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19ª Edição

Carmo à Versão digital

Feliz Páscoa!

Alunos Trabalhos elaborados no âmbito das aulas e de Língua Portuguesa e Português

Escrita criativa, informação e as mais diversas atividades são notícia nesta edição do “ Carmo à Lupa” .

São Valentim

Rubricas: " Sabia que? ” “ Culinária”


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2º Período

Ficha Técnica

Editorial

Propriedade: Escola Básica e Secundária Dr. Luís Maurílio da Silva Dantas Impressão: Escola Básica e Secundária Dr. Luís Maurílio da Silva Dantas Coordenadores: Ana Brito e Sandra Oliveira. Colaboradores desta Edição: Alunos Professores Funcionários

Nesta edição Opinião

pág.

3

Cantos e recantos da Madeira

4a5

Língua Portuguesa

6 a 15

Clubes

16 e 17

CEF

18 e 19

Carnaval

20

Notícias

21

Sabia que?

22 e 23

Culinária

24

Atividades

25

Mais um período escolar que acaba e o Carmo à Lupa continua a sua missão de informar e divulgar as atividades que aconteceram na escola e que chegaram até à “redação”. Nesta edição, os trabalhos elaborados no âmbito da Língua Portuguesa contemplam não só os trabalhos realizados pelos alunos mas também dos professores que, na sua formação produziram textos que aqui apresentamos. No espaço dedicado à opinião faz-se a reflexão sobre o percurso escolar e as perspetivas de uma jovem prestes a terminar um ciclo e a iniciar outro. Sugerimos um passeio até Santana a fim de desfrutar de belas caminhadas por entre a floresta Laurissilva e mantemos as rubricas de curiosidades e culinária. Os clubes, eco escolas e baú de leitura, bem como, o cef voltam a ser notícia divulgando as suas atividades, dinamizadas pelos alunos e professores. Como sabemos, o 2.º período é marcado pelas festividades ligadas às comemorações do dia de São Valentim e das festividades de Carnaval onde se apelou à criatividade, espelhada nas fotos que ilustram o acontecimento. Reconhecemos que nem tudo o que aconteceu foi notícia, pois para que tal aconteça é necessário a boa vontade de todos em dispor de algum tempo para nos fazerem chegar , atempadamente, as diversas atividades realizadas na escola e na comunidade educativa. Continuamos a desenvolver esforços para cumprirmos o objetivo do jornal da escola, dar a conhecer o que se faz e, também, o que se pensa. A todos os que nos ajudaram e ajudam a “construir” o Carmo à Lupa, o nosso bem haja. Só nos resta desejar a toda a comunidade escolar uma Boa Páscoa com muitos ovos de chocolate e amêndoas ! Ana Brito e Sandra Oliveira Carmo à Lupa


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Opinião

2º Período

Com certeza, todos nós temos uma história para contar acerca do nosso percurso escolar, exceto aqueles que não tiveram o privilégio de frequentar a escola. Para muitos o período escolar é um pesadelo, uma grande perca de tempo, mas a verdade é que, é na escola que nos formamos para sermos alguém no futuro. Agora que estou no 12º ano, olho para trás e deparo-me com mil e uma memórias, do meu percurso escolar, desde a pré-escola até agora, ao ensino secundário, momentos bons e menos bons, mas sem eles nada seria o mesmo. Durante o ensino pré-escolar lembro-me daqueles dias de chuva em que eu acordava eufórica, pois sabia que nesse dia provavelmente não iria à escola. O problema nem era a professora, as atividades não eram assim tão aborrecidas, mas aquele leite frio e azedo era motivo suficiente para querer ficar em casa. No primeiro ciclo a preocupação com o leite continuava, mas somaram-se as fichas, que eram um verdadeiro “quebra-cabeças”, o abecedário, as contas de dividir, que até hoje não são o meu forte. E, quando chegava a casa, todos os dias, era uma dificuldade para fazer meia dúzia de “contas”. A mudança para o segundo ciclo foi drástica. Os testes foram uma novidade e, claro, um problema. A escola era enorme, perdi-me vezes sem conta nos primeiros dias. Havia uma série de disciplinas com os respetivos professores…nem todos agradavam… mas é como tudo na vida. Enfim, uma série de complicações na minha cabeça ingénua e infantil. No entanto, com o tempo habituei-me até chegar ao secundário. A mudança não foi tão sentida, visto que estava no curso desejado (Línguas e Humanidades), tinha noção do que queria, menos disciplinas com que me preocupar e a única “pedra no sapato” era realmente o Inglês. Olho agora para trás e deparo-me com uma série de experiências e aprendizagens, que mudaram irremediavelmente a minha vida, e fizeram a pessoa que sou hoje. Agora, terminando esta fase, o meu olhar dirige-se não para o passado mas, sim, para o futuro. Avós, pais, professores, enfim, toda a gente diz que não sabe o que será o futuro “desta juventude”. Na situação em que está o país, não é para menos. A taxa de desemprego aumenta vertiginosamente, a entrada para o ensino superior é cada vez mais dificultada e todos procuram trabalho em algum sítio menos em Portugal, que é hoje um dos países mais envelhecidos da Europa. Perante este cenário, as minhas perspetivas para o futuro não são nada animadoras. Gostava muito de trabalhar na área do ensino, especialmente com crianças, mas esta parece não ser uma saída viável, terei de optar por algo não tão desejado, mas com mais oportunidades. É difícil aceitar que após tanto esforço para atingir um objetivo agora não possa concretizálo. No início, a minha preocupação era o leite, depois os testes e Hoje é “o que vou fazer no futuro?!” Acho que não sou a única com esta dúvida. Muitos jovens estudantes, com certeza passam por esta situação, pelo menos enquanto passamos por esta fase crítica no nosso país. Fábia Silva 12º2


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Cantos e Recantos da Madeira

2º Período

Uma vez mais o Carmo à Lupa vem, através da rubrica Cantos e Recantos da Madeira, dar a conhecer à comunidade escolar mais um passeio turístico pela nossa ilha. Desta vez, e tendo em conta que a primavera se aproxima, propomos um passeio outdoors com o que de melhor a Madeira oferece, natureza na sua mais plena harmonia. Por entre paisagens verdejantes e floridas, cascatas de água, túneis e trilhos partimos à aventura saindo do Parque Florestal das Queimadas em Santana até ao Caldeirão Verde. É no concelho de Santana que podemos encontrar o Parque Florestal das Queimadas com diversos percursos pedonais, entre os quais, a caminhada até ao Caldeirão Verde. De entre todos os percursos existe um destinado a pessoas com problemas de visão e incapacidades motoras. Este concelho situa-se no norte da ilha da Madeira e é limitado a leste pelo município de Machico, a sul pelo Funchal, a sudoeste por Câmara de Lobos, a oeste por São Vicente e a norte pelo oceano Atlântico e é considerado pela UNESCO como Reserva Mundial da Biosfera. O município tem cerca de oito mil habitantes nas seis freguesias que o compõem e é caracterizado, visualmente, pelas paisagens e parques. Santana é sem dúvida um local obrigatório a visitar. A vegetação do Parque Florestal das Queimadas é constituída por floresta Laurissilva e espécies vegetais de outros locais como carvalhos e abetos sendo alguns deles centenários. A área ocupada pelo parque é entre 10 a 15 hectares. De entre os diversos percursos, o Carmo à Lupa sugere uma caminhada até ao Caldeirão Verde que atravessa abruptas, escarpas e montanhas. Este percurso constitui uma importante via de penetração pedestre no interior do vale profundo da Ribeira de São Jorge oferecendo ao caminhante uma vertiginosa e espetacular vista do interior da ilha. A distância total deste percurso é de 6,5Km, a altitude máxima é de 980 metros com a duração de 5h30m. Trata-se de um percurso com diversos túneis daí ser aconselhável levar lanterna e calçado antiderrapante dada a existência de piso escorregadio neste percurso.


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Cantos e Recantos da Madeira

2ºPeríodo

Ao longo deste percurso o visitante vai encontrar diversos túneis, o primeiro é curto ao contrário do segundo que terá cerca de 200 metros. Seguese-lhe um terceiro, embora não tão extenso quanto o anterior, este é baixo e com piso molhado. A 1km do Caldeirão Verde deparamo-nos com o quarto túnel. Após a sucessão de túneis e continuando na levada é preciso sair e virar à esquerda , subir pelo leito do ribeiro até à lagoa e aí tirar partido da beleza do espaço. O regresso deverá ser feito pelo mesmo sentido. Após este passeio, e aproveitando o tempo primaveril, nada melhor que um piquenique desfrutando do cenário do parque florestal, retemperando as forças e concluir o dia com uma conversa saudável e animada, apreciando a diversidade florestal e o pitoresco que as casas ali existentes conferem ao local. Explore e aprecie! A Madeira é, sem dúvida, um local com paisagens convidativas ao passeio, no entanto, o exercício físico começa a ser cada vez mais uma prática da população. O bem estar físico associado ao bem estar psíquico começa a ser cada vez mais importante no seio das famílias madeirenses e cada vez mais se torna uma forma de diversão, pouco dispendiosa, para estar em família e amigos. O Carmo à Lupa deseja a todos que se aventurarem a um passeio pela floresta madeirense um dia bem passado .

Carmo à Lupa


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Língua Portuguesa

2º Período

Iniciou-se o 2.º período, passou-se o Dia de Reis, apesar de tudo os cheiros de Natal ainda andam no ar... pelo menos os doces... ninguém os “mandou à fava” mas vamos aproveitar porque até “varrer os armários”, vale tudo... pelo que aqui vão alguns textos muito doces e bastante criativos de alguns alunos do 5.º 1. A ceia de Natal Estava uma bela noite de Natal, o céu estava estrelado e luminoso. Numa casa grande e alta, toda a família preparava a ceia. Na mesa, já tinham colocado as broas de mel, os palitos de cerveja e um bolo de mel em pratos coloridos. Também colocaram licores, sumos, amêndoas, nozes e muitos outros aperitivos deliciosos. Apesar de estar tudo calmo, as broas de mel, os palitos de cerveja e o bolo de mel começaram então a discutir. Todos queriam ficar no centro da mesa. - Desculpem queridos amigos, mas nós devemos ficar no lugar central, porque somos redondinhos como a lua cheia e saborosos como o mel. – afirmaram as broas de mel com as suas vozes agudas. - Nem pensar! – contrariaram os palitos de cerveja, exaltados – Esse lugar é nosso porque somos nós que temos uma coroa de açúcar e somos crocantes como… - Calma aí! Eu é que vou ficar a meio da mesa porque sou o único bolo e tenho umas passas deliciosas! – interrompeu o bolo de mel todo vaidoso. A discussão só acabou quando a dona da casa chegou à sala com um enorme bolo-rei, decorado com frutas cristalizadas. A senhora decidiu pô-lo no centro da mesa e à volta colocou os pratinhos coloridos com as broas de mel, os palitos de cerveja e o bolo de mel. Assim terminou a discussão e começou a ceia de Natal. Selma Jardim, n.º 25 – 5.º ano 1 Na minha história vou falar de uma pastelaria muito famosa, em todo o mundo conhecida pelos deliciosos bolos. E é assim que começa a história. Era uma vez um pasteleiro com mãos de anjo, pois tudo o que fazia era simplesmente delicioso e com um ar fantástico. Certo dia, depois de ter feito os bolos para vender na loja, foi muito cansado para casa. De repente, ouviu-se um barulho na cozinha da pastelaria. - Eu sou o rei dos bolos!!! – Exclamou o bolo-rei - Se tu és o rei, eu sou a rainha! – disse o bolo-rainha, com um ar arrogante. - Não! Não! Eu sou o mais bonito e tenho imensas frutas cristalizadas, enquanto que tu, só tens frutos secos e um ar insonso. - Posso ser insonsa, mas sou mais vendida do que tu! E o bolo de chocolate gritou: - Parem de discutir, vocês são ambos bonitos e deliciosos! Eu não sou como vocês, sou um bolo simples e barato, mas sou apreciado por todas as crianças, enquanto que vocês são mais apreciados pelos adultos. - Tens razão! É melhor pararmos de discutir porque nesta pastelaria, há lugar para todos. Uns mais baratos, outros mais caros, mas todos deliciosos. – afirmou o bolo-rainha. - Concordo plenamente, vamos deixar-nos de disparates e vamos descansar para o dia de amanhã. Concluindo, nesta história podemos aprender que neste mundo há lugar para todos, ricos ou pobres, e que todos nós somos especiais, é o que mostra esta história. Beatriz Sousa, n.º 5 – 5.º ano 1


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2ºPeríodo

Língua Portuguesa

Os bolos da época Num belo dia de frio e ventoso, numa cidade onde havia a mais requintada pastelaria, onde eram confecionados os mais variados bolos. Estavam na montra os principais bolos da época natalícia para aqueles habitantes: bolo de mel, bolo-rei e torta de ovos. Estes bolos eram os mais vendidos naquela cidade. Mas não só eram os que davam mais lucro, como também eram os que tinham os feitios mais insuportáveis: a torta era convencida e gorda; o bolo-rei era um mandão cristalizado porque tinha muito a mania de dar ordens, devido a pensar que era o Rei dos bolos e o bolo de mel era aborrecido, cheio de frutos secos. Todos os dias brigavam uns com os outros: - Tu é uma gorda chata! – dizia o bolo de mel à torta de ovos. - Eu? Acho que deves estar maluco! – reclamava a torta. - Calem-se os dois! Em vez de brigarem façam-se úteis e apanhem aquela fruta minha! – ordenava, como sempre o bolo-rei. Era assim todos os dias... Até que certo dia veio um senhor de gravata que comprou aqueles bolos. Na viagem iam os bolos a falar: - Eu já sei o que vai acontecer! Eu vou ser a primeira a ser comida, logo sou a mais gostosa! afirmou a torta. - Mentira, eu é que vou ser o primeiro! – respondeu o bolo de mel. - Como eu sou o rei, é óbvio que estas pessoas chiques irão dar-me prioridade! – acrescentou o bolo-rei. Quando finalmente chegaram a casa, aquela família chique e delicada, era na verdade uma família bruta e comilona! Os bolos nem viram quem foi o primeiro, logo mal chegaram foram cortados e comidos de uma só vez. Eva Isabel Silva, n.º 12 – 5.º ano 1 Doce Tentação Era ainda madrugada, estava o pasteleiro a amassar a massa, quando se iniciou uma discussão entre o bolo de mel, o pastel de natas e o bolo de chocolate. O trio discutia sobre a preferência dos clientes, para ver quem era o mais guloso. O pastel de natas dizia; - Sou cremoso e agradável, a minha massa é estaladiça, tem um segredo e cheira a canela! Sou muito conhecido por ser o mais vendido durante o dia... E além disso estou em promoção! Logo de seguida o bolo de chocolate manifestou-se dizendo: - Sou eu o mais desejado... o mais guloso dos bolos e o mais pretendido pelas crianças, e muitas vezes pelos adultos também! A minha massa é a mais fofa e gulosa!... E além disso, o meu recheio também – afirmou o bolo de chocolate todo orgulhoso, dizendo que era mais vendido como ninguém. Irritado, com a arrogância dos outros bolos, o terceiro afirmou: - Sou o bolo de mel, o mais famoso e conhecido por esse mundo fora... sou um bolo tradicional aqui na Ilha da Madeira. Os meus ingredientes, são os meus companheiros de longa data como reza a tradição: nozes, passas, amêndoa e o mel de cana de açúcar. Eles enriquecem o meu sabor e o meu paladar!... Entretanto amanheceu... O pasteleiro cansado concluiu: - Que verdadeiras delícias, vão vender como água!...Terminando assim a discussão, que durara pela noite dentro. Admirando o aspeto maravilhoso de cada um deles. Assim, estes aperceberam-se que o mais importante era o carinho e a dedicação que tivera por cada um daqueles deliciosos e únicos bolos. João Henrique Reis, n.º 16 - 5.º ano 1


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Língua Portuguesa

2º Período

A partir da leitura da obra de Maria Alberta Menéres, Ulisses, a turma 1 do 6.º ano inspirou-se e produziu resumos dos episódios que narram as muitas aventuras da personagem principal. Desta forma, o jornal escolar regista alguns desses trabalhos dos alunos que se inspiraram nesta grande aventura de Ulisses.

Na ilha de Polifemo

No episódio das sereias:

Ulisses estava a navegar pelo mar fora quando avistou uma ilha, a ilha da Ciclopia! Desembarcaram e Ulisses disse: -Oh meus amigos, viemos parar à ilha da Ciclopia! Mas a boa notícia é que eu já passei por aqui antes e esta ilha esta desabitada!... Agora, confiantes, seguiram ilha dentro e… encontraram um ciclope! O Polifemo! O pior dos piores ciclopes! Muito devagar foram para uma gruta enorme. Mais tarde chegou lá o … o ciclope Polifemo! Foram parar à própria gruta do Polifemo! Quando este viu sombras de homens, jogou um pedregulho para a entrada da gruta e começou a engolir os homens sofregamente! Ficou cheio, e deitou-se. Ulisses decidiu ir falar com ele e disse que se chamava Ninguém. Ulisses, ou melhor, Ninguém, ofereceu a Polifemo um barril de vinho, em troca deste os deixar sair. Polifemo não concordou, mas prometeu que Ulisses era o último a ser comido. Ulisses cheio de medo, teve um plano. Polifemo adormeceu. Ulisses e os companheiros afiaram um tronco de árvore, puseram-no incandescente e espetaram no único olho do ciclope. E este dizia: -Socorro! Socorro! Os outros ciclopes ouviram isto e foram ajudá -lo, e ele dizia: -Ninguém está aqui! Ninguém quer matar-me! -Mas claro que ninguém te quer matar. – E foram-se embora. No dia seguinte Polifemo abriu a gruta e todos fugiram agarrados á lã das ovelhas e correrem imediatamente para o barco.

Quando Ulisses e os seus marinheiros navegavam pelo mar fora, lembraram-se do que Circe lhes tinha dito. Logo, quando chegaram ao mar das sereias, colocaram cera nos ouvidos. Mas Ulisses, que era muito teimoso, afirmou que queria ouvir o magnífico canto das sereias! Os seus companheiros ainda tentaram convencê-lo, mas não deu resultado algum! Entretanto, Ulisses começou a ouvir uma voz que lhe dizia: -Ulisses…Ulisses…sou eu, a Penélope, vim à tua procura mas as sereias raptaram-me, não continues sem mim. Ulisses, já agitado, começou a gritar para pararem o barco, mas os marinheiros continuaram a remar, a remar, a remar, a remar. Quando passaram o mar das sereias, os marinheiros viraram-se para trás e ficaram boquiabertos: Ulisses estava a sangrar, cheio de arranhões…parecia um velho. Foi então que Ulisses agradeceu a Circe por tê-los avisado sobre as sereias. Continuaram o seu caminho de volta à ilha de Ítaca, cheios de saudades dos amigos e dos familiares.

João Guilherme 6º 1 Nº 13

Cláudia 6º1 Nº3


Língua Portuguesa

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2ºPeríodo

Nas aulas de língua portuguesa e dando início ao 2º período, a turma 4 do 6.º ano estudou a obra Ulisses de Maria Alberta Menéres. Por entre aventuras e desventuras e ao som deste herói inspirado na Odisseia de Homero os alunos elaboraram, de entre várias atividades, acrósticos alusivos à personagem principal e à obra no geral. Desta forma a turma aconselha a todos a leitura desta obra e deseja-vos boa viagem! C orajoso O rgulhoso M arinheiro P erigo A mor N áufrágio H erói E ólia I nteligente R ei O disseia

A paixonado

V alente

S ábio

I taca

T róia

G uerra

U lisses

O disseia

T olerante

R ei O rgulhoso S ábio

Cassandra Encarnação

O timista Sofia Agrela

A stuto N aufrágio H erói O disseia S ábio O rganizado

C ompanheiro O disseia

Letícia Mendes

M arinheiro

O rgulhoso

V itorioso A ventureiro L utador E mpenho N avegador T roianos E ntusiamo Érica Abreu

R ei A ventureiro J ovem O rgulhoso S ábio O rganizado Carolina Jesus

Tânia Freitas

6.º4


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Língua Portuguesa

2º Período

Ao longo deste ano letivo, à semelhança de outros, os professores de língua portuguesa e de português desenvolvem um conjunto de atividades no âmbito da sua formação. O projeto PAPRAM aposta na formação continua de professores e está em vigor em algumas escolas da RAM, incluindo a nossa. Desta forma, aqui ficam registados alguns dos trabalhos elaborados pelos docentes da escola e dignos de ficarem registados aqui.

Ilha de Skye, Escócia

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Lá ao fundo são evidentes algumas montanhas abafadas pela densa neblina que se estende no céu e que se assume como uma forte cabeleira de uma senhora idosa. Mais ao centro vislumbra-se uma singela casa escurecida pelo passar do tempo e, ao lado, o rio que sempre a acompanhou, tal como os arbustos que a abraçam. Ali, naquele vasto manto verde, a ovelha mãe, já saciada e não querendo perder de vista a sua cria, mima a tenra e fresca erva do prado. Ao lado da velha casa, uma densa e esverdeada copa de árvore eleva-se entre os arbustos já floridos, anunciando a tão esperada primavera. Toda esta vegetação, regada pela mansa água, deixa transparecer uma vigorosa vivacidade. A casa, crespa e sombria, contrasta com a serenidade espelhada na natureza envolvente. Os matizes esverdeados com que pintam a hirta vegetação parecem recortados pelo espesso céu cinzento. Os pequenos arbustos assumem uma forma arredondada assemelhando-se a gigantescas bolotas rosadas, que parecem abraçar a casa que outrora teve brilho. No seu vasto interior encontramos simples mobiliário já corroído pelo longo abandono de quem, em outros tempos, deles fruiu. No ar abunda o cheiro agradável da erva fria, tenra e odorífera que serve de alimento à raça caprina. Salienta-se a ausência dos cheiros que outrora predominavam naquela pitoresca casa. O suave cantar das águas fluviais enche os ouvidos de quem por ali se delicia.

O Sonho Estamos perante um quadro de Nadir Afonso, representando um ambiente marítimo, levandonos, desde logo, para um cenário pacífico, onírico que nos permite sonhar. Num primeiro plano vemos, sobretudo, o mar e dois barcos na areia. Num plano mais afastado, há barcos no mar, nuvens e umas formas que não conseguimos decifrar, porém podem permitir-nos várias interpretações. Ora são rochedos, ora ilhas, ora o que a imaginação admitir… Todo o quadro está envolvido num jogo cromático onde predomina o azul, mais claro, mais escuro, mais pálido ou mais intenso. Aqui e ali observam-se várias pinceladas num tom amarelado e uma pequena mancha vermelha, fazendo lembrar algum acontecimento trágico. O azul, espelhado em toda a tela do pintor, é marca notória e tem um papel quase de abraço, pois reflete-se no mar, no céu e nos próprios barcos. As formas são geométricas, mas demarcam bem o cenário marítimo, cujo aroma se prende com o sal, a maresia e as algas, sugerindo os sons das ondas a desmaiar na areia. A imagem perfaz um cenário de calma, apaziguador, mas repleto de interrogações e incógnitas. O azul, o mar, os barcos indiciam, assim, um ambiente de tranquilidade, de paz, de sossego, quiçá de reflexão, apelando, sem dúvida, a todos os nossos órgãos dos sentidos.


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2ºPeríodo

Língua Portuguesa

Ao deambular pelo mercado, olhei para trás e apercebi-me da agitação suburbana imbuída de odores inigualáveis e indizíveis. Paralisei surpreendida com aquele quadro vivo! Um homem carregava o peso da vida nos sacos, o ar taciturno prolongava o passo vagaroso como se a vida suspirasse naquele momento. Ao lado, a carrinha amarela com letras vermelhas anunciava o abrigo de uma vendedora que se sentava no chão, espalhando o verde que se sobressaía da escuridão do chão frio. Do lado oposto, destaca-se o olhar atento de um homem, que, à espera da clientela, vai preparando a sua mercadoria como se da sua vida se tratasse. Ao centro podemos observar a azáfama das mulheres que se mistura com os tons coloridos das suas vestes e de todos os produtos espalhados pelo chão como se fossem pequenos tesouros por descobrir, ou até mesmo desenterrar. A contrastar com todo este espaço vivo, no horizonte, afastando-se a perder de vista, vemos o verde nublado das árvores que carregam consigo o peso do tempo. Em todo este quadro vivo predominam as cores quentes e vivas que harmonizam com toda a atribulação do quotidiano e da labuta dos homens e mulheres. Cores que nos transmitem uma sensação de calmaria e de desassossego ao mesmo tempo. Cores que contrastam com a cidade antiga, degradada e envelhecida tal como os seus habitantes, à espera que um sopro de vida por ali passe. Neste espaço, dominam os odores acres, almíscares e deambulantes que evocam a minha infância nas feiras mensais em Azeitão, contudo o cheiro do gengibre sobressai bruscamente. Fecho os olhos e sigo o aroma do caril do quiosque da esquina. Mordisco um dos frutos ambulantes e todo o meu paladar se funde na textura irregular do vermelho gritante e rebelde de uma simples pitanga! Ainda oiço os feirantes a apregoar e a regatear as suas variadas mercadorias. Os coentros e a salsa denunciavam os verdadeiros produtos da terra e a simplicidade de um povo. Nos limites do mercado ouve-se o tlim…tlim das moedas que me desperta para o desassossego existencial duma cultura hinduísta. in pt.dreamstime

Vidas à Margem Alienado do mundo, absorto nos seus pensamentos, invísível aos olhos de todos … o velho enrugado e esquálido procura na réstia de alimento um sentido para a sua miserável vida. Uma alma perdida no meio de uma cidade embrenhada na azáfema diária. Os transeuntes ignoram-no, desprezam-no e seguem em câmara lenta sem notar a sua presença, como se de um objeto se tratasse… um vulto que não suscita interesse, uma forma atirada para dentro de uma caixa, um pedaço de lixo desprezível arremessado para a rua gélida, húmida e negra. A chuva cai copiosamente, mas ele ignora-a. O cabelo grisalho e áspero, a expressão grosseira, os sulcos no rosto, as mãos calosas, os dedos imundos e a roupa empregnada de sujidade indiciam uma vida de sofrimento inimaginável… ninguém a conhece, ninguém quis saber, ninguém lhe perguntou, ninguém lhe deu a mão, ninguém o 1986 Pulitzer Prize, Feature Photography, Tom Gralish, The Philadelphia Enquirer ajudou! Assim está. Na rua! A comida fria, viscosa e sem sabor permite-lhe sobreviver por mais um dia,… por mais uma noite? Talvez! A cidade cinzenta é cruel, o frio mortífero e as pessoas continuam a percorrer o seu caminho, impávidas, de costas viradas para ele. A placa a anunciar uma paragem de táxis ergue-se imponente contrastando com a frágil “casa” de um homem só.


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Língua Portuguesa

2º Período

Os Falaciosos Caminhos Para a Fama

Na atualidade, é deveras normal observar a ascensão e consequente queda de muitas "personalidades" ou celebridades. A sede por reconhecimento e a incessante busca pela fama cresce cada vez mais. No entanto, existem mil e uma maneiras de atingir esse tão desejado patamar, muitas das quais põem em jogo a própria integridade do ser humano. Falemos de um dos motores de busca mais visitados no mundo, o Youtube. Aqui, pode encontrar-se de tudo, vídeos de humor, música, desporto e até material lúdico e educativo. Esta plataforma tem, literalmente, o poder de realizar sonhos, pois são muitos os artistas que foram "descobertos" através de vídeos que carregaram na Internet, mostrando os seus talentos. "Justin Bieber" e "Conor Maynard" são exemplos. O Youtube permite ainda aumentar a fama de muitos já conhecidos, como aconteceu com o coreano "PSY"e com os britânicos "One Direction". A contrapartida é que em muitos casos, os vídeos postados encontram-se perdidos no ciberespaço, levando consigo esperanças e sonhos que nunca se irão realizar. Ora, atentemos agora nos reality shows que inevitavelmente invadiram as nossas noites. Programas cujo conteúdo é questionável e que apenas têm em vista fazer dos seus participantes alvos de polémica. Um exemplo é o badalado "Secret Story", com recorde de audiências, que tem como objetivo levar os concorrentes aos seus limites. A questão que se levanta é: que barreiras estão estas pessoas dispostas a derrubar em prol do entretenimento de outros? Tendo em conta tudo isto, admitamos que esta aspiração a algo mais que a mera existência sempre existirá! E métodos para alcançar a tão desejada fama não faltarão. Mas, percebamos também que quinze minutos nas luzes da ribalta não compensam eternidades de sofrimento.

Lénia Loreto Gonçalves, 12.º3


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2ºPeríodo

Língua Portuguesa

Da janela do meu quarto

Da janela do meu quarto, vejo inúmeras casas de diferentes feitios, cores e tamanhos. Algumas casas têm tapa-sóis, outras têm estores. Umas têm alpendres, outras varandas. Todas têm chaminés e algumas painéis-solares. Lá no alto, avisto montanhas e árvores verdejantes, quase escondidas atrás do nevoeiro. Da minha janela, vejo ainda a Escola do Carmo, um edifício grande, com tapa-sóis azuis e paredes amarelas. Durante a semana, a escola costuma estar cheia de alunos a entrar e a sair conforme o toque da campainha, mas como é domingo, a escola está deserta. No lado oposto, vejo o mar azul e muito brilhante, com pássaros e gaivotas sobrevoando a água transparente. Olho para baixo e observo muitos meninos e meninas, uns a correr, e outros a jogar futebol. Na rua em frente, catrapum!, dois meninos chocam e caem da bicicleta, mas nenhum se magoa, pois os dois se levantam e continuam a brincar. Oiço vários ruídos, como alguém a martelar, pessoas a falar, cães a ladrar, crianças a gritar, o vento a soprar, gatos a miar, os sinos da igreja a tocar e os pássaros a cantar. Há muitos cheiros que se misturam e não os consigo diferenciar. Cheiros do jardim, das cozinhas, da maresia... E esta é a sensação que eu tenho quando vou à janela do meu quarto.

Selma Jardim, n.º 25 - 5.º 1


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Língua Portuguesa

2º Período

No sentido de preparar a leitura orientada do conto Bruxa com rabo de cavalo de Alice Vieira a turma 5 do 5.º ano deu largas à criatividade numa atividade de pré-leitura intitulada “Contado ninguém duvida”. A professora apresentou uma lista de expressões/ ações e objetos e sugeriu que escrevessem uma sinopse de um livro com o título do conto a estudar. Os objetivos eram promover a criatividade, a escrita e, ainda, estimular para a leitura da obra. Ficam aqui registados alguns dos trabalhos destes pequenos escritores. A turma aconselha a todos a leitura do livro Trisavó de Pistola à Cinta e Alice Vieira Outras Histórias de Alice Vieira, de onde faz parte este e outros contos. A todos boas leituras!

Bruxa com rabo de cavalo Era uma vez uma menina que tinha sete anos. Os pais tinham-se separado e ela viveu muitas aventuras para fugir da sua madrasta que era uma bruxa que a seguia para a matar. A madrasta usava um vestido castanho que era a fonte da sua magia… Hugo Pereira, n.º10, 5.º5

Esta história conta-se há sete anos...e fala sobre uma menina que usava, quase sempre, o mesmo vestido castanho. Um dia, os pais da menina separaram-se e o pai arranjou-lhe uma madrasta que era uma bruxa. Quando a menina soube ficou muito triste e começou a chamá-la de “Bruxa com rabo de cavalo”. Rodrigo Freitas, n.º18, 5.º5

Bruxa com rabo de cavalo Esta história fala-nos de uma menina que tinha sete anos e vivia num castelo entre árvores. Os seus pais estão separados há sete anos. A menina que adorava o seu vestido castanho quando os pais se separaram nunca mais o usou. A sua madrasta ofereceu-lhe outro igual mas a amenina não o quis aceitar. O seu pai morreu e foi aí que começou o sofrimento desta menina… Tiago Gomes, n.º 19, 5.º5

Bruxa com rabo de cavalo Nesta história existe uma bruxa que usava o mesmo vestido há sete anos. Essa bruxa foi a uma cidade vizinha e conheceu uma menina, filha de pais separados. O pai dessa menina já tinha outra mulher, uma madrasta! A nova madrasta da menina usava sempre um vestido castanho e a bruxa queria roubar-lho, mas tentativa após tentativa...nunca conseguiu! Francisco Agrela, n.º 12, 5.º5


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Língua Portuguesa

2ºPeríodo

Os alunos do 5.º 4, também, deixam registados, no nosso jornal escolar, alguns trabalhos elaborados nas aulas de língua portuguesa. A partir de uma imagem os alunos criaram textos narrativos com descrição. Com a partida definida o limite é mesmo a imaginação de cada um! Menina com regador, Pierre Auguste Renoir

Era uma vez uma menina de cabelos loiros e com franja que usava um laço de cor vermelha. Trazia um vestido azul com um grande laço e calçava umas botas azuis. Essa menina chamava -se Lúcia e tinha uns 5 ou 6 anos. Na Páscoa foi passar férias com a avó Maria na sua casa de campo. Um dia, a menina resolveu fazer-lhe uma surpresa, arranjando o jardim. Pegou no regador e começou a regar todas as plantas. Depois, apanhou as ervas daninhas, varreu o chão e organizou os vasos. Como a avó Maria estranhou a demora da Lúcia, resolveu chamá-la e perguntou: - Lúcia, o que estás a fazer há tanto tempo no jardim? - Estou a regar as plantas. A avô exclamou: - Que bela surpresa! Muito obrigada, mas não demores muito, porque o sol está quente e podes sentir-te mal. Ao ver o trabalho que a Lúcia tinha feito, a avó admirou-se e perguntou: - Quem te ajudou com tantas coisas? A neta respondeu que tinha sido um vizinho que andava nas redondezas e que se ofereceu para ajudar. A avó não esperava aquela surpresa e dedicação. Para agradecer, fez um lanche para os três e ficou com aquele dia no coração. Gonçalo Vogado, 5º 4

Era uma vez uma menina de seis anos chamada Joana que vivia numa casa com um jardim grande. Ela era pequena e trazia um vestido comprido com um laço branco. Tinha um cabelo longo e loiro com um laço vermelho. Numa tarde a Joana decidiu semear uma semente de rosa branca. Passado um mês a rosa branca ainda não tinha nascido. Ela lembrou-se que o pai, que era agricultor, deitava água num regador para regar as plantas. Então a Joana decidiu deitar água num regador verde para regar na semente. No mês seguinte, a rosa branca já tinha nascido e a Joana exclamou: - Consegui! João Pedro Encarnação 5º4


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Clubes

2º Período

No âmbito da disciplina de área de projeto e em parceria com o projeto Eco escolas a turma do 9º5 integrou – se na “brigada verde”. A função da ” brigada verde” na nossa escola é fazer o “patrulhamento” do recinto escolar e colaborar em algumas atividades do projeto Eco Escolas. Os alunos quando entram em ação recolhem os resíduos sólidos espalhados no interior e exterior da escola, verificam se nos ecopontos espalhados pela escola há lixo mal separado. Também verificam se há luzes acesas desnecessariamente e nas casas de banhos confirmam se há torneiras mal fechadas ou a pingar. Outra função da “brigada verde” é alertar os alunos que se encontram nos pátios da escola para a importância da separação dos resíduos e de não deitar lixo no chão. Nos “patrulhamentos “ realizados verificou-se que os alunos da nossa escola continuam a espalhar lixo pela escola sobretudo nos jardins e na horta. Mas a “Brigada verde ” não vai baixar os braços e vai continuar a persistir no seu principal objetivo, manter a escola limpa e bonita! 9º5 Visita às I nstalações da ETRS Meia Serra e da ETZ L do Porto Novo Alunos do 9º 4, 9º 5 e do CEF OM No dia 22 de fevereiro as turmas mencionadas, realizaram uma visitam à Estação de Tratamento de Resíduos da Meia Serra e à Estação de Transferência da Zona Leste do Porto Novo. Esta atividade foi realizada no âmbito da implementação do Programa Eco-Escolas e disciplina de Geografia na nossa escola e teve como objetivo consciencializar os alunos para a importância da separação dos resíduos. Os trabalhos decorreram sob a orientação da Dr. Inês Fernandes da empresa Valor Ambiente. Os alunos mostraram-se muito surpreendidos com o que observaram. Na Estação do Porto Novo, verificamos que são separados resíduos como o vidro, o papel e o plástico que tem de ser encaminhado para Lisboa a fim de ser reciclado. Na Estação da Meia Serra, observaram-se os fornos de incineração, os lagos de águas residuais e os aterros sanitários. Com esta iniciativa apercebemo-nos de que ainda há muito trabalho para ser feito na nossa floresta, no sentido de promover o equilíbrio de um ecossistema que tem sido muito afetado por incêndios. A professora Lúcia Freitas


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Clubes

2º Período

Alunos do 9º 4 e 9º 5 plantam árvores nas Serras de Santo António / Pico do Areeiro

No dia 15 de fevereiro realizou-se uma atividade de plantação de árvores no Pico do Areeiro, mais precisamente nas Serras de Santo António. Esta atividade realizou-se no âmbito da implementação do Programa Eco-Escolas e disciplina de Geografia na nossa escola e teve como objetivo ajudar na reflorestação das serras madeirenses. Os trabalhos decorreram sob a orientação da Dr. Paula Maurília e do Mestre Florestal Paulo Jorge que nos receberam com muita simpatia. Os alunos mostraram-se sensibilizados e além de conhecerem algumas espécies arbóreas, plantaram 54 árvores, entre as quais, Faias, Loureiros e Urzes, plantas endémicas e que constituem o núcleo da Floresta Laurissilva da Madeira. Com esta iniciativa apercebemo-nos de que ainda há muito trabalho para ser feito na nossa floresta, no sentido de promover o equilíbrio de um ecossistema que tem sido muito afetado por incêndios. Adriano, Cláudio, Mariana Andrade e Pedro (9º4)

No passado dia 15 de janeiro, teve lugar na nossa escola o concurso Triatlo Literário. Nele participaram os alunos Carla Isabel Abreu Moura, José Agostinho Abreu Gomez de Barros, Luana Pereira Aguiar, Mónica Jacinta Pereira de Jesus (alunos do 7.º 2); Gonçalo Henriques Andrade, Roberto André Nunes Henriques (alunos do 8.º 3) e Joana Débora Abreu Rodrigues (aluna do 9.º 3) que, depois de terem lido a obra O Cavaleiro da Dinamarca, de Sophia de Mello Breyner Andresen, tiveram de prestar três provas, leitura, escrita e de cultura. A prestação dos alunos em cada uma das modalidades foi avaliada pelos professores de Português Carla Costa, Cecília Gonçalves, José Agrela, Néli Santos e Maria José Pita. Depois de momentos de nervosismo miudinho, algumas hesitações, sorrisos carregados de certeza e de triunfo e de olhares no horizonte da criatividade, foi apurado como vencedor do concurso o aluno Roberto André Nunes Henriques. Esta atividade contou, ainda, com a colaboração na apresentação do concurso das alunas Érica Rubina Brito Camacho e Petra Carolina Abreu Rodrigues, do 6.º 2. A todos os que colaboraram na realização desta atividade, direta e indiretamente, o nosso muito obrigado. Durante o segundo período, o Baú de Leitura continuou com a atividade “O bom português” onde os alunos e outros frequentadores da Biblioteca da nossa escola puderam e podem mostrar os seus conhecimentos relativamente às alterações introduzidas na língua portuguesa pelo novo acordo ortográfico, voou nas “Asas do génio” onde os alunos inscritos no clube procuraram criar trabalhos lúdico didáticos sobre o texto A lenda de São Vicente, de António Pimenta. Ainda sobre este texto literário, incidirá o concurso de leitura que terá lugar no dia 8 de março. Para o próximo período, e integradas nas comemorações do dia do livro, estão já agendadas outras atividades no âmbito da promoção da leitura e escrita lúdicas nomeadamente o jogo “Caça ao tesouro”, um concurso de soletração e a vinda de um escritor madeirense à nossa escola. Vai ser muito divertido. Contamos com a tua participação! Baú de leitura


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Cef

2ºPeríodo

Atividades desenvolvidas no âmbito dos CEF´s de Assistente Familiar e de Apoio à Comunidade Os alunos continuam a participar ativamente nas aulas práticas na cantina e bares dos professores e alunos, no âmbito da disciplina de nutrição e confeção de refeições. Os alunos revelam capacidade de iniciativa, de trabalho e de responsabilidade. Também continuam a desenvolver, com grande capacidade de desempenho, as aulas práticas, no âmbito das disciplinas da componente tecnológica e psicologia, nos centros sociais e paroquiais do Carmo e de Santa Cecília, Centro de atividades ocupacionais de Câmara de Lobos (CAO), Lar de idosos do Ilhéu e Infantário “O Universo dos Traquinas”. Estas aulas têm sido uma mais-valia pois têm potenciado as capacidades dos alunos proporcionando a implementação

da

componente prática do curso despertando interesses e motivações para as várias componentes de formação. No passado dia 10 de janeiro, as alunas do AFAC, 2º ano, foram ao teatro, assistir a peça “O bolo de mel do cuscas” no âmbito da disciplina de língua portuguesa, a qual teve um balanço muito positivo, pois as discentes puderem estabelecer e reforçar momentos de convívio e lazer que permitiu adquirir atitudes e valores de cidadãos responsáveis, informados e ativos com a interiorização de momentos culturais importantes.


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2º Período

Cef

No dia 31 de janeiro, as alunas do AFAC 2º ano e no dia 7 de março as alunas do AFAC 1º ano dinamizaram, no âmbito das disciplinas de gestão do comportamento e psicologia, a atividade no CAO – “contador de histórias, vendedor de sonhos” com a apresentação de peças de teatro, de forma a promover atividades junto de um público diferente, de forma a desenvolver a convivência com a diversidade, fortalecendo atitudes inclusivas, reforçando as parcerias. No dia 28 de fevereiro as alunas participaram numa ação de sensibilização sobre a Deficiência/ Dificuldades de aprendizagem, no âmbito da disciplina de gestão do comportamento, dinamizada pela psicóloga Andreia Andrade. Nesta ação, os alunos foram confrontados com uma diversidade de conhecimentos que fortalecem a inclusão e colocam de parte a exclusão de determinados grupos. Foi possível detetar situações de extrema insatisfação de pessoas portadoras de deficiência que, muitas vezes, põem em causa o seu desempenho escolar e profissional.

Diretoras de curso Ilda Jaques e Indalina Vieira


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Carnaval

2ºPeríodo

A chegada da época de carnaval marca a conclusão da 1ª etapa do 2º período e é, sem dúvida, a maior época de folia e diversão do ano. A escola do Carmo dá, uma vez mais, largas à criatividade e ao espírito da época e através das mais diversas atividades regista a passagem de mais um entrudo. Registamos algumas das atividades dinamizadas pela comunidade e que merecem lugar no nosso jornal escolar. Durante a semana de 4 a 8 de fevereiro a escola trajou a rigor para receber o carnaval. Sob os mais variados temas a comunidade escolar mascarou-se e ao melhor disfarce do dia foi atribuído um prémio. O jornal Carmo à Lupa deixa aqui as fotos dos premiados. Aos foliões parabéns!

MELHOR “ Cabeleira do Zezé” 04/02/2013

MELHOR “A gravata do Zezinho” 05/02/2013

MELHOR “Chapéu da Macombina” 07/02/2013

MELHOR “Rock no Carmo” 06/02/2013

MELHOR “Palhaço ou Boneca” 08/02/2013 Carmo à Lupa


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2º Período

Notícias

O principal objetivo delineado, pelas No passado dia 23 de janeiro, pelas 10 horas, os alunos do 5.º ano turma 2, acompanhados pela professora Elsa Dantas e pela diretora de turma, professora Cristina Baptista realizaram uma visita de estudo à Biblioteca Municipal de Câmara de Lobos, onde visionaram a exposição que lá estava patente, designada “Como poupar sem perder a cabeça”. Na sequência desta temática participaram num Workshop de reutilização de materiais, orientado pela artesã Cláudia Silva. Foi uma atividade muito prática e engraçada que surpreendeu miúdos e graúdos. Os alunos voltaram à escola com os seus cadernos forrados a tecido, os quais ficaram muito originais e escusado será dizer que ficaram todos muito orgulhosos com o seu desempenho.

professoras

de

inglês do 2.º ciclo, para esta atividade foi o de assinalar

uma

data comemorativa no âmbito da cultura anglo -americana. A comunidade educativa, em especial os alunos do 2.º ciclo, apreciaram e participaram nesta atividade que decorreu, como era de prever, no dia 14 de fevereiro. Assim, é de enaltecer o empenho da maioria dos alunos na elaboração dos postais e da aluna Marta Sousa (6.º1) que desempenhou o papel de cupido ao longo do dia, entregando postais a todas as turmas do 2.º ciclo. A todos aqueles que colaboraram, direta ou indiretamente, um muito obrigado!

Elsa Dantas

O grupo 220


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Sabia que?

2º Período

Sabia que? Dando continuidade à rubrica curiosidades, iniciada neste ano letivo, o Carmo à Lupa foi à procura de novidades sobre o nosso país. Estas novidades, capazes de surpreender os mais atentos, ficam registadas nestas páginas. Afinal Portugal é muito mais do que imaginávamos!

História Lisboa, a maior cidade do país, é a capital desde o século XII;

O Império Português foi um dos maiores da história não só em tamanho, mas também em duração;

A cidade que hoje dá pelo nome de Porto, outrora chamou-se de Cale e mais tarde de Portucale. É Portucale que dará origem ao nome Portugal.

Religião 

A maioria da população é Católica Apostólica

Romana, mas existe total liberdade religiosa e o Estado é laico; Na idade média as

freiras costumavam utilizar

as claras dos ovos para engomar as toucas que possuíam grandes abas; As

Festas e Romarias são um traço típico da

cultura popular e tradicional do povo português.


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Sabia que?

2º Período

Portugal no Mundo 

O chá das cinco foi introduzido em Inglaterra pela rainha D. Catarina de Bragança.;

O mais famoso bairro de Nova Iorque, Queens, deve o seu nome, também a D.Catarina de Bragança, então, rainha de Inglaterra;

As ilhas do Havaí (EUA), foram descobertas por um Português a serviço da Espanha; 

O mais importante porto de Nagasaki (Japão), foi aberto pelos portugueses em 1571. 

Foram os portugueses, que no Japão, introduziram espécies vegetais e animais, tais como: a figueira, a pereira, o pessegueiro e a criação de galinhas e patos. 

Geografia 

Álvaro Seco , cartógrafo, foi quem fez o primeiro mapa de

Portugal continental em 1561; 

A serra mais alta de Portugal continental, a Serra da Estrela, tem 2000 metros que só foram possíveis de atingir após a construção de uma torre com 7 metros;

A serra do Gerês, a 2ª mais alta do território continental, é também onde se localiza o único Parque Nacional do continente.

Carmo à Lupa


Culinária

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2º Período

“ Chá e canela”

Chá de abacaxi, gengibre, cravo e canela

Bolinhos de laranJa

Ingredientes

Ingredientes 2 ovos

700 ml de água 5 dentes de cravo da índia 1 pauzinho de canela 3 galhinhos de menta ou folhas de hortelã 1 pedaço de gengibre fresco Casca de 1 abacaxi maduro

125 g de açúcar Raspa de uma laranja Sumo de uma laranja 100 g de farinha 1 colher de chá de fermento em pó

Modo de preparação Colocar todos os ingredientes numa recipiente e levar ao forno de microondas durante cinco minutos ou ao fogo até ferver. Colocar dentro do bule galhos de menta ou hortelã, coar a mistura e servir.

100 g de manteiga derretida

Modo de preparação Numa tigela, bata os ovos, o açúcar, a manteiga, a raspa de laranja, a farinha, o sumo de laranja e o fermento em pó. Coloque a massa em forminhas sem encher muito. Leve ao forno pré –aquecido a 180º e deixe cozer durante 13 minutos. Depois de cozidos, abra o forno e polvilhe com açúcar. Volte a fechar e o forno e desligue. Após 2 minutos retire os bolinhos do forno. E saboreie...

Bom apetite! Carmo à Lupa


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Atividades

2º Período


19ª edição do carmo à Lupa