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EPADRC comemora 25 anos de experiência e inovação Novos projetos

Casos de sucesso

Ao comemorar os seus 25 anos de experiência e inovação, a EPADRC apresenta em detalhe os novos projetos. Expansão da vinha, Loja EPADRC com venda direta de produtos da terra e iguarias gourmet são alguns dos projetos que ficará a conhecer nesta edição

Este jornal faz parte da edição 1.068 de 6 de FEVEREIRO de 2014 do semanário Região de cister, não podendo ser vendido separadamente

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São muitos os antigos alunos da EPADRC que se tornaram verdadeiros casos de sucesso nas mais diversas áreas. Relembramos quatro casos de sucesso, certos de que os testemunhos aqui descritos são o reflexo de muitos outros e que no fundo em todos existe uma identidade única: a Identidade EPADRC

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Editorial

EPADRC - 25 anos de Experiência e Inovação – As conquistas do Passado e os desafios do Futuro

A Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Cister/Alcobaça, mais conhecida apenas por EPADRC, em colaboração com um grupo restrito de escolas e o extinto GETAP aventurou-se, a partir de 1989, na implementação de um subsistema de educação que se pretendia inovador, com forte componente prática e estreita ligação com as empresas, criando assim o ensino profissional. Ao celebrar este ano o 25º aniversário da criação da EPADRC e do ensino profissional, considero que neste processo evolutivo já foram ultrapassados muitos constrangimentos, superados muitos momentos críticos e conseguidos muitos objetivos, mas do “sonho” inicial ainda há muita coisa por realizar. A EPADRC integra atualmente uma rede de 14 escolas profissionais agrícolas públicas num universo de centenas de escolas profissionais privadas e dispõe de infraestruturas que lhe permitem diversificar a oferta formativa de acordo com as necessidades das empresas da região. Nos primeiros anos o destaque foi para a formação nos cursos da área de Ciências Agrárias, visto que dispõe de uma exploração agrícola com cerca de 36 hectares e edifícios antigos (entretanto recuperados) onde no passado já foram lecionados Cursos de Fruticultura, que ainda hoje são lembrados pela sua qualidade, com destaque para a primeira Escola Agrícola Feminina (1918), Escola Agrícola Vieira Natividade (anos 50), Escola de Pomicultura, etc. Durante os primeiros tempos, na então EPACIS (primeira sigla da escola), com exceções pontuais em que foram oferecidos alguns cursos promovidos por outros Ministérios,

a EPADRC apenas ministrou formação no Curso Profissional de Técnico de Gestão Agrícola. Na última década a EPADRC alargou a oferta formativa a cursos profissionais e de Educação e Formação (CEF) nas áreas do Turismo, Restauração (nas variantes de cozinha/pastelaria e restaurante/bar), Apoio à Infância e, na agricultura, para além do curso profissional de Técnico de Produção Agrária, passou a oferecer os CEF de Operador de Máquinas Agrícolas e Tratador e Desbastador de Cavalos. Atualmente, a escola conta com cerca de 330 alunos distribuídos por 20 Turmas, sendo 13 Turmas do ensino profissional e 7 de Cursos CEF, bem como um corpo docente constituído por cerca de 48 professores, na maioria profissionalizados, e cerca de 10 funcionários. O empenho da comunidade educativa e da equipa diretiva tem permitido consolidar um projeto ambicioso de credibilização do ensino profissional na região e o reconhecimento

Passados quase 20 anos desde que abracei este projeto, sinto e acredito que a EPADRC será sempre uma Escola de todos e para todos. É com orgulho que vi este projeto crescer, e vejo com alegria muitos antigos alunos que hoje são verdadeiros casos de sucesso. A EPADRC aposta no saber-fazer, nunca esquecendo o saber-ser, formando os profissionais

das aprendizagens pelas empresas como é demonstrado pelos elevados índices de empregabilidade dos alunos formados por esta escola. O bom nome que a escola granjeou e a localização privilegiada (numa das mais importantes regiões Frutícolas, Hortícolas e de Suinicultura do país) faz com que os alunos finalistas dos cursos de agricultura não sejam suficientes para responder às necessidades das empresas agrícolas da região. Nos cursos mais recentes da área de restauração e apoio à infância a evolução tem sido igualmente positiva e os espaços de aprendizagem foram apetrechados com as infraestruturas necessárias. No sentido de garantir melhor qualidade das aprendizagens e a continuidade dos alunos do ensino básico na escola até à conclusão do secundário, privilegiou-se a escolha dos cursos CEF das mesmas áreas de formação que os cursos profissionais. Fazendo o “balanço” destes 25 anos do ensino profissional podemos

que serão a força motora da economia da nossa região. Diariamente aliamos o conhecimento prático à dedicação e emprenho de uma equipa de profissionais, que juntos fazem a diferença na formação dos nossos alunos. Ontem, hoje e sempre sou EPADRC! Patrícia Monteiro, Subdiretora da EPADRC

concluir que, embora cada escola tenha a sua história e apesar de todas as dificuldades por que passamos, o seu sucesso é assinalável.O ensino profissional conquistou credibilidade e isso deve-se também ao facto das escolas terem conseguido estabelecer estratégias inovadoras de superação de dificuldades, transpor “o muro da escola” e manter uma relação próxima com as empresas na definição de objetivos de formação e escolha de cursos. Entendo que, chegados a este “patamar” os alunos, num mercado de trabalho tão competitivo, deverão, para além de desenvolver competências básicas e técnicas, investir mais na sua autoformação e nas novas tecnologias. Dada a abertura do espaço europeu, os alunos poderão aproveitar assim a facilidade de viajar e enriquecer conhecimentos, ter novas ideias que depois de trabalhadas poderão ser uma mais valia.

Fazer parte da família EPADRC é, para mim, motivo de satisfação. Ser da EPADRC é pertencer a uma família de pessoas admiráveis - alunos, professores, funcionários - que deixam lembranças e memórias únicas; uma família onde o humano é fundamental; uma família que aceita as diferenças e as par-

João Raposeira,

Diretor da EPADRC

ticularidades de cada um dos seus membros, que luta pelo desenvolvimento integral dos seus jovens e acredita no seu futuro; uma família que enfrenta diariamente todo o tipo de problemas, alicerçada na solidariedade, na entreajuda e na amizade. Jacqueline Sousa, Adjunta do Diretor da EPADRC


Novos projetos EPADRC Vinte e cinco anos vividos entre desafios e conquistas... Assim sentimos a EPADRC: uma escola de experiência e inovação. Acreditamos nos nossos projetos, pois é com eles que construímos o futuro dos nossos alunos. Orientados para o futuro, abraçamos o presente com novos projetos sustentados na experiência do passado. Desse passado com grande tradição agrícola, salientamos projetos como a vinha, toda a produção animal e os pomares. A nossa vinha, que produz o Vinho Tinto EPADRC amplamente reconhecido na nossa região, remonta ao ano 2000, fruto de uma extraordinária dedicação de alunos, docentes e funcionários. Nesse início de século, foram escolhidas as castas de Periquita/Castelão, Tinta Roriz e Tinta Miúda para cultivo nos dois primeiros hectares de vinha da EPADRC. A história da nossa vinha faz-se de sete em sete anos, e, como tal, queremos celebrar os nossos 25 anos com a sua expansão, sempre com a EPADRC Gourmet na XV Mostra Internacional de Doces e Licores Conventuais forte contribuição dos alunos. Sete anos depois, outros desafios principalmente na raça Malhado de EPADRC, e ao longo de 5 hectares, DRC Gourmet. A resposta a esta inisão lançados: aumentar a produção Alcobaça, contribuindo para a sua encontramos pera Rocha e maçãs ciativa foi bastante positiva, dado e redefinir a qualidade nosso vinho. preservação genética e divulgação. nas variedades Golden, Starking, Jo- a adesão e interesse dos visitantes Mais um hectare foi implementado Para reforçar esta variante da nagold Red, Royal Gala e a saborosa em adquirir estes produtos. com castas de Syrah, Cabernet Sau- qual também fazem parte ovinos, Casanova de Alcobaça. São estas as Aceitando mais um desafio para vignon e Alicante Bouschet. caprinos, aves, coelhos e equinos, a frutas que tornam os nossos doces, os 25 anos da nossa escola, e indo Ao longo dos tempos a produção EPADRC pretende criar brevemente geleias, bolos secos e licores verda- ao encontro da tão expressiva proanimal tem igualmente integrado um núcleo de bovinos. deiramente deliciosos em autênticas cura do que do melhor se faz na a formação dos nossos alunos. DesNovos projetos nascem do sucesso iguarias tão representativas da nos- EPADRC, eis que surge o ambicioso tacamos a suinicultura, pela sua de outros não tão recentes, como é o sa região. projeto da Loja EPADRC. recente requalificação, que veio caso do projeto EPADRC Gourmet, A apresentação deste projeto reSão estes os novos projetos desta melhorar as instalações e, principal- que surge da conjugação da sólida alizou-se na XV Mostra Internacio- Escola com 25 anos de Experiência mente, a saúde e o bem-estar animal. experiência de produção de fruti- nal de Doces e Licores Conventuais, e Inovação. Apoiamo-nos na força e Pretendemos, igualmente, apostar cultura e horticultura com a criati- no passado mês de novembro, com dedicação de alunos, professores e na criação de raças autóctones, vidade dos alunos de cozinha. Na uma degustação dos produtos EPA- funcionários para os concretizar.

Loja EPADRC

Expansão da Vinha da EPADRC Em 2013, o vinho tinto EPADRC esgotou em pouco mais de 3 meses. Este vinho, igual na sua génese a tantos outros, difere de muitos pelo seu caráter único, não fosse este mais um produto de excelência que resulta de muito empenho dos alunos desta Escola. Como já foi referido, sete anos passaram desde a segunda expansão na Vinha da EPADRC. Agora, diante do mesmo desafio de aumentar a produção e sempre com o objetivo de redefinir

cada vez mais a qualidade do nosso vinho, a Escola prepara todo um projeto de uma nova expansão da sua vinha. Num terreno atualmente em pousio, com uma dimensão de 1 hectare, será instalada a mais recente extensão da nossa vinha. As castas a adotar ainda estão em estudo, mas será sempre uma combinação entre quantidade e qualidade de modo a preservar e melhorar, as características do vinho tinto que aqui é produzido.

Quando produzimos com gosto e dedicação produtos de qualidade, acreditamos que devemos partilhá-los e possibilitar a sua aquisição por parte de toda a população. Assente neste pensamento está em desenvolvimento o projeto Loja EPADRC. Numa Escola que junta o melhor da terra com o melhor dos saberes, resulta o melhor dos sabores. Legumes frescos vindos diretamente da terra, vinho tinto, doces, bolos secos, licores e um sem número de outras possíveis iguarias são o resultado da imaginação e conhecimento dos alunos e professores dos cursos agrícolas e de restauração. A Loja EPADRC, espaço pitoresco e apelativo, terá exposto e colocará à disposição de todos os interessados produtos de elevada singularidade e qualidade. Uma vez aberta ao público, poderá contar com produtos ao longo de todo o ano, mas atenção… Apenas encontrará os verdadeiros produtos de cada época, cultivados sempre sobre o olhar atento dos nossos alunos. Este espaço decorado com equipamentos antigos mas numa disposição moderna e apelativa, pretende ser um polo de identificação e identidade onde toda a população de Alcobaça se reveja e encontre os sabores de antigamente com a qualidade de hoje.


O que dizem sobre a EPADRC... Estou na EPADRC! de Telma Lourenço (30 anos de serviço e 57 anos)

Fui recebida de uma forma muito especial na EPADRC. Digo especial, pela forma carinhosa, simpática e de imediata integração na equipa que me leva ao sentimento de pertença e de ótima relação que mantenho com todos os elementos que constituem a EPADRC, sejam eles direção, colegas, técnicos, funcionários e alunos. A sensação é a de que sempre pertenci a este lugar. Penso, aliás, que porventura estariam à minha espera… Para além de um grupo de professores e funcionários que se entreajudam e visam partilhar os mesmos objetivos, fiquei encantada com a originalidade do espaço onde está implantada a escola, numa quinta com cerca de 36 hectares que pro-

move o apego à terra e à natureza. Coisas simples da vida que estruturam e engrandecem o ser humano… Alicerçar um ensino onde os alunos adquiram competências profissionais e pessoais consiste, de forma visível, no principal objetivo da EPADRC, grupo de que faço parte integrante desde o início deste ano letivo e por quem visto a camisola. Assegurar um futuro promissor aos nossos jovens, será sempre o resultado de um esforço conjunto de toda esta equipa em prol da experiência e inovação, do dinamismo e da criatividade. Um reflexo desse dinamismo é a concretização de atividades que orgulham os professores e estimulam a autoconfiança dos alunos. Ninguém fica parado perante tamanho desafio. Vive-se a escola no quotidiano em toda a sua plenitude. Partilhamos as alegrias mas, também, enfrentamos os problemas

Obrigado EPADRC!

de Vítor Sousa (Curso Técnico de Restauração - Restaurante/Bar | 2009-2012)

Inicialmente, seria única e exclusivamente com a intenção de concluir o 12º ano de escolaridade, uma vez que seria um curso mais prático, e por si só, mais acessível que o ensino regular. Com o passar do tempo e com a adaptação à nova escola e interação com novos colegas, fui aprendendo a gostar do curso mas também do que a escola tinha para oferecer.

sempre em conjunto porque só em conjunto se podem vencer os obstáculos. Não ignoramos ou camuflamos, fazemos por lhe dar uma resposta na hora. Não se adiam os problemas, previnem-se situações. Assumimos a responsabilidade dos feitos e dos nossos atos menos conseguidos, aprendemos com o presente, olhando o percurso já construído mas olhando sempre em frente. A EPADRC não é nem melhor nem pior que as restantes escolas por onde passei. É simplesmente uma escola diferente! Diferente na sua génese, na sua filosofia de atuação e nos seus reais e verdadeiros propósitos. Um local onde cada um de nós em particular, e todos em especial, temos que nos empenhar “de alma e coração” para prestar um ensino de qualidade e que vá ao encontro da vocação de cada aluno. Como veem não consigo escre-

A minha primeira experiência na área da No meu terceiro ano tive a felicidade de ser hotelaria foi no segundo ano do curso, quando aceite como estagiário no hotel Marriott na Praia tive que fazer o meu primeiro estágio. Estagiei d’El Rey Este foi um estágio magnífico, com exna Casinha Velha (um restaurante em Leiria). A celentes profissionais! Aprendi mesmo muito! adaptação não foi fácil. A minha orientadora de Atualmente trabalho na Praia d’El Rey, tudo graestágio do restaurante chegou mesmo a pergun- ças ao estágio do terceiro ano do meu curso de tar-me o que estava lá a fazer, pois não tinha apti- restauração, proporcionado pela EPADRC. Devo dão nenhuma para o ramo. Mesmo assim nunca agradecer, principalmente, à escola mas também desisti! Sempre me esforcei e fico feliz de, no fim a todos os professores que me acompanharam ao do estágio, ela ter reconhecido que tinha melho- longo do meu percurso académico e que me aconrado e evoluído, congratulando-me pelo meu tra- selharam quanto às opções a tomar e caminhos a balho. seguir. A todos o meu MUITO OBRIGADO!

Como antigo aluno da EPADRC/EPACIS, escola à qual devo parte da minha formação académica, recordo o empenho e a entrega de todos que naquela altura tudo faziam para que fossemos uma família. Quando há cinco anos surgiu a oportunidade de ser professor na EPADRC, soube que chegara a altura de tentar fazer a diferença na vida daqueles alunos, como um dia alguns professores fizeram na minha. Hoje, tento que os meus alunos tenham o amor pela terra e o gosto pela agricultura, que vivam a escola e entendam a diferença que esta pode fazer nas suas vidas. Acredito hoje, tal como acreditei enquanto aluno, que a EPADRC é um projecto vencedor, renovado e que tem muito para dar. Délio Rosa (professor e antigo aluno da EPADRC)

EPADRC Somos todos nós! de Susana Raimundo (funcionária da EPADRC)

Chamo-me Susana Raimundo, tenho 51 anos e trabalho há 11 anos na EPADRC, na altura com o nome de EPACIS. Atualmente, exerço funções de coordenação da equipa de limpezas e trabalho no bar. Gosto muito de aqui trabalhar nesta escola onde tenho mantido um bom relacionamento com os meus colegas de trabalho, com os alunos e com os professores em geral. O que mais aprecio neste estabelecimento é a evolução que tem havido a vários níveis, nomeadamente nas instalações e na coordenação do trabalho. Ainda assim, precisamos de melhores infraestruturas, tal como maiores salas de aula e uma melhor sala de convívio para os alunos. Trata-se de uma escola que tem vindo a

ver na primeira pessoa do singular. Quando se vem para a Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Cister, o nosso discurso retórico passa todo ele para a primeira pessoa do plural. Eu não vim somente para a EPADRC. Estou na EPADRC!!!!

influenciar esta região sobretudo na área da agricultura (tomate, maçã, pera rocha), da restauração e da produção de vinho. No que diz respeito aos alunos é fantástico ver os progressos que fazem ao longo do tempo em que estudam aqui. Noto grandes diferenças na maioria deles e, quando terminam os cursos, muitos vêm cá visitar-nos confessando que sentem saudades deste lugar e deste tempo. Há muitos alunos que mais tarde voltam cá com irmãos, primos e outros familiares que entretanto também vêm frequentar a escola. Conheço também vários casos de alunos que frequentaram esta escola e hoje seguem caminhos de sucesso. Muitos deles prosseguem os estudos, vão para as universidades e hoje são engenheiros, professores e empresários na sua área de formação. Termino com a frase que melhor define esta escola: EPADRC Somos todos nós!

A EPACIS em 1995 era reconhecida como a “escola da agricultura”, lecionando apenas formação profissional de técnicos de gestão agrícola, com aproximadamente 100 alunos, oriundos de toda a região centro do país. O espaço físico era semelhante à atualidade, prevalecendo um ambiente familiar entre todos aqueles que partilhavam este lugar de ensinamentos agrícolas. A EPADRC em 2014 é uma escola mais transversal, ensinando diversas áreas de formação e a diferentes níveis de ensino. A comunidade escolar cresceu bastante, tornando-se mais versátil na sua área de atuação, encarando o futuro como uma tarefa promissora em virtude das diversas opções escolhidas. Hélio Rosa (professor e antigo aluno da EPADRC)

A escolha certa! de Isabel Pinto (enc.de educação da Rita Pinto, 3ºano Técnico Apoio à Infância)

Desde cedo que a Rita dizia “Mãe, quando for grande vou tomar conta de crianças!” E assim foi, até chegar ao 9ºano, altura em que teve de tomar uma decisão: ensino regular ou profissional? Informei-me e descobri a EPADRC! Todos sabemos que hoje em dia nem sempre é fácil seguir

os estudos a nível superior. Por isso expliquei à Rita que esta era a sua oportunidade de começar a aprender a profissão com que sempre sonhou, e quando concluísse o curso profissional, poderia sempre optar pela vida ativa ou pelo seguimento de estudos. No ano em que termina o curso, vejo que tomámos a decisão certa, pois vejo a minha filha mais madura, mais responsável e estou certa que irá ultrapassar os seus desafios e tornar-se numa boa profissional!


Ideias Equestres reforça atividades no mundo equestre A Ideias Equestres, Lda surgiu em Novembro de 2008 a fim de agilizar a gestão do projeto do Polo Equestre-EPADRC, onde foi celebrado um protocolo de cooperação/exploração entre as duas entidades, dando continuidade a este projeto e à sua expansão. Ao longo do tempo, as diversas atividades e serviços prestados têm vindo a sofrer algumas alterações reajustando-se consoante os objetivos e estratégias traçados pela empresa. Atualmente, as atividades e serviços desenvolvidos são a equitação com fins terapêuticos (hipoterapia, equitação terapêutica/adaptada), aulas de equitação geral, atividades com crianças (ATL´s, escolas do 1º Ciclo e Jardins de Infância), estágios de equitação, passeios equestres, maneio de equinos, desbaste/ensino de equinos e organização/ participação em eventos equestres regionais e nacionais, bem como a reprodução de equinos. Este projeto (Polo Equestre-EPADRC) tem sido um forte impulsionador da “equitação para todos” e tem contribuído para a promoção do des-

porto equestre na região. Para além escola mas também ao público em da EPADRC o projeto conta com as geral. parceiras do CEERIA, do Município O protocolo entre a Ideias Equesde Alcobaça e da Associação Hípica tras e a EPADRC consiste no maneio de Alcobaça. e manutenção do efetivo de equinos No decorrer dos anos as infraes- da escola, manutenção das instalatruturas/instalações afetas ao Polo ções do Polo Equestre-EPADRC, coEquestre-EPADRC têm vindo a so- operação em atividades hípicas e de frer algumas melhorias com vista ao divulgação da escola, cooperação bem estar de toda a comunidade que nas aulas práticas em que sejam nefrequenta as instalações e otimiza- cessárias quer as instalações quer ção dos serviços prestados. Com es- os animais e nos projetos de escola. tas melhorias a empresa conta com A forte cooperação da direção da novos projetos e reforça as ativida- EPADRC é um dos elementos de des existentes sucesso deste projeto. O Projeto O Polo Equestre-EPADRC é um Polo Equestre-EPADRC é importanprojeto da direção da EPADRC com te para a escola quer ao nível dos vista à criação de um setor de equi- serviços/atividades prestados aos nos para ser utilizado nas aulas alunos da própria escola nas ativipráticas dos cursos existentes e pro- dades hípicas e nos benefícios que porcionar a prática de equitação aos daí retiram, quer para a divulgaalunos da escola. O projeto iniciou ção e promoção da escola inserida as suas atividades no ano letivo de no tema do seu projeto educativo, 2006/07 e foi evoluindo, conseguin- proporcionando à comunidade a do-se melhorar as instalações ao prática de atividades hípicas (equinível do picadeiro, boxes e aumento tação, hipoterapia, etc.) no espaço do efetivo de cavalos. Neste proces- da escola. A participação da escola so houve uma forte colaboração do e da comunidade insere-se em três Município de Alcobaça, alargando- projetos específicos, a hipoterapia se a atividade não só aos alunos da (com a participação de jovens por-

tadores de deficiência divididos em várias valências), aulas de equitação (público em geral) e projetos de escola(prática em contexto de trabalho e outras atividades proporcionadas aos alunos dos diversos cursos). A empresa Ideias Equestres coopera com o CEERIA em várias atividades (hipoterapia, eventos, integração de jovens portadores de deficiência na vida ativa, entre outras). No protocolo existente com o CEERIA as atividades de cooperação centramse na hipoterapia, equitação terapêutica e equitação adaptada, bem como, em projetos de inclusão na vida ativa de jovens portadores de deficiência. Um grupo significativo de jovens, semanalmente, executam atividades terapêuticas de equitação, acompanhados pela equipa técnica que lhes proporciona atividades físicas e de bem-estar. Os alunos da EPADRC convivem diariamente com as atividades de hipoterapia, com especial incidência no curso de educação e formação Tratador Desbastador de Cavalos, que participam e intervêm neste processo em contexto prático do curso.

Hipoterapia: uma aposta de sucesso! A Hipoterapia é uma atividade com fins terapêuticos, que utiliza o cavalo como mediador da intervenção. Alguns dos benefícios gerais da Hipoterapia são a melhoria da mobilidade, a melhoria da postura, a melhoria do equilíbrio, a normalização do tónus e a facilitação da interação na relação com os outros. De um modo mais específico e no plano motor, a Hipoterapia ajuda ao fortalecimento muscular, à manutenção ou aumento das amplitudes articulares, ao aparecimento ou manutenção das reações de equilíbrio, à melhoria da coordenação motora e óculo-manual, e contribui para um melhor funcionamento do sistema respiratório e cardiovascular. No que se refere à interação, a Hipoterapia facilita uma maior abertura à comunicação não verbal e verbal, estimula a atenção pelo meio envolvente, promove uma sensação de poder e consequente aumento de

autoconfiança. Nas pessoas que utilizam cadeira de rodas o cavalo promove os movimentos que não podem ser realizados pelas pessoas de forma voluntária e ativa. O CEERIA estabeleceu um protocolo com o Polo Equestre-EPADRC já que esta escola reúne as condições para a prática da Hipoterapia, promovendo a inclusão das pessoas com deficiência. O meio envolvente desta Escola é amplo e muito agradável, possibilitando que as sessões decorram em picadeiro e no campo. Todos os anos, para além das sessões semanais, é organizada a Semana Aberta do CEERIA em que um dos dias é dedicado à Hipoterapia. Neste dia todos os praticantes apresentam o trabalho desenvolvido ao longo do ano à sua família, bem como a outros técnicos que estejam envolvidos no seu percurso institucional, terminando com um almoço convívio.

Participámos também na 1ª Edição da Feira Agrícola da EPADRC com o grupo da equitação terapêutica. Todos os praticantes de Hipoterapia gostam muito da atividade, anseiam pelo seu dia de montar e é evidente o prazer que demonstram nesta prática. Pessoas que muitas vezes apresentam dificuldades de organização temporal conseguem saber qual é o seu dia de ir à Hipoterapia. Outro indicador do grande impacto que esta atividade tem nos praticantes é a grande motivação e envolvimento que ocorre com alguns deles, que muitas vezes não se interessam por mais nada do que os rodeia ou apresentam pouco interesse pelas outras atividades que realizam no CEERIA. Também na Hipoterapia alguns praticantes conseguem realizar determinados movimentos que em outras atividades não conseguem.

São muitos os casos de sucesso desta atividade, podemos até considerar que são a maioria. Por exemplo um praticante que tinha muito medo de se aproximar dos cavalos e que hoje monta a passo, a trote e a galope e apresenta uma relação de proximidade e contacto físico (festas) com o cavalo. Consideramos casos de sucesso todos os praticantes que raramente utilizam a linguagem verbal para comunicar com os outros e que o fazem espontaneamente na Hipoterapia. Também damos muita importância a todos os praticantes com dificuldades psicomotoras que, ao longo destes anos, têm mantido ou melhorado a sua condição física, mais especificamente as amplitudes articulares e de movimento. As técnicas responsáveis Ana Helena Rodrigues (terapeuta ocupacional) Célia Araújo (auxiliar de equitação terapêutica)


Alunas da EPADRC selecionadas para o projeto de estágios profissionais da Câmara Municipal de Alcobaça Para o ano letivo 2013/2014, a Câmara Municipal de Alcobaça tomou a iniciativa de abrir candidaturas para 11 estágios de Técnicos de Apoio à Infância, ao abrigo das Medidas “Passaporte Emprego Economia Social” e “Estágios Emprego” do Instituto do Emprego e Formação Profissional. Os estágios, apesar de não consistirem em ocupação de postos de trabalho, foram uma forte aposta do Município para este ano com o objetivo de contribuir na transição para a vida ativa de jovens do Município, proporcionar experiências práticas em contexto de trabalho e promover a aquisição de novas competências potenciadoras da empregabilidade dos jovens e in-

dispensáveis para um profissional terminaram o curso de Técnico de que deseja estar preparado para en- Apoio na EPADRC em 2012 e 2013 frentar os desafios de uma carreira. e que reuniam os requisitos previsO perfil definido para a ocupação tos. dos lugares disponíveis foi o de inOs estágios, que iniciaram em Sedivíduos com idades compreendidas tembro de 2013, têm uma duração entre os 18 e 30 anos, detentores do de 12 meses e estão a decorrer em curso de Nível de Qualificação IV, vários jardim-de-infância e escolas de Técnico de Apoio à Infância, com básicas do 1.º Ciclo do Concelho. Ducompetências para acompanhar rante esse período, os estagiários crianças com idades entre os 3 a 10 desenvolvem atividades previamenanos nas mais diversas atividades te definidas no seu plano de estágio do quotidiano escolar, e colaborar que inclui atividades várias colabona educação e formação das crian- ração com o(a) educador(a) de inças. Tendo em conta o perfil preten- fância/professor (a) na execução de dido, e para com a colaboração da atividades lúdicas e pedagógicas, e Escola Profissional de Agricultura apoio na manutenção de condições e Desenvolvimento Rural de Cister, de bem-estar e de segurança, física foram selecionados 11 alunos que e afetiva, ao nível da saúde individu-

al e coletiva. Os estagiários têm direito, mensalmente, a uma bolsa de estágio em função do nível de qualificação de que é detentor e ainda a subsídio de alimentação. Considerando o atual contexto nacional, e tendo em conta a necessidade das entidades empregadoras encontrarem jovens qualificados, torna-se evidente que esta iniciativa é uma mais-valia para todas as partes envolvidas, agora e o no futuro, uma vez que os estagiários têm desenvolvido até ao momento um trabalho valorizado pelos vários intervenientes e demostram ser promissores profissionais do futuro na área da educação. A Câmara Municipal de Alcobaça

O que significa este estágio para as nossas alunas?

Joana Matias (EPADRC, 2010-2013) Estágio profissional no Centro Escolar da Benedita

Nos tempos que correm, conseguir um estágio profissional nem sempre é fácil, devido à elevada procura e à diminuta oferta. A EPADRC teve um papel fundamental no nosso progresso e integração neste projeto. Seguimos em frente e aceitámos este desafio, muito por causa da força e coragem que nos transmitiram os professores responsáveis pelo curso de Técnico de Apoio à Infância. Diariamente tentamos por em prática todas as atividades que aprendemos na escola com crianças que nos preenchem o coração de alegria. As expetativas fase ao estado atual do país não são favoráveis, o que, infelizmente, assombra o nosso futuro de algumas incertezas, uma delas o desemprego. Resta-nos lutar todos os dias de forma a ultrapassar tudo para nos sentirmos felizes e realizados.

Andreia Bernardo (EPADRC, 2010-2013) Estágio profissional EB1 de Ataíja de Cima

Com o mesmo entusiasmo de há 5 meses quando iniciei este estágio, posso afirmar que esta experiência tem contribuído para o meu amadurecimento pessoal e profissional. A nível pessoal, sinto que esta experiência fomentou o meu espírito de iniciativa e a capacidade de lutar pelos meus objetivos. Considero este projeto importante para a empregabilidade dos jovens, pois permite-nos crescer a nível profissional, adquirindo assim mais experiência dentro da nossa área, através das atividades que desenvolvemos, e acima de tudo, pelo contato e partilha de conhecimentos com os outros funcionários. Durante estes meses de estágio tenho estado a trabalhar com um grupo de crianças do primeiro ciclo, dando também auxílio a um grupo de crianças dos 3 aos 5/6 anos. No fim da realização deste projeto espero conseguir alcançar o principal objetivo com que iniciei este estágio, que é o de poder continuar a exercer esta atividade profissional.


Casos de Sucesso - Antigos alunos Ao celebrar 25 anos de existência, são muitos os antigos alunos da EPADRC que se tornaram verdadeiros casos de sucesso nas mais diversas áreas. Nesta edição relembramos quatro casos de sucesso, certos de que os testemunhos aqui descritos são o reflexo de muitos outros e que no fundo em todos existe uma identidade única: a Identidade EPADRC.

BI Nome: Filipe Ribeiro Idade: 36 anos Formação: Mestrado em Fruticultura Integrada

BI Nome: Nuno Batista Idade: 30 anos Formação: Licenciatura em Engenharia Zootécnica

BI Nome: Rui Anselmo Idade: 36 anos Formação: Licenciatura em Engenharia Alimentar

A minha formação académica na área agrícola começou na então EPACIS, de 1993 a 1996, no curso Técnico de Gestão Agrícola. Posteriormente frequentei o ensino superior no curso de Engenharia das Ciências Agrárias - ramo agrícola - na Escola Superior Agrária de Castelo Branco, onde tive a oportunidade de participar no programa Erasmus na escola “École Supérieure d’Angers” em França. Em 2011, viria a concluir o Mestrado em Fruticultura Integrada. Após concluir os estudos na EPADRC assumi a gerência da empresa Casa Agrícola Ribeiros e é com orgulho que posso dizer que foi essa conjugação entre trabalho e estudos que me permitiu alcançar tão boas médias. Esta empresa de fruticultura, fundada em 1989, é o resultado do conhecimento de várias gerações, estando presente em países da Europa, África e América do Sul, mantendo uma forte posição no mercado nacional. Somos associados da Associação da Maçã de Alcobaça e da Associação de Agricultores da Região de Alcobaça. Atualmente, com uma área de exploração centralizada com 55 hectares, a empresa detém um volume de produção própria de cerca de 2.000 ton/ano. À experiência de mais de 20 anos, à qual somamos a qualidade técnica do pessoal que colabora na exploração dos pomares (cerca de 30 pessoas na época da colheita), reunimos o melhor do saber agrícola e a mais vasta experiência na produção de pomóideas. Na EPADRC conheci professores e colegas também ligados ao setor, com os quais sempre tive um contacto próximo, sendo que atualmente muitos deles constituem uma mais valia para a região no setor da fruticultura, região esta que contrasta com a realidade agrícola do país. Os estágios curriculares e as visitas de estudo, das quais destaco um intercâmbio com a escola agrícola de Nijmegen na Holanda, permitiram conhecer a nossa realidade e outras. Numa altura em que ninguém via futuro no setor agrícola, já a EPADRC apostava no verdadeiro ‘saber fazer’. Esta foi a escola que me permitiu descobrir a minha vocação, fazendo sempre mais e melhor.

A EPACIS no passado e agora a EPADRC, foram fundamentais na minha formação pessoal e profissional. Fui aluno na EPADRC de 1998 a 2001 e foi aqui que comecei a sentir a importância de ser técnico pecuário e do valor que a aprendizagem adquirida iria ter na minha vida. A vontade em aprender era tanta que ficava ansioso que chegasse o fim de semana para colocar em prática, na exploração dos meus pais, o que tinha aprendido nas aulas. O gosto pelos animais começou a evidenciar-se cada vez mais. Tinha muito orgulho em expressar que estudava na EPACIS, porque aprendíamos técnicas atuais e inovadoras. Recordo que foi aqui que tive o primeiro contacto com a inseminação artificial em suínos. Durante a frequência de um curso profissional, pensamos somente nos benefícios que daí advêm aquando da integração no mercado trabalho. No meu caso foi diferente! Após terminar o meu curso de Técnico de Gestão Agrícola na EPACIS, e estar a trabalhar há dois anos em suinicultura, ingressei no curso superior que sempre ambicionei (Engenharia Zootécnica na Escola Superior Agrária de Castelo Branco) e para isso contribuiu os conhecimentos adquiridos na EPACIS. Presentemente, encontro-me a realizar mestrado na área. Para além de professor na EPADRC, sou também proprietário da Batista Suinicultura. Uma empresa jovem que, desde 2009, está direcionada para produção de leitão em ciclo fechado, funcionando em sistema intensivo. Localizada na região de Alcobaça, região de forte implementação e competitividade em suinicultura (onde só os melhores conseguem triunfar) esta empresa assume-se como um caso de sucesso pelas suas estratégias e procedimentos. Desejo que a EPADRC continue a dedicar-se à nobre causa que é a agricultura e ao ensino dos futuros técnicos agrários. OBRIGADO EPADRC!

Fui aluno na EPADRC de 1992 a 1995 onde frequentei o curso de Técnico de Gestão Agrícola. Presentemente sou Técnico de Gestão Agropecuária, exercendo, maioritariamente, a minha profissão numa empresa familiar do ramo Agropecuário. Esta empresa dedica-se à produção de suínos, bovinos, aves e sua comercialização. Com três núcleos de produção (dois na zona oeste e um outro na região do sudoeste alentejano), a empresa emprega 10 pessoas e fatura 1 050 000euros/ano. Acreditando no potencial de desenvolvimento da região, é aqui no Oeste que esta empresa adquire a maioria dos fatores de produção e serviços necessários para a sua laboração. A minha passagem pela EPADRC deu-me a oportunidade de adquirir formação muito específica na área agrícola e pecuária, contactar com outras empresas nos períodos de formação em contexto de trabalho (estágios), bem como a oportunidade de conhecer excelentes profissionais/formadores. Ao longo dos anos realizei outras formações e, claro, fui mantendo contatos com antigos colegas da EPADRC e alguns formadores, trocando algumas ideias e experiências que me ajudaram a melhorar e aperfeiçoar técnicas e a solucionar problemas. Atualmente, a escola continua a fazer parte da minha vida de uma forma muito especial, pois agora sou Professor na EPADRC!


EPADRC inova no Projeto de Educação para a Saúde! Uma escola promotora de saúde desenvolve estratégias no sentido de orientar toda a comunidade educativa na adoção de uma postura favorável a uma vida saudável. Trata-se de uma entidade atenta e preocupada com a saúde de todos os seus membros - alunos, professores e restantes funcionários - assim como a de todos aqueles que nela interagem. As solicitações da atualidade são múltiplas e compete à Escola, enquanto instituição formadora, dar-lhes resposta, de modo a integrá-las de forma contextualizada nas vivências dos seus alunos. Ajudar a revestir de sentido uma realidade com contornos que, por vezes, podem mostrarse confusos é uma missão que assiste à comunidade educativa enquanto veículo estruturador de vivências e edificador de saberes. É neste contexto de visão integrada e concertada dos estímulos que chegam até aos jovens, que surge o Projeto Educação para a Saúde. Viver Saúde é um projeto elaborado pela Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Cister, cujas linhas orientadoras e todo o fio condutor associados à sua conceção têm por base a necessidade de implementar, no seio da comunidade escolar, ações que funcionem como meio formador de jovens aptos a viver as suas vidas de forma saudável, dotando-os de capacidade crítica para decidir em consciência.

No âmbito do Projeto Educação para a Saúde, realizaram-se as seguintes atividades: Durante o mês de novembro, técnicos do Centro de Apoio ao Jovem de Alcobaça realizaram sessões dinâmicas de sensibilização sobre “Gestão de Conflitos” dirigida aos alunos dos primeiros anos das turmas CEF e Profissional. Esta sessão teve como principais objetivos permitir a aquisição de atitudes e comportamentos de forma a evitar os bloqueios e sair de situações de conflito, utilização de um processo de negociação partilhada e equilibrada, focalizada na procura de soluções, bem como a construção de relações de confiança com os colaboradores para encontro facilitado de soluções. No início de janeiro, o Dr. José Fernando da Unidade de Saúde Pública do ACeS Oeste, realizou uma série de sessões de educação para a saúde no âmbito da “Prevenção do Tabagismo” junto de todas as turmas da nossa escola. Estas sessões tiveram como objetivo principal colocar a informação ao serviço da tomada de consciência e da mudança de atitudes e comportamentos.

O projeto prevê ainda outras atividades que se irão desenvolver ao longo do ano letivo, nomeadamente: - sessão de sensibilização “Violência no Namoro” (para alunos das

A ação “Seja responsável. Beba com moderação!” foi realizada em dezembro e dinamizada pelo Engº Costa Oliveira da Fenadegas que alertou os alunos presentes (cursos Técnico de Produção Agrária e Técnico de Restauração) para os perigos da embriaguez em idade escolar e informou sobre os benefícios do consumo moderado de determinadas bebidas alcoólicas. A inciativa “Vinho e Saúde”, inserida no programa europeu “Vinho com Moderação”, andou em 2013 pelas Escolas Profissionais Agrícolas e de Turismo de Portugal.

No passado dia 14 de janeiro realizou-se a primeira de muitas sessões de sensibilização junto dos nossos Encarregados de Educação intitulada “Novas Dependências e Relações Interpessoais”. Nem o frio, nem a chuva demoveu os Encarregados de Educação desta iniciativa, pautada pelos desabafos, curiosidades e troca de experiências, onde o debate se centrou no paradigma entre o SER e o TER.

Igualmente neste período, deu-se início ao projeto “Escola Limpa” em que todas as turmas da escola se responsabilizam, duas vezes por semana e num sistema rotativo, pela limpeza do todo o espaço escolar, promovendo assim não só a sensibilização para um espaço escolar mais limpo e agradável para todos, como também alertar para a importância da separação de resíduos de acordo com a sua natureza. Munidos de luvas e sacos para reciclagem e para lixo orgânico, os nossos alunos assumem a responsabilidade que é de todos a responsabilidade de uma escola mais limpa e um ambiente mais puro. Um por todos, todos pela defesa do ambiente!

turmas profissionais); -“Gestos que Salvam” (aprendizagem de procedimentos técnicos que objetivam o suporte básico de vida à vítima); -“Planeamento Familiar e Doen-

ças Sexualmente Transmissíveis”; - oficina “Despertador” para alunos do segundo ano das turmas CEF e todas as turmas Profissionais com o intuito de preparar estes alunos para a Formação em Contexto de

Trabalho que se avizinha; - sessões de sensibilização direcionadas a Encarregados de Educação, nomeadamente “Suicídio na Adolescência” e “Ambientes Familiares Positivos na Adolescência”.


Acontece(u) na EPADRC Vindimas e Adiafa 2013 O vinho tinto EPADRC é o resultado de todo um conjunto de esforços de alunos e professores desta Escola, sem os quais não seria possível tal feito. Assim, e mais uma vez em outubro, após muitos meses de cuidados com a vinha, os alunos das turmas de Técnico de Produção Agrária e Operador de Máquinas Agrícolas vindimaram e produziram o tão aclamado vinho da nossa escola. A vindima da uva para vinificação decorreu durante as aulas da componente técnica, onde os alunos tiveram a oportunidade de participar na colheita e descarga da uva na adega. Acompanharam todo o processo de vinificação, desde o esmagamento mecânico, passando pela fermentação tumultuosa, remontagens do mosto, sangria e prensagem dos engaços e ainda o envasilhamento do vinho nos depósitos até à próxima trasfega. Esperamos que este projeto, iniciado acerca de 12 anos e com novas castas de excelente qualidade, continue e perdure por muitos e muitos anos. E como todo o trabalhador tem direito ao seu descanso e diversão, também os alunos da EPADRC puderam recuperar forças num grande almoço convívio para assinalar o fim da vindima de 2013. A adiafa de 2013 contou com muita animação e, uma vez que as forças já estavam recuperadas, nada melhor que um jogo de rugby!

Já conhece o Dolce Campo Real? A EPADRC já! Poderíamos mencionar muitas das visitas técnicas que os alunos da EPADRC realizam nas mais diferentes áreas de formação, contudo, pela especificidade que a caracteriza, vamos apresentar-vos, nesta edição, a visita técnica ao recentemente reaberto Dolce Campo Real. Se já teve a oportunidade de conhecer este hotel, irá concordar com os nossos alunos quando o descrevem como “soberbo”. O Grupo Dolce, enquanto grupo global de hotelaria especializado no segmento business, acaba de chegar a Portugal, escolhendo a região Oeste (Torres Vedras), para nos presentear com o seu excecional serviço de atendimento ao cliente. Imagine um lugar onde a excelência se funde com a serenidade. Onde as colinas onduladas salpicam a idílica paisagem rural. Onde até o ar parece mais limpo, fresco e respirável. É no coração deste lugar que se situa o Dolce Campo Real.

Com 151 quartos, um desafiante campo de golfe de 18 buracos, centro equestre e instalações para conferências com capacidade para mais de 650 pessoas, esta unidade de luxo proporciona experiências únicas sejam de cariz profissional ou de lazer. Mais uma vez a EPADRC está na vanguarda das visitas técnicas, dando a oportunidade aos seus alunos de conhecerem e contactarem com profissionais que vivem diariamente a paixão por este recente e inspirador projeto de hotelaria. Num futuro próximo, várias parcerias poderão surgir entre a Escola e o Dolce Campo Real, nomeadamente no que concerne a Formação em Contexto de Trabalho. Numa região com tanto potencial para o turismo de qualidade, assistimos à chegada de um forte grupo hoteleiro, que irá certamente alargar as oportunidades e horizontes dos nossos jovens, potencializando o desenvolvimento da nossa região.

Brevemente: Há Gastronomia no Museu do Vinho de Alcobaça O evento Há Gastronomia no Museu mação numa atividade de dimensão do Vinho de Alcobaça irá decorrer nos significativa, em que possam evidendias 23 e 24 de abril no Museu do Vi- ciar as competências adquiridas em nho de Alcobaça e insere-se no plano sala de aula e em Formação em Conde promoção e consolidação dos cur- texto de Trabalho. sos da área da restauração da EPAPara a realização deste evento conDRC. Trata-se de um evento que visa a tamos com a parceria do Município de integração dos alunos dos Cursos Pro- Alcobaça, Museu do Vinho de Alcobaça, fissional e Cursos de Educação e For- Adega Cooperativa e Academia de Mú-

sica de Alcobaça. A base de parceria é a promoção das atividades de cada parceiro, através de um evento concertado com uma forte união de esforços. Do programa, que se encontra ainda em fase de execução, destacamos o vinho, a gastronomia e produtos locais como elementos dominantes de todas as atividades, das quais se destacam

palestras sobre os temas, um almoço no dia 23 e um jantar de gala no dia 24 de abril. Para o jantar de dia 24 que é aberto a toda a comunidade, será necessário fazer uma inscrição. Brevemente será efetuada uma divulgação à imprensa por meio de um evento de apresentação do projeto.


O que dizem os nossos parceiros... Parque dos Monges O Parque dos Monges é um espaço no meio da natureza. O qual está associado à herança Cisterciense de Alcobaça, no qual se desenvolvem atividades lúdico didáticas. O parque encontra-se aberto todo o ano para grupos, com marcação prévia, e de abril a setembro para o público em geral. Dos grupos que nos visitam destacamos as Escolas, as Empresas e o Turismo Religioso. O Museu dos Doces conventuais, o Jardim Bíblico, a Granja do Convento, bem como o slide, a canoagem, as representações históricas e o parque zoológico são alguns

dos motivos que justificam uma visita ao parque dos monges. Em 2014 algumas novidades vão surgir, novos conteúdos, novos espaços para apresentação de algumas peças agrícolas antigas, novos jogos e muitas outras novidades que iremos divulgar a seu tempo. Para nós, a parceria que estamos a desenvolver com a EPADRC é de extrema importância no enriquecimento do nosso espaço e na partilha de novas experiências entre a escola e o parque e vice-versa. Vários projetos estão pensados para serem desenvolvidos em conjunto com a escola, projetos esses que serão não

só uma mais-valia para ambas as partes, como também para a região num âmbito mais vasto de divulgação do que melhor temos e produzimos. A EPADRC é muito importante para o desenvolvimento da nossa região, principalmente porque proporciona a partilha de conhecimentos adquiridos pelos alunos em áreas tão importantes como a agricultura e a restauração/ hotelaria. São escolas como esta que nos ajudam a recuperar as nossas origens e mostram às novas gerações uma realidade que muitos deles desconhecem, conseguindo valorizar assim a terra e a nossa região como um todo.

As escolas não podem estar sozinhas na construção dos saberes dos seus alunos, precisam do apoio da sociedade. Esta complementaridade, traduzida em parcerias de formação, permite dar resposta às necessidades do tecido empresarial da região onde se inserem as escolas profissionais. Conscientes da nossa coresponsabilização na formação de jovens, na Praia D’El

Rey Golf & Beach Resort, empresa que atua no sector dos serviços hoteleiros e turísticos, temos vindo a estabelecer parcerias de longo prazo com instituições de ensino profissional, nomeadamente com a Escola Profissional de Agricultura da Região de Cister, na vertente de hotelaria e restauração, acolhendo estagiários das áreas profissionais de Cozinha e de Mesa/Bar. Paralelamente, colaboramos

também, sempre que solicitados, noutros projetos que visam aproximar as empresas e as escolas. Uma experiência de estágio deverá abrir caminho a uma oportunidade de trabalho e felizmente podemos testemunhar que já se verificaram vários casos de enquadramento profissional de alunos da EPADRC, bem como de jovens oriundos de outras escolas profissionais.

Hotel Quinta das Lágrimas Paulo Pechorro (Diretor de Restaurante)

Tive oportunidade de coordenar os estágios de dois formandos da EPADRC, Joana Milhinhos e João Rodrigues, que deixaram na nossa unidade uma imagem muito positi-

va deles e também da escola. Tecnicamente bem preparados e também motivados para esta exigente profissão. Da escola guardo também um sentimento positivo pela

Há muito que está provado que os cursos profissionais contribuem, seguramente, para a construção de uma sociedade mais estável e evoluída, em que a igualdade de oportunidades para todos seja uma realidade. Hoje é notório o quanto a sociedade perdeu pela marginalização e descredibilização deste tipo de formação. O empenho da instituição, aliado ao esforço de todos que com ela colaboram, tem tido como resultado, amplamente provado, o sucesso de muitos jovens, que tomaram esta como a sua opção. A Cartilha, que sempre acreditou nesta vertente de

ensino, tem colaborado dentro do possível em todas as iniciativas, eventos e demais solicitações da EPADRC. Relembramos a última Feira do Livro que, mais uma vez, revelou o empenho e dedicação desta instituição. Com muita honra e carinho, A cartilha, com 25 anos de dedicação ao apoio escolar, estará sempre atenta à evolução educativa e em estreita colaboração com todas as instituições da região, nas mais diversas vertentes. Assim temos contribuído para o sucesso de todos aqueles que, durante todo o seu percurso escolar e profissional, a tomaram como parceira. Votos de continuação de excelente sucesso para todos.

Hotel Mestre Afonso Domingues

Praia D’El Rey Marriott Golf & Beach Resort Suzana Branco (Training Manager)

A Cartilha Papelarias Livrarias Lda

forma como acompanharam os estágios e foram tentando sempre perceber das dificuldades de adaptação dos seus formando a uma nova realidade.

Goretti Coelho (Diretora)

Foi com agrado que ao longo minha experiência profissional em hotelaria e restauração me fui cruzando com os alunos da EPADRC em experiência de Formação em Contexto de Trabalho e posteriormente também enquanto colaboradores e membros da Equipa. Estes alunos têm alguns traços comuns que os identificam: uma forte ligação com a Escola e com os seus Formadores com uma noção muito clara da sua missão e dos seus objetivos, excelente formação cívica e grande

sentido de responsabilidade, caraterísticas estas que são para mim essenciais numa primeira avaliação dos formandos. A acrescer, são alunos com bons conhecimentos técnicos e capazes de aplicar com facilidade e em ambiente profissional, os conhecimentos adquiridos. Na sua generalidade, demonstram interesse na aprendizagem e com capacidade de iniciativa. Destacaria os alunos de Cozinha/Pastelaria desta Escola, que apresentam um nível muito interessante de formação.

Quinta do Brejo de Vale de Maceira A sociedade Agrícola da Quinta do Brejo de Vale de Maceira tem nos últimos anos aderido à realização de estágios na área da Fruticultura. Desta colaboração realço a motivação e boa integração dos estagiários, que denota que encaram esta oportuni-

dade como um enriquecimento importante no seu processo de aprendizagem. Para a empresa a partilha de experiências com os estagiários tem sido muito gratificante a vários níveis, pelo que gostaríamos de continuala nos próximos anos.

Restaurante Costa Brava Reinaldo Agostinho (Gerente)

A experiência com os formandos foi muito positiva. Terminado o estágio, uma das formandas, Joana Millhinhos, foi convidada para vir trabalhar connosco, tal a

qualidade que demonstrava com apenas 17 anos. Bebeu da nossa cultura de trabalho, tornou-se uma excelente profissional e hoje é uma das nossas.


JORNAL DA QUINTA-FEIRA, 6 DE FEVEREIRO DE 2014

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Cooperativa Agrícola de Alcobaça 1. Importância da Agricultura na região

Campo, o Laboratório de Vinhos e o Apoio Administrativo como a elaboração de candidaturas a fundos comunitários e outros; Os Combustíveis incluindo o Gasóleo Agrícola; e (ainda em fase de implementação) o Turismo e a Formação.

A agricultura no Concelho tem fortes tradições históricas assentes na comunidade Cisterciense - monges agrónomos - que durante sete séculos foram senhores da região e chegou a atingir níveis de exemplaridade nacional, quer pela inovação das 4. EPADRC suas técnicas e modos de produção, quer pela qualidade dos seus proÉ com orgulho que a Cooperativa dutos. De facto, as excelentes condise assume como um dos fundadores ções de solo e clima da região ainda da “Escola Agrícola”. Em 1989, junhoje se constituem como fator comtamente com o Município e a Coopetitivo deste sector de atividade no perativa Agrícola da Benedita (esta Concelho. essencialmente ligada ao sector aniApesar das atuais dificuldades mal), como forma de dar resposta a vividas pelo sector agrícola, prinuma necessidade de formação técnicipalmente devido ao aumento dos ca na área agrícola, estas 3 entidacustos dos fatores de produção, a des unem esforços e criam a Escola um mercado cada vez mais compeProfissional de Cister (designação titivo e exigente, ao envelhecimeninicial). to da população e ao seu reduzido No ano de 2000 foi integrada na grau de instrução e de profissiorede pública de ensino permitindo nalização, tudo isto agravado pela uma estabilização do seu funcionaescassez de recursos hídricos, pelo mento. desequilíbrio da dimensão da estru- pressão para que o preço da ali- administrativos num edifício com 5 Há no entanto três caraterísticas tura fundiária, pelo longo período mentação baixe (ou pelo menos não pisos no centro da cidade de Alcoba- que se mantem inalteradas desde a de desinteresse das camadas mais aumente) de forma a estar acessível ça que ainda hoje existe. sua fundação: ensino numa vertenjovens e, sobretudo, pela falta de a uma maior parte da população, e Desde cedo (década de 50/60) re- te técnico-pratica, envolvência com políticas integradas de apoio, a agri- por outro lado, uma forte subida do velou a sua preocupação social com a comunidade local e a agricultura cultura continua a ser uma área de custo dos fatores de produção em a atribuição do subsídio de natal e como área central de formação. atividade com grande expressão no consequência das restrições men- completando o diferencial salarial Pela Cooperativa têm passado Concelho. cionadas. não pago pela Caixa de Previdência muitos estagiários do curso de TécOs sectores dominantes a nível Este tem sido o grande desafio da em caso de doença. Publicava um nico de Produção Agrária onde teagropecuário no Concelho são, sem produção agrícola nos últimos anos Boletim Cultural e tinha uma bi- mos constatado o nível de qualidade dúvida, a fruticultura e a suinicultu- - a produtividade e a qualidade. A blioteca disponível aos sócios onde da formação dos alunos. A EPADRC ra. forma encontrada tem passado pela inclusivamente eram projetados fil- tem sido uma fonte de recrutamento A importância do primeiro pode-se aplicação de técnicas de produção mes. privilegiada pela Cooperativa. avaliar pela extensa área plantada inovadoras e, essencialmente, pelo Foi membro fundador do MercoTambém temos a informação pode pomares e frutos frescos com re- aumento de eficiência das unidades alcobaça (Mercado distribuidor sitiva dos nossos sócios relativa aos levo para a produção de maçã e pera de produção. da fruta de Alcobaça) e da Escola estagiários curriculares que são efe(rocha). A qualidade dos produtos, Um fator crítico para o sucesso na Profissional de Agricultura de Cis- tuados nas suas explorações agrícoassim como a segurança alimentar transposição deste desafio é, indis- ter. Criou ainda a marca “Maçã de las. e o respeito pelo meio-ambiente são cutivelmente, a formação e qualifi- Alcobaça” hoje projetada pela AsSão normalmente jovens com uma exemplares situando-se já em pata- cação técnica das pessoas. sociação de Produtores da Maçã de forte ligação à agricultura onde a mares muito elevados, mesmo a níEste aspeto é transversal a todos Alcobaça. formação académica/técnica é comvel mundial. os níveis, cargos e funções das pesCom o agravar da situação finan- plementada, e quase sempre valoriApesar do domínio destes dois soas ligadas à produção agrícola: ceira durante a década de 90, a Co- zada, por uma experiencia de produsectores, a produção do Concelho é proprietários, trabalhadores (per- operativa inicia um Processo de ção agrícola dentro da família. bastante variada incluindo a horti- manentes e eventuais), prestadores Recuperação Especial de Empresas É um facto digno de registo o nícultura, a vinha, o olival, os peque- de serviços, etc. onde se assiste a uma elevada redu- vel de empregabilidade dos alunos nos frutos, os cereais, assim como Neste cenário destaca-se o surgi- ção do seu património e estrutura. deste curso, em especial, quando se os bovinos, caprinos, ovinos, aves e mento de uma nova geração de em- No ano de 2006 o processo chega ao observa o nível de desemprego do coelhos, por exemplo. presários agrícolas, mais jovens e fim e a Cooperativa começa a conso- país. formação média ou superior e, ape- lidar progressivamente a sua situa2. Importância da formação na área sar disso, um recurso frequente (di- ção financeira. 5. Nota Final Agrícola ria mesmo padronizado) a um staff A Cooperativa tem atualmente um técnico especializado externo à uni- universo de 4.350 sócios dos quais O relacionamento entre a CooperaA problemática produção de ali- dade de produção. 2.000 estão ativos e efetuam com- tiva e a Escola sempre foi intenso e mentos tem assumido uma relevânpras na Cooperativa. Este conjunto profícuo, com início no processo de cia sem precedentes a nível mundial. 3. Cooperativa Agrícola de Alcobaça de sócios é bastante heterogéneo fundação, passando pelo período de Por um lado temos um crescimento sendo composto por sociedades dificuldades financeiras da Coopeda população mundial que, segundo A Cooperativa Agrícola de Alcoba- agrícolas, empresários em nome in- rativa durante o qual teve de reduzir a ONU, deverá atingir os 9,6 bilhões ça, Crl é uma das cooperativas mais dividual e indivíduos particulares a sua relação com a escola e com o em 2050 aliado ao facto da melhoria antigas (senão mesmo a mais anti- que tem na agricultura uma ativida- reforço da relação nos últimos anos de vida (e de alimentação) de alguns ga) do país. Foi fundada em 1932 de secundária. quando a Cooperativa assumiu o países menos desenvolvidos, em por autonomização da secção de Em 2013 o seu volume de negócios apoio técnico na produção agrícola particular os mais populosos. Por compra e venda do Sindicato Agrí- ultrapassou os 4.000.000€. da Escola. outro lado temos, em particular na cola de Alcobaça. Atualmente a sua atividade está No presente, e com excelentes persEuropa, um forte condicionamento Chegou a ter mais de 60 delegações dividida em 6 áreas: A Loja de Fa- petival no futuro, estão em cima da aos métodos de produção agrícola por todo o concelho e freguesias li- tores de Produção, onde se inserem mesa novos projetos de cooperação em termos de respeito pela saúde mítrofes com uma atividade que todos os artigos necessários à pro- que podem envolver outras áreas de humana, segurança alimentar e pre- satisfazia integralmente as neces- dução desde sementes aos artigos formação da Escola para além da servação do meio ambiente que se sidades dos agricultores da região: de rega passando pelas ferramen- área agrícola (como é o caso da restraduzem numa grande restrição formação, fornecimento dos meios tas; A loja dos Agroquímicos com tauração), juntamente com novas quanto aos produtos químicos e téc- de produção, apoio técnico, finan- especial relevo dos Fitofármacos áreas de atividade da Cooperativa nicas a utilizar. ciamento, venda de produto final e tendo em consideração o enqua- (como é o caso do agroturismo). Noutra perspetiva desta problemá- mesmo capitalização de poupanças dramento legal específico; Os Sertica verifica-se, por um lado, uma dos sócios. Concentrava os serviços viços incluindo o Apoio Técnico no



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