cima de um sussurro: —Vamos lá, Sidney. Você já deve saber que estou interessado. Você é linda, você sabe. Por que você não me deixa te ajudar a comemorar seu aniversário um pouco mais? Só nós? Você quer sair daqui? — Eu quero responder a ele, mas de repente minha boca está mais seca do que o deserto do Saara. Eu tomo um grande gole do meu vinho Pinot Grigio, meu favorito, esperando que apenas não apenas que umedeça minha língua ressecada, mas também me ajude a decifrar o que vou dizer. Embora eu não tenha sorte, porque tudo o que ele pode fazer é me dar tempo para pensar. Mesmo que eu esteja chocada com sua declaração, eu também estou lisonjeada. Com uma cabeça cheia de cabelos castanhos escuros que sempre está perfeitamente arrumado e brilhante e olhos azuis esverdeados que me lembram o oceano das Bahamas, Jake é um cara muito atraente. Eu observei como as outras mulheres no escritório ficam vermelhas quando ele fala com elas, especialmente com Mindy. Ele também está disposto a ajudar sempre que eu tenho uma pergunta ou preciso de alguma orientação para equilibrar as contas. Mas eu tenho um pressentimento que tenha um caso grave de síndrome do homem pequeno. Com uma altura de um metro e setenta, ele não é muito mais alto que eu. E parece que ele tenta compensar sua baixa estatura

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com uma personalidade imponente e um caminhão monstruoso. Jake passa a primeira hora de cada manhã de segunda-feira nos contando tudo sobre as façanhas malucas que ele fez durante o fim de semana, que normalmente envolvem barcos, festas e mulheres. Esse estilo de vida parece ótimo, se tivesse vinte e um anos. Mas ele só faz isso parecer que ele tenta demais. E é um grande balde de água fria. Eu sou atraída apesar disso, o pensamento de que está interessado em mim é lisonjeiro. Já faz um tempo desde que eu tentei sair em um encontro e, por um segundo, contemplo o pensamento de dizer sim. Qual é o pior que poderia acontecer? Jake coloca a mão na minha perna mais uma vez, em um lugar muito mais elevado que antes e começa a esfregar lentamente o polegar de um lado para o outro, subindo e descendo a costura do meu jeans. Estou enojada no momento e encontro minha voz. —Não -, eu simplesmente digo. Ele levanta as sobrancelhas, mas praticamente continua a me incomodar com o polegar. —Não? Ele pergunta. —Jake, trabalhamos juntos. Isso seria inapropriado. Estou lisonjeada, realmente. Mas não. -Eu tento não notar o desdém na minha voz por não tornar as coisas incômodas no trabalho na segunda-feira.

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Sem esperar pela sua resposta, dou as costas e interrompo a conversa de Mindy. —Ei, senhorita. Muito obrigado por organizar isso. Eu tive uma ótima noite, mas estou moída. Eu acho que vou pagar minha conta e logo dirigir-me para casa -, eu digo rapidamente. Tudo o que posso pensar é sair daqui, longe das mãos inquietas de Jake. Mindy grita: —De maneira nenhuma! Supõem-se que iríamos dançar depois que saíssemos daqui. Esperava ensinar meus movimentos de garota branca. — —Apenas porque eu vou para casa não significa que você deveria ir —lhe digo sorrindo. Estou um pouco desapontada porque vou perder de vê-la dançar, mas se concordar em ir, não vou conseguir que Jake me deixe em paz. Para não falar da lista de tarefas para fazer amanhã e planos com Connor, para os quais não quero ter uma ressaca. —Prometo que vamos fazer isso de novo. E não vou sair mais cedo da próxima vez, garanto-lhe. — Ainda fazendo beicinho, Mindy pega meu braço. —Vamos lá, Sidney! Não é mesmo tão tarde. Nós vamos sozinhos para um clube e prometo que se você quiser sair depois que chegarmos lá, eu não vou protestar! — Eu verifico meu relógio e vejo que ela está certa. São apenas quinze para as dez. Rendendo-me, eu digo:

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—Oh está bem. Eu só faço trinta anos uma vez. Depois deste ano, eu volto para os vinte e nove. Eu irei. — Mindy grita e me agarra para um abraço rápido. —Vamos ao Raw! Você já esteve lá? — Eu nego. Eu não estive em um bar em seis anos. —Oh, meu Deus. É a melhor boate de Atlanta. Eu conheço um garoto que trabalha de porteiro esta noite, então definitivamente entraremos. —Aplaude e pula animada novamente. Seu entusiasmo é contagiante e antes que eu perceba, estou ansiosa por também mostrar meus movimentos de menina branca.

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3 Breccan Mark me fez treinar duplo ontem, como punição por não me apresentar na conferência de imprensa. Eu tentei dizer-lhe tantas vezes que as conferências de imprensa no dia seguinte me matavam. Não há nada que eu queira menos, do que me apresentar e repetir a minha última vitória. Tenho duas semanas de férias depois de cada luta por uma razão. Eu preciso relaxar, de preferência em um clube com uma boa bunda e uma garrafa de Crown. Que provavelmente é a razão pela qual o programa tão cedo na manhã seguinte. Constantemente agenda minhas aparições a eventos, para que comecem antes que a porra do sol saia, dizendo quando esse tipo de coisa deve ser feito. Mas tenho a sensação de que ele faz isso para ter certeza de que não fique acordado até tarde na noite anterior. Razão por que, tão logo acordei esta manhã, liguei para Tripp para pedir-lhe para ir a um clube comigo. —Ei cara. Era hora de você chegar. Eu estive esperando por você como um idiota por duas horas, já são —eu olho para o meu relógio —quase onze e meia. Onde você foi? —Eu pergunto, enquanto desenrolo as mangas da minha camisa. —Sim eu sei. Algo surgiu e me atrasou. Sinto muito. Ei, isso é um bom relógio, é novo? -Ele pergunta, não se incomodando em desviar o olhar do seu celular. Algo acontece com ele. Mas eu não pergunto nada.

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—Sim. Eu acabei de comprar. Eu pensei que eu merecia depois da minha última vitória. É um Cartier. Parece bom, certo? É muito grande, mas você sabe o que dizem. Seja grande ou não faça isso! —Eu sorrio arrogantemente. Tripp levanta uma sobrancelha. —Realmente? O que eu geralmente ouço, é isso, brinquedos grandes compensam algo muito pequeno. —Finalmente, olha para cima e levanta a mão colocando o polegar e o indicador a apenas alguns centímetros de distância apontando minha virilha. Eu movo meus ombros, não dando importância. —Bem, talvez você deva perguntar à sua irmã se algo precisa ser compensado. —Empurrando-o no ombro, me arrependo imediatamente do que eu disse. Não porque Reb não é a mulher mais sexy que eu conheço, mas porque, embora pareça clichê, é definitivamente a irmã que eu nunca tive e pensar em fodê-la é o caminho mais rápido para iniciar minha ereção. —Ah, vamos lá cara. Eu não quero pensar sobre a minha irmã desse jeito. Quanto você gastou com essa porra de coisa? — Sou muito grato pela mudança de assunto. —Não muito. Foram como dois mil. Mas olhe para isso -, eu digo, levando-o ao seu rosto e levantando-o para que o admire. Apenas rola seus olhos. —Brec, vamos a algum lugar? Ou você preferiria que eu te deixasse sozinho com o seu relógio para que você possa mostrar o quanto você o admira?

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Olho para ele. Conheço Tripp há quatorze anos e é possível que suas piadas sejam tão ruins quanto eram quando estava no ensino médio. —Foda-se. —É tudo que eu digo a ele. —Vamos lá. Eu dirigirei esta noite. —Pego as chaves do balcão e vou para a saída. —Tem certeza? A última vez que saímos você bebeu demais -, diz ele, negando, pensando melhor o que ele vai dizer. —Na verdade, todo o tempo que nós saímos, você fica bêbado. Devemos pedir um táxi e passar todo o tempo relaxados e vemos como voltar para casa depois. Quando eu abro a porta eu sinalizo para ele sair primeiro, ele pega o telefone do seu bolso e pressiona um botão antes de levá-lo ao ouvido. O maldito tem o número na discagem rápida. Pressiono o botão do elevador, e então olho para ele removendo seu telefone das mãos. —Ei. —Estou dirigindo hoje. Você pode pegar um táxi se quiser, mas eu estou saindo agora. —Eu rio enquanto tenta pegar seu telefone, amaldiçoando em voz baixa. Ele não está chateado. Mas eu definitivamente vou pagar mais tarde, Tripp é meu melhor amigo por um motivo. Honestamente, ele é o único que pode suportar toda a minha merda, e também devolvê-la para mim. —Você tem problemas -, ele murmura.

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Eu abro minha boca para responder com um —clássico— Breccan Carlise —Foda-se—, quando tira as chaves e corre para as escadas. —Filho da puta! Você toca no meu carro e eu mato você! —Eu grito. Eu gostaria de dizer que amo o meu veículo, mas que talvez seja pouco para dizer o que sinto por Velma. É completamente novo e uma absolutamente equipada Range Rover. Eu coloquei tudo o que podia, e então eu a levei para uma oficina para adicionar mais. Não há outro veículo como o meu. Eu tenho uma lista de regras que todos devem assinar antes mesmo de entrar. Velma é meu bebê e eu sou o pior pai super protetor que existe. *** Paramos na frente do clube vinte minutos depois. A fila que dá a volta na quadra, é uma mistura de caras, que são obviamente idiotas, e garotas seminuas com peitos falsos; minha versão pessoal do céu. Depois de estacionar, saio, estralo meu pescoço e movo meus ombros. Tenho a sensação de que será uma boa noite. —Eu posso dizer que esta será uma noite ruim —reclama Tripp. —O que? Por que diabos seria uma noite ruim? —Lhe dou um empurrão. —Velho, olha todas as garotas que você tem para escolher. Olha ali. -Eu aponto para um grupo de cinco garotas perto do final da fila.

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Provavelmente elas passaram duas horas se preparando para sair, e a decepção de estar no final da fila era evidente em seus rostos bonitos. —Vamos fazer a noite, Trippy. -Eu estou usando o apelido que mais odeia quando me aproximo delas. —Senhoritas! Todas parecem incríveis esta noite. Tenho certeza que levaram, o que? Quinze minutos para estar prontas? – Sorrio enquanto seus rostos se iluminam. —Esse tipo de beleza é natural, certo? – Digo ao mesmo tempo que mostro meu sorriso mais genuíno. A menina loira não está engolindo, mas o resto das garotas estão corando ou rindo tolamente. Na verdade, a reação mais típica que esperaria de um grupo de mulheres. —Seria uma pena se desperdiçassem sua beleza aqui fora, ao invés de ter uma bebida em suas mãos. Deve ser a sua noite de sorte, porque eu posso nos fazer entrar. Por certo, meu nome é Breccan. —Estendo minha mão para a loira incrédula. Aceita duvidosa. Talvez ela não confie em mim, mas nem ela pode resistir evitar a maldita fila e entrar. -Eu sou Ally. Ela é Autumm, Danielle, Britney e Kristal, —ela diz, apontando para cada uma. Eu esqueço seus nomes no segundo que ela diz. Após as apresentações, guio-as para a frente da fila. Eu quase me esqueci que Tripp estava comigo, até que uma delas começou a falar com ele.

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—Ei, acho que Breccan esqueceu suas maneiras. Eu sou Ally. Qual é o seu nome? —Diz a loira. —Brec não tem boas maneiras. É a razão pela qual ele me força a ir com ele. Costumo passar noites corrigindo seus desastres e o fato de que é um idiota completo. De qualquer forma, sou o Tripp. —Pega a mão que ela ofereceu e se aproxima. Eu movo minhas sobrancelhas em sua direção e ele chuta meu pé. —Por que diabos você fez isso? —Eu exijo. Antes que eu possa responder, o guarda está na nossa frente. —Identificações, por favor. —Está olhando as meninas antes de voltar sua atenção para mim. Surpresa se registra em seu rosto. – Oh merda, Breccan Carlise. KO. Cara, é uma honra conhecê-lo. Eu sou um grande admirador. Boss disse que se você se apresentasse eu poderia deixar você entrar imediatamente. — Eu não o reconheço e percebo que deve ser novo. Mas é óbvio que o Cara forte está completamente surpreso. Outra razão pela qual eu amo o que faço. —Prazer em conhecê-lo também -, digo, apertando sua mão. —Mike. Big Mike. Cara, isso só fez a minha noite. Demônios, minha semana -, ele responde, apertando minha mão efusivamente. Agradeço seu apoio antes de entrar na porta. Tripp rosna sobre as pessoas que sempre me reconhecem.

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A música está tocando e as luzes estão piscando, e agradeço as estrelas que eu não sou epiléptico, porque se eu fosse, eu estaria no chão rolando como um peixe fora d'água. É gostosa por dentro, e uma massa de pessoas estão pulando e se movendo na pista de dança com a última música de 2 Chainz. Uma vez que passamos para a seção VIP, uma garçonete anota nossos pedidos e eu grito as três garrafas diferentes de bebida que eu quero. Tripp me envia um olhar, mas eu ignoro enquanto escaneio a multidão. Meia hora se passa e já abaixei meia garrafa de Crown. Normalmente posso lidar com o meu álcool, mas o jantar foi há horas e o licor vai diretamente para minha cabeça. E para minha bexiga. —Tripp... Tripp, amigo... Trippy —Eu digo enquanto movo minha mão, tentando chamar sua atenção. Tripp não deixou o lado daquela garota a noite toda. Não posso lembrar do nome ou porque ele está me mandando olhares sujos. Tripp se levanta e passa antes de se sentar na cadeira ao lado da minha. —Brec, acho que você deveria beber um pouco de água. Merda, eu preciso de água e eu tomei metade do que você tomou.— Tripp é sempre a voz da razão. É uma das razões pelas quais o amo. Eu começo a dizer isso antes da minha bexiga me salvar do momento vergonhoso.

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Embriagado me aproximo dele. —Você sabe o que, Tripp? Eu tenho que urinar.— Afastando-me dele, eu empurro a multidão antes de chegar ao corredor que leva para os banheiros. Eu estou acenando para alguns caras que eu reconheço quando um movimento no chão, chama minha atenção. Deslizando de um lado para o outro, percebo que o movimento é uma menina engatinhando pelo chão. A catalogo como garota bêbada e continuo meu caminho para o banheiro. Quando eu saio momentos depois, a garota ainda está no chão. Algo nela me faz parar. Inclinando meu ombro contra a parede, eu a vejo se mover. Parece que está procurando por algo na parede. De vez em quando ela para, amaldiçoa e continua sua procura. Quando ela faz um gesto sacudindo seu rosto, finalmente decido falar: —Ei. Tudo bem aí embaixo? —Eu pergunto. Vira seu rosto para minha direção. —Parece que estou bem? -Responde. Apesar de sua atitude, ela é extremamente bonita. Tem pouca maquiagem, e seu cabelo vermelho ondulado está em toda parte, mas só acentua sua beleza natural. Levantando minhas mãos, eu digo: —Uau. Desculpe, só perguntei.—

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Sem a intenção de se levantar, ela tira o cabelo do rosto. —Sinto muito. Você não tem um conector no bolso, por acaso?— Pesquisando em meus bolsos, eu nego e agacho na frente dela. —Eu sou Brec.— Pega minha mão e acena um carregador de celular na minha frente. —Prazer em conhecê-lo, Brock. Eu sou a garota maluca que tem um celular morto.— Eu sorrio amplamente. —Não, é Brec.— Volta sua cabeça para a parede. —Vamos, deixe-me ajudá-la a se levantar deste chão sujo. Se você quiser, pode usar meu celular.— Pega minha mão, o menor sorriso escapa de seus lábios. Levantando, eu a coloco de pé. Ela não está vestida como qualquer outra garota no clube. Sua calça jeans se ajusta como um balão e mostra suas curvas, mas elas não são desenhadas. Seu top mal revela a pele, mas mostra seus braços torneados. —Aposto que eu parecia ridícula -, diz ela, empurrando o cabelo para trás de seu rosto. As palavras escapam da minha boca antes que eu possa detêlas:

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—Alguém tão bonita como você nunca poderia parecer ridícula. – Excelente frase idiota. Corando, guarda o celular e o carregador em seu bolso. —É muito gentil da sua parte me deixar usar o seu telefone. Se você tem certeza que não liga, vou mandar uma mensagem para minha irmã.— —Eu não teria oferecido se eu não me importasse, —eu respondo, sem deixar de olhar para ela até que ela timidamente abaixa o olhar. —Toma —Eu ofereço meu telefone. Ele aceita e sorri. —Apenas uma mensagem -, ela diz antes de escrever uma mensagem rapidamente então devolvendo para mim. —Espere. Eu provavelmente deveria eliminar isso. —Ela pega meu celular, me dando um sorriso malicioso. Estou perdido em seus brilhantes olhos azuis, enquanto seus dedos deslizam pela tela, fazendo Deus sabe o que no meu celular. Entre o álcool e essa mulher, nada me incomoda. Ela provavelmente poderia roubar meu telefone e não tenho certeza se iria protestar. —Obrigada novamente. —Dá-me o telefone na minha mão antes de girar para ir embora. Eu a seguro pelo braço. —Ei, aonde você está indo? Você não me disse seu nome.—

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Olha através de seus cílios, enquanto coloca uma mecha de cabelo atrás da orelha. —Eu sou Sidney. Sidney Sidney Porra, lembre-se disso, seu idiota bêbado. Sid... ney. —Sidney. Que nome lindo. Fica. Você está aqui sozinha? —Me apresso, fazendo o meu melhor para esconder meu ser embriagado. Orando para dizer sim, não só porque estou interessado nela, também porque, que tipo de idiota deixaria ela rastejando pelo chão? Seu olhar viaja de um lado para outro, enquanto sorri. —Você está tentando me levantar?— —Bem, tecnicamente eu apenas fiz isso —digo a ela, enquanto eu aponto de onde ela estava no chão. —Touché. —Seu sorriso se torna mais amplo. -Na verdade, estou aqui com uns amigos.— Estou feliz que você não mencionou nenhum namorado, eu ofereço: —Deixe-me comprar uma bebida para você? Nega.

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—Obrigada, mas não, obrigada. Eu não estou bebendo. Na verdade, eu estava pronta para ir para casa. —Bem, deixe-me comprar um refrigerante. Água? Eu ouvi que o barman faz um incrível Shirley Temple —eu respondo, determinado a não a deixar ir ainda. Ri e o som mágico me faz girar. —Qual é a pressa? Marido esperando em casa?— Negando mais uma vez, responde: —Nope. Apenas minha poltrona e Netflix.— Dramaticamente, coloco minha mão no meu coração e dou meu melhor sorriso. —Você é linda demais para desperdiçar na sua poltrona. Venha, pegue uma bebida sem álcool comigo. —Derrubo meu lábio inferior em uma tentativa de parecer patético o suficiente para dizer sim. Merda. Eu estou realmente fazendo isso? Eu sou recompensado com um grande sorriso e um sim com a cabeça. Sim. Sim, estou fazendo isso. —Como posso resistir ao rosto de cachorro? —ela ri. Levantando meus braços, eu grito:

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—Disse que sim! -Tendo-a pela cintura, eu a levanto e de brincadeira começo a girar em círculos. -Disse que sim! Movendo meus braços para longe, ela diz: —Deus meu, abaixe-me! Jesus, o quanto você está bêbado? Sorrindo de orelha a orelha, eu digo: —Eu só tomei três bebidas. -Eu levanto cinco dedos e pisco. Negando, ela murmura: —Multiplica pelo menos por dois.— Pronto para continuar nossa conversa com uma bebida na mão, coloco minha mão em suas costas pequenas e a guio até o bar. Tocando na barra do bar com meus dedos, chamo a atenção do barman. —Eu vou levar uma Crown e Coca. E a garota mais bonita do clube aqui quer um Shirley Temple.— Colocando a mão no meu bíceps, ela me interrompe: —Apenas água, por favor. Normalmente, eu iria flexionar uma vez só para ter certeza. Por essa garota? Eu fiz isso três vezes. Poucos minutos depois de lutar para não olhar para o decote, o barman coloca as bebidas à nossa frente. Eu passo a sua e eu levanto o meu copo oferecendo um brinde.

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Levantando uma sobrancelha sorri. —Espero que seja bom.— Eu limpo minha garganta antes de dizer: —Para telefones celulares. Que o seu esteja sempre morto e que os conectores estejam perdidos e que os heróis estejam em abundância. -Eu paro, me dando conta do que eu disse. Então eu me corrijo: —E para heróis, eu me refiro a mim. Que eu seja abundante. —Bato nossos copos. Ri antes de tomar um pequeno gole. —Está bem, está bem.— —Então, Sidney. O que te trouxe a este belo estabelecimento hoje à noite? —Pergunto. —Um carro -, ela responde, seus olhos brilhando. Repetindo as palavras que ela disse anteriormente, eu digo: —Touché. —Hoje é meu aniversário -, diz, o que faz com que volte a cabeça. —O que? É seu aniversário hoje e você estava a caminho de casa para o seu sofá e Netflix? —Eu olho para ela com falso horror. Ela ri novamente. —Ou você estava realmente indo para casa para assistir Netflix e descansar? -Eu levanto uma sobrancelha

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As suas se juntam —Bem... acho que ia descansar? -É uma pergunta. Com certeza você sabe o que quero dizer, mas eu te pergunto de qualquer maneira: —Você sabe o que quero dizer, certo?— Negando, ela diz: —Não, deveria?— Estou espantado e eu mordo meu lábio inferior para não falar sobre os detalhes sujos do que deveria ser sua noite sozinha. —Então é seu aniversário. Onde estão seus amigos? —Eu pergunto fazendo como se estivesse olhando em volta dela. Ela encolhe os ombros, não se importando. —Bem, na verdade, eles são mais como colegas de trabalho. E eu só posso supor que eles estão se movendo com a música que está tocando. —Move o canudo ao redor do seu copo de plástico. Chamo o barman mais uma vez: —É o aniversário dela! —Eu grito sobre a música. —Eu acho que outra bebida de água está a caminho!— Ele revira os olhos, não se importando com o que acabei de dizer. Então eu volto para Sidney e aponto com o polegar. —Algumas pessoas simplesmente não reconhecem uma ocasião para celebrar.—

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O vermelho ainda está em suas bochechas quando as bebidas são colocadas na frente de nós. Eu passo sua água fresca. Depois de dar um gole na minha bebida, eu digo: —Colegas de trabalho? O que faz para viver?— Sorrindo no seu canudo, ela responde: —O que faz você? Espere, não me diga. Deixe-me adivinhar. Depois de colocar minha bebida no bar, eu esfrego minhas mãos juntas. —Ah isso vai ser bom. Adivinhe— Ele move a cabeça para um lado e faz um pequeno show para me estudar. —Guarda-costas para uma celebridade?— Eu mordo minha língua e eu nego. —Não? Emm... Jogador de futebol profissional? Eu tinha ouvido isso um milhão de vezes. Eu reviro meus olhos e rosno. —Deus, é tudo que você tem? Ela passa a mão pelo seu cabelo vermelho macio, e eu não consigo deixar de notar o quão suave que se vê. Meus dedos formigam para tocá-la, mas eu preciso manter minhas mãos ocupadas. —Eu tenho! Lançador de dardo profissional?

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Eu solto uma grande risada. Eu nem sei o que é um dardo, mas a maneira como ela ri de sua própria sugestão me faz desejar dizer sim e assustar ela. —Deus, você é terrível neste jogo. Tudo bem, minha vez. -Eu não digo o que é o meu trabalho realmente, eu não quero assustála. Muitas mulheres adoram a ideia de ter um lutador premiado. Embora tenho a sensação de que ela subiria morro acima ao menor sinal de violência. Qualquer um pode ver, bêbado ou não, essa mulher é incrível assim como é. Fazendo o que ela tinha feito antes, eu a estudei da cabeça aos pés. Meu olhar ficar em seu rosto um pouco mais do que o necessário. Suas bochechas coram antes de ela ficar com os olhos brancos. Deixando meu transe, começo a adivinhar: —Bem, você é linda. Obviamente você é uma modelo. É pelo menos trinta centímetros mais baixa que eu, então não vai andar em qualquer passarela, mas a maneira como seus olhos se iluminam ante a lisonja, me dou um tapinha nas costas. Ela me joga um guardanapo. —Você disse que eu era ruim. Você é pior que eu! Me esquivo facilmente.

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—Ok, você perdeu sua ligação. Vendedor de carros usados, desculpe-me. —Vendedor de carros usados? Seu queixo cai. —Merda Como você sabia? Espere, eu te vendi uma minivan Kia na última semana? Eu sabia que você me era familiar. Ela está brincando comigo e estou gostando. Eu nunca tive uma conversa leve e fácil com uma mulher antes. Eu mordo meu lábio. —Você deve me confundir com outro lançador de dardo. Não tem jeito que me encontram em um Kia. Incapaz de resistir mais, eu corro meus dedos pelas pontas de seu cabelo encaracolado. É tão suave como eu imaginava. Eu me aproximo, tentando beijá-la, mas sou parado com uma mão empurrando meu ombro.

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4 Sidney Meu, esse cara é lindo. Eu estava me divertindo dançando tendo um bom tempo com Mindy quando percebi que eu não tinha deixado Abby saber que eu chegaria tarde. Depois de dizer a ela que precisava fazer uma ligação rápida, deixei Mindy dançando com outra das garotas do escritório. Não foi até que peguei meu celular que percebi que eu não tinha carregado depois de sair do trabalho. Irritada comigo, fui procurar por um lugar onde carregá-lo e acabei rastejando em torno do chão imundo nas proximidades dos banheiros. Aparentemente, não há nenhum tipo de código nos clubes noturnos, porque não havia nenhum conector à vista. Eu ainda estava esperando por um milagre quando ouvi uma voz bem atrás de mim me perguntando se eu estava bem. A resposta ácida saiu dos meus lábios antes que eu pudesse pará-la, e assim que olhei para ver com quem eu estava falando, eu me arrependi. Encostado na parede à minha frente estava o homem mais sexy que havia visto. Sendo pelo menos trinta centímetros mais alto que eu, estava cheio de músculos. Seus olhos azuis brilhavam sob sobrancelhas proeminentes, e seus lábios formavam um largo sorriso. Seu nariz tinha sido claramente quebrado, mas sua mandíbula forte compensou isso. Ele era forte e bonito e meu

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corpo imediatamente reagiu a ele de uma maneira que nunca havia reagido antes. Ele estava claramente bêbado, mas isso não o impediu de ser encantador. Normalmente, os homens que tinham bebido muito eram imediatamente rejeitados, mas sua inteligência rápida que me manteve rindo tornou mais fácil para mim esquecer o fato de que ele tinha levado muitos Crown e Coca. Sentados no bar, brincando um com o outro, eu não poderia ter o suficiente dele. Quando ele passou os dedos pelo meu cabelo, eu pensei que o meu coração nunca iria bater de novo. E o jeito que ele continua olhando para os meus lábios, como se quisesse beijálos, meu estômago caiu. Ele se aproximou e eu sabia que ele me beijaria. Então eu dei a ele um leve empurrão no ombro, impedindo-o de sua tentativa. —Alto aí. Nenhum beijo no primeiro encontro. Ele puxa o lábio inferior mais uma vez. —Mas seus lábios pareciam tão solitários. Eu estava apenas tentando te apresentar para o meu, você sabe, para que eles pudessem se encontrar. Eu não posso evitar e ri. Movendo meu cabelo para um lado. Curvo meus lábios —Outra frase brega para me ligar? Você está realmente se esforçando aqui. A cara de filhote de cachorro não vai ajudar desta vez, a propósito.

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Mesmo que eu esteja dizendo as palavras, minha cabeça está gritando para ignorar e deixar seus lábios terem contato com os meus. Ele se levanta e se aproxima de mim, tanto que posso cheirar sua colônia. É masculino e forte, mas não esmagadoramente. É o mais maravilhoso, eu não me importo se isso pinta para o grau de loucura, estou determinada a perguntar qual é, a fim de comprar uma garrafa e mantê-la junto a minha cama. Inclinando-se para mim, ele sussurra no meu ouvido: —Eu não quero fazer você se sentir desconfortável. Mas a noite toda eu estive observando sua boca perfeita. Toda vez que você lambe seus lábios, minha língua fica ciumenta. Eu preciso provar você. Ele se afasta e tem um meio sorriso no rosto. Meu estômago afunda e levanto a cabeça para ele. Minha regra estúpida de beijos, eliminada. Eu quero a sua boca na minha mais do que eu queria algo na minha vida. Meus lábios se levantam um pouco, dando-lhe permissão para me beijar, e eu fecho meus olhos quando ele começa a se aproximar. De repente, alguém me pega pelo braço e me sacode até eu sair do meu banco. Meus olhos se abrem e vejo Jake ao meu lado, com o rosto vermelho. —Que...? -Eu começo antes que me interrompa. —Afaste-se de uma vez, seu imbecil! —Ele grita, mas não tenho ideia de quem ele é.

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Brock entra na minha linha de visão novamente, e seu rosto é de raiva. Ele pega o outro braço e me puxa para ele. —Quem diabos é você? —Ele grita com Jake. Estou sendo puxada de um lado para o outro, como se eu fosse uma boneca de pano. A força de Brock vence e ele me empurra para trás antes de chegar na frente de Jake Empurrando-o, Jake grita: —Tire suas mãos da minha esposa, idiota. Eu movo minha cabeça em surpresa. A esposa dele Movendo-me para trás da parede muscular, fico entre os dois homens —Ouça, ouça. Vamos nos acalmar —Eu olho de um lado para outro antes de semicerrar meus olhos para Jake. —E eu não sou sua esposa -, eu digo bruscamente. Jake pega meu braço mais uma vez e me puxa para ele. Eu tropeço em seus pés e caio de bunda, gritando enquanto caio. Os olhos de Jake se apertam ates de dar um soco no homem bonito com quem passei a noite conversando. Brock se esquiva facilmente e olha para baixo, onde estou no chão. Eu caí fortemente no meu pulso, então eu o estou apoiando fortemente no meu peito, enquanto tentava me levantar. Brock me pega no meu braço bom.

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—Está bem? —Ele diz, com preocupação em seu rosto. Assentindo, eu digo: —Eu acho que torci meu pulso. Um movimento embaçado à minha esquerda me chama a atenção, enquanto ao mesmo tempo Jake vai ao ataque mais uma vez. Soltando meu braço, Brock vira e enfia o ombro no estômago de Jake, mandando-o voar. Jake pousa no bar e Brock imediatamente pula nele. Rastejando para fora do caminho, eu grito para eles pararem. Mindy aparece ao meu lado e me afasta da luta. Eu ainda estou gritando quando um homem quase tão grande quanto Brock agarra-o pela cintura e o afasta de Jake. Assim que Jake é liberado do seu aperto, Jake pega uma garrafa de cerveja e joga na cabeça do meu pretendente. Assim que começou, os guardas terminaram a luta e levaram Jake para fora do clube. Pegando minha bolsa, eu sigo Mindy fora do bar. Estou procurando por Brock, mas não consigo encontrar. Estou decepcionada com a maneira como a noite terminou, mas eu não digo nada enquanto eu permito que Mindy guie nossos caminhos para os veículos. Indo para o estacionamento, olho para o clube mais uma vez. Enquanto vou virando a esquina, o guarda que Mindy conhecia tirou Brock e seu amigo. Paro imediatamente, com a intenção de voltar, mas decido que é melhor não.

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Conversar com ele esta noite foi muito divertido, mas suas agressões e sua violência me assustaram. Eu continuo o vendo interagir com seu amigo pelo espelho retrovisor. De longe, os braços do seu amigo se movem rapidamente, parecem discutir sobre algo. Depois de alguns minutos, seu amigo coloca o celular no ouvido. Momentos depois, um táxi chega e seu amigo o coloca no banco de trás antes de entrar depois dele. Encolhendo os ombros, dou uma última olhada no homem mais interessante que eu conheci na minha vida, antes de ligar o meu carro e ir para casa.

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5 Breccan Depois de sair do banho na manhã seguinte, eu ligo a televisão, ficando fora do ar, ao som do meu nome saindo da boca do apresentador. Minha cabeça está me matando e eu tenho que diminuir o volume enquanto o seu segmento começa. —O lutador super estrela de MMA Breccan Carlisle parece estar desfrutando de sua última vitória na jaula. Porém, está desfrutando demais? Nossas fontes nos informam que Carlisle estava no Raw Club até tarde da madrugada antes de ser tirado do lugar, no que foi descrito como uma briga de bar. Não há registro de acusações contra ele por danos ao clube. O proprietário diz que estão verificando as câmeras de segurança e tomará sua decisão mais tarde durante o dia. A tela mostra várias imagens minhas, claramente intoxicadas, sendo arrastado para fora do clube por Tripp, muitos guardas irritados por trás de nós Eu faço check-in no meu cérebro, tentando lembrar exatamente o que foi que aconteceu para que isso resultasse em ser expulso do lugar. —Tripp! Ei O que aconteceu enquanto estávamos fora ontem à noite? Acabo de me ver no noticiário e... vamos dizer que não foi lisonjeiro -, eu digo enquanto meu melhor amigo entra na cozinha, esfregando o rosto.

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Preciso de pelo menos duas xícaras de café e dez aspirinas. Começo a procurar nos armários, tentando encontrar algo limpo, onde posso colocar meu café, quando Tripp começa a rir. Só que o riso dele não tem humor. —Você ficou bêbado. Foi o que aconteceu. O que mais tem que ser dito? Realmente o habitual. Você bebeu licor, você bebeu mais do que um humano deve beber, então você decidiu que precisava fazer sexo e você foi em busca de uma garota. Eu não tenho certeza, mas eu suponho que você tentou se relacionar com a garota de outra pessoa, e quando ele a reivindicou, a luta começou. Eu pisco, tentando desesperadamente lembrar de algo que ele disse. —Eu conheci uma garota. Eu me lembro agora. Eu acho. Qual era o nome dela? Eu penso em voz alta. Tripp joga os braços para os lados. —E como foda eu vou saber. Você conhece muitas mulheres. Aparentemente, o nome desta foi —roubada—, porque você quase nocauteou o pobre rapaz. Eu nego e digo: —Não. Ela não era. É por isso que eu bati nele. Eu acho. Merda, eu bebi demais. Como diabos chegamos em casa? Move o celular na minha frente.

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—Você não me dava as suas fodidas chaves, então eu coloquei sua bunda em um táxi. Você deveria ter me deixado ligar para um em primeiro lugar. —Você deixou Velma no centro da cidade? Você sabe que eu não a deixo em nenhum lugar! —Eu grito, embora eu seja grato por Tripp ter se adiantado e sido o responsável da noite. Mais uma vez. Tripp estrala o pescoço e seu rosto fica vermelho, o sinal iminente de que está prestes a perder a paciência comigo. Tentando fugir da situação antes de começar minha segunda luta menos de doze horas, o corto assim que ele abre a boca. —Sim. Sim. Você estava apenas tentando cuidar de mim. Olha, vamos buscá-la antes que o guincho faça isso. —Então me viro para sair da cozinha. Tripp me pega pelo braço, me forçando a olhar para ele. —Brec, temos sido amigos desde sempre. Você sabe que eu considero você meu irmão. Principalmente para aproveitar sua fama e porque eu amo você. Eu posso ver onde isso está indo, e eu quero pará-lo desesperadamente. Não faço nada de sentimentos. Não com mulheres, e definitivamente não com o único cara que me apoia. Uma cena da noite anterior cruza minha cabeça, e eu lembro de querer dizer a ele que eu o amava. Fazendo caretas para a lembrança, eu silenciosamente dou graças a Deus por não deixar

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aquelas palavras saírem da minha boca. Eu não acho que meu estômago aguente sentimentos. Eu sorrio para ele e eu sinalizo para ele esquecer. —T. Não sou gay. Pare de flertar comigo —digo em uma tentativa patética de colocar humor na situação, mas é realmente para parar a conversa antes que se inicie. Mas parece que Tripp não está aceitando um não como resposta esta manhã, ele está levantando a mão para me calar. —Eu não estou brincando neste momento. Você é meu irmão e como irmão, é meu dever dizer isso a você. —Diminui a distância entre nós aproximando-se o mais perto que pode do meu rosto até os nossos peitos quase estarem batendo. —Você precisa parar. Você está saindo de muita festa. Você tem sorte de ter um lugar para ir desde que os donos te conhecem. – Me empurra a partir do peito. —Você tem sorte de ter conseguido entrar em um táxi. E você é um sortudo filho da puta que o outro cara foi quem deu o primeiro golpe. O que o inferno está acontecendo com você ultimamente? Algo está acontecendo com você dentro e fora do ringue. Existe alg... Eu o interrompo antes que ele possa me perguntar mais. Ele está certo, mas me recuso a aceitar que minhas lutas estão sofridas. —Tripp, estou bem. Eu tive uma briga ruim... – não dando importância para o assunto, e eu continuo tentando que veja o meu ponto de vista, —que ainda assim ganhei. Assim que, mesmo no meu pior momento, sou melhor que os outros. Não há nada com o que deva se preocupar. Agora vamos para a minha caminhonete. E

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por favor, nós poderíamos não falar mais sobre o que aconteceu ontem à noite? Eu preciso de algo para comer que sufoque o álcool. E, com isso, termino efetivamente a conversa sobre meus hábitos de festa. Tripp não acredita em mim, mas ele não pressiona mais sobre isso.

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6 Sidney Três semanas mais tarde... As últimas semanas do tratamento de diálise de Connor foram difíceis para os dois. Em uma tentativa de manter tudo como antes, nós permitimos que ele continuasse indo às aulas. Suas sessões são à tarde, três vezes por semana. Isso também ajudou, porque eu era capaz de ir trabalhar todas as manhãs e tentar fazer tudo antes de pegar Connor na escola. Mesmo assim, as sessões geralmente o deixam exausto, e no momento que chegamos em casa, ele está cansado demais para comer, então chega diretamente a sua cama todas as noites. Ele até perdeu algum peso; sua roupa começa a se pendurar em sua figura já esguia. Quando ele está na cama, fico acordada a metade da noite, tentando terminar alguma papelada do escritório ou pesquisando algo que posso lhe ajudar com sua saúde. Eu fui tão longe, ao ponto de pesquisar no Google rins no mercado negro. Triste mas é verdade. Depois de encontrar algumas páginas extremamente horríveis, eu rapidamente deletei meu disco e rezei para que os federais não estivessem monitorando o uso da minha internet. Até o momento, nenhuma equipe da SWAT chutou minha porta, então acho que a história da pesquisa é... história. Mesmo que eu não tenha encontrado muito sobre como restaurar as funções do rim de Connor, eu li centenas de histórias

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de sucesso de pessoas que não receberam um novo rim, mas que vivem muito, vivem feliz. Isso me dá esperança de que Connor possa ter o mesmo destino daquelas pessoas, e essa é a única razão pela qual eu posso dormir à noite. Abby teve várias entrevistas ao redor do mundo, então ela tem estado fora na última semana. Eu tentei convencê-la a ficar e pelo menos levar Connor a um de seus compromissos, mas ela se recusa, dizendo que trabalha duro para conseguir essas entrevistas com os líderes mundiais. Sim teria que reprogramar, e poderia nunca ter outra chance. E, nas suas palavras: —Sidney, uma situação violenta de merda está se formando e o mundo merece saber o que está acontecendo. Como se me importasse uma merda o que as pessoas merecem. E sobre o que Connor merece? Dias depois dessa conversa, houve uma história que teve que reportar da Índia, que a manteve longe até o início da semana. Esteve em casa o suficiente para levar Connor para sua consulta de quarta-feira, e logo teve que sair correndo uma vez mais. Claro, ela tinha a certeza de trazer várias lembranças, incluindo um chifre com imagens gravadas de animais. Connor adorou e imediatamente colocou em exibição junto com sua preciosa bola de beisebol, autografada por toda a equipe do Atlanta Braves. Abby trouxe-lhe de presente quando cobriu a World Series que eles ganharam há dois anos.

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O chifre era uma bela e autêntica peça de búfalo, tenho certeza que ela pagou muito por isso, mas ele só conseguiu me incomodar ainda mais. Enquanto o rim de seu filho falha, ela está comprando para ele pequenas coisas na esperança de que o ajude a esquecer que mãe terrível ela é. Quando anunciou que iria outra vez, eu nem perguntei para onde ela estava indo desta vez. Eu não me importei. Ela poderia sair e salvar o mundo como Batman e eu não estaria interessada. O único lugar onde realmente se precisa dela é aqui, com seu filho, cuidando dele e apoiando-o. Mas é o único lugar onde não está. É óbvio que ela ama Connor. Seu rosto se ilumina quando fala sobre ele, e ela fala sobre seu filho para quem quiser ouvi-la. Mas não foi destinada a ser mãe. Seu destino era ter uma carreira. Abby sempre esteve pronta para sair correndo para cobrir grandes histórias, mas desde que soube o diagnóstico de Connor, evitou estar em casa mais do que o habitual. Eu estou começando a acreditar que está evitando a verdade sobre a condição do seu filho ao invés de procurar uma maneira de lutar. Quando chegamos ao centro de diálise, as enfermeiras nos cumprimentam calorosamente Sempre com um sorriso enorme no rosto, é fácil amar Connor. Julgando suas reações, ele já as amava também. Trazendo um pão de canela e uma garrafa de suco de laranja, Margaret diz: —Olá, Connor. Como está hoje? É claro que ela é um pouco suave com meu sobrinho por causa da maneira como fala com ele, embora não seja nada novo. Ela me

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lembra da minha mãe e isso machuca meu coração quando eu lembro que Connor nunca pode conhecê-la, porque tenho certeza que também o adoraria. —Eu estou ótimo. Eu nunca me senti tão bem, na realidade. Eu me sinto tão bem, que acho que é hora de acabar com esses tratamentos. Mas não se preocupe, Sra. Margaret. Eu não vou te esquecer. Eu estava planejando convidá-la para um encontro assim que eu recebesse minha licença para dirigir. Que está com apenas cerca de três anos de distância -, brinca Connor, com um sorriso bobo no rosto. Ela sorri para ele, mas seu sorriso é forçado. Eu sei exatamente o que pensa, mas é capaz de mascarar suas emoções e segue o fluxo. —Agora, Connor, você sabe que a Sra. Margaret não gostaria disso nem um pouco. É um pouco antiquado e não quer compartilhar com ninguém. Mas desde que você prometa me levar ao Olive Garden, pode ser nosso segredo. —Ela pisca para ele. Ela se vira e sorri para mim. —Onde está Abby? Eu pensei que, desde que eu estava de volta na cidade, a veria hoje -, Margaret pergunta gentilmente, uma expressão de preocupação na cara dela. Eu reviro meus olhos e abro minha boca para falar, mas Connor responde. —Ele está no Canadá! O primeiro ministro lá fez algo errado e ela está em uma missão para descobrir o que é e, em seguida, fazêlo responder por isso. Sempre está por trás dos bandidos e

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perguntando coisas que os incomodam. Diz que o mundo merece saber a verdade e que alguém tem que ser capaz de obter essas respostas. Descansando na enorme cadeira do hospital ao lado dele, eu mordo a língua. Quando ele coloca dessa maneira, eu me sinto um pouco culpada das coisas terríveis que eu estava pensando sobre Abby nessas últimas semanas. Sim Connor não se sente chateado porque sua mãe não está aqui, por que eu deveria? Eu estava tão zangada com os dois, nunca parei para pensar em como ele se sentiu sobre o fato de que Abby estava longe. Julgando o jeito em que seu rosto se iluminou ao falar sobre ela, realmente não parece chateado Sua mãe não esteve com ele nessas últimas três semanas. Olhando para seu Tablet, Margaret diz: —Muito bom, bonito. Diga-me sua data de aniversário mais uma vez. —Vinte e seis de fevereiro de dois mil e um —responde com um sorriso glamoroso. Margaret levanta a cabeça do computador. —Eu sabia que havia uma razão pela qual eu perdi o meu almoço esta tarde. Você tem idade suficiente para me levar para jantar depois de tudo! Rindo, eu empurro Connor no ombro.

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—Não me acrescente mais anos do que eu já tenho, amigo. Sabe que não nasceu em dois mil e um. —Está bem. Apenas me dê um grito se você precisar de alguma coisa -, diz Margaret. —Eu estarei aqui sonhando com saladas e palitos de pão. —Com outra risada, volta sua atenção à sua mesa, e Connor e eu nos sentamos em um silêncio confortável. Aproximando-me dele, eu movo seu cabelo bagunçado e ele me dá um de seus famosos sorrisos. Eu me inclino de volta no meu assento mais uma vez, mas eu o aproximo. Tendo doze anos, Connor é alto para sua idade, tendo pelo menos dez centímetros a mais que meus um metro e sessenta. A maioria dos rapazes tem sua altura na adolescência, mas ele não. Durante o verão cresceu pelo menos quinze centímetros e ganhou cerca de dez quilos, que foi exatamente o que era necessário para poder entrar no time de futebol júnior de sua escola. Eu fico olhando para o rosto dele e me pergunto sobre as origens de seus cabelos e olhos café escuros. Toda a nossa família é Américoirlandesa, e todos nós temos os mesmos cabelos loiros avermelhados e olhos azuis claros. Abby diz que o pai de Connor também era irlandês, mas há dúvidas. Abby voltou grávida das férias de primavera e nunca nos disse nada sobre aquela semana de sua vida. Apesar de suas alegações, não há nada em Connor que parece irlandês. Enquanto nós duas parecemos fantasmas ao longo do ano, sua pele se bronzeia facilmente no verão e mantém um brilho saudável durante todo o ano. Para o nosso infortúnio, ele gosta de tirar sarro de nós toda vez que ele pode. Se eu tivesse que adivinhar, eu diria que o pai dele é hispânico. Mesmo assim, sua qualidade mais curiosa é a falta

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de temperamento. Connor fica com raiva raramente e é sempre paciente. Que marido maravilhoso ele será algum dia. Meu estômago se contorce com o pensamento de algum dia. Connor não está no topo da lista de doadores, e as funções de seu rim tem diminuído. Não rapidamente, mas o suficiente para preocupar-se. Todo dia, cada vez que parece que não terá —algum dia. — Trato de não pensar em sua vida encurtada, porque não é justo. Eu me lembro do dia em que nasceu, tomando-o em meus braços e beijando seu rostinho, prometendo que estaria sempre ao seu lado e protegendo-o. E agora chegou o dia e quanto mais ele precisa da minha ajuda, não há nada que possa fazer. Eu não sou compatível, apesar de ter sido revisada três vezes com a esperança que um dia algo mágico mudasse. Mais uma vez, meu estômago encolhe quando me lembro da última vez que fiz o teste e o Dr. Barnes com olhos tristes, ele me disse que os resultados não eram o que ele sonhara. Eu daria para Connor meus dois rins se precisassem. Quando meu olhar volta a se concentrar, Connor está me observando com estranheza. Ele pega minha mão e percebo que tenho lágrimas caindo no meu rosto. Rapidamente uso a manga da minha camisa para limpar meu rosto. Silenciosamente agradeço aos deuses do meu despertador por não ter acordado a tempo de aplicar maquiagem. Caso contrário, pareceria o vocalista do KISS neste momento. Estou procurando um lenço quando ele quebra o silêncio.

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Baixando seu iPad e levanta as sobrancelhas. —Ei, tia Sid, você está bem? Tive que chamar seu nome três vezes antes de me ouvir. O olhar preocupado em seu rosto é esmagador, e eu estou prestes a chorar mais uma vez. Respirando profundamente para me acalmar, eu me forço a sorrir. —Estou bem, querido. Só pensando em... em... trabalho. -Eu respirei profundamente mais uma vez para tentar acalmar minhas emoções antes de apertar sua mão. —Eu não percebi que estava chorando. Eu te deixei triste? Ele arqueia uma sobrancelha com ceticismo, o que me diz que ele sabe que é pura mentira. Além disso, quem chora sobre a contabilidade de qualquer maneira? Connor é muito perceptivo, e faço uma anotação mental para trabalhar nas minhas habilidades de performance. —Não, não estou triste. Eu só não gosto de te ver chorar. Estar aqui comigo não te fez chorar, né? Eu posso vir sozinho, você sabe. Você e mamãe não precisam me tratar como um bebê o tempo todo. Não vou me quebrar -, ele diz com uma falsa coragem que eu quero acreditar tanto. Ele não percebe que, ao tentar provar para mim que ele cresceu, ele parece mais vulnerável do que nunca. Eu posso ver em seus olhos que ele nos quer aqui e que está com medo, mas ele está tentando se convencer de que ele não está aterrorizado com o que está acontecendo.

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Pegando a caneta que pedi para ele trazer, eu lhe digo a razão pela qual eu queria que viéssemos hoje. —Claro que não! E eu sei que você pode vir por conta própria, mas na verdade, eu adoro passar tempo com você. De qualquer forma, vamos esquecer isso. Eu sei que você falou sobre uma lista, e eu pensei que era hora de escrever as coisas. Além disso, entrei em contato com a Fundação Peça-um-Desejo. Sabe o que é? – Nem sequer me preocupei em esconder meu sorriso. Tem sido terrivelmente difícil esconder esse segredo. Eu nem tinha contado a Abby porque queria que Connor fosse o primeiro a saber. —Eu acho que sim. Eles não pagam para você ir para a Disney? Isso é ótimo, você sabe, mas eu já fui, e é para bebês, você não acha? -Seu rosto cai um pouco antes de olhar para o chão. Eu gentilmente sacudo o ombro dele. —Bem, sim, é uma das coisas que eles fazem. Mas a Fundação Peça-um-Desejo te concede qualquer desejo que você queira. Não basta ir para a Disney. Pode ser qualquer coisa. E eles prometeram que eles lhe concedem um desejo. O que você quiser Connor! Ele pisca algumas vezes e eu posso ver como o cérebro dele está funcionando. Depois de pensar muito, ele finalmente grita. —KO! —O que? Eu pergunto, confusa com a resposta dele. Como nocauteado? Você sabe que não pode praticar esportes de contato! —Aterrorizada ante a ideia de alguém nocauteá-lo.

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Um ataque de riso escapa das profundezas de seu peito. —Por Deus! Não! Você é tão velha. KO é um lutador. O melhor lutador que existe realmente. Essa foi a luta que eu estava vendo. Eu vi todas elas na realidade. Tia Sid, pode ser esse o meu desejo? Eu posso realmente conhecê-lo? É tudo o que eu quero. — Levantando os braços, ele joga sua garrafa de suco de laranja no meu colo. —Merda! Emm, quero dizer, emm, —eu gaguejo, olhando em volta, envergonhada por ter amaldiçoado no meio do laboratório de diálise. Margaret vem correndo com um par de toalhas e um sorriso no rosto. —Cara, você deve ter dito algo ruim para que pudesse jogar o suco em você. Connor olha para mim, terror em sua expressão. —Não Senhora! Eu nunca jogaria suco na melhor tia que já existiu. Ah, ele definitivamente está tentando me amolecer. Depois de pegar a toalha que Margaret me deu, limpei o suco do meu colo —Eu vou conhecer meu ídolo! Faça-um-Desejo arrumará tudo para que eu possa conhecer o campeão do peso-pesado leve! Você pode acreditar? –Diz apressadamente, enquanto Margaret limpa a bagunça que fez.

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Ela olha para mim confusa, enquanto Connor continua falando sobre KO e lutas. —É Peça-um-Desejo, e não Faça-um-Desejo, bobo. E não é certo. Eles fazem todo o possível para conceder a todas as crianças seus desejos, mas nós não sabemos o cronograma deste KO, ou se ele vai aceitar. -Com um grunhido, eu me rendo, tentando limpar minhas calças e jogo a toalha. —Acaba de ter uma luta, então ele deveria ter tempo. E é claro que ele vai querer me conhecer. Quem não iria querer? —Diz Connor com a própria segurança de um adolescente. —Está bem amigo. Vamos nos acalmar um pouco. Sua grande cabeça vai acabar com todo o oxigênio no quarto. -Eu não posso deixar de rir do sorriso bobo no seu rosto—A senhora com quem falei me disse que você deveria escrever uma carta com o desejo que você queira. Quando você terminar sua carta, vamos fazer essa lista de coisas por fazer. Eu espero que você faça isso por muito tempo, porque nós temos pelo menos mais sessenta anos para completá-lo. -Eu passo o caderno e dou uma piscada. Eu não sei nada sobre esse esporte, se é assim que é dito quando outras pessoas lutam para viver, mais o que eu ouvi de Connor e seus amigos. Mas esse lutador parece bastante popular. Fechando meus olhos, eu faço uma oração silenciosa para esse cara aceitar o pedido de Connor ao menos o queira conhecer. Connor está certo que ele vai, mas eu não estaria.

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7 Breccan Eu tenho evitado as chamadas de Mark a semana toda. Na verdade, não li nenhuma das mensagens de texto que enviou. Em vez disso, envio uma resposta genérica do tipo —Estou bem— para que saiba que ainda estou vivo. É provavelmente porque sou covarde, mas digo a mim mesmo e a qualquer um que me escuta, isso é porque eu sou um homem adulto e eu não preciso relatar ao meu treinador como quando eu tinha dez anos de idade. Agora que meu —descanso— de —três— semanas finalmente terminou, —eu— me dirijo para a academia. É hora de recomeçar para a próxima luta, embora ainda não anunciaram com quem eu vou lutar. Eu gostaria de dizer que o incidente no Raw Club foi o último de seu tipo, mas infelizmente, não é o caso. Desde então, fui expulso de outros dois clubes. Não importava que eu não teria iniciado nenhuma dessas lutas. Na verdade, eu até tentei afastar-me da última. Mas, quando um idiota bêbado começa a colocar suas mãos em uma mulher, é quase uma obrigação acabar com ele. Felizmente para mim, os policiais concordaram comigo, neste sentido e eles não me prenderam. Infelizmente para mim, os bares não se importam porque eu destruí sua propriedade, eles só queriam a compensação.

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Mark estava me chamando sem parar para a merda que está em todas as notícias, e é por isso que eu não respondi. Eu não estou pronto para enfrentar as consequências. Minha cadeia de pensamentos é interrompida pelo som do meu telefone anunciando a chegada de uma mensagem de texto. Tripp: Boa sorte com Mark, cara. Ele vai arrancar suas bolas e alimentará seu cão. Eu: O que você está dizendo? Eu te disse que ele não é meu pai. Eu não tenho que relatar com ele enquanto estou de férias. Tripp: Você está certo. Não é seu pai. Seu pai nem teria se incomodado para ver como você está. Talvez seja por isso que você é tão idiota? Eu: Honestamente, vem da família. Eu estou entrando agora. Cerveja mais tarde? Tripp: Se você ainda puder andar sem suas bolas, com certeza. Deixa-me saber quando e onde. Eu abaixo o telefone e respiro fundo enquanto abro a porta do ginásio. Pronto ou não, aqui vamos nós. Eu nem dei um passo inteiro pela porta quando Mark começa. —Não venha andando aqui como se fosse outro dia no paraíso. Breccan, que porra é essa?

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Não demorou muito para transformar o sorriso com que eu cobri meu rosto em uma careta quando vejo o jeito que ele olha para mim. Eu movo meus pés mais devagar para evitar ficar perto demais dele, e imploro: —Mark, vamos lá, cara. Não mexa comigo assim que eu chegar aqui. Pelo menos deixe-me me trocar antes de começar a quebrar minhas bolas. À menção de minhas bolas, fixo em seu cachorro, só por precaução. Não me cortaria seriamente, mas esse cão assusta como o inferno e eu não quero arriscar ter algumas pequenas brecs correndo no futuro, muito, muito, muito no futuro. Ele puxa uma cadeira de uma das mesas e se senta. —Ah, você não vai trabalhar hoje, então você não precisa se trocar. A última vez que você teve um problema, tentei treinar o estúpido em você. Não funcionou. Então, agora estou tentando uma abordagem diferente. Sente o seu cu -, enquanto aponta para a cadeira na frente da dele. Os papéis em sua mão me deixam nervoso por algum motivo. Minha mente começa a enlouquecer com as possibilidades. Hesitando, puxo a cadeira e sento na beirada. —O que você tem na mão? Não é meu contrato, certo? -Não sei porque estou tão preocupado com o meu contrato com a liga. Não há como poucas transgressões que tive nas últimas duas semanas

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dizer adeus. Eu tenho sido o campeão indiscutível por muito tempo. Agitando o papel em minha direção, ele pergunta: —Isso? Não, não é o seu maldito contrato, idiota. Nós vamos chegar a ele em um minuto. Primeiro, precisamos conversar sobre o que diabos está errado com você. E eu quero uma resposta direta a respeito de porque você foi fotografado como festejador as noites nas últimas duas semanas. E por que você foi expulso de três clubes em noites diferentes naquele tempo? Então, antes de começar a vomitar, porra, eu quero que você lembre com quem você está falando. -Mark arqueia as sobrancelhas em desafio. O corpo esculpido de Mark faria você acreditar que ele tem trinta e poucos anos, mas é realmente quarenta e oito. Ele era um boxeador e um muito bom, mas no auge de sua carreira, ele fodeu e arruinou tudo. Não é sempre que ele fala sobre a sua falida carreira e seu passado, mas quando isso acontecer, certifique-se de parar e ouvir o que tem a dizer. —Eu tenho vinte e seis anos, Mark. Eu sou um cara simples, muito bonito e popular. Eu só quero me divertir. -Eu dou de ombros. —Não posso evitar que há pessoas lá fora tolos o suficiente para ficarem bêbadas e de repente, pensar que pode enfrentar um lutador. -Eu ofereço como explicação. Mark não acredita nisso. Com os punhos cerrados sobre a mesa, ele diz com os dentes cerrados: —Merda. Tente de novo.

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Tirado de surpresa por seu autocontrole, eu lhe digo a verdade. —Eu não estou feliz com a minha última luta, ok? —Não posso. Eu me forcei a olhá-lo nos olhos, então eu mantenho a cabeça baixa. —Eu estou tentando esquecer que eu fiz um trabalho de merda. Os outros caras que lutam na jaula não parecem estar prestando atenção, e eu agradeço em silêncio porque eles não ouviram minha confissão. Reclinando-se em sua cadeira, Mark diz: —Agora estamos chegando a algum lugar, filho. A maneira —boa— que o —filho— diz —me faz sentir desconfortável. — Filho não é novidade para ele, e se eu sou honesto, ele se tornou um pai para mim. Mas é a preocupação em sua voz que me faz lutar por uma resposta engenhosa. Quando percebo que não vou chegar a uma rapidamente, tento algo para removê-lo. Levantando um ombro, eu digo: —Sim, bem, eu provavelmente estava tendo uma noite ruim. Você sabe, eu acordei naquela manhã me sentindo como se tivesse um resfriado ou algo assim. —Então assinto-. Foi o que aconteceu. Eu tive algo que afetou meu desempenho. Então, podemos deixar isso? Me desculpe, eu tive uma noite ruim. Não vai voltar a acontecer. Deixe-me mudar para que possamos trabalhar no meu

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jogo de chão. -Eu espero fugir de Mark e de seu olhar e de tudo e me afasto da mesa. Negando, ordena: —Volte a se sentar. Não tente me ignorar, agora que você finalmente disse a verdade. Sua luta não foi boa. Tem razão. Mas, em vez de passar semanas bebendo por suas falhas, você deveria ter vindo até mim. Ou pelo menos tentar fazer algo um pouco mais produtivo. —Ordena os papéis na mesa. —Vamos treinar novamente em breve, mas primeiro, precisamos fazer alguns controles de danos sobre esta má publicidade. Você já ouviu falar de faça-um-desejo? Eu quase me esqueci daqueles malditos papéis, mas agora que ele os acena na minha frente estou começando a enlouquecer. —Faça-um-desejo? Como, quando você está morrendo, e eles te mandam para a Disney ou alguma merda? Já ouvi falar disso, mas nunca dei muita atenção a isso. A caridade não é realmente minha coisa, e eu definitivamente não penso em pessoas morrendo, especialmente em crianças. Eu realmente não gosto de crianças, mas mesmo isso não muda o fato de que eu não quero pensar sobre elas estando doente ou morrendo. —Disney, sim. Ou qualquer outra coisa em que o garoto pudesse estar interessado. É uma organização que ajuda a satisfazer os desejos das crianças que têm doenças terminais —ele responde sem olhar para cima, indo para rever os documentos.

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—Terminal Isso significa morrer, certo? Então, o que isso tem a ver comigo? Eu respondo. Espere, eu não estou morrendo, certo? Meus exames físicos antes da luta foram bons, né? Estou começando a entrar em pânico novamente. Talvez esses sejam os resultados dos testes em suas mãos. Talvez seja por isso que ele está tão preocupado. Eu dormi com alguém que me passou uma doença mortal? Eu sempre uso proteção. Eu acho. Merda, eu não me lembro da maioria das garotas com quem eu estive. É possível que uma delas tenha me convencido a não usar proteção na noite apenas para transmitir uma doença desagradável. Ou engravidá-la. Porra, e se eu deixasse uma garota grávida e essa criança estivesse morrendo? Minha mente está girando, e isso deve ser evidente na minha cara, porque Mark rapidamente me tranquiliza. —Não, idiota. Você não está morrendo. Nossa, você está agindo como uma joaninha. Apenas cale a boca por um minuto e leia esta carta. —Coloca seus olhos em branco e joga uma folha de papel para mim. Há uma caligrafia desajeitada, mas masculina de alguma maneira.

Caro Sr. KO Meu nome é Connor O'Neil. Eu tenho insuficiência renal aguda. Basicamente isso significa que eu vou morrer. Minha tia diz que não devo ser tão grosseiro, mas eu não vejo o ponto em adoçar tudo. Eu nasci com um rim, mas funcionou bem e eu não tive nenhum

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problema ou coisas assim. Então, um dia, durante um jogo de futebol, eu me bati com força. Comecei sentindo-me mal e mijando sangue. Minha tia ficou com medo e me levou ao médico onde eles disseram que meu rim não funcionava bem e se eu não recebesse um transplante eu morreria. Bem, um mês se passou e eu não tenho um novo rim e agora todo mundo está tentando fazer coisas para me fazer feliz antes de morrer. Por certo é IMPRESSIONANTE. Faço minha mãe comprar todas as suas lutas para poder ver você defendendo seu cinturão. Se não fosse por essa coisa estúpida do rim, eu também estudaria Jiu-Jitsu. Eu sempre quis ser um lutador. E não aquelas coisas de merda de luta livre. Mas como verdadeiro lutador como você. Minha luta favorita foi quando você bateu Willis com um nocaute no primeiro round. Eu provavelmente rebobinei e vi centenas de vezes. Então, a Fundação Peça-um-Desejo me perguntou o que eu queria. Uma viagem para Disney? Ingressos para assistir ao jogo dos Falcons? Uma viagem para a sede da NASA? Tudo isso soa bem, mas eu disse a eles que não. Quero dizer, não. Eu disse a eles que DIABOS, NÃO! Eu quero conhecer meu ídolo. Eu preciso conhecer Breccan — KO— Carlisle antes de esticar as pernas. Então, Sr. KO, o que você diz? Você quer me conhecer também? Eu não sou famoso nem rico ou grande como você, mas eu sei tudo sobre MMA, então eu provavelmente poderia ter uma conversa com você.

Atenciosamente,

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Connor O'Neil PD. Eles me disseram que eu deveria dizer que eu tenho 12 anos de idade. Eu não sei pra que serve, mas aí está. Tenho12.

Eu leio a carta duas vezes. Quando leio, estou surpreso com o quão divertido é esse garoto. Não diz piadas na carta nem nada que seja engraçado, mas posso dizer que ele quer parecer ótimo e bom para mim. E eu adoro o fato de que ele continua a escrever palavrões e depois cortá-los. Eu posso imaginar sua mãe de pé em seu ombro, repreendendo-o toda vez que escreve algo que ela acha inapropriado. Eu estou disposto a apostar que ela não sabe que, sem a palavra merda, a maioria das minhas orações não teria significado. Eu rapidamente nego e digo a ele: —Não acredito, Mark. —Antes de devolver a carta. —Que diabos você quer dizer que não acredita? Ele pergunta incrédulo. —Não quero encontrar uma criança moribunda. Eu não terei nada em comum com ele. E que merda, eu digo? —Eu sinto muito, seu inferno de merda, garoto? Melhor sorte na próxima rodada?— -Pergunto sarcasticamente. A verdade é que a morte me assusta. Nunca tive nenhuma experiência com ela. Todos que eu conheço estão vivos e bem e não mostra sinais de morte a curto prazo. Eu não saberia o que dizer para essa pobre criança ou como agir em torno de sua família.

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Eu posso imaginar isso agora. Sentado em uma sala de estar formal em algum lugar enquanto sua mãe enxuga os olhos e seu pai caminha de um lado para outro. Eu vou sentar lá e olhar para esse menino procurando por sinais da doença ao tentar não ser tão óbvio. Ele vai tentar me lisonjear dizendo-me quão impressionantes são minhas lutas porque eu sou o ídolo dele. Mesmo essa última porra de luta. Mark respira com exasperação. —Brec, acho que você entendeu mal. Eu não estou pedindo para você fazer isso. Eu estou te mandando. Você. Vai. Fazer. Sua imagem está na sarjeta agora mesmo. Pense em quanta publicidade positiva isso traria para você. Sem mencionar que seria uma coisa boa para a sua bunda egoísta fazer algo por alguém mais, pra variar. Agora, já está arrumado. Você vai se encontrar em sua casa em três semanas. Vamos nos certificar de trazer muitos presentes assinados para a criança. Parece que não tenho escolha, mas isso não me impede de tentar uma última vez fora disso. —Três semanas? Cara, tenho que voltar a treinar. E onde vive esse garoto? Onde eu vou ficar? Sério, isso vai ser uma merda gigante de perda de tempo. O garoto... qual o nome dele? Connor? Provavelmente nem sequer vais gostar de mim depois de me conhecer. Realmente, Mark. Vou doar algum dinheiro para uma instituição de caridade. Qualquer caridade que você quiser. Apenas me tire disso -, eu imploro, mas isso cai em ouvidos surdos. Abaixando a voz, Mark tenta me acalmar.

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—Breccan, o menino mora a vinte minutos daqui. Conduza o seu luxuoso carro lá em cima. Você vai adorar e vai lhe dar algo para falar. Em poucas palavras, você precisa disso e a criança precisa de você. É uma ganhar-ganhar. —Levantando as duas mãos para o ar, ele conclui. -E é tudo que tenho a dizer sobre isso. Agora vá se vestir. Eu mudei de ideia. Você tem que começar a treinar. Ouvi dizer que anunciarão sua próxima luta em alguns dias. Melhor começar cedo, certo? -diz Mark, levantando-se para sair. Gemendo, eu pego meu telefone para que Tripp saiba que eu vou ter que pedir um cupom para a cerveja de hoje à noite.

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8 Sidney O som do meu e-mail me tira de um sono profundo. Virando-me para o lado, pouco a pouco eu recupero a consciência enquanto eu pego o meu celular na mesa de cabeceira. Merda! Eu reclamo quando bato no copo de água. Quando meus dedos finalmente encontram o elemento causador da ofensa, estou tentada a joga-lo para o outro lado do quarto. —Porra, que horas são? Seis e quinze? Jesus, é muito cedo. Não é de admirar que aqui esteja tão escuro. O sol ainda não nasceu e alguém já está me enviando um e-mail? Eu juro que se for alguém do trabalho, eu vou lá e desisto do meu maldito trabalho. Embora não seja realidade. Já tenho muito na minha lista de tarefas sem ter que adicionar limpar meu escritório. Quando meus olhos se ajustam à luz brilhante da tela em contraste com o quarto escuro, percebo o remetente. Fundação Marie Holmes Faça-um-Desejo. De repente, fico mais alerta como se fosse meio dia, me apresso para me sentar. Por um breve momento, acho que ouço a cama gemendo em protesto, me pedindo para não levantar. —Confie em mim, eu também não quero—, murmuro para ninguém. Ao abrir o e-mail, percebo que estou prendendo a respiração.

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Por favor, seja bom. Por favor, diga sim. Por favor, não rejeite isso. Repito uma e outra vez, apavorada com a ideia de ter que contar a Connor que aquele rico idiota negou a única coisa que ele não parou de falar. Antes de poder continuar lendo, eu racionalizo isso, se for um não, Abby dirá a Connor. Eu estarei ocupada rastreando esse cara KO e fazendo ele mudar de ideia. Ele pode ser o campeão, mas eu vou encontrar uma maneira de arrastar sua bunda aqui de um jeito ou de outro. Nota para mim: Investigue tranquilizantes para cavalos. Liberando minha respiração, eu finalmente começo a ler.

Cara Sra. O'Neil, É com imenso prazer que informamos que o desejo do Sr. Connor O'Neil foi CONCEDIDO! Nós conversamos com o gerente do Sr. Carlisle, Tripp Toler IV. Ele nos informou que o Sr. Carlisle está encantado com a oportunidade de se encontrar com Connor e tem várias surpresas preparadas para ele. Nós enviamos suas informações e ele deve entrar em contato em breve para definir um horário e um local para se encontrar, o que for mais conveniente para você. Esperamos que este desejo se torne uma realidade para Connor. Obrigada por seu amor e dedicação ao sobrinho.

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Atenciosamente, Marie Holmes. Assistente administrativa. Fundação Peça-um-Desejo Eu li o e-mail pelo menos meia dúzia de vezes, meu coração bate mais forte a cada leitura. Eles disseram sim! Com um grito alto, eu saio da cama e corro para o meu armário. Embora Connor e eu vivemos bem, eu não acho que ele gostaria de me ver em um top e calcinha, não importa o quão emocionante a notícia pode ser. Cegamente, eu pego uma camisa e calças de ioga para colocálas. Quando termino de colocar minhas calças pretas desbotadas na minha bunda, meu telefone toca, dessa vez indicando uma mensagem de texto. É um número que não reconheço, então eu decido abri-lo antes de descer as escadas para falar com Abby. Desconhecido: Olá, Sra. O'Neil. Meu nome é Tripp Toler IV. Eu represento Breccan Carlisle, campeão mundial dos pesos leves. Estamos muito satisfeitos que Connor quer conhecer seu herói e gostaria que a reunião fosse agendada o mais rápido possível. O Carlisle tem tempo livre no dia 15 de outubro. Essa data seria boa para você? Senhora. Eu bufo. Sim, de acordo. Nesse ritmo, nunca serei uma senhora. É mais provável me tratar como —Sidney— O'Neil, —aquela louca dos gatos— que —por senhora. — Exceto que não gosto de gatos, eu lembro.

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Eu poderia aprender a gostar de gatos, contra-argumento antes de me dar conta que estou discutindo comigo mesma. Portanto, eu decido que provavelmente —eu serei conhecida— como —aquela louca —em vez disso. Relendo o texto, penso, que tipo de nome é o Tripp Toler IV? E realmente, você precisa mencionar que Breccan é o campeão de peso leve? Eu ainda estou revirando os olhos por causa da formalidade enquanto abro o calendário para verificar a data que sugeriu. No dia 15 de Outubro é neste fim de semana e não temos planos, tanto quanto me lembro. Eu volto rapidamente aos meus e-mails para ver se Abby forneceu informações sobre viagens para esse final de semana. Quando eu disse a ela que Connor estava qualificado para o programa Peça-um-Desejo ela me instruiu a lidar com isso. Não foi uma surpresa; eu tenho sido instruída —para— lidar com — coisas— durante os —últimos— sete anos. — Mas me perturbou que ela nem quis ser a pessoa a entrar em contato com a fundação. Ela argumentou que seu horário de trabalho era tão agitado que não queria nada para interferir com Connor recebendo seu desejo. Isso fazia sentido para mim, e ela parecia sincera quando explicou isso. Eu não ia recusar seu pedido. Fiquei muito feliz de estar encarregada de gerenciá-lo se isso significava que Connor tinha algo que ele queria. Também ajuda que eu esteja um pouco... de acordo, tudo bem. Muito maníaca de controle quando se trata dessas coisas de qualquer maneira. Que posso dizer? Eu gosto de saber que tudo vai funcionar sem problemas. A ideia de deixar tudo para outra pessoa, até minha irmã, me dá arrepios.

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Eu acho que Abby reconheceu minhas tendências gerenciais micro quando éramos meninas, e desde então deixou o planejamento e a tomada de decisões. Da barraca de limonada que costumávamos ter durante os verões de nossa infância, para as datas duplas que tínhamos quando éramos adolescentes, para a universidade o que nós duas frequentamos (Universidade da Geórgia, acima de Dawgs), Abby sempre me deixou tomar a iniciativa. Não faz necessariamente sentido, tendo percebido que sou dois anos mais nova, mas à medida que envelhecemos, percebi que ela era muito volátil para tomar as rédeas. Nossa mãe costumava dizer que era um —espírito livre—, mas eu sempre descrevi isso como um responsável. Há uma batida na porta. —Entre. Abby abre a porta. —Bom dia, bela adormecida. -Para brevemente quando percebe que já estou de pé e vestida, mas ela me oferece um copo fumegante. Eu deixo cair o meu telefone e aguardo ansiosamente o copo da vida líquida. —Ahhhhh-, eu digo depois de tomar um gole. -Eu juro a você, o primeiro gole vai diretamente para minha alma. —De novo na cama, eu dou uma batida ao meu lado como um convite. A julgar pelo café artisticamente trabalhado e o olhar em seu rosto, sinto que há algo que ela quer discutir comigo. Mas estou muito animada com o e-mail e as mensagens de texto que eu acabei de receber para esperar que ela inicie uma conversa.

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—Disse que sim! -Eu exclamei. Ela franze a testa. —Quem disse sim? —Breccan Carlisle! Disse que sim! -Balanço o braço que segura o copo de café e ele cai um pouco na minha cama. —Bem, merda! Seja como que for eu vou tomar mais tarde -Eu resmungo quando Abby começa a procurar por algo para limpar. Puxo a mão estendida para longe antes de continuar. —Eu recebi um e-mail da Fundação Peça-um-Desejo e, alguns minutos depois, um texto do seu agente ou gerente ou qualquer outra coisa. Aqui, leia-os. -Eu levanto o telefone e garanto-lhe que não há café antes de se aproximar do seu rosto. O olhar confuso é substituído por emoção, e não consigo parar de pensar em como é lindo. Ao longo dos anos, muitas vezes nos perguntara se éramos gêmeas, nossa mãe nos abençoou com o nariz de botão perfeito e pele impecável e nosso pai nos herdou nossas maçãs do rosto salientes e cabelos ruivos e grossos. Sim, bem podemos ter uma semelhança surpreendente, até a mesma altura um metro e sessenta e quatro, a principal diferença entre nós é que Abby parece perfeita sem qualquer esforço. É facilmente capaz de mostrar qualquer tendência. Como agora, seu cabelo no comprimento dos ombros é reunido em um coque bagunçado no topo de sua cabeça. É como se tivesse uma equipe de estilistas que aperfeiçoam sua aparência a partir do momento em que sai da cama.

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Meu cabelo é mais longo que o seu, chegando no meio das costas, e se tentar um coque bagunçado, seria mais bagunçado e menos de um coque. Sem pensar nisso, acaricio meu cabelo. Está emaranhado e embaraçado na nuca. Realmente glamorosa. Suspirando, eu desisto de tentar arrumá-lo e devolvo minha atenção para Abby. —Bem, esse cara Tripp é tremendamente formal, certo? – Comenta devolvendo meu telefone. Eu rolo meus olhos e aceno de acordo. —Eu pensei a mesma coisa quando li isso. E ele me chamou de senhora. Isso não é cômico? —Eu ignoro sua expressão de que não é verdade e continuo. — De qualquer forma no dia 15 de outubro, parece bom para mim. E eu não vejo que você vai sair da cidade naquele fim de semana, a menos que algo novo tenha surgido? Um olhar de culpa cruza seu rosto e inspira profundamente. —Sim. É disso que eu vim falar com você. Eu tenho outra tarefa. Tenho que ir —Olha meu relógio. —.. como em meia hora. Seu rosto fica vermelho de culpa. —Foi o único voo que eu poderia conseguir hoje. —Se apressa em olhar para baixo. – Mas é apenas por alguns dias desta vez. Eu definitivamente deveria estar de volta antes do próximo sábado. —Levantando os olhos, ela me oferece um sorriso tímido. A irritação me domina. Ela foge de novo sem avisar. Mas eu posso ver pelo jeito que está movendo o colarinho que ela se sente mal por sair, então eu não digo nada. Não faria

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qualquer diferença se o fizesse de todos os jeitos. Nós tivemos essa discussão muitas vezes e nada mudou. Não faz sentido fazê-lo novamente. Não quando temos notícias, tão excitantes para Connor. Assentindo, eu sorrio à força. —Tudo bem, Ab. De verdade. Mas, antes de sair, vamos contar para Connor sobre seu desejo. —Eu dou-lhe um aperto rápido na mão e então me levanto e vou até a porta para procurar por Connor.

*** Mais tarde, entrando no trabalho naquela manhã, não consigo parar de sorrir enquanto me lembro da expressão no rosto de Connor quando lhe dissemos que, em menos de uma semana, ele encontraria seu herói. Abby mal tinha terminado de dizer as palavras quando ele se lançou contra nós, com efeito, nos fazendo cair como pinos de boliche. Sua reação foi tudo o que eu esperava que fosse, e eu sou muito grata por ter lembrado de gravar isso para que pudéssemos rir disso durante anos. Distraída por meus pensamentos enquanto eu ando pelo escritório, eu tiro meu casaco e jogo na minha mesa. Um vaso cheio de flores cai no chão, borrifando água em sua queda. —Realmente? Eu murmuro, enquanto corro para pegar a dúzia de rosas do chão e colocá-las de volta no recipiente. Bleh, rosas.

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Elas são tão comuns e muito utilizadas. Sim, elas são lindas, mas não há nada especial nelas. Eu amo a complexidade de um buquê misto. A forma em que cada botão se destaca e brilha mesmo cercado por outras flores lindas. Afastando meus pensamentos para longe, eu me viro para Mindy. —Ei mulher. Você sabe de onde elas vieram? —Pergunto enquanto ainda estou limpando a água derramada. —Eu não vejo um cartão Movendo as sobrancelhas, ela sorri. —Sim, Jake as deixou para você. Revirando os olhos, termino de limpar a bagunça. —Eu gostaria que ele me desse um tempo. Seus olhos se abrem de surpresa. — O que você quer dizer? -Ela dá um grito-sussurrado. —Jake é bom pra caralho. Por que você não quer que lhe dê flores? Todos no escritório sabem o que aconteceu na noite do meu aniversário, mas aparentemente, a memória de Mindy é curta. —Você se esqueceu do desastre naquele clube que fomos no meu aniversário?— Eu pergunto. A vergonha cobre o rosto dela. —Merda. Esqueci. Embora seja um pouco atraente, se você me perguntar. Cruzando meus braços sobre o peito, pergunto:

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—O que exatamente é atraente em que os homens adultos lutam em próprios punhos por você como se estivéssemos na Idade Média? Sério, eu estava esperando por um deles para me levantar e me jogar por cima do ombro em qualquer momento. Rindo, ela concorda. —Sim! Isso é tão fodidamente sexy! Eu nego antes de expressar: —Se você diz. Ela pisca para mim antes de voltar para sua mesa. Sentando para começar, eu fecho meus olhos e me permito um breve momento para sonhar acordada que essas flores são de Brock. Eu estou meio imaginando que ele me leva a um jantar à luz de velas e depois a um passeio na praia, quando vejo Jake andando pelo corredor, na minha direção. Eu balanço minha cabeça para limpar meus pensamentos, e me preparo para o que está por vir. Com um sorriso de satisfação no rosto, Jake se orgulha: —Olá, Sidney. Eu vejo que você recebeu minhas flores. Rosas. Suas favoritas, aposto. Sem querer ser rude, coloquei um sorriso falso no rosto e concordo. —Elas são bonitas. Obrigada. Mas, a que elas são devidas? —Não há razão. Eu apenas achei que você merecia algumas. Olha, eu sei que você estava ocupada na semana passada, é por isso que não pudemos sair, mas e quanto ao próximo fim de semana?

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Com alívio, eu nego: —Oh sinto muito. Na verdade, tenho algo para fazer neste fim de semana. Meu sobrinho vai conhecer seu herói, e eu quero estar lá para isso. Implacável com a minha recusa, ele balança nos calcanhares. —OK nenhum problema. Vou sair da cidade neste sábado de qualquer maneira, mas eu vou estar de volta na sexta-feira. O próximo fim de semana, então. —Ele diz isso como uma declaração e não como um pedido. Junto meus lábios, e medito. Qual é o dano em um encontro com ele? Enquanto mantenha as mãos para si mesmo, não pode ser tão ruim. Não é o Brock. Independentemente do fato de que ele será um pobre substituto do homem que realmente quero ver de novo, faz muito tempo desde que eu fui há um encontro. Mais tempo ainda desde que fiz sexo. Neste ponto, sou quase uma virgem novamente. Rindo de mim mesma ante o que pensei, olho para onde Jake está encostado na minha parede do cubículo, lembrando-me que ele é bonito e, pelo menos, vou conseguir um jantar grátis por uma saída, aceno uma vez em aceitação. —Claro, eu não acho que tenha algo para esse final de semana. Vou ter que verificar, mas devo estar disponível. -Eu dou-lhe um sorriso tímido e espero não estar aceitando uma noite no inferno.

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Batendo palmas e esfregando-as, ele diz: —Ótimo. Eu tenho o seu número. Eu te ligo quando eu voltar das minhas férias naquele fim de semana. -Ele pisca para mim, novamente confirmando que ele vai me ligar logo, antes de voltar na direção de onde veio. Eu olho para as flores, que parecem melancólicas após a queda no chão, antes de ligar o meu computador para começar a trabalhar. Com Abby saindo mais uma vez, eu vou ter que voar para que Connor venha ao seu compromisso a tempo. Eu vou ter que me preocupar com a meu encontro com o homem doce do escritório mais tarde.

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9 Breccan

A próxima luta pelo título foi finalmente anunciada. Eu competiria contra Ryker —The Stryker3 — Hawke. Que imbecil. O UFC4 acaba de adquiri-lo de outra organização, e apesar de lutar em minha categoria de peso, geralmente pesa cerca de nove quilos a mais. Em algumas palavras: é uma fera e eu não posso levá-lo de ânimo leve. Estou determinado a dar um bom espetáculo. Recusei-me a admitir, exceto de Mark, a humilhação que senti depois da minha última luta, mas isso me aguardou impacientemente uma oportunidade de me redimir. Hawke tem falado muita merda com quem ouve, e isso me matou para não responder. Mas Mark ainda está tentando limpar minha última bagunça, então eu me mantive na baía Em última análise, dois dos bares que fui expulso decidiram me processar por danos. Embora não seja Raw. Pelo menos eu ainda tenho um lugar onde eu posso desconectar nos finais de 3 4

Stryker: Marca de maca. UFC: Ultimate Fighting Championship (Campeonato de Lutas Extremas)

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semana. Tripp insistiu que eu tinha tido sorte de eles não terem apresentado acusações criminais, então eu os confrontei e paguei os Clubes para evitar estender essa merda. Tripp e Mark tentaram por um tempo me levar para cuidar da minha merda. Eu acho que os dois esperam que isso seja o empurrão que eu precisava para finalmente fazer isso. Eles continuam a chamar minha reunião com a criança como —a redenção de KO. — Eu estaria mentindo se dissesse que não estou nervoso com essa merda, então eu imploro a Tripp para vir comigo. —Vamos homem. Apenas venha comigo. Você não tem nada para fazer hoje. Negando, ele coloca outro pedaço de bacon na boca. —Este menino não quer me conhecer. Inferno, ele nem vai saber quem eu sou. Por que você está tão determinado que eu vá com você? —Eu mal consigo entender a metade do que ele diz, enquanto as migalhas caem de sua boca. Já que estou no meio de um campo de treinamento, meu segundo café da manhã do dia consiste em meia dúzia de ovos e duas toranjas. A ideia de Tripp para ter um bom tempo enquanto eu estou treinando é esfregar na minha cara que pode comer o que diabos ele quiser. Esta manhã, são os biscoitos com salsichas e porco com bacon. Chateado porque eu quero sua comida, eu digo:

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—Você é um filho da puta desagradável, sabe? Não admira que você não tenha namorada. Como diabos alguém pode suportar ver você comer? –Intencionalmente ignoro sua pergunta. Recuso-me a admitir que estou nervoso com alguma coisa, nem mesmo para Tripp. Olhando para o prato, ele murmura: —Como diabos você sabe que eu não tenho namorada? —Amigo, você praticamente mora aqui. E eu não vejo você com uma garota em meses. Sua falta de contato visual me faz parar. —Espere. Você está transando com alguém? – Puxando em minha memória, eu tento lembrar sobre a última vez que esteve aqui à noite e eu percebo que tem saído muito. Revirando os olhos, ele bufa. —Não. Eu não tenho namorada. Mas você se lembra daquela garota que conhecemos no Raw? Eu sorrio —Conhecemos muitas garotas. Você vai ter que ser um pouco mais específico. Apenas me diga o tamanho das tetas dela. Jogando uma tira de bacon gorduroso em mim, ele ri. —Você é um idiota. Não estou falando do seu decote. Seu nome era Aly.

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Quando ele faz uma pausa, esperando que o lembrete atinja algum tipo de lembrança, eu balanço minha cabeça, eu nego. Eu ainda não tenho ideia de quem ele está falando. Geme. —Lembra? Ela não gostou de você? A única garota que existe que não gosta de você? Lembro-me de conhecer uma garota, mas tenho certeza de que gostou. —Oh sim! Eu me lembro dela! -Eu sorrio orgulhosamente só para o sorriso se transformar em uma carranca. —Embora ela fosse uma cadela. O que acontece com você, cara? —Eu bati no ombro dele com o meu punho. —Você deve estar seriamente desesperado por alguma buceta. -Eu amplio meus olhos e olho para a distância enquanto ele bate no meu queixo. —Espere, isso não importa. Agora eu lembro... tinha umas tetas fan-foda-tásticas. Desta vez, ele me bate no braço. Rindo, volto minha atenção para os ovos frios, bem a tempo de ouvi-lo fazer outro pedaço de bacon ranger. —Mmm – me chateia. Eu olho para ele furioso. Ele está me provocando com comida; eu o provoco dizendo ele é um idiota. Esse é o nosso relacionamento. Não faz sentido foder algo que funciona. —Deve dar alguns incríveis boquetes -pressiono-. É por isso que você sai com ela? Habilidades loucas?

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O humor desaparece de seus olhos, a raiva preenche o vazio. Eu levanto minhas mãos em rendição. —Apenas piada, cara. Tenho certeza que é ótimo. De qualquer forma, não me lembro muito daquela noite, então o que diabos eu sei? Tripp continua me olhando com raiva; eu não vou me livrar tão facilmente. —Seu maldito filho da puta. Às vezes, não sei porque ainda sou seu amigo. Hoje você está sozinho, cara. —Ele se afasta da cadeira e joga o guardanapo no prato. – Boa sorte com esse garoto. Tente não ser um total imbecil. – Passa feito uma fúria pelo meu apartamento, arranca sua jaqueta na parte de trás do sofá e depois fecha a porta da frente batendo quando sai. Bom trabalho, idiota. Depois de alguns minutos, eu pego meu telefone e escrevo um pedido de desculpas rápido. Eu: T... Sério, cara, eu não sabia. Sua resposta é quase instantânea. Tripp: Claro que você não sabia. A única pessoa com quem você se importa é com você mesmo. Por que você saberia algo do que está acontecendo comigo? Sentindo uma rara pontada de culpa, eu olho para a tela, tentando encontrar a resposta. Eu não posso dizer a ele que ele está errado, que eu me preocupo com ele. Isso me faria soar como

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um maldito bicha. Mas, se eu não disser nada, apenas justifica o que ele sente. Eu percebo que não há nada que eu possa fazer para compensar Tripp neste momento, então volto a guardar o telefone no bolso e faço uma anotação mental para ligar para Reb. Ela saberá como lidar com isso, ou pelo menos saberá o tamanho do seu sapato para poder comprar-lhe o novo Burberrys que ele está olhando como uma maneira de pedir desculpas Respirando fundo, entro no meu apartamento. Eu tenho um garoto morrendo com quem me encontrar, e está quase na hora de partir.

*** Mark estava certo. O menino vive apenas cerca de vinte minutos de distância, e acho sua casa com bastante facilidade. Estacionando, eu verifico o número da porta e estudo a casa. Localizada em um bairro que possui muitas árvores e calçadas, a casa não é grande nem pequena. Parece a típica casa americana, e eu posso o imaginar andando de bicicleta enquanto seus pais gritam palavras encorajadoras da varanda da frente. Como teria sido crescer aqui? Por um momento, sinto uma pontada de ciúmes... por uma criança que está morrendo. Fantástico!

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Sufocando a sensação estranha, eu me lembro de que estou vivendo uma vida que a maioria das pessoas só sonha. Por que diabos eu deveria estar com ciúmes? Depois de ter demorado o tempo suficiente, eu saio do meu Jaguar e ando até a casa. Todas as casas desta rua têm o gramado perfeitamente cuidado, mas este precisa ser cortado. Os arbustos precisam ser aparados, e vários vasos na varanda têm só o caule. Quando eu olho para eles, dá a impressão de que eles provavelmente estavam cheios de flores em algum momento Inferno, talvez essa casa toda esteja morrendo com esse cara. Oh, Deus, e se parece com a casca vazia de uma pessoa. Todos fracos e destruídos, mal conseguindo levantar a cabeça. Porra, em que estou me metendo? Deus, eu desejava que Tripp tivesse vindo. Depois de uma última olhada ao redor, eu respiro profundamente e levanto minha mão para bater na porta. Meu punho apenas toca a madeira antes da porta se abrir e uma pequena mulher de uns trinta anos me cumprimentar. Algo nela é familiar para mim, mas não posso dizer por que a reconheço. —Oh, meu Deus, olha como ele é grande! – Coloca seus braços ao redor de mim em um abraço apertado. Eu permaneço desajeitadamente com meus braços ao meu lado. Não sou muito receptivo quando eu toco, a menos que eu esteja nu com uma mulher, então eu não tenho ideia como responder

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Há um grito atrás da senhora que está me assediando. —Mamãe! Oh meu Deus, solte-o. Ela imediatamente deixa cair os braços, recua e pede desculpas. —Sinto muito. Estou tão feliz que você tenha concordado em conhecer Connor. —Depois de olhar por cima do ombro, ela abaixa a voz para um sussurro. -Ele está tão animado desde que descobriu que você estava vindo. E, nestes dias, não tem muitas coisas em que espera ansioso. Ela nem sequer tenta sufocar um gemido. —Mamãe, estou bem atrás de você. Deus, você é tão inoportuna às vezes. Dando um passo para trás, eu estendo minha mão em sua direção. —Está bem. Eu sou Breccan Carlisle. No entanto, a maioria dos meus amigos me chamam de Brec. É um prazer te conhecer. Ela pega minha mão entre as duas antes de se apresentar. —Eu sou Abby O'Neil, a mãe de Connor. É uma honra conhecêlo. Eu sinto ter pulado assim em você. Por favor, entre hoje está frio aí fora. —Ela responde enquanto me faz passar para dentro de casa com ela. Estou confuso com o seu comentário sobre o tempo. Está vinte e um graus e o sol está brilhando, mas eu não tenho a oportunidade de pensar nisso antes que ele grite.

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—Oh. Meu. Deus. Santa. Merda. —Connor! Abby repreende. Um adolescente sai atirando ao meu lado para olhar através da porta. —Mamãe! Sério, você viu o carro dele? —Virando-se para mim, exclama. -Amigo! É um Jaguar do tipo F? —Salte para cima e para baixo no seu lugar. Louvado seja Jesus, ele parece uma criança normal, e meu corpo afunda em alívio. Se não fosse pelo fato de que sua mãe o chamava de Connor, pensaria que esse era o cara errado. Parece quase completamente bem. Ao inspecionar mais de perto, noto algumas cicatrizes e um grande nó no braço, mas parece que é só isso fora de lugar. Eu estava esperando encontrar uma criança deitada em uma cama de hospital que teria sido instalada na sala de estar, não uma criança que quase me derruba para dar uma olhada no meu carro. Seu entusiasmo pelo meu bebê faz meus lábios se enrolarem em um leve sorriso. Lembro-me da primeira vez que vi uma Lamborghini no nosso caminho de entrada. Foi em um show de caridade onde meus pais estavam sendo anfitriões, e o homem que saiu do banco do motorista estava tão porra certo de si mesmo que eu decidi então que um dia seria como ele. Eu não comprei minha Lambo ainda, mas eu pareço ótimo saindo do meu Jaguar. Andando para ficar ao lado dele, assinto.

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—Isso é. Totalmente equipado, pintura personalizada e lavado duas vezes por semana. – Baixo o olhar. —Eu sou Brec. É um prazer conhecer você, a propósito. Depois de finalmente sair da porta, ele olha para mim durante trinta segundos antes de sair de seu transe e estender minha mão. —Eu sou o Connor O'Neil. É muito surreal que você esteja na minha sala de estar neste momento. Quando tia Sid me disse que eu poderia fazer um pedido, você foi a primeira e única coisa que me veio à mente. Eu não achei que você diria sim. Puta merda —As últimas palavras ele diz em um suspiro para si mesmo. Sua mãe começa a repreendê-lo por xingar, mas em vez disso, ele fecha a boca e revira os olhos. Ele mal para pra respirar, e continua. —Brec, posso te chamar de Brec? Eu apenas aceno porque duvido que ele me deixe falar de qualquer maneira. —Podemos ir ver seu carro? Eu assinto novamente. —Ei, posso tirar fotos? Você sabe, para mostrar pros meus amigos. Não acreditaram quando eu lhes disse que iria encontrar você. Oh oh! Posso me sentar no assento do motorista? -Durante todo o tempo que está fazendo perguntas, está colocando uma jaqueta pendurada em um cabide no corredor e enfia os pés com meias em um par de botas Chucks. Rindo, garanto-lhe:

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—Para isso eu trouxe, garoto. Eu pensei que você gostaria disso. -Em realidade, eu gosto do meu Jaguar, mas a recompensa da minha mentira é inestimável. Ele sorri para mim quando se vira para sair pela porta. Adoração não é nada de novo para mim, mas por algum motivo vindo desse cara... significa alguma coisa. E de repente, estou sorrindo por outro motivo. Depois de ouvir um barulho vindo do topo das escadas, eu olho para cima. Uma ruiva atraente está descendo. Há algo vagamente familiar nela. Eu dormi com ela? Eu realmente espero que não, porque se assim for, isso está prestes a virar desconfortável. Antes de chegar ao final, ela tropeça e cai nos últimos três passos. Então pousa em sua bunda. Imediatamente me inclino e a pego, contendo um sorriso quando eu pergunto se está tudo bem. Sua cabeça se levanta e inclina, seus olhos azuis encontram os meus. Meu sorriso se alarga e começo a rir um pouco quando aqueles lindos olhos se expandem. Eu acho que ela murmura que está tudo bem, mas um segundo depois, sacode o braço do meu e corre de volta de onde ela veio. O riso vem de trás de mim e me vejo me juntando. Mas a ruiva está quase no topo quando ela tropeça novamente e grita: —Abby, você tinha que ter uma maldita casa de dois andares, certo?

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—Deus isso foi hilário. Pobre tia Sid. -Connor engasga de tanto rir. Seu olhar para o meu. —Ela cai da escada o tempo todo. Eu aceno, rindo por sua honestidade e por sua vergonha. Mas meu olhar volta para as escadas. Eu acho que nunca dormi com ela, mas não posso lembrar de onde eu a conheço. —Muito bom, Con. Isso é suficiente. Você não estava no caminho com o Senhor Carlisle para olhar o seu carro? -Diz Abby, ainda sorrindo largamente. Com a memória do meu carro, Connor vai até a porta, me encontrando com ele. Eu abandono a tentativa de descobrir o mistério da tia sexy, e sigo o garoto. Quando saímos, respondo a todas as perguntas de Connor. Por ser uma criança, ele parece saber muito sobre carros e, surpreendentemente, nossa conversa flui com facilidade. Não é tão desajeitado quanto eu esperava, e começo a relaxar. Eu estou dizendo algo sobre o motor e fazendo gestos com meu braço quando Connor me interrompe. —Amigo, seu relógio é um sa-weet! Ele exclama, exagerando nas palavras. —Oh sim. Você gosta? –Baixo o olhar. -É um bom relógio, mas eu tenho um armário cheio deles. Digo-lhe uma coisa. É seu. -Eu comecei a removê-lo, mas um olhar de perplexidade é refletido em seu rosto. —Ah, não, obrigado, cara. Eu levanto uma sobrancelha em questão.

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—Simplesmente você disse que gostou, então estou dando para você. – Ainda estou tentando dar a ele enquanto ele nega dizendo não e volta um degrau —Nah. É um relógio muito bom, mas eu não quero isso. É seu. —Nos olhamos um ao outro desajeitadamente por um momento antes de sorrir. -Ei, você quer jogar algum Xbox? Mamãe disse que poderíamos pedir pizza também se você quiser. E assim, Connor esqueceu meu relógio e mudou para o Xbox. Não me lembro a última vez que alguém rejeitou algo que estava dando a ele. Qualquer outro teria aceitado o relógio antes mesmo de tirá-lo do pulso. Estariam exigindo uma carona no meu carro. E provavelmente uma refeição de quatro pratos de merda do restaurante mais famoso da cidade. No entanto, esse menino? Ele quer pizza e Xbox, e na verdade me faz querer passar um tempo com ele. E isso não tem nada a ver com minha promessa a Mark ou à Fundação Peça-um-Desejo. Eu me viro para segui-lo até a casa, as mãos esfregando animado. Não só ele gosta do meu carro, mas ele joga Xbox e aparentemente tem uma tia super sexy, mesmo que ela não consiga entender como dominar a arte de usar as escadas. —Sim, garoto. Vamos pedir pizza. Eu não deveria comer durante o treinamento, então você tem que jurar que você não vai dizer ao meu treinador que eu comi. De acordo? Assente vigorosamente e faz o sinal de honra do explorador. Colocando um braço em volta do seu ombro, eu o levo para a porta.

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—Incrível. Então, me conte mais sobre sua família. Como é sua tia?

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10 Sidney Não poderia acreditar que tinha caído das escadas em frente ao ídolo de Connor. Mas mesmo essa merda vergonhosa não foi a maior surpresa pela manhã. Levantando os olhos para a fonte da voz mais sexy de sempre abençoando meus tímpanos, comecei a orar silenciosamente para que também tivesse batido minha cabeça durante o outono e estivesse alucinando. Para meu desânimo, quando meus olhos registraram o homem na minha frente, instantaneamente sabia que isso era real e não era produto de nenhum traumatismo craniano. Demorou menos de um momento para examiná-lo da cabeça aos pés, embora eu queria tomar meu tempo. Mas eu sou uma dorminhoca desordenada, então meu cabelo estava provavelmente o equivalente a um ninho de pássaros, e poderia ter tido um terrível caso de hálito matinal. Eu pulei enquanto ele retirou meu braço do seu aperto e murmurei: —Estou bem. Isso acontece o tempo todo. -Antes de girar nos meus calcanhares e subir as escadas novamente. Dois passos de alcançar o objetivo, eu tropecei novamente, batendo minha canela e amaldiçoei em voz alta a decisão de Abby de comprar uma casa de dois andares há tantos anos Eu estava quase na minha porta quando ouvi aquele homem sexy rindo

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abertamente, e eu sabia que seria provavelmente no melhor interesse do meu ego se nunca mais saísse do meu quarto. Horrorizada por ter caído das escadas, de pijama, na frente do cara do clube, eu deito na minha cama, com a minha cabeça enterrada sob os travesseiros. —Por que? -Eu reclamo para o meu travesseiro. —Porque? A voz de Abby na porta me faz pular da cama. Com um sorriso manhoso em seu rosto, fecha a porta atrás dela e vem direto para minha janela. —Tenho certeza que sabe como fazer uma entrada, Siddy. – Ela ri. Eu jogo o objeto mais próximo que eu posso encontrar, um travesseiro, na sua direção e então eu faço uma careta quando cai bem antes do objetivo pretendido. —O que você está procurando lá fora? —Só o homem mais sexy que eu já vi. Maldito seja. Eu sabia que ele era bonito, mas o Google não faz justiça a esse homem — responde Abby. Eu tenho que olhar para ela para ter certeza que ela não está se masturbando. Felizmente para mim, ela está apenas torcendo o colarinho e olhando para o espaço Eu tento resistir a me juntar a ela na janela no começo, mas ela tem razão

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—Abby, esse é o cara do clube, —eu sussurro, eu grito. – Esse é Brock! Ou Breccan. Eu não sei que nome de merda tem. Mas esse é ele. Abby se afasta da janela com os olhos arregalados. —Esse é o cara que se lançou como um cão alfa em Jake por você? Assentindo, vou até a janela e olho para fora. Enquanto nós os olhamos, Brock ou Breccan, mostra a Connor um esportivo de luxo que provavelmente custa mais que a nossa casa. —Que idiota-, eu digo com um suspiro. Abby vira a cabeça para mim. —O que? Breccan? Eu não sei. Parecia muito bom. Eu zombo de sua avaliação sobre ele, então pergunto a ela: —Você falou com ele, quanto? Cinco minutos? Como você pode saber que é muito agradável? Sorrindo, ela diz: —Você também pareceu achar que foi muito legal, se bem me lembro. Você falou sobre ele sem parar por uma semana, Sidney. Agora é sua chance. Eu acho graça da ideia enquanto continuo olhando pela janela. Faz sentido agora porque ele pulou em Jake. Ele é um lutador. Os lutadores Aparentemente não só no ringue.

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gostam

de

lutar.


Deus, ele pode ser a definição de sexo, mas é basicamente um Neandertal. E arrogante. Eu sei do jeito que ele olhou para mim quando ele levantou toda aquela confiança fluida do chão. Ele sabe que ele é sexy. E isso não é sexy. Nem um pouco. Pelo menos é o que eu digo a mim mesma. —Sou uma jornalista investigativa, Sidney. Eu posso notar que tipo de pessoa é com um único olhar. Ele não teve que dizer uma palavra para eu saber que ele é um cara legal -, ela insiste, virandose para mim. Eu me recuso a olhar nos olhos dela e ainda vejo Breccan interagir com Connor. Ambos riem e eu gostaria de saber do que estão falando. Eu pergunto se Breccan disse algo engraçado ou foi Connor. Mais do que provável, foi meu sobrinho. Tem um jeito de fazer as pessoas sorrirem, mesmo quando não querem fazer nada mais do que se esconder em um quarto escuro por um dia. Abby limpa a garganta e finalmente eu olho para ela. —Você ainda está interessada? Ela pergunta, esfregando minhas costelas. —Interessada? Em que? —Oh vamos. Não se faça de idiota. Breccan. Você está interessada nele? —pergunta com irritação simulada. —Uhm, só as lésbicas não estariam interessadas nesse homem. Inferno, por ele elas poderiam trocar de equipamento. Eu não acho que ele me reconheceu. Ele disse alguma coisa? —Eu olho

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pela janela e vejo Breccan levantando o relógio —O que está fazendo? Eu continuo a espioná-los e tento desesperadamente ler seus lábios. Connor nega e aponta para a casa. Antes que eu tenha a oportunidade de me afastar da janela, o olhar de Breccan se ergue. —Ah merda! -Eu grito, abaixando as persianas e empurrando Abby como se estivéssemos no meio de uma avenida. —Que diabos? —Ela grita enquanto nós duas caímos no chão. Envergonhada pela décima vez hoje, eu digo: —Ele nos viu! Ele nos viu olhando para ele. Jesus, isso poderia piorar? Abby ri enquanto tento me afastar dela. Antes que eu possa chegar no chão, ela envolve seus braços em volta de mim e me aperta com força. —Eu te amo, Sid. Eu congelo com suas palavras. Não porque ela nunca me disse. Ela me diz o tempo todo o quanto me ama e me aprecia muitas vezes, na verdade, que comecei a me dar por satisfeita. Mas desta vez é diferente. Desta vez, quando ela diz isso, eu sinto o significado atrás de suas palavras. Ela não está dizendo isso simplesmente porque eu fui em frente e lidei com o assunto por ela novamente. Está usando esse momento, essa humilhante amanhã que tive, para me lembrar que eu sou importante. Quero dizer algo para ela. Que eu sou mais que

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seu apoio. Mais do que apenas a apoiadora, a cuidadora de seu filho. Aperto-a por sua vez, não estou pronta para deixar isso para lá. Não quero que veja as lágrimas brilhando nos meus olhos. Depois de limpar minha garganta, eu sussurro: —Também te amo. Muito. A porta da frente se fecha e Connor grita para nós em baixo. —Mamãe! Tia Sid! Brec me trouxe coisas! Ele disse que todos os seus amigos ligam para ele e eu também devo fazer agora que sou amigo dele! Venha e veja essa merda que me trouxe! A emoção de Connor sempre foi contagiante, mas hoje, ele está em um novo nível. Quando Connor o chama de Brec, tenho a impressão de que ele também se apresentou dessa maneira. Com a música estrondosa na boate, foi fácil entender errado. Quero dizer, que tipo de nome é Brec de todos os modos. Tremendo ao pensar em vê-lo novamente, grito: —Eu não posso, querido! Eu tenho que sair. Eu vou pro chuveiro! –Antes que Abby tenha a oportunidade de me questionar, eu corro para o banheiro. Não há lugar onde preciso estar hoje ou em qualquer sábado no caso. Mas o único lugar que eu não preciso estar é no térreo, no mesmo ambiente que o rapaz magnífico que eu não parei de pensar.

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Obviamente, ele não pode dizer o mesmo sobre mim, porque antes não houve um flash de reconhecimento em seus olhos. Depois de uma hora e meia no banheiro, desço as escadas e prendo a respiração, esperando que o Adonis tenha partido. Para minha sorte, ele está deitado no sofá, um controle do Xbox em suas mãos. Parece que Connor o convenceu a jogar o jogo do UFC, e não é surpresa que Breccan escolheu jogar como ele mesmo. Eu não tenho ideia de quem é o lutador de Connor, mas dos gritos que vêm do sofá, posso dizer que Breccan não está sendo suave com ele. Deixando cair seu controle, Connor exclama: —Aww, cara! TKO5 novamente. —Desculpa garoto. É o que eu faço. —Com uma risada, Breccan meche no seu cabelo. Espero que Connor se afaste dele; é o que faz quando eu tento fazer o mesmo. Mas ele apenas sorri e responde: —Eu sei. Seu nome é KO por um motivo. Eu não posso acreditar, mesmo em um jogo, você está derrubando as pessoas. Breccan sorri e acerta Connor com o ombro. —O que posso dizer? Eu sou o campeão. Qual o próximo? Quer jogar Madden? O rosto de Connor se ilumina e ele salta do sofá para trocar os jogos. Mas então ele se volta para seu ídolo e pergunta: 5

TKO: nocaute técnico

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—Você não precisa ir? Quer dizer, eu não quero que você faça isso. Eu apenas pensei que você teria coisas melhores para fazer do que gastar tempo com uma criança doente. Meu coração quebra um pouco com seu evidente desespero, e eu estou temendo a resposta de Breccan. Eu abro minha boca para interromper e esperar mudar de assunto, mas antes que eu tenha a chance, Breccan me surpreende. —Rapaz, eu tirei o dia todo para sair com você. Eu não consigo pensar em nada melhor do que jogar Xbox o dia todo com um amigo, certo? – A honestidade em seu rosto me diz que ele não está mentindo para Connor. O rosto de Connor se ilumina com um sorriso de megawatt e meu coração praticamente se derrete. Percebendo que estou hesitando no último degrau, respiro fundo para me manter firme. Antes de que me peguem ouvindo, ou, pior, caindo de novo, eu estou indo em direção a cozinha. Ao cruzar o corredor, Breccan levanta a cabeça. Seu olhar se apodera de mim. Ele me mostra um sorriso largo que me faz tropeçar e avermelhar meu rosto. Ele ri para si mesmo, claramente ciente do efeito que está tendo sobre mim e gostando. Seus olhos piscam por um momento e eu penso, se lembrou. Mas, rapidamente, o olhar desaparece. Eu acelero os meus passos para sair da sua vista e entrar na cozinha, onde minha irmã está reclamando sobre as guloseimas. Eu olho para ele de novo e vejo que está me olhando. Quando eu entro na cozinha, ele pisca para mim.

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Idiota —Arrogante -, eu sussurro no ouvido de Abby. Ela se abaixa, tira os biscoitos do forno e quase derruba a bandeja. —Porra, Sidney! -Ela diz com raiva quando recupera o controle. Levantando um ombro em um meio encolher de ombros, eu pego um cookie do prato. —Vingança por antes, suponho. Retirando minha mão com um tapinha, ela sorri. —Oh inferno, não. Esses são para nosso convidado. Se você quiser um, primeiro você tem que tirar essa bandeja. Eu quero dizer a ela que eu não queria um de qualquer maneira, mas isso seria infantil da minha parte. E uma mentira. Não há muito em Abby que ela pudesse qualificar-se como materna, mas assar biscoitos é um deles. Raras as vezes que cozinha, mas quando isso acontece, geralmente compensa qualquer viagem de última hora que me impingiu. Suspeitando que ela está prestes a fazer isso, eu levanto uma sobrancelha. —Você está se preparando para sair de novo? Nega.

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—Deus, Sidney, não. Não posso fazer cookies apenas por fazer? Ela não faz contato visual comigo, então eu não estou totalmente convencida que está dizendo a verdade, mas eu decido não insistir no assunto. Removendo a bandeja do balcão, eu vou em direção à sala de estar e digo rapidamente: —Bom. Eu vou levar os malditos biscoitos. -Eu pulo de volta para o sofá enquanto Abby ri atrás de mim. Connor e Breccan estão tirando selfies, e eu não posso deixar de sentir um calor no meu estômago. O idiota esquecido parece estar gostando quase tanto quanto Connor. Ambos olham para cima quando entro na sala. Eu limpo minha garganta, empurro o prato para Breccan. —Abby fez isso para você. Seus biscoitos são o paraíso em um prato. Pegue um. Ele estica a mão antes de deixá-lo cair e geme. —O homem, tem um cheiro incrível. Mas eu não posso. Campo de treinamento. —Encolhe os ombros antes de ir ao bolso e pegar uma barra de proteína. Então rasga o invólucro e dá uma mordida. Sua mandíbula forte aperta enquanto mastiga. Eu me pergunto como seus lábios se sentiriam. Eu estava a segundos de beijá-lo naquela noite, quando Jake interrompeu. Eu devo ter deixado escapar um pequeno gemido, porque, de repente, os lábios que eu estou estudando aparecem em um sorriso.

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E, para meu horror, diz as palavras: —Você vê algo que você gosta? Eu tusso e volto todo o meu corpo para o meu sobrinho. —Uh, Connor, quer um biscoito? Seus favoritos com porção dupla de chocolate -Depois de deixar cair o prato inteiro em suas mãos estendidas, eu começo a fazer minha fuga para a porta. Revirando os olhos, Connor diz com voz rouca: —De Acooooooordo. —Ele ainda olha para mim, franzindo a testa, quando pergunta: —Tia Sid, você está bem? Seu rosto está muito vermelho. Está doente? Certamente você ficou no banheiro muito tempo. Eu me sento freneticamente enquanto continua. —Eu queria te mostrar as grandes coisas que Brec me trouxe, mas mamãe disse para não te incomodar. Que você estava trabalhando em algo. O que quer que isso signifique. Enfim, quer ver agora? Estou mortificada com o pensamento de Breccan Carlisle sabendo que eu estava trabalhando em algo no banheiro. Ele provavelmente está assumindo que isso tem a ver com ele. Ele estaria certo, mas a julgar pela maneira como seus olhos escurecem e seu sorriso se torna incrivelmente amplo, ele provavelmente assume que eu estava trabalhando com as minhas mãos... entre as minhas pernas. Minhas bochechas esquentam e faço tudo que posso para ignorar Breccan.

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—Não, querido. Não agora, —eu digo a Connor. -Estou muito atrasada para alguma coisa. Lembra?—Talvez eu não tenha contado sobre isso. Ótimo. Não só estou tropeçando nos meus pés, mas também estou tropeçando nas minhas palavras. Eu tenho que sair daqui. -De qualquer forma, eu tenho que ir. —Pronto. Perfeito. Feito. Eu vou para a porta apenas para ficar imóvel. Merda. Eu me viro de novo. —Você viu minha bolsa? —Eu procuro freneticamente pela sala. Estou agindo como uma completa idiota. Nada como ter um cara sexy que quase me beijou e obviamente não se lembra de mim curtindo o show. Quando meu olhar finalmente pousa em minhas coisas, eu me apresso e as pego, antes de correr para a porta. —Eu volto mais tarde e você pode me contar tudo sobre o resto da sua visita. —Estou desesperada por uma pausa, mas superada pelos meus modos. Voltando para Breccan, levo um momento para me recompor. —Brock... Eh, Brec... foi um prazer te conhecer. De novo. Obrigada por vir ver meu sobrinho. Eu sei que será o destaque do seu ano. Agora, se você me der licença, eu tenho algo para fazer. -Então abro a porta da frente e tenho um pé fora quando ouço Brec falar novamente. —Prazer em conhecê-la também, Sidney. Deixe-me saber se você precisa de algo a mais também. —Olhando por cima do ombro para ele, ele pisca um olho para mim. De novo.

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O que há com esse cara e a piscada? E por que isso me excita? Antes de dizer algo que me arrependa, saio pela porta e a fecho com um golpe atrás de mim. Então eu decido que arrogante não é a única palavra que se encaixa. Existe uma melhor. Imbecil.

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11 Breccan Já faz uma semana desde que conheci Connor, e embora eu tenha lhe dado meu número antes de eu sair, eu não ouvi uma palavra dele. Enquanto almoço com Rebecca e Tripp, eu decido mandar um texto para ver como está. Eu: Oi, Connor. É o Brec. Como você tem estado, garoto? Quando saí de casa naquele dia, me senti bem. Pela primeira vez em muito tempo, realmente tive um sorriso que não era falso no meu rosto. Havia algo sobre este garoto que eu realmente gostei. Não tenho certeza se foi a verdadeira felicidade que ele tinha quando me conheceu ou o fato de que não ficou parado e deprimido porque estava doente. Pela primeira vez na minha vida adulta, no entanto, alguém queria sair comigo por mim e não pelo o que eu poderia fazer por eles. Quero dizer, eu tentei dar ao garoto meu relógio e ele educadamente rejeitou, pelo amor de Deus. Eu ainda estou esperando por uma resposta quando ouço que uma garganta se aclara do outro lado da mesa. Eu solto meu telefone, olho para cima e vejo Rebecca olhando para mim. —O que? —Pergunto com mais grosseria do que pretendia.

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Ela responde rapidamente, retirando os olhos para Tripp. —Nada. Todo esse almoço foi desconfortável, e não consigo entender por quê. Eu sinto que há algo que Rebecca quer dizer. Ela continua limpando a garganta e abrindo a boca antes de fechá-la ou dizer algo aleatoriamente. Ela nunca foi uma pessoa que esteve contida antes, então eu estou começando a me preocupar que seja algo sério. Não é incomum que Reb apareça com uma pizza e um pacote de cervejas no meio da semana, e fazemos um esforço para almoçar juntos com frequência. Então, não havia razão para me fazer perguntas quando ela ligou me perguntando se poderia nos encontrar no último minuto. Mas agora que penso nisso, percebo que ela estava estranhamente durante aquela breve conversa. Nós três estamos juntos desde o ensino médio. Nos conhecemos quando tinha doze anos de idade. Uma tarde, eu estava saindo do treino de futebol e tropecei com que Tripp estava sendo atingido por um par de crianças mais velhas atrás do ginásio. Eu entrei para parar a surra quase ao mesmo tempo que está menina bonita veio correndo na esquina, gritando seu nome. Quando ela me viu intervir e enfrentar as crianças que eram dois anos mais velhas que eu e duas vezes maiores, ela se envolveu também. Eu nunca tinha visto uma garota brigar antes, e acho que poderia ter me apaixonado por ela ali mesmo.

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Assim que os dois idiotas perceberam que uma menina estava chutando suas bundas, eles fugiram. Rebecca apenas se levantou, balançou os shorts, e quando percebeu que eu estava olhando para ela com a boca aberta, ela disse: —O que? Você quer que eu chute sua bunda também? -Rindo, foi embora, com Tripp atrás dela. Mesmo aos nove anos de idade, ela era linda, mas qualquer paixão que poderia ter tido por ela desapareceu rapidamente quando ela realmente chutou minha bunda um par de dias depois. Foi só uma piada, mas percebi que nunca seria nada mais do que a irmã que eu não tinha quando ela me colocou uma chave de cabeça para zombar de seu pulso. Desnecessário dizer que somos amigos desde então. A preocupação me faz falar com raiva. —Apenas cuspa, Reb. Você tem agido estranhamente desde que nós chegamos.Há algo acontecendo. Com uma respiração profunda, começa. —Estou preocupada com você. Você esteve festejando muito ultimamente. Está acontecendo alguma coisa com você? -A preocupação em seu rosto normalmente aqueceria meu coração, mas ao contrário, tem o efeito oposto. Eu não consigo controlar a repentina irritação que surge. Enquanto eu pensava que ela tinha câncer ou outra coisa terrível em sua vida, realmente, ela só queria me reivindicar por algumas noites selvagens. Eu explodo.

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—Estou bem. Não estou fazendo nada que não tenha feito antes. —Eu paro antes de lembrá-la. -Não muito tempo atrás você estava bem ao meu lado cada noite. —Então eu virei meu olhar para Tripp. Ele permaneceu em silêncio durante a maior parte da refeição. Eu suspeito que foi quem a colocou para conversar. —Tripp? O que é isso? Uma intervenção? Você não deveria escrever-me uma carta dizendo-me como a festa afeta negativamente ou alguma merda? —Eu digo sarcasticamente. —Não, isso não é uma maldita intervenção, filho da puta. E que tal se você não fosse tão idiota com minha irmã? Ela só está preocupada com você. -Move o seu olhar para Rebecca e aponta um dedo para ela enquanto sua voz se torna mais forte e seu rosto fica vermelho. —Eu te disse para não dizer nada hoje. Rebecca olha para os outros clientes e oferece um sorriso de desculpas antes de devolver o olhar e colocar um dedo perfeitamente bem tratado nos seus lábios. Suas bochechas também estão vermelhas, mas ao contrário de Tripp, ela fica envergonhada. Enquanto eu me pergunto de quem foi a ideia, eu agarro a borda da mesa numa tentativa de me acalmar. Não faz sentido porque eu estou tão bravo com o seu questionamento. —Mamãe e papai também estão preocupados, Brec -, diz Rebecca em uma voz baixa. Suas palavras me fazem parar. Os Tolers sempre foram melhores pais que os meus, e a ideia de preocupá-los bate no meu

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estômago. Talvez eles estejam certos. Talvez eu tenha sido muito irresponsável ultimamente. Afastando-me da dúvida, eu derrubo Tripp com um olhar. —Você está certo, cara. Eu não me importo com suas preocupações porque elas são ridículas. —Eu soltei uma risada sem humor. —E se eu estiver saindo mais? Eu me mato na academia por horas todos os dias. Eu mereço passar um tempo livre. -Eu viro minha cabeça para Rebecca. Porque Tripp me colocou nisso, eu também poderia fazê-lo cair. —Você sabia que Tripp também sai comigo todas as noites? Ela revira os olhos e, obviamente, não se importando. Eu posso ver isso. Eu não vou ganhar essa discussão. Mas eu não estou acostumado a perder nada e esta perspectiva apenas alimenta minha raiva. Erguendo a voz ainda mais, Tripp grita: —Sim, eu saio com você todas as noites! Mas isso é porque eu não quero que você acabe na cadeia! Ou morto, Breccan. Jesus cristo –Então respira fundo-. Por que você é tão idiota? Você não pode ver que eu estou do seu lado? Eu estou sempre do seu lado, amigo. Alguém tem que cuidar de você, e com certeza, inferno, aqueles outros imbecis que você sai não são. Eles estão usando você. Ou você é muito estúpido para ver isso? Merda! – Com isso se levanta rápido, a cadeira se inclina para trás e cai no chão. As pessoas começaram a olhar fixamente. Estou zangado demais para me importar uma merda, então só piora. —Que porra estão todos assistindo? —grito.

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Com o canto do olho, vejo o gerente começar a se aproximar, provavelmente para nos pedir para sair. Eu não deveria me incomodar, mas acabei de qualquer forma. Depois de jogar algum dinheiro na mesa, fico com raiva e sem outra palavra para meus dois amigos mais próximos. Rebecca grita meu nome do outro lado do estacionamento, enquanto eu ligo o motor do meu Jaguar e praticamente virando-o de lado enquanto vou a toda velocidade. É cedo demais para ir a um bar, mesmo para mim. Eu vou para a interestadual. Eu decido apenas dirigir, e não demora muito para me lembrar que estou indo em direção à cidade de Connor. É quando eu chego ao meu telefone para ver se ele respondeu alguma coisa ao meu texto que eu percebi que eu deixei na mesa no restaurante. —Filho da puta! —Eu grito, batendo meu punho no volante. Agora não tem como eu voltar e mostrar meu rosto. Eu só espero que Rebecca ou Tripp o peguem antes de saírem. —Droga -, murmuro, esfregando os olhos com o polegar e o indicador. Eu não deveria ter reagido assim. Reb e Tripp são a única família de verdade que eu tenho além de Mark. Talvez meus pais ainda estejam seguindo e vivendo, mas eles não são dignos de serem chamados de família. Depois daquele dia atrás do ginásio, comecei a passar tanto tempo como pude com a família Toler. A paixão que tive com Rebecca sozinha foi parte das razões pelas quais passei tanto tempo em sua casa. Mas a verdadeira razão foi porque meus pais estavam ocupados demais vivendo suas próprias vidas para se preocupar com o que eu estava fazendo. Quando se preocuparam

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em passar o tempo comigo, minha querida mamãe e papai estavam se divertindo criticando tudo o que fiz. O que anda fazendo? Por que você está andando com essas crianças? Quem pediu sua opinião? Quando você vai parar de entrar em tantas lutas? Deixo minha viagem pela rua da memória quando estaciono na frente da casa na Shade Street. Depois de puxar o freio, eu olho para a porta principal. Não tenho certeza porque cheguei aqui ou o que espero. Depois de alguns minutos, decido sair. Inferno, não pode doer entrar e dizer olá. Eu estou indo em direção a porta da frente quando as persianas se movimentam na janela. Eu quase alcanço a varanda quando a porta se abre e Connor sai. Seu rosto se ilumina com um largo sorriso e pergunta: —Brec! Amigo, o que você está fazendo aqui? —Olá garoto. Eu estava no bairro. Pensei em passar por aqui para ver como você estava. Eu te enviei uma mensagem, mas depois deixei meu telefone em algum lugar. Você está ocupado hoje? —Não é exatamente a verdade, mas eu não acho que ele precisa saber que apenas fiz papel de bobo e que tive uma briga enorme com meus amigos.

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Empurrando para abrir a porta e se afastando, Connor gesticula com seu braço e responde: —Mi casa, su casa.6 Uh... algo assim. O espanhol não é minha primeira língua. Eu rio e já me sinto dez vezes melhor. —Então, você tem algum tempo para o Xbox ou o quê? —Sim! Eu não estou fazendo nada hoje. Mamãe não está aqui, então estou só eu e a tia Sid. —Ele revira os olhos. —Ela está limpando e cozinhando por toda a manhã. Eu tenho me escondido no meu quarto, então ela não me atribui tarefas da sua lista de coisas para fazer hoje. Deixe-me subir e desligar minha TV e eu já volto. -Fecha a porta atrás de mim e caminha em direção as escadas. Ele se move mais devagar do que a última vez que o vi. Talvez aparecer hoje tenha sido uma má ideia —Amigo, eu não posso acreditar que você está aqui. De novo. Malditamente impressionante! —Connor grita comigo do meio da escada. Pensando bem... talvez não. Eu ando pela sala e percebo que a casa cheira deliciosamente. Meu estômago ronca, e eu lamento o fato de que eu estou no meio do treinamento e não posso comer nada de gosto muito bom.

6

em espanhol no original.

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Meu nariz me guia na direção dos deliciosos cheiros e quando eu dobro o canto para ir para a cozinha, paro no meu caminho. De costas para mim, Sidney está lavando pratos e cantando o que está tocando em seus fones de ouvido. Está terrivelmente fora de sintonia, mas obviamente ela não se importa. Movendo os quadris de um lado para o outro, está perdida na música, e a parte de baixo de suas nádegas sai de seus shorts. Sua camiseta é tão desbotada que é provavelmente mais perto do cinza do que para o preto, e há algo sexy sobre a maneira como seus cachos vermelhos estão caindo do coque bagunçado agrupado no topo de sua cabeça. Eu apoio meu quadril contra a moldura da porta e aproveito o show. No meio da dança, ela se vira para mim, mas seus olhos estão fechados. A maneira que as mamas dela saltam com cada impulso de seus quadris é sexy como o inferno. Apenas quando eu me estico para me arrumar, abre seus olhos enquanto está na ponta dos pés para guardar um prato e me vê. —Argh! —Ela grita, largando o prato. -Que porra é essa! O prato cai na bancada e quebra em um milhão de pedaços. —Merda! -Ela grita novamente. Quando ela olha para cima novamente, a surpresa em seu rosto tem sido substituída por um sorriso. —Você está se tocando? Enquanto você olha para minha bunda? Merda. Pego.

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De repente, é o meu rosto que mostra surpresa. Eu rapidamente me recupero o suficiente para replicar: —Você gostaria disso, né? Revirando os olhos, ela começa a pegar pedaços do prato quebrado. —Eu não sei o que você está fazendo aqui, mas como a culpa é sua, em primeiro lugar de eu deixar cair o prato, o mínimo que você pode fazer é me ajudar a limpar. Tem uma vassoura na lavanderia ali. —Ela aponta para uma porta fechada. –Pegue e varra essas peças. Eu faço o que ela pede. —Eu estava aqui e achei que poderia parar e ver se Connor iria querer jogar algum Xbox. -Eu não mencionei a briga que me enviou nesse sentido ou o fato de não ter conseguido parar de pensar nela. No entanto, eu faço uma nota mental para comprar uma garrafa de Patron para Tripp depois. Se ele não tivesse me deixado com raiva, eu teria perdido o desempenho de Sidney. —O que você estava ouvindo? —Eu pergunto, surpreso por estar genuinamente interessado na sua resposta. Eu não reconheci as letras que ela estava cantando, mas havia uma linha que me chamou a atenção, e estou curioso por conhecer a música. Suas bochechas ficam vermelhas antes de responder:

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—Hurt de Johnny Cash. De qualquer forma, há quanto tempo você está de ai de pé? —Johnny Cash? Quem é essa mulher? —Eu percebi que tinha que ser algo diretamente das listas pop. Eu sorrio e empurro seu braço de brincadeira. —O suficiente para saber que você não pode seguir uma melodia de merda. —Não quero que ela sinta envergonhada. Mesmo que soasse como um gato moribundo, eu gostei de vê-la perdida na música. Enquanto ela cantava as letras, a emoção em seu rosto era linda. Eu nunca estive interessado em uma mulher antes, e eu não consigo imaginar o que é isso. Isso me deixa tão intrigado. Determinado a me preocupar com isso mais tarde, eu empurro o pensamento no fundo da minha mente. —Você não parece um fã de Cash -, eu digo, dando um passo em direção a ela. —Sim, bem nem você. -Ela encolhe os ombros, felizmente sem recuar. Apreciando nossa conversa, eu sorrio. —Oh sim? O que eu pareço então? —Eu dou um sorriso que garante que derrete sua calcinha, mas infelizmente, parece completamente imune —Hmmm —Toca com o dedo na boca.

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Incapaz de me parar, eu acaricio sua mandíbula, escovando seu lábio inferior com meu polegar Sua boca se abre em surpresa, e ela solta um suspiro rápido antes que diga em voz baixa: —Hip hop. Confuso, eu deixo minha mão onde está, mas continuo focado em seus lábios. —O que? —Você... hum... parece que você gosta de ouvir hip hop, talvez em um clube –explica nervosamente Antes que eu possa responder ou fazer algo igualmente estúpido como substituir o meu polegar com a minha boca, Connor chega trazendo um notebook para a cozinha. Ele para na porta, movendo a cabeça de um lado para o outro entre nós —Ah, tia Sid? Afastando-se do meu alcance, ela retira seu olhar do meu. —Sim, querido? Sente-se bem? Ele sorri. —Sim. Estou bem. Mas, seus cookies não estão. -Ele ainda tem um sorriso em seu rosto enquanto ele olha para o forno. —Merda! —Ela grita antes de pegar uma luva de cozinha e abrir a porta do forno. Fumaça se desdobra ao tirar uma bandeja de biscoitos que poderia ser usado como discos de hóquei. —

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Maldita seja. Eu estava cuidando deles —, ela reclama, jogando-os no lixo e depois jogando a bandeja na pia. Bufando, acena com as mãos para nos tirar da cozinha. —Você veio jogar Xbox com o Connor, então vão. Deixe-me terminar de queimar esse lote de cookies. Eu mantenho meus olhos fixos em Sidney enquanto Connor me arrasta da cozinha. Quando ela desaparece da minha vista, olho para Connor e esfrego as mãos. —Muito bem amigo. Você está pronto para eu chutar sua bunda novamente em Madden? -Eu me sento no sofá ao lado do garoto, mas minha mente ainda está na cozinha com a tia dele. Estou confuso com a atração que sinto por ela. Por quê? Não tenho ideia. Mas eu ainda não consigo me livrar da sensação de que a conheço de algum lugar. Ela é linda, sim, mas ela não é o tipo que eu geralmente procuro. É óbvio que ela é atraída por mim, mas ela não está se lançando como a maioria das mulheres. Talvez seja a falta de interesse dela que despertou minha curiosidade. Estou sempre pronto para o jogo de perseguição, mas tenho a sensação de que, uma vez capturada, ela não é o tipo de mulher que pode ser facilmente deixada de lado. Não, Sidney O'Neil é o tipo de mulher que você quer em sua cama todas as noites, não só uma vez. —De jeito nenhum, amigo. Eu tenho praticado. Eu vou ganhar de você hoje. -Connor diz, passando-me um controle.

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Provavelmente está certo, porque com a imagem de Sidney dançando com a música de Johnny Cash tocando em um loop na minha cabeça, não há maneira de me concentrar em videogames.

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12 Sidney Que Breccan apareceu sem aviso prévio foi definitivamente uma surpresa. Mas não foi a parte mais surpreendente daquele dia. Ele ainda não parece lembrar de mim, e isso dói. Depois que eu corri para fora de casa como se meu cabelo estivesse em chamas, eu fiz uma pequena pesquisa sobre ele e descobri que Breccan Carlisle é um Playboy. Eu tentei evitar que isso me incomodasse, mas era óbvio que tinha. Foi apenas outro ponto em seu cinto. Eu disse a mim mesma que eu tive sorte que a noite tinha terminado abruptamente, mas até mesmo o conhecimento de seus modos de festejar não me impede de pensar nele o tempo todo. Então, quando eu o vi em pé na porta, praticamente se tateando enquanto olhava para minha bunda, eu estava apavorada. Eu tentei cobrir meu constrangimento com sarcasmo e assumir o controle da situação. Então ele me tocou e, com o simples toque de seu polegar, meu controle foi embora. Meu lábio formigava do contato pelo que pareciam horas depois. Fiquei na cozinha, atordoada, enquanto ele perdia jogo após jogo para Connor. Ocasionalmente, eu dava uma espiada na sala e ele olhava para mim. E, a cada vez, eu rezava para que ele me reconhecesse. Supere isso. Ele não sabe quem você é.

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Breccan finalmente levanta a bandeira branca da rendição um par de horas depois, implorando para Connor ter misericórdia dele. Não tenho certeza por que Brec o deixou ganhar, mas qualquer que seja a razão, a emoção da vitória está escrita em todo o rosto de Connor. Sentada à mesa da cozinha, estou fazendo uma lista de tudo que tenho que fazer amanhã quando Breccan pergunta a Connor: —Ei garoto. O que você está escrevendo nesse notebook? Eu endureço e vou para a sala a tempo de ver Connor fazer uma pausa. —É meu caderno com minha lista de coisas a fazer — responde hesitante. Breccan franze a sobrancelha e repete: —Lista de coisas para fazer? -Ele se move no sofá para dar a Connor toda sua atenção. Connor parece desconfortável, e estou tentada a intervir até um sorriso tímido aparecer. —Sim. Quando descobri que estava doente, decidi fazer uma lista de coisas para fazer. Você sabe, todas as coisas que eu quero fazer antes de morrer. A tia Sid tem tentado me ajudar a fazer algumas coisas. Mamãe também. Quando está em casa. Elas continuam me dizendo que eu vou ter cinquenta anos para terminá-la. Mas, você sabe, é melhor prevenir do que remediar. —Uma lista de coisas para fazer, hein? Que tipo de coisas você tem aí? Você quer me mostrar? -Breccan cruza as pernas, tornozelo

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com o joelho e depois inclina a cabeça para o lado. Ou é pessoal? Ele aperta o ombro de Connor em encorajamento. Embora com uma pequena dúvida em seu rosto, Connor acena uma vez. Então abre o notebook e entrega-o. Breccan analisa a lista, e por alguns minutos, a sala permanece completamente silenciosa, exceto pelas respirações superficiais de Connor. Eu faço uma anotação mental para conversar com o médico sobre a sua respiração na nossa próxima consulta. Na verdade, vou escrever isso agora. Eu pego uma folha de papel em branco e o rotulo Perguntas para o Dr. Barnes, antes de anotar rapidamente a maneira como a respiração de Connor soa. Respirações curtas e rápidas. Ocasionalmente uma longa exalação. Ainda estou escrevendo minhas preocupações quando Breccan fala. —Então, eu posso ajudar com alguns desses -, ele diz. Minha cabeça se eleva. Ajudar? Quer ajudar? Estou surpresa e instantaneamente desconfiada. —De verdade? —Sussurra Connor. Seu rosto se divide com um largo sorriso revelando as covinhas que eu não via há muito tempo. Meu coração bate. Por que Breccan iria querer ajudar Connor a realizar os itens da sua lista de coisas para fazer? Ele fez a sua

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parte, vindo visitá-lo no sábado passado. Precisa de mais publicidade? Está usando o Connor para ficar bem? E se ele tiver motivos ocultos? Um milhão de preocupações irracionais inundam minha mente. Eu sei que estou fazendo uma tempestade em copo d’água, mas eu não posso ajudar meus pensamentos eles ficam fora de controle. Eu lembro que Breccan não pediu nada em troca por sua visita. No entanto, não importa quantos pontos positivos eu continuo voltando ao medo de que Breccan vá machucar Connor. Da mesma forma que me machuca. Eu não posso deixar isso acontecer com ele. Já passou por tantas coisas e, se não obtiver um rim, terá muito mais para enfrentar. Mesmo que eu pense totalmente que sairá disso sem problemas, não posso deixar de me preocupar com o pior dos cenários. Eu vou para a sala de estar, com a intenção de acabar com isso. Breccan olha para cima quando ele me ouve e sorri para mim. Não é um sorriso zombeteiro ou o sorriso presunçoso que pretendia queimar minha calcinha, mas um sorriso desconsoladamente bonito, genuíno. Eu paro para estudar seu rosto. Olhando nos olhos dele, espero ver a misericórdia olhando para mim. Em vez disso, vislumbro uma pitada de tristeza e outra coisa que não posso especificar. Interesse? Desejo?

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Saudade? Seu sorriso cresce um pouco mais e eu recupero o fôlego. Eu sinto como se estivesse finalmente vendo o verdadeiro Breccan Carlisle. Não o campeão dos pesos pesados leves. Não o belo playboy. Não o cara bêbado que é surpreendentemente encantador. Mas para a pessoa real sob a máscara. Ainda olhando para mim, ele responde a Connor. —Sim, homem. Eu definitivamente posso te ajudar com isso. – Finalmente quebra o contato visual e olha para Connor. Eu aliso minha camisa e endireito meu cabelo tentando descobrir que porra acabou de acontecer? A intensidade com que eu estava o estudando é desconcertante. Eu ainda estou tentando dissecar a troca quando me dou conta de que estou em pé no meio da sala, olhando para eles sem jeito. Eu me movo para o sofá e caio antes de perguntar com ceticismo: —Então, exatamente, como você pode ajudar? -Isso soa mais como uma acusação do que uma pergunta, e imediatamente me arrependo do meu tom. Ele tem sido muito legal com Connor, eu lembro. Pare de ser tão pessimista o tempo todo!

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Olhando para mim com um brilho nos olhos e um meio sorriso nos lábios, ele levanta um ombro e diz: —Eu sou Breccan Carlisle. Simples assim. E assim, o cara sincero voltou a ser o homem arrogante novamente, que conheci na semana passada. E mais uma vez estou confusa. Talvez seja bipolar. Dupla personalidade? Faço uma anotação mental para pesquisar no Google por dupla personalidade depois que Breccan sair. —Oh sim. Como eu poderia esquecer isso? —Eu digo secamente. Ainda sorrindo, ele responde: —Eu não sei, Sidney -, ele diz meu nome sugestivamente, e me deixa um calafrio por toda minhas costas. —Eu sou muito inesquecível. Pelo menos, é isso que me disseram. – Antes de voltar sua atenção para Connor, ele pisca para mim. Imbecil. Tem razão. É inesquecível. É por isso que não fiz mais do que pensar nele por mais de um mês. Agitando-me da queda repentina em que estou, eu me concentro em Connor. Parece que ele está assistindo a uma partida de tênis, com a cabeça indo em direção a frente e para trás olhando para nós dois. Aquele sorriso malicioso que foi mostrando antes na cozinha está de volta. Finalmente, ele fixa o olhar em Breccan e pergunta:

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—Então, com qual destes você pode me ajudar? Sem hesitação, Breccan responde: —Com todos eles. Connor gagueja. —Todos... todos eles? Mas existem, como quinze coisas aqui. —Sim, com todos eles -, ele simplesmente repete. —Ei, estou morrendo de fome. Não terminei meu almoço antes. Você conhece algum lugar que manda salada em casa? Eu nego. —Não? Droga. Bem, parece que vamos sair. Ele nem se incomoda em perguntar, mas tenho a sensação de que, mesmo se ele tivesse, dizer não, não é realmente uma opção. Connor toma a decisão quando grita: —Sim! Eu deixo a maldição passar e me levanto para colocar meus sapatos. —Ah, eu só tenho que fazer um telefonema rápido -Eu murmuro, tirando o telefone da minha bolsa. Depois de procurar por Jake nos contatos, eu respiro fundo e fecho meus olhos. O telefone toca várias vezes antes que sua caixa postal responda e vergonhosamente, sou grata por não ter que falar com ele.

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—Olá, Jake. É Sidney. —Eu gaguejo. A cabeça de Breccan se levanta e ele levanta uma sobrancelha, mas não diz nada. Eu viro as costas e abaixo a minha voz. —Surgiu um imprevisto. Vou ter que cancelar nosso compromisso. Realmente, uhm, realmente sinto muito. Tenha uma boa noite. —Rapidamente eu termino a chamada e me viro. Breccan está dando o sorriso mais orgulhoso que eu já vi, e eu reviro meus olhos. Parece que vou passar o resto da tarde com Breccan Carlisle. Não estou certa se essa ideia é aterrorizante ou excitante.

*** Isso definitivamente se qualifica como assustador e não excitante. —Sid. Você está pronta? Você acredita que estamos fazendo isso? –Grita Connor sobre o estrondo do motor. —Não. Não estou! Merda! —Eu digo com fúria, olhando para ele. No topo de sua lista de coisas para fazer era saltar de paraquedas. Eu não achei que ele fosse legalmente autorizado a saltar de paraquedas aos doze anos de idade, então eu nunca considerei isso novamente. Mas Breccan fez uma espécie de magia

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vodu e convenceu essa empresa para que o deixasse, correção, nos deixasse fazer isso. Tenho certeza que ele provavelmente ameaçou chutar a bunda do proprietário, mas eu não perguntei a ele e ele não me disse. Então aqui estou eu, no processo de ser amarrada a outra pessoa antes, me jogando voluntariamente de um avião, possivelmente para a minha morte, tudo porque meu sobrinho acha que vai ser ótimo. E, aparentemente, Breccan está se juntando a nós hoje, porque quando chegamos, ele estava sentado em seu carro de luxo, com um grande e extravagante sorriso no rosto. Eu tentei fingir estar com raiva quando ele me viu olhando, mas quando o sorriso dele se ampliou, não pude evitar que um pequeno sorriso aparecesse nos meus lábios. Se estou sendo completamente honesta, fiquei um pouco aliviada que ele esteja aqui para suporte. A ideia de estar aqui me tranquilizou de uma forma que eu não pude nem começar a entender. Eu ainda estava tão frustrada e desapontada pelo fato de que quando nos conhecemos só levou uma impressão de mim. Mas esses sentimentos foram eclipsados pelo fato de que sua presença era reconfortante. Não há nada que eu possa fazer realmente para me proteger, mas isso não importa. Mesmo com o apoio moral extra, eu ainda não me convenço de que não estou a ponto de morrer. Tentando convencê-lo uma última vez, raciocino: —Connor, querido, eu não sei. Isso é realmente perigoso. Para não mencionar que estou apavorada. Você não poderia ter pedido

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ao seu tio para fazer isso com você? Seu treinador de futebol? O velho assustador que mora ao lado? A qualquer um? Não tenho certeza se posso fazer isso. —Eu divido nervosamente. O tempo todo, Connor está sorrindo de orelha a orelha. Eles se olham um para o outro antes de Breccan se virar para mim. —Sidney, vai ser demais. A emoção de uma vida toda. Vai amar. —Não acredito. Isto é definitivamente algo que um viciado em adrenalina como ele iria adorar, mas essa merda não é para uma contadora chata como eu. Eu desisto de falar com qualquer um deles para sair dessa bagunça, e termino por assinar nada menos que dez formulários diferentes, jurando que não vou processar se o Connor tiver uma... reação adversa ao paraquedismo. Tenho certeza que a definição nesse caso é a morte, mas ele não parece se importar. O dono da empresa, que coincidentemente é também o piloto, está olhando para Breccan. Sorrindo para ele novamente, passo os formulários para Connor e peço-lhe para levá-los. Depois que ele sai, eu me volto para Brec. Colocando meu cabelo em um rabo de cavalo, eu pergunto: —Como você conseguiu convencê-lo a deixar Connor saltar? Levanta um ombro e responde: —Eu só tive uma pequena conversa. Isso é tudo.

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É óbvio que ele não vai me dizer mais, e quanto mais eu penso sobre isso, eu me dou conta que provavelmente não quero saber de qualquer maneira. —Então, você é uma caçadora de emoções, Sidney? Eu não tenho certeza se ele está tirando sarro de mim ou apenas me incomodando, mas reviro os olhos. —Oh sim. Saltar de aviões não é novidade. Na semana passada, eu estava saltando do Monte Rushmore. O que há com você? Seus olhos brilham quando ele diz: —Eu prefiro ter minhas emoções de outras formas. Sou mais um tipo que gosta de gratificação instantânea. Minhas bochechas ficam quentes quando eu entendo o significado do que está dizendo. Eu não tenho a oportunidade de responder antes do retorno de Connor. Breccan pisca quando os instrutores terminam os ajustes e nos prendem em um milhão de chicotes diferentes. Nós já vimos os vídeos sobre segurança durante o paraquedismo, como se isso fosse logicamente possível, e agora eles nos guiam para o avião. Somos um grupo pequeno, apenas cinco pessoas, saltando pela primeira vez e seu parceiro com experiência em conjunto. Os outros dois que saltam pela primeira vez também estão borbulhando de entusiasmo. Parece que eu sou a única pessoa no grupo com bom senso. Ou com o desejo de continuar respirando.

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Breccan começa a falar e me tira da visão de cair diretamente em uma sepultura. —Ei garoto. Eu acho que sua tia é uma gata assustada. – Provocando-me, bagunça meu cabelo. Eu quero dizer alguma coisa, mas minha mente está em branco. Em vez disso, simplesmente olho para ele enquanto ele tenta levantar meus fios rebeldes. Rindo, Connor segue o jogo. —É muito divertido vê-la se contorcer, não acha, Brec?— Ele se agita para me imitar, mas parece que tem um inseto em sua camisa. Breccan acrescenta: —Você imagina a expressão em seu rosto quando ela for empurrada pela porta do avião? —Ambos riem disso, e antes que eu possa dizer qualquer coisa, os instrutores começam a gritar instruções. Eu mal tenho tempo para absorvê-las, quando o avião decola e começa a subida para o que certamente será minha morte prematura.

*** —Isso foi incrível! Eu grito quando corro pelo campo em direção a Connor e Breccan. O avião nos levou mais de três quilômetros, e o terror que senti foi indescritível. Nunca na minha vida eu fiquei mais

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assustada do que no momento em que a porta do avião se abriu e Connor e seu companheiro pularam. Eu podia o ouvir gritar por um momento, e foi só o medo de sua segurança que finalmente me convenceu a seguir seu exemplo e saltar também. Eu não tenho certeza que pensei que seria capaz de fazer isso por ele, mas eu precisava ser capaz de vê-lo e me convencer de que tudo estava bem. Depois que eu saltei, perdi a noção de onde Breccan estava, mas eu pensei ter ouvido ele gritar atrás de mim. No momento em que começamos nossa queda livre, tudo mudou. Não posso dizer se era o perigo que eu estava ou a adrenalina circulando através das minhas veias, mas algo aconteceu comigo enquanto eu estava caindo no chão em duzentos e vinte e cinco quilômetros por hora. Era quase como se o tempo parasse. Embora estivesse fisicamente ligada a outra pessoa, não havia mais nada no mundo além de mim, o vento e as nuvens. Durante os primeiros sessenta segundos, era difícil recuperar o fôlego, mas no momento em que o paraquedas se abriu, uma sensação de paz tomou conta de mim. Era tão sereno e silencioso que eu pensei, certamente é assim que o Céu deveria ser. Eu abro minha boca para perguntar a Connor o que ele pensava quando me dou conta que ele está pálido e suado. —Deus, Connor! O que aconteceu? Está bem? – Instantaneamente, minha mente começa a ir em um milhão de direções diferentes. Estou convencida de que precisa ir diretamente para a sala de emergência quando responde. —Estou bem. Foi um pouco mais assustador do que eu esperava. Eu estou um pouco tonto, mas o cara diz que isso

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acontece o tempo todo. Deixa de se preocupar tanto. —Sua voz é trêmula e parece um pouco verde. Giro trezentos e sessenta graus, procurando um lugar onde Connor possa sentar-se e vejo Breccan correndo em nossa direção, braços no ar. —Sidney, isso foi incrível! Que fez...? –Para no meio da frase quando ele vê Connor, a preocupação substitui sua emoção. —Ei garoto, você está bem? Você está um pouco verde. Assentindo, Connor responde: —Sim, amigo, estou bem. Quem diria que a tia Sid adoraria e que eu seria o covarde que quase molhou as calças. —Forçando uma risada fraca, ele pergunta: —Você não acha que eu sou um idiota, certo? -Está recuperando rapidamente sua cor, que começa a aliviar um pouco da minha preocupação. Eu ainda não descartei uma viagem ao hospital quando Breccan interrompe meus pensamentos. —Merda, não, amigo. Quando pulei do avião, quase molhei as calças. -Ele dá um tapinha no braço de Connor antes de me dar um sorriso malicioso. —Então, você gostou, não é, Sidney? Eu te disse que seria incrível. Talvez da próxima vez, confie em mim. —Sua voz é baixa e sexy, e meu estômago se agita. —Sim. Foi assombroso. -Absorta na memória da queda livre para a terra, eu olho para o céu. Eu não posso acreditar o quão livre

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eu me senti. Era como se o mundo tivesse parado. Eu não posso nem descrever a sobrecarga de sentimentos. Meu olhar encontra o dele e, por um momento, sinto-me como me senti durante a queda. Incapaz de recuperar o ar, mas calma e feliz. Confusa com as emoções que eu sinto toda vez que eu estou ao seu redor, concentro minha atenção em Connor. —Querido, você vai ficar bem? Temos que te levar ao hospital? –Estudo seu rosto, procurando sinais de que ele precisa de atenção médica. Erguendo a cabeça, ele grita: —Não! Tia Sid, estou bem, prometo. Por favor, não diga para mamãe. Ela não vai me deixar fazer mais nada na minha lista, se você fizer isso. Tem que prometer isso! —Ele cruza as mãos enquanto implora. —Ainda há tantas coisas que tenho que fazer. Por favor, por favor, tia Siddy. —Jogando sujo, ele usa o apelido que ele me chamou quando era mais jovem. Desamparada contra isso, levanto minhas mãos para o ar. —Bom. Bom. Eu não vou contar nada. —Você é a melhor! -Ele exclama antes de ir para o escritório para remover o equipamento. Breccan está na minha frente, bloqueando meu caminho. —Ei, uh, eu sei que não é da minha conta, mas eu estava apenas me perguntando. Onde está Abby? Nas últimas vezes eu só

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vi vocês, ela não esteve por perto. Eu imaginei que ela estaria aqui com ele hoje. Sua pergunta me lembra que Abby está novamente fora da cidade e perdendo a vida de seu filho em nome do jornalismo responsável. Irritada com ela, eu digo com raiva: —Fora da cidade. Como faz na maior parte do ano. Ele levanta as mãos em rendição simulada. —Whoa, whoa. Desculpa. Não pretendia trazer um assunto dolorido. —Não-, eu suspiro. -Eu sinto muito. Isso não foi destinado a você. Eu fico chateada quando penso em como ela está perdendo muito da vida de Connor por seu trabalho. Ela é uma repórter investigativa. O reconhecimento surge nele. -Eu pensei que a reconheci na primeira vez que a conheci. Eu a vi na TV cobrindo uma loucura. Como guerras e outras coisas, certo? Concordo. —Sim. É ela. Às vezes, acho que ela está evitando Connor porque não pode lidar com sua doença. Seu trabalho é a desculpa perfeita para fugir todo o tempo. Mas isso é exatamente o que é, uma maldita desculpa. É a sua mãe. Deveria estar aqui, sabe? Agitando meu braço, eu gesticulo para o nosso redor. —Mas Connor não parece se importar. Sempre foi aberto comigo, e ele não mencionou uma vez. Então eu acho que, se ele não está com

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raiva por isso, eu não deveria estar, certo? —Eu dou de ombros. É a mesma velha música e dança com Abby, e pela primeira vez, eu não tenho vontade de fazer isso. Eu pisco de surpresa quando Breccan coloca um braço em volta de meu ombro e o aperta. —Deve ser difícil para você -, diz ele. —E Connor. Ele tem sorte de ter você. Meus pais não passaram muito tempo comigo quando eu era criança também. O entendo -Ele não continua, e eu não pressiono o assunto. Deixando o braço em volta de mim, ele começa a andar em direção ao escritório. O gesto de conforto. Inclinando-se ao seu lado, eu aprecio o peso do seu braço musculoso que me segura com força.

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13 Breccan Algo dentro de mim mudou quando li a lista de coisas para fazer do garoto. Não havia como eu conseguir me afastar dele sem fazer todo o possível para ajudá-lo a executar os itens dessa lista. Até o último. Eu sempre gostei das vantagens de ser famoso, mas ser capaz de cobrar favores para ajudar Connor era um novo tipo de vício. Quando Mark insistiu que eu o encontrasse, eu estava chateado. Não tinha tempo de ser um macaco de circo para um garoto que eu nem conhecia. Depois daquele primeiro encontro, fiquei interessado nele e em sua linda tia. Após a segunda visita, ele me pegou. Eu não podia passar tempo suficiente com a criança que estava curtindo sua vida mesmo estando morrendo e a mulher bonita, um pequeno cérebro que estava inexplicavelmente aparecendo em meus sonhos. Connor é um grande fã do Atlanta Falcons, e o seguinte artigo de sua lista de coisas a fazer é ir a um jogo. Eu tive alguns amigos que jogam para a equipe, então tudo o que me custou foi um telefonema. Connor está prestes a receber um dia que nunca esquecerá.

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Pego ele e Sidney cedo naquela manhã, mal posso conter minha própria emoção. Enquanto Sidney está envolvida na surpresa, Connor não. Ele não tem ideia e não está feliz em ter que sair da cama tão cedo. —O que estamos fazendo? São sete e meia da manhã. Quem levanta tão cedo em um domingo? —Ele resmunga do banco de trás. Eu olho para Sidney e vejo que ela está usando o mesmo sorriso que eu. —Você vai ver, amigo. Apenas relaxe e desfrute a Velma, —eu digo a ele antes de pegar a mão de Sidney na minha. Suas sobrancelhas estalam em surpresa e seu corpo endurece com o contato, mas em poucos segundos, seus lábios se abrem enquanto ela relaxa. Rapidamente, eu viro minha cabeça para longe para que ela não veja o quanto estou aliviado por ela não ter arrancado sua mão da minha. —Velma? —Pergunta, me forçando a olhar para ela novamente. Com a mão livre, esfrego o volante com carinho. —Sim. Esse é o nome dela. Velma -Eu sorrio para ela enquanto seguro meus olhos na estrada. —Você sabe, Scooby Doo? Por favor me diga que você assistia o Scooby Doo, —eu imploro. Talvez tenha que a expulsar se ela me disser que não sabe do que estou falando. Acalmando meus medos, ela ri.

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—Claro que vi o Scooby Doo. Mas por que Velma? Você parece mais do tipo de Daphne —brinca. Quando paramos no semáforo, olho-a diretamente nos olhos. —Sim, Daphne é boa. Mas Velma está onde está. As garotas inteligentes são gostosas -Eu olho piscando. Suas bochechas ficam rosadas enquanto ela abaixa a cabeça. Dou-lhe outro aperto em sua mão, e chamo sua atenção de volta para mim, em seguida, sorrio apenas quando a luz fica verde novamente. Eu chego ao estacionamento do estádio e ouço Connor me aplaudindo do banco de trás. Abaixo minha janela para falar com o guarda do portão —Tenho Connor O'Neil aqui. -No espelho retrovisor, vejo como O rosto de Connor se ilumina. —Oh sim. Sr. O'Neil -, ele responde, olhando para a prancheta. —Nós o estávamos esperando. Entre e estacione lá através das portas que dizem apenas para funcionários. Vou avisar no rádio e dizer para enviar alguém para o seu encontro. —Ele se inclina em direção à janela para piscar para Connor. – Que todos tenham um bom dia, ok? Minha janela está na metade quando Connor começa a nos encher de perguntas. —Me esperam? Santa Merda eu vou assistir a um jogo? Mas porque estamos aqui tão cedo? O jogo não começa até a uma hora. Para o tempo suficiente para respirar antes de continuar. —

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Acredita que eu poderia pegar um autógrafo? Tia Sid, preciso de um daqueles dedos de espuma! Espere até que conte isso para as crianças. Eu vou ver um jogo do Falcons com Breccan Carlisle. Eles vão cagar! Oh sinto muito! -Suas bochechas são colocadas em vermelho e um pouco ofegante. Relutantemente, libero a mão de Sidney e volto para vê-lo. —Matthew Sheldon e Sandy Smith são meus amigos. Eu liguei para eles e perguntei se eu poderia trazer você para dar uma olhada e ver o jogo. Eles disseram sim e aqui estamos nós. —Eu aponto para a entrada. – Olhe, ali vem Sandy agora. A boca de Connor se abre, mas nada sai. Sidney ri e eu não posso impedir que uma risada escape da minha boca. Eu posso não o ter conhecido por muito tempo, mas nesse curto período, ele nunca ficou sem palavras. Agora é como um veado antes dos faróis. —Amigo? Você está bem? —Eu pergunto. Ele murmura algo em resposta, então eu saio do carro e vou dizer olá para Sandy. —Ei cara. Obrigado por fazer isso -, eu digo, esticando a mão em sua direção. Ele agarra e me dá um rápido aperto. —Sim amigo. Em qualquer momento. Então, qual é o problema com esse menino? Mais uma vez, como você o conheceu? -Fez suas perguntas quando os movimentos de Sidney chamam sua atenção para dizer: —Ei. É sua mãe?

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Ciúme me cobre. Pelo menos, suponho que seja isso. Aperto dolorosamente meus dentes e luto contra o súbito desejo de acertá-lo na boca. Eu respiro profundamente para me acalmar antes de tentar responder a ele. —Não, essa é sua tia. -O meu olhar vai para onde está, e vejo que ela ainda está falando com o Connor. —E nem pense nisso. Está fora do seu alcance. Ele ri e olha para mim com absoluta descrença. —Você está me enganando, né? Eu dou um passo desafiador para ele. —De maneira nenhuma. Seus olhos se arregalam quando ele olha para Sidney, mas muda sabiamente o tema —Então o menino? —Connor. É o garoto que conheci através do Peça-um-desejo há aproximadamente um mês. Ele tem insuficiência renal e não conseguiu encontrar um doador para ele. Depois dessa reunião, no entanto, temos nos mantido em contato. Ele é um cara ótimo, não age como uma pessoa doente e ele não sabe reclamar -Eu ainda estou olhando para Sidney, tentando descobrir minha reação a pergunta de Sandy. Sem desviar o olhar dela, continuo. —Vendo que o jogo de vocês estava na sua lista de coisas para fazer, pensei, por que não fazer um pouco melhor e deixá-lo conhecer alguns dos caras e fazer uma turnê antes do jogo? -Finalmente eu me viro para

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ele e vejo que ele está olhando para Sidney também. Eu posso entender porque ele não consegue tirar os olhos dela. Ela deve ter demorado mais para se preparar esta manhã, porque seu cabelo normalmente bagunçado cai perfeitamente em suas costas e seus olhos estão brilhando sob a maquiagem de olhos esfumados. Vestida de jeans apertado e uma boa camisa que é baixa o suficiente para me tentar com seu decote, termina o traje com tênis simples, mas atraentes. Eu ainda estou admirando-a quando ela olha para cima e sorri para mim, lambendo seus lábios nervosamente. Vendo sua língua sair de sua boca faz minhas bolas apertarem. Sandy me empurra com o cotovelo. —Amigo, a tia é boa pra caralho. Você dorme com ela? – Pergunta provavelmente só para aborrecer a fera novamente. Um rosnado escapa dos meus lábios, e antes que eu perceba, eu estou rosnando. —Não, eu não estou dormindo com ela. E foda-se, você também não vai, de acordo? Erguendo os braços em sinal de rendição, ele diz: —Ei, ei, ei, cara. Acalme-se. -Ainda negando. —Vamos começar esta turnê. Quando Sandy se aproxima de Connor para se apresentar, eu me retiro, tentando cuidar da minha merda.

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Eu acabei de rosnar para alguém por uma mulher? Uma mulher com quem nem dormi? Eu estou realmente com ciúmes. Sandy está avaliando-a? O que vem acontecendo comigo ultimamente? E por que não posso tirar isso da minha cabeça?

*** Depois que Sandy se apresenta a Connor e Sidney, ele nos leva ao vestiário, onde a maioria dos caras da equipe estão ocupados se preparando. Sidney decide esperar do lado de fora e enquanto Sandy tenta convencê-la de que é bem-vinda para entrar com a gente, eu estou secretamente aliviado que ela recusou educadamente. Eu estou tendo dificuldade em lidar com os comentários anteriores de Sandy, com medo do que eu poderia fazer se eu pegasse qualquer um dos outros caras comendo-a com seus olhos. Sou uma besta, mas bater em um time de futebol profissional completo poderia ser impossível até para mim. Além disso, este é o dia de Connor, e eu não quero arruiná-lo por me comportar como o homem das cavernas em um vestiário cheio de cabeças ocas. Eu esperava que Sandy e Matt fizessem a coisa certa pelo menino, mas eles foram muito além de tudo que eu poderia ter imaginado. Eles dão ao próprio Connor um armário honorário, que

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é preenchido com um capacete, uma camiseta, sapatos e tudo além do que o menino precisaria para jogar na NFL. A maneira como seu rosto acende quando você vê o seu nome impresso na parte de trás da camisa é mais gratificante do que eu senti em muito tempo, talvez nunca. Depois que Connor se veste, eles o levam para o campo com os meninos para pegar alguns passes como o quarterback da partida. Depois de ter superado ser o protagonista da estrela, prova ser um jogador pequeno bem decente. Não é justo que ele não tenha a oportunidade de pegar passes como um profissional algum dia. Sidney está radiante de orgulho, pensando o mesmo que eu. A tristeza em seus olhos aperta meu coração. Eu me aproximo dela, esperando que ela não se afaste. Em vez disso, ela me surpreende, colocando o braço em volta da minha cintura e aconchegando a cabeça dela contra o meu peito. Com medo de estragar o momento, eu fecho meus lábios e continuo assistindo Connor sorrir e rir com os caras. Quatro horas depois, terminamos o passeio, as saudações, as compras na loja de presentes e o almoço, e agora estamos acomodando-nos em nossos assentos para finalmente ver o jogo. Connor não parou de sorrir desde que chegamos e seu entusiasmo é contagiante. Sidney riu mais nas últimas horas do que eu nunca vi, e eu não posso ajudar, sorria e ria com eles. —Brec! Este dia foi épico! Épicos exagerados. Tia Sid, você tirou fotos? Vou precisar de provas em vídeo de que não passei apenas o dia com Breccan de novo, mas eu fiz isso durante a reunião com toda a equipe. Você tem fotos de mim jogando com

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Dusty Wellington? Você pode acreditar que eu joguei para as capturas com o quarterback dos Falcons? Mesmo que não tenhamos descanso, o entusiasmo de Connor poderia ser correspondido. —Sim, querido. Eu tenho fotos de tudo. Sua mãe me enviou uma mensagem de texto solicitando fotos do dia. Ela também me pediu para encontrar um namorado para ela, mas não tenho certeza que ela conseguirá isso. -Sidney revira os olhos. —Se Abby quer que você apresente a alguém, eu conheço muitos caras. Eles sairiam com ela -, digo a Sidney. Connor é encorajado pela sugestão. —Sim! Deveria fazê-lo! Eu posso entrevistar os caras primeiro e decidir quem seria o melhor? O rosto de Sidney está paralisado simulando horror, e maldita seja se não acredito o quanto é bom quando ela responde: —Ah, não acho que seja uma boa ideia. Tenho certeza que sua mãe não quer sair com um cara que joga Xbox e assiste esportes todo o tempo. Batendo minha mão no coração, eu finjo dor. —Ei! O que há de errado com um cara que joga Xbox o dia todo? Ela sorri.

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—Quer dizer, nada, mas eu prefiro um cara que realmente tenha uma vida. Talvez alguém com alguns hobbies reais. Você sabe, como lançar um dardo? Eu rio alto. —Eu nem sei o que diabos é um dardo. -Ela olha para longe de mim e murmura. —Claro que não. Não tenho ideia do que sua resposta significa. Provavelmente foi um insulto, mas depois do dia que tivemos, eu não dou a mínima. Ela gosta de mim. Se ela precisa esconder, eu darei a ela aquele jogo. Mas isso é tudo o que eu estou dando a ela, porque tenho planos de levar as coisas para frente a todo vapor. Ainda rindo, me inclino para frente e toco meus lábios com os dela. Ela ainda me surpreende mais uma vez, desta vez abrindo os lábios em convite. Eu aceito rapidamente. Colocando as mãos em ambos os lados da cabeça, eu aprofundo o beijo inclinando minha cabeça para o lado. Ela desliza a mão no meu peito antes de colocá-la na base da minha garganta. Tomando-o como todo o estímulo que preciso, eu abro minha boca e deslizo minha língua entre os lábios dela. Seus lábios são macios. A mão na minha garganta aperta e a outra mão agarra a bainha da minha camisa. Ela traz meu corpo para mais perto, e meu nariz está cheio com o leve cheiro floral do seu cabelo. Sua língua gira com a minha, desafiando-me golpe a golpe, tentando afirmar seu

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domínio sobre mim. É a primeira luta em que estou concordando em perder. Connor sussurra: —Santa merda. -O que faz Sidney de repente se inclinar para trás. Descansando, olho no rosto de Sidney para saber o que ela sente. Eu estou desesperado por mais, e essa revelação me pega de surpresa. Eu beijei muitas mulheres, mas não uma vez assim. E eu nunca quis fazer isso de novo sem que meu objetivo fosse terminar entre as pernas dela no final da noite. As bochechas de Sidney coram, o que me faz rir. Limpa a garganta e volta sua atenção para o programa antes do jogo que começou quando nós estávamos ocupados. Olhando para ela, eu decido dar-lhe um pouco de espaço até que eu possa pegá-la sozinha. A maneira como assumi o controle deste beijo me disse que ela gostou muito, então eu tenho certeza que gostaria de fazer isso novamente. Deus sabe que eu sei. Ainda estou imaginando beijá-la novamente quando ela entrelaça os dedos com os meus, um pequeno sorriso jogando em seus lábios. Esqueça um pequeno sorriso. Um enorme sorriso de idiota ameaça romper no meu rosto. Voltando ao banco do estádio, volto minha atenção para o campo. Isso poderia tem sido um desejo de Connor, mas eu sou o verdadeiro MVP7 do jogo.

7

MVP: Jogador Estrela

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14 Sidney —Mais uma vez, como é que você a conheceu? Eu pergunto, me afastando da linda mulher que está conversando com Connor e levantando uma sobrancelha para Breccan. Pressionando os lábios, ele afasta o olhar por um breve momento antes de responder. —Ela é apenas uma velha amiga. Eu vi que ela estava na cidade fazendo um filme, então eu liguei para ela. Ele não está me contando toda a verdade, mas de qualquer maneira eu decido que prefiro não saber. Especialmente depois que o gosto do ciúme me cobriu enquanto eu assistia a modelo de maiô Haley Nicole beijar as bochechas de Breccan para cumprimentá-lo há alguns minutos atrás. Mas não há motivo para meu ciúme. Sim, Breccan me beijou na semana passada. E sim, gostei, não, adorei. E sim, eu tenho desejado mais e fiquei desapontada, quando mais eu queria isso nunca aconteceu. Mas um beijo excitante não o torna meu. Eu não tenho certeza do que eu esperava de Breccan quando ele nos deixou depois do jogo. Mas, o que quer que fosse, era mais do que eu recebi.

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Durante três dias, houve um silêncio de rádio8 da sua parte. Eu estava tipo uma adolescente esperando seu amante ligar. Toda vez que meu telefone soava ou dava o toque com uma mensagem de texto, meu coração pulava para a minha garganta, só para me decepcionar quando não era ele. Quando eu finalmente ouvi falar dele, era um texto perguntando se Connor tinha planos para esse fim de semana. Quando eu respondi que não tinha, queria saber o que Abby ia fazer. Foi só depois que eu o informei que Abby uma vez mais tinha voltado em uma tarefa, o que era uma questão dolorosa em que no momento, ele perguntou sobre meus planos. Fiquei tentada a dizer a ele que estava ocupada até o próximo... digamos, milênio, mas em vez disso escrevi uma longa mensagem em que listei todas as razões pelas quais estava chateado com ele. Nenhuma dessas razões incluiu meus sentimentos feridos por sua falta de interesse Não, eram razões ridículas, como aparecer semanas atrás não anunciadas e merda assim. Quando percebi que estava margeando o território da loucura, eu apaguei rapidamente antes de simplesmente responder que eu não ia fazer nada. Acontece que ele estava pronto para ajudar Connor a terminar outro item na lista e fez alguns arranjos. Ele se recusou a nos dizer o quais eram os planos, apenas insistiu que seria mais excitante do que pára-quedismo e o jogo de futebol juntos. Sou grata por ter tido tempo para arrumar meu cabelo e maquiagem.

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Silêncio de rádio: expressão que se refere a quando uma pessoa não atende chamadas ou mensagens de texto.

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Porque aqui estamos nós, no meio de uma sessão de fotos com uma das mulheres mais bonitas da América, enquanto Connor alterna entre hiperventilação e baba. Breccan estava certo. Isso é mais excitante do que as duas últimas coisas que nós fizemos da lista... de Connor. Para mim, era apenas desconfortável e, honestamente, chato. Estou desconectada, mentalmente revendo todas as coisas que poderiamos estar fazendo agora em vez de ver o sonho molhado de Connor ao vivo, quando Breccan, usando o polegar e o indicador, vira minha cabeça para ele. —Ei. O que está acontecendo nessa linda cabeça? Sem querer dizer a ele que eu estava obcecada com ele na cama com ela, eu tiro a cabeça da mão dele e pergunto: —Porque não me chamou?—Soou como um sussurro, e mentalmente eu estou me chutando por soar tão chorosa. A última coisa que quero é soar como uma de suas seguidoras patéticas. Os lutadores tinham seguidores? Sua testa forte se enruga em confusão. —Do que você esta falando? Te chamei. Bem, quero dizer, eu te enviei mensagens de texto. É a mesma coisa. Eu levanto meus olhos para checar Connor e vejo que ele está rindo com Haley por algo. Sorrindo para sua alegria, tento sacudir minhas inseguranças.

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—Não importa. Eu estava apenas esperando para ouvir de você depois, você sabe... –Depois que você me beijou. Sim, você enviou uma mensagem de texto, mas foi sobre o Connor. O que, como um comentário, obrigado por não me dizer o que íamos fazer —eu digo com sarcasmo. Estou feliz por ter feito o esforço de me maquiar e fazer algo com isto. -Eu agito meus fios ondulados para fora. Puxa a ponta do cabelo. —Vamos. Esse tipo de beleza só vem naturalmente. A quem você tenta enganar? Eu olho para ele, franzindo os lábios e então respondo: —Ah, por favor. Você sabe que está dizendo isso para todas as garotas. Seu sorriso desaparece e ele olha nos meus olhos. —Sim, de fato eu faço. Mas eu nunca disse isso seriamente antes de você. Puta merda Eu limpo minha garganta, me sacudo de seu feitiço. —Então você não ligou devido a...? Seu olhar se afasta, aterrissando em qualquer lugar além de mim. —Uh... Mark me manteve no ginásio todo maldito dia, todos os dias desta semana. Seu olhar finalmente encontra o meu e ele

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esfrega as palmas das mãos nas coxas. -Minha próxima luta pelo título não é em um par de meses, mas ele é da velha escola e insiste em treinar ao longo do ano. —Virando a situação, ele me pergunta. —Por que você não me ligou? Merda! Por que eu não liguei para ele? —Bem... -Eu olho nervosamente. -Abby teve que sair de novo, então eu estava bem ocupada com Connor. —É só uma meia mentira, com Abby de volta em uma tarefa, eu estava ocupada. Mas eu não vou admitir que estava ansiosa para ser a primeira a ser contatada. Também me recuso a dizer-lhe que levantei o telefone para ligar para ele uma dúzia de vezes, mas me convenci a não apertar o botão todas as vezes. Além disso, ele é o homem. Não deveria ser ele a me perseguir? —Vê? diz ele, chutando os pés na frente dele, cruzando-os no tornozelo. -Você não pode me culpar por estar muito ocupado quando estava ocupada também. Então, qual é o problema com Abby? Por que tudo sobre Connor cai em você? Estou aliviada com a mudança de assunto. Embora eu não tenha certeza de que esse tema é mais fácil de falar. Fazendo caretas, eu digo: —Na verdade, não é nada empolgante. Tem certeza que quer saber? Quando ele acena, eu continuo.

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—Abby sempre foi, bem, Abby. Quero dizer, ela é meio cigana. Nossa mãe costumava dizer que ela era como um pássaro, sempre ao vento. De qualquer forma, desde que me lembro, eu sempre cuidei das coisas dela. Na escola, fiz seus projetos. Na faculdade, eu tinha saído acompanhando-a, enchendo-me com evidências de que ela havia esquecido. Então saiu de férias e ficou grávida. Sem qualquer tipo de ajuda para ela. E então nossos pais morreram, deixando apenas eu e nosso irmão. Jeremy. Ele está no exército e tem suas próprias aventuras. Praticamente isso deixou só a mim. Eu dou de ombros. —Nós estávamos sozinhas, sabe? Como eu poderia dizer não quando ela veio até mim, pedindo ajuda? —Mas e a sua vida? Eu rio —Não tive vida. Quero dizer, eu tinha um apartamento incrível. Deus foi uma fodida perda. Eu estava no Lago Murphy. Você já esteve lá? Ele nega. —De verdade? Deus, eu amava piqueniques lá. Não importava se fosse primavera ou inverno, era tão lindo e pacífico. — Eu sentei no banco e escrevi. Suas sobrancelhas sobem com surpresa. —Você escreve? —Um pouco. Apenas contos. Eu definitivamente não sou a próxima J.K. Rowling, eu só gosto de observar as pessoas e depois inventar histórias sobre suas vidas -Meu rosto fica vermelho. Abby

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é a única pessoa que sabe do meu hobby. Não faço ideia porque eu estou desabafando com ele, mas a maneira como ele olha para mim gentilmente me encoraja a continuar falando. —De qualquer forma, o condomínio ficava no lago e inundou. Os proprietários não podiam pagar por reparos. Foi apreendido. O dinheiro do seguro do acidente de nossos pais foi o suficiente para comprar e pagar por reparos. Então eu pulei no projeto. Foi muito divertido poder tomar todas as decisões e saber que eu estava no controle de cada pequeno detalhe. -Eu percebo que estou divagando, então eu paro e rio sem humor. —Você não se importa com isso! Ele me dá aquele sorriso genuíno e lento, e meu coração para. —É claro que me importo. Parece que você adorou. Então por que você não mora lá agora? Uma vez que meu coração começa a bater novamente, eu nego. —Bem, quando Abby começou a viajar o tempo todo, eu tive que ficar com o Connor. Então ele tinha apenas sete anos de idade. Foi mais fácil para mim vir até a casa dele que levá-lo a minha. Eventualmente, percebi que estava passando mais tempo lá do que na minha casa. Com isso só fazia mais sentido vendê-la. A memória de assinar esses papéis pisca em minha mente, e eu tenho que piscar várias vezes para não chorar. Foi o dia em que desisti da minha vida. Não me arrependo, mas isso não significa que ainda não doa de vez em quando. Com uma voz trêmula, continuo.

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—No final, funcionou e eu sei disso. Mas eu estava tão ressentida com Abby naqueles dias. Demorou muito tempo para conseguir fazer as pazes com essa decisão. Porque você sabe, foi a minha decisão. Eu poderia ter dito não. Eu não tinha que me tornar a custódia de Connor. Mas eu queria fazer isso. Então não havia razão para estar zangada com minha irmã. -Eu não tenho certeza de quem estou tentando convencer: ele ou a mim. O que eu disse era verdade, eu cheguei a um acordo com o fato de que coloquei minha vida em espera para resgatar Abby. Mas ainda há momentos em que velhos sentimentos de amargura reaparecem. E isso é cada vez mais frequente durante o tempo que ela permanece do lado de fora. Franzindo a testa, Breccan pergunta: —Tudo bem, então é por isso que você estava cuidando de Connor. Mas ele não estava doente naquela época, certo? Eu nego. —Sim. Isso é o que eu pensava. Então, agora que sua saúde não está boa, ela não deveria estar mais perto? Sua pergunta é exatamente o que eu venho me perguntando desde que todo este Calvário começou. No entanto, não tenho uma resposta. Eu olho meus sapatos. —Eu não perguntei a ela, mas eu só posso supor que ela não pode lidar com isso. Quando nossos pais morreram, ela

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desapareceu por um mês. Eu acho que é assim que ela enfrenta isso. Gentilmente, ele conecta seus dedos entre os meus. —Mas e como você administra? Quem está aí por você? Emoção cobre minha garganta. Está oferecendo para estar lá por mim? Confusa com o quão confortada eu sinto por ele em questão de algumas semanas, percebo que estou desesperada por sua resposta ser sim. —Você quer ir jantar? —Eu exclamo, não estou pronta para me abrir completamente. Eu preciso de uma distração antes que minha boca me traia e diga mais do que quero. Seu rosto fica em branco e ele retira a mão da minha. Uma estranha sensação de perda me ultrapassa quando perco a conexão física, e começo a recuar. —Uh. Quero dizer. Bem... Eu tropeço nas minhas palavras e fico cada vez mais nervosa. —Sim, o jantar parece bom. —Isso me tira da minha miséria. —Eu conheço um lugar com uma pizza incrível, Connor vai adorar. Eles cozinham o... —Não. Uhm. Eu quis dizer sem Connor. Só você e eu. A surpresa se registra em seu rosto, mas não diz nada pelo que sente como uma eternidade.

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—Oh! Você quer dizer um encontro? —Ele pergunta hesitante. —Sim. Normalmente, quando duas pessoas saem para jantar, é chamado assim. Você já esteve em um antes, certo?—Eu provoco. Enquanto isso, meu interior está sendo comido pelos nervos. Por favor, diga sim. Por favor, diga sim. Ou eu nem estaria bem neste momento. Apenas diga alguma coisa! Seu joelho começa a balançar para cima e para baixo antes de limpar garganta. —Na verdade, não. Eu acho que nunca estive em um encontro real. Eu rio antes de perceber que é sério. Minha boca se abre. —Realmente? Nunca? O que você está fazendo então? Eu vi você com mulheres nos tabloides. -Seu olhar vai para Haley, e eu me arrependo instantaneamente da minha pergunta. —Não importa. Esqueça que eu disse alguma coisa. Eu começo a inventar desculpas a respeito de por que temos que sair se ele disser não. Enquanto isso faria com que Connor cortasse seu dia com o modelo de maiô curto, não há como continuar aqui com Breccan se —quando —ele me rejeitar. Esticando a gola da camisa, ele finalmente me dá uma resposta.

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—Sim. —Ele sorri para mim. —O jantar parece ótimo, na verdade. Quando é suposto que Abby volte para casa? Eu luto contra a vontade de pular da minha cadeira na vitória e mal consigo não gritar. Mordendo meu lábio inferior, eu puxo meu telefone para verificar o itinerário de Abby e quase morro de empolgação quando vejo que ela deve voltar hoje à noite. Eu olho para cima e percebo que ele está olhando para mim, seus olhos colados ao meu, dentes mastigando meu lábio inferior. Enquanto minha língua sai para umedecer meus lábios, suas narinas brilham, e por um momento, parece que todo o oxigênio foi sugado para fora da sala. Percebendo que o provoco, respondo sem fôlego: —Parece que ela está programada para pousar mais tarde, hoje à noite, na realidade. —Relutantemente, eu puxo meu olhar para longe do seu rosto para verificar o calendário. Ela não tem outra atribuição em pelo menos duas semanas. Eu comunico isso e faço uma nota mental para enviar um e-mail para Abby e ameaçar sua vida se aparecer com qualquer coisa no último minuto. —Que tal amanhã à noite? Ele pergunta, me surpreendendo. Acenando rápido demais, eu digo: —Está bem. Funciona para mim. Eu direi a Abby para não fazer planos. -Minha mente está atordoada. Eu acabei de convidá-lo para sair. E ele disse sim! —Então te pego na Velma.

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Eu rio com o apelido bobo de seu carro. —Que tal às seis? Parece que tenho um maldito encontro com Breccan Carlisle! —Perfeito. Eu sorrio.

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15 Breccan Não foi uma mentira quando eu disse a Sidney que nunca estive em um encontro. Mesmo no colégio, nunca namorei uma garota simplesmente. Sempre foi Tripp, Reb e eu saindo como um grupo. Eu nunca tinha conhecido uma garota que me interessasse mais de uma noite na cama. Então, quando Sid me convidou para sair, eu era um completo imbecil, balbuciando e tropeçando nas palavras. Eu não podia dizer a ela que não tinha ligado porque estava nervoso. Aquele beijo no jogo foi incrível e eu estava querendo mais, mas me conhecendo muito bem depois de vinte e seis anos, eu sabia que de alguma forma acabaria transando com ela, levando-a para a cama. Eu queria mais do que apenas uma rápida foda com ela. Eu estava atraído por Sidney a pessoa, não só pela buceta de Sidney. Embora eu estivesse definitivamente animado com a perspectiva de conhecer isso também. Mas, mais do que isso, fiquei intrigado com a forma como ela não parecia interessada em minha fama. Ela não parecia se importar com as coisas que poderia fazer por ela e Connor. Fazia muito tempo desde que uma mulher queria ter uma conversa comigo. Inferno, minha própria mãe se importava o suficiente para me ligar e falar.

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Não passou muito tempo depois que eu disse a Tripp sobre o meu encontro para que a campainha tocasse, apenas um segundo antes de Rebecca entrar, um enorme sorriso no rosto. —Meu garoto está apaixonaaaado -, ela canta, os braços estendidos para os lados. Sua risada é ouvida do sofá e nivelo Tripp com um olhar assassino. —Jesus, Tripp. O que você disse a ela? -Fulminante, eu acrescento: —por que você contou? -Eu não estou surpreso que Tripp canalizou suas fofocas internas e imediatamente liga para sua irmã. Ainda rindo, ele levanta as mãos em rendição. —Olha amigo. Você é quem está perdendo a cabeça. Só chamei por reforços. Envolvendo seus braços em volta da minha cintura, Rebecca olha para cima. —Eu acho isso ótimo. Me fale sobre isso. -Eu libero e me movo para sentar ao lado do traidor do seu irmão. Então ela tira uma garrafa de vinho e um copo de plástico vermelho da bolsa. —Puta merda, Reb. Você realmente veio com vinho em uma sacola? —Envio um olhar para o relógio. —Porra, são apenas onze e quinze. Encolhendo os ombros, ela levanta uma sobrancelha para Tripp enquanto cuidadosamente enche seu copo até a borda.

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—Oh meu Deus, Tripp, você está certo. Ele perdeu a cabeça. Olha para mim de novo e inclina a cabeça inquisitivamente. — Desde quando você franze a testa por beber durante o dia? É como se você tivesse sido substituído por um impostor. Primeiro, um compromisso. Agora, me chateia por um pouco de vinho. – Toma um gole do vinho antes de colocar o copo na minha mesa de café e colocar as pernas debaixo dela—Deixe ir, Brec. Bufando, decido que o melhor curso de ação para calar sua boca é dizer a ela o que quer saber. Eu vou para o outro lado do meu sofá e me sento. Descansando meu braço nas costas, volto minha atenção para Tripp. —Você vai pagar por isso —eu o ameaço. Se sua risada contínua é uma indicação, ele não se importa. —Bem, Rebecca, intrometida. O que você quer saber? Respondendo exatamente como esperado, exagera em um agitado: —Tudo. Me conte tudo. Eu passo a próxima meia hora contando tudo o que aconteceu desde a reunião original da Peça-um-desejo há um mês. Para minha surpresa, nenhum dos dois me interrompe e quando eu finalmente termino, eles trocam olhares condescendentes antes de Rebecca falar. Com os olhos arregalados, exclama: —Oh meu Deus, Brec! Você está apaixonado.

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Zombando de mim, eu a desprezo. —Você perdeu sua maldita mente, Reb. Eu não estou apaixonada por Sidney. Eu mal a conheço. -Eu paro de falar quando ela nega. —Não. Não de Sydney. Pelo menos, ainda não. Você está apaixonado pela criança. Esfregando meu pescoço, penso no que ela acabou de dizer. Eu estou apaixonado pela criança? É verdade que ele é um ótimo menino. A partir do momento em que eu o conheci, eu sabia que foi especial. E fiquei pensando em razões para passar um tempo com ele. Dizendo que eu só estava fazendo isso para ajudar. Eu abro minha boca para negar isso, mas as palavras não saem. Em vez disso, eu me ouço dizendo: —E? Ele é um ótimo garoto. Merda! Sério, eu me apaixonei por uma criança morrendo. —Eu tenho um encontro para me preparar -, eu digo, me levantando do sofá, desesperado para escapar dessa conversa. — Fiquem, mas eu terminei com o interrogatório. -Eu vou para o quarto com a intenção de tomar um banho enquanto Rebecca e Tripp sussurram atrás de mim. Eles soam como duas mulheres velhas lá! Eu grito pouco antes de fechar a porta do banheiro com o som de suas risadas. ***

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Cheguei na casa de Sidney alguns minutos antes das seis horas e os nervos de repente me bateram de novo. Acalme-se, puto maricas. Depois de secar minhas palmas suadas nas minhas calças, saio do carro e vou para a porta da frente. Eu toco e, depois do que parece uma hora, a porta finalmente se abre. Connor me cumprimenta com um olhar severo no rosto. —Brecan. —Formalmente, estende a mão. Confuso, eu chego e estreito. —Olá, criança. O que está acontecendo? Sem soltar a mão, olha para o meu rosto e declara: —Você está levando minha tia em um encontro hoje à noite. Eu ainda estou em pé na porta e as coisas começam a ficar muito desconfortáveis, Connor ainda não afrouxou o aperto na minha mão e seu rosto está ilegível. Eu começo a suar e percebo que esta é provavelmente o porquê que nunca fui ao baile na escola. Seu escrutínio se sente como a aparência de um pai que acaba de conhecer o primeiro amor de sua filha. —Sim. É isso. Isso está bem? —Eu pergunto, por falta de outra coisa para dizer. Finalmente soltando minha mão, ele recua e gesticula para que eu entre. Uma vez que ele fecha a porta atrás de nós, ele se vira para mim e pisca seus olhos antes que ele abaixe a voz.

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—Não a faça chorar. Minha cabeça se volta para sua demanda silenciosa. —O que? Seu rosto se torna mais malévolo a cada sílaba. —Não. A. Faça. Chorar. Eu começo a dizer a ele para deixar sua atitude só para me impedir quando finalmente entendo que ele está preocupado que sua tia se machuque. Assim que coloco minha mão em seu ombro e dou-lhe um firme aperto. Olhando para ele nos olhos, não digo nada. Só porque não há palavras que não signifiquem uma promessa que não pode ser feita... e aceito. Depois de alguns momentos, seu rosto se separa em um enorme sorriso e grita pelas escadas. —Tia Sid! Brec está aqui para você! —Ele se vira para mim, ainda sorrindo e depois desaparece na sala de estar, deixando-me sozinho para esperar por Sidney. Eu pego seu movimento pelo canto do meu olho. Olhando para cima, eu sou pego de surpresa pela mulher descendo as escadas. Sidney usa um vestido vermelho que atinge o meio das coxas. É de corte alto na frente, mas quando se vira para as escadas, eu sou presenteado com a visão da queda profunda nas costas, quase todo o caminho até a sua bunda perfeita. Seu cabelo está solto em ondas suaves e meus dedos picam para passar através de seus cachos. Usa saltos com tiras de prata que estão amarrados nos seus tornozelos. Brevemente fechando meus olhos, imagino aquelas

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pernas enroladas em volta dos meus ombros enquanto prendia aqueles saltos nas minhas costas. Eu prometi a Connor que não iria fazê-la chorar, mas não disse nada sobre gemidos. Abro os olhos novamente para não perder o show dela descendo as escadas. Ela usa mais maquiagem do que eu já vi nela antes, mas mesmo com máscara e blush, é sutil. Minha boca está seca quando finalmente chega ao último degrau e tropeço com as palavras certas para lhe dizer. Nunca na minha vida toda vi uma mulher mais bonita do que a da minha frente. Ela faz uma pausa na minha frente e, olhando através de grossos cílios, sussurra: —Você está muito bonito. Meu peito incha pelo seu elogio e eu me inclino para frente. Beijo suavemente sua bochecha. Movo meus lábios para sua orelha, finalmente acho minha voz. —Você está demais. Eu nunca vi alguém tão perfeita quanto você. Eu quero dizer cada palavra. Não estou acostumado a sentir esse tipo de reação por uma mulher, fico desconfortável. É uma nova sensação e, honestamente, é desconcertante. Tossindo, eu estendo meu braço. —Vamos?

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Solta uma risadinha. —Vamos embora. -Procurando por cima do ombro, ela dá uma olhada em Connor e atira um beijo no ar. Eu dou uma olhada e o vejo sorrindo com orgulho. Depois de enviar uma saudação rápida, eu apresso Sidney pela porta. Depois de deixá-la dar alguns passos em frente, paro e observo a sua bunda balançar enquanto ela caminha em direção ao meu carro. A vista requer que eu faça alguns ajustes rápidos e então corro para abrir a porta. Mesmo que Tripp tenha me irritado como uma merda antes, foi útil. Antes de sair, me deu algumas indicações sobre o que devo fazer neste encontro. Não tenho o hábito de admitir minha inexperiência para qualquer um, mas Tripp é diferente. Abrir as portas para ela estava no topo de sua lista. Missão cumprida. Uma vez que estamos a caminho, Sidney se vira para mim e pergunta entusiasmada: —Então, para onde estamos indo? —Fogo de Chão. Você já esteve alguma vez? —Eu sorrio orgulhosamente. Passei uma hora procurando restaurantes românticos na noite anterior e finalmente encontrei a churrascaria brasileira em Buckhead. Desde que não era exatamente um ambiente tranquilo, eu reservei um ambiente inteiro para nós.

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A julgar pelo sorriso no rosto de Rebecca, eu escolhi bem. Percebendo que ela não respondeu, eu dou uma olhada. O rosto de Sidney está cheio de pânico. Está tudo bem? Eu pergunto hesitante. Ela para por um minuto e diz: —Bem... Eu levanto minhas sobrancelhas. —Bem? Virando-se para mim, ela começa a enrolar o cabelo entre os dedos. Eu notei que ela fez isso antes, quando ela ficou nervosa. —Eu sou vegetariana, —ela finalmente responde. Merda. Tem sido um longo tempo desde que eu estive lá, mas vagamente Eu me lembro de um enorme bufê de saladas. Talvez ela só coma isso? Mas e se a visão de carne te envergonhar? E se eu comer carne tirar o desejo? Merda do caralho, merda, merda. Minha mente torce para encontrar uma solução, mas Sidney faz um barulho que me tira do meu pânico. Virando-me para olhála, vejo que ela está rindo. No meio de sua histeria, ela consegue dizer astutamente: —Oh, Deus, sinto muito.

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—Desculpe. Nós podemos ir para outro lugar. Eu não sabia que você não comia carne. Eu deveria ter perguntado antes de fazer planos. A última coisa que quero é que você se sinto mal. Como sobre sushi? Você gosta de sushi? Os vegetarianos comem peixe? -Meu estômago vira-se ao pensar em comer peixe cru, mas estou disposto a engoli-lo, se é algo que ela realmente goste. Ele continua rindo quando ela me corrige. —Não. Eu sinto. Não foi divertido. Eu quero dizer... foi. Seu rosto. É sério sinto muito. Eu amplio meus olhos para ela. —O que? Eu não sei o que diabos está acontecendo. Sua risada finalmente desaparece e ela estende a mão para apertar minha perna. —Sinto muito. Eu estava brincando. Eu não sou vegetariana. Na verdade, o bife é o meu favorito. Só brincando. No entanto, seu rosto. Eu serei honesta. Valeu a pena ver o olhar de pânico em seu rosto. De qualquer forma, eu sempre quis ir ao Fogo no Chão. Alívio assume e eu não posso nem me sentir irritado com isso. Amo seu senso de humor e tenho certeza de que minha expressão era totalmente ridícula. Não é muito antes de chegar ao restaurante que eu relutantemente dou minhas chaves para o manobrista. Se meu sermão severo para o adolescente com o rosto cheio de espinha, envergonhada Sidney, não diz nada. Nós somos escoltados para a

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habitação particular e tenho o prazer de ver as flores que eu pedi no centro da mesa. Ela gira em torno da sala, seu rosto se iluminando quando ela percebe que nós temos todo o espaço para nós. Minha confiança aumenta. Depois de ir à mesa, fecha os olhos e inspira profundamente as flores. —Um buquê combinado. Meu favorito -, ela murmura para si mesma. Eu faço uma anotação mental para ligar para a florista e descobrir o que é exatamente a mistura para que possa ser duplicada... repetidamente. Ela se afasta das flores e seus lábios se curvam em um sorriso impressionante. Seus olhos permanecem fechados e eu não posso deixar de me perguntar como eu acabei neste exato momento. Quando eu estava crescendo, meu pai corria constantemente pela minha mãe. Eu nunca o ouvi dizer que ela era linda ou inteligente. Ele não foi abusivo; ele estava apenas distante. Minha mãe sabia das transgressões de meu pai, mas ela nunca fez nada sobre isso. Ela se jogou em obras de caridade, malhando na academia e fazendo consultas na mesa de operações de seu cirurgião plástico. Ambos estavam muito envolvidos em suas próprias vidas para dar uma merda sobre mim. Eles com certeza nunca tiveram tempo de me dizer que o jeito que eles viviam não era normal.

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Não foi até que eu conheci os pais de Tripp e Reb que eu entendi que os meus foram fodidos. Literalmente e figurativamente. Os Tolers foram as mais amorosas pessoas, focadas e generosas que eu conheci. O trabalho de caridade de minha mãe não alcançou o nível dos Tolers. Mas mesmo vendo o Sr. Toler esbanjar carinho para sua esposa não mudou a maneira como acreditava que as relações funcionavam. Eu estava danificado demais pela educação que meus pais tão gentilmente me deram. Sabendo que eu nunca poderia viver as mentiras dos meus pais, mas acreditando que nunca seria bom o suficiente para o tipo de amor que os Tolers tiveram, tinha decidido há muito tempo que os pós sem importância de uma noite era tudo que eu procurava. E eu estava bem com isso. É difícil reclamar Fazer sexo em qualquer lugar e quando quiser. Mas —estar— aqui, observando —Sidney— apreciando o buquê —combinado— de flores, me faz repensar tudo o que eu achava que sabia sobre o meu estilo de vida Talvez eu possa ter o que os pais de Tripp têm. Mas, mais que isso, talvez seja exatamente o que eu quero.

*** Estacionando na frente de sua casa, percebo que não estou pronto para terminar a noite. Eu não acho que eu jamais tive uma conversa com uma mulher por tanto tempo. Sidney era um pouco estranha às vezes, me dizendo sobre sua obsessão em fazer listas e

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a tendência a pensar no pior cenário possível em todas as situações. Mas ela também era divertida e poderia suportar minhas piadas. Uma vez que bebeu alguns copos de vinho, ela realmente se soltou, e antes que eu percebesse, ela riu e me contou tudo sobre seus dias de universidade selvagem. Achei difícil acreditar que ela fosse uma participante ativa em algumas das histórias, mas ela prometeu que Abby iria corroborar. Ainda sorrindo ao pensar nela descendo pelada por uma colina, eu viro para onde ela está sentada em silêncio no assento do passageiro. Ela está perdida em seus pensamentos, olhando para sua casa pela janela. Apertando os dedos entrelaçados nos meus, pergunto baixinho: —No que você está pensando? Virando o olhar para longe da casa, ela olha nos meus olhos por um momento. —Eu me diverti muito esta noite. Eu não estou realmente pronta para isso acabar. Suspirando, ela inclina o queixo em direção à janela. —Às vezes, é bom ter uma pausa do mundo real, sabe? Fingir que minha vida não é um desastre. Eu quero dizer algo para consolá-la, mas eu não consigo imaginar como tem sido sua vida nestes últimos meses. Inferno, anos. Então a coisa certa a dizer me escapa.

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Trago nossas mãos juntas para meus lábios e gentilmente beijo seus dedos. —Obrigada por me dar uma noite perfeita -, ela sussurra. Essas palavras simples fazem meu peito contrair. Sentado em frente de mim está a mulher mais incrível que eu já conheci, e ela está me agradecendo por uma ótima noite. Inclinando-me para a frente, agarro seu rosto com as duas mãos e bato minha boca contra a dela. Em meu desespero para saboreá-la, nossos dentes colidem uns com os outros, mas isso não a impede de pegar minha camisa e puxar meu corpo contra o seu. A mudança de marcha está presa na minha perna, mas com a maneira que se apega a mim, eu não me importo. Seus seios estão pressionados em mim através do tecido fino de seu vestido, alimentando o meu desejo por ela. Tomando o controle do beijo inclinando a cabeça para o lado, Sidney empurra a língua na minha boca. Encorajado por sua repentina agressão, eu movo minhas mãos até a cintura e eu a arrasto no meu colo. Seu vestido desliza pecaminosamente alto, e tudo que posso sentir sob minhas mãos é a pele macia de sua coxa nua. Gemendo ao toque do meu pau com o seu núcleo, eu corro minha mão para o lado de seu corpo e ao redor para acariciar seus seios cheios. Sua mão corre através da parte de trás do meu pescoço, as pontas das unhas dela cavando no meu couro cabeludo. Eu subo meu polegar através de seu mamilo, e solto um gemido estrangulado que faz meu pau torcer. Eu movo uma mão ao redor para pegar sua bunda enquanto uso a outra para amassar o seio.

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Ela começa a balançar para frente e para trás no meu colo, a fricção fazendo minha ereção ficar incrivelmente mais difícil. Eu não consigo o suficiente dela e eu envolvo meu braço ao redor de sua cintura para puxá-la ainda mais perto. Quando eu pressiono beijos ao lado de sua garganta fina, ela inclina a cabeça para o lado para me dar mais acesso. Deixando escapar um suspiro sufocado, continua a moer contra o meu pau. Eu quero estar dentro dela mais do que eu sempre quis alguma coisa, mas não no banco da frente do meu carro minúsculo. Chutando-me mentalmente por não dirigir Velma nesta noite, ainda estou pesando em nossas opções. Embora eu não possa levála para dentro e fazer todas as coisas que eu gostaria, eu não posso deixá-la ir insatisfeita também. Fazê-la gozar no banco da frente do meu carro não poderia estar na lista de atividades de encontros essenciais de Tripp, mas até eu posso ver que é a coisa de cavalheiro para fazer. Deslizando minha mão por sua coxa, sou cumprimentado por uma calcinha de seda e ela está encharcada. —Foda-se -, eu gemo, pressionando meu polegar contra seu clitóris. Seu corpo inteiro estremece, e ela tenta abrir as pernas ainda mais em nosso espaço confinado. Preguiçosamente, começo a esfregar círculos no material fino que cobre sua buceta ensopada. Quebrando o contato com o pescoço, eu me inclino de volta e olho para o rosto dela. Seus lábios estão inchados e eles se separam levemente. —Abra os olhos, Sidney.

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Eles se abrem e leva um momento para se concentrar no meu rosto. Quando eu finalmente sei que ela está completamente comigo, eu digo: —Eu te quero. Mas não aqui. Decepção estraga suas feições bonitas, mas ela concorda. —Mas isso não significa que eu não vou fazer você passar por todos os meus dedos antes de dizer boa noite. -Eu dou-lhe um sorriso perverso antes de tomar sua boca novamente. Engolindo outro de seus deliciosos gemidos, eu jogo sua calcinha de lado e empurro um dedo na buceta dela. Imediatamente, aperta ao redor. Meu pau salta, provavelmente por ciúmes, quando ela começa a montar minha mão. Usando meu polegar, eu esfrego seu nó sensível. Eu adiciono um segundo dedo, e logo, está cavalgando meus dedos em um ritmo frenético. Minhas bolas apertam, mas eu luto contra isso. Deus, eu poderia vir sozinho assistindo isso. Sua boca é arrancada da minha apenas um momento antes de ela começar a pressionar em volta dos meus dedos. Os sons que faz quando vem são os barulhos mais eróticos que eu já ouvi, e se eu pensasse que não poderia ser mais estava errado. Ela joga a cabeça para trás e escova o cabelo no comprimento do braço que eu envolvi em torno de sua cintura enquanto continua ordenhando meus dedos.

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Quando finalmente para se inclina para frente e descansa a cabeça no meu ombro, ofegante. Eu pressiono beijos no lado da cabeça dela e esfrego círculos lentos nas costas. Limpando a garganta, Sidney se inclina para trás e olha para mim. Abre sua boca para falar, mas dou um beijo suave em seus lábios. —Obrigado por uma noite perfeita. É melhor você responder quando ligar... amanhã. —Amanhã. —Ela cora, morde o lábio inferior e acena timidamente. Abro a porta e ela sai, ajeitando a bainha do vestido antes de virar para entrar. Eu a deixo para trás e envolvo meu braço ao redor de seus ombros, levando-a para a porta da frente. Então eu coloco um beijo suave no lábios e sussurro: —Amanhã. Ela acena com a cabeça uma vez e entra. Eu fico na varanda até ouvir o clique do ferrolho e depois volto para o meu carro. No interior, o cheiro do perfume dela persiste e a memória de seus gemidos se reproduz em minha cabeça. Sim, eu definitivamente preciso mais disso. Apenas uma semana atrás, o pensamento me aterrorizou. Mas esta noite? Me sinto muito bem.

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16 Sidney Ao entrar na minha casa depois do nosso encontro naquela noite, senti mais energia do que em anos. Então, para dizer que estou decepcionada que têm quase duas semanas desde que eu vi Breccan é um grande eufemismo. Breccan esteve fora da cidade, treinando para a próxima luta, e mesmo que tenha sido tentada a fazer a viagem de duas horas, eu não posso fugir dos compromissos de Connor e do Dia de Ação de Graças. Apesar de não podermos nos ver, conseguimos conversar e escrever uns aos outros todos os dias, incluindo fazer o Face-Time uma ou duas vezes. Eu não tive um namorado sério desde que me mudei para a casa de Abby, e estava preocupada que o processo de chegar a nos conhecer seria desconfortável. Mas com Breccan, foi divertido. É fácil falar com ele e nossas conversas nunca ficam entediadas ou tristes. Breccan me faz rir, assim como aquela noite em Raw, mesmo quando nossa conversa ficou séria. Conversas casuais e mensagens aleatórias de sua parte me fazem esquecer que ele é uma celebridade. E, embora ele muitas vezes lança alguma dica sexual ou duas durante a nossa conversa até tarde, nunca me fez sentir como se estivesse apenas interessado em me levar para a cama. É bastante diferente das histórias que li sobre ele durante a minha busca obsessiva no Google depois de conhecê-lo.

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Mesmo depois de ele ter aparecido do nada e prometido ajudar-me com a lista de Connor, desconfiei de suas intenções. Mas as últimas semanas apagaram qualquer dúvida. Todas as manhãs... suas mensagens começam com um apelido carinhoso, como bonita, ou bebê. Sempre pergunta como está Connor em algum momento da nossa conversa, e quando eu fui honesta e eu disse a ele que não estava bem, sua preocupação era genuína. Breccan e eu finalmente conseguimos algum tempo livre em nossas agendas caóticas e eu achei bonito o jeito que ele me pediu para ir ao seu apartamento. Ele se ofereceu para cozinhar, mas depois admitiu que provavelmente seria algo de uma caixa desde que não tinha muita prática. Preocupado que queimasse o lugar ao tentar me impressionar, eu disse a ele que poderia cuidar disso. O alívio em sua voz era evidente quando me disse que basicamente gostava de qualquer coisa e que eu deveria preparar o que era mais fácil. Agonizei por dias preocupada com o que preparar antes de finalmente decidir por bife gratinado com queijo gorgonzola com batatas assadas e feijão verde fresco. Todos os homens gostam de bife, e pode ser elegante sem exigir muito esforço. Eu não quero suar e arruinar a maquiagem e o penteado em que passei horas fazendo. Com um monte de compras, cruzo as portas duplas do saguão e me aproximo do porteiro. —Mmm, olá. Ele olha para mim com uma expressão entediada.

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—Olá e bem-vinda à Comunidade High Point. Em que posso ajudá-la?—Seu tom corresponde a sua expressão. —Estou aqui para ver Breccan Carlisle. Ah, ele está esperando por mim —eu digo a ele com dúvida, movendo as malas pesadas em meus braços. Olhando-me de cima a baixo, ele sorri. —Realmente? Você não é o tipo de visitante habitual. Nome? —Sidney— O'Neil —espero sua resposta. Estou irritada com o que é sugerido, mas eu mordo minha língua. Eu só quero subir e ver Breccan. Secamente, ele diz: —Oh, olhe. Você está na lista. Quem teria dito isso. —Antes de me levar para o elevador de cobertura. Eu me vejo rindo da ideia de estar em uma lista de visitantes aprovados. Quando eu me tornei esta mulher? O elevador me deixa no andar de Brec, e meu estômago desmorona quando o vejo encostado em sua porta, com o telefone no ouvido. Está usando shorts de esportes e uma camisa que se agarra a seus músculos em todos os lugares certos. Quando eu saio, ele olha para mim e o sorriso mais sexy que jamais vi aparece em seu rosto. Ainda sorrindo para mim, ele diz ao telefone.

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—Reb, preciso ir. Sid chegou. Sim, bem. Você também. -Depois de terminar sua ligação, dá um passo à frente e tira as sacolas das minhas mãos. —Oi! Você está ótima. Me desculpe se eu estou nojento. Mark me deixou no ginásio até mais tarde. Eu acho que ele fez isso de propósito. De qualquer forma, você se importa se eu tomar um banho rápido? Eu não digo que o que ele considera repugnante me faz babar. —Claro. Mas quando você terminar, você me dará uma grande turnê? —Eu pergunto esperando por aquela turnê começar e terminar em seu quarto. Inclinando-se, deixa um leve beijo nos meus lábios. Depois de duas semanas de não sentir seus lábios nos meus, eu devo usar cada grama de controle que possuo para não largar as sacolas e pular nele no corredor. Quando ele se afasta, um leve sorriso toca em seus lábios, e não precisa de um leitor de mente para saber que sente o mesmo. Quando ela abre a porta do seu apartamento, eu me vejo nervosa. —Sinta-se em casa, —ele diz. —A cozinha está à sua direita. Tenho uma garrafa de vinho na geladeira para você. Só vou levar alguns minutos. —Aponta para a cozinha que tem o dobro do tamanho da nossa. Os aparelhos são de última geração e eu fantasio em fazer o Jantar de Natal no fogão de seis bocas. Depois de abrir seis gabinetes, rindo finalmente encontro as taças de vinho e pego o copo de plástico da churrascaria local. Abro a geladeira, surpresa com o conteúdo. Eu realmente esperava não

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ver mais nada que cerveja e recipientes de comida. Em vez disso, sou recebida por alguns recipientes cheios de frutas e legumes, uma prateleira inteira de garrafas de água, e vários recipientes rotulados com frango, oito porções. É fácil esquecer que é um atleta profissional. Eu acho a garrafa de Pinot Giorgio, sorrindo porque ele se lembrava do meu vinho favorito, e enchi o copo de plástico. Eu ouço o chuveiro correr enquanto começo retirar as panelas para começar o jantar enquanto eu penso em me juntar a ele. Eu adio o desejo apenas, e abro minha playlist favorita no telefone para cozinhar. Quando Tupac começa a cantar sobre sua mamãe, eu me perco na tarefa entre as mãos. O bife está no balcão quando noto uma pilha confusa de correspondência no canto do bar. Eu não sou uma mulher intrometida, mas sou uma mulher ordenada. Só a visão dos envelopes entreabertos quase caindo faz meus olhos terem uma contração. Depois de ignorar tanto quanto posso, finalmente rindo eu desisto e vou endireitá-los. Estou organizando por tamanho quando uma folha de papel chama minha atenção. Quando eu o pego, uma pontada de culpa me atinge ao ler sua correspondência, mas eu racionalizo que não estou realmente me intrometendo. Apenas limpando, eu digo a mim mesma. O papel é um relatório de laboratório do hospital local. O nome de Breccan e a data de nascimento estão no topo. Verificando, começo a preocupar-me com os resultados de um teste de DST. E se for positivo?

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Eu procuro meu cérebro por doenças sexualmente transmissíveis que você pode ser infectado beijando e acariciando. Então eu adiciono uma viagem ao médico na minha lista mental de coisas para fazer para a próxima semana. Minha mente está girando fora de controle quando paro. Em negrito, existem duas palavras com as quais estou familiarizada: Não compatível. Minha boca se abre quando leio essas palavras repetidas vezes. Não é compatível para o que? Mesmo quando eu questiono, eu sei disso. Olhando novamente para o topo da página, vejo as palavras que me atormentaram nos últimos meses. Tipo de sangue e tecido não são compatíveis para o paciente Connor O'Neil, FDN9: 26/02/2004 Meu coração parece que vai sair do meu peito e eu estou tendo problemas para recuperar o ar. Minha visão fica embaçada enquanto choro. Lágrimas enchem meus olhos. Eu congelo no lugar, segurando o papel na minha mão tremula, não posso impedir que um soluço escape dos meus lábios. Atrás de mim, Breccan diz: —Sidney você está bem? —Ele coloca a mão no meu ombro.

9

Data de nascimento

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Eu me viro, o papel ainda em minhas mãos. Olha para o que seguro, a preocupação em seu rosto mudando para raiva. Limpando minha garganta, eu pergunto: —Você fez exames? —Eu tenho tantas perguntas, mas tenho problemas para encontrar a voz. Ele dá dois passos para trás e passa a mão pelos cabelos. —Você afirmação.

verificou

minhas

correspondências.

—É

uma

—Não. A bagunça no final do balcão estava me deixando louca. Eu estava apenas tentando organizá-la. -Eu me aproximo, mas ele retrocede. Removendo o papel das minhas mãos, o amassa e joga antes de gritar. —Merda! Estremecendo com sua explosão, endireito meus ombros. —Ei? O que está acontecendo aqui? Você está chateado porque eu li sua correspondência? —Você estava olhando para minha merda. O que você está buscando? -Seu peito sobe e desce. A culpa que eu estava sentindo é substituída pela raiva. Não estava checando sua correspondência, e eu já disse isso a ele. Meu telefone está tocando no fundo, só que agora é Biggie falando sobre dinheiro e problemas. Eu pego o telefone sobre o balcão e desligo a

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música antes de me virar para Breccan. O súbito silêncio é opressivo. Depois de respirar para me acalmar, digo em voz baixa: —Eu não estava checando sua correspondência, Breccan. Eu estava organizando o correio em pilhas por tamanho quando isso me chamou a atenção. Me desculpe, se eu invadi sua privacidade. Na verdade, não sinto. Eu quero saber por que fez exames e quando, mas não posso perguntar a ele agora. Segurando minha respiração, espero para ver como ele responde Surpreendendo-me, ele abaixa a cabeça e murmura. —Ao diabo minha privacidade, Sid. —Bem, essa é uma reviravolta inesperada. —Eh, bem. Então por que você está tão bravo? Ele olha para mim e a dor em seus olhos me congela. —Por que diabos ninguém é compatível com ele? Não é foda justo! —Ele passa a mão trêmula pelo cabelo. —Tenho vinte e seis anos e não tenho nada para dar de mim mesmo. Tudo que faço é estragar tudo. Merda, eu não posso nem dar um dos meus rins. Anda de um lugar para outro e então finalmente para de falar. Meu coração se parte em dois. Sua raiva não tem nada a ver comigo. Breccan está arrasado porque não pode salvar Connor. É um sentimento que eu conheço bem. Lágrimas caem pelo meu rosto enquanto eu me jogo em seus braços. Desta vez, em vez de recuar, ele envolve seus braços fortes

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em volta da minha cintura e não me solta. Enterrando meu rosto em seu peito, começo a chorar. Mas eu não estou chorando só por Connor. Depois de meses de ser forte para todos, eu finalmente deixei ir. Breccan me segura com força enquanto meu corpo está abalado pela angústia Ele não tenta me dizer palavras de conforto, porque ele sabe tão bem quanto eu que não tem nada a dizer. Em vez disso, apenas deixa beijos suaves no meu cabelo e esfrega suas mãos para cima e para baixo nas minhas costas. Mesmo depois das lágrimas pararem de fluir, continua me confortando. —Obrigada —sussurro. Depois de limpar a garganta, falo mais forte. -Tenho certeza que a última coisa que você queria fazer esta noite era confortar sua namorada chorosa. Seu corpo tenciona e ele para os círculos lentos que estava esfregando em minhas costas. —Bem... não nos deixemos levar, diz ele. Eu empurro seu peito e ele não faz nada para me impedir. Olho para ele entre meus cílios. —O que? —Eu não sei o que sua reação significa, mas de repente, parece que engoliu um peso de dez toneladas. —Quer dizer, não precisamos colocar um rótulo. Minha voz está trêmula quando eu pergunto: — Rótulo para o que? Ele move a mão entre nós.

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—Isso. Meu riso é desprovido de humor e repito sua ação com minha mão. —Isso? Você quer dizer nós? Assente. —Sim. Quer dizer, estamos nos divertindo, certo? Eu só não quero estragar as coisas nos dando títulos. —Encontra meu rosto antes de adicionar-. Você sabe, as coisas sempre parecem despencar quando você as torna oficiais. Eu pisco por vários segundos e depois recuo. Estou envergonhada por ter assumido que nosso relacionamento era exclusivo. Mas, mais do que estar envergonhada, eu estou com raiva que Breccan tem tanto medo de admitir ele mesmo que eu sou mais do que uma garota qualquer que se levantou. Tentando manter minha voz firme, digo: —Bem, então o que é isso? Porque seguro como o inferno que não é só foda. Porque isso geralmente requer... sabe, foder. Ele estremece com minhas palavras, mas não responde. Frustrada, deixo meus braços ao meu lado. —Eu não sei porque eu esperava mais de você. -Eu vou para a cozinha e pego minha bolsa do balcão. Depois de ver minha taça de vinho, a pego e bebo um grande gole antes de devolvê-la com força no balcão.

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Atrás de mim, Breccan pergunta: —Espera um minuto. O que acontece? A humilhação de não se lembrar de mim do clube quando eu não me esqueci de um detalhe sequer dessa noite ressurgem novamente. Virando-me, grito: —Eu não sei porque pensei que isso chegaria a algum lugar! Depois de tudo, você é o cara que nem lembra de me conhecer! -O meu rosto está aquecido e eu empurro com força na tentativa de alcançar a porta. Nem sequer se move. —Que diabos você está falando? -Seu tom incrédulo é o mesmo que o meu, e ele está na minha frente, bloqueando minha saída. —Eu lembro de ter te conhecido. Você caiu da escada. Eu te ajudei. Talvez você tenha batido sua cabeça e é você quem não lembra? Ele estava negando violentamente todo o tempo que ele falava. —Não. Essa não foi a primeira vez que nos encontramos. Eu te conheci em um clube quase um mês antes disso. Ele franze a testa. —Eu acho que você está confusa, eu... eu me lembraria disso, ele insiste.

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Eu cruzo meus braços. —Obviamente não. Foi meu aniversário. Nós estávamos no clube Raw. Eu estava rastejando no chão nojento, procurando por um plug para conectar meu telefone morto. Seus olhos se abrem com surpresa. —Santa merda. Eu sabia que conheci alguém naquela noite. —Sim Breccan, você me conheceu. E nos demos bem, até que você perdeu a cabeça de merda! —Você é a garota que eles me expulsaram. Minha cabeça se eleva. —Não fui eu! Você foi chutado por bater em um dos meus colegas de trabalho! Eu não posso acreditar que se lembra dos acontecimentos da noite, mas não de mim. A raiva que já estava vibrando em meus ossos muda para uma dor esmagadora. Não sou nada mais do que uma garota que ele conheceu em um clube. Não sei por que pensei que seria mais especial do que as mulheres com quem ele sai, e estou mortificada quando me lembro que, há alguns minutos atrás, eu estava planejando o Jantar de Natal com ele. Desta vez, quando eu empurro para passar, não me impede. Eu alcanço a porta e paro, virando para ele. Ele ainda está de pé no mesmo lugar. —Mmm -Finjo limpar minha garganta. Ele olha para o meu rosto. – Desculpe supor que éramos algo que obviamente não

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somos. Eu preciso ir para casa para pensar. Te dar um pouco de espaço. Da um passo na minha direção, mas para quando eu levanto a mão. —Ah, vamos lá, Sid. Isso não é importante. Não há razão para você sair. Sua falta de compromisso é o que faz minhas entranhas se contorcerem mais. Isso pode não ser importante para ele, mas para mim sim. Eu percebo isso, me dou conta de que o que quer que eu pensei que fosse isso entre nós, estava errado. —Isso obviamente não vai funcionar, Breccan. Acho que estamos em páginas muito diferentes. Eu preciso de espaço para saber onde eu quero ir daqui. Nem se quer tenho certeza de que tenho um lugar para ir. Ou se Breccan quer ir comigo. Mas eu não consigo pensar com ele em pé na minha frente. Mais uma vez ele nega, mas ele não se move. O fato de ele não tentar me impedir quando abro a porta, me conta tudo o que preciso saber. Este não é o fim que imaginei para esta noite. Esperando o elevador, eu luto contra as lágrimas enquanto oro para que venha atrás de mim. Quando a porta se abre, eu entro, ainda me agarrando ao fio de esperança que sua porta vai abrir e me dizer para ficar. Sem humor, eu rio por meus pensamentos inocentes.

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Isso não é uma novela romântica, Sid. Não virá atrás de você. Uma lágrima solitária desliza pela minha bochecha enquanto as portas do elevador fecham e meu coração se quebra em mil pedaços.

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17 Breccan De pé no meio do meu apartamento, eu olho em volta. Que porra acabou de acontecer? Nem dez minutos atrás, eu estava no chuveiro, pensando em todas as maneiras em que poderia fazer Sidney gozar depois do jantar, e agora, estou olhando para a porta através da qual ela acabou de sair sem sequer olhar para trás. Balançando a cabeça para limpá-la, ando para olhar o olho mágico. Eu sou uma porra de um covarde, mas eu não espero vê-la em pé no corredor. Porém, ainda estou desapontado quando descubro que está vazio. Apoiando minha testa contra a madeira fria, tento descobrir exatamente o que deu errado. Sim, fiquei um pouco surpreso quando se virou, segurando aqueles malditos resultados de testes inúteis, mas não porque vasculhava minhas coisas como eu pensava. Não, fiquei chateado porque não fui bom o suficiente. Não importava que eu tivesse boas notas quando estava na escola. O problema em que entrei foi nas qualificações. Não importava que tivesse vencido todas as malditas lutas que tive. Minha escolha de carreira foi um constrangimento para o prestigiado sobrenome da família.

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Não importa que eu sempre passei todas as férias com meus pais soberbos quando eles tinham estado em qualquer outro lugar, mas sentado à sua mesa de jantar extravagante, sendo examinado. Eu nunca alcançaria seus padrões ridiculamente alto. E agora, eu não posso nem ajudar Connor a avançar. Não importa eu teria dado a ele dois rins se ele precisasse deles. Eu não sou compatível. O que significa que eu não sou bom o suficiente. E então ela se chamou de minha namorada. Me assusto. É engraçado, mas nunca tive namorada. Não faço ideia o que é ter uma ou do que é constituído. Eu deveria levá-la para jantares e filmes agora? Longas caminhadas na praia? Piqueniques secretos e momentos roubados? Eu sou um lutador incrível porque passei anos descobrindo o que esperar em todas as situações possíveis. Cada espera. Cada movimento Cada ângulo Mas nunca esperei por Sidney. Eu fui para a casa de uma criança doente e recebi um tapa por nada que alguma vez eu quis. E, de certa forma, era tudo que eu precisava. Eu não deveria ter reagido do jeito que fiz, mas as palavras saíram da minha boca antes que eu pudesse detê-las.

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Medo. A única coisa que poderia paralisar até homens maiores que eu. Mas o pior de tudo foi quando ela me disse que era a garota do clube. Eu sabia que tinha conhecido alguém naquela noite. E depois da sua pequena atualização, as coisas ficaram mais claras. Eu me lembro de fragmentos da nossa conversa e ela me fez rir. Eu lembro de pensar que ela era diferente. Lembro-me de deixá-la usar o meu telefone. Mas, acima de tudo, lembro de como me sentia quando estava com ela. Foi a mesma pressa que senti toda vez que ela me mandava pelo menos uma mensagem de texto. Mas eu não pude colocar um rosto ou um nome com as memórias até que Sidney jogou na minha cara. A dor em sua voz quando ela percebeu que não a reconheci foi angustiante. Soltando uma respiração frustrada, eu me empurro para longe da porta e vou para a cozinha. Parado intacto no fogão estava o jantar que parecia que ia ser incrível. A raiva se espalha, e antes que eu possa parar, eu jogo tudo que está perto da minha mão, os pratos, panelas, até o copo meio cheio de vinho não estava a salvo pela minha raiva. Depois de terminar a destruição da cozinha, abro a porta da geladeira e pego uma cerveja. Depois de lutar comigo, abro a garrafa em vez de jogála contra a parede.

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Depois de tomar um longo gole, eu mando uma mensagem para Tripp e Rebecca. Eu: Hey, eu estou saindo. Preparem-se e me encontrem no Raw daqui a meia hora. Reb: O que?!?! Eu pensei que você estivesse em um encontro??? Tripp: Amigo, estou na cama. Eu dou uma olhada no horário: 21:15 Eu: Maricas. Se veste. Reb: Brec, o que aconteceu com Sidney? Eu: Nós tivemos uma briga, ela saiu, eu vou sair. Vem ou não? Eu não estou com vontade de falar sobre por que Sidney não está aqui. Que eu estava com vontade de beber e ter uma amnésia temporária. Eu só queria beber essa porra de noite. Se eles forem, ótimo, mas se não, estou bem em ficar bêbado sozinho. Não seria a primeira vez. Mas eu me recuso a sentar neste apartamento de merda um minuto a mais. Eu deveria estar na cama agora mesmo, fazendo Sidney gritar meu nome, não olhando para a comida que ela fez enquanto pinga pelas paredes. Meu telefone vibra fora de controle e eu atendo. Reb: Você realmente precisa sair hoje à noite? Tripp: Ele nunca precisa sair. Reb: Isso é verdade, Brec? Onde você iria?

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Tripp: Bom amigo. Estou levantando. Nos vemos ali. Reb: Tripp, venha me pegar, estou pronta agora. Brec, onde você está? Tripp: 10-4. Reb: Droga, Breccan! Eu sorrio para sua preocupação. Eu: Até breve. Eu sempre posso contar com eles, não importa a hora. Não faz diferença. Quanta merda eu dou para Tripp. Ele é sempre o primeiro a vir em minha defesa e o último a sair do meu lado. Eu sinto uma pontada de culpa quando penso na frequência com que eu o trato mal. Ele merece um amigo melhor do que a minha bunda. No entanto, é outra coisa que não quero pensar hoje à noite. Eu coloco o telefone no bolso e, em seguida, pego as chaves de Velma da bancada e, em seguida, um último olhar ao redor. Parece que um tornado passou aqui, e eu faço uma nota mental para chamar a faxineira amanhã.

*** Como de costume, o clube está cheio quando eu paro e a fila vai em volta do prédio. Depois de colocar o carro no

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estacionamento, estou olhando para a multidão em vez de desligar o carro. Eu reconheço o gorila trabalhando na porta da minha última noite aqui. Estava escolhendo quem poderia entrar, começando com as mulheres de saias curtas e camisas reveladoras. Suas expressões são uma mistura de excitação e antecipação, e eu posso realmente ouvir seus gritos de alegria em todo o estacionamento. Em seguida, há os homens vestidos com roupas caras. Eles não gritam graças a Deus, mas seus rostos também mostram antecipação. Eles parecem predadores prontos para caçar o mais fácil. Definitivamente encontrarão o que estão buscando lá dentro. Enquanto eu olho para as meninas que foram negligenciadas puxando excessivamente seus topos para baixo para mostrar mais decote e fazendo beicinho em uma tentativa de se jogar para frente da fila, meus lábios se enrolam em desgosto. Isso é realmente a minha vida? Pior do que o desprezo que sinto pelas pessoas patéticas na fila, estou repelido pelo pensamento de que, apenas alguns meses atrás, eu era um desses caras, com fome de buceta e espreitando cada final de semana. Eu corri meus olhos em uma das garotas na fila. Seus peitos enormes estão desafiando a gravidade e seu vestido é tão curto que eu juro que posso ver sua buceta. Não há rugas em seu rosto e provavelmente poderia ficar para comer um cheeseburger. Dois meses atrás, a levaria para casa e a fodia sem perguntar pelo seu nome. Na manhã seguinte, teria sido desconfortável

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quando a acompanharia para fora do meu apartamento e tentaria ignorar o olhar de decepção quando não pediria o seu número. Eu teria chamado Tripp e contaria a ele tudo sobre a bunda gostosa que tinha e então iria começar a fazer planos para a próxima conquista. Bile rasteja na parte de trás da minha garganta. Sou um idiota. Depois de pegar meu telefone, eu escrevo um texto rápido para Tripp. Então o jogo no banco do passageiro. Há apenas um lugar que eu quero estar esta noite e com certeza como a porra que não é aqui. A casa está escura, exceto por uma sala que tem uma luz fraca. Eu não hesito antes de sair e tomar as escadas da varanda dois degraus de cada vez. É tarde, mas eu toco a campainha de qualquer maneira. Depois de alguns momentos, as persianas se movem e o rosto surpreso de Sidney aparece. Timidamente, eu levanto minha mão e digo: —Olá. —Antes de abrir a porta. —Brecan. O que você está fazendo aqui? Usa calças de pijama de flanela com renas e uma camisa sem mangas combinando, que é o oposto das mulheres que vi no Raw. Seu rosto foi lavado de qualquer maquiagem e seu cabelo está em um coque no topo de sua cabeça. Parece ridículo, lindo e adorável ao mesmo tempo. Depois de respirar profundamente, pergunto:

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—Posso entrar? Silenciosamente, ela se afasta. Abre a porta atrás de mim e depois retorna em seus calcanhares e sinaliza para segui-la para a sala de estar. A sala está escura, e em vez de ligar a luz do teto, liga o abajur antes de se sentar no sofá. Ela olha para mim com expectativa. Eu sento do outro lado do sofá antes de decidir que quero estar mais perto dela e eu me aproximo rapidamente. Surpresa cruza seu rosto, mas rapidamente o substitui por uma expressão vazia. Estou nervoso com o que vou dizer. Não tenho certeza de como vai reagir a isso ou se vai acreditar em mim. Estou com medo de me encolher, então começo a falar. —Sinto muito. —As palavras foram surpreendentemente difíceis de dizer. Pedir desculpas não é algo que eu faço com frequência, e nem sei como fazer corretamente. Sidney levanta as sobrancelhas e aperta os lábios. Eu estudo seu rosto para qualquer indicação do que está pensando e noto que seus olhos estão vermelhos e inchados, como se estivesse chorando. A culpa que recentemente comecei a experimentar volta. Eu tenho certeza de que eu sou o motivo de suas lágrimas, e o pensamento dela chorar me mata. Eu pego seu queixo com a mão antes de esfregar suavemente sua bochecha com o polegar.

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Suas pálpebras fecham e ela suspira quando inclina o rosto para minha palma. Sua reação me dá o combustível que preciso para continuar. Eu afasto minha mão, mas não estou pronto para parar de tocá-la, então eu pego sua mão. —Eu sou um idiota, Sid. Eu sempre fui um imbecil egoísta. Eu nunca tive ninguém para se importar comigo, então eu sempre tive que ser aquele que se preocupou comigo. Eu estou acostumado a fazer o que eu quero, conseguindo o que quero e tenho o que quero. Eu não sei me preocupar com os outros. —Esfrego minha mão na minha coxa. —Isso não é verdade, Breccan. Eu te vi... Eu a corto com um movimento da minha cabeça. —Eu sou virgem, Sidney -, digo solenemente. Uma breve gargalhada escapa de sua boca e ela nega. —Sim, é claro, Breccan. Eu tenho um —idiota— estampado na minha testa? – Ri de novo. Eu me apresso em me explicar. —Bem, quero dizer, não virgem. Eu sou virgem em relacionamentos. Eu não sei o que diabos eu estou fazendo aqui. Inferno, eu tive mais delicadeza a primeira vez que fiz sexo do que com tudo isso de namorado. Seus olhos se abrem na palavra namorado, mas ela só diz:

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—Ah -Então ela tira a mão da minha e leva o dedo à boca para mastigar sua unha. Desapontado com a perda de contato com a pele, ela afasta a mão da boca e eu entrelaço meus dedos com os dela mais uma vez. —Depois que você saiu, fui ao meu clube favorito. – A propósito, deixo a parte da destruição da cozinha de fora. —Eu não consegui nem sair do carro, Sidney. Eu fiquei lá olhando para as pessoas que estavam morrendo de vontade de entrar e tudo o que podia pensar que estava morrendo de vontade de deixar essa vida. Eu não quero ir para clubes. Estou cansado dessa merda. Só quero estar contigo. Aqui neste sofá comendo um maldito sushi se é isso que você quer. Faço uma careta e ela ri. É a porra da verdade. Sentado no meu carro do lado de fora do Raw, tudo que pude pensar era o quão desesperadamente eu queria sentir os lábios de Sidney no meu e sentir seu perfume. Eu teria gostado de afogar uma libra dessa merda se significasse que eu poderia voltar e desfazer nossa briga e o que eu havia dito. —Sinto muito, fiquei com medo quando se chamou de minha namorada. Seu rosto caiu. Eu uso minha mão livre para inclinar seu queixo antes de confessar: —Não sei como fazer isso. Eu não tenho nada com que comparar isso. -Uso minha mão para fazer um gesto entre nós. —

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Mas posso te dizer que te quero. Eu quero ouvir sua risada. Eu quero fazer você sorrir. Eu quero te abraçar quando você chorar. —Eu acaricio meu polegar pela sua bochecha. —Eu posso te dizer que preciso de você. Eu preciso da sua boca na minha, seu cabelo em minhas mãos, sua pele sob meus dedos —Tendo a oportunidade, eu me apoio e coloco um leve beijo em seus lábios. Ela não se afasta, então continuo falando. —Eu posso te dizer que ninguém mais me faz rir do jeito que você faz. Ninguém mais me faz mais forte que você. Eu sinto sua falta toda a merda de tempo, Sid. A cada minuto do dia que eu não estou com você, estou morrendo de vontade de te ver. Meu telefone toca e espero que seja você. Quando não é, eu estou sempre tão porra puto -Com meus ombros em um encolher de ombros, eu admito: —eu nunca senti isso por outra pessoa, e estou tateando no meu caminho como uma criança tentando escapar de sua primeira sensação no escuro. Não me dei conta até hoje à noite que quero que você seja minha namorada. Eu quero fazer todas as coisas bregas que as pessoas fazem, com você. E, Sidney, sinto muito por não me lembrar de você do clube. Eu não sei como eu poderia ter te esquecido. Mas não é porque você é fácil de esquecer. Porque, desde que você caiu da maldita escada, eu não consegui tirar você da minha cabeça. E eu não quero isso. —Eu deixo escapar um suspiro quando termino e olho para longe de seu olhar penetrante. —Breccan -, diz suavemente, e eu viro meu rosto para ela. Me surpreende mais uma vez como é incrivelmente bonita. Eu olho para ela fixamente, esperando que ela fale, mas não diz nada. Em vez disso, toca seus lábios com o meu. O beijo é suave no

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começo, mas no momento em que minha língua sai e toca a dela, a necessidade selvagem toma conta. Pressionando seus ombros, eu tento guiá-la de costas, mas ela sobe no meu colo em vez disso. Sua necessidade de estar no controle é sexy, mas eu não estou pronto para entregar as rédeas ainda. Eu quebro o beijo e suspiro: —Onde fica seu quarto? -Se eu fizer do meu jeito, a levaria aqui mesmo no sofá, mas nós não somos os únicos na casa, e eu não quero arriscar ser pego por Abby ou, pior, Connor. Seus olhos se expandem e ela sussurra: —Em cima, a primeira porta à direita. Eu levanto, levando-a comigo. Ela engancha as pernas em volta da minha cintura enquanto eu continuo beijando seu pescoço, enquanto eu subo as escadas. Eu mando uma oração silenciosa para Connor e Abby estarem dormindo pesado antes de subir as escadas.

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18 Sidney A boca de Breccan corre até meu pescoço enquanto ele me carrega em direção as escadas para o meu quarto e meu estômago revira. Quando ele chegou, fiquei surpresa, mas foi o discurso dele que me surpreendeu. Depois que eu saí do apartamento, não pensei que ouviria falar dele novamente. Ele deixou claro que não estava interessado em nada sério comigo, embora suas palavras não correspondessem às suas ações. Quando ele não veio atrás de mim, tentei me convencer de que era o melhor. Na verdade, nós não tínhamos nada em comum, além de Connor. Ele era de luzes brilhantes e carros de luxo, enquanto eu estava mais de florescência de hospital e sedan econômico. No entanto, isso não fez com que a dor de deixá-lo fosse embora. Cheguei em casa e dispensei a babá para quem Connor insistiu que ele era muito grande antes de entrar no chuveiro e chorar meia hora. Não queria que Connor me escutasse e fizesse perguntas para as quais eu não tinha respostas. Enquanto usava toda a nossa água quente, eu me preocupava com o que aconteceria com seu relacionamento com Breccan, agora que eles não se veriam mais. Uma nova onda de lágrimas me atingiu ao pensar na decepção que Connor sentiria uma vez que Breccan não tinha nada a ver com ele.

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Quando meus dentes começaram a bater por causa da água fria, eu deixei o chuveiro e sequei minhas lágrimas. Então eu cheguei na cama com um livro. Claro que, por sorte, eu estava em uma parte crucial, onde o herói confessou seu amor pela heroína, que iniciou uma nova onda de lágrimas. Eu estava tentando decifrar como eu tinha me metido nessa situação quando a campainha tocou. Espreitando pela janela do meu quarto, eu fiquei surpresa ao ver Velma estacionada do lado de fora de nossa casa. Sem me preocupar com a minha aparência, desci as escadas rapidamente. Eu não esperava que Breccan dissesse alguma das coisas que ele me disse. Embora eu vim a conhecê-lo de uma forma que poucas pessoas conhecem, mesmo assim, não é o tipo romântico. Então, quando ele terminou de expressar seus sentimentos, eu fiz a única coisa que parecia certa. Eu o beijei. Eu não precisei de palavras para expressar meus sentimentos. Quando chegamos ao meu quarto, fecha a porta suavemente atrás dele com uma mão, enquanto a outra me segura firmemente contra seu corpo. Eu deixo meus pés escorregam para o chão, mas aperto meus braços ao redor dele. Andando de costas para a minha cama, eu o trago comigo, sem quebrar o nosso beijo. Quando a parte de trás dos meus joelhos batem na cama, eu caio sobre ela e ele me segura. Nossos corpos são esmagados juntos quando aterrissamos. Tomando a bainha de sua camisa, levanto-a pelo seu torso e relutantemente eu puxo meus lábios para longe do seus o suficiente para passar por cima de sua cabeça. De repente, ele se

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senta e desliza pelo meu corpo até que seus joelhos estão no chão, o tronco entre as minhas pernas. —Merda, Sid-, ele rosna, tirando a minha camisa com um rápido movimento. Embora eu tenha visto ele sem camisa durante suas lutas, seu corpo é melhor pessoalmente. Seu peito largo é polvilhado com pelos loiros, e os músculos de seus abdomens ondula sob as pontas dos meus dedos. Sentada na frente dele, nua da cintura para cima, deveria ser desconfortável. Em vez disso, eu me sinto sexy e poderosa, sabendo que meu corpo está causando esse olhar luxurioso em seus olhos. Minha cabeça cai para trás e um gemido suave escapa dos meus lábios quando ele afunda a cabeça e toma um mamilo entre os lábios. Sua língua o envolve e seus dentes mordem. Um fogo no fundo do meu estômago começa a aquecer, e estou desesperada por mais dele. Então eu corro minhas mãos pelo cabelo dele antes de esticar a mão e desabotoar suas calças. Pega minhas mãos e ri contra meus seios. —Paciência, querida. Primeiro as Damas. -Então ele tateia meu peito e eu deito na cama. Eu sigo suas instruções enquanto a deliciosa antecipação passa por mim. Uma vez estendida, seus beijos mudam de direção; eles descem a minha barriga. Eu me contorço sob seu toque enquanto suas mãos vão para o fundo do meu pijama. A vergonha me invade

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por causa das calças de Natal, mas isso permanece esquecido quando desliza um dedo no cós. Calafrios cobrem meu corpo. —Breccan, me toque, -eu sussurro. Instantaneamente eu sou recompensada com um grunhido suave antes de tirar minhas calças completamente. Começa a me esfregar na calcinha de algodão fino, aplicando a quantidade certa de pressão para me deixar em chamas. —Sim -, eu assobio, arqueando na cama. Seus beijos continuam na minha barriga até que ele finalmente acaricia dentro das minhas coxas. A dica áspera de sua barba me faz tremer. De repente, estou em chamas e desesperada por mais. —Tire-a, —eu digo, enquanto coloco meus polegares no cós da minha calcinha. —Eu preciso sentir sua boca em mim. Breccan não obedece e continua a passar o nariz pelo meu centro. Quando abre seus olhos, ele está sorrindo para mim. Abrindo os meus, imploro para parar de me torturar. —Oh, não fique calada agora, Sid. Diga-me o que você quer -, ele ordena, enfatizando, enquanto escova os dentes contra a minha coxa. —Oh, Deus! —Eu choro. —Diga-me o que você quer, —ele repete. Incapaz de obedecer, suspiro:

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—Você. Eu quero que você me foda. Mas primeiro com a sua boca. -Outro rosnado vem dele entre as minhas pernas, e então minha calcinha desaparece e sua boca está em mim. Eu gemo duro antes de lembrar que não estamos sozinhos em casa. Breccan trabalha com a língua e é diferente de qualquer coisa que já tenha experimentado antes. Ele me lambe devagar enquanto desliza um dedo para dentro e fora do meu calor escorregadio. Meus quadris começam a se mover ritmicamente com suas carícias e meu orgasmo se constrói em uma velocidade recorde. Sem querer gozar agora, tento afastá-lo, mas Breccan agarra meu pulso e se recusa ligeiramente. Eu me rendo na luta quando um segundo dedo entra em mim. Ofegante, sou incapaz de parar o orgasmo que cai através de mim, e grito enquanto Breccan continua a coagir o mais incrível orgasmo. Quando fico quieta, continua lambendo meu clitóris sensível, e a pressão se torna demais. Sentindo sua perda quando desliza os dedos para fora, eu forço meu corpo a levantar-se e pego o botão do seu jeans. Estou pronta para senti-lo dentro de mim e me recuso a receber um não como resposta. No entanto, ele não tenta me impedir, e eu não perco tempo tirando suas calças. Ele não está usando boxer, e eu agradeço em silêncio quando seu pênis sai livre, completamente ereto. É longo e grosso, e minha boca se enche de água diante dos olhos. Agarrando com a mão, me deleito com o fato de que é duro e suave.

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—Deus, querida -, ele rosna, olhando para a minha mão enquanto eu acaricio seu eixo. Depois de se mover entre a borda da cama e o corpo rígido de Breccan, eu fico de joelhos para ficar peito a peito, meus mamilos pressionando-se contra seus músculos duros. Usando minha mão livre, eu o empurro gentilmente, encorajando-o a se deitar no chão. Quando eu imaginei a primeira vez com Breccan, não era para estar no chão do meu quarto, mas estou muito perdida para me informar... Ele rapidamente obedece, e eu me inclino para frente e desloco a ponta da minha língua ao longo do pênis dele. Jogando a cabeça contra o chão, diz: —Oh sim. Sim, foda-se. Suas palavras me encorajam, e eu paro de provocá-lo, tomando todo o seu comprimento na minha boca para o fundo da minha garganta. Levantando-se sobre um cotovelo, estica a mão para agarrar meu peito, beliscando meu mamilo enquanto meu ritmo aumenta. É a minha vez de gemer, e eu faço isso com uma mordida do pau duro de Breccan. Grunhindo, pressiona meu ombro. —Espera, espere. Negando, eu continuo a chupar e lamber, o tempo todo aproveitando seu sabor. Empurra meu ombro novamente. —Sério, querida, pare. Eu preciso estar dentro de você.

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Depois de uma última carícia da minha língua, deixo seu pênis livre. Ele se senta rapidamente e agarra sua calça jeans, tirando uma camisinha de dentro da carteira. Então o coloca no seu comprimento. Sentindo-me ousada, eu subo em seu corpo, beijando-o enquanto eu me posiciono nele. Sua ponta se empurra contra a minha entrada, e com um único empurrão, eu afundo nele. Eu não me movo ajustando-me à maneira deliciosa que me enche. Com cada músculo do seu peito ondulando e tenso, parece estar se ajustando bem. —Beije-me. -Eu suspiro. Pega meu pescoço com a mão e me abaixa até que nossos lábios estejam juntos. Sua língua desliza para a minha boca quando eu começo a me mover. Ele engole meus gemidos quando empurra uma mão entre nós e usa seu polegar para esfregar círculos no meu clitóris sensível. Não demora muito até que estou andando em um ritmo febril, meu segundo orgasmo à noite ameaçando. A primeira onda do meu clímax cai contra mim quando Breccan solta um grunhido enquanto se esvazia dentro. Ofegante por ar, desmoronando sobre seu peito. Seus braços fortes me envolvem e beija minha testa. Depois que recuperamos o ar, levanto-me e vou para a cama. Ele fica de pé e vai para o banheiro, eu assumo que para se limpar e se livrar do preservativo.

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Quando ele volta e se junta a mim debaixo dos cobertores, eu não me incomodo em perguntar se ele planeja passar a noite. Eu me aconchego mais perto e me abraça. Somente minutos depois, adormeço no sono mais profundo que tive em meses.

*** Batidas na porta do meu quarto me fazem levantar como um raio. Desorientada, olho para o relógio e vejo que são três horas da manhã. Só pode ser Connor, então eu pulo da cama, esquecendo que estou nua e corro para a porta. Atrás de mim, Breccan me chama. —Sid, você não está vestida -, ele sussurra. Eu mudo de direção e pego o robe que está pendurado no meu armário. Mal coloco antes de abrir a porta. De pé na minha frente, Connor está fantasmagórico pálido e suando profusamente. Sua voz é rouca quando ele diz: —Não me sinto bem. —Da um passo em minha direção antes que suas pálpebras fechem e colapsem. Lançando-me para ele, eu coloco meus braços em volta dele antes que ambos caiam ao solo. A voz em pânico de Breccan enche a sala. —Que porra é essa? Está bem?

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Ele rapidamente coloca as calças e caminha em nossa direção ao mesmo tempo. Seus olhos arregalados olham de um lado para o outro. —Breccan, querido, —eu digo. —Acalme-se, ficará bem. Eu preciso que você ligue para o 911. —Assente, mas seu rosto fica pálido como o de Connor. Depois que ele tira o telefone do bolso, suas mãos tremem enquanto disca. —O que eu digo? —Ele pergunta antes que o operador responda. Eu olho para Connor e vejo seu peito subir e descer rapidamente. Está queimando, e seus lábios estão roxos. Eu mentalmente me castigo por não ir vê-lo quando cheguei em casa Eu deveria saber que ele não se sentia bem quando a babá disse que foi dormir as oito, me dizendo —eu deveria— não importa neste momento, eu me concentro no que pode ser feito. Depois de instruir Breccan sobre o que dizer a eles, eu continuo segurando Connor. Breccan caminha pelo quarto, dando ordens para o operador até os paramédicos chegarem. Quando eles o colocaram na maca, eu rapidamente coloquei roupas e peguei meu telefone da mesa de cabeceira. Então eu os sigo para a ambulância. Escalando, grito para Breccan por cima do meu ombro. —Vamos para St. Mary. Vou ligar para você e mantê-lo informado. A porta se fecha e concentro minha atenção em Connor.

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Depois do que parece uma eternidade, chegamos ao estacionamento da sala de emergência. Eles baixam Connor antes de correrem para a sala de triagem. Uma enfermeira me leva para a sala de espera, e eu paro no meu caminho quando vejo Breccan andando de um lugar para outro. Ele se vira quando ouve a porta se fechar e corre para o meu lado. —Ele está bem? O que aconteceu? Essas malditas enfermeiras não estão me dizendo nada. Eu pego minha mão na dele, suas palmas estão suadas. Estou surpresa que ele esteja aqui. —Eu pensei que você iria para casa. Confusão substitui a preocupação em seu rosto. —Por que diabos eu iria para casa? Connor entrou em colapso! Eu não vou te deixar. Onde o inferno está Abby? A menção de Abby me lembra que eu não liguei para ela. —Merda Abby. Eu devo ligar para ela. —Puxando meu celular, tento lembrar onde ela disse que iria, mas minha mente está em branco. O telefone toca e toca antes de ir para o seu correio de voz. Depois de limpar minha garganta, tento estabilizar a voz e digo para ela ligar tão cedo quanto for possível. Quando termino, Breccan está esperando por uma resposta.

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—Está viajando. Eu não consigo lembrar onde. —Eu abro a agenda no meu telefone e vejo que ela está na Califórnia. Fazendo a contagem na minha cabeça, eu me dou conta que é provavelmente depois da meia-noite lá, então eu tento ligar para ela novamente. Quando o correio de voz toca, desligo sem deixar uma mensagem. Breccan caminha novamente, o que me deixa mais nervosa do que já estou. Eu agarro seu braço e o arrasto para a cadeira. —Breccan, sente-se – ordeno antes de me acomodar em uma das duras cadeiras plásticas. Ele hesita por um segundo e depois cai no assento ao meu lado. Virando a cabeça em minha direção, ele pergunta: —Como é que está tão tranquila neste momento? Eu me pergunto o mesmo, mas dou a única resposta que me vem à mente. —Você está perdendo a cabeça. Alguém deve manter a calma. A enfermeira chama os membros da família e eu pulo da cadeira. Me faz sinal para me aproximar, e dou dois passos antes de perceber que Breccan não se moveu. Olhando para ele, pergunto: —Vem? Sua cabeça se levanta num golpe, mas ele se levanta para me seguir, e quando chega até mim, coloca um braço reconfortante em volta dos meus ombros. Tomo ar antes de ir para a sala, onde eles têm Connor ligado a máquinas monitorando seus sinais vitais.

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Parece tão pequeno na cama, e está quase o mesmo tom de branco quanto os lençóis O pânico aperta meu coração, e pela primeira vez desde que me chamou em minha porta deixo as lágrimas caírem.

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19 Breccan Não há nada neste mundo que me assuste. Eu enfrentei alguns dos homens mais difíceis do planeta em uma gaiola sem nem muito mais que um piscar de olhos. Depois de um acidente de carro que deveria ter tirado minha vida, eu saí do hospital sem vacilar no mínimo. Mas quando Connor caiu nos braços de Sidney? Meu coração parou. Observando os dois baterem no chão evocou um terror que eu não quero experimentar novamente. Eu ainda estou espantado com a calma que Sidney estava ao longo de todo o processo. Apesar do fato de que seu sobrinho estava inconsciente em seus braços, ela foi capaz de falar comigo através da chamada de emergência. Mesmo vendo Connor preso a cabos e monitores, ela acabou por derramar algumas lágrimas antes de se recompor novamente. Quando o médico entrou na sala para nos informar sobre sua condição, ela teve a visão de revisar a lista de medicamentos de Connor. Nós não sabemos muito, mais que Connor tem uma febre de quarenta graus e parece estar lutando com algum tipo de infecção. Ele ainda não recuperou a consciência, mas os médicos garantiram que é normal e que provavelmente é a maneira do seu corpo de conservar a tão necessária energia.

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Depois que nos sentamos ao lado de sua cama por um tempo, os enfermeiros nos informaram que é hora de mudar de turno e que precisaríamos esperar no corredor enquanto as enfermeiras completavam as rondas. No começo eu recuso, mas Sidney me convence a sair, então a equipe pode fazer o seu trabalho. Sidney tenta ligar para Abby mais vezes sem sorte. Três horas depois, finalmente, Abby atende o telefone. Ela conseguiu puxar alguns tópicos e reservou um voo direto. Além de morder as unhas enquanto contava a Abby o que estava acontecendo, Sid não parecia muito chateada que Abby a levou a fazer diversas ligações antes que fosse capaz de se pôr em contato. Eu, por outro lado, estava fodidamente lívido. Sidney é mais do que capaz de cuidar de Connor, mas Abby ainda é sua mãe. Ela deveria ter estado lá em primeiro lugar. Com os punhos cerrados, continuo a andar no tapete da sala de espera. Verifico o relógio e vejo que Abby deveria estar aqui a qualquer momento. Voltando a ficar com raiva de novo, eu murmuro: —Não deveria ser tão difícil encontrá-la! Assentindo de acordo, Sidney responde: —Tem razão. Tem toda a razão. Mas talvez ela estivesse em uma entrevista? -Sua defesa só me irrita mais. —Como você pode defender isso? Eu não entendo seu relacionamento com ela! Você me contou como está frustrada com

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ela saindo constantemente. E então Connor quase morre, não podemos encontrá-la em lugar algum, e você está bem com isso? Eu tentei não bisbilhotar quando se trata de Abby, mas Sidney tem contado com a confiança, às vezes ressentindo-se com o estilo de vida acelerado de Abby. Não faz sentido para mim, porque é difícil como uma rocha quando se refere a qualquer pessoa, exceto sua irmã. É como se eu perdesse a minha coragem automaticamente com qualquer coisa que tenha a ver com Abby. Sua voz é calma quando ela responde: —Primeiro de tudo, Connor não estava prestes a morrer. E segundo, não concordo com a impossibilidade de localizar Abby. Mas o que vou fazer? Eu viro minha cabeça em sua direção e exclamo: —Diga-lhe alguma coisa! Reaja! Diga-lhe que é uma merda que está deixando você aqui constantemente para você cuidar do seu filho! Se você não fizer isso, eu farei! Ela abre os olhos e nega. —Não se atreva! Eu me sento novamente. —Sim, eu ouso. Isso é uma merda, Sidney. Connor é seu filho, e não a conseguimos encontrá-la em horas. Sidney coloca o dedo na boca para me silenciar. Embora a sala de espera esteja vazia.

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Esticando meus braços ao meu lado, pergunto em voz alta: —Por que eu deveria ficar quieto? Não há mais ninguém aqui! Um momento depois, uma enfermeira aparece. —Está tudo bem aqui? —Ela pergunta agudamente. —Estamos bem! -Eu estalo Olhando para Sidney, ela aperta os lábios. Uma vez que Sidney reafirma que está tudo bem, ela nos pede para falar em voz baixa antes de virar e sair sozinha. Eu preciso de um minuto para me acalmar. Então estou indo em direção à saída. —Breccan, aonde você vai? —Sidney pergunta atrás de mim. Há uma nota de medo em seu tom e eu imediatamente me arrependo do meu estouro. Abruptamente, antes de continuar para o exterior, eu respondo: —Voltarei em breve. Eu respiro fundo pelo nariz, o ar frio ajuda a limpar minha mente Caminho de um lado para o outro em frente ao hospital, fazendo as portas automáticas ficarem fechando e abrindo constantemente. Toda vez que abre, eu sinto o cheiro adstringente do hospital. Meu estômago se agita com a memória do que nos trouxe aqui. Estou lembrando da cena na minha cabeça, pensando

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no que eu poderia ter feito diferente, quando ouço meu nome sendo gritado do outro lado do estacionamento. Virando-me na direção de onde veio, vejo Abby correndo de salto. Suas roupas estão amassadas, o cabelo despenteado e ela não usa maquiagem no rosto. Ela tem círculos escuros sob os olhos inchados e parece pior do que eu nunca a vi. Se choca contra mim, envolvendo seus braços em volta da minha cintura antes de bater o rosto em meu peito e chorar. Eu não devolvo o abraço, recusando-me a dar a simpatia que está procurando. Embora eu saiba que ela ama seu filho, eu não posso perdoar o fato de que praticamente o abandonou. Ainda sorvendo pelo nariz, ela olha para cima e diz: —Graças a Deus que estava lá, Breccan. O que Sidney teria feito sem você? Afastando-me de seu aperto, eu respondo: —Sidney fez tudo. Como sempre. Onde você estava, Abby? Torcendo as mãos, ela pisca repetidamente. —Eu estava em uma missão. Eu... Eu a corto, não querendo ouvir sua explicação. —Não importa. Sidney está lá dentro esperando por você. -Eu aponto para as portas antes de virar. Depois de um tempo, escuto seus saltos fazendo barulho na calçada.

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Provavelmente não deveria ter sido tão imbecil, mas não pode chegar correndo com lágrimas nos olhos e agir como se tudo está esquecido. Eu retomo minha caminhada e depois de mais alguns minutos, decido que estou calmo o suficiente para estar perto das pessoas novamente. Depois de voltar para a entrada, eu olho no canto, na sala de espera, Abby está sentada ao lado de Sidney, rodeando seus ombros com os braços, enquanto Sid olha para a parede, sem piscar. Eu ando pelo corredor em busca de uma bebida para dar-lhes alguns minutos. Estou quase de volta na sala de espera com três horríveis xícaras de café quando ouço gritos. —Eu disse me desculpe. O que mais você quer de mim? -A voz de Abby é estridente. —Eu quero uma explicação! -O tom de Sidney se liga ao de Abby. Considero intervir, mas deixo acontecer. Não faço ideia de quem começou a conversa, mas tenho orgulho de Sidney por falar com ela finalmente. Abby fica exasperada quando responde: —Eu te disse que eu estaria em uma missão durante todo o dia e foi cansativo. Eu não ouvi meu telefone tocar! —Não, não é disso que estou falando -, assobia Sidney. —Eu quero saber porque você está abandonando Connor constantemente? Desde o seu diagnóstico, os seus compromissos não planejados foram duplicados. Você está sempre fora. Por quê?

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Eu olho através da porta. Abby pula de pé. Seus olhos estão arregalados enquanto passa a mão pelo cabelo. Virando-se para Sidney, ela diz: —Não sei do que você está falando, Sidney. Eu sempre tive que viajar. Esta á a razão pela qual você se mudou, em primeiro lugar. Sidney se levanta e derruba os ombros. Apertando os olhos. —Bobagem. Você nunca viajou tanto tempo. Fica em silêncio por um minuto inteiro. Abby vira para a porta e seus olhos estão brilhando de lágrimas. Finalmente, balbucia: —Eu... não posso lidar com isso, Sidney. Eu não posso olhar para ele ficando mais e mais doente. Eu não posso ficar por perto... vendo ele morrer. Sidney a envolve com os braços. —Jesus, Abby. Por que você não disse alguma coisa? Solta uma risada estrangulada. —Dizer o que? Ei irmã. Eu não posso cuidar do meu próprio filho, então me desculpe, mas cuide você, o que você acha? Sidney se afasta e olha a irmã nos olhos. —Deus, não. Mas todo esse tempo, eu fiquei tão louca com você. Eu só pensei que você se preocupasse mais com sua carreira. Suspirando, Abby olha para longe.

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—Eu sabia que você estava com raiva, mas não consegui te contar. Inferno, eu não pude admitir para mim mesma. Que tipo de mãe eu sou? Meu filho está no hospital e estou do outro lado do país, sonhando acordada. Sidney acaricia suas costas e murmura: —Não se castigue por isso. Agora você está aqui. Sim, eu estava com raiva de não poder encontrar você, mas sabia que você provavelmente estava exausta. -Beija um lado da cabeça de Abby. Eu não tenho certeza se eu teria deixado Abby fugir tão facilmente quanto Sydney, mas pelo menos eu estou aliviado por elas terem chegado a algum tipo de conclusão. Eu queria que elas falassem sobre isso, mas eu não necessariamente quis dizer esta noite. Quando elas estão em silêncio, eu viro a esquina e eu lhes dou o café agora frio. Sorrindo para mim, Abby toma um copo. Ela me dá um aceno de cabeça, me deixando saber que tudo entre nós está esquecido. Limpa a umidade do seu rosto, limpando sua garganta. —Eu vou ver se consigo falar com um médico. Voltarei em breve. —Aperta meu antebraço antes de virar e sorrir para Sidney. Eu te amo muito, irmã. Enquanto ela se afasta, eu sento em sua cadeira vazia e coloco um braço ao redor dos ombros de Sidney. —Sinto muito. Olha para cima —Por que?

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—Por ter sido tão duro antes. Eu devo desculpas. E a você. Em encosto em seu ombro. —Eu não tenho sobrinhos, então eu não sei como são estes relacionamentos. Eu deveria saber que você teria suas razões para não dizer nada a ela. Negando, ela diz: —Não, você estava certo. Eu precisava dizer alguma coisa. Eu não estava fazendo bem mantendo-a a salvo. Estou feliz em saber agora o que está acontecendo com ela. Quero dizer, eu realmente não desculpo isso. Ela nunca deveria ter sido tão difícil de localizar. Mas eu não percebi o quão ruim era para ela lidar com toda a situação. Eu pego o que resta do meu café antes de deixar o copo no chão e sufocar um bocejo. As últimas doze horas estão finalmente cobrando seu preço. Depois de tirar meu telefone, encontro várias mensagens de Trip e Rebecca. Eu escrevo uma resposta rápida para que saibam que eu vou explicar tudo depois, e o coloquei de volta no meu bolso. —Você deveria ir para casa, Breccan. Você deve estar exausto e não há nada o que fazer além mais do que esperar. Eu nego. De qualquer forma, eu não conseguiria dormir se fosse para casa. —Nah. Estou bem. Eu não vou deixar você aqui sozinha. Além disso, quero estar aqui quando Connor acordar. —Eu coloquei um braço em volta dos ombros dela e puxei o seu pequeno corpo contra o meu.

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Ela se curva ao meu lado e nem se dá ao trabalho de esconder seu bocejo. —Está bem. Eu não vou brigar com você. Aconchegando um pouco mais, ficamos em silêncio. Isso não demora muito até que sua respiração diminui e baixando o meu olhar, vejo que adormeceu. Eu tento me concentrar na TV silenciosa no canto. É um velho episódio de Friends. Meus olhos pesão e não importa o quanto eu tente, eu não posso concentrar-me no programa. Prometendo que só vou descansar por alguns minutos, eu deixo meus olhos fecharem.

*** Eu abro meus olhos de repente quando alguém sacode meu ombro. —Abby? —Eu digo antes de bocejar. Eu pisco algumas vezes e olho ao redor. Há duas outras pessoas no canto da sala de espera, ambas olhando em branco para a televisão, que ainda está mostrando episódios antigos de Friends Eu não adormeci por tanto tempo. Ross ainda está gritando: Vira! Sidney continua dormindo comigo, só que agora a boca dela está aberta e está roncando suavemente. Rindo, eu me lembro de dar um tempo difícil para isso depois.

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—Está tudo bem? —Eu pergunto, voltando minha atenção para Abby. —Connor está acordado. Ele está perguntando por você. O alívio me inunda. —Escuta... sobre antes. Me desculpe por eu ser tão estúpido com você. Ela abana sua mão. —Não, está bem. Te entendo. Se eu fosse você, ficaria chateada. Estou muito feliz por você se importar com Sidney. E Connor. De verdade, não se preocupe com isso. Satisfeito que as coisas estão boas entre nós, eu me movo na cadeira e dou uma leve cutucada em Sidney. Ela abre os olhos e desajeitadamente se afasta de mim. Sua voz é grossa de sono quando pergunta: —Está tudo bem? Que horas são? Abby verifica seu relógio. —É quase duas da tarde. Está tudo bem. Connor está acordado. Mas está perguntando por vocês. Sidney salta e se inclina para pegar sua bolsa debaixo da cadeira. Ela cambaleia enquanto segue sua irmã pelo corredor, assim a seguro pela cintura para estabilizá-la.

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Batendo suavemente na porta, Abby mete a cabeça. Sidney passa nos empurrando do nosso lado e se dirige diretamente para o lado de Connor. —Olá, amigo -, sussurra. —Você me assustou muito. Não faça isso novo! -Ela o repreende antes de se inclinar e beijar sua testa. Por um momento, me sinto um estranho. Mãe e tia visitando a criança que criaram juntas. E aqui estou eu, o que? O tionamorado? Foda-me. Eu dou um passo para trás, tentando deixá-los sozinhos. Sidney se vira e franze a testa. Gesticulo para ela que vou esperar do lado de fora, mas Connor me detêm. —Brecan? —Ele murmura. —Para onde vai? Eu paro a minha retirada e dou vários passos em direção a sua cama. —Ah, em nenhum lugar, grandalhão. Embora ele esteja acordado, ele ainda está pálido e seu sorriso é fraco. Vendo-o assim sinto meu estômago revirar e eu olho para algo em minha mente para melhorar meu humor. De alguma forma, Connor chega a isso primeiro. —O que você estava fazendo no quarto da tia Sid no meio da noite? Ele pergunta com um sorriso no rosto. Congelada no lugar, olho para Sidney em busca de uma resposta. Tem os olhos estalados e ela está sem palavras. Abby

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cobre a boca com uma mão, mas seu sorriso é evidente em seus olhos. Sem ideia do que dizer, eu gaguejo: —Eu estava... uh, bem... você sabe... as vezes... -Estou procurando a resposta certa até Abby me salvar. —Connor, isso não é da sua conta. Sidney pode ter quem ela quiser em seu quarto. Não é verdade, Sid? -Abby cutuca Sidney nas costelas. Quando Sidney acena com entusiasmo, não posso deixar de sorrir. Eu vou em uma tentativa de mudar a conversa. —Como se sente, criança? Sorri antes de responder: —Como uma merda. Eu rio quando Abby e Sidney gemem em sua língua. —Sim, aposto que sim, amigo. Você também parece uma merda -, eu indico sorrindo. —Você nos deu um bom susto. Em mim especialmente. Estou feliz que você esteja melhor, mas eu vou ter que te pedir para não fazer essa merda de novo. —Eu ando até a poltrona no canto e me sento. Você se importa se eu ficar aqui mais um pouco? —Homem, eu gostaria de ter meu Xbox aqui. É hora de chutar sua bunda de novo. -Connor sorri.

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—Sim, claro amigo. Isso foi uma casualidade. Você não vai me ganhar de novo tão cedo. Connor nega antes de fechar os olhos e se inclina contra o travesseiro. Eu olho para onde Sidney está piscando sobre a cama de Connor e a chamo. —Sid, venha e sente-se comigo. – Bato no meu colo. Ela se inclina e dá a Connor um novo beijo na bochecha. Mesmo com os olhos fechados, ele limpa. Rindo, ela cai no meu colo. Abby leva a cadeira ao lado da cama de Connor e nós estávamos lá em um silêncio confortável. Algumas horas depois, o médico chega e nos informa que os sinais vitais de Connor melhoraram o suficiente para que eles o deixem voltar para casa depois de alguns dias com antibióticos. Ele enfatiza que, embora a infecção não deve ser tomada de ânimo leve, nem é tão terrível assim para se preocupar. Depois que ele sai, Abby encoraja Sidney e eu a irmos para casa e dormir um pouco. O pensamento de ir para minha cama me faz gemer alto. Dizendo adeus a Connor, eu pego a mão de Sidney e a guio para o meu carro. Sem me incomodar em perguntar, dirijo diretamente para o meu apartamento.

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20 Sidney Esgotada pelos acontecimentos das últimas vinte e quatro horas, nem percebi quando Breccan pulou a saída para a minha casa. Não foi até eu entrar na garagem subterrânea que eu me dei conta que ele me levou para casa. Sua casa. Depois de estacionar o carro, salta, rodeia o capô e abre a porta, antes que eu tenha tempo de destravar meu cinto de segurança. —Vamos, linda. Nós temos um encontro com meus travesseiros. Muito exausta para fazer muito mais do que concordar, permito que envolva seu braço com o meu e me guie até a porta. Quando entramos, o mesmo porteiro de antes olhou para nós duas vezes quando nos vê de braços dados. Sorrindo, eu pisco para ele quando passamos. Nós viajamos em silêncio para o andar de cima. É quase hora do jantar e exceção de algumas máquinas de venda automática de M & M que eu tive que compartilhar com Abby, eu não comi o dia todo. Eu faço um inventário mental do que me lembrava que havia na geladeira de Breccan para ver se havia alguma coisa que poderia cozinhar.

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Entramos no saguão e Breccan deixa as chaves na mesa de entrada antes de acender as luzes e ir direto para a cozinha. —Você quer um copo de vinho? —Ele pergunta por cima do ombro. Eu paro imediatamente. Na minha frente está a cozinha que cobicei na noite anterior, destruída. Existem pratos quebrados espalhados pelo chão e comida espalhada pelas paredes. —Oh, meu Deus, Breccan! Alguém destruiu a sua casa! -Eu grito. —Você deveria chamar a polícia. —Não, —responde em pé na frente da geladeira, olhando para dentro, sem se perturbar pelo desastre que o rodeia. Tirando uma garrafa de cerveja e o vinho que comprou antes da nossa briga, vergonhosamente responde: —Nah. Ninguém entrou. Embora eu precise ligar para alguém para limpar isso. -Depois de passar por cima do desastre, retira outro copo de plástico do armário e serve um pouco de vinho. Então ele segue em minha direção. Pegando a taça dele, eu nego. —Não entendo. O que aconteceu aqui? O bife que eu cozinhei está no chão e há feijão verde espalhado nas bancadas. Finalmente percebendo quando Breccan se recusa a fazer contato visual comigo. —Você? Você fez isso?

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Assentindo, toma um gole de cerveja. —Eu posso ter ficado um pouco aborrecido depois que você saiu ontem à noite. Fechando a boca, apenas assinto. —Você quer que eu ajude você a limpar? —Não. Eu tenho alguém que vem e limpa algumas vezes por semana. Certamente eu ligaria para ela hoje de manhã, mas você sabe. —Outras coisas aconteceram... — É interrompido pelo toque do seu telefone. Verificando o identificador de chamada, ele resmunga. —Droga —Virando-se para olhar para mim, ele sussurra: deixe-me responder isso —Levando o telefone ao ouvido, espeta com uma saudação cortante: — Que? -E anda pelo corredor. Tendo ido ontem à noite sem fazer uma grande turnê, estou curiosa sobre como o resto do seu apartamento parece. A sala de estar não tem nenhuma fotografia emoldurada como as que cobrem todas as superfícies da nossa casa. A sala tem uma longa mesa de café transversal e a maior televisão que eu já vi, mas além disso é desprovido de qualquer personalidade. Depois de vagar ao redor do corredor, faço uma breve pausa quando o ouço discutindo. —Porra, pai. Não tenho tido tempo. Eu sigo o som da sua voz para um grande quarto com uma cama incrível King size no centro. Há um grande retrato de Breccan

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pendurado em cima da cama e eu entro até que estou diretamente na frente dele. Ele está de pé dentro da gaiola, com os braços estendidos e o maior sorriso que eu já vi em sua cara. Tem um olho machucado quase fechado e tem um corte no nariz. Um grande cinto de campeão em volta da cintura. Breccan fala novamente ao telefone, o que me tira a atenção do retrato e eu olho para onde ele está de pé. Ele está virando as costas para mim, esfregando a nuca com sua mão livre. Depois de andar atrás dele, eu coloco meus braços ao redor de sua cintura e apoio a testa entre seus ombros. Ele afunda antes de liberar um profundo suspiro. A pessoa do outro lado da linha, aparentemente seu pai, parece estar gritando, mas Breccan permanece em silêncio. Quando finalmente há uma parada no outro lado da conversa, ele diz silenciosamente: —Papi eu tive uma noite difícil. Não, eu não estava em um bar. Eu estava com Sidney. Não, você não a conhece. Olha, não é um bom momento. Não, eu não sei quando vou conseguir. Eu tenho uma luta em breve. Sim, ainda estou fazendo isso de luta. Tudo bem, eu tenho que ir. Quando a ligação termina, ele joga o telefone na mesa de cabeceira. Então, ele me leva em seus braços. Eu o seguro com força, saboreando a força de seus braços ao meu redor. Depois de um momento, pergunto: —Você quer falar sobre isso?

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Depois de me levar para a cama, ele se deita e me joga em cima dele. Ele me beija profundamente, terminando com um forte suspiro reverente. —Obrigado. Levantando-me em seu peito, olho para ele. —Por que? —Por me acalmar. Eu movo meus lábios sobre sua bochecha e encorajo-o a continuar. —Papai nunca liga a menos que ele precise me repreender. Desta vez é sobre alguns papeis que ele me enviou. Queria saber se eu tive a oportunidade de olhar para eles. —Papeis de quê? —Eu pergunto. —Foda-se se eu sei. Eu não os li. Eu nem sei onde estão. —Provavelmente nessa pilha de correspondência em sua bancada que é enlouquecedora -, eu comento. Sorri amplamente. —Com sorte no lixo. Onde pertence. Meus pais são uns imbecis. Eu levanto minhas sobrancelhas em surpresa. —Só quero dizer que eles sempre foram duros comigo. Sou filho único, o único herdeiro de sua riqueza e eu nunca vivi de

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acordo com suas expectativas. Eu tive boas notas na escola, mas não boas o suficiente. Eu entrei em muitas lutas. Eles odiavam Tripp e Rebecca, eles disseram que eu estava saindo com as pessoas erradas. —Por que os odeiam? —Provavelmente porque os Tolers não têm tanto dinheiro quanto eles. Ou talvez seja porque eles são bem casados. Quem diabos sabe. —Seus pais estão divorciados? Com uma rápida negação, ele solta uma risada sem humor. —Não. Eles ainda são casados. Eles apenas se odeiam profundamente um ao outro. —Por que? —Eu sussurro. Seu rosto endurece. —Papai tem mais amantes do que roupas íntimas. Mamãe permite isso. Eu joguei minha cabeça para trás em choque. —Por que permite isso? Encolhe um ombro. —Eu nunca me incomodei em perguntar. Ela simplesmente se envolve na caridade —Ah Bem, isso soa bem.

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—Não é -, diz ele duramente. —Um, você disse caridade, certo? Como isso não é uma coisa boa? —Porque ela é esnobe. Ela não faz trabalho de caridade pela bondade de seu coração ou porque quer fazer do mundo um lugar melhor. É uma maldita competição com seus outros amigos ricos para ver quem pode melhor estar alimentando os desabrigados. Com um braço atrás de mim, ele nos gira para o lado. Apoiado sobre um cotovelo, ele descansa a cabeça na palma da mão e olha para mim. —Minha mãe cortaria a mão se alguma vez tivesse que tocar algum sem teto. Ela passou toda a minha vida me incomodando porque não fui o suficiente bom ou eles me ignoraram completamente. Quando papai foi pego com um par de calcinhas que não pertenciam a minha mãe, ela se fechou em sua auto piedade e esqueceu que eu sequer existo. Eu franzo a testa. Meu coração está doendo pelo que foi perdido. Sua infância está muito longe da minha. Talvez ele tivesse o dinheiro, mas eu tinha uma família que me amou. Algo que percebo rapidamente ainda é verdade para nós adultos. Seus pais ainda estão vivos, mas eu sou a sortuda. —O que você quis dizer quando disse que ainda estava fazendo isso de lutar? -Eu insisto. —Ah, eles acham que a luta na jaula é algo bárbaro. Inferior para nós. Eles têm vergonha de mim e vergonha da carreira que escolhi. Não pensam que isso é uma carreira. É apenas uma

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diversão ou algum tipo de fase rebelde pelo qual passei os últimos oito anos. —Mas isso não faz sentido. Você é bom nisso. E te deu muito dinheiro. Não é como se você estivesse lutando nas ruas por algumas moedas, —eu insisto. —Sidney, meus pais vêm do dinheiro. O dinheiro que eu fiz com a luta não é nada comparado ao que eles têm. Eles não entendem porque recuso-me a trabalhar para o meu pai e triplico o que tenho. Meus pais são proprietários das Indústrias de Nottingham. Eu suspiro enquanto eu solto: —Indústrias Nottingham? Porra, Breccan. Agora eu que não entendo isso. Por que você gostaria de ser atingido quando você poderia estar trabalhando para a maior empresa têxtil do mundo? Provavelmente soei como seus pais, mas eu não consigo entender o que acaba de me dizer. NI é um nome familiar e revolucionou a forma em que os tecidos são criados. —Porque lutar é o que eu sou bom! —Ele declara. Surpresa, eu me afasto dele um pouco, mas ele me traz de volta e amacia sua voz. —É a única coisa que sempre fiz bem. Eu nunca perdi uma luta, Sid. Não é só sorte ou prática. É talento. Um talento que eu tenho. Não fui feito para estar sentado atrás de uma maldita mesa em um terno o dia todo. Eu nasci para ser um lutador. -Seu peito sobe.

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Eu coloco a mão em seu coração e o sinto bater. Em um esforço para acalmá-lo, dou-lhe um beijo suave na bochecha. Abaixa seu olhar e comenta: —Você sabe do que eu gostava mais? Eu nego. —A fama. -Olha para o nada. -Foi uma porra de uma subida, você sabe, ser reconhecido enquanto caminhava pela rua. Os caras me contando o quanto eles me veneraram. -Ele olha para mim e estremece quando admite: —mulheres atirando-se em mim. Eu reviro meus olhos. Eu só posso imaginar as frases das mulheres esperando por sua vez com Breccan Carlisle. Inferno, a primeira vez que nos conhecemos no bar, eu era uma delas. Mas isso foi antes de chegar a conhecer o homem. Seu amável coração, suas mãos macias. A inocência escondida atrás do duro exterior masculino. Minhas bochechas coram quando percebo que é meu. —A fama foi minha droga, Sid. Tudo. Eu nunca pensei que me cansaria dela. —Suspirando, ele nos vira novamente e me coloca de volta em cima de seu peito. Eu permaneço em silêncio, esperando que continue. Depois de cerca de alguns momentos, sou recompensada pela minha paciência. —No começo, eu era muito rigoroso. Meu regime de treinamento, minha dieta. Recusava-me a deixar que qualquer coisa me impedisse de ser o melhor. Tive muito o que provar, sabe?

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Esse garoto de uma família privilegiada queria começar a lutar. Os profissionais zombaram de mim. Ninguém me levou a sério. Então conheci Mark. –Sorri. —Mark era o melhor no meio. Então, uma noite estava do lado de fora com um amigo e o imbecil roubou um posto de gasolina. Mark caiu com ele por assalto à mão armada. Ele passou dez anos na prisão. Depois disso, ninguém o levou a sério também. Eu não acredito em destino, mas se eu fiz, é o que eu diria que era para tê-lo conhecido. Nega. —De qualquer forma. No começo, eu era dedicado. Então eu tive minha primeira vitória. E a corrida dessa primeira vitória me levou ao trabalho mesmo mais forte. Então eu ganhei um título e facilmente declarei esse cinturão como meu. Não havia um filho da puta no mundo que não pudesse esmagar. Todos os odiosos se calaram muito rápido. Foram meus punhos que os silenciaram. Sorri, orgulhoso de suas conquistas. Eu sorrio para ele. Não importa que não estivesse por perto durante sua escalada até o topo, eu também estou orgulhosa dele. —Embora em algum momento entre aquela primeira luta e a última, algo dentro de mim mudou. Ele sempre foi um bastardo arrogante, mas eu comecei a acreditar que era invencível. Eu parei de ser tão rigoroso sobre a minha nutrição. Eu não dei tudo quando eu estava no ginásio. Eu comecei a sair mais, beber mais, querer mais. – Suspira -Ganhar não era mais suficiente. Não me dava mais a mesma sensação de euforia. Eu ainda amava lutar, mas não era tão satisfatório quanto uma vez havia sido. Eu pensei que talvez eu

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precisasse de mais amigos. Mais dinheiro. Mais alguma coisa. — Flexiona o braço em volta dos meus ombros. —Então eu conheci Connor. Aqui está esse menino que está morrendo e tudo o que ele quer fazer é jogar o Xbox comigo. Ele já lhe disse que eu tentei dar a ele o meu relógio? Eu nego, com muito medo de que, se eu falar, ele pare. Aprendi mais sobre Breccan nos últimos minutos do que eu fiz no passar dos meses. Eu não quero que pare de se abrir agora. —Sim, ele disse que gostou, então eu tentei dar a ele. Ele não queria isso. Eu não podia acreditar. A maioria das pessoas que eu conheço está implorando por algo, mas ele não. E então você desceu as escadas. Bem, você caiu delas. Eu dou-lhe um empurrão nos ombros. Sorri. —Sua falta de jeito foi muito legal. E você não tentou me seduzir imediatamente. Inferno, você me rejeitou e depois saiu. Você era uma lufada de ar fresco. Foi depois que estávamos no paraquedismo que me dei conta. –Fica quieto por um minuto. Eu não aguento mais. —O que você deu conta? —Eu sussurro. —Eu não precisava mais. Eu preciso de você. -Coloca seus dedos pelo meu cabelo. Descansando minha cabeça na palma da mão, eu deixei meus olhos se fecharem. Minha garganta está apertada de emoção quando eu digo:

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—Eu também preciso de você, Breccan. -Não são as palavras que eu queria dizer mas elas são verdadeiras. —Não, você não, Sidney. Você é forte e inteligente. Sexy e doce. Não. Você não precisa de ninguém. Mas eu vou ser um bastardo egoísta e ficar por perto, contanto que você me queira ter. —Isso vai ser um longo tempo -, eu murmuro, segurando em seu pescoço. —Não me oponho ao para sempre. –Suspira, ainda correndo os dedos pelo meu cabelo. Apesar dos meus melhores esforços, não posso me forçar a reabrir os olhos. Eu me aconchego mais perto dele, prometendo que vou descansar só uns minutos.

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21 Sidney Um movimento suave no meu ombro me acorda e eu me levanto de golpe. —Que horas são? —Eu murmuro, esfregando meus olhos. O cabelo de Breccan está molhado e está vestido em uma camiseta e calça esportiva. Olhando em volta do seu quarto, eu estou surpresa que há luz lá fora. —Ah! Há quanto tempo eu tenho dormido? Ele solta uma risada baixa antes de me surpreender mais. —Toda a noite. São oito e meia. Da manhã, ele acrescenta. —Merda! Eu pulo da cama e me movo para procurar meu telefone. Eu deveria ter ligado para Connor e Abby. —Onde está minha bolsa? – ainda estou procurando freneticamente minhas coisas quando Breccan coloca as mãos nos meus ombros. —Ei. Acalme-se. Eu acabei de falar com a Abby. Connor está bem. Abby está bem. Todo mundo está bem. Meus ombros relaxam. —Olhe, o mundo não desmorona só porque você tem um descanso necessário. Um sorriso torto aparece em seu rosto. Pega um copo do criado mudo.

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Meus olhos se iluminam. —Por favor, Deus, seja café. -Quase choro. Coloca a xícara fumegante em minhas mãos e inspiro profundamente. —É café. Louvado seja Jesus. -Eu sorrio para ele e, em seguida, tomo um longo gole. —Oh Muito bom. —Eu tomo outro gole e olho para ele novamente. – Obrigada. Sei que precisava dormir, mas mesmo assim, eu deveria ligar para ela. Há quanto tempo você está acordado? —Eu passo minha mão livre através de seu cabelo molhado. Tenho certeza que suas intenções eram boas, mas eu gostaria de desistir de uma hora de dormir para tomar banho com ele. Breccan se inclina e me beija profundamente. Para o inferno o hálito matutino. Minhas pernas se transformam em geleia e eu tenho que pegar em seus braços para evitar cair no chão. Ele continua a me beijar, sua língua dançando com a minha, mas não tenta ir mais longe. Pressionando meu corpo contra o dele, eu movo meus quadris, mas ele nega. Eu expresso meu desgosto com um gemido inquieto enquanto ele se afasta. Fazendo beicinho, pisco com doçura, o que provoca uma risada, mas nada mais. Nós nos olhamos por vários segundos antes de dizer: —Ah, não me olhe assim. Eu aceitarei essa oferta. Mas não agora. Nós temos planos. Negando, eu protesto.

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—Oh, não, eu não posso. Eu tenho que voltar para o hospital, eu preciso... Levanta uma mão —Nós vamos ao hospital. Aliviada, abro a boca para falar, mas ele vence. —Para o café-da-manhã. Então vamos voltar aqui. Ver Netflix and chill10. —Um sorriso maligno cruza seu rosto. Eu amplio meu olhar. —Você está brincando, certo? –Sorrio —Agora eu sei o que isso significa. Eu procurei-, eu digo. Seu sorriso desaparece e ele pisca. —O que quer dizer? Revirando os olhos, eu digo: —Oh sim. Não se lembra. -Finjo irritação. —Você tentou essa linha comigo no clube. Eu não sabia o que significava até então, mas agora eu sei. Grunhindo, ele passa a mão no rosto. —Meeeeeerda -, ele diz lentamente. —Sou um idiota. Sinto muito. Rindo, aceno para ele.

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Netflix and chill, duplo sentido, significa aconchegar-se ou algo mais, enquanto assiste a filmes.

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—Que seja. Você era fofo. Mesmo que você tenha tentado todas as linhas bregas do mundo. -Eu digo, fazendo citações com os dedos. ——Netflix and chill— soa ótimo, mas sério, devo ficar com Connor. A ideia de ficar trancada com Breccan por alguns dias soa incrível, e eu começo a fantasiar sobre as diferentes maneiras de mostrar quanto eu preciso disso. Eu estou imaginando todos os banhos que poderíamos tomar juntos quando eu ouço ele me chamar. Ele está acenando com a mão na frente do meu rosto. —Terra para Sidney. Aonde você foi? Eu coro e olho para longe. —A nenhuma parte. Sinto muito. Você disse alguma coisa? Ele franze a testa, mas diz: —Abby me disse que você insistiria em ficar. Ela também me disse que queria que você descansasse. Além disso, ela quer passar mais tempo com Connor. Então, vamos passar pela Waffle Shack para comprar waffles para Connor. Então vamos voltar aqui. Não discuta comigo. Vá tomar um banho. -Ele me dá um tapinha em minha bunda. Eu estou indo para o banheiro. Bem, tudo bem então. Parece que temos planos para o dia. Embora eu tenha um plano meu. —Ah, você é tão mandão! -Eu digo, tirando a minha camisa enquanto eu me dirijo ao banheiro.

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—Cristo —Lamenta quando me viro para encará-lo, completamente nua na parte de cima. —Quão completo foi o seu banho? -Eu enfio meus polegares na minha calcinha e começo a abaixá-las. —Você sabe o que dizem, Breccan. Você nunca pode estar limpo demais. Seu olhar aquece enquanto desce em meu corpo. Ele lambe o lábio inferior e, em seguida, ajusta suas calças. —Você quer se juntar? —Eu levanto uma sobrancelha provocativa. —Sydney -, ele avisa, e eu preciso de tudo que tenho para abafar minha risada. Abaixo minhas calças e eu a jogo no chão, com os olhos fixos nele. —Podemos ser rápidos -Eu pressiono. Eu juro que realmente ouvi suas barreiras quebrarem. Com três longos passos, diminui a distância entre nós. Seu peito bate no meu enquanto ele coloca um braço em volta da minha cintura, o outro entre as minhas pernas. Assobio e cravo as unhas em suas costas enquanto desliza um dedo para dentro de mim. —Chuveiro, Sid. —Seus dentes escorrem pelo meu pescoço. Mas, querida, não vamos ser rápidos. Trinta minutos depois, saio do banheiro como uma pessoa completamente nova. Breccan me beijou quando saiu do chuveiro e me deixou com as pernas ainda fracas, depois de dois orgasmos incríveis, para me banhar.

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Eu torço meu nariz quando sou forçada a usar as mesmas roupas do dia anterior, mas vou ter que fazer isso até que possamos passar pela minha casa. Quando estou andando pelo corredor, ouço a voz de uma mulher aproximando-se pela sala de estar. Não, está lá fora na varanda. -Pausa-. Sim, eu vou lhe dizer. Pausa-. De acordo, adeus. Eu viro a esquina e vejo uma bela loira sentada no sofá, um telefone em uma mão e uma taça de champanhe na outra, cheia com o que parece ser suco de laranja. Inclinando-se para a frente, ela coloca o telefone na mesinha de centro e pega o controle remoto, ligando a televisão. Depois de virar através de alguns canais, finalmente se contenta com uma repetição do Real Donas de casa Atlanta. Ela relaxa no sofá e toma um grande gole do que está em seu copo. Eu olho em volta da sala, tentando desesperadamente descobrir quem diabos é essa garota que está na casa do meu namorado, tão confortavelmente. Finalmente, decido confrontá-la, quando Breccan passar pela porta de vidro e ele me vê espiando no canto. —Sid? —Ele pergunta. —O que você está fazendo aí? -Ele se aproxima, sem nunca olhar a mulher em seu sofá. Ela vira a cabeça na minha direção e minhas bochechas esquentam. Seus olhos se expandem quando me veem. Um nó se forma no meu estômago quando me dou conta do que está vendo: calças de yoga enrugadas, a camisa que eu estava usando durante

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as últimas vinte e quatro horas e meu cabelo que apenas arrumei com meus dedos em um coque molhado e bagunçado. Fantástico Meu aspecto é muito diferente do da cadela perfeitamente vestida que me olha fixamente. Seu cabelo é longo e perfeitamente reto, sem um toque de frizz. Ela está vestida com jeans elegantes e um suéter leve que cai sobre um ombro. Sua pele é impecável, e embora tenha maquiagem, não é exagerada, o que é suficiente para melhorar sua beleza natural. Desconfortável, eu puxo a bainha da minha camisa, esperando que, de alguma maneira, algumas das rugas desaparecem. Então, eu olho para Breccan em um pedido silencioso de ajuda. Seu rosto se ilumina em um sorriso largo quando ele me puxa para o lado e me dá um beijo molhado e completamente indecente. Eu quero lhe perguntar sobre a misteriosa mulher no sofá, mas estou impotente contra a forma que sua boca se move na minha. Jogando meus braços em volta do seu pescoço, eu solto um gemido suave. Continua me beijando, desta vez com urgência, até que uma garganta se limpa por cima do ombro. Irritada pela interrupção, dou um passo atrás. Breccan se vira e coloca o braço em volta dos meus ombros antes dizer: —Se conhecem?

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A loira nega antes de inclinar o copo e terminar sua bebida. Quando o coloca na mesa, levanta-se. —Eu não posso dizer que eu tive o prazer ainda, Brec. Me irrito por causa de sua familiaridade com ele e endireito meus ombros. Eu nunca fui possessiva com qualquer um, mas de repente, estou tentada a lamber a cara de Breccan para avisá-la que ele é meu. Ele olha para mim e diz: —Sidney, a mulher à sua frente é o amor da minha vida. Meu coração torce quando seus lábios se abrem em um sorriso deslumbrante.

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Breccan Os ombros de Sidney estão tensos sob o meu braço e ela dá um passo para longe de mim. Eu me aproximo dela novamente ao meu lado, mas de repente estou muito longe. —Desculpe-me? O amor... o amor... da... sua vida? Surpreendido por sua súbita mudança de atitude, começo a gaguejar também. —Bem, sim. Ela se afasta do meu aperto e se vira para mim. —Então, que porra você está fazendo comigo? —Ei, acalme-se, baby. Você não me deixou terminar. —Olho para Rebecca que está com a testa franzida e levanto uma sobrancelha. —Ciumenta, certo? -Eu assino com o polegar para Sidney. A carranca de Rebecca não cede. Cruzando os braços sobre o peito, Sidney bate o pé no piso —Bem, eu estou esperando, —ela diz. O ciúme de qualquer outra mulher é um jogo automático, mas Sidney o torna adorável. Eu estendo minha mão para mexer em seu cabelo já desordenado, mas nega. —Sidney, esta é Rebecca. O amor da minha vida... quando eu tinha doze anos. -Um sorriso de satisfação se forma no meu rosto meio segundo quando Sidney bate no meu braço.

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—De verdade? Porque você fez isso? —É porque foi divertido. —Você me fez parecer uma cadela ciumenta na frente da sua melhor amiga! –Agita violentamente seus braços ao redor. Eu tenho que me esquivar para evitar ser atingido novamente. —Sim, mas eu esperava que você subisse montada em mim como show de posse. Imagine minha decepção quando isso não aconteceu. – Sorrio quando uma veia assustadora começa a pulsar na sua testa. Deus, é tão fofo. Ela bate nos meus braços com força. —Vamos conversar depois. —Pode ser no chuveiro? Juro pela minha vida que seus olhos começaram a tremer. Dando-se por vencida de mim, ela vira o corpo e olha para Reb. —Lamento ter dado o olhar de —morra, vadia. — Eu não sou uma louca. Eu prometo. —Virando-se ligeiramente para mim, rosna —Ah! Que terrível primeira impressão. Eu não vou deixar passar facilmente. —Oh, não-, eu digo. —Você estava com ciúmes. —Eu não estava! —Ela grita.

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Eu não posso deixar de rir quando respondo: —Sidney, você estava com ciúmes. —Dou-lhe um beijo na testa. -Mas eu gostei disso. -Então dou minha atenção a Rebecca. Ela coloca as mãos nos quadris. —Isso foi idiota, Brec. Eu te disse para parar de dizer essa merda. –Nega e olhe para Sidney. —Ele diz a cada novo sujeito a quem me apresenta a mesma coisa. -Com uma mão estendida, ela diz: Eu sou Rebecca Toler, logo ex-melhor amiga de Breccan. Prazer em conhecê-la. Eu ouvi muitas coisas boas. Sidney pega a mão dela e sorri. —Prazer em conhecê-la, Rebecca. Eu sou Sidney O'Neil, em breve ex-namorada de Breccan —Ela levanta uma sobrancelha para mim. Rebecca caminha ao nosso redor para a cozinha e chama do ombro. —Eu vou beber mimosas, Sid. Você quer uma? —Sim, eu adoraria -responde no exato momento em que digo: —Não, não pode. Virando a cabeça, ela zomba. —Desculpe-me? Não posso? —Nós estávamos prestes a sair. Você se lembra? Café da manhã?

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Ela revira os olhos. —Sim, eu lembro disso. Mas isso não significa que eu não consiga beber uma mimosa. Você vai dirigir, certo? Desistindo, eu nego. —Sim, eu vou dirigir. Mas, se derramar suco de laranja em Velma, eu... Coloca uma mão no quadril. —O que, Breccan? —Baixando a voz, ela pergunta: —Você vai me dar uma palmada? -Seus lábios se curvam em um sorriso sensual. E começo a rezar para que ele espalhe sua taça inteira por todo o interior. Rebecca termina de encher os copos e dá um para Sidney. —Brec, Tripp queria que eu lhe dissesse que ele viria esta tarde. Eu aceno antes de tirar sarro de Sid. —Devo esperar a mesma reação quando você ver Tripp pela primeira vez? Ela bate no meu braço mais uma vez, mas desta vez, vejo humor em seus olhos. —Oh meu Deus, Breccan! Você é um idiota. -Ela fica na ponta dos pés e me dá um leve beijo nos lábios. Eu posso sentir o champanhe em seus lábios, e estou tentado a empurrá-la contra a parede e entrar nela aqui mesmo. Para o inferno com Rebecca.

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Sidney se afasta e sorri para mim. —Temos tempo para sentar e ficar por um minuto? —Ela pergunta em voz baixa. Eu olho para o meu relógio e depois me sento. —Sim. Tenho certeza que mais alguns minutos estariam bem. Eu preciso fazer outra chamada de qualquer maneira. Por que você não vai sentar na varanda? -Dou-lhe uma palmadinha em Sidney na bunda quando passa, o que provoca outro golpe e uma risada. Depois de ligar e implorar a senhora que limpa meu apartamento que venha cedo, eu assisto o bate-papo de Sidney e Rebecca. Eu não consigo ouvir o que dizem, mas eu posso ver seus rostos enquanto elas riem. Estou aliviado por elas estarem se dando bem. Eu não achava que poderia ficar nervoso sobre se elas iriam se dar bem até agora. Felizmente, não tenho nada com que me preocupar. Elas se levantam e se abraçam antes de eu voltar e entrar. Sorrindo, Rebecca diz: —Brec, eu a amo. Eu posso roubá-la. É maravilhosa. Corando, Sidney envolve seus braços em volta da minha cintura. Meu peito incha com o elogio de Rebecca. —Eu escolhi uma boa, né? -Ponho um beijo no topo da cabeça de Sid e pergunto: —Você está pronta? Estou ansioso para ver Connor. Eu quero comprar-lhe um presente no caminho.

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22 Breccan Um mês depois... No mês passado, Sidney e eu passamos cada momento disponível que nós tivemos, juntos. Minha luta está marcada para o Ano Novo, então eu tenho passado longas horas na academia, mas felizmente, eu não tive que deixar a cidade para treinar novamente. Assim que Connor deixou o hospital, Abby prometeu parar de assumir tarefas que a levarão longos períodos de tempo. Fiel à sua palavra, ela saiu só um par de dias durante todo o mês de dezembro. Este Natal foi o melhor que eu já tive. Um dos elementos da lista de Connor era um natal branco, mas morar no sul torna quase impossível. Ele tinha uma chance melhor de pegar Papai Noel em sua lareira do que ver flocos de neve na manhã de Natal. Com uma pequena ajuda de Rebecca, consegui surpreender a todos com uma viagem de três dias de esqui nas montanhas do Colorado. A emoção de Connor foi recompensadora, mas o melhor presente que recebi foi poder passar um tempo com Sidney, encolhido sob os cobertores, de frente para a lareira. Tripp e Rebecca se apaixonaram por Connor, e todos nós pudemos passar as férias juntos, como uma família. Foi a primeira

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vez na minha vida que não temi as festas. Nem mesmo a famosa viagem de culpabilidade da minha mãe me desanimou. Após as últimas semanas com Sidney, não consigo imaginar minha vida sendo muito melhor do que agora. —Breccan! Pare de foder e volte aqui! —Mark grita do outro lado do ginásio. Eu parei de treinar minha técnica na lona para ter minha sexta refeição do dia, um shake de proteína. Eram dez horas da noite, menos de uma semana antes da minha luta, e eu não saí da academia nas últimas dezesseis horas. Com o jeito que Mark está treinando minha bunda, não parece que eu estarei fora a partir daqui a qualquer momento também. —Fodido torturador -, eu murmuro antes de me levantar da cadeira onde estava descansando e me arrastando para a gaiola. Estou entrando, quando ouço meu telefone tocando com o tom de Sidney. Pulando, eu ouço Mark gritando comigo, mas eu o ignoro, atendendo o telefone na mesa. —Sid, o que há de errado? -Pergunto, assim que eu pressiono o botão de responder. Sidney nunca liga quando estou no ginásio, ela prefere esperar que eu ligue para ela quando eu chego em casa. —Oi querido. Não se assuste. -Inala—É o Connor. —Ele está bem? -Eu estou segurando o telefone com tanta força que eu juro que ele range.

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—Sim. Bem não. Mas ele ficará. Ele está com febre de novo. Está muito alta, então Abby e eu vamos levá-lo para o hospital, ele não... —Já vou. —Virando meus calcanhares, começo a correr em direção ao vestiário para pegar minhas chaves. Mark joga as mãos no ar e me persegue, mas eu não paro para que me detenha. —Não, não, não -, diz Sidney. —Você tem que treinar. Está bem. Desta vez não desmaiou. Ele está consciente. Provavelmente só precisa de um antibiótico como da última vez. Não deixe a academia cedo. Seus protestos caem em ouvidos surdos. Não tem como eu ficar aqui enquanto o levam para a sala de emergência. Mesmo se eu fizesse, não seria capaz de me concentrar. —Pare-, eu digo. —Agora estou trocando de roupa. Te encontro lá. -Não respondo a ela. Eu não posso me trocar rápido o suficiente e eu nem me incomodo de colocar meus sapatos completamente. Estou tirando minhas chaves do meu armário quando Mark aparece ao meu lado. —Onde você está indo, filho? -Ele pergunta. Virando, eu suspiro. —Era Sid. Connor está doente. Eu tenho que encontrar com eles no hospital -Eu começo a andar ao lado dele, mas ele pisa na minha frente, bloqueando meu caminho

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Agarrando meu braço, ele diz: —Sua luta é daqui a cinco dias, Breccan. Nós não temos tempo para distrações. Eu puxo a mão dele e me arreio: —Connor e Sidney não são distrações. —Eu cuspo as palavras. —Eu tenho que ir. Ele resmunga algo que eu não entendo antes de dizer: —Ouça, filho. Eu sei que esse garoto significa algo para você. Sei que essa garota significa algo para você. Mas também sei que esse cinto significa mais. Você tem muito a provar dentro dessa jaula. Você não pode deixar de lado o seu treinamento agora. Endireitando meus ombros, conto para trás a partir das dez. —É aí que você está errado, Mark. Este cinto não significa uma merda. Já não mais. Nada significa mais para mim do que eles. Eu te vejo de manhã. -Passo pelo seu lado e corro para o meu carro. Eu chego ao hospital em tempo recorde e corro pelas portas duplas da emergência. O lugar está cheio e não há ninguém na recepção. Eu golpeio a campainha várias vezes até que uma enfermeira chega ao virar da esquina. —Senhor, posso ajudá-lo? -Ela pergunta, sua voz cortando. —Sim, Connor O'Neil –espeto. Olhando-me para cima e para baixo, ela pergunta: —É da família?

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Eu nego. —Não. Amigo da família. Ela encolhe os ombros. —Desculpe senhor. Eu não posso revelar nenhuma informação para pessoas que não são da família. —Ela se vira para voltar pelo caminho que veio. —Ei! Não se afaste de mim. Eu preciso ver Connor O'Neil agora. Não irei até que o faça. Congela e depois inclina a cabeça para um lado como um modo de questão. —Eu tenho que ligar para a segurança? Estou rindo da ideia de policiais contratados tentando me tirar daqui quando ouço a voz de Sidney atrás de mim. —Não! Não chame a segurança. Está comigo. Eu me viro e meu olhar vai para Sidney, e o alívio inunda minhas veias. Eu me aproximo e a pego pela cintura, levando brevemente os lábios contra os dela. —Está bem? Eu sussurro quando me afasto. Revirando os olhos, ela diz: —Eu te disse que estava bem no telefone. Você não tinha que correr aqui e agir como um idiota.

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—Não agi como um idiota. Você deveria ter me dito onde você estava-, eu respondo. Os cantos de seus lábios se curvam e ela sussurra: —Você foi um idiota. Mas estou feliz que esteja aqui. — Virando, entrelaça seus dedos nos meus. — Vamos lá seu quarto é por aqui. Entrando no quarto de Connor, eu prendo a respiração. Sidney não mentiria sobre sua condição, mas a maneira como ele estava a última vez que estivemos aqui ainda brilhava em minha mente. Eu não quero vê-lo tão cansado de novo. —Bem, olha quem eu achei assediando as enfermeiras – Anunciou Sidney. Connor levanta a cabeça. Além de estar um pouco pálido, parece bem, e um suspiro aliviado me deixa. Forçando um sorriso fraco, ele diz: —Bem, isso é uma merda. —Connor! —Abby avisa da cadeira em que está sentada. — Quando você vai aprender a parar de xingar na minha frente? Pode parecer irritada, mas seu sorriso diz outra coisa. Sento-me ao lado da cama e digo: —Ah, não é tão ruim assim. Talvez você tenha uma enfermeira sexy ou algo assim. Banho de esponja, alguém? —Eu brinco.

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Eu sou recompensado com uma risada de Connor e um empurrão no ombro de Sidney. Eu me viro para ela e digo: —Você é abusiva, sabe? -Eu agarro sua cintura, puxando-a para meu colo e a beijo na testa. Então, o que o médico disse? Abby fecha a revista que estava lendo e diz: —Outra infecção. Vai precisar de antibióticos por via intravenosa durante alguns dias. Parece que vamos ver sua luta no meu celular. Os ombros de Connor caem, sua decepção reflete a minha. Eu estava desejando tê-los lá para me apoiar, mas eu tento não deixar minha decepção se mostrar. Eu dou-lhe um aperto no ombro. —Isso é besteira. Mas vai ficar tudo bem. Você estará na próxima. Eu acaricio Sidney no quadril e nos levantamos. —Já estaremos de volta. —Eu pedi a Sidney para me seguir e depois vou pelo corredor. Assim que ela sai da sala, eu fecho a porta e digo: —Vou adiar a luta. Sua boca se abre para gritar: —De jeito nenhum, Breccan! Assinto.

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—Sim. Eu não vou para Boston enquanto ele estiver no hospital. E se algo acontecer? Olha em volta e logo caminha pelo corredor. Me leva para uma sala de espera vazia, onde a televisão está ligada. Eu levanto o controle remoto da mesa e a desligo. Colocando uma mão no meu peito, ela raciocina. —Me escuta. Ele está bem. Não há razão para você adiar essa luta. Não é tarde demais para fazer isso? É, mas eu não digo isso. Eu teria que fingir uma lesão neste momento para me retirar, e sempre achei que os caras que fazem isso são covardes. Mas se é isso que tenho que fazer para levar Connor a uma luta, então, estou disposto a fazer isso. —Não se preocupe com isso. Eu vou resolver isso, garanto-lhe. Não vou te deixar. Ela coloca uma mão no quadril e endireita a coluna. —Sim. Você. Fará, -ela rosna com os dentes cerrados. É provavelmente a hora errada para contar a ela, mas é tão sexy quando ela é mandona. —Você está me excitando, Sid-, murmuro, envolvendo-a em meus braços. Arregala os olhos. —Cala a boca, Breccan. Você não vai me distrair.

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Eu beijo seu pescoço e procuro um banheiro para levá-la. Mas ela se livra do meu aperto. —Breccan! —Ela se apressa. —Estou falando sério. Você está indo para a sua luta sangrenta. Se você não fizer isso, eu direi à segurança que você não poderá entrar no quarto de Connor. Eu não provocaria isso, então eu levanto minhas mãos em rendição. —Está bem. Mas vou esperar até o dia anterior para sair. Estende a mão e diz: —Trato. Usando o aperto que eu tenho em sua mão, eu trago seu corpo para mais perto do meu e continuo beijando seu pescoço. Na tarde seguinte, faço uma pausa para visitar Connor. Mark não ficou feliz quando lhe disse que ia sair de novo, mas ele acabou por me perguntar quando eu voltaria. Eu não queria mandá-lo para uma sepultura prematura, então decidi não dizer a ele que considerei não lutar. Não precisava saber de qualquer maneira, porque havia concordado em eu sair com relutância. Eu aprendi rapidamente que dizer não a Sidney não é uma opção. Eu tenho uma surpresa para Sidney planejada, então depois de deixar Connor me bater em um par de jogos de Madden, peçolhe misericórdia. Inclinando-se na cama, bagunço seu cabelo já bagunçado.

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—Amigo, parece um cão pastor. Quando você sair daqui, vou levá-lo para o meu garoto cortar seu cabelo. Seus olhos se iluminam. —Incrível. Vou fazê-lo cortar meu cabelo como o seu. Eu rio e olho para Sidney, que está mordendo o lábio para afogar um riso. —Você está pronta para ir, baby? Ela acena e depois volta sua atenção para Abby. —Nós vamos apenas por um tempo, eu acho. —Ela olha para mim e eu aceno. —Tem certeza que você não se importa se eu sair? Abby revira os olhos. —Não, eu não me importo. Vá. Divirta-se. Onde vão? Eu coloco meu dedo nos meus lábios e eu nego. —Não sei. É um segredo. Quando chegamos ao carro, eu coloquei uma venda nela, dizendo que não olhe. Leva trinta minutos para chegar lá e depois outros dez para guiar Sidney, ainda vendada, para o nosso destino final. Finalmente chegamos ao local que Rebecca tinha organizado e Sidney pergunta: —Eu escuto água?

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Eu a ajudo a sentar no cobertor que está espalhado, com cuidado para não mover a cesta de piquenique e a garrafa de champanhe esperando por nós. Então eu tiro a venda. Demora meio minuto para ajustar os olhos para a luz solar repentina, mas uma vez que o faz, sua mão voa até a boca e nega. —É meu lago! —Ela grita. Depois de caminhar até onde estou sentado, joga os braços em volta dos meus ombros e enterra o rosto no meu pescoço. Ela continua gritando, mas seus gritos estão sufocados, então eu não consigo entender o que diz. Correndo meus dedos pela parte de trás do cabelo dela, eu deixo que continue gritando no meu pescoço. Movendo-a depois de outro minuto, eu digo: —Surpresa! Sidney olha em volta enquanto ela enxuga embaixo dos olhos. —Um piquenique! Champanhe! -Seus olhos se ampliam sob os pacotes de presentes na borda do cobertor. —Oh, o que tem nos pacotes? Quando ela tenta alcançar um, eu empurro sua mão para longe. —Isto é para você. Mas ainda não. Vamos comer primeiro. Seus lábios franzem e ela cruza os braços. Fazendo beicinho e eu não perco a oportunidade de beijá-los. Ela bufa, mas sussurro:

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—Você é tão adorável quando faz beicinho. Ela tenta resistir, mas os cantos de sua boca se curvam em um sorriso. —Breccan, como você sabia deste lugar? —Lembra do dia em que Connor conheceu a supermodelo Haley Nicole, dou de ombros e confesso: —Eu perguntei a Abby. A maneira como ela falou sobre esse lugar e o que isso significava para ela, queria experimentar por mim mesmo. Naquele dia, decidi que precisava saber tudo sobre a mulher que é tão desinteressada que desistiu de seu oásis para cuidar de uma criança doente. —Eu sabia que você amava esse lugar e que você não o tinha visitado há muito tempo. Eu pensei que seria bom para nós fazer um piquenique e depois relaxar antes de ir para Boston. Ela pisca várias vezes e vira a cabeça para os condomínios atrás de nós. Ela fica em silêncio por vários minutos e eu decido não dizer nada. Às vezes, o silêncio diz tudo. Eu começo a duvidar da minha decisão de trazê-la para cá, mas paro quando um sorriso aparece em seus lábios. Eu a deixo em seus pensamentos e tiro o conteúdo da cesta de piquenique. Rebecca parou na loja favorita de Sid e pediu um sanduíche de queijo de pimenta com bacon para Sid e a salada mais chata do mundo com Frango grelhado para mim.

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Sidney finalmente limpa a garganta e vira sua atenção para o que eu estou fazendo. —Isso é DiPasso? -Pergunta, juntando as mãos. Eu balanço minha cabeça e seguro uma tigela de salada de macarrão. Ela grita antes de pegá-lo avidamente da minha mão e arrancar a tampa. Então toma uma grande inspiração. —Eu não sei o que eu fiz para merecer tudo isso, mas vou aceitar. -Depois de pegar um punhado de macarrão, fecha os olhos e geme um pouco. Meu pênis está abalado e tenho que me lembrar de que não temos privacidade. Nós conversamos por um tempo e ela aponta para seu antigo apartamento. O rosto dela fica triste quando vê que o pátio está em mau estado, mas ela é rapidamente encorajada quando eu digo que é hora de presentes. Dando a ela o primeiro pacote, eu prendo a respiração. Sua alegria rasga jogando o papel brilhante em todos os lugares me faz rir. Ela pega um diário encadernado em couro e olha para ele. Depois de passar os dedos pela capa, abre o caderno, depois traz o nariz e inspira profundamente. Seus olhos se fecham e um largo sorriso se estende por seu rosto.

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Olhando para ela, percebo que ela é a pessoa mais incrível que conheci. Não há dúvida de que é linda e sem esforço. Mas todos os dias, ainda me surpreendendo. Eu não consigo pensar em outra pessoa no mundo que ficaria tão feliz por um simples diário. —Vamos lá, Sid. Mais um. Seu rosto se ilumina com um largo sorriso enquanto ela puxa a pequena caixa retangular, e a abre rapidamente. —Breccan! Esta é uma caneta de Visconti Saturno! Eu aceno, feliz em reconhecê-lo. —Você não deveria ter feito isso! —Você não pode escrever sem tinta. —Mas isso é demais. Nós acabamos de celebrar o Natal. Você já fez demais. —Mas isso... — -Toca a caneta em sua caixa de veludo. Eu sabia que a caneta provavelmente estava um pouco acima. Eu quase me afoguei com a minha própria saliva quando vi o preço. Quem sabia que faziam canetas de quatrocentos dólares? Mas a dona da loja insistiu que essa seria a melhor ferramenta de escrita que Sidney poderia ter. Ainda sorrindo para ela, eu digo: —Sim, mas suas mãos merecem algo digno delas. Não tenho certeza se esta caneta atinge isso. -Eu beijo seus dedos. Sorri para a minha frase brega.

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—Você está tentando me colocar na cama? Eu pisco e pergunto a ela: —Está funcionando? Corando, ela acena para o outro pacote. —Estou quase com medo de perguntar o que há lá dentro. Eu pego a sacola de presentes cor-de-rosa e coloco nos braços estendidos dela. —Isso foi no caso de você não gostar. -Eu aceno o diário e a caneta no seu colo. Sidney vasculha o pacote e pega um iPad. Sua boca se abre e ela murmura: —Realmente? —Olhando para mim, suas sobrancelhas estão franzidas em confusão. —Bem, você disse que, quando se sentava à beira do lago, gostava de escrever. Eu queria trazê-la aqui para um piquenique e depois relaxar e escrever alguma coisa. Mas você nunca disse se preferia lápis e papel ou algo eletrônico para escrever. —Eu encolho meus ombros. -Então eu peguei os dois. Você sabe, apenas no caso. Segurando o iPad no peito, ela diz: —Eu amo tanto isso. O piquenique, meu lago, os presentes. Eu amo que eu a ame.

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Todo ele. Mas o fato segue sendo: eu simplesmente a amo. Portanto, sem pensar ou duvidar, eu decido dar a ela o único presente que realmente significa alguma coisa. Eu deslizo a mão pela sua nuca, e o levo para beijá-la, mas pouco antes de nossos lábios se tocam, eu paro. —Eu te amo Seus olhos se abrem enquanto ela afasta a cabeça. Nervos rolam no meu estômago. E se fosse cedo demais? Oh merda. É muito cedo. —Sid... —Estou prestes a inventar uma desculpa de merda sobre a insanidade temporária induzida pelo lago quando um sorriso largo se estende em seu rosto. —Eu também te amo -, diz ela exalando, deixando o iPad no cobertor. A surpresa deve ser notada na minha expressão, porque ela ri. —Sim? -lhe pergunto. —Sim, —confirma. Parece seguro, mas apenas por confirmação, pergunto novamente. —Sim?

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Ela ri, negando. —Sim. Eu te amo, Breccan. E a meus presentes. E esse dia. Mas acima de tudo você. Caminha de joelhos e mãos para o meu colo. Quando sua camisa de decote baixo corre um pouco, eu posso ver seus seios perfeitos apenas cobertos com um sutiã de renda. A visão desaparece quando sua boca encontra meu pescoço. Eu gemo quando ela puxa o lóbulo da minha orelha entre os dentes, a sensação diretamente para minhas bolas. —Você me ama o suficiente para fazer sexo em público? —Eu pergunto permitindo que meus polegares esfregassem a curva de seus seios. Lambe meu pescoço e costas antes de sussurrar: —Não. Mas eu acho justo você me levar pra casa agora e me deixar mostrar-lhe meu amor e apreço em particular. -Sua mão se move para meu pau duro, e então ela dá um aperto. Sim. Hora de sair. Eu não perco tempo, guardando os recipientes de comida meio comidos de volta na cesta de piquenique e fazendo o cobertor uma bola. Eu arrasto Sidney pelo braço com a mão livre até o carro e depois volto para casa em tempo recorde.

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23 Sidney A manhã da luta de Breccan é turva e chuvosa, muito semelhante ao humor no quarto do hospital de Connor. Quando cheguei com o café da manhã na mão, olhei para Abby e insisti para que fosse para casa por um tempo. Ela parecia que não tinha dormido em dias e precisava desesperadamente de um banho. Connor está mal-humorado, e eu não pude culpá-lo por ficar ressentido com o fato de que está preso aqui, com fios e tubos saindo dele, em vez de estar sentado ao lado da gaiola, torcendo por seu melhor amigo. Quando Breccan concordou em encontrar Connor no começo, eu sabia que ele teria um efeito duradouro. Eu nunca percebi que mudaria minha vida também. Me apaixonar por Breccan é a coisa mais emocionante que já fiz. Antes dele, eu sempre fui cautelosa e controlada. Enquanto eu queria conhecer alguém e me acalmar, às vezes eu estava preocupada em ser muito dura ou chata para parecer atraente. Mas então, Breccan entrou em nossas vidas e eu rapidamente me dei conta que a minha necessidade obsessiva de controlar todas as situações, não era uma maneira de viver. Breccan tornou impossível que permanecesse no controle, na maior parte do tempo. Não pensava muito antes de lançar algo sobre nós apenas

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com dois dias de antecedência, enquanto antes teria levado um mês para planejar. Aprendi a me deixar ir e aproveitar a viagem. Dando uma olhada em onde Connor está cochilando, penso em todas as aventuras para as quais Breccan o levou em um curto período de tempo. Quando ele me mostrou sua lista de desejos, a tristeza tomou conta de mim. Não pensei que havia alguma maneira de podermos encontrar uma fração do que ele havia escrito. E então o destino interveio e nos entregou ao nosso Salvador na forma de um lutador de gaiola arrogante e de boca suja. Sorrindo para a lembrança de Connor disparando a — zumbis— em um campo, não o ouço dizer meu nome. Toca meu braço. Removendo as memórias da minha cabeça, eu pergunto: —Você está bem, Connor? Ele sorri fracamente para mim e encolhe os ombros. —Suponho. Alguma vez você vai parar de se preocupar? —Não é provável-, digo a ele e aperto seu braço. -O que está acontecendo? Olha a garoa através da janela por um momento antes de se virar. —Você acha que a mamãe vai ficar bem?

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—O que quer dizer? —Sei exatamente o que quer dizer, mas eu finjo ignorância para ganhar tempo. —Já sabe, quando eu morrer. Você acha que a mamãe vai ficar bem? Sei que ela trabalha o tempo todo porque está com medo. Emoção obstrui minha garganta. Eu não tenho a resposta para a sua pergunta e, mais do que isso, eu não quero nem pensar nisso. Prometi a ele que sempre seria honesta, então limpo minha garganta e tento lhe responder: —Querido. Você não vai morrer. Você... —Vamos, tia Sid. Você disse que nunca mentiria para mim. Eu não estou melhorando. —Ele gesticula para o intravenoso e os tubos. —E não há exatamente doadores compatíveis para me dar um rim. A dor em seu rosto faz meu coração ficar deprimido. Parece que o oxigênio foi sugado para fora da sala e luto para respirar. Olhando de perto pela primeira vez em muito tempo, percebo as mudanças que estava tão desesperada para ignorar. Sua pele tem um tom amarelo não natural e está tensa em seu rosto. Onde antes havia uma camada saudável de gordura de bebê que ele odiava, agora há apenas osso. Sua respiração está mais difícil que ontem e seus olhos estão apagados. Lágrimas começam a encher meus olhos e eu tenho que desviar o olhar para recompor-me. Eu prometi que nunca iria chorar na frente dele e me recuso a começar agora. Eu passo a mão sob meus olhos e olho para ele.

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—Connor, eu não acho que você vai morrer. -Minha voz quebra na palavra, mas eu a forço a sair. —Mas, querido, se algo acontecesse, eu não sei o que sua mãe faria. Você é o mundo dela. —Eu engulo em seco antes de continuar. —Você é o meu mundo também sabe? Ele balança a cabeça e resmunga: —Sim, mas você tem Breccan. Mamãe não tem ninguém. -Ele se afasta de mim e passa uma mão pelo rosto. Meu coração se parte em dois e eu pego sua mão na minha. —Ela me tem querido. Ela tem eu e seu tio Jeremy. Nós vamos cuidar dela, Connor. Ele fracamente aperta minha mão e, em seguida, entrelaça seus dedos nos meus. —Você é a melhor, tia Siddy. Você sempre foi a melhor. Uma vez meu amigo Tommy me perguntou se eu estava triste por não ter pai. Eu nem precisei pensar nisso. Eu posso não ter tido um pai, mas eu tive uma tia, e foi melhor do que qualquer pai poderia ser. —Sorri para mim e minha resolução se rompe. Colocando minha cabeça na beira da cama do hospital, eu soluço. Os lençóis são ásperos contra a minha testa e eu odeio que Connor foi forçado a dormir neles em vez de seus próprios lençóis cobertos de bolas. Da um tapinha na minha cabeça e meus soluços saem ainda mais fortes. Deveria estar consolando-o, assegurando a este

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menino de 12 anos que ele vai viver para sempre, mas eu simplesmente não posso. A possibilidade de receber um rim é cada vez mais sombria a cada dia que passa. Não é justo que ele continue fingindo que tudo vai dar certo. Mas, além da realidade que ele pode morrer, ele simplesmente validou os últimos sete anos da minha vida. Eu sempre soube que as coisas que eu tinha abandonado ou deixado ir não era de perto tão importante quanto o meu sobrinho, mas ouvilo me reconhecer é mais do que eu posso suportar. Não há uma coisa neste mundo que possa parar minhas lágrimas neste momento, então eu nem tento. Depois que não há mais lágrimas a serem derramadas, eu respiro profundamente pelo nariz e me endireito. Em algum momento durante meu choro, Connor adormeceu. Sua boca está ligeiramente aberta e sua respiração é irregular, mas seu rosto brilha relaxado. Eu beijo sua testa. Já faz um tempo desde que eu fui capaz de fazer isso sem um protesto de sua parte, então eu o beijo mais uma vez antes de me deitar na minha cadeira e ligar a televisão. Duas horas depois, eu peguei meu telefone e mandei uma mensagem de boa sorte para Breccan. Quando termino, abro meu navegador para ver o que a mídia diz sobre a luta de hoje à noite. A manchete do primeiro artigo chama minha atenção, então eu o aperto.

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—O campeão dos pesos pesados leves, Breccan —KO— Carlisle estva escalado para encontrar Ryker —The Stryker— Hawke no UFC 225 em 1 de janeiro de 2017. Essa luta promete ser a mais difícil de sua carreira, com Hawke tendo apenas perdido uma vez com divisão de opiniões. Não houve falta de palavrões entre os dois. Quando Breccan foi questionado o que ele achava da luta, ele respondeu: —Que se foda o Ryker. — Esse marica acha que pode levar meu cinturão? Foda-se ele. Antes de se afastar do entrevistador sem responder a nada mais. Em resposta, Hawke declarou: —Terá sorte se pegar outra buceta assim que eu terminar com ele. — Membros da equipe de Hawke dizem que nunca esteve melhor e passou todo o tempo acordado treinando para sua oportunidade de fazer história. Contatamos Mark Matthews, treinador de Carlisle, para obter sua opinião sobre a condição e preparação de Carlisle para esta luta, mas ainda não recebemos uma resposta. Certifique-se de marcar seus calendários para este evento épico que vai acontecer em Boston. — Sorrindo, eu reviro meus olhos. Homens e seus egos. Eu vi Breccan treinar algumas vezes e eu sei que não há chance no inferno, que vá perder a luta desta noite. Eu saio do navegador, não estou mais interessada em ler mais dessa merda, e eu digito mais uma mensagem para Breccan. Antes de sair, ele me disse que talvez ele não tivesse o telefone com ele, mas checaria logo antes da luta. Como brincadeira, ele me pediu para enviar uma foto de meus seios como boa sorte e, por

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um momento, eu debato. Soltando uma risadinha com o pensamento, eu nego e deixo meu celular. Ainda sorrindo para a atitude de Breccan de não-aguentarmerda durante a entrevista, eu dou uma olhada no Connor. Seus olhos ainda estão fechados, mas sua cabeça está curvada em um ângulo desconfortável. Estou chegando para ajustá-lo para que ele não acorde com dor no pescoço quando percebo que seus lábios estão azuis. Sua última leitura de pressão arterial também estava baixa. Imaginando por que os monitores não tocam, dou um tapinha no braço dele. —Connor? -Eu sussurro. Quando ele não responde, eu empurro seu ombro. —Connor! —Eu repito, mais alto desta vez. Em pânico, quando ele ainda não se move, eu grito por uma enfermeira. Depois de apenas um segundo, um rosto familiar se apressa, com um estetoscópio na mão. Depois de verificar seu coração pelo que parece ser uma eternidade, pressiona o botão do lado da cama de Connor que é plana. Ela me empurra para o lado com seu cotovelo antes de saltar sobre a borda da cama. Quando começa a fazer compressões no peito, meu estômago afunda aos meus pés. Continua bombeando seu peito quando grita por um código azul. Aproximando-me para o lado dele, eu grito:

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—O que está acontecendo? Está respirando? Ela olha para mim e diz: —Fora daqui! O pânico em seus olhos faz com que a bile suba na parte de trás da minha garganta e suplico: —Me diga o que isso significa! Me diga o que está acontecendo. A enfermeira que trabalha no Connor não atende e, de repente, um par de braços me cercam por trás. —Venha comigo, minha senhora. Eu sacudo meus ombros em uma tentativa de escapar e grito: —Connor! Connor, acorde! Liberando-me de seu aperto, eu corro de volta para o lado dele e alcanço seu braço. Vagamente, estou ciente de uma chamada de interfone com o número do quarto de Connor, mas parece que estou no fundo de uma piscina, presa por um peso. Médicos e enfermeiros correm ao meu redor em câmera lenta e todos dão ordens uns aos outros, mas meus olhos estão focados apenas em Connor e seus olhos, que ele se recusa a abrir. Meus pulmões queimam, precisando de oxigênio, mas eu não posso forçar o ar neles. A mão de Connor está fraca na minha, mas eu me recuso a deixar ir. É a única coisa que me impede de me afogar.

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A cabeça de alguém se move na minha direção, mas eu não sei se é uma enfermeira ou um médico. Tudo o que posso ver é uma boca em movimento. Cambaleando para trás um passo, solto a mão de Connor e suspiro quando cai e fica solta ao lado da cama. Eu vou em frente para pegar de volta e ouço meu nome ser chamado de trás de mim. Virando-me, vejo Margaret e seu rosto familiar me acalma brevemente. Grita: —Sidney! Volte, querida. Por favor, recue. Ao meu lado, ela me envolve em um abraço, mas ao invés de ser reconfortante, isso faz minha pele se encher de arrepios. Meus joelhos cedem e ela me pega, sustentando meu peso enquanto me guia em direção ao corredor. Longe do caos. Longe do meu sobrinho. Lágrimas caem pelo meu rosto e eu choro. —Me diga o que está acontecendo. Ela dá um tapinha no meu ombro enquanto me leva para a sala de espera. —Querida, vai ficar tudo bem, mas você precisa limpar o caminho para que possam salvá-lo. —Salvá-lo?

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Minha mente grita que isso não está acontecendo, que Connor não precisa ser salvo. Se supunha que deveria ir para casa em breve. Ele deveria voltar para a escola na próxima semana. Nós deveríamos discutir sobre as roupas que ela usaria em seu toque de recolher. Ele não deveria estar deitado em uma cama enquanto alguém bombeia seu peito, quebrando as costelas. Seus braços não deveriam estar pendurados em seu lado. Não deveria precisa ser fodidamente salvo. Meu estômago torce e corro para o cesto de lixo, mal conseguindo chegar antes de vomitar. Enquanto eu estou engasgando, Margaret aparece ao meu lado, com uma toalha na mão. Cegamente, eu a alcanço e limpo minha boca antes voltar a ter ânsias. Quando finalmente termino, ela me ajuda a levantar e me leva para uma cadeira. Desta vez, eu não luto. Sentindo-me derrotada, vejo como uma equipe de pessoas corre para empurrar um carrinho enorme e gritar termos médicos que eu não posso entender. Me dando uma caixa de lenços, ela pergunta: —Sidney, cadê a Abby? Como podemos entrar em contato com ela? Meu peito está oprimido e exclamo:

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—Oh, Deus! Eu tenho que ligar para ela. -Frenética, eu procuro pela minha bolsa na habitação antes de eu lembrar que eu coloquei debaixo da minha cadeira no quarto de Connor—Minha bolsa. Está na minha bolsa. Eu preciso da minha bolsa —eu divago. Me levanto, tentando ir em frente, mas Margaret agarra meu braço, me impedindo. —Aqui. Vamos usar esse telefone. Ela me leva para o posto das enfermeiras. —Nós não precisamos voltar lá. Eu olho para trás. O frenesi de atividade se multiplicou. —Agora, qual é o seu número? Vou discá-lo para você. Eu não consigo pensar com clareza suficiente para dizer-lhe o seu número, então eu pego o fone e, com as mãos trêmulas, digito. Meu estômago rola com cada tom e eu me preocupo que vou vomitar novamente. Quando seu correio de voz sai, eu tenho que engolir a bílis. Depois de desligar, tento de novo. O telefone vai para o correio de voz uma segunda vez e eu volto para Margaret. —Não responde. Não responde —, repito desesperadamente. Disco uma última vez e responde. —Olá? —Ela diz alegremente. Minha boca está tão seca que, quando tento formar as palavras, nada sai. Eu abro e fecho a boca várias vezes sem resultado.

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Irritante, espeta: —Olá? Tem alguém aí? —Ab. —Eu consigo sufocar. Margaret estica o braço, oferecendo-se para me tirar da minha miséria, mas eu tenho que dizer-lhe. Além do mais, nada menos do que ser baleada aliviaria a dor que sinto. Negando em direção a ela, limpo a garganta. Meu estômago ameaça revirar de novo, mas finalmente eu libero as palavras: —Abby.Você tem... -Eu quebro, engulo-. Você tem que vir para o hospital. —Então fico de joelhos, grata que o cabo é longo o suficiente para chegar ao chão. —É o Connor. Algo aconteceu. Eu ouço um grito estrangulado no outro lado e depois a linha morre. Fecho os olhos, jogo o receptor no chão e coloco a cabeça em meus joelhos. Cercando minhas pernas com meus braços, eu balanço para frente e para trás. Uma mão esfrega círculos nas minhas costas, mas não faz nada para me consolar. Ao meu redor, as pessoas estão gritando e correndo. Eu posso ouvir suas palavras, mas minha mente não registra o que eles dizem. Eu não consigo parar de reviver a cena em minha mente. Se ao menos eu não estivesse assistindo televisão. Se eu tivesse continuado conversando com Connor em vez de chorar como prometi não fazer. E se não tivesse levado meu telefone para enviar uma mensagem para Breccan? Eu poderia ter feito alguma coisa. Eu poderia ter notado que seus lábios estavam azuis. Deveria haver

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informado a enfermeira sobre sua respiração. Eu deveria ter feito alguma coisa. Qualquer coisa. Foi apenas acontecendo?

uma

infecção.

Como

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isso

poderia

estar


24 Breccan Mark termina de embrulhar minhas mãos e me pergunta: —Você se lembra da estratégia? —Claro que me lembro da estratégia —grito, pensando em Sydney. Recebi os textos de boa sorte que tinha enviado hoje mais cedo, mas eu não ouvi nada dela nas últimas horas. Eu liguei para ela várias vezes, mas o telefone ainda estava me enviando para o correio de voz. Ao ligar para o telefone da Abby, descobri que o dela também estava desligado. Eu não posso tirar o sentimento que algo está errado. Minha luta é a próxima, mas antes de sairmos do vestiário, eu chamo a atenção de Tripp. —Olá homem. Você acha que pode tentar localizar a Sid para mim? Eu tenho a chamado nas últimas horas e não consigo localizá-la. Ele acena e imediatamente pega o telefone. O segurança coloca a cabeça na porta e anuncia que é hora de caminhar até a gaiola. Eu volto para ver Tripp, e me despeço com a mão, então ando cansado atrás de Mark.

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Negando, digo a mim mesmo que estou exagerando. Conhecendo sua história com os carregadores de telefone, é provável que esteja em algum lugar sem um. Minha música de entrada está tocando, e sorrio quando ouço a voz tocando Johnny Cash no alto-falante. Estou acompanhando as letras quando o rosto de Sidney aparece na minha cabeça, e as lembranças daquele dia na cozinha me inundam. Mark para na minha frente e eu me aproximo do árbitro. Depois de ter feito as inspeções antes da luta, eu subo as escadas e dou algumas voltas em torno do octógono, meus braços levantam no ar. A multidão enlouquece, cantando meu nome, mas isso não me dá a adrenalina que costumava dar. Parando na frente do meu canto, Mark se inclina sobre a cerca e começa sua conversa habitual, lembrando-me que siga a estratégia e não me gabe demais. Eu desligo, em vez disso, olho para Rebecca na fila da frente. Ao seu lado há três cadeiras vazias, ainda marcadas como reservadas. Meu estômago afunda ao ver. Sidney, Abby e Connor deveriam estar nesses lugares, me animando. Um momento depois, o locutor nos chama para o centro. Com relutância, tiro meus olhos dos assentos vazios e me encontro com Hawke. O árbitro nos ordena a tocar as luvas, mas Hawke se recusa e se afasta, com um sorriso de satisfação no rosto.

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—Vá se foder-, eu digo, quando volto para o meu canto. Colocando um sorriso falso no meu rosto, eu pisco um olho quando a campainha toca. Hawke voa para fora do seu canto e eu estou no piloto automático, esquivando-me e esquivando-me de seus golpes. Eu conecto alguns bons acessos, mas nenhum deles tem força por trás deles. Nós continuamos dançando em torno da lona, cada um fazendo um bom trabalho para evitar os golpes do outro, até que o sino toca novamente, terminando o primeiro round. Enquanto corro para o meu canto, Mark grita: —Que buceta foi essa? Seu idiota, você não seguiu o plano em absoluto! Eu me sento no banquinho, ignorando-o enquanto Tripp me massageia os ombros com um bloco de gelo. —Você está abaixando os braços-, diz Tripp calmamente. Você vai fazer com que te golpeie. Faço contato visual com ele com uma pergunta silenciosa e ele nega. Ainda nada de Sidney. O nó que ficou na boca do meu estômago cresce, mas trato de o ignorar e tento me concentrar nas instruções de Mark. Ele ainda está reclamando que eu não segui seu plano, então eu me levanto e empurro ele para fora do meu caminho. Saltando nos dedos dos pés, espero pelo início do segundo round. O sino toca e eu corro em direção a Hawke. Eu o surpreendo com a guarda baixa e posso conectar um golpe que faz com que ele

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dobre os joelhos. Saltando para a oportunidade, eu sigo e continuo dando socos de punição. Eu olho para o relógio. Eu só tenho outro minuto antes do round terminar. Com o canto do olho, vejo o árbitro dar um passo à frente para intervir e sorrio. Pode não precisar atrasar tanto tempo. Momentaneamente distraído, Hawke consegue me pegar com um cotovelo que estrangula minha cabeça para a esquerda. Estou atordoado e balançando a cabeça para me limpar quando vejo Rebecca na primeira fila. Eu posso ver sua boca se mover, mas não consigo entender o que ele está dizendo. Tudo em que posso me concentrar são aqueles lugares vazios. Minha mente está cheia de preocupação para Sidney. Por que caralho ninguém pode localizá-la? Minha resolução está quebrada. A campainha toca, levanto-me e vou até onde Mark e Tripp estão esperando. Completamente ignorando Mark, rosno: —Você sabe alguma coisa sobre ela? Tripp fica pálido, mas me nega e me empurra no banco. Começando a massagear meus ombros, mas retiro suas mãos com um golpe.

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—O que aconteceu, Tripp? Ele se inclina para a frente e sussurra no meu ouvido: —Só acabe com isso. Pulando, eu o enfrento e rosno, —Diga-me! -Tenta dar um passo atrás, mas estou trancado. Nega uma vez e murmura: —Não posso. Você só tem que terminar essa luta. Agora. Meu estômago se agita com a urgência, mas me recuso a recuar. —Eu não vou deixar você sair daqui até você me dizer o que merda está acontecendo. Mark joga um braço entre nós e empurra meu peito, mas eu não me movo. Inclinando a ameaçadoramente:

cabeça

para

a

esquerda,

sussurro

—Fique fora disso. -Eu volto a atenção para Tripp, cujo rosto ainda está pálido e eu grito para ele: —Diga-me. Agora! O árbitro se aproxima, avisando que é hora do terceiro round e enquanto minha atenção vagueia, Tripp aproveita a oportunidade para escapar, descendo as escadas.

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Estou furioso, esperando o sino tocar, quando de repente eu entendo. O peso de sete anos de luta culmina em um momento antes e desaparece dos meus ombros. Eu não tenho nada para provar. Todos os anos que passei treinando. Todo o tempo eu perdi dividindo minha bunda. Todas as vitórias. Eu tenho sido um campeão por anos, anos que, olhando para trás, agora eu sei isso foi um desperdício. Olhando para o outro lado da jaula no meu oponente, estou impressionado com a realidade. Esta não é mais a minha luta. Eu não pertenço a esta gaiola. Em algum momento, o octógono era minha casa, mas agora está me levando para longe do meu lugar. Com Sidney. Abaixando os braços, viro e murmuro: —A merda. -Antes de sair da gaiola. No momento em que meus pés tocam o chão, dou um suspiro de alívio e corro para o vestiário. O rugido da multidão é ensurdecedor, e eu posso ouvir Mark me chamando, mas eu não paro. Há outro lugar onde eu deveria estar.

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*** Fecho a porta do meu vestiário e me aproximo do meu armário. Estou rasgando as fitas das minhas mãos quando Mark chega. —Que diabos você está fazendo? -Ele grita. -Você acabou de perder seu cinturão. -Seu rosto está um tom de púrpura que nunca tinha visto antes. Eu nem sequer levanto a minha voz quando digo: —Foda-se esse cinturão. Tripp e Rebecca se aproximam a tempo de ouvir Mark rosnar: —Você ficou louco? Eu dou de ombros e pergunto a Tripp. —O que está acontecendo? Ela está bem? Sua boca abre e fecha algumas vezes, mas não responde. Gritando, eu pergunto —Tudo bem, cara? Não diz nada, apenas move lentamente a cabeça para a frente e de volta, e o medo cresce na boca do meu estômago. —Você deixou a luta por alguma garota? -Chorou Mark. Eu o envolvo e rosno.

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—Nunca chame ela de —alguma garota— de novo. Tripp atravessa a sala, fica ao meu lado e diz: —Sidney está bem, cara. O alívio inunda minhas veias e meus ombros caem. Ele olha para o chão e esfrega a nuca. A sala está em silêncio, e eu posso ver o corpo de Mark ficar tenso com o canto do olho. Erguendo a cabeça, Tripp me olha diretamente nos olhos antes de dizer: —Breccan. É o Connor. Ele não diz mais nada, e seu silêncio me irrita. Minha mente começa a girar. Centenas de caminhos diferentes, nenhum deles bom. Dando um passo em direção a ele, eu pego seu bíceps e aperto, —Fale isso, Tripp. Ele dá uma respiração irregular e sussurra: —Breccan, ele morreu esta manhã. O mundo para com um grito com essas cinco palavras. Pisco durante vários segundos, tentando registrar em minha mente o que acaba de dizer. Lentamente eu nego, rosnando:

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—Você está mentindo. Mark se aproxima e coloca a mão no meu ombro, mas eu saio. —Você está mentindo! Tripp se aproxima, mas eu me afasto dele até atingir uma parede. —Por que você diria isso? —Sinto muito, —ele diz. -Deus, sinto muito. A televisão está tocando ao fundo, os apresentadores divagando minha saída inesperada da gaiola, mas tudo que eu posso ver é o sorriso de Connor se distorcendo atrás das minhas pálpebras a cada piscar de olhos. —Alguém apaga essa merda! —Eu choro, desesperado por paz e tranquilidade para poder pensar. Rebecca vai para a televisão, apertando os botões até um deles finalmente deixar o quarto completamente silencioso. Minhas respirações são curtas e irregulares, e soa como um oceano nos meus ouvidos enquanto eu olho para o meu melhor amigo, que acabou de me dar a notícia mais devastadora da minha vida. De repente, a dor no meu peito se torna muito grande para suportar. Com um rugido, eu pego o objeto mais perto de mim, uma cadeira, e jogo contra a parede. A porta se abre e os agentes de segurança correm para entrar, mas Mark e Tripp os detêm enquanto eu continuo meu comportamento violento.

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Aflito, levanto uma mesa cheia de lanches e bebidas, o líquido escorre em todos os lugares. Bebidas me embebem, mas eu nem sinto isso. A tempestade em meus ouvidos fica mais forte quando eu começo a bater na parede, perfurando as tábuas e machucando meus dedos. Tripp agarra meu braço, mas eu o jogo de mim. Voa pelo ar e alguém corre em sua ajuda, gritando palavras que eu não consigo distinguir. Eu posso ouvir Mark dizendo meu nome uma e outra vez, mas eu o ignoro e continuo tirando minha dor em móveis inocentes. Estou destruindo um banco quando um membro da segurança me ataca. Deitado de bruços, com o Gorila me segurando no chão, grito: —Você está mentindo, droga! Ligue para ela de novo! Você é um maldito mentiroso! Ligue para ela! Ligue para Sidney! Ele não está morto! Minha visão desaparece e eu fecho meus olhos. Quando eu reabro eles, Rebecca está rastejando em minha direção com um mini vestido e saltos. Seus olhos estão vermelhos, e sua maquiagem está manchada de lágrimas. Ela tira o gorila de mim e me abraça. Lutando contra ela, tento parar, mas minhas pernas não respondem. Ele se recusa a me deixar ir. —Pare, Brec! —Ela grita. —Apenas pare!

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Seus soluços ressoam nos meus ouvidos, mas não consigo controlar minha raiva. Eu saio de seu aperto e ela se move para os braços estendidos de Tripp. Ele a segura enquanto ela continua a me implorar. Seu rosto já está inchando quando eu o joguei contra a parede. Negação e desespero em seus olhos me dizem mais do que qualquer palavra poderia. Eu enterro meu rosto nas minhas mãos ensanguentadas, lutando contra as lágrimas. De joelhos, em um guarda-roupa quebrado, eu choro pela primeira vez na minha vida adulta. Como ele poderia ter morrido?

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25 Sidney Eu vou vomitar. Eu provavelmente faria isso se houvesse algo no meu estômago. Se passaram dois dias desde que eu comi. Dois dias desde que dormi. Dois dias desde que eu sorri. Dois dias desde que meu sobrinho morreu. Choque séptico disseram. Uma infecção resistente a antibióticos que de alguma forma, chegou a sua corrente sanguínea e todos os seus órgãos entraram em colapso. Já faz dois dias desde que vi as enfermeiras e os médicos trabalhando uma hora para salvá-lo. No entanto, seus esforços foram em vão; o coração de Connor nunca mais bateu. Eu estou sentada em uma casa funerária, minha irmã segurando meu braço de um lado, Breccan estoico do outro. O gerente é um homem de meia-idade com uma barriga e uma careca desafortunada em sua cabeça. De vez em quando, levanta a mão e a esfrega, e então eu me perguntei se Connor teria ficado careca, para ter a oportunidade de envelhecimento. O homem é legal, mas o jeito que ele segue conversando com Breccan me incomoda. —Então, você vê, este caixão é feito para durar. —Diretamente para Brec.

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Breccan assente e olha para Abby e para mim. —Eu acho que é a melhor opção. Connor gostaria do interior vermelho, -diz ele suavemente. Abby acena com a cabeça. Então passa um lenço sob os olhos e solta um suspiro. Com cada sugestão que aceito, minha raiva aumenta. Eu sei que não devo ficar chateado com ela, mas isso não impede a frustração de continuar a aumentar. Este era seu filho e ela não está tomando nenhuma decisão. Em vez disso, está deixando tudo para um homem que era um estranho há seis meses. Breccan retornou no momento em que foi notificado. A aparência em seu rosto quando abri a porta da frente, me deixou sem ar. Apenas o reconheci. Seu rosto estava em branco, e o brilho malicioso que sempre estava em seus olhos se foi. Ele não saiu do meu lado por um momento desde que ele voltou, mesmo indo tão longe como sentar no banheiro enquanto eu tomava banho esta manhã. A primeira noite, ele me segurou enquanto soluçava, sabendo que nada do que dissesse poderia aliviar a dor que sentia e permaneceu em silêncio. Ele atendeu todas as ligações, contatou nosso irmão e enviou Rebecca para tudo que precisávamos. Eu fiquei ao lado dele e ouvi enquanto contava as novidades para Jeremy; um homem que ele nunca conheceu, que a única criança da nossa família tinha partido quando nem Abby nem eu podia fazer isso.

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Sua presença deveria ter sido reconfortante. Deveria ter sido um alívio não ter que me preocupar com nada. Em vez disso, tudo o que faz me enerva. Eu quero gritar para ele parar de fazer tudo, para cuidar dos arranjos. Quero lembrar que Connor era meu sobrinho, não dele. Mas Abby parece quase aliviada por ter entregue as rédeas, e eu não posso causa mais dor. A maneira como ela gritou quando os médicos nos disseram que Connor se foi, vai me atormentar pelo resto da minha vida. Virando-se para o gerente, Breccan começa a dar ordens e perguntar sobre o serviço e o funeral que se seguiria. Resignando-me ao fato de que ele estava no comando de outra coisa, eu ignoro isso. Em vez disso, vejo a pintura pendurada na sala funerária. Algo sobre isso é familiar, mas não me lembro de onde vi essa árvore. Depois de mais meia hora, os arranjos para o lugar de descanso do meu sobrinho foram feitos e Breccan nos leva para fora da casa funerária. Insiste para que nós comprássemos algo para comer antes de ir para casa, e eu quero protestar. Mas quando Abby acena, fecho a boca e olho pela janela do carro em silêncio.

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26 Breccan Eu desligo o motor e desço, correndo para abrir a porta para Sidney e Abby. Escolhi DiPasso's, porque ambas as irmãs o amam, mas elas não vieram muitas vezes com Connor aqui. Eu as acompanho e coloco Abby na mesa. Sidney coloca sua bolsa no lado oposto. Quando levanto uma sobrancelha para ela, ela rapidamente move o olhar e pega um menu. Depois de deslizar para o lado dela, eu coloco um braço ao redor de seus ombros e sinto-a tensa. Inclinando-me, eu sussurro: —Você está bem? Ela nega, mas não diz nada. Quando a garçonete vem, eu peço para todos. Abby balança a cabeça e murmura obrigada quando a garçonete sai para passar o nosso pedido, mas Sidney rosna algo que eu não entendo completamente. Apertando seus ombros, eu digo: —Sinto muito. Eu fiz alguma coisa errada? Ela levanta a cabeça e brevemente nega antes de voltar sua atenção para o guardanapo que estava destruindo.

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Depois de aterrissar em Atlanta, fui direto para Sidney. Quando ela abriu a porta, meu coração partiu-se em dois. A dor escrita em seu rosto me destruiu. Eu nunca tinha enfrentado algo tão devastador como este, e jurei ter certeza que ela não se sentiria sozinha. Protegendo-a de mais dor, e felizmente comecei a fazer arranjos para que ela e Abby não precisassem reviver sua perda de novo e de novo. Eu não a vi comer nada desde que voltei, e tive que forçá-la a sair da cama esta manhã. Eu esperava voltar ao caos, mas está miséria silenciosa é pior do que qualquer coisa que eu poderia ter imaginado. Quando a garçonete finalmente traz nossa comida, nós simplesmente cortamos isso, sem realmente comer. De vez em quando, olho para Sidney e a vejo franzindo a testa, mas toda vez que eu a pego, ela desvia o olhar ou coloca um bocado de comida em sua boca. Eu limpo minha garganta e peço a Abby. —Você precisa de ajuda para escolher as fotos para a apresentação? Abby olha para cima de seu prato, lágrimas fazendo seus olhos brilharem e ela acena ao mesmo tempo em que o garfo de Sidney cai no prato. —Não! —Grita Sidney. —Não, ela não precisa da sua ajuda para escolher as fotos! Eu suponho que eu vou! -Ela rompe em um grito estrangulado antes de me empurrar.

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Surpreso por sua explosão, levanto-me da mesa. Sidney cambaleia quando seus pés tocam o chão, mas ela rapidamente se recupera e sai rapidamente pela porta. Depois de acenar para a garçonete, eu coloco dinheiro mais do que suficiente em sua mão para cobrir a conta. Então eu corro atrás de Sidney. Eu a encontro inclinada ao lado do meu Rover, engasgada. —Sidney! -Eu choro, chamando sua atenção. —O que está acontecendo? Quando eu chego ao lado dela, ela se endireita e estico a mão para aproximá-la de meus braços. Da um passo para trás e acerta minha mão. —Só me dê um maldito minuto. -Ofegante, gira em seus calcanhares e sai. Eu não tenho a mínima ideia do que acontece e dou um passo para ir atrás dela, mas Abby coloca a mão no meu braço. —Deixe-a ir, Breccan. Deixe-a ir.

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27 Sidney Pelo que parece uma eternidade, não consigo recuperar o fôlego. Eu inalo, mas nunca chega aos meus pulmões. Meu coração bate de forma irregular e fico tonta. Eu fecho meus olhos e tento me lembrar das técnicas de respiração que aprendi na terapia depois que meus pais morreram, mas minha mente não está focada em nada além da necessidade desesperada de ar. Eu afundo de joelhos e então me inclino e conto até 10 de trás para frente, tentando respirar com cada número. Depois de repetir a contagem regressiva três vezes meus pulmões finalmente inflam. Eu coloquei ambas as mãos no chão, palmas para baixo e sinto a grama fria sob elas. Abrindo meus olhos, percebo o quão marrom cada lâmina está. Morta, assim como Connor. Eu levanto minha cabeça a tempo de ver os braços de Breccan me abraçarem, e então me levanta do chão. Lutando, eu grito: —Deixe-me, droga! -Eu agito e torço em seus braços, mas ele aperta e não solta, me carrega até o carro sem dizer uma palavra e gentilmente deixa-me no banco do passageiro. Nós dirigimos silenciosamente para a casa, e antes de estacionar, eu abro a porta e corro para dentro. Lágrimas caem

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pelo meu rosto, e no topo da escada, eu vou para a esquerda para o quarto de Connor. Abrindo a porta, eu estou oprimida pelo cheiro dele, e me jogo em sua cama, soluçando muito. Quando ouço passos no quarto, grito com quem quer que seja que saia, mas minhas palavras são abafadas pelo travesseiro em que meu rosto está enterrado. Quando o colchão afunda ao meu lado, eu viro minha cabeça, aliviada por ver Abby. —Eu não achei que voltaria aqui —ela murmura, olhando para a estante de livros que tem os bens mais valiosos de Connor. Eu ando até ela e pego o chifre indiano que Abby trouxe depois de seu diagnóstico. —Eu estava tão brava com você-, eu digo sem rodeios. Um canto de sua boca se levanta e responde tristemente: —Eu sei. Correndo meus dedos pela intrincada gravura, eu olho para a bola de futebol que foi assinada por toda a equipe Falcons. Memórias desse dia brilham em minha mente e uma nova onda de lágrimas começa. Eu jogo o chifre para sua mesa e rastejo para o lado de Abby. Ela desliza um braço em volta da minha cintura, e nós choramos pelo garoto que ambas perdemos. Nós nos sentamos em sua cama enquanto o dia dá lugar à noite, sem necessidade de falar. No final, Abby se levanta e limpa a umidade de suas bochechas antes de se virar. —Ele está ajudando da única maneira que ele sabe, querida.

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—Do que você está falando? —Eu pergunto, fingindo que não sei a quem ela está se referindo. Ela levanta uma sobrancelha, inchada de lágrimas e diz: —Não se faça de tola. —Ela se vira e vai até a porta. Se detêm fora e sussurra. —Não o afaste, Sid. Precisa de você tanto quanto você precisa dele agora.

***

Breccan Depois que Sidney saiu do Rover, eu me forcei a não a perseguir e dar-lhe tempo para se acalmar. Vê-la no chão, e prestes a ter um ataque de pânico, me assustou até a morte, mas Abby insistiu que estaria tudo bem se apenas desse-lhe um pouco de espaço. Uma hora depois, eu subo as escadas, com a intenção de forçála a me dizer o que está errado. Mas ela está sentada na cama de Connor, com os braços em torno de sua irmã. Sem querer interferir, decido esperar por ela no quarto. Está escuro quando ela vem carregando um caderno em uma mão e um rolo de papel higiênico na outra. —Você está bem agora? —Eu pergunto. Sua cabeça se eleva e seus olhos vermelhos se expandem.

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—Eu pensei que você tivesse ido para casa, —gagueja. Franzindo a testa, eu saio da cama. —Por que eu iria para casa? -Estou muito confuso com o seu comportamento de hoje e eu pressiono-. Você quer que eu vá? Nega e responde: —Não. —Quero dizer sim. -Suspirando, termina com: Eu não sei o que diabos eu quero. Eu a trago para os meus braços e, desta vez, ela não resiste. Seu pequeno corpo treme nos meus braços. O caderno que ela tem está esmagado entre nós. Murmuro contra o cabelo dela: —Querida, eu não vou te deixar. Não agora. Nem nunca. Meu coração pula quando percebo que eu realmente disse isso. Eu não vou deixar esta mulher ir. Sua cabeça se move no que eu assumo ser um aceno e afunda mais no meu peito. Eu ando para trás, ainda segurando ela, até que minhas pernas encontram à beira da cama. Depois de arranjar isso em mim, nós rolamos de lado e eu inclino o queixo. —Quer falar? -Eu pergunto. Nega, e eu não insisto. Esfregando círculos em suas costas, eu ouço sua respiração se acalmar. Sem querer perturbá-la, eu não me incomodo em tirar os

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sapatos dela. Em vez disso lentamente eu removo o rolo de papel amassado e o caderno de suas mãos e coloco na mesa de cabeceira. Uma vez que eu apago a luz, me estabeleço ao lado dela, trazendo-a para perto de meu peito. Respirando seu aroma, eu fecho meus olhos e encontro o sono pela primeira vez em dias.

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Breccan Uma semana depois do funeral de Connor, Abby anunciou que iria arranjar um emprego em Seattle e vender a casa. Furioso, eu ofereci o dobro do que vale para que Sidney não tivesse que se mudar, mas recusou, dizendo que um novo começo era melhor para ambas. Eu não concordei e discutimos até que Sidney entrasse dizendo que ela não queria ficar com a casa também. Não sendo possível parar a transação com outro comprador, eu superei o próximo passo, cuidando tudo o que pudesse dela. O som da porta me acorda de um sono leve; ando para longe de Sidney e saio da cama para me vestir. Sidney murmura em seu travesseiro: —Quem está aqui às sete da manhã de um sábado? Inclinando-me sobre ela na cama, beijo sua cabeça antes de sussurrar: —São os que estão fazendo a mudança. Não se preocupe. Apenas volte a dormir. Seus olhos se abrem e ela se levanta da cama, quase batendo contra mim. —Mudança? -Ela grita. —Sim. Para começar a arrumar a casa, eu respondo devagar.

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—Por que a merda do serviço de mudança está aqui? Quem os contratou? Eu corro a mão pelo meu cabelo antes de bufar. —Eu fiz. Depois de se vestir e correr ao redor da sala, ela para e coloca uma mão no seu quadril. —Por que? -Sua voz ainda é alta, mas não grita mais. Parece que tudo o que ela fez desde que perdemos Connor foi gritar, e não fui capaz de descobrir se ela está sofrendo ou se sou eu. Eu tentei falar sobre isso várias vezes, mas toda vez que menciono, muda de assunto ou me afasta. Até sugeri terapia, mas tudo o que fez foi causar uma noite de silêncio. Frustrado por outra birra, eu grito: —Então você não teria que se preocupar com isso! Merda, Sidney. Você já tem o suficiente em seu prato. Abaixa seus ombros e nega. —Tem razão. Sim. Mas, Breccan, eu não posso ter estranhos para embalar minhas coisas. —Anda pelo quarto. Eu não vou aguentar. Eles colocam merda em caixas e não se preocupam em organizá-la. Revirando os olhos, garanto-lhe: —Tenho certeza de que será organizado.

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A campainha toca novamente. Eu me viro para ir responder. —Mas, se você quiser, vou dizer a eles que mudamos de ideia. Ele senta na beira da cama e suspira. Com ombros caídos começa a roer as unhas. —Não, pode começar na cozinha. Eu dou um passo para frente e me inclino para beijá-la, mas ela olha para o outro lado e meus lábios descansam em seu ouvido. Rangendo meus dentes, eu amaldiçoo e caminho para abrir a porta.

*** Sidney está checando uma caixa na cozinha do meu apartamento três dias mais tarde, quando Tripp e Rebecca entram pela porta. —Toc, toc, quem bate -Rebecca chama quando ela entra, uma garrafa de vinho em cada mão. —Quem quer vinho? Lutando para fechar a porta, segurando as sacolas, Tripp grunhe: —Não, Reb, eu tenho tudo. Não se preocupe. Depois de levantar do chão, Sidney sacode as calças e olha para mim. —O que está acontecendo?

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—Nós trouxemos o jantar -, responde Tripp, agitando as sacolas no ar. –Bifes. A expressão de Sidney endurece e franze os lábios. Cruzando os braços, entrecerra os olhos. Eu estava me aproximando pelo corredor quando eles entraram, mas parei na porta quando Sidney se levantou. —Uh, Breccan ligou e nos pediu para trazer alguma coisa. Eu espero que você esteja bem. -Rebecca diz, abrindo uma das garrafas de vinho e derramando um copo. Ela segura o copo para Sidney, ela o agarra, seu olhar não se afasta de mim e toma vários goles. —Realmente? -Ela assobia. —Eu te disse que ia cozinhar hoje à noite! – Move seu braço, derramando vinho por toda a mão. – Tenho frango descongelado no maldito balcão. Deixando as sacolas na mesa, Tripp volta e diz: —Uh, Rebecca. Não temos algo para fazer hoje à noite? Rebecca vira a cabeça, e se não fosse pela tensão na sala, eu teria rido. —Sim. —diz ela. —Na verdade, acho que sim. —Levanta uma garrafa de vinho antes de olhar para Sidney e colocá-la no balcão. Vou deixar isso aqui. Eles estão saindo pela porta antes que qualquer um de nós possa protestar.

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Esfregando minha nuca, pergunto, olhando para o chão: —Qual é o seu problema ultimamente? Eu não esperava que Sidney voltasse ao seu antigo eu tão cedo, mas seu comportamento parece ter pouco a ver com a ausência de Connor e mais com a minha presença. As vezes que a vejo visivelmente chateada é por algo que me envolve. —O que eu fiz desta vez? -Eu reclamo. —Tudo! Ela grita. Eu levanto minha cabeça. —Desculpe-me? —Droga, Breccan. Pare de tomar decisões por mim! –Gesticula em direção à comida que está esfriando na mesa. —Eu não pedi comida. Eu te disse isso. Eu ia cozinhar... —Sidney, você tem muito o que fazer. A última coisa que você tem que fazer é preocupar-se em preparar o jantar. -Eu me aproximo dela e enquanto desesperadamente quero segurá-la em meus braços, mas seu olhar fulminante faz com que fique no meu lugar. Dando um passo à frente, grita: —Eu não ia fazer o jantar para você! —Ela aponta um dedo para o meu peito. —Eu tenho que fazer alguma coisa, qualquer coisa. -Ela acena com as mãos descontroladamente antes de passalas pelo cabelo. —Estou ficando louca só de ficar sentada e não

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fazer nada, enquanto todos retomaram suas vidas! —Deixando escapar um grito abafado, começa a soluçar e cai de joelhos. Eu me ajoelho na frente dela. Mas me afasta. —Não me toque! Ignorando-a, eu envolvo meus braços ao redor dela enquanto ela me empurra. —Eu não vou te deixar sozinha. Continua lutando, e depois de um momento, eu desisto, deixando-a ir. Levantando-se, enxuga as lágrimas do rosto e depois corre pelo corredor. Decidindo esperar até amanhã para lidar com isso, sento na mesa para o jantar sozinho pela terceira noite consecutiva. *** Uma semana tensa passou desde o fiasco do jantar. Sidney tem se recusado a sair da cama nos últimos dois dias, e nada do que dissesse a convenceria do contrário. Ela não está dormindo à noite, em vez disso ela puxa e gira, o que faz impossível para mim dormir alguma coisa. O pequeno sono que consigo ter está cheio de sonhos com Connor. Nos meus sonhos, ele sempre me perguntava por que não estava lá por ele quando morreu. Por que não me esforcei mais

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para salvá-lo. Eu acordava suando frio só para encontrar Sidney deitada acordada ao meu lado. Várias vezes eu tentei abraçá-la, não apenas para confortá-la, mas porque eu precisava senti-la em meus braços. Mas, toda vez, ela rolou para longe e fingiu estar adormecida. Depois de várias noites seguidas de sua rejeição, parei de tentar. Já é depois do meio dia, então eu decido que é hora de Sidney sair da cama. Andando pelo quarto, vejo que ela já está acordada. —Bom dia, bela adormecida-, eu digo, entregando-lhe uma caneca fumegante de café. -Ou devo dizer boa tarde. Toma um gole e me recompensa com o primeiro sorriso que vi no que parece anos. Encorajado, eu rastejo para a cama e me aconchego ao seu lado. Ela se inclina contra mim e me dá um beijo na bochecha. Depois de semanas dificilmente sendo capaz de tocá-la, meu corpo responde imediatamente à sua demonstração de afeto. Eu corro minha mão pela sua coxa nua, o que faz meu pau saltar para a vida. Ela coloca seu copo na mesa de cabeceira e depois envolve os dois braços em volta dos meus ombros, inclinando a cabeça para expor o pescoço nu. Seguindo seu exemplo, eu arrasto beijos em sua pele macia, minha necessidade de estar dentro dela de repente é insuportável. Rosnando, mordisco seu pescoço com meus dentes, o que provoca

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um gemido, que faz minhas bolas ficarem apertadas. Quando ela esbarra meu pau através do meu short, eu não posso lutar mais. Rolo meus quadris contra sua mão, estou desesperado por atrito. De repente, ela libera meu pau, e eu gemo em objeção. Minha decepção desaparece quando ela sorri maliciosamente e, em seguida, me empurra nas minhas costas. Trabalha meu short de ginástica pelos meus quadris, meu pau pulando livre, e a visão dela lambendo os lábios antes de se inclinar para me levar em sua boca me faz saltar. Começando na base, corre a língua ao longo do meu eixo e, em seguida, me leva por toda estrada em sua boca. —Poraaaaaa-eu rosno, quando começa a bombear meu pau com uma mão enquanto me lambe e me chupa profundamente. Em apenas alguns minutos, sinto meu orgasmo formigar em minhas bolas. Pego no ombro de Sid, com a intenção de entrar dentro dela antes que fuja, mas move a cabeça e continua trabalhando comigo. —Meeeerda-, eu assobio quando o orgasmo explode. Continua chupando até que eu esteja deitado fraco na cama, ofegante. Lambendo os lábios, sobe a cama e, em seguida, coloca sua bochecha em meu peito nu. Envolvendo meus braços ao redor dela, eu inalo seu cheiro. —Sinto muito-, sussurra tão baixo que é quase imperceptível. Desenha círculos através do meu abdômen.

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—Não sinta isso, Sid. —Eu sei que tenho sido insuportável. —ela ri, mas está faltando qualquer humor. —Estou tentando, no entanto. Nós ficamos em silêncio confortável por um tempo e, eventualmente, desliza da cama. —Onde você está indo? Eu pergunto. De frente para mim, murmura: —Ducha. Eu vou sair em breve. —Me manda um beijo e se vira para o banheiro. Eu quero que ela volte para a cama, mas eu não tenho a oportunidade de contar a ela. Suspirando, rastejo para fora da cama. Então coloco meu short de treino antes de sair da sala. Passa meia hora quando, sorrindo timidamente, aparece na sala de estar, o cabelo úmido espetado em todos os lugares. Aproximando-se da cozinha, ela pergunta: —Ainda temos café? Aceno e pego uma xícara para servir uma xícara fresca. Descansando seu quadril no balcão, pergunta: —Então, quando você vai voltar para a academia?

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—Ah, eu já fui à academia esta manhã, então minha sessão de exercícios do dia já está completa-, digo, enquanto me movo através de e-mails no meu telefone. —Não, me refiro a treinar de novo-, esclarece, descascando uma banana. Fico feliz em vê-la finalmente comendo alguma coisa sem ser forçada a fazer isso, sorrio. Sua língua sai como uma flecha, umedecendo seu lábio inferior. Gemo em aprovação, e ela me lança um sorriso travesso, sacudindo a língua de novo. Desta vez, envolve a ponta da banana antes de fechar os lábios e sugar profundamente. Seus olhos se fecham e ela solta um gemido. Apesar de ter estado na extremidade daquela boca sexy, meu pau endurece e eu tenho que me ajustar. Abre seus olhos e sorri amplamente, a banana fazendo suas bochechas incharem como um esquilo. Rindo de como isso parece ridículo, eu digo distraidamente: —Não estou indo. Confusão enche seu rosto, e ela quase engasga quando tenta engolir sua mordida. —O que você quer dizer com você não está indo? Encolhendo os ombros, repito: —Não estou. Eu encerrei o treinamento. Eu parei de lutar. A banana cai no chão e balbucia:

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—Mas... mas, por quê? -Seus olhos estão arregalados e parece que ela está caindo em um ataque de pânico. Eu já vi o suficiente deles nas últimas semanas para sentir que estão chegando sobre ela. —O que houve? —Pergunto preocupado. —Eu só... eu não entendo. Por que você não vai lutar mais? Eu levanto meus ombros novamente. —Não tenho nada para provar. Sidney pisca e inclina o quadril contra o balcão lentamente, levantando uma mão. —Bem, o que você vai fazer se não lutar? -Grita. —Não sei. Eu vou descobrir, suponho. —Oh, Deus-, ela geme. -O pânico preenche seus olhos mais uma vez. —Ei-, eu digo, parando para me aproximar. -Por que você está tão chateada? Eu pensei que você ficaria feliz em saber que eu não tenho que te deixar o tempo todo para ir para a academia ou treinar fora da cidade. —Não! —Exclama. —Deus, Breccan! Você simplesmente não entende, certo? A decepção que senti por sua reação se transforma em raiva, e eu levanto minha voz para combinar com a sua.

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—Não Sidney, não faço! Eu fodidamente não entendo! Por que não me ajuda a entender? -Meu peito se agita e vou até a geladeira e abro a porta de uma só vez. Eu pego uma cerveja e tomo um longo gole antes de virar de novo para ela. Estou esperando. —Por favor, Sidney. Me ilumine sobre o que, inferno, o que tenho feito malditamente errado pelo último mês! —Você está me sufocando! -Ela grita. —Merda, Breccan. Você fez tudo. Tomou todas as decisões. Você nem me deixa cozinhar! —O que há de errado com isso? Você precisa de tempo para chorar. Não tem que se preocupar com a porra do jantar -, eu rosno. Jogando as mãos para os lados, ela diz: —Sim, eu tenho! Eu preciso ser capaz de tomar minhas próprias decisões. Não pode controlar tudo. —Não, Sidney, você não pode controlar tudo! Sua cabeça salta como se eu tivesse batido nela fisicamente. Ela tenta falar, mas eu não dou uma chance. —Não importa quantas listas você faz ou como você é religiosa para tomar sua vitamina a tempo todos os dias. Deus, você não vê? No final, o que tiver que ser, vai ser, e você não pode mudar isso! –grunho. Lágrimas correm pelas suas bochechas. —Não o entendo. Você não me entende em absoluto. -Solta um soluço estrangulado e vira, agarrando a borda do balcão.

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—Sim, eu faço-, eu digo, minha voz mais suave. Coloco minha cerveja no balcão ao lado de sua mão, a viro para mim e inclino o queixo. Ela olha para o lado, recusando-se a encontrar o meu olhar, mas eu falo de todos os jeitos. —Eu também o amava, Sidney. Eu também sinto a falta dele. Eu odeio ver isso. —enxugo uma lágrima que estava rolando em sua bochecha. —Só quero fazer com que tudo seja mais fácil para você, então você tem tempo para chorar. Você acha que eu gostei de escolher seu caixão? Deus, você acha que eu queria limpar sua casa? Porra, não. Eu fiz isso por você. -Minha voz quebra, e eu tenho que engolir em seco para evitar deixar a emoção entupir minha voz. —Eu te amo, Jesus, eu te amo -, eu digo envolvendo-a em meus braços. Seus soluços vibram no meu peito, e profundamente várias vezes para evitar de perdê-la.

eu

respiro

Ela se afasta e olha para cima, os olhos inchados e ainda brilhando em lágrimas —Eu também te amo. O alívio inunda minhas veias. É de curta duração. —Mas eu não posso fazer isso agora. Eu acho... –Se afasta e limpa a garganta —eu acho que preciso de algum espaço. -Afasta seu olhar.

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Raiva borbulha dentro de mim. Eu pego a garrafa de cerveja que eu coloquei no balcão. Virando, eu jogo na minha sala de estar. Ela explode quando atinge a parede e o líquido e a espuma pulverizam em todos os lugares. —Breccan! -Sidney grita. A encontrei. Eu encontrei a mulher com quem quero passar minha vida. E ela precisa de espaço. Que se foda o espaço! Eu preciso dela. Ignorando seus apelos para me acalmar, eu tiro minhas chaves do balcão e caminho para a porta da frente. Puxando a porta, eu olho para ela por cima do ombro. —Você quer espaço? Bem, o tenha.

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Sidney Paralisada, olho para a porta onde Breccan tinha acabado de sair. Cinco minutos passam agonizantemente lento, e quando ele não volta, ando cansada até o quarto para começar a arrumar meus pertences. Quando acordei esta manhã, me senti melhor do que em semanas. Foi a primeira noite desde a sua morte que não tinha sonhado com esse dia horrível quando perdemos Connor. A primeira manhã em que acordei e não tive que lutar para respirar. A primeira vez em um mês que queria sentir as mãos de Breccan em mim. Puxando minhas roupas para fora das gavetas onde Breccan as havia colocado, notei o caderno com a lista de desejos de Connor sob uma pilha de camisetas. Eu não tive coragem de abri-lo desde sua morte, temendo que eu veria sua escrita. Respirando fundo, eu abro. A primeira página era a lista com seus desastrosos rabiscos. Não posso evitar sorrir quando me lembro de cada uma das coisas que tinha sido capaz de marcar como feito. Apesar das coisas que fizemos, meu coração se contorce por ver quantos estão faltando para terminar. A maioria das páginas está cheia de desenhos de super-heróis. Cerca da metade do caderno, noto uma página cheia com sua escrita. Detendo-me em sua folha, eu inalo antes de me ajoelhar. Querida tia Sid.

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Eu sei que estou ficando mais doente e provavelmente não vou conseguir outro rim. Embora você sempre tenha me prometido que eu conseguiria. Então eu queria te escrever uma carta, você sabe, apenas no caso. Conhecer Breccan Carlisle foi a coisa mais legal do mundo. Quantas pessoas podem chegar a dizer que conheceram seu ídolo? Meus amigos estão tão ciumentos e deveriam estar! Mas isso nunca teria acontecido se não fosse por você. Então obrigado. O paraquedismo foi tão malditamente maravilhosamente assombroso. Quantas crianças podem dizer que saltaram de um avião? Em seus rostos! Haha. Mas isso nunca teria sido feito sem você. Teve que puxar tantos tópicos para me permitir. Então, obrigado. Me tornar um Falcon de Atlanta por um dia e jogar com O Dusty Wellington foi um dos melhores dias da minha vida. Sempre disse que um dia eu jogaria para os Falcons, e na verdade eu fiz. Breccan deve ter sido aquele que arranjou tudo, mas sem você, não poderia ter acontecido. Então obrigado. Eu realmente espero que nunca haja um apocalipse zumbi. Você seria uma das primeiras a ser comida. Me desculpe, mas é a verdade. Embora, se pudéssemos matar zumbis com listas, você definitivamente viveria para sempre, mas desde que você tem que atirar na cabeça deles, está perdida. Suas habilidades de tiro realmente são péssimas. Eu sei o quanto você odeia armas, então obrigado por isso também. E nunca, nunca, nunca me esquecerei de conhecer Haley Nicole. A mulher mais sexy que existe passou meio dia comigo. Meus amigos

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estavam com ciúmes antes, mas depois disso? Eles não falaram comigo por dois dias. Não vou mentir, valeu a pena. Então. Obrigado duplo. Todas essas coisas foram incríveis. Mas nenhuma delas significa tanto quanto os fins de semana que passamos sentados no sofá assistindo filmes juntos. Eu preferiria assar biscoitos com você, do que ter outro apocalipse zumbi falso. Nunca senti falta da mamãe quando estava trabalhando porque eu tinha você. E sabia que, nas noites em que ela não estava em casa, você estaria. Eu nunca me senti triste por não ter um pai porque eu tive você. Você fede completamente jogando uma bola, mas ainda assim você fez isso comigo todos os dias. Eu sei quanto que você odiava ouvir sobre quadrinhos, mas mesmo assim você me ouviu tagarelar sobre como, cem anos. Inclusive ainda que tenha sido muito chato quando você puxava sua lista de coisas que tínhamos que fazer o fim de semana. TODOS OS FIM DE SEMANA, eu não me importava porque sabia que no final dessa lista, sempre havia algo divertido só para nós dois. Tia Siddy, Breccan é o cara mais legal do mundo. Eu sei que eu te disse que ele era meu herói, mas isso foi antes de procurar a definição de um herói. É uma pessoa que é admirada ou idolatrada por sua coragem, realizações notáveis ou qualidades nobres. Esta é você. Você é minha heroína, tia Sid. Não Breccan, Dusty Wellington, nem sequer a minha mãe (não conte a ela que disse isso). De qualquer maneira, eu disse tudo isso porque eu queria te dizer que, se eu morrer, eu não quero que fique triste. Porque eu te

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amo. E sei que você me ama. E crescer com você como minha tia, tem sido a coisa mais legal de todas. Então obrigada. Connor. P.S: Eu realmente espero que você se case com Breccan. Ele te faz feliz. Além disso, seria muito bom tê-lo como meu tio. Leio a carta novamente, tomando cuidado para não deixar minhas lágrimas mancharem a tinta. Eu não sabia que era possível chorar tanto quanto como eu tenho feito desde que Connor morreu, mas a cada linha que eu leio, as lágrimas caem mais forte. Eu estou lendo pela terceira vez, quando a voz de Breccan me interrompe. —O que você está fazendo? —Ele pergunta agudamente. Erguendo a cabeça, jogo o caderno e limpo meu rosto freneticamente, suas sobrancelhas estão levantadas e, olhando em volta, vejo por quê. Minhas roupas estão espremidas em uma mala e as gavetas estão abertas. Verificando o relógio em sua mesa de cabeceira, vejo que ele só se foi por quinze minutos. —Ah, eu estava arrumando minhas coisas. -Minha voz está apertada com a emoção. Breccan inclina a cabeça para o lado e levanta os ombros. —Embalando suas coisas? Por quê? —Anda até minha mala e começa a tirar minhas calcinhas.

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—Ei! O que você está fazendo? -Eu me levanto rapidamente. Depois pego a calcinha de renda de suas mãos e puxo-a, mas ele não as libera. —Eu estou devolvendo suas roupas para onde pertence —ele diz, puxando forte o suficiente para eu perder o agarre. Da dois passos em direção ao armário antes de jogá-las de volta e repetir o processo até que todas as minhas roupas estão espremidas nas gavetas. Depois de fechar batendo, ele se volta para mim. – Ali. — Diz com orgulho. —Porque você fez isso? Eu te disse que precisava de espaço! Vou ficar em um hotel esta noite. -Eu vou ao closet e abro as gavetas, rosnando. Não só tenho que embalar todas as minhas roupas, mas agora estão enrugadas como merda. —HaHa! —Solta uma gargalhada. —O que é tão engraçado? -Eu rosno. —Você acha que vai ficar em um hotel. Essa é a coisa engraçada. –Leva a palma da mão para cima, enquanto encolhe os ombros e sobrancelhas. Ainda está rindo enquanto fecha a gaveta que estava cavando, quase pegando meus dedos ao mesmo tempo. —Bem, eu vou. Lembra-se. Espaço? —Eu lembro-lhe, apontando para os quinze centímetros entre nós. Breccan não é estúpido, mas estou começando a me perguntar se ele tem perda de memória de curto prazo.

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—Sim, você disse que precisava de espaço. Eu te dei espaço. — Da mais um passo perto, seu peito colidindo com o meu. Revirando os olhos, dou dois passos para trás e bufo. —Breccan, você saiu por quinze minutos. Isso não é exatamente ao que me referia. —Cruzando os braços, eu inclino meu quadril para o lado. Eu dou outro passo para trás e tropeço no caderno no chão. —Merda! -Eu choro, me alongando para me parar, ao mesmo tempo Breccan se lança por mim. Perde o equilíbrio e nós dois acabamos no chão. Rindo diz: —Porra, eu acho que sua falta de equilíbrio está pegando. Eu lembro do caderno e arranco do chão, rezando silenciosamente que não tenha estragado tudo. O pânico faz meu coração acelerar quando penso que a única coisa que resta de Connor foi destruída. Eu me movo pelas páginas e vejo que elas ainda estão lá, sem lágrimas. Deixando escapar um suspiro de alívio, deixo-me cair no tapete de pelúcia e descansando ao lado de Breccan, aperto o caderno contra o meu peito. Ele rola para o lado e se apoia em um cotovelo. —Esse é o seu diário da lista de desejos? -Seus olhos estão macios enquanto corre seus dedos pelo meu cabelo. Pressionando meus lábios, me sento rapidamente. Eu tenho medo que se eu abrir minha boca para falar, eu vou chorar de novo,

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então eu sento até que ele pega meu queixo com o seu polegar e índica. Ele se inclina e sussurra: —Você não precisa de espaço, Sidney. Seus lábios sobre os meus são suaves e gentis. Não há urgência em seu beijo. Eu pego um punhado de seu cabelo e ancoro sua boca com a minha, beijando-o profundamente. Há tantas coisas que eu preciso lhe dizer, e eu falo, só não estou dizendo com palavras. Quando eu expresso tudo que preciso, eu quebro o nosso beijo. Com medo de abrir meus olhos, eu respiro pelo nariz várias vezes. Quando eu finalmente encontro coragem, minhas pálpebras se abrem e Breccan sorri da maneira mais brilhante que eu vi. —Aí está ela -, ele murmura enquanto chove beijos nas minhas bochechas. Sussurrando, eu admito: —Você tinha razão. —Razão para o que, Sid? —Ele me desafia, forçando-me a dizer as palavras. —Não posso controlar tudo. Eu tenho passado a minha vida tentando mantê-la nessa caixa limpa e arrumada. Quão triste é que me dei conta com a morte do meu sobrinho de doze anos que eu não tenho vivido? Ele não diz uma palavra, apenas acena em apoio.

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—Não preciso de espaço. Eu preciso de você, -eu finalizo. Triunfo pisca no rosto, passa um braço em volta de minha cintura e deslizo no chão para ele. —O que você está fazendo? —Eu pergunto, um sorriso na minha voz. Responde com voz rouca: —Estou te dando o que você precisa. —Sua mão desliza pelo meu estômago. Enterrando meu rosto em seu ombro, rio pela primeira vez no que se sente como anos, e então eu beijo uma trilha pelo pescoço dele. Depois de rolar nas minhas costas, lambe seu caminho pelo meu corpo enquanto eu lamento: —Sim, Breccan! Deus sim.

*** É hora do almoço quando Breccan sai do banheiro, uma toalha enrolada ao redor da cintura, e seu cabelo ainda está pingando do banho que tomamos juntos. Embora eu tenha acabado, meu corpo está aquecido com a visão dos abdominais brilhando com umidade. Corando, eu me viro e termino de colocar minha camisa favorita.

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—Não, não, não. Não use isso. —Atira rapidamente, arrebatando a camiseta de praia das minhas mãos. Nua da cintura para cima, eu levanto uma sobrancelha. —Devolva-me isso! -Eu me estico para a camisa, mas a mantêm acima de sua cabeça, tornando impossível alcançá-lo. Jogando atrás dele, ele diz: —Feche os olhos. Um sorriso quase invisível toca nos meus lábios antes de eu obedecer ao seu comando. Estou surpresa quando seus lábios tocam gentilmente os meus. —Você é tão linda-, ele sussurra. Suspirando, eu me inclino contra ele e envolvo meus braços ao redor de sua cintura Ele me beija mais uma vez antes de pegar uma das minhas mãos. Eu estou rindo quando ele coloca dentro de alguma coisa. Sentindo ao redor, percebo que há pedaços de papel dentro de um chapéu. —Ok, mantenha os olhos fechados, mas tire um pedaço de papel – instrui. Rio, então eu giro minha mão algumas vezes antes de deixar meus dedos pegarem um. Tomando duro, eu estendo e cegamente estico na sua direção.

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—Posso abri-lo agora? —Eu pergunto duvidosamente. —Sim -ele diz. Quando eu abro meus olhos, ele está segurando o pedaço de papel e sorrindo amplamente. Ele desdobra e vira para mim, então eu posso ler a única palavra que está escrito dentro. Vegas. Ofegante, coloco meu punho na boca e mordo o indicador. Meu coração se aperta —É... —calo a boca, incapaz de formar palavras. De jeito nenhum, não pode ser... Mas isso é Breccan, então pode absolutamente. Meus olhos se enchem de lágrimas mais impossíveis. Ele balança a cabeça com um sorriso de satisfação no rosto. —Embale uma mala. Parece que estamos indo para Las Vegas. Nós temos uma lista de desejo a terminar.

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Epílogo Sidney Três anos depois… —Se apresse! Nós vamos nos atrasar! -Eu grito pelo corredor. Saltando em torno de um pé, eu tento colocar meu sapato pela terceira vez sem sucesso. —Por favor, venha me ajudar a colocar esse maldito sapato no meu pé! O grunhido ininteligível vem do banheiro. —Eu ouvi isso, Breccan Carlisle! –Minto. —Você tem os ingressos? —Ele pergunta, andando pelo corredor em minha direção. Fiel à sua palavra, ele nunca pôs os pés no octógono para competir de novo, optando por abrir um ginásio com Tripp e se tornar um instrutor de Jiu-Jitsu. Juntos, eles treinam e promovem os melhores lutadores da liga. Demorou menos de seis meses para recrutar o melhor em cada classe de peso, e a satisfação que ele obtém é uma felicidade que a luta não lhe causou. Embora não tenha que seguir o rigoroso programa de treinamento e dieta, se manteve em uma forma incrível, e eu nunca perdi a oportunidade de admirar seu trabalho duro.

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—Eu amo quando você me olha assim. -Sorrio Sorrindo, eu bati em seu bíceps e ordeno: —Apenas me ajude a colocar meu maldito sapato. Enquanto se inclina para seguir meu pedido, ele para na minha barriga arredondada e a beija. Então ele sussurra: —Olá carinho. Como vai? Meu coração incha e lágrimas ameaçam cair, como sempre fazem quando fala com a nossa filha por nascer. —Droga de hormônios-, eu reclamo, esticando meu pé de repolho na sua direção-. Eu não me importo se você tem que acertar a maldita coisa lá. Eu vou usar estes sapatos. Depois que eu fiz um truque de mágica e coloquei meu pé inchado, eu me viro em busca da minha bolsa. Espiando no balcão da cozinha, eu me movo, passando pela geladeira coberta de fotos. Uma fotografia de Connor com o braço de Breccan em volta dos seus ombros me chamam a atenção e paro para estudá-la. Dificilmente foi tirada um mês antes de sua morte. Os olhos de Connor estão brilhantes e sua boca está aberta para o riso. Eu não suportaria olhar as fotos de Connor, mas o dia em que colocamos de acordo com a casa depois de seis meses após a sua morte, eu entrei na cozinha para encontrar essa imagem no centro da nossa geladeira. Breccan. Ele disse que a casa não era realmente uma casa sem Connor lá.

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Abby voou no dia seguinte para ajudar a nos mover, e quando ela saiu, a geladeira estava coberta de memórias. —Querida, os ingressos? -Breccan pergunta, trazendo-me da minha viagem para o caminho das memórias. Eu procuro dentro da minha bolsa e encontro os seis bilhetes escondidos cuidadosamente dentro. —Eu os tenho -, disse ele. Depois de tirar o suéter da parte de trás da cadeira, ele entrega para mim. Eu nego. Ele rosna. —Apenas coloque, Sid. Revirando os olhos, eu pego de suas mãos. —Breccan, é outubro na Georgia. Hoje faz vinte e seis graus. Para não mencionar que eu sou um cobertor ambulante agora. -Eu faço um gesto para minha barriga. —Bem, Olivia poderia ter frio -argumenta. Eu decido não discutir o assunto e deslizar meus braços no tecido macio. Quando descobrimos que íamos ter uma menina, Breccan insistiu que a chamássemos de Connor. Enquanto meu coração se derreteu com o pensamento, eu sabia que não havia uma maneira de nomear minha filha com o nome de um menino.

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Nós discutimos por semanas, finalmente comprometendo e decidindo que o segundo nome honraria o menino que perdemos. A campainha toca e eu me viro sem me incomodar em caminhar até a porta. Alguns momentos depois, Rebecca entra, seguida de perto por Tripp. Traz uma garrafa de vinho em uma mão e um suco de uva na outra. Sorrindo, levanta os dois. —Um pequeno brinde antes do jogo! -Ela grita antes de apressar e jogar seus braços em volta dos meus ombros, quase me batendo com as garrafas. —Tenho sentido sua falta! —Ela exclama. -Olha o quão grande você está! —Oh, inferno-, Breccan murmura atrás de mim. Seus olhos se expandem e ela diz: —Sinto muito. —Então ele corre para a cozinha à procura de bebidas. Eu negligencio seu comentário. Tem razão; eu sou uma baleia encalhada. Tripp acena para mim e a segue para dentro. Então ele remexe na geladeira a procura de uma cerveja antes de sair de mãos vazias. —Amigo, onde estão suas cervejas? Isso é água de coco? Que porra é essa? —Ele sussurra.

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Breccan revira os olhos e sacode o polegar em minha direção. —Pergunte a minha esposa. Rindo, eu digo: —Se eu não posso beber, ele não pode beber. Volte daqui a dois meses. Estou certa de que a geladeira estará abastecida. Breccan e eu nos casamos há um ano em uma pequena cerimônia na Praia da Costa Rica. Foi íntimo, com apenas os Toler, meu irmão e irmã entre os convidados. Os pais de Breccan foram convidados, mas não foi surpresa quando eles rejeitaram o nosso convite. Eu estava preocupada que Breccan ficaria com raiva, mas ele encolheu os ombros e nunca mais mencionou isso. Seu pai ainda chama de vez em quando para tentar convencer Breccan a se juntar ao negócio da família, mas a resposta é sempre a mesma: Merda. Não. Meu casamento foi tudo que eu sempre sonhei, eu estava na praia com a selva atrás de nós. Foi magnífico e perfeito, e senti a presença de Connor, quando eu disse lhe disse, —Sim, eu aceito. A campainha toca de novo e eu mando Breccan para atender. Ele abre e minha irmã entra, seguida de perto por Pierre. Abby fez a única coisa que ninguém esperava. Ela deixou o emprego e se casou com um artista francês que conheceu enquanto estava trabalhando. Depois de me apressar, ela me abraça e sussurra: —Olha para você. Está bonita.

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Eu olho profundamente em seus olhos, esperando ver tristeza. Em vez disso eles brilham de felicidade —Você também, eu sussurro, apertando sua mão. Já se passaram seis meses desde a última vez que a vi. Apesar de ter se estabelecido, ela não vem para casa frequentemente, dizendo que as memórias são muito dolorosas. Saúdo Pierre, que já está ocupado conversando com Breccan. Olhando ao redor da sala para as pessoas reunidas, eu sorrio. Connor teria amado isso. Eu sei que, onde quer que ele esteja nos observando, ele está positivamente encantado. Batendo palmas, Breccan grita: —Estamos prontos? Ele ouve uma rodada de encorajamento, ele se aproxima de mim, perguntando: —Você tem o diário? Assentindo, acaricio minha bolsa. Aqui. Chegamos ao Turner Field meia hora depois e estávamos localizados em nossos assentos no camarote a tempo de ver o primeiro lançamento. Muito bem, senhoras e senhores. Aqui vamos nós. -A voz do locutor grita pelo alto-falante. Estamos empatados três e três no jogo sete da série.

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Mundo. Tudo se resume a isso. Incapaz de conter minha excitação, pego o caderno de Connor. Breccan me entrega uma caneta antes de apertar minha mão. Respirando profundamente, marco o item final na lista de desejos de Connor.

Lista de desejos: Paraquedismo Jogo de futebol Atlanta Falcons Conhecer a modelo de maiô Haley Nicole Tenha um Natal branco Atirar em um zumbi Desenhar um lugar para visitar aleatoriamente e ir naquele dia Aulas de dança de salão Pesca em alto mar Pratique BASE Jump Rafting em águas fortes Aprender jiu-jitsu Aprender a tocar violão

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Conheça Levee Williams Escreva uma revista em quadrinhos Resolver um cubo Rubiks Maratona de Harry Potter Adotar um canguru na Austrália Dirigir um carro de corrida Aprender a surfar Nadar com os golfinhos Perseguir um tornado Participe dos 7 jogos da série mundial

—Nós fizemos isso-, eu sussurro. —O fizemos. Breccan solta minha mão e envolve seu braço em volta dos meus ombros. Depois de beijar minha têmpora, ele murmura: —É claro que fizemos. Juntos.

Fim

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A.S. Teague gosta do calor da Carolina do Sul com o marido e as duas Filhas. Os estereótipos sobre o sapateiro Pêssego e chá doce não são exagerados. Depois de anos no campo da medicina, agora estou aproveitando cada minuto da estadia de ser mãe-em-um lar. Ela ama o vinho, a praia, o vinho na praia e choro com os filmes da Disney. Quando você não tem um livro, você pode encontrar-se incomodando o seu marido com imagens de animais que quer resgatar, bem como debater se deve fazer exercício ou tirar uma soneca.

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A.S. Teague Livro Unico:Undisputed  

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