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Parceria: MAFDP, PEE e R&L Tradução: Elza Revisão: Mimi Formatação: Fanny


Howls Romance, #1 Ela acha que ele está atrás de seu filho, mas o que ele realmente quer é... Ela. Para Melissa Hill, umas férias relaxantes para a Grécia envolveram não só areia, mas o bilionário Galen Liakos também. Sua paixão queimou quente e brilhante, mas quando seu amor foi ameaçado e suas diferenças tornaram-se dolorosamente claras, Melissa desapareceu com uma nota apressadamente rabiscada. Obrigada por umas férias maravilhosas... Galen Liakos não é apenas um bilionário, ele é o Alfa do bando Liakos, e ele não é um a ser negado. Melissa é sua companheira, e ele a terá com ele mais uma vez. Não negociável. Quando ele a caça, encontrando-a pesadamente grávida e lutando para sobreviver, há apenas uma resposta. Galen terá Melissa na Grécia, em sua toca, com o anel no dedo e a mordida no ombro!


Comentário Revisão Mimi: Eu não posso começar a dizer o quanto maravilhoso este livro foi. Isso me deixou emocionalmente empolgada desde o início. Eu juro que senti meu coração batendo tão rápido quanto o de Lissa. Suas emoções eram cruas e apenas estendendo a mão para o leitor. Galen está cheio de raiva de Lissa e raiva da situação. A história se move através de suas experiências e as interações de Lissa e Galen na casa de Galen com sua família e seu bando. Isto foi onde eu tive um tempo difícil com a história. Estes homens ferozmente leais e suas crenças. E, no entanto, eles primeiro tratam Lissa como se não valesse a pena ouvir ou estimar. Que um humilde humano é menos do que Andrea, outro lobo. É preciso muito antes que todos eles vêm ao redor. Mesmo assim, senti que queria ver mais castigo ou que Andrea tivesse pelo menos levado uns tapas (momento vingativo aqui). Também tive raiva de Galen,(momento raiva do alfa idiota aqui), por não escutar Lissa e ao mesmo tempo se impor a ela. Se você gosta de um bom romance, com macho alfa arrogante e mulheres gravidas, leia isso, vale a pena.


Capítulo Um Foi incrível quão rápido uma mulher grávida podia funcionar com a motivação certa, e Lissa foi muito motivada. Ela correu para a cozinha, apenas evitando um dos corredores e estremeceu quando o chef rugiu seu desagrado. — As mulheres grávidas não pertencem a minha cozinha. Vá, vá! Saia! Naturalmente, esse mesmo Chef mal-humorado deslizou-lhe uma refeição no final de seus turnos cada noite. Não um do menu, mas um prato que ele preparava apenas para ela. O bambino precisava de boa comida para crescer grande e forte. O Chef foi um verdadeiro italiano por completo. Ela mergulhou passando garçons ocupados e um subchefe ou dois quando correu em direção à porta dos fundos. Quando passou pelo Chef, esperando que seu comportamento grosseiro revestisse um bom coração, ela deu tapinhas nas costas dele com um baixo pedido de desculpas e algumas palavras desesperadas. — Aguentá-lo. Por favor. A porta que balançava para a cozinha bateu contra a parede, o boom superando os sons na cozinha ocupada. — Lissa! — A voz acentuada de Galen a alcançou e ela forçou a moverse mais rápido, empurrando mais forte para se libertar. Ela empurrou a porta traseira larga, enviou-a balançando, e virou à esquerda em direção ao estacionamento. O sol escureceu lentamente, diminuindo sua visão, mas ela podia ver o suficiente para facilmente seguir seu caminho sem tropeçar. — Droga, Lissa, — ele rosnou. Gritava como o lobo que vivia dentro dele. Ela sabia que sua besta estava na superfície, que a corrida encorajou o animal a caçá-la, mas ela não pôde evitar. Ela não podia voltar com ele. Não depois...


Lissa acariciou o arredondamento do estômago, abraçando a preciosa carga que carregava. Ela não podia deixar que ele se aproximasse dela. Não depois de tudo o que tinha ouvido, não depois de tudo o que tinha experimentado na Grécia. — Lissa! — Seu rugido rolou em torno dela. Sim, Galen estava muito chateado. Outra razão pela qual ela não podia deixa-lo pegá-la. A trituração de seus caros sapatos italianos sobre o terreno irregular coberto de cascalho do beco lhe disse quão perto ele estava para pegá-la. Isso não poderia acontecer, não enquanto ela tivesse respiração em seu corpo e vida em suas veias. Ela tinha muito para viver, muito para proteger. A criança em seu ventre rolou, parecendo esticar e pressionar contra os confins de seu corpo. Era como se o bebê soubesse que seu pai estava perto. Por tudo o que ela sabia, isso estava exatamente certo. Ela não sabia muito sobre lobisomens, o mundo não sabia muito sobre lobisomens, mas ela definitivamente sabia sobre Galen Liakos. E ela sabia que ele não era um para perder com graça. E isso era o que ele tinha feito. Ele a marcou com seu corpo, e então ela descobriu a verdade. A verdade que a fez deixa-lo com apenas um segundo olhar e nada mais do que as roupas nas costas, um pouco de dinheiro e seu passaporte. O barulho de um ônibus familiar chegou até ela e ela quase parou em alívio. Era pura sorte, como se os deuses do ônibus tivessem piedade dela e lessem sua mente. Quando ela rodeou o último canto do edifício, quase derrapou sobre o terreno irregular, mas conseguiu se pegar segurando a parede de tijolos. Suas unhas rasparam contra a superfície áspera, e a picada de dor lhe disse que ela tinha quebrado mais de uma. Mas aquela pequena ferida não importava, não comparada a manter seu bebê do dano. Ainda segurando a barriga, levantou a mão e acenou para chamar a atenção do motorista.


— Espere! Por favor, espere! — Lissa encontrou o olhar do motorista, suplicando a ele com os olhos, e implorando-lhe para esperar apenas mais um segundo. Podia sentir praticamente Galen respirando por seu pescoço, seu cheiro envolvendo-a em um cobertor sedutor. Mas não podia mais sucumbir aos seus encantos. Tinha de pensar em outra pessoa além de si mesma agora. Uma pequena vida que ela amava mais do que qualquer pessoa que já dependera dela e ela se recusou a decepcionar seu filho. O ônibus permaneceu no lugar, a porta larga e esperando por ela, e ela cavou fundo, arrebatando-se da força que poderia e empurrou-se mais duro. Levou um salto gigantesco para finalmente entrar no veículo velho, e no momento em que ela estava dentro de seus limites, ela implorou para o motorista mais uma vez. — Feche a porta! Feche-a antes que ele entre! Por favor! Ela não tinha certeza se era o tom histérico de sua voz ou o puro terror em sua expressão, mas algo tinha o homem atrás do volante seguindo sua ordem sem hesitação. As portas duplas fecharam um momento antes que Galen colidisse com o lado do ônibus. Grandes punhos batiam no metal e no vidro, e ela se perguntou quanto abuso poderiam fazer antes de quebrarem e concedessem a entrada do lobisomem. O motor do ônibus rugiu para a vida, o estrondo dominando o som dos rosnados e rosnados de Galen. O homem que a olhava através do vidro não era o que ela tinha passado duas semanas felizes todos aqueles meses atrás. Não, este era o empresário implacável, o chefe implacável da família Liakos, o Alfa do bando Liakos, e presidente da Liakos Holdings. Ele descobriu seus dentes, puxando para trás seus lábios e piscando seus caninos alongados. A pele alinhou em suas bochechas, e seus olhos eram o amarelo inconfundível de seu lobo interior. Naquele momento ele era puro alfa, pura dominância, e puramente chateado...Com ela. O ônibus lentamente aumentou a velocidade enquanto o motorista passava por suas engrenagens e exigia que o enorme veículo respondesse. O


tempo todo, Galen manteve o ritmo, seu olhar focado inteiramente sobre ela enquanto corria. Lissa não o temera na Grécia, não quando descobriu que ele era um bilionário nem quando descobriu que ele era um lobisomem. Mesmo descobrir que ele era um alfa não a tinha assustado. Mas ali mesmo, ali mesmo, ela estava morrendo de medo. Com medo de si mesma — esfregou seu estômago, tentando acalmar a criança ainda dentro dela — com medo de seu bebê. Eles continuaram sua corrida rápida pela rua, a paisagem circundante passando com uma velocidade cada vez maior, até que o mundo ao redor deles era quase um borrão. E ainda assim Galen acompanhou-os. Pelo menos até que dois outros grandes corpos se aproximaram com sua forma de corrida e o derrubaram no chão, cessando sua perseguição. Seus guarda-costas. Eles foram para todo lado com ele. No começo, tinha sido uma novidade, algo que a incomodava, mas seu amor por ele ofuscava aqueles sentimentos. Agora, ela estava verdadeiramente agradecida que os homens estivessem à mão. Eles eram bons em seus trabalhos e nunca deixavam Galen fora de sua vista. Em sua condição atual, com a raiva que o dominava, Galen teria perseguido o ônibus, não importa o risco para si mesmo. Os lobos gostavam de uma boa perseguição... Gritos irromperam na rua, e ela sabia que ele lutava com os outros dois machos. Eles não seriam capazes de segurá-lo por muito tempo - mesmo que fosse dois contra um. Ele era o Alfa por uma razão. Mas por enquanto, ela tinha um pouco de espaço. Com um suspiro, ela relaxou contra o chão de ônibus coberto de sujeira. Ela não tinha ideia do que revestia o chão, mas tinha coisas mais importantes para pensar. Tal como sua fuga. Ela não sabia como ele a tinha encontrado, ela só sabia que tinha que desaparecer mais uma vez. — Você está bem, senhorita? — A voz do motorista era profunda e preocupada ainda tingida de desconforto. Lissa engoliu em seco e se forçou a afastar o pânico crescente. — Estou...Estou bem. Só — ela respirou profundamente. — Apenas um exnamorado.


— Parece que é uma coisa boa que ele é um ex. Eu normalmente não tenho problemas com esses lobos, mas esse - ele balançou a cabeça, — Parece problema. Problema? Essa era uma maneira de ver seu relacionamento com Galen. Mortal era outra. Lissa permaneceu no lugar, recuperando a respiração depois daquela corrida louca. Ela se levantaria em breve. Quando seu coração não lutasse mais para estourar de seu peito. O motorista de ônibus olhou em seu espelho retrovisor, e então voltou sua atenção para ela por um breve momento. — Eu não posso vê-lo mais. Por que você não vai em frente e desliza para esse assento lá? Era uma pergunta, mas mais uma ordem. Uma que ela estava mais do que feliz em obedecer. Com um gemido, ela se levantou, segurando um poste próximo para se estabilizar antes de finalmente se sentar em um dos bancos. Ela ignorou os olhares fixos, as perguntas que ficaram nos olhos dos outros passageiros e os olhares de ódio lançados em seu caminho. Sempre foi assim nas grandes cidades. Em lugares onde os lobos eram menos propensos a se reunir. Subúrbios e pequenas cidades aceitaram lobisomens sem problema. Eles estavam acostumados a vê-los em dois pés e quatro ao longo dos anos. Cidades do interior, no entanto... — Senhorita? — O motorista chamou sua atenção e ela se concentrou no tipo, homem grande. — Sim, — ela assentiu, — ele é um monte de problemas. — Existe algum lugar onde eu possa te deixar segura? Há um abrigo na minha rota... Um abrigo. Sim, aquele seria um bom lugar para se esconder, para se manter afastada de Galen enquanto ela descobriu para onde correr depois. O bebê rolou e pressionou contra ela, chutando seu estômago como se em protesto. Ela esfregou a protuberância com um suave murmúrio. Era como se


a criança conhecesse seus pensamentos e protestasse por seu desejo de continuar correndo. Ela tinha estado correndo por meses. Quanto tempo agora? Seis meses? Sete? Na primeira noite em que se entregou a Galen, engravidou, perdeu a virgindade e ganhou uma criança em um ato apaixonado. Quando ela acordou na manhã seguinte, foi para encontrar um Galen irradiando sobre ela, um sorriso largo dividindo seus lábios. — Bom dia, agapi mou. Você me fez o lobo mais feliz vivo. — Ele traçou a linha de seu nariz com um único dedo e, em seguida, bateu no final. — Quando estivermos preparados, iremos levantar e fazer o nosso anúncio para a matilha. Ela franziu a sobrancelha, a confusão enchendo-a. — Que anúncio? Galen passou a mão por seu abdômen e finalmente parou quando alcançou seu estômago inferior. — Que você carrega o futuro do bando Liakos. E isso tinha sido o começo do fim. — Senhorita? O passado tinha uma maneira de atraí-la. Lissa balançou a cabeça, banindo esses pensamentos. — Não —, ela precisava resolver esta confusão. — Vou para a minha casa. Ela não podia evitar Galen para sempre. Definitivamente não agora que ele a encontrara. Era hora de parar de correr e hora para fazer uma parada. Ele pode governar o bando Liakos na Grécia, mas seu título e status não significava nada nos EUA. Ela poderia confrontá-lo, e então enviá-lo em seu caminho. Não havia nada que ele pudesse fazer com ela aqui. Pelo menos, ela esperava que não. Porque não era mais apenas a vida dela em jogo, mas também a vida de seu filho. A cadela Alfa de Galen tinha feito isso mais que claro.


Você está segura por agora porque carrega seu filho. Mas no momento em que você não estiver carregando, será descartada. Muito cedo os freios de ar no ônibus assobiaram e bateram enquanto eles abrandaram o veículo, e rolou para uma parada suave na parada de ônibus muito familiar. Ela deu ao motorista um sorriso agradecido, esperando afastar o cenho de seus lábios e não ficou surpresa quando ele permaneceu firmemente no lugar. — Não tenho tanta certeza sobre isso, senhorita. — Tudo vai ficar bem. — Mesmo ela não acreditou em suas próprias palavras. Sem um segundo olhar, ela cuidadosamente desceu os degraus e se estabilizou quando seus pés finalmente descansaram na calçada. Quanto mais adiante ela adentrasse em sua gravidez, mais difícil era mover-se e reter seu equilíbrio. O bebê agitou-se e se esticou dentro dela, lembrando-a de sua presença, e ela gentilmente descansou sua mão em cima de sua redondeza. — Estaremos em casa logo, filhinha. Sua casa, não a de Galen. Isso era algo que ela precisava manter na vanguarda de sua mente e lembrar Galen quando eles finalmente tiveram seu confronto. Ela vagava vagarosamente para casa, forçando um sorriso ao seu rosto quando passou pelo parque e acenou para as crianças chamando-a. Muitas vezes passava as tardes ali, vendo as crianças brincarem e rir, como esperava que seu filho algum dia fizesse. Sem parar, aproximou-se de seu apartamento. Não demorou muito para ela agarrar o corrimão da escada e cuidadosamente subir os degraus até o segundo andar. Ela cavou em sua bolsa, encontrando facilmente as chaves de sua casa, mas antes que pudesse deslizar a chave dentro da fechadura, a porta estava aberta. E lá estava ele, Galen Liakos, o homem que ela tinha fugido por tanto tempo.


Pele de azeitona, cabelo meia noite, características fortes e corpo fortemente musculoso... Tudo tão familiar. Até mesmo o pelo cinza que salpicava sua carne e os olhos amarelados que ultrapassavam os tons de chocolate normalmente eram familiar. Conhecia seu corpo quase tão bem quanto conhecia o dela. Eles tinham se tocado, provado e amado um ao outro por duas semanas antes que tudo desabasse. E agora ele estava de volta. Será que a destruiria de novo? Provavelmente. A fúria encheu suas feições, e ela soube que era apenas uma questão de tempo antes de seus rugidos ecoarem fora das paredes. Ao invés de fazer o espetáculo no meio do corredor, ela passou por ele e cuidadosamente entrou em sua casa. — Galen — ela murmurou ao passar. Lissa não perdeu o rosnado. Ela iria desafia-lo. Ela iria explicar a sua posição, dizer-lhe exatamente o que aconteceria, e então ele iria embora. — Melissa, — ele rosnou seu nome. Ela ignorou a violência em seu tom e olhou ao redor de seu pequeno apartamento, observando seu aparente vazio. — Onde estão Stavros e Leo? — Deixe os outros fora dessa bagunça! Não diga o nome de outro homem na minha presença! Muito, muito grego. Galen não tinha terminado. —Você vai pegar suas coisas e vai sair comigo agora. Este jogo terminou. Lissa lutou contra os nervos que ameaçavam faze-la tremer diante dele. — Eu não sabia que estava jogando um jogo. Eu te deixei, Galen. Deixei você e voltei para os EUA. Mais pelo cobriu sua pele, deslizando para baixo de seus braços e em suas mãos. — Com meu filho.


— Não, — ela descansou ambas as mãos em seu estômago, — Com meu filho. Fúria pura encheu suas feições e suas maçãs do rosto afiaram, o baixo estalo de ossos facilmente ouvido na quietude suprimida da sala. — Melissa, é só porque nós compartilhamos tanto que minha besta não atacou. Você desobedeceu minhas ordens e sequestrou o próximo Alfa do bando Liakos e meu herdeiro. Qualquer outro lobo na minha matilha estaria morto até agora. Lissa ofegou e apertou sua mão sobre seu estômago enquanto ela se afastava da presença intimidadora de Galen. — Você não quer dizer isso. — Eu quero. Sem dúvida. — Eu salvei esse bebê do inferno em suas mãos. Suas feições se apertaram e seu corpo parecia crescer em tamanho. Seus ombros se alargando, os músculos aumentando, as mãos lentamente se transformando em garras. Ela deu outro passo para trás, colocando mais espaço entre eles. Não que a separação aumentada a protegesse verdadeiramente. Nada a protegeria de um alfa inclinado para a destruição. — Nossa história e essa criança são porque você ainda está respirando. O fato de você não estar familiar com a nossa cultura também está tendo a minha mão. Não confunda essa hesitação com fraqueza. Seu peito se expandiu enquanto ele respirava profundamente, e quando ele exalava, seu tamanho parecia diminuir ligeiramente. — Não há motivo para me temer. Agora. Há muitas coisas para discutir, e ainda há muito tempo antes de você dar à luz para planejar como lidar com as coisas para frente. — Outra respiração profunda. — Agora, junte suas coisas. Vamos sair dentro de uma hora. Ela balançou a cabeça. — Não vou a lugar nenhum com você, Galen.


— Sim você vai. Eu não terei minhas ordens questionadas por você mais uma vez. — Ele era tão implacável, tão inflexível, que era mais uma razão que se recusou a ir com ele. — Não. Não havia muito mais para ela dizer. Desculpas e justificativas não eram nada entre o poder esmagador de Galen. Portanto, nada mais valeu a pena dizer. O amarelo em seus olhos ultrapassou qualquer indício de humanidade dentro dele. — Eu não acho que você entende sua posição, agapi mou. Você carrega meu filho e essa criança vai nascer na Grécia cercada por sua matilha. Essa é a maneira que cada Alfa Liakos veio neste mundo e meu filho não será diferente! — E eu não acho que você percebe que estamos nos Estados Unidos. Eu sou uma cidadã dos EUA, e meu bebê vai nascer aqui. A menos que você esteja disposto a começar um incidente internacional—interespécies me sequestrando. — Como você sequestrou meu próprio filhote? A fúria encheu-a, a emoção alimentada pelo medo constante que a perseguiu por tanto tempo. — Eu não sequestrei meu próprio bebê. Eu o salvei. Por que você não entende isso? Como você pode desperdiçar sua vida? Galen apertou os lábios, formando uma barra branca em seu rosto, e um rosnado rolante encheu a sala. — Vou fingir que não ouvi essas palavras de sua boca. Você é a mãe do meu filho, e está grávida, ambos serão perdoados. Mas não pense por um momento que seu comportamento pode continuar. Eu não posso e não permitirei sua constante insubordinação. Lissa bufou. — Você age como se estivesse na minha presença o tempo suficiente para eu continuar agindo desta maneira quando isso simplesmente não vai acontecer. Você vai embora sem mim. É tudo que há para isso. Porque


eu me recuso a permitir que meu bebê seja puxado para o seu mundo violento, cheio de ódio. Uma criança precisa de amor e segurança e ele não encontrará nem com o bando Liakos. Contigo. Uma nova emoção vacilou em seus traços tão rapidamente que ela não tinha certeza do que tinha visto. Isso estava lá e passou de um batimento cardíaco para o outro. — Independentemente de seus sentimentos, isso não muda o fato de você carregar meu herdeiro e você vai voltar para a Grécia comigo. Imediatamente. Uma profunda letargia a afligiu, afundando em seu corpo e arrastando-a para baixo. Ela tinha trabalhado tanto nos últimos meses, gastando hora a hora em seus pés para que pudesse economizar dinheiro para sustentar a si mesma depois do nascimento do bebê. Agora, estando tão perto de Galen, e lutando com ele, minou-a dessa pouca força ela ainda segurava. Ela só tinha que segurar um pouco mais, permanecer em seus pés mais alguns minutos. Uma vez que o tirasse de seu apartamento, ela poderia cair em pedaços. Mas nem um momento antes. — E independentemente de seus sentimentos, eu não vou voltar para a Grécia. Vou ficar aqui e ter meu filho no hospital na rua. Nada que você diga ou faça me fará mudar de ideia. Você é tão cruel que me faz voltar a um lugar que eu odeio? Sua expressão permaneceu firme e inabalável. — Sim. — Galen —, ela se se encostou à parede, pegando seu peso com sua mão primeiro, e então ela se apoiou contra a superfície firme. O cansaço continuou a puxá-la, enquanto a escuridão entrava em sua visão. Não, agora não. — Galen —, ela apertou os olhos fechados e lutou para empurrar o desejo de desmaiar de volta. —Eu sou... — Melissa? — Eu não sou...— Ela estava perdendo a luta quando a escuridão rolou em torno dela em um cobertor.


— Melissa? — a voz de Galen era rouca e fina. Ela não o queria perto dela, não queria depender dele mais uma vez, mas esperava que ele ainda fosse humano o suficiente para cuidar de seu filho. — Não o tire de mim, por favor. Por favor, não o leve. Ele é tudo o que tenho. Por favor… A última coisa que viu antes que a inconsciência a pegasse foi um breve brilho de preocupação. Galen, preocupado? Nunca. Então, novamente, ela estava carregando seu herdeiro. Ela não deve esquecer o herdeiro. Afinal, a cadela Alfa não ia.


Capítulo Dois Lissa não tinha certeza do que esperar quando ela acordou, mas com certeza não era encontrar-se voando através do oceano no jato privado de Galen. O interior era bem conhecido para ela, com suas superfícies lisas e assentos de couro de pelúcia. O tapete macio sempre cedia sob seus pés descalços, e ela tinha mais de uma boa lembrança de voar o céu com Galen ao seu lado. Ele a tinha apresentado tanto em tão pouco tempo, e só levara algumas palavras de escolha - e mortíferas - para terminar o conto de fadas. Bem, tinha desaparecido, mas ele parecia empenhado em arrastá-la de volta ao seu mundo. Ela olhou cuidadosamente ao redor da sala, fechando os olhos quando a tontura a atingiu. Ela não precisava ver para saber que Galen estava por perto. Seu cheiro permeava tudo ao seu redor, e estava claro que ele estava ao seu lado muito recentemente. Reunindo o pouco de força que tinha, ela forçou as pálpebras a se separarem novamente e piscou contra o brilho que invadiu seus olhos. O murmúrio baixo de vozes a alcançou e ela fez uma careta, reconhecendo não apenas a de Galen, mas Stavros, Leo e o Dr. Martin - um dos médicos do bando também. Não demorou muito para que as vozes subissem, enquanto grunhidos e rosnados se interpusessem entre as palavras. Foi assim que Galen se comunicou. Ele não tinha ideia de como simplesmente falar com alguém. Seu lobo sempre tirou o melhor dele. Ela estava feliz por saber que ele não estava apenas salvando seu mau humor para ela. —...Deve permanecer calmo. — As palavras do médico foram provavelmente destinadas a ser calmante, mas ficou aquém da marca. — Você ousa me dar uma palestra? Eu estou calmo! Sim, ele estava totalmente calmo.


— Você deve pensar na criança, Alfa. — Novamente o tom era reconfortante. Lissa não precisava ver a mudança na aparência de Galen. Ela sentiu no ar. Ela vibrou por todo o avião, deslizando em sua carne e afundando em seus ossos. Seu lobo estava em plena força, e estava procurando um alvo. Ele não poderia vir atrás dela, então parecia que o médico receberia o peso de sua raiva. Um único suspiro disse-lhe que tinha razão. O médico sabia melhor do que empurrar seu Alfa quando o homem estava tão à beira. Ou melhor, ele não o fez. Um gemido suave deslizou pela porta e ela percebeu que não apenas o Dr. Martin estava sendo forçado a se submeter, mas parecia os outros dois homens também. E por causa dela. Engolindo seu medo, ela balançou os pés sobre a borda da cama e empurrou-se até que se sentou na borda. Outro olhar para o seu ambiente revelou que ela estava no quarto que ela tinha compartilhado uma vez com Galen. Eles fizeram amor mais de uma vez nesta pequena superfície. Foi intencional que ele a deitasse para descansar ali? Ou foi uma simples coincidência? Não, ele tinha feito isso de propósito. O homem não fez nada sem planejamento cuidadoso. Ela empurrou para seus pés e arrastou os pés em direção à porta, segurando o botão com uma mão enquanto apertava o quadro com a outra enquanto balançava o painel. E ela encontrou exatamente o que antecipou. Dr. Martin, Stavros e Leo, bem como a comissária de bordo cujo nome não conseguia se lembrar ajoelhados no chão de pelúcia do avião. Cada um tinha a cabeça inclinada para o lado, mostrando o pescoço para o Alfa. Ela se apoiou contra a armação, força duramente conquistada que já se afastava devido a esses pequenos movimentos. — Galen — sussurrou seu nome com um pequeno suspiro. Levou aquele som mal lá para chamar sua atenção, e ele lançou seu olhar de olhos amarelos para ela. As esferas brotaram nela, como se estivessem


afundando em sua alma. Pesou-a e ela não conseguia descobrir se a achava digna ou desprovida. Sua expressão não mudou, seu rumo permanecendo rígido e firme. Ela viu uma pequena cintilação em sua expressão? Uma dica sobre a compaixão e o carinho que uma vez compartilhavam? Não. Nunca dele. Ele nunca esteve lá para começar, não é? — Salve sua raiva para mim. Não leve nossos problemas sobre eles. Ele estreitou os olhos, olhando para ela, pesando-a mais uma vez. — Você defenderia meus próprios lobos de mim? Será que eles parecem crianças para precisar de uma mulher para se esconder atrás? Lissa engoliu as primeiras palavras que surgiram em seus lábios, e em vez disso disse: — Não, eu simplesmente salientei que eles não são a razão para o seu mau humor. Eles não fizeram nada, além de apoiar você e ficar ao seu lado. Estou apenas tentando te fazer ver o seu valor como mais do que sacos de perfuração verbal. Galen apertou os lábios ligeiramente, e outra emoção deslizou por seus olhos durante o último momento antes que seu rosto fosse fechado mais uma vez. — Então, eu deveria usar você em vez disso? Ela não podia mais segurar seu olhar e em vez disso rasgou seus olhos dele para olhar para fora de uma das janelas. Não havia nada além de um mar de azul com suaves salpicos de branco Nuvens que ocasionalmente passavam. — Sim — ela respondeu. — Eu não ousaria transformar essa raiva em uma mulher. — Suas palavras eram duras, mas cheias de verdade. Não, você simplesmente daria a tarefa à cadela Alfa. — Isso não muda o fato de que eles não merecem este tratamento. — ela ainda não olhava para ele. — Stavros e Leo permitiram que você escapasse, isso não merece certa quantidade de punição?


Lissa lhe deu uma olhada. — Tenho certeza de que você já fez o suficiente neste momento, mas não foi Stavros e Leo que me permitiram fugir de você. Essa pessoa está além de seu alcance. E ela nunca revelaria o nome do velho tipo que a encontrou no meio da noite e a levou para as docas. Ele era humano e simpático porque sabia da natureza violenta de um lobo. — Você tem tanta certeza de que ele está além de mim? Claro que sim. Ela não teria envolvido ninguém que sofreria por se envolver em sua vida. Era por isso que não dependia de ninguém. Não verdadeiramente. — Sim. A atenção de Galen se estendeu para os três homens ajoelhados e fêmea. — Vocês estão dispensados. Os quatro levantaram-se lentamente, a comissário de bordo, a primeiro a fugir e retirar-se para frente do avião. Stavros e Leo cuidadosamente fizeram o seu caminho de volta para a área de estar que eles normalmente alegaram. Só o médico parecia corajoso o suficiente para permanecer no lugar. — Alfa? — A voz do homem não era hesitante no mínimo. — O quê? — Um grunhido estava nos lábios de Galen. — Está é a única? A única. O médico nem poderia dizer o nome dela? Ela foi basicamente referida como a incubadora. Agradável. Galen voltou sua atenção para ela. — Você foi vista por um médico? — Claro — Como se ela pusesse em perigo seu filho. — Um especialista em lobisomens? Lissa fechou a mandíbula, recusando-se a responder à pergunta. — Eu pensei que não. — Galen gesticulou em direção ao Dr. Martin. — Ele vai assistir a você desde que os seus exames têm faltado.


Não teve nenhuma resposta a essa declaração autocrática e encontrou o olhar do doutor. — Estou pronta quando você estiver. Apesar das circunstâncias, ela estava ansiosa para ser examinada por um médico lobisomem. Ela sabia que gravidez mista era diferente das humanas tradicionais, mas ela não tinha um médico lobisomem à sua disposição. Se ela se aproximasse de um bando, eles teriam exigido o nome do senhor, e isso era algo que se recusava a revelar. — Nós estamos prontos. — Galen era tão exigente e arrogante como sempre. Ela manteve a boca fechada, recusando levantar-se à isca, e meramente seguiu o Dr. Martin enquanto se movia em direção a um dos outros aposentos no avião. Era um quarto, que parecia com os outros dois que tinham alojado no avião. Ou foi? Pequenas mudanças foram feitas, a cama tinha sido trocada, e novos armários forravam uma parede. Mesmo o piso tinha sido rasgado e substituído. Ela catalogou todas essas modificações, perguntando-se por que Galen tinha ido à despesa para fazer este quarto tão diferente. Não era menos luxuoso, mas havia algo... — Eu tive as alterações ordenadas no momento em que descobrimos sua gravidez. Eu também contratei o médico para viajar conosco durante este tempo. Seu cuidado será compartilhado entre o Dr. Martin e meu irmão. Seu olhar penetrou nela, o guerreiro amarelo e marrom, e não era apenas a raiva que encheu seus traços agora; havia afeição com uma dose pesada de desejo. — Eu queria que o avião fosse preparado se alguma coisa acontecesse com você durante nossas viagens. Você vê, eu não queria ficar longe de você por um momento, mas eu também não podia suportar a ideia de te colocar ou nosso filho em risco. A tecnologia contida nesta sala rivaliza com a do melhor hospital do mundo. — Sua expressão escureceu, aquelas sugestões de desejo que ela vislumbrou banidas por uma raiva renovada. — O que você saberia se


tivesse ficado. Você teria sabido o quanto eu me importava com você e nosso filho. Você teria sabido o quanto você era amada. Lissa olhou ao redor da sala, vendo-a com novos olhos e notou o que o luxo mantinha escondido. Ela repetiu suas palavras em sua mente, procurando por qualquer significado escondido atrás de cada sílaba, e só teve um pensamento. — Era? — Era. — Passado. Não mais amada. A palavra era plana, e nenhuma emoção vivia no tom. O silêncio reinou, e ela se perguntava o que se esperava dela agora. O suave murmúrio de pano, o deslocamento silencioso do peso do médico de um pé para o outro, lembrou-lhes que não estavam sozinhos. A atenção de Galen a chamou ao médico. — Que testes precisam ser feitos? Dr. Martin entrou em ação, puxando armários abertos e reposicionando a cama. Em alguns momentos o equipamento familiar estava no lugar e ela reconheceu a máquina de ultrassom. A cama estava inclinada e em ângulo e se moveu em posição antes que ele finalmente voltou sua atenção para ela. — Se a Única, por favor, tomar um assento aqui. Ela entrou em ação, habituada a esses tipos de visitas até agora. Seu médico humano sabia que seu filho era de raça mista, então Lissa conseguiu alguns mais ultrassom do que uma mãe grávida média. Dentro de segundos de reclinar no assento, levantou sua camisa de maternidade e então cuidadosamente abaixou suas calças, descobrindo o monte grande de seu estômago. Quando o olhar do médico pousou em seu corpo descoberto, Galen soltou um grunhido baixo e estridente. Um que cortou apenas um segundo depois que começou. Ela virou seu olhar chocado para ele, mas foi encontrada com outra de suas expressões em branco, sem emoção. Mas, o som não foi perdido no médico. Sua mão tremeu enquanto ele esguichava o gel gelado em sua pele nua e sua rápida ingestão de respiração era ecoada por mais um rosnado do homem ao seu lado. Ela não se preocupou em voltar sua atenção para Galen, ela sabia


o que veria e não estava preparada para encontrar outro olhar vazio. Onde seus sorrisos costumavam ser abundantes e livremente dados, ele agora parecia apenas franzir o cenho quando olhou para ela. Ou pior, não fez nada. — Isso é um pouco frio. — A voz do médico tremia, e ela deu-lhe um sorriso gentil. — Sim, estou acostumada a essa parte. — Ela tentou colocá-los à vontade, mas suas palavras pareceram apenas servir para fazer com que ele se agite mais, então ela manteve a boca fechada. Não levou tempo para ele começar sua tarefa de realizar o ultrassom, a varinha deslizando sobre sua carne quente com facilidade enquanto examinava seu filho. O batimento rápido do batimento cardíaco de seu bebê encheu a pequena área, e ela sorriu para o ritmo saudável e rápido. O bebê se contorceu e torceu dentro dela, parecendo esquivar-se dos movimentos do médico. Quando mais uma vez se afastou, Lissa não pôde reprimir a risada. — Ele sempre faz isso. Ele não gosta tanto de ultrassons. O médico congelou no lugar, como se estivesse sentindo perigo, e foi Galen quem quebrou o silêncio. — Ele? Vamos ter um filho? Lissa sacudiu e lançou um olhar para o homem ao seu lado. — Não sei ao certo. Ele nunca esteve na posição correta, mas eu não poderia chamar meu filho de - isso - poderia? — Você poderia ter chamado nosso filho de muitas coisas se tivesse ficado simplesmente ao meu lado. Você poderia ter sido monitorada a cada passo desta gravidez se tivesse ficado ao meu lado. Eu poderia saber como você reagiria a um ultrassom se você tivesse ficado ao meu lado! — Sua voz aumentou com cada declaração até que seu grito ecoou fora das paredes do quarto. Enquanto o médico parecia tremer com o volume crescente de Galen, Lissa fez outra coisa. Em vez disso, ela o encontrou — um olhar assassino para um brilho assassino.


— E quanto tempo eu estaria ao seu lado depois que eu desse à luz seu herdeiro? Cinco minutos? Dez minutos? Você teria mesmo deixado que eu o abraçasse antes que se desfizesse de mim? O amarelo em seus olhos parecia brilhar até mesmo na luz brilhante da sala, e pelo cinza rapidamente cobriu seu rosto, deslizando para baixo seu pescoço, e desaparecendo sob sua camisa. — Como se eu pudesse prejudicar a mãe do meu filho. Melhores lobos morreriam pelo insulto que você acabou de me dar. — É uma coisa boa eu não ser um de seus lobos, então não é? Suponho que se eu fosse, você simplesmente me arrastaria para o meio da floresta, cortaria o filhote de cachorro do meu estômago e me deixaria para os lobos naturais, então. Lissa não tentou suprimir o desprezo que saltou para seus lábios. Ela não acreditou nele por um segundo. — Não foi há muito tempo que a paixão não foi alimentada pela raiva, agapi mou. — Ele estendeu a mão para ela, e riscou a linha de sua bochecha com um único dedo com ponta de garra. Ela o odiava. Ela tinha todos os motivos para correr. Suas ações haviam sido justificadas. Era perigoso ficar ao seu lado. E ainda ...Quando ele olhou para ela desse jeito, quando a tocou com tanta delicadeza apesar de seu lobo estar furioso, ela o queria. Seu corpo estava ansioso para ser tomado por ele, e imediatamente seus mamilos se armaram e endureceram dentro de seu sutiã. Ela doeu profundamente dentro de si mesma, todo seu ser ansioso por ser possuída por ele mais uma vez. Oh, por que ela não tinha corrido quando teve a chance? Ela sabia que levaria um beijo, uma carícia, e ela estaria de volta sob seu controle novamente. Ela não tinha forças quando se tratava de Galen. Nenhuma mesmo. Nenhum autorrespeito, nenhuma convicção e nenhum poder para resistir a ele. Ela rasgou longe dele e empurrou sua atenção para o monitor de ultrassom.


— Sete meses, Galen, sete meses atrás, isso era verdade. — Ela se virou para ele. — Não é mais. Lissa manteve seu olhar, recusando-se a recuar. Ele era um alfa até o fim, mas uma vez, ela pensou que era forte o suficiente para ficar ao seu lado e governar o bando com ele. Bem, ela não estava preparada para executar o bando Liakos, mas ela queria provar que não era um de seus lobos fracos. O confronto continuou, o silêncio se estendendo por mais tempo, mas ela não desistiu. Ela iria ganhar esse único confronto. Apenas um. O médico resolveu o assunto entre eles. — Alfa, por favor. Isso não é bom para a criança. Com uma careta sombria, a atenção de Galen retornou ao monitor de ultrassom. — A Criança, está bem? — Sim — Dr. Martin reposicionou a varinha, pressionou e digitou algumas teclas. — Você pode ver aqui que a gravidez está progredindo como normal para um nascimento de espécie mista. As medidas são como antecipadas. Ele é um menino forte e será grande como seu pai. Galen fez a mesma pergunta que momentos atrás. — Ele? O médico olhou para ela e deu a Galen toda a sua atenção. — Sim, Alfa, você está tendo um menino. Um menino. Ela ia ter um garotinho. Ele teria a pele verde oliva de seu pai e cabelos escuros. Ele provavelmente teria a atitude autocrática de seu pai também. Uma angústia lhe atravessou o coração. Ela só desejava que estivesse por perto para ensiná-lo a ser gentil e cuidar de compensar a violência do mundo lobisomem. Se apenas… — Meu herdeiro...— Galen sussurrou duas palavras, e ela virou a cabeça para ele. — Eu nunca vou te perdoar por me negar isso. Lissa não duvidava que ele quisesse dizer as palavras. Não havia como negar a raiva que irradiava de seu corpo. E ela compreendeu a fonte de sua raiva. Qualquer outro homem, humano ou lobisomem, sentiria o mesmo. E no


entanto, ela teria se comportado exatamente como tinha se tivesse que fazer tudo de novo. Não, ela teria escondido melhor, teria corrido mais longe, e ela teria procurado mais ajuda. Qualquer coisa se significasse manter seu bebê longe do bando Liakos, longe de Galen. — Compreendo. — Você faz? — Respiração raspava dentro e fora de seus pulmões, o som sussurrado lutando contra o ritmo rápido do batimento cardíaco de seu filho. — Você entende o que é adormecer com minha companheira nos meus braços, nossa criança protegida em seu ventre, só para acordar sozinho em uma cama fria? — Ele olhou para ela, olhou para ela e ela descobriu que não poderia rasgar seu olhar dele. — Você entende o que é pensar que minha única chance de felicidade foi roubada e destruída por meus inimigos? Você entende o que é se lamentar pelo que você teve por tão pouco tempo e, em seguida, de repente perdeu? A verdade de suas ações, o efeito que seu desaparecimento tinha sobre ele, era inconfundível. E quase se sentiu culpada por um breve momento. Quase fez para lamentar suas ações. E então ela se lembrou... Você está segura por agora porque carrega seu filho. Mas no momento em que você não fizer, será descartada. A verdadeira questão era que ele entendia o que era chorar por um futuro que lhe seria negado para sempre? Ela abriu a boca para colocar a voz nessas palavras, mas o avião escolheu aquele momento para tremer e embalá-las. Foi o suficiente para quebrar seus olhares colidindo e ele olhou para o Dr. Martin. — A criança é saudável? Ele está bem? — Enquanto o médico assentia, ele continuou falando. — Então o resto do exame pode esperar até que tenhamos pousado. Por agora, vocês devem se assegurar de nossa chegada.


Galen caminhou em direção à única porta da sala, e foi então que ela finalmente encontrou sua voz. — Onde estamos? Onde estamos desembarcando? O macho grande e imponente, parou na porta e se virou para ela. — Onde você pertence, onde você sempre pertenceu. Grécia.


Capítulo Três LISSA segurou o arredondamento da sua barriga como se sua mão pudesse proteger a criança dentro da violência mal suprimida que a cercava. Ela não precisava de um lobisomem dentro dela para sentir os rosnados baixos que a arrastaram pela casa da Matilha Liakos. Não, eles não eram audíveis, mas mesmo no curto espaço de tempo que ela estava com Galen ela agora podia reconhecer as sutis vibrações do peito de um lobisomem. Eles não podiam odiá-la mais do que ela os odiava. Tinha tentado proteger seu filho. Tentado e falhado. E agora ela estava de volta onde tinha começado. Um cordeiro jogado para os lobos. Lissa passou pelo guarda estacionado junto à porta da frente, ignorando a forma como seus brilhantes olhos amarelos a seguiam em cada movimento e o desprezo que enfeitavam seus lábios. Ele não a queria lá? Ela não queria estar lá. Eles foram idênticos. Ela deslizou para um de seus aposentos favoritos na casa, o espaço grande e aberto com janelas que olhavam para o mar tumultuado. Um caminho bem gasto levava da casa para o oceano. Ela conhecia bem o curso. Ela ria e brincava, corria da casa maciça sobre o chão duro e lotado, descendo os degraus naturais que haviam sido esculpidos no penhasco e depois, quando atingiu a areia na base, foi um rápido golpe na água. Todo o tempo, Galen estaria em seus saltos, brincando e batendo nela em uma perseguição zombeteira. Memorias felizes. Tempos felizes. Pelo menos até ela ficar grávida. Tornar-se uma ameaça. O baixa limpar de uma garganta chamou sua atenção, e ela lentamente se voltou para a entrada do quarto. Lentamente. Tudo tinha que ser feito lentamente agora. Não só por causa de seu estômago grande, mas ela temia a resposta da matilha aos movimentos súbitos. Estavam entusiasmados com a perseguição, excitados com a perspectiva de atacar.


Ela tinha certeza de que havia mais de um membro do bando que não amaria nada mais do que leva-la para baixo. Mas não antes que o bebê nasça. Não posso esquecer isso. Sou útil até então, útil e segura. Ela encontrou o olhar de Leo. — Olá, Leo. Prazer em ver você de novo. Era uma mentira. Ela sabia que ele podia cheirar a mentira. Mas ela tinha sido educada com maneiras. Leo grunhiu, mas não respondeu a sua saudação. — Alfa pediu que eu a escoltasse para jantar. Jantar. Lissa olhou para seu corpo, olhando para suas calças de maternidade e top florido. Não exatamente brilho e glamour para jantar. Que o bando Liakos - vestia - para o jantar. — Muito bem. — Ela se moveu em direção a ele, andando e navegando cuidadosamente pelos móveis espalhados. — Lidere o caminho. Ela e Galen nunca haviam usado a sala de jantar durante sua breve estada. Na maioria das vezes, eles comiam na cama e quando não estavam emaranhados nos lençóis, estavam em alguns dos restaurantes mais exclusivos da cidade. Leo levantou a única sobrancelha em questão. — Nisso? O desdém estava em seu tom, mas ela estava além de se importar. Sua saudação educada foi a última de suas reservas e tudo o que restou foi raiva e medo. — Se o seu Alfa me quisesse com um vestido de noite, ele teria me comprado um. Você não está questionando seu Alfa, não é? Ele estreitou os olhos, o amarelo queimando com sua raiva. Nenhum lobisomem, especialmente os machos, gostavam de ser interrogados. Bem, nem mulheres grávidas. — Claro, ele não faz —, uma voz feminina familiar interrompeu sua conversa. — Um dos guardas mais confiáveis do Alfa nunca sonharia em questionar Galen.


Andrea - a cadela Alfa de Liakos - ronronou enquanto passava por Leo. Algumas cadelas Alfa foram acopladas ao Alfa, enquanto outras não. No bando Liakos, Andrea não estava. — Não percebi que Galen o enviou para esta tarefa. — Andrea franziu o nariz. — Eu estava vindo para buscar Melissa. — Ela acenou com os dedos para o lobo maior. — Nós estaremos bem atrás de você. Leo estreitou os olhos por um breve momento, sua atenção passando de Lissa para Andrea e de volta. Ele viu o medo dela? Seu pânico crescente ao pensar em ficar sozinha com Andrea? Se seu cheiro se tornara mais forte e mais pronunciado com seu crescente pânico? Ela rezou que a resposta para essas perguntas fossem sim. Ela rezou para que ele permanecesse e a protegesse de Andrea. Ela quase bufou em voz alta. Por que ela deveria esperar ajuda de qualquer um do bando Liakos quando o Alfa estava feliz em descarta-la? — Corra junto — disse Andrea a Leo, que se retirou cuidadosamente, sem virar as costas até que estivesse fora de vista. Lobo inteligente. A cadela Alda inclinou a cabeça para o lado, como se estivesse ouvindo o retiro de Leo, e então o sorriso que ela vinha esportivamente desde que entrou na sala virou mal. Estava cheio da promessa de dor e retribuição e Lissa sabia o que a mulher tinha em mente. Ela tinha dito a ela, depois de tudo ...empalado... Coração...Garganta... — Isso não foi inteligente, sua estúpida, garota estúpida.— Andrea envolveu seus dedos em torno do bíceps de Lissa e as unhas do lobo escavaram em sua carne. — Você entende os problemas que causou? — Ela apertou seu aperto ainda mais. — Eu não posso planejar a cerimônia de acasalamento até que este negócio seja tratado. Ele não consegue pensar em mais nada que não seja seu pirralho bobo estúpido. É melhor você não correr de novo, puta. Por tudo isso, manteve os lábios fechados, recusando-se a proferir um som. Era o que a mulher torcida queria. Ela queria ouvir Lissa chorar e


choramingar com a dor. Queria que ela gritasse por ajuda apenas para que ela pudesse mostrar o poder que a cadela Alfa tinha. Aquela primeira vez todos aqueles meses atrás, sua primeira interação violenta com Andrea tinha terminado com um Stavros preocupado correndo para o quarto que ela e Andrea ocuparam. Ele era um guarda hábil, seu olhar compreendeu a situação de uma só vez. Ele tinha visto Lissa de joelhos, sangrando e ofegando por ar enquanto Andrea estava sobre ela, o mesmo sangue escorrendo de suas garras. Ela voltou a chamar Stavros, mas uma ordem rápida de Andrea o fez desaparecer. À medida que as manifestações foram, ele foi eficaz. A mensagem estava clara. Lissa não era nada, as palavras de Lissa não significavam nada. Mesmo quando ela tinha ido para Galen com suas preocupações e lágrimas em seus olhos, suas preocupações e problemas tinham sido ignorados. — Falei com Andrea sobre isso. Foi bom que estivesse lá para ajuda-la quando você caiu. Eu só sinto muito que ela a picou com suas garras. Aqui, vou beijá-los para melhor. Ele passou a beija-la, seus lábios deslizando sobre cada centímetro de sua pele e explorando seu corpo até que todas as preocupações sobre Andrea e o bando foram banidas. Tinha sido glorioso. Uma noite de amor que ela não esqueceria por mais de uma razão. Ele fez amor com ela de muitas maneiras até que ela foi levada às lágrimas. Andrea apertou ainda mais e Lissa sugou uma respiração rápida e dura. Seu filho torceu e virou dentro de seu estômago em resposta a sua dor, o bebê sempre consciente de suas emoções e sentimentos. Ela deixou cair sua mão livre em sua barriga, tentando lutar contra a dor, assim como acalmar o garotinho. — Você me ouviu? Não corra de novo. Lissa falou com os dentes cerrados. — Eu te ouvi. Com o seu acordo, Andrea a soltou e empurrou-a para longe, fazendo Lissa tropeçar. — Bom. Agora venha. Ele vai jantar com você.


Uma mão apertou as feridas em seu braço, ela se endireitou e seguiu a cadela Alfa. Elas caminharam pelos corredores, seus pés descalços afundando no tapete de pelúcia, e quando elas se aproximaram da entrada para a sala de jantar, Lissa estendeu a mão e arrancou um guardanapo branco de uma mesa colocada fora das portas. Os lobos eram confusos e tinham temperamentos de gatilho de cabelo. Foi por isso que eles tinham uma mesa inteira de oito pés carregada com guardanapos extras talheres e louça no pronto. Ela o apertou contra seu braço, engolindo o gemido de dor que ameaçava escapar, e continuou em seu caminho. Todos ficaram em silêncio em sua entrada - por causa de Andrea ou Lissa? - e Lissa ignorou seus pesados olhares. Um rosnado baixo, alto o suficiente para que Lissa ouvisse, enviou uma onda de inquietação pela espinha. Que o som continuou até que Galen soltou um furioso chicote de grego e o ofensor deixou cair os ombros, inclinou a cabeça para o lado e choramingou em resposta. Assim que estavam a menos de três metros da cabeça da mesa onde Galen estava sentado, Andrea estourou em desculpas. — Eu sinto muito que estamos atrasados, querido ...— ela tossiu. — Quero dizer Alfa. Um deslizamento acidental da língua ou intencional? Quem sabia? Quem se importou? Lissa. Ela se importava, porque mesmo que ela não quisesse estar perto dele, não queria que seu filho crescesse nesse ambiente, ela amava uma parte dele. — Querida Melissa tropeçou e precisou de um momento para se recolher. — Andrea olhou para ela, aqueles olhos largos e sem mácula. —Oh céus. Eu piquei você? Sinto muito. — Andrea olhou para Galen. — Ela é tão desajeitada. Foi exatamente como a última vez que ela esteve aqui. Andrea era uma cadela furtiva isso era certo. Em um punhado de palavras, ela foi capaz de culpar os ferimentos de Lissa sobre si mesma, bem como lembrar o Alfa do fato de que ela tinha fugido dele. Ela esboçou um sorriso em seus lábios e continuou passando pela puta presunçosa e em


direção à cadeira vazia à direita de Galen. A cadeira que ela ocupou quando ela esteve aqui pela última vez. É verdade, eles nunca jantaram com os outros, mas ela naturalmente assumiu que era onde ela iria sentar—se mais uma vez. Não foi até que ela alcançou a cadeira que Galen falou com ela. — Você vai sentar à minha esquerda. As palavras a atingiram, lembrando-a mais uma vez de seu lugar. Tinha se esquecido por um momento, esqueceu a importância de estar naquele assento. Sua mão direita. Aquela de quem ele poderia depender para apoio acima de todos os outros. Não ela. — Claro. — Ela deslizou em torno dele como se não importasse e Stavros estava lá para puxar sua cadeira. — Você está bem? — Ela se concentrou nele e notou sua atenção em seu braço. Ela puxou o guardanapo ensanguentado e ficou gratificada ao ver que as feridas estavam a caminho de serem curadas. Levaria tempo, mas nem tanto quanto um ser humano normal. Ela não era mais normal. Ela estava grávida de um filhote de cachorro lobisomem e ele cuidou de sua mãe. — Sim. Andrea tem razão, foi uma repetição. — Um pequeno movimento chamou sua atenção para o homem que estava atrás de Galen. Stavros. Stavros com os olhos arregalados por um momento e depois se estreitando enquanto se concentrava em Andrea. Ela não iria dizer mais, não na frente da matilha, mas Andrea não desistiria. — Ela é tão desajeitada, Alfa. Eu espero que seu filho não herde essa característica humana. — A maneira como ela disse humana era apenas tímido de um desdém. — Coincidentemente, a única vez que eu tive dificuldades como esta foi aqui. — Sua voz era plana. — De alguma forma eu sou capaz de carregar uma bandeja de três quilos de comida em uma mão, uma garrafa de água


espumante na outra, e derramar bebidas enquanto eu faço meu caminho em torno do restaurante que serve comida. — Claro. Mas você é tão... — a mulher curvou os lábios ligeiramente, — Grande. — Por que você não pergunta ao seu Alfa o que eu estava fazendo quando ele me encontrou? Galen sugou uma respiração dura e ela lhe lançou um olhar para ver a fúria cobrindo suas feições, mas ela estava mais preocupada em ganhar esta batalha com Andrea. Ele estava mais do que um pouco irritado que ela tinha escolhido garçonete e trabalhando longas horas em ficar com ele no colo de luxo. O lobo da mulher estava presente, aqueles olhos amarelos e ferozes. Lissa consumiu-se com dobrar o guardanapo ensanguentado em um pequeno quadrado e então colocou cuidadosamente sobre a toalha. — Como eu disse. A questão pode ser o local. A atenção de Galen virou-se para o tecido ensanguentado, seu olhar quente e intencionado e só se quebrou quando Stavros se adiantou para murmurar em seu ouvido. As palavras eram baixas, mas tiveram um efeito imediato sobre Galen e Andrea. A expressão do Alfa se suavizou e ele acenou com a cabeça enquanto Andrea parecia muito mais forte ainda. Ele estendeu a mão para ela, juntando os dedos dele no dela e descansando suas mãos entrelaçadas no pano vermelho. Ele ergueu a cabeça e olhou para os que estavam reunidos ao redor da longa mesa. Facilmente trinta dos Liakos mais altos do ranking dos lobos estavam na sala, e ele olhou para todos eles. — Então nós faremos nosso melhor para fazer isto um lugar seguro para você e nosso filho. As palavras pareciam inócuas, mas a dureza em seu tom revelava que era uma ordem. Sim, o Alfa estava furioso com ela, mas ele a queria segura. Ou melhor, queria que seu filho seguro. No momento Lissa era simplesmente a incubadora. Ele cuidadosamente retirou seu apoio, aparentemente satisfeito com o aviso que ele comunicou, e acenou para um dos servidores próximos para


começar a refeição. O lobo aproximou-se, bandeja carregada com várias carnes que apelavam para a necessidade de uma besta de proteína quase crua. Por trás dela, alguém chegou ao redor e colocou cuidadosamente um prato maravilhosamente preparado que incluiu alguns de seus legumes favoritos e frango totalmente cozido. Seu bebê imediatamente se revoltou, empurrando-a e empurrando-a de dentro, e ela sabia o problema da criança. Sacudindo a cabeça, ela cuidadosamente colocou as pontas dos dedos no braço do servidor para parar seu retiro. Um segundo grunhido familiar atingiu o ar, ela pegou sua mão de volta. A última coisa que queria era que Galen perseguisse esse homem submisso. — Por favor, diga ao Chef que aprecio o problema que ele teve, mas infelizmente —, apontou para o prato de estacas pingando. — Ele só tem um gosto por isso.— — E isso é o que você deve ter.— Ela travou os olhos com Galen e encontrou que seu lobo interior estava espreitando para ela. — Você terá o que precisa. Eu preciso sair. Preciso me salvar. Preciso salvar nosso filho. — Obrigada. — Qualquer coisa por você, agapi mou. — Ele a estava tocando novamente, uma onda de ternura deslizando sobre seus traços. Ternura? Dele? O calor sexual e a fúria ardente ela conhecia, mas não sabia o que fazer com esse carinho. Em vez de encontra-lo, ela se esquivou de suas emoções. Sim, ela imaginou que ele lhe daria qualquer coisa. Exceto sua liberdade. Em vez de dizer essas palavras em voz alta, ela voltou sua atenção para o seu lugar, dando ao servidor mais novo um sorriso gratificado quando um bife mal escaldado foi colocado diante dela. Ela rapidamente alcançou seus talheres, o estômago grunhindo e rosnando, ansioso para a próxima proteína. Não foi até que o garfo e faca estavam em sua mão que ela percebeu que ninguém mais estava comendo. Ela lançou um olhar para baixo da mesa e lançou o mesmo olhar para Galen.


Ele respondeu a sua pergunta não solicitada. — A Única come primeiro e só quando ela estiver feliz com o que é colocado diante dela e começa a comer o resto do bando começa. Era doce na sua própria maneira sangrenta. Ela segurou seus talheres firmemente, cortando cuidadosamente a manteiga macia de carne e ela lentamente trouxe uma mordida para seus lábios. No momento em que atingiu sua língua ela gemeu de apreciação, e até mesmo o bebê se instalou com aquela primeira mordidela. Ela sabia que ele não ficaria satisfeito com um pedaço tão pequeno, mas foi o começo. Galen riu. — Acho que a comida é da sua satisfação. — Sim. Ele acenou para os outros servidores, mas o foco inteiro de Lissa permaneceu na refeição. Em cortar pedacinhos e alimentar-se e seu filho. Este foi o primeiro passo. O primeiro passo para cuidar de si mesma e do bebê. Ela iria elaborar um plano, descobrir como poderia salvar os dois. Ou pelo menos salvar seu filho. A refeição continuou, o tilintar suave e raspagem de talheres nas placas de porcelana apenas interrompido pelo riso ocasional e baixo murmúrio de vozes. Galen estava ocupado pelo riso agudo e agudo de Andrea. Uma lança de ciúmes a atingiu e ela lutou para afastar a emoção. Ela não tinha o direito de ter ciúmes. Inferno, ela nem deveria ter ciúmes. E mesmo assim, mesmo conhecendo seus planos, ela o queria. Alguma parte dela ainda o amava. Garota estúpida e estúpida. Em algum ponto, os outros lentamente se afastaram, o ruído cuidadoso gradualmente facilitando até que fosse ela, Galen e Andrea junto com os guardas de Galen na sala. Os outros dois continuaram a falar enquanto Lissa os ignorava. Ou pelo menos tentou. Então, novamente, por que se preocupar? Não era como se compreendesse uma única palavra que os dois trocassem. Claro, ela podia ler a linguagem corporal, mas Galen parecia ter apenas três


estados. Feliz, irritado, excitado. No momento, ele estava com raiva e não demorou muito raciocínio para descobrir o porquê. Lissa afastou finalmente o prato, apoiando-se contra o assento e colocando as mãos sobre a barriga. O filhote estava dormindo e satisfeito, instalou-se pelo menos um par de horas antes dele estar exigindo comida novamente. Ela não tinha certeza de como iria lidar quando ele finalmente viesse para o mundo. Então outra vez, não seria seu negócio, não é? O bebê tremeu, agarrando-se a sua inquietação, e ela lutou para derrubar a emoção. Seu médico nos Estados Unidos constantemente lembrou disso, embora bebês humanos pudessem reagir às emoções de uma mãe, não havia dúvida de que ocorreu com bebês lobisomem. Se ela estava com raiva, triste, feliz... O bebê experimentou em tudo. Stavros se afastou de seu posto e lentamente rodeou a ponta da mesa, curvando-se perto da orelha esquerda de Galen. Uma conversa murmurada quase audível se seguiu e então Galen se concentrou nela. — Stavros vai retornar para o seu quarto. Era isso. Eles haviam trocado algumas palavras nas últimas duas horas e agora ela estava sendo banida. Ela segurou uma mão, cravando as unhas na palma da mão, em um esforço para suprimir suas palavras de raiva, e o bebê respondeu caindo dentro dela. Ela respirou fundo para afastar a frustração enquanto esfregava o estômago. O apertar de seu punho lembrou-a das feridas em seu braço que tinham quase ido, mas soube que o sangue permaneceu. Lissa se concentrou no guarda e lhe deu um pequeno sorriso. — Eu apreciaria isso, obrigada. Ela ignorou o grunhido de resposta de Galen e, em vez disso, estava decidida a levantar-se cuidadosamente da cadeira e depois a abrir caminho pelo comprimento da sala. Ela conseguiu manter as mãos para si mesma até que eles saíram do grande espaço e entraram no corredor. Lá, ela estendeu a mão para Stavros, embrulhando seus dedos em torno de seu antebraço e


usando-o para o apoio quando fez o seu caminho para seu quarto de hóspedes. Já não estava alojada na suíte do Alfa, o que era bom para ela. Ela não queria estar perto dele, não queria se apaixonar por ele novamente...Novamente? Ela nunca tinha parado. Ela nunca deixará de amá-lo e no final isso a... Mataria.


Capítulo Quatro O ar frio do oceano perturbou o cabelo de Lissa e ela agarrou alguns poucos fios errantes para colocá-los atrás de sua orelha. Ela se refugiou na varanda de trás, Galen e a matilha ainda relaxando por dentro. A casa estava cheia de lobos em ambos os pés e quatro e como um ser humano completo, ela se sentiu decididamente fora de lugar. O bebê se esticou e pressionou contra seu estômago, atraindo sua atenção. Ela colocou a palma da mão sobre uma pequena protuberância que ele causou. Ela não tinha certeza se era um pé ou mão. Era simplesmente seu filho. — Estou aqui para você, querido filhote — sussurrou ela, agradecida pelas rajadas de vento que iriam lavar suas palavras. — Não vou deixar que nada aconteça com você. Pelo menos não enquanto eu estiver viva. Ela não tinha certeza por que ela tentou esconder seus pensamentos da criança desde que ele os sentiu de qualquer maneira e se contorceu dentro dela. — Shhh... Dá-me uma pausa, querido. A briga de pés na laje anunciou a aproximação de alguém. Não, não alguém — Galen. Foi na forma como o filhote reagiu, a forma como as emoções do bebê ultrapassou Lissa e uma emoção tímida encheu seu filho. Ela costumava sentir o mesmo quando tinha Galen em sua vida. Sempre à beira, sempre ansiosa por estar com ele, amando cada momento que passavam juntos. Mas isso era então. Seu calor banhava suas costas, sua temperatura corporal mais alta do que a de um ser humano normal e o calor envolveu-a em um abraço reconfortante. Lembrou-se disso, lembrou-se de que sua proximidade bania facilmente qualquer frio no ar. Até mesmo o filhote parecia à vontade com o novo calor e acalmou em um instante.


— Está frio, agapi mou. Stavros não deveria ter permitido que você se aventurasse de casa. Censura estava na voz de Galen e Lissa se apressou em defender o outro lobo. — Não é como se ele pudesse me impedir, Galen. Ele poderia ganhar o seu desagrado seguindo-me fora ou a sua morte, tocando-me. Você não pode culpar o cara por escolher a vida. Ela pensou que ouviu Stavros bufar, mas rapidamente transformou em uma tosse. — Não, aparentemente eu não posso —, ele falou e então entrou em grego para emitir uma ordem rápida e que foi seguido por Stavros retirandose. —Ele se foi, mas isso não muda o fato de que você não deveria estar aqui. Lissa deu de ombros. — Eu não deveria estar aqui. Ela se acostumara a ler as pessoas, sentindo emoções que permaneciam no ar, mesmo que não pudesse cheira-las como um lobo, e ela sabia que o enfureceu. — E onde deveria estar a mãe de meu filho e meu filho? Do outro lado do oceano? Sem minha proteção? Desta vez ela bufou e esfregou a pele agora suave em seus braços. — Sua proteção deixa muito a desejar. — Você deve estar agradecida a Andrea... Ela girou para encará-lo e imediatamente lamentou a decisão. Ela foi atingida de novo por seus olhares esmagadores, sua presença e o domínio que o cercava como uma capa sempre presente. Ele não era apenas alto, escuro e bonito. Ele era muito mais. Ele tinha uma qualidade animal que chamou algo primitivo dentro dela, que a incitou a saltar em seus braços e desconsiderar seu passado e abraçar o presente. Perigoso.


— Faça-me um favor. Eu percebo que em sua mente não tenho o direito de pedir nada, mas como a mãe de seu filho, eu não quero ouvir seu nome passar os lábios quando estivermos sozinhos. Ela não tinha certeza do que a levou a fazer o pedido, mas esperava que ele lhe concedesse aquela pequena concessão. Um sorriso provocou seus lábios. — Ciúmes, agapi mou? — Dificilmente. — Assustada... Furiosa... Consumida pelo ódio... — E o que eu ganho se eu concordar com isso? Ela ergueu as sobrancelhas e adaptou uma expressão esperançosa. — Minha eterna gratidão? Ele gritou um riso. — Não é o bastante, agapi mou. Ele rastreou seu rosto com seu olhar, olhos escaneando-a e não perdendo uma única coisa. Deslizou-lhe os cabelos castanhos escuros, a linha do pescoço, os seios, maiores desde a gravidez e, finalmente, a grande protrusão do estômago. Seu rosto se suavizou, a raiva e o estresse que ela tinha visto em seu rosto desde que ele a tinha encontrado agora desaparecido, o amor puro brilhava de seus olhos. Um pensamento lhe ocorreu e antes que pudesse engoli-lo, ele estourou de seus lábios. — Como você pode olhar para ele dentro de mim, amá-lo tanto, e ainda me odiar? Ele ofegou e aqueles olhos que tinham sido tão cheios de amor agora eram consumidos pela raiva. Sempre raiva. — Eu teria que pensar em você como algo mais do que o Mãe do meu filho, para que me afetasse de qualquer maneira. — Suas palavras eram duras e afiadas. — Você carrega meu herdeiro. Isso é tudo. A resposta de seu filho foi instantânea e forçou-a a agarrar um poste próximo por apoio. Ele era uma criança forte, um lobisomem forte, e suas emoções estavam revoltas dentro dela. Mas não importava o que invadisse suas vidas, uma única emoção e resposta estava sempre presente. Acima de


tudo, ele queria protege-la. Mesmo de dentro de seu ventre, ele lutou para mantê-la longe do mal e da violência emocional. O grunhido baixo vibrou através dela, sacudindo-a de dentro para fora e parecendo fluir de seus poros em uma onda trêmula de som interminável. Era macio, mas constante, calmo e ainda cheio de uma ameaça mortal. Seu filho, tão feroz. Galen deu um passo à frente para agarrá-la quando ela caiu, mas com o rosnado reverberante, ele imediatamente levantou as mãos e deu um passo para trás. — Que diabo é isso? Lissa concentrou-se em acalmar a criança dentro dela, notando a tensão dos músculos em torno de sua barriga. — Seu filho. — Ela não poupou outro pensamento para Galen. — Cale-se, pequeno. Você se lembra da nossa visita a Dra. Sanna, — ela murmurou. — Ficando chateado assim pode machucar mamãe. — Pelo que o médico indicou, uma mãe lobisomem facilmente lida com esses tipos de explosões, mostrando seu domínio sobre o bebê, mas Lissa era humana e, portanto, tinha mais dificuldade. Ele estava diminuindo gradualmente, os grunhidos ocasionais fugindo, mas o estrondo permaneceu. — Quieto agora. Uma lança de dor balançou seu lado direito, e ela sibilou com a dor penetrante. — Vamos lá, garotinho. — Ele não estava deixando ir. — O que seus homens trouxeram do meu apartamento? Alguma das receitas do meu armário de remédios? Ela odiava tomar um sedativo, mas depois de aparecer na sala de emergência pela terceira vez a partir desta mesma queixa, o médico tinha dado a ela algo seguro que iria acalmar o bebê. — Não. — Ele franziu o cenho e alcançou-a novamente. — Nós trouxemos algumas mudas de roupa qualquer outra coisa que você precisava poderia ser comprada. O que é esse som? Por que você está grunhindo? O que há de errado com você? O que ele está te fazendo? —


— Merda. — Ela lutou pela calma. — É o seu filho. Ele é muito protetor. Pelo menos me dê dez pés de espaço para que eu possa acalmá-lo e nos manter fora do hospital. Por agora. Pelo menos até que o bebê se sentisse ameaçado de novo. Galen empalideceu, seu tom de pele normalmente profundo e verde oliva agora branco fantasmagórico. — Hospital? — Ele murmurou a palavra enquanto mexia para trás e então girou em seu calcanhar e desapareceu dentro da casa. Pelo menos ele deu espaço para ela. Com sua retirada veio a capacidade de respirar e seu filho imediatamente relaxou como se sabendo que Galen não demoraria. Ela soltou um suspiro aliviado e cuidadosamente caminhou em direção a uma cadeira próxima. Com cuidado, ela se abaixou para o assento, e trabalhou para estabilizar seu batimento cardíaco. Infelizmente, ela não estava sozinha por muito tempo. Vozes erguidas explodiram da casa, rosnados e rosnados intercalados com os tiros rápidos do grego e da ocasional palavra inglesa. Ela notou que as palavras em inglês tendiam a ser maldições. Sem preâmbulo, Galen saiu da casa, sua atenção varreu as sombras da varanda, e então a espiou. Ele pisou na direção dela, furiosa intenção em suas feições e o bebê começou tudo de novo. — Galen, você não fez o suficiente? Eu sei que não vou viver um momento depois do seu nascimento, mas você acha que poderia me deixar sobreviver o suficiente para trazê-lo para o termo? Ele deve ter ouvido algo em seu tom, o espírito de suas palavras e não apenas as sílabas em si, porque ele empurrou para uma parada repentina e olhou para ela. Sua confusão era real e não fingida. Por que ele estava confuso? Porque ela conhecia o jogo dele? Se alguma coisa, ele deve estar feliz. Ele não teria que fingir trata-la como qualquer outra coisa senão a prisioneira que era. Não precisava de jantares públicos rodeados de pessoas que não conhecia.


Galen virou a cabeça e gritou, mas não se aproximou. Em poucos segundos, um homem estourou pelas portas duplas e correu para o pátio. Seus passos eram longos e seguros, sem indícios de hesitação ou dúvida em seus movimentos bruscos. A estrutura óssea, o nariz e a mandíbula combinados com o cabelo e os olhos, disseram-lhe que não estava apenas olhando para outro lobo, mas um parente de Galen. O irmão. Ela se perguntou onde o Dr. Martin foi. Parte dela pedia que ela se afastasse do homem, especialmente quando notou o que ele carregava na mão direita. Uma bolsa de couro preto. Uma daquelas bolsas de couro preto. Uma classificação para todos os médicos, parecia. Lissa balançou a cabeça, negando sua aproximação, e agarrou os braços da cadeira. Ela tremeu, não apenas pelo medo de ter as mãos de um médico Liakos sobre ela, mas também porque seu filhote reagiu também à sua presença. Imediatamente ele se deteve, levantando a mão, levantando-se numa posição de rendição. — Senhora Hill — Melissa — por favor, acalme-se. — Eu estou calma. — Ele teve a graça de não a chamar para fora em sua mentira. — Eu posso ouvir o cachorro daqui e Galen me diz que você é humana. Se vocês dois não puderem relaxar, vou ter que sedá-los. Isso não é saudável para qualquer um de vocês. Poderia custar a ambos ... — Nossas vidas. Sim eu sei. Eu estou tentando, mas... —ela chamou sua atenção do médico para Galen e de volta, o que levou o médico a olhar por cima do ombro dele. Ele se concentrou nela, mas não falou com ela. — Eu preciso que você vá embora. — Mas... — Galen tentou. — Sem argumentos. Você não consegue puxar classificação sobre isso. Para a saúde da minha paciente, quero que a varanda seja limpa. — Ele não olhou para ver se seu pedido foi seguido, mas, novamente, ele era um lobo. Podia simplesmente ouvir a partida de todos.


Sim, todos saíram, mas Galen ficou na porta. Pelo menos isso lhe dava espaço para respirar e ela podia se concentrar em seu filho. — Posso verificar agora? Já, seu filho se acalmou e ela acenou com a cabeça. Aproximou-se lentamente, passos medidos e cuidadosos, e ele gentilmente sentou sua bolsa no chão antes de cair de joelhos. — Sou o Dr. Perrin Liakos. — O irmão de Galen — ela murmurou. Ele assentiu. — Seu irmão e também o doutor mais alto do ranking. Ele abriu a bolsa e tirou um estetoscópio. — Se importa se eu escutar? Ela balançou a cabeça. Por que negá-lo? Ela queria que seu filho fosse saudável e precisava aceitar isso por agora, ela não tinha controle sobre sua situação. Ela procurou cuidadosamente a bainha inferior de sua camisa para expor sua barriga para ter um rosando congelando-a no lugar. Isso foi seguido por um do médico e ele rapidamente se levantou e girou em direção à fonte do som. Galen. Quem mais? — Você não vai expô-la a todos,— ele rosnou para Perrin antes de se virar para ela. — Você não vai se expor. A voz de Perrin era calma, mas firme. — E você não vai falar assim com minha paciente. Se quer que a mãe e a criança vivam, você vai começar a agir como tal ou vou admiti-la. Eu a tiraria da cidade completamente se eu conseguisse, mas vou coloca-la no hospital sem hesitação e com plena justificativa se você não parar de se comportar dessa maneira com ela. Os dois homens enfrentaram um ao outro, Perrin era alto e forte sob o que devia ser seu Alfa, enquanto Galen parecia tão resolvido em seu curso. A violência foi apenas suprimida, pairando no ar, e ela sentiu como se qualquer coisa fosse definir a batalha em movimento.


— Por favor. — Galen e Perrin permaneceram no lugar e ela se perguntou se eles a ouviram, então ela se repetiu. —Por favor. Galen soltou a respiração que ele estava segurando e reorientou sua atenção para ela, seu medo encontrando seus olhos por um breve momento antes de cair para seu estômago e então ele estava procurando outro lugar mais uma vez. — Quero saber o que há de errado com ela. Quero que você a faça bem. Fazer-me bem? Que tal me deixar ir? Perrin imediatamente voltou. Galen deu um rápido aceno de cabeça e girou em seu calcanhar e recuou. Desta vez, ele não parou na entrada, mas continuou mais fundo na casa e fora da vista. Ninguém estava à vista agora, sem olhos amarelados de lobos ou os matizes mais brilhantes de seres humanos olhando para ela. Perrin estava de volta, ajoelhado mais uma vez com o estetoscópio na mão. — Vamos tentar novamente. Não vamos. Em vez de colocar a voz em suas palavras, ela simplesmente levantou a camisa por cima de sua barriga, e cortou a cintura de suas calças para expor o monte suavemente ondulado. Com a partida de Galen e a presença calmante de Perrin, o bebê finalmente estava relaxando dentro dela. — Eu deveria ter outro ultrassom? — A preocupação a roía. No passado, depois de cada episódio, a Dra. Sanna fizera um ultrassom, mas não sabia como Perrin tratava as coisas. — Vamos dar uma olhada por agora e conversarei um pouco com seu filho. Conversar? Então sua pergunta mental foi respondida quando Perrin começou uma canção rítmica baixa de grunhidos e barulhos baixos que seu filho parecia retornar em espécie. Apenas alguns segundos se passaram, o intercâmbio pareceu continuar, e então o médico voltou com um sorriso no rosto.


— Ele parece bom, batimentos cardíacos fortes e estáveis. Você está sentindo alguma dor? Lissa fez um balanço de seu corpo, procurando por alguma dor persistente ou dor aguda e não encontrou nenhum, então ela balançou a cabeça e franziu a sobrancelha. —Não, e geralmente estou chateada... Perrin assentiu. — Sim, isso pode acontecer quando você não é tratada pelo médico do seu bando. Um médico do hospital não tem a conexão com o bebê como o médico da criança do bando. Estou ainda mais ligado a ele por nosso laço de sangue. — Ele enfiou o estetoscópio nas costas. — Ele entende que ele te machucou e eu tenho certeza que ele vai tentar muito não fazê-lo novamente, mas filhotes são sensíveis às suas emoções. Ele não precisou pronunciar a próxima ordem, já que ela já tinha ouvido antes. Fique calma. Mais fácil falar do que fazer. — Então ele está bem? — Você deveria estar preocupada consigo mesma, não com ele. Mas sim, ele está bem. Ela soltou um suspiro aliviado. — Bom. Isso é bom. Você pode falar com ele? Ele falou com você? Ele assentiu novamente. — Sim, eu fui treinado, apesar de falar— não é exatamente a descrição certa. Ele está correndo em instintos agora, mas ele entende um pouco melhor, embora não possamos usar palavras. — Uau. — Ela acariciou seu estômago, espantada com seu garotinho. — Sim. Estou sempre espantado. Perrin abriu a boca para dizer alguma coisa e logo a fechou antes de finalmente falar novamente. — Eu sei que este é o filho do meu irmão e eu sei que vocês dois têm problemas. — Ela bufou, mas ele continuou. —Mas vocês dois precisam chamar uma trégua para a saúde de seu filho. Eu sei mais do que o bando, mas tenho certeza que há muitas coisas que foram compartilhadas apenas entre vocês dois. Por sua causa, por amor da criança, vocês dois precisam empurrá-lo de lado e simplesmente passar por esta gravidez. — O médico encontrou seu olhar. — Vocês dois podem derrubá-lo


depois de dar à luz, mas por enquanto, deixe o passado deitado e foquem no hoje e amanhã. Sua conversa estava agora cheia e pesada com a mudança e ela tentou uma resposta leve. — Ordens do médico? Ao invés de sorrir e rir, ele simplesmente balançou a cabeça, uma expressão séria no lugar. — Sim. Descanso e relaxamento. O bebê vai se beneficiar de ter Galen ao redor, pelo que ambos precisam empurrar seus próprios sentimentos pessoais de lado e se concentrar no que é melhor para a criança. Perrin se pôs de pé, agora se erguendo acima dela. Ele se afastou dela, com a intenção de voltar para a casa, mas tinha uma última pergunta. — Você está dizendo isso porque realmente é melhor para o meu bebê e para mim ou porque Galen é seu irmão e você tem algum sentido equivocado de que podemos de alguma forma resolver as coisas? — Vocês foram bons juntos. Eu nunca o tinha visto tão feliz antes. E então quando você saiu... — Ele balançou a cabeça. — Ambos. A resposta é ambos.


Capítulo Cinco Por acordo não dito, Lissa e Galen seguiram as instruções de Perrin para a carta. Eles tomaram café da manhã todas as manhãs, Galen murmurando uma saudação matinal para ela antes de cair de joelhos ao seu lado. A primeira vez que ele tinha feito isso tinha sido desajeitado e zangado, mas ela tinha dado a sua permissão e aceitou seu toque. Agora isso se tornara banal para ele pressionar sua orelha para seu estômago, as mãos sobre o arredondamento enquanto ele rosnava e “falava” para seu filho. Eles ainda se abstiveram de conversar mais do que o necessário, mas não estavam juntos porque estavam em um relacionamento, era por seu filho. Ela simplesmente tinha que lembrar seu coração disso diariamente. Tal como quando ele a levou para passeios pelos jardins expansivos ou quando ele passeou ao seu lado enquanto eles visitavam algumas das pequenas lojas e prepararam o berçário. Aqueles eram os momentos mais difíceis, quando ela olhava para um cobertor adorável ou um bicho de pelúcia ainda mais bonito e sabia que, embora possa trazer um sorriso para seu filho, ela nunca iria vê-lo. No entanto, cada vez que esses pensamentos se agitaram, seu filhote respondeu em espécie que chamou a atenção de Galen. Aqueles pensamentos invadiram enquanto ela descansava em um assento de janela, a atenção nos lobisomens jovens brincando no quintal. Alguns eram crianças, alguns adolescentes, mas sua alegria era inconfundível, não importa a idade. Como você vai se parecer quando tiver essa idade? Como se seus pensamentos e inquietação o atraíram, Galen entrou no quarto. Ele tinha um metro e oitenta e três de puro macho e dominância inquestionável. Ele estava vestido com um de seus trajes típicos, mas tinha abandonado a jaqueta, gravata e até mesmo seus sapatos antes que a


procurou. Era algo que ela tinha reconhecido desde o início. Se ele pudesse tirar os sapatos, ele o faria. Sempre. — Agapi mou? — Ele encontrou seu olhar e então sua atenção caiu para seu estômago, para a onda de rolamento que tremia através de sua carne. — Estou bem. Como foi o seu dia? —Trivialidades e conversa fiada. Parecia que era tudo o que eles eram bons hoje em dia. Ele franziu o cenho e ignorou sua pergunta enquanto ele se aproximava dela. Ele se abaixou e ajoelhou-se a seu lado, seus lábios pressionando imediatamente contra seu estômago ondulado e suas mãos acariciando sua redondeza. Rumores familiares derramaram sobre ela, os sons calmantes e reconfortantes em seu ritmo e tom. Ela fechou os olhos e recostou-se contra a parede, relaxando. Ela nem percebeu que ele parou até que falou. — O que você está chateada? Lissa sacudiu a cabeça. — Nada. Essa única palavra tinha se tornado sua palavra de código para o passado e quando usou, ele franziu o cenho ainda mais duro. Ele ficou em silêncio por um momento, seus olhos pareciam querer que ela contasse mais, mas ela permaneceu muda sobre o assunto. Perrin foi claro. Ela não deve ficar chateada, deve se afastar do que causou sua angústia. Agora não era a hora. Mas Perrin não sabe que nunca haverá um tempo. — Então vamos dar-lhe algo. — Ele facilmente se levantou e estendeu uma mão para ela. — Venha. Tenho uma surpresa que vai agradar a ambos. O sorriso provocante que enfeitou seus lábios lembrou-a do Galen que ela tinha conhecido todos aqueles meses atrás. Aquele que tinha sorrisos rápidos e uma paixão que parecia interminável. Paixão. Essa palavra acendeu pensamentos de sua boca sobre a dela, suas mãos traçando suas curvas e seus lábios seguindo aquele mesmo caminho. Ele tinha sido o primeiro dela. Seu único.


E ele lhe mostrou o que poderia ser verdadeiramente entre um homem e uma mulher. Mostrou-lhe como um lobo amava uma fêmea e colocava sua marca sobre ela, em seu coração e alma. Agora, tão perto da entrega, seu corpo estava se aquecendo e doendo por ele. Um sorriso e isso foi tudo o que precisou. Devia haver algo errado com ela. Como poderia ser atraída por um homem que era tão rápido para destruí-la? Quando aqueles olhos castanhos brilharam e lentamente deslizaram para amarelo, ela teve sua resposta. Ele era tudo para ela, duas metades de um todo e tudo o que ela já desejara em um macho. Esse sorriso lentamente se aqueceu e suas narinas se dilataram e ela sabia que ele cheirava seu desejo crescente. Inaceitável. A última coisa que queria era que ele percebesse que ela ainda o desejava. — Ótimo. — Ela colocou sua mão sobre a dele e escorregou cuidadosamente do assento da janela. Seu estômago crescente tornou-se difícil, mas Galen foi rápido para ajudá-la. — Lidere o caminho. O sorriso pequeno provocando seus lábios lhe disse que ele estava em seu jogo de evitação. Em vez de responder, ele a conduziu para o arco, apenas parando quando Leo virou a esquina e entrou em vista. Ela notou que ele carregava um par de sandálias robustas com solas grossas e agarradas. Semelhante aquelas que Galen comprou-a quando ela veio pela primeira vez para sua casa. Uma que fez a descida para a praia mais segura. A praia… — Você está me levando... Leo chegou, entregando a pequena carga e Galen caiu agachado e alcançou por um de seus pés descalços. — Para a praia? Sim. — Mas você disse que era muito perigoso. Galen encontrou seu olhar através de suas grossas pestanas. —Como Perrin gosta de apontar, eu sou ocasionalmente arrogante e errado.


Leo se contraiu e Lissa não perdeu o aperto da mandíbula do outro homem e a tensão e raiva que pareciam consumir o outro lobo com essas palavras. — Mas... Ele deslizou a última alça no lugar e depois empurrou para seus pés mais uma vez, alcançando para ela nesse mesmo movimento. — Mas nada. Vamos dar os passos devagar e você vai me ouvir. Excitação borbulhava dentro dela, e nem mesmo suas palavras autocráticas podiam diminuir os sentimentos. — Sim, sim. — Ela teria saltado em seus dedos do pé como uma criança se tivesse certeza que não iria se derrubar. — Desde o momento em que coloque meu pé no primeiro degrau até o final, eu juro. — E todos aqueles antes e depois, também, — ele respondeu. Havia um brilho provocante em seus olhos e alguns de seus velhos sentimentos de proximidade e carinho ressurgiram. — Eu não tenho tanta certeza sobre isso, mas estou aberta para negociação. Era uma brincadeira que muitas vezes compartilhavam, as rápidas e furiosas negociações que Galen desfrutava na sala de reuniões e depois as trazia para o quarto em uma escala mais suave e sensual. Quando ele lambeu os lábios, expondo seus dentes brancos afiados, ela sabia que sua mente também foi lá. — Vamos ver. — Ele estendeu a mão para ela e ela prontamente acolheu seu toque. — Vamos leva-la para lá primeiro. Lissa não estava preocupada. Embora ela admitiu estar um pouco mais desequilibrada do que o habitual, ela ainda era muito ágil e rápida em seus pés. Ela tinha que considerar sua profissão antes que Galen a encontrasse. Então, enquanto passou quinze minutos durante uma viagem que costumava demorar apenas cinco minutos, ela se concentrou no oceano, nas ondas quebrando e no cheiro limpo do mar.


Os filhotes que haviam brincado no quintal agora espiavam pela borda do penhasco, Observando seu cuidadoso caminhar descendo os degraus. Ela continuou olhando para eles, percebendo as tristes ocasiões de filhote de cachorro que eles tinham. — Assista onde está indo! — Seu rugido foi engolido pelo oceano, como foi seu suspiro de aborrecimento. Lissa parou e olhou por cima do ombro para ele. — Eu estou assistindo. Estou bem. Só pensei que era triste que minha presença significa que os filhotes não podem brincar na praia. — Ela apontou para a pequena reunião. — Olhe para eles. Galen suspirou. — Você vai ser um imprevisto para o nosso filho, não é? Uma lança de tristeza, um raio de dor emocional que ela não quis experimentar, golpeou-a e ela foi rápida para empurrá-lo de volta para o buraco que rastejou fora. Agora não era a hora. As escadas não eram o lugar. Então ela adotou um tom de sorriso e otimista e esperava que ele não tentasse olhar mais fundo. — Eu pareço ser um otário para um homem bonito. Ele lançou lhe um olhar cético, como se não acreditasse em nada, mas permaneceu em silêncio. — Uh-huh. Os filhotes estão aqui quase todos os dias. Eles podem esperar algumas horas. Além disso, todo mundo sabe que nós atendemos a uma mulher que carrega. — Ele lentamente se aproximou e colocou a mão sobre seu estômago. Era a primeira vez que ele a tocava por algo além de falar com seu filho. Era a primeira vez que ele havia iniciado desde que estavam reunidos. — Eles carregam o futuro da matilha. Certo. Ela quase esqueceu que ela era apenas a incubadora. Em vez de dizer outra palavra, Lissa assentiu e voltou para o seu caminho, cuidadosamente escolhendo o seu caminho descendo os degraus. Parecia demorar para sempre, mas eventualmente seus pés estavam na areia macia e o oceano se espalhou diante dela em um grande cobertor de azul. — É lindo, — ela sussurrou.


—Sim—, sua voz era tão suave e ela percebeu que em vez de olhar para a paisagem que os cercava, ele estava olhando para ela. Seus olhares se entrelaçaram, olhos trancados uns nos outros, e era como se as semanas recentes e os meses terríveis se dissolvessem. Era como o primeiro dia em que ele a atraíra até a costa arenosa e lhe mostrou esse pequeno pedaço de seu céu pessoal. Era um lugar que ela saboreava, mas não queria voltar. Não havia alegria ou respostas para ser encontrada lá. Engolindo em seco e limpando a garganta, ela se afastou e agarrou o penhasco de pedra áspera. Ela alcançou seu tornozelo, levantando a perna ao mesmo tempo, e percebeu que isso não estava acontecendo. Ela tentou de novo, endireitando-se e, em seguida, inclinando-se para baixo em uma tentativa de agarrar seu tornozelo, e mais uma vez foi infrutífera. Uma pequena risada veio de sua esquerda e ela lhe lançou um olhar antes de tentar pela terceira vez. — Agapi mou, há uma razão pela qual eu coloquei os sapatos em seus pés. — Ele caminhou para frente e abaixou-se, alcançando seu tornozelo e cuidadosamente embalando seu pé. — Porque significa que eu posso remover - alguma coisa - de você. E não era mais que um pouco sugestivo? — Você não quer tirar nada de mim. Você me odeia, —ela disse as palavras antes que pudesse pensar melhor delas. Era a verdade se ela queria dizer as palavras em voz alta ou não. Galen não disse nada, simplesmente continuou desabotoando seus sapatos e cuidadosamente abaixando seus pés descalços até a areia pálida. Quando terminou, ele facilmente se levantou, seus sapatos recolhidos em uma mão e a alcançou com a outra. Ele entrelaçou os dedos como se fossem amantes e levou-a para a água. Quando se aproximaram das ondas, notou o grande guarda-chuva, os cobertores e a cesta à esquerda.


Um piquenique. Foi... Doce. Doce e insinuado em um carinho que sabia que ele não podia sentir em direção a ela. Ele deixou cair seus sapatos perto da pilha e então continuaram em direção às ondas suaves. Eles se moveram para frente como um até que a água fresca agradou seus dedos do pé e então simplesmente pararam e olharam para fora para o oceano sempre chegando diante deles. Algumas noites eles iriam fazer isso, silenciosamente ficar na beira da água e desfrutar do aprofundamento do sol. A única diferença entre então e agora era que apenas seus dedos tocavam quando, no passado, eles costumavam estar enrolados um no outro. A água espirrou em seus tornozelos, esfriando-a, e ela deixou que as ondas rítmicas a acalmassem, enquanto se confortava com a sensação de sua mão na dela. Não sabia ao certo quanto tempo permaneceram silenciosamente no lugar, mas foi Galen que rompeu o silêncio. —Eu não odeio você. — Ela abriu os olhos e se concentrou nele, incapaz de acreditar em suas palavras. —Eu odeio o que você fez, eu não entendo, mas não te odeio. — Ele suspirou. — E eu não sei mais o que fazer —, ele rosnou. — Perrin não nos permitirá falar sobre o passado, mas eu não posso deixar ir se não posso falar com você sobre isso, mas para refazer, poderia ameaçar o meu futuro. Ela não tinha nenhuma dúvida sobre o - futuro - que ele referenciou. Especialmente quando seu olhar caiu para seu estômago. Esse – futuro definitivamente não a incluía. — Eu sei que você quer resolver as coisas, mas não tenho certeza por que. O que falar sobre isso iria mudar? Quando ele nascer, você vai fazer exatamente o que planeja fazer, meus desejos e esperanças serão condenados. — Ele abriu a boca como se a falar e ela continuou. — Não. O Porquê - já não importa. — Talvez não para você... — Claro que isso me importa. Mas logo que ele nascer você consegue o que quer. Por que é bom falar sobre isso quando o resultado é o mesmo? —


Ela olhou para as ondas, apreciando o calor minguante do sol enquanto ele se ajustava e lançava cores no céu. — Deixe-me desfrutar isso, Galen. — Ela voltou sua atenção para ele. — Deixe-me desfrutar da minha gravidez, deixeme desfrutar de carrega-lo, e deixe mais tarde cuidar de si mesmo. Ele a acariciou com seu olhar, aqueles olhos varrendo seu rosto. Ela sabia o que ele viu, as linhas sombrias de fadiga e preocupação, assim como as bolsas escuras sob seus olhos. Apesar das palavras e do desejo de viver no presente, o passado ainda perseguiu seu sono. Ele se aproximou e ela não teve o bom senso de se afastar. Não quando uma ternura familiar encheu seu olhar imediatamente seguida por uma pequena carranca. Suas mãos se ergueram, as palmas das mãos se apoiando em suas bochechas. — Eu tenho te empurrado e isso é imperdoável. — Ele se inclinou para frente e pressionou seus lábios contra ela pela cabeça, falando contra sua pele. — Não mais. Eu juro. Traremos este filhote ao mundo com pais felizes. Maldito fosse por provoca-la, por tortura-la, mas ela se recusou a revelar seu conhecimento, esperando que ele visse seu erro antes que fosse tarde demais. — OK. — Excelente. — Ele soltou seu rosto e enlaçou sua mão esquerda, entrelaçando os dedos e, em seguida, com cuidado levando-a mais profundo na água. — Venha. Eu sei que você ama as ondas e isso vai fazer o nosso filhote feliz. Ele não estava mentindo em qualquer contagem. Seu bebê estava incrivelmente excitado e desfrutando de sua felicidade no oceano. Por enquanto, ela empurraria tudo. Nenhum futuro. Nenhum passado. Havia apenas o agora com Galen. Com seu sorriso largo, olhos brilhantes e corpo glorioso. Quando ele tinha descartado sua camisa? Porque agora ele estava nu da cintura para cima, seus músculos abaulando e esticando sua pele, provocando-a com sua forma deliciosamente esculpida. Sua boca molhou, lembranças de provar cada centímetro dele enquanto ele lhe ensinava as


alegrias de fazer amor. Ele amava quando ela mordeu, quando ela afundou os dentes em sua carne apenas perto de perfurar sua pele. E não importava onde. Seu peito, seu ombro, até mesmo sua parte interna da coxa embora aquela parte próxima estivesse totalmente fora dos limites. Seu corpo imediatamente respondeu ao seu estado despido, seus mamilos em seixos e calor se instalando entre suas coxas. Não importava o que acontecesse, ela o desejava. Desejava-lhe mais do que qualquer outro e ela imaginava que sempre faria. Ela estremeceu, desejo desdobrando-se e deslizando suavemente através dela. Ele estreitou os olhos o menor pedaço e então a cor amarela cintilou para o menor dos momentos antes de seu lobo interior ser banido novamente. Era óbvio que o lobo a queria, mas ela imaginou que era instintivo. Ela carregou o filhote de cachorro de Galen. Fazia sentido. — Está com frio? Então ele estava tentando fingir que não sabia por que ela tremia. — Não.— Ela balançou a cabeça. — Eu estou bem, não quero perder isso. Uma onda maior espirrou contra suas coxas, e ela deu um passo involuntário para trás. Naquele instante, Galen estava lá. Sua frente enfeitando em suas costas, braços deslizando em torno de sua cintura e se acomodando na curva de seu estômago. — Cuidado. Cuidado? Cuidado com o que? Ela não conseguia pensar em nada além do calor esmagador que a atingia com sua proximidade. Não apenas o calor, mas também o conhecimento de que sua pele nua estava tão perto. E então houve a reação de seu corpo a ela. Sua dureza era inconfundível, seu comprimento pressionando firmemente em suas costas. —Eu...— ela limpou a garganta. —Estou bem. Ele cantarolou e abaixou a cabeça, os lábios escovando a concha de sua orelha. — Então, vá junto, agapi mou, e permita-me isso.


Era quase como se ele pedisse permissão, mas ela sabia que era insano. Um alfa nunca pediu nada. Ele simplesmente assumiu que tudo o que ele desejava era seu devido. Quando ela não respondeu, ele acariciou-a, a barba áspera em suas bochechas raspando sua pele pálida e enviando um tremor da necessidade abaixo de sua espinha. —Agapi mou? Era o arranhar de suas presas sobre sua pele? Era algo que ele costumava fazer, dentes arranhando seu pescoço e ombros, e ela sempre amou. Ainda amava. Perrin queria que eles vivessem no agora? Então ela faria. — Claro. — Ela se recostou contra ele, deleitando-se com essa proximidade. Seus quadris e seu traseiro escovaram seu comprimento firme e ela não se esquivou de sua dureza, mas abraçou-a. Ela conhecia seus planos? Sabia o que estava por vir? Sim. Mas enquanto ele tinha suas ideias, ela tinha a sua própria. Uma sobre tentar escapar novamente. Mas primeiro ...Em primeiro lugar, ela desfrutaria deste cessar fogo e tomaria o que Galen estivesse disposto a dar e rezaria que aquelas memórias a levariam durante os tempos difíceis que se seguiram. Porque parecia que ela podia amar e odiá-lo ao mesmo tempo. — Melissa? O que você está fazendo? O que você está oferecendo? Ela virou-se cuidadosamente para o lado, continuando a permitir que ele a apoiasse e inclinou a cabeça para trás. — Isso depende de você. Sobre se você quis dizer... Ele passou os dedos pelo rosto dela, traçando a linha de sua mandíbula e depois escovando as pontas sobre seus lábios. Seus olhos estavam focados nessa parte dela e ela praticamente podia ler seus pensamentos. Ele lhe ensinara a fazer tantas coisas com a boca. Beijar. Saborear. Chupar. — Eu quero você. Não vou negar isso. Mas não vou arriscar nosso filho.


Lissa balançou a cabeça, caindo um pouco mais apaixonada por ele. Ela conhecia seu desejo sexual. Sabia o quanto os lobos precisavam dessa liberação, o que a lembrava de quanto tempo eles passaram separados. Ele tinha ido para Andrea? Não importava. Lissa estava aqui agora. Pelo menos, ela fingiu que não importava como se escondesse da verdade. Ela demorou demais para responder, hesitou e não teve mais a chance de dizer a ele que Perrin lhe disse que fazer amor com Galen era seguro. Galen baixou a cabeça e capturou seus lábios em um beijo apaixonado e punitivo. Era uma reunião violenta de bocas, sua língua mergulhando nela, provando-a, e ela devolveu o favor. Ela gemeu com a primeira explosão de seus sabores sobre suas papilas gustativas. Ela tinha sentido falta disso. Sentiu falta do seu sabor de fumaça e doce. Sentiu falta do jeito que suas presas afiadas raspavam seu lábio inferior sem romper a delicada pele. Ele mordiscou e chupou, provocou e atormentou, e todos os grunhidos o tempo todo roncando em seu peito. Quanto mais tempo o beijo continuava, mais dominante ele se tornava até que uma mão estava enterrada em seu cabelo e ele usou esse aperto para mover sua cabeça como ele desejava. Ele a inclinou levemente, tomando seu beijo ainda mais profundo, e ela descobriu que a liberação final estava quase sobre ela de suas pequenas atenções apenas. Ela doía e latejava por ele, desesperada por tê-lo dentro dela, para se tornar um com ele. Ela choramingou e se apoiou contra ele, permitindo que ele tomasse todo o seu peso. Foi essa mudança sutil, aquela transferência de peso que terminou seu beijo. Ele rasgou a boca dela, continuando a apoiá-la enquanto virou a cabeça. Seu peito pesava com calças pesadas e Lissa descobriu que ela estava tendo tanta dificuldade em respirar. Excitação e necessidade dele entusiasmando suas veias, e ela mordeu de volta o desejo de implorar-lhe para mais.


Lentamente seu ritmo cardíaco voltou ao normal, facilitando até que era capaz de respirar claramente novamente. Galen deu uma última respiração profunda e a soltou lentamente antes de voltar sua atenção para ela. — Isso foi um erro. Parecia que ele a tinha golpeado no peito, esmagando seu coração quando ele quebrou seus ossos. — Oh. — Ela não estava segura como conseguiu a única sílaba passado seus lábios, mas ela fez. — Entendo. Então ele a tocou novamente, deslizando seus braços ao redor de seu volume maior. — É simplesmente um erro começar algo que não consigo terminar. — Ele baixou o olhar para a boca dela. — Eu sempre te disse que sua boca era perigosa e você sabe que não posso parar com apenas um beijo. Não com você. Eu nunca poderia. — Seus lábios se torceram em uma pequena careta. — E isso é algo do passado. Pelo menos desta vez esse único pensamento não trouxe raiva para suas feições. — Venha. É tarde e logo o sol desaparecerá. Hoje não é o dia para um piquenique. Deixe-me leva-la para dentro onde é seguro. Segura. Certo.


Capítulo Seis Lissa não estava segura como ele o gerenciou, mas uma semana depois, ela saiu do banheiro depois de um longo banho quente para encontrar um lindo vestido de noite previsto na cama. Era um verde profundo, o tecido suntuoso como seda ao toque e era tão leve, quase parecia ar. O corte era bonito, ainda não agarrando, ainda não fluindo. Ela não pareceria como se estivesse usando uma tenda de circo, mas também não parecia uma salsicha recheada. — Vai ficar linda em você. — A voz masculina profunda enviou um arrepio de necessidade abaixo de sua espinha. Ela segurou a enorme toalha de banho no lugar e virou-se para Galen. Ele se inclinou negligentemente contra a porta, braços cruzados sobre seu peito e tornozelos cruzados também. Seus cabelos estavam enrolados e indisciplinados, sua camisa branca estava enrugada, os botões mais altos desfeitos e os braços enrolados e empurrados até os cotovelos, que expunham seus antebraços profundamente bronzeados e fortes. Suas calças estavam igualmente desgrenhadas, as rugas ásperas e retas agora achatadas, enquanto outras rugas se instalavam ao longo de suas pernas. E...Ele estava descalço. — Você parece... — Como se ele tivesse acabado de sair da cama. Quantas vezes tinha ficado com essa aparência amassada depois de terem passado uma tarde juntos? Eles se atormentavam e se atormentavam enquanto faziam o seu dia, subiam correndo as escadas, agarrando-se e rasgando as roupas uns dos outros e deixando-as onde quer que estivessem. Mais tarde ele deslizava para elas novamente para que ele pudesse caçar comida para eles. Isso. Isso era exatamente o que ela costumava ver. De quem foi a cama que ele acabou de sair? Ela não tinha o direito de perguntar. Galen lhe deu um pequeno sorriso. — Exausto.


De que? — Esta aliança está me cansando do nascer ao pôr-do-sol. Aliança. Ela não o tinha ouvido dizer isso antes. — Se você está cansado demais para sair... — Ela deixou sua declaração se afastar, esperando que ele preenchesse os espaços em branco. Galen sacudiu a cabeça. — Não. Eu estive ansioso por isso o dia todo. Vi esse vestido e pensei em você. Mal posso esperar para vê-lo. O calor que enchia seu olhar lhe disse que não podia esperar para vê-la fora disso, também. Ele era tão insaciável? Parecendo como se tivesse acabado de escapar de uma cama de mulher e ele estava ansioso para encontrar o seu caminho dentro dela? A verdadeira questão era - ela se importava? Não. Ela estava saboreando o presente, se divertindo hoje e não se preocupando com ontem ou amanhã. —Oh. OK. Ele afastou-se da porta e lentamente se aproximou dela, seus passos silenciosos. Quando ele alcançou para ela, ela alegremente entrou em seus braços e apreciou a sensação de seus braços segurando-a de perto. Ele trouxe sua boca para a dela, os lábios roçando sobre sua carne em uma suave carícia que começou casta e lentamente se aprofundou para mais. Ele gentilmente deslizou sua língua em sua boca e ela o recebeu, afundando em seu beijo com total abandono. Isto era tão longe quanto eles haviam ido desde aquele momento no oceano, suas conexões limitadas a suas bocas, não importa o quanto ela doesse para acaricia-lo. Mas... isso poderia estar no fim. Ela tinha falado com Perrin no início do dia... Ele cuidadosamente levantou a cabeça e relaxou, mas não a soltou. — Eu tenho esperado isso o dia todo.


— Eu também. Ele cantarolou. — Leo me disse que Perrin esteva aqui para te ver. Que ele ficou por um bom tempo e puxou o grau de Leo, chutando-o do quarto. — Ela podia praticamente ver o ciúme e raiva rugindo dentro da mente de Galen, as persianas deslizando para baixo sobre seus olhos quando isso lentamente o consumiu. — O que era tão importante dizer que ele seria demitido? O que está acontecendo entre você e meu irmão? Lissa sacudiu a cabeça. — Nada. Eu tive uma consulta com o meu médico e ele disse que tudo está bem. Juntamente com algumas outras coisas. Galen imediatamente a soltou e deu um grande passo para trás. —Eu não serei traído em minha própria casa. Você é minha. Você nunca estará sozinha com outro homem novamente. Eu a proíba. Lissa franziu a sobrancelha. — Galen... — Ela balançou a cabeça. — Nós... — Ouça-me sobre isso. Vou dizer-lhe o mesmo. — Ele é meu médico. Ele veio me ver sobre o bebê. Um grunhido baixo caiu de seus lábios. — Ouça-me. — Galen... Ele respirou fundo e afastou-se dela, indo para a porta. —Vista-se. Vamos sair daqui a uma hora. Com isso, ele girou e saiu, desaparecendo pelo corredor e deixando-a parada no meio do quarto, usando apenas uma toalha e uma mistura de raiva e perplexidade em seu rosto. — Que diabos aconteceu? — Murmurou para si mesma. O que quer que tenha acabado de acontecer, ia ser consumido durante o jantar. Seu estômago grunhiu por comida - ou era o bebê - e o lindo vestido a chamava.


Ela correu para a porta, e empurrou-a fechada em dobradiças silenciosas antes de voltar a seus preparativos para a noite. Ela estava grata por nunca ter entrado em maquiagem pesada e penteados intrincados, bem como o fato de que os homens de Galen não tinham arrastado toda a maquiagem que ela possuía através do Atlântico. Isso significava que preparar-se era uma questão de secar o cabelo, colocando um pouco de brilho em seus lábios e uma pitada de cor em suas bochechas, bem como um traço de rímel. Todas as coisas que ela tinha enganado em sua primeira viagem à cidade juntos. O vestido era fácil de escorregar, o designer parece perceber que vestir era uma dança intrincada e interessante para mulheres grávidas. Ela estava pronta para ir uns bons quinze minutos antes do tempo declarado de Galen e ela vestiu os lindos sapatos que ele também tinha lhe dado que combinava com o vestido. Sempre tão cuidadosamente ela fez o seu caminho para baixo e para o salão formal. A sala estava vazia e silenciosa desde que ninguém tipicamente usou o espaço e ela lentamente fez o seu caminho em direção à janela maciça que dava para a entrada principal e a cidade cintilante abaixo. Por muito que desprezasse Galen por seus planos, não podia culpar o homem pelo que ele poderia dar ao filho. Todas as vantagens de seu dinheiro e posição seria nada mais do que um benefício para seu filho. Especialmente porque ele teria Andrea como sua mãe. O pensamento trouxe uma tristeza pesada ao seu coração e lágrimas ardendo em seus olhos. Ela precisava discutir com Galen, ver se conseguia fazê-lo mudar de ideia. Algo chamou sua atenção, algum som baixo ou perturbação no ar, e ela desviou sua atenção do cenário e para a entrada da sala. Andrea. A mulher estava linda como sempre, seu corpo esbelto, curvas suaves e traços marcantes sempre atraíam os olhos dos homens. Com o vestido apegado agora abraçando sua forma, ela era linda e sexy. Ela não tinha dúvida de que mais de um lobo perseguia sua cauda.


Galen também? — Melissa —, o tom doce estava lá mesmo quando o rosto da mulher se transformou em um mau desprezo. — Que prazer ver você. — E você. — Ela sabia que Andrea podia cheirar sua mentira, mas não se importava. — Vai sair à noite? — Como você pode ver. Andrea caminhou mais para dentro da sala, seus quadris balançando de lado a lado com pura confiança feminina. — Surpreendente. Não acreditei que Galen tivesse qualquer energia nele depois de nosso dia juntos. O uso de seu nome, sua aparência quando ele voltou para casa combinava com a sugestão que ele tinha estado com Andrea o dia todo, perfurou seu coração. Era ingenuidade dela acreditar que não iria visitar a cama de outra mulher. Ele esperava levantar seu filho com Andrea — a mulher era a cadela Alfa — então é claro que eles seriam íntimos. — A menos que ele tenha mudado ao longo dos meses que estávamos separados, ele tem um pouco de resistência. Eu não tenho que lhe dizer que ele pode ser insaciável, não é? — Com o lembrete de Lissa, os olhos de Andrea brilharam e suas presas caíram para morder o lábio inferior da mulher. Talvez Lissa estivesse errada. Possivelmente… Andrea respirou fundo e rolou os ombros e Lissa observou enquanto o lobo da mulher se retirava. Ela lambeu os lábios, juntando as gotas de sangue, e as pequenas feridas cicatrizaram diante dos olhos de Lissa. — Claro que não. Sua resistência é algo que eu conheço bem. —Ela inclinou a cabeça para o lado, como se estivesse ouvindo algo e então entregou um último tiro de despedida. — Aprecie seu jantar que eu apreciarei sua sobremesa. Lissa ouviu o estalido de sapatos de homem no mármore do vestíbulo e em menos de um segundo, Galen estava emoldurado na porta parecendo seu impecável auto novamente.


—Alfa, — Andrea ronronou. — Vejo que você se recuperou depois do nosso dia longo e difícil. Eu estou tão gratificada por ver isso. Talvez depois de seu jantar, — ela fez uma pausa e piscou outro riso. — Possa falar com você de novo. Cadela. — É claro —, respondeu ele rapidamente, seu olhar subindo e descendo pelo corpo de Andrea, e a faca em seu coração se retorceu. Apertando os dentes, ela deu um passo à frente e chamou sua atenção de volta para ela. — Galen? Temos reservas para manter? Tinha tentado esquecer o passado. Ela realmente tinha. Mas isso — sua visita à cama de Andrea enquanto chovia beijos em Lissa - soprou aqueles planos no alto. Ela poderia dizer seu pedaço e depois deixar tudo isso para trás. Ela tinha sido induzida a complacência ao longo das últimas semanas, mas que tinha ido embora. A cabeça de Galen retrocedeu e ele girou sua atenção para ela como se ele tivesse esquecido que ela estava na sala. — O que? Sim. Sim, temos reservas. — Ele olhou para Andrea. — Eu irei até você quando voltar. Quando você voltar sozinho. Agora era a vez de Andrea encará-la, aquele sorriso vitorioso agora quebrando seus lábios. — Maravilhoso, eu não posso esperar. Lissa não disse mais uma palavra enquanto caminhava em direção ao casal, nem falou quando passou por eles e pela enorme porta da frente. Stavros e Leo estavam perto, mas foi Stavros que saltou em ação e rapidamente abriu a porta para ela quando Leo simplesmente olhou para ela. Mas quando esse brilho desterrou em um instante, ela sabia que Galen estava bem atrás dela. Stavros abandonou a porta quando viu que Leo não ajudaria Lissa a descer as escadas, e ele apresentou seu braço para seu uso, cotovelo levantado braço dobrado para que ela pudesse agarrá-lo enquanto ela descia. Um


grunhido os seguiu, mas o homem ao seu lado não hesitou em sua ajuda e simplesmente manteve o ritmo com ela enquanto ela continuava até a entrada. A corrida de passos indicou a rápida aproximação de Galen, e ele finalmente a encontrou na porta da limusina, assim quando Stavros a estava ajudando no veículo. Outro grunhido fez com que a guarda recuasse cuidadosamente, e ela percebeu que o macho não estava encolhido sob a raiva de Galen. — Você não a toca, — Galen rosnou. Stavros se limitou a encolher os ombros, mas ficou em silêncio, sua atenção chocando-se para ela, seu olhar envolvendo-a em um olhar antes de retornar ao seu Alfa. — Você não quer que eu a trate como ela merece? Sua atenção estava ocupada em outro lugar. Nossa matilha sempre colocou as mulheres que ostentam acima de todas as outras. Não é verdade? Quão educado foi colocado para baixo, foi eficaz. As faces de Galen enrubesceram por um breve momento antes da raiva se precipitar novamente. — Ninguém a toca. — Como você disser, Alfa. — Stavros inclinou a cabeça para o lado, mas não na submissão completa. Mesmo Lissa reconheceu isso. O que mudou? Por que esse homem, que muitas vezes ficou em silêncio sobre o tratamento de Lissa de repente levou seu Alfa a tarefa? Galen se arrastou para trás com ela, a raiva ainda presente em suas feições, e no momento em que a porta se fechou, ele também colocou a divisão entre os guardas e eles. — Não faça isso de novo. Eu precisava falar com Andrea. — Quando ele disse seu nome, Lissa tentou manter a calma, ela realmente fez. — E seu comportamento infantil quase custou a vida a um lobo. Ninguém te toca e matarei qualquer um que se atreva. — Meu comportamento? — Ela ofegou e agarrou a maçaneta da porta quando a limusine se lançou em movimento. Ela não iria abordar sua ameaça. Ele não mataria alguém por tocá-la. Isso tinha que ser um exagero. — Infantil? Você está brincando certo?


— Não. Eu não entendo o seu ciúme e antipatia de Andrea. Ela tem sido minha cadela Alfa há anos e eu me apoiei fortemente nela durante o seu desaparecimento. Você deve apreciar os sacrifícios que ela fez em seu nome. — Ele rosnou para ela, mas ela se agarrou à palavra sacrifícios. — Sacrifícios? Sacríficos. —Ela virou em seu assento para olhar para ele. — Você está de brincadeira? Você acha que ela fez algo por causa da bondade de seu coração? Não, foi para promover seus planos. Não ponha isso em mim. Não finja que ela é doçura e luz enquanto vocês dois estão planejando nas minhas costas. — Do que você está falando? O que há de errado com você? —Ele rosnou. — Eu? — Ela percebeu que estava fazendo um monte de perguntas e não recebendo respostas. — Eu sou... — Ela mordeu o resto de suas palavras e respirou fundo. — Não estou discutindo isso. Pedi-lhe para não dizer o seu nome ou falar sobre ela na minha presença. — Seu ciúme é cansativo. — O fogo encheu seus olhos. — Sua idiotice é cansativa — ela respondeu. — Melissa... — Não havia nenhuma falta o aviso em seu tom. — O quê? — Ela enrolou seu lábio e um convite de uma advertência de lobo. — Andrea é... Ela levantou a mão, a palma para silenciá-lo. — Eu não vou fazer isso. O carro parou, e ela imediatamente alcançou a maçaneta, com a intenção de escapar do veículo. Ela conseguiu puxar a maçaneta e abrir a porta antes que Galen a detivesse. Inferno, ela conseguiu mesmo colocar seus pés no asfalto e meio se levantar de seu assento. Ele enlaçou um feixe de tecido que efetivamente a deteve. — Andrea é da minha matilha e sempre será parte do meu bando. Perca o ciúme. Já não é divertido.


Lissa lutou pela calma e encontrou seu olhar com um olhar inabalável. — O ódio e o ciúme não são a mesma coisa. Então, enquanto você está fodendo sua amante ao lado do berço do nosso bebê, lembre-se você tem que dormir em algum ponto. E se eu estiver morta até lá, vou te perseguir até morrer. Diga-me, isso é divertido?


Capítulo Sete Lissa piscou ao maitre um sorriso de agradecimento à medida que a assistia cuidadosamente em seu assento, o homem praticamente tropeçando sobre si mesmo para lhe dar tudo o que ela desejava. Galen. Você pode me dar Galen. No entanto, parecia que ninguém podia, porque ele ainda estava vinculado a Andrea. No momento em que entraram no restaurante, seu telefone celular tocou e Lissa deu uma rápida olhada na identificação do chamador. Surpresa, surpresa. Andrea. — Muito obrigada. Um copo de água seria maravilhoso. Pediremos uma vez que Galen complete seu telefonema. — Galen terminou o telefonema. — Ele inseriu suavemente enquanto deslizava para frente. —Obrigado por ajudar a minha companheira. — Claro, Alfa. — O macho recuou e um garçom tomou seu lugar. — Boa noite, meu nome é Alfredo e esta noite o chef preparou...— Lissa se perdeu entre os pratos recitados a ela, os diferentes preparativos e refeições se retorcendo juntos e ficando torcidos em sua mente até que o homem ficou em silêncio, ela estava simplesmente doendo por comida. Ela não se importava. — Eles não vão encomendar a partir do menu. Eu estou fazendo apenas a coisa para o Alfa e sua linda senhora, Andrea. Eu não consegui preparar isso para eles ontem à noite. Shoo—shoo... Sua adorável senhora Andrea. Mais uma vez, ela se lembrou de que não deveria permitir que suas esperanças crescessem simplesmente porque era tão doloroso quando estavam arrasadas. Ela fechou os olhos com Galen e ela não teve dúvidas de que ele viu a dor que encheu sua expressão. Pelo menos ele não se incomodou em pedir desculpas. Em vez disso, ela apenas teve um sorriso pesaroso. Naquele momento, seu futuro se tornou


surpreendentemente claro. Sozinha ou com a ajuda de outro, ela estava saindo. Ela quase se permitiu acreditar que poderia falar com Galen sobre o que tinha ouvido, sobre o que Andrea lhe tinha dito, mas por quê? Um homem grande e de barriga no peito veio correndo pela esquina. — Alfa, cheirei você todo o caminho na cozinha. Você e sua senhora vão... — O homem tropeçou até parar. —Oh. — Bastante. — Galen brincou. Ele passou pelas apresentações, dando-lhe informações sobre o Chef do restaurante e história de Galen com o homem, mas Lissa não poderia ter se importado menos. Seus únicos pensamentos centraram-se em quantas vezes ele virou entre ela e Andrea? Não importava. Ela precisava parar de se torturar. Se isso não fosse mais uma prova de por que ela precisava encontrar uma maneira de escapar, ela não tinha certeza do que mais era necessário. Ela deve ter murmurado algum tipo de saudação educada, porque não demorou muito para que o garçom e o Chef se afastassem, deixando Lissa e Galen sozinhos no recanto isolado. — Não é como parece. Muitos na matilha acreditavam que... — Não importa. — Ela levantou o guardanapo de seu colo e colocou cuidadosamente no topo da mesa. — Você sabe onde eu posso encontrar o banheiro das senhoras? Uma careta preocupada aumentou sua sobrancelha. — Alguma coisa errada? — Não. Eu simplesmente preciso das facilidades. — E um momento para me compor. Ele ergueu a mão de um modo casual, e o garçom correu para frente. Uma conversa murmurada e então o macho desapareceu quando Galen se levantou do assento. —Venha, eu vou leva-la. Ela balançou a cabeça. — Não. Apenas aponte para mim. — — Melissa, este não é o momento de...


— Por quê? — Ela sibilou. — Medo de que vá envergonhar o grande e mau Alfa? —Ela se levantou e ignorou a mão estendida. —Eu acho que você está fazendo isso muito bem por isso mesmo. Como é que a matilha se sente sobre você fodendo sua cadela Alda enquanto estou grávida com seu filhote? — Ela bufou. — É isso mesmo, eles provavelmente estão no plano, também. — Ela se aproximou, zombando no lugar e todas as tentativas de ser discreta se foram. —Toda esta conversa, todas essas garantias de que você não quer me machucar ou nosso filho. Deixe-me dizer-lhe uma coisa, Alfa, se você levar meu bebê, isso vai me matar. Considera esse mal? — Eu não sei do que você está falando, mas este não é o lugar. — As palavras eram baixas e rosnadas, os sons silenciando todos os outros no restaurante. — Você está certo. Este não é o lugar para discussão e este não é o lugar para mim. Conheço seus planos e me recuso a acompanha-los. Pensei que você se importasse... — Ela tirou o resto da frase. — Mas você está jogando, não é? Ou eu estou sendo jogada enquanto vocês dois fodem durante o dia e depois riem da mulher grávida que você seduziu, engravidou e então você vai roubar seu filho enquanto a descarta? — Ela balançou a cabeça. — Não importa. Terminei. Quer me manter cativa? Matar-me? Diga isso para o seu bando inteiro. Metade deles está aqui, não é? Diga-lhes que tipo de líder eles têm. Que tipo de cadela Alfa governa ao seu lado? Diga a eles! Seu rugido humano soou através do ar, pendendo sobre todos eles e ela podia sentir o olhar de cada pessoa no espaço. Todo lobo no espaço. Ela não tinha dúvida de que todos tinham a capacidade de cair a quatro pés e transformar em bestas. E agora eles sabiam. Ou pelo menos tinha a verdade posta em palavras por Lissa. Galen agarrou seu bíceps, aperto firme, mas ainda gentil enquanto a virou para frente do restaurante. Ele baixou a voz, mas ainda falou alto o suficiente para ela ouvir. Isso significava que todos os outros poderiam também com sua capacidade melhorada.


— Eu não sei o que está dentro de você. É algum tipo de coisa hormonal? Perrin me avisou... Perrin avisou Lissa sobre um monte de coisas também. Especificamente o fato de que ela precisava manter a calma, precisava evitar ficar mais excitada porque quando ela... Quando o fez, seu filho reagiu. A primeira onda de dor a atingiu quando estavam a meio caminho da entrada, o rolo de seu filho dentro dela enviando um raio de agonia pela espinha. Ela tropeçou e se segurou em uma cadeira próxima. A única coisa que a impediu de derrubar foi o fato de que ocupava um ocupante. A manobra repentina a afastou do abraço de Galen e então agarrou seu estômago com aquela mão livre. Ela ofegou e levantou, lutando pelo ar e lutando para banir a agonia. — Melissa! Ela o ignorou, mas não podia ignorar suas mãos sobre ela. Não quando seu filho reagiu à conexão esticando e rosnando. Era muito cedo. Ela não podia dar à luz ainda, mas ele não queria ouvir. — O que há de errado com você? — Você. — Ela estalou e o bebê parecia empenhado em arrancar seu caminho para atacar Galen. Gritos e rosnados de grego encheram o ar, uma voz em cima da outra, e ela os afinou enquanto focava em seu bebê. Grandes mãos calosas a agarraram e ela ofegou, lançando seu olhar para o dono. Ela relaxou ligeiramente quando encontrou Stavros seu olhar. — Venha. Eu te levo para casa agora. Perrin está nos encontrando lá. Lissa sacudiu a cabeça. Ela não queria ir lá nunca mais. — Sim. Sim. Eu conheço meu Alfa e o que você está dizendo não pode ser verdade. Isso machuca o bebê, sim? Perrin vai ajudá-la e vou manter o bebê seguro.


— Não. — Ela balançou a cabeça, mas então ele não lhe deu uma escolha. Com o toque de Stavros e a distância de Galen, seu filho se acalmou e o grande macho facilmente a varreu em seus braços. Um largo caminho se abriu para eles, e então eles estavam andando em direção à entrada da frente e através das portas. Leo estava lá, sua aversão ainda presente e palpável, mas aparentando ser ligeiramente menos áspera. Por quê? Será que ele finalmente percebeu que seu Alfa não era o homem maravilhoso que todos pensavam que ele fosse? Não importava. O bando não importava. Nada disso importava. Ela foi feita de ser uma tarefa simples. Um bocado do bando encheu o restaurante esta noite e pela manhã, todos saberiam como Galen a estava tratando e seus planos. Ela imaginou que ele ficaria feliz em ver a parte de trás dela vir de manhã. Stavros cuidadosamente deslizou-a na parte de trás da limusine e se juntou a ela, dando ordens a Leo em um salpico de grego e, em seguida, eles estavam em seu caminho. Ela fechou os olhos, a dor latejante de seu filho agora se instalando em uma dor baixa e pulsante. Ela fechou os olhos enquanto navegavam pelas ruas, sem querer ver a velocidade da paisagem. Sabia o suficiente para entender que Leo tinha chamado Perrin e que eles iam para a casa de Galen, enquanto ele lidou com o problema que ela criou. Ela criou? Não. Era ele. Ele e aquela cadela Alfa. Parecia que ela apenas fechou os olhos e então ela os estava abrindo novamente quando a limusine parou. Mais uma vez, ela foi levada e Stavros não parou de se mover até que eles alcançaram seu quarto. Perrin já estava lá esperando por ela. Ele trouxe seu ultrassom portátil junto com outros dispositivos de teste e já tinha retirado as cobertas para ela. — Perrin... — Não fale. Mude e entre na cama. Ele estava emitindo ordens, como somente um médico poderia.


Stavros a pôs de pé e finalmente deslizou os braços ao redor dela, mas falou com Perrin. — O Alfa ordenou que a casa fosse limpa, exceto a equipe necessária. Leo está fora da porta. Diga se precisar de alguma coisa. Leo. Ele a deixaria apodrecer do que a ajudas. — Vamos ver o que você fez a si mesma. — Perrin a alcançou e ela se afastou. — Estou cansada de ouvir isso. Eu não fiz nada, além de ficar grávida de seu pedaço de merda de irmão. Tudo é minha culpa. Tudo o que acontece é devido a algo que eu fiz. Eu só... —Ela odiava que as lágrimas lhe picassem os olhos. — Ok...Shhh... é uma brincadeira, Melissa. Respire comigo agora. Você sabe que isso não é bom para qualquer um de vocês. — Galen não é bom para nenhum de nós. — Eu sei, e ele não se aproximará de você sem sua permissão. Eu pensei...— Ele balançou a cabeça. — Eu não percebi o que estava entre vocês dois, mas agora... — Ele estendeu a mão, com a palma para cima. — Deixe-me ajuda-la. Seu bebê choramingou. Ela o sentiu choramingar, e isso fez a escolha para ela. Ela acolchoou ao médico e permitiu que ele a ajudasse, permitiu que ele a aliviasse para a cama e depois a ajudasse a manter o equilíbrio enquanto ela mudava e ele manteve seu olhar evitado através de tudo. Pouco tempo depois, ela estava descansando no colchão enquanto Perrin a examinava e subsequentemente o bebê via ultrassom. Não demorou muito para confirmar que seu filho estava bem e Lissa não tinha ficado ferida. Quando terminou, arrumou as ferramentas e parou para partir. Ele se moveu para o final da cama e parou para olhar por cima do ombro para ela.


— Leo me contou o que você disse e... — ela abriu a boca para parar suas tentativas de justificar o comportamento de seu Alfa. — Apenas espere. Eu não estou dizendo que você está injustificada ou equivocada em suas crenças. Eu não sei o que está acontecendo entre vocês dois ou o que te fez pensar o que você faz, mas a última coisa que ele faria é prejudica-la fisicamente ou mantê-la longe do bebê. Ele odeia mesmo deixa-la fora de sua vista. Você é sua companheira. Esta distância entre vocês está matando-o lentamente. Ela fez uma careta. — Tenho certeza. É por isso que ele está se voltando para Andrea. Puxando a outra perna. Perrin sacudiu a cabeça e voltou a encará-la, com os braços cruzados sobre o peito. — Ele não poderia traí-la, mesmo que essa fosse a única coisa que ele desejasse acima de tudo. Você é sua companheira. — Não sei o que isso significa. O choque encheu suas feições. — Melissa, você é para ele. Os lobos acasalam para a vida, e você é dele. Você está grávida de seu filhote. Ela revirou os olhos, incapaz de acreditar em suas palavras. — A gravidez acidental acontece o tempo todo. Ele balançou sua cabeça. — Não para lobos. O fato de você conceber seu filho prova sua reivindicação sobre ele. Nosso povo é capaz de conceber crianças via in vitro, se necessário, mas a gravidez natural só ocorre entre companheiros. E não há nada mais natural do que o que fizemos juntos. Perrin continuou. — Cada lobo tem uma companheira, e você é dele. — Eu queria poder acreditar em você. — Eu queria poder acreditar que Andrea estava mentindo. — Experimente. Por você, pela criança, pela matilha. Apenas tente. — Ele suspirou. — Galen está afastando-se da vila e será apenas você e seus guardas mais confiáveis esta noite. Vamos ver como você se sente de manhã e então acho que vocês dois precisam conversar.


— Eu iria — Como seu médico e como um membro do bando Liakos, eu estou pedindo que você fale com meu irmão, meu Alfa. Se você precisar de alguém nas proximidades, vou estar aqui, mas depois do restaurante ...As coisas estão em tumulto. Nós precisamos de vocês dois para resolver as coisas de alguma forma para que ele possa restaurar a ordem para os lobos. Agora mesmo, — ele balançou a cabeça. — Não está parecendo bom. Seu coração congelou. — O que você quer dizer? — Um lobo sendo acusado de abusar de sua companheira é uma coisa muito séria e o que você disse no restaurante está sendo repetido para todos. Há rumores de remover Galen. Ela balançou a cabeça. — Não sei o que isso significa. — A única maneira que um alfa pode ser removido é através do desafio... E da morte.


Capítulo Oito A manhã seguinte, Lissa puxou um par de calças de equitação e um top de maternidade. Ambos esboçavam a grande protuberância de seu estômago e eram fáceis de afastar para o exame de Perrin. Agora tudo que ela tinha a fazer era esperar por ele. Leo já lhe trouxera uma bandeja de café da manhã cheia de carne que ela tinha comido sem hesitação e agora ela descansou em um assento na janela, olhando para o oceano desordenado. As ondas eram muito parecidas com o que ela sentia. Tumultuosas e inquietas, incapaz de resolver. Mesmo o bebê continuou a se esticar e empurrar contra ela em resposta a seu estado de instabilidade. Vozes baixas soaram por baixo, o golpe pesado da porta da frente sendo empurrada fechada atingindo-a e ela sabia que alguém tinha sido concedido entrada. Perrin. Agora parecia que ela seria examinada, tendo em conta tudo, e então ela teria que enfrentar Galen. Não era algo que ela esperava, mas era necessário. As vozes masculinas se aproximavam, algumas instigantes e algumas francamente agressivas e ela se perguntava se Galen havia violado as ordens de Perrin. Disseram-lhe que o médico do bando estava acima de todos os outros quando se tratava de questões de saúde. Aparentemente não. Com um suspiro, ela lentamente girou seu corpo, deixando cair seus pés no chão, e desenrolando-se em preparação da entrada do médico. Exceto, quando a porta aberta, não foi quem encontrou seu olhar. — Andrea. A cadela Alfa sorriu. — Bom Dia. Como está o meu filho?


Um gemido masculino baixo a alcançou e ela encontrou o olhar de Leo sobre a cabeça da mulher. A fúria encheu seu olhar, a expressão dirigida a Andrea, e então passou para Lissa. Tantas emoções encheram seu rosto, tremulando de arrependimento para fúria e depois ele se foi. Ele girou em seu calcanhar e pisou fora. Seu nível de raiva a fez imaginar se ele finalmente estava percebendo o tipo de macho que seu Alfa realmente era. — Meu filho está perfeitamente saudável — ela respondeu. — Ele é seu por enquanto. Vamos ver quanto tempo dura. Seu filho tremia dentro de seu ventre, e ela colocou as mãos em seu estômago. — Nunca. Você me intimidou uma vez, e eu corri. Mas desta vez, você pode ter certeza que não está conseguindo as mãos sobre este bebê. Nenhum de vocês está. — Como eu disse, vamos ver. — Andrea sorriu. Não. Não estava acontecendo. Ponto. Se as recusas não funcionassem com essa mulher, ela poderia voltar à verdade como Perrin explicou. —Não importa meus problemas com Galen, eu sou sua companheira e este é seu filho. Ele não faria mal a nenhum de nós dois. Olhos amarelos se chocaram com os dela, o lobo interior de Andrea fazendo sua presença conhecida com aquele clarão brilhante. A forma da boca de Andrea mudou, presa empurrando através de suas gengivas e ela curvou seus lábios para expor os dentes mortais. — Não, Mas isso não significa que eu não vou. Andrea deu um passo para dentro do quarto, e Lissa examinou o espaço grande para algum tipo de arma. O lobo de Andrea estava perto da superfície, e Lissa percebeu que era só uma questão de tempo antes que a cadela Alfa atacasse. Sua única esperança agora era parar e se isso falhasse, bater fortemente em Andrea para distraí-la enquanto Lissa pedia ajuda. Não importava os problemas que giravam em torno dela e o que demorava entre ela e Galen, ele tinha emitido ordens para seus cuidados. Ela não imaginava que ele estava ciente da presença de Andrea. A menos que ele estivesse.


Ela odiava essa porra de indecisão, essa inquietação e suas crenças vacilantes. — Então qual é o seu plano, Andrea? — Lissa se dirigiu para a cama, particularmente a mesa de cabeceira. Talvez ela pudesse pegar uma lâmpada... —Você. Indo. — E Galen está bem com isso? — Mantenha-a falando. Mantenha-a falando. — Eu lhe disse antes de você correr, sua cadela estúpida. Galen e eu somos feitos para estar juntos. Nós estamos governando este bando. Posso não ser sua companheira, mas sou seu igual. Esse bebê é nosso. —A mulher flexionou as mãos e pelo estourou de seus poros. —Faça isso fácil para si mesma. Não lute. Lissa agarrou seu estômago. — Ele não vai viver se você leva-lo agora. Andrea mostrou os dentes com um rosnado. —Eu tenho um médico que vai garantir que ele viva e você ...Não. A cadela Alfa deu outro passo na direção dela e Lissa pegou a lâmpada de cabeceira, a mão tremendo enquanto ela lutava para envolver seus dedos em torno da decoração. — Mas ainda há um risco para ele. — Pare de adiar o inevitável. — Você realmente acha que Galen gostaria que você jogasse com a vida de seu filho de tal maneira? Andrea sorriu maliciosamente. — Quem disse que ele já não sabe? Uma voz áspera, rosnando e rosnando interrompeu sua conversa. —Eu faço. Parte dela pode odiá-lo, mas ela suspirou aliviada ao vê-lo emoldurado na entrada do quarto. — Galen. Onde Lissa choramingou em alívio, Andrea ronronou. — Galen.


— Alfa, — ele retrucou a correção. —Afaste-se da minha companheira. Agora. — Mas Galen... — Andrea voltou sua atenção para ele completamente e deu um passo em sua direção. — Nós tínhamos planos...— — Antes de eu encontrar minha companheira —, ele rosnou, o som girando e crescendo em volume com cada batimento cardíaco. — E você é por que ela correu. Não é? Ele deu um passo na direção dela e Andrea enrijeceu. — Eu disse a ela o que tínhamos discutido. Que tomássemos o filho de outra... — Adotar, sua cadela louca. Adotar. — Ele rolou seus ombros, e pelo brotou e revestiu seu pescoço e bochechas. — Você quase me custou a família. — Não, — ela balançou a cabeça. — Eu sou sua família. Com o bebê, nós seremos... Andrea deve ter finalmente percebido a verdade, reconhecendo que Galen não estava recuando de sua postura agressiva. Ele não estava tentando consolá-la ou concordar com ela de qualquer maneira. — Nós vamos...— a voz dela era fina e aguda, e Lissa viu como a descrença ondulava através de seu corpo. — Nós somos...Você disse... Galen soltou um rápido chicote de grego, as palavras parecendo perfurar o coração da mulher. — Mas... — Mas nada! Você pode ser uma cadela Alfa, mas não minha. Não mais. — Ele se lançou novamente para o grego e Andrea se encolheu quando ela deixou cair o olhar para o chão. Lissa pode ter desprezado a mulher, mas parecia que Galen a esmagava sob o calcanhar. — Galen... — ela se afastou da mesa da cama e deu um passo em direção a ele. — Você não acha...


— Você não fala, sua cadela sem pelos! — Andrea girou sobre ela, o olhar de intenção e ódio encheu sua expressão. —Eu vou... Então ele estava lá, o braço em volta da cintura de Andrea e levantandoa do chão. A mulher tentou mudar, pelo brotando sobre sua pele, braços e pernas encolhendo e transformando, mas uma palavra áspera de Galen teve a mudança parando em suas trilhas. —Basta! — Galen a sacudiu. — Chega. — Ele a puxou para a porta do quarto e a jogou no corredor. Ela espiou Leo e Stavros à espreita perto, e os homens foram rápidos para agarrar sua cadela Alfa. — Segure-a e entre em contato com o Alfa da Grécia.— As palavras foram imediatamente seguidas por um uivo de Andrea. — Você não fala! Tem sorte que está respirando! Você interferiu com um acasalamento e será punida como tal. Tirem ela daqui. Ele permaneceu no lugar, mesmo depois que os guardas desapareceram com a cadela alfa rosnando. Ficou emoldurado na porta, os ombros largos tensos. Não foi até que os latidos e uivos morreram que ele se permitiu mover. Mas não era para ir até ela. Não, seu corpo inteiro caiu, seus ombros caindo e espinha curvando dentro. Ele respirou fundo como se estivesse se preparando para encará-la, mas ainda assim ele permaneceu no lugar. Ele era... ela não queria chama-lo de quebrado, ele era um homem muito forte e feroz para algo como isso para quebra-lo. Não, não quebrado, mas rachado. Vulnerável. Ele tomou outra respiração profunda e finalmente se endireitou, virando-se para ela. Determinação pura e aço inflexível encheu sua expressão. O lobo ainda estava perto da superfície com seu pingo de pelo e olhos amarelos, e ela podia praticamente ver seu orgulho grego envolvido em torno dele em um manto. Esse era o homem que ela conhecera pela primeira vez, aquele que a tirou de seus pés e entrou em sua cama dentro de vinte e quatro horas de reunião. Ele a convenceu a passar suas férias com ele com aquele desejo feroz e dominação esmagadora. Ele a mimara, a amaciara, cuidou dela com os toques mais doces e os abraços mais apaixonados. Ele a fez se apaixonar por ele da mesma maneira, e mesmo enquanto ela correu, esse amor não tinha sido verdadeiramente banido.


E até mesmo o dano que sofreu sob as ações de Andrea, tinha sido lentamente reparado pelo tempo que passaram juntos. Os remanescentes detalhes e choros foram preenchidos quando pura surpresa revestiu suas feições nas palavras de Andrea, e ele foi rápido para arrancá-la de suas vidas. — Você não vai embora. Eu pensei que eu poderia ser o homem maior e deixa-la partir desde que você me despreza tanto. Mas isso é impossível. Você vai ficar. As palavras eram firmes e não podiam ser negadas. Ele era o Alfa do bando Liakos neste momento. — Você pode me odiar como quiser, mas é minha. Essa criança é minha. — Ele cruzou os braços sobre o peito. —Eu não terei minha família fora de minha casa. — Não... — Eu não vou deixar você ir. — Ele soltou um rosnado, curvando seu lábio e expondo uma presa alongada em uma ameaça pura. Ele não entendeu. — Se você me deixasse terminar. Eu estava dizendo isso, não, nós não estaremos fora de sua casa. — Alguma da tensão deixou seu corpo, mas ele ainda permaneceu no lugar. Lissa deu um passo na direção dele, e depois outro, diminuindo gradualmente a distância entre eles. — Contanto que você me diga que Andrea estava mentindo. O choque encheu suas feições. — É claro que ela estava mentindo. Um macho grego - um alfa - jamais faria tal coisa à sua mulher. Sua mulher não era exatamente uma declaração. — Sou sua mulher? Agora ele olhou para ela. — Você tem sido desde o momento em que eu coloquei os olhos em você, no momento em que te cheirei. — Ele bufou. —Por que estamos discutindo isso? Você é minha companheira. Isso está feito. Não há mais nada para falar.


Ela deu outro passo adiante. — O que isso significa? — Eu não sei por que você continua. Você me ama. Eu sei disso, então por que luta? Lissa sacudiu a cabeça. Ela o amava, mas não o seu orgulho grego que não o deixava dizer nada além de – meu. - Ou talvez fosse o seu lobo falando. Ou sua mente de negócios que nunca desistiu de um acordo. Foi apenas a sua sorte que ela se apaixonou por um magnata lobisomem grego. — Quero as palavras, Galen. Eu sou sua mulher? O que significa ser sua companheira? Eu sou apenas uma brincadeira conveniente que fica deixada de fora de sua vida? Um grunhido baixo veio dele, não de raiva, mas de frustração. Ele fechou a distância entre eles em dois passos gigantescos, e então ela estava envolvida em seu firme abraço. Apesar de sua barriga grande, ele conseguiu segurá-la perto e confortável contra ele. — Você é a única para mim. Eu nunca desejarei outra. Não quero outra. Vamos governar este bando juntos. Eu terei uma cadela Alfa para controlar as fêmeas, isso não pode ser evitado, mas eu só me compartilho com você. É isso que precisava saber? — Sim. — Era tudo para ela. Tudo o que ela esperava e tinha medo de deixar aquelas esperanças subirem muito alto. Galen grunhiu. — Bom. Qualquer outra conversa foi silenciada pela aproximação de alguém, e Perrin rapidamente encheu a porta com sua sempre presente bolsa em uma mão. Preocupação encobriu suas feições, e ele se concentrou intensamente em Galen. — O que você está fazendo aqui? Eu disse para você... — Eu sei o que você me disse, mas eu não poderia ficar longe de minha companheira. — Os olhos de Galen permaneceram presos nela enquanto falava com seu irmão. — Você falou com Leo e Stavros? Perrin suspirou e passou a mão livre pelos cabelos meia noite.


— Sim. Um anúncio terá que ser feito... — Sim, mas não até que eu tenha cuidado adequadamente de Lissa. A notícia se espalhou não apenas do encarceramento de Andrea, mas também da alegria de seu alfa se juntar com sua companheira? — Galen, estou preocupado com Melissa. Ela não sabia o que estava envolvido em um alfa se juntar com sua companheira, mas ela queria nada mais do que estar com ele de qualquer maneira possível. Ela tinha sido estúpida de ouvir Andrea e não questionar Galen, manter a boca fechada quando Andrea abusou dela, mas as coisas estavam diferentes agora. — Melissa está bem. — Suas palavras ontem à noite. — Lembrou Perrin. — Isso foi por causa de Andrea e sua interferência. — Ela se inclinou para o lado para encontrar o olhar de Perrin. — Vamos resolver as coisas, Perrin. Vamos conversar. Galen abaixou a cabeça e acariciou seu pescoço, lábios contra sua orelha. — Faremos mais do que conversar. — Eu ouvi isso, — Perrin estalou. — Se, e quero dizer, se, Lissa se sentir à vontade e só então. Galen - seu companheiro - rosnou de novo e ela revirou os olhos. — É seu trabalho cuidar de mim. — Esse é o meu trabalho. Uma discreta tosse cortou a conversa e seu companheiro voltou sua atenção para a porta, mais uma vez, para encontrar Leo se demorando. — Alfa? Lissa acariciou seu peito. — Vá cuidar da matilha. Perrin queria me examinar e ele virá lhe dar um relatório assim que ele terminar. Ele passou um suave beijo em seus lábios. — Não quero deixá-la...


— Mas seu bando precisa de você. — E ela precisa descansar. — Perrin cortou novamente. Ela recebeu um último beijo, mais firme que o anterior, mas não suficientemente apaixonado para seu gosto. — Eu virei a você quando isto estiver terminado. Com isso, ele a soltou e caminhou em direção à porta, parando apenas o suficiente para murmurar algumas palavras a Perrin. As bochechas do médico coraram, mas ele acenou com a cabeça e então Galen realmente se foi. Quando Perrin estava mais perto, ela falou. — O que ele disse? — Ele queria saber se era seguro para você fazer mais do que falar, porque ele não quer que seus desejos a machuquem. Ela lambeu os lábios, um tipo diferente de tensão retumbando através dela. — E o que você disse? Mais vermelhidão. — Eu disse sim. Perrin disse que sim, e Lissa ...Depois de tudo isso, com amor ainda enchendo seu coração, ela queria dizer sim também.


Capítulo Nove LISSA quase foi para seu quarto, entrar e se fazer em casa, mas ela não tinha tanta autoconfiança. Não, sua coragem a abandonou após seu longo e quente banho e então ela vestiu sua camisola. Não era como a que ela usara para ele antes. As tiras não eram finas cordas e seus seios não estavam embalados por rendas intrincadas. Seda não acariciou sua pele. Não, ela estava muito grávida, o que significava algodão confortável que era fino para que ela não ficasse quente ou constringida de seus movimentos. Ela olhou para si mesma no espelho, olhando para a tenda de uma camisola que a cobria, e se perguntou o que Galen viu nela. Ela era ...Tão grande como uma casa. Mas quando ele olhou para ela com a necessidade em seus olhos, ela sentiu como tinha quando se encontraram. Bonita. Sedutora. Desejável. A pergunta era: ele realmente a queria agora? Havia horas desde que ela o vira, horas desde que a verdade tinha sido revelada e Galen declarou que a queria para sempre, em sua cama e em sua vida. Até mesmo Perrin acreditava o mesmo. Então por que as dúvidas? Por que... ela era grande como uma casa. E ela o magoou. Andrea não tinha apenas batido as emoções de Lissa, ela tinha rasgado seu relacionamento em dois. Mas Andrea não era a única que a afastara, ela era apenas o catalisador. Se ela tivesse apenas... Confiado nele. Acreditado nele. Admitido seus sentimentos e ... Um suave clique chamou sua atenção, um raspão delicado de metal sobre metal que soou distintamente como se alguém tivesse aberto a porta do quarto dela. Ela rasgou seu olhar do espelho e agonizou sobre sua aparência para deslizar do banheiro para o quarto. No segundo, seus pés tocaram o tapete, ela congelou no lugar, incapaz de se mover.


Galen tinha vindo até ela. Ele estava amassado e parecia cansado, mas ele estava aqui. No quarto dela. Suas calças estavam enrugadas, sua camisa estava meio desabotoada e expunha seu peito profundamente bronzeado, e sua gravata pendia frouxamente ao redor de seu pescoço. — Galen? Ele se virou para ela e sua expressão imediatamente se aclarou, a exaustão de repente desapareceu. — Melissa... Minha companheira... Ele suspirou e se aproximou dela. Quando ele a alcançou, ela rapidamente entrou em seu abraço, girando levemente o que lhe permitiu descansar a cabeça em seu peito. Seu braço girou em torno de sua cintura enquanto ele fazia o mesmo com ela. Sua mão livre veio descansar em seu estômago dilatado, e ela relaxou enquanto ele suavemente acariciou sua barriga. — Como você está? — Ele pressionou seus lábios para a têmpora em um beijo suave. — Como está o nosso pequenino? — Bem. — Ela levantou a cabeça para encontrar seu olhar. — Como você está? Como vão as coisas com a matilha? — Melhor do que ontem à noite, mas não perfeitas. Ela estremeceu, sabendo sua parte no drama e os problemas que o cercavam. — Eu sinto muito. — Não. Nunca se desculpe pelo problema que a mulher causou. — Ele cuidadosamente se afastou dela e gentilmente a agarrou pelos ombros. — Por que não me contou tudo? Ela te machucou. Por que não me disse isso? — Isso importa? — Claro! Lissa suspirou. — A primeira vez que ela me feriu, Leo a viu fazer, mas ela ordenou que ele ficasse em silêncio. Eu fui até você e tentei conversar com você sobre isso, mas ele não falava e me apoiava e você...—A auto aversão encheu sua expressão e ela foi rápida para continuar. — Não importa mais.


— Falei com Leo. Eu o perdoei. Mas eu devia ter acreditado em você. — Você não me conhecia. — Eu sabia que te amava — as palavras eram ásperas e roucas, mas ela não se importava com o tom. Ela simplesmente se importava com a mensagem. Ela estava com tanto medo de esperar. — Amou. — Eu ainda faço. Mesmo quando fui um idiota e não vi a verdade. Mesmo quando você fugiu de mim. Eu não parei. — Ele soltou seus ombros e acariciou sua bochecha. — Eu nunca vou parar, minha companheira. As lágrimas picaram seus olhos, e a umidade borrou sua visão. —Eu também te amo. — Eu sei disso. — Gordo arrogante. Lobo arrogante. Mas dela. Todo dela. Silêncio envolveu em torno deles, nenhuma única sugestão de outros sons invadindo seu espaço. A casa foi tranquila, a equipe restante discreta. Com a verdade das ações de Andrea veio um novo respeito por ela. Enquanto ela esperava que eles a perdoassem e a aceitassem para si mesmo, ela tomaria esse descongelamento. — Sabe como você é bonita? — As pontas dos dedos deslizavam pela mandíbula e pela delicada linha do pescoço. —Sua pele é como seda e seus lábios saboreiam como o céu. Estar com você é para o que eu vivo. Quando você se foi... Ela colocou dois dedos sobre seus lábios. —Eu nunca vou deixar você de novo. Vou aprender a falar e você vai... — Acreditar em você sem questionar. Nunca mais haverá outro entre nós.


Seu filho escolheu esse momento para mover e virar dentro dela e Galen riu. — Exceto este. — Ele caiu de joelhos e pressionou a boca contra o estômago. — Olá meu pequeno, não seja tão duro com sua mãe. Vá dormir agora para o papai. Devo amar sua mãe agora. Um brilho quente queimou suas bochechas quando ela entendeu o que ele disse. — Galen. Ele rolou de pé com um sorriso provocante em seus lábios. — Sim, agapi mou? Você precisa de mim? — Ele agarrou seus dedos e puxou-a para a cama. — Porque eu preciso de você. Eu devo te fazer minha. Lissa apontou para seu estômago. — Este é um grande sinal de que eu sou sua. Ele balançou sua cabeça. — Não, não basta. Não para lobos. —Ele parou e escovou seu cabelo atrás de suas costas, traçando a linha de seu pescoço e ombro e só parando onde eles se encontraram. — Eu gostaria de te marcar aqui para que todos saibam que você foi reivindicada. Ela queria isso também, apesar dele envolver seus dentes entrando em sua carne. — Sim. Seus olhos brilharam amarelo, o lobo correndo para frente e forçando seus dentes humanos a se transformarem em presas de lobo. — Agora. Ela assentiu com a cabeça. — Agora. Num momento ela estava de pé em seu quarto e no seguinte ela foi varrida em seus braços. Ele não parecia incomodado pelo seu peso adicionado e em segundos, ele estava andando pelo corredor em direção ao seu próprio quarto com passos longos e seguros. Ela apoiou a cabeça em seu ombro, segurando-o com força enquanto navegava pela casa. Ela desfrutava da sensação de estar em seus braços mais uma vez, a força e o poder que possuía, fazendo com que se sentisse segura e protegida.


Quando seu cheiro não apenas encheu seus pulmões, mas também consumiu seu corpo, ela percebeu que eles tinham entrado em seu quarto. Sua presença em cada superfície, cada peça de mobiliário E decoração. O quarto estava adornado com seus aromas e ela sentiu seu corpo despertar. Como se fosse treinado para responder a ele neste espaço. Entrar em seu quarto era como abrir um interruptor. Memórias de seu tempo dentro das quatro paredes a assaltaram, lembrando-a do passado e a incitando a abraçar o presente. O espaço era familiar e ainda... diferente. Diferente como a cama tinha sido reposicionada, não mais no mesmo lugar que ela se lembrava e agora uma parede parecia consumida por espelhos. Galen se encaminhou para a cama king-size, facilitando-os. — O que…? — Para você. — Ele cuidadosamente liberou suas pernas e gentilmente a baixou para o chão. Ele manteve as mãos em cima dela até ter certeza de que estava firme. Ela lhe lançou um olhar interrogativo. — O que você quer dizer? — Eu não posso fazer amor com você como fizemos uma vez por causa de nosso filho. — Ele a reposicionou, fazendo seu rosto no espelho enquanto ele deslizava atrás dela. — Assim, eu posso. Eu posso te encher e te tocar e ainda ver seus olhos enquanto lhe trago prazer. Ela estremeceu com aquelas palavras, seu corpo já reagindo a cada sílaba. Seu centro estava aquecido e dolorido enquanto seus seios ficavam pesados e os mamilos endurecidos. As dicas firmes eram facilmente visíveis atrás do fino algodão de sua camisola. — Você já responde a mim. — As mãos dele abandonaram seus ombros, deslizando pelo comprimento de seus braços, e então ele a alcançou para cobrir os grandes montes. Ele gentilmente a amassou, os polegares acariciando as pontas e ela tremeu de desejo. — Já me quer.


— Sim. — Sempre. — Ele abaixou a cabeça e ela viu quando abriu a boca larga e colocou seus dentes na junção de seu pescoço e ombro. Ele não quebrou a pele. Ele apenas lhe deu uma dica do que estava por vir e depois a soltou. — Apenas eu. — Sim. — Deixe-me ver você, agapi mou. — Ele abandonou seus seios e pegou sua camisola, lentamente subindo seu corpo e expondo sua pele nua ao seu olhar. — Galen... — Você é tão bonita hoje como era quando eu a vi pela primeira vez no café. Não, você é mais bonita. Você está cheia com nosso filho. Uma deusa fértil. Ela não podia resistir a ele e à sua teia de palavras. Então, quando ele tentou de novo, ela não fez um som enquanto o algodão deslizava sobre seu corpo. Ela foi lentamente exposta, o pano acariciando-a e revelando-a. Um ruído baixo subiu em seu peito, o som crescendo quanto mais dela foi revelado. Ela conhecia o som, sabia o que representava. Ele estava ansioso por ela, seu lobo desesperado por ela, e sua crença foi ainda mais confirmada pela imprensa de sua dureza em suas costas. Quando ele chegou a seu estômago, ela foi revelada em um puxão rápido de tecido. Era como se a visão de sua barriga grávida o enviasse para a borda. — Agapi mou... — Foi a sua voz mais uma vez, acariciando seu corpo distendido. — Deixe-me faze-la minha. Ela tinha apenas uma resposta. — Sim. De alguma forma, ela passou de ficar na frente dele ao lado da cama para deitada de lado na superfície macia com seu corpo enrolado em suas costas. Enquanto os filamentos de seus músculos se conformavam a suas curvas suaves. Uma sensação de sua dureza contra sua pele nua enviou uma


onda de excitação através dela. Desejava-o agora tanto quanto antes. Ainda mais agora com sua gravidez e sua condição a fez ansiá-lo com uma urgência que quase uma assustada. Ele a posicionou cuidadosamente, almofadas no lugar para apoiá-la, apoiá-los, e então ele a amou seriamente. Galen acariciou sua pele, provocando seus seios, acariciando seu estômago e os lados antes de finalmente acumular uma fonte de seu prazer. Ele deslizou seus dedos entre seus lábios inferiores, provocando sua carne úmida com um toque de especialista e enviando-a em uma espiral mais alta. Ela se moveu com ele, mudança cuidadosa de seus quadris quando ela o incentivou a toca-la onde ela mais precisava. Ele fez o mesmo, deslizando seu comprimento contra os globos de sua bunda quando eles agradaram um ao outro. E todos os seus olhares permaneciam trancados no espelho. Ela se deleitava com a aparência de seu lobo, os pedaços de pelo cinza que decoravam suas bochechas. Ele a queria, ambas as partes dele a queriam. E ela o queria. Ela queria ser dele. Ele continuou atormentando-a, rodeando seu clitóris com as almofadas de seus dedos, e deixando-a louca de necessidade. Ela agitou e apertou, ansiosa por sua posse. Precisava dele. Desesperadamente. Precisava de mais de seus dedos e respiração quente em seu pescoço. Ela tinha vontade de tê-lo dentro dela com sua dureza e presas. — Por favor, Galen, por favor... — Diga-me—, ele rosnou e ela foi incapaz de negar a ele. — Faça-me sua. Por favor. Mais uma vez, ele tomou o controle, facilitando-a em uma posição que lhes daria um prazer inegável enquanto deslizava suavemente dentro dela. Ele a esticou como tinha feito há tantos meses, possuindo-a em um único impulso fluido que a consumia.


Ela suspirou quando ele estava completamente sentado, o som imediatamente seguido por seu ronronar satisfeito. Um lobo que ronronava. De lá, tornou-se um cuidado, mas não menos apaixonado de corpos deslizando. Dele entrando e saindo da bainha, sua mão ainda encaixada entre suas coxas e acariciava-a enquanto ele fazia amor com ela. Ela catalogou cada emoção que atravessava suas feições, do amor, da necessidade, a uma possessividade que quase a assustava. Mas não podia assustá-la. Cada uma dessas emoções pertencia a Galen. O amor dela. Seu companheiro. Ela ofegou e lutou para respirar com a maré crescente de prazer. Seu único consolo era que ele estava na mesma condição. Seu hálito banhando sua pele, sua boca pairando sobre a junção de seu pescoço e ombro. Seus dentes eram longos e afiados e prontos para perfura-la. — Galen... — ela gemeu. — Você deve gozar, agapi mou. Para mim. Ela agitou em torno dele, apertando e ordenhando sua intrusão quando os primeiros tremores de sua libertação a alcançou. Com suas palavras, ela não podia fazer nada além de se tornar uma escrava das sensações. Prazer como ela nunca conhecera, nem mesmo quando estavam juntos pela primeira vez, a dominou. Isso a consumia em uma onda ofuscante e ela não podia fazer nada além de suportar e abraçar as sensações. Distante, ela reconheceu que Galen aumentou o ritmo de seu amor, fazendo seu êxtase voar mais alto, e um uivo ecoando encheu sua orelha. O som foi imediatamente seguido por uma picada afiada de dor que, em vez de diminuir seu prazer, ampliou. Ele enviou outro orgasmo apressado através dela, arrancando ainda outro grito de seus lábios, seu nome saltando fora das paredes do quarto. Naquele momento, ele se acalmou. Seus quadris já não bombeavam em impulsos rítmicos e retirados. Não, ele estava aconchegado contra ela, seu comprimento latejando dentro de seu núcleo e ela sabia que ele tinha encontrado satisfação final também.


Eles permaneceram congelados no lugar, seus corpos pertos, até que ele gentilmente retirou os dentes e expôs a mordida de reivindicação. Estava sangrando, obviamente, bem como roxa e vermelha com o dano que ele causou. E bonita. Ele banhou a lesão com a língua, lambendo as gotas de sangue restantes enquanto selava a ferida. Quando isso foi concluído, cuidadosamente retirou seu comprimento amolecido, deixando-a completamente vazia e despojada. Mas não por muito tempo. Ela estava sem seu toque por apenas um momento antes de tê-la reposicionada, facilitando-a da borda da cama e trocando lugares para que ela estivesse confortável em seus braços enquanto ainda estava deitada em seu lado esquerdo. Era um jogo confuso de camas musicais, mas ele foi rápido para explicar o porquê. — Eu li no livro que as grávidas não devem descansar em seu lado direito. Vou reorganizar o quarto para que isto seja muito mais fácil na próxima vez. Ela se contorceu contra ele, permitindo que seu estômago descansasse em seu lado. — Você leu sobre isso? — Você é minha companheira e grávida de meu filhote. Eu sempre cuidarei de você o melhor que puder. Isso é uma coisa pequena. — Grego arrogante. — E você acha que haverá uma próxima vez? Galen a apertou suavemente. — Eu tenho você em minha cova. — Ele roçou um beijo em sua ferida nova. — Minha mordida de reivindicação em seu ombro. — Ele levantou sua mão esquerda, correndo seus dedos sobre os dela. —Agora eu só preciso colocar meu anel em seu dedo e terei tudo—, ele murmurou. Seu coração gaguejou e então correu. — Foi uma proposta? — Não. Uma afirmação. Você vai usar meu anel. Sem argumentos. — Suas palavras eram sólidas e inflexíveis e... Perfeitas.


Epílogo Stefano caiu sobre a cabeça, correndo tão rápido que suas patas de cachorrinho tropeçavam umas nas outras. Quando seu pequeno traseiro pousou na areia pálida, ele estava usando sua pele mais uma vez. Ninguém lhe tinha dito que uma criança lobisomem começou a mudar a uma idade tão jovem. A primeira vez que ela foi para o seu berço para uma alimentação à meia noite e encontrou um cachorrinho coberto de pelo lobo choramingando ela gritou para baixo da casa. Quase todos os machos tinham vindo correndo, Galen liderando o grupo e imediatamente seguido por Leo e Stavros. Os homens se tornaram os padrinhos do pequeno Stefano, e Leo foi agora o primeiro a oferecer a escoltala onde quer que ela tivesse que ir. No momento em que ele tinha entendido as maquinações de Andrea, ele caiu de joelhos com um pedido de desculpas por seu comportamento. Galen tinha vontade de rasgar a garganta do homem, mas Lissa ficou emocionada com a lealdade do homem com seu Alfa. Agora ela não podia ir a lugar algum sem ele ou Stavros tropeçando-a. Mesmo agora, os dois homens se aproximavam, cada um usando a pele enquanto descansavam à sombra de um grande guarda-chuva. Se estivessem ligados e decididos a acompanha-la, eles iriam pelo menos se sentir à vontade. Seu filho rapidamente se levantou, pernas curtas movendo-se uma milha por minuto enquanto corria pela areia. Ele disparou em direção ao oceano, caindo a quatro pés quando atingiu a linha de água e saltou entre as ondas. A babá estava imediatamente ao seu lado, empurrando-o em seus braços e jogando no ar o embrulho ondulante com uma risada. Agora ele soltou alguns breves latidos e depois uivou com sua felicidade. Ela e Galen haviam feito uma linda criança, rápida para sorrir e extremamente protetora daqueles que amava, como tinha sido quando ela o levou por nove meses.


— Papai! — Seu filho se moveu e a babá imediatamente o baixou para o chão. O menino disparou em direção aos degraus que levavam do topo do penhasco até sua pequena praia. — Papai! Papai! Você viu? Lissa virou-se ligeiramente em sua cadeira confortável e sorriu quando viu seu companheiro - seu marido - agarrar seu filho e levantá-lo bem acima de sua cabeça. — Eu vi, agoraki mou. — Ele o sacudiu novamente e depois o abraçou perto. — Meu lobo feroz. As palavras de Galen tiveram a mesma reação de sempre. Stefano levantou um grunhido baixo e mostrou seus pequenos dentes ao pai, mordendo os dedos. —Eu sou um lobo grande. Mamãe, diga a papai que sou um lobo grande. Balançando a cabeça, ela sorriu para seu companheiro. Dois anos. Aproximadamente dois anos desde que ela fugiu dele, foi arrastada de volta, e depois de tirar Andrea de suas vidas, ela deu à luz a esta linda criança. E logo teria outra. Ela colocou a mão em seu estômago ainda plano, internamente sorrindo para o agitar suave que encontrou a seu toque. —É claro que você é um lobo grande, só lobos grandes conseguem ser grandes irmãos.

Fim


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Celia Kyle Livro/Série: Howls Romance / The Werewolf Tycoon's Baby #1  

Celia Kyle Livro/Série: Howls Romance / The Werewolf Tycoon's Baby #1  

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