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cotidiano, programa de necessidades e seus usos

O primeiro programa de necessidades da residência foi concebido através das necessidades de Joaquim e Lavínia e das suas expectativas acerca do futuro.

1905

ORIGEM

O segundo programa foi fruto da reforma feita em 1921, pelo construtor Luiz Ferreira e pelo arquiteto Armando Reimann que elaborou o desenho das fachadas. A reforma foi consequência do aumento da família – nascimento de Raphael, primeiro filho do casal – e do seu crescente enriquecimento. Com isso, além da ampliação da residência, o terreno ao lado originalmente comprado para negócios, tornou-se o jardim da casa. Mudando do estilo romântico para um estilo mais palaciano, o projeto definiu a volumetria e a maior parte dos elementos das fachadas atuais. A atenção se focou à fachada frontal e às laterais visíveis da rua, o que é ressaltado pela diferença entre a cobertura da frente e a dos fundos. A primeira exibia uma mansarda à francesa alta e a segunda um telhado mais baixo embutido em platibandas. Curiosamente, mesmo com toda imponência da mansarda, não havia caminhos que permitiam o seu acesso. “Para o mundo, integra-se o jogo da ostentação, no cotidiano, mantém-se o despojo.” (Revista CPC, 2015, p.53-54)

A hierarquização do programa do palacete ficou ainda mais evidente.

1921

REFORMA

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MONOGRAFIA - Modos de Morar em São Paulo [4º semestre]  

Monografia elaborada para disciplina de História da Arquitetura e Urbanismo no Brasil I durante o 4° semestre da graduação de Arquitetura e...

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