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EDIÇÕES

NOV

RENOVAR

PAIS HOMOSSEXUAIS Devem Adotar Crianças? COTAS RACIAIS Forma de inclusão ou exclusão CÃO GUIA Muitos precisam dele FERNANDO DE NORONHA Conheça um pouco desse paraíso

CIRCO ARTE QUE DIVERTE EDUCA e MOTIVA Março 2014 Nº 11 ISSN 2318-096X

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EDITORIAL

“Use as palavras para ajudar outras pessoas, especialmente os que são fracos e pobres, e não podem cuidar de si mesmos”. Provérbio de Salomão

Pichuruca Pintura óleo s/tela Brenda Cueba

Estamos inaugurando neste mês o novo site da revista Gente Nova com o objetivo de trazer informações que realmente promovam a cultura e a educação. Nossa maior satisfação é que essa comunicação retrate o sentimento real que nos move. O carinho por pesquisar e apresentar conteúdo que “eduque para renovar” não é apenas um slogan, é o que vivemos. É assim que somos. Fazemos de tudo para nossas reportagens, artigos e entrevistas contribuírem para tornar sua vida melhor. O mundo da comunicação e informação é complexo, exposto a diversas variáveis difíceis de controlar, como a veracidade, por exemplo. Isto gera uma grande complexidade em atender a todas as suas expectativas. Porém, você pode acreditar: em cada edição, cada detalhe tem sido pensado buscando fazer um novo mundo por você! Para quem aprecia esportes, não tão radicais, poderá se exercitar com uma modalidade mais artístíca e acrobática e

também aprender a se portar diante de um “cão guia” que afinal de contas tem horário e trabalho árduo. Vale a pena conferir! Um assunto polêmico, mas não menos importante, que vem sendo tratado com algum descaso e apoiado em muitas informações contenciosas é trazido para uma reflexão por hetero e homossexuais. Se você gosta de viajar confira as dicas de um lugar paradisíaco - Fernando de Noronha um território brasileiro que merece ser visitado. Quando você for comprar um tênis você saberia dizer qual o melhor para a sua saúde e conforto e não apenas qual o mais bonito? Afinal, muitas outras coisas você vai encontrar nesta edição e tenha a certeza, foram feitas com muito carinho para que você tenha momentos de entretenimento e informação . Boa leitura!

ESTAMOS DE CASA NOVA

www.epreditora.com.br/gentenova


SUMÁRIO

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L.E.R.

saúde

comportamento

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22

Lâmpada de plástico

cotidiano

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Pais Homossexuais

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capa

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entrevista

educação

Circo arte e diversão

viagem e turismo

Fernando de Noronha

Cotas Raciais

natureza

Natureza Espetacular

Débora Scarcelli

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e mais

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Muitos precisam dele

12 ACONTECEU 25 Qual o melhor Tenis

Editor responsável Newton Munck Coordenação editorial Claudia Giron Munck Comercial: Eny Brisola M. Munck 11 4441-4137

Publicidade e Atendimento ao leitor gentenova@epreditora.com.br Conselho Editorial contato@epreditora.com.br José Marcelino Andrade, Sonia Caixa Postal 722- Caieiras- SP Gente Nova é uma publicação Marcal, Roberta Evelise C E P 07744-970 do selo Renovar da E P R Editora Tchobnian, Marcos Martins Munck, Marcio M. Munck, Eny Ltda, dirigida a educadores, Tel: 55 11 4441-4137 escolas, atividades comerciais B. Munck, Natália Borges e núcleos residenciais. Os artigos assinados são de Pesquisas inteira responsabilidade dos Breno Francisco Raimundo autores e não representam a opinião da revista ou da editora. TI É permitida a reprodução das Marcos M. Munck matérias e dos artigos desde que previamente autorizada Correspondências: por escrito pela Editora e com Caixa Postal 722 crédito da fonte. Março 2014- nº 11 cep 07747-970 I S S N nº2318-096X Caieiras - S.Paulo As matéria e artigos publicados podem ser comentados no blog Redação: da revista no endereço: 11 4441-4137 www.epreditora.com.br/gentenova 11 98090-9002 Cartas

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EXPEDIENTE

28 Você sobreviveu-Crônica

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EDUCAÇÃO

COTAS RACIAIS

nas universidades

Há um bom tempo que o assunto de cotas nas universidades tem sido discutido. Seria ele uma forma de inclusão e “remissão por danos causados” ou mais uma forma de subestimar capacidades?

E

sse assunto é antigo no congresso nacional, já transitou por lá cerca de dez anos, intitulado como Lei de Cotas. Baseado na desigualdade e maus tratos da época da escravidão, em q u e o s n e g ro s s o f re ra m n o decorrer da história, e como solução para “reparar” os danos causados a eles, esse sistema de

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cotas foi criado privilegiando o acesso de negros à universidade. Com certeza algo deveria ser feito por essa situação, mas como em nosso país há a mania de usar o famoso “jeitinho brasileiro”, a a l t e r n a t i v a e s c o l h i d a fo i novamente preconceituosa, de forma que não ajuda a incluir e sim a causar “diferença” entre as pessoas. No entanto, há outros meios de reparação por tanto sofrimento e preconceito. A melhor forma para entrar numa universidade continua sendo por empenho, estudo, sacrifício... Enfim, méritos próprios. Pois todos têm capacidade para realizar suas metas e não será a raça ou a cor

q u e i rá d e f i n i r i s s o, m a s a qualidade da educação em igualdade. Atualmente o governo d i s p o n i b i l i za p ro g ra m a s d e inserção na faculdade como o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), um tipo de vestibular que serve para ingressar em instituições públicas ou privadas de ensino superior. Dependendo da pontuação dessa prova é possível entrar numa faculdade pública através do Sisu (Sistema de Seleção Unificada), ou do Pro Uni (Programa Universidade para Todos) que oferece uma bolsa de estudos de 50% a 100% para faculdades privadas. Também existe o Fies (Fundo de


Financiamento Estudantil) para quem precisa fazer faculdade, mas não tem como pagar. Esses foram os meios criados para popularizar a faculdade e inserir pessoas que tenham vontade de estudar e ter um futuro melhor sejam: brancas, negras, magras, gordas, jovens, idosos, pobres... Enfim dar a essas pessoas o direito ao conhecimento e de fazer uma faculdade com dignidade. Q u e ta l s e r m o s m a i s inteligentes e fazer algo realmente eficaz para apagar o passado vergonhoso, cheio de preconceito, injustiça e corrupção em nosso país? Um bom começo para que isso aconte ça se ria reparar as injustiças a nível nacional, com reformas no código penal e na política, conscientização e valorização d o v o t o, fa ze n d o m a i s investimentos na saúde, s e g u ra n ça , t ra n s p o r te , cultura e, principalmente, na educação. Se a educação pública de base for de qualidade “para todos”, não será necessário criar cotas ou privilégios, pois todos terão igualdade de condições. Muito mais que reparar danos, isso seria dar oportunidade de crescimento, dignidade e um futuro melhor para os cidadãos que constroem a economia desse país por meio do suor do seu trabalho independentemente da sua condição física, cor ou raça. GN Natália Borges Bacharelando em Letras

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CIDADANIA

MUIT

S PRECISAM DELE

Você sabe como agir com um cão guia?

Deixe que ele mesmo vai lhe ensinar - Oi! Sou um cão guia e quero lhe ensinar como deve agir quando me encontrar acompanhando meu dono cego. -Antes de mais nada, saiba que sou um cão de trabalho e não um bichinho de estimação. Quanto mais me ignorar, melhor será para o meu dono e para mim. -Meu comportamento e trato são totalmente diferente dos outros cães e devo ser respeitado em minha dupla função de guia e fiel companheiro do meu dono. -Por favor, não me toque, nem me acaricie quando me encontrar trabalhando ou seja,

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quando eu estiver usando a guia. -Se fizer isso, posso me distrair e eu jamais devo falhar. Então é melhor me ignorar. Mas não tenha medo! Os cães-guia são treinados e nunca seriam capazes de fazer mal, sem motivo. -Atenção! Se estiver acompanhado de um cão, por favor controle-o para evitar que cause algum acidente quando passar ao meu lado e do meu dono. -Por favor, não me ofereça alimentos. Meu dono já se encarrega disso com esmero. Estou bem alimentado, tenho horário certo para comer. -Quando se dirigir a uma pessoa cega, acompanhada de um cão-guia como eu, fale diretamente com ela, e não comigo. -Se um cego com cãoguia lhe pedir ajuda, aproxime-se pela lado direito, de maneira que eu fique à esquerda. -Meu dono então me ordenará que siga você ou lhe pedirá que lhe ofereça seu cotovelo esquerdo. Neste caso, usará uma senha para me indicar que estou temporariamente fora de serviço. -Se um cego com cãoguia lhe pedir informações, dê indicações claras do sentido em que deve dobrar ou seguir para chegar ao local. -Não se antecipe e nem

pegue o braço de um cego acompanhado de um cão-guia, sem antes conversar. Muito menos toque na minha guia,pois a mesma é só para uso do cego que acompanho. -Os cães-guias tem lugares e horários pré determinados para fazer suas necessidades. -Eu, como cão-guia, estou habituado a viajar em todos os meios de transporte, acomodado aos pés do meu dono, sem atrapalhar os passageiros, tanto dentro como fora do país. -Em virtude do seu rigoroso treinamento, os cãesguia estão habituados e capacitados a entrar e permanecer junto aos seus donos em todos os tipos de estabelecimentos, tanto de saúde como em lojas, restaurantes, supermercados, cafeterias, cinemas, teatros, centros de estudo ou trabalho, etc. sem causar alterações no funcionamento normal dos mesmos, nem incomodar os funcionários ou o público. -Nos locais de trabalho os usuários de cães-guia estão capacitados para exercer suas funções com eles ao seu lado. -Devido ao treinamento que receber, os cães-guia nunca vagam pelos recintos. Eles permanecer acomodados aos pés do dono. Os cães-guia tem o mesmo

direito que seus donos. VIDEO COMOVENTE A dona do cão Byron sofre de paralisia e ele, para ajudá-la, consegue até sacar dinheiro do caixa eletrônico

Lei Federal Nº 11.126

Dispõe sobre o direito do portador de deficiência visual de ingressar e permanecer em ambientes de uso coletivo acompanhado de cão-guia.

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CAPA

“Fui a primeira vez com uma moça que fazia visitas com contação de histórias, as crianças gostaram e me convidaram pra ir de novo. Como estava no auge dos Doutores da Alegria, me deu a louca, eu falei posso ir como palhaço? Ela falou tudo bem. E assim foi amor ao primeiro palhaço. Dali já surgiu o nome de Pichuruca, que foi uma criança que deu. Eu sei que quando a criança chamou Pichuruca era como se eu tivesse sendo batizado naquele momento. E eu amei o nome e falei vou ficar com esse nome. Aí comecei a ser o Dr. Pichuruca”

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arte que diverte, educa e motiva

A

arte circense é uma das mais antigas da humanidade. Pode ter começado no Egito ou no exército chinês, sendo utilizada inclusive para desenvolvimento de técnicas corporais dos soldados. Passou pela crueldade romana tendo o Circus Maximus como expoente, alguns de seus truques chegaram a fazer parte de rituais religiosos e no universo das artes e do entretenimento se consolidou. Por ter suas origens difusoras em artistas de rua, trazida ao Brasil e a outros vários cantos do mundo por ciganos, ainda que tenha sido usada para divertir cortes, a arte circense esteve durante muito tempo ligada a imagem de povos nômades, sendo praticada por famílias e comunidades que passavam as técnicas de pai para filho. S e n a é p o ca d o i m p é r i o romano a luta de gladiadores e animais selvagens fazia sucesso, na modernidade os maus tratos aos animais foi motivo de descrédito. Por isso, deixando de lado as bizarrices e animais ferozes, o circo tem se remodelado investin-

Cia Circo do Céu Aberto Metrô S.Paulo

do em roupas, cenários e números acrobáticos cada vez mais sofisticados, como o Cirque du Soleil. Mas é fora dos picadeiros que essa arte vem ganhando espaço, dando novos sentidos a visão sobre o circo. “Já fiz três casamentos. Fui contratado para fazer a parte recreativa, para não ser uma coisa entediante para crianças”, diz Marcelo Prado dos Anjos. “Muita gente veio elogiar ter um palhaço no meu casamento, as crianças ficaram entretidas e os pais puderam aproveitar a festa”, diz Fernanda Silva. Algumas instituições como o Sesc, que recentemente inaugurou um núcleo técnico só para o gênero, estão abrindo cada vez mais espaço. O projeto “Encontros” do Metrô é outro exemplo, que convidou artistas de todas as áreas para apresentações nas estações, visando oferecer aos usuários um pouco de arte na rotina agitada da cidade. “Você precisa mostrar algo que chame a atenção, que aguce a curiosidade. E foi uma surpresa porque as pessoas estão de passagem,

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CAPA sempre correndo. Elas não vão ao Metrô para assistir um espetáculo. E ainda assim muita gente parava para ver”, c o m e n t a Marcelo. Marcelo começou com recreação em festas infantis, acampamentos, eventos de férias em hotéis. “Eu era comerciante e larguei tudo. A principio achei que tivesse feito a escolha errada. Não tinha nada e

descobri que precisava fazer mais capacitação. Quando eu ia no circo, via que os palhaços tinham brincadeiras que tinham muito a ver com a recreação, só que eles usavam a figura do palhaço para fazer determinadas brincadeiras. Então comecei a perceber que as cantigas de roda e coisas do gênero, tinham esse universo meio de circo, meio de recreação”. E não é só o palhaço que tem extravasado os limites do circo, acrobatas e outros artistas atuam em desfiles, shows de música, eventos empresariais, SIPAT, festas de fim de ano e até como professores de academias, pois a relação forte dessa arte com a Educação Física tem sido cada vez mais reconhecida. E esse reconhecimento das técnicas e práticas do circo também tem impulsionado a arte como ferramenta na educação.

O Circo Social O Circo Social, por exemplo, é considerado um dos conceitos que alcançaram mais sucesso em organizações que aplicam a arte circense como forma de diálogo pedagógico com crianças e jovens das periferias. “Acreditamos que o circo coloca o ser humano em uma situação diferenciada, porque trabalha em permanência com o risco”, explica Vinícius Daumas, artista circense, cofundador e coodenador artístico do Circo Crescer e Viver. “Por meio do circo podemos levantar a autoestima, trabalhar o senso de coletividade, a comunicação, a relação interpessoal e intrapessoal, a capacidade de lidar com situações de risco”.

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Porém, se no picadeiro, em eventos e na sociedade os artistas encantam as pessoas, nos hospitais são eles que ganham uma alegria de viver. A utilização da arte cênica/circense para entretenimento em hospitais chegou ao Brasil na década de 90, com a fundação dos Doutores da Alegria, mas já era praticada nos Estados Unidos. Apesar de serem os mais famosos, muitos outros grupos ou até artistas individuais fazem esse trabalho com maestria, como são os casos da ONG Operação ArcoÍris e do Marcelo Prado dos Anjos,

o Dr. Pichuruca. Diversas pesquisas revelam que as crianças tornam-se mais colaborativas com médicos e enfermeiros após visitas de palhaços. Até nas equipes médicas foram constatadas melhorias no ambiente de trabalho, na relação entre os profissionais, no contato com os pacientes, entre outros. No entanto, para fazer esse tipo de visita aos hospitais não é preciso ser um artista profissional. Com um pouco de talento e motivação, pois o trabalho é voluntário, algumas ONGs (como é o caso da Operação Arco-Íris) dão

“O que mais me atrai é poder levar um pouco de alegria para as crianças, adolescentes, seus a co m p a n h a nte s e até mesmo para os funcionários. Tirar essas pessoas da dura rotina do hospital, por poucos minutos que seja, é extremamente gratificante. Nesses muitos anos de atuação, passei por momentos difíceis, por passagens tristes, por decepções. Nem sempre é um trabalho fácil. Nem sempre temos sucesso. Mas sempre vale a pena. São tantas histórias... Ver o alívio de uma mãe no momento que, no meio de uma brincadeira, seu filho comeu todo o almoço, depois de 15 dias de resistência; receber um desenho de uma criança; ouvir da enfermeira que uma criança passou a semana inteira perguntando pelos palhaços, ou de uma mãe que seu filho quer muito receber nossa visita... Como é bom!”, diz Vitor Murahovschi, que trabalha com Sistemas de Gestão Integrada e Gerenciamento de Projetos, e é voluntário da ONG Operação Arco-Íris.

um treinamento, principalmente para identificar se o voluntário está apto a lidar com as situações difíceis. “Quando chegamos ao hospital, é sempre uma incógnita. Mas, para o palhaço, pelo menos para o meu palhaço, o Batatinha, o importante não é o destino, mas sim o caminho até ele. Não é assim com as crianças?”, comenta Vitor. Em todos os entrevistados da área circense foi difícil descobrir se veio primeiro o envolvimento com a arte ou a técnica. Mas em todos foi inconfundível a motivação: se sentir bem ao fazer bem ao outro. GN

OPERAÇÃO ARCO IRIS

DICAS GOSTOU? Então saiba mais no blog da Revista Gente Nova! Na versão digital desta matéria você encontrará links e informações sobre as instituições que citamos, Circo Social, como se tornar um voluntário em hospitais e a pesquisa completa dos Doutores da Alegria sobre os resultados desse tipo de trabalho. Acessa lá www.epreditora.com.br/gentenova

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ACONTECEU

Caieiras

Um ensino com linguagem lúdica para explicar para crianças assuntos difíceis como pedofilia, bullying, lixo, drogas.

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A OUTRA ESCOLA No último dia 28 lembrando a data do Dia do Circo, na cidade de Caieiras, São Paulo os alunos das escolas EMEF Lourdes Dell Porto e EMEMI Antonio Manoel Monteiro e seus professores participaram de um projeto piloto que através da arte milenar do circo pretende construir de forma alegre e descontraída o conhecimento para crianças em fase escolar de assuntos como pedofilia, bulliyng, lixo, preservação ambiental e drogas O evento promovido pelo vereador Paulão e toda a sua equipe contou com a presença da Cia Circo do Céu Aberto que se apresentou no Ginásio de Esportes Portal das Laranjeiras com diversas performances realizadas pelo artista Marcelo P. dos Anjos conhecido como Dr. Pichuruca. Parabéns pela iniciativa!

Mairiporã

PRIMEIRA MARCHA EM MAIRIPORÃ

A primeira Marcha para Jesus aconteceu em 1987 na cidade de Londres, no (Reino Unido), chamada de "City March" Em 1994 foi realizada a primeira versão global do evento, alcançando 170 países e com a presença de 10 milhões de participantes. A primeira edição brasileira do evento, ocorrida em 1993, levou cerca de 350 mil pessoas às ruas do centro da cidade de São Paulo, Março 2014 foi realizada a primeira Marcha em Mairiporã .

março Franco da Rocha

O Dia Internacional das Mulheres é comemorado no mundo inteiro, no dia 08 de março, mas durante todo o mês as mulheres francorochenses receberam homenagens. No CRAS do Jardim Benitendi onde foi realizado um evento, com funcionários do Procon, que tiraram as dúvidas e distribuíram cartilhas com temas que vão de educação financeira ao guia de defesa do consumidor. As professoras de artes dos CRAS realizaram junto com as homenageadas a confecção de chaveiro em fuxico . As homenageadas receberam informações, sobre alimentação saudável com representante do Programa de Segurança Alimentar e Nutricional.

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março

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março


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ACONTECE

abril Caieiras

AGENDA 05/04 - 18h -Mogi das Cruzes Local: CIARTE – Rua Ricardo Vilela nº 69 – Centro – Mogi das Cruzes Lotação: 250 lugares. Estacionamento vizinho. Fone: 4725-1281 / 4725-3393 06/04- 16h -Caieiras Local: Centro Cultural Isaura Neves – Rua Argentina, nº 400 – Caieiras Lotação: 400 lugares. Estacionamento. Fone: 4442-7011

Em SOYUZ os artistas do Circo Marambio e bailarinos do Grupo Troyka de Danças Folclóricas Russas revezam-se em diferentes números: acrobacias, palhaços, aéreos, equilibrismo, danças e performances. Com destaque para as apresentações de Báscula Russa e Pa re d e d e A c ro b a c i a s n o Trampolim. “O espetáculo é uma apresentação circense adaptada aos teatros e centros culturais. Apesar de não ser na lona, acontece de forma completa”, afirma Ramon Marambio, diretor do espetáculo. Os números apresentados intercalados pela dança remetem à tradição circense, enquanto a dramaturgia do espetáculo e sua concepção cênica dialogam com elementos do circo contemporâneo. Projeto foi realizado com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura, Programa de Ação Cultural 2013, Secretarias Municipais de Cultura, Prefeituras e Abracirco.

19/4-16h -São Caetano do Sul Local: Teatro Municipal Paulo Machado de Carvalho – Alameda Conde de Porto Alegre, nº 840 – Santa Maria – São Caetano do Sul Lotação: 1.122 lugares. Ar condicionado. Estacionamento. Fone: 4220-3924 / 4238-3030 20/04- 16h -São Paulo Local: Teatro do CEU Aricanduva – Rua Olga Fadel Abarca, s/n – Jardim Santa Terezinha (Zona Leste) – São Paulo – SP Lotação: 425 lugares. Ar condicionado. Estacionamento. Fone: 2723-7558

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abril Caieiras

22ª Corrida da Páscoa

Inscrições: Podem ser feitas no site oficial do evento Horário: 9h. O percurso será de aproximadamente 8 km . O trajeto será feito pelas vias públicas da cidade. Haverá premiação para os primeiros colocados Inscrição paga. Site do evento: www.corridadepascoa.com.br

Todas as apresentações possuem entrada gratuita, recomenda-se retirada de ingressos a partir de uma hora de antecedência. Livre para todas as idades.

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PARA SABER MAIS

Um espaço democrático para você opinar, sugerir, questionar

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Foto: Claudia G.Munck

VIAGEM E TURISMO

BAIA DOS PORCOS

Fernando de Noronha DICAS E CURIOSIDADES POR: DANIELA ANTONIAZZI

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screver sobre um destino é sempre uma responsabilidade muito grande, pode-se alimentar tanto a expectativa de alguém a ponto de frustrá-lo ou desanimá-lo tanto a ponto de eliminar sua intenção de conhecer um lugar. Mas, a ideia deste texto é contribuir para que você consiga aproveitar as férias da melhor forma possível. Ao turista existe a o p çã o d e co m p ra r o s pacotes vendidos pelas agências de turismo ou a possibilidade de organizar

sua própria viagem. Neste caso o trabalho é um pouquinho maior, mas você pode “aproveitar mais por menos”. É importante dizer que a Palestra informativa sobre a ilha não é mais obrigatória e que a caminhada histórica pode ser feita sem guia turístico. Além disso, o traslado do aeroporto até a pousada pode ser feito de táxi (em torno de R$ 20,00), de ônibus (que atravessa a Ilha por apenas R$ 3,00 por pessoa) ou até por vans de empresas de receptivo,


Foto: Claudia G.Munck

Foto: Claudia G.Munck

GASTRONOMIA

CENTRO HISTÓRICO

gratuitamente. Isso mesmo, gratuitamente, há empresas que te levam até a pousada, apenas para fazer propaganda de seus passeios e, pasmem, elas anotam o seu dia de retorno e ligam na pousada confirmando se você deseja ou não o traslado até o aeroporto. Eu não o utilizei na volta porque o dono da pousada, que era muito simpático, levou-nos de buggy, mas outros hóspedes utilizaram; independente de terem contratado ou não algum serviço. Noronha conta agora com 2 novos ônibus que passam em no máximo 30 minutos para qualquer ponto da ilha, não se intimide em compartilhá-los com os locais,

pois eles podem dar ótimas dicas de como aproveitar melhor sua estada na ilha. Quanto à estada, hoje em dia já é possível reservar pelo Decolar ou Booking, há várias opções e preços. O normal são as pousadas domiciliares, mas pesquise, pois da mesma forma que muitas atendem bem e são bem organizadas e limpas; outras, aparentemente são muito bagunçadas ou o atendimento e higiene deixam a desejar. As mais requintadas da Ilha são a Pousada do ZéMaria e a Pousada Maravilha. Ficamos na Paradisus ( s i m p l e s e a c o n c h e g a nte).Recomendamos: paradisus.noronha@hotmail.com

Água é o que há de mais caro na ilha, pagamos R$ 6,00 por uma garrafa de água ou por uma cerveja, ou um refrigerante. Mas, há um mercado, junto ao cartório e delegacia, bastante utilizado pelos ilhéus no qual algumas coisas custam praticamente a metade do preço. Pa ra co m e r, re co m e n d o o restaurante O Pico, lá uma moqueca mista de peixe e camarão serve 3 pessoas e tem preço justo. Há também uma pizzaria chamada NaMoita. Confesso que entramos lá meio contrariados, afinal, normalmente não é possível comer pizza fora da cidade de São Paulo. Mas, ela nos surpreendeu, muito boa, nível de pizza paulistana, pode comer sem medo. Os preços também são bem parecidos com os de boas pizzarias em São Paulo, em torno de R$ 50,00. Um achado foi o Restaurante do Valdênio, na Vila dos 30, próximo ao Supermercado Poty: comida gostosa e barata preparada por um casal, enquanto o atendimento é feito pela filha deles. Com R$ 20,00 você como um PF honesto e ainda bebe um suco, refrigerante ou cerveja. Este restaurante é utilizado pelos ilhéus.

PRAIA DO ATALAIA Noronha é um distrito do estado de Pernambuco e atualmente tem uma política para permanência e acesso a praias: paga-se a taxa de preservação ambiental diária, em torno de R$ 48,20. Esta taxa pode ser paga no aeroporto ou previamente pela Internet, lembrando que se for ficar mais de dez dias, o valor diário aumenta. Além dessa, paga-se uma taxa de R$ 75,00 para acesso ao parque (mais ou menos 70% da ilha) e é válida por até dez dias. Esta taxa é paga lá em vários

locais, como na Praça Flamboyant ou no Projeto Tamar, onde diariamente, às 20h, há palestras gratuitas sobre a ilha. Junto ao Tamar, até às 18h existe o ICMBIO onde se agenda a entrada para praia do Atalaia. Para a trilha curta, em torno de 1500m não é necessário guia, mas o agendamento é indispensável. Faça isso logo no primeiro dia, pois só é aberta uma vez ao dia e para 2 grupos de no máximo 16 pessoas cada; consulte a tabela de marés e agenda para a menor possível.

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VIAGEM E TURISMO

PRAIA DO SUESTE

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PRAIA DO LEAO

FOTOS: CLAUDIA G.MUNCK

D u a s c o m p a n h i a s á re a s operam em Noronha hoje: a Gol e a Azul, ambas tem horários bem parecidos e voos de Natal ou Recife. É recomendável que você fique pelo menos 5 dias na Ilha, pois se ficar menos terá de fazer o Ilhatour para conhecer tudo e aproveitará muito pouco. A dica é reservar de 5 a 7 dias na Ilha, alugar um buggy ou pegar ônibus e andar alguns trechos até a praia (o que eu, apesar de preguiçosa, adorei fazer) e pensar em mais ou menos meio dia para cada praia. No dia em que fizemos o mergulho no Sueste, conseguimos fazer a praia do Leão ainda pela manhã; pois o mergulho no Sueste leva em torno de 1h30 min e de lá é possível seguir a pé para o L e ã o, p a s s a n d o p e l o s d o i s Mirantes da Ponta das Caracas na estrada. À tarde fomos para o outro lado da Ilha, isto é, o Porto, o Air France, Museu dos Tubarões e

PONTA DAS CARACAS

Buraco da Raquel que são bem próximos. O dia seguinte foi reservado para a Cacimba do Padre (melhor vista dos dois irmãos) e travessia para a Baía dos Porcos, a melhor praia da Ilha em minha opinião, ela parece uma piscina. Reserve um dia para o passeio de barco e Aquasub, cada atividade leva meio dia, então faça o passeio de barco pela manhã, voltando ao porto almoce por ali mesmo e depois retorne para o Aquasub, nesta atividade você s e rá p u xa d o p o r u m b a rco enquanto está agarrado a uma prancha com máscara e snorkel para ver o fundo do mar. Uma alternativa mais divertida, caso esteja em grupo, é tentar reservar um barco para as 2 atividades e também pescar e comer à bordo. Imperdível é o mergulho com c i l i n d ro . O B at i s m o o co r re normalmente no período da tarde e o dos credenciados pela manhã,


GN

FOTO: CLAUDIA G.MUNCK

FOTO: MARCOS M.MUNCK

FOTO: CLAUDIA G.MUNCK

FOTO: CLAUDIA G.MUNCK

PORTO

MUSEU DOS TUBARÕES

custa em torno de R$ 320,00 em qualquer uma das três operadoras. A trilha do Capim-açú eu não consegui fazer, mas pelas fotos que vi, parece muito boa. Não deixe de fazê-la, não vejo a hora de voltar à Noronha para fazê-la. Todos os dias, procure um forte ou uma praia para o pôrdo-sol! O forte de São João tem uma vista privilegiada. GN

FORTE SÃO JOAQUIM (por do sol) Gente Nova

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ENTREVISTA

Debora Scarcelli Claudia G. Munck

TECIDO ACROBÁTICO Assim como a patinação artística o tecido acrobático pode ser visto como um esporte tanto pela necessidade de preparo físico como de habilidades técnicas de ginástica artistica, coreografia, transições, interpretação e performance.

GN - Como começou sua relação com o circo? DS - Fui ginasta por 13 anos, no clube Palmeiras e quando encerrei a carreira fui fazer aulas de circo, fui vista pelos Diretores que me convidaram para trabalhar nos espetáculos e como professora. GN - Onde é possível aprender ou praticar essa atividade? DS - Hoje em dia há diversas academias voltadas para a prática exclusiva da atividade circense, mas também existem academias de musculação, clubes, escolas, pole dance, que incluíram o circo na grade de suas atividades. GN - O tecido acrobático tem sido bastante destacado na mídia, sobretudo após as personagens das atrizes Juliana Xavier em “Rebeldes” e Nathalia Dill em “Avenida Brasil”. No entanto, quando começou essa transição dos picadeiros para as academias? DS - Acredito que nos últimos anos o acesso de ex atletas, bailarinos, educadores físicos ao universo circense, como também os tradicionais circenses participando de forma mais efetiva da sociedade, como faculdades, trabalhos paralelos, gerou uma fusão entre diversas

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em baixo do tecido, colchões de proteção. O Investimento inicial gera custos médios, porém há durabilidade dos materiais com boa manutenção.

áreas o que acabou ficando interessante a prática da arte com atividade física. GN - Além das habilidades artísticas, quais os benefícios de praticar tecido acrobático? E quais as partes do corpo que essa atividade mais trabalha? DS - O tecido proporciona coordenação motora grossa, agilidade, concentração, desperta autoconfiança, além de favorecer principalmente os membros superiores e abdômen. GN - A partir de que idade pode-se começar a praticar? DS - Eu recomendo a prática a partir dos 5 anos, onde algumas habilidades motoras e sensoriais já foram desenvolvidas, e a prática só irá favorecer para a evolução do desenvolvimento. GN - Esse exercício não é recomendável para algum tipo de pessoa? DS - Não recomendável para pessoas que possuem miastenia, mas de qualquer forma a aula tem que ser adaptada de acordo com o perfil e histórico médico de cada aluno e/ou turma. GN - Que estrutura básica uma academia ou instituição precisa para começar a dar aulas de tecido acrobático ou contratar uma apresentação? É necessário muito investimento? DS - Para o tecido, o próprio tecido tem que ser adquirido, pois é um tecido próprio para a modalidade, uma estrutura ou viga onde ele irá ser pendurado e com o ART emitido por um engenheiro. Para proteção

GN - Força e concentração são pontos básicos nessa modalidade. Há atividades complementares que podem melhorar o desempenho no tecido? DS - Sim. Qualquer outra prática esportiva favorece. Principalmente atividades que desenvolvam força e consciência corporal.

SEDA UM FIO COM MUITO CHARME

Tecido acrobático é uma modalidade circense, também conhecida como tecido aéreo ou tecido circense. Nessa atividade, o acrobata sobe pelo tecido e faz sua performance em alturas variadas.

GN - Já falamos sobre apresentações circenses e academias. Existem outras atividades em que pode ser associada a prática do tecido acrobático? DS - Eventos em geral, desde que possua estrutura segura para a prática. GN - Algumas escolas adotam a ginástica olímpica como alternativa de atividade física para seus alunos. O tecido acrobático seria uma boa opção nesse quesito? Por que? DS - Sim. Pois a criança desenvolve consciência corporal, força, coragem, equilíbrio, persistência, coordenação, além de “brincar” de ser um artista de circo. GN Clique Aqui

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Debora Scarcelli, Ex-ginasta,professora de circo, artista,educadora física, administradora, apaixonada pela arte circense. Contato: debora.scarceli@hotmail.com Gente Nova

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COMPORTAMENTO

PAIS

HOMOSSEXUAIS PODEM GARANTIR O MESMO PADRÃO DE EDUCAÇÃO PARA OS FILHOS ADOTADOS?

H

omossexualidade sempre causa perplexidade quando olhamos as características de relacionamento constituídas dentro do modelo socialmente convencionado como normal. É importante deixar claro que homossexualidade não é um transtorno médico ou psiquiátrico, portanto, se não é uma doença física ou mental, nos restam duas outras possibilidades determinantes desse tipo de comportamento: ou trata-se de uma questão genética ou de consciente decisão. Acreditar que se trata de uma determinação genética, proposta pelo geneticista Dean Hamer ao descobrir genes, designado por ele de GAY-1, onde a homossexualidade é colocada como consequência de uma variação genética, como teria perdurado ao longo do tempo se os indivíduos que carregam 'esses genes' não se reproduzem? "Trata-se de um paradoxo do ponto de vista evolucionário." Assim vamos limitando o campo das especulações e as respostas a essas questões dependem sempre de quem as dá e normalmente são tendenciosas. Aquele negócio onde cada um “puxa a brasa para a sua sardinha”. Pessoas podem nascer com gran-

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de tendência à homossexualidade, da mesma forma como algumas pessoas nascem com tendências à violência, à maldade, à bebida, ao fumo, às drogas. Se uma pessoa nasce com grande tendência à violência, isto faz com que seja certo que, então, ceda a esses desejos? Claro que não! O mesmo é verdade com relação à homossexualidade. Portanto, o comportamento sexual humano não é uma questão de opção, mas de definição e consciente decisão. Fica claro, em todas as teorias apresentadas por cientistas, que o comportamento homossexual não

tem uma explicação clara e definida, mas há consenso que um evento extraordinário se instala no ser humano seja na vida intra-uterina, seja fora dela. Poderíamos pensar esse evento extraordinário com a “rejeição”. Na maioria das vezes a pessoa acaba atribuindo a si a culpa pelo fato de não ter sido amada, e introjeta um sentimento de que não tem qualidades suficientes para merecer esse amor. Entendemos que a falta de amor gera necessidade de auto afirmação, mas não é saudável que essa falta gere comportamentos de relacionamentos que não vão preencher esse vazio


interior e ainda contribuem para fomentar mais rejeição. É fato que continua existindo uma campanha pró-homossexualidade. De forma sutil vamos encontrando noticias de apoio a um comportamento não natural que busca a auto afirmação de um amor natural que foi inexistente e que sem dúvida retrata um desvio psíquico e espiritual do ser humano. Após a recente aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo em alguns países que se dizem desenvolvidos, começa agora a discussão para a adoção de crianças por estes casais. Um tema polêmico e social para o qual os cientistas “novamente” já têm respostas. Será que os casais homossexuais podem ser bons pais? Será que as crianças, quer tenham sido adotadas, concebidas com outro parceiro ou trazidas de relacionamentos anteriores, se adaptam e atingem o sucesso num mundo dominado pelas famílias tradicionais? O sociólogo Michael Rosenfeld,

da Universidade de Stanford, contraargumenta com fatos e números provenientes da maior base de dados norte-americana: o Censo. No estudo, publicado em agosto de 2010 no Demography, Rosenfeld concluiu que as crianças criadas por casais do mesmo sexo têm o mesmo desenvolvimento educacional que os filhos de casais heterossexuais. Sob a análise dos dados desde o Censo de 2000, o sociólogo conseguiu descobrir a taxa em que as crianças de qualquer tipo de família repetiam um ano durante o ensino elementar ou médio. De acordo com as conclusões, quase sete por cento das crianças educadas por casais heterossexuais repetiram um ano escolar contra 9,5 por cento das crianças que vivem com adultos homossexuais. “Os dados do censo mostram que os casais homossexuais não são uma desvantagem para as crianças”, afirmou o autor. “Os rendimentos e a educação são os maiores indicadores de sucesso para a criança. A estrutura

familiar é um determinante menor”. Essa afirmação, pensamento, conclusão ou seja lá o que for é revestida de total falta de bom senso. Qualquer pessoa sabe que a estrutura familiar é preponderante na formação educacional de uma criança. Em segundo lugar, desde quando é que a educação de uma criança tem a ver apenas com o seu aproveitamento escolar? Este estudo, por si só, não permite concluir coisa nenhuma. E para completar, por um princípio estabelecido por Deus, uma criança é resultante de uma relação entre macho e fêmea. Será que isto não tem a ver com a necessidade de o ser humano receber amor de forma adequada e não apenas satisfazer uma paixão para se auto afirmar? É importante destacar que paixão é um descontrole emocional, um “curtocircuito” nos neurônios, onde você não consegue equilibrar o racional” segundo define o psicanalista Eliseu Ramos. Mas isso nós todos já sabíamos. GN

Índices de Desempenho Crianças com pais em relacionamentos homossexuais experimentaram desvantagens quando comparadas com crianças criadas por pais biológicos. Filhos de pais homossexuais

Filhos de pais biológicos

Sofreram Abuso sexual....................23%

Sofreram abuso sexual.....menos de 2%

Estiveram em abrigos temporário..........14%

Estiveram em abrigos temporários...........2%

Prisão, drogas, desemprego......................

Prisão, drogas, desemprego..................

Um estudo realizado por Mark Regnerus publicado pela Social Science Journal buscou responder se as crianças com pais em relacionamentos homossexuais experimentaram desvantagens quando comparadas com crianças criadas por seus pais biológicos. A resposta, contra o zeitgeist (Palavra alemã que significa o conjunto do clima intelectual e cultural do mundo) parece ser um retumbante

sim. O estudo de Regnerus é um sucesso na medida em que responde à questão fundamental se crianças educadas por casais homossexuais são diferentes: está claro que sim, e não é preciso uma opinião conservadora para ver que “diferentes” significa, quase sempre, “pior”. É discutível, todavia, se isso é culpa das famílias homossexuais ou da instabilidade. De fato, a maior conclusão do relató-

rio não é de que famílias homossexuais sejam negativas, mas mais uma afirmação de que famílias biológicas intactas são mais positivas. De modo simples, se você quer que seus filhos tenham uma vida melhor, você deveria tê-los dentro de um matrimônio heterossexual e mantê-lo firme. Fonte: Social Science Journal

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NATUREZA

NATUREZA

ESPETACULAR CASTORES E DIQUES NOME VULGAR: CASTOR NOME CIENTÍFICO: CASTOR FIBER CANADENSIS HABITAT: CASTORES VIVEM EM RIOS E LAGOS , ONDE ÁRVORES SÃO ABUNDANTES. FLORESTA TEMPERADA E FLORESTA TROPICAL, LAGO E RIOS DE ÁGUA DOCE. PESO: VARIA DE 20 A 30 KG

U

Um investigador canadense descobriu uma barragem construída por castores, a maior do mundo natural, isolada e selvagem ao norte do Canadá, através do Google Earth. A barragem mede 850 metros de comprimento, muito maior que a média considerada normal num trabalho deste tipo, que não ultrapassa 100 metros. Acredita-se que esta obra teria começado na década de 1970. “Várias gerações de castores

trabalharam na construção que continua aumentando”, afirmou Jean Thie, o ecologista que descobriu a barragem quando tentava medir, com a ajuda de fotografias por satélite a camada de permafrost (porção de gelo, terra e rochas permanentemente congeladas). O mesmo investigador concluiu que já em 1990 o dique era visível em imagens da NASA. A obra situa-se no Parque Nacional Wood Buffalo, no norte de Alberta. Os funcionários da reserva já tinham sobrevoado a área, mas devido à densidade da área pantanosa, não conseguiram observar muitos detalhes. No entanto, Mike Keizer, porta-voz do parque, garantiu que é muito antiga.“Quando um dique é mais novo apresenta toras de lenha de corte recente. Nesta, a erva cresce. A aparência é de muito verde”. Jean Thie reparou ainda que os castores estão construindo outros dois diques de cada lado da barragem principal e que em dez anos as estruturas vão formar uma única barragem com mais de 950 metros de comprimento. Refúgio, alimentação e construção

Mel Gibson e seu castor companheiro de cena em "Um novo despertar". (Foto: Divulgação)

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Dique construído por castores pode levar mais de dez anos para ser concluído O objetivo deste pequeno animal é criar reservatórios de água onde possam proteger-se de predado-


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res, fazendo fluir o próprio alimento e os materiais de construção que utilizam. Thie realça: “É um fenômeno único − diques construídos por roedores visíveis do espaço”. At é à d e s c o b e r t a d e s t a barragem, pensava-se que a mais longa conhecida no mundo animal era de 652 metros situada em Montana, nos Estados Unidos, que faz fronteira com Alberta, no Canadá. O castor, que já esteve perto da extinção pelo comércio das peles nos séculos XVII e XVIII, voltou com força aos antigos habitats em toda a América do Norte. O investigador que observou esta obra natural afirma que “há diques por todo o Canadá e algumas colônias de castores contam com cem animais por quilometro quadrado”. GN

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Os castores são vegetarianos e, a maior parte da sua alimentação é constituída de cascas de árvores. Sua habilidade para cortar a madeira é tão grande que não chega a deixar marca dos dentes.

Os castores são monogâmicos e os casais permanecem juntos por muito tempo. Os jovens vivem com os pais até completarem seu desenvolvimento sexual. A época de reprodução varia de acordo com a região em que vivem, mas, de uma maneira geral, tem início no inverno.

Os castores possuem uma morfologia peculiar, o que permite realizar tarefas gigantescas. As mãos, verdadeiras ferramentas por sua forma e constituição, são usadas para recolher a terra e a argila com que o animal cimenta as paredes de seu abrigo.

Pode-se dizer que a exploração do Canadá e do oeste dos Estados Unidos foi iniciada pelos caçadores de castores, cuja pele era das mais cobiçadas

Atualmente, na Europa, encontram-se castores habitando a Alemanha, a Polônia e a Rússia. Algumas populações remanescentes existem na bacia do Ródano.

A casa do castor - A construção da casa pelo castor começa quando o animal cava uma câmara na margem de um charco, um lago ou uma ilha. Sobre

esta primeira habitação, edifica-se a casa e todos os membros da família começam a empilhar galhos, musgo e ervas compactados com barro, até formar uma estrutura mais ou menos cônica, cuja metade superior fica acima do nível da água. A construção da casa tem início no outono e ela servirá como refúgio durante todo o inverno, quando uma camada extra de gelo e barro a isola do frio e protege dos predadores. Gente Nova

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COTIDIANO

.COM

Holocausto e Aborto Fonte: BBC Brasil

Lâmpadas de plástico

TECNOLOGIA

Feita de camadas de plástico, a nova fonte energética é considerada mais econômica, além de produzir uma luminosidade superior a de produtos disponíveis no mercado. Os inventores acreditam que as primeiras unidades serão produzidas já no ano que vem. A nova fonte de luz aposta em uma tecnologia chamada em inglês de "Fipel". A lâmpada usa três camadas de um polímero que contém um pequeno volume de nanopartículas que "se aquecem" quando a corrente elétrica passa através delas. O inventor do dispositivo é o cientista David Carroll, professor de física da Wake Forest University, no Estado americano da Carolina do Norte. “Descobrimos um jeito de criar luz sem sobreaquecer a lâmpada. Nossos dispositivos não contêm mercúrio, tampouco materiais químicos cáusticos e não quebram tão facilmente porque não são feitos de vidro", explica. Carroll afirma que a nova lâmpada é barata de ser produzida em larga escala e que já possui um "parceiro" interessado em fabricá-la . Ele acrescentou que testes de laboratório revelaram que a vida útil de seu invento pode durar até dez anos.

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Um tema atual a ser discutido pela sociedade e principalmente entre os jovens é tratado de forma contundente e muito direta em uma pesquisa de campo realizada nos Estados Unidos e que poderia ser um bom modelo a ser aplicado em nosso país. A sociedade tem sua atenção desviada por inúmeras ocorrências no dia a dia e acaba não refletindo sobre questões de ordem moral tão importantes na estabelecimento de condutas e comportamentos. Este vídeo vale a pena ser visto, embora um pouco longo, deixa-nos a pensar! ACESSE

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Dinheiro não é tudo O que se ganha fazendo bondade? Um vídeo profundo e emocionante, feito na Tailândia faz esse questionamento e mostra resultados surpreendentes que as boas ações trazem de volta pra gente. O video mostra um homem que todo dia ajuda pessoas da comunidade, mesmo não recebendo o reconhecimento dessas pessoas num primeiro momento. Mas o tempo passa e ele colhe tudo que plantou em emoções. A peça ensina que as pessoas altruístas, ou seja, que ajudam ao próximo, recebem emoções, sentimentos que o dinheiro não compra. Com legenda em português

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Indígenas

Adugo ou "O Jogo da Onça” jogo de tabuleiro difundido entre parte da população indígena brasileira de que se tem registro. Algumas etnias Indígenas detentoras do jogo: os Manchineri, no Acre; Guaranis, na Ilha do Cardoso (sul do Estado de São Paulo); Bororos, no Mato Grosso. Este jogo é jogado no chão, com o tabuleiro traçado na areia. No lugar de peças, os índios utilizam pedras. Uma pedra representa a onça e outras 14, bem parecidas, representam os cachorros. Ele é jogado por dois jogadores. Um deles atua como onça, com o objetivo de capturar os cachorros do adversário. A captura é feita como no jogo de damas. O jogador que atua com os cachorros tem o objetivo de encurralar a onça e deixá-la sem possibilidade de movimentação.

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Qual o melhor tênis para você? MODA

Hoje em dia há tantos modelos, cores, preços e formatos de tênis que fica difícil saber qual o melhor calçado para cada necessidade. Mas antes de comprar algumas dicas podem ajudar a escolher o modelo mais correto para você. O primeiro passo é comprar o tênis certo para a atividade que se pretende praticar. Se o objetivo é correr, os tênis de corrida são agrupados em cinco categorias: estabilidade “stability” (bom para corredores de médio peso); controle de movimento “ motion control” (mais duráveis e indicado para quem tem pé chato); amortecimento “cushioned” ( a sola é mais macia, por isso bom para quem possui o arco do pé alto); tênis de peso leve “lightweight” (ideal para treinos em rítmo rápido); trilha “trail” (bom para percorrer trilhas e para esportes em terreno acidentados). O segundo passo é identificar o tipo de pisada. Basicamente são três tipos: pronada,neutra e supinada. A pronação ocorre quando durante a movimentação, a parte de fora do calcanhar toca o chão e o pé inicia a rotação para dentro e só depois se endireita. A supinação é o oposto de pronação. Ela acontece quando durante a movimentação, o calcanhar toca o solo e o pé inicia uma rotação para fora. Já a pisada neutra também começa com a parte externa do calcanhar e o pé rotacional ligeiramente para dentro durante a movimentação, terminando com a parte da gente do pé inteira tocando o solo. Pronação e supinação são problemas biomecânicos. Usar um tênis de corrida apropriado para o seu tipo de pisada vai ajudá-lo a prevenir lesões. Várias lojas especializadas oferecem um teste para verificar a pisada do cliente, mas um médico ortopedista especializado em esporte é a maneira mais indicada para identificar seu tipo de pisada e, assim, evitar futuros problemas. Não basta entrar na loja e comprar. Para evitar problemas de coluna e outros não custa saber qual o seu tipo de pisada. Confira e viva com mais saúde!

Tipo de Pisada

Muito pronada

Pronada

Neutra

Supinada

Muito supinada

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SAÚDE

LESÕES É POSSÍVEL EVITAR

V

ocê já ouviu falar em L.E.R? São lesões geralmente relacionadas ao trabalho, também conhecidas como L.T.C (Lesão por Trauma C u m u l at i vo ) o u p o r D O R T (Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho). Elas ocorrem nos sistemas músculoesquelético e nervoso, sendo uma decorrência de tarefas repetitivas, posições irregulares, esforço, vibração ou compressão mecânica, causando dores fortes e incapacidade funcional. São diversas as fases, os sintomas e as causas. Por isso, se você identificou alguma L.E.R não utilize dicas de internet, procure imediatamente um

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médico. Ele poderá diagnosticar corretamente o tipo de L.E.R e indicar o tratamento mais adequado. Quanto mais cedo o diagnóstico, mais eficaz é o tratamento. As atividades que mais registram casos são: digitador, bancário, metalúrgico, comércio, processamento de dados, têxtil, confecção, químico, plástico, serviços e telecomunicações. E, embora sejam muito comuns em âmbito profissional, as lesões podem ocorrer por qualquer outra atividade repetitiva em excesso, como jogar videogame, por exemplo. A LER não é uma doença considerada fatal, mas um acidente ocasionado por hábitos e práticas que agridem o corpo. Algumas mudanças simples ajudam a evitar. Fique atento para:

Trabalhos com atividades repetitivas, é necessário que a cada 25 minutos haja 5 minutos d e d e s ca n s o . A ca d a h o ra trabalhada, é preciso levantar e movimentar-se; Para manter a circulação nos tecidos, a cada pausa faça alongamento; Beba água regularmente durante o dia; Pratique a postura correta, encoste-se à cadeira em ângulo


EME

RGÊ NCI A

QUEIMOU?

SAIBA COMO SOCORRER

reto, pulso reto e ombro em posição relaxada; Os pés devem ser apoiados no chão; Verifique se a cadeira está ajustada à mesa e ao seu corpo; O monitor do computador deve ficar na mesma altura dos olhos e distante o equivalente ao tamanho de seu braço; O ar condicionado deve ser usado em temperatura ambiente para não afetar a circulação; Utilize apoiadores de teclado e mouse, para favorecer a circulação. Observe seus filhos quando estiverem diante de um video - game. São pequenos cuidados que podem evitar muitas idas e vindas ao médico, além de despesas com medicamentos.

Todo mundo conhece uma receitinha caseira para tratar qualquer doença ou ferida. Porém, em muitos casos são mitos populares e podem agravar a situação, como é o caso de queimaduras. E você, sabe o que fazer? Nunca coloque pasta de dentes ou limão em queimaduras. Isso é um mito popular. Eles só aumentam a queimadura. Outro mito é o de cobrir com curativos a região afetada. Em caso de acidentes que geram queimaduras, a primeira providência é proteger a queimadura (aquele plástico de cobrir comida é o ideal, nunca usar tecido, papel, etc. Não enrolar ou prender, apenas cobrir para não entrar sujeira no ferimento) e procurar um hospital. Qualquer outro material utilizado para cobrir ou prender irá grudar no ferimento, aumentando os riscos. Para tratar o queimado, só se pode colocar água. A clara de ovo no ferimento só é indicada se não tiver ferida aberta. A água hidrata a pele lesionada e a clara de ovo é rica em colágeno natural, que ajuda a regenerar a pele. Não dê água para a pessoa beber e retire qualquer tecido (desde que não esteja colado na ferida) e adornos (pulseiras, anéis,

etc), pois a região irá inchar e esses adornos prejudicam ainda mais. As fontes de queimaduras são muitas e estão espalhadas em todas as casas: fogões, panelas quentes, água fervente, eletricidade, mas o tipo mais comum e perigoso de queimadura é aquele que as pessoas não dão importância: o sol.

OS TRÊS GRAUS DIFERENTES DE QUEIMADURA me ider

Ep

me

Der

e

rm ode

Queimadura de 1º grau Danos à camada superficial da pele (epiderme),causando dor, vermelhidão e inchaço.

Hip

Queimadura de 2º grau Danos tanto à camada de pele superficial quanto às camadas inferiores (epiderme e derme), causando dor, vermelhidão, inchaço e vesículas.

Queimadura de 3º grau Os danos atingem os tecidos mais profundos (epiderme, derme e hipoderme), causando grande destruição do tecido. A pele pode ficar entorpecida.

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CRÔNICA

Parabéns... Você sobreviveu... e eu também. Parabéns a todos os meninos e meninas nascidos e vividos nos anos 1930,40, 50, 60,70 !!

P

rimeiro, sobrevivemos sendo filhos de mães que não faziam pré-parto, enquanto 'nos esperavam chegar'... Nem elas nem nós, morremos por isso... Elas tomavam aspirina, comiam queijos curtidos e azulados sem ser pasteurizados, e não faziam teste do pézinho ou de diabete. E depois do traumático parto, nossos berços eram pintados com tintas a base de chumbo em cores brilhantes lead-based e divertidas. Não tínhamos tampinhas protetoras para chupetas ou mamadeiras, nem nos frascos de remédios, portas ou tomadas, e quando andávamos nas nossas bicicletas, não usávamos capacetes, isto sem falar dos perigos que corríamos quando pedíamos caronas. Sendo crianças, andávamos nos carros sem cintos

quando enfiávamos o nariz em alguma arvore é que nos lembrávamos que precisava ter freios. Depois de alguns arranhões, aprendemos a resolver isto também, por nossa conta... Não tínhamos Playstations, Nintendos, Arquivos X, nenhum vídeo game, nem 99 canais de seriados violentos ou novelas peçonhentas, nenhum filme em DVD ou VT ou VHS, nem sistemas de surround sound, muito menos telefones celulares ou computadores de bolso ou Internet ou salas de Chat ... A m i g o s... TÍNHAMOS AMIGOS. . . Íamos lá pra fora e nos encontrávamos ou conhecíamos um novo! Caímos de árvores, nos cortávamos, quebrávamos uma canela, um dente, e ninguém processava ninguém por isso. Eram acidentes. Íamos de bicicleta ou a pé para a casa de algum amigo e batíamos na porta ou tocávamos a campainha ou simplesmente abríamos a porta e entravamos e ficávamos conversando com eles ou brincando. Os dentes de leite tinham jogos de teste, mas nem todo mundo passava nem ficava desesperado. Nem os papais interferiam com suas carteiras ou com suas vozes de poder. Tínhamos que aprender ficar decepcionados. Imagine só!! Quebrarmos uma lei ou outra não resultava em castigo nem bronca homérica. Eles até estavam sempre ao lado da lei e da ordem... E agora? Foram essas gerações que produziram alguns dos mais aventureiros solucionadores de problemas, inventores e autores de todos os tempos! Tínhamos liberdade, podíamos errar, fracassar, ter sucesso e responsabilidade, e aprendemos que não há nada melhor que ter NASCIDO LIVRE POIS SÓ ASSIM APRENDEMOS A VIVER E SOBREVIVER! Você que está lendo poderá ser um de nós. PARABÉNS! Mas, se não for, fique sabendo que mesmo assim chegamos até aqui. Talvez você queira compartilhar isso com mais um de nós que você conhece e conheceu naquele tempo. No tempo que tivemos a sorte de ser criança, antes que os advogados, os pediatras e o governo estragassem nossas vidas de vez, nos transformando em bibelôs e barbies, que nunca jogaram bola de gude, castanha ,fizeram seus próprios estilingues, tomaram banho de chuva correndo pelas calçadas ... “Não é verdade, os tempos são os mesmos, as pessoas é que mudaram!"....

Foram essas gerações que produziram alguns dos mais aventureiros solucionadores de problemas, inventores e autores de todos os tempos!

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de segurança, air-bags e não ficávamos só nos bancos de trás... E andar no bagageiro ou na carroceria de uma pick-up num dia ensolarado de verão era uma diversão premiada. Bebíamos água no jardim da mangueira e não de uma garrafa plástica. E era água pura. Compartilhávamos um refrigerante com outros quatro amigos todos bebendo da mesma garrafa e ninguém que eu me lembre ficou sequer doente por isso . Comíamos bolos, pão com manteiga e tomávamos refrescos açucarados, mas não ficávamos gordos de ficar lesos, simplesmente porque ESTÁVAMOS SEMPRE BRINCANDO NA RUA, NA CALÇADA, NO QUINTAL OU NO JARDIM, OU NA PRAÇA. Saíamos de manhã e brincávamos o dia inteiro, desde que voltássemos antes das luzes da rua se acenderem. Ninguém conseguia falar com a gente o dia todo, raros os telefones fixos e inexistentes os CELULARES. E estávamos sempre bem; tanto que sobrevivemos. .. Passávamos horas construindo carrinhos de caixote para deslizarmos morro abaixo e só


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Revista Gente Nova - nº 11  
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