Page 1

01102009241183 Nยบ 1, ano I

UNDERMAG!

1


2

UNDERMAG!

Nยบ 1, ano I


Nยบ 1, ano I

UNDERMAG!

3


Foram quase 3000 horas, 130 dias, 18 semanas ou 4 meses. Mais de 500 e-mails trocados, 500 minutos de conversas telefônicas e mais de 30 horas de reuniões. Foram 14 entrevistas, mais de 150 fotos para selecionar, editar e tratar, e muita, mas muuuita dedicação. Esses são alguns dos números que envolvem essa primeira edição da Revista Undermag, desde a ideia inicial até esse momento, que fez com que a revista chegasse na sua mão. Esperamos que todo esse esforço seja recompensado pela sua satisfação em ter uma revista com um conteúdo bacana e um visual moderno e arrojado. Divirta-se! RAFAEL ERDEI

er

pa e pôst

Fotos ca

ga por Lurin

*Dedicamos essa edição ao nosso querido amigo Breno Bolan. DIRETOR: Rafael Erdei rafael@undermag.com.br EDITOR CHEFE: Bruno Massao massao@undermag.com.br

SKEMA110 CARA NOVA REPORT TOUR BQVDC (bandas que você deveria conhecer) PORRADA GAROTAS NO ROCK NA GRINGA POSTER MATÉRIA CINE TÉCNICA ARTE RESENHAS WISHLIST MOSH ENSAIO COLUNA

DIREÇÃO DE ARTE: LéO Simões leo@undermag.com.br RESP. REDAÇÃO: Natália Karpischeck natalia@undermag.com.br DIRETOR DE FOTOGRAFIA Caio Paifer caio@undermag.com.br COLABORADORES: Mauricio Santana, Luringa, Adriano Ribeiro, Donnato, Ana Linhares, Rogério Lugano, Nicole Colino, Andrea Ariane, Jozzu Depto. Comercial: publicidade@undermag.com.br Assine a Undermag: assinatura@undermag.com.br

A Revista Undemag é uma publicação da EDITORA LIDER LTDA-ME.

www.editoralider.com.br www.undermag.com.br Os anúncios e textos assinados são de total responsabilidade de seus autores e não refletem necessariamente a opnião da revista.


SKEMA 110

Confira algumas bandas que se destacaram no mais importante festival para bandas novas realizado pelo Hangar110.

A Wake of a Dream

Burning Love Letters

myspace.com/awakeofadream

purevolume.com/bll09

Carro 8

Chronic

Cronica Urbana

myspace.com/bandacarro8

myspace.com/bandachronic

myspace.com/bandacronicaurbana

FAI

Garage 18

myspace.com/garage18oficial

Laventura

myspace.com/bandafai

Liga Z

Lottus

Mau Estar

myspace.com/bandalottusrock

myspace.com/bandamauestar

RedNylon

República 34

myspace.com/bandaligaz

New Band

myspace.com/newbandrock 6

UNDERMAG!

Nº 1, ano I

myspace.com/rednylon

Casa Limpa

myspace.com/casalimpa10

myspace.com/bandalaventura

myspace.com/rockrepublica34

Você ou algum amigo tem uma banda e não consegue tocar? Entre no site www.hangar110.com.br, clique em SKEMA110 e sabia como participar.


mural

Esse espaço é seu, querido leitor. Por se tratar da primeira edição, não temos e-mails para publicar, então colocamos algumas fotos dos shows do Face to Face e Walls Of Jericho, que aconteceram em agosto e setembro, respectivamente. Sinta-se a vontade para nos enviar seu recado, sugestões, dúvidas e críticas. Responderemos a todos e publicaremos aqui abaixo as melhores mensagens. Não esqueça de nos seguir no Twitter e fique de olho nas promoções, você pode ganhar camisetas, tênis, cds, dvds, ingressos para shows, produtos oficiais da sua banda preferida e ainda poder conhecê-los pessoalmente. Fique de olho. cartas@undermag.com

@undermag

Face to Face

Guaraná Antártica Street Festival Chacará do Jockey 29 de Agosto Fotos: Bruno Massao

Walls of Jericho Inferno Club 20 de Setembro

Fotos: Mauricio Santana

Nº 1, ano I

UNDERMAG!

7


divulgação

divulgação

cara nova

autonomos

triz

POR NATÁLIA KARPISCHEK

POR RAFAEL ERDEI

myspace.com/autonomos

Para quem pensa que em Vinhedo, cidade próxima a Campinas (interior de São Paulo), só se produz uva e bons vinhos, está bem enganado. O power trio formado por Kadu (voz e baixo), Deh (guitarra) e Fred (bateria) é a prova que a cidade também é uma exportadora de boa música. Com pouco mais de um ano de vida, o Triz já tocou em mais de 50 cidades em 6 estados diferentes e, atualmente, estão preparando seu primeiro CD, que conta com a produção do vocalista da Hardneja Sertacore, Nigéria.

divulgação

divulgação

O Autônomos, banda paulistana de hardcore, surgiu há oito anos - não sendo, assim, uma banda tão nova na cena independente. A questão é que foram nos últimos dois anos que o quinteto deu seus passos mais largos ao produzir e lançar seu primeiro álbum, o Alpinismo. Apostando em um hardcore “rápido, direto e verdadeiro”, palavras estas dos próprios integrantes, o CD conta com doze faixas, incluindo a participação especial de Gonta, vocalista do Overlife Inc.

myspace.com/trizrock

drop in

sonni

myspace.com/sonnirock

myspace.com/oficialdropin

POR NICOLE COLLINO

POR NATÁLIA KARPISCHEK

Essa banda de Campinas, interior de São Paulo, foi formada em 2008 e conta com Rik nos vocais, Régis no contrabaixo e back vocal, Mineral e Jão nas guitarras e Luis na bateria. Fazendo um rock dançante e divertido, com letras que falam sobre acontecimentos do dia-a-dia de seus integrantes, é uma ótima pedida para quem curte a nova onda “power rock pop” dançante. Com um EP recém lançado, eles se preparam a gravação o primeiro vídeo-clipe.

8

UNDERMAG!

Nº 1, ano I

Banda do litoral tem cara de banda do litoral? A Drop In tem. Luiz Gouveia (voz e guitarra), Renato do Val (guitarra), Lucas Fernandes (baixo) e Diego Toffoli (bateria) fazem um rock animado, meio puxado pra surf music, com letras cheias de gírias litorâneas e do dia a dia por lá. Ao ouvir, é impossível não notar que a banda é de Santos. Para quem é chegado em bandas como For Fun, Strike e Charlie Brown Jr, a Drop In é uma ótima pedida.


Nยบ 1, ano I

UNDERMAG!

9


report tour myspace.com/envydust

POR NATÁLIA KARPISCHEK Em 2003, da cena independente de São Paulo, surge o Envydust, banda de rock que dialoga com letras bem elaboradas, som pesado e elementos eletrônicos. Formada pelo vocalista Max, responsável pela parte melódica das canções, Daniel, que além dos berros também cuida dos synths e programações, Che no baixo, Barros na bateria e Shelka e Bjar nas guitarras. Os caras lançaram seu primeiro disco em 2005, o “Quando Estar Vivo Não Basta”, e, em 2008, o álbum “Um” chegou às lojas com uma proposta inovadora: são contadas três histórias diferentes ao longo do CD, cada uma delas cantadas em quatro faixas e separadas por interlúdios. O resultado da ótima produção e do instrumental bem trabalhado é o de não apenas escutar as músicas, mas também ler as letras a fim de tentar decifrá-las e entendê-las, acompanhando cada história com atenção. Quanto a satisfação do grupo frente ao álbum, Max diz que todos estão muito satisfeitos: “Esses dias eu estava olhando de novo pro disco, mais de ano depois, e o distanciamento faz a gente ver as coisas com outros olhos, sabe? É muito prazeroso ver a quantidade de coisas que realizamos com sucesso nesse disco, desde o emaranhado das histórias, o encaixe das letras, até as músicas, que vieram especialmente complexas e cheias de camadas nesse disco. A alegria que sentimos agora é proporcional ao trabalho que tivemos”. Outra grande realização da banda foi a turnê Beyond The Chaos Tour, que tem como intuito levar o som de bandas brasileiras que fazem um rock mais intenso para a Europa. O Envydust, junto a outros grupos brasileiros (Sayowa, Maldita e Seita), tocou em diversas casas de shows na Holanda e Bélgica, no período de 29 de abril a 10 de maio. Foram 11 shows realizados em 12 dias, uma correria que veio a acrescentar satisfação e, principalmente, amadurecimento aos integrantes. “A turnê, com certeza, serviu para que amadurecêssemos. Acredito que toda experiência nova contribua para tal. Agora, é trabalhar para conseguir um reconhecimento cada vez maior no Brasil e também mundo afora”, diz Che. Barros completa: “É a sensação de ter conseguido fazer algo que tanto quería-

10

UNDERMAG!

Nº 1, ano I

mos, e agora sabemos melhor o que queremos para a banda e para as nossas vidas”. O público que assistiu aos shows do Envydust soube apreciar o som, muito parecido com a galera daqui do Brasil, gerando uma repercussão muito positiva. Quanto a essa semelhança, Che destaca que a globalização chamou muito sua atenção, pois “obviamente que, mesmo estando aqui, sabemos que os costumes andam parecidos, mas quando chegamos lá e vimos uma tribo exatamente igual à daqui, vestindo a mesma roupa, usando os mesmos cortes de cabelos e seguindo os mesmos ídolos, foi bem interessante”. Além disso, a estrutura do evento foi outro ponto a ser destacado por ele: “Éramos uma banda independente, de música pesada, vindo de um país distante e fomos recebidos em casas sempre muito bem equipadas e preparadas”. Bjar completa a impressão da banda comentando que “ir pra Europa foi uma experiência incrível, muito gratificante para gente. Todas as cidades eram bem diferentes umas das outras, umas extremamente pequenas, onde você podia cruzar a cidade a pé em 20 minutos, numa era só atravessar a rua e você estava na Alemanha, e outras bem grandes, mas o mais legal é que fomos muito bem recebidos em todas elas”. Quanto as novidades, eles estão preparando o terceiro álbum, com previsão de lançamento para o primeiro semestre de 2010. O clima do processo de produção está bem interessante, e, desta vez, o método de criação é diferente dos outros CDs: “Estamos usando muito os equipos eletrônicos, laptops e sintetizadores, misturando tudo isso com as músicas que estamos compondo. É bem diferente do que estávamos acostumados, mas o resultado tem sido bem positivo até agora”, relata Barros. Do novo CD, deve-se esperar algo totalmente original, mais pesado e mais eletrônico, diferente de tudo feito pelo Envydust anteriormente. Che conta que costuma dizer que, o dia em que a banda fizer um disco parecido com o anterior, será a hora de mudar de profissão: “Nem nós mesmos sabemos ainda o que esperar, mas sabemos o que não esperar. O que a gente gosta mesmo é de experimentar”.


Nยบ 1, ano I

UNDERMAG!

11


BQVDC foto Marcelo Mattina

BANDAS QUE VOCÊ DEVERIA CONHECER...

phone trio myspace.com/phonetrio

Básico como o 1,2,3. Três acordes, um trio. Se você ainda não conhece essa banda carioca está no mínimo 4 anos atrasado na história. O Phone Trio, que surgiu em 2005, atualmente é uma das mais queridas bandas da atual safra do pop punk nacional, sendo formada por Mateus no baixo, Hugo na bateria e Sal na

galo darve myspace.com/galodarve

POR ANDRÉA ARIANI

guitarra e vocal. A vontade de simplesmente se juntar para fazer boa música, inspirados em eternas referências como Descendents e Face to Face, rendeu uma demo indepedente e boas críticas da mídia especializada. Sons enérgicos e contagiantes em shows explosivos resumiam as aparições, chamando a atenção de selos

POR RAFAEL ERDEI

Meados de 2001, quatro amigos decidem se juntar e transformar em música seu dia a dia. Oito anos depois, com algumas mudanças na formação, o Galo Darve hoje é formado por Jota (guitarra e voz), Thiago (bateria), Raphael T.Ta (guitarra)e Roberto Toko (baixo). A banda acaba de lançar seu primeiro CD, intitulado “Já Andei Por Aqui”, que conta com as participações mais que especiais de Teco Martins (Rancore) na música “A Mesma Luz”, Rodrigo Lima (Dead Fish) na música “Sem Reação Contrária” e Alexandre “Capilé” (Sugar Kane) na música “Lutando Contra os Olhos”. Com guitarras bem trabalhadas e a bateria “pegada”, o Galo Darve faz um “Rock Sincero e sem frescura”.

12

UNDERMAG!

Nº 1, ano I

independentes. Não demorou muito para que rolasse o primeiro contrato, com a Enemy One Records, resultando no primeiro compacto, composto por sete faixas, denominado “Brickwall”. Músicas como “Crystal Clear” (primeiro single) e “Loves Me So, Loves Me Not” viraram hits instantâneos, caindo nas graças do público. No final de 2007, os shows fora do país e a mudança de selo alteraram os planos iniciais: lançar o primeiro full-lenght, com 10 músicas. Em 2008, ao invés disso, lançaram outro EP, chamado “Don´t sign the divorce papers”, pela Ideal Records, além de ser mundialmente distribuído, em formato virtual, pelo site Absolute Punk. Com faixas inéditas, a qualidade e o estilo pop punk contagiante se mantiveram. A faixa título, sem dúvidas, é uma das melhores do EP. O som atual, mas com cara de clássico, revive os bons tempos do punk do início dos anos 80 e, enquanto o tão esperado full-lenght não vem, a banda segue dando uma voltinha na Argentina, abrindo shows de bandas como The Ataris, ou simplesmente fazendo um show perto de você.

supercombo myspace.com/supercomborock

POR RAFAEL ERDEI

Quarteto formado em 2007, no Espirito Santo, e recentemente “adotado” pela “metrópole mãe” São Paulo, o Super Combo faz um rock dançante que agrada fãs de Cobra Starship, Panic at the Disco e Fall Out Boy. Nesse pouco tempo de vida, Leonardo Ramos (vocal/guitarra/teclado), Jean Diaz (guitarra), Jackson Pinheiro (baixo) e João Paulo (bateria) vem conquistando um público cada vez maior e lotando shows em casas noturnas e pubs paulistanos. O CD “FESTA?”, foi mixado em Tring, na Inglaterra por Leonardo Ramos e Barry Sage - que tem em seu precioso currículo trabalhos com artistas como Rolling Stones, Elton John, Queen, dentre outros.


porrada POR NATÁLIA KARPISCHEK

O quinteto paulistano, desde sua estreia na cena underground, em dezembro de 2002, vem mostrando uma grande evolução musical. Hoje, formado pelo vocalista Mi, o guitarrista Peres, o baixista João, o também vocal e guitarrista Elliot e o baterista Fil, o Gloria, banda de rock com influências de pop, ainda canta sobre sentimentos, intercalando berros e toques melódicos, mas com um “quê” a mais de amadurecimento. A banda marcou presença em muitos dos grandes festivais da cena underground, passou por mudanças em sua formação, lançou dois álbuns por selos independentes e, graças ao seu talento, despertou o interesse de Rick Bonadio, produtor musical de bandas como CPM 22, Fresno e NX Zero. Hoje, sete anos após o início da carreira, os meninos lançaram seu terceiro

myspace.com/musicgloria CD pela Arsenal/ Universal Music, intitulado GLORIA. Para muitos, a transição do alternativo para uma grande gravadora soou estranha, mas após ouvir o último álbum, grande parte do público percebeu que a proposta do Gloria continua a mesma, garantindo uma boa aceitação ao trabalho - este que sofreu influências de bandas como Slipknot, Metallica, Saosin e Vanna. E eles não param por aí: de quebra, foram indicados aos prêmios Multishow de Música Brasileira, Meus Prêmios Nick, do canal Nickelodeon e ao VMB da MTV. A realidade da banda mudou da água para o vinho, assim como seu profissionalismo e responsabilidades. Agora, resta aos fãs curtir cada etapa desse novo caminho que o Gloria trilhou - e ainda há de trilhar.

A mudança do meio independente a uma grande gravadora fez-se clara neste álbum. É incomparável a qualidade do som deste para os outros dois trabalhos da banda. Apesar disso, a essência continua a mesma: os vocalistas se ocupam em cantar sobre sentimentos, enquanto os instrumentos embalam as letras românticas com certo peso. Os destaques ficam por conta da faixa que abre o CD, "Anemia", com um forte instrumental e os brados de Mi ainda mais presentes, da regravação de "Asas Fracas", lançada no anterior, Nueva (2006), do hit "Minha Paz", de "É Só Você Lembrar", que remete à pegada do primeiro álbum da banda, e, por fim, da balada "Sua Canção", originalmente cantada pela banda Abril.

14

UNDERMAG!

Nº 1, ano I

cardiac myspace.com/cardiacrock POR ANDRÉA ARIANI

Porrada, peso e coração. Com apenas dois anos de formação, os paulistas do Cardiac vêm conquistando fãs e destaque com uma fórmula básica: unir a energia do hardcore com o peso do metal em letras que falam sobre o cotidiano, a vida e os sentimentos. Apesar do pouco tempo de formação, a banda tem em seu currículo shows com nada menos que Silverstein, Underoath, Sepultura, Blessthefall e, mais recentemente, Killswitch Engage, que rolou dia três deste mês. Os meninos seguem uma linha não muito em voga no Brasil, mas que vem ganhando força por conta de bandas como Envydust e Gloria, que vêm se destacando e representando, com louvor, esse nicho da cena. A banda lançou, em 2007, uma demo/EP que foi bem recebida e comentada pela mídia especializada. Neste comecinho de agosto foi lançado um disco completo com 10 faixas, em formato virtual, gravado em Campinas e com a produção de Ricardo Piccoli. Um dos destaques desta produção é “Onde Prolifera”, uma das faixas que, inclusive, já tem videoclipe disponível no myspace dos caras. Curtiu o estilo? Ficou curioso? Então procure, baixe e ouça. Urgente!


garotas no rock POR NICOLE COLLINO

Não sei se a Fake Number ainda precisa ser apresentada, mas, para quem ainda não a conhece, esta é uma banda de Lorena (SP) que lançou seu primeiro CD, Cinco Faces de Um Segredo, em 2007. Com pouco mais de dois anos de vida, em meio a shows por todas as partes do país, dois vídeo-clipes, matérias em revistas e, principalmente, o apoio de uma legião de fãs fieis, a banda viu sua carreira deslanchar. Os rostos não são os mesmos de três anos atrás. Da formação original, temos Elektra (vocal), Pinguin (guitarra) e Tony (bateria). Gah (guitarra) e Mark (baixo) foram os ultimos a entrar, somando muita simpatia e, claro, qualidade aos shows da banda. No início deste ano, eles

fake number myspace.com/fakenumber

assinaram com a gravadora Arsenal Music, também responsável por bandas como NxZero, Gloria e Fresno. Em comum com os colegas de gravadora, a Fake Number tem, entre muitas outras coisas, sua origem underground e músicas tocando nas principais rádios do país. Produzindo um novo CD, ainda sem data de lançamento, a banda trilha este caminho, ao lado de seu atual produtor, Rick Bonadio, que já fazia elogios à banda antes mesmo de trabalharem juntos. O significado do nome da banda é um mistério, já que ninguém além de seus integrantes sabe o que significa. Porém, isso não importa, afinal todos estão aqui por um mesmo motivo: a música.

POR BRUNO MASSAO

O Tera Brite é uma banda americana... Banda? Melhor definindo, é um projeto, formado em 2009 por Sabrina e DJ Monopoly, com a ideia de fazer um som na linha de bandas como Paramore, VersaEmerge e New Years Day. Um dos pontos positivos é o fato de você poder expressar sua opinião, sem que eles façam cara feia - algo raro hoje em dia, principalmente entre essas bandas novas. Planos para se tornar uma banda de verdade? Eles garantem que irão atrás de músicos para “ajudar” a dupla ao vivo - assim que lançarem novas músicas. Bateu aquela curiosidade? Corre lá no Myspace deles e escute No One Knows, única faixa disponível - por enquanto.

terabrite myspace.com/terabrite

Nº 1, ano I

UNDERMAG!

15


na gringa

myspace.com/thecab POR NATÁLIA KARPISCHEK

Alex DeLeon, vocalista da banda The Cab, parou um tempinho para responder ao nosso e-mail. No rápido bate-papo, ele conta o início do The Cab, o que tem escutado e, de quebra, fala do Brasil. Confira! - Alex, no que estavam pensando quando começaram a banda? Honestamente, procurávamos um jeito de matar o tempo. Eu estava cansado de ficar sentado no sofá assistindo televisão e comendo Pizza Pockets, então eu decidi pegar uma guitarra e escrever algumas músicas. Pelo menos eu achei que seria algo divertido de se fazer. - Por que The Cab? Você consegue definir a banda? O nome The Cab foi um dos mais simples em que conseguimos pensar, pois não queríamos um nome longo e enfeitado. Uma das coisas mais legais é que não consigo definir a nossa musicalidade. Tentamos fazer nossa música e ações falarem por nós. Com sorte, tudo mais vem com isso. - O que tem escutado nos últimos meses? Alguma banda nova? Várias bandas novas. As favoritas são The Script e Parachute. The Script é simplesmente maravilhosa. O vocal é incrível! Tem a Esmee Denters, do selo do Justin Timberlake, que também é muito boa. - Você tem algum projeto paralelo, como outras bandas? Eu não estou envolvido com outras bandas, pois estou focados no The Cab. Apesar disso, eu componho e produzo outros artistas junto com o Marshall. Além disso, ele tem uma linha de roupas (Marshall Threads).

16

UNDERMAG!

Nº 1, ano I

- Como os fãs reagiram quando Marshall publicou em seu blog que Ian Crawford saiu da banda? Nunca é legal perder um membro da sua banda, especialmente alguém tão importante como o Ian. Por sorte, encontramos um grande guitarrista, Bryan Dawson, que tocou conosco na turnê e já participa do processo de composição. Talvez seja o guitarrista mais talentoso que eu já conheci. - Como vocês se sentiram durante a turnê? E as expectativas para o futuro? Não podíamos ficar mais felizes. As primeiras semanas foram muito ótimas, os fãs foram muito gentis conosco. Inclusive saímos muito com eles após os shows. Tentamos não viver de expectativas, apenas trabalhamos duro e escrevemos da melhor forma possível, esperando que as pessoas gostem e se inspirem com isso! - Qual música fez vocês mudarem sua concepção? Aquela que foi como um "nós não somos amadores, isso é sério"... Um momento que foi simplesmente maravilhoso e meio que um "bem-vindo à grande liga", foi quando abrimos o show do Fall Out Boy, ou quando tocamos no Staples Center, com a turnê do Panic! At The Disco. - Como você se sentiu trabalhando com Brendon Urie (Panic! At The Disco) e Patrick Stump (Fall Out Boy), na gravação de Whisper War? Ter Patrick junto com Brendon cantando em nosso álbum foi uma honra. Dois dos meus vocalistas favoritos cantando uma das minhas músicas? Insano!

- Como vocês chegaram ao Punk Goes Pop - Vol. 2? Sempre fui um grande fã de Punk Goes..., essa série de compilações é brilhante. Escolhemos Disturbia (Rihanna) porque, apesar de pop, é uma música que tem uma aura cinemática e obscura em volta. Adoro a Rihanna, ela tem um potencial que a gente não percebe em boa parte da pop music que escutamos. Espero poder participar de outra coletânea algum dia! - Do The Cab, quais são suas músicas favoritas? E o público, tem alguma favorita? Uma das minhas favoritas é High Hopes in Velvet Ropes. É uma música bastante divertida de se cantar e ouvir. Com relação ao público, acho que ele tem gostado mais de músicas up, como Take My Hand e I'll Run. - E o próximo álbum, alguma coisa que vocês possam nos contar? Estamos ocupados e muito ansiosos pelo próximo álbum. Nunca paramos de escrever, então já temos várias letras e ideias que queremos gravar logo. Eu acho que vai mostrar nosso potencial e o que temos a oferecer. Se preparem! - E o Brasil, como vocês vêem a recepção dos fãs daqui? Desde criança, o Brasil é um dos lugares que eu sempre quis ir. Seria muito bacana fazer alguns shows e sair com nossos fãs brasileiros, que sempre nos escrevem, são compreensivos, incentivadores, alguns dos melhores fãs do mundo! E mal podemos esperar para tocar aí!


myspace.com/adaytoremember POR NATÁLIA KARPISCHEK

Para os que curtem hardcore e pop punk, o A Day To Remember surge como uma boa opção, já que mistura tudo isso e mais um pouco em seu som. A banda, formada na cidade de Ocala, na Flórida (EUA), vem mostrando amadurecimento e criatividade a cada disco lançado. Formada pelo vocalista Jeremy Mckinnon, pelo baixista Joshua Woodard, por Neil Westfall e Kevin Skaff nas guitarras e, por fim, pelo jovem baterista Bobby Scruggs, a banda conta com uma discografia composta por três CDs: And Their Name Was Treason (2005), For Those Who Have Heart (2007) e Homesick, o mais re-

myspace.com/setyourgoals POR BRUNO MASSAO

“Traditions, our mission: To listen, learn, and pass them on / Our ethos, it’s all we know / We can’t let go”. Imagine um liquidificador, onde colocamos dentro dele um copo de pop punk da Flórida, duas colheres do hardcore melódico de Orange County,

cente, lançado em 2009, que conta com a participação de Mike Hranica, integrante da banda The Devil Wears Prada, Vincent Bennett, do The Acacia Strain e Sierra Kusterbeck, do VersaEmerge. O som dos caras também marca presença na coletânea Punk Goes Pop, com a regravação da música Over

My Head, originalmente cantada pelos norte-americanos do The Fray. Em meio a uma maré de bandas passageiras e parecidas umas com as outras, nasce o A Day To Remember, que contagia com seus breakdowns e o intenso gutural de Jeremy. Vale a pena conferir.

uma certa pitada de hard core NY e batemos tudo na última velocidade. Pronto, você tem o Set Your Goals. Formada em 2004, em São Francisco, a banda atualmente tem um DVD, um EP, dois full-length, um contrato com a Epitaph Records, e conta com Matt Wilson e Jordan Brown dividindo os vocais, Audelio Flores e Daniel Coddaire nas guitarras, Joe Sauce-

do no contrabaixo e Michael Ambrose na bateria. Em This Will Be The Death Of Us, lançado em julho de 2009, a banda mostra um amadurecimento incrível em suas 12 faixas, contando com participações de Hayley Williams (Paramore) em The Few That Remain; Chad Gilbert (New Found Glory) em Our Ethos: A Legacy To Pass On; John Gula (Turmoil) em Gaia Bleeds (Make Way For Man); e Vinnie Caruana (exThe Movielife / I Am The Avalanche) na faixa título e primeiro single do CD, This Will Be The Death Of Us. Vinnie, inclusive, aparece no clipe dessa música. Um dos pontos mais marcantes com certeza é a presença de palco. Gaba, nosso colunista e baterista das bandas Lady Sinatra (EUA) e Reffer (Brasil), costuma elogiar - e muito - a performance do sexteto, além de dizer que não se cansa de ver a banda ao vivo. Posso garantir que você pode escutar sem medo, principalmente se gostar de bandas do gênero. Não é o bastante? Bom, já não posso fazer nada. Quem está perdendo é você.

Nº 1, ano I

UNDERMAG!

17


foto Luringa

POR ANA LINHARES

DH (vocal), Bruno (baixo), Dan (guitarra), Pedro (sintetizadores) e David (bateria). Cinco garotos então deram novas cores ao cenário underground – e agora ao mainstream – do Brasil. “Flashback”, o primeiro trabalho, lançado pela gravadora Universal Music, já vendeu mais de 20 mil cópias, rendendo indicações os Prêmios Multishow e VMB. Além disso, os neon boys estão na trilha sonora da novela “Bela, A Feia”, da Rede Record. Em entrevista exclusiva para a UnderMag, ele falaz sobre tudo e afirmam: “Somos amigos de todos que querem ser nossos amigos.” Confira! Vocês tinham uma banda bem diferente do que o Cine faz hoje. Há quanto tempo tocam juntos? DH: Fazíamos parte do Without Shoes, que seguia uma linha parecida com Rufio. Se contarmos o WS e o Cine, tocamos juntos há seis anos, sendo que o Cine começou há dois. A mudança de som foi o grande atrativo para que a gravadora e os produtores procurassem o Cine? DH: Eu acredito que sim. A parte visual e sonora sempre foram pensadas para parecer diferentes do que

20

UNDERMAG!

Nº 1, ano I

myspace.com/bandacine rolava no Brasil. Chamou a atenção da Universal e da Mondo. Logo no primeiro mês, apareceram algumas bandas adotando o mesmo visual e a mesma linha musical. O CD de estreia da banda, “Flashback” tem 12 faixas e carrega uma proposta super dançante. Quem é o responsável pelas composições? De onde tiram inspiração para compor? DH: Eu escrevo, mas todo mundo participa das melodias. Geralmente, quem escreve se inspira em si mesmo ou nos outros. Eu sempre pego a história de alguém que acho legal e faço uma música. “As Cores” é a única música que, embora traga a percepção de multicolorido e alegria no título, destoa das outras canções do CD por ser uma música triste. Como é que ela foi feita? DH: Nós até tínhamos uma música para entrar no lugar dela, mas a única vontade da gravadora era uma balada, mais romântica. Tudo fluiu muito rápido e, desde o início, ela se

tornou mais sombria, mais fria. A letra é baseada numa historia verídica de um cara que perdeu a namorada e ficou sozinho. Eu sempre penso nesta história, desde criança. Vocês criaram várias frases e expressões que estão na boca de seus fãs, como ‘let’s fine’ e ‘need color? ask me how’. De onde tiram isso? David: Let’s fine! DH: O ‘let’s fine’ começou quando alguém falou isso e a gente sabia que estava errado, mas ficou dando risada. Um dia postei por brincadeira no fotolog ‘to pimp na night with lasers’, e agora a galera fala direto. A nova, agora, é ‘eta’. [risos] David: Fomos viajar para Caraguatatuba e lá tem um mercado que chama Chibata. Tem um vídeo nosso falando ‘chibata’, em que nós colocamos alguns efeitos de voz e hoje algumas meninas chegam pra gente gritando ‘chibata’, pedindo pra gente falar isso! Ter uma banda no Brasil é tido


como uma tarefa secundária, uma espécie de hobby. Como foi largar o trabalho e os estudos para investir numa carreira tão incerta quanto à musical? David: Para falar a verdade, no começo foi um pouco difícil. Quando começou a dar certo eu tive que pensar no que fazer. Pensei em largar o emprego, mas continuar levando a faculdade. Acabei largando os dois. DH: Eu trabalhava como diretor de arte em uma agência de publicidade, ganhava bem e resolvi largar. Tive medo. Bruno: Eu cursava Administração no Mackenzie e parei. Não tinha nada a ver comigo. Danilo: Eu comecei três faculdades, mas não terminei nenhuma. Pedro: Não foi tão difícil pra mim, não precisava largar nada porque eu trabalhava no estúdio em que eles gravaram o CD. Então vocês conheceram o Pedro no estúdio Pedro: Foi na gravação do EP do Cine, na verdade. DH: Ele se convidou pra entrar na banda![risos] Pedro: Mentira! Eu disse que eles precisariam de um cara pra mexer nas programações.... DH: Ele jogou uma conversa daquele tipo ‘tem um amigo meu’... [risos] Pedro: Ok! Muito obrigado por terem aceitado meu convite! [risos] Do que vocês têm mais medo, de fracassar na carreira ou de decepcionar o público que conquistaram? DH: Eu tenho medo de várias coisas. Estamos no começo, bem no começo mesmo. David: Outro dia uma garota de 13 anos disse pra mim que estava de ressaca. Eu virei e disse ‘você está louca? Você tem 13 anos!’ DH: Essa galera se espelha muito na gente e eles têm 13 anos. Tem que tomar cuidado. Danilo: O problema é que nossos fãs nos usam como exemplo. Se a gente falar uma besteira, complica. Como estão lidando com o assédio das fãs? DH: É caótico! [risos] Danilo: Ontem, fui a um shopping, em Jundiaí, com um amigo e o segurança teve que me retirar. DH: Eu estou cheio de cicatrizes, elas arranham. Uma vez, em uma

promoção de uma rádio, a gente não conseguia sair da van. Agora estamos andando com segurança, pra ajudar nisso mesmo. Abrir os shows do Jonas Brothers e do McFly foi uma experiência marcante. Como se sentiram no palco? DH: Quando o cara da técnica falou que tínhamos dez segundos para entrar e começou a contar, parecia uma eternidade. Muita gente em São Paulo, 45 mil pessoas no Morumbi. Eu cantei por instinto. Danilo: Eu não via ninguém, ti-

tava bem e ela me disse ‘olha sua música na novela!’. Foi divertido! O que vocês estão escutando no momento? Bruno: Os novos do Cobra Starship e do All Time Low! Pedro: O novo do Natiruts. Danilo: Eu tenho escutado Copacabana Club. David: Eu sei por quê! Ele está apaixonado pela vocalista! Danilo: Na verdade, não, eu só a acho bonita! [risos] Todos: Sei, sei. [risos]

foto Bruno Massao

nha um mar de gente. David: Nós realizamos muitos sonhos em apenas uma semana. Foi um momento único. Gostariam de abrir o show de qual banda internacional? Todos: Blink 182. ‘Garota Radical’ está na trilha da nova novela da Record, ‘Bela, A Feia’. Foi uma surpresa? DH: A música é tema de um dos personagens principais, o pegador da novela... Danilo: Eu estava em casa e ouvi minha mãe gritando. Fui ver se ela es-

Alguém tem projeto paralelo? DH: Temos, mas nada sério. Danilo: Eu tenho um Myspace onde coloco alguns sons, uns drum n’ basses. DH: Eu e o Bruno temos um de hip hop eletrônico, mas tem só uma prévia no Myspace. Agora, se a gente quiser tocar esses projetos temos que conversar com a nossa gravadora. [risos] Pedro: Eu até tenho, mas fico com preguiça de divulgar... David: Eu só tenho uma namorada. Esse é meu projeto paralelo! [risos]

Nº 1, ano I

UNDERMAG!

21


rancore

Técnica

myspace.com/rancore POR RAFAEL ERDEI

O Rancore, já conquistou seu espaço e é, hoje, apontado por muitos como a banda que mantém acesa a chama do verdadeiro espirito Rock’n’Roll. Com pouco mais de dois anos de banda, o Rancore já esteve (com um clipe de baixo orçamento, mas de muito suor e dedicação) por algumas semanas no lugar mais alto do pódio do concorrido DISK MTV. Nesta edição, vamos mostrar os equipamentos e instrumentos que Teco (voz), Ale Iafelice (bateria), Candinho Uba (guitarra), Gustavo Teixeira (guitarra), André Mindelis (baixo) utilizam em shows e estúdio.

André Mindelis - Baixo Baixo Fender jass bass special, cordas 0,45, pedal sans amp Tech 21 de 3 canais

Candinho Uba - Guitarra Guitarra Les Paul JUNIOR da Gibson Pedais: Big Muff da electro Harmonix, Dl4 da Line 6, tremolo da boss, noise supressor da Boss, Phaser da electro harmonix, e Wah wah Cry baby

Gustavo Teixeira - Guitarra Gibson Sg special Pedais: Delay Line 6 dl4, EHX Small Stone phaser, Tremolo Boss, whammy digitech, EHX big muff e noise supressor boss.

Ale Iafelice - Bateria Bateria Basix Preta, caixa ludwig de 14, bumbo 22, tom 12, surdo 16. Pratos Stagg, 1 ataque de 18, 1 ataque de 19, 1 ride d 20 e um china de 18. Baquetas NOVA 5b, pedal Tama iron cobra simples.

22

UNDERMAG!

Nº 1, ano I


Nยบ 1, ano I

UNDERMAG!

23


ARTE

magoo

POR RAFAEL ERDEI

Nessa primeira edição, batemos um papo com o Artista Plástico paulista Magoo Felix, que divide seu tempo entre grafittis, tattoos, aerografias e as baquetas da banda Twinpines. Confira abaixo. Quando e como você decidiu que iria viver da arte? Cara, desenho desde pequeno, sempre fui fascinado por desenho e pintura. Desde essa época eu já era bem decidido a trabalhar com arte, nunca tive outro emprego na vida. Profissionalmente, trampo com arte desde 1993.

Como você desenvolveu seu estilo e como o define hoje? Hoje em dia eu misturo minhas principais influências, como o grafitti, tattoo, o punk e a cultura americana de carros customizados. Acho que a junção disso tudo define o estilo que uso atualmente, mas sempre buscando inovação. Qual a sua ligação com o mundo digital? Você acha possível fazer arte com o mouse? Eu sempre fui bem punk e contra a computação gráfica, mas com tempo fui descobrindo as maravilhas digitais e hoje ela ocupa metade do meu tempo: faço muitas ilustrações editoriais, estampas pra marcas de FOTO JOZZU

24

UNDERMAG!

Nº 1, ano I

FOTO JOZZU

skate, pôsteres de shows. Acho que é mais uma técnica aí disponível, tudo é uma questão de saber usar e não se prender a preconceito. É um bom auxílio em alguns trampos. No Brasil, é possível viver (bem) da arte? Você tem algum trabalho paralelo? Digo que no Brasil é possível sobreviver da arte, mas é aquele lance, tudo é possível quando se acredita no que faz, e principalmente no que faz com amor e dedicação. Eu não tenho outra fonte de renda, trampo com desenho desde garoto e pretendo fazer isso até o ultimo de meus dias. Não importa se me dê muito ou pouco dinheiro, para mim é uma questão de escolha de vida e amor a arte. Você é baterista da banda Twinpines (myspace.com/twinpinesmusic). Qual a ligação da arte com a música? Acho que meu primeiro interesse em arte veio da música, do visual dos músicos, das capas de disco, dos cenários de shows. Com certeza a música foi minha primeira influência, e ainda é. Sem dizer que ela é a trilha sonora da minha arte; sem música, simplesmente não produzo, e isso se reflete como terapia no meu trampo

como baterista. Minha banda é minha segunda paixão, é uma forma de extravasar o stress do dia. Amo estar no palco tocando pras pessoas ou apenas ensaiar com meus parceiros. Você já olhou para alguma obra de outro artista e disse: “Porra, porque eu não pensei nisso antes?” Claro, muitas vezes, o tempo todo. Acontece muito de eu ter algumas ideias que nunca executei e vê-las um tempo depois feitas por outros artistas ou outras empresas, e essa parte é mais frustrante, pode acreditar. Você já realizou trabalhos sob encomenda de algumas grandes empresas, como FIAT, MTV e Coca-Cola. Qual a principal diferença em fazer um trabalho para essas mega companhias? A maior diferença é a grana investida por eles e, claro, o breafing. Nelas você tem que seguir mais à risca o que eles querem, mas eu sou procurado por essas empresas por causa do meu estilo, então mesclo um pouco da minha pegada punk e rebelde com o conceito comercial e na maioria das vezes dá certo. Eu tenho sorte de conseguir viver com meu trabalho mais focado numa cena underground, mais ligado à arte e musica. Magoo, espaço aberto para você falar o que quiser e valeu pela entrevista. Bom, obrigado pela entrevista e boa sorte pra revista. Pra quem vive ou quer viver de arte é aquela coisa, se é o que você ama e gosta de fazer, faça com o coração. Tudo que é feito com garra é recompensado lá na frente. Difícil é, como qualquer outra profissão, mas o lance é não desistir e ter paciência. E, claro, não deixem o Rock morrer!! Hahaha.


sugar kane a máquina que sonha colorido

myspace.com/sugarkanemp3

POR BRUNO MASSAO

Quando me deram a difícil missão de resenhar o novo álbum dos curitibanos do Sugar Kane, eu senti a responsabilidade que caiu na minha mão. Não se trata de um trabalho qualquer, de uma banda nova, mas sim de um álbum de um grupo que está na ativa há mais de 10 anos. Para completar o peso da missão, A Máquina que Sonha Colorido, último trabalho dos caras, foi aguardado com expectativa por praticamente 90% da cena. Com 14 faixas de muita energia, verdades para jogar na cara e sem negar sua raíz no hard core, esse disco pode ser considerado o primeiro passo para a reabilitação do Sugar Kane dentro do gênero no Brasil. Em suma, o CD é um prato cheio para quem gosta de rock em geral, e ainda tem o diferencial de tentar se reaproximar dos fãs mais antigos de hard core, que foram perdendo o interesse pela banda ao longo desses últimos anos.

four year srtong explains it all

myspace.com/fouryearstrong

resenhas

green day 21 century breakdown st

myspace.com/greenday

POR ANDRÉA ARIANI

Depois de reativar o punk no início dos anos 90, apontar o dedo na cara de uma nação inteira que parecia anestesiada e cinco anos sem músicas inéditas, o oitavo disco do trio norte-americano é uma epopéia de 18 músicas, divididas em três partes: Heroes and Cons, Charlatans and Saints e Horseshoes and Handgrenades, narrando as peripécias dos jovens Christian e Gloria. 21st Century Breakdown foi produzido pelo músico Butch Vig, baterista do grupo Garbage e responsável por Nevermind, clássico do Nirvana. Extremamente atual, é difícil dizer qual das músicas é a “cara” do disco. Os riffs e acordes marcantes, característicos deles, estão presentes em cada uma delas. Não importa que não tivemos a mesma sorte do Japão - que ganhou covers de Social Distortion, The Who e outros - esse é um álbum que deve ser ouvido, algo raro hoje em dia.

seks collin reflexo da noite

rancid let the dominoes fall

myspace.com/sekscollin

myspace.com/rancid

POR NATÁLIA KARPISCHEK

POR BRUNO MASSAO

POR ANDRÉA ARIANI

Há quem diga que um bom cover é aquele que supera a música original. Em Explains It All, último CD do Four Year Strong, as 11 regravações que o compõem não atendem a este parecer porém despertam aspectos interessantes. O álbum é composto apenas por músicas que marcaram os anos noventa - incluindo o nome, retirado do seriado Clarissa Explains It All - entre elas “Ironic”, “Spiderwebs” e “In Bloom”, originalmente e respectivamente por Alanis Morissette, No Doubt e Nirvana. Essas e as demais faixas encaixaram-se perfeitamente no estilo pop punk da banda, conseguindo manter, também, as mais marcantes características das canções originais.

O segundo trabalho da banda paulistana Seks Collin - e o primeiro após as mudanças de formação que a banda sofreu em 2006, quando Vitor deixou o vocal e Beto largou as baquetas para assumir os microfones ao lado da bela Thaís - mostra algo que já era notável em seus shows: a banda vai seguir uma linha mais amena, deixando o hard core melódico, do primeiro disco do grupo, de lado e indo por um lado mais dance rock, mas não menos energético. Trocando os lamentos adolescentes por temas mais adultos, esse álbum trás 12 faixas muito bem produzidas e que prometem fazer bonito para os fãs de bandas como Cobra Starship e Gym Class Heroes.

Renovar os ânimos e reafirmar convicções. Esses são os conceitos base que guiam o novo trabalho do Rancid, que não lançava um disco de inéditas desde “Indestructible” (2003). A banda apostou em um álbum com diferentes ritmo, porém sem seguir determinada linha. A expectativa causada nos fãs, ao longo desses 6 anos, foi compensada com duas edições: a normal, com 19 faixas, e uma versão com faixas bônus, acústicas, totalizando 31 músicas. Como conclusão, temos um belo trabalho de uma banda que é muito segura do seu lugar na história e continua dando a cara a tapa sem medo de ser feliz.

Nº 1, ano I

UNDERMAG!

25


WISH LIST

MAD RATS R$ sob consulta

SAW USB

www.madrats.com.br

R$120,00

www.usbchainsaw.com

Uma serra elétrica de verdade com alimentação via USB.

CAMISETA PIN-UP

MOTO CUBO

R$ 35

A45 Eco R$ 549,00

contato@feverstore.com.br

www.motorola.com.br

COLAR DE ACRÍLICO

70% reciclável, A45 Eco é um celular compacto, com o teclado QWERTY, você pode atualizar seu status e enviar scraps no Facebook ou Orkut.

R$ 25

contato@feverstore.com.br

GROOVIN - GLP 300 CV R$ Sob consulta

www.equipo.com.br

ORANGE

Edição especial do 40º aniversário R$ sob consulta

www.orangeamps.com

NOKIA BOOKLET 3G R$ 1.700,00

www.nokia.com Usando o NetBook da NOKIA, você pode navegar na internet por 12 horas sem acabar a bateria. Com tela de 10” e bluetooth, você pode realizar vídeoconferências e atualizar dados em seu celular.

26

UNDERMAG!

Nº 1, ano I

Comemorando 40 anos, a ORANGE lança 2 modelos exclusivos de seus amplificadores. Feitos a mão, estão desponíveis apenas 40 unidades com preço para colecionador.


PUFF STEREO BACKPACK R$ 120,00

www.shopfydelity.com Com muito estilo, essa mochila tem dois auto falantes com amplificador de 3oo watts, e é projetada para qualquer tocador de MP3.

SICK MIND

MOLETOM COLOR SKULL

R$ 249,90

www.sickmind.com.br

FONE KOSS PORTA PRO R$ 252,00

www.playtech.com.br O fone KOSS Porta Pro, pela sua qualidade e definição de som, também pode ser utilizado por músicos profissionais, além de ter um design 80’s.

TENGU R$ 75,00

www.tengutengutengu.com

CAMISETA CHARLÃO SUPER XOXO

Tengu é um “eletronic toy art”. Quando plugado em uma porta USB, ele muda de expressão conforme o som ambiente.

R$ 30,00

www.fflickr.com/superxoxo

EVOKE

DEJAVU-AVORIO GRAD R$ 600,00 www.evoke.com.br

SUPRA VAIDER R$ 150,00

www.suprafootwearshop.com

Nº 1, ano I

UNDERMAG!

27


MOSH “Mas, então vamos lá... lutar por um ideal”. A frase resume a essência da banda capixaba Dead Fish e sua maioridade penal em anos de carreira. Desde o longínquo ano de 1991, lá em Vitória, no Espírito Santo, um dos principais grupos de hardcore melódico brasileiros entrava em cena. E que cena: a underground, mais bagunçada, atordoada do meio musical e, talvez por isso, atraente. Após demos-tapes, álbuns lembrados e entoados até hoje, e certo tempo de hiato, em 2004, fechados com a gravadora major Deck Disc, anunciam o disco Zero e Um, produzido por Rafael Ramos e mixado por Ryan Greene, responsável por faixassímbolo do hardcore mundial. Além de Rodrigo, Nô e Alyand, as guitas foram confiadas a quatro mãos criativas, de Philippe (Reffer/Zander) e Hóspede (Aditive). Grande trabalho no dia da revolução, já diziam. Para alguns, o Dead Fish se tornou uma banda ‘vendida’, enquanto para outros, mais inteligentes, evoluíram dentro do que melhor sabem fazer. O álbum rendeu prêmio na MTV, shows com bandas consagradas no cenário nacional e para grandes públicos. A época trouxe os capixabas para

foto Mauricio Santana

POR ROGÉRIO LUGANO

o conhecimento de muito mais gente. Após forte tour, já em 2006, buscaram novas experiências em ‘Um Homem Só’, com ritmos mais cadenciados. Pouco depois, Hóspede deixa a banda - após alguns atritos - e o quinteto se tornou um quarteto. Oras, quem anda de bicicleta nunca esquece como pedalar. Em 2009, é lançado o disco ‘Contra Todos’, talvez o mais coeso da história da banda. Nostalgia completa e modernizada, além de tudo. A baixa ficou

por conta do baterista Nô, que estava na banda desde seus primórdios. No seu lugar, Marcão, do Ação Direta, assumiu a porradaria. Com contrato em vigência até o fim deste ano, muito se especula sobre o futuro dos peixes mortos. Ao que tudo indica, a única coisa que não deve acontecer, é exatamente eles morrerem. Se com contrato renovado no mainstream, voltando ao undergroud, ou passeando no shopping, o peixe não deve morrer pela boca.

POR ANDRÉA ARIANI / ROGÉRIO LUGANO

foto Mauricio Santana

ZA NDER 28

UNDERMAG!

Nº 1, ano I

O Zander é o tipo de banda que, mesmo que quisesse, não teria como passar despercebida. De cara, a reunião de músicos de bandas como Noção de Nada, Dead Fish, Deluxe Trio e Reffer já era para gerar, no mínimo, curiosidade. Com uma estratégia básica de lançar um EP de poucas faixas e fazer uma divulgação na mídia especializada, recebeu boas críticas de jornalistas da cena underground. Pronto! Surgiu uma das bandas mais criativas e de qualidade dos últimos tempos. Exagero? Nem um pouco. Os primeiros sons, divulgados desde o ano passado com um EP, o já famoso “Em construção”, são hits, liderados por “Pólvora”, a primeira música de trabalho, que fez a banda terminar 2008 como revelação e grande pro-

messa para 2009. Muito organizados, são uma das poucas bandas brasileiras a ter um street team, que faz contato direto com seu público. E, outra vez, deram um tempo dos palcos para produzir, em menos de um ano, o novo EP. Lançado em agosto, Já Faz Algum Tempo, apresenta o mesmo rock de qualidade. Em tempos tão obscuros dentro da criatividade da cena brasileira, principalmente a cuja dita independente, por boa - ou toda - parte dela deveria ouvir a primeira faixa, “Pegue a Senha e Aguarde”. Em comum com a correria dos integrantes, os fãs crescem e os shows pelo Brasil tendem a aumentar, mostrando que a banda cravou os instrumentos e realmente mostra que veio para ficar.


Nยบ 1, ano I

UNDERMAG!

29


ensaio

fotos por Caio Paifer

POR BRUNO MASSAO

Priscila Miruko, ou melhor, apenas Miruko - exigência dela - é uma paulistana de 21 anos. Tatuadora e desenhista, é difícil não a reconhecer na rua, afinal, com o corpo todo tatuado, quem não olha? Defina quem é a Miruko. Não sei me definir! [risos] Pô, então fala um pouco do que você gosta... Ah, é difícil falar dos meus gostos! Eu gosto de gatos, comida japonesa, italiana... Não gosta de comida mexicana? Nem de cerveja? Adoro! Como fui esquecer? [risos] E você, gosta de cozinhar? Ou vive só de comida pronta? Não, não! Eu gosto de cozinhar... [risos] E no tempo livre, o que você gosta de fazer? Eu gosto de assistir filmes. Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças é um dos meus preferidos! Gosto de sair também, vou bastante ao Milo e ao Vegas. Eu também leio mangás e comics... Tem algum personagem de comics favorito? Spider-Man! Sempre. Mas, em geral, gosto bastante da Marvel. E musicalmente, quais suas preferências? Eu gosto de Avenged Sevenfold, Madball, Agnostic Front, City and Colour... Não gosta de nada nacional? Eu gosto de Hevo84! [risos] 31 Nº 1, ano I UNDERMAG!


32

UNDERMAG!

Nยบ 1, ano I


coluna 100 graus fahrenheit. Clima seco e poluído. Assim é o verão de Los Angeles. Morando aqui há 4 anos, o verão californiano vem se tornando pra mim uma rotina. Não que seja uma rotina ruim, mas uma rotina que frita o meu cérebro. Por um lado, vários festivais de verão... Warped Tour, pra ver poucas bandas boas, como NOFX, All Time Low, Bad Religion e Underoath... Sério mesmo? mais de 50 bandas tocam por dia nesse festival e eu sé gosto de 4? Algo está errado. Sound and Fury, um festival hardcore que acontece anualmente, bem legal, mas fora de LA county. FYF que é um outro festival que acontece esse fim de semana com uma proposta de salvar um parque histórico de LA. 3 bandas boas tocando ao meio de 30. Converge, Dillinger Escape Plan e Fucked Up. Fico me perguntando onde estão as bandas boas e o porque delas não estarem tocando nos festivais grandes que acontecem todo verão. Será que eu não tenho mais paciência para 80% das bandas que tocam e estou ignorando todas elas? Ou será que eu estou cada vez mais seletivo e percebendo que é tudo ruim? Acho que eu fico com a questão número 2. [risos]

É legal, sim, sem dúvidas. Mas está longe de ser o mais feliz. Onde eu estou querendo chegar com tudo isso? Apesar de Los Angeles ser uma cidade muito louca - no mal sentido - você tem milhões de opções legais para fazer. E é por isso que eu escolhi morar aqui. Já sinto que posso chamar Hollywood, onde eu moro, de home sweet home. Fica aqui uma sugestão para quem quer se aventurar nos EUA: Venha pra LA se você gosta de cinema, música, moda e arte em geral. É o que a cidade tem a oferecer. Agora, se você quer uma aventura sexual, comprar Nike Shox, Oakley, calça larga da Diesel, Holister ou Abercombie, não venha! Vá à Miami... Você se sentirá em casa. Já estamos cheios dos famosos “Pereiras”.

HOJE ESTAMOS COM A BANDA CINE...

JUVENTUDE, QUAL O SEGREDO PARA VOCÊs BRILHAREM TANTO ?

UNDERMAG!

gabba

eu não sei. reginaldo, vamos perguntar pessoalmente!

HAROLDO, COMO a MOCIDADE CONSEGUE essas ROUPAS TÃO COLORIDAS?

34

Do outro lado, o trânsito horroroso, milhões de turistas tirando fotos de tudo que veêm pela frente, atrasando o meu caminhar e o pior transporte público da historia. Bom.. fora os festivais, várias bandas estão em tour. Estou contando os dias para ver o Every Time I Die e o Strike Anywhere, bandas sensacionais com músicos excelentes. Se você não é da turminha do rock, pode aproveitar o verão de uma outra forma... Ir para a praia no fim de semana é sempre uma boa pedida, apesar do oceano Pacífico ser um tanto quanto GELADO! Tem praia de todo o tipo. Praia pra cachorro, praia pra mexicano, praia pra “white trash”, afro americanos, homossexuais, turistas. Tem de tudo. Faça sua escolha e aproveite. Outra alternativa são os parques de diversão. O mais famoso de todos é o Six Flags, com suas inúmeras montanhas russas. O meu favorito, mas as filas chegam a quase 2 horas de espera pra cada “ride”. Do outro lado da rua, temos o Hurricane Harbor, um parque aquático medíocre [risos]. Prefiro ir no Ranging Waters, mais afastado. É, não podemos esquecer do mundo encantado da Disneyland, que segundo Sr. Walt Disney, é o lugar mais feliz da terra. Pff... sei disso não.

USAMOS A ENERGIA DA GALERA!

Nº 1, ano I

NO SHOW DO CINE...

www.bdonnato.com


Nยบ 1, ano I

UNDER MAG

35


36

UNDERMAG!

Nยบ 1, ano I

Revista Undermag  

Revista Undermag

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you