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O AVENTURAS Jornal mensal da EB1/PE Estreito da Calheta

Edição 106 março 2014 Pág. 2 Entrevista à prof. M.ª João—Páscoa Pág. 3 Semana da Prevenção Rodoviária

Neste jornal, destaque para a entrevista com a professora Maria João acerca das tradições da Páscoa na sua terra Natal—Malhou, Alcanena, Santarém.

Pág. 4 Carnaval Pág. 5 Visita de estudo à Intelsol Dia do Pai Pág. 6 Sala dos 3/4 anos Pág. 7 Sala dos 4/5 anos Pág. 8 Textos do 2.º ano

Conheça todas as atividades desenvolvidas durante esta semana.

Pág. 9 Atividades do 3.º ano Pág. 10 Encontro concelhio de voleibol Pág. 11 Biblioteca Pág. 12

Passatempos

Neste jornal conheça todo o processo de apanha, preparação (receita) e venda do doce de nêspera pelos alunos do 3.º ano. Pág. 9 Ficha Técnica Responsáveis Prof. Maria José Nunes Alunos do 4.º ano A Professores da escola Propriedade: EB1/PE Estreito da Calheta Telefone: 291 824 176 Fax: 291 824 179 Email: eb1peecalheta@madeiraedu.pt/ Website: www01.madeira-edu.pt/ estabensino/eb1peecalheta Facebook: www.facebook.com/ escola.estreitodacalheta Canal MEO: 956750

Encontro concelhio de voleibol - Página 10

50 aventuras

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Sara: Bom dia, professora Maria João! É com muito gosto que a recebemos nesta sala a fim de conversarmos sobre as tradições da Páscoa na sua terra Natal. Em primeiro lugar, gostaríamos de saber qual é a sua terra de origem? Prof. M.ª João: Ora bem, eu vivi desde que nasci numa aldeia chamada Malhou, pertence ao concelho de Alcanena, distrito de Santarém, fica no centro de Portugal Continental. Sara: Quais são as tradições da Páscoa na sua terra? Prof. M.ª João: Na Páscoa, quando era criança (mas penso que ainda é assim), os padrinhos de batismo oferecem amêndoas doces aos seus afilhados. Quando era pequenina, o meu padrinho, no domingo de Páscoa ia muito cedo pendurar um saquinho com 1kg de amêndoas à minha porta. Eram amêndoas com açúcar branco, amêndoas coloridas, amêndoas de chocolate e as amêndoas torradas. Sara: Quais são os pratos típicos da Páscoa na sua terra? Prof. M.ª João: Como a minha terra é uma aldeia e as pessoas vivem da agricultura e pecuária, os pais e avós faziam pão no forno e depois assavam cordeiro ou cabrito no forno a lenha e assavam batatas. Sara: Como é que costuma viver a Semana Santa? Prof. M.ª João: Se eu ficar cá na Madeira, vou a casa dos meus sogros com a minha família e fazemos uma perna de borrego no forno para viver um bocadinho das tradições de lá. Depois gosto de fazer uma brincadeira que não faz parte das tradições portuguesas, a caça aos ovos. Compro uns ovinhos e escondo para os meus filhos procurarem. Quando vou ao continente costumamos

fazer essa brincadeira na casa da minha irmã. Sara: Assiste à missa no domingo de Páscoa? Prof. M.ª João: Exatamente, sou católica, gosto muito de ir à missa. Existe uma procissão muito importante, antes do domingo de Páscoa, à Senhora dos Passos. É uma tradição muito antiga em que um homem leva a bandeira a representar o que Jesus passou até ao calvário, faz-se uma viasacra pública (na rua entre as duas aldeias). Sara: Come muitos chocolates na Páscoa? E amêndoas? Prof. M.ª João: Quando era da tua idade não comia muitos chocolates, comíamos muitas amêndoas porque há muitas amendoeiras. Em setembro apanhamos as amêndoas, descascamos e pomos a secar. Mais tarde torramos as amêndoas no forno a lenha. Sara: Costuma reunir-se com a sua família? Prof. M.ª João: Nos tempos de hoje é difícil porque só costumo ir ao continente no verão, este ano, por acaso, vou ao continente na Páscoa. Sara: O que mais gosta de fazer na Páscoa? Prof. M.ª João: Gosto de descansar um bocadinho, organizar a casa, fazer limpezas de primavera, organizar as roupas primaveris e fazer caminhadas pela serra, fazer levadas… Sara: Há quantos anos está na Madeira? Prof. M.ª João: Há 17 anos. Sara: Que diferença encontra nas celebrações da Páscoa (Madeira/continente)? Prof. M.ª João: As principais diferenças são que as pessoas na Madeira são capazes de viver mais intensamente a tradição católica, ou seja, vivem muito esta época na igreja. As pessoas no continente estão cada vez mais afastadas da igreja, talvez já tenham abandonado a tradição de não comer carne à sexta-feira. Sara: Muito obrigada pela sua disponibilidade e boas Páscoas! Prof. M.ª João: De nada, Sara. Boas Páscoas para ti também.

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SEMANA DA PREVENÇÃO RODOVIÁRIA Durante a semana de 17 a 21 de fevereiro decorreu na nossa escola e arredores a Semana da Prevenção Rodoviária. Esta semana foi repleta de atividades, tendo todas a finalidade de proporcionar aos alunos, encarregados de educação e demais comunidade, o aumento do seu conhecimento, relativo à prevenção rodoviária (regras, sinais de trânsito, atitudes e comportamentos a ter nas estradas ou junto delas). Esta semana começou na 2.ªfeira com o Hino da Escola e algumas canções sobre a prevenção rodoviária. Seguidamente decorreu a prova prática em que estiveram em competição 30 alunos, sendo que, esta contou com a presença de todos os alunos da escola e professores. Na parte da tarde, a turma da pré dos 4 e 5 anos teve oportunidade de percorrer as estradas efetuadas no polidesportivo, com triciclos e trotinetas, cumprindo com as regras básicas de trânsito. Ainda neste dia foi hasteada a bandeira (Escolas Modelo/Continente no trânsito). Na quarta-feira, entre as 09h:00m e as 11h00m, o pré-escolar teve oportunidade de percorrer estradas realizadas no polidesportivo de triciclo ou trotineta. Entre as 11h00m e as 12h00m decorreu a prova teórica, em que os alunos do 3º e 4º ano realizaram a prova teórica onde testaram os seus conhecimentos sobre a prevenção rodoviária. Esta revelou em média, resultados satisfatórios. Na parte da tarde, todos os alunos tiveram a oportunidade de visualizar o material utilizado pela polícia de segurança pública (PSP) no desempenho das suas funções e questionar o comandante da esquadra da Calheta, o Subcomissário Renato Santos. Enquanto os restantes alunos da escola visualizavam o material da PSP, os alunos do 4º Ano tiveram a oportunidade de realizar uma operação Stop de sensibilização. Na quinta-feira de tarde, os alunos do 1º Ciclo tiveram a oportunidade de realizar jogos tradicionais: os carrinhos de canas e os pneus com paus e vassoura. Com os carrinhos de canas foi realizada uma exposição sobre este brinquedo tradicional, que ficou exposta ao longo de toda a semana no hall de entrada. Na sexta-feira todas as turmas do 1º ciclo realizaram a atividade "Escola de trânsito real", que consistiu em percorrer algumas estradas da freguesia, tendo em atenção os sinais de trânsito encontrados, linhas pintadas no chão, situações e leis relacionadas com as passadeiras. Ainda na sexta-feira tivemos a ação de formação/sensibilização orientada pelo Subcomissário Renato Santos, subordinada ao tema "Novas regras e multas do Novo Código de Estrada", sendo que esta contou com a presença de muitos encarregados de educação e população em geral. Esta decorreu das 18h:30m até às 21h:00m.

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No dia 28 de fevereiro na nossa escola realizou-se o Carnaval. Todas as turmas estavam disfarçadas de frutas: as prés disfarçaram-se de frutos variados, o 1º ano de peras, o 2.º ano de cerejas, o 3º ano de laranjas, 4º ano A de melancias e por fim o 4º ano B de uvas. As professoras disfarçaram-se de bichos da fruta e outras de frutas. Os frequentadores do centro cívico foram connosco. Depois de estarmos todos preparados começou o desfile e todos divertiram-se! De seguida comemos as malassadas e bebemos sumo na cantina, as professoras distribuiram as malassadas em grandes tabuleiros! E foi assim que terminou o nosso dia de Carnaval! Texto da Catarina e Guilherme 4.º ano A

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No dia 13 de março, as turmas do 4º ano A e B foram à Intelsol. Saíram da escola às 9:00h da manhã. Quando chegamos o senhor engenheiro começou por explicar coisas sobre as energias renováveis e energias não renováveis. Primeiro falou dos painéis fotovoltaicos que tem cerca de 230 Watts, servem para dar energia que é guardada em baterias de ácido, de gel e ácido sulfúrico. De seguida falou sobre os paneis solares, que não funcionam à noite, a seguir mostrou as baterias dos painéis solares que duram mais que 2 anos e disse que os quadros elétricos têm a potência de 180 Watts. Finalmente, lanchamos e regressamos à escola ao meio dia. Esta visita surgiu no âmbito do programa Eco escolas com o tema das energias. Texto da Letícia e Mariana José 4.º ano A

Para comemorar o Dia do Pai foi organizada uma gincana desportiva pais contra filhos, que se tratou de uma série de oito jogos. Posteriormente decorreu a entrega de lembranças dos filhos aos seus pais e lanche convívio entre os participantes, com a tradicional canja e sandes de galinha. Os árbitros dos diferentes jogos foram os docentes da escola. A atividade foi muito participada por todos os pais e filhos, a alegria e sintonia entre ambos foi o ponto mais forte da festa.

Dia do Pai Pai trabalhador Mas jeitoso Também amoroso E maravilhoso

O pai Pai meu amigo Pai meu campeão És o meu herói Do fundo do coração.

Tens uma barriga Muito redondinha Mais parece Uma bolinha

Pai ajudas-me em tudo Fazes tudo por mim A única forma de te agradecer é Fazer a mesma coisa por ti.

Tens umas ondas No cabelinho Até parece o mar A fazer um remoinho

Pai és trabalhador Para me veres feliz Não tenho forma de te agradecer És o pai que sempre quis.

Querido paizinho Amo-te muito E cuido de ti com carinho Desejo-te um feliz dia do pai!

Francisco 4ºB

Samuel 4.º ano B

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Olá a todos! Temos muitas novidades para contar.... Comunicamos o projeto: “As profissões” aos 5 anos que gostaram muito de ouvir as nossas comunicações. Comunicamos as profissões dos nossos pais, outras que descobrimos ao fazer o projeto, e ainda conseguimos descobrir o que um diretor faz na escola; O que é um Mago? E muitas mais coisas. Este projeto está na área da escrita e biblioteca para vermos quando quisermos! Em fevereiro tivemos a Semana da prevenção rodoviária. Aprendemos muitos sinais, atitudes certas e erradas, fizemos um circuito com as nossas bicicletas e triciclos, o professor explicou muito bem como tínhamos de circular, vimos pequenos filmes sobre a prevenção rodoviária... Ainda em fevereiro tivemos a nossa festa de carnaval com o baile “Trapalhão”, desfile e ainda o teatro de marionetas “ O nobre elefante”. Foram atividades fantásticas e cheias de alegria. Viva o carnaval, viva a alegria que a ninguém faz mal... Em março aprendemos muito....e fizemos muitas coisas também...Fizemos uma linda lembrança para o dia do pai: um calendário para os pais verem os dias; os meses; as festividades. Em cada mês ilustramos com técnicas diferentes que as nossas professoras ensinaram ficou giro e os nossos pais gostaram muito! Fomos também a horta cuidar do que plantamos pois os verdadeiros agricultores cuidam do que plantam e semeiam. As nossas semilhas já estão a crescer muito...

Já sabemos o que são vogais A; E; I; O; U. Aprendemos canções, ouvimos histórias, e temos um livro das vogais que vamos preenchendo com exercícios para aprendermos melhor estas letras... mas as nossas professoras dizem que ainda há muito para aprender...

A Primavera já chegou e já começamos a fazer alguns trabalhinhos sobre esta estação do ano! No dia 21 comemorou-se o dia da árvore! Sabiam que a palavra árvore começa com a vogal A? E neste dia fomos plantar uma árvore. Plantamos um araçáleiro que quando crescer vai dar araçás.

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Olá Amigos! Estamos de volta para mostrar o que andámos a fazer até ao momento! O nosso grupo cresceu, porque recebemos dois colegas na nosso grupo, agora somos 16 e com os nossos novos amigos fizemos atividades divertidas.

Alguns dos nossos disfarces para o baile de máscaras.

Na Educação para a saúde, fizemos sumo de laranja, rico em vitamina C, bom para evitar as constipações! Foi divertido e soube maravilhosamente!

Apresentámos o projeto dos animais selva-

Ouvimos histórias sobre o Dia do Pai, fizemos

gens e domésticos aos meninos da sala dos

um pictograma e aprendemos poemas e elabo-

3 anos.

rámos pinturas.

Fizemos prendinhas para o Pai, com muito amor e carinho! Com a nossa Professora do Inglês e com as nossas Educadoras! Beijinhos e até a próxima!!!

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Resumo da história pelos alunos do 2.º ano Introdução

Era uma vez um elefante cor-de-rosa que vivia num planeta distante fora da nossa galáxia. Lá, as manhãs eram de cristal, as águas eram límpidas , os outros elefantes eram cor-de-rosa e os pássaros eram azuis. Não se contava o tempo porque não havia sofrimento. ( David) Desenvolvimento

Certo dia, o elefante viu uma flor branquinha a morrer e ficou com um espinho no seu coração. Uns dias depois, viu todas as flores branquinhas a morrer e o seu coração ficou como um ouriço cacheiro. Os dias foram passando e o elefante apercebeu-se de que o mundo estava a morrer e começou a ficar sozinho. Sentou-se numa pedra, de olhos fechados, à espera que a morte viesse. Entretanto, sentiu uma torrente de fogo. Pensava que era o mundo a renascer. Abriu os olhos, mas era uma bola de cometas. O elefante gritou “leva-me contigo!”. O cometa não ouviu e o elefante gritou outra vez e aí o cometa ouviu. Levou-o com ele até ao espaço e disse-lhe para ir para o planeta Terra, só que havia um problema: os caçadores caçam elefantes! Então, o cometa disse-lhe que também podia ir para a imaginação de uma criança. O elefante conseguiu ir para a imaginação de um menino que teve sonhos lindíssimos com ele. (Lara) Conclusão

Agora, o elefante cor-de-rosa vive dentro da imaginação de uma criança. Os amigos dela repararam no elefante e apesar dele ser diferente, os meninos gostaram dele e aceitaram-no. Finalmente estava salvo! ( Letícia) ____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

Melhoramento de texto - A guerra Uma vez, ao amanhecer, eu e a minha família estavamos em casa a beber um cafezinho. De repente, ouvimos um estrondo enorme. Os meus pais foram a rua e eu fiquei dentro de casa porque tinha medo. Eles estavam a demorar. Eu fui para a rua, vi-os mortos no chao e cheios de sangue. Comecei a chorar muito e pus-me a cantar uma musica de amor, para ver se os meus pais acordavam. Mas, nao resultou. Fiquei com muita pena. Apercebi-me de que estava completamente sozinha. Toda a gente morrera. Estava sempre a cantar… Passado algum tempo, os meus pais finalmente acordaram. Fiquei muito feliz e disse isto: - Obrigado Deus. – E fomos para a Madeira porque conseguimos chegar, fugidos, ao aeroporto. Luna 2º ano

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Beringelas em flor

Colheita das beterrabas

Apanha das nêsperas

Preparação do doce de nêspera

Venda do doce

Receita do Doce de Nêspera Ingredientes 1600g de nêsperas 500g de açúcar Sumo de 1 laranja Sumo de ½ limão + 1 limão

Comemoração do Dia da Árvore

1 Pau de canela Modo de preparação Colocar as nêsperas numa taça com água e rodelas de limão à medida que são descascadas pra não ficarem pretas. Retirar o caroço às nêsperas e colocá-las numa panela com açúcar por cima, à medida que se executa esta operação. Adicionar o sumo de laranja e de limão, e o pau de canela. Levar ao lume e deixar ferver. Quando a fruta estiver cozida, triturar com a ajuda da varinha mágica. Assim que obter o ponto estrada, retirar de lume e guardar em frascos esterilizados.

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No dia 27 de fevereiro, a EB1/PE do Estreito da Calheta esteve presente na atividade: “Encontro Concelhio de Voleibol”, que decorreu no Pavilhão Desportivo do Arco da Calheta. A nossa escola participou com duas equipas, uma masculina e outra feminina, num total de 9 alunos, sendo os alunos selecionados: Guilherme Menezes, Pedro Portelas, Roberto Canha, Élvio de Freitas, Samuel Fugaréu; Núria, Daniela, Sara e Michel. Para esta atividade os alunos selecionados almoçaram à hora prevista (12h00m) e de seguida vestiram o equipamento desportivo (roxo) da escola e guardaram o seu lanche. Depois aguardaram pela chegada do autocarro da Câmara Municipal da Calheta que os transportou para o Pavilhão Desportivo do Arco da Calheta. Chegados ao Pavilhão começaram a competir com alunos de outras escolas. Ambas as equipas quer a masculina, quer a feminina defrontaram as mesmas escolas, nomeadamente as escolas da Ponta do Pargo, Paúl do Mar, Ladeira e Lamaceiros e Prazeres. Com o decorrer da tarde, a fome chegou e tiveram, a meio da jornada desportiva, a oportunidade de lanchar, fazendo um pequeno piquenique nos arredores do Pavilhão. Finalizaram a tarde desportiva, realizando os jogos que lhes faltavam disputar e tirando uma fotografia com todos os alunos participantes, bem como os seus docentes e representantes da organização. De salientar que os professores do concelho foram os árbitros dos jogos efetuados e, por outro lado, evidenciar que neste encontro os alunos puderam efetuar e aplicar todos os conhecimentos adquiridos ao longo das aulas, nomeadamente gestos técnicos e regras de jogo. Por volta das 17h:00m os alunos regressaram à escola no autocarro da Câmara Municipal da Calheta. Para finalizar gostaríamos de salientar a importância que teve para os alunos, de em contexto real de competição e confronto com outras equipas, aplicar os conhecimentos adquiridos nas aulas e dessa aplicação, fazer uma reflexão/avaliação sobre a sua aprendizagem. Ainda de destacar o convívio e a criação de novos amigos, os alunos das outras escolas. 10


O Caldeirão do Conto Infantil (intercâmbio literário da nossa Escola com a EB1/PE da Serra d’Água) “Ticha, a Lagartixa Preguiça e Pimpão, o Sardão Glutão” Ticha, a Lagartixa Preguiça, vivia para apanhar Sol. Vaidosa e convencida quanto mais calor apanhava, mais queria. A comida não era problema porque a sua camuflagem verde acastanhada resultava muito bem, no muro onde habitava no Estreito da Calheta. Os insetos nem reparavam na sua existência, pois andavam encantados com todos os suculentos frutos e legumes que cresciam na horta escolar da EB1/PE do Estreito da Calheta. Os terrenos anexos ao muro eram despovoados de humanos. A bicharada tomava conta da vegetação. Ticha tinha assim, muita comida e a sua única preocupação era o estado do tempo. A vida corria bem e um dia, uma Borboleta atarefada pousou junto a si e, quando Ticha se preparava para a agarrar e comer, ouviu implorar: - Não me comas, por favor, sou magrinha e tenho muito pouco tempo de vida! - Porquê? - Questionou a Lagartixa, desconfiada, fazendo a Borboleta Nini suspirar de alívio. - Quanto te resta? – Ticha já sentia alguma pena daquela criatura colorida… - Duas semanas! Queria aproveitar ao máximo e conhecer outros lugares. Sabes, já pousei em todos os quintais desta freguesia e queria conhecer outros que me falaram que existiam, mais distantes. -Bolas, o meu Pai viveu aqui, nesta mesma horta, 8 anos, a minha mãe 7 e nunca saíram daqui do Estreito! Não sabia que existiam outras coisas lá fora!!! -Existem e muitas! Ui! Ui! E não são só casas, existem plantas do meu tamanho e outras maiores que esta nespereira! - A sério? Levas-me contigo? - Claro que sim… para que servem os novos amigos? E assim partiram numa viagem, recheada de muitas aventuras e conversas ao Sol, em cima de muros, pedras e troncos de grandes árvores. Quando a Lagartixa sentia frio, à noitinha, Nini abria as suas asas de mil cores, como um manto e cobria a amiga, mas sempre escondidas de outros predadores, como os morcegos ou os seres humanos que só pensam em matar os animais pequeninos, como os répteis e os insetos. Esta grande aventura foi, na realidade, uma curta viagem para Ticha, mas com a duração de uma vida para a Borboleta Nini. Numa bela tarde, já de primavera, aterraram na Serra D’Água, junto ao pátio escolar da EB1/PE de Serra D’Água e lá ficaram a repousar, escondidas no arvoredo e comendo néctar de umas flores amarelinhas que encontraram no jardim. Ali perto, crianças brincavam à bola. - Oh! Aquela bola é cor de laranja, bem vivo, tal qual as minhas asas quando nasci. Vê bem, amiga Ticha, já estou a morrer, a minha cor natural virou cinza e sinto-me muito fraca, as minhas antenas nem se erguem mais e parti uma pata ao aterrar! - Não morras, por favor, és a Borboleta mais fixe e simpática que conheci em 3 anos de vida! – Ticha abraçou a amiga com a cauda e a Borboleta abriu as asas, os olhitos verdes brilhando e balbuciou a palavra “adeus…” e simplesmente, voou para longe, em direção ao imenso céu azul. A Lagartixa chorou, triste pela perda da amiga, mas no fundo do seu coração, sabia que a vida é assim. Ticha não reparou que um sardão sarapintado se aproximava, em silêncio, respeitoso pelo seu desgosto e disse, docemente: - Olá! Não sabias que as borboletas vivem tão pouco tempo? – questionou o Sardão intrigado com aquela amizade. - Pois… desculpa, mas nem te vi chegar! - Snif, snif… (suspirou tristemente). Chamo-me Ticha e tu ? - Pimpão! – e esticou a patinha para dar um passou-bem sincero. - É bom conhecer alguém, agora que estou tão só… Mas que tipo de lagarto és tu, assim tão colorido? - Sou um verdadeiro Sardão e venho da Ilha do Porto Santo, mas vivo aqui perdido, há já algum tempo... (conto base adaptado e sequenciado pelo 4ºA na atividade de Biblioteca. Continuidade será em cooperação com os alunos do 3º ano – EB1/PE da Serra D’Água) Na próxima edição d’O Aventuras saberemos a continuação deste conto infantil…Não percam, caros leitores, porque nós também não!

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Ingredientes: 1 perna de cabrito sal, pimenta 4 dentes de alho 2 c. sopa de massa de pimentão 1,5dl vinho branco 2 cebolas 2 tomates maduros Batatas 80gr margarina

Preparação: Tempere a perna de cabrito com sal, pimenta, alhos picados, massa de pimentão e vinho branco, deixe marinar por duas horas (na minha opinião fica melhor deixar de um dia para o outro a ganhar sabor). Corte as cebolas e o tomate aos gomos e disponha numa travessa de forno. Coloque por cima a carne e regue com a marinada. Descasque as batatas e corte-as aos pedaços (passe por água, para tirar a goma). Coloque-as à volta da carne e tempere com sal. Deite colheradas de margarina sobre os alimentos na travessa e leve tudo a assar em forno aquecido a 200º durante 45m. Tenha o cuidado de ir regando ocasionalmente com o próprio molho para não secar. Transfira os alimentos para uma travessa de servir e leve logo à mesa enfeitado com raminhos de alecrim fresco. OBS: Antes de temperar a perna de cabrito, dê-lhe alguns golpes com uma faca afiada para que o tempero penetre bem na carne. http://pt.petitchef.com/receitas/entrada/cabrito-assado-no-forno-fid-1490157#g7AzpjllqRwjoCXm.99

A Mimi fala com um amigo. - Olha lá, é normal teres uma meia vermelha e outra preta? -Ah, nem me fales! É completamente ridículo! E mais, tenho outro par igual! ————————————— A professora pergunta: -Tens 4 € no bolso. Perdem 2. O que têm no bolso? -Um buraco, senhora professora! - responde o aluno.

março : Pré dos 5 anos: Adriana, Beatriz 1ºano: Rodrigo 2ºano: Tiago, Óscar, Rodrigo, Letícia, David, Lisandra 4ºano A: Guilherme 4ºano B: Élvio

Pesquisa do Christopher e do Pedro 4.º ano A

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Jornal março