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BOLETIM

Epidemiológico HC Informativo do Serviço de Epidemiologia, SCIH e Hospital Sentinela

HC e as lições aprendidas com a INFLUENZA 2009 Página 7

Casos suspeitos de violência atendidos no HC-UFPR. Este é o tema da análise feita pelo Serviço de Epidemiologia Hospitar do HC, registrados de maio de 2009 a 2010 . Página 2

Portarias &

PREVENINDO

Farmacovigilância: notifiquei, agora?

Abril de 2011 - Nº 6

Notificações

e

Saiba quais são os próximos passos da notificação após o preenchimento da ficha. Página 4

O SEPIH atualizou as principais legislações na seção da Epidemiologia no site do HC. Página 5

sarampo e Influenza

sob controle

É possível o controle absoluto da disseminação do KPC. Página 3

Acompanhe a vigilância destas doenças na região de Curitiba. Página 5


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BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO HC - junho de 2011

Epidemiológico Análise das Notificações de casos suspeitos de violência atendidos no HC-UFPR. O HC realiza vigilância de violência em crianças, adolescentes e em mulheres há mais de 8 anos, como parte da Rede de Proteção do Município de Curitiba. Para o Ministério da Saúde em 2009-2010, passamos a realizar a notificação da violência no HC-UFPR no SINAN NET, como Hospital sentinela, ou seja era um evento onde apenas algumas unidades tinham a obrigatoriedade de notificar. A partir de 25 de janeiro de 2011, o Ministério da Saúde incluiu como notificação compulsória a Violência sexual, doméstica e outras violências, passando a ser obrigatória para todas as unidades de saúde. As notificações são realizadas pelo Serviço Social, após comunicação da suspeita pelos profissionais de saúde da instituição, a seguir as fichas são entregues ao Serviço de Epidemiologia, que avalia a completitude das mesmas e realiza a digitação das mesmas no SINAN NET. A análise tem como base, os dados digitados no SINAN, iniciado em maio de 2009. No período de maio de 2009 a 2010, foram notificados 737 casos, 296 (2009) e 441(2010). Destes 574(78,9%) são do sexo feminino. Cabe ressaltar que o HC é referencia para o atendimento de mulheres vítimas de violência sexual, fazendo com que tenhamos mais casos em mulheres. Também evidenciamos sub-notificação de casos de violência sexual em homens. Notar que nos menores de 10 anos nao há diferenca de incidencia de violencia entre os sexos. Considerando a distribuição por grupo etário (figura 1), notamos que há um maior número de casos em menores de 1 mês(situações de negligência) e na faixa etária de 20 a 49 anos (violência sexual). Evidenciamos também um baixo número de casos notificados em maiores de 60 anos, grupo este também vitima de violência física, financeira e outras, que devem ser notificados As violências podem ser de vários tipos: Negligência física, sexual, financeira, psicológica e outras. Na sequência apresentamos a distribuição dos casos notificados, de acordo aos principais tipos de

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violência, por faixa etária (figura 2). Os casos podem estar incluídos em mais de uma situação. Casos de violência sexual, são associados com freqüência com violência física. Os casos são notificados ao Serviço Social e encaminhados para as várias estâncias conforme cada caso. Para as crianças e adolescentes o HC tem um ambulatório (DEDICA), que realiza o atendimento multidisciplinar destes casos. O conselho tutelar no caso das crianças recebe as notificações para acompanhamento das mesmas, fazendo parte da Rede de Proteção . Segundo Luci Pfeiffer, médica responsável pelo HC-DEDICA, quando se fala em violência contra crianças e adolescentes, se sabe que o principal agressor está dentro dos lares, sob o agravante da convivência. Dos casos atendidos no DEDICA, 97% dos agressores é uma parente, como a mãe e/ ou o pai seguida de 3 % é uma pessoa es-

tranha. Hoje, há um cadastro no HC de mais de 500 crianças atendidas no Hospital, considerando que atendimento no hospital é feito uma vez por semana, nas quartas feiras durante a tarde. Do outro lado está o profissional de saúde. Este têm a responsabilidade moral e jurídica de informar as autoridades sobre estas violências. Isto está previsto no ECA – Estatuto da Criança e Adolescente, artigo 13 e 245, onde os casos de suspeita ou confirmação de maus-tratos contra criança ou adolescente serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva localidade. O Ministério da Saúde, com a inclusão da violência como evento de notificação obrigatória, mostrou a importância darmos visibilidade desta situação, para que políticas públicas sejam implementadas. Em junho de 2011, foi criado no Hospital de Clinicas da UFPR, o Comitê de Enfrentamento a situações de risco de violência.

SEPIH - HC (41) 3360 1003 ou (41) 3360 1003 epidemio@hc.ufpr.br Médica Resp.: Suzana D. Moreira. Médica: Célia R. T. Pinto. Enf.: Adeli P. de Medeiros, Elizabeth S. Wistuba, Lili A. Gonçalves, Neiva M. M. Hygaki, Rosa Helena S. Souza. Aux. Adm.: Juçara M. de Oliveira. Acad. de Medicina: Bárbara K. Connolly, Talita M. L. da Silva e Tatyane B. Calegari. Acad. Enf.: Patrícia R. Rocha. Aux. Téc.: Monica K. Fernandes.


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SCIH - Serviço de Controle de Infecção Hospitalar

É possível o controle absoluto da disseminação do KPC No Hospital de Clínicas, os patógenos multiresistentes até então isolados constituíam-se de: MRSA, VRE, Acinetobacter baumannii multi e pan-resistentes; Pseudomonas aeruginosa multi e pan-resistentes; Enterobactérias produtoras de beta lactamase de espectro estendido (ESBL) tais como: Klebsiella pneumoniae, E. Coli, citrobacter spp, Enterobacter spp. A Klebsiella pneumoniae produtora de KPC produz uma enzima, a Carbapenemase, que hidrolisa os antibióticos carbapenêmicos e resulta em resistência a todos os B-lactâmicos: penicilinas, cefalosporinas, carbapenêmicos e aztreonam. Como opções terapêuticas para o tratamento de infecções causadas por este patógeno, restam apenas a tigeciclina, polimixina-B e colistina. Para evitar a introdução desta cepa no Hospital de Clínicas, desde 2009, o Laboratório de Bacteriologia vem monitorando continuamente todas as amostras de cultura clínica e de vigilância em que foram isoladas enterobactérias, pesquisando a presença da enzima KPC, visando isolamento imediato do paciente com cultura positiva. Caso ocorra a suspeita de enterobactéria produtora de KPC, imediatamente o Laboratório de Bacteriologia notifica o caso ao Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH). O SCIH por sua vez, contacta imediatamente a equipe assistencial responsável pelo paciente em questão, informando o caso às Chefias médica e de enfermagem. O paciente é prontamente isolado em quarto único com banheiro exclusivo e

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são instituídas rigorosas Precauções de Contato com material de assistência individualizado. No Hospital de Clínicas, foram registrados até o momento quatro casos de Klebsiella pneumoniae produtora de KPC. Os três primeiros casos em junho, julho e agosto de 2010 e o quarto caso em março de 2011. A ocorrência destes quatro casos em nossa Instituição foi motivo de grande preocupação devido à facilidade de disseminação cruzada destes patógenos e também devido à elevada taxa de mortalidade associada, que de acordo com a literatura tem sido em torno de 35%. O Hospital de ClÍnicas conseguiu bloquear a disseminação da Klebsiella pneumoniae KPC no Hospital de Clínicas devido à seriedade e rigor com que os profissionais envolvidos prestaram assistência a estes pacientes. Seu envolvimento e empenho foram fundamentais, acrescido das seguintes medidas: 1. Investigação contínua de possíveis pacientes colonizados através de culturas de vigilância periódicas; 2. Capacitação laboratorial para identificação de patógenos produtores de KPC ; 3. Agilidade no fluxo de informações entre Laboratório, SCIH e equipes; 4. Orientação e acompanhamento das medidas de contensão; 5. Isolamento de pacientes em quartos in-

dividuais; 6. Adoção de Precauções de Contato rigorosas; 7. Higienização rigorosa das mãos em todas as oportunidades, com ênfase, imediatamente antes e após contato com pacientes e seu ambiente; 8. Equipe exclusiva para prestar assistência direta a estes pacientes; 9. Rigor na limpeza e desinfecção do ambiente direta e indiretamente envolvido; 10. Materiais e equipamentos individualizados. Apesar da facilidade de transmissão deste patógeno e a rápida ocorrência de surto associado, é possível o controle absoluto de sua disseminação, com adoção de medidas rigorosas e comprometimento das equipes de assistência em seguir disciplinarmente as medidas básicas de controle de infecção demonstrando que são extremamente efetivas.

Profissional da Saúde: 1. É importante o comprometimento e responsabilidade profissional são essenciais no controle de germes multiresistentes; 2. Higienize rigorosamente as mãos em todas as oportunidades, com ênfase, imediatamente antes e após contato com pacientes e seu ambiente; 3. Adote rigorosamente as Precauções de Contato.

Equipe SCIH - Serviço de Controle Infecção do HC (41) 3360 18 42 scih@hc..ufpr.br Médica: Célia Inês Burgartt. Enfermeiras: Maria Edutania S. Castro, Christiane J. N. Stier, Cristina Bello Barros e Karin L. Bragagnolo. Farmacêutica: Izelândia Veroneze


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Gerenciamento de Riscos

farmacovigilância:notifiquei, e agora? Farmacovigilância é “Ciência relativa à detecção, avaliação, compreensão e prevenção dos efeitos adversos ou quaisquer problemas relacionados a medicamentos” (fonte: The Importance of Pharmacovigilance, 2002) A notificação de eventos adversos e queixas técnicas é importante porque oportuniza a identificação de problemas provenientes da utilização dos medicamentos. Mediante a notificação ocorre a análise e o tratamento dos problemas relatados, possibilitando, desta forma, otimizar a assistência ao paciente. O quadro ao lado ilustra os resultados nos últimos 4 anos da Farmacovigilância realizada no HC. Após o recebimento das notificações, elas são sistematizadas da seguinte forma: 1- Identificação da natureza da suspeita do problema: referente à queixa técnica, ao erro de medicação, à inefetividade terapêutica ou à reação adversa ao medicamento;

administração ao paciente;

2- Caracterização da suspeita do problema: associada aos processos internos de trabalho ou ao medicamento propriamente dito;

2.2- Problemas com o medicamento propriamente dito: relativas à qualidade (problemas na fabricação) ou inerentes às propriedades do medicamento (efeitos colaterais)

2.1- Problemas com processo interno de trabalho: relacionados ao recebimento, ao armazenamento, à distribuição, à preparação, à prescrição médica ou à

Após a avaliação da natureza da notificação, são realizadas ações para o tratamento da situação, decorrentes do problema identificado. Quando a suspeita

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do problema tem origem nos processos internos, realizam-se ações corretivas e/ ou preventivas com o intuito de diminuir o risco de novas ocorrências. Quando o problema é com o medicamento propriamente dito, são desencadeadas ações externas junto a ANVISA e/ ou ao fabricante em questão. Farmacovigilante: Cleni Veroneze R.

Equipe do Hospital Sentinela (41) 3360-7989 Cord. Cleni Veroneze, Eng. Luciane Aparecida Liegel, Enf. Néri Lúcia dos S. Solheid , Adm. Cláudio Messias, Bioq. Ana Cristina Matheus Medeiros e Farm. Izelândia Veroneze e Dr. Giorgio Baldanzi.


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Alerta & Eventos Alerta Sarampo O Ministério da Saúde recomenda a todos os brasileiros que viajarão ao exterior para Europa, Estados Unidos e outros países das Américas a vacina contra sarampo. É importante que os viajantes não vacinados recebam a vacina pelo menos 15 dias antes da partida e está disponível na rede pública. Com ação tríplice viral, a vacina é eficaz contra sarampo, rubéola e caxumba. Vacinação Influenza HC 2011 Durante a campanha de vacinação contra a gripe H1N1, realizada de 26 de abril a 27 de maio, foram vacinados aproximadamente 3000 pessoas, entre profissionais de saúde voluntários e estagiários que exercem atividades de assistência, recepção ou investigação de casos de doenças respiratórias.

PORTARIAS & NOTIFICAÇÕES O SEPIH atualizou a seção da Epidemiologia no site do HC. Acesse o item legislação pelo link http://www. hc.ufpr.br/adm/dcc/epidemio/legislacao.php Acesse a Linha de Cuidados para Atenção Integral À Saúde de Crianças, Adolescentes e suas Famílias em Situação de Violência. http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/linha_cuidado_criancas_familias_violencias. pdf

EVENTOS 8 de julho - Das 8h às 18h REUNIÃO DOS NÚCLEOS DE EPIDEMIOLOGIA DO PARANÁ Informações: Secretaria Estadual de Saúde (Cievs) 41. 3330 1630 Tema: Morbi-mortalidade 1º a 3 de novembro 11ª EXPOEPI - 11ª Mostra Nacional de Experiências Bem Sucedidas em Epidemiologia Local: em Brasília Inscrição e apresentação: data limite até dia 20 de junho.

24 a 28 de agosto CONGRESSO BRASILEIRO DE INFECTOLOGIA local: Brasília Informações: www.infecto2011.com.br

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Agravos de Notificação Compulsória, 2010/2011, no HC-UFPR Descrição Acidente animal peçonhento Acidente Anti-rábico Acidente de trabalho com exposição mat. Biologico Botulismo Cisticercose Coqueluche Dengue Doença Creutzfeldt-Jacob Doenças exantemáticas Esquistossomose Eventos adversos pós vacinação Febre Tifóide Febre maculosa Hanseníase Hantavirose Hepatite viral HIV/AIDS HIV/Criança exposta HIV gestante Infecção Respiratória Aguda Grave Intoxicações exógenas Leishmaniose tegumentar americana Leishmaniose visceral Leptospirose Malária Meningites meningocócicas Meningites pneumocócicas Meningites virais

Descrição

Jan Fev Mar Abr Mai 2 0 2 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 15 14 13 9 9 4 0 0 9 0 0 0 9

2 1 4 0 1 1 1 1 0 0 4 0 0 0 0 17 12 10 5 8 10 1 0 8 0 0 0 6

3 0 2 1 0 0 0 0 0 0 3 0 0 0 0 11 8 6 0 15 4 0 0 4 1 0 0 3

0 0 5 0 1 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 9 9 3 1 26 6 0 0 2 0 0 0 3

2 0 6 0 0 0 0 0 0 0 8 0 0 0 0 6 9 7 1 17 15 0 0 1 0 0 0 3

Total 2011* 9 1 19 1 2 1 1 1 0 0 16 0 0 1 0 58 52 39 16 75 39 1 0 24 1 0 0 24

25 1 63 0 13 3 9 0 4 0 25 0 1 11 1 214 161 35 49 183 54 6 1 51 1 9 2 47

Jan Fev Mar Abr Mai Total 2011*

Meningites bacterianas Meningites outras Paralisia flácida aguda Paracoccidioidomicose Rotavirus Sífilis congênita

3 2 0 0 2 2

1 3 0 2 1 2

1 0 0 0 1 4

2 3 1 0 4 2

0 0 0 1 0 1

7 8 1 3 8 11

Síndrome do corrimento uretral

0

0

1

0

0

1

0 1 2 3 5 3 1 43 0 159 130 168 31 56 59 0 5 8 0

0 4 1 3 1 0 0 36 0 113 104 156 29 51 53 1 12 8 0

0 1 2 4 4 3 0 46 0 138 135 181 37 45 53 0 8 12 1

0 1 2 0 1 2 0 39 0 122 80 186 41 50 54 0 15 4 0

0 10 9 11 17 14 1 201 0 683 480 835 162 250 269 2 43 34 2

Síndrome ictérica aguda 0 Sífilis gestante 3 Sífilis não especificada 2 Toxoplasmose gestante e criança exposta 1 Tuberculose 6 Varicela 6 Surtos 0 Violencia doméstica, sexual e/ou outras violências 37 Casos inusitados** 0 Total 151 Registro de casos do RHC 31 Investigação pacientes internados 144 Investigação ambulatorial 24 Investigação pronto-atendimentos 48 Investigação em declaração de óbito 50 Morte materna 1 Nº de eventos, treinamentos ou reuniões realizadas 3 Nº de eventos, treinamentos ou reuniões que partipou 2 Nº publicações ou divulgações de dados produzidos 1

Total 2010

Total 2010 37 13 10 8 28 32 Notificado a partir de 2011

1 14 11 20 61 107 2 447 1 1761 1331 2170 621 692 835 8 30 105 5

* Casos até Maio/2011

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** Vibrio vulnificus


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Notícias

HC e as lições aprendidas eM INFLUENZA 2009

Karin Luhm, Angela Maron, Hipólito Garrao Jr. , Suzana Dal-Ri Moreira, Elena Pedroni, Rejane Maestrinobre Albini, Tania Lourenzo e Karin Lohmann Braga Gnolo

Foi realizado no dia 25 de março, na UTI - Unidade de Terapia intensiva do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, reunião sobre o enfrentamento da Influenza em 2009 no HC. Estavam presentes nesta ocasião: Elena Pedroni – representante da regional da América do Sul - OPAS (Organização Panamericana de Saúde), Maria Oliveira – representante no Brasil - OPAS, Karin Luhm - diretora do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde, Angela Maron Coordenadora estadual do Centro de Informações Estratégias e Respostas em Vigilância em Saúde – Cievs, Sônia Raboni - responsável pelo serviço de Infectologia do HC-UFPR, Tania Lourenzo - enfermeira da UTI Adulto, Karin Lohmann Braga Gnolo – enfermeira da SCIH – Serviço de Controle de Infecção do HC-UFPR, Paulo R. C Marguetti - Superintendente da UUEA - Unidade de Urgência e Emergência Adulto, Rejane Maestrinobre Albini - Gerente da UUEA, Suzana Dal-Ri Moreira – coordenadora do Serviço de Epidemiologia Hospitalar do Hospital de Clínicas HC-UFPR, Hipólito Garrao Jr. Coordenador da UTI CTI HC-UFPR, Shelen Zancanella, Andressa S. Guliu, Carolina Borralho Fobbato - Residentes da UTI HC-UFPR e

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Vinícius Nesi Cncehiol – interno da medicina no HC-UFPR. Solicitado pelo Ministério da Saúde para a OPAS – Organização Panamericana de Saúde, este encontro buscou reunir as melhores práticas realizadas pelos profissionais do HC, Secretarias do Estado do Paraná e Municipal de Curitiba no enfrentamento da pandemia Influenza em Curitiba em 2009. Neste encontro Dra. Suzana Dal-Ri Moreira apresentou as frentes de trabalho organizadas para operar o plano de contingência, frente à nova situação. Isto inclui reativar subcomitês e Comitê de Influenza. O subcomite esta formado por representantes dos Serviços de Epidemiologia Hospitalar, Controle de Infecção, Infectologia Adulto e Pediatria, Direção de Assistência e Unidade de Urgência e Emergência. Este grupo operacionalizou as orientações comunicadas pela OMS e OPAS na gestão de diversas áreas como: recursos, comunicação de riscos, saúde ocupacional, controle de infecção, triagem, manejo de casos, estrutura de mando e coordenação, entre outras. Este trabalho evidenciou algumas ati-

tudes dos profissionais engajados neste trabalho. Entre elas estão o espírito de equipe entre os setores do HC e Secretarias Estadual e Municipal de Curitiba e a adesão das medidas de higienização das mãos pelos profissionais foram decisivas para a rápida resposta a emergência. Em contrapartida, na reunião foram citadas algumas ações que poderiam ser adotadas nas próximas emergências. Internamente poderia ser feito o controle do oseltamivir pela Farmácia do HC desde o início do enfrentamento, pois isto facilitaria a gestão deste medicamento. Externamente, a OMS e CDC poderiam unificar as orientações divulgadas pelos mesmos. Segundo presentes da reunião o saldo final das lições aprendidas é positivo. Estas experiências vividas em 2009, já causaram bons resultados. As notificações realizadas neste período despertaram o reconhecimento do exercício da Epidemiologia nos hospitais. No HC, o Serviço de Epidemiologia Hospitalar foi convidado para participar do CODIR - Conselho Diretivo.


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Notícias HC é sede da reunião dos núcleos de epidemiologia de Curitiba e comissão de óbitos materno e infantil

Ranuza A. L. G. de Lima, Ana Paula Pacheco, Adeli P. de Medeiros, Jucirlei Santana, Letícia Coutinho, Laurina Watanabe , Ana Paula Araújo, Wanderson K. de Oliveira, Dra. Suzana Dal-Ri Moreira, Mirian W. Laurinda , Angela Maron, Thais Antunes, Rosa Helena S. Souza, Lili A. Gonçalves e Patrícia R. Rocha

Aconteceu no dia 12 de março, no Hospital de Clínicas de Curitiba, a reunião dos Núcleos de Epidemiologia Hospitalar de Curitiba e região Metropolitana. Estavam presentes nesta ocasião: Wanderson Kleber de Oliveira – Ministério da Saúde (Centro de Informações Estratégias e Respostas em Vigilância em Saúde - Cievs), Laurina Watanabe e Angela Maron e Mirian Woiski Laurina - Secretaria Estadual de Saúde, Letícia Coutinho – Secretaria Municipal de Saúde, Jucirlei Santana - Hospital Angelina Caron, Karin Keffler - Hospital Universitário Evangélico, Thais Antunes - Hospital do Trabalhador, Ranuza Aparecida Leite Goetten de Lima e Ana Paula Pacheco - Hospital Pequeno Príncipe, Ana Paula Araújo -Hospital Universitário Cajuru e Dra. Suzana Dal-Ri Moreira – Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná. Realizado pelas Secretarias Estadual e Municipal de Curitiba, este evento contou com a presença do coordenador geral do Centro de Informações Estratégias e Respostas em Vigilância em Saúde (Cievs), Wanderson Kleber

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de Oiveira. Nesta ocasião, ele buscou conhecer detalhadamente os processos de vigilância epidemiológica desenvolvidos nos hospitais de Curitiba e região metropolitana, a fim de tornar esta informação parte da reestruturação estratégica do fortalecimento da rede no país. Na ocasião, a coordenadora do Serviço de Epidemiologia Hospitalar do HC – SEPIH, Dra. Suzana Dal-Ri Moreira, e os representantes presentes dos núcleos de epidemiologia de Curitiba e região apresentaram os trabalhos desenvolvidos por cada hospital representado. Foram abordados alguns temas que incluíram desde o perfil epidemiológico dos hospitais com suas características de atendimento, até os recursos físicos, humanos e financeiros disponíveis para a atividade. Com estas informações confidenciais, o Ministério relacionará quais são os processos semelhantes a fim de padronizar o Sistema de Vigilância Epidemiológica Nacional, apoiado no Regulamento Sanitário Internacional.

Segundo Wanderson, os núcleos de Epidemiologia são de suma importância para o Sistema de Vigilância Sanitária Nacional, pois as informações estratégicas geradas por estas, além de identificar o perfil de atendimento do hospital, representam o próprio raio-x da saúde da população em uma determinada região. Isso permite um monitoramento contínuo de eventos que podem se transformar em emergências de importância nacional. Esta vigilância inclui uma avaliação de risco, de acordo com o processo de análise semelhante ao adotado pelos países e OMS – Organização Mundial da Saúde. A aproximação entre o Cievs e os núcleos vem ao encontro da estratégia do Estado de habilitar as unidades federadas para aumentar sua capacidade básica de resposta nacional imediata, quando há um caso que apresente risco a saúde dos brasileiros. O próximo encontro do núcleo está marcado. Será dia 8 de julho, promovido pela Secretaria Estadual de Saúde.


Reunião dos comitês de Mortalidade Materna, Infantil, Comissão Pró Vida da Secretaria Municipal da Saúde.

No mesmo mês, dia 25, foi realizada a reunião para reflexão sobre o funcionamento dos comitês de Mortalidade Materna, Infantil, Comissão Pró Vida de prevenção à Mortalidade Materna e Infantil da Secretaria Municipal da Saúde. O encontro contou com a presença de Mônica Deorsola Xavier Negri – representante da Secretaria Municipal de Curitiba, profissionais da saúde do Serviço Hospitalar do HC - SEPIH , médicos e profissionais representantes do HC da SCIH, UTI neo natal, departamento

da Tocoginecologia, patologia clinicado e ambulatório de má formação, entre outros. Motivado pelo SEPIH HC, este encontro buscou debater o funcionamento do Comitê Pró Vida de prevenção de Mortalidade Materna e Infantil –SMS, além de esclarecer dúvidas sobre o preenchimento dos novos instrumentos de investigação dos óbitos materno e infantil. Outro Assunto debatido foram os critérios de análise sobre nati-mor-

tos com peso acima de 2.500gr. Esta reunião foi marcada pela expansão no Comitê quanto ao engajamento de mais áreas do hospital nesta Comissão. A continuidade dos assuntos discutidos se dará mensalmente por meio de reuniões mensais no HC.

Participe do Grupo EpidemiologiaHC: O epidemiologiahc é um grupo criado pela área de Epidemiologia do Hospital de Clínicas da UFPRUniversidade Federal do Paraná, a fim de tornar acessíveis desde as últimas portarias, notificações instituídas pelo Ministério da Saúde até apresentações e notícias sobre inovações da área. Para solicitar ativamente o cadastro, envie para o e-mail epidemiologiahc-subscribe@yahoogrupos. com.br com o título “cadastrar”. Visite já o Serviço de Epidemiologia Hospitalar do HC - SEPIH nas redes! Yahoo Grupos: http://us.rd.yahoo.com/evt=42879/*http://br.groups.yahoo.com/group/epidemiologiahc Site do Hospital de Clínicas: http://www.hc.ufpr.br/adm/dcc/epidemio/ Por motivos de construção do novo site do HC, as atualizações desta seção estão suspensas temporariamente até agosto.

Expediente Projeto gráfico: André Heib Barbosa – www.andheibs.com

Coordenação, edição e revisão: Evelyn Thais Almeida


Boletim Epidemiologia HC-UFPR. Junho/2011 - Nº 06