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Cirandeiro Ano 1 –Edição Especial 2013

Em entrevista ao Cirandeiro Erbênia avalia o ano da Cáritas Diocesana de Crateús e analisa as perspectivas para 2014

Equipe Cáritas durante PMAS em Aquirás - CE.

Numa ciranda todo mundo se olha de frente, abre espaço pra quem chega à roda e tropeça se não gira na mesma sincronia. E a dança circular da Cáritas Diocesana de Crateús (CDC) aumentou e encantou ainda mais pessoas de vários rostos e lugares no ano de 2013. É a conclusão da irmã Erbênia Sousa, coordenadora da instituição que iniciou o ano com 14 agentes e começará 2014 com 24, a grande maioria jovens filhas/os de trabalhadoras/es, algumas e “Nesses oito anos de existência a Cáritas conseguiu estabelecer um alguns no primeiro emprego. processo de confiabilidade com diSegundo ela, também houve avanços versas organizações eclesiais, da socina sustentabilidade, na atuação da dire- edade civil e junto ao poder público, toria, na ampliação da coordenação o que tem nos colocado numa posicolegiada e no âmbito das implementa- ção importante no que diz respeito à ções e parcerias. Além disso, a constru- construção de soluções dos probleção da nova sede foi uma grande con- mas que afligem a população”, ponquista. A CDC recebeu com alegria o tuou. anúncio do padre Ailton Menegussi Segundo a irmã, vale destacar o forcomo novo bispo da diocese a talecimento das formações e de partir do próximo ano. ações em relação ao Plano de Desenvolvimento Local Sustentável Contudo, durante o perí(PDLS), através do qual várias odo de sede vacante (sem mesas de negociação têm bispo) a CDC contribuiu sido realizadas entre com a coordenação de diversas comunidapastoral e conselho ecodes e o poder públinômico diocesanos. Para co como uma granErbênia foi importante de ação de implenesse processo ampliar mentações de polítirelação com as parócas publicas e quias, as pastorais, as controle social. CEBS e com os movimentos sociais.

Erbênia Sousa

CÁRITAS NUMA CIRANDA AINDA MAIS INCLUSIVA EM 2013

Em 2014, além de comemorar o jubileu da diocese junto com toda comunidade de fé “serão reiniciadas as construções de cisternas de placa, casas, barragens, etc. Queremos também com isso fomentar um espírito de coletividade”, anunciou Erbênia. Entre os desafios está enfrentar a corrupção eleitoral, lidar com a situação alarmante da estiagem que já ultrapassa o terceiro ano na região. “Porém, é importante ressaltar que apesar de ser a maior seca dos últimos 40 anos nosso maior problema não é com imigração, fome e saques como antigamente e sim com a falta d’água. Temos certeza que isso é fruto das implementações de tecnologias alternativas de convivência com o semiárido, cuja participação da CDC é de grande relevância”, ressalta a coordenadora. EM NÚMEROS

14.500

pessoas direta e indiretamente serão beneficiadas por algum dos cinco projetos em andamento que continuarão em 2014.

320 voluntários permanentes e temporários ajudam a Cáritas a provar que para mudar o mundo é necessário o amor de todo mundo.


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Cirandeiro

Projeto 1 Milhão de Cisternas Comunidade Panaçú - Município Nova Russas..

Erbênia fala com pescadores no auditório da CDC

A CDC através do Programa de Formação e Mobilização Social para Convivência com o Semiárido desenvolvido pela Articulação no Semiárido Brasileiro – ASA e financiado pelo Ministério de Desenvolvimento Social e Combate a Fome – MDS, vem implantando tecnologias de convivência com o semiárido há 02 Anos. Esse ano já são 815 cisternas construídas para a captação de água das chuvas para consumo humano. Os municípios contemplados dessa vez foram: Frecheirinha com 113; Nova Russas com 572 e Ararendá com 130.

CISV Desde maio de 2012, financiada pela Conferência Episcopal Italiana, a CDC em parceria com a comunidade internacional de voluntários CISV (Comunidade Empenho Serviço Voluntariado) coloca-se ao lado de pescadores artesanais de cinco municípios da região Inhamuns - Crateús condicionados à invisibilidade pelo poder público. Através de Planos de Desenvolvimento Local Sustentável a categoria ocupa hoje mais espaços. Em 2014 a meta é avançar na formação e nas conquistas.

MISEREOR

Encontro na comunidade Alegre. Tamboril.

PROJETO DOM HELDER

Formação no Bairro Bezerra de Sousa

Através do projeto da Miserior a CDC segue desenvolvendo neste segundo ano do seu trienal ações conjuntas nas áreas urbanas dos municípios de Crateús, Tauá e Nova Russas, para potencializar 32 grupos de 07 comunidades rurais e urbanas, principalmente grupo de mulheres que trabalham com artesanato e horta. Destaca-se o envolvimento comunitário com o Plano de Desenvolvimento Local Sustentável e proveitosas mesas de negociação com o poder público.

O projeto de assessoria técnica permanente para comunidades rurais, quilombolas, assentamentos e indígenas executado pela CDC, em parceria com o Projeto Dom Helder Câmara, conclui neste fim de ano a primeira fase que beneficiou os municípios de Nova Russas e Tamboril – total de 527 famílias de 11 comunidades. Há perspectiva de iniciar uma nova etapa com ampliação das ações a todo o território de Inhamuns Crateús em 2014.

EDUCAÇÃO CONTEXTUALIZADA

EXPEDIENTE O Cirandeiro é uma publicação da Cáritas Diocesana de Crateús. Edição: Eraldo Paulino/ Fotos: Arquivos da CDC Diagramação e projeto gráfico: Eraldo Paulino e Marcos Eldenio/ Tiragem: 300

Culminância em Cacimba Segura. Tamboril

Em novembro de 2013 a CDC ampliou as ações de educação contextualizada com a realidade do semiárido que agora está presente em cinco municípios da região dos Inhamuns - Crateús. Com patrocínio da Petrobras 4.600 alunos, cerca de 400 professoras/es em 65 escolas estão contempladas com acompanhamento técnico e pedagógico durante dois anos. “A partir dessa prática toda comunidade escolar e as famílias se envolvem num processo transformador na perspectiva do bem viver em harmonia com a caatinga”, avalia o coordenador do projeto, Adriano Leitão.


Cirandeiro - Edição Especial