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Edição nº 23 Dezembro de 2011 Preço: 0.20 esas.

Escravatura Moderna Na 1 º pessoa: Mário Brito Simulação da Assembleia da ONU Sabedoria do Oriente História de uma filha de Guerra Comunicar Ciência Dia da divulgação científica Corta Mato da ESA Concurso de Tradução PoetESA


Editorial

Projectando

A

formação académica não é a única componente constituínte de uma boa pessoa. Para além de todos os conhecimentos e méritos que se recebem durante os anos de estudo, há que dar especial destaque ao desenvolvimento da faceta mais humana de cada um de nós. O Esacto sondou os professores sobre esta área e encontrou algumas respostas. A ESA tem vindo a empenhar-se na formação da pessoa humana dos alunos, futuros Homens e Mulheres do país e não apenas futuros bons profissionais. Em prol do desenvolvimento da consciência comunitária, desde o início deste ano lectivo, a nossa escola promoveu um leque de projectos úteis e educativos. A par do engenho e da criatividade, pretende-se cultivar a solidariedade e o espírito critico. Decorre o projecto ESA Solidária, alertando os alunos para o problema da carência, o projecto Ssabedoria do Oriente, que sensibiliza para a diferença no pensamento humano, o Grupo da Amnistia Internacional, que promove um conjunto de actividades relacionadas com a defesa dos direitos humanos. No mesmo âmbito, realizar-se-á o projecto Faça-se Justiça, com o tema Violência no Namoro. Decorrem, ainda, alguns concursos, como o das Olímpiadas da Oratória, o Falatório Jack Patchey, o Parlamento dos Jovens, sobre o tema "Redes sociais, participação e cidadania", o Concurso do Plano Nacional da Leitura, entre outros. A ESA não deixou passar despercebido o Dia Internacional Contra a Violência das Mulheres e o dia Internacional da Ciência. Em suma, a comunidade educativa, envolve-se e participa na promoção de uma consciência geral, atenta ao mundo em redor. Num tempo de grande interrogação sobre o que o futuro nos reserva, é importante ajudar a reflectir e promover a acção. A redacção do ESActo, por sua vez, deseja que todos façam uso da oportunidade de intervir na realidade, de forma a melhorar o mundo em que vivemos. Aproveitemos esta interrupção de Natal para descansar e voltar em força no próximo período, que trará mais surpresas e desafios enriquecedores, para quem os quiser agarrar! Boas férias, Bom Natal e um Próspero Ano Novo, Ver-nos-emos em 201 2! Sejam esactos!

Coordenadora do Clube de Jornalismo Olga Dryuchenko

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InEsa

Esa Solidária

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Cília Loisas.

Projeto existe há já alguns anos e dele fazem parte professores e alunos. Vai ao encontro de uma das metas do Projeto Educativo da ESA “Reforçar a aquisição de atitudes consentâneas com os valores democráticos, contribuindo para a formação global dos alunos”. As actividades realizadas vão desde a venda de pins, a distribuição de Cabazes de Natal e Páscoa aos alunos mais

carenciados da escola, até à Recolha de Alimentos para o BACF de Faro ou às campanhas a favor de instituições de caráter social do concelho de Albufeira. Vem e traz outro amigo também! Faz a diferença e mostra que os jovens de hoje sabem ser solidários! Junta a tua à nossa voz e vem participar nas “Canções de Natal”.

Concurso Nacional de Leitura do Plano Nacional de Leitura I

niciado há seis anos atrás pelo Plano Nacional de Leitura, o Concurso Nacional de Leitura tem percorrido o país de Norte a Sul e apurado os melhores leitores nacionais dos Ensinos Básico e Secundário. A ESA tem estado presente em todas as edições do Concurso, sob a responsabilidade dos professores

Joana Meneses, representante do Algarve na edição de 2007

de Português Alexandra Coelho, António Reis, Fernanda Lamy e Maria de Jesus Pinto, tendo conseguido uma participação digna de realce: os alunos vencedores da fase escolas em 2007, 2008, 2009 e 2010 ganharam igualmente a eliminatória regional e representaram o Algarve na fase

nacional do Concurso, em Lisboa. Assim que a edição deste ano se iniciar, a equipa de professores referida, e aqueles que se lhe juntarem, tencionam dar continuidade a esta iniciativa, promovendo a leitura e estimulando a competência leitora dos nossos jovens alunos.

Vencedoras fase escolas e fase regional em 201 0 Da esquerda para a direita: Catarina da Ponte, Joana Guerreiro e Sofia

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Olimpíadas da Oratória 201 2 N

Professora Fernanda Lamy

este ano, a ESA participa em mais uma iniciativa de âmbito nacional: as Olimpíadas de Oratória. A ideia é eleger o campeão do “bem falar” da escola, que irá concorrer com os campeões de outras escolas do Algarve, para ser apurado o representante regional na final nacional. Originário da Escola Secundária Maria Lamas, em Torres Novas, que estebeleceu uma rede com outras escolas, este é um projeto lançado a nível nacional pelo seu

coordenador, o prof. José Carlos Reis e Silva (ao lado), que espera obter grande adesão de professores e alunos de todo o país em volta da oratória. Numa época em que a competência comunicativa oral tem cada vez mais relevância, este projeto representa, sem dúvida, uma mais­valia pedagógica na sua promoção. O campeão de oratória da ESA será seleccionado a 11 de janeiro, numa sessão na biblioteca da escola.

oratória (s. f): arte da eloquência; 2. Peça dramática cujo protagonista é um santo do calendário. (in www.priberam.pt)

Speak Out Challenge 201 2 Adriana Calado

Irá

realizar­se na nossa escola, no CEESA, no próximo dia 13 de Janeiro de 2012, uma nova edição do concurso de oratória promovido pela Fundação Jack Patchey, o Speak Out Challenge. Este é um concurso direccionado a jovens com idades compreendidas entre os 14 e os 16 anos. A Escola Secundária de Albufeira orgulha­se de participar neste projecto desde o início, sendo que este ano

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decorre já a 4ª edição. O número de inscritos tem aumentado, devido ao sucesso do concurso, este ano contam­se cerca de 25 inscrições, todas do 10º ano. O objectivo é desenvolver a capacidade comunicativa dos alunos que, ao participar, aprendem técnicas de falar em público, como captar o interesse do auditório, característica fundamental para o sucesso em muitos contextos sociais e profissionais.


InEsa

Parlamento dos Jovens 201 2 Redes sociais – participação e cidadania

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Professora Mª Jesus Pinto

arlamento para jovens? …política? Talvez cidadania! Para quem? Para quem tem ideias; e gosta de as defender em público; e quer intervir como cidadão e levar a sua voz ao Parlamento. Parlamento dos Jovens é uma iniciativa da Assembleia da República, para escolas que desejem participar; culmina nuna sessão nacional, no Parlamento, em 28/29 de Maio de 2012, sob o tema Redes Sociais: Participação e Cidadania. Quer incentivar os jovens para: ­ a participação cívica e política; ­ a resolução de questões que afectam o presente e o futuro individual e colectivo, fazendo ouvir as suas propostas junto dos órgãos do poder político; ­ o conhecimento do mandato parlamentar e processo de decisão do Parlamento; ­ a argumentação na defesa de ideias, respeitando valores de tolerância e formação da vontade

da maioria. O programa tem três etapas.

1ª Fase ­ ESCOLA ­ Debate sobre o tema proposto, que contará com a presença de um convidado especialista na área temática e/ou um Deputado da Assembleia da República; ­ Processo eleitoral (formação de listas candidatas à eleição de de­ putados); ­ Eleição dos deputados às Sessões Escolares; aprovação de um Projecto de Recomendação da Escola; eleição dos represen­ tantes à sessão distrital. 2ª Fase ­ DISTRITO (Março): ­ Sessão distrital, com os deputados que representam as escolas participantes, para aprovar as Recomendações a submeter à Sessão Nacional do Parlamento dos Jovens e eleger os deputados que os irão representar nessa Sessão.

3ª Fase ­ ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA (Maio): ­ Sessão Nacional do Parlamento dos Jovens onde se reúnem os deputados que representam os eleitos em cada distrito, onde se aprova, após debate em Comissões e Plenário, a Recomendação final sobre o tema.

Mais pormenores? Regulamento disponível no sítio da AR: http://app.parlamento.pt/webjovem201 2/index .html. Lá encontrarão o histórico de anos anteriores; o manual para o jovem deputado e o guia orientador para professores.

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Para reflectir

A Sabedoria do Oriente

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Professor Fernando Carvalho

ma das actividades que me agrada profundamente, no âmbito do Projecto A Sabedoria do Oriente, é a divulgação (leitura e comentário de textos em sala de aula, palestras, etc.) da sabedoria oriental e de alguns dos seus vultos maiores, como Lao Tse, Osho, Krishnamurti, ou o Dalai Lama. Diversas razões me impeliram a tal divulgação, nos últimos três anos: a necessidade de dar a conhecer, compreender e respeitar culturas diferentes; no âmbito da disciplina de Filosofia, os alunos apenas contactam com a filosofia tal como é concebida e praticada no mundo ocidental (grosso modo, Europa e América do Norte), e os programas transmitem a ideia falsa de que não há outra forma de filosofar. Também existe uma

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filosofia oriental, mas esta nunca efectuou a separação entre pensamento teórico, poético e religioso, ao contrário da filosofia e ciência ocidentais; o pensamento filosófico oriental, além de teórico (compreensão do mundo) é sobretudo prático (aponta para um estilo de vida). Ao invés, a filosofia ocidental perde­se, quase invariavelmente, em palavrosas construções de ideias; posso usar as perspectivas colhidas nos pensamentos desses sábios para mostrar as limitações da racionalidade ocidental; a justeza das conclusões de um Lao Tse, Osho e outros mais, é confirmada pelos efeitos físicos e psicológicos sentidos por quem pratica, um pouco que seja, os seus ensinamentos. Recordo aqui o testemunho de alunos presentes nas sessões práticas de Yoga,

realizadas na nossa Escola, desde 2008, e que, no final das actividades, me diziam terem levado uma “tareia”, sentindo, no entanto, um profundo bem­estar; um objectivo do Projecto é a prática, em sala de aula, de técnicas de concentração que contribuam para gerar um ambiente propício à aprendizagem e desenvolver o autoconhecimento, aplicando os ensinamentos milenares das diversas tradições espirituais do mundo oriental. Neste ano lectivo, tenciono continuar a divulgação da cultura oriental, alargando­a progressivamente à comunidade escolar. Finalizo este pequeno texto com uma frase de Lao Tse que muito aprecio: “ Pelo não agir nada há que se não faça”.


Para reflectir

Grupo ESA AI organiza simulação da Assembleia Geral da ONU

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Mário Lopes

o passado dia 7 de Novem­ bro, o Grupo de estudantes da Amnistia Internacional da Esa voltou à actividade, através da realização, na biblioteca da escola, da simulação da Assembleia Geral da ONU. Esta foi uma actividade que reuniu aproximadamente quatro dezenas de alunos, particularmente do 10º A, na disciplina de Formação Cívica, bem como professores e convidados, no intuito de fazerem uma encenação da assembleia geral da ONU. Visava­se criar, entre alunos, o debate em torno do tema da Abolição da Pena de Morte, incutindo neles o conhecimento e despertando­os para a real necessidade de estarem informados e agirem sobre o as­ sunto. Esta matéria teve uma alta reciprocidade entre alunos participantes, permitindo a interacção continua com os demais convidados. A coordenadora do Grupo AI na Esa, Rosaria Rego, manifestou: “O Balanço foi positivo, pois observou­se a adesão e o interesse pelo tema, gostaram tanto que no fim da sessão, per­ guntaram quando voltaríamos a repetir uma sessão idêntica.” Apesar do sucesso da actividade, a referida coordenadora não se mostrou indiferente à necessidade de ainda muito fazer, no intuito de “levar a mensagem” ao maior número de estudantes da Esa e não só, para que todos juntos possam despertar novas consciências.

um pormenor da assembleia, com um aluno a defender o ponto de vista do país que estava representado.

Saliente­se que a Simulação da Assembleia Geral da UNU é uma das actividades realizadas anualmente pelo Grupo de Estudantes da Amnistia Internacional da Esa, que vêm contribuindo sempre para a divulgação e defesa dos Direitos Humanos no seio estudantil sob a égide dos preceitos defendidos pela Amnistia Internacional.

Rosária Rego, a coordenadora

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Para reflectir

Tráfico de Seres Humanos: A escravatura Moderna do Séc. XXI Mário Lopes (Escrito com a colaboração da coordenadora do grupo de estudante da Amnistia Internacional da ESA, Rosaria Rego)

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s livros de Historia sempre retrataram na sua génese que a escravatura tinha findado, mas contudo consta relatar que ela ainda se afirma na sociedade. Com o passar do tempo, umas das roupagem que assumiu designa­se por trafico humano, a escravatura moderna do sec. XXI. Este é um fenómeno que tem assumido proporções preocupantes à escala mundial. Segundo o Protocolo Adicional à Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional, a definição do Trafico de Seres Humanos, internacionalmente aceite, consta do seguinte: “O recrutamento, o transporte, a transferência, o alojamento ou o acolhimento de pessoas, recorrendo à ameaça ou uso da força ou a outras formas de coação, ao rapto, à fraude, ao engano, ao abuso de autoridade ou à situação de vulnerabilidade ou à entrega ou aceitação de pagamentos ou benefícios para obter o consentimento de uma pessoa que tenha autoridade sobre outra para fins de exploração.” O fenómeno está no segundo lugar no pódio de actividade criminal mais lucrativa do mundo, tendo em seguida o trafico de armas, chegando 8

mesmo a ultrapassar o trafico de armas, tendo como alvo pessoas de todas as idade. O leitor sabia que até os bebés são raptados? Exactamente, muitos bebés são raptados no intuito de serem vendidos depois a preços exorbitantes para adopção, bem como crianças e adultos até 50/60 anos que são usados para exploração laboral, tendo estatisticamente como maior parte de agressores traficantes de sexo masculino, existindo também do sexo feminino, especialmente na Europa do Leste e na Ásia Central. As vitimas são atraídas por promessas de trabalho, de estudos e em geral por melhores condições de vida, mas a

incidência de trafico não incide somente naqueles que aspiram, mas também por aqueles que têm poucas alternativas para alcançar as suas aspirações. Promessas que com o passar do tempo se vão tornando infrutíferas, dando inicio a chantagens psicológicas, incitação ao consumo de drogas, álcool e prostituição, etc.… Portugal tem sido ultimamente, ao nível europeu, um dos países de destino deste fenómeno. A chefe de equipa do Observatório de Trafico de Seres Humanos Português, Joana Daniel – Wrabtz , afirma que “Portugal é a porta de entrada, de passagem e saída, mas ao nível europeu é o país com menor número de


Para reflectir vitimas identificadas, embora admita que haja o dobro do que está registado”. Segundo a coordenadora executiva do projecto de combate aos Trafico de Seres Humanos do Instituto Internacionalde Estudos Estratégicos, Cláudia Pedra “as vitimas são trazidas segundo os estereótipo do país ” por exemplo, como as brasileiras têm fama de prostitutas, os traficantes vão busca­las do Brasil, em termos de exploração laboral vão em busca de moldavos e ucranianos por possuírem a fama de serem bons trabalhadores. Em 2011 foi realizado pela primeira vez um ranking mundial sobre tráficos humanos “Trafficking in persons Report”, procurando traçar um retrato sobre este fenómeno tendo por base as formas de punição existentes nos países e a vontades dos governos em combatê­los. É a minha e a tua missão despertarmos para esta realidade, nós somos parte deste problema, mas também fazemos parte da solução, por isso todos nós devemos denunciar, alertar, assinalar, combater este fenómeno.

O Grupo ESA Amnistia Internacional, vem, mais uma vez convidá­los a participar na actividade de comemoração do dia 10 de Dezembro ­ Dia Internacional dos Direitos Humanos. Com já vem sendo hábito desde 2008, o grupo ESA amnistia, com a coloboração da ESA, realiza mais uma maratona de cartas. Segue­se uma breve descrição da actividade e dos casos que iremos ajudar. São 5 casos. a actividade começará a partir das 14h. Pelas 17:30h, realizaremos a actividade ­ Dá Vida à chama! ( como fizemos em 2008 e em 2010), o objectivo é fazermos o logotipo da amnistia internacional e iluminá­lo com a luz da nossa vela. Também em simultâneo, no auditório da ESA, passará o documentário ­ 50 anos da Amnistia Internacional, e 30 anos da Secção Portuguesa Peço a vossa colaboração e diculgação das actividades aos vossos contactos. Grupo

de Estudantes da Escola Secundária de Albufeira www.grupodaesaai.blogspot.com Rosária Rego e Jussara Silva ( Coordenadoras)

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Para reflectir

A história de uma filha da guerra Esta é a história de Radhika, uma criança que não teve tempo de o ser:

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Adriana Calado

ra uma vez uma província no Norte do Uganda onde vivia uma família muito pobre. Radhika, que era o seu membro mais recente, era adorada por todos. Apesar das condições mínimas em que viviam, era feliz. Certo dia, quando tinha apenas nove anos de idade, decide ir em busca da aventura. Ouvira falar de um lindo lago encantado nas redondezas. Como tal, numa linda madrugada de primavera, abandona a aldeia em direcção ao bosque. Radhika, confinada a uma vida de trabalho na aldeia a ajudar a mãe, desconhecia ainda as maravilhas que a Natureza tinha para lhe oferecer. Encantada com a extensão de arvoredo com que se deparou, esqueceu­se onde ia e resolveu explorar aquele mundo novo para si. Tudo parecia calmo. Os pássaros chilreavam, as flores exibiam a doçura do seu perfume… De súbito, uma voz. «Olha o que temos aqui! Carne fresca!». Ao voltar as costas, depara­se com uma dúzia de homens pavorosos, trajados de uma maneira estranha. Um deles, que parecia ser o líder, aproximou­se da pequena e, com um brilho perverso nos olhos, acrescentou: «Parece que temos 10

um membro novo.» O ar de satisfação daquelas criaturas rudes com tal afirmação fê­la tremer. Assustada e sem saber o que fazer, não tentou escapar. O medo paralisara­lhe os músculos e o cérebro. Mal sabia ela que, se o tivesse feito, a sua vida seria hoje muito diferente… Radhika, uma doce menina, acabara de ser recrutada pelo exército. Enquanto era arrastada para uma guerra que não era a sua, Radhika teve a consciência que nunca mais veria a sua família. Não o sabia, mas sentia­o. Levaram­na para uma espécie de carrinha sem janelas, onde havia mais pessoas. Choravam. Mas por quê? Acabada a viagem interminável, foram depositadas num campo de trabalho. Tantas pessoas e objectos estranhos… Ninguém parecia feliz como na sua aldeia. Se era um jogo, queria desistir, não queria saber de prémios, só queria estar com a sua família. Mas não era, e não podia voltar atrás. A área encontrava­se vedada por redes envoltas de arame, o que tornava o ambiente sinistro. Radhika, apavorada, não sabia o que fazer, o que pensar. Estranhamente, todas as pessoas que estavam na carrinha foram

levadas para dentro do edifício principal, no centro do campo. Mas ela ficou com o líder, que lhe disse: «Quero fazer uma experiência. Toma. Quero que segures neste objecto, assim, e mates aquele gato». Radhika recusou­se. Assim que o faz, ele segura na arma e dispara contra o animal. «Ainda tens muito que aprender. Mas vais aprende­lo mais depressa do que julgas». E aprendeu, de facto. Passaram meses, anos, e Radhika tornou­se fria e imoral, matando o inimigo sem que lhe pesasse a consciência. A falta de uma figura paternal fez com que quisesse impressionar os seus superiores. Fez coisas terríveis. Perdera­se a menina inocente, passara de criança a soldado. Um soldado muito cruel. Quando a guerra civil terminou, Radhika foi libertada. Desamparada e sem rumo, procurou a sua família. Mas não a encontrou. Toda a aldeia estava destruída, assim como o seu passado e o seu futuro. E, apesar de, hoje­em­dia, ter uma vida estável, ainda hoje sofre, pois apesar da vida lhe ter dado outra oportunidade, roubou­lhe o mais importante: a sua feliz infância.


Para reflectir Comunicar Ciência

Caso de vida ou morte

No dia de apuramento para europeu de futebol 2012 com um resultado histórico de 6­2 frente à seleção da Bósnia, Portugal assistiu, atónito, à divulgação do drama familiar de Carlos Martins – o seu filho Gustavo de 3 anos está gravemente doente e precisa urgentemente de um transplante de medula óssea – diagnóstico, aplasia medular.

N

o organismo humano, as células sanguíneas, hemácias, glóbulos brancos e plaquetas sanguíneas estão em constante formação na medula óssea vermelha. São estas células que garantem a eficiência respiratória, as tarefas imunitárias e as reparações das lesões de órgãos e tecidos. Quando um desses tipos de células está em falta, o corpo ressente­se e diz­se que o indivíduo apresenta anemia, leucopenia ou plaquetopenia. O Gustavo tem falta de todas estas células porque a sua medula óssea deixou de funcionar corretamente ­ as células estaminais da medula óssea entraram em falência e põe em causa a sua vida. A terapia de suporte que, neste momento, está a ser ministrado ao Gustavo garante apenas 50% de hipóteses de sobrevivência durante 2 a 3 meses. Neste enquadramento o transplante de medula óssea é a única solução possível. O transplante de medula óssea é um processo médico relativamente simples que consiste em injectar a infusão de medula óssea aspirada de um dador compatível. É neste ponto precisamente, que o caso se complica – encontrar um dador compatível. Cada organismo humano possui um sistema de reconhecimento de células que permite distinguir o que é seu (self) do que não é seu (non­self). É este tipo de sistema que garante que as

células defensivas destroem uma bactéria patogénica e preservam as restantes células do organismo. Neste seu papel de vigilância, este sistema deteta também células provenientes de um transplante e reconhecendo­ as como estranhas, destrói­as, processo conhecido como rejeição. Daí que para se efectuar um enxerto ou transplante é necessário que o dador possua o mesmo tipo de sistema de reconhecimento (sistema de histocompatibilidade major) que o receptor. A probabilidade de encontrar um dador compatível familiar é cerca de 25% entre irmãos. Para os restantes 75% a alternativa é recorrer aos bancos de medula óssea onde a probabilidade de

compatibilidade é de 1 para cada 10000 doadores pesquisados. Torna­se assim num verdadeiro caso de vida ou de morte o registo de voluntários como dadores de medula óssea. No sul do país, esse registo deverá ser feito no CEDACE (Centro Nacional de Dadores de Células de Medula Óssea, Estaminais ou de Sangue do Cordão) no Centro de Histocompatibilidade do Sul, http://www.chsul.pt. Uma vez confirmado o registo quando alguém precisa de um transplante deste tipo, o sistema de histocompatibilidade do receptor é comparado com a base de dados existente e rapidamente se pode encontrar o dador que salvará literalmente vidas! 11


Na 1ª Pessoa

InDiálogo com Mário Brito A consciência social de que o problema da violência doméstica, e até entre namorados é um problema público, tem vindo a generalizarse. Actualmente verfica-se o aumento de denúncias de crimes domésticos. Patrícia Silva

Quando alguém sofre violência o que deve fazer?

de

A violência doméstica é um crime público, o que significa que qualquer pessoa pode e deve denunciar este crime. Para o fazer deve­se dirigir ao Ministério Público, a uma entidade policial ou fazê­la por via telefónica ou enviando um e­mail com os dados com os seus dados e os do agressor. Também, se conseguir deve explicar detalhadamente os factos que presenciou, viu ou ouviu. Qual o procedimento que a APAV aplica após receber queixa da vítima de agressão? Se a pessoa correr risco, colocamo­la numa casa abrigo ou arranjamos forma de a pessoa ir para junto de familiares ou de amigos. Caso a pessoa não esteja em risco e consiga manter uma relação com o agressor, são treinadas estratégias para que a vítima consiga continuar com o agressor como se nada existisse. Neste caso a vítima deverá preparar uma mala com todos os documentos necessários e esconde­la do agressor, caso tenha de fugir rapidamente de casa. Quanto tempo demora? 12

Mário Brito

Dependendo da gravidade da situação. Se for muito grave é utilizada a emergência social. Se não for grave a pessoa fica em casa de familiares e amigos ou fica provisoriamente na Santa Casa até se arranjar uma vaga na Casa Abrigo. Será que é agressores masculino? verificar­se sexos?

uma tendência os serem do sexo Ou tem vindo a um equilíbrio de

Na minha opinião, a violência contra o sexo masculino sempre houve e provavelmente não é menor do que contra ao sexo feminino. A violência masculina é mais psicológica, por exemplo a mulheres utilizam os filhos para fazer chantagem emocional com o homem. Este tipo de violência é mais difícil de detectar e provar e são raras as

pessoas que a consideram como violência. Relativamente aos dados de Albufeira, tem havido muitas queixas? Os dados de Albufeira estão mais ou menos estáveis. Abrimos mais de duzentos processos durante um ano. Por vezes aumenta mais cinco ou seis processos. Como é o trabalho Gabinete da APAV?

no

O trabalho do gabinete é em rede. Trabalhamos com a entidade policial, os técnicos vão com as pessoas apresentar queixa para se sentirem apoiadas, entramos em contacto com a rede nacional das Casas Abrigo. Caso haja necessidade de alimentos pedimos ajuda ao Banco Alimentar, se houver necessidade


Na 1ª Pessoa de arranjar habitação para as pessoas entramos em contacto com os Serviços Sociais da Câmara Municipal. Pode­se dizer que o gabinete é uma espécie de Loja do Cidadão. Também trabalhamos com a CPCJ, enviámos­lhes processos que tenham crianças envolvidas e a CPCJ envia­nos casos de violência doméstica.

A APAV faculta o apoio Psicológico que tanto as vítimas como outras pessoas envolvidas no processo têm direito e é gratuito. O apoio Social baseia­ se em entrar em contacto com as Casas Abrigo. E o apoio Jurídico resume­se na realização de um requerimento, quando a pessoa tem dificuldades económicas, para que se possa arranjar um Que tipos de apoios a APAV advogado e para que não tenha fornece? de pagar as despesas do Um grupo de alunos de 12º ano tribunal. propôs­se realizar um estudo para corraborar a expressão “Quanto mais me bates, mais eu gosto de ti”. Contudo, algumas das conclusões retiradas mostraram, que afinal, nem tudo está perdido. Os jovens reconhecem e enfrentam o problema da violência no namoro. Tanto os rapazes, com 58%, como as raparigas, com 64%, se encontram suficientemente informados sobre o tema. Face aos comportamentos violentos, ambos os sexos consideram as agressões verbais como os comportamentos mais frequentes. No que diz respeito aos procedimentos numa Mário Brito e Helena Martins Dulce Neves e Patrícia Silva situação de violência no namoro O Gabinete de Apoio à Vítima de estão abertas, qualquer pessoa todos optaram por denunciar a às entidades Albufeira da Associação pode aderir e colaborar com a situação raparigas Portuguesa de Apoio à Vítima APAV no lançamento deste competentes. As revelaram­se mais destemidas vai iniciar em 2012 o projecto do projeto. Clube do Teatro. Esta iniciativa Os ensaios irão decorrer no “ no que diz respeito à denuncia tem como objetivo trabalhar Associação do Amigo de do seu parceiro no caso de através da expressão dramática Albufeira” a partir do mês de serem violentadas (38 % de temas referentes aos processos Janeiro, uma vez por semana e raparigas em relação aos 28% de vitimação, violência os horários serão combinados de rapazes ). A mesma de rapazes doméstica, bullying, etc., que mais tarde com o grupo de percentagem considera que numa relação posteriormente serão trabalho existente. apresentados juntos da Assim, se quer ajudar e violenta eles respoderiam na comunidade como forma de contribuir para uma sociedade mesma moeda ao agir da sua sensibilizar para os melhor adira e participe nesta parceira. iniciativa… Um dos factos positivos que se comportamentos não violentos. destaca, é que cerca de 80% dos Esta iniciativa conta com a jovens nunca foram vítimas de participação de voluntários da Contactos: 289585770 violência no namoro, e APAV, assim como de toda a |fax289588634 esperemos que nunca venham a comunidade que deseje aderir a apav.albufeira@apav.pt ser. esta iniciativa. As inscrições

"Quanto mais me bates mais eu gosto de ti."

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InEsa

Comemoração do Dia Da Ciência

Eliana Teixeira, Patrícia Silva e Marlon Machado

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dia internacional da ciência foi festejado na ESA no passado dia 23 de Novembro. Vários alunos na escola participaram em algumas actividades supervisionadas pela professora Helena Neto, de Físico­Química, e pelo professor Paulo Moreira, director do curso das Artes do Espectáculo. Os alunos dividiram­se, então, em dois grupos bem distintos, o de “Química com Alimentos” e o clube de teatro que contribuiu com várias estátuas e flashes teatrais sobre o tema deste dia. O grupo de “Química com Alimentos” contou com a participação dos alunos de curso de Segurança Alimentar e de alguns alunos de Química do 12º ano, que realizaram

Jorge e Eliana Teixeira

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demonstrações experimentais relacionando os alimentos com as bases químicas. O laboratório de Química (sala E­9) esteve aberto ao público de manhã, entre as 9h e as 13h. Também foi colocado um stand de madeira, à entrada do bloco E. Uma das várias experiências lá realizadas consistia em escrever com leite num papel, em seguida levá­lo ao forno durante algum tempo, enquanto o leite caramelizava podíamos ler o que estava escrito na folha.

passando por todos os blocos e ainda estiveram a percorrer a escola declamando frases filosóficas e cientificas conhecidas. Duas das frases ditas foram: “A vida sem ciência é uma espécie de morte. ­ Sócrates” e “Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito. ­ Albert Einstein”.

O festejo do dia internacional da ciência não foi apenas na escola. O clube de teatro deslocou­se a Faro para apresentar que o que tinham preparado no âmbito deste tema.

O clube de teatro também teve um papel muito importante em animar o dia. As suas estátuas e flashes teatrais tiveram um grande impacte entre os alunos. Nos intervalos da manhã, os E assim foi um dia com muitas alunos do clube fizeram estátuas, surpresas e animação na nossa relacionadas com o tema, escola!

Dulce Neves e Rafael Baptista


InEsa

O corta- mato escolar O

Diogo Martins

corta­mato, da escola secundária de Albufeira, realizou­se no passado dia 16 de Novembro, de 2011. Organizado pelos professores de Educação Física e Desporto com a colaboração dos alunos das duas turmas do novo Curso Profissional de Técnico de Apoio à Gestão Desportiva. O corta mato escolar contou com a participação de cerca de 400 alunos, divididos em juvenis e juniores (masculinos e femininos). Como não podia faltar, sendo já uma tradição deste evento, muitos alunos, principalmente do 12º ano, mascararam­se e desfilaram ao longo de todo o percurso do corta mato, manifestando o seu agrado por participarem nesta iniciativa, contribuindo assim para que este evento tenha sido o mais participado de sempre. Para além dos prémios atribuídos normalmente aos vencedores de cada prova, foi ainda atribuído mais um prémio, este, com um significado especial, pois tem como objectivo homenagear um ex­aluno da escola secundária de Albufeira. O prémio André Paiva, que já existe há três anos, é entregue à turma que mais elementos consegue envolver no corta­mato escolar; este ano foi atribuído à turma do 12ºC, ciências e tecnologias.

Partida das raparigas

Partida dos rapazes

Para veres o vídeo sobre o corta mato, consulta: http://www.youtube.com/watch?v=cjl8iGUVOAY

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InEsa

Concurso de tradução

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Adriana Calado

ecorreu, no passado dia 24 de Novembro, o concurso de tradução «Jovens Tradutores 2011» promovido pela Comissão Europeia. O projecto conta já a sua quinta edição, tendo surgido em 2007, contudo, estreou­se na nossa escola este ano. A iniciativa foi de uma aluna que, ao tomar conhecimento do concurso, sugeriu à direcção da ESA a inscrição da escola, que acabou por ser uma das seleccionadas do país. O objectivo foi trazer algo novo para a escola e para os alunos mais interessados no ramo das línguas e, se possível, honrar o nome da escola com uma boa

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classificação, como já tem acontecido noutros eventos.

A Comissão Europeia, ao criar este projecto, pretendeu promover a aprendizagem das línguas e da tradução, uma vez que «para melhor compreender outros povos, países e culturas nada melhor do que aprender e praticar línguas estrangeiras». Para a geração futura, ter um bom conhecimento das línguas equivale a inúmeros benefícios e oportunidades para as relações internacionais, quer sociais, quer económicas. Quanto aos resultados, estes serão divulgados no mês de Fevereiro do próximo ano.


InVerso

Escrevendo In Verso Guilherme Martins 1 2ºD

Um Poder Acima

Labaredas de fogo infernal Elevem­se aos céus, alto, alto, alto É só uma história, eu quero voar Fora desta história eu serei livre Somente uma lenda Palavras frias numa página Levanto os meus olhos Acordo de um sonho meu.

Em asas de prata ergo­me aos céus Limpo a mágoa que existe em mim Uma luz anciã me guia Pois eu deixo esta cidade por um Poder acima

Dulce Neves

Nada

Eu já não sinto dor Já não sinto saudade Só sinto um vazio E com ele vejo a verdade A minha dor é sombria A minha dor é noite Onde grito e choro E me sinto tão fria

Só reparei agora que As lágrimas que chorei Ninguém as viu

Carolina Antão 1 0ºB

Estrela brilhante

És a minha estrela Que brilha sem parar É tão bonita ela Que até me custa pensar

Que um dia a possa perder Sem poder ver O quanto é especial Esta estrela numa noite de natal

Desde que foste que eu choro amargamente Mas a dor passou. E agora? Agora só quero viver livremente.

Nunca perdida, nunca sozinha Segue­me nesta demandada Antes que a penumbra se desvaneça E assim se transforme em crepúsculo.

Corro de volta, mas estou sem tempo Poderia dizer­te tudo o que sinto Será que lês a minha mente? Sentes o meu amor? Como é que eu poderei dizer que um dia foste minha? 17


Para ver, ler, ouvir Ana Ginja

M

Guilherme Martins

adonna aclamada rainha da Pop, iniciou a sua carreira musical no ano de 1983 que se prolonga até à actualidade. Lançou vários singles de sucesso ao longo da sua duradoura carreira, entre eles, Like a Virgin, Papa Don’t Preach, Vogue, Like a Prayer, La Isla Bonita, Express Yourself, Frozen, Hung Up, 4 Minutes e Celebration. A rainha do pop tem­se demonstrado capaz de aguentar toda uma chegada de novas artistas ao longo do seu percurso de actividade dominante, como por exemplo, Britney spears, Christina Aguilera ou Lady Gaga. É impossível negar o trono a Madonna sendo ela a personagem mais criativa e exuberante da música, que apesar da sua idade ainda se mostra em perfeita condição física e irá lançar um novo álbum em 2012 que promete arrasar com as pistas de dança de todo o mundo. O álbum aclamado pela crítica 22

Kafkiano C

omo reagirias, se acordasses de uma boa noite de sono, e reparasses que te transformaste num insecto gigante com muitas perninhas e uma dura carapaça? É humanamente impossível, alguém sofrer uma metamorfose desta dimensão, mas é exactamente isso que Franz Kafka idealizou para uma das suas personagens principais: Gregor Samsa. Convido­te a descobrir como, apesar de ter vivido numa sociedade rígida e conservadora, a mente deste autor conseguiu ser mais avançada para o seu tempo. Desafio­te para a leitura desta obra para veres, que só por nos

afirmarmos diferentes no nosso aspecto físico ou intelectual, somos desprezados pela sociedade. Estes rapidamente nos querem colocar barreiras e obrigam­nos a ficar trancados no nosso mundo sem podermos mostrar o que realmente somos e pensamos. Tal como aconteceu com Gregor, que ficou prisioneiro na sua própria casa, poderás notar como as pessoas se tornam prisioneiras dos ideais que a sociedade impõe, não revelando iniciativa própria. Deixo­te, então, este conselho: lê este livro e envolve­te na ficção elaborada por Franz Kafka, para que possas ter uma “Metamorfose” de imaginação.

sendo o mais sucedido da cantora até hoje foi “Confessions on a Dance Floor” lançado em 2005, o single Hung Up foi o mais vendido mundialmente, quebrando todas as barreiras ultrapassou então os Beatles que se mantinham em primeiro lugar, sendo promovido a primeiro lugar nos cartazes de quarenta e sete

países, vendendo mais de nove milhões de cópias em todo o mundo. Só nos EUA foram vendidas um milhão de cópias. Por fim, podemos concluir que devido ao seu sucesso a nível mundial e capacidade de se auto renovar, a Madonna continua a inspirar novas gerações e a promover as pistas de dança que tanto apreciamos.

Rainha Pop


Passatempos In Verso

Chocolat

V

Rita Catrupa

ivianne Rocher é uma jovem mãe solteira que segue, como rumo da sua vida, o vento norte. Desta vez, os ventos levaram­na para uma pequena aldeia no sul de França onde os habitantes, para além de bastante religiosos, são extremamente conservadores e agarrados a uma ética moral á qual Vivianne não está habituada. Em plena época de quaresma a protagonista resolve abrir uma chocolataria, o que aos olhos do povo parecia vir a tornar­se um enorme fracasso e revelavam que, a seu ver, o negócio da jovem iria falir até ao dia de Páscoa. Entre bastantes desentendimentos, adaptações dolorosas, pecados e bastantes

confissões, os habitantes da pequena aldeia afeiçoam­se a Vivianne deixando de a ver como uma forasteira e mantêm o negócio da mesma a funcionar como mais nenhum naquela terra. No entanto, o rumo da história muda com a chegada de um barco e dos seus, também não desejados, tripulantes. É com mais desentendimentos, mais chegadas, partidas e histórias que, entre muito chocolate, que somos conduzidos para uma aventura sem igual. Uma adaptação estupenda do livro com o mesmo título que nos deslumbra com um enredo absolutamente delicioso!

Anedotas Estavam dois alentejanos reunidos e diz um deles: ­ Oh compadre, ontem, matei dez coelhos e dez perdizes. ­ Eu tive melhor sorte, compadre. Matei vinte coelhos e vinte perdizes. ­ Então você também é caçador? ­ Não, compadre. Também sou mentiroso.

O homem acaba de ver as notícias e diz à mulher, sem sequer olhar para ela: ­ Promete­me que se algum dia eu ficar deitado, dependente de uma máquina, tu desligas a máquina! ­ OK! Nisto, ela levanta­se e desliga a televisão.

O Primeiro Ministro e o seu secretário encontram­se no topo de um arranha­céus, de onde assistem à manifestação da população insatisfeita. Diz o Primeiro Ministro: ­ Sabes… Eu só queria conseguir fazer esta gente toda feliz… ­ Então… Porque é que não saltas?

O rapaz entra em casa com um sorriso enorme e diz ao pai: ­ Papá! Fiz uma boa acção! ­ Muito bem! E então, que fizeste? ­ Estava a passear o cão e nisto vi o nosso vizinho a correr para apanhar o comboio. Então, soltei­lhe o cão e ele chegou mesmo a tempo ao comboio!

A loira entra na pastelaria e diz: ­ Tem bolos? ­ Acabaram agora mesmo de sair! ­ Oh, que pena… E não sabe quando voltam?

Diz um paralítico a um cego: ­ Olha ali aquela! Que boa! ­ Ai sim? Porque é que não vais a correr atrás dela, então?

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Ficha Técnica:

Propriedade: Escola Secundária de Albufeira, Clube de Jornalismo, Jornal ESActo Rua das Ecolas, 8200­147 Albufeira Tel: 289 586779 Fax: 289586872 esacto@esa.pt

Redacção: Olga Dryuchenko, Adriana Calado, Ana Ginja, Diogo Martins, Guilherme Martins, Daniel Pereira, Rita Catrupa, Marlon Machado, Carolina Antão e

Eliana Teixeira, Patricia Silva e Dulce Neves.

Colaboradores neste nº: Rui Chaves,

Carvalho

Cilia Loisas, Mª de Jesus Pinto, Fernando

Design Gráfico: Curso Profissional Técnico de Design Gráfico Paginação: Carina Guerreiro e Andreia Margarida Edição de de Fotografia: Diogo Martins,

Carolina Antão

Impressão e Montagem: ESA/ David Marques Supervisão: Maria de Jesus Pinto

Reprodução: Lurdes Santos (assistente operacional)

Esacto ediçao 23  

Esacto ediçao 23

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