Page 1

B-ESEIG Boletim Informativo da Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão Volume 1, Edição nº 6

Maio 2010

Editorial Pontos de interesse especiais: • XX Aniversário da ESEIG • Regulamento de avaliação • Curso de Estudos Superiores para Seniores • Aluno de GAH no 2º lugar do Concurso Responsible Hotel Club TM • Professor Doutor Pinto da Costa: o Mestre, o Mundo e a Ciência

Rubricas Espaço Científico

2

Espaço Pedagógico

8

Destaque

10

Eventos

13

Notícias

16

Tribuna

18

O Ensino Superior Politécnico em Portugal encontra-se numa fase crítica de mudança. A ESEIG não é excepção, pelo que se prepara para “abraçar” com solidez e visão estratégica, os desafios que a si se colocam. Um dos seus maiores desafios, passa pela constituição de um corpo docente de base, com formação académica de nível elevado e um corpo não docente igualmente adequado em número e em qualidade de serviço. É certo que o investimento e a promoção da formação dos docentes na obtenção do doutoramento, poderia ter acontecido em décadas anteriores (poupar-nos-ia a pressão dos que estão em formação, assim como a acumulação

XX Aniversário da ESEIG

de funções dos que já passaram essa fase). Todavia, a expectativa é que nos próximos dois/três anos tenhamos “o capital humano” preparado para catapultar a ESEIG para o seu estatuto de escola de referência a nível nacional, em todas as suas ofertas formativas. Com os órgãos de gestão constituídos, com a nova Presidência do IPP, com um corpo docente graduado e estável, com os serviços em “velocidade de cruzeiro” e mais objectivamente avaliados, poderemos exigir de nós, dos estudantes e das instituições com quem nos relacionamos a excelência e a qualidade que se impõe a um país que se quer digno e respeitado. Esta deverá ser uma missão unificadora.


Página 2

B-ESEIG

Espaço Científico Hábitos de utilização da Internet nos alunos do Ensino Superior: Caso de Estudo Ana Cláudia Rodrigues, Mário Pinto, Ricardo Queirós, Rosalina Babo, Carla Teixeira Lopes e Paulo Coelho de Oliveira Conferência de Investigação e Intervenção em Recursos Humanos, 25 e 26 der Setembro de 2009, Vila de Conde, Portugal

Resumo: As Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) assumem um papel preponderante na nossa sociedade, ao nível dos diversos sectores de actividade económica, das instituições de ensino, da Administração Pública e mesmo em casa. Mas é na vida dos jovens, nomeadamente, daqueles que nasceram a partir de 1982 (a geração net) que estas tecnologias têm um papel modelador uma vez que fazem parte integrante da sua vida quotidiana, desde que nasceram. Os computadores e, especificamente, a Internet permitem aceder a grande variedade de conteúdos e de oportunidades de aprendizagem, tanto formal como informal, na escola e em casa. Dada a exposição constante à tecnologia esta geração desenvolveu uma forma de aprender diferente dos seus educadores, o que coloca a estes profissionais, ao mercado de trabalho que vão integrar e à sociedade em geral, um grande desafio. Partindo deste cenário pretende-se com este estudo

caracterizar os hábitos de utilização da Internet nos alunos do Ensino Superior, através da realização de um questionário dirigido aos alunos de várias Escolas do Politécnico do Porto. Com este estudo pretende-se aferir o grau e o tipo de utilização que os alunos fazem da Internet e conhecer a importância que os alunos do maior Politécnico do país atribuem à Internet no processo de ensino/aprendizagem. Palavras-chave: Utilização de tecnologias; E-learning; Ensino Superior .

eLearning Frameworks: a survey Ricardo Queirós and José Paulo Leal INTED 2010 - International Technology, Education and Development Conference, Valencia, Spain, March 2010 Abstract: In recent years the concept of eLearning Framework emerged associated with several initiatives promoted by educational organizations. These initiatives share a common goal: to create flexible learning environments by integrating heterogeneous systems already available in many educational insti-

tutions. The paper provides an introductory survey on eLearning Frameworks. It gathers information on these initiatives categorizes them and compares their features regarding a set of predefined criteria such as: architecture, business model, primary user groups, technical implementations, adopted

standards, maturity and future development. Keyword: SOA, interoperability, services.

Comunicar a construção europeia: abordagem diacrónica às políticas de informação Ana Lúcia Terra V Congresso da Associação Portuguesa de Ciência Política, Universidade de Aveiro, Março de 2010 Resumo: Com base num trabalho realizado no âmbito de uma pesquisa de doutoramento, faz-se uma síntese analítica dos principais documentos relativos à formulação e à implementação das políticas de informação e comunicação, desde a época da Comunidade Europeia do Aço e do Carvão, nos anos cinquenta, até ao final do primeiro semestre de 2007, já no âmbito da União Europeia. Assim, demonstra-se a preocupação do Parlamento Europeu e da

Comissão com esta área de acção desde finais da década de cinquenta, no intuito de criar uma opinião pública favorável ao projecto europeu. Paralelamente, desenha-se uma imagem das estratégias de informação desenvolvidas pelo projecto comunitário, as quais começam a enfatizar, a partir da primeira eleição do Parliament Europeu, em 1979, os aspectos comunicacionais, promovendo, em teoria, a transformação de um consenso passivo numa adesão activa dos cidadãos

de todos os países membros face à construção europeia.

Palavras-chave: políticas de informação, construção europeia, serviços e redes de informação.


Volume 1, Edição nº 6

Página 3

L’information européenne en contexte universitaire: pratiques d’accès et d’usage des chercheurs Ana Lúcia Terra Colloque International du GRESEC: Évolutions Technologiques et information professionnelle: pratiques, acteurs et documents, Institut de la Communication et des Médias, Université Stendhal – Grenoble 3, França, Dezembro de 2009 Resumé: En contexte universitaire et plus spécifiquement dans les cursus en relation avec la thématique européenne, l’information produite par les institutions de Bruxelles se présente non seulement comme un élément indispensable pour le travail des étudiants mais aussi pour les professeurs et les chercheurs des matières européennes. Pour ces derniers elle représente même l’information professionnelle par excellence

étant donné qu’ils ne peuvent mener à bien leurs taches d’enseignement et de recherche sans y avoir accès. Le but de cette étude est de réfléchir sur les processus de recherche informationnelle liés à la thématique européenne d’un échantillon de 234 utilisateurs de 55 Centres de Documentation Européenne (CDE), éparpillés dans 21 des états-membres de l’Union européenne. L’analyse concerne plus spécifiquement l’origine profession-

nelle des usagers des CDE et leurs classes d’âges, les raison de l’usage de l’information européenne, les préférences touchant l’accès et les comportements de repérage de l’information. Palavras-chave: information professionnelle; recherche informationnelle; information européenne.

Interfacing repositories of Learning Objects with support for programming problems José Paulo Leal and Ricardo Queirós CLIS 2010 - ACM-ICPC World Final Collaborative Learning Institute Symposium, Harbin, China, February 2010 Abstract: In recent years user expectations regarding repositories of learning objects changed considerably and are increasing. Users are now concerned with issues not completely addressed by the existing systems, such as: compliance with eLearning standards, interoperability with other systems and management of repositories. This paper presents the interfaces of crimsonHex - the Learning Object (LO) repository of EduJudge. EduJudge is a pan-European project aiming to integrate the collection of problems of the UVA on-line judge in the educational environment. In this paper we focus on recent developments and ongoing work both of the user interface and the application interface of crimsonHex. The application interface of crimsonHex is a particularly important feature of the repository since it was designed to integrate with other systems in the EduJudge network, namely the evaluation server and the learning management system. For sake of standard compliance these features are based on IMS Digital Repositories Interoperability (DRI) specification. Our experience in using these recommendations lead us to propose extensions to its set of functions and to the XML binding that currently lacks a formal definition. To evaluate the proposed extensions to the IMS DRI specification and its implementation in crimsonHex, we developed a plugin for the 2.0 release of the popular

Moodle LMS. Moodle 2.0 users will be able to download LOs from crimsonHex repositories since this LMS is expected to include the plugin described in this paper in its distribution. The user interface is also an important part of crimsonHex since it supports all the workflow of an LO lifecycle, from its authoring, trough its validation process, and management in collections, to its selection by teachers. In the design process we identified several usage task profiles - the archivist, the content author, the reviewer and the consumer - and two basic usage profiles. The user interface was developed using an Ajax framework to enable the implementation of the single screen design. We selected the Google Web Toolkit (GWT), an open source Java software development framework that allows a rapid development of AJAX applications in Java. When the application is deployed, the GWT cross compiler translates Java classes of the GUI to JavaScript files and guarantees cross-browser portability. The framework supports also asynchronous remote procedure calls. This way, tasks that require high computational resources (e.g., complex searching within the repository) can be triggered asynchronously, increasing the user interface’s responsiveness. The complex controls required by the selection and action areas are provided by SmartGWT, a GWT API's for SmartClient, a Rich Internet Applica-

tion (RIA) system. We are currently working on the design and implementation of an authoring tool for crimsonHex. Most authoring tools currently available are unnecessary complex and drive away potential authors. Their user interfaces mirror the complex structure of the metadata standards, covering a vast number of facets, from digital rights to technical details, some of which are seldom applicable. Nevertheless, standards are essential to the interoperability of eLearning systems and we believe that it is the role of user interfaces to make complex concepts easier to grasp to the average user. To achieve this goal we designed the authoring tab as a wizard - a common pattern used in graphical interfaces when an application needs to collect a large number of parameters. Wizards use progressive disclosure to present panels with small sets of parameters, and parameters selected in the first panel influence the subsequent panels. In this wizard the uploaded resources are processed and some meta -data, such as file formats and languages, are automatically generated using heuristics. These values are presented in subsequent panels and may be changed by the author. Keywords: repository, learning objects, interoperability.


Página 4

B-ESEIG

Os Sistemas de Gestão de Conhecimento na Medição do Capital Intelectual: Estudo de Caso Mário Pinto Conferência Investigação e Intervenção em Recursos Humanos, 25 e 26 der Setembro de 2009, Vila de Conde, Portugal Resumo: Os sistemas de gestão do conhecimento (SGC) oferecem suporte aos processos de gestão de conhecimento, nomeadamente a criação, retenção, distribuição e aplicação de conhecimento organizacional. Contudo, estes sistemas geralmente não medem o capital intelectual, isto é, o valor do conhecimento organizacional.

Neste artigo apresenta-se um modelo que explicita a integração dos SGC com a medição do capital intelectual, evidenciando o contributo que estes sistemas podem oferecer na medição dos activos relacionados com o conhecimento organizacional. O artigo pretende ainda constituir-se um contributo no sentido de demonstrar a viabilidade e aplicabili-

dade do modelo proposto, através de um estudo de caso. Palavras-chave: Sistemas de Gestão de Conhecimento; Capital Intelectual; Medição do Capital Intelectual.

EDUMCA: An Approach to Educational Mobile Content Adaptation Ricardo Queirós, Mário Paulo Pinto Symposium o “A economia da corrupção na sociedade portuguesa contemporânea”, CEPESE - Centro de Estudos de Economia, População e Sociedade, 26-27 de Março de 2009, Fundação Eng. António de Almeida Abstract: As the variety of mobile devices connected to the Internet grows, there is a corresponding increase in the need to deliver content tailored to their heterogeneous characteristics. At the same time, we watch to the increase of eLearning in universities through the adoption of electronic platforms and standards. Not surprisingly, the concept of mLearning (Mobile Learning) appeared in recent years decreasing the limitation of learning location with the mobility of general portable devices. However, this

large number and variety of Webenabled devices poses several challenges for Web content creators who want to automatic get the delivery context and adapt the content to the client mobile devices. In this paper we analyze several approaches to defining delivery context and present an architecture for deliver uniform mLearning content to mobile devices denominated eduMCA - Educational Mobile Content Adaptation. With the eduMCA system the Web authors will not need to create specialized pages

for each kind of device, since the content is automatically transformed to adapt to any mobile device capabilities from WAP to XHTML MP-compliant devices. Keywords: Content Adaptation, Education, Interoperability, mLearning, Mobile, eLearning.

As causas da sazonalidade do turismo - a visão da oferta turística algarvia Emanuelle Pimentel Revista Turismo & Desenvolvimento, nº 12, pp. 09-20, 2009 Resumo: A sazonalidade do turismo é a flutuação do nível de actividade (turística) durante o ano. Os factores determinantes deste fenómeno foram especificados por investigadores com base nos estudos em determinadas regiões. No caso da oferta turística, classificada conforme os sete produtos característicos do turismo para a Conta Satélite do Turismo em Portugal, as causas podem ser distintas, dependen-

do do negócio de cada tipo de oferta. O conhecimento das causas da sazonalidade do turismo para cada tipo de oferta turística é imprescindível para a busca da gestão da sazonalidade. A causa natural, pelo factor clima, pode não ser representativa para a actividade alojamento enquanto para os serviços de lazer esta é a principal causa. Desta forma, procurou-se investigar a oferta turística da região do Algarve para verificar qual a

principal causa da sazonalidade junto a estas empresas e se esta causa é a mesma para todas ou se há diferentes causas para cada tipo de oferta turística Palavras-chave: Algarve, causas da sazonalidade, gestão, oferta turística, sazonalidade do turismo.


Volume 1, Edição nº 6

Página 5

MIXED DUOPOLY WITH QUADRATIC COSTS Fernanda A. Ferreira 9th International Conference on Operations Research, February 22-26, 2010, La Habana, Cuba

Resumo: This paper addressed the question of asymmetric tax schedule in a Cournot competition between a public firm and a private firm, with uncertain demand. We computed explicitly the Bayesian-Nash equilibrium, and we analyzed the effects of the tax rate and the degree of altruistic preference, in the case of firms having quadratic costs. We proved that as the tax rate

increases, the private firm reduces its production, whereas the public firm increases its production. The overall effect is a reduction in the total production and, therefore, an increase in market price. We also proved that if the public firm values the consumer surplus higher, it reduces its production level, and the private firm produces more. The overall effect is a reduction in the total

production and, therefore, an increase in the market price. Keywords: Industrial Organization; Game Theory; mixed duopoly; uncertainty.

THE CHOICE OF CAPACITY UNDER DEMAND UNCERTAINTY Fernanda A. Ferreira and Flávio Ferreira 9th International Conference on Operations Research, February 22-26, 2010, La Habana, Cuba Abstract: The sequential choice of capacity and quantity by firms in a strategic environment has been studied in the literature of Industrial Organization. This paper addresses the question of capacity choice under demand uncertainty in a mixed duopoly market con-

sisting of one private firm and one public firm. We consider a two-stage game where firms choose capacity in the first stage without knowing the demand, and output in the second stage knowing the realized demand. We get that both symmetric and asymmetric outcomes can be

realized. Keyword: Industrial Organization; Game Theory; mixed duopoly; uncertainty.

OVERSTOCK AS A REAL OPTION Rui Miguel Costa Fernandes, Joaquim José Borges Gouveia, Joaquim Carlos da Costa Pinho Logistics & Supply Chain meeting 2010, Think logistics, Palmela Abstract: Two main problems have been emerging in management: the increasing pressure to reduce working capital and the growing variety of products. This paper puts a special attention on the actual challenge to the supply chain management, regarding the increasing uncertainty and the required flexibility. The term overstock, normally, is not used as an operational indicator and most of the popular indi-

cators have been developed to support the supply chain management, but based on a controlled environment. A new indicator is now proposed and developed, based on the uncertainty of the demand, the capacity of adjustment and anticipation of the supply chains, the evolution of the products lifecycle and the fulfillment of a required service level. The model to support the indicator will be developed within the real options

approach, considering the demand as a stochastic variable. Keywords: overstock, stock management, invested capital, real options, supply chain management.


Página 6

B-ESEIG

Tese de Doutoramento Título: Revestimentos PVD mono e multicamada para moldes utilizados na injecção de plásticos reforçados Rui Pedro Cardoso Silva Martinho Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, 19 de Março de 2010 Resumo: As tecnologias de produção de revestimentos têm sofrido um forte desenvolvimento para responder às necessidades da indústria, nomeadamente no que respeita às ferramentas de corte. Há, no entanto, outro tipo de ferramentas, como moldes e matrizes, onde a indústria portuguesa ocupa uma posição de referência a nível mundial, que poderia beneficiar bastante destas tecnologias e no qual a utilização de revestimentos é ainda incipiente. Este facto prende-se com razões diversas, tais como (i) as dimensões das ferramentas, que implicam o uso de reactores maiores e dificultam a obtenção de características uniformes dos revestimentos, (ii) o desconhecimento das possibilidades abertas pelo uso de revestimentos nos moldes e (iii) a falta de investigação dirigida especificamente ao tipo de solicitações presente na injecção de polímeros e/ou de metais. Atendendo às condicionantes acima referidas e ao custo geral dos moldes

para a injecção de plásticos reforçados, justifica-se desenvolver trabalho científico que vise estudar quais os revestimentos que melhor se adequam às condições de trabalho desses moldes, minimizando o desgaste e aumentando a vida útil das superfícies. Neste trabalho, foram considerados seis revestimentos distintos, mono e multicamada, com materiais, espessuras e estruturas diferentes. Assumindo que os mecanismos de desgaste que ocorrem são significativamente diferentes, foram efectuados ensaios laboratoriais de desgaste por micro-abrasão, assim como ensaios em condições reais de trabalho. No entanto, dado o custo associado às técnicas de revestimento e ao próprio molde, e à necessidade de ensaiar várias soluções, não se procedeu ao tratamento integral das cavidades moldantes. Foram projectadas amostras, a inserir no canal de injecção de um molde seleccionado, em zonas fortemente solicitadas, de modo a

obter informações relevantes, sobre os mecanismos de desgaste presentes nestas situações reais, bem como sobre os efeitos das soluções encontradas. No sentido de se obterem dados em intervalos de tempo relativamente curtos foi necessário optar pelas situações reconhecidas na indústria como mais deletérias para o molde. Assim a opção recaiu sobre moldes usados no fabrico de peças para a construção automóvel, envolvendo a injecção de plásticos reforçados com fibras curtas. Um dos aspectos mais importantes deste trabalho relaciona-se com a análise do desgaste e dos eventuais mecanismos de falha, observados nas amostras ensaiadas em laboratório e, principalmente, em situações reais.

Tese de Mestrado Título : A Marginália como imagem transgressiva: ligações entre a página medieval e o graffiti contemporâneo Rita Costa Carvalho Escola das Artes da Universidade de Évora Resumo: Propõe-se uma reflexão sobre imagens que habitam a margem enquanto lugar menor ou secundário de representação. Este trabalho parte de exemplos encontrados em manuscritos medievais e em graffitis contemporâneos e centra-se nas relações que estas imagens marginais (marginália) estabelecem com o texto central e oficial, tratando-se do

texto escrito medievo ou da própria cidade contemporânea. Consideramos que a marginália tende a transgredir esse texto oficial, questionando a sua autoridade e imutabilidade através de uma expansão ou mesmo inversão das suas significações. Nestes fenómenos, a paródia e o humor desempenham um papel relevante.

No entanto, a transgressividade da marginália surge como ambígua, facto decorrente da indefinição própria da imagem e da margem onde se inscreve. Dissertação de mestrado em Artes Visuais/Intermedia orientada pelo Professor Escultor Sebastião Resende e apresentada à Escola das Artes da Universidade de Évora, Évora, 2009.


Volume 1, Edição nº 6

Página 7

Mutante S.21 – Digital communities in a physical world Joana Oliveira International Conference SKILLED ART, Centro Cultural de Vila Flor, Guimarães, 23, 24 April, 2010 Abstract: The new paradigms of the digital world are naturally affecting the way people work and interact, putting on the table all sorts of questions, reflections, fears or over enthusiasms, particularly in the artistic field, by definition more permeable and eager to change. «Computers and the performing arts make strange bedfellows. Theatre, dance, and performance art persist as relics of liveness in a mediasaturated world. As such, they stand in defiant opposition to the computer’s rapacious tendency to translate everything into disembodied digital data.» (Saltz, 2004). Nevertheless digital technology and creative practices can

create a mutual learning platform, as both have interactive natures. Culture is a social activity that implies social interaction, before (eg. the invitation by a friend to watch a play), during (the emotional and deep personal but also collective experience) and after (the rumour as the most important marketing strategy that can dictate the success our failure of an event) the cultural experience. Transferring the concept of sociability to the world of technology and online communities (Preece, 2000) seems like the logic step to take, pushing us into further levels of socialization and interaction. In the framework of the new convergence culture, collaborative plat-

forms and interaction through technology this talk will focus on the potential of using the new information and communication technologies in the cultural activities in Portugal, focusing on the behavior of the creative agents and its audiences (the mutants) in digital environments. Note: Mutantes S.21 is an album of the portuguese band Mão Morta. It could be translated as 21st Century Mutants. Keywords: .

Difusão e acesso à informação europeia: políticas e utilizadores Ana Lúcia Terra 10º Congresso da APBAD – Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalista, Centro Cultural de Vila Flor, Guimarães, Abril de 2010

Resumo: Faz-se uma breve apresentação das políticas de informação e comunicação formuladas no âmbito das instituições da União Europeia. São depois analisados alguns dos resultados recolhidos através de três inquéritos: um a 88 responsáveis de Centros de Documentação Europeia (CDE) de 26

países, outro a 234 utilizadores de 55 CDE de 21 Estados-Membros da UE e um terceiro a 83 alunos de matérias europeias, de uma Universidade portuguesa. Serão analisados numa perspectiva comparativa dados sobre as motivações para o acesso à informação europeia, os meios e as fontes preferenciais

para esse acesso e as condições facilitadoras do mesmo. Palavras-chave: política de informação, União Europeia, práticas de acesso à informação.

schem@Doc: a web-based XML Schema visualizer José Paulo Leal and Ricardo Queirós Proceedings of INFORUM'09: Simpósio de Informática, pages 311-321, Lisboa, Portugal, Setembro 2009, ISBN: 978-972-9348-18-1 Abstract: XML Schema is one of the most used specifications for defining types of XML documents. It provides an extensive set of primitive data types, ways to extend and reuse definitions and an XML syntax that simplifies automatic manipulation. However, many features that make XML Schema Definitions (XSD) so interesting also make them rather cumbersome to read. Several tools to visualize and browse schema definitions have been proposed

to cope with this issue. The novel approach proposed in this paper is to base XSD visualization and navigation on the XML document itself, using solely the web browser, without requiring a pre-processing step or an intermediate representation. We present the design and implementation of a web-based XML Schema browser called schem@Doc that operates over the XSD file itself. With this approach, XSD visualization is synchronized with the

source file and always reflects its current state. This tool fits well in the schema development process and is easy to integrate in web repositories containing large numbers of XSD files. Keywords: Schema visualization, XML Schema, Transformation, Documentation, Interoperability.


Página 8

B-ESEIG

Espaço Pedagógico Reflexões em torno da proposta novo Regulamento de Avaliação Manuel Salvador A ESEIG cumpre, no presente ano, a sua segunda década de existência. Ao longo destes 20 anos os contributos de anteriores Conselhos Pedagógicos, assim como o papel dos seus presidentes (Professora Dalila Lopes e Professor Alfredo Paulino) foram essenciais para o regular funcionamento da actividade pedagógica, assim como das questões de natureza mais avaliativa. Volvidos estes anos e atendendo a que surgiram mudanças substanciais em termos de legislação (e.g. RJIES, estatutos do IPP e da ESEIG, …), com as mudanças que o denominado processo de Bolonha provocou, com as vulnerabilidades detectadas na implementação do anterior RAAE entre outras variáveis contextuais, urgia actualizar o RAAE da ESEIG. Essa intenção tinha já sido manifestada aquando da aprovação do RAAE que se encontra actualmente em vigor, e que extinguir-se -á findo o ano lectivo 2009/2010. No sentido de um melhor planeamento do tempo disponível para a aprovação de um novo documento regulador (que deverá acontecer quanto antes para maior poder de tomada de decisão de docentes e discentes em relação ao próxima ano lectivo), o CP reuniu regularmente durante os meses de Fevereiro, Março e Abril, apresentando no dia 15 de Abril para discussão pública uma proposta de Regulamento. Esta proposta encontra-se para consulta na página da ESEIG, numa rubrica denominada “Documentos em Discussão”, foi enviada a toda a comunidade ESEIG através da base de dados electrónica disponível e decorreu uma sessão de discussão pública presencial no Anfiteatro Joaquim Ribeiro no dia 18 de Maio de 2010, pelas 10 horas da manhã. Ao aceder electronicamente ao documento, qualquer membro da comunidade pôde deixar o seu contributo escrito que foi levado em consideração pelos membros do CP. Sabíamos que o documento aprovado não seria completo, seria polémico e seria bastante diferente dos regulamentos anteriores. Contudo, foi nossa intenção partir de uma postura o mais distanciada possível de outros regulamentos da ESEIG ou de outras instituições, para que os objectivos para os quais se elabora um regulamento de avaliação seguissem princípios orientadores em que

docentes e discentes se revissem. Ao longo da elaboração dos artigos apresentados foi nosso propósito “deixar passar” artigos ou alíneas mais polémicas e sem unanimidade, para que a sua leitura despertasse uma forte reacção na comunidade ESEIG. Ao contrário do volume de respostas enviadas aquando dos pedidos de contributos à priori a reacção à posteriori foi bastante satisfatória, na medida em que estudantes, docentes e pessoal não docente e não investigador, deixou fortes contributos (alguns deles com grande emotividade) em sede do gabinete do Presidente do CP, por email, por contributos deixados em “Documentos em Discussão” e no “corredor” (esse espaço comunicacional tão difusor de informação e “às vezes” com alguma verdade). A “estratégia motivacional arriscada” do Conselho Pedagógico parece ter sortido efeito, a avaliar pela quantidade de contributos agora efectuados. Depois de corridos os 30 dias de discussão pública, o documento volta à reunião de CP para ser novamente discutido e aprovado por este órgão, que é o órgão estatutariamente responsável pela sua aprovação. Aprovado o novo RAAE, deveria constituir-se como um instrumento norteador das práticas de todos os docentes e discentes para que a avaliação do aproveitamento seja mais justa, transparente, adequada e simples. Para além dos aspectos mais informativos relativamente aos procedimentos que deram origem a esta proposta de regulamento, eu, Manuel Salvador Gomes de Araújo, docente desde 1997 nesta escola, gostaria de partilhar algumas reflexões que se me colocam ao pensar no RAAE: Regime presencial versus não presencial A ESEIG tem tido uma “tremenda quebra de estudantes” em termos de presença, e que é também acompanhada pela (pelo menos aparente) ausência de docentes. Isto preocupa-me. E não me refiro só à presença em sala de aula, refiro-me também à presença no Campus, nos corredores, na biblioteca, nos bares, em suma - na ESEIG. Uma escola, um curso e uma unidade curricular não se fazem sem a presença dos estudantes e dos professores. A presença em termos curriculares e extracurriculares contribuem amiúde para uma dinâmica

social difícil de obter se estiverem ausentes os seus principais actores e actrizes. Acredito firmemente que um estudante que assiste às aulas, que participa na vida académica e que dá o seu talento e esforço nos diversos órgãos se desenvolve mais, quer nas competências definidas em sede de Ficha Curricular, quer num outro tipo de competências de carácter mais soft, mas essenciais para a construção de profissionais mais capazes e mais humanamente responsáveis. Por outro lado, confesso-vos da dificuldade dos docentes serem suficientemente motivadores dos interesses dos estudantes, assim como é claro para mim que estes últimos são adultos e como adultos devem ser tratados, isto é, se escolherem não vir às aulas e submeterem-se a regimes de avaliação em que possam provar a aquisição das competências definidas nas fichas curriculares, é uma escolha deles, e que só a eles diz respeito. Recordo que o Professor Marçal Grilo (ex-ministro da educação e convidado de honra para a colocação da “Primeira Pedra” nas actuais instalações da ESEIG) afirmava que a actividade pedagógica não precisa ser divertida nem tem que ser lúdica. Existem teorias, práticas e competências que exigem “esforço, suor e lágrimas” e que não devem ser creditadas de ânimo leve, sendo de usar de critérios rigorosos aquando da construção de regulamentação, de instrumentos avaliativos e de postura avaliativa. Posto isto, diria que não me choca que algumas unidades curriculares possam ser de carácter não presencial (principalmente as UC’s teóricas e eventualmente algumas teóricopráticas), podendo o estudante ser avaliado em época de avaliação final com um teste escrito e eventualmente com a defesa oral de um trabalho solicitado. O que me deixaria bastante incomodado e frustrado, seria em algumas outras UC’s (e.g. laboratoriais, projecto, práticas, seminários, estágios, etc...) poderem ser creditadas aos estudantes sem que uma presença mínima fosse acautelada. Em teoria, podemos de facto acreditar que o estudante que escolha submeter-se a Avaliação Final a uma UC tem esse direito, cabendo ao responsável pela UC criar os instrumentos de avaliação que possam assegurar que as competências


Volume 1, Edição nº 6 definidas em termos de FUC possam ser avaliadas convenientemente. O problema reside na dificuldade de algumas das competências a avaliar poderem ser apreciadas com margens de erro que se percebam como razoáveis, isto é, a par dos problemas de gestão de tempo e de RH, pode ser que esta questão da avaliação mais pontual e exclusiva tenha características de razoabilidade duvidosa. Por outro lado, considero a legitimidade de um responsável por determinada unidade curricular (definir em juízo) os métodos de avaliação que considere ser adequados para avaliar as competências e conhecimentos que apresenta na sua ficha de unidade curricular. Desta forma assegura-se que os conteúdos que possa inscrever no seu programa vão de encontro aos objectivos definidos, o que se relaciona directamente com a forma que escolhe e pondera em termos de avaliação do aproveitamento do estudante. Daqui decorre a possibilidade de um professor responsável por determinada unidade curricular colocar na sua ficha de UC uma avaliação exclusivamente Distribuída, sem possibilidade de que esta seja realizada em Avaliação Final. Quando muito, depois de o estudante realizar um conjunto de critérios avaliativos presenciais com nota mínima, poderia submeter-se a parte da avaliação em Avaliação Final, tendo esta uma ponderação inferior a 100%. Vários docentes expressaram o seu mais veemente desacordo em termos da possibilidade de um estudante poder apresentar-se a uma Avaliação Final (valendo 100%), sem que cumprisse um regime e presenças obrigatório em unidades curriculares em que a criar a possibilidade de se apresentarem a Avaliação Final seria apenas ridícula e sem sentido lógico. Posto isto, diria que o RAAE deve atribuir ao docente responsável pela Unidade Curricular uma latitude de decisão suficientemente alargada para que este possa definir os modos de avaliação que entender serem os mais adequados. Contudo, não podemos obliterar a responsabilidade do CTC e do CP relativamente às rubricas que constituem a Ficha da Unidade Curricular. Este instrumento, crucial do Processo de Planeamento da Actividade Lectiva e do Processo da Actividade Lectiva, deve cumprir o Estatuto da Carreira de Pessoal Docente do Ensino Superior Politécnico de 31 de Agosto de 2009 no seu artigo 32º, que refere: 1 - Os programas das unidades curriculares são fixados de forma coordenada pelos órgãos legal e estatutariamente competentes de cada

Página 9 instituição de ensino superior; 2 - As instituições de ensino superior devem promover uma adequada divulgação dos programas das unidades curriculares, bem como de toda a informação a eles associada, designadamente, objectivos, bibliografia e sistema de avaliação, através dos respectivos sítios na Internet. Havendo dois órgãos com um papel de aprovação e tendo um deles (CP) a presença equitativa de estudantes e docentes, salvaguardam-se as decisões pouco fundamentadas que eventualmente possam surgir em termos de opções dos responsáveis pelas UC’s, especificamente na rubrica sobre as Metodologias e Avaliação. Esta FUC deve pois ser submetida ao coordenador de curso, como refere a alínea f) do artigo 42º dos Estatutos da ESEIG (o coordenador tem por competência coordenar a articulação dos conteúdos entre as diferentes unidades curriculares e a sua conformidade e coerência com os objectivos do curso), sendo depois reenviada por este para aprovação do CTC e do CP, depois de assinada pelo responsável da unidade curricular, sendo válida depois das três assinaturas, devendo estar disponível nos serviços académicos em formato papel para que possam ser consultadas por todos. Relativamente ao processo em si, certamente o Gabinete da Qualidade apresentará instruções para que os docentes possam seguir com maior padronização e pontualidade no cumprimento de prazos. Gostaria ainda de apresentar a minha convicção de que me parece ser exagerado juntar mais artigos ao regulamento de aprovação do Aproveitamento dos Estudantes relacionados com a justificação de faltas às Provas Finais. Com efeito, a junção de todos os documentos regulamentadores em termos de regimes excepcionais (realizado pelo IPP) somam 53 páginas, o que só por si indicia um leque bastante alargado de excepções, que por este caminho passaria a ser a “regra” e não a “excepção”. Por outro lado gostaria de apresentar princípios que deveriam nortear o RAAE: Assiduidade e Pontualidade O processo de aprendizagem concebe a aquisição de conhecimentos e a construção de competências através da interacção entre docente e estudantes, assim como na interactividade de estudantes em termos interpessoais e grupais, ou mesmo entre os estudantes e outras fontes de aprendizagem que não exclusivamente docentes e seus pares. Neste sentido, recomenda-se que os responsáveis pelas UC’s de carácter Teórico-

Prático, Prático, Laboratorial, de Projecto e Estágio, promovam a presença activa dos estudantes em sala de aula. Recomenda-se ainda que os docentes e discentes sejam rigorosos em termos de pontualidade, assim como na gestão do tempo de contacto das UC’s para uma maior eficiência deste recurso. Método de Avaliação Recomenda-se que os métodos de avaliação sejam definidos em consonância com as competências a desenvolver, e que os critérios de avaliação sejam rigorosos, previamente estabelecidos, justos, transparentes e aceites pelos avaliadores e avaliados. Recomenda-se que os instrumentos de avaliação final da época Normal e da época de Recurso devem ser equivalentes, quer no seu peso na avaliação final, quer no seu grau de dificuldade. Recomenda-se que a avaliação de competências deverá ser realizada ao longo do período curricular e não apenas no período de avaliação final, sendo o período de avaliação final usado para concluir o processo de avaliação e para situações de excepção. Recomenda-se a definição de condições mínimas obrigatórias para a aprovação na UC (e.g. nota ou assiduidade mínimas). Conduta Ética O compromisso institucional com uma cultura de ensino rigoroso e de elevada qualidade, centrado em valores de integridade, liberdade de expressão, respeito mútuo e pautado por padrões de honestidade académica, responsabiliza discentes, docentes e pessoal não docente. Nesse sentido, condutas impróprias destes actores, pelos danos pessoais, institucionais e sociais que causam, devem de ser objecto de sanção. Espera-se que os estudantes sejam respeitadores, contribuam para o regular funcionamento do processo de aprendizagem, esclareçam, antecipadamente, com os docentes quais os métodos, fontes e materiais permitidos na avaliação, não plagiem ou utilizem métodos, fontes ou materiais ilícitos na avaliação. Espera-se que os Docentes sejam respeitadores, cumpram todos os prazos legais para a afixação/lançamento de notas e marcação de momentos de avaliação, criem condições para a realização de provas justas, eliminem potenciais tentativas para a prática de fraude e sejam bons modelos de integridade e profissionalismo. Espera-se que o Pessoal Não–Docente seja respeitador e se esforcem por assegurar padrões de qualidade no funcionamento dos serviços, exigindo o cumprimento dos procedimentos administrativos estipulados.


Página 10

B-ESEIG

Destaque XX Aniversário da ESEIG No passado dia 4 de Janeiro, completaram-se vinte anos desde a publicação, em Diário da República, do Decreto-Lei nº 9/90 que decretou a criação da ESEIG. O Presidente não quis deixar de assinalar esse feito, tendo sido dedicada uma semana para a comemoração do vigésimo aniversário da ESEIG. As actividades comemorativas iniciaram-se com a abertura de uma exposição de fotografias da ESEIG que consistiu na retrospectiva dos seus 20 anos, de uma exposi-

ro, primeiro Director da ESEIG, cargo que exerceu de 1990 a 2003.

ção de trabalhos realizados por estudantes e de uma mostra científica de trabalhos desenvolvidos pelos docentes. Ao longo da semana, houve várias actividades desportivas e artísticas, promovidas pela Associação de Estudantes. A comunidade local pode assistir a um concerto pela orquestra de sopros da ESMAE, realizado no Auditório Municipal de Vila do Conde. No último dia da semana, o dia solene das comemorações, procedeu-se à entrega de diplomas aos recém-licenciados, que constituiu um momento de

A homenagem ao Prof. Doutor Luís Soares consistiu na atribuição do seu nome ao auditório da ESEIG; A homenagem ao Dr. Joaquim Ribeiro consistiu na atribuição do seu nome ao Anfiteatro B1.01, que passou a designar-se Anfiteatro Joaquim Ribeiro.

grande significado para quem os recebeu, e de orgulho para a ESEIG, por sentir o seu dever cumprido. Assinalando, pela primeira vez, o aniversário da ESEIG, e passados 20 anos desde a sua criação, foi, também nesse mesmo dia, manifestado publicamente um agradecimento, através de uma homenagem, àqueles que estiveram na génese desta instituição: Prof. Doutor Luís Soares, autor da proposta de criação da ESEIG e, à data, Presidente do IPP; e Dr. Joaquim Ribei-


Volume 1, Edição nº 6

Página 11

O Conselho Técnico-Científico da ESEIG, também no âmbito das comemorações do vigésimo aniversário da ESEIG, atribuiu um voto de louvor e agradecimento aos ex-Presidentes do Concelho Científico, Dr. Joaquim Ribeiro, Eng. Nuno Figueiredo e Prof. Doutor Abel Andrade, pela competência e dedicação com que desempenharam as respectivas funções.

Foram ainda homenageados os estudantes, pessoal não docente e docentes, de cuja contribuição resulta no que a ESEIG representa hoje na região em que se insere, bem como no panorama do ensino superior nacional e, também, internacional.

As comemorações ficaram ainda marcadas pela assinatura de um protocolo entre a ESEIG, a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim (CMPV) e a Associação Empresarial de Portugal (AEP). Este protocolo foi assinado pelo Presidente da ESEIG, Prof. Doutor Flávio Ferreira, pelo Vereador da CMPV, com o pelouro do Desenvolvimento Socioeconómico, Dr. Afonso Oliveira, e pelo Administrador Executivo da AEP, Dr. Valente de Oliveira. É objectivo deste protocolo a Caracterização da Estrutura Empresarial do Concelho da Póvoa de Varzim, que se espera possa culminar na elaboração de um documento estratégico que oriente a actuação do Município da Póvoa de Varzim no domínio da Promoção do Investimento e do Empreendedorismo. A ESEIG disponibiliza-se a promover a realização do estudo, desenvolvendo trabalhos de elaboração e aplicação de questionários, e tratamento e análise dos dados. As comemorações foram encerradas com um jantar de gala no casino da Póvoa de Varzim.

Foi então homenageado o primeiro estudante da ESEIG, Dra. Teresa Maria Lima Quintas Ribeiro Ramos; o funcionário não docente mais antigo da ESEIG, Rui Capela; e o docente mais antigo da ESEIG, Dr. Juan Gil. Foi apresentado um agradecimento especial também à D. Rosa, que, embora não seja trabalhadora da ESEIG, exerce funções nesta instituição há mais tempo do que os trabalhadores não docentes da ESEIG.

PARABÉNS À ESEIG!


Página 12

B-ESEIG

Curso de Estudos Superiores para Seniores Ester Vaz Fundamentação A Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão do Politécnico do Porto – ESEIG/IPP criou o Curso de Estudos Superiores para Séniores em resposta a um segmento crescente de população com mais de 50 anos à procura de conhecimento que, por diversas razões, não pôde aceder ao ensino superior ou, tendo-o feito, deseja retomar os estudos superiores para o desenvolvimento pessoal e aprendizagem ao longo da vida com vista à melhoria das suas competências em temáticas diversificadas. A ideia inicial deste curso de estudos superiores para séniores surgiu no ano 2001 a partir de um seminário sobre Gerontagogia em que participei, na Universidade do Porto. Nos anos que se lhe seguiram não houve condições na ESEIG para a sua concretização. A ideia foi retomada em 2008 com o apoio do Dr. Juan Gil, docente da ESEIG e do Dr. Luís Ferraz, docente no ensino secundário e apresentada em 2009. O curso assenta no conceito de Gerontagogia que é o processo de educação activa, afirmativa e participativa em que a pessoa quer aprender e procura o meio de o fazer. É uma atitude de reflexão sobre o seu habitus (na perspectiva de Bourdieu) ou seja, sobre o seu envolvimento nas práticas quotidianas e sobre si próprio. É uma leitura transformadora enquanto processo que se repercute no ser humano, que reaprende matérias estudadas numa perspectiva lúdica. O critério de idade diferencia a Gerontagogia da Pedagogia. O seu carácter é essencialmente prático, faz referência ao conjunto de conhecimentos, métodos e técnicas que dão sentido ao carácter específico da educação nas pessoas de mais idade. Sobressai a condição de cidadão com autonomia na sua capacidade de vivamente escolher o que quer aprender. Sobressai também a ideia de ser activo intervindo socialmente, sem se confundir com uma actividade de prolongamento da vida profissional, esta mais associada à ideia de “estar a mexer”. O Curso de Estudos Superiores para Séniores da ESEIG insere-se na perspectiva do modelo francês, criado no início da década de 70 em Toulouse, França, pelo Professor Catedrático François Vellas. Este modelo francês original orienta-se para pós-graduações dirigidas a pessoas mais velhas com licenciatura, a funcionar no ensino superior e com pagamento de propinas. O contexto português e as característi-

cas da maioria das pessoas com mais de 50 anos a residir em Portugal induziunos a uma adaptação desse modelo no que se refere às condições de acesso. A baixa percentagem de portugueses com qualificação superior e, particularmente, o caso dos concelhos de Vila do Conde e Póvoa de Varzim, induziu a nossa opção por estruturar esta oferta para pessoas com mais de 50 anos e com escolaridade mínima de 12.º ano ou equivalente. A finalidade é favorecer o reencontro das pessoas com as actividades académicas no ensino superior que propiciam o acesso a aprendizagem de matérias que conduzem a uma atitude de questionamento e de busca valorizando as experiências e as competências acumuladas conducentes a uma melhor gestão da vida pessoal e social. Este foi o segundo curso a ser criado no ensino superior português e é, quanto a mim, a mostra da evolução epistemológica da concepção do que é ser velho numa prática de desmistificação do estereótipo social. O modelo de mercado de trabalho em vigor associado ao Estado Providência produziu práticas organizacionais comuns que desvalorizam a pessoa mais velha por a considerar pouco produtiva ou mesmo inadaptada. Os estudos têm mostrado que essa baixa produtividade ou inadaptação está presente em todas as idades não sendo, portanto, uma condição do processo de envelhecimento mas sim de um processo de auto-estima e de reconhecimento de competências técnicas, científicas e sociais. Uma das formas para contrariar esta percepção estigmatizada é dotar as pessoas mais velhas com conhecimentos para desempenharem funções e desenvolverem competências específicas das suas áreas de conhecimento, mantendo uma actividade física e intelectual sem pressão quotidiana. Garante-se assim uma realização pessoal e social em termos psíquicos e de envolvimento físico em actividades sociais e culturais com atribuição de um valor económico que directa e indirectamente reverte para o Produto Interno Bruto do país. Estruturação O Curso de Estudos Superiores para Séniores está estruturado em 5 semestres e atribui um diploma de estudos superiores de especialização desde que cumpridos os preceitos requeridos. A pessoa tem a liberdade de escolher uma modalidade de aprendizagem, com ou sem avaliação. Só a primeira opção a

encaminha para a obtenção de um diploma de estudos superiores de especialização numa das áreas de estudo, desde que tenha aprovação nos respectivos módulos e numa monografia sobre um tema das áreas privilegiadas: Economia Social e Património Cultural. Se optar por 4 semestres terá um diploma de estudos superiores. Os seus destinatários são pessoas com idade igual ou superior a 50 anos, com a escolaridade mínima de 12º ano ou 7.º ano dos liceus (ou equivalente) ou com experiência curricularmente comprovada. O curso foi planeado com os objectivos de: Promover a importância das competências entre os cidadãos seniores; Reequacionar conhecimentos face a diferentes conteúdos e matérias; Reactualizar conhecimentos; Providenciar novas ferramentas que permitam fazer face aos desafios do quotidiano de uma forma mais eficiente; Estimular a aprendizagem ao longo da vida; Aperfeiçoar competências em temáticas diversificadas. O corpo docente foi seleccionado com base em reconhecidas competências metodológicas de ensino e aprendizagem e com relevante aptidão científica e experiência para leccionar as disciplinas do curso. A experiência do 1.º semestre salienta a aceitação e perspectivação da concepção do curso e dos objectivos definidos. A atitude dos estudantes é de capacidade de organização e aprendizagem e, simultaneamente, de ensino de conhecimentos propiciadores de desenvolvimento de uma cultura pedagógica perante a comunidade. Os conhecimentos científicos que adquirem e experimentam em sala de aula são rapidamente associados a um conhecimento antropológico do autóctone que alinha o pensamento refazendo-o num conhecimento sustentado. Nesse sentido, os estudantes promoveram algumas iniciativas de natureza lúdica e aprendizagem cultural para o grupo de estudantes e professores do curso. Organizaram duas visitas a monumentos históricos de Vila do Conde e estão a preparar um evento que será apresentado na ESEIG no mês de Abril 2010. Estamos certos do percurso de sucesso deste curso dada a dinâmica que o grupo de estudantes pioneiros implementou este ano e a que perspectivam para os anos seguintes.


Volume 1, Edição nº 6

Página 13

Eventos Ciclo de conferências do Mestrado em Finanças Empresariais

“O Alinhamento da Organização e a Gestão dos Incentivos” foi o tema escolhido no âmbito da unidade curricular de Complementos de Controlo de Gestão da 1ª Edição do Mestrado e abordado pelo Dr. Francisco Cruz, Chief Financial Officer do Grupo Primor, no dia 27 de Novembro de 2009. A partir dos anos 90, a definição estratégica assumiu um lugar de destaque nos tópicos de gestão empresarial, e o lançamento de conceitos como o Balanced Scorecard (BSC) permitiu a focalização das organizações nas dimensões externas e internas que acrescentam competitividade. Uma das maiores dificuldades na implementação do BSC prende-se com a dificuldade de monitorização e a revisão estratégica. Foram apresentados, pelo orador, como dois dos factores críticos de sucesso na implementação do BSC, o alinhamento e a motivação da organização em torno do desafio e das directrizes de orientação estratégica. O alinhamento só é possível com transparência e universalidade na comunicação da estratégia, mas também através da ligação faseada a práticas de gestão por objectivos. A motivação deverá ser trabalhada a partir de planos de avaliação de desempenho e esquemas de premiação e incentivos. Foi demonstrada a utilidade da metodologia do BSC, no desdobramento de objectivos, bem como no suporte a contratos de objectivos individuais. O desempenho é o fim último da organização e foi defendida a alavancagem do desempenho organizacional pelo aumento do desempenho individual.

de Financiamento – A Perspectiva de um Operador” foi abordado no passado dia 6 de Janeiro pelo Dr. Luís Paulo de Almeida Lagarto, economista, e actualmente Administrador Delegado da Agrocapital – Sociedade de Capital de Risco, SA e Vogal do Conselho de Administração da Crédito Agrícola Consult – Assessoria Financeira e de Gestão, S.A.. Esta iniciativa, tendo em conta os conhecimentos e competências do orador, colocou o seu foco na perspectiva do operador de capital de risco, vertente essencial para a compreensão desta fonte de financiamento das organizações a que, normalmente, não é dado grande destaque. Para além do enquadramento legal dos diferentes operadores – SCRs/FCRs, Business Angels, SGPS e outros, foi apresentada, com todo o pormenor, a forma como se estrutura a actividade e ainda toda a sua dinâmica no ciclo: levantamento de fundos → fase de investimento → suporte e acompanhamento → saída dos investimentos → distribuição aos investidores → levantamento de fundos. Foram exploradas as diferentes tipologias dos investimentos – semente, start up/early stage, expansão, turnaround e buy out; e diferentes formas de desinvestimento – trade sale, buy back, MBO/MBI, IPO, replacement e write off. A abordagem exaustiva do processo de decisão de investimento, carreou conhecimentos muito úteis para os eventuais utilizadores do capital de risco. Para concluir a sua intervenção, o orador explicou as diferentes fases por que passa um acordo parassocial e referiu algumas estatísticas relativas ao capital de risco em Portugal e na Europa, tendo realçado a pouca penetração deste produto na economia portuguesa e a quebra acentuada verificada na Europa após a falência do Lehman Brothers (Setembro 2008).

Em Financiamento de Investimentos, o tema “O Capital de Risco como Forma

Para a 2ª Edição do Mestrado, no dia 6 de Janeiro, a “Estratégia Corporativa da

O ciclo de conferências programado para o Mestrado em Finanças Empresariais tem procurado congregar diferentes saberes que complementem os temas abordados na componente lectiva do Curso.

IPP na Qualifica 2010 O Politécnico do Porto marcou presença na 3ª edição da Qualifica, o maior evento do norte de educação e formação que se realiza em Portugal. Esta Feira decorreu de 15 a 18 de Abril de 2010 na Exponor e proporcionou o contacto com 43.861 visitantes, sendo cerca de 19.000 maioritariamente jovens em final de formação présuperior que procuravam informação sobre qual a Instituição de Ensino Superior que melhor se adequa à sua vocação e ao perfil profissional que pretendem construir, provenientes de mais de 300 escolas do país.

SONAE” foi abordada com o objectivo de discutir, com base em casos e situações concretas de organizações reais, os temas tratados na unidade curricular de Práticas de Planeamento Estratégico. Foi orador o Dr. Paulo Simões da SONAE, responsável pela unidade de Gestão de Investimentos e que liderou a equipa que apoiou a última revisão estratégica que a SONAE realizou. A nova estratégia corporativa da SONAE tem como principal eixo a internacionalização, principalmente nos negócios core, com o objectivo de a transformar numa grande empresa multinacional. A diversificação do estilo de investimento, adequando-o mais a cada negócio; a potenciação dos activos estratégicos, continuando a procurar novas oportunidades de negócio, alinhando-as com as grandes tendências globais foram algumas das linhas orientadores referidas. A implementação desta estratégia, com eficácia, exige uma nova organização, pelo que foram delineadas, em conformidade, as áreas de negócio e a nova organização da gestão. O orador explicou, igualmente, as diversas fases do processo de delineamento da estratégia corporativa e respondeu às inúmeras questões colocadas pelos Estudantes do mestrado. A Teoria de Leilões analisa os leilões como jogos de informação incompleta estabelecendo modelos que permitem entendê-los com maior precisão. “Introdução à Teoria de Leilões” foi o tema desenvolvido pelo Dr. Luís Miguel Ferreira, docente da ESEIG, num seminário integrado na unidade curricular de Teoria dos Jogos, no dia 24 de Março. O orador abordou, entre outros aspectos, o ganho esperado num determinado tipo de leilão e como melhorá-lo, a postura indicada para um comprador que entre num leilão e a questão da eficiência de determinado tipo de leilão.


Página 14

B-ESEIG

Gabinete de Formação Tecnológica Pós-Secundária e Contínua Eduardo Albuquerque O Gabinete de Formação Tecnológica Pós-Secundária e Contínua foi criado por despacho do Senhor Presidente da ESEIG em Novembro do ano transacto. No seguimento do objectivo definido para este serviço, o qual assenta no desenvolvimento e coordenação de toda a formação não superior da ESEIG, este gabinete está a preparar o plano de formação para o próximo ano lectivo. Numa primeira fase foi dada prioridade à apresentação de propostas de Cursos de Especialização Tecnológica os quais, sendo cursos de formação póssecundária não superior que visam conferir uma qualificação profissional de nível 4, são, do nosso ponto de vista, estrategicamente relevantes para que seja concretizada a missão a que nos propomos e a qual, resume-se à disponibilização da população da região do Cávado e do Ave uma formação de qualidade promovida através do ensino presencial e à distância. Neste sentido, e após levantamento das necessidades formativas para esta região, estão em fase de criação e posterior registo junto da Direcção Geral do Ensino Superior os cursos de especialização

tecnológica em Contabilidade e Empreendedorismo Organizacional; Energia e Climatização; Técnicas de Restauração e Técnicas de Design de Mobiliário, tendo sido indicados como responsáveis pela organização e acompanhamento do processo de registo dos referidos cursos, o Dr. Eduardo Barbas de Albuquerque, o Doutor Rui Martinho, a Dr.ª Mónica Oliveira e a Doutora Cristina Lousada Soares. Prevê-se que o registo destes Cursos de Especialização Tecnológica venha a ocorrer até ao final do presente mês. A acção do gabinete de formação passa também pela criação de acções modulares, cursos de duração não superior a 20 horas que, para além de contribuírem para a realização da missão deste serviço, devem ser entendidas como um complemento à formação inicial dos nossos estudantes. A resposta ao pedido efectuado junto de toda a comunidade ESEIGuiana no que respeita à apresentação de propostas de cursos de formação modular, não podia ter sido mais gratificante. Foram apresentadas mais de duas dezenas de cursos l e de formação distribuídos pelas seguintes unidades técnico-

Seminário “Coaching em Portugal” Diana Pereira No dia 20 de Janeiro de 2010 realizou-se na ESEIG um seminário de divulgação do estudo “COACHING EM PORTUGAL – 2009”. Este estudo resultou de uma investigação conjunta desenvolvida por Diana Vieira (docente da ESEIG) e Alexandra Barosa-Pereira (CEO da ABP Corporate Coaching). Estiveram presentes no seminário cerca de 70 pessoas, oriundas de todo o país, incluindo Coachs que participaram como respondentes do referido estudo. Este seminário foi organizado pela Licenciatura em Recursos Hum anos e pelo

Núcleo de Investigação e Desenvolvimento em RH da ESEIG e pela ABP Corporate Coaching, contando também com o apoio da Licenciatura em Gestão e Administração Hoteleira para a preparação do coffeeend, o que permitiu um agradável momento final de convívio entre as oradoras e os participantes no seminário. Para aceder aos resultados deste estudo basta ir a www.coachingportugal.com e clicar em “núcleo de investigação” seguido de “investigação nacional”.

Encontro com o escritor Gilberto Pinto No âmbito das unidades curriculares de Planeamento e Gestão de Recursos e Análise da Informação I, do 1º ano, os alunos da Licenciatura em Ciências e Tecnologias da Documentação e Informação promoveram uma sessão de divulgação do livro “O Vendedor de Ilusões”, do escritor Gilberto Pinto, que se realizou no Restaurante da Escola Superior de Estudos Industriais e de

Gestão, no dia 16 de Março, terça-feira, às 11 horas. O evento designado "Encontro com Gilberto Pinto" teve como convidados, o escritor, Doutor Gilberto Pinto e a Doutora Otília Lage (foto), para além do editor da “Fronteira do Caos”, Dr. Victor Raquel, que apresentou o livro.

científicas: • Ciências da Informação – 1 • Contabilidade e Auditoria – 2 • Economia e Gestão – 4 • Engenharia Biomédica – 1 • Hotelaria e Restauração – 2 • Informática – 12 • Línguas e Direito – 4 • Matemática - 1 Tal como já foi referido, este plano de formação iniciar-se-á no próximo ano lectivo. Para que possamos ter o sucesso desejado, é necessária a divulgação deste novo serviço da ESEIG junto de toda a comunidade local. Neste sentido, o Gabinete de Formação Tecnológica PósSecundária e Contínua da ESEIG em colaboração com o SIP, participou no 7º Fórum de Saídas/Formação e Opções Profissionais.2010, uma iniciativa da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, em que um dos principais objectivos passa pela divulgação de toda a oferta formativa do concelho. Contamos também com a sua colaboração na divulgação deste serviço.


Volume 1, Edição nº 6

Página 15

Palestra “O Portal Web da União Europeia e as suas potencialidades informativas: uma visão geral” Ana Lúcia Terra A Licenciatura em CTDI organizou, no dia 7 de Janeiro de 2007, uma palestra dinamizada pelo Dr. Luis Mario Segura Hechavarría e intitulada O Portal Web da União Europeia e as suas potencialidades informativas: uma visão geral. A apresentação contou com uma introdução teórica para a caracterização dos recursos de informação e das bases de dados de tipo

legislativo, institucional e de informação bibliográfica disponíveis no portal Web da União Europeia [www.europa.eu]. De seguida, numa abordagem de cariz prático desenvolvida numa sala de informática, foram exploradas as potencialidades oferecidas na recuperação da informação por cada uma das bases de dados. Assim, os alunos realizaram exercícios de pesquisa de informação,

familiarizando-se com um dos maiores portais informativos do mundo. O Dr. Luis Mario Segura Hechavarría é um jovem bibliotecário cubano que se encontra a realizar o programa de doutoramento em “Metodología y Líneas de Investigación en Biblioteconomía y Documentación” da Universidade de Salamanca, em Espanha.

Palestra "Protecção de dados na Europa" Ana Lúcia Terra No dia 17 de Março, a Licenciatura em CTDI em parceria com o Dr. José Henriques, responsável da Área de Direito e Humanidades da ESEIG, organizou a palestra Protecção de dados na Europa proferida pela Doutora Susana Álvarez González, docente na Faculdade de Direito, do Campus de Ourense, da Universidade de Vigo, Espanha. Depois de um breve histórico sobre a origem da legislação relativa à protecção de dados, foram apresentadas as linhas gerais das normativas europeias e internacionais

nesta matéria. A caracterização das estipulações legais, relativas à recolha e ao tratamento de informações de índole pessoal, foi complementada com a exposição de casos práticos. Dado o interesse transversal deste tema, estiveram presentes docentes e alunos de vários cursos da ESEIG. A Doutora Susana Álvarez González desenvolve investigação e tem publicado inúmeros textos no âmbito da protecção de dados e do acesso à informação, em instituições privadas e serviços públicos. Tem apresentado regularmen-

te comunicações em conferências nacionais e internacionais, em Espanha, Colômbia, Cuba e Portugal, entre outros.

XV Festival de Tunas no Teatro Municipal de Vila do Conde A tuna académica da ESEIG “Os GATUNOS” realizou no passado dia 14 de Abril o XV Festival de Tunas.

Esta iniciativa pretende dar a conhecer o trabalho e estreitar laços com toda a comunidade envolvente. A noite foi marcada por várias actuações. A concurso estiveram quatro tunas académicas: Medicina Dentária “Dentuna”; Escola de tecnologia da Saúde do Porto “TS”; Universidade Portucalense”TAUP”; Faculdade de Ciências do Porto “Javardémica”. A tuna convidada foi a “Afrodituna”, tuna feminina da ESEIG que abrilhantou o evento. O Júri composto por 4 individualidades atribui as seguintes classificações: • Melhor tuna: TS • Tuna mais tuna: Dentuna • Melhor Porta –Estandarte: TS • Melhor Pandeireta: Javerdémica • Melhor Instrumental: Dentuna • Melhor Solista: TAUP Foi noite cheia de música e animação!


Pág Página 16

B-ESEIG

Notícias Concurso RESPONSIBLE HOTEL CLUB TM Mónica Oliveira No passado dia 16 de Janeiro os alunos do 2º ano do Curso de Gestão e Administração Hoteleira Diogo Martins, José Luís Silva e Tito Coelho deslocaram-se ao Hotel Tryp Oriente (Parque das Nações), às 16:00 horas, para orgulhosamente receberem o prémio referente ao 2º lugar do Concurso Responsible Hotel Club TM dinamizado pela Johnson Diversey. Este projecto consistia na apresentação de uma unidade hoteleira com preocupações ambientais , visando a responsabilidade social e almejando uma política de sustentabilidade no mercado Hotelei-

ro. O objectivo principal deste desafio era motivar os estudantes de hotelaria à criação de trabalhos inovadores, e foi concretizado ao nível nacional, com a participação de inúmeras escolas. Além de um cheque no valor de 750 euros, os alunos abriram portas à sua integração no mercado de trabalho, pela oferta de estágios por parte dos parceiros comerciais da Johnson Diversey.

FITUR 2010 Gisela Soares Os estudantes de Gestão e Administração Hoteleira estiveram presentes em mais uma edição da Feira Internacional de Turismo realizada em Madrid entre os dias 20 a 24 de Janeiro deste ano corrente. A viagem foi realizada com o apoio da ESEIG e contou com os docentes Luís Correia e Emanuelle Pimentel. Como de costume, os estudantes tiveram a oportunidade de conhecer a cidade de Madrid assim como empreendi-

mentos turísticos de renome internacional. Neste ano foram realizadas visitas de estudo aos hotéis de 5*: Gran Meliá Fénix (Sol Meliá), Husa Princesa (Hotels Husa) e The Westin Palace (Starwood). A visita a feira foi realiza no dia 24 de Janeiro, na parte da tarde. Foi, para muitos estudantes, o primeiro contacto com o trade do turismo internacional. Este tipo de actividade tem-se tornado importante na aquisição de

conhecimentos e evolução do senso crítico. Assim, a participação da Escola como membro de apoio e incentivo - e dos estudantes, é fundamental para que estas actividades possam continuar a existir.

BTL 2010 – Feira Internacional de Turismo de 13 a 17 de Janeiro 2010 Gisela Soares Com partida às 14:00 do dia 15 de Janeiro, a visita de dois dias à BTL 2010 – Feira Internacional de Turismo, permitiu, no período dedicado aos profissionais, aos representantes dos três anos da Licenciatura em Gestão e Administração Hoteleira da ESEIG visitar os stands promocionais dos muitos destinos e actividades turísticas presentes, entre os quais se destacaram, pelo particular interesse que denotam para a actividade hoteleira as secções da Feira intituladas BTL Rural; BTL Termal & SPAs e BTL City Breaks. Para além de dar aos estudantes uma

visão alargada do sector de actividade e da sua representatividade para a Economia Portuguesa, a visita permitiu aos estudantes contactar com as cadeias hoteleiras aí representadas, constituindo, no caso dos estudantes segundanistas e finalistas, uma oportunidade para estabelecer contactos, que se esperam frutíferos, com futuras entidades acolhedoras de estágio ou entidades empregadoras. Tendo ainda contado com um passeio matinal pela cidade de Lisboa e com uma visita de estudo ao Hotel Tivoli Coimbra no regresso, esta visita revelou-se mais

uma excelente ocasião para fomentar o espírito de corpo e o são convívio que tem sido apanágio do Curso de Gestão e Administração Hoteleira desde a sua criação.


Volume 1, Edição nº 6

Página 17

Visita à Biblioteca da Assembleia da República e Santa Casa da Misericórdia de Lisboa Página 17 neCTDI - Núcleo de Estudantes de CTDI O núcleo de alunos da Licenciatura de CTDI (neCTDI), organizou uma visita à Biblioteca da Assembleia da República e à Biblioteca e Arquivo da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, para todos os anos lectivos do curso, que decorreu nos dias 25 e 26 de Março do corrente ano. A viagem foi tranquila, efectuando apenas uma paragem para descanso do motorista. Durante esta paragem, aproveitamos para comer alguma coisa, antes de voltar a entrar no autocarro e prosseguir viagem. A chegada a Lisboa ocorreu por volta das 12h. Aproveitamos para confraternizar num almoço convívio, nos jardins ao lado da Assembleia da República.

República ocorreu às 14:30, sempre acompanhados por uma Técnica Supe-

Longo (Uma Retrospectiva) e Judith Barry (Body Without Limits). Foi uma exposição fascinante, não só pela diversidade de obras e estilos, mas também pela qualidade dos quadros e obras plásticas. No dia seguinte, rumamos à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, onde tínhamos uma visita programada com o Dr. Francisco d’Orey. Aqui pudemos ver como arquivam os sinais e outros pertences deixados aquando da existência da Roda dos Excluídos. Visitámos também as instalações físicas do arquivo e

rior. Durante a apresentação ficamos a conhecer melhor a realidade de uma biblioteca especializada e quais as suas acções diárias. Logo de seguida, visitamos a Fundação Mário Soares, situada mesmo em frente à Assembleia da República e é um ícone na defesa dos direitos humanos, ciência política e das relações internacionais. Como o dia ainda estava longe de terminar, decidimos visitar o Centro Cultural de Belém, especificamente a Fundação Joe Berardo. Aqui foi possível ver as obras da artista plástica Joana Vasconcelos (Sem Rede), e diversas obras de artistas como Annemarie Schwarzenbach (Auto-Retratos do Mundo), Robert

ficamos a conhecer uma das melhores realidades arquivísticas do nosso País. Foi uma visita empolgante que também se deveu ao entusiasmo do nosso anfitrião.

No âmbito da unidade curricular de Máquinas Eléctricas, da Licenciatura em Engenharia Mecânica, realizaram -se duas visitas de estudo: 1 - À empresa WEG situada na zona

industrial da MAIA - Objectivo: Conhecer a empresa e ver o processo de construção dos motores de indução Data: 26 de Novembro de 2009 2 - À empresa EFACEC situada em S.

Mamede Infesta - Objectivo: Conhecer a empresa e ver o processo de construção de diferentes transformadores trifásicos de potência. - Data: 11 de Dezembro de 2009.

Ao longo do ano lectivo, a Licenciatura em Design, propõe sempre a realização de inúmeras visitas de estudo. No ramo de Design Gráfico e Publicidade os nossos alunos visitaram espaços distin-

tos, como a Porto Editora (Empresa Editorial), Ilustrarte e Gulbenkian (Exposições). Da parte de Design Industrial foram realizadas visitas a espaços como a Sanitana e Vista Alegre

(Empresas na área da cerâmica), e os alunos finalistas preparam-se para visitar, de 8 a 12 de Junho, o Festival de Design de Berlim, no qual o docente Rui Alves participa directamente.

No dia 11 de Maio, o 3º ano de Gestão e Administração Hoteleira, juntamente com os docentes Luís Correia e Emanuelle Pimentel, foram visitar o empreendimento turístico Aquafalls Spa Hotel Rural - primeiro Hotel Rural 5* de Portugal. A visita foi acompanhada pela directora Maria Nunes da Ponte, a qual contribuiu para enriquecer os

conhecimentos dos estudantes com um seminário na área das Relações Públicas. O empreendimento fica localizado em Vieira do Minho, possui excelentes instalações, proporcionando, aos estudantes, novas ideias para projectos nesta área.

A visita à Biblioteca da Assembleia da

Visitas de estudo


Página 18

B-ESEIG

Tribuna Professor Doutor Pinto da Costa: o Mestre, o Mundo e a Ciência No dia 21 de Janeiro de 2010, o Professor José Eduardo Lima Pinto da Costa publicou mais uma obra a que, singelamente, chamou “Curso Básico de Medicina Legal”. E digo, ou sublinho, modestamente, porque a estatura deste Homem de Ciência é por demais notória, evidente e reconhecida, dentro e fora das nossas fronteiras. Daí que o convite que me fez, para, em conjunto com outros convidados, fazer a apresentação, tenha sido uma empresa absolutamente arrojada. Como tive oportunidade de referir, no evento, não se trata apenas de um livro, mas de uma obra da autoria de um Cidadão, a cuja genialidade nos habituámos. Estou a falar de um Cientista, de um Pedagogo, e de um Homem. Com uma Personalidade que a Mãe Natureza dotou com centelhas de invulgaridade, força e carácter. Do homem de Ciência, há provas irrefutáveis. Qualquer pessoa, ainda que use apenas uma dúzia de neurónios, chega à conclusão da sua indesmentível valia. Qualquer homem da rua ouve falar dele, sabe quem é, reconhece as suas inconfundíveis feições, e terá, até, uma espécie de afecto por elas; e também saberá que o Professor Pinto da Costa foi, e continua a ser, uma força motriz da Medicina Legal Portuguesa, porque praticamente se confundem, o Homem de Ciência e a própria Ciência. É absolutamente impossível elencar o curriculum deste Cidadão e é, também, inenarrável, a sua obra. Actualmente Professor Catedrático Jubilado no Instituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar da Universidade do Porto e Consultor do Mestrado de Medicina Legal da Universidade do Porto, bem como Professor Catedrático de Psicologia Forense da Universidade Lusíada do Porto e de Medicina Legal da Universidade Portucalense Infante D. Henrique e esteve quatro décadas à frente do Instituto de Medicina Legal do Porto, que ele reergueu a pulso, desde 1959, transformando-o num serviço altamente prestigiado à escala mundial; por isso, posso afirmar que foi o seu pioneirismo na

“cultura médico-legal” e a sua pedagogia que lhe granjearam, com toda a Justiça, a inclusão do seu nome na lista das 100 personalidades do Porto do Século XX, conforme o livro que foi publicado por ocasião do Porto Capital Europeia da Cultura, em 2001. Mas, dizer isto é falar pouco. O Professor, o Mestre (como faço questão de o chamar) não é um Homem do Século XX, apenas. É um Homem do Tempo Actual. Que é dominado pela sua inquietude científica, irreverência intelectual e tem aquele brilho invulgar que fascina o discípulo ou aquele que com ele convive e trata. Senão, vejamos: • Criou a Sociedade Médico-Legal de Portugal, em 1981; • É o primeiro português eleito vice-presidente da Academia Internacional de Medicina Legal e de Medicina Social; • Incluiu no “Mapa da Ciência, do Porto Capital Europeia da Cultura 2001” o Museu de Medicina Legal; • Publicou uma série infindável de livros; • Fundou publicações médico-legais; • Deu a lume mais de meio milhar de trabalhos científicos em revistas portugue-

sas e estrangeiras; • Integra as redacções ou os conselhos científicos de alguns destes órgãos de imprensa; • É uma presença constante nas 5 partidas do Mundo; • Profere centenas de conferências sobre Medicina Legal, Ética e Deontologia; • Produz material multimédia sobre temas relevantes da Medicina Legal; • Participa em programas de rádio e televisão, onde a sua opinião profissional e humana é por demais apreciada; • É um amante do Desporto e contribui para a vida associativa de muitas organizações desportivas, pelo que é agraciado com as mais diversas condecorações. Escrevo, portanto, sobre um Homem de Ciência, plurifacetado e inquieto, numa demanda permanente pelos objectos amados. O seu livro, “Curso Básico de Medicina Legal”, que qualquer cidadão lê com prazer, é, para mim, uma espécie


Volume 1, Edição nº 6 de manual através do qual o Professor quis desfazer “tabus” e exorcizar medos, numa clara assumpção da Cidadania. Considero-o, até, um tratado poético e filosófico sobre os temas fulcrais versados na Medicina legal. Com uma escrita despojada, o Professor Pinto da Costa trata de temas que nos preocupam, mas de uma forma leve, ora romântica, ora realista, doseando o saber científico e o seu pragmatismo com os mais altos Valores da Vida e da Alma, objectos do seu estudo, deixando-nos desnudados, no melhor sentido. Daí que, e nas suas próprias palavras, “A Medicina Legal tem uma dimensão social e humana sem limites. Ela deixou de ser apenas a Medicina dos “tiros e facadas” para se ocupar da figura humana na plenitude dos seus anseios e dificuldades.” Para o Professor Pinto da Costa, a Medicina Legal não se confina ao reino de Tanatos ou da Morte; entrelaça-se e até prevalece no mundo dos vivos, especialmente daqueles que administram a Justiça e carecem de elementos fiéis, de natureza psico-biomédica ou outra, que contribuam para a averiguação da verdade material, mesmo, ou ainda mais, quando não existam outros meios de prova, para além dos vestígios que foram deixados na vítima ou no local. Nas suas próprias palavras, “A medicina legal deve contribuir para uma administração da justiça mais humana, mais exacta, por forma a obter o equilíbrio dos homens em sociedade distanciada dos princípios medievais”. A qualquer cidadão se impõe conhecer os temas que são tratados, como a morte cerebral, o “morrer com dignidade”, a doação de cadáver, para fins de ciência, a morte súbita, a morte procurada, a vontade de matar, a procriação artificial, a homossexualidade, o hermafroditismo, o aborto, a sida, a violência humana, a violência no amor e os crimes passionais, as sevícias praticadas em menores, a violação, a dimensão social e económica da criminalidade, a pedofilia, entre outros temas com que somos literalmente “bombardeados” pela comunicação social, e depois multiplamente comentados, mas que reclamam uma compreensão multidisciplinar que vai muito para lá da crítica gratuita, da opinião do leigo que, apesar de tudo, opina. Para o Cientista Pinto da Costa, o Homem e a circunstância, objecto

Página 19 da perícia médico-legal ou médico-forense, devem ser o fim último da Medicina Legal, e, por esta razão, o incluo na minha galeria de notáveis filósofos e jusnaturalistas, ao considerar o Homem como um Ser que a Medicina e o Direito devem dignificar. Compreendo, assim, um dos seus pensamentos, quando diz que "A palavra Medicina é pequena demais para a grandiosidade da medicina". Lendo este livro, com sensibilidade e inteligência emocional, encontramos, especialmente nas entrelinhas, algumas respostas: • A necessidade imperiosa de utopias e de perseguir os sonhos; • A urgência em informar esclarecidamente; • A importância de descodificar a barbárie de todos os Tempos, que sempre encontram licença para penalizar e absolver; • A consciência de que a violência se transmuta na sua natureza e pode ser um estereotipo; • O conhecimento dos efeitos da cultura massificada, que actua na reestruturação da nossa personalidade; • A compreensão de que a miséria e o desespero geram o crime; • E que até a paixão pode ser anti-social. Do Pedagogo e do Homem falo, com o saber de experiência feito. A minha classe de Direito ouvia-o religiosamente, num anfiteatro repleto, atravessado por um silêncio reverencial, literalmente pendurada da palavra do magister, que nos dava notícias de uma ciência, até então inacessível, para nós, simples vermes em busca do Saber. Éramos novos e inconscientes, habituados ao estudo do texto da lei, impressa nos Códigos. Por isso, o Professor Pinto da Costa foi quem nos mostrou um fruto proibido, uma realidade que, apesar de crua, era atraente, por nos tornar mais conscientes de nós e dos Outros. E nunca me esquecerei que foi o Professor aquele que me escutou, que ouviu as minhas teorias e foi condescendente. Foi nesse exacto momento que senti que, afinal, existem Professores Fascinantes! Foi, e é, o Professor que transforma uma relação pedagógica num autêntico elo humano e numa feliz aprendizagem, porque no seu rosto víamos a

Paixão por aquilo que ensina, a luz do seu imenso Saber, a Coragem em defender as suas convicções e o que mais cativa quem aprende - a sua imensa curiosidade por nós, os seus Alunos. E esta é a qualidade que transforma um Professor numa referência que um discípulo nunca esquece, que nos acompanha vida fora, como um compasso de saudade gostosa. Não é difícil descobrir quem é o Professor Pinto da Costa: basta apreciar o seu olhar vivo. Se os olhos são o espelho da alma, não hesito em afirmar que, através dos seus, vemos centelhas de um rapaz e um vulcão em plena actividade. Como acredito na neuroplasticidade, desenvolvida pelo Professor Goldberg, Neurologista da Universidade de Nova York, aceito que o cérebro e a actividade cognitiva melhoram com a idade e conduzem-nos à Sabedoria. O Professor Pinto da Costa é um daqueles seres extraordinários que, com o passar dos anos, nos ensina a aumentar os neurónios, e a proteger a nossa saúde cognitiva. Como atingiu o patamar da Perícia, resolve sem esforço as questões difíceis, bastando-lhe ligar o “piloto automático”. Pode dar-se ao luxo de ter o hemisfério cerebral esquerdo livre e desperto, construindo a sua personalidade desafiante. Há tempos, em 2007, quando me prefaciou um livro de crónicas, brindou-me o Professor com a palavra BUÉ! No dia 21 de Janeiro, pude retribuir o elogio. E, apesar de, a fls 169 do seu novo livro, o Professor dizer que “São más as aglomerações dos motoqueiros, mesmo que não façam mal a ninguém.”, ocorreu-me uma imagem feliz: A Vida e a Obra do Professor Pinto da Costa são uma DUCATI, que ele conduz com um grande controlo e estabilidade, em alta velocidade e com um desempenho vitorioso. Em poucas palavras: COOL! MESMO MUITO COOL! Esperamos por si, na ESEIG. A Sempre Aluna, Iva Carla Vieira


XX Aniversário da ESEIG

ESEIG Rua D. Sancho , 981 4480–876, Vila do Conde Portugal Tel: 252 291 700 Fax: 252 291 714

B-ESEIG Boletim Informativo da ESEIG

DIRECÇÃO Flávio Ferreira EDIÇÃO Fernanda Ferreira Cândida Silva Lino Oliveira Manuel Salvador COLABORADORES Conceição Castro Diana Vieira Eduardo Albuquerque Gisela Soares Luís Ferreira Luís Mourão Marta Fernandes Milena Carvalho Rui Martinho E-MAIL b-eseig@eu.ipp.pt SITE www.eseig.ipp.pt/b-eseig DEPÓSITO LEGAL 273774 / 08

Yôga na ESEIG A Casa da Luz foi convidada a promover uma acção sobre os benefícios do Yôga Sámkhya em ambiente ocupacional no âmbito da Unidade Curricular de “Modelos de Intervenção de RH em Saúde Ocupacional” da Licenciatura em Recursos Humanos. A formação, realizada no passado dia 30 de Abril, esteve a cargo da Mestra Catarina Ferreira, professora do Centro do Yôga de Vila do Conde, Directora do Centro do Yoga do Porto - Bhárata e Presidente da Associação Regional do Yoga Galaico Duriense. Yôga e exames sem Stress A iniciativa “Yôga e Exames sem Stress”, promovida pelo mesma instituição foi realizada na ESEIG a 18 de Maio, às 12h00. A entrada foi livre e aberta a toda a comunidade. Para todos aqueles que pretendem uma maior harmonia entre corpo e mente, entre vida pes-

soal e ocupacional, esta poderá ser uma experiência inteligente e esclarecedora. Os futuros diplomados da ESEIG que possam passar por esta experiência, compreenderão melhor o papel que a gestão do stress tem no rendimento académico. A ESEIG tem há vários anos compreendido bem a importância das diferentes perspectivas pedagógicas e científicas, no sentido de aprimorar o perfil de competências que ambiciona para os seus estudantes, sendo o Yôga um bom exemplo dessa política, que com satisfação vemos ser transferida para a realidade ocupacional.

B-ESEIG - Maio de 2010  

Boletim Inforamativo da ESEIG

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you