Page 1

Jaú - Ano 7 | Edição 69 | Dezembro 2016 Distribuição gratuita | Venda proibida

Restaurante

Polaco Tradição com muito prazer

FÉRIAS

Merecidas e indispensáveis

BOB DYLAN

O polêmico Nobel de Literatura

PERFIL

Walter Leandro Capeloza Artune


Editorial Ano 7 – Edição 69 – Jaú, Dezembro de 2016 Tiragem: 10.000 exemplares Revista Energia é uma publicação da Rádio Energia FM

faça acontecer

Diretora e Jornalista responsável Maria Eugênia Marangoni mariaeugenia@radioenergiafm.com.br MTb. 71286

Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, pois o triunfo pertence a quem se atreve. (Charles Chaplin)

Diretor artístico: Márcio Rogério rogerio@radioenergiafm.com.br Edição e Revisão de textos: Heloiza Helena C. Zanzotti revisao@revistaenergiafm.com.br Criação de anúncios: Moinho Propaganda atendimento@moinhopropaganda.com.br

M

ais um ano chega ao fim e 2017 vem aí, novinho em folha, pronto para que cada um escreva a sua história. E a boa notícia é que este ano pode ser incrivelmente maravilhoso, é isso só depende de você.

Fotografia: Daniel Jorjin Diagramação Moinho Propaganda (14) 3416.7290

Desde as escolhas mais simples até as mais complexas, a verdade é que todas as decisões que tomamos estão, de alguma forma, ligadas à nossa felicidade.

Projeto gráfico: Revista Energia

Colunistas Alexandre Garcia Ariel Pacífico Claudio Veneziano de Freitas Edson Copi Evelin Sanches João Baptista Andrade Lilian Pellizzon Ribeiro Nathalia Savian Pessoto Nelson Morelli Paulo Celso Valentim Paulo Sérgio de A. Gonçalves Professor Marins Ricardo Izar Junior Tadeu Ravazi Piovesana Comercial Carlos Alberto de Souza Geraldo Pessutti Sérgio Bianchi Silvio Monari Impressão: GrafiLar Distribuição: Pachelli Distribuidora Revista Energia Rua Quintino Bocaiúva, 330 | 2º andar CEP: 17201-470 | Jaú - Fone: (14) 3624-1171 www.energianaweb.com.br Elogios, críticas e sugestões leitor@revistaenergiafm.com.br

Foto: Cláudio Bragga

Social Club social@revistaenergiafm.com.br Colaboraram nesta Edição Heraldo Bello da Silva Júnior Letícia Koehler

Em 2017,

Comece este ano acreditando que você merece o melhor, e esteja pronto para colorir a sua vida com as cores da saúde, do sucesso e da paz, lembrando que só você é capaz de fazer as escolhas necessárias. E embora você nunca tenha a certeza de que o caminho escolhido é o melhor, é preciso ter coragem de tomar as próprias decisões e seguir em frente, afinal, nada é definitivo, e você sempre poderá começar de novo. Para a última edição de 2016, a RE ousou e trouxe duas irmãs para nosso Gente Fina, Antonieta e Luiza, que retratam uma vida de coragem e de luta, sem nunca terem perdido a simplicidade e a humanidade. Walter Artune volta às páginas do Perfil três anos após sua contratação pelo Timão, e fala sobre o crescimento profissional e o futuro. Saiba, ainda, por qual motivo as férias são fundamentais para nosso equilíbrio, e como esta pausa na atividade profissional faz a diferença na saúde das pessoas. Em nossa editorial Natal ouvimos nossos leitores, e as lembranças que eles guardam desta data tão significativa. E ainda tem Bob Dylan, eleito este ano prêmio Nobel de Literatura, em uma análise sobre sua vida e obra. Aproveito a oportunidade para agradecer, em nome da equipe Energia, a presença de Jaú e de toda a região em nossa festa de 25 anos, que a cada ano supera as expectativas. Obrigada. E antes que você inicie a leitura desta edição, deixo aqui meus melhores votos de Feliz Natal, e que em 2017 você realmente faça acontecer as melhores coisas na sua vida! Luz e paz!

Quero anunciar comercial@revistaenergiafm.com.br A Revista Energia não tem responsabilidade editorial pelos conceitos emitidos nos artigos assinados, anúncios e informes publicitários.

Maria Eugênia


NESTA EDIÇÃO 20 Natal 38 Reflexão

16

Gente Fina

76 Cultura

SEMPRE AQUI 08 Perfil 12 Radar 13 Saúde Bucal 14 Pense Nisso 16 Gente Fina 24 Consultoria 26 Adote um Pet 28 Capa 33 Conheça Jaú 36 Medicina

76 Bob Dylan

42 Direção Segura 44 Garota Energia 46 Profissões

ÍNDICE

54

Look de Artista

48 Comportamento 50 Contabilidade 51 O Japão Sobre a Mesa 52 Terapia 54 Look de Artista 58 Recursos Humanos

Nossa Capa: Restaurante Polaco Modelos: Família Manzatto

60 Segurança

Jaú - Ano 7 | Edição 69 | Dezembro 2016 Distribuição gratuita | Venda proibida

62 Varal 64 Vitrine Presentes 65 Social Club 82 Legislação 84 Vida Saudável 86 Boa Vida

Restaurante

Polaco Tradição com muito prazer

FÉRIAS

Merecidas e indispensáveis

BOB DYLAN

O polêmico Nobel de Literatura

PERFIL

Walter Leandro Capeloza Artune

Revista Energia 7


Imagem: Internet

Perfil

Debaixo das traves do

TIMÃO

Há três anos, quando estampou esta coluna, Walter havia acabado de ser contratado pelo Corinthians. Agora ele está de volta, mais experiente, e a cada jogo conquistando mais espaço no time e na preferência da torcida

C

Texto Heloiza Helena C Zanzotti

om a qualidade que tem demonstrado em campo, o jauense Walter Leandro Capeloza Artune pode ser titular em qualquer time da Série A. Especulação é o que não falta, entretanto, ele afirma que não pensa muito no futuro, mas deixa as coisas acontecerem. Atualmente vivendo um bom momento na carreira, Walter conversou com a RE e confessou que nunca pensou em jogar futebol profissionalmente. “Tudo começou por volta dos 13, 14 anos, quando participava de campeonatos na cidade, e acabou dando certo. Muita gente falava para eu fazer um teste em algum lugar, mas eu nunca fui de querer muito isso, eu gostava de brincar, de jogar todo final de semana no clube ou nos campeonatos da cidade, nunca imaginei ser profissional e estar onde estou hoje”. A OPÇÃO PELO GOL Não foi bem uma opção. Walter explica que era a posição que estava sempre precisando de jogador, porque ninguém queria ser o goleiro. “Acabei optando pelo gol porque nunca ficava de fora do jogo, e na linha sempre havia jogadores sobrando. Daí para frente, como eu já tinha roupa para exercer essa função, fui dando sequência, jogando os campeonatos do Caiçara e acabou dando certo de eu ir para o XV de Jaú”. O APOIO DA FAMÍLIA Depois do XV de Jaú, o goleiro foi para o Iraty, época em que ficou longe da família. “Foram cinco anos longe, não foi fácil, pas8 Revista Energia

sei até por depressões, mas graças a Deus isso é passado”. A família teve papel fundamental em sua trajetória, e o jogador faz questão de mencionar. “Até hoje conto sempre com meus pais, tios e parentes. Em momento de muita fraqueza que eu tive, quando ainda namorava minha esposa, ela foi morar comigo, me ajudou muito e até hoje estamos juntos, firmes e fortes, procurando um ajudar o outro”. O casal tem uma filha, que ele diz que veio para agregar ainda mais, inclusive no trabalho. “Tenho que trazer o alimento de cada dia, então, minha família é muito importante. Minha esposa sempre me incentivou, e acho que foi isso que me trouxe até aqui e me fez ser essa pessoa que sou hoje”. MOMENTOS QUE DEIXARAM MARCAS Bons momentos marcaram a carreira do goleiro como, por exemplo, ser campeão sub 20 em Jaú. Mas para Walter, o mais marcante foi contra o Grêmio. “No Corinthians, meu primeiro jogo como titular foi contra o Grêmio, na Copa do Brasil, e foi muito marcante para mim, positivamente”. Entretanto, ele lembra que alguns fatos também deixaram marcas tristes. “A queda do XV de Jaú eu senti bastante na época, porque eu vim para a cidade para tentar fazer o time subir, e aconteceu de cairmos para a quarta divisão”. Foi difícil para Walter assimilar o fato, e ele explica: “Procurei fazer o melhor no XV, mas infelizmente o goleiro é individual e ao mesmo tempo coletivo; quando perde você acaba falhando e a culpa é sempre sua, quando ganha o mérito é do atacante. Ele faz os gols e sai vitorioso, não é?” (risos). Para ele, é preciso pensar no negativo também, para poder crescer cada dia mais.


O CRESCIMENTO PROFISSIONAL No XV de Jaú, Walter conquistou o Paulista sub 20; depois, no Paraná, conquistou o título dos times do interior; e no Corinthians já faturou a Recopa, em 2013, e em 2015 o Campeonato Brasileiro. Desde que chegou ao Corinthians trabalhou quieto, dedicou-se ao máximo e vem mostrando sua qualidade jogo a jogo. “Cheguei em 2013 pensando sempre em evoluir, ainda mais com a estrutura que o clube oferece, que é muito grande, então, sempre pensei em usar essa estrutura para me fortalecer, crescer profissionalmente e como pessoa também”. A equipe mudou bastante desde que o jogador chegou ao Timão. “Era um grupo vencedor, que ganhou tudo naquela época, era o mesmo do Mundial, tinha acabado de ganhar o Paulista, e eu acabei participando da Recopa. Uma equipe de pessoas do bem, que se ajudava bastante, e acabei pegando isso para mim também. Fiz amizades que conservo até hoje”. O goleiro afirma que se sente feliz pela manifestação da torcida a seu favor, mas ressalta: “Sei que dentro de campo tenho que fazer o melhor. Não adianta nada ter a preferência da torcida e chegar no jogo ter uma falha, não passar confiança para o elenco e para a torcida. Procuro sempre fazer o meu melhor, trabalhar todos os dias da mesma forma para ter sempre esse crescimento”. NOS MOMENTOS DE DESCANSO Já deu para perceber que o goleiro tem tido poucos momentos de descanso, mas quando tem, ele sempre procura estar com a família. “Sou muito família e até prefiro estar mais com eles, porque a gente não se vê muito. Gosto de sair com minha filha, levá-la para brincar, ir ao Shopping, sempre faço isso. No final do ano é que a gente acaba vendo mais os amigos, as férias são um pouco mais longas e é mais fácil revê-los”. PARA QUEM DESEJA SER JOGADOR PROFISSIONAL O conselho do Walter é nunca desistir. “Eu quase parei de jogar bola depois que tive a segunda queda para a segunda divisão do Paulista, quando jogava no gol da União Barbarense. Ali eu

10 Revista Energia

pensei em desistir, em largar tudo. Sabia que mesmo com a queda tinha feito um bom campeonato, olhando o lado individual”. Se Walter tivesse desistido no momento em que o XV caiu, ou após a queda do União Barbarense... “Acho que seria difícil estar onde estou. Graças a Deus, pessoas aqui de dentro do clube acabaram vendo meu potencial e por isso cheguei onde estou hoje”. E PARA O FUTURO? Como disse anteriormente, ele não pensa muito nisso. “Tenho três anos de contrato aqui no Corinthians e procuro apenas trabalhar e crescer sempre. Como se diz, matar um leão por dia. Então, não tenho o pensamento no futuro, não. Sempre foi assim na minha vida, em todos os lugares por onde passei, sempre soube que coisas melhores iam vir, e que Deus ia me abençoar no que eu estivesse fazendo. Penso no presente, no hoje, e procuro fazer o melhor a cada dia. Eu sou assim, minha família é assim, prezamos muito isso de ser correto, leal com as pessoas, de ter caráter, desse modo você fica mais perto de conseguir as suas coisas. Pretendo fazer isso sempre”. 

Revista Energia 11


Radar

Saúde Bucal

Por Alexandre Garcia

Por Claudio Veneziano de Freitas Cirurgião Dentista / Implantodontista

Retrato do Brasil

Atenção aos cuidados antes de fazer clareamento dental

Dois ex-governadores do Rio de Janeiro juntos, na penitenciária de Bangu, não é mera coincidência

Com a proximidade do final do ano, aumenta a procura

É

um desfecho esperado depois de quase 20 anos de influência dos dois na política fluminense do arruinado Estado do Rio. O que fizeram é bem um retrato do Brasil. Garotinho é mentor do mais escarrado descumprimento da Constituição, que estabelece que o serviço público precisa obedecer a impessoalidade e a moralidade. Depois dele veio a mulher, Rosinha, e ainda elegeu a filha Clarissa deputada. Quando Rosinha se elegeu prefeita de Campos, o nomeou secretário de governo, onde estava ao ser preso. Mostrando hipertensão, foi internado em hospital público, mas quis sair para um hospital privado, já que a família Garotinho não cuidara bem do público. O juiz não topou. E o mandou para Bangu. Ele resistiu ao entrar na ambulância, demonstrando um preparo físico inusitado para um hipertenso, já que exerceu um literal jus sperniandi. Sérgio Cabral, segundo o Ministério Público, começou a cobrar propina no primeiro dia de governo, e continuou mesmo depois de deixar o governo para seu vice, Pezão. Fez fortuna com as empreiteiras que faziam obras no estado, inclusive a reforma do Maracanã. Sua mansão em Mangaratiba é de cair o queixo. Só em obras de arte na parede deve ter uma fortuna bem emoldurada nos 220 milhões de reais de ilegalidades que os promotores somaram. Um anel da mulher dele custou 800 mil reais. Ela fazia uma advocacia acumplicada com o marido. O casal tem uma lancha de 5 milhões, em nome de laranja. As mesadas de empreiteiras rendiam 350 e 500 mil.  O presidente do PMDB disse que o partido não está envolvido nisso. Como se Cabral não fosse uma das grandes lideranças do PMDB. O governo Temer lava as mãos como Pilatos. Dilma chegou a expedir uma nota lembrando que Cabral apoiou Aécio. Confiam, ambos, na falta de memória do brasileiro. Quando Lula indicou Dilma para sucedê-lo, o PMDB quase pôs Cabral como seu companheiro de chapa, sob o argumento de que seria mais 12 Revista Energia

popular que Temer. Ainda ouço o presidente Lula afirmar que o povo precisa de gente como Sérgio Cabral. E será que ninguém mais se lembra de todas as fotos reunindo Cabral, Lula e Dilma, besuntados de petróleo em comemorações políticas do pré-sal? Agora se percebe o simbolismo daquelas imagens com a negra lama do petróleo. Como pode ter durado tanto tempo esse deboche aos eleitores, aos contribuintes, aos cidadãos? Antes de Roberto Jefferson denunciar o mensalão e Youssef ser preso num lava-jato, campeava a impunidade, o arquivamento de processos, a pressão política para manter os corruptos fora da cadeia. Vigorava o escárnio. Cabral chegou a festejar no ultraluxuoso Hotel Ritz Paris a convivência com os empreiteiros, naquela dança do guardanapo, a que todos assistimos. A foto do Ritz contrasta com a de Cabral com uniforme da prisão. Agora, dá vontade de inverter a fala final da fábula de Esopo/La Fontaine: “Dançavas? Pois canta agora!”.

D

pelo tratamento, mas é necessário cuidado

entes brancos como os das estrelas. Esse é o sonho de muitas pessoas que chegam à clínica buscando um tratamento de clareamento. Por tratar-se de um procedimento pouco invasivo e de fácil acesso, é grande o número de pessoas que fazem o tratamento por conta própria e não obtêm o resultado desejado. Mesmo após a proibição da ANVISA, muitas empresas ainda disponibilizam no mercado kits de clareamento para ser feito em casa. O fato de o tratamento ser feito em casa não significa que não precise de orientação do dentista. A substância usada para o clareamento chama-se peróxido de carbamida, um derivado da água oxigenada, que é oxidante e corrosiva, e por isso necessita ser usada da maneira correta para não machucar a gengiva, manchar os dentes ou provocar lesões dolorosas. No clareamento caseiro o dentista utiliza uma moldeira de silicone individualizada no formato da arcada do paciente, permitindo que o paciente aplique o gel na quantidade e região correta, remova o excesso do produto e evite que o gel fique em contato com a gengiva. O tratamento tem a duração de aproximadamente 3 a 4 semanas e o resultado é bastante satisfatório. Há também a possibilidade da realização do clareamento dentário no consultório. O procedimento sob a supervisão do dentista torna o tratamento mais seguro, mais rápido e com resultados mais expressivos. Para acelerar o processo é utilizado um gel em maior concentração, potencializado pela aplicação de luz de laser. As consultas são

de aproximadamente 1 hora e é muito importante que o dentista seja um profissional capacitado e cuidadoso, as gengivas devem ser protegidas com barreiras e os olhos com óculos especiais. Embora seja muito eficiente, o tratamento de clareamento precisa de cuidados, principalmente com relação a alimentação. Itens muito coloridos como café, vinho tinto, suco de uva, refrigerantes, chás, molho de tomate, açaí e beterraba devem ser evitados, pois durante o tratamento os dentes ficam mais permeáveis e a absorção de pigmento é ainda maior. Não se esqueça do cigarro: o alcatrão e a nicotina também amarelam os dentes. Algumas informações são importantes para quem pensa em fazer clareamento. A primeira delas é sobre o quanto os dentes ficarão brancos. Os resultados variam de acordo com a tonalidade dos dentes e o motivo do escurecimento. Para dentes muitos escurecidos ou que não respondem ao clareamento, as facetas laminadas ou lentes de contato são o tratamento ideal, assunto abordado na edição anterior da revista. Outra recomendação importante é sobre quem pode realizar o procedimento. O tratamento é contraindicado para algumas pessoas. Adolescentes com menos de 16 anos e gestantes não devem realizar o procedimento, assim como pessoas com hipersensibilidade nos dentes, que podem desenvolver uma inflamação aguda. Assim, se está pensando em um sorriso mais branco para o Natal e Ano Novo, programe-se e converse com seu dentista para escolher o melhor tratamento.

Revista Energia 13


nisso

Pense

Por Professor Luiz Marins

LUIZ MARINS Antropólogo e escritor. Tem 26 livros publicados e seus programas de televisão estão entre os líderes de audiência em sua categoria. Veja mais em www.marins.com.br

Prepare-se para sair do acostamento Todos os dias convivo com clientes dos mais diversos setores da economia

N

a minha atividade de consultor visito empresas quase diariamente e como antropólogo converso com as pessoas do chamado “chão de fábrica”, aquelas que participam da produção, bem como com as lideranças. O que estou sentindo é que a neblina da crise está começando a baixar e as empresas, que estavam paradas no acostamento, assustadas e desesperançadas, já começam a entrar em seus veículos e começar a querer dar a partida nos motores, se preparando para uma nova arrancada. Como sempre explico, a palavra CRISE tem origem no grego e significa “peneira, separação”. Em tempos econômicos mais difíceis, a malha da peneira fica mais fina e só passa quem é realmente muito competente e bom. Daí a razão pela qual, quando a crise diminui, quem passou pela peneira sai melhor do que estava antes, pois se livrou de concorrentes ruins que não conseguiram passar. A crise dá uma falta de perspectiva aos investidores e empresários. Perspectiva é visão de distância, de longo prazo. As coisas ficam embaçadas. Vemos uma neblina pela frente e não conseguimos caminhar, exatamente por falta de perspectiva. O que sinto agora é que essa neblina começa a baixar. Novos governos, nova esperança, nova perspectiva. Cansadas da longa crise, as empresas e pessoas não vêm outra alternativa a não ser acelerar para compensar o tempo em que ficaram paradas no acostamento. Assim, meu conselho é que você, mesmo que não acredite que a neblina da crise está baixando, prepare-se para sair do acosta-

14 Revista Energia

mento. Verifique como estão seu combustível, sua bateria, o óleo do seu motor, a pressão dos pneus e esteja preparado, pois todos nós sabemos que quando a neblina baixar de vez, quem estava devagar vai acelerar muito e quem estava parado no acostamento vai sair com muita velocidade. Cuidado para não ser você aquela pessoa ou empresa a ficar parada, sozinha, no acostamento.  Pense nisso. Sucesso!

“A palavra CRISE tem origem no grego e significa peneira, separação”

Revista Energia 15


Gente Fina

Antonieta e Luiza

São nas coisas mais simples que aprendemos as mais belas lições de vida Texto Heloiza Helena C Zanzotti 16 Revista Energia

Revista Energia 17


“O que tínhamos que fazer já fizemos. Agora nosso plano é parar de trabalhar e descansar um pouco” gente. Antigamente a gente morava lá e vinha sozinha para a cidade, ia embora à noite, hoje não pode mais uma criança vir sozinha do sítio para a escola. É perigoso alguém sequestrar e matar pelo caminho.

A

simplicidade é uma virtude que encanta, fascina, comove. Como afirma o Padre Fábio de Melo: “A simplicidade é uma forma de leveza. Nas relações humanas ela faz a diferença. O que cultiva a simplicidade tem a facilidade de tornar leve o ambiente em que vive. Não cria confusão por pouca coisa; não coloca sua atenção no que é acidental, mas prende os olhos naquilo que verdadeiramente vale a pena”. Assim foi meu encontro com Maria Antonieta Volpato, 62, e sua irmã Luiza de Fátima Volpato, 58. Entre um cliente e outro, as irmãs contaram um pouquinho de sua vida, e descobrimos por qual motivo são tão queridas e respeitadas em nossa cidade. Trabalharam duro na infância? Antonieta: Somos nascidas e criadas em um sítio, que ficava no Jardim Odete. Meu pai morreu cedo, deixou a gente muito nova. Foi muito difícil perder o pai com câncer e depois que ele morreu ainda ficamos alguns anos trabalhando na roça. Minha mãe sempre foi uma mulher doente, nossa vida foi muito dura. Somos quatro irmãos, um morreu de aneurisma cerebral. Estudei até o quarto ano. Pegava a estrada de terra para vir à escola, enfrentava chuva, vento, boiada na estrada, era difícil. Vínhamos juntas estudar. Anos depois viemos para a cidade, compramos o estabelecimento e estamos aqui até hoje. Luiza: Sofremos muito, trabalhávamos na roça, minha mãe sempre doente, meu pai morreu cedo. Fazíamos serviço de homem mesmo. Apanhávamos café, cortávamos cana, tudo que um homem fazia, a gente fazia. Nunca tivemos uma boneca, não era como hoje que as crianças têm de tudo. Quando decidiram vender o sítio? Antonieta: Meus irmãos já trabalhavam no Maziero e nós duas sozinhas lá no sítio, duas mulheres, fazer o quê? Depois, deu uma geada muito grande, queimou todo o café e meus irmãos falaram: “O que vamos ficar fazendo aqui?”. Então resolvemos vender, meus irmãos compraram uns terrenos, umas casas aqui em Jaú e estamos aqui até hoje, graças a Deus. Luiza: Quando vendemos o sítio e viemos para a cidade, minha irmã foi trabalhar na Camargo e eu cuidava da minha mãe que era muito doente. 18 Revista Energia

Sempre trabalharam juntas? Antonieta: Nossa vida foi sempre assim, juntas, nunca brigamos, nós nos damos muito bem. Trabalhamos e moramos juntas. Não nos casamos, minha mãe teve derrame, esclerose, então nos dedicamos a ela, que sofreu muito. Luiza: Com nossa mãe doente, cuidando dela, não deu nem tempo de pensar em casar. Como foi a decisão de comprar o bar? Antonieta: Nossa prima deu uma ajuda para a gente comprar, ensinou a trabalhar no negócio e estamos aqui há 28 anos. Era na outra esquina, depois construímos aqui e viemos para este lugar. No começo foi difícil, todo começo é assim, mas fomos lutando, compramos o terreno aqui, fizemos o bar embaixo e a casa em cima. Luiza: Um dia minha prima Claudete convidou a Antonieta para ser sócia no bar, então ela saiu da Camargo e foi. Algum tempo depois minha prima estava cansada de comércio, queria sair e propôs da gente comprar a parte dela, e eu entrei para ajudar minha irmã. O bar era no quarteirão de lá, era alugado e devagar compramos o terreno aqui e fomos construindo. A mãe de vocês ficou viúva muito cedo? Antonieta: Sim, mas felizmente tínhamos nossos avós e parentes, meu tio mesmo largou tudo e foi ajudar minha mãe no sítio, nossa família sempre foi muito boa, maravilhosa. Luiza: Minha mãe sofreu muito. Ela faleceu há uns dezesseis anos, mas parece que foi ontem. O que mais marcou a infância de vocês? Antonieta: Nossa infância foi boa, apesar de trabalharmos duro. Nossos avós sempre nos ajudaram muito, nunca passamos falta de nada. O sítio era do meu pai e ali sempre tivemos fartura. O que mais marcou a minha vida foi perder meu pai muito cedo. Ele tinha 57 anos e fez muita falta para nós. Com a doença da mãe, meu pai era pai, mãe, era tudo para a gente. Era ele que levava a gente na escola, conversava com a professora, levava a gente ao médico, à farmácia. Lembro um dia que fiquei ruim com uma sinusite, ele me trouxe do sítio até a farmácia aqui na cidade nas costas, enrolada em um pano. Nunca esqueço isso. Eu tinha uns dez anos. Isso me marcou muito. Luiza: A vida no sítio realmente marcou bastante. Tínhamos mais sossego, a vida era bem melhor, apesar de trabalharmos muito. Tenho muita saudade do sítio. Penso muitas vezes em vender o bar e morar em um lugar sossegado. Mas hoje em dia não tem mais lugar sossegado, até em sítio está perigoso de alguém entrar e matar a

E como é a rotina de vocês? Antonieta: Levantamos cedo, abrimos o bar 7h e ficamos até por volta das 13h. Então fechamos e abrimos novamente por volta das 16h e aí vamos até 22h. Trabalhamos muito, não temos muita folga. Abrimos aos domingos também e somos só nós duas para atender. De manhã eles vêm aqui tomar o café da manhã, na hora do almoço alguns vêm comer um salgado, um refrigerante, e à tarde vêm tomar uma cerveja. No começo fazíamos muito peixe, fazíamos dobradinha, mocotó, agora diminuímos um pouco, minha irmã tem problema de varizes, então fica mais difícil. Luiza: A gente acostuma com essa vida. É aquela rotina, sabe? Temos poucos problemas de pessoas ficarem devendo. Ficamos mais espertas também (risos). Sempre tem aquele malandro, né? Mas são poucos. Temos uma clientela fixa, que vem todos os dias. Tem alguns que já ficam aqui, esperando o bar abrir. Estão acostumados. Ficam ali fora conversando, batendo um papo.

Luiza: O jeito de fritar é o segredo. Tem que saber fritar, não é só colocar na panela e largar lá. Tem que mexer, cuidar. Vendemos muito, 80, 100 quilos por semana, depende da época. Sobra tempo para lazer? Antonieta: De vez em quando vamos à praia, a alguma chácara, então fechamos o bar. Avisamos os clientes, eles já estão acostumados. Luiza: Muito de vez em quando. Faz tempo que não saímos. Têm planos para o futuro? Antonieta: O que tínhamos que fazer já fizemos. Agora nosso plano é parar de trabalhar e descansar um pouco. Luiza: Deus que sabe. Vai saber o que Deus prepara para gente, não é? Frequentam alguma religião? Antonieta: Somos católicas, mas não dá muito tempo de ir à missa. Luiza: Assistimos algumas missas pela televisão. Mas gostamos de fazer o bem para os outros, ajudar as pessoas. Não adianta você ir à igreja, vir de lá e fazer mal para os outros. Como vai ser o Natal de vocês? Luiza: Hoje em dia é tudo diferente. Quando eu era criança era muito gostoso. Minha mãe fazia pudim, não era como hoje que compra tudo pronto. Comíamos essas coisas só em datas especiais. Ela fazia frango cheio, era só nossa família, não tinha costume de reunir muita gente. Nem tinha presente, mas era muito bom, não víamos a hora de chegar. Hoje em dia, no Natal, vamos a uma ceia na casa de um amigo nosso, quase um parente, vamos todos os anos. Depois ele convida para almoçar no dia seguinte, mas a gente acaba ficando aqui mesmo. Se tivesse que pedir um presente de Natal, o que pediria? Luiza: Saúde. A saúde é tudo. Não adianta ter tudo e não saúde. 

Duas mulheres sozinhas atendendo em um bar, que problemas enfrentam? Antonieta: Graças a Deus nunca fomos assaltadas, nunca fomos roubadas, os clientes do bar nos defendem, se tiver uma briga aqui eles já vão com unhas e dentes, e colocam a pessoa para fora. Mas nunca tivemos problema nenhum, nossos clientes gostam muito de nós. O bar está sempre cheio e são quase que só homens. Nunca ninguém nos desrespeitou. E tem nosso irmão mais velho, vem sempre aqui, dá a maior cobertura. Luiza: Eles respeitam muito a gente. Nunca tivemos problema. De vez em quando tem um que já chega meio bêbado, então a gente vê que já está na situação que não pode mais beber e não atendemos. Se insistir muito a gente serve em copo descartável para a pessoa ir embora, para evitar quebrar copo e machucar-se. E nunca aconteceu de nos roubarem aqui. Apesar de hoje estar tudo muito perigoso, temos muitos amigos que cuidam de nós. E o famoso torresmo, tem segredo? Antonieta: Desde quando começamos já fazíamos o torresmo. Já tínhamos essa prática desde o sítio, a matéria prima é muito boa, pagamos caro, mas tem muita qualidade. Revista Energia 19


Imagem: Internet

Natal

O melhor Natal da minha vida O Natal se aproxima e o mês de dezembro se enfeita. Sendo uma das datas mais esperadas pelos brasileiros, ela transmite paz, esperança e muita energia positiva

Texto LetĂ­cia Koehler

20 Revista Energia

Revista Energia 21


A

época é mágica para milhares de pessoas, e a mais aguardada e prestigiada por diversas famílias do mundo todo, propagando a celebração religiosa do nascimento de Jesus Cristo. As canções, comidas tradicionais e decorações especiais são elementos deste mês que é repleto de amor, e traz mensagens de esperança e fé. CONTEXTO HISTÓRICO O Natal, na antiguidade, era comemorado em várias datas diferentes, pois não se sabia exatamente a data do nascimento de Jesus. O dia 25 de dezembro foi estabelecido como data oficial somente no século IV, na Roma Antiga, por ser a data em que os romanos comemoravam o início do inverno, e estudiosos acreditam haver uma relação entre este fato e a escolha da data para a comemoração do Natal. Vindo ao mundo para salvar os homens de seus pecados, o menino Jesus nasceu em Belém, em uma manjedoura, próximo aos animais, e esta foi a primeira lição que Ele passou, de humildade. O PAPAI NOEL Pesquisadores afirmam que a figura do bom velhinho foi inspirada em um bispo chamado Nicolau, que nasceu na Turquia e que costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas próximas às chaminés das casas. Mais tarde ele foi transformado em santo pela Igreja Católica, após vários milagres serem atribuídos a ele. Até o final do século XIX, o Papai Noel usava uma roupa na cor marrom ou verde escura. Em 1886, o cartunista alemão Thomas Nast criou uma nova imagem com a roupa nas cores vermelha e branca, presa por um cinto preto. ÁRVORE DE NATAL E PRESÉPIO Presente na maioria das casas, as árvores natalinas proporcionam um clima especial neste período. Conta-se que esta tradição teve início na Alemanha, em 1530, quando Martinho Lutero caminhava pela floresta e encantou-se com a beleza dos pinheiros cobertos de neve. Então ele resolveu reproduzir a cena em sua casa utilizando galhos, algodão e outros enfeites.

Paulo Eduardo Guerra

Já a tradição de montar presépios teve início com São Francisco de Assis, no século XIII, e representa o cenário do nascimento de Jesus. E não podemos deixar de mencionar a estrela de Belém, sempre presente nas decorações natalinas, e que guiou os Reis Magos que foram levar presentes para o menino: ouro, incenso e mirra. RECORDAÇÕES PARA TODA A VIDA O Natal é um período em que ficamos mais sensíveis, mais emotivos. É uma época em que relembramos nossa infância repleta de fantasias, expectativas e sentimos saudades de pessoas queridas que marcaram positivamente nossas vidas. Assim, nada melhor que compartilhar com nossos leitores boas experiências, que fizeram de cada Natal o melhor de todos! TODOS NO CORAÇÃO Paulo Eduardo Guerra, 48, supervisor de ensino, não sabe qual foi o ano, mas lembra a década: “Foi no início dos anos 80, quando todos os familiares estavam entre nós. Sabíamos que não havia ceia, presentes, festa, apenas um jogo de tômbola na passagem do Natal, como forma de confraternização. No dia, o almoço era bom e farto, e nós estávamos reunidos para este congraçamento. Por outro lado, o Natal dos últimos tempos, apesar da ausência de muitos entes queridos, tem se caracterizado por alegria, pois a família adensou-se depois que casei com a Edilene. E ainda, partilhando com esses novos familiares a certeza de que sempre teremos todos no coração”, completa. TODA A FAMÍLIA REUNIDA Cícero Gabriel Dantas da Silva, 20, vendedor, conta que em 2013 teve seu melhor Natal: “Família grande é sempre difícil de juntar todo mundo, seja para um almoço, um churrasco e até mesmo para uma data quando geralmente a família se reúne. Porém, esse ano foi diferente na família Dantas; a magia do Natal conseguiu juntar depois de alguns anos a família toda, tornando a festa muito gostosa. Um Natal que ficará para sempre guardado no meu coração, não pelos presentes materiais, mas pela alegria que ganhei, e assim vi o real significado que o Natal tem”.

Andréia Pessoa de Araújo

Edilaine Passadori Cassaro e família

Tomaz Melnek

Cícero Gabriel Dantas da Silva

SORRISO NO ROSTO Andréia Pessoa de Araújo, 24, telefonista, viveu seu melhor Natal em 2015: “Posso dizer que foi por um motivo bem simples: meu irmão do meio e família passaram o Natal conosco nesse ano. Meu irmão morava em São Paulo e quando ele chegava aqui em casa ficava dividido, tendo que passar na casa dos sogros. Minha mãe, tristonha, dormia antes da meia noite. O ano passado foi diferente, pois meu irmão já estava morando em Barra Bonita e combinamos todos, eu, minha mãe, meus irmãos, meu namorado, de passarmos o Natal na casa dele. O melhor momento desse Natal foi ver o sorriso estampado no rosto da minha mãe, por ter toda a família reunida nesse dia”, declara. LEMBRANÇAS EM FAMÍLIA Ansioso para a chegada da noite natalina de 2014, após ter trabalhado até 12h na véspera, Tomaz Melnek, 26, editor de vídeos, lembra que a comemoração foi simples e boa: “Como cresci, não ganhei mais presentes, nem escrevi a carta para o Papai Noel pedindo uma bola de futebol e uma camiseta do Corinthians, mesmo me comportando muito bem. Passei com minha família em casa mesmo, nada de muito luxo. Costela e leitoa preparados bem cedo pela minha mãe, Haydée. Enquanto isso meu pai, Valmir, arrumava a mesa, colocando os pratos, talheres e as frutas. Minha irmã Letícia fazia a maior bagunça na cozinha, finalizando um delicioso bolo de chocolate com nozes”. Para resumir, Melnek conta que não há nada melhor que passar o Natal em família, e finaliza rindo: “E eu? O que eu fiz? Registrei todo esse momento comendo panetone, não com fotos ou filmagem, mas com as lembranças de mais um Natal em família”. UM SONHO REALIZADO Ser mãe era um sonho para Edilaine Passadori Cassaro, 41, manicure. “Posso dizer que tive dois melhores Natais em minha vida. O primeiro em 2005, quando descobri que estava grávida; e o de 2006, que foi o ano em que tudo se concretizou. Eu tentava

22 Revista Energia

Marcos Rodrigues Simon

engravidar fazia algum tempo e não conseguia. Quando descobri, foi uma surpresa tão linda! Porém, ela nasceu no dia 29 de dezembro, prematura. Sofremos bastante e ela quase não aguentou. Já em 2006 ela estava com um ano, sadia, forte e cheia de saúde, o Natal acabou sendo o melhor para nossa família. Foi nesse ano que fiz a primeira festinha de aniversário dela, e tudo ficou muito especial”, conta Edilaine, emocionada. VALORIZAR OS MOMENTOS Marcos Rodrigues Simon, 24, empresário, diz que Natal para ele sempre foi sinônimo de família reunida. “Apesar das lembranças serem poucas, o meu Natal mais especial foi o de 1996. Foi o último Natal que passei ao lado do meu avô e a família estava completa. A partir daí, todo Natal tem um aperto no peito e uma saudade enorme, porém, é essa saudade que me faz valorizar cada momento ao lado da minha família e das pessoas que eu amo”. MUITA ALEGRIA NO SÍTIO Para Ângela Santana Arruda, 46, técnica em enfermagem, foi difícil escolher um Natal que tenha sido melhor. “Todos foram maravilhosos, mas acho que o mais legal foi quando eu era pequena e passamos no sítio do meu avô. A família toda reunida, havia colchões espalhados pela casa toda. Meu tio se vestiu de Papai Noel e trouxe um saco cheio de presentes, foi muito divertido! Acredito que foi o melhor porque estávamos todos juntos e felizes”. APROVEITE O ESPÍRITO DO NATAL Se o período natalino nos traz sentimentos bons, que tal aproveitar a oportunidade para estreitar laços, retomar amizades, trocar afeto e carinho? Que todas as boas energias que o Natal traz preencham seu coração, trazendo mais alegria para sua vida, e que você possa compartilhar bons momentos com pessoas especiais que fazem parte da sua vida. Feliz Natal! 

Revista Energia 23


Consultoria

Por Paulo Sérgio de Almeida Gonçalves consultoria@revistaenergiafm.com.br

Paulo Sérgio de Almeida Gonçalves é administrador, contador, consultor, palestrante e professor universitário com MBA pela FGV – RJ em Gestão Estratégica de Pessoas; presidente  da AESC – Associação dos Escritórios e Profissionais da Contabilidade de Jaú e região - gestão 2004/2005; atualmente  diretor da AESC Jaú; proprietário do DinamCorp Corporação Empresarial e Contábil; proprietário da Prosol Unidade Jaú e consultor e orientador em desenvolvimento de softwares Prosol – São Carlos

Será que recebo o quanto mereço? Um belo dia você acorda com uma sensação estranha de que o tempo passou, de repente vem um frio na barriga, suas oportunidades já se foram e você não é mais o mesmo; começa a preocupar-se porque está ficando velho e agora não conseguirá recuperar o que já se foi. Blá, blá, blá…

P

or acaso, uma bola de cristal lhe disse quanto tempo resta? Talvez tenha recebido um comunicado que foi convocado para a próxima partida de futebol ou, quem sabe, um chá de cozinha no céu. Relaxe, tenha certeza que quando chegar sua hora não será comunicado de forma alguma, será apenas um PLOFT! Senão, não teria tanta graça estar por aqui, a dúvida é a graça para que vivamos intensamente cada instante como se fosse o único e cá entre nós, isso é pura verdade. Enquanto isso não acontece, sinta-se privilegiado, pois o tempo é seu, somente seu! Então, que tal redefinir seu valor perante a sociedade, amigos, familiares e mercado de trabalho, recuperando os estudos e outros quesitos que deixou para trás? Atualmente, existem diversos cursos básicos e profissionalizantes, inclusive os chamados “supletivos”, consideradas as escolas para jovens e adultos que, por algum motivo, precisaram ou deixaram de estudar, e que querem desenvolver-se para retomar os conhecimentos, aumentando seu valor profissional e pessoal. Muitos destes cursos são gratuitos, como é o caso de ETECs, EJA/CEEJA, SENAI, SESI, SENAC, SEBRAE, FATECs, entre muitos outros chamados Cursos Livres, podendo ser ensino público ou não, e vários destes colocados à disposição como ensino a distância, ou seja, sem sair de casa. Então, dizer que não dá para fazer é no mínimo BA-LE-LA. Isso que estou falando aplica-se a qualquer um, trabalhadores formais e informais, empresários e outros profissionais buscando recicla-

24 Revista Energia

gem e mais conhecimento em suas áreas. Claro que poderá questionar: “Mas, e a qualidade destes cursos?” A qualidade de um curso depende da forma que você resolveu fazê-lo, e o resultado final estará diretamente relacionado à proporção de sua dedicação. Neste caso, o curso terá a qualidade que você desejar, seu empenho definirá essa qualidade que gostaria que eles tivessem. Para que isso ocorra será necessário que se dedique, foque e se comprometa em finalizar o que irá começar. Conheço várias pessoas que pararam no meio do caminho em sua formação, retornaram aos estudos e até concluíram ensinos superiores. Sair da zona de conforto será a parte mais difícil, pode ser que tenha uma vontade enorme de parar, afinal, há quanto tempo não lê um livro ou assiste a um vídeo educativo? E ficar em casa sem fazer nada parece mais gostoso, mas quando olha para seu emprego atual ou sua situação financeira, será que é isso que quer para os próximos anos? Que tal uma reflexão: você pagaria para alguém o valor que recebe pelo que faz, da maneira que faz, pelo conhecimento e formação que você tem hoje? Hummm... Pois é, consegui ouvir daqui sua resposta. Vamos lá, não deixe para amanhã, faça já uma pesquisa para ver qual deles você iniciará e sinta-se orgulhoso por ter tomado uma decisão que irá mudar seu futuro e das pessoas que estão ao seu lado. 

Revista Energia 25


26 Revista Energia

Revista Energia 27


Capa

Vai uma

leitoa aí? Os restaurantes surgiram em meados do século XIX, na França, e eram basicamente locais que serviam caldos restauradores às pessoas doentes. Daí surgiu o nome “restaurante” Texto Heloiza Helena C Zanzotti

28 Revista Energia

Revista Energia 29


A

té meados dos anos 70, sair para alimentar-se fora de casa era pouco comum, entretanto, devido a uma série de transformações sociais, especialmente o ingresso cada vez maior das mulheres no mercado de trabalho, essa prática cresceu. Nas cidades, a oferta de restaurantes e lanchonetes aumentou significativamente com o passar dos anos, assim como os tipos de refeições e lanches. E motivações para comer fora de casa não faltam: sair com a família, encontrar amigos, não ter que cozinhar, provar novos sabores... O CLIENTE QUER QUALIDADE Atualmente, alimentar-se fora de casa faz parte do dia a dia de grande parte da população, das mais diferentes faixas etárias e sociais. Dos carrinhos de lanche, passando pela nova onda dos food trucks, até chegar aos restaurantes, as ofertas são muitas e a concorrência também, no entanto, a preocupação com a saúde é um fator que tem ganhado muita força, e tem sido item decisivo na escolha do local onde alimentar-se. Restaurantes que oferecem alimentos bem preparados, saborosos e produzidos a partir de ingredientes selecionados têm se destacado na preferência dos consumidores.

30 Revista Energia

RESTAURANTE POLACO Localizado no Pouso Alegre de Baixo, bairro rural mais antigo que o próprio município de Jaú, em uma paisagem com muita área verde, conhecido pela hospitalidade e, claro, pela rica culinária local, difícil encontrar quem não conheça o Polaco, um dos restaurantes mais tradicionais da cidade. O restaurante caseiro da família Manzatto há 36 anos segue a tradição de produção artesanal da comida em um ambiente simples, rústico, mas muito bem estruturado. Diariamente o local recebe clientes de todo o estado de São Paulo, e até mesmo de outros estados do país, que vão conferir se é verdadeira a fama de melhor leitoa a passarinho que alguém já provou. E ninguém se decepciona. JOGO DE TRUCO Foi assim que tudo começou. José Manzatto, conhecido como Polaco, e a esposa, Maria Luiza Manzatto, possuíam um bar no local, onde o José reunia amigos para jogar Truco. Faziam torneios e vinham participantes de várias cidades. Quem perdia a partida, pagava o jantar. Como conheciam os dotes culinários do José, pediam que ele fizesse uma porção de leitoa, um franguinho, e assim foi até que em 1980 o bar virou lanchonete. Em 1991 já era um restaurante bastante frequenta-

do, quando o filho do Polaco, Jose Roberto Manzatto, e sua esposa, Lucia Silvana Manzatto, assumiram o negócio, que continuou prosperando. O filho herdou o apelido do pai, e também o jeito todo especial de preparar os pratos. O SEGREDO DO SUCESSO Ainda que localizado em um bairro rural, alguns quilômetros distante da cidade, o Polaco mantém a casa cheia praticamente todos os dias, e nos finais de semana há fila de espera, que é compensada quando o cliente senta-se à mesa e degusta a comida, servida de uma forma toda especial. Entre outros segredinhos culinários, a leitoa, o frango, a panceta e a linguiça são passados em sete tachos, com diferentes temperaturas para que adquiram sabor e textura ideais. A habilidade na cozinha, o preparo cuidadoso das refeições, a riqueza de sabores e o cuidado com todos os detalhes foram fundamentais para tornar o Restaurante Polaco conhecido Brasil afora. A comida é simples, mas extremamente saborosa e feita com carinho, respeitando a tradição e servindo basicamente os mesmos pratos que há décadas fazem parte do cardápio: leitoa e frango a passarinho, polenta frita, arroz com bacon, feijão e salada. Revista Energia 31


SATISFAÇÃO TOTAL O Restaurante Polaco alcança uma média de satisfação acima de 90%, e isso só é possível graças à qualidade da comida, e investimentos constantes na qualificação dos funcionários. A empresa conta com a colaboração, em média, de dez funcionários, divididos entre cozinheiros, garçons e faxineiras. Todos muito bem treinados para atender com atenção e rapidez, afinal, eles trabalham diretamente com o público, e quando falamos em alimentação, a mão de obra qualificada é determinante para a fidelização do cliente. QUEM FREQUENTA, APROVA “Gostamos de vir aqui porque a comida é excelente, não tem igual. Pode ir a qualquer lugar que não vai encontrar melhor. Se pudesse eu viria todos os dias!” Siomara Ambrósio de Agostini, Jaú

“Frequento aqui há uns 30 anos, desde que meus filhos eram pequenininhos. Aqui era um barracão simples, uma cadeira de cada cor, uma mesinha de madeira, outra de lata, os tachos onde faziam a comida era aqui no salão ao lado. Eu via o moço fazendo a comida e a coisa que mais me impressiona é que ela continua exatamente a mesma de 30 anos atrás. A gente frequenta aqui muito, e vamos continuar frequentando. Saímos de São Paulo e vamos a Bariri, então, aqui é parada obrigatória”. José Carlos, São Paulo 32 Revista Energia

“Nós reunimos alguns amigos, a ideia era conhecer esta região e já saímos de São Paulo com a intenção vir conhecer o Restaurante Polaco, sobretudo este prato tradicional que mistura o frango e a leitoa a passarinho, é muito famoso. Um de nossos amigos aqui da mesa realmente recomendou e hoje fizemos questão de tomar café e ficarmos tranquilos para chegar aqui cedo e curtir o restaurante que está bem cotado”. Diógenes Lucca, São Paulo

“Eu venho sempre ao Polaco por algumas razões. Primeiro, a comida é de uma qualidade maravilhosa, um atendimento impecável, é uma comida que remete à minha infância, às coisas da roça. Venho aqui há 27 anos e o atendimento melhorou muito, mas a comida continua a mesma, então, mantiveram o padrão todos esses anos e esse é o fator principal de vir aqui. O pessoal sempre alegre, os donos sempre de bem com a vida, e nós também gostamos muito de estar de bem com a vida, então, o lugar nos traz alegria e recordações da infância”. Sílvio Barbosa, Jaú

“A comida é muito boa, um sabor bem caseiro e que permanece com o passar dos anos. Ambiente agradável, um lugar bem gostoso para passear com a família. Atendimento excelente, estamos sempre aqui”. Silvana Matiello Ferrari, Jaú DEU ÁGUA NA BOCA? A escolha de um restaurante envolve uma série de fatores como a localização, o tipo de comida e até o preço da refeição. No entanto, um aspecto determinante é a experiência que o consumidor tem com a casa, que depende muito do atendimento, da atenção do garçom, da apresentação e do sabor dos pratos. Não é por acaso que o Restaurante Polaco só cresce, e vem atraindo cada vez mais clientes. Localizado na Rua Jose Bolleti 79, no Pouso Alegre de Baixo, entre Jaú e Bariri, a casa serve almoço todos os dias, de segunda a sexta-feira, das 11h às 14h30. Aos sábados e domingos, almoço das 11h às 15h, e jantar às sextas e sábados das 18h às 23h. No cardápio: polenta frita, picanha, peixe, arroz com bacon, feijão, salada e os famosos frango e leitoa a passarinho.Quem resiste?

Conheça Jaú Jaú Conheça Heloiza Helena C Zanzotti

Heloiza Helena C Zanzotti

Praça do

Centenário, o Beco

Foto: Internet

A TERCEIRA GERAÇÃO Atualmente, os filhos de José Roberto e Lucia, netos do Polaco, Tiago Roberto Manzatto e Murilo Fernando Manzatto, ajudam na administração da casa, e fazem questão de manter a tradição na terceira geração da família, preservando a relação entre cultura, paladar e qualidade. Para ambos, preservar e respeitar a tradição garante aos clientes a segurança de que ali encontrarão sempre o verdadeiro gosto de uma comida caseira, razão pela qual as pessoas sempre voltam. Como seus pais, proprietários, os irmãos procuram não fazer grandes mudanças no restaurante, embora cuidem do conforto daqueles que frequentam a casa. Recentemente uma grande reforma tornou o ambiente mais amplo, climatizado, agradável e capaz de acomodar mais mesas.

O

lugar já foi o point de Jaú, muito frequentado pela juventude, e além dos famosos lanches, também foi palco de grandes eventos. Foi ali, inclusive, que em 12 de outubro de 1992 a Energia FM realizou a sua primeira grande festa de aniversário. Segundo Paulo Oscar Schwarz, jornalista, a Praça do Centenário, chamou-se inicialmente Campo do Ajaspe - Associação Jauense dos Servidores Públicos, e servia de campinho de futebol para os amadores. Ele conta que o local sediou o Parque do Centenário, em 1953, uma espécie de Feira com restaurantes, parque de diversão, aliás, o primeiro de grande porte a chegar à cidade. Nessa época, explica Paulo, o chão era de terra batida, pois o asfalto só chegou por ali em meados dos anos 60. Em 1962, o Tiro de Guerra inaugurou suas instalações em frente ao Beco, e o prédio hoje, após reforma, sedia o Poupatempo. Naquele lugar o pessoal do TG fazia instruções, e o traçado do Rio Jahu era diferente, o que deixava o campo maior. Paulo Schwarz esclarece que o Beco, na verdade, seria o nome do primeiro trailer de lanches que se instalou no local, e que acabou se tornando o nome popular da Praça do Centenário. O trailer existe até hoje, mas atualmente tem outro dono. No final dos anos 60, foram realizadas na Praça do Centenário as Feiras Agropecuárias, sendo a primeira em 1967, e que sucederam a Firja (Feira Industrial Regional de Jaú). O jornalista lembra também que o local era lotado de trailers, e que “fervia” à noite e na madrugada, até por falta de outros points na cidade. Ali foi o must entre os anos 80, 90 e início dos anos 2.000, quando entrou em declínio”, afirma.

Ao lado do Beco, onde atualmente é a Praça das Virgens, havia o Zoológico de Jaú, conta Francisco Pio Canollas, 46, que há 26 anos tem um trailer de lanches no Beco. “Antigamente aqui era um jardim em forma de oito. No começo, as pessoas paravam o carro em frente ao trailer, não tinha cobertura, não tinha mesa, eles davam sinal de luz e íamos servir os clientes em seus carros. Hoje mudou muito, está apagado”, afirma. Quinho, como é conhecido, explica que o Ginásio Dr Neves faz muitos anos que está em reforma, e que ali não há mais eventos. “Aconteceram muitas festas aqui, com milhares de pessoas, mas acabou tudo. A pessoa vem aqui tomar um lanche, não tem banheiro adequado para usar. O homem ainda se vira, mas e uma mulher?”. Quinho diz que estão se reunindo e formando uma comissão para ver se conseguem retomar a tradição, e que o prefeito já os recebeu uma vez, prometendo melhorias para o local. “Seria muito bom se a prefeitura ou algum empresário fizesse um show, algum evento aqui no fim de semana. E que fossem feitos banheiros também. Ou que dessem alguma condição para que a gente faça. Queríamos que a administração pública lembrasse um pouco de nós. Só isso”, conclui. Francisco Carlos Castello, 47, também proprietário de trailer no local, compartilha o pensamento de Francisco: “Tenho o trailer aqui há dois anos e meio, mas frequentava o Beco quando jovem, era muito bom. Hoje está abandonado. Não tem nem banheiro, não tem nenhum evento”. A Praça do Centenário ou Beco, atualmente, abriga 11 trailers de lanche, e serve de estacionamento aos ônibus que trazem estudantes da região no período noturno. Muitas famílias ainda param ali para um lanche à noite, e encontram boas opções em ambiente tranquilo e ao ar livre. 

- Cortinas de Rolo

Cortinas de Rolocom visor

- Coberturas - Sombreadores - Toldos Fixos em Vários Modelos - Reforma de Toldos em Geral Fone: (14) 3624.7331 (14) 99719.0790 - Rua Cônego Anselmo Valvekens, 51 - Jaú/SP Revista Energia 33


34 Revista Energia

Revista Energia 35


Medicina

Dr Tadeu Ravazi Piovesana Urologista, especialista em Urologia TiSBU; membro da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e membro da American Urological Association – AUA

Saúde do homem Muitas pessoas pensam que o urologista é um médico

H

só de homens, mas isso não é verdade

á muitas doenças urológicas que podem acometer mulheres, como litíase urinária (pedras nos rins), infecção urinária, incontinência urinária, entre outras. No entanto, hoje vamos falar sobre a saúde do homem. Ao contrário das mulheres, os homens não têm o hábito de consultar um médico de maneira rotineira. Dentre os principais motivos desse distanciamento do homem para com o médico estão o preconceito com determinados exames, medo de descobrir alguma doença e sensação de invulnerabilidade. A sociedade forma os homens para serem fortes, invencíveis, para não chorar. Isso os afasta dos consultórios médicos. A mulher, com seu instinto protetor, tem papel fundamental ao estimular seu companheiro a cuidar-se e permanecer saudável para cuidar da sua família. Casais mais maduros, que ultrapassaram as barreiras do relacionamento, tendem a ter maior influência das mulheres, pois, acima do prazer, elas colocam a sobrevivência do companheiro. É necessário esclarecer aos homens que exames de rotina não são um atestado de fragilidade, envelhecimento ou de morte. Com o passar dos anos muitas alterações vão ocorrendo no organismo masculino, podendo causar sinais e sintomas que comprometem a qualidade de vida. Muitas dessas alterações, se ignoradas, causam grande prejuízo e se diagnosticadas em estágios de difícil controle, trazem sofrimento ao paciente e sua família. Alguns problemas como câncer de próstata, hiperplasia benigna da próstata (com seus potenciais sintomas urinários), distúrbio androgênico do envelhecimento masculino (andropausa), disfun-

ção erétil (dificuldade de iniciar ou manter ereção), litíase urinária (pedras nos rins) e outras doenças como as do coração, diabetes, colesterol e pressão arterial elevados podem ser tratados com maior eficiência se diagnosticados precocemente. Considerando que o indivíduo não é uma doença, mas é muito influenciado por ela, com o surgimento de complicações há uma onda de baixa autoestima, depressão, dificuldade de relacionamento e diminuição no prazer de viver. Isso é extremamente danoso, pois leva consigo a dignidade. O médico, além do papel tecnicista da Medicina, tem o papel maior de gerar esperança, estimular espiritualidade, minimizar o mistério da morte, escutar as angústias e diminuir o sentimento de culpa. Isso resulta em cumplicidade e confiança. Obviamente somos seres humanos repletos de falhas e programados para adoecer e envelhecer. Temos que ter consciência que não somos infalíveis ou imortais, porém, devemos levar uma vida plena, digna, tendo a certeza que a cada dia fazemos o melhor para nós mesmos, para nossa família e para a sociedade em que vivemos. 

Com o passar dos anos muitas alterações vão ocorrendo no organismo masculino, podendo causar sinais e sintomas que comprometem a qualidade de vida

Ficha técnica:

36 Revista Energia

Fotos: Daniel Jorgin Looks: Paula Mesquita Cabelo: Jorgin Cabelo e Estética Local: General Bar


Chegaram

as férias, oba! Você já parou para pensar na importância das férias em sua vida? Por que você não pode ficar sem elas? Texto Heraldo Bello da Silva Júnior

Imagem: Internet

Reflexão

D

esde que o homem tomou consciência da sua existência, alguns assuntos sempre foram muito difíceis e delicados para sua compreensão, como, por exemplo, a morte, a existência de Deus, o sentido da vida e o tempo. Uma vez que tomamos consciência de que somos mortais, passamos a lidar com a ideia de um tempo finito, buscando um significado para decidir o que fazer com esse tempo, e até criamos uma divisão dele em estações, anos, meses, semanas. TIPOS DE TEMPO Para entendermos um pouco mais seu significado, podemos observar quatro tipos fundamentais de tempo. O primeiro é o tempo psicobiológico, que é aquele conduzido pelas necessidades psíquicas e biológicas como o sono, a nutrição, a atividade sexual, etc. O segundo é o tempo socioeconômico, necessário para suprir nossas necessidades econômicas como o trabalho remunerado, o estudo que visa ao desenvolvimento profissional, entre outros. Em terceiro lugar temos o tempo sociocultural, que é o momento da socialização e aprendizado dos valores e costumes da sociedade na qual estamos inseridos. E, por fim, temos o quarto tipo, o tempo livre, aquele sem nenhuma pressão externa, no qual o indivíduo exerce totalmente a sua liberdade, criatividade e faz dele aquilo que tem vontade. Começa aí a grande importância de termos um tempo maior para sermos nós mesmos, nos conhecermos e percebermos como somos fora das pressões sociais e profissionais, que são as férias. A IDEIA DO ÓCIO Para entender melhor importância das férias é preciso voltar um pouco na Grécia Antiga, para observar que as sociedades da antiguidade, como os gregos, faziam uma divisão social em que pessoas talentosas deveriam viver livremente, sem pressão externa, para exercer suas virtudes e contribuir com a sociedade e a cidade. Surge aí a idéia de ócio. Ócio: 1. Descanso do trabalho, folga, repouso; 2. Tempo que se passa desocupado; vagar, quietação, lazer, ociosidade; 3. Falta de trabalho; desocupação, inação, ociosidade; 4. Preguiça, indolência, moleza, mandriice, ociosidade; 5. Trabalho mental ou ocupação suave, agradável” (Verbete do Dicionário Aurélio). TRABALHAR, PENSAR, ORAR Naquela época, uma minoria livre era considerada cidadã e vivia o ócio, pois deveria pensar a vida política e o futuro da cidade. Já a grande maioria, ao contrário, deveria trabalhar e não poderia viver na ociosidade, como os escravos, por exemplo, que não podiam participar das decisões da cidade, mas apenas da produção, enquanto outras pessoas utilizavam seu tempo livre justamente para pensar. Nos dez séculos de Idade Média também havia essa valorização do ócio por parte da elite. A nobreza deixava o trabalho para as classes inferiores, e fazia a adoração do ócio. A sociedade era dividida entre os que oravam, os que trabalhavam e os que guerreavam. A nobreza e o clero tinham o tempo livre para orar e adorar a Deus.

MUDANÇAS APÓS O CAPITALISMO Depois do Capitalismo, a noção de tempo livre e de ócio muda. O Capitalismo implantou o trabalho assalariado e imediatamente houve uma ressignificação moral do valor de tempo de trabalho, pois o trabalho antes atribuído aos menos competentes, agora passa a dignificar o homem, sendo elemento central na sua identidade na Idade Moderna. Um exemplo foi a mudança nos pecados capitais do cristianismo, quando foi retirado da lista “atentar contra o senhor” e foi inserida a “preguiça”, pois antes o ócio cultivado pela igreja como sinal de adoração e oração, agora torna-se pecado porque se não trabalha, não produz. CONQUISTA DA CLASSE Surge o negócio (nec-otium, negação do ócio), onde tempo livre é sinal de vagabundagem e preguiça, ou seja, perde seu valor moral, passa a ser reprimido. Vem então a Revolução Industrial e a urbanização, aumentando o tempo de trabalho nas fábricas iluminadas (energia), podendo os trabalhadores fazer jornadas de até 16 horas diárias. Tamanha desumanidade levou à morte centenas de milhares de trabalhadores, quando uma bandeira de luta da classe trabalhadora reage contra esse tempo de trabalho, surgindo o tempo livre como conquista dessa classe. Um tempo de descanso, de lazer, de reposição vital para voltarmos ao trabalho: as famosas férias, domingos e jornadas menores de trabalho. E a partir desse instante buscamos um sentido sobre o que fazer com esse tempo livre. SERMOS AUTÊNTICOS Passamos a escolher, então, opções para este tempo livre, como a prática de esportes (surgem então diversos esportes, inclusive o futebol); a recreação em parques, praças e lagos; o turismo através de viagens; a arte e a cultura como o cinema, a música, etc. Melhor: esse momento de ócio não pressupõe nenhum outro fim senão a própria liberdade de fazer o que se tem vontade, e é por isso que é tão deRevista Energia 39


TODO MUNDO PRECISA A estudante Letícia de Almeida Domingues, 19, acredita que as férias são essenciais na vida de qualquer pessoa. “Todo mundo precisa de um tempo de descanso, de tirar um tempo para lazer, curtir com a família e viajar. Algumas pessoas utilizam as férias com objetivos pessoais, para adiantar coisas que durante o ano não são possíveis, e isso é importante”. Sobre vender um período de suas férias, ela diz: “Nesse tempo de crise, a situação não está fácil para ninguém, então, qualquer dinheirinho a mais é bem-vindo, e eu venderia. Mas se estivesse em uma situação financeira tranquila, com certeza escolheria as férias. Todo mundo merece um descanso e ele é sempre bem-vindo”. RECARREGANDO AS BATERIAS Camila Galante é psicóloga, especializada em Psicologia da Saúde e Hospitalar, e Practitioner em Programação Neurolinguística. Para ela, férias é uma questão de respeito à saúde, não ligada somente a doenças e incapacidades físicas ou mentais, mas à capacidade de satisfazer as exigências do nosso particular estilo de vida e do nosso bem-estar. “As férias são essenciais por diversos motivos, e o primeiro deles é que o corpo e a mente necessitam de um tempo para descarregar e recarregar energias, e assim, restabelecer a maior máquina existente na humanidade, o homem!”.

sejado e valorizado, pois em meio a tanto tempo de trabalho onde precisamos ocupar papéis sociais, muitas vezes sendo quem não somos, com gravatas, uniformes, tratamentos formais; finalmente no ócio podemos ser autênticos, extravasar e falar como temos vontade; dançar, rir alto, ter comportamentos diferentes, enfim, é o momento em que podemos encontrar com nossa mais real identidade. INDÚSTRIA DO CONSUMO Verdade seja dita que o Capitalismo tentou dominar esse tempo livre criando uma indústria de mercadorias para consumo, como a indústria cultural da música, do cinema, das bebidas, dos pacotes turísticos. Mas seja em um momento de reflexão do próprio ser, seja indo a um show em que se pagou caro pelo ingresso, são instantes necessários para sermos quem somos, ou o mais próximo disso, e depois voltarmos ao trabalho com a sensação de expectativa até o próximo final de semana, ou as próximas férias. ATÉ PARA A MELHOR IDADE Interessante observar também que, com o aumento da expectativa de vida, muitas pessoas estão se aposentando e vivendo um dilema enorme: continuar trabalhando ou viver o ócio? Essas pessoas passaram muitos anos internalizando a ideia de que você é o seu trabalho, e viver sem ele seria sua própria negação. Assim, muitas entram em depressão depois que param de trabalhar. Mas podemos notar que nesses anos todos de trabalho, os momentos mais autênticos de cada um foram os de tempo livre. Desse modo, viver no ócio é mais do que merecido, desde que não parem de sonhar, porque mesmo dentro do ócio há muito o que almejar na terceira idade como viajar, aprender a dançar, a usar as tecnologias, e muitas outras coisas que trazem prazer. 40 Revista Energia

QUALIDADE DE VIDA A psicóloga alerta que diversos estudos fazem ligação entre a falta de férias e o aumento de incidência de problemas vasculares, enfermidades crônicas, déficits no sistema defensivo do organismo, stress e diversos transtornos psicológicos, como transtornos ansiosos e até mesmo a síndrome de Burnout, que é um quadro de grande desgaste físico e emocional causado pela ação de trabalhar até a exaustão, por consequência do excesso de estresse ocupacional. Camila lembra que férias são ótimas para restabelecer a melhoria do humor, a ação do sistema imunológico, o aumento da criatividade, o raciocínio rápido, o estreitamento nos relacionamentos familiares, ganhos nos laços afetivos, e uma melhora significativa na qualidade de vida. VOCÊ MERECE Segundo a psicóloga, além do descanso, as férias podem ser a oportunidade de fazer uma boa retrospectiva, e de estabelecer novas metas e sonhos. “Meça suas expectativas, trace planos, planeje mudanças, afinal, você dificilmente terá tempo para isso quando voltar a trabalhar. Independente dos motivos, você precisa aceitar que merece tirar férias. Dê valor a você e ao seu trabalho, saiba que há hora para plantar e hora para colher os frutos. Faça a sua melhor colheita, tire férias!”, aconselha. FÉRIAS E O EQUILÍBRIO Como percebemos, as férias são merecidas e mais que justas. Ah, e muito necessárias. Muito mesmo, pois são elas que nos proporcionam a maior experiência do ócio, e é exatamente essa experiência que ajuda a nos realizarmos, nos conhecermos, nos identificarmos, nos sentirmos melhores, sairmos da rotina, fantasiar e recuperar o equilíbrio das frustrações e desenganos, e assim, nessa vida corrida de realizações e frustrações, sermos mais felizes e mais completos.  Boas férias! Revista Energia 41


Direção Segura

Informe Publicitário

Por Ariel Pacífico Instrutor de Trânsito

Fim de ano e o trânsito Com a chegada do fim de ano o trânsito tende a ficar mais perigoso, pois junto vêm festas, comemorações, férias, viagens, então, o trânsito fica mais intenso, tanto nas cidades como nas rodovias

N

as cidades, a circulação de veículos aumenta principalmente na área central, onde estão localizadas as lojas. Com a proximidade do Natal, muitas pessoas dirigem-se ao centro comercial para comprar os presentes, e são nesses momentos que acabam ocorrendo os acidentes de trânsito. Como são muitos veículos transitando, principalmente no período noturno, acaba ocorrendo congestionamento e com ele vem o estresse e a falta de paciência dos condutores, que querem agilidade para chegar às lojas e, consequentemente, efetuarem suas compras. Também é muito comum encontrarmos condutores que querem estacionar o mais próximo possível das lojas, assim, veículos ficam circulando em volta de um local à procura de vaga, o que colabora com o excesso de veículos na área central, dificultando em muito o trânsito. O correto seria o condutor estacionar seu veículo fora da área central e vir a pé até o centro da cidade efetuar suas compras, desse modo o trânsito fluiria melhor e os pedestres também teriam mais segurança. Já nas rodovias ocorre a mesma coisa, muita gente aproveitando para viajar em férias, comemorar o Natal e o Réveillon em praias ou em outras cidades, o que faz com que as rodovias fiquem congestionadas, também causando irritação e estresse nos motoristas. A pressa em chegar ao destino é um fator que aumenta bastante a possibilidade de ocorrer um acidente, pois a atenção é desviada e as Leis, regras e normas ficam em segundo plano. O Governo, nesta época do ano, realiza diversas campanhas educativas referentes ao trânsito, mas é a consciência de cada um que o faz ficar mais seguro. Devemos lembrar que bebida e volante não combinam; que a ultrapassagem deve ser realizada somente se for extremamente necessária, em local permitido e após observar todas as medidas de segurança; que a velocidade apontada nas placas de

sinalização deve ser obedecida, pois excesso de velocidade coloca em risco o condutor, os passageiros e os demais usuários da via, além de cometer infração de trânsito punida com multa e, em alguns casos, com a suspensão do direito de dirigir. Devemos nos lembrar também que desde o último dia 01 de Novembro, apenas o fato do condutor manusear o celular enquanto dirige é infração de natureza gravíssima, com multa no valor de R$ 293, 47 e o motorista terá lançado em seu prontuário 7 (sete) pontos, além de ser um risco eminente de acidente de trânsito. Também houve reajuste no valor da multa referente à embriaguez ao volante, que agora é de R$ 2.934,70, e por excesso de velocidade acima de 50% da máxima permitida, atualmente no valor de R$ 880,41. O objetivo do trânsito é trazer prazer, comodidade, conforto, enfim, proporcionar maior facilidade em realizar os afazeres do dia a dia como sair de casa para comprar presentes, ir ao supermercado, viajar com a família; mas também para que possamos retornar ao nosso lar em segurança, e para que isso ocorra é muito importante que nós cumpramos as Leis, regras e normas de trânsito. É triste saber que, com a proximidade de datas comemorativas, junto vêm os acidentes de trânsito, as mortes, os feridos, fatores que poderiam ser evitados, pois a grande maioria dos acidentes ocorre por imprudência ou negligência dos condutores. Tais fatores poderiam ser diminuídos e talvez até inexistentes se os condutores tivessem mais atenção, mais paciência e mais responsabilidade. Um trânsito seguro só depende de nós. O Centro de Formação de Condutores Gabriel deseja a todos os condutores e pedestres um Feliz Natal cheio de paz, alegria, amor e esperança. Um Ano Novo repleto de coisas boas. Em 2017, estaremos sempre com a disposição de preparar os melhores condutores para que, em um futuro não muito distante, possamos dizer que no Brasil o trânsito é seguro.

Odontologia Especializada

A

tendimento integrado para toda a família, ambiente tranquilo, atenção total ao paciente. Assim são os consultórios de odontologia especializada Dr.Frederico Moreira Alves e Dra Ana Paula Fernandes que, através de inovação e tratamentos modernos, buscam transformar vidas através de um belo sorriso.

Dra. Ana Paula Fernandes Pré-natal odontológico a gestantes: - Orientações - Avaliação, instruções da dieta e instruções de higiene oral - Profilaxia cuidadosa e específica - Prevenção da gengivite gravídica Atendimento para bebês: - Orientações, instruções e conscientização - Profilaxias - Aplicação de flúor e selantes - Tratamentos dentários - Programa zero cárie

Dr. Frederico Moreira Alves Restaurações para correção da estética e lesões de cárie Reabilitação oral através de implantes e próteses, devolvendo estética

Atendimento para crianças: - Prevenção (Programa Zero Cárie) - Tratamento restaurador - Tratamento endodôntico (canal) - Extrações dentárias - Controle da erupção dentária e oclusão - Ortodontia preventiva

Fone

3032.1808

e função mastigatória Tratamento endodôntico (canal) eliminando infecções e dores agudas Clareamento dentário Lentes de contato dental Profilaxia e limpezas para manutenção da saúde gengival Extrações dentárias simples e complexas

Rua Paissandú, 314 Centro - Jaú - SP Revista Energia 43


Energia

Ficha técnica:

Garota

Fotos: Daniel Jorjin Looks: Paula Mesquita Cabelo: Jorgin Cabelo e Estética Local: Jaú/SP

Natália Bueno

Por Paula Mesquita

44 Revista Energia

Vestidos para festas com preços especiais Tel.: (14) 3626 3850 Rua Campos Salles, 256 - Centro Jaú/SP Paula Mesquita Modas

Revista Energia 45


Profissões

materiais e controlando prazos e custos; Arquitetura de interiores: organizar espaços internos, materiais de acabamento e distribuição de móveis; Arquitetura industrial: projetos para instalação de indústrias, obedecendo às normas de segurança; Arquitetura verde: projetos residenciais e comerciais integrados às características naturais do local; Paisagismo: desenvolver espaços abertos como jardins, parques e praças; Urbanismo: planejar uma região, cidade ou bairro; criação de plano diretor e de zoneamento; Restauro de edifícios: recuperar imóveis antigos ou deteriorados, mantendo as características originais.

Arquitetura e Urbanismo

O Arquiteto planeja, projeta e desenha espaços internos e externos utilizando critérios de estética, conforto, funcionalidade e respeito ao meio ambiente, objetivando melhorar a qualidade de vida das pessoas

E

Texto Heloiza Helena C Zanzotti

ssa é a principal função exercida por este profissional que, ao lado do Engenheiro, acompanha uma construção e gerencia os custos e a mão de obra, sempre considerando os impactos ambientais. O Arquiteto também determina quais materiais serão utilizados na obra, levando em conta o uso do imóvel, disposição dos objetos, ventilação, iluminação, acústica e outros fatores, considerando os aspectos técnicos, históricos, culturais e estéticos do meio ambiente.

O CURSO Com duração média de 5 anos, o currículo mescla disciplinas das Ciências Humanas e Exatas, sendo a carga horária, em sua maior parte, composta por aulas práticas, entretanto, o primeiro semestre é mais teórico, com matérias como antropologia, fundamentos estéticos, matemática e história da arquitetura. Estágio e Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) são obrigatórios. A profissão de Arquiteto é regulamentada e para exercê-la é obri46 Revista Energia

gatório possuir diploma de bacharel em Arquitetura, emitido por curso superior reconhecido pelo MEC, e obter o registro profissional no Conselho de Arquitetura e Urbanismo da região onde atua.

Imagem: Internet

MERCADO DE TRABALHO E REMUNERAÇÃO Os estados com maior número de vagas para arquitetos, e onde a remuneração é maior, estão nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, entretanto, devido ao crescimento do turismo, no litoral do Norte e Nordeste há boas oportunidades, especialmente em obras de infraestrutura. Os principais empregadores são o setor público, as construtoras e incorporadoras. Entre os arquitetos com maior renda estão aqueles que possuem empresa própria ou são sócios de um escritório de arquitetura. Os arquitetos têm um salário mínimo profissional, definido pela Lei 4.950-A/66, com validade em todo o país, vinculado ao valor do salário mínimo e ao número de horas trabalhadas por dia. Segundo pesquisas, a renda mensal dos arquitetos brasileiros está entre R$ 2.700 e R$ 7.000, dependendo da área de atuação e experiência.

OS MELHORES CURSOS Existem centenas de universidades públicas e privadas autorizadas pelo MEC a oferecer o curso de Arquitetura, mas as universidades mais bem avaliadas são: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte; Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em Recife; Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), em Curitiba; Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre; Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em Campinas, SP; Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, SP e Universidade de São Paulo (USP), em São Paulo, SP.

ZEC, SUPORTE TOTAL ÀS NECESSIDADES Para Thiago Athayde, professor de História da Arte na ZEC Vestibulares, um pré-requisito para quem pretende estudar Arquitetura é o estudo das técnicas de desenho. “Dependendo da faculdade, o estudante pode ver sua falta de habilidade se transformar em pesadelo ao tentar dar conta disso e dos conteúdos que exigem a habilidade de desenhar”, explica o professor. Thiago alerta que a prova específica

para o curso é complexa na sua realização e também em sua correção. “Algumas faculdades também exigem na prova específica, junto com o trabalho de desenho, uma visão crítica dos espaços onde convivemos, juntamente com um olhar moderno, adaptável e com conforto ambiental”. Segundo sua experiência, um dos diferenciais da ZEC Vestibulares é o comprometimento na defesa de todo o tipo de conhecimento humano. “Sabemos que os vestibulares podem cobrar conteúdos específicos, que jamais serão tratados em um cursinho ou Ensino Médio onde há uma supervalorização de certas disciplinas em detrimento de outras”, pontua. “Na ZEC, em História da Arte, vemos do humano primitivo ao moderno, da arquitetura ao construtivismo, de Isadora Duncan a Dimitris Papaioannou, fazendo ligações entre a inventividade do passado e a de hoje em dia. Isso faz com que o aluno tenha uma visão diferenciada não só das artes, mas também das sociedades, e isso coloca esse aluno à frente de qualquer outro em uma avaliação específica de Arquitetura, por exemplo, que exige grande bagagem e um olhar único diante da mediocridade. Além disso, damos suporte às necessidades das provas específicas em suas diferentes modalidades, pois dependendo da faculdade, as exigências são pouco diferentes”, completa. 

ARQUITETURA E ENGENHARIA CIVIL É muito comum o vestibulando ter dúvidas sobre a atuação do Arquiteto e do Engenheiro Civil, pois a construção civil (casas, prédios, edifícios comerciais) é área comum de atuação dos dois profissionais. No entanto, normalmente o Arquiteto planeja o espaço e sua utilização, enquanto o Engenheiro Civil implanta o projeto. Os cursos possuem grades curriculares distintas. Embora na Arquitetura o estudante curse disciplinas relacionadas a cálculos e projetos estruturais, a ênfase maior é em Artes e Humanidades, enquanto na Engenharia Civil a formação é mais forte em matemática e física.

ONDE VOCÊ PODE ATUAR São muitos os setores de atuação, entre os quais destacam-se: Edificação e Construção: projetar e coordenar obras, definindo Revista Energia 47


Comportamento Por Lilian Pellizzon Ribeiro / lilian@1234voce.com.br Treinadora do Instituto Você/Master Practitioner em PNL Life and Executive Coach

2017: um ano NOVO em folha! O que você fará com ele? O final do ano está aí e, com ele, começa a temporada das boas e velhas promessas sobre o vindouro ano!

A

no que vem eu vou parar de fumar”; “Ano que vem eu vou entrar na academia”, “Ano que vem eu vou aprender a dirigir”, “Ano que vem realizarei o sonho de comprar meu carro”. Estas são algumas das promessas que muito ouço por aí. Mas, será que programarmos a nossa máquina, nossa mente desta forma, nos trará resultados? Falamos em outro artigo sobre como podemos programar nossa mente através da nossa linguagem. Dependendo de como executamos esta programação, ela pode nos atrapalhar em realizar nossos projetos! Por exemplo, nas vezes em que desejou realizar algo, em quantas delas fez, de fato, um projeto, descrevendo o estado atual, o estado que desejava atingir, levantando possibilidades sobre como realizar aquilo e determinando prazos para cada etapa do processo? O ser humano usa o tempo para nortear a sua vida. Quanto mais deixamos a mente livre e na zona de conforto, mais longe ficamos dos nossos objetivos. Quando dizemos “amanhã”, “semana que vem”, “mês que vem” e até “ano que vem”, a programação que estamos fazendo permite que nosso cérebro adie e procrastine a realização de metas que deveriam ser cumpridas para atingirmos nosso objetivo maior, já que sempre haverá um “amanhã”, um “mês que vem” e assim por diante!

48 Revista Energia

De repente, aquele cliente para quem você prometeu que ligaria “amanhã” já nem se lembre do que conversaram quando você, dali a uma semana, se lembrar de ligar para ele! Ou talvez o objetivo de parar de fumar “mês que vem” também não seja cumprido, no melhor jeitinho “deixa para depois” de realizarmos, e isso talvez traga consequências graves para a sua vida! O Instituto VOCÊ oferece treinamentos em desenvolvimento humano que podem ajudar você a descobrir como você pode programar a sua mente de forma eficaz para realizar seus sonhos e mais um mundo de possibilidades! Neste final de ano, presenteie a pessoa mais importante de sua vida: VOCÊ. Permita-se! Venha! E se surpreenda com seus próprios resultados. 

Quanto mais deixamos a mente livre e na zona de conforto, mais longe ficamos dos nossos objetivos

Revista Energia 49


Contabilidade

Por Nelson Morelli Contabilista e bacharel em economia. Consultor e sócio do Escritório Contábil Morelli

Qual Regime Tributário adotar para o próximo ano? Final de ano chegando é o momento ideal para o empresário iniciar a análise dos resultados e enfrentar a seguinte questão: qual regime tributário vou utilizar em 2017?

O

prazo para tal opção é o mês de janeiro e a mesma só poderá ser alterada no ano seguinte, daí a importância desta decisão. Para não incorrer em erros e decidir-se pela melhor opção, é necessário ser assessorado por um bom e experiente profissional de Contabilidade, para o desenvolvimento de um aprofundado estudo dos dados contábeis e fiscais da empresa; sua posição no mercado; seus planos de crescimento e seus investimentos; importando também a situação dos seus parceiros e concorrentes, além das perspectivas da economia, entre outros dados. Respeitando determinadas regras, tais como o ramo de atividade e o volume de faturamento da empresa, o profissional de Contabilidade é imprescindível na elaboração destes levantamentos. Esse trabalho deve incluir simulações para que as mais diversas situações possam ser previstas, e a melhor decisão possa ser tomada. A seriedade e relevância dessa opção podem determinar o volume de pagamento de tributos do próximo ano e o contribuinte tem três

50 Revista Energia

opções legais: o Lucro Real, o Lucro Presumido e o Simples Nacional. A diferença entre um regime e outro pode representar uma economia de até 40% para a empresa. Entretanto, a opção pelo regime tributário é apenas a primeira etapa de um constante acompanhamento ao qual o profissional de Contabilidade deve se ater, pois as demonstrações dos resultados de seu trabalho devem servir como linha mestra das decisões do empreendedor.

“A seriedade e relevância dessa opção podem determinar o volume de pagamento de tributos do próximo ano”

Revista Energia 51


Terapia Por Dra Nathalia U. Savian Pessoto Terapeuta de ThetaHealing

Mestre em Fisioterapia (UNESP), Especialista em Ortopedia e Traumatologia (UNESP), Especialista em Osteopatia e Técnicas Manipulativas (UENP), tem formação em Microfisioterapia, Reiki e formação em ThetaHealing DNA Básico e Avançado.

Sua história na sua pele O fim do ano já chegou e neste momento muitos de nós começamos a lembrar de tudo que vivemos de bom e ruim, e para isso usamos nossa capacidade mental de armazenar as histórias pela memória cerebral

O

que talvez poucos saibam é que o corpo, na verdade as células dos tecidos, também carregam as marcas daquilo que vivenciamos, sentimos, lutamos e aprendemos (memória tecidual). O nosso corpo pode ser considerado um grande mapa que mostra perdas, dificuldades, ausências e rejeições. Tudo o que você passa na vida fica estocado não só no cérebro, mas nas células dos tecidos de todo o corpo. Então, os registros das nossas histórias podem ser identificados pelo toque suave na pele. Mas, como isso é possível? Com a Microfisioterapia, técnica francesa de terapia manual, o fisioterapeuta treinado realiza a micropalpação na pele, seguindo mapas criados a partir do estudo da embriologia e da filogenia para detectar as marcas de eventos que causaram perda de vitalidade no organismo. O objetivo é encontrar na pele os traços físicos deixados pelos eventos traumáticos e estimular a autocorreção do organismo. Esta marca é caracterizada pela diminuição da mobilidade na pele, e é sobre ela que o tratamento é realizado, sendo possível reencontrar e datar tais eventos que iniciaram o processo de disfunção corporal. Todos nós, seres vivos, fomos concebidos para reagir às agressões sofridas (resfriados, acidentes, perdas de familiares, viroses, enfim, todo tipo de agressão física e/ou emocional), mas quando essas agressões ultrapassam o limiar de defesa do organismo, a vitalidade dos tecidos é alterada e surgem várias doenças como, por

52 Revista Energia

exemplo, dores crônicas, alergias, depressões, distúrbio do sono e distúrbios hormonais, enxaquecas, ansiedade e hiperatividade. A microfisioterapia é responsável por reestabelecer o equilíbrio do corpo e o resultado da técnica é uma grande faxina no organismo, limpando as informações negativas guardadas na memória tecidual por tantos anos, eliminando as toxinas e as substâncias produzidas em excesso. O corpo precisa de um tempo para se autocorrigir e o intervalo entre as sessões deve ser de aproximadamente 45 dias. O paciente, nesse período, deve ingerir grande quantidade água para facilitar a eliminação de toxinas do organismo. Todas as pessoas, independente da idade, podem se beneficiar destes resultados. Experimente “limpar” sua história através do toque suave na pele e aprenda a escrever novos capítulos da sua vida mudando sua saúde! 

Os registros das nossas histórias podem ser identificados pelo toque suave na pele

Revista Energia 53


Look de artista

Tel: 14 3622 8364 Av. Frederico Ozanan 770 - JaĂş/SP

54 Revista Energia

Revista Energia 55


Fotos: Daniel Jorjin Modelo: Maisa Sarkis Looks: Vestylle Megastore Cabelo: Jorgin Cabelo e EstĂŠtica Local: ItapuĂ­/SP 56 Revista Energia

Revista Energia 57


Informe Publicitário

Recursos Humanos Por Paulo Celso Valentim, bacharel em Direito e Administração de Empresas, com mais de 20 anos de experiência em Recursos Humanos

Vantagens da terceirização da folha de pagamento Terceirizar a folha de pagamento proporciona benefícios financeiros e operacionais às empresas, profissionalizando e tornando o processo mais transparente e eficaz

T

erceirização é a contratação de serviços por meio de empresa intermediária entre o tomador de serviços e a mão-de-obra, mediante contrato de prestação de serviços. A relação de emprego se faz entre o trabalhador e a empresa prestadora de serviços, e não diretamente com o contratante destes. É um procedimento administrativo que possibilita estabelecer um processo gerenciado de transferência a terceiros da atividade-meio da empresa, permitindo a esta concentrar-se na sua atividade principal (Core Business). A Economia do Século XXI exige que as empresas tenham sempre o foco no Core Business, que significa o núcleo do negócio, o ponto forte da empresa, aquele que deve ser trabalhado estrategicamente. Assim, muitas empresas têm optado por terceirizar a folha de pagamento, repassando essa tarefa à empresa parceira. Seu principal objetivo é fazer com que a organização explore sua maior vantagem competitiva, e concentre sua atenção em fatores mais importantes como seus clientes, produtos, tecnologia, mercado, para poder traçar estratégias a fim de expandir e manter seu negócio. Em outras palavras, buscar um desempenho cada vez mais eficaz e eficiente. Mas, qual o momento correto para terceirizar? Quando o empresário percebe que não está se dedicando, ou focando no próprio negócio, mas cuidando de rotinas administrativas que demandam muito do seu tempo. Uma das maiores vantagens em ter-

ceirizar a folha de pagamento é a redução de custo, porém, outro fator de extrema importância é a dificuldade em contratar profissionais qualificados para executar estas tarefas dentro da empresa. Estudos demonstram que necessitaria de no mínimo um profissional e mais um auxiliar para cuidar de todas as rotinas, com custo médio de R$ 4.000,00 mensais, além dos encargos sociais e trabalhistas. Acrescentam-se ainda a manutenção de infraestrutura física, de sistemas, e a necessária capacitação dos profissionais envolvidos. Através do processo de terceirização, todas as informações são disponibilizadas através de relatórios, dentro das mais atuais técnicas de segurança quanto à identificação dos envolvidos e hierarquia de acesso. Além disso, todas as dúvidas são sanadas através de agendamento de visita ou utilização de canais de TI como suporte técnico. Como a legislação trabalhista brasileira é uma das legislações mais complexas do mundo, tal procedimento também evita que problemas desta natureza apareçam futuramente. Sem deixar de mencionar, obviamente, o custo benefício, uma vez que a opção requer menor investimento, se comparada à contratação de um funcionário ou à criação de um departamento. Ao escolher a empresa parceira, entretanto, alguns fatores devem ser considerados, como a confiabilidade, idoneidade da empresa, estrutura, comprometimento. Conheça a All RH - Assessoria em Recursos Humanos. Agende uma visita.

All RH

14 3622-3572 contato@allrh.com.br Rua Dr. Joaquim G. dos Reis, 392 - Jaú/SP 58 Revista Energia

Revista Energia 59


Segurança Por Edson Copi Diretor Geral da Ceintel Segurança Eletrônica

Por que contratar um sistema de segurança eletrônica no período das férias? Final de ano é época de dar uma pausa na rotina, de descansar, viajar com a família e se divertir, mas sua diversão pode ser interrompida se alguns cuidados não forem tomados

A

tualmente, a instalação de sistemas de segurança não é mais artigo de luxo, e sim uma necessidade para desestimular os ladrões. Em geral, eles agem por impulso, e quando veem uma casa ou estabelecimento comercial com sistemas de alarmes, câmeras, etc, geralmente desistem e procuram outro imóvel com as mesmas características, mas desprovidos de equipamentos de segurança. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança – ABESE, esses delitos aumentam 20% no período das férias (entre dezembro e fevereiro). No entanto, muitos casos poderiam ser evitados com medidas simples que ajudam a proteger residências, lojas e condomínios. A falta de atenção com os equipamentos está entre os principais responsáveis por fazer com que a segurança eletrônica não tenha a eficácia desejada, portanto, ao contratar um serviço desse tipo fique atento à qualificação da empresa, verifique se ela dispõe de produtos e serviços de qualidade e que atendam sua necessidade. Como já dissemos aqui, segurança eletrônica não se compra no balcão, pois se houver um ponto vulnerável todo o sistema pode não surtir efeito, por isso, qualidade dos equipamentos e procedimentos adotados pela empresa contratada são as principais chaves para garantir que o sistema de segurança tenha êxito. Além de contar com sistemas de segurança eficazes, algumas dicas são indispensáveis para viajar tranquilo: 1. Evite que desconhecidos saibam sobre a viagem. Isso acontece quando você comenta na fila do supermercado, divulga em redes sociais, etc. Comente sobre a viagem apenas com as pessoas próximas.

60 Revista Energia

Colocar as malas no carro do lado de fora da casa também envia o alerta que a casa ficará desocupada em breve, procure fazer isso dentro da garagem e com o portão fechado. 2. Tranque e reforce as fechaduras da casa. Não deixe brechas para uma potencial invasão; é muito importante pensar em reforçar a proteção de portas e janelas colocando trincas e travas extras. 3. Mantenha um bom relacionamento com vizinhos. Peça para que seus vizinhos retirem jornais, revistas e contas recebidas da frente da sua casa no período de ausência. É bom também deixar seu telefone para contato em caso de necessidade. 4. Cancele temporariamente a entrega de jornais e revistas. Esse material acumulado em seu quintal é uma dica muito utilizada por bandidos, que observam esses detalhes antes de invadir o imóvel. 5. Desligue a campainha no período em que estiver ausente. É muito comum bandidos acionarem a campainha ou interfone para saber se tem alguém na residência antes de invadi-la. Desligando-a, você deixará em dúvida a pessoa que tocá-la apenas para verificar se há alguém na casa. 6. Não deixe lâmpadas acesas durante o dia. Este é um sinal nítido de que você está fora de casa por um período longo. Utilize timers ou sensores fotoelétricos para acender as luzes quando escurecer e apagá-las quando amanhecer. Também é importante lembrar que hoje em dia os alarmes ligados à internet permitem ao usuário ligar e desligar o sistema, acender e apagar lâmpadas, abrir e fechar portões, entre outras funções. Esse recurso é bem simples, basta implantar em seu sistema uma placa de automação (desde que sua central possua esse recurso), vale a pena contatar seu fornecedor e pedir um orçamento. 

Revista Energia 61


62 Revista Energia

Revista Energia 63


club

Social

1

Rádio Energia Com presença marcante de Jaú e de toda região, a Energia FM comemorou seus 25 anos com uma mega festa, que reuniu mais de 20 atrações musicais. Confira grandes momentos do evento que a cada ano supera todas as expectativas.

N

o Vitrine desta edição, as opções de presentes traduzem as tendências para as melhores épocas do ano: Natal e férias! Camisolas em cores radiantes, super fresquinhas, assim como biquínis, sungas e camisetas de praia. Tudo isso para animar ainda mais os momentos de lazer das crianças. 2017 tem volta às aulas, que tal uma mochila de rodinhas e uma lancheira bem fofa para o seu pequeno arrasar no colégio?

64 Revista Energia

2

Revista Energia 65


APRESENTA

PATROCÍNIO

APOIO

sabores para

todos os paladares GELATERIA DI FAMIGLIA Come si fa un buon gelato artigianale? Tem coisa que não dá para explicar, tem que experimentar.

Gelateria Di Famiglia Rua 13 de maio, 729 - Jaú/SP

66 Revista Energia

Revista Energia 67


club

club

Social

Social

1

O Papai Noel já está no Jaú Shopping

Bar do Português

Este ano o Papai Noel chegou ao Jaú Shopping de paraquedas. O evento aconteceu no dia 10 de novembro e celebrou a abertura oficial do período natalino no centro de compras. De agora até o Natal ele fica no Jaú Shopping para a criançada tirar fotos e entregar suas cartinhas. De segunda a sábado das 14h às 21h; domingos e feriados das 13h às 19h.

Nada melhor que aproveitar o final da tarde de sábado no Bar do Português. Música ao vivo, ambiente agradável e o melhor chope do Brasil, além de porções deliciosas, claro. O Bar do Português é parada obrigatória para quem deseja se divertir ou relaxar.

1- Gustavo Ventura e Gabriel Brandi

2

2- Gabriel e Manuela Moretto Ferreira dias e Raquel Moretto 3- Kauan Pierro e João Erick

1

1- Daniel Torraca, Rudnei Gimenes e Fábio Daniel 2- Mirella Rossi, Alessa Chacon, Fábio Dornellas, Gisele Magi e Ary Jr 3- Atila de Carvalho, Fernando Ronccazi (Fefe) 4- Leonardo Sanzovo e Marcelo Carli 5- Pedro Ormelezi, Rodolfo Crivelari e Walter Pavanelli 6- Wadão Guerra, Caio Franchesci, Gustavo e Rafael Mores

4

3

2

5

68 Revista Energia

63

6

3

Revista Energia 69


club

Social

1

2

2

2- Jorge Thadeu, Amanda Monte, André Monte (Pininho), Aline Torqueti, Analu Aquiles e Rafael Pressutto 3- Claudia Viola Botoluci, Giovana Bortoluci e Renato Bortoluci (Bermudinha) 4- Adriana Bernardi Thebaldi, Gabriel Thebaldi e David Thebaldi

1- Nidia Cebele Pedroso e Ana Paula Ruy de Santis

5- Adriana Saquetto e Alexandre de Morais

2- Paula Ruy de Santos, Aguinalda Moreira do Carmo Martins, Giovana

6- Juliana Spilari Rocha e Juninho Felippe

Direnzi Silverio, Juluany Ruy de Santis, Isabelly Ruy de Santis,

Julia Pedroso Vieira, Guilherme Seta, Ivy Caroline

Novamente o Baile do Hawaii do Caiçara foi um sucesso total. A decoração de Renato Grizzo abrilhantou ainda mais o salão social que estava repleto de gente bonita e animada. A seleção musical da banda paulistana Linha Direta não deixou ninguém parado e a festa foi até altas horas. Os presentes ainda puderam se deliciar com frutas tropicais, no melhor clima havaiano, além da tradicional água de coco geladinha. Foi uma noite de alegria e confraternização, no melhor espírito caiçarense. 1- Edna Grizzo e o Presidente Antonio Sebastião Grizzo

#euvistoabubykids

Vinicius do Carmo Martins, Alice Pedroso Vieira, Nidia Cebele Pedroso,

1

Baile do Hawaii no Caiçara

Abuby Kids Na noite do dia 06 de outubro, Jaú recebeu a quarta edição do desfile Abuby Kids. Além de expor lindas roupas, sapatos e bolsas, o evento proporcionou momentos ímpares de alegria e emoção, em um clima familiar e harmônico. Destaque para a participação especial do ator mirim Guilherme Seta, da miss Brasil mirim Ivy Caroline e para as 128 crianças que esbanjaram charme e carisma na passarela. A Equipe Abuby Kids agradece o carinho e a confiança que os pais depositaram na empresa, e aproveitam a oportunidade para desejar a todas as famílias, clientes e amigos um feliz e abençoado Natal, e um Ano Novo repleto de muitas realizações. Ano que vem tem mais..... Aguardem.

club

Social

3

7- Natalia Grossi Aranha e Mateus Tamura Aranha

3

4

3- Guilherme Seta e Ivy Caroline 4- Desfile Abuby Kids

4

5

70 Revista Energia

6

7

Revista Energia 71


club

Social

1

Jorgin

Ao lado de familiares, amigos e convidados, Francine Jorgin e Carlos Medina subiram ao altar da Paróquia Nossa Senhora de Fátima no dia 25 de novembro, quando celebraram sua união. Depois da bênção matrimonial, os noivos ofereceram uma linda recepção que aconteceu no Espaço Jordano, casa de eventos do Buffet Santa Clara. Felicidades ao casal.

club

Social

1

HVA 2

1- Noivos Francine Jorgin e Carlos Medina 2- Pagens e Damas

A RE foi conferir de perto mais um grande evento que aconteceu no dia 15 de outubro no Caiçara Clube, com a participação do Hospital Veterinário Araújo. A prestigiada OktoBOIfest, que está na sua 4ª edição, proporcionou uma festa animada com a banda Fly By Night, que animou o público com um fabuloso jantar dançante. A OktoBOIfest tem a renda revertida em prol da Creche Jardim das Acácias. Confira um pouco desta festa.

3 - Madrinhas 4- Padrinhos 5- Pais da noiva Celina Jorgin e Sérgio Jorgin

1- Patrícia Prado, Giovani Fernando Araújo, Luca Prado

6- Irmãos do noivo Patricia e Francisco Medina

2- Edmur Foganholo, Francisco Inácio Simões, Osvaldo Dadalto

7- Os irmãos da noiva Flávia Jorgin e Reginaldo Jorgin 8- Mãe do noivo Noemia Medina

(presidente creche), Augusto Cristianine, Evandro Fernandes,

3

2

Giovani Fernando Araújo 3 - Equipe de colaboradores OktBoiFest 4- Creche Jardim das Acácias

4

5- Creche Jardim das Acácias - recreação 6- Creche Jardim das Acácias - recreação

3

4

5 4

6

8 7

72 Revista Energia

5

6

Revista Energia 73


club

Social

1

Óptica Jardim Em clima de festa, Maria Terezinha, Assis e equipe receberam amigos e convidados para um coquetel no dia 17 de novembro, marcando a inauguração da 4ª loja da Óptica Jardim. Localizada em ponto central e estratégico, a loja tem amplo espaço, para atender seus clientes com muito mais conforto e eficiência. Faça uma visita, conheça o novo showroom e confira os últimos lançamentos. Rua Lourenço Prado, 474 Fone 14 3418.7797

2

1- Assis Firmino, Tera Firmino, Tera Ferrari e João Geraldo 2- Milena, Arthur, Gabriel e Roger 3- Colaboradores das Lojas Óptica Jardim 4- Tera Ferrari, Sebastiana Firmino, Celina Ferim, Tera Firmino, Marisa Carinhato e Fatima Carinhato 5- Luiz Di Giacomo, Agenor Carinhato, Assis Firmino, Roberto Fantinelli, João Geraldo, Tadeu Munhoz

3

6- Murilo Firmino, Renato (Repr. da Essilor Soluctions) Assis Firmino e Tera Firmino 7- Óptica Jardim

4

5

6 7

74 Revista Energia

Revista Energia 75


Bob Dylan

Imagem: Internet

Cultura

“[...] Não, não me chamem poeta, não é uma atribuição que me pertença, nunca poderia sê-lo. [...] Prefiro que me recordem como o expedicionário musical que sempre fui”. (Bob Dylan) Texto Heloiza Helena C Zanzotti

76 Revista Energia

Revista Energia 77


Imagem: Internet

A

os 75 anos, ele acaba de ganhar o Prêmio Nobel de Literatura, segundo a Academia Sueca, “por ter criado novos modos de expressão poética no quadro da tradição da música americana”. Assim, pela primeira vez um músico recebe a honraria. Inegável que Bob Dylan, cujo verdadeiro nome é Robert Allen Zimmerman, é um dos cantores e compositores mais influentes da história da música moderna. E não para por aí: ele também é pintor, ator e escritor.

MASTERS OF WAR A canção “Masters of war” (Mestres da guerra, em português), faz uma crítica à indústria de armamentos, especialmente na Guerra Fria, e reforça a tese de que Dylan queria protestar. A letra traz versos como “Vocês que fabricam as grandes armas, vocês que fabricam os aviões da morte, vocês que fabricam todas as bombas, vocês que se escondem atrás de muros, vocês que se escondem atrás de mesas, só quero que saibam que posso ver através de suas máscaras”. A letra é claramente direcionada àqueles que fabricam grandes armas e aviões de guerra, cuja finalidade é destruir.

COMEÇO DIFÍCIL Bob Dylan nasceu no estado de Minnesota, EUA, em 24 de maio de 1941. Aos dez anos escreveu seus primeiros poemas e aprendeu a tocar piano e guitarra sozinho. Aos 18 anos entrou para a Universidade do Minnesota, mas no ano seguinte abandonou a faculdade e foi para Nova Iorque atrás de sua grande referência musical, o cantor folk Woody Guthrie, cuja obra conheceu ainda na Universidade. Dylan chegou a formar algumas bandas como “The Shadow Blasters” e “The Golden Chords”, com a qual participou de um programa caça talentos chamado “Rock and Roll Is Here to Stay”. Em Nova Iorque chegou a pedir para tocar em casas noturnas, e aceitou ajuda de desconhecidos por não ter onde dormir. Na década de 1960 participou dos movimentos pelos direitos civis nos EUA, e suas músicas são consideradas por muitos críticos como canções de protesto, muitas delas associadas à luta pelos direitos humanos.

BLOWIN’ IN THE WIND Composta em apenas 10 minutos, em uma casa noturna de Nova Iorque, “Blowin’ in the wind”, de 1962, virou hino da luta contra a segregação dos negros nos Estados Unidos, tornou-se um sucesso internacional e teve muitas versões. Apesar de simplicidade (são apenas três acordes e nove versos), sua letra provoca grandes reflexões como, por exemplo, no trecho “Quantas vezes um homem precisa olhar para cima antes que ele consiga ver o céu? E quantos ouvidos alguém precisa ter até que consiga ouvir as pessoas chorando?” “Blowin’ in the Wind” é a música mais gravada de Bob Dylan. Entre tantos artistas de expressão, a canção fez sucesso nas vozes de Bee Gees, Bruce Springsteen, Elvis Presley, Neil Young, Stevie Wonder, The Hollies, U2. No Brasil, foi revisitada por Diana Pequeno e Zé Ramalho.

LIKE A ROLLING STONE Considerada a melhor composição da história do rock pela revista Rolling Stone, em primeiro lugar na lista das 500 maiores músicas de todos os tempos, Like a Rolling Stone, de 1965, mudou a trajetória do cantor, que havia considerado a hipótese de abandonar a carreira da música. Em entrevista a jornalistas especializados, Paul McCartney lembrou que foi à casa de John Lennon, em Weybridge, para ouvir a música. Segundo declaração de Paul, “a música parecia continuar e continuar para sempre. Foi simplesmente lindo”. Mais de 50 anos após o seu lançamento, “Like a Rolling Stone” continua a ser considerada uma das músicas mais influentes já lançadas. Em um leilão realizado em 2014, o manuscrito da canção foi arrematado por 2 milhões de dólares, um recorde mundial para um manuscrito da música popular.

PRÊMIOS E RECONHECIMENTO Em 2004, Dylan foi eleito pela revista Rolling Stone o 2º melhor artista da música de todos os tempos, ficando atrás somente dos Beatles. Em 2012, foi condecorado com a maior honraria civil do país, a Medalha Presidencial da Liberdade, entregue pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que ao dar-lhe os parabéns referiu-se a ele como um dos seus poetas favoritos. Alguns escritores, ao saberem que o Nobel havia sido dado a Dylan, reclamaram afirmando que ele faz música, não literatura. Entretanto, críticos favoráveis afirmam que Bob Dylan pode e deve ser lido. Além do Prêmio Nobel, o artista já recebeu o Oscar, o Grammy, o Globo de Ouro, o Pulitzer e o prêmio Príncipe das Astúrias, atribuído a pessoas, entidades ou organizações que tenham alcançado feitos notáveis nas áreas das ciências, humanidades ou vida pública. Nenhum ser humano conseguiu tanto quanto ele.

CURSO SOBRE BOB DYLAN EM HARVARD Richard F. Thomas, professor de Literatura grega e romana antiga, ministra na Universidade de Harvard um curso denominado simplesmente “Bob Dylan”. O curso acompanha a carreira do cantor, ouvindo centenas de suas músicas e estudando seu livro “Chronicles”, que o professor descreve como “uma extensa canção em prosa de Dylan, que se faz passar por autobiografia”. Para Thomas, Dylan já seria merecedor do Nobel de Literatura se nunca tivesse escrito poesia, apenas pela prosa do primeiro volume de Chronicles. Em Harvard, Richard F. Thomas destaca, ainda, a atemporalidade da obra do artista. “Quando ele trata de guerra, como em Love and Theft, é possível voltar ao Vietnã, ou à invasão do Iraque, ou a outro conflito e isto é característica de um clássico”, ressalta.

78 Revista Energia

Revista Energia 79


“Quantas vezes um homem precisa olhar para cima antes que ele consiga ver o céu? E quantos ouvidos alguém precisa ter até que consiga ouvir as pessoas chorando?” MÚSICA E LITERATURA Maria Ester Cachi, professora de História, Filosofia e Sociologia na ZEC Vestibulares, analisa que o prêmio Nobel de Literatura está longe de ser algo consensual, já que ao longo de sua existência muitos autores importantes e conhecidos não chegaram a ser laureados como, por exemplo, Kafka ou James Joyce ou Julio Cortazar. “A premiação de Bob Dylan e a surpresa ou insatisfação de muitos não é novidade, em se tratando de Nobel de Literatura, entretanto, independente de concordar ou não com a premiação, é importante lembrar que há um componente literário muito forte em letras de música”, afirma. Para Ester, as músicas são poesias cantadas e possuem, portanto, uma ligação com a literatura.

UNIVERSALIDADE EM DYLAN Ester afirma ainda que gosta do helenista alemão Jaeger, que diz que “a poesia arraigada no solo - e não há nenhuma verdadeira poesia que não o seja - só se eleva a uma validade universal na medida em que atinge o mais alto grau da universalidade humana”. “Talvez, os responsáveis pelo Nobel de Literatura desse ano tenham enxergado nas letras de Bob Dylan essa universalidade”, reflete. Segundo a professora, não é possível comparar a obra de Dylan a nenhum dos grandes poetas do passado ainda, até porque somos contemporâneos à sua obra, o que dificulta qualquer análise mais profunda e neutra. “De qualquer forma, para quem apostava em Harumi Murakami (que escreveu Kafka à beira mar), ou até mesmo depositava esperanças na brasileira Lygia Fagundes Telles (como sobreviver ao conto Venha ver o pôr-do-sol?), Dylan conseguiu ser, uma vez mais, polêmico, inovador e revolucionário. Isso, por si só, já é algo bem peculiar”, finaliza Ester.

DYLAN E RAUL SEIXAS Vinicius Muhlethaler Beire, mestre em História Cultural pela UNICAMP, afirma que Bob Dylan foi, certamente, um dos maiores expoentes da música popular no século XX. “Além de músico e compositor, autor de canções variando entre o folk, o country e rock, foi escritor e poeta, exercendo influência direta para diversos músicos, incluindo os Beatles e Rolling Stones, bandas britânicas que sempre reforçaram a presença e a originalidade de Dylan como fonte de inspiração para muitas de suas canções”. Vinicius lembra que Dylan não é tão conhecido pelo público brasileiro quanto pelo público anglófono, pois sua poesia é mais marcante que sua melodia. Mesmo assim, é importante relembrar sua influência sobre a obra do baiano Raul Seixas, que sempre afirmara que Dylan era uma de suas influências diretas também, chegando a ser acusado de plágio pela similaridade entre diversas de suas canções com as do compositor norte-americano.

E OS NOSSOS POETAS? Segundo o mestre, o século XX viu surgir uma geração de músicos que possuíam uma poesia muito marcante, a ponto de críticos mais modernos apontarem ao fato de que estes poderiam ser considerados os verdadeiros poetas da atualidade. No entanto,

80 Revista Energia

grande parte da crítica literária mais tradicional sempre demonstrou muita resistência a esta comparação, preferindo poetas que somente escreviam. “Em 2016, a Academia Sueca inovou, premiando a obra de Dylan. Talvez esta nova geração de críticos já tenha atentado ao fato de que os cancioneiros populares alcançaram a erudição necessária, ou mesmo já a possuíam. No caso brasileiro, fica a nossa reflexão: por que Pinxinguinha, Cartola, Noel Rosa, não poderiam figurar entre os imortais da Academia Brasileira de Letras? E aqueles que ainda estão vivos, como Chico Buarque de Hollanda, Caetano Veloso, Tom Zé, não mereceriam uma homenagem ou reconhecimento semelhante àquele realizado pela Academia Sueca, aqui no Brasil?”, questiona Vinicius.

DYLAN VAI ACEITAR? Alguns dias após o anúncio do Nobel, o cantor e compositor norte-americano ainda não havia se manifestado sobre a homenagem. Pelas regras do Nobel, o vencedor precisa fazer uma palestra sobre Literatura - ou, no caso de Dylan, até uma apresentação - dentro de seis meses para receber os 900 mil dólares da honraria. Vale lembrar que a Fundação Nobel não aceita rejeições – o nome de Dylan será listado como o vencedor de 2016, independentemente do que ele disser, mas o dinheiro do prêmio é assunto à parte. Todos os anos, em 10 de dezembro, os vencedores recebem a condecoração das mãos do rei da Suécia durante uma cerimônia na sede do governo do país e fazem um discurso. A Academia afirmou que o músico americano manifestou-se e disse que gostaria de receber o prêmio pessoalmente, mas outros compromissos tornam isso impossível. “Se eu aceito o prêmio? É claro”, afirmou Dylan após duas semanas de silêncio, segundo um comunicado divulgado pela instituição sueca no fim de outubro. “A notícia sobre o Prêmio Nobel me deixou sem palavras. Eu agradeço muito por essa homenagem”, completou o artista premiado. A Academia disse que respeita a decisão de Dylan, acrescentando que sua escolha é incomum, mas não excepcional. Depois da cerimônia de premiação, ele terá seis meses para receber o prêmio, de acordo com o regulamento, caso contrário pode perder o valor em dinheiro.  Revista Energia 81


Salão e profissional parceiros, agora é Lei! Sou autor do Projeto de Lei do Salão e Profissional Parceiros, que deu origem à Lei 13.352/16, que entra em vigor a partir de janeiro de 2017 e vai beneficiar um setor com mais de 4 milhões de profissionais no país

DEPUTADO FEDERAL RICARDO IZAR Economista, coordenador para o Sudeste da Frente Parlamentar em Defesa do Consumidor de Energia Elétrica e membro da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Federal, Presidente da Frente Parlamentar de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Animais, Membro do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados

Texto Ricardo Izar |Colaboração Luís Filipe Nazar

E

m conjunto com o os advogados Luis Filipe Nazar e Rodrigo Bruno Nahas, da Nahas Sociedade de Advogados, redigimos esse projeto de lei por uma demanda do setor, tanto dos profissionais como dos salões. A ideia surgiu pela necessidade de regularizar uma situação que, na prática, já acontecia há muito tempo. Como mencionei, a demanda era tanto de profissionais como dos proprietários de salões, pois a melhora veio para ambos, senão vejamos: os profissionais poderão barganhar porcentagens maiores em seus contratos de parceria, já que os salões precisam de bons prestadores de serviço em seu ambiente para atrair clientes; e os salões se livram de boa parte do passivo trabalhista, principal causa de insucesso e fechamento de empreendimentos nesse ramo. Acompanhamos de perto toda a tramitação desse projeto até tornar-se efetivamente lei, tanto na Câmara dos Deputados como no Senado Federal. Trata-se de uma medida excepcional e que só não foi aprovada antes por Lobby contrário dos sindicatos. Os sindicatos do setor estavam com medo de perder receita e poder sobre os sindicalizados, por isso, durante o processo legiferante exigiram a inclusão da regra que impõe a aprovação pelo sindicato da categoria para a validade do contrato de parceria, garantindo a sua receita e, mais do que isso, o controle sobre todas as operações e contratos. É importante deixar claro que tudo que mexe com relações trabalhistas, para ser aprovado no Congresso Nacional, precisa do aval dos sindicatos. Se houver Lobby sindical contrário, dificilmente uma demanda caminha no Congresso Nacional, pois eles são politizados, atentos e vigilantes, não querem perder receita nem poder. Essa lei tem sofrido duras críticas por setores mais conser82 Revista Energia

vadores, que a interpretam como uma relativização da legislação trabalhista ou uma terceirização do serviço fim. Não é essa, contudo, a intenção dessa regulamentação. Nesse aspecto, bem pondera o advogado, Dr. Luís Filipe Nazar, quando diz que no Direito do Trabalho os fatos valem mais que os documentos, e é por isso que essa lei não se trata de uma burla às leis trabalhistas. Vamos explicar essa afirmativa. O setor de prestação de serviços da beleza possui profissionais que realizam o seu trabalho das mais variadas formas, pois o mercado é assim, dinâmico. Nesse ramo há quem seja, efetivamente, empregado, pois cumpre horário, obedece a ordens, trabalha com habitualidade e pessoalidade, enfim, se enquadra em todos os requisitos impostos pela CLT. Esses profissionais não serão afetados por essa lei se continuarem a prestar o serviço dentro dos parâmetros previstos na Consolidação das Leis do Trabalho. Sendo assim, se o empregador “coagir” o profissional a assinar um contrato de parceria, mesmo que a forma da prestação do serviço continue no molde celetista, poderão estes se socorrer da Justiça do Trabalho para denunciar a fraude, desconfigurar a parceria e ver reconhecida a relação de emprego. Em casos como esse, o contrato de parceria estaria sendo utilizado como uma forma de fraude a uma relação que é, na verdade, de emprego, o que não se admite. Igual situação acontece, muitas vezes, com a lei do estágio, pois muitos profissionais são contratados nessa qualidade sem efetivamente o serem. Queremos deixar claro que a possibilidade de fraude existe mesmo sem a existência desse novo instituto jurídico denominado salão e profissional parceiro. A criatividade de alguns empregadores, no sentido de tentar burlar a CLT, mesmo quando a relação é notoriamente de emprego, existe e existirá independente da existência desse novo instituto.

Fica evidente, pois, que essa lei não vem para substituir a relação de emprego no ramo de beleza, mas para legalizar uma situação diferente, que é a daqueles profissionais que não se enquadram como empregados, pois não cumprem horário fixo e rígido, não trabalham com a necessária habitualidade e pessoalidade, não se submetem às ordens dos donos do espaço onde prestam o serviço, enfim, a uma forma diferenciada de prestação de serviço, típica do setor da beleza. Esse projeto tem a missão de regular essa forma “sui generis” de prestação de serviço desse setor, apenas isso. As críticas à nova lei, em minha opinião, são motivadas por: 1) interesses escusos, como no caso dos sindicatos, que não enxergam vantagens institucionais com essa nova regulamentação e por isso não têm interesse nesse novo modelo; 2) por falta de compreensão do real objetivo da lei, que não é uma fraude ou uma flexibilização da legislação trabalhista, mas sim uma regulamentação específica para uma lacuna da lei, que não regulamenta esse formato específico de prestação de serviço de beleza e, por não regulamentá-la, trazia muitos problemas de ordem trabalhista e tributária. O contrato de parceria não é uma obrigação imposta nem ao profissional e nem ao salão de beleza. Trata-se, na verdade, de uma escolha das partes, ou seja, se essa for a forma escolhida, o contrato de parceria será celebrado nos moldes estabelecidos pela nova lei (LEI 13.352/16). Caso esse não seja o caso, a relação será de emprego. Então, quais são as vantagens que essa nova lei trouxe? São várias, vejamos: 1º- Segurança Jurídica na prestação do serviço, pois os salões e os profissionais agora sabem de forma expressa os direi-

tos e deveres de cada parte durante a vigência do contrato de parceria. Em apertada síntese, cabe ao profissional a prestação do serviço ao consumidor; e cabe ao salão o serviço de gestão, de apoio administrativo, de escritório, de cobrança, de manutenção do local, de fornecimento de equipamentos, enfim, de centralização geral da administração do serviço prestado. 2º - Pela Segurança no Aspecto Tributário, já que essa nova lei determina como será feito o recolhimento dos tributos, que deverá ser retido pelos salões, livrando as partes de eventuais problemas futuros com o fisco. Ressaltamos que os salões não terão mais um problema que lhes é recorrente, que é o fato da Receita Federal rotineiramente cruzar os dados relativos aos impostos sobre o serviço com aqueles declarados em imposto de renda, contatando a divergência de valores e ignorando o fato de que uma parcela do valor do serviço é sempre repassada aos profissionais, e não fica com os salões. Esse problema foi resolvido com a nova regulamentação, pois a lei expressamente dispõe que a cota parte destinada ao profissional não será considerada para o cômputo da receita bruta do salão, ainda que adotado o sistema de emissão de nota fiscal unificada ao consumidor. 3º - Pela certeza da necessidade de cumprimento do que o contrato estabelecer, pois obedecidos os pré-requisitos legais, o contrato faz lei entre as partes. Isso afasta de forma expressa a configuração de relação de emprego, o que traz segurança jurídica. 4º - Pela possibilidade de negociação de percentuais maiores pelos profissionais, o que lhes garante uma receita maior. Enfim, esse foi um avanço inquestionável para o setor de prestação de serviços de beleza.  Imagem: internet

Legislação

Revista Energia 83


Por Evelin Sanches Mestrado em Administração Pública e Governo MBA em Gestão Estratégica de Negócios

Alvo Run promove o social através do esporte A Alvo Run é em uma equipe formada por atletas e profissionais liberais que, através da promoção de eventos esportivos, move o lado social das empresas e instituições de toda a região

C

omposta há pouco tempo, a Alvo Run já conquistou grandes parcerias fazendo de um simples evento uma grande atração. Gestora de projetos esportivos e sociais do Grupo Rodoserv/Alameda Quality Center e parceira de empresas como Mezzani, Porto Seguro, Toyota, FIB, Acquamix, Residec, Plasútil, entre outras, a Alvo Run investe em criações e inovações para que você e sua família possam desfrutar de muito mais que um evento esportivo, mas de um dia de entretenimento e lazer saudável. Formada em dezembro de 2015, conta com um grupo de atletas profissionais, parcerias com grandes grupos empresariais e projetos esportivos e sociais que atraíram e atraem milhares de pessoas. “Adote um Atleta” é mais um dos grandes projetos da equipe que mantem cada membro protegido através dos cuidados de Daniel Seguros; calçados com todo conforto pela The Tennis; instruídos pelos mais diversos cursos da H&S e UNIUB; além de amplamente assistidos pela equipe médica, assistencial e nutricional da Inova Saúde. A Corrida Internacional de Bocaina, que contou com a presença de quenianos, colombianos e diversos atletas de ponta, marcou nossa abertura em grandes eventos, e de lá para cá temos obtido sucesso nos mais variados empreendimentos esportivos já ocorridos na região. O Circuito Alameda das Estações segue com força total, batendo recordes em cada etapa percorrida; corridas Trail com um cenário espetacular, com hidratação a cada quilômetro e em cada evento há uma inovação, como jantares, palestras e stands que compõem nossos projetos. Faça parte de nossa equipe, curta nossa página Alvo Run no Facebook e nos prestigie marcando presença em nossos eventos. Conheça nosso trabalho, seja um parceiro com sua empresa ou instituição, crie eventos esportivos e sociais, movimente o mundo tirando as pessoas de sua rotina. Sua empresa merece um grande acontecimento, sua empresa precisa de inovação, sua empresa pode ser um forte investidor social. Seja diferente, seja parceiro da Alvo Run.  84 Revista Energia

ALVO RUN - PROJETOS ESPORTIVOS (14) 99645-0776 Evelin Sanches Revista Energia 85


vida

Boa

Por João Baptista Andrade Diretor da Mentor Marketing e AMA Brasil

Comida de Refugiados Eu sei que parece um contrassenso, mas os refugiados que a gente vê na televisão também comem

C

laro que o cardápio nesses campos onde eles vivem em caráter temporário e provisório não deve ser uma coisa muito variada, especialmente se o mesmo for definido por alguma entidade de ajuda humanitária. Não acho que os Médicos Sem Fronteira ou a Cruz Vermelha tenham algum tipo de assessoria culinária. Apesar de não ter tomado parte nas ações bélicas, políticas e/ou religiosas que produziram essas massas humanas enormes, eu me preocupo com o que vai acontecer no Brasil quando a gente começar a receber esse povaréu que pede asilo. Não preciso nem dizer que eu sou politicamente incorreto e xenófobo a não mais poder. E sou assim porque defendo com unhas e dentes as tradições gastronômicas locais. Já imaginou as consequências de recebermos todos esses haitianos, líbios ou venezuelanos? O que será que esse povo come? Deus me livre! Eu conclamo a todos os leitores para uma nova cruzada: em defesa do patrimônio culinário nacional. Não deixemos que as nossas tradições se percam. Vamos murar o Brasil para garantir a nossa soberania no fogão. Todo mundo sabe que o brigadeiro é uma invenção 100% nacional. O que nem todo mundo sabe é que outros pratos internacionalmente famosos e deliciosos são fruto da nossa criatividade culinária. O arroz com feijão é um exemplo. Tudo bem que depois os portugueses levaram a receita para o Caribe, onde surgiram várias versões do rice and beans, usando outras leguminosas como lentilhas ou favas. Mas a invenção é nossa. A mesma coisa aconteceu com outros pratos tradicionais nossos como moquecas, vatapás, carurus, acarajés e que tais. Tudo invenção baiana. Durante a fase da escravidão de africanos por aqui, os portugueses (mais uma vez...) levaram as receitas para a África. Ainda não está convencido? A lista é quase interminável. Ceviche? Cópia peruana de uma entrada criada na região de 86 Revista Energia

Paraty. Porpetas ou almôndegas? Criadas aqui mesmo, no bairro do Brás, e depois difundidos pela velha bota... Pensa que as arepas são invenções venezuelanas? Mentira. Elas são derivadas dos bolos de milho dos índios Tupinambás. Muito embora as arepas ganhem uma importância relativa maior na preparação das hallacas no Natal, elas são nossas. Onde vocês acham que esse povo desenvolveu a ideia de cozinhar usando as folhas da bananeira, se a banana é brasileira? E o couscous? Nada mais que um afrancesamento deste tradicionalíssimo prato da gastronomia capixaba. Os líbios aprenderam a cozinhar com o povo lá de Vitória. Não, não e não. Deixem os refugiados para fora das nossas fronteiras. Afinal de contas, aqui não tem espaço suficiente nem para os brasileiros, que dirá para refugiados. Eles que se lasquem com seus respectivos países. E que não venham bagunçar o nosso! Vamos preservar a nossa cultura. Refugiados go home! Senão esses caras vão promover a maior zona. Daqui um pouco vamos perder a nossa nacionalidade gastronômica e todos os nossos pratos típicos como lasanha, ravióli, queijo muçarela, Filé a Wellington, estrogonofe, pot au feu, coq au vin, paella, kibe, esfihas, nhoque e por aí afora. Se a gente não se cuidar, vão acabar de vez com a nossa Liberdade, bairro de São Paulo onde, aliás, inventaram o sushi, o sashimi e o gioza, que tanto sucesso fazem no Japão desde 1900 (quando foram levados daqui). Pronto. Agora só falta uma peruca loira desgrenhada e imitar aquele olhar de louco furioso (que parece o do Collor). Te cuida Trump! Vou processar você na OMC (Organização Mundial do Comércio, na ONU) pelo roubo da autoria do roastbeef, que qualquer criança sabe que foi uma criação do Ponto Chic, no Largo de São Benedito, São Paulo, para o inesquecível Bauru. Nem vou discutir o hambúrguer ou o hot dog, mas o molho barbecue eu não perdoo. Até a próxima. Revista Energia 87


88 Revista Energia

Revista Energia 69  

Mais um ano chega ao fim e 2017 vem aí, novinho em folha, pronto para que cada um escreva a sua história. E a boa notícia é que este ano pod...

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you