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novos tutoriais em vídeo edição de imagem profissional

novo grafismo novAS secções

Domine a arte da...

COMPOSIÇÃO Paisagens

Retratos

Vida selvagem

oferta de cd

Cidades

EM ANÁLISE objetivaS macro • canon EOS 5D Mark III vs. sony Alpha 7 II • Nikon 1 J5 • Canon Powershot G3 X ENTREVISTAS miguel oliveira • Patrick ward EDITAR TUTORIAIS DE PHOTOSHOP E LIGHTROOM FOTOGRAFAR 10 PROJETOS CRIATIVOS • explorar o flash ttl

Novos vídeos de edição Análises em vídeo Guia de Compras


Rua Dom Afonso IV, Loja 14 2735-223 Cacém

214 039 725 www.hi-techwonder.com Panasonic Lumix G 25mm f/1.7 ASPH

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das 10h - 13h e das14h - 18h

info@hi-techwonder.com Metz Mecablitz 44 AF-2 Canon / Nikon

€185,00 Canon PowerShot G5 X

Segunda a Sexta

Canon PowerShot G9 X Black / Silver

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Beike Q-666 Com monopé

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Quantuum Move 200 Kit

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Reembolso até 200€ em objetivas e flashes seleccionados


editorial

No terreno

Fernando Mendes

Tal como a construção de uma melodia que fique para sempre nos nossos ouvidos, não é fácil compor uma imagem tão memorável que nos fique eternamente na memória. Mas nós mostramos-lhe o caminho...

É

um dos desafios fotográficos mais

exigentes entre os muitos que pode encontrar pela frente e é também por essa razão que o queremos ajudar a superá-lo este mês. Quer se trate de paisagens, retratos, vida selvagem, fotografia de rua, movimento ou naturezas mortas, dominar a arte da composição numa foto exige, para além de muita criatividade – a maior dose possível, por favor – um conhecimento específico sobre a matéria e muita experiência de campo. Damos-lhe nesta edição alguns dos melhores truques e dicas para compor e

enquadrar as suas fotos na perfeição, com os exemplos práticos e a ajuda e apoio preciosos de fotógrafos de renome como Charlie Waite ou Trevor Yerbury. Entretanto... como captar uma selfie gigantesca sob um glorioso céu estrelado ou “pintar com luz” uma natureza morta? Fique atento aos desafiantes Projetos Fotográficos deste mês e demore-se longamente a apreciar as melhores fotos dos nossos leitores. As suas!

Fernando Mendes fernando.mendes@goody.pt

Nesta edição, fique a saber como pode criar um retrato atmosférico com a luz natural de uma janela e um guarda-roupa de época. E aventure-se em composições arrebatadoras de uma cascata. Dê cor aos seus projetos!

Zoom Out

Miguel Oliveira

© Gavin Mills

© Ana Dias

Joana Clara

Vamos compor...

Contemplar o corpo feminino e realçar a sua elegância é um dos propósitos do portfólio deste fotógrafo nacional. Conheçalhe o seu toque mágico e inspire-se no seu universo monocromático.

os Leitores na revista omf participe nos passatempos!

missão

O que prometemos? Para os leitores Queremos estreitar a relação com o leitor, apelando à sua participação em várias secções da revista. Envie-nos as suas sugestões e fotos para fotografia.digital@goody.pt. Para todos Com uma linguagem simples e acessível, dirigimo-nos a todos os amantes da fotografia que procuram soluções práticas e claras, ideias e inspiração. Com muita paixão! IndependentE Somos cem

por cento independentes. Os fabricantes dos produtos e serviços, bem como os anunciantes, não determinam a nossa linha editorial ou as nossas opiniões.

Com rigor Esta publicação é criada por profissionais com provas dadas  nas áreas jornalismo e da fotografia. E as opiniões expressas nos testes a equipamentos são baseadas em análises rigorosas e objetivas, sempre tendo como base experiências no terreno.

Todos os meses lançamos um novo desafio aos nossos leitores. Esteja atento à temática e à data limite de envio de imagens para este passatempo (página 89), participe já e ganhe prémios. Consulte as regras de participação no CD que acompanha a revista.

olhares Esta é mais uma das secções mensais em que pode participar e ganhar prémios com as suas fotografias. O tema é livre, por isso dê asas à sua criatividade e surpreenda-nos! As regras de participação estão também no CD que acompanha a revista.

facebook

A sua revista de eleição está bem representada na maior das redes sociais na Internet, em www.facebook.com /omundodafotografia. Faça “Gosto” já hoje!

entre em contacto connosco!

@

por via digital

Use e abuse do nosso endereço de e-mail: fotografia.digital@goody.pt. Faça-nos chegar as suas opiniões e sugestões, coloque-nos as suas questões e envie-nos as suas melhores fotografias para os passatempos Olhares e Missão...

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por correio

edição digital

Se prefere a via tradicional, pode continuar a comunicar connosco enviando a sua correspondência pelo correio para: Goody SA – O Mundo da Fotografia, Av. Infante D. Henrique, Nº 306, Lote 6, R/C, 1950-421 Lisboa.

janeiro 2016

A revista OMF está disponível em formato digital para o seu tablet ou smartphone. Descarregue a app gratuita e tenha a sua revista preferida na ponta dos dedos, sempre!

O Mundo da fotografia

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JANEIRO 129

N E S TA E D I Ç Ã O T O D O O I N C R Í V E L “ U N I V E R S O ” D A F O T O G R A F I A N U M A Ú N I C A R E V I S TA . . .

T E M A D E C A PA

SEJA UM MESTRE NA COMPOSIÇÃO

22

Se deseja captar uma imagem com o enquadramento perfeito, então tem de ter algo em mente: o seu equipamento não consegue fazer isto por si. Este mês, fique com as dicas-chave para compor uma imagem de sonho.

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PORTFÓLIO NACIONAL TIAGO SILVA

34

Fazer acrobacias no ar, criar arte a partir de simples objetos do quotidiano é uma das máximas deste criativo do Instagram.

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O MUNDO DA FOTOGRAFIA

ZOOM OUT NACIONAL MIGUEL OLIVEIRA

Eis um portfólio monocromático que prima pela elegância, genuidade e, sobretudo, por um olhar atento e apurado.

JANEIRO 2016

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PROJETOS FOTOGRÁFICOS 10 IDEIAS CRIATIVAS

Explore a fotografia noturna e adicione o seu toque pessoal, dedique-se à fotografia de natureza morta e tire partido do flash.


ASSINE JÁ A OMF

AVANCE ATÉ À PÁG. 90!

Outros temas na sua nova OMF

10 Portfólios fotográficos

Inspire-se na criatividade do instagramer Tiago Silva e demore o olhar nos impressionantes registos urbanos em tons monocromáticos de Tatsuo Suzuki.

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Olhares de janeiro

As melhores fotografias enviadas pelos nossos leitores para o passatempo de tema livre da revista OMF. Participe!

52 Imagens ao pormenor

Crie um retrato atmosférico com a luz natural de uma janela, capte a magia de uma cascata e registe vida selvagem.

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Área Técnica

Fique a saber tudo sobre o flash TTL, desde o funcionamento até aos extras.

60 Casos de estudo

Este mês, explicamos-lhe como a partilha de segredos fotográficos entre criativos pode gerar lucros e visibilidade.

64 Técnicas profissionais

Transforme completamente as suas imagens de casamentos em registos repletos de glamour.

de Imagem 68 Edição Profissional - Capítulo 6

Corrija e trabalhe a cor dos seus registos fotográficos no Lightroom 6, faça seleções automáticas e consiga retratos com profundidade no Photoshop CC.

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Zoom Out – Patrick Ward em entrevista

Fique a conhecer o trabalho de um dos nomes mais sonantes da fotografia documental britânica.

de janeiro 82 Missão – Tema: Cor castanha

Os leitores da OMF foram mais uma vez os melhores do mundo e enviaram-nos registos fotográficos. Inspire-se com as mais impactantes imagens deste mês.

EDITOR GOODY, S.A. Sede Social, Edição, Redação e Publicidade: Av. Infante D. Henrique, n.º 306, Lote 6, R/C – 1950-421 Lisboa Tel.: 218 621 530 – Fax: 218 621 540 N.º Contribuinte: 505000555

DIRETOR GERAL António Nunes ASSESSOR DA DIREÇÃO GERAL Fernando Vasconcelos DIRETOR ADM. E FINANCEIRO Alexandre Nunes CONTABILIDADE Cláudia Pereira APOIO ADMINISTRATIVO Tânia Rodrigues, Catarina Martins DIRETOR Fernando Mendes E-mail: fernando.mendes@goody.pt REDAÇÃO Joana Clara TRADUÇÃO E REVISÃO Catarina Almeida FOTOGRAFIA Steve Wilson/Getty Images (capa), Joana Clara CONSULTORIA TÉCNICA Magali Tarouca DIRETORA COMERCIAL Luísa Primavera Alves Tel.: 218 621 546 E-mail: luisa.alves@goody.pt ACCOUNT Paula Russo Tel.: 218 621 547 E-mail: paula.russo@goody.pt COORDENADOR DE PRODUÇÃO EXTERNA António Galveia COORDENADOR DE PRODUÇÃO INTERNA Paulo Oliveira ARTE DE CAPA Susana Berquó PAGINAÇÃO Susana Berquó, Vanda Martins CD-ROM – EDIÇÃO Joana Clara CD-ROM – ARTE DE CAPA Susana Berquó PROGRAMAÇÃO E DESIGN Paulo Santos CD-ROM – PRODUÇÃO/EDIÇÃO DE VÍDEOS Paulo Santos COORDENADOR DE CIRCULAÇÃO Carlos Nunes

14

SERVIÇO DE ASSINANTES E LEITORES Marisa Martins – Tel.: 21 862 15 43 E-mail: assinaturas@goody.pt Site: www.assineagora.pt

82

Equipamento fotográfico em teste Canon EOS 5D 92 Mark III vs Sony Alpha 7 II

Nestas páginas, uma das reflex avançadas do catálogo da Canon entra em confronto direito com uma das mais apelativas câmaras de sistema compacto da família Sony.

apps 97 Seis fotográficas

Explore a miríade de aplicações criativas para Android e iOS. Adicione uma dose de magia aos seus

registos fotográficos, de forma a que pareçam ter sido captados por uma câmara profissional.

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CSC Nikon 1 J5 em análise detalhada Eis uma câmara com um sensor de 20,8 MP e gravação de vídeo 4K.

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Canon Powershot G3 X vista à lupa

Eis um dos mais recentes modelos da Canon com um

sensor de grandes dimensões e uma objetiva superzoom de 25x.

104 Smartphones fotográficos Fique a conhecer os telemóveis de bolso capazes de registar imagens de sonho.

Confronto 106 – Objetivas fixas macro

Descubra qual o modelo que faz jus às suas ambições criativas.

DISTRIBUIÇÃO DE ASSINATURAS J. M. Toscano, LDA Tel.: 214142909 E-mail: geral@jmtoscano.com Site: www.jmtoscano.com PRÉ-IMPRESSÃO E IMPRESSÃO Sogapal Estrada das Palmeiras, Queluz de Baixo 2745-578 Barcarena DISTRIBUIÇÃO Urbanos Press TIRAGEM 11.000 ex. DEPÓSITO LEGAL N.º 226092/05 REGISTO NA E.R.C. N.º 124710 MEMBRO

A Future plc é detentora do título Digital Camera. Todos os artigos traduzidos e/ou adaptados são propriedade da mesma, estando a Goody, S.A. autorizada a reproduzi-los em Portugal.

Por favor recicle esta revista quando terminar de a utilizar


OBSERVATÓRIO As mais recentes novidades fotográficas!

W W W. L E I C A - C A M E R A . C O M / W W W. C O M E R C I A L F O T O . P T

NOVAS LEICA Leica M “à la carte” e Leica D-Lux Typ 109 são algumas das sugestões da marca para este Natal. ão três as novas câmaras da Leica acabadas de anunciar pela Comercialfoto, distribuidora oficial em Portugal. A Leica M “à la carte” contempla um vasto leque de opções de personalização para a câmara de telémetro da marca. Com memória buffer de 2 GB (o dobro da capacidade do modelo base), a câmara pode incluir vários acabamentos distintos, vários padrões de cabedal, correias de transporte, tipo de vidro de

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O MUNDO DA FOTOGRAFIA

proteção do LCD, etc. Novidade é também a Leica M, com sensor CMOS full-frame de alta resolução dedicado exclusivamente à fotografia de telémetro, com resolução de 24 megapixéis. A marca garante que esta é a câmara ideal para situações de pouca luz. Destaque ainda para a Leica D-Lux, um novo conceito de estilo aplicado numa câmara compacta. A Typ 109 tem as mesmas especificações do modelo standard, mas com um visual elegante e inovador. JANEIRO 2016

Fiéis ao estilo rétro, mas ainda assim contemporâneo da mítica marca alemã, estes novos modelos são uma lufada de ar fresco!

PROJETOVISUAL.PT

PURO PROTEGE IPHONE 6 E 6S A Puro tem novas capas para o iPhone 6 e iPhone 6s e garante “proteção total”! Disponíveis em preto, azul marinho, rosa intenso e verde lima, as novas capas Total Protection Case para os mais recentes dispositivos da Apple protegem os equipamentos contra riscos, choques sujidade e poeiras, permitindo o acesso total ao ecrã. Os dois modelos da Total Protection Case, da Puro, já estão disponíveis no mercado nacional em várias lojas da especialidade, com um preço recomendado de € 19.90. As capas podem igualmente ser compradas online, no site da Projeto visual, em projetovisual.pt. Se quer conferir uma nova roupagem ao seu smartphone fotográfico de bolso, estas parecem ser excelentes opções.


O B S E R VA T Ó R I O W W W. R O B I S A . E S / P T

FOTOS NUM FLASH... MÓVEIS A Yezz tem duas novas sugestões...

W W W. B R O T H E R . P T

O sucessor do “campeão de vendas” da Metz chama-se macablitz 44 AF-1. O novo sistema flash da marca inclui agora luz LED de alto rendimento para vídeos, regulável em quatro níveis, um pé mais estável e sincronização de alta velocidade ou curta duração HSS ou FP. Funciona com quatro pilhas AAA e inclui uma porta USB. Disponível por cá, com um preço de € 189.

MULTIFUNÇÕES Novos equipamentos multifunções de tinta completam a atual oferta da Brother. Brother acaba de apresentar três novos equipamentos multifunções A4. Com um visor LCD tátil a cores de 6,8”, função de poupança e utilização de tinteiros individuais XL (permite a substituição apenas da cor esgotada), o DCP-J562DW atinge velocidades de impressão ao nível dos equipamentos laser, de 12/6 ppm. Está à venda por € 107. O MFC-J480DW, muito semehante ao anterior,

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acrescenta a função de fax e vem equipado com um visor de 4,5” e alimentador automático de documentos. O preço de venda deste modelo é de € 117. Finalmente, superior aos dois anteriores modelos, o novo MFC-J880DW integra conectividade móvel via WiFi Direct e NFC, imprime a 12/10 ppm e aceita papel até 300 g/m2. Custa € 171. Refira-se que os três novos modelos integram Brother Apps e conectividade Wi-Fi para partilha em grupos de trabalho.

W W W . S O N Y. P T

XPERIA Z5 PREMIUM Com visor 4K e câmara de 23 MP, este smartphone promete... Sony acaba de apresentar o Xperia Z5 Premium. Trata-se de um smartphone fabuloso, com um brilhante ecrã de 5,5” e resolução 4K, e uma muito promissora câmara 1/2,3 de 23 MP Exmor RS, com focagem automática híbrida (0,03 segundos) e zoom 5x. Destaque também para a fotografia ISO 12.800 e gravação de vídeo 4K. O Xperia Z5 Premium vem com o Andoid 5.1 e está disponível em preto, dourado e cromado.

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Com ecrãs de 4” e 5”, respetivamente, os novos Andy 4EL2 LTE e Andy 5EL LTE são as novas propostas da americana Yezz para este Natal. Os equipamentos, que são 4G LTE e Dual SIM, vêm com o Android 5.1 Lollipop instalado e estão também equipados com câmaras frontais de 5 MP e traseiras de 1,3 MP, processador de 1GHz e 4 GB de memória. Disponíveis em preto ou branco, estão ambos já à venda no mercado nacional e prometem suscitar a sua atenção. O Andy 4EL2 LTE custa € 99, ao passo que o modelo Andy 5EL LTE – detentor de um ecrã maior e de uma espessura ligeiramente inferior – tem um preço de € 119. Verdadeiras tentações natalícias, não concorda? www.yezz.world

JANEIRO 2016

W W W. K O N I C A M I N O LTA . E U

SALTOS NA NEVE A Konica Minolta vai patrocinar os campeonatos FIS Ski Jumping e Nordic Combined. Pela quarta temporada, a marca vai voltar a ser Official Data Sponsor das duas competições, na época 2015/2016. Isto significa a presença oficial da Konica Minolta em 60 eventos a realizar em 12 países da Europa e Ásia. O FIS Ski Jumping Cup 2015/2016 decorre de 21 de novembro a 20 de março, com 37 competições em 21 localizações de 10 países. Já o FIS Nordic Combined World Cup 2015-2016 decorre de 28 de novembro a 28 de fevereiro, com 23 provas em 12 localizações de sete países. Para os responsáveis da Konica Minolta, este patrocínio “encaixa perfeitamente” na marca: “tal como no Ski Jumping, também na Konica Minolta procuramos alcançar a perícia técnica e a performance excecional”.

O MUNDO DA FOTOGRAFIA

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o b s e r va t ó r i o w w w. pa n a s o n i c . p t

fotos post focus móveis Natal a cores com a Wiko

w w w . m m d - p. c o m

resolução uhd 4k Veja o mundo a 1.074 mil milhões de cores, com o novo monitor da Philips! MMD acaba de anunciar o novo monitor Philips de 23,8” e resolução UHD 4K, o modelo 241P6VPJKEB. Com 1.074 mil milhões de cores, 99% de cores SRGB e microfone e câmara integrados, este modelo está ao mesmo nível de performance que os anteriores modelos da marca de dimensões superiores, da gama UltraClear 4K UHD. À resolução quatro vezes superior ao Full HD (3.840 x

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2.160 píxeis por polegada quadrada) alia-se aqui à enorme profundidade de cor (para uma reprodução natural e sem graduações e efeitos de banding), assim como ao contraste super elevado e ao generoso ângulo de visualização. Um modelo que se adequa sem problemas a atividades de lazer e profissionais, nomeadamente à edição de fotos e aplicações gráficas. Também inclui conectividade Multiview e USB 3.0, e tecnologia Multiview. Já está à venda; custa € 549.

w w w. a s u s .c o m / p t

zenpad e amigos O tablet topo de gama da Asus está muito bem acompanhado... ZenPad Deluxe Edition é um conjunto de luxo composto pelo tablet de 8” da Asus e por dois acessórios: a capa Zen Clutch e a caneta Z Stylus. Com processador Atom Quad Core de 64 bits, ecrã 2K IPS e sistema de som de alta fidelidade, o tablet S 8.0 chega agora acompanhado por

O

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o mundo da fotografia

dois elegantes extras, mesmo a tempo para este Natal. O preço? € 399.

janeiro 2016

São três as sugestões da marca para este Natal. Para os mais exigentes, a Wiko sugere o Fever 4G, com Android 5.1 Lollipop, processador Octa-Core a 1.3 GHz e até 16 Gb de memória. A câmara traseira (com Selfie Flash) é de 13 MP, a câmara frontal é de 5 MP e o ecrã é Full HD, de 5,2”. Os preços começam nos € 229. Para utilizadores mais práticos e “trendy”, o Wiko Pulp oferece praticamente as mesmas características num formato Dual SIM e está disponível com 16 ou 32 GB de memória. As duas câmara têm também 13 MP e 5 MP, respetivamente, mas os preços – mais simpáticos – começam nos € 199. Finalmente, para quem prefere um smartphone simples e intuitivo, o modelo Lenny 2 oferece 8 GB de memória, ecrã de 5”, câmara frontal de 5 MB e traseira de 2 MP. Também é Dual SIM mas tem um preço imbatível: € 109. pt.wikomobile.com

A Panasonic passa a integrar nas suas câmaras Lumix GX8, G7 e FZ300 a tecnologia Post Focus. Esta ferramenta permite efetuar o disparo e decidir mais tarde qual o ponto de focagem ideal, de forma muito simples: basta um toque na zona desejada da imagem! A funcionalidade fica disponível para as câmaras referidas em cima através da atualização do respetivo firmware, de forma gratuita.

Legenda

w w w . q n a p. c o m

qnap qphoto para ios Procurar, partilhar, fazer download e upload de fotos através do iPhone ou iPad. Estas são apenas algumas das funcionalidades da nova app móvel Qphoto para iOS, já disponível. Estão incluídas várias formas de pesquisa de fotos – por data ou tags, por exemplo –, o download instantâneo de e para um NAS da QNAP, assim como a partilha rápida de fotos através de email e redes sociais. Com um design personalizado para navegação eficaz na vertical ou horizontal e suporte total para o acesso remoto CloudLink, da QNAP, a nova aplicação é compatível com qualquer dispositivo iOS 7 ou superior. A marca recomenda, entretanto, a atualização do firmware do NAS QNAP para a versão QTS 4,2. O Qphoto para dispositivos iOS já pode ser descarregado a partir da App Store.


fuji instax

publireportegem

Fotografar e… imprimir na hora! O design moderno da Instax Mini 70 faz dela o adereço perfeito para qualquer situação e momento. Instax Mini 70 oferece uma diversidade de modos fotográficos, fazendo com que o utilizador aprecie a fotografia nas mais variadas situações. Para a fotografia de ‘selfies’, o utilizador pode selecionar o modo ‘Selfie’, obtendo a luminosidade e distância adequadas, e utilizando o espelho Selfie junto à objetiva para verificação do enquadramento. Este modelo instantâneo incorpora ainda uma função de controlo automático de exposição, para obter um fundo com luminosidade natural. Características, como a possibilidade de utilização de tripé e a função de temporizador são perfeitas para fotos de grupo. Simultaneamente, poderá usar o modo ‘Macro’ para obter imagens com uma distância mínima de 30 cm do tema, e o modo ‘Paisagem’ para experimentar fotografias distantes.

A

Eis uma nova câmara instantânea com um design simples e moderno, qualidade de imagem superior e novo modo Selfie.

Instax Mini 70 Amarelo Canário

Instax Mini 70 Azul Oceano

Instax Mini 70 Branco Lunar

características

Filme FUJIFILM instant color film ‘instax mini’ Visor Visor de imagem real, 0.37 x, com alvo LCD Contador de exposições, modos fotográficos e temporizador

Formato da fotografia 62 mm x 46 mm Objetiva Lentes retrácteis,dois componentes, dois elementos, f = 60 mm, 1:12.7 Obturador Eletrónico programado

Peso 281 gramas Dimensão 113.7 mm x 99.2 mm x 53.2 mm Acessórios incluídos Correia de mão, garantia, manual de utilizador, duas baterias de iões de lítio CR2

h t t p : // w w w . f u j i f i l m . e u / p t/ p r o d u t o s / i n s t a x /


PORTFÓLIO

NACIONAL

UMA ARTE COM ASAS Tiago Silva incentiva-nos a desafiar o concreto, a gravidade e o mundo tal como o conhecemos. NOME: 

Tiago Silva

Equipamento Apple iPhone 5s a 4 mm Exposição f/2.2 a 1/146 seg.; ISO 32

LOCALIZAÇÃO: Lisboa ASSUNTO:

Fotografia criativa com a app Instagram.

EQUIPAMENTO: iPhone 5s

© Tiago Silva (Todas as fotografias)

www.instagram.com/umtiago SITE: www.behance.net/umtiago

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“Não gosta que lhe chamem fotógrafo porque diz que não o é. Leva o ‘isso é Photoshop’ ou ‘essa é montagem de certeza…’ como elogios para as suas fotos porque também não o são. Bem, mas começando pelo início: O seu nome é Tiago Silva, tem 22 anos, fez o curso profissional de Marketing e Publicidade na Escola Profissional de Comunicação e Imagem e, para variar um bocadinho, a licenciatura em Publicidade e Marketing na Escola Superior de Comunicação Social. É copywriter na excentricGrey e faz das palavras os seus dias. Mas, como criativo que é, está sempre à procura de coisas novas e um dia achou que as suas palavras mereciam ser ilustradas com fotos que tinha na cabeça. O sítio que encontrou para as guardar e mostrar ao mundo foi o Instagram. Já conta com 489 fotos, por isso imaginem bem o que tinha lá dentro. Desde ilusões através de perspectivas, cenários minimais ou jogos de sombras, neste espaço cabe um pouco de tudo – menos falta de criatividade. Mas melhor do que ler, é mesmo ver, por isso: instagram.com/ umtiago”: eis uma descrição na primeira pessoa que é, por si só, cativante e genuína. O MUNDO DA FOTOGRAFIA

Equipamento Apple iPhone 4s a 4 mm Exposição f/2.2 a 1/1.244 seg.; ISO 32 “Complete the empty.”

‘Puxa! Que coisa! Chi! Oh! Uau! Caramba! Caraca! Puts! Céus! Bravo!’ Quando contemplamos o trabalho deste criativo apetece-nos enumerar todas as interjeições do dicionário. Tudo porque entramos num verdadeiro estado de êxtase, em que a vida parece latejar dentro de nós. Bastam cinco minutos na presença de Tiago para perceber que ele não consegue parar quieto (nem por um segundo!). Pula em cada esquina, o corpo parece contorcer-se no mais ínfimo movimento e os pensamentos embarcam numa viagem eletrizante em plena montanharussa. E a verdade é que este seu espírito aventureiro acaba por inspirar quem o rodeia de uma forma avassaladora. Fotografar ao seu lado torna-se um desafio constante. Sentimos a adrenalina a bombear o nosso coração e assistimos na primeira fila a uma verdadeira explosão de cor. É neste lago dos encantos que queremos navegar, adiando o nosso regresso. O desejo de criar arte a partir do mais banal dos objetos do quotidiano torna-se um dos mais significativos propósitos da nossa vida. Engrandece-nos e torna-nos mais vivos. Resta-nos deixar um precioso conselho: não deixem o dedinho fugir desta conta de Instagram. JANEIRO 2016


Equipamento Apple iPhone 5s a 4 mm Exposição f/2.2 a 1/3165 seg.; ISO 32 “Yeah! He caught two fishes.”

Equipamento Apple iPhone 5s a 4 mm Exposição f/2.2 a 1/1244 seg.; ISO 32 “Laser eyes.”

Equipamento Apple iPhone 5s a 4 mm Exposição f/2.2 a 1/774 seg.; ISO 32 “Our London Eye’s ride.”

DEZEMBRO 2015

O MUNDO DA FOTOGRAFIA

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SO EC D SUPPORT LINE IN HERE P R T IFOÓNL IHOE AINTERNACIONAL

NO BULÍCIO DA CIDADE Uma câmara informal? Conheça o fotógrafo de rua que nem tenta ser discreto. O olhar de Tatsuo Suzuki demora-se em cada esquina. NOME:

Tatsuo Suzuki

LOCALIZAÇÃO: Yokohama, Japão ASSUNTO: Fotografia de rua EQUIPAMENTO: Fujifilm X100T

© Tatsuo Suzuki (Todas as imagens)

SITE:

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www.facebook.com/tatsuosuzukiphotography

PODE ser precisa alguma lata para captar fotografias de estranhos na rua. O risco de confrontação que resulta da aproximação às pessoas com uma objetiva ampla ou standard faz com que não seja para todos. Tatsuo Suzuki tem a ousadia de se aproximar mais do que a maioria. “Sou bastante aberto em relação ao que estou a fazer, e não me escondo”, confessa. Equipado com uma Fujifilm X100T, Tatsuo coloca-se frequentemente a centímetros do dos assuntos. “Seguro a câmara na mão direita e aproximo-me bastante, uma vez que isso produz imagens com muito mais impacto.” O fotógrafo exerce o seu ofício naquele que é considerado o bairro mais cool de Tóquio, Shibuya. “Aqui consegue encontrar-se uma gama de pessoas diversa. Sou fascinado por pessoas, e Shibuya oferece um enorme palco para escolher cenas e histórias individuais.” O estilo direto que caracteriza a fotografia de rua de Tatsuo faz com que o contacto visual seja inevitável, mas ele resiste a estabelecer uma conexão durante os encontros fugazes. “Se estiver a captar um retrato formal, é claro que falo com a pessoa envolvida. Mas no que diz respeito a instantâneos nas rua, não O MUNDO DA FOTOGRAFIA

falo com ninguém. Quero deixar o momento desenrolar-se da forma mais natural possível. Se as pessoas que estiver a fotografar ficarem zangadas, explico o que estou a fazer. Infelizmente, isso pode ser em vão e nesse caso apago a foto.” Os registos de Tatsuo são acima de tudo honestos. É inevitável sentir que, com a beleza sóbria e com todos os defeitos do seu portfólio a preto-e-branco, ele está a irritar este lado colorido da cidade. “Experimentei muitas técnicas para dar distinção ao meu trabalho, como usar velocidades de obturação lentas, adicionar flash de enchimento, subexpor para realçar as sombras, ou usar uma abertura pequena para produzir uma profundidade de campo ampla. Hoje em dia, só me pergunto uma coisa: o que é que estou a tentar mostrar? O que me interessa neste assunto? Só depois é que começo a pensar no ângulo da câmara e na distância a que preciso de fotografar. A técnica não é importante. É fácil aprender o lado técnico da fotografia. O que é muito mais desafiante é procurar perceber o que quer expressar através da sua fotografia. Isso é algo que não consegue aprender com um livro. Penso que só encontrará a resposta para esta pergunta estando na rua com a câmara e a fotografar”, remata. JANEIRO 2016

Equipamento Fujifilm X100T com ojbetiva fixa 23 mm f/2 Exposição f/16 a 1/1.600 seg., ISO 3200 Uma mulher puxa a sua bagagem pela famosa passadeira “misturada” à saída da estação Shibuya.

Equipamento Fujifilm X100S com objetiva fixa 23 mm f/2 Exposição f/11 a 1/250 seg., ISO 1250 À espera que os semáforos mudem de cor na passadeira de Shibuya.


Equipamento Fujifilm X100T com objetiva fixa 23 mm f/2 Exposição f/14 a 1/1,000 seg., ISO 3200 Um momento de reflexão apanhado na proteção de vidro de uma escada rolante.

Equipamento Fujifilm X100T com objetiva fixa 23 mm f/2 Exposição f/11 a 1/500 seg.; ISO 1000 A iluminação forte confere intensidade a este registo de peões na rua Dogenzaka.

JANEIRO 2016

O MUNDO DA FOTOGRAFIA

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LEITORES

OLHARES

OLHARES

JANEIRO

Demore o olhar nos melhores registos fotográficos enviados pelos leitores da OMF e encontre inspiração para dar asas à sua veia mais criativa.

MENSALMENTE, os leitores da revista O Mundo da Fotografia são contemplados com apelativos prémios em resposta aos desafios que lançamos em cada edição. No passatempo Olhares deste mês, o leitor César Torres foi eleito o 1º classificado e receberá um disparador remoto Cactus V5 (€ 41,99). Já o leitor Luís Gonçalves, 2º classificado, será premiado com um flash Metz Led 72 (€ 29,90). Ambos os prémios são oferta Rodolfo Biber S.A. PARTICIPE TAMBÉM E GANHE PRÉMIOS! www.metz-mecatech.de/es

www.cactus-image.com

Envie as suas fotos para ‘fotografia.digital@goody.pt’. Regras de participação no CD que encontra na pág. 114. 1

CÉSAR TORRES RIO DE MONTANHA Equipamento Nikon D7200 a 17 mm Abertura f/18 Exposição 5 seg. Sensibilidade ISO 100

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LUÍS GONÇALVES

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PAULO SILVA

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ELODIE ALMEIDA

PEDRO SILVA

CAMINHO NA BRUMA

RIA DE AVEIRO, SUNRISING

PROJETO ‘TWINS’

PORTAS DA LUZ...

“Autorretrato durante um passeio pela serra de Santa Luzia em Viana do Castelo.”

“O amanhecer na Ria de Aveiro.”

“https://www.facebook.com/ petitefrangephotography”

“Captada no Mosteiro de Tibães, esta fotografia mostra o longo corredor do mosteiro. Uma série de portas fazem com que este fique iluminado com a luz natural vinda do exterior.”

Equipamento Canon EOS 60D a 24 mm Abertura f/11 Exposição 1/13 seg. Sensibilidade ISO 400

Equipamento Canon EOS 6D a 20 mm Abertura f/11 Exposição 15 seg. Sensibilidade ISO 100

Equipamento Canon EOS 700D a 50 mm Abertura f/1.8 Exposição 1/2.000 seg. Sensibilidade ISO 100

Equipamento Nikon 5300 a 20mm

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ANTÓNIO COELHO

JOÃO AMARO

A CIDADE – AMANHECER

NOITE DE LOUVA-A-DEUS

Equipamento Nikon D7100 a 58 mm Abertura f/9.5 Exposição 1/125 seg. Sensibilidade ISO 100

Equipamento Nikon D90 a 65 mm Abertura f/6.3 Exposição 1/125 seg. Sensibilidade ISO 400

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BRUNO LUÍS SEM TÍTULO Equipamento Canon EOS 600D a 35 mm Abertura f/5.6 Exposição 4 seg. Sensibilidade ISO 100

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ALFREDO LEMOS MANTA DE RETALHOS “A peculiar manta de retalhos da Ilha Terceira, no outono.” Equipamento Canon EOS 7D a 20 mm Abertura f/16 Exposição 1/30 seg. Sensibilidade ISO 100

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JOÃO PACA ACERCA DE MIM “Citação” Equipamento Nikon D90 a 50 mm Abertura f/2.2 Exposição 1/160 seg. Sensibilidade ISO 400

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VASCO FREITAS OUT OF HELL “Macro de estúdio.” Equipamento Canon EOS 600D a 50 mm Abertura f/14 Exposição 1/100 seg. Sensibilidade ISO 200

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DANIEL SANTOS A SIMPLICIDADE DE COGUMELO Equipamento Canon EOS 1100D a 41 mm Abertura f/7.1 Exposição 1/40 seg. Sensibilidade ISO 800

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JORGE ROSA LAGOA DA VELA “Figueira da Foz.” Equipamento Nikon D610 a 16 mm Abertura f/16 Exposição 120 seg. Sensibilidade ISO 50

PARTICIPE, ENVIE-NOS AS SUAS FOTOGRAFIAS! Participe no passatempo Olhares da edição de março da OMF! Utilize o e-mail ‘fotografia.digital@ goody.pt’ e siga as regras de participação que encontra no CD. Habilite-se a ganhar um disparador remoto Cactus V5 (€ 41,99) e um flash Metz Led 72 (€ 29,90), ofertas Cactus e Metz, marcas distribuidas em Portugal pela Rodolfo Biber S.A. Serão premiados o 1º e 2º classificados deste passatempo.

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DOMINE A ARTE DA COMPOSIÇÃO

DOMINE A ARTE DA

COMPOSIÇÃO

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S câmaras digitais atuais facilitam muitos aspetos da fotografia – mas ainda não há um botão útil chamado “composição perfeita”. A forma como compõe uma imagem – como escolhe que elementos quer incluir no frame e como os dispõe – é uma decisão pessoal e subjetiva. Não é algo que se possa memorizar, como a relação entre f-stops e velocidades de obturação, ou a matemática da distância hiperfocal. As aptidões composicionais são, por vezes, parafraseadas como “ter um bom olho para uma foto”. Alguns especulam que é uma aptidão com que se nasce. Contudo, tal como com

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a maioria das capacidades, o talento natural só o leva até certo ponto, e a perseverança e a prática são necessárias para desenvolver esse tal “olhar”. Encontrar um bom professor ou mentor para lhe dar algum feedback e dicas também é bastante útil; mas é provável que não tenha um profissional de topo a viver ao seu lado ou a gerir o clube de fotografia local. É aqui que nós entramos. Ao longo destas páginas, falamos com fotógrafos profissionais para saber como compuseram fotografias emblemáticas dos seus portfólios, e revelamos as decisões que permitiram que cada uma resultasse. Além disso, dão-lhe sugestões para experimentar no seu próximo projeto enquanto refina as suas técnicas de composição…

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© Janek Sedlar / www.janeksedlar.com

Dicas e técnicas para resolver um dos desafios mais complicados da fotografia.


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R E T R AT O S Trevor Yerbury usa a composição para chegar ao coração dos assuntos dos seus retratos.

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RETRATO de Trevor é do falecido Sax Shaw, diretor do vitral na Edinburgh College of Art. “Sax era uma personagem: um contemporâneo de Picasso, que conheceu razoavelmente bem, e alguém que viveu e trabalhou em Edinburgh durante a maior parte da sua vida após uma temporada em Paris”, diz Trevor. “Fotografámos Sax várias vezes. Esta fotografia foi captada no seu estúdio com luz natural, com uma Linhoff 5x4.” O fotógrafo sublinha que há um debate atual na fotografia de retratos sobre se deve mostrar-se frio,

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ESTA COMPOSIÇÃO FUNCIONA PORQUE... 1 Nem todos os retratos exigem um contacto visual intenso, mas este beneficia realmente da ligação com o espetador, e capta a intensidade e o espírito irrequieto de Sax. Se o contacto visual é importante, defina sempre o ponto de autofoco cuidadosamente nos olhos, e evite reflexos nos óculos. 2 Sax era um fumador prodigioso de Gauloise, uma marca associada aos artistas e boémios

europeus, por isso a inclusão do cigarro é totalmente apropriada. O fotógrafo usa as posições da mão para enquadrar o rosto do modelo. 3 Este é um enquadramento bastante fechado, mas capta o chapéu jovial de Sax; confere também à figura espaço para respirar dentro do frame. E ainda garante que não há distrações de plano de fundo, que desviem a atenção do olhar fixo de Sax.

registar um retrato rápido e sair, ou passar mais tempo com o seu modelo. “A nossa abordagem é tentar saber mais sobre a pessoa. Um dos grandes privilégios de ser um fotógrafo de retratos é o facto de poder passar tempo com pessoas como Sax. Desencorajamos os fotógrafos a apenas sentarem o assunto e começarem a fotografar. Deve procurar passar pelo menos uma hora a comunicar com ele e a observá-lo: os movimentos das mãos, da cabeça, o que está a fazer com o corpo e por aí fora. Para saber que há certas nuances que quer captar. As mãos são importantes, sobretudo nos homens. Neste caso, usámo-las para enquadrar e compor parte do retrato.” Esta observação tão cuidadosa foi útil para este retrato. “Sax era um fumador compulsivo, portanto isso tinha de fazer parte do frame. Era uma pessoa intensa, mas irrequieta. A ideia aqui era pôr o seu sentido de malandrice na imagem, mas também manter a simplicidade, usando apenas a luz do dia. Experimentámos uma série de poses, depois escolhemos as de que gostámos mais. Selecionamos quatro ou cinco imagens e afixámos impressões na parede. Ao longo das semanas seguintes, A menos que seja para efeito vamos preferindo criativo, evite compor um umas a outras até retrato de forma a que a aresta ficarmos apenas com do frame corte articulações, uma ou duas como cotovelos, joelhos ou fotografias. Isto é tornozelos: fica estranho. melhor do que tomar uma decisão imediata.”

DICA

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ESTA COMPOSIÇÃO FUNCIONA PORQUE... 1 Quer Trevor esteja a usar luz natural ou artificial, a iluminação tem de complementar o rosto. Repare na forma gráfica do semblante debaixo do capuz e na iluminação extraordinariamente uniforme, que evoca as tradições dos retratos clássicos. 2 O contacto visual forte cria uma ligação poderosa com o espetador, ao passo que a luz nos olhos é agradável.

TREVOR YERBURY

3 As roupas complementam o plano de fundo sem entrarem em conflito com ele. O fundo realça a expressão facial serena, sem distrações que possam interferir.

“CAPTÁMOS esta imagem durante um workshop para mostrar como se pode separar veludo negro de um fundo preto usando uma forma específica de iluminação direta”. Escolher o fundo certo para um retrato é importante, e as pessoas nem sempre tomam isso em consideração. Se quer que os seus assuntos se destaquem, porque insiste em fotografá-los contra fundos sem qualquer interesse aparente? Se observar retratos clássicos, verificará que foram captados contra um fundo escuro ou sombrio para o modelo sobressair.” Para a iluminação, o fotógrafo recorreu a várias faixas de luz. “Fotografei através da abertura; foi desta forma que consegui obter o look de ‘olhos de gato’”, partilha o autor.

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Trevor descende de uma longa linha de fotógrafos escoceses que remonta à década de 1860, e explorou o estilo informal da fotografia de casamento que domina o género atualmente. É um fotógrafo de retratos bem-sucedido, e o seu trabalho com Billy Connolly figurou na série da BBC The Bigger Picture. Tem 14 prémios Kodak European Gold, e consagrações da Society of Wedding and Portrait Photographers e outras associações. Visite Trevor e Faye Yerbury em www. yerburystudio.com.

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GAVIN MILLS Gavin trabalhou por todo o mundo, sobretudo em Londres e Tóquio. É um colaborador habitual do Leica Meet e de outros fóruns documentais e de rua no Flickr, e é conhecido pelo seu olho infalível para a composição e uso hábil do preto-ebranco. Para saber mais sobre Gavin e o seu trabalho, visite www.gavinmills photography.com.

FOTOGRAFIA DE RUA E D O C U M E N TA L Gavin Mills percorre os cenários urbanos com uma abordagem intuitiva ao enquadramento.

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AVIN admite que não se faz valer de uma abordagem técnica da composição. “Apenas olho para os detalhes e não sei realmente do que gosto até os ver. Trabalho muito visualmente. Já li sobre a regra dos terços, as verticais e horizontais, as linhas de orientação e por aí fora, mas para mim trata-se sobretudo de captar o sentimento; ver algo de que gosto e

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fotografar. Este registo do ciclista foi captado no famoso mercado de peixe Tsukiji ,em Tóquio. Adoro o ar de decadência. Infelizmente, vai ser deslocado para outro sítio, por isso vá lá enquanto pode.” O fotógrafo explica como vagueou pelo mercado de peixe histórico até algo atrair a sua atenção. “Reparei imediatamente na entrada: sabia que se conseguisse que o assunto certo entrasse no frame, seria uma imagem forte. Estavam lá estes carregadores a empurrar carrinhos, e devo ter esperado cerca de 20 minutos para que um deles atravessasse a entrada da forma certa. De repente este tipo passou e criou a imagem.” O nosso entrevistado sabia que só teria um segundo para conseguir a


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ESTA COMPOSIÇÃO FUNCIONA PORQUE... 1 Usando uma objetiva 28 mm, Gavin incluiu o suficiente da cena para adicionar um contexto evocativo, captando ao mesmo tempo o detalhe do ciclista, perfeitamente colocado na grande entrada. As formas gráficas são tão fortes que poderia inverter a imagem e ela subsistiria. 2 Há atividade no plano de fundo, mas é relevante para o meio – um mercado agitado – e não distrai da silhueta do ciclista. Ao escolher cuidadosamente a sua posição e pré-focar, o fotógrafo conseguiu selecionar exatamente os elementos a incluir.

Por outro lado, a vinhetagem concentra a atenção no ciclista que está a passar, mas ainda há detalhe suficiente nas arestas 3 exteriores do frame para captar o ambiente único do cenário da sessão fotográfica. 3

imagem, por isso pré-focou para a área certa, a meio caminho entre o sítio onde estava e a entrada. “Desde que mudei de reflex Nikon para uma Leica há já alguns anos, tornei-me mais rápido no que toca à focagem manual”, partilha. “É como aprender a conduzir um carro magnificamente construído. Leva tempo, mas os resultados valem bastante a pena.” Além da focagem cuidadosa e das reações rápidas, Gavin realça a importância da paciência na fotografia documental e de rua. “Vejo uma cena de que gosto, como uma ponte ou um mercado, e esse é o meu palco. Fico à espera que os atores apareçam. Por outras palavras, ou vê um assunto e encontra uma forma de o enquadrar, ou então encontra um enquadramento e espera pelo assunto.”

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ESTA COMPOSIÇÃO FUNCIONA PORQUE... 1 Ao descentrar o assunto, Gavin cria uma composição mais visualmente satisfatória de um ente querido a desfrutar de uma pausa cénica durante uma longa viagem de carro. 2 As árvores enquadram o assunto na perfeição sem provocarem dissonância.

“ESTA é uma imagem da minha mulher, Noriko, captada numas férias de família no Chipre, mas mostra como tem de pensar na luz e na composição em fotos bastante espontâneas”, diz Gavin. “Para mim a foto era sobre ver a vista, foi por isso que a coloquei lá. Podia ter posto a Noriko no centro, mas desta forma parecia mais natural, com as árvores a enquadrarem o banco. Então, novamente, tratava-se de

Quanto a dicas mais generalizadas para a fotografia de rua, Gavin explica que, muitas vezes, fotografa com uma abertura ampla para isolar o assunto. “Outras dicas interessantes passam por usar as linhas de orientação dos edifícios para atrair o olhar, e pensar cuidadosamente no que incluir na fotografia. Não coloque demasiados pormenores no frame, porque começa a ficar confuso e o espetador não tem a certeza do que é o assunto.”

3 Ao ampliar a profundidade de campo através de uma abertura estreita para captar a vista do plano de fundo, Gavin deu uma noção de escala à imagem. O ângulo do chapéu da mulher complementa a inclinação das colinas. 2 Foi ainda usada uma vinhetagem súbtil para direcionar toda a atenção para o assunto.

optar pelo que parecia certo, em vez de seguir regras rigorosas. Geralmente, a minha fotografia documental e de rua inclui pessoas. Se vir alguém interessante, ou uma cena apelativa, é bom vaguear e visualizar a partir de diferentes ângulos, olhando para a luz. Dito isto, tem de encontrar o ângulo e o enquadramento ideais, sobretudo se estiver a fazer fotografia de rua e o assunto não quiser esperar. É uma ótima forma de aprender e de ter capacidade de reação.”

DICA

Olhe para o cenário de uma imagem antes dos detalhes do primeiro plano. Cores vivas no plano de fundo vão atrair o olhar do espetador, por isso considere uma conversão monocromática.

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ROSS HODDINOTT Ross é um dos mais importantes fotógrafos de vida selvagem e exteriores do Reino Unido. Os seus clientes incluem a RSPCA Photolibrary e o National Trust, e é um embaixador da Nikon UK e da Manfrotto. Eis os títulos dos seus livros publicados: Digital Macro & Close-up Photography e The Landscape Photography Workshop. Para saber mais sobre Ross e o seu trabalho, visite o seu site em www. rosshoddinott.co.uk.

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VIDA S E LVA G E M E N AT U R E Z A Ross Hoddinott mostra como desconstrói as suas imagens de natureza até ao essencial.

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OSS diz que esta imagem macro dramática diferiu da norma mesmo antes de ser fotografada. “Muitos registos macro são oportunistas porque está, obviamente, a lidar com a natureza. Esta é uma imagem que pré-visualizei. Há algum tempo que queria captar uma fotografia de um inseto retroiluminado contra a lua. Mas depressa percebi que não conseguiria fazê-lo devido às implicações técnicas de fotografar sob pouca luz, encontrar o assunto, etc. Por isso decidi usar o sol. Depois processei, usando um equilíbrio de brancos mais gélido para parecer iluminado pela lua.”

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O próximo desafio do fotógrafo foi encontrar um assunto no sítio certo. “O conhecimento local é importante na fotografia de natureza, pois tem de saber onde o sol está e onde procurar assuntos. Neste caso, acordei perto das cinco e encontrei uma libélula azul em repouso com as asas abertas. Esta parte do corpo criou uma silhueta perfeita, pois o perfil era mais nítido.” Este criativo aparou algumas ervas para obter uma vista limpa do inseto; de seguida colocou-se em posição, esperando que o sol aparecesse. “Usei uma objetiva macro de 200 mm, que permitiu ampliar a ‘precisão’ do inseto. O maior desafio foi garantir que o inseto cabia dentro da esfera no


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DOMINE A ARTE DA COMPOSIÇÃO

DICA

Incluir um número ímpar de assuntos ou cores tende a produzir imagens mais interessantes e equilibradas do que um número par. Três é realmente o número mágico!

ESTA COMPOSIÇÃO FUNCIONA PORQUE... 1 Geralmente, as libélulas azuis macho não repousam com as asas abertas, por isso, Ross certificou-se de que captava a forma do inseto dentro da esfera do sol nascente.

ESTA COMPOSIÇÃO FUNCIONA PORQUE... “COM plantas e flores é ligeiramente menos desafiante, porque não tem o problema do assunto voar. Isso dá-lhe mais tempo para pensar na composição. Gosto particularmente de usar uma profundidade de campo reduzida e o género de simplicidade que cria. Com plantas e flores, costumo usar focagem seletiva – uma focada nitidamente, as outras meio focadas e desfocadas no cenário. Portanto o plano de fundo é reconhecível e adiciona equilíbrio, mas não distrai do assunto principal.” Aqui, o fotógrafo aproveitou a forma como as orquídeas crescem em grupos. “O que fiz foi fotografar através de uma orquídea, o que originou um efeito de focagem suave e contribuiu para a cor.”

2 Usando uma objetiva macro de 200 mm, Ross conseguiu captar o máximo de detalhe possível, até os pelos nas patas do inseto. Tudo sobressai na perfeição contra a luz de plano de fundo do sol.

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3 Repare como a forma do junco fixa a imagem e adiciona outra forma gráfica. Na realidade também contrasta com a forma da cauda do inseto.

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sol. Se a cauda ou a cabeça ficassem sobrepostas, teriam desaparecido na escuridão. O sol desloca-se rapidamente à medida que nasce, por isso tive de alterar regularmente a minha posição. Gosto da forma como a composição parece estar descentrada, e como o junco flutua pela fotografia.” Falando de macros em geral, o autor acredita que muitas pessoas cometem o erro de optar por um close-up demasiado simples, quase científico, do assunto. “Eu encorajo uma abordagem criativa. Além disso, as pessoas escolhem, muitas vezes, cenários confusos, onde o assunto se perde. Prefiro fotografar com uma profundidade de campo reduzida, ou ter alguma distância entre o assunto e o plano de fundo.

Também pode fotografar contra o céu, pois é algo que origina um bom cenário. Uma profundidade de campo contida cria então um fundo difuso e ajuda o assunto a sobressair, mas exige uma focagem cuidadosa. Aconselho os alunos a usarem um tripé e fazerem zoom via Live View para focarem manualmente de forma precisa.” Além disso, Ross aconselha a não ficar obcecado com a regra dos terços, assim como com outros instrumentos composicionais. “Seja o que for que fotografe, o mais importante é encontrar o equilíbrio nas imagens. Por vezes, uma fotografia parece equilibrada sem seguir as regras. Pode seguir as normas e obter algo sem harmonia natural. Confie nos seus instintos.”

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1 No terreno, o fotógrafo posicionou-se de forma a ter uma orquídea perto da objetiva, criando com isso a cor rosa suave que cobre praticamente a imagem no seu todo. 2 Apesar do efeito de focagem suave, a flor principal à esquerda está nítida precisamente onde

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tem de estar. Ross fez-se valer de uma objetiva 200 mm, escolhendo uma abertura de f/5.6. 3 As flores difusas do plano de fundo adicionam contexto e equilíbrio, sem atraírem a atenção para longe do assunto principal. Deixar as três em foco seria mais previsível.

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DOMINE A ARTE DA COMPOSIÇÃO 2

ROBERT SULKIN O envolvimento de Robert com a fotografia começou no início da década de 1970, trabalhando num modo de paisagem social sob a alçada de Robert Frank. Ele ficou fascinado com Marcel Duchamp, Dada, Man Ray, o surrealismo e a doutrina modernista. Atualmente é professor de arte na Hollins University na Virginia, EUA. Visite o seu site em www. robertsulkin.com.

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N AT U R E Z A M O R TA Robert Sulkin revela os princípios que sustentam as suas naturezas mortas surreais. 30

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ARA esta foto, tirada em meados dos anos 1980, o objetivo de Robert era criar uma imagem que não se referisse ao mundo exterior. “Foi fortemente influenciada por Man Ray, Jaroslav Rossler e outros fotógrafos surrealistas e modernistas.” Robert montou esta imagem

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de natureza morta num estúdio e iluminou os elementos a partir de baixo para eliminar as sombras. “Trabalhei com uma câmara de fole (um modelo que remonta ao século XIX), pois interesso-me muito pelo ponto de vista fixo, e tentei criar uma imagem que só faz sentido de uma perspetiva fixa bastante específica. Se alguém entrasse no estúdio num determinado momento, não lhe


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ESTA COMPOSIÇÃO FUNCIONA PORQUE... 1 Embora Robert diga que os elementos não têm simbolismo específico, eles equilibram-se magnificamente. O grampo fixa o primeiro plano e contrasta com os elementos. 2 A interação entre formas gráficas constrói a imagem, com a rigidez nítida do vidro triangular e quadrado a criar uma boa interação com as

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formas elípticas mais suaves. 3 Como noutros exemplos deste artigo, as arestas estão subtilmente escurecidas para concentrar a atenção no centro da imagem, atraindo o olhar do espetador. Encontrar significado na imagem é com ele, ou desfrutar da interação da figura e da forma.

pareceria nada com a imagem final”, realça o fotógrafo. O título da imagem é Homage to Outerbridge, uma referência ao fotógrafo Paul Outerbridge. “Ele era um fotógrafo comercial, mas também fez aquilo a que eu chamaria de composições modernistas ou surrealistas”, explica. Para criar a cena, Robert recorreu a um cartão branco, com um grampo e uma figura triangular – “Estes são objetos que não têm conotações na cultura”. Com um projetor de slides, projetou uma imagem de Paul Outerbridge para a construção. “É pouco apropriado, mas, na verdade, recontextualizei nos meus próprios termos.” Então como é que este criativo escolheu os elementos para incluir na composição? “É intuitivo. Abordei-a em termos de linguagem visual: trata-se da interação dos elementos na fotografia, a interação da figura e da forma na aresta no frame. Olho para a composição através da câmara de fole, e faço alterações até estar confortável com ela nos meus próprios termos. Procuro uma certa pureza na forma como todas as

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figuras e formas ‘interagem’ umas com as outras, e procuro criar uma ilusão de espaço.” Embora Robert tente trabalhar de forma intuitiva, as suas imagens estão longe de ser improvisadas. “Se for para o estúdio pela primeira vez após uma longa pausa, tudo é estranho. Tenho de me exercitar visualmente, depois tenho uma melhor noção do que funciona e do que não tem qualquer efeito positivo para o meu trabalho. Se a imagem não estiver a funcionar, então registo algumas fotografias, faço uma prova de contacto e vejo o que preciso de aperfeiçoar”, sublinha. O conselho que este autor dá aos leitores da OMF é bastante simples e prático: se querem explorar este género artístico não devem pensar que uma natureza morta criativa tem de ser de uma certa forma. “Pode criar as suas próprias regras na fotografia, e na arte de uma forma em geral. Dito isto, o ponto de vista fixo é crucial, por isso a câmara deve estar num tripé. Depois é só uma questão de paciência e de pensar em termos do frame no seu todo. Se estiver a construir uma imagem, é responsável por todos os elementos.”

DICA

Use a câmara ligada a um computador para natureza morta ou mude para o Live View, pois uma vista ampla torna mais fácil avaliar a relação entre os objetos.

ESTA imagem foi criada no mesmo período de Homage to Outerbridge. “Usei vidro de Fresnel como adereço, porque distorce o espaço”, explica. “A imagem foi iluminada a partir de baixo para que os elementos parecessem estar a flutuar no espaço. Os objetos que estão parcialmente debaixo do vidro de Fresnel estão distorcidos, por isso funciona como uma lupa enquanto cria também a distorção.” Novamente, Robert escolheu elementos sem pontos de referência imediatos ou conotações culturais deliberadas. “Uso elementos que só ocorrem na linguagem visual – ou aceita ou não aceita, com base no que está a ver. Quero que as fotografias se afastem do aqui e agora, que não pareçam algo que está na mesa de centro da sala.” Então porque é que o fotógrafo usa sobretudo o preto-e-branco para o seu trabalho de natureza morta? “Posso controlar a tonalidade. Com cor, teria de encontrar pormenores com o tom certo, e evitar cor local em excesso.” 3

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1 O vidro de Fresnel distorce o espaço e funciona eficazmente como adereço, contribuindo para a atmosfera misteriosa e surreal da fotografia. 2 Esta imagem retira muito do seu impacto do contraste e interação

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entre diferentes formas e texturas. 3 Este registo de natureza morta teria funcionado tão bem a cores? Possivelmente, mas o fotógrafo teria de utilizar cuidadosamente as cores para o conseguir na perfeição.

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CHARLIE WAITE Charlie é um dos mais importantes fotógrafos de paisagem do mundo, com um estilo característico que transmite serenidade e calma. Além de ser amplamente editado e exposto, Charlie é muito procurado enquanto professor e gestor de workshops através da sua empresa, Light & Land. Para mais informações sobre Charlie e o seu trabalho, visite www. charliewaite.com. 2

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PA I S A G E N S Charlie Waite explica como revelar o melhor dos seus enquadramentos exteriores.

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Á quem diga que nunca deve ter o ponto de foco no centro, mas Charlie Waite não dá importância a esta regra. “Nesta imagem, a árvore está sozinha no centro do frame para transmitir a sua nobreza e estatura. Quando uma árvore particularmente interessante é fotografada com outras árvores, elas podem ocultá-la. Dito isto, precisa de uma paisagem de apoio se for fazer de uma única árvore o seu assunto. Aqui, a árvore é sustentada por várias encostas que funcionam como ‘pregas’ no fundo. Há uma encosta à esquerda da árvore que também está paralela à encosta da colina à direita. Elas

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DOMINE A ARTE DA COMPOSIÇÃO

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DICA

Um filtro de densidade neutra intenso permite usar exposições longas para desfocar o movimento de água e nuvens. O efeito pode ajudar a simplificar cenas confusas.

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ESTA COMPOSIÇÃO FUNCIONA PORQUE... Como um diretor de iluminação teatral, Charlie teve o cuidado de não iluminar o primeiro plano, esperando, em vez disso, que a luz caísse sobre o assunto principal – neste caso, a árvore. 1

As árvores solitárias podem parecer dramáticas, mas Charlie acredita que o minimalismo pode ser exagerado, e que também tem de haver algum contexto. 2

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As encostas do plano de fundo complementam a primeira, mas estão na sombra, por isso não distraem da árvore. Também dão alguma profundidade à imagem. 3

alinham‑se, criando uma relação entre o primeiro plano e o fundo. Um dos meus adágios favoritos na fotografia de paisagem é ‘revele mais do que oculta’, e isto é um bom exemplo”, sublinha este especialista em paisagens. O fotógrafo usou um escadote para obter a melhor composição possível. “Só subi alguns degraus porque não queria que o topo da árvore fosse dissecado pelo primeira encosta descendente. A árvore assenta confortavelmente sob a encosta, e de certo modo dita a descida da encosta. A sua colocação ajuda a mitigar a natureza bidimensional da fotografia.” Charlie também realça a importância de esperar pela luz certa. “Pense nos diretores de iluminação do teatro. Aprendi muito com a forma como eles usam a luz.”

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ESTA COMPOSIÇÃO FUNCIONA PORQUE... 1 As sebes criam um efeito de anfiteatro. Veja como o primeiro plano não está iluminado para realçar melhor as características do centro, como a extensão do campo verde e os retângulos amarelos de restolho. 2 As sebes assentam em torno dos campos de restolho e

“NESTA imagem, as nuvens realçam uma forma específica”. Para conseguir o efeito de anfiteatro, precisava de nuvens propícias. Uma nuvem à minha esquerda, que não dá para ver na imagem, está a impedir que a luz caia sobre o plano de fundo. O iluminação obliqua também reduz a monotonia do grande bloco verde. O retângulo vertical entre os dois campos de restolho adiciona interesse.” Charlie procurava uma noção de ordem na cena. “À esquerda, no topo do campo amarelo, está uma sebe fina, que assenta em torno dos outros elementos, como uma mão em torno de uma bola. Também precisava de

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ajudam a separá-los dos outros elementos na cena. 3 Como com o primeiro plano, Charlie queria que o fundo ficasse na sombra para enquadrar as formas dos campos e sebes enquanto dá também uma noção de profundidade. Veja como as nuvens criam vinhetagem.

arcos para equilibrar as linhas horizontais severas. Um dos maiores desafios que os meus alunos enfrentam é fotografar uma ‘paisagem ampla’, que podem achar pesada e intimidativa. Como é que insere esta paisagem enorme num frame de 35 mm? A solução passa por aperfeiçoar, omitir redundâncias. Pense no que quer e não quer incluir. Não diga apenas, ‘posso eliminar mais tarde’. Nestes casos, nunca fica particularmente satisfatório. Tem de fazê-lo ao natural. Por isso, por vezes, precisa de esperar pelas nuvens. Não pode estar com pressa e esperar captar excelentes registos paisagísticos”, sublinha.

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PERFIL - MIGUEL OLIVEIRA

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OLIVEIR A Não precisa de mudar de vida, porque a sua já lateja e bate descompassadamente dentro de si. Conheça-lhe a história inspiradora e os sonhos mágicos.

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A FOTOGRAFIA move-me, primeiro que tudo, o simples facto de fotografar, quer seja num festival, na rua, eventos, casamentos, desporto, e aí surge mais um factor em comum, que é a presença humana. Costumo dizer que desde que tenha pessoas, não me importo de fotografar. Por isso penso que será isso que me move na fotografia, as pessoas”. É desta forma que Miguel Oliveira, 24 anos, descreve o seu entrelaçamento à arte de desenhar com a luz, esse que se revela sedutor, feérico, indecifrável e arrebatador

À direita Anabela C. “Off the Record.”

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aos seus olhos. E, claro, aos nossos. No seu portfólio, paira um magnetismo que nos assombra, que nos impele, que nos desarma. Os seus inspiradores retratos a preto e branco, centrados na beleza do corpo feminino, vestem-se de uma intensidade que nos desarma. Ao contrário do que se possa pensar num primeiro olhar, a ausência de cor domina o tédio, contorna as limitações, lima arestas e oferece toda uma panóplia de possibilidades de interpretação do real. Poder-se-á até dizer que um registo a preto e branco é um diamante em bruto, um tesouro que queremos preservar com

todo o nosso coração, ainda que não nos importemos de o partilhar com as pessoas que dividem connosco esse amor sem restrições ou aviso pela arte. Num mundo em tons acizentados, esbatidos e insípidos não há espaço para aborrecimentos. Não há negativismo, crueldade ou sequer dureza. Pelo contrário! A vida parece esprairar-se num mar de sonhos infinitos. Parece até que nos sentimos eternos, absolutos e consquistadores. Talvez porque não existe espaço para vazios, borrões ou faltas de ar. Dizemos não à ausência e enaltecemos a presença. Falamos do vislumbre de um

sorriso tímido, de um olhar penetrante, de um movimento delicado e sublime do corpo humano. Nas suas fotografias respira-se imensão e o tempo fica suspenso num limbo. No entanto, não se trata de um estado de indefinição ou de incerteza, mas sim de um lugar onde a nossa abordagem pode ser eclipsada, engrandecida, esbatida e pincelada de ideias. Só precisamos de deixar a porta aberta para a imaginação entrar e instalar-se confortavelmente numa das divisões mais especiais do nosso coração. Ao converter as suas imagens para > JANEIRO 2016

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PERFIL - MIGUEL OLIVEIRA

MIGUEL OLIVEIRA

Fotografia de autor, retrato e fotojornalismo NASCEU no Porto, em 1991. ESTUDOU arquitetura, mas percebeu que a sua paixão era outra. Desde daí que se dedica a cem por cento à fotografia, tendo vindo a desenvolver diversos projetos nesta área artística. ATUALMENTE trabalha como fotojornalista para o jornal Porto24, e é colaborador do P3 e fotógrafo do Canal180. NO final de 2013 criou, juntamente com Catarina Braga Araújo, a Point And Shoot, que é um atelier de serviços artísticos que desenvolve trabalho na área do design, fotografia e vídeo.

preto e branco, este criativo acentua as texturas, os volumes, as curvas e os desejos. Os fragmentos da vida e as suas memórias tornam-se, por si só, mais poéticas e mais místicas. Não é de estranhar que fiquemos a modos que ensimesmados com o seu trabalho artístico. Há fulgor, há fascínio e há, sobretudo, uma vontade desmesurada de tornar as rotinas do quotidiano menos maçadoras. Os primeiros passos de Miguel na arte fotográfica foram dados em tenra idade, em grande medida graças ao progenitor, que sempre gostou de fotografia e lhe foi ensinando os truques da caixa mágica. O primo, o fotógrafo Nuno Fontinha, teve também um peso abismal no seu percurso e evolução criativa. As viagens da adolescência vieram ainda intensificar esta paixão que começava a a ganhar forma na sua alma de artista. “Se tivesse de eleger um 36

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momento-chave, onde o interesse foi consumado, penso que foi quando tinha 14 anos e fui passar férias aos Açores. Ao verem as fotografias que fiz por lá com uma compacta da HP, as pessoas começaram a reparar que se notava algo mais do que apenas um olhar comum”, partilha. Na verdade, esta ligação de Miguel ao meio artístico é antiga, já que o seu caminho se cruzou com o Conservatório de Música. Quando começou nestas lides, tinha apenas cinco anos de idade. Confessa que sempre gostou de desenhar e de ler. Tranquiliza o espírito, desperta a ilusão e acorda fantasmas adormecidos, dizemos nós. Miguel explorou também o universo da arquitetura, mas foi na fotografia que a sua atenção ficou enleada. Esta forma de retraimento é uma opção de vida e nunca uma obrigação. Ele escolheu amar eternamente a luz, porque >

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À esquerda, em cima Constança G. “Off the Record.” À direita, em cima “Tempestade na Foz.”


PERFIL - MIGUEL OLIVEIRA

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Em baixo, à esquerda Avenida dos Aliados Em baixo, à direita Metro Baixa-Chiado.

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PERFIL - MIGUEL OLIVEIRA

Em cima, à esquerda Passeio das Virtudes Em cima, à direita Espigar nas Gentes À esquerda, em baixo Nathasha A. “Off the Record.” À direita Sarah J. “Off the Record.”

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PERFIL - MIGUEL OLIVEIRA

sente que é ela que o completa e que o faz absolutamente feliz. “De todas estas tentativas, a que para mim sempre me aparecia de forma mais natural e genuína era a fotografia e não demorou muito tempo até ter percebido que era isso que queria fazer”, realça. “Eu comecei a fotografar mais a sério quando fui para o 10º ano. Fotografei concertos, talvez pela ligação que tinha com a musica. Penso que no meio artístico, mais importante que a formação académica, são as experiências que temos ao longo da nossa vida que fazem com que a nossa forma de olhar para o mundo cresça e

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seja diferente da dos outros”. A inspiração, essa, vai buscá-la precisamente à música, ao cinema, ao desporto e, como fez questão de realçar no início da entrevista, às pessoas. Considera-se, por isso, um fotógrafo de momentos e do real, e é nesse sentido que o fotojornalismo assume um papel de destaque no seu ser. Sublinha que “temos de fotografar de forma genuína e de fazer aquilo que pensamos que está certo”. “Através das minhas fotografias, estou habituado a informar as pessoas. Talvez seja isso que procuro e tento transmitir, uma maneira de tornar a fotografia o mais parecido >

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PERFIL - MIGUEL OLIVEIRA

possível com a realidade”. Em 2015, o projeto mais importante da sua carreira via a luz do dia, o Off The Record, que já foi destacado por vários órgãos de comunicação social, inclusive pelo P3 do Público. Mas como é que nasceu este esboço de trabalho e quais são os teus critérios no que toca à escolha das modelos que fotografa a preto e branco? “Na verdade, surgiu a partir de uma proposta de uma amiga minha (Mónica) que eu costumava fotografar, que me mandou uma mensagem a dizer que gostava de fazer uma sessão mais ousada. O que me fez continuar foram duas pessoas: a minha prima Ana Fontinha, que é fashion stylist em Lisboa, e o fotojornalista Daniel Rodrigues (galardoado com um dos prémios do World Press Photo), que me mostrou o site C-Heads. Continuei a explorar o lado mais ousado e intimista, mas sem ser demasiado feito e explícito; queria que fosse e parecesse o mais natural possível”, conta. “Quando sou eu a escolher as modelos, penso que existe sempre uma ligação ao meu gosto pessoal”. O segredo reside, pois, no ardor e na chama do olhar. Ou não são eles o espelho da alma? Miguel Oliveira não se imagina a ser capaz de fazer outra coisa todos os dias com a mesma vontade com que faz fotografia. A completude só faz sentido assim. Para todo o sempre...

DISTINÇÕES » Vencedor eleito pelo Júri do Metro Photo Challenge, em Portugal, na categoria Relações (2011). » Vencedor eleito pelo Júri do Metro Photo Challenge, em Portugal, na categoria Tentação (2012) EXPOSIÇÕES INDIVUAIS E COLETIVAS » Três exposições coletivas: em 2011, em 2012 e em 2014 (juntamente com os alunos de um dos seus workshops). O Hard Club foi o espaço escolhido para os vários eventos. » Em 2010, participou no livro de fotografia coletivo Olhar a Urbe, publicado sob a chancela da Chiado Editora, com duas fotografias. » Uma exposição individual nos Encontros de Imagem, em Braga, com o trabalho Presos No Interior, a convite da Fusca.

www.pointandshoot.pt www.offtherecord.pt No topo Concerto The Legendary Tigerman “Vodafone Paredes de Coura.” Em cima Jamie Cullum “Marés Vivas.” À esquerda Estúdio B.

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f o t o g r a fa r

f o t o g r a fa r DICAS E TRUQUES EFICAZES E TÉCNICAS PRÁTICAS, CRIATIVAS E PROFISSIONAIS. ESTÁ PREPARADO?

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PROJETOS e ideias fotográficas!

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ImageNS ao pormenor técnicas práticas

Crie um retrato atmosférico com a luz natural de uma janela e um guarda-roupa de época, confira impacto a uma cascata e obtenha registos de topo de vida selvagem.

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CASOS DE ESTUDO PARTILHE SEGREDOS

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Inspire-se nos conselhos e nas histórias de vida de fotógrafos consagrados, e saiba como pode tirar partido destes seus ensinamentos. Monetariamento, falando...

TÉCNICAS PROFISSIONAIS CASAMENTOS COM GLAMOUR Transforme completamente as suas imagens de casamentos em registos repletos de elegância. Aproveite a luz natural e dê uma nova aura às fotografias.

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PROJETOS FOTOGRÁFICOS Dez ideias fotográficas criativas para experimentar no terreno. Com a dose certa de inspiração!

Evitar pontos brilhantes Para evitar a criação de áreas sobre-expostas ou “pontos quentes” ao pintar com luz, mantenha a lanterna em movimento, e desligue-a se se deslocar em torno da cena. Uma lanterna de cabeça também é útil, permitindo verificar as definições da câmara sem gastar bateria desnecessariamente.

PROJETO 1

Noite estrelada

Abrace as noites longas e adicione um toque pessoal às suas fotos de exteriores.


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horas quando finalmente o céu limpou. Depois de montar rapidamente a minha Canon EOS 5D Mk III e objetiva Rokinon 14 mm f/2.8 num tripé perto de um penhasco, subi para o que é conhecido como Windows Section, depois usei um disparador remoto para registar uma selfie de exposição longa. Tive de ficar imóvel durante o tempo de exposição de 30 segundos.”

Para equilibrar a exposição do primeiro plano com o céu estrelado, Manish usou duas lanternas. “Coloquei uma no solo e ajustei o feixe para que a luz não fosse demasiado forte nas rochas, e mantive a outra na mão para mostrar que estava a pintar com luz. É claro não podia mover-me durante a exposição longa, por isso desviei a lanterna do arco para evitar criar um ponto quente.”

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© Manish Mamtani

OUCOS fotógrafos gostam de captar autorretratos. Mas porque não seguir o exemplo do fotógrafo de natureza Manish Mamtani e esconder-se na escuridão? “Estava no Arches National Park, no Utah, numa missão de fotografar paisagens à noite, mas as nuvens apareceram”, revela este criativo. “Sentei-me no carro durante cerca de duas

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© Jodie Mann

PROJETOS FOTOGRÁFICOS

RAZER adereços para uma sessão de retratos pode conferir às suas imagens uma atmosfera mágica. Na verdade, podem tornar-se toda a base criativa do seu projeto fotográfico, como explica Jodie Mann, autora destas sublimes fotografias. “A ideia aqui era recriar uma figura de proa de um navio do século XIX, com ligeiro toque de editorial de moda. Juntar todos os elementos certos no mesmo dia é sempre um desafio, por isso a investigação e a preparação foram essenciais. Sabia que queria um cenário industrial degradado para dar uma sensação de abandono, e a minha estilista contactou uma variedade de fornecedores para obter os

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PROJETO 2

Seja criativo com adereços

Planeie uma sessão de retratos com um look vintage e um toque de magia. 44

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adereços. A rede, o leme (muito real e muito pesado!) e o navio em miniatura usado no cabelo provieram de uma loja de antiguidades náuticas, ao passo que os fatos vieram de um armazém de roupa vintage. As cordas foram emprestadas por um artista performativo.” Jodie usou a sua câmara ligada a um portátil, uma vez que o ecrã mais amplo e mais detalhado tornou mais fácil detetar onde era necessário fazer ajustes. Também introduziu características adicionais nas imagens durante a pós-produção. “Para aumentar a sensação misteriosa, usei pincéis do Photoshop para adicionar camadas de névoa e até criar pequenas teias de aranha no leme.”


F O T O G R A FA R

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© Giovanna Griffo

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Desafie-se a criar uma imagem iluminada a lanterna numa só tentativa.

Para permitir exposições que duram minutos, terá de usar o modo Bulb. Este está muitas vezes disponível como parte do modo de exposição Manual (M) – passe pelas definições de velocidade de obturação até “Bulb” estar destacado.

5.6

Pinte uma natureza morta com luz

Modo para imagens lentas

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PROJETO 3

a quantidade de luz necessária para criar uma boa exposição, por isso tem de confiar no seu instinto, e estar preparado para repetir o processo até obter o resultado desejado. Mas diria que isso é a beleza desta técnica: resultados imprevisíveis que originam imagens únicas”, realça esta fotógrafa criativa. Giovanna fotografa sempre em formato Raw, o que permite ajustar a exposição e o equilíbrio de brancos quando processa a imagem. “Por vezes também fotografo mais do que uma exposição e misturo-as no Photoshop para obter uma qualidade de iluminação mais sofisticada.”

S 2 1 SEC 2 S EC 5

ÃO precisa de estar no meio de uma cena rural ou industrial para iniciar um projeto de pintura com luz. Em vez disso, Giovanna Griffo procura levar a máxima simplicidade para os seus projetos e, por isso, usa uma lanterna para iluminar arranjos de natureza morta. Tipicamente, cria estas imagens à primeira.“O meu sistema é bastante simples. Uso uma reflex – uma Nikon D800 – e uma zoom standard. Depois basta trabalhar na escuridão e manter a lanterna em movimento durante uma exposição longa de um ou dois minutos. Pode ser difícil avaliar

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© Richard Silver

PROJETOS FOTOGRÁFICOS

ICHARD Silver trabalha no seu projeto Vertical Churches há quatro anos, e já reuniu uma coleção de mais de cem fotografias panorâmicas de interiores de igrejas pitorescas de todo o mundo. A abordagem para criar estas imagens é a mesma usada para fotografar uma panorâmica horizontal: com a câmara definida para o modo de exposição Manual, focagem manual e um equilíbrio de brancos predefinido para consistência, fotografe uma série de frames com sobreposição suficiente para poderem ser unidos facilmente no software. “Começo por fotografar os bancos, avançando para incluir o teto e depois acabo

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PROJETO 4

Una uma panorâmica vertical

Desafie-se e inspire-se no criativo projeto Vertical Churches. Seja original! 46

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com a parte de trás da igreja”, revela Richard. “Geralmente, a imagem final consiste em entre cinco a nove frames individuais, e tento mantê-los num verdadeiro fator de forma de panorâmica de 3:1”. “Começo a processar os ficheiros Raw no Lightroom e passo para o Photoshop para combiná-los, embora, por vezes, isto possa ser difícil devido ao ângulo da igreja ou das luzes do teto. Outro desafio é fotografar manualmente, uma vez que nem todas as igrejas permitem o uso de um tripé. Conforme a altura em que visitar, também pode haver muitas pessoas na igreja. Muitas vezes consigo eliminá-las no Photoshop, mas por vezes são demasiadas”, partilha o fotógrafo.


© Marcus Hawkins

PROJETO 5

Película de sabão

Capte paisagens abstratas e coloridas em casa.

OTOGRAFAR a beleza de cores de interferência na superfície de uma película de sabão é o projeto caseiro perfeito para alegrar um dia cinzento. Adicione um jato de detergente a uma taça, com um pouco de água quente e umas gotas de glicerina.

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Mergulhe um anel metálico (optámos por um cabide dobrado para formar um aro de 10 cm de diâmetro) na mistura e transfira para um sítio perto de uma janela brilhante – ou para qualquer lugar onde possa usar flash refletivo ou um candeeiro para iluminar a película de sabão.

Use um pano preto para o fundo. Com uma objetiva macro, ou standard, com filtros de aproximação, encha o frame de cor. Trabalhe em Manual, definindo uma abertura pequena (f/16) e uma velocidade de obturação célere. Foque manualmente usando o Live View.

PROJETO 6

Faça um estêncil de luz Veja a sua fotografia com flash a levantar voo. foque manualmente a parede. Com a câmara no modo Manual, defina uma velocidade de obturação de 10 seg. a ISO 100, e uma abertura que permita ver o fundo. Defina o temporizador, prima o obturador e entre na cena. À medida que a exposição começa, ande em direção à objetiva, premindo o botão de teste do estroboscópio para disparar o flash.

© Matt Tuffin

S estênceis de luz são bastante divertidos. Só precisa de uma fonte de luz – usámos um flash externo montado numa caixa de luz. Primeiro, imprima uma forma simples em branco num fundo preto, duas vezes. Cole as impressões, e passe para a caixa de luz. Encontre um sítio escuro com uma parede para fotografar. Instale o tripé e

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© Joni Niemelä

PROJETOS FOTOGRÁFICOS

PROJETO 7

Crie uma microgaláxia

Transforme gotas de água em maravilhas interestelares.

PROJETO macro de Joni Niemelä é deveras inspirador. Focando gotas de água em plantas pelo orvalho da manhã ou após uma tempestade, ele capta imagens fantásticas que se assemelham a grupos de planetas e estrelas.

Joni usa uma Nikon D800 com um conjunto completo de tubos de extensão e uma objetiva 50 mm invertida, permitindo que se aproxime muito e consiga uma ampliação em tamanho real maior que 1:1.“Geralmente é melhor procurar grupos com gotas de diferentes

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tamanhos”, aconselha. “Descobri que as sementes da planta Chamerion angustifolium são os melhores assuntos, pois têm filamentos longos. Mas ainda é um desafio, e houve alturas em que captei centenas de imagens sem obter resultados satisfatórios.”

PROJETO 8

Sinta a força Use a perspetiva forçada para registos originais. RINCAR com a perspetiva – fazer com que objetos grandes pareçam pequenos e objetos pequenos pareçam grandes – pode produzir resultados muito divertidos. Aqui tem uma ideia para a próxima vez que houver lua cheia: fotografe uma figura perfilada que pareça estar a interagir com ela, quer seja usando-a como uma cabeça, como aqui,

© Tom Welsh

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lançando-a, levantando-a ou chutando-a… O período logo após o pôr do sol, quando tem luz suficiente para definir uma velocidade de obturação mais rápida, é a altura ideal para fotografar. Use uma objetiva longa para que o modelo e a lua pareçam mais próximos no tamanho. A velocidade de obturação rápida vai ajudar a manter o modelo nítido, por isso terá de aumentar o ISO.


F O T O G R A FA R PROJETO 9

Um novo olhar sobre o zoo

Dê às suas fotografias de animais o aspeto e a sensação de retratos de estúdio sofisticados ter captado a fotografia original usando uma Canon EOS 5D Mark III uma objetiva 70-300 mm. “Isolei o gorila com um recorte e criei uma máscara de camada”, revela. “O corte é a fase mais importante, mas também a mais morosa. Para conseguir

um recorte que pareça natural, precisa de muita paciência para isolar toda a parte visível do pelo – por vezes fio a fio! Neste caso em particular, usei a Quick Selection Tool do Photoshop e depois aperfeiçoei com a opção Refine Mask. Depois da

máscara de camada estar terminada, escolhi um plano de fundo preto, e trabalhei no assunto em detalhe com as ferramentas Dodge e Burn. Também aclarei algumas das áreas no plano de fundo, para simular o reflexo de luzes no plano de fundo de um estúdio.”

© Pedro Jarque Krebs

Á muitas formas de abordar a fotografia de vida selvagem, mas uma técnica cada vez mais popular é editar uma imagem para parecer que foi captada em estúdio. Foi assim que Pedro Jarque Krebs criou este registo, depois de

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Tom Welsh

PROJETOS FOTOGRÁFICOS

PROJETO 10

Paisagem urbana em camadas

Combine múltiplas imagens para criar uma pilha citadina.

Passo

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Capte uma sequência de imagens, movendo a câmara entre frames. Grave as fotografias em rápida sucessão e desloque-se na diagonal, pois isso revela variação no ângulo horizontal e verticalmente. Além disso, mova a câmara em vez dos seus pés…

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Passo

OB céus invernosos sem interesse, uma vista urbana pode parecer monótona e banal. Uma forma fácil de melhorar as coisas é usar um truque de exposição múltipla para produzir uma imagem angular e repetitiva que faz lembrar o estilo cubista. O truque aqui é mover a câmara entre frames, alterando o ângulo de visão ligeiramente em cada um. Fotografar as imagens como frames individuais e combiná-las no

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No computador, abra as imagens no Adobe Bridge e vá a Tools>Photoshop>Load File into Photoshop Layers. Se quiser fazer quaisquer ajustes no Adobe Camera Raw, faça-o antecipadamente, depois selecione Done em vez de Open.

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Passo

Photoshop ou num software de edição similar dá-lhe maior controlo sobre a qualidade do que usar uma função de exposição múltipla na câmara. Aumente o ISO para poder fotografar manualmente, e use um equilíbrio de brancos predefinido e focagem manual para evitar que as definições mudem entre frames. Ao escolher o local, evite áreas complexas e árvores, pois ficam muitas vezes desfocadas depois de fundidas – embora isso também possa ser uma excelente ideia…

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Selecione as suas imagens no painel Layers clicando no frame do topo, pressionando Shift, e clicando no segundo frame a contar do fim. Agora ajuste os ponteiros Fill e Opacity no topo do painel Layers; quanto mais o fizer, mais extrema será a edição.

Passo

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Como as camadas estão empilhadas, os detalhes podem ficar misturados e parecer demasiado brilhantes. Crie uma camada Curves selecionando o ícone Curves sobre Layers. Puxe a linha para um S mais pronunciado para aumentar o contraste.


FO A I TO O M S P O AG QU R E E M E NS FU N NC O IO R NA M

#1

EXPLORE LUGARES ABANDONADOS Como a luz que passa através de uma janela e um traje de época podem criar um retrato atmosférico.

O FAMOSO fotógrafo de retratos e casamentos Brett Harkness captou esta fotografia num antigo hospício durante um dos seus cursos. “Por vezes gosto de colocar a luz a atravessar vidro – e quanto mais antigo e gasto for o vidro, mais estranha poderá parecer a luz”, partilha. “Queríamos tornar o efeito um pouco bizarro, por isso a modelo foi fotografada na antiga lavandaria com um vestido de noiva de 1910. Pode ver que a luz está a entrar pela janela, mas também queríamos que uma sombra fosse criada dentro da sala, por isso não consegue observar a luz que vem do prato de beleza com uma grelha.” Brett estava um pouco limitado com a pose da modelo,

uma vez que tinha de mantê-la dentro da área do caixilho da janela. Assim sendo, fez experiências com as posições das mãos. “Estava escuro como breu, mas ficámos surpreendidos com a difusão do prato de beleza. Foi por isso que colocámos uma grelha, para não iluminarmos a sala toda. “Há luz espetacular nas costas de Jen, e conseguimos um bonito efeito de retroiluminação. Além de criar um pouco de separação do plano de fundo, também usámos o prato de beleza para ressaltar um pouco na parece, para termos alguma luz no fundo do vestido.” Porque não seguir o exemplo deste autor? Coloque a luz numa divisão diferente da do assunto! Pode obter resultados fantásticos.

Retratos surreais

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Um sistema de iluminação pouco ortodoxo com uma luz a entrar por uma janela permitiu criar uma imagem evocativa. 1

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 rato de beleza com grelha P Colocado ao lado da modelo para criar sombras extra na sala. A grelha estava lá para limitar a difusão do prato. Kit de estroboscópios Eilinchrom Ranger A fonte de luz principal que entra pela janela da antiga lavandaria. O vidro velho criou efeitos atmosféricos.

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 odelo A disposição da M iluminação deu à modelo uma abordagem gótica, realçada pelo velho vestido de noiva. Brett fotografou a f/7.1, 1/250 seg., ISO 320.

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© Brett Harkness

IMAGENS AO PORMENOR

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IMAGENS AO PORMENOR

#2

GLÓRIA DAS TERRAS ALTAS

© Mark Littlejohn

Uma viagem rendeu uma imagem de sonho, composta por cascatas ao romper do dia. Paisagens mágicas Esta imagem foi captada logo após o amanhecer. “Prefiro fotografar dentro dos 30 minutos da primeira luz”, partilha o fotógrafo. “A luz é rica, mas também suave e difusa. Nas fotografias ao amanhecer, as pessoas só reparam nas cores tumultuosas.” Este criativo tem um bom equilíbrio de três elementos visuais principais – a árvore 1 , a montanha no fundo 2 , e a cascata 3 . “Não estou preocupado com as linhas de orientação, a regra dos terços e por aí fora; apenas com o

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enquadramento e o equilíbrio. Muitas vezes, quando acerta no equilíbrio, percebe que seguiu a regra dos terços de qualquer forma”, realça. Mark expôs a imagem para 0.6 seg., depois de fazer experiências com a velocidade de obturação. “Geralmente, capto cinco ou seis imagens, indo de um quarto de segundo até um seg. em pequenos aumentos. Conclui que 0.6 de um seg. funciona melhor, consoante a velocidade da cascata. A abertura foi f/8.” Mark usou um filtro ND de dois stops.

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MARK Littlejohn, vencedor do prémio Landscape Photographer of the Year de 2014, captou esta imagem à primeira luz. “Pensei que as cascatas eram um cliché, mas o flash de luz por cima do vale estreito era bom demais para deixar passar”, explica. “Meti-me debaixo de um talude, porque a minha objetiva mais ampla era uma 24 mm, por isso precisava de estar o mais longe possível da cascata.” O fotógrafo procurou nesta situação captar a luz que estava a passar pela paisagem naquele momento, com nuvens a rodopiar e a água a cair. “Tento sempre ter um ponto de ancoragem no fundo, por isso a cascata tinha algum espaço”, acrescenta Mark.


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© Heather Angel

IMAGENS AO PORMENOR

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NO MOMENTO CERTO! Até um registo célere pode funcionar bem se não entrar em pânico e pensar com clareza.

A fotógrafa de natureza e vida selvagem Heather Angel captou esta imagem de um crocodilo de água salgada na Austrália. “Estava a fazer uma pesquisa para um livro, e captei esta fotografia perto de um grande tanque aberto no Alice Springs Reptile Centre. É bastante perigoso entrar no tanque”, explica. “Quando cheguei, os crocodilos estavam inativos, mas quando passei por uma parede de vidro, um ganhou vida de repente. Felizmente, tinha a minha reflex Nikon e uma objetiva zoom grande-angular. Só tive tempo de aumentar o ISO para 2000 para utilizar uma velocidade de obturação de 1/2.000 seg., para conseguir captar a imagem”

Registos na muche! A boca aberta com dois maxilares diagonais 1 unidos na parte de trás contribui para a qualidade dinâmica da foto. Heather percebeu que tinha de garantir que as pontas das maxilas não eram cortadas à direita do frame, por isso

alterou o zoom para uma distância focal ligeiramente mais curta. O fio de bolhas entre as maxilas 2 foi outro golpe de sorte, e torna a imagem ainda mais ativa. Esta fotografia acabou por ser capa do livro de Heather, Living Dinosaurs. 2

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O BÁSICO DO FLASH TTL COMO A INTENSIDADE DESTE ACESSÓRIO PODE FAZER MARAVILHAS PELAS SUAS FOTOS....

TUDO SOBRE O FLASH TTL... Dê os primeiros passos na fotografia de flash através da objetiva. 4

TUBO DO FLASH Uma carga de alta voltagem passa por este tubo de vidro cheio de gás xénon. É isto que cria o disparo do flash.

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As características essenciais de um flash externo.

CABEÇA DE FLASH Consoante o modelo, esta pode oferecer uma função giratória e inclinável para poder refletir a luz em tetos e pareces, ou visar áreas específicas da cena. Também pode incluir uma função de zoom, que produz um feixe de luz mais estreito ou mais largo.

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ECRÃ DIFUSOR Espalha a luz para fornecer cobertura uniforme. Um painel destacável espalha a luz ainda mais para fotografia grande-angular, e também pode funcionar como um painel refletor para alterar a direção da luz. 2

LÂMPADA DE AUXÍLIO DO AUTOFOCO Ilumina o assunto à frente do flash para que o sistema de autofoco da câmara consiga bloqueá-lo.

© Andy McLaughlin

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SAPATA PARA ACESSÓRIOS Insere-se na sapata no topo da câmara e permite que os dois comuniquem. Também permite que o flash esteja preso a um cabo para disparos fora da câmara.

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POTÊNCIA DO FLASH O número guia indica a potência de saída máxima. A quantidade de potência necessária vai depender da abertura (as maiores requerem menos potência), do ISO (ISO elevados exigem menos potência) e da distância.


ÁREA TÉCNICA - O FLASH TTL

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Flash TTL e câmaras digitais NOS dias da fotografia de película, um sensor de flash TTL separado na câmara media continuamente a quantidade de luz que era refletida da superfície da película. Depois de o sensor de flash determinar que o assunto tinha sido exposto corretamente, o flash era apagado. Os sensores das câmaras digitais não refletem a luz da mesma forma que um frame de película, pelo que a medição de flash TTL teve de evoluir. Os atuais sistemas de flash TTL avançados, como o iTTL da Nikon e o E-TTL II da Canon, usam um pré-flash de baixa potência para determinar a exposição de flash ideal antes da exposição principal começar. Nalguns casos, pode reparar neste pré-flash – procure pessoas a pestanejar em retratos com flash – mas a luz do pré-flash e do flash principal são indistinguíveis. A luz que é refletida pelo assunto através da objetiva durante o pré-flash atinge as cortinas do obturador, e é medida pelo sistema de medição normal da câmara em vez de por um medidor de flash dedicado.

FLASH pode ser intimidativo; demasiado complicado, demasiado imprevisível e demasiados acrónimos para compreender. Mas dominá-lo pode dar um avanço à sua fotografia, quer esteja a usar um toque subtil de flash incorporado para aclarar sombras num retrato ou a preparar múltiplos flashes externos para iluminar uma cena inteira. A exposição do flash é afetada por quatro fatores essenciais: a potência do flash, a distância a que está do assunto, a abertura, e o ISO. No modo de flash manual, você decide como gerir estas definições; mas no modo de flash TTL (através da objetiva), a câmara mede o brilho do flash que está a ser refletido pela cena para a objetiva, e adapta automaticamente a potência para produzir o que determina ser uma boa exposição. A vantagem de uma exposição de flash TTL é que a câmara aperfeiçoa a exposição do flash para compensar quaisquer filtros à frente da objetiva ou acessórios na cabeça do flash em si. Também significa que, ao contrário do flash manual, não tem de perder tempo a calcular a exposição se alterar a abertura ou a distância a que o flash está do

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PRÉ‑FLASH 1 2

FLASH PRINCIPAL

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LUZ REFLETIDA 4

N DISTÂ

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Disparo rápido Ao premir o botão de disparo, o espelho da câmara vira-se para cima e é disparado um pré-flash. O assunto e outras partes da cena iluminadas refletem alguma desta luz na objetiva.

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CI A

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Medição A luz atinge as cortinas do obturador que permanecem fechadas à frente do sensor da câmara. De seguida o medidor de exposição da câmara mede a luz que está a ser refletida pelas cortinas.

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Controlar a luz A seguir a câmara usa esta informação para determinar a potência ideal para o flash principal. Agora as cortinas do obturador abrem-se para expor o sensor e o flash principal é disparado.

assunto; desde que esteja suficientemente próximo, a câmara vai fazer ajustes de forma manter uma exposição de flash consistente. Mas o TTL também tem desvantagens. Como mede a luz refletida pela superfície que o flash atinge, pode sobrecompensar para áreas muito brilhantes, ou escuras, ou particularmente refletivas e produzir luz a mais ou insuficiente. Também lhe falta a consistência do flash manual: uma ligeira mudança da posição da câmara ou do assunto pode alterar visivelmente a exposição do flash. Se não gostar do resultado, pode usar a função de compensação de exposição do flash na câmara ou no flash externo, para aumentar ou diminuir o brilho para uma foto seguinte. As últimas iterações de sistemas de flash TTL são inteligentes, mas estão limitadas pela velocidade de “sincronização”. Esta é a velocidade de obturação mais rápida a que o flash TTL normal pode ser usado, tipicamente 1/200 seg. ou 1/250 seg. O fator restritivo é a forma como o par de cortinas à frente do sensor de imagem funciona. À velocidade de sincronização ou mais lenta, toda a superfície do sensor será exposta à luz quando tira a foto. Contudo, a velocidades de

Aperfeiçoar A potência do flash cai com a distância, mas um ISO mais alto ou abertura maior alargam o alcance. Use compensação de exposição de flash para resultados mais fortes ou mais subtis.

obturação mais rápidas, o sensor nunca é totalmente exposto à luz de uma vez – a segunda cortina começa a fechar antes da primeira acabar de abrir, por isso o sensor é exposto através de uma fenda rápida. Isto significa que só parte da imagem é exposta quando o flash dispara. Muitos sistemas incluem um modo de sincronização de alta velocidade. Neste modo, o flash aciona uma sequência célere de disparos de baixa potência para coincidir com a fenda criada pelas cortinas. A desvantagem é que o flash tem de estar muito mais perto do assunto.

“A velocidade de ‘sincronização’ é a velocidade de obturação mais rápida a que o flash TTL normal pode ser utilizado.”

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F O T O G R A FA R

ÁREA TÉCNICA - O FLASH TTL

FRONTAL OU TRASEIRO?

Escolha o momento para disparar o flash e registar movimento.

UM MECANISMO de obturação é tipicamente constituído por dois grupos de cortinas que estão entre o espelho e o sensor. As cortinas evitam que a luz chegue ao sensor até tirar a foto. Por predefinição, um flash dispara no início da exposição, à medida que o

primeiro grupo de cortinas se abre. Isto é benéfico se o timing for crucial para uma foto, mas pode ser problemático se o assunto estiver em movimento; qualquer movimento registado durante a exposição principal vai aparecer à frente do assunto. Mas

Sincronização à primeira cortina 1 A CORTINA ABRE-SE Depois do flash TTL disparar um pré-flash, a primeira cortina abre-se e o sensor de imagem começa a ser exposto à luz.

2 EXPOSIÇÃO DO FLASH A duração da exposição do flash é muito curta, talvez 1/1.000 seg., o que congela o movimento do assunto.

muitas câmaras e flashes permitem escolher o modo de sincronização à segunda cortina, que dispara o flash mesmo antes da exposição acabar. Qualquer movimento registado no início vai seguir o rasto do assunto, criando um resultado mais natural.

ARRASTO POR MOVIMENTO Se assunto se mover durante uma exposição mais longa, qualquer desfoco será registado à sua frente.

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2

4 A CORTINA FECHA-SE A exposição termina quando a segunda cortina se fecha para tapar o sensor.

1 3

3 EXPOSIÇÃO PRINCIPAL A velocidade de obturação determina a duração da exposição geral, e não tem efeito na breve exposição do flash.

Sincronização à segunda cortina 1 COMEÇA A EXPOSIÇÃO O pré-flash será mais visível no modo de sincronização à segunda cortina, uma vez que haverá uma abertura mais longa entre o pré-flash e o flash principal.

3 O FLASH DISPARA A exposição de flash principal começa mesmo antes das cortinas se fecharem para terminar a exposição geral. 4

ARRASTO POR MOVIMENTO Qualquer movimento é registado atrás do assunto, contribuindo para a sensação de velocidade.

1

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2 VELOCIDADE DE OBTURAÇÃO Quanto mais longa for a exposição geral, mais exagerado será o arrasto.

4 A EXPOSIÇÃO TERMINA Na sincronização à segunda cortina, pode ser difícil prever onde estará o assunto à medida que o flash dispara e a exposição termina.


ÁREA TÉCNICA - O FLASH TTL

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ABRANDE O flash de sincronização lenta resulta em tempos de exposição mais longos, por isso tem de apoiar bem a câmara para fotos nítidas.

ACELERE Devido à potência de saída mais baixa, terá de ter o flash muito mais próximo do assunto ao usar sincronização de alta velocidade.

FLASH SOB LUZ BRILHANTE

FLASH SOB POUCA LUZ

RESULTADO SEM FLASH DE ALTA VELOCIDADE

RESULTADO SEM FLASH DE BAIXA VELOCIDADE

Definir uma abertura ampla para desfocar o plano de fundo pode originar uma foto sobre-exposta. Isto acontece porque a câmara tem de definir a velocidade de sincronização do flash, e isto pode resultar numa exposição geral muito mais longa do que aquilo de que a cena brilhantemente iluminada necessita.

Sem o flash de baixa velocidade, o detalhe do plano de fundo não será visível. Alguns sistemas de flash estão definidos para sincronização lenta por predefinição, embora isto signifique que tem de vigiar a velocidade de obturação se quiser evitar resultados desfocados.

PROCURE ESTAR SINCRONIZADO Saiba como as sincronizações oferecem maior controlo no terreno. AS duas situações em que o flash TTL necessita de ajuda são quando o usa sob luz solar ou na quase escuridão. Usar uma abertura grande em condições muito brilhantes pode exigir uma velocidade de obturação muito mais rápida que a velocidade de

sincronização do flash. Para evitar erros de exposição, vai ter de reduzir a exposição geral para estar dentro do alcance do flash, talvez definindo uma abertura menor ou usando um filtro de densidade neutra. Em alternativa, pode ativar o modo de sincronização de alta

velocidade num flash compatível. Ao fotografar no escuro e querendo captar a iluminação de fundo, pode ter de usar o modo de flash de sincronização lenta. Este vai manter o obturador aberto o tempo que for necessário para registar a luz ambiente.

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CASOS DE ESTUDO – PARTILHE SEGREDOS COM PROFISSIONAIS

AQUELES QUE PODEM, ENSINAM

CASO DE ESTUDO

Partilhe as suas técnicas apreciáveis com outros fotógrafos e amealhe algum dinheiro no processo. Fique a conhecer dois mestres da fotografia que foram bem-sucedidos.

rganizar workshops é uma excelente forma de ganhar dinheiro com a sua paixão enquanto a partilha com os outros. Mas organizar um workshop requer mais do que apenas um conhecimento técnico profundo. Tem de ser um bom comunicador e saber como inspirar as pessoas a aprenderem as técnicas que você passou anos a tentar aperfeiçoar. Além disso, tem de estar disposto a partilhar as suas melhores visões. Afinal, é para isso que as pessoas estão a pagar. Se for confiante e gostar de falar sobre a sua arte, não há razão para não poder ter sucesso a organizar uma miríade de palestras e formações. Mas atenção, há muita concorrência no mercado da educação fotográfica, por isso tem de encontrar um nicho adequado para o seu workshop. Em primeiro lugar vai querer olhar para a concorrência. O que é que os outros fotógrafos estão a fazer? Eles especializamse num assunto ou técnica específicos? Para onde estão a levar os participantes?

O

Charlie Waite dá workshops de fotografia de paisagem de sucesso. Qual a área em que talvez pudesse causar um impacto semelhante a organizar workshops?

O que estão a fazer bem? O que poderiam estar a fazer melhor? Agora está na altura de pensar no seu workshop e escrever exatamente o que vai ensinar aos seus alunos e, o que é mais importante, o que espera que os seus alunos aprendam consigo. Depois vai querer desenvolver estas ideias de uma forma um pouco mais específica. Para onde vai? Como vai chegar lá? Quando tempo vai demorar? Quais são os melhores dias do ano? O objetivo é ter um itinerário preciso – quase como um guião de um filme. Isto vai dar-lhe a si e aos seus alunos confiança no curso. Depois de ter o seu workshop planeado, é tempo de começar a pensar em números. Então, quantas pessoas deve aceitar num curso? Na maioria dos casos, os seus números serão limitados pela logística – o número de lugares no transporte, por exemplo. Mas regra geral, formadores importantes, como Charlie Waite, sugerem que um fotógrafo consegue lidar com cerca de oito participantes eficazmente. “Com mais de oito deve haver um segundo fotógrafo”, sublinha. “Penso que o máximo deve ser 12 ou 14 pessoas. E é importante que você e o segundo fotógrafo troquem, para que cada pessoa no seu >

Há muita concorrência no mercado da formação fotográfica, por isso encontre um nicho adequado para o seu workshop.

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David Clapp Fotógrafo de viagem e paisagem www.davidclapp.co.uk

“Cada vez mais fotógrafos procuram profissionalizar-se, começando por oferecer workshops de fotografia. Com a complexidade técnica envolvida na fotografia digital, ensinar tornou-se um dos negócios mais rentáveis. Desde workshops personalizados, a clientes de fim de semana regionais ou fantásticas aventuras no estrangeiro, há muitas viagens emocionantes a acontecer. Não pare de pesquisar! Pessoalmente, o ensino representa uma parte mais pequena do meu rendimento do que para a maioria dos fotógrafos que conheço, uma vez que trabalho sobretudo na venda de imagens. Cerca de 2010, tornou-se cada vez mais difícil viver da venda de fotos, por isso a maioria dos profissionais abandonou esse caminho para se tornar guias de excursões fotográficas. Mas todos confessariam que nunca tinha ensinado antes de iniciarem o seu papel de professores. O meu trabalho anterior era ensinar guitarra, o que fez com que a transição para professor de fotografia parecesse natural. Passei oito anos a simplificar música complexa e a dar passos com alunos cuja capacidade de atenção era muito menor que a da grande maioria dos adultos. Foi aí que aprendi a apresentar uma visão geral, a inspirar sem confusão, a dividir em detalhe, a encorajar nos tempos difíceis, a conquistar, a resumir e, por fim, a refletir ao máximo. Muitos aspirantes a guias fotográficos, apesar de entenderem a construção das suas próprias imagens, têm pouca ou nenhuma aptidão para ensinar eficaz e


CASOS DE ESTUDO – PARTILHE SEGREDOS COM PROFISSIONAIS

F O T O G R A FA R

“Muitos aspirantes a guias apesar de entenderem a construção das suas próprias fotos, têm pouca aptidão para ensinar.”

As cinco formas de David para garantir que o seu workshop é um sucesso. 1 Fale com um professor qualificado e obtenha informação valiosa sobre como ensinar. 2 Conheça bem o assunto e o local antes de organizar um workshop. Avalie e simplifique antes de transmitir o conhecimento. 3 Aprenda a comunicar – use linguagem simples, não termos técnicos. 4 Peça aos seus clientes para também comunicarem claramente. Afinal, você não lê mentes. 5 Aceite críticas e desenvolva o seu negócio ao máximo.

distintamente. A diferenciação é um enorme problema. Alguns de nós são primeiramente alunos visuais que são ensinados a copiar; outros são académicos baseados em papel. Alguns clientes são tolerantes à aprendizagem, outros ficam confusos e facilmente sobrecarregados; outros têm mentes mais analíticas e cativam assuntos complexos com facilidade. Alguns são artistas e preocupam-se menos com a técnica; outros são cientistas que não conseguem “ver” facilmente… Estas são só algumas das complexidades. Sem este conhecimento, o processo de aprendizagem será difícil para o cliente e desconcertante para o tutor. Descodifique, junte e simplifique o mundo antes de ensinar, para que o processo de aprendizagem possa ser feito de diferentes pontos de partida. David Clapp organiza workshops na Islândia e na Noruega para fotografar as Luzes do Norte.

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CASOS DE ESTUDO – PARTILHE SEGREDOS COM PROFISSIONAIS

A Light & Land começou no Lake District, mas desde então expandiu-se para oferecer viagens e workshops em locais fotogénicos como a Toscana (representada nesta foto).

workshop tenha diferentes perspetivas. Um orientador pode ter um conhecimento específico do céu, por exemplo, enquanto o outro pode introduzir outras coisas.” Atribuir um preço ao seu curso será um dos passos finais. Como qualquer negócio, primeiro tem de avaliar as suas despesas gerais e calcular o custo por pessoa para o organizar. As suas despesas gerais podem incluir detalhes como viagens e transporte, alojamento, taxas para contratantes externos, publicidade e, claro, o custo do tempo de outro fotógrafo caso queira ensinar um número maior de pessoas. Depois de ter este valor, contraponha-o ao lucro desejado. Por fim, vai querer publicitar o seu workshop. Como qualquer negócio, as melhores formas de publicitar são os canais de sites e revistas testados e comprovados. É claro que isto custa uma quantia significativa de dinheiro. Se já tiver muitos seguidores ou for particularmente proficiente online, as redes sociais, como o Facebook e o Instagram são formas fantásticas de publicitar os seus workshops, uma vez que oferecem às pessoas a oportunidade de o conhecerem a si e ao seu estilo antes de se comprometerem a investir dinheiro no seu curso. Não se esqueça de que o Facebook e o Twitter são gratuitos! Por esta razão, as redes sociais serão a melhor ferramenta de publicidade para a maioria dos que estão a planear lançar um workshop. Entre em contacto com outros fotógrafos e marcas fotográficas no Facebook que tenham bastantes seguidores. Torne-se membro de um dos milhares de grupos do Facebook relacionados com fotografia. Mas lembre-se: a subtileza é essencial. Ninguém gosta de marketing agressivo. Publique as suas imagens. Seja sempre simpático e conversador, e aqueles que estiverem interessados vão procurá-lo. 62

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CASO DE ESTUDO #2 Em que momento lançou o seu primeiro workshop? Em 1990, no Lake District. Fiquei surpreendido com a quantidade de pessoas que parecia querer saber mais sobre a fotografia de paisagem. Eu era pouco conhecido nessa altura. Pensei que seria um exercício inútil, mas organizei três de seguida e expandi-me a partir daí.

Charlie Waite Fundador da Light & Land www.lightandland.co.uk

Como surgiu a Light & Land? Há anos foi-me pedido que falasse para um clube de fotografia. Fiz uma sessão de perguntas e respostas e uma senhora do público levantou-se e perguntou se eu dava workshops. Disse que dei um ou dois, mas que estava a pensar em criar a minha própria organização dedicada a realizar workshops de fotografia. Por brincadeira, perguntei se ela gostava de a estabelecer para mim. Ficou um pouco desnorteada. Eu disse que


CASOS DE ESTUDO – PARTILHE SEGREDOS COM PROFISSIONAIS

F O T O G R A FA R

”O fio condutor foi um desejo irresistível de produzir uma imagem que igualasse a resposta emocional à paisagem.”

Que tipo de planeamento é necessário para um workshop? Primeiro, os orientadores fazem uma viagem de reconhecimento. O seu workshop tem de ser muito preciso. Por exemplo, em Veneza, se quiser levar o seu grupo a fotografar a Ponte de Rialto, tem de estar lá exatamente às 4:15 em janeiro ou fevereiro para captar o sol a brilhar nas gôndolas. A altura do ano é importante. As amendoeiras em flor na Andaluzia oferecem vistas espetaculares, mas é uma janela de duas semanas. Há muita pesquisa envolvida. Mas também tem de estruturar o seu dia para que toda a gente não esteja a fazer o mesmo registo. As pessoas têm de se sentir individualmente triunfantes, como se tivessem descoberto tudo sozinhas, e não lhes tivesse sido dito para onde apontar.

bastava um local encantador, um transporte e um bom hotel. Se conseguir encontrar o transporte e o local, podemos fazer isto acontecer. Ela disse ‘OK’! Depois dei-lhe o meu número de telefone e rapidamente me esqueci daquilo. Três meses mais tarde, ela ligou e disse: ‘O meu nome é Sue. Pediu-me para organizar um workshop para si! Não só esgotou, como também temos uma lista de espera!’ Eu fiquei atónito. Por isso anunciámos mais algumas datas, incluindo a meio da semana, o que não achei que vendesse. Mas mais perto da altura, ligou-me outra vez a dizer que essas também tinham esgotado. Ainda havia lista de espera. Sugeriu que acrescentássemos mais fins de semana para fazer face à procura, e a Light & Land desenvolveu-se a partir daí. O nome dela é Sue Bishop, a

propósito, e agora é uma fotógrafa muito bem sucedida, fotografa flores. Depois dos workshops em exclusivo no Lake District, expandimo-nos para a Toscana. Eu conhecia bem a paisagem, porque fiz um livro sobre a Toscana. Da Toscana passámos para a Andaluzia. À medida que a procura cresceu, Joe Cornish ofereceu-se para dar alguns dos workshops por mim. Contratámos mais alguns fotógrafos conhecidos nos seus géneros e foi aí que a Light & Land se tornou uma experiência realmente maravilhosa. Conhecemos uma série de pessoas com gostos diversos, mas o fio condutor entre todas estas pessoas e os fotógrafos que contratamos foi um desejo irresistível de produzir uma imagem que igualasse a sua resposta emocional à paisagem – e a frustração de não o conseguir para além de uma fotografia registada.

Cinco coisas de que os fotógrafos se podem esquecer ao planear um workshop. 1 Pense no nível de técnica que está a ensinar; quanto mais elevado for o nível, menos pessoas vão frequentar o curso. 2 Desenvolva um plano de reserva, para o caso das condições não serem boas. 3 Crie uma agenda e partilhe com os participantes. 4 Mantenha o contacto com as pessoas. Muito do seu negócio virá de visitantes repetentes. 5 Ter as suas imagens publicadas em revistas ou criar livros vai ajudar a ganhar credibilidade.

O que é mais importante para ensinar: técnicas específicas ou como ver imagens? A perceção está na origem de toda a boa fotografia de paisagem. Pode estar por dentro do aspeto técnico e ser fotograficamente cego. Se não conseguir definir o seu objetivo, está em dificuldades. O que estou a tentar fazer é polir o processo de visualização. É claro que é preciso saber a relação entre o ISO, a velocidade de obturação e a abertura, mas eu gosto de ensinar como as imagens são coesas e como pré-visualizar isso. Quão interativo se torna? É um processo bastante evolutivo. O fotógrafo está num espaço privado inseguro ao criar uma imagem, e enquanto professor quer ser convidado a entrar. Nós passamos e perguntamos se está tudo, e se precisa de ajuda, mas tentamos não interferir. Temos sessões de apreciação onde abordamos os problemas técnicos e composicionais. Charlie Waite é um dos fotógrafos de paisagem mais bem-sucedidos da atualidade. Movimenta-se em várias frentes e prima pela arte!

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F O T O G R A FA R

TÉCNICAS PROFISSIONAIS – REGISTOS DE CASAMENTO COM GLAMOUR

TIRAR O MELHOR PARTIDO DA LUZ Não deixe que um pequeno contratempo comprometa toda a sua sessão fotográfica. Deixe a magia acontecer!

“Devido a inundações, num instante, todas as nossas imagens de exteriores foram por água abaixo, por isso éramos obrigados a fotografar na entrada mortiça.”

A experiência de Scott numa recente sessão de casamento prova que é possível obter um bom resultado a partir de qualquer situação.

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ECENTEMENTE fotografámos um casamento e tivemos um “verdadeiro precalço”. Não foi provocado pelos problemas habituais (como falha do equipamento, deixar cair uma objetiva ou esquecer um material essencial), mas simplesmente pelo mau tempo. Tínhamos visitado o local da

R


OTTIOOGNR H A EF A D R TÉCNICAS PROFISSIONAIS – REGISTOS DE CASAMENTO SUPPORT LINE COM IN GLAMOUR HERE S EFC

cerimónia bem antes do evento. Era um hotel mesmo à beira rio com jardins fantásticos, e tinha um terraço exterior magnífico orlado de apelativas colunas – perfeito para os registos mais formais. Com o cenário ideal em torno do hotel, sabíamos que tínhamos uma miríade de locais para fotografar. Já o interior do hotel em si era… bem, na realidade, não

transmitia nada. Uma pequena entrada e um bar escuro repleto de outros clientes do hotel. Sem detalhes impactantes! Mas, felizmente, tínhamos todas aquelas áreas exteriores. Bem, isso foi até algumas das piores tempestades dos últimos anos chegarem de manhã. Elas persistiram por tanto tempo que as ruas que levavam ao hotel tiveram de ser cortadas

devido a inundações. Num instante, todas as nossas fotografias de exteriores foram por água abaixo, por isso éramos obrigados a fotografar na entrada mortiça. Dirigimo-nos ao gerente de eventos do hotel e perguntámos se havia qualquer outro local onde pudéssemos fotografar. Nesse momento, ele deu-nos acesso a uma pequena sala de

PASSO 1

conferências, que normalmente acolheria uma pequena reuni��o de negócios. Ele disse: “Pelo menos há uma janela.” Era tudo o que tínhamos, por isso aceitámos. Este tutorial baseia-se no que fizemos por lá e como usámos uma técnica já mencionada noutra edição para fotografar desportos. Aplicámos essa mesma ideia neste casamento.

PASSO 2

Esconder o fundo

Escolher as definições

ENTRÁMOS na sala de conferências no rés do chão que o hotel nos deixou usar e vimos cortinados desde o chão até ao teto. Esperávamos que tivesse uma boa vista, mas quando abrimos os cortinados estávamos virados para uma agência de aluguer de carros, uma loja de sanduíches e uma garagem de betão com vários níveis. Era tudo menos apelativo... O dia estava cinzento e chuvoso lá fora, mas pelo menos havia luz suficiente a entrar para iluminar a noiva. A questão era: como podíamos evitar que aquele lixo horrível lá fora acabasse na imagem? Optámos por deixar as altas luzes rebentadas. Dessa forma, não era possível ver nada do lado de fora da janela. Do outro lado das cortinas surgiria o branco sólido e pareceria que uma parede de luz natural estava a saudar a noiva, em vez de uma agência de aluguer de carros ou um dia cinzento.

QUANDO fotografamos sob luz natural, usamos o modo Prioridade à Abertura, e numa situação de luz tão fraca escolhemos o f-stop mais baixo possível. Aqui tínhamos uma objetiva 70-200 mm f/2.8, por isso optámos por f/2.8. Mas o truque foi sobre-expor a fotografia em, pelo menos, dois stops, por isso usámos a compensação de exposição da Canon EOS 5D Mark III para aumentar a exposição em dois stops. Captámos uma imagem de teste. Não era o suficiente para tornar o exterior branco, por isso aumentámos para três stops. Para imagens como esta, preferimos não usar uma objetiva grande-angular. Recuamos então e fazemos zoom com a 70-200 mm para termos os benefícios da compressão. Tivemos de fotografar a ISO 2500 para uma velocidade de obturação de 1/125 seg., pois estava escuro na sala e estávamos a usar três stops de compensação de exposição.

PASSO 3

Pós-processamento CONVERTEMOS a imagem para preto-e-branco no Lightroom, arrastámos o ponteiro Contrast para a direita. Convertemos sempre para preto-ebranco quando a cor da imagem é insípida. A cor não era satisfatória no registo da janela ampla, por isso convertemos para preto-e-branco. Contudo, parecia um pouco fria, por isso usámos o painel Split Toning para adicionar um efeito de dois tons. Usámos os ponteiros Shadow – não tocamos em Highlights ou Balance quando criamos tons duplos. Subimos Saturation para 15, e definimos Hue para os 20 para um look sépia acastanhado.

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SO F EC TO T IGORNA FHAE R A D TÉCNICAS SUPPORT PROFISSIONAIS LINE IN HERE – REGISTOS DE CASAMENTO COM GLAMOUR

PASSO 4

PASSO 5

Iluminação com caixa de luz

Definições para retroiluminação

QUANDO percebemos que só íamos conseguir captar uma ou duas fotografias à janela, colocámos a nossa caixa de luz, uma Elinchrom 53” Midi Octa, na sala de conferências. Tínhamo-la trazido para as imagens de grupo

HAVIA muito pouca luz ambiente na sala, e queríamos que o plano de fundo fosse preto sólido. Mudámos a câmara para o modo Manual, como fazemos sempre quando fotografamos com flash, e definimos a velocidade de

formais logo após a cerimónia, mas o seu tamanho grande também deu uma boa iluminação de retrato suave. Colocámos a noiva de perfil e deixámos a orla da luz tocá-la ao de leve para criar um efeito de retroiluminação.

obturação para os nossos 1/125 seg. standard. Definimos o ISO para 100 porque tentamos sempre usar o ISO nativo mais baixo quando fotografamos com flash para obtermos imagens mais límpidas. Usámos uma abertura de f/5.

TÉCNICA DESPORTIVA NO CASAMENTO No passado, demonstrámos como montámos a câmara na ponta de um monopé e disparámos usando um transmissor Pocket Wizard. Usámos este equipamento enquanto cobríamos um jogo de futebol americano para fotografar por cima das cabeças dos jogadores de forma a obter uma fotografia ampla da ação no campo. Pensámos que seria uma boa ideia usar a mesma técnica aqui neste casamento para fotografar a sala onde decorreria a cerimónia e a

zona da boda antes dos convidados chegarem, para espalharem magia. Atualmente, é muito comum nos casamentos os noivos visualizarem previamente a sala da boda, para terem algum tempo para usufruir de um dos detalhes que mais planeamento teve antes do evento. Pode observar o comando remoto na mão esquerda. Cada vez que pressionamos o botão Test no comando, uma fotografia é captada usando uma objetiva zoom olho de peixe Canon 8-15 mm a 15 mm.

Este é o registo olho de peixe da sala vazia a partir da girafa feita com um monopé. Pressionámos o botão Test do comando para obter estes registos encantadores.

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DIG O MIUTN AD L OC A DM A EFROAT O G RJULY A F I2014 A JANEIRO 2016

Aqui está a sala da boda completamente vazia, depois de estar tudo montado e organizado, mas antes dos noivos chegarem ao local do evento.

Captámos esta imagem antes dos noivos entrarem na zona da cerimónia. O monopé estava montado, por isso bastou entrar e fazer alguns disparos.

www.digitalcameraworld.com


e d i ta r

edição de imagem

profissional Revolucione as suas imagens com a ajuda destes guias passo a passo.

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ADOBE LIGHTROOM 6

Corrija e trabalhe a cor dos seus registos fotográficos, para conseguir um acabamento ainda mais especial.

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ADOBE PHOTOSHOP CC ADOBE PHOTOSHOP CC Recorte as suas imagens, fazendo seleções automáticas de detalhes, e aposte na máxima nitidez.

Saiba como pode conseguir retratos verdadeiramente magnetizantes. Adicione-lhes impacto e profundidade.

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O Mundo da fotografia

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E D I TA R

EDIÇÃO IMAGEM PROFISSIONAL – UMA EXPLOSÃO DE COR E ARTE

ADICIONE COR CORRETIVA E CRIATIVA NO LIGHTROOM Corrigir a cor é umas das tarefas mais importantes que deve aplicar a qualquer imagem. Neste tutorial passo a passo, aprenda a trabalhar com as cores dos seus registos, para obter um acabamento perfeito. SOFTWARE Adobe Lightroom 6 SITE www.adobe.com/creativecloud

A

COR inicial da sua imagem é definida usando o White Balance no painel Basic. Deve começar sempre por corrigir o equilíbrio de brancos da sua foto, o que elimina qualquer dominante de cor. O equilíbrio de brancos tem três métodos

por onde escolher, e podem ser todos usados para corrigir a cor dos seus registos. O painel Camera Calibration contém ponteiros de cor e Profiles, que alteram a forma como o Lightroom reproduz a informação do sensor do seu ficheiro Raw. Esta é a maior

Dê uso à opção Camera Profiles. A MAIORIA das câmaras tem Picture Styles que permitem que o utilizador defina a cor e contraste do JPEG criado na câmara. Estes conferem um look impactante às imagens diretamente na câmara. Para igualar estes Modes ou Styles no Lightroom, a Adobe adicionou Profiles ao painel Camera Calibration. Embora haja ponteiros de cor aqui, é o menu pendente Profile que interessa. O que vê aqui depende da câmara que tiver. Para a Canon iguala os matches Picture Styles; para a Nikon são Modes; e para a Fujfilm são Film Emulations. Nós escolhemos Camera Landscape para uma enorme mudança da cor.

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O MUNDO DA FOTOGRAFIA

O Lightroom adivinha o White Balance com Auto. Como Shot é o White Balance da câmara. As predefinições do Lighting são: Daylight, Cloudy, Shade, Tungsten, Flash e Fluorescent. Custom mostra ponteiros que pode usar.

CA DI T IL Ú

Efeitos extremos

mudança de cor que pode fazer no Lightroom. Por fim, a intensidade da cor na imagem pode ser definida com Vibrance e Saturation no painel Basic. Para começar com a cor, pressione W para abrir a secção White Balance com o Eyedropper selecionado.

PREDEFINIÇÕES DO EQUILÍBRIO DE BRANCOS

EYEDROPPER Se tiver um tom neutro conhecido (cinzento ou preto) na imagem, clique em Eyedropper. À medida que paira sobre a imagem, a janela Navigator pré-visualiza como seriam os resultados se selecionasse o píxel atual. Atente na pré-visualização.

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EDIÇÃO DE IMAGEM PROFISSIONAL – UMA EXPLOSÃO DE COR E ARTE

ANT ES

E D I TA R

ANATOMIA DO LIGHTROOM

MODIFIQUE O RESULTADO A GOSTO Há uma diferença entre cor precisa e cor agradável. Obter um tom neutro é exatamente isso, neutro. Um tom mais quente tem um aspeto natural e é preferível a um tom preciso mais frio. Com White Balance definido, desloque o ponteiro Temperature para a direita para adicionar um tom quente.

VIBRANCE E SATURATION Vibrance reforça a cor que não está já saturada. Protege os tons de pele, por isso não afeta tanto os vermelhos e os amarelos como Saturation. Saturation aumenta a riqueza de todas as cores uniformemente, tornando-as mais puras. Para paisagens, usamos um pouco de ambas.

SHOW LOUPE Show Loupe ativa uma vista ampliada da área debaixo do cursor. Por baixo está uma leitura dos canais vermelho, verde e azul da área. As percentagens serão semelhantes para um tom neutro. Deslocar o ponteiro aumenta a grelha de píxeis e a área usada como amostra para o equilíbrio de brancos.

AUTO DISMISS Clicar no Eyedropper vai dispensá-lo, mas podem ser necessárias duas ou três tentativas para obter o melhor look. Há opções de Eyedropper na barra de ferramentas. A primeira opção é Auto Dismiss. Para manter o Eyedropper ativo, desative esta opção.

DEPOIS

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E D I TA R

EDIÇÃO DE IMAGEM PROFISSIONAL – RECORTE AS SUAS IMAGENS E APOSTE NA NITIDEZ

SELECIONE ASSUNTOS NÍTIDOS COM FOCUS AREA Aprenda a fazer seleções automáticas com base no que está em foco nas suas imagens, e depois descubra como criar recortes precisos em segundos com esta útil ferramenta. SOFTWARE Adobe Photoshop CC SITE www.adobe.com/creativecloud

ANTES

PASSO A PASSO ISOLAR ÁREAS EM FOCO

AMPLITUDE FOCAL Vá a Select > Focus Area. Esta imagem tem uma queda gradual entre áreas nítidas e suaves. Use o ponteiro In-Focus Range, para isolar o assunto e captar detalhe do fundo. Mova para a direita e recue até o assunto estar selecionado.

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DEPOIS

ADICIONAR OU SUBTRAIR Consoante a imagem, pode ter de pintar sobre áreas com os pincéis Add ou Subtract para captar ou excluir mais detalhe. Quando terminar, use o Refine Edge para melhorar a seleção e, de seguida, copie o novo fundo para terminar.

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EDIÇÃO DE IMAGEM PROFISSIONAL – RECORTE AS SUAS IMAGENS E APOSTE NA NITIDEZ

E D I TA R

ANATOMIA DO PHOTOSHOP IN-FOCUS RANGE O ponteiro está definido para Auto quando o comando abre. Se precisar de alterações, arraste para a esquerda para tornar a área selecionada mais pequena ou para a direita para tornar a área selecionada maior. Na maior parte das vezes, ajuda arrastar tudo para a direita e, mais tarde, recuar gradualmente para remover o fundo, pedaço a pedaço.

IMAGE NOISE LEVEL Tal como o grão digital afeta as áreas nítidas e suaves das suas imagens, o comando Focus Area pode confundir este ruído granuloso com a nitidez da imagem. O ponteiro Image Noise Level permite definir um limiar para que o comando ignore os fundos suaves e, claro, perturbantes. Se o plano de fundo for selecionado em demasia, experimente arrastar para a direita.

ADD E SUBTRACT As ferramentas Add e Subtract permitem arrumar as áreas incluídas ou excluídas por engano. As ferramentas funcionam à semelhança da Quick Selection Tool, na forma como se fixam às arestas à medida que pinta. Pressione Alt enquanto está a utilizá-las para mudar temporariamente para a outra enquanto pinta.

SOFTEN EDGE Inicialmente todas as seleções têm arestas severas e são abruptas. Neste sentido, a caixa Soften Edge tem como principal objetivo aperfeiçoar a aresta, mas não faz muita diferença em imagens como este abutre, por exemplo. Geralmente é melhor deixá-la desmarcada.

VIEW MODE

REFINE EDGE

OPÇÕES DE OUTPUT

É sempre boa ideia usar o Refine Edge: por mais bem-sucedido que o comando Focus Area seja a selecionar píxeis em foco, ainda pode deixar as arestas da seleção irregulares e pouco naturais. Abra o Refine Edge e, de seguida, use as definições Radius para melhorar a aresta da seleção.

Uma seleção não serve de nada só por si: tem de ser convertida para uma máscara de camada para isolar parte de uma camada ou usada com um ajuste de tons para alterar parte de uma imagem. O menu Output oferece várias opções para converter a seleção para uma nova camada ou máscara. A opção escolhida pode ser anulada.

Há sete vistas disponíveis. A Pink Overlay é a mais útil: permite ver toda a imagem com as áreas não selecionadas atrás de uma camada rosa. Cada vista tem o seu próprio atalho, mas não se preocupe com eles – o Photoshop já tem muitos atalhos para memorizar! Só precisa de saber um – pressione F para passar por todas as vistas.

CA DI T IL Ú

Refine Edge Melhores as seleções Focus Area com esta ferramenta. AO tentar selecionar objetos com arestas suaves como esta ave, faça uma seleção inicial e vá a Refine Edge. Pinte ao longo das arestas mais suaves com a ferramenta Refine Radius para aumentar a área de aperfeiçoamento [1]. Marque Decontaminate Colours e use um valor elevado para eliminar franjas de cor ao longo das arestas [2]. Pinte-as para igualar o assunto; o comando define automaticamente

Output para New Layer with Layer Mask de forma a preservar a sua camada original [3]. Depois pode aperfeiçoar a máscara de camada [4], pintando com um pincel de opacidade baixa. Pintar com preto oculta gradualmente a camada, e branco revela-a. Também podemos aplicar o filtro Motion Blur numa camada duplicada [5] e mascará-la para mostrar apenas a traseira da ave [6].

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E D I TA R

EDIÇÃO IMAGEM PROFISSIONAL – RETRATOS COM IMPACTO

DEPOIS

RETRATOS COM PROFUNDIDADE E DIMENSÃO Explore os passos de retoque que pode usar para conferir mais profundidade aos seus retratos, quase como se a cara da pessoa estivesse a saltar do ecrã. SOFTWARE Adobe Photoshop CC SITE www.adobe.com/creativecloud

E

A forma como pode utilizar a luz para direcionar a atenção passa por explorar a forma como as áreas de luz da fotografia determinam que áreas parecem avançar em direção ao espetador; enquanto que as áreas escuras parecem afastar-se do espetador. As zonas que contêm mais contraste também mexem com a atenção

1 CONVERSÃO RAW Primeiro alteramos o equilíbrio de brancos no Lightroom, pois está um pouco quente. Com a ferramenta White Balance, clique no fundo à direita da cabeça. Reduza o magenta adicionando verde no ponteiro Tint; cerca de -22. Com a ferramenta Spot Removal no modo Heal, remova algumas das manchas e o ponto quente no nariz.

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do espetador, à semelhança das áreas que primam por maior nitidez. Portanto, ao longo destes passos de retoque para este projeto de retrato, verá como uma combinação de luz, contraste e nitidez pode ser usada para reforçar a profundidade e a dimensão de um retrato e oferecer um aspeto bastante característico.

2

NQUANTO fotógrafos e profissionais da edição de imagem digital, sabemos que existem três elementos primordiais numa fotografia que atraem a atenção do espetador. São eles a luz, o contraste e, como não podia deixar de ser, a nitidez. Tenha-os sempre em conta!

ANTES

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MAIS NITIDEZ NOS OLHOS Com a Adjustment Brush, redefina os ponteiros clicando duas vezes em Effect, e aumente Exposure. Revele a Mask Overlay; pinte sobre os olhos para os selecionar. Suba Exposure para 1.25. Adicione Clarity e Sharpening para dar ímpeto. No separador Detail, aumente Sharpening para 55, depois limite a nitidez à cara definindo Masking para 80.


7

DESSATURAR Prima D para definir as cores do primeiro plano e do plano de fundo para Black e White. Clique para adicionar uma Gradient Map Adjustment Layer. Nas propriedades, clique no gradiente para abrir Gradient Editor. Arraste o White Stop para o centro. Arraste o ponto dos meiostons para a esquerda, para uma conversão para preto e branco. Reduza a opacidade da camada de ajuste para 30%.

ADICIONAR TEXTURA Faça duas cópias da camada do topo. Chame Texture à segunda e Sharpness à primeira. Com a camada Texture ativa, vá a Filter > Noise > Reduce Noise. Com os ponteiros a 0, aumente Strength para 10. Com a Sharpness ativa, vá a Filter > Other High Pass. Adicione um Radius de 1. Defina o modo de mistura para Overlay. Prima Shift e clique em ambas as camadas e vá a Layer > New > Group from Layers. Adicione uma máscara. Pinte sobre os olhos a preto; remova a textura.

4 CONTRASTE E NITIDEZ Junte uma camada fundida ao topo da pilha indo a Select > All; Edit > Copy Merged; e Edit > Paste. Vá a Filter > Camera Raw, escolha Adjustment Brush e redefina os ponteiros. Aumente Clarity e clique para ativar a máscara.

6

5

CLAREAR E ESCURECER Exporte a imagem e crie uma camada. Defina Mode para Soft Light e marque Fill with Soft-Light-Neutral Colour. Escolha Dodge. Defina Exposure (5-10%). Aclare as altas luzes. Use Burn para escurecer os meios-tons e as sombras.

E D I TA R

PROFUNDIDADE DE CAMPO FALSA Junte uma camada fundida, vá a Filter > Blur Gallery > Iris Blur e, posicione a forma oval para preencher o rosto e estender-se além do queixo. Ajuste cada ponto de transição à vez, premindo Alt e arrastando. Aumente Blur para 16.

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EDIÇÃO DE IMAGEM PROFISSIONAL – RETRATOS COM IMPACTO

AJUSTAR A LUZ Junte uma última camada fundida. Vá a Filter > Camera Raw > Radial Filter. Garanta que Outside está selecionado e posicione o Radial Filter para rodear a parte central do rosto. Ajuste Exposure para escurecer áreas fora da área Radial. Cerca de -0.15 é suficiente para tornar a cara a parte mais brilhante da foto.

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ZOOM OUT

PERFIL – PATRICK WARD

PAT R I C K WA R D

Um dos mais emblemáticos fotógrafos documentais fala-nos sobre as paixões que inspiram as suas imagens. > 74

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PERFIL – PATRICK WARD

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Um motociclista a praticar o seu ioga em Kensington Gardens, Londres.

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© Patrick Ward (Todas as fotografias)

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PERFIL – PATRICK WARD

I

nteressou-se, pela primeira vez, pela fotografia depois de ver um livro da exposição The Family of Man, supervisionada por Edward Steichen. Porque é que teve tanto impacto em si? Esse livro foi uma influência tremenda e ainda o recomendaria. Mostra o quanto um grupo de fotógrafos preocupados consegue fazer, sobretudo com o apoio de um editor humano como Steichen. Como se estabeleceu enquanto fotógrafo depois de cumprir o serviço militar? Fui para o curso de fotografia no que era então o Regent Street Polytechnic [agora Universidade de Westminster]. Era um curso geral feito para criar profissionais

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multifacetados, mas apenas serviu para realçar o meu desejo de ser um fotógrafo puramente documental. Depois juntei-me ao ex-fotógrafo da revista Picture Post John Chillingworth e aprendi mais com ele em três meses do que em dois anos na faculdade. Era um patrão muito generoso e compreensivo e encorajou‑me a procurar os meus próprios clientes novos. Comecei a receber trabalhos do The Observer e Queen. Tornei-me freelancer quando tinha 24 anos e comecei a trabalhar para revistas a cores recentemente criadas do The Sunday Times, The Observer e, mais tarde, The Telegraph. Tive a grande sorte de me iniciar no universo da fotografia quando estas boas oportunidades surgiram.

Quem foram as suas outras grandes influências quando estava a iniciar-se como profissional? Eu estava rodeado de amigos muito compreensivos – Ian Berry, David Hurn, Philip Jones Griffiths, Bryn Campbell, Don McCullin, Christopher Angeloglou – e passámos muito tempo a encontrar‑nos e a discutir os nossos projetos. Por isso não havia falta de conselhos e inspiração. Sempre esteve mais interessado em fotografia documental e humanitária, em vez de outros géneros? Sim, e continuo. Parece-me ser a área onde a fotografia nos oferece oportunidades únicas e especiais para registar as nossas vidas.


PERFIL – PATRICK WARD

ZOOM OUT

PATRICK WARD

Fotógrafo documental NASCIDO em 1937, Patrick é um importante fotógrafo documental britânico do pós-guerra que publicou o seu próprio trabalho e também trabalhou em comissões de imprensa. PATRICK começou a fotografar na década de 1960 para The Observer e The Sunday Times e mais tarde para The Telegraph, para as edições francesa e alemã da Geo, National Geographic Traveler, Smithsonian Magazine, entre outras. OS LIVROS de Patrick incluem Amsterdam, Sandhurst, Bike Riders, Wish You Were Here e The English at Play. O seu mais recente livro é Being English.

Em cima, à esquerda Convidados no Royal Enclosure na semana do Royal Ascot. No topo, à direita Um pescador à linha a usar uma fisga para lançar isco para o rio Tamisa, perto de Lechlade. Em cima, à direita O Exército de Salvação a entreter num lar de idosos, em Accrington.

Inglaterra e o seu povo sempre foram uma preocupação para si. O que lhe interessa particularmente nos ingleses? Embora as minhas fotografias aludam às idiossincrasias e distinções de classe inglesas, eu não penso nessas coisas quando estou a fotografar. Geralmente, estou preocupado em encontrar a essência de um acontecimento que estou a presenciar. Talvez haja outras coisas a acontecerem no meu subconsciente e talvez as minhas próprias opiniões se infiltrem quando estou a editar, mas espero sempre fazer um registo honesto do que estou a ver.

Tony Ray Jones e Martin Parr, também famosos por fotografarem os ingleses, adquiriram importância nos anos 1960 e 1970. Foram uma influência para si? Conheci Tony Ray Jones, e estava muito ciente do quão talentoso era. Conheci mais de Martin Parr mais tarde, quando o seu trabalho estava a ir numa direção muito diferente da minha. Eu tinha 40 anos quando publiquei o primeiro livro, por isso estava firmemente estabelecido no meu próprio caminho. Tem muita experiência a lidar com pessoas que não estão confortáveis a serem fotografadas – por > JANEIRO 2016

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ZOOM OUT

PERFIL – PATRICK WARD

exemplo, mineiros no norte de Inglaterra nos anos 1960. Como consegue tranquilizar as pessoas e fazer com que sejam elas próprias? Bem, o mais engraçado é que era bastante tímido e reservado em jovem, e suspeito que os generosos mineiros do norte passaram o seu tempo a tranquilizar-me a mim! Mais tarde, quando estava a fotografar regularmente para o The Telegraph e outras revistas, tornei-me razoavelmente hábil a ganhar a confiança e o envolvimento das pessoas. O meu melhor trabalho, de longe, tem de ser quando fui simplesmente um observador discreto. Se, a algum nível subliminar, conquistamos as pessoas com a atitude e linguagem corporal é uma questão muito interessante... 78

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Que outras partes do mundo lhe forneceram material fotográfico realmente rico? Viajar pela América Latina, México e Sicília nos anos 1960 para o The Sunday Times, quando ainda tinha vinte e tal anos, foi emocionante. Embora me pergunte se teria captado fotografias melhores se me tivessem enviado para lá 20 anos mais tarde. Acha que a fotografia documental social está em declínio atualmente ou há fotógrafos mais jovens que admira realmente? Penso que ainda há jovens fotógrafos talentosos e preocupados, mas o que falta é um mercado para o seu trabalho. Sim, há todo um novo mundo na Internet, mas onde estão os artigos de 12


PERFIL – PATRICK WARD

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QUESTIONÁRIO RÁPIDO! Qual é o local mais assustador onde trabalhou? Ver e ouvir balas tracejantes a passarem mesmo por cima da minha cabeça, enquanto fotografava um exercício noturno na Royal Military Academy, em Sandhurst. Que câmara e objetiva levaria para uma ilha deserta? Talvez uma Panasonic GX7 com objetiva pancake 20 mm. É do mais simples que pode haver em termos de câmara moderna, e ainda assim consegue produzir resultados soberbos. Que conselho daria ao jovem Patrick Ward? Passa o máximo de tempo possível como fotógrafo amador, captando as fotografias que adoras, e o mínimo possível a fazer trabalhos comerciais, com todos os compromissos que eles implicam.

Em cima, à esquerda Corredores abatidos no Wasdale Shepherds’ Meet, Cúmbria. Mais à esquerda No caminho de sirga na Henley Royal Regatta. À esquerda A desfilar num evento do Orgulho Gay no Hyde Park, em Londres. Em cima, à direita Um participante disparatado de um concurso de castelos de areia em Bognor Regis.

páginas que costumávamos ver em revistas, onde as fotos tinham espaço para respirar e o público tinha a oportunidade de considerar profundamente a mensagem do fotógrafo? Onde estão os editores de imagens que lutavam para conseguirem o espaço que as fotos mereciam, e os diretores de arte que as disponham com respeito? Os jovens fotojornalistas que sobrevivem atualmente são heroicos, porque estão realmente a lutar para que o seu trabalho seja visto. Adotou a tecnologia de câmara digital ou mantém-se na película? O digital veio mesmo na altura perfeita para mim e ajudou-me a tornar-me um fotógrafo mais completo e genuíno.

Comprei as minhas primeiras câmaras digitais em 2003, no momento em que achei que estavam a competir com a película em termos de qualidade; e também se tinham tornado acessíveis. Desde então as câmaras digitais melhoraram, assim como o Photoshop e as impressoras. Junte a isto o advento da Blurb Books [uma plataforma online de autopublicação], e agora temos a capacidade de levar a nossa fotografia por muitas direções criativas, a um custo acessível. Fale-nos sobre o seu novo livro, Being English. De que imagens se orgulha mais e porquê? Being English surgiu numa reunião com Colin Wilkinson na The Bluecoat Press. Mostrei-lhe um protótipo de >

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PERFIL – PATRICK WARD

um livro, produzido usando a Blurb, sobre o melhor do meu trabalho mundial, e ele sugeriu que o reduzisse para ser sobre os ingleses. Devido a ter visto a minha cópia, também me deu a liberdade de desenhar o livro, o que foi bastante importante para mim. Dado que o livro representa as minhas melhores imagens inglesas ao longo de um período de 50 anos, todas têm valor para mim, e preferia que os outros encontrassem as suas favoritas. Tem alguns conselhos pertinentes para os fotógrafos documentais que estão agora a começar? A fotografia de rua é um género popular hoje em dia, mas não parece ter muita preocupação política ou social a sustentá-la.... Penso que basta ser verdadeiro consigo mesmo e encontrar a sua própria assinatura. Encontre assuntos com que se preocupa e certifique-se de que não os abandona para poder aprofundá-los. Tem de tentar encontrar esse equilíbrio, 80

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EQUIPAMENTO Embora Patrick tenha usado uma ampla gama de câmaras de película durante a sua carreira, ele trabalha atualmente com uma Olympus OM-D E-M1 com objetivas Panasonic, sobretudo a 12-35 mm e as pancakes 20 mm e 14 mm.

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onde a boa composição fotográfica se encontra com os grandes momentos. Penso que a fotografia de rua é uma espécie de beco sem saída, em que a procura de formas inteligentes pode, muitas vezes, acabar por ignorar o afeto e a humanidade. Tem próximos planos ou projetos de que nos possa falar? Atualmente estou a trabalhar num projeto totalmente sobre londrinos e como eles se divertem na cidade. Comecei a fotografar em 2009 e depois, após uma pausa alargada, tenho estado a trabalhar arduamente nisso de novo este ano e espero conseguir produzir aquele mágico protótipo Blurb em breve. Além disso, vivendo perto do rio Tamisa, estou a fotografar um projeto sobre a vida ao longo do rio, desde a sua fonte até ao mar. Portanto, estou a manter-me ocupado! Mais sobre Patrick Ward em www. patrickwardphoto.blogspot.com

Em cima, à esquerda Pearly Kings and Queens Harvest Festival, em Londres. Em cima No carnaval de Notting Hill.


LEITORES

MISSÃO - COR CASTANHA

MISSÃO

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COR CASTANHA

Fique a conhecer as melhores imagens que os leitores da OMF enviaram este mês para o passatempo Missão. Inspire-se com o impacto destas fotografias!

MENSALMENTE, os leitores da revista O Mundo da Fotografia são contemplados com apelativos prémios em resposta aos desafios que lançamos em cada edição. No passatempo Missão deste mês, o leitor José Magina foi eleito o 1º classificado e receberá um colt lateral Cotton Carrier Wanderer 504 HSB (€ 44,90). Já o leitor João Mota, 2º classificado, será premiado com um cartão de memória Eyefi 8 GB (€ 41,99). Ambos os prémios são ofertas Rodolfo Biber S.A. PARTICIPE TAMBÉM E GANHE PRÉMIOS! www.eyefi.com

www.cottoncarrier.com

Envie as suas fotos para ‘fotografia.digital@goody.pt’. Regras de participação no CD que encontra na pág. 114. 1

JOSÉ MAGINA NAMORO Equipamento Canon EOS Rebel T4i a 57 mm Abertura f/5 Exposição 1/60 seg. Sensibilidade ISO 100

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MISSテグ - COR CASTANHA

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LEITORES

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LEITORES

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MISSÃO - COR CASTANHA

LEITORES

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JOÃO MOTA VAMPIRE Equipamento Canon EOS 600D a 41 mm Abertura f/11 Exposição 1/250 seg. Sensibilidade ISO 100

3

MIGUEL ASCENSÃO CAFÉ CAFÉ Equipamento Canon EOS 7D a 135 mm Abertura f/5.6 Exposição 1/125 seg. Sensibilidade ISO 400

4

RICARDO COELHO FOLHAS CAÍDAS, PEDAÇOS DE VIDA “A cada folha caída, um pedaço de vida e a saudade de alguém que um dia em minha pele para sempre ficou.” (RC)

Equipamento Canon EOS 1100D a 26 mm Abertura f/5.6 Exposição 1/200 seg. Sensibilidade ISO 200

5

OLAVO AZEVEDO TÚNEL CASTANHO Equipamento Canon EOS 5D MarK III a 78 mm Abertura f/16 Exposição 1/80 seg. Sensibilidade ISO 100

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LEITORES

MISSÃO - COR CASTANHA

6

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JORGE CASAIS

PAULO TAINHA

NAMORO

MICRO JARDIM

Equipamento Canon EOS 600D a 105 mm Abertura f/5 Exposição 1/20 seg. Sensibilidade ISO 100

Equipamento Canon EOS 450D a 100 mm Abertura f/2.8 Exposição 1/250 seg. Sensibilidade ISO 100

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MISSテグ - COR CASTANHA

LEITORES

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CARLA BRITO PERSPETIVA Equipamento Canon EOS 5D Mark III a 29 mm Abertura f/4 Exposiテァテ」o 1/320 seg. Sensibilidade ISO 160

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LEITORES

MISSÃO - COR CASTANHA

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RICARDO COSTA

ALFREDO LEMOS

UNITED COLORS

INVERNO DE SÃO MARTINHO

“Fotografia captada numa manhã de Outono no bosque de São Lourenço. Parque natural da Serra da Estrela.”

“Assim reza a lenda...”

Equipamento Nikon D7100 a 32 mm Abertura f/22 Exposição 1/1 seg. Sensibilidade ISO 100

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Equipamento Canon EOS 7D Abertura f/16 Exposição 8 seg. Sensibilidade ISO 100


MISSÃO - COR CASTANHA

LEITORES

© Paulo Batista

© Ana Silva

© Paulo Taínha

© Guilherme Pinto

© Mário Carneiro

© Pedro Ribeiro

PARTICIPE NO PRÓXIMO PASSATEMPO MISSÃO!

© Carlos Gomes

© Paulo Coimbra Amado

© José Fernandes

MISSÃO PARA FEVEREIRO 2016 FOTOGRAFAR FORMAS DATA LIMITE PARA ENVIO: 10 DE JANEIRO 2016 Em cada objeto do nosso quotidiano ou nos nossos momentos de maior inspiração há uma fotografia de sonho à espera de ser captada. Deixa a tua criatividade surgir à flor da pele. Envie já as suas fotografias para o passatempo Missão da edição de fevereiro da revista OMF! O tema é: FOTOGRAFAR FORMAS. Habilite-se a ganhar um colt lateral Cotton Carrier Wanderer 504 HSB (€ 44,90) e um cartão de memória Eyefi 8 GB (€ 41,99), ofertas da Cotton Carrier e da Eyefi, marcas distribuídas em Portugal pela Rodolfo Biber S.A. Serão premiados o 1º e o 2º classificados deste passatempo.

www.eyefi.com www.cottoncarrier.com

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OBJETIVAS FIXAS MACRO

Se é apreciador de uma abordagem microscópica do real, então este confronto é para si. Descubra o modelo vencedor.

Atualmente, um simples telemóvel de bolso pode ser a solução ideal para quem quer partir leve e cheio de ideias para o terreno.

Análises em que pode confiar Pontuações explicadas A revista O Mundo da Fotografia é criada por uma equipa de jornalistas especializados em fotografia, o que significa que pode confiar em tudo o que lê nas páginas desta publicação e assim poder comparar de forma segura os diferentes equipamentos fotográficos que surgem nesta secção. Acreditamos que o melhor modo de testar um produto é utilizá-lo como é suposto ele ser utilizado por quem o adquire, mas sob uma perspetiva

de especialista, para podermos ressalvar os pontos positivos e notar os menos bem conseguidos. Os nossos testes no terreno colocam os equipamentos em ação no terreno ou em estúdio, para recolha de dados científicos e bases para podermos fazer comparações e chegarmos assim às nossas conclusões finais. E uma série de testes controlados submetem cada câmara e objetiva a análises exaustivas. Vire a página!

Confie nos nossos selos! r l ho . Mea r a .. p

Este selo é atribuído a um acessório, seja uma objetiva ou um flash externo, por exemplo sempre que este seja tido como o ideal para uma determinada marca.

VALOR SEGURO

Cada um dos testes apresenta uma classificação geral entre uma e cinco estrelas, sendo que essa mesma classificação pode surgir também no âmbito de critérios específicos. A revista O Mundo da Fotografia é 100% independente e os artigos de análise baseiam-se em processos e opiniões genuínos e imparciais. O nosso código de conduta nos testes é rigoroso e exigente.

Esqueça... Abaixo da média. Bom para o preço. Muito bom em geral. Um produto excecional e de topo. Compre!

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janeiro 2016

RECO

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Este selo está reservado para os produtos fora de série. Se pode comprá-los, não hesite, estão entre as melhores opções!

O Mundo da fotografia

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EM ANÁLISE

5D MK III VS. ALPHA 7 II

CANON EOS 5D MK III SONY ALPHA 7 II VS.


5D MK III VS. ALPHA 7 II

Decisões, decisões… São difíceis se quiser fazer um upgrade para uma câmara full-frame. É provável que também tenha de investir pelos menos num par de objetivas, por isso há a tentação extra de mudar para outra marca, ou até para um modelo de câmara totalmente diferente. DEVE manter a tradição e decidir-se pelo design algo antiquado de uma reflex ou optar por uma CSC sem espelho mais revolucionária? Há modelos “multifacetados” altamente apelativos em ambos os campos: câmaras que não exageram no total de megapíxeis, mas procuram ser perfeitas em todos os géneros de arte, desde retratos a fotografia de paisagem. Duas das nossas favoritas atualmente são a reflex Canon EOS 5D Mk III e a Sony A7 II sem espelho da gama de câmaras de objetivas intermutáveis da Sony. Um importante fator ao escolher qualquer câmara “de sistema” é a profundidade e a amplitude do sistema em si. No que diz respeito a objetivas e outros acessórios para a linha de reflex Canon há muito estabelecida, existe uma panóplia de possibilidades. As câmaras sem espelho da Sony são uma proposta mais recente, sobretudo no que diz respeito a modelos full-frame, mas a gama de objetivas E-mount compatíveis cresceu ao longo dos últimos anos, e está também disponível um adaptador para encaixar objetivas A-mount.

Características

Publicitada pela Canon como uma câmara de nível profissional, a EOS 5D Mk III tem um conjunto de características exótico. Os destaques incluem um módulo de autofoco de 61 pontos com 41 pontos de tipo cruzado e cinco de cruzamento duplo, medição de 63 zonas, e uma gama operacional de -2EV a 18EV. O total de 22, 3 megapíxeis do sensor de imagem é modesto em relação aos padrões mais recentes, mas ajuda permitir uma gama de sensibilidade enorme de ISO 100-25600 (50-102400 expandida). A ocular é uma unidade pentaprisma de alta qualidade que oferece uma vista brilhante e supernítida, com 100% de cobertura. Pela sua parte, a Sony tem um sistema de autofoco de contraste/fase híbrido com 117

EM ANÁLISE

CANON EOS 5D MK III

SONY ALPHA 7 II

Site Preço (corpo) Sensor Tamanho de imagem máx. Processador Estabilização Baioneta Ocular Gama ISO (expandida) Autofoco Vel. obturação X-sync Vel. disparo (máx.) Capacidade de memória (Raw) Vídeo – resolução máx. Ecrã LCD Memória Wi-Fi integrado Interface Materiais do corpo Dimensões Peso Autonomia (Cipa)

Site www.sony.pt Preço (corpo) € 3.770 Sensor CMOS de 24,3 MP (36 x 24 mm) Tamanho de imagem máx. 6.000 x 4.000 píxeis Processador Bionz X Estabilização No sensor Baioneta Sony E Ocular Eletrónica, 2.359.000, 100% Gama ISO (expandida) ISO 50-25.600 Autofoco 117 pontos (híbrido) Vel. obturação 1/8.000-30 seg., Bulb 1/250 sec X-sync Vel. disparo (máx.) 5 frames por segundo Capacidade de memória (Raw) 25 fotos Vídeo – resolução máx. 1080p (24-60 fps) Ecrã LCD 3,0”, 1.229.000 pontos, inclinável Memória 1x SD/HC/XC ou MS Wi-Fi integrado Sim (+NFC) Interface USB 2.0 Materiais do corpo Liga de magnésio Dimensões 127 x 96 x 60 mm Peso 599 g Autonomia (Cipa) 350 fotos

www.canon.pt € 3.199 CMOS de 22,3 MP, 36 x 24mm 5.760 x 3.840 píxeos Digic 5 Através da objetiva Canon EF Pentaprisma, 0.71x, 100% ISO 100-25.600 (50-102.400) 61 pontos (41 de tipo cruzado) 1/8.000 a 30 seg., Bulb 1/200 seg. 6 fps 18 fotos 1080p (24-30 fps) 3,2”, 1.040.000 pontos 1x CF, 1x SD/HC/XC Não USB 2.0 Liga de magnésio 152 x 116 x 76 mm 950 gramas 950 fotos

Os sistemas baseados no sensor podem ser lentos, mas a Sony declara um aumento de 30% na velocidade de autofoco.

pontos ativos no sensor de imagem. Sem um espelho, não há instalação para um módulo de autofoco separado. Os sistemas baseados no sensor podem ser lentos, mas a Sony declara um aumento de 30% na velocidade de autofoco para o seus sistema híbrido em relação à A7 original, e uma melhoria de 50% no desempenho do AF de seguimento. A gama de sensibilidade para o autofoco é -1EV a 20EV, por isso sai a perder na focagem sob luz extremamente fraca para a Canon. Há um sistema de medição de 1.200 zonas, novamente tirado diretamente do sensor de imagem em vez do módulo

separado que se encontra em reflex. A gama de sensibilidade ISO 50-25600 é generosa, mas falta-lhe a gama expandida da Canon. Sem espelho, naturalmente a Sony não pode ter uma ocular ótica, mas, embora algumas CSC omitam completamente a ocular, a Sony tem uma EVF (ocular eletrónica) integrada. Esta exibe uma resolução de imagem enorme de 2.359.000 pontos e, como a unidade ótica da Canon, oferece 100% de cobertura do frame. Uma funcionalidade que é sempre bem-vinda para a fotografia manual é a estabilização de imagem. A Canon nunca produziu uma reflex full-frame com estabilização no sensor integrada, e a 5D Mk III não é exceção. Se quiser estabilização, tem de encaixar uma objetiva que inclua um estabilizador ótico. A Canon produz muitas dessas, assim como a Sigma e a Tamron. Tomando o caminho oposto, a A7 II foi a primeira câmara full-frame do mundo a incluir estabilização no sensor. É um design de cinco eixos altamente avançado que inclui correção não só nos planos X e Y, mas também para pitch, yaw e roll. A A7 II está bem conectada com Wi-Fi e >

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EM ANÁLISE

5D MK III VS. ALPHA 7 II

CANON 5D MK III

SONY A7 II

1

1

Este LCD de informação (em falta na Sony) está atrás de uma fila de botões claros para definições de disparo.

O cursor de modos de disparo inclui modos de cenas, um modo Sweep Panorama e duas definições personalizadas.

2 2

Conforme o seu estatuto profissional, este cursor de modos de disparo tem três definições personalizadas, mas não tem modos de cena.

É fácil rodar o cursor de compensação de exposição acidentalmente, e a sua posição não pode ser bloqueada. 3

3

Ao contrário da Canon, a Sony inclui uma lâmpada AF-assist para ajudar o autofoco em condições de luz muito fraca.

Ao contrário de muitas reflex Canon, esta não tem flash integrado na cúpula da ocular. 4

4

Duas entradas para cartões CF e SD/SDHC/SDXC dão-lhe a opção de fazer um backup imediato das suas imagens.

Dada a construção da câmara, o manuseamento é melhorado pelo punho profundo.

5

5

Os botão à esquerda dão acesso direto a uma série de funções de reprodução.

Os botões e cursores de controlo estão firmemente amontoados, mas não invadem o apoio de polegar.

6

Para evitar compensação de exposição acidental, a ação do cursor de controlo rotativo pode ser bloqueada.

6

A Sony vence a Canon com o seu ecrã LCD inclinável para fotografia de nível alto e baixo.

NFC (Near Field Communication) integradas, enquanto a 5D Mk III não tem nenhuma. Estranhamente, a A7 II não tem um carregador de bateria autónomo. Em vez disso, tem de ligar toda a câmara a um carregador através da sua entrada USB. Isto é inconveniente se quiser recarregar uma bateria enquanto continha a fotografar com uma sobresselente. Pelo menos está disponível um carregador independente como extra opcional. Contudo, a autonomia em si é fraca, com 350 fotos entre cargas, em comparação com as 950 fotos da Canon.

Construção e manuseamento

Ponha a 5D Mk III e a A7 II lado a lado e como se fossem o Bucha e o Estica. A Canon faz a Sony parecer reduzida, mas as especificações revelam que é apenas 16 mm mais larga. Isto deve-se sobretudo à ocular saliente e ao punho da Sony, de cada lado do seu corpo esguio. Com 950 gramas em comparação com 599 gramas, a Canon também é mais de 50% mais pesada. A construção de ambas as câmaras é baseada em liga de magnésio para manter o 94

O MUNDO DA FOTOGRAFIA

peso reduzido e a resistência elevada. A selagem contra intempéries é abundante, no que diz respeito a cursores, botões e interruptores ambas as câmaras exibem um padrão de qualidade igualmente elevado. Tendo em conta que a Sony foi lançada apenas em 2015 e que três anos mais nova que a Canon, é surpreendente que a construção que a construção não inclua um ecrã tátil. No entanto, o ecrã tem um mecanismo de inclinação, o que falta na Canon. No topo, a Canon inclui um ecrã LCD monocromático secundário, mas isto não existe na Sony – não surpreende, dado que não há espaço para um. A Canon produz câmaras reflex desde 1959, por isso teve bastante tempo para tratar do manuseamento. O corpo relativamente amplo permite ter bastante espaço para cursores e botões sem parecer apertado. Na verdade, o tamanho e o peso conduzem a um manuseamento confortável e excelente equilíbrio ao usar objetivas full-frame volumosas. A provisão e colocação do cursor de modos de disparo com as suas três definições personalizadas,

JANEIRO 2016

as faixas de botões no topo à direita e na traseira à esquerda, e o multicontrolo tipo joystick e cursor de controlo rotativo tornam o controlo fácil. O menu Quick é igualmente intuitivo e um prazer de usar. É ótimo ter uma câmara “pequena” quando está a andar pelas ruas, a caminhar pelas colinas ou a voar para o outro lado do mundo. Contudo, o manuseamento pode parecer comprometido. O equilíbrio pode parecer pesado à frente ao usar objetivas grandes, enquanto as áreas dos punhos podem ser inadequadas, não inspirando confiança e firmeza. Similarmente, com menos espaço para agir, vai achar que os botões e cursores para importantes definição de disparo são delicados ou deslocam-se acidentalmente quando está a segurar na câmara. A Sony tem um bom equilíbrio, conseguindo incluir muitos botões e cursores de controlo, deixando ainda espaço para um punho confortável. Ainda melhor, e embora tenhamos criticado as reflex Sony no passado pelas opções de personalização insuficientes, a A7 II tem uma grande


5D MK III VS. ALPHA 7 II

EM ANÁLISE

TESTES DE IMAGEM

Canon

Sony

Exterior

A reprodução de cor da Canon tende a ser mais quente e mais saturada com o equilíbrio de brancos automático. Há um pouco mais de contraste aqui, produzindo uma imagem mais incisiva.

Sony

Canon

O tamanho e o peso da Canon conduzem a um manuseamento confortável e ótimo equilíbrio ao usar objetivas full-frame.

Pouca luz

A Sony tem um bom desempenho sob iluminação fraca, mas, nestas imagens, a Canon oferece uma qualidade de imagem mais limpa com maior retenção de detalhe delicado.

Canon

Sony

Medição quantidade de botões, menus e definições personalizáveis para se adequarem à forma como fotografa. Um aspeto negativo é que é fácil rodar o cursor de compensação de exposição acidentalmente com o polegar direito, aplicando involuntariamente. Porém, algumas pessoas queixam-se da mesma coisa em relação ao cursor de controlo rotativo da Canon, mas pelo menos este tem uma alavanca de bloqueio.

Desempenho

Ao passear com a Sony, o seu sistema de estabilização SteadyShot dá frutos com um benefício declarado de 4.5 stops no combate à vibração da câmara. Na verdade, acabou por ser cerca de quatro stops nos nossos testes, mas isto iguala ou vence a maioria dos estabilizadores óticos na objetiva. A estabilização ótica tende a ser melhor para telefotografia, mas um bom truque da Sony é que, se encaixar uma objetiva estabilizada na câmara, o sistema consegue escolher automaticamente qual deve usar para um desempenho melhor. O autofoco da Sony é visivelmente mais célere que o da A7 original, mas a Canon ainda está em vantagem, pelo menos

A medição matricial da Canon oferece uma exposição ideal, mas o modo “multimedição” da Sony parece ter sido enganado pelas áreas escuras do primeiro plano, sobre-expondo a cena.

Sony

Canon

Tons de pele

Vistos em separado, os retratos da Sony têm um aspeto muito natural com uma boa qualidade de cor, mas os tons de pele das imagens da Canon são muito mais ricos e lisonjeiros.

quando equipada com uma objetiva com um sistema ultrassónico anelar. É a mesma história para o autofoco contínuo, em que a Canon é soberana na capacidade de manter o bloqueio em objetos em movimento. Isto torna a Canon preferível para imagens de desporto e vida selvagem. Outra melhoria no desempenho é o facto de a Canon ter uma velocidade de disparo contínuo máxima de 6 fps, em comparação com os 5 fps da Sony. O modo de medição matricial da Canon é fortemente parcial em relação ao ponto (ou pontos) de focagem ativo que atinge o

autofoco, mas os resultados são mais previsíveis que na Sony. Nos testes, a Sony rebentou frequentemente as altas luzes enquanto tentava aumentar o brilho de áreas sombrias em cenas de alto contraste. A quantidade de amplitude dinâmica real é similar em ambas as câmaras, mas, quando ativado, o Auto Lighting Optimizer da Canon é um pouco mais eficaz que o D-Range Optimizer da Sony. Quanto a espaço Raw para recuperar as altas luzes perdidas em JPEG, ambas as câmaras têm uma liberdade de a��ão impressionante. >

JANEIRO 2016

O MUNDO DA FOTOGRAFIA

95


EM ANÁLISE

5D MK III VS. ALPHA 7 II

O R EC

ME

ND

AD

O

CANON EOS 5D MK III

SONY ALPHA 7 II

ERRO DE COR MAIS PERTO DE ZER0 É MELHOR; OS RESULTADOS RAW USAM IMAGENS CONVERTIDAS DE TIFF. 1.8

9.8 0

2

4

6

8

10

0

12

Não é um bom resultado em termos de precisão, mas o leve tom quente da cor é muito apelativo.

2

4

6

8

10

12

O sistema de equilíbrio de brancos automático oferece cor precisa ou ligeiramente gélida.

50

50

40

40

30 20 10

A ocular da Sony é excelente para um módulo eletrónico, mas, comparada com a ótica da Canon, é relativamente pobre. A reprodução da cor tende a ser um pouco mais quente na Canon, apresentando tons de pele mais ricos e mais lisonjeiros, bem como adicionando um toque de dourado às paisagens. Contudo, ao usar o equilíbrio de brancos automático, a Sony é tecnicamente um pouco mais precisa. Para disparos sob pouca luz, ambas as câmaras fazem um bom trabalho a suprimir o ruído a sensibilidades baixas a médias. Contudo, a Canon vence a ISO 1600 e mais além, oferecendo imagens mais limpas que retêm mais textura e detalhe delicado. Um aspeto crucial do desempenho que precisa de consideração é a ocular. A ocular da Sony é excelente para um módulo eletrónico, mas não se compara bem à ótica da Canon. A ocular da Canon torna fácil ver até os mais pequenos detalhes, sobretudo em áreas muito brilhantes ou escuras de uma cena de alto contraste. A EVF da Sony adota uma abordagem de “o que vê é o que obtém” para as definições de exposição e a aplicação de compensação de exposição. Para ver isto na Canon, ou em qualquer outra reflex, tem de mudar para o Live View e usar o ecrã traseiro. Ficou com vontade de experimentar ambas? 96

O MUNDO DA FOTOGRAFIA

Decibéis

Decibéis

RELAÇÃO SINAL-RUÍDO RAW* MAIS ALTA É MELHOR; OS RESULTADOS RAW USAM IMAGENS CONVERTIDAS DE TIFF.

400

1.600

20 10

* OS RESULTADOS RAW USAM IMAGENS CONVERTIDAS PARA TIFF. 100

30

6.400

25.600

As imagens são espantosamente limpas e ricas em detalhe, mesmo à sensibilidade ISO 12800.

100

400

1.600

6.400

25.600

Fica muito atrás dos níveis de desempenho de ruído da Canon a ISO 1600 e superior.

AMPLITUDE DINÂMICA RAW* MAIS ALTA É MELHOR 14

Valor de exposição

Valor de exposição

14 12 10 8 6

* OS RESULTADOS RAW USAM IMAGENS CONVERTIDAS PARA TIFF. 100

400

1.600

6.400

25.600

Não há grande diferença entre as duas câmaras, mas a Canon vence em definições ISO elevadas.

12 10 8 6

100

400

1.600

6.400

25.600

A Sony vence a Canon a ISO 50, mas tirando isso, não há grande diferença entre os dois modelos.

VEREDICTO CARACTERÍSTICAS

CARACTERÍSTICAS

CONSTRUÇÃO

CONSTRUÇÃO

DESEMPENHO

DESEMPENHO

QUAL./PREÇO

QUAL./PREÇO

CLASSIFICAÇÃO FINAL

CLASSIFICAÇÃO FINAL

PODÍAMOS facilmente apontar os prós e os contras de cada câmara e dar uma no cravo e outra na ferradura – mas vamos ser firmes. A Canon 5D Mk III é melhor que a Sony A7 II. O manuseamento e a qualidade da ocular são suficientemente melhores para fazer valer o aumento de tamanho e peso. A medição no modo matricial/multi é mais fiável e o autofoco faz um trabalho melhor a seguir objetivos e movimento. Quanto à qualidade de imagem, a Canon apresenta tons de pele mais apelativos e

JANEIRO 2016

confere um tom quente leve à reprodução da cor. Também cria imagens mais límpidas e ricas em detalhe com definições de sensibilidade altas sob condições de iluminação fraca. Sob o sol, o otimizador de amplitude dinâmica da Canon é mais eficaz para reforçar o detalhe das sombras enquanto controla as altas luzes. Não nos interprete mal: a Sony A7 II é uma câmara extremamente competente, muito bem construída e rica em características. Mas a Canon EOS 5D Mark III tem vantagem!


MINITESTE – APPS FOTOGRÁFICAS

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APPS fotográficas Seis apps de edição de imagem para trazer nova vida às suas fotos de smartphone.

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Camera Awesome

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Quer ter mais controlo sobre a câmara do seu iPhone? Esta app é a solução, permitindo ajustar o ISO, o equilíbrio de brancos, o ponto de focagem e a exposição, e há algumas coberturas de ecrã úteis.

FUNDIR duas fotografias numa só é a especialidade desta app, e com 23 modos de mistura, está apenas a instantes de uma exposição dupla distintiva. Contudo, mais opções de alinhamento seria bom.

iOS: Grátis mais compras na app Android: € 2.23 Texturas, efeitos de filtro, margens e uma funcionalidade Awesomize automática ajudam esta câmara/editor a apimentar fotos insípidas. É simples, eficaz e divertida.

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Shutterbug Pro Android: € 2.27 Aqui está uma app de edição que vai ajustar o brilho e o contraste das suas imagens, bem como permitir que aplique filtros, molduras e vinhetagem. Contudo, embora seja competente, não há nada particularmente especial na Shutterbug. Há sugestões mais impressionantes! veredicto

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VSCO Cam

Snapseed

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iOS: Grátis Android: Grátis A Snapseed é um potente editor de imagem com várias opções e efeitos apelativos que até podem ser aplicados a áreas específicas. A inferface supereficiente e o plano de trabalho em camadas são a cereja no topo.

veredicto

ME

A VSCOcam funde uma app de câmara com funcionalidades de edição avançadas e uma galeria social apelativa. É fácil remodelar completamente uma fotografia menos interessante, mas os filtros extra podem ser dispendiosos. veredicto

JANEIRO 2016

O M un d o d a f o t o g r a f i a

97


EM ANÁLISE

NIKON 1 J5

2

R

M ECO

END

AD

O

3

PROCURE O VÍDEO NO CD!

4

1

CSC w w w.n ikon . p t / w w w.col or fo t o. p t

Nikon 1 J5 € 529

com objetiva de kit 10-30 mm

Uma mistura de características high-tech e design rétro confere bastante charme à 1 J5. ESPECIFICAÇÕES Sensor CMOS retroiluminado de formato CX com 20,8 milhões de píxeis Fator de conversão 2.72x Memória 1x Micro SD/HC/XC Ocular Nenhuma Resolução de vídeo máxima 4K a 15 fps, Full HD (1.920 x 1.080) a 30 ou 60p Gama ISO 200-12.800 Autofoco 171 pontos (105 de deteção de fase) Vel. disparo (máx.) 60 fps Ecrã LCD TFT tátil e inclinável com três polegadas e 1.037.000 pontos Vel. obturação 1/16.000-30 seg., Bulb Peso 265 g (apenas o corpo) Dimensões 99 x 60 x 32 mm Bateria EN-EL24 de iões de lítio

As reflex digitais só podem sonhar em atingir as velocidades de disparo que a J5 exibe – ela consegue fotografar a 60 frames por segundo. 98

O MUNDO DA FOTOGRAFIA

UER esteja a viajar ou simplesmente numa situação em que quer captar “instantâneos” em vez de criar arte, deseja apenas uma câmara leve. A mais recente CSC da Nikon pode interessar bastante aos utilizadores de reflex digitais que procuram uma alternativa mais pequena, uma vez que é de bolso mas ainda oferece controlo. A J5 parece mais inteligente e mais rétro que a J4, sobretudo na coloração de dois tons. O corpo é de plástico, mas faz lembrar metal e, no fundo, está bem construído. Com o seu novo sensor de formato CX (1”) e 20,8 milhões de píxeis, a J5 tem a resolução mais alta de qualquer câmara Nikon 1 até à data. É retroiluminada, o que deve ser uma boa notícia para o desempenho sob pouca luz. Há um novo motor de processamento a bordo, o Expeed 5A, que permite algumas opções de vídeo extra. A característica de destaque vai para a gravação de vídeo 4K, embora só esteja disponível a 15 frames por segundo, o que faz com que pareça mais um truque de marketing do que uma funcionalidade totalmente

Q

JANEIRO 2016

1

Pode personalizar este botão para lhe dar acesso com um toque a um de sete controlos usados frequentemente. 2

O ecrã LCD da J5 vira-se para a frente e para baixo, tornando muito mais fácil a composição de imagens a partir de ângulos incómodos. 3

Pressione o botão de cima do anel dentro do cursor para ter acesso célere a uma função, ou menu, e alterar as suas definições. 4

Use o cursor texturizado para alterar a velocidade de obturação, ou para ajudar a navegar pelas imagens quando estiver a visualizá-las.

utilizável. Também é provável que os videógrafos fiquem desiludidos com a falta de entradas para microfone e auscultadores. As reflex digitais só podem sonhar em atingir as velocidades que a J5 exibe. Ela consegue fotografar a 60 frames por segundo, o que deve ser rápido o suficiente para registar momentos de frações de segundo, como um salpico de água. Contudo, o número de frames que pode fotografar está limitado ao tamanho do buffer da câmara, que só consegue armazenar cerca de 20 frames, tornando a velocidade de disparo um pouco menos espetacular do que parecia inicialmente.

Construção e manuseamento

O obturador em si é eletrónico, o que tem algumas vantagens. O mais impressionante é a velocidade de obturação máxima de 1/16.000 seg., o que é excelente para captar movimento rápido, ou fotografar com aberturas amplas sob luz intensa. Além disso, o obturador eletrónico é silencioso. Tal como as outras câmaras da série Nikon 1, a J5 te um sistema AF híbrido com 171 pontos de autofoco, 105 dos quais são de deteção de fase, distribuídos pelo sensor de imagem. A Nikon gosta de se gabar das velocidades


Pode usar o ecrã tátil para definir uma série de funcionalidades essenciais, como o ponto de autofoco e as diferentes opções dentro dos menus. de autofoco da J5, e é justo dizer que são muitíssimo rápidas sob boa iluminação. Em condições de luz mais fraca, a objetiva debate-se, mas ainda é bastante boa em todas as condições, à exceção das mais escuras. Mudar para a focagem de seguimento permite manter um assunto em particular focado enquanto ele se desloca pela cena. Depois de definir o assunto que quer acompanhar, ele será seguido até dizer à câmara para parar. Na prática, isto funciona bastante bem, mas é fácil outro assunto entrar no frame e confundir a câmara, o que pode ser problemático quando estiver a fotografar desportos de equipa. Se preferir a focagem manual, até pode ser melhor para a J5. A objetiva de kit 10-30 mm que vem com a câmara no tem anel de focagem, por isso terá de usar controlos no corpo. Depois de selecionar a focagem manual, pressione o botão OK para ter uma vista ampliada da cena. De seguida, usa o cursor de scroll na traseira da câmara para ajustar a focagem. A J5 tem um cursor de modos no topo que dá acesso direto a modos de exposição semiautomáticos e manuais – Prioridade ao Obturador, Prioridade à Abertura e Manual –, bem como à coleção de opções de cena e totalmente automáticas, o que é uma melhoria em relação à J4. Na traseira da câmara, o ecrã de 3” e 1.037.000 pontos é tátil e pode ser virado 180° para tirar selfies. Também ser puxado e inclinado para baixo. Pode usar o ecrã tátil para definir um série de funcionalidades essenciais, como o ponto de autofoco e as diferentes opções dentro dos menus. Um menu de função, acessível ao premir a tecla direcional de cima na traseira da câmara, dá-lhe acesso a definições essenciais como a medição e o ISO. As velocidades de funcionamento gerais da J5 podem ser um pouco lentas. Demora entre meio e um segundo a exibir uma imagem, por exemplo, >

1

Controlo do ruído

2

Tendo em conta o tamanho e o total de píxeis do sensor, o ruído é bem controlado até cerca de ISO 6400. A ISO 12800, a redução de ruído aplicada a imagens JPEG é bastante forte.

3

Detalhe

Captada a ISO 3200. Embora a suavização seja visível a 100%, ainda há um bom nível de detalhe em tamanhos de visualização comuns. A foto tem um aspeto natural.

Tons agradáveis

Os tons quentes desta cena podiam enganar alguns sistemas de equilíbrio de brancos automático, mas o da Nikon 1 J5 safou-se bem, dando uma imagem apelativa.

As rivais… Eis as câmaras que competem com a Nikon 1 J5…

Panasonic GM5 (apenas corpo) € 795 Esta pequena CSC tem um sensor Quatro Terços de 16 MP e encaixe Micro Quatro Terços, por isso existe uma miríade de objetivas compatíveis para este corpo.

Samsung NX Mini (objetiva 9-27 mm) Preço sob consulta Tal como a Nikon J5 e a Sony RX 100 III, esta CSC de 20,5 MP faz-se valer de um sensor de uma polegada. Apresenta controlos diretos e um ecrã tátil excelente.

JANEIRO 2016

Sony RX100 III € 970 Esta câmara de sistema compacto tem um sensor Exmor CMOS de uma polegada – o mesmo tamanho da J5 e Samsung NX Mini. Há uma ocular eletrónica integrada com 1.440.000 pontos.

O MUNDO DA FOTOGRAFIA

99


ERRO DE COR Nikon 1 J5

4.1

Panasonic GM5

15.3

Samsung NX Mini

9.3

Sony RX100 III

4.3 -5

RESULTADOS MAIS PERTO DE ZERO SÃO MELHORES

5

0

10

15

20

Todas as câmaras pecam por saturação extra, mas a Nikon 1 J5 é a que está mais perto de igualar a realidade, produzindo imagens com saturação agradável.

RELAÇÃO SINAL-RUÍDO RAW 50

As imagens JPEG que saem diretamente da câmara exibem uma quantidade agradável de brilho e saturação. Os resultados são verdadeiramente entusiasmantes.

Decibéis

40

acionar o botão de disparo e visualizar as fotografias já registadas.

30 20 10

AS PONTUAÇÕES MAIS ALTA SÃO MELHORES. OS RESULTADOS RAW USAM IMAGENS CONVERTIDAS PARA TIFF.

100

O obturador eletrónico permite velocidades de obturação céleres, como 1/16.000 seg. Isto pode ser útil ao definir aberturas amplas sob luz brilhante.

tornando o tempo entre fotografias ligeiramente mais vagaroso. A conectividade Wi-Fi está incluída, assim como o mais novo padrão NFC (Near Field Communication), para permitir ligações rápidas entre a câmara e dispositivos inteligentes compatíveis. Ligar-se ao sistema Wi-Fi da câmara é bastante fácil: há um botão dedicado na traseira da câmara, que pode pressionar no modo de disparo ou no de reprodução. Se tiver um dispositivo com NFC, basta juntar os dois aparelhos para formar uma ligação. Infelizmente, a app Nikon gratuita é um pouco limitada, oferecendo apenas a oportunidade de 100

O MUNDO DA FOTOGRAFIA

A J5 tem uma gama de sensibilidade mais ampla que a J4, atingindo ISO 160-12800. As imagens JPEG em tamanhos de impressão e Web normais são fantásticas. Se examinar uma a 100% é possível ver alguma suavização mesmo na extremidade mais baixa da gama de sensibilidade. Olhar para os ficheiros Raw equivalentes no Nikon Capture NX-D revela que uma boa quantidade de redução de ruído é aplicada aos ficheiros JPEG. Se fotografar em formato Raw, há margem para aplicar a quantidade de redução de ruído que preferir – esta até pode ser uma funcionalidade útil se o seu assunto tivr bastante detalhe. No geral, o sistema de medição matricial da câmara faz um bom trabalho a ajudar a produzir exposições precisas. Contudo, nos nossos teste no terreno houve alguns casos em que a compensação positiva foi necessária para aclarar a cena. Sob luz artificial, o equilíbrio de brancos automático da câmara tende a pecar por tons quentes pouco naturais – mas isto não é invulgar em câmaras, e neste caso não é demasiado mau. Pode sempre definir um valor personalizado manualmente. A Nikon produziu então uma CSC competente, que se torna apelativa como substituta de uma reflex digital. Embora possa utilizar as suas óticas F-mount através de um adaptador, lembramos-lhe que o fator de conversão é de 2.7x (a sua objetiva 50 mm tornar-se-ia uma 135 mm, e por aí fora). Ficou com a pulga atrás da orelha? JANEIRO 2016

400

1.600

6.400

25.600

Os resultados JPEG da Nikon 1 J5 são piores que os das rivais, mas os ficheiros Raw são os melhores (à exceção dos a ISO 200), indicando que as imagens são as mais limpas do grupo.

AMPLITUDE DINÂMICA RAW Valor de exposição

Desempenho

14 12

10 8 6

AS PONTUAÇ��ES MAIS ALTA SÃO MELHORES. OS RESULTADOS RAW USAM IMAGENS CONVERTIDAS PARA TIFF.

100

400

1.600

6.400

25.600

Isto mostra que a Nikon 1 J5 tem uma excelente amplitude dinâmica, mas é ofuscada pela Panasonic GM5 e o seu sensor maior. Os valores da Sony RX100 III são espantosamente baixos.

A NOSSA OPINIÃO... A Nikon fez um trabalho fantástico no design. O look e sensação rétro, juntamente com uma melhoria dos cursores e controlos, dão-lhe um aspeto mais clássico que o da sua antecessora. A usabilidade e a funcionalidade são melhores. Esta pode bem ser a primeira câmara da série 1 que atrai os utilizadores de reflex digitais.

VEREDICTO CARACTERÍSTICAS CONSTRUÇÃO DESEMPENHO QUAL./PREÇO CLASSIFICAÇÃO FINAL


EM ANÁLISE

CANON POWERSHOT G3 X

1

2

3 4

SUPE R ZOOM w w w.canon . p t

Canon PowerShot G3 X € 780

2

Experimente a mais recente compacta superzoom da Canon, com um alcance incrível. Deixe o peso de lado! ESPECIFICAÇÕES Sensor CMOS tipo 1.0 de alta sensibilidade com 20,2 milhões de píxeis efetivos Distância focal efetiva 24-600 mm Memória SD/SDHC/SDXC Ocular Ótica extra (EVF-DC1) Vídeo Full HD a 60, 50, 30, 25 ou 24 fps Gama ISO 125-12.800 Autofoco 31 pontos Vel. disparo (máx.) 5,9 fps (3,2 fps com AF) Ecrã LCD tátil inclinável com 3,2” e 1.620.000 pontos Vel. obturação 30-1/2.000 seg., Bulb Peso 733 g (com cartão e bateria) Dimensões 124 x 77 x 106 mm

ova PowerShot G3 X da Canon é uma câmara bridge com gama zoom maciça, equivalente a 24-600 mm. Partilha o mesmo sensor de uma polegada e 20,2 megapíxeis da G7 X, com uma gama de sensibilidade de ISO 125-12800, e o mesmo processador Digic 6 das reflex de topo da Canon. Os formatos JPEG e Raw estão disponíveis, numa variedade de proporções de imagem. A objetiva zoom equivalente a 24-600 mm oferece estabilização de imagem de cinco eixos efetiva, e ainda uma abertura f/2.8 excelente na sua definição mais ampla e uma f/5.6 razoável na definição mais longa.

N

Construção e manuseamento

Os ficheiros são límpidos desde ISO 125 a 400, mesmo nas sombras, com detalhe razoável até ISO 1600. 102

O MUNDO DA FOTOGRAFIA

A G3 X parece sólida e bem construída, e tem boa resistência às intempéries e poeiras. A objetiva funciona suavemente e tem um anel de focagem grande que é também um anel multifunções. Além disso, há um pequeno flash incorporado. Os controlos têm acesso fácil, e a JANEIRO 2016

1

A objetiva equivalente a 24-600 mm oferece zoom ótico de 25x e há zoom digital de 100x disponível. 2

Fique a saber que uma ocular EVF-DC1 ótica pode ser encaixada na sapata da câmara. 3

O exterior resistente ao pó e à água oferece uma proteção razoável quando fotografa no exterior. 4

O anel de focagem da objetiva funciona também como um anel multifunções programável.

alavanca do zoom é eficiente, embora os cursores do topo sejam um pouco rijos. Os utilizadores de reflex Canon estarão familiarizados com muitas das opções do menu e o ecrã tátil facilita em grande medida a navegação. O ecrã inclinável é uma mais-valia para a fotografia a partir de um nível mais elevado, embora seja difícil de ver sob luz solar direta, a menos que esteja definido para o brilho máximo.

Desempenho

A objetiva 24-600 mm tem um bom desempenho. As arestas ficam levemente suaves nas definições mais ampla e mais longa, mas a nitidez é apelativa em todo o frame na maioria da gama. A distorção é baixa, mesmo a 24 mm, e as aberrações cromáticas são bem controladas. Os ficheiros são límpidos desde ISO 125 a 400, mesmo nas sombras, com detalhe razoável até ISO 1600. A partir de ISO 3200, os JPEG começam a ficar algo suaves, ao passo que os Raw ainda têm uma quantidade de detalhe impressionante a ISO 3200. A gama dinâmica é excelente, com os ficheiros a exibirem uma boa amplitude.


EM ANÁLISE

CANON POWERSHOT G3 X

ERRO DE COR CANON G3 X

17.1

CANON G1 X MK II

25.6

PANASONIC FZ1000

8.3

SONY RX10

16.1 -5

RESULTADOS MAIS PERTO DE ZERO SÃO MELHORES,

10

0

20

25

30

A G3 X produz imagens saturadas, mas parecem agradáveis na maioria das situações.

RELAÇÃO SINAL-RUÍDO RAW 50

Decibéis

40

30 20 10 AS PONTUAÇÕES MAIS ALTAS SÃO MELHORES. OS RESULTADOS RAW USAM IMAGENS CONVERTIDAS PARA TIFF.

100

400

1.600

6.400

25.600

Em valores de sensibilidade mais baixos, a G3 X tem uma pontuação melhor que a Sony RX10, indicando imagens mais límpidas, mas a situação inverte-se a partir de ISO 800.

Valor de exposição

AMPLITUDE DINÂMICA RAW 14 12

10 8 6 AS PONTUAÇÕES MAIS ALTAS SÃO MELHORES. OS RESULTADOS RAW USAM IMAGENS CONVERTIDAS PARA TIFF.

100

1

Zoom grande

2

A ampla gama de zoom e a focagem próxima (5 cm desde a frente da objetiva a 24 mm e 85 cm a 600 mm) permitem o enquadramento fechado de assuntos pequenos ou distantes.

3

Detalhe

Pode não ter um sensor APS-C ou full-frame, mas a G3 X consegue captar um impressionante nível de detalhe: os pelos no corpo desta borboleta são nítidos a 100%.

Profundidade de campo

Ter uma objetiva zoom longa e uma abertura máxima de f/2.8-5.6 oferece um bom controlo da profundidade de campo. Esta fotografia foi captada a 220 mm (equivalente) e f/5.6.

As rivais… Eis as câmaras que competem com a Canon PowerShot G3 X.

Canon G1 X Mark II € 699 Esta tem um sensor CMOS tipo 1,5” com 12,8 MP, o que lhe dá uma vantagem sobre a G3 X em termos de qualidade de imagem. A gama de zoom está limitada a 24-120 mm (equivalente).

Panasonic FZ1000 € 849 A câmara bridge topo de gama da marca tem uma qualidade de construção razoável, e o seu sensor de 20,1 MP e 1” e a objetiva Leica 25-400 mm (equivalente) f/2.8-4 produzem resultados de alta qualidade.

Sony RX10 € 950 Esta é uma câmara mais acessível que a RX10 II. O seu sensor Exmor R CMOS de 20,2 MP e 1” e a objetiva Carl Zeiss 24-200 mm (equivalente) f/2.8 oferecem imagens de sonho. Deixe-se levar pelos resultados maravilhosos.

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A amplitude dinâmica da G3 X é apelativa até perto de ISO 400, mas há uma queda bastante drástica acima desse valor, em relação às sensibilidades.

A NOSSA OPINIÃO... A G3 X está bem construída e é divertida de usar quando não pode carregar a sua reflex ou CSC, e as objetivas. A versátil objetiva zoom é o grande atrativo, mesmo que a câmara seja traída pela focagem de seguimento pobre e pela falta de uma ocular integrada. A G3 X produz imagens bem expostas – os JPEG são naturais e têm um ímpeto razoável; já os Raw processados no software da Canon sejam melhores.

VEREDICTO CARACTERÍSTICAS CONSTRUÇÃO DESEMPENHO QUAL./PREÇO CLASSIFICAÇÃO FINAL

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SMARTPHONES FOTOGRÁFICOS

SMARTPHONES Testámos os mais recentes smartphones de topo

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www.htc.com/pt

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Apple iPhone 6S

HTC One M9

LG G4

Desde € 759

Desde € 819

Desde € 649

À primeira vista, o iPhone 6S parece praticamente idêntico ao seu antecessor, o iPhone 6, mas no interior está câmara de 12 MP totalmente nova com estabilização de imagem ótica e capacidade de vídeo 4K. O aumento dos megapíxeis parece ótimo, mas a câmara capta apenas um pouco mais detalhe em comparação com o iPhone 6 de 8 MP. O 6S não aperfeiçoou por aí além as já impressionantes gama dinâmica, precisão de cor e níveis de ruído do seu antecessor. A Apple mantém também o tradicional fator de forma 4:3. A qualidade do ecrã é outra área em que pouco mudou. Obtém cor vibrante mas natural e um brilho assinalável, ainda que este smartphone tenha a resolução e a densidade mais baixas dos modelos atuais.

OS sensores de imagem dos modelos HTC One anteriores trocaram megapíxeis por fotossítios individuais, oferecendo assim uma sensibilidade mais ampla sob pouca luz. Mas o One M9 usa um design de chip de 20 MP para procurar vencer os rivais com mais píxeis. Apesar do total de píxeis elevado, as imagens do M9 são suaves, repletas de ruído e com uma quantidade de atenuação desagradável. Os artefactos de compressão JPEG desfocam ainda mais os limites da cor, e não há estabilização de imagem ótica. Contudo, a app de câmara é responsiva e oferece um controlo manual razoável. O autofoco é adequado, assim como o ecrã Full HD de 5,0”. Em separado, este é perfeito, mas falta-lhe o fator ‘uau’ do ecrã.

COM um ecrã de 5,5”, o G4 é o modelo mais longo e mais amplo deste teste: juntamente com o perfil esguio, significa que não é fácil segurá-lo numa mão. A recompensa é a melhor qualidade de ecrã deste grupo, graças à fantástica resolução 1.440 x 2.560 e ao brilho soberbo. Isto torna a procura de fotografias um prazer e as imagens não desiludem. A câmara principal de 16 MP grava ficheiros Raw DNG, mas até as imagens JPEG têm níveis de detalhe razoáveis e cor forte. As capacidades sob pouca luz são apelativas, com uma abertura f/1.8 ampla e estabilização de imagem ótica a ajudarem a minimizar o ruído. Junte a bateria amovível de 3000 mAh e a entrada Micro SD, e o G4 é um dispositivo multifacetado.

VEREDICTO

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O MUNDO DA FOTOGRAFIA

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SMARTPHONES FOTOGRÁFICOS

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FOTOGRÁFICOS para ver qual vence na qualidade da câmara.

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Panasonic Lumix DMC-CM1

Samsung Galaxy S6

Sony Xperia Z3

Desde € 699

€ 629

APÓS alguns Galaxy S medíocres, o S6 deixa a sua marca com um novo estilo de caixa metálica. Não há entrada Micro SD, mas no interior está um sensor de imagem de 16 MP e 1/2,6” capaz de captar muito detalhe enquanto mantém uma boa precisão de cor. A objetiva nítida inclui uma abertura f/1.9 rápida e estabilização de imagem ótica, reduzindo a necessidade de sensibilidades elevadas ao fotografar em interiores. As imagens com ISO elevado ficam suaves ou manchadas. Com a mesma resolução de ecrã do LG G4 mas num painel mais pequeno de 5,1”, o ecrã do S6 é o mais nítido deste grupo. A sua tecnologia Super AMOLED também é extremamente vibrante, embora não seja particularmente brilhante.

A experiência fotográfica da Sony está bem presente no Xperia Z3, uma vez que contém um sensor Exmor RS de 20 MP e 1/2,3” e uma objetiva G, tal como encontraria numa câmara compacta Sony. Este é um dos poucos smartphones a ter um botão de disparo de duas fases. A app do Z3 oferece um controlo manual excelente e uma grande quantidade de opções de disparo. Terá de escolher o modo Manual para aceder à resolução total do sensor, uma vez que o modo Superior Auto predefinido capta apenas imagens de 8,3 MP. Dito isto, as fotografias são bastante detalhadas. Já o ecrã 1.080 x 1.920 de 5,2” não está ao mesmo nível do do LG G4, mas o Z3 tem uma bateria ainda maior e um corpo resistente à água.

Preço sob consulta NO centro do CM1 está o sensor de 20 MP de 1” presente na câmara bridge FZ1000 da Panasonic, oferecendo uma sensibilidade máxima de ISO 25600, captação de imagem Raw e gama dinâmica muito além do que a concorrência pode oferecer. A objetiva Leica equivalente a 28 mm garante uma qualidade ótica de topo e a app da Panasonic é a mais completa. O CM1 parece mais uma câmara verdadeira do que um telefone. O desempenho do autofoco é excelente em todas as condições, assim como a qualidade de imagem. O poder de processamento quad-core e o ecrã Full HD de 4,7” tornam a faceta de smartphone impressionante. VEREDICTO

VEREDICTO

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REALIDADE AUMENTADA Pronto para o seu close-up? Selecionámos as melhores opções macro. S objetivas fixas deste teste oferecem uma taxa de reprodução total de 1.0x ou 1:1 na focagem mais próxima. Isto significa que os objetos pequenos são projetados em tamanho real para o sensor de imagem da câmara, o que permite uma ampliação enorme ao imprimir. As distâncias focais de 90 mm a 105 mm são populares para

A

película de 35 mm e reflex full-frame. Quem tem câmaras de sensor APS-C mantém esta distância focal, pois permite uma distância macro de cerca de 30 cm. Já as objetivas macro 60 mm têm uma distância de focagem mínima mais curta de cerca de 20 cm. De qualquer forma, é bom que todas estas objetivas tenham uma focagem interna, para o elemento frontal não se estender e invadir o assunto.

© Dave Fieldhouse

EM COMPETIÇÃO 1 Canon EF-S 60 mm f/2.8 Macro USM € 559 2 Canon EF 100 mm f/2.8L Macro IS USM € 1.089 3 Nikon AF-S Micro 60 mm f/2.8G ED € 545 4 Nikon AF-S VR Micro 105 mm f/2.8G IF-ED € 975 5 Olympus 60 mm f/2.8 Macro M.Zuiko Digital ED € 529 6 Samyang 100 mm f/2.8 ED UMC Macro € 569 7 Sigma 105 mm f/2.8 Macro EX DG OS HSM € 498 8 Tamron SP 90 mm F/2.8 Di VC USD Macro € 599


CONFRONTO – OBJETIVAS FIXAS MACRO

EM ANÁLISE

As objetivas fixas macro permitem que o sensor da sua câmara capte uma quantidade de detalhe extraordinária a uma distância mais curta.

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EM ANÁLISE

CONFRONTO – OBJETIVAS FIXAS MACRO

Full-frame Canon EF

APS-C Canon EF

Canon EF-S 60 mm f/2.8 Macro USM

Canon EF 100 mm f/2.8L Macro IS USM

€ 559

€ 1.089

Corpo pequeno, ampliação grande.

A macro da gama de luxo da Canon.

oncebida exclusivamente para reflex de formato APS-C da Canon, esta objetiva oferece uma distância focal efetiva de 96 mm mas não é compatível com corpos full-frame. É relativamente pequena e leve, mas incluir autofoco ultrassónico de tipo anelar com o habitual reajuste manual a tempo inteiro, e uma escala de distância de focagem debaixo de uma janela de visualização. Nalguns aspetos, a Canon 60 mm é ligeiramente básica. Não tem estabilização de imagem nem botão de limite de autofocagem para bloquear as extremidades curta ou longa da gama de focagem. O curso total do anel de focagem é bastante curto, o que torna a focagem manual para fotografia macro algo difícil. Só com sete lâminas de diafragma, a abertura não é particularmente bem arredondada e, como na Olympus, o para-sol é vendido separadamente como extra opcional.

ompatível com reflex Canon de formato APS-C e full-frame, esta objetiva pertence à gama L-series (Luxury). Tal como a maioria das objetivas L-series, exibe uma qualidade de construção profissional, tem selagem contra intempéries e vem com um para-sol. Também tem estabilizador de imagem “híbrido” especialmente concebido para fotografia macro, e contraria a deslocação da objetiva, bem como a vibração angular. Ainda assim, a vantagem encolhe de quatro stops para dois na distância de focagem mais próxima. Está incluído um elemento Ultra-low Dispersion (UD); há um diafragma de nove lâminas; e a objetiva inclui um botão de limite do autofoco com três posições, que pode bloquear a extremidades longa ou curta da gama. A focagem manual é mais fácil e mais precisa do que na objetiva Canon 60 mm.

C

Desempenho

A nitidez é bastante medíocre, mas pelo menos é consistente em todo o frame. Na verdade, a nitidez cai mais visivelmente que o habitual em aberturas reduzidas, tão necessárias na fotografia macro para maximizar a profundidade de campo. 108

O MUNDO DA FOTOGRAFIA

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SHARPNESS NITIDEZ MAIS ELEVADA HIGHER ÉISMELHOR BETTER 2.500

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Tem um dos piores desempenhos em termos de nitidez, sobretudo a aberturas reduzidas.

FRANJAMENTO MAIS BAIXO É MELHOR

f/2.8 0.78 f/8 0.86 f/16 0.96 O franjamento de cor está bastante bem controlado em toda a gama de abertura.

DISTORÇÃO PERTO DE 0 É MELHOR -0.03 -2

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Não há praticamente distorção, tendo o melhor resultado de laboratório do teste.

VEREDICTO CARACTERÍSTICAS CONSTRUÇÃO DESEMPENHO QUAL./PREÇO CLASSIFICAÇÃO FINAL

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Desempenho

Tem um bom desempenho como macro ou teleobjetiva curta, tendo um autofoco célere. A nitidez é mais impressionante que na Canon 60 mm, em toda a gama de abertura. Mas a relação qualidade/preço é fraca em comparação com as objetivas Sigma e Tamron.

NITIDEZ MAIS ELEVADA É MELHOR 2.500

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f/2.8 f/4

f/5.6 Centro

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Níveis de nitidez muito bons disponíveis em ambos os extremos da gama de abertura.

FRANJAMENTO MAIS BAIXO É MELHOR

f/2.8 1.35 f/8 0.74 f/16 0.72 Há pouco franjamento de cor em geral, mas sobe ligeiramente na abertura mais ampla.

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A distorção em barril é mínima, mas, ainda assim, tem o pior resultado do grupo.

VEREDICTO CARACTERÍSTICAS CONSTRUÇÃO DESEMPENHO QUAL./PREÇO CLASSIFICAÇÃO FINAL


EM ANÁLISE

CONFRONTO – OBJETIVAS FIXAS MACRO

Full-frame Nikon DX

Nikon FX

Full-frame Nikon DX

Nikon FX

Nikon AF-S Micro 60 mm f/2.8G ED

Nikon AF-S VR Micro 105 mm f/2.8G IF-ED

€ 545

€ 975

Pequena para uma macro full-frame.

A macro estabilizada mais dispendiosa.

Nikon 60 mm é NITIDEZ MAIS ELEVADA É MELHOR ligeiramente maior e mais 2.500 pesada que a Canon 60 mm, mas uma diferença crucial é o facto de 2.000 ser totalmente compatível com reflex digitais full-frame e APS-C. 1.500 Em câmaras DX, tem uma 1.000 distância focal efetiva de 90 mm. As semelhanças com a Canon 60 mm 500 incluem o autofoco ultrassónico anelar, escala de distância de focagem debaixo da janela de visualização, e a f/2.8 f/4 f/5.6 f/8 f/11 f/16 f/22 falta de um botão de limite do Centro Meio Aresta autofoco ou estabilização de imagem. As características de nitidez impressionantes são A vantagem é que a objetiva Nikon muito similares às da Nikon 105 mm mais cara. inclui um elemento Super ED (Extra-low Dispersion), FRANJAMENTO MAIS BAIXO É MELHOR revestimentos de nanocristais topo f/2.8 0.37 f/8 0.52 f/16 0.62 de gama para evitar halos e reflexo, e Há tão pouco franjamento, que não é um uma abertura bem arredondada com problema em qualquer definição de abertura. base em novo lâminas de diafragma. DISTORÇÃO PERTO DE 0 É MELHOR Tem também uma anel de selagem de borracha na baioneta, mas a restante 0.51 objetiva não tem selagem.

Nikon gaba-se de esta ter sido a primeira objetiva macro do mundo a incluir estabilização de imagem ótica, ou Vibration Reduction, como lhe chama a marca. Não é um estabilizador “híbrido”, como o da rival Canon 100 mm, mas é igualmente eficiente. O anel de focagem manual de ação suave tem um curso longo, o que torna a focagem manual para fotografias macro mais precisas. Há um botão de limite do autofoco, mas só consegue bloquear a extremidade curta da gama abaixo de 0,5 m. Um elemento ED (Extra-low Dispersion) foi adicionado durante a construção, que também inclui uma placa de montagem com selagem contra intempéries e diafragma de nove lâminas. A qualidade de construção parece tão profissional como a da Canon 100 mm.

A

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Desempenho

Na batalha dos 60 mm, a Nikon é mais nítida que a Canon em toda a gama de abertura, e é muito melhor a manter a nitidez em aberturas mais reduzidas. Na verdade, também há menos franjamento de cor, mas é possível observar que a focagem manual apresenta alguma falta de suavidade e precisão. Infelizmente!

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O leve toque de distorção côncava vai passar despercebido nas imagens.

VEREDICTO CARACTERÍSTICAS CONSTRUÇÃO DESEMPENHO QUAL./PREÇO CLASSIFICAÇÃO FINAL

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Desempenho

NITIDEZ MAIS ELEVADA É MELHOR 2.500

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Não é mais nítida que algumas das objetivas deste teste que são muito mais baratas.

FRANJAMENTO MAIS BAIXO É MELHOR

f/2.8 1.92 f/8 2.26 f/16 2.31 A Nikon 105 mm tem os piores resultados de laboratório em termos de franjamento.

DISTORÇÃO PERTO DE 0 É MELHOR -0.49 -2

O autofoco é célere, preciso e bastante silencioso, como seria de esperar de um sistema ultrassónico anelar. É ligeiramente menos nítida que a Canon 100 mm em ambas as extremidades da gama de abertura, mas há muito pouco nela. Contudo, novamente, a Nikon tem dificuldade em justificar o preço elevado quando comparada com a Sigma e a Tamron.

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Há um pouco de distorção em barril, mas não é suficiente para causar preocupação.

VEREDICTO CARACTERÍSTICAS CONSTRUÇÃO DESEMPENHO QUAL./PREÇO CLASSIFICAÇÃO FINAL

O MUNDO DA FOTOGRAFIA

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EM ANÁLISE

CONFRONTO – OBJETIVAS FIXAS MACRO

Full-frame Canon EF Fujifilm X Nikon FX Pentax K Micro Quatro

Samsung NX Sony A Sony E

Micro Quatro

Olympus 60 mm f/2.8 Macro M.Zuiko Digital ED

Samyang 100 mm f/2.8 ED UMC Macro

€ 529

€ 569

Uma macro MQT fina e sofisticada.

Eis uma abordagem prática.

oncebida para câmaras NITIDEZ MAIS ELEVADA É MELHOR Micro Quatro Terços com 2.500 um fator de conversão de 2.0x, esta objetiva tem uma distância 2.000 focal efetiva de 120 mm. Tem mais ou 1.500 menos a mesma extensão da Canon 60 mm, mas é muito mais compacta e 1.000 mais leve, pesando 185 gramas. A objetiva está magnificamente 500 construída, com um corpo à prova de poeiras e salpicos, juntamente com a f/2.8 f/4 f/5.6 f/8 f/11 f/16 f/22 sensação de alta precisão do anel de focagem eletrónico. O botão Centro Meio Aresta inteligente de bloqueio do autofoco de Sem melhorias de software, os níveis de quatro posições inclui uma definição nitidez são relativamente fracos. que faz mover a objetiva para a focagem mais próxima, por isso pode FRANJAMENTO MAIS BAIXO É MELHOR ajustar a posição da câmara para f/2.8 0.12 f/8 0.7 f/16 0.8 atingir a ampliação macro máxima. O controlo do franjamento é muito bom, o que As camadas ZERO são eficazes se vê nos ótimos resultados de laboratório. contra halos e reflexo, embora a DISTORÇÃO PERTO DE 0 É MELHOR abertura seja apenas moderadamente redonda, com base em sete lâminas 0.07 de diafragma.

s fotógrafos digitais habituaram-se a todos os floreados e esperam, pelo menos, definições de autofoco e de abertura controlada pela câmara. Por isso, a objetiva macro 100 mm da Samyang pode parecer um choque para o sistema. Não há eletrónica a bordo para comunicação com o corpo da câmara e, por conseguinte, tem de focar manualmente e ajustar o anel de abertura da objetiva à mão. Isso não é tão mau como parece, uma vez que, geralmente, a focagem manual é preferida na fotografia macro e a única desvantagem é que, depois de diafragmada para uma abertura reduzida, a imagem da ocular é bastante escura. Ainda assim, o Live View pode salvar a situação enquanto permite também uma pré‑visualização ampliada para focagem precisa.

C

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Desempenho

Esta objetiva impressionou-nos bastante no passado, pois trabalha bastante bem na gama OM-D e noutros corpos micro quatro terços Olympus. No entanto, parece ser aplicada bastante nitidez artificial, uma vez que, ao processar ficheiros Raw com software independente, a nitidez é pobre. 110

Micro Quatro

O MUNDO DA FOTOGRAFIA

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A distorção côncava é tão baixa que é praticamente inexistente e invisível.

VEREDICTO CARACTERÍSTICAS CONSTRUÇÃO DESEMPENHO QUAL./PREÇO CLASSIFICAÇÃO FINAL

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Desempenho

Aproveitando ao máximo os seus elementos HR (High Refractive) e ED (Extra-low Dispersion), a Samyang apresenta nitidez e contraste muito bons, mesmo na abertura mais ampla. O anel de focagem tem um curso longo e um funcionamento bastante suave, conduzindo a ajustes manuais precisos, o que é igualmente bom na ausência de autofoco.

NITIDEZ MAIS ELEVADA É MELHOR 2.500

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f/5.6 Centro

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Os níveis de nitidez são impressionantes em toda a gama de abertura.

FRANJAMENTO MAIS BAIXO É MELHOR

f/2.8 0.51 f/8 1.74 f/16 1.56 O franjamento é ligeiramente mais alto do que a média mas está bem controlado no geral.

DISTORÇÃO PERTO DE 0 É MELHOR 0.36 -2

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Há um pouco mais de distorção côncava que em algumas rivais, mas é mínima.

VEREDICTO CARACTERÍSTICAS CONSTRUÇÃO DESEMPENHO QUAL./PREÇO CLASSIFICAÇÃO FINAL

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CONFRONTO – OBJETIVAS FIXAS MACRO

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Full-frame Canon EF Nikon FX Sigma SA Sony E

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Full-frame Canon EF Nikon FX Sony A

Sigma 105 mm f/2.8 Macro Tamron SP 90 mm F/2.8 EX DG OS HSM Di VC USD Macro € 498

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Objetiva de topo a preço reduzido.

Desempenho excelente a um bom preço.

sta objetiva Sigma compete NITIDEZ MAIS ELEVADA É MELHOR diretamente com as 2.500 melhores ofertas macro da Canon e da Nikon em muitos aspetos. 2.000 Está bem construída e tem uma lista de funcionalidades impressionante 1.500 que inclui autofoco ultrassónico 1.000 anelar célere, preciso e silencioso, estabilização de imagem, e uma 500 abertura bem arredondada com base em nove lâminas de diafragma. f/2.8 f/4 f/5.6 f/8 f/11 f/16 f/22 Também tem um botão de limite do autofoco com três posições para Centro Meio Aresta excluir a extremidades curta ou Há uma verdadeira energia e vivacidade nas longa, e vem com para-sol, adaptador imagens da Sigma, com nitidez excelente. para para-sol para fotografar com câmaras APS-C, e caixa flexível FRANJAMENTO MAIS BAIXO É MELHOR almofadada. Os atrativos óticos Centro 0.56 Meio 0.79 Aresta 0.76 incluem dois elementos SLD (Special É difícil ver qualquer franjamento de cor, Low Dispersion) e SMC (Super mesmo nos cantos extremos do frame. Multi-layer Coatings) para reduzir os DISTORÇÃO PERTO DE 0 É MELHOR halos e o reflexo.

a linha de objetivas Super Performance da Tamron, esta enfrenta as objetivas 100 mm e 105 mm da Canon, Nikon e Sigma deste teste. O conjunto de funcionalidades similar inclui autofoco ultrassónico anelar, estabilização de imagem na forma da Vibration Compensation da Tamron, e um botão de limite do autofoco com três posições. A ótica high-tech inclui um elemento LD (Low Dispersion) e um XLD (eXtra Low Dispersion). Tal como na Nikon 105 mm, há nanocamadas, desta vez com base na tecnologia eBand da Tamron. Fisicamente, a Tamron é ligeiramente mais pequena que a Sigma e mais leve, com 550 gramas em vez de 725 gramas. A qualidade de construção parece boa no geral, mas o anel de focagem é pouco suave ao fazer ajustes bastante delicados.

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Desempenho

O autofoco rápido e o estabilizador de dois modos fazem da Sigma uma excelente opção para telefotografia, assim como a nitidez e o contraste excelentes em aberturas amplas. Estes são bem mantidos ao longo da gama de abertura, tornando-a excelente para fotografia macro. A Sigma iguala facilmente as Canon e Nikon equivalentes, tendo uma relação qualidade/preço imbatível.

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As imagens não têm distorção, mas, tecnicamente, há um toque de distorção em barril.

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A Tamron iguala a Sigma em termos de velocidade do autofoco e eficácia da estabilização, pelo menos para imagens estáticas em vez de panning. A nitidez e o contraste caem de forma bastante visível na definição de abertura mais ampla, mas isso não é um problema no que diz respeito à fotografia macro. JANEIRO 2016

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Não e muito boa a f/2.8 até f/4, mas iguala a Sigma a aberturas médias a estreitas.

FRANJAMENTO MAIS BAIXO É MELHOR

f/2.8 0.67 f/8 0.88 f/16 0.82 Quase não há franjamento, mesmo em torno de arestas de alto contraste nos cantos.

DISTORÇÃO PERTO DE 0 É MELHOR 0.1 -2

Desempenho

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A pouca distorção côncava só é vista em resultados de laboratório, não nas imagens.

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EM ANÁLISE

CONFRONTO – OBJETIVAS FIXAS MACRO

O VEREDICTO

A Sigma conquista o primeiro lugar A Sigma 105 mm vence na relação qualidade/preço.

interessante com uma apelativa relação qualidade/preço. A falta de controlo do autofoco e da abertura através da câmara vai desencorajar algumas pessoas, mas funciona bem como uma objetiva macro manual, e apresenta uma qualidade de imagem bastante assinalável. Os resultados da bem construída Olympus 60 mm são excelentes, embora os nossos testes tenham revelado que é ajudada por melhoria de nitidez na câmara ou através do software de conversão Raw da própria Olympus. A qualidade de imagem da Nikon 60 mm é bastante mais impressionante, ao passo que a nitidez oferecida pelo modelo Canon 60 mm (concebida especificamente para sensores APS-C) é relativamente fraca.

Sigma 105 mm OS tem um desempenho de topo. É capaz de revelar níveis de detalhe quase microscópicos em close-ups extremos, e é igualmente competente como teleobjetiva curta para fotografia em geral. Também é bastante desportiva, com um estabilizador de imagem de dois modos que tem um modo de panning para seguir a ação. A Sigma é uma aquisição mais que as objetivas Canon 100 mm IS e Nikon 105 mm VR comparativamente dispendiosas. As objetivas “de marca própria” custam praticamente o dobro do preço da Sigma. O mesmo aplica-se à Tamron 90 mm VC, que é quase tão boa quanto a Sigma. Também a Samyang 100 mm é outra objetiva

A

ESPECIFICAÇÕES E VEREDICTOS

Canon EF-S 60 mm f/2.8 Macro USM

Site

Canon EF 100 mm f/2.8L Macro IS USM

Nikon AF-S Micro 60 mm f/2.8G ED

www.canon.pt

€ 559

Preço

Nikon AF-S VR Micro 105 mm f/2.8G IF-ED

www.nikon.pt / www.colorfoto.pt

€ 1.089

€ 545

Olympus 60 mm f/2.8 Macro M.Zuiko Digital ED www.olympus.pt

€ 975

€ 529

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LOR O VAG UR SE

R L HO MEA NON C

R L HO ME IKON N

Samyang 100 mm f/2.8 ED UMC Macro

Sigma 105 mm f/2.8 Macro EX DG OS HSM

Tamron SP 90 mm F/2.8 Di VC USD Macro

www.robisa.es/pt

www.sigmaimaging-uk.com

www.robisa.es/pt

€ 569

€ 498

€ 599

EF X FX K NX

Opções de encaixe

EF

EF

DX EF

DX EF

Compatível com full-frame

A

Não

Sim

Sim

Sim

Não

Sim

Sim

Sim

Elementos/ Grupos

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Lâminas de diafragma

7 lâminas

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9 lâminas

9 lâminas

7 lâminas

9 lâminas

9 lâminas

9 lâminas

Autofoco

Ultrassónico (anelar)

Ultrassónico (anelar)

Ultrassónico (anelar)

Ultrassónico (anelar)

Motor de passo

Apenas focagem manual

Ultrassónico (anelar)

Ultrassónico (anelar)

Reajuste manual AF

A tempo inteiro

A tempo inteiro

A tempo inteiro

A tempo inteiro

N/A

A tempo inteiro

A tempo inteiro

Distância de focagem mínima

0,2 m

0,3 m

0,19 m

0,31 m

0,19 m

0,31 m

0,31 m

0,3 m

Fator de ampliação (máx.)

1.0x

1.0x

1.0x

1.0x

1.0x

1.0x

1.0x

1.0x

Através do menu da câmara

E

EF FX SA E

EF FX A

Abertura mínima

f/32

f/32

f/32

f/32

f/22

f/32

f/22

f/32

Estabilizador ótico

Não

Sim

Não

Sim

Não

Não

Sim

Sim

Tamanho do filtro

52 mm

67 mm

62 mm

62 mm

46 mm

67 mm

62 mm

58 mm

Para-sol, caixa

Acessórios incluídos

Nenhum

Para-sol, bolsa

Para-sol, bolsa

Para-sol, bolsa

Nenhum

Para-sol

Dimensões

73 x 70 mm

78 x 123 mm

73 x 89 mm

83 x 116 mm

56 x 82 mm

73 x 121 mm

78 x 126 mm

76 x 123 mm

Peso

335 g

625 g

425 g

750 g

185 g

720 g

725 g

550 g

flexível

Para-sol

CARACTERÍSTICAS CONSTRUÇÃO DESEMPENHO QUAL./PREÇO CLASSIFICAÇÃO FINAL

Legenda:

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EF

Canon

X

Fujifilm X-Series

O MUNDO DA FOTOGRAFIA

DX

Nikon DX

FX

Nikon FX

JANEIRO 2016

K

Pentax K

NX

Samsung NX

SA

Sigma SA

A

Sony A

A

Sony E

MQT

Micro Quatro Terços


próximo mês

próxima edição N ÃO PER C A T U DO O Q U E T EMO S PARA S I N A PRÓXIMA OM F. . .

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O Mun d o d a f o t o g r a f i a

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SECTION HEAD

Support line in here

129

no cd tudo o que pode encontrar no cd que acompanha a revista

VÍDEOS DO MÊS Fabricado na UE OMF129/Janeiro/2016

Análises em vídeo Imagens dos leitores Guia de compras

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1

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Edição de imagem

Profissional é

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Aplique cinco criativos efeitos rétro às suas fotografias

Aviso importAnte: este CD-rom é compatível com os sistemas operativos Windows e mac os. A listagem detalhada dos conteúdos deste CD-rom está disponível nas páginas da revista. A Goody s.A. verificou com um antivírus todas as fases de produção deste CD-rom. Apesar disso, recomendamos a utilização de um antivírus antes de proceder à sua utilização e/ou instalação de ficheiros nele contidos. A Goody s.A. não pode ser responsabilizada por qualquer dano causado pela utilização deste CD-rom ou de ficheiros nele contidos. se persistir algum problema na utilização deste CD-rom, pode contactar-nos através do endereço de e-mail fotografia.digital@goody.pt, mencionando como assunto Ajuda CD. no caso de um CD-rom estar danificado, com riscos profundos ou partido, contacte-nos para que possamos proceder à sua substituição gratuita. Use o endereço de e-mail assinaturas@goody.pt para esse efeito.

D

Adobe Photoshop CC Aplique cinco criativos efeitos rétro.

C

4

Adicione marca de água aos seus registos

O

3

este CD é parte integrante da edição nº 129 da revista O Mundo da Fotografia e não pode ser vendido separadamente.

OS MELHORES GUIAS PASSO A PASSO

Edição de imagem profissional: domine os melhores programas de edição | Parte 6

pa r s e te r in v e te n gr d ido an t se e pa da r re a v d is a m ta en e te n . ão

36

PARTE 6

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ANÁLISES EM VÍDEO

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Este mês temos para si mais uma análise detalhada em vídeo com uma das mais recentes câmaras de sistema compacto do catálogo da Nikon, o modelo 1 J5.

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o mundo da fotografia

novembro janeiro 2016 2015

Guia de compras Um útil conselheiro com as análises em PDF que vamos publicando ao longo dos meses.

novembro 2015

O Mundo da fotografia

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Distancia focal: 45mm Apertura: F/1.8 1/500 seg

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O mundo da fotografia janeiro 2016