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AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DAS LARANJEIRAS NESTA EDIÇÃO: REAÇÕES

AO NÚMERO

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CLUBE DE L EITURA OLIMPÍADAS DA LÍNGUA PORTUGUESA CRIANDO SINERGIAS MULTIDISCIPLINARES EM PORTUGUÊS / A. E. LARANJEIRAS O BOM INVERNO CINEMA NA BE DELFIM SANTOS FICAR A VER NAVIOS OPERAÇÃO OUTONO CINEMA NA BECRE DA ESDPV LET’S CELEBRATE HALLOWEN A CASA DE CAMPO O TEATRO DE FANTOCHES A BRUXA MIMI A MENINA LOUCA POR DOCES AS DUAS CAMPONESAS O DIA DE S. MARTINHO JOGOS TRADICIONAIS FESTEJAR O S. M ARTINHO OS PLANETAS DO S ISTEMA SOLAR BIBLIOTECA DA EB1/JI DAS L ARANJEIRAS LIVROS DA BE DA EB1/JI FREI L UIS DE SOUSA O VELHO E AS BAGAS JI DA EB1 ANTÓNIO NOBRE A GALINHA MEDROSA O CAVALO E A PRINCESA RODA DOS L IVROS ARY DOS SANTOS SUGESTÕES PARA RESPONDER AOS QUESTIONÁRIOS

2 3 4 5 6 9 10 11

Coordenação do projeto: Equipa da BECRE da ESDPV Revisão de artigos: Equipa da BECRE da ESDPV Conceção e montagem gráfica: Equipa da BECRE da ESDPV

J A N E L A A B E RTA NOVEMBRO

2012

HOJE CELEBRA No dia 6 de Novembro de 2012, celebrou-se o dia do patrono da Escola Básica 2,3 Delfim Santos, data muito oportuna para relembrar e homenagear elementos da nossa comunidade escolar que, de alguma forma, a dignificaram e engrandeceram.

11 12 12 12 13 13 14 14 15 15 16 16 17 17 18 19 19 19 20 21 21 22 22

FREGUESIAS DO AGRUPAMENTO 23 23 O MAR É SALGADO 24 EB 2.3. DELFIM S ANTOS EQUIPA TÉCNICA:

N EWSLETTER 2

Saber reconhecer o mérito é importante para as pessoas que o merecem e, também, para aqueles que dão continuidade aos seus projetos por uma escola de qualidade. Carlos Vieira de Brito que, infelizmente, já não se encontra entre nós, faz parte da memória, da História, da Escola Delfim Santos. José Luís Martinho, professor que fez parte da direção de Carlos Brito, nos seus últimos anos na Escola Delfim Santos e que com ele partilhou muitos projetos e atividades, apresentou um breve filme, que ele próprio produziu e realizou, sobre a Escola Delfim Santos, sob a gestão de Carlos Brito, nos anos 90. Zita Cardoso, professora muito dedicada, a quem

em prol da poesia na escola, com a coordenação do projeto Oficina de Poesia, a voz, a mão e a letra.

agradecemos, também, os longos anos de trabalho em prol da nossa escola, foi uma presença constante na equipa de gestão de Carlos Brito. Por isso mesmo, deu testemunho da gestão inovadora da escola Delfim Santos. O Prémio de Poesia Catarina Pereira Herdeiro também merece o nosso reconhecimento. É um projeto que dignifica e engrandece a escola Delfim Santos, ao promover e divulgar o seu nome junto das outras escolas públicas e privadas da zona. Não é possível falar de projetos sem referir as pessoas que os criam e os implementam. Este prémio está, necessariamente, associado ao nome da sua instituidora, Prof. Bernardette Capelo Pereira. A par deste prémio, a Bernardette desenvolve, ainda, um trabalho inestimável

Rosete Lino, professora aposentada e poetisa […], é outro exemplo de alguém que sempre põe tudo o que é naquilo que faz. Aposentou-se, mas também continua ligada à escola, através do Prémio de Poesia Catarina Pereira Herdeiro, do qual é Comissária, e que muito conta com a sua preciosa colaboração. Estamos-lhe profundamente agradecidos. A Bernardette selecionou, do conjunto dos livros de Rosete Lino, alguns poemas da sua autoria, que ouvimos.

A sessão terminou com a entrega dos Prémios de Mérito aos Alunos que, no ano letivo de 2011/2012, se destacaram tanto no plano escolar como no cívico. Estes alunos são também um motivo de orgulho, tanto para os Professores, como para os Encarregados de Educação. Maria Isabel Policarpo, docente e coordenadora da EB2,3 Prof. Delfim Santos


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J A N E L A A B E R TA REAÇÕES

AO NÚMERO

Janela Aberta surge como um trabalho esmerado na recolha de conteúdos e temas variados, uma conjugação de textos e imagens, que abrange os diversos Estabelecimentos de Ensino do nosso Agrupamento, refletindo interesse, criatividade e apelando à participação da Comunidade Escolar. De salientar, ainda, o aspeto gráfico bem conseguido, através da escolha de cores, da montagem e da apresentação. PARABÉNS à Equipa da BECRE! Uma iniciativa a acarinhar e a incentivar. Soledade Silvino, docente da ESDPV

Gostei muito, porque contempla a colaboração de todas as escolas do agrupamento. Está muito interessante, bem estruturado e o arranjo gráfico está excecional.

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DO

JANELA ABERTA

saber:

Está muito bom, como é hábito.

oportunidade da iniciativa (início das atividades do novo Agrupamento de Escolas das Laranjeiras); abrangência dos intervenientes (todas as escolas estão representadas); bom gosto gráfico (não é fácil conjugar verde e laranja sem ficar com os olhos em estado de choque...);

Parabéns. Luís Correia, Presidente da CAP

Caspar D. Friedrich, 1805

Mª José Vitorino, CIBE da RBE

[…] parabéns pelo trabalho!

boa montagem dos textos e edição de página (facilidade de leitura do texto e da imagem); qualidade, variedade, interesse informativo das notícias; bom português, sem complicações desnecessárias. Depois de uma leitura mais atenta, pode ser que aprofunde esta impressão muito

Cristina Cunha da Cruz, PB do Agrupamento de Escolas do Forte da Casa

Constant Moyaux, 1863

impressionista sobre a Janela Aberta. Entretanto, na minha qualidade de professora de Histó-

Do primeiro número que li, aqui fica o meu reconhecimento pelo excelente trabalho de cooperação das escolas do agrupamento. A apresentação e o “lettering” são muito agradáveis e convidativos. As informações são sóbrias, de fácil leitura e cativantes. Este projeto merece bem o esforço de todos para a sua continuidade com o gosto e a qualidade que já nos mostraram.

Carmo Correia, docente da ESDPV

Depois de uma observação rápida da Janela Aberta, apresso-me a enviar um brevíssimo comentário: Parabéns, por várias razões, a

Muito janota, sim senhoras! E aquela do curso livre de Latim caiu-me mesmo no goto. Continuem! Cá ficamos à espera do número 2...

Parabéns! Andrew Wyrth, 1947

Leonilde Timóteo, coordenadora do Departamento de Línguas da ESDPV


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NEWSLETTER 2 REAÇÕES

AO NÚMERO

ria de Arte, permito-me a ousadia de enviar algumas outras "janelas abertas", apenas para deleite dos nossos olhos e alguma paz para os nossos espíritos. Isabel Ferreira de Almeida, representante de História da ESDPV

Gostaria de expressar a minha apreciação sobre o primeiro número do boletim lançado pelas bibliotecas do agrupamento. Gostei, especialmente, da sobriedade e elegância da forma e do alinhamento escolhidos. Estas características enquadram a diversidade dos contributos e a correção da linguagem dos textos, levando-me a acreditar que será um importante veículo de comunicação e de promoção de identidade e da imagem, que queremos boa, do nosso agrupamento. Parabéns e bem hajam pela iniciativa. Amílcar Santos, docente da EB 2,3 Prof. Delfim Santos

Despretensioso, tem legibilidade linguística e tipográfica. Passa bem a mensagem. De leitura muito agradável. Filipe Carita, docente da ESDPV

1

DO

JANELA ABERTA

Gostei muito! Está bonito e equilibrado do ponto de vista da organização. Tem participações muito diversas e bastantes contributos de alunos, o que considero fundamental para incentivar progressivamente o gosto pela escrita. Aliás, as reações de entusiasmo que já se fizeram notar, entre os alunos da minha escola, são bem o exemplo da importância que estes circuitos de comunicação têm na atribuição de um sentido social para o trabalho escolar. Acho que estamos todos de parabéns, mas sobretudo a equipa da D. Pedro V, que trabalhou arduamente! PARABÉNS e obrigada pelo empenho!

Salvador Dali, 1925 Salvador Dali, 1925

Johann Erdmann Hummel, 1820

Gostei bastante da forma como o jornal está estruturado e também dos temas que lá são apresentados. Na minha opinião, acho que pelo facto de o jornal ser digital, não vai ser tão visto, por isso vai ser preciso uma melhor divulgação. Mas, de resto, acho que está excelente!

Embora não concorde muito com o jornal digital, e apoiar mais o jornal físico, por atualmente os jovens irem mais para as redes sociais, está muito bem elaborado e contem informação não só de uma escola, mas das escolas do agrupamento todo, para todos ficarem a par de tudo o que se passa em cada uma!

André Santos, 10º 12, n.º 3 da ESDPV

Fábio Sousa, 10º 12, n.º 10 da ESDPV

Inácia Santana, docente da EB1/JI Frei Luís de Sousa

Acho fantástico haver uma Janela Aberta ecológica e económica, onde toda a comunidade educativa pode saber o que se passa no Agrupamento de Escolas das Laranjeiras. Na Janela Aberta, desde o Jardim de Infância, passando pelo 1º ciclo... até ao secundário, todos os alunos e docentes podem comunicar o excelente trabalho que se faz neste Agrupamento. Parabéns a quem teve esta ideia e a todos os que nela participam! Licínia Gomes, vogal da CAP, 1º ciclo

A equipa do boletim Janela Aberta agradece a todos as palavras amáveis de apreço, de gentileza, de motivação e de estímulo pela publicação do n.º 1. Tudo faremos para continuar a garantir a qualidade e o interesse da publicação, pois, parafraseando Aristóteles, a equipa tem como lema o prazer no trabalho aperfeiçoa a obra.


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J A N E L A A B E R TA OS

MEMBROS DO

C LUBE

O Meu primeiro amor, de Sophie Mckenzie “Acho que é um excelente romance. Tem uma bela história e é um grande drama. Retrata bem que nem a vida de toda a gente é fácil. É, sem dúvida, o melhor livro que já li até hoje.” Celina Pereira do 7.ºG

Desafio Celestial, Inês Maia

de

“Este livro foi-me recomendado por uma colega e encontrei-o na Biblioteca. Gostei muito dele, porque ensina uma lição de vida. Ao lê-lo, senti uma emoção enorme, porque, da forma como está escrito, toca o coração de qualquer um. Recomendo este livro a qualquer pessoa, porque fala de alguém muito convencido, que acaba sendo ele próprio, a ensinar a outra pessoa a deixar de o ser. Essas pessoas acabam por se armar de tal forma que o Anjo Gabriel, personagem de toda a obra, deixa de ser anjo para ficar com o seu amor: Lisa.” Inês Jordão do 8.ºE

Diário de Anne FranK “Este livro é uma história verdadeira onde se aprende muito … fala-nos de uma menina que esteve presa num sótão da casa dos amigos dos pais, por-

DE

L EITUR A

DA

EB 2.3. D E LF IM S ANTOS

que ela e a sua família andavam a ser perseguidas pelos Alemães.” Adriana Pereira do 5.ºF

“Acho que está bem feito porque a história é verdadeira e assim é uma forma de conhecer como dantes era a Alemanha. É, também, uma lição para as pessoas racistas.”

do, pois, este livro que é viciante, queremos sempre saber o que vai acontecer a seguir, pois, como a Lira é uma cadela cheia de capacidades, nunca conseguimos prever o que ela vai fazer. Um livro espetacular, cheio de ação em formato canino!!!” Sílvia Fonseca Rodrigues do 9.ºE

Rita Fonseca do 5.ºF

Maria Os segredos da Irmã mais velha, de Margarida Fonseca Santos “É muito interessante, fala sobre a família, os amores da adolescência, a vida entre irmãos na perspetiva da irmã mais velha. Muitas pessoas podem identificar-se com este livro, por isso ainda recomendo mais, pois aborda muitos dos problemas que surgem na adolescência e, na pele de outra pessoa, pode ver-se melhor a realidade.” Sílvia Fonseca Rodrigues do 9.ºE

Cão espião 2, de Andrew Cope “É um livro cheio de aventura sobre uma cadela que aparenta ser uma cadela como as outras, mas, depois, escreve mails, lê o jornal, anda de bicicleta, joga bilhar, faz surf e, acima de tudo, é uma agente secreta licenciada para salvamento e ataque. Recomen-

Meu querido Cromo 1, de Jim Benton “É engraçado. Todos os dias ela escreve uma lição sobre, mais ou menos, o que lhe aconteceu durante o dia. Os diários dão sempre uma lição a todos, para não fazerem o mesmo.”

Leram… e recomendam: sar de acabar mal, a história é bela e mostra um amor proibido. Depois desta descrição acho que ninguém fica indiferente.” Sílvia Rodrigues do 9.ºE

7 irmãos, Mariana e Manuel, Gémeos em sarilhos, de Margarida Fonseca Santos e M.ª João Lopo de Carvalho “É muito engraçado, a Mariana é a mais faladora e o Manuel é o espertalhão da turma. Leiam este livro e vão adorar.” Cláudia Silva do 7.ºF

Correção ao n.º 1:

Nathalia Garcia do 5.ºF

Por lapso, de que a

Segurança Máxima, de Robert Muchamore “Este livro é espetacular. É sobre espiões de doze anos. Tem uma história incrível em que os miúdos se infiltram na escola de correção. É espetacular!!!” Eduardo Baptista do 6.ºB

O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, de Jorge Amado “É, essencialmente, uma história de amor que começa mal e recomendo, principalmente, aos românticos, pois acho que são essas pessoas que conseguem ver a beleza da história. Ape-

equipa da BECRE da ESDPV

apres enta

desculpas, esta frase foi atribuída à aluna Tatiana Ramos:

Um livro é… uma des cober ta

de

sentimentos,

um

amigo que nos leva a

aventurar

e

a

“ e n c a r n a r ” personagens

que

nos fazem sonhar mais alto, ir mais além… Um livro é a des cober ta

de

novos

de

pontos

vista. Cláudia Gonçalves, 10.º 1, n.º 9


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NEWSLETTER 2 O LIMPÍADAS

DA

LÍNGUA PORTUGUESA

As Olimpíadas da Língua Portuguesa são um concurso de resolução de problemas de língua portuguesa, destinado aos estudantes do ensino básico e do ensino secundário, organizado por uma equipa de professores de Português da Escola Secundária D. Pedro V. As Olimpíadas da Língua Portuguesa visam, essencialmente, incentivar e desenvolver o gosto pela língua materna. Realizam-se anualmente e são disputadas em duas categorias: Categoria A: destinada a estudantes dos 7.º, 8.º e 9.º anos de escolaridade. Categoria B: destinada a estudantes dos 10.º, 11.º e 12.º anos de escolaridade.

Em ambas as categorias, haverá duas eliminatórias e uma final; será realizada, ainda no 1.º período, uma prova modelo, cujo objetivo é motivar os alunos para a participação no concurso. Os alunos inscrevem-se em impresso próprio a fornecer pelo respetivo professor de Língua Portuguesa/Português, decorrendo o prazo para a inscrição de 3 a 10 de Janeiro de 2013. As provas, que integram o concurso, serão resolvidas individualmente, e sem consulta, pelos concorrentes; decorrerão simultaneamente para todos os alunos. Após classificadas as provas, apenas serão tornados públicos, para cada categoria,

A POMBA BRANCA SIMBOLIZA A PAZ:

São duas as histórias com raízes religiosas. Uma delas diz que, quando João Batista estava a batizar Jesus, o Espírito Santo apareceu na forma de uma pomba. A outra história diz que, após o dilúvio, Noé soltou um corvo e

depois uma pomba. Do corvo não se ouviu mais falar e a pomba voltou, porque não encontrou lugar onde pousar. Uma semana depois, a ave foi solta novamente e voltou com uma folha verde de oliveira no bico, o

2012/2013 os nomes dos concorrentes apurados para a fase seguinte ou, no caso da 2.ª eliminatória, os nomes dos três alunos (de cada categoria) apurados para a final. A prova final, que decorrerá no Auditório Chaves Santos, em data e hora a publicar, decidirá, para cada uma das categorias, os 1.º, 2.º e 3.º classificados. À prova final assistem os alunos das turmas dos finalistas. Aos vencedores serão atribuídos prémios (a anunciar brevemente) em sessão organizada para o efeito. Todos os participantes receberão diploma de participação. A Coordenadora do projeto Alice Costa, docente da ESDPV

PORQUÊ? que era sinal de que já havia terra firme em algum lugar. Como o branco simboliza a virgindade, a paz, a harmonia, associou-se a pomba à cor branca e, assim, surgiu o símbolo da paz. Equipa da BECRE da ESDPV

Atualmente a Terra está

no

meio

de

uma ‘idade do gelo’ que começou por volta

de

milhões

2,58

de

anos

atrás. Nós estamos n o

p e r í o d o

in t e rglac ial

que

começou

entre

10,000 e 15,000 anos atrás e pode durar mais

de

anos,

50,000

antes

da

glaciação

global

c

ç

o

m

e

a

r

novamente.

Equipa da BECRE da ESDPV


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J A N E L A A B E R TA CRIANDO SINERGIAS MULTIDISCIPLINARES Desejamos que este artigo seja o primeiro de uma série a publicar com o contributo de professores das diferentes áreas científicas do nosso agrupamento. Tendo proposto, e visto acolhida pela direção editorial, a ideia desta rubrica no Janela Aberta, cabe-me a responsabilidade de levar até vós o primeiro texto, esperando que o desafio lançado frutifique.

longitude, ou seja, na bacia do Atlântico/ leste do Pacífico

A escolha do tema recaiu sobre uma matéria que, espero, seja de interesse e utilidade para todos, inclusive como material de apoio para as aulas – os Furacões.

e na bacia oeste do Pacífico respetivamente, no caso dos primeiros dois, ou na bacia do sul do Índico, a oeste de Madagáscar, e costas norte desse mesmo oceano, bem como nas águas tropicais adjacentes à Austrália, no caso dos Ciclones.

A discussão sobre as alterações climáticas tem incluído o debate sobre o agravamento da frequência, intensidade e magnitude dos desastres naturais ligados aos fenómenos atmosféricos. De entre estes os mais espetaculares são, sem dúvida, os furacões, tufões ou ciclones. O nome para identificar o mesmo fenómeno varia consoante a localização – a Este ou Oeste dos 180o de

uma ordem alfabética. A partir de 1979, o sistema foi alarga-

Fig. 1—http://earthobservatory.nasa.gov/Features/ Hurricanes/Images/hurricane_sst_2006_259.jpg

Para melhor identificação, desde 1953, as tempestades tropicais - assim designadas quando os ventos numa depressão tropical atingem velocidades regulares de 63 km/h se vão intensificando bem como os furacões, na bacia do Atlântico (Golfo do México e Caraíbas), recebem nomes de mulher seguindo

do às outras áreas oceânicas, tendo, desde esse ano, cada uma o seu conjunto de nomes (agora masculinos e

Divulgação Científica de a temperatura elevada da superfície oceânica proporciona a existência destas perturbações. De facto, estas prodigiosas manifestações de força natural têm origem na zona tropical com a formação desses centros de baixa pressão atmosférica, que aumentam de intensidade e velocidade ao progredir sobre as águas quentes do oceano. Um ciclone tropical só ganha a categoria de furacão quando a velocidade dos seus ventos atinge patama-

Fig. 2—http://www.hurricane-facts.com/hurricane-scale.jpg

femininos) agrupados em ciclos de seis anos. A figura 1 ilustra as regiões do globo on-

res constantes de 119 km/h. Neste ponto temos um furacão de grau 1, na escala de Saffir-Simpson, atingindo o grau 5


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NEWSLETTER 2 CRIANDO SINERGIAS MULTIDISCIPLINARES quando os ventos alcançam os 240 km/h. (Fig. 2). Para a formação e progressão deste fenómeno, a temperatura da água do oceano à superfície, e até cerca de 60 metros de profundidade, deve atingir, pelo menos, os 26ºC. Estas condições são necessárias para suportar e alimentar a circulação ciclónica no interior do furacão. Tal é conseguido através do calor

quente, uma outra condição deve estar presente – um furacão não se forma sem o concurso de uma forte intensidade do efeito de Coriolis (força derivada do movimento de rotação da Terra e que promove o desvio dos ventos em superfície, contribuindo para o seu movimento circular). Este efeito é praticamente inexistente no equador e, por essa razão, não se formam furacões abai-

Divulgação Científica

Fig. 4—http://4.bp.blogspot.com/-ewZ2oZ0hshA/UIsYDnsVLbI/ AAAAAAAAB20/5S7ZhEA4rdU/s400/at_sst_mm.gif

que, na sua trajectória, encontram correntes oceânicas frias. A figura 4 mostra que as temperaturas elevadas das águas oceânicas, desde os trópicos até às Caraíbas e Golfo do México e respetiva extensão à costa leste dos EUA (Gulf Stream), proporcio-

nam um campo fértil à formação e progressão dos furacões, que tanto afetam esta área do globo. Muitos só deixam de existir quando atingem as águas frias da Corrente do Labrador, depois de progredirem pela costa oriental da América do Norte.

Fig. 3—http://www.gfdl.noaa.gov/pix/research/ weather_atmos_dynamics/hurr_cross_from_hat_poster.crop.png

latente (energia) libertado pela condensação da água evaporada – quanto maior a temperatura das águas, maior será a evaporação e convecção do ar e a consequente alimentação do sistema em energia e água. (Fig. 3) Além de um oceano

xo de 4o de latitude, sendo que a maioria tem origem entre 5o e 20o de latitude Norte, onde o efeito de Coriolis é já suficiente. Se só uma destas condições estiver presente, estes fenómenos não têm lugar – basta ver que os mesmos perdem intensidade sempre

Fig. 5—http://www.gfdl.noaa.gov/pix/research/ weather_atmos_dynamics/katrina_slide.crop.jpg


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J A N E L A A B E R TA CRIANDO SINERGIAS MULTIDISCIPLINARES Repare-se num modelo do furacão Katrina (Fig. 5), cuja trajetória em águas quentes do golfo do México, mesmo considerando a passagem marginal sobre um setor de ascensão de águas mais frias, o transformou num dos mais destrutivos de que há registo, com efeitos devastadores sobre a cidade de Nova Orleães. As características visíveis de um furacão são a forte nebulosidade e precipitação e a violência dos ventos, sendo que a maior parte dos estragos e prejuízos não são, todavia, provocados por estes, mas pelas cheias, num efeito conjugado das chuvas e do aumento dos níveis de maré nas zonas costeiras (este último fenómeno é responsável por 90% das perdas humanas). De facto, a onda de maré pode fazer subir em 5 ou 6 metros o nível normal das águas e estender-se por uma frente de 160 km, arrasando tudo o que encontra na área costeira. Refira-se, ainda, que as maiores destas assombro-

sas tempestades tropicais podem precipitar sobre as superfí-

depressões nas latitudes médias. Também a dimensão ho-

Fig. 6—http://addins.wrex.com/blogs/weather/wp-content/ uploads/2012/08/hurricane4.png

cies em que se movem o exorbitante valor de 9 triliões de litros de água por dia! Como é visível na figura 6, estes aparelhos atmosféricos apresentam um padrão isobárico concêntrico e simétrico resultante da uniforme distribuição da pressão e da massa de ar húmido e quente, características que os diferenciam dos centros ciclónicos não-tropicais, que são muitas vezes mais extensos, embora menos poderosos. A uniformidade da massa de ar e a sua densidade é responsável pela ausência de frentes e superfícies frontais, que vemos associadas a

rizontal de um furacão é, em média, cerca de um terço da de uma depressão dessas latitudes. Além disso, a pressão

Divulgação Científica barométrico faz aumentar violentamente a velocidade do vento. Existe um único lugar num furacão em que reina a calma – o centro ou Olho. Nesta área circular, com um diâmetro médio de 40 km, os ventos raramente ultrapassam os 25 km/h e as nuvens rareiam devido a movimentos subsidentes do ar. O Olho tende a diminuir de diâmetro à medida que o furacão se intensifica e os ventos aumentam de velocidade. Mas é precisamente nas áreas em redor

Fig. 7—http:// eco4u.files.wordpress.com/2009/09/24grcumulonimbus.jpg? w=300&h=190

aumenta mais rapidamente nos furacões do centro para a periferia (distância menor entre as isóbaras), pelo que esse maior gradiente

do Olho – na parede circular que o delimita – que se formam as nuvens mais agressivas de grande desenvolvimento vertical, os


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NEWSLETTER 2 CRIANDO SINERGIAS MULTIDISCIPLINARES

Olho

Divulgação Científica

Anel de Cumulus Nimbus

Bandas de Cirros e Cirrostratos

Fig. 8—http://images.nationalgeographic.com/wpf/medialive/photos/000/002/cache/hurricane-ivan_200_600x450.jpg

sistemas de cumulus nimbus desenvolvidos em anel em redor do Olho. Estas nuvens produzem as maiores precipitações e é aqui que os ventos são mais velozes e furiosos. A figura 7 mostra um exemplar de uma nuvem desse tipo. A parte mais perigosa e destrutiva de um furacão é, precisamente, aquela perto do Olho e do lado em que o vento sopra na mesma direção do movimento da tempestade so-

Fig. 9—http://www.nasa.gov/images/ content/63809main1_big_bonnie2_web_t.jpg

bre a superfície. Desse lado da tempestade, à força dos ventos soma-se a força da corrente direcional produzindo os mais fortes ventos de superfície. As figuras 8 e 9 procuram ilustrar parte do exposto, sendo

que, na segunda, se vê claramente o maior desenvolvimento vertical do sistema nebuloso central – e a precipitação a ele associada – sistema este que pode atingir um diâmetro de 250 km, para um total de 400

a 600 km. Aliás, para lá de um raio de 100 a 120 km a partir do centro, os ventos raramente mantêm uma força ciclónica. O sistema tende a enfraquecer em altitude, especialmente a partir dos 3000 m. Também as nuvens mais densas e agressivas da área central são rodeadas na parte exterior por bandas de nuvens altas – cirros e cirrostratos. Amílcar Albuquerque Santos, PQND do Grupo 420 da EB 2,3 Prof. Delfim Santos


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J A N E L A A B E R TA EM PORTUGUÊS / A. E. LARANJEIRAS A propósito do Ensino da Língua Portuguesa, assinalamos, na Escola Secundária D. Pedro V, a abertura de quatro turmas de Português para Falantes de outras Línguas (PFOL), no presente ano letivo, com níveis de certificação A2 e B2, na sequência de insistentes solicitações e diligências junto da DREL, correspondendo, em parte, ao elevado número de pré-inscrições recebidas. Pelo quarto ano consecutivo, apesar dos obstáculos e restrições do MEC e do Fundo Social Europeu, que financia estas ações, reunimos um grupo de cerca de 130 falantes oriundos de variadíssimos países*, que prestigiam o ensino noturno para adultos neste estabelecimento de ensino e que têm vindo a colaborar de forma enriquecedora em atividades escolares e extraescolares. De salientar que em apenas quatro escolas/agrupamentos da

QUAL

Grande Lisboa foi autorizado o funcionamento destas ações de formação – A. E. Laranjeiras, E. S. Camões, A. E. Nuno Gonçalves e A. E. Marquesa de Alorna (não contabilizámos as escolas de Almada, Amadora e Odivelas). Como formadores, centramos o nosso trabalho no intercâmbio de culturas e saberes, visando, através da proficiência linguística, a integração socioprofissional de indivíduos oriundos de outros países e atendemos, também, à imperiosa necessidade de fazer face à diferença, dada a variação das nacionalidades e competências dos formandos. Em termos numéricos, nos dois primeiros anos, era o núcleo de russos e ucranianos o mais significativo, sobrepondo-se, no ano transato, o grupo dos paquistaneses. Este ano registamos uma maior afluência de alunos oriundos da

Índia – o maior grupo atual de novos emigrantes no nosso país. Enfrentamos mais desafios e dificuldades no processo de ensino/aprendizagem de alunos, cujo país de origem não tem a instrução nem a cultura como prioridades, mas procuramos, por isso, rever e reajustar as nossas estratégias, prestando maior atenção a um apoio mais individualizado. Vamos continuar na prossecução de metas, que correspondam ao interesse manifestado, tentando colmatar lacunas e criar, na escola ou na aula, um clima de interajuda e colaboração.

tros de altura que se erguem sobre a superfície do mar, este vulcão tem mais de seis quilómetros de

um

mundo

de

imaginação,

um

mundo

onde

podemos sonhar e imaginar novas;

coisas podemos

conhecer

novas

maneiras

de

escrita. Os livros são

mares

de

conhecimento. Para mim os livros s ã o

u m a

inspiração.

Eu

adoro ler. É muito educativo. Indira, 7.º 2, n.º 14

Um livro é... uma forma divertida de

*Índia, Rússia, Ucrânia, Paquistão, Estónia, China, Nepal, Polónia, Roménia, Filipinas, Nova Zelândia, Geórgia, Moldávia, Bulgária, Senegal, Guiné Conacri, Quirguistão, EUA, Alemanha, França, Itália Irlanda (grupo europeu de jovens em trabalho de voluntariado).

aprender.

Ler

fundamental n

o

s

é na

s

a

aprendizagem, pois

se

houvesse

não livros

nós não sabíamos ler, escrever... Vera, 7.º 2, n.º 30

Maria Soledade Silvino, docente/formadora da ESDPV

É O MAIOR VULCÃO DO MUNDO E ONDE SE LOCALIZA?

O maior vulcão do mundo, denominado Mauna Loa, localiza-se no Havaí. Além dos 4 quilóme-

Para mim o livro é

profundidade sob as águas. O seu volume é de, aproximadamente, 42,5 km3. Equipa BECRE da ESDPV


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NEWSLETTER 2 O BOM INVERNO O Bom Inverno, de João Tordo, foi-me recomendado já com a enorme expectativa de que seria um bom livro. Esperava compreender e concordar com tal opinião! O narrador conta a história de um escritor coxo sem motivação para a vida, que é convidado para um congresso em Budapeste, onde conhece o italiano Vincenzo e as jovens Olívia e Nina. Durante a estadia na Hungria, Vincenzo propõe-lhe que

passe uns tempos em Itália, na casa de férias de Don Metzger, um realizador que iria adaptar ao cinema um livro do namorado de Nina. Após chegarem a Itália, Don aparece morto e, a partir daí, vive-se um clima de suspense e pânico dentro daquela casa. Como apreciar um livro que aprisiona o leitor pelo seu conteúdo e fá-lo perseguir, no subconsciente, como uma sombra, cada personagem que surge

durante a ação imaginando todos os pormenores do cenário? É como se o próprio leitor fosse o realizador, que morrera de forma misteriosa, sem qualquer rasto deixado pelo assassino. E se uma das personagens avalia um livro do narrador como “(…)chato, parecendo ter o dobro das páginas que realmente tem.(…)”? O Bom Inverno não terá, certamente, tais parecenças! Daniela Botnariuc, 11º 4, nº 8, da ESDPV

Um livro é uma f o n t e

d e

conhecimento e enriquecimento pessoal,

um

esconderijo

CINEMA

NA

BE DELFIM SANTOS

No dia 7 de novembro passámos o filme Hotel para Cães do realizador Thor Freudenthal. Mais de 50 alunos assistiram durante a hora de almoço (das 12.45 às

14.20h) a esta aventura de comédia inteligente, divertida e cheia de imaginação. O filme trata de dois irmãos adolescentes, que vão ultrapassar

para o homem

todas as dificuldades para salvar o seu cão, o Sexta-feira, bem como todos os cães vadios da cidade. A Equipa da BE da EB 2,3 Prof. Delfim Santos

envolvido

por

sonhos

por

m

u

e i

t

a

imaginação. Viktoriya Hrinina , 10.º 6, n.º 25


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J A N E L A A B E R TA FICAR

A VER NAVIOS

Significado: Usa-se esta expressão para significar que se espera algo que não aconteceu ou não apareceu, ou seja, esperar em vão. Histórico: Esta expressão tem originado várias interpretações. No seu Glossário Crítico de Dificuldades do Idioma Português, Vasco Botelho de Amaral resumiu as mais razoáveis: alusão aos armadores portugueses que, nos séculos das conquistas, ficavam no alto de Santa

Catarina, em Lisboa, esperando as caravelas que vinham das Índias, da África ou do Brasil; a hipótese de certo milionário portuense que, da Torre da Marca, viu afundarem-se todos os navios da sua frota, por causa de um violento temporal. A explicação mais corrente, no entanto, está ligada ao mito sebastianista. O rei D. Sebastião morreu na batalha de Alcácer-Quibir, mas o seu corpo não foi encontrado. A partir

de então (1578), o povo português sonhava com o retorno do monarca salvador. Lembremos que, em 1580, em consequência da morte de D. Sebastião, abriu-se uma crise sucessória em Portugal que levou à anexação de Portugal pela Espanha (até 1640). Evidentemente, os portugueses sonhavam com o retorno do rei, como forma salvadora de resgatar o orgulho e a dignidade da pátria lusa. Em função disso, o povo passou a visitar

com frequência o Alto de Santa Catarina, em Lisboa, esperando, ansiosamente, o retorno do rei. Como ele não voltou, o povo ficava apenas a ver navios. Equipa BECRE da ESDPV

OPERAÇÃO OUTONO Realizado por Bruno Almeida, estreou nas salas de cinema, no dia 22 de novembro, o filme OPERAÇÃO OUTONO, que trata da conspiração que levou ao assassinato do General Humberto Delgado. O visionamento deste filme, por parte de alunos de 12.º ano, será certamente de interesse no âmbito do estudo da obra Felizmente há luar!, de Luís

CINEMA

NA

BECRE

No dia 11 de dezembro, na BECRE, pelas oito horas e dez minutos, passaremos o filme O Rapaz do Pijama às Riscas, do realizador Mark Herman que foi conside-

de Sttau Monteiro. Segundo o realizador, o filme procura mostrar como é que o sistema, desde a polícia aos tribunais, funcionava naquela época , e como é que isso pode ser transposto para a atualidade. Humberto Delgado foi um dos principais opositores da ditadura, como candidato à Presidência da República. No entanto, DA

num processo eleitoral fraudulento, foi derrotado. Perseguido, vê-se obrigado a exilar-se no Brasil. De regresso a Portugal, é assassinado pela PIDE, na fronteira espanhola. O filme Operação Outono é, pois, um thriller político sobre a operação que levou à sua morte em fevereiro de 1965, em Villanueva del Fresno. O filme baseia-se no livro Humberto Delga-

do, Biografia do General Sem Medo, de Frederico Delgado Rosa, neto do general. Equipa BECRE da ESDPV

ESDPV

rado inesquecível, poderoso e comovente. Passado durante a Segunda Guerra Mundial e baseado no romance best-seller de John Boyne, conta a

história de Bruno, um rapaz de oito anos inocente e ingénuo, filho de um agente nazi, que desenvolve uma relação de amizade surpreendente com um rapaz da

sua idade, de pijama às riscas, que vive numa realidade paralela, do outro lado da vedação de arame farpado… Equipa BECRE da ESDPV


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NEWSLETTER 2 EXPOSIÇÃO LET´S CELEBRATE HALLOWEEN O Dia das Bruxas ou Halloween é uma festa comemorativa celebrada, basica-

mente, em países de língua inglesa, mas com especial relevância nos Estados

A CASA

DE

Unidos, Canadá, Irlanda e Reino Unido. Este evento tradicional e cultural tem

lugar no dia 31 de Outubro, véspera do dia de Todos os Santos.

Os alunos das turmas 1 e 2 do 7º ano da Escola Secundária D. Pedro V, no âmbito da disciplina de Língua Inglesa, realizaram uma exposição de trabalhos individuais e / ou a pares, subordinada ao tema Let´s celebrate Halloween. Esta exposição teve como principal objetivo a sensibilização para um dos aspetos culturais da disciplina, promovendo, desta forma, o desenvolvimento da consciência da identidade linguística e, obviamente, cultu-

ral, não descurando, por outro lado, o enriquecimento vocabular que esta atividade proporcionou. Alexandra Salgueiro, docente da ESDPV

CAMPO

Foi num feriado. Henrique estava a passear quando encontrou a Manuela e o Alfredo, os seus melhores amigos, e logo de seguida encontrou o João e a Joana, seus irmãos. - Vamos brincar às cabanas para a casa de campo? - perguntaram todos em coro. - Está bem! - disse o Henrique. - Fica combinado, às 8 horas da noite! O Henrique estava debaixo de um chorão a apreciar as suas lindas folhas,

quando a Manuela, o Alfredo, a Joana e o João chegaram. - Olá! Vamos começar a construir a cabana? - perguntou a Manuela. - Sim! Já tenho aqui tudo - disse o Henrique. Daí a pouco, os meninos estavam muito cansados, pois a cabana tinha ficado enorme. Já eram 9 horas e as mães da Manuela e do Alfredo ainda não tinham chegado. - Henrique! Estou farto de brincar às ca-

banas! - disse o Alfredo. - Eu também! - respondeu-lhe ele. - Já sei, vamos plantar outro chorão para depois quando voltarmos cá, fazermos outras coisas. pensou em voz alta o Henrique. E plantaram um chorão que ficou com 9 metros de altura.

Um livro é como um melhor amigo, ou

seja,

pode

o

ir

livro

contigo

para

onde

quiseres; é aquele a

quem

podes

desabafar

sem

ninguém saber o

Aquela era a árvore mais especial do mundo!

que pensas ou o

Catarina Damas do 4º B, EB1/JI Frei Luís de Sousa.

Pedro Marques,

Gosto de escrever, trabalho realizado na sequência da leitura de O Segredo do Rio de Miguel Sousa Tavares

que sentes.

10.º 8, n.º 26


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J A N E L A A B E R TA O TEATRO

DE FANTOCHES DA

A Carolina trouxe um livro de fantoches da Carochinha da Biblioteca Orlando Ribeiro. Lemos a história na Biblioteca da escola. Depois decidimos que iríamos fazer um teatro de fantoches, para apresentar ao resto da turma.

CAROCHINHA

uma cópia para casa e treinámos as nossas falas. Para construir os fantoches, primeiro fizemos a lista dos materiais, que depois trouxemos de casa. A seguir, fizemos a cara na colher de pau e o cabelo com lãs. Depois, com tecidos,

começámos os vestidos e as mães ajudaram a acabá-los, em casa. No dia da apresentação do teatro à turma, organizámos a Biblioteca: montámos a barraquinha, arrumámos a sala e apresentámos. A turma gostou muito e

Estivemos a ver quantas personagens apareciam na história e vimos que eram seis e nós também éramos seis. Combinámos quem fazia cada personagem. A seguir, cada um disse a sua fala e a professora escreveu. Depois escrevemo-las, a pares, no computador. Cada um de nós levou

combinámos apresentar a outras turmas. Então fizemos o teatro da Carochinha para o 1ºB. Nós ensaiámos e a Matilde substituiu a Inês no papel de João Ratão. Ela treinou a fala e depois os meninos e meninas do 1.ºB chegaram e eles adoraram. Nós também e foi muito giro! Como correu muito bem, combinámos apresentar o teatro da Carochinha a outras turmas, como, por exemplo, ao Jardim de Infância. Ana Margarida, Carolina, DJosefe, Gonçalo, Isabelle, Inês e Matilde - 2.º A da EB1/JI Frei Luís de Sousa

A BRUXA MIMI Nós lemos o livro A Bruxa Mimi, de Valerie Thomas, e gostámos muito.

A Bruxa Mimi é alta e gosta do seu gato Rogério. É mágica e faz bruxarias.

Ela tem o nariz vermelho e um chapéu alto e colorido. Tem mãos pequeninas, pés grandes e as pernas muito finas com meias às riscas. Usa um laço no cabelo. É preguiçosa, desastrada, boa, furiosa e preocupada. Quando vai a andar cai em cima do gato e, outras vezes, sen-

ta-se em cima dele. Gosta de ler o jornal. Tinha a casa preta mas tornou-a às cores. Também o Rogério era preto e ela transformou-o com a cabeça encarnada, o corpo amarelo, a cauda cor-de-rosa, os bigodes azuis e as patas roxas. António Silva e Tomás Campos – 3º B da EB1/JI Frei Luís de Sousa


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NEWSLETTER 2 A

AS

MENINA LOUCA POR DOCES

Era uma vez uma menina que se chamava Mariana e tinha uma amiga chamada Bruna. A Mariana era louca por doces, como chupas, gomas e gelados e não comia mais nada.

- Estás tão gorda! Eu avisei-te para não comeres tantos doces.

quero ser tua amiga nunca mais! Portanto, vai-te embora daqui!

Passado algum tempo, a Mariana disse:

A Bruna foi para casa a chorar e disse para a sua boneca preferida:

Num dia de sol, viu que estava gorda como um balão. Então a amiga foi lá a casa e disse:

- Tens de comer menos doces.

- Está-me a doer a barriga. A Bruna disse:

A Mariana gritou: - Estou farta! Já não

– A Mariana chateou-se comigo. Não é triste!? No dia seguinte, a Mariana foi a casa da Bruna e pediu-lhe desculpa. Ela aceitou as condições da amiga e então foram brincar às bonecas.

Mariana não a conheceu. Mais tarde foi a casa da Bruna. Quando chegou, tocou à campainha. Ela perguntou: - Quem é? A Mariana respondeu: - Sou a Mariana, a tua amiga. Ela abriu-lhe a porta. Quando chegaram ao pé uma da outra, a Bruna perguntou à Mariana:

Mas um dia a Bruna foi morar para Paris. Quando a veio visitar, viu a Mariana com outras meninas a brincar às bonecas, a jogar às escondidas e a mais alguns jogos que ela jogava antes. Mas a

- És minha amiga?

Com o dinheiro que recebeu, comprou duas vacas e uma horta e guardou o resto do dinheiro. Quando a camponesa rica descobriu, ficou furiosa e decidiu fazer o mesmo. Quando começou a medir o tecido, entrou um cão em sua casa que começou a rasgar o tecido. E no dia seguinte ela tentou esperar pelo mendigo. Má sorte a dela, que

o mendigo já não passou por lá. E a pobre viveu feliz para sempre!

- Eu sou. E tu, és? - Sim! Então viveram felizes para sempre! Sofia e Sara – 3º A da EB1/JI Frei Luís de Sousa

DUAS CAMPONESAS

Era uma vez duas camponesas, uma era rica e ambiciosa e a outra era pobre e generosa. Um dia, apareceu um mendigo na casa da rica e pediu comida. Ela enxotou o pobre senhor. Logo a seguir, o senhor foi para a casa da camponesa pobre e também pediu comida. Então a camponesa disse-lhe:

- Eu só tenho este bocado, mas aqui tem! O pobre senhor agradeceu e ofereceu uma coisa à camponesa: - Este tecido foi a minha mãe que me ofereceu. Vai-lhe dar sorte. - disse ele. Quando ela começou a medir o tecido, viu que ele nunca acabava e decidiu vendê-lo no mercado.

Linete - 4º C da EB1/JI Frei Luís de Sousa


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J A N E L A A B E R TA O

DIA DE

S. MARTINHO No dia 12 de novembro, festejámos o Dia de São Martinho na nossa escola. Fizemos um lanche partilhado e os nossos pais, avós e irmãos vieram comer connosco. Ao lanche, comemos castanhas, bolos, rebuçados e bebemos sumos. Enquanto lanchávamos, ouvimos música, dançámos e brincámos. Depois no Acompanhamento ao Estudo ficámos no campo de futebol com

O S JOGOS TRADICIONAIS Adorei todos os jogos

que

fize-

mos no dia de São Martinho: o jogo da corda, o jogo do lenço, o jogo dos pinos e o jogo dos sacos. Mas o jogo de que mais gostei foi o dos sacos, porque

me

di-

verti muito e ganhei

a

corrida,

mais o Rodrigo. Vasco, 1º ano turma B, da EB1/JI Frei Luís de Sousa

a turma do 1.º A e com a turma do 2.º ano e jogámos jogos tradicionais. Gostámos muito desta festa, porque

nos divertimos muito. Ana, Beatriz, Catarina, Laura, Pedro e Vasco, 1º ano turma B, da EB1/JI Frei Luís de Sousa


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NEWSLETTER 2 ACONTECEU:

FESTEJAR O

S. M ARTINHO

As turmas do 4º ano da escola António Nobre festejaram o S.

Nós levámos desenhos e contámos a lenda de S. Martinho:

bre mendigo. Martinho, cheio de pena, decidiu cortar a sua

Martinho com os meninos do Jardim de Infância.

“Há muitos, muitos anos, Martinho, um soldado romano estava a galopar no seu cavalo. De repente, começou uma valente tempestade cheia de trovões e frio. Martinho encontrou, à beira da estrada, um po-

capa e dividiu-a. Deu metade ao pobre mendigo.

Os meninos do Jardim de Infância cantaram canções e

Logo a seguir, um sol radiante pairava sobre a cidade. A partir daquele momento, no dia de S. Martinho, há sempre sol.”

O S P LANETAS

DO

Também dissemos um poema de Ary dos Santos sobre um vendedor de castanhas e lemos curiosidades sobre as castanhas.

dançaram connosco. Depois deram-nos um lindo desenho.

ras.

ca planeta que tem vida. Marte, chamado planeta vermelho, é ferrugento e seco. Júpiter é o maior dos planetas do sistema solar. Saturno tem uns anéis maravilhosas. Úrano gira algumas vez de cima para baixo. Neptuno é chamado planeta azul.

Miguel Ângelo Silva ,4º Ano A, da EB1/JI António Nobre

SISTEMA SOLAR

O sistema solar é constituído pelo sol e por oito planetas, que giram à sua volta: Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno. Mercúrio tem uma superfície cheia de crateras. Pouco tempo após Mercúrio se ter formado, um sem-número de pedaços de rocha es-

pacial embateu no planeta, fazendo na crosta muitas crate-

Vénus gira ao contrário. A Terra é o úni-

João e Miguel, 4º A da EB1/JI Frei Luís de Sousa


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J A N E L A A B E R TA BIBLIOTECA

DA

EB1/JI

A Biblioteca das Laranjeiras é um espaço agradável, onde todas as crianças gostam de estar e muitas preferem este local nos intervalos das aulas.

DAS

LARANJEIRAS

com os colegas. Também desenvolvem o lado artístico

Os jogos de mesa são outra possibilidade. Todos os jogos

Diariamente é frequentada por cerca de 60 crianças, que se inscrevem nas diferentes atividades, para que todos tenham oportunidade de participar.

Antes de irem para o recreio, muitas crianças passam por esta sala para saber se o filme é do seu interesse. e criativo, através do desenho e da escrita.

Neste espaço, as crianças podem desenvolver várias atividades:

Temos muitos livros disponíveis, que todos leem e partilham

Na sala multimédia, são projectados filmes diariamente.

Às 5ª feiras, das 9.30h às 12.30h, os alunos podem requisitar livros. É com agrado que verificamos que o número mensal de requisições tem au-

mentado. A média é de 300 livros por mês.

de que dispomos neste espaço têm como objetivo o desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático e da expressão oral, possibilitando que as crianças passem algum do seu tempo livre de uma forma lúdica e criativa. A utilização dos computadores é, sem dúvida, a atividade mais disputada neste espaço. Aqui, todos os meninos e meninas, para além dos jogos, aprendem a realizar as suas primeiras pesquisas, que lhes dão mais conhecimento para o desenvolvimento dos trabalhos de projeto realizados na sala de aula.

Para todas as atividades propostas, o interesse das crianças tem sido crescente, desde o início do ano até ao

momento presente. Este espaço limita um número de participantes por atividade e, para garantirem a sua presença, as crianças já se inscrevem para as do dia seguinte. Este é o mundo mágico da biblioteca das Laranjeiras. Ana Cristina Araújo EB1/JI das Laranjeiras


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NEWSLETTER 2 OS LIVROS

DA

BIBLIOTECA

Na biblioteca há livros muito engraçados e em alguns podemos encontrar muita informação. No livro OBRIGADO A TODOS podemos aprender a ser bem educados. Graças aos livros podemos aprender a ler melhor. No livrinho A CALCULADORA DO PANDA os meninos podem

O

EB1/JI F REI L UIS

aprender o fundamental da Matemática. Agora chegou a vez dos mais velhos A banda desenhada é muito divertida para os rapazes e para algumas raparigas, pois contém muita aventura, frases engraçadas e imagens divertidas.

DE

SOUSA

muita emoção, pode ser constituída por versos que rimam, ou então não rimam. A prosa pode ter diálogos (pessoas a falar) ou mesmo divertimentos. Não te esqueças que ler é super, mega divertido e aprendes a valer.

A poesia pode conter tristeza, mas também

Diana Carmo, Laura Lascas e Ma riana Carneiro – 4º B da EB1/JI Frei Luís de Sousa

grande bolo para a minha mana. Ela faz anos hoje.

ela parou para descansar. Sentou-se, encostou-se a uma árvore e fechou os olhos. Ora, assim que os fechou, o velho pegou no cesto das bagas e fugiu. A menina ouviu um barulho e, quando abriu os olhos, já só viu o velho a fugir lá ao fundo… Ficou muito triste com aquilo.

VELHO E AS BAGAS

Era uma vez uma linda rapariga muito amável que vivia na floresta. Um dia, andava pela floresta a apanhar bagas, para fazer um grande bolo para a sua mana que fazia anos, quando avistou um velho feio, muito curvado que se lhe dirigiu e lhe disse:

JI

DA

- Hmm … Mas estou a ver que ainda te faltam algumas. Queres ajuda? – ofereceu o velho. - Pode ser, obrigada! – respondeu ela.

- Rapariga, que fazes aqui?

E o velho lá continuou a ajudar, amavelmente, a menina na sua tarefa.

- Estou a apanhar bagas para fazer um

Quando acabaram de colher as bagas,

DA

Foi para casa de mãos a abanar e a sua mana disse-lhe:

- Não faz mal, mana, desde que tu estejas comigo, nada mais importa, muito menos o bolo. Moral da história: As aparências iludem! Ana Filipa Palma, Gonçalo Martins e Tomás Martins, 7.º A da EB 2.3. Prof. Delfim Santos

EB1 ANTÓNIO NOBRE

Grupo 1 da Educadora Esperança Moreira

Cartaz comemorativo do Dia Mundial da Alimentação e alusivo ao Projeto de parceria com o C. de Saúde de 7 Rios "Somos o que comemos", contemplado no PAA do Departamento do Pré-escolar.

Grupo 2 da Educadora Esperança Moreira

Cartaz alusivo ao Projeto contemplado no PAA do Departamento do Pré-escolar: "0s 3 R's".

EB1 / JI António Nobre


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J A N E L A A B E R TA A GALINHA MEDROSA ERA UMA VEZ UMA GALINHA MUITO MEDROSA. ERA TÃO MEDROSA QUE ATÉ A PRÓPRIA SOMBRA A ASSUSTAVA.

adaptação da história de António Mota E O GATO DISSE:

QUE DESGRAÇA, QUE DESGRAÇA!

UM DIA A GALINHA SAIU DO GALINHEIRO E PÔS-SE A

E COMEÇOU A CORRER ATRÁS DA GALINHA. ESGRAVATAR NO CHÃO A VER SE ENCONTRAVA UMA MINHOCA PARA COMER.

UM PATO, QUE ANDAVA NO LAGO, VIU O GATO, O PORCO, O GALO E A GALINHA A CORRER E PERGUNTOU: PORQUE FOGEM?

CAIU UM BOCADO DE CÉU NA MINHA CABEÇA.

COMEÇOU A FICAR MUITO CALOR E A GALINHA ENCOSTOU-SE A UMA CASA PARA NÃO APANHAR SOL. CAIU UM BOCADINHO DE PAREDE NA SUA CABEÇA. E O PATO DISSE:

QUE DESGRAÇA, QUE DESGRAÇA!

A GALINHA FICOU MUITO ASSUSTADA E COMEÇOU A CORRER.

E COMEÇOU A CORRER ATRÁS DA GALINHA.

UM GALO PERGUNTOU-LHE:

UM CÃO, QUE ESTAVA A DORMIR, VIU O PATO, O GATO, O PORCO, O GALO E A GALINHA A CORRER E PERGUNTOU:

PORQUE FOGES GALINHA?

E O GALO DISSE: QUE DESGRAÇA, QUE DESGRAÇA!

CAIU UM BOCADO DE CÉU NA MINHA CABEÇA.

PORQUE FOGEM?

CAIU UM BOCADO DE CÉU NA MINHA CABEÇA.

E O CÃO PERGUNTOU: EU VI.

EU NÃO.

QUEM VIU O CÉU A CAIR?

EU NÃO.

EU NÃO.

EU NÃO.

E COMEÇOU A CORRER ATRÁS DA GALINHA. UM PORCO, QUE ANDAVA A APANHAR BOLOTAS, VIU O GALO E A GALINHA A CORRER E PERGUNTOU: E O CÃO DISSE:

PORQUE FOGEM?

VENHAM PARA CASA DA MINHA DONA. CAIU UM BOCADO DE CÉU NA MINHA CABEÇA.

E FORAM TODOS. DE NOITE OUVIRAM BARULHO E COMEÇARAM A GRITAR:

E O PORCO DISSE: QUE DESGRAÇA, QUE DESGRAÇA!

QUÁ,QUÁ,QUÁ

OINC,OINC,OINC

CÁ,CÁ,RÁ,CÁ CÓ,CÓ,RÓ,CÓ

MIAU,MIAU

ÃO,ÃO,ÃO

E COMEÇOU A CORRER ATRÁS DA GALINHA. UM GATO, QUE ANDAVA A APANHAR RATOS, VIU O PORCO, O GALO E A GALINHA A CORRER E PERGUNTOU: PORQUE FOGEM?

A VELHOTA ACORDOU E COM A VASSOURA MANDOU TODOS OS ANIMAIS EMBORA.

CAIU UM BOCADO DE CÉU NA MINHA CABEÇA.

UEEA, EB1/JI António Nobre


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NEWSLETTER 2 O CAVALO

E A

PRINCESA

Era uma vez uma princesa muito aventureira e que gostava muito de animais. A princesa não vivia sozinha, vivia com o rei e a rainha e, como gostava muito de animais, tinha cães, gatos, coelhos, galinhas, cavalos, patos, tartarugas e porcos. A princesa já tinha 19 anos, e, com essa idade, queria um amor perfeito. Um dia o seu pai comprou um cavalo, que era

RODA

DOS

LIVROS

Todas as semanas cada aluno escolhe um livro para ler ao longo da semana e, na 6ª feira seguinte, apresenta um re-

muito bonito. Quando a princesa o viu, reparou que havia algo de diferente nele.

mente ver o cavalo. Desde esse dia, passaram a ser amigos e, depois, melhores amigos.

Anoiteceu. Estava uma noite de tempestade muito forte. A princesa decidiu ir ao celeiro ver como estavam os seus cavalos. Quando lá entrou, ouviu o cavalo que o pai lhe tinha comprado, falar! Ficou muito surpreendida. Amanheceu e a princesa foi nova-

O tempo foi passando e entre a princesa e o cavalo cresceu uma enorme paixão… A princesa decidiu contar ao seu pai, ele aceitou aquele estranho amor entre o cavalo e a sua filha. Assim casaram, tiveram centauros e viveram felizes para

EB1/JI ANTÓNIO NOBRE sumo oral da história, assim como um trabalho de expressão plástica feito em parceria com os pais.

Os livros vão rodando por todos os alunos. Os trabalhos estão em exposição na sala de aulas.

sempre! Moral da história: O amor não escolhe por quem nos apaixonamos. Sofia Agra 7ºD – Introdução Vitória Miranda 7ºD – Desenvolvimento Inês Rio 7ºD - Conclusão EB 2. 3. Prof. Delfim Santos

rotina semanal

No final de cada período será feita uma exposição para toda a comunidade escolar. 2º Ano Turma C da EB1/JI António Nobre


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J A N E L A A B E R TA ARY

DOS

SANTOS

Poeta português, nasceu em Lisboa em 1937 e morreu em 1984. Revelou-se como poeta com a obra Asas em 1953. Teve alguma intervenção política e chegou a filiar-se no PCP (Partido Comunista Português). Ficou conhecido co-

DEZ

mo autor de poemas para canções do concurso Festival da Canção na RTP. Os seus temas Desfolhada e Tourada saíram vencedores. Outras das suas obras enquanto declamador foram os discos: Ary por si próprio e Poesia Política. Publicou, ainda, al-

guns volumes como: O Segredo das Palavras.

Um

livro

sonho,

é é

um uma

Era considerado um entusiasta, muitos dos seus textos têm um forte tom satírico e panfletário.

fantasia

Deixou muitos textos escritos destinados a canções.

é alimento para a

nunca

que

acaba,

é

um amigo que não desilude; um livro alma. Carolina Gomes,

Trabalho de pesquisa de Carolina Mendes do 4º B, EB1/JI Frei Luís de Sousa

10.º 5, n.º 4

SUGESTÕES PARA RESPONDER MELHOR AOS QUESTIONÁRIOS

1. Ler atentamente, se necessário várias vezes, os enunciados das questões prestando muita atenção aos verbos de comando que estruturam as questões.

2. Responder exatamente ao que é solicitado, sem tentar acrescentar às respostas informações desnecessárias; elas não compensarão o que não souber responder, podendo até prejudicar a resposta, se acrescentar informação errada ou contraditória. 3. Qualquer resposta (restrita ou extensa) a uma questão, é sempre um texto e, como tal, tem de ser claro, coeso e coerente.

4. As respostas mais extensas deverão ter um início, um desenvolvimento e, quando necessário, uma conclusão. 5. Não responda às questões copiando frases inteiras de textos, a não ser que tal seja solicitado. Deve ler atentamente o material em análise e construir a resposta com o seu próprio discurso. As transcrições ou citações de frases devem ser feitas apenas quando os verbos de comando (como transcrever, retirar do texto, fundamentar recorrendo ao texto, etc.) o exigirem. 6. Respeite o número de linhas ou de palavras especificado

para as respostas. Não seja muito sucinto nem muito prolixo. 7. A resposta deve, geralmente, iniciar-se com traços da questão que a originou. 8. Não use nas respostas gírias e/ou construções típicas da linguagem coloquial. 9. Deve preocuparse em escrever de forma legível para que as respostas sejam claramente entendidas. 10. Dedique o maior cuidado à correção linguística, uma vez que é um fator de valorização das respostas.

DE CABO A RABO Significado:

Total

conhecedor. Conhecer algo do começo ao fim. Histórico: Durante o período das g r a n d e s n a v e g a ç õ e s portuguesas, era comum dizer-se total conhecedor de algo, quando se conhecia este algo de "cabo a rabah", ou seja, como de facto conhecer todo o continente africano, da Cidade do Cabo ao Sul, até à cidade de Rabah, em Marrocos (rota de circulação total da África com destino às Índias). Equipa da BECRE da ESDPV

Equipa da BECRE da ESDPV


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NEWSLETTER 2 FREGUESIAS

DO

A GRUPAMENTO

A Lei n.º 56/2012, de 8 de novembro, procede à reorganização administrativa de Lisboa. Neste sentido, a Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, a que pertence a Escola Secundária D. Pedro V, foi fundida com a Junta de Freguesia de São Sebastião da Pedreira. Em resultado da fusão, foi criada a Freguesia das Avenidas Novas. A nova freguesia confronta a sul com a Rua de Joaquim António de Aguiar, a Avenida de Fontes Pereira de Melo, a Avenida da República, a Avenida do Duque d’Ávila; a nascente com a Rua de D. Filipa de Vilhena, a Rua de Costa Goodolfim, a Rua do Arco do Cego, o Campo Pequeno, a Rua de Entrecampos, a Avenida da República; a norte com a Avenida das Forças Armadas; a poente com a Estrada das Laranjeiras, a Avenida dos Combatentes, a Praça de Espanha, a

O

MAR É SALGADO.

Durante milhares de anos, as águas das chuvas lavaram as rochas, dissolvendo uma parte dos sais que as constituem. As águas do escoamento despejam anualmente milhões

DAS

LARANJEIRAS

Rua do Dr. Júlio Dantas, o limite nascente do Parque Ventura Terra, a Rua do Marquês de Fronteira e a Rua de Artilharia Um. As restantes escolas

Francisco Gentil Martins, o Eixo Norte-Sul, a Praça do General Humberto Delgado, a Avenida de Columbano Bordalo Pinheiro, a Praça de Espa-

lhardas, a Avenida de Rui Nogueira Simões, a Rua de António Albino Machado; a norte com a Avenida do General Norton de Matos; a po-

Um livro é… um portal para um mundo onde a imaginação é o limite e cada palavra esconde uma emoção que nos transporta para o despertar do nosso subconsciente.

Marta Cruz, 10.º 9, n.º 20

do Agrupamento das Laranjeiras continuam a pertencer à Freguesia de S. Domingos de Benfica. Esta freguesia confronta a sul com a Estrada da Serafina, a Rua de

nha, a Avenida dos Combatentes, a Estrada das Laranjeiras e a Avenida das Forças Armadas; a nascente com a Avenida dos Combatentes, a Azinhaga das Ga-

ente com a Avenida do General Norton de Matos, a Rua do Tenente-Coronel Ribeiro dos Reis e a Estrada da Serafina.   Equipa BECRE da ESDPV

PORQUÊ? de toneladas de minerais nas fossas marinhas. As águas dos mares são mais salgadas do que as águas continentais por causa da evaporação, que provoca uma salinização

constante e particular de cada mar. Para se ter uma ideia, a água do mar é composta por 3,5% de sais, entre eles o cloreto de sódio, que é a mesma substância que compõe o sal

de cozinha. Equipa BECRE da ESDPV


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NEWSLETTER 2

ESCOLA B ÁSICA

DO

2.º

A Escola Delfim Santos foi criada em 1972 e, durante nove anos, esteve instalada no antigo Convento de Santo António da Convalescença, na Estrada de Benfica. Em 1981, passou a ocupar o edifício atual. Im-

E

3.º

CICLOS

PROF. D ELFIM S ANTOS

plantada na freguesia de São Domingos de Benfica é, atualmente, frequentada por cerca de 1050 alunos. No ano letivo de 2004/05 a Escola Delfim Santos tornou-se a Escola Sede do Agrupamento de

escolas com o mesmo nome. Em 2012, passou a integrar o Agrupamento de Escolas das Laranjeiras, cuja Escola Sede é a Escola Secundária D. Pedro V. Lucinda Marques, PB da EB 2,3 Prof. Delfim Santos

O POMO DA DISCÓRDIA Significado: Indica qualquer coisa que leve as pessoas a brigar entre si. Histórico: A lendária Guerra de Troia começou numa festa dos deuses do Olimpo: Éris, a deusa da Discórdia, que naturalmente não tinha sido convidada, resolveu acabar com a alegria reinante e lançou sobre o muro uma linda maçã, toda de ouro, com a inscrição “para a mais bela”. Como as três deusas mais poderosas, Hera, Afrodite e Atena, disputavam o troféu, Zeus passou a Páris, filho do rei de Troia, a espinhosa função de julgar qual das deusas era a mais bela. O príncipe concedeu o título a Afrodite em troca do amor de Helena, casada com o rei de Esparta. A rainha fugiu com Páris para Troia, os gregos marcharam contra os troianos e a famosa maçã passou a ser conhecida como “o pomo da discórdia”. Equipa da BECRE da ESDPV

A G R U PA M E N T O D E E S C O L A S D A S L A R A N J E I R A S Escola Secundária D. Pedro V

Estrada das Laranjeira, 122 1600-136 Lisboa direccao@dpedrov.edu.pt

Escola Básica 2. 3. Prof. Delfim Santos Rua Maestro Frederico Freitas 1500-400 Lisboa eb23delfimsantos@mail.telepac.pt EB1 / JI Frei Luís de Sousa

Rua Raul Carapinha 1500-542 Lisboa

escola.freiluis49@gmail.com

EB1 / JI António Nobre

Rua António Nobre, 49 1500-046 Lisboa

eb1antonionobre@gmail.com

EB1 / JI Laranjeiras

Rua Virgílio Correia, 30 1600-224 Lisboa

eb1daslaranjeiras@gmail.com

Janela Aberta nº 2, nov. 2012  

Janela Aberta, n.º 2, novembro de 2012

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