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Ano XXXIIIXXXIII- Nº 223

Distribuição Gratuita

Março 2011

Visita a Serralves

Kutiva

Rope Skipping

Carnaval

Abril 2011


Editorial DE COMUNIDADE PARA COMUNIDADES Jornal da Escola Básica Integrada Aves / S. Tomé de Negrelos (Escola da Ponte) Largo Dr. Braga da Cruz 4795-015 Vila das Aves Telefone: 252875350 Fax: 252875352 Escoladaponte@gmail.com

Norteados pelos princípios e valores fundadores do Projeto Educativo da Escola da Ponte, alguns pais e orientadores aceitaram o desafio de estabelecer uma ponte com outras comunidades e, solidariamente, ajudar quem mais precisa. Desta feita, abraçaram o Projeto KUTIVA, que em changana quer dizer “saber, conhecimento”. É o 1º Projeto da ISSO, Inovação Social e Solidária, que tem como finalidade a promoção de projectos de inovação social e de solidariedade destinados a melhorar a vida de pessoas e de comunidades. O seu objectivo é dotar as escolas profissionais moçambicanas de livros; manuais escolares; materiais de laboratório e informático, entre outros. Tem como parceiros a Fundação Manuel Leão; a Fundação Portugal África; a

Ficha Técnica Equipa Editorial Todos os Alunos e Orientadores Educativos da EBI Aves/S. Tomé de Negrelos (Escola da Ponte).

Direcção Regional da Educação do Norte e a Escola Profissional de Abrantes e como agentes o Grupo de lançamento e de coordenação do Projecto um representante do MIN ED, um Elemento da DREN e Professores, aposentados ou em exercício, das Escolas tuteladas pela DREN. Relembrando o Projeto “Fazer a Ponte”:

Equipa Redactorial Carina Oliveira, Diana Gonçalves e Sandro Coelho (Orientadores Educativos). Rui Salgado Catarina Raquel, Francisca Andrade, Susana Salgado, Rafael Neto, Ana Cristina Machado, Francisca Pontes, Lucas Carneiro, André Monteiro, José Pedro Roriz, (alunos).

(…) A intencionalidade educativa que serve de referencial ao projecto Fazer a Ponte orienta-se no sentido da formação de pessoas e cidadãos cada vez mais cultos, autónomos, responsáveis e solidários e democraticamente comprometidos na construção de um destino colectivo e de um projecto de sociedade que potenciem a afirmação das mais nobres e elevadas qualidades de cada ser humano. (…) podemos concluir que as nossas ações educativas não podem nem devem restringir-se a um espaço escolar. A escola quer-se sem muros e, neste caso, com muitas pontes!

jrnldiaadia@gmail.com Mais informações sobre o Kutiva em: www.isso.org.pt

http://jornal-dia-a-dia.blogspot.com/

Índice

Publicação de Trabalhos Por favor,

Destaque ...................................................... 3

- todos os trabalhos devem ser previamente corrigidos por um Orientador Educativo;

Ponte .............................................................. 4

- os trabalhos deverão ser gravados na pasta T, dentro da pasta “Jornal”,

Escritas ........................................................... 9

- todos os trabalhos devem ter primeiro e último nome do autor, núcleo e nome do Orientador Educativo que o corrigiu ;

Editorial .......................................................... 2

- todos os trabalhos deverão ser entregues antes da última semana do mês. A Responsabilidade do Jornal

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Destaques

Desafio: melhorar Serralves No dia 31 de Janeiro de 2011, alguns alunos da escola da Ponte foram visitar o Museu de Serralves. A partida foi às 8:30. Quando chegaram a Serralves a professora Marta pediu-lhes para formarem dois grupos, pois um grupo, durante a manhã, iria visitar o Museu e o jardim de Serralves, enquanto o outro iria participar nas oficinas “Cidades Performativas” e “Cidades aos Cidadãos”. À tarde os dois grupos trocaram. Na oficina “Cidades Performativas”, os alunos da Ponte foram desafiados a sair

Visita à Exposição “Às Artes Cidadãos”

para o exterior e a tirar fotografias daquilo que achavam que podia ser melhorado. Depois, tiveram de melhorar as fotografias que tiraram, alterando as situações erradas ou menos boas. A título de exemplo, um dos grupos fotografou um espaço com lixo no chão e, no melhoramento que fez, esse lixo aparecia dentro do caixote. Outro grupo considerou que um dos caminhos não era adequado para idosos, por isso, melhorou-o. O jardim de Serralves é um espaço calmo e relaxante, pois os alunos da

Oficina “Cidades Performativas”

Ponte até puderam ouvir o som dos pássaros a cantar. Nesse local, caminharam e almoçaram. No geral, a visita foi interessante e o que lá aprenderam poderá ajudar na realização dos projectos artísticos. João Pedro Pacheco ( Consolidação)

Oficina “Cidades aos Cidadãos”

Challenge de Rope Skipping No dia 1 de Março de 2011, realizou-se o segundo “Challenge de Rope Skipping” na Póvoa do Lanhoso. Correu bem e gostamos de participar. Houve uma prova de 30 segundos, outra 30 segundos em cris-cross e outra de 2 minutos. Aqui ficam as classificações do pódio da Escola da Ponte na prova

de 30 segundos: 2.º Lugar: Nuno Magalhães 3.º Lugar: Daniel Cunha Os restantes elementos que participaram no grupo da Escola da Ponte no segundo Challenge não foram ao pódio, mas tiverem uma boa prestação. Nuno Magalhães e André Monteiro (Consolidação)

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Alunos a praticarem Rope Skipping na Ponte.

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Ponte

Visita de Estudo à Barragem da Caniçada No dia 1 de Março, alguns meninos da Escola da Ponte fizeram uma visita à Barragem da Caniçada. A viagem iniciou-se em Vila das Aves, onde apanhámos um autocarro com destino ao Gerês, mais concretamente à Serra da Cabreira. Chegados à Serra da Cabreira, fomos ver onde se situava a nascente do rio Ave. De seguida, fomos analisar a água do rio, com o objectivo de ver a diferença entre a qualidade da água onde nasce o rio e a da água de Vila das Aves. Verificou-se que a água proveniente da nascente se encon-

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trava em melhor estado do que a água de Vila das Aves. Este facto deve-se às transformações ocorridas no percurso efectuado pela água, desde a nascente até Vila das Aves. Por fim, fomos à barragem da Caniçada onde tivemos oportunidade de ver o seu funcionamento e como esta foi criada. Juliana Ferreira (Aprofundamento)

A adolescência e a sexualidade No dia, 11 de Março de 2011 a enfermeira Cacilda veio à escola falar com os alunos do Núcleo de Aprofundamento, sobre a sexualidade. Começou por perguntar o que nos vem à cabeça quando se fala de sexualidade e vários alunos partilharam a sua opinião. A enfermeira esteve a explicar-nos um pouco sobre o sistema reprodutor masculino e feminino e alguns alunos expuseram as suas dúvidas abertamente. Este encontro foi muito esclarecedor, no que concerne aos méto-

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dos contraceptivos mas, neste momento, ninguém expôs dúvidas, talvez por vergonha ou por já estarem bem informados! Apesar da timidez, todos percebemos que é fundamental estarmos bem informados sobre estes assuntos, para melhor percebermos as transformações da adolescência e estarmos bem preparados para enfrentar os seus desafios. Francisca Andrade (Aprofundamento)

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O nosso muito obrigado a todos quantos colaboraram nesta ação. Os materiais recolhidos já seguiram para envio. Kutiva na Ponte


Ponte

Caro ouvinte, sintoniza-te nesta emissão. A Escola da Ponte recebeu um convite para fazer um programa para uma rádio de Monção e, no seguimento deste novo projecto, as responsabilidades do Jornal e Computadores e Música juntaram-se para começar a trabalhar. Desta forma, fui entrevistar os alunos que ficaram responsáveis pela primeira emissão.

Cristiana - Quem foram os organizadores do programa de rádio, na escola? Rui Salgado - Os organizadores foram o Bruno Silva, o Guilherme, o Rui Salgado, o Zé Pedro, o Zé Miguel, a Inês Tavares e a Catarina Leite. Os orientadores educativos que nos ajudaram foram o professor Tiago e professora Carina. C - Como se chamava o programa? RS - O programa chamava-se “A voz dos avós”.

vos? RS - Ser diferente, partilhar experiências, ouvir a sabedoria dos mais velhos e ouvir os mais novos partilharem conhecimentos com os mais velhos. C - Que dificuldades tiveram? RS - Tivemos dificuldades em decidir quem ia falar, porque havia muitos alunos a querer fazê-lo e também a elaborar a entrevista à professora Ana. Rui Salgado, o entrevistado.

C - Como as ultrapassaram? RS - Pedindo ajuda aos orientadores educativos que nos acompanharam e C - Como organizaram o progra- aos colegas que estavam na organizama? ção. RS - Vimos os assuntos que íamos falar, em seguida, dividimo-los pelos alunos, começámos a ensaiar e finali- C - O que sentiram nesta primeizámos com as gravações do programa. ra emissão de rádio? RS - Emoção, alegria e achámos muito C - Quais foram os convidados? divertido. RS - Foi a professora Ana Moreira.

riência? RS - Sim, porque é uma experiência nova, pode-se aprender muitas coisas e também podemos apresentar a nossa escola aos outros. Cristiana Silva (Aprofundamento)

C - De que é que mais gostaram? C - Porque é que se inscreveram? RS - Gostámos de falar e de fazer os RS - Porque achámos interessante, “Gingles” (publicidade). era uma nova experiência e gostávamos de aprender como fazer um programa de rádio. C - Quais eram os vossos objeti- C - Gostavam de repetir a expe-

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Ponte

8 de Março: Dia Internacional da Mulher O dia 8 de Março poderá ser muito significativo para algumas mulheres, mas continua a levantar muita polémica. Nem todos (homens ou mulheres) consideram pertinente que se assinale esta data, uma vez que se fala tanto de igualdade de direitos entre homens e mulheres. Neste sentido, achei que seria interessante saber a opinião de alguns alunos da escola sobre esta questão. As minhas perguntas foram as seguintes: Por que existe o dia da mulher? O que acha do dia da mulher? Você acha que a mulher tem os mesmos direitos que os homens? Aqui ficam os seus testemunhos.

Nome: Ana Sofia Sampaio Ribeiro Idade: 14 anos Núcleo: Aprofundamento O que acha: É um dia importante para mulher. Nome: Rute Gouveia Idade: 15 anos Núcleo: Aprofundamento O que acha: É um dia importante para sociedade.

Nome: André Martins Idade: 15 anos Núcleo: Aprofundamento O que acha: Acho bem, pois a mulher é um ser importante para o ciclo da vida, mas acho que também devia haver o dia do homem, pois também é um ser importante. Nome: Isa Pereira Idade: 13 anos Núcleo: Aprofundamento O que acha: Nesse dia devemos dar valor às mulheres, pois sem elas nada era igual. Abril 2011

Nome: Maria de Fátima Gonçalves Idade: 11 anos Núcleo: Consolidação. O que acha: Acho que as mulheres são melhores que os homens, pois aguentam mais a dor. Nome: José Rafael Silva Idade: 9 anos Núcleo: Consolidação O que acha: Acho bem que exista este dia, pois as mulheres são boas para os homens. Também acho que os homens têm os mesmos direitos que as mulheres. Nome: Ana Marta de Castro Idade: 10 anos Núcleo: Consolidação O que acha: Acho que no dia da mulher ela tem mais liberdade. Nome: Maria Inah de Brito Idade: 9 anos Núcleo: Iniciação O que acha: É muito legal.

Nome: André Teixeira Idade: 11 Anos Núcleo: Consolidação O que acha: Acho que o dia da mulher deve ser todos os dias e acho, também, que os homens deviam ter os mesmos direitos. Nome: Bruna Miranda Idade: 8 anos Núcleo: Consolidação O que acha: Acho que as mulheres são importantes e acho, também, que os homens deviam ter direito a um dia para si. Amabile Felippi Gonçalves, Aprofundamento

nal nacio r e t n Dia I ulher da M ional da Dia Internac Mulher Dia Int ernacio nal da M ulher

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da Mulher


Ponte

INTERNET: COULD YOU LIVE WITHOUT IT? The benefits and the dangers of the internet.

Nowadays, everybody uses internet. In fact, it is used by billions of people worldwide. It appeared not too long ago, but today, we can´t imagine our lives without it. Internet came to stay! Although it has many benefits, it can also be very dangerous. One of the advantages of internet is that we can research any kind of information, but some of it is not accurate or correct. Another benefit is that we can talk to our friends, meet new people and share photos and interests on social networks, such as facebook. Nevertheless, we lose our privacy and there are studies that say that facebook causes relationship conflicts. Also, by sharing personal information we are putting ourselves in danger (we can even be kidnapped). Internet allows us to do business too, to sell or buy and to exchange products. Despite this, hackers can have access to our personal data.

Another good thing about internet is that we can download videos, music or games. On the other hand, these downloads can put virus in our computers. Internet is also an entertainment, because we are able to play games, share videos or e mails or chat with our friends and family. Nevertheless, we don´t interact as, this way, friendship relationships are “virtual” or “digital” and we can also become addicted, since we spend so much time connected. (A1) – In our opinion, internet is very cool and useful since we use it in the right way! (A2) - To conclude, internet is good in many aspects, but we can’t forget that it’s not 100% safe. (A3) – Finally, we use internet all the time, but we don´t realize the danger we are facing every day. Núcleo de Aprofundamento

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Ponte

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Escritas

O livro que não se abria

-Que pena que o livro não se abre. Tinha uma vontade imensa de vê-lo. Os pais ficaram muito tristes, porque não sabiam o que fazer. Porém, um lindo dia, a menina começou a cantar e o livro abriu-se! A Maria foi a correr dizer aos pais, mas… os pais não estavam. Que estranho! Tinham ido falar com o homem da loja onde compraram o livro! A Maria saiu depressa para ver se ainda os apanhava. Todavia, era tarde de mais, já tinham chegado lá. Quando ela chegou à loja, os pais estavam a falar com o dono. Uf! Que sorte! Não era sobre o livro. Era sobre o pagamento de uma câmara fotográfica que era do pai da Maria. Ela ficou feliz, depois explicou aos pais o que tinha acontecido, e…

Hugo Coelho (Iniciação)

-Havia uma vez uma menina, chamada Maria que queria que os pais lhe comprassem um livro, um livro que ela sempre gostou. Um dia, no seu aniversário, os pais fizeram-lhe uma surpresa: compraram-lhe o livro que ela queria. E ela ficou tão surpreendida que foi a correr para o seu quarto lê-lo. Quando chegou lá, o livro não se abria. Então, levou-o para arranjar, mas ninguém o conseguia abrir. A Maria lamentou:

E um dia conto-vos o resto da história! Iria (Consolidação)

B i og r a f i a Jo h n ny D e p p Nome completo: John Christopher Depp; Data de Nascimento: 9 de Junho de 1963 (47 anos) Owensboro, Kentucky Estados Unidos; Ocupação: Ator; Altura:1,78m; Casado com: Vanessa Paradis;

Alguns trabalhos notáveis: - Edward em “Edward Mãos de Tesoura” ; Jack Sparrow em “Piratas do Caribe”; Willy Wonka em “A Fantástica Fábrica de Chocolate”; Don Juan em “Don Juan de Marco”; Benjamin Barker em “Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet”, Chapeleiro Maluco em “Alice no País das Maravilhas”; Prémios Golden Globe: Melhor Ator em Comédia/Musical 2007 “Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet”; SAG Awards: Melhor Ator (principal) em cinema 2007 “Piratas do Caribe”; 9

Se quiserem saber mais, pesquisem em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Johnny_Depp Joana Castro (Consolidação)

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Escritas

O meu herói Era uma vez um apartamento branco, com janelas pintadas de verde e uma porta castanha. Neste apartamento, vive a família Sousa, o pai é mecânico, a mãe é educadora, limpa a casa e cozinha as refeições. Têm dois filhos e um cão, a Gabriela tem 14 anos, o Nuno tem 11 anos e o cão chama-se Hulk e tem 3 meses. O Nuno anda sempre a correr, brinca com os seus amigos no jardim, costuma subir às árvores e andar de bicicleta. Às vezes, o Nuno tem uma sensação esquisita no braço ou na perna. A sensação esquisita pode aparecer depois de ele correr ou pode surgir enquanto está a ver televisão. Algumas vezes, o Nuno precisa de pôr um penso, outras tem de ir ao hospital especial. Às vezes vai de carro, outras vezes vai de ambulância. No hospital, o Nuno vai ao centro de tratamento. As enfermeiras e os médicos são muito simpáticos. Há situações em que o Nuno tem de levar uma injecção. No princípio, ele não gostava da injecção, mas sabia que podia contar com o apoio da mãe.

- Nuno, sabes por que vens ao hospital? - Pergunta a médica. - É para que faça o teu sangue igual ao da Gabriela. Sabes, todos temos sangue dentro do nosso corpo. Ele corre pelas artérias e veias, que são como estradas dentro de nós. O sangue contém o factor VIII e o factor IX. Quando fazemos um golpe ou temos uma hemorragia interna, o factor VIII e o factor IX vão para esse lugar e ajudam a formar o coágulo. A hemorragia pára. Os rapazes como tu têm pouco factor VIII, então damos-te uma injecção e logo ficas melhor. Quando sangras, tens uma sensação esquisita. – Acrescentou a médica. -Podemos pôr-te melhor, dandote factor para passar a hemorragia. Em alguns golpes e pequenas hemorragias não precisas de factor. Os pais do Nuno começaram-lhe por fazer factor em casa e eu sei que quando ele for mais crescido fará a si próprio. Na maior parte do tempo, o Nuno não pensa na sua Hemofilia. Ele pode correr, saltar, nadar e brincar com os seus amigos. Ele é o meu herói !! Gabriela Sousa (Aprofundamento)

Ai! Que falta que o

braço esquerdo

Tenho precisado de muita ajuda do meu grupo e dos meus familiares, a quem agradeço. Entretanto, já passaram três semanas e eu já consigo jogar consola, apertar os cordões, dar uns toques na bola sozinho e abrir a mochila e o estojo. Porém, ainda vou ficar um mês e meio com o gesso. Estou mortinho para o tirar! Concluindo: ter um braço fraturado não é nada bom! João Pinheiro, com ajuda do Marco António (Consolidação).

me faz… Eu, João Pinheiro, fraturei o braço esquerdo, no dia 2 de Março de 2011. Desde então, os meus dias têm sido muito irritantes e difíceis, porque não posso praticar desportos, jogar playstation, xbox, etc. Para além disso, também preciso de alguém que me aperte os cordões, que me abra a mochila e, pior, que me corte a comida.

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Escritas

A cidade dos invertebrados Aula de Karaté Era hora do pequeno-almoço e a térmita estava a comer muito rápido. - Porque é que estás com tanta fome?- Perguntou a amêijoa ao seu lado. -Eu não estou com fome, estou com pressa. - Respondeu a térmita. - Pressa para quê? - Questionou a carangueja-verde à sua frente. Antes que a térmita pudesse responder, pois estava de boca cheia, o náutilo falou por ela: - Vai para uma aula de karaté. - disse ele. - Que sorte! - Admirou-se a amêijoa. E antes que ela pudesse dizer mais qualquer coisa, a térmita deu um satisfeito arroto. - Que maneiras são essas à mesa? Interpelou o náutilo, zangado. - Desculpem. – Desculpou-se a térmita. Dois minutos depois, a térmita já estava com o fato de karaté vestido. - Bom, já estou pronto, adeus! – Despediu-se ele.

- Adeus! - Disseram os outros em coro. Mas a amêijoa reparou numa coisa antes de ele sair. - Por acaso estava muito gordo. Observou ela. - Oh céus! Devia tê-lo avisado! -

Preocupou-se o náutilo. - Porquê? - Perguntou a amêijoa. - Vai ter dores de barriga! - Respondeu o náutilo. - Cá está o telemóvel - disse a amêijoa. - Vou ligar-lhe. - Disse o náutilo. A resposta veio das suas costas, porque ouviram o telemóvel da térmita tocar atrás deles. - Ele não levou o telemóvel! - Avisou a carangueja-verde, desligando o telemóvel a tocar. - Olha que lhe vai doer! - Preocupou-se o náutilo.

Na aula, a térmita saudou o professor de karaté, o ouriço-do-mar. - Olá, professor ouriço-do-mar. Saudou ele. - Olá, entre. - Saudou também o professor. - Não consigo...! - Avisou a térmita. E antes que conseguisse dizer mais alguma coisa, caiu disparado, a rolar até ao meio da sala. - Eu ajudo-te a levantar. - Disse o professor. -Obrigado, mas o que aconteceu foi… - começou a térmita parando a frase quando viu a estrela-do-mar praticar muito bem karaté. O karaté dos colegas fê-lo esquecer que tinha ficado gordo. O tentáculo do professor bateu nas suas costas, mas o karaté dos outros colegas ainda estava na sua cabeça. 11

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Então, praticamos? - Perguntou o professor. - Oh, sim, claro! - Respondeu a térmita. Um pouco depois, já no fim da aula, a térmita esteva a praticar com o seu adversário o dolicópode. - E agora damos o golpe final. - Disse o professor. A térmita deu um simples pontapé ao dolicópode. - Só isso? - disse o dolicópode. E deu um pontapé maior no centro da sua barriga. - Isto é que é um golpe, gorducho! - Que dores de barriga! - Queixouse a térmita. Quando chegou a casa, deitou uma grande onda de vómito até aos seus amigos. Desculpem lá. Eu vomitei muito pelo caminho. - Disse a térmita. - Isto é vómito?! - Enojou-se a amêijoa. - Sim. - Lamentou a térmita. – Já aprendi que não devo comer tanto antes da aula de karaté. Miguel Evaristo (Consolidação)

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Escritas

r oom My class In my classroom there are 15 tables, 60 chairs, 9 book cases, 10 cupboards, 4 whiteboards, 3 board rub bers, 1 computer, a lot of drawing pins and a lot of pupils. There are a lot of scissors, staplers, glues, lights and calculators.

There are 4 teachers, a lot of boxes There are a lot of posters and paper. and 4 bins. My classroom is António Gedeão. There is one clock. There are a lot of files. Work done by: In my classroom we don’t have a bell, Ana Carolina Costa Machado (Aprofundamento) a paintbrush, a plant, a blackboard, and we don’t have chalk.

Partilhas

Tragédia arrasa Japão

Um terramoto de 8,9 graus na escala Richter, o mais forte já registado no Japão, causou um tsunami que devastou a costa noroeste do país no dia 11 de Março de 2011. Ondas de 10 metros de altura arrastaram tudo que encontravam pela frente – navios, barcos, carros, casas e pessoas. Cidades inteiras foram destruídas, faltando: água, luz, alimentos, e combustível. O tsunami também danificou as instalações de centrais nucleares. No complexo de Fukushima Daiichi, uma das 25 maiores centrais nucleares do mundo, em quatro dias ocorreram três explosões na estrutura Abril 2011

que abriga os reactores. O acidente elevou uma nuvem radioactiva que obrigou a retirada de 200 mil moradores da região. A população de Tóquio, está assustada com a possibilidade dos ventos espalharem a radioactividade para o restante do país. Cientistas alertaram para o risco de um acidente nuclear como o ocorrido em Tchernobil, na Ucrânia, em 1986. Foi o pior desastre nuclear da história. O terramoto no Japão é o quinto mais forte desde 1900. O Japão está localizado no chamado "anel de fogo do Pacífico", que inclui 12

as Filipinas, Indonésia e países menores. A região concentra as maiores actividades sísmicas do mundo. Por esta razão, todas as construções Japonesas são feitas com tecnologia moderna de engenharia civil. A população também recebe treino específico para se proteger em caso de terramotos e tsunamis, tais medidas preventivas e alertas de segurança contribuíram para evitar que o número de morte e os prejuízos fossem maiores neste último tremor de terra. A tragédia pôs os japoneses num momento económico bastante difícil. Partilha de: Francisca Andrade (Aprofundamento) Fonte: http://educacao.uol.com.br/atualidades/ tragedia-no-japao-tremor-arrasa-cidades-eprovoca-crise-nuclear.jhtm

Jornal Abril 2010-2011  

Jornal da escola da Ponte

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