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agosto 2013 Diretor Fundador João Ruivo

Diretor João Carrega Publicação Mensal Ano XVI K No186 Distribuição Gratuita

suplemento Autorizado a circular em invólucro fechado de plástico. Autorização nº DE01482012SNC/GSCCS

José Gomes Ferreira, jornalista, fala da crise

“A culpa dos cidadãos é a indiferença”

eletromecânica

UBI tem curso acreditado por 5 anos C

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civil

IPCB com licenciatura aprovada pela A3ES C

www.ensino.eu Assinatura anual: 15 euros

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José Gomes Ferreira, jornalista, explica ao Ensino Magazine das razões da crise. Para ele a maior culpa dos cidadãos é a indiferença.

propostas

Feira do Pinhal junta inovação e saber P 26 C

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Papa francisco na 28ª jornada mundial da juventude

“A fé é revolucionária”

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Coordenação Portugal

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Instituto PolitĂŠcnico da Guarda

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José Gomes Ferreira, jornalista

«Os cursos superiores têm de ser orientados para a economia» 6 Depois de uma longa apresentação do seu livro, num centro comercial de Lisboa, e uma não menos prolongada sessão de autógrafos, José Gomes Ferreira falou em exclusivo ao «Ensino Magazine».

nentes das PPP e das energias são políticos que devíamos respeitar, aplaudir e incentivar. O que muitas vezes acontece é que dizemos mal deles, sem motivo. Como cidadãos atentos temos de manter os olhos e os ouvidos bem abertos e atentos para impedir que se repitam os erros e os negócios que ainda estamos e continuaremos a pagar por muito mais tempo.

Quem escreve este livro, «O meu programa de Governo», é o José Gomes Ferreira cidadão ou jornalista? Durante a apresentação do livro também me chamaram porta-voz do cidadão (risos). Mas quero dizer que são os outros a apelidaram-me como tal, não tenho qualquer pretensão. Independentemente disso, eu apenas quero dar conta às pessoas daquilo que são problemas e má organização social, económica e política, propondo soluções para desbloquear esses constrangimentos, criando condições para uma vida melhor.

Se os políticos, nomeadamente os deputados, fossem mais bem pagos seriam menos tentados a entrar em negócios e a alimentar as suas vidas profissionais paralelas ao Parlamento?

Durante uma hora deu autógrafos e conversou com dezenas de pessoas. Qual é o segredo para a admiração que nutrem por si? Acredito que é o melhor prémio que eu posso ter. Todos nós profissionais, de qualquer área de atividade, a maior gratificação que podemos ter acontece quando temos o reconhecimento público. É ótimo estar a trocar ideias e interagir com pessoas sobre assuntos que dizem respeito à vida de todos nós. Vale muito mais do que muitos prémios oficiais e até monetários. A sua popularidade já lhe valeu um clube de fãs no Facebook que tem 50 mil aderentes, para além do livro que lidera os tops em várias livrarias. Muitos reclamam que este seu «Programa de Governo» será, mais tarde ou mais cedo, traduzido numa candidatura política. Assume que podemos estar na presença de um movimento cívico informal em torno das suas ideias? Sim, pode classificá-lo como tal. É informal, não é organizado, não tem pretensões de ser partidário ou converter-se em movimento político, etc. É apenas um grupo de cidadãos que apreciam a mensagem simples que um cidadão, que também é jornalista, veicula, tendo como objetivo resolver os problemas das pessoas. Quanto à página existente no Facebook, sei que foi uma criação espontânea e que não tem parado de crescer. Se é útil e se for possível melhorar as minhas ideias fruto do debate e do intercâmbio de pontos de vista, ótimo. Só posso agradecer. Faço uma declaração de interesses: eu não fomento, nem estou nas redes sociais, simplesmente porque não conseguiria responder a todas as perguntas e solicitações. Por isso prefiro não estar, mas respeito e valorizo as boas iniciativas. Durante a apresentação do livro falou muitas vezes em «revolta». Está, sublimi-

narmente, a apelar a uma reação mais veemente nas ruas? O termo «revolta» que empreguei e emprego é no sentido pacífico e de tomada de consciência. Nunca no sentido de apelar a manifestações que descambem em atos violentos. Nada disso. Não leva a nada. Eu costumo usar esta expressão: «Eu devo indignar-me quando vejo que as coisas estão mal e agir, propondo ideias». Portanto, o meu direito à indignação não o devo alienar. E é esse o reflexo do que eu penso e que se traduz sob a forma de comentário na televisão, na intervenção pública, em conferências e na escrita no livro que agora lancei. Entrando propriamente nas questões concretas que mexem com o nosso bolso. Tem-se tentado «vender» a ideia de que todos os portugueses, sem exceção, contribuíram para o caos financeiro a que chegámos. Esta perspetiva é a que está mais próxima da realidade? Ainda bem que me faz essa pergunta, porque é muito pertinente. Mas, se me permite, deixe-me reformular a sua pergunta: «Vivemos acima das nossas possibilidades?». Eu respondo-lhe, vivemos. E você vai ripostar dizendo que eu estou como os políticos que são hipócritas e querem colocar tudo no mesmo saco, para dizer que somos todos culpados. Não, não é isso. O facto incontornável é este: nós vivemos acima das nossas possibilidades. Nós quem? Nós, 10 milhões de pessoas, cidadãos portugueses, porque nos endividámos coletivamente. Mas tivemos todos o mesmo grau de culpa? Não. Pelo contrário. A nossa culpa de cidadãos é incomparavelmente menor.

Então, a quem aponta o dedo? A maior culpa dos cidadãos é terem deixado as coisas aconteceram de uma forma insustentável. É a culpa da indiferença. Os outros, esses sim, tiveram a maior culpa, porque assinaram as promissórias de pagamento, permitiram os créditos, contraíram as dívidas, distribuíram benesses, passaram os cheques para os amigos, para grandes negócios em nome do Estado, cuja titularidade da dívida ficou em nós todos. E quem são os «outros» de que fala? Foram políticos, banqueiros, grandes gestores, grandes empresários, acionistas de grandes grupos, advogados, consultores e muitos professores universitários que teorizaram para defender este modelo. E nós somos “convidados” a pagar a conta sem termos assinado esses títulos de crédito. Está a falar das PPP, da Expo 98, do Euro 2004 e de outros empreendimentos semelhantes? Sim. Formas diretas ou indiretas de nos comprometer a todos com pagamentos futuros muito pesados. A raiz do mal está nos políticos ou nas políticas? Não adianta pensar que uma coisa está desligada da outra. As políticas são feitas pelos políticos e estes são, umas vezes irresponsáveis, outras vezes corruptos, outras vezes possuem agendas paralelas. Há de tudo. E também os há bem intencionados. Os que agora estão a cortar as rendas certas e perma-

Eu defendo para os deputados: responsabilização, regime de incompatibilidades e melhor pagamento. Vamos por partes. Eu acho que é altura para se pagar melhor aos políticos, se possível sem agravar as contas públicas. Se reduzirmos a classe dos deputados para metade ou dois terços e distribuirmos o ordenado pelos que ficam, estes veem o seu rendimento aumentado, podendo, deste modo, que lhes exijamos que sejam absolutamente exclusivos na sua função. Desta forma, será possível que os responsabilizemos pelos diplomas que aprovam. Na atual situação, não há responsabilização e eles insistem no argumento que por ganharem pouco têm de acumular funções fora do Parlamento. Temos um elevado histórico de quedas de governos, porventura só superado pela Itália. A permanente instabilidade política não torna ilusória qualquer esforço de continuidade? Esse número pode levar à ilação que este país só se governa em ditadura, mas eu não acredito e não defendo isso. Eu não tenho saudades do passado, porque vivi no antigo regime e assisti a exemplos de falta de liberdade e indignidade da condição humana. Acho que é melhor governar em democracia e procurar soluções por consenso, do que andar com tentações ditatoriais. Sobre a sua pergunta em concreto, posso afirmar que entendo que este país teve demasiados governos e demasiada instabilidade, mas devo ressalvar que num contexto de intervenção externa um executivo manter-se 2 anos em funções eu diria que até é surpreendente. Este até podia já ter caído. Foi feita muita coisa boa, há indicadores positivos, mas houve aspetos que falharam indiscutivelmente. Seria desejável, independentemente dos governos, que se cumprissem legislaturas até ao fim. O seu livro tem dois capítulos dedicados à educação. Um deles chama-se «formar mão de obra de que as empresas precisam» e o outro «reorientar a educação e formação dos jovens portugueses». Primeira pergunta: temse diplomado mais para a estatística do que para suprir as reais necessidades do país? ;

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Sem dúvida. Há muitos cursos que têm muito poucas saídas profissionais, mas temos vindo a assistir ao encerramento de alguns desses cursos. Lá está, entre as coisas mal feitas, há coisas bem feitas, que é a racionalização dos cursos em função do rácio de empregabilidade de cada curso tendo por base critérios objetivos. Mas pelos vistos nem todos concordam. Ainda hoje, no dia em que estamos a falar, ouvi o presidente do Conselho de Reitores referir que este critério era «grosseiro» e que permitia que se fechassem cursos que a economia precisava.

portam bens e serviços para todo o mundo precisam de técnicos? E também há o trabalho mais manual e naturalmente menos qualificado, como nas áreas do têxtil e calçado, por não existirem recursos humanos portugueses, que têm de ser supridos com imigração. Esta é outra questão: nem todas as pessoas se sujeitam a trabalhar em qualquer ofício e muito menos mal pago. No atual contexto, creio que deve emergir uma atitude diferente perante o mercado de trabalho. É preciso mudar a cultura instalada. Disse numa entrevista que quando vivia na sua aldeia, nos arredores de Tomar, chegava a andar quilómetros e quilómetros para chegar à escola primária primeiro, depois ao ciclo preparatório e depois ao liceu. As origens familiares e o meio envolvente são determinantes para a atitude em adulto perante a vida?

Discorda? Claro que discordo. Desculpem lá – com toda a expressão popular portuguesa – por uma vez usem um critério e não arranjem desculpas para nunca aplicarem esse critério. Isso é como a avaliação dos professores. Respeito muito esta classe, mas de uma vez têm de ser avaliados e responsabilizados. Eu também sou avaliado no meu trabalho, nas conversas, nos comentários que faço, etc. Se eu falhar, toda a gente me cobra. Entende, então, que os cursos estão desligados da realidade? Os cursos superiores têm de ser orientados para a economia. Porque eu continuo a ver no meu país, certas universidades, mesmo privadas, a fazerem propaganda de cursos de Línguas, Relações Internacionais, só para dar dois exemplos, que não conseguimos absorver… São os chamados cursos de caneta e papel… Tal e qual. É um atropelo aos interesses dos cidadãos que ao não possuírem a informação necessária são «convidados» a matricularem-se nestes cursos e depois quando saem de lá com o canudo na mão não têm emprego. E o país gastou recursos neles. Os estudantes acumulam frustrações, sentem-se defraudados. É o caso do meu curso, Comunicação Social. O mercado está saturado, para quê continuar a formar se há excesso de oferta? Perante isto é preciso reorientar os cursos. Cita, na página 421 do seu livro, a crítica que no século XIX Eça de Queiroz fazia ao «País dos doutores, dos letrados e dos intelectuais». Trata-se de uma mentalidade, com cerca de dois séculos, que se mantém viva? Ainda existe. Tudo o que tem a ver com Humanidades e cursos relacionados com Ciências Sociais, Direito e até Gestão é o querer, através do diploma, ter um estatuto que o próprio curso já não dá e a economia não remunera e, pior do que isso, não absorve. É uma ilusão. Eu ainda hoje vejo neste Portugal em que vivemos institutos politécnicos e universidades com laboratórios que são autênticas televisões montadas, apetrechadas com equipamentos muito caros, muitos deles pagos pela União Europeia, que continuam a investir nessa área, quando essa área, manifestamente, não faz falta à economia. Dou outro exemplo. Os advogados. Continuam a formar-se em excesso. E do que é que precisamos?

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Olhe, muita coisa. Continuamos a importar mão de obra especializada de soldadura, de torneiro mecânico, etc. E isto acontece pelo crime cometido em 1976 com o desmantelamento das escolas industriais e comerciais. A minha escola, a escola industrial e comercial de Tomar, Jácome Ratton, tinha no seu interior, nas oficinas, dois motores de aviões. Todos os anos eram montados e desmontados pelos alunos. Eu entrei na escola em 1976 e vi com os meus olhos as ferramentas e os motores abandonados e por montar. Desmantelaram pavilhões inteiros que serviam para ensinar artes e ofícios e que eram necessários em Portugal. Não tenho medo das palavras: foi um crime. Económico, social e político. Felizmente está-se a tentar recuperar esse erro histórico, e honra seja feita, foi o governo anterior, o de José Sócrates, que apostou de novo nos cursos profissionais. O atual governo percebeu que era importante e está a dar seguimento. Defende que o setor da educação tem pessoas a mais. Refere-se, nomeadamente, aos professores? Sim. É público. Professores sem horário e outros com contratos que o Estado não pode sustentar. Portanto, eu acho que deve haver uma reorientação no sentido de ajustar a força de trabalho nesta área às necessidades do país. E isso, obviamente, significa reduzir pessoal. Não concordo é que se despeça da noite para o dia. É preciso mexer neste processo com ponderação, embora o tempo para o fazer já tivesse começado a contar quando este governo tomou posse, em 2011. A propalada reforma do Estado ainda não viu a luz do dia. Será mais de cortes e menos de reorganização? Os funcionários não devem ser perseguidos, até porque há gente muito capaz e que trabalha bem e acima do horário das 35 horas,

mas é preciso reduzir em muitas áreas. Há muitos setores do Estado (na administração central, local e regional) com excesso de oferta de mão de obra. Institutos e departamentos que prestam um serviço que não é útil. Pode traduzir-se em estudos, pareceres, análises, planeamento, processos de licenciamento, etc. Conheço o caso de câmaras municipais, na área da Grande Lisboa, com 600 pessoas no departamento de urbanismo onde entram um ou dois projetos por semana. O que é que está lá tanta gente a fazer? Das duas uma: ou mandem-nas para outros departamentos do Estado onde ainda há falta de gente ou convidem-nas a ir embora ou a ficar em casa – que é uma ideia que pode ser seguida. Quais as vantagens de ao não despedir, convidar as pessoas a ficar em casa? Há uma poupança de cerca de 15 por cento em horas extra, subsídios de almoço, subsídios de transporte, etc. E há outros 15 por cento que integram tudo o que são gastos com papel, canetas, tinteiro para impressoras, eletricidade, água, gás, manutenção de edifício, etc. Podia-se poupar em todos estes aspetos sem a presença das pessoas. Mantendo, claro, o seu ordenado base. Mas atenção, não era só ficar em casa. Ao mesmo tempo, ficariam livres para poder procurar emprego, como trabalhadores por conta de outrem, por contra própria ou decidir emigrar. Quando decidissem a sua vida, comunicavam ao Estado. Esta é uma proposta, que é de vários economistas, mas eu recuperei para o meu livro. Os fracos frutos do investimento na educação devem-se à errada orientação estratégica? Explica-se porque o tipo de formação que se fez não serve os interesses da economia. Quantas empresas de metalomecânica precisam de técnicos? Quantas empresas que ex-

Quando as pessoas nascem em meio agreste em que contam só consigo próprias e com o meio familiar e a vizinhança para sobreviver, a conceção do mundo é, à partida, de muita versatilidade, adaptabilidade e de socorrer-se de todos os recursos disponíveis para atingir resultados maiores. É uma espécie de sina para a vida. Dispenso meios sofisticados, procuro fazer uso de ferramentas simples, de forma a obter resultados melhores. A receita que norteia o meu dia a dia é sobriedade, noção das proporções e tentativa de respostas simples a questões complexas. Não quero ser muito pretensioso ao dizer isto, mas acredite que não preciso de muitos recursos para viver o meu dia a dia e desenvolver a minha atividade profissional. Em termos alimentares sou do mais simples que possa existir, o vestuário é o essencial, obviamente respeitando o formalismo que a minha presença na TV obriga. A vida ensinou-me que soluções muito complexas e elaboradas escondem interesses secundários e agendas paralelas. Grandes problemas, soluções simples, posso dizer que é o meu lema, o meu modelo de vida. Se acharem que está correto e for o meu modelo para outros, ótimo. Não o quero é impor a ninguém. Falou do modo de vida. Esta crise vai tornar os portugueses mais frugais, nomeadamente nos atos de consumo? Já tornou. E ainda bem. Sabe o que lhe digo? Não era só a nossa dívida pública e a nossa dependência externa, através da importação de tudo e mais alguma coisa, que começaram a mudar o nosso rumo para um plano inclinado. Foram também as chamadas «lojas gourmet», os ginásios para pura ostentação, as refeições de cozinha de autor, sofisticada e caríssima. Estes negócios não têm que existir. Correspondem a um gasto de recursos que nós não temos para sustentar esse nível de vida. E quem abandonar este negócio não tem outra solução que não seja procurar empregos mais sustentáveis. K Nuno Dias da Silva _ Direitos reservados H   

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Investigação mais internacional

Engenharias é na UBI 6 Debater as áreas de crescimento e as formas de promover novas ligações ao mercado são algumas das metas que estão traçadas pelos organizadores de mais uma edição das Conferências Internacionais de Engenharia da Universidade da Beira Interior, que decorrem de 27 a 29 de novembro, sob o lema Engenharia para o desenvolvimento económico, e juntam académicos de várias áreas da engenharia. Ao longo dos três dias do evento, palestras, aulas abertas e mesas temáticas dão forma a mais uma edição que pretende mostrar as capacidades dos vários ramos da engenharia “na promoção de riqueza, de emprego, de inovação e de futuro”, explicam os membros da organização.

Aerodinâmica, Arquitetura, Urbanismo e Planeamento, Bioengenharia e Biotecnologia, Química, Informática, Construção, Eletrotecnia e Eletrónica, Energia, Ambiente, Gestão Industrial, Produção e Manutenção, Inovação Tecnológica e Desenvolvimento do Produto, Design Tecnológico, Têxtil, entre outras áreas, vão estar em destaque ao longo de todo o encontro. Trata-se de um dos mais importantes eventos no que diz respeito às engenharias. Segundo os membros da comissão organizadora, “esta panóplia de áreas representa a diversidade de recursos apresentados pela engenharia, quer aqui na UBI, quer no mercado de trabalho”. K

Na LX Factory

Estrelas da UBI desfilam 6 A edição de 2013 do Move Up, no LX Factory, em Lisboa, deu brilho aos trabalhos desenvolvidos por 23 alunos dos mestrados de Design de Moda e Branding e Design de Moda da Universidade da Beira Interior. Os trabalhos espelharam a formação ministrada quer na academia beirã, quer em Lisboa e mostraram as criações de 14 alunos de design e moda, oito de branding e moda e um aluno polaco convidado, como destacou Madalena Pereira, diretora do mestrado em Design de Moda, formação que a UBI promove em parceira com o Instituto de Arte, Design e Empresa (IADE). Já para Rui Miguel, presidente do Departamento de Ciências e Tecnologias Têxteis da UBI, “a mostra das capacidades criativas, técnicas e profissionais dos nossos alunos fica bem patente”. O docente lembra que “a realização deste evento em Lisboa representa bem as nossas capacidades e permite dar visibilidade Publicidade

e afirmação da universidade e daquilo que somos no contexto nacional”. A opinião é partilhada por vários alunos das duas formações. Um espaço e uma oportunidade de dar relevo ao trabalho desenvolvido durante o mestrado e contactar com vários profissionais da marca. Um contacto que também tem sido promovido de forma constante pelos responsáveis destas formações. Madalena Pereira lembra que “este tipo de evento é de extrema importância para as escolas, para as instituições associadas, mas acima de tudo, para os alunos. A UBI só existe, estas parcerias só existem, porque temos aqui excelentes alunos a trabalhar nestes projetos e a demonstrar as suas capacidades. Este é o dia D para eles, com a mostra dos seus trabalhos. Por detrás disto está também uma vasta equipa de docentes, bolseiros e funcionários que os apoiam”. K

António Fidalgo, novo reitor da UBI

Posse talvez em setembro

6 Fazer face às eventuais limitações em termos de número de alunos e a dificuldades em termos de financiamento são as duas grandes linhas de preocupação do novo reitor da Universidade da Beira Interior, António Fidalgo, eleito a 5 de julho e cuja tomada de posse ainda não está marcada. Após a eleição no Conselho Geral, que venceu à primeira, por 18-11, o catedrático em Ciências da Comunicação esclarece que dele se pode esperar “um reitor de toda a Universidade da Beira Interior, incluindo todos aqueles que estiveram de um lado e de outro e portanto, pretende-se aplicar o lema da campanha que é por uma UBI coesa e plural”. De caminho lembra que, no caso dos fundos, “a UBI tem direito ao seu financiamento e a lutar para que este seja aumentado. Por outro lado, o reitor João Queiroz disse que a UBI já tem um financiamento próprio de 43 por cento”. Quanto à sua escolha, António Fidalgo considera ter resultado de vários fatores: “da forte ligação que tenho dentro da comunidade, o contacto com toda a comunidade académica, as pessoas conhecemme e tenho um forte historial dentro da universidade. O próprio reitor João Queiroz lembrou isso mesmo e as intervenções que tenho feito ao longo destes anos no Senado e na Coordenadora do Científico. Foi todo esse conhecimento que a comunidade tinha da minha pessoa que terá pesado na decisão final”.

Quanto a decisões futuras, o novo reitor aponta para o facto de ter “a mesma universidade, no mesmo sítio, com as mesmas pessoas, a trabalharem juntos para um projeto comum”. Espera “trabalhar para uma universidade mais coesa com a união de toda a universidade, com os diferentes intervenientes, desde estudantes a professores e funcionários e uma universidade plural, com a autonomia dos diferentes órgãos”. Neste momento o novo reitor estabelece contactos com as pessoas que estiveram a trabalhar no seu projeto para formar uma equipa. Para já, o nome que é conhecido e que deverá fazer parte da equipa reitoral é o de Mário Raposo, catedrático da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. Já Paquete de Oliveira, presidente do Conselho Geral, espera que a instituição continue “com o

seu normal funcionamento e crescimento”. E concretiza: “Não obstante esta mudança e a mudança apresenta-se, para uns como uma penalização, porque o reitor atual e a sua equipa tinham um empenho muito dedicado à UBI, estes momentos implicam também novas dinâmicas e oportunidades e outras formas de olhar a universidade”. Sem um calendário ainda definido, o presidente do Conselho Geral, aponta o início do mês de setembro como data em que o novo reitor deverá tomar posse. “Quer para o reitor que agora termina funções, quer para o novo reitor, quanto mais depressa conseguirem tomar conta dos destinos da universidade, melhor”, sublinha. A eleição do Fidalgo representa também a primeira escolha de um académico da área das Ciências da Comunicação para dirigir uma universidade. K Eduardo Alves _

Novo sistema de energia

Start-up da UBI apresenta

6 Depois de alguns meses de aplicação real numa das vias de acesso à cidade da Covilhã, a Waydip vai passar à produção em larga escala do Wayenergy. Trata-se de uma tecnologia de captação e conversão de energia desenvolvida por dois antigos alunos da UBI que foi oficialmente apresentado e inaugurado a 12 de julho, na Covilhã. O sistema inovador é aplicado ao pavimento e permite gerar energia elétrica a partir do movimento de pessoas e veículos sobre a sua superfície. Sempre que utilizado, o sistema capta a energia cinética e transforma-a em energia elétrica, motivo pelo qual deve ser aplicado em zonas de grande circulação de pessoas ou veículos, como centros comerciais, estações de transportes públicos ou até na própria estrada. A ideia já proporcionou dois prémios a Francisco Duarte e Filipe

Casimiro, antigos alunos da UBI: o Portugal Venture Competition, organizado pelo ISCTE-IUL e MIT, no valor de cem mil euros, e o Prémio Inovação/EDP Richard Branson avaliado em cinquenta mil euros. O suporte financeiro alcançado com estes prémios permitiu aos investigadores criarem a empresa Waydip, uma startup da UBI que desenvolve projetos de I&D na área de energias renováveis e que está a desenvolver

o projeto Waynergy. A Waydip foi já nomeada como uma das 50 startups mais promissoras a nível mundial pela Kauffman Foundation.
A data da apresentação do sistema coincidiu com a reunião do Ecossistema Nacional dos Transportes, que efetuou um workshop exclusivamente dedicado aos desafios de “Energy harvesting & sequestration”, na Faculdade de Ciências da Saúde. K

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UNIVERSIDADE DE ÉVORA

Monitorização da dor

6 A Escola de Ciências Sociais da Universidade de Évora vai organizar, entre os dias quatro e sete de setembro, a 3.ª edição do Curso Internacional de Verão subordinado ao tema “Cidadania Europeia: perceções e desafios de um processo em (re)construção”. Segundo a Coordenadora do Curso, Saudade Baltazar, “no momento em que se assinala o vigésimo aniversário da introdução da cidadania da União pelo Tratado de Maastricht, a Comissão Europeia designou o ano de 2013 como o “Ano Europeu dos Cidadãos” e, por isso, a Escola de Ciências Sociais decidiu associar-se a esta celebração promovendo um espaço de reflexão e debate científico sobre a cidadania europeia”. Privilegiando a abordagem multidisciplinar sobre a cidadania, e alicerçando-se a reflexão em conceitos como inclusão, intergeracionalidade, participação, multiculturalidade e cidadania ativa, o Curso destina-se a um público alargado: alunos universitários, do ensino secundário e das academias /universi-

6 O DoctorMobile, um sistema informático criado pela Universidade da Beira Interior em parceria com o SAPO Labs e o apoio da PT, monitoriza doentes com dor crónica recorrendo a dispositivos móveis e está a funcionar, desde junho, no Hospital Sousa Martins, na Guarda, como estudo piloto que abrange utentes em regime ambulatório de pós-operatório. O estudo visa a monitorização da dor através de um sistema informático desenvolvido num projeto de investigação realizado na UBI por Nuno Pombo, investigador do Departamento de informática, sob orientação dos docentes Pedro Araújo (Departamento de Informática) e Joaquim Viana (Faculdade de Ciências da Saúde). Na Guarda o projeto é coordenado pelo médico Dias Costa. O sistema é constituído por uma aplicação informática instalada num smartphone disponibilizado aos utentes da Unidade de Cuidados Ambulatórios do hospital. Permite a consulta da prescrição definida pelo mé-

Curso Internacional de Verão

dades séniores e público em geral. As inscrições para o referido Curso terminam a 22 de agosto. No âmbito do Curso de Verão realiza-se o III Congresso Internacional “Europa Cidadã: pessoas, empresas e instituições”. A iniciativa está aberta à participação de especialistas e interessados em divulgar os seus trabalhos/projetos. Todos os participantes do Cur-

so estão igualmente convidados a apresentar comunicações no Congresso. As inscrições para submissão de resumos ao congresso terminam no dia 10 de agosto. Sublinhe-se que o Curso atribui uma unidade de crédito. Para mais informações consulte http://www. civ.uevora.pt/. K Noémi Marujo _

Eletromecânica da UBI

Acreditação por cinco anos 6 A Licenciatura em Engenharia Eletromecânica da Universidade da Beira Interior acaba de obter parecer positivo da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES) pelo período de cinco anos. A acreditação à atribuição do selo de qualidade europeu EUR-ACE ao curso de mestrado na mesma área, pela Ordem dos Engenheiros, reconhecendo assim umas das mais destacadas áreas da Academia e das que apresenta uma das melhores taxas de empregabilidade. O relatório de avaliação agora dado a conhecer aos responsáveis deste curso destaca a forte empregabilidade da formação, a componente prática laboratorial em várias disciplinas, apontando que nos processos de avaliação há uma forte componente de avaliação contínua. O curso dá apoio individualizado aos alunos, nomeadamente sobre percursos escolares, sendo a integração dos alunos promovida essencialmente pela Associação Académica da Universidade da Beira Interior e pelo Núcleo de Estudan-

tes de Electromecânica com ações de âmbito cultural e desportivas. Destaca ainda o Gabinete de Saídas Profissionais que apoia a realização de estágios e promove a criação de bolsas de mérito. Os avaliadores também observaram que as vagas de novos ingressos têm sido plenamente preenchidas nos últimos anos, mas a distribuição de género é maioritária

do sexo masculino, o que na sua opinião reflete ainda uma imagem antiquada do profissional na área da Engenharia Eletromecânica. Esta acreditação vem fortalecer a estratégia da UBI no ensino de qualidade e na aposta em parcerias com empresas de dimensão internacional, como é o caso da Portugal Telecom, Visabeira Global, Enforce, TE Relays, entre outras. K

dico, para além de alertar através de um aviso sonoro para a necessidade de tomada de medicamentos de acordo com prescrição definida, solicitando ao mesmo tempo a introdução dos níveis de dor sentida, através de uma escala visual numérica. A periodicidade dos avisos é definida pelo profissional de saúde e varia de acordo com o protocolo médico estabelecido. Os dados obtidos são posteriormente enviados para o portal Meu Sapo Saúde, possibilitando a sua consulta, quer ao utente quer aos profissionais de saúde responsáveis pela monitorização. A monitorização de utentes é realizada ao longo de cinco dias. Deste estudo, que surge no âmbito do projeto DoctorMobile, espera-se validar a arquitetura de monitorização de doentes com dor, através da utilização de dispositivos móveis e da gestão de informação na cloud. O ensaio será em breve alargado ao Centro Hospitalar da Cova da Beira. K

Santal

Miss é de Évora 6 Solange Mullens, 19 anos, aluna da licenciatura de Relações Internacionais da Universidade de Évora é a nova Miss Estudante Santàl 2013, uma competição que teve mais de duas centenas de candidatas de todo o país. De origem belga e com raízes africanas, veio viver para Portugal, aos 6 anos de idade. Tem nos genes o gosto pela descoberta, por conhecer o mundo e as pessoas e na hora de escolher onde estudar, ficou seduzida pela Universidade e pela cidade de Évora. A final do concurso decorreu

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Estudo piloto na UBI

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a 29 de junho, no Belém Bar Café, em Lisboa. Solange Mullens conquistou ainda o direito a constar no leque de finalistas do concurso Miss European Portugal 2013. K


Fundação Michael J. Fox atribui 250 mil dólares

UBI lê cartão de cidadão T A Universidade da Beira Interior acaba de desenvolver uma aplicação Android para a leitura dos dados do Cartão de Cidadão. A aplicação, desenvolvida por docentes e alunos do Grupo Release, do Departamento de Informática, é inovadora em Portugal e mostra os potencialidades do Cartão de Cidadão com dispositivos móveis. O download poderá ser feito a partir do endereço http://cc.di.ubi.pt Também neste site existe outro software para o Cartão de Cidadão, por exemplo para efetuar assinaturas digitais em plataformas como Linux, Mac e Windows. K

Altran com a UBI T A Altran Portugal vai lançar uma academia em parceria com a Universidade da Beira Interior, a Câmara Municipal do Fundão e o Instituto do Emprego e Formação Profissional. O projeto surge no âmbito do centro de formação avançada no Fundão, inaugurado a 2 de julho, em parceria com as mesmas instituições. A Academia arranca em setembro, com uma primeira formação em Java Enterprise Edition - JEE, sendo as formações gratuitas e abertas a todos os licenciados em engenharias de Informática, Electrotécnica e outros ramos relevantes. Esta primeira iniciativa da academia realizar-se-á na UBI, entre 9 e 20 de setembro e terá 25 vagas. Como resultado da formação, 50 por cento dos formandos tem trabalho assegurado, através de um contrato de estágio profissional celebrado com a Altran e o IEFP. K

Utad nos Açores T O reitor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Carlos Sequeira, e o pró-reitor para o Desenvolvimento e Internacionalização, António José Silva, participa-

ram no IV Fórum de Natação Açores 2013, realizado a 6 e 7 de julho, certame destinado a licenciados em educação física, técnicos de natação, treinadores, fisioterapeutas e agentes desportivos. António José Silva, também presidente da Federação Portuguesa de Natação, eleito em janeiro, realçou as perspetivas animadoras para a modalidade, apesar dos cortes financeiros da ordem dos 25 por cento sofridos este ano, o que passará pela prioridade assumida em relação à elite desportiva de deslocalizar os melhores nadadores a nível nacional. K

Física de Aveiro reconhecida T O Conselho Diretivo Nacional da Ordem dos Engenheiros acaba de atribuir a Marca de Qualidade Europeia European Accreditation of Engineering Programmes) ao Mestrado Integrado em Engenharia Física lecionado na Universidade de Aveiro, o primeiro curso, a nível nacional, a receber o selo. Com esta distinção, válida até junho de 2019, são já quatro os cursos da UUA certificados internacionalmente. K

Coimbra ganha no alemão T António Conduto Oliveira, aluno de alemão da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, acaba de ser premiado no concurso internacional de contos em alemão “Um Conto atravessa o Mundo”, promovido pelo Deutscher Akademischer Austauschdienst, Serviço Alemão de Intercâmbio Académico, que constitui uma das maiores redes mundiais de intercâmbio. O conto “Pieter der Uhrmacher” (Pieter o Relojoeiro), destacou-se entre os cerca de 200 concorrentes, de 38 países, e obteve o terceiro lugar. Além do prémio (um curso de Verão na Alemanha), o trabalho do aluno foi publicado no jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung. Foi contemplado ainda com a assinatura do jornal durante um ano. K

Coimbra investiga Parkinson 6 A intervenção do sistema imunitário, mais especificamente as implicações de mutações genéticas nos linfócitos B, na doença de Parkinson, está a ser estudada, pela primeira vez, por uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra, através do Centro de Neurociências e Biologia Celular, da Faculdade de Medicina e do Centro Hospitalar e Universitário. A relevância da investigação foi reconhecida pela Fundação do ator Michael J. Fox, que atribuiu 250 mil dólares ao estudo. Os linfócitos B (ou células B) são células do sistema imunitário com uma dupla função: produzem anticorpos contra os agentes causadores de doenças e participam na

regulação da resposta imunitária através da interação com outras células. No entanto, quando sofrem mutações genéticas as suas

funções podem ser afetadas, passando os linfócitos B a ter um papel importante no agravamento da doença. K

Investigadora do Minho premiada nos EUA

Dispositivo inovador 6 Cátia Silva, investigadora do Instituto de Polímeros e Compósitos da Universidade do Minho, acaba de ser distinguida com o Best Paper Award na Conferência Internacional de Instrumentação e Tecnologias de Medição, em Minneapolis, nos EUA. O artigo intitula-se “A fully integrated three-axis thermal accelerometer” e visa desenvolver um micro-acelerómetro (sensor que mede acelerações) térmico constituído à base de polímeros. O sensor

apresenta várias vantagens quando comparado aos já existentes: “É mais barato e fiável, conta com uma grande versatilidade de design e integra três eixos sensíveis num único microdispositivo”, explica. A tecnologia foi desenvolvida em colaboração com o Instituto Ibérico Internacional de Nanotecnologia, onde Cátia Silva também investiga. O acelerómetro está na base de várias aplicações utilizadas no dia-adia pelos cidadãos, nomeadamente

smartphones, tablets e automóveis. Está também muito presente nos ramos da medicina, automação e indústria, onde existe uma procura constante de aplicações inovadoras, afirma. “Esta distinção é uma valorização do trabalho que está a ser feito e uma motivação para o continuar. É maravilhoso saber que a minha investigação desperta interesse junto da comunidade científica e da sociedade”, avança a jovem de 26 anos. K

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Robótica de Aveiro em destaque

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Cambada e Portugal ganham 6 As equipas Cambada, da Universidade de Aveiro, e FC Portugal, das Universidades de Aveiro, Porto e Minho, conquistaram o terceiro lugar nas respetivas competições, e ainda prémios de relevo em desafios técnicos específicos de cada liga, na No RoboCup 2013, que decorreu na

Holanda. Estes resultados mantêm a Robótica da UA no topo da investigação e desenvolvimento neste domínio a nível mundial. O RoboCup (www.robocup. org) é uma competição de robótica de nível mundial, que decorre desde 1997. Nesta competição, equipas de todo o mundo

desenvolvem robôs para realizarem tarefas complexas como jogar futebol robótico, seguir e reconhecer pessoas ou detetar vítimas em catástrofes. A edição deste ano decorreu de 24 de junho a 1 de julho e reuniu mais de 2500 participantes de 35 países. K

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Universidade e emprego

UTAD

Lisboa lança portal 6 A Universidade de Lisboa lançou a 11 de julho um novo Portal de Emprego para toda a Universidade, passando a estar integrada na rede internacional “Trabalhando”, uma rede presente em 11 países ibero-americanos e que oferece cerca de 200 mil oportunidades mensais de emprego. No portal de emprego poderão registar-se alunos e exalunos e colocar o seu currículo.

Aí poderão encontrar as ofertas da comunidade Trabalhando e também ofertas exclusivas da sua universidade. As empresas interessadas em recrutar alunos da universidade, por sua vez, podem publicar as suas ofertas de emprego preenchendo um formulário simples e recebendo aí as candidaturas dos alunos. A partir de agora, a Universidade passa a ter informação sobre que empresas estão a

Fernandes é o reitor contratar, sobre as ofertas que são colocadas e quais as mais populares, para além da atualização dos currículos. Também passa a ter acesso a dados extracurriculares dos seus alunos, como línguas ou atividades de voluntariado, importantes para enriquecer o currículo e percecionar as competências que são valorizadas pelo mercado. Os alumni também terão acesso ao portal. K

Engenharia Mecânica de Aveiro

Capacete revolucionário 6 Uma equipa de investigadores da Universidade de Aveiro está a desenvolver um capacete revolucionário que tem como novidade e utilização de cortiça e pode mudar a conceção da segurança em termos de alta competição. A equipa de Ricardo Sousa, professor do Departamento de Engenharia Mecânica, verificou que, teste após teste, em relação à esferovite usada em exclusivo por todos os fabricantes mundiais de capacete, a cortiça não só tem maior capacidade para absorver um impacto como mantém essa característica intacta no caso de o motociclista sofrer na cabeça múltiplas pancadas. “Os revestimentos interiores dos capacetes, que servem para absorver a energia em caso de impacto, são hoje feitos quase exclusivamente em esferovite”, diz Ricardo Sousa. Este material “tem a vantagem de ser barato e leve” mas, por outro lado, “tem a grande desvantagem, quando sofre um primeiro impacto, de se deformar permanentemente perdendo capacidade de re-

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absorção de energia”. Assim, num eventual segundo impacto, o motociclista fica à mercê da sorte. Já o novo revestimento “não só absorve muito melhor o impacto do que a esferovite pura, como mantém a capacidade de absorver impactos mesmo quando ocorrem vários seguidos”. A prova disso, empiricamente falando, “vê-se numa rolha de champanhe que, ape-

sar de poder estar anos e anos comprimida no gargalo de uma garrafa, recupera praticamente a forma inicial assim que a bebida é aberta”. A solução da UA para o revestimento dos capacetes pode torná-los mais caros. Mas a equipa de Ricardo Sousa está a pensar quão vantajosa a proteção extra pode ser para capacetes de alta performance “em que o preço não é importante”. K

Redes sociais em situação de catástrofe

Aluno da Madeira inova 6 Jakob Rogstadius, aluno de doutoramento do Madeira Interactive Technologies Institute (Madeira-ITI) foi um dos vencedores do “TechChallange”, na categoria Alert, com a ferramenta CrisisTracker, uma plataforma baseada em software livre que permite extrair relatórios baseados em tweets públicos durante situações de desastre humanitário. Assim, tirando vantagem da informa-

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6 António Augusto Fontaínhas Fernandes, professor catedrático de bioquímica ambiental acaba de ser eleito, por unanimidade, reitor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Após a eleição, que decorreu a 5 de julho, Fontaínhas Fernandes destacou a necessidade da UTAD diminuir a sua dependência do peso do estado, devendo apostar em múltiplas parcerias regionais, nacionais e internacionais. As linhas mestras da sua candidatura incluem quatro agendas estratégicas, designadamente Ensino e Formação, Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento Económico e Social, além de Organização, Gestão e Sustentabilidade. Natural de Guimarães, tem dedicado toda a sua carreira científica e académica à região transmontana, para onde se deslocou em 1979 para frequentar o então Instituto Universitário de Trás-os-Montes e Alto Douro. Doutorou-se em 1999 e desempenhou na instituição cargos de crescente responsabilidade, tais como diretor de curso e de departamento, pró-reitor e presidente da Escola de Ciências da Vida e do Ambiente. No plano científico, o seu percurso foi centrado no domínio

ção que as pessoas divulgam nas suas redes sociais (Crowdsourcing) é possível detetar rapidamente novos eventos, dando uma estrutura visual facilmente compreensível a milhões de atualizações em tempo real. Uma adaptação do CrisisTracker está atualmente a ser utilizada pela IBM Austrália como fonte de informação auxiliar na gestão de desastres como

as inundações e incêndios que afetam as comunidades em toda a Austrália. Jakob Rogstadius, de origem sueca, desenvolveu esta ferramenta no Madeira-ITI, entre 2010 e 2013, sob a orientação dos Professores Vassilis Kostakos e Evangelos Karapanos. Atualmente encontra-se a desenvolver a sua tese de doutoramento sobre Técnicas de Crowdsourcing para situações de emergência. K

da bioquímica ambiental, é responsável por diversos projetos de investigação e desenvolvimento, tendo publicado mais de cem trabalhos académicos. É membro da direção da Portusparque, um dos responsáveis pela criação do Regia Douro Parque, coordena a rede EmpreenDouro, membro da Sociedade Ponto Verde e integra a comissão de admissão e qualificação da Ordem dos Engenheiros, onde tem exercido funções nos últimos 20 anos. K


Fundão/Belmonte Conselho Geral do Politécnico de Castelo Branco

ESALD faz estudo de hipertensão

6 48 por cento da população adulta do concelho do Fundão e 46,6 por cento da população adulta do concelho de Belmonte é hipertensa, informou o Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB). Os dados resultam de um estudo efetuado pela Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias, o qual envolveu 2250 indivíduos nos concelhos do Fundão e de Belmonte. Em nota enviada ao Ensino Magazine, o IPCB explica que “a percentagem de hipertensos é mais significativa nos homens, no concelho de Belmonte, enquanto no concelho do Fundão é nas mulheres”. O estudo revela que, no concelho do Fundão, a freguesia de Escarigo é a que está associada a uma maior taxa de hipertensão e a freguesia de Alpedrinha a uma taxa menor. No concelho de Belmonte, a freguesia de Maçainhas registou a maior prevalência de hipertensão arterial e a de Belmonte, a menor. O estudo mostra ainda que entre os indivíduos que afirmaram tomar fármacos anti hipertensores, (11,2% do concelho do Fundão e 11,1% do concelho de Belmonte) apresentavam valores de pressão arterial acima dos preconizados. A investigação revela que 13,1% dos indivíduos do concelho do Fundão e 12,2% indivíduos do concelho de Belmonte, não tinham conhecimento de ser hipertensos, tendo apresentado valores de pressão arterial acima dos considerados normais. O estudo foi desenvolvido no âmbito da Licenciatura em Cardiopneumologia, pela aluna finalista Mariana Baptista, com orientação dos docentes Patrícia Coelho (técnico-científica) e Alexandre Pereira (estatística). K

Proença de Carvalho no IPCB

6 Daniel Proença de Carvalho, advogado, ex-ministro da comunicação social e presidente do Conselho de Administração da ZON Multimédia, foi um dos nomes escolhidos para membro do Conselho Geral do Instituto Politécnico de Castelo Branco. A escolha dos membros exteriores ao IPCB, foi feita no passado dia 10 de julho, numa reunião que serviu para eleger e cooptar as sete personalidades externas de reconhecido mérito não pertencentes à instituição, com conhecimentos e experiência relevante para o Instituto. Para além de Daniel Proença de Carvalho, foram cooptados António Trigueiros de Aragão (Administrador da Fábrica Lusitana; Presidente da Direção do NERCAB), José Pedro Salas Pires (Diretor de Serviços e Tecnologias da Informação da PT),

Adelina Maria Machado Martins (Diretora Regional de Agricultura e Pescas do Centro), Armindo Jacinto (presidente do Conselho de Administração da Naturtejo e VicePresidente da Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal), António Vieira Pires (presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde de Castelo Branco) e António de Melo Bernar-

do (diretor da Segurança Social de Castelo Branco). Foram ainda eleitos, como suplentes, Carlos Semedo (responsável de Programação do Cine Teatro Avenida), Ricardo Araújo (Delivery Unit Manager at OutSystems), João Carvalho (proprietário da Quinta dos Termos e Presidente da Comissão Vitivinícola Regional da Beira Interior), Inês Caleiro (Designer e Diretora Criativa na GUAVA shoe design), Julian Mora Aliseda (professor Catedrático na Universidade de Extremadura) e Hein Demyttenaere (diretor Geral na Ô Hotels & Resorts) e Joaquim Serrasqueiro (Delegado de Saúde do Concelho de Castelo Branco). Recorde-se que já em março, o Instituto Politécnico tinha eleito os docentes para o Conselho Geral, tendo-se apresentado duas listas

às eleições. Na altura foram eleitos os seguintes docentes e investigadores: Celestino Almeida (Lista A - ESACB), Maria João Guardado Moreira (A - ESECB), João Petrica (B – ESECB), Nuno Castela (A - ESTCB), Ana Fernandes (A - ESART), Isabel Margarida Antunes (B - ESACB), João Ventura (A - ESALD), Sara Nunes (A – ESGIN), Maria Teresa Albuquerque (B – ESTCB), António Fernandes (A – ESTCB), João Carneiro (A – ESACB), Maria Cristina Almeida (B – ESART) e Maria Luísa Castilho (A – ESART). O representante eleito do pessoal não docente foi Ricardo Batista, o qual foi escolhido com 105 votos a favor, contra os 74 da lista adversária, liderada por Fernando Reis. Já os estudantes eleitos foram, de acordo com o IPCB, Paulo Regalo, Arnaldo Faustino, João Nunes e João Duarte. K

Politécnico de Castelo Branco

Engenharia Civil acreditada 6 A Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES) acaba de acreditar, sem restrições, por um período de cinco anos, a licenciatura em Engenharia Civil do IPCB/Escola Superior de Tecnologia. Com esta decisão, o curso de Engenharia Civil do IPCB/EST, que nesta fase de candidatura ao ensino superior, é dos poucos do interior do país a abrir vagas, vê reconhecida a sua qualidade e desempenho por parte da entidade que, em Portugal, garante a qualidade do ensino superior, “através da avaliação e acreditação das instituições de ensino superior e dos seus ciclos de estudos, bem como no desempenho das funções inerentes à inserção de Portugal no sistema europeu de garantia da qualidade do ensino superior.

Para o presidente do IPCB, Carlos Maia, “apesar de não constituir uma surpresa, o momento é de satisfação. A acreditação de um curso sem qualquer restrição e pelo período máximo é sempre motivo de satisfação, uma vez que traduz o reconhecimento, por par-

te de uma entidade imparcial, da qualidade do curso, é o reconhecimento de que o curso responde positivamente ao mais alto nível a todos os critérios que estão a ser avaliados. E isso é particularmente relevante numa área como a Engenharia Civil, que a nível nacional

tem tido uma procura reduzida nos últimos anos verificando-se para o ano letivo de 2013/14 uma quebra acentuada da oferta de vagas e até o encerramento de alguns cursos”. A avaliação da A3ES à Licenciatura em Engenharia Civil do IPCB/ EST teve por objeto a qualidade do desempenho, medindo o grau de cumprimento da sua missão através de parâmetros de desempenho relacionados com a respetiva atuação e com os resultados daí decorrentes. Este resultado premeia o esforço continuado da Unidade Técnico-Científica de Engenharia Civil da Escola Superior de Tecnologia, dos seus estudantes e docentes. Para o próximo ano letivo de 2013/14, o IPCB/ Escola Superior de Tecnologia vai disponibilizar 24 vagas para a licenciatura em Engenharia Civil. K

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Guarda com alguns ajustamentos

Oferta diversificada 6 O Curso de Enfermagem lecionado na Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico da Guarda vai passar a ter apenas uma entrada. “Trata-se de uma orientação interna do curso de enfermagem, que como é sabido, tinha duas entradas, isto é, os candidatos eram divididos em dois grupos; havia um conjunto de vagas para candidatos que entravam no mês de setembro, isto é, no início do ano letivo e depois outros candidatos que entravam apenas em março”, explica o presidente do Politécnico da Guarda, Constantino Rei. De acordo com as suas afirmações, esta orientação colocava “problemas de organização, de gestão, de desmotivação dos alunos que ficavam seis meses sem fazer nada”. Daí que se tenha procedido às necessárias alterações para melhor enquadramento da entrada neste curso. “Não teremos 40 vagas como no ano passado, iremos ter sim, 70 vagas para a entrada de setembro e não haverá vagas para entrada de março”, acrescentou o presidente do IPG. Constantino Rei comentounos que o próximo ano letivo será marcado “sobretudo por uma redução do número de vagas, generalizada a todo o ensino superior e também ao Politécnico da Guarda”.

Politécnico da Guarda

ESTH dá mais apoio aos estudantes

Com exceção feita ao curso de desporto, a redução de vagas no IPG, 75 a menos, “não é problemática, porque de facto, os últimos anos não temos conseguido preencher a totalidade das vagas”. De acordo com Constantino Rei, este ajustamento, que diz ter sempre defendido, entre a oferta e a procura, “não será problemático para o Instituto e

poderá, eventualmente, até ser vantajoso, caso ele também se concretize no litoral e sobretudo nos grandes centros urbanos”. Para o próximo ano letivo o Instituto Politécnico da Guarda não abrirá vagas no curso de Secretariado e Assessoria de Direção, “porque entendemos que a procura do curso, neste momento, não justifica que ele se mantenha em funcionamento”. K

IPG

Robô bombeiro na Guarda

6 Na Guarda decorreu no dia 6 de julho mais uma edição do concurso nacional Robô Bombeiro, organizado pelo Instituto Politécnico. O Concurso Robô Bombeiro é um concurso de robótica, inspirado no Trinity College Fire Fighting Home Robot Contest, que põe à prova pequenos robôs móveis e autónomos com a missão de encontrar e apagar um incêndio, simulado por uma vela, num modelo de uma casa formado por corredores e quartos. Este concurso – que decorreu no Pavilhão Municipal de S. Miguel – foi dinamizado por docentes do Instituto Politécnico da Guarda e teve como objetivo promover a Robótica, uma das tecnologias chave do século XXI, assim como proporcionar um evento extracurricular interessante e divertido, onde os alunos possam aplicar na prática

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os conhecimentos multidisciplinares tipicamente adquiridos em cursos de engenharia. “O balanço é muito positivo, tivemos o maior número de equipas de sempre inscritas, 49. O nível dos robôs também foi bom, notouse uma evolução, principalmente ao nível da construção, portanto, já não aparecem tanto aqueles robôs feitos um pouco em “cima da coxa”, como se costuma dizer, mas robôs bem estruturados com chassis bem definido nota-se que há ali um projecto desde o chassis até aos desenvolvimentos dos circuitos, dos sensores, colocação dos sensores nos robôs e a própria programação”. Afirmou-nos Carlos Carreto, da organização deste concurso. Na opinião deste docente do IPG, as alterações a introduzir no futuro têm de ser “muito pontuais

porque estamos a falar num projeto de robótica educativa, que muitas vezes é feito a nível de clubes de escolas secundárias, ou no âmbito de alguma disciplina, onde os alunos começam sempre de novo todos os anos, portanto há aquela frase de aprendizagem do que é a robótica móvel e depois o desenvolvimento do projecto e portanto, nesse sentido não há grande margem para grandes desafios de um ano para o outro” Daí que os desafios propostos sejam no sentido de se tornar a prova cada vez mais realista. “Portanto, o cenário que simula uma casa com corredores e quartos cada vez é mais realista, de modo a que as equipas depois tenhas as suas abordagens e as suas soluções para que os robôs consigam lidar com esse realismo”. Dissenos Carlos Carreto. K

6 Na Escola Superior de Turismo e Hotelaria do IPG, em Seia, foi assinado dia 15 de julho um protocolo de colaboração entre aquela instituição de ensino superior, a Câmara Municipal de Seia e a Associação Empresarial da Serra da Estrela. Este acordo de colaboração, que contou com as assinaturas do presidente da Câmara Municipal de Seia, Filipe Camelo, do presidente da AESE, Moisés Cainé, da presidência do IPG, representada pelo vice-presidente, Pedro Cardão, e da diretora da ESTH/IPG, Anabela Sardo, visa a criação do PACK Estudante ESTH/IPG 250. Trata-se de um pacote promocional de bens e serviços (alimentação, alojamento e transportes) que propicia aos estudantes da ESTH a possibilidade de estudarem e residirem, em Seia, durante o período

do seu curso com custos controlados e atenção personalizada. Os promotores da iniciativa estimam em 250 euros mensais os custos inerentes a estudar na cidade de Seia, tendo incluído nesse valor as propinas do curso, o alojamento na cidade, os transportes urbanos e, ainda, a alimentação. Para António Melo, subdiretor da ESTH/IPG, e mentor do projeto, esta junção de esforços “é mais uma forma de incentivar os jovens a escolherem a ESTH/IPG e a cidade de Seia para prosseguirem os seus estudos uma vez que, em termos financeiros, conseguem aqui racionalizar o investimento na sua formação, através do apoio e disponibilidade dos parceiros que, de forma integrada, proporcionarão um leque de serviços e produtos, a custos controlados, aos estudantes aderentes”. K

Guarda

Politécnico quer reforçar internacionalização 6 O Politécnico da Guarda participou, recentemente, em Viena numa conferência sobre Cooperação no Ensino Superior Central, Oriental e Europa do Sudeste. Esta conferência reuniu Instituições de ensino superior da República Checa, Eslováquia, Hungria, Eslovénia, Croácia, Sérvia, Bósnia/ Herzegovina, Bulgária, Romênia e Áustria. Incrementar o conhecimento e a cooperação entre os países participante bem como definir uma plataforma para futuras iniciativas comuns foi o objetivo desta iniciativa. O vice-presidente do IPG, Pedro Cardão, considerou que esta presença foi muito gratificante tanto mais que o Politécnico da

Guarda era a única instituição oriunda da Europa ocidental. “Foi assim possível alargar os contactos sobretudo com países com os quais não tínhamos ainda parcerias, nomeadamente com a Áustria”. Pedro Cardão adiantou ainda que ficaram abertas boas hipóteses para se desencadear a cooperação com a Eslováquia, nomeadamente com uma instituição de ensino superior, vocacionada para o ensino da engenharia civil, frequentada por quatro mil alunos. “Com esta nossa participação abriram-se excelentes perspetivas para a cooperação com novas instituições de ensino superior, bem como para programas de mobilidade”. K


João Paulo Marques doutorado

Nota máxima na Extremadura 6 O vice-presidente do Instituto Politécnico de Leiria, João Paulo Marques, obteve a nota máxima, com aclamação, na defesa da sua tese de doutoramento, na Universidade da Extremadura (Espanha). A tese de João Paulo Mar-

ques versou sobre os “Efeitos do processo de avaliação nos cursos de licenciatura em Enfermagem em Portugal”. Na elaboração da sua tese João Paulo Marques teve a orientação de Florentino Blázquez Entonado e Luciano de Almeida. K

IPLeiria, NERLEI e CEFAMOL

Protocolo liga indústria e Academia 6 O Instituto Politécnico de Leiria, a Associação Empresarial da Região de Leiria e a Associação Nacional da Indústria de Moldes, assinaram um Protocolo de Cooperação para promover a interação entre as empresas e a academia, aproximando as duas realidades. Juntando assim à excelência do ensino da região o empreendedorismo das empresas, que é cartão-de-visita em Portugal e no estrangeiro, as três entidades unem esforços na aproximação da academia à indústria. “Na sequência de uma parceria e de uma sequência de ações conjuntas já há vários anos, especialmente nas áreas tecnológica e de gestão, surge, naturalmente, este acordo, entre três entidades de relevo na região, que pretende aproximar a atuação e o papel de formação da academia à realidade e necessidades industriais”, explicou Nuno Mangas, presidente do Politécnico. Com efeitos já para o próximo ano letivo, o protocolo assenta em três pilares principais:

formação em contexto empresarial, disseminação do conhecimento (especialmente em I&D mas também em termos de transferência do conhecimento academia-empresa), e ações de responsabilidade social (nomeadamente através de bolsas de estudo e prémios atribuídos aos melhores alunos, assim como a criação de emprego), no sentido de beneficiar estudantes, docentes e empresas. Mais de 100 participantes, entre empresários da região e docentes, estiveram presentes no encontro IPLeiria-Indústria, sendo que o protocolo envolve um universo de cerca de quase 900 empresas. O IPLeiria representa mais de 11 mil estudantes, e quase 1.000 docentes (dos quais 300 doutorados). Numa primeira fase o protocolo centra-se essencialmente na parceria entre as empresas e a Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto, sendo objetivo a curto prazo, estendê-lo às restantes escolas, adequando à especialização de cada uma. K

Comité Olímpico e Universidade de visita

Leiria reforça com a China 6 O vice-presidente do Comité Olímpico da República Popular da China, Li Yewu, e o vice-presidente da Universidade de Desporto de Pequim, Minhao Xie, visitaram o Instituto Politécnico de Leiria a 19 de julho. A visita desta comitiva à Escola Superior de Educação e Ciências Sociais teve por objectivo o estabelecimento de pontes de cooperação entre as três entidades, essencialmente no que toca à formação e investigação. Segundo Rui Matos, director da escola de Leiria, “estes foram os temas centrais da reunião, tendo os representantes destas entidades chinesas mostrado particular interesse no trabalho efectuado pelo IPLeiria no âmbito do desporto, bem-estar e saúde”. O responsável explica que “esta visita representa uma oportunidade de cooperação com uma das mais prestigiadas escolas de desporto

do mundo, podendo elevar o patamar de qualidade do bom que já se faz na ESECS para um nível muito superior, quer em termos de formação quer em termos de investigação”. Também alguns trabalhos na área do desporto de alta competição, nomeadamente a natação, e do desporto e saúde, desenvolvidos no Centro de Investigação em Motricidade Humana, foram objeto de especial atenção por parte da comitiva chinesa. A Universidade de Desporto de Pequim é uma das mais reputadas universidades do mundo nesta área, e responsável direta pela formação de atletas de alta competição, possuindo no seu palmarés mais de quatro dezenas de medalhas olímpicas. Rui Matos salientou ainda “a possibilidade de se estender a cooperação à Escola Superior de Saúde de Leiria e, em particular, à Unidade de Investigação em Saúde desta es-

cola, dadas as afinidades entre as áreas da saúde e do desporto e as colaborações já existentes entre estas duas escolas do IPLeiria, nomeadamente a que conduziu à criação do Mestrado em Desporto e Saúde para Crianças e Jovens, atualmente com candidaturas abertas para o próximo ano lectivo”. “As ações de mobilidade de estudantes e docentes e o desenvolvimento de projetos conjuntos de investigação científica são mais um passo importante na consolidação das relações de cooperação que o IPLeiria mantém com aquele país do extremo oriente”, adianta Nuno Mangas, presidente da instituição. Este responsável considera ainda que “esta visita foi para nós uma grande honra e representa o reconhecimento do trabalho de cooperação que o IPLeiria tem sido capaz de manter com a China e que desejamos continuar a aprofundar”. K

Acordo com a SIC

Alta definição com legendas 6 Daniel Oliveira, uma das caras da SIC e um dos mentores do Projeto IPL(+)INCLUSIVO, lançou o desafio a todas as pessoas e entidades que se relacionam com o Instituto Politécnico de Leiria (IPLeiria) a serem mais inclusivos. A equipa da SIC produziu para a INCLUDiT Conferência Internacional para a Inclusão, que encerrou um ano de IPL(+)INCLUSIVO, um programa “Alta Definição” especial, com personalidades que deitam um olhar sobre a diferença, a diversidade, e o respeito pelo outro. Deste programa, e da parceria que se estabeleceu com a equipa do programa, surgiu um pré-acordo

com a SIC para que os programas do “Alta Definição” sejam legendados, e assim acessíveis, por exemplo, à comunidade surda. Josélia Neves, docente do IPLeiria e impulsionadora do IPL(+)INCLUSIVO, congratula-se com esta iniciativa, e diz que “este e os outros mentores do projeto contribuem para levar a questão da inclusão onde ela tem de chegar, para lá das portas do IPLeiria, para lá da cidade de Leiria, e até mesmo do País”. Marco Antunes, estudante de Desporto e Bem-estar do IPLeiria, que depois de um acidente num jogo de futebol ficou com mobilidade reduzida aos 19 anos, Amí-

lcar Furtado, professor, surdo, e Jorge Pina, atleta paralímpico, cego, falaram sobre as suas histórias, e os desafios do quotidiano, mas também dos sonhos, da força de vontade e do futuro, num programa “inspirador e diferente, que mostra que a incapacidade está sempre nos nossos olhos, e o que tem que mudar são as nossas ideias pré-concebidas”, define Josélia Neves. No final, Daniel Oliveira explicou que “as entrevistas são uma aprendizagem”. Para ele, estas são pessoas que “olham para a vida com uma forma mais atenta do que aquela com que nós olhamos”. K

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Presidente

Posse no IP Coimbra 6 Rui Antunes, reeleito Presidente do Politécnico de Coimbra a 31 de maio, tomou posse a 9 de julho, numa cerimónia realizada no auditório do Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra. Na cerimónia tomaram ainda posse Nuno Ferreira e de Pau-

lo Sanches, na qualidade de vicePresidentes da instituição. Nuno Ferreira desempenhou até agora as funções de Presidente do ISEC e Paulo Sanches é professor do ISCAC tendo desempenhado as funções de pró-presidente no mandato anterior de Rui Antunes. K

Escola Agrária

Novo centro em Elvas Tecnologias de Produção de Biocombustíveis

Portalegre aposta forte 6 Tecnologias de Produção de Biocombustíveis é o mais recente curso do Instituto Politécnico de Portalegre, que vai ser ministrado pela Escola Superior de Tecnologia e Gestão, com a colaboração de alguns docentes da Escola Superior Agrária de Elvas. A Licenciatura, inovadora no panorama nacional, irá funcionar já no próximo ano letivo 2013/2014, com o arranque das aulas previsto para 23 de setembro, foi acreditada pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior. O curso visa formar quadros com competências que vão das áreas de tecnologias de produção agrícolas e de gestão de resíduos agrários e industriais até as de tecnologias industriais de produção de biocombustíveis e outros produtos químicos numa lógica de biorrefinação. Pretende-se que os graduados por este curso venham a

Biotecnologia em Setúbal

trabalhar em unidades de produção agrícolas, por exemplo, no desenvolvimento de culturas energéticas ou no reaproveitamento de resíduos agroindustriais para a obtenção de energia, ou ainda em unidades industriais de pequena e média

dimensão no design e operação de dispositivos ou esquemas industriais para produção de biocombustíveis sólidos, líquidos ou gasosos e outros subprodutos, a partir de culturas agrícolas dedicadas ou de resíduos agrários e industriais. K

Setúbal em destaque

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penhar um papel fundamental na formação dos alunos, o CEV prestará um serviço de apoio aos médicos veterinários na realização de análises laboratoriais (análises clínicas e parasitológicas) recorrendo aos novos equipamentos de diagnóstico avançado que equipam esta estrutura. Dispõe de cinco salas com as seguintes funcionalidades: Cirurgia e Anestesiologia, Cuidados de Higiene e Estética, Análises Clínicas, Laboratório de Parasitologia, Cuidados Veterinários. K

Licenciatura

24 horas de logística 2013

6 As três equipas de estudantes da Licenciatura em Gestão da Distribuição e da Logística da Escola Superior de Ciências Empresariais de Setúbal alcançaram o 1º, 3º e 5º lugar da classificação geral na oitava edição das 24 horas de Logística, que decorreu nas instalações da Autoeuropa, a 22 e 23 de junho, e contou este ano com 24 equipas constituídas por profissionais de empresas de renome, como a

6 O Centro de Enfermagem Veterinária da Escola Superior Agrária de Elvas foi inaugurado a 15 de julho pelo presidente do Politécnico de Portalegre, Joaquim Mourato. O novo equipamento é uma estrutura que dará aos alunos de Enfermagem Veterinária a oportunidade de realizarem as suas práticas numa infraestrutura equipada à semelhança do que vão encontrar no mercado de trabalho como profissionais, garantindo uma formação de elevado nível prático. Para além de desem-

Mota-Engil, Sonae, EDP, Luís Simões, entre outras. Para além da classificação geral, o grupo de estudantes da ESCE/IPS conseguiu também alcançar os prémios de Melhor Desempenho Noturno e Melhor Desempenho Prático. A equipa constituída pelos estudantes João Almeida, Marco Pereira, Natacha Ferreira, Rui Gouveia e Mónica Gaboleiro conquistou o 1º Lugar do desafio e o Prémio para Melhor Desempenho Prático.

O 3º lugar e o Prémio para Melhor Desempenho Noturno foram alcançados pela equipa composta por Rui Valente, Filipe Fortunato, Tiago Libereiro, Pedro Baeta e Nuno Costa. Os estudantes Hélder Ferreira, Mário Miranda, Carlos Valente, Cláudia Caçarico e Hermenegilda Guimarães constituíram, assim, a terceira equipa da ESCE/IPS que alcançou o 5º lugar da classificação. K

6 O Instituto Politécnico de Setúbal apresenta, já este ano, um novo curso de Licenciatura em Biotecnologia, que será lecionado a partir de setembro na Escola Superior de Tecnologia do Barreiro. Esta nova área de formação pretende dar resposta a uma crescente procura de vias profissionais alternativas com um nível de empregabilidade sustentável, bem como à crescente procura de diplomados, na Europa e em Portugal, para inte-

grarem equipas de laboratório e de investigação em biotecnologia. A formação de base generalista desta licenciatura permite o acesso dos futuros profissionais a uma vasta gama de oportunidades de emprego, tornando este curso uma excelente opção para os interessados em desenvolver carreira nas grandes multinacionais de Biotecnologia, de indústria farmacêutica ou em empresas de menor dimensão, explorando as inovações na área. K

Setúbal

Mestrado em Segurança 6 Encontram-se a decorrer, no Instituto Politécnico de Setúbal (IPS), até ao próximo dia 16 de agosto, as candidaturas à frequência do curso de Mestrado em Segurança e Higiene no Trabalho, ministrado pela Escola Superior de Ciências Empresariais (ESCE/IPS) e pela Escola Superior de Tecnologia de Setúbal (ESTSetúbal/IPS). Este mestrado pretende dotar os futuros formandos de conhecimentos e competências sustentados, que permitam o desempenho profissional nos vários setores de atividade do tecido empresarial e no setor da Investigação e Desenvolvimento, na área de Segurança e Higiene no Trabalho, Risco e Fiabili-

dade, Sistemas de Gestão, Segurança Comportamental e Gestão de Risco. De sublinhar que o primeiro ano do curso permite obter o certificado de Técnico Superior de Segurança e Higiene no Trabalho, homologado pela Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT). Trata-se de um mestrado adequado para formandos que pretendem tornar-se altamente qualificados a nível técnico e na gestão da segurança no trabalho, bem como em outras funções transversais como a qualidade, a análise de risco, a realização de auditorias, a gestão de comportamentos seguros, a gestão da emergência e a cultura de segurança. K


Estudo do IPCA, Universidade do Minho e OTOC revela eficiência financeira

Castelo Branco é o melhor do país

6 O estudo, da responsabilidade da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, em colaboração com o Tribunal de Contas, Instituto Politécnico do Cávado e Ave acaba de classificar a Câmara de Castelo Branco como a melhor autarquia do país em termos de eficiência financeira. O Anuário dos Municípios Portugueses referese aos anos 2011 e 2012 e avalia 15 indicadores analisados, como dividas a terceiros por habitante; liquidez; endividamento líquido por habitante; prazo médio de pagamentos ou grau de execução da receita liquidada relativamente a despesas comprometidas (entre outros). Em todos a Câmara albicastrense obteve sempre bons resultados.

Castelo Branco obteve a pontuação 529 pontos, sendo a primeira classificada entre as câmaras de média dimensão, mas também a mais bem pontuada entre todos os municípios portugueses. No ranking geral seguese a Amadora (município de grande dimensão) com 494 pontos, e Coruche, com 470 pontos (pequena dimensão). Para Joaquim Morão, presidente da autarquia, os resultados “divulgados demonstram a solidez financeira da Câmara de Castelo Branco, mas também o rigor e o critério que temos colocado na gestão do município”. O presidente da autarquia adianta que “estes resultados, analisados por pessoas independentes,

Joaquim Morão, presidente da CMCB são uma honra para Castelo Branco. Sinto-me muito feliz por isso, pois tenho dado a cara pela administração da Câmara”. No entender de Joa-

quim Morão os resultados “demonstram a grande capacidade de gestão da autarquia. Nós temos a melhor eficiência financeira, mas temos feito muita

obra, pagando pontualmente a toda a gente”. Joaquim Morão sublinha o facto do estudo ter sido feito “por pessoas independentes, que nada têm a ver com a Câmara de Castelo Branco ou com os outros municípios e que analisando as contas de todas as autarquias, concluíram que Castelo Branco tem grande eficiência financeira e grande rigor, como de resto se prova no nosso dia a dia”. O ranking global dos municípios portugueses faz parte do Anuário dos Municípios Portugueses, num estudo desenvolvido pelos investigadores João Costa Carvalho, Maria José Fernandes, Pedro Camões e Susana Jorge, numa edição da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas.

Joaquim Morão explica o sucesso da gestão da Câmara. “Estes resultados conseguem-se porque temos tido a capacidade de ir buscar dinheiro onde ele existe, mas sobretudo, pelo modo como ele se administra e aplica. Nós podíamos ter dinheiro e não pagar às pessoas. Mas no nosso Município pagamos a tempo e horas a toda a gente”. A terminar, o autarca, diz que “nos tempos que correm, em que o país está quase na banca rota, estes resultados são motivo de grande satisfação para todos. Estes dados demonstram que a solidez e a administração da Câmara de Castelo Branco contrasta com a aquilo que vive em Portugal. E isso é um motivo de orgulho para mim”. K

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Conselho Geral do ISCTE

Afonso Camões eleito 6 Afonso Camões, que atualmente desempenha as funções de presidente do Conselho de Administração da Agência Lusa, acaba de ser eleito para membro do Conselho Geral do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa. A cooptação de Afonso Camões, entre os membros externos da comunidade, foi feita no passado dia 11 de julho. Além de Afonso Camões, foram ainda cooptados Ana Benavente, Aurora Batista,

Carlos Brazão, Carlos Lopes, Catarina Vaz Pinto, José Eduardo Carvalho, Luís Filipe Pereira, Margarida Marques e Vasco Cal. Afonso Camões diz estar satisfeito e honrado por integrar o Conselho Geral do ISCTE. “É uma responsabilidade que me vincula a dar à instituição o contributo do meu networking e da minha experiência”. Afonso Camões explica que “o ISCTE é, porventura, a mais internacionalizada das universidades

portuguesas, com pólos funcionais ou a exportar conhecimento para vários países, especialmente na geografia da língua portuguesa”. Aquele responsável adianta que o ISCTE “é também a universidade com uma maior consistência no fio-de-terra, ou seja, uma maior ligação à realidade, a começar no mundo empresarial que verdadeiramente conta, aquele que cria riqueza e emprego em Portugal”. K

AGOSTO 2013 /// 013


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Poliempreende em Viseu

Cereja no topo da Cavaca 6 Cereja no topo da Cavaca (já marca nacional registada), projeto que tem como objetivo valorizar e inovar as Cavacas de Resende através da incorporação da Cereja de Resende, foi a ideia de negócio vencedora da fase regional de Viseu do concurso nacional Poliempreende, que decorreu este mês na instituição. O projeto tem a autoria de Daniela Dias e Sandra Cunha, alunas finalistas do curso de licenciatura em Turismo da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu. Em segundo lugar classificouse o Ecologisses, que visa a venda de veículos elétricos e a sua divulgação, desde a formação acerca das conversões de motor de combustão para elétrico, à venda de material para esse fim, ou seja, visa a mobilidade sustentável. Essa divulgação também será realizada através de atividades de desporto em natureza relacionado com mobilidade, como por exemplo o BTT. A equipa que fez a conceção deste projeto é constituída por António Freitas e Daniel Almeida, alunos do curso de mestrado em Tecnologias Ambientais da Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu. O projeto AgroSuzy foi o ter-

ceiro classificado e tem como objetivo apostar na cultura de medronheiro inoculado, estabelecendo uma relação simbiótica entre plantas e fungos, as chamadas micorrizas, ou seja, onde as plantas melhoram a sua nutrição mineral, absorção de água e resistência a agentes patogénicos. Os fungos, por sua vez, beneficiam desta relação ao obter, da planta, os compostos necessários à sua vida e frutificação. O projeto visa uma estratégia de eficiência coletiva e a sua produção desenvolver-se-á em torno

da valorização da sustentabilidade económica, ambiental e social assim como das atividades relacionadas, como a apicultura, recolha e processamento de cogumelos, produção de aguardentes e de licores à base de frutos silvestres, como sejam o medronho. O processo de inoculação garante desde logo a ausência do uso de químicos e adubos, incentivando e transformando a cultura para modo de produção biológico. Os promotores do projeto são Susana Freitas (aluna de licenciatura em Engenharia Agronómica da Escola Agrária de Viseu), Paulo Torres (engenheiro agrónomo e ex-docente da ESAV) e Carlos Freitas (Gestor Comercial e Financeiro da Empresa). A equipa classificada em primeiro lugar, “Cereja no topo da Cavaca”, constituída por Daniela Dias e Sandra Duarte Cunha, ambas alunas do curso de Turismo da ESTGV, vão representar o Politécnico de Viseu, em setembro, próximo no concurso nacional do 10º Poliempreende, a disputar entre os vencedores de cada um dos institutos politécnicos do país, e que decorre no Politécnico da Guarda. K Joaquim Amaral e Carlos Rua _

ESA

Marianices em Viseu 6 A Escola Superior Agrária de Viseu apresentou a 4 de julho a obra “A propósito de algumas Marianices”, na Quinta da Alagoa. A publicação estará disponível on-line no espaço da Galeria Virtual do Instituto Politécnico de Viseu. Este projeto, que teve o seu início em março de 2001, vem evidenciar que há possibilidade de realizar cultura e desenvolver processos de aproximação entre culturas, numa perspetiva de elevação e aproximação das várias sociedades humanas.“A propósito de algumas Mariani-

ces” surgiu com o propósito de retratar a instalação do artista plástico Mariano, inaugurada no dia 18 de abril de 2013, na comemoração do dia da Escola Superior Agrária de Viseu, e que este-

ve patente ao público no cenário paisagístico da Quinta da Alagoa. A obra é prefaciada por Alberto Correia, investigador, antropólogo e docente, e ex-diretor do Museu de Grão Vasco. K

Projetos MARK’it

014 /// AGOSTO 2013

Porto lança Hotel-Escola

T O Instituto Politécnico de Leiria foi à Assembleia da República, a 10 de julho, para apresentar a campanha Mil brinquedos, mil sorrisos. De julho a outubro a Assembleia da República terá um ponto de recolha de brinquedos que serão posteriormente adaptados no Politécnico de Leiria e entregues a crianças com necessidades especiais. Há seis anos que a iniciativa adapta e entrega brinquedos a crianças especiais. A campanha partiu do Centro de Recursos para a Inclusão Digital, da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais, em colaboração com o Departamento de Engenharia Eletrotécnica da ESTG que apoia de forma voluntária. K

T O Instituto Politécnico do Porto lançou a 21 de julho a Primeira Pedra do Douro Royal Valley Hotel & SPA – Application School Hotel, um empreendimento situado em Pala, Ribadouro, no concelho de Baião, que vai nascer da parceria entre a JASE, Empreendimentos Turísticos, Lda. e o Politécnico. Esta primeira unidade hoteleira de cinco estrelas está preparada para ministrar uma licenciatura em turismo, em contexto de trabalho. K

Prémio para Viana T Um estudo de Tiago Trancoso, docente das licenciaturas em Gestão e em Turismo da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viana do Castelo, venceu a competição internacional para o melhor artigo científico organizada pela Pro Global Science Association. O contributo da investigação motivou o convite a Tiago Trancoso para ser keynote speaker do 2nd International Symposium Advancing SocioEconomic Research, que decorreu em Bucareste em maio de 2013. O artigo será publicado no próximo volume da Review of Applied SocioEconomic Research. K

Japonês no Ave T Cerca de 140 estudantes e funcionários do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA), em Barcelos, estão a aprender japonês e italiano, no âmbito de dois cursos livres cujas aulas arrancaram nos dias 1 e 2 de julho. Estas formações, promovidas pelo Gabinete de Relações Internacionais do IPCA e pelo Centro de Informação Europe Direct de Barcelos, com caráter gratuito, são ministradas por Ylena Manfredi e Francesco Riccobono, que se encontram em Portugal ao abrigo do programa de mobilidade Leonardo da Vinci. K Publicidade

Ativar emprego 6 O Departamento de Gestão da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu apresentou a 4 de julho, uma sessão dupla de eventos direcionada aos alunos

Mil brinquedos

da escola, em especial aos finalistas, ex-diplomados e estudantes de mestrado, denominada MARK’it. As sessões decorreram no auditório desta instituição.

Para o ano letivo 2012/2013, o tema do MARK’it foi “Criação de uma linha de produtos cosméticos com água termal: Thermal Water Cosmetics”. K

Aprender Chinês na Madeira T A Universidade da Madeira tem abertas, até 30 de agosto, as inscrições para os Níveis 0 (iniciação) e 1 do Curso de Mandarim: Língua e Cultura Chinesa. Ambos os níveis, com início previsto para o dia 16 de setembro, serão ministrados pela Mestre Yan Li e têm uma carga horária de 50 horas, em período pós-laboral. Destinam-se ao público em geral, devendo funcionar com um mínimo de 15 formandos e um máximo de 25. Cada nível tem um custo de 100 euro. K

Tomar brilha em Londres T O curso de Design e Tecnologia das Artes Gráficas do Instituto Politécnico de Tomar esteve representado na 13.ª exposição internacional da Federation of European Screen Printers Associations, que decorreu em Londres, de 25 a 29 de Junho. Os representantes do curso participaram no concurso aberto às escolas e entidades que ministram formação no âmbito da tecnologia serigráfica (Fespa Youth Competition). O trabalho apresentado pelas alunas Ana Isabel Mourão, Ana Rita Simões e Tânia Margarida da Cunha destacou-se entre os demais tendo alcançado o primeiro lugar deste concurso (Gold). K


Atividade Física com ensino em inglês

Novo curso no IPSantarém

6 A Licenciatura Europeia em Atividade Física e Estilos de Vida Saudáveis é o mais recente curso do Politécnico de Santarém, acreditado pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior, tendo como particularidade o facto de ser lecionado em língua inglesa e de contar com a realização de um semestre no estrangeiro, através do programa de mobilidade Erasmus. O curso pretende formar técnicos de exercício físico com as competências necessárias para desenvolver e fornecer produtos profissionais que visam a promoção da saúde dos clientes através da mudança de um conjunto de comportamentos associados ao estilo de vida (e.g. atividade física, hábitos alimentares, tabagismo, consumo de álcool e stress). As competências na atividade física para a saúde, na nutrição e no aconselhamento tornam este profissional habilitado para o

combate às principais causas das doenças crónicas nas sociedades modernas, como por exemplo a obesidade, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Esta licenciatura irá funcionar em simultâneo noutros países e instituições de ensino superior europeias (European Bachelor in Physical Activity and Lifestyle), com o propósito de estimular o intercâmbio de estudantes e professores. Por essa razão este profissional especializado nos estilos de vida terá uma orientação internacional e uma atitude empresarial virada para o mercado europeu, já que o processo de reconhecimento das suas competências profissionais estará facilitado por via da atribuição de um diploma de curso em conjunto pelas referidas instituições. A integração no mercado de trabalho será garantida por um regime tutorado de estágio curricular no último semestre do curso. K

Politécnico

Agroweek em Beja 6 O IPBeja e a Região mobilizaram-se para receber 50 jovens, oriundos de todo o país, os quais passaram, de 22 a 27 de julho, férias dedicadas à Agricultura, Desenvolvimento Sustentável e Ambiente. A Agraoweek, que tem este ano a sua 2ª edição, é uma iniciativa do IPBeja e da Revista Fórum Estudante, organizada em parceria com um conjunto de entidades da região que se associaram para proporcionar uma semana de férias gratuita. A iniciativa tem como objetivo sensibilizar os jovens, através de atividades lúdico/pedagógicas, para as problemáticas associadas a temas sensíveis para o desenvolvimento do país, como é o caso da produção agrícola, do desenvolvimento

sustentável e do ambiente. Pretende, simultaneamente, contribuir para consolidar a imagem da região, da cidade e do seu Instituto Politécnico, como um destino privilegiado para todos os jovens que nesta fase pretendem prosseguir estudos no Ensino Superior. A grande mobilização dos parceiros regionais em torno desta iniciativa, permitiu organizar um conjunto de atividades diversificadas, como a apanha de fruta, atividades equestres, visita ao sistema de rega do Alqueva, condução de máquinas agrícolas, passeio de barco no Alqueva, experiências científicas, produção e confeção de alimentos, observação de aves e observação astronómicas. K

politécnico

Beja aposta nos mestrados 6 O Instituto Politécnico de Beja vai abrir a segunda fase de candidatura aos mestrados e pósgraduações de 2 a 27 de setembro. De acordo com o IPBeja, na Escola Superior Agrária vão decorrer os mestrados em Afronomia; Engenharia Alimentar e Engenharia do Ambiente. Para a Escola Superior de Educação, estão disponíveis as pósgraduações em Animação Cultural, Turismo e Lazer; e Animação e Gestão Cultural. Já no que respeita a mestrados a ESE abre cursos em Atividade Física e Saúde Escolar; Desenvolvimento Comunitário e Empreendedorismo; Ensino na Especialidade de educação préescolar e Ensino do 1º ciclo do Ensino Básico; Educação Especial no domínio cognitivo e motor; e Psicogerontologia Comunitária.

A Escola Superior de saúde, por sua vez vai abrir pós-licenciaturas em Enfermagem Comunitária e em Saúde Infantil/ Pediatria. Finalmente, a a Escola Superior de Tecnologia e Gestão

abrirá as pós-graduações em Contabilidade e Finanças; Direito dos Contratos Públicos e Privados; e em Gestão de Projetos. A ESTG abrirá ainda um mestrado em engenharia da segurança informática. K

Equipa de Tomar descobre

Dois mil anos de história 6 Uma equipa de arqueólogos do Laboratório de Arqueologia e Conservação do Património Subaquático do Instituto Politécnico de Tomar (IPT) e do Grupo de Pesquisa de Educação Patrimonial e Arqueologia, da Universidade do Sul de Santa Catarina, acabam de descobrir novos vestígios de ocupação humana datadas da época clássica, na gruta do Bacelinho, em Alvaiázere, Leiria. A cavidade, antiga mina romana, possui mais de 500 metros quadrados e uma humidade relativa bastante alta, integrando-a nas metodologias da arqueologia subaquática. Entre os vários objetos exumados têm destaque os elementos metálicos, alguns de armamento pertencentes aos militares que guardavam a mina, como é o caso de duas espadas, uma ponta de seta, vários pilum e parte de uma ponta de lança; foram ainda exumados diversas vasilhas de diferentes tipologias, algumas em sigilata; duas lucernas, lamparinas comumente utilizadas para iluminação de locais fechados; e fragmentos de pequenos recipientes em vidro. Os vestígios têm ainda apontado para a existência de estruturas de lareiras e áreas de pernoita. O material recuperado encon-

tra-se a ser processado no laboratório de campo, pela equipa de conservação, coordenada por Cláudio Monteiro, em instalações cedidas pela Câmara Municipal de Alvaiázere, com vista a uma estabilização eficaz dos objetos e o seu correto acondicionamento até ao Laboratório de Arqueologia e Conservação do Património Subaquático (IPT). Para Deisi Scunderlick Eloy de Farias (UNISUL), a escavação está a promover uma grande aprendizagem para o grupo, já que escavar uma mina romana, com as difíceis condições ambientais que esta apresenta, está

a revelar-se uma experiência gratificante, tanto em termos metodológicos, como no estreitamento dos laços científicos com investigadores portugueses. A coordenadora do projeto, Alexandra Figueiredo (IPT) considera que o estudo levado a cabo permitirá compreender melhor a ocupação romana na região de Alvaiázere e o processo de exploração mineiro que era empreendido por estes habitantes. Alguns dos vestígios recuperados poderão ser visionados em setembro no Museu Nacional de Arqueologia e no Museu Municipal de Alvaiázere. K

www.ensino.eu AGOSTO 2013 /// 015


José Carlos Barros, Escritor e ex-diretor do Parque Natural da ria formosa

“O problema é a morte das aldeias” 6 José Carlos Barros é licenciado em Arquitetura Paisagista pela Universidade de Évora, foi diretor do Parque Natural da Ria Formosa e exerce funções autárquicas, há oito anos, em Vila Real de Santo António. Tem desempenhado cargos na área da conservação ambiental e vê o risco da extinção do mundo rural como um grande problema do país. Conquistou vários prémios em poesia. Em prosa, publicou a novela O Dia em que o Mar Desapareceu (2003) e dois romances : O Prazer e o Tédio (2009); e Um Amigo Para o Inverno (2013). O mais recente romance, Um Amigo para o Inverno, é baseado em dois factos reais, do princípio dos anos cinquenta. Alguém se dá por culpado de um crime que não cometeu; e a existência de uma célula clandestina do partido Comunista no Norte de Portugal.

a renovação na política, nos cargos políticos, é uma exigência ética. Uma elevada rotatividade nos cargos, uma renovação constante, será, parece-me, uma exigência e uma imprescindibilidade num futuro próximo -- por oposição ao berro, a um distanciamento confortável e ao desporto simultâneo de procurar nos outros as culpas de todos os males.

Um Amigo para o Inverno (Casa das Letras) é o seu mais recente romance. Qual foi o ponto de partida para este livro? Dois acontecimentos reais. Por um lado, alguém que se dá por culpado de um assassinato que não cometeu. Por outro lado, a existência de uma célula clandestina do Partido Comunista no Norte rural e conservador de princípio dos anos cinquenta. Estes são os pontos de partida de uma história que, sendo uma ficção, procura ter sempre um pé assente na realidade. Ambos os acontecimentos me foram próximos durante a infância. De resto, um dos elementos da célula clandestina era meu tio-avô e existem várias fotografias em que aparecemos juntos. Quem é Francisco Aniceto Gonçalves, o sargento que vai chefiar o posto da GNR da Vila, em Um Amigo Para o Inverno? O sargento Gonçalves é uma personagem que vai confrontar-se com a impossibilidade da neutralidade, tanto na política como no amor. Gostaria que representasse essa dificuldade e essa imprescindibilidade de escolhermos caminhos. Um Amigo para o Inverno conta uma história de resistência à ditadura… De resistência e de desistências. De nobreza e traição. Um vilão, em determinada altura da sua vida, pode revelar-se um herói. Tenho sempre dificuldade em ver os maus de um lado e os bons do outro. A preto-e-branco. Esta é, pois, uma história de resistência que se faz de actos de coragem e da erosão de se perderem os sonhos. Mas, no fundo, é um livro de esperança: a ideia de que é sempre possível sonhar um país justo, de que é sempre possível um recomeço. É sua a seguinte afirmação «A tradição é o contrário da herança: isso que recebemos e que procuramos legar ao futuro. A tradição é a nossa má-consciência de termos destruído o que nos pertencia: o mosaico da paisagem, as paredes das casas, os cestos de vime, a agricultura, um saber

016 /// AGOSTO 2013

fundado na transmissão acrescentada de conhecimentos. Recuperámos uma eira e editámos um desdobrável ilustrado para nos dias festivos mostrarmos como éramos se não nos tivéssemos transformado no que somos.(…)». Ainda estamos a tempo de salvar o mundo rural? O grande problema do nosso país, afirmou recentemente o Professor Ribeiro Telles, é a morte das aldeias. O pessoal rise. Ora, não posso estar mais de acordo com esta afirmação que, a meu ver, deve ser lida numa dupla perspectiva: literalmente e enquanto metáfora. Metáfora de um país que não compreende que acabar com as aldeias é acabar com a Paisagem. E acabar com a Paisagem é acabar com a nossa maior riqueza: os nossos recursos endógenos, naturais, ambientais, territoriais. Varremos a ruralidade para debaixo do tapete como quem se livra de um mal, esquecendo que acabar com o mundo rural é também acabar com o mundo urbano, por quebra de interdependências num território que não pode deixar de ser globalmente considerado. E agora estamos de joelhos, desorientados, perdidos, a pedir dinheiro emprestado a juros altos para comprar grão-de-bico e pagar desvarios. O mundo rural, obviamente, terá que ser uma coisa diferente do mundo rural que conhecemos no passado. Mas regressar-

mos às aldeias será uma questão de tempo, por ser uma inevitabilidade. Existe preocupação por parte dos políticos portugueses em preservar o mundo rural? Os políticos, em regra, fazem o que a sociedade maioritariamente exige. Colocaria a questão de outro modo: não existe preocupação dos portugueses em preservar o mundo rural. Porque que é que, escrevendo livros e tendo como formação a arquitectura paisagista, se interessou pela política autárquica? Não me interessei nem deixei de interessar. Sendo desafiado, acabei por aceitar um desafio que julgo que seria importante mais pessoas aceitarem ou procurarem, em vez de se quedarem numa mesa de café a praticarem um dos actuais desportos favoritos, que é o tiro ao político. Como se o exercício da intervenção cívica estivesse destinado em exclusivo a umas figuras sinistras que nasceram e tiveram logo no bilhete de identidade o carimbo de políticos. Exerci funções executivas durante oito anos, e agora vou deixar de exercê-las e regressar com naturalidade à minha profissão e ao que fazia antes -sem mordomias nem benesses. Acho que

Quais são os grandes erros cometidos nos últimos anos no ordenamento do território português? Isso daria para uma conversa grande. O ordenamento do território e a conservação da natureza são disciplinas ainda recentes no nosso país, e as tensões e interesses conflituantes não sedimentaram ainda em estratégias com a necessária consensualização na sociedade e na compreensão do que está verdadeiramente em jogo. Essencialmente, ainda não compreendemos que o que é bom para o ambiente e para a conservação da natureza é, do mesmo passo, bom para a economia -- se esquecermos interesses de curto prazo. E, por outro lado, não compreendemos ainda, ou não conseguimos ainda interiorizar e consensualizar, que o processo de ordenamento do território deve estar sempre subordinado a um interesse mais alargado que o dos interesses individualmente considerados. Ou seja: o primado do interesse público ainda não fez jurisprudência na sociedade civil. Finalmente, ainda não se compreendeu que a Paisagem, enquanto exemplo mais acabado de uma civilização e da intervenção culta de uma sociedade, exige actuações estratégicas que não estejam condicionadas por interesses circunstanciais de curto-prazo. É uma simplificação, claro, mas veja-se este exemplo: cada vez se gasta mais dinheiro no combate aos incêndios, e cada vez arde mais floresta. Retirámos as pessoas do meio rural, acabámos com as aldeias, e agora alugamos aviões e helicópteros para apagar fogos que podiam ser apagados com um balde, ou fazendo chichi sobre as chamas, se tivéssemos pessoas a tratar da floresta e a viver ao pé das árvores. Ou que não se teriam sequer iniciado se, em vez do abandono, da desertificação, houvesse ainda gente a viver nas aldeias e a fazer a gestão da Paisagem. Martin Schultz, o presidente do parlamento europeu, afirmou «A actual crise europeia não é apenas uma crise económica, também é um crise psicológica que põe em causa a democracia.». Como comenta esta afirmação? As grandes crises económicas dão quase sempre em enfraquecimento, ou desmantelamento, das democracias. Nós próprios parece que já andamos à procura de salvadores providenciais. Foi director do Parque Natural da Ria Formosa. Qual é o caminho que Portugal tem vindo a traçar em matéria de ;


conservação ambiental? Acho que já respondi um pouco. Acho, em resumo, que nos falta compreender que a conservação da natureza não é proteger passarinhos mas um processo que, implicando a sustentabilidade ambiental, é sobretudo um processo de sustentabilidade económica. Em tempos de crise económica, como a actual, é de regra que se desvalorizem as questões ambientais. É, a meu ver, o que está a acontecer. Ora, as preocupações com o ambiente, com a paisagem, com o território, deveriam ser, nestas alturas, pelo contrário, consideradas como uma prioridade e uma oportunidade. Mas, tanto quanto sei, o memorando da troika fala essencialmente de cortes, de restrições, de juros, e não de aproveitamento de recursos naturais, de revitalização de actividades económicas, de aproveitamento das potencialidades do território. E o ambiente é também, ou essencialmente, isso: um recurso. O romance O Prazer e o Tédio foi adaptado ao cinema. Gostaria de ver Um Amigo para o Inverno no grande ecrã? O filme que resultou da adaptação do livro O Prazer e o Tédio é um objecto artístico, belíssimo do ponto de vista estético, mas foi, essencialmente, um acontecimento social ímpar: o filme foi produzido, realizado e interpretado por pessoas ligadas ao espaço geográfico que o livro descreve; sem subsídios, sem dinheiro, uma comunidade, durante quase dois anos, entregouse de corpo e alma a um projecto. É claro

mance) está mais à vontade? Não colocaria assim a questão. Mas a poesia está mais próxima da linguagem em estado puro, do assombro, da incerteza, do sobressalto, da inquietação. Num poema também se podem contar histórias, claro. Mas as histórias que desejo contar exigem a prosa, a narrativa longa. Quais são os livros que não consegue esquecer? O D. Quixote. É o meu livro preferido, que neste momento, aliás, estou a reler, na tradução de Aquilino. Tenho dezoito edições do Quixote, que para mim já é mais que um livro. É quase como se fosse o livro. Mas, assim de repente, acrescentaria as Ficções do Borges, O Crime e Castigo, o Vermelho e o Negro, a Carta de Guia de Casados, a Alegria Breve do Vergílio Ferreira, Os Passos em Volta do Herberto Helder, os Novos Contos da Montanha, o Camilo todo e os Contos de Gostofrio e Lamalonga do excepcional Bento da Cruz.

que não penso que este deva ser o caminho do cinema português, que precisa e merece ter programas de apoio. A verdade é que o filme resultou, também por isto, num objecto verdadeiramente singular. É óbvio que gostaria, nestes ou outros moldes, que a experiência se pudesse repetir. Começou por escrever poesia e conquistou prémios literários nessa área. A

prosa surgiu quando? Nem mais tarde, nem mais cedo. Mas o romance exige uma disciplina que nunca tive com a escrita, até há uns quatro anos me ter finalmente decidido à empreitada de um texto longo. Foi quando decidi que era tempo de contar as histórias que me apetecia contar. Em qual dos géneros (poesia ou ro-

Já existe uma ideia para um próximo romance? Existe mais do que uma ideia. Vai em cento e vinte páginas. É sobre a invisibilidade: sobre pessoas que passam pela vida como se não existissem. K Eugénia Sousa _ Direitos reservados H   

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AGOSTO 2013 /// 017


Educação

David Justino no CNE 6 O candidato à presidência do Conselho Nacional de Educação (CNE) David Justino defendeu no passado dia 23, no parlamento, uma “avaliação sistemática, quase artigo a artigo”, da Lei de Bases do Sistema Educativo, em vigor há quase 30 anos. “É minha intenção propor ao Conselho Nacional de Educação que se proceda a uma avaliação detalhada da sua concretização. A decisão de rever, alterar ou substituir a Lei de Bases é uma opção política, da estrita competência da Assembleia da República. Entendo porém que essa avaliação poderá ser um contributo de extrema

utilidade para sustentar a melhor decisão”, disse David Justino, perante os deputados. O também ex-ministro da Educação do XV Governo Constitucional, liderado por Durão Barroso, esteve na Comissão de Educação, Ciência e Cultura da Assembleia da República, para apresentar aos deputados as suas intenções para a presidência do CNE nos próximos quatro anos. À saída da audição, Justino reforçou, em declarações aos jornalistas, que, na sua opinião, há aspetos na Lei de Bases que “estão desatualizados”, outros que “continuam atuais” e ainda outros que

“nem sequer foram explorados”, e que, por isso, entende que a lei devia ser avaliada tendo em conta a evolução nas últimas três décadas e o momento presente. “Nos últimos 30 anos, a sociedade portuguesa mudou muito. Fazer esse confronto entre a realidade e o que está na Lei de Bases é que eu acho que é importante. Agora a decisão de fazer uma nova Lei de Bases ou de a rever, é da estrita competência da Assembleia da República, não me quero meter nisso”, sublinhou. David Justino defendeu também um CNE com competências acrescidas de avaliador das

Alberto Frias / Expresso H

políticas públicas de educação e ensino, “especialmente aquelas que mais têm contribuído para as mudanças de ordem estrutural que temos vindo a assistir nos últimos anos”, referindo a necessidade de conhecer os impactos

nas aprendizagem das alterações sofridas ao nível da rede pública de escolas, dos mecanismos de combate ao abandono e insucesso escolar e da própria condição profissional dos docentes, entre outros aspetos. K

Docente de educação física percorre 1000 km

Correr Portugal de costa a costa 7 Pedro Coelho, docente de Educação Física, que reside e leciona em Castelo Branco, está a fazer toda a costa portuguesa a correr, para testar os seus próprios limites. Pedro Coelho iniciou este projeto pessoal, o Portugal Seaside Run, no dia 14 em Caminha e conta concluí-lo a 6 de agosto, em Vila Real de Santo António. No total são cerca de 1.000 quilómetros distribuídos por 24 etapas. Passa por 10 distritos e 52 concelhos. Depois de ter concluído seis maratonas, a primeira das quais em Paris, enveredou pela modalidade de trail run, terminando três provas acima dos 100 quilómetros. “A vontade de cumprir algo com um maior grau de dificuldade e poder testar os meus limites motivou-me a este desafio”, disse Pedro Coelho. “Sinto-me muito bem fisicamente, apesar de pequenas mazelas que não afetam em nada a fase seguinte”, refere o atleta

Pedro Coelho (segundo a contar da esquerda) com alguns dos elementos que o acompanham que leva um acumulado superior a 500 quilómetros.

Pedro Coelho começou a pensar neste projeto depois de não

ter conseguido entrar no Ultra Trail do Mont Blanc (UTMB), uma

ultramaratona alpina. “Consegui os pontos que necessitava em provas de elevada dureza, mas nos dois primeiros anos de pré-inscrição o acesso dá-se por sorteio”, explica o professor. Não foi sorteado e definiu que “faria o país de norte a sul pela costa litoral durante as férias de verão”. Revela-se muito forte psicologicamente “e com uma motivação elevada pela quantidade de apoios” que tem recebido e “pela adesão das pessoas em partilhar uns quilómetros”. No início da segunda semana de viagem, no centro do país, cumpriu uma etapa noturna, entre Foz do Arelho e a Consolação, em Peniche. Foi o Full Moon Run Party deste mês, um outro projeto que o professor de Educação Física tem e que todos os meses, em noites de lua cheia, junta várias dezenas de adeptos da corrida e da marcha nos passeios de Castelo Branco. K

Cartoon: Bruno Janeca H Argumento: Dinis Gardete _

018 /// AGOSTO 2013


CRÓNICA

Cartas desde la ilusión 7 Querido amigo: En mis últimas cartas reflexionamos sobre la necesidad de “matar la escuela” y de evitar las confusiones que genera la práctica educativa demagógica. Ahora bien, todos sabemos que es muy fácil hacer propuestas de destrucción, y no sólo hacer propuestas, sino también llevarlas a cabo. Pero hemos de entender que cuando hablamos de “matar la escuela” y de evitar la confusión que crea la práctica educativa demagógica no estamos sugiriendo la eliminación del proceso en sí, sino de su “institucionalización” irracional. Es cierto que, en una sociedad compleja como la nuestra, la educación ha de estar institucionalizada, en la(s) forma(s) que fuere, desde la educación tradicional en el aula hasta el “homeschooling”, sin descartar nuevas formas actuales de institucionalización como son las

propuestas que se hacen en base a las nuevas tecnologías de la información y que promueven la institucionalización de la “educación abierta” (desde la Enseñanza Primaria hasta la Enseñanza Superior). Pero lo importante sería que, sea cual fuere la forma de institucionalización, no sea la institución la que ahogue el proceso educativo, como ha sucedido hasta el momento, por no saber “leer” las nuevas características del desarrollo social y no haber adecuado los procedimientos y quehaceres educativos a esas nuevas características. A mi manera de entender, la causa más poderosa de este ahogamiento del proceso educativo por el poder institucionalizador ha sido el haberse basado en la razón, sin haber tenido en cuenta la persona. En otras palabras, el principio cartesiano del “cogito ergo sum”, ha sido el motor de

este proceso de ahogamiento de la capacidad educadora de la sociedad. Cuando, como Descartes, se pone por delante la razón o el pensamiento (“cogito”) antes que el ser (“ergo sum”), la consecuencia se ha hecho patente a lo largo de la historia: la defensa de la razón ha dado al traste con la promoción del ser. Por eso, creo que, desde el punto de vista educativo (no discuto su “valor” filosófico), habría que revertir la expresión, y, en consecuencia, habría que cambiar radicalmente la práctica. Por eso, pienso que la expresión cartesiana únicamente sería válida si se cambiasen los términos y la convirtiéramos en “sum ergo cogito”. Esto supone poner en primer plano la conciencia humana y colocarla, por tanto, por encima del propio pensamiento. A mi manera de ver, el pensamiento, la cognición, está subordinado al

“ser” de la persona, y no al revés. Hasta ahora, por influencia de Descartes, creíamos que éramos porque pensábamos. Creo que llega el momento en que, educativamente, comencemos a poner por delante a la persona, que es la que piensa, y dejemos de lado el conocimiento o pensamiento que, si bien contribuye a la formación de la persona, no lo hace de la manera tan definitiva como hemos creído hasta el presente. Si formamos a la persona, se producirá pensamiento y funcionamiento cognitivo adecuado. El problema surge cuando hemos creído que haciendo “entidades pensantes” en exclusiva, contribuíamos definitivamente a la formación de la persona. Para mí éste ha sido el error que hemos arrastrado desde el siglo XIX (y anteriormente) cuando se comenzó la institucionalización del sistema educativo que ha tenido su culmen, en nuestra sociedad

occidental, en las últimas décadas del siglo XX cuando se cumplió el deseo de “educación para todos”. Creo que ya es hora de centrarnos seriamente en desarrollar la “educación de calidad”. Es lo que trataré de abordar en mis próximas cartas. Hasta la próxima, como siempre, salud y felicidad. K Juan A. Castro Posada _ juancastrop@gmail.com

Quatro rodas

O 50º aniversário do 911 c Quem não conhece o Porsche 911? É, nem mais nem menos, o automóvel desportivo mais vendido de sempre e estou hoje a escrever sobre ele porque este desportivo está a comemorar o seu 50º aniversário. Não será fácil escrever de uma forma criativa sobre o 911, tal é quantidade de artigos e crónicas que vão aparecendo sobre esta efeméride, por isso irei escrever mais da minha relação pessoal com o 911. Ao contrário de mim, que também já ando pelos 50, o 911 tem a cada ano melhorado o seu aspeto e adquirido cada vez mais valências. Nasceu em 1963 e foi o segundo filho da marca (o primeiro foi o 356), que apareceu no pós-guerra depois de um forte envolvimento família Porsche no esforço de guerra, no lado alemão. O modelo aparece em público na feira de Frankfurt de 1963 e curiosamente o seu primeiro nome foi 901. Problemas com patentes da marca Peugeot, obrigaram a Porsche a rebatizar o mo-

delo com o nome que hoje está espalhado pelo mundo. Eu conheci o 911 ao vivo num rali, conduzido pelo Américo Nunes. Ao mesmo tempo lia sobre as vitórias de Vic Elford e Björn Waldegård no Monte Carlo, bem como sobre o périplo pelo campeonato europeu de ralis do campeão António Borges.

Do que lembro, na altura (e hoje) havia duas coisas te tornavam impar este 911. As linhas, que concorriam com os carros dos super desenhadores italianos, e o som do motor…inigualável. O segredo da boa forma do 911 está na preservação destas duas características. Ao longo dos anos a fábrica resistiu à tentação

de acabar com este conceito de automóvel, especialmente nos anos oitenta quando do falhanço comercial dos modelos de motor à frente com o 924,944 e 928, impediu que o 911 tivesse morrido nessa altura. A Porsche tem organizado a construção do 911 por series, estando neste momento a comercializar a serie 991 desde 2004, com incorporações tecnologias nascidas na competição onde é também espantoso o palmarés do 911. No entanto a maior “evolução” aconteceu quando em 1997 aparece a primeira serie sem o tradicional arrefecimento a ar. Mas regressemos à minha relação com o 911 que voltou a ser mais próxima depois da vitória de Jean-Pierre Nicolas no Monte Carlo de 1978, com um 911 preparado pelos conhecidos irmãos Almeras, contra as poderosas equipas de fábricas das outras marcas. Já nessa altura tinha despontado em mim alguma inclinação para o desenho por isso, e inspirado pelo momento, não

quis deixar de colocar no papel as formas deste grande carro. Ainda tenho esse desenho emoldurado. Procurei-o, e depois de revoltar alguns armários lá o encontrei, e é com gosto que o partilho com os meus leitores. Entretanto mantive “relações” mais ou menos chegadas com outos modelos de outras marcas, mas há poucos anos o 911 voltou a atravessar-se na minha vida de uma forma arrebatadora, mas essa parte da história ainda está muito fresca e prefiro não a contar… por agora. K Paulo Almeida _

www.ensino.eu AGOSTO 2013 /// 019


Publicação Periódica nº 121611 Dep. Legal nº 120847/98 Redacção, Edição, Administração Av. do Brasil, 4 R/C Apartado 262 Telef./Fax: 272324645 6000-909 Castelo Branco www.ensino.eu ensino@rvj.pt Director Fundador João Ruivo ruivo@rvj.pt Director João Carrega carrega@rvj.pt Editor Vitor Tomé vitor@rvj.pt Editor Gráfico Rui Rodrigues ruimiguel@rvj.pt Serviço Reconquista: Agostinho Dias, Vitor Serra, Júlio Cruz, Cristina Mota Saraiva, Artur Jorge, José Furtado e Lídia Barata Serviço Rádio Condestável: António Reis, José Carlos Reis, Luís Biscaia, Carlos Ribeiro, Manuel Fernandes e Hugo Rafael.

H Facebook - Luís Duarte

Olimpíadas internacionais

Portugal com ouro na matemática

6 A participação portuguesa na 54.ª edição das Olimpíadas Internacionais de Matemática, foi a melhor de sempre, com o 36.º lugar na classificação por países, num total de 97. Em nota enviada à Imprensa, o ministro da Educação, Nuno Crato, congratulou-se com os resultados alcançados pela equipa de alunos portugueses que conquistou uma medalha de ouro, quatro de bronze e uma menção honrosa nas Olimpíadas Internacionais de Matemática que deco-

rreram na Colômbia, até ao passado dia 28. De acordo com nota enviada às redações pela Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM), a classificação portuguesa foi sublinhada com a medalha de ouro de Miguel Moreira, aluno do 11º ano na Escola Secundária Rainha D. Amélia, em Lisboa. Além do ouro de Miguel Moreira, quatro elementos da equipa (Miguel Santos, Francisco Andrade, Luís Duarte e David Martins) conquistaram medalhas

de bronze e Nuno Santos, um dos mais jovens do grupo, foi distinguido com uma menção honrosa, na competição que envolveu 528 participantes, revela também a SPM. O coordenador geral dos concorrentes portugueses às Olimpíadas Internacionais de Matemática enalteceu a melhor classificação de sempre do país, um “reconhecimento do valor” dos alunos portugueses na “competição internacional mais importante” para os jovens estudantes

de matemática. “É o reconhecimento do valor que [os alunos] têm e do trabalho que desenvolveram ao longo do tempo”, contou à agência Lusa, Luís Merca Fernandes. “A evolução positiva dos resultados nacionais nos últimos anos, nesta e noutras competições, fica também patente na pontuação agora conquistada por Portugal [111 pontos], que bateu o recorde dos 99 pontos obtidos em 2009”, entaltece a Sociedade Portuguesa de Matemática. K

Universidad Salamanca

Encuentro Hispanoluso 6 El Encuentro Hispanoluso de Turismo Enogastronómico organizado por la Universidad de Salamanca en Ciudad Rodrigo ha sido un verdadero punto de encuentro entre portugueses y españoles que ha generado distintos acuerdos de cooperación en los ámbitos de la gastronomía y del vino. En el encuentro se analizaron los valores y fortalezas de la gastronomía de frontera así como varias denominaciones de origen. Los jardines del Parador de Ciudad Rodrigo sirvieron de escenario

020 /// AGOSTO 2013

para la fusión de tres vinos blancos que se ha denominado como “Encuentro MIT” en honor al proyecto “Movilidad, innovación y territorio” (MIT) que articulaba la cooperación transfronteriza entre Castilla y León y la Región Centro de Portugal. La fusión se realizó con los vinos de dos denominaciones de origen de Portugal (Beira Interior y Bairrada) y una denominación de origen de la raya española (Arribes). Tuvo un especial atractivo para los empresarios presentes el “Recetario de cocina tradicional” que

desarrolló el profesor del I.E.S. Vaguada de la Palma-Fonda de la Veracruz Antonio Gutiérrez. Esta cocina tradicional encaja especialmente en los tiempos de crisis por tratarse de unos platos con un gran valor gastronómico, fáciles de elaborar y a costes muy razonables. El encuentro concluyó con el análisis de la ruta internacional del Duero-Douro “Vinduero-Vindouro” que, entre otras cosas, vela por la calidad, promoción y comercialización de los distintos productos enogastronómicos que se encuentran

en estos espacios naturales; y con una salida de campo a San Felices de los Gallegos para visitar el Museo del Aceite, el Museo de la Cantería y el Castillo. A juicio de los organizadores el encuentro ha permitido el intercambio de ideas, que permitirán buscar nuevas fórmulas de cooperación, entre las que destaca la propuesta de la Escuela de Hostelería de Coimbra de presentar los productores españoles (quesos, vinos, ibéricos…) en todos los restaurantes de esta ciudad portuguesa. K

Guarda: Rui Agostinho Covilhã: Marisa Ribeiro Viseu: Luis Costa/Cecília Matos Portalegre: Maria Batista Évora: Noémi Marujo noemi@rvj.pt Lisboa: Jorge Azevedo jorge@rvj.pt Nuno Dias da Silva Paris: António Natário Amsterdão: Marco van Eijk Edição RVJ - Editores, Lda. Jornal Reconquista Grafismo Rui Salgueiro | RVJ - Editores, Lda. Secretariado Eugénia Sousa Francisco Carrega Rogério Ribeiro Relações Públicas Carine Pires carine@rvj.pt Colaboradores: Albertino Duarte, Alice Vieira, Antonieta Garcia, António Faustino, António Trigueiros, António Realinho, Ana Castel Branco, Ana Caramona, Ana Rita Garcia, Belo Gomes, Carlos Correia, Carlos Semedo, Cecília Maia Rocha, Cristina Ribeiro, Daniel Trigueiros, Dinis Gardete, Deolinda Alberto, Elsa Ligeiro, Ernesto Candeias Martins, Fernando Raposo, Florinda Baptista, Francisco Abreu, Graça Fernandes, Helena Menezes, Helena Mesquita, Joana Mota (grafismo), Joaquim Cardoso Dias, Joaquim Serrasqueiro, Joaquim Bonifácio, Joaquim Moreira, João Camilo, João Gonçalves, João Pedro Luz, João Pires, João de Sousa Teixeira, João Vasco (fotografia), Joaquim Fernandes, Jorge Almeida, Jorge Fraqueiro, Jorge Oliveira, José Felgueiras, José Carlos Moura, José Pires, José Pedro Reis, Janeca (cartoon), José Rafael, Luís Costa, Luis Lourenço, Luis Dinis da Rosa, Luis Souta, Miguel Magalhães, Miguel Resende, Maria João Leitão, Maria João Guardado Moreira, Natividade Pires, Nuno Almeida Santos, Pedro Faustino, Ricardo Nunes, Rui Salgueiro, Rute Felgueiras,Sandra Nascimento (grafismo), Sérgio Pereira, Susana Rodrigues (U. Évora) e Valter Lemos Contabilidade: Mário Rui Dias Propriedade: RVJ - Editores Lda. NIF: 503932043 Gerência: João Carrega, Vitor Tomé e Rui Rodrigues (accionistas com mais de 10% do Capital Social) Clube de Amigos/Assinantes: 15 Euros/ Ano Empresa Jornalistica n.º221610 Av. do Brasil, 4 r/c Castelo Branco Email: rvj@rvj.pt Tiragem: 20.000 exemplares Impressão: Jornal Reconquista - Zona Industrial - 6000 Castelo Branco


Editorial

Férias? Quais férias? 7 A educação é um projecto humanista que obriga a estabelecer valores e objectivos, que toda a comunidade escolar tenta cumprir. Esse esforço exige uma grande abertura aos novos horizontes, às novas solicitações e às novas oportunidades. É por isso que para os educadores a compreensão da mudança de valores que as novas gerações transportam para a escola, deve ser uma das fontes inspiradoras que permita dar sentido ao fazem, clarificando a dimensão ética das suas práticas. A sociedade do século XXI necessita de profissionais que sejam capazes de transformar as adversidades em desafios, e estes em processos de inovação. Profissionais que saibam

identificar as suas características específicas, potenciandoas através da identificação das funções e competências que esse impulso renovador lhes irá exigir. Mas, para que esse investimento pessoal e profissional resulte em eficiência organizacional, torna-se indispensável que se conjuguem cinco condições, ou objectivos básicos de intervenção: 1ª- Conceder aos educadores autonomia de decisão quanto à elaboração de projectos curriculares, a partir de um trabalho sistemático de indagação, partilhado com os seus colegas. 2ª- Prestar especial atenção à integração da diversidade dos alunos, num projecto de educação compreensiva, que atenda às carac-

terísticas e necessidades individuais. 3ª- Manter um alto nível de preocupação quanto ao desenvolvimento de uma cultura de avaliação do trabalho individual e do funcionamento organizacional das escolas. 4ª- Associar a flexibilidade à evolução, face ao reconhecimento que os professores detêm diferentes ritmos para atingirem os objectivos que os aproximem dos indicadores sociais da mudança. 5ª- Manter, finalmente, uma grande abertura às propostas e às expectativas de participação de todos os elementos da comunidade educativa, enquanto condição para promover a ruptura que conduz à renovação. Infelizmente, os tempos que correm não têm permitido

alimentar este tipo de optimismos. Razões alheias ao crescimento profissional dos docentes, como o são as ancoradas nas crise demográfica ou nas medidas de política educativa que visam a mudança pela mudança e privilegiam os números e a estatística à promoção do desenvolvimento pessoal dos educadores, continuam a anunciar tempos de ruptura e contestação pouco favoráveis à reflexão serena sobre o futuro da escola. Se dúvidas houvesse, os actuais resultados das colocações de docentes provam tudo isso e muito mais. Numa só expressão: é uma vergonha! Com o início das férias de Verão, a comunidade escolar prepara-se para entrar num

curto interregno, após mais um atribulado ano escolar. Durante o próximo mês não é de esperar qualquer resposta positiva aos problemas que se avolumaram na lista de lamentações dos professores. Lá para Setembro avizinha-se mais uma abertura de ano escolar com contornos tensos. Que sacrifício ainda falta pedir aos educadores portugueses para que os responsáveis governamentais passem a agir mais com as pessoas e menos contra elas? K João Ruivo _ ruivo@rvj.pt Este texto não segue o novo Acordo Ortográfico _

primeira coluna

Afinal sabemos fazer contas? 7 Portugal obteve a melhor classificação de sempre nas Olimpíadas Internacionais de Matemática, com a medalha de ouro conquistada por Miguel Moreira, com o bronze de Miguel Santos, Francisco Andrade, Luís Duarte e David Martins, e a menção honrosa de Nuno Santos. O 36º lugar, entre 97 países, revela bem a qualidade dos alunos portugueses que, entre 528 colegas, voltaram a demonstrar que em Portugal, apesar das críticas regulares feitas ao sistema de ensino e à escola pública, é possível obterem-se bons resultados.

É evidente que esta análise é superficial, mas é válida, como tantos outros comentários com que por vezes somos bombardeados com teóricos que nada conhecem da realidade das escolas. Simplesmente porque já não as visitam, nem as sentem, há muitos anos. Os resultados obtidos são, por isso mesmo, um prémio para escola pública e para o ensino português. Dão sequência a um trabalho intenso por parte dos alunos, professores e famílias, que em anos anteriores já tinha produzido resultados positivos. Entre 1989 e 2013, os alunos portugueses

já conquistaram três medalhas de ouro, duas de prata, 20 de bronze e 21 menções honrosas. Mas, acima de tudo, os resultados obtidos pelos jovens portugueses são uma injeção de autoestima para o País e, em particular, para a escola e toda a sua comunidade. Nós, os portugueses, normalmente não damos valor aos feitos obtidos pela nossa gente. Infelizmente continuam a ter mais impacto as notícias de que uma determinada percentagem de alunos teve negativas nos exames nacionais, do que vitórias como a que os alunos do ensino secundário português alcançaram.

Para a nossa autoestima é importante que as coisas boas também sejam destacadas, sem complexos, com rigor e com orgulho. O percurso dos jovens que representaram Portugal demonstra que as medalhas e a menção honrosa conquistadas não são obra do acaso, nem da sorte. São obra do trabalho, de estudo, do empenho e da dedicação. Condições fundamentais para o sucesso num mundo moderno e competitivo como o nosso, onde as contas não são só somas e subtrações, multiplicações e divisões. A matemática faz-se também de lógica e exatidão. Mas essa seria

outra conversa que nos levaria para um outro patamar, o político. Certamente que o Miguel (Moreira e Santos), o Francisco, o Luís, o David e o Nuno não iriam gostar que assim fosse. Parabéns Portugal! K João Carrega _ carrega@rvj.pt

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AGOSTO 2013 /// 021


Papa Francisco alerta para os perigos

“O poder do dinheiro cria ilusão”

Direitos Reservados H

7 O Papa Francisco pediu, durante a sua visita ao Brasil, aos jovens para terem “Cristo nas suas vidas” e advertiu sobre o poder do dinheiro, que domina as pessoas, embriaga e cria uma falsa ilusão de felicidade. “Ter dinheiro, o poder pode oferecer um momento de embriaguez, a ilusão de serem felizes, mas no final, acaba por nos dominar e levar-nos a querer ter cada vez mais e nunca estarmos satisfeitos”, declarou o Papa durante a cerimónia de acolhimento aos jovens da 28ª Jornada Mundial da Juventude, na praia de Copacabana, que decorreu no Rio de Janeiro até ao passado dia 28 de julho. “Coloquem Cristo na vossa vida, depositem a vossa confiança nele e não terão deceções”, sublinhou, diante de centenas de milhares de jovens de 190 países, que saudaram efusivamente o Papa. Publicidade

022 /// AGOSTO 2013

Francisco assegurou que a fé opera na vida dos homens uma revolução “de Copérnico”, porque leva-os para longe do centro e coloca Deus naquele lugar. “A fé é revolucionária. A fé inunda-nos com o seu amor, que nos dá segurança, força, esperança. Aparentemente não muda nada, mas, no nosso íntimo, tudo muda”, referiu. O Papa também apelou às pessoas para não terem medo de pedir perdão a Deus: “Ele não se cansa nunca de perdoarnos, como um Pai que nos ama. Deus é pura misericórdia”. A 28ª Jornada Mundial da Juventude reuniu centenas de milhares de jovens dos cinco continentes, no Brasil. Num ambiente festivo e desafiando o mau tempo, pois a chuva não deu tréguas nos últimos dias, os jovens acolheram o Papa como uma estrela pop, entre cânticos, saudações e com

milhares de bandeiras de vários países. “Esta é a juventude do Papa”, foi um dos lemas mais cantado pelos jovens. Francisco chegou ao encontro com os jovens no Papamóvel, percorrendo a avenida principal de Copacabana, com cerca de quatro quilómetros, até ao palco em que foi realizada a cerimónia, ao lado da praia. Milhares de peregrinos acompanharam o trajeto, criando uma imagem de procissão. O Papa, sorridente e bem disposto, beijou crianças e saudou os jovens peregrinos. O Papa, bem humorado, disse que mesmo não gostando da chuva e do frio, os cariocas estavam presentes no evento, demonstrando grande fé: “Eu vejo em vocês a beleza do rosto de Cristo e o meu coração enche-se de alegria”. “Recordo a primeira Jornada Mundial

da Juventude a nível internacional, que se celebrou em 1987, na minha cidade, Buenos Aires. Guardo vivas na lembrança, estas palavras de João Paulo II: Tenho tanta esperança em vocês! Espero sobretudo que renovem a vossa fidelidade a Jesus Cristo e à sua cruz redentora”, indicou. Francisco assinalou que a Jornada Mundial da Juventude voltou pela segunda vez à América Latina, convocada por Bento XVI, saudando o Papa emérito em meio a um forte aplauso e gritos de “Bento, Bento”. O Papa sublinhou o grande número de jovens no evento de Copacabana. “Vocês são tantos. Vindos de todos os continentes, distantes, às vezes, não só geograficamente, mas também do ponto de vista existencial, cultural, social e humano. Estamos aqui juntos, para compartilhar a fé e a alegria no encontro com Cristo, para sermos seus discípulos”, afirmou. K


gente e livros

Michael Palin

Capeias da Raia em livro T José Manuel Sanches Pires apresenta, no próximo dia 3 de agosto, o seu último livro: Lageosa da Raia e as suas capeias – muitos anos de histórias e emoções, naquela localidade raiana, a partir das 15H00. Com o pseudónimo de Zé Manel Patana, o autor explica ao Reconquista que “o livro pretende visar, de forma particular, as capeias da minha aldeia natal. Se, numa primeira parte, os assuntos podem ser extensivos a outras aldeias da raia e ser coincidentes com outras publicações, já os conteúdos da segunda parte são exclusivos da Lageosa”. O livro tem o prefácio do presidente da Câmara do Sabugal, António Robalo, e está dividido em vários capítulos, a saber: “As origens; Os Mordomos; O Madeiro; O Forcão; O Tamborileiro; Capinhas; O Encerro; O Boi da Prova; O Pedir da Praça; A Capeia; O Desencerro; e Mordomos e factos ao longo dos anos”. José Manuel Sanches Pires recorda que “numa primeira parte é feita uma abordagem das capeias, nas suas diversas vertentes, desde as origens até ao desencerro, passando por outras particularidades”. Já na segunda parte, intitulada “mordomos e factos ao longo dos anos”, serão descritas, de forma sintética, as capeias que ocorreram desde 1952 até à atualidade. O autor recorda que “não havendo documentos de consulta, não foi tarefa fácil atingir os objetivos ambicionados. Obter os elementos necessários à descrição individualizada da capeia de cada ano foi difícil, só conseguido à custa de persistente busca de testemunhos pessoais - e estes são tanto mais raros quanto mais longínquos no tempo”. No entender do autor, este trabalho, editado pela RVJ – Editores, “é o público testemunho de seis décadas de histórias e emoções vividas nas nossas capeias, as capeias da Lageosa da Raia”.K

7«É idiota correr atrás do passado», confidenciou Hemingway aos leitores do Toronto Daily Star depois de visitar Fossalta em 1922. Hemingway estava no seu elemento quando escrevia sobre a guerra - não sobre as suas causas, mas sobre como era feita. Não admira que achasse uma tão grande desilusão os campos de batalha em tempo de paz. Deve ser como descobrir que a casa da nossa infância é agora um parque de estacionamento - ou que o hospital onde tivemos a primeira paixão é agora um banco. Hemingway nunca hesitou em descrever a brutalidade e a destruição da guerra, mas não podia condenar como barbárie tudo quanto à guerra dizia respeito. A guerra era um cadinho em que se forjavam coisas positivas. No teatro de guerra aconteciam todos os dias actos de lealdade, coragem e sacrifício pessoal.» In À Aventura com Hemingway Michael Edward Palin nasceu a 5

de Maio de 1943, em Sheffield, Inglaterra. Comediante, escritor, viajante, ator e apresentador de televisão ficou famoso por ser um dos elementos do grupo de comédia Monty Python. Foi como Python que protagonizou schetches tão inesquecíveis como: Ninguém Espera a Inquisição Espanhola; A Piada mais Engraçada do Mundo; A Canção do Lenhador; ou O Papagaio Morto. Interpretou papéis cómicos em filmes, alguns com exibição em Portugal: Monty Python`s Flying Circus; E Agora Algo Completamente Diferente; Monty Phyton e o Cálice Sagrado; A Vida de Brian; O Sentido da Vida; Os Ladrões do Tempo; Um Peixe Chamado Vanda, participação que lhe valeu um Prémio BAFTA. Depois dos Monty Phynton, tornou-se viajante e escritor de viagens, tendo viajado por todo o mundo. Em 2000, foi distinguido com o título de Commander of The Order of the British Empire pelos serviços em Televisão. Os livros de viagens de Michael

Palin são publicados em Portugal, pela Editora Bizâncio. A Nova Europa, relata a jornada pelos países da Europa de Leste; A Volta ao Mundo em 80 Dias segue a rota que Phileas Fogg faz (personagem do escritor Júlio Verne), 115 anos antes de Palin; À Aventura com Hemingway, reproduz as viagens do célebre escritor norte-americano, prémio Nobel da Literatura e aventureiro indomável, por Cuba, África, França, Espanha, Itália e EUA. Os próximos títulos do escritor a publicar pela Editora Bizâncio são: De Pólo a Pólo; Full Circle, e Himalaias. Entre 2009 e 2012, presidiu à prestigiada Royal Geographical Society. Michael Palin tem 70 anos, con-

tinua a viajar pelo mundo inteiro e a registar essas jornadas em documentários televisivos e livros de viagens. À Aventura com Hemingway. Michael Palin segue os passos de Ernest Hemingway, percorrendo os países e lugares que marcaram a vida do famoso escritor: os campos de batalha na Itália, durante a II Guerra Mundial; os lugares simbólicos da Guerra Civil de Espanha; em África, o Kilimanjaro, que o inspirou a escrever As Neves do Kilimanjaro; a Paris, de Paris é uma Festa; ou a Cuba, de O Velho e o Mar. À Aventura com Hemingway é um excelente companheiro de jornada. K Página coordenada por Eugénia Sousa _

edições

Novidades Literárias Ele é o personagem central desta história que tem como fundamento ensinar os princípios fundamentais seguidos pelos melhores líderes. O Monge e o Executivo é um bestseller internacional, que permaneceu 150 semanas no top do The NY Times.

7 D. Quixote. O Mundo na Escuridão, de Alan Furst. Paris, 1940. O produtor de cinema Jean Casson vê a sua vida elegante e luxuosa ameaçada pela ocupação nazi. Todavia, ele percebe que com dinheiro e os conhecimentos “certos” não precisa de abdicar do conforto de Paris. Só que Casson é um idealista e um romântico. E quando os Serviços Secretos Britânicos lhe propõem entrar numa operação secreta, ele aceita. As condições estavam reunidas para ser uma missão relativamente segura, mas corre mal. Agora, Casson está em risco de perder tudo o que tem, até a própria vida.

PRESENÇA. Terraços de Teerão, de Mahbod Seraji. Este romance decorre entre os anos 1973 e 1974, sob o regime totalitário do Xá Reza Pahlevi. De inspiração autobiográfica, conta a história dos amigos Pasha e Ahmed. Durante as férias escolares, os dois jovens aventuram-se pelos terraços das casas da vizinhança. Aqui trocam confidências sobre as primeiras paixões, fazem planos para o futuro e tomam consciência da dificuldade de viver numa sociedade sem Liberdade, em véspera de uma revolução. Divertido mas também dramático, é um romance inesquecível sobre o amor na adolescência e a difícil passagem à idade adulta.

marcador. O Monge e o Executivo – Uma história sobre a essência da Liderança, de James C. Hunter. Leonard Hoffman é um empresário que um dia abandona a carreira de sucesso para ser monge num mosteiro beneditino.

gradiva. O Estado de Nova Iorque, de Tiago Patrício. Com textos breves e exatos o autor fala da cidade de Nova Iorque. “Excesso de Paisagem” é uma das passagens do livro: «Tanta paisagem também cansa. Um bosque, uma clareira, o Outo-

no nas folhas das árvores, o relvado que se estende por vários hectares, o carreiro para as bicicletas, o lago. Para quem está doente, quanto mais belo é um lugar maior é o contraste.».

Bizâncio. A Minha Vida - e as minhas experiências com a verdade, de Mohandas K. Gandhi. A par de Nelson Mandela e Aung Suu Kyi, Gandhi é das figuras mais inspiradoras do nosso tempo. Publicada pela primeira vez em Portugal, a autobiografia de Gandhi guia o leitor pelas suas experiências de vida, transmitindo-lhe lições preciosas. Os esforços do líder da não violência foram no sentido da procura da verdade e da liberdade, usando a resistência pacífica contra todas as formas de opressão. europa-américa. O Irmão de Sangue, de Eric Giacometti e Jacques Ravenne. Paris, 1355. O copista Nicolas Flamel assiste, horro-

rizado, à execução de um homem, pelo fogo, em praça pública. Aquele que será um dia o mais célebre alquimista está prestes a entrar na posse das terríveis revelações de um livro proibido e secreto; Paris, 2007. Na sede da Obediência Maçónica, o comissário mação, Antoine Marcas vai investigar dois crimes rituais cometidos por um dos seus, a quem chamam «O Irmão de Sangue». De Paris a Nova Iorque começa a caça ao assassino. Mas nesta perseguição surgem questões: O que liga este crime aos acontecimentos de 1355? Quem são os homens que fazem parte do grupo Aurora?

âncora. Para a História da Maçonaria Feminina em Portugal, de Maria Manuela Cruzeiro. Do interesse pela Maçonaria Feminina e da experiência pessoal da autora, nasceu este livro. Para compreensão de uma organização tantas vezes mal interpretada e não reconhecida no seu importante papel para a democratização do país.«Esta crónica para além de ser um testemunho vivo da génese da Maçonaria Feminina de Portugal, permite ainda intuir o estádio civilizacional e cultural da mulher portuguesa, no segundo milénio da nossa era.» - F. Nogueira de Andrade, do Prefácio. K AGOSTO 2013 /// 023


Fado é Património Mundial e Imaterial da Cultura

Carlos do Carmo: 50 anos de carreira

“Cantar é, antes de mais, um ato de sedução” 7 No passado dia 28 de junho, integrado nas Festas da Cidade de Lisboa, Carlos do Carmo, nos claustros do Mosteiro dos Jerónimos, completamente lotado, deunos uma magnífica noite de fado, comemorativa dos seus 50 anos de carreira. Tudo começou no longínquo ano de 1939, quando nasceu. Filho da grande fadista Lucília do Carmo e de Alfredo de Almeida, Carlos do Carmo foi-se impondo até ser hoje uma voz e figura incontornável da cultura portuguesa em geral e da música em particular, culminando como embaixador do Fado no seu processo de candidatura a Património Imaterial da Cultura. No concerto Carlos do Carmo apresentou um convidado surpresa, o inseparável e grande amigo Maestro Vitorino de Almeida (ao piano na foto). Carlos do Carmo esteve sempre rodeado de grandes músicos e poetas. Foram seus “companheiros de estrada” músicos como Fontes Rocha, a Orquestra Sinfonetta de Lisboa, Joel Pina, o malogrado Bernardo Sassetti (com quem gra-

vou um álbum em 2010), ou Maria João Pires, com quem gravou ainda no ano passado um álbum com palavras de Vasco Graça Moura, José Carlos Vasconcelos, Júlio Pomar, Fernando Pinto do Amaral, José Saramago, Urbano Tavares

Rodrigues, Nuno Júdice, Maria do Rosário Pedreira e Fernando Tavares Marques. Ao longo da sua vida artística também não podemos esquecer as parcerias com Ary dos Santos (grande âncora de todo o seu trabalho) ou Fernando Tordo.

Quando pensamos em Carlos do Carmo vem-nos logo à memória fados como Lisboa Menina e Moça; Os Putos; O Homem das Castanhas, Um Homem na Cidade, Por Morrer Uma Andorinha, ou o Amarelo da Carris, entre muitos outros, inscritos num total de 35 álbuns, editados em CD ou vinil. A sua primeira gravação aconteceu em 1963 e tinha o título “Mário Simões e seu Quarteto apresentando Carlos do Carmo”. O artista prepara já mais um trabalho, a ser editado até ao final do ano para assinalar os 50 anos de carreira, que contará com a participação de Aldina Duarte, Ana Moura, Camané, Carminho, Cristina Branco, Mafalda Arnauth, Marco Rodrigues, Mariza, Raquel Tavares e Ricardo Ribeiro, acompanhado pelos músicos José Manuel Neto (guitarra portuguesa), Carlos Manuel Proença (viola de fado) e Marino de Freitas (viola baixo). Que bela maneira de celebrar o fim do ano: cá o esperamos! Os espetáculos de referência são imensos. Os que deu no

“Olympia” em Paris, nas óperas de Frankfurt e de Wiesbaden, no Canecão do Rio de Janeiro, no “Savoy” de Helsínquia, no Auditório Nacional de Madrid, no Teatro da Rainha em Haia, no teatro de São Petersburgo, na Place des Arts em Montreal, no Tivoli de Copenhaga, no Memorial da América Latina em São Paulo e mais recentemente no Teatro D. Pedro V em Macau (com transmissão em direto para toda a China), são momentos muito altos da sua carreira. Os concertos no Mosteiro dos Jerónimos, na Fundação Gulbenkian, no Casino Estoril, no Centro Cultural de Belém, na Casa da Música, na Torre de Belém e no Coliseu dos Recreios de Lisboa fazem a diferença a nível nacional, pelo conceito que lhes foi dado, “sempre em prol da evolução do Fado” (biografia oficial). A acrescentar apenas o recordar da sua participação no filme “Fados” de Carlos Saura (2007), que faz parte de uma trilogia onde se encontram mais duas longas-metragens, uma dedicado ao Flamenco e outra ao Tango. K J. Vasco _ H

Prazeres da boa mesa

A simplicidade de um cocktail de camarão com frutinhas frescas (10 pax) Cortar e levar ao forno as fatias de pão, até ficarem douradas.

3 Ingredientes: 10 C. S. Molho de Cocktail 100g de Rúcula 100g de Raddichio 100g de Alface Romana 1 C. S. Salsa Picada Q.B. de Flor de Sal 30 Camarões 20/30 Q.B. de Pimenta Preta de Moinho 150g de Uvas 150g de Morangos 150g de Abacaxi 150g de Kiwi 10 Fatias de Pão de Penha Garcia Preparação: Cozer os camarões em água temperada com sal. Depois de cozida arrefecer de imediato em água e gelo com sal. Descascar e cortar em cubos todas as frutas, temperar com sal, pimenta e a salsa picada.

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Empratamento: Numa taça individual fazer duas camadas de alface, fruta, camarão e molho de cocktail. No fim aplicar o camarão inteiro e o crocante de pão. Servir de imediato. K Publicidade

Escolher, lavar, desinfectar e centrifugar as 3 variedades de alfaces. Cortar em juliana.

Descascar e reservar um camarão por pessoa, os restantes descascar e cortar finamente.

Mário Rui Ramos _ (Executive Chef Ô Hotels and Resorts Monfortinho)


Bocas do Galinheiro

Robert Redford: One Man Show 7 Várias vezes usamos esta coluna para lembrar grandes actores. Quase sempre a propósito da sua morte recente. Hoje não vai ser esse o tom. Hoje reservamos espaço para falar de uma das lendas vivas da sétima arte: Robert Redford. Vem tal a propósito da recente passagem do actor por Cannes e da apresentação do último filme que protagonizou, aliás, em que é o único: “All is Lost”. A propósito respigamos aqui o que João Lopes escreveu no DN sobre a fita: “A provar que alguns filmes mais ou menos “secundarizados” poderiam estar na corrida para a Palma de Ouro, foi um título extracompetição a destacar-se na programação de quarta-feira. Chama-se All Is Lost e trata-se da nova realização de J. C. Chandor, cineasta que se estreou há apenas dois anos com Margin Call- O Dia Antes do Fim, um filme sobre a crise económica de 2008. O mínimo que se pode dizer de All Is Lost (à letra: “Está Tudo Perdido”) é que não é todos os dias que deparamos com um filme cujo elenco tem apenas... um nome! É ele Robert Redford (76 anos), por certo num dos desafios mais radicais de toda a sua longa e brilhante carreira”, para acrescentar que “Redford interpreta uma personagem de que nada sabemos, a não ser aquilo que deduzimos da cena de abertura: anda sozinho, algures no alto-mar, e o seu barco foi aba-

lroado por um contentor à deriva. A partir daí, entramos numa espantosa odisseia de sobrevivência que Chandor encena também como uma tragédia da mais pura solidão. All Is Lost resulta de uma complexa e sofisticada produção, já que, como se pode imaginar, não é simples encenar uma experiência deste género tendo como cenário único a grandeza do oceano.” E, a finalizar “em todo o caso, não se pode dizer que seja um filme de ostentação técnica. Bem pelo contrário: Chandor concentra-se na representação de Redford, emprestando ao seu filme uma subtil e contagiante dimensão humana (quase irónica, já que as palavras ditas pela personagem se contam pelos dedos de uma mão). Rezam as crónicas que o projeto teve a sua origem no encontro de Chandor e Redford no Festival de Sundance (criado por Redford),

precisamente em 2011, quando O Dia Antes do Fim aí foi apresentado. Num tempo de tantas aventuras de “super-heróis” e efeitos especiais, All Is Lost distingue-se pelo seu gosto muito clássico da aventura.” Pela forma como a sua interpretação e ele próprio foram recebidos e ovacionados em Cannes, restanos esperar lá para Outubro, data da estreia nos Estados Unidos, pela chegada desta grande interpretação a Portugal. Segundo consta, uma das suas melhores, o que não nos espanta, tantas e tão grandes foram as passagens de Redford pelo grande écran. Mas é obra, concentrar em si todas as emoções, numa situação extrema de desespero e sobrevivência em alto mar, como a que enfrenta desta vez. E, agora, começávamos a elencar os portentosas fitas que protagonizou, cujo fim não conseguiríamos alcançar nesta limitada coluna. Mas escolhemos algumas. Desde logo uma ao lado de outro monstro da sétima arte, de que já aqui falámos, Paul Newman, “Butch Cassidy and the Sundeance Kid” (Dois Homens e um Destino, 1969), de o papel que o guindou para o estrelato, depois de fugazes aparições em filmes de menor êxito (estreou-se no cinema em “War Hunt”, de Denis Sanders, 1962, ambientado na Guerra da Coreia) e nalgumas séries televisivas, reincidindo ambos em “The Sting” (A Golpada, 1973), ambos de George

pela objetiva de j. vasco

Ritmos frenéticos

sob a batuta de Pollack em “Out of Africa” (África Minha, 1985) e mais recentemente, numa realização sua, “Lions for Lambs” (Peões em Jogo, 2007). Noutro filme de Pollack, “Jeremiah Johnson” (As Brancas Montanhas da Morte, 1972), assinou, para mim, uma das suas melhores interpretações, fruto também da grande cumplicidade entre os dois. Aliás Robert Redford também usou a sua experiência e sensibilidade para se envolver na realização, com destaque para, “Ordinary People” (Gente Vulgar,1980) que lhe valeu, logo na estreia o Oscar, como melhor filme e melhor realizador! Aliás com “Quiz Show”, de 1974, um filme à volta dos concursos televisivos e a batota por trás deles, voltou a ser nomeado para melhor realizador. Destaque para os seus últimos filmes, reflexo da sua faceta de activista político e cinematográfico, por detrás do Festival de Sundance, pilar do cinema independente, como “The Conspirator” (A Conspiradora, 2010), à volta de Mary Surratt, a única mulher presa a seguir ao atentado que vitimou Lincoln, e “The Company You Keep” (Regra de Silêncio, 2012), ou a história de um antigo activista cuja identidade é descoberta por um jornalista. Resumir a carreira de Robert Redford, já sabíamos, era tarefa difícil. Confirmou-se. Até à próxima e bons filmes! K Luís Dinis da Rosa _

Roy Hill. Ao lado de outro grande actor, felizmente dos ainda vivos, Dustin Hoffman, dá vida ao jornalista do Washington Post, Bob Woodward que, juntamente com o seu colega Carl Bernstein, iniciaram uma investigação jornalística sobre aquele que ficou conhecido pelo Caso Watergate, um episódio, aparentemente menor, de espionagem dos republicanos no quartel-general dos democratas nas eleições presidenciais de 1972, investigação que levou à queda do presidente Richard Nixon. Afinal o peixe era graúdo e o filme de Alan J. Pakula “All the President’s Men (Os Homens do Presidente, 1972), esteve à altura da trama. Em 1965 aparece ao lado de Natalie Wood em “Inside Daisy Clover” (O Estranho Mundo de Daisy Clover), de Robert Mulligan, voltando os dois a contracenar sob a direcção de Sydney Pollack, realizador com o qual fez sete filmes, em “This Property Is Condemned” (Flor à Beira do Pântano). Aliás as companhias femininas são uma constante nos filmes de Redford, desde logo Jane Fonda, com quem partilhou cenário em “Barefoot in the Park” (Descalços no Parque,1967), de Gene Saks, “The Chase” (Perseguição Impiedosa , 1966), de Arthur Penn e “The Electric Horseman”(O Cowboy Eléctrico,1979), de Sydney Pollack, e mais recentemente Meryl Streep, de novo

press das coisas Sector No Limits – Série 850 3 A Sector No Limits, a marca italiana que se destaca no fabrico de relógios desportivos, escolheu o piloto Jorge Lorenzo, campeão do mundo de MotoGP, como embaixador da nova coleção. O Relógio Sector Série 850 tem design contemporâneo e invocativo do espírito da velocidade e do desporto. Inovações tecnológicas: Tachymetric, medidor de velocidade; e o cronógrafo de aço. O preço aproximado é de 199 Euros. K

música Imagine Dragons - Night visions

3 Já cá está o verão. Abrandemos. Proposta: desligar o telemóvel e passear nas ruas. K

3 Os Imagine Dragons são mais uma banda que nos chega das terras do tio Sam, com o seu disco de estreia “Night visions”. Este coletivo teve uma enorme promoção devido às fortes campanhas publicitárias que utilizaram as suas músicas conseguindo assim em pouco tempo alcançar o sucesso. O primeiro single “On top of the world” continua em grande destaque nas rádios, sendo um dos temas obrigatórios da banda sonora deste Verão. A segunda aposta do trabalho é o single “Radioactive” que já roda em algumas rádios, mas dificilmente terá a mesma visibilidade do primeiro single. Neste registo o denominador comum é o rock, havendo algumas incursões no pop, folk e eletrónica. Destaque para os singles “On top of the world”, “Radioactive” e as faixas “Tiptoe” e “Demons”. K Hugo Rafael _

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Oleiros

Feira do Pinhal chama por si 7 Se gosta de se divertir e de ar puro, então tome nota: Em Oleiros, de 7 a 11 de agosto decorrem a Feira do Pinhal, as Festas de Santa Margarida e o Dia do Concelho, numa jornada onde os produtos tradicionais vão estar em destaque. Esta é uma excelente oportunidade para conhecer um dos concelhos que apresenta uma das maiores manchas de pinheiro bravo da europa, onde para além das praias fluviais, poderá usufruir das piscinas e dos percursos pedestres. Fica bem no centro do país e a partir do IC8, da A23 ou de Castelo Branco é um saltinho. Oleiros convida-o, assim, para seis dias com muita animação, num programa que envolve as associações e grupos do concelho, prometendo levar a Oleiros milhares de pessoas. Um dos momentos altos das festividades diz respeito ao lançamento do livro O Foral Manuelino de Oleiros, da autoria de Leonel Azevedo, na tarde do Dia do Concelho. ”Os 500 anos do Foral Manuelino serão o grande tema da edição deste ano”, explicou José Marques, para depois destacar a inovação que a feira tem tido. “Nesta edição há 33 novas participações”, disse. Os concertos dos Expensive Soul no dia do Concelho (12 de agosto), Tributo aos ABBA (dia 7), Toy (dia 8) e Tributo aos Pink Floyd (dia 10), a par do Teatro Aéreo Argentino Voalá Station (seguindo-se uma festa de dança com The Lucky Duckies e DJ Shark), constituem os momentos altos de um programa que se prevê animado. De resto, o espetáculo Voalá Station é uma das grandes apostas da programação da Feira do Pinhal. A Feira do Pinhal inclui a IX edição da mostra de atividades musicais do concelho (a qual se prolonga até ao dia 11). Ao longo dos dias de festa atuarão ainda Abílio Alves, Miguel Agostinho, Rui Gaio, FH5, David Antunes & The Midnight Band e Orquestra Royal. Uma das novidades que a Feira do Pinhal este ano apresenta diz respeito ao desfile de moda “Vestindo Tradições… da chita ao sorrebeque”, na noite de sexta-feira. O programa das festas inclui ainda uma exposição fotográfica (Aves da Beira Baixa, de Joaquim Antunes, de 2 a 31 de julho), demonstração de perícia automóvel (dia 10 de agosto), e um torneio de Futsal (com a final a ser disputada a 3 de agosto). O presidente da Câmara de

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Oleiros, José Marques, considera que estão reunidas todas as condições para que a XIII edição da Feira do Pinhal seja um sucesso. Com cerca de 230 expositores, provenientes de vários pontos do país, aquele evento, que decorre de 7 a 11 de agosto, apresenta-se como

um dos mais importantes do Pinhal Interior Sul e pretende promover os produtos locais, com especial destaque para a floresta, e às tradições. A inauguração do certame será feita pelo Secretário de Estado da Segurança Social, Marco António Costa, no dia 7,

pelas 18h30. O evento foi apresentado numa unidade hoteleira da vila. À feira do Pinhal junta-se ainda a festa em honra de Santa Margarida e o Dia do Concelho, numa festa que se prolonga até 12 de agosto. “Esta será a última feira que apresento en-

quanto presidente da Câmara e a primeira que é feita no Hotel Santa Margarida”, começou por referir o autarca, que destacou também o facto da nova estrada para a Sertã. “Hoje em 12 minutos faz-se este percurso, o qual trará mais gente ao evento”. K


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Ensino Magazine Edição nº186  
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