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ANO X Nº1

Jornal do

PERIODICIDADE TRIMESTRAL

JANEIRO 2010

A g r u p a m e n t o D’ A g r e l a e V a l e d o L e ç a


Índice

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Nós por cá O Repórter na escola

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Novos Horizontes

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Em torno de...

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Ciências, Técnologias e Ambiente

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Sugestões irresistíveis

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Fotografias – Ema Azevedo

Editorial “Todo o mundo é composto de mudança…” Parafraseio o nosso ilustre vate renascentista para me debruçar sobre a realidade da nossa escola. Nesta época de frenéticas alterações, alicerçadas, muitas vezes, em godos escorregadios, é preciso fixarmo-nos no terreno que pisamos para não sermos levados por correntes que nos podem conduzir, inexoravelmente, até ao abismo. Porém, se munidos de responsabilidade, de coragem, de bom senso e humanismo, conseguiremos transformar, com essa nossa pequena contribuição, a rotina quotidiana, por vezes penosa, de muitos seres humanos que labutam diariamente para a sua sobrevivência e a construção de um futuro incerto porque desconhecido! Diz o povo que a vida custa a todos e a escola, enquanto instituição democrática e inclusiva, deve procurar dar o seu contributo com o que cada profissional seu desenvolve, para o bem-estar das nossas crianças e jovens que são, afinal, aqueles para quem trabalhamos, operando as mudanças necessárias para a preparação do seu futuro permanentemente mudado. Muitas mudanças efectivamente se operaram, nomeadamente a nível da gestão da escola por via da legislação vigente. Muito do mundo exterior entrou na escola graças, sobretudo, à introdução das novas tecnologias. Muitos pequenos e grandes dramas continuam a alimentar a azáfama de corredores e salas de aula. Muita energia, renovada diariamente, mostram os profissionais da escola para conseguirem que se opere, na monotonia instalada durante décadas, uma mudança que seja, com efeito, uma força, um modus operandi, um alento, incitadores de diferentes, entusiastas e estimulantes percursos de vida! A mudança, é certo, faz-se com a vontade das pessoas. Conto convosco. O Director António Coelho

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BIODIVERSIDADE – SABES O QUE É?

entendida como uma associação de vários componentes hierárquicos: ecossistema, comunidade, espécies, populações e genes em uma área definida. A Biodiversidade varia com as diferentes regiões ecológicas, sendo maior nas regiões tropicais do que nos climas temperados. A Biodiversidade refere-se tanto ao número (riqueza) de diferentes categorias biológicas quanto à abundância relativa (equitatividade) dessas categorias. E inclui variabilidade ao nível local (alfa diversidade), complementaridade biológica entre habitats (beta diversidade) e variabilidade entre paisagens (gama diversidade). Ela inclui, assim, a totalidade dos recursos vivos, ou biológicos, e dos recursos genéticos e seus componentes.

Não há uma definição consensual de Biodiversidade, no entanto, é habitual defini-la como "medida da diversidade relativa entre organismos presentes em diferentes ecossistemas". Esta definição inclui diversidade dentro da espécie, entre espécies e diversidade comparativa entre ecossistemas. Biodiversidade ou diversidade biológica é a diversidade da natureza viva. Desde 1986, o termo e conceito têm adquirido largo uso entre biólogos, ambientalistas, líderes políticos e cidadãos informados em todo o mundo. Este uso coincidiu com o aumento da preocupação com a extinção, observada nas últimas décadas do Século XX. Pode ser definida como a variedade e a variabilidade existente entre os organismos vivos e as complexidades ecológicas nas quais elas ocorrem. Ela pode ser

O Homem depende da Biodiversidade para a sua sobrevivência.

(in Wikipédia, a enciclopédia livre)

Pesquisa 2.º e 3.ºanos – LAMELAS

Recife de Coral

Um amigo também pode ser um animal! BIODIVERSIDADE e EXTINÇÃO… Os animais são nossos amigos… Sabias que há muitos animais em vias de extinção? Pois é… Em todo o mundo há animais que cada vez menos mostram a sua beleza e a sua existência. É o caso do Lobo Ibérico, do Lince Ibérico, do Orixe, do Panda, do Jaguar, do Elefante, do Rinoceronte, do Morcego e do Dragão de Komodo… É necessário ter atenção a este problema que afecta os animais de TODO o MUNDO!! Estamos a alertar para a necessidade de preservar as espécies animais. O que eu, tu e todos juntos fizermos será o nosso futuro. Queres um futuro sem animais bonitos e engraçados? Lamelas 2.º e 3.ºanos

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Nós por cá

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Nós por cá

Escola EB1/JI de Sobrecampos

LAMELAS

A turma LA1/4 da escola EB1/JI de Sobrecampos – Lamelas pensou ilustrar a Carta da Terra para divulgar a sua existência e importância. Realizadas as pesquisas, concluímos que a Carta da Terra orienta a espécie humana para o que deve ser feito no sentido de cuidar e preservar um Planeta que se encontra cheio de vida - animais, plantas e pessoas – o Planeta Terra.

O que é a Carta da Terra? A Carta da Terra foi escrita e aprovada pela Comissão das Nações Unidas para o Ambiente e Desenvolvimento no ano de 2000, em Paris, para ajudar a construir um mundo melhor, no respeito pela Natureza, pelos direitos humanos, pela justiça económica e pela paz. Porque a Terra é a Nossa Casa, todos nós temos de a tratar e conservar. Todos os povos do mundo formam uma grande família. E cada um de nós partilha a responsabilidade pelo presente e pelo futuro bem-estar da família humana e do mundo dos seres vivos. Nós, as crianças, faremos pequenos esforços diários, para transformar as coisas más em coisas boas. E pedimos um maior esforço por parte dos adultos, dos nossos pais, parentes e vizinhos para que se empenhem em construir um mundo melhor para todos, que seja justo, sustentável, que respeite os direitos humanos, que preserve a natureza e defenda a ideia da paz. CARTA DA TERRA 1 – Conhece as pessoas, os animais e as plantas: • respeita o modo como as plantas, animais e pessoas vivem (mesmo que te pareça estranho ou diferente); • luta contra a matança indiscriminada de animais; • cuida das plantas. 2 – Respeita sempre: • a vida de todo e qualquer ser vivo; • os direitos das pessoas; • o bem-estar de todos os seres vivos.

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3 – Utiliza com cuidado o que a Natureza nos oferece – ÁGUA, TERRA, AR – e defende a ideia de que todos têm direito a esses bens naturais. 4 – Mantém limpo o lugar onde vives. • economiza a água; deita o lixo no local certo; procura manter todas as tuas coisas em ordem; • separa o lixo reciclável do orgânico; • adopta a política de Reduzir, Reutilizar, Reciclar. 5 – Aprende mais sobre o lugar onde vives: • sobre os seres vivos que fazem parte da tua comunidade e dos que vivem noutros lugares do planeta; • conhece e valoriza o lugar onde vives e partilha com os outros o que sabes. 6 – Todas as pessoas do Mundo devem ter o que necessitam para viver. Aprende a partilhar o que tens e defende sempre que: • todos devem ter o que necessitam para viver com dignidade; • todas as crianças devem ter acesso à escola; • as pessoas necessitadas devem ser aquelas a quem nós devemos ajudar mais. 7 – Todas as crianças são igualmente importantes: • todas as crianças devem aprender e crescer juntas; • as mulheres têm os mesmos direitos que os homens. 8 – Defende sempre a ideia de que qualquer criança, menino ou menina, de família rica ou pobre, negra, branca ou de qualquer outra cor, deste ou de outro país, que fale a nossa língua ou não, cristã, muçulmana, de qualquer outra religião ou mesmo as que não têm religião, tenha comida, casa, família, escola, amigos, brinquedos, alegria e, se estiverem doentes, médico e medicamentos.


9 – Diz sim à PAZ e não à guerra! • procura viver em harmonia com todas as pessoas; • ajuda as pessoas que estão à tua volta e oferece-lhes a tua amizade; • colabora para que mais pessoas apreciem as coisas boas e bonitas do nosso planeta; • cuida das outras pessoas, animais e plantas: em casa, na escola, na tua comunidade ou cidade. 10 – Estuda, dando especial atenção àquelas coisas que te ajudarão a conviver melhor com as outras pessoas e com o nosso Planeta: • quanto melhor te educares, melhor saberás viver;

•e  studa com maior interesse os assuntos que te ajudem a ser uma pessoa melhor e a procurar alternativas para tornar o mundo um lugar melhor para se viver. Nós, os seres humanos, devemos conservar e melhorar o mundo onde vivemos. Por isso, devemos viver de uma maneira nova, usando as coisas boas que já temos hoje.

Os alunos da turma LA1/4 da Escola EB1/JI de Sobrecampos – Lamelas

VídeoProfissões - A minha profissão…

algumas das profissões que poderiam vir a exercer. O resultado final foi um vídeo divertido, original e, acima de tudo, foi o reflexo do esforço, empenho e interesse de todos. A não participação de todos os alunos deveu-se às normas e regras do projecto, cuja responsabilidade foi das entidades organizadoras. O vídeo estará disponível no site do Agrupamento. Vejam, riam e até à próxima!

No passado mês de Outubro, alguns alunos do 3.º ano deslocaram-se à Câmara Municipal de Santo Tirso, onde receberam o prémio referente ao projecto em que participaram, que tinha como tema, “As profissões”. A apresentação teria que ser realizada em suporte informático/digital (vídeo). Os alunos, com a ajuda e orientação do professor e elementos da comunidade escolar, mostraram, através de um vídeo,

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Nós por cá

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Nós por cá

BIODIVERSIDADE A biodiversidade é a quantidade de espécies de seres vivos existentes na Terra. Existem espécies adaptadas ao gelo da Antártida ou às fontes submarinas de origem vulcânica com temperaturas superiores a 100ºC. Pouco se conhece ainda sobre a biodiversidade do planeta. Calcula-se que existam entre 10 e 20 milhões de espécies, das quais só 10% estão a ser estudadas. A perda da biodiversidade resulta do desaparecimento de muitas espécies. O Homem é o principal responsável por esse desaparecimento. As espécies têm sido exterminadas de uma forma muito rápida. Exemplos da acção humana e as consequências para a biodiversidade do planeta: • eliminação do habitat – diminuição da biodiversidade; • eliminação da vegetação local para construção de casas, agricultura ou pecuária; • exploração comercial – ameaça espécies marinhas e terrestres; • poluição das águas, solo e ar – matam os organismos; • introdução de espécies exóticas – alteram o habitat natural.

A diversidade biológica é importante para a nossa espécie porque 40% das necessidades dos povos dependem dos recursos biológicos. Devido a actividades humanas como a agricultura, a pesca, a indústria, os transportes e a urbanização de partes do território, as espécies são cada vez mais ameaçadas e isso tem como principal consequência, a diminuição da biodiversidade. Esta tendência pode vir a causar problemas no desenvolvimento económico e social da comunidade humana, pois é acompanhada de mudanças no ambiente. Assim sendo, a ideia de conservar a natureza tem vindo a evoluir no sentido de manter a biodiversidade. A Turma AL4, de Arcozelo – Água Longa

Trabalhos sobre Biodiversidade, realizados pelos alunos da Turma RG-JI da EB1/JI de Cantim – Reguenga.

Dádiva de Sangue e Inscrição no Banco de Medula Óssea

No dia 22 de Outubro, realizou-se na Escola Sede do Agrupamento de Escolas de Agrela e Vale do Leça mais uma iniciativa de solidariedade – Dádiva de Sangue e Inscrição no Banco de Medula Óssea.

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Esta actividade decorreu de forma muito satisfatória, pois nela participaram 142 indivíduos, dos quais 50 ficaram inscritos como dadores de medula óssea e 97 como dadores efectivos de sangue. O sucesso foi notório pelo que se agenda uma nova colheita para o mês de Março.


Nós por cá

EB 1/JI de Parada – CARREIRA Trabalho realizado pelos alunos sobre Animais em Via de Extinção.

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1. Pesquisa e escolha de fotos

6. O trabalho começa a ganhar forma

2. Corte do material pesquisado

7. O trabalho começa a ganhar forma

3. Corte do material pesquisado

8.Em elaboração.

4. Colagem do material na cartolina

9.Trabalho final.

5. Colagem do material na cartolina

10. Protagonistas do trabalho

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Nós por cá

No Jardim-de-infância da escola EB1/JI de Guimarei entraram 21 escritores de palmo e meio com a intenção de elaborarem em conjunto uma história inédita. Começaram por folhear o ficheiro de imagens da sala, até que uma delas lhes chamou a especial atenção. Em roda e em silêncio, examinaram minuciosamente a imagem com a lupa, e passaram-na de mão em mão. No fim, cada criança disse o que viu, e das 21 descrições resultou uma história inédita que poderá servir de lição e de alerta para os mais velhos.

HISTÓRIA DA JOANINHA INFELIZ Era uma vez uma joaninha que passeava com a sua filhinha. Elas gostavam de passear nos campos e nos jardins. Um dia, quando iam passear, a joaninha pequenina olhou para trás e viu a sua mãe caída, virada com as patinhas para cima. A pequenina foi ter com a mãe e perguntou-lhe se tinha escorregado. A mãe, a chorar, disse que não, mas que lhe doía muito a barriguinha porque tinha comido um bicho que devia estar envenenado. A joaninha pequenina quis então saber quem tinha posto veneno nos bichinhos. A mãe disse-lhe que eram os senhores que trabalhavam nos campos que deitavam venenos na terra e nas ervas para matar os bichos que comiam as sementes, as batatas, os feijões e as couves. Por isso, ela e todas as amigas joaninhas e outros insectos estavam a ficar envenenados e muitos iriam morrer. Se continuarem, os campos e os jardins irão ficar mais feios e mais tristes sem nós. A mãe joaninha, antes de morrer, chorou porque pensou que iria acontecer o mesmo à sua filhinha.

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Então, as crianças comprometeram-se com o seguinte: Joaninha, joaninha Não estejas tão tristinha Porque todos nós Vamos salvar a tua vidinha. E as crianças logo trataram de querer saber mais sobre este insecto. Por isso, pesquisámos na fonte do saber chamada Internet, e descobrimos que a joaninha é um insecto com muitas variedades, mas têm todas asas, 6 patas e ainda 2 antenas especiais com a função do cheiro e do paladar. Alimentam-se de outros insectos que estragam as colheitas e as plantações, e por isso são amigas dos agricultores.


Jardim-de-infância da escola EB1/JI de GUIMAREI O Dia Mundial da Alimentação No dia dezasseis de Outubro festejámos o Dia Mundial da Alimentação, para não esquecermos que devemos ter uma alimentação saudável. Na sala de aula cada um pintou uma peça de fruta, que recortámos e colámos num painel do polivalente. As frutas estavam tão bem pintadas que até pareciam verdadeiras, e tivemos vontade de lhes dar umas “trincadelas”! Antes do intervalo, ainda houve tempo para ver um pequeno filme que se chamava “Tomás já não cabe nos calções”. O Tomás era um coelhinho muito gordo porque comia muitos doces. Um dia resolveu fazer uma dieta e conseguiu emagrecer. A partir daí sentiu-se melhor e mais feliz. Todos os meninos da escola trouxeram uma peça de fruta para com ela fazer uma salada, para a nossa sobremesa. E assim foi… lavámos, descascámos e partimos a fruta aos bocadinhos para uma grande taça. Depois do almoço e depois de comermos a nossa deliciosa salada de fruta, construímos uma grande Roda dos Alimentos, que afixámos na nossa sala de aula.

CAMPINHOS - AGRELA

Este trabalho foi muito interessante, porque fizemos imensas coisas: recortámos imagens de revistas, desenhámos, pintámos e fizemos muitas colagens. Além disso, conversámos muito sobre os cuidados a ter com a nossa alimentação. Adorámos esse dia porque aprendemos muito e foi um dia repleto de actividades divertidas! Alunos da turma AG2-3

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Nós por cá

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Nós por cá

HALLOWEEN It's Halloween! Halloween is on the 31st of October. British and American children have a lot of fun! On Friday 30th October, we had a Pumpkin Contest in our school. The winners were: 1st place. 8th A 2nd place: 5th B 3rd place: 7th B. At the same time, there was a Spooky Room with ghosts, witches and skeletons. It was great! Área Disciplinar de Línguas Estrangeiras.

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Nós por cá

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Fotos do Halloween Pumpkin Contest E.B. 2/3 da AGRELA

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Nós por cá

Fotos do Halloween Pumpkin Contest E.B. 2/3 da AGRELA

Também festejámos o Halloween na Biblioteca da nossa escola. E.B. 2/3 da AGRELA

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Nós por cá

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CAMPINHOS - AGRELA

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S. Martinho Concurso de Quadras

As castanhas são tão boas Ai que boas que elas são! No dia de S. Martinho Todos as comerão! António Francisco Carneiro, n.º5, 5.º D

O júri agradece a participação de todos, enaltecendo a participação especial dos alunos da Educação Especial, Ana Rita Moreira Santos, n.º 1, 7.º B, e João Pedro Costa Ferraz, n.º 19, 6.º B. Serão divulgados no blogue da BE/CRE os melhores trabalhos. Para conheceres estes e outros trabalhos, visita o nosso blogue no seguinte endereço: http://creagrela.blogspot.com/ A equipa da BE/CRE

MAGUSTO NA ESCOLA DE CAMPINHOS – AGRELA

Nós por cá

A equipa da BE/CRE organizou, para comemorar o S. Martinho, um concurso de quadras. Depois de conhecida a lenda, pretendeu-se que os nossos alunos reflectissem sobre o significado essencial da época – a solidariedade e a comunhão de famílias e amigos. Tendo em conta a originalidade, a correcção linguística e a mensagem, foi atribuído pelo júri o primeiro prémio, à seguinte quadra: São Martinho

O Magusto e os Provérbios de S. Martinho • • • • • • •

Pelo S. Martinho, semeia o cebolinho. No dia de S. Martinho, vai à adega e prova o teu vinho. No dia de S. Martinho, mata o teu porco e prova o teu vinho. No dia de S. Martinho, lume, castanhas e vinho. Pelo S. Martinho, semeia favas e linho. No dia de S. Martinho, fura o teu pipinho. Pelo S. Martinho, há bom vinho e sol quentinho.

Lamelas 2.º e 3.º anos – Recolha efectuada pelos alunos junto da família

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As Olimpíadas de Matemática decorreram no dia 11 de Novembro, à tarde, na sala EV1. Os alunos do 7.º ano participaram nas Pré-Olimpíadas e os dos 8.º e 9.º anos concorreram à categoria A das Olimpíadas. A prova da pré era constituída por questões de escolha múltipla e duas questões de situações problemáticas. Na prova da categoria A os alunos tiveram que resolver quatro problemas.

Como curiosidade apresentámos aqui um dos problemas das Olimpíadas: "O Ricardo arrumou seis livros, de 100, 200, 300, 400, 500 e 600 gramas, em quatro prateleiras. Sabendo que na primeira prateleira colocou 900 gramas, na segunda colocou 500 gramas e na terceira 300 gramas, quantos livros colocou o Ricardo na quarta prateleira?" EB 2/3 de Agrela Cláudia(n.º 5) Cristina (n.º 6) e Tomás(n.º 25) do 7.º A

"Restaurante Naco de Letras" No dia 26 de Outubro, comemorou-se o Dia Internacional das Bibliotecas Escolares. Assinalando o evento, a Biblioteca Escolar do nosso Agrupamento promoveu uma actividade para os alunos do 5.º ano. A biblioteca transformou-se no “Restaurante Naco de Letras”. Com o lema “ Ler Não Engorda”, aos alunos do 5.º ano foi servida uma “refeição” diferente, promovendo, dessa forma, o gosto pela leitura e pelo livro. Pelos registos dos “nossos clientes”, no momento de “pagar a conta”, todos saborearam com prazer e entusiasmo a “refeição” servida.

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Nós por cá

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Nós por cá

O nosso Magusto No dia 11 de Novembro, dia de S. Martinho, fizemos o magusto da escola. Foi um dia diferente e muito divertido. Começámos por ver, ouvir e pintar a história de S. Martinho. Depois vimos os nossos colegas a cantar, a dançar e a tocar flauta. Fizemos a fogueira e saltámos por cima dela. Comemos as castanhas que estavam quentinhas e boas. No final fizemos jogos tradicionais. Nós gostámos muito do nosso magusto.

Texto realizado pelos alunos da Turma RG 2/3, com ilustração dos alunos da Turma RG 1da EB1/JI de Cantim – Reguenga. Trabalhos realizados por alunos do 7.º ano na disciplina de Educação Visual.

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Caminhada de Outono No dia 15 de Outubro de 2009, alguns alunos das turmas do 8.º Ano da nossa escola participaram numa caminhada, promovida pela Câmara Municipal de Santo Tirso. Nesta caminhada, participaram também alunos de outras escolas do Concelho. Partimos da escola numa camioneta, por volta das 8h45m, com destino a Roriz. Neste local, tivemos de esperar pelas outras camionetas que transportavam os alunos das outras escolas participantes. Saímos de Roriz por volta das 9h15m. Durante a caminhada passámos por vários locais interessantes, como por exemplo o magnífico Convento de Singeverga e pelos seus enormes e lindos campos. Ao longo do percurso parámos várias vezes para repormos líquidos e energia!

Já passava das 11h30m quando, por fim, parámos para almoçar. Depois do almoço, alguns alunos andaram a explorar o terreno e outros aproveitaram para relaxar com os jogos de cartas e outros jogos que trouxeram para se distraírem e divertirem. Por volta das 13h45m, retomámos a caminhada até ao topo de um monte. A caminhada terminou com a nossa chegada a Vilarinho, às 16 horas, onde a camioneta nos esperava para nos transportar novamente até à escola. Muito havia para dizer… por muito cansados que estivéssemos valeu a pena: fizemos novos amigos, vimos de perto a Natureza, (como é bela, e tantas vezes maltratada pelo Homem, devemos todos protegê-la para, como aconteceu, podermos usufruir dela), fizemos exercício físico e, acima de tudo, divertimo-nos imenso. Ana Coelho 8.º A

Comemoração do dia Mundial da Alimentação No passado dia 16 de Outubro de 2009, e no âmbito da Comemoração do Dia Mundial da Alimentação, desenvolveu-se uma venda de espetadas e batidos de fruta, para incentivar a comunidade educativa a mudar os seus hábitos de alimentação. Afixaram-se, ainda, cartazes alusivos a este mesmo tema, com a informação necessária sobre a roda dos alimentos, os seus componentes e sobre algumas regras de boa alimentação. Também criámos um “cantinho” de divulgação de produtos de Agricultura Biológica, onde colocámos produtos biológicos, ou seja, produtos cultivados sem fertilizantes ou adubos químicos. Alunos, professores e funcionários aderiram a esta iniciativa com grande entusiasmo… Foi um sucesso e pretendemos repetir! “Nós somos o que comemos!” Eunice Leite 8º A

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O repórter na escola

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O repórter na escola Visita de estudo ao centro Português de fotografia.

No dia 22 de Outubro, quinta-feira, a turma PIEF realizou uma visita de estudo ao Centro Português de Fotografia, no Porto. Saímos da escola por volta das 9:15h, acompanhados pelos professores Pedro Horta, Susana Ribeiro e Carla Lírio. No Centro Português de Fotografia visitámos várias salas com fotografias, visitámos as celas, incluindo a cela onde esteve o escritor Camilo Castelo Branco (autor do livro Amor de Perdição) e a sala onde se faziam os julgamentos. A seguir, fomos almoçar ao restaurante “Lima 5” no Porto.

Depois de um bom almoço, fomos à praia de Matosinhos. Aí, passeámos à beira mar, tirámos fotografias nas rochas, rimo-nos e conversámos muito. A seguir, fomos ao NorteShopping para ver uma exposição de fotografia. No entanto, não pudemos visitar a galeria porque estava em remodelação. Assim, os professores deram-nos autorização para passearmos no Shopping e marcaram uma hora para nos encontrarmos em frente à FNAC. Chegámos por volta das 17h à escola. Gostámos muito da visita de estudo ao Porto e do convívio com os professores que nos acompanharam. Turma PIEF

A vinda de uma dentista à nossa Escola Na sexta-feira, dia 23 de Outubro, a Educadora do Jardimde-infância pensou chamar à Escola uma Encarregada de Educação que tinha como profissão ser dentista. Quando a nossa convidada chegou à Escola, apresentou-se e mostrou um filme onde explicava o que eram as bactérias e como elas se formavam na boca. A doutora dentista tinha levado uma “dentuça” de plástico e também uma enorme escova dos dentes com os pêlos muito grandes. Explicou-nos como se lavam os dentes correctamente. De seguida, todos os meninos da minha escola tinham imensas perguntas para fazer à dentista, que respondeu a todas. No fim, ela distribuiu pastas dos dentes e um cartaz. Saímos da biblioteca todos felizes e com vontade de tratar bem os nossos dentes. A utilização diária de uma escova de dentes é fundamental para a higiene oral. Mariana Costa – AG 4

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Dia Bandeiras Verdes 2009- Galardão Eco-Escolas O dia do Galardão Bandeiras Verdes significou o culminar dos projectos desenvolvidos em 2008/2009 na nossa escola, os quais depois de avaliados demonstraram possuir a qualidade suficiente para, segundo os critérios da FEE Internacional (Foundation for Environmental Education) lhe ser atribuída a designação de Eco-Escola. A cerimónia decorreu no Eurparque, em Santa Maria da Feira, no dia 29 de Setembro. Estiveram presentes quatro alunos do 6.º C (Cátia Lopes, Francisca Leça,

Jorge Costa e Victor Maia); duas alunas do 8.º A (Eunice Leite e Leonor Souto) e dois alunos do 8.º C (Diogo Lucas e Guilherme Santos) e as professoras Olga Bilhoto e Cristina Filipe. Actividades diversas estiveram à disposição dos Eco-Estudantes durante a manhã, período em que decorreu também a entrega dos prémios dos Concursos 2009. A tarde foi marcada pelos Eco-Estudantes em palco, local onde o aluno Guilherme Santos recebeu a bandeira verde da nossa escola. A cerimónia de hastear da bandeira Eco-Escolas 2009, na nossa escola, está programada para o dia 18 de Dezembro.

Para ajudar à concretização de todas as actividades de exploração dos temas propostos para o Programa Eco-Escolas, foi criado, na nossa escola, o Clube do Ambiente. O clube funciona todas as quintas-feiras, das 17:10h às 17:55h, sob orientação da professora Olga Bilhoto e tem como membros alguns alunos das turmas 8.ºA, 8.ºC e CEF-CEC. A primeira sessão deste clube foi no dia 5 de Novembro onde se desenvolveram actividades relacionadas com a organização da campanha de troca de lâmpadas prevista para o dia 10 de Novembro.

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Novos horizontes

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Novos horizontes

17 de Outubro – Dia Mundial para a Erradicação da Pobreza Este ano lectivo o Departamento de Ciências Sociais e Humanas decidiu assinalar esta data, pois considerou de extrema importância que os alunos da Escola EB 2, 3 de Agrela reflectissem sobre a triste realidade que é a pobreza, sobre os números assustadores da pobreza que nos rodeia resolvendo mobilizar os alunos do 2.º ciclo na actividade de complemento curricular, de modo a que estes a dessem a conhecer aos restantes alunos e comunidade educativa. Pretendeu-se pôr na prática alguns dos eixos prioritários do Projecto Educativo do Agrupamento designadamente a promoção uma “cultura de escola” com qualidade, com regras, disciplina e valores de cidadania e reforçar a actuação da escola como espaço cultural, informativo, formativo e comunitário.Pode dizer-se que os alunos estiveram empenhados em toda a actividade e que os seus rostos espelharam a seriedade que envolve todo este flagelo social. Perceberam, igualmente, que é tarefa de todos trabalhar para a sua erradicação e que, com pequenos gestos desenvolvidos na vida quotidiana, se pode promover a cooperação entre povos com vista ao desenvolvimento, à paz, à justiça social e solidariedade. Várias turmas dos 5.º e 6.º anos de escolaridade contribuíram para a elaboração de um “Manifesto contra a Pobreza”, dando as suas opiniões sobre as causas e como podemos actuar no sentido de tentar

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minorar este flagelo. Os alunos do 6.º D colocaram as suas pegadas num lençol, que serviu de mote e divulgação, para a actividade desenvolvida e uma outra de 6.º ano desenhou e recortou as letras que deram o título à acção “Ergue-te contra a Pobreza”. Uma turma de 5.º ano procedeu à colagem das letras. Esse lençol foi colocado num dos lugares centrais da Escola, para que toda a comunidade escolar percebesse a importância da comemoração do “Dia Mundial da Erradicação da Pobreza”. Os alunos desenvolveram todas as tarefas com empenho e manifestaram satisfação por puderem fazer algo por tão nobre causa. Como culminar de toda esta actividade, teve a Escola o privilégio de ter entre si um grande orador/comunicador, o Sr. Dr. Tiago Ricardo, licenciado em Psicopedagogia Clínica e em Teologia, que amavelmente se deslocou à Escola, e durante toda a manhã de segunda-feira, 19 de Outubro, falou de modo eloquente e brilhante com os vários alunos das diversas turmas sobre a pobreza e da forma como podemos, com pequenos gestos no dia-a-dia, contribuir para que, esta, diminua e passemos a viver num mundo que queremos bem melhor, pois não queremos que “a pobreza se transforme em paisagem”. “Não estamos no mundo apenas para existir. Não estamos só de passagem. A cada um de nós foi dada a capacidade de fazer algo de maravilhoso”. Madre Teresa de Calcutá


Projecto Rios: Adoptar um troço de rio

Muito mais sensíveis à preservação do ambiente, os programas de ensino apostam hoje, desde o Pré-escolar até ao Secundário, na educação para um desenvolvimento sustentável. 2010 será o Ano Internacional da Biodiversidade… hoje apresento um projecto que julgo muito interessante não só pelas suas finalidades mas também pelas experiências que podem proporcionar a toda uma comunidade. Num país onde cerca de metade das linhas de água ainda tem má ou muito má qualidade, um projecto cívico promete mudanças. É o Projecto Rios. O projecto nasceu na Catalunha em 1999, foi depois adoptado na Galiza, e mais tarde foi lançado em Portugal pela Associação Portuguesa de Educação Ambiental e pela Associação de Professores de Geografia, com o apoio de instituições como a Liga para a Protecção da Natureza e a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. A iniciativa tem como principal objectivo implementar um

A floresta que temos, a floresta que queremos Plantar uma árvore é um acto simples, que provavelmente nunca concretizou, mas com muito significado para a Vida no planeta! Muito significado porquê? As árvores desempenham importantes funções como a produção de alimento e outros bens, promoção da biodiversidade, fixação do dióxido de carbono da atmosfera, diminuição do aquecimento global, regulação do ciclo da água, protecção do solo, recreio e lazer. Em Portugal continental existem cerca de 350 espécies de árvores e arbustos característicos da nossa floresta. Olhe bem à sua volta e… o que encontra? Parece encontrar senão uma! Qual? Pois é… o eucalipto! Cada ecossistema apresenta as suas árvores características e o nosso (Floresta Mediterrânica ou Chaparral) é detentor de árvores bem bonitas, frondosas, imponentes e de muita riqueza. Estou a lembrar-me da

plano de adopção de 500 metros de um troço de um rio ou ribeira, por grupos que podem ser alunos de uma escola, organizações não governamentais, amigos, ou mesmo uma família. O Projecto Rios, pela metodologia que utiliza, pretende promover a curiosidade científica e implementar o método científico experimental, através da recolha e registo de informações e dados geográficos, físico-químicos, biológicos, eventos históricos, sociais e etnográficos, contribuindo assim para a melhoria do espaço estudado e da qualidade fluvial global, com vista à aplicação das exigências da Directiva Quadro da Água e da Lei da Água. Não se adopta o troço de um rio por um dia, uma semana, um mês ou um ano… adopta-se para sempre! Seja solidário… adopte um rio! Ana Almeida

oliveira, da azinheira, do carvalho-alvarinho, do carvalho-negral, do sobreiro, do carvalho-anão, do pinheiro-manso, do pinheiro-bravo e do castanheiro! Será que esta lista é suficiente para mostrar a biodiversidade vegetal que poderia existir na nossa floresta? Isto para não falar na variedade de espécies animais que aqui poderíamos encontrar! Pois é… mas não parece ser esta a floresta que temos, pois não? Já alguma vez tentou contabilizar as espécies vegetais e animais que encontra num eucaliptal? Só encontra eucaliptos e mais uma ou outra espécie! Afinal, a floresta que temos é a floresta que queremos?

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Novos horizontes

A g r u p a m e n t o D’ A g r e l a e V a l e d o L e ç a


Em torno de...

Sabias que …

O Prémio Nobel da Literatura foi atribuído este ano a uma mulher, a escritora alemã de origem romena, Herta Müller, de 56 anos? Herta nasceu a 17 de Agosto de 1953, na aldeia de Nitzkydorf, perto de Timisoara, na Roménia. Estudou alemão e literatura romena na sua terra natal e trabalhou depois como tradutora numa fábrica de Timisoara, antes de ser demitida das suas funções em 1979 por se ter recusado a colaborar com a polícia política de Nicolae Ceaucescu. Herta Müller acabou por abandonar o seu país em 1987 para ir para a Alemanha com o marido, o também escritor Richard Wagner. Em 1984, foi distinguida com o Prémio Aspekte. Onze anos depois, recebeu o prémio europeu de literatura Aristeion e foi eleita para a Academia Alemã para Língua e Poesia. Em 1998, recebeu o prémio irlandês IMPAC, no ano seguinte o Prémio Franz Kafka.

Breve história dos Prémios Nobel O Prémio Nobel foi instituído por Alfred Nobel, químico e industrial sueco, inventor da dinamite. Nasceu em Estocolmo, em 21 de Outubro de 1833 e morreu em Dezembro de 1886. Os prémios são entregues anualmente no dia 10 de Dezembro, aniversário da morte de Nobel, a pessoas que fizeram pesquisas importantes, criaram técnicas pioneiras ou deram contribuições destacadas à sociedade. Nobel dedicou-se à investigação do sector da química, que serviria mais tarde para a descoberta e confecção de explosivos de que as empresas de seu pai necessitavam para prosseguirem a sua actividade. O mais importante invento de Alfred Nobel foi a dinamite, registado definitivamente em 1875. Consciente de que os seus inventos na área dos explosivos foram a causa de várias guerras e destruições, Alfred Nobel tentou redimir-se, redigindo, pouco antes de morrer, um testamento onde estipulava os célebres

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Em 2003, foi galadoarda com o prémio Joseph Breitbach de literatura alemã, em 2004, com o prémio de literatura da Fundação Konrad Adenauer e, em 2006, com o Prémio Würth de literatura europeia. Müller é autora de livros como “O homem é um grande faisão sobre a terra” e “A terra das ameixas verdes” já publicados em Portugal. prémios monetários destinados a galardoar aqueles que mais se distinguissem nas áreas da física, química, medicina, literatura e paz. O principal objectivo de Alfred Nobel era permitir a prosperidade, a investigação científica e a luta contra as doenças. Insistiu também na importância da literatura como fonte de enriquecimento humano.


A g r u p a m e n t o D’ A g r e l a e V a l e d o L e ç a

Em torno de...

Astérix fez 50 anos A 29 de Outubro de 1959, nasceu «Astérix, o gaulês», personagem da banda desenhada criada pelo argumentista René Goscinny e pelo escritor e ilustrador Albert Uderzo. Desde então as aventuras deste gaulês tão especial passaram a ser publicadas na revista francesa «Pilote». O primeiro livro viria a ser editado em 1961. Este ano, o aniversário deste famoso gaulês foi comemorado com a edição do livro «O Aniversário de Astérix e Obélix, Livro de Ouro», em simultâeo, em 19 países, incluindo Portugal, num total de 3,5 milhões de exemplares. As aventuras de Astérix e dos seus amigos gauleses, também já transpostas para o grande ecrã, continuam a fascinar gerações.

Astérix et Obélix

Astérix et Obélix “sont nés” en 1959. Ils sont amis et très amusants. Astérix est petit et maigre. Il a les cheveux blonds et courts. Il porte un moustache blond et il a les yeux marron. Il porte une tshirt noire, des pantalons rouges et une ceinture verte. Obélix est grand et très gros. Il a les

cheveux roux et la moustache russe. Il porte des pantalons bleus et blancs à rojures et une ceinture verte avec des pois jaunes. Obélix a un petit chien qui s’appelle Idéafix. Il est très amusant parce qu’il est trop petit et Obélix est trop grand. Les trios, Astérix, Obélix et Idéafix, sont toujours ensemble.

Daniela 7.º D

Parabéns, Alice Vieira! Em Outubro, no ano em que soma “30 anos de livros”, Alice Vieira foi nomeada para aquele que é seguramente um dos mais importantes prémios internacionais de literatura infanto-juvenil, o Astrid Lindgren Memorial Award (ALMA). Este prémio foi criado em 2002 pelo Conselho Nacional de Cultura sueco em memória da autora de Pipi das Meias Altas, e é atribuído todos os anos a autores, ilustradores e organizações que promovam a leitura à luz dos princípios de Astrid Lindgren. Merecedora de várias distinções a nível nacional e internacional, Alice Vieira é autora de uma grande obra, tanto em qualidade como em número de obras publicadas, contando já com mais de meia centena de títulos, repartidos por géneros distintos.

Quem não leu já “Rosa, Minha Irmã Rosa” ou “Livro com cheiro a chocolate”? Alice Vieira é uma escritora profundamente conhecedora do imaginário infanto-juvenil. Tem uma escrita repleta de ternura e as suas palavras emocionam. Parabéns, Alice! E muito obrigada pelo muito que nos tem dado ao longo destes 30 anos!

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Ciências, Tecnologias e Ambiente

CANÁRIOS Canário, aquele passarinho meigo, terno e que nos encanta com o seu canto e beleza da sua roupa, mas que tão poucos conhecem. Daí, convidar-vos para uns momentos de aprendizagem e de reflexão sobre esta linda ave. Canário é, por definição linguística, um pássaro canoro da família dos Fringilídeos, que se encontra ainda no estado selvagem nas ilhas Canárias; designação extensiva a diversas raças domésticas de pássaros dessa mesma família, tipicamente amarelos, muito apreciados pelo seu canto e beleza em todo o Globo. De facto, foi a partir desta pequena e humilde ave, originária das ilhas Canárias, donde lhe provem o nome, cujo único pecado foi ter encantado os colonizadores europeus com o seu belo canto e a cor verde do seu manto, que os criadores e amantes de aves desenvolveram até hoje cerca de 400 espécies (mutações). Canaricultura é a arte de criar canários e as pessoas que se dedicam à sua criação, chamam-se canaricultores. A COM (Confederação Ornitológica Mundial) e a FONP (Federação Ornitológica Nacional Portuguesa) dividem todas estas mutações em três grandes grupos: 1 – Canários de postura e porte; 2 – Canários de cor; 3 – Canários de canto. O primeiro grande grupo está relacionado com o tamanho, a forma como estes canários se apresentam e a sua postura nos poleiros. O segundo grupo está relacionado com a cor das aves. O terceiro grupo, como o próprio nome indica, está relacionado com o canto dos canários.

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O GLOSTER Vou agora contar-vos a história de um dos mais pequenos canários de porte (11 a 12 cm). Gloucestershire é uma região no Sul de Inglaterra onde vivia uma senhora chamada Rogerson, que é considerada a “mãe” deste canário. Mrs. Rogerson foi, de facto, a primeira a exibir este canário, numa exposição no Crystal Palace, no longínquo ano de 1925. O desenvolvimento desta mutação de canário deu-se quando Mr. John Mclay, de Kirkintilloch, um famoso criador escocês da época, começou a colaborar com Mrs. Rogerson, na criação deste tipo de canário. Utilizando os conhecimentos adquiridos por ambos e, também, através do acasalamento (cruzamento) de canários de outras raças já existentes, como o Border (tamanho 14,5 – 15 cm), o Norwich (tamanho 16 – 16,5 cm) e o Crested-crestbred (tamanho 17 cm), tarefa que demorou alguns anos, fizeram surgir o pequeno grande Gloster, nome que lhe provém da região onde ele inicialmente foi exposto e começou a ser criado. Nasce então o Gloster, canário alegre e vivo, que surge em duas versões: uma com coroa (Corona) e outra sem coroa (Consort).


O Corona deve ter uma coroa bem redonda e cheia, com as penas bem aderentes à nuca, o ponto central ao meio da cabeça e o mais pequeno possível e ter um bico cónico e pequeno. O Consort deve ter uma cabeça larga, grossa e redonda, as sobrancelhas bem visíveis e um bico cónico e pequeno. O Gloster tem um corpo cujas costas são ligeiramente arredondadas, com peito largo e bem arredondado e um pescoço curto, robusto e cheio. A plumagem deve ser lisa, brilhante e colada ao corpo. A cauda deve ser curta, estreita e em linha com as costas. As patas devem ser curtas, ligeiramente flexionadas e os músculos invisíveis. Relativamente à postura deve ser altivo, semi-direito e alegre. Segundo a opinião geral de criadores, na reprodução destas aves devem efectuar-se acasalamentos entre Glosters, um Corona e o outro Consort, com o objectivo de se manterem as características básicas da raça. Manuel Ferreira

Regresso do Lince Ibérico a Portugal Anos após a sua extinção em terras lusas, o lince ibérico voltou a Portugal. O primeiro dos 16 exemplares desta espécie – seis fêmeas e dez machos, que serão entregues até Dezembro por Espanha, é uma fêmea com o nome de Azahar. O lince ibérico não é avistado em território nacional desde 2001, mas estima-se que, em meados dos anos 90, existiriam 1000 a 1200 exemplares distribuídos por 9 núcleos populacionais, entre Portugal e Espanha. Na lista das espécies em vias de extinção em Portugal, o lince ibérico assume os primeiros lugares. Este é mesmo considerado o felídeo mais ameaçado do mundo, estando classificado como “criticamente em perigo” pelos Livros Vermelhos de Portugal e da União Internacional para a Conservação da Natureza.

A ideia é que os animais, acolhidos no Centro Nacional de Reprodução do Lince Ibérico, localizado em Silves, no Algarve, se reproduzam, como aconteceu em Espanha, de modo a que sejam reintroduzidos na paisagem portuguesa. Trabalho realizado por: Ana Carolina, n.º 1 Ana Valentina, n.º 2 Carla Daniela , n.º 6 Daniela Branca , n.º 9

da turma C, do 8.º ano

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Ciências, Tecnologias e Ambiente

A g r u p a m e n t o D’ A g r e l a e V a l e d o L e ç a


Ciências, Tecnologias e Ambiente

CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE MICOLÓGICA Como grande apreciadora e consumidora de cogumelos decidi fazer um pequeno estudo e transcrevê-lo para os leitores deste jornal . Boas práticas na apanha de cogumelos silvestres. A recolha de cogumelos silvestres pode ser uma actividade entusiasmante, mas há que cumprir um conjunto de regras essenciais para não acabar com a existência deste recurso. Material essencial: • Cesto de vime ou caixa de fruta aberta (recipiente perfurado); • Canivete ou faca; • Guia de Campo de identificação de Cogumelos Como colher: •Deixe sempre alguns cogumelos no campo; colha apenas as espécies e quantidade que vai consumir; •Apanhe apenas cogumelos em perfeitas condições de maturidade, não colha cogumelos velhos ou estragados (estes exemplares continuam a disseminar esporos); •Se a sua colheita for para fins gastronómicos, corte o cogumelo com o canivete pelo nível do solo (não arranque o cogumelo! Estaria a danificar o micélio que está enterrado); •Não use ferramentas para revolver o solo ( ancinhos, enxadas e pés de cabra); •No transporte dos cogumelos utilize um cesto de vime ou outro tipo de caixa que permita o arejamento dos cogumelos e a continuação da disseminação dos esporos (não use sacos de plástico); Onde colher: •Em áreas classificadas (Parques Nacionais, Parques Naturais, Reservas Naturais, etc.), averigúe as normas de apanha, consultando a Legislação (D.L.254/2009 – artigo 64º) •Em propriedades privadas, obtenha a autorização do proprietário; •Não se aconselha a recolha de cogumelos nas bermas das estradas, junto de áreas industriais, cursos de água contaminados, esgotos ou qualquer outra fonte de poluição.

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Identificação: •Sempre que tiver dúvidas em relação ao cogumelo que está a observar, não apanhe; tire fotografias de várias posições e anote o maior número de características; •Consulte um micólogo experiente; •Consulte o fórum Cogumelos de Portugal (http://cogumelosportugal.forumlivre.com/)

Alguns exemplos de cogumelos comestíveis: Boletus badius

Agaricus campestris

Boletus edulis

Alguns exemplos de cogumelos venenosos: Amanitas muscaria

Em caso de suspeita de intoxicação ligue: 808 250 143 Catarina Machado de Sousa n.º 8 5.º B


“Histórias Naturais” de Clara Pinto Correia Clara Pinto Correia, nascida em 1960, é uma ficcionista, cronista, divulgadora científica e muito conhecida bióloga portuguesa. É uma autora importante do panorama actual da literatura portuguesa, quer pelo seu estilo de escrita, quer pelas áreas da sua produção. A sua estreia literária dá-se em 1984, com o romance "Agrião", mas atinge a popularidade com o romance "Adeus Princesa", sucesso editorial, transposto para o cinema. Destacamos um livro muito interessante que nos foi apresentado pela nossa colega Ema Azevedo. Chama-se “ Histórias Naturais”, um conjunto de pequenas mas deliciosas histórias. Neste livro escreve sobre abelhas, esponjas, salmões, cobras… mas também sobre pedras, carvalhos e orquídeas. Sobre os polvos escreve esta autora bióloga “ Há os polvos à mesa das esplanadas (…)

E antes desses há os polvos vivos espreitando os mergulhadores debaixo de água, curiosos, inquietos, por momentos desarmantes na plena manifestação da sua inteligência. Os polvos, é para que se saiba, são os mais inteligentes de todos os invertebrados, os mais fiéis e sensíveis de todos os animais de sangue frio, antes ainda de serem os mais macios de todos os moluscos no momento de se lhes espetar o garfo. Aquelas rodelinhas tão tenras, tão bem temperadas, com pimentão desfeito, mesmo em frente da praia, não é? Pois o dono delas, quando estava vivo, tinha os olhos muito grandes, muito doces. E talvez tivesse um dia, inocente e confiado, chegado a fazer amizade com um visitante humano.” Ternurento, não acham? Ficaram com vontade de ler? Mergulhem, pois, nestes textos e descubram os segredos destes seres naturais desvendados por Clara Pinto Correia.

“O livro dos desejos” de Vergílio Alberto Vieira “Tudo começa com o fascínio de um rosto ou de um livro que, sem se fazer esperar, nos vem parar às mãos. Num primeiro momento, é a alegria das férias de Verão: da noite em branco, antecipando o dia de viagem: da descoberta do mar. Depois, é o desejo de conhecer novos amigos: do segredo de um beijo roubado à sombra do pinhal: de uma canção ouvida ao longe às portas de Setembro.” Este é um belo livro de poemas, que dá gosto saborear sozinho ou ler alto aos mais pequenos. O seu autor, Vergílio Alberto Vieira, nasceu em Amares, no distrito de Braga. Foi professor em várias escolas do país mas é mais conhecido como poeta, crítico literário e autor de obras para crianças. Lê este seu livro! Vais ver…é de ler e... sorrir por mais!

Ficha Técnica Director: António Coelho Propriedade: Agrupamento D'Agrela e Vale do Leça Periodicidade: Trimestral Colaboradores: Fernanda Teixeira; Miguel Santos; Mónica Dias; Jorge Dias; Ana Almeida; Rosa Gião; Conceição André; Maria José Coelho; Ana Paula Patricio; Teresa Lacerda; Ema Azevedo; Paula Leitão; Alexandra Martins; Sandra Olhero; Angelina Tomé; Lurdes Pinto; Olga Bilhoto; Susana Martins, Manuel Ferreira, Sofica Moura. Design gráfico: Erica Pinheiro Capa e Contracapa: Erica Pinheiro e Ema Azevedo Morada da escola sede: Rua da Liberdade, 4825-026 Agrela – Santo Tirso Telefone: 229698400 / Fax: 229698409 E-mail: agrelavaledoleca@gmail.com URL: www.agrelavaledoleca.com

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Sugestões irresistíveis

A g r u p a m e n t o D’ A g r e l a e V a l e d o L e ç a


O caçador de borboletas Vladimir recebeu muitas prendas no Natal, entre livros, discos, legos, jogos de computador, mas gostou sobretudo do equipamento para caçar borboletas. O equipamento incluía uma rede, um frasco de vidro, algodão, éter, uma caixa de madeira com o fundo de cortiça, e alfinetes coloridos. O pai explicou-lhe que a caixa servia para guardar as borboletas. Matam-se as borboletas com o éter, espetam-se na cortiça, de asas estacadas, e dessa forma, mesmo mortas, elas duram muito tempo. É assim que fazem os coleccionadores. Aquilo deixou-o entusiasmado. Ele gostava de insectos mas não sabia que era possível coleccioná-los, como quem colecciona selos, conchas ou postais, talvez até trocar exemplares repetidos com os amigos. Nessa mesma tarde saiu para caçar borboletas. Foi para o matagal junto ao rio, atrás de casa, um lugar onde se juntavam insectos de todo o tipo. Já tinha apanhado cinco borboletas, que guardara dentro do frasco de vidro, quando ouviu alguém cantar com uma voz de algodão doce – uma voz tão doce e tão macia que ele julgou que sonhava. Espreitou e viu uma linda borboleta, linda como um arco-íris, mas ainda mais colorida e luminosa. Sentiu o que deve sentir em momentos assim todo o caçador: sentiu que o ar lhe faltava, sentiu que as mãos lhe tremiam, sentiu uma espécie de alegria muito grande. Lançou a rede e viu a borboleta soltar-se num voo curto e depois debater-se, já presa, nas malhas de nylon. Passou-a para o frasco e ficou um longo momento a olhar para ela. — Agora és minha — disse-lhe. — Toda a tua beleza me pertence. A borboleta agitou as asas muito levemente e ele ouviu a mesma voz que há instantes o encantara: — Isso não é possível — era a borboleta que falava. — Sabes como surgiram as borboletas? Foi há muito, muito tempo, na Índia. Vivia ali um homem sábio e bom, chamado Buda… Vladimir esfregou os olhos: — Meu Deus! Estou a sonhar? A borboleta riu-se: — Isso não tem importância. Ouve a minha história. Buda, o tal homem sábio e bom, achou que faltava alegria ao ar. Então colheu uma mão cheia de flores e lançou-as ao vento e disse: “Voem!” E foi assim que surgiram as primeiras borboletas. A beleza das borboletas é para ser vista no ar, entendes? É uma beleza para ser voada. — Não! — disse Vladimir abanando a cabeça. — Eu sou um caçador de borboletas. As borboletas nascem, voam e morrem e, se não forem coleccionadores como eu, desaparecem para sempre. A borboleta riu-se de novo (um riso calmo, como um regato correndo, não era um riso de troça): — Estás enganado. Há certas coisas que não se podem guardar. Por exemplo, não podes guardar a luz do luar, ou a brisa perfumada de um pomar de macieiras. Não podes guardar as estrelas dentro de uma caixa. No entanto, podes coleccionar estrelas. Escolhe uma quando a noite chegar. Será tua. Mas deixa-a guardada na noite. É ali o lugar dela. Vladimir começava a achar que ela tinha razão. — Se eu te libertar agora — perguntou — tu serás minha? A borboleta fechou e abriu as asas, iluminando o frasco com uma luz de todas as cores. — Já sou tua — disse — e tu já és meu. Sabes? Eu colecciono caçadores de borboletas. Vladimir regressou a casa alegre como um pássaro. O pai quis saber se ele tinha feito uma boa caçada. O menino mostrou-lhe com orgulho o frasco vazio: — Muito boa — disse. — Estás a ver? Deixei fugir a borboleta mais bela do mundo. José Eduardo Agualusa in "Era uma vez" ,Revista Pais e Filhos

O Lecinha  

Jornal do agrupamento

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