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Jaú - Ano 8 | Edição 73 | Agosto 2017 Distribuição gratuita | Venda proibida

Mais Alegria e Abrakadabra sua melhor festa

MENOPAUSA Sem mistérios

O TEMPO

De olho no relógio

GENTE FINA

Júlio César Fiorino Vicente


Editorial Ano 8 – Edição 73 – Jaú, agosto de 2017 Tiragem: 10.000 exemplares Revista Energia é uma publicação da Rádio Energia FM Diretora e Jornalista responsável Maria Eugênia Marangoni mariaeugenia@radioenergiafm.com.br MTb. 71286

Vamos conversar um pouco sobre a sua marca?

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Diretor artístico: Márcio Rogério rogerio@radioenergiafm.com.br Edição e Revisão de textos: Heloiza Helena C. Zanzotti revisao@revistaenergiafm.com.br Criação de anúncios: Moinho Propaganda atendimento@moinhopropaganda.com.br

Projeto gráfico: Revista Energia Social Club social@revistaenergiafm.com.br Colaboraram nesta Edição Bárbara Milani Letícia Koehler Colunistas Alexandre Garcia Bruna Pultrini Aquilante Evelin Sanches João Baptista Andrade Lilian Pellizzon Ribeiro Luciano Tane Maria Ceci Toffano Paulo Sérgio de Almeida Gonçalves Professor Marins Rachel Soares de Brito Ricardo Izar Rogéria Coimbra Vicente Comercial Geraldo Pessutti Milene Perez Sérgio Bianchi Silvio Monari Impressão: Real Gráfica Editora (14) 3621 9237 Distribuição: Panfletos&Cia (14) 3621 1634 Revista Energia Rua Quintino Bocaiúva, 330 | 2º andar CEP: 17201-470 | Jaú - Fone: (14) 3624 1171 www.energianaweb.com.br Elogios, críticas e sugestões leitor@revistaenergiafm.com.br

Foto: Cláudio Bragga

Fotografia: Moinho Propaganda e Daniel Jorjin Diagramação Moinho Propaganda (14) 3416 7290

Marque a sua marca uando abrimos um negócio ou quando se instala uma crise, uma preocupação comum aos empresários é a visibilidade da sua marca, do nome da sua empresa ou negócio. Além da qualidade do produto ou serviço, a imagem de sua empresa é fundamental para conquistar a clientela e garantir bons resultados. E dificilmente este objetivo é alcançado sem o trabalho profissional de uma boa divulgação.

Divulgar sua empresa é tão importante quanto produzir bons produtos. Que o digam marcas de referência como Coca-Cola, Nestlé, Brastemp e tantas outras. Consagradas, uma coisa comum entre estas gigantes é o fato de anunciarem sistematicamente. É preciso que você esteja na mente dos consumidores quando precisarem do produto ou serviço com o qual trabalhe. E não importa a sua verba. Faça muito ou faça pouco, faça constantemente. A concorrência anda acirrada e um erro comum que muitas empresas cometem é acreditar que podem manter e vender seus negócios sem o auxílio de uma boa propaganda. Não se iluda, há tanta informação no mercado que quem não investe em um plano de comunicação está absolutamente fora da mente do consumidor. Por qual motivo você acha que as grandes marcas que citamos anteriormente estão entre os maiores anunciantes do mundo? Para elas, é fundamental uma comunicação constante com o público. Por isso nós, da Energia, estamos constantemente criando ações que divulguem sua marca de forma criativa, sempre com foco em seus consumidores. Um bom exemplo é a EQM (Empresas que Movimentam). Para que você movimente mais o seu negócio, e para que sua marca esteja em primeiro lugar na mente dos seus clientes. Nesta edição da RE, além das empresas que fazem a diferença no mercado, confira matérias bacanas sobre saúde, comportamento e esporte. Tudo feito com o maior carinho para você! Boa leitura.

Quero anunciar comercial@revistaenergiafm.com.br A Revista Energia não tem responsabilidade editorial pelos conceitos emitidos nos artigos assinados, anúncios e informes publicitários.

Maria Eugênia


Revista Energia 5


NESTA EDIÇÃO 08 Perfil 13 Radar 15 Pense Nisso

16 Gente Fina

16 Gente Fina 21 Direito 22 Esporte 27 Seguros e Previdência 28 Capa 33 Bairros de Jaú 34 Consultoria 36 Comportamento 37 Moda: Verão o ano todo 38 Adote um pet 40 Vida Profissional 44 Viagem e Turismo

46 Saúde

46 Saúde 51 Vida Saudável 54 Social Club 60 Modernize 61 Educação 64 Look de Artista 68 Sociedade 73 Medicina 74 Varal 79 Glamour

ÍNDICE

44

Look de Artista

Nossa Capa: Mais Alegria Buffet Modelos: Daiana Sorienni, João Victor e Ana Júlia Jaú - Ano 8 | Edição 73 | Agosto 2017 Distribuição gratuita | Venda proibida

80 Vitrine Presentes 81 Profissões 82 Água na Boca 83 Boa Vida 84 Parada Obrigatória 85 Legislação

Mais alegria e abrakadabra sua melhor festa

MENOPAUSA

Sem mistérios

O TEMPO

De olho no relógio

GENTE FINA

Júlio César Fiorino Vicente


Perfil

Velocidade máxima “Eu me considero uma pessoa extremamente rica; acredito que a única coisa que me falta é dinheiro” Texto Heloiza Helena C Zanzotti Fotos Arquivo pessoal

8 Revista Energia


E

le é farmacêutico-bioquímico com pós-graduação em Manipulação de Fórmulas. Mas também acelera, e muito. Aos 36 anos, Cristiano Lima Denardi é piloto da Fórmula Vee Brasil e já acumula grandes vitórias. Cristiano nasceu em São Paulo e veio para Jaú quando tinha dez anos. Sua brincadeira predileta, quando criança, era pegar uma tampa de panela e sair correndo, imaginando pilotar algum grande carro de corrida. “Eu percorria trajetos imaginários, tangenciando as curvas da melhor maneira possível”, conta. A brincadeira virou coisa séria e hoje o automobilismo faz parte da sua rotina. A MUDANÇA PARA JAÚ Cristiano trabalha com o pai desde os 11 anos, quando abriram a primeira drogaria na cidade, em 1992, após saírem de São Paulo devido a sucessivos assaltos. “Meu irmão sempre foi minha base e me incentiva desde o início, fizemos o curso de Farmácia-Bioquímica juntos e atualmente trabalhamos na empresa em que nosso pai é o proprietário. Minha mãe, após se aposentar, também ajuda no atendimento e em várias funções na nossa farmácia”. A PAIXÃO PELA VELOCIDADE Casado, sem filhos, Cristiano afirma que o automobilismo é seu esporte predileto desde quando se conhece por gente. “Acompanhava disputas pela TV e pisei pela primeira vez em um autódromo apenas em 2011, aos 30 anos, quando fui assistir ao GP do Brasil de Fórmula 1 em Interlagos”. O piloto conta que os pais sempre o incentivaram a lutar pelos seus sonhos, mas nunca viram com bons olhos sua paixão por corridas. O esporte entrou de vez na vida dele em 2013, com a inauguração em Bauru de um local que oferece karts de aluguel. “Como nunca tive condições financeiras de comprar um kart e nem apoio da família para desenvolver minhas habilidades, após alguns treinos no final de 2013, quando bati o recorde em alguns dos circuitos do KartZ, decidi participar do campeonato anual SP Centro Oeste em 2014, que reunia

os melhores pilotos do interior paulista”. Cristiano participou e foi campeão vencendo oito, das dez etapas. PRIMEIRAS CONQUISTAS O primeiro resultado importante aconteceu em 2015, na primeira experiência pilotando carros em um circuito, em Piracicaba, na categoria Fórmula 1600. “Naquele dia surpreendi a todos no autódromo ao anotar voltas constantes e na melhor delas apenas 0.300 segundos mais lento que o campeão da categoria daquele ano”. Em 2016, o atleta estava decidido a participar de pelo menos duas etapas na F1600, mas foi na Fórmula Vee Brasil, em setembro de 2016, que realizou seu grande sonho. “Foi devido aos incentivos dos diretores da categoria para que eu desse os primeiros passos como piloto profissional no ECPA (Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo)”. A GRATIDÃO AOS QUE ACREDITAM Muitas pessoas apoiaram Cristiano e ele faz questão de citar alguns. “Minha esposa, Lucia Galvão, sempre incentivou e me acompanha em todas as etapas. Meu pai Rubens Denardi, que me libera do trabalho uma vez por mês para treinar nas sextas-feiras que antecedem as corridas e minha mãe, Vânia Denardi, que mesmo contrariada me emprestou alguns cheques para que eu pudesse fazer inscrições. A dupla Sérgio Góes (Diretor Esportivo) e Flávio Menezes (CEO) que fizeram de tudo para que eu participasse das corridas, até hoje não consegui pagar o macacão novinho que me entregaram em janeiro. Além disso, me emprestam luvas, sapatilhas, balaclava e capacete, pois ainda não tive condições de comprar”. Ele também cita empresas de grandes amigos como Juliano Roma, Tuca Viera, Ricardo Mesquita e Renato Alessandro que, segundo o piloto, contribuem como podem nos gastos com viagens e alimentação, ajuda sem a qual ele também não teria condições de participar das disputas. “Meu empresário Fábio Padroni; o fotógrafo que nos acompanha em todas as etapas, Eder Martins; meu assessor de imprensa, Paulo Cesar Grange”. Revista Energia 9


TÍTULOS CONQUISTADOS Devido à falta de verba e patrocínio, Cristiano não tem participado efetivamente de treinos, que são realizados semanalmente em Interlagos ou Piracicaba. Com dificuldade e pouca ajuda, ele tem conseguido apenas participar das etapas. Ainda assim, obteve grandes conquistas: campeão da Copa SP Centro no KartZ Bauru, em 2014; vice campeão da Copa AKAI no mesmo kartódromo, em 2015; em 2016 liderou o campeonato até a metade, mas abandonou para disputar algumas etapas pela Fórmula Vee Brasil no final do ano. “Em 2017 é o meu primeiro campeonato completo pela Fórmula Vee Brasil, e ocupo a liderança da competição”. MAIORES DIFICULDADES “Ter uma esposa ao meu lado, me incentivando, é fundamental. Cruzar o país de madrugada, depois de trabalhar até tarde da noite, chegar ao destino pela manhã e sem descansar já entrar no carro de corrida para treinar e fazer voltas rápidas de qualificação. Na noite anterior às etapas não consigo dormir, fico imaginando, traçando estratégias enquanto dirijo rumo aos autódromos. Assim foi em Goiânia, e venci a corrida. Também em Curvelo, e também venci a corrida“. A falta de patrocínio e de recursos próprios para bancar a permanência nas disputas são os grandes desafios de Cristiano, que depende disso para traçar os planos para 2018. “Adoraria disputar mais uma temporada pela F-Vee em 2018, aqui no Brasil ou no exterior, competindo em qualquer um dos 20 países em que é disputada a F-Vee. De acordo com o que conseguir de apoio, me sinto preparado para subir de categoria. Fórmula 3, Fórmula Inter ou até mesmo a Stock Car”. O QUE VEM PELA FRENTE O piloto afirma estar pronto para realizar o sonho de disputar pelo menos uma etapa em qualquer campeonato na Europa, onde estão os grandes pilotos do mundo que buscam a F1. “Pretendo provar que posso ser competitivo disputando com os melhores do mundo, e ainda nessa vida vou pilotar um carro de F1, nem que seja por duas ou três voltas”. Para realizar seus sonhos, Cristiano dá duro desde 2014 em três empregos, numa jornada de cerca de 80 horas semanais. “Trabalho como farmacêutico responsável da Santa Farma e Manipulação, como professor de química e farmacotécnica no IEP-Jaú e como coordenador do curso de “Atendente de Farmácia” da Easy Cursos”. PRÓXIMOS PASSOS “Eu me considero uma pessoa extremamente rica, acredito que a única coisa que me falta é dinheiro. Com um bom patrocínio acredito que posso alcançar as mais altas categorias correndo de igual pra igual com os melhores pilotos do Brasil e até do mundo”. Nos próximos meses, ele pretende correr muito, mas é atrás de grandes empresas que tenham interesse em investir em seu projeto para continuar competindo. “Como já não tenho reserva financeira, corro o risco de ser campeão e ter que encerrar minha carreira como piloto”. Uma pena, pois talento e esforço não faltam para que ele brilhe pelas pistas mundo afora. SOBRE A FÓRMULA VEE Presente em 14 países, a Fórmula Vee foi introduzida no Brasil em 1964. É categoria de entrada do automobilismo, depois do kart. Pilotos como Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Niki Lauda já passaram pela F-Vee.  10 Revista Energia


Revista Energia 11


Estamos completando 27 anos! Nossa história com a cidade de Jaú teve início em 2014 e já se passaram 3 anos. Sabemos que somos jovens, mas parece que foi ontem que tudo começou. O tempo passa, e com ele começamos a enxergar a vida através de outros ângulos. Descobrimos novos caminhos, novos valores, novas ideias, novas perspectivas e um olhar atento para o futuro. Excelência passou a ser mais importante do que apenas fazer. Pois vislumbramos as nossas responsabilidades com a família, nossos clientes e as pessoas ao nosso redor.

E é através desse cenário que seguimos, olhando para os dias atuais e vendo que nessa longa jornada pudemos colher bons frutos. Compreendemos que completar 27 anos não é sinônimo de perfeição, temos que lapidar dia após dia, e temos que continuar escrevendo a nossa história, linha após linha, com muita dedicação e comprometimento, pois só assim teremos um vínculo duradouro. Há 27 anos estamos escrevendo nossa história com nossos clientes, colaboradores, amigos e familiares. E para nós é um prazer imenso, de alguma forma, fazer parte de sua vida.

Uma história feita para você ! #barracaomais27anos 12 Revista Energia


Radar Por Alexandre Garcia

ALEXANDRE GARCIA Jornalista, apresentador, comentarista de telejornais, colunista político e conferencista brasileiro. Atuou no Jornal do Brasil, no Fantástico e na extinta TV Manchete. Atualmente é comentarista político na Rede Globo de Televisão.

Mamar no estado Há poucos dias assistimos a um espetáculo tosco, promovido por meia dúzia de senadoras que se abancaram na mesa diretora do plenário para impedir a votação das melhorias na CLT e impor justiça no Imposto Sindical

M

ostraram que, perdendo no voto, partem para a força - e isso é o oposto de democracia. Quando mentem que a atualização da CLT vai tirar direitos dos trabalhadores, na verdade defendem o imposto sindical, que confisca um dia de trabalho de todos os assalariados, mesmo os não sindicalizados, para sustentar o peleguismo. A atividade dos sindicatos, com dinheiro do trabalhador, nunca foi fiscalizada e a CLT da ditadura Vargas, por sua vez, alimenta uma gigantesca indústria de litígios, que gravita em torno da justiça trabalhista. O estado não produz riqueza; apenas a distribui. Mas aqui, fica com boa parte dos quase 40% que tira de todos, para se sustentar e manter suas gorduras em músculos flácidos. Com algumas benesses que enganam a população não esclarecida, graças ao ensino deficiente, a maior parte do povo adora o demagogo que vicia quem recebe, como bem lembrou Luiz Gonzaga em Vozes da Seca. Do estado servem-se os empresários bem relacionados com o poder, como Joesley, com empréstimos subvencionados, incentivos ineficazes para a economia. Outros têm aposentadorias privilegiadas, férias em dobro convertidas em dinheiro, mordomias, contracheques que ultrapassam o teto constitucional, fora a corrupção sistêmica, das propinas supostamente privadas que são geradas por contratos superfaturados com o estado. O estado funciona mal, está inchado, quer se camuflar do prejuízo que dá, tentando mascarar o déficit da Previdência. A

Constituição de 1988 também é responsável. Diz, por exemplo, que a saúde é direito de todos e dever do estado. Então, se não há recursos para determinado remédio, o juiz manda comprar e o governo tem que cumprir ou o administrador pode ir preso. Greve no serviço público é outro absurdo. Absurdo porque é greve contra o próprio público, que é o patrão, a quem o servidor deve servir. O governo tem medo das corporações fortíssimas de funcionários públicos e não regulamenta a greve, estabelecendo seus limites. Aí, vira bagunça. Imagine gerações futuras sem aula, pacientes sem atendimento, trabalhadores sem transporte, cidadãos sem segurança. Outro erro dos constituintes foi dar autonomia orçamentária a quem não arrecada, como o Judiciário e o Legislativo. Aí estão os palácios suntuosos, faraônicos, para demonstrar a afoiteza. Parecem estados soberanos, com folhas de pagamento, férias e aposentadorias privilegiadas. Um dia, esse estado em que tantos mamam vai estar completamente desidratado, e quem trabalha para produzir riqueza vai cansar de transferi-la para esse estado gastador, mau administrador e distribuidor de injustiça social. 

“O estado não produz riqueza; apenas a distribui” Revista Energia 13


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nisso

Pense

Por Professor Luiz Marins

LUIZ MARINS Antropólogo e escritor. Tem 26 livros publicados e seus programas de televisão estão entre os líderes de audiência em sua categoria. Veja mais em www.marins.com.br

Os Imperdíveis Anônimos Eurico não é bajulador. Não fica buscando elogios para si mesmo. Não chega cedo demais, nem sai muito tarde

E

urico também não faz marketing pessoal. Não diz serem suas, ideias alheias. Mas, quando você precisa de ajuda, lá está ele. Ele parece surgir do nada, nas horas mais necessárias. Ajuda e não cobra depois o auxílio que deu. Parece gostar de ser um quase-anônimo. Eurico trabalha em um departamento sem charme algum. Nem tem lá um cargo ou função de destaque. Ele é apenas o Eurico que participa das semanas de prevenção de acidentes, dos programas de qualidade total, da preparação das comemorações da empresa e ajuda a temperar o churrasco anual do grêmio de funcionários. Se você quer alguém para ajudar, chame o Eurico. Sem nenhum alarde ele lá estará, ao seu lado, o tempo que for necessário. Muita gente acha o Eurico um bobo que se deixa aproveitar pelos outros. Muita gente aconselha o Eurico a não se envolver tanto nas coisas da empresa. Ele parece não ligar para tais opiniões e conselhos. Continua firme, ajudando a todos, ali, presente. O mais incrível é que ele quase nunca falta ao trabalho e o seu serviço está sempre em dia, sempre em ordem. Ele procura inovar, criar formas diferentes e simplificadas para encantar clientes e fornecedores. Será que o Eurico existe? A verdade é que existem milhares de Euricos. Euricos homens; Euricos mulheres. Se não existissem os Euricos, as empresas não andariam. Todos sabemos disso. Mas, nem

sempre esses Euricos são reconhecidos e valorizados. São quase-anônimos, simplesmente fazendo o seu trabalho e ajudando os outros que fazem menos ou pouco fazem. São simplesmente Euricos. São os imperdíveis anônimos que se alimentam do desejo de ajudar, de colaborar, de participar, de fazer. É mais que chegada a hora de olhar para os Euricos de nossas empresas e dar a eles o reconhecimento de imperdíveis. É hora de parar de poupar os que não participam, os que não ajudam, os que não colaboram, os que vivem apenas de um falso marketing pessoal. É hora de valorizar os Euricos e dizer a eles o quanto são importantes para nós e para nossa empresa, e de prestar mais atenção aos seus salários, quase sempre esquecidos, porque os Euricos raramente pedem aumento. Você conhece algum Eurico?  Pense nisso. Sucesso!

“É mais que chegada a hora de olhar para os Euricos de nossas empresas e dar a eles o reconhecimento de imperdíveis” Revista Energia 15


Gente Fina

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Júlio César

Fiorino Vicente “O Direito me escolheu e sou muito feliz por isso, porque é a profissão mais linda que existe, respeitando todas as outras”

A

Texto Heloiza Helena C Zanzotti

primeira dificuldade com a qual me deparei ao produzir este Gente Fina foi encontrar uma frase que fizesse jus à entrevista. Foram tantas citações de relevância que dispensei a ajuda dos meus amigos filósofos. Nossa conversa fluiu fácil, e o segundo impasse foi o espaço. Como colocar em poucas páginas um conteúdo tão intenso? Vamos lá, vou tentar cumprir a difícil missão de resumir ensinamentos, história de vida e informações que obtive em pouco mais de duas horas de um agradável bate-papo. Como foi sua infância, quais recordações tem dessa época? Nasci e fui criado em Jaú, na Vila Assis. Meu pai, Orlando Vicente, mais conhecido como “Neguinho”, falecido em 1977, foi comerciante dos Móveis Só Colchões, e minha mãe, Eva Fiorino Vicente, foi professora e mora em Jaú. Tenho um irmão mais novo, o Alexandre. Meu pai construiu um rancho no Três Rios e íamos direto para lá. Minha infância foi isso: correr, nadar, andar de barco; todo final de semana, chovendo ou fazendo sol, a gente ia de qualquer jeito. Foi uma infância muito gostosa. Depois da morte do meu pai, quando eu tinha 14 anos, tentamos manter isso, a unidade familiar, ainda temos o rancho e frequentamos lá há mais de 30 anos. Joguei vôlei e fiz amigos que tenho até hoje. Participamos dos jogos regionais, jogos abertos, viajamos, foi uma infância muito sadia e amigos que a gente cultiva para a vida toda. O Direito foi uma opção? Sempre digo que o Direito foi um acidente feliz na minha vida. Eu tinha ido para Ouro Preto fazer Geologia na Federal. Minha mãe era professora de geografia, talvez influenciado pelas coisas que via quando criança, enciclopédias da área geográfica, tive essa tendência. Foi uma época difícil, meu pai tinha acabado de falecer e eu era o mais velho de casa. Como a faculdade ocupava também as manhãs de sábado, não tinha a possibilidade de vir a Jaú com frequência e isso pesou bastante. Eu tinha 17 anos, meu irmão 14 e minha mãe com 39, 40 anos... E aquela falta do pai, eles não cobraram isso de mim, mas a gente se coloca como o mais velho da família. Então resolveu vir embora? Eu namorava uma menina na época e ela me chamou para prestar Direito com ela em Bauru. Foi no segundo semestre de 90, eu passei e alimentei a ideia. Não tinha nenhum advogado na família,

nenhuma influência mais próxima, digo que o Direito me escolheu. E fui muito feliz por isso, porque é a profissão mais linda que existe, respeitando todas as outras. Eu acho que se não tivesse feito, faria de novo em outro momento da minha vida. Comecei a cursar a faculdade em Bauru e criei todo o meu histórico profissional. E assim que começou a cursar Direito já se apaixonou? Não foi bem assim. Estava fazendo Direito e pensando na minha orientação profissional, fui estagiar em um escritório de advocacia que fazia o contrário do que faço hoje. Fazia área trabalhista mais pela parte do reclamante, questões previdenciárias que eu não faço, e na época comecei a trabalhar nesse escritório. Quando abri o meu escritório, talvez por meu pai ter tido fábrica de calçado e ser vítima dessas questões todas que o empresário vive hoje, me aventurei na defesa deles. Em qual área mais gosta de atuar? Nessa assessoria empresarial, orientando nas questões contratuais e de litigio. Hoje, o Direito avança para duas linhas e uma é a da prevenção, que é muito importante para prevenir tanto questões trabalhistas quanto cíveis, questões contratuais, então, a gente assessora as empresas nas orientações jurídicas e também depois de instaurado o litigio. Sempre tentando buscar uma solução justa, equilibrada, que seja bom tanto para uma parte quanto para a outra, sempre colocando uma solução mais prática e defendendo as empresas. Qual o maior desafio que enfrentou na profissão? A advocacia é movida por desafios. A cada dia temos novos desafios a vencer. Não há situação que eu não tenha passado que não esteja preparado e pronto para passar novamente. A forma de exercer a advocacia mudou. Quando trabalhei nesse escritório, o advogado chegava no balcão do Fórum, pegava o processo, dava uma lida e tomava ciência. Hoje tivemos que aprender o que é PDF, o que são processos eletrônicos, dividir PDFs e salvar estes tipos de arquivo. São desafios da profissão. Estudo, empenho, atualização... temos que sair da nossa zona de conforto, senão a gente não avança, e não queremos estagnar. Mas os desafios são diários. Cada dia tenho um desafio e é isso que motiva. A profissão é bastante dinâmica. Revista Energia 17


Quais os maiores desafios na presidência da OAB? Tivemos grandes desafios. A Ordem eu falo que é um quarto poder, não no sentido do autoritarismo, mas da cidadania. A OAB é a voz do cidadão. Na presidência enfrentamos questões tributárias como o reajuste de 40% do IPTU. Acho que foi a primeira vez na história da Ordem a interposição de medida judicial para garantir uma situação que nós entendíamos não observada. O resultado pouco importa, o que valeu foi a discussão e a defesa da cidadania. Enquanto presidente, acumulei a vice-presidência da assistência judiciária, trabalhei também com uma comissão em São Paulo, a OAB Concilia, e implantei praticamente 90 subseções, núcleos de conciliação onde os advogados se reúnem para poder buscar uma forma melhor de conciliação. Então, minha vida profissional é tão intensa quanto minha vida política junto à Ordem. A finalidade é essa, é a minha retribuição. Digo isso porque nenhum cargo de Ordem é remunerado. Você doa seu tempo, seu dinheiro (muitas vezes), essa dedicação não só minha, é de todos os profissionais que estão nessa política da Ordem, é um ato de doação do seu tempo para a classe. Na atual gestão está o Doutor Mantelli, que foi meu vice-presidente, então, também fizemos um sucessor. Fui escolhido pelo presidente de São Paulo para ser um dos conselheiros e assumi junto à Seccional de São Paulo, que cuida de todo o estado, a vice-presidência do Conselho Curador da Escola Superior de Advocacia.

O Direito mudou muito de quando você estudou para agora? A entrada do computador inovou. Venho de uma época em que tinha curso de datilografia para poder começar a trabalhar em alguma coisa, vias carbonadas... E se especializou. Tínhamos quatro ou cinco raízes entre cível, penal, trabalhista, tributário. Avançamos muito, temos muitas especializações, o que implica no profissional estar atento à situação que vive. Hoje, um advogado que não está antenado ao momento que estamos vivendo, praticamente está fora do mercado de trabalho. Algum fato marcante em sua vida pessoal e profissional? No pessoal é a família. Minha mãe, meu irmão, minha esposa, o casamento com a Rogéria foi um fato marcante. Os filhos que temos e que adotei desde criança, o Jonas e a Thais, que crio desde os 9 e 6 anos, ter contribuído na formação deles. Do ponto de vista profissional são os clientes e a estabilização na profissão, minha vida junto à Ordem dos Advogados do Brasil, onde desde 2002 exerço cargos administrativos, inclusive a presidência. Fale um pouco sobre esse período na presidência da OAB Eu já tinha exercido de 2002 a 2006 cargos de secretário geral, tesoureiro e vice-presidente. Em 2007 não concorri por questões pessoais, nesse período fui para o Tribunal de Ética em Bauru, onde comecei a analisar processos que julgam profissionais pela falta de ética. Temos um Instituto muito rigoroso e a OAB, com a mesma bandeira com a qual defende o advogado, também pune o mau profissional. Isso é levado muito a sério. Durante três anos tive essa experiência e em 2010 me candidatei a presidente e ganhei. Fui para uma reeleição com chapa única, e isso para mim foi um reconhecimento de muita valia. A subseção de Jaú, esse ano, completa 85 anos, tem a mesma idade da seccional de São Paulo. Então, essa importância de ser chapa única recebi como elogio por parte da classe dos advogados, de reconhecer o trabalho que estava sendo feito. Além das remodelações físicas e estruturais, talvez a marca maior foi a implantação do Curso de Pós Graduação pela Escola Superior de Advocacia. Como funciona? A Escola Superior de Advocacia (ESA) é um organismo vivo, com regras próprias, que cuida da parte educacional do advogado-aluno. É credenciada pelo Conselho Estadual de Educação, os cursos são aprovados. Além dos cursos de extensão e cursos de menor carga horária, temos o curso de especialização. Veja, o advogado, em Jaú, fazia o curso de especialização com uma carga de 450 horas; aqui ele pagava R$ 330 e nas faculdades vizinhas em torno de R$ 1.200, cerca de 4 ou 5 vezes mais. Quer dizer, era muito vantajoso e fazia em casa. 18 Revista Energia

O que é o Conselho Curador e qual a importância para Jaú? É um mecanismo que existe dentro da ESA que visa aprovar os cursos de pós. Para Jaú foi muito importante, nós estamos no 5º curso de pós-graduação e isso fortalece demais a advocacia local. Sempre digo que ESA forte é uma advocacia local forte. Você investe no conhecimento, no estudo, esses advogados proporcionam novos produtos intelectuais para os clientes. Quando juramos, prestamos esse compromisso de aperfeiçoar o nosso conhecimento, nossa educação. Qual sua avaliação dos profissionais que estão se formando agora? Dei aula durante dois anos na faculdade para as turmas que estavam saindo para ingressar no mercado e sempre despertei neles essa visão para o estudo, para a capacitação. Tanto que Jaú teve boas referências nas aprovações de Ordem. Muito embora tenha uma certa preocupação com os números de faculdades de Direito que se proliferam no país, o exame da Ordem ainda é a defesa. Parece que tem mais de um milhão de bacharéis que não exercem. Se a Ordem tivesse como foco só a receita, era melhor que eles estivessem dentro. Mas a OAB não enxerga as coisas dessa forma, ela enxerga a responsabilidade que o profissional tem para com a sociedade. O profissional tem que estar atento, buscar novos mercados, novos trabalhos. Esse é o maior investimento. E a parceria no casamento? Estamos casados há 18 anos e a Rogéria tem uma sensibilidade muito grande. Eu falo que a gente tinha tudo para dar errado. Eu, jovem, tinha acabado de me formar; ela, mãe de dois filhos, recém-separada. Mas essa é uma daquelas coisas que a emoção e o coração superam a razão. É uma caixinha muito formatada e quando fazemos com amor e carinho, essas coisas são eternas. Temos uma vida tranquila, de confiança, de reciprocidade. Quando a conheci, ela não era formada em Direito e nem imaginava isso, mas a incentivei e ela mantém a vida profissional muito bem. Nossos filhos foram filhos que administrei respeitando a paternidade deles, nunca houve conflito e eles enxergam na minha pessoa alguém que orientou sua formação. O Jonas foi o primeiro caso em Jaú da multiparentalidade. Num dia dos pais saímos para comemorar e naquele dia ele falou que gostaria de fazer a multiparentalidade, que é o reconhecimento na certidão de nascimento dele, eu como pai junto com o pai dele. Foi uma surpresa porque nunca exigi essa conduta, aliás, sempre fui defensor das questões paternas, sei o que é ser filho e ter família. Mas esse reconhecimento, vindo dele para mim, me deixou muito emocionado, é a certeza do dever cumprido.


Como é a relação do casal exercendo a advocacia? Muitos colegas falam que é loucura trabalhar com a esposa. Aqui é o contrário, é um ganho e quem ganha mais são os clientes, porque vivemos intensamente, falamos da mesma realidade. Às vezes tenho dúvidas, tiro com ela e ela comigo. Essa troca de informações é uma maneira de a gente crescer também. Isso é muito importante. Você também gosta de andar de moto... Esse gosto é uma paixão. Temos uma turma de amigos, “Os Lesmas”, que completa 12 anos e tem essa denominação porque andamos devagar na pista. Essa irmandade no motociclismo é um negócio interessante, não tem idade. São amigos de 55 anos e amigos de 30 anos falando sobre as mesmas coisas e dividindo os mesmos espaços que, na vida comum, seria diferente. Ali não tem o advogado, somos todos amigos. Foram várias viagens conhecendo o Brasil. Gramado, Serra do Rio do Rastro, recentemente fomos para Parati/ RJ em 10 motos. A gente vai dando risada, hospeda aqui, hospeda lá, e vai fazendo esse passeio que é muito gostoso. Mais algum hobby? Um que comecei esse ano é tocar bateria. Sempre tive vontade e nunca fui atrás, mas já estou fazendo aula, comprei a bateria e montei dentro da minha casa. Eu não fiz com 15, 16 anos, mas agora com 45 anos resolvi começar. Um amigo que andava de moto, Geraldo Lopes, falou: “vai no Conservatório Jauense, faz aula”. E a coisa vai indo bem. E a religião? Religião é uma coisa interessante. Eu era muito espiritualista, tinha uma visão muito particular dos meus momentos com Deus. Minha ex-namorada era espírita e eu achava o espiritismo prático, conceitual. Quando conheci a Rogéria, meu sogro era evangélico da Assembleia de Deus, começou a fazer uns cultos na casa dele e eu, como genro novo, fui. Talvez tenha sido um chamado de Deus. A Rogéria me converteu. Uma vez, caminhando com ela, questionando algum posicionamento sobre fé ou crença, lembro-me de ter ouvido muito nitidamente: “Creia-me em sua mente”. Perguntei se ela havia falado alguma coisa e ela disse que não. Senti que talvez o Espírito Santo tivesse falado comigo ali. A Rogéria me trouxe duas alegrias: ela e a palavra de Deus. Isso foi muito legal. As experiências com Deus foram fantásticas, não há um dia que a gente não ore, não agradeça. Eu nunca quis questões materiais com Deus, a religião é o que menos importa, não defendo uma placa de igreja, e sim a união com Deus. Vejo na igreja uma universalidade de pessoas simples, motorista de caminhão, pintor, um tocando o saxofone, outro o piano. Deus usa as pessoas e eu me sinto confortável nesse ambiente. Como vê o aumento da violência? Nunca as trevas se originam por si só. Se apagarmos a luz, gerará a escuridão pela ausência da luz, e o que acontece no nosso Brasil é isso: falta de valores. Nossos valores estão sendo deturpados. Sou contra o escândalo da Lava-Jato, mas o cara faz um gato

na torneira da casa para não pagar água, faz sky-gato para pegar sinal da TV, fura fila, tenta o benefício de alguém que é deficiente ou aposentado para comprar um imóvel mais barato. Lógico que a gente espera de quem é eleito o dever de ser honesto, mas essa mensagem que vem de cima para baixo, a gente recepciona na base. Temos que semear coisas melhores. Como você vê Jaú atualmente? Jaú é um orgulho, sempre trato dela com dedicação e esperava que todos os dirigentes que a governassem pensassem da mesma forma. Acho que Jaú está ficando para trás em relação a outras cidades. Tenho andado muito no estado todo e cidades que têm um potencial bem menor que Jaú, talvez dêem uma lição de cidadania. Lógico a gente está nessa crise do calçado, da cana, daquilo, disso... Já habituamos a viver em crise, mas temos que ter ideais novas que a crise não impede, novos investimentos. Acho que deve ser essa a grande visão do comandante da nossa cidade. Jaú é uma cidade importante e querida por muita gente. Não tenho pretensão política municipal, mas tenho o desejo de ver grandes governantes tratando Jaú com a dignidade que ela merece e sempre teve. Isso é uma obrigação de quem se dispõe a ser candidato e na Ordem a gente trata da mesma forma, representando Jaú dentro do Estado de São Paulo. Quais são os projetos para o futuro? Profissionalmente é avançar, solidificar. Hoje o Jonas, como advogado no escritório, vem se especializando em Direito Tributário, fazendo especialização na FGV, então, é estruturar o escritório com melhores ferramentas para oferecer um melhor atendimento aos nossos clientes. A gente sempre investiu e investe bastante nisso. Do ponto de vista da Ordem, os avanços que a OAB tem na sociedade civil é a forma que eu tenho de avançar também. E na vida pessoal? Tenho vontade de viajar mais. Eu falo para a Rogéria que os processos ficam, os clientes ficam e não aproveitamos nada. Já passamos da metade da vida útil e precisamos avançar. Esse ano fizemos uma viagem recente com toda a família para Mendoza, na Argentina. Tentamos priorizar os finais de ano, quando temos possibilidade maior de viajarmos juntos e mantermos esse elo entre família. E nós gostamos muito.  Revista Energia 19


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Dra Rogéria Coimbra Vicente Advogada especialista em Direito de Família e Sucessões

Foto: Arquivo pessoal

Direito Um padrasto para chamar de pai A multiparentalidade socioafetiva

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proveito este mês em que se comemora o dia dos pais para falar um pouco da figura do padrasto. Aliás, vai aqui uma crítica às escolas em geral, pois parece que é a única instituição que ainda não percebeu que a relação familiar mudou, que existem agora outros componentes na família como o padrasto e a madrasta, mas, mesmo assim, continuam mantendo as constrangedoras festinhas comemorativas do dia dos pais/mães mitigando a figura do padrasto/madrasta com se estes não existissem. Afinal de contas, quem é esta pessoa que passa a viver junto na mesma casa, que troca uma noite romântica para comer hambúrguer a três, que vai te buscar das baladas, no médico, na escola, fica feliz com suas conquistas, enfim, que torce por sua felicidade e nem sequer é seu parente? Com as mudanças sociais e o advento do divórcio, surgiu uma nova família, deixando de ser monoparental e tornando-se multiparental, ou seja, o famoso “Os meus, os seus, os nossos filhos”. Esse cuidar entre os entes desta nova família gerou afeto e o Direito reconheceu essa socioafetividade outorgando direitos a essa relação. Foi exatamente por conta desta mudança social, do reconhecimento desta família multiparental e da existência de status de filiação que o Direito passou a ver a importância do padrasto e o reconhecendo como pai socioafetivo. Todos conhecem a história de vida do surfista Rafael Medina e da atriz Cléo Pires. O surfista Medina acabou de escrever sua biografia, onde fala sobre sua relação com o padrasto, frisando ser um cara de sorte por ter dois pais. Também a filha de Glória Pires já deu várias

entrevistas ressaltando o afeto e a importância de Orlando Morais em sua vida, já que foi seu padrasto quem a educou enquanto a mãe trabalhava emendando uma novela na outra. Perceba que não é necessário haver a ausência ou abandono do pai biológico para que haja reconhecimento do status de filiação com o padrasto. Uma relação para existir não está condicionada à exclusão da outra, mesmo porque cada um tem seu espaço e importância na vida do outro. A cena que viralizou na internet e emocionou o mundo foi a da noiva norte-americana que, conduzida pelo pai no seu casamento, foi surpreendida com o fato deste paralisar a cerimônia para buscar o padrasto que assistia, e os dois juntos a conduziram até o altar. O fato é que cada família tem sua história e o direito está atento a todas estas questões que envolvem o afeto, concedendo o direito de regularizar através de ação judicial, conforme o sentimento de cada um, seja para destituir a relação biológica (nos casos de adoção) ou acrescentar uma relação paterna, quando é autorizada a inclusão do nome do padrasto como pai no registro de nascimento de alguém, passando este a ter dois pais e uma mãe em sua certidão de nascimento, incluindo assim também os avós, e sendo ao filho assegurado todos os direitos como pensão por morte e direitos sucessórios. Certamente que o reconhecimento da filiação socioafetiva pode ser buscada até mesmo após a morte, porém, indubitavelmente, fazê-la em vida é primordial, a certeza de se sentir completo em poder chamar de pai aquele que você escolheu amar e ser amado. Desejo um feliz dia dos pais a todos os padrastos que se doam e exercem relação filial com amor. 

Imagens: Internet

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Hóquei

sobre patins Tradicionalmente jogado no gelo, o hóquei caiu no gosto de atletas de vários países, que foram adaptando o esporte à sua realidade Texto Heloiza Helena C Zanzotti 22 Revista Energia


o inline. Felipe explica que aqui jogamos o inline: “O jogo é parecido com o futsal: quatro na linha e um no gol. As quadras em Jaú são de futsal, que precisam ter borda durante todo o perímetro. Inclusive, atrás do gol, é zona que vale jogar. Outra diferença muito grande é que as trocas de atletas são ilimitadas. O desgaste físico é muito grande e não precisa avisar o árbitro, somente sinalizar que vai sair, senão é marcada falta. Esse grande desgaste é que faz com que o jogo de hóquei seja bem dinâmico”. EQUIPAMENTOS NECESSÁRIOS O atleta da modalidade inline utiliza os patins com quatro rodas em linha, caneleiras com joelheiras, fraldão, cotoveleiras, proteção no peitoral, luvas e capacetes. “Um equipamento acaba emendando com o outro, é onde o disco mais bate, nessa meia altura. Temos proteção na mão, porque um stick pega com o outro e corre até a mão, que é grande alvo, e a cotoveleira também, por conta das quedas. Já a cabeça, como um local vital do corpo, nunca pode ficar desprotegida, então tem o capacete”. Felipe esclarece que aqui em Jaú ele consegue trazer os equipamentos em preços mais acessíveis, uma vez que não lucra com a venda. “O preço que pago repasso para o atleta, sai menos da metade do preço das lojas e essa é uma das razões de conseguirmos jogar hóquei atualmente aqui em Jaú”.

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Brasil é o país do futebol, mas outras modalidades esportivas estão se destacando país afora. Nesta edição, vamos falar de uma modalidade que vem crescendo em todo o território nacional: o hóquei sobre patins, que é bastante popular, especialmente na Europa, onde está a maioria das equipes que dominam o esporte. Regulamentado na Inglaterra, em 1905, com o aparecimento da primeira associação, chegou ao Brasil através de filhos dos barões do café, que estudavam na Europa e trouxeram para cá a novidade esportiva. Para saber um pouco mais sobre o hóquei, a RE conversou com Felipe Cabral de Vasconcellos Junior, 34 anos, oficial de justiça, um dos fundadores do esporte em Jaú. Ele explica que tradicionalmente é um esporte praticado no gelo, mas como nosso país tem clima tropical, temos pouquíssimas quadras de gelo por aqui. “Agora que está tendo uma seleção de ice-hóquei que já jogou três vezes no México, e já tem alguma coisa também em Campos do Jordão”, afirma. O JOGO O hóquei sobre patins é um esporte coletivo, jogado em um rinque onde os atletas rolam sobre patins, usam um stick para conduzir uma bola e introduzi-la na baliza adversária. Existem três tipos praticados no Brasil: o hóquei sobre a grama, o tradicional e

O ESPORTE EM JAÚ Em nossa cidade, o hóquei é praticado desde a década de 90. “Eu comecei em 1997 e em 2000 formamos uma turminha e jogamos por vários anos. Jogávamos com taco de madeira, praticamente não tinha equipamento, o goleiro usava uma espuma no peito e era bem hobby mesmo”, conta Felipe. Quando conheceram a equipe de Bauru, que tinha instrutores e já jogavam hóquei inline, surgiu a ideia de criar uma equipe. “Queríamos montar um time, só que é muito caro e esse sonho ficou adormecido até 2014; nesse ano a maioria do grupo já estava casada. Eu também me casei e um ano depois comecei a montar um grupo no WhatsApp e juntar todo mundo”. Com a comunicação mais fácil devido à tecnologia, formaram um grupo de 15 pessoas. “Arrumamos uma quadra no Distrito de Potunduva, começamos a jogar e bombou. Nossas esposas começaram a acompanhar a gente, a querer aprender, o grupo cresceu e coloquei o disco no chão. Comecei a comprar equipamento, investi uma grana alta do meu bolso e a galera ia me pagando do jeito que dava”. A equipe começou a adquirir os equipamentos e no começo de 2015 começaram a disputar campeonatos. O RINQUE PARA A PRÁTICA O local utilizado para a prática em Jaú, o Álvaro Fraga, no Jardim Carolina, não é um local adequado, mas como explica o praticante, é onde o diretor João Cardoso abraçou o esporte. “Ouvimos muitos nãos na cidade, alegando que os patins estragam a quadra, mas o diretor soube que estávamos jogando e disse: quero isso na minha escola. Como ele abraçou nossa causa, já mexemos bastante no telhado (devido a goteiras) com a ajuda do pessoal do handebol, que é muito forte lá, já pintamos e recentemente cercamos toda a quadra com borda. Nós mesmos fizemos a muretinha, porque temos a Associação Jauense de Hockey Inline, com associados que pagam mensalidade de R$ 10; como temos 40 associados, conseguimos juntar R$ 2 mil para fazer essa reforma. Ainda não dá para sediar campeonato, mas para realizar a Taça Jaú temos o Distrito de Potunduva, onde o piso é melhor, tem borda e não tem goteira. Quer dizer, hoje a gente tem um local que pode sediar e um mais próximo, onde podemos treinar”. Revista Energia 23


AS CONQUISTAS JAUENSES Em 2015 o time participou de três campeonatos e conseguiu as primeiras vitórias, inclusive sediando uma etapa. Em 2016 foi criado um campeonato local, a “Taça Jaú”. “Já estávamos com duas equipes aqui e vieram times do Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Campinas, Campo Grande. Foram seis equipes e mais três times femininos. Uma das equipes de Jaú foi campeã e a outra ficou em terceiro lugar. Esse ano faremos a segunda Taça Jaú, nos dias 4 e 5 de novembro, também no Distrito de Potunduva”. O time jauense conquistou a terceira colocação no open de Pirassununga e o quarto lugar na Copa São Paulo em 2016. “Esse ano, no Paulista, ficamos em sexto entre doze equipes e agora estamos participando da Liga Brasileira de Hóquei. No momento, estamos em terceiro lugar e a expectativa é estar na final desse campeonato”.

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OS MELHORES DO BRASIL Na década de 80, o hóquei brasileiro passou por muitas transformações, inclusive com a criação do Sertãozinho Hóquei Clube, a primeira equipe profissional do país, que elevou o nível do hóquei nacional e foi responsável pela popularização do esporte. Depois de conquistar por três vezes o título de Campeão Sul-americano, e inúmeras vezes os títulos regionais e nacionais, a cidade chegou a sediar um Campeonato Mundial, no qual o Brasil ficou em 5º lugar. Hoje temos mais de 60 equipes distribuídas por todos os estados do Brasil, alguns estados com mais equipes, como na região Sudeste, por exemplo. Muitas das equipes também já possuem categorias de base e equipes femininas. As competições estão acirradas a cada ano, e o hóquei inline hoje tem três divisões no Campeonato Brasileiro.


Jaú é um time da segunda divisão do Campeonato Paulista, que tem doze equipes. Entre os times mais fortes, Felipe ressalta: “Eu colocaria três mais tradicionais: Amparo No Limits, que é um pessoal que joga desde criança junto, elite do hóquei brasileiro; o Clube Hípica de Campinas, base da Seleção Brasileira, com um defensor considerado o melhor defensor do mundial; e a Portuguesa, atual campeã brasileira, que tem um time na primeira divisão e o Portuguesa B, na segunda divisão. Mas o time mais forte realmente é o de Amparo, No Limits”. IMPORTÂNCIA E BENEFÍCIOS DA PRÁTICA DO HÓQUEI O hóquei é considerado a segunda atividade física mais completa para o corpo humano. A patinação mexe com os músculos de forma mais intensa que o atletismo, e o fato de empunhar o taco com mãos e braços mexe bastante com esses membros. O futebol, por exemplo, trabalha mais as pernas, já o hóquei é bem mais completo como exercício, assim como a natação. NOVOS TALENTOS Nosso entrevistado explica que na categoria de base uma equipe jauense vai disputar a Liga Brasileira de Hóquei, e segundo ele temos várias promessas em Jaú, inclusive de atletas para compor a Seleção Brasileira, no futuro. “Esse ano a Taça Jaú acontecerá em dois dias, justamente para as meninas terem mais espaço e as crianças também. Serão três categorias: equipe juvenil; equipe feminina, que já disputou vários campeonatos; e a equipe masculina”. QUEM DESEJA PRATICAR O hóquei sobre patins não é um jogo complicado, mas exige muito treino e preparação física. É fundamental saber andar de patins e usar todos os equipamentos de segurança. Também é recomendado, após iniciar os treinos, ter cuidado com a alimentação e ingerir alimentos ricos em fibra para ter mais força e energia. Em Jaú, quem quiser participar pode entrar em contato com o Felipe. Os treinos acontecem nos seguintes horários: masculino, às terças-feiras às 19h30 no ginásio da escola Álvaro Fraga, no Jardim Carolina; feminino, às quintas-feiras, no mesmo horário e local. “Para quem está começando, no domingo de manhã, das 9h ao meio-dia, o Jaú Hóquei integra todas as categorias para treinar todo mundo junto. Participam crianças, mães e pais, todos com patins nos pés, coisa mais linda de se ver. É um treino que reúne mais de 30 pessoas. E hoje temos toda uma estrutura para receber atletas novos. Temos patins, luvas, capacetes, caneleiras, principalmente para o infantil, então, estamos bastante preparados para receber crianças”.  Quer praticar? Entre em contato com o Felipe, pelo telefone 14 – 9 9719 8688 O esporte é regulamentado pelas seguintes instituições: Confederação Brasileira de Hockey sobre Patins (CBHP) Federação Paulista de Hóquei sobre Patins (FPHP) E em Jaú, a Associação Jauense de Hockey In Line (AJHIL) Revista Energia 25


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Seguros e Previdência Por Luciano Tane seguroseprevidencia@revistaenergiafm.com.br Especialista em Previdência Privada, Seguros de Vida, Seguros de Sucessão Empresarial, Proteção de Renda

Seguro Resgatável? Sim... ele existe e pode ser uma excelente opção para você

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uando falamos sobre seguros de vida é unânime sua recomendação por parte de consultores financeiros, economistas, contadores, administradores, entre outros. Os seguros fazem parte de qualquer planejamento bem elaborado. No momento de controlar as finanças familiares, de decidir sobre quais as melhores formas de investir e poupar, sempre vem aquela dúvida se devemos ou não ter uma apólice de seguro de vida. Esse tipo de preocupação é ainda maior para aqueles que ainda estão construindo seu patrimônio. Ou ainda para aqueles têm filhos pequenos e não querem deixá-los desamparados caso aconteça alguma surpresa desagradável, como a morte de um dos pais. Mas vou ser otimista e pensar que você faz parte dos 8% dos brasileiros que tem uma apólice de seguro de vida. E se fosse possível resgatar tudo ou parte do que você investiu em seu seguro de vida até agora? Bacana, não é? E se você soubesse que aqui em Jaú e região existem profissionais especializados e altamente qualificados nesse tipo de seguro? Ficou curioso e quer saber como funciona? Pois eu já vou contar... Primeiramente, é importante saber que o seguro de vida resgatável é limitado a pouquíssimas seguradoras no país, normalmente as multinacionais, que já têm a expertise do produto comercializado no exterior. Talvez o produto com o melhor custo x benefício do mercado seja o Vida Inteira Resgatável e o Whole Life (linha

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alegria na sua festa 28 Revista Energia


Comemorações são sempre excelentes oportunidades para cultivar amizades, rever pessoas e celebrar a vida! Texto Heloiza Helena C Zanzotti Revista Energia 29


Foto: Rafael Chaves

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ada mais gostoso que reunir família e amigos para comemorar uma data especial. Aniversário, casamento, bodas, formatura... São momentos de confraternização, de reforçar laços, de deixar marcados na memória e em fotos e filmes instantes que não se repetirão. Há poucos anos, comemorar um aniversário se resumia em fazer bolo e brigadeiro, comprar a vela e tirar fotos. Ou então, no caso de pessoas adultas, juntar a família e fazer um churrasco. E aí sobrava todo o trabalho para quem organizava: das compras à montagem do local, decoração e limpeza final, depois que os convidados iam embora. O QUE MUDOU Atualmente, comemorar uma data marcante é tarefa menos estressante. Buffets especializados se encarregam de tudo, do convite à produção e organização, cuidando de detalhes como lembrancinhas, filmagem, fotos e, claro, a alimentação e decoração. Os eventos são personalizados e permitem que tudo saia exatamente como a pessoa sonhou, tornando cada festa inesquecível para família e convidados, afinal, por trás de cada docinho, do bolo, das luzes que iluminam o salão, há alguém que deseja eternizar um momento especial. MUITAS VANTAGENS Realizar sua festa em um buffet pode parecer dispendioso, entretanto, a praticidade é incomparável e equipes especializadas orientam em todas as escolhas e decisões, de modo que quando chega o dia da festa tudo está pronto e lindo. Perfeito, principalmente se levarmos em conta a vida corrida que todos temos. Além disso, os melhores buffets possuem estrutura para qualquer tipo de evento; contam com decoração mais elaborada; cardápio variado e recreadores preparados para executar atividades com os pequenos e assim os pais também conseguem aproveitar a festa. MAIS ALEGRIA BUFFET Especializada em realizar sonhos e tornar sua data inesquecível, o Mais Alegria Buffet dispõe de todos os recursos para superar as expectativas dos seus clientes, qualquer que seja o motivo da sua comemoração. À frente da empresa, Daiana Sorienni cuida pessoalmente de todos os detalhes e mantém uma equipe muito profissional, capacitada a colocar em prática tudo aquilo que as pessoas idealizam para seu evento. Com capacidade para 150 pessoas, o salão do Mais Alegria Buffet acomoda familiares e convidados com todo o conforto, em ambiente climatizado e com amplo espaço. ATENDIMENTO DIFERENCIADO No Mais Alegria Buffet tudo é planejado de maneira personalizada. No cardápio, as opções são escolhidas cuidadosamente com cada cliente, de maneira que atenda às suas preferências. A decoração su-

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Texto Heloiza Helena C Zanzotti

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ntre os bairros de nossa cidade, a Vila Nova Jaú figura como um dos mais tradicionais e conta com uma significativa parcela de moradores acima dos 60 anos, que ali nasceram e foram criados. Para saber um pouco mais sobre o local, a RE conversou com Benedita Maria Nascimbem Rodrigues, 70, aposentada, casada com João Rodrigues Diani, 72, também aposentado. Dona Maria, como é conhecida, contou à RE que foi morar no bairro quando tinha 14 anos, em uma casa alugada. Mais tarde, compraram um terreno e algum tempo depois conseguiram construir a casa. Segundo ela, o bairro não era asfaltado, tinha poucas casas e quando chovia ficava complicado caminhar. No entanto,

ela ressalta que voltava para casa tarde da noite, depois do trabalho na Camargo Corrêa, e não havia perigo, era bem tranquilo. “Naquele tempo faltava água no bairro e as famílias buscavam água para beber em uma mina perto do rio Jaú. Era muito difícil, só melhorou bastante depois que o Waldemar Bauab assumiu a prefeitura e resolveu o problema de água no bairro”. Quando mudou-se para a Vila Nova Jaú, a igreja Nossa Senhora Aparecida estava em construção. Quem responde pela paróquia é o Padre Pedro Van Haaren, que está ali desde outubro de 1990. A paróquia foi criada em 27 de abril de 1969 e a igreja nova foi inaugurada em 12 de outubro de 2000. Segundo o Padre Pedro, a antiga igreja foi derrubada para a construção da nova que é grande, moderna e muito bonita. O Padre explicou que o bairro teve início com as famílias que vieram de fazendas e foram construindo nos loteamentos. “Hoje se percebe que é um bairro residido por um número grande de pessoas idosas que continuam por aqui, sendo que os filhos se casaram e foram para os novos bairros”, confirma. Dona Maria lembra que conheceu o marido dentro da igreja, e depois que se casaram continuaram morando na mesma rua. Ela também recorda da construção do balneário: “Meus filhos frequentaram lá, faziam natação e outros esportes”. O Balneário Aristides Coló foi inaugurado em 15 de agosto de 1979. A área das piscinas foi projetada por Vilanova Artigas, e é tombada como Patrimônio Histórico. Nossa entrevistada conta também que a primeira escola do bairro foi a Túllio Espíndola de Castro, que no começo funcionou no balneário, enquanto o prédio estava sendo construído. “Não havia circular, íamos a pé para a praça da matriz, a criançada vivia brincando na rua, as pessoas colocavam as cadeiras nas portas das casas e ficavam conversando até tarde. Era como uma família”, finaliza. 

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Consultoria Por Paulo Sérgio de Almeida Gonçalves

consultoria@revistaenergiafm.com.br

Paulo Sérgio de Almeida Gonçalves é administrador, contador, consultor, palestrante e professor universitário com MBA pela FGV – RJ em Gestão Estratégica de Pessoas; presidente  da AESC – Associação dos Escritórios e Profissionais da Contabilidade de Jaú e região - gestão 2004/2005; atualmente  diretor da AESC Jaú; proprietário do DinamCorp Corporação Empresarial e Contábil; proprietário da Prosol Unidade Jaú e consultor e orientador em desenvolvimento de softwares Prosol – São Carlos

E se isso fosse comigo, como me sentiria? Não tem coisa mais desagradável do que você contar com uma pessoa ou empresa e, na hora H, perceber que tiraram o corpo fora e você sentir-se sozinho numa ilha

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fato mencionado deixa qualquer um muito chateado, além de trazer prejuízos imensuráveis na relação entre as partes. Algumas empresas são especialistas em fazer isso, seja com seus clientes ou mesmo com seus colaboradores, e depois querem exigir respeito dos mesmos. Imagine a cena: você agendou uma consulta com um médico algumas semanas ou até meses antes; chegou o grande dia, desmarcou seus compromissos com clientes ou com outras pessoas, ligou para um parente ou amigo para buscar sua filha na escola, mexeu em toda a logística natural daquele dia e, como gosta de ser pontual, chega ao consultório na bat-data e bat-hora marcadas, inclusive com 15 minutos de antecedência. Dá um bom dia para a secretária que sequer lhe responde um mísero diaaaaa. Nesta hora você pensa: “acredito que ela não ouviu direito”. De repente ela lhe pergunta: “o senhor é o das treze?” (você se sente mais um número ali, dentro daquele lugar) e pacientemente retruca: “sim, sou Fulano de Tal”. Então, ela lhe dá o golpe final dizendo: “O doutor precisou viajar para uma conferência internacional e teremos que remarcar essa consulta para outro dia”. Neste momento lhe passa a sensação de calafrio da ponta do dedão do pé até o último fio de cabelo, e o estresse é inevitável. Isso tudo poderia ter sido evitado se a tal secretária tivesse se co-

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locado no lugar do cliente e pensasse: “e se isso fosse comigo, como me sentiria?”. Com certeza teria telefonado uns dias antes, ou até mesmo um único dia antes para comunicar ao cliente: “Senhor Precioso, como vai, tudo bem? Em razão de um contratempo o Doutor não estará em nossa cidade, pois participará de uma conferência internacional de desenvolvimento profissional, então, reagendaremos sua consulta para outra data à sua escolha, pode ser tal dia, tal dia ou tal dia, qual o senhor prefere?”. A única coisa que de fato ocorre sem marcar dia e hora é a morte ou a fatalidade, então, quase tudo é possível prever com antecedência, não cola usar qualquer desculpa para fingir que não deu tempo. É inadmissível passar a imagem que o seu tempo é mais importante que o tempo do outro e que seus compromissos são inadiáveis, deixando para que outros se reorganizem, sendo você ou sua empresa os geradores da situação. Isso estraga qualquer relação. Comprometa-se com seu negócio e incentive seus colaboradores a exercerem o mesmo com o cliente diariamente, sendo simpáticos, educados e proativos, antecipando-se aos acontecimentos para que a imagem da sua marca fique brilhando na cabeça do cliente, e não ofuscada pelas mazelas ocorridas. Com certeza, ninguém gostaria de estar na pele do cliente acima, então, que tal fazer o exercício da empatia colocando-se no lugar das pessoas e transformar os pontos negativos em forças positivas entre as partes? 


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Comportamento Por Lilian Pellizzon Ribeiro / lilian@1234voce.com.br Treinadora do Instituto Você/Master Practitioner em PNL Life and Executive Coach

A Programação Neurolinguística e os vestibulares Como controlar a incrível ansiedade que tanto atrapalha antes, durante e depois das provas?

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época de vestibulares pode provocar grande ansiedade no seio familiar. Os tutores, aguardando a desejada aprovação dos vestibulandos, e estes, no anseio de atender àquela expectativa, além de obter a aprovação na tão sonhada faculdade, seja ela qual for, dentre tantas profissões existentes no século 21. Mas, como controlar esta ansiedade e outros sentimentos negativos? Existem dentro de nós mecanismos que nos possibilitam alinhar estratégias para atingirmos resultados desejados. Por exemplo, faça uma viagem no tempo e lembre-se de como foi quando você decidiu que queria muito algo, e estava determinado a conseguir. No que você pensava? Quais eram as suas estratégias? Quais eram os sentimentos que o moviam? E seu corpo? Como estava? Preguiçoso e moroso ou altivo e alerta? É normal gostarmos de algumas coisas e de outras, não. Neste caso, ao invés de direcionar energia para os obstáculos, coloque seu foco no resultado final. Feche os olhos e faça uma breve viagem ao futuro. Imagine como será quando você for aprovado e realizar o sonho de poder escolher qual faculdade irá cursar, ou até mesmo, imagine-se fazendo a matrícula naquela instituição dos sonhos! Mantenha seu foco no principal! Durante a vida, somos programados e nos programamos. Assim, acessamos registros positivos e negativos. Às vezes você se

percebe dizendo “eu não consigo” ou “essa matéria é muito difícil”? Estas são programações e elas direcionam nossas ações. A parte boa é que a nossa máquina chamada cérebro pode ser reprogramada! E é isso que faz a Programação Neurolinguística. Ela nos auxilia a programar a nossa mente, através de nossas palavras. Esta é a verdadeira liberdade emocional. 

Treinamento VOCÊ Construído com base nas técnicas da Programação Neurolinguística, o treinamento VOCÊ leva os participantes à ampliação de sua percepção e compreensão sobre comportamentos e atitudes que definem seus relacionamentos pessoais e profissionais. Ao passar por situações vivenciais, o participante fará o seu caminho em direção à própria essência e encontrará ferramentas que possibilitem a identificação e a ressignificação de registros e comportamentos como estresse, ansiedade, medo, insegurança, inflexibilidade, desorganização e timidez, entre outros.


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Vida Profissional Por Rachel Soares de Brito Gestora da Escola Profissionalizante CEBRAC Jaú

Seu currículo, seu cartão de visita Você já deve ter ouvido a frase: “A primeira impressão é a que fica”. Mesmo que você não concorde, ela é decisiva quando um recrutador analisa seu currículo.

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sse documento, ao ser bem elaborado, será um diferencial que poderá estimular o entrevistador a convidar você para participar de um processo seletivo. Mas, como elaborar um currículo corretamente? Quais informações colocar? Anexo foto ou não? Siga as dicas abaixo e não erre mais. Invista tempo e prepare seu currículo com capricho! Que jogue a primeira pedra quem nunca encontrou dúvidas ao elaborar um currículo. Neste artigo, procuro apontar os melhores caminhos para não errar na hora de preencher esse importante cartão de visita. Com certeza, o currículo é a fase mais importante para uma possível contratação: é através dele que a empresa contratante irá tomar consciência da sua existência e mostrar interesse por você. É a ferramenta chave quando se busca uma vaga no mercado de trabalho e um erro aqui poderá ser fatal e desqualificar o candidato. É importante investir tempo em sua elaboração e mantê-lo sempre atualizado para não ser pego de surpresa quando vagas surgirem. O currículo tem que ser agradável de ser visto, e o mais objetivo e direto possível. Todos os dias, centenas de currículos chegam às empresas, por isso, ele deve chamar a atenção do contratante nos primeiros segundos e não deve ser longo: no máximo duas páginas. Não o polua com informações desnecessárias e não minta ao elaborá-lo; caso seja contratado, você será cobrado pelo perfil que está descrito. Alguns tópicos fazem parte da estrutura ideal de um currículo: Dados pessoais: colocados no início, facilitam a identificação do candidato. Nome, endereço, telefone, estado civil, idade, filhos, são dados essenciais. Evite e-mails do tipo “gatinhasensual@provedor.com.br”; pode parecer bobagem, porém, muitos cometem esse erro. Também não é necessário colocar foto nem números dos seus documentos, a menos que a empresa solicite. Objetivo: indique somente uma área de interesse. Caso queira se candidatar a áreas diferentes, é recomendável ter mais de um currículo com objetivos distintos. Qualificações: não esqueça de que é um resumo. Destaque no máxi-

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mo quatro principais qualificações e aproveite para colocar informações positivas sobre sua carreira: habilidades, conhecimentos e experiências que seriam positivos para a função e para a empresa. Formação Acadêmica: ordene da atual para a primeira, obedecendo a seqüência: curso, Instituição de Ensino, ano de início e término. Coloque nível técnico ou ensino médio apenas quando for relacionado à formação atual ou área de interesse. O mesmo vale quando já tiver cursado mais de uma graduação. Experiências Profissionais: tudo que você mencionar será conferido no ato da entrevista. Nesse tópico, cite o nome da empresa, cargo que exercia e período que permaneceu lá. Comece pelo último emprego, e se ainda estiver trabalhando, informe a data de início e mencione “emprego atual” na frente. Também é interessante colocar as tarefas realizadas em cada empresa que passou. Idiomas: ao citar idiomas, detalhe seu nível de conhecimento: básico, intermediário ou avançado. Nesse campo também um deslize pode ser fatal: não é raro pessoas colocarem nível avançado para chamarem a atenção e no ato da entrevista serem eliminados. Experiências de intercâmbio também são muito valorizadas. Formação Complementar: inclua os treinamentos e cursos que fez, desde que tenham afinidade com a futura área de atuação. Atividades Complementares: aproveite esse espaço para valorizar atividades exercidas no meio acadêmico e social, como trabalhos voluntários, por exemplo. Vale lembrar o que não devemos por no currículo: fotos e números dos documentos pessoais (a menos que a empresa solicite); não colocar o título: “Currículo” ou “Currículo Vitae”; nome dos pais, esposa, marido ou filhos; não colocar pretensão salarial; nem data e nem assinatura. Você pode encontrar modelos de currículo bem legais na internet e também existem instituições que poderão auxiliá-lo, como o CEBRAC, escola de cursos profissionalizantes, que conta com um setor que elabora e imprime currículos gratuitamente a toda comunicade. Agora é só caprichar e fazer o seu currículo. 


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Saúde

A menopausa e seu impacto na vida da mulher Processo pelo qual toda mulher passará em sua vida, a menopausa ainda gera muitas dúvidas e é cercada de falsas informações Texto Letícia Koehler

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Imagem: Internet

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menopausa faz parte de um ciclo de mudanças na vida da mulher, mas costuma assustar quando chega, já que muitas não reconhecem seus sintomas e os indícios deste novo processo, uma vez que ela não tem uma data pré-estabelecida para o seu início e fim. Existem muitos relatos de mulheres que sofreram, outras que não sentiram nada e ainda há aquelas que estão passando por isso atualmente.

A MENOPAUSA E SEUS SINTOMAS De forma resumida, a menopausa é o período em que a mulher encerra sua fase reprodutiva, porém, não é tão simples assim. O médico Luiz Alfredo Teixeira Junior, 50, especialista com residência em Ginecologia e Obstetrícia, explica que a menopausa é o período em que cessam as menstruações por uma falência na produção dos hormônios femininos, que são produzidos no ovário. “Principalmente o estrogênio, que é o hormônio que diferencia o homem da mulher. Logo, é uma fase onde, além da ausência da menstruação, a mulher começa a sentir ondas de calor, suor noturno, ressecamento vaginal, diminuição do desejo sexual, um pouco de diminuição da memória, perda de massa óssea, oscilação de memória, alteração da distribuição da gordura corporal”, explica o médico.

“A mulher é dependente desse hormônio, o estrogênio, e quando ela deixa de fabricar acaba sendo comum o surgimento de fenômenos depressivos” O INÍCIO A menopausa se inicia com falhas na menstruação, atrasos que variam de 2 a 3 meses, junto com a diminuição do fluxo. “Os hormônios não cessam de uma vez, existe um período de um ano mais ou menos nessa transição que a mulher vive, que chamamos de climatério”, esclarece Luiz Alfredo. ALGUMAS SOFREM, OUTRAS NÃO Muitas mulheres se perguntam por que algumas sofrem com sintomas da menopausa, enquanto outras nem percebem sua passagem. Segundo o especialista, não existe uma regra que norteie uma menopausa com ou sem sintomas. “Há mulheres que são mais tranquilas, mais estáveis emocionalmente e que costumam ter uma menopausa também tranquila. Normalmente, aquelas pessoas que praticam atividade física, têm boa alimentação, pouca ingestão de gordura e cafeína, não tabagistas, não apresentam patologia e enfrentam a menopausa melhor”. O TRATAMENTO Levando em consideração o número de pacientes que o Dr. Luiz Alfredo atende em seu consultório, somente 30% buscam tratamento para o problema. Uma parte sofre com os sintomas e a outra tem diminuição importante na sexualidade, objetivando repor essa perda. Atualmente, com os avanços da medicina, a reposição hormonal existe e visa equilibrar os hormônios no corpo da mulher: “A reposição hormonal pode ser por via oral ou transdérmica. Existem outros medicamentos que melhoram os sintomas do calor, da depressão, mas são paliativos. Mulheres acima dos cinquenta anos podem aumentar o risco de ter câncer de mama e endométrio, daí a necessidade de realizar uma avaliação da paciente para descobrir se compensa ou não realizar a reposição hormonal”, finaliza. 48 Revista Energia

ALÉM DOS SINTOMAS Com a menopausa, a maioria das mulheres sofre diversos sintomas, os mais variáveis possíveis. Mas isso também difere muito de mulher para mulher. No caso de Helena Aparecida Antônio, 57, faxineira, os sintomas foram um pouco além do habitual. “Por conta da menopausa comecei a sentir muitas dores nas pernas, e assim foi até que resolvi ir ao médico, onde foi constatado que estava com osteoporose no fêmur”. A menopausa começou quando ela tinha 47 anos e teve uma grande hemorragia seguida pelo fim da sua menstruação. Com isso vieram a ansiedade, o mau humor, as ondas de calor que eram fortes. “Um calor enorme do pescoço até a cabeça; quando eu dormia me cobria e descobria o tempo todo, pois eram mudanças rápidas. Hoje em dia estou melhor comparando a como estava antes, mas ainda sinto muito calor, ele é persistente, mesmo com a medicação prescrita pelo ginecologista”. VIDA SAUDÁVEL Comer bem e praticar exercícios ao longo da vida geram grandes resultados, tanto em homens quanto em mulheres. Após uma hemorragia, Odete Lopes Mira, 65, doméstica, iniciou a menopausa e conta que nunca sofreu nenhum sintoma: “Quando estava para parar de vir a menstruação tive uma hemorragia. Foi a única vez que aconteceu algo incômodo e até hoje nunca senti mais nada”. Odete conta que morava no sítio. “Tive uma alimentação saudável e nunca fui de comer muito, comíamos tudo o que era colhido lá. E também comecei a trabalhar na lavoura com oito anos, por meio período que alternava com a escola”. FÉ NA GENÉTICA Não sentindo nenhum sintoma e interferência em sua vida, aos 48 anos Marisa Meneghello, 64, funcionária pública, iniciou o processo da menopausa. “Embora eu nunca tenha tido nenhum mal estar até hoje, acho muito importante as mulheres, no período de pré-menopausa, consultarem um ginecologista para, se necessário, iniciarem tratamento de reposição hormonal e terem uma vida normal”.


No caso de Marisa, ela acredita que seja por genética, pois sua mãe que tem 87 anos nunca teve sintoma nenhum advindo da menopausa. “Hoje faço todos os exames como Papanicolau, mamografia e exames de hormônio. No meu caso estão todos normais e acredito que isso muda de pessoa para pessoa”. GRAVIDEZ NA MENOPAUSA Regra geral, a mulher não engravida após a instalação da menopausa, uma vez que seus ovários deixam de funcionar, mas durante o climatério, que é o período de transição, é possível engravidar. Por isso é recomendado que durante esta transição, se a mulher não fez laqueadura das trompas e continua tendo contato íntimo, continue também usando métodos contraceptivos para evitar uma gravidez indesejada, se for o caso. Como alguns sintomas podem confundir, como mudanças de humor e atraso menstrual, a mulher pode demorar para descobrir que está grávida. Outro fator importante a observar é o fato de que uma gravidez tardia tem alguns riscos, como possibilidade de aparecer diabetes, eclampsia e parto prematuro. Assim, a menor desconfiança deve ser levada a sério, e uma visita ao médico é fundamental. MENOPAUSA MASCULINA? Chamada andropausa, a “menopausa masculina” é a queda da produção de hormônios masculinos nos homens. Mas o que muitos não sabem é que ela se inicia muito antes nos homens do que nas mulheres. No Brasil, enquanto as mulheres entram na menopausa por volta dos 52 anos, que é a média, os homens iniciam a andropausa bem devagar, já a partir dos 35 anos. No entanto, a queda do hormônio

masculino não acomete o homem como acontece com a mulher. Segundo pesquisas científicas, 33% dos homens acima dos 60 anos sofrerão devido à diminuição da produção do hormônio masculino testosterona. ALGUNS SINTOMAS NOS HOMENS Ademir Navarro Rodrigues, 63, motorista aposentado, conta que alguns sintomas começaram aos 55 anos. “Eu nunca tive câimbra na minha vida, porém, de alguns tempos para cá sinto muita câimbra. Há também a falta de concentração que se faz presente às vezes”. Além dos sintomas mencionados, Ademir conta também que a força que tinha antigamente não se apresenta mais. “Sempre trabalhei com serviços pesados e nem pensava na hora de pegar peso; hoje em dia penso muito antes de fazer esforço”. Nos homens, a queda hormonal pode acarretar alguns sintomas como alterações de humor, cansaço, sensação de perda de energia (como é o caso do Ademir), diminuição da libido, disfunção erétil, perda de massa óssea e muscular. QUALIDADE DE VIDA NA MENOPAUSA Como para tudo em nossa vida, hábitos saudáveis também são fundamentais para uma melhor qualidade de vida durante a menopausa. O sono também merece atenção: uma boa noite de sono é essencial durante esse processo. Atividades físicas não podem ser deixadas de lado, e atividades de fortalecimento muscular reduzem os riscos de fraturas. Além disso, é preciso também cuidar da mente. Exercícios de memória e raciocínio como palavras cruzadas ajudam a diminuir a perda de memória, tão comum nesta fase. 

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Por Evelin Sanches Mestrado em Administração Pública e Governo MBA em Gestão Estratégica de Negócios

Corridas de rua, saúde e networking Você já parou para pensar que relacionamentos também fazem parte das corridas de rua?

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or todo o país, as corridas de rua têm ganhado o glamour dos flashes e a possibilidade de fazer networking com pessoas de diversas áreas. Para quem quer manter a forma e adora a movimentação dos grandes eventos, elas se tornaram uma ótima opção. Devido ao grande papel do esporte perante a população, as empresas estão cada vez mais envolvidas em projetos esportivos. Este é o caso do Grupo Rodoserv. O Grupo contabiliza, ao todo, cinco lojas espalhadas pelo estado de São Paulo. Em Bauru, uma das lojas, Alameda Quality Center, já é considerada em toda a região como a principal realizadora de corridas de rua.

A Proposta do Alameda é fortalecer ações culturais e esportivas, e oferecer toda a estrutura de lazer para a população. Um dos projetos esportivos mais reconhecidos do Alameda é o Circuito das Estações. Realizado junto à Alvo Run Projetos Esportivos, o circuito teve início em setembro de 2016 e chega à sua reta final em setembro deste ano com a Etapa Outono. A última corrida do circuito acontecerá no dia 10 de setembro e conta com a parceria das empresas: Acqua Mix, Inova Saúde, Top Açaí Bauru, MRV, Centauro, Liverpool e Mais Produções e Eventos. Para 2018, o Grupo Rodoserv já reserva um novo circuito cheio de novidades. Mais informações sobre as corridas através do site www.alvorun. com.br 

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A RPM mostra como usar as redes sociais a favor da sua empresa egundo pesquisa da Folha de São Paulo, os usuários do Facebook e das redes sociais associadas passam, em média, 50 minutos conectados todos os dias. Além do Facebook, o Messenger, Instagram e Whatsapp fazem parte do grupo, e neste número apenas não foi computado o tempo no Whatsapp, o que aumentaria certamente a exposição a estes aplicativos. Apesar dos dados terem sido computados nos Estados Unidos, o Brasil não fica para trás quando o assunto é a audiência nas redes, aliás, nem um pouco atrás, já que é o líder global em relação ao tempo de visita a elas.

O Brasil é lider global em relação ao tempo de visita à Redes Sociais Média de Minutos por visita Brasil

21.2

Filipinas

20.1

Thailândia

17.7

Colombia

17.6

Peru

16.7

Portugal

16.2

Mexico

15.5

Uruguay

15.4

Russia

15.2

Argentina

15.2

Parece que não precisamos dizer o quanto é importante sua empresa estar presente em algumas destas redes. O Facebook, o Instagram e o Whatsapp são palco de muitos negócios diariamente. O público é muito variado, e a segmentação se dá dentro de grupos e páginas de interesse. O conhecimento e o acesso aos seus produtos e serviços podem alcançar lugares nos quais a capacidade física de sua empresa não chegaria se não fosse pela internet. Sendo assim, o primeiro passo é conhecer o seu público e saber onde ele está, quais páginas acessa e quais são seus interesses.

Apenas ter uma página no Facebook é suficiente? Sabendo que os brasileiros ficam por horas nas redes sociais, muitos empresários já têm canais de venda online que facilitam a comunicação e a distribuição de seus produtos. Enquanto uns comemoram o sucesso e o reconhecimento de seus clientes, outros ainda insistem em acreditar que não têm retorno nas redes por motivos diversos.

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Rua Tenente Lopes, 2227 - Jaú/SP

Tente pensar como está a atuação da sua empresa na internet e apresentaremos algumas estratégias que talvez não esteja utilizando atualmente.

Com qual frequência você divulga seus produtos/serviços? Ter uma página como vitrine de nada adianta de você não divulga o que sua empresa faz. A frequência é algo muito importante, pois algumas empresas lançam seus produtos e colocam apenas uma postagem na página, ficando semanas ou até meses sem trazer visitantes e novos potenciais compradores. Para determinar quantas vezes você deve postar algo diariamente, por semana ou mensalmente, é necessário conhecer seus consumidores e adequar suas campanhas para atingi-los adequadamente. Junto com a frequência, também é preciso pensar os horários de postagens. Nas horas em que o fluxo de visitas de seu público às redes sociais é maior, é quando seus anúncios devem aparecer para eles. Os restaurantes e bares já se beneficiam dessa dica há muito tempo e, no final da tarde, quando os trabalhos estão finalizando e damos aquela escapadinha para ver o Facebook, lá estão as postagens dos happy hours, jantares para o casal, etc.

Você sabe o que é Inbound Marketing? Antes de qualquer compra o consumidor busca informação. Não apenas sobre o produto, mas como utilizá-lo da melhor forma e se realmente ele é adequado aos seus interesses. Como numa paquera, existem várias fases para que o seu consumidor se convença de que o seu produto é o melhor para ele. O Inbound Marketing proporciona informação através de postagens nas redes sociais e textos em blogs, com temas de interesse dos seus consumidores, que os atraiam para sua página um número de vezes maior. O trabalho de planejar e distribuir essa informação pode ser feito por departamentos específicos e por agências especializadas como a RPM Agência Digital. Desde o planejamento de pautas, criação de textos, frequência de postagens, até a distribuição ao público final, temos as melhores soluções. Se você não tem uma equipe que coordene e controle suas ações de marketing nas redes sociais, venha conhecer as possibilidades que temos para oferecer.

(14) 98121- 0752

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RPM Agência Digital


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Clayton Lifan A nova Lifan X60 com câmbio automático foi apresentada em grande estilo pela Clayton Lifan Motors em coquetel que reuniu amigos, clientes e parceiros no dia 27 de junho, na loja em Jaú. Esbanjando conforto, espaço interno e com completo pacote de equipamentos, o carro fez o maior sucesso entre os presentes. Conheça a nova Lifan na Avenida Zezinho Magalhães, 807, Jardim Estádio - Jaú/SP. (14) 3624-4449

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1 - Daniel, Lorena, Patricia e Clayton Coutinho 2 - Dr. Washington e família 3 - Carlos Vieira, João Roberto Gasparoto e José Carlos Guaraná 4 - Equipe magnífica Clayton Lifan Jaú

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5 - Renata Pengo Quevedo, Dailton e Pedro Quevedo 6 - Silvia Caramano, Ana Carina e Emerson Calegari 7 - Axon Ortega e Jaqueline Cunha

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Mirante do Pouso No dia 30 de junho aconteceu a “Sexta da feijoada e Música sertaneja” no Restaurante Mirante do Pouso. Uma deliciosa feijoada acompanhada de arroz, farofa, couve refogada, vinagrete e pururuca fez o maior sucesso. Com a casa lotada, a noite também teve música ao vivo com Everton Henrique.

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1 - Wagner Ozelieiro, Edson Ozelireiro, Marlene Melo, Catiuche Campos, Vanessa Ozelieiro e Priscila Santana 2 - Vanessa e Richard Perez, Guilherme e Carol Zugliani 3 - Marcio Fioravante e Viviane Bispo 4 - Adriana Miranda e Hamilton de Oliveira 5 - Fábio Orlando e Gisele Mesquita 6 - Cristian e Fernanda Maldonado

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Caiçara Club De 14 a 17 de junho o Caiçara Clube realizou mais uma animada Festa Junina. Comidas típicas, brincadeiras, atrações musicais e apresentações marcaram o evento. E no dia 24 de junho foi a vez do italianíssimo Tony Angeli animar em grande estilo a Noite Italiana, que também contou com a participação da Banda Palladium. 1 - João Roberto Piccin e Sandra Maria Chiarato Piccin 2 - Paulo Henrique Nadaleto e Silene Piva Ximenez Nadaleto 3 - Paulo Macacari Diretor Social e Sandra Regina Antunes R. Macacari 4 - Maite Gasparetto Aranha, Carina Paula Quevedo G. Aranha, Maurício Tamura Aranha e Enzo Gasparetto Aranha 5 - Thatiana Alves Guimaraes Alcalde, Otavio Priori Alcalde com o Filho Vinicius Guimaraes Alcalde 6 - Vera Barbosa, Luciana de Campos Franco, Mauricio Franco, Paulinho Macacari, Sandra Regina Antunes R. Macacari, Paula Macacari, José Evaristo, Viviani Fanhani, Siomara Helena Agostinho Tavares, Gilberto Tavares. Acima: Carina Paula Quevedo G. Aranha, Maite Gasparetto Aranha (Filha), Mauricio Tamura Aranha, Tony Angeli e Paulo Giacóia.

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Fotos: Comunicação CCJ

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Bar do Português Mais um sábado de boa música e chope em dobro na casa que tem o melhor e mais premiado chope da década pela Real Academia do Chope, da Ambev. No Bar do Português é assim: tudo de melhor para você.

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1 - Karina Sachetti e Caio Carderan 2 - Mateus Aleixo e Lucas Vicentin 3 - Crislaine Toledo e Daniel Navarro Jacovenze 4 - Fabrício Dalpino, Edson Adati e Walter Pavanelli 5 - Marco Heleno e Marcelo Perez (GTA) 6 - Rafael Saviano e Tamita Sousa

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Jaú Shopping O mês de julho foi divertidíssimo com o Férias Aventura que aconteceu no Jaú Shopping. Teatrinhos com personagens na praça de alimentação (Peppa pig, Minnions, Galinha Pintadinha , Princesas, Lady bug, Masha e urso, turma do Mickey e Frozen), além de atrações diárias como pintura, mini aulas de inglês, músicas, fantoches, artesanatos. E ainda teve arvorismo e brinquedos infláveis em parceria com Fire Figther.

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1 - Lívia, Sophia e Alice 2 - Karoline e Eduarda 3 - Júlia 4 - Gabriel e Mary 5 - Gabriel e Lívia 6 - Izabelly e Thamires

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Fotos: Colégio São Lucas

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Colégio São Lucas Após um importante trabalho de pesquisa realizado pelos estudantes sobre a cultura das festas juninas, no dia 29 de junho aconteceu o “Arraiá do São Lucas, que contou com danças, comidas típicas e muita diversão. Alunos, familiares e amigos marcaram presença e aproveitaram o evento que foi o maior sucesso. 1 - Ana Clara Codatto e Bianca Maria Pigoli 2 - Arthur Tonon Ramos e Ana Vasconcellos Masiero 3 - Apresentação dos Alunos do 2º Ano. 4 - Ettory Henrique Rios Jacob e Livia da Fonseca Ferrarezi 5 - Maria Clara de Oliveira e Isabela Garcia Soffner 6 - Maria Fernanda Massambani da Silva 7 - Alunas do Jardim II 8 - Alunas do 1º Ano C

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Educação

Por Maria Ceci Toffano Educadora, Psicóloga, Diretora do Colégio NIE, MBA em Gestão Escolar e em Gestão de Pessoas, pós-graduada em Psicologia da Educação

Potencializando o seu Aprendizado Atualmente, com a nossa vida tão corrida, com tantas cobranças e exigências, precisamos utilizar o nosso tempo da melhor forma

A

s pesquisas sobre o funcionamento do cérebro têm contribuído para sabermos que estratégias podemos utilizar para potencializar os resultados em nossos estudos, trabalhos e nas avaliações. Dessa forma, teremos mais tempo para nos dedicarmos a nossa família e a outras atividades que quisermos para as quais nos falta tempo. Há algum tempo, acreditava-se que algumas pessoas eram multitarefas, ou seja, conseguiam fazer várias atividades simultaneamente e com um resultado tão bom quanto se fizessem uma tarefa de cada vez. Hoje sabe-se que o foco e a concentração em uma tarefa por vez faz com que economizemos tempo na realização das mesmas e obtenhamos os melhores resultados. Isso acontece porque quando mudamos de uma atividade para outra, o nosso cérebro gasta muito tempo até se envolver completamente no assunto novamente. Por esse motivo, se queremos realizar mais rápido e com melhores resultados, devemos executar uma tarefa de cada vez. Além disso, devemos evitar interrupções para olhar redes sociais, mensagens e ouvir música durante o estudo ou trabalho (existem aplicativos para bloquear temporariamente os sites a fim de evitar a “tentação de dar uma olhadinha” e voltar a trabalhar). Aproveitaremos muito melhor o tempo se reservamos um momento do dia para isso. Ouvir música também pode interferir na concentração; existem alguns tipos específicos de músicas e de pessoas com determinado estilo de aprendizagem que se beneficiam desse recurso, mas são exceções: isso normalmente prejudica o foco. Hoje sabemos que as pessoas se apropriam do conhecimento de formas diferentes: ouvindo uma palestra, através da leitura silenciosa, assistindo a um vídeo, grifando o mais importante, fazendo mapas conceituais e esquemas, anotando o que estão lendo ou ensinando ao outro... O fato de conhecer-se melhor fará com que se aprenda com mais facilidade. As pesquisas nos mostram que, dependendo do seu estilo de aprendizagem, terá mais facilidade para aprender com o uso de diferentes recursos. É muito útil que faça uma investigação de qual é o seu estilo de aprendizagem para saber com quais recursos aprende melhor. Inclusive, você pode realizar testes ou até mesmo pensar na forma que tem estudado, como tem se saído e experimentar diferentes recursos para verificar como aprende melhor! Vale a auto-observação e lei-

turas sobre o tema, pois isso potencializará seus resultados de aprendizagem. Outra dica importante que os estudos nos ensinam refere-se à melhor forma de realizarmos uma avaliação. Olhar rapidamente a prova e ver que sabemos vários exercícios pode fortalecer a nossa autoconfiança e nos motiva, mas devemos tentar a resolução dos mais difíceis primeiro. Da seguinte maneira: resolvemos até onde conseguimos e, se paramos de avançar nesses mais complexos, devemos deixá-los de lado rapidamente, para não perder tempo. Em seguida, voltamos a resolver alguns fáceis, para só depois retornarmos ao difícil que tentamos anteriormente. Isso se deve pelo fato de que nosso cérebro possui dois tipos de pensamento: o focado e o difuso. Quando estamos pensando sobre algo já conhecido, utilizamos o pensamento focado, que exige concentração e foco. Por outro lado, para a aprendizagem de atividades novas ou que envolvam o estabelecimento de relações com outros conteúdos, será necessária a ativação do pensamento difuso. No momento em que demos uma olhada na atividade complexa e voltamos para a fácil, o nosso pensamento difuso continua trabalhando para a resolução da atividade mais complexa. Simultaneamente ao nosso trabalho com as atividades simples. Quando voltarmos ao difícil, teremos mais elementos para resolvê-lo e mais chance de sucesso. Por esse motivo, muitos de nós já tivemos aquela situação em que acabamos de sair de uma prova e nos lembramos de como deveríamos ter feito um exercício. O pensamento difuso não teve tempo suficiente para resolvê-lo enquanto estávamos na avaliação; por isso, precisamos começar a resolução pelos mais difíceis, mas sem perder muito tempo com eles no primeiro momento. E, para terminar, um grande presente que podemos dar ao nosso cérebro é o exercício físico. Temos comprovações científicas de que ele ajuda os neurônios a sobreviverem e melhoram o nosso aprendizado. Espero que as dicas ajudem a potencializar o seu aprendizado! Para saber mais: Livro Comece Pelo Mais Difícil, de Brian Tracy. “Aprendendo a Aprender: ferramentas mentais poderosas para ajudá-lo a dominar assuntos difíceis”, que pode ser acessado neste link: https://www. coursera.org/learn/aprender 

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Inovando com Tradição

Trabalhar com clientes do ramo de gastronomia, além de gostoso, é também muito prazeroso e divertido. Dentre algumas das empresas com as quais a Moinho trabalha nessa área, nesta edição vamos falar de uma em especial: A Choperia Tradição. Conhecida em toda a região de Bocaina e Jaú por sua famosa porção de batata, queijo e bacon, a Choperia Tradição é referência por esse prato e também por inúmeras outras delícias. Moinho e Tradição são parceiros desde 2013 e de lá para cá muitos trabalhos, ações de marketing e campanhas promocionais foram desenvolvidos. Um trabalho bem interessante foi a reformulação completa do logotipo da Tradição. Antes, uma tipologia básica e de cor preta não era condizente com a importância da choperia. Depois de muitas pesquisas e algumas porções de batata, queijo e bacon, fizemos uma nova marca, com cores, traços e tipologia que remetem às mais tradicionais choperias paulistanas. Outra coisa bem legal que desenvolvemos foi a linha "Sabores de Inverno". A ideia foi desenvolver produtos exclusivos como lanches, batatas gourmet e deliciosos caldos que ficam no cardápio de junho até setembro. O objetivo, além de conquistar ainda mais consumidores e firmar a marca Tradição, é também gerar mais receita para a empresa, já que nessa época do ano as vendas diminuem consideravelmente. Gostou do nosso trabalho? Entre em contato e descubra quantas coisas legais podemos fazer para sua empresa São excelentes profissionais, amigos, pessoal jovem que está aí com todo gás, antenados no mercado e no ramo de alimentação. Eles escolhem o que é melhor e passam para você. Isso é legal. Eles não querem simplesmente fazer o marketing e deixar lá, eles querem ver a coisa funcionar, bombar mesmo. Eu chego, dou uma ideia para eles e o que acontece com essa ideia? Essa ideia é uma sementinha e vai crescer e dar frutos, muitos frutos mesmo. Devo muito a eles sobre o sucesso do Tradição, porque é um conjunto. Tem que ter comida boa, ambiente gostoso e uma boa propaganda, porque sem uma boa propaganda não funciona. Então, acho que foram as pessoas certas que apareceram para mim, para o Tradição, para a gente inovar, porque esse mercado exige coisas diferentes. Já estamos há quatro anos e meio trabalhando juntos e desejo que eles conquistem mais. Parabéns para o Allan, André e para as meninas (Gabriele e Jenifer), que também são ótimas profissionais. Porque é a equipe que faz a coisa funcionar.

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Clínica Odontológica

Claudia Ianeli Baroni Ragazzi

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laborada nos mínimos detalhes para oferecer o melhor tratamento odontológico aliado ao máximo conforto para seus pacientes, o novo espaço da Clínica Odontológica Claudia Ianeli Baroni Ragazzi possui ambientes projetados especialmente para cada função. Da recepção excepcionalmente confortável às salas de procedimentos, passando pela logística de esterilização de instrumentos, tudo foi pensado para realizar todos os tipos de tratamento com qualidade total. Reconhecida pela ética, seriedade e competência, a responsável pela clínica, Dra Claudia Ianeli Baroni Ragazzi, é especialista em Ortodontia e Dentística Restauradora, e todos os profissionais da equipe possuem excelência em suas áreas de atuação, como o Dr Celso Aparecido Catalan, especialista em Implantodontia e Reabilitação Oral; e a Dra Eliana Rodrigues Rosselli, especialista em Odontopediatria. Oferecer ao paciente tratamento humanizado e o melhor em todas as especialidades da odontologia é a missão da Clínica Odontológica Claudia Ianeli Baroni Ragazzi. Agende uma avaliação.

Claudia Ianeli Baroni Ragazzi

odontologia

CRO . SP 52 . 443

Rua Capitão José Ribeiro, 112 - Fone: (14) 3622.7068 Revista Energia 63


Look de artista


Fotos: Daniel Jorjin Modelo: Sara Tervedo Looks: Vestylle Megastore Produção: Jorgin Cabelo e Estética Local: Campo de Girassóis - Bariri/SP Revista Energia 65


Tel: 14 3622 8364 Av. Frederico 66 Revista EnergiaOzanan 770 - JaĂş/SP


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Sociedade

Como anda o seu tempo? Entenda porque o tempo que passa rรกpido demais para uns, nรฃo passa para outros Por Bรกrbara Milani

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Imagem: Internet

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m 1905 Albert Einstein criou a Teoria da Relatividade e a dividiu em duas subteorias: a relatividade restrita ou especial, e a relatividade geral. De acordo com o físico alemão, essa teoria define uma relação entre o espaço e o tempo, assim, Einstein alega que o tempo para mim não é o mesmo para você. Todos esses aspectos variam conforme a velocidade, gravidade e espaço. O princípio da Teoria da Relatividade Restrita afirma que a velocidade da luz é constantemente igual para todo o Universo, porém, a Teoria da Relatividade Geral defende e afirma que a gravidade é a distorção que uma massa provoca no espaço. Parece complicado, não é? Mas dá para entender um pouco essa relação nossa com o tempo.

EXPLICAÇÃO O Paradoxo dos Gêmeos explica a Teoria da Relatividade. Imagine que você, leitor, tem exatamente a seguinte descrição de dois irmãos gêmeos na Terra: um é colocado em uma aeronave em direção a um local longe na galáxia e viajando na velocidade da luz, enquanto o outro permanece no nosso planeta. Quando voltar à Terra, o irmão viajante estará anos mais jovem do que o outro. Como assim? Enquanto o corpo permanece em inércia, o tempo passa mais rápido, mas o mesmo diminui proporcionalmente a velocidade quando algum objeto se move. Se a velocidade da luz (cogitada em aproximadamente 1,07 bilhão de quilômetros) é atingida, o tempo simplesmente fica paralisado.

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FÍSICA E TEMPO Meramente um conceito, o tempo na física foi criado pelo homem para estabelecer um fenômeno que evolui no espaço. Segundo o físico do Instituto de Física de São Carlos, Francisco Eduardo Gontijo Guimarães, 56, o tempo pode ser maior ou menor se a velocidade ou rapidez com que fazemos o percurso é maior ou menor, respectivamente. “Hoje, utilizamos outros relógios mais precisos para definir o segundo, pois a rotação da Terra é influenciada pelas marés, lua, etc”, afirma. De acordo com Francisco, o tempo de um relógio passa de forma idêntica para todos os seres humanos, mas uma questão de percepção mostra porque o tempo para uns não é o mesmo para outros. “Às vezes, uma hora passa mais rápido ou mais devagar, dependendo de como estamos ligados ou não ao aspecto da passagem do tempo. Esse aspecto psicológico não tem nada a ver com o tempo medido no relógio”. ESPAÇO E TEMPO Segundo o físico Francisco, não é necessário uma teoria quântica para descrever a relação de espaço e tempo. A escala de tempo é padronizada pelo segundo e aplicada no mundo cotidiano descrito pela física newtoniana e no mundo atômico. No entanto, se as massas possuírem velocidades próximas à luz é preciso corrigir, porque as escalas de tempo sofrem mudanças e o segundo pode ser alterado e destinado a passar mais devagar. “Por isso dizemos que o tempo não é absoluto e sim, relativo. Aqui também não se trata de um aspecto psicológico. No dia a dia, no entanto, é corriqueira a ideia de que o tempo é algo universal”, explica. O físico afirma ainda que a ligação entre espaço e tempo se deve ao fato de que a massa de um objeto impõe uma dificuldade ao movimento, ou seja, tem uma inércia para se movimentar. Quanto maior a inércia ou a massa do objeto, mais energia é necessária para movimentá-lo. “A natureza é assim e, por enquanto, não conhecemos outra forma que altere essa situação. Dizem que buracos negros alteram fortemente a relação massa, tempo e espaço. Então, quem sabe um dia possamos fazer viagens instantâneas utilizando esses buracos”, finaliza. QUALIDADE DE VIDA EM ANOS A sensação de que o tempo está passando rápido demais é real. Várias hipóteses para o acontecimento desse fenômeno são apontados e um deles são milhares de informações que estão sendo transmitidas e trocadas entre diversos veículos de comunicação enquanto você lê essa matéria. Aos 12 anos de idade, parece uma eternidade até chegarmos aos tão esperados 18 anos. No entanto, quando alguém está com 60 anos, a sensação de que o tempo está realmente voando fica mais nítida. O dia continua com 24 horas, uma hora valendo 60 minutos e cada minuto com 60 segundos. Mas essa sensação generalizada do tempo estar passando depressa faz com que nossos compromissos não sejam efetuados. Falta-nos tempo! 70 Revista Energia

RELAÇÃO COM A FILOSOFIA Ao longo dos milênios, a Filosofia aborda a questão do tempo de variadas formas. Segundo o especialista em filosofia clínica Wagner Luis Lopez Pedroso, 55, os filósofos gregos antigos observavam o tempo como movimentação seguida dos cosmos. “O tempo é a esteira rolando no qual a história transcorre seguindo ao seu destino”, afirma. Segundo a Filosofia Contemporânea, o tempo está ligado à subjetividade e é um fenômeno que passa pelo sujeito. É por isso que o tempo que passa para mim não é o mesmo que passa para você, leitor. “O tempo cronológico se acomoda nos relógios, mas não se acomoda em várias pessoas. A relação entre filosofia e tempo será sempre de reflexão e desalojamento do senso comum”, explica Wagner.

A DIFERENÇA DO TEMPO Atualmente, as informações circulam com mais velocidade do que há 10 anos. Já não vivemos mais em uma Era da Indústria, mesmo que elementos como sinetas, apitos e relógios-ponto continuem em certos lugares de trabalho. No entanto, a internet proporcionou uma mudança corporativa: o espaço do trabalho foi aumentado. De acordo com o filósofo, é por isso que a noção de tempo para uma parcela de pessoas se movimenta mais rápido. “Não é o tempo, mas a gama das coisas que temos que realizar e em vários cenários diferentes: casa, família, filhos, amigos, trabalho e lazer”, afirma. Relacionado às circunstâncias pessoais e culturais, o tempo pode ganhar diversas configurações como emoções, lembranças pessoais, de lugares, odores, cores e perfumes para pessoas que vivem mais no tempo cronológico. Muitas vezes, as pessoas também vivem de memórias boas de um tempo passado, e aí o tempo volta à memória com cores muito vivas. “O tempo para os outros é projeção para o futuro, de algo que habita no desejo, que impulsiona o corpo da força dos projetos. Assim, o tempo e sua construção é projetar-se para além do presente”, finaliza Wagner. FICA A DICA O filósofo Wagner orienta que o tempo é auxiliador diante da atual juventude, para que o senso crítico seja aprimorado. “Enquanto há vida, há movimento. Enquanto há movimento, há história. Na história existe o tempo para se refazer e fazer novas coisas que dignifiquem a nossa presença neste tempo tão curto chamado VIDA”, finaliza. DOENÇA DA PRESSA Com sensações de que nunca é possível resolver algum problema, psiquiatras já discutiram sobre a “doença da pressa”. De acordo com a psicóloga Jéssica Fernanda Ricci, 28, o distúrbio não


rúrgico, também trabalho no centro obstétrico e sala de recuperação pós-anestésica”. No seu último ano de residência, Christiano tem 12 horas de descanso se não está escalado como plantonista, mas se é escalado, consegue descansar 2 horas antes do plantão noturno e na manhã do dia seguinte.

é reconhecido e nem classificado na psiquiatria, porém, é conhecido e estudado desde 1980. A psicóloga afirma que os primeiros estudos detectaram alterações na autoestima e na confiança de alguém que possui tal doença. “Normalmente, eles realizam uma quantidade de tarefas fantasiosas que são quase impossíveis. Dessa forma, os sentimentos de frustração, auto cobrança e incapacidade acarretam outros problemas mais graves como ansiedade, depressão, estresse e fobias”, enfatiza. TRATAMENTOS Quem sofre da “doença da pressa” deve mudar a rotina. Ainda não existe um tratamento específico a não ser se o distúrbio estiver li gado à ansiedade ou a altos níveis de estresse. “Uma solução é identificar os objetivos de vida e criar estratégias para conciliar os âmbitos profissionais e pessoais”, explica a psicóloga. Segundo Jéssica, outro ponto eficaz para combater a “doença da pressa” é procurar um profissional quando sentimentos de urgência interferirem nas relações sociais e de saúde. A psicóloga explica que as pessoas podem viver de maneira mais tranquila, basta incluir hábitos saudáveis, cuidar do corpo, alimentar-se equilibradamente, fazer exercícios físicos e atividades de lazer na rotina diária. Para atingir um estado completo de bem-estar físico, mental e social, a pessoa deve ser capaz de identificar e realizar seus sonhos, satisfazer as necessidades e modificar ou adaptar-se ao meio em que vive. “Precisamos buscar também pelo equilíbrio em nossas vidas. Ele é o responsável pela paz e tranquilidade, e esse fator é algo natural que vem do interior de cada um de nós”, acentua. CORRERIA NATURAL Médico residente em anestesiologia, clínico geral e plantonista do Pronto-Socorro e UTI da Santa Casa de Jaú, Christiano Montenegro Fonseca, 39, quase não tem tempo para descansar e realizar seus compromissos fora do hospital. Fisioterapeuta há 15 anos e médico há 5, ele explica como se adapta a essa rápida passagem do tempo: “como a tecnologia permite, realizo tudo que posso via internet e celular. Todos os dias, no horário comercial, estou trabalhando”. Acordando todos os dias às 6h40, Christiano chega ao centro cirúrgico e realiza em média de 7 a 9 procedimentos anestésicos durante o dia, que só se encerra após 7 horas e 20 minutos de muito trabalho. “Além de procedimentos realizados no centro ci-

SEM TEMPO Com a sensação de que o tempo está passando muito rápido, o médico explica que praticava mais de três atividades antes de começar a residência médica. “Fazia natação, musculação, aula de inglês e lazer variado. Agora, o máximo que consigo é ir à academia quatro dias por semana. No entanto, sempre acabo separando um final de semana para viagens e visitar a família”, afirma. Christiano nasceu em João Pessoa, PB, onde se formou em medicina. Ele mora em Jaú há quase três anos e chegou na nossa terra após ser aprovado na prova do concurso público realizado pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo para cumprir três anos de residência médica em anestesiologia. “Se preciso realizar algo durante o dia, programo a folga pós-plantão para fazer”, destaca. Questionado se algo fica para trás, Christiano conta que quase tudo fica, menos os estudos. “Dou prioridade a eles e a assuntos inerentes à minha residência, que está no último ano”. A SAUDADE FICA Na infância, o chaveiro Sirio Bienzobás Junior, 64, brincava de pega-pega, malha, mano a mula e carambola. Provavelmente, nos dias de hoje os jovens não saibam o que são essas brincadeiras. “Os jovens só sabem mexer com as teclas dos celulares”, desabafa. Sirinho, como é mais conhecido, vê a população jovem mais dispersa da família, e destaca a falta de diálogo. “Você entra em uma residência e ninguém fala com você. Isso não tinha! Nós conhecíamos até a 4ª geração da família, era muito gostoso”. Com pouco tempo, o chaveiro deixou de jogar futebol no ano passado, mas uma paixão continua: o motociclismo. “Até minha esposa fala: você quer estar em todos os lugares, mas é porque o tempo passa muito rápido e quero aproveitar o máximo possível”, relata. Mesmo com a rápida passagem do tempo, Sirinho não deixa de visitar os amigos. “Independente se você está doente ou não, se faleceu alguém... Eu não deixo de ir. Não importa a idade, eu deixo de fazer alguma coisa e vou visitar, porque acho fundamental para mim”. SEM MEDIR ESFORÇOS Por causa da profissão como chaveiro, muitos compromissos pessoais acabam sendo deixados de lado. “Sempre procuro resolver todos os problemas no dia, porque não gosto de deixar nada para trás e se toca o telefone eu vou fazer o meu trabalho, porque amo aquilo que faço e é um prazer trabalhar e servir o próximo”, conta. APROVEITE BEM O SEU TEMPO Mesmo sem tempo, tente parar para pensar nas suas atitudes. Aproveite e valorize as pessoas que estão ao seu redor. No futuro, você sentirá falta da sua família e dos seus amigos. “Deixe um pouco a tecla desses celulares e outros objetos da tecnologia avançada, deixe meia horinha... Isso fará bem e lá na frente você só vai somar”, aconselha Sirinho. 

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Medicina

Por Dra Bruna Pultrini Aquilante Pediatra, Alergista e Imunologista, formada pela Universidade de São Paulo (FMUSP) Título de Especialista em Pediatria pela SBP / Título de Especialista em Alergia e Imunologia pela ASBAI

É intolerância à lactose ou alergia à proteína do leite de vaca? É importante conhecer as diferenças para buscar o tratamento adequado

Q

ualquer reação indesejável ocorrida após a ingestão de um alimento é chamada de reação adversa. São causadas por toxicidade do alimento, distúrbios metabólicos do organismo ou alergia, e podem se diferenciar através dos sintomas apresentados e exames complementares. A intolerância à lactose e a alergia à proteína do leite de vaca são reações adversas alimentares causadas por mecanismos distintos. A confusão entre os diagnósticos é bastante comum, porque as duas situações envolvem um mesmo culpado: o leite de vaca. A intolerância à lactose é uma desordem metabólica causada pela dificuldade do organismo em digerir o açúcar do leite, a lactose. Os sintomas podem aparecer em qualquer fase da vida, de modo transitório ou persistente, principalmente em adultos e idosos, por diminuição na produção da enzima lactase, que digere o açúcar do leite. Após ingestão de leite puro ou derivados em maior quantidade ocorrem cólicas, distensão abdominal, flatulência e diarreia. O diagnóstico é comprovado por exames específicos. O tratamento é simples, baseado na escolha de leites com baixo teor de lactose ou na reposição da enzima lactase, buscando evitar quantidades excessivas de leite não toleradas pelo organismo. Já a alergia à proteína do leite de vaca ocorre por uma reação imunológica do organismo contra as proteínas presentes no leite. Os sintomas geralmente se iniciam no primeiro ano de vida, após o primeiro contato, com resolução completa até os 5 anos de idade. Os quadros alérgicos se diferenciam muito quanto à apresentação dos sintomas, gravidade, diagnóstico e tratamento. Casos mais le-

ves envolvem apenas sintomas gastrointestinais como diarreia persistente, vômitos, perda de peso e presença de sangue nas fezes, que aparecem dias após ingestão de leite com ou sem lactose. O diagnóstico é feito pela substituição do leite por fórmulas especiais, com melhora completa dos sintomas. Não há exames para comprovação. São recomendadas fórmulas para alérgicos até a cura espontânea, que em geral ocorre até 2 anos de idade. Alguns quadros podem ser mais graves porque rapidamente após a ingestão de pequenas quantidades de leite ou derivados industrializados aparecem manchas vermelhas no corpo, coceira, inchaço no rosto, tosse e falta de ar, com risco de anafilaxia. Indivíduos com outras alergias, especialmente dermatite atópica, têm maior chance de desenvolver a doença. Nestes casos, o diagnóstico e a persistência da alergia são avaliados através de exames. O tratamento envolve restrição do alimento e substituição por fórmulas para alérgicos, treinamento de leitura de rótulos e plano de ação em caso de ingestão acidental. Leite de cabra ou outros mamíferos não estão indicados como substitutos, porque as proteínas são semelhantes e podem causar as mesmas reações. Para os casos mais graves, que persistem após os 5 anos de idade, existe tratamento de indução de tolerância chamado dessensibilização ao leite, realizado por alergistas e com bons resultados. Saber diferenciar a intolerância à lactose da alergia à proteína do leite de vaca contribui muito para compreensão dos verdadeiros riscos e evita restrições desnecessárias. O acompanhamento com o especialista é fundamental para definição diagnóstica e planejamento do tratamento ideal. 

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Agosto é mês de OUTLET na Z Pijamaria! Ótima oportunidade para clientes aproveitarem descontos imperdíveis na liquidação anual. E se você ainda não conhece a loja, venha conferir a grande variedade de produtos. Muitas peças de inverno, verão, meias e acessórios estarão disponíveis com até 50% de desconto. Aproveite, pois as peças são selecionadas e as ofertas ficarão disponíveis enquanto houver estoque.

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Profissões

Publicidade e Propaganda

Criar campanhas e peças publicitárias para produtos ou serviços, promover sua venda ou garantir a boa imagem da marca junto ao público é a principal função deste profissional Texto Heloiza Helena C Zanzotti

C

ada vez mais valorizado no mercado, o publicitário é o profissional especializado em propaganda, ambiente promocional, planejamento de comunicação, criação, marketing, varejo e internet. Entre suas habilidades estão a criatividade, a comunicação, o senso crítico, conhecimento de mercado e planejamento, entre outras.

O curso

Com duração média de 4 anos, o aluno terá no currículo disciplinas como fotografia, redação publicitária, computação gráfica, técnicas de criação e matérias nas áreas de administração e economia. Além destas, algumas áreas específicas complementam a formação como política, comercial e institucional. As escolas costumam exigir um trabalho de conclusão do curso e algumas instituições oferecem ênfase em marketing e mídias sociais.

O que você pode fazer

Administrar ações de publicidade e promover vendas de um produto; levantar dados que orientem campanhas de divulgação de um produto ou empresa; produzir campanhas publicitárias com base em pesquisas de mercado consumidor; desenvolver produtos ou serviços

estabelecendo estratégias de preço, distribuição e venda; escolher os melhores veículos de comunicação para difundir uma campanha e negociar os espaços para anúncios; pesquisar as necessidades, perfil e hábitos dos consumidores; produzir jingles, comerciais e anúncios em rádios, TVs, jornais, revistas, outdoors e websites; elaborar estratégias de vendas; desenvolver a arte de embalagens e logotipos; criar textos e imagens adequados ao produto ou serviço; entre outros.

Mercado de trabalho

Embora o mercado para este profissional seja amplo, é também bastante concorrido, e as agências e empresas costumam dar preferência a profissionais com curso superior. Atualmente, as redes sociais são ferramenta eficaz para a divulgação de produtos ou serviços, assim, conhecimento e especialização na área geram mais oportunidades. As maiores agências estão em São Paulo, onde os salários são melhores, mas a concorrência também é maior.

Os melhores cursos

Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), São Paulo/ SP; Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Recife/PE; Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre/RS. 

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vida

Boa

Por João Baptista Andrade Diretor da Mentor Marketing e AMA Brasil

Comida e Obesidade Por questões de ofício (trabalhar para empresa multinacional) eu viajei muito por vários anos. Especialmente para os EUA e o oeste europeu

V

iajar, mesmo que a trabalho, é algo que abre a cabeça da gente; observar outras culturas; obter novas referências (gustativas, visuais, olfativas e estéticas) e, mais que tudo, recuperar a nossa capacidade de pasmar-se diante do novo ou inusitado. Algumas leis e costumes são particularmente esquisitos. Você não pode dizer ao barman que está altinho, senão ele é obrigado a parar de vender bebida para você (New York). Tampouco pode sair da faixa de areia da praia se estiver sem camisa (Itália). Recordome das pessoas chegando completamente vestidas em praias do Caribe e, cheias de recato, se embrulharem em toalhas de banho e cangas para tirarem as roupas e ficarem nuas na areia. Para ir embora elas também se embrulham para vestir as roupas. Numa dessas muitas idas e vindas aos EUA, passei uma temporada em Seattle. Só para recordar a geografia básica, o estado de Washington fica na costa oeste, bem ao norte do país. Faz esquina (desculpem o trocadilho infame, mas eu não pude resistir) com o Alaska, mas fica separado dos demais estados por causa do Canadá. Como todo viajante, o meu olhar para as coisas é meio ingênuo, pois tento compreender a realidade evitando, na medida das minhas poucas capacidades intelectuais, fazer juízos de valor. Mas voltemos à Seattle. Os norte-americanos comem quase o tempo todo em quase todos os lugares imagináveis. Para eles, comer não parece ser um ritual complexo, mas sim uma função biológica. Acontece que morar num lugar de clima temperado, quase frio, aumenta a nossa ingesta diária. Pior, se a oferta de alimentos for ampla e variada, como sói acontecer nos países chamados desenvolvidos, as pessoas tendem a engordar. E para a tristeza do erário hoje comandado pelo senhor Trump, um terço da população sofre de obesidade, a um custo anual com saúde na casa dos 147 bilhões de dólares americanos, ou aproximadamente 403 milhões de dólares por dia!

Eu não quero falar dos transtornos (físicos e emocionais) decorrentes do excesso de peso. Posso imaginar o quanto sofrem as pessoas que precisam de assentos especiais nos transportes públicos porque não cabem nos assentos convencionais; ou aquelas que precisam de carrinhos elétricos, muletas ou bengalas para poder se deslocar com segurança. É muito triste ver gente padecendo desse jeito. Mas o hábito de comer mal é extremamente difundido pelo globo terrestre. Especialmente para quem come comida industrializada (ultra processada). Lá na minha Monte Alto de criança não haviam muitas pessoas com sobrepeso. Não, não era uma sociedade miserável ou famélica. Era uma coisa “normal” alimentar-se bem. Tinha o café da manhã (frutas, pão, bolos, biscoitos, sucos, leite, queijos, manteigas, etc.), o almoço (arroz, feijão, algum tipo de carne, saladas e legumes), o lanche da tarde (um outro café da manhã, só que mais simplesinho), o jantar (sopas, saladas ou um lanche leve) e toca a repetir tudo outra vez no dia seguinte. Com receitas diferentes para aquilo que podia ser modificado sem muito esforço. Mas temos um detalhe fundamental: De onde vinha essa cornucópia de comilanças? Da cozinha. Mas hoje em dia é tudo moderno e diferente. Todo mundo correndo para os mais diferentes lados, lutando para pagar as contas e sustentar esse (des)governo que tanto nos aflige. Cozinhar? Nem pensar. E assim os resultados já se fazem sentir. Segundo o Vigitel (Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), 20% das mulheres e 18% dos homens já são obesos doentios aqui mesmo, no Patropi. Preparem os bolsos porque esta conta vai estourar no sistema de saúde (o tal do SUS). Ou então, comam comida de verdade, por favor.  Até a próxima. Revista Energia 83


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Legislação

O Autismo enquanto desafio nacional Texto Ricardo Izar, colaboração de Luís Filipe Nazar e de Frank Alarcón

É

ponto pacífico que uma das grandes transformações na vida de qualquer pessoa é a experiência de tornar-se pai ou mãe. Vivenciar as benesses e agruras que surgem da experiência de conduzir alguém por este complexo mundo é uma tarefa que aprendemos apenas na prática diária da maternidade e da paternidade. Como já é sabido, não há manual conhecido que ensine e resolva o grande desafio que é educar uma criança. Tudo torna-se ainda mais complicado quando alguns pais verificam em seus filhos condições que comprometem o bem-estar e a vida em sociedade. Este é o caso dos chamados Transtornos do Espectro Autista (TEA), sendo o Autismo o mais conhecido. O Autismo é uma condição que compromete as habilidades de comunicação e interação social de uma criança como decorrência de um mau desenvolvimento de seu cérebro. Quando mal detectado e diagnosticado tardiamente – o que não é incomum - passa a comprometer de forma intensa sua vida durante a infância até a vida adulta. Além de comprometer a criança propriamente dita, envolve toda a família em um processo de cuidado terapêutico intenso. Muitos pais deixam inclusive de trabalhar para cuidar integralmente de seus filhos autistas. Tudo isso consegue ser ainda mais grave quando as crianças acometidas pertencem a famílias de baixa renda. O Autismo é ainda um mistério científico. Apesar de compreendermos mais sobre essa condição genética, sabemos pouco para determinar uma terapêutica eficiente para o transtorno. Hoje, sabemos que o Autismo está diretamente ligado à má formação ou comunicação entre células nervosas (os neurônios) da criança afetada. Por alguma razão, a comunicação dessas células torna-se comprometida, provocando respostas como deficiência intelectual suave ou severa, déficit de atenção e de coordenação motora, comportamento repetitivo, problemas de saúde física como sono e distúrbios gastrointestinais, hiperatividade, comprometimento da leitura pela dificuldade no reconhecimento da correspondência entre os símbolos gráficos e fonemas, problemas de orientação espacial, hipersensibilidade a alguns estímulos do ambiente, entre outros sintomas. Na adolescência, autistas podem eventualmente desenvolver ansiedade e depressão. A prática tem mostrado que cada caso de autismo é ímpar em sua essência, não necessariamente reunindo o quadro completo de sintomas destacados. Cada caso é um caso. O Autismo mostra-se em alarmante crescimento no mundo todo no tocante ao número de crianças diagnosticadas. Ainda não sabemos se isso ocorre porque os diagnósticos têm melhorado, se os pais têm estado mais atentos a determinados aspectos do desenvolvimento dos filhos ou se há algum fator ambiental que influencie na maior prevalência dessa

DEPUTADO FEDERAL RICARDO IZAR Economista, coordenador para o Sudeste da Frente Parlamentar em Defesa do Consumidor de Energia Elétrica e membro da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Federal, Presidente da Frente Parlamentar de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Animais, Membro do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados

patologia. Segundo uma entidade científica norte-americana, estima-se que uma em sessenta e oito crianças seja acometida por essa condição. O impacto econômico dentro do cenário estadunidense equivale hoje ao custo do Diabetes: em 2015, foi algo em torno de 268 bilhões de dólares. A Organização Mundial de Saúde estima que 1% da população global seja afetada por essa condição. O Brasil, com 200 milhões de habitantes teria, portanto, 2 milhões de indivíduos afetados por esse transtorno. Muito do que se sabe hoje sobre o autismo é resultado do intenso trabalho de cientistas que atuam fora do Brasil. Com base em alguns desses estudos, já se acredita que o autismo encontrado em um país plural e miscigenado como o nosso possa ser significativamente diferente do autismo investigado na Europa e nos EUA. Frente a esse cenário, parece imprescindível incentivar a pesquisa sobre o Autismo no país, visando entender quais características genéticas do autismo encontrado aqui o diferenciam do diagnosticado no resto do mundo. Uma importante iniciativa no estado de São Paulo tem contribuído para expandir nosso conhecimento acerca dessa doença: o projeto Fada do Dente (http:// projetoafadadodente.org.br/), que visa estudar e compreender os mecanismos biológicos existentes por trás do autismo infantil. Seu objetivo é contribuir na detecção, compreensão e tratamento desse distúrbio, e tudo isso é feito com a coleta e análise dos dentes de leite de crianças brasileiras, que naturalmente são perdidos durante a infância. O site do projeto vale uma visita. Na condição de Deputado Federal e tendo como uma de minhas pautas a proteção e cuidado dos vulneráveis (crianças, idosos, animais não humanos, portadores de deficiências físicas ou cognitivas), vejo iniciativas dessa natureza como etapas fundamentais em nossa trajetória dentro do progresso civilizatório. Mesmo diante de todas as complicações enfrentadas pelo Estado em termos orçamentários, políticos ou sociais, pesquisas dessa natureza merecem todo o suporte e incentivo possível dos agentes públicos que buscam um país mais inclusivo e atencioso com seus cidadãos. Os vulneráveis, afinal de contas, não podem reivindicar muito. Mas nós podemos. E é isso que busco incessantemente em meu mandato.  Revista Energia 85


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Nesta edição da RE, além das empresas que fazem a diferença no mercado, confira matérias bacanas sobre saúde, comportamento e esporte. Tudo...

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