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É NÓIS NA CUL URA

Axixá

Suplemento Especial

Encarte

Capa do suplemento: imagem do Google


Imagem da moldura: flickr.com

Confrontos : Passado

Igreja Nossa Senhora da Saúde , padroeira da cidade de Axixá –MA (décadas de 50 a 60)

Construída pelo português Manoel de Pinho, a igreja de N. S. Saúde tem a data de sua construção perdida nas brumas do tempo. Os restos mortais do seu construtor repousam atrás do altar-mor e a antiga imagem da madona (roubada em 1975) foi substituída por outra, doada pelos axixaenses Simeão Alves Bahia e Arlindo Almeida Borralho, em 1977.

Nota: A foto acima, pertencente à Enciclopédia dos Municípios Brasileiros – IBGE , é uma reprodução que compõe o acervo particular de Antônio Oliveira e foi gentilmente cedida por esse pesquisador axixaense a É Nóis na Cultura.


Presente

Foto Vicente A. Queiroz. Disponível em: panoramio.com

Foto É Nóis na Cultura

Nas imagens acima, o testemunho de uma cultura religiosa que se mantém fiel às origens, nitidamente demonstrado pelo seu patrimônio arquitetônico; nas imagens abaixo, o novo templo católico é uma forma de argumentar que o tradicional e o moderno (enfim, os diferentes) podem conviver numa relação de respeito e harmonia.

Fotos: É Nóis na Cultura


Semelhanças e diferenças: uma face

A GAMELEIRA – A majestosa árvore centenária erguia-se no centro da cidade, como um marco histórico, pois teria sido segunda a lenda, uma estaca do primitivo curral que brotava no Sertão de Bruxaxá, e desafiando o tempo, acompanhara o desenvolvimento da cidade que vira nascer. Assinalava a presença de Areia* a quilômetros de distância constituindo um motivo de orgulho dos areienses que tinham pela árvore uma veneração quase religiosa. Era a testemunha de todos os ventos, um baluarte no último combate travado pelos revoltosos praieiros em 1849, servindo-lhes o imenso tronco como escudo contra as balas dos legalistas. Sob sua copa frondosa repousavam os tropeiros, discutia-se política, encontravam-se os namorados, cantavam os trovadores, inspiravam-se os poetas. Quando o telégrafo chegou a Areia em 1894, a gameleira serviu de poste, sendo instalado em seu espaçoso tronco um isolador da linha telegráfica. Foi abatida por ordem do prefeito Jaime de Almeida, em 1931. Os areienses lamentaram-lhe a perda como se fora uma pessoa muito querida. Imagem e texto: areia.pb.gov.br

*Areia é a cidade natal do artista plástico Pedro Américo Figueiredo (destaque nosso)


A outra face

CORREIOS E TELEGRAPHOS

A grande figueira localizada bem no meio da Rua Dr. Leôncio Rodrigues, hoje Av. Senador José Sarney, à altura da loja Leo Confecções e loja Bazolão.

Embora a figueira axixaense, diferente da gameleira de Areia (PB), não tenha nenhuma origem lendária conhecida, apresenta com esta outra árvore pontos em comum: são da mesma família/espécie; como em Areia, “desafiou o tempo, acompanhando o desenvolvimento da cidade que vira nascer”; representava um motivo de orgulho dos axixaenses que também tinham pela sua árvore uma grande estima; era testemunha de fatos variados, pois também “sob sua copa frondosa” repousavam os viajantes que vinham de longínquas paragens fazer compras ou resolver assuntos diversos, “discutia-se política, encontravam-se os namorados, cantavam os trovadores, inspiravamse os poetas” no que se refere à figueira axixaense, acrescenta-se, que configurava o palco onde eram presenciadas as manifestações culturais organizadas por Dulce Oliveira Rego e seus auxiliares, tais como: a quadrilha junina e o pastor natalino. A exemplo dos areenses, os axixaenses lamentaram a perda da velha e amiga figueira. Reprodução da imagem e elaboração do texto: É Nóis na Cultura


Educação, cultura e memória

A diretora Izabel Cristina Marques (escola Estado do Acre) e o seu corpo docente – década de 70

Festa junina: o casal de noivos (Luís Magno Telma Reis) e os pais (Geninha e Nhô) Fotos: acervo da professora Telma Maria Reis Lima


Curiosidades As comédias encenadas por pessoas da comunidade aconteciam em palcos improvisados, em salões ou residências, ambientados com “empanada” (espécie de cortinas) decoradas com flores naturais e presas num fio com carretéis de linha de bordar, que se abriam e fechavam com a ajuda de dois assistentes de palco.

“Boa noite, distinta plateia/ A comédia já vai começar/ Eu como uma das brincantes/ Peço licença pra me apresentar/ olelê, olalá/ Abra a porta que eu quero passar (Trecho da música de abertura) Alunos da escola Estado do Acre em representação teatral

Os vestidos usados pelas meninas que encenavam os papéis geralmente eram feitos de papel crepom (fotos acima) e enfeitados com mica (ou orvalho como também era chamado). O vestido da florista (foto ao lado) era enfeitado com flores naturais.

A professora Luciléa Coelho representando a florista


Imagens: É Nóis na Cultura (reprodução)


A hist贸ria continua:

Relatos visuais


Evolução no tempo: entrada no perímetro urbano axixaense


Paisagem do progresso: o coração da av. Senador José Sarney


Ação de Graças: por um Axixá cujo Deus é o Senhor

Culto em Ação de Graças Igreja Assembleia de Deus

Pastor Sales e prefeita Sonia Campos

Missa em Ação de graças: rito do ofertório

Missa em Ação de graças: coreografia

Vice-prefeito

Senhor Assis e esposa Sonia Campos


A hist贸ria de tantos autores O Legislativo ontem...

O prefeito Neilson Brito e vereadores (d茅cada de 70)

... e hoje

A prefeita Sonia e vereadores (2011)


Esperança presente e futura: juventude axixaense

A jovem Amanda Catarina: baliza do C. E. Estado do Acre, desfile cívico (2011) comemorativo aos 189 anos da Independência do Brasil


A história de tantos autores

Professor José Fernando Leite

A equipe de reportagem de É Nóis na Cultura Entrevista com a prefeita Sonia Campos

Redação de É Nóis na Cultura

É Nóis na Cultura Equipe editorial e de arte

É Nóis na Cultura - Encarte do Suplemento Especial  

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