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junho 2013 Diretor Fundador João Ruivo

Diretor João Carrega Publicação Mensal Ano XVI K No184 Distribuição Gratuita

Página 25 Autorizado a circular em invólucro fechado de plástico. Autorização nº DE01482012SNC/GSCCS

www.ensino.eu Assinatura anual: 15 euros

Ágata Roquette, nutricionista em entrevista

Fazer dieta não é nenhum 31

entrevista

O homem que escreveu Mandela C

C

Direitos reservados H

Chama-se Ágata Roquette e é a nutricionista que explica como emagrecer sem privar-se de nada. Ou quase nada. Afinal fazer dieta pode não ser um 31. P3E4

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castelo branco E viseu

Institutos Politécnicos valem milhões C

Luísa sobral

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portalegre

Joaquim Mourato toma posse C

Entre o jazz e o pop

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universidade

UBI e Universia com acordo para emprego C

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aniversário

Os novos desafios da universidade de ÉvoraP 8

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pub

Coordenação Portugal

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Ensino Jovem pub

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Portugal – Brasil

Cursos reconhecidos 6 Declaração Conjunta da XI Cimeira Portugal Brasil que decorreu , no dia 10 de junho, em Lisboa refere que o intercâmbio académico é um dos aspetos mais “auspiciosos” do relacionamento entre os dois países. “Os dois chefes de GoPublicidade

verno salientaram a presença em Portugal de cerca de sete mil estudantes brasileiros, ao abrigo de diversos programas de cooperação, como um dos desenvolvimentos mais auspiciosos do relacionamento bilateral, nos últimos anos”, refere o documento.

O primeiro-ministro, Passos Coelho, “manifestou disponibilidade para continuar a receber doutorandos brasileiros em centros de excelência portuguesa, vontade igualmente partilhada por Dilma Rousseff”, refere a nota final da XI Cimeira entre os dois países divulgado, após o

encontro entre a presidente brasileira e o chefe do Executivo português, em Lisboa. Os dois governantes congratularam-se ainda pela assinatura do acordo entre a Associação Nacional de Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior do Brasil e o Conselho de

Miguel A. Lopes/Lusa H

Reitores das Universidades Portuguesas para a Equivalência, Reconhecimento e Revalidação de Diplomas de Graduação nas Áreas de Arquitetura e Engenharia. O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas e o ministro das Relações Exteriores do Brasil, António Patriota assinaram hoje no Palácio das Necessidades, em Lisboa, acordos na área da educação e ensino superior de que se destaca o reconhecimento e certificação dos cursos de arquitetura e engenharia. “Nós tínhamos um problema, engenheiros portugueses muito qualificados que não conseguiam exercer a sua profissão no Brasil. Qual era a razão? O reconhecimento do seu título académico. Em vez de nos pormos com microfones a protestar uns contra os outros, arregaçamos as mangas e pusemo-nos a trabalhar”, disse Paulo Portas que referiu que queria assinalar “este 10 de Junho com resultados práticos”,

no “quadro da visita da Presidente Dilma Rousseff a Portugal”. “Abre-se um caminho institucional, orgânico, com regras para que haja um sistema mais fácil de títulos académicos onde existia um problema com engenharia e com arquitetura, embora por caminhos diferenciados”, acrescentou Paulo Portas, que exortou as ordens profissionais dos respetivos setores a continuarem o trabalho diplomático que foi desenvolvido entre os dois países. “O acordo entre as universidades e o passo que nós damos aqui é muito importante e espero que o mesmo sentido construtivo venha a existir entre as ordens profissionais dos dois países”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros. “O título académico está reconhecido, com regras. Não há razão para que os títulos não sejam reconhecidos e a possibilidade de exercício profissional não seja reconhecida”, sublinhou Portas. K

Acordo Ortográfico

Países estão satisfeitos 6 Portugal e Brasil acolheram com “satisfação” os contactos no quadro da CPLP para a elaboração dos Vocabulários Ortográficos Nacionais e reafirmaram que o acordo ortográfico entra em vigor em 2015, nos dois países. “Tendo em conta que o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (AOLP) entrará em vigor definitivamente em Portugal e no Brasil em maio e em dezembro de 2015, respetivamente, ambos os governantes reiteraram a importância da plena aplicação do AOLP em todos os países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), como forma de 02 /// JUNHO 2013

contribuir para o reforço da internacionalização da língua portuguesa”, refere a Declaração Conjunta da XI Portugal-Brasil que decorreu hoje em Lisboa, entre o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho e a chefe de Estado brasileira, Dilma Rousseff. “Os dois mandatários acolheram, com satisfação, os entendimentos mantidos no âmbito da CPLP com vista à elaboração dos Vocabulários Ortográficos Nacionais e a ulterior elaboração a partir destes, de um Vocabulário Ortográfico Comum, que consolidará, tanto o léxico comum como as especificidades de cada país”, refere a nota. K


Ágata Roquette, nutricionista

Fazer dieta não é nenhum 31 6 Sugere dietas, mas o seu último ano foi gordo. Os pedidos de consultas e os livros vendidos projetaram-na para um inesperado mediatismo. Chama-se Ágata Roquette e é a nutricionista que explica como emagrecer sem privar-se de nada. Ou quase nada. O que é a Ágata tem?

zinho e sem ajuda, mas estou em crer que é muito mais giro fazê-lo com ajuda e um acompanhamento regular. Dá consultas de segunda a sexta no Estoril e em Lisboa. Sei que tem uma média de 30 consultas diárias. O número de pacientes que a procuram aumentou desde o lançamento do livro?

Já lhe chamam a «nutricionista da moda». Quais as razões que explicam o sucesso dos dois livros editados até ao momento?

Sem dúvida. No meu consultório no Estoril já tenho duas nutricionistas a trabalhar comigo, de forma a responder às inúmeras solicitações. Há dias em que dou 12 horas de consultas, outras apenas 6. Para amanhã tenho 48 consultas marcadas, mas é um número absolutamente excecional e que só aceito pela proximidade com o tempo de praia. Outro fator que pode explicar o grande interesse das pessoas é que adotei uma preço acessível para as minhas consultas. Como o tempo escasseia, criei uma página no Facebook intitulada «A dieta dos 31 dias», onde com a regularidade possível, procuro responder às questões mais frequentes, quer através de posts, quer através de mensagens privadas.

Os meus livros são escritos na primeira pessoa e são para ser lidos como se os leitores estivessem numa consulta em frente a um nutricionista. Tanto «A dieta dos 31 dias», como as «As regras de ouro» foram editados com o objetivo de facilitar a vida de pessoas que são, por natureza, desorganizadas, nomeadamente em relação à sua alimentação. Outro objetivo que procurei concretizar foi o método das consultas quinzenais para o livro, de forma a conferir mais realismo aos conselhos que são dados. As pessoas procuram-na mais por motivos de saúde ou há uma grande obsessão pelo corpo?

Teme que estas suas regras e conselhos sejam confundidos com as dietas mágicas? Claro que não. Eu acredito piamente nesta dieta, até porque são dietas já conhecidas tendo por base as chamadas dietas proteicas ou semi proteicas. Limitei-me a fazer algumas variações, adequadas à dieta portuguesa. Admito que os primeiros 3 ou 4 dias sejam de grande sofrimento e de difícil adaptação, mas passada essa fase inicial o organismo ganha inibição ao apetite. Está provado que só por via da alimentação, ao longo dos 31 dias, uma mulher pode perder entre 3 a 5 quilos, enquanto um homem pode ficar mais magro entre 5 a 8 quilos.

Eu diria que há um grande equilíbrio nos motivos da procura. No meu caso pessoal, penso que 50 por cento dos que recorrem aos meus serviços o fazem por razões de natureza estética – como é o caso dos meus pacientes que vivem na Linha do Estoril e como adoram praia, fazem tudo por perder 2 ou 3 quilos, apenas por vaidade. Mas a outra metade fá-lo por razões de saúde, recomendadas por médicos de clínica geral. Também há o caso das senhoras que aumentam de peso durante a gravidez e constato, também, que se tem notado um grande incremento do número de homens nas minhas consultas.

A dieta para surtir efeito deve ser acompanhada por exercício físico?

O seu lema é que é possível perder peso, sem violentar demasiado o dia a dia. Pensa que o termo dieta ainda está muito estigmatizado entre nós? Basicamente eu procuro passar a mensagem que é possível fazer dieta sem passar fome. E procuro desmistificar o conceito de rigidez associado à dieta, ao referir que é possível ingerir, por exemplo, hambúrgers, ovo estrelado e queijo gratinado, durante a dieta dos 31 dias. Por exemplo, não acredito na dieta sem pão. Ele tem de existir ao pequeno almoço. E sem dramas institucionalizo o chamado «dia da asneira», onde se pode ultrapassar o risco. No seu mais recente livro, «As regras de ouro» descreve 50 dicas/receitas para emagrecer sem passar fome. Quais as mais importantes que destacaria?

veis, mas há outras inegociáveis (hidratos de carbono fora da alimentação, pelo menos ao jantar, por exemplo, arroz, pão, massa, feijão e grão). Depois há estratégias para não estragar a dieta e orientar a pessoa, nomeadamente o modo de compensar os eventuais erros cometidos. De qualquer forma convém não dramatizar. Se a dieta acontecer no verão não vem o mal ao mundo se for dada uma “facadinha” com um gelado ou uma bola de Berlim na ida à praia.

Primeiro que tudo há regras negociá-

Esta dieta exige uma elevada dose de

disciplina e querer por parte de quem a pratica? É preciso motivação. Visto que o objetivo é perder peso, isso só depende da pessoa. Eu observo os meus pacientes de quinze em quinze dias, o que faz com que eles se sintam sempre acompanhados e, de algum modo, pressionados. Um dado curioso que tenho constatado é que as pessoas que leram o livro conseguem perder mais peso do que os meus pacientes das consultas. Eu costumo dizer que é possível conseguir “fechar a boca” so-

Eu não obrigo os meus pacientes. Até porque no exercício físico de ginásio, ganha-se músculo e fica-se com muito apetite. Este tipo de exercício deve ser feito a posteriori, para tonificar o corpo e ajustar ao peso pretendido. Mas sou defensora de caminhadas regulares. Acho que têm efeitos muito positivos. Um nutricionista deve ser visto também como uma espécie de psicólogo. Acha que desempenha esses dois papéis clínicos simultaneamente? Psicologia e nutrição têm quase tudo a ver. É preciso estar a atravessar uma fase boa. Um estado de instabilidade mental não será aconselhado para começar uma dieta desta natureza. Depende da fase da vida das pessoas, do stress do trabalho, se existe tempo para estar na cozinha, etc. ;

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obstáculo a uma alimentação equilibrada por parte dos mais jovens?

Dá consultas no local de trabalho a uma empresa de consultoria, em Lisboa. A mensagem que lhes transmite é diferente da que passa aos seus pacientes no consultório?

Eu queria distinguir entre as cantinas de escolas públicas e privadas. Nas primeiras há sempre sopa, não há fritos, há fruta e uma sobremesa apenas uma vez por semana. Nas privadas ainda continuam a persistir em muitos erros. As batatas fritas são servidas e os refrigerantes estão à disposição das crianças. Com dinheiro na mão, é muito difícil evitar que consumam o que é mais tentador.

Eu dou consultas individualizadas todas as sextas-feiras aos colaboradores dessa empresa que marcam consulta, só que a única diferença é que é a empresa a pagar, visto que tem um contrato de colaboração anual comigo. Creio que é um «miminho» que os chefes dão para motivar os seus colaboradores. As pessoas procuram conselhos sobre as práticas alimentares e também alguns padecem de problemas de costas e de coluna devido ao tempo excessivo que passam sentados à secretária.

Deviam ser ensinadas regras de nutricionismo nas escolas? Acho que sim. As disciplinas de alimentação saudável deviam fazer parte dos currículos, mas de preferência com os pais presentes. Serve de pouco as crianças aprenderem o que se deve comer e depois à noite, ao jantar, os pais teimarem em erros crassos de alimentação.

Devia ser prática corrente nas empresas ter uma nutricionista como se tem um gestor de recursos humanos? Creio que sim As empresas estão a compreender que a saúde mental e física é determinante para uma boa produtividade.

A obesidade é uma praga que vai afetando muitos jovens, especialmente no mundo desenvolvido. Que quota parte de responsabilidades é que podemos atribuir às cadeias de “fast food”?

Os portugueses, de uma forma geral, comem mal? O peixe, o azeite e o bacalhau são alimentos saudáveis e constituem a base da dieta mediterrânica dos portugueses. Respondendo à sua pergunta, não há motivos culturais para isso. O que acontece é que os problemas relacionados com ansiedades e falta de controlo levam a comportamentos de gula e distúrbios alimentares que têm reflexos no organismo.

Pode-se comer “fast food” uma vez de 15 em 15 dias, no chamado «dia da asneira», mesmo para quem não esteja em dieta. Até porque faz bem à alma. A diversificação dos produtos apresentados, nomeadamente pela “McDonald’s”, passe a publicidade, melhorou muito nos últimos anos, disponibilizando sopas, sanduiches e saladas. Isto apesar de continuarem a figurar nos menus os produtos mais emblemáticos. Por exemplo, ao comer um “Big Mac” estamos a ingerir, mais o refrigerante e as batatas fritas, para cima de 1000 calorias.

Como vê a recente moda da marmita no local de trabalho? É uma boa moda e uma dieta ótima. Consegue-se iludir a tentação da sobremesa, estimula a socialização com colegas e sai incomparavelmente mais barato do que a ida ao restaurante. Eu escrevi recentemente uma série de pequenos livros para uma revista com dicas para almoços no trabalho para levar em “tupperware” e que tiveram muito êxito. Numa clínica onde dou consultas, em Lisboa, é muito frequente ver os colaboradores juntos na copa a confraternizarem diante da refeição que confecionaram em casa. A crise também já chegou às escolas. Sucedem-se as notícias de crianças mal alimentadas fruto dos problemas financeiros das suas famílias. De que forma a saúde destas crianças pode sofrer sequelas com uma alimentação deficiente? Sei de várias professoras que me contam que muitos alunos vêm para as aulas da manhã com a barriga vazia, o que necessariamente afeta o rendimento escolar. Os hidratos de carbono são o alimento do cérebro e a sua ausência vai dificultar a atividade cerebral e o modo de pensar. Da mesma forma que as proteínas dão o necessário músculo a um organismo que se quer resistente e forte. As cantinas escolares ainda são um

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Se pouco há a fazer quanto às tentações alimentares que nos rodeiam, que medidas concretas, especialmente ao nível preventivo, podem ser tomadas para combater a tendência para a obesidade nos jovens?

CARA DA NOTÍCIA 6 Dos 90 aos 58 quilos Ninguém diria, mas Ágata Roquette já pesou 90 quilos. Quando deixou a patinagem a balança indicava 58 quilos. Os distúrbios alimentares e muitos disparates depois, atingiu o que considerou ser o ponto de viragem. Falhou muitas tentativas de perder peso, mas o pedido de casamento do marido, em 2007, fê-la prometer que chegaria ao dia da boda em plena forma. E conseguiu. Não entrou em medicina dentária e seguiu a via da nutrição. É licenciada em Ciências da Nutrição e Engenharia Alimentar pelo Instituto Superior das Ciências da Saúde – Sul. Hoje é autora de livros que são lidos por dezenas de milhares de portugueses e presença assídua em programas de televisão. Primeiro foi «A dieta dos 31 dias», em 2012. Já este ano editou «As regras de ouro de Ágata Roquette», ambos com a chancela da Esfera dos Livros. Mesmo com o mercado livreiro em crise, os seus livros estão invariavelmente no top dos mais vendidos. O primeiro vendeu 40 mil exemplares, foi editado em Espanha com sucesso, e este para lá caminha. São um fenómeno de popularidade, como a jovem nutricionista, de apenas 31 anos. K

Combate-se com uma alimentação mais saudável e com muito desporto. Como disse, as tentações é que não são fáceis de evitar. Eu vejo com os meus olhos que os alunos do Liceu Francês, nas Amoreiras, em Lisboa, passam os almoços enfiados numa conhecida cadeia de “fast food” mesmo em frente. É, pois, muito difícil, manter ordem nestas cabeças, a menos que os pais consigam a tarefa quase impossível de os controlar à hora do almoço, quando estão distantes dos seus filhos. A identificação juvenil é outro problema. Qual é o jovem que prefere comer um peixe grelhado, quando todos os seus colegas optam pela comida rápida? K Nuno Dias da Silva _ Direitos reservados H   

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Emprego para formados Novo livro na UBI

UBI: Eleições para Reitor T O Conselho Geral da Universidade da Beira Interior (UBI) vai eleger o reitor no dia 5 de julho para um mandato de quatro anos. De acordo com o calendário eleitoral, aprovado pelo Conselho Geral, o prazo para apresentação de candidaturas a Reitor decorre até 18 de junho. O anúncio das candidaturas admitidas está agendado para dia 25 de junho e as audiências públicas deverão decorrer entre 3 e 4 de julho. K

ECTS para a UBI T O Reitor da UBI, João Queiroz, recebeu no final de maio o ECTS Label numa cerimónia pública em Lisboa, promovida pela Agência Nacional Proalv – Programa de Aprendizagem ao Longo da Vida. Nos últimos sete anos, apenas 5 instituições de ensino superior portuguesas conseguiram obtê-lo. Na cerimónia estiveram presentes vários responsáveis pelos programas de mobilidade europeus que enalteceram mais esta conquista da UBI, sendo a única, neste momento, com certificação até 2015. Esta certificação atesta a qualidade da informação sobre a oferta formativa e a gestão da mobilidade de estudantes no âmbito do Espaço Europeu de Ensino Superior e vem juntar-se ao Suplemento ao Diploma atribuído para o período 2010-2013. K

Best paper para a Covilhã T Joel Rodrigues, professor do departamento de informática da UBI, venceu o Best Paper Award entre todos os artigos que foram publicados em revista e conferências durante o ano de 2012 na área das Communications Software da IEEE Communications Society. K Publicidade

T “Pensamentos X” é o título do livro do docente do Departamento de Engenharia Civil e Arquitetura, Miguel Santiago, apresentado a 30 maio, no anfiteatro 8.1 da Faculdade de Engenharia. Esta publicação está dividida em três grupos – cidade, arquitetura e pedagogia. K

UBI Scientia 2013 T O Instituto Coordenador da Investigação da Universidade da Beira Interior realiza, a 6 de junho, o UBI Scientia, Workshop de Ciência, Tecnologia e Inovação da Beira Interior, edição 2013. Sob o tema “Avaliação e Financiamento da Investigação”, o evento terá lugar no Anfiteatro da Parada, Pólo I da UBI, e decorrerá entre as 10 e as 17 horas. O evento pretende, em primeiro lugar, divulgar a investigação desenvolvida na Universidade da Beira Interior, centrandose este ano a temática em volta da Avaliação e Financiamento da Investigação, percorrendo ainda temas como os Rankings académicos como ferramentas de benchmarking e o quadro de financiamento europeu para a ciência e inovação (Horizonte 2020). K

Ciências da Cultura na UBI T A Universidade da Beira Interior contará com o novo curso de Ciências da Cultura na sua oferta formativa já no próximo ano letivo. O curso foi acreditado pela A3ES (Agência de Acreditação e Avaliação do Ensino Superior) pelo período de cinco anos, o período máximo concedido por esta entidade. O novo curso, que irá funcionar na faculdade de Artes e Letras, tem como objetivo dar competências interdisciplinares, nas áreas científicas de Filosofia, Arte e Design, Ciências da comunicação, Linguística, Cinema, Ciência política, Literatura, Arquitetura e Gestão. K

UBI e Universia juntos 6 A Universidade da Beira Interior vai ser uma das primeiras academias em Portugal a promover uma plataforma conjunta de ofertas de emprego, com o portal Universia. O acordo tem como objetivo divulgar um maior conjunto de ofertas e promover ações de procura de trabalho. O protocolo de colaboração foi assinado pelo reitor da UBI e pelo responsável do projeto, representante do portal Universia, na passada semana. Para João Queiroz, “trata-se de mais um instrumento de cooperação e de trabalho que vai permitir ajudar a integração e o acompanhamento dos nossos alunos no seu futuro profissional”. Este último ponto é de extrema importância para os responsáveis do gabinete de estágios e também para a reitoria. Até porque, a academia tem implementado nos últimos anos uma política de seguimento dos seus diplomados, as suas saídas profissionais, as taxas de empregabilidade dos seus cursos em vários períodos e a real integração no mercado dos seus antigos alunos. Segundo os membros do portal Universia, esta nova plataforma que será divulgada por estes gabinetes e por outro tipo de ações, junto da comunidade estudantil, visa também, fazer

esta monitorização. Uma forma de acompanhar os alunos no seu percurso profissional e ajustar as formações para as necessidades do mercado. Até hoje existem diversos gabinetes, espalhados pelas instituições de ensino superior, que se dedicam ajudar os alunos dessas mesmas universidades a ingressarem no mercado de trabalho. Contudo, uma das faltas assinaladas, nesta área, pelos responsáveis deste portal, passa precisamente pela existência de um local onde se reúnam todas as informações sobre as mais variadas propostas de emprego

e que estas possam estar disponíveis, para consulta, de todos os estudantes interessados. Esta nova ferramenta, que agrega informação proveniente de 14 universidades lusas, vai agora começar a funcionar. Para além das propostas de estágios ou oportunidades de emprego visíveis em várias áreas científicas vão também ficar disponíveis formações, workshops, informações sobre projetos científicos e outro tipo de atividades que possam ajudar a integrar os recém-licenciados no mercado de trabalho. K Eduardo Alves _

Vitória nas pontes de esparguete

UBI com massa 6 A equipa da Universidade das Beira Interior, formada por Pedro Dinis Gaspar e Marco Canário Oliveira, acaba de ser distinguida com o Prémio Inovação no World Championship in Spaghetti Bridge Building (RECCS 2013), que decorreu a 24 de maio de 2013, na Universidade de Óbuda, Bupadeste, Hungria. A competição congregou pontes que suportaram cargas até 570 kg. Este valor tornou-se no novo recorde mundial para a modalidade de ponte, e foi conseguido pela equipa da Universidade anfitriã. A ponte desenvolvida pela equipa da UBI atingiu 92 kg e posicionou-se entre as 10 primeiras classificadas. A participação na prova deste ano envolveu uma

situação muito peculiar, pois a ponte de esparguete ficou intacta com a carga, tendo-se partido a base de madeira que segurava o parafuso anexo à máquina de tração. A equipa da UBI participou neste concurso pela segunda vez, a convite da organização, face aos resultados de carga máxima suportada no Concurso “Humberto Santos” de Pontes de Esparguete, que decorre anualmente na Faculdade de Engenharia da Universidade da Beira Interior (UBI). O organizador local do evento, Pedro Dinis Gaspar, docente do Departamento de Engenharia Eletromecânica, foi acompanhado pelo vencedor da edição de 2012 do Concurso “Humberto Santos”, Marco Canário Oliveira, Mestre em

Engenharia Eletromecânica. Com a experiência ganha pela participação no RECCS 2012 e face às características do regulamento da prova internacional (ponte ou suporte com um vão de 1000 mm e com um peso máximo de 1 kg), foi desenvolvida uma nova estrutura da ponte que alia as qualidades e características das pontes desenvolvidas para o concurso nacional com as requeridas por uma ponte com tamanha dimensão. Pela impossibilidade de levar a ponte de Portugal, a equipa da UBI adquiriu em Budapeste os materiais necessários e desenvolveu toda a estrutura no local num verdadeiro contrarrelógio para terminar a ponte dentro do prazo requerido. K

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Investigação no Minho analisa discurso

Parlamento mais agressivo

6 Os debates da Assembleia da República (AR) são alvo de uma espiral de agressividade verbal, quer no tipo quer na frequência, o que é transversal a todas as bancadas. O alerta é de Aldina Marques, professora do Departamento de Estudos Portugueses e Lusófonos da Universidade do Minho, que analisa os discursos no Palácio de São Bento há duas décadas. Alguns deputados chegam a cultivar essa agressividade com insultos ad hominem, acusando o adversário de “mentiroso”, por exemplo. Assunção Esteves, tal como os seus antecessores na presidência da AR, “permite bastante tolerância” aos deputados para construírem o discurso. “As consequências são intervenções mais agressivas, embora não transgressoras dos códigos parlamentares”. O Regimento prevê a defesa da honra, que é usada raramente nestes casos. Aldina Marques considera que alguns líderes da oposição têm adotado esta prática mais “musculada”, de confrontar o adversário, a que não será alheia a tensão política criada pelo contexto de crise. “É também por aqui que se constrói a anti-imagem dos políticos, a descredibilização da classe política tem origem, também (mas não só), nos discursos que eles próprios constroem”, refere a docente da Universidade do Minho. O tom agressivo é particularmente visível nos apartes, em que há mais liberdade de linguagem e não são considerados interrupções, elucida Aldina Marques. De forma sistemática surgem aí a iro-

6 A equipa da Universidade da Beira Interior conseguiu o sétimo lugar, categoria de carros UrbanConcept (gasolina), no Shell Eco-Marathon 2013. Composta por alunos e docentes de eletromecânica, aeronáutica e design industrial, a equipa Ubicar13 percorreu uma distância de 99,22 km com um litro de gasolina. Para Fernando Santos, docente responsável pela equipa da UBI “a participação nesta competição foi bastante positiva e excedeu as expectivas no interesse que provocou pelos vários órgãos de comunicação presentes e público

em geral”. A Shell Eco-marathon europeia realizou-se num circuito urbano, nas ruas de Roterdão, o que dificulta muito mais a condução e baixa os recordes que tinham sido estabelecidos anteriormente quando a prova se realizava em circuitos de Fórmula 1, como o de Paul Ricard e Nogaro, em França, ou o Speedway, de Lausitz, na Alemanha. A equipa francesa Microjoule La Joliverie, de Nantes, foi a grande vencedora, com 2.980,27 km, o equivalente a uma viagem desde esta cidade holandesa a Atenas, na Grécia. K

Desporto (in)dependente

nia, o sarcasmo, as provocações, para além dos típicos coros de suporte ao orador - “muito bem, apoiado” - de colegas de bancada. “Falar é poder, é um exercício de influência”, anui a linguista, “daí que os deputados parlamentares e os membros do Governo tentem subterfúgios para prolongar por mais uns segundos que seja o uso da palavra”. A disponibilização recente dos debates da AR em suporte audiovisual permite-lhe avaliar agora pa-

râmetros como gestualidade, mímica ou a expressão do olhar, para encontrar sentidos implícitos e explícitos. “Claramente, o discurso parlamentar é um género específico, muito diferente, por exemplo, dos que têm lugar nos congressos partidários ou em contexto eleitoral”, diz Aldina Marques, que dedicou a tese de doutoramento ao tema “Funcionamento do Discurso Político Parlamentar - organização enunciativa no Debate da Interpelação ao Governo” (2000). K

Alunos da UBI com arte

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UBI em 7º no Shell

Debate na UBI

Expand your mind

6 Moda, Cinema, Fotografia, Ilustração e Artes Plásticas marcaram os trabalhos que estiveram em exposição no Expand your mind, evento que decorreu de 23 a 25 de maio e que já se realiza desde 2010, com o objetivo de mostrar os trabalhos desenvolvidos nos laboratórios e confeções têxteis da Universidade da Beira Interior, pelos criadores emergentes. O projeto sempre foi da autonomia dos próprios alunos que, na edição deste ano, sentiram necessidade de o projetar para um novo nível e abrir portas a todo o tipo de expressão artística. Nesse sentido juntou trabalhos dos alunos de Design de Moda, mas também os cursos de Cinema, Design Multimédia e Arquitetura.

99,22 km percorridos

Durante os quatro meses anteriores à realização do evento, a organização requalificou todo um espaço abandonado. A antiga fábrica têxtil Rosa & Companhia, perto do pólo IV da UBI, foi o palco escolhido para as exposições, performances e música. Os alunos aproveitaram todos os materiais que encontraram na fábrica antiga, os quais fizeram parte das exposições. O principal acontecimento foi o desfile realizado na noite do dia 24. As criações originais dos alunos de Design de Moda percorreram a passerelle, onde cada jovem designer personalizou os seus modelos de acordo com a sua visão da Moda. Anabela Gomes, aluna do 3º ano do curso afirma que “na minha coleção não há propriamente uma mensa-

gem a passar, apenas quero mostrar às pessoas aquilo que gosto de fazer, conjugando as tendências com meu género de roupa”. A crítica à sociedade também não faltou neste evento, onde até a Aldeia da Roupa Branca foi reconstruída. Maria João Malakias, relações públicas do “Expand your mind”, valorizou o trabalho árduo dos organizadores do evento na reconstrução da fábrica, afirmando que “o lixo de uns é o tesouro de outros”, palavras que são lema deste projeto. O evento “satisfez todos os artistas, organizadores e voluntários que fizeram parte desta manifestação de arte e que se esforçaram para que nenhum pormenor fosse esquecido”. K Ana Catarina Veiga _

6 Desporto e Poder Local: a necessidade de uma intervenção sustentável foi o tema do debate realizado a 22 de maio na Universidade da Beira Interior, com o objetivo de apontar soluções para a gestão sustentável de associações desportivas, independentemente do financiamento das câmaras municipais. De acordo com Dina Miragaia, representante do Departamento de Desporto da UBI, a “altura crítica do país” é definitivamente uma “boa altura” para desfazer o mito que “se devem gerir organizações em dependência de outras”, salientando no entanto que “o poder local tem sido determinante no suporte de muitas associações desportivas” em Portugal. Mário Teixeira, docente da Universidade de Évora, garantiu aos estudantes presentes que “há oportunidades no mercado de trabalho, inclusivamente em Portugal”, particularmente na Gestão Desportiva, todavia estas “já não são para todos, apenas para os melhores”. De caminho afirmou que a implementação das políticas desportivas regionais tem sido Publicidade

afetada pela “ausência de uma estratégia claramente definida”, pelos “condicionalismos políticos” e pela “falta de entusiasmo dos cidadãos”. A este facto acresce “a ausência de uma avaliação” da execução das políticas de desporto por parte das autarquias, que não se centre apenas nas “questões jurídicas e económicas”. Sendo, de acordo com o investigador, urgente que as políticas desportivas considerem “o contexto socioeconómico” do meio envolvente, reforcem “o capital humano diretivo” e apliquem “um modelo de financiamento sustentável”. Maria José Carvalho, docente da Universidade do Porto, salientou que o desporto é uma “matéria de interesse público” e por isso as autarquias têm “a obrigação constitucional” de lhe dar valor e consequentemente promovê-lo. Mas considerou que as empresas municipais de desporto chegaram ao fim, uma vez que desempenhavam um papel que de antemão era “realizado pelo próprio pelouro” e muitas delas “centravam-se apenas numa atividade desportiva”. K Tânia de Jesus _


Antigo aluno de Aveiro desvenda

A Estrela que deu nome à Serra 6 Através do estudo da posição dos dólmens, edificados há seis mil anos em redor da Serra da Estrela, o arque astrónomo Fábio Silva, antigo aluno da Universidade de Aveiro, constatou que a entrada de todos eles está virada para o lugar onde, no horizonte, a estrela Aldebaran, a mais brilhante da constelação de Touro, nasce todos os anos em abril. Desvendou assim a origem do nome da Serra da Estrela, o ponto mais alto de Portugal Continental No artigo publicado em fevereiro no “Papers from the Institute of Archaeology”, Fábio Silva revela as ligações do batismo milenar, o porquê da importância da Aldebaran para os povos pré-históricos e de que forma as histórias atuais do folclore da Serra corroboram a sua tese. Licenciado em Física pela Universidade de Aveiro, curso que ter-

minou em 2006, mudou-se depois para Inglaterra onde fez um doutoramento em Astrofísica na Universidade de Portsmouth. Seguiuse um mestrado em Astronomia Cultural na Universidade de Wales que o catapultou para as estrelas, mais concretamente, em direção a Aldebaran. Em Londres, onde está a fazer um segundo doutoramento em Arqueologia na University College London, também leciona Arqueoastronomia, a nível de pósgraduação, na University of Wales Trinity Saint David. K

Universidade de Coimbra na rede Trabalhando

Mais emprego para alunos 6 A Universidade de Coimbra lançou a 29 de Maio um novo Portal de Emprego para toda a Universidade, passando a estar integrada na rede internacional Trabalhando, uma rede presente em 11 países ibero-americanos e que oferece cerca de 200 mil oportunidades mensais de emprego. Para a Vice-reitora responsável pelas áreas de Licenciaturas, Mestrados, Doutoramentos e Cursos Não Conferentes de Grau, Madalena Alarcão, a abertura deste Portal “é uma janela de informação que se abre para os atuais e antigos estudantes da UC, permitindo que possíveis empregadores conheçam a sua formação e o seu currículo, e que potenciais diplomados e estudantes conheçam ofertas de trabalho e de estágio não curricular”. Por seu lado, Ana Serzedelo, diretora da Unidade de Negócio Trabalhando, afirma que “este é um passo muito importante no cumprimento da nossa missão de dinamizar o mercado de

recém-licenciados em Portugal. Temos muito orgulho em contar com a Universidade de Coimbra, não só pelo seu prestígio e dimensão, mas também pelo exemplo que dá em lançar um portal de emprego para toda a Universidade, centralizando os serviços de empregabilidade de todas as faculdades”.

A este portal apenas podem aceder estudantes e diplomados pela Universidade de Coimbra e as ofertas de emprego ali colocadas correspondem, desde logo, a solicitações de empresas interessadas em quem estudou ou estuda nesta universidade, embora também fiquem visíveis ofertas colocadas em toda a Rede Trabalhando. K

Minho vence competição internacional

Alunos vão a Paris Antigos alunos

Experiências de Turismo partilhadas na UTAD 6 Um grupo de antigos alunos do Curso de Turismo da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro regressou à Academia para partilhar experiências, num evento que decorreu em Chaves, onde aquela formação funciona há 15 anos. Os convidados referiram que o curso de turismo da UTAD permite uma formação de banda larga e transversal, ensina os alunos a refletir, a serem críticos, a fazer investigação e a desenvolver competências, neste caso para o mercado turístico, onde é preciso trabalhar de forma individual e em equipa. Sublinharam ainda que o

curriculum não se preenche apenas com notas obtidas, mas também com trabalho voluntário, o que é importante, pois a progressão na carreira depende da atitude ativa e do capital relacional. Os antigos estudantes trabalham agora em áreas tão diversas como a produção e programação de teatro e espectáculos musicais, planeamento e promoção do turismo a nível autárquico e regional, ensino de e investigação em turismo, hotelaria, restauração, animação turística e gestão de complexos de piscinas ao ar livre e cobertas. K

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6 Três alunos do mestrado em Finanças da Universidade do Minho venceram o concurso L’Oréal Brandstorm Wildcard 2013 (a nível nacional e internacional) e vão a Paris no dia 20 de junho representar Portugal. O objetivo da competição é criar um vídeo com a melhor estratégia de marketing para um novo produto de hairstyle no mercado do sudeste asiático. A equipa portuguesa, designada Neat Plus e formada por Miguel Carvalho, Raquel Alves e Tiago Vieira, é também uma das principais candidatas ao People’s Choice Award, que distingue a

foto de equipa mais votada no Facebook. “Estamos muito orgulhosos em representar Portugal e a UMinho. Temos muitas esperanças, depois de ultrapassarmos duas fases intensas. Na primeira delas ambicionávamos de facto vencer, pois vimos algumas lacunas nos outros projetos. Na fase internacional, havia equipas de 45 países, como Reino Unido, EUA e Brasil. Melhorámos o nosso trabalho e as expectativas consolidaram-se. A partir daqui, vamos ver…!”, resume Miguel Carvalho, com otimismo. K

Cinema e Antropologia

Encontro na Madeira 6 A Universidade da Madeira irá acolher, entre 19 e 22 de junho, no Edifício da Reitoria, ao Colégio dos Jesuítas, o primeiro encontro em Cinema e Antropologia intitulado, Cinema e Território: um Olhar distanciado. O evento surge no âmbito das atividades culturais e científicas promovidas pelo Clube Universitário de Cinema do Conselho de Cultura da Universidade e resulta de uma colaboração entre esta instituição

de ensino superior, o grupo de investigação em Antropologia Visual do Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais da Universidade Aberta e o Centro de Investigação em Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias (Pólo Madeira). O encontro, validado pela Direcção Regional de Educação para docentes de todos os grupos de recrutamento, tem como objetivo não só promover

o debate em torno dos novos desafios que se colocam a ciências como a Antropologia na exploração plena e sistemática de ferramentas como o filme através do olhar do realizador mas também a sua potencialização em ambiente web e o que isso pode significar. Visa ainda reunir um grupo de investigadores que possam vir a integrar a Rede de Investigação ICCI – Imagens da Cultura / Cultura das imagens. K

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UNIVERSIDADE DE ÉVORA

Universidade de Évora

40 Anos de Ensino

6 “Que seria hoje de Évora e da região Alentejo sem ensino superior, sem a sua Universidade, o ensino superior de qualidade que ela proporciona e os quadros qualificados que forma, a investigação e a transferência de conhecimento que sustenta o desenvolvimento económico e social, a atividade cultural que desenvolve e partilha com a comunidade, a revitalização da sua população e do tecido produtivo que induz”, disse Carlos Braumann, Reitor da Universidade de Évora, na sessão de abertura da conferência “19732013: 40 anos de vida universitária e os novos desafios”, que teve lugar no passado dia 29 de maio, na Universidade de Évora. A Universidade de Évora, restaurada como universidade pública em 1973, orienta desde aí a sua atividade para responder às novas exigências da sociedade. Para o atual dirigente, a instituição está especialmente vocacionada para a formação de recursos humanos que pretendem conquistar uma posição de relevo pelo mérito e pelo anseio de servir melhor a comunidade. O papel da referida instituição no desenvolvimento da região é “hoje insubstituível”. Para o reitor, a Universidade de Évora assumiuse desde o início como “Universidade de Desenvolvimento”. Segundo Carlos Braumann, a Universidade de Évora “vem-se afirmando pela alta qualidade da sua formação, associada a valores perenes como o respeito mútuo, o desejo de saber, a honestidade intelectual e a liberdade de pensamento”. O atual reitor considera que a sua instituição é “atualmente uma universidade moderna, com centros de investigação de qualidade, avaliados por painéis internacionais da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, dispondo de um corpo docente altamente qualificado, integrando

redes internacionais e programas de mobilidade que facultam aos seus estudantes e docentes oportunidades de contacto com as realidades de outros países”. Por outro lado, “temos uma forte ligação às empresas procurando que o saber produzido não fique confinado às nossas paredes, ainda que históricas, mas seja posto ao serviço do desenvolvimento económico e social nos diferentes campos em que desdobramos a nossa atividade. E nesse permanente processo de transferência de conhecimento e de tecnologia propiciamos aos nossos alunos contactos ricos com o tecido produtivo e com a cultura, preparando-os para os exigentes desafios de uma sociedade em acelerado processo de transformação estrutural”. Para Carlos Braumann, “os progressos realizados desde a criação até hoje, são extraordinários, crescemos no volume e diversidade do que fazemos, crescemos na qualidade das missões que exercemos em prol da comunidade”. Esta situação está evidente no facto da instituição no seu “Sistema Interno de Garantia de Qualidade estar acreditada pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES)”. A Universidade de Évora leciona atualmente cerca de 40 cursos de licenciatura, 80 cursos de mestrado (quatro dos quais Eras-

Túlio Espanca abre ao público

mus Mundus) e 32 programas de doutoramento em diversas áreas do saber. A diversificada oferta de ações de formação ao longo da vida, creditáveis para seguimento de outros ciclos de estudos, “garante a atualização de conhecimentos num mundo em constante mudança”. Por outro lado, a Universidade de Évora é internacionalmente reconhecida, sendo regularmente avaliada pela European University Association. De acordo com as estatísticas da instituição, a Universidade de Évora consegue captar alunos de todo o país. Segundo Carlos Braumann, “na Universidade de Évora, os estudantes encontram a rara e preciosa combinação de um ensino de elevada qualidade ligado à investigação de vanguarda e ao contexto empresarial com um bom ambiente na dimensão humana e afetiva, onde é fácil fazer amigos e fruir de uma intensa vida cultural, onde se alia o estudo ao divertimento salutar, onde é fácil o acesso aos docentes para ajudar a esclarecer as dúvidas e apoiar a orientação dos percursos formativos”. De facto, e segundo alguns testemunhos de estudantes ao Ensino Magazine, a instituição oferece “qualidade no seu ensino e a região Alentejo é um excelente laboratório experimental” para os alunos “desenvolverem os seus trabalhos práticos”. K Noémi Marujo _

Literati Network Award for Excellence

Prémio para o Minho

6 Helena Nobre, professora da Escola de Economia e Gestão (EEG) da Universidade do Minho, foi recentemente distinguida com o Literati Network Award for Excellence, da Emerald, uma conhecida base de dados que destaca anualmente as melhores publicações. O artigo premiado intitula-se “Impact of culture on online management education”

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e foi publicado em 2012 no prestigiado “Cross Cultural Management: An International Journal”. Helena Nobre é doutorada em Ciências Administrativas pelas universidades do Porto e de Boston (EUA), onde é docente convidada de Marketing Strategies. Faz parte do Núcleo de Investigação em Marketing e Estratégia da UMinho. K

6 A sala 284 do Colégio do Espírito Santo da Universidade de Évora acaba de ser aberta ao público, sendo possível consultar e requisitar ali obras do espólio de Túlio Espanca. Esta é uma iniciativa organizada pela Biblioteca Geral desta instituição de ensino e enquadra-se numa série de eventos que aí têm vindo a ter lugar sob o lema A Biblioteca ConVida. Para além dos livros, o visitante daquele espaço poderá ali encontrar a secretária de Túlio Espanca, a sua máquina de escrever, bem como uma série de fotografias antigas alusivas à cidade de Évora. Na antecâmara que antecede

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a sala Túlio Espanca pode ainda apreciar-se todo o espólio que foi cedido à Universidade de Évora pelo Governo Civil de Évora. Na sala Túlio Espanca convivem também outras obras de bibliotecas mais pequenas, que foram transferidas para aquele espaço, na tentativa de se juntar ali o livro antigo que, em breve, será objeto de particular tratamento, conforme explicou Sara Marques Pereira, diretora da Biblioteca Geral da Universidade de Évora. A abertura ao público da sala Túlio Espanca na Universidade de Évora enquadra-se no programa comemorativo do centenário do nascimento do historiador. K


Ministro inaugura Centro de Zoonoses e visita nova ESART

Crato elogia politécnicos

6 O Ministro da Educação e da Ciência, Nuno Crato, afirmou em Castelo Branco a importância do ensino superior politécnico. “Os institutos politécnicos são uma força fundamental para o desenvolvimento do país. E nós sempre valorizámos os politécnicos, os quais têm funções importantes no ensino superior”. No caso concreto de Castelo Branco, disse que o “Instituto Politécnico é um orgulho da cidade e do país”. O ministro falava durante a inauguração do Centro de Investigação em Zoonoses do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB). Nuno Crato lembrou ainda que já foi entregue ao Conselho

Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos uma proposta de trabalho, com vista a transformar os Cursos de Especialização Tecnológica em cursos de curta duração de técnicos especializados (2 anos de formação). “Serão outra via de acesso ao ensino superior”, disse. Apesar da elevada taxa de desemprego que afeta os jovens diplomados, Nuno Crato voltou a falar da importância da qualificação: “os jovens ao enriquecerem a sua formação podem enfrentar o futuro de uma forma mais confiante. Há muitos jovens que saem dos politécnicos e das universidades e que têm

emprego imediato. É importante dizer aos jovens quais as portas que existem no país. Nós temos um desajuste entre a oferta de emprego e a procura, pois há procura em áreas que não têm formandos”. As palavras de Nuno Crato surgiram em resposta aos discursos de Carlos Maia, presidente do IPCB, e Joaquim Morão, presidente da Câmara de Castelo Branco. Carlos Maia foi claro no seu discurso, criticando aqueles que defendem que há instituições de ensino em excesso: “há umas vozes que dizem que há ensino superior a mais, quando os indicadores europeus referem o con-

trário. Portugal não tem ensino superior a mais, tem é emprego a menos. Dizem ainda que há instituições de ensino superior no interior do país a mais, quando isso não é verdade. Os politécnicos ocuparam 108% das suas vagas e no caso concreto de Castelo Branco foram preenchidas mais de 99% das vagas disponíveis”. O presidente do IPCB reafirmou a importância do politécnico a que preside, lembrando que a instituição “é um parceiro ativo no desenvolvimento da região”. Também Joaquim Morão destacou a importância do IPCB. “O Politécnico é fulcral para a região. Se querem ordenar o país têm

que contar com regiões como Castelo Branco, onde se investigue, se crie emprego e se promova o desenvolvimento. Tudo faremos para que o IPCB não se desvalorize. Vamos lutar com todas as nossas forças para sermos mais competitivos e contamos com o senhor ministro para esta estratégia”. O autarca lembrou ainda que o “centro zoonoses faz parte de uma candidatura mais ampla, em que a Câmara de Castelo Branco entrou com a construção de um centro tecnológico de apoio ao setor agro alimentar e de uma incubadora de empresas (esta em fase de conclusão”. K

Ministro visita obras

Escola Superior de Artes em bom ritmo

6 A construção do novo bloco pedagógico da Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco já está em curso, sendo provável que o segundo semestre do próximo ano já se inicie nas novas instalações. As obras foram visitadas pelo Ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, no último mês. O custo da nova Esart é de cerca de cinco milhões de euros e tem o financiamento comunitário de 70%, sendo o restante pago pela Câmara de Castelo Branco, o que faz com que o Orçamento de

Estado não tenha qualquer custo. De referir que o processo para a construção de instalações definitivas para a Esart data de 2000, estando aprovado pelo Ministério da Educação e Ciência. O presidente do IPCB destaca o papel importante da Câmara de Castelo Branco em todo este processo. “Tivemos um aliado importante, a Câmara municipal, foi uma tarefa difícil. Conseguimos chegar a bom porto e a determinação continua a ser a mesma”, disse. A Esart foi criada em 1997 e ocupa instalações provisórias na Escola

Superior Agrária de Castelo Branco, tendo neste momento 744 alunos em sete cursos de licenciatura e cinco de mestrado. Para Carlos Maia, “a construção da escola é uma obra emblemática para a cidade e para a região. O novo bloco pedagógico vai garantir melhores condições de ensino e mais prestação de serviços à comunidade a uma escola que apesar da sua idade tem um grande prestígio a nível nacional e internacional e que tem ganho diversos prémios não só em Portugal como no estrangeiro”. K

Nuno Crato com os presidentes do Politécnico e da Câmara

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Estudo universitário revela impacto na região

Politécnico vale 45 milhões 6 O Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) tem um impacto na região de cerca de 45 milhões de euros. Os dados resultam de um estudo conduzido por dois investigadores universitários (do Minho e de Coimbra) e são apresentados, em primeira mão, ao Reconquista, pelo presidente do politécnico. “O impacto direto do funcionamento IPCB na economia local é da ordem dos 45 milhões de euros anuais”, diz Carlos Maia. O presidente do IPCB adianta que tem um peso médio no PIB de 4,98% nos concelhos de Castelo Branco e Idanha-a-Nova. “Além disso, o estudo que irá ser publicado brevemente, revela que “por cada euro de financiamento do orçamento de Estado no IPCB há um retorno para a região de 2,64 euros”. Os dados, diz Carlos Maia, são claros e revelam que “não há nenhum investimento público, neste momento, que tenha igual retorno para a região”. O peso que o IPCB tem na região é também demonstrado por outros parâmetros: “somos responsáveis por 12% da população ativa. A sua comunidade acadé-

Cursos de produtos fitofarmacêuticos 6 A Escola Superior Agrária (ESA) realiza, de 16 a 25 de setembro, o Curso de Formação “Aplicação de Produtos Fitofarmacêuticos”. Esta formação tem por objetivos capacitar os participantes para a aplicação segura dos produtos fitofarmacêuticos. O curso tem como principais destinatários agricultores, trabalhadores agrícolas e rurais, tra-

mica representa 18% da população albicastrense. São indicadores muito fortes que devem merecer todo carinho da população e da região pelo instituto. Temos um peso muito forte e sabemos aquilo que representamos e estamos a assumir as nossas responsabilidades para a sociedade”. Carlos Maia diz que é “inconcebível, neste momento, poder-

mos pensar a região sem uma instituição como o Politécnico de Castelo Branco”. O presidente do IPCB aborda a questão sobre várias perspetivas como a “empregabilidade, os impostos e a riqueza que as pessoas formadas no IPCB criam a nível local, ou da ligação às empresas. Sem o IPCB a região seria muito mais frágil”. K

Agrária no bom caminho

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balhadores por conta de outrem, mão-de-obra agrícola familiar, que aplique ou venha a aplicar produtos fitofarmacêuticos, com idade igual ou superior a 18 anos e com escolaridade mínima obrigatória. A formação terá 35 horas de formação e decorrerá das 9 às 18H00. O preço por formando é de 120 euros e a data limite para inscrições é o dia 15 de julho. K

Arquivo H

Secretário de Estado valoriza ensino superior politécnico

6 O Secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agroalimentar, Nuno Vieira e Brito, considerou que a Escola Superior Agrária de Castelo Branco é um bom exemplo daquilo que deve ser o ensino superior politécnico. O governante falava ao Reconquista no final de uma visita ao centro Zoonoses e aos laboratórios da escola. No entender daquele membro do Governo, “o Instituto Politécnico de Castelo Branco está a fazer um caminho de proximidade com as empresas e com o tecido empresarial. E isso verifica-se na Escola Superior Agrária, através da análise dos recursos genéticos ou da valorização dos produtos alimentares. É um caminho que o politécnico está a percorrer e que me agrada”. Nuno Vieira e Brito lembrou ainda que “o ensino politécnico foi criado para que se desenvolva uma investigação mais aplicada, de proximidade e de dar respostas às necessidades de uma região. O caminho de pro-

Na Escola Agrária

Protocolo

SFLAG assina com Politécnico 6 O Instituto Politécnico de Castelo Branco e a empresa albicastrense SFLAG – Sistemas de Informática, Lda., que desenvolve soluções de hardware e software para o mercado industrial, comercial e de serviços, assinaram, dia 6 de junho, um protocolo de cooperação. O acordo foi assinado pelo presidente do IPCB, Carlos Maia, e pelo gerente da SFLAG, Mário Rui Sousa, tem como principal finalidade o enquadramento de alunos da Escola Superior de Tecnologia em contexto de trabalho por parte da SFLAG, e

a implementação de outras ações que se adequem com as atividades que desenvolve, nomeadamente projetos para melhoria do processo produtivo ou modernização tecnológica. Poderão, também, ser desenvolvidos projetos de investigação aplicada e modernização tecnológica, bem como a troca de serviços e outros tipos de intercâmbio de interesse mútuo. As duas organizações acordaram ainda que, no futuro, poderão ser definidas outras formas de cooperação. K

ESART

Desfile de Moda no quartel da Devesa

ximidade com as empresas, com os produtores e com o tecido empresarial, permite aos politécnicos diferenciarem-se e, assim, garantirem o seu futuro”, disse Nuno Vieira e Brito. O Centro de Investigação em Zoonoses do IPCB é uma infraestrutura do Sistema Científico e Tecnológico, que vai permitir desenvolver estudos epidemiológicos e clínicos ao nível das zoonoses, através da colaboração multidisciplinar de investigadores e técnicos, e de instituições de natureza diversa, ligadas à

Saúde Pública e à Veterinária, entre outras. Esta infraestrutura, cuja construção teve início em outubro de 2011, representou um investimento de 600 mil euros, comparticipado em 85% pelo Programa Operacional Regional do Centro (MaisCentro). A sua localização em Castelo Branco favorece a proximidade às populações de animais domésticos e selvagens, assim como vai favorecer em grande medida o setor agropecuário, nomeadamente as populações rurais. K

6 O Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) realizou, no passado dia 14 de junho, a 10ª edição do desfile de moda. O evento foi apresentado, em conferência de imprensa pelo vicepresidente do IPCB, José Carlos Gonçalves, e pelo subdiretor da Escola Superior de Artes Aplicadas (ESART), João Neves (na foto). A iniciativa, promovida pela Escola Superior de Artes Aplicadas do IPCB, apresentou trabalhos de 49 alunos finalistas dos cursos de licenciatura e mestrado da área do design têxtil. “Durante

todo o ano os alunos trabalharam para este evento cumprindo todas as etapas necessárias à realização de um projeto de design de moda”, explicou João Neves. José Carlos Gonçalves sublinhou a importância do evento, “por permitir aos alunos mostrarem os seus trabalhos. Tratase de uma iniciativa com larga história na cidade, desenvolvida por uma escola que se tem destacado no panorama nacional e internacional. De uma escola que se tem pautado pela qualidade e excelência”. K


A convite do Comissário

IPL na Bienal de Veneza

6 Luísa Soares de Oliveira, professora da Escola Superior de Artes e Design de Caldas da Rainha, do Instituto Politécnico de Leiria, integrou a comitiva portuguesa à La Biennale di Venezia – 55.ª Exposição Internacional de Arte, o mais importante evento no universo das artes a nível mundial, a convite do comissário português na Bienal, Miguel Amado, e da Direção Geral das Artes. Luísa Soares de Oliveira integrou o programa no dia 31 de maio, participando na mesa redonda “O campo cultural português: entre ontem e amanhã”, com Alda Galsterer, jovem portuguesa que inaugurou no ano passado uma galeria de arte em Lisboa. A docente do IPLeiria integrou a representação portuguesa no evento, na conferência que se inseriu no âmbito do projeto da artista

Primeira pedra lançada

Leiria com CETEMARES

portuguesa convidada, Joana Vasconcelos, o cacilheiro Trafaria Praia, transformado pela artista em obra de arte. Licenciada pela Université de Paris I – Panthéon Sorbonne (1983) e doutorada pela Universitat Politecnica de Valencia (2012), Luísa Soares de Oliveira é professora adjunta na Escola Superior de Artes e Design de Caldas da Rainha desde 2001, onde tem leccionado disciplinas relacionadas com a história da arte e a teoria artística. É crítica de arte e comissária de exposições desde 1990. K

6 O IPLeiria lançou, no passado dia 2 de junho, a primeira pedra da infraestrutura científica e tecnológica CETEMARES, situada no Porto de Pesca de Peniche. A cerimónia inseriu-se nas comemorações do Dia Nacional do Pescador, e foi antecedida do seminário “A excelência do mar de Peniche nos recursos humanos e na investigação”, que terá lugar no edifício cultural da Câmara Municipal de Peniche. O CETEMARES será a sede do Grupo de Investigação em Recursos Marinhos (GIRM), atualmente localizado na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTM). Trata-se de um centro de investigação e desenvolvimento, formação e divulgação do conhecimento marítimo social, destinado ao desenvolvimento das atividades de investigação em recursos marinhos e de formação e divulgação no âmbito da aquacultura, biotecnologia marinha, pescas, tecnologia alimentar, turismo da natureza, e biologia e ecologia marinhas. «O CETEMARES assumirá um carácter inovador e singular, no contexto das zonas portuárias nacionais», defende Nuno Mangas. «A importância estratégica do Porto de Pesca de Peniche, que é um dos mais importantes a nível nacional, em termos de valor de pescado descarregado em lota, que detém as melhores estruturas portuárias da costa Oeste e alberga uma das maiores comuni-

dades piscatórias, justifica a existência de uma infraestrutura de cariz científico e tecnológico e de apoio às atividades económicas da fileira da pesca», acrescenta. «Trata-se de um projeto estruturante do IPLeiria, considerando a sua forte aposta na investigação científica de suporte à formação e à investigação aplicada, áreas em que a ESTM se tem vindo a impor, destacando-se as áreas da exploração sustentada dos recursos marinhos», conclui o responsável. A infraestrutura científica será relevante para o desenvolvimento, no IPLeiria, da área das ciências do mar, e contribuirá para o aumento da sua atratividade. Além de ser um centro de I&D e I&DT, o CETEMARES pretende ser um centro de apoio à formação e divulgação do conhecimento marítimo, e um espaço de apoio às atividades

de formação associadas da ESTM. As suas atividades privilegiarão as parcerias, desenvolvendo investigação aplicada para responder a problemas concretos do tecido empresarial e industrial da região, autarquias, entre outros. O edifício representa um investimento total de 2.985.672,27 euros, suportado com fundos do QREN, no âmbito do Programa Mais Centro (edificação e equipamento). O GIRM é uma unidade de investigação da IPLeiria, que está registada na FCT, e que tem os Recursos Marinhos e a Biotecnologia Marinha como linhas de investigação principais, tendo como missão a criação, o desenvolvimento e a aplicação do conhecimento associado aos recursos marinhos, de forma a promover a inovação na sua utilização e contribuir para o desenvolvimento de novos produtos. K

Na Marinha Grande

IPL cria centro

ESECS de Leiria

Rui Matos é o novo diretor

6 Rui Manuel Neto e Matos é o novo diretor da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS) do Instituto Politécnico de Leiria (IPLeiria), tendo tomado posse a 16 de maio. Rui Matos (1966), professor coordenador da ESECS, é doutorado em Motricidade Humana pela Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa, mestre em Desenvolvimento Motor da Criança pela Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa, e licenciado em Educação

Física – Ramo Formação Educacional pelo Instituto Superior de Educação Física (atual Faculdade de Motricidade Humana) da Universidade Técnica de Lisboa. O professor, que iniciou funções na ESECS a 13 de novembro de 1989, desempenhava, até ao momento, o cargo de subdiretor desta escola. É, além disso, autor de inúmeros livros e artigos na área do desporto e de livros para crianças (“Coleção Rafa”), tendo, também, criado uma nova modalidade desportiva: a “tripela”. K

6 O novo edifício do Centro para o Desenvolvimento Rápido e Sustentado do Produto (CDRsp), do Instituto Politécnico de Leiria (IPLeiria), no parque industrial da Marinha Grande, vai permitir aumentar a área de investigação. “Ao contrário do atual edifício, o novo espaço foi totalmente pensado para ser um centro de investigação”, começou por explicar à Lusa o diretor do CDRsp, Paulo Bártolo. O CDRsp é um centro de investigação de excelência - avaliado pela Fundação de Ciência e Tecnologia (FCT) - no campo da engenharia mecânica e é focado nas tecnologias emergentes, materiais avançados e nas ecotecnologias em geral.

Além de “aumentar o espaço físico disponível”, o novo centro irá “permitir alargar as áreas de atuação”, como o domínio da biologia. Paulo Bártolo salientou que a infraestrutura permitirá ainda ao CDRsp ser “totalmente autónomo”. O CDRsp é o terceiro centro de investigação ligado ao ensino superior que mais investimento capta no setor privado - mais de 8,3 milhões de euros - e o segundo centro, dos classificados como excelente pela FCT, que mais investimento global consegue, com mais de 614 mil euros por docente doutorado. “Sendo um dos centros de investigação do país com menos doutores, somos aquele que tem

conseguido captar mais dinheiro”, frisou o diretor do CDRsp. Numa altura em que as regiões estão a discutir o seu futuro, Paulo Bártolo afirmou que a Marinha Grande vai passar a ser conhecida “não apenas pela indústria”, mas também “pela capacidade de produzir e gerar conhecimento e inovação”. O responsável acredita que as novas condições permitirão “continuar a crescer de forma sustentável” e “aumentar a captação de investimento”. Por outro lado, “será possível ter mais investigadores a trabalhar”, logo ter também “mais áreas cobertas”, o que é “fundamental”. As obras deverão estar concluídas no final de 2013. K

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Problemática do lixo eletrónico

Impacto do Politécnico na região

Tomar discute na Turquia

IPV traz 69 milhões 6 Um estudo realizado pelo Centro de Investigação e Desenvolvimento em Educação, Tecnologias e Saúde do Instituto Politécnico de Viseu concluiu que a instituição tem um impacto financeiro na região superior a 69 milhões de euros anuais, o que representa, 4,46% do PIB estimado da região em 2012. O impacto direto do IPV em 2012, na região de Viseu e Lamego, sob a forma de gastos diretos, ascendeu a quase 41 milhões. A este valor foi aplicado um multiplicador de 1,7 (um valor que tem em conta o efeito de alavanca que resulta do aumento da massa monetária em circulação), determinado a partir da média e da mediana de vários multiplicadores utilizados em diferentes estudos. Quando se aplica o multiplicador de 1,7 aos gastos anuais obtém-se um impacto anual total do IPV na região de Viseu e Lamego, direto, indireto e induzido, no total superior aos 69 milhões. Por outro lado, por cada euro gasto pelo Estado no financiamento do IPV, gerou-se um nível de atividade económica de 4,64 euros na região. O Politécnico de Viseu é também responsável pela criação de 3.271 empregos, o correspondente a 5,59 por cento da população ativa nos locais em análise. A investigação teve como objetivo estimar o aumento do nível de atividade económica da região causado pela presença do IPV, demonstrar o seu contributo positivo à economia local e analisar de que

forma os ganhos e gastos dos docentes, funcionários e estudantes do Politécnico de Viseu se refletem na região. A apresentação do estudo decorreu no dia 20 de maio, no auditório da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu, e contou com a presença do presidente do Instituto, Fernando Sebastião, do presidente do Conselho Geral do IPV, João Cotta, do vereador da Câmara Municipal de Viseu, Hermínio Magalhães, e da coordenadora científica do Centro de Investigação e coautora do estudo, Manuela Ferreira. O presidente do Instituto, Fernando Sebastião, relevou a pertinência do estudo “particularmente no momento que atravessamos”, reafirmando o “impacto e a impor-

tância que o Instituto Politécnico de Viseu tem para a economia da região, quer no impacto financeiro que gera, quer na qualificação de milhares de quadros superiores. Por outro lado, a investigação realizada pelo Instituto é de fundamental importância para o desenvolvimento da região de Viseu”. Os resultados da investigação agora apresentados têm como base os inquéritos realizados on-line a alunos, professores e funcionários do IPV, e o posterior tratamento de dados, fórmulas e tabelas de diversas variáveis e a aplicação do modelo financeiro de Fernandes. Relembre-se que o Politécnico de Viseu é constituído por 6.407 alunos, 438 docentes e 250 funcionários. K Joaquim Amaral _

6 O Instituto Politécnico de Tomar foi um dos dois representantes portugueses no encontro EWaste: Legal Regulations and Implementations on e-waste in EU, realizado em Maio, em Esmirna, na Turquia, que teve como objetivo refletir sobre o lixo eletrónico, nomeadamente, sobre a realidade em cada um dos países participantes e sobre o enquadramento legislativo resultante da transposição das diretivas europeias. Cada representação teve também a possibilidade de explorar aspetos específicos desta problemática e de apresentar soluções concretas. Os representantes de Tomar foram os professores Célio Gonçalo Marques e Vasco Gestosa da Silva, bem como os alunos Diogo Pirão (Gestão de Empresas), Carla Silva (Gestão de Recursos Humanos e

Comportamento Organizacional) e Tânia Costa (Gestão de Empresas). No final da iniciativa foram apresentadas várias propostas para minimizar as consequências do lixo eletrónico e anunciada a vontade de criação de um grupo de ação com a responsabilidade de promover iniciativas de divulgação da problemática do lixo electrónico a nível local, nacional e internacional. K

Superior de Enfermagem de Coimbra

Graça Carvalho preside 6 Maria da Graça Carvalho, atual eurodeputada e anterior ministra da Ciência e do Ensino Superior, é a nova presidente do Conselho Geral da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, depois de eleita, a 17 de maio, por unanimidade. Maria da Graça Carvalho é uma das sete personalidades externas de reconhecido mérito, cooptadas para o Conselho Geral para o mandato 2013-2017. Carlos Fiolhais (Universidade de

Coimbra), Isabel Mendes (Universidade de S. Paulo, Brasil), João Ribeiro (empresário), José Nunes (Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra), José Moya (Faculdade de Pedagogia da Universidade de Barcelona) e Maria Augusta de Sousa (anterior bastonária da Ordem dos Enfermeiros) são as restantes figuras da vida pública e do ensino superior com conhecimento e experiência relevantes para a estratégia de desenvolvimento da escola. K

Politécnico de Coimbra

Rui Antunes reeleito 6 Rui Antunes, professor adjunto da Escola Superior de Educação de Coimbra, foi reeleito presidente do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC) e conduzirá a instituição durante os próximos quatro anos, foi hoje anunciado. Em comunicado, o IPC diz que o “desenvolvimento da investigação aplicada e a promoção de projetos de transferência de conhecimento e tecnologia são algumas das suas prioridades. A criação de redes e de parcerias com instituições da comunidade, nomeadamente empresas e outras instituições de

ensino superior; recrutamento de estudantes internacionais e a captação de novos públicos, e sustentabilidade e modernização da gestão e da governação do instituto são outras prioridades elencadas por Rui Antunes para o período 2013-2017. “Além de ter exercido o cargo de presidente do IPC de 2009 a 2013, Rui Antunes, em termos institucionais, foi já vice-presidente e Membro da Assembleia Estatutária do Conselho de Gestão e do Conselho Geral do IPC, presidente da Assembleia de Aprovação dos Estatutos, pre-

sidente do Conselho Diretivo e Membro da Assembleia de Representantes e da Assembleia Estatutária da ESEC [Escola Superior de Educação de Coimbra] e ainda membro do Conselho Diretivo da Aripese [Associação das Escolas Superiores de Educação]”. Candidato único, Rui Antunes recebeu 26 votos a favor e dois em brancos Com 53 anos, Rui Antunes é natural de Lubango, em Angola, e é licenciado em Psicologia, Mestre em Psicologia Pedagógica e Doutorado em Psicologia Social pela Universidade de Coimbra. K

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EST

Viseu brilha no Shell 6 A equipa Orion, do Departamento de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu classificou-se em 2º lugar no âmbito nacional e em 12º lugar no europeu (num total de 63 equipas que este ano se apresentaram à

competição), na prova europeia do Shell Eco-Marathon, realizada em Roterdão, tendo obtido um resultado de 829,67 km/litro. Os resultados foram apresentados numa conferência realizada a 30 de maio, no auditório da instituição. K


Exposição

Politécnico de Beja mostra Titanic 6 O Instituto Politécnico de Beja tem patente, numa fase de pré-inauguração, a mais recente exposição do Museu Botânico do IPBeja, “Tragédia e Glória - Uma História Botânica do RMS Titanic”. A exposição pode ser visitada entre as 9.30 e as 12.00 horas, e entre as 14.30 e as 17.00 horas. O objetivo principal da

va-vidas (feito de linho e cortiça) e cerca de 100 outros objetos, incluindo fotos das diferentes etapas de construção do navio e do seu interior, cartazes, cópias fac-simile de documentos históricos (por exemplo, o telegrama que o operador enviou a pedir auxílio urgente, assim que o navio embateu no iceberg), um documento ori-

exposição é recordar que todos os sobreviventes da tragédia ocorrida no Oceano Atlântico, na noite de 14/15 de abril de 1912, deveram as suas vidas às plantas. Apresenta amostras das madeiras utilizadas na construção dos barcos salva-vidas (pinho, carvalho, freixo, etc), uma réplica exata de um colete sal-

ginal assinado pela última sobrevivente do naufrágio (Millvina Dean), exemplos de matérias-primas exóticas que o navio transportava no porão (sangue-dedragão, borracha natural, etc.), ou as primeiras fotos dos sobreviventes tiradas a partir do RMS Carpathia (o primeiro navio de socorro a chegar ao local do naufrágio). K

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Licenciado pelo IPS

Setúbal ganha Portugal 6 Hugo Silva, licenciado em Engenharia Informática pela Escola Superior de Tecnologia de Setúbal do Instituto Politécnico de Setúbal (ESTSetúbal/IPS) integra a equipa de investigadores liderada por Ana Fred, do IST, e que integra igualmente André Lourenço, do ISEL, que venceu a última edição do concurso InovPortugal. “VitaliD: Your Heart (h) as a Key!” é o nome do projeto vencedor, criado a partir de investigação feita no Instituto de Telecomunicações e que visa a introdução de um novo paradigma no reconhecimento biométrico baseado no sinal eletrocardiográfico (ECG). A abordagem proposta permite recolher os sinais de forma não intrusiva, sendo que uma das características mais inovadoras é o facto de tentar fazer este registo e análise utilizando sinais adquiridos a partir dos dedos e de incorporar um

sistema de aquisição de dados no próprio dispositivo, o que permitirá aplicar a tecnologia em objetos do quotidiano, tais como volantes, equipamentos de ginásio, telemóveis ou teclados do computador. O projeto vai ser apresentado no IPS no dia 27 de junho, pelas 11h00, na ESTSetúbal/IPS, numa sessão que contará igualmente com a presença de Júlio Carvalho que abordará a temática do empreendedorismo. O Concurso InovPortugal é promovido pela Associação Acredita Portugal, com o objetivo de premiar ideias e negócios inovadores, com potencial de internacionalização, por um júri independente constituído por notáveis altamente reconhecidos na área do empreendedorismo em Portugal. A cerimónia de entrega de prémios decorreu no passado dia 30 de maio, no Centro de Congressos de Lisboa. K

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Protocolo assinado

IPG

Guarda com Brasil 6 Representantes do Instituto Federal de Pernambuco, Brasil, reuniram, este mês, com o presidente do Instituto Politécnico da Guarda, Constantino Rei. No decorrer deste encontro foi assinado um protocolo de cooperação académica, científica e cultural, entre as duas instituições de ensino superior. Erick Viana da Silva, do Instituto Federal de Pernambuco adiantou ao nosso jornal que no primeiro semestre do próximo ano haverá ações concretas no âmbito deste protocolo. Para Pedro Cardão, vice-presidente do IPG, e responsável pela área da mobilidade e rela-

Pinto da Costa no Politécnico

6 Na Escola Superior de Saúde da Guarda/IPG realizou-se, no passado dia 17 de junho, uma palestra subordinada ao tema “Maus Tratos Infantis,

Guarda

Novo número Egitania Sciencia

ções internacionais, este protocolo é mais um marco na polí-

tica de internacionalização do Politécnico da Guarda. K

Docentes na Guarda

Húngaros elogiam IPG 6 O Instituto Politécnico da Guarda recebeu recentemente um grupo de staff docente e não docente proveniente de uma das suas parceiras ERASMUS, a Edutus Foiskola (Budapeste, Hungria). A maior parte deste grupo esteve na Escola Superior de Turismo e Hotelaria, em Seia e um dos seus elementos ficou no campus da Guarda. Vanda Papp, uma das docentes que integrou este grupo húngaro, referiu ao nosso jornal que a comitiva foi dividida em dois grupos. “O senhor Bela Szabo ficou no campus da Guarda para observar as questões técnicas relativas ao fornecimento de energia na instituição e a sua manutenção”. Tal como nos foi afirmado, “o que mais o impressionou, para além da visita que fez aos laboratórios, bem equipados, foi a quantidade de projetos no campo das energias renováveis assim Publicidade

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perspetiva forense”. Esta palestra teve como orador Pinto da Costa, médico legista e docente de psicologia forense. K

como o envolvimento ativo dos estudantes nestes projetos em que a instituição está envolvida” Segundo Vanda Papp, esta “é ainda uma área muito recente na nossa instituição e pudemos aprender muito com a experiência do Politécnico da Guarda”. Na Escola Superior de Turismo e Hotelaria do IPG, em Seia, “a outra parte da comitiva pôde adquirir um maior conhecimento sobre a gestão das tarefas administrativas, como são desenvolvidas e resolvidos os problemas que inevitavelmente surgem”. De acordo com Vanda Papp, “os estudantes foram muito re-

cetivos e curiosos, interessados e muito ativos nas aulas, mesmo tendo estas decorrido em Inglês.” Esta docente húngara acrescentou-nos que “a visita foi fantástica. Recebemos muito mais do que esperávamos, até mais do que isso!” Por outro lado, Vanda Papp adiantou que vai recomendar, na sua escola, o Politécnico da Guarda. “Iremos recomendar, sem dúvida, aos nossos estudantes para se candidatarem em Erasmus para o IPG. Não apenas pelo elevado nível de educação, mas também pelas pessoas que aqui vão encontrar.” K

6 Este mês foi lançado mais um número da Revista Egitania Sciencia, publicação científica, semestral, editada pelo Instituto Politécnico da Guarda. “Afirmar, cada vez mais, o prestígio desta revista, consolidar a sua qualidade, rigor e envolvência de meios académicos e científicos são alguns dos objetivos da nova direção”, como nos disse Teresa Paiva. Por seu turno, o Presidente do Instituto Politécnico da Guarda, Constantino Rei, considera que “esta progressiva afirmação é o resultado de um trabalho cuidado, de uma meticulosa planificação, de um esforço permanente da equipa responsável, a par do enquadramento na estratégia seguida no plano do

reforço da internacionalização do Instituto Politécnico da Guarda”. O Presidente do IPG sublinha, aliás, “o interesse de docentes e investigadores de instituições estrangeiras de ensino superior” em publicarem os seus artigos nesta revista científica. K

Programa de Rádio

IPGfm no ar e na Altitude

6 “IPGfm” é a designação do programa de rádio produzido pelo Instituto Politécnico da Guarda e emitido, semanalmente, na Rádio Altitude. O programa, que vai já na trigésima nona edição, pretende ser “um espaço de informação e divulgação das atividades e projetos da comunidade académica”. Por outro lado, como nos foi

referido, quer ser “um ponto de encontro em torno de questões relativas à vivência estudantil, um canal de comunicação que funcionará como materialização de conhecimentos”. O programa, disponibilizado em podcast, é emitido às quartas-feiras, pelas 19 horas, com repetição aos domingos, às 13 horas. K


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IP Portalegre

Mourato toma posse 6 Joaquim Mourato acaba de tomar posse como presidente do Instituto Politécnico de Portalegre, por unanimidade, pelo Conselho Geral do IPP, depois de ter sido eleito. Em declarações ao Ensino Magazine, aquele responsável justificou a sua decisão de se recandidatar com quatro fatores. “Nestes quatro anos recebi o apoio generalizado de toda a academia e da minha família. Foi um mandato que decorreu sem conflitos”. Joaquim Mourato destacou ainda a sua “experiência na gestão de instituições de ensino superior. Tenho mais de 12 anos de gestão no IPP, primeiro como administrador, e nos últimos quatro anos como presi-

dente. Faço parte desta casa e estive ligado às principais decisões que foram tomadas”. Aquele responsável sublinha ainda o facto de “aliar esta experiência e saber ao cargo de presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos”. Joaquim

Mourato considerou que “será um fator de coesão institucional em tempos que não vão ser fáceis, e onde é necessário as instituições gozarem de paz”. Joaquim António Belchior Mourato, casado, 47 anos, é doutorado em Ciências Económicas e Empresariais pela Universidad de Extremadura (Espanha), pós-graduado em Gestão Estratégica de Instituições de Ensino Superior, pela Univeritat Politécnica da Cataluña (Barcelona) e licenciado em Organização e Gestão de Empresas, pelo Instituto Superior de Novas Profissões (Escola Ciências Empresariais), em Lisboa. É presidente do Instituto Politécnico de Portalegre desde 2009. K

Presidência da República

Domingos Bucho agraciado 6 O docente do Instituto Politécnico de Portalegre, Domingos Bucho, foi agraciado pelo Presidente da República com a insígnia de Cavaleiro da Ordem do Infante D. Henrique, durante a sessão solene comemorativa do dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, que teve lugar em Elvas, no dia 10 de Publicidade

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junho de 2013. Coordenador Técnico da Candidatura da Cidade-Quartel Fronteiriça de Elvas e suas Fortificações, a Património Cultural da HumanidadeUNESCO, Domingos Bucho é docente do Instituto Politécnico de Portalegre e exerce funções na Escola Superior de Educação desde 1994. K

Protocolo

Rio de Janeiro assina com Portalegre

6 O Instituto Politécnico de Portalegre acaba de assinar um protocolo com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro. O acordo firmado pelas duas instituições de ensino superior abrangem duas áreas, a saber: Mobilidade de Estudantes, Docentes e Pessoal Técnico; e Investigação, desenvolvimento e cooperação científica. Segundo o documento a que o Ensino Magazine teve acesso, na vertente da mobilidade prevê-se “a frequência de unidades curriculares dos cursos e programas de pós graduação de cada uma das instituições por estudantes de ambas”. Prevê-se ainda a colaboração de docentes na lecionação de unidades curriculares ou módulos em cursos e programas de ambas as instituições; intercâm-

bio de docentes e investigadores para desenvolvimento de trabalhos de investigação. Na área da investigação, o protocolo prevê o desenvolvimento conjunto de atividades nesse âmbito; colaboração de docentes e investigadores de ambas as instituições em publicações de caráter científico de cada uma e seu intercâmbio; realização comum de congressos, seminários e reuniões científicas; participação livre de oradores ou assistentes em congressos, seminários e reuniões científicas a realizar; e a participação prioritária de ambas as instituições em consórcios de iniciativa de uma delas, tendo em vista a apresentação de candidaturas a projetos , programas ou ações junto de instituições regionais, nacionais ou internacionais. K

www.ensino.eu


Brasil em Portugal

Lenine em Portugal 7 Quase a encerrar (dia 9 de junho), o Espaço Brasil ainda foi a tempo de trazer a Portugal um dos grandes nomes da música brasileira: Lenine, que infelizmente não é tão conhecido em Portugal como merecia. A sala estava completamente esgotada e o concerto começou com o tema “A

ponte”. Tão belo e tão oportuno, em tempos em que Portugal necessita de fazer novas pontes com outros territórios, inclusive, naturalmente, com o Brasil, “porque a ponte é até onde vai o nosso pensamento”. Este cantautor, nascido a 2 de fevereiro de 1959, no Recife carioca,

já tem 30 anos de carreira e 10 discos lançados, para além de 5 prémios de Grammy Latino. Lenine já gravou com nomes como Elba Ramalho, Maria Bethânia, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Ney Matogrosso, Maria Rita, Zélia Duncan, Chico César e muitos mais. K J. Vasco _ Publicidade

Angola

Huambo forma novos quadros 7 A Secretaria de Estado do Ensino Superior para a Inovação (SEESI), Maria Augusta Martins, destacou, na cidade do Huambo, o plano do Executivo angolano na formação de quadros, a ser implementado de 2013 a 2020. A responsável falava no ato de abertura do I Simpósio da Associação do Ensino Superior de Ciências Agrárias

dos Países de Língua Portuguesa (ASSESCA-PLP), que decorre na Faculdade de Ciência Agrárias da província do Huambo. Assegurou que no plano de formação de quadro superiores, a especialidade agrária também será privilegiada, a julgar pelo potencial agrícola do país e da sua importância no desenvolvimento da economia e das famílias. K

Moçambique

Graça Machel na Mondlane 7 A presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), Graça Machel, tomou posse a 30 de maio, como novo membro do Conselho Universitário da Universidade Eduardo Mondlane, órgão máximo da mais antiga instituição do ensino superior em Moçambique. No ato de posse, Graça Machel comprometeu-se a dedicar as suas energias e capacidades em prol do desenvolvimento desta universidade. Machel faz parte de uma lista de cinco nomes em representação da Sociedade Civil que devem integrar a nova composição do Conselho Universitário, para um mandato de três anos. Tomaram posse ainda nesta primeira sessão do Conselho membros eleitos (efetivos) em representação dos Professores, Assistentes e outros por inerência das

funções. Dirigindo-se aos novos membros, o Presidente do Conselho Universitário, Orlando Quilambo, começou por fazer uma apresentação geral da UEM, mostrando a evolução da instituição desde 1975, em termos do número dos estudantes e cursos lecionados. Falou ainda da qualidade de ensino, apontando o facto desta ter evoluído de tal forma até ganhar o reconhecimento internacional, e apresentou alguns desafios da universidade, tais como o aumento de acesso aos novos candidatos; a construção de novas salas; o aprofundamento da investigação; o ensino a distância, entre outros. O Conselho Universitário da UEM é composto por 27 membros, sendo dezanove (19) da instituição, três (3) designados pelo Governo e cinco (5) selecionados da Sociedade Civil. K

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Castelo Branco

Queima junta milhares 6 Milhares de pessoas participaram, no passado dia 15 de junho, na Queima da Fitas do Instituto Politécnico de Castelo Branco. A iniciativa decorreu na NERCAB, num espaço pequeno para tantos participantes. Depois da benção das pastas, alunos e familiares deslocaramse a cada uma das escolas para realizarem a tradicional Queima das Fitas. K

Milhares de alunos José Furtado H

810 finalistas

Ubianos abençoados 6 As pastas dos 810 finalistas dos 29 cursos da Universidade da Beira Interior foram abençoadas no dia 18 de maio numa cerimónia presidida pelo Bispo da Guarda, D. Manuel da Rocha Felício, concelebrada pelo Capelão da Universidade, o padre Henrique Manuel Rodrigues dos Santos. Os finalistas deste ano tiveram a oportunidade de transportar a “Maior fita de finalistas do mundo”, com 150 metros de comprimento e 1,60 de largura, que será inscrita no Guiness. D. Manuel da Rocha Felício, Bispo da Guarda, referiu na sua homilia que é nas mãos dos finalistas que está “colocada a responsabilidade de encontrar novos caminhos” para superar a situação de crise que Portugal atravessa. O Bispo da Guarda considera que o estilo de vida existente até

2008 era de uma “utopia desorganizada”. Segundo o pároco os novos caminhos devem permitir “ajudar as pessoas a crescerem na sua força de esperança e para irem em frente”. A receita que os jovens devem seguir é usar “a

verdade e o amor”. A Benção das Pastas dos 810 Finalistas da UBI contou com a organização da Capelania e Reitoria da universidade e dos delegados dos 29 cursos. K Jéssica Barreira _

Taekwondo

UBI consegue ouro 6 A aluna da Universidade da Beira Interior Soraia Sousa foi a vencedora da modalidade de taekwondo, na categoria técnica, classe 73 quilos, nos Campeonatos Nacionais Universitários (CNU) Individuais Concentrados, levando para a Covilhã mais uma medalha de ouro, a décima da história da Academia. Ao longo de sete dias, a AAUBI participou em 13 modalidades, tendo feito a sua estreia no Kickboxing e no Floorball. Nesta edição, a Associação Académica da UBI conquistou outras quatro medalhas na modalidade de atletismo pista de ar livre. Na prova de estafeta A, a medalha de prata foi conseguida pelos alunos André Borges; André Simões; Miguel Silva; André Jordão. Já outra medalha de prata foi também alca018 /// JUNHO 2013

Beja faz bênção

6 Alegria e orgulho foram os sentimentos dominantes na Benção das Pastas do Instituto Politécnico de Beja no passado dia 11 de Maio. Aproximadamente quinhentos estudantes agitaram as pastas com fitas de muitas cores para a bênção presidida pelo Bispo de Beja, D. António Vitalino Dantas.

Com o Parque de Feiras e Exposições repleto de estudantes, familiares e amigos, o Bispo salientou a importância das matérias aprendidas para a relação dos futuros profissionais com a sociedade. Valores como respeito, tolerância e solidariedade foram também evidenciados pelo Prelado nesta cerimónia. K

Shell Eco-marathon

Minho em 8º lugar

6 A equipa BebUMlitro, do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade do Minho, obteve o 8º lugar na classe de protótipos (gasolina), no Shell Eco-marathon Europa 2013, que decorreu em Roterdão (Holanda). A equipa minhota utilizou o veículo EconomicUM, o

qual cumpriu 1041.09 km com um litro de gasolina, sendo a melhor das seis portuguesas em prova e a primeira entre as ibéricas. A performance da Universidade do Minho “foi positiva e coloca Portugal entre os melhores da Europa”, refere o professor responsável, Luís Martins. K

Acordo assinado

Tomar com Antigos Alunos

nça por Filipe Fraqueiro, desta vez na corrida de três quilómetros obstáculos. A última medalha de prata foi arrecada por Alexandre Almeida,

na prova de lançamento do peso. Sofia Oliveira ganhou a medalha de bronze na corrida de marcha de dez quilómetros. K

6 O Instituto Politécnico de Tomar e a Associação dos Antigos Alunos do Instituto Politécnico de Tomar acabam de assinar um protocolo que tem como objetivos contribuir para uma Comunidade IPT, promovendo uma solidariedade ativa entre as diversas gerações de antigos alunos bem como fomentar a formação através de

cursos, colóquios e palestras numa ótica de aprendizagem ao longo da vida, e, ainda a criação de uma bolsa de formadores e um conselho de formação. Outro dos objetivos é a criação de uma rede profissional e de uma rede académica prevendo-se a criação de núcleos de especialidade. K


Residencial Estudantil

ETPZP ganha 7 A Escola Tecnológica e Profissional da Zona do Pinhal, em parceria com o Município de Pedrógão Grande, vai dispor de uma residencial estudantil no centro de Pedrógão Grande. Esta unidade ficará a cinco minutos a pé da escola e oferece alojamento compartilhado para 24 alunos (15 do sexo feminino e 9 do

sexo masculino). Segundo o diretor pedagógico, “esta residência de estudantes é de extrema importância para a Escola Tecnológica e Profissional da Zona do Pinhal e para a região. Permitirá e assegurará as condições de acesso à escola, à formação profissional e à educação de múltiplos jovens”. K

ANP castelo Branco

Pintura na Nora 7 A secção de Castelo Branco da Associação Nacional de Professores tem patente, na sala da nora, em Castelo Branco, uma exposição de pintura. Os trabalhos são o resultado do último curso promovido por aquele organismo, cuja secção é presidida por António Trigueiros. K

Pais e alunos juntos 7 Crianças, professores e pais despediram-se do ano letivo com muita música e dança. A festa de encerramento das atividades de enriquecimento curricular voltou ao relvado do estádio municipal de Castelo Branco, depois de não se ter realizado em 2012. Desta vez os mais

novos contaram com a ajuda dos pais, que também executaram as coreografias ensaiadas pelos professores. O espetáculo organizado pela Câmara Municipal de Castelo Branco terminou com dose dupla da música “Gangnam Style”, do cantor sul coreano Psy. K

Ensino Profissional

Etepa aposta no comércio 7 A Escola Tecnológica Profissional Albicastrense pretende abrir o curso profissional de técnico de comércio, o qual é tido pelo Ministério da Educa-

ção, como oferta prioritária na NUT III – Beira Interior Sul. Segundo apurámos, o curso habilita os alunos que o concluírem a de-

sempenharem diversas funções, a saber: gestor adjunto ou de ponto de venda, comerciante independente, gerente de uma pequena ou média

superfície de venda, vendedor qualificado, diretor de pontos de venda ou adjunto de um responsável de estabelecimento (franchising). K

Marcha do coração

Três mil a caminhar

Ginástica escolar

Campeões nacionais 7 O Núcleo de Desporto Escolar do Agrupamento de Escolas Cidade de Castelo Branco, garantiu no último fim-de-semana um título nacional. A dupla constituída por Henrique Carvalhinho e João Pires conquistou o 1.º lugar nos nacionais escolares de ginástica acrobática, na categoria de pares mis-

Festa das AEC’s

tos. Mas as prestações de topo dos ginastas de Castelo Branco não se ficaram por este título. Conquistaram mais duas medalhas, através do par Margarida Marques/Rodrigo Gonçalves e do trio Henrique Carvalhinho/Miguel Silva/João Pires, respetivamente com um 2.º e um 3.º lugar. K

7 A 11.ª edição da marcha do coração, promovida pela Associação de Profissionais de Educação teve pela primeira vez uma madrinha: a campeã olímpica Fernanda Ribeiro (Atlanta’96). No evento, realizado em Castelo Branco, participaram cerca de três mil pessoas. A presença da

antiga fundista foi uma das novidade introduzidas pelo Agrupamento de Escolas João Roiz, a quem coube enquadrar a caminhada de 2013. Carlos Almeida fala de uma impressão digital com dois ou três aspetos que “enriqueceram e ajudaram as pessoas a vir para a rua”. K

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Química

Madeira apoia jovens 7 O Centro de Química da Madeira volta a associar-se ao Programa Ocupação Científica de Jovens nas férias 2013 e dá a oportunidade a 12 alunos do ensino secundário, do 10º ao 12º, de participarem, entre 8 e 12 de julho, em atividades de investi-

gação científica no CQM. Este programa é gratuito para os participantes, inclui almoço e cobre a estadia no Funchal de alunos oriundos do Porto Santo ou Portugal Continental. Aos alunos participantes nestes estágios serão entregues certificados de presença. K

Governo presente

Diplomas na Aftebi 7 A Associação para a Formação Tecnológica e Profissional da Beira Interior (Aftebi) realizou no passado dia 7 de junho, nas suas Instalações (Edifício do CITEVE), na Covilhã, a cerimónia de Entrega de Diplomas, a 200 forma-

dos. Na cerimónia esteve presente o secretário de Estado do Emprego, Pedro Roque. Aquele membro do Governo sublinhou a importância do ensino profissional, com especial destaque para os cursos de especialização tecnológica.K

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até às 22H00

Comércio de porta aberta na cidade 7 A Associação Comercial, Industrial e Serviços de Castelo Branco, Idanhaa-Nova e Vila Velha de Ródão (ACICB) lançou um desafio às empresas para que nos dias 21 e 22 de junho tenham as portas abertas pelo menos até às 22H00. A iniciativa “Porta Aberta”, segundo disse Adelino Minhós, presidente da ACICB, “prevê também que nessas datas os comerciantes façam entregas de brindes aos seus clientes e simultaneamente várias promoções”. “Esta iniciativa está incluída numa estratégia maior, já em marcha, o projeto Centro ComVida, que mereceu a adesão de mais de uma centena de empresários na cidade de Castelo Branco”, adiantou Adelino Minhós.

Os dias escolhidos para o “Porta Aberta” foram 21 e 22 de junho, porque, segundo justifica o presidente da ACICB, “ir-se-á participar com todo o gosto na feira ‘Sabores de Perdição’, organizada pela autarquia albicastrense, que irá promover os produtos da terra no centro da cidade”. A ACICB, até 23 de junho, tem dentro do mesmo projeto ações de vitrinismo em 11 montras, que foram trabalhadas pelos alunos da Escola Superior de Artes Aplicadas precisamente com o tema dos produtos da terra. “Do mesmo modo, sensibilizámos 14 restaurantes para que nestes mesmos dias apresentassem ementas com o tema ‘Sabores da Terra’” disse Adelino Minhós. K

dia 22 de junho

Áurea na Feira dos Sabores de Perdição 7 A cantora Áurea vai ser a cabeça de cartaz da Feira Sabores de Perdição, que a Câmara de Castelo Branco promove, de 21 a 23 de junho. O espetáculo está agendado para a noite de sábado e tem entrada gratuita. O certame vai reunir mais de uma centena de produtores locais e que pretende promover os produtos da terra. O evento decorrerá na Devesa numa tenda gigante, terá atividades a desenvolver em todo o centro cívico e será visitado por milhares de pessoas. Embora a abertura oficial seja feita às 18H00 de sexta-feira, o evento começa a funcionar pelas 11H00 com atividades lúdicas para as crianças, através dos ateliers “Cozinhar e Brincar” e “Cheirar e Provar”. Pelas 14H00 haverá uma visita orientada para a população sénior. É precisamente na sexta-feira que se realiza um dos momentos interessantes do evento: o encontro de bandas filarmónicas do concelho. Cada uma das bandas fará uma arruada a partir de

zonas diferentes da cidade, terminando na Devesa, onde farão uma atuação. Joaquim Morão adianta que “o certame pretende também dar a conhecer o que existe no concelho. As bandas filarmónicas fazem parte do património cultural do concelho. São a memória do nosso povo”. No sábado, pelas 10H00 haverá uma atividade no mercado municipal com os sabores da terra. A abertura da feira ocorrerá pelas 11H00, onde mais uma vez se realizarão atividades para os mais pequenos. Pelas 11H30 decorrerão provas cegas de produtos. Uma iniciativa que se repete pelas 17H00. À noite decorrerá um espetáculo, com a cantora Áurea. O último dia do certame para além das atividades para crianças, integra a realização de esculturas com produtos locais e a entrega dos prémios do concurso de montras com produtos da terra. Ao longo dos dias haverá também animação de rua. K

Arquivo H

No ano passado o evento teve mais de 40 mil visitantes

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crónica salamanca

Fiestas y Graduaciones de Estudiantes 6 Estamos avanzando hacia el final del curso académico universitario en ese ciclo anual que hace rotar la vida y la historia, la personal y la colectiva, también la que va sedimentando las instituciones, la universidad entre ellas. Y precisamente de ritos, ciclos , actos especiales, símbolos, honores, representación, trajes , música , estudiantes y universidad quisiera comentar un trocito de la historia que nos rodea año tras año por estas fechas. En la Universidad de Salamanca, tal vez más y mejor que en ninguna otra, y lo sabe bien Jerónimo Hernández, jefe de protocolo, doctorando en avanzadilla , doctor en ciernes y amigo, se mantienen y celebran actos protocolarios con frecuencia. La importancia del rito , de los símbolos , de la imagen en la universidad es algo que compartimos los dos. Por ello dedicamos parte de nuestros encuentros a hacer hermenéutica, a tratar de comprender mejor sus significados y valía en los planos educativos, académicos, políticos, sociales. Hay que cuidar la calidad de los actos especiales que organizamos en nuestro entorno, porque la semiología y el mundo de las representaciones forman parte de la vida de los hombres y de las instituciones que los acogen. Umberto Eco lo tiene bien estudiado y nos invita a tomarlo en cuenta. No son algo despreciable, fútil o ridículo que hace sonreír a algunos (ignorantes casi siempre), o que haya que mantener por encima de todo, anclados en

el pasado más rancio, esclavos del formalismo y las tradiciones. No, claro que no. La estética es una dimensión y una representación de valores que sólo un ser superior en la naturaleza como es el hombre puede apreciar, y si ha logrado acceder a un grado de cultura además logrará disfrutar. Sólo el hombre cultivado valora la estética, y los valores que esta encierra va curtiendo a la persona para hacerla más digna, profunda, humana, especial y diferente. De ahí que cuando se logra organizar en libertad un acto público de reconocimiento, distinción, o como fuere, participamos en un espacio de belleza, de bondad y de elevación sublime, como bien nos enseñó hace 25 siglos nuestro viejo Platón. He participado hace unos días en uno de los muchos actos públicos llamados de “graduación” que organizan las facultades para despedir simbólicamente a los estudiantes que finalizan sus estudios, y para aplaudir su esfuerzo y éxito final (aunque no en todos los casos pueda afirmarse de forma rotunda). A lo largo de los ya muchos años de vida académica he participado en un número elevado de ellos, tanto por obligación como por devoción, por desempeñar en un momento cargos de responsabilidad o por haber sido propuesto por los estudiantes como “padrino” de su promoción, o porque me apetecía acompañar a antiguos alumnos. Siempre, en todo momento, me ha parecido un acto de la máxima importancia académica, por diferentes razones.

Sin duda, como dicen algunos, es un pase de modelos, de bellas señoritas y no menos elegantes efebos. Sería lamentable que el acto quedara en eso, pero también es bueno darse una fiesta de autoestima, de vez en cuando. Dicen que sólo es un acto social, en el que muchas familias hacen afirmación de poder social, porque gastan en trajes y comidas con sus hijos licenciados o graduados, pero también es importante que las familias se afirmen, demuestren su apoyo y valía a los hijos, y estos les respondan de forma responsable con el éxito pertinente en sus estudios. Muchos dicen que es un acto vulgar en el que todo se reduce a comentarios burdos, a veces gruesos, a un anecdotario fácil y repetitivo, y yo he asistido a alguno de esos “discursos” de estudiantes que hacen llorar, porque son pavorosos. Pero caben también otros discursos de estudiantes en que se levanta la moral del grupo y la profesión, en que se reflexiona, y también se celebra la alegría del final de la carrera. Las llamadas autoridades académicas universitarias a veces han adoptado posturas inocuas y banales ante estos actos que gozan del protagonismo de los jóvenes, de las familias, y menos de los profesores. Sin embargo, convendría revisar tales actitudes y estilos de hacer, para implicarse mucho más en la organización de actos cargados de simbolismo, para bien de sus ya antiguos alumnos, de sus familias y cono-

Redacção, Edição, Administração Av. do Brasil, 4 R/C Apartado 262 Telef./Fax: 272324645 6000-909 Castelo Branco www.ensino.eu ensino@rvj.pt Director Fundador João Ruivo ruivo@rvj.pt Director João Carrega carrega@rvj.pt Editor Vitor Tomé vitor@rvj.pt

cidos, novios y novias, amigos y amigas. La tarea educativa de un profesor universitario no finaliza en su clase, sino que se mantiene viva y debe tratar de ser siempre fecunda. Lo cierto es que los hombres nos movemos de forma constante entre símbolos, ritos, signos, y no podemos ni debemos alejarnos de ellos, porque ellos nos elevan estética y culturalmente, gozan de un profundo significado y pertinencia social. La universidad es un espacio continuo de representación de tales símbolos y ritos, y las graduaciones son una de sus más contemporáneas expresiones. Es una forma de hacer universidad, facultad, profesión , la organización adecuada, digna o brillante de actos cultos de despedida de los jóvenes recién graduados, a ser posible siempre aderezados del alimento clave de la estética, como es la música. K José Maria Hernández Díaz_ Universidad de Salamanca jmhd@usal.es

Universidade

Novo portal da UBI 6 A Universidade da Beira Interior acaba de apresentar a nova imagem do seu portal. Algumas das novidades são a maior largura do layout, o facto de as notícias estarem separadas dos eventos da agenda e com imagem associada, bem como nova apresentação da agenda e a introdução de um calendário com os principais eventos a decorrer na instituição. A criação de um novo backoffice proporciona uma maior eficiência na gestão de conteúdos, dotando os serviços e departamentos de autonomia na gestão de alguns dos conteúdos. A UBI continua assim a dar passos importantes na moderni-

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Publicação Periódica nº 121611 Dep. Legal nº 120847/98

Editor Gráfico Rui Rodrigues ruimiguel@rvj.pt Serviço Reconquista: Agostinho Dias, Vitor Serra, Júlio Cruz, Cristina Mota Saraiva, Artur Jorge, José Furtado e Lídia Barata Serviço Rádio Condestável: António Reis, José Carlos Reis, Luís Biscaia, Carlos Ribeiro, Manuel Fernandes e Hugo Rafael. Guarda: Rui Agostinho Covilhã: Marisa Ribeiro Viseu: Luis Costa/Cecília Matos Portalegre: Maria Batista Évora: Noémi Marujo noemi@rvj.pt Lisboa: Jorge Azevedo jorge@rvj.pt Nuno Dias da Silva Paris: António Natário Amsterdão: Marco van Eijk Edição RVJ - Editores, Lda. Jornal Reconquista Grafismo Rui Salgueiro | RVJ - Editores, Lda. Secretariado Eugénia Sousa Francisco Carrega Rogério Ribeiro Relações Públicas Carine Pires carine@rvj.pt Colaboradores: Albertino Duarte, Alice Vieira, Antonieta Garcia, António Faustino, António Trigueiros, António Realinho, Ana Castel Branco, Ana Caramona, Ana Rita Garcia, Belo Gomes, Carlos Correia, Carlos Semedo, Cecília Maia Rocha, Cristina Ribeiro, Daniel Trigueiros, Dinis Gardete, Deolinda Alberto, Elsa Ligeiro, Ernesto Candeias Martins, Fernando Raposo, Florinda Baptista, Francisco Abreu, Graça Fernandes, Helena Menezes, Helena Mesquita, Joana Mota (grafismo), Joaquim Cardoso Dias, Joaquim Serrasqueiro, Joaquim Bonifácio, Joaquim Moreira, João Camilo, João Gonçalves, João Pedro Luz, João Pires, João de Sousa Teixeira, João Vasco (fotografia), Joaquim Fernandes, Jorge Almeida, Jorge Fraqueiro, Jorge Oliveira, José Felgueiras, José Carlos Moura, José Pires, José Pedro Reis, Janeca (cartoon), José Rafael, Luís Costa, Luis Lourenço, Luis Dinis da Rosa, Luis Souta, Miguel Magalhães, Miguel Resende, Maria João Leitão, Maria João Guardado Moreira, Natividade Pires, Nuno Almeida Santos, Pedro Faustino, Ricardo Nunes, Rui Salgueiro, Rute Felgueiras,Sandra Nascimento (grafismo), Sérgio Pereira, Susana Rodrigues (U. Évora) e Valter Lemos Contabilidade: Mário Rui Dias

zação da sua presença na web, no seguimento da apresentação de versões em duas línguas estrangeiras (inglês e espanhol), da re-organização da informação

referente à universidade, unidades e sub-unidades orgânicas, cursos e unidades curriculares, da expansão da área reservada, da modernização do layout do

Balcão Virtual e do e-conteúdos. Os planos para o futuro incluem a expansão do acesso por públicos, já iniciada com a secção Guia de Acesso. K

Propriedade: RVJ - Editores Lda. NIF: 503932043 Gerência: João Carrega, Vitor Tomé e Rui Rodrigues (accionistas com mais de 10% do Capital Social) Clube de Amigos/Assinantes: 15 Euros/ Ano Empresa Jornalistica n.º221610 Av. do Brasil, 4 r/c Castelo Branco Email: rvj@rvj.pt Tiragem: 20.000 exemplares Impressão: Jornal Reconquista - Zona Industrial - 6000 Castelo Branco


Editorial

Temos professores e escolas a mais? 7 Ser professor acarreta uma profunda carga de utopia e de imaginário. Com o lento passar do tempo e da memória colectiva, gerações após gerações ajudaram a elaborar a imagem social de uma profissão de dádiva absoluta e incontestável entrega. O poder simbólico da actividade docente leva a que os professores sintam sobre os seus ombros a utópica tarefa de mudar, para melhor, o mundo; de traçar os novos caminhos do futuro e de preparar todos e cada um para que aí, nesse desconhecido vindouro, venham a ser cidadãos de corpo inteiro e, simultaneamente, mulheres e homens felizes. É obra! Ao mesmo tempo que a humanidade construiu uma sociedade altamente dependente de tecnologias dominadoras, transferiu da religião para a escola a ingénua crença de que o professor, por si só, pode miraculosamente desenvolver os eleitos, incluir os excluídos, saciar os insatisfeitos, motivar os desalentados e devolvê-los à sociedade, sãos e salvos, com certificação de

qualidade e garantia perpétua de actualização permanente. O emergir da sociedade do conhecimento acentuou muitas assimetrias sociais. Cada vez é maior o fosso entre os que tudo têm e os que lutam para ter algum; entre os que participam e os que são marginalizados e impedidos de cooperar; entre os que protagonizam e os que se limitam a aplaudir; entre os literatos dos múltiplos códigos e os que nem têm acesso à informação. E é este mundo de desigualdades que exige à escola e ao professor a tarefa alquimista de homogeneizar as diferenças. Os professores podem e estão habituados a fazer muito e bem. Têm sido os líderes das forças de sinergia que mantêm os sistemas sociais e económicos em equilíbrio dinâmico. São eles que, no silêncio de cada dia, e sem invocar méritos desnecessários, evitam que muitas famílias se disfuncionalizem, que as sociedades se desagreguem, que os estados se desestruturem, que as religiões se corroam. Mas não podem fazer tudo.

Melhor diríamos: é injusto que se lhes peça que façam ainda mais. Particularmente quando quem o solicita sabe, melhor que ninguém, que se falseia quando se tenta culpabilizar a escola e os professores pelos mais variados incumprimentos imputáveis à sistemática incompetência dos ministros, do demissionismo e laxismo das famílias, da sociedade e do próprio Estado tutelar. É bom que se repita: os professores, por mais que se deseje, infelizmente não têm esse poder milagroso. Dizemos infelizmente porque, se por magia o tivessem, nunca tamanho domínio estaria em tão boas e competentes mãos. E é precisamente porque nunca foram tocados por qualquer força divina que os professores, como qualquer outro profissional, também estão sujeitos à erosão das suas competências; que, como qualquer técnico altamente qualificado, eles também necessitam de actualização permanente. E é por isso mesmo que os docentes reclamam uma avaliação justa do seu esforço profissional.

Todas as escolas preparam impreparados. Até as que formam professores. Sempre foi assim e, daí, nunca veio mal ao mundo. É a sequência e a consequência da evolução dialéctica das sociedades e das mentalidades. Por isso, centrar a discussão no excesso de escolas e de professores, como se tal fosse estigma exclusivo desta classe e justificasse as perversas iniciativas ministeriais, traduz uma inqualificável atitude de desprezo da tutela pela verdade e pela busca de soluções credíveis e partilhadas. Admitir que a escola pode resolver todos os problemas e contradições da sociedade, resulta em transformá-la em vítima evidente do seu próprio progresso. Os docentes não podem solucionar a totalidade dos problemas com que se confrontam as sociedades contemporâneas, sobretudo se não tiverem o incondicional apoio do Estado, das famílias e das instituições sociais que envolvem a comunidade escolar. Os professores não têm o poder de operar milagres. São profis-

sionais, de corpo inteiro e altamente qualificados. A nossa sociedade não se pode dar ao luxo de os deixar, parados, no desemprego, mesmo que encapotado. No estádio de desenvolvimento de Portugal, face aos seus parceiros europeus, é preciso que se diga e repita todos os dias que não temos professores e escolas a mais. Por tudo isso, por favor não os obriguem a ser mais do que são, ou nunca serão o que o futuro lhes exige que venham a ser. K João Ruivo _ ruivo@rvj.pt Este texto não segue o novo Acordo Ortográfico _

primeira coluna

Táctica da vitimização 7 A polémica em torno da greve dos professores fez com que, mais uma vez, a escola pública fosse utilizada para fins partidários, com a corda da razoabilidade a ser esticada, sobretudo por quem tem responsabilidades governativas. Não sou, nem nunca fui apologista das greves e nunca participei em nenhuma. Mas respeito-as, tal como respeito a democracia, e o direito daqueles que pretendem por, neste caso, lutar pelos seus postos de trabalho. O que está em causa não são aumentos de ordenado, nem de subsídios. É impor-

tante que se perceba isso. Como também é importante que se perceba que todas estas questões vieram para a mesa das negociações no final do ano letivo, não restando aos professores outra alternativa que não fosse lutarem pelo seu emprego, pelo seu posto de trabalho nesta altura do campeonato. É que terminado este ano letivo, há muitos docentes (e como se diz na gíria futebolística) que já não calçam mais. A táctica da vitimização não foi a mais adequada. Havia alternativas. Há sempre alternativas. Só a morte não tem solução. Mas

quem tem o poder de decidir, não o fez, deixando arrastar a situação ao extremo, argumentando que os docentes foram insensíveis, que estão a prejudicar os jovens portugueses na questão dos exames. Bastava alterar-se a data das provas. Simples. É triste que para se obterem dividendos políticos se tenha adoptado essa estratégia que mais não faz do que baralhar a opinião pública. A escola pública fervilha de ansiedade e de receios. Uma ansiedade que consome toda a comunidade educativa. Receios que teimam em manter-

se relativamente ao futuro. Não só dos professores, dos funcionários, mas, e sobretudo, dos alunos. A história da democracia portuguesa leva já muitas maratonas negociais entre o Ministério da Educação e os sindicatos/associações de professores. Os problemas não foram sempre os mesmos. Umas vezes houve bom senso de um lado, noutras houve abertura do outro. Mas também se registaram situações em que não houve entendimento possível. A escola pública vive um momento crucial e decisivo. Espera-se que haja capacidade para o ultrapassar, pois

esta é o pilar de desenvolvimento do país e tenho dúvidas que resista a muitos mais ataques… K João Carrega _ carrega@rvj.pt

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na Eça de Queirós de Lisboa

As escolas Associadas da Unesco

6 A relação da Escola Secundária Eça de Queirós com as Escolas Associadas da Unesco é já longa, e é à luz da colaboração em rede que muitos projetos têm sido levados a cabo, muitas reflexões têm sido desenvolvidas e realizadas com e para os nossos alunos, sobretudo em datas chave como o 10 de dezembro, em que se comemora o dia Internacional dos Direitos Humanos, e o Dia da Europa, em 9 de maio. Os pilares de toda a atividade que temos vindo a empreender no âmbito das Escolas Associadas da Unesco vão muito ao encontro da construção da paz com os outros, a começar na própria escola. A assunção da diversidade cultural, do valor do ensino intercultural, assim como a necessidade de trabalho em rede e em comunidade tem sido o objetivo das atividades que temos vindo a levar a cabo na escola, e é em grande medida, inspiradas por estas orientações, que ganham sentido e importância todas as atividades quando transpostas para o terreno onde as escolas se encontram. Estas atividades têm sido relevantes até no sentido de uma maior integração de alunos provenientes de outras origens e realidades culturais. Ainda podemos associar à Escola Secundária Eça de Queirós o epíteto de Escola multicultural, onde várias culturas se concentram e partilham um território comum. Tem sido essa

a nossa grande riqueza enquanto instituição. A escola tem feito dos valores mencionados uma preocupação permanente, não só no clima interno de escola, fomentando a diversidade e a interculturalidade, mas também nas atividades ou projetos em que tem participado, ou que tem promovido, com outras escolas, dentro ou fora do País. Os projetos do Comenius (Pluralia e O Desporto em Todos os Seus Estados) - projeto multinacional; e o projeto de Mediação Escolar – projeto interno à Escola - são porventura os mais significativos com esse lastro; os projetos do Eça Voz e do Clube Europeu, complementarmente, também. Importa continuar esse trabalho e essa aposta, porque ela corresponde à matriz fundadora das Escolas Associadas da Unesco. Este ano letivo (2012/13), mais precisamente no dia 10 de Dezembro, como habitualmente, celebrámos a Declaração do Direitos Huma-

nos. Este mesmo dia foi assinalado com múltiplas atividades que procuraram “provocar” toda a comunidade escolar, tendo esta provocação sido iniciada à entrada da escola convidando toda a comunidade escolar a relembrar a importância do dia. Ao longo do dia foram dinamizadas atividades com as turmas do Ensino Básico, trabalho este que depois foi partilhado com toda a comunidade ao fim da manhã no átrio central da escola. Assim, as turmas do 7,º Ano foram convidados a pensar nos Direitos Universais do Homem com recursos a vídeos presentes no site - http://br.youthforhumanrights. org/. Na realidade, esta foi a primeira parte do trabalho com elas desenvolvido, na segunda parte da manhã as diferentes turmas foram convidadas, uma a encontrar “10 músicas por uma declaração”; outra turma foi convidada a construir “10 frases por uma declaração”; outra turma foi desafiada a encontrar “10

músicas por uma declaração”: e finalmente, outra turma foi desafia a criar “10 desenhos por uma declaração”. Todas estas atividades foram levadas a cabo com o contributo fundamental dos alunos Mediadores do Secundário, assim como a ajuda dos alunos das turmas do 10.º e 11.º Anos do professor coordenador do projeto Escolas Associadas da UNESCO no Agrupamento, durante os tempos letivos em que teriam aulas de Filosofia. A parte da tarde foi inteiramente dedicada ao Secundário, primeiro com visualização do filme “O menino do pijama às riscas”, seguindose de um debate sobre a atualidade, ou não, de um debate sobre a salvaguarda dos Direitos Humanos. Várias turmas do Secundário participaram ativamente nesta atividade, tendo dado origem a um debate muito interessante com contributos fundamentais pela parte dos alunos. Um desafio superado, e os Direitos Humanos tiveram outra visibilidade neste dia especial. Esta parceria com as Escolas Associadas da Unesco tem sido fundamental para a nossa escola, uma escola com alunos provenientes de uma enorme diversidade cultural, e que aqui encontram um espaço comum de aprendizagem, mas também um espaço comum de reflexão, de interação, de partilha e sobretudo de crescimento e de respeito

pelo único que cada um de nós é. Ao longo do ano escolar, em dinâmicas de trabalho de parceria e colaboração o projeto “Escolas Associadas da UNESCO” tem procurado dar ênfase às questões que afetam a interação entre os povos e as culturas (por exemplo, colaborando com os projetos multilaterais do Comenius); a educação e a defesa dos direitos cívicos (por exemplo, colaborando com o projeto “Faça-se Justiça”); o convívio intercultural (por exemplo, apoiando todas as iniciativas de professores e alunos que tenham a Europa e as Nações Unidas como âmago dos trabalhos); e a participação política local, nacional e internacional dos jovens e dos cidadãos, bem assim como de atitudes ativas e intervenientes sobre o Meio Ambiente (por exemplo, colaborando com o projeto do Parlamento dos Jovens – básico e secundário -, e com o projeto Euroscola.) Finalmente, o projeto “Escolas Associadas da UNESCO” tem dado colaboração ativa à participação do Agrupamento de Escolas Eça de Queirós ao projeto piloto, internacional “Advanced Schools”, centrado nas potencialidades dos recursos e ferramentas digitais no ensino intra e interescolas. K Gonçalo Santos _ (Coordenador SEA/Escola Secundária Eça de Queirós)

CRÓNICA

Cartas desde la ilusión 7 Querido amigo: Ya estamos cerrando el curso y voy a cerrar el conjunto de cartas de este año con una reflexión acerca de algo que ya te he comentado hace tiempo: necesitamos “matar” la escuela. Creo que hay una razón muy poderosa para hacerlo, y sé que estás al tanto de ella, pero no está mal recordarla de nuevo: seguimos educando a nuestros alumnos del siglo XXI con los presupuestos e instrumentos (tanto físicos como mentales) del siglo XIX. Sé que es fácil aceptar esto “desde la razón”, pero es muy difícil aceptarlo, y, sobre todo, ponerlo en marcha, desde la práctica, desde la actuación del día a día. Pero la realidad es así, y creo que los profesores deberíamos entonar el “mea culpa” porque nos hemos cerrado ante la sociedad, a la que hemos tenido miedo. Hemos tenido miedo al desarrollo científico-técnico, hemos tenido miedo a

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la evolución ideológica, hemos tenido miedo a la nueva mentalidad que muestra nuestros niños y adolescentes que han sabido asimilar perfectamente todas las consecuencias de la revolución tecnológica que hemos vivido… hemos tenido miedo a la propia revolución tecnológica, amparándonos en la razón insulsa de que “nuestros alumnos dominan mejor las nuevas tecnologías que nosotros mismos”. En definitiva, no hemos sido valientes, sino más bien conformistas. Hemos esperado a que las cosas fueran fluyendo sin poner nada de nuestra parte para responder de manera adecuada al devenir de cada día. Por todo ello, hemos mantenido una escuela anodina, cansada, reticente ante cualquier novedad, llena de rutinas que proporcionan seguridad a profesores y alumnos pero que suponen un lastre educativo enorme, invadida por la desconfianza en las personas y en la propia institución, ahogada en tareas buro-

cráticas que únicamente responden a afanes de control desde la centralidad del Estado… Yo creo que, superada ya la primera década de este siglo, la escuela necesita perentoriamente respirar aires nuevos, comenzar a dar un giro en el timón buscando nuevos rumbos. Creo que esta necesidad de cambio queda justificada por la propia dinámica de la sociedad. Nadie pone en duda el cambio social que hemos sufrido en estos veinte últimos años (última década del siglo XX y primera década del siglo XXI). Pero ¿hay quien crea que esto justifica un cambio educativo realmente drástico? No dudo que, desde el punto de vista racional, nadie lo pone en duda: necesitamos un cambio educativo drástico. Pero desde el punto de vista emocional y práctico, en el que está implicada la acción educativa, creo que todavía nos queda mucho por hacer.

Yo creo que lo que deberíamos hacer los profesores es matar la escuela y hacerla resurgir de sus cenizas (como el Ave Fénix) con una nueva dimensión. Creo oportuno que matemos esa escuela que, hasta el momento, es una institución que únicamente se justifica como “criadora de conformismo”, y hagamos resurgir, desde sus cenizas, esa institución como un auténtico “semillero de emprendedores”. Si los profesores fuésemos capaces de aceptar este enfoque, no cabe duda que basaríamos nuestra acción educativa en todo aquello que promueva en nuestros alumnos el sentido de la aventura, del compromiso, de la responsabilidad, de la confianza en sí mismos, del optimismo y la autoestima, del equilibrio emocional en el manejo de las situaciones tanto personales como sociales, del aprovechamiento total de las posibilidades que ofrecen las nuevas tecnologías tanto para el desarrollo personal como profesional.

Si esto se hiciese realidad, empezaríamos, definitivamente, a apostar por las personas frente a los conocimientos, por las relaciones interpersonales frente al “autismo” del desarrollo individual, por el aprendizaje cooperativo frente a la competitividad y al aprendizaje basado únicamente en el estudio individual, por la promoción de las competencias y la capacidad de analizar la realidad frente a la adquisición de conocimientos mediante la memorización de un libro de texto. Confieso que sería mi sueño empezar a ver este cambio tan necesario en nuestro sistema educativo… Hasta la próxima, como siempre, salud y felicidad. K Juan A. Castro Posada _ juancastrop@gmail.com


RVJ Editores apresenta novo livro

Os desafios digitais da escola 7 O livro “A Escola e as TIC na Sociedade do Conhecimento” foi apresentado esta segunda-feira em Castelo Branco. A cerimónia foi presidida por Joaquim Morão. A RVJ Editores apresentou, no início deste mês, o livro “A Escola e as TIC na Sociedade do Conhecimento”. Coordenado por João Ruivo e João Carrega, o livro surge numa altura em que a escola se debate com um dos seus maiores desafios: o desafio digital. Na cerimónia, presidida pelo presidente da Câmara de Castelo Branco, Joaquim Morão, os coordenadores da obra destacaram o papel que as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) têm na escola e na sociedade. João Ruivo, lembrou que hoje os professores “são confrontados com situações em que os alunos sabem mais que eles”, referindo-se às novas tecnologias. Os desafios da escola são por isso muitos. “Hoje, os jovens que frequentam as nossas escolas são nativos digitais. Isto é nasceram com as novas tecnologias, possuem conhecimentos em determinadas áreas. Conseguem receber e comunicar informação, através de vários meios tecnológicos tradicionais, como a TV ou a rádio, e digitais, como o telemóvel, internet, mail, SMS, redes sociais, de forma síncrona e assíncrona”, disse João Carrega. Prefaciado pelo pró-reitor da Universidade Nova, Carlos Correia, o livro procura ser uma reflexão profunda sobre as TIC na escola, nas mais variadas perspetivas. Joaquim Morão destacou a importância da obra e sublinhou o papel interventivo que os coordenadores do livro têm tido não só na área da educação, mas também civicamente. O autarca referiu a aposta que tem sido feita pela Câmara de Castelo Branco na área da cultura,

o que tem permitido a edição de muitas obras, seja através da própria autarquia, seja através de apoio e aquisição de livros aos autores e editores. De resto, este dinamismo foi também referido por João Carrega, que é também responsável pela RVJ – Editores, o qual classificou Castelo Branco como uma das capitais de distrito do interior do país que mais livros tem editado. “Só uma política proactiva como aquela que tem sido feita pela Câmara permite que isso aconteça”, disse. O livro agora apresentado reúne um conjunto de 10 artigos científicos, a saber: A escola na sociedade da informação e do conhecimento (João Ruivo e Helena Mesquita); A importância da educação no acessos e usos dos media digitais em famílias portuguesas (Cristina Ponte); As tecnologias de informação e comunicação em tempo de educação inclusiva (David Rodrigues); Professores, Alunos e Recursos Educativos Digitais: Uma investigação em análise (Ana Isabel Costa e Guilhermina Lobato Miranda); Educação para os Média: é urgente formar professores (Vítor Tomé); A utilização do telemóvel em contexto educativo: um estudo sobre as representações de alunos e de professores (João Carrega); As Tecnologias de Informação e Comunicação Aplicadas às Necessidades Educativas Especiais e a Formação de Professores (Rosário Quelhas e Helena Mesquita); As ofensivas tecnológicas e os primeiros anos de escola (Cristina Chabert e João Ruivo); Relevância das TIC para uma aldeia global (António Trigueiros); e Seis teses sobre as Tic e a escola (João Ruivo). O livro pode ser adquirido na RVJ – Editores ou através do endereço eletrónico http://www.ensino. eu/loja-virtual. K JJC _ José Ceia e Júlio Cruz H

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António Mateus, jornalista E escritor

O homem que escreveu Mandela 7 António Mateus foi o primeiro chefe da delegação da Agência Lusa, na África do Sul, trabalhou com alguns dos melhores jornalistas do mundo e tem um conhecimento profundo sobre os assuntos Africanos. Passou 16 anos destacado na África Austral e fez ao serviço da RTP, a cobertura diária dos acontecimentos que se seguiram à libertação de Nelson Mandela, ao fim do aparthaeid e a democratização da África do Sul. É o jornalista português que mais vezes entrevistou o Nobel da Paz Mandela e é autor do livro Mandela – a construção de um homem (Oficina do Livro). António Mateus (por email) fala de 30 anos de jornalismo, de oportunidades perdidas em África e do livro Mandela. Acerca da motivação para escrever, afirma “A necessidade de preservar a memória directa e pessoal de um ser humano deslumbrante, que se tornou um farol de esperança para toda a humanidade.”

Com o prémio Nobel, Desmond Tutu brante, que se tornou um farol de esperança para toda a humanidade. Foram 10 anos a acompanhá-lo no terreno, a relacionar-se com terceiros, a transformar tantas vezes o fel em mel e, quando era necessário, a dar um murro na mesa e dizer “basta”!

Qual é o balanço que faz de 30 anos ao serviço do jornalismo? Excedi, em muito, as expectativas que tinha relativamente ao que poderia aprender com a profissão (em termos humanos) nomeadamente nos 16 em que estive destacado na África Austral. Pelo lado negativo, lamento o desinvestimento que se está a fazer no jornalismo de qualidade, a priorização do umbiguismo e o afunilamento de mundos. Que memórias guarda dos anos 90, em que fazia a cobertura diária dos acontecimentos que conduziram a queda do apartheid e à libertação da África do Sul? Foi um período extraordinário em que ao mesmo tempo que acompanhava no terreno uma transição muito intensa, não só da África do Sul como dos sistemas monopartidários em quase toda a África Austral, aprendia o erro enorme que se configurava para Portugal de apostarmos o nosso futuro na Europa, desinvestindo em África. Cheguei mesmo a pensar que tinha sido um erro dedicar a esmagadora maioria da minha carreira de jornalismo a África e ao desenvolvimento e transformação daquele continente. A última década encarregou-se de mostrar que afinal o erro não foi meu. Preferia que o tivesse sido. Era preferível que o país e os portugueses não tivessem agora de estar a fazer o caminho das pedras, para conquistar espaço num terreno onde dispunham (e ainda dispõem) de ferramentas preciosas de penetração. Foi o primeiro chefe da delegação da Agência Lusa na África do Sul. Como foi o contacto inicial com o país? Foi uma experiência notável e muito enriquecedora em termos humanos e profissionais. Tive a possibilidade de trabalhar com alguns dos melhores jornalistas do mundo que naquela altura estavam destacados naquele país. Para lhe dar um exemplo, só no andar do Media Center em Joanesburgo, onde abri a delegação da Lusa, trabalhavam dois prémios Pulitzer (ambos americanos).

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Dedicou este livro, em memória, a Ross Dunn. Quem foi Ross Dunn? O Ross foi só o melhor entrevistador que conheci na minha vida e um dos melhores repórteres com quem tive o privilégio de trabalhar. Um homem bom, com enorme sentido de humor, tipicamente australiano. Um amigo que a morte prematura (por doença) me subtraiu, mas que guardarei sempre no melhor canto do meu coração. Junto à cela de Nelson Mandela na ilha-prisão de Robben A África do Sul é um dos países mais deslumbrantes do mundo em termos naturais e em infraestruturas colocadas ao serviço do eco-turismo. Apesar de ser mais conhecido pela violência criminal e pelo facto de ter sido a “pátria” do apartheid, a verdade é que essa é apenas umas das muitas facetas de um país multipolar. É autor do livro Mandela – a construção de um homem e também o jornalista português que mais vezes entrevistou esse líder histórico. Quais as imagens que guarda de Nelson Mandela? Para responder a essa pergunta bastaria pedir emprestada a expressão de Peter Gabriel, de que “se a humanidade tivesse de

escolher um só pai, essa pessoa seria certamente Nelson Mandela”. Subscrevo plenamente essa sensibilidade e percepção. Guardo-o e guardá-lo-ei sempre como um ser humano que aproveitou o espartilho da prisão para olhar para si, para as suas próprias imperfeições e se re-construir numa pessoa virada para as outras. Determinado em começar em si mesmo a mudança que sonhava para o mundo. Em ser um líder que busca e promove o melhor em todos à sua volta. O que o levou a escrever Mandela – a construção de um homem? A necessidade de preservar a memória directa e pessoal de um ser humano deslum-

Com François Piennaar, o capitão da equipa de rugby da África de Sul (springboks)

Qual foi o episódio de maior perigo que viveu enquanto jornalista? Vários. Muitos. Talvez o bombardeamento do Huambo, quando ali me encontrava a cobrir a guerra, tenha sido aquele em que mais vi a morte como “certa”. Descemos até à sub-cave de um prédio e ali aguardámos dois dias pelo fim dos estrondos. Sempre que o “nosso” prédio era atingido as paredes abanavam. Lembro-me de olhar o tecto e rezar que ele não nos caísse em cima. Ou, se isso acontecesse, que fosse algo rápido. Como comenta a citação de Nelson Mandela: «A educação é a ferramenta mais poderosa que podemos usar para mudar o mundo.»? Subscrevo a 100 por cento essa máxima VIVIDA por Nelson Mandela. Uma sociedade sem mundos é uma sociedade sem futuro, sem direção, sem esperança. Uma sociedade que não investe os seus melhores recursos a formar a sua juventude e transmitir-lhes valores estruturantes perda a capacidade de sonhar e escrever o seu devir. O fotojornalista luso-africano João Silva perdeu as pernas ao pisar uma mina antipessoal, enquanto fotografava no Afeganistão em 2010. João Silva é uma inspiração para toda a classe? Sem dúvida. Conheço o João praticamente desde que ele deu os seus primeiros passos como repórter fotográfico e só posso dizer que o admiro profundamente como jornalista, como pessoa e como amigo. ;


Basta consultar os comentários que lhe são dirigidos nas redes sociais da internet, assinados por alguns dos melhores repórteres de todo o mundo, para se ter uma ideia do imenso valor e exemplo do João, não só para os que ouviram falar dele mas, principalmente, para todos os que o acompanharam em reportagem no terreno, muitas delas em situações de grande perigo. Se não tivesse optado pelo jornalismo, que profissão poderia ter tido? Gostava de ser médico. Comecei por me licenciar no ISEF com o intuito de vir a formar-me, posteriormente, em medicina desportiva. Mas a vida cruzou-me com uma experiencia de jornalismo que me “desviou” de rumo. Apesar disso e após 30 anos de jornalismo, gostava de poder retomar o meu sonho original. A medicina e, através dela, ajudar outros seres humanos a terem uma qualidade de vida melhor, está-me literalmente no sangue. Qual é à leitura que faz da situação social que Portugal atravessa? É uma situação que só pode surpreender quem andou desatento durante décadas, sendo já da geração dos “entas”, ou exigir uma reinvenção a gerações que não foram preparadas académica e em valores humanos para o que é agora exigível. Aprendi com a vida que as dificuldades são oportunidades ou pretextos para desalento. Aí a escolha é sempre nossa. Enquanto políticos e analistas continuarem a falar e propagar retóricas de culpabilização-desculpabilização e os decisores mediáticos não entenderem que a prioridade deve ser dada a novos olhares, a exemplos construtivos de outros mundos e a um corte com os alinhamentos em que até nos afunilámos,não saímos desta espiral de afundamento. Está nos seus planos escrever mais livros? Estou neste momento a escrever um livro sobre Mandela, dedicado a adolescentes, que me foi encomendado por uma editora espanhola, e que deve ser lançado em Outubro. Para isso tive de suspender um romance histórico que já começara e tenho “pronto” na cabeça. Neste segmento, de romances históricos,já concluí também a pesquisa documental de um primeiro livro que gostaria viesse a ser uma série,reconstrutora da auto-estima portuguesa. K Eugénia Sousa _ Direitos Reservados H Este texto não segue o novo Acordo Ortográfico _

gente e livros

João Miguel Tavares 7 «Os programas de televisão que tratam dos assuntos da família, dos talk-shows do Dr. Phill aos desenhos animados do Ruca, partem sempre de dois pressupostos irritantes. Supõem que todos nós temos o luxo do tempo e o luxo do espaço. Veja-se a mamã do Ruca, que tem sempre imensa paciência para aturar as birras dos filhos e imenso tempo para falar com eles e imensa disponibilidade para lhes dar conselhos e um imenso sorriso na cara – basicamente porque está todo o dia enfiada em casa e não tem de contribuir para o orçamento familiar. O pai do Ruca deve ganhar pilim que se farta e a mãe só tem de se preocupar com a falta de cabelo do filho. Assim também nós. Vão mas é dar uma curva até à esquina animada mais próxima. (…)». In Os Homens Precisam de Mimo

Jornalista e escritor, João Miguel Tavares nasceu em Portalegre, em 1973. Fez uma passagem pela Engenharia Química, mas, licenciou-se em Comunicação Social, na Universidade Nova de Lisboa. É director adjunto da Revista Time Out em Lisboa, anteriormente desempenhou o mesmo cargo na Time Out Porto. Traba-

lhou no Diário de Notícias, como jornalista, e, como colunista, no Correio da Manhã. Actualmente assina uma coluna de opinião no jornal Público. É um dos “ministros” do programa Governo Sombra , (transmitido da TSF e na TVI24,) com Pedro Mexia, Ricardo Araújo Pereira a Carlos Vaz Marques. É autor do blog Pais de Quatro. Os Homens Precisam de Mimo (2011), o seu primeiro livro, é uma colectânea de crónicas bem humoradas, que retratam o quotidiano do autor, na condição de pai de uma família com três crianças. Aos filhos do João Miguel e da Teresa (Carolina, Tomás e Gui) juntou-se recentemente mais um elemento, a Rita. João Miguel Tavares tem escrito livros infantis a pensar nos filhos. A Crise Explicada às Crianças – Para miúdos de Direita e Para miúdos de Esquerda, tem ilustrações de Nuno Saraiva, e é dedicado ao seu filho To-

más; Uma Baleia no Quarto, ilustrado por Ricardo Cabral, é dedicado à filha Carolina; O Pai mais Horrível do Mundo, foi inspirado no filho Gui, ilustrado por João Fazenda e fala das mais antiga batalha do mundo: entre pais e filhos. Os seus livros são editados pela Esfera dos Livros. João Miguel vive com a mulher Teresa e os quatro filhos, em Lisboa. Os Homens Precisam de Mimo. «O Homem moderno, caro leitor – e, sobretudo, cara leitora -, precisa de ajuda e salvação. O homem moderno precisa de mimo como nunca precisou desde que o primeiro australopiteco mostrou o nariz no planeta, vai para quatro milhões de anos. O homem moderno precisa de um livro como este: orgulhosamente queixinhas, que a gente não é de ferro». – João Miguel Tavares. K Página coordenada por Eugénia Sousa _

edições

Novidades Literárias demasiado rápida. Como num romance policial o mistério domina a atenção do leitor e mantém o suspense até ao final.

7 D. Quixote. Uma Verdade Incómoda, de John Le Carré. Uma operação de contraterrorismo está a ser montada na colónia britânica de Gibraltar. O objectivo é capturar um comprador de armas, ligado à jihad islâmica. É uma operação tão delicada que nem Toby Bell, o chefe de gabinete do ministro, tem conhecimento. Mas, nos bastidores dos jogos do poder movem-se interesses perigosos. Toby Bell é um homem dividido entre o dever de lealdade à chefia e o dever de consciência. O senhor das letras John Le Carré volta a surpreender com Uma Verdade Incómoda.

Europa-América. Grandes Esperanças, de Charles Dickens. Publicado pela primeira vez em 1860-1861, é considerado por muitos como o maior romance do autor inglês. O livro conta a história de Pip das «grandes esperanças» acalentadas por ele e dos perigos de uma ascensão social

Bertrand. Pássaros Amarelos, de Kevin Powers. Em Al Trafar, no Iraque, decorre uma batalha pelo domínio da cidade. Bartle (21 anos) e Murphy (18 anos), dois soldados norte-americanos, agarram-se à vida, enquanto o pelotão combate. Juntos desde a recruta, é desse tempo a promessa de Bartle trazer Murphy para casa, são e salvo. Mas nenhum exército os poderia preparar para o pesadelo inimaginável da guerra. Pássaros Amarelos é Prémio Pen/Hemingway e Guardian First Book e é finalista do National Book Award. Pergaminho. Um Milagre na Minha Vida, de Margherita Enrico. O livro reúne testemunhos de curas para as quais só a fé dá uma explicação. O poder da fé, da esperança e do amor podem realmente

curar? Aqui estão reunidas histórias de pessoas que confrontadas com o diagnóstico de doenças graves, e, por vezes, terminais, conseguiram curar-se sem que a ciência tenha conseguido solução ou explicação. A autora é jornalista e dá o seu testemunho de como um encontro com o papa João Paulo II a curou de uma doença crónica.

PRESENÇA. A Casa da Seda, de Anthony Horowitz. O autor resssucita o mais famoso detective de todos os tempos e cria um policial fiel ao espírito de Sir Arthur Conan Doyle. Holmes está de volta com a sua genialidade, na companhia do seu grande amigo e biógrafo Dr. Watson. Os acontecimentos descritos por Watson, já decorreram há alguns anos, mas pela sua importância e possíveis implicações para a sociedade da altura, só agora serão divulgados. Todos os fãs do detective vão ficar felizes com o seu regresso. Piaget. Aprender no Local de Trabalho, de Bridget N. O`Connor; Michael Bronner e Chester Delaney - Como Apoiar a Aprendizagem Individual e Organizacional. A obra sintetiza o conhecimento sobre aprendizagem no local de trabalho e a gestão da função da aprendizagem e desempenho nas

organizações. É também uma explicação da razão porque algumas iniciativas de aprendizagem são bem sucedidas e outras não.

Bizâncio. Dignidade - o papel que desempenha na resolução de conflitos, de Donna Hicks. O desejo de dignidade é universal. A dignidade está presente em todas as relações humanas. Quando é violada a resposta pode ser violenta. Mas se nos tratarmos mutuamente com dignidade, as relações aprofundam-se e tornam-se significativas. A autora fala do papel fundamental da dignidade na nossa vida. O prefácio do livro é da autoria do arcebispo Desmond Tutu. ALFAGUARA. Pulp, de Charles Bukowski. Nick Belane é um detective privado que recebe a visita da Morte. Ela vem inevitavelmente disfarçada de “mulher fatal”, à procura do escritor francês Céline, que todos pensavam ter morrido há muito tempo. Belane aceita o caso. No intervalo das suas muitas “peregrinações” aos bares da cidade, ainda tem de perseguir uma esposa adúltera e investigar uma extraterrestre que aterroriza um agente funerário. Pulp é um livro de despedida, foi escrito enquanto o Bukowski lutava contra a doença de que viria a morrer. K JUNHO 2013 /// 027


pela objetiva de j. vasco

press das coisas

Mário Soares, 88 anos, sai à rua para dizer basta!

Asus Transformer Book Trio 3 O Transformer Book Trio é o mais recente “menino-bonito” da Asus. A Asus fala dele como sendo o primeiro três em um do mundo: tablet, notebook e computador de secretária. O Transformer Book Trio vem equipado com dois processadores e dois sistemas operativos: Windows 8 e Android. O ecrã de 11,6 polegadas pode ser destacado para funcionar como tablet ou desktop Windows 8. A resolução é de 1920*1080 pixels. Tem processador intel Core i7, de 4ª geração e disco rígido de 750 Gb. O processador do Windows 8 fica localizado no teclado, que é removível; o processador Intel Atom de 2 GHz suporta o sistema operativo Android e fica situado atrás do ecrã. O Preço está por determinar e a data para chegar ao mercado ainda não foi confirmada. K

música Hurts – Exile

3 Mário Soares, depois de em 1977 ter recorrido ao FMI para reequilibrar as contas públicas, marcou presença simbólica na manifestação do passado dia 1 de junho, em Lisboa, contra a presença da Troika em Portugal. A situação neste momento é completamente diferente, com a austeridade sempre a substituir a austeridade, o desemprego sempre a subir e os portugueses a fugir, quando podem, de Portugal. Hoje, nesta luta pelo direito a existir com dignidade, contra o retrocesso e pelo progresso social e económico (embora não despesista), interessa acrescentar e não dividir. Temos que aproveitar todos para uma ampla convergência em vez de uma divisão fatal. Todos! Só assim se entende a escolha desta foto para o mês de junho. K

3 A dupla Britânica Hurts está de volta com o seu segundo registo, depois do bem-sucedido trabalho de estreia “Happiness”, de 2010. O primeiro avanço deste “Exile” foi o single “Miracle”, a segunda aposta é “Blind”, que atualmente roda com muita frequência nas rádios em Portugal. Este novo disco tem a assinatura do próprio grupo na produção, com a colaboração de Dan Grech Marguerat e Jonas Quant. “Blind” é um álbum de continuidade, a banda continua a apostar na fusão de vários estilos musicais, em que o rock aparece como denominador comum. Destaque para os singles “Miracle”, “Blind” e os temas “Sandman” e ”Only you”. Um álbum obrigatório… K Hugo Rafael _

Prazeres da boa mesa

Torricado de Morcela com Ananás e Mel 3 Ingredientes p/ o torricado: 5 Fatias de Pão de P. Garcia (5mm) 50ml Azeite Virgem Extra B. Baixa DOP

No torricado tépido, dispor fatias de ananás mafridado e por cima colocar rodelas de morcela. Aplicar em cima da rúcula. Salpicar o conjunto com alguns rebentos de rúcula mais pequenos. Aplicar um cordão redução de vinho tinto. Decorar com os amores perfeitos. K

Ingredientes p/ ananás: 150gr Ananás dos Açores DOP 50gr Mel de Urzes 1 Laranja 5gr Flor de Sal 2gr Pimenta Preta Outros ingredientes: Redução de Tinto 10gr Amores Perfeitos Frescos 250gr Morcela de Sangue Vinagrette 50gr Rúcula Preparação: Grelhar ou torrar ligeiramente as fatias de pão de Penha Garcia com o azeite. Não deixar passar em demasia sob pena de ficar exageradamente crocante.

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Laminar finamente o ananás e marinar no mel, flor de sal, pimenta preta e sumo de laranja. Brasear a morcela de sangue num sauté sem utilizar gordura. Escolher, lavar, desinfectar e centrifugar a rúcula.

Escolher, lavar, desinfectar e deixar secar em papel absorvente os amores perfeitos. Empratamento: Temperar a rúcula com flor de sal e vinagrete. Dispor em cama no centro do prato.

Mário Rui Ramos _ (Chef Executivo Complexo Termal de Monfortinho - Hotéis, Restaurantes, Termas e Spa)


Bocas do Galinheiro

Superman e a Sereia 7 Vem aí o “Homem de Aço” (Man of Steel), ou seja, o Super Homem, a mais recente versão do super herói criado pelo argumentista Jerry Siegel e pelo desenhador Joe Shuster. A primeira aparição do kriptoniano mais conhecido no planeta Terra deu-se na revista americana “Action Comics”, em Junho de 1938 e rezava assim: “Mais rápido que uma bala. Mais poderoso que uma locomotiva. Capaz de destruir prédios só com um sopro. Olhem! Lá em cima no céu. É um pássaro? É um avião? É Superman.” Como escreveu Carlos Pessoa no Público, uma visão que serviu para abrir o coração dos americanos no começo de todas as aventuras deste herói com poderes extraordinários que lhe advêm da sua condição de extraterrestre. Foi expedido pelos pais do seu planeta natal (Krypton), prestes a explodir, em direcção à Terra e só sobrevive graças à casual passagem no local da aterragem de um casal que o recolhe, passando então a viver no seio de uma típica família americana, conservando oculta a sua verdadeira identidade sob o nome dos pais adoptivos, os Kent. O resto á mais que conhecido: quando cresceu tornou-se jornalista no Daily Planet, assinando Clark Kent, versão com óculos. Quando é preciso salvar o planeta, aparece com uma fatiota azul, com as cuecas vermelhas por cima, uma capa da mesma cor e, milagre, ninguém, nem mesmo a colega Lois Lane, e futura namorada/mulher, reconhecem neste herói americano

o tímido Clark Kent sem os óculos! Há também aquele problema da kriptonite, um minério do seu planeta natal e que quando a ele é exposto, perde todos os seus super poderes. Ninguém é perfeito! Nesta nova versão do extraterrestre voador, realizada por Zack Snyder (300, de 2006 e Watchmen – Os Guardiões, de 2009) e produzida por Charles Roven, responsável pelo renascimento de Batman na trilogia “O Cavaleiro das Trevas”, reinventam-se as origens do super herói desta feita encarnado pelo britânico Henry Cavill, vamos esperar pela estreia, a 27 de Junho. Para já promete, com Russel Crowe e Ayelet Zurer como pais biológicos e Kevin Coster e Diane Lane, são os Kent e, claro, Amy Adams é a nova Lois Lane. Falta saber se o truque dos óculos é o mesmo, pois pelas fotografias já vimos que Henry Cavill já não tem os slips por cima do fato. Menos patético. No mínimo. A chegada ao cinema de Superman aconteceu em 1948 num serial de 15 episódios dirigido por Spencer Gordon Bennet, em que o nosso herói era interpretado por Kirk Alyn, que reincide em 1950, num novo serial dirigido também por Bennet, “Atom Man Vs. Superman”, em que aparece o mais temido inimigo de Superman, Lex Luthor e a temida kriptonite. A primeira longa-metragem veio logo em 1951, realizada por Lee Sholem e com George Reeves como Super-Homem, papel que retomará na série televisiva Adventures of Superman”, que esteve no ar de 1952 a 1958.

Tivemos que esperar até 1978 para voltar a ver o nosso herói no grande écran. Com realização de Richard Donner e música de John Williams, Chistopher Reeve dá nova vida a Superman mas também à apropriação pelo cinema dos heróis dos comics, um filão que continua a render até hoje. E de que maneira! Mas, foi um regresso em grande. Marlon Brando era o pai biológico, num dos papéis secundários mais bem pagos de sempre, e Gene Hackman o melhor Lex Luthor de sempre. Reeve revisita o seu personagem por mais três vezes, o 2º e o 3º, com realização de Donner, e o 4º, o grande fracasso da saga, realizado por Sidney J. Furie. Em 2006, regressa pela mão de Brian Singer, que vinha de dois X_Men, mas que não conseguiu aqui o mesmo êxito, apesar da presença de Kevis Spacey a tentar dar cabo de Brandon Routh, que deu vida a este “Superman Returns”. Pelo meio duas séries televisivas, “Lois & Clark”, de 1993 a 1997, com Dean Cain e Teri Hatcher, e “Smallville”, de 2001 a 2011, com Tom Welling e Erica Durance, elas como Lois Lane, claro. Uns regressam, outros vão-se embora. Foi o caso de Esther Williams, a estrela de Hollywood, figura maior da Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) no apogeu do musical desta major nos anos 40 e 50 do século passado. Antiga campeã de natação e bailarina de “music-hall”, morreu durante o sono no passado dia 6, na Califórnia, aos 91 anos. Contratada pela MGM com 19

anos e depois de alguns papéis de menores, teve o seu primeiro grande êxito como protagonista em “Bathing Beauty” (Escola de Sereias), de George Sidney, em 1944. Para Esther Williams foi criado um subgénero feito à sua medida, o” musical aquático”, onde a atriz podia aplicar as suas capacidades de nadadora em super produções e que num período curto, cerca de dez anos, roda as suas melhores películas, “This Time for Keeps” (A Tentação de Todos,1947) e “On a Island With You” (Numa Ilha com Ela,1948), de Richard Thorpe, “Neptune’s Daughter” (A Rainha das Sereias, 1949), de Edward Buzzell, “Pagan Love Song” (A Canção Pagã,1950), de Robert Alton, “Million Dollar Mermaid” (A Rainha do Mar, 1952), de Mervyn LeRoy (O título original tornou-se a forma pela qual Esther Williams era conhecida nos estúdios da MGM, a Million Dollar Mermaid - “a sereia do milhão de dólares”, sendo que a sua autobiografia também a chamou de “Million Dollar Mermaid”) ou “Dangerous When Wet” (A Sereia Perigosa, 1953), de Charles Walters, foram alguns desses

filmes. Populares e êxitos de bilheteira para os cofres da MGM, em que Williams contracenava com outras estrelas da companhia como Peter Lawford, Ricardo Montalbán, Howard Keel, Van Johnson ou Gene Kelly e Frank Sinatra. Nascida a 8 de Agosto 1921, Esther Jane Williams era a mais nova de cinco irmãos. Aos 15 anos, juntou-se ao Los Angeles Athletic Club, e a partir daí começou a estabelecer recordes em competições nacionais de natação, nas quais obteve três medalhas de ouro em 1939, apurou-se para os Jogos Olímpicos de 1940, que não se realizaram devido à Segunda Guerra Mundial, participando depois em espectáculos aquáticos com John Weissmuller, esse mesmo, em São Francisco, onde foi descoberta pelos olheiros da Metro. Depois de alguns fracassos, abandona o cinema em 1963 depois de mais um flop do seu último filme, dirigido pelo então seu marido, e também actor, Fernando Lamas, “La Fuente Mágica”, feito em Espanha. Até à próxima e bons filmes! K Luís Dinis da Rosa _ Este texto não segue o novo Acordo Ortográfico _

Fado é Património Mundial e Imaterial da Cultura

Dulce Pontes: A fusão impossível entre Barbra Streisand e Amália Rodrigues! 7 Dulce, quando criança, aprendeu a tocar piano, estudando música no Conservatório de Lisboa. Estudou Dança Contemporânea entre os 7 e os 17 anos de idade. Em 1988, no decorrer de um Casting onde foi seleccionada entre várias candidatas, inicia a sua actividade profissional na Comédia Musical “Enfim sós” prosseguindo com “Quem tramou o Comendador”, no Teatro Maria Matos, como actriz, cantora e bailarina. Em 1990 é convidada a integrar o espectáculo “Licença para jogar” no Casino Estoril. Torna-se popular junto do público português através do programa de televisão “Regresso ao passado”. Em 1991 vence o Festival RTP da Canção tendo ido representar Portugal no Festival Eurovisão

da Canção, onde cantou “Lusitana Paixão”. Alcança o oitavo lugar entre 22 países participantes, uma das melhores prestações de Portugal no Eurofestival.

Em 1992 Dulce gravou o seu primeiro álbum, chamado Lusitana. Continha principalmente canções pop, que certamente eram ainda muito abaixo das ambições,

capacidades e imaginação artística da Dulce. Todavia, já naquela altura sabia-se que Dulce era uma excelente fadista. As primeiras provas disso apareceram um ano depois, em 1993, quando foi lançado o seu segundo disco, chamado Lágrimas. Dulce abordou o fado duma forma muito pouco ortodoxa. Misturava fado tradicional com ritmos e instrumentos modernos, procurando novas formas de expressão musical. Enriquecia os ritmos ibéricos com sons e motivos inspirados pela tradição da música árabe e balcânica, principalmente búlgara. A sua versão do clássico “Povo Que Lavas No Rio” era tudo menos clássica. Mas Lágrimas tinha também faixas bem tradicionais, fados clás-

sicos gravados ao vivo em estúdio e cantados em rigor com todas as exigências do fado ortodoxo. Foram estes os temas (“Lágrima” e “Estranha Forma de Vida”, ambos escritos por Amália Rodrigues) que lhe ganharam a denominação da “sucessora e herdeira de Amália Rodrigues”. Mas o maior êxito do Lágrimas foi um outro clássico, “A Canção do Mar”, que, no Brasil, foi usado como tema de abertura de uma adaptação do romance As Pupilas do Senhor Reitor, de Júlio Dinis, em telenovela. (...) K Rui Manuel Ferreira _ J. Vasco H (Texto e imagem extraídos do livro Fadistas do Séc. XXI; Versão integral em www.ensino.eu)

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Quatro rodas

A queda da ponte c Em 4 de março de 2001, às 21:15 horas, deu-se o colapso da Ponte Hintze Ribeiro, que fazia a ligação entre Castelo de Paiva e a localidade de Entre-os-Rios. Foi uma tragédia nacional, que culminou com a morte de 59 pessoas. Quase de imediato o ministro da tutela assume “a responsabilidade política” da ocorrência e apresenta a “demissão irreversível” do cargo de ministro que ocupava. Lembro-me que Jorge Coelho estava no lugar há menos de seis meses. Seria por isso, e de facto, das pessoas que, naquele ministério, menos culpa teria no processo que teve este trágico final. Quando se ocupam lugares públicos há que tirar elações das situações que nos vão ocorrendo e em casos como este, manda a dignidade que se tomem decisões, proporcionais às situações. Vem esta introdução a propó-

sito do surpreendente documento que me chegou às mãos em anexo a um comunicado da Mesa da Assembleia Geral da FPAK (federação de automobilismo). Relembro no entanto que há algumas semanas o presidente da instituição faleceu, abrindo-se automaticamente um período eleitoral. Talvez na sequência deste acontecimento aparece este documento que se chama ”Resumo Executivo do Trabalho de Auditoria Executado”… a pedido da direção, pelo que se pode ler mais à frente. Pelo título é só um resumo, e de pouco mais de uma página, mas parece ser o suficiente para se concluir que nos últimos anos, naquela casa, as trapalhadas com o dinheiro foram muitas. Isto é o que concluo da leitura de um texto elaborado por especialistas (ROC), mas lido por um não especialista. Noto ainda alguma preocupação do “resumo”, em ilibar os restantes diretores,

fazendo recair sobre o falecido presidente a responsabilidade destas trapalhadas. Perante esta situação o que deveriam então fazer os atuais diretores? À semelhança do que aconteceu com Jorge Coelho, e uma vez que o “resumo” até os parece ilibar, talvez afastarem-se dos lugares que ocupam, aceitando assim a “responsabilidade política” de terem estado numa direção onde aparentemente o presidente teve algumas atitudes difíceis de qualificar. Assim mostrariam o seu desapego ao poder, proporcionando a continuação das averiguações, sem a sua interferência. Se efetivamente não têm nada a temer, então só têm que deixar o caminho livre para uma clara averiguação, pois estamos a tratar de uma instituição a quem foi atribuído o estatuto de utilidade pública desportiva e que representa o nosso País nas instituições inter-

nacionais do automobilismo, e por isso tem de ser irrepreensível nos que respeita a este tipo de suspeitas. Esta situação está a proporcionar já o aparecimento de alguns nomes como futuros candidatos à presidência da instituição, mas neste momento são só intenções, pois não havendo ainda convocatória para as mesmas (estranhamente diga-se), até se pode concluir que não se está verdadeiramente em período eleitoral. Espero pois que os alegados candidatos a candidatos que ainda fazem, ou fizeram parte da atual direção tenham a clarividência de não aparecer neste processo eleitoral e se colocarem à disposição de quem irá aprofundar as averiguações, colaborando com as mesmas de espontânea vontade. Só assim poderemos deixar para trás a ponte que caiu e começar a

construir uma nova ponte mais robusta, que todos os desportistas ligados ao automobilismo possam usar em segurança e com orgulho. Um confronto eleitoral em que entrem pessoas da atual direção, vai trazer à discussão pública assuntos que poderiam ser resolvidos dentro da instituição. Devemos pois evitar isso porque, ganhe quem ganhe as futuras eleições, irá certamente atrasar a construção da nova ponte (leia-se FPAK), dificultando assim o aparecimento daquela obra, de que todos nos queremos orgulhar. Ainda estamos a tempo de escolher o melhor caminho. K Paulo Almeida _

setor automóvel Citroën com nova linha DS

Volvo em road show

3 A Citroën continua a alargar a sua linha DS, podendo o novo veículo surgir no Salão de Paris próximo ano. O DS2 poderá surgir em 2014, tendo por base o Peugeot 208. A imprensa francesa refere ainda que está em causa um hatchback de cinco portas que será inspirado no REVOLTe concept (na imagem). K

3 Demonstrar a versatilidade do modelo Volvo V40 e reforçar a ideia que a empresa do ramo automóvel A. Mator Car é o novo concessionário Volvo para o Distrito de Castelo Branco foram dois dos objetivos da presença do road show da marca sueca em Castelo Branco, este mês, em pleno Centro Cívico. Durante os dois dias, clientes e não clientes da marca tiveram a oportunidade de testar as três versões do modelo, desde o original, à versão desportiva VR Design e à Cross Country, associada ao todo o terreno e beneficiando de ser um modelo com carroçaria mais elevada, integrada no segmento SUV. Depois de ter passado por sete cidades (Cascais, Braga, Porto, Coimbra, Aveiro, Faro e Lisboa), a presença em Castelo Branco foi um sucesso. “Excedeu as expetativas. As condições meteorológicas fantásticas e a nobreza do espaço permitiram que se realizassem 55 test-drive logo no primeiro dia, ou seja, quase o número de testes realizados em Cascais em dois dias”, referiu o responsável do Marketing Volvo, José Fonseca, que considerou ser “esta será uma experiência a repetir”. K

Toyota para crianças 3 A Toyota apresentou no salão do Brinquedo de Tókio, o Camatte57s concept, o qual dadas as suas caraterísticas pode ser conduzido por crianças, desde que fora de estradas públicas. O Comatte57s é composto por 57 peças destacáveis e facilmente substituíveis, podendo mudar rapidamente de cor ou mesmo de género de carroçaria. Tem 3 metros de comprimento, 1,44 m de largura, 1,8 m de distância entre eixos e 1 metro de altura. É movido por um motor elétrico. K

Cartoon: Bruno Janeca H Argumento: Dinis Gardete _

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IPCB

Doutoramentos nos politécnicos 7 O presidente do Instituto Politécnico de Castelo Branco, Carlos Maia, defende que os institutos politécnicos deveriam “poder lecionar esses doutoramentos. É inadmissível que o critério que é apresentado para podermos lecionar cursos de doutoramentos é o da designação! Isto quando há muitas áreas no ensino politécnico que estão melhor capacitadas para ministrar doutoramentos que as universidades”. É nesta perspetiva que Carlos Maia defende que os institutos ministrem toda a fileira de formação, que “vai desde os cursos especializados de nível 5, licenciatura, mestrados e doutoramentos”. No caso concreto do Instituto Politécnico de Castelo Branco, Carlos Maia, assegura que em “algumas áreas há condições para a realização de cursos de doutoramento, como nas ciências agrárias ou nas tecnologias. Não queremos facilitismos, queremos ser avaliados com o mesmo rigor com que a A3ES avalia as universidades”. Publicidade

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A designação das instituições politécnicas é também por isso outro aspeto que Carlos Maia gostaria de ver alterado. “Esta já não é uma questão nova pela qual o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) tem lutado, de forma a que a designação seja de Universidades de Ciências Aplicadas, alinhando esse nome com o que acontece no resto da europa”. Esta tomada de posição do CCISP está relacionada com “aquilo que o ensino superior politécnico tem feito no nosso país está alinhado com o que é feito nos outros países da europa. A investigação que fazemos está relacionada com o mercado de trabalho, com o objetivo de resolver os problemas das empresas. Entendemos, por isso, que seria vantajoso a alteração da designação para universidades de ciências aplicadas. Ainda há muito preconceito em Portugal sobre a designação das instituições”. K

Em Macau

5 mil alunos estudam português 6 Mais de 5.000 alunos de Macau estão atualmente a aprender português como disciplina regular ou extracurricular nas escolas locais, de acordo com dados facultados pelos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ). No corrente ano letivo, um total de 2.144 alunos, distribuídos por nove escolas oficiais de Macau têm o português integrado no currículo. Outros 1.641 alunos frequentam cursos de língua portuguesa como disciplina regular ou complementar em 16 escolas particulares, cujo ensino é veiculado em língua chinesa ou inglesa, enquanto 520 alunos frequentam duas escolas particulares de língua veicular portuguesa, a Escola Portuguesa de Macau e o Jardim de Infância D. José da Costa Nunes. A Escola Portuguesa oferece também aulas de português em três níveis - inicial, intermédio e avançado - a 158 estudantes com outras línguas maternas. Três escolas secundárias têm 582 alunos a estudar português ao abrigo de apoios concedidos para a “criação de cursos de língua portu-

guesa na própria escola”, com caráter extensivo de pelo menos três anos. A língua portuguesa também integra a oferta do programa de formação contínua promovido pelo governo da Região Administrativa Especial chinesa, tendo os 77 cursos de português ‘validados’ pela DSEJ contado com 998 formandos em 2012. O Centro de Difusão de Línguas, da DSEJ, registou, entre 2012 e abril deste ano, um total de 778 inscritos, os quais, a par dos estudantes de todas as escolas com cursos de português no território, têm ainda à disposição na Internet um programa de leitura em português, cujo portal recebeu 15.589 “visitas” entre setembro e fevereiro deste ano. Além de iniciativas de curta duração, como o programa dos cursos de verão de língua e cultura - iniciado em 2004 e que já levou 111 alunos a Portugal - a língua de Camões é também promovida quando os estudos superiores são prosseguidos em Portugal. É disso exemplo o protocolo de cooperação estabelecido entre

o Fundo de Ação Social Escolar e a Universidade Católica, que instituiu um curso preparatório de Língua Portuguesa, História e Introdução ao Direito, com a duração de um ano e atualmente frequentado por 17 bolseiros. Segundo dados do Gabinete de Apoio ao Ensino Superior de Macau (GAES) há atualmente cerca de 450 alunos matriculados nas licenciaturas em Estudos Portugueses, Tradução e Interpretação ChinêsPortuguês, e Línguas Estrangeiras (Língua Portuguesa), um número que, nos últimos anos, tem vindo a aumentar. As instituições de ensino superior da Região Administrativa Especial de Macau oferecem ainda outros cursos lecionados em português, como Direito, Administração Pública e História de Portugal, com um total de 140 inscritos. Excluindo o grau académico, o GAES regista mais de mil inscrições anuais nos cursos de português na Universidade de Macau e realça que, em 2012, houve cerca de 4.000 alunos das escolas que frequentaram aulas de língua portuguesa. K


Ensino Magazine Edição nº184