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Olá crianças! Eu sou o Rei dos Patrimônios. Sou eu quem decide o que é um patrimônio ou não. Mas o que seria um patrimônio? Bom, um patrimônio é algo muito especial na cultura de um povo, que os torna o que são. O patrimônio cultural se divide em dois: O material que são lugares, documentos, fotos, e assim por diante. E o imaterial, ou seja, as crenças, histórias, músicas, entre muitas outras coisas. Agora que vocês sabem como eu decido o que é um patrimônio, vamos embarcar nessa aventura sobre a cultura dessa bela região que é o Vale do Paraíba!


Agradecimentos Este livro foi produzido pelos alunos do Colégio Jardim das Nações participantes do projeto “O Vale tem histórias”, todos do 1° ano do ensino médio de 2018, estes agradecem ao professor orientador Francisco, além do apoio e oportunidade da escola.

Autores: Antônio Roberto, Davi Sayge, Gabriel Santos, João Pedro Bettin, Pedro Damilano, Laís Ferraz, Luísa Lima, Luísa Teixeira, Maria Fernanda Norcia, Rafael Máximo, Yasmin Macri, Yohana Kabeya. Professor Orientador: Francisco Barros. Ilustradores: Gabriel Ferraz e alunos do 3°BM, AT e BT da Escola Jardim das Nações


Sumário O herói da FAMUTA O Desfile Joaquim: O botão Fazendas de café Ajudar faz a diferença O Meu Lugar Casa do Botão Capela dos Milagres Tradição da Família Bolinho Caipira Tesouro do Baú Serra do Elefante


O herói da FAMUTA Olá, meu nome é Ronaldo, mas as pessoas me chamam de Naldo, eu faço parte da FAMUTA, banda de Taubaté, e hoje eu vou contar uma história que aconteceu enquanto passávamos pela avenida, foi um fato bem curioso. Bom, vamos pelo começo, eu estava me arrumando para participar de um grande festival que a FAMUTA iria participar, eu estava muito animado, não conseguia me conter, todos estavam bem vestidos, os enfeites estavam lindos e estava tudo ficando pronto. No outro dia já estava tudo arrumado para o festival e estávamos prontos para sair, logo ao saímos do galpão vimos uma rocha muito grande no meio do caminho, mas então nós pensamos: “Tranquilo, basta passarmos pelo lado”, aí que está o problema, vimos que n dava para passar pelo lado porque logo em seguida estava uma ponte que dava para uma forte correnteza e então, gênio como sou, pensou: “Será que se nós usarmos nossas forças conseguimos mover essa pedra? ” Foi a PIOR decisão da minha vida porque, ao invés de tirar a pedra do caminho, ele só foi para mais perto da ponte e atrapalhou mais ainda o caminho. Enquanto eu pensava em algo, um dos homens da banda olhou para baixo da pedra e viu um homem com a perna presa e ele logo ficou feliz por ver que alguém estava ali para ajudá-lo. Eu então chamei ajuda, pois havia um homem ferido ali, e eles chegaram rapidamente e tentaram nos ajudar a tirar ele dali, porem estava muito difícil, mas eu tive uma ideia e logo coloquei em prática, pedi para todos me ajudar a levantar uma viga de metal que estava ali no chão e então com ela


colocamos em uma parte que ajudaria para dar um solavanco e entĂŁo todos juntos


um solavanco e então todos juntos usamos nossas forças e conseguimos empurrar a pedra do caminho sem machucar o homem e ele logo agradeceu falando que eu era o herói dele e eu fiquei muito feliz. Depois de toda essa confusão ainda conseguimos chegar a tempo para o festival e fizemos um de nossos melhores shows, pois estávamos inspirados.

Autor: João Pedro Bettin


O Desfile Juquinha era um menino comum, que morava em São Luiz do Paraitinga, nessa cidade existia uma comemoração que ocorria todos os anos, se chamava o Carnaval de São Luiz, era o festival mais importante para Juquinha, não havia palavras para expressar o amor que sentia, e essa emoção era de família, pois todos os anos sua avó fazia os bonecões e Juquinha ajudava, eles eram a alma da festa, só que nesse ano sua avó estava muito doente e ficava a dúvida quem iria fazer os bonecões. Daí Juquinha teve a brilhante ideia de faze-los, só que não sabia como, mas ele iria tentar. Era dia 6 e Juca não fazia a menor ideia de como começar o seu boneco, foi aí que teve a brilhante ideia de ir batendo na porta de todas as casas de São Luiz perguntando “como seria o seu bonecão ideal?”. Recebeu milhares de respostas, sendo elas: Bonecão de barro, de papel machê, parecendo um cantor, foram tantas ideias que ele resolveu juntar todas. Foi assim que ele me criou, prazer meu nome é James. Juquinha me criou com todo amor e carinho, minha aparência não é a das melhores, porque foi a primeira vez que Juquinha tinha feito um boneco, mas não tem problema, o que vale é a intenção. Chegou o grande dia em que, Juquinha ia me apresentar para a grande festa. Chegando lá, a primeira coisa que fiz foi dar uma olhada em geral, me apaixonei na hora, tudo estava tão bonito, havia cores, pessoas, música, dança, tudo de bom nesse mundo, passou um tempo e logo anunciaram: “Que comece o desfile dos bonecões de São Luiz”, Juquinha pegou meu braço e me levou até o começo da rua, me guiou até o final dela e pediu para eu sentir aquele momento, pois era todo meu, foi fantástico, uma multidão de pessoas na rua, para apenas ver um desfile, foi uma emoção única, aquela energia que contagiava Autor: Gabriel Santos qualquer um.


Joaquim: O Botão Olá meu nome é Joaquim, mas pode me chamar de Joca, nasci em 1937, meu pai Gino Lanfranchi dizia que eu era feito da jarina, uma semente duríssima da castanha de uma palmeira natural do vale amazônico, conhecida na Itália como “corozo”, de onde deriva o nome da fábrica, Corozita. Como você pode perceber, fui muito importante para a criação da fábrica de meu pai. Uma certa manhã, chegou um cara diferente na fábrica, meu pai foi logo cumprimentá-lo e junto desse homem, havia uma menina, ela era pequeninha, tinha os olhos grandes, aparentava uns 7 anos. Como meu pai sempre dizia: “Fábrica não é lugar para criança”. Gino chegou perto de mim e disse: - Cuida dela para mim. Logo eu perguntei: - Certeza que eu consigo cuidar de uma criança? Ele me respondeu sorrindo: - Você consegue Lá fui eu então, me apresentei e ela disse que seu nome era Laura, achei um nome bem bonitinho, mas tinha um problema nunca tinha cuidado de uma criança, principalmente uma com o dobro do meu tamanho. Mostrei tudo que tinha de legal na fábrica, e olha eram pouquíssimas coisas. Fazia apenas algumas horas em que Laura estava na fábrica e já não tinha mais nada para fazer, nesse meio tempo dei uma descansada e quando olhei para o lado, Laura tinha desaparecido, o que iria fazer? Eu sabia que isso não ia dar certo. Procurei por toda fábrica e nada, andei, andei e nada achei, estava exausto não aguentava mais andar, até que fui no lugar mais improvável, o escritório de meu pai, e lá estava ela brincando com alguns botões avulsos, foi nesse momento que percebi que ela não era muito diferente de mim, ignorando as características físicas é claro.


Conversamos um pouco e quando estรกvamos prestes a levantar e sair daquele lugar, surge meu pai e o pai de Laura, dizendo que o pai de Laura conseguiu o emprego e que a partir de amanhรฃ Laura viria para a fรกbrica me fazer companhia, todos os dias.

Autor: Gabriel Santos


Fazendas de Café No vale há uma fazenda, Uma fazenda de café Nunca tinha visto uma daquela Tão bonita ela é Achei ela incrível, Tantos pés de café Era tudo tão cheiroso, Tinha cheiro de café gostoso Lá tinha muitos trabalhadores Todos sempre a se empenharem Eles tinham orgulho De trabalhar com a cultura de lá Aqui no vale se produzia muito, Muito daquele cafezinho Mas isso já foi até esquecido Porém ainda está na cultura,


Do nosso valezinho

Autor: Antonio Roberto


Ajudar faz a Diferença Era uma vez uma menina muito brincalhona chamada Aninha, que morava em Taubaté com sua avó, Dona Maria, a figureira mais talentosa e conhecida do Vale do Paraíba. Todos os dias Dona Maria sentava na sua poltrona e passava horas preparando e moldando a argila com muita calma, enquanto Aninha colocava ao sol para secar e depois ajudava sua vó a pintar, dando assim, vida aquelas figuras tão bonitas, desde delicados santinhos até extravagantes pavões. Seu trabalho feito com tanto esforço era reconhecido pelo Brasil inteiro e por isso suas figuras eram vendidas sem parar, nunca sobrava sequer uma. E quanto Aninha, ela amava quando o Dia do Folclore chegava, pois, além de ver sua vozinha super feliz, se encantava com todas aquelas pessoas que chegavam e faziam a maior festa. A única parte cansativa era que as duas tinham que trabalhar em dobro para fazer várias figuras durante a semana que antecedia o Dia do Folclore, porque assim não faltaria figuras para ninguém e todos que fossem lá sairiam felizes com suas pequenas obras de arte e assim se lembrariam para sempre daquele dia muito especial. No dia anterior à grande comemoração, Aninha organizou todas as figuras em caixas, deixando-as no quintal e depois saiu com sua avó para passearem. Logo que chegaram, viram que todas haviam sumido! Elas não conseguiam acreditar no que havia ocorrido, e pra piorar já era tarde da noite. Aninha, estava muito chateada, e ao ver sua avó aos prantos, decidiu que as coisas não poderiam acabar assim, a festa não poderia ser um fiasco! Mas para isso elas teriam que passar a noite inteira fazendo tudo novamente.


Dito e feito, Aninha disse para sua vó que se elas não fizessem tudo seria em vão e que chorar não iria melhorar nem um pouco a situação, então chamaram toda a vizinhança, que prontamente se ofereceram para ajudar. E foi assim que passaram a madrugada, moldando ali, secando aqui e pintando lá, e quando se deram conta a manhã já havia chegado e as figuras estavam recebendo os retoques finais. Logo depois, Aninha, Dona Maria e os vizinhos estavam recebendo, com muita felicidade, as pessoas que começavam a chegar de todo o Brasil para fazer parte da comemoração. Durante a festa houve só alegria, risadas, boas lembranças e ao fim do dia, todas as figuras foram vendidas e tudo havia dado certo, a festa foi um sucesso! E ao final do dia, D. Maria e Aninha reuniram os vizinhos para agradecer por toda a ajuda e comemorar assim esse Dia de Folclore que teve um final feliz!

Autora: Yohana Kabeya


O Meu Lugar Meu nome é Beto, mas sou conhecido com Paraphysornis brasiliensis, sou da família “Aves do Terror” que viveu durante o Brasil Plioceno, mais especificamente aqui no Vale do Paraíba, hoje estou exposto no Museu Arqueológico de Taubaté, porém a historia que eu vou contar hoje, não se baseia no museu e sim na minha vida. Todos me conhecem como uma ave carnívora, que espalha medo por onde passa, mas não sou assim, sou apenas Beto, uma ave que deseja ter amigos. Bem minha vida sempre foi muito agitada, desde que me conheço por gente, meus pais, Carla e Aroldo, sempre me ensinaram a caçar, correr, a sobreviver como uma “Ave do Terror”, eu nunca gostei de fazer essas coisas, apenas queria brincar. Diferentemente dos meus irmãos, Diongo e Eva, que amavam caçar, eu acha isso chato e como ia ter amigos, se todos que nos obsevavam nos via com sangue nos dentes. Um certo dia de verão, minha familia estava andando pela borda de um rio, até que de repente começou a se formar algumas nuvens escuras no céu, essas estavam carregadas de água prontas para serem liberadas. A tempestade foi intensa, o rio alagou e lá de longe se via uma imensa onda a se formar, devia ter sido culpa da ventania que estava bem forte. A onda estava tão forte que me levou para longe da minha família. Quando acordei estava num lugar totalmente diferente, a paisagem estava toda devastada por conta da onda, e não encontra minha familia de jeito algum. Nesse momento, não sabia se ficava parado e esperando eles me encontrarem ou eu dava o meu jeito. Decidi me virar, começei a andar a procura de qualquer sinal, pegada que demonstrava que estava no caminho certo.


Andei, andei e nada encontrei, por sorte naquela região, achei uma caverna confortável para descansar e continuar a busca no dia seguinte. Logo de manhã, parti e encontrei uma pegada, muito semelhante a minha, na minha cabeça isso significava que minha família estava próxima, continuei andando, enfrentado chuva, sol, ventos, frio, tudo. Quando estava muito cansado, ouvi um barulho muito familiar, decidi segui-lo para ver onde ia dar, no fim encontrei um bando de Paraphysornis brasiliensis, eles eram diferentes uns dos outros, nem todos caçavam, outros brincavam, aquele era o meu lugar e o melhor, a minha família estava junto com eles, foi uma alegria só.

Autor: Gabriel Santos


Casa do Botão Aqui nessa vida tão solitária, vejo todos os botões sendo costurados, presos em um uniforme ou um vestido ou até camisas. Bem, eu sou o Bento, um pequeno botão de lata, agora esquecido em uma caixa na mesa das costureiras da Casa dos Botões. Quando fui feito, era um projeto de reciclagem, para diminuir o impacto causado pela fábrica, porém depois de apenas uma leva de outros como eu, fomos descartados, não éramos bons o suficiente para ficarmos presos nas costuras. Por algum motivo eu não fui levado, imagino que ainda há um buraquinho em uma camisa me esperando para fechá-lo. Entretanto, ainda não fui usado, minha esperança já estava quase que se extinguindo, até que um dia minha caixa foi pega. Fui levado para o outro lado da sala, estava tão animado que já imaginava as cores da roupa que iria ser costurado. No momento em que uma porta foi aberta eu queria ver os tecidos, mas quando me estiquei ao máximo para observar, era apenas um depósito. Nesse momento eu sabia que não seria retirado daquele local. Minha vida seria apenas em um cômodo sem janelas, sem poder ver o mundo, preso na minha caixa. Passaram-se semanas, eu não podia mais nem ouvir o som das máquinas de costura, só estava ao meu alcance uma vasta escuridão. Até que, num dia qualquer, abriram a porta. Para a minha surpresa pegaram a minha caixa, minha animação e esperança dispararam, não queria criar muitas expectativas porque vai que sou levado para outra sala escura. Quando me tiraram da minha caixa eu vi a sala de costura, não sei se era pelo tempo que fiquei no escuro, mas a sala estava toda iluminada, as pessoas trabalhando e os barulhos das máquinas de costura soavam como música. No momento que vi quem me pegou me surpreendi, era a filha de uma das costureiras que implorava para a mãe me usar para fechar seu vestido. A mãe não concordava, mas com os pedidos da filha ela pegou-me e me prendeu nas costuras.


A partir do momento que sai da fรกbrica preso no novo vestido, nunca havia me sentido mais livre, a menina usou o vestido em todas as oportunidades e eu a agradecia todas as vezes.


A Capela dos Milagres Era uma vez um menino chamado Joaquim, que morava com sua família em Aparecida, bem pertinho da Basílica. Todos os finais de semana, principalmente aos sábados, ele amava ir com sua avó, Dona Rosa, até a capela de Nossa Senhora da Aparecida para rezarem. Era como uma tradição para os dois, que iam e voltavam conversando, e era desse jeito que as tardes de domingo se passavam como que num piscar de olhos. Durante toda a infância de Joaquim os dois iam à capela, porém com o passar do tempo, Dona Rosa foi envelhecendo e acabou indo para o céu, o que deixou Joaquim muito triste, e por isso deixou de ir à capela pois ainda pensava muito em sua avó. Alguns anos se passaram quando Joaquim teve um sonho muito marcante, em que ele se encontrava com sua vó, e ela o dizia que sentia saudades e que o amava muito. Quando acordou, já havia decidido: teria que ir à capela, aquele sonho não poderia ser uma coincidência, devia ser um sinal. Dito e feito. Na mesma tarde Joaquim foi até a Basílica, e ao chegar, sentiu uma grande sensação de alívio, era como se tivesse voltado no tempo em que ia até lá com sua avó. Ele se sentia tão bem que resolveu andar por toda a Basílica e por último veria a missa na capela. Ao chegar à capela, abriu um largo sorriso, se sentia tão feliz, sentia que estava em contato com sua vovó e isso preencheu seu coração com tanto amor naquele momento. Depois dessa tarde, voltou andando para casa, como fazia antigamente e voltou a ir às missas Autora: Yohana Kabeya


de sábado, lembrando sempre de sua vovó com muito carinho em seu coração.


Tradição da Família Está se aproximando a minha época favorita do ano, não é o natal, é a Festa Junina. Mal a mamãe coloca o calendário de junho na geladeira e a vovó começa a fazer bolinhos caipiras, os dela são os melhores, nenhum dos outros participantes da festa do bairro faz um salgado tão bom. Uma vez ela me disse a receita, deve-se utilizar a melhor farinha de milho e de trigo, uma carne de boa qualidade e fazer com muita calma e amor, para garantir que as pessoas gostem e voltem mais vezes para comer. O que eu mais amo nessa época são as histórias que a Vó Nice conta sobre como começou o costume de fazer bolinho caipira. Existem várias versões, tem uma que diz que uma moça em Jacareí vendia o salgado no Mercado Municipal e como no Vale do Paraíba, onde a cidade e localiza, passavam várias pessoas o bolinho se espalhou por outros lugares. Porém tem outra que narra que o salgado já existia há muito tempo no período em que os índios povoavam o nosso país, esses usavam água com farinha de beiju e enrolavam um pequeno peixe na massa, até os colonizadores trocarem a carne branca por porco. Apesar de tantas histórias, eu finalmente consigo decidir qual é a minha favorita. A sobre os tropeiros e como eles passavam pelo Val. Preparavam o salgado com uma mistura sovada de água e farinha de milho, temperavam, enrolavam um peixe que depois eram fritos. Esses passavam tempos viajando e alguns desistiam das jornadas e ficavam nas vilas que passavam ou até criavam pequenas cidades. Agora já está tarde e daqui a pouco a festa começa. Quero ir a todos os brinquedos, comer um pouco do que vai ser servido em todas as barracas e a melhor parte ficar em volta da fogueira com a minha família ouvindo e narrando histórias.

Autora: Laís Ferraz


Bolinho Caipira O bolinho caipira É uma iguaria Feito com amor, Temperado com especiarias. Com esse bolinho É tempo de alegria Todo mundo come, Até seu pai e sua tia. É feito no vale Que vale seria? Ele é o vale, O Vale do Paraíba. É o vale do amor, O vale da felicidade Aqui tem cultura Para todas as idades. Pode vir pra cá Seja para morar Ou só para visitar Você será sempre bem-vindo, Para aqui ficar

Autor: Antonio Roberto


O tesouro do Baú Era dezembro, durante férias de verão, minha mãe me levou com meus dois melhores amigos, Laura e Lucas, para um passeio até a Pedra do Baú. - Eu ouvi dizer que há um baú de tesouros escondido perto da pedra, por isso tem esse nome. - Eu disse. - Sério, Bia? A gente devia procurar. – Respondeu Lucas. - Sim, devíamos. – Disse Laura. Chegando na pedra nós começamos a procurar por todo o lado, procura aqui e ali. Mas nenhuma pista sobre um baú de tesouros. Depois de cerca de duas horas paramos para almoçar e logo que sentei avistei algo em cima da árvore, parecia um papel, mas eu não tinha certeza. Então, Laura escalou a arvore, pegou o papel e desceu. Quando abrimos um grande mapa foi revelado. - É o mapa do baú de tesouros. – Disse Laura. - Vejam, aqui está a pedra e aqui a área de piquenique. – Falou Lucas. - Estamos aqui, nas mesas de piquenique, agora temos que encontrar essa grande arvore. – Disse. - Lá está – achou Lucas. Corremos até a árvore e vimos que o próximo passo era ir até o pé da pedra. Chegando lá, começamos a procurar por um X. Até que eu o avistei. - Olhem, lá. O X, eu achei. – gritei. Fomos correndo até lá e começamos a cavar. Até que batemos em algo duro como uma pedra, era o baú. O desenterramos e abrimos e lá estava: muitas moedas e cordões de ouro. - Estamos ricos! – Gritou Pedro. - Então, vocês finalmente acharam o baú de tesouros que fiz para vocês. – Disse mamãe.


- Como assim você fez? – Perguntei.


- Montei um caça aos tesouros para vocês se divertirem aqui. - E onde arranjou tanto ouro? – Perguntou Laura. - São chocolates. – Respondeu minha mãe. - Sério? Que delícia! – Falou Lucas. E passamos a volta de carro para a casa inteira comendo muito chocolate, até nossas barrigas doerem.

Autora: Luísa Teixeira


Serra do Elefante Docelina era uma menina muito curiosa e levada. Um dia foi fazer um passeio com sua família na Serra do Elefante. No meio do dia eles pararam para almoçar nas mesas de piquenique. Logo que chegou, Doce notou um homem sentado sozinho em umas das mesas e percebeu que ele parecia triste. Ela resolveu ir falar com ele, pois não gostava de ver ninguém chateado. - Licença, o senhor está bem? - perguntou Doce. - Olá, não muito, não consigo achar meus amigos. respondeu o senhor. - Você gostaria de ajuda? - Claro. - Tudo bem. Quando foi a última vez que você os viu? - Já faz muitos anos, eu ainda era uma criança. Mas me lembro de vê-los entrar em uma porta nas paredes da grande pedra. E me disseram que quando quisesse vê-los de novo bastaria bater na porta. E hoje depois de muitos anos resolvi revê-los. - Então, o que você está esperando? Vamos a pedra. Chegando lá, Doce e o senhor começaram a procurar por uma porta nas paredes da pedra. Procuraram, procuraram e procuraram, mas não conseguiam achar a porta. Então, resolveram parar um pouco para descansar. - O senhor sabe porque aqui se chama a Serra dos Elefantes? – perguntou Doce. - Olha, vou te contar um grande segredo, mas você tem que jurar guarda-lo. - Eu juro. – respondeu. - Muitos acham que o nome se dá pelo fato da grande pedra parecer com um elefante, mas na verdade é porque aqui existem muitos elefantes. - O senhor está brincando, eu não vi nenhum. - Isso é porque ainda não achamos a porta.


- Você está me dizendo que seus amigos são elefantes? O que estamos esperando? Vamos achar essa porta. Eles continuaram à procura, depois de um tempo Laura começou a ouvir alguns barulhos e os seguiu. Os barulhos estavam vindo de uma gigantesca porta, que havia passado despercebida, pois era tão grande que parecia outra parede, mas dessa vez Doce reparou na maçaneta. - Achei! Olha! – gritou com entusiasmo. O senhor correu em sua direção e bateu na porta. A porta se abriu como em um passe de mágica e um lindo mundo com flores, arvores e muitos, mas muitos elefantes. Logo que entraram já foram notados por todos os elefantes e quando estes notaram quem entrava ficaram muito felizes e fizeram uma linda saudação para seu velho amigo. Docelina passou o dia inteiro nesse lindo mundo com seus novos amigos. E até hoje volta lá, todos os anos, com todos de sua família.

Autora: Luísa Teixeira


 Com esse livro é possível fazer as seguintes atividades pedagógicas, que vão desenvolver o intelecto e a imaginação das crianças, o grupo testou estas atividades.

TEMA Pedra do Baú Bolinho Caipira Bonecos de São Luís

ATIVIDADE

Casa do Botão Figureiras Capela de Nossa Senhora Museu Arqueológico FAMUTA

Quiz de Piratas Maquiagem caipira Desenho do seu boneco para o desfile Colagem com botões Desenho da sua figura Desenho da história Quiz sobre dinossauros Desenho do seu instrumento

Serra dos Elefantes Fazendas de Café

Quiz sobre elefante Colagem com pó de café


Colégio Jardim das Nações

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O Vale tem histórias  

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