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Um jornal a serviço do agronegócio

Associação Brasileira das Centrais de Abastecimento

Diretora Geral: Selma Rodrigues Tucunduva | ANO 12 - No 132 | maio de 2011 | Circulação nacional | Distribuição autorizada no ETSP da Ceagesp | www.jornalentreposto.com.br

Femetran 2011 atrai novos negócios e movimenta Ceagesp

Feira completa dez anos e traz novidades do setor de transporte e logística Págs. 4 e 5 | Mercado |

pág. 6

| Fruticultura |

pág. 10

Pico de safra eleva oferta Citricultores de SP têm de caqui na Ceagesp alta produtividade | Legislação |

pág. 12

Importações agrícolas têm novas regras

| Quqlidade|

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A batata doce na Escola do Sabor da Ceagesp

Consulte a tabela de caminhões novos e usados Pág. 26

Baixa -4,91%

Baixa -1,31%

Frutas

Legumes Baixa -2,57%

Geral

Verduras Alta

0,75%

Diversos Alta

4,27%

Pescado

Índice Ceagesp - Abril 2011

Baixa -1,19%


Editorial

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Dedicação e maturadidade fizeram a diferença em 10 anos O sucesso de dez anos de Femetran não foi um resultado espontâneo. Foi a dedicação de profissionais que ao longo do tempo procuraram transmitir ao evento uma motivação por grandes desafios. Os entraves no setor de transporte e logística na cadeia de produção e comercialização de produtos in natura são velhos conhecidos do mercado. Após o surgimento da Femetran, os permissionários puderam de uma forma simples

O maior evento de transporte, movimentação e logística de produtos hortifrutícolas comemora uma década

anos

FEMETRAN

PROMOÇÃO GANHE CAMISAS OFICIAIS DE TIMES DE FUTEBOL

Deixando a história um pouco de lado, um dos aspectos mais importantes da feira é a reunião e a diversificação de produtos que conferem ao visitante uma grande oportunidade de criar novas opções de compra. Nesta edição o leitor acompanha os principais momentos do

COMO ANDA A FROTA DE CAMINHÕES DOS ENTREPOSTOS FUTPÉDIA PRINCIPAIS TIMES DO FUTEBOL BRASILEIRO

primeiro dia de feira, com um relato fotográfico dos expositores. Veja ainda que os caminhões de fora de São Paulo também terão que passar pela inspeção veicular, já obrigatória para veículos da capital. Conheça mais o mercado de entrepostos de abastecimento e todos os mecanismos ligados a este segmento através das notícias do Jornal Entreposto. Tenham uma boa leitura!

Revista Femetran 2011 aborda os assuntos de transporte e logística Lançada como suplemento editorial da Femetran, a revista aborda os principais temas do setor de transporte, movimentação e logística de produtos hortifrutícolas.

Ano II - N° 2 | Maio - 2011 Maio - 2011 | REVISTA FEMETRAN

EMBALAGEM A BELEZA TAMBÉM É VISTA COMO INVESTIMENTO PARA DESTACAR PRODUTOS NO MERCADO

comparar os diversos equipamentos disponíveis no mercado. Dessa forma, puderam começar a modernização de suas empresas.

Na edição de 2011 o leitor pode acompanhar as novidades da feira, os expositores e matérias como:

“Embalagem - A beleza também é vista como investimento para destacar produtos no mercado”, a narrativa dos dez anos de Femetran e um especial sobre esportes, com a Futpédia de Clubes Brasileiros. Informações: (11) 3831-4875

Erramos Diferentemente do informado na matéria “Dólar em queda prejudica exportação de maçãs”, publicada na página 06 da edição de abril, o país embarcou 90,8 mil toneladas de maçãs e não 90,8 milhões de toneladas.

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Femetran 2011 comemora uma década de sucesso A Feira de Transportes, Movimentação e Logística de Produtos Hortifrutícolas representa um marco na modernização do segmento de entrepostos, trazendo por dez anos novidades do setor para os permissionários

O setor de transporte, movimentação e logística mudou muito no Brasil nestes últimos dez anos. A capacitação do segmento decorre dos investimentos realizados na geração de mão-de-obra especializada e no emprego de equipamentos modernos para operação do sistema de cargas. Durante este período, a Femetran incentivou e promoveu o crescimento e renovação da frota de caminhões para transporte de hortifrutícolas e influenciou o mercado a adquirir novos padrões e modelos para o setor de logística e movimentação de cargas de produtos in natura. “Mas avaliamos que há muito a ser aprimorado para que o mercado se torne altamente equipado e dinâmico”, avaliou José Felipe G. de Jesus, diretor da feira. “Por isso, a relação deste evento com a Ceagesp vem sendo aprimorada a cada edição. Os permissionários vêm participando cada vez mais, o que proporciona uma perspectiva de maior interatividade entre

expositores e potenciais clientes, já que o entreposto é uma comunidade que vive do comércio e do transporte de mercadorias”, concluiu. Paticipam do evento de 2011 empresas como a Volkswagen Caminhões, Mercedes-Benz, Iveco, Volvo, Ford, GM, Scania, Garret, Motores MWM, Consórcio Embracon, Pneulinhares. A direção da Femetran também proporcionou uma atração promocional para premiar os visitantes. A promoção “Meu Time do Coração”, um jogo com dardos onde o participante aposta no seu time e pode ganhar camisas oficiais e bolas promocionais da Femetran, tem gerado filas e agradado muito aos apostadores. A expectativa sobre os resultados da feira são otimistas, principalmente pelo bom momento econômico e a necessidade de modernização das frotas. Os resultados você acompanha na próxima edição do JE.

Veja mais fotos na seção de Transportes

Págs. 28 e 29

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Femetran 2011 comemora uma década de sucesso A Feira de Transportes, Movimentação e Logística de Produtos Hortifrutícolas representa um marco na modernização do segmento de entrepostos, trazendo por dez anos novidades do setor para os permissionários

O setor de transporte, movimentação e logística mudou muito no Brasil nestes últimos dez anos. A capacitação do segmento decorre dos investimentos realizados na geração de mão-de-obra especializada e no emprego de equipamentos modernos para operação do sistema de cargas. Durante este período, a Femetran incentivou e promoveu o crescimento e renovação da frota de caminhões para transporte de hortifrutícolas e influenciou o mercado a adquirir novos padrões e modelos para o setor de logística e movimentação de cargas de produtos in natura. “Mas avaliamos que há muito a ser aprimorado para que o mercado se torne altamente equipado e dinâmico”, avaliou José Felipe G. de Jesus, diretor da feira. “Por isso, a relação deste evento com a Ceagesp vem sendo aprimorada a cada edição. Os permissionários vêm participando cada vez mais, o que proporciona uma perspectiva de maior interatividade entre

expositores e potenciais clientes, já que o entreposto é uma comunidade que vive do comércio e do transporte de mercadorias”, concluiu. Paticipam do evento de 2011 empresas como a Volkswagen Caminhões, Mercedes-Benz, Iveco, Volvo, Ford, GM, Scania, Garret, Motores MWM, Consórcio Embracon, Pneulinhares. A direção da Femetran também proporcionou uma atração promocional para premiar os visitantes. A promoção “Meu Time do Coração”, um jogo com dardos onde o participante aposta no seu time e pode ganhar camisas oficiais e bolas promocionais da Femetran, tem gerado filas e agradado muito aos apostadores. A expectativa sobre os resultados da feira são otimistas, principalmente pelo bom momento econômico e a necessidade de modernização das frotas. Os resultados você acompanha na próxima edição do JE.

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Fruticultura

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FOTOS: PAULO FERNANDO COSTA

FRUTAS DO ETSP

Pico de safra eleva oferta de caqui na Ceagesp Apesar das adversidades climáticas, vendas da fruta seguem em alta no atacado

Caqui, um aliado da boa saúde De acordo com diversos estudos acadêmicos, o caqui (Diospyros kaki) impede acúmulo de radicais livres no organismo e previne doenças e envelhecimento precoce. Os efeitos do extrato da polpa de caqui foram comprovados em testes in vitrorealizados pela nutricionista Luana Taquette Dalvi, do Departamento de Nutrição da UnB (Universidade de Brasília). A pesquisadora destaca que a fruta é rica em carotenoides como o betacaroteno (substância também presente em cenouras e abóboras), além de ser fonte de vitamina C. A presença

desses compostos, entre outros, explicaria a ação antioxidante do caqui. Entretanto, a nutricionista alerta que o consumo de caqui deve ser controlado, pois a fruta tem alta concentração de açúcar e frutose, que representam até 60% de seu peso. “O ideal é ingerir grande variedade de frutas e, se possível, consumir um caqui por dia”, recomenda. Outro grande aliado da boa saúde é o vinagre de caqui, que surge diretamente da fermentação natural da fruta. Além de um aroma especial, ele não “queima” as verduras após o tempero, pois não contém álcool.

Além dos supermercados e feirantes, atacadistas de outras Ceasas também compram o caqui da Monte Verde, revela o produtor Sérgio Aguena

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hões que chegam ao box todos os dias”, acrescenta. No começo da safra, em março, a caixa de seis quilos de rama-forte era negociada a R$ 18. “Com o decorrer da colheita, esse valor caiu. Hoje, o preço varia entre R$ 12 e R$ 15”, informa. Segundo o produtor Sérgio Aguena, as vendas deste ano estão melhores que as da safra passada. No box da Monte Verde, a variedade rama-forte responde por 90% da comercialização. “Esse caqui é o mais saboroso de todos”, explica.

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A comercialização das variedades rama-forte, fuyu, guiombo e kyoto não foi abalada pelos problemas climáticos registrados durante a �lorada da fruta, em dezembro, e as chuvas de granizo que caíram em abril em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. “O preço está 50% mais elevado do que praticado no ano passado, mas a procura não caiu”, informa Cleber Caldas, gerente comercial da Boa Estrela, que comercializa cerca de quatro mil caixas diariamente do produto. “São dois camin-

Segundo Cléber Caldas, da Boa Estrela, embalagem de 1,6 kg, além de agregar os valores da caixa e da mão de obra, atrai perfil diferenciado de consumidor


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Fruticultura

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PRODUÇÃO

Caqui, o doce sabor que vem do Oriente País produz quase 180 mil toneladas por ano; estado de São Paulo é o maior produtor, com mais de um milhão de plantas O caqui tem origem asiática e foi introduzido no Brasil no �inal do século 19. O cultivo ganhou destaque mesmo a partir de 1920, quando os primeiros imigrantes japoneses começaram a chegar ao país. A in�luência oriental está presente nas regiões onde o plantio da fruta está concentrado, caso do município paulista de Mogi das Cruzes, um dos maiores produtores brasileiros e onde há uma forte presença de descendentes nipônicos. Fruta típica de clima subtropical e temperado, o caqui �loresce bem da Bahia à região Sul. Mas é o estado de São Paulo que concentra mais de 90% da produção nacional, com 1,2 milhão de plantas espalhadas em uma área que supera quatro mil hectares. De acordo com dados do Ibraf (Instituto Brasileiro de Frutas), o país produz cerca de 180 mil toneladas da fruta por ano. No mercado interno, o consumo de caqui está aumentando progressivamente devido às suas qualidades e preços relativamente acessíveis. Nos últimos anos, houve uma maior procura por frutos não taninosos (aqueles que não “amarram” a boca), cujos frutos são de boa consistência, podendo atingir mercados mais distantes e serem cotados com melhores preços. Já no mercado externo, o caqui possui grande aceitação, especialmente no Japão, alcançando preços relativamente compensadores. A colheita do caquizeiro ocorre de fevereiro a junho, com picos de produção entre março e abril. O caquizeiro pode atingir até 12 metros de altura e apresenta um desenvolvimento inicial lento, já que os primeiros frutos só aparecem em plantas

com três ou quatro anos de idade, e a produção plena, aos oito anos. Por outro lado, o caquizeiro tem uma vida muito longa, chegando a atingir mais de um século, com alta produção comercial por 30 ou 40 anos. O caquizeiro demanda terras profundas, frescas, permeáveis, bem drenadas, férteis e com abundância de matéria orgânica. Não tolera solos secos, nem úmidos o tempo todo. Quando o terreno for inclinado, é preciso fazer curvas de nível a �im de impedir o surgimento de valetas ou buracos. Apesar de poucos problemas �itossanitários, é necessário prevenir o pomar de caqui de pragas como mosca-das-frutas, lagarto-dos-frutos, besouro-delimeira e ácaro. Quando atacada, a fruta tem preços depreciados no mercado. Variedades

As cultivares de caqui no Brasil podem ser divididas em três grupos, de acordo com a cor da polpa e a presença de tanino, substância que provoca a sensação de que a fruta “amarra na boca”. O caqui amarelo sibugaki é o mais taninoso, o que pode ser suavizado colocando-se álcool ou vinagre no cálice da fruta. O grupo intermediário, que torna-se taninoso quando não polinizado, é chamado de chocolate, no qual se destacam as variedades rama-forte e giombo. A cultivar mais conhecida é a fuyu, exportada para a Europa. Além de ser consumida in natura e aproveitada na culinária, a fruta madura também pode ser usada para produzir vinagre. Cada dez quilos de caqui rendem entre quatro e cinco litros.

Produtor de Piedade abre seu pomar aos visitantes

No �inal da década de 1950 a família Sakaguti, de imigrantes japoneses, se instalou em Piedade, onde realizou o plantio de 800 pés de caquis das espécies Taubaté, Coração de Boi e Fuyu. Hoje a cidade, localizada a cem quilômetros da capital paulista, é um dos maiores

produtores nacionais de caqui e é lá que o agricultor Márcio Sakaguti encontrou uma forma diferente de vender a sua produção, de cerca de 50 toneladas. O produtor abre as portas de seu sítio para que os visitantes possam conhecer de perto sua plantação. Quem faz a colheita são os próprios visitantes, que têm a oportunidade de experimentar como é um dia na roça. A ideia surgiu em 2006, depois que Sakaguti participou de um curso de turismo rural e encontrou uma nova oportunidade de ganhar dinheiro. O projeto deu tão certo que hoje, o “Colha e Pague”, como é chamado, atrai cerca de cinco mil visitantes por ano.

A plantação tem mil pés cultivados de forma orgânica e rende em média 50 toneladas entre março e abril, período em que a porteira do sítio Sakaguti �ica aberta aos visitantes. “Do total da produção, vendo 30% na Ceagesp e o restante �ica disponível para ser colhido pelos visitantes, que muitas vezes comem o caqui ali mesmo”, diz Sakaguti. O evento é realizado todos os anos na época da colheita da fruta entre março e abril e cada visitante paga uma taxa de três reais, revertidos a entidades bene�icentes da cidade. Outra opção é colher e levar o caqui para casa. Neste caso, o visitante paga quatro reais por quilo e não tem limite de quantidade por pessoa. (v.c.)

Tão importante quanto cuidar do solo é atentar para a redução de perdas na pós-colheita. Em Nova Friburgo, região serrana do Rio de Janeiro, produtores de caqui e morango estão experimentando novas embalagens feitas de papelão e plástico para proteger os frutos de injúrias. Ao mesmo tempo, as novas embalagens permitem a criação de uma identidade visual, diferenciando os produtos nas prateleiras. O projeto é uma iniciativa da Embrapa em parceria com o Sebrae e as associações de produtores. O pesquisador da Embrapa, Marcos Fonseca, destacou que o uso de embalagens de papelão e plástico, em substituição às de madeira, preserva a qualidade dos produtos, reduzindo as perdas. Pesquisa realizada pela instituição com o caqui constatou que 62% dos frutos transportados em caixas de

madeira apresentavam algum defeito. Fonseca acredita que a parte de pós-colheita pode ajudar nesse processo, “porque, com a melhoria nos processos de seleção, classi�icação e embalagem de frutas e hortaliças, pode-se fazer com que o produtor tenha uma melhor remuneração e melhor competitividade no mercado”. No caso de Nova Friburgo, segundo o pesquisador da Embrapa, um problema que ainda persiste em relação ao caqui é a qualidade da fruta que vem do campo e vai para a embalagem. O trabalho agora é o de conscientizar os produtores a fazerem uma avaliação global, entendendo que um produto de melhor qualidade levará a uma perda menor e maior retorno econômico. Na avaliação de Fonseca, os produtores devem melhorar a técnica de destanização do caqui e manusear a fruta com cuidado para que ela

não perca a qualidade na hora de ser embalada, além de investir em análise de solo e cuidados pós colheita. Recentemente, os produtores de caqui da cidade foram incluídos no Programa de Aquisição de Alimentos do governo federal que adquire produtos oriundos da agricultura familiar. Uma das exigências do programa era de que o caqui fosse embalado em caixas de papelão. Assim, os produtores já puderam perceber a diferença e o retorno �inanceiro que podiam obter com a nova forma de embalamento, pois antes eles vendiam uma caixa de madeira com 20 quilos por R$ 10. Já o caqui entregue ao PAA, acondicionado em caixa de papelão, é vendido por R$ 6,00 na embalagem com 3,5 quilos. ”Eles viram que é possível agregar valor ao produto, ainda temos um bom caminho a trilhar, concluiu o pesquisador da Embrapa. (V.C.)

O agricultor Márcio Sakaguti encontrou no turismo rural uma nova forma de vender sua produção de cinquenta toneladas de caqui

Novas embalagens buscam reduzir perdas da fruta


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Agricultura

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Citricultores de SP alcançam produtividade acima da média no Estado Nova geração de agricultores atinge produtividade que pode ser até duas vezes maior que a média do parque citrícola Com foco em rentabilidade e controle de doenças desde a implantação do pomar, uma nova geração de citricultores está investindo no Sudoeste do Estado e conseguindo excelentes resultados: a produtividade pode ser até duas vezes maior que a média do parque citrícola. Valendo-se do clima mais ameno em comparação às regiões Norte e Noroeste e da distância do foco de doenças, como o greening, o produtor do Sudoeste

vive uma realidade bem diferente de seus colegas mais tradicionais, nas chamadas “ilhas de produtividade”, resultado da ação empresarial dessa nova geração, aliada às boas e modernas práticas orientadas por consultorias agrícolas especializadas – o que é comum entre a maioria dos produtores locais. Os níveis alcançados chamam atenção. Plantas jovens, em sua primeira produção, equiparam-se aos números

obtidos pelos antigos pomares de São Paulo. O isolamento do local em relação a outros pomares mais tradicionais foi fundamental para a decisão do agrônomo Luiz Carlos Rando Rosolen de produzir citros na região de Itaí há cinco anos. A ameaça das doenças, especialmente do greening, tem sido decisiva para diferenciar o citricultor que investe em tratos culturais adequados. “Hoje o produtor que não cuida muito

Produtor tem três novas cultivares de batata-doce

A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) está lançando três novas cultivares de batata-doce, que apresentam uma produtividade superior a 32 toneladas por hectare – quatro vezes maior do que à média brasileira de oito toneladas – e atendem a demandas especí�icas dos consumidores, como coloração e maior ou menor grau de suculência. De acordo com a empresa, o novo trio tem a intenção de atender necessidades da ponta �inal do processo, os consumidores. Itens como sabor, cor e suculência estão presentes. A BRS Amélia, de coloração rosa clara e rica em pró-vitamina A, conta com um alto teor de suculência, tendo um grande destaque na questão culinária. “A BRS Amélia salienta-se pela grande aceitação do consumidor devido ao sabor e à cor da polpa, um alaranjado intenso. Quando cozida, a textura é úmida e melada, macia e extremamente doce”, comenta o pesquisador

Luís Antônio Suíta de Castro, responsável pela seleção das variedades. A cultivar também está relacionada com a questão da boa saúde. A pró-vitamina é um componente nutricional essencial para a população, principalmente a infantil. Na questão da produtividade, ensaios da Embrapa e testes com agricultores chegaram a 32 toneladas por hectare. A BRS Rubissol, com casca avermelhada, destaca-se pela uniformidade das batatas-doce. Possui excelentes características para consumo de mesa, mas também pode ser utilizada no processamento industrial. A produtividade é outro atrativo. A média é de 40 toneladas por hectares. Já a BRS Cuia tem coloração creme e pode chegar a até 60 toneladas por hectare. Ganha destaque na questão culinária devido ao tamanho relativamente grande das batatas. Também apresenta boa adequação ao processo industrial.

Seleção

Os produtos foram desenvolvidos pela Embrapa Clima Temperado por meio de um longo processo de seleção genética por competição. O primeiro passo foi reunir 70 acessos genéticos de batata-doce existentes no Rio Grande do Sul. Durante dez anos, foi feita a seleção desse material para identi�icar as de maior potencial. As cultivares selecionadas ainda passaram por um processo de eliminação de doenças, gerando plantas de batata-doce livres de qualquer vírus e com maior produção. “A grande produtividade vem justamente do fato de ter havido uma seleção de material genético de maior qualidade e de ter ocorrido a eliminação de doenças”, explica Castro.

bem do pomar, em pouco tempo, perde o negócio”, acredita Rosolen. Um exemplo disso é que até 2004, quando a doença foi detectada pela primeira vez no Brasil, eram feitas apenas quatro inspeções de greening por ano, hoje são 24. A Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo estabelece que o intervalo entre as inspeções seja de 90 dias, mas os agrônomos da Campo,

Senado aprova projeto que regulamenta produção de agrotóxicos genéricos

A Comissão de Agricultura do Senado aprovou, em caráter terminativo, o projeto de lei que regulamenta a produção de agrotóxicos genéricos no país. O relator da matéria, senador Waldemir Moka (PMDB-MS), argumentou que a proposta irá estimular a produção desse tipo de produto e implicará na queda dos preços dos alimentos no país, além de fortalecer a competitividade do setor. O projeto segue agora para a Câmara dos Deputados. Nas compras feitas pelo poder público, deverá ser dada preferência ao defensivo agrícola genérico,

quando houver igualdade de preços. O relator acrescentou ainda que o Brasil usa anualmente mais de 600 mil toneladas de defensivos agrícolas na plantio de alimentos e que o produto tem impacto direto no preço. “É su�iciente, para nos posicionarmos favoravelmente ao projeto, a expectativa dos efeitos positivos advindos da redução dos custos de produção pela disponibilidade de mais produtos defensivos concorrentes, do aumento da oferta de produtos agrícolas e da redução do preço dos alimentos”, diz trecho do relatório.


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Agricultura

consultoria especializada em citros, que atende Rosolen e outros produtores da região, preferem indicar um intervalo menor. “Mesmo assim você não descarta a possibilidade de encontrar a doença. Se pular uma pulverização, corre o risco de comprometer a integridade do pomar”, orienta Roberto Salva, agrônomo da Campo. Para Rosolen, o investimento em tratos culturais diferenciados vale a pena. “A mentalidade da nova geração de citricultores é diferente e o custo maior para cuidar do pomar, de acordo com as recomendações técnicas, é compensado”, avalia. O produtor calcula que a produtividade de seu pomar será de três caixas (40,8 kg) por planta – índice precoce, comparado com a média, que antecipará o retorno do investimento em, aproximadamente, um ano. Em 2010, segundo dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA) a média de produtividade nos pomares foi de 1,75 caixa por planta. Em 2009, 1,9. Os dados de 2011 devem sair em maio.

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Produção O segundo levantamento da safra 2011 de laranja do estado de São Paulo aponta para uma produção de 354,98 milhões de caixas de 40,8 quilos da fruta no estado de São Paulo. Deste montante, 85% (302,98 milhões de caixas) é destinado às indústrias processadoras de suco e 15% (51,99 milhões de caixas) para o mercado in natura. A área ocupada com laranja no estado soma 601,6 mil hectares e a produtividade média é de 1,9 caixa/pé. O levantamento da fruta começou a ser realizado no segundo semestre de 2010. Nesta edição, �icou constatado a tendência de um aumento na produção, estimado em 19,3%, apesar da queda da área cultivada em 1,2%. Isso ocorreu em função da tecnologia aplicada nos pomares e do adensamento dos pomares novos, além do clima favorável. O estudo foi feito por probabilística estrati�icada, seguindo o critério de segmentação. Os dados foram coletados entre março e abril deste ano, mediante aplicação de questionários junto às unidades de produção agrícola.

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Importação de produtos agrícolas tem novas regras Lista inclui frutas da Argentina e planta vinda da África do Sul O Ministério da Agricultura aprovou o Sistema Integrado de Medidas Fitossanitárias de Mitigação de Riscos (SMR) para a praga Cydia pomonella nas culturas de maçã, pera e marmelo vindos da Argentina. O sistema será implementado nas zonas de produção dos três frutos na Argentina que destinam sua produção à exportação para o Brasil e prevê procedimentos para registro e inscrição dos pomares, tratamentos fitossanitários obrigatórios, monitoramento durante a colheita, inspeção e certificação. As normas estão descritas na Instrução Normativa nº 18, publicada no Diário Oficial da União de 20 de abril e segundo o Minist´rio, o objetivo é reduzir o risco quarentenário em relação à praga – uma lagarta que ataca principalmente os frutos da maçã. Segundo o diretor-substituto do Departamento de Sanidade Vegetal (DSV) do Ministério da Agricultura, Carlos Artur Franz, a auditoria do SMR será feita em território argentino, pelos menos duas vezes por ano, por técnicos do departamento. “Esses compromissos foram firmados em duas reuniões bilaterais ocorridas em Buenos Aires e em Brasília, no início deste ano. As propriedades que não cumprirem os requisitos constantes na norma poderão ter cargas rechaçadas ou mesmo ser descredenciadas a exportar para o Brasil na safra em curso”, afirma. De acordo com Franz, algumas medidas já vêm sendo adotadas pela Argentina desde 2002, quando foi firmado um acordo para a exportação das referidas frutas. Neste ano foi autorizado que os envios sejam realizados via marítima e a entrada no Brasil ocorrerá pelos portos localizados em estados menos suscetíveis à praga – como Ceará, Pernambuco, Bahia, Espírito Santo e São Paulo. Essa forma de transporte evita o trânsito das cargas pelo Sul do Brasil, onde estão as principais regiões produtoras de maçã.

FOTO: PAULO FERNANDO COSTA

Saiba mais A Cydia pomonella é a principal praga da macieira e tem grande potencial para causar perdas econômicas, seja pela perda de frutos ou pelo fechamento de mercados externos. É considerada uma praga quarentenária, ou seja, encontrase restrita em áreas urbanas e sob controle oficial do Ministério da Agricultura. O objetivo principal do controle prévio é erradicá-la até 2012 e evitar que ela se disperse para os pomares comerciais e as regiões produtoras. Hoje, quase 100% do mercado brasileiro de peras é abastecido pela Argentina. Só no ano passado, o Brasil importou 151,3 mil toneladas do produto do país vizinho. De maçãs, foram 48,4 mil toneladas e de marmelos, 44,2 t. Flor-da-fortuna

Outra norma do Ministério determina os requisitos fitossanitários para a importação de mudas sem raiz de Kalanchoe blossfeldiana da África

do Sul. Trata-se de uma planta ornamental popularmente conhecida no Brasil como “florda-fortuna”, cultivada principalmente em residências. As amostras deverão estar livres de restos vegetais, impurezas e material de solo, além de vir acompanhadas de certificado fitossanitário emitido pela Organização Nacional de Proteção Fitossanitária (ONPF) da África do Sul. De acordo com o ministério, o objetivo principal é impedir a possível entrada de quatro tipos de pragas que não existem no Brasil. “São pragas que não ocorrem no Brasil, mas que podem se disseminar para outras plantas e causar grandes prejuízos. Por isso, é necessário fazer o tratamento na origem para minimizar riscos”, explica o chefe da Divisão de Análise de Risco de Pragas do Ministério da Agricultura, Jefé Leão Ribeiro. A Instrução Normativa nº 14 também determina que sejam especificadas informações sobre os produtos utilizados no tratamento da planta. Os

exemplares importados serão inspecionados no ponto de ingresso no Brasil e terão amostras coletadas e enviadas para análise nos laboratórios oficias ou credenciados. Em caso de constatação de alguma praga, a ONPF do país de origem será comunicada e o órgão correspondente do Brasil poderá suspender as importações. A flor-da-fortuna pertence à família das crassuláceas e é originária da África. Trata-se de uma planta pequena – que alcança altura máxima de 30 centímetros – com flores coloridas e resistente ao calor. O apelido vem de uma antiga lenda, na qual um anjo teria transformado moedas de ouro em uma planta exótica para não serem roubadas de uma menina. Desde então, a dona do tesouro passou a rezar e a fazer caridade em agradecimento. Quando ela morreu, uma planta de flores perfumadas nasceu de dentro do seu túmulo e foi batizada de flor-da-fortuna. Até hoje, a variedade é utilizada em simpatias para ganhar dinheiro e realizar casamentos.

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PESQUISA

Embrapa disponibiliza sementes de nova variedade de berinjela

A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) está disponibilizando aos horticultores brasileiros sementes da nova berinjela Ciça. Segundo a empresa, a cultivar é um híbrido originário do cruzamento entre um genótipo resistente à antracnose e outro resistente à podridão-de-fomopsis, doenças que causam severos danos à cultura. Os frutos da berinjela Ciça apresentam coloração roxoescuro brilhante e formato oblongo-alongado, com 22 cm de comprimento por 8 cm de diâmetro e cerca de 350 g de peso. Em condições favoráveis, a cultivar tem produzido até 120 t de frutos por hectare. As folhas, de coloração verde-escura, não possuem espinhos, o que facilita o manuseio durante a colheita. Além da resistência a doenças, a Ciça apresenta boa adaptação a variações climáticas, uniformidade do fruto e planta, e boa conservação pós-colheita. Em condições de horticultura convencional, a cultivar tem se mostrado mais rústica, necessitando de um número menor de pulverizações, aumentando a sua sustentabilidade ambiental e diminuindo os custos de produção. Em regiões onde não ocorrem geadas, a Ciça pode ser plantada durante o ano todo. A colheita geralmente é feita 60 dias após o transplantio.

Origem

A berinjela (Solanum melongena), uma solanácea arbustiva originária da Índia e de fácil cultivo nos trópicos, pertence à mesma família do pimentão, da batata e do tomate e é sensível ao frio, a geadas e ao excesso de chuva durante floração. Seu fruto vem ganhando cada vez mais espaço na mesa dos brasileiros. Preparada à milanesa, ao forno ou recheada, é uma grande fonte de sais minerais e de vitaminas.


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VOLVO VM

no campo ou na cidade sua economia nรฃo para

nem para abastecer

Cinto de seguranรงa salva vidas

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Apas

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FOTOS: PAULO FERNANDO COSTA

Apas 2011 termina com saldo positivo

Permissionários da Ceagesp participam da maior feira latinoamericana do setor supermercadista

Congresso de Gestão

Foram quatro dias de muita informação, atualização e bons negócios. O público pôde conferir importantes palestras e debates sobre os mais diversos assuntos, como tendências de consumo, varejo, inovação, produtividade, gestão de produtos, criação de valor, marketing, estratégia, comunicação, redes sociais, finanças e tecnologia, avaliação de pessoas, entre outros. “O Congresso da APAS é importantíssimo do ponto de vista econômico, social e de inovação tecnológica”, destacou o governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin.

O governador Geraldo Alckmin, o presidente da Apas, João Galassi, e o presidente da Câmara Federal, Marco Maia

Como parte da programação, também foram realizadas visitas técnicas monitoradas, para comprovar na prática as experiências que fazem sucesso, além de workshops gratuitos para os funcionários da área operacional; a Arena do Conhecimento, para a aplicação de boas práticas no autosserviço do dia a dia.

A feira foi um sucesso. Aumentamos o volume de negócios, fechamos convênios importantes para a profissionalização do setor e ainda discutimos temas relevantes para o futuro do mercado supermercadista João Galassi Presidente da Apas

Cinco bilhões de reais em negócios – representando um crescimento de mais de 10%, comparado ao evento anterior –, 550 expositores, 100 palestras com especialistas de renome do Brasil e do exterior, mais de 70 mil inscritos, 3,7 mil congressistas e nada menos que 68 mil metros quadrados para a área de exposição. Este é o balanço do 27º Congresso de Gestão e Feira Internacional de Negócios em Supermercados, promovido pela Apas (Associação Paulista de Supermercados) entre os dias 9 e 12 de maio, na capital paulista. Além dos negócios fechados, o evento rendeu bons frutos, com a assinatura de quatro convênios – Escola Digital de Supermercados (e-super), com o lançamento imediato de seis cursos a distância; parceria entre a Apas e o governo para reduzir as sacolas plásticas em todo o estado; o Via Rápida, que prevê treinamento para profissionais desempregados; e o da criação da Câmara Técnica do Comércio Supermercadista, em parceria com o Procon paulista. De olho na expansão desse setor que cresceu 7,5% no ano passado e faturou R$ 201,6 bilhões, permissionários de diversos setores da Ceagesp marcaram presença na exposição.


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Cá entre nós

As festas de maio Por Manelão

Aproveitei o Dia do Trabalho, comemorado em 1º de maio, para ir em romaria à Aparecida fui pedir bênçãos à padroeira do Brasil para todos aqueles que estão relacionados ao trabalho da Ceagesp.

FOTO: FABIANA CRISTINA PELEGRIN

No dia 6, a Nossa Turma comemorou o Dia das Mães, oferecendo às genitoras o presente produzido pelas crianças com a ajuda das mestras. Juntos, mães e filhos puderam saborear o delicioso bolo gentilmente ofertado pela tia Cida, da padaria Nativa.

No dia 12 estive no grupo de permissionários convidados a visitar a fábrica da MercedesBenz e pudemos constatar que a tecnologia para a produção de caminhões está super avançada. Depois de todo o processo da linha de montagem, a cada cinco minutos sai um veículo pronto. Quem foi ao parque industrial da montadora adorou e pediu à direção do JE para organizar novos eventos desse tipo.

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No dia 17, como sempre acontece, a abertura da Femetran foi super concorrida e os estandes dos expositores visitados pelos comerciantes, feirantes e, principalmente, pelos motoristas de caminhão.

No dia 15, a Ceagesp recebeu a segunda etapa do circuito Queima do Alho. Três mil participantes saborearam a deliciosa comida tropeira preparada pelas 30 comitivas presentes. Quem ficou em primeiro lugar foi a comitiva “Queima do Alho”, mas a barraca mais concorrida foi da comitiva Capiau, formada pelos cozinheiros Tião, Aristides, Galo, dona Vera e Fabiana, eleita a melhor berranteira da festa. E que ganhou de presente uma linda orquídea.

As Atrações musicais agradaram a todos. Para as crianças, Rebeca Angel, ex-apresentadora do Carrossel Animado, agitou a galera à frente do balé infantil do Raul Gil. E o senhor João Nakashima, um dos primeiros comerciantes da Ceasa, se emocionou ao ver sua netinha dançando no balé. Depois chegou a vez da prata da casa: a dupla Jota Gar-

cia e Mariliense, que relembrou sucessos das duplas sertanejas do passado; Márcio e Fabiano também foram aplaudidos, assim como Júnior Carvalho e Cristiano, a dupla de Indaiatuba que é uma das mais convidadas do circuito da Queima do Alho. Thaís e Eduardo dispensam comentários, pois com charme e simpatia, colocou a galera pra dançar. E no final, a banda Red Fox, com sua música country, não queria deixar a turma ir embora. Sucesso total!

Agradecimentos: aos locutores Marcelo Franco e Índio, que vai animar a festa no Barretão; à DJ Janaína, que não deixou o pique cair; a todos os departamentos da Ceagesp, que nos deram suporte para a festa acontecer; aos permissionários que colaboraram com dinheiro, com ingredientes ou comprando ingressos e àqueles que, na prece silenciosa, pediram a Deus para que tudo desse certo como de fato deu.

Agradecimentos especiais: à Polícia Militar, na pessoa do capitão Guilon, e a você que veio participar do evento. Muito obrigado!

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Qualidade

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O mercado atacadista da Ceagesp paulistana Pesquisa faz raio-x do comércio atacadista do maior Entreposto da América Latina Daiane Mitiko Hirata Anita de Souza Dias Gutierrez Claudio Inforzato Fanale CQH-Centro de Qualidade em Horticultura da Ceagesp

O Entreposto Terminal de São Paulo (ETSP) é um dos maiores centros atacadistas de comercialização de frutas e hortaliças frescas do mundo e a sua �igura central é representada pelo atacadista, permissionário da Ceagesp. O levantamento da percepção do atacadista sobre o seu negócio é o caminho mais curto e e�iciente para compreender o funcionamento do ETSP. Trezentos atacadistas dos diversos pavilhões, com exceção

do MLP, foram entrevistados entre os dias 19 de janeiro e 16 de março, para determinar os principais segmentos e locais de destino das mercadorias vendidas, o sistema de vendas, a utilização de caixas retornáveis, o horário de desenvolvimento das atividades e as principais reclamações sobre o entreposto. Os resultados foram bem interessantes e podem ser conferidos a seguir.

• O maior volume de vendas está no mercado varejista: varejo (41%) e varejo de rua (23%).

Foi perguntado a cada atacadista quem são os seus compradores e qual a porcentagem

de sua venda para cada tipo de comprador. Os segmentos compradores foram divididos em: varejo, varejo de rua, atacadista, distribuidor, alimentação, armazenamento, consumidor e outros. O segmento da alimentação abrange bares, casas de suco, hotéis, restaurantes, refeições coletivas e navios, o do varejo lojas de produtos naturais, lojas especializadas e supermercados e o do varejo de rua ambulantes e feirantes.

Tabela 01:

Porcentagem de venda por segmento comprador Segmentos

%

Varejo

41,20

Varejo de rua

22,84

Atacadista

17,19

Distribuidor

10,88

Tabela 3:

Locais de Destino dos produtos Destinos

%

RMSP

56,12

Outros Estados

22,42

Interior Paulista

20,91

Outros Países Total

0,55 100

• O principal local de destino é a Região Metropolitana de São Paulo (56%), seguido por outros estados (22%) e municípios do interior paulista (21%). Na Região Metropolitana de São Paulo os segmentos compradores mais expressivos são o varejo (41%) e o varejo de rua (23%). As lojas especializadas respondem por 58% do volume do varejo e os feirantes por 74% do varejo de rua. Tabela 04

Participação dos diferentes sistemas de venda • A maior parte das vendas é feita diretamente para o comprador na empresa atacadista (36,42%), seguida pela venda por Nextel (35,96%).

6,81

Outros

0,83

Sistema

Armazenamento

0,17

Direto ao Comprador

36,42

Consumidor

0,08

Nextel

35,96

Telefone

16,05

100

• As lojas especializadas (58%) predominam no varejo e os feirantes (74%) no varejo de rua. Dividimos o varejo em lojas especializadas (varejões, sacolões, quitandas e frutarias) e supermercados, e o varejo de rua em feirantes e ambulantes.

• Os atacadistas são especializados por segmento: 45% no varejo, 14% no mercado atacadista dentro e fora da Ceagesp, 12% no varejo de rua, 7% no distribuidor e 6% no serviço de alimentação. A maioria da venda para o mercado atacadista (58%) é feita dentro do próprio entreposto paulistano. Foram considerados como atacadistas especializados no segmento, aqueles que apresentam 50% ou mais de sua venda para aquele segmento. Tabela 02.

Porcentagem dos atacadistas com concentração de vendas de 30% a 50% e acima de 50%, por segmento na população entrevistada

%

E-mail

5,56

Encomenda

5,40

Outro

0,62

Total

100

Utilização de caixas retornáveis de madeira e de plástico • O atacadista exerce outras atividades como classi�icação (22%), embalamento (21%) e distribuição (19%). A maioria pratica os serviços de classi�icação (61%) e embalamento (51%) em mais de 80% das mercadorias compradas. • As caixas retornáveis são utilizadas por 70% dos atacadistas e a maioria deles (42%) trabalham com os dois tipos de caixa – plástico e madeira. Segmentos

•Principais causas de reclamações dos atacadistas • As maiores causas de reclamações sobre o funcionamento da Ceagesp listadas por 86% dos atacadistas foram infraestrutura (38%) e sujeira (23%).

Alimentação

Total

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A comparação dos horários de entrada e saída, entre os atacadistas e os compradores mostra que os compradores entram mais cedo e os seus horários de saída são muito semelhantes aos dos atacadistas.

• Os dias de maior movimento na semana são sexta (29%), segunda (26%) e quarta (20%), seguidos por quinta (12%), terça (11%), sábado (1,9%) e domingo (0,1%).

• Até as 13 horas, 80% de toda a mercadoria já foi recebida, 65% das negociações foram feitas e apenas 15% da mercadoria foram retiradas. Até as 19 horas mais de 90% de todas as atividades já foram realizadas. O maior estoque do produto acontece entre 11horas e 13 horas. • Foi perguntado a cada atacadista até que horas do dia 80% das operações de recebimento do produto, de negociação com o comprador e de saída da mercadoria para o comprador já haviam sido realizadas. O grá�ico 01 mostra a porcentagem acumulada do volume de cada operação, em cada hora do dia. • O estoque foi calculado subtraindo a porcentagem de entrada da porcentagem de saída. O maior estoque acontece entre 11 horas e 13 horas, quando praticamente toda a mercadoria foi recebida pelo atacadista, mas ainda não foi retirada pelo comprador, uma diferença entre o volume de recebimento e de saída de 35%.

• Os atacadistas permanecem na Ceagesp em média 14 horas por dia. Há um pico de entrada entre 6 horas e 7 horas (59%) e o de saída entre 17 horas e 20 horas com maior concentração por volta de 18 horas. A comparação dos horários de entrada e saída, entre os atacadistas e os compradores mostra que os compradores entram mais cedo e os seus horários de saída são muito semelhantes aos dos atacadistas.

30 a 50%

acima de 50%

Alimentação

1,3

Atacadista

15,3

14,3

Distribuidor

9,0

6,7

Varejo

20,7

44,7

Varejo de Rua

16,3

12,0

6


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Qualidade

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Ofereça a seu varejista Todo o esforço do produtor e do atacadista na melhoria da qualidade do seu produto numa embalagem mais atraente e na construção de uma marca podem ser facilmente destruídos na gôndola do supermercado. O atacadista da Ceagesp pode melhorar essa situação oferecendo o treinamento ministrado pelo Centro de Qualidade em Horticultura da Ceagesp aos seus clientes varejistas e a seus funcionários. A indicação do atacadista é o primeiro passo para a inscrição do varejista. O primeiro módulo é de quatro horas e fornece noções de fisiologia pós-colheita e as principais regras de recepção, conservação, manuseio e exposição das frutas e hortaliças. Inscreva os seus compradores no 1º módulo de FORMAÇÃO DE ESPECIALISTAS EM FLV. Procure o Centro de Qualidade em Horticultura da Ceagesp (11) 3643-3825/ 3643-3827/ 3643-3890 cqh@ceagesp.gov.br

A batata doce na Escola do Sabor Magali Maria Canil Danielle Manso Bresquiliari Maria Aparecida M.Santana CQH-Centro de Qualidade em Horticultura da Ceagesp

A dificuldade de introduzir novos alimentos na dieta de crianças é uma tarefa difícil para pais e para as professoras e merendeiras. O desenvolvimento de uma metodologia que torne fácil e prazerosa a adoção de novas frutas e hortaliças que diminua a distância entre a criança e a agricultura, através da compreensão das atividades e dos agentes envolvidos entre a produção e o consumo são os objetivos do programa “Escola do Sabor” implantado na Associação Nossa Turma, que já trabalhou com a mandioca e a beterraba e agora está apresentando às criança a batata doce. As hortaliças feculentas são fontes de carboidrato, minerais e vitaminas. Entre elas estão mandioca, beterraba, batata, batata doce, cará e inhame. A batata é a mais popular e muitas vezes, é a única hortaliça feculenta utilizada na alimentação escolar. Contudo, a introdução de outras hortaliças feculentas gera benefí-

cios econômicos, nutricionais e de diversidade ao cardápio. No caso da batata doce, a economia gerada é de 44%, quando comparada à batata inglesa. A batata doce é originária da América Central e é a quarta hortaliça mais consumida no Brasil. A parte consumida é o seu órgão de reserva, uma raiz tuberosa. Ela se desenvolve melhor regiões quentes, com temperaturas acima de 24ºC. A batata doce é cultivada em 111 países, sendo que 90% da sua produção está concentrada na Ásia, 5% na África e 5% no restante do mundo. Apenas 2% da produção acontece em países industrializados, como Estados Unidos e Japão. As principais regiões agrícolas produtoras de batata doce do estado de São Paulo são Presidente Prudente, Araçatuba e Bauru. Existem sete grupos varietais de batata doce comercializados na Ceagesp: Rosada Uruguaia, Rosada Canadense, Rosada Bauru, Amarela, branca, Roxa, Japonesa. Eles são representados no Guia de Variedades que pode ser encontrado em www.ceeagesp.gov.br em HortiEscolha. A batata doce é uma ótima fonte de energia e vitamina A e

100 gramas suprem 43% da necessidade diária dessa vitamina de uma mulher adulta e 60% de uma criança.

A batata doce pode ser utilizada com grande eficiência na alimentação animal (ramas, folhas e raiz) e na produção industrial de farinha, amido e álcool. Ela é muito apreciada no norte e nordeste do Brasil. Doces, massas, chips, pães, bolos são algumas das preparações que podem ser feitas com ela.

As atividades na Nossa Turma já começaram. As crianças já plantaram ramas e raízes na horta, onde poderão observar o seu desenvolvimento, fazer a colheita e, então, ajudar preparar receitas com o produto. Foram desenvolvidos algumas atividades que mostram o caminho percorrido pela hortaliça desde a produção até chegar à mesa do consumidor. Toda terça-feira, as crianças da Nossa Turma ajudam a preparar e experimentam receitas à base de batata doce e a aceitação do produto é avaliada. A empresa Iguape é parceira do programa Escola do Sabor. Ela é responsável pelo fornecimento de batata doce e continua a fornecer também mandioca e beterraba, que já fazem parte do cardápio das crianças.


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Sustentabilidade

Sustentabilidade terá “Conselhão” formado por presidentes de empresas Novo grupo vai auxiliar governo e discutir ações de desenvolvimento sustentável Agência Brasil

Um conselho formado por lideranças empresariais que, juntas, são responsáveis pela metade do Produto Interno Bruto (PIB) do país (Em 2010, o PIB foi R$ 3,675 trilhões) vai auxiliar o governo a elaborar ações em favor de um desenvolvimento sustentável. Dessa forma pretende colaborar para que o Brasil vire referência na chamada economia verde. O novo grupo nasceu no último dia 6 durante reunião do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) – formado por 56 empresas – com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Ele será constituído inicialmente pelos presidentes dessas empresas, que terão canal direto com o Ministério do Meio Ambiente e outros órgãos do governo federal. “Não queremos limitar a questão da sustentabilidade à pasta do Meio Ambiente porque é um tema que precisa ser trabalhado de forma transversal, envolvendo também outros ministérios”, disse a presidenta do CEBDS, Marina Grossi, à Agência Brasil. A pedido da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, outros presidentes de empresas, além das ligadas ao CEBDS, poderão ser integrados ao Conselho de Lideranças em Sustentabilidade, a pretexto de “estreitar o diálogo entre setores”. Na reunião, o novo conselho – que se reunirá a cada três meses – teve a adesão de 17 dos 56 presidentes das empresas associadas ao CEBDS. Entre as propostas já apresentadas está a de divulgar e valorizar a importância do consumidor para a sustentabilidade, quando opta por consumir produtos sustentáveis. Temas como o Plano Nacional de Resíduos Sólidos também deverão ser largamente debatidos pelo conselho. Antes da reunião, a ministra Izabella Teixeira citou algumas vantagens que o Brasil tem para alcançar o posto de referência na economia verde. “Somos o país

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com mais vantagens competitivas. Temos várias iniciativas na área de economia verde e uma matriz energética limpa”, disse. “Temos, também, mecanismos de ativos em torno da biodiversidade das florestas, políticas de mudanças climáticas inovadoras e competitivas, possibilidades de avançar com padrões novos de produção e consumo sustentáveis e de avançar nos ativos de conservação da biodiversidade”, completou. A presidente do CEBDS, Marina Grossi, disse que “a interlocução e diálogo [dos em-

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presários] com o governo visa a Rio+20 (Conferência das Nações Unidas em Desenvolvimento Sustentável, marcada para o ano que vem no Rio de Janeiro) e, também, colocar o Brasil em posição mais competitiva nos próximos 20 anos”. Ela também entende que o país pode ter uma posição de liderança na área de desenvolvimento sustentável no mundo. “Queremos meios para o Brasil se posicionar como liderança verde mundial, e a conversa com o governo serve para acelerar a agenda.”, afirmou.

Sustentabilidade

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PRODUÇÃO AGROECOLÓGICA

Tomate agroecológico custa 84% menos para ser produzido, mostra pesquisa

Sem usar pesticidas ou outros tipo de defensivos, a produção agroecológica pode reduzir os custos do cultivo de tomate em cerca de 84%. É o que defende o engenheiro agrônomo Fábio Leonardo Tomas em sua dissertação de mestrado desenvolvida na Escola Superior de Agricultura da Universidade de São Paulo (Esalq/USP) . Na pesquisa, Tomas avaliou os custos, produtividade e rentabilidade de culturas de tomate feitas em pequenas clareiras na Mata Atlântica, na região de Apiaí, sudeste paulista. “Eu supus que a floresta poderia ser considerada um insumo agrícola, um instrumento da produção”, explicou o agrônomo. A plantação sem agrotóxicos ou aditivos químicos foi comparada a outras, na mesma região, feitas de maneira tradicional. “Nós pudemos perceber que a taxa de infestação por bactérias, fungos e doenças foi muito menor”, conta Tomas. Com isso, foram necessários gastos muito menores para manutenção da cultura. Na produção tradicional cada pé de tomate teve um custo de manutenção médio de R$ 5, enquanto no cultivo orgânico o gasto foi apenas R$ 0, 80 por tomateiro. A produtividade das culturas agroecológicas foi, entretanto, substancialmente menor do que a das lavouras convencionais. Na produção orgânica se obteve uma média de 100 caixas de 25 quilos por mil pés cultivados. As tradicionais alcançaram a marca de 250 caixas a cada mil pés. O preço de venda foi o diferencial. Segundo o pesquisador, o preço médio por caixa do tomate tradicional foi R$ 15, contra R$ 70 do produto orgânico. “A menor produtividade se compensa em um menor custo e uma maior renda”, destacou Tomas. O pesquisador acredita que os resultados obtidos com o tomate também possam ser alcançados em outras culturas. “A gente acredita que o efeito regulador serve para os demais cultivos, porque na floresta estão aranhas, vespas, que são predadores das pragas”, explica. Para Tomas, esse tipo de constatação deve entrar na discussão sobre o papel da reserva legal e áreas de preservação permanente dentro das propriedades rurais. “O produtor convencional muitas vezes enxerga a floresta dentro da sua propriedade, como um estorvo. Ele não considera aquela floresta como um apoio a sua atividade econômica”.


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Ceasas Brasil

Índice Ceagesp tem queda de 1,13% em abril

Pimentão Amarelo

Melancia

64,7%

23,8%

 

Pela primeira vez no ano, o Índice Ceagesp apresenta retração de 1,13% nos preços no atacado dos principais produtos comercializados na estatal. Os setores de frutas, legumes e verduras registraram baixas, apenas os setores de diversos e pescados contabilizaram altas nos preços praticados. No ano, o balizador de preços acumula alta de 8,06% e ligeira elevação de 0,20%, nos últimos 12 meses. “Esperávamos quedas de preços ainda mais acentuadas, principalmente, nos setores de legumes e verduras. No entanto, as atípicas chuvas de granizo ocorridas em meados de abril em importantes regiões produtoras do cinturão verde paulista como Ibiúna, Piedade, Sorocaba, Mogi das Cruzes, Guararema, entre outros municípios acarretaram a redução do volume ofertado e prejudicaram a qualidade dos produtos comercializados nestes setores”, analisa o economista da Ceagesp, Flávio Godas. A retração no setor de legumes foi de 4,91%. As principais quedas de preços foram da ervilha torta (-50,3%), da vagem (-31,6%) e do chuchu (-23,5%). As altas �icaram por conta da berinjela (32%), do pimentão vermelho (57%) e do pimentão amarelo (64,7%). Já o setor de verduras registrou queda de 2,57%. As principais baixas foram do milho verde, do brócolis ninja e da couve-�lor. As elevações �icaram por conta da cebolinha, da couve e da acelga. “Com a normalização da oferta, os preços dos setores de verduras e legumes devem apresentar forte retração em meados de maio, época de redução no con-

Chuchu

-23,5%

Vagem

-31,6%

Índice Ceagesp Abril 2011

Geral

-1,31%

Legumes

-4,91%

Verduras

-2,57%

Pescados

0,75%

Diversos*

4,27%

Frutas

-1,19%

(*) cebola, batata, amendoim, coco seco e ovos Fonte: Ceagesp

sumo de boa parte dos produtos, principalmente das folhas”, prevê Godas. O setor de frutas também computou queda nos preços, com a retração de 1,19%. Laranja lima (-35,3%), atemoia (-25,3%) e o abacaxi havaí (-18%) foram as principais baixas e os aumentos nos preços foram da melancia (23,8%), do maracujá (18,7%) e da uva itália (17%). “O setor também deverá sofrer retração no consumo, principalmente os citros e os frutos tropicais. Desta forma, são esperadas quedas ainda maiores nos preços praticados das frutas”, a�irma Godas. Somente os setores de diversos e de pescados apresentaram elevação nos preços. As principais altas em diversos foram do coco seco (37,6%), dos ovos (8,96%) e da batata lisa (7,51%). As quedas �icaram por conta do amendoim e da cebola nacional. Segundo Godas, o setor de diversos apresentou, no primeiro trimestre, preços muito próximos ao de custo. “Assim, a recuperação de preços, principalmente da batata e cebola é esperada no setor, que deve continuar registrando alta”, avalia. Com relação aos pescados, as principais altas foram do robalo, da tainha e do pintado. As baixas mais acentuadas foram veri�icadas na pescada, no polvo e na cavalinha. “Os pescados, mesmo com a elevação acentuada no consumo em função da Semana Santa, não registraram aumentos de preços expressivos em abril. Passada a época de demanda aquecida, a expectativa é de ligeira queda nos preços”, antecipa Godas.

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Ceasa paulistana cria conselho consultivo

A Ceagesp e as entidades que representam os permissionários do entreposto paulistano instituíram um conselho consultivo, cujo objetivo, segundo a estatal, é manter um canal de diálogo com todos os setores do mercado para a melhorar a qualidade e a e�iciência dos serviços prestados no mercado atacadista. O conselho é formado por 12 representantes titulares e 12 suplentes de permissionários de todos os setores de comercialização do entreposto. Participam ainda as entidades sindicais e associativas, o presidente da Ceagesp, seus diretores operacional e administrativo �inanceiro, além do gerente

do departamento do entreposto da capital. Para o presidente da estatal, Mário Murici, o conselho reforçará a transparência e permitirá uma participação mais efetiva nas discussões e decisões de assuntos de interesse de todos que atuam no mercado. “É uma evolução nas relações entre a Ceagesp e seus permissionários”, avalia. A criação do conselho também atende a uma antiga reivindicação dos permissionários de terem mais participação em decisões que direta ou indiretamente afetam seus negócios. A posse dos conselheiros está prevista para ocorrer até o �inal de maio.

Entreposto de Contagem testa sistema de senhas

A CeasaMinas implantou em caráter experimental um sistema de senhas para atendimento aos usuários do Mercado Livre do Produtor (MLP) de Contagem. Segundo a estatal, o sistema permite aprimorar serviços como marcação de áreas para comercialização, dando ao produtor mais comodidade e liberdade para realizar outras atividades enquanto seu número não é chamado. O painel de senhas funciona aos domingos, terças, quartas, quintas e sextas. O entreposto de Contagem conta com 3,2 mil produtores rurais ativos. Ao marcar a área, o produtor deverá levar seu romaneio personalizado e procurar pelo orientador de mercado res-

ponsável por retirar a senha. No painel consta o número da senha e o guichê ao qual produtor deverá se encaminhar. No MLP, a partir das 14 horas, o produtor que vai aguardar a liberação das áreas de sobras que não foram marcadas pelos barracões do produtor já poderá retirar sua senha, e ser atendidos a partir das 20 horas. Já os produtores que irão utilizar as áreas permanentes que foram liberadas a partir da 0 hora poderão retirar sua senha após as 20 horas. Na Central do Produtor, onde são realizados serviços como o credenciamento dos agricultores, também existe um sistema de senha que funciona de segunda a sexta-feira de 8h às 17h.

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Fecombustíveis garante que Brasil não corre risco de desabastecimento Agência Brasil

A possibilidade de que o Brasil sofra com a falta de combustíveis por causa de uma oferta menor de álcool anidro no mercado foi descartada pelo presidente da Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes), Paulo Miranda Soares. Ele explica que 80% das usinas de álcool já estão produzindo e que a tendência agora é de aumento da oferta de álcool anidro, que é responsável por 25% da composição da gasolina vendida nos postos. “A situação está tranquila em todos estados. Há estoque suficiente do produto para o mercado brasileiro nas usinas de maior porte. Com isso não existe o risco de desabastecimento. Até porque a produção de álcool já foi iniciada em 80% das usinas do país”, disse Miranda à Agência Brasil. “O período mais crítico, por causa da entressafra, é a primeira quinzena de abril. Ele já passou e a tendência é que a situação melhore daqui por diante.” Miranda admite que houve “gargalos logísticos” na distribuição do anidro. “O estoque é suficiente. Só que ele está concentrado nas grandes usinas. Houve uma certa dificuldade operacional porque lá se formaram filas de caminhões para distribuírem o produto. Como a procura aumentou, o preço acabou subindo proporcionalmente”, informou o presidente da Fecombustíveis. Em junho do ano passado, o litro de alcool anidro era vendido a R$ 0,87. “Agora cobram até R$ 3 por litro”, explica Miranda. “Para reverter esse quadro, a Petrobras chegou até a importar anidro de milho dos Estados Unidos. Mas isso teve apenas caráter preventivo, para a formação de um estoque de segurança”, disse. “Alguns postos de bandeira branca [não vinculados às grandes empresas do setor] do interior de São Paulo tiveram mais dificuldades para obter o combustível. Mas isso foi algo isolado, já que 70% do mercado de gasolina estão nas mãos da Petrobras, do Ipiranga, da Shell e da Ale”, argumenta Miranda.

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Transportes

maio de 2011

BALANÇO

Emplacamentos de veículos têm queda de 6,66% de março para abril

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MESES DE CARÊNCIA

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automóveis e comerciais leves, que registraram queda de 5,48% em abril na comparação com o mês anterior (288.749). Em relação a abril do ano passado, quando ocorreram 430.279 emplacamentos de veículos, houve crescimento de 3,81%. No acumulado do ano, houve expansão de 5,64% ante igual período de 2010, mostra o balanço da Fenabrave.

ANÁLISE E APROVAÇÃO SIMPLIFICADAS

E ENTRADA DE %

E JUNDIAÍ

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O número de emplacamentos de veículos teve queda de 6,66% em abril, na comparação com o mês anterior. De acordo com balanço divulgado no início do mês pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), o total passou de 478.538, em março, para 446.666, em abril. Desse total, 272.924 são

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Unica estima queda gradual nos preços do etanol com início da safra

A Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) a�irmou que os preços do etanol anidro e do hidratado devem começar a baixar gradualmente por causa do aumento da oferta do produto, provocado pelo início das atividades da safra 2011/2012 de cana-de-açúcar, na região Centro-Sul do país. Em nota, a Unica comunicou a estimativa de que quase 200 usinas devem fechar a semana em plena atividade, de um total de 335 na região CentroSul. “O aumento já observado no volume de etanol disponível no mercado, combinado com a demanda reduzida, deve forçar os preços para baixo na usina e resultar, eventualmente, em preços menores também na bomba”, diz a nota. Segundo o diretor técnico da Unica, Antonio de Paula Rodrigues, a produção de etanol neste início de safra está priorizando o anidro, que é misturado à gasolina. “Como o consumo da gasolina subiu, é importante assegurar o fornecimento do anidro para a mistura. Conforme a produção crescer e os preços forem se normalizando, o proprietário do carro �lex também deve voltar gradativamente a optar pelo etanol hidratado, que já estará sendo oferecido em volumes mais elevados”, disse Rodrigues. A expectativa da Unica é que os preços médios do anidro e do hidratado, nesta semana, devem registrar queda de 7% a 10% no �inal do dia. A Unica também espera que a oferta de etanol atinja um bilhão de litros em abril. No �inal de abril, a presidente Dilma Rousseff assinou a Medida Provisória (MP) 532, mudando a classi�icação do etanol de produto agrícola para combustível, passando a comercialização, estocagem, importação e exportação do produto para o controle da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Na mesma MP, o governo também determinou a redução do percentual mínimo de mistura de álcool anidro na gasolina. Atualmente, esse percentual varia entre 20% e 25% e, agora, poderá variar de 18% a 25%. As duas medidas são tentativas do governo para reduzir a pressão in�lacionária do álcool combustível, provocada pelo aumento dos preços do produto na entressafra da cana-de-açúcar.


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Tabela de Caminhões

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Femetran 2011

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Expositores da Femetran 2011

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Iveco

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Garret

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Pneulinhares

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Volvo

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Embracon

6

Porto Seguro

7

GM

8

Oslam Multimarcas

9

Scania

8

10 Motores MWM

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Expositores da Femetran 2011

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Pneulinhares

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Apesp

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Espaço Apesp Espaço informativo da Associação dos Permissionários do Entreposto de São Paulo

Nova licitação contratará empresa de limpeza para o entreposto da capital Com a proximidade do vencimento do contrato de coleta e transporte de lixo entre a Ceagesp e empresa contratada, que deverá ocorrer em junho próximo, a companhia está promovendo uma nova licitação. O certame teve inicio em 28 de abril, com a classi�icação das propostas apresentadas pelas seguintes empresas: 1º lugar - Trans-Lix S.A (R$ 9.523.796,40); 2º Construrban Logistica Ambiental Ltda (R$ 11.044.760,16); 3º Ecopav Construção e Soluções Urbanas Ltda (R$ 11.283.623,04); 4º Lara Central de Tratamento de Residuos Ltda (R$ 11.708.713,08) e 5º Leão Ambiental S/A (R$ 12.874.344,00). Embora a proposta da TransLix tenha sido classi�icada em primeiro, a licitante classi�icada em segundo lugar apresentou diversos questionamentos de ordem técnica, o que levou a Ceagesp a promover diligências administrativas para veri�icar a procedência dos questionamentos apresentados contra a primeira classi�icada. O processo ainda não foi concluído. Tendo em vista que a questão do gerenciamento de resíduos tornou-se questão crucial para qualquer sociedade, aqui na Ceasa tal problema reves-

te de mais importância ainda, visto que trata-se de uma de central de abastecimento de alimentos, cuja administradora deve zelar rigorosamente pelos aspectos sanitários da atividade desenvolvida, incentivando a coleta seletiva, estimulando os usuários a praticá-la no dia a dia, desenvolvendo campanhas educativas permanentes. En�im, usando e otimizando todo e qualquer recurso com a �inalidade de reduzir, minimizar, os riscos ambientais proporcionados pelas más condições de higiene e limpeza. A Apesp Insiste que a Ceagesp deve buscar permanentemente o apoio dos usuários do entreposto, pois sem eles os problemas di�icilmente serão resolvidos a contento. A dinâmica do comércio de hortifrutigranjeiros é muito rica em detalhes operacionais e administrativos, envolvendo grande número de pessoas. São milhares de carregadores, motoristas, permissionários, compradores e todos os demais usuários convivendo num mesmo espaço e realizando as mais diversas tarefas com a mesma �inalidade. O espaço de tempo que a empresa de varrição e coleta dispõe para a realização de seu

trabalho é bastante limitado, o que compromete a qualidade do serviço prestado. Entretanto, havendo iniciativas da companhia e de todos os usuários, é possível melhorar e ainda reduzir os custos envolvidos. E havendo sobra de recurso, este poderá ser reinvestido no melhoramento contínuo da e�iciência e qualidade do serviço. Veja os detalhes abaixo: Pregão presencial Nº 003/2011. Processo: Nº 042/2010. Tipo de licitação: menor preço global. Total mensal estimado: R$ 975.621,24 Total anual estimado: R$ 11.707.454,88.

e comercialização de produtos situadas dentro do Entreposto Terminal de São Paulo, de propriedade da Ceagesp, conforme condições estabelecidas no presente Projeto Básico e Plano de Trabalho e demais condições previstas no Edital conforme quantidades e especi�icações constantes do ANEXO I – TERMO DE REFERÊNCIA. 2.1. Os serviços de coleta seletiva, reciclagem, compostagem, transbordo, transporte e destinação �inal de resíduos provenientes das áreas de operação e comercialização de produtos situadas dentro do Entreposto Terminal de São Paulo – ETSP, daqui por diante simplesmente chamados SERVIÇOS, estão especi�icados no presente Edital e detalhados no Anexo I - Memorial Descritivo do presente Edital. DETALHES ESPECIAIS DO EDITAL

2–Objeto: O objeto da presente licitação é a contratação de empresa para prestação de serviços para coleta seletiva conteinerizada, reciclagem, compostagem, transbordo, transporte e destinação �inal de resíduos provenientes das áreas de operação

EQUIPE DE COLETA ENTULHO E TERRA: 12.1. A CONTRATADA Deverá possuir e estar disponível para realização dos SERVIÇOS a serem contratados,

1 (um) caminhão dotado de sistema rollon-rolloff com caçambas de 5 m3 ou 10 m3, com motorista sempre que necessário com a �inalidade de coletar em toda a área do ETSP, os pontos de acumulo de entulho e terra nas dependências do Entreposto. Depois de carregadas as caçambas deverão ser encaminhadas para aterro de inertes devidamente licenciado pela CETESB. 13. EQUIPE DE RECICLADORES

Para serviços de separação, prensagem e manipulação de resíduos secos – Papel, Plástico, Vidro, Metais, Palhas, Madeiras, etc. 13.1. A CONTRATADA

Deverá fornecer uma ou mais equipes compostas de 4 funcionários recicladores para serem utilizados nos processos de reciclagem diversos a serem de�inidos pela CEAGESP. Deverão ser dotados de todo ferramental necessário, e deverão estar acompanhados de uma prensa vertical para recicláveis a ser utilizada para o preparo dos materiais para a CEAGESP proceder a devida comercialização.

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Transporte

Scania lança caminhão exclusivo para operações fora de estrada

A Scania acaba de lançar o caminhão P 340 6x4, veículo desenvolvido especialmente para atender os setores de construção, florestal e cana-de-açúcar. Equipado com suspensão elevada, pode ser equipado com caçambas, fueiros ou implementos canavieiros. “O P 340 6x4 veio para reforçar o portfólio de caminhões Scania para o segmento off road, que já conta com veículos para todas as etapas das operações de transporte nas minerações, construções, canaviais ou na floresta. Nosso objetivo principal é oferecer caminhões específicos para cada fase do processo, o que evita desgastes desnecessários do veículo e ajuda a reduzir o consumo de combustível, contribuindo para diminuir os custos operacionais do transportador”, afirma Silvio Renan Souza, gerente de vendas de caminhões para o segmento off road. Para a construção, o veículo está equipado com escape vertical, tomada de força e ejetor de partículas. Os veículos para as operações com cana-de-açúcar e madeira possuem tomada de ar traseira alta, o que evita a aspiração de resíduos, aumentando

31 a durabilidade do filtro de ar. “As operações fora de estrada geralmente exigem que operador e o veículo trabalhem por longos períodos sem descanso. Por esse motivo, investimos no conforto e na ergonomia da cabine para proporcionar mais produtividade e bem estar ao motorista”, completa Souza. Uma das principais características dos veículos para operações fora de estrada da Scania é que eles podem ser adaptados de acordo com necessidades específicas. Por exemplo, o limpador automático do parabrisa pode ser programado para ficar na posição vertical, evitando o acúmulo de sujeira. Já o ACL, lubrificador automático de chassi, envia graxa aos componentes conforme intervalo programado. O motor Scania de 11 litros e 340 cavalos possui torque de 1600 Nm entre 1100 e 1300 rpm e cabeçotes individuais para cada cilindro. Dessa forma, em eventuais desgastes dos componentes, apenas um necessitará ser removido para realização de reparo, facilitando a manutenção do veículo.


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