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escala

arquitetos + decoradores + designers + vips...

ano 10 nº33 maio de 2011

Álvaro Siza + Michel Rojkind + Fernando Chacel + Oscar Niemeyer + Matali Crasset + Tobias Fränzel + Sergio Rodrigues + Adélia Borges + Sabina Lang + Daniel Baumann + Carlos Fernando Andrade + Ignez Ferraz + Paolo Mastromo + Michael Jantzen + Domingos Tótora + Lygia Niemeyer + Neri Oxman + Iris van 1 Herpen + Etel Carmona + Carolina Wambier + Naim Josefi + Souzan Youssouf


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Editorial ESCALA é uma publicação da

ESCALA 10 anos!

www.altherswanke.com.br altherswanke@altherswanke.com.br (21) 2284-9605/ (21) 9919-2292

Jornalista responsável

P

arece que foi ontem, mas já faz 10 anos! Lembro o coquetel de lançamento no Parque Lage. Mais de 300 convidados presentes. Agradecimentos aos que colaboraram para que meu sonho de criar, editar e produzir uma revista, totalmente carioca e exclusiva, se realizasse. Enfim, nada foi esquecido desde o primeiro dia até hoje. Neste ano em que ESCALA comemora seu 10º aniversário, vocês podem se preparar para novidades, como o blog da revista. By the way, quem quiser ter seus projetos arquitetônicos (ou de decoração), suas lojas, seus produtos e/ou ideias postados no blog da ESCALA (http://revistaescala.blogspot.com) já pode enviar-nos e-mails (blog.escala@gmail.com). É grátis! Outra novidade está na página ao lado, batizada de “ESCALA 10 anos!”. A cada edição, publicaremos as reportagens e entrevistas mais marcantes ao longo desses anos. Será muito bom relembrar essas matérias. Para esta edição, em clima de comemoração, reentrevistamos quem já fez sucesso em ESCALA: Matali Crasset, Michael Jantzen e Sabina Lang/Daniel Baumann. Pela primeira vez, entrevistamos Michel Rojkind e Tobias Fränzel. E há também uma matéria sobre a Abitare il Tempo, fora as colunas by Heloisa Righetto e Taciana Silva. Visitem o blog de ESCALA (http://revistaescala.blogspot.com). Há muitas novidades em design e arquitetura. O blog está “bombando”! Nota triste: Fernando Chacel não está mais conosco.

Andréa Magalhães MTb 17.287

Conselho Consultivo

Adriana Figueiredo, arquiteta e professora da Faculdade de Arquitetura da Universidade Estácio de Sá Andréa Menezes, arquiteta Carlos Alcantarino, designer Carlos Fernando Andrade, arquiteto Carlos Murdoch, arquiteto e professor da Faculdade de Arquitetura da Universidade Estácio de Sá Carolina Wambier, arquiteta Christiane Laclau, decoradora Franklin Iriarte, arquiteto e professor da Escola Candido Mendes de Interiores Jorge Lopes, coordenador do Laboratório de Modelos Tridimensionais do Instituto Nacional de Tecnologia Francisco Martins, especialista em implementação de projetos, da Gerência de Novos Negócios em Tecnologia, do Sistema Firjan Jerônimo de Moraes Neto, arquiteto Lygia Niemeyer, arquiteta e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura da FAU/UFRJ

Projeto Gráfico

Altherswanke Comunicação

Edição de Arte Fernando Lima

Publisher de ESCALA Diretora da andrea@altherswanke.com.br

Consultor Financeiro

Peter Wanke, engenheiro de produção, Doutor em Logística ESCALA não se responsabiliza pelos conceitos emitidos nos artigos assinados.

Publicidade

Para anunciar em ESCALA: (21) 2284-9605/ (21) 9919-2292 www.altherswanke.com.br altherswanke@altherswanke.com.br revistaescala@uol.com.br

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10 A N O S

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partir desta edição, mostraremos nesta página as reportagens e entrevistas mais marcantes nesses 10 anos de ESCALA. Será uma maneira de matarmos a saudade de temas incríveis e pessoas queridas. Quem tiver sugestões para nosso flashback, basta enviá-las para o e-mail do nosso blog (blog.escala@gmail.com). Como apregoa o ditado, “recordar é viver”. E nós completamos felizes: “É viver e dá muito prazer”.

arqu iteto s+ deco rado res

+ de sign ers +

vips. ..

ano 02

nº 08

feve reiro

Tínhamos que começar pelo começo: a festa de lançamento de ESCALA, no Parque Lage, em 5 de dezembro de 2001. Veja mais imagens da edição nº 1 no blog de ESCALA (http://revistaescala.blogspot.com).

Exclusivo

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para o senhoras vão pergunta: “As é pré e o taxista já portuguesa do Aleixo”, a arquitetura etura já é ó de ouvir “Rua ?”. Nos livros, alunos de arquit s alunos Dr. Siza Vieira o número de escritório do muitos desse s lusitanas, yer trabalho, e universidade . É o Nieme mercado de no pós-Siza. Nas nciado etos revere do do, ro de arquit Ele é cultua viaja até a cidade igual ao núme do mestre. sário, Escala a influência aniver 70° ssam confe do seu mundial. meses antes da arquitetura de lá. Quatro vida, este ícone décadas de entrevistar Porto para ó pá. São sete 70° aniverque não falta, s para o seu é rsar rativo conve os prepa de 2002, que Em pauta, Assunto para de Veneza Arquitetura pedra de arquitetura. de a l — cinco Biena na Alegre quase ra o Leão de Ouro Iberê Camargo, em Porto 2005; a ditadu sário; o prêmi Museu prevista para o; a projeto do uração está para o mund ganhou pelo a e a inaug portuguesa s l já foi lançad da arquitetura hoje; os joven fundamenta e a abertura portuguesa a reclusão a arquitetura de Salazar; nheim no Rio; o; o Gugge globalizaçã 2003. Siza. Teve rio de Álvaro projetos para escritó no arquitetos; Escala de 2003, 12h. de fevereiro de piada era Domingo, 9 que a iro achando muito brasile de entrar, parad Não era. Antes do português. famosa Rua o prédio e a ências. para observar pura. Resid ela, poesia dos. Aleixo. Sobre paralelepípe , realçado pelos Clima antigo ta, de uma encos alto no o é O prédio, erguid Rio Douro, o estuário do com vista para to, parece, num à parte. Discre ser um capítulo demais para nto, simples primeiro mome de um dos maioço profissional da obra e endere nome-chave da atualidade, num primeiro res arquitetos Mas apenas Porto. do Escola olhar mais atento preciso um l, edade forma momento. É propri a de uir-se nele para disting e a pluralidade o de escala trabalh Siza. o árduo tura de os quatro típica da arquite que articula linguagens o para o Sul, anos 90, com interno voltad construído nos U cria um pátio projetado e portugueses A planta em o edifício foi — três arquitetos rios de escritó trabalho dos de Moura. O pavimentos , as sedes de Eduardo Souto r, entre outros do Távora e da Rua do o fim de abriga Siza, Fernan ação a partir ecidos; a saber, recebe ventilação e ilumin mais reconh do, . enterra menor lmente e de um outro térreo, parcia com pátio interno do edifício dois lados os Aleixo, do grande ou projet serra, com do sol, Siza a dentes de semelhante r captar a luz organização enta planta apres tem Para melho a rua, ntes: um deles de espafrente para formas difere O outro, de . A complexida domésticas s pivotantes. grandes janela ras de proporções quase abertu dos usuários. cias linear, com da cerca de as exigên e as variad já estava atrasa Melo Siza cial exprim — a equipe Joaquim e brasileira so de Álvaro . Pontualidad r” no univer Frio de -10°C entrar e “viaja de Siza. Hora mestre Álvaro 10 minutos. smente, do arquiteto. Ele escritório do nVieira, ou, simple , o prédio do ciais e reside

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Em fevereiro de 2003, a equipe de ESCALA viajou para Portugal, para entrevistar um dos maiores nomes da arquitetura mundial: Álvaro Siza (já agraciado com o Prêmio Pritzker, “o Oscar da arquitetura”). A entrevista é imperdível, com muita informação interessante e requinte de humor. Siza foi simpaticíssimo com a editora Andréa Magalhães e com a fotógrafa Christina Serqueira, destruindo completamente sua “fama” de antipático. A íntegra da entrevista está no blog de ESCALA (http://revistaescala.blogspot.com).

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Em abril de 2003, ESCALA recebeu uma grande honraria: a revista foi tema de palestra no XVII Congresso Brasileiro de Arquitetos, no Riocentro. E com um convidado para lá de ilustre na plateia: Sergio Rodrigues, “o pai do mobiliário brasileiro”. O congresso foi prestigiado por medalhões da arquitetura brasileira, inclusive, Oscar Niemeyer. Na época, o presidente do IAB-RJ era Carlos Fernando Andrade, que tantas boas matérias proporcionou à ESCALA. A reportagem na íntegra está no blog (http://revistaescala.blogspot.com). 5

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Conteúdo

Capa: foto principal de Paúl Rivera (Museo del Chocolate Nestlé, México). No destaque (acima), detalhe de Beautiful Steps #6 (Sabina Lang e Daniel Baumann, Suíça)

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arquitetos + decoradores + designers + vips...

ano 10 nº33 março de 2011

Álvaro Siza + Michel Rojkind + Fernando Chacel + Oscar Niemeyer + Matali Crasset + Tobias Fränzel + Sergio Rodrigues + Adélia Borges + Sabina Lang + Daniel Baumann + Carlos Fernando Andrade + Ignez Ferraz + Paolo Mastromo + Michael Jantzen + Domingos Tótora + Rafael Simões Miranda + Neri Oxman + Iris 1 van Herpen + Etel Carmona + Carolina Wambier + Naim Josefi + Souzan Youssouf

04 Editorial

23 Exclusivo

05 ESCALA 10 anos!

30 Exclusivo 24

30 Exclusivo 08

30 Exclusivo 26

30 Exclusivo 12

30 Exclusivo 34

30 Exclusivo 18 20 Uma ponte (escada)

30 360° 41

Exposição mostra carro que encontra seu dono por Heloisa Righetto

Tem que ser novo!

para arte

Luxo verde

A nova “cara” da Abitare

Début no deserto

Bateria e sonhos

por Taciana de Abreu e Silva


por Heloisa Righetto Direto de Londres

Exposição mostra carro que encontra seu dono

N

ada como começar o ano com uma boa dose de design. E não é “qualquer design”, mas, sim, os 100 melhores projetos — categorias: mobiliário, produtos, design gráfico, interatividade, moda, arquitetura e transporte —, aproximadamente, vindos dos quatro cantos do globo. Selecionados por experts no assunto, como a brasileira Adélia Borges (ex-diretora do Museu da Casa Brasileira), eles estão reunidos no Design Museum, em Londres, na exposição “Brit Insurance Designs of the Year 2011”, que vai até 7 de agosto.

E, enfim, a luz! A “Plumen 001”, resultado da colaboração de Samuel Wilkinson com a Hulger, prova que uma lâmpada fluorescente compacta pode ter apelo estético. Criação do (studio Nendo), a coleção “Thin Black Lines”, em aço tubular, chama a atenção pelo seu formato minimalista. Já a cadeira “Spun”, em polietileno, apresenta uma nova solução para o sentar — com direito a balançar também. O produto, criado por Thomas

Na categoria transporte, o carro elétrico “EN-V” (General Motors & Saic) estaciona sozinho, encontra o seu dono (através do GPS e de um comando de smartphone) e detecta e evita colisões com pedestres e outros carros. Criação na linha eco-friendly. Ainda a respeito do “EN-V”, alguns de seus números: o veículo (para duas pessoas) pesa 500kg, tem autonomia de cerca de 50km e chega a até 50km/h, só utilizando a eletricidade estocada em suas baterias. E mais: a abertura da porta é automática e o motorista pode contar com um complexo sistema que inclui mapas digitais, navegação GPS, câmeras e sensores para facilitar a sua vida. A proposta é não poluir e economizar espaço. Por sua vez, a bicicleta elétrica “YikeBike” (by Grant Ryan) pode ser transportada numa bolsa a tiracolo. Feita em fibra de carbono (pesa cerca de 10kg), ela atinge 25km/h e leva 30 minutos para recarregar. O problema é o preço: em torno de US$ 3.500 (R$ 5.800, aproximadamente). Horas flexíveis — No seleto grupo, há projetos realmente modernosos, como o relógio digital “In-betweening”, de Hye-Yeon Park. O produto vai muito além da sua função primordial de mostrar a hora certa: ele nos faz perceber e questionar o que acontece entre as horas, minutos e segundos. Os números perdem a “dureza da forma” e transformam-se paulatinamente. O resultado visual é hipnotizante e muito criativo. 8 maio 2011

EN-V


EN-V

Heatherwick, foi lançado no Salão do Móvel de Milão 2010 e já está à venda (fabricado pela Magis). Alguns projetos merecem destaque também pela forma como foram criados, seja pela pesquisa de materiais ou pelo seu processo de fabricação. É o caso dos bancos da linha “Plytube” (by Seongyong Lee), que apresentam uma nova matéria-prima: tubos de lâminas de madeira. O método de fabricação assemelha-se ao da produção de tubos de papelão. Como resultado, peças leves, mas incrivelmente resistentes. Na categoria arquitetura, construções como a bela Open Air Library (Karo Architekten, Alemanha) e o Balancing Barn (MVRDV) impressionam pelo seu alto nível de criatividade, inclusive, conceitual. A Open Air Library foi construída em uma área pública de Magdeburg (Alemanha), usando caixas de cerveja. A biblioteca funciona seguindo a política da confiança: suas prateleiras são abertas e os habitantes do local ficam livres para pegar livros 24 horas por dia. Fruto de doações, o acervo reúne 20.000 livros.

Thin Black Lines

YikeBike

YikeBike

Made in Brazil — De Maria da Fé para a capital inglesa. O mineiro Domingos Tótora é o autor do banco “Solo”, peça indicada por Adélia Borges para participar da mostra. Em papelão reaproveitado, o móvel nos seduz pelo seu caráter sustentável e pelo seu acabamento impecável, realizado por artesãos que ele mesmo treina. Vale destacar que Tótora estudou design em São Paulo, mas acabou voltando para a

Thin Black 9 Lines


cidade em que nasceu, local onde desenvolve um trabalho diferenciado com materiais reciclados. Por sua vez, o plástico proveniente de refrigeradores abandonados no lixo deu origem à cadeira “Endless”. No entanto, a inovação não para por aí: olhando-a de perto, percebese que a estrutura da cadeira nada mais é do que uma corda plástica contínua. Também com approach sustentável, a criação é assinada pelo holandês Dirk van der Kooij. Curiosidade: a história deste produto começou quando o designer holandês comprou um robô — sim, um robô! —, aposentado depois de 140 mil horas de trabalho em uma linha de produção na China. Van der Kooij reprogramou o robô, transformando-o em uma eficiente máquina de prototipagem rápida. A coleção intitulada “Blueware”, do Studio Glithero, merece destaque pelo trabalho intenso que a sua produção requer

Balancing Barn

— e nem sempre se imagina esse trabalho, olhando os objetos cerâmicos. Os vasos são estampados com uma espécie de impressão fotográfica, que remete a uma das primeiras técnicas usadas para revelação de filmes. Funciona desta maneira: flores e folhas secas são prensadas contra a superfície cerâmica do vaso, que, então, é exposto por horas a uma luz ultravioleta, deixando o objeto azul — menos a parte que estava coberta, que acaba ficando branca e funcionando como estampa. Genial, não? Como eu escrevi no início desta reportagem, são cerca de 100 projetos, o que torna impossível discorrer sobre todos eles aqui. Sendo assim, vale muito a pena visitar o museu in loco ou, pelo menos, investir um tempinho na Internet, olhando o seu website (www.designmuseum.org). 

10 maio 2011

Open Air Library


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Barn

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Tem que ser novo! ESCALA: Seu melhor sonho usando “Champ” como um sofá. Fränzel: Não posso contá-lo.

Champ

ESCALA: Uma boa razão para usálo como um punching bag. Fränzel: Você pode estar entediado ou precisando liberar sua agressividade. ESCALA: “Champ” é produzido por um famoso fabricante italiano (Campeggi). Como essa relação começou? Fränzel: Claudio Campeggi me enviou um e-mail: “Caro Tobias, muitos cumprimentos pelo seu trabalho! Você tem uma ideia para nossa empresa? Pense sobre isso! Vejo você em breve”. Depois daquele e-mail, comecei a desenhar um produto que pudesse interessá-lo.

ESCALA: Como designer, para que coisas você sempre abre a porta? Fränzel: Liberdade, altruísmo, loucura, surpresas, amor, música, inovação, alegria… E fecho para pessoas malhumoradas, bitoladas e negativas.

Q

uando novas ideias não vêm, Tobias Fränzel toca piano. Ou joga pingue-pongue. Na opinião do designer, o importante é relaxar, porque uma boa ideia sempre “bate à porta”. “Se apenas produtos estúpidos chegam à minha mente, eu espero. Tem que ser novo!”, diz Fränzel. Olhando para “Champ” e “The Ping Pong Door”, duas de suas criações, nós podemos acreditar que ele está realmente certo: boas ideias “batem à porta dele”, “batem” mesmo.

ESCALA: Quem você convidaria para jogar pingue-pongue com você usando sua criação? Fränzel: A pessoa que eu amo no momento. Mas imagino que nós não jogaríamos por muito tempo. ESCALA: Você poderia explicar “The Ping Pong Door”? Fränzel: Só é necessário acionar um mecanismo simples e a parte central da porta gira 90 graus e fica na horizontal.

Além de seus produtos, o designer alemão tem um novo desafio a enfrentar este ano: lançar sua própria empresa de distribuição. Seu objetivo é criar e vender seus produtos. “Em dez anos, o nosso catálogo estará preenchido com design funcional para a casa ideal”, ele prevê. Vamos olhar de novo para a porta! 12 maio 2011

Champ


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ESCALA: Ok, tem que ser novo! E o que mais? Fränzel: Tem que ser útil ou fazer as pessoas se sentirem bem. O produto tem que ser honesto; não pode vender algo que não é. Eu acredito que ver TV não é relaxante, comunicar via Facebook não é um modo satisfatório de conversar, comer no McDonald’s não é nutritivo. ESCALA: Você pensa que designers têm essa “missão” de mudar funções ou de dar novas funções para objetos comuns? Fränzel: Claro que não é o único caminho de ver as coisas e trabalhar. Mas é verdade que mudar funções ou dar novas funções para objetos comuns é um caminho para criar novos produtos.

Seiza Meditation Stool

Então, colocamos a rede. A porta transforma-se em uma mesa de pingue-pongue de 76cm de altura. Uma vez o jogo finalizado, ela volta a ser uma porta comum em madeira laminada: um lado branca; o outro verde. O produto é perfeito para pequenos apartamentos. Portas podem ser divertidas!

ESCALA: Qual a “missão” dos designers? Fränzel: Victor Papanek disse: “Design para o mundo real”. Eu amaria criar coisas que pudessem salvar vidas. Enquanto isso não ocorre, crio produtos que considero novos, úteis e honestos. Mas, hoje em dia, acho que a missão da maioria dos designers freelance é meramente a autorrealização. ESCALA: O que você mais gosta no design? Fränzel: O design pode resolver problemas e ele pode ter o potencial para desencadear novos comportamentos, mudar realidades e fazer a vida um pouco mais intensa. Eu amo quando pessoas olham minhas criações e sorriem.

ESCALA: Você deu outras funções para duas coisas muito comuns: um sofá e uma porta. Como você teve essas ideias? Fränzel: Para “The Ping Pong Door”, eu queria algo para um concurso de design. Eu passei noites pensando sobre “a porta mais legal do mundo”. Numa noite, meu amigo Hannes ligou e me contou uma história da infância dele: ele havia sido espancado em um albergue da juventude, na Alemanha Oriental. De repente, vi uma mesa de pingue-pongue na “cena do crime”. ESCALA: E quanto ao “Champ”? Fränzel: Eu queria trazer o boxe para dentro de casa. ESCALA: Quando você está criando seus projetos, você pensa “oh, tenho que criar algo diferente” ou isso ocorre naturalmente? Fränzel: Isso acontece naturalmente, o que não significa que seja fácil para mim. A criação sempre é uma luta. Muitos pensamentos circulando; meu cérebro dói. Questiono-me, questiono o sentido do design. Se apenas produtos estúpidos vêm para dentro da minha mente, eu espero. Tem que ser novo! Eu paro e toco piano. 13

Seiza Meditation Stool


ESCALA: Pensando a respeito do design feito em seu país hoje em dia, diga-me bons e maus aspectos. Fränzel: As coisas são feitas com alta qualidade e temos grandes designers. Talvez, às vezes, o design seja levado muito a sério. Eu amaria ver mais experimentação e humor. ESCALA: Onde você mora e trabalha atualmente? Fränzel: Em Berlim. ESCALA: O que você está projetando agora? Fränzel: Um pequeno produto que você pode usar em público e todos pensarão que você está fora de si! Também estou organizando o lançamento da minha empresa distribuidora. Em dez anos, o nosso catálogo estará preenchido com design funcional para a casa ideal. ESCALA: Estamos terminando a entrevista. Você teria uma inspiração de um produto, pensando no Rio de Janeiro? Fränzel: Hmmm, que tal um boné com um ventilador solar integrado? Eu acho que será útil. Brincadeirinha! 

The Ping Pong Door

ESCALA: Qual área (entretenimento, trabalho, relax) precisa de mais atenção dos designers hoje? Fränzel: Todas elas. ESCALA: Conte-nos sobre “Seiza Meditation Stool”. Fränzel: Foi o resultado da minha tese. Na minha opinião, todos devem meditar. Ele é feito em plástico moldado por injeção e tem uma almofada integrada. Você vai encontrá-lo (em breve, eu espero) em lojas de esportes. ESCALA: E o que dizer sobre “The Variorackk”? Fränzel: Ele venceu um concurso de design. É um elemento único, dobrável, e é o jeito mais bonito de armazenar e transportar papel. É feito em plástico aluminizado. ESCALA: Quando e onde você nasceu? Onde estudou design? Fränzel: Nasci em Erfurt, Alemanha, em 1979. Estudei na Bauhaus University, em Weimar. 14 maio 2011

The Ping Pong Door

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It has to be new!

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hen new ideas do not come, Tobias Fränzel plays the piano. Or ping-pong. In the designer’s opinion, the important thing is to relax, because a good idea always “knocks on the door”. “If only stupid products come into my mind, I wait. It has to be new!”, says Fränzel. Looking at “Champ” and “The Ping Pong Door”, two of his creations, we can believe that he is really right: good ideas do “knock on his door”. Besides his products, the German designer has a new challenge to face this year: to launch his own distribution company. His goal is to create and sell his products. “In ten years, our catalogue will be filled with functional design for the ideal house”, he predicts. Let’s look at the door again! ESCALA: Your best dream using “Champ” as a couch. Fränzel: I can’t tell it. ESCALA: A good reason to use it as a punching bag. Fränzel: You can be bored or needing to release your aggressiveness. ESCALA: “Champ” is manufactured by a famous Italian manufacturer (Campeggi). How has this relationship begun? Fränzel: Claudio Campeggi has sent me an e-mail: “Dear Tobias, many compliments for your work! Do you have an idea for our company? Think about it! See you soon”. After that e-mail, I’ve started drawing a product that could interest him. ESCALA: As a designer, to what things do you always open the door? Fränzel: To freedom, altruism, surprises, love, music, innovation, happiness… And I always close the door to badhumored, narrow-minded, and negative people.

The Ping Pong Door

ESCALA: Who would you invite to play ping-pong with you using your creation? Fränzel: The person I’m in love with at the moment. But I imagine that we wouldn’t play for too long. ESCALA: Could you explain “The Ping Pong Door”? Fränzel: It is necessary only to flip a simple mechanism and the central part of the door rotates 90 degrees and becomes horizontal. So, we put the net. The door turns into a pingpong table — 76cm of height. Once the game is finished, it goes back to being a regular door made of laminated wood: one side white; the other green. The product is perfect for small apartments. Doors can be fun! ESCALA: You have given other functions to two very common things: a sofa and a door. How have you gotten these ideas? Fränzel: For “The Ping Pong Door”, I’ve wanted something for a design competition. I’ve spent nights thinking about “the coolest door in the world”. One night, my friend Hannes has called and told me a story from his childhood: he had been beaten up in an East German youth hostel. Suddenly, I’ve seen a ping-pong table in the “crime scene”. ESCALA: And what about “Champ”? Fränzel: I’ve wanted to bring boxing into home. 15


potential to trigger new behaviors, change realities, and make life a little more intense. I love it when people look at my creations and smile. ESCALA: Which area (entertainment, work, relax) needs more attention from designers nowadays? Fränzel: All of them.

The Variorackk

ESCALA: When you are creating your projects, do you think “oh, I must create something different” or this happens naturally? Fränzel: It happens naturally, which doesn’t mean that it’s easy for me. Creation is always a fight. A lot of thoughts circling around; my brain hurts. I question myself, I question the sense of design. If only stupid products come into my mind, I wait. It has to be new! I stop and play the piano. ESCALA: Ok, it has to be new! And what else? Fränzel: It has to be useful or make people feel good. The product must be honest; it can’t say that it is something that it is not. I believe that watching TV is not relaxing, communicating via Facebook is not a satisfactory way to converse, eating at McDonald’s is not nourishing. ESCALA: Do you think designers have this “mission” of changing functions or giving new functions to common objects? Fränzel: Of course it is not the only way to see things and work. But it is true that changing functions or giving new functions to common objects is a way to create new products. ESCALA: What is the “mission” of designers? Fränzel: Victor Papanek has said: “Design for the real world”. I would love to create things which could save lives. While this doesn’t happen, I create products that I consider new, useful, and honest. But, today, I think most freelance designers’ “mission” is merely self-fulfillment. ESCALA: What do you like most in design? Fränzel: Design can solve problems and it may have the 16 maio 2011

ESCALA: Tell ESCALA’s readers about “Seiza Meditation Stool”. Fränzel: It has been the result of my diploma thesis. In my opinion, everybody should meditate. It is made of injection-molded plastic and has an integrated cushion. You’ll find it (soon,

I hope) in sports stores. ESCALA: And “The Variorackk”? Fränzel: It has won a design competition. It is a single element, collapsible, and it is the best looking way to storage and transport paper. Made of an aluminium-plastic material. ESCALA: When and where were you born? Where did you study design? Fränzel: I was born in Erfurt, Germany, in 1979. I studied at the Bauhaus University in Weimar. ESCALA: Thinking about the design done in your country nowadays, tell me good and bad aspects. Fränzel: Things are done with high quality and we have great designers here. Maybe, sometimes, design is taken too serious. I would love to see more experimentation and humor. ESCALA: Where do you live and work nowadays? Fränzel: In Berlin. ESCALA: What are you projecting now? Fränzel: A small product you can use in public and everybody will think that you are out of your mind! I’m also organizing the launch of my own distribution company. In ten years, our catalogue will be filled with functional design for the ideal house. ESCALA: We are finishing the interview. Would you have an inspiration of a product, thinking about Rio de Janeiro? Fränzel: Hmmm, how about a cap with an integrated solar fan? I think it will be useful. Just kidding! 


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ANOS

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Uma ponte (escada) para arte

Beautiful Bridge #1

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les continuam fãs de Niemeyer, Roberto Carlos e Pelé. Em 2002, ESCALA “descobriu” Sabina Lang (1972, Berna) e Daniel Baumann (1967, San Francisco) — sócios no L/B studio — e a paixão deles por esses três brasileiros e por futebol. Naquela época, eles estavam abrindo seu “Everland”, o incrível hotel de um quarto só, na Suíça. Em 2011, os artistas terão muito a fazer e comemorar: afinal, eles vêm trabalhando com instalações por 21 anos. Em fevereiro, pintaram a Puente Figueroa Alcorta e criaram uma escada suspensa, ambas em Buenos Aires. Para eles, instalações são uma ponte que conecta arte e realidade.

Everland

ESCALA: Como foi a pintura da ponte em Buenos Aires? Sabina: Foi ótimo! Começamos a pintar a Puente Figueroa Alcorta no dia 12 de fevereiro, e o trabalho durou cerca de sete dias. Nós éramos dez pessoas sempre trabalhando durante a noite.

nos propôs aquele lugar na Recoleta para a nossa intervenção (“Beautiful Bridge #1”). Nós gostamos da ideia — a ponte tem uma forma muito bonita — e decidimos pintar a parte inferior dela, porque a parte superior estava cheia de graffiti. Nós não queríamos cobri-lo.

ESCALA: O trabalho foi parte de um evento? Sabina: Sim. O evento era “Of Bridges and Borders 2011” (instalações, performances, intervenções urbanas, exposições, concertos e conferências). Sigismond de Vajay, o curador,

ESCALA: Algum episódio interessante? Baumann: O processo todo foi interessante: obter a permissão para pintar a ponte, ter a rua bloqueada, ver a evolução do trabalho a cada dia e, finalmente, tê-lo inaugurado com os ministros da

18 maio 2011


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ESCALA: E “Comfort #6” (Japão, 2010)? Baumann: É uma obra inflada — feita com tubos dourados —, que cobriram o telhado de um antigo jardim de infância na ilha Megijima. A obra participou do “Setouchi International Art Festival 2010”. ESCALA: Pensando sobre a criação de instalações, qual é a melhor coisa? E a pior? Sabina: A melhor coisa é a capacidade de mudar um espaço por um certo tempo e, depois, remover a instalação novamente. O pior: doutrinar os visitantes.

Everland

cultura e do espaço público. Uma coisa engraçada: Carla Del Ponte teve o seu último dia como embaixadora da Suíça na Argentina no dia da cerimônia de inauguração. E ela participou do evento. Um nome perfeito (“Ponte”) para inaugurar nosso trabalho na ponte. ESCALA: Vocês vêm trabalhando com instalações há 21 anos. Parabéns! Como vocês veem a evolução do seu trabalho? Baumann: Estamos sempre tentando algo novo, experimentando. Quando cometemos erros, não nos arrependemos. Aprenda fazendo.

ESCALA: Vocês se divertem mais na criação ou na execução de suas instalações? Baumann: Em ambas.

ESCALA: Ainda moram em Burgdorf e ainda possuem seu “studio-fábrica”? Sabina: Sim. Nós residimos e trabalhamos em Burgdorf, na Suíça, desde 1990. ESCALA: Na sua rotina criativa, vocês desenham ou preferem usar computadores? Baumann: Nós usamos computadores e fazemos maquetes de papel ou papelão.

ESCALA: Qual foi a sua instalação mais inesquecível? Sabina: Alguns dos momentos mais hilários aconteceram quando o “Hotel Everland” foi suspenso por guindaste no céu de Paris, em 2007. Ele foi instalado no telhado do Palais de Tokyo, com vista para a Torre Eiffel. O hotel, com quatro estrelas, mas apenas um quarto, ficou lá até 2009. ESCALA: Suíça e França. O hotel foi para um outro país? Baumann: De junho de 2006 até setembro de 2007, o hotel foi exposto na Alemanha (Museum for Contemporary Art Leipzig). Agora, não existem novos destinos planejados. ESCALA: Por favor, contem-nos sobre a instalação “Comfort #4” (França, 2010). Baumann: Ela foi feita para o festival anual de arte “Nuit Blanche”. Tubos brancos inflados conectaram várias janelas de um colégio em Paris. O resultado foi um enorme e caótico nó na frente da fachada. À noite, as luzes internas brilhavam através do plástico translúcido. 19

Everland


Comfort #6

ESCALA: Quais características uma pessoa tem que ter para trabalhar com instalações? Sabina: Ela/ele tem que sentir o espaço, as três dimensões. ESCALA: Vocês ainda são inspirados por Niemeyer, Roberto Carlos (jogador de futebol) e Pelé? Baumann: Eles são nossos heróis. O tiro livre de Roberto Carlos contra a França, em 1997, ainda é o maior de todos. ESCALA: Atualmente, quais são os melhores jogadores brasileiros de futebol? Baumann: Nós gostamos muito do Anderson (Manchester) e do Dani Alves (Barcelona). ESCALA: Algum plano de assistir à Copa aqui? Sabina: Infelizmente, não. Mas quem sabe? Seria uma ótima experiência assistir a um jogo no Brasil. ESCALA: E que tal fazer uma instalação aqui no Rio? Sabina: É claro que nós amaríamos isso. Mas é difícil dizer o que nós poderíamos fazer. Nós temos que visitar o lugar primeiramente. ESCALA: Na opinião de vocês, qual é a melhor rima para “instalação”? Sabina: Revelação.  20 maio 2011

Comfort #4


A brid ge ( st

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ort #4

Beautiful Steps #6

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hey are still fans of Niemeyer, Roberto Carlos, and Pele. In 2002, ESCALA “discovered” Sabina Lang (1972, Bern) and Daniel Baumann (1967, San Francisco) — partners in L/B — and their passion for these Brazilians and soccer. At that time, they were opening “Everland”, the incredible one-room hotel, in Switzerland. In 2011, the artists will have much to do and to celebrate: after all, they have been working with installations for 21 years. In February, they painted Puente Figueroa Alcorta and created a hanging stair, both in Buenos Aires. For them, installations are a bridge that connects art and reality.

ESCALA: How was the painting of the bridge in Buenos Aires? Sabina: It was great! We started painting Puente Figueroa Alcorta on February 12, and the work lasted around seven days. We were ten people always working at night. ESCALA: Was the work part of an event? Sabina: Yes. The event was “Of Bridges and Borders 2011” (installations, performances, urban interventions, exhibitions, concerts, and conferences). Sigismond de Vajay, the curator, proposed us that place in Recoleta for our intervention (“Beautiful Bridge #1”). We liked the idea — the bridge has a very nice shape — and decided to paint the under part of it, because the upper part was full of graffiti. We did not want to cover it. 21


ESCALA: Any interesting episode? Baumann: The whole process was interesting: to get the permission to paint the bridge, to get the street blocked, to see the evolution of the work from day to day, and finally to have it inaugurated with the ministers of culture and public space. A funny thing: Carla Del Ponte had her last day as ambassador of Switzerland in Argentina on the day of the opening ceremony. She took part in the event. A perfect name (“Ponte”, in Portuguese, means “bridge”) to inaugurate our work. ESCALA: You have been working with installations for 21 years. Congratulations! How do you see the evolution of your work? Baumann: We are always trying something new, experimenting. When we make mistakes, we do not regret. Learn by doing. Street Painting #5

ESCALA: What was your most unforgettable installation? Sabina: Some of the most hilarious moments happened when “Hotel Everland” was hung on the crane in the sky of Paris, in 2007. It was installed on the roof of Palais de Tokyo, with a view on the Eiffel Tower. The four-star hotel, with only one room, stayed there until 2009. ESCALA: Switzerland and France. Has the hotel gone to another country? Baumann: From June 2006 until September 2007, the hotel was exhibited in Germany (Museum for Contemporary Art Leipzig). Now, there are no new destinations planned. ESCALA: Please, tell us about “Comfort #4” installation (France, 2010). Baumann: It was made for “Nuit Blanche”, an annual arts festival. Inflated white tubes connected several windows of a school in Paris. The result was a huge and chaotic knot in front of the facade. At night, the lights from the inside shone through the translucent plastic. ESCALA: And “Comfort #6” (Japan, 2010)? Baumann: It is an inflated work — made of golden tubes —, that covered the roof of an old kindergarden on Megijima island. The work took part in “Setouchi International Art Festival 2010”. ESCALA: Thinking about the creation of installations, what is the best thing? And the worst? Sabina: The best thing is the ability to change a space for a certain time and then remove the installation again. The worst: to indoctrinate the visitors. ESCALA: Do you have more fun during the creation or during the execution of your installations? Baumann: In both. 22 maio 2011

ESCALA: Do you still live in Burgdorf and have your “factorystudio”? Sabina: Yes. We have lived and worked in Burgdorf since 1990. ESCALA: In your creative routine, do you draw or do you prefer to use computers? Baumann: We use computers and make paper or cardboard models. ESCALA: What characteristics must a person have in order to work with installations? Sabina: She/he must feel the space, the three dimensions. ESCALA: Are you still inspired by Niemeyer, Roberto Carlos (soccer player), and Pele? Baumann: They are our heroes. Roberto Carlos’ free-kick against France, in 1997, is still the greatest of all. ESCALA: Who are the best Brazilian soccer players today? Baumann: We like Anderson (Manchester) and Dani Alves (Barcelona) a lot. ESCALA: Any plan of watching the Soccer Championship here? Sabina: Unfortunately not. But who knows? It would be a great experience to watch a game in Brazil. ESCALA: And what about doing an installation here in Rio? Sabina: Of course we would love this. But it is hard to say what we could do. We have to visit the place first. ESCALA: In your opinion, what is the best rhyme for “installation”? Sabina: Revelation. 


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Luxo

verde

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m hotel com “folhas” e “tronco”. Michael Jantzen imaginou seu Solar Winds Desert Hotel exatamente desta maneira. A inspiração veio das plantas do deserto. Pensando na área abaixo das “folhas” — que gerariam eletricidade para o hotel, graças a um revestimento na superfície delas (Painton Solar Cells) —, ele projetou várias instalações, como restaurantes, piscina, spa e lojas. “Com 140 quartos no ‘tronco’, o hotel não é eco-friendly só por causa da sua inspiração. Se algum dia ele for construído, energias solar e eólica serão o foco. Vamos criar um amanhã mais verde”, diz Jantzen, cujo trabalho já esteve em exposição no Museum of Modern Art (MoMA), em Nova York. ESCALA: Como você teve a ideia do Solar Winds Desert Hotel? Jantzen: Eu tinha acabado de fazer o North Slope Ski Hotel e queria propor um hotel de clima quente e seco, como um contraste total. Imaginei uma planta do deserto e pensei sobre como ela funciona em um clima quente. Isso se tornou meu símbolo para o projeto do Solar Winds Desert Hotel. ESCALA: Por que você pensou em plantas? Jantzen: A planta do deserto pareceu um bom elemento simbólico para se tomar

como referência. As folhas da planta coletam e armazenam energia solar e fazem sombra para a terra ao redor da base da planta. O tronco era um símbolo óbvio para onde os quartos do hotel poderiam ser colocados em uma orientação vertical. ESCALA: Qual é a sua característica favorita desta criação? Jantzen: Gosto da referência à planta do deserto, simbolicamente, e de como integrei a turbina eólica à estrutura. Na parte superior do “tronco”, essa turbina é capaz de gerar grandes quantidades de energia elétrica para a estrutura. ESCALA: Pensando sobre a oportunidade de construi-lo, você mudaria algo no projeto? Jantzen: Muitas coisas, dependendo do lugar e do cliente. ESCALA: Nós temos toda essa tecnologia hoje em dia? Jantzen: Sim, tudo, exceto Painton Solar Cells, que estão em desenvolvimento. Essa tecnologia permitirá que qualquer superfície de uma estrutura exposta à luz solar gere eletricidade. ESCALA: Onde você sonharia construi-lo? Jantzen: Em Dubai. ESCALA: Quem você convidaria para visitá-lo? Jantzen: Você! E eu gostaria de mostrar para pessoas muito ricas como elas podem se divertir e ser eco-friendly ao mesmo tempo. ESCALA: E nossa presente “arquitetura sustentável”? Jantzen: Penso que as coisas estão se movendo na direção certa. ESCALA: Você já recebeu alguma proposta para construi-lo? Jantzen: Não, ainda não. Eu gostaria de ter meus projetos construídos, mas é difícil. E eu não sei o porquê. Talvez, seja a crise econômica; talvez, o meu trabalho seja muito ousado. ESCALA: Um bom slogan para vendê-lo. Jantzen: O luxo também pode ser verde! 

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A nova “cara” da Abitare

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ma das principais exposições internacionais na área do design de interiores, a Abitare il Tempo, terá várias novidades este ano. Em sua 26ª edição, de 15 a 19 de outubro, em Verona, Itália, a mostra investirá em eventos culturais — ocorrendo dentro da área de exposição — e será dividida em três áreas comerciais: soluções em mobiliário, acabamento interior e decoração. ESCALA entrevistou Paolo Mastromo, o novo responsável pela área de marketing e comunicação do evento. Ele nos deu informações em primeira mão sobre esta edição, aberta para operadores comerciais, mas também para o público em geral, no sábado e no domingo. ESCALA: Há uma crise no consumo de móveis? Mastromo: Sim. Eu sinto que a atual crise global de consumo em alguns setores, como o de mobiliário, não é resultado de crise econômica. Hoje, as pessoas têm dinheiro para comprar iPhones, TVs de LCD,... No campo do mobiliário, há uma crise de desejo. ESCALA: Poderia explicar isso melhor? Mastromo: As pessoas não dão valor para alguns produtos, porque não reconhecem neles um valor real, com exceção do preço. Assim, no campo do mobiliário, a questão é revalorizar os produtos, contar para as pessoas sobre a excelência do processo de fabricação deles. ESCALA: A Abitare il Tempo 2011 dará este tipo de informação? Mastromo: Certamente. Nós temos que começar a contar histórias, a entrar nas fábricas e assistir à produção como um show, a entrevistar pessoas que sopram vidro, desenvolvem produtos em prata,... ESCALA: Conte-nos algumas das novidades que terão a sua assinatura. Mastromo: Minha assinatura está relacionada a dois aspectos: organização e comunicação. A respeito da organização, te24 maio 2011

remos informação e eventos culturais dentro da mostra; não em pavilhões fora da área de exposição, como era antes. Esses eventos culturais darão valor às habilidades e competências dos expositores. ESCALA: E a comunicação? Mastromo: Uma exposição torna-se realmente “nova”, se ela é capaz de fornecer informações novas ao mercado. Abitare il Tempo 2011 fará este processo através do seu site, de uma nova revista e dos eventos dentro da exposição. ESCALA: Falando sobre o público, o que o senhor acha que vai impressioná-lo mais? Mastromo: Abitare il Tempo 2011 terá uma grande área (mais de 15.000m²) chamada “Solutions”. Hoje em dia, as pessoas não estão procurando produtos — as nossas casas estão cheias de tudo —, elas estão procurando ideias. ESCALA: Quantos expositores? Mastromo: Esperamos receber cerca de 500 expositores. Planejamos ocupar 50.000m², em cinco pavilhões. ESCALA: Qual é sua principal emoção agora? Mastromo: No momento, minha principal emoção está ligada a trabalhar, encontrar novas pessoas, aprender e, sempre que possível, disponibilizar minha experiência para os outros. Estou perto dos 65 anos e ainda gosto de trabalhar! 


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The new “face” of Abitare

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...his year, one of the main international exhibitions in the field of interior design, Abitare il Tempo, will have several new features. In its 26 th edition, from October 15th until 19th, in Verona, Italy, the show will invest in cultural events — occurring within the exhibition area — and it will be divided in three trade areas: furnishing solutions, interior finishing, and interior decor. ESCALA has interviewed Paolo Mastromo, the event’s new manager of marketing and communication. He has given us first-hand pieces of information about this edition, opened to trade operators, but also to the general public on Saturday and Sunday.

ESCALA: Tell us some new things that will have your signature. Mastromo: My signature is related to two aspects: organization and communication. Concerning organization, we’ll have information and cultural events inside the exhibition; not in halls outside the exhibition area, as before. These cultural events will give value to the exhibitors’ skills and competences.

ESCALA: Is there a crisis in furnishing consumption? Mastromo: Yes. I feel that the actual global crisis of consumption in some sectors, like furniture, is not a result of economic crisis. Today, people have money to buy iPhones, LCD TVs,... In the furniture field, there is a crisis of desire.

ESCALA: Speaking about the public, what do you think will impress the most? Mastromo: Abitare il Tempo 2011 will have a big area (over 15.000 square meters) called “Solutions”. Nowadays, people are not looking for products — our houses are full of everything —, they are looking for ideas.

ESCALA: Could you explain this better? Mastromo: People don’t give value to some products, because they don’t recognize a real value in them, except the price. So, in the furniture field, the question is to revalue the products, to tell people about the excellence of their production process. ESCALA: Will Abitare il Tempo 2011 give this kind of information? Mastromo: Sure. We must start telling stories, entering factories and attending the production as a show, interviewing people who blow glass, develop silver products,....

ESCALA: And what about communication? Mastromo: An exhibition becomes really “new”, if it is able to provide new pieces of information to the market. Abitare il Tempo 2011 will do this process through its website, a new magazine, and events inside the exhibition.

ESCALA: How many exhibitors? Mastromo: We hope to receive approximately 500 exhibitors. We plan to occupy 50.000 square meters, in five halls. ESCALA: What is your main emotion now? Mastromo: At the moment, my principal emotion is linked to work, meet new people, learn and, whenever possible, make my experience available to others. I am almost 65 years old and I still like to work! 

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Début no deserto

Dar HI

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primeiro projeto arquitetônico de Matali Crasset fica no deserto da Tunísia. A designer francesa “plantou” casas-palafitas na areia da cidade de Nefta e “colheu” o hotel Dar HI, cheio de conceitos ecológicos e de bem-estar. Olhando as bonitas imagens do local, absolutamente pacíficas, parece inacreditável que o país viveu no início deste ano uma grave crise política, com confrontos, mortes e a derrubada do ditador Ben Ali. “Quinze dias após a abertura do hotel, ocorreu a revolução. É uma chance para a Tunísia. Estou muito feliz. O Dar HI se encaixa nessa nova paisagem”, diz a designer à ESCALA.

Levou mais de cinco anos para o projeto do Dar HI, uma parceria da designer com Patrick Elouarghi e Philippe Chapelet — empreendedores a frente do seu tempo —, ser concluído (muita imersão, discussões, criação e, finalmente, a construção; nas palavras de Matali, “Une belle aventure”). Tempo suficiente para compreender a história e a cultura do lugar e para mergulhar na beleza do oásis; tempo para desfrutar bons momentos com habitantes da cidade. Oportunidades para ser curioso, o que a designer considera o motor de seu trabalho. Ela resume: “Claro que a magia de Nefta funcionou! O projeto materializa minha interpretação da cultura local”.

Depois da revolução no mês de janeiro, Matali retornou ao país três vezes, como ela nos conta, dando suas impressões. “Vi o sorriso nas faces dos tunisianos, sinais de otimismo. A generosidade e a hospitalidade deles estavam ainda mais vívidas”, comenta.

Sobre Elouarghi e Chapelet, parceiros de Matali em outros projetos (HI Hotel, HI Beach e HI Matic), uma curiosidade: Elouarghi possui origem tunisiana e partiu dele a ideia de fazer um projeto contemporâneo no país de seu pai — “De avião, não mais de duas horas e quinze minutos de Paris”, informa Matali.

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Dar HI

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Personalidade — Se o projeto tem a assinatura de Matali, é incomum. Seu estilo é contemporâneo e único. No Dar HI, ela interpretou elementos da tradição local com seus olhos e estilo, mas o importante é que o resultado não caiu de paraquedas em Nefta. Pelo contrário, o hotel parece ter personalidade tunisiana. Dar HI tem sua “alma” própria; “alma de casa”, casa pequena. Em vez de excesso de tecnologia, aconchego, em quatro tipos de acomodações, que a designer chamou de: “Pill houses” (nove Casas-palafitas), “The troglodytes” (três casas independentes, mas unidas por uma área circular em comum), “The dunes” (três casas no nível da areia) e “Dar Malika” (duas casas tradicionais). Cada uma das quatro tipologias conta com quarto, banheiro e uma pequena sala de estar. Nas “casas” — casas não-convencionais, pois não têm, por exemplo, uma cozinha —, há sempre espaços que convidam

a experimentar momentos com outras pessoas ou consigo mesmo. Nas “Pill houses”, há um espaço de socialização no topo — o terraço —, mas também um embaixo — o pátio. Todos os prédios do hotel, de acordo com o clima e a cultura tunisianos, foram projetados por Matali, que trabalhou com operários locais, artesãos e um arquiteto, Mohamed Nasr. Coube a ele a construção: 2.347m² de área construída, incluindo os terraços. Matali valorizou um elemento típico da arquitetura daquele país: o muro ao redor da construção. Entre os materiais, tijolos de barro feitos em Nefta e madeira de palmeira, também um produto da cidade. Apesar de o projeto marcar a primeira incursão da designer na arquitetura, ela não nega: “Não foi tão diferente de fazer 27


qualquer outro projeto, porque, no Dar HI, eu também comecei do interior”. Interiores — A parte externa das construções é pintada em cores pastéis — sobretudo ocre e areia —, enquanto o interior é cheio de cores fortes (laranja, pink, verde-limão,...), uma característica do estilo contemporâneo e peculiar de Matali. Os móveis, práticos, simples e criativos, foram desenhados pela designer. Os armários — pequenas áreas com cabides — não possuem portas, e as camas, com estrutura em concreto ou madeira, têm colchões de palha. A estrutura das camas de concreto tem espaços vazados, locais especiais para os pertences dos hóspedes. Televisão nos quartos não há. Telefone também não. O hotel oferece aos hóspedes a contemplação de vários tipos de vistas: o bosque de tamareiras, a cidade de Nefta, o deserto, as palmeiras e o histórico lago salgado Chott-El-Djerid, entre outras. Para apreciá-las, Matali criou grandes espreguiçadeiras (com estrutura de concreto), similares a sofás. Versões menores dessas espreguiçadeiras ficam nos peitorais das janelas. Entre os espaços comunitários, há o restaurante, a piscina, o spa e a biblioteca. A organização das áreas permite opções

28 maio 2011


bem-definidas: pode-se escolher desfrutar bons momentos com outros hóspedes ou ficar só em um lugar calmo e relaxar. Sustentabilidade — Eco-lodge (uma residência temporária ecológica) é o conceito do Dar HI. Matérias-primas para arquitetura e decoração, fontes de energia e gastronomia seguem a filosofia sustentável. Nos telhados, por exemplo, há painéis que transformam energia solar em eletricidade. Estando no deserto, a questão do fornecimento de água é decisiva. A água que chega em Nefta vem de uma fonte quente e abastece o hammam (banho turco) e a piscina do hotel. A água usada no hotel é reaproveitada no seu jardim e no oásis. A comida do Dar HI vem do jardim do hotel, a principal fonte de frutas e vegetais — tudo orgânico. Os cozinheiros, pessoas nativas, fazem pratos tunisianos simples e tradicionais, as especialidades deles. Além disso, há a produção de muitos objetos de decoração (tapetes, cestas, luminárias,...) com madeira local de palmeiras. Aliás, o hotel está comprometido com a realização de

pesquisas com fibras das palmeiras, para produzir tijolos, tecidos, móveis e objetos de decoração (Palmlab), e com tâmaras, para culinária, massagens e tratamentos de pele. Na opinião da designer, o mais importante não é a produção dos objetos com as fibras das palmeiras, mas, sim, fornecer uma âncora contemporânea para a renovação dos arvoredos. E, com o laboratório Palmlab — um espaço de encontros, diálogos e pesquisas —, contribuir para a renovação da mentalidade dos tunisianos. “Não é porque o hotel foi entregue, que minha missão acabou; ao contrário, ela apenas começou. Há o Palmlab, um projeto a desenvolver”, diz ela. No deserto onde foram filmados “Guerra nas estrelas” e “O paciente inglês”, Matali criou um lugar que transcende convenções e clichês de hotéis de luxo. O primeiro projeto arquitetônico dela é um hotel no qual as estadas têm tudo para ser prolongadas. Na entrada, os hóspedes tiram seus sapatos e calçam babouches, chinelos típicos da Tunísia. Do lado de fora, deixam seus códigos, hábitos, estresses e certezas.  29


Début in the desert

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he first architectural project by Matali Crasset is in the Tunisian desert. The French designer has “planted” stilt houses in the sand of Nefta and “picked” Dar HI hotel, full of ecological concepts and of well-being. Looking at the beautiful pictures of the place, absolutely peaceful, it seems unbelievable that the country lived a serious political crisis, with clashes, deaths, and the overthrow of dictator Ben Ali, in the beginning of this year. “The revolution took place 15 days after the opening of the hotel. It’s a chance for Tunisia. I am very happy. Dar HI fits into this new landscape”, says the designer to ESCALA Magazine. After the revolution in January, Matali has returned to the country three times, as she tells us. “I have seen the smile on the faces of the Tunisians, signs of optimism. Their generosity and hospitality have been even more vivid”, she comments. It has taken more than five years to finish Dar HI’s project (a lot of immersion, discussions, creation, and, finally, the construction; in Matali’s words, “Une belle aventure”), a partnership of the designer with Patrick Elouarghi and Philippe Chapelet — entrepreneurs ahead of their time. Enough time to understand the history and culture of the place and to immerse in the beauty of the oasis; time to share good moments with local inhabitants. Opportunities to be curious, something the designer considers the motor of her work. Matali summarizes: “Of course the magic of Nefta has worked! The project materializes my interpretation of local culture”. Regarding Elouarghi and Chapelet, Matali’s partners in other projects (HI Hotel, HI Beach, and HI Matic), a curiosity: Elouarghi has Tunisian origin and he has had the idea of building a contemporary project in his father’s country — “By 30 maio 2011

Dar HI

plane, it doesn’t take more than two hours and 15 minutes from Paris”, informs Matali. Personality — If the project is signed by Matali, we know that it is unusual. Her style is contemporary and unique. In Dar HI’s case, she has interpreted elements of the local tradition with her eyes and style, but the important thing is that the final result hasn’t fallen into Nefta. On the contrary, the hotel seems to have much Tunisian personality. Dar HI has its own “soul”; “soul of home”, small home. Instead of too much technology, cosiness, in four types of accommodations, which the designer has named: “Pill houses”


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(nine stilt houses), “The troglodytes” (three independent houses, but linked together by a circular area in common), “The dunes” (three houses at sand level), and “Dar Malika” (two traditional houses). Each one of the four typologies has a bedroom, a bathroom, and a small living room. In the “houses” — non-conventional ones, because they do not have, for instance, a kitchen —, there are always spaces that invite to experience moments with other people or alone. In the “Pill houses”, there is a socializing space on the top — the terrace —, but also one on the bottom — the courtyard. All the buildings of the hotel, in accordance with the Tunisian climate and culture, have been designed by Matali, who has worked with local workers, craftsmen, and an architect, Mohamed Nasr. He has been responsible for the construction: 2.347m² of built area, including the terraces. Matali has given importance to a typical element of the Tunisian architecture: the wall surrounding the construction. Among

the materials, clay bricks made in Nefta and palm wood, also a local product. Although the project marks Matali’s first foray into architecture, she doesn’t deny: “It was not so different from doing any other project, because, in Dar HI, I also started from the interior”, she says. Interiors — The exterior of the buildings is painted in pastel colors — mainly ochre and sand —, while the interior is full of bright colors (orange, pink, lemon-green,...), a characteristic of Matali’s contemporary and peculiar style. The pieces of furniture, practical, simple, and creative, have been drawn by the designer. The wardrobes — small areas with hangers — don’t have doors, and the beds, of concrete or wooden structure, have straw mattresses. The structure of the concrete beds has hollow spaces, special places for the guests’ personal belongings. There is neither television nor telephone in the bedrooms. 31


Sustainability — Eco-lodge (a temporary green residence) is Dar HI’s concept. Raw materials for architecture and decoration, sources of energy, and gastronomy follow the sustainable philosophy. On rooftops, for example, there are panels which transform solar energy into electricity. Being in the desert, the question of water supply is decisive. The water that arrives in Nefta comes from a warm source and supplies Dar HI’s hammam (Turkish bath) and pool. The water used in the hotel is reused in its garden and in the oasis. Dar HI’s food comes from its garden, the main source of fruits and vegetables — all organic. The cooks, native people, make simple and traditional Tunisian dishes. Besides, there is the production of many decorative objects (mats, baskets, lamps,...) with local palm wood. By the way, the hotel is committed to conducting researches with palm tree fibers, to produce bricks, textiles, furniture, and decorative objects (Palmlab), and with dates, for culinary, massages, and skin treatments.

The hotel offers guests the contemplation of various types of views: the date grove, the village of Nefta, the desert, the palm trees, and the historic salt lake Chott-El-Djerid, among others. To appreciate them, Matali has created large chaise-longues (of concrete structure), similar to sofas. Smaller versions of these chaise-longues are on the windowsills. Among the communal spaces, there are the restaurant, pool, spa, and library. The organization of the areas allows welldefined options: one can choose to share good moments with other guests or to stay alone in a calm place and relax. 32 maio 2011

According to the designer, the most important thing isn’t the production of the objects with the palm tree fibers, but rather to provide a contemporary anchor for the renovation of the groves. And, with Palmlab laboratory — a space of encounters, dialogues, and researches —, to contribute for the renewal of Tunisiens’ mentality. “It is not because the hotel has been delivered that my mission has ended; on the contrary, it has just begun. There is Palmlab, a project to develop”, she says. In the desert where “Star Wars” and “The English patient” have been filmed, Matali has created a place which transcends conventions and cliches of luxury hotels. Her first architectural project is a hotel where the stays have everything to be prolonged. At the entrance, guests take off their shoes and put on babouches, typical Tunisian slippers. Outside, they leave their codes, habits, stresses, and certainties. 

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Paúl Rivera

Bateria e sonhos

Museo del Chocolate Nestlé

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ock e a cidade. Estas são duas das paixões de Michel Rojkind. O arquiteto mexicano vem projetando edifícios há 13 anos, mas antes, de 1987 a 1999, ele foi o baterista da banda de Aleks Syntek, “La Gente Normal”. Puro rock and roll. Nas duas carreiras, o nome dele está na lista top — em 2005, o escritório dele foi reconhecido pela Architectural Record como uma das dez melhores firmas de “design de vanguarda” do mundo. Há um ano, ele se associou com Gerardo Salinas, outro arquiteto mexicano de sucesso, que viveu nos EUA por 16 anos. Por certo, ambos estão pensando em crescer. Na lista dos projetos mais famosos do escritório Rojkind Arquitectos estão: Museo del Chocolate Nestlé, Casa pR34, Nestlé Querétaro e Casa F2. Nesta entrevista para ESCALA, Rojkind (1969) fala sobre sua bateria, seus projetos e sonhos. 34 maio 2011

ESCALA: Você gosta de chocolate? Algum tipo especial? Rojkind: Eu amo chocolate. Qualquer tipo está bom para mim. ESCALA: Em 2007, quando você desenvolveu o Museo del Chocolate Nestlé em Toluca, México, quais foram as suas inspirações? Rojkind: Crianças, com certeza. Só pensar nas crianças visitando o museu me fez querer desenhá-lo ainda mais. ESCALA: Do lado de fora, o museu, com seus volumes sutilmente em zigue-zague, começa a parecer uma grande lagarta abstrata, vestida de painéis vermelhos de aço corrugado. Lúdico. As crianças gostam do projeto? Rojkind: Sim. As dobras contínuas e partes lúdicas do projeto sempre levantam seus sorrisos. E os pais delas também gostam do museu, suspenso por pilares de concreto. Isso nos faz muito feliz. Projetado e construído em tempo recorde


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Nestlé

Paúl Rivera

Museo del Chocolate Nestlé

— entre janeiro e março de 2007 —, ele tornou-se um marco, uma atração turística. ESCALA: O centro histórico de Querétaro é tido como Patrimônio Cultural da Humanidade (Unesco). Por causa disso, houve exigências no projeto do novo prédio da Nestlé, naquela cidade: o prédio teve que ter um pórtico e arcos. Além disso, conte-nos uma outra dificuldade deste projeto. Rojkind: Convencer o cliente a me dar a supervisão da obra. Ele pensava que a empresa construtora faria um grande trabalho sem nós, mas isso não aconteceu. Então, o cliente nos chamou. ESCALA: Você diz que ama trabalhar em equipe, com profissionais de diferentes áreas. Qual área foi a mais inusitada? Rojkind: Na Casa pR34, convidamos trabalhadores de reparo de lataria de automóvel, para ajudar a construir a fachada. As formas orgânicas da casa são cobertas por chapas vermelhas de aço, moldadas como em uma oficina mecânica e pintadas com tinta de automóvel.

ESCALA: Uma boa experiência durante a criação e a construção da Casa pR34, em Tecamachalco, México. Rojkind: Naquela época, percebi que jamais poderia produzir dois projetos arquitetônicos da mesma forma; comecei a entender a importância dos meus clientes. Naquele caso, uma bailarina. A ideia era criar uma estrutura independente, situada no telhado de uma casa já existente, a casa dos pais dela. A casa lembra uma dança entre dois corpos em movimento. ESCALA: Tornou-se mais importante conhecer os sonhos dos clientes — e entender a maneira como vivem — do que conhecer o próprio programa. Rojkind: Sim. Eu sempre “investigo” as vidas dos meus clientes, como um detetive. ESCALA: Como você vê a arquitetura feita no México hoje? Rojkind: Ela tem sido sempre muito caótica, e parece que isso nunca mudará. As licenças para construções mudam muito. O governo muda, as licenças mudam também. No México, nós estamos cheios de edifícios que não foram

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Cortesia de Rojkind Arquitectos

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concluídos ou que foram inaugurados e, depois, fechados para reparos. Precisamos repensar o modo como fazemos as coisas no nosso país. Estamos sempre apressados e apagando incêndios. Mas, por causa disso, somos sempre desafiados a pensar mais do que o habitual.

tunidade para crescer. Gerardo e eu somos amigos há muito tempo. Assim, se a empresa precisa crescer, ela crescerá, e, talvez, tenhamos mais sócios. Depende de como e onde nós visualizemos os próximos passos da empresa. Contudo, ela sempre será Rojkind Arquitectos.

ESCALA: Como você analisa o papel dos arquitetos hoje e no futuro? Rojkind: Hoje, projetamos estratégias para poder projetar. Nós temos que criar mais consciência, ser melhores observadores, e construir fortes ideias com o governo, investidores privados, sociedade,… No futuro, nós veremos. Mas, definitivamente, nosso papel será mais colaborativo do que hoje em dia.

ESCALA: Qual característica você e ele não têm em comum? Rojkind: Gerardo é realmente muito organizado. Eu sou um pouco — ou, talvez, muito — caótico.

ESCALA: Qual é a coisa mais tecnológica no seu escritório e como ela (ele) ajuda você? Rojkind: A organização do servidor (100% graças ao Gerardo, o meu sócio). Ela nos ajuda a ser muito eficientes com o trabalho, orçamentos e cronogramas. ESCALA: Você teve o seu escritório sozinho por vários anos. Depois, você juntou-se a Isaac Broid e Miquel Adria para estabelecer a firma Adria+Broid+Rojkind (19982002). Depois, sozinho novamente. Agora, um novo sócio, Gerardo Salinas. O que estava faltando? Rojkind: Faltando? Nada, foi só uma opor36 maio 2011

ESCALA: Ouvi uma entrevista com sua mãe. Ela o chamou de “hiperativo”. Você se considera hiperativo? Rojkind: Sim. Eu durmo três ou quatro horas por dia e, normalmente, não suporto ficar sentado por mais do que uma hora em reuniões. Tenho que levantar e, depois, voltar. Prefiro ficar em pé ou andar. É mais criativo. ESCALA: O que você está fazendo agora? Rojkind: Estamos trabalhando em projetos confidenciais, al-

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tectos

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guns planos diretores, R432 Tower, projetos em Monterrey e no restaurante Tori-Tori. ESCALA: Qual desses projetos é o mais sustentável? Rojkind: São todos sustentáveis em muitas maneiras, mas nós não estamos interessados na certificação dos projetos. Estamos interessados em fazer a coisa certa: arquitetura com alma. Nós sempre estivemos mais preocupados com o que os prédios devolverão às cidades. ESCALA: Arquitetura com alma? Rojkind: Sim. Quando a arquitetura possui bons propósitos, eventualmente, os projetos mostram sua alma, sua aura. Vem junto com os materiais, proporções, luz, … É algo que você sente. pR34

ESCALA: O que você fez quando parou de tocar bateria? Rojkind: Estava sentindo falta de uma outra atividade. Fui para a NY University fazer um workshop de vídeo digital. ESCALA: O que fez você escolher arquitetura? Rojkind: Queria estudar design gráfico, mas meu irmão me encorajou a fazer arquitetura. Fiz arquitetura e urbanismo na Universidad Iberoamericana, na Cidade do México.

ESCALA: Você gesticula muito quando fala. Você herdou isso do baterista? Rojkind: Eu suponho! Quando falo, eu sempre uso minhas mãos e movo meus olhos e nariz. Isso me permite expressar minhas ideias melhor. ESCALA: Qual foi a melhor coisa que o músico deu para o arquiteto? Rojkind: Uma perspectiva diferente sobre as coisas. É sempre bom ter uma fonte de input diferente. ESCALA: Você ainda toca bateria? Quando? Rojkind: Infelizmente, não tenho tempo suficiente para fazer isso. Tenho dois kits de bateria, mas prefiro passar o tempo com minha filha, fazendo as coisas que lhe interessam hoje em dia. ESCALA: Quais são seus sonhos atualmente? Rojkind: Quero curtir a vida mais, e mais, e mais, com quem eu amo. ESCALA: Uma música para embalar esse sonho? Rojkind: “Lotus flower” (Radiohead), do álbum “King of limbs”.  Paúl Rivera

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Nestlé Querétaro


Courtesy of Rojkind Arquitectos

Drums and dreams

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ock and the city. These are two of Michel Rojkind’s passions. The Mexican architect has been designing buildings for 13 years, but before, from 1987 to 1999, he was the drummer in Aleks Syntek’s band, “La Gente Normal”. Pure rock and roll. In both careers, his name is on the top list — in 2005, his practice was recognized by Architectural Record as one of the world’s 10 best “design vanguard” firms. One year ago, he went into partnership with Gerardo Salinas, another successful Mexican architect who has lived in the United States for 16 years. For sure, both of them are thinking about growing. In the list of Rojkind Arquitectos’ most famous projects are: Nestlé Chocolate Museum, pR34 House, Nestlé Queretaro, and F2 House. In this interview to ESCALA Magazine, Rojkind (1969) talks about his drums, projects, and dreams.

ESCALA: Do you like chocolate? Any special type? Rojkind: I love chocolate. Any type of chocolate is good for me. ESCALA: In 2007, when you developed Nestlé Chocolate Museum in Toluca, Mexico, what were your inspirations? Rojkind: Children, for sure. Just thinking of children visiting the museum in Toluca made me want to design it even more. ESCALA: From the outside, the museum, with its subtly zigzagging volumes, begins to look like a large abstract caterpillar, clad in red corrugated steel panels. Playful. Do children like the project? Rojkind: Yes. The continuous folds and playful parts of the project always raise their smiles. And their parents also like the museum, suspended by concrete pillars. This makes us very happy. Designed and built in record time — between January and March 2007 —, it has become a landmark, a tourist attraction. 38 maio 2011

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ESCALA: Queretaro’s historical center is considered Cultural Heritage Site (Unesco). Because of this, there were requirements for the project of Nestlé’s new building in that city: the building had to have a porch and arches. Besides this, tell us another difficulty of this project. Rojkind: Convincing the client to give me the site supervision. He thought that the construction company would do a great job without us, but this did not happen. Then, the client called us. ESCALA: You say that you love to work in team, with professionals from different areas. What area was the most unusual one? Rojkind: In pR34 House, we invited auto body repair workers


tectos

Courtesy of Rojkind Arquitectos

to help to construct the façade. The organic shapes of the house are covered in red steel plates, shaped as in a car body shop and painted with car paint. ESCALA: A good experience during the creation and construction of pR34 House, in Tecamachalco, Mexico. Rojkind: At that time, I realized that I could never produce two pieces of architecture alike; I started to understand the importance of my clients. In that case, a ballet dancer. The idea was to create an independent structure, situated on the rooftop of an existing house, the house of her parents. The house resembles a dance between two bodies in motion. ESCALA: It has become more important to know the dreams of the clients — and understand the way they live — than to know the program itself. Rojkind: Yes. I always “investigate” the lives of my clients, like a detective.

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ESCALA: How do you see the architecture done in Mexico nowadays? Rojkind: It has always been very chaotic, and it seems that this will never change. The permits for constructions change a lot. The government changes, the permits change too. In Mexico, we are full of buildings that haven’t been finished or that have been inaugurated and, then, shut down for repairs. We need to rethink the way we do things in our country. We are always in a hurry and putting out fires. But, because of this, we are always challenged to think more than usual.

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Courtesy of Rojkind Arquitectos

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ESCALA: How do you analyze the role of architects today and in the future? Rojkind: Today we design strategies to be able to design. We have to create more awareness, be better observers, and build strong ideas with government, private investors, society,… In the future, we will see. But, definitely, our role will be more collaborative than today. ESCALA: What is the most technological thing in your office and how does it help you? Rojkind: The organization of the server (thanks 100% to Gerardo, my partner). It helps us to be very efficient with the work, budgets, and schedules. ESCALA: You’ve worked on your own for several years. Then, you teamed up with Isaac Broid and Miquel Adria to establish Adria+Broid+Rojkind (1998-2002). Afterwards, alone again. Now, a new partner, Gerardo Salinas. What was missing? Rojkind: Missing? Nothing, it was just an opportunity to grow. Gerardo and I have been friends for a long time. So, if the company needs to grow, it will, and maybe we will have more partners. It depends on how and where we visualize the next steps of the company. But it will always be Rojkind Arquitectos. ESCALA: What characteristic you and Salinas do not have in common? Rojkind: Gerardo is really well-organized. I am a bit — or maybe a lot — chaotic. ESCALA: I’ve heard an interview with your mother. She has called you “hyperactive”. Do you consider yourself “hyperactive”? Rojkind: Yes. I sleep three or four hours a day and normally can’t stand to sit down for more than an hour in meetings. I have to get up and then come back. I prefer standing or walking. It is more creative. 39


Paúl Rivera

Nestlé Queretaro

ESCALA: What are you doing now? Rojkind: We are working on confidential projects, some master plans, R432 Tower, a couple of projects in Monterrey, and ToriTori restaurant. ESCALA: Which of these projects is the most sustainable one? Rojkind: They are all sustainable in many ways, but we are not interested in the certification of the projects. We are interested in doing the right thing: architecture with soul. We have always been more concerned about what buildings will give back to cities. ESCALA: Architecture with soul? Rojkind: Yes. When architecture has good purposes, eventually, the projects show their soul, their aura. It comes together with the materials, proportions, light, … It is something that you feel. ESCALA: What did you do when you stopped playing the drums? Rojkind: I was missing another activity. I went to NY University to do a digital video workshop. ESCALA: What made you choose architecture? Rojkind: I wanted to study graphic design, but my brother 40 maio 2011

encouraged me to study architecture. I studied architecture and urban planning at Universidad Iberoamericana, in Mexico City. ESCALA: You gesticulate a lot when you talk. Did you inherit this from the drummer? Rojkind: I guess! When I talk, I always use my hands and move my eyes and nose. It lets me express my ideas better. ESCALA: What has been the best thing the musician has given to the architect? Rojkind: A different perspective on things. It’s always good to have a different source of input. ESCALA: Do you still play the drums? When? Rojkind: Unfortunately I don’t have enough time to do it. I have two drum kits, but I prefer spending time with my daughter doing most of the things that interest her today. ESCALA: What are your dreams nowadays? Rojkind: To enjoy life more, and more, and more, with my loved ones. ESCALA: A song to rock this dream? Rojkind: “Lotus flower” (Radiohead), from the album “King of limbs”. 


Rede interativa

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Sapatos impressos

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Imagine entrar numa loja e poder imprimir, na hora, sapatos no tamanho exato do seu pé? Sim, imprimir. Esta é a proposta da coleção “Melonia”, assinada por Naim Josefi e Souzan Youssouf, estudantes de duas das mais prestigiadas escolas de design de Estocolmo, Suécia: a Beckmans College of Design e a Konstfack. Os cinco modelos de sapatos da coleção são completamente produzidos via impressora 3D. Feitos em poliamida e 100% recicláveis, eles já estão à venda.

O prêmio Herman Miller Asia Pacific Design 2011 — este ano, com o mote “Maximizar a economia de materiais, minimizando o impacto ambiental” — foi para a re-engenharia de um objeto com o qual nós, brasileiros, estamos bem acostumados: uma rede. Ora, o que poderia ser criado, se o produto parece mais do que resolvido, com o seu jeito simples, prático e confortável? Para o vencedor, o australiano Adam Cornish, o segredo estava em reconstruir a forma a partir de um novo material, no caso, a madeira. Utilizando princípios de articulação da espinha dorsal humana, Cornish construiu sua rede de forma que ela respondesse aos movimentos do corpo do usuário.

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Iris van Herpen e seus calçados e roupas que mais parecem esculturas. A coleção de sapatos PrimaveraVerão 2011 da estilista holandesa foi lançada em duas versões: com trama complexa de cadarços de couro ou com correntes finas. Plataformas esculturais. Ao lado, uma roupa no mesmo estilo escultórico.

Melhorando Uma por dia

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Moda arte

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a foto O iPhone é a câmera fotográfica do momento. O problema é que muitos ainda reclamam da qualidade das imagens. Mas, com criatividade, dá para melhorar. Ótimo exemplo é a lente oferecida pelo site Photojojo: uma zoom poderosa (8x), que ainda vem com tripé. Sai por US$ 35.

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Jovem inovadora Neri Oxman é arquiteta, designer, cientista, artista, ecologista, especialista em morfogênese digital e fundadora de um campo emergente conhecido por “material ecology”. Parece muito e é. Professora assistente no Massachusetts Institute of Technology Media Lab — que explora como o design digital, a engenharia, a materials science, as formas artísticas e a ecologia podem ser combinados para transformar radicalmente o design e a construção de objetos cotidianos, prédios e sistemas —, Neri é, certamente, um nome para guardar na memória.

Matali em catedral

42 maio 2011

de vandalismo A fabricante de metal Veyko, da Filadélfia, criou um banco à prova de vandalismo. Graças ao seu design, fica difícil pichá-lo e dormir nele. Além disso, ele é bonito — parece uma escultura. Está nas estações de trem da Southeastern Pennsylvania Trans-portation Authority.

Blogueira

À prova

A versatilidade da designer Matali Crasset é, realmente, indiscutível. No meio de projetos supercontemporâneos, nos deparamos com um de seus mais recentes projetos: chandeliers para a Cathédrale Saint-Bénigne, em Dijon, na França. A designer criou os lustres considerando as origens da catedral e seus elementos arquitetônicos. Em estilo gótico, a Cathédrale Saint-Bénigne foi concluída na primeira metade do século XIV.

teen Seguindo a trilha das adolescentes blogueiras de moda, Clea Pariseau, de 11 anos, é uma das novas expoentes em decoração. Ela escreve o Peeking at Pearls, que também traz conteúdo legal. Vale dar uma olhada: http://peekingatpearls.blogspot.com/


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Revista ESCALA 33  

ESCALA (Scale, in English) is a Brazilian magazine specialized in architecture and design. It is written both in Portuguese and English. It...

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