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Dezembro de 2012 Publicação trimestral N.º 37 Coordenação: Isabel Vaz Ana Ribeiro

Olhar(es) digital : www.aelourinha.pt

HORA DO CONTO

No dia 4 de dezembro, os alunos do 10ºano do Curso de Animação Sociocultural dinamizaram a atividade Hora do Conto na Biblioteca, para um grupo de crianças da EB1 com JI do Reguengo Grande. p. 2

Nesta edição Bibliotecando

p. 2,3

Animação Sociocultural em Ação

p.2

A Voz dos Ex-alunos

p. 4

O Conselho Geral e a Democracia

p. 5

Crianças Invisíveis

p. 5

O Futuro em reflexão

p. 6

Grandes Autores em Debate

p.7

Aprender lá fora

p. 8

4.ª Festa do Cartão dos Alunos de EMRC da Secundária da Lourinhã

Pelo quarto ano consecutivo, realizou-se a Festa do Cartão dos Alunos de EMRC da Escola Secundária da Lourinhã, que decorreu na noite de sexta-feira, dia 19 de outubro. O objetivo desta festa consistiu na distribuição/

renovação do cartão de aluno de EMRC, instituído na escola. Houve muita animação, música, cor e alegria! Sempre que os alunos de EMRC se juntam, a festa acontece naturalmente… Foi uma forma muito feliz de dar as boas vindas aos novos alunos e mostrar o orgulho em ser aluno de EMRC no secundário. Decorreu durante a festa, no auditório da escola, uma reunião com os pais, onde foram apresentadas os temas a desenvolver ao longo do ano nas aulas de EMRC e também o plano anual de atividades. Aguardemos pelas próximas festas!

ESCOLA SECUNDÁRIA DA LOURINHÃ


Sugestões de leitura para férias de Natal Para a interrupção de Natal, a Biblioteca disponibiliza as boas leituras de que dispõe. Desde as obras de leitura obrigatória a outras clássicas e a novidades editoriais recentíssimas, tudo pode ser requisitado para bons momentos de leitura. Ficam algumas sugestões, de entre as aquisições mais recentes.

BIBLIOTECANDO A Biblioteca Escolar (BE) procura criar ou incrementar o gosto pelo livro e pela leitura e desenvolver a literacia numa perspectiva de agrupamento, isto é, tendo em vista todos as crianças/alunos, cujas idades se estendem dos três aos dezoito, dezanove anos. Apesar da dispersão geográfica dos vários estabelecimentos de ensino que compõem o Agrupamento, o que condiciona significativamente a presença das escolas nas bibliotecas, tem sido desenvolvido um esforço para que todos os alunos possam experienciar a vivência nestes espaços, ter a possibilidade de aceder aos livros para leitura na sala de aula ou em casa e participar em actividades de animação de leitura.

Manhãs na Biblioteca Todas as segundas feiras, de manhã, as crianças do Pré-escolar e os alunos do 1º Ciclo deslocam-se em grupo-turma à Biblioteca da Afonso - dado que a da Secundária não dispõe de literatura infanto-juvenil - para participar numa actividade de animação de leitura, dinamizada pelas professoras bibliotecárias e por diversos colaboradores, como os alunos do 10º ano de Animação Sociocultural ou os de 11º de Apoio à Infância, os alunos do 8º ano de Língua Portuguesa, os alunos da Academia Cultural Sénior, docentes do Agrupamento, Museu da Lourinhã, Lourambi, ESCO…

Leituras pelos alunos de Animação Sociocultural Participando nas “Manhãs na Biblioteca”, os alunos do 10º ano de Animação Sociocultural iniciaram a sua incursão pelas atividades específicas da sua opção formativa. Começaram por animar a história do “Patinho Feio” para alunos da Moita dos Ferreiros, cativando-os com as imagens, as vozes e a música, com o apoio das suas professoras Carolina Cruz e Cecília Ogando. Na semana da Feira do Livro, ofereceram a literatura e o livro, através de histórias animadas. Na terça feira, dia 4 de dezembro, foram dois grupos de crianças do Reguengo Grande, que se deslocaram à Biblioteca da Secundária. Os jovens animadores, iniciando e terminando a actividade com música e dança com todos, apresentaram a história A que sabe a Lua?, de Michael Grejniec, através de um espectáculo de fantoches, que a todos prendeu, pequenos e crescidos. De salientar que os adereços necessários e, inclusivamente, o próprio teatro (fantocheiro) foi construído pelos alunos, com o apoio e orientação da sua professora de Animação Daniela Amorim, incansável no dinamismo e no exemplo. Acompanharam as crianças também na decoração de marcadores e na requisição de livros para leitura em casa. Nos dias 6 e 7 de dezembro, os mesmos alunos da Secundária levaram esta actividade às crianças da Moita dos Ferreiros e da Marteleira, acompanhados sempre pelos professores. Foram excelentes experiências para os alunos crescidos e momentos felizes para os mais pequenos.

VEM AÍ A V EDIÇÃO DO PALAVRAS SENTIDAS. ESTÁ ATENTO. PARTICIPA! (Brevemente) 2

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Editorial

BIBLIOTECANDO LER É CRESCER Alunos e professores de Português responderam positivamente ao desafio lançado pela Biblioteca e criaram esculturas humanas alusivas à leitura. O resultado foi uma exposição de fotos muito interessantes, a que foi dado o título Ler é Crescer, dado que a leitura é determinante para o desenvolvimento pessoal e intelectual de todos. Esta exposição, patente nas escadas que dão acesso à Biblioteca, poderá ser apreciada até ao final do 1º período.

FEIRA DO LIVRO Entre 3 e 7 de dezembro, teve lugar a já tradicional Feira do Livro da Escola Secundária. Foram muitas as centenas de livros de vários géneros, para várias idades e interesses que pudemos apreciar e/ou adquirir. Este ano contámos com algumas notações diferentes, como complemento à Feira: . Os alunos da Educação Especial criaram envelopes com motivos natalícios para embrulhar os livros, com a ajuda da sua professora, Carmen Rodrigues. Para eles, um agradecimento especial, pois contribuíram para tornar os nossos presentes mais originais e brindar os compradores com uma bonita oferta. . Os alunos de Artes Visuais do 11ºano e a sua professora, Ana Sanches, desenharam e pintaram quadros, marcadores de leitura, etiquetas para acompanhar os presentes. Estas obras originais foram vendidas a preços simbólicos para angariar fundos para a sua viagem a Madrid. . Também estes últimos alunos criaram os cartazes para divulgação da Feira. Obrigada, Artistas, vocês tornam as nossas vidas mais bonitas. Fazendo um balanço da Feira, o interesse pelos livros era visível nos muitos alunos que aí se deslocavam e que os apreciavam demoradamente. Este interesse, no entanto, não se traduziu em compras, que reduziram de uma forma drástica, comparativamente com os anos anteriores. É a tão discutida crise, real e comprovada. Se valeu a pena o esforço enorme? Valeu, não materialmente, como se pode imaginar, mas pelo convívio com o livro, pela possibilidade de se apreciar e pela certeza de que ainda se ambiciona leitura e cultura.

PÓLOS DA BIBLIOTECA NA MOITA E NA ATALAIA A Biblioteca Escolar (Secundária, Dr. Afonso R. Pereira e Reguengo Grande) está a desenvolver esforços, com o objectivo de criar duas bibliotecas, pólos das já existentes, para as EB1 e JI da Atalaia e da Moita dos Ferreiros. Estas escolas dispõem cada uma de cerca de 100 alunos ávidos de leitura e de salas devolutas que poderão ser aproveitadas para o efeito. A Biblioteca escolar disponibiliza algum espólio documental para equipar estas bibliotecas, o que, conciliado com mais alguma participação do Agrupamento, com o esforço de docentes, de pais que se ofereceram e desenvolveram já esforços para angariar fundos, Juntas de Freguesia e Câmara Municipal e, eventualmente, algumas empresas sediadas no Concelho, permitirá abrir até ao final deste ano estes dois espaços de aprendizagens tão profícuas.

APELO À COMUNIDADE A TODOS, COMUNIDADE ESCOLAR E EXTRA-ESCOLAR, FAZEMOS UM APELO: SE TIVEREM LIVROS OU DVDs INFANTO-JUVENIS EM BOM ESTADO DE CONSERVAÇÃO QUE JÁ NÃO TENHAM INTERESSE PARA VÓS OU PARA AS VOSSAS FAMÍLIAS, OFEREÇAM-NOS, ENTREGANDO-OS EM QUALQUER DAS BIBLIOTECAS DO AGRUPAMENTO. ELES ENRIQUECERÃO AS BIBLIOTECAS QUE PRETENDOMOS CRIAR. OBRIGADA.

Num tempo de escassez material, sobreleva-se nas nossas vidas aquilo que realmente as justifica. O Natal está aí. As campanhas de solidariedade sucedem-se nos meios de comunicação social, atropelam-nos nos supermercados, nos clubes, nas igrejas, na rua… Mais do que em qualquer outro momento do ano, somos chamados, acordam-nos a ajudar, a amar o próximo, que não conhecemos, mas que sabemos estar lá, algures. Uma vez mais, não sem razão, podemos criticar-nos sugerindo que o Natal deveria ser todo o ano, querendo com estas palavras dizer que deveríamos ser sempre solidários, estar sempre alerta para apoiar quem de nós possa precisar. Também podemos, não sem razão, afirmar que, para ajudar, não precisamos de pensar somente nos que estão longe. Na verdade, também mais perto podemos fazer a diferença, também mais perto podemos tornar mais felizes as vidas de tantas pessoas. Basta, para isso, descentrarmo-nos, estar atentos nas nossas escolas, nas nossas casas, nas nossas terras, aos nossos colegas, amigos, familiares, vizinhos… e ouvi-los, darlhes as palavras e os gestos de que precisam. Num tempo de escassez material, aquilo que podemos dar e não tem custos é o melhor que temos: atenção, dedicação, amor. O grande desafio é ajudar e, maior ainda, descobrir a quem e como. Quantos dos nossos colegas, amigos e familiares sofrerão em silêncio, disfarçando sentimentos, camuflando situações? Ousemos, pois, sair do nosso egoísmo e VER o outro. Descobriremos que, na ajuda, no amor que damos ao próximo, quem sai mais recompensado somos nós mesmos, pelas sensações de satisfação e de felicidade plenas que experimentamos, pela vivência verdadeira do amor humano. A todos, a equipa do Olhar(es) deseja um Santo Natal e um Feliz 2013 .

ESCOLA SECUNDÁRIA DA LOURINHÃ


Identidade Regional Entre 27 de novembro de 2012 e 5 de dezembro de 2012, no átrio do PBX da Escola Secundária da Lourinhã, foram divulgados os trabalhos da turma G do 11º ano, do Curso Profissional de Técnico de Turismo, numa Exposição intitulada “Identidade Regional”. Os trabalhos em cartolina e sob a forma de um filme, retratavam um pouco de cada região de Portugal (Açores, Madeira, Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve), desde a gastronomia aos trajes, das lendas deixadas e reinventadas pelo povo até às tradições que ainda hoje praticamos. Descobrimos que Portugal é um cantinho único no Mundo! Tem castelos e ruínas, vestígios desde a Idade da Pedra até à Idade Contemporânea...Tem mar, lagos e rios, natureza, praia e montanha... Tem cerca de 92.090 kms2 à espera de serem descobertos! ...

Carina Santos, 11º G

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A voz dos Ex-Alunos O meu nome é Andreia Matias e é com muito orgulho que me apresento como uma das ex-alunas da Escola Secundária da Lourinhã. O que pareciam três longos anos tornaram-se rapidamente numa bruta efemeridade. O primeiro dia de aulas, o receio da dita “praxe” que nos esperava, foi sem dúvida um dia para recordar com um sorriso na cara. A entrada confiante escondia uma tentativa de saída sorrateira, mas que teve imensa piada (no dia a seguir!). A cara pintada, os braços riscados, o labirinto de uma escola nova, ditavam a minha entrada no 10º ano, no curso de Ciências e Tecnologias. A minha escolha deveu-se ao facto de ser um curso abrangente, pois gostava de tudo um pouco, à exceção de artes, sendo, por isso, passível de realizar exames de outras disciplinas e obter na mesma uma boa creditação académica na eventualidade de pretender, no final, mudar para outra área. Foi um ano diferente, uma mudança que todos temos de fazer, mas uma mudança que acarretou várias coisas. Por si só, uma escola nova engloba um novo ambiente que, por vezes, pode ser constrangedor. Inexequível, pensei eu após o final do primeiro período, onde as notas não foram as melhores. No entanto, tudo foi melhorando e até com os professores fui simpatizando. Foi, de facto, uma vivência cheia de recordações. As partidas que se faziam nos balneários, os risos que se ouviam nos corredores eram difíceis de imaginar quando se chega a uma turma completamente nova e se é o único elemento vindo de uma outra escola. O tempo foi passando, as conversas foram-se criando e chegámos ao final do 10º ano. Talvez não com a média pretendida, mas qual seria a média pretendida quando não se sabe o que se quer seguir? O 11º ano foi sem dúvida de maior esforço, exames nacionais... Por vezes, parecia que faziam de propósito para nos darem mais trabalho, que já não era pouco... As voltas que a Físico-Química e a Biologia me deram à cabeça. Os momentos de descreditação pessoal foram alguns, mas nada que não fosse superado. Sendo uma pessoa muito ativa a nível desportivo, os treinos e os jogos de Futsal faziam-me bem. Qualquer despor-

to em sim o faz: corpo são, mente sã! Já o último ano, o “senior year”, o ano de todas as decisões, foi sem dúvida o ano mais fácil. Com menos carga horária, mais disponibilidade e outra experiência, começaram de novo as aulas depois de mais um verão. Foi aqui que começaram todas as dúvidas. Como a média não era muito má, a escolha por uma vaga no ensino superior tornava-se apelativa a uma vasta gama de diferentes cursos. Estando em Ciências, e pensando que até gostaria de Química optei por Ciências Farmacêuticas e lá entrei na minha primeira opção, na Faculdade de Farmácia de Lisboa. Hoje, sou aluna do 4º ano, não me arrependo da minha escolha, embora saiba que o futuro possa não ser o mais risonho. Um dia, quando esse mesmo dia chegar e tiver que ir em busca do primeiro emprego, será com muito orgulho que colocarei o meu percurso académico pela Escola Secundária da Lourinhã no Curriculum Vitae. Na faculdade, criam-se novas amizades, vive-se num novo meio, é tudo diferente, mas não tenham receio. Quando entram, são todos caloiros e o objetivo é igual para todos: integração e adaptação. No entanto, posso dizer que são muitas das estórias da secundária que partilhamos com outras pessoas, no fundo, foi onde crescemos, onde aprendemos a tomar decisões. Apesar de ter amigos na faculdade, sabe sempre bem ir de fim de semana e rever algumas caras de sempre. É por isso que estudar o suficiente para não se arrependerem de algo que talvez queriam e que depois não conseguem porque não têm nota não faz de ninguém “nerd” ou “marrão”, simplesmente, estão a lutar por um futuro vosso, algo que mais ninguém pode fazer. Mas uma coisa é certa, os tempos de Secundária exigem muita festa, muitas brincadeiras, muitas saídas à noite e muitos jantares, pois, se acham que estudam alguma coisa no ensino secundário, então, esperem até chegar à faculdade . Lutem pelo que querem e, para aqueles que irão fazer exame de Português este ano, aqui fica uma das minhas frases preferidas de Fernando Pessoa: “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena.”


O Conselho Geral e a democracia (?!) Falo hoje (24 de Novembro de 2012) do Conselho Geral do Agrupamento de Escolas da Lourinhã. Os seus membros, Alunos, Encarregados de Educação, funcionários não docentes e os docentes foram eleitos. Reza a legislação: «Artigo 11.º Conselho geral 1 — O conselho geral é o órgão de direcção estratégica responsável pela definição das linhas orientadoras da actividade da escola, assegurando a participação e representação da comunidade educativa, nos termos e para os efeitos do n.º 4 do artigo 48.º da Lei de Bases do Sistema Educativo.» Depois de eleitos, parece que grande parte dos membros do C.G. (e, no caso vertente, interessa-me falar apenas dos professores) se esqueceram de que são representantes de todos os professores do Agrupamento. Não está consagrado na lei nem no senso comum que, depois de eleitos, se tornem infalíveis e que não necessitem de auscultar a opinião dos seus pares na comunidade, em relação a alguns assuntos mais relevantes (assegurando a participação da comunidade). Já lá vamos. O nosso Conselho Geral, desde que tomou posse, tem funcionado ao estilo das lojas maçónicas. Já algum membro da comunidade tomou conhecimento público das atas das reuniões, das decisões, das recomendações? O que se passa lá dentro é secreto? Estarão a imitar que organismos? Já alguém foi auscultado? E mesmo que a opinião de um ou mesmo meia dúzia de elementos da comunidade tenha sido ouvida, todas as pessoas têm tido a oportunidade de exprimir o que pensam antes das decisões tomadas? Que vergonha para um Agrupamento que tem como principal missão a educação: para a democracia, para o domínio das capacidades de comunicação e dos conhecimentos necessários para a vida ativa ou para a continuação dos estudos. Que exemplo tem dado o Conselho Geral… Vejamos um caso concreto: apesar de há pouco mais de dez anos se ter levado a cabo um inquérito exaustivo, na Escola Secundária, sobre a vontade que todos os seus elementos teriam para atribuir um nome diferente à nossa Escola, e de esse inquérito nos ter informado que a maioria absoluta da comunidade escolar queria manter a designação de Escola Secundária da Lourinhã, eis senão quando, num dia que está no segredo de alguns “deuses” apenas, alguém levou uma proposta antiga (e teimosa) ao C.G. para que a Escola passasse a designar-se “Escola Secundária Dr. João Manuel da Costa Delgado”. O que fez o Conselho Geral? Aprovou a proposta na mesma reunião, com o que parece ter sido um voto contra e cinco abstenções. Ninguém mais foi consultado. E o nome já consta nas páginas oficiais do Ministério da Educação. E ninguém informou a comunidade educativa. Porquê? Consciência pesada ou apenas falta de respeito? Para que serve uma Presidente do Conselho Geral, que, ao que consta, é adepta da democracia? Que tipo de democracia? Não ponho em causa o nome do meu falecido amigo João Manuel, que eu muito respeitava e que me retribuía tanto a amizade como o respeito. Sou, no entanto, de opinião que o seu nome faria sentido ou na Escola onde muitos anos lecionou, ou numa das escolas que agora constituem o Agrupamento (que não é o nosso) ou para a designação do próprio Agrupamento a que pertence a Escola Básica do 2º e 3º ciclos Dr. João das Regras. Repugna-me, sim, o comportamento do Conselho Geral do nosso Agrupamento. Não o considero nosso representante. É vergonhoso, repito. O Professor decano de todo o Agrupamento Jorge H. Moniz Ribeiro

CRIANÇAS INVISÍVEIS No átrio da Escola, junto ao PBX, encontra-se a decorrer uma Exposição intitulada "Crianças Invisíveis", integrada no âmbito da disciplina de Área de Integração, do Curso de Animação Sociocultural. Foi realizada pela turma 10º H, a partir de trabalhos de pesquisa sobre as difíceis condições de vida de muitas crianças no mundo, frequentemente alvos de uma autêntica exploração contra a sua dignidade como seres-humanos, assim como sobre a ação da Unicef e de outras instituições na luta por melhores condições de vida das mesmas. O projeto teve com base o visionamento na aula de uma coletânea de sete curtas-metragens, dirigidas por cineastas de prestígio internacional, oriundos de diferentes países, histórias únicas sobre as crianças nas regiões do mundo de que são originárias, constituindo, no fundo, sete lições de vida. O nome deste filme é precisamente "Crianças Invisíveis", realizado em 2005, sendo o titulo escolhido

para a nossa Exposição. Pretende-se chamar a atenção da comunidade escolar para estas crianças que, muitas vezes, parecem "invisíveis" aos nossos olhos... Compete a cada um de nós contribuir para um mundo mais justo e feliz, cooperando para que os futuros adultos de amanhã possam viver com mais dignidade e condições...

Apela-se a todos que contribuam para as causas que estão presentes na Exposição, trazendo brinquedos, livros ou material escolar para a "Associação de Voluntariado de Moita dos Ferreiros" e alimentos para o "Banco Alimentar de Luta contra a Fome", depositando-os nas caixas que lá se encontram para esse efeito, ou ao lado das mesmas.

Vamos todos contribuir para um Natal mais Feliz para quem mais precisa da nossa ajuda! A turma do 10º H e a professora da disciplina agradecem, desde já, a vossa colaboração e boa vontade. Prof.ª Cecília Ogando

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Responsabilidades Sempre fui apologista de que cada pessoa é unicamente responsável pelo seu futuro, através das suas escolhas e caminhos traçados. Porém, até que ponto é que as nossas escolhas estão a ser condicionadas pela fraca condição que o nosso país apresenta? Eu, jovem estudante do ensino secundário, pretendo prosseguir os meus estudos e vejo as minhas ambições a serem esmagadas na totalidade, pois não tenho certezas algumas, a não ser aquelas que os noticiários me apresentam (de que o país está mal, o desemprego aumenta, os trabalhadores têm cada vez mais pesados impostos, etc.). Pergunto, como? Como é que um estudante escolhe um curso superior ou a profissão que pretende exercer, sabendo que possivelmente não conseguirá emprego, muito menos, na área que verdadeiramente o apaixona? No entanto, a paixão, o sonho em busca da carreira, em muitos casos, já se encontra fora de questão. Atualmente, pensa-se no que dará mais “saída”, como se essa “saída” fosse a entrada para alguma coisa melhor. Os jovens são isso mesmo, jovens. Não pagam impostos e não lhes são cortados subsídios, mas extinguem-lhes os sonhos. Sonhos de um futuro risonho no qual se exerceria uma profissão de que realmente se gosta. Inês Félix , 12ºD

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Crescer é difícil Crescer. Todos os pais contam como é complicado deixar os seus filhos saírem do ninho. Deixálos bater com a cabeça, deixá-los voar sozinhos. Todavia, ninguém conta o que nós sentimos quando enfrentamos o mundo sozinhos, pela primeira vez: como tudo parece estranho e ameaçador. A tão esperada liberdade surge diferente quando vivida. Não corresponde às espectativas. Não existem amigos a entrar e a sair constantemente, nem divertimento a toda a hora, nem saídas e jantares todos os dias. Existem responsabilidades. Acordar cedo para ir trabalhar, almoço para fazer, roupa para lavar, casa para limpar, contas para pagar. Claro que os nossos pais não nos abandonam, mas o lado duro da vida dá-se a conhecer quando estamos entregues a nós mesmos. Existe também alegria! Não são só responsabilidades, mas a verdade é que, se fizermos uma síntese da vida, existem mais momentos maus que bons. Mas são esses momentos bons que nos empurram para a frente, que nos levam a continuar, que mostram o bom da vida. E é nesta confusão que se chama vida que vemos o quanto dependemos de quem nos ama.

TARDE DEMAIS É estúpido e estranhamente curioso como damos mais valor às pessoas depois de elas já terem partido. Cada gesto, cada palavra, cada toque, cada olhar retido na nossa memória é agora como uma preciosidade da qual temos medo de nos desfazer. As lembranças, esbatidas, por vezes, não são suficientes para acalmar a saudade e, se recorrermos a outros meios para lembrarmos o passado, percebemos que provavelmente teríamos agido de maneira diferente. Vejo as imagens impressas no papel, oiço vozes e concluo que queria ter procedido de forma distinta. Eu teria simplesmente acariciado a bochecha ou passado a mão pelo ombro. Teria dito palavras gentis, suaves e melodiosas. Eu teria pedido perdão, eu teria falado abertamente sobre mim, teria paciência, compaixão, teria tocado mais, abraçado mais, beijado mais. É cruel e pateticamente fascinante o quanto daríamos para voltar atrás. A vida, talvez? Esta verdade destrói-me e corróime por dentro. Os “se” e os “teria feito” surgem frequentemente, porém, inúteis, destruidores e verdadeiramente torturantes. Nada pode apagar o que já se passou, nada pode voltar a ser feito, nenhum toque, nenhum gesto, nenhuma palavra pode voltar a ser dita. A morte tudo leva.

Cláudia Lopes, Tatiana Rodrigues,12ºD

Ainda acreditamos num futuro? A verdade é que à anunciada política de austeridade sucede-se uma política de extorsão. Não há plano racional de corte na despesa, apenas um plano selvagem de aumento da receita. A ridícula desproporção entre o pouco que o Estado vai ganhar e o muito que a população vai perder com algumas medidas só agrava a sensação de um país a ser

empurrado para uma recessão sem saída. Quantos de nós ainda acreditam num futuro próspero e num emprego assegurado depois de sairmos duma universidade onde gastaremos mais uns longos meses a estudar e uns longos anos a concluir? Poucos levantariam a mão. Não acredito num futuro que se apresente, brevemente, magnífico aos olhos de cada estudante e, para não acreditar na ingenuidade de um governo, tenho que acreditar na incompetência deste mesmo. Portanto, em que é que ficamos? Patrícia Carvalho, 12ºD


A fragmentação do EU Os temas presentes na poesia de Fernando Pessoa ortónimo são o conjunto das suas incertezas e diversificadas personalidades ou a fragmentação do eu que parece inatingível por ser tão enigmático. O poema Não sei Quantas Almas Tenho é o perfeito exemplo da despersonalização. O sujeito poético é plural e tem consciência disso, encontrando a sua unidade na multiplicidade dos heterónimos. A sua identidade perdida leva-o ao autoquestionamento presente em Em Toda A Noite o Sono Não Veio. Agora. Culpa Deus que o determinou, assim, múltiplo. Exprime também a melancolia por saber que não há resposta. Só acredita na razão e não nas suas emo-

ções, conduzindo-o à dor de pensar que Ela Canta, Pobre Ceifeira traduz: Ah Poder Ser tu, Sendo eu”, feliz e sem razão aparente para tal. Mas o pesado conhecimento da ciência não o liberta. A poesia, de carácter reflexivo, leva-o à obsessão da análise, à angústia existencial, ao desalento, à inquietação, à solidão que consegue ultrapassar, refugiando-se no sonho, na nostalgia de infância (terá havido?!). Mas estas soluções falham e acaba por se debater novamente com os problemas que o assolavam inicialmente ou com novas perguntas, tornando-se um ciclo vicioso. Fátima Pereira, 12º D

No Espaço há Planetas Planetas como a Terra Terra onde vivem os Homens Homens que poluem a Natureza Natureza que é bonita como a Magia Magia têm os Mágicos Mágicos como Luís de Matos Luís de Matos um português Famoso Famoso como o José Malhoa José Malhoa um Cantor Cantor de Portugal Portugal, o país em Crise Crise de Dinheiro Dinheiro que está a Desaparecer Desaparecer como a Justiça Justiça, fazem os Heróis Heróis como o Rei D. Sebastião D. Sebastião que morreu na Guerra Guerra como a II Guerra Mundial Na II Guerra Mundial não entrou Portugal Portugal que era comandado pelo Salazar Salazar que foi nosso Presidente Presidente como o Barack Obama Obama, o primeiro presidente negro dos EUA EUA onde há Hollywood Hollywood onde trabalham os Realizadores Realizadores como Steven Spielberg Spielberg trabalhou no filme de “O Extraterrestre” Extraterrestre que vive num outro Planeta

Sentir a dor incessante De perder quem se ama Sem saber porquê É sentir o gume lancinante, De uma adaga em chama Rasgar tudo o que se vê. Se ser forte é viver Com tal dor, Então, eu sou fraca, Pois não quero viver sem amor.

Apreciação crítica O Primo Basílio Esta obra de Eça de Queirós retrata o quotidiano da população do século XIX. Eça procura enfrentar a realidade e criticar a sociedade. Ao longo desta crítica, ninguém escapa, desde indivíduos da alta sociedade a simples comerciantes. Indiretamente, retrata o quotidiano de Luísa, uma jovem da alta sociedade que pratica o adultério, traindo o seu marido Jorge, procurando, assim, a diversão e deixando o verdadeiro amor escapar. O autor, nesta obra, escreve de uma forma verídica e moderna, visto que os hábitos do século XIX não mudaram muito até aos dias de hoje. Eça é visto como um escritor que escreve de uma forma diferente, agradável e pormenorizada, de modo a que o leitor entre na sua esfera literária e veja, neste caso, os problemas e críticas apontadas à sociedade. É uma obra extremamente agradável de ler, que releva um toque de aventura, despertando o interesse do leitor. Um bom escritor é, sem dúvida, aquele que desperta o “pequeno leitor” que existe dentro de cada um de nós, e é esse o feito que Eça consegue despertar com a obra O Primo Basílio”. Mélanie Pedreira , 12º D

Planeta que fica no Espaço. Samuel, 12º D

Helena Garcia, 12º D

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A complementar:

Visita de Estudo

Miguel Fernandes, aluno da mesma turma, também fez a apreciação, complementando o relatório dos colegas com as seguintes apreciações: - esta empresa hortofrutícola encontra-se muito bem posicionada a nível nacional; - é um conjunto de dez empresas que compõem uma cooperativa agrícola; - em jeito de conclusão, este aluno considera que foi muito interessante ver como tudo se processa e os esforços que se têm feito para crescer em tempos de crise.

No passado dia 29 de novembro de 2012, os alunos das turmas do Curso Profissional de Informática de Gestão (12ºG) e do Curso Profissional de Gestão e Programação de Sistemas de Informação (10ºI) da Escola Secundária da Lourinhã, acompanhadas pelas docentes Nélia Leitão, Sandra Oliveira e Susana Santos, realizaram uma visita de estudo à Cooperativa Primores do Oeste, situada em A-dos-Cunhados, com a finalidade de compreender melhor o funcionamento de um sistema informatizado numa empresa. Saídos da Escola Secundária da Lourinhã pelas treze horas e trinta minutos, chegaram ao destino por volta das catorze horas e cinco minutos. No destino, Lembras-te Luisinha foram recebidas Bolas de Berlim? dos por dois funcionários da A maresia nos nossos rostos, empresa (um O tactear na areia grossa, da parte contaO vento companheiro de sempre, bilística e o ouO sol fugidio, espreitando por vezes. tro da parte As crianças pobres brincando junto às re- informática). des, Feitas as apreAdormecidas no cais, sentações, seAs gaivotas salpicando o céu, guiram para Nas eternas manhãs de verão uma sala onde sem calor. se realizam, diariamente os Tempo de vagares... leilões, por volAtmosfera de neblina... ta das oito hoCheiros da infância... ras e trinta miMomentos com paladar: nutos da maLuisinha, lembras-te das bolas de Berlim? nhã, que irão influenciar o Margarida Antunes, 12ºD

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preço diário das mercadorias. Após o visionamento de um pequeno vídeo sobre a história da Cooperativa e do seu sistema informático, explicaram o processo de seleção das mercadorias, a pesagem, o embalamento, entre outros. No final, enquanto os alu-

nos do Curso Profissional de Gestão e Programação de Sistemas de Informação se dirigiam para o autocarro, os alunos do Curso Profissional de Informática de Gestão deslocaram-se a uma sala, no primeiro piso, na qual visionaram o sistema de cablagem e backup’s existentes na empresa. Saídos dessa sala, os alunos do 12º ano foram para o autocarro, partindo por volta das quatro horas da tarde. Chegaram à Lourinhã por volta das quatro e quarenta e cinco da tarde. Em conclusão, foi uma boa experiência para os alunos porque os ajudou a compreender, na prática, para que servem as teorias informáticas lecionadas em aula. Daniel Antunes, Ilídio Baptista, João Dias e João Rodrigues, 12º G

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