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EDITORIAL

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PROFESSORES FELIZES ALUNOS MOTIVADOS?

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SER OU NÃO SER, EIS A QUESTÃO” - REFLEXÃO

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SIMULACRO DE INCÊNDIO NA EPVL

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WORKSHOP MOTOR DE INDUÇÃO E GERADOR CA Aspetos Fundamentrais

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ROBOPARTY

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VISITAS DE ESTUDO

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CONGRESSO NACIONAL DOS COZINHEIROS 2015

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SER UMA ESCOLA DINÂMICA

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EPVL HELP TEAM YOUNGVOLUNTEAM

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TESTEMUNHOS DO SUCESSO EPVL

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OFERTA FORMATIVA 2015/2016

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ENTREVISTA A RUI RODRIGUES

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TESTEMUNHOS EUROPEUS

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Índice

FICHA TÉCNICA REVISTA SABER +

Edição n.º 1 – Julho de 2015

Redação: Nuno Castela Canilho, Manuela Alves, Ana Paula Martins, Cláudio Machado, Maria João Saraiva e Sónia Taira. Conceção gráfica e paginação: Cláudio Machado, Pedro Abreu, Paulo Ferreira e Ricardo Carvalho. Colaboraram neste número: José Oliveira, Nuno Melo, Cláudia Pereira, Adriana Fernandes e Nélson Gomes. Propriedade: Escola Profissional Vasconcellos Lebre (Escola Profissional da Mealhada, Lda) Impressão: Galé – Artes Gráficas

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“Ser todo em cada coisa”

EDITORIAL

Dr. Nuno Castela Canilho Diretor Geral

A revista que tem entre mãos é um projecto antigo da EPVL. Ao longo de 24 anos de história e estórias houve várias tentativas para a edição de uma publicação que conseguisse ser uma marca sem ser, simplesmente, um repositório de notícias, que conseguisse ser uma mais-valia sem se preocupar em ocupar um espaço que não é o seu, nem o da escola. Dessas tentativas – como a revista Reflexos, editada em maio de 2002 para assinalar os 10 anos da nossa escola – procurámos manter o espírito, a missão e a sempre presente vontade de mostrar a todos o que é a EPVL. Porque a EPVL é uma escola igual a si própria. O primeiro número desta nossa revista procura, então, debruçar-se sobre o verbo SER. Sem pretensiosismos procura mostrar o quotidiano de uma escola onde se procura ser feliz, onde se procura mostrar o valor do trabalho, do profissionalismo, do orgulho de se ser bom, do brio de se ser bom no que se faz. A EPVL é uma escola onde se procura aliar o saber ao saber fazer, acreditando-se que pelo esforço, pela dedicação e pelo exemplo se vai formar para o saber ser. Procuramos transmitir conhecimentos, mas acima de tudo competências e atitudes. Orgulhamonos de ser assim. Não somos uma escola sem problemas, nem sem dificuldades. Temo-los, como têm todas as obras humanas. Procuramos ultrapassá-los com interajuda, com cooperação, com voluntarismo e com amor pelo próximo, na sã convivência, na partilha, na entrega aos outros pelos valores mais genuínos de quem vive para servir o futuro, servindo os jovens, a próxima geração de cidadãos.

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A EPVL é, também, uma escola de memória. Porque é um espaço de transformação e esta exige recordação para que possa ser valorizada convenientemente. Por isso nos preparamos para dar início a um ano de comemorações do 25.º aniversário da fundação da escola, criada por despacho de homologação de 4 de julho de 1991. Como não podia deixar de ser, começaremos pelo princípio e isso significa homenagear o trabalho de 23 anos de trabalho do Engenheiro João Pega como diretor-geral da escola. Homenageamos o Homem, o Cidadão e naturalmente o Pedagogo, que entregou à escola tanto daquilo que é a sua marca distintiva. A sua liderança mobilizou vontades e construiu uma escola com notoriedade, credível, próxima da comunidade e das empresas, que serve o futuro e as pessoas. O poeta Fernando Pessoa, na pena de Ricardo Reis, nas “Odes” deixou-nos um poema muito simples e muito curto que facilmente nos mobiliza a sermos melhores do que aquilo que julgamos poder ser: “Para ser grande, sê inteiro: Nada teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és no mínimo que fazes. Assim em cada lago A lua toda brilha, porque alta vive” Sejamos inteiros, completos, iguais a nós próprios, em tudo o que fazemos. Viveremos mais alto, seremos sempre melhores. Foi assim no passado, será assim no futuro!


Professores felizes, alunos motivados?

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O maior problema da escola é o pouco valor que atribuímos a nós próprios enquanto parte integrante da educação. Viver a escola com prazer é quase uma tarefa árdua nos tempos que correm. Há de facto mais espinhos que rosas na profissão de professor, e os espinhos vão-se multiplicando todos os dias e a toda a hora, não deixando praticamente espaço para pequenos botões, que também acabam por ser levados por tempestades que os arrancam. Apesar de todas as metáforas expostas, a realidade é complexa: professores desmotivados, descrentes e “doentes” e alunos igualmente desmotivados, cansados da escola e transformados em protótipos de delinquência. A escola é vivida na medida do tempo – a maioria dos alunos e professores permanecem neste espaço cerca de oito, nove horas por dia, por vezes mais – o que provoca algum desgaste físico e psicológico em todos. O que me parece que diluiria toda esta pressão seria a possibilidade de rever as nossas vidas e percebermos definitivamente que ainda podemos ser felizes fora e dentro da escola, minimizando as dificuldades e relativizando os problemas. A nossa aprendizagem enquanto seres humanos é bastante exigente e difícil, mas não é impossível. Se não conseguimos medir o grau de felicidade que ser professor ou aluno nos dá, pelo menos comecemos por saber aquilo que queremos da

vida e se gostamos do que fazemos ou não. Se gostamos de desafios e não desistimos à primeira contrariedade, então ser aluno ou professor será a atividade certa, não esquecendo o fator curiosidade, que nos manterá sempre atentos. Pela lógica, todos aprendem e ensinam alguma coisa. Logo, temos a capacidade de diagnosticar aquilo que será um obstáculo à aprendizagem. Então, não sejamos nós esse obstáculo, só porque ainda não nos encontrámos ou porque, tendenciosamente, vemos tudo feio e negro à nossa volta. Aquilo que deixamos transparecer de nós vai refletir-se em tudo o que nos rodeia e os nossos alunos agradecem que, pelo menos na escola, lhes proporcionem um ambiente mais limpo de gritos e discórdias, mais suave a conflitos, o que de fato muitos recebem quando chegam a casa devido às agruras da vida e da crise que invadiram as nossas famílias. Mas nós, professores, também estamos carentes da atenção dos alunos e da sua vontade de quererem ser maiores, de lutarem por um futuro melhor. Então, por favor não se desiludam. Podemos ser todos mais felizes se cooperarmos e nos protegermos do frio humano que arrasa tudo lá fora… Autor: Ana Paula Martins

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“Ser ou não ser, eis a questão” - reflexão Há idiomas que não distinguem o verbo “Ser” do verbo “Estar”. Só o contexto permite compreender a diferença. Para um português será, certamente, complicado perceber se um francês ou um inglês está a dizer que “Está feliz” ou se afirma que “É feliz”. Compreendemos, temos isso enraizado no nosso código cultural, que há, naturalmente, diferenças entre estar, num determinado momento num determinado estado, e ser, efectivamente de uma determinada maneira. Numa escola procuramos intervir na esfera do “Ser”, mais no que no plano do “Estar”. Interessa 8

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que os alunos se sintam bem, confortáveis, felizes, mas o objectivo fundamental é que se tornem pessoas diferentes, sejam mais profissionais, adquiram conhecimentos, consigam acumular novas competências e moldar as suas atitudes de maneira a ser melhores pessoas, melhores profissionais, sem deixarem de ser criativos e autênticos. Interessa trabalharmos no plano da imutabilidade. Mas uma escola não é, nem pode ser uma fábrica de salsichas – a imagem é de Karl Marx, numa leitura do escocês Neil Smith, em 2002, e recentemente citada por

um primeiro-ministro e procura, a contrario sensu, comparar uma escola a uma unidade transformadora de professores em operários e de alunos em simples enchidos. É, pelo menos comummente defendido que uma escola não pode ser um sítio onde se procura formatar as pessoas a serem todas iguais, através de métodos de introdução à bruta do conhecimento – como se fosse carne na tripa, ou “salsichas educativas” –, onde "alguns de nós são as salsichas, alguns de nós enchem a tripa com a carne, alguns de nós só manejam as máquinas e alguns são os gerentes", nas palavras de Neil Smith.


Os alunos não são meros objectos à espera de serem moldados, ou enchidos. E isso faz com que tenhamos de considerar os alunos como agentes activos do processo educativo. E isso impele o nosso raciocínio para um dilema, como na frase de Hamlet, na peça shakespeariana com o mesmo nome: “Ser ou Não Ser, eis a questão: Será mais nobre Em nosso espírito sofrer pedras e flechas Com que a Fortuna, enfurecida, nos alveja, Ou insurgir-nos contra um mar de provocações E em luta pôr-lhes fim?” O dilema é importante e focase, na atitude possível do aluno, amplificada para o nível do “Ser”: O aluno ou se resigna ao que a vida eventualmente lhe reserva – com eventuais insucessos e falhas crescentes – e assume uma posição passiva, ou se insurge e luta “contra um mar de provocações”, e assume a liderança do seu próprio destino. Provavelmente em nenhum tipo de ensino este dilema se apresenta mais claramente do que no ensino profissional. O aluno faz uma primeira escolha quando opta ou não pela via profissionalizante, depois de perceber que a via regular se lhe apresenta desapropriada. E uma vez num curso profissional tem o dilema de, constantemente, ter de decidir se assume o futuro ou se resigna ao presente e às suas dificuldades, ao passado e às memórias de obstáculos. Como na peça de Shakespeare,

a atitude que o aluno tomar implicará no que ele “será” isto é, se se resignar nunca deixará de ser um desistente, caso ele decida lutar nunca vai ter uma vida facilitada, porque a luta implica sempre dedicação, sacrifício, trabalho. “Ser ou não ser” aplicar-se-á sempre na medida em que a atitude a tomar será sempre determinante para quem vai ser esse aluno, esse homem, esse cidadão. Mas tal como em Shakespeare, o dilema vai além disto, pois ele trata o "Ser ou não ser" como uma questão. Não apenas quem vai "Ser", mas a ideia é: "Posso ou não Ser". Ele trata o dilema de Hamlet dentro da ideia de que "Ser" se torna uma escolha. Por isto é que ele amplifica o dilema, porque "agir ou não agir" implica pensar que "serei assim ou serei de outra forma", Shakespeare pensa este diálogo ao nível de que "posso ser ou posso não ser". É uma escolha: "Ser" torna-se uma opção. Se pensarmos logicamente somos levados a entender que antes de haver consciência da realidade que nos leva a fazer a pergunta, não se podia escolher "Ser". Agora pode. O mesmo se passa com o aluno de um curso profissionalizante: Antes de tomar conhecimento do que é a realidade desta via, nunca conseguirá escolher se luta ou se se resigna, se quer Ser ou não quer Ser.

“Mas uma escola não é nem pode ser uma fábrica de salsichas”

Em suma, o que temos diante de nós vai muito além do simples dilema de escolher uma via ou outra. Como em Shakespeare, está demonstrado que "Ser" só se torna uma escolha quando somos confrontados com a

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Ser ou não ser, eis a questão” - reflexão

verdade dos factos, com a verdade do mundo ao nosso redor, e com a verdade sobre quem realmente nós somos.

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Shakespeare, de forma muito inteligente, fala-nos do choque com a verdade, e mais inteligente ainda foi a forma como ele usa a expressão do dilema. Apresentase de uma forma determinante, objectiva, como algo assustador, que mete medo e que nos exige uma atitude, é a forma com a qual Shakespeare demonstrou que a verdade assombrava Hamlet. Continuando a usar a imagem shakespeariana, Hamlet, nesta peça, descobre que as pessoas não são todas iguais, que há caracteres duvidosos, há problemas que vêm da esfera da família, que há várias pessoas que também optaram por ter nenhuma atitude. Também o aluno ao conhecer a realidade do mundo do trabalho vive o momento de descoberta de Hamlet, que descobre que o mundo não era nenhum conto de fadas, que até agora não se dava

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conta do que estava acontecendo. O grande drama de Hamlet é o mesmo do aluno, do adolescente ou jovem adulto que o seu estilo de vida tornava um alienado, uma criança, um elemento passivo. Sendo assim, o risco para o aluno é o mesmo que assola Hamlet e a sua crise existencial, que não se dá apenas por descobrir a dura realidade que o cercava, ele entra em crise quando finalmente se percebe que tem de fazer uma escolha determinante para o seu Ser para o resto da vida. Então "Ser" tornou-se uma opção, agora que se deixa de viver uma mentira. "Ser" transformase em opção a partir do momento em que se descobre a vida como ela é. E, principalmente, "Ser" torna-se uma opção a partir do momento que já se sabe quem realmente se é. Dando-se conta de quem realmente era, pode escolher, "Ser ou não ser". Shakespeare construiu o dilema de Hamlet tentando demonstrar que "Ser" passa a ser uma opção a partir do momento

em que soubermos a verdade sobre o mundo, a verdade sobre as pessoas que nos cercam, e verdade sobre nós mesmos. Quando finalmente formos capazes de ver o mundo sem fantasias, ver a nós mesmos e reconhecer quem somos e porque somos, poderemos decidir quem seremos, nascendo uma nova criatura. A imagem de Shakespeare que a cultura ocidental quase nos impele a tomar não é inédita. Já no Cristianismo primitivo somos confrontados com a verdade: "A verdade vos libertará", e com a necessidade do “homem nascer de novo”. Como se disse no princípio, o Inglês tem a particularidade de nele o verbo "ser" e o verbo "estar" serem um único verbo, o verbo "To Be". Na maioria das antigas culturas e dos antigos idiomas, o verbo "Ser" aplica-se às coisas imutáveis. Se nos perguntam: Onde nasceu? Responderemos: Sou daqui ou dali. E usaremos o verbo "Ser", para dizer que "sou


de tal lugar", e isto ocorre porque podemos mudar até de residência mas não mudaremos nosso lugar de origem. Então "sou de tal lugar" porque nasci lá e nada vai mudar este facto. Mas quando nos perguntam em que lugar estamos agora, usaremos o verbo "estar". Estou aqui, ou estou acolá. Isto porque onde estamos hoje poderemos não estar amanha. Então o "Ser" é o permanente, e o "Estar" e o transitório. E como se disse é assim em muitos idiomas no mundo, como no Português. O facto de no Inglês "Ser" e "Estar" estarem contidos no mesmo verbo ocorre por causa da sua cultura. O Inglês arcaico surgiu dentro do idioma dos antigos Celtas, e estes, por sua vez ,entendiam a vida como dinâmica contínua, de maneira que mesmo em seus aspectos imutáveis, ou mesmo nos aspectos variáveis, eles entendiam como sendo o "Ser"

num ato contínuo. Consideraram o verbo "To Be" como o "Ser em movimento" ou a própria vida em movimento. Quando Hamlet profere "To Be or not to be", como sendo uma escolha, é como se agora Hamlet pudesse dominar o movimento da sua vida, o "Ser" contínuo, o movimento do "Ser" agora está sobre seu domínio. É interessante pensarmos em dominar as nossas próprias vidas, porque parece que a maioria de nós, não tem domínio sobre si mesmo. Muitas vezes fazemos planos, desejamos mudar de atitude, tentamos mudar hábitos, mas isto parece ser tão difícil... Parece que não temos controlo sobre nós mesmos. Até mesmo coisas simples como começar uma dieta, ou mesmo parar de fumar, ou largar algum vício, é realmente muito difícil. Inúmeras pessoas sofrem porque não são quem gostariam de ser. Incontáveis pessoas são mal

resolvidas, e chegam mesmo a ter ódio de si mesmas; e daí surgem os "alter-egos" surgem os recalques, as paranóias, e o radicalismo doentio. Mas nesta peça de Hamlet, o génio de Shakespeare dá-nos a grande dica de como podemos assumir o controlo sobre nossa vida, e como podemos assumir o controlo sobre este "To Be", isto é, sobre este "Ser em movimento", para que sejamos quem queremos ser. O "Ser em movimento” pode estar sobre nosso controle: “posso ter domínio sobre mim mesmo”, posso "Ser" quem quiser, desde que primeiro saiba quem sou. Quando compreendo porque sou de tal forma, poderei controlar este movimento do "Ser", movendo a minha vida na direcção que desejar. Bibliografia - Marcus Azen, blogue “Era da Incerteza”, 25 de março de 2014

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Simulacro de incêndio na EPVL O

s simulacros refletem um cenário real de emergência de diferentes situações, nomeadamente, incêndios, acidentes, terramotos, inundações, entre outros. Acima de tudo, estes exercícios servem para que num cenário real se consiga lidar o melhor possível com sentimentos de pânico, evitando que os danos provocados nas instalações sejam agravados com danos ou perdas humanas. No passado dia 15 de Abril de 2015 realizou-se um simulacro de incêndio na Escola Profissional Vasconcellos Lebre que contou com a intervenção dos Bombeiros Voluntários da Mealhada. Questionámos o diretor da escola, Dr. Nuno Canilho para melhor compreendermos a importância de aliar a prevenção à educação. A resposta foi esclarecedora: “Precisamos de demonstrar a um conjunto de entidades que estamos preparados para tudo. A realização de um simulacro de incêndio era obrigatório. Sendo um estabelecimento em que existem cerca de 300 pessoas, é necessário que no dia todos saibam como agir.”

“3 minutos para evacuar toda a escola, portanto, mais não se pode pedir.”

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A escola é uma instituição inserida na comunidade e, como tal, é importante estar envolvida com todas as instituições do concelho. A escola não existe sozinha, precisa do contributo de todos e estes precisam da escola para vivermos em comunidade. Assim, os Bombeiros Voluntários da Mealhada juntaram-se a esta necessidade de prevenção e, juntamente com a Escola Profissional, prestaram a devida e útil colaboração no simulacro de incêndio. A esta parceria, Dr. Nuno saudou ao afirmar que: “É muito importante, pois dependemos uns dos outros. A escola precisa dos bombeiros para estar bem, e os bombeiros também precisam que a comunidade valorize o seu trabalho.”

Este foi um processo ágil porque foi bem organizado e ponderado. Segundo o Sr. Comandante Nuno João dos bombeiros, após a conclusão do simulacro pudemos constatar que “demorou cerca de 3 minutos a evacuar toda a escola, portanto, mais não se pode pedir.”... Para um melhor entendimento da importância desta intervenção conjunta, ouvimos ainda um parecer de um dos funcionários da escola que é também Bombeiro Voluntário- O Sr. Manuel Coelho que referiu “Já não foi novidade para mim, porque já estou habituado,. Este foi só mais um. ” e ainda deu parecer da postura dos alunos ao considerar que: ”Para primeiro simulacro correu muito bem, os alunos portaram-se muito bem.” Ficámos a saber que por ser de grande importância a existência de atividades que promovam a prevenção na escola, irão realizar-se outros simulacros, tal como nos informou o diretor da nossa escola: “Os próximos simulacros irão realizar-se sem aviso prévio, para que a situação se torne mais real.”

” é Prevenir nunca demais! Educação e prevenção andam de mãos dadas e a EPVL não está alheia a esta realidade, na medida em que queremos o bem da nossa comunidade escolar, investindo em ações de sensibilização onde todos participem. Repórteres: Ana Alves, Ana Margarida, Beatriz Filipa e Laura Macedo Turma: Auxiliar de Saúde 1ºAno


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Workshop Motor de Indução e Gerador CA Aspetos Fundamentrais

Os alunos Camadias Chinabe, Lourenço Nuvunga, Diogo Costa e Isabel Manganhe, foram convidados pelo Engenheiro António Barbosa e pela Professora Ana Reis, a participar no Workshop sobre Motores de Indução e Gerador AC – Aspetos Fundamentais. Este Workshop foi o resultado da visita do Dia Aberto na ESTGA (Escola Superior de tecnologia e gestão de Águeda) em que estes alunos demostraram interesse nesta área. Como estes alunos gostariam de voltar, de aprender e aprofundar os seus conhecimentos, a Professora Ana Reis e o Engenheiro António Barbosa organizaram este Workshop que teve lugar no Laboratório de Eletrónica em ESTGA. No Dia 30 de Março de 2015, os trabalhos consistiram na construção de dois circuitos: Inversor de Marcha com um Motor Trifásico e Inverter o Sentido de um Motor Monofásico. No

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início falou-se de conceitos base para cada circuito para ter uma melhor compreensão do que era pretendido. Tudo correu na normalidade com a divisão de dois grupos e tivemos apoio de dois Alunos de ESTGA: António Romeo de Engenharia Eletrotécnica (Ramo das Instalações Elétricas) do 3º Ano e Eduardo Marques de Engenharia Eletrotécnica (Ramo das Instalações Elétricas) do 2º Ano. Estes Alunos deram muito apoio aos dois grupos (Camadias e Diogo, Lourenço e Isabel). No final do dia conseguimos por os dois circuitos a funcionar. No dia 1 de Abril, retomámos os trabalhos, mas a aluna Isabel não compareceu no Workshop. Neste dia fizemos medidas da Potência, Corrente e Tensão para compreender o funcionamento do Motor de Indução trifásico, para o qual usámos os Wattímetros e Osciloscópio. Os alunos entederam a importância dos conhecimentos da Frequência e a

Potência exigida pelo Motor. Da parte da tarde, foi montado o último circuito, tendo-se ligado um Motor de Corrente Contínua com um Gerador/Alternador. A finalidade era tentar que o nosso Gerador/Alternador fornece-se uma frequência de 50Hz e tensão de 230 V para alimentar o nosso circuito Inversor de Marcha. Realizámos vários ensaios, medidas para termos a potência suficiente para o Motor Trifásico. No final do dia, os alunos responderam a questões relacionadas com os circuitos montados e preencheram um inquérito para darem a opinião sobre as atividades realizadas nestes 2 dias.


Visitas EPVL

Visitas de estudo NAV – Torre de Controlo de Tráfego Aéreo do Aeroporto de Lisboa | ONI – Communications Cursos Técnicos de Informática de Gestão [2º ANO; 3º ANO]

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s alunos do 2º e do 3º ano do Curso Técnico de Informática de Gestão, realizaram uma visita de estudo no passado dia 18 de Março à NAV - Torre de Controlo de Tráfego Aéreo do Aeroporto de Lisboa e à ONI – Communications em Lisboa, acompanhados pelos professores, Paulo Relvas, Maria João Saraiva, Sónia Taira, Raquel Torres e Marlene Alves. No período da manhã os alunos iniciaram a visita à NAV – Torre de Controlo de Tráfego Aéreo do Aeroporto de Lisboa, na qual foi possível perceber-se o percurso o controlo de tráfego aéreo, e a importância da informática, no caso das tecnologias de informação e comunicação, que estão na base de desenvolvimento dos sistemas de controlo. Para além disso, os alunos, tiveram oportunidade de visualizar in loco como é feito o controlo de tráfego aéreo, uma vez que visitaram a torre de controlo e o centro de operações, onde “a magia acontece”. Desta forma foi possível visualizar todo um sistema crítico, sensibilizando os alunos para a importância de sistemas tolerantes a falhas em áreas críticas, como é o caso da aviação, assim como as suas principais características. Por fim, a visita permitiu também perceber a complexidade e a importância da organização relativamente à estrutura e ao fluxo de informação ao nível dos diversos processos, procedimentos e sistemas complexos.

No período da tarde, realizou-se a visita à ONI – Communications, que permitiu aos alunos a visualização de um centro de dados, assim como observar todo o mobiliário e equipamento de rede, desde bastidores a servidores. Foi possível, visualizar toda estrutura de rede de uma empresa fornecedora de serviços de telecomunicações, assim como o centro de apoio ao utilizador. Por fim, a visita permitiu sensibilizar os alunos para a importância de características como a confiabilidade e a disponibilidade a que este serviço obriga, razão pela qual, é necessário todo um sistema de suporte, quer seja em termos de energia, quer em termos de estrutura de rede e de dados, que assegure a disponibilidade do sistema em absoluto, isto é 24, sobre 24 horas, durante todos os dias da semana, o sistema é tolerante a falhas, pelo que é possivel observar em sistema. Em suma, ambas as visitas foram extremamente interessantes, permitiram o acesso e visionamento de áreas de enorme interesse, algo que não está a dispor diário de qualquer pessoa. Os alunos mostraram uma postura correcta ao longo de ambas as visitas, participando de forma muito positiva, através de questões que foram colocando sempre que foi oportuno.

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CONGRESSO NACIONAL DOS COZINHEIROS 2015

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urante os dias 9 e 10 de abril, alguns alunos do Curso de Restauração variante Cozinha/Pastelaria do terceiro ano, tiveram o privilégio de estar presentes no Congresso Nacional de Cozinheiros, realizado no Centro de Congressos do Estoril, o grupo pôde assistir em simultâneo a alguns colóquios do World Food Tourism Summit, que decorreram no mesmo local, e visualizaram uma exposição de Food Street no Jardim do Casino do Estoril. Foi um tempo de aquisição de saber, de partilhas e de conhecimento em torno do mundo da gastronomia, contudo houve a necessidade sentida por todos os preletores de valorizar o produto nacional e evidenciar as vantagens para a sua utilização. Os alunos puderam privar de momentos com chefes de renome com um vasto conhecimento na área da cozinha, aprendendo e adotando para os seus trabalhos futuros muito do que trouxeram na memória.

Foram apresentados estudos, projetos, demonstrações de cozinha, cada qual com o seu tom, com a sua visão, com os seus sabores e com as suas aprendizagens, contudo o resultado final foi sempre brilhante. Foi um momento onde os alunos puderam ver a seriedade com que os profissionais encaram a vida da cozinha e que ultrapassa de todo o espaço de quatro paredes, vai muito além, desde a escolha dos produtos, à conservação, aos temperos e ao gosto do cliente, nunca esquecendo a história do país e a própria história de cada um. A Escola Profissional Vasconcellos Lebre da Mealhada, pretende que os seus alunos estejam no meio dos melhores profissionais, valorizando sem dúvida estas iniciativas, proporcionando-as, porque “Ser Profissional Vale +”.

Visita ao Hotel The Yeathman e Pousada do Porto, Palácio do Freixo

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o dia 11 de março, a turma do primeiro ano de Restaurante Bar da EPVL, participou numa visita provavelmente ao melhor hotel vínico do mundo, Hotel The Yeathman, em Gaia. Conhecendo o conceito inerente ao Hotel, a professora proponente da visita, considerou ser uma mais valia a visita presencial, onde os alunos puderam observar o requinte, a responsabilidade, o profissionalismo e o pormenor, que são sem dúvida, regras base do grupo que gere este famoso e espantoso espaço com uma vista sobre o rio Douro. São detentores da maior garrafeira do mundo, com vinhos essencialmente portugueses, tendo parceiros vínicos que se aliam à visão do grupo. O Hotel The Yeatman é propriedade da Fladgate Partnership, um grupo de gestão familiar. O seu principal negócio, a produção e comercialização de Vinho do Porto Premium, foi iniciado há três séculos atrás em 1692. O grupo é proprietário de três das mais famosas marcas de Vinho do Porto e de algumas das melhores quintas no Vale do Douro. A promoção dos vinhos neste hotel, passa pela realização de eventos vínicos, jantares , almoços, provas, e uma das maiores que realizam reúne todos os parceiros, na altura do Natal, os hóspedes ficam alojados e desfrutam de provas, com um conceito diferente do que é habitual, o prato que se degusta é elaborado em função do vinho, das suas castas e sabores, para que haja harmonia na combinação dos ingredientes. A visita decorreu no período da manhã. No período da tarde os alunos puderam contactar com outra realidade igualmente de grande prestígio, visitaram a Pousada do Porto, Palácio do Freixo, pertencente ao Grupo Pestana, um

dos maiores grupos hoteleiros do país. A Pousada do Porto, está inserida num Palácio classificado como Monumento Nacional desde 1910, o edifício está localizado nas margens do Rio Douro, cujo nome provém da famosa Região Vinícola em Portugal Os alunos observaram atentamente toda a dinâmica de trabalho de restauração, pois todo o tempo é para o profissional uma exigência cumprida, o cliente é servido com rigor. Neste palácio e monumento nacional, recuperam-se diariamente alguns dos nossos valores gastronómicos. Com esta visita, a EPVL proporciona aos alunos uma oportunidade única de serem conduzidos a duas realidades Hoteleiras bem diferentes, mas de grande prestígio e encanto..

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RoboParty 2015

As Equipas CYBORG (com os alunos Tiago Pereira, Edgar Painçal e João Pais – Turma EAC68-3A) e RBT (com os alunos Rodrigo Ruas, Tiago Gonçalves e Bruno Quinteiro – Turma EAC65-2A), participaram no Evento RoboParty 2015 nos dias, 19 a 21 de Março. Em cada dia existiam objetivos específicos para a construção do robô, programação e Decoração para competir em três provas: Prova de Obstáculos, Prova do Seguidor de Linha e Prova da Dança. Dia Um: Os professores e as duas equipas chegaram ao Complexo Desportivo da Universidade de Guimarães perto das 9h. Neste primeiro dia as duas equipas receberam o kit dos dois robôs e cada uma procedeu à montagem mecânica (motor e rodas), montagem eletrónica (soldagem de todos os componentes, com auxílio do manual fornecido pelo evento). Ao longo deste dia, realizaramse formações sobre Eletrónica Básica e Soldagem. No final do Dia começou-se a programação para a Prova da Corrida de Obstáculos. Dia Dois: os professores e as duas equipas, estiveram a programar os robôs para a Prova de Obstáculos realizada às 18h e paralelamente uma das equipas começava a programar o robôs para a Prova de Seguidores de Linhas (corrida entre dois robôs seguindo uma linha). Foi

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disponibilizado no Pavilhão Desportivo as pistas de obstáculos e do Seguidor de Linha para podermos testar os robôs. Foi um trabalho constante que exigiu muita colaboração entre todos, para se realizar uma boa prova. Às 18H procedeu-se à primeira prova da corrida de Obstáculos. Esta prova consiste que o robô faça um percurso sem tocar nas paredes, por cada toque na parede ganha 5 segundos adicionais no final do tempo percorrido. Esta Prova apresentou alguns desafios, nomeadamente na forma como os Voluntários e a Equipa SAR construíram a pista de Obstáculos. No Entanto a Equipa RBT conseguiu completar a pista com aproximadamente 30 segundos e com alguns toques. A Equipa CYBORG foi Desqualificada porque não completou a pista da corrida de Obstáculos. Após a prova, as duas equipas procederam na melhoria da programação da Corrida com Seguidor de Linha e com a Decoração do Robô para a prova da Dança. Ambas as equipas trabalharam durante a noite. Dia Três: Neste dia iria ser a Prova da Corrida com o Seguidor de Linha e a Prova da Dança. Na manhã, foi a Prova Da Corrida do Seguidor de Linha, as 142 equipas e de duas em duas equipas, competiram através do tempo (fase das eliminatórias). Após a conclusão

das provas pelas 142 equipas, foram anunciados as 16 melhores equipas transitavam para a fase dos Oitavos de Final. A equipa RBT esteve nas 16 melhores equipas com o tempo de 30 segundos. Não passou nos Oitavos Final, no entanto ficámos bastante orgulhosos termos chegado até aqui. Na parte da Tarde, realizou-se a Prova da Dança. Apesar de as duas equipas terem idealizado a decoração e a música, foi pedido que se fizesse uma Super Equipa, ou seja, em cada ilha (4 equipas) teriam de se juntar, pensar no nome da Super Equipa, decorar e programar tudo em conjunto. O nome da Super Equipa foi Bipolar, a decoração do Robô foi só um, que era um Diabo e Anjo ao mesmo tempo e com a música Sia – Chandelier. Foi uma colaboração constante entre as equipas em que uns elementos programavam, outros decoravam um robô com leds, outros programavam os leds para mudar de cor (uma vez que eram leds RGB). Este momento foi bastante divertido devido à pressão que sentimos para apresentar o robô na prova de Dança, que correu bem. Após a entrega de prémios e agradecimentos saímos de Guimarães perto das 17H. Chegámos em segurança à Escola Profissional Vasconcellos Lebre pelas 18H30.


CONGRESSO NACIONAL DOS COZINHEIROS 2015 Durante os dias 9 e 10 de abril, alguns alunos do Curso de Restauração variante Cozinha/Pastelaria do terceiro ano, tiveram o privilégio de estar presentes no Congresso Nacional de Cozinheiros, realizado no Centro de Congressos do Estoril, podendo assistir em simultâneo a alguns dos colóquios do World Food Tourism Summit, que decorreu no mesmo local, apresentando para o efeito uma exposição de Food Street no Jardim do Casino do Estoril. Foi um tempo de aquisição de saber, de partilhas e de conhecimento em torno do mundo da gastronomia, contudo houve a necessidade sentida por todos os preletores de valorizar o produto nacional e evidenciar as vantagens para a sua utilização. Os alunos puderam privar de momentos com chefes de renome com um vasto 20

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conhecimento na área da cozinha, aprendendo e adotando para os seus trabalhos futuros muito do que trouxeram na memória. Foram apresentados estudos, projetos, demonstrações de cozinha, cada qual com o seu tom, com a sua visão, com os seus sabores e com as suas aprendizagens, contudo o resultado final foi sempre brilhante. Foi um momento onde os alunos puderam ver a seriedade com que os profissionais encaram a vida da cozinha e que ultrapassa de todo o espaço de quatro paredes, vai muito além, desde a escolha dos produtos, à conservação, aos temperos e ao gosto do cliente, nunca esquecendo a história do país e a própria história de cada um. A Escola Profissional Vasconcellos Lebre da Mealhada, pretende que os seus alunos estejam no meio dos melhores


Restauração, Cozinha e Pastelaria 2º Ano Se gostas de cozinhar é o curso ideal para ti! Diana Jorge - CC

Neste curso podes cozinhar na tua escola, preparar as refeições para os teus colegas e preparar

“Na vida existem dois tipos de pessoas: as que gostam de hotelaria e as que não gostam. Só as que gostam percebem porquê, porque quando se gosta é para sempre!”

almoços temáticos do restaurante em pedagógico “Prova dos Novos”. Tens ainda a oportunidade de aprender aquilo que aprendes, a realizar no estágio o final de cada ano. Um cozinheiro não deve ter medo de nada, apenas de não deixar i seu cliente insatisfeito. Este curso é interessante pois

Miguel Marques

podes ter aulas práticas e colaborar com atividades da zona que com certeza que ficarão regis-

“Antes de entrar para o curso de Restaurante/Bar pensei que irai ser mais fácil do que é realmente é. Entrei mais por causa da parte de Bar, mas também aprendei a gostar de toda a parte de restaurante e não me arrependo de tudo o que já aprendi, das experiências e momentos partilhados com esta turma e equipa que considero uma família “

tadas no teu Curriculum Vitae”. Tudo o que precisas para te tornar um cozinheiro está aqui, na EPVL!

Se gostas de cozinhar e estudar, na EPVL terás o teu lugar!

Diogo Costa e Diogo Moura

“ O curso de restauração e bar é um curso que dá trabalho e que tem muito movimento. É um curso que dá gosto e onde se aprende muito.” Das coisas mais importantes é o companheirismo, coisa que se ganha muito neste curso, pois temos que ter uma boa equipa e isto apenas é possível com muito trabalho de equipa. Para além disso é um bom curso pois está sempre em expansão e existem muitos cargos.”

Xavier Oliveira

“ A ideia de que tinha deste curso antes de entrar para esta escola era que este curso iria-me desmotivar porque pensei que seria uma seca. Depois de entrar no curso e realizar os meus primeiros serviços comecei a apanhar o gosto e agora gosto muito deste curso. Para quem gosta de restauração aconselho a vir para este curso, no princípio custa a habituar-nos com as diversas técnicas e métodos específicos do curso, mas com o passar do tempo será tudo mais fácil. O que nós aprendemos não é apenas servir, mas também a fazemos composições com diversas bebidas e adquirimos muitas competências e conhecimentos relacionados com a aré do bar. Aconselho-o a muitas pessoas porque é divertido, dá trabalho mas vale a pena. “ “Ambos entrámos neste curso sem saber bem aquilo que vínhamos fazer, não foi a nossa primeira escolha seguir esta profissão. Com o passar do tempo começamos a entrar no ritmo e aprender cada vez mais sobre a área, tal que adoramos aquilo que fazemos. Temos professores que nos ajudam muito e que nos ensinam tudo aquilo que precisamos de aprender para sermos um profissional. Já fazemos um serviço

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SER UMA ESCOLA DINÂMICA WORKSHOP

A

EPVL , ao longo deste ano letivo, dinamizou vários workshops na área da cozinha e pastelaria, para potenciar a relação com a comunidade e a interação dos alunos desta área de formação, demonstrando espírito de iniciativa e criatividade para com as crianças e adultos que neles participaram.

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Estes workshops tiveram a colaboração dos chefes Luis Lavrador e Miguel Almeida, ambos professores na Escola, e ainda do chefe Tony Martins e Eng.º Ricardo Torres. Esta iniciativa foi muito positiva pelo “know how” transmitido por todos os que intervieram e a Epvl continuará neste dinamismo intenso que tão bem nos caracteriza.


YOUNGVOLUnTEAM Desde a sua génese a EPVL ajudou e colaborou com as instituições e as forças vivas do concelho pelo que a criação de um grupo de voluntariado procurou corporizar essa filosofia. Assim, desde o ano transato constituiu-se um grupo de voluntariado na EPVL denominado Help Team, aberto a todos os membros da comunidade escolar, alunos e encarregados de educação, funcionários e docentes da escola. O grupo propõe-se realizar tarefas, atividades pontuais ou continuadas de cariz educativo ou social na comunidade escolar e local. Em sintonia com o projeto educativo da escola, que procura promover princípios da responsabilidade social, do voluntariado, da prevenção, sustentabilidade e da solidariedade, o grupo estabeleceu várias parcerias com instituições e entidades locais, ajudando a responder a alguns desafios e necessidades do meio.

entidades oficiais, de solidariedade social ou da sociedade civil, nomeadamente a Câmara Municipal da Mealhada, por intermédio do pelouro da Ação Social, a Liga Portuguesa contra o Cancro, o Centro de Saúde da Mealhada, A Associação Portuguesa de Hipertensão Pulmonar, a Associação Quatro Patas e Focinhos e a Associação de Aposentados da Bairrada. Das várias atividades desenvolvidas destacamos: dinamização de um workshop sobre refeições económicas, desenvolvimento do projeto de apoio meadance, colaboração com a loja social da mealhada na recolha de bens; colaboração com a loja social na organização de bens e da festa de natal, apoio à organização do carnaval de Palmo e Meio, dinamização de uma quermesse para apoiar a acreditar.

Assim, a escola por intermédio do grupo de voluntariado participou em várias ações e projetos desenvolvidos por

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Testemunhos

DO Sucesso

CÁTIA MARTINS DE ALMEIDA

BEATRIZ RODRIGUES

Olá mais uma vez EPVL. Só vos queria informar que o meu diploma foi reconhecido aqui no Luxemburgo, e que vou começar a minha formação para secretária contabilistica! Muito obrigada em especial ao Sr. Director João Pega ao Prof. Joaquim que mostraram disponibilade para me ajudar quanto ao reconhecimento do diploma, e foi feito! Não irei deixar mal a nossa escola que me abriu caminhos até aqui, e irei esforçar-me para que tenham orgulho nos vossos antigos alunos! Com a promessa que passarei quando for a Portugal! Um beijinho especial a todos os Professores da turma de IG01 e eu sou a aluna IG0108 N.° interno 618. E outros não menos especiais para o Universo EPVL, que é o que nós somos.

A minha passagem pela EPVL foi realmente um desafio que em todos os sentidos me abriu muitas portas tanto ao nível pessoal como profissional. A EPVL foi, não só uma escola de ensinamento, mas também de lições de vida. Fomos o primeiro curso de Termalismo a abrir na EPVL e não só para nos alunos mas também para os professores foi um desafio.

RAFAEL BERNARDO

Agradecimentos Em primeiro lugar quero dizer-vos que foi um prazer estes três anos que passei a pertencer a esta maravilhosa família. Quero agradecer a todas as pessoas desta família, uma unida, carinhosa que esteve sempre sempre comigo nos momentos bons e menos bons. Agradecer principalmente ao Ivo que é mais do que um irmão para mim, que fez com que pudesse pertencer a esta família, que desde a minha chegada me apoiaram e acarinharam É uma família especial, que estará sempre comigo, porque foi esta família que me proporcionou o prazer de me sentir alguém na vida. Foi enquanto filho desta família que vivi os melhores momentos da minha vida e no meu longo e belo percurso escolar. Deixo uma família, muitos amigos na mealhada. Mas de uma coisa tenho certeza Esteja onde estiver, serei mais um filho desta família maravilhosa. E outra coisa, vou seguramente ter saudades, porque é inevitável ter saudades de quem nos ama, de quem nos trata bem e de quem nos estima. E não deixar de agradecer a EPVL porque foi graças a esta escola que conheci o meu irmão, meu grande irmão Ivo. O meu muito obrigado ao Ivo e a toda esta maravilhosa, especial família, um obrigado do coração de coração,

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NUNO MELO

Fui aluno da EPVL e… Desde então criei várias amizades com alunos, docentes e funcionários. Sem saber que voltaria à EPVL, desta vez para contribuir na formação de pessoas que como eu são agora alunos, docentes e funcionários receberam-me com enorme carinho e como se nunca da escola tivesse saído. Conviver com a família EPVL é motivador e ajudamos a perceber que exemplo devemos tomar, como de uma família real se tratasse. Ter a sorte de colaborar com as pessoas que me ajudaram a crescer, é sem dúvida uma experiencia gratificante.

Neste momento consegui o que consegui devido à paciência de todos (muita) e insistência minha também em seguir o que gosto e lutar pelo que quero. Nunca se deve fechar portas, as oportunidades estão onde menos se espera e devemos tentar e não desistir. Se a porta não resulta, muito bem, vamos pela janela. Neste momento dei a volta ao mundo, conheci já 4 continentes e sei falar 5 línguas, tudo porque não desisti e me sujeito a desafios. Por isso, se alguém vos diz: “ esforça- te para alcançar algo”, pensem duas vezes antes de dizerem que são uns chatos e larga-me tu não sabes nada da vida... Talvez um dia se irão recordar dessas palavras ou com doçura ou amargura. Lembro-me e sempre me lembrarei da EPVL com muito carinho e saudade de tudo o que lá passei e das boas memórias que me ficaram de tudo.


CRISTIANA FERREIRA Ter estudado na EPVL foi uma experiência muito gratificante. Na nossa escola crescemos como ser humano, temos liberdade, ganhamos sabedoria e acima de tudo tornamo-nos uma forte e grande família.

JOSÉ OLIVEIRA

RAFAEL FORTES

Estudar na EPVL permitiu-me progredir profissionalmente a fazer o que gosto. É uma escola diferente, as pessoas cá são como uma familia, preocupadas com o nosso futuro, empenhadas em nos levar ao sucesso. Obrigado EPVL.

Aqui aprendi que apesar de algumas “dificuldades”, nunca é tarde demais começar a dar valor à vida. Com uma excelente qualidade de ensino, consegui ter uma noção mais aprofundada do sentido de responsabilidade. Na vida deparamos com momentos altos e baixos, e passar por esta escola foi um dos momentos altos da minha vida. Há uma variedade de palavras para descrever esta escola, mas vou bazear só numa palavra, palavra esta que eu acho que todos sentem quando por algum motivo têm que abandonar a escola. Saudades: Tenho saudades da convivência na escola, das reuniãoes com o Sr. Enginheiro, da Dr.ª Mané a nos dar nas orelhas por causa dos Módulos, saudades de todos os professores, funcionários e colegas, enfim, tenho saudades até dos Módulos em atraso que eu tinha. Um apelo que eu deixo a todos os alunos que passem por esta escola é que, valorizem o máximo que puderem, porque esta escola traz muitas mudanças na vida de um aluno, mudanças positivas que nos ensinam a encarar a vida de uma forma diferente, ou seja, com mais Responsabilidades.

MÓNICA SANTOS

GUILHERME

Ser aluna da EPVL, foi a possibilidade e oportunidade de conquistar tudo que SOU até ao dia de HOJE

A EPVL para mim foi uma experiencia que moldou a pessoa que sou hoje, não só um currículo focado em treinar as pessoas para os desafios da vida profissional, mas professores, que não só se preocupam com as notas dos seus alunos mas com o seu crescimento pessoal e moral. A EPVL catapultou- me a nível profissional e tenho a certeza que continuara a fazer o mesmo durante muitos anos a muitos outros estudantes.

TELMA MORTAGUA

Fui aluna da EPVL que me ensinou a crescer com valores, a ser perseverante, a traçar metas para alcançar objetivos.

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Eletrónica, Automação e comando

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O técnico de electrónica, automação e comando é o profissional qualificado relacionado com a instalação, manutenção, reparação e adaptação de sistemas eléctricos, electrónicos, pneumáticos e hidráulicos de automação industrial.

Restauração/Bar

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O/a Técnico/a de Restaurante -Bar é o/a profissional que, no domínio das normas de segurança e higiene alimentar, planifica, dirige e efetua o serviço de alimentos e bebidas à mesa e ao balcão, em estabelecimentos de restauração e bebidas integrados ou não em unidades hoteleiras.

Gestão O Técnico de Gestão, é o profissional qualificado no âmbito da gestão das organizações, apto a colaborar nos aspectos organizativos, operacionais e financeiros dos diversos departamentos de uma unidade económica/serviço público, com capacidade para a tomada de decisões com base em objectivos.

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O Técnico de Design Gráfico é o profissional qualificado apto a conceber e maquetizar objectos gráficos bi e tridimensionais utilizando meios electrónicos e manuais, bem como preparar a arte final para a impressão e acompanhar os processos de pré-impressão e impressão.

Cozinha/Pastelaria O Técnico de Cozinha é o profissional que, planifica e dirige os trabalhos de cozinha, colabora na estruturação de ementas, bem como prepara e confecciona refeições num enquadramento de especialidade, nomeadamente gastronomia regional portuguesa e internacional.

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Design Gráfico

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Inscreve-te em www.epm.edu.pt

Hotelaria e turismo Curso Vocacional

Os cursos Vocacionais são cursos que privilegiam tanto a aquisição de conhecimentos e desenvolvimento de capacidades em disciplinas estruturantes das componentes geral e complementar como o primeiro contato com diferentes atividades vocacionais.

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DESIGNGRรกFICO Inscreve-te jรก em www.epm.edu.pt

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PERFIL PROFISSIONAL O Designer Gráfico é o profissional que desenvolve e organiza a informação visual de cartazes, panfletos, anúncios, outdoors, websites, apps, jornais, revistas, livros, cria logotipos, desenvolve a identidades corporativas, etc... Concebe variadíssimos conteúdos gráficos, é verdade, mas também faz muito mais que isso. Sempre com o objetivo de tornar a comunicação mais funcional, percetível e atrativa, o Designer Gráfico resolve visualmente os problemas que lhe são apresentados diariamente. O mercado de trabalho para os jovens profissionais desta área tem alto índice de empregabilidade. A época em que estamos a viver é muito rica nas oportunidades de trabalho para os designers, principalmente trabalhos direccionados para Design Gráfico na comunicação visual, identidade visual, embalagens, internet, vídeos, impressos, entre outros. O designer gráfico trabalha com duas grandes áreas dos nossos dias: os média impressos e electrónicos / digitais. Atualmente, os designer gráficos são muito convocados para trabalhar em empresa de comunicação.

Saidas Profissionais • Design gráfico • Artes Gráficas • Paginação • Ilustração Digital • Designer de soluções para os Media • Designer Web • Designer publicitário • etc…

Principais locais para exercer actividade • Agências de Artes Gráficas • Agências de Publicidade • Agências de Imprensa (Jornais, Revistas, Editoras, etc.) • Agências de Marketing e Comunicação • Ateliês/Gabinetes de Design Gráfico • Departamentos de Edição de Imagem • etc…

As actividades principais desempenhadas por este técnico são: • Conceber e maquetizar objectos gráficos bi e tridimensionais utilizando meios electrónicos e manuais. • Obter imagens e textos por processos electrónicos; • Criar imagens, gráfi cos, ilustrações e animações, utilizando meios manuais e informáticos; • Efectuar o tratamento de textos e imagens, utilizando programas informáticos específi cos; • Efectuar o tratamento de imagens, relativamente à sua cor e forma, utilizando programas informáticos • específicos; • Compor a estrutura das páginas, utilizando programas de informática específicos; • Efectuar o tratamento de textos e de imagens, compor e conceber as páginas para publicação online ou para apresentações offline.

Plano Curricular

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GEstรฃo Inscreve-te jรก em www.epm.edu.pt

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PERFIL PROFISSIONAL O Técnico de Gestão, é o profissional qualificado que exerce competências no âmbito da gestão das organizações, apto a colaborar nos aspectos organizativos, operacionais e financeiros dos diversos departamentos de uma unidade económica/serviço público, com capacidade para a tomada de decisões com base em objectivos previamente definidos pela administração/direcção.

Saidas Profissionais O Técnico de Gestão poderá exercer várias funções como:

• Elaborar, expedir, classificar e contabilizar documentos • Colaborar no apoio à Administração / Direção • Analisar e verificar previsões de produção e gerir stocks • Colaborar no controlo de qualidade e ambiente • Gerir carteira de clientes • Colaborar na elaboração de demonstrações financeiras e relatórios de gestão • Analisar a informação económica e contabilística normalizada • Colaborar na análise e desenvolvimento de projetos de investimento/financiamento • Controlar os fluxos de tesouraria

Plano Curricular

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Electrónica, automação e comando Inscreve-te já em www.epm.edu.pt

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PERFIL PROFISSIONAL O Técnico de Electrónica, Automação e Comando é o profissional qualificado apto a desempenhar tarefas de carácter técnico relacionadas com a instalação, manutenção, reparação e adaptação de sistemas eléctricos, electrónicos, pneumáticos e hidráulicos de automação industrial, no respeito pelas normas de higiene e segurança e pelos regulamentos específicos.

Saidas Profissionais

• Empresas Industriais • Empresas de Comercialização de Equipamentos Industriais • Manutenção Industrial • Gabinetes de Engenharia Industrial • Instituições Públicas com fortes componentes de equipamento industrial…

Plano Curricular

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Cozinha/pastelaria Inscreve-te jรก em www.epm.edu.pt

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PERFIL PROFISSIONAL O Técnico/a de Cozinha / Pastelaria é o profissional que, no domínio das normas de higiene e segurança alimentar, planifica e dirige os trabalhos de cozinha, colabora na estruturação de ementas, bem como prepara e confecciona refeições num enquadramento de especialidade, nomeadamente gastronomia regional portuguesa e internacional. No final da sua formação, o Técnico de Restauração – Cozinha e Pastelaria deverá ter os conhecimentos teóricos e práticos que lhe permitam exercer a sua atividade de cozinheiro em cozinhas de hotéis, restaurantes e similares ou ainda em cozinhas de áreas tão diversas como o “catering”, hospitais, cantinas e refeitórios. Poderá ocupar várias posições na cozinha até ao nível de “Chef de Partie”

Saidas Profissionais O Técnico de Cozinha / Pastelaria poderá exercer várias funções como:

• Cozinheiro(a) • Chefe de Cozinha • Técnico de Catering • Pasteleiro

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Restauração/bar Inscreve-te já em www.epm.edu.pt

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PERFIL PROFISSIONAL O/a Técnico/a de Restaurante -Bar é o/a profissional que, no domínio das normas de segurança e higiene alimentar, planifica, dirige e efetua o serviço de alimentos e bebidas à mesa e ao balcão, em estabelecimentos de restauração e bebidas integrados ou não em unidades hoteleiras.

• Colaboração na elaboração de ementas, cartas de restaurante, cartas de vinho e de bar • Coordenação e execução dos serviços de Restauração e Cafetaria • Controlo e execução dos serviços de Cozinha e Pastelaria • Organização e supervisão dos serviços de Banquete e Bar

Saidas Profissionais O Técnico de Restauração / Restaurante - Bar poderá exercer funções como:

• Diretor(a) de Restauração • Chefe de Mesa • Empregado(a) de mesa • Empregado(a) de Bar • Ecónomo

Plano Curricular SOCIOCULTURAL

PORTUGUÊS LÍNGUA ESTRANGEIRA I OU II ÁREA DE INTEGRAÇÃO EDUCAÇÃO FÍSICA TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO MATEMÁTICA CÍENTIFICA economia Psicologia Tecnologia Alimentar Gestão e Controlo Comunicar em Francês Serviços de Restaurante/Bar Formação Contexto Trabalho TOTAL DE HORAS/CURSO

320 220 220 140 100 200

200 100 100

150

100 750 720 3320

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Hotelaria e turismo Inscreve-te jรก em www.epm.edu.pt

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Os cursos Vocacionais são percursos formativos que pretendem responder a necessidades fundamentais dos alunos e, desta forma, permitir a inclusão de todos no percurso escolar. São cursos que privilegiam tanto a aquisição de conhecimentos e desenvolvimento de capacidades em disciplinas estruturantes das componentes geral e complementar como o primeiro contato com diferentes atividades vocacionais. A Nossa Escola oferece um curso vocacional de 3º ciclo organizado em um ano. Para quem Os cursos vocacionais de 3º ciclo, organizados em um ano, destinam-se aos alunos com o 8º ano de escolaridade ou frequência, sem aprovação, do 9º ano de escolaridade, de acordo com o estabelecido na Portaria n.º 292-A/2012, de 26 de setembro. Estrutura Curricular Estes cursos têm uma estrutura curricular organizada por módulos, o que permite maior flexibilidade e respeito pelos ritmos de aprendizagem de cada aluno. Habilitação Os alunos que concluam com aproveitamento os cursos vocacionais do 3º ciclo do ensino básico ficam habilitados com o 9º ano de escolaridade. Prosseguimento de Estudos/Formação Os alunos dos cursos vocacionais que concluam o 9º ano podem prosseguir estudos nas seguintes vias de ensino: • No ensino regular, desde que tenham aproveitamento nas provas de exame finais de 9º ano; • No ensino profissional, desde que tenham concluído com aproveitamento todos os módulos do curso; • No ensino vocacional de nível secundário, desde que tenham concluído 70% dos módulos da componente geral e complementar e 100% dos módulos da componente vocacional. Áreas vocacionais: Cozinha e Pastelaria | Mesa e Bar |

Gestão

Plano Curricular Geral

110 PORTUGUÊS 110 Matemática Inglês 65 EDUCAÇÃO FÍSICA 65 história / Geografia 60 Complementar Ciências naturais / Físico-Químicas 50 70 2ª Língua - Francês 120 actividade vocacional Mesa e bar 120 Recepçao/atendimento 120 Turismo/Organização eventos Prática Simulada Mesa e bar 70 Recepçao/atendimento 70 Turismo/Organização eventos 70 TOTAL DE HORAS/CURSO 1100

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turmas epvl ano lectivo 2014/2015

259 alunos 42

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alunos por concelhos de naturalidade ano lectivo 2014/2015

alunos PALOP ano lectivo 2014/2015

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hist贸rico de cursos EPVL

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Entrevista a Rui Rodrigues Treinador no MRCBairrada, e jogador na Académica, fala um pouco sobre o rugby português, a nível internacional , e do rugby juvenil do MRCB. sua opinião e motivar os próprios colegas. Além da parte desportiva, tenho sempre especial preocupação com a parte social e educativa do meu desporto, já que valorizamos a disciplina, liderança, autonomia e responsabilidade e cada vez mais se sente nos jovens da atualidade a falta destes valores.

Há quanto tempo está em contacto com o rugby? Eu nasci com o rugby. O meu pai jogava rugby, o meu tio jogava, os meus primos jogavam, então, desde muito cedo comecei a frequentar o campo de rugby, mas na verdade foi apenas aos cinco anos que iniciei a prática. Acha que o rugby português ainda está muito distante do rugby internacional? Sim, sem dúvida, principalmente na variante de rugby de XV. Temos um número muito reduzido de jogadores comparativamente com as 25 melhores equipas do ranking internacional, no qual, neste momento, estamos no 21º lugar. Além do número reduzido de jogadores, a nossa estatura é hereditariamente mais baixa comparada com outros países, o que num desporto de contacto é, sem dúvida, algo importante pelo espaço que se ocupa defensivamente no campo, pela conquista da bola no alinhamento, pela disputa de bola no ar, pela proteção de bola no contacto, etc. Na variante de 7, estamos, sem dúvida, a um nível bem mais elevado “TOP 15”, muito pelas condições físicas que essa variante exige e às quais estamos melhor adaptados: velocidade e agilidade, por ser o mesmo campo com menos jogadores. Quais os seus objetivos no trabalho como treinador no MRC Bairrada? O que exijo de mim como treinador é o mesmo que exijo aos meus atletas: CUMPRIR OS OBJETIVOS! Este simples cumprir dos objetivos traçados é sem dúvida a ponte de ligação entre o sucesso e o insucesso, entre a motivação de continuar ou a de desistir. Assim sendo, coloco sempre objetivos reais e que penso que sejam possíveis de alcançar, sempre acompanhado pela opinião dos líderes da equipa, que permitem dar a

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De que necessita o MRC Bairrada para chegar mais longe? O MRC Bairrada passou praticamente a primeira década do milénio sem formar jogadores para aquilo que é o objetivo da formação: CRIAR JOGADORES SENIORES. Desde 2009, esse trabalho recomeçou e neste momento começam-se a apanhar os frutos dos atletas que iniciaram a sua formação em 2009/2010/2011, estando a equipa sénior cada vez mais forte. Isto para dizer que, neste momento, o que penso ser o mais importante é dar continuidade ao trabalho de base na formação em QUANTIDADE E QUALIDADE, na divulgação do nosso desporto junto das escolas, como tem sido feito através de ações de divulgação semanais e aliado a tudo isso uma direção forte que consiga dar o suporte a estes já 140 atletas federados. O que pensa do trabalho que tem sido desenvolvido na formação dos jovens atletas? Os nossos jovens atletas apresentam grandes dificuldades em organizar o seu tempo quanto aos estudos, treino e a vida social. Este tem sido, sem dúvida, o principal adversário do nosso desporto, que não é visto com bons olhos pela maioria dos pais, o que torna tudo bem mais difícil para a continuidade do jovem atleta. Com as imensas distrações que existem, nomeadamente internet, telemóvel, redes sociais, vídeo jogos e saídas noturnas, é certo que algo fica em falta e, normalmente, são os estudos. Mas, na verdade, os pais encaram que é o desporto que lhes retira esse tempo precioso. No entanto, se formos a contabilizar o número de horas, podemos facilmente concluir que eles não gastam mais de oito horas semanais com o desporto e se fizermos as contas a todos os outros itens que descrevi anteriormente, facilmente poderemos concluir que oito horas, em alguns jovens, é o tempo que gastam diariamente naquilo que não é essencial. Enquanto a mentalidade dos pais se basear nestes pressupostos é sempre difícil para nós, treinadores e clube, demonstrar como podem gerir o seu tempo da melhor forma.


Como vê o rugby da Moita daqui a dez anos? Vejo com alguma preocupação, não por falta de atletas ou treinadores, mas sim por falta de pessoas que possam e queiram trabalhar em prol do rugby, falo da parte diretiva. Não tem sido muito fácil “arranjar” direção e neste momento os mais velhos não querem ter esse tipo de responsabilidade. O clube atravessa nestes últimos anos uma fase claramente ascendente, o que poderá motivar pessoas a liderarem diretivamente o clube. Se assim for, penso que o clube em dez anos poderá facilmente atingir os 200 atletas federados e nessa altura estará certamente por lugares na principal divisão sénior. Além disso, a manutenção da equipa sub18 na 1ª divisão é uma prioridade, tal como o aumento do nível do escalão feminino, que nos últimos dois anos tem vindo a decair, mas que na realidade tem tudo para ser uma potência a nível nacional. A nível de infraestruturas, até daqui a dez anos, é urgente ter umas bancadas dignas e cobertas, para criar condições para os adeptos, tal como casas de banho.

Pode deixar aqui um conselho a todos os jovens que praticam este desporto? Em primeiro lugar, e mais que tudo, perceber se gostam realmente de jogar rugby, porque se gostarem, nada, nem ninguém vos poderá parar. Segundo, perceberem que o rugby além de um desporto, é “um formador de pessoas para a vida” e que não é útil ser um jogador acima da média mas que na vida social é indisciplinado e irresponsável. O nosso desporto incute e desenvolve competências sociais que devem transparecer para fora do campo, só assim marcamos a diferença. Terceiro, o nosso desporto exige uma parte física muito relevante, deves estar 200% nos treinos e, sem dúvida, que deves despender tempo da semana para ir ao ginásio para trabalho de core, postura e musculação. Quarto, “o trabalho supera o talento”, o que quer dizer que nunca desistas dos teus sonhos no desporto e na vida porque se realmente trabalhares bem, mais tarde ou mais cedo terás a tua recompensa.

EQUIPA SUB18 MRCBAIRRADA Julho2015

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testemunhos europeus Gerhard Barril & Manfred Reiter Portugal e Alemanha, Mealhada e Saarburg mantêm uma boa relação já há vários anos. No âmbito do projeto Comenius, realizaram-se várias visitas e encontros em outros países, como por exemplo: na Roménia, Polónia ou Turquia. Surgiram relações cordiais e verdadeiras que perduram até hoje. Os projetos comuns eram projetos de informática. A ideia principal era que os projetos, especialmente o software, esteja à disposição de todos. Queríamo-nos desviar do software proprietário, que é muito dispendioso, e que é usado principalmente pelos fabricantes deste software. Daí a ideia básica do “Open-Source Software”. Em conjunto familiarizamos os nossos alunos neste projeto. Trabalhamos em concreto, entre outros, com o software livre “Open-Office”. Além disso, também desenvolvemos novas aplicações, que estão atualmente à disposição do público em geral. Neste projeto criou-se uma grande aproximação entre professores e alunos, que deu inicio a novas amizades, que se mantêm até hoje. Graças às novas tecnologias, ainda mantemos contato através da Internet, sem a existência de novos projetos. Inesquecíveis, ficam as nossas participações em conjunto nas feiras CeBIT em Hannover e na feira Linuxtag em Wiebaden, na qual se encontrava a ministra da Justiça Alemã Zypries para averiguar o nosso projeto. 50

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Especialmente pode-se ver os laços de amizade criados, pela iniciativa de uma das nossas alunas, que graças ao apoio dos nossos amigos na Mealhada, e especialmente do Sr. Eng. João Pega, pôde realizar um estágio numa empresa da Mealhada. Da mesma forma foi impressionante para nós um convite para um torneio de futebol, que aceitamos de bom grado, embora os professores e alunos tivessem que pagar uma grande parte das despesas do próprio bolso. Infelizmente só tínhamos uma equipa de alunos mais velhos do que os alunos da equipa da Mealhada, o que nos levou a ganhar o torneio. Ambas as escolas de Saarburg e Mealhada, bem como antigos colegas, desejam futuras colaborações e continuidade da amizade já existente. Todos devem saber, que têm em Saarburg, uma escola e amigos ansiosos para a realização de futuros projetos. As amizades têm que ser cultivadas, daí ter a certeza que nos iremos encontrar novamente. Tínhamos todo o gosto de receber novamente alunos e professores da Mealhada em Saarburg. Gerhard Barril & Manfred Reiter


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EPVL Saber + Nº1  

1ª edição da revista EPVL Saber +

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