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Engenharia informativo da escola de

Porto Alegre, Ano I, nº 5, novembro-dezembro de 2013 / janeiro de 2014 – www.engenharia.ufrgs.br /engenhariaUfrgs

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@engUFRGS

ISSN 2317-1200 versão impressa ISSN 2317-0298 versão online

Repensando o ensino de Engenharia

Professores e alunos da Pós-Graduação de Engenharia de Produção unem-se em trabalho cooperativo para o melhoramento do ensino acadêmico

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em destaque

Com a Palavra, o CEUE

espaço acadêmico

em revista

Aerogerando energia

Raio-X da segurança

Boas-vindas aos ingressantes

Projeto desenvolvido no Centro de Tecnologia da EE produz energia elétrica a partir do vento

Grupo de Trabalho da Segurança formado no CEUE

Um ano de conquistas e desenvolvimento

A Comissão de Boas-Vindas busca resolver as principais dúvidas dos calouros da EE

DAMet

Eleições: CEUE e Diretórios Acadêmicos

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As realizações do DAProd 2013 DAProd

Escola de Engenharia recepciona o CREEM 2013 CEMEC

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engenharia tube

talentos da ee

ações positivas

contracapa informa

Educação Empreendedora

Pesquisando e vencendo em equipe Trabalho premiado no FINOVA 2013

Fachada Renovada pelo verde

O reencontro da turma de 63

Disciplina de Empreendedorismo e Inovação e Incubadora Tecnológica Hestia

engenhartigo

tecnologia na escola

Tecnologias da Informação em debate na EE

A consolidação do curso de Engenharia de Energia

Do laboratório para as ruas

Workshop sobre Segurança, Tecnologias da Informação e Comunicação na EE

Prof. Paulo Smith Schneider

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50 anos da conquista

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Ficha Técnica

Editorial

Reitor: Carlos Alexandre Netto Vice-Reitor: Rui Vicente Oppermann Diretor: Luiz Carlos Pinto da Silva Filho Vice-Diretora: Carla S. Ten Caten

Um ano de muitas realizações Por Luiz Carlos Pinto da Silva Filho A última edição de 2013 do Informativo EE, que chega agora em suas mãos, tem um significado todo especial. Em primeiro lugar, porque a reportagem de capa – Repensando o Ensino de Engenharia – aborda um assunto vital e extremamente relevante para que possamos continuar a trilhar o caminho do sucesso e da excelência no ensino que marcou nossa centenária caminhada. A mesma relata como está sendo construído, na Engenharia de Produção, em resposta a uma provocação da Direção da EE, um processo de reflexão sobre o estado atual e os rumos futuros do ensino no âmbito da nossa Unidade. Essa questão, que se mostra tão vital e premente nesse início de século XXI, diante dos avanços nas técnicas e estratégias de ensino, associado ao surgimento de novas demandas e expectativas acerca do ensino superior, merece ser profunda e detalhadamente analisada pela nossa comunidade. A Direção, portanto, fica muito feliz em ver esse assunto ser divulgado e aproveita para convidar todos os interessados a acompanhar esse estudo piloto, dado que o mesmo pode vir a se constituir na base de mudanças a serem propostos para toda a Escola. Em segundo lugar, essa edição é especial para os organizadores do Informativo EE porque estamos fechando, com muito êxito, o 1º Ano de circulação desse novo

veículo de comunicação da nossa querida Escola de Engenharia. Cabe nesse momento celebrar, pois se nota que o Informativo EE rapidamente se consolidou, graças ao dedicado e qualificado trabalho da equipe do NTIC, e passou a ocupar um lugar de destaque na vida de nossa Escola, se constituindo em uma vital ferramenta para que possamos levar adiante a estratégia de revelar e disseminar, de maneira cada vez mais intensa, a ampla e qualificada atuação de nossa comunidade. Cabe destacar que a variedade de assuntos e temas é tão grande que, ao longo de 2013, tivemos dificuldade de relatar tudo que achamos interessante no Informativo EE. Sempre nos deparamos com um dilema para encaixar todas as novidades nas seções existentes e lamentamos não ter espaço para falar de outras ações em andamento. Por isso, já a partir desse 5º número, a equipe editorial decidiu ampliar o tamanho do nosso veículo, de forma a permitir que sejam criadas novas seções. Com a incorporação da seção “Em Destaque” teremos mais um espaço, além da reportagem de capa, para mostrar com mais detalhe algumas das atividades inovadoras que constantemente estão sendo desenvolvidas pelos nossos Laboratórios e Grupos de Pesquisa, ou para relatar avanços na Infraestrutura, nos Procedimentos

Administrativos e na Gestão Acadêmica. Já na nova seção denominada “Talentos da EE”, teremos espaço para buscar contar um pouco sobre as trajetórias de indivíduos ou grupos que, por seu esforço e dedicação, ajudam a construir a nossa história. Por fim, na seção chamada “Espaço Acadêmico”, teremos oportunidade de divulgar melhor as ações dos Diretórios Acadêmicos de nossos 13 cursos e relatar outras ações da nossa atuante comunidade discente, que já não cabiam mais na seção específica dedicada ao CEUE. Embora saibamos que para poder retratar tudo que acontece na EE, a cada dia, seriam necessários espaços muitos maiores, esperamos que a ampliação do Informativo EE nos permita retratar um pouco melhor as ações mais relevantes em andamento e nos ajude a mostrar mais facetas de nossa vibrante comunidade. Certos de que continuaremos a contar com seu apoio e interesse em 2014, nos despedimos, desejando um Feliz Natal e um Ano Novo repleto de realizações, paz e saúde a cada membro de nossa comunidade. Luiz Carlos Pinto da Silva Filho, Diretor da Escola de Engenharia da UFRGS. Porto Alegre, Rio Grande do Sul. 10 de janeiro de 2014.

MURAL Nos meses de Agosto e Setembro foram realizadas as 222ª e 223ª reuniões do Conselho da Unidade da Escola de Engenharia, respectivamente. Confira alguns dos temas de interesse coletivo aprovados nessas reuniões. Reconhecimento de curso: Portaria nº 407 de 30/08/2013 publicada no Diário Oficial da União de 02/09/2013 reconheceu o curso de Engenharia Ambiental da UFRGS com 30 vagas anuais. Convênios: O Conselho aprovou o Curso de Mestrado Interinstitucional entre o Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica (PROMEC) da UFRGS e a Faculdade de Engenharia da Universidad de La Republica (UDELAR). O período de oferta do curso será ajustado para uma data futura. Também foi aprovado o Convênio para atividades acadêmicas entre o PROMEC e a UDELAR. Protocolos de Cooperação: Foram firmados Protocolos de Cooperação com a École Nationale Supérieure de Chimie, de Biologie et de Physique, em Bordeaux, na França; com a École Nationale Supérieure de Chimie Orga-

nique et Minérale, na França; e com a École Nationale Supérieure de Chimie de Montpellier, na França. Foram aprovados também Protocolos de Cooperação entre a UFRGS e a Universidad del Zulia, da Venezuela.; com a Università Degli Studi di Bergamo; e com a Telecom Bretagne, da França. Alterações curriculares: Aprovadas alterações curriculares e criação de disciplinas no curso de Engenharia de Controle e Automação, além de alterações curriculares nos cursos de Engenharia Civil, Engenharia de Minas e Engenharia de Materiais. Aprovada também alteração curricular do curso de Engenharia de Produção, e alterações curriculares do curso de Engenharia Ambiental (consulte sua Comissão de Graduação). Escola de Desenvolvimento de Servidores: Foi apresentada pela Diretora Rebeca Campani Donazar essa nova iniciativa da PROGESP, cujo principal objetivo é a promoção de ações de aperfeiçoamento e qualificação, bem como de acompanhamento do desenvolvimento dos servidores, tendo como

foco o aprimoramento de competências institucionais e setoriais através do oferecimento de oportunidades individuais e coletivas de aprendizagem. A EDS trabalhará com três eixos: Qualificação, Aperfeiçoamento e Análise e Orientação do Desenvolvimento na Carreira dos Servidores Técnico-Administrativos. A escola oferecerá bolsas de estudo a cada semestre por meio de edital para educação formal, ensino básico, ensino de graduação e pós-graduação stricto sensu aos servidores da Universidade, além de conversação em inglês. Propostas de cursos apresentadas pelo Conselho de Pós-graduação: Aprovada a proposta do Curso de Especialização “Engenharia de Produção In Company”, do Departamento de Engenharia de Produção e Transportes Acompanhe a atualização destas notícias nas redes sociais.

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O Informativo é uma publicação bimestral da Escola de Engenharia da UFRGS Porto Alegre, Ano 1, nº 5, novembro-dezembro de 2013 janeiro de 2014 Idealizador Ramiro Sebastião Córdova Júnior Editor-Chefe Luiz Carlos Pinto da Silva Filho Editor Paulo Fernando Zanardini Bueno MTE/RS 17213 Corpo Editorial Luiz Carlos Pinto da Silva Filho Carla Schwengber Ten Caten Paulo Fernando Zanardini Bueno Ramiro Sebastião Córdova Júnior Redação L uiz Carlos Pinto da Silva Filho Paulo Fernando Zanardini Bueno Ana Luiza Brock Gabrielle Müller Fotografia Paulo Fernando Ana Luiza Brock Gabrielle Müller Revisão Paulo Fernando Ana Luiza Brock Gabrielle Müller Apoio Técnico de TI Ramiro Sebastião Córdova Júnior Roberta Takushi Bruno Valadão Cunha Vinícius Rodrigues Kalikoski Projeto Gráfico: Núcleo de Design Gráfico Ambiental (NDGA) Eduardo Cardoso Ricardo Fredes da Silveira Expansão Daniele Lemos dos Santos Diagramação Daniele Lemos dos Santos Impressão Gráfica da UFRGS Tiragem: 1.800 exemplares Circulação: NTIC CEUE DAs Contato com o Informativo: Av. Osvaldo Aranha, 99 - sala 105 CEP: 90035.190 – Bairro Farroupilha +55 51 3308.3540 comunicacao@engenharia.ufrgs.br

#InformativoEE


em destaque

Aerogerando energia Projeto desenvolvido no Centro de Tecnologia (CT) da EE no Campus do Vale da UFRGS produz energia elétrica a partir do vento Por Paulo Fernando Zanardini Bueno e Gabrielle Müller

O Grupo de Desenvolvimento de Energias Renováveis (GDER), formado por mestrandos em Engenharia de Minas, Metalúrgica e Materiais, orientados pelo professor Lírio Schaeffer, está aprimorando um novo projeto capaz de gerar energia a partir do vento (convertendo energia eólica em energia elétrica). O equipamento produzido pela empresa Enersud (fabricante de aerogeradores de pequeno porte), com sede no Rio de Janeiro, está posicionado no pátio do CT, fornecendo energia ao laboratório de trabalho do Grupo. A peça que estimula a geração de energia está instalada dentro do rotor, girando e transformando energia em energia elétrica. É essa funcionalidade que é o tema da dissertação de Felipe Guimarães Ramos e que serve de locus da pesquisa. O objetivo é o de conseguir um meio de gastar menos no processo de fabricação de determinada peça para alcançar consumo menor de energia, com menos desperdício de material, e para aumentar o rendimento da máquina (aerogerador). Uma questão estrutural da instalação é o constante balanço da torre que forma o aerogerador, como observa o mestrando Monir Göethel Borba. Está prevista a instalação de cabos que serão fixados no prédio próximo para estabilização. Outro aspecto da funcionalidade a ser melhorado é a cauda, que está muito grande. Como o aerogerador recebe estímulos do vento por todos os lados, acaba criando um fenômeno de ressonância. São desafios a serem solucionados. Destaca-se, também,

a reposição de peças produzidas no laboratório pelos próprios alunos. Uma estação meteorológica será instalada para medir a velocidade e a direção do vento, e outro dispositivo a ser instalado informará a quantidade de chuva e poderá ser monitorado pela Internet disponibilizando alertas de alterações no clima. Segundo Ramos “o equipamento é capaz de produzir até 1.000 watts, com o que é possível alimentar em torno de três computadores comuns, ou 10 lâmpadas incandescentes de 100 watts”. A produção se dá pelo giro do rotor, localizado na parte interna do aerogerador, provocado pelo vento que movimenta as pás transformando a energia do vento em energia elétrica. A energia gerada pode ser utilizada na hora ou armazenada em baterias, que conservam a carga para quando for necessário o uso. Em momentos de intempéries do clima, como uma tempestade que corriqueiramente afeta a transmissão de energia, a carga armazenada pode substituir o fornecimento regular para algum uso urgente. Uma meta dessa pesquisa é a instalação de lâmpadas de LED para serem alimentadas com a energia produzida pelo aerogerador. No dia em que o Informativo visitou o GDER o computador piloto estava desligado da tomada, sendo alimentado apenas pela energia acumulada nas baterias. A energia eólica é baseada em uma fonte flutuante, pois, não havendo vento, diminui a produção de energia. Nessas condições, o computador é ligado nas tomadas. A energia fornecida pelo aerogerador é de corrente contínua. Nas

Mestrandos Monir Göethel Borba (27), Franciele Peruchi (26) e Felipe Guimarães Ramos (23) posando aos pés do Aerogerador. Grupo de Desenvolvimento em Energias Renováveis vinculado ao LdTM (Laboratório de Transformação Mecânica) e ao Programa de Pós-Graduação em Minas, Materiais e Metalúrgica (PPG3M). O objetivo principal é pesquisar novas técnicas de fabricação e desenvolvimento de componentes para novas fontes de energia renováveis.

residências, a corrente é alternada. Isso faz com que seja necessária a utilização de um inversor que, no laboratório, é um no-break, o qual funciona com baterias de 24 volts.

“O equipamento é capaz de produzir até 1.000 watts, com o que é possível alimentar em torno de três computadores comuns, ou 10 lâmpadas incandescentes de 100 watts.” – Felipe Guimarães Ramos

O aspecto salutar desse ramo da engenharia é buscar soluções para o fornecimento de energia em lugares não atendidos por redes regulares de distribuição energética. Tornar os aerogeradores possíveis de serem utilizados em regiões distantes com menor tempo de manutenção e elevando ao máximo a vida útil do equipamento é o foco das pesquisas do GDER.

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Com a Palavra, o CEUE

Raio-X da segurança Por Leonardo Pereira Devido à onda de assaltos que ocorreu no entorno do Campus Centro da UFRGS, o Conselho de Representantes do CEUE formou um Grupo de Trabalho da Segurança, composto pelos estudantes Eduardo Bubicz, Guilherme Bledow, Leonardo Pereira, Ramon Schmitt e William Dutra. O grupo inicialmente realizou um levantamento de dados através de um questionário disponibilizado à comunidade acadêmica através das redes sociais, que gerou mais de 350 ocorrências que foram posteriormente analisadas. Em um segundo momento, a equipe buscou agendar reuniões com a Brigada Militar, com a Reitoria da UFRGS e com a Secretaria de Segurança do Município. Os dados coletados foram repassados para as autoridades, sendo solicitado o reforço do policiamento, a melhoria na iluminação e a instalação de câmeras de monitoramento nas proximidades do Campus. Os trabalhos em prol da segurança repercutiram na imprensa local. Na medida do possível se buscou atender a todas as solicitações, pois o grupo entendia que a repercussão na mídia era necessária para que as autoridades dessem a devida atenção aos problemas enfrentados pelos estudantes.

Uma das conquistas do grupo foi a disponibilização de um banco de imagens aos assaltados. A Brigada Militar irá repassar imagens de assaltantes para a segurança da UFRGS, possibilitando que a comu-

nidade acadêmica realize a identificação dos criminosos. Ressalta-se a importância de se registrar a ocorrência em uma delegacia de polícia para evitar assaltos. Andar em grupo e sem eletrônicos

à mostra diminuem as chances de se tornar uma vítima. O telefone do posto da Brigada Militar na Redenção é 3321-3233. Mais informações em www.facebook.com/ufrgs.seguro

Eleições: CEUE e Diretórios Acadêmicos Por Rafael Schneider Nos dias 15, 16 e 17 de outubro foram realizadas as eleições do CEUE, em que, ao todo ocorreram 16 eleições simultâneas. Além da escolha da Diretoria Executiva do CEUE e dos Conselheiros do CEUE, também ocorreram as eleições dos Diretórios Acadêmicos da Escola de Engenharia, na qual CECIV, CEECA, CEEMA, CEENF, CEMEC, DAELE, DAENQ e DAMet renovaram suas Diretorias Executivas. Esse ano constatou-se uma participação

recorde dos alunos, com um total de 992 votantes. Mediante esse resultado, recupera-se a série de crescimento histórico de participantes, a qual havia sido interrompida nas eleições do ano passado. Nessa tendência de maior participação dos alunos no CEUE é de extrema importância ressaltar a realização da eleição pelo portal do aluno. Assim, diferente da consulta do Reitor e das eleições do DCE, os alunos não precisam ir até uma urna fixa, com toda a estrutura de mesários, ata de urna e lista de eleitores. Os O conteúdo assinado nesta seção é de autoria do Centro de Estudantes Universitários de Engenharia.

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alunos das Engenharias podem votar de qualquer lugar com acesso à internet, sem grande esforço. Tamanha facilidade começou em 2009, quando o Conselho do CEUE aprovou a mudança do formato das eleições que ocorreram no mesmo ano. Após o retumbante sucesso daquele pleito, o formato de eleição pelo portal do aluno, com escopo livre, se consolidou como excelente ferramenta para restabelecer a ordem democrática no CEUE. FALE COM O CEUE! • www.ufrgs.br/ceue • @ceueufrgs • fb.com/ceue1903 • +55 51 3308.3344


espaço acadêmico

Um ano de conquistas e

desenvolvimento Por William T. Dutra Neste ano, o Diretório Acadêmico da Engenharia Metalúrgica (DAMet) realizou atividades com ampla participação dos estudantes, planejando discussões para a ampliação dos conhecimentos sobre o curso, organizando campeonatos esportivos e fazendo um grande esforço para integrar os estudantes - tanto entre seus pares, quanto com alunos de outras Universidades. No começo de março foi realizada, junto ao CEUE, a recepção dos calouros. Os estudantes foram recebidos pelo professor Irineu Schadach de Brum, da Comissão de Graduação da Metalúrgica e, após, pelo presidente do DAMet, William Dutra. Com a finalidade de introduzir os novos alunos ao mundo acadêmico e, posteriormente, ao campo profissional, foram apresentadas as diferentes áreas de atuação do engenheiro metalúrgico. Em maio, como evento de abertura da Semana Acadêmica da Engenharia Metalúrgica (SAEM), foi realizada a famosa Copa Metal, contando com 7 times masculinos de futebol e 2 times femininos que competiram nas modalidades vôlei e handebol. Após as práticas esportivas, todos foram confraternizar comendo um bom churrasco assado pelos colegas. Durante a SAEM houve palestras com engenheiros de empresas privadas e do Instituto Geral de Perícias do Estado, além de uma mesa redonda com os professores do DEMET, com discussões sobre como aprimorar o curso. As palestras se dividiram entre o anfiteatro da PPG3M e o do Centro de Tecnologia. Já em julho, uma turma de aproximadamente 40 estudantes participou do 13º Encontro Nacional dos Estudantes de Engenharia Metalúrgica, de Minas e Materiais (ENEMET) que aconteceu na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais.

Grupo de estudantes da Engenharia Metalúrgica na recepção do 13° ENEMET em Belo Horizonte (MG).

As realizações do DAProd 2013 Por Caetano Oliveira, Juliana Sassi e Vitório Canozzi O Diretório Acadêmico da Engenharia de Produção (DAProd) é responsável por organizar eventos acadêmicos e de integração para o estudante de graduação, além de representá-lo perante a Escola de Engenharia e a Universidade.

Na primeira semana do ano, foi realizada Aula Magna com dois palestrantes importantes no cenário gaúcho da Engenharia de Produção, com a participação de pelo menos 80 estudantes. Seguindo com a ideia de iniciar todos os semestres com uma Aula Magna, em agosto os alunos de graduação presenciaram uma palestra inspiradora proporcionada pelo pós-doutorando Guilherme Tortorella. Ainda no primeiro semestre, o diretório participou do evento “Portas Abertas”. Foi possível uma interação com os vestibulandos de 2014, com uma dinâmica focada em introduzir conhecimentos básicos da Engenharia de Produção. Perto dessa data foi realizada uma visita técnica à AGCO, em Canoas, possibilitando aos participantes uma experiência prática, fugindo da sala de aula. Quanto a eventos internos, o DAProd organizou a Semana Acadêmica nos dois semestres. A primeira teve enfoque no empreendedorismo. Em uma tarde moldada ao estilo TED ocorreu o maior envolvimento dos alunos, com palestrantes como Gustavo Reis (Mathematica Et Cetera), Miguel Andorffy (Me Salva!) e Walker Massa (Nós Coworking). Já no segundo semestre foi realizada uma S.A. mais acadêmica, sobre Engenharia Econômica, Logística Reversa e Gestão de Pessoas. Os palestrantes trouxeram experiência avançada aos alunos, qualificando-os em assuntos que são pouco incitados pelo currículo do curso. Para o entretenimento dos estudantes, em agosto aconteceu o Happy Hour “Just In Time”, um evento que buscou a integração dos estudantes e foi repleto de descontração. Além disso, o DAProd teve o orgulho de realizar dois campeonatos de futebol em 2013, com participação intensa por parte dos alunos do curso. O diretório também buscou defender o interesse dos alunos em reuniões com o Conselho de Graduação, tendo em pauta a reforma curricular. Agora, ao final do ano, a gestão de 2013 prepara a sua despedida com o desejo de que seja substituída por um grupo que proporcione experiências ainda mais gratificantes aos graduandos do curso.

UFRGS recebe o CREEM 2013 Por Eduardo Bergmuller e EduardoTannhauser O Centro Estudantil da Engenharia Mecânica (CEMEC) realizou de 21 a 25 de outubro o XX Congresso Nacional dos Estudantes de Engenharia Mecânica, no prédio de Engenharia Mecânica da UFRGS. O CREEM é um evento anual que reúne alunos de todas as partes do Brasil a fim de discutir temas relacionados ao curso de Engenharia Mecânica. Com o apoio da Associação Brasileira de Engenharia e Ciências Mecânicas, a vigésima edição do congresso reuniu centenas de alunos, sendo muitos de fora do Rio Grande do Sul, para uma semana repleta de palestras, visitas técnicas, minicursos, workshops, apresentações de artigos e outras atividades. O evento já foi organizado por diversas universidades, desde sua criação em 1994, quando ainda era um congresso regional. O primeiro congresso ocorreu no Rio de Janeiro, capital, sendo organizado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ. Já o evento de 2012 tomou lugar em São Carlos, São Paulo, sob a organização da Universidade de São Paulo – USP. A próxima edição do CREEM ainda não está com data nem local definidos.

Organização do XX Congresso Nacional dos Estudantes de Engenharia Mecânica

A comissão organizadora acredita que o encontro foi de extrema utilidade para todos os alunos que participaram. Um exemplo é o do aluno Bruno Volkmer, que participou do processo seletivo da Foxter Cia. Imobiliária, uma das empresas convidadas. “O congresso foi inédito para o nosso curso. O mesmo nunca havia sido realizado em Porto Alegre, tendo a versão mais próxima na cidade de Erechim, em 2011. O evento pode abrir diversas portas para novas possibilidades, pois temos contato direto com novas ideias e oportunidades. As palestras, além de muito interessantes, podem mudar o rumo de nossas vidas” relata Bruno, hoje empregado. O conteúdo assinado nesta seção é de autoria dos Diretórios Acadêmicos em sistema de rotatividade.

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Reportagem de Capa

Repensando o ensino de Engenharia Projeto piloto testado no curso de Engenharia de Produção propõe mudança sistêmica para o ensino de engenharia na EE/UFRGS Por Paulo Fernando Zanardini Bueno e Gabrielle Müller Planejando a mudança A Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD) em conjunto com a Direção da EE, dos alunos e de algumas solicitações externas à Escola vem propondo um processo de mudanças na forma de se ensinar Engenharia. Algumas ações começaram a ser pensadas para colocar em pauta um Novo Modelo de Ensino. Depois de uma reunião produtiva, os representantes do curso de Engenharia de Produção ofereceram o curso para implantação do projeto piloto dessa iniciativa. A proposta foi amplamente discutida e, dentre as várias ações encaminhadas, consta a Sessão Dirigida “Práticas pedagógicas integradoras e tecnologias para o ensino de Engenharia”, apresentada pela professora Istefani Carísio de Paula no XVI Congresso Brasileiro de Educação em Engenharia (Cobenge) 2013, realizado em Gramado/RS no mês de setembro; seguida da Semana de Imersão, realizada com os professores durante a Semana Acadêmica no mês de outubro, eventos que envolveram os docentes no processo, propondo uma reflexão acerca da estrutura dos modelos de ensino.

O Núcleo Docente Estruturante (NDE) da Engenharia de Produção também pauta em suas reuniões as questões que envolvem a construção dessas mudanças. Esse núcleo está presente em todas as comissões de graduação e serve para organizar os cursos da universidade. No caso específico da Engenharia de Produção, ele também vem se empenhando em edificar o projeto do modelo de ensino. Maneiras de agir diferentes, que levem a outros lugares e que insiram na comunidade acadêmica uma nova cultura: esse é o objetivo buscado por meio da implementação desse Novo Modelo de Ensino. A professora Carla ten Caten, vice-diretora da EE, explica que um modelo de ensino vai além do currículo. Segundo ela, deve ser composto por “currículo, sistema de avaliação, práticas pedagógicas, infraestrutura e objetivos do curso”. Ela diz também que, apesar de a proposta ainda não ter sido concluída nem implantada, alguns docentes já aplicam as novas práticas pedagógicas, visando um maior aproveitamento dos estudantes. Cursos como o de Engenharia de Energia e de Materiais têm um perfil semelhante e serão convidados para

ampliarem a testagem dessa transformação do ensino a médio prazo. Mas as mudanças não param por aí: além disso, serão necessárias também adaptações no currículo para a inclusão de disciplinas integradoras e outros ajustes, e adequações de infraestrutura, como a construção de novos laboratórios, a mudança do padrão das salas de aula. É preciso ainda mudar o modelo de avaliação, que espera um consenso para ser definido. Destacam-se as disciplinas integradoras enquanto cadeiras que possuem trabalhos em comum e que utilizam as técnicas aprendidas durante as diferentes aulas para a construção das tarefas propostas. Nesse sentido, há dois modelos de disciplinas possíveis de serem desenvolvidas em aula: as que se restringem apenas a aulas expositivas, e as mais dinâmicas, com capacidade de serem complementadas com outras práticas pedagógicas que não apenas a exposição do professor. A metodologia de ensino ideal é aquela que incorpora a comunicação docente e constrói o conhecimento com o corpo discente. Já as mudanças pensadas para as salas de aula são para desconstruir a imagem que se tem hoje desses espaços, buscando deixar as salas menos tradicionais, com mais recursos, e voltadas para receber novos modelos pedagógicos. A mudança mais impactante será modificar a cultura de todos os docentes para que seja institucionalizada essa nova visão. O aluno que esperamos surgir tem de ter uma atitude mais ativa, então essa coparticipação no aprendizado deve se dar em conjunto. “O que pretendemos é institucionalizar essa cultura para que seja sistêmica, mudar um pouco a cultura do do-

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“O modelo de ensino engloba a postura docente, as práticas infraestrutura, os objetivos e per

cente para trabalhar com mais dinamicidade nas aulas”, revela a professora Carla ten Caten sobre o ponto visto como estratégico nesse projeto. O novo modelo de ensino O que é um novo modelo de ensino? Esse questionamento permeia uma compreensão: o modelo precisa ser construído. A professora Istefani de Paula afirma que “os professores de uma forma prática estão desenvolvendo, criando esse modelo juntos”. A primeira ação ocorreu durante a Semana Acadêmica que foi uma espécie se sensibilização e de aproximação dos docentes com os alunos. O desenho desse modelo está incipiente com as primeiras ações. Istefani explicita a responsabilidade e os desafios que devem ser enfrentados a partir de agora. “Eu acho que nós vamos ter muita responsabilidade de vir trazendo esse novo modelo, fazendo o desdobramento dele, para que ele chegue realmente até os alunos, que eles realmente sintam essa mudança, que percebam isso. Porque fazer uma mudança no currículo e continuar dando as aulas do mesmo jeito, nós já estamos cansados de ver”, afirmou a professora. A implantação do Novo Modelo de Ensino na Engenharia de Produ-


a, além da análise curricular, s pedagógicas inovadoras, a rfil do egresso.” – Carla Ten Caten

ção segue as etapas de Kotter (ver gráfico). O primeiro passo foi a reformulação da identidade do curso, que antes era um quadrado e agora é uma figura composta de vários triângulos, dando ideia de multidisciplinaridade e de extrapolar os limites da criatividade, uma das características fortes do curso. Outro passo foi a criação da visão, a qual foi desenvolvida em conjunto com a disciplina de “Gestão de Projetos”, ministrada pela professora e coordenadora da Comgrad, Istefani de Paula. O aluno que desenvolver as habilidades de visão sistêmica, resolver

ETAPAS DE KOTTER

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Estabelecimento do Senso de Urgência • Examinar o mercado e as realidades competitivas • Identificar e discutir crises, potenciais crises e grandes oportunidades

Capacitando outros a trabalharem por essa visão • Eliminar os obstáculos para a mudança • Mudar sistemas ou estruturas que possam prejudicar gravemente a visão • Encorajar a tomada de risco e ideias, atividades e ações não tradicionais

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“Os professores de uma forma prática estão desenvolvendo, criando esse modelo juntos.” – Istefani de Paula

problemas, ser inovador e criativo, e multifuncional terá todos os requisitos esperados de um engenheiro, incluindo uma concepção mais humana desse ofício. A vice-diretora da EE, Carla ten Caten, diz que a mudança principal é cultural, da postura não só dos docentes, mas também dos alunos. “Não queremos aquela aula clássica, onde o professor está lá em cima, ou na frente, e os alunos assistindo. Vai ter menos ensino e mais aprendizagem. Estamos buscando a visão do docente como facilitador da aprendizagem, e não como transmissor do conhecimento”, disse Carla. Ela ainda comentou que, com isso, o aluno passa a ser corresponsável pelo seu aprendizado e, portanto, deve sair da postura passiva que é percebida hoje, não podendo se posicionar em uma atitude de quem está esperando ser ensinado. Muitas transformações no curso de Engenharia de Produção ainda estão por vir, e não há um padrão a ser seguido, segundo Rafael Korman, mestrando orientado por Istefani. Ele vem participando das reuniões para definição do Novo Modelo de Ensino por conta da experiência que acumulou ao visitar algumas Universidades fora do Brasil, como o Massachusetts Institute of Technology (MIT), a Olin College e a Universidade de Harvard, buscando reconhecer experiências que deram certo em ensino de engenharia por conta de que é nos Estados Unidos que se encontram os melhores estudos com a temática de mudança sistêmica.

Rafael salienta que o trabalho de formular o Novo Modelo é difícil e demorado, mas que as compensações que virão depois fazem jus ao empenho. “É um trabalho que começou faz pouco tempo e, apesar de ser prático, também exige uma mudança de postura, uma mudança cultural. Não se pode exigir que seja colocado imediatamente em prática, de uma hora para outra, porque não pode ser imposto. As pessoas têm que aceitar essa mudança, primeiro, para elas, para depois elas conseguirem transmitir essa mudança para os outros”. Sobre as recompensas que a EE terá após a conclusão disso, ele afirma que “é um benefício para a Escola como um todo. Os alunos ficarão mais satisfeitos, terão uma melhor formação e um perfil diferente, o perfil exigido pelas empresas”. Kor-

man também explica que não é possível criar um modelo de ensino baseado no que se vê em outros lugares e que a mudança sempre recebe resistência, pois as pessoas acham que o que elas faziam até o momento não era a maneira correta. “Podemos pegar as melhores práticas de cada lugar e levar para as pessoas para ver o que elas acham, mostrando a elas que pode haver um jeito diferente de trabalhar. Não é uma questão de certo ou errado, mas de experimentar maneiras diferentes e que visem, sempre, ao benefício do aluno”, salientou ele. A partir do atual estágio para que um ingressante passe por todas as disciplinas demora de 4 a 5 anos. Esse pode ser o período de execução, avaliação e reavaliação do processo iniciado agora.

Oito passos para transformar a sua organização

Formação de uma coalisão administrativa poderosa • Organizar um grupo com poder suficiente para liderar a mudança • Incentivar o grupo a trabalhar em conjunto, como um time

Planejar e conquistar vitórias a curto prazo • Planejar melhoras de desempenho visíveis • Criar essas melhorias • Reconhecer e recompensar funcionários envolvidos nas melhorias

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Criação da Visão • Criação da visão como forma de direcionar o esforço da mudança • Desenvolvimento de estratégias para alcançar essa visão

Consolidar as melhorias e produzir ainda mais mudanças • Usar o crescimento da credibilidade para mudar sistemas, estruturas e políticas que não se enquadram à visão • Contratar, promover e desenvolver os funcionários que podem implementar a visão • Revigorar o processo com novos projetos, temas e agentes de mudança

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Comunicar sobre essa visão • Usar todos os veículos possíveis para comunicar a nova visão e as estratégias • Ensinar novos exemplos de comportamento através da coalizão administrativa

Institucionalizar novas abordagens • Articular as conexões entre os novos comportamentos e sucesso corporativo • Desenvolver meios para assegurar o desenvolvimento da liderança e da sucessão

Novo logo da Engenharia de Produção

Fonte: Harvard Business Review “Leading change: why tranformation efforts fail”, de John P. Kotter, disponível em http://hbr.org/2007/01/leading-change-why-transformation-efforts-fail/

Informativo da Escola de Engenharia | novembro-dezembro de 2013 | janeiro de 2014 | 7


Em revista

Boas-vindas aos ingressantes Criada no segundo semestre de 2013, a Comissão de Boas-Vindas busca resolver as principais dúvidas dos calouros da Escola de Engenharia Por Gabrielle Müller

Uma das ações desenvolvidas pela Comissão é a apresentação da Biblioteca da Escola de Engenharia. Na foto, Rosangela Bartkowski ao lado da entrada da BIBENG.

A Comissão de Recepção e Integração aos Calouros da Escola de Engenharia é uma iniciativa da direção da EE, em conjunto com a Reitoria da UFRGS, para auxiliar os ingressantes dos cursos de Engenharia, principalmente aqueles que vêm do interior. Criada em agosto de 2013, e formada por membros voluntários, o principal objetivo da chamada Comissão de Boas-Vindas é fazer com que o estudante se sinta em casa, mesmo estando, por muitas vezes, longe da família e em uma cidade diferente. Informativo EE: O que é e como surgiu a comissão de boas-vindas? Rosangela Bratkowski: O objetivo maior dessa comissão é realmente dar as boas-vindas aos calouros que estão ingressando aqui na Escola de Engenharia e propiciar a eles maior integração, tentando encontrar quais são suas dificuldades, principalmente os que vêm de fora, que às

vezes são de se locomover, como de ter uma integração maior aqui. Marla Lansarin: A Reitoria encaminhou ofício solicitando que fosse criada uma comissão de recepção aos calouros. Essa demanda estava alinhada com os interesses da EE, que já vinha pensando nisso. Assim, foi criada a comissão por meio de uma portaria nomeando as pessoas que se voluntariaram junto à Direção da Escola. Uma vez designadas as pessoas, foi marcada a primeira reunião, onde foi feito um brainstorming (dinâmica de grupo que busca criatividade em equipe) para saber o que nós, componentes da comissão, estávamos pensando, o que cada um pretendia fazer, e a partir daí se identificou então algumas oportunidades de ação. Informativo EE: O episódio do trote na Engenharia Civil do início do ano teve alguma influência sobre isso?

M: O controle do trote está na mão dos coordenadores das COMGRADs. No entanto, o que dá para fazer de imediato e que eu tenho feito ao longo dos anos é conversar com os ingressantes e orientá-los no sentido de que o trote é uma brincadeira entre alunos e por ser uma brincadeira todos têm que se divertir. É importante salientar para eles que não devem aceitar nada que venha a ofendê-los, porque às vezes o calouro se sente coagido a participar. É bom fortalecer nos calouros a ideia de que eles são autônomos, que os veteranos nada mais são do que colegas que entraram no semestre anterior e que se eles não quiserem fazer algo precisam dizer não. Isso é uma postura, tem que olhar nos olhos do veterano e dizer “não vou fazer”. Além disso, eu oriento os calouros a identificarem os veteranos, explico pra eles que os veteranos estão sujeitos a uma comissão de sindicância e que eles podem, inclusive, ser criminalizados pelos seus atos. Informativo EE: Teria alguns objetivos principais da comissão que podes citar ou conforme o que o aluno precisa a comissão vai se adequando às necessidades do calouro? R: Nós temos focos definidos de ação. Então, a comissão determinou certos objetivos e ações para facilitar. Nós da comissão que fomos determinando certas medidas, certas ações, certos objetivos para ir de encontro ao que os estudantes precisam, para ouvi-los. Estamos pensando também em questionários por intermédio das COMGRADs. Assim, quando o aluno for fazer sua matrícula, ele preenche esse questionário e com isso conheceremos um pouquinho do perfil desse ingressante.

O foco da comissão é acompanhar a caminhada deles na EE. Informativo EE: Qual o balanço que vocês fazem da atuação da comissão desde a criação até hoje? R: É, eu acho que em virtude de ter começado no meio do semestre, teve um impacto negativo, não foi o que a gente esperava. Para o próximo semestre, a gente espera conseguir caminhar mais ou menos juntos, antecipar os passos. M: A comissão não é muito antiga, é de agosto, tem reuniões a cada 45 dias mais ou menos, então, não foram muitas reuniões. E, além disso, é um trabalho “além”. Ou seja, além de tudo o que todo mundo sempre faz, ainda tem a comissão. Então, ela anda nesse ritmo. Mas a avaliação que eu faço é positiva, eu acho que as pessoas estão interessadas. A ideia do diretor de procurar voluntários em lugar de simplesmente nomear pessoas foi muito boa, porque quem se ofereceu, como no meu caso, tem algum interesse, gosta do assunto. Isso foi legal porque a gente pôde, enfim, conviver com pessoas que têm a mesma preocupação e isso sempre nos fortalece. Informativo EE: Os alunos que vêm de fora têm uma atenção especial? R: Especial no sentido de ajudá-lo por ele não conhecer a cultura daqui. Nosso trabalho é para conscientizar melhor a comunidade acadêmica. Isso é bom e importante. Existem vários lugares onde eles podem tirar suas dúvidas, podem se dirigir, podem procurar, mas eles não sabem. Então eu acho que a comissão tem esse papel de mostrar o caminho, de mostrar onde ele vai procurar ajuda, não só do estudo como de outras coisas que esse aluno precise.

A Comissão de Recepção e Integração aos Calouros da Escola de Engenharia é composta pelos seguintes servidores: Técnica-Administrativa Akie Yoshioka, Profª. Ângela de Moura Ferreira Danilevicz, Prof. Álvaro Meneguzzi, Prof. Carlos Eduardo Pereira, T.A. Jaqueline da Silva Oliveira, Profª. Marla Azário Lansarin, T. A. Maria de Lourdes dos Santos, Profª. Liliana Amaral Féris, T.A. Rosangela Haide Bratkowski e Profª. Wai Ying Yuk Gehling. O Informativo da Escola de Engenharia convidou a Professora Marla Lansarin, do Departamento de Engenharia Química, e a Técnica-Administrativa Rosângela Bratkowski, da Biblioteca da Escola de Engenharia (BIBENG), para a entrevista dessa seção.

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eNGENHARIA TUBE

Educação Empreendedora

A seção “Engenharia Tube” propõe interatividade com o canal YouTube, formato em que disponibiliza uma videomatéria. Quer mais detalhes? Acesse o endereço www.youtube.com/engenhariaUfrgs ou pelo QR Code abaixo e assista.

Por Paulo Fernando Zanardini Bueno

A disciplina “Empreendedorismo e Inovação” do curso de Engenharia de Produção se utiliza de metodologias modernas de ensino com o objetivo de desenvolver uma conexão entre técnicas oriundas de outras universidades com estudos teóricos específicos e despertar uma lógica empreendedora nos estudantes. Eles

simulam em aula diversas atividades de constituição de empresas, resolvem os problemas decorrentes da gestão e compreendem o processo dessa organização. Os aspectos teóricos desse aprendizado podem ser testados junto à Incubadora Tecnológica Hestia - projeto de extensão conjunto da EE com o Instituto de

Física - que abrigou desde 2004 13 projetos inovadores, envolvendo principalmente concepções inovadoras de estudantes de graduação e pós-graduação. #EngenhariaTube

engenhartigo A consolidação do curso de Engenharia de Energia Por Paulo Smith Schneider - Professor do Departamento de Engenharia Mecânica da UFRGS

Há atividades que dispensam apresentações. Profissões antigas, como a de pedreiro, de mecânico ou de eletricista, dificilmente exigem um esforço para seu entendimento. O que fazem esses trabalhadores se confunde com o nome de suas profissões. Quando elas ganharam uma dimensão mais complexa, surgiram o engenheiro civil, o mecânico, o eletricista. Nada impede que escape do grande público a exatidão de nossas atividades, e que confundam o mundo técnico com o científico. Da clássica pergunta: “Você é engenheiro mecânico? Poderia consertar meu carro?”, até outras que os colegas da Engenharia devem ter para contar. Há outras profissões que foram esquecidas. Tiveram seu brilho e importância um dia, como o aguadeiro, o alfarrabista, o calceteiro, o revelador de fotografias, além dos nostálgicos afiadores de tesouras e facas, que ainda circulam por algumas ruas da cidade. Outras profissões surgem e nos espantam como o Analista de Search Engine Optimization, o Especialista em Mobile Marketing, o Social Media Strategist, que aguardam uma tradução tão glamurosa quanto o que o nome em inglês sugere. O nosso recém-criado Energy Engineering encontra uma correspondência fácil em português, pelo menos na sua tradução. Definir sua atuação já pode ser mais trabalhoso, tanto como ser capaz de definir em poucas palavras o significado de Energia, mas isso é outro problema. A Engenharia de Energia surgiu no Brasil não muito distante da

UFRGS: foi na UERGS, com o nome de “Engenharia em Energia e Desenvolvimento Sustentável”, como parte de uma estratégia de atendimento de necessidades regionais e de modernidade em um projeto político presente em vários cursos da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul. Outros cursos de Engenharia de Energia foram aparecendo em sequência, em todo o país, e hoje são mais de 20. Só no Rio Grande do Sul são quatro: a UERGS e a UNIPAMPA já formaram as primeiras turmas, enquanto que a UNISINOS e a UFRGS, ambos iniciados em 2010, aguardam para breve as primeiras formaturas. Mas o que faz um profissional da Engenharia de Energia? É um especialista em conversão e gestão de energia. Para isso os conhecimentos devem ser abrangentes, fato que se reflete na composição da Comissão de Graduação: mecânica + elétrica (ou elétrica + mecânica, dependendo de quem assina o artigo). A base de Engenharia de Energia é a mesma dos outros cursos de Engenharia da UFRGS, e compreende cerca de 40% da carga horária do curso. Os conhecimentos específicos profissionais se desenvolvem nas áreas de Fenômenos de Transporte, comum à Mecânica e à Química, e de Sistemas de Energia Elétrica. As denominações das áreas de conhecimento se sofisticaram com o tempo, na busca de melhor representar suas características, mas são oriundas das antigas apelações de termotécnico e eletrotécnico que formaram os en-

genheiros até boa parte do século passado. Os vestibulares vêm se sucedendo e com eles vão sendo observadas claras diferenças nos ingressantes com relação aos cursos tradicionais da Escola de Engenharia. A Comissão de Graduação do curso de Engenharia de Energia está consciente de que precisa entender os tempos e termos novos (multidisciplinar e interdisciplinar, por exemplo), e todos estão de algum modo participando do processo de construção da identidade deste novo curso, que se encontra em fase de consolidação. Desde sua criação, o Curso assumiu a posição de ser abrangente na abordagem dos temas, permitindo ao aluno uma visão ampla pela soma de pontos de vista. Assim, temos fontes renováveis e fósseis que convivem em uma disciplina de combustão ou em distribuição de eletricidade, sem preconceitos. E o mercado para o Engenheiro de Energia? A visão da Comissão de Graduação do curso é que um novo profissional vai se firmar pela qualidade de sua formação e com ela vai conquistar as grandes oportunidades que existem na atualidade na área de energia, associadas à exploração e utilização dos recursos existentes, bem como na sua distribuição e comercialização. Para o futuro, os desafios são ainda maiores, em função da crescente necessidade de diversificação na matriz energética (tanto nacional como internacionalmente). Tal diversificação tende a tornar ainda mais complexas as questões relacionadas com a escolha das me-

lhores alternativas energéticas e vai demandar um profissional como o egresso do curso de Engenharia de Energia da UFRGS. A Universidade é responsável pelo diploma, com a definição das habilidades e competências, mas deve estar em sintonia com o que o mercado espera. Para garantir que o egresso tenha amplas perspectivas de atuação , há cerca de um ano foram iniciadas as tratativas com o CREA-RS para definição das atribuições do engenheiro de Energia formado pela UFRGS. Como resultado deste processo, a Câmara Especializada em Engenharia Elétrica e a Câmara Especializada em Engenharia Industrial do CREA-RS concederam, em caráter provisório, as atribuições do engenheiro de Energia da UFRGS, refletindo as habilidades e competências que são definidas no Projeto Pedagógico do Curso. Na atualidade, a discussão a respeito das atribuições do engenheiro de Energia está sendo realizada em nível nacional, contando com a participação e atuação de representantes da UFRGS e do CREA-RS. Por fim, observa-se que o perfil proposto para o egresso da UFRGS está perfeitamente alinhado com essa tendência. Submissão de Artigos

Professores, estudantes e servidores: os artigos para a seção ENGENHARTIGO devem ser enviados para o e-mail comunicacao@engenharia.ufrgs.br até 20/03/2014. Contendo: título; nome do autor(a); até 2 páginas A4; fonte 12; espaço 1,5.

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talentos da ee

Pesquisando e vencendo em equipe Trabalho premiado no FINOVA 2013 revela a característica do LdSM de vencer individualmente como reflexo da ajuda mútua da equipe e apresenta uma faceta do campo do Design: a de pesquisas com preocupações mais sociais Por Paulo Fernando Zanardini Bueno e Gabrielle Müller

O LdSM (Laboratório de Design e Seleção de Materiais) tem uma característica peculiar: a pesquisa em equipe. Essa cultura está consolidada naquele centro de pesquisas e se revela no recente trabalho premiado no FINOVA 2013, Prêmio Talento Inovador. Buscar uma solução para a imensa quantidade de plásticos que se acumulam na areia das praias: esse era o objetivo de Felipe Palombini e do professor Wilson Kindlein Junior, orientador da pesquisa. O trabalho, desenvolvido ao longo do ano e de grande impacto ambiental, foi apresentado na FINOVA (Feira de Iniciação à Inovação e ao Desenvolvimento Tecnológico) 2013 e recebeu o prêmio máximo da Feira na área do conhecimento de Ciências Sociais Aplicadas. Em meio a uma rápida caminhada na orla da praia do Caburé, no Maranhão, que o professor Kindlein observou a enorme quantidade de pequenos plásticos, chamados de polímeros espalhados por toda a extensão da areia. “Aqueles pedaços me alertaram muito, eu caminhava na areia e via pedacinhos brancos, vermelhos, amarelos. Fui coletando um a um e acredito que tenha demorado em torno de uma hora para pegar todos aqueles fragmentos. Se eu quisesse trazer umas vinte vezes mais, ou trinta, talvez, eu poderia, porque eu chegava a escolher os pedaços que tinham cores diferentes”, disse ele. Já no Laboratório, os experimentos foram feitos usando um total de 88 amostras de polímeros que foram catalogadas por Felipe usando um equipamento específico, o FTIR. O FTIR (Espectroscopia no Infravermelho por Transformada de Föurier) analisa e identifica materiais orgânicos de variados tipos, depen-

dendo da biblioteca nele cadastrada. O LdSM conta com um exemplar programado para identificar diferentes polímeros. Após o processo de catalogação, Felipe iniciou a separação do material pelo tipo de plástico com o qual era composto. Assim, a escolha foi trabalhar com aqueles feitos de polipropileno (PP), um tipo específico de polímeros. Em outro momento, o polipropileno retirado da praia, bastante degradado, foi misturado com outro, classificado como virgem, a uma taxa de proporção de 95% de plástico virgem para 5% de plástico retirado da praia. Depois de vários testes, entre eles o de tração, a conclusão de Palombini e do professor Kindlein foi de que, virtualmente, não há diferença entre o plástico sem a mistura e o que recebeu os polímeros da praia, na proporção indicada. Felipe afirma que “os plásticos encontrados em abundância ao longo do litoral brasileiro poderiam ganhar um destino útil e que resolveria o problema do fim da vida desses materiais”. Outro problema gerado pelo acúmulo desses plásticos na orla ou mar adentro é quando diversos peixes e tartarugas os confundem com alimento. Eles ingerem os pedaços, que não podem ser digeridos pelos seus organismos, o que ocasiona a morte de muitos animais. Assim, o estudante afirma que a pesquisa visa mais o lado ambiental do que o econômico do Design, pois possibilita a retirada das praias desses pequenos plásticos. Kindlein cita que a FURG encontra várias animais nessas condições, assim como o grupo do CECLIMAR da UFRGS. “Estamos preocupados com essa questão dos polímeros no ambiente marinho”. Por outro lado, Felipe afirma que vem há um bom tempo buscando

O LdSM é ligado ao Departamento de Engenharia de Materiais (DEMAT/EE/UFRGS), ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Minas, Metalúrgica e Materiais (PPGE3M), e ao Programa de PósGraduação de Design e Tecnologia (PGDesign/UFRGS). O principal objetivo é a pesquisa sobre a relação “Materiais x Design”. Conheça mais detalhes pelo endereço www.ndsm.ufrgs.br ou pelo QR code:

Felipe Luis Palombini, 26 anos, estudante da graduação em Design de Produto. Bolsista de Iniciação Tecnológica do CNPq há dois anos e meio no LdSM. Recebeu o prêmio máximo do FINOVA 2013 na área de Ciências Sociais Aplicadas, com a pesquisa “Reciclagem de polipropileno oriundo de rejeitos encontrados no litoral brasileiro“ orientada pelo professor Wilson Kindlein Junior.

explorar o lado social da profissão e esse projeto foi propício para que essa vontade se transformasse em um bom trabalho. Segundo ele, o que o projeto busca “é voltar um pouquinho: um pouquinho antes da produção, um pouquinho antes das fábricas”. Os resultados específicos dessa pesquisa indicam a necessidade de se retirar os resíduos da região costeira, o que poderia constar de alguma política pública voltada para o meio ambiente. O professor Kindlein ressalta que “com a ajuda da CAPES, o LdSM está se equipando cada vez mais para poder utilizar essa infraestrutura de conhecimento de Engenharia de Materiais não só para fazer um produto, mas também para poder ajudar na reciclagem de um possível material que foi descartado”. O professor Kindlein conta que Felipe trabalha no laboratório sempre com temas ambientais, ecológicos e de reciclagem de materiais. Ele também comenta da responsabilidade de trabalhar com esses temas: “Quando a gente conversava, mesmo antes desse Prêmio, eu dizia para o Felipe que nós temos que fazer alguma coisa de altíssimo nível sempre, porque independente de vir ou não alguma premiação, a gente tem que

fazer a nossa parte. Trabalhar com a temática com a qual nós lidamos, por si só, já é um prêmio. É uma temática para ajudar socialmente, que busca alguma coisa. A Engenharia tem, também, esse papel social. Ela faz o produto, mas também tem de se responsabilizar pelo fim de vida dele”. O resultado positivo desse projeto ilustra bem a afirmativa de que a participação dos integrantes do LdSM é fundamental em qualquer conquista, e que a premiação individual representa a ideia de que a vitória pessoal é a vitória de todo o grupo que o integra, indicando que, com essa forma de trabalhar, outras conquistas estão por serem escritas no currículo dos seus pesquisadores e do Laboratório.

A edição de 2013 da FINOVA da UFRGS aconteceu nos últimos dias 21 a 25 de outubro. Durante uma semana, os bolsistas de pesquisa e dos laboratórios apresentaram os trabalhos desenvolvidos ao longo do ano. A premiação ocorreu no dia 25 de outubro. Os trabalhos realizados no LdSM têm apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

“Desde o início eu já tinha o meu foco de estudo, que foi essa preocupação mais sustentável, mais ambiental.” – Felipe Palombini

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ações positivas

Fachada renovada pelo verde Por Ana Luiza Brock

Recentemente a fachada do prédio da Escola de Engenharia Nova ganhou outro aspecto, propiciado pelos canteiros e vegetações que foram plantadas em seu entorno. Alperi Martins e Aida Oliari Garcez, do Setor de Conservação e Administração Predial, foram os responsáveis pela projeção e acompanhamento dessa mudança, que contabiliza o plantio de 4.200 mudas de flores e gramíneas. “O verde modificou o aspecto e melhorou o ambiente”, cita Aida Garcez. A colaboradora da UFRGS considera importante a valorização da área no que diz respeito ao aspecto visual, mas também pela função de proporcionar aos estudantes um espaço mais agradável em seus horários de descanso. Aida e Alperi destacam que, durante os dois

meses em que o projeto levou para concretizar-se, eles contaram com o apoio da Prefeitura Campus Centro, além do importante auxílio de Elton Martins Andrade, servidor da universidade, e de Pedro Antunes e Sidnei Gonçalves Ribeiro, responsáveis pelos serviços de jardinagem. Ressaltam que foram questionados quanto à palmeira que se encontra na entrada do prédio da Escola de Engenharia, já que ela está bastante inclinada. Assim, chamaram a equipe de Gestão Ambiental da UFRGS. O laudo da análise apontou que a palmeira não representa risco nenhum, já que as raízes são fortes e estão bem arraigadas na terra. Essa foi apenas uma ação para a melhoria da infraestrutura dentre tantas outras que vem sendo implementadas ou projetadas para um fu-

turo próximo. Alperi e Aida ressaltam que o Setor de Conservação e Administração Predial está atento às necessidades da comunidade acadêmica, procurando identificar e implantar ações para a otimização dos espaços. Um exemplo é a liberação de áreas comuns que estavam sendo utilizadas como depósito de “lixo patrimonial”, melhorando o aspecto visual e ampliando as vias de circulação. Entre as prioridades do setor estão o melhoramento da iluminação da fachada do prédio e a ampliação dos bicicletários, pois se observou um crescimento notável dos utilizadores do transporte limpo. “Acho importan-

te o uso da bicicleta como meio de transporte”, cita Alperi, que prevê a criação de mais 10 vagas para o estacionamento de bicicletas. Os técnicos-administrativos anseiam que os seus projetos sejam realizados em breve. Sinalizando, por fim, que apesar das obras serem isoladas, elas são constituídas por um objetivo comum: beneficiar toda a comunidade da Escola de Engenharia.

tecnologia na escola

Do laboratório para as ruas Por Ana Luiza Brock

O Laboratório de Tribologia (LATRIB), discretamente alocado no 1º andar da Escola de Engenharia Nova, se destaca pelo seu trabalho eficiente e contínuo. O professor Ney Ferreira, coordenador do grupo, conta que por lá já passaram 34 bolsistas, sendo 7 da pós-graduação e 24 da graduação, a grande maioria do curso de Engenharia Mecânica da UFRGS. Trabalhos de mestrado e doutorado foram realizados junto ao LATRIB e, recentemente, o bolsista Jean Carlos Polleto recebeu a Menção Honrosa no XX Congresso Na-

cional dos Estudantes de Engenharia Mecânica – CREEM. “Desde 2006 são feitas pesquisas relacionadas a materiais que são utilizados nos chamados produtos de fricção, que são pastilhas e lonas de freios”, explica o professor. O laboratório, que é parceiro da empresa Fras-le S/A, começou suas pesquisas a partir de um desafio: desenvolver um equipamento em escala reduzida pra o ensaio de materiais de fricção, visando gerar um banco de dados classificatório de desempenho desses materiais. Assim, foi criado o Fras-le Scale Dynamometer, equipamento utilizado atualmente na empresa. No entanto, percebeu-se a necessidade de um e qu ip ame nto semelhante na Universidade para continuar realizando pesquisas na área de materiais de fricção. A fim

de prever novas soluções para a indústria automotiva, foi desenvolvido o Tribômetro, equipamento que foi um marco para o laboratório, desenvolvido durante o mestrado e doutorado de Patric Daniel Neis, um dos pesquisadores do grupo. A tese de doutorado foi defendida em cotutela com a Ghent University, da Bélgica, instituição de ensino superior cujo LATRIB possui parceria, e resultou em duas patentes. Atualmente, os esforços da equipe se concentram na diminuição de um elemento típico do trânsito dos grandes centros urbanos e que dificilmente passa despercebido: o ruído. O conforto acústico é um dos parâmetros exigidos há tempos pela indústria automotiva norte-americana, mas vem preocupando também fábricas brasileiras e europeias. A partir da utilização do Tribômetro, já foi desenvolvido um método para avaliar a ocorrência de ruídos de baixa frequência, chamados de “creep-groan”. Os esforços, atualmente, estão voltados para ruídos de média e elevada frequência, chamados de “squeal”. A equipe se empenha para mapear os fenômenos tribológicos que geram vibração e, consequentemente, o ruído percebido durante frenagens utilizando o Tribômetro.

Quando questionado sobre os legados das soluções desenvolvidas pelo LATRIB, Ney ressalta: “Gerar tecnologia para uma empresa nacional. Essa empresa vai aumentar o mercado de atuação dela, e com isso vai crescer e alargar a oferta de empregos no nicho e nas indústrias atreladas”. O pesquisador Patric complementa citando que a diminuição de ruídos tem um grande impacto no cotidiano, no social. Por fim, Ney assinalada a importância das atividades experimentais na Universidade, que proporcionam uma maior aproximação com “o mundo real”, jargão que costuma dizer aos seus alunos e que exprime o caráter aventureiro da aproximação entre as experiências práticas e as teorias aprendidas em sala de aula.

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Contracapa Informa

O reencontro da turma de 63 Por Ana Luiza Brock

No dia 22 de novembro a Escola de Engenharia sediou um encontro singular: o da turma de engenheiros formados em 1963, que escolheu comemorar os 50 anos dessa célebre conquista na instituição que os acolheu e preparou para o futuro. O diretor da Escola de Engenharia, Luiz Carlos Pinto da Silva Filho, e a vice-diretora, Carla ten Caten, receberam os ex-alunos, muitos vindos de outros Estados do país, em uma conversa amistosa, explorando lembranças de uma época longínqua, mas que ao mesmo tempo mostrou-se muito viva na memória dos presentes. Fotos, recortes de jornal, brasões e até mesmo um chapéu usado nos antigos trotes foram trazidos como maneira de materializar as lembranças do grupo, sendo guardadas durante décadas como verdadeiras relíquias. Dentre as histórias, os ex-estudantes contaram, às risadas, que antigamente era realizada uma festa anual pelas turmas da engenharia.

Nela, os calouros eram responsáveis por servir espumante aos veteranos, em uma espécie de rito de iniciação. Além do mais, Victorio Miguel Lac, integrante da turma de 63, cita que a Universidade deu-lhe uma chance inigualável. Vindo de família humilde de Passo Fundo, seu sonho era passar no vestibular de engenharia da UFRGS ou no exame do ITA. Ao ser aprovado no curso de Engenharia Mecânica, veio para Porto Alegre e, apesar de sua situação difícil, manteve-se na capital, morando na Casa do Estudante e se tornando frequentador assíduo do RU. Diz que essa política de apoio ao ingresso foi fundamental para que pudesse completar seus estudos, sendo muito grato à Universidade. O engenheiro Sergio W. Garcia Scherer, membro da comissão organizadora do encontro, resumiu a importância que a EE teve na sua formação e na dos demais egressos, ponto decisivo para que

o grupo decidisse comemorar essa data junto à instituição: “A Escola nos proporcionou uma educação de altíssima qualidade, que devia ser de todos os bra-

sileiros. Tenho muitos agradecimentos e gratidão à Escola. Estamos fazendo 50 anos de formados e não nos esquecemos da nossa base”.

Tecnologias da Informação em debate na EE Por Gabrielle Müller

O Centro de Processamento de Dados (CPD) da UFRGS organizou no dia 22 de agosto, a pedido do Núcleo de Tecnologias de Informação e Comunicação da Escola de Engenharia (NTIC),

um Workshop sobre Segurança, Tecnologias da Informação e Comunicação. O evento foi pensado para melhorar o atendimento às demandas da EE e a intenção era a de apresentar os serviços do

CPD para aprimorar as soluções em TI utilizadas pelo NTIC. “Tem muitas soluções que o público da Engenharia vem desenvolvendo internamente e que o CPD já havia disponibilizado com abrangência para toda a Universidade, o que nos traz vantagens como a dispor de ‘soluções 24 horas’. Aqui no prédio da Escola nós não temos como suportar toda essa infraestrutura”, disse o Coordenador da Área de Tecnologia da Informação (TI) do Núcleo, Ramiro Sebastião Córdova Júnior. No evento, também foi apresentada a nova ferramenta de trabalho da equipe de TI, o sistema de abertura de chamados online. Agora, os funcionários e alunos que estiverem com problema em seus computadores devem solicitar auxílio via site da EE, o que torna o atendimento mais rápido e eficiente na visão do coordenador. Cada chamado criado gera um número, chamado de ticket, que identifica a solicitação.

“Facilitou bastante os atendimentos. Algumas pessoas ainda não se acostumaram a abrir o chamado, e estamos tentando conscientizar sobre a importância da abertura desse serviço nesse formato. O ideal era que a comunidade toda se engajasse e utilizasse só o sistema para abrir os chamados, mas não é o que acontece”, disse Ramiro Córdova salientando a importância de todos seguirem o novo modelo adotado. No dia 27 de novembro realizou-se o Encontro de TI da UFRGS na Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação com as participações do CPD e do NTIC/EE. Nesse dia, foi apresentada uma plataforma semelhante ao YouTube, para a reposição de vídeos da Universidade. Com essa ferramenta, é possível recuperar vídeos em alta qualidade, publicar vídeos em alta definição (HD) e seleção de público, podendo restringir conteúdos a alguns grupos, além de outros serviços já implementados na EE.

Na Rede Controle e Automação conquista Prêmio Portas Abertas 2013 Dia 21 de outubro representantes do curso de Engenharia de Controle e Automação foram premiados por se destacarem no Portas Abertas 2013, a partir de avaliação realizada pelo Conselho de Graduação

(Congrad). O prêmio consiste em uma verba destinada à participação em eventos acadêmicos, além de certificado de reconhecimento. A direção da Escola de Engenharia, organizadora do prêmio, compromete-se em manter a premiação, de forma a beneficiar tanto visitantes quanto estudantes da UFRGS. As fotos da cerimônia estão disponíveis nas redes sociais da EE.

A versão online está disponível em www.issuu.com/engenhariaUfrgs Acesse pelo QR Code

Realização

(aconselhável ter aplicativo para leitura de pdf ) Gabinete da Direção Escola de Engenharia UFRGS

#NTIC


Engenharia informativo da escola de CADERNO ESPECIAL

Servidores no dia da confraternização da EE

Novas trajetórias profissionais na EE Por Paulo Fernando Zanardini Bueno O setor público é um segmento do mercado de trabalho que mais atrai os profissionais. Iniciar uma carreira nesse segmento e colocar-se profissionalmente requer preparo intelectual e planejamento, além de muito estudo para ser aprovado em um concurso. Esse ramo da economia acaba concentrando parcela bastante qualificada do capital humano disponível no país e torna-se um mecanismo igualmente democrático para ascensão social. Há um elemento destacado nessa nova cultura do concurso estabelecendo que quando um profissional almeja ingressar no setor público deve encarar os estudos como trabalho incluindo certa disciplina, realizar provas em qualquer região do país, e fazer mais de uma tentativa até que seja bem-sucedido com a aprovação. A expansão do campo da Engenharia e a intensa procura por novos engenhei-

ros posicionam a nossa Escola em uma relação estratégica com o setor empreendedor do país como forma de atender o que está sendo demandado pela economia, o que requer um aumento permanente no seu elenco de servidores para o cumprimento dessa tarefa. Em 2013 a Escola de Engenharia enriqueceu seu quadro funcional com o ingresso de novos servidores (professores e técnico-administrativos) com os mais diferentes perfis e objetivos pessoais. O trabalho dos novos servidores da EE se soma ao trabalho dos atuais servidores e, em um computo geral, são de suma importância nesse encontro entre o que a sociedade necessita e o que a universidade pode proporcionar: a formação de talentos. Grande parte das experiências dos novos colaboradores da EE teve uma passagem anterior como estudante, em uma alternativa percebida como natural

para muitos desses novos agentes: escolher tornarem-se funcionários públicos e funcionários da mesma instituição (UFRGS) que os formou intelectualmente. Esse aspecto integra um perfil peculiar de servidor público, identificado com o seu local de trabalho. A UFRGS é reconhecida pela sua excelência acadêmica, grande medida desse reconhecimento se deve ao trabalho conjunto de professores e funcionários. A apresentação formal dos seus novos ingressantes se fez durante as comemorações de fim de ano, no mês de dezembro. X professores e x técnico-administrativos relatam ao Informativo nesta folha especial suas primeiras impressões e suas expectativas com a nova atribuição na EE. A chegada desses novos colaboradores coincide com a aproximação de uma nova fase na vida de duas técnica-administrativas da Bi-

blioteca que se aposentam após um longo período dedicado a essa função. A gestão de pessoas e de recursos humanos no mundo do trabalho lida com situações de perda de pessoas importantes com grande capacidade produtiva e profissional por conta de suas experiências, mas vivencia situações como a desse momento em que recebe pessoas que estão realizando suas metas profissionais ao mesmo tempo em que irão contribuir para a sua renovação. A EE inicia 2014 com muitos projetos e a chegada dos seus novos servidores possibilita que muitos espaços atendam com mais qualidade e gera expectativas para que na próxima comemoração a direção relate o sucesso das realizações da Instituição e possa apresentar para nossa comunidade acadêmica resultados positivos e recepcionar outros servidores.


Alcy Rodolfo dos Santos Carrara

Alcy Carrara é graduado em Engenharia Mecânica pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), possui Mestrado em Engenharia e Tecnologias Espaciais pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e doutorado em Engenharia Mecânica pela Mcmaster University, do Canadá. Antes de vir para a UFRGS como docente, atuou na mesma função na Universidade Federal do Paraná. Carrara já havia trabalhado na Escola de Engenharia a alguns anos, e decidiu voltar à escola em 2013. Quanto ao ambiente e ao trabalho, ele afirma que “é um ambiente bem bom pra se trabalhar e fazer bastante coisa”. Ele está lotado, agora, no Departamento de Engenharia Mecânica e exerce a função de (?).

Michele Dullius

A recém-nomeada Técnica Administrativa Michele Dullius ainda comemora a aprovação no concurso. Segundo ela, a inscrição e a aprovação ocorreram de maneira inusitada. “Foi uma oportunidade que eu vi e que achei interessante, um novo desafio. Tentei e consegui”, disse. Mesmo com as dificuldades que toda nova função traz, ela se encontra satisfeita com sua evolução neste tempo de trabalho e busca melhorar a cada dia. “Estou me adaptando ainda, cheguei há pouco tempo e procuro aprender o que eu posso. São vários setores dentro da unidade e eu estou tentando aprender o que eu consigo. Espero acrescentar alguma coisa no setor”, afirmou ela. Michele foi lotada na Secretaria da Escola de Engenharia.

Marcelo Nogueira Cortimiglia

Marcelo Cortimiglia possui graduação em Engenharia Civil e mestrado em Engenharia de Produção pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção (PPGEP), ambos da UFRGS. Também possui doutorado pelo Dipartimento di Ingegneria Gestionale (DIG) do Politecnico di Milano, na Itália. Ele avalia o ingresso na Escola de Engenharia como um objetivo claro, acalentado desde os tempos da graduação. “Foi sempre o meu plano, desde que eu entrei na Iniciação Científica. Eu sempre soube que era a carreira que eu queria”, afirmou Cortimiglia. O ambiente de trabalho é caracterizado por ele como desafiador ao mesmo tempo em que proporciona autonomia. Por ter percorrido um caminho dentro da Universidade antes de assumir a docência, Marcelo considera que conhece bastante sobre o trabalho e revela: “sempre gostei de trabalhar aqui, em todos os níveis, sempre gostei de ser aluno aqui também da Instituição”. Marcelo atua como professor Adjunto no Departamento de Engenharia de Produção e Transportes da EE.

Camila Simonetti

Camila Simonetti veio da SUINFRA para o Núcleo de Projetos e Infraestrutura (NPI). É formada em Engenharia Civil pela Escola de Engenharia e mestre pelo PPGEC, sendo a trajetória acadêmica um incentivo para a sua vida profissional: “Poder contribuir como engenheira civil na infraestrutura dessa escola onde eu estudei, para mim é um privilégio”, cita. Camila declara-se contente com o novo ambiente de trabalho, pois foi recebida pelos colegas de braços abertos. Diz, ainda, que há bastante serviço a ser feito na área de projetos e infraestrutura, sentindo-se alegre e desafiada a oferecer um bom trabalho para comunidade da Escola de Engenharia.

Alejandro Gérman Frank

Alejandro Frank é, atualmente, professor Adjunto do Departamento de Engenharia de Produção e Transportes DEPROT da EE. Possui graduação em Engenharia Industrial pela Universidad Nacional de Misiones, na Argentina. Também realizou Mestrado, Doutorado e Pós-doutorado em Engenharia de Produção (com ênfase em Sistemas de Qualidade e Desenvolvimento de Produtos) na UFRGS. Alejandro afirma que uma das motivações para trabalhar na UFRGS foi a qualidade da Universidade, que ele já conhecia desde os tempos de estudante. “Para mim, é um lugar muito interessante e um grande desafio fazer parte aqui da Universidade”, pontua ele. Sobre o ambiente de trabalho, ele diz que há muita informalidade entre os professores, ponto que avalia como positivo. “É muito bom ter acesso aos professores e poder trocar ideias, conhecimentos, e crescer tanto na pesquisa quanto na parte de Ensino”, conclui.

Cecília Rocha

Cecília Rocha é uma das mais novas docentes da Escola de Engenharia. Graduada em Arquitetura e Urbanismo, mas com mestrado e doutorado em Engenharia Civil, Cecília afirma ter uma afinidade muito grande com a parte de Engenharia, sendo sua área de pesquisa a da construção sustentável. Afirma que por ter sido estudante da Escola de Engenharia, ser docente lhe pareceu “uma evolução natural”. Conclui falando que acredita que é sempre um desafio passar da situação de aluno para professor, mas que o seu primeiro ano foi muito enriquecedor; tanto pelo contato com os alunos quanto pela experiência com docência e pesquisa. De uma forma geral essa nova fase de vida está sendo gratificante.

2 | Informativo da Escola de Engenharia | novembro-dezembro de 2013 | janeiro de 2014 | Caderno Especial


Lucas Festugato

Tiago Becker

Lucas Festugato possui Graduação em Engenharia Civil, Mestrado em Engenharia com ênfase em Geotecnia e Doutorado em Engenharia com ênfase em Geotecnia pela UFRGS, com período sanduíche na The University of Western Australia. Também possui Pós-Doutorado da UFRGS, onde atuou ainda como pesquisador e professor na graduação e na pós-graduação. Ocupa agora o cargo de Professor Adjunto no Departamento de Engenharia Civil da EE (DECIV). Para ele, tudo o que esperava da Universidade está se concretizando. “As expectativas foram atendidas e até, na verdade, superadas”, afirmou. Sobre a estrutura de trabalho, Lucas diz que está surpreso pela qualidade de pessoal e material disponível. “O ambiente é muito agradável, os laboratórios são riquíssimos tanto em mão-de-obra quanto em nível de equipamento. Isso é muito agradável e está me surpreendendo bastante”, finalizou.

Leonardo Bisch Piccoli

Tiago Becker possui graduação, mestrado e doutorado em Engenharia Mecânica pela UFRGS e, atualmente, é Professor Adjunto do DEMEC da EE. Devido à trajetória Acadêmica, completamente dentro da UFRGS, Tiago afirma que já conhecia muito da Universidade, e isso foi não só um incentivo, mas também uma referência que sempre perseguiu. “Eu sempre quis trabalhar aqui na Escola e isso se concretizou”, assinalando esse fato como uma etapa de um processo natural. Sobre estrutura e ambiente de trabalho, ele assegura estar satisfeito. “Eu sou da casa, fui formado aqui, sempre me senti bem aqui, continuo me sentindo bem. Agora, como professor”.

Marcelo Bauer Alves

Leonardo Bisch Piccoli faz parte da Secretaria da Escola de Engenharia, atuando como analista de sistemas. Segundo Leonardo, é uma honra trabalhar na EE, pois ela oferece grandes possibilidades de trabalho na parte de sistemas de informação no que diz respeito à divulgação e acessibilidade na tecnologia, principalmente. Segundo ele, esses fatores são um grande atrativo pra quem trabalha com Informática. Leonardo ainda classifica seus colegas de trabalho como pessoas atenciosas, e chama a atenção por haver bastantes trocas de informações e relações de amizade entre os setores, não restringindo ou isolados os servidores. Segundo ele, “isso é fundamental para o crescimento de toda a organização”.

Marcelo Bauer é graduado em Engenharia Química. Recentemente, prestou concurso público para a UFRGS, sendo classificado para o cargo de engenheiro químico no Departamento de Engenharia Química (DEQUI) da EE. Marcelo cita que a escolha de fazer concurso público para a Universidade foi planejada, pois espera, em um futuro próximo, conciliar seu novo emprego com as aulas da pós-graduação, já que almeja fazer mestrado na UFRGS. Quanto ao ambiente de trabalho, Marcelo afirma ser bem interessante, além de flexível em termos de horário e de tarefas a serem exercidas. Para ele, o novo cargo está atingindo as expectativas.

Marcia Correa Machado

Marcia Machado, atualmente lotada no Laboratório de Design e Seleção de Materiais (LdSM) da EE, exerce a função de Técnica em Laboratório, tendo prestado concurso público em 1991. Marcia é, também, graduada em Geologia, Mestre em Geociências e Doutora em Geociências pela UFRGS. As motivações para que ela prestasse o concurso não foram muitas, mas são relevantes. “Eu acho a UFRGS uma Universidade grande, interessante, o nome UFRGS é bem imponente em Porto Alegre, esse foi um dos fatores. O outro é que eu já estava cursando a faculdade”, afirma ela, que interrompeu a Graduação em Engenharia Química para cursar Geologia em 1994. Trabalhando no LdSM há poucos meses, Marcia diz sentir-se bem no novo posto. “O Laboratório é muito divertido, o pessoal é muito legal, muito companheiro. É um ótimo ambiente”, e resume: “trabalhar na Engenharia é muito legal”.

Doris Andrea Mesquita Borges Franz

Doris trabalha atualmente no Departamento de Engenharia Química (DEQUI) da Escola de Engenharia, ocupando o cargo de secretaria do departamento. Segundo Doris, sua motivação para trabalhar na EE deve-se ao respeito ao status e ao renome da Escola dentro da Universidade, que segundo ela tem um alto nível de reconhecimento. “Não existe unidade do tamanho e do potencial da Escola de Engenharia”, enfatiza a servidora. Quando questionada a respeito do ambiente de trabalho, Doris afirma que não tem do que reclamar, pois foi muito bem recebida pelos colegas, e, para completar o quadro positivo, adora as funções que exerce.

Informativo da Escola de Engenharia | novembro-dezembro de 2013 | janeiro de 2014 | Caderno Especial | 3


Histórias Cruzadas Por Ana Luiza Brock

Céo e Maria Neusa na confraternização organizada pelos colegas da Biblioteca

No dia a dia assumimos muitos personagens, dependendo do ambiente ao qual estamos expostos. Em casa somos mães, pais, filhos. No trabalho, funcionários, chefes, estagiários. Esses papéis desempenhados são comuns na vida em sociedade, e sua divisão é feita por linhas imaginárias traçadas culturalmente. No entanto, toda regra acompanha a sua exceção. Existem aqueles que indivíduos que mesclam as divisões, aproximando os diferentes personagens existentes em uma única pessoa. Essa é a história de Maria Neusa Xavier de Oliveira. Maria Neusa é uma das fiéis funcionárias da EE que se aposenta em 2013. No entanto, seu vínculo com a Escola é mais antigo, merecendo ser relembrado. Quando era adolescente, com aproximadamente 14 anos, Ma-

ria vinha à EE acompanhada de sua mãe, na época funcionária. “A mãe trabalhou aqui, se aposentou aqui, então eu vivi aqui dentro. Era praticamente uma extensão da minha casa”. Assim Maria, ao acompanhar sua mãe no trabalho, começou a perceber a Escola de maneira mais afetuosa. Seu conhecimento sobre o local não se limitou às visitas acompanhadas da mãe, pois, seguindo os passos da família, Maria passou a fazer parte do quadro funcional da EE, onde trabalhou durante toda a sua vida. Exerceu diferentes funções, desde administradora dos prédios até funcionária da biblioteca (BIBENG), onde encerra sua jornada profissional. Assim a Maria menina, a Maria mulher, a Maria filha e a Maria profissional se uniram, fazendo todos os personagens, por vezes, apenas um.

As impressões deixadas pela EE, segundo a funcionária, foram boas: “Saio assim com o meu coração aberto, maravilhada dos professores, dos colegas, de todo mundo”. Já Céo Maria de Azambuja Mendonça, também servidora que se aposenta em 2013, tem uma história diferente para contar. Sua trajetória junto à Escola de Engenharia começou na década de 80, quando ela prestou concurso público para o INSS, sendo classificada. Naquela época, a organização de concursos não era tão rígida quanto atualmente, e a servidora foi realocada na BIBENG, onde trabalhou durante 28 anos, obtendo ensinamentos e aprendizados. “São 28 anos no mesmo lugar, sempre na biblioteca da Escola de Engenharia. Eu acho que eu aprendi muita coisa, eu cresci muito, fiz muitos cursos,

e muita gente me ajudou também”, afirma Céo. Uma reviravolta do destino trouxe Céo para a Escola de Engenharia, que ganhou uma funcionária dedicada, carismática e leal ao seu exercício profissional. Ao se despedir da Escola, ela deixa uma mensagem: “Estou realizada, vou sair contente. Eu acho que é uma missão cumprida”. Assim a EE se despede e homenageia Maria Neusa Xavier de Oliveira e Céo Maria de Azambuja Mendonça. Agradece o apoio prestado durante tantos anos e afirma que a Escola só é o que se tornou hoje por causa de pessoas como elas, que deixaram a sua marca, um pedacinho de si, fazendo o local ser um organismo vivo, repleto de bons sentimentos e vontade de melhorar, cada dia mais e mais.

Informativo da Escola de Engenharia da UFRGS  

Jornal da Escola de Engenharia da UFRGS. Ano 1, nº 5, nov-dez, 2013, jan 2014

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