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#05 janeiro 2014

SISTERS OF LOVE

POR ART OF DAN

ELAS TAMBÉM FANTASIAM

DESCUBRA OS 10 MAIORES FETICHES SEXUAIS DAS MULHERES

ESTE É UM ROTEIRO ESPECIAL

AS MELHORES E AS PIORES CIDADES PARA SER GAY

ejaculação prematura o que é e como a combater?

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ÍNDICE editorial

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Bloco de Apontamentos

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o conceito de beleza segundo gracie hagen

16-17

a arte erótica de fameni

18-26

contos da blogosfera: “eu, o zé e a minha tia”

28-32

Galeria

36-47

as melhores e as piores cidades para ser gay

48-55

contos da blogosfera: “renascer”

56-61

ejaculação prematura: o que é e como a combater?

62-64

os 10 maiores fetiches sexuais das mulheres

66-70

produtos

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editorial fotográfico: art of dan

74-99

fetiche: cabedal

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consultório by a maleta vermelha

102-103

kamasutra

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editorial Dobragem do ano, mais uma edição da Erotika cheia de surpresas. Este mês temos em grande destaque, como não poderia deixar de ser, mais um editorial fotográfico muito especial, enviada pelo nosso amigo Daniel Fehr. Trata-se de uma das suas últimas produções de estúdio com a bela modelo Saju, desta feita em parceria com Dominka C. e que promete deixar os nossos leitores em brasa pela sensualidade e empatia que ambas revelam em conjunto diante da objectiva do suíço. A não perder mais à frente nestas páginas. Uma edição que procura, como sempre, mostrar-lhe alguns projectos e ideias artísticas que se vão desenvolvendo por esse Mundo fora, assim como pegar em alguns temas que são sempre interessantes de acompanhar. Neste número, por exemplo, fomos à procura dos 10 fetiches sexuais mais presentes na cabeça das mulheres, assim como também lhe mostramos as cidades que são mais ou menos amigas da comunidade gay. Tudo, claro está, sempre relacionado com o erotismo e a sexualidade. Mas há mais, muito mais para ver. Gostaria de adiantar também que a próxima edição, relativa ao mês de Fevereiro, vai “queimar” nas mãos dos leitores. Pela primeira vez desde o lançamento oficial da revista, vamos contar com uma produção fotográfica realizada em Portugal e em exclusivo para a Erotika pelas mãos do talentoso Nuno Figueiredo, que escolheu o Sanatório de Valongo como cenário de fundo para registar as poses mais sensuais de uma modelo brasileira que esteve de passagem no nosso país e que fez questão de figurar na nossa capa. O nome dela fica para já em segredo, mas é um rosto que já apareceu nas mais badaladas revistas do Brasil e que não vai deixar nenhum dos nossos leitores indiferente. A descobrir na próxima edição. Aproveito ainda este espaço para pedir também desculpa pelo atraso na saída deste nº 5, tantos aos nossos leitores como aos nossos anunciantes. A correria de fim-de-ano foi uma loucura e, quando demos por ela, já estávamos para lá da data pretendida para publicação e só agora pudemos coloca-la online. Tempo que recuperaremos ao longo dos próximos meses… Obrigado a todos os que nos acompanham e que nos têm incentivado, o fluxo de movimentos que registámos no nosso site desde o início de Janeiro é absolutamente incrível para um projecto com tão pouco tempo de vida e é a vocês que o devemos. Como recompensa, oferecemos este mês - através dos nossos simpáticos anunciantes - 4 vantagens absolutamente imperdíveis: um voucher para usar no The Lingerie Restaurant Porto, 10% de desconto na loja So Sexy Romance Store em Matosinhos e também no Elite Motel em Sintra, e ainda 10€ de redução no valor de uma massagem no The Therapy Zone em Lisboa. Tudo para mimar os nossos queridos e assíduos leitores. Um bom ano a toda a nossa comunidade.

JC | director@erotika.pt

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“OS HOMENS, DE UM MODO GERAL, NÃO SABEM O QUANTO DESTROEM O SEU PRÓPRIO PRAZER AO SE ESQUECEREM DE DAR O DEVIDO RESPEITO E CARINHO ÀS MULHERES, MESMO ÀQUELAS QUE VIVEM APENAS PARA LHES AGRADAR.” Citação do livro “Memoirs of Fanny Hill”, de John Cleland

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BLOCO DE APONTAMENTOS A SABER... WORLD PHOTOGRAPHY CUP PREMEIA PORTUGUESes DDIARTE Já colaboraram com a Erotika através da cedência de uma das suas fotos para a “Galeria” da edição número 2 e estão novamente em destaque nas nossas páginas. Os portugueses DDiarte, dupla de fotógrafos madeirense com um portefólio de grande valia estética e criativa, foram recentemente premiados com a prestigiada Medalha de Ouro na categoria ‘Illustrative/ Digital Art’ do World Photography Cup, realizado nos EUA. Zé Diogo e Diamantino Jesus levaram, desta forma, o nome de Portugal e da Ilha da Madeira a um nível bastante elevado na arte da fotografia e ajudaram a colocar a seleção portuguesa de fotógrafos no terceiro lugar a nível mundial. A imagem que foi a concurso levou cerca de dois anos a ficar pronta e foi inspirada no amor.

APROVADO o REFERENDO SOBRE coADOPÇÃO DE CRIANÇAS Foi aprovada no Parlamento a proposta social-democrata para realização de um referendo sobre a adopção e coadopção de crianças por casais do mesmo sexo. Com os votos a favor do PSD, a abstenção dos representantes do CDS-PP e a oposição dos restantes partidos, a polémica decisão motivou uma onda de protestos logo no imediato. Várias dezenas de pessoas fizeram-se ouvir nas galerias do Parlamento e alguns deputados da Maioria também, com a vice-presidente da bancada - Teresa Leal Coelho – a apresentar mesmo a demissão do cargo. O referendo vai colocar duas perguntas aos portugueses: se “concorda que o cônjuge ou unido de facto do mesmo sexo possa adotar o filho do seu cônjuge ou unido de facto”, e se “concorda com a adoção por casais, casados ou unidos de facto, do mesmo sexo”.

ONU DENUNCIA LEI CONTRA HOMOSSEXUAIS NA NIGÉRIA A nova lei que criminaliza a comunidade de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT), assim como organizações, atividades ou pessoas que os apoiem na Nigéria, foi classificada pela Organização das Nações Unidas como “draconiana”. A alta comissária das ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, mostrou-se alarmada pelo rigor da legislação e afirmou que raras foram as vezes em que viu “uma lei que, em tão poucos parágrafos, viole diretamente tantos direitos humanos básicos e universais como esta”. A lei em causa prevê penas até 14 anos de prisão para quem estabelecer união do mesmo sexo e até 10 anos de prisão para quem administre, testemunhe, incite ou ajude o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Navi Pillay alertou também para a violência sexual existente no país.

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JENNIFER LOPEZ PROCESSADA POR ASSÉDIO SEXUAL De acordo com o site TMZ, Jennifer Lopez foi processada por assédio sexual por parte de Rodrigo Ruiz, que pede cerca de 10 mil dólares de indeminização à cantora. Ruiz afirma ter recebido cartas de Lopez em que esta se declarou e lhe pediu demos de músicas acompanhadas por fotos dele nu. Segundo o próprio, as cartas fizeram-no acreditar que teria hipóteses de alcançar uma carreira musical e até mesmo de se envolver com Jennifer, pelo que terá entrado em depressão quando se apercebeu que isso não iria acontecer. Segundo o site, no entanto, o endereço de envio das cartas pertence a uma mulher de 53 anos que afirmou lidar com a correspondência dos fãs da cantora. Os representantes de Jennifer negam qualquer envolvimento dela com a história.

HOMENS COM DISFUNÇÃO ERÉCTIL TÊM MAIS CRENÇAS SEXUAIS Segundo Pedro Nobre, um investigador da Universidade do Porto que coordena o laboratório de investigação sobre sexualidade humana em Portugal, os homens que sofrem de disfunção eréctil têm mais crenças sexuais, designadamente a ideia do “macho latino”. O conceito do homem que nunca pode falhar uma penetração e que “aguenta” toda a noite a fazer sexo, independentemente das circunstâncias, faz parte do imaginário da maioria dos homens no nosso país, mas são os que sofrem de disfunção eréctil que mais pensam nisso. O investigador assinou o estudo “Saúde Sexual no Homem e na Mulher” e concluiu também, entre outras coisas, que as mulheres com crenças sexuais apresentam igualmente maiores problemas ao nível do prazer sexual.

ESTUDO INDICA QUE AS MULHERES ESTÃO MAIS PROPENSAS A TRAIr É generalizada e antiga a ideia de que os homens são mais facilmente atraídos para situações extraconjugais, mas um recente estudo levado a cabo por Anthony Wright, gestor do site de namoro ‘Casuals’ e que apurou os dados estatísticos com base naquilo que se passa no referido portal, indica precisamente o contrário. São afinal as mulheres quem revela maior tendência para se deixar envolver num caso paralelo ao seu relacionamento amoroso. De acordo com a pesquisa, cerca de 40% das mulheres inscritas no site já tiveram uma relação fora do casamento, em comparação com apenas 12% dos homens. O estudo aponta ainda que as pessoas entre os 18 e os 24 anos são mais facilmente atraídas para traições de uma noite, enquanto as faixas etárias mais altas preferem encontrar um amante de longa duração.

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A ler... INFERNO NO VATICANO Flávio Capuleto

Há um morto nas catacumbas do Vaticano. Francesco Barocci, curador do Tesouro, é encontrado sem vida na Sala das Relíquias. Foi assassinado: chuparam-lhe o sangue. Há bispos e cardeais em pânico. Um português, o inspector Luís Borges, e uma simbologista, a escaldante Valeria Del Bosque, encarregam-se da investigação. Um tesouro que todos conhecem e todos querem esconder, uma conspiração que ameaça o Papa, uma sociedade secreta que semeia as igrejas de cadáveres. São estes os mistérios que o inspector e a simbologista têm de decifrar. Uma batalha cruel, florentina, com mais ouro e sexo do que incenso e mirra. Um romance atrevido, chocante e erótico.

Edição/reimpressão: 2013 Páginas: 280 Editora: Guerra e Paz | Clube do Livro SIC Preço: 14,99€

delíriO

Maya Banks

Gabe, Jace e Ash: três dos homens mais ricos e mais poderosos do país. Estão habituados a conseguir tudo aquilo que querem. Tudo mesmo. Para Jace, trata-se de uma mulher que o surpreende completamente… Jace, Ash e Gabe são amigos e sócios cheios de sucesso há muitos anos. São poderosos, influentes, sensuais e irresistíveis. Jace e Ash partilham tudo, incluindo as mulheres. Quando conhecem Bethany, Jace começa a sentir algo pela primeira vez na vida: ciúmes e uma obsessão forte, esmagadora, que o ameaça, mas que também o excita descontroladamente. Jace não quer partilhar Bethany com ninguém. Está decido a ser o único homem da vida dela, mas isso está a pôr em causa a amizade de uma vida inteira com Ash...

Edição/reimpressão: 2013 Páginas: 408 Editora: Bertrand Preço: 16,60€

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A ver... ninfomaníaca - vol. 1 Lars von Trier

Ninfomaníaca é a história selvagem e poética da viagem de uma mulher (Joe) desde o seu nascimento até aos 50 anos de idade, contada pela personagem principal. Numa noite fria de Inverno, um velho e encantador solteiro (Seligman) encontra Joe num beco, espancada. Levaa para o seu apartamento e cuida das suas feridas, enquanto procura saber mais da sua vida. A partir daí, Joe ‘abre o livro’ e começa a contar a sua história em 8 capítulos atentamente escutados por Seligman e que revelam a multifacetada trama que foi toda a sua vida. Este é um dos mais aguardados filmes do ano e é também considerado por parte de alguma crítica como a principal obra da carreira de Lars von Trier.

Ano: 2013 Duração: 122 Min. Elenco: Charlotte Gainsbourg Skarsgård, entre outros. Género: Drama País: Estados Unidos

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Stellan

lovelace - a lenda

Rob Epstein e Jeffrey Friedman

Em 1972, muito antes da Internet e da explosão da indústria pornográfica, “Garganta Funda” torna-se um fenómeno. É o primeiro filme porno com argumento a ser exibido nas salas de cinema, apresentando uma improvável estrela, Linda Lovelace. Ela descobre a liberdade e a alta-sociedade quando se apaixona e casa com o carismático vigarista Chuck Traynor. Linda torna-se sensação internacional, sobretudo por encarnar a fantasia da “vizinha do lado” com impressionantes dotes para o sexo oral. Vivendo profundamente a sua nova identidade, acaba por se tornar numa porta-voz pela liberdade sexual e pelo hedonismo desinibido. Mas, seis anos mais tarde, ela apresenta ao mundo uma outra e mais sombria narrativa de vida.

Ano: 2013 Duração: 93 Min. Elenco: Amanda Seyfried, James Franco e Peter Sarsgaard, entre outros. Género: Biografia / Drama País: Estados Unidos

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O CONCEITO DE BELEZA SEGUNDO GRACIE HAGEN Somos todos bonitos e feios, como procura demonstrar a fotógrafa americana

Fotógrafa e videógrafa residente em Chicago, Gracie Hagen foi desde sempre uma apaixonada por abordar e desenvolver temas relacionados com o corpo. Atraída pela definição sempre subjectiva daquilo que são os conceitos de beleza, de perfeição, defeito ou realismo, a artista criou recentemente o projecto “Illusions of The Body” para demonstrar que a realidade pode muitas vezes ser bem diferente daquilo que o nosso olho vê. No trabalho, Hagen fotografa os modelos em duas situações distintas: a primeira com o sujeito bem apresentado e a assumir uma pose que o favorece, a segunda numa situação em que o mesmo sujeito aparece numa conjuntura visual que o desfavorece. Com estes exemplos, a autora pretende realçar que, apesar da discrepância visual entre as duas imagens, o corpo retratado é o mesmo e a noção de beleza não pode, por isso, ser vista de forma tão linear como muitas vezes o fazemos. “Todos temos momentos em que parecemos bonitos e outros em que estamos desfavorecidos”, afirmou Gracie Hagen a um jornal português de referência. Segundo ela, os padrões culturais de beleza existirão sempre e de forma cada vez mais explorada, mas alerta as pessoas para o facto de os modelos apresentados em imagens publicitárias ou em revistas nem sempre serem realistas. Exibir caras e corpos aparentemente perfeitos em campanhas de marketing ajuda a fomentar o interesse do consumidor final em comprar esses mesmos produtos, pelo que muitas vezes a aparente perfeição que vemos nos modelos fotográficos não passa de uma usurpação da realidade. “Comparamo-nos às fotografias de modelos”, explica Hagen, “embora a grande maioria de nós saiba que essa também não é a sua aparência na vida real. É iluminação, ângulo, Photoshop, gestualidade... Por isso, devemos esquecer essa ideia e celebrar as nossas diferenças”. E

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A ARTE ERÓTICA DE FAMENI Recordando um dos mais misteriosos artistas do Séc XIX

Pouco se sabe sobre Fameni, o artista que aparece como responsável pelas ilustrações do livro de Marquês de Sade sob o pseudónimo de Leporini e que terá nascido entre 1885 e 1888 em Itália. No entanto, apesar de todo o mistério em nome do artista, as obras que deixou – e que terão sido feitas no início do Séc. XIX - são consideradas das mais interessantes e reveladoras da época por retratarem de forma explícita a sexualidade vivida naquela altura, apesar do exagero na representação de cenas de sexo grupal, lesbianismo e esturpo. Interessante, e daí o recordarmos nestas páginas, é observar que o padrão de beleza do século passado estava em mulheres mais gordinhas e avantajadas, uma realidade bem diferente do padrão actual, que prefere contemplar mulheres mais magras e esguias. A graciosidade com que Fameni retratava a voluptuosidade do sexo feminino, através da exploração máxima das curvas desenhadas pelo corpo da mulher, é tão sublime que consegue mesmo sobrepor-se à fixação do artista pelo sexo oral, pelos homens de aspecto efemininado e pelas tórridas cenas de sexo em grupo, nas quais chegava mesmo a incluir meninas extremamente jovens. E

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contos da blogosfera

EU, O ZÉ E A MINHA TIA Por zé camionista (enviado por e-mail)

O meu nome é Daniel Fonseca. Tenho 36 anos e sou casado. Há dias, laureava pelo centro comercial Almada Fórum quando fui inesperadamente “abalroado” com um grande encontrão, vindo não sei de onde. Era o meu amigo Zé! Um grande e inesquecível amigo da adolescência, daqueles que nunca se esquece. Demos um grande abraço e obviamente que o convidei logo para bebermos uns copos e pormos a conversa em dia. Ao fim de mais de duas horas de conversa e risada, ele lembrou-se de puxar à memória o episódio mais peculiar das nossas vidas: aquela tarde em que eu e ele comemos a boazona da minha tia Samanta. Estávamos em 1985 e o mês de Agosto escaldava, levando-nos ao entorpecimento e à vadiagem. Eu e o Zé andávamos a deambular, sem saber o que fazer. As férias do liceu eram longas e, na zona onde morávamos, não havia grandes distracções nem locais interessantes onde se pudesse passar o tempo. Eu gostava do Zé porque ele era como eu, pensava como eu e até gostava de “Heavy metal”… tal como eu. Ele também não se identificava com os restantes “betos” lá da zona, que só vestiam roupas caras, gostavam de musica ‘pop’ e iam à discoteca aos domingos à tarde – Bah! Talvez por isso, nem eu nem o Zé tínhamos muita sorte com as miúdas, que descaíam mais para o lado dos betinhos! Tínhamos ambos dezassete anos, mas muita fome de viver. Aquela tarde de Sexta-Feira aparentava ser mais uma em que não sabíamos muito bem o que fazer nem para onde ir. Após o debate de algumas ideias, decidimo-nos por uma ida à praia. Então, de mochila às costas, pusemo-nos à boleia à beira da estrada dos Foros de Amora. Tínhamos passado antes na mercearia do Senhor Joaquim e, enquanto o Zé o distraía com conversas do Benfica, eu fui gamando fruta, cerveja e um naco de torresmos. Passámos ainda por um estendal de roupa e trouxemos “emprestadas” duas toalhas que lá estavam a secar. Ao fim de meia hora, tínhamos apanhado boleia de um gajo com pinta de alienado, que conduzia um Renault 5 vermelho. Pôs logo a musica em alto som e fomos todos a curtir Iron Maiden até à praia. Quando lá chegámos ainda nos deu uma barrinha de haxixe e tudo. – “Isto é para vocês curtirem!”, disse ele com um ar extasiado. Depois arrancou a grande velocidade, com o carro a rosnar. Eu e o Zé caminhámos até à areia, estendemos a toalha e deleitamo-nos ao sol o resto da tarde. Ainda demos uns bons mergulhos pelo meio, naquela que fora já por si uma bela tarde de praia. O melhor, no entanto, ainda estava para vir. De regresso à estrada, estendemos o dedo a pedir boleia, só que desta vez parecia que não ia ser tão simples e começámos a temer que o nosso regresso a casa fosse algo penoso. Os carros passavam, mas nenhum parava para nos dar boleia. Já se sabe como é, o pessoal sai da praia e só anseia ir para casa, tomar banho e jantar. Estão-se bem cagando para dois gajos que estão para ali a fazer figura de parvos. - “Vão a pé!”, rosnou um idiota da janela de um cabriolet amarelo. - “Vai –te encher de moscas!”, ripostou o Zé já desorientado. Mas eis que, no meio desta indolência, surge no horizonte um Jeep branquinho, de matrícula francesa, que para mesmo à nossa frente. Nem queríamos acreditar… uma boleia e logo brindada por uma gaja! Quando me debrucei na janela, verifiquei com espanto que era a minha tia Samanta quem estava ao volante. Ela vivia em França, mas provavelmente estaria cá a passar umas férias. Sabia que ela se tinha divorciado há pouco tempo. Era linda e toda boazona da cabeça aos pés, mais alta do que eu. Mas o que mais gostava nela era o seu cabelo loiro, que lhe descaia abaixo dos ombros. Uma Diva! - “Olá Daniel! Então, por aqui? Entra!”, proferiu com a sua voz melosa. Entrámos os dois. Eu sentei-me ao lado dela e o Zé prostrou-se lá para trás. A minha tia engatou a primeira e “arrancou”, com o jeep a toda a velocidade, estrada fora. Pelo caminho perguntou-me pelos meus pais e pela minha mãe (sua irmã). Depois pediu desculpa pelo facto de ainda não nos ter visitado, mas que ainda não tinha tido tempo e blá, blá, blá... Lá atrás, o Zé já denotava um frenesim completo. Não parava de me beliscar e de se agitar no banco. De facto, a minha tia era daquelas mulheres que punha a cabeça de qualquer homem à roda. Eu, de vez em quando, olhava de soslaio para aquelas pernas que pareciam não ter fim, pois ela apenas trazia uns calções de ganga muito justinhos que lhe evidenciavam as curvas todas. Resguardava aquelas mamas, que se assemelhavam a dois melões, num top branco bastante encovado. Até aqui tudo bem. Depois é que as coisas se complicaram. 29


“quando me debrucei sobre a janela, verifiquei com espanto que era a minha tia samanta. ela era linda e toda boazona da cabeça aos pés. uma diva!” No meio de várias gargalhadas (das anedotas do Zé) e de muita brincadeira, a minha tia surpreende-me com uma pergunta inesperada. - “Então e vocês… não ‘enrolam’ nada?”, indagou com um ar meio descarrilado. - “Oh, Tia?!”, retorqui eu com um ar admirado. Mas mesmo antes de lhe responder, o Zé antecipou-se e disparou: - “Oh, tia Samanta, já podia ter dito! Maluco…”, bradou depois, dirigindo-se a mim com aquele ar esgazeado que lhe era característico. “Passa para cá a pedra!” Poucos quilómetros depois já estávamos todos pedrados e eu sentia-me louco de alegria, pois finalmente tinha encontrado alguém na família de quem podia gostar a sério: a minha linda tia Samanta. Mas a brincadeira não iria ficar por ali. Inesperadamente, percebi que ela mudara de rota e se dirigia para um destino completamente diferente. A solteirona lembrou-se de nos convidar para conhecermos a casa dela. - “Venham. Tomam lá banho e jantam comigo!”, incitou com um tom lúbrico. - “Claro, tia. Claro que vamos!”, respondi logo (por mim e pelo Zé). A casa dela ficava a uns vinte quilómetros da minha, mas numa zona mais “soft”. Era um módico apartamento no último andar do prédio. Tinha uma decoração fresca e de muito bom gosto. - “Ponham-se à vontade. Façam com se estivessem em vossa casa, lindos!”, rejubilou, ao mesmo tempo que se enclausurou no quarto. O Zé desatou imediatamente num alvoroço nervoso. Pôs-se logo a questionar o porquê de eu nunca lhe ter falado desta minha tia e, por fim, confidenciou-me que estava doido por ela e que a queria comer. - “Comê-la, Zé?!”, interpus-me admirado. - “Sim. Qual é o problema?” - “Em primeiro lugar, é irmã da minha mãe! Em segundo lugar, não alimentas um Boeing destes a gasóleo! E em terceiro lugar, não vês que um mulherão destes não “voa” com putos como tu, pá?!”, asseverei eu, dizendo-lhe o que sentia. 30


Quando ela saiu do quarto, fui obrigado a engolir as minhas palavras. - “Olá queridos!”. A voz da minha tia ecoara do fundo do corredor e, quando olhei para a porta da sala, lá estava ela. Meu Deus, nem queria acreditar… ela desfilava pela sala com uma luxuriante lingerie vermelha (igual ao das gajas dos filmes pornográficos). Sobre o seu tronco esbelto, revestia uma delicada túnica de seda branca onde se distinguia um apertado soutien que lhe arrumava os enormes seios. Calçava umas botas brancas cujo cano findava um pouco acima dos joelhos. Estava divinalmente sexy e convidava-nos para a seguir, saracoteando-se pelo corredor fora. Eu e o Zé seguimo-la sem pensar duas vezes. Ainda supus estar a sofrer de alucinações, devido ao efeito do “charro”, mas não: a minha tia Samanta estava mesmo em trajos menores e queria papar-nos aos dois! Assim que entrámos no quarto, ela nem hesitou e ajoelhou-se logo aos nossos pés. Começou por nos acariciar a zona da breguilha e, de seguida, mandou-nos baixar os calções de praia. Estava tudo preparado para uma sessão de sexo intenso. - “Hum… quero as vossas gaitas!”, gemeu ela, com a sua prenuncia “afrancesada” que me avassalou de tesão. Primeiro masturbou o Zé e só depois se dedicou a mim, começando por me olhar com um ar desregrado. Tinha os lábios pintados de vermelho vivo e colorira os olhos com uma sombra azul matizada que lhe abonava um aspecto imoral, mas muito fodilhona. Como eu gostava. Começou por abocanharme a verga bem devagarinho. Ao mesmo tempo, continuava a masturbar vagarosamente o Zé, que só revirava os olhos cheio de loucura e desejo. Depois revezou-nos. Engoliu a sarda do Zé e manteve a minha bem tesa, com uma massagem deliciosa. Quase tive um orgasmo, mas ela descontinuou, pois, experiente como era, apercebera-se da minha precocidade. Era uma vaca experiente, a minha tia Samanta. Desde pequeno, sempre ouvira os meus pais contarem histórias dela. Uma vez, ainda miúdo, escutei uma conversa entre os dois em que a minha mãe afirmava que em determinada ocasião ela fora comida por dois gajos numa cabine telefónica! Nunca cheguei a saber se tinha ou não sido verdade, mas também já não interessava, pois agora era a minha vez. A minha tia continuava numa posição humilhante, defronte das nossas pelotas, a mamar duplamente e agitando a sua cabecinha amarela como se fosse uma gansa doida. Naquele momento fiquei com a certeza de que, um homem só, não a satisfazia. Tinham de ser, no mínimo, dois. Era uma tarada sexual!

“naquele momento fiquei com a certeza de que um homem só não a satisfazia, tinham de ser no mínimo dois”. 31


- “Ah, meus lindos… hummm. Ainda bem que vos encontrei à boleia! Se não fosse eu, quem é que vos dava este carinho todo?” Falava e depois voltava a engolir. Chupava tão ferverosamente que até se espumava pela boca. Eu olhava para ela e via-a a brincar com a sua saliva viscosa, fazendo grandes arcos de cuspo em redor das nossas glandes. Ui… que tesão, que tesão! Após alguns minutos de grande delírio, levantou-se e cabriolou em direcção à cama, levando-nos com ela. Parecíamos dois putos de mão dada com a titia. Reclinou-me de papo para o ar, de seguida gatinhou sobre mim e sentou a sua ratinha mesmo em cima da minha cara. Depois, aprisionou-se à cabeceira da cama e começou a roçar-se no meu nariz. - “Lambe-me, puto!”, ordenou. Se ela me mandasse ladrar ou lamber-lhe os pés, eu obedecia. Estava louco por ela. Sincronicamente, o Zé apalpava-lhe as mamas e beijava-a no pescoço. - “Ah, tia Samanta… se o Daniel já me tivesse falado de si, eu não me tinha casado!”, murmurou ele num tom convicto. A minha tia soluçava. Naquele momento, desejei ser um ‘liliputiano’ para poder entrar pela minha tia a dentro e perder-me por completo naquele cosmos de luxuria e voluptuosidade. Nunca pensei que uma mulher pudesse ser tão polposa. Lambi-a e beijei-a toda. Subi desde as nádegas até à boca dela, onde a minha saliva, mesclada com a dela, formaram uma amálgama branca e lubrificante. Era o cocktail perfeito. - “Ah, tia!”, grunhia eu, enquanto o Zé se deleitava com uma nova mamada que a minha tia lhe propiciava. - “Ah, meus queridos…” , murmurava ela num tom de gemido. Inesperadamente, ela voltou a levantar-se e recuou até à zona da minha barriga. Sentou-se em cima de mim, agarrando-me no pau, e direccionou-o para o seu ânus. – “Ui, tia Samanta!”, soltei num uivo. Uma onda de prazer invadiu-me, desde a espinha até aos cabelos. Forniquei-a e enrabei-a, até lhe disse que a amava. Ela apenas respondia com longos e escabrosos gemidos de prazer. Nessa altura, reparei que ela conduzia o Zé para a possuir também... queria uma sanduiche, a cabra. Era ela quem compassava o ritmo. Aliás, se tivéssemos instrumentos musicais, era ela o maestro. Movimentava-se mansamente, parecia uma “madame” a fazer amor. Tudo isto para eu não me vir, já que ela queria foder durante a noite inteira. Era uma predadora sexual. Depois voltou ao assalto, talvez a investida final. Iniciou uma galopada tão forte e tão intensa que me vim logo ao fim de trinta segundos, mas não interrompeu a acção, pois faltava o Zé. Ele tinha engolido dois litros de cerveja durante a tarde, estava mais intrincado. Por isso, ela não parou. Mesmo comigo por baixo, acelerou o movimento de ancas para puxar pelo Zé e foi aí que ele começou a variar. Excitado com tanta depravação, desatou às lambadas à peida da minha tia naquele que foi o último acto que conseguiu fazer antes de ter o orgasmo da vida dele, segundo me confessara mais tarde. Recordo-me de termos ficado esparramados na cama, a contempla-la enquanto ela se despia e se preparava para um banho quente. Ainda hoje me lembro das últimas palavras dela antes de me deixar à porta de casa: – “Não digas à tua mãe, está bem meu amor?” Foi desta forma que eu e o Zé lográmos de uma afortunada sessão de sexo com uma mulher deslumbrante. Quanto à minha tia… bem, ela sempre fora uma vampira ávida de sexo e o mais provável é que nunca mais tenha pensado nisso, embora eu acredite que ela tenha saboreado o momento passado connosco. Já a mim… esta recordação vai seguir-me para sempre! E

“excitado com tanta depravação, o zé desatou às lambadas à peida da minha tia, naquele que foi o último acto que conseguiu fazer antes de ter o orgasmo da vida dele, segundo me confessara mais tarde.” 32


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“TODA A MULHER TEM DE SER DESPUDORADA ENTRE AS QUATRO PAREDES. COMO DIZ A EXPRESSÃO: SER UMA DAMA NA RUA E UMA PUTA NA CAMA.” flávia alessandra

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“Dizes-me novamente para te foder com força, numa voz trémula entre gemidos e respiração pesada. Entro e saio de ti com uma força brutal, que te faz sentir totalmente preenchida. Noto na resposta do teu corpo que gostas assim, de te sentires plena. Gemes intensamente, gritas freneticamente. Pedes-me que não pare, que continue. Sinto as tuas contrações cada vez mais fortes. Sinto o meu caralho cada vez mais apertado por ti.”

Excerto de um post de Vicious Project, autor do blog ‘Desejos invertebrados’ www.desejosinvertebrados.blogspot.pt

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galeria

CHINA HAMILTON | Dark Gallery (Reino Unido) | www.chinahamilton.com 36


IVANA FORD | adriana sage (Estados Unidos) | www.ivanaford.com 37


mckay jaffe | sem nome (estados unidos) | www.imustbedead.com 38


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photo by lolita | red (estados unidos) | www.mermaidpicturesandprinting.com 40


MICK PAYTON | exclusive (Inglaterra) | www.mickpaytonerotic.com 41


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dean agar photography | sean & jane 2 (austrรกlia) | www.deanagar.com.au 43


johny love photography & video | the window (Estados Unidos) | www.johnylove.com 44


Jesus coll | fetish latex - i (espanha) | www.jesuscoll.com 45


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exposed erotica | even more detailed (esc贸cia) | www.exposederotica.com 47


AS MELHORES E AS PIORES CIDADES PARA SER GAY ELEGEMOS as 20 CIDADES ONDE OS HOMOSSEXUAIS SE PODEM SENTIR MELHOR… OU PIOR Embalados pela notícia da nova lei que criminaliza a comunidade LGBT na Nigéria, e até mesmo pela aprovação do referendo sobre a adopção e coadopção de crianças por casais do mesmo sexo em Portugal, decidimos eleger 10 cidades do Mundo onde ser gay permite ter na mesma toda a qualidade de vida e outras 10 onde a homossexualidade pode trazer situações bem desagradáveis e que, concorde-se ou não, parecem já um pouco antiquadas para quem dobrou o ano 2000 já faz algum tempo. Muitas outras cidades poderiam estar nesta lista, é certo e sabido, mas neste top estão aquelas que são realmente merecedoras de destaque e que não passam despercebidas em nenhuma conversa sobre o assunto.

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as 10 melhores

10 - Sydney, Austrália As coisas mudaram muito desde a primeira marcha de Mardi Gras em Sydney, corria o ano de 1978. A homossexualidade era ilegal na província de New South Wales, aliás assim o foi até 1984, e muitos dos 53 manifestantes que foram detidos perderam os seus empregos quando as fotos apareceram nos jornais. Tais factos são inimagináveis, agora que gays e lésbicas são integrados normalmente em cada esfera da vida de Sydney e que o Mardi Gras é um dos maiores festivais do país, mas aconteceram mesmo. A rua Oxford começou a desenvolver-se como um distrito homossexual nos anos 60 e é hoje a região mais visivelmente gay da cidade. Apesar disso, os casamentos entre pessoas do mesmo sexo ainda não são permitidos por lei.

9 - Nova Iorque, EUA A cidade de Quentin Crisp e Judy Garland é, definitivamente, uma das grandes capitais gay do Mundo. É um local onde homens e mulheres LGBT de todas as idades e etnias são tão integrados no trabalho e na cultura política, que a sexualidade deles é, frequentemente, a característica menos significante. Entre os distritos gay mais assumidos estão por exemplo o de Greenwich Village, onde os protestos de Stonewall de 1968 começaram, o Upmarket Chelsea ou a East Village. Além do East River, Brooklyn é o novo lar de muitos gays artísticos e famílias de núcleo lésbico. A tolerância é a norma, mas é aconselhável tomar cuidado em regiões como o Harlem e o Central Park durante a noite. O casamento entre pessoas do mesmo sexo foi legalizado em Julho de 2011.

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8 - Mykonos, Grécia Esta pequena ilha grega tornou-se famosa, nos anos 60, pela tolerância e pela vida noturna intensa que oferecia aos LGBT. Apesar da competição com outras ilhas de festa, como Ibiza, Mykonos foi atraindo cada vez mais turistas gays, que aproveitam a aceitação plena de que usufruem nos bares e nas praias da região para passarem férias em total comodidade ee conforto. A homossexualidade foi legalizada na Grécia em 1951 e a prostituição masculina em 2006. O facto de que as raízes da história dos homossexuais sejam normalmente traçadas a partir da Grécia antiga é igualmente um dos motivos que trazem os gays até Mykonos.

7 - Paris, França Apesar de já termos visto algumas manifestações de repúdio e de preconceito na capital francesa, a cidade de Proust e Edith Piaf não deixa de oferecer um ambiente propício para uma vida queer florescente. O quarteirão comercial LGBT no distrito de Marais dá as boas vindas aos visitantes, mas o grande atractivo é mesmo a vida noturna underground e picante que proporciona aos casais do mesmo sexo na zona do Pigalle e até no Bois de Boulogne. As mulheres são especialmente bem servidas em Paris, com bares lésbicos tão chiques como o Alcantara Café ou iniciativas especiais como os famosos certames cinematográficos só para mulheres a chamarem a atenção. Conhecidos são também alguns locais de peregrinação gay, como os túmulos de Oscar Wilde e Gertrude Stein.

6 - Barcelona, Espanha A reputação da capital da Catalunha quanto à sua atitude tolerante para com o lifestyle gay vai desde os anos da ditadura de Franco, quando a homossexualidade era ilegal em Espanha mas encontrava em Barcelona alguns recantos de aceitação. Hoje em dia, todo o espectro da cultura gay – dos jovens inteligentes às glamorosas travestis vistas em “Tudo Sobre Minha Mãe”, de Almodóvar – é visível nas ruas, particularmente nos boulevards amplos do Eixample e nas vielas ambientadas de El Raval. A Espanha moderna parece estar agora a recompensar os seus habitantes pelos anos de repressão que viveram e tem agora tem uma das mais abertas legislações no mundo para casais do mesmo sexo, incluindo direitos iguais no casamento e na adopção e coadopção de crianças.

5 - Amsterdão, Holanda Em 2001, a Holanda tornou-se no primeiro país do Mundo a legalizar o casamento igualitário e virou imediatamente o centro das atenções da comunidade gay, que ali poderia levar uma vida queer totalmente livre. Amsterdão, a capital, passou a ser destino de milhares de gays tanto para viver como para passar férias. A cidade tem seu próprio Pink Point, um centro de informações para gays e lésbicas situado perto da casa de Anne Frank e até um monumento dedicado à promoção dos direitos LGBT que foi inaugurado em 1987. O primeiro hotel gay de Amsterdão, o Golden Bear, está aberto em Kerkstraat desde 1948 e a cultura LGBT da cidade é mais visível nessa rua e em torno de Rembrandtplein.

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4 - Londres, Reino Unido A vida gay foi tolerada durante séculos na capital britânica, até que o resultado do julgamento de Oscar Wilde oprimiu os homossexuais e os fez esconderem-se durante quase 100 anos. Nas décadas seguintes à legalização da homossexualidade, em 1967, várias leis sobre direitos iguais e campanhas de pessoas importantes tornaram Londres numa das cidades mais proeminentes do Mundo quando o assunto é a tolerância. A cena LGBT é muito visível no Soho, mas a vida gay está plenamente integrada em todos os distritos e tem pontos importantes em Brixton, Hampstead, Hackney e Vauxhall. Agora que os casais do mesmo sexo podem celebrar uniões civis e adoptar, as famílias gays tornaram-se numa realidade em muitos dos distritos londrinos.

3 - Copenhaga, Dinamarca Em 1989, a Dinamarca tornou-se no primeiro país do Mundo a reconhecer as uniões de facto registadas entre casais do mesmo sexo e essa foi só a última decisão progressista num país com um longo histórico de tolerância. A vida LGBT é completamente integrada na pequena e sofisticada cidade de Copenhaga, que tem o seu próprio centro gay, além de uma grande variedade de bares, boates (incluindo o Jailhouse, onde os funcionários se vestem com uniformes policiais) e praias próximas ao porto. Há também uma Parada Gay anual em Março e um festival de filmes gay que é bastante concorrido. Em 2009, Copenhaga foi a cidade-sede do World Outgames, uma competição atlética para homens e mulheres homossexuais que faz furor um pouco por todo o Mundo.

2 - Berlim, Alemanha Pode ter levado 75 anos, mas a capital alemã acabou por se render ao que Cristopher Isherwood descreveu tão apaixonadamente no seu memorial de 1939, “Adeus a Berlim”. O doloroso período de domínio nazi deixou marcas na capital alemã e a nova Berlim acabou por se tornar uma cidade ainda mais atraente para pessoas com estilos de vida alternativos, como os homossexuais mais excêntricos. As construções magnificamente restauradas do século XIX, as grandes boulevards e o famoso parque natural do centro da cidade integram o cenário perfeito para a cultura LGBT. Além disso, o presidente da Câmara é gay, o club Kit Kat (do qual falámos na edição nº 2) existe e está para durar, e o primeiro asilo exclusivo para homossexuais idosos – o Asta Nielsen Haus – abriu as portas há alguns anos.

1 - São Francisco, EUA São Francisco, a cidade de Harvey Milk e que ostenta bandeiras gay na sua principal avenida, é a mais importante capital gay dos EUA. Além de ser, é claro, o centro financeiro e cultural mais importante do estado da Califórnia. A cidade viu seu lado LGBT florescer em conjunto com os hippies e a cultura jovem dos anos 60/70, época em que Harvey Milk entra na política – e sai morto, infelizmente – e o bairro de Castro se afirma como a vila gay da cidade, fazendo de São Francisco o principal centro homossexual dos Estados Unidos. Com a derrota da Proposition 8, que impedia casamentos entre pessoas do mesmo sexo, a cidade atinge o primeiro lugar desta lista e ganha, facilmente, o título de melhor cidade no mundo para ser LGBT.

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e as 10 piores

10 - Georgetown, Guiana A uma fronteira de distância com o Brasil, ser homossexual resulta em prisão perpétua. A legislação guianense só fala em homossexuais do sexo masculino, mas julgamentos similares são feitos também com as mulheres e as penas são idênticas. Por conta disso, muitos homossexuais acabam por fugir para o nosso país irmão, onde até o casamento entre pessoas do mesmo sexo já é permitido.

9 - São Petersburgo, Rússia São Petersburgo é uma cidade muito falada nos dias de hoje, sobretudo pelos petrodólares que giram em torno da sua mais representativa equipa de futebol (o Zenit), mas entra na lista como um dos piores lugares do Mundo para se ser gay. A Rússia, no seu todo, não vive uma situação propícia para dar paz e sossego à comunidade gay, mas foi em São Petersburgo que ocorreram as maiores manifestações contrárias e agressivas para com a comunidade LGBT, além de que foi lá também que teve origem a polémica lei anti-propaganda gay.

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8 - Kabul, Afeganistão Apesar de ser um país controlado pelos Estados Unidos nos últimos anos, a legislação do Afeganistão continua a ter uma só punição para os homossexuais: a morte. Em locais que os americanos ocupam, por via das pequenas reformas políticas que foram acontecendo e sobretudo pelo controle das reacções populacionais, os homossexuais perseguidos pelas suas famílias e vilas podem encontrar refúgio nas tropas americanas. Mas em regiões ocupadas pelos talibãs e onde a lei afegã ainda vale isso não acontece, e os suspeitos de serem gays são julgados, comprovados e mortos. Sem hipótese de fuga.

7 - Sanaa, Yemen No Yemen, a tolerância para com os homossexuais também não existe. Quem é apanhado não tem hipótese de fuga e quase se pode considerar, desde logo, como uma pessoa condenada à morte.

6 - Riyadh, Arábia Saudita Outro exemplo árabe. Em Ryadh, a rejeição à homossexualidade é igualmente grande o suficiente para que ser LGBT seja automaticamente uma característica atrelada à execução. Também pode acabar em prisão perpétua, mas vai depender da sorte do condenado.

5 - Hergeisa, Somaliland Num país que não é reconhecido por todos (pela Somália, por exemplo, bem como por outros países africanos), ser homossexual não tem desculpa. Cidadãos considerados homossexuais são julgados e, dependendo do local onde residem e do bom humor do juiz, são expulsos do país ou então levam prisão perpétua. Em alguns distritos, chegam mesmo a poder ser condenados à morte. Perseguições populares, é claro, não são nada incomuns.

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4 - Dodoma, Tanzania A religião muçulmana parece andar lado a lado com as piores leis no que diz respeito à comunidade gay. Na Tanzânia, ser homossexual pode até não resultar em morte, mas também não dá em coisa boa: homossexuais comprovados podem sofrer punições físicas e prisão perpétua. Suspeitos de serem homossexuais, como no Uganda, são severamente perseguidos e chegam a ser execrados da sociedade.

3 - Abuja, Nigéria Um país que fala inglês e que tem como lema “Unidade e Fé, Paz e Progresso” entra na lista por motivos parecidos com os do Sudão, que veremos a seguir. Na Nigéria, ser LGBT é motivo para agressões físicas, perseguição por parte da população, divulgação de informações pessoais, tortura e, finalmente, prisão perpétua ou até pena de morte. Quando o assunto é paz e progresso… esse país fica só no lema, mesmo.

2 - Khartoum, Sudão No Sudão, ser homossexual é um crime sério. No país, minado de preconceito por motivos religiosos e culturais, os homens recebem a pena de morte se forem considerados culpados de actos homossexuais pelo menos três vezes. As mulheres precisam de quatro incriminações para serem mortas pelos mesmos motivos.

1 - Kampala, Uganda No Uganda, os homossexuais são criminosos e mais de 90% da população é da opinião que eles deveriam ser mortos. Os suspeitos de serem LGBT são denunciados em jornais da capital do país, para que suas casas sejam atacadas a pedras e fogo e para que o “elemento” seja expulso do bairro. Aqueles que são descobertos vêem-se forçados a morar em viadutos e em zonas de esgotos da cidade, num verdadeiro mundo underground de peste, miséria e tristeza. É conhecida, por exemplo, a história de um jornalista britânico gay que estava a gravar um documentário na cidade e que foi obrigado a fugir assim que os oficiais da justiça souberam da sua presença e o tentaram capturar no hotel. Apesar disso, Kampala viu nascer recentemente a sua própria Parada Gay. E

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contos da blogosfera

renascer Por Ulisses L, autor do blog ‘A Luxúria de Ulisses’ www.aluxuriadeulisses.blogspot.pt

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Ali estava eu. Sentado na laje da janela, apenas vestido com uns boxers, enquanto deixava que o fresco que vinha da rua quebrasse o calor que o meu corpo sentia e o que havia no quarto naquela noite quente de verão. Este era banhado pela luz branca proveniente da iluminação de rua, sendo que tudo eram apenas sombras com um ar surreal, quase fantasmagórico, que ganhavam alguma definição e uma tonalidade avermelhada de cada vez que eu puxava uma passa do meu cigarro. A realidade era, ali, sem qualquer dúvida, muito mais estranha do que a ficção. Embora quisesse muito estar ali e o frio da pedra soubesse muito bem contra a minha pele, a verdade é que sentia em mim um turbilhão tal que me era difícil definir-me naquele momento. Tudo começara apenas dois dias atrás com uma simples frase: - “Isto anda tão mal que um dia destes…”, dita com desplante, em tom jovial e por mera brincadeira. Tivera uma continuação por uns breves segundos ontem, com uma simples pergunta e resposta: - “Lembras-te do que ela disse?” - “Sim”. E pronto, e ficou por ali. Não havia sequer um indício. Há quatro horas atrás, jantávamos os dois num restaurante bem perto da Sé de Braga. Comemos um belo bacalhau à Bracarense, regado com um vinho verde que mais parecia espumante, retirado directamente da pipa. Já tínhamos acabado a refeição e fazíamos agora questão de acabar o vinho delicioso. Olhava pelo canto dos olhos e via o quanto eu era, naquele momento, invejado e até, por mais motivo nenhum que não fosse estar com ela, desejado. Não deixa de ser curioso o facto de um tipo absolutamente banal, como eu, chamar a atenção de todas as mulheres que estão em volta se estiver na companhia de uma beleza como ela. E dos homens, se bem que numa perspectiva diferente. Eles pensam: “O que é que aquele estafermo tem que eu não tenha? Bem, deve estar carregado de papel…” E elas pensam: “Bem, das duas uma, ou o gajo está carregado de papel ou então deve ser uma grande queca…”. Esclareço desde já que, em relação ao ‘papel’, a coisa está escassa. E em relação ao resto não me tenho assim em tão grande conta. Mas voltando à questão: ali estávamos nós, e eu, como sempre, sentia-me pequeno perante a presença dela. Eis então que o telemóvel dela deu um toque de mensagem. Ela apressou-se a ver quem era. Eu fingi desinteresse.

não deixa de ser curioso o facto de um tipo absolutamente banal, como eu, chamar a atenção de todas as mulheres que estão em volta se estiver na companhia de uma beleza como ela. 57


-“Era a Guida, a perguntar se nos estamos a divertir.” - “Aparentemente até parece que sim…” - “Aparentemente… Olha, não era giro se eu lhe ligasse?” - “Porquê?” – Perguntei eu, enquanto via de repente uma noite num bar qualquer com música provavelmente demasiado alta para se conversar e copos a mais, enquanto as hipóteses de mais uma boa noite de sexo ficavam mais remotas. - “Não sejas assim…” - dizia ela, enquanto ligava e me dava a certeza de que a minha opinião não seria ali tida nem achada. Resignei-me a contragosto e limitei-me a ser um espectador atento de meia conversa. - “Olá linda. Vi agora a tua mensagem.” -… - “Sim estamos bem, estamos aqui em Braga. Olha, não queres vir ter connosco?” -… - “Ora, não é assim tão longe…Ah! Pois, tens de ir trabalhar.” Sorri. Talvez a noite ainda tivesse remédio. - “…mas olha, sais a que horas?” -… - “Então! Amanhã é sábado, nem vais trabalhar de manhã e nós não temos horários. Podes cá vir. Isto também são trinta minutos dai para aqui…” Ela falava à Guida com uma voz doce, e eu sabia o quanto aquela voz doce era capaz de ser convincente. - “Vá lá. Vem lá. Sempre podemos divertir-nos um bocado…” -… - “Então sempre vens?” E pronto. Tinha a noite estragada. Ela lá deu as indicações de onde estávamos à Guida e acabou o telefonema. Depois olhou para mim. - “Não faças essa cara.” - “Não tenho outra…” - “Tens, tens. Aquela em que sorris.” Francamente, neste momento não me apetecia. Gostava de estar com ela, na sua companhia, gostava de a desfrutar. Não me apetecia ir para um bar ou uma discoteca qualquer ouvir barulho a mais e ver um bando de gajos a darem em cima dela e provavelmente da Guida também. Não é que eu sentisse ciúmes. Se os sentisse tinha que andar permanentemente com um taco de basebol na mão, mas que chegava a um ponto que chateava, lá isso era verdade. Aliás, neste momento, aquilo que me apetecia mesmo era tomar um bom duche para tentar arrefecer um pouco e tirar o suor salgado que começava a solidificar em cima da minha pele, ir dormir e elas que fossem para onde quisessem. Pelo menos sempre teria paz. Pagamos a despesa. - “Vamos andando?”, perguntou-me ela. - “Mas afinal a que horas é que ela vem?” - “Só cá deve estar perto da meia-noite. Tem aquele bar onde trabalha à noite para fechar.” Perfeito, pensei eu de mim para comigo. Como se já não bastasse, ainda teria pelo menos mais duas horas de seca até ela chegar. - “E vamos para onde, então?” - “Vamos para a pensão que ela vai lá ter connosco.” Não falamos muito mais no caminho, até porque o caminho não era, de todo, longo e também porque eu estava de alguma forma chateado. Chegados à pensão, fui tomar o tal duche que tanto me apetecia e, uma vez que ainda faltava tanto tempo para ela chegar, deixei-me ficar todo nu a relaxar um pouco em cima da cama. 58


Depois de eu ter ido ela aproveitou e foi também. Acabei por me levantar, para me chegar ao fresco que vinha da janela junto com o anoitecer, enquanto fumava e aproveitava para ir queimando neurónios com os programas imbecis que passavam na televisão. Para mim, a noite estava feita. Ela saiu da casa de banho nua e fresca, ainda com o cabelo molhado. Apeteceu-me tê-la logo ali. Dei mais uma passa num cigarro e pensei “bahhhh!”. Olhei para a rua só para não ter que pensar no quanto ela me apetecia. Ela notou que me apetecia. Pousou o secador de cabelo que estava prestes a pôr a funcionar e veio ter comigo, fazendo com que fosse impossível ignorála. Agarrou o meu membro sem aviso e começou a massajá-lo, fazendo-o crescer ainda mais e só então me beijou. - “O pequenino queria mimo, é?” Nem lhe respondi. Aposto que os meus olhos a queimavam naquele momento. - “O pequenino vai ter que esperar até mais logo…”, disse, enquanto me largava e se afastava. Era tão mau quando ela me fazia isto… Foi secar o cabelo. Não precisaria de o fazer com o calor que estava, mas ela gostava de ter o cabelo escorrido e ele encaracolava-se se não fosse o secador. Eu achava que lhe ficava bem o cabelo encaracolado, mas eu era suspeito. Achava que tudo lhe ficava bem. Já eu abandonei a janela e estiquei-me na cama como estava tentando parecer o mais possível alheio ao corpo dela, tarefa que se me afigurava quase impossível. Depois ela vestiu-se e deitou-se ao meu lado sem se encostar a mim. Ainda teríamos que esperar mais de uma hora pela Guida. De vez em quando a sua mão fazia excursões pelo meu corpo e, invariavelmente, encontrava o meu membro, que massajava de forma deliciosa até à erecção. E depois, quando me sentia já bem grande, abandonava-me e ria-se... Eu já estava algo chateado com a situação e, com ela a fazer-me isto, é seguro dizer que começava a ficar possesso. Ela sabia-o e isso fazia com que se risse ainda mais. Era quase meia-noite quando o telefone dela tocou. Ela viu quem era. - “Veste-te, que ela já chegou.”, e atendeu. Eu vesti-me em menos de nada, o que não era complicado. Uns boxers, umas calças, atirei um t-shirt para cima do corpo e calcei-me. Enquanto isso, elas falavam. - “Mas sobe…”, insistia ela. -… - “Ah pois é, a porta está fechada a esta hora. Até nos deram a chave e tudo, para se viéssemos mais tarde. Mas espera que eu vou-te abrir a porta.” 59


E com isto saiu do quarto, deixando a porta entreaberta enquanto eu acabava de me arrumar. Voltou pouco depois em amena cavaqueira com a Guida. - “Mas esta pensão tem uns quartos bem porreiros…”, disse, enquanto me cumprimentava. - “Por acaso são bem fixe, já viste?” - “Mesmo … Mas então o que é que vamos fazer?” - “Sei lá! Vamos dar uma volta por aí e beber um copo.” - “Tá bem…” E eu lá me preparava a contragosto para sair. - “Queres um vinho?”, perguntou ela à Guida. “Temos aqui um tinto delicioso… É que praticamente ainda não saímos do quarto. Até temos comido aqui.” - “Pode ser.” Ela foi ao mini bar buscar copos e serviu um para cada. Fizemos um brinde e beberricamos um pouco. Fomos fazendo conversa de circunstância, o “então para aqui”, “trânsito para lá?”, “demoraste muito?”, aquelas coisas banais e comuns. Ela propôs outro brinde e, quando juntamos os copos, sem eu me aperceber muito bem como, entornou vinho no vestido da Guida. - “Oh, Guida, desculpa...” - “Deixa estar, não faz mal.” - “Mas faz… é vinho, vai deixar mancha. Temos que tentar limpar isso já.” - “Não, deixa estar.” - “E vais para a rua assim? Espera, anda cá.” E, com isto, arrastou a Guida para a casa de banho. Fiquei ali um bocado, sozinho, com a companhia apenas da televisão enquanto as ouvia na casa de banho. - “Assim não dá jeito nenhum, espera. Tira isso e deixa cá ver.” - “Então vou tirar, assim, o vestido?” - “E então? Tens aí alguma coisa que não tenha visto?”

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Riam-se as duas e discutiam acerca da melhor forma de limpar a nódoa. Ao fim de algum tempo, deixei de lhes prestar atenção. Ela veio até ao pé de mim, sentado na cama, para vir buscar o secador e voltou para a casa de banho. E eu ali continuei. O som do secador acabou por abafar as vozes delas. Deixei-me estar completamente alheio. Ao fim de um bocado, o secador calou-se. E, quando dei conta disso, ele já se devia ter calado há um bocado e continuava sem as ouvir a falar. A curiosidade despertou… e depois venceu. Levantei-me e fui até à entrada da casa de banho. A porta estava aberta. Olhei e, apenas num relance, vi a Guida apenas em roupa interior, de pé abraçada a ela, e ambas se beijavam com uma sofreguidão que me deixou atordoado. Afastei-me da porta, sentindo que tinha invadido um espaço. Voltei para a cama e voltei a sentar-me, sem saber muito bem como reagir. E, na incerteza, deixei-me ficar quieto. Tentei limpar a imagem da minha mente, pensando que seria algo com que teria de lidar mais tarde, e fiquei a ver televisão. Esperei tanto tempo que me pareceu uma autêntica eternidade. Parecia que já esperava há mais tempo do que aquele que existia no universo e era, sem dúvida, uma espera angustiante. Finalmente saíram a duas da casa de banho, sem dizerem uma única palavra. Ela veio direita a mim e, sem cerimónia, descalçou-me. Depois despiu-me a t-shirt e as calças e afastou-se. Agarrou na mão da Guida e, suavemente, arrastou-a para a cama. Ajoelharam-se as duas e começaram a beijar-se e a deixar as mãos percorrer o corpo uma da outra. Encostando-se, roçando-se, sentindo-se e ignorando-me por completo. Ela, mais afoita, ia desbravando algum desconforto que a Guida sentia, não só por estar numa situação completamente nova, mas também e sobretudo - não duvido - pela minha presença. A situação para mim raiava agora o insuportável. Acabei por me levantar e me ir sentar na janela, assolado por demónios aos quais não queria dar ouvidos. Acendi o cigarro. Elas apagaram a luz e o quarto, por momentos, mergulhou na penumbra da qual foi emergindo aos poucos à medida que os meus olhos se habituavam à luz. Podia distinguir as suas formas enquanto se despiam e acariciavam, beijando o corpo uma da outra. A Guida foi empurrada para a cama e vi-a a beijar-lhe o corpo todo, partindo dos seus lábios e não se detendo em nada até chegar aos pés. Depois subiu. Todo este trajecto demorou imenso tempo. Acendi outro cigarro enquanto as olhava. Apenas ouvia os gemidos de prazer da Guida enquanto ela lhe lambia o sexo, a crescerem numa escada inevitável até ao orgasmo, e vi ela proporcionar-lhe um prazer tão intenso como jamais vira uma mulher atingir. Vi os orgasmos da Guida sucederem-se deixando-a completamente louca e arrasada. Vi o meu orgulho e a minha arrogância de macho serem atirados para o chão e a rastejarem perante tal manifestação e senti-me pequeno, incapaz de igualar algo assim. Vi quando a Guida, louca de prazer, a empurrou a ela para a cama e a levou também a um orgasmo fabuloso, lambendo-a e penetrando-a com os dedos. E vi a maneira como ela, quando o orgasmo chegou, se virou finalmente para mim, com os olhos carregados de tesão e de desejo, dando-me finalmente atenção, e disse - apenas com os lábios, sem emitir um som – um sentido “amo-te”. Foi esse o momento da realização do que tudo aquilo era para mim. O meu orgulho estava destruído, a minha arrogância também, mas o meu desejo estava intacto e o mundo ganhou uma cor, um cheiro, uma intensidade diferente de tudo aquilo que eu tinha presenciado até então. E no entanto, o mundo, sem o ser, era ainda o mesmo. Acabei por me juntar a elas e passamos o resto da noite a amarmo-nos. E eu renasci… E 61


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ejaculação prematura O QUE É E COMO A COMBATER? A ejaculação prematura, também conhecida por ejaculação precoce, é a disfunção sexual mais frequente nos homens com idade inferior a 60 anos, estimando-se que afecte cerca de 1 em cada 5 pessoas. No entanto, é uma das disfunções sexuais masculinas menos diagnosticadas e menos tratadas, sobretudo porque muitos dos pacientes têm vergonha em assumi-lo e não procuram ajuda. Mas fique a saber que a ejaculação prematura tem tratamento e que deve consultar o médico se achar que atinge o orgasmo rápido de mais. Caso contrário, é uma patologia que o acompanhará para o resto da sua vida.

Quais são as principais causas? A ejaculação precoce é o problema de ejaculação mais comum, levando a que o homem ejacule prematuramente durante o ato sexual, à mínima estimulação. Este problema pode levar à insatisfação de ambos os parceiros, o que por sua vez contribui para o aumento da ansiedade e o agravamento da condição. Anteriormente vista como um problema puramente psicológico, geralmente envolve uma interacção complexa entre factores psicológicos e biológicos. Mesmo assim, as causas continuam a dever-se essencialmente a fatores psicológicos, como a ansiedade, o sentimento de culpa, situações de depressão, inexperiência sexual ou até mesmo uma anterior experiência traumática. Os factores físicos, associados ou não, podem resultar de problemas hormonais, lesões ou até em efeitos secundários de certos medicamentos.

Como posso saber se sofro de ejaculação precoce? Muitos homens acham difícil medir a duração da sua relação sexual até ao momento em que ejaculam, não estando seguros sobre a normalidade do seu tempo de ejaculação. Existem casais que consideram ejaculação precoce, a ejaculação após 10 a 20 minutos após a penetração, o que não se trata definitivamente de um problema de ejaculação. De forma a classificar este problema com maior fiabilidade, foram avaliados 500 casais de cinco países diferentes, situando-se o tempo médio de ejaculação em cinco minutos e meio, após o homem introduzir o pénis na vagina da mulher. “Os homens que ejaculam regularmente em menos de 2 minutos após a penetração, podem ter um problema de ejaculação precoce, que exige tratamento para que a situação normalize”, esclarece Bram Brons, especialista da clínica euroClinix. A ejaculação precoce pode ser ainda mais severa, quando o homem ejacula mesmo antes da penetração, tornando-se extremamente frustrante e causando problemas de confiança. Esta situação acaba por interferir na satisfação sexual do casal, gerando problemas de ansiedade e stresse que também prejudicam o dia-a-dia e a autoestima do homem.

Quais são os principais factores de risco e como devo tentar evitar que me afectem? Geralmente, o medo de perder a erecção leva à precipitação das relações sexuais e, neste caso, à ejaculação precoce. Aliás, esse mesmo medo é apontado também como uma das principais causas da disfunção eréctil. Mas há também alguns problemas de saúde indicados como factores de risco para a precocidade em ejacular, como a ansiedade, a existência de problemas cardíacos, o uso de medicação crónica ou o stresse, e se eventualmente acha que poderá estar perante uma situação clínica como esta, deve primeiro perceber se está associado a algum destes factores de risco e tentar evitar que a situação se prolongue. Apesar de nalguns casos a ejaculação precoce apenas poder ser tratada com o auxílio de medicamentos de prescrição, existem estratégias que pode adoptar antes de um diagnóstico definitivo de ejaculação precoce:

- Tente controlar a ansiedade Por a ejaculação precoce estar muitas vezes associada à pouca frequência sexual, é normal sentir-se mais excitado que o habitual durante as suas relações sexuais. Esta situação manifesta-se na ejaculação precoce. Tente reduzir a ansiedade, especialmente antes das relações. Use a mediação, a hipnose ou tente antever a sua experiência de uma forma positiva, para que possa seguir um plano mental durante as relações. - Comunique Explique os seus receios à sua parceira. Comunicar a sua ansiedade é também positivo, quer seja com a sua parceira, com amigos ou com um terapeuta. Falar sobre os seus problemas trar-lhe-á uma sensação de alívio e ajudará a lidar mais facilmente com a ansiedade associada ao sexo. 63


- Use preservativo Resulta com a maioria dos homens, uma vez que reduz a sensibilidade no pénis, além de prevenir a transmissão de doenças. Evite, contudo, os preservativos extrafinos e prefira aqueles com propriedades retardantes, que permitem prolongar a ejaculação por mais tempo. - Aplique pressão estratégica Pressionar a zona do períneo, entre o escroto e o ânus, ajudará a parar a sua ejaculação, uma vez que atinge a próstata, cuja contração e expansão durante o orgasmo levam à ejaculação. Por outro lado, pode atrasar a sua ejaculação ao afastar os seus testículos do corpo antes do orgasmo. - Abrande a relação Não veja as relações sexuais como um meio para atingir o orgasmo, aproveite o momento e relaxe, obtenha prazer e dê prazer à sua parceira sem pressas. Se achar que está demasiado excitado, desvie a sua atenção para algo aparte do sexo. Desta forma, promove uma pausa na sua excitação - durante 5 a 10 segundos - para que possa voltar a focar-se novamente. - Mude de posição Algumas posições exercem mais pressão nos seus órgãos genitais, levando a uma maior excitação. Opte por posições mais passivas, com a sua parceira por cima ou lado a lado. Evite ainda posições como a de missionário ou outras que exerçam demasiada pressão nos seus órgãos.

Quando devo procurar ajuda médica? Para os homens com ejaculação prematura, a resposta sexual apresenta uma sequência ejaculatória consideravelmente mais curta do que a dos homens sem ejaculação prematura, o que significa que ocorre mais rapidamente e de forma menos controlada. Neste sentido, a EP não pode ser reduzida apenas ao problema “tempo” englobando igualmente outras dimensões importantes, como o são a falta de controlo sobre a ejaculação, a frustração pessoal, problemas de relacionamento e pouca satisfação com as relações sexuais. Se passa por tudo isto e já tentou, sem sucesso, cumprir com os passos que indicámos acima, então talvez seja mesmo caso para reconhecer que precisa de ajuda. Fale com o seu médico. Mesmo tendo a sensação de que poderá resolver o problema sozinho e sem a ajuda de ninguém, a verdade é que poderá mesmo precisar de algum tratamento para atingir e manter uma vida sexual satisfatória. Não há mal nenhum em o assumir e muito menos de consultar um especialista, até porque - como já lhe dissemos – o problema é extremamente comum e um dos seus vizinhos do lado também deve estar a passar pelo mesmo. O desconforto do homem, físico e psicológico, combinado com a reduzida satisfação sexual da parceira, poderá causar problemas graves na vida sexual e emocional do casal.

Quais são os tipos de tratamento? As opções de tratamento incluem a terapia sexual, a medicação e a psicoterapia, sendo que muitas vezes o tratamento ideal passa inclusive por uma combinação das três. Das técnicas de distracção, de compressão da base da glande do pénis e da masturbação um pouco antes do coito, situações que são habitualmente propostas na terapia, passando pelos antidepressivos, pelos anestésicos tópicos ou por uma simples conversa de aconselhamento sexual, há uma variedade significativa de medidas a adoptar a partir do momento em que expõe o seu problema a um profissional. Só ele saberá qual ou quais serão mais indicadas para si. E FONTES: Sociedade Portuguesa de Andrologia | Portal Sapo Saúde | Portal ‘eucontrolo.pt’

Fale com o seu médico. Mesmo tendo a sensação de que poderá resolver o problema sozinho, a verdade é que poderá mesmo precisar de algum tratamento para atingir e manter uma vida sexual satisfatória. 64


“Eram um produto inacabado do desejo. Haviam sido talhados a cinzel pelo escultor que lhes fizera as delícias do corpo. Pele com pele, ultrapassavam limites, destruíam fronteiras. Queriam sempre mais. Não se compadeciam com o banal, com o circunstancial, com o pouco desejo, suavam em qualquer canto, quando o prazer os visitava e lhes comandava a vontade de serem um só corpo. Queriam sempre mais e melhor, não deixavam a inércia instalar-se no balcão do esquecimento. Não tinham tempo para perder tempo. Deliciavam-se a quatro mãos, desapareciam nos recantos mais profundos do tolerável, contorciam-se amiúde até ao orgasmo exigido, até ao finalizar da volúpia, a explodir com confettis na pele um do outro.”

Post de Vénus S., autora do blog ‘Desejos de Vénus’ www.desejosdevenus.blogspot.pt 65


OS 10 MAIORES FETICHES sexuais DAS MULHERES Elas também fantasiam… e não é pouco! O que é que as mulheres fantasiam sexualmente? Esta é uma das perguntas que mais assolam o espírito dos homens, muitas vezes incapazes de perguntar ou descobrir o que se passa na cabeça da parceira quando ela pensa seriamente em sexo. Pois bem, não há grandes segredos: as principais fantasias sexuais das mulheres são idênticas às dos homens e não há nada de muito transcendente para saber. Talvez a grande novidade seja que, mesmo sendo habitualmente mais discretas e resguardadas, focadas até no lado mais sonhador e romântico das relações humanas, as mulheres também têm desejos bem obscenos no seu íntimo. E olhem que não são tão poucos quanto isso...

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1 - Ser esturpada Visto assim a frio e de forma descontextualizada, pode parecer algo que as mulheres realmente não gostam, mas estamos a falar de uma fantasia e ela nem sempre tem de soar a agradável. Muitas mulheres imaginam-se mesmo a serem molestadas por um homem ou imaginam-no a aparecer no escuro e a levá-las até um local isolado para tirar proveito delas. É claro que não de forma literal, mas esta ideia de agressividade está de certa forma associada ao fraquinho que as mulheres sentem por homens que saibam pegar nelas e tomar o controlo da situação. É um pouco aquela ideia do homem que lhes rasga a roupa e lhes tira a lingerie numa assentada, para as encostar à parede e as comer por trás. Apesar disso, não aconselhamos homem nenhum a fazer uma coisa dessas, porque só num contexto mesmo muito especial é que uma mulher permitiria que um fetiche como esse se realizasse. Não queremos naturalmente confundir uma fantasia sexual com qualquer acto de violência ou abuso de poder sobre as mulheres.

2 - Fazer um strip Que mulher não gostaria de se sentir na pele de uma stripper, pelo menos uma vez na vida? O striptease está associado à beleza do corpo feminino, aos movimentos suaves e à arte de seduzir, pelo que a grande maioria das mulheres tem mesmo admiração pelas profissionais que o fazem e são capazes de apreciar um espectáculo desses com tanto ou mais interesse do que os homens. Se quiser, pode experimentar dar-lhe uma boa dose de Absolut e levá-la a um motel com um varão no quarto, que ela vai pelo menos pensar em proporcionar-lhe um espectáculo desse calibre só para si. Coragem para isso é que logo se verá se ela tem ou não, já que a maioria das mulheres nem com uma garrafa inteira se despiriam dessa forma pausada e sensual. Primeiro porque são muito inibidas para isso e depois porque, lá no íntimo, a maioria delas não se sente suficientemente bem-feita ou talentosa ao ponto de brilhar no varão 67


3 - Inverter os papéis Muitas mulheres imaginam como seria estar no lugar de um homem. Ou, mais precisamente, como seria vestir as “calças” numa relação sexual. Não se trata propriamente daquela ideia da mulher usar um sobretudo sem nada por baixo, pegar um homem por trás e investir sobre ele, mas sim algo relacionado com um acto de domínio e de controlo absoluto sobre o parceiro. Por outras palavras, ficar por cima e não permitir que o homem tome qualquer tipo de decisão ou iniciativa. E isto acontece porque a mulher está habituada a prestar-se a um papel normalmente mais expectante e consentido, pelo que esta fantasia é precisamente o oposto disso. Em todo o caso, há mesmo mulheres que se excitam com a ideia de usar um cinto de strap on e penetrar o homem por trás, mas isso já não depende só da vontade dela.

4 - Participar num menage Esse é um dos maiores fetiches sexuais na cabeça das pessoas, tanto mulheres como homens. E se eles adoram fantasiar com um menage que envolva uma morena exótica ou uma loira de peito grande, elas também não andam muito longe disso. Troquem a morena por um “deus grego” e a loira por um surfista de corpo bem definido, preferencialmente alguém que elas conheçam pessoalmente – cuidado, homens, com os amigos que lhes apresentam - e têm montado o mesmo cenário de menage, mas aos olhos delas. O sexo em grupo propriamente dito, com muita gente envolvida ao barulho, já não é fantasia que entre propriamente na cabeça de qualquer mulher, por mais pervertida que seja. Esse desejo é mesmo mais típico dos homens.

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5 - Envolver-se com outra mulher É um facto que envolver-se intimamente com alguém do mesmo sexo não é bem um dos fetiches mais comuns entre as mulheres, mas a verdade é que a presença nesta lista se justifica pelo número elevado de inquiridas – nos mais variados estudos - que admitiram já ter pensado nisso mais do que uma vez. Há, por exemplo, muito mais mulheres do que homens a fantasiar com uma relação homossexual, nem que seja apenas uma única vez na vida. E a razão é simples, pelo menos segundo as palavras de Angelina Jolie: para a actriz, não há nada no Mundo que seja mais atraente do que o corpo feminino e não há mais ninguém, para além das mulheres, que seja capaz de lhe conhecer todos os recantos e pontos heterógenos. Faz sentido? Sim, claro que faz. Lá no íntimo, e mesmo que não o admitam, muitas mulheres pensam em tocar e deixar-se tocar por alguém do mesmo sexo.

6 - ser submissa As mulheres gostam de ousar a sério de vez em quando e há muita ideia maluca que lhes passa pela cabeça. Algumas dessas ideias, aliás, ocorrem-lhes tantas vezes que acabam por virar fantasia e, como é óbvio, entrar nesta lista. Um desses fetiches diz respeito a cumprir ordens na cama, sujeitar-se a ser uma escrava sexual e predispor-se a que lhe digam o que ela deve e não deve fazer durante o acto sexual. De forma mais directa, o que tentamos dizer é que fazer de “puta” é uma fantasia para muitas mulheres. Por uma vez na vida que seja, mas é uma fantasia em que elas pensam. Até a ideia de serem assim chamadas, directamente, as pode deixar excitadas. Algumas mulheres dizem mesmo que, além de se imaginarem a obedecer ao parceiro, elas querem mesmo ser punidas se não forem suficientemente boas nessa função.

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7 - Transformar-se numa Dominatrix Esta fantasia é o reverso da amante submissa que abordámos atrás. Algumas mulheres fantasiam em dominar os homens, ao invés de serem dominadas o tempo todo. Imaginam o que poderiam fazer se pudessem cometer todo o tipo de loucuras que lhes desse bem na telha sobre o seu parceiro, como amarrá-lo à cama ou a uma cadeira e dar-lhe umas chicotadas nas costas, ao mesmo tempo que o viam a implorar por mais. Não são todas as mulheres que fantasiam com este tipo de brincadeiras, como é óbvio, mas há muitas que pensam mesmo nisto. Com uns adereços de cabedal pelo meio e tudo.

8 - Exibir-se em público Muitos dos fetiches femininos incluem a exibição, o facto de ter alguém a observar e admirar o seu corpo à distância. Elas sonham em caminhar pela praia e, assim que alcançarem a água, estarem já totalmente sem roupa a ser contempladas por toda a gente à sua volta. Além deste exemplo mais idílico e de certa forma romântico, muitas mulheres fantasiam também sobre fazer sexo num local público onde várias pessoas estejam a ver. O mais próximo que algumas delas chegam de alcançar essa fantasia é fazer topless no Verão ou até mesmo mostrar os seios discretamente a algum estranho com quem troquem olhares na rua. Fetiches exibicionistas podem inclusive melhorar a vida sexual do casal, na medida em que essa ousadia pode dar a sensação de “estar” com outras pessoas sem realmente haver contacto, pelo que muitas mulheres sentem que através desse tipo de iniciativas podem dar asas à imaginação sem colocar a relação amorosa em risco. O que pode ser muito excitante.

9 - Ter um estranho no quarto As mulheres normalmente odeiam ser tocadas por um estranho, sobretudo numa de chico-espertice, mas a verdade é que quase todas elas fantasiam em fazer sexo com alguém que tenham acabado de conhecer. De preferência de forma repentina e inesperada. O pensamento de se deixarem envolver com um estranho, num caso de uma noite e numa situação que lhes permita fazerem tudo aquilo que bem lhes apetecer, é uma fantasia que vive na cabeça de praticamente todas as mulheres e é mesmo das situações que mais as deixa excitadas. Muitas mulheres querem dizer e fazer todo o tipo de perversidades na cama, mas ficam com demasiado receio do que o seu parceiro ou amigo colorido possa pensar, pelo que a ideia de estar com um estranho as faz sentir desinibidas para dizerem e fazerem tudo o que bem lhes apetecer. É por isso que se ouve tantas histórias de mulheres que, depois de vários anos a fazer amor de forma convencional com o namorado ou o marido, viram autênticas loucas na cama quando se apanham com um homem diferente.

10 - Participar num gangbang Um gangbang é uma relação sexual entre uma mulher e vários homens, que a tocam e possuem ao mesmo tempo. E há muitas mulheres que fantasiam com isso, imaginando-se a serem beijadas e tocadas por dezenas de amantes em simultâneo. Há algo de excitante que a mulher sente na ideia de se deixar relaxar e ser depois afogada numa ode de atenção sexual desenfreada por parte de vários elementos do sexo masculino, talvez na expectativa de um prazer sexual sem limites nem fim. A esmagadora maioria seria incapaz de dar aso a um fetiche tão ousado como este, por diversas razões, mas a verdade é que muitas delas pensam mesmo nesse cenário de loucura total.

Por Verónica Matos

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CORPETE DARK ANGEL Chilrose

Um clássico da sedução indispensável para qualquer mulher, aqui numa proposta absolutamente irresistível da Chilrose. A beleza e o erotismo do preto, conjugados com rendas e laços acetinados, dão-lhe um toque de volúpia e luxuosidade que deixam qualquer homem de olhos em bico. A tanga a condizer vem incluída. Características: 90% poliester, 10% elastano. Produto à venda na So Sexy Romance Store | Preço: 45,00€

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Agora que o S. Valentim se aproxima, porque não começar já a pensar em comprar algo para a sua carametade? Nesta lindíssima caixa, encontra três produtos de eleição para estimular e saborear o parceiro… em todos os sentidos: um óleo de massagem para o corpo, um pó de mel para suavizar a pele e um bálsamo comestível para intensificar a sensibilidade. Quer melhor? Características: tudo comestível, para duplicar o prazer. Produto à venda na So Sexy Romance Store | Preço: 44,95€ 72


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sisters of love Fotografia: art of dan – www.artofdan.com ModeloS: dominka c. e saju Local: atelier art of dan, suiça Depois de termos tido o prazer de contar com a bela modelo Saju na capa da nossa edição nº 2, não víamos a hora de voltar a vê-la brilhar nas páginas da Erotika. Tanto que já tínhamos prometido a Daniel Fehr, o responsável pelo projecto Art of Dan, publicar uma nova sessão com ela por altura do Verão que se se aproxima. O problema, no entanto, foi que o fotógrado suiço se antecipou e nos enviou de seguida o mais recente trabalho efectuado com ela e com uma outra modelo com a qual costuma tirar umas fotos, de seu nome Dominka. Bem... o efeito bombástico que as fotos tiveram na redacção foi de tal ordem, que deixámos de nos sentir capazes de aguardar até lá para presentear os nossos leitores com elas. E que melhor forma de começar o ano, do que com duas belíssimas mulheres enroladas uma na outra? Que seja um sinal de que 2014 vai trazer tudo a dobrar.

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FETICHE cabedal

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“Dificilmente acharia uma visão tão tentadora e irresistível. Um corpo aberto e ávido, posicionado para o receber, pronto a deixar-se invadir, a deixar-se usufruir, consubstanciava uma imagem aterradoramente sensual e pornográfica, incontornavelmente prenhe de desejo e irreversibilidade. Ela colocara-se ao seu dispor, pronta a abarcá-lo e a senti-lo escorregar para dentro de si e a investir toda a sua força em estocadas certeiras e ritmadas, em rodopiares e contorceres, em gemidos orientados pelo toque bem lá no fundo, bem no âmago do seu corpo. Encontrava-se inundada de vontade, escorria volúpia e ansiava sentir-se cheia, sentir o roçar do seu membro nas paredes cavernosas do seu íngreme centro nevrálgico de prazer.”

Excertos de um post de (Ela), autora do blog ‘Double Life’ www.doublelifedoubletrouble.blogspot.pt 101


consultório POR CLAUDIA SOUSA - A MALETA VERMELHA

www.amaletavermelha.com | claudiasousa@amaletavermelha.net “Ao fim de 22 anos de casamento, descobri que a minha mulher também vê pornografia, algo que ela nunca teve coragem de me contar e que negou das poucas vezes que lhe perguntei sobre isso no início da relação. Basicamente, detectei através do histórico do computador que ela tem consultado alguns sites pornográficos e que tem visto vários clipes de vídeo com cenas em dupla penetração, o que me deixou surpreendido mas ao mesmo tempo curioso e com vontade de lhe falar sobre o assunto. Será que lhe devo perguntar se é um fetiche que ela quer pôr em prática? Ou devo criar uma situação para que isso acabe por acontecer de forma que lhe pareça natural? É que, apesar de nunca termos feito swing nem tão pouco termos estado com um terceiro elemento a nível sexual, eu por mim não me importava de o fazer.” (José - Porto) Olá José, achei curiosas e engraçadas as suas questões... Deixe-me entrar um pouco na sua intimidade, já que me abre esta janelinha. Penso que, neste tipo de situações, o mais indicado é um diálogo franco entre os membros do casal. Avançar com algo sem consultar primeiro a sua companheira poderá resultar em discórdias. Posso aconselhar que, para dar inicio à conversa, dê uma vista de olhos com ela pelo nosso site e procure o artigo ‘Double Diver’. Pergunte-lhe se ela acharia interessante utilizá-lo, pois - apesar de não conhecer a sua companheira - acredito que o facto de ela mostrar desejo pela dupla penetração poderá significar que gosta de estimulação dupla mas não necessariamente de mais uma pessoa na relação. Ou seja, o facto de a excitar ver dois homens e uma mulher pode não significar que ela queira mesmo ter relações com duas pessoas ao mesmo tempo. Daí achar essencial o diálogo antes de outra coisa qualquer, fale-lhe nisso com naturalidade e vai ver que ela não se vai escandalizar com a sugestão. “Olá, é a primeira vez que escrevo para a revista Erotika. Não sou nenhuma miúda, mas apenas iniciei a minha actividade sexual em Julho do ano passado e desde essa altura que cada vez gosto mais de ter relações com o meu namorado. O problema é que só consigo atingir o orgasmo através do sexo oral ou da masturbação que ele me faz antes do acto propriamente dito. Com a penetração não consigo atingir, nem ando lá perto sequer. Acha que tenho algum problema, ou é uma questão de não sermos compatíveis na cama? O que posso ou podemos fazer para alterar esse facto, uma vez que já lhe contei o que se passava e ele também ficou preocupado e com o sentimento de culpa? Obrigada!” (Anónima – Margem Sul) Na minha humilde opinião, e de acordo com o que tenho conversado com tantas e tantas mulheres, há muitas mais do que você pensa que não conseguem atingir o orgasmo com a penetração. Devo dizer-lhe também que, infelizmente, muitas mulheres só o conseguem mesmo atingir através da masturbação e estando sozinhas. Para a mulher atingir um orgasmo - além de ser essencial toda a estimulação e o conhecimento profundo do seu próprio corpo, como lhe tocar e onde tocar - é super importante que ela esteja realmente descontraida. E nós mulheres, como bem sabe, tendemos a pensar demasiado no que estamos a fazer, o que prejudica na concentração durante o acto sexual. No seu caso em particular, penso que seja uma questão de tempo e de aprender a relaxar, pelo que acredito que o orgasmo que deseja atingir durante a penetração acabará por acontecer naturalmente um dia. No entanto, e se achar necessário ou interessante para o vosso caso, permita-me sugerir um estimulante para ajudar a chegar lá mais depressa: o nosso creme ‘Dragon’, que provoca um efeito quente/frio que a deixará automaticamente mais sensível e que fará com que o casal atinja com maior facilidade o orgasmo durante a penetração.

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“Tenho 36 anos e passei por uma depressão há cerca de 2 anos, quando faleceu a minha mãe, que inclusivamente me levou a ter de ir ao médico e tomar medicação para me sentir melhor. Só que, desde aí, sinto que perdi o apetite sexual. Não sei explicar, mas não penso nisso nem me apetece fazêlo, o que me deixa novamente em baixo e me cria problemas com o meu marido, que está constantemente a queixar-se de que não é feliz na relação e que suspeita que eu tenha outro. Dado isso, e porque não quero comprometer o meu casamento, vejo-me na obrigação de resolver o problema e sinto que tenho de fazer um esforço para voltar a sentir desejo. O que acha que posso fazer para despertar novamente o apetite?” (Maria - Braga) Olá Maria. Antes de mais, o primeiro passo é falar com o seu médico sobre esse efeito, pois muita medicação utilizada para a depressão tem como contra-indicação precisamente a baixa da líbido. Felizmente, há no mercado outros medicamentos para o mesmo fim e alguns não provocam o mesmo efeito secundário do qual se queixa, por isso, aconselho em primeiro lugar a mudar de medicação. Depois, o que lhe posso propôr em termos de produtos para a ajudar a retomar a sua vida sexual é - numa fase inicial - um bom lubrificante, pois quando a líbido está em baixo a mulher tem normalmente alguma dificuldade em lubrificar, o que faz com que a relação seja dolorosa e, consequentemente, acabe por evitá-la. Converse com o seu marido no sentido de retomem tranquilamente a vossa vida sexual e exagerem nos preliminares nestes primeiros tempos, para que você volte novamente a sentir desejo. Pode optar por um lubrificante com sabor, o que fará com que os preliminares sejam ainda mais agradáveis para ambos.

“Antes de mais, parabéns pela revista e por esta parte de perguntas e respostas que permite aos leitores colocarem as suas dúvidas. Resolvi escrever também e, caso me escolham para sair na publicação, gostaria de vos pedir o seguinte conselho: eu sou solteiro, tenho 24 anos e sinto que tenho muito impulso sexual e que isso por vezes me prejudica com as mulheres. Ou seja, tanto virtualmente como pessoalmente, eu começo logo a pensar em sexo quando conheço uma rapariga e acho que não o consigo esconder, sobretudo quando converso em chats, levando a que sinta que elas deixam de me dar trela quando falo em questões mais íntimas. Eu sei que tenho de ter mais calma, mas será que as raparigas são assim tão púdicas que também não o queiram tanto como eu? Que tipo de conversa devo ter para que elas se mantenham interessadas em continuar a conversa e em eventualmente acontecer algo mais? Obrigado pela oportunidade.” (Ricardo - Vila Nova de Gaia) Olá Ricardo. Muito obrigado pelo seu interesse e colaboração. agrada-me sempre imenso receber o feedback desta colaboração que faço com tanto carinho. Respondendo às suas questões: é natural na sua idade sentir esse impulso sexual. Os homens têm normalmente mais facilidade em falar de sexo do que as mulheres, o que terá a ver essencialmente com a forma como elas foram criadas, com factores relacionados com a religião ou com a sociedade de uma maneira geral, que recrimina essas atitudes. No entanto, também posso adiantar que a maioria das mulheres prefere uma relação mais séria a uma aventura casual e, para se construir uma relação, é necessário mais do que sexo. O que as mulheres que conhece possivelmente quererão é conhecê-lo melhor como pessoa antes de pensar noutra coisa qualquer. Os antigos dizem que “não vás com tanta sede ao pote” e é esse o meu conselho também. Vá com calma e construa bases antes de entrar no campo da intimidade. Fale de tudo e deixe que seja ela a entrar nesse tema.

Envie as suas questões para geral@erotika.pt 103


KAMASUTRA batendo um prego Nesta posição, a mulher deita-se de costas e estica uma das pernas, apoiando o calcanhar na testa do parceiro. Durante as investidas dele, a perna erguida da mulher move-se e pressiona o pénis, provocando deliciosas sensações a ambos.

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Revista Erotika # 05 (PT)