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Outubro 2009 - Ano 1 - Número 3

O aprendizado da liderança

“Se você quer um ano de prosperidade, cultive grãos. Se você quer dez anos de prosperidade, cultive árvores. Se você quer cem anos de prosperidade, cultive pessoas.” (provérbio chinês)

O

Divididos em grupos, participantes discutem conteúdo

s participantes do Grupo APL (Arranjo Produtivo Local) das indústrias gráficas do Grande ABC e Baixada Santista reuniram-se nos dias 16, 17 e 28 de outubro na sede do Singrafs para dar continuidade ao curso de formação Atitudes Empreendedoras. O tema desses encontros 1 foi O Aprendizado da Liderança.


Encontros de outubro - dias 16, O

EXPEDIENTE

APL tem o objetivo de aprimorar a capacidade competitiva das indústrias gráficas e vem sendo realizado, graças a uma parceria entre o Singrafs e o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de São Paulo). O curso é ministrado pelos irmãos Lopes (Mauro e Marcos). Em um mundo cada vez mais veloz, onde a antiga segurança do trabalho, protegida pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), vem sendo substituída pelo risco do trabalho empreendedor. Qual é o tipo de liderança que esse momento especial exige? Qual é o tipo de líder que a empresa progressista necessita? Para responder a essas questões, os formadores fizeram um histórico de várias linhas de pesquisa, que estudaram o significado da liderança através dos anos. Foram citados autores como Frederick Taylor, Jules Fayol, Georges Elton Mayo, Kurt Lewin, Douglas McGregor e Chris Argyris. Taylor, por exemplo, é considerado o “pai da administração científica”; Fayol elaborou a “teoria clássica da administração de empresas”; Mayo entendia o conflito como uma “chaga social” e reivindicava um ambiente de trabalho voltado para a cooperação e o bem-estar. Para Kurt Lewin, as variações individuais do comportamento humano, com relação à norma, são condicionadas pela tensão entre as percepções que o indivíduo tem de si mesmo e

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Formadores incentivaram a participação pelo ambiente psicológico em que se insere. McGregor ficou famoso ao criar a teoria X e Y. A primeira (X) assume que as pessoas são preguiçosas e, por isso, necessitam de motivação. A segunda (Y) baseia-se no pressuposto de que as pessoas querem e necessitam trabalhar. Segundo os irmãos Lopes, o desafio da empresa progressista está no ato de “aprender e desaprender”. Desaprender o modelo autoritário de gerenciar; e assumir um modelo de gerência de equipe voltado para o aprendizado. “O líder de uma empresa é responsável por melhorar a qualidade de seu pensamento; e não de sua ações”, disseram os formadores. Quase sempre os planos de mudança estão relacionados com coisas,

“A formação dos dias 16 e 17 mexeu com o fator de comportamento do grupo, com as emoções. Senti que houve um amadurecimento muito grande dos participantes. Foi muito construtivo. Antes, eu não tinha uma compreensão do foco da minha atividade. Agora, passei a ter essa nova definição de foco. O cliente precisa estar satisfeito, bem atendido. Estou voltada para isso”. Rosana Correa

processos e outros ingredientes. Os esforços são direcionados para manter tudo como está. A principal mudança que um líder progressista deve processar está em si próprio, relacionada com seu modelo mental. O sucesso obtido no passado incorporou um modelo, uma maneira de agir, que acaba funcionando como um piloto automático.


, 17 e 28, na sede do Singrafs Veja o que faz um antilíder, uma espécie em extinção, incapaz de criar uma empresa progressista:

- Mantém políticas e processos que fizeram sucesso no passado; - Adota uma postura arrogante; dá sinais de que não há nada de novo para aprender; - Não dá o braço a torcer, quando percebe que um funcionário sabe mais sobre determinado assunto do que ele mesmo; - Fragmenta a informação, para que ninguém a tenha por completo; - Discute um problema que já teve uma decisão prévia; - Busca culpados para os erros; - Só trata as questões da tarefa; esquece de lidar com os sentimentos; - Dá pouca atenção ao ponto de vista dos outros; - Minimiza os acertos; e maximiza os erros; mantém os colaboradores com um constante sentimento de culpa.

Se os funcionários fossem ouvidos, eles definiriam as características de um líder progressista com as seguintes palavras:

“Ele incentiva a participação de todos”; “Ele ouve com atenção e sabe comunicar com clareza”; “Inspira confiança e tem senso de justiça”; “Ele nos mantêm informados sobre como as coisas estão”; “Ele diz o quanto nosso trabalho é importante”; “Embora seja exigente, temos a liberdade de realizar o trabalho da melhor maneira possível”; “Sabemos onde queremos chegar e aprendemos muito com ele”. “O curso está sendo bastante proveitoso. As pequenas ações que aprendi nele consegui aplicar na empresa e já surtem efeito. Entendo que durante o curso encontrarei dificuldades para aplicar tudo que aprenderei. Porém, as minhas decisões estão mais assertivas. Vejo com mais clareza se estou indo para a direção certa ou não”. Osvaldo Abreu Pestana Júnior

“Pessoalmente, como empresário, como pessoa, tenho aprendido muito. O relacionamento com as pessoas que trabalham comigo melhorou. No sábado (17 de outubro), eu ia viajar para participar de um churrasco, mas achei melhor ficar e ir ao curso. Está sendo muito positivo”. Edilmo Oliveira Lima

Características do líder progressista: Visionário – Atento aos cenários futuros e às necessidades de mudança. Sabe que mais importante que fazer o colaborador “vestir a camisa da empresa” é fazê-lo “vestir a cabeça da empresa”. Só assim cada funcionário será capaz de dar o melhor de si e assumir responsabilidades. Estratégico – É capaz de estabelecer um diálogo inteligente e produtivo entre a empresa e o mercado. Reconhece que as principais informações para o seu trabalho estão lá fora, com os clientes. Lá fora, também estão as oportunidades, o lucro e as ideias para as inovações. Organizador do trabalho – Atento a processos funcionais e econômicos. Conta com a contribuição de colaboradores internos e externos, em uma relação motivadora de risco e resultados. O desafio está em obter o efeito sinergia, principalmente, em uma estrutura de trabalho em rede. Educador – Disponibiliza ao máximo as informações e sinaliza a todos onde buscá-las. Tem o compromisso de deixar as pessoas melhores, o tempo todo e em todas as circunstâncias. A queixa de um cliente, a paralisação da linha de produção, a atitude empreendedora de um colaborador, todas as situações do cotidiano se transformam em material de trabalho para ele. O líder educador é peça-chave na empresa de conhecimento.

Integrantes do APL acompanham formação

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Grupos fazem exercícios de aprendizado

A

turma foi dividida em quatro grupos: Vermelho, Amarelo, Verde e Azul. Eles reuniram-se nos dias que antecederam à reunião do dia 28 de outubro. Entre suas tarefas, estava a necessidade de avaliar fatores como visão de futuro; comportamento empreendedor; capacidade de confiar e conquistar a confiança das pessoas; capacidade de aprender e educar; capacidade de ouvir e se comunicar; capacidade de planejar, implementar e avaliar resultados. Os grupos produziram questionários e seus integrantes responderam e debateram essas questões, atribuindo notas, tirando médias. Segundo os formadores, “o principal aprendizado sobre liderança é ter ampla compreensão da natureza humana”. “É a coragem, e não a análise, que determina as regras mais importantes para identificar prioridades. Escolha o futuro, e não o passado. Concentre-se nas oportunidades; e não nos problemas. Escolha sua própria direção, em vez de seguir a multidão. Estabeleça metas altas. Olhe para algo que causará impacto, e não para algo seguro e fácil de realizar”, Peter Drucker, economista e filósofo austríaco (1909-2005). “Estou gostando do curso. Desde o princípio. Quando me perguntam se eu iria perder o sábado para participar da atividade, respondo que vou ganhar o sábado. Nas aula do dia 16, achei que tinha começado mal, mas era parte do processo e acabou mexendo com a nossa estrutura interna, nos obrigou a sair daquela zona de conforto. Foi muito interessante”.

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AGENDA

Lilian Gomes de Souza

“Essa formação em outubro mexeu comigo, porque foi muito comportamental. A gente passa a se enxergar de outra maneira e aquela autopercepção, que tínhamos, é colocada em xeque. Eu me sinto mais aberta a mudanças. Vai dar para colocar em prática aquilo que aprendemos aqui.”

Lilian Gomes de Souza

Teses de liderança foram reforçadas

Exercícios estimularam a autopercepção

Não se esqueça! Próximos encontros: - 11 de novembro (quarta-feira) - 28 de novembro (sábado) - Módulo III – 11 e 12 de dezembro (sexta-feira e sábado)


Informativo APL - Outubro de 2009