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A luz das sombras‌ Numa grande floresta Animais lindos surgiram Ouviu-se um barulho E com medo fugiram. Seguiram assustados AtÊ uma grande cidade. Encontraram-na sossegada Mas não tiveram piedade!


A tal grande cidade Não sabiam qual era Descobriram que era o Porto E que estavam na primavera‌ Uma grande corrida fizeram Pois tinham medo singelo Nesta corrida louca Rasgaram o sol amarelo!


O cavalo-marinho, O urso e o pinguim Atrapalharam as pessoas… Parecia o grande fim. O pavão não abriu as asas E não mostrou a sua cor Não gostou da nossa atitude E não exibiu a sua dor…


Esta dor fatela O pavão chorou Ficou atordoado Que até desmaiou. O lince zangado Começou-se a irritar Não fazia outra coisa Sem ser reclamar!


Aquela mágoa azeda Estava dentro do coração De um animalzinho Como grande desilusão… O grande lince Mostrou-se valente Deu um rugido Controlando a gente!


O chefe da selva, Animal obediente, Corajoso, destemido E muito paciente. O bravo lince rugiu: - Os animais zangados Vieram em busca de ĂĄgua. EstĂŁo desesperados E com uma enorme mĂĄgoa.


As pessoas n達o sabiam O mal que estavam a fazer. Aqueles pobres animais N達o tinham como fazer! O golfinho e o peixe Mais o cavalo-marinho Estavam bem unidos Para beber um bocadinho.


O pato, o coelho e o cavalo Revoltaram-se com a gente Ficaram cansados Do desespero que se sente!


O arminho e o c達o Com as pessoas est達o zangados! N達o tinham nada para beber E ficaram de incomodados. Apareceu uma borboleta A abrir a sua beleza Muitos animais invejaram-na


Mas não escondia a sua tristeza! O urso forte, tão forte A todos vai derrubar Tudo irá percorrer Para água encontrar. O texugo e o gato Amigos do peito Viram a multidão E ficaram sem jeito.


Com as suas penas brancas A pomba andava a voar Com a sua amiga coruja Que já estava a guinchar. Pessoas a fugir E também aos gritos… Os animais chateados E os homens aflitos!


As pessoas com alarido Com tanta aflição Desataram a correr Com tal comoção… Tanto barulho estava Ninguém se conseguia entender No meio da confusão, Tantas coisas a acontecer…


Encontraram um rio Debaixo de uma ponte Correram para lá Pois a água era a sua fonte. Todos disseram: - A água é boa! Lamberam a beiça E riram à toa. Decidiram então Pedir ajuda a alguém Explicando o seu lema E o que queriam também.


Pensaram em muita coisa, Mas não encontraram solução Até que se iluminou A cabeça do nosso amigão. Pessoas compreensivas Começaram a dizer: - Nós percebemos O mal que estamos a fazer!


Aproximaram-se dos humanos Para conversar sobre poupança: - Podemos partilhar a água Para um futuro de esperança! Construíram um cano Que à selva ia dar Para voltarem a beber Até a barriga consolar…


Começara a chover Mas uma chuva milagrosa! Água bendita, esperada Na natureza graciosa! As sementes floriram E o verde coloriu… Voltaram à sua vida E a história se viu!


Todos fizeram as pazes E lá voltaram para a floresta Com água num cano Foi uma grande festa! No fim desta história Acaba a tristeza… Ficaram todos unidos Rodeados de beleza… Turma 4ºA Escola da Corujeira

A luz das sombras  

Texto em poesia escrito pelos alunos da turma do 4ºAno A da Escola da Corujeira do Agrupamento de Escolas do Cerco.