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A convite do Comissário

IPL na Bienal de Veneza

6 Luísa Soares de Oliveira, professora da Escola Superior de Artes e Design de Caldas da Rainha, do Instituto Politécnico de Leiria, integrou a comitiva portuguesa à La Biennale di Venezia – 55.ª Exposição Internacional de Arte, o mais importante evento no universo das artes a nível mundial, a convite do comissário português na Bienal, Miguel Amado, e da Direção Geral das Artes. Luísa Soares de Oliveira integrou o programa no dia 31 de maio, participando na mesa redonda “O campo cultural português: entre ontem e amanhã”, com Alda Galsterer, jovem portuguesa que inaugurou no ano passado uma galeria de arte em Lisboa. A docente do IPLeiria integrou a representação portuguesa no evento, na conferência que se inseriu no âmbito do projeto da artista

Primeira pedra lançada

Leiria com CETEMARES

portuguesa convidada, Joana Vasconcelos, o cacilheiro Trafaria Praia, transformado pela artista em obra de arte. Licenciada pela Université de Paris I – Panthéon Sorbonne (1983) e doutorada pela Universitat Politecnica de Valencia (2012), Luísa Soares de Oliveira é professora adjunta na Escola Superior de Artes e Design de Caldas da Rainha desde 2001, onde tem leccionado disciplinas relacionadas com a história da arte e a teoria artística. É crítica de arte e comissária de exposições desde 1990. K

6 O IPLeiria lançou, no passado dia 2 de junho, a primeira pedra da infraestrutura científica e tecnológica CETEMARES, situada no Porto de Pesca de Peniche. A cerimónia inseriu-se nas comemorações do Dia Nacional do Pescador, e foi antecedida do seminário “A excelência do mar de Peniche nos recursos humanos e na investigação”, que terá lugar no edifício cultural da Câmara Municipal de Peniche. O CETEMARES será a sede do Grupo de Investigação em Recursos Marinhos (GIRM), atualmente localizado na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTM). Trata-se de um centro de investigação e desenvolvimento, formação e divulgação do conhecimento marítimo social, destinado ao desenvolvimento das atividades de investigação em recursos marinhos e de formação e divulgação no âmbito da aquacultura, biotecnologia marinha, pescas, tecnologia alimentar, turismo da natureza, e biologia e ecologia marinhas. «O CETEMARES assumirá um carácter inovador e singular, no contexto das zonas portuárias nacionais», defende Nuno Mangas. «A importância estratégica do Porto de Pesca de Peniche, que é um dos mais importantes a nível nacional, em termos de valor de pescado descarregado em lota, que detém as melhores estruturas portuárias da costa Oeste e alberga uma das maiores comuni-

dades piscatórias, justifica a existência de uma infraestrutura de cariz científico e tecnológico e de apoio às atividades económicas da fileira da pesca», acrescenta. «Trata-se de um projeto estruturante do IPLeiria, considerando a sua forte aposta na investigação científica de suporte à formação e à investigação aplicada, áreas em que a ESTM se tem vindo a impor, destacando-se as áreas da exploração sustentada dos recursos marinhos», conclui o responsável. A infraestrutura científica será relevante para o desenvolvimento, no IPLeiria, da área das ciências do mar, e contribuirá para o aumento da sua atratividade. Além de ser um centro de I&D e I&DT, o CETEMARES pretende ser um centro de apoio à formação e divulgação do conhecimento marítimo, e um espaço de apoio às atividades

de formação associadas da ESTM. As suas atividades privilegiarão as parcerias, desenvolvendo investigação aplicada para responder a problemas concretos do tecido empresarial e industrial da região, autarquias, entre outros. O edifício representa um investimento total de 2.985.672,27 euros, suportado com fundos do QREN, no âmbito do Programa Mais Centro (edificação e equipamento). O GIRM é uma unidade de investigação da IPLeiria, que está registada na FCT, e que tem os Recursos Marinhos e a Biotecnologia Marinha como linhas de investigação principais, tendo como missão a criação, o desenvolvimento e a aplicação do conhecimento associado aos recursos marinhos, de forma a promover a inovação na sua utilização e contribuir para o desenvolvimento de novos produtos. K

Na Marinha Grande

IPL cria centro

ESECS de Leiria

Rui Matos é o novo diretor

6 Rui Manuel Neto e Matos é o novo diretor da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS) do Instituto Politécnico de Leiria (IPLeiria), tendo tomado posse a 16 de maio. Rui Matos (1966), professor coordenador da ESECS, é doutorado em Motricidade Humana pela Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa, mestre em Desenvolvimento Motor da Criança pela Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa, e licenciado em Educação

Física – Ramo Formação Educacional pelo Instituto Superior de Educação Física (atual Faculdade de Motricidade Humana) da Universidade Técnica de Lisboa. O professor, que iniciou funções na ESECS a 13 de novembro de 1989, desempenhava, até ao momento, o cargo de subdiretor desta escola. É, além disso, autor de inúmeros livros e artigos na área do desporto e de livros para crianças (“Coleção Rafa”), tendo, também, criado uma nova modalidade desportiva: a “tripela”. K

6 O novo edifício do Centro para o Desenvolvimento Rápido e Sustentado do Produto (CDRsp), do Instituto Politécnico de Leiria (IPLeiria), no parque industrial da Marinha Grande, vai permitir aumentar a área de investigação. “Ao contrário do atual edifício, o novo espaço foi totalmente pensado para ser um centro de investigação”, começou por explicar à Lusa o diretor do CDRsp, Paulo Bártolo. O CDRsp é um centro de investigação de excelência - avaliado pela Fundação de Ciência e Tecnologia (FCT) - no campo da engenharia mecânica e é focado nas tecnologias emergentes, materiais avançados e nas ecotecnologias em geral.

Além de “aumentar o espaço físico disponível”, o novo centro irá “permitir alargar as áreas de atuação”, como o domínio da biologia. Paulo Bártolo salientou que a infraestrutura permitirá ainda ao CDRsp ser “totalmente autónomo”. O CDRsp é o terceiro centro de investigação ligado ao ensino superior que mais investimento capta no setor privado - mais de 8,3 milhões de euros - e o segundo centro, dos classificados como excelente pela FCT, que mais investimento global consegue, com mais de 614 mil euros por docente doutorado. “Sendo um dos centros de investigação do país com menos doutores, somos aquele que tem

conseguido captar mais dinheiro”, frisou o diretor do CDRsp. Numa altura em que as regiões estão a discutir o seu futuro, Paulo Bártolo afirmou que a Marinha Grande vai passar a ser conhecida “não apenas pela indústria”, mas também “pela capacidade de produzir e gerar conhecimento e inovação”. O responsável acredita que as novas condições permitirão “continuar a crescer de forma sustentável” e “aumentar a captação de investimento”. Por outro lado, “será possível ter mais investigadores a trabalhar”, logo ter também “mais áreas cobertas”, o que é “fundamental”. As obras deverão estar concluídas no final de 2013. K

JUNHO 2013 /// 011

Ensino Magazine Edição nº184  

Edição em papel digital de Junho de 2013.

Ensino Magazine Edição nº184  

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