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UNIVERSIDADE FEDERAL DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DE PORTO ALEGRE

SEMINÁRIO INTEGRADOR

SANTÍSSIMA TRINDADE “VILA DIQUE: ENTRE O TRANSITÓRIO E O PERMANENTE”

Projeto de Educação no Trânsito

Tutora: Andréa Wander Bonamigo Preceptora: Danyella Barreto Monitoras: Bruna Salazar e Ísis Barbosa Acadêmicos: Diana Bartz, Giovana Petracco e Ivan dos Santos Corrêa

PORTO ALEGRE 2011


SUMÁRIO 1.

INTRODUÇÃO....................................................................................................... 3 1.1 SEMINÁRIO INTEGRADOR................................................................................ 3 1.2 UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE SANTÍSSIMA TRINDADE .................................. 4 1.3 TERRITÓRIO ...................................................................................................... 5 1.4 COMUNIDADE E SUAS PESSOAS .................................................................... 7 1.5 EQUIPE DE SAÚDE............................................................................................ 8

2.

OBJETIVOS .......................................................................................................... 9 2.1 OBJETIVO GERAL ............................................................................................. 9 2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ............................................................................... 9

3.

MÉTODOS .......................................................................................................... 10 3.1 OBSERVAÇÃO DA REALIDADE ...................................................................... 10 3.2 PONTO-CHAVE ................................................................................................ 11 3.3 TEORIZAÇÃO ................................................................................................... 11 3.4 HIPÓTESE DE SOLUÇÃO ................................................................................ 13 3.5 APLICAÇÃO À REALIDADE ............................................................................. 13 3.5.1 INTERVANÇÃO ......................................................................................... 13

4.

RESULTADOS .................................................................................................... 14 4.1 INTERVENÇÃO ............................................................................................... 13

5.

CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................. 15

6.

REFERÊNCIAS ................................................................................................... 16


1. INTRODUÇÃO 1.1 SEMINÁRIO INTEGRADOR O Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET – Saúde) foi estabelecido pela portaria interministerial MS/MEC nº1.802/08. Visa estimular a formação de grupos de aprendizagem tutorial em áreas estratégicas para o Sistema Único de Saúde (SUS) e seu objetivo na área da educação é proporcionar ao estudante da área da saúde a oportunidade de vivenciar e participar da vida em comunidade, aprender a observar sua realidade e a conhecer mais sobre o Sistema Único de Saúde. Assim, o aluno amplia seu conhecimento e a forma como observa e interage com a realidade observada. Esta integração acontece através da inserção do aluno na comunidade dentro da unidade básica de saúde, onde este conhece sua rotina, seus usuários, a equipe, o fluxograma, programas específicos e sobre a comunidade em que está inserido. A partir daí, sempre acompanhado de tutor e monitores, é realizada a territorialização, onde o aluno conhece todos os ambientes da comunidade, seus horários e rotinas, a cultura local, conversa com a comunidade e escuta sobre todos os problemas que a acometem. A partir desta problematização feita pela demanda da comunidade, o grupo analisa a possibilidade de intervir e promover a melhoria e assim auxiliar no processo de saúde-doença de forma positiva, levando em conta que para a Organização Mundial da Saúde (OMS) a saúde se caracteriza como “o estado de completo bem-estar físico, mental e social e não simplesmente a ausência de doença ou enfermidade”.

Estabelece-se

um

amplo

campo

de

possibilidades

de

intervenção no objetivo da promoção da saúde. Nas páginas que se seguem são relatadas as etapas de nossa problematização, teorização, hipóteses de solução e a aplicação a realidade, num total de 10 encontros na comunidade.

Neste segundo semestre de 2011, a Unidade Básica de Saúde Santíssima Trindade, da cidade de Porto Alegre recebeu os alunos dos cursos de Enfermagem, Fonoaudiologia e Medicina para a realização do Seminário


Integrador. A monitoria é feita por alunas do curso de Fonoaudiologia e Medicina; a precepção pela médica de saúde da família da unidade; há também a tutoria de professor da instituição de ensino a qual este trabalho está vinculado.

1.2 UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE SANTÍSSIMA TRINDADE A Unidade Básica de Saúde Santíssima Trindade está situada na comunidade conhecida como Vila Dique. Esta unidade pertence ao Grupo Hospitalar Conceição. Seu serviço de saúde à comunidade é prestado por equipe de saúde multidisciplinar, contando com médico de família e comunidade, enfermeiro, técnico em enfermagem, farmacêutico, psicólogo, assistente social e agentes de saúde. A unidade se situa na Av. Dique, 457, no bairro São João, em Porto Alegre. Nos encontros que ali se sucederam intercalados com visitas a nova área, pode-se perceber o amor e dedicação que seus funcionários possuem pela comunidade, e a relação estreita que se instituiu ao longo dos anos. Como a comunidade esta sendo transferida para uma nova área, a Unidade Básica também está em clima de mudança, e atualmente duas vezes na semana já é realizado atendimento com médico de família no Centro Social, localizado dentro da nova comunidade, na Av. Bernardino Silveira Amorim, no Porto Seco. Atualmente a estrutura da unidade conta com um espaço para espera com cadeiras, banheiro e bebedouro, e também possui a presença de segurança. A retirada de medicação é realizada na entrada do posto, sempre com a receita médica, e o estoque é muito bem organizado; dificilmente há falta de medicação. Na recepção a comunidade realiza o contato inicial com a Unidade, Sendo que lá ficam os prontuários, organizados por família, onde a mulher é o titular. O prontuário se caracteriza por ser o conjunto de documentos que possuem as informações dos serviços prestados à saúde de cada membro da família. Esse deve proporcionar a privacidade das informações contidas e possibilitar a comunicação da equipe multidisciplinar a integração e continuidade dos serviços prestados. A unidade possui quatro consultórios, sala de enfermagem, sala de nebulização, sala de curativos e espaço para


reunião de equipe e estudos. Ao lado da entrada de espera há uma escadaria, que dá acesso as demais dependências do posto – cozinha e espaço para reuniões e para grupos de apóio. Os atendimentos são agendados conforme os pacientes. Há os que participam de programas como: gestantes, crianças pequenas, hipertensos, os que marcam consulta através de fichas - as chamadas consultas do dia. Existe também a agenda, em que o médico pede para o paciente retornar em uma data específica. Há atendimento de urgência, e também é realizado o agendamento para consulta domiciliar, nos casos em que o usuário é impossibilitado de ir até a unidade de saúde. A demanda que chega ao posto muitas vezes é acolhida pela enfermagem e ali a dificuldade é atendida, agilizando o serviço e priorizando as consultas para quem realmente precisa de atendimento médico. As dependências da unidade na nova área já estão em fase de finalização, e a estrutura é bastante ampla, possibilitando assim, a ampliação dos serviços disponibilizados à comunidade. Essa mudança está se postergando há alguns meses, entretanto, possivelmente em 2012 ela efetivamente ocorra.

1.3 TERRITÓRIO Atualmente a comunidade esta dividida em dois territórios, o primeiro e mais antigo é onde a Unidade Básica está situada, a Vila Dique, criada por retirantes do interior no início dos anos 70, tendo 1,4 mil famílias residentes. Atualmente está sendo transferida para a nova área, na zona norte de Porto Alegre. Na avenida principal, que liga a Av. Sertório a Av. das Indústrias, o fluxo de carros é intenso, o asfalto é ruim e não há acostamento; as pessoas circulam sobre a pista, havendo registro considerável de acidentes. Também há uma extensa área que faz a continuação desta avenida, chegando até as proximidades da BR 290. Esta parte é de chão batido, e há poeira constante; existem muitos animais circulando e as crianças brincam na rua. A situação revela-se precária. A Vila é limitada por dois córregos que desembocam suas sujas águas no Rio Gravataí. Como grande parte dos moradores é constituída por catadores


de lixo, as residências possuem muito lixo ao redor, até mesmo o córrego é totalmente poluído, e muitos dos problemas de saúde que a comunidade enfrenta estão relacionados a este fato. Todavia, como o lixo é o sustento de muitas famílias, possui valor até a sua classificação e reciclagem. A umidade e as enchentes são intensas, e também são contribuintes para os problemas de saúde que a comunidade enfrenta. Muitos moradores participam dos programas que o governo oferece para o sustento da família, sendo sua renda baixa. A grande maioria desses moradores está feliz com a possibilidade da mudança, pois desta forma mudarão a situação de vida atual. Não obstante, existem moradores que possuem boas instalações, casas grande e construídas com muito trabalho, com quintal, árvores e flores plantadas com muito carinho. Estes estão tristes e apreensivos, pois as residências da nova área são muito pequenas, e não há o apego que existe com a antiga área. A comunidade conta com alguns serviços que são oferecidos, como o da creche, que atualmente deixou sua sede. Atende em uma casa, na espera das novas instalações. Ela ficava ao lado do galpão de reciclagem que já foi destruído e esta funcionando no novo território. Lá a creche ficará ao lado da Unidade de Saúde e bem próximo do galpão de reciclagem, para assim atender a demanda das recicladoras. A Escola Municipal Imigrantes atende 300 crianças e possui boas instalações. A construção do prédio da escola na nova área ainda não iniciou, não tendo data prevista para sua inauguração. Ainda está funcionando na área atual um centro de reciclagem onde a comunidade se reúne para a reciclagem do lixo. A nova área ainda não possui um nome definido, o qual está em votação. Localiza-se às margens da Avenida Bernardino Silveira Amorim, no Porto Seco. Grande parte das casas foi construída e aos poucos estão sendo habitadas. Os serviços estão sendo transferidos, como o atendimento da Unidade básica e a escola. As obras estão gerando muita polêmica, pois a data de entrega se postergou bastante, houve troca de construtora pela prefeitura e muitos erros de construção no início da obra, além da planta não priorizar alguns itens básicos, como por exemplo, a centralização da Unidade de Saúde,


da escola, da creche e da praça que acabarão ficando no limite, bem próximos a outras comunidades que ali já existiam. Outra dificuldade é a falta de estrutura na avenida que passa em frente ao loteamento, pois seu trafego é intenso. Como a escola para onde as crianças sendo transferidas é do outro lado da avenida, muitas crianças precisam atravessar a rua e vários acidentes foram relatados pelos moradores da comunidade. Entretanto, no decorrer de nossa problematização, algumas mudanças boas aconteceram, como a construção de três quebra-molas, e a colocação de placas informando a velocidade e a proximidade de escola. Ainda há muitas mudanças e melhorias a serem feitas, como o aumento do número de semáforos, aumento do tempo para a passagem dos pedestres, entre outras. Também existe na nova área uma rua onde foram centralizados os moradores com necessidades especiais, com casas preparadas com rampa, banheiro apropriado e maior espaço para a locomoção de seus residentes. Após o término das obras, será implantado o projeto de arborização. Os serviços de saúde serão de ótima qualidade, e a unidade básica será um modelo de estrutura e atendimento. Haverá escola, creche e praça. O centro social que já existe, realiza várias atividades para a comunidade, tudo em prol da qualidade de vida e bem estar dos moradores.

1.4 COMUNIDADE E SUAS PESSOAS As pessoas que encontramos no decorrer de nossa experiência na comunidade nos surpreenderam. Há muito carinho e o espírito de comunidade é bastante forte. Existem os líderes da comunidade, que auxiliam na organização e bem estar da comunidade, e estão sendo muito importantes para este momento de mudança pelo qual a comunidade passa. Há de certa forma, uma indignação da comunidade pela falta de informações a respeito da mudança, a qual é assunto de muitos sites que retratam a realidade da comunidade neste momento de mudança. Ali a maioria das pessoas se conhece, acompanha os problemas e necessidades de seus companheiros e


compartilha as alegrias. Ao fim de tarde muitos sentam em frente as suas casas e tomam chimarrão, acompanham a novela e acreditam que mesmo com as dificuldades que estão passando, esta mudança vai trazer o melhor para todos. A cultura da comunidade está mudando com a troca de endereço. Possibilidades de emprego surgem devido à existência de muitas empresas na área. A possibilidade de novas perspectivas na área do comércio está transformando muitos moradores em pequenos empresários, pois a visibilidade é bastante grande, e nas proximidades da nova área existem muitas outras comunidades, assim ampliando a atuação do comércio.

1.5 EQUIPE DE SAÚDE A equipe de saúde é muito receptiva e integrada com a comunidade, e também enfrenta as incertezas da mudança. Todos ali são muito integrados com os princípios do SUS, utilizando-os no discurso e colocando-os em prática. Há atualização constante da equipe, através do Grupo Hospitalar Conceição. O principal contato que tivemos em nossa experiência foi com uma médica de família, a qual sempre que estava conosco nas ruas realizando a territorialização e atividades, era sempre reconhecida e cumprimentada. Conhecia a muitos pelo nome e sabia de sua história e de suas necessidades.


2. OBJETIVOS 2.1 OBJETIVO GERAL O objetivo principal consiste em ensinar as crianças de uma forma divertida a cuidarem de sua segurança no trânsito. Pretende-se contribuir para a redução de acidentes de trânsito envolvendo menores.

2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS -Ensinar às crianças cuidados básicos para a segurança no trânsito. -Demonstrar a importância de se respeitar os sinais de trânsito. -Informar sobre os riscos da falta e atenção e de cuidado ao atravessar a avenida principal do bairro. -Atuar junto às autoridades para melhorias na infraestrutura da Av. Bernardino Silveira Amorim, como quebra-molas e maior tempo para travessia de pedestre no semáforo.


3. MÉTODOS 3.1 OBSERVAÇÃO DA REALIDADE A Vila Dique está em um processo de transição, devido à ampliação do aeroporto Internacional Salgado Filho. Parte dos moradores ainda reside na “antiga” vila, e parte já foi removida para o novo loteamento, localizado na zona norte da cidade. Ao observar o espaço físico onde a Antiga vila Dique se encontra, e ao conversar com os moradores que lá vivem, identificamos alguns problemas, tais como: -Falta de esclarecimento para a comunidade quanto às datas da mudança para a nova vila; -Muita poeira devido à falta de calçamento das ruas, agravando o quadro clínico de pessoas asmáticas; -Poluição do valo; -Má alimentação dos moradores; -Falta de atendimento psicológico apropriado a todos moradores; -Precariedade no cuidado da higiene pessoal das crianças – em especial o andar descalços; -Encanamento de água precário. E na visita ao novo loteamento, observamos o seguinte: -Muitos acidentes de trânsito (um vivenciado pela própria equipe do PET e outros descritos pelos moradores); -Violência; -Falta de lazer para idosos; -Numeração confusa das casas; -Falta de uma praça.


Após fazer uma análise de todos esses tópicos, fizemos uma relação entre o poder de atuação que possuímos sobre o problema e sua relevância afim de que possamos fazer uma intervenção efetiva. Ao final, decidimos focar nos assuntos relacionados a acidentes de trânsito.

3.2 PONTO-CHAVE Acidentes de trânsito. Os incidentes são desencadeados muitas vezes pelo ato de crianças brincarem na beira da estrada, pela falta de respeito à sinalização e pela alta velocidade dos motoristas. Deve-se evidenciar a falta de infraestrutura na Av. Bernardino Silveira Amorim, tais como: má localização do semáforo, apenas uma faixa de pedestre em uma rua extensa e falta de quebra-molas.

3.3 TEORIZAÇÃO “O acidente de trânsito é atualmente um fenômeno de abrangência global, que vem ganhando relevância pela magnitude da mortalidade e do número de pessoas portadoras de sequelas decorrentes dos acidentes.” Estudo divulgado pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS/MS) mostra a taxa de mortalidade por 100 mil habitantes para a população de 15 a 24 e de 25 a 44 anos de idade segundo a causa e o sexo:


Os acidentes de trânsito estão incluídos nas causas externas, o que evidencia a necessidade de fazer algo para que esse quadro mude. Mortes por causas externas acometem mais o sexo masculino, e segundo a análise de dados da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS)/MS através da cartilha do Ministério da Saúde: Saúde Brasil 2004, uma análise da situação de saúde, se notou que a principal causa de morte da população de 15 a 24 e de 25 a 44 anos de idade, são as causas externas. Frente ao fato de que a Av. Bernardino Amorim é uma avenida mal sinalizada, com má localização da faixa de pedestres e que as crianças transitam sozinhas pelas ruas, viu-se a importância de trabalhar a educação no trânsito. Só na Av. Bernardino Amorim, ocorreram, em 2010, 215 acidentes de trânsito (um aumento de 36% em relação ao ano anterior). Até agosto de 2011, esse número atingiu a marca 113 incidentes. Dados obtidos pela EPTC mostram em outros anos, a quantidade considerável de acidentes nesta avenida:


Ano

Acidentes

2006

124

2007

165

2008

178

2009

158

2010

215

2011*

113

Total

953

* Até agosto de 2011

3.4 HIPÓTESE DE SOLUÇÃO As hipóteses de solução e intervenção têm como público alvo as crianças. Nosso projeto baseou-se em realizar a intervenção no novo loteamento da Vila Dique. A idéia consistiu em realizar atividades lúdicas a fim de ensinar às crianças a importância do cuidado no trânsito. Tal ideia surgiu com a verificação dos acidentes ocorridos na área, sendo que em muitos as vítimas eram crianças. Obtivemos o conhecimento de dois alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental GOv. Ildo Meneghetti que foram atropleados na Av. Bernardino Silveira Amorim, sendo que um deles foi a óbito.

3.5 APLICAÇÃO À REALIDADE

3.5.1 INTERVENÇÃO A intervenção foi realizada no dia 25 de novembro de 2011, no Centro Social e Comunitário do novo loteamento da Vila Dique. Foram realizadas atividades lúdicas que permitiram às crianças aprender e se divertir ao mesmo tempo. O enfoque foi a segurança no trânsito. Os temas previstos foram abordados, sendo realizadas três brincadeiras principais.


4. RESULTADOS 4.1 INTERVENÇÃO O dia da intervenção foi repleto de muito trabalho, aprendizado e sorrisos. O grupo de PET se reuniu de manhã para montar todas as brincadeiras na associação de moradores e esperar as crianças com tudo pronto. Existe um trabalho na comunidade feito pela bióloga Lizelia Moraes Correa, que junta as crianças para fazer atividades com as mesmas. Ela nos ajudou a trazê-las até a associação para que pudessem participar das atividades. Ao chegarem, foram recepcionadas podendo escolher desenhos para que pintássemos em suas bochechas, braços ou mãos. Logo após essa dinâmica, passaram pelas brincadeiras as quais no decorrer da mesma iam surgindo questões relacionadas ao transito que deveriam ser respondidas pelas crianças. Caso ela errasse, o aluno que estivesse coordenando a brincadeira, corrigia, explicava o porquê estava errado e como seria o certo. Para a criança passar de uma brincadeira para a outra, ela deveria atravessar uma rua que montamos com papel pardo no chão. Elas deveriam atravessar na faixa de segurança, respeitando o sinal e olhando para os dois lados antes de atravessar. Eram duas ou três crianças por vez. As que já tinham passado por todas as brincadeiras, ficavam colorindo um cartaz enquanto as outras esperavam lá na frente com a dinâmica da pintura. Ao final, quando todas já tinham passado pelas brincadeiras e estavam pintando, fizemos uma revisão de conceitos relacionados ao trânsito para ver se elas tinham realmente aprendido. Algumas crianças responderam corretamente enquanto outras não. Havia crianças que não sabiam responder sua idade, nem a série do colégio em que estavam, e, com essas, foi um pouco mais difícil de trabalhar. Entretanto, na revisão, a maioria sabia responder as questões, o significado de cada cor do semáforo para os carros, e dos pedestres também. Sabiam que se deve atravessar na faixa, olhar para os dois lados da rua e esperar o carro parar para então poder atravessar. Após a revisão, as crianças receberam um lanche e foram levadas por nós até a comunidade de volta.


5. CONSIDERAÇÕES FINAIS Chegar ao trabalho final foi uma tarefa árdua visto que buscamos em muitos lugares pessoas que já fizessem algum trabalho com crianças relacionado ao trânsito para nos ajudar. Passamos grande parte do tempo montando planos em cima da idéia de que poderíamos contar com a ajuda deles e, ao final, quando sentimos que não seria possível, nós mesmos montamos as brincadeiras e todo o cenário ilustrado para elas. Decidimos isso um tanto quanto em cima da hora, porém com o grande empenho de todos e com a grande vontade que tínhamos de fazer algo de bom pela comunidade, o trabalho foi realizado com muito sucesso. Ver o sorriso no rosto das crianças, cada uma com seu jeito, com o seu olhar atendo ou não às explicações, valeu todo o esforço. Ficamos demasiadamente felizes quando chegamos à comunidade no dia em que fomos visitar a escola e vimos que haviam colocado quebra-molas na rua, pois isto era um dos nossos objetivos e que estávamos empenhados a realizar.


6. REFERÊNCIAS 1. Portal da Saúde do Governo Federal do Brasil - Saúde Brasil 2004. Disponível em: <http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/saude_brasil_2004.pdf>. Acesso em: 28/11/2011. 2. Portaria Interministerial Nº 1.802, de 26 de agosto de 2008. Disponível em <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2008/pri1802_26_08_2008.html >. Acesso em 28/11/2011. 3. Portal do Ministério da Educação – Saúde. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro092.pdf>. Acesso em 29/11/2011. 4. Biblioteca Virtual do Ministério da Saúde – Pesquisas e Estratégias para o SUS. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/livro_pesquisas_estrategicas_para_ o_sus.pdf. Acesso em 29/11/2011.


Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre Programa de Educação para o Trabalho/ PET – Saúde Seminário Integrador

Diana Bartz, Giovana Petracco e Ivan Corrêa Danyella Barreto Andréa Wander Bonamigo


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Grupo Hospitalar Conceição Equipe de saúde multidisciplinar Prontuários organizados por família, onde a mulher é o titular A unidade possui quatro consultórios, sala de enfermagem, nebulização, curativos, espaço para reunião de equipe e estudos Grupos (Tabagismo, Gestantes, SUS)


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Como se deu? Através da observação da realidade, de conversas com o pessoal da comunidade, e de discussões internas

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Escolha do tema: Acidente de trânsito presenciado durante uma visita e pelos posteriores relatos da comunidade

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Envolvidos na escolha: Estudantes, Preceptora e a Comunidade da “Nova Vila Dique”


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Plano de ação: Atividades lúdicas com as crianças da comunidade abordando assuntos relacionados à educação no trânsito Metodologia:


PINTURA (RECEPÇÃO)

ATRAVESSANDO A RUA

DESENHO COLETIVO

BRINCADEIRA 1

BRINCADEIRA 2

QUEBRA-CABEÇA


REVISテグ DE CONCEITOS

LANCHE


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Pontos positivos Contato com a realidade, aprendizado, convivência, discussões, sucesso na realização das atividades, inserção de quebra-molas na avenida, empenho. Pontos negativos


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