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ANO VII

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Nยบ 16

| Trimestral

Dezembro 2009


Índice

Mensagem de Natal

4 - A Escola Ontem e Hoje 9 - A Escola Hoje 13 - A Escola e o Mundo 18 - Clube Educação para a Saúde 2 0 T i c Ta c To e 23 - Le Coin du Français 24 - Desporto 25 - Mil Folhas 26 - Escola em Movimento

O calendário marca de novo a Festa de Natal. Sinónimo de que o tempo não pára…e as tradições estão de volta para serem vividas e sentidas. Vamos fazer um esforço para que sejam moldadas e se encaixem dentro das nossas necessidades e valores do presente. Só assim, serão enriquecedoras para nos transportarem ao passado e fazermos dele uma grande fonte de inspiração para o “agora”. Que este clima de encantamento perdure todos os dias do ano e que cada um saiba viver o Natal à sua maneira. Ao seu ritmo! O “sapatinho” da Escola D. Sancho I vai deixar, para todos Vós, uma mensagem de amor. Uma mensagem de paz. Uma mensagem de união. Uma mensagem de esperança. Uma mensagem fraterna! Que a simbologia de cada palavra vibre em nossos corações e nos proporcione um Santo Natal e um Ano Novo cheio de surpresas agradáveis. O Director Benjamim da Costa Araújo

29 - Janela da Matemática 30 - Conto de Natal

Nota Redactorial Com este número, inicia-se uma nova etapa na vida do Sancho Notícias, agora, com novo formato. Mantémse, contudo, o mesmo espírito e objectivo - divulgar as múltiplas vivências da nossa escola. A todos os que connosco colaboraram, o nosso bemhaja. Desejamos a toda a comunidade escolar um Santo Natal!

Ficha Técnica: Direcção Redacção Propriedade Impressão Tiragem

O Director Prazeres Machado Carolina Martins Óscar Cardoso Abel Moreira Escola Secundária D. Sancho I Diário do Minho 1000 exemplares


Editorial Nova fase…novos desafios…novas responsabilidades Quase recém-chegado a este novo cargo, o meu compromisso é, sem dúvida, contribuir para um bom funcionamento da Escola D. Sancho I, em parceria com toda a comunidade escolar. Por minha parte, prometo muito trabalho e dedicação, pois são as armas que possuo de momento, armas que têm estado sempre presentes na minha “bagagem”. Pretendo praticar regras claras, estar aberto ao diálogo e procurar ser justo, aliás, são estes os remos que me têm conduzido a bom rumo. O” maior” não é aquele que domina, mas aquele que serve. Todos sabemos que a Escola é um espaço imprescindível à aprendizagem de saberes, mas também sabemos que é um espaço de suma importância como ponto de encontro para os nossos jovens viverem e assimilarem os verdadeiros valores sociais, a amizade, a autonomia, a liberdade, a responsabilidade, o diálogo… A sociedade tem de voltar a acreditar na Escola, acreditar em quem nela trabalha, como uma fonte transmissora de saberes e de valores, eliminando o descrédito e a insegurança. A Escola D. Sancho I está a “mexer” e isso reflecte-se nos resultados e na posição do Ranking das Escolas do ano lectivo de 2008/2009. Aqui, juntam-se esforços à vontade de mudar… depois é só esperar pela obra e a obra aparece, honrando a “nossa Escola” em sectores da cultura e da vida profissional. É timbre da Escola D. Sancho I possuir um espírito aberto, um espírito de partilha, para que todos possamos encontrar novas inspirações, de modo a que cada um de nós, na sua esfera pessoal, possa contribuir para criar melhores perspectivas de futuro. Vamos discernir soluções que ninguém vê, para apostar naquilo em que se crê! Quero e desejo a todos que aqui trabalham e estudam os maiores sucessos. O Director Benjamim da Costa Araújo

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Escola Secundária D. Sancho I


A Escola ontem e hoje... A Nova Escola: Tradição e Modernização António Pinto, prof. de Filosofia.

Muito brevemente, a nossa escola entrará em obras de recuperação e de modernização. Para já uma modernização física que, esperemos, potencie uma modernidade ao nível das boas práticas pedagógico-didácticas. Como será facilmente entendível, a nossa escola não se esgota, nem se reduz à sua estrutura física. Poderemos dizer e, com orgulho, que a nossa escola, para além de todas as transformações que tem vindo a sofrer ao longo do tempo, mantém uma cultura e uma identidade criadas ao longo dos seus mais de quarenta anos de existência e que a distinguem de todas as outras escolas do Concelho. Porque criámos uma identidade, porque fomos capazes de criar uma cultura de escola que se foi inculcando ao longo destes anos, desenvolvemos formas de viver e de pensar que nos permitem afirmar que pertencemos a uma comunidade (tribo), a da escola D. Sancho. É a nossa tradição e a nossa identidade. É a nossa história construída com base nas representações e com base nos significados que fomos atribuindo às nossas experiências colectivas. Esta identidade construída não se alicerça apenas na tradição, mas suportando-se nela, vai-se desenvolvendo a partir da capacidade de toda a comunidade educativa em se adaptar e responder, de forma eficaz, às exigências de um mundo em transformação. Sendo a nova escola uma enorme ajuda à mudança das práticas pedagógicas, temos que reconhecer que esta sempre foi capaz de responder às dificuldades que se lhe foram deparando, sempre foi capaz de inovar, de se transformar, de dar resposta aos novos desafios e novas funções que lhe foram sendo cometidas pelas sucessivas reformas do sistema educativo. Apesar das alterações que foi sofrendo, a escola sempre procurou e conseguiu manter uma identidade, laboriosamente construída numa aliança entre tradição e inovação. Inovar não significa recusar ou destruir o passado, mas aproveitar os seus ensinamentos para projectar um futuro que responda com coerência e com eficácia aos interesses e necessidades da comunidade, tal como refere Corbusier (1999): “a tradição é a sequência contínua de todas as inovações, portanto, o guia mais fiável para o futuro. A tradição é como uma seta apontando para o futuro, nunca para o passado.” Saudosismo não! A tradição, a nossa identidade é condição do nosso desenvolvimento. É o seu suporte, mas não mais do que isso. Teremos de reconhecer que inovar é transformar, que o nosso passado é condição e determinação do nosso futuro. Teremos certamente uma escola fisicamente nova, dotada dos equipamentos necessários a uma prática pedagógica mais consentânea com as exigências actuais. É verdade!

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Mas, não é preciso recordar que a nossa escola é nova nos recursos humanos, é nova nas práticas e nas relações interpessoais, é nova na forma de receber e de integrar quem cá chega. A nossa escola é uma referência porque desenvolvemos uma cultura de humanidade, de cooperação, respeitando a nossa individualidade. Por isso, continuaremos a ter uma escola preocupada com a formação de cidadãos responsáveis, fornecendo uma formação humanista coerente com a construção de uma sociedade justa e solidária. Olhemos para o mundo e para o nosso país e vejamos o que é necessário: justiça e solidariedade, valores que a nossa escola sempre procurou transmitir e que aliam tradição (princípios, valores e práticas) e inovação que devem ser os pilares da nossa sociedade, contra a ganância e o individualismo feroz que agora imperam e que são os responsáveis por esta crise em que vivemos. A nova escola, que não deixará de ser a D. Sancho que sempre foi, permitirá mais e melhores condições de trabalho para professores, alunos e funcionários, permitirá novas estratégias e o uso de novas tecnologias na aprendizagem, permitirá que tenhamos melhores resultados, permitirá que tenhamos outras condições na convivência quotidiana, mas não alterará, no essencial, aquilo que constitui a sua cultura construída ao longo da sua existência. O seu passado será sempre condição determinante do seu futuro! Não esqueçamos, contudo, que a nova escola traz consigo novas exigências, sem as desculpas da falta de condições de trabalho. Significa que teremos de ser capazes de mudar e de inovar para garantir melhores resultados nas aprendizagens dos alunos. Teremos de ser capazes de avançar, mesmo correndo o risco de errar. Com uma escola nova (fisicamente) teremos condições para a criatividade e desenvolvimento de novas formas de aprendizagem dentro de uma cultura colaborativa e cooperativa, que não é, ainda, uma prática corrente. Quero crer que essa será uma inovação facilitada pela nova escola, porque vivemos numa sociedade do conhecimento que não se constrói, de maneira nenhuma, no individualismo.


A Escola ontem e hoje... Outros Olhares... Quando falamos de uma escola com mais de cinquenta anos, por onde já tantas gerações passaram, como podemos ousar referir os estores mais envelhecidos ou a parede mais inclinada? O computador mais lento ou o quadro mais marcado com as rugas da sabedoria quase apagadas, datando os milhares de conhecimentos que já transmitiu a milhares de olhares curiosos (uns mais do que outros como é evidente). Conhecemos hoje homens e mulheres que, em tempos, pisaram o chão da nossa escola todos os dias, quase às mesmas horas, cumprindo uma rotina diária que a cada palavra, hoje proferida por estes alunos sérios, é intensamente desejada de volta. O brilho nos olhos. O coração que fala. O sorriso melancólico é o que mais nos dá orgulho e até alento, mesmo depois de uma nota pior, para continuarmos aqui o nosso percurso e, assim, termos esperança de, um dia, retermos na nossa memória lembranças felizes que provieram da essência de uma vida realmente bem vivida. Todos os dias, mesmo aqueles em que o sono quase nos aterra, conseguimos ver tantos marcos nesta escola: vemos os primeiros beijos com o colega do lado, assistimos, com alguma inveja, aos murmúrios sobre o génio da turma, às lágrimas de algum insucesso, etc, etc, etc... As obras? A inovação? Podíamos pedir muita coisa... Com as novas tecnologias, encher a escola de radiações. Cortinas que não deixem o sol dificultar, logo de manhã, a total abertura dos olhos, exigir mesas anti-aderentes a pastilhas elásticas ou até cadeiras ‘’ fofinhas para cada aluno de uma turma.’’ Mas não… A única coisa que desejamos é que as novas paredes, os novos quadros não apaguem a prova da nossa existência. Que não apaguem o sorriso de cada adolescente. E, principalmente, que mantenham o sorriso em cada cara marcada para que a esperança das belas memórias não morra.

O ensino do ”agora” caracteriza-se como inovador graças às novas tecnologias, as quais o tornam interactivo e aberto a uma constante evolução. Contudo, para falar de inovação, será necessário fazer uma analepse e regressar impiedosamente à escola tradicional portuguesa. A tradição é o código morse que conta a história evolutiva do nosso ensino, o qual era rudimentar e submisso a condições precárias e de extremo rigor emocional. Por outras palavras, no ensino tradicional, as aulas eram regidas por um professor severo que trazia consigo a autoridade da sua cana e o discriminar de sexos, traduzido no facto de antigamente não existirem salas de aula compostas por rapazes e raparigas. Por outro lado, as condições pouco favoráveis de vida constituíam um obstáculo ao desenvolvimento do ensino. Nos dias de hoje, vigora uma mentalidade aberta, em que a escola é aceitação, tolerância, oportunidade, inovação. É, simultaneamente, centro de preocupações e desafios, pois é graças a ela que os jovens garantem a sua entrada no mundo do trabalho, o qual é cada vez mais competitivo e exigente. A tradição transcreve as nossas raízes e a inovação, o progresso das mesmas, por isso, não se deve fomentar a tentativa de se esquecer o passado do nosso ensino, mas sim “pegar nele” e apostar numa constante evolução do mesmo. Cláudia, 1109

Telma e Inês, 1207 O mundo é composto pelo velho e pelo novo, pelo passado e pelo presente, bem como pelas nossas experiências. Assim, o mundo revela-se pela tradição e inovação a cada dia que passa. Tal como Luís Vaz de Camões (autor que dispensa apresentações), certa vez, escreveu: “ Todo o mundo é composto de mudança, /Tomando sempre novas qualidades…” a tradição também mudou, dando lugar à inovação. Não será necessário recuar muito no tempo para percebermos a inovação: há uns anos atrás, era impensável aceder à informação com tanta rapidez e facilidade, enquanto que agora estamos a escassos segundos de a obter, através da Internet. Assim, vemo-nos rodeados de novas tecnologias a cada dia que passa, estas, permitindo a simplificação do trabalho do Homem, proporcionando melhores condições de vida. Enquanto que os nossos pais demoravam horas a realizar uma pesquisa devido à escassez de informação e ao facto da selecção incluir a procura em livros e enciclopédias, nós, hoje em dia, estamos a escassos segundos de a obter. Porém, não devemos deixar-nos deslumbrar perante estas facilidades informáticas. A verdade é que, actualmente, a tradição é muito desvalorizada, o que está incorrecto, pois os conhecimentos e as inovações presentes são meros reflexos e vêm da continuidade do passado. Concluindo, a inovação é importante para o progresso e simplificação do trabalho humano, porém, há que evidenciar a importância da tradição, a qual constitui os alicerces do presente/futuro. Matilde Oliveira, 1109

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A Escola ontem e hoje... A Tradição ainda é o que era!

Domingos Manso de Araújo, prof. de Filosofia

A tradição implica a transmissão de práticas, costumes, valores e crenças de um povo. Tal transmissão dá-se de geração em geração, obedecendo a um espírito de conservação e de identidade. Aliás, não há outra forma de nos perpetuarmos enquanto povo, comunidade e família. E muitas obras, muito conhecimento e muita sabedoria resultam mais da conservação, do esforço, do trabalho e da exigência de repetir à exaustão o que se sabe, o que se quer e o que se sonha, do que do rasgo, da ousadia e da ruptura. Assim, o génio ou o espírito inovador são mais resultado do trabalho, do que da inspiração. “Ninguém nasce bom em nada. Tornamo-nos bons graças ao nosso trabalho. Não entramos para a primeira equipa da universidade a primeira vez que praticamos um desporto. Não acertamos em todas as notas à primeira vez que cantamos uma canção. Temos de praticar. O mesmo acontece com o trabalho da escola. É possível que tenham de resolver um problema de Matemática várias vezes até acertarem, ou de ler muitas vezes um texto até o perceberem, ou de fazer um esquema várias vezes antes de poderem entregá-lo.” O segredo, portanto, é não desistir à mínima dificuldade que apareça. O segredo é insistir, errar, duvidar, para acertar. Pedir ajuda, se necessário, ao pai, ao avô, ao professor ou ao treinador. Como diz o mentor desta ideia, isto não é sinal de fraqueza, é antes um sinal de força. É também sinal de que se respeita a si mesmo, antes de respeitar a família, os pais, os professores e os amigos. Se se respeitar a si mesmo, está a respeitar a humanidade. Se confiar em si e na força do seu trabalho, está a engrandecer-se a si, aos seus pais, à sua família e à sua comunidade. Tudo o resto vem por acréscimo: realização, inspiração, dinheiro, felicidade e até inovação. Não há volta a dar, cada um é responsável pela sua educação, pelo seu sucesso e, em última análise, pela vida que terá. E a circunstância, a falta de meios, o desinteresse dos pais não podem ser sistematicamente invocados para justificar a vossa preguiça, o vosso desleixo, a vossa desmotivação. E não se iludam, o sucesso não está ao virar da esquina, algures entre um reality shows, um toque na bola, uma beleza efémera e uma fisgada no euro milhões. E nem por isso o dom do rei midas, transformar em ouro tudo o que toca, está assim tão bem distribuído como se julga. A verdade é que são muito poucos aqueles que assinam de cruz e têm esse dom mágico. O comum dos mortais só alcança o que verdadeiramente deseja com muito trabalho e muita dedicação. Repito, o sucesso e a inovação são o corolário do empenho e da perseverança. Os trabalhos de Português, Filosofia,

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História e Geografia são aparentemente inúteis, mas são eles que vos dão a imaginação, crítica, identidade e vontade de conhecer o mundo, são eles que vão alargando o horizonte do vosso espírito. Os trabalhos de Matemática, Física, Química e Biologia podem ser difíceis e trabalhosos, mas são eles que vos mostram como são as coisas e como o mundo funciona. E é de trabalho em trabalho que vão desenvolvendo capacidades, competências e habilidades, quem sabe os talentos inatos que vos calharam em sorte. Não há outra forma de ser escritor, cientista, inventor, médico, professor, advogado, enfermeiro, arquitecto, polícia, militar ou artista. Não há outra forma de acrescentar talento ao talento senão pela persistência, pela repetição e por alguns gestos da tradição. A tradição conserva hábitos, rotinas e respostas que são a base da condição humana. E a autêntica condição humana não é a ignorância, mas o conhecimento. Cimentada a base na tradição, tudo é possível: o rasgo, a ousadia, a ruptura, em suma, a inovação. Não há inovação sem tradição. Só inovamos, depois de compreendermos os padrões anteriores. A novidade (inovação) não está na internet, no iphone, nos quadros interactivos, nos cartões magnéticos, no moodle, na programação informática, mas sim na condição (tradição) que os tornou possíveis. Que estes novos hábitos permitam continuar a engrandecer o espírito humano, que estes novos hábitos permitam à tradição ser o que era. (1) Manifesto de Obama para os alunos


A Escola ontem e hoje... A Escola actual Ana Mafalda, 1204 Já no passado, o abandono escolar era

elevado, sendo, no entanto, provocado por um único motivo: problemas económicos. Era muito mais compensador pôr os filhos a trabalhar do que levá-los à escola. Actualmente, as causas são outras: os alunos abandonam a escola por desmotivação, por não conseguirem construir um projecto de futuro, por desejarem ganhar autonomia económica. A relação aluno/professor é agora muito próxima, o que pode desencadear vários incidentes, episódios de indisciplina, como violência entre alunos e alunosprofessores. A escola funciona, por vezes, como um estabelecimento onde vigora a lei do mais forte. Vêem-se, quase diariamente, nas notícias, escolas vandalizadas, algumas sem condições para a actividade educativa. Porém, nem tudo mudou para pior, a maioria das escola são modernas, com acesso às novas tecnologias, o que permite um melhor desempenho dos alunos; as famílias com mais dificuldades económicas são apoiadas e incentivadas a

investir na formação dos seus filhos. Actualmente, alunos e professores têm direito de se expressar, contestando e manifestando-se através de greves. Os alunos são protegidos por instituições e o facto de estarem mais informados, permite-lhes criar formas de auto-defesa. Na escola actual, os alunos ganharam autonomia e liberdade de expressão; os professores deixaram de ser figuras assustadoras e excessivamente autoritárias; a relação liberal aluno-professor desencadeia, por vezes, episódios de violência e indisciplina, mas também cria abertura e proximidade, criando um ambiente de trabalho e aprendizagem mais aprazível.

Palavras da Avó Beatriz Reis, 1204

“ No meu tempo, só iam à escola as crianças das famílias pertencentes à classe média-alta. Eu fui à escola e completei a 4ª classe. No fim desta, o meu pai queria que eu continuasse os estudos, pois era uma excelente aluna, mas a minha mãe não me deixou continuar a frequentar as aulas porque precisava da minha ajuda em casa. Eu era a filha mais velha e tinha de cuidar da casa e dos meus sete irmãos porque alguns ainda eram bebés. Na altura, levantava-me às 5h da madrugada para preparar os meus irmãos, fazer a sopa e dar de comer aos pequenos. Ia para a escola a pé, ainda tinha de caminhar alguns quilómetros em estrada de terra e, muitas vezes, debaixo de chuva e neve. Algumas crianças não levavam nada para comer porque não tinham, pediam uma peça de fruta a quem levava mais do que uma. Havia muita fome na altura.”

Relações Familiares Ontem e Hoje Joana Campinho, 1204

As relações familiares têm vindo a sofrer alterações em diferentes aspectos e não precisamos de recuar muito no tempo para nos apercebermos disso, basta pensarmos como eram no tempo dos nossos pais e avós. Provavelmente, existem determinados aspectos nos nossos relacionamentos familiares que eram impensáveis no tempo dos nossos pais e praticamente surreais no tempo dos nossos avós. Essas grandes diferenças estão relacionadas, em primeiro lugar, com a própria estrutura familiar. Antigamente, as famílias eram mais numerosas, os casais tinham muitos filhos, fruto de casamentos precoces, falta de planeamento familiar, métodos contraceptivos e, principalmente, de uma perspectiva dos filhos como mão-de-obra disponível e barata. Actualmente, acontece exactamente o contrário, os filhos são vistos não como mão-de-obra, mas como fonte de despesas e trabalhos. Isso, conjugado com a emancipação da mulher, que tomou grandes proporções nos últimos trinta anos, e a vida agitada e stressante da sociedade actual explicam o reduzido número de filhos das famílias de hoje. Antigamente, as relações entre pais e filhos eram muito distantes, os pais estavam mais afastados afectivamente dos filhos e a educação dada era conservadora, rígida, severa, religiosa e, por vezes, violenta, evidenciando-se a falta de diálogo, de compreensão, pouco à-vontade para abordar determinados assuntos. Os gestos de carinho não eram frequentes, o que tam-

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A Escola ontem e hoje... bém se devia ao facto de terem de ser distribuídos por todos os filhos de igual forma. Se, por um lado, esta distância provocava algumas lacunas afectivas, por outro, tornava os filhos mais autónomos, independentes e capazes de resolverem os seus problemas. Por vezes, os filhos tinham medo dos pais, pois estes eram severos e intransigentes, daí o respeito absoluto que lhes tinham. O pai era tido como chefe supremo da família, a quem cabia a tomada das decisões. Hoje em dia, isso não acontece com tanta frequência, o pai e a mãe tomam decisões e educam os filhos em conjunto e de forma muito diferente daquela em que foram educados. A evolução da sociedade levou a uma alteração de mentalidades e perda de muitos preconceitos e valores que eram fortemente exaltados na sociedade ancestral. Os pais têm uma relação mais próxima com os filhos, laços afectivos mais fortes, não são vistos só como chefes da família a quem se deve obediência, mas sim como pais, como pessoas que amam, que fazem tudo pelos seus filhos, com quem estes podem contar sempre e em quem podem confiar e esperar confiança recíproca. Por vezes, os pais são proteccionistas e, por isso, os filhos tornam-se mais dependentes, menos autónomos e muito inseguros, revelando incapacidade para resolver os seus problemas sozinhos. A educação é a base da nossa personalidade e do nosso futuro enquanto seres individuais e, simultaneamente, sociais, formando-nos como pessoas. Apesar de parecer o contrário, o amor nas relações familiares não aumentou, manifesta-se de uma forma mais directa e explícita. Na minha opinião, essa proximidade entre pais e filhos foi muito positiva porque, de facto, os nossos pais são as pessoas que nos são mais próximas, são nossos amigos, embora não possa haver um tratamento igual, deve haver um equilíbrio, uma noção de hierarquia positiva, que torna as relações saudáveis, harmoniosas e especiais.

Jogos e Brincadeiras de Ontem e de Hoje Sérgio Sousa 1205

Alheio ao universo das barbies e dos Action Men, dos Pokemons e das Playsations está um sótão cheio de brinquedos com um pouco de pó. Longe vão os dias em que as crianças brincavam com marionetas e trotinetes de madeira. Quem ainda se lembra do pião ou da macaca? E quantos de vós já construíram um brinquedo? Talvez seja essa a maior diferença entre as brincadeiras das crianças de agora e as de há 40 anos atrás. Antigamente, as crianças construíam todos os seus brinquedos. A actividade comercial não tinha tanto poder como hoje em dia, estava condicionada aos recursos económicos e financeiros de então. Com certeza que se uma criança construir um carrinho ou qualquer outro brinquedo, vai pensar duas vezes antes de o destruir, para além de ser um estímulo à sua imaginação e criatividade. Antes do aparecimento da TV, os

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pequenos brincavam mais ao ar livre, na rua com os amigos, e as brincadeiras eram mais físicas, corpo a corpo. Para jogar à macaca, procurava-se o pau de giz e uma pedra, a patela, e estava feito o jogo; para a cabra cega, bastava um

lenço, servindo de venda para os olhos. E os carrinhos de rolamentos? O divertimento que era construir os carrinhos e descer os becos da terrinha com os amigos! Por vezes, as quedas aconteciam! ... É claro que temos de ter em conta que, hoje, poucos são os felizardos que vivem numa rua calma e sossegada ou

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têm algum pedaço de jardim onde possam passar bons momentos. Com a evolução da sociedade e a saída das aldeias para as grandes cidades, as casas de campo foram substituídas pelos apartamentos, onde nem sempre há espaço para brincar. Ao mesmo tempo, apareceu a internet e os tão aclamados jogos de computador, que levam os pequenos a ficar cada vez mais tempo em casa, muitas vezes, sozinhos. Seria importante trocarmos algumas das horas que passamos em casa sozinhos diante da televisão ou do computador por uma saída à rua ou um passeio com os colegas, seria um programa, com certeza, bem mais divertido! …


A Escola hoje... Inauguração de um sistema autónomo fotovoltaico e eólico Filipe Pereira, Prof. de Electrotecnia No passado dia 9 de Julho de 2009, foi inaugurado, na Escola Secundária D. Sancho I, um sistema pioneiro a nível escolar em Portugal, demonstrando que a nossa escola está na “linha da frente” no que diz respeito às Energias Renováveis. Este projecto consistiu na criação de um sistema com base em energia eólica e fotovoltaica, para a alimentação de um corredor externo com mais de 60m, para iluminação exterior. Os professores Filipe Pereira e Manuel Oliveira, em colaboração com os alunos da turma 1113 de Electrotecnia, idealizaram este projecto, com o objectivo de promover o estudo, desenvolvimento e a divulgação das energias renováveis. O trabalho iniciou-se há cerca de quatro meses atrás, e o projecto e execução deste sistema serviu, sem dúvida, para que os alunos adquirissem um leque mais vasto de conhecimentos nesta área, que será uma mais-valia no seu curriculum. Na sessão de inauguração do sistema, o director, Eng. Benjamim Araújo, congratulou-se com a concretização deste projecto, dizendo que estas iniciativas vão de encontro à filosofia seguida no nosso estabelecimento de ensino. Já o Dr. Losa Esteves, coordenador na DREN, referiu que estes cursos são uma mais-valia para os jovens que pretendem ingressar no mercado de trabalho com uma qualificação profissional, escolhendo um futuro melhor. Neste evento, estiveram presentes as empresas: GMLUX, SELFENERGY, GRUNDFOS, ABB e FUTURSOLUTIONS.

Também contámos com a presença da estação televisiva RTP, em directo para o programa “Bom Dia Portugal”, e também com o canal televisivo, FAMATV. No final do encontro, após conversa com os vários elementos das empresas, foi-nos dito que este tipo de iniciativas são de enaltecer e apoiar, porque é necessário transmitir à comunidade escolar a importância das energias renováveis para que seja possível um futuro melhor.

S.O.S. Biodiversidade por um Fio! Ana Isabel, Ana Rita, Ana Freitas, Carolina Santos e Rita Vilaboas, 1201

Na disciplina de Área de Projecto, foi-nos proposta a elaboração de um trabalho que se relacionasse com o tema “Divulgar Ciência”. Surgiu-nos, então, a ideia de abordar o subtema “Biodiversidade em Perigo” e pretendemos divulgá-lo, não só a adultos e adolescentes, mas também a crianças, pois estas são o futuro do nosso planeta e têm uma relação de maior proximidade com os animais, encontrando-se mais despertas para este tipo de informação. Com este trabalho, pretendemos dar a conhecer os perigos que a diminuição da biodiversidade pode trazer ao Homem e os pequenos passos que se podem dar para evitar este problema. Embora a extinção das espécies sempre tenha existido, funcionando como um meio de renovação na Terra, não podemos entrar num ciclo massivo de extinções, pois, com isso, estaremos a condenar a nossa espécie. Para conseguirmos chegar ao nosso público-alvo, tencionamos desenvolver sessões, nas quais iremos receber e interagir com crianças de escolas próximas. Além disso, pretendemos fazer entrevistas e contactar com algumas organizações e individualidades especializadas na matéria, como a Quercus e o Professor Jorge Paiva. Ao longo do ano, iremos colocar no átrio exposições e outro tipo de materiais que apoiem a divulgação do tema. No caso de quererem deixar a vossa opinião e dúvidas ou ainda darem-nos a conhecer casos de seres em risco, podem contactar-nos através do nosso e-mail sos.por1fio@hotmail.com ou blog http://sospor1fio.blogspot.com/. Não nos podemos esquecer que 2010 é o Ano Mundial da Biodiversidade!

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A Escola hoje... Energias Renováveis Filipe Pereira , prof. Eletrotécnia

o balanço térmico do planeta, provocando aquecimento global, degelo dos pólos, chuvas ácidas e poluição de todo o meio ambiente, incluindo a atmosfera. Portugal é um país com inúmeras disponibilidades em termos de fontes de energia e o recurso a fontes de energia renováveis/alternativas proporciona uma elevada autonomia em relação ao sector eléctrico (muito dependente das variações do preço do petróleo no mercado internacional). As energias renováveis são fontes inesgotáveis de energia obtidas da Natureza que nos rodeia, como o Sol ou o Vento. Estas energias podem ser: solar, hídrica, eólica e geométrica. O incentivo à utilização de energias renováveis e o grande interesse que este assunto levantou nestes últimos anos, deve-se, principalmente, à consciencializaA diferença entre as energias renováveis e as não ção da possível escassez dos recursos fósseis (como renováveis pode ser facilmente comparável com “sempre”e “nunca mais”. As energias renováveis são praticamente inesgotáveis e não alteram o balanço térmico do planeta. A energia solar, geotérmica, eólica e a biomassa são as formas mais conhecidas de energias renováveis que podem contribuir para a eficiência energética nas nossas habitações. A energia solar recebida pela terra, a cada ano, é dez vezes superior à contida em toda a reserva de combustíveis fósseis. No entanto, actualmente, a maioria da energia por nós utilizada provém de combustíveis fósseis, tais como o petróleo, carvão e o gás natural. o petróleo) e da necessidade de redução das emissões O uso desses combustíveis, de forma exagerada, tem de gases nocivos para a atmosfera, os GEE (Gases de alterado substancialmente a composição da atmosfera e efeito de estufa). Este tipo de energia constitui uma solução bastante vantajosa, devido às condições climatéricas favoráveis para a obtenção de uma maior sustentabilidade nos edifícios em Portugal.

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A Escola hoje... InovaçõesdasTICno meu local de trabalho Eduarda Costa, EFA Sec 02

Trabalho numa empresa de produtos alimentares há 16 anos. Na altura em que iniciei o meu percurso laboral na firma, as funções exercidas na maioria dos postos de trabalho eram manuais e não existiam registos efectuados para área quase alguma. As maiores transformações iniciaramse há aproximadamente 10 anos, quando a empresa decidiu certificar-se; só desta forma conseguiu marcar a diferença no mercado, fidelizando uns e ganhando novos clientes. Apesar das transformações serem notórias em todo o processo de fabrico, a área da empresa que sofreu maiores alterações foi a zona das amassadeiras. Nesta zona, fazia-se não só a confecção de massas e cremes, como também se realizava a pesagem dos ingredientes das mesmas. Era, de facto, um espaço restrito para a laboração exigida, visto que os produtos a confeccionar eram variados e só a farinha era direccionada para os seus locais específicos computorizadamente. Após a certificação, este espaço ficou pura e exclusivamente destinado à preparação das massas e cremes, tornando, a meu ver, a área em questão mais organizada, limpa e segura para quem lá circula. A pesagem de matérias-primas (ex. dextrose, lecitina, corantes, entre outros) foi direccionada para uma área para o efeito. As matériasprimas (como açúcar, gordura líquida, óleo de palma, entre outros) são transportadas por camiões que, posteriormente, fazem a passagem do produto para silos no interior da firma. Contudo, as transformações desta zona de produção não fi-

cam só pelo exposto, a pessoa responsável pela manutenção da firma teve, e continua a ter, um papel essencial para o desenvolvimento da mesma. Para além da empresa adquirir máquinas para a realização de determinadas funções, este senhor também as desenha, conseguindo criar instrumentos de trabalho muito úteis para o desempenho das tarefas exigidas pela firma e, desta forma, manter não só os postos de trabalho, tornando-os mais agradáveis e acrescentando a mais-valia da produtividade, tendo o operário, a partir desse momento, apenas a função de observação e controle de todo o processo. Estas transformações levaram algum tempo a acontecer, visto que o investimento é elevado, porém, aos poucos, a Vieira de Castro transformou-se numa firma muito produtiva graças a estas novas tecnologias. A meu ver, de uma maneira geral, as novas tecnologias, não prescindindo do auxílio dos funcionários, contribuíram, e muito, para que a empresa crescesse e conseguisse atingir os objectivos pretendidos. As transformações foram inúmeras, no entanto, valeram a pena, pois a empresa conseguiu ultrapassar algumas dificuldades. De salientar que, com a boa vontade de todos os intervenientes, tudo foi ultrapassado, conservando sempre os postos de trabalho inicialmente existentes.

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A Escola hoje... A Radiação Helder Ferreira, Joana Silva, Joao Amaral, Sara Pereira e Ines Barbosa, 1201

Chernobyl queria ser o início do futuro. Mas Chernobyl não é mais que um buraco negro da História. Em 26 de Abril de 1986, explodiu um reactor da central nuclear que libertou uma imensa nuvem radioactiva. Daí em diante, o mundo tomou consciência do poder da radiação. A radioactividade comprometeu gerações de homens, animais e plantas. O ADN de milhares de pessoas ficou irremediavelmente alterado. A energia nuclear ficou paralisada e descredibilizada. Tudo, somente, porque a radioactividade merece total vigilância. Quando Wilhem Conrad Roentgen, a 8 de Novembro de 1895, se preparou para estudar o tubo de raios catódicos, inventado recentemente por William Crookes, não imaginava que, dali, sairia uma das maiores descobertas da história da medicina moderna. O brilho de uma pequena placa de platino cianeto de bário foi o iníco para o desenvolvimento da tecnologia mais utilizada na medicina interventiva moderna – o raio X. Pierre e Marie Curie já tinham mais ideia do que estavam a pesquisar. Foram os descobridores do Rádio-226, em 1898. Elemento espontaneamente luminoso, dois milhões de vezes mais radioactivo do que o urânio, teve o seu valor terapêutico rapidamente comprovado, seguido da sua acção curativa sobre o cancro. A Oncologia O cancro é a proliferação anormal de células. Quando os mecanismos de controlo da divisão celular sofrem uma perturbação, não há interrupção na formação da 12

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célula anormal. Essa célula, contudo, vai ser submetida a uma avaliação do sistema imunitário. Os linfócitos T detectam estas células e abatem-nas. Um sistema imunológico debilitado compromete o desempenho destes glóbulos brancos que, não eliminando a célula tumoral, permitem que esta se multiplique rapidamente, originando um aglomerado de células anormais – a que chamamos tumor. Um tumor benigno é absorvido pelo organismo naturalmente ou é removido cirurgicamente sem qualquer problema. A um tumor maligno chamamos cancro. É maligno porque se espalha pelos restantes tecidos, porque é de difícil ou impossível remoção, porque reaparece com facilidade, porque mata. O que é que estes dois temas têm em comum ? A Radioterapia Os raios X e os raios γ matam o cancro! A radioterapia cura doenças como o cancro, nas suas várias formas, utilizando Radiações Ionizantes. A radioterapia é uma das técnicas mais utilizadas no tratamento de cancros, porque as massas tumorais são sensíveis à radiação e a própria radiação tem uma acção selectiva ao nível dos tecidos. De entre os vários tipos de radiação existente, utilizase a electromagnética, nas frequências de Raio-X e Raio-γ, e os electrões. Fica atento às novidades porque, ao longo deste ano, estamos certos que, juntos, vamos descobrir muito e contribuir para que a Ciência não seja um bicho de sete cabeças.


A Escola e o Mundo...

Diálogos com... No âmbito de área de projecto, um grupo da turma 1201 está a desenvolver um programa de divulgação do CERN. O principal objectivo do seu trabalho é dar a conhecer ciência à escola e à comunidade. O CERN (“Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire”), Organização Europeia para a Investigação Nuclear é, mundialmente, um dos maiores centros de investigação de física de partículas, juntando cerca de 6500 cientistas, de mais de 80 nacionalidades. Situa-se em Meyrin, perto de Genebra, na Suíça. Foi lá que nasceu a Web (World Wide Web) inventada por Tim Berners-Lee, em 1989, com a finalidade de partilhar a informação entre os cientistas. O LIP (Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de partículas) promoveu, com o CERN, um curso de uma semana para professores de Física e Química, no CERN, na Suiça. Um dos escolhidos foi a professora Cândida Madureira de Física e Química, que é docente de Área de Projecto. O entusiasmo por ela demonstrado contagiou os alunos, que resolveram entrevistá-la acerca da sua experiência.

O que se faz no CERN? No CERN, faz-se investigação científica pura, sem intenções militares, com o objectivo de dar resposta a determinadas questões, tais como: de que é constituído o nosso Universo, de onde vem a matéria, como é que as partículas elementares interagem, etc.

Para procurar responder a estas questões, o CERN utiliza aceleradores e detectores de partículas. Trabalha em estreita colaboração com indústrias de vários países, incluindo Portugal, com benefícios para todos. As investigações efectuadas permitiram o desenvolvimento de algumas tecnologias úteis, por exemplo, nas técnicas de diagnóstico e terapia do cancro. No CERN, e mais concretamente no projecto actual, participam dezenas de portugueses, nomeadamente,

em duas experiências, ATLAS e CMS, sendo alguns empregados do CERN e outros do LIP. O que são aceleradores de partículas? Os aceleradores são enormes máquinas capazes de acelerar as partículas, fazendo-as colidir e dar origem a novas partículas. Junto aos locais onde se dão estas colisões, os cientistas constroem experiências e instrumentos que lhes permitem observá-las e estudá-las. O funcionamento de um acelerador de partículas pode ser imaginado através da seguinte analogia: para tentar investigar a constituição e funcionamento dos carros de Fórmula 1, colocam-se dois veículos em rota de colisão a velocidades elevadíssimas e, após o choque, detectam-se e analisam-se as peças que saltam dos destroços. É isto que se faz às partículas subatómicas (electrões e positrões no LEP e protões no LHC), com a diferença de estas serem alguns biliões de vezes mais pequenas e a velocidade de colisão ser próxima da velocidade da luz. Qual o projecto actual (experiência falada em 2008)? O objectivo do LHC, Grande Colisionador de Hadrões, é criar condições para a colisão de protões a uma velocidade próxima da luz e assim simular os primeiros milésimos de segundo do Universo, ocorridos há cerca de 13,7 mil milhões de anos. Esta será a maior experiência científica do século. Os protões serão acelerados no LHC e colidirão no interior do centro do detector ATLAS. Os produtos da colisão revelarão propriedades fundamentais das partículas. A energia associada às colisões é semelhante

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A Escola e o Mundo... à energia associada às colisões de partículas no jovem universo, menos de um bilionésimo de segundo após o Big-Bang. Os principais objectivos desta experiência são explorar a física das altas energias, descobrir o bosão de Higgs e estudar aspectos da colisão de iões pesados. O que levou à interrupção da experiência? Uma avaria ocorrida nove dias depois da entrada em funcionamento, provocada por uma ligação eléctrica defeituosa, forçou a paragem total da estrutura. A experiência tem de ser efectuada a muito baixa temperatura para que os materiais utilizados apresentem resistência nula, uma vez que trabalham com campos eléctricos muito intensos. A falha provocou deteriorações mecânicas e uma fuga de hélio das massas frias de um íman, o que implicou uma prolongada reparação, tornada mais demorada pelo tempo necessário ao reaquecimento do sector afectado do LHC, já que funciona a temperaturas de dois Kelvin (-271,1 ºC) e ao posterior arrefecimento. O sistema é arrefecido por sectores, cada sector leva meses a arrefecer e é preciso voltar a aquecer para se poder reparar.

Poderá o Mundo acabar por causa dessa experiência? É o medo do desconhecido que torna as coisas difíceis. Houve uma situação semelhante há pouco mais de um ano, quando o novo acelerador de partículas do CERN começou a funcionar. Durante visitas às instalações do CERN, muitas pessoas perguntavam se haveria perigo de um buraco negro, criado nas colisões de partículas dentro do acelerador, destruir a Terra inteira. Esse perigo não existe, como é provado pelo simples facto de existirmos: em cada segundo, um número enorme de raios cósmicos de energia muito superior às partículas aceleradas no CERN choca com a atmosfera terrestre,

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sem que isso cause qualquer problema. Quando será retomada? O LHC já está reparado e foi reactivado neste Outono. Pela primeira vez, as actividades do CERN não irão encerrar no Inverno. Claro que a experiência só se irá realizar em 2010, já que o arrefecimento do LHC demora meses.

O que se pretende encontrar? Espera-se que nas experiências no LHC seja produzida a famosa partícula - bosão de Higgs, cuja observação permitirá explicar de que modo as outras partículas elementares adquirem massa. A verificação da existência do bosão de Higgs seria um passo importante na procura da Teoria da Grande Unificação, que procura unificar as forças fundamentais: electromagnetismo, força forte, força fraca e gravidade. Os principais objectivos desta experiência são explorar a física das altas energias, descobrir o bosão de Higgs e estudar aspectos da colisão de iões pesados.


A Escola e o Mundo... Projecto COMENIUS – Aprendizagem ao longo da Vida “Right of Earth Citizenship: Natural Resources for Sustainable Development” Isabel Costa, prof. de Inglês

De 2 a 7 de Novembro, a escola 74 Sou «Gotse Delchev», de Sófia, na Bulgária, recebeu as escolas parceiras participantes no já anunciado projecto Comenius Multilateral, a desenvolver no biénio 2008/10, nomeadamente, as escolas Tecnico Industriale e Liceo Scientifico de Itália, Grup Scolar Industrial «Alexandru Popp», da Roménia, Balcslar Lisesi, da Turquia, Gimnazjum nr1 im. Adama Mickiewicza, da Polónia e a nossa Escola Secundária D. Sancho I.

O projecto tem vindo a estabelecer uma colaboração entre equipas de professores e estudantes dos países participantes, para a difusão de materiais de ensino e experiências educacionais sobre assuntos relacionados com o desenvolvimento sustentável do nosso Planeta, mais concretamente com energias renováveis. Entre os vários objectivos do projecto, destacam-se os seguintes: consciencializar para o uso eficiente das energias renováveis e promover a capacidade de comunicação linguística em Língua Inglesa. Também contempla a visita de alunos às escolas parceiras com o objectivo de promover o intercâmbio cultural e a consciência de cidadania europeia.

Deste modo, participaram neste encontro quatro alunos da nossa escola: Diana Pimentel, Juliana Loureiro, Lara Braga e Xavier Mesquita, que têm, juntamente com a turma na qual estão integrados, desenvolvido trabalhos de pesquisa relacionados com a temática do projecto. Estes alunos foram alojados pelos seus colegas Búlgaros, alguns dos quais estiveram em Portugal em Março passado, tendo tido a oportunidade de partilhar de perto o estilo de vida e costumes das famílias búlgaras. De entre as várias actividades, os alunos estiveram directamente envolvidos num jogo de simulação, no qual cada grupo de alunos (10 alunos turcos, 4 alunos romenos, 1 italiano, 4

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polacos e 4 portugueses) apresentava dados/factos acerca da implementação e desenvolvimento das energias renováveis no seu país, seguindo-se um debate acerca desses assuntos. Os nossos alunos representaram orgulhosamente e com louvor o nosso país. A comunidade escolar também se mobilizou para apresentar, num salão da escola, um interessante espectáculo com interpretações musicais e danças típicas búlgaras, seguido de uma festa/jantar de confraternização. Na voz dos alunos que participaram neste encontro, tratou-se “de uma boa experiência, na medida em que proporcionou o contacto com várias nacionalidades e permitiu que praticássemos inglês e aprendêssemos um pouco de búlgaro; vivenciámos hábitos diferentes, experimentámos uma nova gastronomia com tendências gregas e turcas; fortificaram-se as amizades já existentes dos encontros anteriores e criaram-se novos laços que pretendemos manter no futuro.” Relativamente ao projecto Comenius e ao tema que se está a desenvolver, estes alunos constataram que “em termos de energias renováveis, Portugal é um dos países da união europeia mais evoluído.” Em jeito de balanço, “podemos concluir que, nesta viagem, vivenciámos algo de novo para todos e, por isso, foi uma experiência muito positiva.”

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A Escola e o Mundo... Alunos da D. Sancho vão Estagiar em Valência Projecto “Preparar a Vida Activa com o Know-How Europeu” Artur Passos, prof. de Contabilidade

Valência é a terceira maior cidade de Espanha e uma das mais dinâmicas. Está localizada na costa Mediterrânica com belas praias e uma energética vida nocturna, juntamente com um vasto programa cultural. O histórico coração de Valência é muito bonito e ainda bastante espanhol - praticamente intocado pela massa turística. A cidade possui o futurístico centro de Artes e Ciência que rapidamente se torna uma das atracções mais visitadas da Espanha. e o nível de inovação no domínio da formação profissional. Trata-se de uma iniciativa muito pertinente, dado que os estágios transnacionais permitem aos nossos alunos a prossecução dos seguintes objectivos: - um período de trabalho numa empresa ou instituição de outro Estado -Membro, pondo em prática os conhecimentos adquiridos ao longo dos três anos de duração dos cursos; - contacto com novas tecnologias e novos métodos de trabalho diferentes dos do seu país que podem ser deciInserido no programa Leonardo da Vinci, iniciativa da sivos no âmbito do projecto; União Europeia que procura a promoção de projectos - dar à formação do estagiário uma dimensão europeia, que permitam melhorar a qualidade e o nível de inova- ajudando na promoção multicultural e na socialização ção no domínio da formação profissional, os alunos dos dos alunos, que poderão ter acesso ao Europasse, docuCursos Profissionais da nossa escola vão poder realizar mento que lhes possibilita o aumento das perspectivas os seus estágios em Valência – Espanha de 15 de Maio de emprego e a mobilidade dentro do espaço comunia 26 de Junho de 2010. tário. Este projecto de estágio destina-se a um grupo de 11 alunos que estão a frequentar o 12º ano dos cursos profissionais de Contabilidade, Secretariado, Electrotecnia, Gestão de Equipamentos Informáticos, Análise Laboratorial e Manutenção Industrial. De entre os candidatos, serão seleccionados 2 alunos da turma do 12º ano – Profissional de Contabilidade, 2 alunos de Secretariado, 1 aluno de Electrotecnia, 2 de Gestão de Equipamentos Informáticos, 2 de Análise Laboratorial e 2 alunos de Manutenção Industrial. Os critérios de selecção são os seguintes: 1º- Consentimento parental por escrito; 2º- Grau de motivação dos formandos para a participação no estágio (prova escrita); 3º- Entrevista. O projecto está inserido no programa Leonardo da Vinci, iniciativa da União Europeia que procura a promoção de projectos que permitam melhorar a qualidade 16

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A Escola e o Mundo... Formandos dos Cursos EFA em Faenza, Itália Maria Antonieta Costa, prof. de História

O projecto Cultural Migration in Autobiography vai proporcionar a visita à Libera Università per Adulti, na cidade de Faenza, a um grupo de formandos dos Cursos EFA, em Maio do próximo ano, onde poderão participar no 2º meeting internacional do projecto e conhecer outros intervenientes dos países envolvidos. Após o levantamento dos formandos com percursos de

vida ligados à migração, realizou-se no dia 5 de Novembro, pelas 22 horas, a 1ª reunião de trabalho para o desenvolvimento deste projecto. Os participantes foram informados dos objectivos e dinâmica do projecto, em que se pretende que cada um dos envolvidos narre, em várias fases, a sua autobiografia de um modo intimista, apelando às memórias marcantes da sua experiência. O grupo é constituído quer por formandos de origem portuguesa, mas que emigraram em dado momento da sua vida, tendo regressado actualmente, quer por outros, cujos países de origem são S. Tomé e Príncipe, Angola, Brasil, França, Espanha e Suíça. Nesta 1ª fase, os escritores vão recuar no tempo e registar no papel as suas primeiras memórias. A calendarização das reuniões de trabalho será mensal. Como produto final, espera-se a produção de um DVD com todas as biografias escritas pelos participantes nas Línguas de origem e retrovertidas para a Língua do projecto, o Inglês. A orientação dos trabalhos cabe à coordenadora do projecto Maria Antonieta Costa e ao professor Artur Passos.

Projecto -Parents, School and Children – Learning by doing together

Projecto – Are we masters or slaves of time?

Comunicar em Família

Como Gerir o Tempo?

Artur Passos, prof. de Contabilidade

Ana Paula Silva, prof. de Inglês

Eis um projecto inovador que vai permitir à família recuperar uma forma de vivência que se tem vindo a perder devido à complexidade da vida quotidiana. Nos nossos dias, pais e filhos encontram poucas oportunidades para desenvolver em conjunto projectos e passatempos que outrora constituíam uma mais-valia para o agregado familiar, fortalecendo os laços afectivos entre os seus membros. Para incentivar os formandos EFA com filhos a partilharem actividades colectivas vão ser implementadas, ao longo do ano lectivo, várias actividades que implicarão a participação de progenitores e respectiva descendência, com o objectivo de fortalecer a comunicação entre ambos. Deste modo, prevê-se a realização de artes manuais, plantação de árvores, actividades desportivas, visitas de estudo de carácter ambiental, jogos, voluntariado e outras.

A falta de tempo na nossa vida é, cada vez mais, um problema. Quantas vezes ouvimos as pessoas dizer, por exemplo, que não têm tempo, que terão que fazer isto ou aquilo na hora de almoço ou ao fim do dia, ou ainda, que um dia deveria ter 48 horas? Por outro lado, também há aqueles que, por várias razões, nomeadamente desemprego, ou porque pré-aposentados, dispõem de muito tempo livre e necessitam de saber ocupá-lo. Existem, portanto, dois problemas nítidos relativamente à questão da «Gestão do Tempo»: a falta de tempo e o tempo em excesso. Este projecto será de grande utilidade para os formandos dos cursos EFA, uma vez que não é fácil trabalhar durante o dia e estudar à noite. O que se pretende é criar ferramentas para os ajudar a gerir o seu tempo.

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Clube de Educação para a Saúde Dia do Não Fumador O TABACO É UMA DAS PRINCIPAIS CAUSAS DE DOENÇAS EVITÁVEIS. A escola é o meio privilegiado para desenvolver acções preventivas junto dos jovens. Através da escola, é possível alcançar a maioria dos jovens e suas famílias, chegando assim a uma parte significativa da população. Para além dos programas “Querer é poder”, aplicados às turmas de 7º e 8º anos, em contexto de sala de aula, a Equipa Dinamizadora do PELT (Programa das Escolas Livres de Tabaco) do Clube de Educação para a Saúde da Escola Secundária D. Sancho I organiza pontualmente actividades com o objectivo de sensibilizar a comunidade escolar para a importância de não fumar. Para assinalar o “Dia do Não Fumador” (17 de Novembro) o Clube de Educação para a Saúde levou a cabo uma exposição de cartazes no átrio da escola, que incluiu uma síntese sobre os malefícios do tabaco, mas incidiu, principalmente, nas vantagens de não fumar ou de deixar de fumar. Deixamos uma síntese da informação transmitida. Quais são os efeitos prejudiciais do tabaco? Prejudica o FUMADOR e os que o rodeiam, por serem obrigados a inalar o fumo que lança no ar. Os componentes do fumo são: Monóxido de carbono - reduz a quantidade de oxigénio nos tecidos, aumenta a viscosidade do sangue e provoca lesões nos vasos sanguíneos; Alcatrão - provoca cancro em vários órgãos (pulmão, brônquios, boca, garganta, bexiga...); Gases irritantes - estimulam a produção de muco no pulmão e nos brônquios, dificultam a expectoração, provocam tosse, bronquite crónica; NICOTINA - componente principal do tabaco - é tóxica e provoca DEPENDÊNCIA, subida da pressão arterial, aumento da necessidade de oxigénio pelo coração e vasoconstrição, aumentando o açúcar e as gorduras no sangue.

O que é a dependência do tabaco? É o resultado da habituação do organismo à nicotina. Obriga a pessoa a fumar, quando o nível de nicotina no sangue baixa. A dependência do Tabaco é dupla: FÍSICA e PSÍQUICA. Manifesta-se por sintomas, tais como: nervosismo, irritabilidade, ansiedade, dificuldade de concentração e insónias, pensamento fixo no tabaco e obsessão em ter o cigarro na mão.

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HÁ 4 FASES PARA O ABANDONO DO TABACO: I.Pensar nas vantagens. II.Mentalizar-se para parar de fumar. III.Parar repentinamente. IV.Esforçar-se para se manter sem fumar, se necessário com a ajuda de medicamentos. Quais são as vantagens do abandono do tabaco? Para o FUMADOR - Deixar de gastar dinheiro inutilmente. - Passar a ter um hálito fresco. - Deixar de ter os dentes e os dedos manchados. - Respirar com maior facilidade, mesmo após um exercício físico (corrida, subida de escadas...). - Deixar de tossir por causa do tabaco. - Evitar as constipações e os problemas respiratórios. - Evitar outros problemas de saúde, como doenças cardíacas, pulmonares, cancro… Para a FAMÍLIA e AMIGOS - Passarão a respirar ar mais puro. - As crianças estarão menos sujeitas a problemas respiratórios. - Haverá menor probabilidade de os seus filhos começarem a fumar. - Será um BOM EXEMPLO para todos.


Clube de Educação para a Saúde Dia Mundial da Alimentação Consciente de que uma alimentação saudável é um factor de extrema importância na protecção da Saúde e no bem-estar individual e com a finalidade de promover a Educação Alimentar, o Clube de Educação para a Saúde, desta Escola, celebrou o Dia Mundial de Alimentação (16 de Outubro) com a concretização de diversas actividades para a comunidade escolar: “Lanche Saudável” De manhã e de tarde, no bar da escola, com a colaboração dos alunos da turma 1107 (Curso Profissional de Organização de Eventos), ofereceu-se a todos os presentes um lanche, que incluiu uma grande diversidade de pão, predominantemente escuro, queijo, marmelada e compotas variadas, acompanhado de sumo de laranja natural, limonada e fruta variada. Esta actividade contou com o patrocínio da Padaria Madrugada, da Pastelaria Doce Pimentinha e Natural Sumo. Os alunos das turmas 1102, 1104, 1203 e 1204 e alguns docentes contribuíram com compotas, queijo e alguma fruta.

Clube de Educação para a Saúde, alusivos a esta temática. Com estas actividades, o Clube de Educação para a Saúde quis colaborar com os pais, na tarefa difícil que é “Ensinar a Comer”, para que mais tarde eles sejam adultos alegres, saudáveis e de bem com a vida.

Dia Mundial da Luta Contra a SIDA

Mais uma vez, a escola assinalou o DIA MUNDIAL DA LUTA CONTRA A SIDA, colocando um laço vermelho luminoso na fachada da escola e outro na átrio, este último acompanhado de alguma informação relativa à temática. Foram, ainda, colocados nos livros de ponto marcadores com um testemunho de uma adolescente seropositiva, o qual foi lido em todas as turma.

“Cozinha ao vivo” Num cenário doméstico criado pela citada turma, pudemos assistir, em directo, à confecção de uma salada colorida, da responsabilidade do Chefe de Cozinha do Restaurante Mássimo, tendo sido utilizados produtos de valor nutricional variado. No fim, os presentes puderam saborear a salada e levar para casa a receita. Foram distribuídos, na cantina, toalhetes para os tabuleiros e, aos alunos do ensino básico, desdobráveis para os Encarregados de Educação, enfatizando a mensagem de que “comer bem é sinónimo de viver melhor”. Foi embelezado o átrio da Escola, com trabalhos (cartazes, pirâmide alimentar ao natural) da autoria dos alunos e do

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TicTacToe The Ghosts’ House Filipa Manuela Fonseca Dias, 1102

As soon as Roy opened the door he knew something was wrong. At that moment, he realised that it hadn’t been a good idea to meet Claire, his girlfriend, at the Ghosts’ House. The Ghosts’ House was a very rich one in the 15th century. There lived a very well-known family: the Summersons. But, one day, when the postman arrived with the mail, he found the door open and, inside the house, he found all the family members murdered! Since then, people say that their souls are still living in that house. Roy came into the house and didn’t see Claire. However, he saw her purse on the stairs with a message saying: “I’m upstairs.” Roy went upstairs and didn’t

H a l l o w e e n Tr i p Maria Romana Silva, 1001

It was a very cold morning when a Portuguese class went to the airport to embark to New York for a seven-day study trip. As soon as the class arrived at the airport they did the check-in and sat waiting for their flight. The students were very anxious, that was going to be a new experience. It was time to embark but, as soon as they got in the plane, they understood that it wasn’t going to be a normal trip. Contrarily to the normal, the hostess who was welcoming them was very ugly, she had a strange look. Her eyes were scary, almost red but the students weren’t very worried about it because they were too much excited to look to the hostess’ eyes. They sat in the right seats and the hostess explained the security rules. She warned the passengers about the possibility of being attacked by a storm. All the class became really nervous

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find Claire there either. But this time, he found, not her purse, but a knife, with another message saying: “I won’t be with you anymore, only if you…” Roy didn’t understand what his girlfriend wanted to say, and became a bit worried. Suddenly, from a dark corner of the house, a man dressed in black appeared and told him: “You can choose: do you want to go where your girlfriend is or do you want to stay with me?” Roy misunderstood what he said, so the man didn’t give him more time to decide. Now, lots of people pass everyday near the Ghosts’ House but since then, nobody knows anything of Roy and Claire. People say that their souls are still there, haunting the house and scaring the young couples that meet there. about it, they knew that a storm could be dangerous. When the passengers calmed down, the hostess appeared with the meals, asking what they would want to eat. The menu was pasta with pig blood, lizard’s eyes with rice and snake soup. The students were very sick and politely refused the food. To forget all the problems with the flight they started playing cards. Soon the hostess appeared again and invited some of them to visit the cockpit. They accepted readily. When they came into the cockpit they saw the pilot. He had two pointed teeth and blood in the edge of his mouth, like a vampire. The hostess who was next to the pilot had a werewolf face. The students ran to their sits screaming like crazies. They thought that it was a nightmare. They were trying to fall asleep but sometimes they heard strange and scary noises and the lights were turned on and off. When they were almost in New York, the hostess appeared with pumpkins and candies. They explained that all the incidents that happened in the plane

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had been a joke. The American plane company where they were flying used to celebrate the Halloween every year. Everything was explained. They got out of the plane and went to a Halloween party.


TicTacToe My Halloween Story Beatriz Silva, 702

This story happened last year when I

was eleven years old. It was Halloween’s eve and the night was very dark. I went “trick or treat” with my friends. My friends’ names were Rita, Eva and Margarida We were dressed as witches and we had long straight grey hair. We were very happy because we had a lot of cookies, chocolates and candies. When we returned home we saw a big house and we knocked on the door. The door was opened and we decided to enter the house. When we entered the door closed. We were very scared. The dining-room had a lot of big vampires

Mysterious House Luís Bezerra, 702

Once upon a time, there was a big house in the middle of the forest that people used to say that it was haunted. In fact, the people who went there never came back. On a stormy evening, twelve friends hang out together and decided to go to that house. Everybody was inside the house when, somehow, the door closed by itself. After that, they heard a voice telling them they would never get out of the house, just like the other ones. They decided to search for a window and that’s when one of their friends, Nuno, disappeared. Nobody knew where he was until they heard a scream: -Ahahahahahahahahahahah!!! They found Nuno’s body inside a closet without eyes and skin. They were terrified and they just wanted to leave it there but they didn’t know how, so they fell asleep. When the eleven friends woke up, Inês and Carolina were dead without their heads. Then four men showed up all covered in blood. One of the men told

with red blood on their teeth. We cried and we went into the kitchen. In the kitchen there was a ghost with a knife in his hand. We cried again, but an ugly monster entered. He had two big mouths, ten ears on the top of his head and three bored eyes with blood, four arms and six legs. We cried and cried… We ran upstairs and entered a bedroom. There were a lot of candles, cobwebs and a big black spider under the bed. It wanted to eat me and we went to the bathroom. The bath had a lot of blood and big rats. They were red, yellow, blue and they had big noses. We went to another bedroom. There was a skeleton in the bed with an axe in his hand. We ran downstairs because we were very scared and we cried and

them that they would kill them all; only two of the friends would survive. Later, Margarida found a window and called Joana. When they called the other friends, Margarida and Joana were stabbed in the throat. In the evening, Sara was cooking dinner when the men killed her putting a pencil in her nose and taking off her lips… Maria and Ana heard her scream and went there to check it out. The men were still on the kitchen, they saw Maria and Ana and killed them too, taking

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cried… But there was a green man, very ugly with two heads and he wanted to catch Rita and Margarida. We were very tired and we fell on the floor. Then all the monsters of the house appeared and they cried “trick or treat”. They were all my friends. It was a Halloween trick. It was very real and I think that was true.

off their teeth. Luís, Daniela, César and Patrícia were looking for the girls, but they soon realized that something had happened. During the night, Daniela and César were cut with a hand-saw; Luís and Patrícia were the only ones who survived. On the way home, they found a homeless and asked him if he wanted some help, but the homeless was the murderer. So, he buried them alive.

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TicTacToe The Organs' Collector Margarida Teixeira, Andreia Correia, Joana Gomes e Sara Araújo, 902

I lived in a lonely neighbourhood, sparsely inhabited and sometimes it became scary. Today, Thursday 12th, I had a really tough day. I came home and I had dinner and like always I was alone. Then I went to bed, and I fell asleep fast and soundly. Suddenly, I woke up in the middle of the night with a scream that came from my neighbour’s house, I looked at the clock and it was half past midnight. I got up from bed, dressed my night gown, went to her home and rang the bell to see if everything was OK. The door was opened, I called but nobody answered. I went into her bedroom but there wasn’t anybody there. Then, already scared, I went to the bathroom and I was terrified: a disfigured woman and two kids covered with blood were lying on the wet floor of the bathroom. The blood was mixed with the water that flew from the open shower. The woman had her face covered with some kind of sticky substance, and an organ was missing from each of them:

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the woman was missing a kidney; one of the children didn’t have her heart and the other the stomach. Terrified, I left the apartment running, looking for help; while I walked down the stairs, I saw blood on the walls and on the steps. I noticed that all the doors were slightly open in the same way. I was almost paralyzed when I began to hear voices; IS IT A FRIEND OR A FOE?! I peeked through the door and I saw a group of four persons petrified with what was happening. I walked in their direction and we all agreed to get out of there. We went to the hallway door but it was closed. However we noticed that we were only three, two of us were missing! We were puzzled and when we looked back we saw them in the bottom of the stairs covered with blood and, of course, each of them without an organ. One of them had no bowel, and the other had no lung. How couldn’t we see that those people were killed??? The feeling of guilt takes a hold of me. We carried on walking towards the garages but always looking back. Another

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person was brutally murdered, lying on the floor with his head completely crushed: the killer removed his brain. Now we were only two. I couldn’t walk anymore, I was so tired. Suddenly my partner tried to kill me, strangle me. I grabbed an object that was beside me and I hit him in the head. He fainted, and I ran as fast as I could to one of the garages. There I found a big trunk with al the organs that had been stolen from the victims. I also saw an axe on the top of a wardrobe. I got the axe and I hid behind the trunk. When he approached, I attacked him. I hit him with the axe in the chest, and I ran fast. I went to the police station, where I told them what had happened. The officers and I went to the garages but the man wasn’t there. We looked everywhere but the man disappeared. Suddenly I was alone, all officers were dead. Then I felt an acute pain in the bottom of my back, he attacked me. Right now I am alone in panic lying on the floor bleeding. I am dying… Help!


Le Coin du Français Des Élèves en France

Carmo Amorim, prof. de Francês

Pendant 7 jours de vacances de Pâques, l’année précédente, quelques élèves de notre école ont visité Paris, la Disneyland, Chartres, Chambord et le Futuroscope. Le nord et le sud dans un même bus, destination Paris. Notre école avec des élèves de la 8ème et de la 9ème années (le nord) et des élèves de l'école "Colégio Rainha D. Leonor " de Caldas da Rainha (le sud) ont fait un long voyage en bus jusqu'à Paris, du 5 au 11 avril avec leurs professeurs de Français. Les lieux sensation: Disneyland et Futuroscope, mais tout le monde a adoré tout: les monuments (le Louvre est magnifique, la vue de l'Arc de Triomphe est superbe), le spectacle de lumière et les simulateurs au Futuroscope (danser avec un robot, conduire une Formule1, survoler le Nile, se déplacer comme un aveugle…), être avec des copains, se faire de nouvelles connaissances (Agueda, notre sympathique guide touristique et "les garçons de Caldas", disent les filles), faire des achats (des polos "I Love Paris"),animer un karaokë dans un restaurant Flunch, dormir

deux, trois ou quatre dans la même chambre, se promener aux ChampsÉlysées et voir la Tour Eiffel. Elle est vraiment haute! On y a pris des photos, et on a monté l'Arc de Triomphe. «La nuit Paris met ses bijoux»: Un soir, en Bateau Mouche, on a fait un voyage inoubliable tout au long de La Seine et sous ses ponts! Du pont Marie on garde un secret comme souvenir. Qu’il pleuvait !!! mais on était si heureux!...

PETITES ANNONCES DE CORRESPONDANCE

Ana Mota, João Rodrigues, João Lopes et Tomás Oliveira, 902

Mots incomplets Beatriz Costa, João Pontes, Andreia e Luís

Timide Impatient Tristesse Coeur Sympa Joie Stress Nerveux Amour Bonheur

S _ _ _ _ _ ___E N______ ____T____ _I____ _ M___ _ _ E _ _ _ _ N _ _ _ _ T________ S_____ 23

Salut ! Je cherche un correspondant entre 13 et 16 ans. Je souhaiterais que tu parles de ton groupe de musique préféré. Moi j’aime Nirvana. Contacte-moi, je suis Ana Abreu de la classe 902. Je te donnerai mon adresse électronique. Salut ! J’aime beaucoup la musique. J’aimerais qu’on échange des mails sur des bandes, des chansons. J’aime Jason Mraz. Contacte-moi, je suis Liliana de la classe 902. Je te donnerai mon adresse électronique. Salut ! Moi, j’adore les livres. Si vous voulez échanger des mails contactez-moi. Je suis Sara de la classe 901. Je vous donnerai mon adresse électronique.

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Desporto A Importância da Observação Técnico/Táctica em Futebol Francisco Carvalho, prof. de Educação Física Hoje em dia, a observação no futebol atingiu enorme dimensão e importância que pode ser contabilizada no número de pontos a mais que poderão daí resultar. Assim, todos os clubes profissionais têm técnicos e gabinetes específicos, com a responsabilidade de observar, registar e tratar a informação para posteriormente a passar ao seu chefe de equipa (treinador principal). Após este passo, e no microciclo (semana de trabalho) que antecede o jogo com a equipa que foi observada, proceder-se-á a um trabalho táctico altamente específico no sentido de tentar condicionar ao máximo a organização ofensiva do adversário, bem como trabalhar as situações de bola parada, quer sejam defensivas ou ofensivas, tentando explorar algumas das debilidades detectadas sob o ponto de vista individual na organização colectiva. Para além disso, trabalha-se o sistema de coberturas para anular os jogadores mais influentes e desequilibradores. Mas, do que é que consta uma observação técnico/táctica? Consta de um conjunto de pontos, que têm como objectivo “desmontar” toda a complexidade táctico/estratégica de uma equipa simplificando de forma o mais analítica possível os princípios e subprincípios de jogo do adversário. Assim, a observação deve começar de uma forma mais geral para uma mais específica: Estrutura da Equipa – Aqui deveremos indicar qual o sistema táctico em que a equipa joga (4:3:3, 4:4:2, etc); como é constituída a defesa (a 4 em organização zonal, a 4 em organização mista, se jogam numa linha baixa ou média, etc); como é constituído o meio-campo (com 3 ou 4 unidades, se jogam com 1 ou 2 pivots defensivos, de que forma se articulam, etc); como é constituído o ataque (2 ou 3 unidades, que tipo de largura e profundidade é que impõem, etc). 1.Organização Defensiva – Aqui devemos desmontar todos os comportamentos individuais e colectivos e por sectores específicos. Por exemplo, se os defesas jogam só com uma ou duas linhas defensivas, se existe cooperação adequada com o guardaredes, se os laterais fecham mal o espaço interior, se o trinco funciona como vértice avançado do triângulo defensivo, se fecha

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correctamente os canais de entrada da bola no ou nos pontas-de-lança, como se processa a articulação defensiva dos médios se baixam linhas, se coordenam bem a 1ª com a 2ª pressão, se os avançados funcionam como uma 1ª cortina defensiva de forma agressiva e organizada, se a equipa bascula bem, de forma organizada para a zona da bola, se desenvolve zonas pressionantes quando a bola chega aos corredores laterais, se são permeáveis em espaços entre-linhas, se têm uma atitude pressionante logo de imediato ao momento em que perdem a posse de bola, se estabelecem zonas de pressão, etc.

2.Transição Defesa/Ataque – Esta fase é o processo que se desenvolve imediatamente a seguir à recuperação da bola. Aqui, interessa avaliar se é rápida ou lenta, se utilizam uma transição directa (colocam o 1º passe em transição nos avançados) ou indirecta, preferindo um processo mais elaborado em que participem um maior número de jogadores. Aqui interessa também identificar quais são os jogadores a quem é endossado o 1º passe em transição pois são estes jogadores que têm que ser anulados de imediato. 3.Organização Ofensiva – Aqui interessa verificar se a equipa é forte em fazer posse e circulação de bola, se não queima etapas na organização, ou se pelo contrário demonstra algumas dificuldades a este nível e opte por um tipo de jogo mais directo. Quais as combinações mais frequentes (quem e onde se realizam), se privilegia mais um jogo na profundidade, qual o corredor de jogo mais utilizado, quanto à construção de jogo onde e quem começa, quem organiza e quem participa. Ocupação de espaços (desmarcações ofensivas de que tipos apoio/ ruptura). Envolvimento dos laterais no processo ofensivo (participam os 2 na acção

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ofensiva ou só o do lado da bola). Quem e onde cria situações de finalização, quais os jogadores nucleares nas fase de organização. Que tipo de coberturas ofensivas estão asseguradas quando a equipa desenvolve o seu processo ofensivo. 4.Transição Ataque/Defesa - Esta é definida no exacto momento em que a equipa perde a bola durante o seu processo ofensivo. Aqui interessa avaliar como a equipa reage ao momento de perda da posse de bola. Se os jogadores mais próximos têm uma atitude pressionante imediata, se a e-quipa se organiza em “cortinas” defensivas, se é rápida a baixar as suas linhas, se está equilibrada durante o processo ofensivo. (Todas as equipas de alto rendimento têm um jogador na sua estrutura responsável pelos equilíbrios nas transições defensivas: Fernando no Porto, Mascherano no Liverpool, Yaya Touré no Barcelona). 5.Bolas Paradas - Neste capítulo interessa observar as seguintes situações: cantos, livres laterais, livres frontais, penalties. 6.1. Bolas Paradas Contra – Como a equipa se organiza a defender, se opta por um sistema zonal, HxH ou misto; quais são os jogadores mais agressivos, que zonas defendem melhor, quais são os jogadores prioritários, em situações de combinações como reagem, se estão preparados para saírem em contra-ataque, como são constituídas as barreiras (onde se situam os jogadores mais altos, se saltam no momento em que a bola é batida) se será possível executar combinações nas suas imediações. 6.2 Bolas Paradas a Favor – Descrição dos executantes, qual o pé favorável, pontos de queda da bola, trajectória e velocidade, quais os jogadores prioritários, velocidade e agressividade com que atacam a bola, se se registam manobras de diversão, quantos jogadores participam, linhas de corrida, se fazem bloqueios directos ou indirectos, posicionamento dos jogadores que não participam. Penso que, após a leitura atenta do artigo, estarão completamente de acordo comigo em reconhecer a importância que este tipo de trabalho, de observação técnico-táctica, tem na obtenção de bons resultados desportivos.


Mil Folhas acreditar em Deus, verificamos que o Nobel deve-lhe o sucesso das suas obras, pois utiliza-o como meio de projecção e polémica. Talvez o autor se devesse converter… ou talvez não, pois já não seria o mesmo José Saramago. André Silva, 1205

Crepúsculo, Stephanie Meyer

Caim, José Saramago Deus condena Caim, primogénito de Adão e Eva, a andar errante, ou seja, a vaguear pelo mundo fora, visto que assassinou o seu irmão. No decurso da sua caminhada, o jovem vai-se apercebendo que o Senhor utiliza os homens como peças de xadrez e os usa para executar os seus “serviços sujos”. Por conseguinte, desencadeiam-se entre ambos discussões, até hoje, intermináveis. Neste romance, José Saramago imprime um humor crítico que lhe é característico, criando uma suspeição à volta do poder e da bondade do Senhor, justificando-se através de episódios narrados na Bíblia, desde o Jardim do Éden ao grande dilúvio. Todavia, apesar do autor afirmar não

Proponho esta leitura, pois eleva todos os nossos sentidos ao máximo, numa saga apaixonante. É um livro fascinante, combinando o mítico, a fantasia, o improvável, o impulsivo, a invulnerabilidade; com o inabalável, o real, o perigo, as dificuldades. Tudo isto se condensa numa imperdível saga, propondo a visão de dois mundos distintos. Aconselho a leitura deste livro a todos aqueles que consideram essencial o suspense, o imprevisto, não prescindindo de uma história de amor.

Gerry, Holly vê-se perdida num lugar onde tudo lhe é conhecido mas pouco reconhece. A sua vida inteira tinha sido dedicada àquele homem maravilhoso que aos trinta anos de idade descobre que as suas pequenas enxaquecas são afinal um tumor que crescia no seu cérebro. Tudo o que lhe resta são apenas memórias e recordações e muitos anos ainda para viver. Porém, é nas cartas que Gerry lhe havia escrito, destinadas a cada mês durante um ano, que Holly encontra a esperança para contiuar a viver. Assim, cada carta encerra uma tarefa, desde os pedidos mais simples aos mais extravagantes e que terminam invariavelmente com a simples afirmação: “P.S. Eu amo-te.”, simples pedaços de papel que permitem a Holly reviver momentos de pura felicidade e a ajudam a ultrapassar um dos momentos mais difíceis da sua vida, a perda do homem que muito antes de se tornar a sua alma gémea, fora o seu melhor amigo. Mas Holly sobreviveu! Este livro, relata a história de uma mulher corajosa e ousada que perante a morte do homem com quem tinha traçado um simples plano, ficarem juntos para o resto das suas vidas e que, mesmo lidando com uma dor profunda, marcada por breves momentos de felicidade fugaz, não desiste de viver. Ainda assim, uma história vivida no típico ambiente irlandês, repleta de momentos hilariantes e emocionantes. Sofia Silva, 1205

Matilde Oliveira, 1109

P.S. – Eu Amo-te!, Cecelia Ahern Como se sobrevive à perda de um grande amor? Holly teria inicialmente respondido: Não se sobrevive. Assim, após a perda devastadora de

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Escola em Movimento Hi God-Passa a palavra Adriana, Carla, Daniela, Natália, 1103

No dia 31 de Outubro, na Universidade de Ciências Sociais e na Universidade de Teologia e Filosofia em Braga, realizou-se mais um Hi God, que tinha como tema “Passa a Palavra”. O Hi God é um encontro onde se juntam pessoas de várias cidades com o objectivo de passar um dia com Deus. Mal chegámos, formámos as equipas para um “peddy-paper” que se iria realizar mais tarde. Depois, tivemos uma apresentação colectiva de todos os grupos, alguns momentos de descontracção e, finalmente, começámos o “peddy-paper”. Esta actividade não foi nada fácil, pois tínhamos de percorrer vários monumentos em muito pouco tempo, mas acabou por ser divertido e muito informativo. Após esta actividade, tivemos um momento de oração e posteriormente

Palestra sobre Turismo

Ana Silva, Ana Soares, Ruben Marinho, Sara Costa, 1207

Na passada sexta-feira, dia 13 de Novembro, realizou-se uma palestra sobre o curso de Turismo sob a orientação do Professor Carlos Fernandes, Coordenador do Curso de Turismo, do Instituto Politécnico de Viana de Castelo, organizada pelo grupo de Área de Projecto da turma 1207 e perfeitamente enquadrada no tema que estamos a desenvolver “Turismo”. A apresentação do Professor mostrou ser bastante esclarecedora e completa, superando assim as nossas expectativas. Tendo 90 min. para abordar todas as componentes do curso disponível no IPVC, o professor. Carlos Fernandes conseguiu assim conquistar a audiência, provocando uma enorme curiosidade nos alunos que participaram na iniciativa. O seu lado profissional

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almoçámos. Depois, desfrutámos de uma entrevista com Dom António Couto, bispo auxiliar de Braga, a quem pudemos fazer algumas perguntas acerca da Bíblia; as respostas que obtivemos foram muito interessantes. Seguidamente, foram realizados Workshops; havia vários temas e nós acabámos por escolher os de “música” e “ciência e a fé”. Foram os dois muito interessantes e esclarecedores e o resultado daquilo que lá discutimos levá-loemos, de certeza, para toda a nossa vida. Posteriormente, lanchámos e participámos na Eucaristia. Seguiu-se o jantar e momentos de descontracção, com as realização de jogos, cânticos, etc. Logo depois, fomos para uma vigília, onde nos foi proporciona-

dedicado e competente conquistou os alunos, atingindo o seu auge com a apresentação de imagens do Grecotel (Chipre), que é um dos possíveis locais de estágio para os alunos que finalizem o 3º ano do curso e possuam boas notas. Os alunos mostraram-se bastante interessados, dando provas da sua maturidade na colocação de questões e dúvidas.

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do um forte momento de oração e de proximidade com Deus. A noite acabou com um concerto da banda “Missio”God´s Power - foi uma das melhores partes do dia, dançámos, cantámos,… Foi um dia que não iremos esquecer.

E para o próximo lá estaremos!


Escola em Movimento A Escola D. Sancho presente nos Encontros de Outono… Raquel Ermida, 1206

O “Século XX” é a temática abordada na disciplina de História A de 12º ano. Foi por este motivo que, enquadrado na matéria da 1ª República implantada em 1910 à ditadura instaurada em 1926, os alunos de Línguas e Humanidades das turmas 1206 e 1207 tiveram a oportunidade de assistir a mais uma das conferências dos Encontros de Outono, organizada pelo Museu Bernardino Machado, enquadrada no programa das comemorações do Centenário da I República, subordinada ao tema “As eleições: Da I República ao Estado Novo”, realizada nos dias 20 e 21 de Novembro, na Casa das Artes. Na conferência estiveram presentes vários intelectuais e especialistas de várias universidades portuguesas que se debruçaram sobre questões como as dificuldades de implantação e vigência da I República, desde a monarquia à participação de Portugal na I Grande Guerra, bem como alguns dos acontecimentos políticos que marcaram este período – o período Sidonista e as eleições de 1918, o surgimento de novos partidos republicanos e as eleições de 1921 -, entre outros aspectos mais pormenorizados que explicaram aos presentes o modo como, sob a perspectiva de diferentes pontos de vista, tudo se desenrolou. A experiência vivida pelos alunos foi considerada, de um modo geral, como sendo positiva, tendo sido vista como sendo uma maneira diferente de aprender e consolidar conhecimentos pelo contacto dos alunos com outros conhecedores da matéria.

Pobre Língua Maltratada “Estou-me nas tintas” Alzira Serra, prof. de Português

Hoje, não coloco dúvidas nem denuncio erros. Hoje, lanço um desafio: quem sabe a origem da expressão “Estou-me nas tintas”? Vamos ajudar o sítio Ciberdúvidas a resolver o problema? Ao trabalho…

A importância da leitura Carmo Mesquita, Funcionária da Biblioteca

A leitura é uma actividade indispensável na vida de um ser humano. Esta leva-nos a desenvolver a capacidade de escrita, verbal e da imaginação, pois é através dela que podemos “viajar” por várias culturas e países. Esta viagem proporciona-nos vários sentimentos e experiências, dependendo de cada indivíduo. A leitura é um hábito que deve fazer parte do nosso quotidiano, desde que iniciámos esta empolgante viagem, quando, na escola, aprendemos a ler. Um livro permite-nos adquirir um vocabulário mais vasto, uma imaginação mais fértil, um maior desenvolvimento cerebral e capacidade de concentração. É importante que se leia muito, é incontestável que quem lê, fala e escreve melhor, ou seja, desenvolve as suas capacidades de comunicação e percebe melhor o mundo que o rodeia.

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Escola em Movimento Visita ao Palácio Nacional de Mafra Raquel Ermida, 1206

“Prometo, pela minha palavra real, que farei construir um convento de franciscanos na vila de Mafra se a rainha me der um filho no prazo de um ano a contar deste dia em que estamos, e todos disseram, Deus ouça vossa majestade…”. Palavras de D. João V reproduzidas pelo Nobel da Literatura português, José Saramago, na sua obra “Memorial do Convento”. Por este motivo, e sendo obra de leitura o-brigatória para os alunos de 12º ano, os alunos desse mesmo ano da escola Secundária D. Sancho I deslocaram-se até à cidade de Mafra para fazerem uma visita guiada a este imponente monumento. A visita de estudo decorreu durante o passado dia 25 e 26 de Novembro, onde os alunos desta escola tiveram a oportunidade de conhecer detalhadamente os vários espaços do Palácio Nacional, bem como a crítica feita pelo escritor, subjacente à sua edificação. O Memorial do Convento é uma narrativa histórica que caracteriza uma época de excessos e diferenças sociais, pondo em confronto um rei absoluto onde as palavras opulência, poder, devassidão e sagrado são levadas à sua real acepção, com um povo que vive na miséria, oprimido, sob penitência constante à qual a religião conservadora o submete. É neste sentido que é descrita a construção do Convento de Mafra, que entrelaça o desejo megalómano do rei, com a paga do povo português no cumprimento dessa promessa. Com a ajuda do ouro que provinha do Brasil, D. João e Frederico Ludovice, arquitecto da obra, iniciaram planos ambiciosos para este projecto. Os trabalhos começaram no ano de 1917, com um projecto inicial para albergar treze frades franciscanos. Mas não tendo a dimensão e a magnificência dignas de um rei todo-poderoso, rapidamente se alteraram os projectos, passando o convento a poder albergar cerca de 300 frades. A Biblioteca é uma das mais belas da Europa, conhecida por servir de habitat também a morcegos, que tratam de se alimentar dos pequenos bichos que deterioram a madeira e os livros. As sumptuosas salas

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do palácio estendem-se a todo o comprimento da fachada ocidental, com os aposentos do rei numa extremidade e os da rainha noutra, separados por cerca de 232 metros de distância. A Basílica, que conjuga o mais belo do barroco português com um toque neoclássico que se pode observar pelas colunas, é a única no mundo que é possuidora de cerca de seis órgãos de tubos. O Palácio possui ainda dois carrilhões de sinos, vindos da Antuérpia que, segundo descreve Saramago, quando o embaixador português se dirige a esta região da Flandres para adquirir os carrilhões, estes afirmam que Portugal não tinha dinheiro para os poder comprar. Contudo, ofendido por esta afronta, o D. João manda vir não um, mais dois carrilhões de sinos, para mostrar o seu poder e ostentação. Projectado para ser uma obra que seguisse o modelo do Palácio de Versalhes do rei francês Luís XIV, o Palácio Nacional de Mafra foi inaugurado muito antes da sua conclusão, aquando o quadragésimo aniversário do rei D. João V, onde ainda no lugar da cúpula da Basílica se encontravam tábuas, e do palácio ainda só se avistavam os alicerces. A festa durou cerca de sete dias, com sucessivas celebrações, patrocinadas pela Casa Real. Na obra, José Saramago revela uma preocupação com os operários que ali, no seio da miséria e da pobreza, praticamente obrigados a lá trabalhar, se dedicaram, esforçaram e muitas vezes dando a própria vida, na construção deste edifício que, quase 300 anos depois, continua a fascinar os seus visitantes. A visita de estudo foi mais uma aposta ganha por parte da Escola Secundária D. Sancho que, neste âmbito, proporcionou aos alunos a oportunidade de aprofundarem os seus conhecimentos acerca da obra, e de terem uma experiência cultural diferente e enriquecedora.


Janela da Matemática Desafio - O Gafanhoto Saltitão O gafanhoto Saltitão quer subir um muro de pedra, que tem 10 metros de altura, para poder chegar à sua toca. De dia sobe 3 metros, mas durante a noite (enquanto descansa) escorrega 2 metros. Quantos dias demora o Saltitão para chegar ao cimo do muro? * Atenção: O Saltitão não demora 10 dias a chegar ao topo

Solução: ao 8º dia o Saltitão chega ao cimo do muro.

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Conto de Natal “ A Greve das Renas” Daniela Nogueira, 702

Estávamos na Época Natalícia, aquela época em que, pelas ruas da cidade, apenas se vê gente atarefada a fazer compras de Natal, sempre a correr, nunca parando para apreciar a beleza da cidade. Ora, num outro local, muito mais distante, estava também o Pai Natal muito atarefado com os últimos preparativos para a grande noite. Nesse dia, ia o Pai Natal dar a habitual refeição às suas adoradas renas, quando reparou que elas estavam diferentes. Como sabem, o Pai Natal conseguia falar com as suas renas e então perguntou-lhes: - Hohoho! Mas que se passa convosco? O Rodolfo, aquele que todos conhecem como a Rena de Nariz Vermelho, disse: - Estamos fartos, saturados do fumo das fábricas sempre a poluir o ar e a tapar-nos a visão, fartos de tanto peso para carregar…Por falar nisso, Pai Natal, tu tens de perder uns quilinhos! Bem, como eu estava a dizer, este ano, vamos fazer greve! Pronto, não há Natal para ninguém! - Hohoho! Realmente tens razão…Tenho de fazer algum exercício físico. Mas, quanto à greve, tem de haver alguma coisa que vos faça mudar de ideias! Eu vou falar com o pessoal lá de baixo – como é óbvio, a casa do Pai Natal fica muito acima das nuvens! – para ver o que é que se pode fazer. E assim foi. Exactamente às 22h do dia 22 de Novembro, toda a gente à superfície de Terra ouviu o Pai Natal dizer: - Hohoho…Olá amigos! Daqui fala o Pai Natal…Sim, é mesmo o verdadeiro Pai Natal e não um daqueles com almofadas na barriga e barbas falsas…Bem, continuando…Tenho uma importante mensagem das minhas renas. Elas pediram-me para vos comunicar que, este ano, não haverá Natal, se vocês não pararem de poluir o Mundo. Se entretanto estiverem disponíveis para o proteger, este será o melhor Natal das vossas vidas! E…É tudo…Obrigado! Toda a gente ficou em estado de choque. Uns porque tinham ouvido o verdadeiro Pai Natal, outros porque não gostavam da ideia de não haver Natal. Então, na noite de 24 de Dezembro, todas as fábricas e centros de poluição pararam ao mesmo tempo e, nesse instante, todos sentiram uma brisa fustigar-lhes o rosto e em todo o Mundo começaram a cair flocos de neve que diziam: - Obrigado… e um bom Natal para todos! Hohoho! E a partir daquele ano, as pessoas passaram a poluir menos e a viver o espírito de Natal. Até o Pai Natal começou a perder peso, para grande alegria das renas.

“Greve das Renas” ganhou o 1º Prémio no concurso “Conto de Natal”, uma iniciativa do Departamento de Línguas Românicas e Clássicas 30

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Tr a d i ç õ e s d e N a t a l O Natal é certamente a celebração mais apreciada pelos cristãos, não só pelo seu significado (nascimento de Jesus Cristo) mas também pelo espírito alegre e de convivência familiar. É uma das épocas festivas que, apesar de ser celebrada desde o nascimento de Jesus (tornando-se verdadeiramente popular há 300 anos), continua a resistir à mudança e a manter-se fiel à tradição. A gastronomia, as luzes, a árvore, o presépio,… são tradições tão usuais de Natal que, muitas vezes, nem se sabe qual a sua origem ou significado. Aqui estão algumas curiosidades sobre as tradições de Natal

Mariana Oliveira, 1106

A Árvore de Natal

modo, o azevinho é tido como um Enfeitar a árvore de Natal é um símbolo de vida. ritual pagão que remonta à Idade Média. As pessoas acreditavam que todas as árvores tinham um espírito e que, no Outono, estes as abandonavam dexando-as sem folhas nem frutos. Com receio que não regressassem, a população decorava as árvores com pedras pintadas e panos coloridos, de modo a torná-las mais atractivas para que, na Primavera, os espíritos voltassem e lhes dessem novamente vida, recheando-as de folhas e frutos.

O Azevinho A “Missa do Galo”

O azevinho liga-se à história cristã como planta que permitiu esconder Jesus dos soldados de Herodes. Assim, como compensação, foi-lhe dado o privilégio de conservar sempre as suas folhas verdes mesmo nos Invernos mais rigorosos. Deste

A Missa do Galo tem origem na província espanhola de Toledo. Cada lavrador matava um galo em memória daquele que cantou três vezes quando Pedro negou Jesus. A ave era levada para a igreja e oferecida aos pobres, a fim de terem um almoço melhorado no dia de Natal. Em algumas aldeias portuguesas e espanholas levava-se o galo vivo para a igreja para que ele cantasse durante a missa. Nos países latinos, esta missa é chamada de Missa do Galo porque, segundo a lenda, a única vez que um galo cantou à meia-noite foi na noite em que Jesus nasceu.

Os Frutos Secos A apresentação de frutos secos no Natal é mais do que uma simples escolha gastronómica. Estes eram, na antiga Roma, um presente habitual neste tipo de celebrações e cada um tinha o seu significado: as avelãs evitavam a fome, as nozes estavam relacionadas com abundância e prosperidade e as amêndoas protegiam as pessoas dos efeitos da bebida.

O Pai Natal A história do Pai Natal é baseada num facto real. No século IV, Nicolau, Bispo de Mira, tinha o hábito de distribuir presentes aos pobres sem receber nada em troca. Como já tinha alguma idade, possuía umas longas barbas brancas e usava um traje avermelhado (tal como os cardeais usam nas cerimónias solenes). Mesmo após a sua morte, as crianças holandesas acostumaram-se a colocar os sapatinhos à porta de casa, esperando a visita de São Nicolau. Faziamno na noite de 5 para 6 de Janeiro, altura em que os Reis Magos ofereceram presentes a Jesus. Em Portugal, a chegada do Pai Natal dá-se na noite de 24 para 25 de Dezembro, embora em Espanha a data inicial tenha permanecido inalterável.



RSN_16_dezembro_2009