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Novembro 2009 - Ano 1 - Número 4

Começaram as atividades práticas Nos encontros dos dias 11 e 28 de novembro os participantes do Grupo APL (Arranjo Produtivo Local) das Indústrias Gráficas do Grande ABC e Baixada Santista começaram a colocar em prática os conhecimentos adquiridos no curso de formação Atitudes Empreendedoras.

Foram feitos exercícios de superação de desafios e trabalho de equipe, controle de qualidade e cálculos de produção, tendo como proposição a tese de que

“diferentes fatores competitivos implicam diferentes objetivos de desempenho”.

“Ao colocarmos em prática as técnicas aprendidas, temos uma visão sistêmica do negócio. Desta forma conseguimos nos especializar e buscar o diferencial necessário para aumentar nossa atuação no mercado. Rosana Corrêa

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Desempenho e fatores competitivos Na apostila distribuída aos participantes do APL, foram alinhadas algumas medidas típicas para alcançar objetivos de desempenho. Veja quais são: Fatores Competitivos

Objetivos de desempenho

Se os consumidores valorizam estes...

A operação precisará ser excelente nestes...

Preço baixo

Custo

Qualidade alta

Qualidade

Entrega rápida

Rapidez

Entrega confiável

Confiabilidade

Produtos inovadores

Flexibilidade – produto/serviço

Ampla gama de produto e serviço

Flexibilidade – mix ou composto de produtos

Habilidade de mudar quantidade Ou prazo de entrega de produtos E serviços

Flexibilidade – volume e/ou entrega

Custo

Qualidade Rapidez Confiabilidade

EXPEDIENTE

Flexibilidade

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Tempo mínimo de entrega/tempo médio de entrega Variação contra orçamento Utilização de recursos Produtividade de mão-de-obra Valor agregado Eficiência Custo por hora de operação Nível de reclamação de consumidor Nível de refugo Alegações de garantia Tempo médio entre folhas Escore de satisfação do consumidor Tempo de cotação do consumidor Lead-time de pedido Frequencia de entregas Tempo de atravessamento real versus teórico Tempo de ciclo Tempo de cotação do consumidor Lead-time de pedido Frequencia de entregas Tempo de atravessamento real versus teórico Tempo de ciclo Tempo necessário para desenvolver novos produtos e serviços Faixa de produtos ou serviços Tempo de mudança de máquina Tamanho médio de lote Tempo para aumentar taxa de atividade Capacidade média/capacidade máxima Tempo para mudar programações

Grupo produz rápido com erro zero

A

inda dentro da dinâmica de grupos, os participantes do APL reuniram-se em equipes para um exercício prático que tinha o objetivo de montar 14 tubos entrelaçados e preenchidos com bolas brancas e vermelhas. O desafio era fazer esse trabalho em curto espaço de tempo, gastando pouco e com a menor estimativa de erro. O grupo formado por António José Simões Gameiro, o Tonzé; Odair Paulino, Hamilton Ferreira, Edilmo Oliveira Lima e Lilian Gomes de Souza foi o que obteve os melhores resultados. Tonzé conta como foi vencido o desafio: “Nós fizemos um tempo razoável e o índice de erro foi zero. Enquanto os demais grupos tiveram um custo de produção de peças que variou de R$ 4,46 até R$ 8,00, nossa equipe, reduzida na parte de produção para três pessoas, fez as peças com um custo de R$ 2,80.” Tonzé dá mais detalhes:


Entrevista

“As palavras comovem. As atitudes movem.”

com Sérgio de Almeida Aguiar “Como eram poucas as peças a ser produzidas, nós colocamos o foco na questão do controle de qualidade. Não nos preocupamos muito com o tempo. Sabíamos que faríamos um tempo próximo das demais equipes. Então, um integrante da equipe preenchia o tubo com bolas vermelhas; outro fazia o mesmo com bolas brancas; e um terceiro pegava os tubos e os entrelaçava.” Segundo Tonzé, com o exercício prático ele não viu a hora passar: “Quando entram questões relativas a produção, redução de custo, otimização de recursos a gente não vê o tempo passar. Foi muito gostoso.” “Estou gostando do curso. É um processo que mexe com a nossa estrutura interna e nos obriga a sair daquela zona de conforto. É muito interessante.” William Gomes de Souza “O exercício prático foi ótimo. A partir da identificação do fator competitivo, podemos direcionar todos os esforços para o objetivo de desempenho, tomando as medidas necessárias para satisfazer as necessidades do cliente” Aparecido dos Reis “Se eu tivesse tido esse aprendizado alguns anos atrás, estaria em uma situação bem mais confortável. Mas nunca é tarde para recomeçar.” Julio Cesar Slanzon

“Estamos vendo o quanto as pessoas são importantes, não importa o lado em que ela se encontre, seja cliente, líder, colaborador, são pessoas que sempre têm algo a nos acrescentar. Mateus Petricelli

No encontro, realizado no dia 11 de novembro, discutiu-se o tema Fatores Competitivos e Objetivos de Desempenho. Como o senhor avalia o exercício prático ali realizado? SÉRGIO DE ALMEIDA AGUIAR O exercício realizado nesse trabalho é muito interessante, pois mostra a personalidade de cada um dos participantes e, principalmente, como eles provavelmente, agem no seu dia a dia, em suas empresas. Após o exercício, os participantes recebem feedbacks. Isso faz com que caiam algumas fichas. Aí, começamos a nos perceber melhor. Depois de um período de formação voltado para a teoria e o autoconhecimento, os cursos do APL passam a enfocar principalmente as questões práticas, do cotidiano de trabalho. Em que medida essas aulas têm ajudado em seu dia a dia ou na sua vida pessoal? SÉRGIO - Sem dúvida, o aprendizado que estamos tendo é de grande valia, principalmente, se falarmos em termos de conscien-

tização. O grupo está bastante alinhado e acho que está havendo uma grande quebra de paradigmas. Sinto muito que outras empresas, convidadas a participar do APL, não o fizeram, pois estão perdendo uma oportunidade de ouro de aprender coisas valorosas. No dia a dia, ainda não consegui aplicar os ensinamentos adquiridos como gostaria, mas a forma com que eu vejo as coisas está mudando bastante. Sinta-se à vontade para fazer qualquer comentário sobre sua participação nas atividades desenvolvidas no APL. SÉRGIO - Os estudos a nós solicitados até o momento são de um aprendizado ímpar. Eu, especialmente, gostei bastante dos Estudos de Mercado e Cliente, onde, entre outras coisas, aprendemos como montar uma Planta de Serviços, que é uma ótima ferramenta para encantarmos o cliente. Fizemos também o estudo de foco, que é um trabalho difícil, mas acho que é a grande sacada para nos destacarmos no mercado.

Para mim, todos os temas abordados são de extrema valia, tanto no meu dia a dia como também na minha vida pessoal. Na realidade, chega a ser uma revolução de mudança de hábitos. Não é fácil, mas é necessária. Aquele que não é adepto de mudanças estará fadado a desaparecer.” Laércio Feiteira

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Treinamento sobre Atitudes Empreendedoras volta-se para a conquista de resultados

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Edneide Cortes e José Carlos Fontana

“Os treinamentos foram importantes para a visão dos empresários. Se esse curso tivesse ocorrido a cinco anos atrás, eu estaria em uma situação melhor”, afirmou Julio César Slanzon, da Plan Art. Para João Luiz Junqueira Caíres, da Avaron Gráfica, “na medida em que os temas são discutidos, cada integrante do grupo começa a ter uma visão diferente dentro de sua própria empresa”.

José Carlos Fontana, da Matic Entretenimento e Diversões Eletrônicas, foi convidado para encerrar o programa. Ele mencionou os fatos ocorridos antes e depois de participar do treinamento. Fontana integrou o APL do setor de móveis e trouxe exemplos práticos, de como a formação ajudou a promover mudanças em sua empresa.

Júlio Cesar Slanzon e Rosana Corrêa

Presidente do Singrafs diz que objetivo é entrar no Mercosul O presidente do Singrafs, Adriano José de Souza Assis, planeja fortalecer ainda mais o segmento gráfico para entrar com força total no Mercosul. Como o Grande ABC mudou seu perfil (cada vez mais a região deixa de ser unicamente industrial para firmar-se como prestadora de serviços), “nossa ideia é criar um polo gráfico no ABC”. Seguindo o modelo do APL (Arranjo Produtivo Local), Adriano almeja, por meio desse mecanismo, transformar pequenas e médias empresas do setor gráfico em grandes potências regionais. Com esse fortalecimento, o presidente do Singrafs planeja entrar no mercado de exportação para o Mercosul. Como o calendário

AGENDA

A turma que participa do APL (Arranjo Produtivo Local ) das Indústrias Gráficas do Grande ABC e Baixada Santista, chegou a 7ª etapa do programa A+E (Atitudes Empreendedoras) com o tema Como Conquistar Resultados, que faz parte do programa de aprendizado. A formação ocorreu sábado, 28 de novembro, na sede do Singrafs, em Santo André. O programa é montado por módulos e cada participante agregou um conhecimento para obter melhores resultados. Foram trabalhados dois tópicos: indicadores e apontadores de resultados, tendo como base a vivência no ambiente de trabalho. O foco da reunião foi realizar um apanhado geral das atividades desenvolvidas no treinamento. Divididos em grupos, - ainda caracterizados pelas cores azul, amarelo, verde e vermelho, - os participantes apresentaram os resultados obtidos. Um dos assuntos que ganhou destaque nesta última integração foi o modo de visão, a forma como eles veem o mercado. Muitos dos que participam mudaram a maneira de enxergar o mercado e passaram a identificar na concorrência uma forte aliada nos negócios. Rosana Corrêa, da Fitgraphics, afirmou: “O mais importante é a integração. O grupo dos gráficos era disperso, com dificuldade para expor suas ideias”. Além da integração entre eles, outro fator foi identificado e trabalhado de forma mais detalhada: “necessidades e exigências dos clientes”. De acordo com Aparecido dos Reis Faustino, da Macron Indústria Gráfica, “montar um planejamento para obter bons resultados é essencial”. “As melhorias no processo devem atender às necessidades do cliente.” Edneide Cortes, da Planform Gráfica e Editora, diz: “O nosso segmento é marcado por empresas familiares. Nossa formação profissional é a nossa experiência de vida. Com o APL, conseguimos enxergar o mercado de forma mais ampla e profissional. O grupo todo tem um excelente conhecimento prático”.

escolar latino americano tem datas semelhantes às nossas, Adriano pretende fornecer o material didático para escolas e outras instituições de ensino fora do Brasil. Futuramente, explica o dirigente, existirão dois tipos de empresas no setor gráfico: pequenas e grandes. O sucesso e a vitalidade das pequenas do setor gráfico estarão relacionadas ao foco de produção. “As pequenas empresas gráficas não poderão produzir apenas um único tipo de produto. Elas devem promover parcerias com empresa do mesmo porte concorrendo com as grandes”, afirmou Adriano.

Não se esqueça! Próximos encontros: Módulo III – 11 de dezembro (sexta-feira)


Informativo APL - Novembro de 2009