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v. 7, n. 2

2014

Publicado pelo projeto Entomologistas do Brasil Volume 7 . N煤mero 2 . Maio - Agosto de 2014

Foto: William Costa Rodrigues

Peri贸dico Online

EntomoBrasilis

eISSN 1983-0572 doi:10.12741


Periodicidade: Quadrimestral Direitos Autorais: Copyright © 2008-2014, Entomologistas do Brasil Isenção de Responsabilidade Legal: As opiniões técnico/científicas e mesmo pessoais, constantes nos artigos e/ou comunicações científicas publicados no EntomoBrasilis são de inteira responsabilidade de seus respectivos autores. Projeto Gráfico (Editoração): William Costa Rodrigues Capa: Chromacris speciosa (Romaleidae: Romaleinae), Identificação: Drª Katia Matiotti. Local: Engenheiro Paulo de Frontin, Rio de Janeiro, Brasil. Foto: William Costa Rodrigues (Sony DSC-H10; f/4; 1/200s; ISO 200; df 12mm). Revisão do Português/Inglês/Espanhol: Corpo de Consultores Composição: Fonte: Georgia, variando de 8 a 26pt, em estilo normal, itálico, negrito, sublinhado, podendo haver contorno e clorocação preta ou verde (texto), azul (links) Site: www.periodico.ebras.bio.br e-mail: periodico@ebras.bio.br Distribuído e licenciado segundo a Creative Commons Licence http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/3.0/br

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O

períodico online EntomoBrasilis fundado em 2008 pelo projeto Entomologistas do Brasil, tem como objetivo de publicar artigos originais, de forma rápida, das mais diversas áreas da Entomologia Brasileira e Mundial, tais como: Bionomia; Comportamento; Ecologia; Entomologia Forense; Entomologia Geral; Fisiologia; Modelos Ecológicos Aplicados à Entomologia; Morfologia; Revisões; Saúde Pública; Taxonomia e Sistemática e demais áreas afins à Entomologia Brasileira e Mundial.

Expediente Editor Chefe

William Costa Rodrigues Entomologistas do Brasil/ UniFOA - Centro Universitário de Volta Redonda / Methodos Consultoria Ambiental Ltda

Editores Adjuntos

Evaldo Martins Pires - Universidade Federal de Mato Grosso Jeronimo Augusto Fonseca Alencar - Instituto Oswaldo Cruz - FIOCRUZ

Editores Científicos

Consultores Adhoc deste Número

Alexandre Ururahy Rodrigues, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA, Brasil Arlindo Serpa Filho, Instituto Oswaldo Cruz, Brasil Cleber Galvão, Instituto Oswaldo Cruz, Brasil Eduardo José Ely Silva, Universidade Federal de Pelotas, Brasil Evaldo Martins Pires, Universidade Federal do Mato Grosso - Campus SINOP, Brasil Gisele Luziane de Almeida, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Museu Nacional, Brasil Herbet Tadeu de Almeida Andrade, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Brasil Maria Christina de Almeida, Universidade Federal do Paraná, Brasil Maria José do Nascimento Lopes, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Brasil Marliton Rocha Barreto, Universidade Federal do Mato Grosso - Campus SINOP, Brasil Nataly Araújo de Souza, Fundação Oswaldo Cruz, Instituto Oswaldo Cruz, Departamento de Entomologia, Brasil Nicolas Dégallier, Institut de Recherche pour le Développement, França Ricardo Andreazze, Universidade Federal do Rio Grande de Norte, Brasil Roney Rodrigues-Guimarães, Universidade Iguaçu / Universidade Estácio de Sá, Brasil Rubens Pinto de Mello, Fundação Oswaldo Cruz, Instituto Oswaldo Cruz, Brasil Ruberval Leone Azevedo, Casa Civil -Governo do Estado de Sergipe, Brasil Tatiana Chrysostomo Santos, Museu Nacional Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil Victor Py-Daniel, Universidade de Brasília, Brasil Wedson Desidério Fernandes, Universidade Federal da Grande Dourados, Brasil **********

Adriana Guimarães Duarte, Universidade Federal de Alagoas, Brasil Adriana Mascarette Labinas, Universidade de Taubaté, Brasil Ana Lúcia Nunes Gutjahr, Universidade do Estado do Pará, Brasil Anderson Gonçalves da Silva, Universidade Federal Rural da Amazônia, Brasil André Rinaldo Senna Garraffoni, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Brasil Anete Pedro Lourenço, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Brasil Bernardo Ferreira dos Santos, Richard Gilder Graduate School (American Museum of Natural History), USA Bruno Henrique Sardinha de Souza, Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias /UNESP, Brasil Carla Cristina Dutra, Universidade Federal da Grande Dourados, Brasil Danielle Anjos-Santos,Universidad Nacional de la Patagonia “San Juan Bosco”, Argentina Dimitri Forero, University of California Riverside, USA Edilberto Giannotti, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho Evaldo Martins Pires, Universidade Federal de Mato Grosso, Brasil Hélcio Reinaldo Gil-Santana, Fundação Oswaldo Cruz, Brasil Helena Soares Ramos Cabette, Universidade do Estado de Mato Grosso, Brasil João Antonio Zequi, Centro Universitário Filadélfia, Brasil Leandro Juen, Universidade Federal de Goiás, Brasil Marcus Alvarenga Soares, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Brasil Maria Emilene Correia-Oliveira, University of Salford, England Maria Kátia Matiotti da Costa, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Brasil Marliton Rocha Barreto, Universidade Federal de Mato Grosso, Brasil Rafael Boldrini, Universidade Federal de Roraima, Brasil Rafael Maciel de Freitas, Fundação Oswaldo Cruz, Instituto Oswaldo Cruz, Brasil Reinildes Silva-Filho, EcoSystems Jardins, Brasil Ruberval Leone Azevedo, Casa Civil - Governo do Estado de Sergipe, Brasil William Costa Rodrigues, Centro Universitário de Volta Redonda /Methodos Consultoria Ambiental, Brasil

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Sumário Fórum Aspectos Bionômicos de Spodoptera eridania (Cramer): Uma Praga em Expansão na Cultura da Soja na Região do Cerrado Brasileiro. Bionomic Aspects of Spodoptera eridania (Cramer): A Pest in Expansion on Soybean Crop in the Region of Brazilian Cerrado. Bruno Henrique Sardinha de Souza, Eduardo Neves Costa, Anderson Gonçalves da Silva & Arlindo Leal Boiça Júnior. doi:10.12741/ebrasilis.v7i2.381..........................................................................................................................................................75-80

Bionomia e Comportamento Deposições de Óleo por Fêmeas de Centris analis (Fabricius) (Hymenoptera: Apidae: Centridini) Parasitadas por Physocephala spp. (Diptera: Conopidae). Oil Deposition by Females of Centris analis (Fabricius) (Hymenoptera: Apidae: Centridini) Parasitized by Physocephala spp. (Diptera: Conopidae). Ricardo Marques Couto & Evandro Camillo. doi:10.12741/ebrasilis.v7i2.382..........................................................................................................................................................81-85

Ecologia O Papel dos Fatores Ambientais e Espaciais Sobre a Fauna de Ephemeroptera (Insecta) em Riachos de Mata Atlântica. The Role of Environmental and Spatial Factors on the Fauna of Ephemeroptera (Insecta) in Atlantic Forest Streams. Lucas de Souza Machado Costa, Ciro César Zanini Branco & Pitágoras da Conceição Bispo. doi:10.12741/ebrasilis.v7i2.368................ 86-92 Horário Ideal para Coleta de Gafanhotos na Depressão Central no Rio Grande do Sul. Ideal Time to Collect Grasshoppers in the Central Depression in Rio Grande do Sul. Nathália Leal Carvalho, Ervandil Correa Costa, Juliana Garlet, Danilo Boanerges Souza & Jardel Boscardin. doi:10.12741/ebrasilis.v7i2.397........................................................................................................... 93-98

Entomologia Geral Entomofauna Associada ao Cultivo do Cubiu (Solanum sessiliflorum Dunal) no Município de Benjamin Constant, Amazonas, Brasil. Entomofauna Associated to Cultivation of Cubiu (Solanum sessiliflorum Dunal) in Benjamin Constant City, Amazonas, Brazil. Agno Nonato Serrão Acioli, Grace Kelly Guimarães da Costa, Thaysa Nogueira de Moura, Marcelo de Almeida Guimarães, Ronaldo de Almeida & José Furtado de Miranda. doi:10.12741/ebrasilis.v7i2.320................................................99-105 Capacidade de Busca e de Parasitismo de Cotesia flavipes Cameron (Hymenoptera: Braconidae) em Lagartas de Diatraea saccharalis (Fabricius) (Lepidoptera: Crambidae). Ability to Quest and Parasitism of Cotesia flavipes Cameron (Hymenoptera: Braconidae) on Diatraea saccharalis (Fabricius) (Lepidoptera: Crambidae) Larvae. Luan Alberto Odorizzi Santos & Laila Herta Mihsfeldt. doi:10.12741/ebrasilis.v7i2.333................................................................................................................106-109 Machos Virgens e Acasalados de Ceratitis capitata Wiedemann (Diptera: Tephritidae) Apresentam o mesmo Sucesso de Cópula e a mesma Capacidade de Inibição de Recópula das Fêmeas? Virgin and Mated Males of Ceratitis capitata Wiedemann (Diptera: Tephritidae) Have the Same Mating Success and the Same Ability to Inhibit Female Remating? Luiza Passos Santana & Iara Sordi Joachim-Bravo. doi:10.12741/ebrasilis.v7i2.348.......................................................................... 110-115

Saúde Pública Avaliação da Presença de Aedes aegypti (Linnaeus) e Aedes albopictus (Skuse) no Município de Vassouras, RJ, Brasil. Evaluating the Presence of Aedes aegypti (Linnaeus) and Aedes albopictus (Skuse) in Vassouras City, RJ, Brazil. Renata Fraga Pinheiro, Simone Pereira Alves, Alexandre de Araujo Oliveira, Cleber Barreto Espindola & Marise Maleck. doi:10.12741/ebrasilis.v7i2.305.......................................................................................................................................................116-123

Taxonomia e Sistemática Annotated Checklist of Brazilian Ophioninae (Hymenoptera: Ichneumonidae). Lista Anotada dos Ophioninae (Hymenoptera: Ichneumonidae) Brasileiros. Daniell Rodrigo Rodrigues Fernandes, Helena Carolina Onody, Rogéria Inês Rosa Lara & Nelson Wanderley Perioto. doi:10.12741/ebrasilis.v7i2.330.................................................................................................................... 124-133 Checklist de Caelifera (Acridoidea e Eumastacoidea) do Estado do Rio de Janeiro (Orthoptera). Checklist of Caelifera (Acridoidea and Eumastacoidea) of Rio de Janeiro State (Orthoptera). Cristiane Vieira Assis-Pujol & José Roberto Pujol-Luz. doi:10.12741/ebrasilis.v7i2.354...................................................................................................................................................... 134-150 iv


Lista dos Exemplares-Tipo de Heteroptera (Insecta: Hemiptera) da Coleção Costa Lima, Instituto Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Brasil. List of the Type-Specimens of Heteroptera (Insecta: Hemiptera) in the Costa Lima Collection, Oswaldo Cruz Institute, Rio de Janeiro, Brazil. Magaly Dolsan de Almeida, Juliana Mourão dos Santos Rodrigues, Felipe Ferraz Figueiredo Moreira & José Jurberg. doi:10.12741/ebrasilis.v7i2.411.............................................................................................................151-158

Comunicação Científica Cerambycidae (Insecta, Coleoptera) Associados à Vochysia divergens Pohl (Vochysiaceae) na Região Norte do Pantanal de Mato Grosso, Brasil. Cerambycidae (Insecta, Coleoptera) Associated with Vochysia divergens Pohl (Vochysiaceae) in the Northern Region of the Pantanal of Mato Grosso, Brazil. Marinêz Isaac Marques, Geane Brizzola dos Santos & Leandro Dênis Battirola. doi:10.12741/ebrasilis.v7i2.317.......................................................................................................................... 159-160 Metodologia de Coleta de Insetos Aquáticos em Paredões de Cachoeiras. Methods for Sampling Aquatic Insects on Walls of Waterfalls. Helena Soares Ramos Cabette & Lourivaldo Amancio de Castro. doi:10.12741/ebrasilis.v7i2.339.....................161-163 Abelhas sem Ferrão (Hymenoptera: Apidae, Meliponini) da Estação Ecológica de Água Limpa, Cataguases-MG, Brasil. Stingless Bees of the Estação Ecológica de Água Limpa, Cataguases-MG, Brazil. Hugo de Azevedo Werneck & Georgina Maria Faria-Mucci. doi:10.12741/ebrasilis.v7i2.408.............................................................................................................................. 164-166. Current Knowledge of the Social Wasps (Hymenoptera: Vespidae) in the State of Piauí, Brazil. Atualização do Conhecimento Sobre Vespas Sociais (Hymenoptera: Vespidae) no Estado do Piauí, Brasil. Marliton Rocha Barreto & Pastor Amador Mojena. doi:10.12741/ebrasilis.v7i2.424........................................................................................................................................167-170

Volume 7, número 2 - Mai. - Ago. 2014 *************

ISSN 1983-0572 doi:10.12741/ebrasilis.v7i2

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Fórum

doi:10.12741/ebrasilis.v7i2.381 e-ISSN 1983-0572 Publicação do Projeto Entomologistas do Brasil www.ebras.bio.br Distribuído através da Creative Commons Licence v3.0 (BY-NC-ND) Copyright © EntomoBrasilis Copyright © do(s) Autor(es)

Aspectos Bionômicos de Spodoptera eridania (Cramer): Uma Praga em Expansão na Cultura da Soja na Região do Cerrado Brasileiro Bruno Henrique Sardinha de Souza, Eduardo Neves Costa, Anderson Gonçalves da Silva & Arlindo Leal Boiça Júnior Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias/UniversidadeEstadual Paulista, e-mail: souzabhs@gmail.com (Autor para correspondência), costa_ne@yahoo.com.br, agroanderson.silva@yahoo.com.br, aboicajr@fcav.unesp.br.

_____________________________________ EntomoBrasilis 7 (2): 75-80 (2014)

Resumo. A soja, Glycine max (L.) Merril, é uma das culturas de maior importância econômica para o Brasil, considerada uma commodity nacional devido à sua alta produtividade e participação nas exportações no mercado internacional. Dentre os insetos-pragas que causam danos para essa cultura, nos últimos anos agrícolas têm merecido destaque as lagartas de Spodoptera eridania (Cramer), as quais podem se alimentar tanto de folhas quanto das vagens das plantas de soja, causando prejuízos econômicos para os sojicultores, principalmente nas áreas do Cerrado localizadas na região Centro-Oeste do país. O objetivo da presente revisão é disponibilizar informações sobre os aspectos bionômicos de S. eridania, a fim de dar subsídios para futuras pesquisas sobre o manejo dessa praga. Palavras-Chave: Glycine max; Lagarta-das-vagens; Lepidoptera.

Bionomic Aspects of Spodoptera eridania (Cramer): A Pest in Expansion on Soybean Crop in the Region of Brazilian Cerrado Abstract. Soybean, Glycine max (L.) Merril, represents one of the major economically important crops to Brazil, and is considered a national commodity because of its high yield and participation in international trade exportations. Among the insect pests that cause damage to this crop, Spodoptera eridania (Cramer) larvae highlighted in the last agricultural seasons by feeding on leaves and pods of soybean plants, and hence causing economical losses to soybean growers, especially in the Cerrado areas located in the Midwest region of the country. We aimed with this review to provide information about bionomical aspects of S. eridania in order to give subsides for further researches on the management of this pest. Keywords: Glycine max; Lepidoptera; Southern armyworm.

_____________________________________ soja, Glycine max (L.) Merril, é uma leguminosa rica em proteínas e lipídios, originária da China e cultivada no Oriente há mais de cinco mil anos. No Brasil, a soja foi estabelecida a partir no início do século XX, porém, houve um maior impulso produtivo a partir das décadas de 1960/1970, e atualmente é uma das espécies vegetais de maior interesse no país (Missão 2006). Durante as décadas de 1980/1990, houve uma migração do principal setor produtivo da soja no Brasil da região Sul para o Centro-Oeste, onde áreas do Cerrado que até então eram improdutivas passaram a ser cultivadas com a leguminosa (Embrapa 2005). Essa região, representada principalmente pelos estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, atualmente se destaca com as maiores produções, área cultivada e produtividade de soja no país. No ano agrícola de 2012/2013, o Centro-Oeste produziu mais de 38 milhões de toneladas em uma área cultivada total de aproximadamente 12,5 milhões de hectares, com produtividade média de 2.981 kg ha-1 (Conab 2014). Nessas áreas, é comum a ocorrência de sistemas agrícolas constituídos pelas culturas de soja, algodão e milho, cultivadas em áreas extensas. A frequente sucessão de culturas, que proporciona contínua oferta de alimento a insetos polífagos, aliada a outros fatores, como aplicações excessivas de fungicidas e inseticidas, presença de plantas daninhas nas áreas adjacentes de cultivo, expansão da área de soja e métodos inadequados de manejo da

cultura têm propiciado a ocorrência de surtos populacionais de insetos que até então eram considerados pragas secundárias (Yorinori 2002; Santos et al. 2005; Santos et al. 2009). Entre essas espécies, merecem destaque as lagartas desfolhadoras de Spodoptera eridania (Cramer) (Lepidoptera: Noctuidae), cujas infestações são mais frequentes nas culturas de soja nos últimos anos agrícolas (Sosa-Gómez et al. 1993; Santos et al. 2005; Quintela et al. 2007; Santos 2007), atingindo densidades populacionais superiores aos níveis de controle, e, consequentemente, causando prejuízos econômicos aos sojicultores do Cerrado (Gazzoni & Yorinori 1995; Fragoso & Silva 2007). Tendo em vista a importância da lagarta S. eridania nos últimos anos devido aos prejuízos econômicos causados na cultura da soja, o objetivo do presente trabalho é fornecer informações a respeito de suas características gerais, tais como aspectos biológicos, principais hospedeiros, importância econômica e métodos de controle a fim de disponibilizar subsídios para futuras pesquisas para o manejo da praga.

DISTRIBUIÇÃO E PRINCIPAIS HOSPEDEIROS O lepidóptero S. eridania é uma espécie nativa dos trópicos americanos, ocorrendo amplamente na América Central, América do Sul e Caribe. Nos Estados Unidos, esse inseto é encontrado principalmente nos Estados da região Sudeste do país, e sua ocorrência se estende até o oeste nos Estados do Kansas e Novo México (Capinera 2005; Valverde 2007).

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Aspectos Bionômicos de Spodoptera eridania (Cramer). Uma…

A lagarta-das-vagens, lagarta-preta, lagarta militar do sul, “southern armyworm” ou “oruga militar del sur”, como é conhecida pelos nomes comuns, é uma espécie multivoltina, isto é, dá origem a várias gerações durante o ano, podendo atingir o número de quatro gerações na Flórida (Capinera 2005). Além disso, trata-se de um dos lepidópteros de maior hábito polífago (Soo Hoo & Fraenkel 1966), cujos principais hospedeiros são as culturas de algodoeiro (Habib et al. 1983; Santos 2001), soja (Sosa-Gómez et al. 1993; Abdullah et al. 2000; Capinera 2005), tomateiro (King & Saunders 1984; Santos 2001; Capinera 2005), feijão, corda-de-viola (Santos et al. 2005) e outras plantas daninhas (Savoie 1988), sorgo, hortaliças, plantas frutíferas (King & Saunders 1984), milho (Pitre & Hogg 1983; King & Saunders 1984) maçã (Nora & Reis Filho 1988; Nora et al. 1989), beterraba, cenoura, feijão-caupi, berinjela, pimenta, batata, batata-doce, melancia, citros, amendoim, fumo, couve (Capinera 2005), repolho (Capinera 2005; Michereff Filho et al. 2006; Michereff Filho et al. 2008), fava (Nuessly et al. 2004), girassol (Mitchell 1984; Capinera 2005), crotalária (Dias et al. 2009), bracatinga (Mattana & Foerster 1988) e rosas (Sánchez-Aguirre 1996).

IMPORTÂNCIA ECONÔMICA No Brasil, de forma geral, a lagarta-da-soja, Anticarsia gemmatalis Hübner (Lepidoptera: Noctuidae) ainda é a espécie de praga desfolhadora de soja que mais causa dano à cultura (Salamina 1997; Di Oliveira et al. 2010). No entanto, outras lagartas que até então eram consideradas pragas secundárias, tem ganhado importância gradativa por causar danos constantes e apresentar ocorrência regular na cultura durante as últimas safras. Dentre as várias espécies do grupo de lagartas desfolhadoras que atacam a cultura da soja, destaca-se S. eridania por causar prejuízos econômicos principalmente aos sojicultores da região dos cerrados (Gazzoni & Yorinori 1995), sendo a frequência de infestações desse inseto maior a cada safra nas culturas de soja e algodão (Sosa-Gómez et al. 1993; Santos et al. 2005; Quintela et al. 2007; Santos 2007). Além dessas culturas, lagartas de S. eridania também têm causado danos em espécies frutíferas nas regiões de clima temperado do sul do Brasil, como macieira (Nora & Reis Filho 1988; Nora et al. 1989), morangueiro e videira (Bortoli et al. 2012), fazendose necessárias aplicações de inseticidas para seu controle. Em macieira, as lagartas de S. eridania durante o primeiro e segundo instares se alimentam de folhas, enquanto no sexto instar atacam os frutos (Nora et al. 1989). As lagartas realizam injúrias diretas em folhas e frutos de morangueiro e videira, e também indiretas pela consequente entrada de patógenos, os quais podem ainda proporcionar a fermentação dos frutos, e atrair pragas secundárias (Bortoli et al. 2012).

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Na cultura do tomate, principalmente destinado à produção industrial, as injúrias nas plantas por lagartas de S. eridania são observadas desde o transplantio de plantas novas podendo se estender durante todo o desenvolvimento da cultura. As larvas inicialmente são gregárias e raspam o parênquima das folhas, e à medida que se desenvolvem podem atacar outras estruturas das plantas (Czepak et al. 2011), especialmente folhas e frutos (King & Saunders 1984). Em algodoeiro, lagartas de S. eridania ocorrem a partir da emissão dos botões florais e durante o pleno florescimento, desfolhando e danificando estruturas reprodutivas das plantas (Santos 2007). Na cultura do repolho, as lagartas atacam tanto as folhas da saia quanto aquelas mais externas da cabeça, deixando-as com aspecto rendilhado, perfurado ou apenas com a epiderme transparente. Além disso, quando as lagartas se tornam solitárias a partir do terceiro instar, penetram na cabeça do repolho, danificando-o profundamente (Michereff Filho et al. 2006; Michereff Filho et al. 2008).

Souza et al.

A espécie S. eridania não era tradicionalmente considerada uma praga de grande importância para a cultura da soja, porém, em decorrência de surtos frequentes, alta densidade populacional e níveis de desfolha maiores que os níveis de controle de 30 e 15% para as fases vegetativa e reprodutiva, respectivamente, esse inseto tem se tornado nos últimos anos uma praga importante nas regiões de cultivo nos cerrados e nas várzeas (Fragoso & Silva 2007). Além do hábito desfolhador, as lagartas também se alimentam das vagens, danificando os grãos e permitindo a entrada de microrganismos (Gazzoni & Yorinori 1995; Reunião de Pesquisa de Soja da Região Sul 2000).

ASPECTOS BIOLÓGICOS E MORFOLÓGICOS Os adultos são mariposas que medem aproximadamente 40 mm de envergadura, sendo as asas anteriores acinzentadas ou marrons com um ponto preto no centro, e as posteriores esbranquiçadas (Gallo et al. 2002; Capinera 2005). Valverde & Sarmiento (1986) observaram médias de períodos de pré-oviposição e oviposição de 2,56 e 7,41 dias, respectivamente e longevidade de fêmeas e machos de 11,02 e 9,26 dias, respectivamente. As fêmeas realizam a oviposição em posturas de aproximadamente 200 a 270 ovos, sendo que cada uma tem a capacidade de colocar entre 935 e 1050 ovos em um período de cinco dias (Valverde 2007). Valverde & Sarmiento (1986) verificaram capacidade de oviposição média de 1.856,4 ovos/fêmea. A viabilidade dos ovos de S. eridania variou de 47,89 a 58,57%, quando as lagartas foram alimentadas com folhas de algodoeiro e soja, respectivamente, e essa viabilidade foi decrescente a partir da primeira postura (Parra et al. 1977). As posturas são cobertas por escamas provenientes do corpo das fêmeas (Capinera 2005; Valverde 2007). Os ovos apresentam formato esférico, com dimensões variando entre 0,40 e 0,45 de diâmetro e 0,26 e 0,28 de altura, cório fino, micrópila formada por quatro aberturas micropilares, roseta micropilar formada por 10 cerdas primárias e 20 a 21 cerdas secundárias (Valverde 2007). Os ovos são verdes logo após a oviposição, tornandose escuros com o decorrer do desenvolvimento embrionário (Capinera 2005; Valverde 2007). O período de incubação varia entre quatro e seis dias (Capinera 2005), já o período de incubação segundo Santos et al. (2005) é de 3,2; 3,2 e 3,3 dias de ovos de S. eridania cujas larvas se alimentaram de folhas de algodoeiro, corda-de-viola e soja, respectivamente. Entretanto, nos estudos de Valverde & Sarmiento (1986), a duração do período de incubação foi de 4,0 dias em quatro hospedeiros avaliados. Após esse período, eclodem-se as larvas que apresentam coloração marrom, verde ou verde escuro com uma linha longitudinal branca no dorso. As lagartas apresentam também, em cada lado do corpo, uma listra de coloração branca ou amarela que é interrompida por um ponto escuro no primeiro urômero, embora às vezes essa mancha não seja bem visível (Gallo et al. 2002; Capinera 2005). A cápsula cefálica das lagartas apresenta uma coloração marrom claro ou marrom avermelhado uniforme ao longo do desenvolvimento larval. Uma série de triângulos escuros também está frequentemente presente dorsolateralmente ao longo do tegumento das lagartas (Capinera 2005). Nos dois primeiros instares, as lagartas de S. eridania são gregárias e permanecem na face abaxial das folhas onde se alimentam deixando-as com aspecto rendilhado por não se alimentarem das nervuras. As lagartas tornam-se solitárias a partir do terceiro instar (Capinera 2005; Michereff Filho et al. 2006; Michereff Filho et al. 2008). O período larval completo compreende, geralmente, seis instares onde as lagartas de S. eridania podem atingir até 35 mm de comprimento (Capinera 2005). Redfern (1967) ao estudar o número de instares de lagartas de S. eridania em relação à largura de sua cápsula cefálica verificou os valores de 0,20 a 0,30; 0,40 a 0,50; 0,60 a 0,80; 0,95 a 1,15; 1,35 a 1,85 e-ISSN 1983-0572


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e 2,35 a 2,85 mm referentes aos seis instares, respectivamente. Parra et al. (1977) observaram larguras de cápsula cefálica de 0,32; 0,49; 0,80; 1,21; 1,78 e 2,65 mm quando lagartas de S. eridania se alimentaram de algodoeiro, cultivar IAC 17. No entanto, dependendo dos hospedeiros que a lagarta se alimente, substâncias antibióticas ou impropriedades nutricionais inerentes a um determinado genótipo de planta ou mesmo fatores ambientais (Lara 1991), o número de instares do inseto pode sofrer variações. Santos et al. (2005) verificaram que 26,2% de lagartas de S. eridania que se alimentaram de folhas de soja, cultivar Conquista, atingiram o sétimo instar, enquanto aquelas que se alimentaram de algodão, cultivar IPR 94, e da planta invasora corda-de-viola apresentaram apenas seis instares. Parra et al. (1977) também relataram a ocorrência de sétimo instar em 20,0% das lagartas alimentadas com folhas de soja, cultivar Santa Rosa. O período larval dura normalmente de 14 a 20 dias, dependendo da planta hospedeira (Capinera 2005), mas lagartas de S. eridania quando alimentadas com folhas de corda-de-viola, algodoeiro e soja apresentaram período larval de 15,7; 15,9 e 18,3 dias, respectivamente (Santos et al. 2005). Já Siqueira & Miranda (2009) observaram uma duração média de 18,9 dias em três cultivares de algodoeiro. Mattana & Foerster (1988) verificaram duração do período larval de 18,1 e 32,0 dias quando S. eridania se alimentou de folhas de batata-doce e bracatinga, respectivamente. Nas plantas daninhas Amaranthus hibridus L. e Portulaca oleracea L., Valverde & Sarmiento (1986) encontraram duração média do período larval de 16,2 e 20,5 dias, respectivamente, enquanto em tomate, cultivar Earlystone, e batata-doce, cultivar Paramonguino, 19,4 e 20,7 dias, respectivamente.

a 6 mm de largura. A duração do período pupal varia entre 11 e 13 dias, após os quais ocorre a emergência do adulto (Capinera 2005), porém, Santos et al. (2005) encontraram duração do período pupal de 8,4; 8,9 e 8,8 dias cujas lagartas de S. eridania foram alimentadas com algodoeiro, soja e corda-de-viola, respectivamente. Uma geração completa de S. eridania se dá entre 30 e 40 dias (Capinera 2005), podendo variar, pois, Parra et al. (1977) observaram durações do ciclo biológico completo de 28,02 dias em algodoeiro e 34,28 dias em soja (Figura 1).

POSSÍVEIS CAUSAS PARA O STATUS DE PRAGA NA CULTURA DA SOJA Esse recente aumento da densidade populacional de S. eridania é devido, principalmente, aos sistemas agrícolas constituídos pelas culturas de soja, algodão e milho, as quais fornecem uma contínua oferta de alimento ao inseto (Santos et al. 2009). Além disso, o maior número de aplicações de fungicidas visando ao controle do fungo Phakopsora pachyrhizi (Sydow & P. Sydow), agente causador da ferrugem asiática da soja, a qual ocorreu pela primeira vez no país na safra de 2001/2002 (Yorinori 2002), tem ocasionado a morte de fungos entomopatogênicos que atuam no controle natural das lagartas no campo. Outro fator que também pode estar influenciando positivamente a infestação de S. eridania é a presença da planta invasora corda-de-viola, Ipomoea grandifolia (Dammer), que ocorre nas adjacências das culturas de algodão e soja na região do cerrado, constituindo-se em um hospedeiro alternativo que viabiliza o desenvolvimento e permanência do inseto no agroecossistema em áreas onde são cultivadas essas culturas (Santos et al. 2005; Fragoso & Silva 2007).

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Ao término do período larval, as lagartas se transformam em pupas no solo, em profundidade de 5 a 10 cm. As pupas são marrons na cor de mogno, medindo de 16 a 18 mm de comprimento e de 5

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Figura 1. Ciclo biológico de Spodoptera eridania. Fotos: Bruno Henrique Sardinha de Souza.

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Além disso, fatores outros como o indiscriminado uso de inseticidas piretroides não seletivos a predadores e parasitoides, aumento da área de cultivo e outras medidas de manejo inadequadas contribuem para o aumento populacional e consequentemente danos por esse inseto nas lavouras de soja no país.

MÉTODOS DE CONTROLE Várias espécies de inimigos naturais atuam no controle biológico de S. eridania em condições de campo. Dentre os parasitoides merecem destaque as seguintes espécies: Winthenia reliqua Cortés & Campos (Diptera: Tachinidae), Cotesia marginiventris (Cresson), Chelonus insularis Cresson, Rogas vaughani Muesebeck (Hymenoptera: Braconidae), Campoletis perdistincta Viereck (Hymenoptera: Ichneumonidae) e Euplectrus platyhypenae Howard (Hymenoptera: Eulophidae) (Huiza & Loayza 1992). Entre os predadores estão: Chrysoperla externa Hagen, Plesiochrysa paesleri Navas (Neuroptera: Chrysopidae), Geocoris punctipes Say (Hemiptera: Lygaeidae), Nabis punctipennis Blanchard (Hemiptera: Nabidae), Paratriphleps laeviusculus Champion, Orius insidiosus Say (Hemiptera: Anthocoridae), Podisus sp. (Hemiptera: Pentatomidae), Zelus nugax Stål (Hemiptera: Reduviidae), Aknisus sp. (Hemiptera: Neididae), Megacephala sp. (Coleoptera: Cicindellidae) e Calosoma sp. (Coleoptera: Carabidae) (Huiza & Loayza 1992). O fungo entomopatogênico Beauveria bassiana (Balsamo) Vuillemin, o produto comercial à base de óleo de amêndoas de nim, Azadirachta indica A. Juss., a 0,5% e o extrato aquoso de folhas de nim a 20% se mostraram eficientes no controle de lagartas de S. eridania na cultura do repolho, enquanto o produto comercial à base de Bacillus thuringiensis kurstaki Berliner na dose de 32 g i.a. ha-1, não foi eficaz no controle desse inseto (Michereff Filho et al. 2006). Os produtos à base de B. thuringiensis kurstaki (Dipel SC, nas doses de 500, 750 e 1000 mL ha-1) e B. thuringiensis aizawai (XenTari, nas doses de 200, 400 e 600 g ha-1) causaram entre 88 e 100% de mortalidade de lagartas de primeiro e terceiro instar de S. eridania após 84 horas do tratamento (Pereira et al. 2009). O extrato aquoso de Eucalyptus grandis Hill ex Maiden incorporado à dieta artificial causou 100% de mortalidade de lagartas de S. eridania. Além dessa espécie vegetal, o extrato aquoso de Capsicum baccatum L. causou mortalidade acima de 60% das lagartas, reduziu o peso de lagartas e pupas, e proporcionou alongamento da fase larval (Hass et al. 2012). Em relação às endotoxinas de B. thuringiensis, atualmente bastante utilizadas em plantas transgênicas para controle de pragas agrícolas, a proteína Cry2Aa purificada foi aquela que se mostrou mais eficiente na mortalidade de lagartas de S. eridania, enquanto Cry1Aa, Cry1Ab e Cry1Ac foram as toxinas menos eficientes para essa espécie (Santos et al. 2009).

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Dentre os vírus entomopatogênicos, o vírus de poliedrose nuclear (VPN) denominado SpocVPN ocorre no agroecossistema atuando no controle natural de lagartas do gênero Spodoptera (Zeddam et al. 1998). Em condições de laboratório, SpocVPN demonstrou alta patogenicidade a S. eridania, e pode ser uma boa alternativa como agente de controle microbiano a essa praga (Zeddam et al. 1999). A variedade IAC 100 mostrou-se resistente do tipo não preferência para alimentação, em testes com e sem chance de escolha conduzidos em laboratório, onde esse genótipo foi o menos atrativo e consumido tanto por lagartas recém-eclodidas quanto de terceiro instar (Souza et al. 2012). Além disso, as linhagens PI 227687 e PI 227682 apresentam alto grau de resistência do tipo antibiose a S. eridania, de maneira que lagartas alimentadas com os folíolos desses materiais apresentaram maiores durações dos períodos larval e total (eclosão da lagarta à emergência do adulto), menores índices de sobrevivência larval e total e menores

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pesos de lagartas, possuindo, portanto, grande potencial para serem utilizados em programas de melhoramento visando a seu controle (Souza 2011). Em geral, o uso de inseticidas químicos é a tática mais utilizada no controle de artrópodes-pragas uma vez que proporciona rápida ação curativa quando sua densidade populacional se aproxima do nível de dano econômico (Papa 2002). Atualmente no Brasil, não há qualquer inseticida registrado para S. eridania em soja (Mapa 2014), no entanto, devido aos severos danos causados pela praga, muitos produtores têm utilizado vários inseticidas, em especial dos grupos dos piretroides, organofosforados e carbamatos (Papa & Celoto 2011).

CONSIDERAÇÕES FINAIS É indiscutível a importância atual da cultura da soja para o Brasil, sendo considerada uma commodity devido à sua alta produtividade, forte participação nas exportações no mercado internacional e geração de renda que proporciona ao país, onde a leguminosa pode ser utilizada como alimento na forma in natura, proteína vegetal, ração animal, extração de óleo, fonte alternativa para combustíveis ou ainda dando origem a diversos produtos e subprodutos empregados nas indústrias químicas e alimentícias. Como qualquer outra espécie vegetal, a cultura da soja apresenta vários problemas fitossanitários, representados, dentre outros, por pragas, que são fatores limitantes ao potencial de produtividade máxima da cultura. Desse modo, métodos de controle são imprescindíveis a fim de se obter uma produção rentável e de boa qualidade, visto a importância da soja no mercado interno e internacional. A frequente incidência de lagartas de S. eridania em densidades populacionais acima dos níveis de controle na cultura da soja em algumas regiões produtoras do Brasil tem sido ocasionada principalmente pelo emprego de práticas inadequadas de manejo, previamente discutidas nesse trabalho. Dessa forma, torna-se válido ressaltar a necessidade da retomada da utilização do MIP-Soja na prática, programa este que durante as décadas de 1970 a 1990, foi responsável por expressiva redução do número de aplicações de inseticidas, mantendo-se altas produtividades. Além disso, é necessária ainda, a atualização desse programa com a implementação de conhecimentos recentes de táticas e estratégias de manejo resultantes de pesquisas científicas e que, principalmente, sejam efetivas para a solução tanto dos problemas fitossanitários mais antigos e bem conhecidos quanto dos mais recentes.

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Como citar este artigo:

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Souza, B.H.S., E.N. Costa, A.G. Silva & A.L. Boiça Júnior, 2014. Aspectos Bionômicos de Spodoptera eridania (Cramer): Uma Praga em Expansão na Cultura da Soja na Região do Cerrado Brasileiro. EntomoBrasilis, 7 (2): 75-80. Acessível em: doi:10.12741/ebrasilis.v7i2.381

e-ISSN 1983-0572


Bionomia e Comportamento

doi:10.12741/ebrasilis.v7i2.382 e-ISSN 1983-0572 Publicação do Projeto Entomologistas do Brasil www.ebras.bio.br Distribuído através da Creative Commons Licence v3.0 (BY-NC-ND) Copyright © EntomoBrasilis Copyright © do(s) Autor(es)

Deposições de Óleo por Fêmeas de Centris analis (Fabricius) (Hymenoptera: Apidae: Centridini) Parasitadas por Physocephala spp. (Diptera: Conopidae) Ricardo Marques Couto & Evandro Camillo Universidade de São Paulo, e-mail: rmcouto1@hotmail.com (Autor para correspondência), ecamillo@ffclrp.usp.br.

_____________________________________ EntomoBrasilis 7 (2): 81-85 (2014)

Resumo. O objetivo deste trabalho foi identificar comportamentos de deposição de óleo realizados pelas fêmeas da abelha solitária Centris analis (Fabricius), parasitadas por Physocephala spp. Esse estudo foi realizado no Campus de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, seguindo a metodologia de ninhos-armadilha, nos quais as fêmeas construíram as células de cria em ninhos confeccionados com cartolina preta e introduzidos em blocos de madeira localizados em duas estantes na área de estudo. Das 26 fêmeas que nidificaram no local, 11 foram encontradas mortas dentro de ninhos-armadilha vazios. Depois foram levadas ao laboratório, juntamente com nove machos mortos, colocados em tubos de vidro e observados diariamente até a emergência do parasitoide Physocephala spp. (Diptera: Conopidae). Todos os ninhos construídos pelas fêmeas parasitadas receberam uma deposição extra de óleo sobre o fechamento da última célula de cria. Além disso, essas fêmeas permaneceram 5,4 dias no local depois de fecharem seus ninhos, realizando deposições extras de óleo sobre o fechamento de ninhos e fechando ninhos vazios (n = 42), sem células de cria. Os dados deste trabalho sugerem que as deposições de óleo pelas abelhas parasitadas, aumentam as dificuldades de sucesso de ataque do parasitoide Leucospis cayennensis Westwood, visto que existem dois obstáculos para superar: óleo sobre a última célula de cria e óleo sobre o fechamento do ninho. É importante salientar que defendendo os ninhos contra tais invasores, as fêmeas parasitadas que realizaram deposições extras de óleo possibilitariam uma nova geração de conipídeos. Palavras-Chave: Abelha solitária; Comportamento; Ninhos-armadilha.

Oil Deposition by Females of Centris analis (Fabricius) (Hymenoptera: Apidae: Centridini) Parasitized by Physocephala spp. (Diptera: Conopidae) Abstract. The aim of this work was to identify behaviors of oil deposition by females of the solitary bee Centris analis (Fabricius) parasitized by Physocephala spp. This study was conducted at the Campus of the University of São Paulo, Ribeirão Preto, using trap-nests in which the females built the brood-cells in nests made with black cardboard, introduced in wood blocks that were placed on two shelves at site of study. From the 26 females that nested in the area, 11 were found dead inside the empty trap-nests. Next, they were taken to the laboratory together with nine dead males, placed in glass tubes and were observed daily until the parasitoid Physocephala spp. (Diptera: Conopidae) emerged. All nests built by the parasitized females had extra oil deposition on the last brood-cell occlusion. In addition, these females remained for 5.4 days at site of study after closing the nests, made extra oil depositions on the nest occlusions and closed 42 empty nests, without brood-cells. The data of this work suggest that the extra oil deposition by parasitized females, increase the difficulties to the success of the parasitoid Leucospis cayennensis Westwood, since there are 2 obstacles to be won: oil over the last partition and oil on the nest occlusion. It´s good to point out that defending the nests against parasitoids the females would be ensuring a new generation of conopids. Keywords: Behavior; Solitary bees; Trap-nests.

_____________________________________ udanças na distribuição e nas atividades são os comportamentos mais comuns manipulados nos hospedeiros (Horton & Moore 1993). Segundo Slansky Jr. (1978), parasitoides têm desenvolvido mecanismos pelos quais a manipulação do comportamento hospedeiro garante proteção contra predadores. O local da hibernação é crucial para a sobrevivência da pupa do parasitoide a qual deve suportar condições extremas de temperatura, desidratação, umidade, predadores e hiperparasitismo (Brodeur & Boivin 2004). Para proteger suas larvas, a vespa Hymenoepimecis argyraphaga Gauld (Hymenoptera: Ichneumonidae), manipula o comportamento do hospedeiro Plesiometa argyra Walckenaer (Aranea: Tetragnathidae), que aproximadamente há duas semanas antes de morrer, constrói um abrigo de proteção para a larva do parasitoide. Nessa mudança de comportamento, a aranha começa a tecer uma teia, suspensa no ar, que será importante

para a metamorfose da larva e para proteção contra predadores terrestres (Eberhard 2000). Em contrapartida, Brodeur & McNeil (1989, 1992) defendem que o hospedeiro pode ser encontrado em microhabitats difíceis de serem atingidos, reduzindo assim, o risco de predação e hiperparasitismo. Hospedeiros parasitados podem mudar seus habitats, sendo encontrados em locais com altitudes mais elevadas (Stamp 1981; Brodeur & McNeil 1992). Mudanças de comportamento foram observadas em abelhas Bombus terrestris (Linnaeus) (Apidae) parasitadas por conopídeos, que se enterram no solo antes de morrer, sugerindo que essas fêmeas se movem para locais mais protegidos em relação à queda de temperatura e desidratação, comuns durante a estação de inverno (Müller 1994). As moscas da família Conopidae são os mais importantes dípteros parasitoides de abelhas que atacam seu hospedeiro nos locais de forrageamento, depositando um ovo

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Deposições de Óleo por Fêmeas de Centris analis (Fabricius)…

dentro de seu abdome (Pouvreau 1974). Devido ao ciclo de vida dos conopídeos, a larva tem que empupar e hibernar dentro do hospedeiro para completar seu desenvolvimento. Muitos são os registros de associações entre os insetos do gênero Physocephala (Conopidae) e abelhas do gênero Anthidium, Anthophora, Eucera, Megachile, Halictus, Apis, Xylocopa, Bombus, Eulaema (Linsley 1958; Hurd 1978; Katayama & Maeta 1998; Schmid-Hempel 2001; Otterstatter et al. 2002; Rasmussen & Cameron 2004). As primeiras observações da associação entre as abelhas solitárias Centris analis (Fabricius) com espécies de Physocephala (Diptera: Conopidae) foram realizadas no Campus da Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, SP, onde fêmeas foram encontradas mortas dentro de ninhos-armadilha (Santos et al. 2008). Segundo Schlindwein (2000) abelhas do gênero Centris apresentam um comportamento especializado para coletar óleo e são importantes polinizadores de numerosas espécies de plantas nas florestas neotropicais e no Cerrado, além de serem polinizadores efetivos de plantas de interesse comercial, como a aceroleira, Malpighia emarginata DC (Oliveira & Schlindwein 2003). O óleo pode ser utilizado no alimento larval como substituto do néctar (Vogel 1990). Pode ser usado também como impermeabilizante das células de cria (Neff & Simpson 1981). Já, para Jesus & Garófalo (2000), óleo e material vegetal são importantes para a construção das células de cria e para o fechamento do ninho. Ninhos completos apresentaram de 1 a 4 células arranjadas em série linear, usualmente seguidas por uma célula vestibular e o fechamento do ninho apresentou óleo como revestimento. Pereira et al. (1999) sugerem que o revestimento do fechamento do ninho com óleo, confere proteção contra parasitoides que atacam ninhos já completados ou contra a usurpação de ninhos por fêmeas co-específicas. Em estudos realizados na Costa Rica com espécies de Centris, Vinson et al. (2006) sugeriram que a substância oleosa coletada pelas fêmeas não fora utilizada apenas para o aprovisionamento do ninho, mas também para a proteção do mesmo. Segundo estes autores, o óleo coletado de Byrsonima crassifolia (Linnaeus) apresentou ácido levulínico, o qual é considerado um importante fungicida. Este trabalho mostra uma associação entre abelhas C. analis e o parasitoide Physocephala ssp. (Diptera: Conopidae). O objetivo é identificar nessas fêmeas parasitadas pelas moscas do gênero Physocephala comportamentos relacionados à deposição extra de óleo nos ninhos.

MATERIAL E MÉTODOS

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O estudo foi realizado no Campus da Universidade de São Paulo, situado no município de Ribeirão Preto, SP, Brasil, seguindo a metodologia apresentada por Serrano & Garófalo (1978). Foram utilizados ninhos-armadilha confeccionados com cartolina preta, na forma de pequenos tubos (0,6 cm de diâmetro e 5,5 cm de comprimento) com uma das extremidades fechada com o mesmo material, e introduzidos em orifícios feitos em placas (n = 8) de madeira (55 ninhos-armadilha cada) (5,0 cm de largura, 30,0 cm de comprimento e 12,0 cm de altura). As placas foram colocadas em prateleiras, sob coberturas (distantes 5 m) construídas ao lado do laboratório de Ecologia do Departamento de Biologia da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Ribeirão Preto-USP. Durante o estudo, as fêmeas de C. analis que nidificaram no local foram coletadas, colocadas em frascos, e mantidas no gelo por um tempo aproximado de dois minutos. Após este período as abelhas foram marcadas ao longo do escutelo, mesoescuto, sutura escutoescutelar e tégulas com a utilização de canetas de marcação permanente Mitsubishi (Unipaint PX - 20). Indivíduos foram marcados com uma cor diferente para permitir a identificação

Couto & Camillo

no local de nidificação. Para isso, foi utilizado o código de cores sugerido pelo Prof. Sakagami, molhando a cabeça de um alfinete entomológico na tinta, testar a marcação na mão, e então marcar o tórax da abelha. Para a obtenção dos dados sobre as deposições extras de óleo no fechamento da última célula de cria e no fechamento dos ninhos foram realizadas observações diárias que ocorreram entre 08:00 a 17:00h. A diferença estatística em relação aos ninhos que receberam uma, duas, três ou quatro deposições extras de óleo em seus fechamentos foram analisados pelo teste de Qui-Quadrado (χ2), do software Statistica 6, disponibilizado pelo laboratório do departamento. As fêmeas e os machos de C. analis encontrados mortos dentro dos ninhos foram transferidos para tubos de vidro e levados ao laboratório, onde foram mantidos entre temperaturas de 21 a 29°C e observados diariamente, até as emergências dos adultos da mosca parasitoide Physocephala spp. (Diptera: Conopidae). As espécies que emergiram foram mortas com acetato de etila e depositadas na coleção entomológica do Departamento de Biologia da Faculdade, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, USP. Uma duplicata destas espécies está depositada na coleção entomológica do Museu Nacional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, RJ.

RESULTADOS Associação entre C. analis e o parasitoide Physocephala spp.. Durante o estudo, 26 fêmeas foram previamente marcadas e 138 ninhos foram obtidos. Destas fêmeas, 11 foram localizadas mortas no interior de ninhos-armadilha vazios, juntamente com nove machos também encontrados mortos nos ninhos. Os insetos foram levados ao laboratório, dos quais emergiram 20 parasitoides após um período de 19 a 53 dias. Os parasitoides eram pertencentes a oito espécies: Physocephala soror Kröber (n = 2), Physocephala bipunctata Macquart (n = 1), Physocephala inhabilis Walker (n = 5), Physocephala rufithorax Kröber (n = 5), Physocephala cayennensis Macquart (n = 2), Physocephala aurifrons Walker (n = 1), Physocephala bennetti Camras (n = 1), Physocephala spheniformis Camras (n = 3). Comportamento de deposição de óleo no fechamento da última célula de cria. As 11 fêmeas de C. analis parasitadas construíram 37 ninhos com células de cria e 42 ninhos que foram apenas fechados (vazios), sem células de cria. Todos os ninhos com células de cria receberam uma deposição extra de óleo no fechamento da última partição celular (Figura 1), de maneira similar à deposição de óleo no fechamento dos ninhos (Figura 2). Comportamentos de deposição extra de óleo em ninhos já fechados anteriormente. Outro comportamento observado ocorreu em relação ao tempo de permanência das fêmeas parasitadas no local de nidificação, após o fechamento de seus ninhos. Essas fêmeas permaneceram em média 5,4 dias realizando deposições extras de óleo (n = 134) em ninhos já fechados anteriormente, sendo que, 26 deposições extras (19,4%) ocorreram quando as fêmeas depositaram óleo sobre seus próprios ninhos. Nas outras 108 deposições extras (80,6%), o óleo foi colocado no fechamento de ninhos construídos por outras fêmeas. Os depósitos referentes ao comportamento das fêmeas em colocar óleo em seus próprios ninhos foram significativamente menores que os depósitos realizados em ninhos construídos por outras fêmeas (χ2 = 252; gl = 1; p <0,05). Como exemplo dos comportamentos encontrados, observou-se que uma das fêmeas que nidificou no local construiu três ninhos com células de cria e depois de fechar seu último ninho com depósito de óleo, permaneceu mais cinco dias no local de nidificação realizando 18 depósitos extras de óleo sobre ninhos já fechados anteriormente, e-ISSN 1983-0572


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A

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B

D

C

Figura 1. Ninhos de Centris analis com três células de cria (A, B, C) e uma célula vestibular (D) com óleo depositado sobre o fechamento da última célula de cria. Fonte: Ricardo Marques Couto

A

C

B

D

Figura 2. Observação de óleo depositado sobre a última partição celular (A e C) de maneira similar ao óleo depositado sobre o fechamento do ninho (B e D).

sendo cinco sobre o fechamento de seus próprios ninhos e 13 em ninhos construídos por outras fêmeas. Essa fêmea também fechou seis ninhos vazios, sem células de crias. Frequências de deposições extras em ninhos já fechados anteriormente. Dos 37 ninhos com células de cria construídos pelas fêmeas parasitadas, apenas 15 (40,5%) receberam depósitos

extras sobre o fechamento. No entanto, em ninhos construídos por outras fêmeas, os depósitos ocorreram em 77 ninhos, dos quais 53 (68,8%) receberam apenas uma deposição extra, 18 (23,4%) receberam duas deposições, cinco (6,5%) receberam três deposições e apenas um ninho (1,3%) recebeu quatro deposições de óleo (Tabela 1).

Tabela 1. Número de ninhos que receberam uma, duas, três e quatro deposições extras de óleo em seus fechamentos. 1 deposição extra

2 deposições extras

3 deposições extras

4 deposições extras

Total de ninhos

Deposições de óleo em seus próprios ninhos

5a

1b

-

15

Deposições de óleo em ninhos construídos por outras fêmeas

53 a

18b

5c

1c

77

Total de ninhos

58 a

27b

6c

1d

92

Comportamentos

*Valores seguidos por letras diferentes na mesma linha diferem estatisticamente.

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Número de ninhos que receberam de 1 a 4 deposições extras:


Deposições de Óleo por Fêmeas de Centris analis (Fabricius)…

DISCUSSÃO As fêmeas de C. analis (n = 11) parasitadas pelo conopídeo foram encontradas mortas dentro de ninhos-armadilha em abrigo localizado no local de nidificação, protegido do sol e da chuva, sugerindo que as mesmas se moveram para um lugar seguro antes de morrerem. De acordo com Schmid-Hempel (1991), abelhas parasitadas do gênero Bombus quando estão perto da morte, se enterram no solo mais frequentemente que as abelhas não parasitadas, garantindo um local seguro para a hibernação da pupa. Este comportamento beneficia o parasitoide e não confere nenhum valor adaptativo ao hospedeiro. Mudanças de atividades foram observadas em operárias de B. terrestris quando parasitadas por conopídeos, tais como: redução da atividade de forrageamento, alteração no padrão de coleta de pólen e mudança na preferência por flores para o forrageamento (Schmid-Hempel & Schmid-Hempel 1990). Essas abelhas, quando parasitadas, tiveram preferência por temperaturas mais frias (Müller & Schmid-Hempel 1993), além de apresentarem uma tendência em abandonar a colônia (Schmid-Hempel & Müller 1991, Müller & Schmid-Hempel 1993). Neste trabalho foram observados em C. analis comportamentos de deposição de óleo no fechamento da última célula de cria, deposição de óleo em ninhos já fechados anteriormente e fechamento de ninhos vazios. Segundo Pereira et al. (1999) e Jesus & Garófalo (2000), a substância oleosa no fechamento ou parede externa do fechamento dos ninhos de Centris confere maior proteção contra parasitoides e predadores que atacam ninhos já completados. Gazola & Garófalo (2003) observaram que em várias ocasiões, o parasitoide Leucospis cayennensis Westwood não obteve sucesso em romper a parede do fechamento do ninho de C. analis, provavelmente devido à substância oleosa ali depositada. Vinson & Frankie (2000) reportaram que ninhos de Centris bicornuta Mocsary que não receberam óleo sobre a superfície de fechamento foram usurpados, e concluíram que a presença da substância oleosa é importante para reduzir a ação de coespecíficos em ninhos já completados. Além disso, os ninhos construídos podem apresentar células vazias situadas entre as células provisionadas (Sakagami & Laroca 1971; Wcislo & Orozco 1993), as quais teoricamente reduziriam a taxa de parasitismo. Os resultados deste trabalho sugerem que as deposições extras de óleo em ninhos já fechados anteriormente e sobre a última partição celular podem deixar os ninhos mais protegidos dos ataques do parasitoide L. cayennensis, porque a célula estaria duplamente protegida. Segundo Gazola & Garófalo (2003), esse parasitoide apresenta duas táticas de ataques na entrada do ninho: a) ele introduz seu ovipositor através do “plug” de fechamento do ninho, até atingir a última partição celular. Neste caso, ele consegue mais facilmente atingir o interior da última célula, pois só o fechamento apresentaria a substância oleosa; b) o parasitoide rompe o “plug” de fechamento, entra no ninho, e caminha até atingir a parede da última partição celular. Portanto, se ela estiver revestida com óleo, as dificuldades para o parasitoide serão maiores.

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Os dados também revelam que no comportamento de depositar óleo no fechamento de ninhos construídos por outras fêmeas, 53 ninhos (68,8%) de um total de 77 receberam uma deposição extra de óleo, demonstrando que essas deposições foram bem distribuídas nos blocos de madeira contendo os ninhos-armadilha e apresentaram diferença significativa em relação aos ninhos que receberam duas, três e quatro deposições extras. É importante salientar que ao defender os ninhos contra o parasitoide L. cayennensis, as fêmeas de C. analis asseguram uma nova geração para o conopídeo Physocephala spp. Assim, pode-se sugerir a ocorrência de uma competição entre os parasitoides, ou seja, o conopídeo estaria, por meio da fêmea hospedeira, assegurando mais substratos para ele, enquanto

Couto & Camillo

que L. cayennensis diminuiria o substrato a ser utilizado pelo conopídeo.

AGRADECIMENTOS Ao Professor Doutor Carlos Alberto Garófalo, docente do Departamento de Biologia da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo e a Professora Cátia Antunes Mello-Patiu, do Departamento de Entomologia, Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro.

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Como citar este artigo:

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Couto, R.M. & E. Camillo, 2014. Deposições de óleo por fêmeas de Centris analis (Fabricius) (Hymenoptera: Apidae: Centridini) parasitadas por Physocephala spp. (Diptera: Conopidae). EntomoBrasilis, 7 (2): 81-85. Acessível em: doi:10.12741/ebrasilis.v7i2.382

e-ISSN 1983-0572


Ecologia

doi:10.12741/ebrasilis.v7i2.368 e-ISSN 1983-0572 Publicação do Projeto Entomologistas do Brasil www.ebras.bio.br Distribuído através da Creative Commons Licence v3.0 (BY-NC-ND) Copyright © EntomoBrasilis Copyright © do(s) Autor(es)

O Papel dos Fatores Ambientais e Espaciais Sobre a Fauna de Ephemeroptera (Insecta) em Riachos de Mata Atlântica Lucas de Souza Machado Costa¹, Ciro César Zanini Branco² & Pitágoras da Conceição Bispo² 1. Universidade de São Paulo/Laboratório de Biologia Aquática, Universidade Estadual Paulista, e-mail: lucasdesmcosta@gmail.com. 2. Laboratório de Biologia Aquática, Universidade Estadual Paulista, e-mail: czbranco@assis.unesp.br, e-mail: pcbispo@gmail.com (Autor para correspondência).

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Resumo. Ephemeroptera de 23 riachos foram amostrados a fim de avaliar a influencia dos fatores ambientais e espaciais sobre a fauna. Uma regressão parcial para abundância e riqueza e uma Análise de Redundância parcial para composição foram usadas com o objetivo de particionar os efeitos específicos do ambiente e do espaço. As variáveis espaciais foram obtidas usando o método PCNM considerando as distâncias através da matriz terrestre e ao longo do ambiente lótico. Considerando respectivamente as distâncias terrestres e aquáticas, o ambiente explicou 11,4% e uma porção não significativa da abundância, o ambiente indissociável do espaço explicou 20,8% e 31,7% e o espaço 27,5% e 31,7%. A riqueza, independentemente do tipo de matriz de distância utilizada, não foi explicada por nenhum dos componentes. Por outro lado, os fatores ambientais explicaram 19,5% e 12,6% da composição baseada na abundância, e 17,1% e 11,6% baseada em dados de incidência, considerando respectivamente as distâncias terrestres e aquáticas, em ambos os casos o espaço não foi significativo. Nossos resultados sugerem que para Ephemeroptera: 1) o tamanho do riacho pode ser um bom preditor da abundância total, mas não da riqueza; 2) a fauna se enquadra no modelo de metacomunidade Species Sorting e a dispersão é suficiente para manutenção da possibilidade dos táxons chegarem aos diferentes riachos, nos quais o estabelecimento é determinado pela combinação de fatores locais. Palavras-chave: Composição; Diversidade; Metacomunidades; Teoria Neutra; Teoria de nichos.

The Role of Environmental and Spatial Factors on the Fauna of Ephemeroptera (Insecta) in Atlantic Forest Streams Abstract. Ephemeroptera of 23 streams were sampled in order to evaluate the influence of environmental and spatial factors on the fauna. A multiple partial regression to abundance and richness and a partial Redundancy Analyses to composition were used with the aim to partition the specific effects of the environment and space. The spatial variables were obtained using the PCNM method considering both, the distance through the overland matrix and along the lotic environment. Considering respectively overland and aquatic distances, the environment explained 11.4% and a not significant portion of abundance, the environment undistinguishable from space explained 20.8% and 31.7% and the space 27.5 % and 31.7%. The richness, independent of type of distance matrix used, were not explained by any of the components. On the other hand, the environmental factors explained 19.5% and 12.6% of composition based on abundance, and 17.1% and 11.6% based on incidence, considering respectively overland and aquatic distances, in both cases the space did not significant. Our results suggest that to Ephemeroptera: 1) the size of stream can be a good predictor of total abundance, but it not true for richness; 2) the fauna fits the Species Sorting metacommunity model and the dispersion is sufficient to maintain the possibillity of taxa arrive at different streams, in which the establishment it is determined by combination of local factors. Keywords: Composition; Diversity; Metacommunities; Neutral theory; Niche theory.

_____________________________________ papel dos fatores ambientais sobre a biota tem sido um dos temas mais estudados em ecologia. Estes estudos, em sua maioria, são baseados na premissa que a disponibilidade de nicho determina a diversidade e a composição de uma comunidade. Esta visão corresponde à teoria de nicho (Hutchinson 1957), a qual foi construída ao longo do século XX e se tornou uma das teorias mais influentes em ecologia de comunidades (Case & Gilpin 1974; Case 1981; Tokeshi 1990). Sob esta perspectiva, a estruturação das comunidades seria explicada principalmente pela forma como as espécies com diferentes necessidades de recursos e requisitos ambientais particionam os nichos existentes. Neste cenário, algumas predições sobre a riqueza e a composição podem ser feitas, entre as quais: 1) que a riqueza aumenta em locais com maior heterogeneidade ambiental e de recursos e; 2) que a composição das espécies de uma comunidade é determinada pela combinação local de fatores ambientais e de recursos. Apesar da força da teoria de nicho, na última década a teoria

neutra proposta por Hubbell (2001) trouxe um novo debate sobre os mecanismos subjacentes a estruturação das comunidades. Segundo esta teoria, espécies troficamente similares possuem equivalência funcional e aproximadamente as mesmas taxas per capitas para atributos demográficos (nascimento, morte, dispersão e especiação) (Hubbell 2005). A dispersão tem um papel fundamental na teoria neutra, uma vez que a coexistência de espécies é explicada pela imigração. Para a teoria neutra, a riqueza e a composição de uma comunidade são reflexos da influência de fatores estocásticos em conjunto com a limitação da dispersão (Hubbell 2001, 2005). Apesar da simplicidade da teoria, a combinação entre estocasticidade demográfica e migração pode gerar comunidades teóricas com diferentes características, as quais se ajustam muito bem aos dados empíricos (Haegeman & Loreau 2011). Considerando esta teoria, podemos predizer que Agência(s) de Financiamento: CAPES, CNPq (307577/2011-2) e (477349/2007-2 e 562203/2010-9), FAPESP (04/09711-8, 09/53233-7 e 12/21196-8)

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a riqueza e a composição de uma comunidade são resultantes da dispersão a partir de comunidades adjacentes. Apesar das diferenças entre as duas teorias, nenhuma delas consegue explicar a organização de todas as comunidades de forma isolada. Esta constatação sugere que a estrutura das comunidades reais é o resultado do balanço entre os mecanismos enfatizados pela teoria de nicho e pela teoria neutra (Gravel et al. 2006; Leibold & McPeek 2006). Neste sentido, a abordagem de metacomunidades tenta utilizar tanto os princípios da teoria de nicho (e.g. combinação local de fatores ambientais ou bióticos) quanto da teoria neutra (e.g. dispersão) para entender os mecanismos relevantes na estruturação de diferentes comunidades. A abordagem de metacomunidades é baseada na ideia que as comunidades não são isoladas na paisagem, pois são conectadas através da dispersão de indivíduos de diferentes espécies. A magnitude do efeito dos fatores ambientais locais e espaciais é dependente da capacidade de dispersão dos táxons. Neste contexto, as espécies com maior capacidade de dispersão devem ser limitadas pela combinação local de fatores ambientais e bióticos, enquanto as espécies com baixa capacidade de dispersão devem ser limitadas pela dificuldade de colonização e de transposição de barreiras na paisagem.

Os insetos aquáticos são bons modelos para testar os pressupostos teóricos das metacomunidades, uma vez que possuem uma grande diversidade e diferentes modos de dispersão. As duas principais vias de dispersão dos insetos aquáticos em riachos são: 1) dispersão ao longo do ambiente lótico (pelas ninfas através do ambiente aquático ou pelos adultos alados ao longo das margens); 2) através da matriz terrestre (pelos adultos alados). Por isso, nós consideramos estas duas vias de dispersão na representação do espaço. Entre os insetos aquáticos, Ephemeroptera é uma pequena ordem que atinge sua maior diversidade em riachos. Os estudos sobre Ephemeroptera têm focado no papel da combinação de fatores ambientais locais e têm demonstrado que tanto os fatores físicos (e.g. tamanho do ambiente lótico, tipo e integridade do habitat, tipo de substrato, entre outros), quanto os químicos (e.g. pH, entre outros) afetam esta fauna (Petersen & Van Eeckhaute 1992; Zamora-Muñoz et al. 1993; Goulard & Callisto 2005; Bispo et al. 2006). Por outro lado, o papel do espaço sobre a estruturação da fauna de Ephemeroptera têm sido negligenciado na maior parte dos estudos, como exceção ver Shimano et al. (2013). No presente trabalho investigamos a contribuição dos fatores ambientais locais e do espaço sobre diferentes atributos (abundância, riqueza e composição) de assembleias de Ephemeroptera em riachos de montanha. Como os fatores ambientais locais normalmente possuem um forte efeito sobre estes insetos (Heino & Mykrä 2008), hipotetizamos que estes devem contribuir mais fortemente para explicar a abundância total, riqueza e composição de Ephemeroptera do que os fatores espaciais.

Materiais e métodos Área de estudo. Este estudo foi desenvolvido no Parque Estadual da Serra do Mar, o qual protege a biodiversidade de uma cadeia montanhosa que segue ao longo do litoral do Estado de São Paulo, formando um corredor florestal que conecta os remanescentes de Mata Atlântica desde o sul do estado do Rio de Janeiro até o Paraná. As coletas foram realizadas em riachos dentro dos núcleos Santa Virgínia (23°21’57”S; 45°14’08”W) e Cunha (23°14’09”S; 45°01’17”W) e em suas adjacências (Figura 1). Os núcleos pertencem ao Parque Estadual da Serra do Mar

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Tradicionalmente, a teoria de metacomunidades tem se desenvolvido em torno de quatro principais modelos (Leibold et al. 2004; Göthe et al. 2013). O Modelo da Dinâmica de Manchas (PD, patch-dynamic model) considera que as manchas de habitat adequadas são idênticas e que podem estar ocupadas ou não. A diversidade de espécies em cada mancha é dependente da dispersão e a dinâmica espacial é determinada principalmente pela extinção e colonização. O Modelo Neutro (NM, Neutral Model) considera as manchas idênticas e as espécies similares no que se refere a capacidade competitiva e de dispersão. A composição local é determinada pelos movimentos aleatórios, os quais alteram as frequências relativas das espécies. O Modelo Species Sorting (SS, Species Sorting Model) considera que as manchas de habitat são distintas e as espécies ecologicamente diferentes. Este modelo assume que a dispersão é suficiente para que as espécies consigam chegar até as manchas. Portanto, a composição de espécies em cada comunidade é principalmente determinada pela combinação de fatores locais, o que torna este modelo bastante relacionado à teoria de nicho. O Modelo de Efeito de Massa (ME, Mass Effect) considera que as manchas de habitat diferem entre si, que as espécies são ecologicamente diferentes e que a dispersão é forte o suficiente para afetar a

composição faunística local. Neste modelo, espécies com baixa capacidade competitiva, podem ser resgatadas da extinção local a partir da imigração de comunidades onde possuem alta capacidade competitiva.

Figura 1. Localização dos riachos amostrados nos núcleos Santa Virgínia (PESM), Cunha (PESM) e adjacências. A - região amostrada no estado de São Paulo; B - localização dos riachos amostrados (as linhas mais grossas representam riachos apresentados em C; linhas mais finas representam os afluentes existentes a montante dos locais amostrados); C - representação de toda a bacia; • pontos amostrados.

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e estão situados nos municípios de São Luís do Paraitinga e Cunha. A região abriga riachos com alta declividade e que geralmente possuem fundo rochoso. O clima apresenta umidade relativa do ar extremamente elevada e as chuvas são constantes (aproximadamente 1300 mm anuais). Como acontece ao longo de todo o domínio da Mata Atlântica, há predomínio de florestas. Coletas e identificação. Foram realizadas coletas no final da estação seca (outubro de 2006 e de 2007) em substrato rochoso, totalizando 23 riachos amostrados. Em cada ponto de coleta, um trecho de aproximadamente 50 metros foi percorrido e unidades amostrais associadas a 25 pedras (aproximadamente 20 cm de maior diâmetro) foram coletadas com auxílio de um puçá com malha de 0,250 mm (Melo & Froehlich 2001). As amostras coletadas foram fixadas e conservadas em álcool 80%. No laboratório, o material foi triado e os imaturos de Ephemeroptera foram identificados até o nível de gênero com auxílio de estereomicroscópio Leica, modelo MZ 125. Para a identificação foram utilizados os trabalhos taxonômicos de Domínguez et al. (2001), Da-Silva (2002), Salles et al. (2004) e Domínguez et al. (2006). Fatores Ambientais. Em cada ponto amostrado foram registrados o potencial hidrogeniônico (pH), a condutividade elétrica (µS/cm) e o oxigênio dissolvido (mg/l) utilizando o Analisador Multiparâmetros Horiba modelo U-10; a velocidade da água (m/s) utilizando um fluxômetro digital Swoffer modelo 3000; a profundidade (m), a largura (m) e a altitude (m). A vazão (m³/s) foi calculada através do produto da velocidade média da água por uma área de secção feita no riacho (Lind 1979). No presente trabalho, utilizamos a vazão como expressão do tamanho tridimensional do riacho, uma vez que esta variável é resultante do produto da largura, profundidade e velocidade. Os riachos foram submetidos a um protocolo de avaliação de integridade ambiental de forma que os pontos de coleta receberam escores relativos ao uso da terra, estado da vegetação ripária e morfologia do canal. O protocolo de avaliação foi adaptado do inventário RCE (Riparian, Channel and Environmental Inventory) (Petersen 1992). Os resultados dos fatores ambientais mensurados são apresentados na Tabela 1. Análise dos dados. A matriz de variáveis ambientais foi logaritmizada (exceto o pH). Os dados de abundância total e riqueza de Ephemeroptera foram logaritimizadas antes das análises. Como a riqueza normalmente é correlacionada positivamente com a abundância, nós também utilizamos os resíduos da regressão entre estas duas variáveis como medida de riqueza padronizada. Neste caso, os resíduos representam a parte da riqueza que não pode ser explicada pela abundância (Jacobsen 2005). No caso da composição baseada na abundância, antes das análises fizemos uma transformação de Hellinger (Borcard et al. 2011). As variáveis espaciais foram obtidas utilizando o método PCNM (Principal Coordinates of Neighbourhood Matrix) (Legendre & Legendre 1998). Assim, as variáveis espaciais foram extraídas de uma matriz de distância e foram representadas pelos autovetores com autovalores positivos e com autocorrelação espacial segundo o índice de Moran (Borcard & Legendre 2002). Duas matrizes de distâncias foram construídas, uma considerando a dispersão pelo curso da água (representando tanto a dispersão de imaturos no ambiente aquático, quanto de adultos

que se movimentam ao longo do riacho) e outra considerando a distância euclidiana entre os riachos (representando a dispersão lateral de adultos através da matriz terrestre). Para obtenção das distâncias através do curso da água, utilizamos mapas do IBGE (escala 1: 50.000). Os efeitos dos fatores ambientais e espaciais foram testados separadamente usando regressão múltipla (abundância total e riqueza) e RDA (Análise de Redundância, no caso da composição). Nos casos em que os modelos com todas as variáveis (modelo completo) foram significativos (testado através de 1000 permutações de Monte Carlo) (Landeiro et al. 2012), nós realizamos a seleção de variáveis através do método forward selection a fim de avaliar somente as variáveis ambientais e espaciais mais relacionadas à comunidade de Ephemeroptera. Nós utilizamos uma regressão parcial múltipla com o objetivo de particionar os efeitos específicos do ambiente e do espaço sobre a abundância e a riqueza (absoluta e padronizada) e a RDA parcial para particionar estes efeitos sobre a composição, tanto baseada em dados de abundância quanto de incidência (presençaausência) (Borcard et al. 1992; Legendre & Legendre 1998; Beisner et al. 2006). As seguintes frações foram avaliadas: componente ambiental [E], componente espacial [S], componente ambiental independente do espaço [E|S], componente espacial independente do ambiente [S|E], componente ambiental indissociável do componente espacial [E+S] e componente não explicado [R]. A importância de cada fração foi obtida considerando o R2 ajustado (Legendre & Legendre 1998; Beisner et al. 2006; Peres-Neto et al. 2006). As análises foram realizadas no ambiente computacional R versão 2.13 (R-Development-Core-Team 2011), associado aos pacotes PCNM (Legendre et al. 2010) para a obtenção das variáveis espaciais, Packfor (Dray et al. 2009) para a seleção de variáveis e Vegan (Oksanen et al. 2011) para a regressão múltipla e RDA.

Resultados Variabilidade ambiental e da fauna de Ephemeroptera. Os riachos amostrados apresentaram a seguinte variação ambiental: 1) oxigênio dissolvido (5,82 - 9,83 mg/l), 3) altitude (794 – 1374 m), vazão (0,007 – 2,38 m³/s) e escores ambientais (134 - 265) (Tabela 1). Esta variação foi acompanhada também pela variação na composição de Ephemeroptera, uma vez que a similaridade entre a fauna dos riachos, considerando o índice de Jaccard, variou de 13% (par de riachos com menor similaridade) até 90% (par de riachos com maior similaridade). A similaridade média foi aproximadamente 64%. Os táxons amostrados e suas abundâncias relativas são apresentados na Tabela 2. Abundância total e riqueza. No presente trabalho, quando o espaço foi representado pela distância entre os riachos através de uma matriz terrestre, 11,4% da abundância total foi explicada pelo componente ambiental, 20,8% pelo componente ambiental indissociável do espaço e 27,5% pelo espaço. Por outro lado, quando o espaço foi representado pela matriz de distância ao longo dos riachos, 31,7% da abundância total foi explicada pelo componente ambiental indissociável do espaço e 31,7% foi explicada pelo espaço; a porção explicada pelo componente ambiental não foi significativa (Tabela 3). Tanto para a riqueza

Tabela 1. Média, Desvio Padrão, Mínimo e Máximo das variáveis locais mensuradas em 23 riachos de Mata Atlântica dos Núcleos Santa Virgínia e Cunha, do Parque Estadual da Serra do Mar e adjacências, Estado de São Paulo. (OD – oxigênio dissolvido; Cond – condutividade). Média

Desvio padrão

Mínimo

Máximo

pH

6,59

0,279

5,8

7,06

OD (mg/L)

8,74

1,067

5,52

9,83

Cond (µS)

30,08

25,29

10

90

Altitude (m)

1000,9

162,6

794

1374

Vazão (m/s3)

0,413

0,677

0,007

2,38

Escores ambientais

204,96

44,92

134

265

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Variáveis


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Tabela 2. Número de indivíduos e abundância relativa de gêneros de Ephemeroptera coletados em 23 riachos de Mata Atlântica dos Núcleos Santa Virgínia e Cunha, do Parque Estadual da Serra do Mar e adjacências, Estado de São Paulo. Táxons

Total

%

1217

35,48

Baetidae Americabaetis Apobaetis

4

0,11

Baetodes

176

5,13

Camelobaetidius

101

2,94

Cloeodes

189

5,51

Paracloeodes

132

3,84

Rivudiva

3

0,08

Tupiara

65

1,89

Zelusia

23

0,67

Askola

11

0,32

Leptophlebiidae Farrodes

153

4,46

Hagenulopsis

64

1,86

Hylister

124

3,62

Massartella

5

0,14

Simothraulopsis

1

0,02

Traverella

1

0,02

Thraulodes

280

8,16

20

0,58

Leptohyphodes

1

0,02

Traverhyphes

101

2,94

729

21,25

Leptohyphidae Leptohyphes

Tricorythopsis Euthyplociidae Campylocia

30

0,87

Total

3430

100,0

absoluta, quanto para a riqueza padronizada (resíduos da regressão entre abundância e riqueza), independentemente do tipo de representação espacial utilizado, nenhum dos modelos completos foi significativo (Tabela 3). Composição. Ao considerar os dados de composição baseados na abundância, para a distância através da matriz terrestre, somente o ambiente foi significativo, com uma explicabilidade de 19,5%. Por outro lado, para a distância ao longo do ambiente lótico, o ambiente explicou 12,6% e o ambiente indissociável do espaço explicou 6,9% da variabilidade da fauna (Tabela 3). Em ambos os casos, o espaço isoladamente não influenciou significativamente a composição. De forma semelhante, os dados de composição baseados em presença e ausência também não foram afetados significativamente pelo espaço, independentemente da matriz de distância utilizada. Quando considerada a distância pela matriz terrestre, o ambiente explicou 17,1%, já quando utilizada a distância ao longo do ambiente lótico, o ambiente explicou 11,6% e o ambiente indissociável do espaço 5,5% da variação da composição de Ephemeroptera (Tabela 3).

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Discussão Abundância total e riqueza. No geral, os fatores ambientais e espaciais considerados explicaram uma grande parte da variabilidade da abundância total (aproximadamente 60%). Nossos dados revelaram também que grande parte da abundância, independente do modelo de conexão espacial utilizado (seguindo o riacho ou através da matriz terrestre) foi explicada pelos processos espaciais. Este resultado sugere que uma parte da variação do número total de indivíduos de Ephemeroptera em cada riacho é resultante da chegada de indivíduos provenientes de

riachos adjacentes. Assim, riachos próximos a locais com grande número de indivíduos tendem a apresentar maior abundância do que aqueles próximos a locais com menor número de indivíduos. Adicionalmente, o componente ambiental foi significativo quando a distância geográfica entre os riachos através da matriz terrestre representou o espaço. Por outro lado, o ambiente deixou de ser significativo quando o espaço foi representado pela distância entre os riachos amostrados ao longo da rede hidrográfica. Isto indica que parte da variação representada por este modelo espacial se sobrepõe à variabilidade ambiental. Como, neste caso, a única variável ambiental selecionada pelo modelo foi a vazão, nós sugerimos que uma parte da variação representada por este modelo espacial é sobreposta à variação longitudinal da vazão, o que foi confirmado pelo teste de Mantel (vazão x distância ao longo do ambiente lótico: r= 0,24; p= 0,006 para 5000 permutações). Os nossos resultados sugerem que o tamanho do riacho (aqui representado pela vazão) pode ser um bom preditor da abundância total de Ephemeroptera. Esta variável em geral é positivamente relacionada com a disponibilidade de detritos orgânicos finos e densidade do perifíton (Vannotte et al. 1980). Neste sentido, como os efemerópteros são basicamente coletores, catadores e raspadores, o aumento da abundância em riachos maiores pode estar relacionado com o aumento na disponibilidade de alimento, o qual é afetado direta ou indiretamente pela intensidade da cobertura vegetal, balanço entre retenção e carreamento de detritos orgânicos e entrada de luz, fatores que normalmente covariam com o tamanho do ambiente lótico (Vannotte et al. 1980). Desde o trabalho de Vannote et al. (1980), um grande número de e-ISSN 1983-0572


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Tabela 3. Resultados da análise de regressão parcial múltipla (abundância total e riqueza) e Análise de Redundância Parcial (RDAp) (composição) para a fauna de Ephemeroptera coletada em riachos de Mata Atlântica dos Núcleos Santa Virgínia e Cunha, do Parque Estadual da Serra do Mar e adjacências, Estado de São Paulo. Foram consideradas duas matrizes de distância (DMT: através da matriz terrestre; DSAL: seguindo os ambientes lóticos). Significância total do modelo P amb

P esp

Variáveis selecionadas para a regressão Espacial

Frações

Ambiental

[E|S]

[E+S]

[S|E]

DMT Abundância

0,008

0,009

1, 3

Vazão

0,114*

0,208

0,275**

Riqueza

0,211

0,196

-

-

-

-

-

Riqueza

0,774

0,923

-

-

-

-

-

Composiçãoa

0,001

0,079

-

Vazão,OD,pH

0,195***

-

-

Composição

0,001

0,157

-

Vazão,pH, Alt

0,171**

-

-

Vazão

0,005

0,317

0,317***

p

i

DSAL Abundância

0,006

0,001

1

Riqueza

0,207

0,086

-

-

-

-

-

Riquezap

0,787

0,867

-

-

-

-

-

Composiçãoa

0,001

0,024

1

Vazão,OD,pH

0,126**

0,069

-0.012

Composiçãoi

0,001

0,011

1

Vazão,pH, Alt

0,116**

0,055

0,015

Componentes avaliados pelos modelos: Riqueza (número de táxons); Riquezap (riqueza padronizada, resíduos da regressão entre abundância e riqueza); Composiçãoa (composição baseada nos dados de abundância); Composiçãoi (composição baseada em incidência, presença-ausência). P amb e P esp, significância do modelo completo para ambiente e espaço, respectivamente. No caso das variáveis espaciais selecionadas pelo método de forward selection, quanto menor o número maior a escala espacial representada. OD, oxigênio dissolvido; Alt, altitude. Frações: [E|S] ambiente independente do espaço; [E+S] ambiente indissociável do espaço; [S|E] espaço independente do ambiente. Significância dos modelos* p<0,05; ** p<0,01; *** p<0,001; - (variáveis não selecionadas ou modelo completo não significativo).

A biota de riachos de montanha vive em um ambiente altamente dinâmico nos quais as variações imprevisíveis de vazão movem o substrato criando manchas de habitats vazios e ocupados levando a uma constante redistribuição de indivíduos (Lake 2000). Este fenômeno é especialmente importante para a fauna associada a pedras, uma vez que este tipo de substrato é perturbado frequentemente em riachos de montanha (Melo & Froehlich 2004). Portanto, a riqueza observada em um determinado momento pode resultar da frequência e intensidade de perturbações aleatórias, as quais abrem espaços e permitem a coexistência tanto de espécies com boa capacidade de competição quanto de espécies com melhor capacidade de redistribuição. Assim, a redistribuição local causada por perturbações imprevisíveis do substrato pode introduzir um forte componente estocástico à variação de riqueza, mascarando os efeitos de outros fatores ambientais locais e do espaço sobre esta variável. Composição. A composição da fauna de insetos aquáticos de e-ISSN 1983-0572

riachos tem sido explicada pelo balanço entre fatores ambientais locais e espaciais (Siqueira et al. 2012; Shimano et al. 2013), sendo que os primeiros tem sido considerados os mais importantes (Landeiro et al. 2012; Shimano et al. 2013). O predomínio da influência dos fatores ambientais locais sugere que os mecanismos preditos pela teoria de nicho têm um papel mais importante do que aqueles preditos pela teoria neutra para explicar a estruturação de assembleias de insetos aquáticos de riachos. Neste sentido, os nossos resultados mostram que a combinação local de fatores ambientais tem um importante papel na variação da composição de assembleias de Ephemeroptera, uma vez que nos quatro conjuntos de dados criados pela combinação do tipo de matriz (abundância ou incidência) e vias de dispersão (através da matriz terrestre ou pelo riacho), apenas a fração ambiental foi significativa. Estes resultados concordam com aqueles obtidos por Heino & Mykrä (2008), os quais também mostram que a composição de Ephemeroptera é afetada basicamente pelos fatores ambientais locais. Portanto, para Ephemeroptera, aparentemente a dispersão é suficiente para manter a chegada de indivíduos e de táxons nos diferentes riachos e, por isso, a composição local é determinada basicamente pelos filtros ambientais locais. Estes resultados são ligeiramente diferentes daqueles obtidos por Shimano et al. (2013) em ambientes lóticos de uma região de Cerrado do Brasil Central, os quais mostraram que apesar da combinação de fatores ambientais explicar maiores porcentagens da variabilidade da composição (abundância) de Ephemeroptera, os fatores espaciais foram significativos. Por outro lado, quando os dados de todos os ambientes lóticos amostrados foram considerados e a composição foi representada por uma matriz de incidência, apenas o ambiente foi significativo (Shimano et al. 2013). Estes distintos padrões para os dados de composição baseados na abundância e em incidência sugerem que a distância entre os riachos limita a dispersão dos indivíduos, mas não é suficiente para impedir a chegada de táxons nos diferentes riachos (Beisner et al. 2006). É importante salientar que Shimano et al. (2013) desenvolveram o seu trabalho em uma região com maior extensão geográfica (aproximadamente 400 km de distância entre os dois ambientes lóticos mais distantes), o que de alguma modo pode ter proporcionado uma maior dificuldade na dispersão dos indivíduos do que no nosso estudo no qual a

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estudos tem buscado entender os fatores locais e/ou regionais que afetam a riqueza em ambientes lóticos (Melo & Froehlich 2001; Heino et al. 2003; Heino et al. 2005). Considerando que a riqueza local poderia ser resultado da combinação de fatores ambientais locais que permitam a coexistência dos táxons e da possibilidade de chegada de táxons a partir de comunidades adjacentes, esperávamos um efeito significativo tanto do ambiente, quanto do espaço. Ao contrário do esperado, nenhum desses fatores explicou a variação de riqueza, tanto absoluta quanto padronizada, nos riachos estudados. Este resultado difere, por exemplo, de alguns trabalhos clássicos, os quais predizem que o número de táxons aumenta com a variação longitudinal do tamanho do ambiente lótico (e.g. ordem) até trechos intermediários (Vannotte et al. 1980). Este padrão tem sido explicado pela maior variabilidade ambiental registrada em trechos com tamanhos intermediários (e.g. variação diária da temperatura e variabilidade hidráulica) (Vannote et al. 1980; Borchardt & Statzner 1990). Esta tem sido uma das predições mais testadas em ecologia de ambientes lóticos, tendo sido confirmada por alguns trabalhos (Minshal et al. 1985; Baptista et al. 2001; Heino et al. 2005) e negadas por outros (Melo & Froehlich 2001). Aqui, considerando apenas um segmento da fauna (Ephemeroptera), os nossos dados também discordam desta predição.


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extensão foi bem menor (aproximadamente 70 km entre os riachos mais distantes). No nosso caso, a distância não cria uma barreira para a dispersão dos indivíduos suficiente para alterar a composição faunística.

pesquisa. O Laboratório de Biologia Aquática da UNESP de Assis tem recebido constante apoio da FAPESP (04/09711-8, 09/53233-7 e 12/21196-8) e do CNPq (477349/2007-2 e 562203/2010-9).

A composição da fauna de Ephemeroptera, independente da forma de representação do espaço, se encaixou no modelo SS. Este é o modelo de metacomunidades mais comum e se ajusta aos dados empíricos de diferentes assembleias. Por exemplo, Cottenie (2005) analisou 158 metacomunidades, das quais 44% se encaixaram em SS. Por outro lado, a metacomunidade de Ephemeroptera estudada por Shimano et al. (2013) em riachos do Brasil Central se ajustou nos modelos SS ou SS+ME, dependendo do tipo (abundância ou presença e ausência) e da organização dos dados (todos os ambientes lóticos, apenas aqueles com maior integridade ambiental ou aqueles com larguras inferiores a 20 m). De qualquer maneira, para aquelas combinações de dados nas quais as assembleias de Ephemeroptera se encaixaram em SS+ME, o ambiente explicou uma parcela maior da variabilidade do que o espaço (Shimano et al. 2013). No caso dos nossos resultados, a fauna de Ephemeroptera se encaixa no modelo SS, concordando com os resultados de Heino & Mykrä (2008). Estes resultados evidenciam a importância dos fatores locais na estruturação da composição em metacomunidades de Ephemeroptera em riachos.

Referências

Estudos sobre metacomunidades têm mostrado que uma grande porcentagem da variabilidade fica sem explicação (Nabout et al. 2009; Schultz et al. 2012; Göthe et al. 2013). As altas porcentagens de variabilidade não explicadas podem ser atribuídas à escala espacial e temporal do estudo, além da não inclusão no modelo de variáveis ambientais e interações bióticas importantes para a estruturação da metacomunidade (Nabout et al. 2009; Schultz et al. 2012). Adicionalmente, no caso de riachos, estes são reconhecidamente ecossistemas dinâmicos, nos quais há uma forte variação estocástica (Death & Winterbourne 1995; Lake 2000; Death 2002). Como em riachos, a regra é ter uma grande variação estocástica e como não consideramos as interações bióticas, uma grande porcentagem de variabilidade não explicada já era esperada. No nosso caso, em nenhum dos quatro conjuntos de dados, os fatores considerados explicaram mais que 20% da variabilidade. Estes valores são menores do que os obtidos por Shimano et al. (2013), os quais variaram entre 27,56% e 45,9%, dependendo do modelo utilizado, por outro lado, são maiores do que aqueles registrados para fitoplâncton (Beisner et al. 2006; Nabout et al. 2009) e fitotelmata (Schulz et al. 2012) e similares aqueles de peixes (Beisner et al. 2006). Os valores mais elevados de explicabilidade obtidos por Shimano et al. (2013) podem estar associados à maior extensão geográfica considerada em relação ao nosso trabalho, a qual pode ter ampliado a variabilidade ambiental entre os ambientes lóticos e aumentado a dificuldade de dispersão para os indivíduos de diferentes táxons, amplificando a importância destes fatores sobre a variação da composição de Ephemeroptera.

91

Em resumo, o modo e a via de dispersão tem um grande impacto na organização das metacomunidades (Landeiro et al. 2011). Neste sentido, os insetos aquáticos podem ser modelos bastante interessantes para testar a importância destes fatores, uma vez que uma boa parte dos táxons possuem imaturos que se dispersam pelo meio aquático e adultos alados que se dispersam através da matriz terrestre. No caso de Ephemeroptera, os nossos resultados indicam que a dispersão, tanto através da matriz terrestre quanto ao longo do ambiente lótico parece ser bastante efetiva e é suficiente para manter a possibilidade dos táxons chegarem aos diferentes riachos, nos quais o estabelecimento é determinado pela combinação de fatores locais.

Agradecimentos LSMC agradece à CAPES pela bolsa de doutorado e PCB agradece ao CNPq (307577/2011-2) pela de bolsa de produtividade em

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Ecologia

doi:10.12741/ebrasilis.v7i2.397 e-ISSN 1983-0572 Publicação do Projeto Entomologistas do Brasil www.ebras.bio.br Distribuído através da Creative Commons Licence v3.0 (BY-NC-ND) Copyright © EntomoBrasilis Copyright © do(s) Autor(es)

Horário Ideal para Coleta de Gafanhotos na Depressão Central no Rio Grande do Sul Nathália Leal Carvalho, Ervandil Correa Costa, Juliana Garlet, Danilo Boanerges Souza & Jardel Boscardin Universidade Federal de Santa Maria, e-mail: nathaliiinha@gmail.com (Autor julianagarlet@yahoo.com.br, daniloboanerges@gmail.com, jardelboscardin@yahoo.com.br.

para

correspondência),

eccosta@gmail.com,

_____________________________________ EntomoBrasilis 7 (2): 93-98 (2014)

Resumo. O objetivo deste estudo foi avaliar a influência dos principais fatores ambientais no comportamento de acridóideos, bem como o horário ideal para coleta de espécimes deste grupo. As coletas foram realizadas em uma área de campo nativo, e para a captura dos insetos utilizou-se uma rede de coleta adaptada, com a qual se percorreu a distância de 20m, nos horários: 7:30, 9:30, 11:30, 13:30, 15:30 e 17:30, sendo que em cada um dos horários coletaram-se 10 amostras. Durante a coleta, foram medidas também, as variáveis meteorológicas: pressão atmosférica, velocidade do vento, temperatura média do ar, umidade relativa do ar e luminosidade, em cada horário de coleta. Os exemplares coletados foram acondicionados em sacos plásticos e levados ao Laboratório de Entomologia da UFSM. Após a separação e montagem os espécimes, foram encaminhados ao Laboratório de Entomologia da Faculdade de Biociências da PUCRS, onde foram identificados em nível de espécie. Foram coletados 568 exemplares adultos, distribuídos em vinte e duas espécies, pertencentes a dezoito gêneros e três famílias Acrididae, Proscopiidae e Romaleidae. Neste estudo observou-se que o melhor horário de coleta para áreas de campo foi as 13:30, onde observou-se maior temperatura, fator principal que possibilitou a coleta de número superior de exemplares e maior diversidade das espécies. Palavras Chave: Acridóideos; Amostragem; Biodiversidade; Entomologia.

Ideal Time to Collect Grasshoppers in the Central Depression in Rio Grande do Sul Abstract. The aim of this study was to evaluate the influence of the environmental factors on the behavior of acridóideos as well as ideal time for collecting specimens of this group. The collections were made in an area of native grassland, and to capture the insects used an adapted collection network, with which it covered the distance of 20m, in times: 7:30, 9:30, 11:30 , 13:30, 15:30 and 17:30, and in each of the schedules were collected 10 samples. In the collects, measures were also meteorological variables: air pressure, wind speed, mean air temperature, relative humidity and luminosity in each hour of collection. The collected samples were placed in plastic bags and taken to the Laboratory of Entomology UFSM. After separation and assembly were sent to the Laboratory of Entomology, Faculty of Biosciences, PUCRS, where Acridoidea were identified by Prof. Maria Katia Matiotti Coast to the taxonomic category of species. We collected 568 adult specimens, distributed in twenty two species, belonging to eighteen genera and three families Acrididae, Proscopiidae and Romaleidae. During the study it was observed that the best time for collecting field areas was 13:30, where we observed a higher temperature, the main factor that enabled the collection of higher number of copies and greater diversity of species. Keywords: Biodiversity; Entomology; Faunistic; Sampling.

_____________________________________ s acridóideos, conhecidos popularmente como gafanhotos se distribuem amplamente pelas zonas tropicais e temperadas, com cerca de 10.000 espécies conhecidas. No Brasil as famílias mais importantes são: Pyrgomorphidae, Pauliniidae, Ommexechidae, Romaleidae e Acrididae, além das Superfamilias Acridoidea (gafanhotos), Eumastacoidea (esperanças) e Proscopioidea (falso bichopau). Romaleidae é encontrada exclusivamente nas Américas, e Proscopioidea é endêmica da América do Sul (Lecoq 1991). Algumas espécies de acridóideos e proscopideos possuem significativa importância econômica devido aos severos danos que ocasionam a culturas como: hortaliças, cafeeiro, eucaliptos, gramíneas entre outras (Gallo et al. 2002; Flechtmann & Ottati 1997). Além do interesse econômico, estudos com acridóideos são relevantes, pois os insetos em geral são considerados bioindicadores para avaliar mudanças nos diversos ambientes, tendo em vista sua diversidade e capacidade de produzir várias gerações, geralmente, em curto espaço de tempo. Lutinski & Garcia (2005) destacam que com o emergente interesse pelas questões ambientais, tornou-se necessário o conhecimento mais

amplo sobre a biodiversidade, bem como a biologia e a ecologia das espécies deste grupo. No entanto estudos envolvendo métodos de amostragem, e horário ideal de coleta para acridóideos em geral são pouco realizados, e ainda não se conhece uma forma eficiente de coleta para insetos deste grupo, nem as condições ambientais que influenciam seu comportamento, para determinar qual o melhor horário para sua coleta. Lara (1995) e Silveira Neto et al. (1976) destacam que uma série de fatores ecológicos e ambientais condicionam a multiplicação e o comportamento dos insetos, sendo necessário seu conhecimento para o desenvolvimento de estudos que envolvam amostragens. Fernandez et al. (2002) consideram que o conhecimento de uma forma de amostragem rápida e eficiente de insetos é fundamental, pois é a partir da amostragem que se determinam os parâmetros quantitativos e qualitativos das diferentes espécies-praga, detectando a presença do inseto em determinada cultura ou Agência(s) de Financiamento: CAPES

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Carvalho et al.

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ecossistema, e sua abundância no tempo e no espaço. Sendo que estas informações podem ser usadas para predizer tendências populacionais no futuro e avaliar danos potenciais (Pedigo 1994). Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar a influencia dos principais fatores ambientais no comportamento de acridóideos, bem como o horário ideal para coleta de espécimes deste grupo.

MATERIAL E MÉTODOS Os levantamentos foram realizados em uma área que possui 92 ha de campo nativo, não cultivado, na localidade de São Rafael, município de São Sepé, RS, Brasil (30º 09’ 38” S e 53º 33’ 55” W), estando a uma altitude de 85 metros. O Clima da região, conforme a classificação de Köppen é Cfa, correspondendo a Subtropical Temperado Úmido. Tem como principais características temperaturas médias anuais em torno de 17°C, e com uma amplitude térmica superior a 10°C entre o dia e a noite. A umidade relativa do ar é de 76% em média, e o regime de chuvas ao redor de 1500 mm/ano, sendo que a maior parte é concentrada no outono e inverno (Moreno 1961).

Os insetos capturados foram acondicionados em sacos plásticos contendo um chumaço de algodão umedecidos com éter e levados ao Laboratório de Entomologia Florestal do Departamento de Defesa Fitossanitária da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), RS, para separação, contagem e montagem. Após a triagem os espécimes foram encaminhados ao Laboratório de Entomologia do Museu de Ciência e Tecnologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), onde foram identificados pela Profª. Drª. Maria Kátia Matiotti da Costa. Os exemplares identificados se encontram depositados na coleção do Museu de Ciências e Tecnologia da PUC/RS do setor de Entomologia. Para análise dos dados foram utilizadas estatísticas descritivas, relação mediana/pseudo-sigma, e para analisar a correlação entre as variáveis ambientais e número de insetos e espécies coletadas, utilizou-se Correlação de Peerson e Análise de Trilha. Foram utilizados também os Índices de Dominância de Simpson (D), Diversidade de Shannon (H), Riqueza de Margalef, e Equitabilidade J calculados pelo software Past versão 3.01.

94

Foram realizadas 10 coletas em seis horários, as quais foram repetidas em quatro dias diferentes (uma em janeiro, fevereiro, março e abril respectivamente). Para a realização das coletas, foi utilizada uma rede de coleta modificada, que consiste em um aro de ferro de 0,005 m com 1,5 m de comprimento por 1,3 m de altura, com duas dobradiças no meio, onde duas pessoas seguram a rede na parte superior, aproximadamente na linha dos

ombros, quase encostando no solo, percorrendo aleatoriamente no campo certa distância. Após o caminhamento aleatório de 20 m, fechava-se a rede conseguindo surpreender e assim capturar os exemplares (Carvalho et al. 2012), conforme a Figura 1. Foram avaliados seis horários: 7:30, 9:30, 11:30, 13:30, 15:30 e 17:30 a fim de verificar qual o melhor horário para coleta de acridóideos. Analisou-se também a influencia das variáveis meteorológicas (pressão atmosférica, velocidade do vento, temperatura e luminosidade) sobre o número de espécies e insetos coletados.

Figura 1. Rede de coleta de actinomorfos, proposta por Costa & Carvalho (2009). Fonte: Carvalho et al. (2012).

e-ISSN 1983-0572


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RESULTADOS Durante o levantamento para avaliar horário ideal para amostragens de acridóideos, foram coletados 568 espécimes, distribuídos em 22 espécies, 17 Gêneros e três Famílias distintas Acrididae, Proscopiidae e Romaleidae, e duas Superfamílias (Acridoidea e Proscopoidea), apresentados na Tabela 1. Tabela 1. Número de acridóideos coletados por família e espécie em São Sepé, RS, 2009. Número de indivíduos

Espécie/Família Acridoidea Acrididae Aleuas lineatus Stål

9

Aleuas gracilis Stål

5

Aleuas viticollis Stål

22

Allotruxalis strigata (Bruner)

13

Ambytropidia robusta Bruner

13

Ambytropidia sola Rehn

31

Borellia bruneri (Rehn)

9

Borellia pallida (Bruner)

12

Cylindrotettix chacoensis Roberts

7

Dichroplus conspersus Bruner

19

Dichroplus silveiraguidoi Liebermann

60

Fenestra bohlsii Giglio-Tos

30

Notopomala glaucipes Rehn

100

Orphulella punctata (De Geer)

20

Parorphula graminea Bruner

18

Rhammatocerus pictus (Bruner)

17

Scotussa cliens Stål

81

Staurorhectus longicornis longicornis Giglio-Tos

60

Romaleidae Staleochlora arcuata iguazuensis Roberts & Carbonell

11

Xyleus laevipes (Stål)

3

Zoniopoda tarsata (Serville)

6

Proscopoidea Proscopiidae Oriencospia angustirostris (Bruner)

22

Observa-se pela Tabela 1, que a família Acrididae, apresentou o maior número de espécies e indivíduos coletados (16 e 445 respectivamente), destacando-se as espécies N. glaucipes com 100 indivíduos coletados, seguido D. silveiraguidoi e S. longicornis longicornis com 60 espécimes cada uma. No entanto espécie S. cliens, pertencente à família Romaleidae, também apresentou

considerável número de exemplares coletados (81). Segundo Magalhães & Lecoq (2006) na família Acrididae encontram-se a as principais espécies-praga de gafanhotos descritas no Brasil, sendo também a família que apresenta maior número de espécies coletadas em levantamentos a campo com este grupo. Ao analisar as variáveis: número de insetos, número de espécies, velocidade do vento e luminosidade, observou-se uma grande variabilidade, que pode ser verificado pelas diferenças entre os valores máximos e mínimos e também pelo coeficiente de variação. A maior variabilidade percentual em torno da média (CV%) foi observada para as variáveis: luminosidade, número de insetos, número de espécies (Tabela 2). A fim de verificar a relação de causa e efeito entre as variáveis: número de insetos e de espécies coletados e as variáveis meteorológicas, foi realizado o teste de Correlação de Pearson, apresentado na Tabela 3. Pelo diagnóstico de multicolinearidade, observa-se multicolinearidade no grupo de variáveis causada por uma elevada correlação entre temperatura e umidade relativa do ar. Assim para obtenção de multicolinearidade fraca da matriz de correlações, foi eliminada a variável umidade relativa do ar. As variáveis número de insetos e número de espécies estão correlacionadas significativamente apenas com a variável temperatura média do ar, sendo os valores do coeficiente de correlação positivos e de elevada magnitude (0,99 e 0,86 respectivamente). Assim pode-se inferir que um acréscimo no número de insetos e de espécies será observado em temperaturas médias mais elevadas. Com o objetivo de verificar o efeito das variáveis meteorológicas sobre a quantidade de insetos e espécies coletadas, foi realizada a Analise de Trilha, demonstrado na Tabela 4. Verifica-se pela Tabela 4, que ocorreu um elevado coeficiente de determinação para a relação da variável principal, número de insetos, com as variáveis meteorológicas secundárias (0,987). Esse resultado demonstra que as combinações lineares dessas variáveis, geradas pela análise de trilha, podem ser adequadas para explicar a variável principal. No entanto, a única combinação linear de interesse (significativa) gerada pela análise de trilha entre a variável principal (número de insetos) e as variáveis meteorológicas indicam que existe efeito direto positivo e elevado (1,489) da variável temperatura média do ar e efeito negativo indireto da temperatura do ar via pressão atmosférica (-0,349) sobre a variável número de insetos. Houve um elevado coeficiente de determinação para a relação da variável principal número de espécies com as variáveis meteorológicas secundárias (0,975), demonstrando que as combinações lineares dessas variáveis, são adequadas para explicar a variável principal. E semelhante ao que ocorreu na análise do número de insetos coletados (Tabela 4), a única combinação linear de interesse (significativa) gerada pela análise de trilha, entre a variável principal (número de espécies) e as variáveis meteorológicas, mostrou que existe efeito direto positivo

Tabela 2. Estatísticas descritivas das variáveis dependentes (número de insetos e número de espécies) e independentes (pressão atmosférica, velocidade do vento, temperatura média do ar, umidade relativa do ar e luminosidade) da análise de trilha. São Sepé, RS, 2009.

Número de insetos

Média

Mínimo

Máximo

Coeficiente de variação

9,38

3,20

20,30

69,00

Número de espécies

6,07

2,80

12,60

61,05

Pressão atmosférica

981,59

978,40

983,10

0,17

Velocidade do vento

2,84

0,70

4,95

57,81

Temperatura média do ar

24,85

18,20

29,95

17,48

Umidade relativa do ar

62,99

51,80

71,70

13,48

Luminosidade

317,50

53,0

640,50

71,26

e-ISSN 1983-0572

95

Estatísticas Variáveis


Carvalho et al.

Horário Ideal para Coleta de Gafanhotos na Depressão Central…

Tabela 3. Estimativas das correlações de Pearson entre: número de insetos, número de espécies, pressão atmosférica, velocidade do vento, temperatura média do ar, umidade relativa do ar e luminosidade. São Sepé, RS, 2009.

Nº de insetos

Nº de espécies

Patm média

Veloc. vento

Temp

Nº de insetos

1,00

Nº de espécies

0,99*

1,00

Patm média

0,35

0,32

1,00

Veloc. Vento média

-0,33

-0,42

-0,08

1,00

Temp. média

0,90*

0,86*

0,66

-0,11

1,00

Luminosidade

0,56

0,48

0,29

0,50

0,72

Luminosidade

1,00

Patm = pressão atmosférica; Veloc. Vento = velocidade média do vento; Temp = temperatura. Tabela 4. Estimativas dos efeitos e coeficientes de correlação de Pearson e respectivas estimativas dos efeitos diretos e indiretos da: pressão atmosférica, velocidade do vento, temperatura média do ar, umidade relativa do ar, luminosidade sobre o número de insetos de acridóideos.

Variáveis

Efeitos

Coeficientes

Efeito direto sobre número de insetos

-0,533

-0,558

Efeito indireto via velocidade do vento

0,004

0,008

Efeito indireto via temperatura

0,976

0,985

Efeito indireto via luminosidade

-0,095

0,112

Total

0,352

0,323

Efeito direto sobre número de insetos

-0,046

-0,107

Efeito indireto via pressão atmosférica

0,041

0,043

Efeito indireto via temperatura

-0,157

-0,159

Efeito indireto via luminosidade

-0,166

-0,197

Total

-0,329

-0,419

Efeito direto sobre número de insetos

1,489

1,502

Efeito indireto via pressão atmosférica

-0,349

-0,366

Efeito indireto via velocidade do vento

0,005

0,011

Variável pressão atmosférica

Variável velocidade do vento

Variável temperatura

Efeito indireto via luminosidade

-0,024

-0,284

Total

0,905*

0,864*

Efeito direto sobre número de insetos

-0,333

-0,394

Efeito indireto via pressão atmosférica

-0,152

-0,159

Efeito indireto via velocidade do vento

-0,023

-0,053

Variável luminosidade

Efeito indireto via temperatura

1,072

1,082

Total

0,565

0,475

Coeficiente de determinação

0,987

0,975

*Significativo pelo teste t, em nível de 5% de probabilidade de erro.

96

e elevado (1,502) da variável temperatura média do ar e efeito negativo indireto da temperatura do ar via pressão atmosférica (-0,366) sobre a variável número de espécies. Assim, analisandose os resultados das Tabelas 3 e 4, pode-se considerar que para a coleta de maior número de insetos e espécies de acridóideos em áreas de campo, os horários com maior temperatura média do ar, devem ser priorizados. Gallo et al. (2002) afirmam que fatores ecológicos como temperatura, umidade, precipitação e disponibilidade de alimentos atuam sobre a distribuição e abundância dos insetos. As populações de gafanhotos flutuam com o passar do tempo. Algumas alcançam dispersão global, enquanto outras alcançam dispersão regional; porém, a maioria permanece com baixas densidades. E geralmente, a dinâmica populacional, está associada às características ambientais (Richman et al. 1993). Rosales (1996) destaca que a temperatura e umidade são as

variáveis responsáveis pela sobrevivência das populações de gafanhotos, afetando principalmente o desenvolvimento e a sobrevivência das formas jovens. Richman et al. (1993), considera como outro fator que interfere no desenvolvimento de acridóideos o nível de precipitação, que afeta a alimentação. A temperatura é um dos principais fatores ecológicos para o desenvolvimento dos insetos, pois tem ação direta, afetando o desenvolvimento e comportamento; e indireta, agindo sobre a alimentação (Costa et al. 2008). Silveira Neto et al. (1976), destacam que a faixa ótima de desenvolvimento e atividade dos insetos encontra-se entre 15 e 38 °C, sendo a temperatura ótima ao redor de 25°C. Abaixo de 15 °C, os insetos assumem hibernação temporária, com paralisação do desenvolvimento em função do frio. A fim de determinar, o horário ideal para a coleta de insetos e de espécies de acridóideos, foi realizado o cálculo da Relação e-ISSN 1983-0572


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EntomoBrasilis 7 (2)

mediana/pseudo-sigma, nos seis horários avaliados conforme descrito, e também os Índices de Diversidade, Dominância e Riqueza para as espécies de acridóideos, nos seis horários de coleta (Tabela 5). Encontrou-se maior diversidade (H’) no horário de coleta das 13:30 (2,84) e a menor diversidade foi observada no horário 9:30. Em relação à dominância de Simpson (varia de 0 a 1 e quanto mais alto for, maior a probabilidade de os indivíduos serem da mesma espécie, ou seja, maior a dominância e menor a diversidade) o menor valor (0,07) foi observado no horário de coleta das 13:30 e o maior às 9:30 (0,27).Os valores de riqueza de Margalef, obtidos em todos os horários, foram baixos, e observouse acréscimo da riqueza na coleta realizada as 13:30, com valor semelhante as 11:30, no entanto o horário de 15:30 apresentou o maior valor (4,07). A distribuição do número de indivíduos entre as espécies (Equitabilidade J) é maior no horário de coleta de 13:30 (0,97). Nos demais horários e no total dos horários, os valores de Equitabilidade J foram semelhantes. Pode-se observar pela Tabela 5, que horário ideal para coleta de

gafanhotos foi as 13:30, pois apresentou a maior relação mediana/ pseudo-sigma (9,60 para a variável número de insetos e 17,57 para a variável número de espécies). Assim, estes resultados confirmam aqueles observados na análise de trilha (Tabela 4), de que a maior temperatura média do ar permite a coleta de um número maior de insetos e espécies. Portanto, recomendase realizar a coleta de acridóideos em campo aberto às 13:30, pois esse horário possibilita a coleta de maior número de insetos associada à redução na variabilidade dos dados amostrais. Os resultados apresentados neste estudo demonstram que a temperatura influencia diretamente na coleta de gafanhotos em campo aberto, sendo que no horário das 13:30, encontram-se as condições ideais para a coleta de indivíduos deste grupo, nas condições em que este estudo foi desenvolvido. No entanto, ao realizar-se este trabalho foi observado uma lacuna em estudos referentes a amostragem ou mesmo ecologia de acridóideos em geral, necessitando mais pesquisas para que se possa conhecer o hábito das diferentes espécies, e avaliar diferentes metodologias de amostragem.

Tabela 5. Relação mediana/pseudo-sigma para cálculo do horário ideal para realização da coleta de acridóideos. São Sepé, 2009. Horários

Estatísticas

07:30

09:30

11:30

13:30

15:30

17:30

Número de insetos Pseudo-sigma

2,96

1,48

4,81

2,03

7,78

3,33

Mediana

2,5

4,5

13,0

19,5

11,5

3,5

Relação mediana/pseudo-sigma

0,84

3,04

2,70

9,60

1,48

1,05

Número de espécies Pseudo-sigma

2,78

1,48

1,48

0,74

3,89

2,59

Mediana

3,0

3,0

7,5

13,0

7,0

3,5

1,08

2,03

5,08

17,57

1,80

1,35

Relação mediana/pseudo-sigma Nº de espécies

14

8

20

22

20

14

Nº de indivíduos

36

45

124

204

107

52

Dominância de Simpson (D)

0,18

0,27

0,11

0,07

0,11

0,13

Diversidade de Shannon (H)

2,13

1,58

2,49

2,84

2,54

2,26

Riqueza de Margalef

1,63

1,84

3,94

3,95

4,07

3,29

Equitabilidade_J

0,81

0,76

0,83

0,92

0,85

0,86

REFERÊNCIAS Carvalho, N.L., Costa, E.C., Souza, D.B. & Garlet, J., 2012. Análisis faunístico de acridomorfos (Orthoptera: Acridoidea y Eumastacoidea) en São Sepé, RS, Brasil. Revista Colombiana de Entomología, 38: 299-305. Carvalho, N.L. & E.C. Costa , 2009. Análises faunística de Orthoptera, Acridoidea: Acrididae, Romaleidae e Proscopiidae, em São Sepé, RS. Disertação (mestrado) – Universidade Federal de Santa Maria. 111 p. Costa, E.C., M. d’Avila, E.B. Cantarelli & A.B. Murari, 2008. Entomologia Florestal. Santa Maria: UFSM, 240 p. Fernandes, M.G., A.C. Busoli & J.C. Barbosa, 2002. Amostragem sequencial de Spodoptera frugiperda (J. E. Smith, 1797) Lepidoptera, Noctuidae) em algodoeiro. Revista Brasileira Agrociência, 8: 213-218. Flechtmann, C.A.H & A.L.T. Ottati, 1997. Tetanorhynchus leonardosi (Mello-Leitão) (Orthoptera: Proscopiidae), nova praga em eucaliptos. Anais Sociedade Entomológica do Brasil. 26: 583-587. Gallo, D., O. Nakano, S.S. Neto, R.P.L. Carvalho, G.C. Batista, E.B. Filho, J.R.P. Parra, R.A. Zucchi, S.B. Alves, J.D. Vendramim, L.C. Marchini, J.R.S. Lopes & C. Omoto. 2002, Entomologia agrícola. Piracicaba, FEALQ, 920p. Lara, F.M., 1995. Princípios de entomologia. 3ª ed. Piracicaba: e-ISSN 1983-0572

Livroceres, 331p. Lecoq, M., 1991. Gafanhotos do Brasil. Natureza do Problema e Bibliografía. CIRAD-PRIFAS, France-EMBRAPA/NMA, Brazil. 157 p. Lutinski, J.A. & F.R.M. Garcia, 2005. Análise faunística de Formicidae (Hymenoptera: Apocrita) em ecossistema degradado no município de Chapecó, Santa Catarina. Biotemas. 18: 73-86. Magalhães, B.P. & M. Lecoq, 2006. Bioinseticida e gafanhotospraga. Brasília: Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia; Montepellier, França: CIRAD. 116 p. Moreno, J.A, 1961. Clima do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Secretaria da Agricultura, 73 p. Pedigo L.P., 1994, Introduction to sampling arthropod populations, p 1-11. In: Pedigo, L.P. & G.D. Buntin, (eds.). Handbook of sampling methods for arthropods in agriculture., Boca Raton: CRC Press, 714 p. Richman, D.B., D.C. Lightfoot, C.A. Sutherland & D.J. Ferguson, 1993. A manual of the grasshoppers of New Mexico Orthoptera: Acrididae and Romaleidae. Las Cruces, NM. México: New Mexico State University Cooperative Extension Service. Acessado em: 10 jan. 2012. Disponível em: <http://www.sidney.ars.usda.gov/grasshopper/extrnlpg/ ghwywest/ghnmtoc.htm>

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Índices de diversidade


Carvalho et al.

Horário Ideal para Coleta de Gafanhotos na Depressão Central…

Rosales, A.S., 1996. Diagnosis de Acridoideos (Orthoptera: Acridoidea) que se asocian a áreas agrícolas en la región central de México. México: Instituto de Fitosanidad del Colegio de Postgraduados Montecillo. Silveira Neto S., O. Nakano, D. Barbin & N.A Villa Nova, 1976. Manual de ecologia dos insetos. Piracicaba: Ceres. 419p.

Recebido em: 05/10/2013 Aceito em: 08/05/2014 **********

Como citar este artigo:

98

Carvalho, N.L., E.C. Costa, J. Garlet, D.B. Souza & J. Boscardin, 2014. Horário Ideal para Coleta de Gafanhotos na Depressão Central no Rio Grande do Sul. EntomoBrasilis, 7 (2): 93-98. Acessível em: doi:10.12741/ebrasilis.v7i2.397

e-ISSN 1983-0572


Entomologia Geral

doi:10.12741/ebrasilis.v7i2.320 e-ISSN 1983-0572 Publicação do Projeto Entomologistas do Brasil www.ebras.bio.br Distribuído através da Creative Commons Licence v3.0 (BY-NC-ND) Copyright © EntomoBrasilis Copyright © do(s) Autor(es)

Entomofauna Associada ao Cultivo do Cubiu (Solanum sessiliflorum Dunal) no Município de Benjamin Constant, Amazonas, Brasil Agno Nonato Serrão Acioli, Grace Kelly Guimarães da Costa, Thaysa Nogueira de Moura, Marcelo de Almeida Guimarães, Ronaldo de Almeida & José Furtado de Miranda Universidade Federal do Amazonas/Instituto Natureza e Cultura - UFAM/INC, e-mail: acioli@ufam.edu.br (Autor para correspondência), graceguimaraes13@hotmail.com, thaysamoura@gmail.com, mguimara@ufc.br, ronaldoufam@gmail.com, mirandaufam@hotmail.com.

_____________________________________ EntomoBrasilis 7 (2): 99-105 (2014)

Resumo. O cubiu (Solanum sessiliflorum Dunal) (Solanaceae) é originário da região Amazônica. Suas propriedades alimentares, medicinais e agronômicas têm despertado o interesse de pesquisadores desde 1970. No entanto, estudos sobre insetos em plantas tanto de ocorrência natural como de cultivos são escassos. O objetivo deste trabalho foi realizar um levantamento da ocorrência de insetos e caracterizar os danos aparentes aos cultivos de cubiu localizados em Benjamin Constant, no Alto Solimões, Amazonas, Brasil. Foram encontradas 51 espécies de insetos adultos distribuídas em 22 famílias e sete ordens. Hymenoptera, Hemiptera e Coleoptera congregam juntas 82,35% das espécies encontradas neste estudo. Hemiptera e Coleoptera são as ordens com maior número de famílias, oito e cinco, respectivamente; enquanto a família Formicidae (Hymenoptera) tem o maior número de espécies (11). Foram registradas 18 espécies de insetos fitófagos, 10 pertencentes à ordem Coleoptera e oito à Hemiptera. O maior número de famílias foi registrado para a ordem Hemiptera com seis, para Coleoptera identificou-se apenas três. Os Coleoptera da espécie Epicauta pestifera Werner (Meloidae) constituem a principal praga do cultivo de cubiu em Benjamin Constant, pois seu ataque em reboleira é capaz de destruir várias plantas em um único dia e exterminar plantios em poucas semanas. Outros fitófagos dos gêneros Colaspis e Cerotoma, ambos Chrysomelidae, ao consumirem o tecido foliar expõem as plantas ao ataque de microrganismos e reduzem a área fotossintética. Enquanto que Edessa rufomarginata De Geer (Pentatomidae, Hemiptera) causa danos diretos e indiretos e merece atenção durante todo o ciclo de produção. Palavras-chave: Alto solimões, injúrias; insetos-praga, morfoespécies.

Entomofauna Associated to Cultivation of Cubiu (Solanum sessiliflorum Dunal) in Benjamin Constant City, Amazonas, Brazil Abstract. Cubiu (Solanum sessiliflorum Dunal, Solanaceae) is originally from Amazon region and its dietary, medicinal and agronomic properties sparked the interest of researchers since 1970. The studies about insects on cubiu plants both of natural occurrence as well as in cultivations, is scarce. This study aims to relate the visitor insect of cubiu plants, with emphasis to the phytophagous species. We found 51 species of the mature insect, distributed among 22 families and seven orders. Hymenoptera, Hemiptera and Coleoptera represent together 82.35% of the species found in this study. Coleoptera and Hemiptera are the orders with larger number of families, eight and five, respectively, while Formicidae (Hymenoptera) is the family with the largest number of species (11). We recorded 18 species of phytophagous insects, ten belong to the order Coleoptera and eight to the order Hemiptera. However, the largest number of families was recorded to the order Hemiptera with six, while Coleoptera has only three. The species of beetles Epicauta pestifera Werner (Meloidae) constitute the main pest of the cultivation of cubiu in Benjamin Constant, because the attack in agglomerates may destroy many plants in just one day and exterminate the plantation within weeks. Other genus of phytophagous such as Colaspis and Cerotoma, both Chrysomelidae, consumes foliar tissues, exposing the plants to the attack of microorganisms, which may compromise the photosynthetic capacity of the plant. Edessa rufomarginata De Geer (Pentatomidae, Hemiptera) causes direct and indirect damages and deserves attention throughout the production cycle. Keywords: High Solimões, injuries; Insect pests; morphospecies.

_____________________________________ cubiu (Solanum sessiliflorum Dunal), pertencente à família Solanaceae, é uma hortaliça-fruto bastante difundida entre os povos indígenas e tradicionais da região Amazônica. É originário da região do alto Orinoco da bacia Amazônica, podendo ser encontrado em toda a Amazônia brasileira, peruana, equatoriana, colombiana e venezuelana (S ilva -F ilho 1998), tanto em condições subespontâneas como em forma cultivada (S ilva -F ilho et al. 1997). Na alimentação o fruto pode ser consumido in natura ou processado na forma de sucos, doces, geleias, compotas e, na culinária, é utilizado em pratos à base de peixe, carne, frango e misturado com saladas (P ahlen 1977). É uma importante fonte de fibra alimentar, macro e micro nutrientes, pectina e vitamina C (Y uyama et al. 2002, 2007; P ires et al. 2006). Segundo S ilva -F ilho (1998), o cubiu é considerado um importante recurso genético da Amazônia, com potencial para uso na agroindústria e em programas de segurança alimentar para populações da região Amazônica.

O cultivo do cubiu na região do Alto Solimões, tríplice fronteira Brasil-Peru-Colômbia, é realizado de forma intensa e tradicional, sem aplicação de defensivos agrícolas. No entanto, a presença constante e crescente de insetos nesses cultivos tem preocupado pequenos agricultores que utilizam esta olerícola, em seus policultivos, com a finalidade de incrementar sua renda. Durante as observações de campo, verificou-se que tanto as populações de cubiu que ocorrem naturalmente como as cultivadas intencionalmente são atacadas por várias espécies de insetos fitófagos. Para a Amazônia brasileira, em estudos realizados na região de Manaus, sobre a ocorrência de insetos no cultivo do cubiu, C outurier (1988) cita a ocorrência de 14 espécies nocivas ou Agência(s) de Financiamento: CNPq (projeto MCT/CNPq/CTAmazônia No 55/2008)

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potencialmente nocivas e destaca a necessidade de prestar mais atenção para Corythaica cyathicollis (Costa) (Tingidae, Hemiptera), Planococcus pacificus Cox (Pseudococcidae, Hemiptera), Manduca sexta (Linnaeus) (Sphingidae, Lepidoptera), Phyrdenus muriceus Champion (Curculionidae, Coleoptera) e uma espécie não identificada de Cryptorhynchinae (Curculionidae, Coleoptera). Mais recentemente, D elgado et al. (2011), em estudos realizados na Amazônia peruana, acrescentam a essa lista mais três espécies de insetos: Neoleucinodes elegantalis (Guenée) (Piralidae, Lepidoptera), Epicauta pestifera Werner (Meloidae, Coleoptera) e Chromacris peruviana (Pictet & Saussure) (Acriididae, Orthoptera) e uma espécie de nematódeo do gênero Melodogyne. No geral, estes insetos causam injúrias, principalmente nas folhas e caules, podendo ocasionar elevado prejuízo econômico ao agricultor. Baseado no exposto, este estudo tem como objetivos principais realizar um levantamento da ocorrência de insetos, bem como caracterizar os danos aparentes provocados por insetos fitófagos aos cultivos de cubiu localizados em região de terra firme do município de Benjamin Constant, região do Alto Solimões, Amazonas, Brasil.

MATERIAL E MÉTODOS Local de Estudo. O estudo foi desenvolvido em região de terra firme no Município de Benjamin Constant (04º22’59”S/ 70º01’52”W), com altitude média de 70 m acima do nível do mar e localizada na mesorregião do Alto Solimões, sudoeste do Estado do Amazonas. O clima predominante na região Amazônica é do tipo equatorial (superúmido, Af segundo a classificação de Köppen), sem estação seca/semisseca, caracterizado por elevado índice pluviométrico, podendo variar na mesorregião do Alto Solimões de 2.500 mm até 3.600 mm, sendo a média anual de 2.562 mm. A temperatura média anual é de 25,7º C (C oelho et al. 2005). Estudos de solos realizados em uma área de 9.000 m2 realizado próximos a cidade de Benjamin Constant demonstraram que as classes de solos predominantes são os Cambissolos (90%) e os Gleissolos (10%) de idades relativas bem mais jovens em relação àqueles profundos e bem drenados de grande parte das terras firmes da região Amazônica (C oelho et al. 2005). Material e Procedimentos. As sementes de cubiu foram adquiridas de frutos maduros comprados diretamente dos agricultores que comercializam sua produção na feira municipal de Benjamin Constant, AM. As sementes foram retiradas dos frutos, lavadas em água corrente e secas ao ar livre.

100

Os sacos para semeadura, com capacidade para ½ kg, foram preenchidos com solo peneirado e cama de frango na proporção 1:1, posteriormente esse substrato foi umedecido e foram feitas pequenas covas com profundidade de aproximadamente 0,02 m, na qual as sementes foram semeadas e cobertas por uma fina camada desse substrato. O transplantio das mudas para o local definitivo foi realizado quando as plantas apresentaram três a quatro folhas definitivas. Na área de cultivo, o solo foi caracterizado como do tipo argiloso, em declive, sombreado e coberto predominantemente por gramíneas. Foram abertas 28 covas, cada uma media aproximadamente 0,20 x 0,20 x 0,20 m e distantes entre si 1 m. Em cada cova o solo superficial foi separado, com a finalidade de ser misturado a um composto de cama de frango e areia na proporção 1:1. Para cada cova adicionou-se ao solo superficial uma quantidade de composto suficiente para seu preenchimento. Foi plantada uma planta/cova e para manter a área limpa, periodicamente foram feitas capinas manuais. Nenhum tipo de defensivo agrícola foi usado durante o período deste estudo. Além das coletas na área de cultivo experimental citada acima,

Acioli et al.

também foram feitas observações de plantios de cubiu em pequenos sítios localizados nos quilômetros 7, 15 e 17 da BR-307, rodovia que liga os municípios de Benjamin Constant a Atalaia do Norte, ambos no Amazonas. Captura e Identificação dos Insetos. As observações e coletas foram realizadas diariamente em dois horários, das 08:00 – 09:00 e das 17:00 – 18:00 h, durante cinco meses (novembro/2011 a março/2012), período considerado chuvoso na mesorregião do Alto Solimões. Durante as coletas as plantas foram cuidadosamente vistoriadas e os insetos foram capturados com o auxílio de uma pinça entomológica e/ou frascos de boca larga. Os insetos coletados foram conservados em recipientes, devidamente etiquetados e preservados em álcool 70%. Além da coleta, foram feitas observações de campo referente à parte da planta em que o inseto foi coletado, qual e como era o tipo de dano causado à planta no momento da coleta. Os insetos foram examinados sob estereoscópio com capacidade de aumento de até 45x. A identificação taxonômica foi realizada com base em chaves entomológicas disponíveis em G allo et al. (2002), T riplehorn & J onnson (2011), R afael et al. (2012), bem como em chaves e descrições mais específicas para gêneros e espécies. Todo o material entomológico coletado foi depositado na Coleção de Insetos de Ciências Agrárias – CICA - do Instituto Natureza e Cultura/Universidade Federal do Amazonas – INC/ UFAM, em Benjamin Constant – Amazonas.

RESULTADOS E DISCUSSÃO Diversidade de insetos. Foram encontradas 51 espécies/ morfoespécies de insetos adultos sobre os cultivos de cubiu, distribuídas em 22 famílias e sete ordens (Figura 1). As ordens Hymenoptera, Hemiptera e Coleoptera representaram 82,35% das espécies encontradas neste estudo. Estas três ordens são reconhecidamente classificadas como megaordens, devido ao elevado número de espécies, que de forma geral ocupam vários ambientes, que podem ser naturais ou antrópicos (G allo et al. 2002; R afael et al. 2012). Neste estudo foi registrado que Hemiptera e Coleoptera são as ordens com maior número de famílias, oito e cinco, respectivamente, enquanto Formicidae (Hymenoptera) é a família que apresentou o maior número de morfoespécies (11). Por outro lado, as ordens Diptera, Lepidoptera, Blattaria e Neuroptera constituem apenas 17,65% das espécies. Para a ordem Diptera são registradas três famílias, enquanto que para as demais ordens apenas uma família. A ordem Hymenoptera foi a que apresentou maior diversidade de espécies/morfoespécies (17), o que corresponde a 33,33% do total, sendo estas distribuídas em apenas três famílias: Formicidae, o grupo mais abundante com 64,71% das espécies, seguido por Vespidae com 23,52% e Chalcididae com 11,77%. Em estudos sobre a fauna de Hymenoptera associada ao cultivo do jiló (Solanum gilo Raddi) P icanço et al. (1997) identificaram oito famílias, sendo que as mais abundantes foram Formicidae e Vespidae com nove e seis espécies, respectivamente. Todos os Hymenoptera registrados neste estudo formam um importante grupo de insetos que podem ser utilizados em programas de manejo ecológico ou manejo integrado de pragas (G allo et al. 2002; T avares & A raujo 2007), pois Formicidae e Vespidae são predominantemente espécies predadores enquanto Chalcididae são parasitóides. Hemiptera foi o segundo grupo com maior diversidade de insetos encontrados no estudo com 13 (25,49%) espécies, sendo composto predominantemente por espécies fitófagas. Das oito famílias registradas, para esta ordem, somente Reduviidae é considerada predadora. B asso et al. (1974), na região Sul do Brasil, relacionaram várias espécies fitófagas da ordem Hemiptera atacando diversas espécies botânicas cultivadas ou não do gênero Solanum. Os hemípteros fitófagos encontrados neste trabalho e-ISSN 1983-0572


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são pragas potenciais, que dependem de diversos fatores para alcançarem tal status, o que torna importante o seu registro nos cultivos observados. Para a ordem Coleoptera, cinco famílias foram encontradas neste estudo, sendo todas elas consideradas fitófagas. Chrysomelidae foi a que apresentou o maior número de representantes, com 50% das espécies encontradas, sendo a outra metade distribuída de forma igualitária (12,50%) entre as famílias. Para o gênero Solanum, B asso et al. (1974) já havia registrado as famílias Chrysomelidae, Curculionidae e Meloidae, enquanto C outurier (1988) registrou para o cubiu espécies das famílias Chrysomelidae e Curculionidae. No entanto, até o presente momento não havia registros da presença de espécies da família Nitidulidae, o que foi observado neste estudo. Das famílias de Diptera encontradas, destaque pode ser feito para as espécies pertencentes à Ropalomeridae. Pois, conforme M arques et al. (2004), as informações sobre biologia, ecologia

EntomoBrasilis 7 (2)

e hábitos da espécies são escassos. Este é o primeiro registro de espécies dessa família sobre o cultivo de cubiu, até então as espécies de Ropalomeridae registrados na Amazônia, foram em pomares de espécies frutíferas próximo à região de Manaus (M arques et al. (2004). Para a ordem Neuroptera foi registrada apenas uma morfoespécie pertencente à família Chrysopidae, considerada muito comum na região, sendo pertencente a um importante grupo de insetos predadores que podem ser utilizados em manejo de pragas. Insetos fitófagos em cultivos de cubiu no município de Benjamin Constant. Os insetos fitófagos registrados neste trabalho perfazem um total de 18 espécies pertencentes a nove famílias, sendo três da ordem Coleoptera e seis da ordem Hemiptera (Tabela 1). Essas duas ordens contêm as principais espécies de insetos que causam injúrias às plantas de cubiu, resultados esses que corroboram com os estudos de C outurier (1988) e D elgado et al. (2011). Vale ressaltar que 16 espécies são novos registros para o cultivo de cubiu, elevando dessa forma

Figura 1. Diversidade de insetos coletados sobre o cultivo do Cubiu (S. sessiliflorum, Solanaceae) no município de Benjamin Constant, na região do Alto Solimões, Amazonas, Brasil. Blat = Blattaria, Col = Coleoptera, Dip = Diptera, Hem = Hemiptera, Hym = Hymenoptera, Lep = Lepidoptera, Neu = Neuroptera.

Família Chrysomelidae. Foram coletados os adultos de oito espécies da família Chrysomelidae (Tabela 1) se alimentando sobre as folhas das plantas do cubiu. Ao se alimentarem, estes crisomelídeos podem causar danos superficiais no tecido foliar ou mesmo perfurar as folhas fazendo orifícios de formato mais ou menos regulares e circulares (Figura 2). Seu ataque é intenso, a folha fica completamente perfurada, o que reduz sua capacidade fotossintética e, consequentemente sua produção de frutos. O ataque pode ocorrer em qualquer fase ou período de desenvolvimento das plantas. No entanto, acontece preferencialmente em plantas e folhas mais jovens, sendo necessário maior cuidado contra o ataque dos crisomelídeos nas primeiras semanas de vida das plantas. Parte dos Chrysomelidae constituem um importante grupo de insetos fitófagos que se alimentam de uma grande variedade de plantas, incluindo as da família Solanaceae (G allo et al. 2002), família do Cubiu. Além de folhas, os crisomelídeos adultos também consomem raiz, caule, flores, pólen e anteras, causando danos diretos, ou podendo atuar como transmissores de vírus para as plantas, causando danos indiretos (A udino et al. 2007; D elgado et al. 2011). e-ISSN 1983-0572

Foi observado que os adultos de Cerotoma tingomarianus Bechyné se alimentam das folhas das plantas do cubiu, causando injúrias que podem comprometer o desenvolvimento da planta. Na região Norte do Brasil, essa mesma espécie é uma das principais pragas desfolhadoras do cultivo do feijão e os estudos indicam que os danos ocorrem em todos os estágios de desenvolvimento da planta, e o ataque severo reduz consideravelmente a produtividade (F azolin et al. 2001; F azolin & E strela 2004). Deve-se salientar que este é o primeiro registro de ataque desta espécie em plantas de cubiu, no entanto, sua baixa incidência populacional nas plantas a torna uma praga de pouca importância para o cultivo. Foram encontradas três espécies do gênero Colaspis se alimentando de tecidos foliares (Figura 2A). As espécies do gênero Colaspis são reconhecidamente pragas de várias famílias botânicas de interesse agrícola como Myrtaceae (eucaliptos, jaboticabeiras, goiabeiras), Malvaceae (cacaueiros), Palmae (coqueiros) (C osta -L ima 1955), Leguminosae (soja) e Solanaceae (B asso et at. 1974; R ossetto & N agai 1980; S osa -G ómez et al. 2010). As espécies do gênero Colaspis também ocorrem em plantas nativas sem interesse econômico, como observado por

101

para 33 o número de espécies de insetos fitófagos do cubiu.


Acioli et al.

Entomofauna Associada ao Cultivo do Cubiu (Solanum…

Tabela 1 - Relação dos insetos fitófagos, estágio do desenvolvimento e local do dano causado em plantas de cubiu no município de Benjamin Constant, na região do Alto Solimões, Amazonas, Brasil. Ordem

Família

Espécie / morfoespécie

Estágio do inseto

Local do dano

Cerotoma tingomarianus Bechyné* Colaspis cf. aerea Lefevre Colaspis sp. A* Chrysomelidae Coleoptera

Colaspis sp. B* Disonycha sp. A* Chrysomelinae sp. A*

Adulto

Folhas

Galerucinae sp. A* Galerucinae sp. B*

Hemiptera

Curculionidae

Curculionidae sp. A*

Meloidae

Epicauta pestifera Werner

Cercopidae

Cercopidae sp. A*

Cicadellidae

Typhlocybinae sp. A*

Membracidae

Cyphonia sp. A*

Pentatomidae Pyrrhocoridae Tingidae

Pentatomini sp. A* Edessa rufomarginata De Geer.

Folhas, ramos tenros e brotos Folhas

Ninfa e adulto

Folhas, pecíolo de folhas e caules

Dysdercus sp. A* Corythucha sp. A*

Folhas e pecíolo de folhas

Teleonemia sp. A*

* = Novo registro.

R eis et al. (2001), em Viçosa - MG, em plantas produtoras de látex da espécie Oxypetalum mexiae Malme (Asclepiadaecea). No entanto, no caso específico do cubiu, C outurier (1998) destaca que a herbivoria da espécie Colaspis aff. aerea Lefévre não causa grandes danos, devido à ocorrência de ataques isolados. Entretanto, vale ressaltar que neste estudo foi registrado aumento do número de espécies e de indivíduos, merecendo este gênero maior atenção. A espécie Disonycha sp. A, outro inseto desfolhador, também tem preferências por plantas e folhas mais jovens de cubiu. O gênero Disonycha é amplamente distribuído nas América do Norte e do Sul (M edvedev 2004). A espécie de maior interesse como praga é Disonycha glabrata (Fabricius), que já foi reconhecida como praga do cultivo do maracujá na Venezuela (H adda et al. 1970) e de Amarantus retroflexus Linnaeus nos Estados Unidos (T isler 1990).

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Família Meloidae. Foi observado na BR-307, nos quilômetros 14 e 15, o ataque de E. pestifera em cultivos de duas solanáceas

A

(cubiu e pimentão). O ataque destes besouros costuma ocorrer nas primeiras e últimas horas do dia, quando a incidência solar diminui. Bandos contendo centenas de indivíduos pousam sobre as plantas alvos e começam a se alimentar vorazmente das folhas, ramos tenros e brotações, deixando somente as hastes e os frutos das plantas (Figura 2B). Constatou-se que este tipo de ataque, em reboleiras, em um único dia foi capaz de destruir uma grande quantidade de plantas. O gênero Epicauta é conhecido no Brasil como “vaquinha” das solanáceas, justamente devido a preferência alimentar por esta família botânica (C osta -L ima 1955). D elgado et al. (2011) registram o ataque dessa espécie em cultivos de cubiu na Amazônia peruana, mas para o Brasil este é o primeiro registro. Família Pentatomidae. A espécie Edessa rufomarginata De Geer é muito comum nos plantios regionais de cubiu, sendo normal a ocorrência de vários indivíduos em uma única planta (Figura 3). Se alimenta da seiva, sugada do pecíolo das folhas e de regiões apicais do caule. Essa espécie é frequente em plantas de cubiu na região Amazônica e não causa danos

B

Figura 2. Injúrias causadas por Colaspis cf. aerea Lefevre (A) e Epicauta pestifera (B) em plantas de cubiu no município de Benjamin Constant, na região do Alto Solimões, Amazonas, Brasil. Fonte: A. Acioli.

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diretos de importância econômica, pois os frutos não são atacados (C outurer 1998; D elgado et al. 2011). Outra espécie, morfotipada como Pentatomini sp. A, foi encontrada em baixa frequência na face superior das folhas e no pecíolo das plantas de cubiu. Assim como no caso da espécie E. rufomarginataDe Geer. . A, não foram observados danos que comprometessem o cultivo. Entretanto, pentatomídeos são insetos que podem atuar como vetores de doenças viróticas entre seus hospedeiros (G allo et al. 2002).

de espécies de Corythucha causando danos econômicos a cultivos de interesse ornamental, silvestre e agrícola (N eciosup & O jeda 1973; V arón et al. 2010). Os trabalhos com o gênero Teleonemia, também são restritos, mas B roglio et al. (2012) registraram ataque severo de Teleonemia morio (Stål), em árvores de Annona squamosa Linnaeus (ata, pinheira ou fruta do conde) na região Nordeste do Brasil. Portanto, esta é a primeira vez em que espécies dos gêneros Corythucha e Teleonemia são registradas hospedados plantas de cubiu.

Família Tingidae. Foram encontradas duas espécies para a família Tingidae, uma pertencente ao gênero Corythucha (Corythucha sp. A) e outra ao gênero Teleonemia (Teleonemia sp. A). A espécie Corythaica cyathicollis Costa parece ser frequente em plantas de cubiu, pois foi registrada tanto por C outurier (1998), na região de Manaus, como também por D elgado et al. (2011), na Amazônia peruana. Espécies pertencentes aos dois gêneros encontrados neste trabalho são pragas de plantas ornamentais, silvestres e agrícolas na Europa, Ásia e América do Norte (D ioli et al. 2007; J u et al. 2011; T atu & T ausan 2011; T riplehorn & J onnson 2011); na América do Sul poucos são os trabalhos abordando a importância desses gêneros como pragas (N eciosup & O jeda 1973; M ontemayor 2009; V arón et al. 2010).

Família Pyrrhocoridae. Foi encontrada uma espécie de Pyrrhocoridae, Dysdercus sp. A, sugando a seiva das folhas das plantas de cubiu. O gênero Dysdercus é praga principalmente das espécies botânicas da família Malvaceae (C osta -L ima 1940; C osta -L ima et al. 1962; S chaefer 1998), principalmente do algodoeiro no qual pode causar danos diretos e indiretos (G allo et al. 2002). Ocorre em praticamente toda a América do Sul e seu registro é assinalado para o Estado do Amazonas (C osta -L ima et al. 1962). Este é o primeiro registro de Dysdercus hospedados e se alimentando de plantas de cubiu (Solanaceae).

103

No Brasil, o gênero Corythucha ainda não foi registrado em cultivos agrícolas de importância econômica e os principais livros de entomologia não o catalogam como praga (C osta -L ima 1955; G allo et al. 2002). No entanto, em países fronteiriços na região Norte com o Brasil, como Colômbia e Peru, já existem registros

Estudos sobre insetos associados ao cultivo do cubiu na região Amazônica limitam-se à região de Manaus, localizada a leste do Estado do Amazonas, e a Amazônia peruana. No presente estudo, realizado em Benjamin Constant, registrou-se, pela primeira vez, exemplares das espécies pertencentes às famílias Blattellidae (Blattaria), Nitidulidae (Coleoptera), Muscidae e Ropalomeridae (Diptera), Cercopidae, Cicadelidae, Membracidae, Pyrrhocoridae e Reduviidae (Hemiptera), Chalcididae, Vespidae e Formicidae (Hymenoptera) e Chrysopidae (Neuroptera). Entre os insetos

Figura 3. Edessa rufomarginata De Geer se alimentando no caule de cubiu, município de Benjamin Constant, na região do Alto Solimões, Amazonas, Brasil. Fonte: A. Acioli

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fitófagos este é o primeiro registro para os gêneros Corythucha e Teleonemia (Hemiptera: Tingidae), Disdercus (Hemiptera: Pyrrhocoridae) e a espécie C. tingomarianus (Coleoptera: Chrysomelidae) causando algum tipo de injúrias em plantas de cubiu. Também constatou-se a presença dos gêneros Colaspis (Coleoptera: Chrysomelidae) e Edessa (Hemiptera: Pentatomidae), ambos já registrados na região de Manaus. Mas, em Benjamin Constant, E. pestifera (Coleoptera: Meloidae) é a principal praga do cultivo de cubiu, pois o ataque em reboleira é capaz de destruir várias plantas em um único dia e exterminar todo o plantio em semanas. Outros fitófagos que merecem atenção são as espécies dos gêneros Colaspis e Cerotoma, que ao consumirem o tecido foliar expõe as plantas ao ataque de microrganismos e podem comprometer a capacidade fotossintética da planta. Já a espécie E. rufomarginata A (Pentatomidae, Hemiptera) causa danos diretos e indiretos (transmissores de doenças, principalmente vírus) e merece atenção durante todo o ciclo de produção.

AGRADECIMENTOS O primeiro autor agradece ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pelo apoio financeiro através do projeto de pesquisa MCT/CNPq/CTAmazônia No 55/2008.

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Como citar este artigo:

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Acioli, A.N.S., G.K.G. Costa, T.N. Moura, M.A. Guimarães, R. Almeida & J.F. Miranda, 2014. Entomofauna Associada ao Cultivo do Cubiu (Solanum sessiliflorum Dunal) no Município de Benjamin Constant, Amazonas, Brasil. EntomoBrasilis, 7 (2): 99-105. Acessível em: doi:10.12741/ebrasilis.v7i2.320

e-ISSN 1983-0572


Entomologia Geral

doi:10.12741/ebrasilis.v7i2.333 e-ISSN 1983-0572 Publicação do Projeto Entomologistas do Brasil www.ebras.bio.br Distribuído através da Creative Commons Licence v3.0 (BY-NC-ND) Copyright © EntomoBrasilis Copyright © do(s) Autor(es)

Capacidade de Busca e de Parasitismo de Cotesia flavipes Cameron (Hymenoptera: Braconidae) em Lagartas de Diatraea saccharalis (Fabricius) (Lepidoptera: Crambidae) Luan Alberto Odorizzi Santos¹ & Laila Herta Mihsfeldt² 1. Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias/Universidade Estadual Paulista, e-mail: luanodorizzi1@hotmail.com (Autor para correspondência). 2. Universidade Estadual Norte do Paraná - Campus Luiz Meneghel, e-mail: lailaherta@hotmail.com.

_____________________________________ EntomoBrasilis 7 (2): 106-109 (2014)

Resumo. A capacidade do parasitoide de localizar e parasitar o hospedeiro estão diretamente relacionados ao sucesso do controle biológico de pragas. Diante disso, o presente trabalho avaliou o efeito da idade de Cotesia flavipes Cameron na capacidade busca e no parasitismo em lagartas de Diatraea saccharalis (Fabricius) em condições de laboratório. Realizou-se uma liberação de 2000 parasitoides com 24 horas de idade. Foram colocados 40 internódios infestados artificialmente com a broca, na distância de cinco e dez metros, num total de 80 colmos por avaliação, durante seis dias. Constatou-se que no primeiro dia de liberação houve a maior porcentagem de parasitismo, diferindo apenas do quinto e sexto dia. Conclui-se que C. flavipes pode parasitar até 120 horas de vida em condições de laboratório e recomenda-se a liberação de indivíduos com 24 horas de vida por apresentarem maior percentual de parasitismo nessa idade. Palavras-chave: Broca-da-cana; Controle Biológico; Infestação Artificial; Parasitoide larval.

Ability to Quest and Parasitism of Cotesia flavipes Cameron (Hymenoptera: Braconidae) on Diatraea saccharalis (Fabricius) (Lepidoptera: Crambidae) Larvae Abstract. The ability of the parasitoid to locate and parasitize the host is directly related to the success of biological control of pests. The effect of Cotesia flavipes Cameron’s age on the ability to quest and parasitism larvae of Diatraea saccharalis (Fabricius) in laboratory conditions was evaluated. An amount of 2,000 adults (24 hours aged) was released. Fourteen sugarcane borer artificially infested internodes were 5 and 10 m placed apart each other, comprising eighteen stalks in each evaluation, during six days. The higher parasitism rate was observed in the first day after parasitoid release, with significant differences from the fifth day on. Therefore, C. flavipes is able to efficiently parasitize until its first 120 hours of life in laboratory conditions. It makes possible a recommendation of 24-hours aged parasitoid releases, that possibly will be more efficient in the sugarcane borer biological control. Keywords: Artificial Infestation; Biological Control; Parasitoids; Sugarcane borer.

_____________________________________ iatraea saccharalis (Fabricius) (Lepidoptera: Crambidae) é uma das principais pragas de lavouras de cana-de-açúcar no Brasil (Pinto 2006). Lagartas desta praga podem causar injurias em plantas de cana de açúcar e as infestações promovem prejuízos econômicos a cultura (DinardoMiranda 2010).

do número de ovos a serem depositados em função da disponibilidade de hospedeiros e sua sobrevivência, em resposta à estes aspectos (Parra et al. 2002). Nessas condições, o estado fisiológico do parasitoide tem implicações importantes para seu sucesso reprodutivo (Hohmann & Luck 2004). O objetivo do presente trabalho foi avaliar se a idade dos adultos de C. flavipes pode influenciar na capacidade de busca e no parasitismo, desse parasitoide, em lagartas de D. saccharalis.

O uso de inseticidas químicos para o controle da broca não é recomendada devido aos prejuízos ambientais e baixa eficiência no controle de D. saccharalis, cujas lagartas, a partir do terceiro instar, se desenvolvem em galerias no interior do colmo de cana (Cirelli & Penteado-Dias 2003). Dessa forma, o interesse por agentes biológicos de controle aumentou (Pinto 2006). O controle biológico da broca-da-cana é realizado com liberações inundativas do parasitoide Cotesia flavipes (Cameron) (Hymenoptera: Braconidae) (Parra et al. 2002). Parasitoides tem papel importante em programas de controle biológico de insetos devido à sua eficiência na localização e exploração de hospedeiros (Parra et al. 2002). A alta eficácia destes organismos, aliada ao seu potencial biótico, os elegem como importantes componentes do manejo de pragas (Bellows et al. 1999).

O experimento foi conduzido no Laboratório de Entomologia e Nematologia Agrícola da Universidade Estadual do Norte do Paraná, Campus Luiz Meneghel, Bandeirantes, Paraná, Brasil. No bioensaio, utilizou-se uma sala climatizada (20±2°C; 70±10% umidade relativa (UR) e fotofase de 12 horas) com 25 m², contendo suas entradas vedadas para evitar a fuga dos parasitoides. Massas de pupas do parasitoide provenientes de criação massal foram mantidas em copos plásticos de 300 mL com tampas até a emergência dos adultos.

Um dos fatores que determinam a eficiência de um parasitoide é sua capacidade de busca e parasitismo em campo, a manipulação

No centro da sala (ponto referencial) foram demarcadas duas linhas paralelas distanciadas em cinco e dez metros do ponto

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Capacidade de Busca e de Parasitismo de Cotesia flavipes …

de liberação. Nas linhas, foram colocados cinco grupos com oito internódios infestados artificialmente com a broca, perfazendo um total de dez grupos com 80 unidades. Posteriormente, adultos de C. flavipes com 24 horas de idade foram liberados no ponto referencial. Ressalta-se que as 2.000 vespas foram previamente alimentadas com uma gotícula de mel, objetivando melhorar o desempenho dos parasitoides (Jervis et al. 1991). As avaliações foram efetuadas a cada 24 horas, em que os internódios eram substituídos até o sexto dia após a liberação dos parasitoides. A infestação artificial dos internódios de cana-de-açúcar com as brocas foi realizada de acordo com os procedimentos propostos por Chichera et al. (2012). Em cada orifício foi introduzida uma lagarta de 3º instar (aproximadamente 19 dias de idade) de D. saccharalis, criadas em dieta artificial, sendo este o estádio ideal para o parasitismo por C. flavipes (Botelho & Macedo 2002). Após a introdução da lagarta dentro do orifício, este foi coberto com “frass”, e posteriormente envolvido com uma tira de papel alumínio para evitar que as lagartas escapassem, que foi retirado antes de cada avaliação. Os dados referentes ao parasitismo diário e ao parasitismo total nas diferentes distâncias, foram submetidos á analise de variância e aplicado o teste de Tukey á 5% de probabilidade, utilizando-se o programa Statistic SPSS 19.

RESULTADOS E DISCUSSÃO Os resultados do parasitismo entre os seis dias de avaliações apresentaram diferenças estatísticas e variaram de 0% a 12,5% (F=4,40; df=5). No primeiro dia de liberação (parasitoides com 24h de idade) foi verificado o maior percentual total de parasitismo (12,5%), entretanto diferindo-se estatisticamente apenas do quinto e sexto dia, na qual não houve a presença de parasitismo (Figura 1). Isto pode ser atribuído ao vigor dos indivíduos recémemergidos e recém-acasalados. Adultos de C. flavipes com 24 horas apresentam melhor capacidade de voo, menor número de indivíduos não voadores e ausência de mortalidade em relação aos indivíduos com 48 e 72h (Oliveira et al. 2012).

partellus (Swinhoe) uma proporção relativamente grande (2025%) de ovos no primeiro hospedeiro localizado, devido à pequena possibilidade de encontro entre o hospedeiro e o parasitoide, ao curto tempo de vida do parasitoide e ainda ao grande risco de mortalidade deste durante a procura de hospedeiro. Os parasitoides com idade entre 48 e 120h (2° ao 4° dia após a liberação) foram menos eficientes no parasitismo de lagartas de lagartas de D. saccharalis (5%; 3,5% e 5%, respectivamente), não diferindo significativamente dos demais períodos avaliados (Tabela 1). Este fato demonstra uma relação inversa entre a idade do parasitoide e a longevidade do parasitoide (Figura 1). Dessa maneira, fatores como a idade de adultos podem reduzir a emergência da progênie de parasitoides (Pereira et al. 2009), relacionado, provavelmente à menor capacidade de produção de substâncias que suprimam a imunidade do hospedeiro (Vass & Nappi 1998) ou a menor produção de ovos por fêmea (Neto et al. 2005; Pereira et al. 2009). Estudos conduzidos por Pitcairn & Gutierrez (1992), já demonstravam a influência do tamanho do hospedeiro e da idade na fecundidade e longevidade de Tetrastichus incertus (Ratzeburg) e verificaram um padrão de rápido aumento da fecundidade seguido de um declínio devido à idade, padrão este similar ao encontrado na maioria dos insetos. Tabela1. Porcentagem diária do parasitismo de Cotesia flavipes (Hymenoptera: Braconidae), em lagartas de Diatraea saccharalis (Lepidoptera: Crambidae) em sala climatizada (20± 2°C, U.R 70 ± 10 e fotofase de 12 horas).

Dias após a liberação

% de parasitismo

12,5a

5ab

3,5ab

5ab

0b

0b

As médias seguidas pela mesma letra não diferem estatisticamente entre si foi pelo Teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade.

A idade da fêmea influencia a secreção das glândulas da espermateca, a redução dessas secreções ao longo do tempo,

107

Ainda, parasitoides de comportamento gregário otimizam o tamanho da progênie com os hospedeiros disponíveis e adequados á postura (Waage 1986). Resultados obtidos por Potting et al. (1997) indicam que C. flavipes deposita em lagartas de Chilo

Santos & Mihsfeldt

Figura 1. Curva logarítmica da relação da idade e a porcentagem de parasitismo total por Cotesia flavipes (Hymenoptera: Braconidae) em Diatraea saccharalis (Lepidoptera: Crambidae) em sala climatizada (20± 2°C, U.R 70 ± 10 e fotofase de 12 horas).

e-ISSN 1983-0572


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Durante o quinto e sexto dia, não houve emergência de parasitoides, o que sugere que as fêmeas de C. flavipes, podem não parasitar após o quarto dia de liberação. Isso pode estar atribuído ao gasto energético da fêmea na busca por hospedeiro levando-as a morte, ou ainda, perderam a capacidade de parasitar após 120h de vida. Resultados semelhantes foram encontrados por Amalin et al. (2005), que notaram que adultos de C. marginiventris com idades entre 48-72h parasitaram ou apresentaram baixo parasitismo em larvas de S. frugiperda. Quando analisado o parasitismo em relação as distâncias, foram verificadas diferenças estatísticas entre as distâncias de cinco e dez metros no primeiro e segundo dia. Observou-se que a maior taxa de parasitismo ocorreu próxima ao ponto de liberação dos parasitoides (5 metros). Quando analisada a distância de dez metros, não se observaram diferenças estatísticas ao longo do período de avaliação nesta distância (Tabela 2). Isto pode estar relacionado segundo Suverkropp et al. (2009) ao fato de que poucos insetos parasitoides realizam voos longos, pois estes tendem a ovipositar dentro ou próximo ao local que se desenvolveram ou de acordo com Turchin (1998) ao curto período de vida. Tabela 2. Porcentagem total de parasitismo de Cotesia flavipes (Hymenoptera: Braconidae), sobre lagartas de Diatraea saccharalis (Lepidoptera: Crambidae) em diferentes distâncias após a liberação em laboratório.

Dias

Distância (m)

Total de parasitismo (%)

1

22,5 aA

2

10 abA

3 4

5

5 bA 2,5 bA

5

0 bA

6

0 bA

1

2,5 aB

2

0 aB

3 4

10

2,5 aA 7,5 aA

5

0 aA

6

0 aA

Médias seguidas pela mesma letra minúscula (dias) ou maiúscula (distância) não diferem estatisticamente entre si pelo Teste de Tukey (P ≤ 0,05).

A partir do terceiro dia, não foram verificadas diferenças estatísticas entre as distâncias, o que demonstra que a área do experimento foi totalmente explorada pelos parasitoides e não houve distinção dos parasitoides sobre as brocas nas diferentes distâncias. Para uma alta eficiência do controle biológico de pragas a avaliação da capacidade de dispersão após a liberação e o tamanho da área experimental são fatores fundamentais (CantoSilva et al. 2006), bem como as características intrínsecas do parasitoide, o número de liberações ou de parasitoides liberados (Kehrli et al. 2005). Tais fatores permitem a tomada de decisão sobre o momento de se levar o inimigo natural ao campo, para se obter níveis satisfatórios de parasitismo e controle eficaz da praga-alvo. O himenóptero C. flavipes encontra e parasita D. saccharalis por até 96 horas de vida em condições de laboratório e recomenda-se a liberação de indivíduos com 24 horas de vida, pois foi verificada a maior taxa de parasitismo nessa idade. e-ISSN 1983-0572

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Canto-Silva, C.R., R. Kolberg, H.P. Romanowski & L.R. Redaelli, 2006. Dispersal of the egg parasitoid Gryon gallardoi (Brethes) (Hymenoptera: Scelionidae) in tobacco crops. Brazilian Journal of Biology, 66: 9-17. Chichera, R.A., F.F. Pereira, O. Kassab, R.H. Barbosa, P.L. Pastori & C. Rossoni, 2012. Capacidade de busca e reprodução de Trichospilus diatraeae e Palmistichus elaeisis (Hymenoptera: Eulophidae) em pupas de Diatraea saccharalis (Lepidoptera: Crambidae). Interciencia, 37: 852-856. Cirelli, K.R.N. & A.M. Penteado-Dias, 2003. Análise da riqueza da fauna de Braconidae (Hymenoptera: Ichneumonoidea) em remanescentes naturais da Área de Proteção Ambiental (APA) de Descalvado, SP. Revista Brasileira de Entomologia, 47: 89-98. Dinardo-Miranda, L.L., 2010. Pragas. p. 349-404. In: DinardoMiranda, L.L.; Vasconcelos, A.C.M. & M.G.A. Landell, Canade-açúcar. Campinas: Instituto Agronômico, 882p. Hohmann, C.L. & R. Luck, 2004. Effect of host availability and egg load in Trichogramma platneri Nagarkatti (Hymenoptera: Trichogrammatidae) and its consequences on progeny quality. Brazilian Archives of Biology and Technology, 4: 413422. Jervis, M.A. & A.C. Kidd, 1991. The dynamic significance of host feeding by insect parasitoids what modellers ought to consider. Oikos, 62: 97-99.

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resulta em uma menor atividade dos espermas para a fertilização dos ovos Flanders (1946) apud Singh et al. (2001). Em Cotesia marginiventris Cresson (Hymenoptera: Braconidae) foi constatada maior eficiência do parasitismo de Spodoptera frugiperda (Smith) (Lepidoptera: Noctuidae) entre 48 a 96h de idade (Rajapakse 1992).

EntomoBrasilis 7 (2)


Capacidade de Busca e de Parasitismo de Cotesia flavipes â&#x20AC;Ś

discrimination in the stemborer parasitoid C. flavipes. Entomologia Experimentalis et Applicata, 82: 341-348. Rajapakse, R.H.S., 1992. Effect of host age, parasitoid age, and temperature on interspecific competition between Chelonus insularis Cresso, Cotesia marginiventris Cresson and Microplitis manilae Ashmead. Insect Science and its Application, 13: 87-94. Singh, R., A. Singh & B.S. Upadhyay, 2001. Influence of belated copulation and oviposition on the fecundy and progeny sex ratio of Binodoxys (=Trioxys) indicus (Subba Rao and Sharma) (Hymenoptera: Braconidae: Aphidiinae). Journal of Biological Control, 15: 105-112. Suverkropp, B.P., F. Bigler & J.C. Van Lenteren, 2009. Dispersal behaviour of Trichogramma brassicae in maize fields. Bulletin of insectology, 62: 113-120. Turchin, P., 1998. Quantitative analysis of movement: Measuring and modeling population redistribution in animals and plants. Sunderland: Sinauer Associates, 396p.

Santos & Mihsfeldt

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Como citar este artigo:

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Santos, L.A.O. & L.H. Mihsfeldt, 2014. Capacidade de Busca e de Parasitismo de Cotesia flavipes Cameron (Hymenoptera: Braconidae) em Lagartas de Diatraea saccharalis (Fabricius) (Lepidoptera: Crambidae). EntomoBrasilis, 7 (2): 106-109. AcessĂ­vel em: doi:10.12741/ebrasilis.v7i2.333

e-ISSN 1983-0572


Entomologia Geral

doi:10.12741/ebrasilis.v7i2.348 e-ISSN 1983-0572 Publicação do Projeto Entomologistas do Brasil www.ebras.bio.br Distribuído através da Creative Commons Licence v3.0 (BY-NC-ND) Copyright © EntomoBrasilis Copyright © do(s) Autor(es)

Machos Virgens e Acasalados de Ceratitis capitata Wiedemann (Diptera: Tephritidae) Apresentam o mesmo Sucesso de Cópula e a mesma Capacidade de Inibição de Recópula das Fêmeas? Luiza Passos Santana & Iara Sordi Joachim-Bravo Universidade Federal da Bahia, e-mail: psluiza@yahoo.com.br, iara_bravo@yahoo.com.br (Autor para correspondência).

_____________________________________ EntomoBrasilis 7 (2): 110-115 (2014)

Resumo. A mosca-das-frutas, Ceratitis capitata Wiedemann é uma espécie polífaga que causa danos à fruticultura. Para seu controle, uma das técnicas utilizada é a técnica do inseto estéril (TIE), que consiste na liberação de milhares de machos estéreis no campo para competirem com os selvagens pelas fêmeas. O sucesso desta técnica está associado à habilidade do macho estéril em ser aceito pela fêmea e também em prevenir a recópula da mesma. Neste trabalho avaliou-se a influência do status reprodutivo do macho - virgem ou acasalado - no seu sucesso de cópula e na sua capacidade de inibir a recópula das fêmeas. Foram avaliados o tempo de latência e o tempo de duração da cópula de acasalamentos com os dois tipos de machos. Para verificar a capacidade de inibição de recópula, fêmeas acasaladas com machos virgens ou acasalados foram expostas a novos machos virgens um dia após o primeiro acasalamento e observadas quanto a ocorrência de recópula. Os resultados evidenciaram que machos de diferentes status reprodutivos apresentaram similaridades quanto ao sucesso de acasalamento e a capacidade de inibir a recópula das fêmeas, além de tempos similares de latência para a cópula e duração da mesma. Tais dados sugerem que, assumindo-se que os machos estéreis apresentam a mesma biologia básica de machos não estéreis, na aplicação da TIE, machos que já acasalaram uma vez no campo podem continuar a ter a mesma eficiência que os virgens quanto ao sucesso de acasalamento e a capacidade de inibição de recópula das fêmeas. Palavras-chave: Comportamento Reprodutivo, Moscamed, Técnica do Inseto Estéril.

Virgin and Mated Males of Ceratitis capitata Wiedemann (Diptera: Tephritidae) Have the Same Mating Success and the Same Ability to Inhibit Female Remating? Abstract. Ceratitis capitata Wiedemann is a polyphagous species that damages fruits and affects their production and consumption. One of the techniques to manage this pest is the Sterile Insect Technique, which consists in releasing sterile males in nature to compete with wild males for mating. The success of this technique is associated with the ability of sterile male in being selected by the female and in preventing female remating with other males. This paper aims to evaluate the influence of male reproductive status in mating success and in female remating inhibition. Tests for evaluating the latency to mate and copula duration were performed to evaluate latency to mate and copula duration based on different male status. In remating inhibition tests, females mated with virgin and mated males, were exposed to other males one day after the first mating so the rate of remating could be evaluated. The results showed that males of different reproductive status had no differences in mating success and in female remating inhibition. The latency to mate and copula duration were similar for both male status as well. Our results suggest that, assuming that the sterile males have the same basic biology of no sterile males, in SIT, after released in nature, mated males can have the same success in mating and female remating inhibition as virgin males. Keywords: Medfly; Reproductive Behavior; Sterile Insect Technique.

_____________________________________ riginária da África, Ceratitis capitata Wiedemann é uma espécie polífaga, multivoltínea e com ampla distribuição geográfica (Souza & Matioli 1988; Fimiani 1989; Zucchi 1999). Tendo sido introduzida no Brasil no início do século 20 tem causado muito danos à fruticultura nacional (Malavasi & Barros 1988; Araujo & Zucchi 2003). A busca por métodos de controle de pragas agrícolas menos agressivos ao ambiente e por produtos de qualidade livres de resíduos tóxicos vem incentivando a procura de alternativas de controle (Carvalho et al. 1999; Kapongo et al. 2007; Hosken et al. 2009). Um desses métodos é a técnica do inseto estéril (TIE) (Knipling 1959), que consiste na esterilização dos machos e sua posterior liberação em campo, onde deverão competir com machos selvagens pelas fêmeas (Walder 1999; Lance et al. 2000). A expectativa, quando da aplicação constante da técnica, é que ela contribua gradativamente para a supressão da população alvo

no campo (Souza & Matioli 1988; Gavriel et al. 2009). A eficácia da TIE depende do sistema de acasalamento da espécie (Knipling 1959) e pode ser beneficiada pelo aprimoramento no conhecimento dos fatores que contribuem para o sucesso de cópula dos machos (Robinson et al. 2002). Em C. capitata observa-se o sistema de acasalamento em lek, no qual machos se agregam delimitando um território e liberam feromônio para atrair as fêmeas para acasalamento (Lance et al. 2000; Briceño et al. 2007; Anjos-duarte et al. 2011). Diante do lek, as fêmeas podem avaliar e aceitar acasalar com um dos machos disponíveis (Eberhard 1999; Anjos-duarte et al. 2011), sugerindo que o sucesso de cópula do macho estaria vinculado à uma escolha da fêmea (Mossinson & Yuval 2003). Vários fatores que influenciam o sucesso de cópula dos machos têm sido estudados: idade, estado nutricional e esterilidade em

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Machos Virgens e Acasalados de Ceratitis capitata…

C. capitata (Aluja et al. 2001; Kraaijeveld & Chapman 2004; Silva-Neto et al. 2009; Costa et al. 2012) e em outras espécies (Dukas 2005; King et al. 2005), incluindo aprendizado e status de acasalamento do macho. Outros fatores que podem interferir no sucesso reprodutivo do macho são a capacidade deste em prevenir a recópula da fêmea (Kraaijeveld et al. 2004) e os mecanismos regulatórios pós-cópula da fêmea (Yuval & Hendrichs 1999). Em diversos dípteros a receptividade da fêmea sofre mudança após o acasalamento (Miyatake et al. 1999). O controle dessa receptividade ainda não está totalmente esclarecido na mosca do mediterrâneo (Yuval & Hendrichs 1999), mas sabe-se que mecanismos comportamentais, mecânicos e fisiológicos dos machos estão envolvidos na inibição da receptividade das fêmeas (Mossinson & Yuval 2003), cuja aptidão para a recópula parece estar associada à qualidade do primeiro macho (Gavriel et al. 2009). A influência da experiência do macho no seu sucesso de acasalamento já foi demonstrada em alguns outros trabalhos com Diptera. Machos acasalados de Anastrepha suspensa Loew, por exemplo, tiveram maior sucesso quando comparados a machos virgens, mostrando a influência positiva da experiência de acasalamento nesta espécie (Teal et al. 2000). Entretanto, desvantagens para as fêmeas também foram percebidas no caso de cópula com machos não virgens. A qualidade do esperma e de outras substâncias seminais pode variar, de modo que fêmeas que copulam com machos já acasalados diversas vezes podem receber um ejaculado de menor qualidade e ter a capacidade de postura de ovos férteis afetada (Perez-Staples et al. 2008). Neste trabalho foi avaliada a influência do status reprodutivo dos machos no seu sucesso de cópula e na inibição da recópula das fêmeas. Como aspectos específicos, foram analisados: (I) A preferência da fêmea na escolha entre machos virgens e acasalados; (II) a duração da cópula e o tempo de latência para o início da cópula de machos de diferentes status; (III) a capacidade de cada tipo de macho em inibir a recópula da fêmea.

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Material e Métodos Indivíduos de C. capitata foram obtidos de uma criação mantida em laboratório há aproximadamente 15 anos com a introdução ocasional de indivíduos selvagens coletados de frutos de amendoeira (Terminalia catappa L.) para manter variabilidade genética na criação. As criações foram mantidas sob condições de 25-26 °C, com fotofase de 12h, no Laboratório de Ecologia Nutricional de Insetos (LENI) do Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia. A manutenção das moscas seguiu a metodologia descrita por Zucoloto (1987) e a alimentação consistiu de dieta à base de farelo de soja e levedo de cerveja para as larvas (Carvalho et al. 1998) e uma mistura de açúcar e extrato de levedura na proporção 3:1 para os adultos (Silva-Neto et al. 2012). Durante os testes foram disponibilizados água e alimento para os adultos. Os insetos usados nos experimentos foram coletados em até 24 h após a emergência e separados por sexo em caixas plásticas. Todos possuíam entre 5 e 6 dias de idade, na data de realização do teste. Nesse período os indivíduos já estavam maduros sexualmente. A identificação da maturação sexual dos machos é definida com a observação do comportamento de “chamamento”, que é quando o macho e libera uma gotícula de feromônio (Anjos-Duarte et al. 2011; Silva-Neto et al. 2012) ao mesmo tempo em que faz movimentos rápidos com a asa para frente e para trás (vibração) (Briceño et al. 2007). Para obtenção de machos acasalados, no dia anterior a cada teste foi colocado em conjunto machos e fêmeas e observada a ocorrência de cópula. Nesse procedimento, cada macho acasalou uma única vez, e após o término da cópula os machos foram separados e utilizados 24 h depois no experimento. Escolha de parceiro sexual e avaliação da latência para a cópula e duração da cópula. Os testes de escolha de parceiro sexual foram realizados em gaiolas plásticas (18 x 13 x 13 cm).

Santana & Joachim-Bravo

Em cada réplica (gaiola) foram colocados um indivíduo de cada categoria (macho virgem, macho acasalado e fêmea virgem). Cada casal que copulava era retirado com auxílio de tubo de ensaio e observou-se a preferência da fêmea, registrando-se o status reprodutivo do macho com o qual cada fêmea tinha acasalado. Machos virgens e acasalados foram diferenciados por uma marcação prévia (24h antes do teste) no noto com tinta atóxica, cujas cores (verde e azul escuro) foram alternadas nas diferentes réplicas. Foram efetuadas 18 réplicas para este experimento. Para avaliar a latência para a cópula - contada a partir da liberação dos machos na gaiola até o registro do casal em cópula - e duração da mesma foram realizadas 17 réplicas (uma réplica = uma gaiola) para cada grupo de macho (virgem ou acasalado) de forma independente em gaiolas similares à descrita no experimento anterior. Um macho de uma das duas categorias (virgem ou acasalado) estava presente juntamente com uma fêmea virgem em uma mesma réplica e a cada registro de cópula, anotava-se o horário de início e término. Outro conjunto de experimentos envolvendo a medição desses mesmos parâmetros - escolha da fêmea, latência e duração da cópula - teve como objetivo avaliar se a preferência da fêmea poderia ser influenciada pelo ambiente (tipo de gaiola) e pela presença de outras fêmeas. Neste delineamento, tanto os experimentos de escolha das fêmeas como os de latência e duração de cópula foram realizados em gaiolas maiores (68 x 68 x 90 cm) composta por armação de ferro e revestida por tela, contendo no seu interior uma muda de pitangueira (Eugenia uniflora L.), com aproximadamente 70 cm de altura e 40 cm de diâmetro de copa. Em cada réplica (gaiola), doze indivíduos de cada categoria (machos virgens, machos acasalados e fêmeas virgens) foram colocados na gaiola. Cada casal que copulava era retirado com auxílio de tubo de ensaio e observou-se a preferência da fêmea, registrando-se o status reprodutivo do macho com o qual cada fêmea tinha acasalado. Para garantir a proporção de machos de cada tipo, a cada casal retirado retirava-se também um macho do status reprodutivo oposto. Os machos de cada categoria foram diferenciados empregando-se as mesmas marcas descritas nos experimentos anteriores. Seis réplicas foram feitas para esse experimento. Para a avaliação da latência para a cópula e a duração da mesma foram realizadas seis réplicas (uma réplica = uma gaiola) para cada grupo de macho (virgem ou acasalado) de forma independente em gaiolas similares à descrita no experimento anterior. Em uma mesma gaiola (réplica) foram colocados doze machos de um único tipo e doze fêmeas virgens e a cada acasalamento registrado anotava-se o horário de início e término de cada cópula. Todos os experimentos acima descritos tiveram início às 08:00 e término às 12:00. Recópula. Para avaliar a ocorrência de recópula associada a machos virgens e machos acasalados foi testado se as fêmeas acasaladas no dia anterior com os machos de diferentes status reprodutivo recopulavam. Fêmeas virgens foram colocadas em gaiolas plásticas (18 x 13 x 13 cm) juntamente com machos virgens ou acasalados. As fêmeas que copularam foram separadas após o fim da cópula e consideradas como fêmeas acasaladas. No dia seguinte, essas fêmeas acasaladas com diferentes tipos de machos foram colocadas individualmente em gaiolas plásticas (18 x 13 x 13 cm), e expostas a um macho virgem. Foram feitas 35 réplicas de recópula (uma réplica = uma gaiola) para fêmeas acasaladas previamente com machos virgens e 36 réplicas de recópula para fêmeas acasaladas previamente com machos acasalados. Os testes aconteceram de 8:00 às12:00 e registrou-se a presença ou ausência de recópula. Análise estatística. Nos experimentos de recópula e nos testes de escolha de parceiro onde havia apenas 1 fêmea e 2 machos foi feito o teste do qui-quadrado (χ2) para avaliar se houve diferença e-ISSN 1983-0572


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no número de recópula e na preferência da fêmea considerando os dois tipos de machos. Nos testes de escolha onde havia grupos de fêmeas e de machos foi utilizado o teste t, para analisar as diferenças entre as médias encontradas. Antes de realizar o teste t, foram verificadas as premissas de normalidade dos dados utilizando o teste de Shapiro-Wilk (α=0,05) e da homogeneidade das variâncias utilizando o teste F (α=0,05). Nos testes de avaliação da latência para a cópula e duração da cópula com casais individualizados e com grupos de moscas foi feito o teste não paramétrico de Mann-Whitney, uma vez que as premissas de normalidade ou homogeneidade não foram cumpridas. Todas as análises estatísticas foram realizadas usando o programa R Studio (R Development Core Team 2011) com nível de significância de 0,05.

Nos testes de escolha de parceiro sexual com grupos de fêmeas expostas simultaneamente a machos virgens e acasalados, estas também não demonstraram preferência entre os machos de diferentes status de acasalamento. Em média 4,5±1,64 machos virgens e 5,0±1,67 machos acasalados foram escolhidos por réplica, resultando em uma diferença não significativa (F = 1,037; t = 0,52; p=0,61; teste t).

Resultados

Os experimentos sobre a influência do status reprodutivo do macho na taxa de recópula das fêmeas (Figura 1) evidenciaram que o status reprodutivo dos machos não afetou a taxa de recópula das fêmeas. A taxa de recópula de fêmeas que acasalaram com machos virgens foi de 26% (9 de 35 fêmeas) e a das que acasalaram com machos experientes (já acasalados uma vez) foi de 28% (10 de 36 fêmeas), (χ2 = 0,1; g.l. = 1; p = 0,75).

No teste de escolha de parceiro sexual, no qual 1 fêmea foi exposta a 2 machos - virgem ou acasalado - não houve diferença significativa na escolha (χ2 = 3,55; g.l. = 1; p= 0,059), apesar do valor de p obtido ter sido próximo do valor de significância. De um total de 18 réplicas, em 13 (72%) os machos virgens foram preferidos e em 5 as fêmeas escolheram os acasalados (28%).

O tempo de latência para a cópula e a duração da cópula para machos virgens e acasalados nos testes com fêmeas individuais (FI) e com fêmeas em grupo (FG) estão expostos na Tabela 1. A latência para a cópula e a duração da mesma foi similar para ambas as categorias de machos nos dois delineamentos experimentais.

Tabela 1. Latência para a cópula e de duração da cópula para machos virgens e acasalados de Ceratitis capitata. Os dados representam a mediana (min-max) dos tempos (minutos) de latência e duração da cópula em dois tipos de experimentos: com fêmeas individuais (FI) (n=17) e com fêmeas em grupo (FG) (n=6). Não houve diferença estatística entre acasalamentos com machos virgens e machos acasalados em nenhum dos tipos de experimentos (Teste Mann-Whitney, p>0,05). Latência para a cópula (min)

Duração da cópula (min)

FI

FG

FI

FG

Machos virgens

15 (07 - 50)

16,44 (14,08-38,01)

180 (150-197,4)

142,11 (129,03-153,27)

Machos acasalados

10 (7,5 - 24)

17,90 (15,03-32-4)

164 (142,5-178)

147,90 (138,21-156,14)

U = 120

U = 11

U = 100,5

U = 15

0,152

0,830

0,130

0,680

Teste Mann-Whitney

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Valor de P

Figura 1. Número de fêmeas acasaladas com machos virgens ou acasalados que recopularam ou não. Teste do Qui quadrado (χ2 = 0,1, g.l. = 1, p = 0,75).

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Machos Virgens e Acasalados de Ceratitis capitata…

Discussão Neste trabalho não foi observada preferência da fêmea pelo status virgem ou acasalado do macho. Ao contrário do observado aqui, em outra espécie de moscas-das-frutas da família Tephritidae, Anastrepha fraterculus Wiedemann, as fêmeas preferiram acasalar com machos já acasalados (De Lima et al. 1994). Teal et al. (2000) mostraram que em A. suspensa, machos acasalados tinham maior sucesso de acasalamento quando comparados aos virgens. Em outras ordens de insetos como no caso de Ostrinia nubilalis Hübner (Lepidoptera, Crambidae), os machos com experiência de acasalamento tiveram mais sucesso do que os virgens, entretanto, as fêmeas acasaladas com os virgens tiveram maior fecundidade, viveram mais e tiveram maior período de oviposição (Milonas et al. 2011). Algumas explicações podem ser sugeridas para a ausência de preferência das fêmeas por acasalar com machos virgens e acasalados aqui observada. Uma delas é que as fêmeas podem não reconhecer os diferentes tipos de machos pelo seu ritual de corte, uma vez que, em trabalhos anteriores constatou-se, por exemplo, que as fêmeas não tiveram habilidade em distinguir machos de diferentes idades (Anjos-Duarte et al. 2011); ou que eles realmente não difiram em qualidade. Outra possibilidade é que cada categoria de machos pode apresentar vantagens próprias para as fêmeas acasalarem com eles, o que contribuiria para uma diversidade de comportamento entre as próprias fêmeas. Acerca desta última explicação, alguns trabalhos mostram que benefícios diretos e indiretos podem influenciar a escolha da fêmea entre virgens e acasalados (Milonas et al. 2011) e, segundo Cendra et al. (2011), o critério de seleção da fêmea pode não ser óbvio. King et al. (2005) sugerem que se os indivíduos já acasalados forem menos dispostos a acasalar, seria desvantajoso (gasto de tempo e energia) investir num acasalamento com eles, o que levaria a uma seleção dos virgens. Outro fator que contribuiria para tal seleção é a possível diminuição da quantidade de líquido espermático dos machos acasalados, devido aos vários acasalamentos. No trabalho de Perez-Staples et al. (2008), feito com Anastrepha obliqua Macquart, são apontados custos que as fêmeas enfrentam ao copular com machos já acasalados, como: receber ejaculado de baixa qualidade e assim diminuir a aptidão; além disso, essas fêmeas são mais propensas a recopular. Contudo, foi observado um ligeiro aumento no tempo de vida, quando as fêmeas tinham acasalado com os machos não virgens. Por outro lado, a experiência de acasalamento poderia indicar que aquele macho já teve sucesso (Milonas et al. 2011). A possível redução no número de progênie, ligada à cópula com o macho acasalado, pode ser compensada pela melhor qualidade genética da descendência (Shelly & Whittier 1993). Sendo assim, os diferentes status reprodutivos do macho apresentam vantagens e desvantagens para as fêmeas, o que pode estimular diferentes respostas por parte de diferentes fêmeas de uma população.

113

O tempo de latência e a duração de cópula não foram significativamente diferentes entre os machos de diferentes tipos, indicando desempenhos similares em relação às atividades de cópula. Sendo assim, nesse estudo, além das fêmeas não demonstrarem uma preferência em relação ao tipo de macho escolhido, eles também apresentaram desempenhos semelhantes quanto ao sucesso de acasalamento. Com relação aos dois tipos de delineamento efetuados, fêmeas individuais e fêmeas em grupo, aparentemente parece haver uma diferença entre os resultados obtidos nos dois experimentos, apesar de nenhum deles ter registrado diferenças estatísticas na performance de machos virgens e acasalados. Nos testes com grupos de fêmeas houve um maior equilíbrio na escolha de machos virgens e acasalados, aproximadamente 50% de cada tipo foram escolhidos. Já quando a fêmea estava sozinha para escolher entre dois tipos de machos, uma grande parte delas preferiu acasalar com o macho virgem (72%). Estudos posteriores deverão investigar as causas dessa possível distinção

Santana & Joachim-Bravo

nos resultados dos experimentos com grupos de fêmeas e com fêmeas individuais, que podem estar relacionados tanto ao tipo de gaiola usada, quanto a influência de coespecíficos. Esse último aspecto tem respaldo em trabalhos anteriores como o de AnjosDuarte et al. (2011) que sugere que a pressão da concorrência (na presença de muitos co-específicos) pode diminuir o rigor de escolha das fêmeas. Também, no trabalho de Davis et al. (2011) observou-se que o estímulo social de oviposição para Rhagoletis juglandis Cresson (Diptera, Tephritidae) esteve relacionado com o aumento da concorrência no ambiente. A porcentagem de recópula observada no presente trabalho se assemelha, em parte, à porcentagem de recópula encontrada por Costa et al. (2012) para machos de diferentes idades bem alimentados com proteína, que girou também em torno de 20%. Nesse mesmo artigo a porcentagem foi de 20 a 50% nos casos dos machos alimentados com baixo teor de proteínas. Porcentagens menores de recópula para fêmeas selvagens de C. capitata também foram encontradas quando a recópula foi analisada em diferentes dias após o primeiro acasalamento (0 a 13%) (Kraaijeveld et al. 2004). Estudando machos férteis e estéreis, Kraaijeveld & Chapman (2004) observaram taxas de 47,9% (para os 2 acasalamentos com férteis), 81,8% (para o primeiro com estéril e segundo com fértil) e 9,5% (para os 2 acasalamentos com estéreis). Valores variando de próximo a 10% até em torno de 60% foram vistos por Vera et al. (2002), quando estudavam recópula no cenário de diferentes populações e densidades de moscas. A taxa de recópula aqui encontrada sugere que machos virgens e acasalados possuem a mesma capacidade de inibir a recópula da fêmea, não demonstrando vantagem de um tipo sobre o outro nesse quesito. A receptividade em insetos é influenciada por diversos fatores (incluindo dieta, produção de ovos, controle endócrino e neural e fatores genéticos) e a fertilização é parcialmente controlada pelo comportamento da fêmea já que geralmente depende da receptividade das fêmeas (Ringo 1996). Entretanto, a receptividade da fêmea para acasalamentos posteriores, ou seja, recópula sofre influência de substâncias oriundas do macho. A mudança do comportamento de fêmeas virgens para acasaladas está associada às substâncias transferidas no acasalamento pelo macho (Chapman et al. 1998), cujo fluido de suas glândulas acessórias afeta também a receptividade delas, embora a maneira e as variáveis envolvidas ainda não sejam totalmente compreendidas. (Robinson et al. 2002). A introdução desse fluido aumenta a preferência por odores de frutas hospedeiras em detrimento do feromônio do macho (Jang 2002). Neste trabalho, os machos de diferentes status mostraram semelhante eficiência em inibir a recópula. É possível que a quantidade e a qualidade das substâncias transferidas no acasalamento não sejam muito diferentes no caso de machos virgens e acasalados de C. capitata, e por isso não tenha sido encontrada diferença significativa na inibição da recópula. Entretanto, para confirmar esse dado é necessário realizar a análise do material transferido. Além disso, no presente estudo, os machos acasalados que participaram dos experimentos, tinham acasalado apenas uma vez. É possível que a taxa de inibição de recópula seja alterada caso os machos considerados “acasalados” copulem várias vezes antes da realização dos experimentos; ou caso mude o intervalo dado entre a cópula e a recópula, pois pode ser necessário algum tempo para reposição de substâncias do macho que vão ser transferidas durante o acasalamento. Os dados aqui obtidos sugerem que, assumindo-se que os machos estéreis apresentam a mesma biologia básica de machos não estéreis, na aplicação da TIE, machos que já acasalaram uma vez no campo podem continuar a ter a mesma eficiência que os virgens quanto ao sucesso de acasalamento e a capacidade de inibição de recópula das fêmeas. Do ponto de vista prático, isso pode auxiliar na estimativa da quantidade de machos que devem ser liberados no campo, levando-se em conta que um mesmo e-ISSN 1983-0572


macho pode ser apto a acasalar com sucesso com mais de uma fêmea.

AGRADECIMENTOS À Universidade Federal da Bahia (UFBA) pelo suporte de infraestrutura.

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Machos Virgens e Acasalados de Ceratitis capitata…

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Como citar este artigo:

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Santana, L.P. & I.S. Joachim-Bravo, 2014. Machos Virgens e Acasalados de Ceratitis capitata Wiedemann (Diptera: Tephritidae) Apresentam o mesmo Sucesso de Cópula e a mesma Capacidade de Inibição de Recópula das Fêmeas? EntomoBrasilis, 7 (2): 110-115. Acessível em: doi:10.12741/ebrasilis.v7i2.348

e-ISSN 1983-0572


Saúde Pública

doi:10.12741/ebrasilis.v7i2.372 e-ISSN 1983-0572 Publicação do Projeto Entomologistas do Brasil www.ebras.bio.br Distribuído através da Creative Commons Licence v3.0 (BY-NC-ND) Copyright © EntomoBrasilis Copyright © do(s) Autor(es)

Avaliação da Presença de Aedes aegypti (Linnaeus) e Aedes albopictus (Skuse) no Município de Vassouras, RJ, Brasil Renata Fraga Pinheiro, Simone Pereira Alves, Alexandre de Araujo Oliveira, Cleber Barreto Espindola & Marise Maleck Laboratório de Insetos Vetores, Universidade Severino Sombra, e-mail: renatafragapinheiro@gmail.com, enomisalves@hotmail.com, alexandre.araujo@biologo.bio.br, cbespindola@hotmail.com, mmaleck@oi.com.br (Autor para correspondência).

_____________________________________ EntomoBrasilis 7 (2): 116-123 (2014)

Resumo. Este estudo teve como objetivo verificar a presença das formas imaturas de Aedes aegypti (Linnaeus) e Aedes albopictus (Skuse) no Município de Vassouras, RJ, Brasil. O levantamento foi realizado no período de junho de 2008 a maio de 2010, em sete pontos pré-determinados do município, com coletas semanais utilizando como metodologia de captura de larvas armadilhas de pneus contendo infusão de capim. Os resultados mostraram positividade de Ae. aegypti e Ae. albopictus em todos os pontos analisados e preferencialmente nos meses dezembro, janeiro e março. Palavras-Chave: Culicidae; Larvitrampa; Levantamento populacional.

Evaluating the Presence of Aedes aegypti (Linnaeus) and Aedes albopictus (Skuse) in Vassouras City, RJ, Brazil Abstract. This study aimed to verify the presence of immature forms of Aedes aegypti (Linnaeus) and Aedes albopictus (Skuse) in the Vassouras City, RJ, Brazil. The survey was conducted from June 2008 to May 2010 in seven pre-determined points of the city, with weekly collections using a capturing larval methodology of the traps tires containing grass infusion. The results showed positive for Ae. aegypti and Ae. albopictus at all points analyzed and preferably in the months December, January and March. Keywords: Culicidae; Larvitramps; Population survey.

_____________________________________ ão reconhecidas mais de 500 espécies integrantes do gênero Aedes, que tem sua distribuição desde o Equador até as regiões polares, muitos deles são primitivamente silvestres (Vieira & Lima 2006). A espécie Aedes aegypti (Linnaeus) (Diptera: Culicidae), apresenta-se como vetor mais importante na transmissão da dengue. Típica arbovirose, caracteriza-se como doença tropical, onde o vírus da dengue é transmitido em um ciclo envolvendo humanos e mosquitos, ocorrendo principalmente em áreas temperadas e tropicais. No momento, são conhecidos quatro sorotipos do vírus da dengue. No Brasil, os sorotipos 1 e 2 têm circulação simultânea em 18 estados. O sorotipo 3 foi encontrado no Estado do Rio de Janeiro entre os anos de 1999 e 2000. No que tange ao sorotipo 4, este está presente em dez países, dentre os quais, Venezuela, Equador, Peru e, recentemente em risco epidêmico, no Brasil (Ministério da Saúde 2010).

quanto ao hospedeiro, é antropofílico, porém pode se alimentar do sangue de outros animais como equinos, bovinos, cães, macacos, aves e roedores (Consoli & Lourenço-de-Oliveira 1994; Eiras 2005). Caracteriza-se pela ampla plasticidade ecológica, evidenciada pela capacidade de colonizar os mais variados tipos de recipientes, naturais e artificiais. Dentre os criadouros artificiais, os pneus têm merecido atenção da vigilância epidemiológica por apresentarem condições propícias à criação dos mosquitos. Esses depósitos conseguem armazenar grande quantidade de água, além de proporcionarem baixa evaporação (Honório & Lourenço-de-Oliveira 2001). Embora o Ae. albopictus ainda não tenha sido caracterizado como vetor natural do dengue no Brasil, foi comprovado que em condições laboratoriais e em campo, populações brasileiras desta espécie têm a habilidade de se infectar com o vírus do dengue e transmiti-lo (Alencar et al. 2008; Castro et al. 2004; Lourenço-de-Oliveira et al. 2003).

Ae. aegypti, mosquito cosmopolita com hábito diurno e capacidade de propagar- se nos mais variados tipos de criadouros e, seguramente, existe ligação entre os depósitos e os hábitos de armazenagem de água de cada população. A atividade humana e seus hábitos propiciam o surgimento dos depósitos preferenciais para suas larvas em recipientes como pneus, latas, vidros, vasos, lagos artificiais, piscinas e aquários abandonados. Grande parte da dificuldade de controle deste vetor se deve a sua extraordinária competência na busca e na escolha de locais preferenciais para oviposição (Barata et al. 2001; Forattini 2002).

O número de municípios brasileiros nos quais tem sido assinalada a presença de Ae. aegypti tem aumentado rapidamente nos últimos anos (Nobre et al. 1994; Silveira 1998). Este mosquito encontra-se disseminado em todos os Estados do Brasil, onde suas populações apresentam elevada susceptibilidade à infecção natural pelos vírus dengue e da febre amarela (Lourenço-deOliveira et al. 2004; Ministério da Saúde 2009).

Aedes albopictus (Skuse) (Diptera: Culicidae), mosquito cosmopolita com hábito diurno, além de muito eclético também

Quanto ao Ae. albopictus, o primeiro registro no Brasil deuse em 1986, no Estado do Rio de Janeiro. No mesmo ano, a Agência(s) de FUNADESP.

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PIBIC/FAPERJ;


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mencionada espécie já era encontrada nos Estados de São Paulo e Minas Gerais. Somente em quatro estados brasileiros não há relatos de sua presença: Amapá e Acre, da região Norte; e Piauí e Sergipe, da região Nordeste (Santos 2003; Martins et al. 2006; Aguiar et al. 2008; Balestra et al. 2008).Trata-se de uma espécie que em laboratório, demonstrou competência à infecção e à transmissão de 22 arbovírus distintos, podendo atuar como vetor secundário dos vírus do dengue em zonas rurais e urbanas (Miller & Ballinger 1988; Ponce et al. 2004). O levantamento das formas imaturas de Ae. aegypti e Ae. albopictus no município de Vassouras, RJ, propôs verificar a presença destes culicídeos a fim de conhecer sua dispersão e possibilitar o controle populacional destes vetores. E, em especial, a espécie Ae. albopictus que pode se tornar um elo entre os ciclos silvestres e urbanos, pela sua facilidade de frequentar igualmente os dois ambientes.

Pinheiro et al.

MATERIAIS E MÉTODOS Área de estudo. O estudo foi realizado no Município de Vassouras, localizado na região Centro Sul Fluminense no Estado do Rio de Janeiro, Brasil (Figura 1). O Município possui 552 km² e 34.410 habitantes (IBGE 2010); localizado a 22º 24’14” S e 43º 39’ 45” O, com 434 m de altitude, clima mesotérmico úmido, associado à Floresta Temperada Úmida, com temperatura média anual de 16ºC a 28ºC. As áreas de estudo foram concentradas em sete pontos principais, de acordo com os locais pré-determinados pela Divisão de Vigilância Sanitária do Município, como os de maior incidência de formas imaturas (Figura 2). Os pontos de coleta foram monitorados com o uso de pneus instalados em locais sombreados contendo água e capim em seu interior. Os pontos de coleta possuíam características próprias, como: ponto 1 localizado em uma oficina mecânica no centro do Município de

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Figura 1. Localização geográfica do município de Vassouras, no Estado do Rio de Janeiro, Brasil.

Figura 2. Localização geográfica dos pontos de coleta situados em bairros do município de Vassouras, RJ.

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Vassouras, local com construções irregulares ao redor, entulhos, pneus, e diferentes tipos de descartes. O local ainda possui um córrego. O ponto 2 localizado em um ferro velho adjacente à BR 393, no Bairro Greco. Neste ponto havia presença de pneus, sucatas e os mais diversos tipos de depósitos expostos. O ponto 3 localizado no Bairro residencial Madruga, continha cultivos de bromélias e de outras espécies de plantas. O ponto 4 localizado no Bairro Matadouro, local de criação de bovinos, e com vasilhames espalhados e um matagal. O ponto 5, uma oficina mecânica localizada no Bairro Residência, com presença de entulhos, matagal, e um lago artificial para a criação de patos. O ponto 6, uma loja de materiais de construção localizada no Bairro Residência, também com inúmeros materiais descartados com água acumulada. E, o ponto 7 um cemitério no Bairro Santa Amália, que com muitas jarras e vasos de plantas, tornava-se um local propício ao foco dos mosquitos. Metodologia de coleta. O levantamento foi realizado semanalmente nos sete pontos, no período compreendido entre junho/2008 e maio/2010, ininterruptamente. Após a coleta, as larvas foram acondicionadas em tubos de vidro contendo álcool 70%, e encaminhadas ao Laboratório de Insetos Vetores da Universidade Severino Sombra para a identificação e contagem. A identificação dos espécimes foi realizada pela observação

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direta dos caracteres morfológicos evidenciáveis no microscópio estereoscópio e microscópio de luz transmitida, utilizando a chave dicotômica proposta por Forattini (2002). Os exemplares encontram-se depositados no Laboratório de Insetos Vetores da Universidade Severino Sombra. Várias larvas de mosquitos foram encontradas nos locais de coleta, mas somente os culicídeos Ae. aegypti e Ae. albopictus foram objeto de análise na presente pesquisa. Os resultados foram analisados considerando a presença dos mosquitos quanto aos meses e aos pontos de coleta. O tratamento dos dados foi realizado através do teste não paramétrico de Kruskal-Wallis. A fim de confirmar as comparações, utilizou-se também a análise de Cluster.

RESULTADOS Durante o período de pesquisa, coletou-se um total de 12.836 formas imaturas de mosquitos em todos os pontos de coleta. Dentre estes, 3.800 (29,6%) (316,67 ± 200,33) pertenciam à espécie Ae. aegypti e 5.590 (43,6%) (465,83 ± 248,41) pertenciam a Ae. albopictus. E, as 3.446 (26,8%) formas imaturas (287,17 ± 243,36) coletadas pertenciam a outras espécies de mosquitos (Figuras 3, 4 e 5).

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Figura 3. Incidência dos Culicídeos coletados durante o período de junho de 2008 a maio de 2010 no município de Vassouras, RJ.

Figura 4. Gráfico de Cluster para a distribuição dos Culicídeos por pontos de coleta no Município de Vassouras no período de junho de 2008 a maio de 2010.

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Quanto aos pontos de coleta, os dados apontaram que os pontos 1 (96,6 ± 73,2) e 5 (96,2 ± 66,3) como preferenciais para a presença de Ae. aegypti com 30,53% e 30,39%, respectivamente (Figuras 6 e 7). Os pontos 1 (111,3 ± 68), 2 (78 ± 68,6) e 7 (86,33 ± 67) para Ae. albopictus com 23,9%, 16,76% e 18,53%, respectivamente (Figura 8 e 9).

Pinheiro et al.

Em relação ao período de coleta, observou-se que o período preferencial para os mosquitos aconteceu em novembro e se estendeu até março. A maior incidência dos mesmos ocorreu nos meses de dezembro, janeiro e março para Ae. aegypti (Figura 10 e 11) e Ae. albopictus (Figura 12 e 13).

Figura 5. Gráfico de Cluster para a distribuição dos Culicídeos por meses de coleta no Município de Vassouras no período de junho de 2008 a maio de 2010.

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Figura 6. Incidência das formas imaturas de Ae. aegypti por pontos de coleta no Município de Vassouras no período de junho de 2008 a maio de 2010.

Figura 7. Gráfico de Cluster para os pontos de coleta de Ae. aegypti no Município de Vassouras durante o período de junho de 2008 a maio de 2010.

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Figura 8. Incidência das formas imaturas de Ae. albopictus por pontos de coleta no Município de Vassouras no período de junho de 2008 a maio de 2010.

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Figura 9. Gráfico de Cluster para os pontos de coleta de Ae. albopictus no Município de Vassouras durante o período de junho de 2008 a maio de 2010.

Figura 10. Incidência das formas imaturas de Ae. aegypti por meses de coleta no Município de Vassouras no período de junho de 2008 a maio de 2010.

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Figura 11. Gráfico de Cluster para os meses de coleta de Ae. aegypti no Município de Vassouras durante o período de junho de 2008 a maio de 2010.

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Figura 12. Incidência das formas imaturas de Ae. albopictus por meses de coleta no Município de Vassouras no período de junho de 2008 a maio de 2010.

Figura 13. Gráfico de Cluster para os meses de coleta de Ae. albopictus no Município de Vassouras durante o período de junho de 2008 a maio de 2010.

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A complexidade da vida moderna, entremeada com a falta de infraestrutura urbana mínima na maioria dos municípios brasileiros, tem facilitado a proliferação dos mosquitos. A disseminação de incontáveis criadouros artificiais, a urbanização desordenada e a grande capacidade de adaptação apresentam-se como fator determinante para o aumento dos vetores, deixando a população susceptível à transmissão de doenças. Este estudo mostrou o percentual de 29,6% de Ae. aegypti e de 43,6% de Ae. albopictus no município de Vassouras, região Centro Sul Fluminense. Estes dados corroboram Honório & Lourenço-de-Oliveira (2001) que demonstraram a incidência do Ae. albopictus maior que do Ae. aegypti em Nova Iguaçu, RJ, sendo constante a presença de ambas as espécies durante o período de coleta. Em relação ao Ae. aegypti, os pontos 1 e 5 possuem maior incidência da espécie tendo os mesmos sido localizados em oficinas mecânicas, situadas em áreas urbanas da cidade. Ferreira & Chiaravalloti-neto (2007) confirma que o crescimento populacional desordenado, a migração rural urbana e a inadequação de infraestrutura básica das cidades oferecem condições epidemiológicas favoráveis ao desenvolvimento do vetor e à consequente transmissão viral. Soares et al. (2008) comparando as espécies Ae. aegypti e Ae. albopictus na cidade de Paracambi, RJ, detectaram a predominância do Ae. aegypti na área urbanizada e, Serpa et al. (2006) obtiveram os mesmos resultados na cidade de Potim, SP. O Ae. albopictus teve maior incidência nos pontos 1, 2 e 7, demonstrando sua grande capacidade de proliferação tanto em área urbana quanto em área rural. Urbinatti (2004) aponta a presença frequente de Ae. albopictus tanto em área de preservação ambiental como em áreas alteradas, reforçando a evidência de sua ampla capacidade de adaptação ecológica em ecótopos naturais e artificiais. Barbosa et al. (2010) observaram a positividade de Ae. albopictus no município de Miguel Pereira, RJ, área urbana, mas com características naturais devido à abundante cobertura vegetal. A dificuldade em controlar a proliferação do Ae. albopictus é consequência da ampla distribuição de seus criadouros naturais e artificiais (Hawley 1988). Martins et al. (2010) confirmam que em virtude de seu ecletismo em frequentar os mais variados tipos de criadouros, exibe um potencial adaptativo bastante significativo quanto à colonização do espaço urbano colonizado pelo Ae. aegypti. Quanto à presença das espécies em relação ao período de coleta, destacam-se os meses de dezembro, janeiro e março com um período caracterizado por alto índice pluviométrico e altas temperaturas, fatores que conjugados favorecem a proliferação de mosquitos. Segundo Honório & Lourenço-de-Oliveira (2001), a maior frequência de larvas, tanto de Ae. aegypti quanto de Ae. albopictus, foi em fevereiro, coincidindo com o período de maior pluviosidade e, por tanto, com o mais alto nível de água registrado. Essa constatação tem similaridade com estudos realizados no Japão e na Tailândia, onde se mostrou clara relação do aumento da frequência de larvas do Ae. aegypti e Ae. albopictus aos altos índices pluviométricos e ao decréscimo em períodos secos. Como forma de prevenção, Forattini (2001) aduz que o período anual de junho a novembro constitui a época ideal para efetuar a operação de remoção mecânica de recipientes. Realizada nessa época, tal medida contribuiria de maneira eficaz para minimizar a proliferação de mosquitos nos meses de maior pluviosidade e de temperaturas médias mais elevadas. Este estudo relatou pela primeira vez a presença de Ae. aegypti e Ae. albopictus na cidade de Vassouras, RJ. Desse modo, é importante ressaltar a capacidade das duas espécies de mosquitos, habitarem uma área urbana, e com especial atenção para o Ae. albopictus, mosquito com grande capacidade de adaptação aos e-ISSN 1983-0572

diversos tipos de criadouros naturais e artificiais e face à sua facilidade de frequentar os ambientes silvestres e urbanos. Muitos fatores contribuem para o crescimento populacional desse vetor, fundamentalmente os hábitos da sociedade humana. Detectar a sua presença e reconhecer a sua potencialidade como vetor é o primeiro passo para o seu controle e para a prevenção de doenças advindas de arboviroses.

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DISCUSSÃO

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Monteiro, F.C. Castro, P.F.C. Vasconcelos & M.I.F. Guedes, 2006. Primeiro registro de Aedes (Stegomyia) albopictus no Estado do Ceará, Brasil. Revista de Saúde Pública, 40: 737739. Martins, V.E.P., C.H.M. Alencar, P.E.G. Facó, R.F. Dutra, C.R. Alves, R.J.S. Pontes & M.I.F. Guedes, 2010. Distribuição espacial e características dos criadouros de Aedes albopictus e Aedes aegypti em Fortaleza, Estado do Ceará. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, 43: 73-77. Miller, B.R. & M.E. Ballinger, 1988. Aedes albopictus mosquitoes introduced into Brazil: vector competence for yellow fever and dengue viruses. Transactions of the Royal Society of Tropical Medicine and Hygiene, 82: 476-477. Ministério da Saúde, 2009. Secretaria de Vigilância em Saúde: Programa Nacional de Controle da Dengue, informe epidemiológico da dengue. Disponível em: <http:// portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/boletim_ semana_1_a_30_revisado_03_11.pdf> [data de acesso 25/04/2011]. Ministério da Saúde, 2010. Rede Dengue: inovação da abordagem e da gestão em pesquisa à saúde. Revista de Saúde Pública, 44: 1159-1163. Disponível em: <http:// www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S003489102010000600024&lng=pt&tlng=pt> [data de acesso 05/10/2012]. Nobre, A., D. Antezana & P.L. Tauil, 1994. Febre amarela e dengue no Brasil: Epidemiologia e controle. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, 27: 59-66. Ponce, G., A.E. Flores, M.H. Badii, I. Fernández & M.L. Rodríguez, 2004. Bionomía de Aedes albopictus (Skuse). Revista de la Facultad Salud Pública y Nutrición, 5:1-11.

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Recebido em: 18/07/2013 Aceito em: 01/04/2014 **********

Como citar este artigo:

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Pinheiro, R.F., S.P. Alves, A.A. Oliveira, C.B. Espindola & M. Maleck, 2014. Avaliação da Presença de Aedes aegypti (Linnaeus) e Aedes albopictus (Skuse) no Município de Vassouras, RJ, Brasil. EntomoBrasilis, 7 (2): 116-123. Acessível em: doi:10.12741/ebrasilis.v7i2.372

e-ISSN 1983-0572


Taxonomia e Sistemática

doi:10.12741/ebrasilis.v7i2.330 e-ISSN 1983-0572 Publicação do Projeto Entomologistas do Brasil www.ebras.bio.br Distribuído através da Creative Commons Licence v3.0 (BY-NC-ND) Copyright © EntomoBrasilis Copyright © do(s) Autor(es)

Annotated Checklist of Brazilian Ophioninae (Hymenoptera: Ichneumonidae) Daniell Rodrigo Rodrigues Fernandes¹, Helena Carolina Onody², Rogéria Inês Rosa Lara³ & Nelson Wanderley Perioto¹,³ 1. Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias/Universidade Estadual Paulista, e-mail: daniellrodrigo@hotmail.com (Autor para correspondência), nperioto2@gmail.com. 2. Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, e-mail: helenaonody@yahoo.com.br. 3. Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios - Centro Leste, e-mail: rirlara@apta.sp.gov.br.

_____________________________________ EntomoBrasilis 7 (2): 124-133 (2014)

Abstract. The aim of this study was to provide an updated checklist of the species of Ophioninae (Hymenoptera: Ichneumonidae) reported for Brazil. Were catalogued 86 nominal species of Ophioninae, of which 61 of Enicospilus, nine of Thyreodon, five of Stauropoctonus, three of Ophiogastrella and of Ophion, two of Alophophion and of Rhynchophion and one of Prethophion. Enicospilus, to occur in 19 states and, is the most widely distributed genus. The present study reveals that knowledge of the fauna of Ophioninae is incipient in Brazil, much of the country remains subsampled and should have priority in future studies. Keywords: Biodiversity; Parasitoids; Species list; Taxonomy.

Lista Anotada dos Ophioninae (Hymenoptera: Ichneumonidae) Brasileiros Resumo. O objetivo deste estudo foi apresentar uma lista atualizada das espécies de Ophioninae (Hymenoptera: Ichneumonidae) relatadas para o Brasil. Foram catalogadas 86 espécies, dentre as quais 61 de Enicospilus, nove de Thyreodon, cinco de Stauropoctonus, três de Ophiogastrella e de Ophion, duas de Alophophion e de Rhynchophion e uma de Prethophion. Enicospilus, por ocorrer em 19 estados, é o gênero com maior distribuição geográfica. O presente estudo revela que o conhecimento da fauna de Ophioninae no Brasil é incipiente, que grande parte do país continua subamostrada e deve ter prioridade em estudos futuros. Palavras-Chave: Biodiversidade; Lista de espécies; Parasitoides; Taxonomia.

_____________________________________ chneumonidae (Hymenoptera: Ichneumonoidea) has about 24,000 valid species, distributed in about 1,500 genera and 48 subfamilies (Yu & Horstmann 1997; Yu et al. 2012); it is one of the largest families of insects and and it is possible that there are 30,000 species of its species in the tropical regions of South America (Gauld 2006). Ophioninae, with more than a thousand valid species, is one of the largest subfamilies of Ichneumonidae and about 230 of its species are reported for the Neotropical region (Yu & Horstmann 1997; Gauld & Janzen 2004; Fernández-Triana 2005) distributed through twelve genera, six of which endemics: Alophophion Cushman, 1947, Agathophiona Westwood, 1882, Sicophion, Gauld, 1979, Janzophion Gauld, 1985, Ophiogastrella Brues, 1912 and Prethophion Townes, 1971 (Gauld & Lanfranco 1987). The subfamily is very abundant in the humid tropics, where they usually behave like solitary koinobiont endoparasitoids of lepidopteran larvae that develop in exposed vegetation as Arctiidae, Geometridae, Lasiocampidae, Lymantriidae, Noctuidae, Sphingidae and Saturniidae (Gauld & Mitchell 1978, Gauld 1985; Gauld 1988; Gauld & Janzen 2004). Many of the species of those families have crepuscular or nocturnal habits (Gauld 1988). The knowledge about the Ophioninae that occur in Brazil comes from species descriptions, papers sporadically published or data of catalogs. This paper presents an updated list of species of Ophioninae that occur in Brazil and the authors wish that it will serve as foundation for future studies on taxonomy and diversity of fauna Ophioninae.

MATERIAL AND METHODS The information on Ophioninae species occurring in Brazil were based on Brullé (1846), Hooker (1912), Morley (1912), Cushman (1947), Townes (1971), Gauld (1988), Gauld & Janzen (2004), Onody & Penteado-Dias (2002), Onody et al. (2002), Onody & Penteado-Dias (2005) and Lima et al. (2012, 2013), and in the catalogs of Townes & Townes (1966) and De Santis (1980). The checklist is sorted in alphabetical order by taxon name with the present valid name, according to Yu et al. (2012).

RESULTS AND DISCUSSION Eigth genera and 86 nominal species of Ophioninae have occurrence reported to Brazil (Figure 1 and Table 1): Enicospilus Stephens, 1835 (61 species), Thyreodon Brullé, 1846 (nine), Stauropoctonus Brauns, 1889 (five), Ophiogastrella and Ophion Fabricius, 1798 (three in each of them), Alophophion and Rhynchophion (two in each of them) and Prethophion (one). In Brazil, the most widely distributed genus is Enicospilus, with related occurrence in 19 states, allowed by Ophion (nine states), Thyreodon (eight), Staruropoctonus (five), Ophiogastrella (three), Prethophion and Rhynchophion Enderlein, 1912 (two in each of them) and Alophophion (one). It was not possible to include Alophophion flavorufus (Brullé, 1846), Enicospilus flavofuscus (Brullé, 1846), Enicospilus undulatus (Gravenhorst, 1829), Rhynchophion ligulifer (Morley, Agência(s) de Financiamento: CNPq; FAPESP; CAPES.

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Fernandes et al.

Annotated Checklist of Brazilian Ophioninae …

1912) and Thyreodon laticinctus Cresson, 1874 on the study about the geographic distribution because their collection localities are unknown. The knowledge about the Brazilian Ophioninae is still incipient and based mainly in the fauna from southern and southeastern regions; there are no records of Ophioninae species to the states of Acre, Amapá, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Piauí, Roraima, Sergipe and Tocantins. Santa Catarina is the state with the highest number of species recorded (30), reflecting the extensive sampling carried out by Fritz Plaumann in Nova Teutônia; Bahia, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo and Amazonas are represented by, at least, 15 species each. The nocturnal habits of most of the species of Ophioninae may be related poor knowledge concerning this group of insects, since few of them are captured with Malaise traps, the main passive method of capture of Ichneumonidae. In addition to the scarce taxonomic knowledge, we have too a knowledge gap concerning the biological information of the Brazilian Ophioninae species. Hosts records are disponible only for 21 species (24.4% of the species of Ophioninae in Brazil) and, almost all of them, were obtained in other countries (Table 2); nothing is known about the hosts of the remainder species. The knowledge of parasitoid-host interactions is relevant not only for basic studies, but also for applied ones, such as the establishment of integrated pest management programs. Species such as Ophion flavidus Brullé, 1846 are common in agroecosystems (Gauld 1988) and its role on the regulation of pest insects populations might be underestimated.

Alophophion flavorufus (Brullé, 1846) Geographical distribution: Brazil (Hooker 1912; Morley 1912; Townes & Townes 1966; De Santis 1980). Alophophion holosericeus (Taschenberg, 1875) Geographical distribution: Paraná (Hooker 1912; Townes & Townes 1966; De Santis 1980). Remarks: Alophophion includes seven nominal species (Yu et al. 2012). A. flavorufus was recorded only to Brazil, without specific locality data. A. holosericeus occurs in Brazil and Argentina and the remainder species in the south of the Neotropical Region (Argentina, Chile and Falkland Islands) (Townes & Townes 1966), so that the state of Paraná is, apparently, the northern limit of its distribution in Brazil. Estela (2005) reported the parasitism of Alophophion sp. in Agrotis gypaetina Guenée, 1852, Agrotis malefida Guenée, 1852 and Peridroma saucia (Hübner, 1808) (Lepidoptera: Noctuidae). Enicospilus Stephens, 1835 Enicospilus aduncicostatus (Enderlein, 1921) Geographical distribution: Espírito Santo (Townes & Townes 1966; De Santis 1980). Enicospilus americanus (Christ, 1791) Geographical distribution: Santa Catarina (Brullé 1846; Townes & Townes 1966; De Santis 1980; Gauld 1988). Enicospilus bima Gauld, 1988 Geographical distribution: Rio de Janeiro (Gauld 1988).

125

Therefore, studies to increase the taxonomic biological and biogeographycal knowledges of Ophioninae in Brazil should take into account that: (1) many areas and environments of the country continues subsampled, its should be considered in future studies priority; (2) different sampling methods should be employed in the collection, including light traps and (3) studies should also be prioritize host-parasitoid relationships.

Alophophion Cushman, 1947

Figure 1. Genera of Ophioninae (Hymenoptera: Ichneumonidae) that occur in Brazil.

e-ISSN 1983-0572


e-ISSN 1983-0572

1

9

6

Distrito Federal

Espirito Santo

Goiás

8

Paraná

4

4

1

Rio Grande do Norte

Rio Grande do Sul

Rondônia

126

Number of states

Tocantins

19

13

São Paulo

Sergipe

24

Santa Catarina

Roraima

17

Rio de Janeiro

Piauí

1

1

Paraíba

2

6

Pará

Pernambuco

21

Minas Gerais

Mato Grosso do Sul

Mato Grosso

11

4

Ceará

Maranhão

27

Bahia

2

Enicospilus

11

1

Alophophion

Amazonas

Amapá

Alagoas

Acre

State

3

1

1

1

Ophiogastrella

9

2

2

1

1

1

2

2

1

1

Ophion

2

1

1

Prethophion

Genus

Table 1. Number of species of Ophioninae (Hymenoptera: Ichneumonidae) that occur in the Brazilian states, classified by genus.

2

1

1

Rhynchophion

5

1

1

1

3

4

Stauropoctonus

8

1

3

3

2

1

2

1

3

Thyreodon

19

17

30

1

8

5

21

2

10

2

9

27

11

6

13

3

4

28

19

3

Total

Maio - Agosto 2014 - www.periodico.ebras.bio.br EntomoBrasilis 7 (2)


Fernandes et al.

Annotated Checklist of Brazilian Ophioninae … Table 2. Species of Ophioninae (Hymenoptera: Ichneumonidae) and their hosts. Species Enicospilus americanus (Christ, 1791)

Family Host Arctiidae

Host* Hyphantria cunea (Drury, 1773) Pyrrharctia isabella (Smith, 1797)

Lasiocampidae

Tolype pauperata Burmeister, 1878

Noctuidae

Acronicta americana (Harris, 1841)

Saturniidae

Actias luna (Linnaeus, 1758) Antheraea polyphemus (Cramer, 1775) Apatelodes torrefacta (Smith ,1797) Automeris cecrops (Boisduval, 1875) Automeris io (Fabricius, 1775) Callosamia promethea (Drury, 1773) Callosamia securifera (Maassen, 1873) Hyalophora cecropia (Linnaeus, 1758) Hyalophora columbia (Smith, 1865) Hyalophora euryalus (Boisduval, 1855) Rothschildia arethusa Walker, 1855 Rothschildia aroma Schaus, 1905 Rothschildia jorulla (Westwood, 1853) Rothschildia maurus (Burmeister, 1879) Rothschildia orizaba (Westwood, 1853) Rothschildia schreiteriana (Breyer & Orfila, 1945) Samia cynthia (Drury, 1773)

Enicospilus flavofuscus (Brullé, 1846)

Pyralidae

Diatraea lineolata (Walker, 1856) Diatraea saccharalis (Fabricius, 1794)

Enicospilus flavoscutellatus (Brullé, 1846)

Sphingidae

Manduca sexta (Linnaeus, 1763)

Enicospilus flavostigma Hooker, 1912

Noctuidae

Alabama argillacea (Hübner, 1823) Melipotis fasciolaris (Hübner, 1831) Mythimna unipuncta (Haworth, 1809) Scoliopteryx libatrix (Linnaeus, 1758)

Notodontidae

Heterocampa guttivitta (Walker, 1855) Heterocampa manteo (Doubleday, 1869) Hippia packardi (Morrison, 1875) Lochmaeus manteo Doubleday, 1841 Nadata gibbosa (Smith, 1797) Schizura concinna (Smith, 1797)

Enicospilus flavus (Fabricius, 1775)

Noctuidae

Spodoptera frugiperda (Smith, 1797)

Enicospilus glabratus (Say, 1835)

Arctiidae

Hypercompe albicornis Grote, 1866 Hypercompe deflorata (Fabricius, 1775) Hypercompe eridanus (Cramer, 1775) Hypercompe icasia (Cramer, 1777) Hypercompe scribonia (Stoll, 1790) Hypercompe suffuse (Schaus, 1889) Hyphantria cunea (Drury, 1773) Lophocampa maculate Harris, 1841 Pyrrharctia isabella (Smith, 1797) Spilosoma virginicum (Fabricius, 1798)

Lasiocampidae

Artace cribraria (Ljungh, 1825)

Lymantriidae

Dasychira basiflava (Packard, 1864)

127

Orgyia leucostigma (Smith, 1797) Saturniidae

Automeris io (Fabricius, 1775)

Saturniidae

Rothschildia forbesi Benjamin, 1934

Callosamia promethea (Drury, 1773) Enicospilus lebophagus Gauld, 1988

Continues…

e-ISSN 1983-0572


Maio - Agosto 2014 - www.periodico.ebras.bio.br

EntomoBrasilis 7 (2)

Table 2. To be continued… Species

Family Host

Host* Rothschildia jorulla (Westwood, 1853) Rothschildia lebeau (Guérin-Mèneville, 1868)

Enicospilus liesneri Gauld, 1988

Noctuidae

Eulepidotis rectimargo (Guenée, 1852)

Enicospilus maritzai Gauld, 1988

Noctuidae

Thysania zenobia (Cramer, 1777)

Enicospilus merdarius (Gravenhorst, 1829)

Lymantriidae

Euproctis fraterna Moore, 1883 Euproctis scintillans (Walker, 1856) Lymantria dispar (Linnaeus, 1758)

Noctuidae

Agrotis biconica Kollar, 1844 Agrotis exclamationis (Linnaeus, 1758) Agrotis ipsilon (Hufnagel, 1766) Agrotis ripae (Hübner, 1823) Agrotis segetum (Denis & Schiffermuller, 1775) Agrotis subterranea (Fabricius, 1794) Alabama argillacea (Hübner, 1823) Cucullia argentea (Hufnagel, 1766) Cucullia chamomillae (Denis & Schiffermuller, 1775) Discestra trifolii (Hufnagel, 1766) Dysgonia algira (Linnaeus, 1767) Faronta albilinea (Hübner, 1821) Hadena aberrans (Eversmann, 1856) Hadena albimacula (Borkhausen, 1792) Hadena irregularis (Hufnagel, 1766) Hecatera bicolorata (Hufnagel, 1766) Hecatera dysodea (Denis & Schiffermuller, 1775) Helicoverpa zea (Boddie, 1850) Heliothis viriplaca (Hufnagel, 1766) Leucania latiuscula Herrich-Schaffer, 1868 Leucania multilinea Walker, 1856 Melanchra picta (Harris, 1841) Mocis latipes (Guenée, 1852) Morrisonia confusa (Hübner, 1831) Neogalea sunia (Guenée, 1852) Ophiusa tirhaca (Cramer, 1777) Panolis flammea (Denis & Schiffermuller, 1775) Peridroma saucia (Hübner, 1808) Mythimna adultera (Schaus, 1894) Mythimna unipuncta (Haworth, 1809) Scoliopteryx libatrix (Linnaeus, 1758) Simyra nervosa (Denis & Schiffermuller, 1775) Spodoptera frugiperda (Smith, 1797) Spodoptera ornithogalli (Guenée, 1852)

Notodontidae

Clostera curtula (Linnaeus, 1758) Heterocampa guttivitta (Walker, 1855) Schizura concinna (Smith, 1797) Schizura unicornis (Smith, 1797) Symmerista leucitys Franclemont, 1946

Enicospilus monticola (Cameron, 1886)

Hyalophora cecropia (Linnaeus, 1758)

Diprionidae (Symphyta)

Diprion pini (Linnaeus, 1758)

Noctuidae

Gonodonta bidens Geyer, 1932

128

Saturniidae

Gonodonta clothilda (Stoll, 1790) Gonodonta incurve (Sepp, 1840) Continues…

e-ISSN 1983-0572


Fernandes et al.

Annotated Checklist of Brazilian Ophioninae … Table 2. To be continued… Species

Family Host

Host* Gonodonta pyrgo (Cramer, 1775)

Enicospilus pescadori Gauld, 1988 Enicospilus purgatus (Say, 1835)

Noctuidae

Eulepidotis sp.

Drepanidae

Drepana bilineata (Packard, 1864)

Noctuidae

Agrotis subterranea (Fabricius, 1794) Alabama argillacea (Hübner, 1823) Discestra trifolii (Hufnagel, 1766) Leucania latiuscula Herrich-Schaffer, 1868 Leucania multilinea Walker, 1856 Melanchra picta (Harris, 1841) Mocis latipes (Guenée, 1852) Peridroma saucia (Hübner, 1808) Mythimna unipuncta (Haworth, 1809) Scoliopteryx libatrix (Linnaeus, 1758) Spodoptera frugiperda (Smith, 1797) Spodoptera ornithogalli (Guenée, 1852)

Notodontidae

Heterocampa guttivitta (Walker, 1855) Schizura concinna (Smith, 1797) Schizura unicornis (Smith, 1797)

Pyralidae

Ostrinia nubilalis (Hübner, 1796)

Saturniidae

Antheraea polyphemus (Cramer,1775)

Enicospilus randalli Gauld, 1988

Noctuidae

Euclystis guerini (Guenée, 1852)

Enicospilus simoni Gauld, 1988

Notodontidae

Lirimiris lignitecta Walker, 1865

Enicospilus tenuigena (Kriechbaumer, 1901)

Saturniidae

Automeris tridens (Herrich-Schäffer, 1856)

Enicospilus trilineatus (Brullé, 1846)

Noctuidae

Amyna octo (Guenée, 1852)

Enicospilus undulatus (Gravenhorst, 1829)

Lasiocampidae

Dendrolimus pini (Linnaeus, 1758) Lasiocampa palaestinensis Staudinger, 1894 Lasiocampa quercus (Linnaeus, 1758) Lasiocampa serrula Guenée, 1858 Lasiocampa terreni (Herrich-Schäffer, 1847) Lasiocampa trifolii (Denis & Schiffermuller, 1775) Macrothylacia rubi (Linnaeus, 1758) Phyllodesma ilicifolia (Linnaeus, 1758) Phyllodesma tremulifolia Hübner, 1810 Streblote sp.

Ophion flavidus Brullé, 1846

Noctuidae

Orthosia gothica (Linnaeus, 1758)

Notodontidae

Spatalia argentina (Denis & Schiffermuller, 1775)

Sphingidae

Deilephila elpenor (Linnaeus, 1758)

Noctuidae

Agrotis ipsilon (Hufnagel, 1766) Helicoverpa armigera (Hübner, 1809) Helicoverpa zea (Boddie, 1850) Peridroma saucia (Hübner, 1808) Mythimna unipuncta (Haworth, 1809) Spodoptera eridania (Stoll, 1782) Spodoptera frugiperda (Smith, 1797)

Thyreodon atriventris (Cresson, 1874)

Notodontidae

Symmerista leucitys Franclemont, 1946

Sphingidae

Pachylia ficus (Linnaeus, 1758) Pachylia syces Hübner, 1822

129

Pachylioides resumens (Walker, 1856) Thyreodon laticinctus Cresson, 1874

Sphingidae

Xylophanes anubus (Cramer, 1777) Spodoptera eridania (Stoll, 1782) Spodoptera frugiperda (Smith, 1797)

Notodontidae

Symmerista leucitys Franclemont, 1946

Continues…

e-ISSN 1983-0572


Maio - Agosto 2014 - www.periodico.ebras.bio.br

EntomoBrasilis 7 (2)

Table 2. To be continued… Species Thyreodon atriventris (Cresson, 1874)

Family Host Sphingidae

Host* Pachylia ficus (Linnaeus, 1758) Pachylia syces Hübner, 1822 Pachylioides resumens (Walker, 1856)

Thyreodon laticinctus Cresson, 1874

Sphingidae

Xylophanes anubus (Cramer, 1777)

*Hosts according to taxapad.com (Yu et al. 2012).

Geographical distribution: Amazonas (Morley 1912; Townes & Townes 1966; De Santis 1980; Gauld 1988). Enicospilus burgosi Gauld, 1988 Geographical distribution: Bahia and Santa Catarina (Gauld 1988). Enicospilus cameronii (Dalla Torre, 1901) Geographical distribution: Minas Gerais, Espírito Santo and Paraná (Morley 1912; Townes & Townes 1966; De Santis 1980). Enicospilus carri Gauld, 1988 Geographical distribution: Amazonas (Gauld 1988). Enicospilus cepillo Gauld, 1988 Geographical distribution: Bahia (Gauld 1988). Enicospilus chiriquensis (Cameron, 1886) Geographical distribution: Amazonas, Mato Grosso and Santa Catarina (Morley 1912, Townes & Townes 1966; De Santis 1980; Gauld 1988). Enicospilus clarkorum Gauld, 1988 Geographical distribution: Amazonas and Mato Grosso (Gauld 1988). Enicospilus columbianus (Enderlein, 1921) Geographical distribution: Rio de Janeiro and Mato Grosso (Gauld 1988). Enicospilus cornifuscus Gauld, 1988 Geographical distribution: Santa Catarina (Gauld 1988). Enicospilus diae Lima & Kumagai, 2012 Geographical distribution: Minas Gerais (Lima et al. 2012). Enicospilus echeverri Gauld, 1988 Geographical distribution: Bahia, Minas Gerais and Rio de Janeiro (Gauld 1988). Enicospilus enigmus Gauld, 1988 Geographical distribution: Mato Grosso and Santa Catarina (Gauld 1988). Enicospilus exoticus (Morley, 1912) Geographical distribution: Pará, Bahia and Minas Gerais (Hooker 1912; Morley 1912, Townes & Townes 1966; De Santis 1980; Gauld 1988). Enicospilus fernaldi Hooker, 1912 Geographical distribution: Amazonas, Ceará, Rio Grande do Norte and Rio de Janeiro (Gauld 1988). e-ISSN 1983-0572

Enicospilus flavipennis (Morley, 1912) Geographical distribution: Amazonas (Morley 1912; Townes & Townes 1966; De Santis 1980). Enicospilus flavofuscus (Brullé, 1846) Geographical distribution: Brazil (Brullé 1846; Hooker 1912; Townes & Townes 1966). Enicospilus flavoscutellatus (Brullé, 1846) Geographical distribution: Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina and Rio Grande do Sul (Brullé 1846; Hooker 1912; Morley 1912; Townes & Townes 1966; De Santis 1980; Gauld 1988; Onody et al. 2002). Enicospilus flavostigma Hooker, 1912 Geographical distribution: Rio Grande do Norte, Bahia, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo and Santa Catarina (Hooker 1912; Townes & Townes 1966; De Santis 1980; Gauld 1988; Onody & Penteado-Dias 2002; Onody et al. 2002). Enicospilus flavus (Fabricius, 1775) Geographical distribution: Rio Grande do Norte, Bahia, Espírito Santo and Santa Catarina (Townes & Townes 1966; De Santis 1980; Gauld 1988; Onody & Penteado-Dias 2002). Enicospilus fuscatus (Szépligeti, 1906) Geographical distribution: Santa Catarina (Hooker 1912; De Santis 1980; Townes & Townes 1966). Enicospilus gallegosi Gauld, 1988 Geographical distribution: Rio Grande do Norte and Bahia (Gauld 1988; Onody & Penteado-Dias 2002). Enicospilus glabratus (Say, 1835) Geographical distribution: Bahia, Goiás, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina and Rio Grande do Sul (Gauld 1988). Enicospilus guatemalensis (Cameron, 1886) Geographical distribution: Minas Gerais (Gauld 1988). Enicospilus hacha Gauld, 1988 Geographical distribution: Alagoas, Minas Gerais, Paraná and Rio Grande do Sul (Onody & Penteado-Dias 2005). Enicospilus hallwachsae Gauld, 1988 Geographical distribution: Santa Catarina (Gauld 1988). Enicospilus hookeri Townes, 1966 Geographical distribution: São Paulo (Hooker 1912; Townes & Townes 1966; De Santis 1980). Enicospilus jesicae Gauld, 1988 Geographical distribution: Bahia (Gauld 1988).

130

Enicospilus brevis (Morley, 1912)


Fernandes et al.

Annotated Checklist of Brazilian Ophioninae …

Enicospilus kleini Gauld, 1988 Geographical distribution: Ceará, Bahia, Minas Gerais and São Paulo (Gauld 1988). Enicospilus lacsa Gauld, 1988 Geographical distribution: Bahia, Minas Gerais and Santa Catarina (Gauld 1988). Enicospilus lebophagus Gauld, 1988 Geographical distribution: Pará, Paraíba, Alagoas, Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo and Paraná (Onody & Penteado-Dias 2005). Enicospilus leoni Gauld, 1988 Geographical distribution: Bahia and Minas Gerais (Gauld 1988). Enicospilus liesneri Gauld, 1988 Geographical distribution: Pará, Minas Gerais and Santa Catarina (Gauld 1988). Enicospilus lovejoyi Gauld, 1988 Geographical distribution: Pará, Bahia, Minas Gerais and Rio de Janeiro (Gauld 1988). Enicospilus maculipennis (Cameron, 1886) Geographical distribution: Amazonas (Onody & Penteado-Dias 2005). Enicospilus madrigalae Gauld, 1988 Geographical distribution: Bahia, Mato Grosso and Minas Gerais (Gauld 1988). Enicospilus major (Morley, 1912) Geographical distribution: Amazonas and Mato Grosso (Morley 1912; Townes & Townes 1966; De Santis 1980; Gauld 1988). Enicospilus marini Gauld, 1988 Geographical distribution: Bahia and Minas Gerais (Gauld 1988). Enicospilus maritzai Gauld, 1988 Geographical distribution: Bahia (Gauld, 1988). Enicospilus merdarius (Gravenhorst, 1829) Geographical distribution: Minas Gerais, Espírito Santo and Rio de Janeiro (Townes & Townes 1966; De Santis 1980). Enicospilus mexicanus (Cresson, 1874) Geographical distribution: Rondônia, Bahia, Paraná and Santa Catarina (Gauld 1988). Enicospilus monticola (Cameron, 1886)

131

Geographical distribution: Amazonas, Bahia, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo and Santa Catarina (Hooker 1912; Townes & Townes 1966; De Santis 1980; Gauld 1988; Onody et al. 2002). Enicospilus nigricornis (Brullé, 1846) Geographical distribution: Goiás, Rio de Janeiro and Santa Catarina (Brullé 1846; Hooker 1912; Morley 1912; Townes & Townes 1966; De Santis 1980).

Enicospilus opleri Gauld, 1988 Geographical distribution: Bahia (Gauld 1988). Enicospilus parkeri Gauld, 1988 Geographical distribution: Santa Catarina (Gauld 1988). Enicospilus pescadori Gauld, 1988 Geographical distribution: Bahia (Gauld 1988). Enicospilus purgatus (Say, 1835) Geographical distribution: Amazonas, Bahia, Minas Gerais, Paraná and Santa Catarina (Brullé 1846; Hooker 1912; Gauld 1988; Lima et al. 2012). Enicospilus randalli Gauld, 1988 Geographical distribution: Bahia and Mato Grosso (Gauld 1988). Enicospilus scuintlei Gauld, 1988 Geographical distribution: Ceará, Pernambuco, Bahia, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná and Santa Catarina (Gauld 1988). Enicospilus simoni Gauld, 1988 Geographical distribution: São Paulo and Santa Catarina (Gauld 1988). Enicospilus stevensi Gauld, 1988 Geographical distribution: Espírito Santo and São Paulo (Onody & Penteado-Dias 2005). Enicospilus tenuigena (Kriechbaumer, 1901) Geographical distribution: São Paulo (Hooker 1912; Townes & Townes 1966; De Santis 1980; Gauld 1988). Enicospilus teodorae Gauld, 1988 Geographical distribution: Goiás, Rio de Janeiro and São Paulo (Gauld 1988; Onody et al. 2002). Enicospilus trilineatus (Brullé, 1846) Geographical distribution: Pará, Ceará, Pernambuco, Bahia, Mato Grosso, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina and Rio Grande do Sul (Brullé 1846; Hooker 1912; Morley 1912; Townes & Townes 1966; De Santis 1980; Gauld 1988; Onody et al. 2002). Enicospilus ulfstrandi Gauld, 1988 Geographical distribution: São Paulo and Santa Catarina (Onody & Penteado-Dias 2005). Enicospilus undulatus (Gravenhorst, 1829) Geographical distribution: Brazil (Brullé 1846; Hooker 1912). Enicospilus vegai Gauld, 1988 Geographical distribution: Rio de Janeiro (Gauld 1988). Enicospilus xanthocarpus (Szépligeti, 1906) Geographical distribution: Amazonas, Pará, Bahia, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo and Santa Catarina (Gauld 1988). Enicospilus xanthostigma (Szépligeti, 1906) e-ISSN 1983-0572


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Remarks: Enicospilus has 699 nominal species, of which 116 species are listed to Meso-America and 61 to Brazil (Gauld 1988; Yu et al. 2012). E. trilineatus is widely distributed in Brazil, with reports of its occurrence for 13 states. Ophiogastrella Brues, 1912 Ophiogastrella lemairei Gauld, 1988 Geographical distribution: Distrito Federal (Onody & PenteadoDias 2005). Ophiogastrella maculithorax Brues, 1912 Geographical distribution: Paraíba (Townes & Townes 1966; De Santis 1980; Gauld 1988). Ophiogastrella nigrifrons (Enderlein, 1921) Geographical distribution: Santa Catarina (Townes & Townes 1966; De Santis 1980). Remarks: This genus has six described species (Yu et al. 2012), of which three have occurrence recorded for Brazil. O. maculithorax, whose fore wing’s length is about 6mm is, probably, the smallest known species of Ophioninae (Gauld 1988). Ophion Fabricius, 1798 Ophion calliope Gauld, 1988 Geographical distribution: Distrito Federal, Espírito Santo, São Paulo and Santa Catarina (Onody & Penteado-Dias 2005). Ophion flavidus Brullé, 1846 Geographical distribution: Amazonas, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Espírito Santo and São Paulo (Brullé 1846; Hooker 1912; Morley 1912; Townes & Townes 1966; De Santis 1980; Gauld 1988; Onody & Penteado-Dias 2002). Ophion pallipes Brullé, 1846 Geographical distribution: Minas Gerais, Rio de Janeiro and Santa Catarina (Brullé 1846; Hooker 1912; Townes & Townes 1966; De Santis 1980). Remarks: Ophion has 138 described species (Yu et al. 2012), of which 13 to Mesoamerica (Gauld 1988). Fernández-Triana (2005) described a new species from Cuba. Three species are reported to Brazil and, O. flavidus is the most common and well distributed species of Ophioninae in America (Gauld 1988) and, in Brazil, there are records to five states; it is endoparasitoid of Noctuidae (Lepidoptera) larvae which feed on herbaceous vegetation in disturbed environments or in agricultural production areas. Gauld (1988) reported that some species of Lepidoptera which cause economic damages in agricultural activitities, such as Spodoptera eridania (Cramer, 1782), Spodoptera frugiperda (Smith, 1797), Agrotis ipsilon (Hufnagel, 1767), Helicoverpa zea (Boddie, 1850), Mythimna unipuncta (Haworth, 1809) and Peridroma saucia (Hübner, 1808), are its hosts. Some species are erroneously reported for Brazil, such as Ophion flavoorbitalis Cameron, 1886 and Ophion intricatus Brullé, 1846 (Gauld 1988), which were cited to Brazil by Morley (1912) and catalogued by Townes & Townes (1966) and De Santis (1980) to the state of Rio de Janeiro, but were erroneously identified (Gauld 1988). Prethophion Townes, 1971 Prethophion latus Townes, 1971 Geographical distribution: Pará e Alagoas (Onody & Penteadoe-ISSN 1983-0572

Dias 2005). Remarks: This genus has only one described species with occurrences reported for Bolivia, Brazil, Costa Rica, Panama and Peru (Townes 1971; Gauld 1988; Onody & Penteado-Dias 2005). Nothing is known about its hosts. Rhynchophion Enderlein, 1912 Rhynchophion odontandroplax Enderlein, 1912 Geographical distribution: São Paulo and Santa Catarina (Cushman 1947; Townes & Townes 1966; De Santis 1980). Rhynchophion ligulifer (Morley, 1912) Geographical distribution: Brazil (Morley 1912; Townes & Townes 1966; De Santis 1980). Remarks: Rhynchophion has only four described species (Gauld & Janzen 2004), out of which two have occurrence reported for Brazil. Concerning R. ligulifer, parasitoid of Manduca Hübner, 1807 (Lepidoptera: Sphingidae) (Gauld & Janzen 2004), no information about its collection locality is available (Morley 1912; De Santis 1980; Townes & Townes 1966). Stauropoctonus Brauns, 1889 Stauropoctonus amazonensis Lima & Kumagai, 2013 Geographical distribution: Amazonas (Lima et al. 2013). Stauropoctonus excarinatus (Cushman, 1947) Geographical distribution: Amazonas, Minas Gerais and Santa Catarina (Lima et al. 2013). Stauropoctonus leotacilioi Lima & Kumagai, 2013 Geographical distribution: Minas Gerais, Sao Paulo and Paraná (Lima et al. 2013). Stauropoctonus michelle Lima & Kumagai, 2013 Geographical distribution: Amazonas and Minas Gerais (Lima et al. 2013). Stauropoctonus rectus Lima & Kumagai, 2013 Geographical distribution: Amazonas (Lima et al. 2013). Remarks: Stauropoctonus, with eleven described species, is a small and rarely collected genus of Ophioninae (Gauld 1988; Yu et al. 2012; Lima et al. 2013). The record of Stauropoctonus species in Brazil was recently reported by Lima et al. (2013). Thyreodon Brullé, 1846 Thyreodon atriventris (Cresson, 1874) Geographical distribution: Bahia, Rio de Janeiro, Santa Catarina and Rio Grande do Sul (Hooker 1912; Townes & Townes 1966; De Santis 1980). Thyreodon cyaneus Brullé, 1846 Geographical distribution: Amazonas, Pará, Minas Gerais, Espírito Santo and Rio de Janeiro (Brullé 1846; Hooker 1912; Morley 1912; Townes & Townes 1966; De Santis 1980). Thyreodon fenestratus (Taschenberg, 1875) Geographical distribution: Espírito Santo and Rio de Janeiro (Hooker 1912; Townes & Townes 1966; De Santis 1980). Thyreodon lacteipennis Morley, 1912

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Geographical distribution: Santa Catarina (Hooker 1912; Townes & Townes 1966; De Santis 1980; Gauld 1988).

EntomoBrasilis 7 (2)


Fernandes et al.

Annotated Checklist of Brazilian Ophioninae …

Geographical distribution: Amazonas (Morley 1912; De Santis 1980). Thyreodon laticinctus Cresson, 1874 Geographical distribution: Brazil (Morley 1912; Townes & Townes 1966; De Santis 1980). Thyreodon morosus Smith, 1879 Geographical distribution: Rio Grande do Sul (Hooker 1912; Townes & Townes 1966; De Santis 1980). Thyreodon ruficornis Brullé, 1846 Geographical distribution: Rio Grande do Sul (Brullé 1846; Morley 1912; Townes & Townes 1966; De Santis 1980). Thyreodon spectabilis (Perty, 1833) Geographical distribution: Amazonas (Hooker 1912; Morley 1912; Townes & Townes 1966; De Santis 1980). Thyreodon venustus Enderlein, 1912 Geographical distribution: Pará (Morley 1912; Townes & Townes 1966; De Santis 1980). Remarks: Thyreodon, with 45 described species, is the third most specious genus of Ophioninae, of which nine are reported to Brazil (Yu et al. 2012); although specious, its species that behave mainly as parasitoids of Sphingidae (Lepidoptera) are rarely collected (Gauld & Janzen 2004). Usually, species of Thyreodon has diurnal habits, whereas species like T. atriventris is nocturnal (Gauld 1988; Gauld & Janzen 2004).

ACKNOWLEDGEMENTS We thank to Francisco Sosa and Bernardo Ferreira dos Santos for the valuable comments and revision in early and latest version of the manuscript, respectively. To CNPq for the PhD scholarship granted to the first author, and to Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia dos Hymenoptera Parasitoides da Região Sudeste Brasileira (HYMPAR/Sudeste - CNPq/FAPESP/CAPES), for the financial support.

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REFERENCES Brullé, M.A., 1846. Des Hymenopteres, p. 1-680. In: Lepeletier de Saint-Fargeau, A. Histoire Naturelles des Insectes, 4. Paris. 680p. Cushman, R.A., 1947. A generic revision of the ichneumon-flies of the tribe Ophionini. Proceedings of the United States National Museum, 96: 417-482. De Santis, L., 1980. Catálogo de los himenopteros Brasileños de la Serie Parasitica incluyendo Bethyloidea. Curitiba: Editora da Universidade Federal do Paraná, 395p. Estela, B., 2005. Ichneumonoideos (Hymenoptera) parasitoides del complejo de orugas cortadoras en pasturas de alfalfa (Medicago sativa L.) en la Argentina Central. Neotropical Entomology, 34: 407-414. Fernández-Triana, J.L., 2005. The taxonomy and biogeography of Cuban Ophioninae (Hymenoptera: Ichneumonidae). Zootaxa, 1007: 1-60. Gauld, I.D. & P.A. Mitchell, 1978. The taxonomy, distribution and host preferences of African parasitic wasps of the subfamily Ophioninae. Commonwealth Agricultural Bureaux, Slough, England, 287p. Gauld, I.D., 1985. The phylogeny, classification and evolution of parasitic wasps of the subfamily Ophioninae (Ichneumonidae). Bulletin of the British Museum (Natural History), 51: 61-185. Gauld, I.D. & D. Lanfranco, 1987. Los géneros de Ophioninae de Centro y Sudamérica. Revista de Biologia Tropical, 35: 257267.

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e-ISSN 1983-0572


Taxonomia e Sistemática

doi:10.12741/ebrasilis.v7i2.354 e-ISSN 1983-0572 Publicação do Projeto Entomologistas do Brasil www.ebras.bio.br Distribuído através da Creative Commons Licence v3.0 (BY-NC-ND) Copyright © EntomoBrasilis Copyright © do(s) Autor(es)

Checklist de Caelifera (Acridoidea e Eumastacoidea) do Estado do Rio de Janeiro (Orthoptera) Cristiane Vieira Assis-Pujol¹ & José Roberto Pujol-Luz² 1. Universidade Católica de Brasilia, e-mail: cristianev@ucb.br (Autor para correspondência). 2. Universidade de Brasília, Instituto de Biologia, e-mail: jrpujol@unb.br.

_____________________________________ EntomoBrasilis 7 (2): 134-150 (2014)

Resumo. Este trabalho apresenta um checklist da fauna de Orthoptera, Caelifera (Acridoidea e Eumastacoidea), do estado do Rio de Janeiro, Brasil. Este artigo foi baseado no material depositado na Coleção de Orthoptera, Caelifera do Museu Nacional do Rio de Janeiro e em citações da literatura pertinente. Os resultados da pesquisa demonstram que os Caelifera do estado do Rio de Janeiro estão representados por duas superfamílias, Acridoidea e Eumastacoidea, quatro famílias (Proscopiidae, Ommexechidae, Acrididae e Romaleidae), subdivididos em 10 subfamílias, 16 tribos, 46 gêneros, 48 espécies e oito subspécies. Neste trabalho estão incluídas as listas de sinonímias para cada espécie, distribuição geográfica, localização dos tipos e principais referências bibliográficas. Palavras-chave: Brasil; Distribuição Geográfica; Holótipos; Lista de Espécies; Taxonomia. Checklist of Caelifera (Acridoidea and Eumastacoidea) of Rio de Janeiro State (Orthoptera) Abstract. This work presents a checklist of the fauna of Orthoptera, Caelifera (Acridoidea and Eumastacoidea), the state of Rio de Janeiro, Brazil. This article is based on material deposited in the Collection of Orthoptera, Caelifera the National Museum of Rio de Janeiro, and citations of relevant literature. The survey results show that Caelifera the state of Rio de Janeiro are represented by two superfamilies, and Acridoidea and Eumastacoidea, four families (Proscopiidae, Ommexechidae, and Romaleidae Acrididae), subdivided into 10 subfamilies, 16 tribes, 46 genera, 48 species and eight subspecies. This work includes the lists of synonyms for each species, geographical distribution, types and location of primary references. Keywords: Brazil; Geographical Distribution; Holotypes; List of Species; Taxonomy.

_____________________________________ superfamília Acridoidea (Orthoptera, Caelifera), está distribuída em todas as regiões biogeográficas (Acridoidea), com exceção da Antártida e do Cículo Polar Ártico. Já os representantes da superfamília Eumastacoidea, possuem registro de ocorrência em toda a região tropical e subtropical, parte da Ásia e Oceania. Entretanto, a família Proscopiidae ocorre somente na America do Sul e sul da America Central (Eades et al. 2012). Cerca de 10.000 espécies de ambas as superfamílias estão descritas no mundo e aproximadamente 1.000 espécies são conhecidas no Brasil, amplamente distribuídas por todo o território brasileiro (Gallo et al. 2002). Representantes destas superfamílias destacam-se, principalmente, por sua importância econômica, devido aos enormes prejuízos que algumas de suas espécies causam aos cultivos, podendo vir a devastar lavouras inteiras (Gallo et al. 2002). Com base na classificação de Flook & Rowell, 1997, Foi elaborado um checklist das espécies que ocorrem no Estado do Rio de Janeiro. Complementam o trabalho a atualização taxonômica e geográfica das espécies, localização dos tipos e principais registros bibliográficos. Dados gerais sobre a fauna de Caelifera (Acridoidea e Eumastoicoidea) do Rio de Janeiro. A fauna Acridoidea e Eumastacoidea do Estado do Rio de Janeiro é composta por 48 espécies e oito subespécies conhecidas, agrupadas em 41 gêneros, 11 subfamílias e quatro famílias (Proscopiidae, Ommexechidae, Romaleidae e Acrididae). Para algumas espécies, só existem registros de ocorrência para o estado do Rio de Janeiro [Staleochlora trilineata (Serville,

1831), Tijucella polychroma Amedegnato & Descamps, 1979, Deinacris picta picta Amedegnato & Descamps, 1979, Seabracris tijuca Amedegnato & Descamps, 1979, Beckeracris janeirensis Amedegnato & Descamps, 1979 e Orphula pagana (Stal, 1860)]. Uma nova ocorrência para Rhammatocerus pseudocyanipes Assis-Pujol, 1997 é incluída no trabalho.

Materiais e Métodos A maior parte do material listado está depositada na coleção de Caelifera do Museu Nacional do Rio de Janeiro, que é proveniente de diversas coletas realizadas ao longo de anos pela equipe da instituição, bem como por doações. O restante do material que possui registro de ocorrência no Rio de Janeiro, porém, que não existem exemplares no Museu Nacional, foi incluído com base em registros na literatura disponível. Classificação adotada é a proposta por Flook & Rowell (1997) e por Eades & Otte (2014), para as tribos e grupos. As espécies que apresentam * são as espécies-tipo dos respectivos gêneros. Os nomes em negrito correspondem aos nomes válidos e os subsequentes, em itálico, são sinônimos. Locação dos tipos. A locação dos tipos das espécies estudadas está indicada no texto. A Tabela 1 apresenta o número de tipos depositados em cada instituição. Os nomes correspondentes às siglas e a localização das instituições são os seguintes:

Agência de Financiamento: CNPq-PROFIX

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Checklist de Caelifera (Acridoidea e Eumastacoidea)…

Assis-Pujol & Pujol-Luz

Tabela 1. Número de tipos depositados em cada instituição de pesquisa. O número 1 seguido e ponto de interrogação no NHMW e MIZT, corresponde à dúvida na literatura com relação à locação do tipo de Bucephalacris bucephalus. Instituição depositária Tipos (nº)

ANSP

BMNH

MHNG

MIZT

MNHN

MNRJ

NHMW

NHRS

RMNH

USNM

UZIU

ZMHB

ZSMC

Perdidos

3

4

2

3 + (1?)

5

9

4 + (1?)

7

1

2

7

2

2

3

ANSP – Academy of Natural Sciences of Philadelphia, Pennsylvania, United States.

BMNH – The Natural History Museum, London, Unites Kingdom.

MHNG – Muséum Switzerland.

MIZT – Universitá di Torino, Torino, Italia.

MNHN – Muséum National d`Histoire Naturelle, Paris, France.

MNRJ – Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil.

NHMW – Naturhistorisches Museum, Wien, Áustria.

NHRS – Naturhistoriska Riksmuseet, Stockholm, Sweden.

RMNH – Nationaal Natuurhistorisch Museum, Leiden, Netherlands.

USNM – National Museum of Natural History, Washington, D.C., United States.

d’Histoire

Naturelle,

Geneva,

UZIU – Uppsala University, Uppsala, Sweden.

ZMHB – Museum für Naturkunde der Humboldt-Universität, Berlin, Germany.

ZSMC – Zoologische Staatssammlung dês Bayerischenstaates, Munichen, Germany.

Resultados Lista das espécies encontradas no Rio de Janeiro ACRIDOIDEA OMMEXECHIDAE Ommexechinae Ommexecha Serville 1831: 285 * virens Serville 1831: 286 germari Burmeister, 1838: 655 servillei Blanchard, 1836: 613 Distribuição geográfica: Argentina (Buenos Aires, Corrientes, Misiones, Chaco, Entre Rios, Santa Fé, Formosa); Uruguai; Paraguai (Paraguari, San Pedro, Alto Paraná, Itapua, Guairá); Bolívia (Santa Cruz, Cochabamba); Brasil (RS, PR, SC, SP, RJ, ES, BA, PE, CE, MG, MT, GO).

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Tipo: MNHN [Holótipo macho. Prov. Corrientes (Ommexecha servillei)]. Refs.: Serville (1831: 286, 1839: 696); Blanchard (1836: 312); Bolívar (1884: 29); Bruner (1900: 47, 1906: 639); Kirby (1910: 592); Rehn (1907: 168, 1913: 273); Liebermann (1937: 55, 1939: 165, 1941: 41; 1948: 55, 1958: 3, 1967: 503); Silveira-Guido et al. (1958: 485); Ronderos (1977: 101, 1978: 97); C.O.P.R. (1982:

96); Carvalho et al. (2011: 123). ROMALEIDAE Romaleinae Romaleini Agriacris Walker 1870: 644 Camposia Bolívar, 1909: 346 Elaeochlora Stål, 1873: 52 auripennis (Walker) 1870: 522. (Xiphocera) hilaris Gerstaecker, 1889: 10 hymenaea Gerstaecker, 1873: 186 parvispina Pictet & Saussure, 1887: 344 psittacina Gerstaecker, 1973: 187 scabra Thunberg, 1824: 400 spoliata Walker, 1870: 524 Distribuição geográfica: Brasil (AM, PA, PB, PE, RO, MG, ES, RJ, SP); Peru (Huanuco, Cusco, Loreto). Tipo: BMNH [Holótipo fêmea. “Amer. Merid.”]. Refs.: Walker (1870: 522); Pictet & Saussure (1887: 346); Kirby (1910: 366); Liebermann (1969: 85); Roberts & Carbonell (1992: 82). Chromacris Walker 1870: 643 * speciosa (Thunberg) 1824: 404 (Gryllus) stolli Pictet & Saussure, 1887: 351 xanthoperum de Haan 1835: t.a, fig. 2 Distribuição geográfica: Brasil (AP, PA, AM, BA, PE, ES, RJ, MG, SP, PR, SC, RS, MT, MS); Colômbia (Magdalena); Venezuela (Carabobo, Cojedes); Guiana; Equador (Bolívar); Peru (Junin, Pasco, Cusco); Bolívia (Santa Cruz); Paraguai (Guaira, Paraguari); Argentina (Salta, Misiones, Catamarca, Cordoba, Entre Rios, Buenos Aires); Uruguai (trogon trogon) (Gerstaecker 1873) (Romalea); Costa Rica; (?)Nicaragua. Tipo: UZIU [Lectótipo fêmea. Brasil (sem localidade exata)]. Refs.: Thunberg (1824: 404); Walker (1870: 644); Hudson (1895: 127); Liebermann (1935: 119); Hepper (1945: 280); Barrera & Paganini (1975: 107); Turk et al. (1976: 6); Virla de Arguello (1978: 113); Roberts & Carbonell (1982: 51); C.O.P.R. (1982: 104); Riede (1987: 277); Carbonell et al. (2006); Carbonell et al. (2007: 45); Buzetti & Carotti (2008: 48); Araújo Cisneiros et al. (2012: 1); Bidau (2012: 256); Barrientos Lozano et al. (2013: 319). Procolpia Stål 1873: 52 * emarginata (Serville) 1831: 271 (Xiphicera). e-ISSN 1983-0572


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Tipo: MNHN [Holótipo fêmea. Brasil (sem localidade exata)]. Refs.: Serville (1831: 271); Scudder (1869: 84); Stal (1873: 52); Pictet & Saussure (1887: 340); Bolívar (1896: 16); Bruner (1905-1909: 223, 1919: 36); Kirby (1910: 364); Hebard (1932: 268); Rehn (1955: 41). Staleochlora Roberts & Carbonell 1992: 91. * trilineata (Serville) 1831: 272 (Xiphicera) Distribuição geográfica: Brasil (RJ). Tipo: MNRJ [Neótipo macho designado por Roberts & Carbonell (1992), Floresta de Tijuca, Rio de Janeiro, Brasil]. Refs.: Serville (1831: 272); Burmeister (1861: 491); Walker (1870: 521); Stal (1873: 46); Pictet & Saussure (1887: 344); Giglio-Tos (1897: 29); Rehn (1909: 124); Kirby (1910: 365); Bruner (1911: 54); Liebermann (1935: 41, 1939: 177, 1948: 80, 1969: 85); C.O.P.R. (1982: 108); Mesa et al. (1982: 516); Riede (1987: 277); Roberts & Carbonell (1992: 100); Donato (2000: 80); Mesa et al. (2004: 15). Titanacris Scudder 1869: 352 Lophacris Scudder 1869: 352 olfersii (Burmeister) 1838: 628. (Acridium) flavicornis Stoll 1813: 19, pl. 8b. semirubrum Serville 1839: 653 Distribuição geográfica: Brasil (RJ, BA, ES). Tipo: MNRJ [Neótipo macho designado por Descamps & Carbonell (1985), Fl. da Tijuca, Rio de Janeiro, Brasil]. Refs.: Burmeister (1838: 628); Pictet & Saussure (1887: 363); Liebermann (1939b: 598); Hayward (1860: 78); Descamps & Amedegnato (1970: 863); Walker (1870: 549); Hebard (1923: 232); Dirsh (1956: 275); Descamps & Carbonell (1985: 270). Tropidacris Scudder 1869: 338 Eutropidacris Hebard 1923: 232 cristata grandis (Thunberg) 1824: 403 fabricii Scudder, 1869: 394 Distribuição geográfica: Brasil (BA, ES, RJ, SP, PR, SC, RS); L. Paraguai; Argentina (Misiones). Tipo: UZIU [Holótipo fêmea. “South America, America Meridionalis”]. Refs.: Thunberg (1824: 403); Stål (1873: 49); Pictet & Saussure (1887: 361); Rehn (1909: 134); Kirby (1910: 380); Liebermann (1939: 597; 1955: 336); C.O.P.R. (1982: 118); Carbonell (1986: 366); Carbonell et al. (2006: CD Rom). collaris (Stoll) 1813: 39 pl.31, fig.80 (Gryllus locusta) carinatus Thunberg, 1815: 222 rugosus Thunberg, 1824: 401 Distribuição geográfica: Colômbia (Bogotá, Guajira, Magdalena, Cordoba, Santander, Cundinamarca); Venezuela (Falcon, Zulia, Nueva Esparta, Distrito Federal, Miranda, Guarico, Monagas, Bolívar); Guiana; Suriname; Guiana Francesa; Peru (Loreto, San Martin); Bolívia (Beni, Santa Cruz); Brasil (RR, AM, PA, e-ISSN 1983-0572

MA, RO, MT, MS, RN, PB, PE, BA, MG, GO, ES, RJ, SP, PR, SC, RS); Argentina (Catamarca, Jujuy, Salta, Tucuman, La Rioja, Cordoba, San Luis). Tipo: RMNH [Holótipo fêmea, Bogotá (provavelmente)]. Refs.: Stoll (1813: 39); Kirby (1910: 379); Rehn (1916: 284); Hebard (1923: 233); Liebermann (1939b: 594); Piza Jr. (1958: 247); Hayward (1960: 3); Descamps & Amedegnto (1970: 870); Barrera & Paganini (1975: 107); Gangwere & Ronderos (1975: 173); Barrera & Turk (1977: 167); Descamps (1979: 313); C.O.P.R. (1982: 110); Marshall (1983: 386); Carbonell (1984: 8, 1986: 390); Carbonell et al. (2006: CD Rom); Carbonell et al. (2007: 46). Zoniopoda Stål 1873: 32, 51 * tarsata (Serville), 1831: 283 (Acridium) cruentata Blanchard, 1837: 216 Distribuição geográfica: Brasil (ES, RJ, SP, PR, SC, RS); Argentina (Centro e norte do país); Paraguai (Central, Paraguari); Uruguai. Tipo: MNHN [Holótipo fêmea. Brasil (sem localidade exata)]. Refs.: Serville (1831: 283); Pictet & Saussure (1887: 356); Hudson (1895: 29); Giglio-Tos (1897: 29); Rehn (1908: 16); Kirby (1910: 375); Bruner (1911: 59, 1919: 38); Liebermann (1928: 137, 1939: 182, 1948: 55, 1949a: 1, 1949b: 14, 1950: 16, 1951: 39, 1954, 1958: 3, 1972a: 191, 1972b: 6); Hebard (1931: 257); Blanchard (1945: 280); Hepper (1945: 23); Liebermann & Schiuma (1946: 1); Schiuma (1951: 10); Hayward (1960: 3); Greathead (1963: 437); Campodonico & Santoro (1971: 63); Santoro & Carames (1973: 197); Gangwere & Ronderos (1975: 173); Barrera & Paganini (1975: 107); Santoro (1976: 1); Barrera & Turk (1977: 167); C.O.P.R. (1982: 125); Cigliano et al. (2000: 81); Carbonell et al. (2006: CD Rom); Carbonell et al. (2007: 4); Paradeda et al. (2008: 123); Bidau (2012: 256). ACRIDIDAE Melanoplinae Dichroplini Baeacris Rowell & Carbonell 1977: 56 punctulatus (Thunberg), 1824: 408 (Dichroplus) Distribuição geográfica: Brasil (RR, AM, PA, PE, MT, MG, ES, RJ, SP); Bolívia (Santa Cruz); Paraguai (Caaguazu); Argentina; Uruguai; L.Bolívia; L.Peru; Equador, Colômbia; Venezuela; Guiana. Tipo: UZIU [Holótipo macho. Brasil (sem localidade exata)]. Refs.: Thunberg (1824: 408); Berg (1881: 38); Giglio-Tos (1897: 34, 1898: 67); Rehn (1907: 188, 1913: 343); Bruner (1910: 487, 1919: 84); Hebard (1923: 285, 1924: 193); Roberts (1937: 357); Liebermann (1939a: 211); Carbonell & Ronderos (1973: 366); Barrera & Turk (1977: 167); Virla de Arguello (1978: 113); Escalante (1979: 113); Villalobos (1980: 325); Luna et al. (1981: 243); C.O.P.R. (1982: 163); Riede (1987: 286); Bentos-Pereira (1989: 31); Cigliano (1991: 176); Ronderos & Cigliano (1991: 176); Cigliano et al. (1995: 41); Michel & Teisaire (1996: 29); Lange (1997: 63); Cigliano & Lange (1998: 67); Cigliano et al. (2000: 81); de Wysiecki et al. (2004: 87); Colombo et al. (2005: 375); Carbonell et al. (2006: CD Rom); Carbonell et al. (2007: 49); Buzzetti & Carotti (2008: 51); Dias-Guerra et al. (2010: 333); Mariottini et al. (2011: 737).

136

Distribuição geográfica: Brasil (?) (BA, SP, RJ); Bolívia (Santa Cruz); (?) Venezuela; (?) América Central; (?) México.

EntomoBrasilis 7 (2)


Checklist de Caelifera (Acridoidea e Eumastacoidea)…

Dichroplus Stal 1973: 78 Trigonophymus Stal 1878: 32 fuscus (Thunberg) 1815: 235 (Gryllus) Distribuição geográfica: Brasil (RJ, ES, BA, PE, MG, RS); Argentina (Santiago del Estero, Chaco); Paraguai (Caaguazu); Bolívia (Cochabamba). Tipo: UZIU [Holótipo fêmea com etiqueta “fuscus - Nov. Cambr.”]. Refs.: Thunberg (1815: 235); Stål (1873: 78, 1978: 6); GiglioTos (1894: 21, 1897: 34, 1898: 67); Prinzessin Von Bayern (1900: 257); Kirby (1910: 487); Liebermann (1939a: 21, 1965: 216); Ronderos et al. (1968: 271); Carbonell et al. (2006: CD Rom); Buzzetti & Carotti (2008: 52).

Assis-Pujol & Pujol-Luz

CD Rom); Chapco (2006: 59); Mariottini et al. (2006: 81, 2010: 92); Castillo et al. (2010: 775). Parascopini Tijucella Amedegnato & Descamps 1979: 485 * polychroma Amedegnato & Descamps 1979: 486 Distribuição geográfica: Brasil (RJ). Tipo: MNRJ [Holótipo macho. Fl. da Tijuca, Rio de Janeiro, Brasil]. Refs.: Amedegnato & Descamps (1979: 486); Ronderos (1985: 54); Otte (1995: 413); Yin et al. (1996: 703). Proctolabinae Proctolabini

Digamacris Carbonell 1989: 77

Proctolabae

* amoena (Stål) 1878: 8 (Pezotettix) Distribuição geográfica: Brasil (RJ, SP). Tipo: NHMW [Holótipo fêmea. “Brasil. Boucard ded.”]. Refs.: Stål (1878: 8); Scudder (1897: 406); Bruner (1900: 78); Kirby (1910: 490); Rehn (1913: 113); Liebermann (1929: 180, 1971: 146); Carbonell (1989: 80). fraternus (Carl) 1916: 514 (Dichroplus) Distribuição geográfica: Brasil (MG, ES, RJ). Tipo: MHNG [Minas Gerais, Brasil].

Poecilocloeus Bruner 1910: 174 Diadelacris Descamps, 1976: 64, 70, 126 janeirensis Descamps 1980: 169. Distribuição geográfica: Brasil (RJ, PR). Tipo: MNRJ [Holótipo macho. Fl. da Tijuca, Rio de Janeiro, Brasil; Alótipo fêmea: mesma localidade]. Refs.: Descamps (1980: 169); Amedegnato & Descamps (1982: 163). Copiocerinae

Refs.: Carl (1916: 514); Liebermann (1955: 343, 1968: 29); Rehn (1913: 113); Carbonell (1989: 84); Hollier (2010: 29). Leiotettix Bruner 1906: 684.

Aleuasini Zygoclistron Rehn 1905: 39

* viridis Bruner 1906: 685

Nuceria Stål 1878: 23, preoc.

punctipes Bruner, 1906: 686

Nuciera Bolivar, 1906: 96

Distribuição geográfica: Paraguai (Paraguari); Brasil (MT, MG, RJ, RS); Bolívia (Santa Cruz); Argentina (Misiones). Tipo: USNM [Síntipo Sapucai, Paraguai]. Refs.: Bruner (1906: 685, 1919: 85); Rehn (1907: 188); Kirby (1910: 490); Liebermann (1939a: 214, 1965: 219); Uvarov (1966: 179); Mesa & Zolessi (1968: 4); C.O.P.R. (1982: 168); Cigliano & Ronderos (1994: 148); Ronderos & Carbonell (1994: 168); Cigliano et al. (1996: 125); Colombo et al. (2005: 375); Carbonell et al. (2006: CD Rom); Chapco (2006: 59). Ronderosia Cigliano 1997: 19

falconinum (Gerstaecker) 1873: 191 (Acridium) acutum Rehn, 1913: 96 roseipennis Stål, 1978: 61 Distribuição geográfica: Brasil (RJ, MG). Tipo: ZMHB [Holótipo macho. Rio de Janeiro, Brasil]. Refs.: Gerstaecker (1873: 191); Kirby (1910: 419); Carbonell (1969: 580). Copiocerini

bergi (Stål) 1878: 6 (Dichroplus) brasiliensis Bruner, 1906: 682 Distribuição geográfica: Brasil (RJ, BA, ES, SP, PN, SC, RS); Paraguai (Paraguari, Alto Parana, Caaguazu); Uruguai; Argentina (Buenos Aires, Entre Rios, Corrientes, Santa Fé, Cordoba, Chaco, Salta, Missiones).

137

Tipo: NHRS [Holótipo macho. Buenos Aires, Argentina]. Refs.: Stål (1878: 6); Giglio-Tos (1894: 21); Rehn (1905: 41, 1907: 188, 1913: 345); Kirby (1910: 489); Liebermann (1939: 208); Ronderos (1964: 82); Dirsh (1965: 41); C.O.P.R. (1982: 151); Bentos-Pereira (1989: 31); Cigliano (1997: 3); Cigliano & Lange (1998: 67); Cigliano et al. (2000: 81); de Wysiecki et al. (2004: 87); Colombo et al. (2005: 375); Carbonell et al. (2006:

Copiocerae Bucephalacris Giglio Tos 1894: 30 Chrysopsacris Bruner 1908: 215, 282 Paraleuas Giglio Tos 1898: 47, 57 * bucephalus (Marschall) 1836: 217 (Gryllus) minor Bruner, 1906: 669 punctipennis Bruner, 1906: 669 Distribuição geográfica: Brasil (BA, AM, MG, RJ, MT); Paraguai (Paraguari, Caaguazu). e-ISSN 1983-0572


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EntomoBrasilis 7 (2)

Tipo: NHMW ou MIZT [Holótipo macho Bahia, Brasil].

* aurantipes Rehn & Eades, 1961: 113

Refs.: Marschall (1836: 217); Giglio-Tos (1894: 30); Bruner (1908: 282); Descamps (1977: 64); Passerin d’Entreves (1981: 35).

intermedia Bruner, 1919: 46

* erythrogastra (Perty) 1834: 122 (Xiphicera) eucera (Marschall) 1835: 216 Distribuição geográfica: Brasil (MG, RJ, MT). Tipo: ZSMC [Lectótipo fêmea. “in montibus Prov. Minarum”]. Refs.: Perty (1834: 122); Burmeister (1838: 612); Bruner (1911: 89); Rehn (1916: 289, 1920: 249); Hebard (1924: 121); Descamps (1983: 293); Descamps (1984: 36); Buzetti & Carotti (2008: 53). Episcopotettix Rehn 1902: 13

Tipo: USNM [Sapucai, Paraguai]. Refs.: Bruner (1906: 659, 1919: 46); Rehn (1907: 180); Rehn & Eades (1961: 111); Roberts (1977 [1978]: 56); C.O.P.R. (1982: 182); Bentos-Pereira & Lorier (1991: 631); Carbonell et al. (2006: CD Rom); Cylindrotettix Bruner 1906: 156 obscurus (Thunberg), 1827: 77 (Truxalis) Distribuição geográfica: Brasil (PA, MT, CE, PE, BA, MG, RJ, SP, SC); Colômbia (Meta, Vaupes, Putumayo); Peru.

Rehnacridium Costa-Lima 1942: 64

Tipo: UZIU [Guanabara (Rio de Janeiro), Brasil].

* sulcirostris Rehn 1902: 13

Refs.: Thunberg (1827: 77); Scudder (1869: 83); Bruner (1895: 64, 1906: 12, 1911: 72); Rehn (1905: 804, 1907: 180, 1913: 336, 1915: 270); Hebard (1931: 273); Liebermann (1939: 125); Rehn & Eades (1961: 81); Roberts (1975: 37); Descamps (1976: 291); Beingolea Guerrero (1989: 38); Otte (1995: 55); Carbonell et al. (2006: CD Rom); Carbonell et al. (2007: 52).

incognitum Costa-Lima, 1942: 64 Distribuição geográfica: Brasil (RJ, GO, MT, BA); Argentina (Misiones). Tipo: ANSP [Holótipo macho. Forest of San Juan, Mexico]. Refs.: Rehn (1902: 13, 1920: 249, 1955: 34); Liebermann (1947: 393, 1955: 339); Costa-Lima (1942: 64); Descamps (1984: 14); Carbonell et al. (2006: CD Rom). Opshomala Serville 1831: 267 (Opomala auct.) Chrostheippus Bruner, 1911: 98 * viridis Serville 1831: 267 varipes Serville, 1839: 588 Distribuição geográfica: Brasil (RJ, BA, ES). Tipo: perdido. Localidade desconhecida para O.viridis e errada (America Septentrional) para O.varipes. Refs.: Serville (1831: 267, 1839: 588); Burmeister (1838: 610); Bruner (1908: 255, 1911: 89); Kirby (1910: 419); Rehn & Eades (1961: 7); Descamps (1984: 17). Monachidiae Antiphon Stål 1878: 55. (*) acropyrinon (Perty) 1834: 132. (Monachidium) * gallus Stål 1878: 55 Distribuição geográfica: Brasil (RJ, SP, PN, SC). Tipo: ZSMC [Lectótipo fêmea. “in Provincia Bahiense” Brasil]. Refs.: Perty (1834: 132); Stål (1878: 55); Kirby (1910: 464); Liebermann (1940: 363); Descamps (1983: 292, 1984: 50). Leptysminae Leptysmini Belosacris Rehn & Eades 1961: 111 (*) coccineipes (Bruner) 1906: 659 (Arnilia) e-ISSN 1983-0572

santarosae Roberts 1975: 36 Distribuição geográfica: Brasil (MT, PA, GO, MG, ES, RJ, SP, SC); Paraguai (Guairá); Bolívia (Santa Cruz); Argentina (Chaco, Misiones); Uruguai. Tipo: ANSP [Holótipo macho. Sta Rosa dos Descalvados, Mato Grosso, Brasil]. Refs.: Roberts (1975: 36); Donato (2000: 78); Carbonell et al. (2006: CD Rom). Leptysma Stål 1873: 42, 85. filiformis (Serville) 1839: 591 (Opsomala) gracilis Bruner, 1906: 58 minima Bruner, 1906: 58 Distribuição geográfica: Brasil (SP, RR, PA, BA, MG, ES, RJ, PR, GO, MT); Venezuela (Carabobo, Bolivar, Barinas); Colômbia (Meta); Trinidad; Guiana; Suriname; Paraguai (Paraguari); Bolívia (Santa Cruz); Uruguai. Tipo: MNHN [Holótipo fêmea. São Paulo, Brasil]. Refs.: Serville (1839: 591); Berg (1881: 37); Bolívar (1888: 146); Giglio-Tos (1897: 30); Bruner (1906a: 613, 1906b: 135, 1911: 72, 1919: 43); Rehn (1907: 180, 1916: 285); Rehn & Eades (1961: 85); Roberts (1977: 44); Descamps (1979: 314); C.O.P.R. (1982: 186); Carbonell et al. (2006: CD Rom); Carbonell et al. (2007: 52). Stenacris Walker 1870: 65 Arnilia Stål, 1873: 42, 85 xanthochlora (Marschall) 1836: 215 (Gryllus) cayennensis Bruner, 1919: 50 concolor Walker, 1870: 652

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Copiocera Burmeister 1838: 611 (= Glaphyracris Walker, 1870: 653)

Distribuição geográfica: México (Veracruz); Panamá; Venezuela (Guarico); Trinidad; Guiana; Suriname; Guiana francesa; Brasil (AP, PA, BA, MG, RJ, SP, MT, MS); Paraguai (Paraguari, Central); Bolívia (Santa Cruz, Beni); Argentina (Misiones, Chaco); Uruguai.


Checklist de Caelifera (Acridoidea e Eumastacoidea)…

cylindrodes Stål, 1860: 325

insularis Bruner, 1908: 262

interior Bruner, 1908: 254

lineatus Thunberg, 1824: 413

lanceolata Walker, 1870: 651

longicorne Bruner, 1911: 82

reyesi Descamps, 1975: 65 saussurei Carl, 1916: 510 Distribuição geográfica: Brasil (RJ, AP, PA, Ceará, PE, BA, MG, ES, SP, GO, SC, RS, MT); México (Veracruz); Guatemala; Costa Rica; Panamá; Colômbia (Magdalena, Meta); Venezuela; Trinidad; Suriname; Guiana Francesa; Equador (NapoPastaza); Paraguai (Guayra); Bolívia (Beni, Santa Cruz, Tarija); Argentina (Formosa, Chaco, Misiones). Tipo: NHMW [Holótipo macho. “Near Rio de Janeiro, Brasil”]. Refs.: Marschall (1836: 215); Walker (1870: 651); Giglio-Tos (1894: 1); Bruner (1900: 80, 1919: 50); Rehn (1915: 270, 1916: 285, 1918: 170); Carl (1916: 510); Liebermann (1928: 137, 1939: 125); Roberts (1937: 356, 1977[1978]: 61); Rehn & Eades (1961: 81); Descamps (1975: 61); Bentos-Pereira & Lorier (1991: 631); Carbonell et al. (2006: CD Rom); Carbonell et al. (2007: 52); Buzetti & Carotti (2008: 54). Tetrataeniini Cornops Scudder 1875: 276 Paracornops Giglio Tos, 1894: 31 aquaticum (Bruner) 1906: 663 pelagicum Bruner, 1922: 61 politum (Bruner, 1906): 664 scudderi Bruner, 1906: 12 Distribuição geográfica: Brasil (AM, AP, PA, MT, GO, MG, RJ, SP, MS ); México; Panamá; Guatemala; Belize, Honduras; Trinidad & Tobago; Nicarágua; Colômbia; Venezuela; Paraguai; Suriname; Guyana; Peru; Uruguai; Argentina; Bolívia; Equador. Tipo: NHMW [Holótipo macho. [Paraguai, San Bernardino].

139

Assis-Pujol & Pujol-Luz

Refs.: Bruner (1906: 663, 1919: 61); Liebermann (1939: 125, 1941: 42, 1943: 22, 1948: 55, 1951: 39, 1958: 3); Hepper (1945: 280); Zolessi (1956: 3); Bennett & Zwolfer (1968: 832); Bennett (1970: 10); Mitchell & Thomas (1972: 50); SilveiraGuido (1975: 400); Guido & Perkins (1975: 400); Andres & Bennet (1975: 20); Gangwere & Ronderos (1975: 173); Roberts & Carbonell (1979: 127); Carbonell (1981: 92); C.O.P.R. (1982: 183); Braker (1989: 389); Adis & Junk (1990: 349); BentosPereira & Lorier (1991: 631); Cilliers (1991: 207); Turk (1993: 463); Sperber & Lopes (1995: 21); Turk & Aquino (1996: 427); dos Santos & Vieira (1999: 37); Hill & Cilliers (1999: 103); Hill & Oberholzer (2000: 349); Ferreira & Vasconcellos-Neto (2001: 523); Oberholzer & Hill (2001: 82); Marques et al. (2002: 6); Adis & Junk (2003: 245); Vieira & dos Santos (2003: 711); Adis et al. (2004: 127); Lhano et al. (2005: 397); Franceschini et al. (2005: 373); Carbonell et al. (2006. CD Rom); Carbonell et al. (2007: 52); Adis et al. (2007: 12); Capello et al. (2007: 209); Franceschini et al. (2007: 149); Fontana et al. (2008: 154); da Silva et al. (2010: 535); Capello et al. (2011: 170); Braga et al. (2011: 185); Franceschini et al. (2011: 203); Capello et al. (2012: 51). (*) frenatum frenatum (Marschall) 1836:212 (Gryllus) * bivittatum Scudder, 1875: 276

Distribuição geográfica: Brasil (RJ, PA, BA, ES, PR, MT); Colômbia (Meta); Venezuela (Aragua); Trinidad; Suriname; Guiana Francesa; Equador (Napo); Peru (Huanuco, Junin, Loreto, Cusco, Madre de Dios); Bolívia (Santa Cruz, Beni); Paraguai (Amambay). Tipo: NHMW [Holótipo fêmea. “Provavelmente Rio de Janeiro, Brasil”]. Refs.: Marschall (1836: 212); Giglio-Tos (1898: 56); Bruner (1910: 472); Roberts & Carbonell (1979: 125); Braker (1989: 389); Carbonell et al. (2007: 53); Braga et al. (2007: 227); Adis et al. (2007: 18); Buzetti & Carotti (2008: 54); de Paulo Lemos et al. (2010: 43); Ribeiro et al. (2013: 225). Stenopola Stål 1873: 83 Heniola Uvarov, 1940: 174 Inusia Giglio Tos, 1897: 30 Oxyblepta Stål, 1873: 84 Pseudoxyblepta Descamps & Amedegnato, 1972: 525 *dorsalis (Thunberg) 1827: 80 (Truxalis) antillarum Rehn, 1908: 395 bicolor Bruner, 1908: 259 chipmani Bruner, 1906: 154 femoralis Walker, 1870: 509 flavipes Burmeister, 1838: 609 gracillima Giglio Tos, 1897: 31 inornatipes Bruner, 1908 janeirensis Bruner, 1908: 259 nana Bruner, 1908: 259 Distribuição geográfica: México (Tamaulipas, San Luis Potosi, Guerrero Tabasco Yucatan); Guatemala; Belize; Costa Rica; Panamá; Colômbia (Magdalena, Meta); Venezuela; Trinidad; Guiana; Suriname; Guiana Francesa; Brasil (PA, BA, MG, ES; RJ); Paraguai; L.Bolívia. Tipo: UZIU [Holótipo macho. Brasil (sem localidade exata)]. Refs.: Thunberg (1827: 80); Scudder (1869: 83); Kirby (1890: 536); Giglio-Tos (1897: 31); Bruner (1919: 56); Roberts & Carbonell (1979: 111); C.O.P.R. (1982: 189); Carbonell et al. (2006: CD Rom); Carbonell et al. (2007: 53). puncticeps puncticeps (Stål) 1860: 325 (Opsomala) minor Bruner, 1919: 57 Distribuição geográfica: Brasil (BA, ES, RJ, PR, SC, RO, AC, MT, MS); Peru (Junin, Cusco); Bolíivia (Santa Cruz, Beni); Paraguai (Paraguari); Argentina (Formosa, Chaco, Misiones, Tucuman). Tipo: NHRS [Holótipo macho. Brasil; R.F. Sahlberg col. 18491951 em viagem por Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espirito Santo]. e-ISSN 1983-0572


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Refs.: Stål (1861: 325); Giglio-Tos (1897: 31); Bruner (1900: 80, 1919: 57); Rehn (1905: 38, 1913: 337); Liebermann (1928: 137, 1939: 125, 1945: 235); Roberts & Carbonell (1979: 117); Carbonell et al. (2006: CD Rom). Ommatolampidinae Pycnosarcini Pycnosarcus Bolivar 1906: 392 (Polysarcus Saussure 1859) Alectrolophus Kirby 1914

EntomoBrasilis 7 (2)

Caloscirtae Abracrini Abracris Walker, 1870: 642 Osmilia Stal, 1873: 68 *dilecta Walker, 1870: 642. caeruleipennis Bruner, 1900: 68 conspersipennis Bruner, 1908: 281

Polychitonacris Rehn 1909 * atavus (Saussure) 1859: 393 (Polysarcus) bimaculatus Kirby Distribuição geográfica: Brasil (BA, MG, RJ) Tipo: MHNG [Bahia, Brasil]. Refs.: Saussure (1859: 393); Rehn (1909: 163); Kirby (1910: 544); Kevan (1968: 66); Otte (1995: 87); Hollier (2012: 305). Ommatolampidini Ommatolampae Vilernae Vilerna Stål 1873: 38, 71

meridionalis Bruner, 1908: 281 signatipes Bruner, 1906: 673 Distribuição geográfica: México, América Central, América do Sul, da Colômbia ao Uruguai; Brasil (PA, BA, GO, MT, MG, RJ, RS). Tipo: BMNH [Holótipo macho. Brasil, Santarém]. Refs.: Walker (1870: 642); Bruner (1900: 68, 1906: 673); Rehn (1913: 273, 1915: 270, 1916: 294, 1918: 183); Liebermann (1928: 137, 1939: 125, 1945, 235, 1951: 39, 1958: 3, 1967: 96); Hepper (1945: 280); Carbonell et al. (1980: 280); Roberts & Carbonell (1981: 3); Sperber (1996: 127); Carbonell et al. (2007: 57); Buzetti & Carotti (2008: 57). flavolineata (De Geer), 1773: 497. (Acrydium) coelestre Burmeister, 1839: 634

coriacea (Burmeister) 1838: 608, nomen oblitum Distribuição geográfica: Peru (Junin, Loreto, Hunuco, Cusco, Madre de Dios); Colômbia (Vaupes, Putumayo, Amazonas); Venezuela (Bolívar); Equador; Brasil (AC, AM, BA, ES, GO, MT, MG, PA, PR, RO, RJ, SP); L. Bolívia; Paraguai; Argentina (Chaco, Salta). Tipo: NHRS [Peru (sem localidade exata)]. Refs.: Stål (1878: 61); Giglio-Tos (1894: 1); Bolívar (1896: 16); Bruner (1900: 80, 1911: 115); Rehn (1907: 186); Liebermann (1928: 137, 1939: 125, 1945: 3); Hayward (1960: 3); C.O.P.R. (1982: 193); Descamps & Amedegnato (1989: 25); Carbonell et al. (2007: 56); Buzetti & Carotti (2008: 57). Syntomacrini Syntomacrae Deinacris Amedegnato & Descamps 1979: 447. *picta picta Amedegnato & Descamps 1979: 449. Distribuição geográfica: Brasil (RJ). Tipo: MNHN [Holótipo macho. Pico da Tijuca, Rio de Janeiro, Brasil]. Ref.: Amedegnato & Descamps (1979: 449). Seabracris Amedegnato & Descamps 1979: 462. tijuca Amedegnato & Descamps 1979: 466.

labrata Scudder, 186: 634 saussurei Scudder, 1875: 274 tolteca Saussure, 1861: 163 violacea Thunberg, 1824: 413 Distribuição geográfica: Santa Lucia (Windward Islands); Tobago; México; América Central; América do Sul, da Colômbia até metade da Argentina e Brasil (PA, RO, AM, AP, BA, PE, RN, RJ, RS). Tipo: perdido [Suriname]. Refs.: De Geer (1773: 497); Bruner (1900: 80, 1908: 331, 1919: 88); Rehn (1913: 273, 1915: 270, 1916: 295, 1918: 184); Hebard (1923: 265, 1924a: 189, 1924b: 131, 1925: 283, 1932: 274, 1933a: 130, 1933b: 46); Liebermann (1928: 137, 1939: 125, 1945: 235, 1958: 3); Roberts (1937: 356); Hepper (1945: 280); Hayward (1960: 3); Descamps & Amedegnato (1970: 892); Descamps (1975: 32); Gangwere & Ronderos (1975: 173); Rowell (1978: 653, 1983: 750); Turk (1980: 122, 1981: 53); Carbonell et al. (1980: 280); Roberts & Carbonell (1981: 3; C.O.P.R. (1982: 195); Flook & Rowell (1997: 89); Carbonell et al.( 2007:57); Fontana et al. (2008: 206); Buzetti & Carotti (2008: 57); Barranco (2010: 28); Cardona (2012: 70); Rowell & Behrstock (2012: 242); Barrientos Lozano et al. (2013: 319). Sitalces Stål 1878: 16 *volxemi Stål 1878: 16 Distribuição geográfica: Brasil (RJ).

Distribuição geográfica: Brasil (RJ).

Tipo: NHRS [Rio de Janeiro, Brasil].

Tipo: MNRJ [Holótipo macho. Fl. da Tijuca, Rio de Janeiro, Brasil].

Refs.: Stål (1878: 16); Kirby (1910: 435); Matiotti da Costa & Silva Carvalho (2006: 139); Matiotti da Costa et al. (2007: 383).

Ref.: Amedegnato & Descamps (1979: 466). e-ISSN 1983-0572

140

rugulosa Stål 1878: 61


Checklist de Caelifera (Acridoidea e Eumastacoidea)…

Xiphiola Bolivar 1896: 17 borellii Giglio Tos 1898: 48 Distribuição geográfica: Brasil (MS, MT, SP, RJ); Paraguai (Paraguari). Tipo: MIZT [Paraguai, Sapucai]. Refs.: Giglio-Tos (1898: 48, 1900: 5); Rehn (1907: 186); Bruner (1919: 77); Passerin d’Entrèves (1981: 49); Descamps (1979: 313). (Ommatolampidinae incertae sedis) Beckeracris Amedegnato & Descamps 1979: 471. janeirensis Amedegnato & Descamps 1979: 476. Distribuição geográfica: Brasil (RJ). Tipo: MNRJ [Holótipo macho. Fl. da Tijuca, Rio de Janeiro, Brasil]. Ref.: Amedegnato & Descamps (1979: 476). Cyrtacanthacridinae

aurantia Scudder, 1899: 443 australis Scudder, 1899: 444 bogotensis Scudder, 1899: 444 boyacae Hebard, carinata Scudder, 1899: 443 concolor Walker, 1870: 650 consobrinum Walker, 1870: 636 crococtaria Scudder, 1899: 443 gracilis Scudder, 1899: 443 gulosa Scudder, 1899: 444 implecta Walker, 1870: 554 lividus Thunberg, 1824: 102 luridescens Walker, 1870: 583 malachitica Rehn, 1905: 439

Cyrtacanthacridini

maya Scudder, 1899: 444

Schistocerca Stål 1873: 64

mellea Scudder, 1899: 443

flavofasciata (De Geer) 1773: 498 (Acrydium) aequalis Scudder, 1899: 444 desiliens Scudder, 1899: 443 femorale Walker, 1870: 620 fimbriatus Thunberg, 1824: 400 flavolinea Bruner, 1920: 19 infumata Scudder, 1899: 444 longipenne Burmeister, 1838: 632 parvula Walker, 1870: 567 septentrionalis Walker, 1870: 555 subvittata Walker, 1870: 620 vittatum Olivier, 1791: 221 Distribuição geográfica: Suriname; Guiana; Guiana Francesa; Curaçao (Dutch West Indies); Trinidad; N.Venezuela; Brasil (PA, AM, MT, RN, PB, PE, SE, BA, ES, MG, RJ, SP, PR, SC, RS); (?) Peru (Junin, Puno); Bolívia (?) (La Paz, Santa Cruz); L.Paraguai; Argentina (Misiones, Corrientes, Entre Rios, Formosa, Chaco, Santa Fé, Cordoba, Buenos Aires); Uruguai. Tipo: BMNH [Holótipo fêmea. Sierra de la Unrosa, Riviera, Uruguai].

141

Assis-Pujol & Pujol-Luz

Refs.: De Geer (1773: 489); Olivier (1791: 221); Thunberg (1824: 428); Walker (1870: 552); Scudder (1899: 455); Kirby (1910: 456); Rehn (1916: 304); Bruner (1919: 82); Bruch (1939: 209); Liebermann (1939: 125, 1940: 155, 1945: 235, 1948: 55, 1951: 39, 1954); Daguerre (1940: 327); Dirsh (974: 157); Barrera & Paganini (1975: 107); C.O.P.R. (1982: 316); Cigliano & Lange (1998: 129); Song (2004: 420); Carbonell et al. (2006: CD Rom); De Souza & Melo (2007: 54).

occidentale Scudder, 1875: 274 perturbans Scudder, 1899: 446 proprium Walker, 1870: 621 pyramidata Scudder, 1899: 443 scutellare Walker, 1870: 579 semivittatum Walker, 1870: 583 separata Scudder, 1899: 446 sonorensis Scudder, 1899: 445 strenuum Walker, 1870: 234 vaga Scudder, 1876: 269 vitticeps Walker, 1870: 579 zapoteca Scudder 1899: 443 Distribuição geográfica: México (Oaxaca, whole country); USA (California, Arizona, New México); Guatemala; Belize; Honduras; El Salvador; Nicaragua; Costa Rica; Panamá; Bahamas; Trinidad; Tobago; Curaçao; Bonaire; Equador; Colômbia; Venezuela; Guiana; Suriname; Guiana Francesa; Brasil (RR, PA, AM, MT, MS, MA, CE, RN, PE, AL, BA, GO, ES, RJ, PR, SC, RS); L.Paraguai; Argentina (La Rioja, San Juan); Chile (Tarapaca, Antofagasta). Tipo: UZIU [Holótipo macho. “North America”]. Refs.: Thunberg (1815: 236); Stål (1873: 67); Dirsh (1965: 38, 1974: 94); Descamps (1975: 58); C.O.P.R. (1982: 317); Vickery & Kevan (1983: 720); Richman et al. (1993: 91); Elgueta et al. (1999: 34); Capinera et al. (2004: 146); Carbonell et al. (2006: CD Rom); Rivera García (2006: 142); Carbonell et al. (2007: 57); Buzetti & Carotti (2008: 58); Lockwood & Latchininsky (2008: 429); Barranco (2010: 27); Cardona (2012: 71); Barrientos Lozano et al. (2013: 319); Rowell (2013: 193).

nitens nitens (Thunberg) 1815: 236 (Gryllus) maculipennis Bruner, 1913: 586 e-ISSN 1983-0572


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Eutryxalis Bruner 1900: 22, 24 Paratruxalis Bruner 1900 filata filata (Walker) 1870: 785 (Chrysochraon) Distribuição geográfica: Brasil (PA, MG, RJ, SP, SC, RS, MT, MS); Trinidad; Paraguai (Concepcion, Paraguari, Guaira, Itapua); Argentina (Misiones). Tipo: BMNH [Holótipo macho. Santarém, Pará, Brasil]. Refs.: Walker (1870: 785); Rehn (1916: 275, 1944: 209); Bruner (1919[1920]: 25); Hebard (1923: 197, 1931: 270); Liebermann (1939a: 150); Jago (1971: 213); Donato (2003: 392); Carbonell et al. (2006: CD Rom). Orphula Stål 1873: 94, 105 Sisantum, Bruner, 1902: 30 Thyriptilon, Bruner, 1902: 30

Refs.: Giglio-Tos (1897: 26); Rehn (1906a: 33, 1906b: 376); Kirby (1910: 106); Rehn (1913: 317); Bruner (1919: 31); Hebard (1931: 271); Roberts (1937: 349); Liebermann (1939: 157); Passerin d’Entreves (1981: 45); C.O.P.R. (1982: 555); Riede (1987: 271); Bentos-Pereira & Lorier (1991: 631); Lange (1992: 65); Sánchez & de Wysiecki (1993: 65); Cigliano & Lange (1998: 67); Cigliano et al. (2000: 81); Cigliano et al. (2002: 215); de Wysiecki et al. (2004: 87); Carbonell et al. (2006: CD Rom); Mariottini et al. (2011: 737). Gomphocerini Stauroderus Bolívar, 1897: 224 campestris (Stål) 1860: 341 (Stenobothrus) [uma espécie do Rio de Janeiro, que Kirby (1910) classifica como Stauroderus. Status incerto, Amédégnato & Carbonell (2001) em “List of Neotropical genera of acridomorph Caelifera”] Distribuição geográfica: Brasil (RJ). Tipo: NHRS [Holótipo macho. Rio de Janeiro, Brasil]. Ref.: Stål (1860: 341); Kirby (1910: 183).

crassa (Bruner) 1911: 17 (Orphulella) Distribuição geográfica: BRASIL Rio de Janeiro (provável sinonímia de pagana)

Orphulellini Orphulella Giglio-Tos, 1894: 10

Tipo: Não localizados [Sintipos Macho e Fêmea. Rio de Janeiro, Brasil].

Isonyx Rehn, 1906: 36

Refs.: Bruner (1911: 17); Otte (1979: 56).

Parachloebata Bruner, 1904: 83

*pagana pagana (Stål) 1860: 339 (Gomphocerus)

Linoceratium Bruner, 1904: 84

punctata (De Geer), 1773: 503. (Acrydium)

Distribuição Geográfica: Brasil (RJ).

arctatus Walker, 1870: 761

Tipo: NHRS [Holótipo macho. Rio de Janeiro, Brasil].

compacta Bruner, 1911: 19

Refs.: Stål (1861: 339, 1873: 106); Bruner (1900: 23); Rehn (1906: 16); Gangwere & Ronderos (1975: 173); Carbonell et al. (2006: CD Rom).

costalis Walker, 1870: 759

Gomphocerinae Compsacrini Silvitettix Bruner 1904: 55

costaricensis Bruner, 1904: 82 elegans Giglio-Tos, 1894: 12 elongata Bruner, 1911: 14 expandens Walker, 1870: 758

Charpentieracris Descamps & Amedegnato, 1970: 893

gracilis Giglio-Tos, 1894: 11

Leuconotus Bruner, 1904: 57

gratiosus Walker, 1870: 759

Ochrotettix Bruner, 1900-09: 56

grossa Bruner, 1911: 18

Oaxacella Hebard, 1932: 231

insularis Bruner, 1906: 150

territus Otte & Jago 1979: 280

interrupta Bruner, 1911: 12

Distribuição geográfica: Brasil (MG, RJ).

intricata Stal, 1873: 106

Tipo: MNRJ [Holótipo macho. Poços de Caldas, Minas Gerais, Brasil].

meridionalis Bruner, 1904: 81

Refs.: Otte & Jago (1979: 280); De Vasconcellos & Monné (2001: 77). Staurorhectus Giglio-Tos, 1897: 25 longicornis longicornis Giglio-Tos, 1897: 26 Distribuição geográfica: Brasil (BA, GO, MT, MG, RJ, SP, RS); Uruguai (Cerro Largo); Paraguai (Caaguazu). Tipo: MIZT [Argentina (sem localidade exata)]. e-ISSN 1983-0572

mexicanus Walker, 1870: 756 tepanecus Saussure, 1861: 319 totonacus Saussure, 1861: 315 virdissimus Walker, 1870: 760 zapotecus Saussure, 1861: 316 Distribuição geográfica: México; Cuba; Hispaniola; Porto Rico; América Central; América do Sul, Brasil (RJ).

142

Acridinae

EntomoBrasilis 7 (2)


Checklist de Caelifera (Acridoidea e Eumastacoidea)…

Tipo: NHRS [Lectotipo fêmea. Suriname].

Tipo: ZMHB [Lectótipo fêmea. “Rio v. Olf”].

Refs.: De Geer (1773: 503); Brunner von Wattenwyl & Redtenbacher (1892: 208); McNeill (1897: 235); Prinzessin von Bayern (1900: 255); Rehn (1903: 133, 1905a: 802, 1905b: 401, 1905c: 177, 1906: 373, 1913: 316, 1916: 277, 1918: 169); Kirby (1910: 121); Bruner (1910: 468, 1919: 26); Hebard (1923: 207, 1924: 172, 1933a: 128, 1933b: 44); Uvarov (1925: 269); Roberts (1937: 349); Piza Jr. (1945: 184); Descamps & Amédégnato (1970: 895); Otte (1979: 52); Otte (1981: 243); Amedegnato et al. (1995: 702); Carbonell et al. (2006: CD Rom); Carbonell et al. (2007: 59); Fontana et al. (2008: 149); Buzetti & Carotti (2008: 60); Barranco (2010: 27); Mariottini et al. (2011: 737); Cardona (2012: 73); Barrientos Lozano et al. (2013: 198); Rowell (2013: 236).

Refs.: Klug (1820: 20); Burmeister (1838: 604); Brunner von Walttenwyl (1890: 102); Rehn (1904: 677); Kirby (1910: 85); Bruner (1913: 433); Hebard (1924: 163); Mello-Leitão (1939: 350); Carbonell (1977: 18); Aguilar (1983: 87); Jago (1989: 273).

Orphulina Giglio-Tos 1894: 9 *pulchella Giglio-Tos 1894: 9 Distribuição geográfica: Paraguai (San Pedro, Paraguari, Guairá); Guiana Francesa; Panamá (Darien); Colômbia (Vaupes, Meta, Amazonas); Brasil (RJ, ES, MT, BA); Bolívia (Santa Cruz). Tipo: MIZT [Holótipo macho. Bovince, San Pedro, Paraguai]. Ref.: Giglio-Tos (1894: 8, 1897: 2); Kirby (1910: 118); Hebard (1924: 94); Liebermann (1939: 125); Otte (1979: 52, 1981: 274); Passerin d’Entreves (1981: 34); Carbonell et al. (2006: CD Rom); Carbonell et al. (2007: 59); Rowell (2013: 244). Scyllinini Rhammatocerus Saussure, 1860 pseudocyanipes Assis-Pujol, 1997:4 Distribuição geográfica: Brasil. Tipo: MNRJ [Holótipo macho. Brasil, Sergipe, Areia Branca]. Refs.: Assis-Pujol (1997: 4); Buys (2009:311); Guerra et al. (2012:5). victori Dos Santos & Assis-Pujol, 2003:171 Distribuição geográfica: Brasil (RJ). Tipo: MNRJ [Holótipo macho. Brasil, Rio de Janeiro, Barra da Tijuca]. Ref: Alves dos Santos & Assis-Pujol (2003:171). EUMASTACOIDEA PROSCOPIIDAE Proscopiinae Corynorhynchus Brunner von Wattenwyl, 1890:101 childei Mello Leitão 1939: 344 Distribuição geográfica: Brasil (RJ). Tipo: perdido [Brasil, RJ]. Refs.: Mello-Leitão (1939: 344); Carbonell (1977: 17); Piza Jr. (1979: 86); Liana (1980: 245). 143

Assis-Pujol & Pujol-Luz

* radula (Klug), 1820: 20 (Proscopia) ruficornis Klug Distribuição geográfica: Brasil (RJ).

Agradecimentos Os autores agradecem a A.M. Bentos-Pereira, M.G. Lhano e R.S. Olivier, pelo envio de artigos científicos. Agradecemos também ao CNPq e FAP-DF, pelo auxílio concedido (JRPL).

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Como citar este artigo:

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Assis-Pujol, C.V. & J.R. Pujol-Luz, 2014. Checklist de Caelifera (Acridoidea e Eumastacoidea) do Estado do Rio de Janeiro (Orthoptera). EntomoBrasilis, 7 (2): 134-150. Acessível em: doi:10.12741/ebrasilis.v7i2.354

e-ISSN 1983-0572


Taxonomia e Sistemática

doi:10.12741/ebrasilis.v7i2.411 e-ISSN 1983-0572 Publicação do Projeto Entomologistas do Brasil www.ebras.bio.br Distribuído através da Creative Commons Licence v3.0 (BY-NC-ND) Copyright © EntomoBrasilis Copyright © do(s) Autor(es)

Lista dos Exemplares-Tipo de Heteroptera (Insecta: Hemiptera) da Coleção Costa Lima, Instituto Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Brasil Magaly Dolsan de Almeida, Juliana Mourão dos Santos Rodrigues, Felipe Ferraz Figueiredo Moreira & José Jurberg Fundação Oswaldo Cruz, e-mail: magaly.dolsan@ioc.fiocruz.br felipento@hotmail.com, jjurberg@ioc.fiocruz.br.

(Autor

para

correspondência),

julianamourao@yahoo.com.br,

_____________________________________ EntomoBrasilis 7 (2): 151-158 (2014)

Resumo. A Coleção Costa Lima do Instituto Oswaldo Cruz não recebe material novo para depósito, mas é extremamente diversificada e historicamente importante. Ela reúne um total de sessenta e seis holótipos, setenta e nove parátipos e nove síntipos da subordem Heteroptera, representando as famílias Cimicidae, Miridae, Polyctenidae, Reduviidae e Tingidae. Este relevante material é aqui compilado e apresentado pela primeira vez. Palavras-chave: Hemiptera; percevejos; região neotropical; taxonomia.

List of the Type-Specimens of Heteroptera (Insecta: Hemiptera) in the Costa Lima Collection, Oswaldo Cruz Institute, Rio de Janeiro, Brazil Abstract. The Costa Lima Collection of the Oswaldo Cruz Institute does not receive new material to be deposited, but is extremely diversified and historically important. It gathers a total of sixty-six holotypes, seventy-nine paratypes and nine syntypes of the suborder Heteroptera, representing the families Cimicidae, Miridae, Polyctenidae, Reduviidae, and Tingidae. This relevant material is herein compiled and presented for the first time. Keywords: Hemiptera; Neotropical Region; taxonomy; true bugs.

_____________________________________ Coleção Entomológica do Instituto Oswaldo Cruz possui um acervo com mais de um milhão de espécimes preservados, sendo fonte de pesquisa e consulta para pesquisadores do Brasil e do exterior. A mesma vem sendo constituída desde 1901, data de implantação do Instituto Soroterápico Federal, mais tarde nominado como Instituto de Manguinhos - hoje Instituto Oswaldo Cruz-, e é subdividida e organizada internamente em inúmeras coleções menores. A Coleção Costa Lima inclui mais de 6000 espécimes e abrange a maioria das ordens de insetos, com inúmeros exemplares-tipo. Ela foi organizada por Ângelo Moreira da Costa Lima (1887-1964), considerado o mais eminente entomólogo do Brasil, durante os 50 anos (1914-1964) em que trabalhou nesta instituição. Seu legado inclui 375 artigos científicos, o terceiro catálogo dos insetos que vivem nas plantas do Brasil, além da coleção de 12 volumes da obra intitulada “Insetos do Brasil” (Jurberg 2002). O acervo encontra-se acondicionado em gavetas entomológicas, frascos de Borrel contendo exemplares alfinetados, e em um laminário com um total de 5625 lâminas. Atualmente é uma coleção fechada, sendo preservada da mesma forma em que foi organizada. Previamente, Costa Lima & Seabra (1944; 1945a, b) publicaram listas de exemplares-tipo de Stenopodainae, e Gonçalves et al. (1993) e Rocha et al. (1998) apresentaram listas de tipos de Triatominae da Fundação Oswaldo Cruz. Entretanto, uma lista completa dos tipos de Heteroptera da Coleção Costa Lima não havia sido compilada até o momento, sendo aqui apresentada pela primeira vez.

Material e Métodos As informações referentes a cada espécie obedecem à seguinte ordem: epíteto específico, autor, ano, página de descrição, gênero, referência do tipo, localidade, coletor e data de coleta. Tais informações foram obtidas a partir das fichas dos exemplares depositados na coleção, dos artigos contendo as descrições originais e através do exame dos espécimes e etiquetas. Muitos dos espécimes da coleção foram trabalhados pelo Dr. Dimitri Forero (Pontificia Universidad Javeriana, Colômbia) e receberam etiquetas numeradas adicionais com o modelo “UCR_ENT #”, as quais são apresentadas após as informações de cada espécime. Nos casos de transferência de gênero ou sinonímias, apresentamse o nome válido para a mesma, entre colchetes, e referências. As espécies foram organizadas por família, subfamília, gênero e espécie, em ordem alfabética.

Resultados Família Cimicidae limai Pinto, 1927a: 186; Cimex [= Propicimex limai (Pinto, 1927); nova combinação Usinger (1966)] Holótipo fêmea (nº 2940, lâmina nº 872); Brasil: Pernambuco, Tapera; D. Bento Pickel col., [sem data de coleta]. Parátipo macho (nº 2942, lâmina nº 3138); Brasil: Pará, Taperinha, Santarém; Herman Lent col., VIII-1936. Os números destes espécimes e lâminas não condizem com o informado por Usinger (1966), que recebeu material emprestado do

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Lista dos Exemplares-Tipo de Heteroptera (Insecta:…

Instituto Oswaldo Cruz. O mesmo autor mencionou ainda que o hospedeiro em que os espécimes foram coletados era um morcego. toledoi Pinto, 1927b: 17; Ornithocoris Parátipo (sem número de espécime; lâminas 250-251); Brasil: São Paulo, Sorocaba; Toledo col. [sem data de coleta]. Usinger (1966) menciona que o tipo desta espécie, coletado em “Limeira, Sorocaba, São Paulo, Brazil” estaria no Instituto Oswaldo Cruz. Talvez o espécime que tal autor menciona seja o parátipo sem número acima mencionado, cujo status deveria ser revisto, já que na verdade poderia se tratar de um holótipo. Família Miridae bondari Costa Lima, 1938: 521; Monalonion Holótipo macho (nº 3236, lâminas 3561-3562); Brasil: Bahia; G. Bondar col., IX-1937 (hemiélitro e asa posterior em lâmina nº 3561 e abdômen em lâmina nº 3562). Parátipos 2 machos (nº 3391, lâminas 3722-3724); ibid. parviventre bahiense Costa Lima, 1938: 522; Monalonion [= Monalonion bahiense Costa Lima, 1938; novo status Carvalho (1957)] Holótipo fêmea (nº 3393); Brasil: Bahia; G. Bondar col., [sem data de coleta] (hemiélitro em lâmina nº 3726). Parátipos 2 machos (nº 3393); ibid. Família Polyctenidae limai Ferris & Usinger, 1945: 123; Hesperoctenes Holótipo fêmea (nº 2139, lâmina 2396); Brasil: Minas Gerais, Lassance, Sítio do Matto; Dias col., 13-IV-1935. Parátipo macho (nº 2139, lâmina 2428); ibid. Família Reduviidae Subfamília Apiomerinae arnaui Costa Lima, Seabra & Hathaway, 1951: 333; Apiomerus Holótipo fêmea (nº 4807); Argentina: Tucumàn, Tacaras; Dr. Arnau col., I-1947. UCR_ENT 00004703. Parátipos 3 machos e 2 fêmeas (nº 4807); ibid. UCR_ENT 00004704 e UCR_ENT 00004705, dissecados. barbiellini Costa Lima, Seabra & Hathaway, 1951: 334; Apiomerus Holótipo macho (nº 4808); Brasil: São Paulo, São Vicente; Conde A. Barbiellini col., [sem data de coleta]. UCR_ENT 00004695, dissecado. beckeri Costa Lima, Seabra & Hathaway, 1952: 266; Apiomerus Holótipo macho (nº 5477); Brasil: Rio Grande do Sul, Porto Alegre; J. Becker col., 22-XII-1947. UCR_ENT 00004669, dissecado.

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Parátipos 2 fêmeas (nº 5477); ibid. UCR_ENT 00004715, uma fêmea, dissecado. bolivari Costa Lima, Seabra & Hathaway, 1951: 378; Apiomerus Holótipo macho (nº 4817); Brasil: Pará, Belterra; Cândido Bolivar col., 27-V-1948. UCR_ENT 00004686, dissecado.

Almeida et al.

brachycephalus Costa Lima, Seabra & Hathaway, 1951: 336; Apiomerus Holótipo fêmea (nº 4835); Peru: San Regis, Rio Marañon; Cândido Bolivar col., 10-V-1948. UCR_ENT 00004700. Parátipo fêmea (nº 4835), ibid. UCR_ENT 00004701, dissecado. catharinensis Costa Lima, Seabra & Hathaway, 1951: 333; Apiomerus Holótipo macho (nº 4805); Brasil: Santa Catarina; A. Maller col., II-1940. UCR_ENT 00004708, dissecado. cearensis Costa Lima, Seabra & Hathaway, 1951: 333; Apiomerus Holótipo macho (nº 4763); Brasil: Ceará, Limoeiro; D.C. Alves col., 1939. UCR_ENT 00004707, dissecado. chinai Costa Lima, Seabra & Hathaway, 1951: 375; Apiomerus [= Apiomerus luctuosus Costa Lima, Seabra & Hathaway, 1951; sinônimo Gil-Santana et al. (2006)] Holótipo fêmea (nº 4837); Brasil: Manaus, Amazonas, Rio Negro; J. F. Zikàn col., 11-VII-1927. Dissecado [etiquetado erroneamente como Apiomerus hyleae Costa Lima, Seabra & Hathaway; mais detalhes em Gil-Santana et al. (2006)]. claripennis Costa Lima, Seabra & Hathaway, 1951: 357; Apiomerus Holótipo fêmea (nº 4748); Brasil: Amazonas, Município de Borba, Guajará, Rio Madeira; A. Parko col., VIII-1943 [espécime coberto pelo que parece ser fungo; impossível discernir o padrão de coloração]. UCR_ENT 00004697. Parátipo fêmea (nº 4749); ibid., [sem data de coleta]. UCR_ ENT 00004698, dissecado. costalimai Prosen & Martínez, 1955: 43; Apiomerus Parátipos 2 (nº 5814); Argentina: Buenos Aires, Tandil; M. E. P. R. A. col., 21.XII.1951 / 25-I-1952. UCR_ENT 00004721 e UCR_ENT 0000722, dissecados. duckei Costa Lima, Seabra & Hathaway, 1951: 360; Apiomerus Holótipo fêmea (nº 4820); Brasil: Pará, Obidos; [sem nome do coletor e data de coleta]. UCR_ENT 00004712. Parátipos 5 fêmeas e 1 macho (nº 4820-4823), ibid. UCR_ ENT 00004713 (no 4823) e UCR_ENT 00004714 (no 4820), dissecados. flochi Costa Lima, Seabra & Hathaway, 1951: 383; Apiomerus Holótipo fêmea (nº 5459); Guiana Francesa: Cayena; Dr. Floch col., [sem data de coleta]. UCR_ENT 00004678. Parátipo fêmea (nº 4706); [sem indicação clara de procedência]. UCR_ENT 00004717, dissecado. garbei Costa Lima, Seabra & Hathaway, 1951: 386; Apiomerus Holótipo macho (nº 5460); Brasil: Pará, Belterra; C. Bolivar col., 27-VI-1948. UCR_ENT 00004677. Parátipo macho (nº 5461); Guiana Francesa: Cayenne; [sem nome do coletor e data de coleta]. UCR_ENT 00004719. Parátipo macho (nº 4658); Brasil: Pará, Obidos; [sem nome do coletor e data de coleta]. UCR_ENT 00004718, dissecado. e-ISSN 1983-0572


Parátipo macho; Brasil: Pará, Santarém; Garbe col., V.1920 [na descrição original informou-se que este parátipo estaria na coleção do Laboratório de Parasitologia da Faculdade de Medicina de São Paulo. Entretanto, o mesmo encontra-se no Instituto Oswaldo Cruz]. UCR_ENT 00004720, dissecado. gonçalvesi Costa Lima, Seabra & Hathaway, 1952: 266; Apiomerus [= Apiomerus goncalvesi Costa Lima, Seabra & Hathaway, 1952; retificação do sinal diacrítico] Holótipo macho (nº 5540); Brasil: Pará, Mulata, Monte Alegre; Cincinato Gonçalves col., 27-I-1949. UCR_ENT 00004709, dissecado. hagmanni Costa Lima, Seabra & Hathaway, 1951: 377; Apiomerus [= Apiomerus luctuosus Costa Lima, Seabra & Hathaway, 1951; sinônimo Gil-Santana et al. (2006)] Parátipo fêmea (nº 4840); Brasil: Amazonas, Borba, Rio Madeira, Guajará; Parko col., VIII.1943. hempeli Costa Lima, Seabra & Hathaway, 1951: 371; Apiomerus

EntomoBrasilis 7 (2)

montei Costa Lima, Seabra & Hathaway, 1951: 389; Apiomerus Holótipo fêmea (nº 4752); Brasil: Guajará, Município de Borba; A. Parko col., VIII-1943. UCR_ENT 00004673. Parátipos 2 machos (nº 5464); Brasil: Pará, Obidos; [sem nome do coletor e data de coleta]. UCR_ENT 00004670, dissecado. Parátipo fêmea (nº 5465); O. Monte col., [procedência ignorada, sem data de coleta]. UCR_ENT 00004671, dissecado. mutabilis Costa Lima, Seabra & Hathaway, 1951: 364; Apiomerus Parátipo fêmea (nº 4825); Brasil: Rio de Janeiro, Angra dos Reis; L. Travassos e H. S. Lopes col., VI-1932 (informado como macho na descrição original, mas na verdade é fêmea). UCR_ ENT 00004695. parkoi Costa Lima, Seabra & Hathaway, 1951: 361; Apiomerus Holótipo fêmea (nº 4824); Brasil: Guajará, Município de Borba, Rio Madeira; A. Parko col., VIII-1943. UCR_ENT 00004710, dissecado. Parátipo macho (nº 4824); Brasil: Amazonas, Rio Negro; A. Parko col., 16-22-VII-1941. UCR_ENT 00004711, dissecado.

Holótipo macho (sem número de espécime); Brasil: São Paulo; A. Hempel col., II.1939 [coletado em cópula com o próximo parátipo]. UCR_ENT 00004674.

pessoai Costa Lima, Seabra & Hathaway, 1951: 356; Apiomerus

Parátipo fêmea (sem número de espécime); ibid [na descrição original informou-se que o holótipo e este parátipo estariam na coleção do Instituto Biológico, São Paulo, mas ambos encontram-se no Instituto Oswaldo Cruz]. UCR_ENT 00004675.

pinheiroi Costa Lima, Seabra & Hathaway, 1951: 330; Apiomerus

Parátipo macho (nº 4701); Brasil: São Paulo, Guarani; J. Pinheiro col., 20-II-1947. UCR_ENT 00004716, dissecado. langei Costa Lima, Seabra & Hathaway, 1951: 369; Apiomerus Parátipo macho (nº 5455); Brasil: Paraná, Rolândia; A. Maller col., X-1949. UCR_ENT 00004685, dissecado. luctuosus Costa Lima, Seabra & Hathaway, 1951: 373; Apiomerus Holótipo fêmea (nº 5356); Brasil: Amazonas, Benjamin Constant; Pohl col., II-1942. UCR_ENT 00004689. Parátipo fêmea (nº 5357); ibid. UCR_ENT 00004690, dissecado. lugubris Costa Lima, Seabra & Hathaway, 1951: 368; Apiomerus Holótipo fêmea (nº 4709); Brasil: Espírito Santo, Vila Velha; A. Pacífico col., XI-1931. UCR_ENT 00004679. Parátipos 2 fêmeas (nº 4709); ibid. UCR_ENT 00004680 (dissecado) e UCR_ENT 00004681. lutzi Costa Lima, Seabra & Hathaway, 1951: 315; Apiomerus Holótipo macho (nº 4753); [procedência ignorada]. UCR_ENT 00004694, dissecado. mayi Costa Lima, Seabra & Hathaway, 1951: 377; Apiomerus [= Apiomerus luctuosus Costa Lima, Seabra & Hathaway, 1951; sinônimo Gil-Santana et al. (2006)] Parátipos 2 fêmeas (nº 4839); Brasil: Bahia; Pedrito Silva e O. Monte col., [sem data de coleta].

e-ISSN 1983-0572

Holótipo fêmea (nº 4747); Brasil: Pará, Santarém; Garbe col., 1920. UCR_ENT 00004696, dissecado.

Holótipo fêmea (nº 4764); Brasil: São Paulo, Guarani; J. Pinheiro col., 20-II-1947. UCR_ENT 00004606, dissecado. rubroniger Costa Lima, Hathaway & Seabra, 1947: 768; Paramanicocoris [= Manicocoris rubroniger (Costa Lima, Hathaway & Seabra, 1948); nova combinação Gil-Santana et al. (2002)] Holótipo fêmea (nº 4699); Brasil: Pará, Santarém; Dr. Oswaldo Cruz col., 2-VII-1920 (apenas antenômero I direito presente; tarsos anteriores ausentes). UCR_ENT 00004723, dissecado. schubarti Wygodzinsky, 1946: 155; Agriocleptes Parátipo fêmea (nº 4627); Brasil: Nordeste; R.Von Ihering col., [sem data de coleta] (genitália em frasco). signatus Costa Lima, Seabra & Hathaway, 1951: 323; Apiomerus Holótipo fêmea (nº 4802); Brasil: Amazonas, Manaus; J. F. Zikàn col., 31-XII-1927. UCR_ENT 00004693, dissecado. stali Wygodzinsky, 1946: 154; Agriocleptes Holótipo macho (nº 4626); Brasil: Mato Grosso, Campo Grande; Moraes Mello col., 5-VII-1927 (genitália em frasco). Parátipo fêmea (nº 4625); ibid., 14-VII-1927. wygodzinskyi Prosen & Martínez, 1953: 54; Agriocleptes Parátipos 2 (nº 5815); Bolívia: Cochabamba; A. Martínez e Prosen col., II-1952. zikani Costa Lima, Seabra & Hathaway, 1951: 358; Apiomerus Holótipo fêmea (nº 4819); Brasil: Amazonas, Manaus, Rio Negro; J. F. Zikàn col., 19-XII-1927. UCR_ENT 00004702, dissecado.

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Almeida et al.

Lista dos Exemplares-Tipo de Heteroptera (Insecta:…

zikani Wygodzinsky, 1947:52; Heniartes Parátipo fêmea (nº 4638); Brasil: Rio de Janeiro, Itatiaia (700 m); J. F. Zikàn col., 6-XI-1943. Subfamília Hammacerinae pintoi Costa Lima, 1935a: 315; Microtomus Holótipo (nº 2193); Brasil: São Paulo, Rincão; Dr. César Pinto e J. Schwenck col., V-1928 (antena em lâmina nº 2499). sticheli Costa Lima, 1935a: 316; Microtomus [= Microtomus tibialis Stichel, 1926; sinônimo Coscarón et al. (2003)] Holótipo fêmea (nº 2194); Brasil: Minas Gerais, Lassance; Aroeira col., VI-1935. Parátipo macho (nº 2195); ibid.; C. Pinto col., [sem data de coleta]. Subfamília Harpactorinae bruchi Costa Lima, 1941c: 499; Rocconota Holótipo macho (nº 4534, frasco nº 1541); Argentina: Tigre (F. C. C. A.); criado em laboratório por C. Bruchi, 12-I a 3-VIII1941. Subfamília Phymatinae melloi Costa Lima, 1935b: 23; Phymata [= Phymata communis Handlirsch, 1897; sinônimo Kormilev (1962)] Parátipos 3 machos (nº 1874); Brasil: Mato Grosso, Campo Grande; Dr. E. de Moraes Mello col., 21-V-1927. Subfamília Reduviinae almeidai Costa Lima, 1940b: 70; Spiniger [= Zelurus lineatus (Le Peletier & Serville, 1825); sinônimo Lent & Wygodzinsky (1951)] Holótipo fêmea (nº 2838); Brasil: Pará, Belém, Utinga; Ferreira de d’ Almeida col., 19-VII-1936. UCR_ENT 00004727. Parátipos 1 macho e 1 fêmea (nº 2838), ibid. championi Lent & Wygodzinsky, 1944: 475; Aradomorpha Parátipo (nº 4639); Brasil: Rio de Janeiro, Santa Teresa; Jansen e Guimarães col., II-1943. chinai Costa Lima, 1940c: 60; Aradomorpha Holótipo macho (nº 4416); Brasil: Mato Grosso, Maracajú; Shannon e Lane col., III-1937 (hemiélitro e asa posterior, fêmur anterior, tíbia anterior e genitália em lâminas 42984300, 4615 e 5259). diasi Costa Lima, 1940b: 100; Spiniger

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[= Zelurus diasi (Costa Lima, 1940); nova combinação Lent & Wygodzinsky (1945)] Holótipo fêmea (nº 4166); Brasil: Minas Gerais, Gruta da Lapinha; Martins e Dias col., XII-1936. UCR_ENT 00004741. domesticus Pinto, 1927c: 833; Spiniger [= Opisthacidius pertinax (Breddin, 1903); sinônimo Lent & Wygodzinsky (1947b)]

Parátipos 1 macho e 1 fêmea (nº 2099); Brasil: Rio de Janeiro, Niterói; Pedro Alves col., [sem data de coleta]. flavofasciatus espiritosantensis Seabra & Hathaway, 1943: 181; Spiniger [= Zelurus flavofasciatus (Stål, 1859); nova combinação e subspécie sem status válido Lent & Wygodzinsky (1945)] Holótipo fêmea (nº 4540); Brasil: Espírito Santo; R. C. Shannon col., IV-1940. UCR_ENT 00004728. fluminensis Lent & Wygodzinsky, 1945: 222; Zelurus Parátipo macho (nº 2086); Brasil: Rio de Janeiro, Angra dos Reis; U. Lins col., XII-1936. fulvomaculatus nigrolineatus Costa Lima, 1940b: 60; Spiniger [= Zelurus nigrolineatus (Costa Lima, 1940); nova combinação e mudança de status Lent & Wygodzinsky (1945)] Holótipo macho (nº 2831); Brasil: Ceará; R. Von Ihering col., [sem data de coleta]. UCR_ENT 00004730. genumaculatus Costa Lima, 1940b: 72; Spiniger [= Zelurus genumaculatus (Costa Lima, 1940); nova combinação Wygodzinsky (1949)] Holótipo fêmea (nº 4167); Brasil: Amazonas, Rio Negro, São Gabriel, J. F. Zikàn col., 21-XII-1927. UCR_ENT 00004725. itatiaiensis Lent & Wygodzinsky, 1945: 253; Zelurus Parátipo fêmea (nº 4396); Brasil: Minas Gerais, Passa Quatro, Faz. dos Campos; J. F. Zikàn col., 28-XI-1917. lopesi Costa Lima, 1940b: 109; Spiniger [= Zelurus lopesi (Costa Lima, 1940); nova combinação Lent & Wygodzinsky (1945)] Holótipo fêmea (nº 4186); Brasil: Goiás, Campinas; H. S. Lopes e Borgmeier col., XII-1935. UCR_ENT 00004745. Parátipos 2 machos (nº 4186); ibid. luctuosus Costa Lima, 1940b: 77; Spiniger [= Zelurus luctuosus (Costa Lima, 1940); nova combinação Lent & Wygodzinsky (1945)] Parátipo macho (nº 4165); Brasil: São Paulo, Mogi Mirim; Dr. P. C. A. Antunes col., I-1938. lugubris Costa Lima, 1940b: 77; Spiniger [= Zelurus lugubris (Costa Lima, 1940); nova combinação Wygodzinsky (1949)] Holótipo fêmea (nº 2074); Brasil: São Paulo, São José dos Campos; H. S. Lopes col., XII-1934. UCR_ENT 00004742. lutzi Costa Lima, 1940b: 118; Spiniger [= Opisthacidius lutzi (Costa Lima, 1940); nova combinação Lent & Wygodzinsky (1947b)] Holótipo macho (nº 2100); Argentina: Chaco de Santiago del Estero, Rio Salado; [sem nome do coletor e data de coleta] (genitália separada). martinsi Costa Lima, 1940b: 57; Spiniger [= Zelurus martinsi (Costa Lima, 1940); nova combinação Lent & Wygodzinsky (1947c)] e-ISSN 1983-0572


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mazzai Costa Lima, 1941b: 387; Spiniger [= Zelurus mazzai (Costa Lima, 1941); nova combinação Lent & Wygodzinsky (1945)] Holótipo fêmea (nº 4527); Argentina: Santiago del Estero; S. Mazza col., X-1939. neglectus Lent & Wygodzinsky, 1947a: 26; Zelurus Parátipo fêmea (nº 3616); Brasil: São Paulo; Olavo Lema col., 1916. neivai Costa Lima, 1940b: 120; Spiniger [= Neivacoris neivai (Costa Lima, 1940); nova combinação Wygodzinsky (1949)] Holótipo fêmea (nº4397); Brasil: Goiás; H. S. Lopes col., XII1935. UCR_ENT 00004746. ochrinotatus Costa Lima, 1940b: 35; Spiniger

Holótipo macho (nº 4l87); Brasil: São Paulo, Alto da Serra; R. Spitz col., XII-1928. UCR_ENT 00004744. Parátipos 4 machos (nº 4187); ibid. travassosi Costa Lima, 1940b: 79; Spiniger [= Zelurus travassosi (Costa Lima, 1940); nova combinação Lent & Wygodzinsky (1945)] Holótipo macho (nº 2848); Brasil: Rio de Janeiro, Angra dos Reis, Japuíba; Travassos Fo. col., 8-VII-1935. UCR_ENT 00004738. variegatus Costa Lima, 1940b: 105; Spiniger [= Zelurus variegatus (Costa Lima, 1940); nova combinação Lent & Wygodzinsky (1945)] Holótipo macho (nº 2089); Brasil: Rio de Janeiro, Itatiaia (700 m); J. F. Zikàn col., 18-I-1934. Parátipo fêmea (nº 2090); ibid., 3-I-1933. zikani Costa Lima, 1940b: 80; Spiniger

[= Zelurus ochrinotatus (Costa Lima); nova combinação Lent & Wygodzinsky (1945)]

[= Zelurus zikani (Costa Lima, 1940); nova combinação Wygodzinsky (1949)]

Holótipo fêmea (nº 4398); Brasil: Minas Gerais, Lapinha; Martins, Lopes e Mangabeira Fo. col., 29-I-1939. UCR_ENT 00004731.

Holótipo macho (nº 2847); Brasil: Espírito Santo, Faz. Jerusalém; J. F. Zikàn col., 21-XI-1914. UCR_ENT 00004739.

osorioi Costa Lima, 1939: 159; Spiniger [= Zelurus truculentus (Stål, 1860); sinônimo Lent & Wygodzinsky (1945)] Holótipo fêmea (nº 4004); Brasil: Rio de Janeiro, Itatiaia (1100 m ), Maromba; J. F. Zikàn col., 15-XI-1929. Parátipo macho (nº 4169); Brasil: Minas Gerais, Viçosa; [sem nome do coletor e data de coleta]. penidoi Costa Lima, 1940b: 39; Spiniger [= Zelurus penidoi (Costa Lima, 1940); nova combinação Lent & Wygodzinsky (1945)] Holótipo macho (nº 2073); Brasil: Minas Gerais, Lassance; Dr. J. C. Penido col, XI-1927. UCR_ENT 00004729. pintoi Costa Lima, 1940b: 74; Spiniger [= Zelurus pintoi (Costa Lima, 1940); nova combinação Lent & Wygodzinsky (1945)] Holótipo fêmea (nº 2855); Brasil: Bahia; Dr. Cesar Pinto col., 9-II-1936. UCR_ENT 00004726. Parátipo macho (nº 2856); Brasil: Rio de Janeiro, Itatiaia; 7-III-1922 [sem nome do coletor]. seabrai Costa Lima & Leite, 1950: 145; Spiniger [= Zelurus seabrai (Costa Lima & Leite, 1950); nova combinação Lent & Wygodzinsky (1954)] Parátipos 2 machos (nº 5408); procedência ignorada; Dr. C. Seabra col., [sem data de coleta]. UCR_ENT 00004743, um macho. spitzi Costa Lima, 1940b: 110; Spiniger [= Zelurus spitzi (Costa Lima, 1940); nova combinação Wygodzinsky (1949)]

Subfamília Salyavatinae nigrofasciata Costa Lima, 1935b: 25; Salyavata Holótipo macho (nº 1873); Brasil: Minas Gerais, Urucuia; 1932; C. Chagas col. (antenas e pernas ausentes). UCR_ENT 00004724. Subfamília Stenopodainae buenoi Costa Lima & Seabra, 1945a: 288; Rutuba [= Pnirontis buenoi (Costa Lima & Seabra, 1945); nova combinação Giacchi (1998)] Holótipo macho (nº 4565); Brasil: Angra dos Reis, Jussaral; L. Travassos e Oiticica col., II-1936. Parátipo fêmea (nº 4039); ibid.; Travassos col., IV-1931. Parátipo macho (nº 4566); Brasil: São Paulo, Pinheiros; J. Aquino col., IX-1927. duckei Costa Lima & Seabra, 1945a: 291; Pygolampis Holótipo macho (nº 4570); Brasil: Manaus; A. Ducke col., 1936. havilandi Costa Lima & Seabra, 1945b: 156; Seridentus Holótipo macho (nº 4599); Brasil: Amazonas, São Gabriel; Camargo col., XI-1936. lanei Costa Lima & Seabra, 1945b: 154; Stenopodessa Holótipo macho (nº 4589); Brasil: Mato Grosso, Maracajú; Shannon e Lane col., III-1937. matogrossensis Costa Lima & Seabra, 1945a: 292; Pygolampis Holótipo macho (nº 4571); Brasil: Mato Grosso, Maracajú; Shannon e Lane col., III-1937. mazzai Costa Lima, 1941a: 341; Oncocephalus [= Oncocephalus validispinis Reuter, 1882; sinônimo Giacchi

e-ISSN 1983-0572

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Holótipo fêmea (nº 4157); Brasil: Minas Gerais, Uberlândia; Dr. Amilcar Vianna Martins col., X-1938.

EntomoBrasilis 7 (2)


Almeida et al.

Lista dos Exemplares-Tipo de Heteroptera (Insecta:…

Nomes não publicados

(1984)] Holótipo fêmea (nº 4523); Argentina: Santiago del Estero; S. Mazza col. [sem data de coleta].

Exemplares rotulados como tipos de nomes não encontrados na literatura.

Parátipo fêmea (nº 4524); ibid.

spitzi Costa Lima, nome manuscrito; Apiomerus

parkoi Costa Lima & Seabra, 1945b: 157; Zylobus [= Nitornus parkoi (Costa Lima & Seabra, 1945); nova combinação Wygodzinsky & Giacchi (1994)] Holótipo macho (nº 4607); Brasil: Amazonas, Município de Borba, Lago Acará (Rio Madeira); A. Parko col., X-1943. piligera Barber, 1930: 204; Stenopodessa Holótipo (nº 4588); Brasil: Belo Horizonte; A. Neves col., I-1938. Subfamília Triatominae costalimai Verano & Galvão, 1958: 199; Triatoma Síntipos 9 (nº 5938); Brasil: Goiás, Taguatinga; [sem nome do coletor e data de coleta] [A. Bello Galvão offer., 1958]. matogrossensis Leite & Barbosa, 1953: 1; Triatoma Holótipo macho (nº 5721); Brasil: Mato Grosso, Aquidauana; [sem nome do coletor e data de coleta]. Parátipo fêmea (nº 5722); ibid. Subfamília Vesciinae angrensis Seabra & Hathaway, 1942: 540; Vescia Holótipo fêmea (nº 4437); Brasil: Rio de Janeiro, Angra dos Reis; Lauro Travassos col., V-1928. Parátipos 2 fêmeas (nº 4439); ibid., IV-1931 (hemiélitro em lâmina nº 4322). maculata Wygodzinsky, 1943: 215; Pessoaia Holótipo fêmea (nº 4441); Brasil: Minas Gerais, Brejo das Almas; A. Vianna Martins col., XI-1937 (genitália em lâmina nº 4649). Parátipo macho (nº 4441); ibid. (hemiélitro, perna e tarso em lâminas 4323, 4583 e 4584). piratoides Costa Lima, 1940a: 489; Pessoaia Parátipo fêmea (nº 4438); Argentina: Santiago del Estero; S. Mazza col., 20-IX-1939 (pernas em lâminas 4324 e 4597). Família Tingidae brunfelsiae Monte, 1938b: 64; Gargaphia Parátipo (nº 2970); Brasil: Minas Gerais, Belo Horizonte; O. Monte col., [sem data de coleta] (lâminas 3154-3155, antena e hemiélitro respectivamente). costalimai Monte, 1938a: 130; Gargaphia Parátipos 2 (nº 4141); Brasil: Minas Gerais, Belo Horizonte; O. Monte col., [sem data de coleta].

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nigrescens Drake & Bondar, 1932: 88; Acanthocheila Parátipo (nº 3092); Brasil: Bahia; [sem nome do coletor e data de coleta].

Holótipo macho (no 4657); Brasil: São Paulo, Alto da Serra; R. Spitz col., XII-1925 [espécime em condições ruins; Costa Lima et al. (1951) mencionam que seria apenas um espécime de Apiomerus nigrilobus Stål, 1872]. wagneri Costa Lima, nome manuscrito; Zelurus Holótipo (no 2100); Chaco de Santiago Del Estero, Rio Salado; Wagner Janvier col. Tipos não encontrados Exemplares-tipo não encontrados, mas depositados nesta coleção segundo a descrição original. coralinus Costa Lima , 1940b: 90; Spiniger [= Zelurus coralinus (Costa Lima, 1940); nova combinação Lent & Wygodzinsky (1945)] Holótipo macho (nº 2097); Brasil: São Paulo, L. Travassos col., 9-XII-1927. buenoi Costa Lima & Seabra, 1945a: 288; Rutuba [= Pnirontis buenoi (Costa Lima & Seabra, 1945); nova combinação Giacchi (1998)] Parátipo macho (nº 4039); Brasil: Angra dos Reis, Jussaral; Travassos col., IV-1931. Apenas uma fêmea com esse número foi encontrada.

Agradecimentos Ao técnico Orlando Vicente Ferreira, in memoriam, da Fundação Oswaldo Cruz; Drs. Hélcio R. Gil-Santana e Dimitri Forero, pelo auxílio com a taxonomia de Reduviidae; curadores Drs. Jane Costa e Márcio Félix; e à técnica da Coleção Entomológica Danielle Cerri, pela assistência prestada.

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Recebido em: 18/12/2013 Aceito em: 28/04/2014 ********** Como citar este artigo:

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Almeida, M.D., J.M.S. Rodrigues, F.F.F. Moreira & J. Jurberg, 2014. Lista dos Exemplares-Tipo de Heteroptera (Insecta: Hemiptera) da Coleção Costa Lima, Instituto Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Brasil. EntomoBrasilis, 7 (2): 151-158. Acessível em: doi:10.12741/ebrasilis.v7i2.411

e-ISSN 1983-0572


Comunicação Científica

doi:10.12741/ebrasilis.v7i2.317 e-ISSN 1983-0572 Publicação do Projeto Entomologistas do Brasil www.ebras.bio.br Distribuído através da Creative Commons Licence v3.0 (BY-NC-ND) Copyright © EntomoBrasilis Copyright © do(s) Autor(es)

Cerambycidae (Insecta, Coleoptera) Associados à Vochysia divergens Pohl (Vochysiaceae) na Região Norte do Pantanal de Mato Grosso, Brasil Marinêz Isaac Marques, Geane Brizzola dos Santos & Leandro Dênis Battirola 1. Universidade Federal de Mato Grosso, e-mail: marinez513@gmail.com, ldbattirola@uol.com.br (Autor para correspondência), gbrizola@yahoo.com.br.

_____________________________________ EntomoBrasilis 7 (2): 159-160 (2014)

Resumo. Este estudo registra da associação entre três espécies de Cerambycidae e Vochysia divergens Pohl (Vochysiaceae), espécie vegetal típica da região norte do Pantanal de Mato Grosso, que além de formar adensamentos monodominantes é considerada uma invasora de campos e pastagens nativas nesta região. Neste estudo, galhos e troncos desta espécie vegetal foram coletados ao longo de um ano (julho/1999 a junho/2000) e monitorados em laboratório para avaliação da densidade e período de emergência dos cerambicídeos. Como resultado foram amostrados 277 indivíduos representando as espécies, Psapharochrus bivittis (White), Luscosmodicum beaveari Martins e Neoeme bouvieri Gounelle. Além do registro da associação, observou-se que o pico de emergência dos Cerambycidae coincide com o início do período de enchente e cheia na região norte do Pantanal, evidenciando o sincronismo entre o desenvolvimento biológico destas espécies e o ciclo hidrológico desta região. Palavras-chave: Áreas inundáveis; Coleópteros xilófagos; Interação.

Cerambycidae (Insecta, Coleoptera) Associated with Vochysia divergens Pohl (Vochysiaceae) in the Northern Region of the Pantanal of Mato Grosso, Brazil Abstract. This study aims the registration of the association between Cerambycidae and Vochysia divergens Pohl (Vochysiaceae), typical plant species of the northern region of the Pantanal of Mato Grosso that besides forming monodominant stands and is considered a weed of fields and pastures in this region. In this study, branches and trunks of this specie were collected over one year (July/1999 - June/2000) and lab monitored for density and emergency time evaluation of Cerambycidae. As results 277 individuals were sampled, representing the species, Psapharochrus bivittis (White), Luscosmodicum beaveari Martins and Neoeme bouvieri Gounelle. In addition to registration of the association, it was noted that the emergence peak of Cerambycidae coincides with the beginning of flood and high water period in northern Pantanal, showing the synchronization between the biological development of this species and the hydrological cycle in this region. Keywords: Interaction; Xylophages Coleoptera; Wetlands.

_____________________________________ ochysia divergens Pohl (Vochysiaceae) é uma espécie arbórea considerada colonizadora dos campos inundáveis do Pantanal de Mato Grosso. Nesta região, esta espécie forma adensamentos monodominantes, denominados cambarazais, sendo que seu processo de formação parece ser contínuo, avançando sobre áreas de pastagens naturais e introduzidas, tornando-se um dos piores problemas para a população local, devido à redução de áreas úteis para a pecuária (Nascimento & Nunes da Cunha 1989). Apesar de constituir um problema para a pecuária na região, estudos abordando sua interação com a fauna demonstraram que V. divergens é fundamental para a manutenção da diversidade biológica do Pantanal, principalmente, com relação aos Coleoptera (Marques et al. 2001, 2006). Embora a associação entre cerambicídeos e espécies de Vochysia tenha sido registrada (Martins 1997; Martins & Galileo 2004), estudos sobre biologia e ecologia desse grupo são escassos. Os Cerambycidae constituem um grupo importante sob o ponto de vista florestal e agrícola, já que suas larvas são xilófagas e broqueiam os troncos e galhos podendo causar prejuízos econômicos (Martins 1997) além de atuarem na biodeterioração destes substratos (e. g. Abreu et al. 2009). Considerando a importância desta espécie vegetal na composição de uma das principais fitofisionomias florestais do da região norte do Pantanal, este trabalho apresenta registros de associação entre três espécies de Cerambycidae e V. divergens.

As coletas foram realizadas entre julho/1999 e junho/2000 em um cambarazal, floresta monodominante sazonalmente inundável, no Pantanal de Cuiabá – Bento Gomes – Paraguaizinho, denominado Pantanal de Poconé, no distrito de Pirizal, Fazenda Retiro Novo (16º15’12”S e 56º22’12”W), município de Nossa Senhora do Livramento, Mato Grosso. Foram realizadas coletas bimensais de troncos e galhos caídos no solo, por quatro coletores durante seis horas (6 horas/coletor/dia), totalizando 192 horas/ coletor durante todo o período amostral. Todos os troncos e galhos cortados de V. divergens, com sinais de ataque de Cerambycidae foram coletados e armazenados em sacos de ráfia, transportados para o Laboratório de Ecologia e Taxonomia de Artrópodes (LETA) do Instituto de Biociências da Universidade Federal de Mato Grosso, e acondicionados em caixas de madeira teladas para monitoramento deste material. Ao longo do monitoramento os galhos e troncos foram umedecidos cerca de três vezes por semana, e durante este procedimento os adultos de Cerambycidae que eventualmente eclodiram eram coletados e acondicionados para a devida montagem e etiquetagem. Concomitantemente ao início das chuvas na região norte do Pantanal, no mês de outubro, os troncos e galhos foram transportados para caixas de amianto de 1.000 L, onde foram realizadas simulações de enchente, tendo como base as informações oriundas da área de estudo, para manter as condições similares as existentes em campo. Os adultos após

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Cerambycidae (Insecta, Coleoptera) Associados à Vochysia…

Marques et al.

matogrossense, além de sugerir que a espécie pode ser encontrada sob a casca dessa planta. O nome científico do “cambará” não esta está mencionado. A espécie N. bouvieri está distribuída pelo Pará (Cachimbo) e Mato Grosso (Lucas do Rio Verde, Rosário Oeste, Sinop e Vera), sem registro de planta hospedeira.

emergência eram recolhidos em tubos mortíferos, montados e após a identificação, depositados na Coleção Entomológica de Referência do Laboratório de Ecologia e Taxonomia de Artrópodes. Como resultados deste estudo registraram-se três espécies de Cerambycidae. Psapharochrus bivittis (White) (Lamiinae) foi a espécie mais representativa com 256 indivíduos amostrados, representando 92,4% do total capturado. As espécies de Cerambycinae apresentaram baixa densidade de emergência nos galhos e troncos de V. divergens. Somente 12 indivíduos de Luscosmodicum beaveari Martins foram coletados (4,3%) e nove de Neoeme bouvieri Gounelle (3,2%) (Tabela 1).

O período compreendido entre os meses de novembro/99 e fevereiro/00 foi o que apresentou maior concentração de emergência de cerambicídeos, concomitantemente ao início dos períodos de enchente e cheia na região norte do Pantanal de Mato Grosso, evidenciando, assim, sincronia entre o ciclo de vida destas espécies de Cerambycidae e o regime hídrico desta região. Esta sincronia demonstra que estas espécies emergem dos troncos e galhos caídos no solo antes que ocorra a inundação, e que as mesmas sejam carreadas ou submersas. Dessa maneira, pode-se inferir sobre a estreita associação entre os Cerambycidae, principalmente os representantes de Lamiinae, e esta espécie vegetal típica da região norte do Pantanal de Mato Grosso, mas também sobre sua adaptação ao ciclo de cheias e secas desta região.

A espécie P. bivittis possui registros para os Estados do Amazonas, Pará, Espírito Santo e São Paulo, e tem como plantas hospedeiras Vochysia neyratii e V. tomentosa (Monné, 2005). A espécie L. beaveari é originalmente descrita para o leste de Mato Grosso, na região da Serra do Roncador. Com relação a sua planta hospedeira, o catálogo de Martins (1997) indica, de acordo com as etiquetas dos exemplares depositados no MCNZ, que os mesmos foram coletados em “galhos de cambará” no Pantanal

Tabela 1. Densidade de emergência de Cerambycidae obtidos em monitoramento de galhos e troncos de Vochysia divergens Pohl (Vochysiaceae) mantidos em caixas de criação em laboratório de julho de 1999 a junho de 2000. Táxons

1999 Jul

Ago

Set

Out

2000 Nov

Dez

Total

%

Jan

Fev

Mar

Abr

Mai

Jun

180

39

9

-

1

-

256

92,4

Lamiinae Psapharochrus bivittis

-

-

-

1

-

26

Cerambycinae Luscosmodicum beaveari

-

-

-

-

12

-

-

-

-

-

-

-

12

4,3

Neoeme bouvieri

-

-

-

4

-

1

-

2

-

-

2

-

9

3,2

Total

-

-

-

5

12

27

180

41

9

-

3

-

277

100,0

Agradecimentos Os autores agradecem ao Programa de Pós-Graduação de Ecologia e Conservação da Biodiversidade (IB-UFMT). Ao Dr. Ubirajara R. Martins – Museu de Zoologia/Universidade de São Paulo, pela identificação dos Cerambycidae.

Referências Abreu, R., B. Ronchi-Teles, M. Monné & B. Vianez, 2009. First record of species of Cerambycidae (Coleoptera) in cardeiro (Scleronema micranthum) (Bombacaceae) in the Central Amazon. Neotropical Entomology, 38: 432-433. Marques, M.I., J. Adis, C. Nunes-da-Cunha & G.B. Santos, 2001. Arthropod biodiversity in the canopy of Vochysia divergens Pohl (Vochysiaceae), a forest dominant in the Brazilian Pantanal. Studies on Neotropical Fauna and Environment, 36: 205-210. Marques, M.I., J. Adis, G.B. Santos & L.D. Battirola., 2006. Terrestrial arthropods from the canopy in the Pantanal of

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Como citar este artigo:

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Marques, M.I., G.B. Santos & L.D. Battirola, 2014. Cerambycidae (Insecta, Coleoptera) Associados à Vochysia divergens Pohl (Vochysiaceae) na Região Norte do Pantanal de Mato Grosso, Brasil. EntomoBrasilis, 7 (2): 159-160. Acessível em: doi:10.12741/ebrasilis.v7i2.317

e-ISSN 1983-0572


Comunicação Científica

doi:10.12741/ebrasilis.v7i2.339 e-ISSN 1983-0572 Publicação do Projeto Entomologistas do Brasil www.ebras.bio.br Distribuído através da Creative Commons Licence v3.0 (BY-NC-ND) Copyright © EntomoBrasilis Copyright © do(s) Autor(es)

Metodologia de Coleta de Insetos Aquáticos em Paredões de Cachoeiras Helena Soares Ramos Cabette & Lourivaldo Amancio de Castro Universidade do Estado de Mato Grosso, Campus de Nova Xavantina, e-mail: hcabette@uol.com.br (Autor para correspondência), louriamancio@yahoo.com.br.

_____________________________________ EntomoBrasilis 7 (2): 161-163 (2014)

Resumo. Apresentamos uma nova metodologia de coleta de insetos aquáticos para ambientes de cachoeira, juntamente com a elaboração de um equipamento de amostragem. Propomos uma modificação do formato do rapiché ou coador tradicional, que com auxílio de uma trincha e espátula, possibilita a raspagem dos paredões, conseguindo retirar inclusive espécies de hábito agarrador. Propõe, ainda, adequação na metodologia de transecções de áreas fixas para a obtenção vertical de amostras comparável a transecções horizontais em riachos. Palavras-Chave: Captura de insetos; Larvas; Macroinvertebrados; Riachos.

Methods for Sampling Aquatic Insects on Walls of Waterfalls Abstract. We present a new method for sampling aquatic insects in waterfall environments, and the development of a sampling equipment. We propose a change in the shape of the dipnet or traditional hand sieve. This change in shape, with the addition of a brush and spatula, enables the scraping of walls, so that even species of grabber habits are sampled. We propose, also, an adaptation of the method of fixed area transects to obtain vertical samples similar to the obtained through horizontal transects in streams. Keywords: Insect capture; Larvae; Macroinvertebrates; Streams.

_____________________________________ os processos de estabelecer planos de manejo em áreas dotadas de beleza cênica, as cachoeiras são elementos chave, mas trabalhos que discutem planos de manejos raramente elegem insetos como base para avaliação de alterações ou impactos. Insetos aquáticos são excelentes indicadores de qualidade ambiental, especialmente da água dos córregos ou rios e podem indicar, desde alterações severas (Nessimian et al. 2008; Silva-Pinto et al. 2012), ou mesmo serem excelentes indicadores de áreas bem conservadas, com fidelidade e especificidade (DiasSilva et al. 2010; Souza et al. 2011; Pereira et al. 2012). Os métodos mais comuns para coleta de insetos aquáticos incluem coletas manuais, uso de redes de arrasto de diferentes formatos, rapichés e dragas (Merritt et al. 1984; Roldán-Pérez 1988), em diferentes desenhos amostrais, mas não incluem amostradores adequados a paredões de cachoeiras ou desenho amostral que permita comparações com trechos de menor declive. O presente trabalho buscou estabelecer uma metodologia de coleta em que os dados obtidos em cachoeiras sejam comparáveis àqueles obtidos em transecções lineares traçadas a montante e jusante nos córregos, definindo subunidades (pseudoréplicas) que permitam análises ecológicas das comunidades, como por exemplo, a estimativa de riqueza de espécies por cada córrego. O modelo de transecção para paredões de cachoeiras foi modificado do proposto por De Marco (1998) para inventários rápidos de odonatos adultos. O coletor, por sua vez, se adequa ao tamanho dos rapichés (18 cm de aro) utilizados em inventários em córregos do leste mato-grossense (Cabette et al. 2010). O coletor (Figura 1) apresenta aro em forma de D (21,5 x 19,5 cm, Figura 1D), com o lado reto com uma aba fixada na borda em

ângulo de 45º (19 cm, detalhe no lado direito da Figura 1B), para permitir melhor ajuste do coador no paredão e direcionar a água para o interior do puçá. E em toda a volta do aro há uma ranhura mediana (0,8 cm de largura x 0,2cm de profundidade) em baixo relevo (Figura 1B), para receber o punho com cordão da rede. O aro é ligado a um cabo de 27 cm, fixado com rebites (Figura 1A). As redes recambiáveis são confeccionadas em tela de nylon (malha de 0,5 mm, destacado na Figura 1C, à esquerda) com punho em tecido de algodão maleável (percal), por onde passa um cordão para ajuste com presilhas de plástico de pressão interna (similar àquelas usadas em mochilas, Figura 1C, à direita). As redes tem apenas uma pequena sobra de largura em relação à circunferência do aro e são recambiáveis. O Cinturão (Figura 2), que acompanha o coletor possui um reforço central para apoio do cabo da rede (Figura 2A). Compõem o conjunto de coleta anexada ao cinturão: trincha larga de pelo macio de 1,4” de largura (Figura 2B), uma espátula de pedreiro pequena (Figura 2C), o coletor propriamente dito (Figura 2D), pequenas presilhas (mini mosquetões 2E) e redes sobressalentes (Figura 2F). A espátula e a trincha servem para escovar os espécimes aderidos na vegetação ou no paredão da cachoeira. Todas as coletas se dão com uso de técnica de rapel e o uso do cinturão auxilia na liberação das mãos durante a amostragem, conforme o coletor termina uma subunidade da transecção, retira a rede, a fecha com o próprio cordão, e a substitui por uma nova para o próximo segmento. O material coletado nas redes, Agência(s) de Financiamento: FAPEMAT (proc. nº 465866/2009)

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Metodologia de Coleta de Insetos Aquáticos em Paredões…

Cabette & Castro

após triagem em bandejas brancas, é fixado em álcool etílico a 85% (larvas e adultos). O desenho amostral: realizou-se em uma transecção de 100m lineares, subdivididos de 5 a 5m, totalizando 20 subunidades (De Marco 1998; Cabette et al. 2010), o material coletado em cada subunidade (3 coadores ou rede) corresponde a uma subamostra, tomando o local como amostra e definindo como réplicas as coletas periódicas ao longo do tempo. Manteve-se a mesma metodologia acima para os trechos a montante e jusante da cachoeira, e estabeleceu-se seis divisões na transecção (no sentido vertical), com três unidades seriadas cada (sentido horizontal), totalizando 18 trechos ou subunidades distribuídos ao longo do paredão (Figura 3). No processo de coleta, em cada sessão são tomadas amostras no ambiente de borda ou de borrifos (spray), e as duas seguintes na área de água corrente.

A primeira sessão se dá no topo da queda d’água e a última na parte baixa onde se forma a espuma da queda (entre 30 e 40cm da linha d’água), entre uma e outra se estabelece outras quatros sessões equidistantes ao longo do paredão, no intervalo entre a primeira e última. Ao numerar as subunidades, considera-se a mais baixa (última a ser coletada) como número 1 e a do topo (1ª coletada) como número 18, mantendo assim o mesmo sentido de ordenação que se faz quando se coleta de jusante a montante em trechos sem cachoeiras (nas transecções lineares de 100m). A metodologia aqui proposta foi testada em cachoeiras, com paredões variando de 12 a 25m de altura, e funcionou adequadamente para coletas de larvas de EPT (Ephemeroptera, Plecoptera e Trichoptera), Diptera e Coleoptera, ninfas de Heteroptera e Odonata, bem como adultos de Heteroptera e Coleoptera.

A B

C

D Figura 1. A - D. Coletor para insetos aquáticos em paredões de cachoeiras. Cabo (A), aro com detalhe de aba e ranhura (B), rede com detalhe da tela e presilha (C) e coletor completo (D).

A Figura 3. Modelo de transecção definida para coleta de insetos aquáticos em paredões de cachoeiras com alturas variáveis.

Agradecimentos

E

A FAPEMAT (proc. nº 465866/2009) pelo fomento, aos proprietários e gerentes das fazendas que gentilmente nos deram acesso aos locais, a Anselmo Segatti que treinou a equipe de coleta em rapel nos paredões e Murilo Passarelli que desenhou a rede de captura.

B

Referências

C 162

F D Figura 2. A - F. Cinturão para acomodar instrumentos de coleta de insetos aquáticos em cachoeiras. Reforço central (A), trincha (B), espátula de pedreiro (C), coletor completo (D), mini mosquetão (E) e rede sobressalente (F).

Cabette, H.S.R., N.F.S. Giehl, K. Dias-Silva, L. Juen & J.D. Batista, 2010. Distribuição de Nepomorpha e Gerromorpha (Insecta: Heteroptera) da Bacia do Rio Suiá-Missu, MT: riqueza relacionada à qualidade de água e de hábitat, p. 113-137. In: Santos, J.E., C. Galbiati & L.E. Moschini (Orgs.). Gestão e Educação Ambiental: Água, biodiversidade e cultura, v.2. São Carlos, RiMa, 409p. De Marco, P.Jr., 1998. The Amazonian campina dragonfly assemblage: patterns in microhabitat use and behavior in a e-ISSN 1983-0572


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foraging habitat. Odonatologica, 27: 239-248. Dias-Silva, K., H.S.R. Cabette, L. Juen & P.Jr. De Marco, 2010. Habitat integrity and physical-chemical water variables influence on the structure of aquatic and semi-aquatic Heteroptera. Revista Brasileira de Zoologia, 27: 918-930. Merritt, R.W., K.W. Cummins & V.H. Resh, 1984. Collecting, sampling, and rearing methods for aquatic insects, p. 11-26. In: Merritt, R.W. & K.W. Cummins (Eds.). An Introduction to the aquatic insects of North America, 2 ed. Dubuque, Kendall/Hunts, 311p. Nessimian, J.L., E. M. Venticinque, J. Zuanon, P.Jr. De-Marco, M. Gordo, L. Fidelis, J.D. Batista & L. Juen, 2008. Land use, habitat integrity and aquatic insect assemblages in Central Amazonian streams. Hydrobiologia, 614: 117-131. Pereira, L.R., H.S.R. Cabette & L. Juen, 2012. Trichoptera as bioindicators of habitat integrity in Pindaíba river basin, Mato Grosso (Central Brazil). Annales de Limnologie, 48: 295–302.

EntomoBrasilis 7 (2)

Roldán-Pérez, G., 1988. Guía para el estúdio de los macroinvertebrados acuáticos del Departamento de Antioquia, Universitad de Antioquia, 217p. Silva-Pinto, N.L. Juen, H.S.R. Cabette & P.Jr. De Marco, 2012. Fluctuating asymmetry and wing size of Argia tinctipennis Selys (Zygoptera: Coenagrionidae) in relation to riparian forest preservation status. Neotropical Entomology, 41: 178185. Souza, H.M.de, H.S.R. Cabette & L. Juen, 2011. Baetidae (Insecta, Ephemeroptera) em córregos do cerrado matogrossense sob diferentes níveis de preservação ambiental. Iheringia, Série Zoologia, 101: 181-190. Recebido em: 05/04/2013 Aceito em: 28/04/2014 **********

Como citar este artigo:

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Cabette, H.S.R. & L.A. Castro, 2014. Metodologia de Coleta de Insetos Aquáticos em Paredões de Cachoeiras. EntomoBrasilis, 7 (2): 161-163. Acessível em: doi:10.12741/ebrasilis.v7i2.339

e-ISSN 1983-0572


Comunicação Científica

doi:10.12741/ebrasilis.v7i2.408 e-ISSN 1983-0572 Publicação do Projeto Entomologistas do Brasil www.ebras.bio.br Distribuído através da Creative Commons Licence v3.0 (BY-NC-ND) Copyright © EntomoBrasilis Copyright © do(s) Autor(es)

Abelhas sem Ferrão (Hymenoptera: Apidae, Meliponini) da Estação Ecológica de Água Limpa, Cataguases-MG, Brasil Hugo de Azevedo Werneck¹, Georgina Maria Faria-Mucci² 1. Universidade Federal de Viçosa/ Faculdades Integradas de Cataguases-FIC UNIS, e-mail: beehugo@gmail.com (Autor para correspondência). 2. Faculdades Integradas de Cataguases-FIC UNIS/ Universidade do Estado de Minas Gerais-UEMG, Ubá, e-mail: gfariamucci@gmail.com.

_____________________________________ EntomoBrasilis 7 (2): 164-166 (2014)

Resumo. No presente estudo realizou-se um levantamento de ninhos de abelhas Meliponini na Estação Ecológica de Água Limpa (EEAL), no município de Cataguases, Minas Gerais. Foram encontrados 21 ninhos pertencentes a nove espécies: Friesella schrottkyi (Friese), Melipona bicolor Lepeletier, Plebeia sp. 1, Plebeia sp. 2, Tetragona clavipes (Fabricius), Tetragona quadrangula (Fabricius), Tetragonisca angustula (Latreille), Trigona hyalinata (Lepeletier), Trigona spinipes (Fabricius). Vinte dos 21 ninhos foram encontrados em substrato arbóreo. A fauna de Meliponini observada na EEAL é representada por um baixo número de espécies. Embora a vegetação local tenha potencial para oferecer substratos para nidificação e recursos florais, a baixa riqueza de espécies pode estar relacionada com o fato da EEAL ser um remanescente florestal isolado. Palavras-Chave: Mata Atlântica; Insecta; Meliponini; Substrato de nidificação.

Stingless Bees of the Estação Ecológica de Água Limpa, Cataguases-MG, Brazil Abstract. This study carried out a survey of nests of stingless bees present in the Estação Ecológica de Água Limpa (EEAL) in the municipality of Cataguases, Minas Gerais. We found twenty-one nests belonging to nine species: Friesella schrottkyi (Friese), Melipona bicolor Lepeletier, Plebeia sp. 1, Plebeia sp. 2, Tetragona clavipes (Fabricius), Tetragona quadrangula (Fabricius), Tetragonisca angustula (Latreille), Trigona hyalinata (Lepeletier), Trigona spinipes (Fabricius). Twenty of the 21 nests were found in arboreal substrate. The fauna of stingless bees observed in EEAL is represented by a low number of species. Although the local vegetation has the potential to provide substrates for nesting and floral resources, the low species richness may be related to the fact that the EEAL is an isolated forest remnant. Keywords: Atlantic forest; Insecta; Meliponini; Nesting substrate.

_____________________________________ s abelhas popularmente conhecidas como indígenas sem ferrão (Nogueira-Neto 1997) pertencem à tribo Meliponini (Moure et al. 2007). Essas abelhas possuem o ferrão atrofiado e são incapazes de ferroar, o que deu origem ao nome popular. A tribo Meliponini compreende cerca de 60 gêneros distribuídos pelas regiões tropicais e subtropicais do mundo (Michener 2007). Todas as espécies de Meliponini são eusociais. O comportamento eusocial é caracterizado pela divisão de trabalho entre os membros da colônia, sobreposição de gerações e uma clara divisão de castas, sendo as operárias as não-reprodutivas, e a rainha a casta reprodutiva (Wilson 1971; Michener 1974, 2007; Hölldobler & Wilson 2009). A estrutura e localização dos ninhos de Meliponini são bastante diversificadas. Diferentes tipos de substratos para nidificação podem ser utilizados como ocos em árvores ou ninhos expostos construídos entre os galhos, mourões de cerca, cupinzeiros e cavidades no solo (Roubik 1989, 2006; Michener 2007). Algumas espécies são abundantes nas áreas com influência antrópica, como Tetragonisca angustula (Latreille), e Nannotrigona testaceicornis (Lepeletier), podendo construir seus ninhos em postes e caixas de energia ou cavidades em muros e paredes. As abelhas, de um modo geral, são totalmente dependentes dos recursos florais para a sua alimentação, sendo responsáveis pela polinização de cerca de 40 a 90% das espécies vegetais conforme

o ecossistema, sendo de extrema importância para a manutenção da biodiversidade (Kerr et al. 1996). Os Meliponini visitam várias espécies de plantas para a coleta de pólen, néctar e resinas. Uma característica importante do forrageamento dessas abelhas é o fato delas possuírem constância floral, o que faz com que elas visitem repetidamente uma única espécie de planta durante seu período de floração, o que as torna eficientes polinizadores (Roubik 1989). Além disso, diversas espécies de Meliponini são utilizadas para a polinização de plantas cultivadas (Drucker 2004; Westerkamp & Gottsberger 2006). Portanto, as abelhas sem ferrão são peça chave na manutenção de diversos ecossistemas em que ocorrem, sendo importante o desenvolvimento de estratégias para a sua preservação. Uma das maiores ameaças para os Meliponini é o desmatamento, visto que muitas espécies necessitam de árvores com ocos para nidificação, além disso, o uso abusivo de defensivos agrícolas em plantações é outra ameaça constante (Kerr et al, 1996). O objetivo do presente estudo foi verificar a composição da fauna de abelhas sem ferrão da Estação Ecológica de Água Limpa (EEAL) através do levantamento de seus ninhos. A EEAL está localizada nas coordenadas 21°22’S e 42°42’W, com uma área total de 70 ha no município de Cataguases-MG ao leste da Zona da Mata de Minas Gerais. O clima da região, Agência(s) de Financiamento: FAPEMIG

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Abelhas sem Ferrão (Hymenoptera: Apidae, Meliponini) da…

Werneck & Faria-Mucci

segundo a classificação de Köppen, varia do tipo Cwa, tropical úmido a Aw, semi-úmido de verões quentes (Kottek et al. 2006). A vegetação predominante é de Mata Atlântica do tipo Estacional Semidecídua. A área da EEAL até o início do século passado era uma grande fazenda de café. Foi transformada em Horto Florestal no ano de 1916 e reflorestada com espécies nativas e exóticas (Werneck & Carvalho 2008). Para realizar a busca de ninhos, foram elaborados transectos que cobriram áreas dentro e fora das trilhas. Foram realizadas visitas mensais ao campo entre os meses de março de 2006 a abril de 2007. A altura de cada ninho foi medida para determinar a distribuição vertical. Dez indivíduos de cada ninho encontrado foram coletados para identificação. O material testemunho está depositado no Museu Regional de Entomologia do Departamento de Entomologia da Universidade Federal de Viçosa (MEUFV). Foram encontrados 21 ninhos pertencentes a nove espécies

distribuídas em cinco gêneros (Tabela 1). T. angustula (Figura 1A) foi a espécie mais abundante, representando 42,8% do total amostrado. As espécies menos abundantes, das quais foi encontrado apenas um ninho foram: Friesella schrottkyi (Friese), Plebeia sp. 1, Plebeia sp. 2, e Tetragona quadrangula (Lepeletier). Todas as espécies amostradas na EEAL apresentam ampla distribuição geográfica (Tabela 1) ocorrendo em diferentes ecossistemas. Com relação ao substrato, 20 dos 21 ninhos foram encontrados em substrato arbóreo, apenas um ninho de T. angustula foi construído no barranco. A distribuição vertical dos ninhos variou entre 0 e 15 m de altura do solo, sendo Trigona hyalinata (Lepeletier) (Figura 1B) a espécie que nidificou mais alto, e Melipona bicolor Lepeletier (Figura 1C, D) a espécie que nidificou mais próximo do solo.

Tabela 1. Espécies de Meliponini encontradas na Estação ecológica de Água Limpa, quantidade de ninhos, substratos utilizados para nidificação e distribuição geográfica.*Segundo Moure et al. (2007) Espécie

Nº de ninhos

Substrato

Friesella schrottkyi (Friese)

1

arbóreo

Brasil (ES, MG, PR, SP). 

Melipona bicolor Lepeletier

2

arbóreo

Brasil (BA, ES, MG, RJ, SP).

Plebeia sp.1

1

arbóreo

-

Plebeia sp. 2

1

arbóreo

-

Tetragona clavipes (Fabricius)

2

arbóreo

Bolívia, Colômbia, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname e Brasil (AC, AP, AM, BA, ES, GO, MA, MT, MS, MG, PA, PR, PI, RJ, RS, SC, SP).

Tetragona quadrangula (Lepeletier)

1

arbóreo

Brasil (GO, MA, MT, PA, MG, PA, SP, TO).

Tetragonisca angustula (Latreille)

9

arbóreo, barranco

México, Bolívia, Brasil (praticamente em todo o território nacional), Colômbia, Costa Rica, Equador, Guatemala, Guiana, Honduras, Nicarágua, Panamá, Peru, Suriname e Venezuela.

Trigona hyalinata (Lepeletier)

2

arbóreo

Bolívia, Paraguai, Brasil (BA, DF, GO, MA, MT, MS, MG, PA, PI, SP, TO)

Trigona spinipes (Fabricius)

2

arbóreo

Argentina, Brasil (praticamente em todo o território nacional), Colômbia, Guiana, Paraguai e Peru.

A destruição dos remanescentes florestais na região de Cataguases tem ameaçado as populações de abelhas sem ferrão, principalmente as do gênero Melipona. A espécie M. bicolor é uma abelha muito sensível aos impactos ambientais, geralmente não saindo de seu ninho se houver perturbações nas redondezas. Elas nidificam em ocos de árvores, frequentemente na base dos troncos e muitas vezes suas entradas passam despercebidas (Nogueira-Neto 1997). O estudo da composição da fauna dessas abelhas em remanescentes florestais como a EEAL é de extrema importância para a preservação da flora local bem como para o manejo e criação de espécies com fins econômicos, tais como polinização de culturas.

165

Embora a vegetação local tenha potencial para oferecer substratos para nidificação e recursos florais, a baixa riqueza de espécies pode estar relacionada com o fato da EEAL ser um remanescente florestal isolado. Portanto, ressalta-se a necessidade de outros estudos, como coletas diretamente nas flores, estudos dos sistemas de polinização de plantas relacionadas, comportamento de forrageamento e também sobre os recursos florais utilizados para aprovisionamento dos ninhos através de análises de pólen coletados por essas abelhas.

Distribuição Geográfica*

Agradecimentos Os autores agradecem às Faculdades Integradas de Cataguases e à Universidade Federal de Viçosa pelo apoio logístico e à FAPEMIG pelo apoio financeiro.

Referências Drucker, A.G., 2004. Economic valuation of bee pollination services: implications for farm management and policy, p. 125-134. In: Freitas, B.M & J.O. Pereira (Eds). Solitary bees: Conservation, Rearing and Management for Pollination. Fortaleza, Imprensa Universitária, 285p. Hölldobler, B. & E.O. Wilson, 2009. The Superorganism: The beauty, Elegance and Strangeness of Insect Societies, 1st Ed. Line drawings by Margaret C. Nelson, 522p. Kerr, W.E., G.A. Carvalho & V. Nascimento, 1996. A Abelha uruçu: Biologia, Manejo e Conservação. Belo Horizonte, Acangau, 144p. Kottek, M., J. Grieser, C. Beck, B. Rudolf & F. Rubel, 2006. World map of the Köppen-Geiger climate classification updated. Meteorologische Zeitschrift, 15: 259-263. Michener, C.D., 1974. The social behavior of the bees: A comparative study. Belknap Press of Harvard University Press, 404p. Michener, C.D., 2007. The bees of the World, 2nd Ed. Baltimore, D.C, John Hopkins, 953p. Moure, J.S., D. Urban & G.A.R. Melo, 2007. Catalogue of bees e-ISSN 1983-0572


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EntomoBrasilis 7 (2)

A

B

C

D

Figura 1. Ninhos de abelhas Meliponini encontrados na Estação Ecológica de Água Limpa, Cataguases, Minas Gerais. A. Tetragonisca angustula; B. Trigona hyalinata; C. Melipona bicolor; D. Melipona bicolor. Fotos: H.A. Werneck

(Hymenoptera, Apoidea) in the Neotropical Region. Curitiba, Sociedade Brasileira de Entomologia, 1058p. Nogueira-Neto, P., 1997. Vida e Criação de Abelhas indígenas sem Ferrão. São Paulo, Nogueirapis, 446p. Roubik, D.W., 1989. Ecology and natural history of tropical bees. Cambridge University Press, 514p. Roubik, D.W., 2006. Stingless bees nesting biology. Apidologie, 37: 124-143. Werneck, H.A. & A.M. Carvalho, 2008. Estação Ecológica de Água Limpa - Aspectos Históricos, Culturais e Importância Ambiental para o Município de Cataguases-MG/Brasil. p. 1214. In: V Simpósio de Meio Ambiente, Viçosa-MG,  CBCN, 195p.

Westerkamp, C. & G. Gottsberger, 2006. The costly crop pollination crisis. p. 57-62. In: Kevan, P.G & V.L. ImperatrizFonseca (Eds.). Pollinating Bees: The Conservation Link Between Agriculture and Nature, 336p. Wilson, E.O., 1971. The insect Societies. The Belknap Press of Harvard University Press, Cambridge, 420p. Recebido em: 13/12/2013 Aceito em: 20/03/2014 **********

Como citar este artigo:

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Werneck, H.A. & G.M. Faria-Mucci, 2014. Abelhas sem Ferrão (Hymenoptera: Apidae, Meliponini) da Estação Ecológica de Água Limpa, CataguasesMG, Brasil. EntomoBrasilis, 7 (2): 164-166. Acessível em: doi:10.12741/ebrasilis.v7i2.408

e-ISSN 1983-0572


Comunicação Cinetífica

doi:10.12741/ebrasilis.v7i2.424 e-ISSN 1983-0572 Publicação do Projeto Entomologistas do Brasil www.ebras.bio.br Distribuído através da Creative Commons Licence v3.0 (BY-NC-ND) Copyright © EntomoBrasilis Copyright © do(s) Autor(es)

Current Knowledge of the Social Wasps (Hymenoptera: Vespidae) in the State of Piauí, Brazil Agda Alves da Rocha¹ & Orlando Tobias Silveira² 1. Universidade Federal da Bahia, e-mail: rocha.agda@gmail.com (Autor para correspondência). 2. Museu Paraense Emílio Goeldi, e-mail: orlando@museu-goeldi.br.

_____________________________________ EntomoBrasilis 7 (2): 167-170 (2014)

Abstract. New records of social wasps in the State of Piauí are presented, contributing to an increased knowledge of this group in this poorly studied region. This study documents new occurrence records for 12 social wasp species and extends their distribution. Keywords: Caatinga; Distribution; Inventory; Northeast Region; Polistinae.

Atualização do Conhecimento Sobre Vespas Sociais (Hymenoptera: Vespidae) no Estado do Piauí, Brasil Resumo. São apresentados novos registros da fauna de vespas sociais em localidades do Piauí, contribuindo para o aumento do conhecimento desse grupo de organismos na região. Este estudo registra a ocorrência de 12 novos registros de vespas sociais, ampliando suas distribuições. Palavras-chave: Caatinga; Distribuição; Inventário; Região Nordeste; Polistinae.

_____________________________________ any areas of Brazil lack the most basic biodiversity studies, particularly in the case of invertebrates. In order to develop any effective conservation proposals, it is first of all necessary to acquire knowledge of the species that occur in a particular area (Melo et al. 2005). This taxonomic baseline is obtained by conducting biodiversity inventories. In Brazil the wasp family Vespidae is represented by the subfamily Polistinae, which has 21 described genera and more than 300 species (Carpenter & Marques 2001; Silveira 2010). According to Carpenter (1993) this subfamily has three tribes in Brazil: Mischocyttarini (made up of the genus Mischocyttarus), Polistini (consisting of the genus Polistes) and Epiponini (with 19 genera) (Carpenter 2004). Wasps are ideal models for studying the evolution of social behavior, as different species of this family exhibit varying degrees of sociality, from solitary to eusocial species. This diversity in sociality means that wasps can be studied to develop an understanding of key issues about the evolution of social behavior (Itô 1993). The State of Piauí is one of the least studied Brazilian States. Among the areas defined by the Ministry of the Environment, the municipalities of Canto do Buriti and São João do Piauí were examples of those with insufficient knowledge. Canto do Buriti and Serra das Confusões/ Parque Nacional da Serra da Capivara complex were considered priority areas for research (MMA 2002). There is a clear need to conduct more comprehensive inventories that can contribute to increasing knowledge of this group of insects and support future studies of behavior and biology. The aim of this study was to provide new information on the occurrence of social wasps in parts of the State of Piauí. Data were collected from two municipalities in Piauí: Dom Expedito Lopes and Canto do Buriti (Figure 1).

The municipality of Dom Expedito Lopes is located 288 km from Teresina, in the southeastern corner of Piauí and Canto do Buriti is located in the southwest, 405 km from the capital (IBGE 2014a, b). Wasp inventories were conducted as part of the activities of the Grupo de Estudo do Ecótono Caatinga-Cerrado (GEECACE) and the research project “Entomofauna of Priority Areas for Conservation of the State of Piauí,” funded by Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (FAPEPI N. 20203.0822/2009). In Dom Expedito Lopes, the inventories took place in a property of the Água Mineral Manaíra company (6º56’32”S, 41º41’46”W) and in Canto do Buriti the inventory took place in properties located 8 km from the town center (08º09’63”S, 042º55’50”W). All data were collected in the dry season. Surveys were conducted in October 2009 in Dom Expedito Lopes (14th, 15th, 16th and 17th) and in October 2010 (10th, 11th and 12th) in Canto do Buriti. Each area was inspected from 6:00 A.M. to 6:00 P.M. by two collectors. Collectors captured insects in flight or on the vegetation, using entomological nets and vials containing ethyl acetate. In Canto do Buriti two collectors searched for nests during two days using the Active Search Method along trails in the vegetation. Nests were collected using protective beekeeper clothing. The collected insects were mounted, labeled and deposited in the Invertebrate Collection of the Museu Paraense Emilio Goeldi (MPEG). One hundred and eighty seven individuals of social wasps belonging to 12 species in six genera were collected: Agelaia, Brachygastra, Polistes, Polybia, Protonectarina and Protopolybia (Table 1). Of

these,

Polistes

canadensis

canadensis

(Linnaeus),

Agência(s) de Financiamento: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí.

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Current Knowledge About the Social Wasps (Hymenoptera:…

Rocha & Silveira

Figure 1. Landscape of the study area in the state of Piauí: Canto do Buriti – Piauí (Picture: A. A. Rocha). Table 1. Diversity of Social Wasps (Hymenoptera, Vespidae) at two sites in the State of Piauí, Brazil.

Tribe Polistini

Epiponini

Specie

Locality DEL*

CB**

Polistes canadensis canadensis (Linnaeus)

F

-

Polistes (group) canadensis sp.

F

-

Agelaia pallipes (Olivier)

F

F

Brachygastra lecheguana (Latreille)

F

N

Polybia ignobilis (Haliday)

F

F

Polybia (group) occidentalis sp. 1

F

F, N

Polybia (group) occidentalis sp. 2

F

-

Polybia paulista (Ihering)

F

-

Polybia ruficeps xanthops Richards

F

-

Polybia sericea (Olivier)

F

F, N

Protonectarina sylveirae (Saussure)

-

F

Protopolybia exigua (Saussure)

F

F, N

168

* Dom Expedito Lopes - PI ** Canto do Buriti - PI (F): Collected in flight or on vegetation, (N): Collected in the nest.

Brachygastra lecheguana (Latreille), Polybia ignobilis (Haliday), Polybia paulista (Ihering) and Polybia sericea (Olivier) are widely distributed across Brazil and throughout the northeast region (Richards 1978; Andena & Carpenter 2014). Agelaia pallipes (Olivier), Protonectarina sylveirae (Saussure) and Protopolybia exigua (Saussure) are widely distributed across Brazil, but have only been recorded from two northeast States: Bahia and Ceará (Richards 1978; Andena & Carpenter 2014). Polybia ruficeps xanthops Richards has been recorded in the States of Mato Grosso, Minas Gerais, Ceará, Bahia and Rio Grande do Norte (Richards 1978; Andena & Carpenter 2014). This species has also recently been recorded from the State of São Paulo (Gomes & Noll 2009; Tanaka-Junior & Noll 2011). Richards (1978) recorded the occurrence of Polybia depressa (Ducke) and Synoeca virginea (Fabricius) in Piauí. More recently Andena & Carpenter (2014) added another two species to those recorded from Piauí: Apoica pallens (Fabricius) and

Brachygastra scutellaris (Fabricius). According to these authors social wasps represent 3% of the fauna in northeastern Brazil. Considering the insects collected, both in flight and on the vegetation in Dom Expedito Lopes, a total of 102 individuals were recorded, distributed among 11 species and five genera. In Canto do Buriti, 85 individuals were recorded, distributed among six species and four genera. During the study period a total of twenty one social wasp nests were located in Canto do Buriti, 14 of which were active. These active nests belonged to four species of which three (B. lecheguana, Polybia (group) occidentalis sp. 1 and P. sericea) have phragmocyttarus nests i.e. the nest is fully secured to the substrate without the presence of stems. P. exigua has stelocyttarus calyptodomous nests which are stalked with numerous combs (Richards & Richards 1951) (Figure 2). e-ISSN 1983-0572


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A

B

D

E

C

Figure 2. Nests of social wasps collected in Canto do Buriti – Piauí: A) Protopolybia exigua (Saussure) on a leaf of Ziziphus joazeiro Mart. (Rhamnaceae); B) Protopolybia exigua (Saussure) on a leaf of Musa sp. (Musaceae); C) Polybia (group) occidentalis sp. 1 on a fence post; D) Polybia (group) occidentalis sp. 1 in Cereus jamacaru DC (Cactaceae); E) Brachygastra lecheguana (Latreille). (Picture: A. A. Rocha).

ACKNOWLEDGEMENTS The authors thank the students R. Nascimento, A. Soares, M. E. Brito and D. Carvalho for their help during the field activities. e-ISSN 1983-0572

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169

This study presents new occurrences of 12 social wasp species in Piauí. Our findings extend the species distributions and increase the number of species recorded in Piauí to 16. This increase may be an indication that the richness is probably higher in the regions studied and that Piauí may well contain a number of additional (as yet unrecorded) social wasp species. More comprehensive studies are needed in order to increase the knowledge of wasp species in Piauí, contributing to increased knowledge of the diversity in northeastern Brazil.


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Como citar este artigo:

170

Rocha, A.A. & O.T. Silveira, 2014. Current Knowledge of the Social Wasps (Hymenoptera: Vespidae) in the State of Piauí, Brazil. EntomoBrasilis, 7 (2): 167-170. Acessível em: doi:10.12741/ebrasilis.v7i2.424

e-ISSN 1983-0572

EntomoBrasilis volume 7, número 2  

Volume 7, número 2 (maio - ago. 2014), da EntomoBrasilis - Publicação do Projeto Entomologistas do Brasil - DOI: http://dx.doi.org.br/10.12...

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