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Distribuição gratuita - Venda proibida

Jaú - Ano 6 | Edição 57 | Mensal - Maio 2015

Safira marcante e inesquecível

Airsoft Combate e Responsabilidade Gente Fina Daniela Bassi


4 Revista Energia


Editorial

Mães não

são anjos...

Ano 6 – Edição 57 – Jaú, Maio de 2015 Tiragem: 10.000 exemplares Revista Energia é uma publicação mensal da Rádio Energia FM Diretora e Jornalista responsável Maria Eugênia Marangoni mariaeugenia@radioenergiafm.com.br MTb. 71286 Diretor artístico: Márcio Rogério rogerio@radioenergiafm.com.br

Na trilha dos relacionamentos pessoais nascem os embriões de um dos relacionamentos mais sólidos do mundo

Repórteres Heloiza Helena C. Zanzotti heloiza@radioenergiafm.com.br Tamara Urias tamara@revistaenergiafm.com.br Revisão de textos: Heloiza Helena C. Zanzotti revisao@revistaenergiafm.com.br

G

Criação de anúncios: Well Bueno arte@revistaenergiafm.com.br Fotografia: Douglas Ribeiro foto@revistaenergiafm.com.br

Projeto gráfico: Revista Energia Social Club social@revistaenergiafm.com.br Colaboraram nesta Edição Camila Perobelli Colunistas Alexandre Garcia Ana Carolina M. Fernandes Antonio Paulo Grassi Trementocio Eduardo Bauer Giovanni Trementose João Baptista Andrade Júnior Brancaglion Maira Espricigo Paulo Sérgio de A. Gonçalves Professor Marins Ricardo Izar Junior Wagner Parronchi Comercial Carlos Alberto de Souza Sérgio Bianchi Silvio Monari Impressão: GrafiLar Distribuição: Pachelli Distribuidora Revista Energia Rua Quintino Bocaiúva, 330 | 2º andar CEP: 17201-470 | Jaú - Fone: (14) 3624-1171 www.energianaweb.com.br Elogios, críticas e sugestões leitor@revistaenergiafm.com.br Quero anunciar comercial@revistaenergiafm.com.br A Revista Energia não tem responsabilidade editorial pelos conceitos emitidos nos artigos assinados, anúncios e informes publicitários.

Foto: Cláudio Bragga

Diagramação Junior Borba (14) 99749.6430

eralmente, o mais importante dos laços humanos encontra-se entre mães e filhos. Essas relações, tão próximas e preciosas, são capazes de nos influenciar para sempre, moldando nosso caráter e ajudando a formar nossa própria identidade. Entretanto, um dia descobrimos que nossas mães não são anjos, especialmente quando estamos crescendo e elas vão contra aquilo que queremos, não aceitam algumas de nossas amizades ou proíbem algum relacionamento amoroso. Só depois, quando chega a nossa vez, entendemos suas aflições, medos e angústias. Sabemos o que é desejar o melhor e elas voltam a ser o que sempre foram: verdadeiros anjos em nossas vidas. Nesta edição da RE, em pleno mês das mães e das noivas, nossa matéria de capa mergulha no brilho das joias, peças que sempre exerceram enorme fascínio nas mulheres. Conheça também os tipos de parto, benefícios, indicações, e saiba escolher com segurança quando chegar a sua vez. Nossa Gente Fina, a atleta e técnica de tênis de mesa Daniela Bassi, dá um exemplo de superação, enfrentando com garra todos os obstáculos. No Perfil, Well e Thaís, nossos bailarinos campeões, buscam realizar o sonho de ir à Croácia. Conheça ainda o Airsoft, esporte que reúne táticas e estratégias militares, e vem ganhando espaço em nossa cidade. Fique à vontade para embarcar em mais uma viagem pelas páginas da RE, que é sempre produzida com o maior carinho para você. Boa leitura!

Maria Eugênia


NESTA EDIÇÃO

40

12 Saúde 15 Psicologia 16 Imóveis 17 Raça do Mês 22 Reflexão 34 Especial 36 Esporte 44 Arqueologia 53 Empresarial 54 Trabalho e Previdência 55 Transformação Animal 60 Tecnologia

SEMPRE AQUI

ÍNDICE

08 Perfil 10 Jurídico 11 Radar 13 Pense Nisso 14 Consultoria 18 Gente Fina 26 Garota Energia 28 Capa 33 Conheça Jahu 40 Look de Artista 48 Social Club 56 Legislação 58 Guia da Gula 59 Boa Vida

Nossa capa: Safira Semijoias Modelo: Francine Pantaleão Foto: Douglas Ribeiro Produção Gráfica: Junior Borba Look: Lucy Modas Cabelo e Make: Gláucia Masson

Look de Artista

18 Gente Fina

Distribuição gratuita - Venda proibida

Jaú - Ano 6 | Edição 57 | Mensal - Maio 2015

Safira marcante e inesquecível

AIRSOFT Combate e Responsabilidade GENTE FINA Daniela Bassi


Revista Energia 7


Foto: Arquivo Pessoal

Perfil

alma De corpo e

“Dançar é como crescer num processo lento, cheio de surpresas e lutas” Texto Heloiza Helena C Zanzotti

8 Revista Energia


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crobacias que exigem muito mais que horas de treinamento. Que só a ousadia tem a capacidade de explicar. É preciso ter talento. Saber misturar, em doses certas, força e sensibilidade. Conhecer limites e capacidades sem temer fracassos. [...] Corpo e mente em perfeita harmonia Essa integração é o segredo da eterna liberdade, que nos permite alcançar voos muito maiores. Isto é dançar!” Este texto de autor desconhecido ilustra bem a trajetória de Well e Thais, nossos personagens do Perfil desta edição. Well, o professor Wellington de Souza Silva é jauense, filho de Valdir e Licinia, e tem outros dois irmãos, Wesley e Ewerton. Ele cursa Educação Física e conta que desde criança sempre gostou de dançar. “Esse interesse fez com que eu procurasse uma escola para me aperfeiçoar, então, com 10 anos comecei a fazer aula de Street. Com o tempo minha professora foi me apresentando a outros estilos até chegar ao Ballet Clássico, que hoje é minha paixão”. Well cursou Ballet Clássico, Street Dance, Jazz, Moderno, Contemporâneo, Jazz Musical, Sapateado, Neo Clássico e Ritmos. Atualmente ele é professor de dança e desenvolve um excelente trabalho em um clube, onde tem cerca de 130 alunos, e em uma academia, com aproximadamente 40 alunos. Thais, a aluna Thais Farinelli Campos tem 15 anos e é filha única de Ana Cláudia e Wellington (já falecido). Ela nasceu em Jaú e cursa o 2º ano do Ensino Médio na ETEC Joaquim Ferreira do Amaral. Thais relata que desde que tinha dois anos de idade sua mãe a levava para fazer aulas de ballet. “Ela sempre me acompanhou em todas as apresentações e me apoiou em todos os momentos”, diz. Aos treze anos já participava de concursos de dança e encantava com sua performance. Thais faz aulas de terça a sábado, além de ensaiar muitas horas para festivais e concursos. “Gosto de me preparar fisicamente e psicologicamente antes de concursos como o Dance Star. Evito comer muita besteira e à noite tento ler um livro ou assistir um programa divertido de TV para me desligar do mundo e das preocupações. Acredito que me preocupar de forma exagerada pode trazer um rendimento menor nas apresentações”, afirma. Caminhos cruzados Um dia o destino uniu estes dois talentos. Professor e aluna se apaixonaram e passaram a desenvolver coreografias em dupla. Classificado em diversos eventos de dança, Well explica: “No ano passado ficamos em terceiro lugar com uma coreografia com três intérpretes. Também fui selecionado com um solo para a disputa na Croácia no ano passado, porém, o valor das despesas era alto, além do pouco tempo de preparo. Esse ano a preparação foi melhor, e por conhecer mais o concurso fica mais fácil tentar um patrocínio para poder disputar a final”. Conquistando o sucesso Thais foi consagrada Bailarina Destaque da Noite na 3ª Edição Beat Dance, com a variação de Swanilda, e ao lado de Wellington conquistou o 1º Lugar com o duo “Linda Rosa”, apresentação que também recebeu o prêmio de Coreografia Destaque da Noite. No concurso ‘’Novos Talentos da Barra Bonita’’, as mesmas coreo-

grafias foram classificadas em terceiro lugar. O casal ainda obteve a 2ª colocação na 1ª Edição do Dance Star Tour Brazil com o trio “Repressão’’, ao lado de Gabriela Bortotto. Entretanto, foi na 2ª edição do Dance Star Tour Brazil que Thais obteve as premiações de 1º lugar com o solo ‘’Azul de Arara’’ e a lado de Well o 3º lugar com o duo ‘’Bollywood’’. Ambas qualificadas para as finais na Croácia. A seletiva aconteceu em Barra Bonita, SP. Foram dois dias de concursos com todos os estilos envolvidos: Ballet Clássico, Jazz, Sapateado, Hip Hop, Estilo Livre, Dança Folclórica, entre outros. Na bancada de jurados estavam quatro profissionais em dança: Fabia Vasconcellos, Francisco Ribeiro, Igor Barberic e Sonja Piskernig. Superação Well lembra que, quando criança, foi vítima de preconceito por fazer ballet. Para ele o festival é, além de tudo, uma superação. “Procuro trabalhar com meus alunos e passar experiências de vida para aqueles que vêm buscando o mesmo sonho que eu. Sei que muitos passam por situações parecidas”, salienta. Para Thais, o Dance Star é um sonho, e falta pouco para tornar-se realidade. “Acredito que para Jaú o importante serão as novas técnicas de aula e novas ideias que traremos de lá, tornando nossa cidade mais rica culturalmente do que já é”, pontua. Rumo à Croácia? O festival Dance Star acontecerá entre os dias 20 e 24 de maio, em Porec, na Croácia. No entanto, os bailarinos ainda não possuem patrocínio que permita pagar as passagens, hospedagem e gastos pessoais para representar Jaú em uma etapa mundial de dança. “Infelizmente não há muito apoio para a cultura e esporte em Jaú, e creio que no Brasil de modo geral”, afirma Wellington. Os jovens estão fazendo campanhas para conseguir arrecadar o dinheiro necessário para realizar esse sonho e toda ajuda é muito bem-vinda. O amanhã começa agora Projetos futuros os bailarinos têm aos montes. Além do Festival da Croácia, ambos desejam desenvolver cada vez mais suas habilidades, conhecimento e metodologias. Well quer terminar a faculdade e deseja ter um espaço próprio para desenvolver trabalhos e sonhos. “Ser um bom professor e fazer a diferença da melhor forma que sei, dançando!”, completa. Thais se espelha no namorado e deseja ser uma excelente professora de dança clássica e outros estilos que gosta, para passar aos alunos todo esse amor que sente ao dançar. “Quero fazer parte da realização dos sonhos de outras pessoas, assim como o Wellington está sendo para mim. Se não fosse a sua dedicação e paciência como professor, com certeza não chegaria nem perto de onde estou hoje”, afirma. Foco e fé A vida de um bailarino é assim mesmo: cheia de lutas, renúncias, sofrimento, obstáculos, desafios. Superar limites e manter o foco no objetivo são os pilares que norteiam as maiores conquistas. Afinal, como afirmam Well e Thais, “a dança traz consigo superação, força de vontade, fé. Acreditar que o impossível pode ser possível, quando lutamos”. Nós, da RE, estamos na maior torcida para tudo dê certo.  Revista Energia 9


Jurídico

Por Wagner Parronchi juridico@revistaenergiafm.com.br

O professor público e a carga suplementar de trabalho A carga suplementar de trabalho do professor público equivale à hora extra cuja remuneração deve ser paga com acréscimo de 50% e é uma das garantias sociais previstas na Constituição Federal cuja aplicação é obrigatória ao servidor público

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pesar de garantido constitucionalmente o adicional de horas extras, alguns municípios e estados brasileiros editam leis inconstitucionais, enriquecendo-se ilicitamente em detrimento do já sofrido professor público municipal e estadual, que se sacrifica diariamente em carga horária muitas vezes dobrada com o objetivo de melhorar um pouco os seus rendimentos. Referidas leis, cujo objetivo é preencher o número de vagas de professores na rede municipal ou estadual de ensino, ofertam aos professores efetivos (contratados por meio de concurso público) a oportunidade de melhorarem seus salários por meio de uma carga suplementar à contratada no seu contraturno, entretanto, violam a Constituição Federal no que diz respeito à remuneração do horário trabalhado a mais. Na maioria das vezes, os municípios e estados fixam como remuneração da carga suplementar o valor de ingresso do professor municipal ou estadual na respectiva rede de ensino, o que por si só já prejudica o professor, principalmente os que têm mais tempo de serviço na rede. Não bastasse isso, não há pagamento do adicional de horas extras previsto na Constitui-

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ção Federal e aplicado obrigatória e indistintamente a todos os servidores públicos, inclusive o professor. Referidas leis são inconstitucionais, uma vez que a carga suplementar deve ser remunerada tendo por base o salário atual do professor acrescido de todas as vantagens pecuniárias que obteve na carreira e com adicional de, no mínimo, 50%, podendo ser superior caso haja previsão na lei municipal ou estadual do servidor público do ente a que estiver vinculado. Cabe salientar que se entende por hora extra todas as horas que ultrapassarem a carga horária originalmente contratada que, no caso, são todas as horas trabalhadas na carga suplementar, o que gera mensalmente uma grande diferença salarial. Além disso, devem ser garantidas ao professor todas as demais remunerações como o direito ao 13º salário e férias acrescidas de 1/3, entre outras vantagens previstas na legislação local. O professor prejudicado não tem saída a não ser buscar seu direito por meio de uma ação judicial pela qual pode cobrar do respectivo ente público empregador as diferenças das horas extras e demais verbas dos últimos cinco anos. 


Radar

Por Alexandre Garcia

O sono da avestruz Todo dia aparece algo novo da “velha senhora”. Velha senhora é a denominação respeitosa, irônica e eufemística que a presidente Dilma deu à corrupção e suas malfeitorias

A

gora a revista Época denuncia o recebimento de 12 milhões pelo coordenador da campanha de Dilma, o ministro da Fazenda de Lula, Antônio Palocci - aquele que fez o país saber que o caseiro Francenildo havia ganhado uns trocados para não envolver na Justiça seu pai biológico. Todo dia aparece algo novo a nos comprovar que a velha senhora opera com desenvoltura em ministérios, estatais e fundos de pensão. E, para maior desespero nosso, vamos descobrindo que a velha senhora não é apenas federal, mas também estadual e municipal. Ela é uma semeadora de malfeitorias também na capilaridade da Federação, o município. Prudentópolis, no Paraná, é um exemplo disso. O prefeito, do PPS, antigo Partido Comunista, foi flagrado recebendo dinheiro em Curitiba da empresa de coleta de lixo na sede do município. Os filhos do prefeito faziam parte do esquema, mostrando que não é um ente federativo que detém a desonestidade, mas seus operadores e respectivas famílias, amigos e parentes. O que acontece em Prudentópolis mostra que o executivo não faz isso sozinho. Vereadores também integram aquilo que a polícia chama de “associação ilícita”. E isso acontece num município colonizado por ucranianos, conhecidos por seus valores morais, religiosidade e amor ao trabalho. Mesmo assim, lá existem mãos molhadas pela propina que sai de mãos calejadas que geram impostos.  Não culpemos apenas a política como contagiosa. O contágio

O corrupto é cria de si próprio, não importa o ambiente em que se formou

vem antes dela. O jovem prefeito de Itaguaí, na região metropolitana do Rio de Janeiro, nunca havia estado na política quando foi eleito prefeito pelo PSDB em 2012. Foi afastado do cargo há algumas semanas e já tinha um helicóptero, um Mercedes AMG, um BMW X-6, um Porsche Panamera e uma Ferrari de 1,7 milhões de reais. Segundo a Polícia Federal, o prefeito, de 32 anos, desviava por mês de 10 a 30 milhões de reais dos royalties do petróleo e do Sistema Único de Saúde. O prefeito afastado se diz “muito religioso”. O PT parece ter um esquema para ser sócio do estado e assim continuar no poder. Mas a corrupção não é exclusiva de um partido. Está disseminada por todos os partidos, porque corrupta é a pessoa, não o ente governamental ou político. Nos dois casos acima citados fala-se em religiosidade dos autores. A religião tampouco é responsável pelo seguidor corrupto. Conclui-se, então, que o corrupto é cria de si próprio, não importa o ambiente em que se formou. Pode ter faltado formação familiar em ética e cidadania, mas a entrada do corrupto no caminho do crime é decisão própria. E para que não roube mais dos de mãos calejadas, precisa ser retirado de circulação, atrás das grades, com leis que façam isso. É importante perceber isso, nesses tempos em que o gigante deitado eternamente em berço esplêndido dá alguns sinais de que pode acordar. Tomara que não seja apenas um bocejo, antes de virar para o outro lado e mergulhar de novo em sono de avestruz. 


1 Saúde

Por Dra. Ana Carolina M. Fernandes saude@revistaenergiafm.com.br

Cirurgias estéticas pós-gestação Cirurgias estéticas após a gestação (“Mommy Makeover”) são, basicamente, procedimentos que retomam a harmonia do corpo após o processo da gravidez

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urante a gestação o corpo da mulher sofre diversas modificações, principalmente na região do abdome e das mamas. No abdome, o útero em crescimento não apenas estica os músculos abdominais. Ocorre também frouxidão da linha média do abdome e há separação dos músculos retos abdominais (tanquinho), deixando um espaço de mais ou menos 1 a 3 cm entre os dois no final da gestação. A pele pode se tornar flácida devido ao intenso estiramento durante a gravidez. A abdominoplastia repara esse espaço entre os músculos e retira o excesso de pele, corrigindo as alterações. As mamas, devido aos hormônios da gestação, aumentam e mantêm seu volume até o final da amamentação. Após o período de lactação, as mamas sofrem um processo de involução, diminuem seu volume e podem vir a apresentar algum grau de flacidez (queda). São vários os procedimentos possíveis para correção das mamas: o lifting (retirada de pele com reposicionamento da mama) até a colocação de implantes (próteses de silicone).

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As cirurgias devem ser realizadas após um período de aproximadamente um ano da gestação e amamentação, quando as estruturas do abdome e das mamas já se acomodaram. Os procedimentos que podem ser realizados para melhorar o contorno do corpo após a gestação devem ser indicados caso a caso, dependendo da necessidade de cada paciente. Por isso a avaliação do cirurgião plástico é fundamental para verificar a viabilidade, esclarecer riscos e outras dúvidas de quem pretende se submeter a qualquer procedimento cirúrgico. 

Escolher um cirurgião plástico filiado à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica é garantia de optar por um profissional altamente capacitado


nisso

Pense

Por Professor Luiz Marins LUIZ MARINS Antropólogo e escritor. Tem 26 livros publicados e seus programas de televisão estão entre os líderes de audiência em sua categoria. Veja mais em www.marins.com.br

Como é difícil reconhecer nossas fraquezas O Financial Times (FT), jornal londrino dos mais respeitados, perguntou semanalmente durante 18 meses a 20 executivos por vez, uma série de questões

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ma, dentre tantas questões, era: Quais suas três piores características? Lucy Kellaway, articulista do FT, em artigo reproduzido no Jornal Valor Econômico, ao comentar as respostas ficou surpresa ao ver que os executivos não reconhecem suas próprias fraquezas. A surpresa é que as fraquezas que eles reconhecem ter, na verdade, nem sempre são fraquezas suas, mas das outras pessoas. Assim, a maioria cita como fraqueza a demasiada exigência ou perfeccionismo, a impaciência com o ritmo alheio, o fato de ser muito rápido ou ser brutalmente honesto. Ou seja, esses defeitos, na verdade, são quase uma exigência para um executivo de sucesso. Só três citaram defeitos verdadeiros: tenho o péssimo hábito de chegar atrasado; não ouço com atenção; e só um deles, segundo Lucy, falou exatamente a verdade: meu defeito é o excesso de ego. Lucy Kellaway diz que a dificuldade em reconhecer as próprias fraquezas fez com que ela elaborasse uma pequena lista dos defeitos que tem visto nos executivos nos últimos 15 anos. Ela chama essa lista de “Os sete pecados mortais dos executivos”: São fanáticos por controle; são vazios; agem de forma hesitante e confusa; não ouvem; são intimidadores; têm medo de conflitos; só conseguem conversar sobre negócios. A pergunta que ela se faz é se os entrevistados da pesquisa devem ter pelo menos uma dessas fraquezas, por que nenhum deles as admitiu? E ela continua dizendo que o verdadeiro problema é que eles não sabem quais são suas falhas. E especula dizendo que as pessoas nunca falam a verdade para quem está no poder, fazendo com que elas vivam na ignorância dos próprios defeitos e problemas. Em sua conclusão ela diz: Essa negação dos próprios defeitos é alarmante. Se os problemas não são mencionáveis, não podem ser solucionados. Mas também é uma pena: gostamos mais das pessoas quando elas admitem suas fraquezas abertamente. As faz parecer mais humanas.  Pense nisso. Sucesso! Revista Energia 13


Consultoria

Por Paulo Sérgio de Almeida Gonçalves consultoria@revistaenergiafm.com.br

Paulo Sérgio de Almeida Gonçalves é administrador, contador, consultor, palestrante e professor universitário com MBA pela FGV – RJ em Gestão Estratégica de Pessoas; presidente  da AESC – Associação dos Escritórios e Profissionais da Contabilidade de Jaú e região - gestão 2004/2005; atualmente  diretor da AESC Jaú; proprietário do DinamCorp Corporação Empresarial e Contábil; proprietário da Prosol Unidade Jaú e consultor e orientador em desenvolvimento de softwares Prosol – São Carlos

A centralização é um mal para ser curado É natural que diariamente, em certas situações, ocorram algumas “centralizações” no trabalho

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uitas vezes pelas decisões que podem trazer sérios prejuízos para a empresa, outras em razão da segurança nas informações que necessitam estar a sete chaves. Porém, quando a centralização não faz sentido, que sentido tem continuar centralizando? Mas há algumas que ocorrem a todo tempo, sem sentido algum, burocratizando e gerando atrasos e uma imagem negativa de toda a equipe de trabalho, além de irritar os clientes, atrapalhar a tudo e a todos, e fazer com que as pessoas e a empresa deixem de se desenvolver. Estou me referindo àquelas que param o mundo por causa delas, às que não se pode dar um passo adiante sem que tenha que passar pelo Espirito Santo da mesa do chefe. Diariamente ouvimos, na maioria das organizações, as pessoas dizendo que precisam deste ou daquele aval a cada negociação ou tomada de decisão, e comentam assim: “Cara, esse chefe é um %$@#&! (piiiiiiiiiiiiiiiii), o dia que este %#$%%@#& (piiiiiiiiiiii) sair daqui, a empresa começa a andar”. As pessoas, quando centralizam em si, são mal vistas por todos que as rodeiam, e muitas vezes os centralizadores fazem isso por medo de perder o cargo ou o poder. Então, em alguns casos é necessário interferir, ensinar a descentralizar e tornar os trabalhos muitos mais simples de serem resolvidos. Estes centralizadores precisam entender que não adianta

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achar que conseguem resolver o problema do mundo; ou que as decisões ou trabalhos, se forem realizados por outra pessoa, ficarão com menos qualidade do que se fossem realizados por ele. É muito importante que saibam quanto custa cada trabalho parado, e com isso utilizar a gestão do tempo para ensinar as pessoas a tomarem decisões e o mais importante, decidirem sozinhas, com responsabilidade pela sua área e também pelos serviços executados.

Muitas vezes os centralizadores fazem isso por medo de perder o cargo ou o poder Ninguém é eterno, e um dia ou outro essa pessoa que centraliza os trabalhos precisará entrar em férias ou mesmo poderá ter qualquer problema de saúde, ser promovido ou tantas outras coisas podem ocorrer. Agora, se após um bom treinamento aplicado a toda a equipe, os serviços ainda estiverem sendo centralizados sem qualquer necessidade, acho melhor começar a contar os dias regressivamente para quem estiver centralizando 10...9….8...7. .6...5...4...3...2...1, livre-se dele. 


1 Psicologia Por Maira Espricigo

maira-psico@hotmail.com

Estresse Falar de estresse todo mundo fala, mas pouca gente sabe o que, de fato, é esse mal

A

palavra estresse é usada com grande liberdade, porém, algumas pessoas desconhecem seu verdadeiro sentido. As pessoas queixam-se de estresse quando chegam em casa depois de um dia de muito trabalho, trânsito pesado, filas do banco. Quando enfrentam uma maratona de atividades domésticas, profissionais e com os filhos. A palavra estresse não cabe nesse contexto. O que eles sentem é cansaço físico e mental, e uma noite de sono é um santo remédio para recompor as energias e revigorá-los para as tarefas do dia seguinte. A palavra estresse, na verdade, caracteriza um mecanismo fisiológico do organismo sem o qual nós não teríamos sobrevivido. Se nosso antepassado das cavernas não reagisse imediatamente ao se deparar com uma fera faminta, não teria deixado descendentes. Existimos porque nossos ancestrais se estressavam, liberavam mediadores químicos (o mais popular é a adrenalina) que provocavam reações fisiológicas (o batimento cardíaco acelera, há um aumento da respiração e da pressão arterial, etc) para que, diante do perigo, enfrentassem a fera ou fugissem. No entanto, o estresse do mundo moderno é muito diferente. Resulta do acúmulo de pequenos problemas que se repetem todos os dias. Ninguém adoece devido ao estresse de um dia para o outro. O próprio corpo avisa que as coisas não vão bem, basta prestar atenção. Alguns sinais do estresse são sensação de desgaste constante, alteração de sono, tensão muscular, formigamento na face ou mãos, problemas de pele, hipertensão, mudança de apetite, alterações de humor, problemas de atenção,

concentração e memória, ansiedade e até mesmo a depressão. As causas podem ser internas, ligadas à personalidade como perfeccionismo, pressa, querer fazer tudo ao mesmo tempo; como também externas, do ambiente. Mudanças em geral, até mesmo as positivas, desencadeiam estresse – porque exigem uma adaptação. São fatores estressantes externos, por exemplo, o nascimento de um filho, troca de emprego, promoção, demissão, aposentadoria, divórcio, doença ou morte de pessoas queridas. Mas há também os pequenos como o trânsito, que podem acabar tendo um peso importante para muitas pessoas, levando em consideração a forma com que a pessoa lida com eles. É bom lembrar que estresse todo mundo tem. O problema é quando ele se torna excessivo ou quando persiste por muito tempo. Algumas atitudes simples como dormir bem, alimentar-se de forma saudável, fazer atividades físicas, ter momentos de prazer, buscar estratégias podem evitar ou amenizar o estresse. Se com esses cuidados a pessoa não conseguir controlar os níveis de estresse, deve procurar ajuda profissional. O psicólogo identifica os estressores, aumenta a resistência pessoal a ele, ajuda o paciente a encontrar formas de contornar aqueles que não podem ser mudados. Se meu problema é o trânsito, vou tentar horários, rotas alternativas. Se não tenho escolha, não vou ficar dentro do carro chorando e gritando. Posso aproveitar esse tempo para ouvir música, ler alguma coisa enquanto está parado. Já os estressores internos requerem um trabalho maior. Ninguém muda com pequenas dicas, a psicoterapia pode ser necessária. 


1 Imóveis Por Eduardo Bauer

imoveis@revistaenergiafm.com.br

Segurança e Praticidade Todo imóvel deve estar livre e desembaraçado para a venda antes que a mesma ocorra

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sso significa que o imóvel não pode ter qualquer tipo de impedimento, nem mesmo o proprietário qualquer tipo de dívida que possa recair sobre o bem. Devido a isso, antes da compra através de contrato particular ou de escritura pública, os proprietários sempre tiveram que apresentar aos compradores as certidões negativas referentes ao imóvel e aos mesmos, tais como: da receita federal, justiça civil, criminal, federal e trabalhista, prefeitura referente ao IPTU, protestos etc. Sendo estes empresários, sempre foi aconselhável apresentarem as mesmas certidões referentes à empresa, com intuito de evitar que a compra se torne um pesadelo, caso o imóvel passe a ser objeto de uma futura ação judicial e possível penhora. Obviamente que todas estas certidões tornam a negociação mais lenta, burocrática e onerosa. E, justamente por isso, a Corregedoria Geral da Justiça do Estado de São Paulo, através do comunicado nº276/2015, comunicou os tabeliães sobre a recente modificação da Lei que trata desta exigibilidade, onde a partir de agora os tabelionatos de notas não precisam mais exigir a apresentação destas certidões, tornando-as dispensáveis.

Pois agora os credores de qualquer tipo de dívida terão que recorrer aos cartórios de registro civil para averbarem na matrícula do imóvel pertencente ao devedor a existência da dívida. Mesmo que a mesma já esteja sendo reclamada judicialmente. Com isso, o credor garante o direito de postular judicialmente a penhora do bem, mesmo que vendido a um terceiro futuramente. Em outras palavras, a partir de agora o entendimento é de que o imóvel que for vendido sem que haja averbação de dívida na respectiva matrícula, mesmo que exista a dívida e esta seja anterior à data da venda, não poderá discutir judicialmente a penhora do imóvel. Afinal, neste caso, a dívida contraída não foi reclamada devidamente por inépcia do credor. Vale dizer que no caso de dívida trabalhista ainda há discussão sobre a necessidade de averbá-la ou não. Então, o conselho é de que sempre deve ser exigida a apresentação da matrícula atualizada do imóvel, bem como certidão negativa referente à dívida de IPTU e certidão negativa da Justiça do Trabalho. Bons Negócios! 

NÃO INVISTA NA SORTE... INVISTA CERTO, INVISTA

EM IMÓVEL BAUER! A JOGADA QUE TRAZ RETORNO

16 Revista Energia

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Raça do mês

Collie Por Heloiza Helena C. Zanzotti | Foto Douglas Ribeiro

Quem não conhece Lassie, a Collie mais famosa do mundo?

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raça tornou-se mundialmente famosa por causa do longa-metragem “A volta de Lassie”, em 1943, filme que encantou crianças e adultos, ganhou um seriado na televisão e ainda emociona muita gente. Além da beleza e do porte nobre, o Collie é conhecido por ser um cão obediente, apto para o adestramento policial, guarda e caça. Muito ágil, também é bastante inteligente, dócil e divertido. Excelente cão-guia para cegos, a raça tem uma fidelidade ímpar e é extremamente apegado à família. Adora crianças, e as vigia o tempo todo. Cães desta raça são desconfiados com estranhos, mas não costumam ser agressivos. Resistentes, precisam de exercícios físicos constantes e sofrem em apartamentos ou espaços muito pequenos. A pelagem macia precisa de poucos cuidados, entretanto, Collies de pelo longo necessitam ser escovados todos os dias. A expectativa de vida da raça é de 8 a 12 anos, o peso pode variar entre 23 e 34 kg e sua altura entre Raquel Bredariol Valles e Brenda 56 e 66 cm. Raquel Bredariol Valles, 40, empresária, é proprietária da Brenda, uma Collie de 8 anos que foi adquirida em um canil na cidade de Indaiatuba. Ela conta que quando assistiu ao seriado der”. Muito carinhosa, segundo Raquel a Brenda adora brincar “Lassie” encantou-se com o cão e pensou: “Um dia vou ter um com bola, que manipula com uma destreza impressionante. “Tedesses...”. Desejo que virou realidade. “A Brenda é minha insenho mais duas fêmeas: a Jade, uma Dachshund também de 8 parável companheira, aonde vou ela vai comigo. Em casa, se vou anos; e a Cacau, uma SRD de 2 anos. A Brenda adaptou-se muito de um cômodo a outro várias vezes lá está ela, atrás de mim”, bem com ambas. A SRD, quando chegou com apenas 30 dias, diverte-se. foi acolhida pela Brenda como sua filha. Eu podia sair de casa Raquel afirma que outra qualidade notória da Brenda é sua despreocupada porque sabia que ela cuidaria da recém-chegada obediência. “Nunca precisei falar duas vezes para ela me atenmuito bem”. 

Revista Energia 17


Gente Fina

18 Revista Energia


Daniela Bassi “Vida de atleta não é fácil, mas carrego comigo o orgulho de nunca ter desistido”

Texto Tamara Urias | Fotos Douglas Ribeiro

F

ilmes e livros realmente me atraem, principalmente quando, no contexto, existe superação e esperança. Há alguns anos assisti ao filme Coach Carter - Treino para a Vida (se você não assistiu, assista, vale a pena). Baseado em fatos reais, a história mostra como as atitudes de uma pessoa podem transformar vidas. Onde quero chegar? Em nossa Gente Fina deste mês. Com infância simples, a atleta e técnica de tênis de mesa Daniela Bassi, 35, viu no

esporte oportunidades, desde crescimento pessoal até na forma de se atingir um objetivo, seja para sucesso próprio ou para o dos outros. Além disso, o esporte a levou a conhecer lugares que talvez jamais tivesse a oportunidade se não fosse atleta. Foi também através dele que ela se tornou reconhecida e popular. Os títulos, que vão de campeonatos escolares a competições internacionais, são representados nos inúmeros troféus e medalhas espalhados por sua casa. Filha de Idalina Bassi, teve como maior motivador Revista Energia 19


distintas; eu amo ser atleta e amo ser técnica, acho que são duas metades que formam um todo. Como atleta eu vivo a emoção de ser, a adrenalina de chegar lá. Como técnica são a emoção e a adrenalina de fazer com que alguém chegue lá. Nas duas situações o resultado é muito gratificante.

Já sofreu preconceito? Na verdade, o único preconceito vivido foi com relação ao questionamento das pessoas sobre o tênis de mesa (Ping-Pong) como profissão e meio de vida, uma vez que no Brasil só o futebol era reconhecido de forma profissional. Estes questionamentos não influenciaram de forma negativa, ao contrário, eu provei que podia.

o exemplo e a conduta da mãe, já que ela sempre foi voltada a ajudar o próximo. Tímida diante do gravador, mas determinada na vida, Daniela esteve pela primeira vez em Jaú em 1995, após ser convidada a representar o município nos Jogos Regionais. O mesmo aconteceu nos anos de 1997 e 1998. Em 2002, ela recebeu o convite para jogar os Regionais e trabalhar no Centro de Treinamento da cidade na formação da base. Desde então, tornou-se uma jauense por adoção. Atualmente, treina crianças a partir dos 7 anos até o masculino e feminino adultos, entre eles, os portadores de necessidades especiais como cadeirantes, portadores de síndrome de down e outras patologias. Planos para o futuro ela tem muitos, dentre eles está disputar as Olimpíadas e os mundiais de veteranos.

Como surgiu o tênis de mesa em sua vida? O esporte sempre me atraiu; desde pequena queria ser professora de Educação Física e a cidade onde eu morava, Santa Mariana, PR, apesar de ter apenas 15 mil habitantes, sempre incentivou a prática esportiva, por esta razão todos os atletas de uma determinada modalidade já definida praticavam outras também. Na rua onde morava havia um clube japonês (Kai-Kan) onde eram realizados os treinos. O tênis de mesa, naquela época, já era um esporte de destaque no estado. Aos 6 anos comecei a participar dos treinos, pouco tempo depois fui campeã paranaense e aos 8 anos fui campeã brasileira na categoria pré-mirim. Fiquei no Paraná até os 20 anos, e fui campeã várias vezes em diferentes categorias. Quando decidiu se profissionalizar no esporte? Como atleta, desde a primeira competição; como técnica, aos 15 anos de idade, quando comecei a auxiliar a minha treinadora e despertou em mim a possibilidade de um dia vir a ser técnica também. O que você prefere: disputar como atleta ou técnica? Eu não colocaria como preferência, são duas atrações bem 20 Revista Energia

Como é trabalhar com pessoas com deficiências? Exige uma dedicação muito maior por conta das limitações de cada um, portanto, eu diria que não basta apenas ser técnico, é preciso abraçar a causa e sentir prazer em realizar este trabalho. Eu sempre quis trabalhar com portadores de necessidades especiais, isto me realiza. A primeira oportunidade surgiu aqui em Jaú, há doze anos, e refiro-me ao paratleta Paulo Salmim. O que aprendi? – Que é fácil trabalhar quando não há quase barreiras e limites, mas trabalhar com limitações revela o verdadeiro profissional que há em cada um que se propõe a isso. Sou muito grata a Deus pelas oportunidades que ele colocou e ainda há de colocar na minha trajetória. Qual a maior realização no campo profissional? Como atleta, disputar a seletiva para a seleção brasileira. Como técnica, ter colocado atleta jauense da categoria pré-mirim na seleção brasileira, tendo disputado inclusive o Sul-americano, intercâmbio de atletas na China, no Japão e no México, colocar o paratleta Paulo Salmim nas competições internacionais e hoje fazer parte da sua história vitoriosa, pois ele está posicionado entre os melhores do mundo na sua categoria. O que a faz feliz? Resume-se em uma palavra: SUPERAÇÃO. A superação é o marco da continuidade, do crescimento. Vivi um momento muito delicado quando passei por uma cirurgia no ombro e pensei que não fosse mais voltar a jogar. A superação foi novamente a minha felicidade. Você se sente realizada? Muito! Vida de atleta não é fácil, mas carrego comigo o orgulho de nunca ter desistido. O que falta para o Brasil evoluir mais no tênis de mesa e tornar-se mais competitivo internacionalmente? Massificação. Acho que este é o caminho para o tênis de mesa ser mais competitivo internacionalmente. Hoje, através de programas como o “Mais educação” e outros, a modalidade vem crescendo muito no país. Quem é Daniela Bassi? Uma guerreira. Alguém que ama o esporte, que fez dele a sua bandeira de vida e, acima de tudo, uma pessoa que sente prazer em proporcionar aos outros oportunidades que possam levá-los a lugares onde nunca tenham acreditado poder chegar. O sucesso


no esporte só é alcançado através de um conjunto de ações ou posturas como disciplina, dedicação, perseverança e abrir mão de muitas coisas da vida pessoal.

Existe um estigma de que brasileiro tem que ser jogador de futebol? Não. Acredito que o vôlei do técnico Bernardinho, o basquete da era Hortência, Paula e outras modalidades como a natação e o atletismo quebraram este estereótipo, e acredito também que com o declínio do futebol no Brasil, a tendência é que outros esportes comecem a mostrar a nova cara no velho conhecido país do futebol. Quais as maiores dificuldades que enfrentou na profissão? Como atleta, viajar sozinha desde pequena e deixar de participar de muitas competições por falta de condição financeira. Como técnica, em 2013, o Centro de treinamento de Jaú foi fechado. Viver esta situação foi a maior dor que já senti em toda a minha trajetória no esporte até os dias de hoje. Sem saber ao certo que rumo tomar, mesmo sendo convidada a trabalhar em outras cidades, não consegui deixar Jaú (a cidade que adotei para viver) e foi uma difícil batalha, pois sem salário e sem moradia fui viver de favor na casa de uma amiga. Foi um ano cruel, várias vezes pensei em desistir de tudo, mas não achei justo e algo dentro de mim não me deixava ir embora. Com a ajuda de muitos amigos superei esta fase que gostaria de apagar da minha vida e continuei a minha luta até ver aos poucos esta realidade se transformando. Tenho uma enorme gratidão por várias pessoas desta cidade, que me ajudaram nos piores momentos, mas não poderia deixar de citar duas delas: Dra. Brígida Reis e a jornalista Eliete. Também agradeço o apoio de algumas empresas. Por que doar aproximadamente 200 troféus num Torneio Solidário? Quando realizei o 1º Torneio Solidário, no ano passado, estava superando as últimas adversidades de uma longa batalha pela sobrevivência do tênis de mesa em Jaú. Queria fazer algo grande, diferente, foi quando decidi doar parte dos troféus conquistados ao longo da minha carreira como atleta. Doar parte da minha história àqueles que têm o tênis de mesa como paixão é, sem dúvida, um grande incentivo e estímulo. Vários atletas de outras cidades vieram participar quando souberam que os troféus eram meus. Fui muito questionada sobre esta doação, por conta de toda a luta que envolve a conquista dos mesmos. O resultado não podia ser melhor: o espírito de solidariedade contagiou outros atletas, que também vão doar parte de seus troféus para a premiação do 2º Torneio Solidário, que será realizado em 17 de maio de 2015. Ainda dentro do espírito de solidariedade, cada participante ou público em geral doou 1 kg de alimento não perecível, no total conseguimos arrecadar quase 400 kg, que foram doados para famílias carentes. Todo o sucesso alcançado mostra que estamos no caminho certo. Quais serão os próximos desafios na área? Fazer com que o tênis de mesa de Jaú volte a ser o que já foi um dia, colocar mais atletas na seleção paraolímpica e ver o veterano feminino de Jaú em competições internacionais. 

“Trabalhar com portadores de necessidades especiais me realiza”

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Reflexão

e agora? Chegou a hora,

Ser mãe é o sonho de quase toda mulher. Na hora da escolha do melhor tipo de parto, é preciso levar em consideração fatores físicos, psicológicos, sociais e culturais; e confiar no seu médico é essencial

Texto Tamara Urias 22 Revista Energia


Imagem: Internet


A

menstruação atrasa, um teste é feito e a confirmação vem com dois risquinhos. Para a maioria das mulheres, a gravidez gera um misto de expectativas e incertezas. Qual será o sexo do bebê? Será que vou conseguir conciliar o trabalho com a maternidade? Abro mão do emprego por um tempo? Além desses e outros questionamentos, existe a dúvida sobre qual o melhor tipo de parto. Independente do escolhido, para que a decisão seja acertada é essencial que se faça um bom pré-natal. Segundo o médico ginecologista, obstetra e mastologista Adriano Haddad Brandão, 41, é por meio dele que se avaliam as condições de saúde da mãe, além de fazer todo um aconselhamento para uma gravidez saudável e se houver qualquer intercorrência, poder tratá-la com menor prejuízo para mãe e filho. Dentre os vários tipos de partos, dois são mais usuais: o Vaginal, que pode ser normal ou com auxílio do Fórceps; e o Cesariano, que é um parto operatório (cirurgia). De acordo com o médico, o mais indicado é aquele que, após a paciente receber as informações sobre cada um deles, ela possa escolher qual mais lhe convém. “É um dos mais importantes momentos, senão o mais importante para a mulher, onde tudo que ela quer é o bem-estar do seu filho, momento no qual estão envolvidos fatores físicos, psicológicos, sociais e culturais”. E complementa: “Deixando sempre claro que parto normal ou cesariana, se feitos na hora certa, não há prejuízos para o recém-nascido. E há situações em que não temos escolha quanto à via de parto”. Ao ser questionado sobre o mito da bexiga caída, Brandão conta que a própria gravidez, em função do aumento da pressão intra-abdominal, já é um fator de risco para a bexiga caída. Porém é no parto normal onde, pela passagem do feto pelo canal de parto, ocorrem lesões das estruturas (músculos, ligamentos e fáscias), que fazem a sustentação dos órgãos pélvicos. Ou seja, quanto maior o número de partos, maior o grau de lesão, portanto, não é um mito, mas uma realidade.

O país das cesarianas Recentemente uma publicação apontou que 43% dos partos no Brasil são cesarianos, o que diverge do recomendado

Foto: Arquivo Pessoal

Daiana Pinto Filhou e Helena

Adriano Haddad Brandão

pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que salienta que o procedimento deve ser de 15% dos casos, ou quando o parto normal apresentar riscos para o bebê ou para a mãe. Talvez isso se deva em função da ausência de dor e da facilidade em planejar o dia e a hora do nascimento. “Quando nos referimos a pacientes particulares ou que possuam plano de saúde, podemos indicar que quando esta pode escolher, há grande preferência pela cesariana; se isto é bom ou ruim, devemos levar em conta o grau de satisfação das pacientes. Já as pacientes do SUS não têm o poder de escolha sobre a via de parto, sendo sempre realizado o parto vaginal, pois pelo SUS só se faz cesariana quando há uma indicação precisa”. Segundo ele, as casas de parto e parteiras só se justificam onde a pessoa não tem a chance de ter um parto hospitalar com supervisão médica, pois qualquer complicação que haja no curso do trabalho de parto pode significar sequelas permanentes ou até a morte de mãe ou feto, e até mesmo dos dois. Já as doulas podem ter uma atuação importante dentro do hospital, auxiliando as pacientes, deixando-as mais calmas e ensinando as posições e atitudes que facilitam o parto normal e diminuem a dor. “Não podemos esquecer que, para uma gravidez saudável e um pós parto ótimo, devemos ter os cuidados básicos com a saúde como hidratação, alimentação saudável, manutenção de peso adequado, realização de atividades físicas e no pós parto imediato, ao invés de atividade física, fazer o repouso adequado dando atenção à criança, com muita insistência no aleitamento materno exclusivo”. Um assunto muito discutido atualmente é a humanização do parto, insistindo no parto vaginal sem nenhuma intervenção médica, sendo que o primeiro passo, de acordo com Brandão, deve ser observar a vontade da paciente e a sua disposição para tal.

A chegada de Helena A enfermeira obstetra Daiana Pinto Filhou, 29 anos, tinha o desejo de um parto humanizado, condição que Jorge, seu


marido que é médico anestesista, não concordava. “Ele dizia que aceitaria só se tivesse uma UTI móvel à disposição. De início, isso estava fora dos planos, mas de repente o parto ocorreu em casa e sem nenhum planejamento”. Grávida de nove meses de Helena, na noite de 26 de abril de 2013, uma sexta-feira, as cólicas começaram a dar sinais. Como o seu médico obstetra estava trabalhando em Sorocaba, SP, e só chegaria a Jaú no sábado, a amiga e enfermeira obstetra Creusa Guilherme a acompanhava. Durante a madrugada Daiana, com dor, andava de um lado para outro e fazia exercícios para o parto. Como a dor ficou mais intensa, às 3h a jovem acordou o marido que foi buscar a Creusa para dar suporte. “Fui examinada e como ainda estava sem dilatação combinamos que por volta das 10h iríamos para a maternidade de Dois Córregos aguardar o parto lá, pois às 7h meu marido tinha uma cirurgia para anestesiar na cidade de Brotas”. O dia amanheceu, Jorge e Creusa saíram para trabalhar e a mãe de Daiana veio ficar com ela. Enquanto sua mãe lavava algumas roupas de Helena, Daiana foi tomar banho e além de sentir que a dor havia aumentado, percebeu que estava sangrando. Ao chegar ao banheiro sua mãe assustou e queria levá-la à Santa Casa de Jaú. “Eu tentei acalmá-la e disse que não ia dar tempo. Sentei no vaso sanitário para fazer força, enquanto ligava para meu marido, para a enfermeira e o obstetra. A única frase que eu disse foi: ‘vem, que vai nascer’”, recorda. Sem roupa, a futura mamãe deitou-se na cama e começou a fazer força. Creusa foi a primeira a chegar, examinou-a e disse que Helena estava pronta para nascer. Perguntou se Daiana confiava nela para fazer o fazer o parto. Após um sim, com a ajuda da mãe da jovem a enfermeira obstetra pegou toalhas, material estéril e a balança para pesar o bebê. Pouco tempo depois Helena nasceu. “Foi o tempo de meu marido chegar ao quarto. Enquanto ele e a Creusa foram para outro quarto cuidar da Helena, caiu a ficha de tudo o que tinha acontecido. Emocionada, me senti corajosa, realizada profissionalmente, como mãe e mais mulher”. Mais tarde seu médico obstetra chegou de viagem, examinou ambas e constatou que estava tudo bem. “Levei muitas broncas de amigos médicos do meu marido, mas no momento não pensei em nada, queria me livrar da dor e sabia que não tinha o que fazer. Não sei se faria de novo, foi arriscadíssimo! De algo eu sei, quando os sinais do parto aparecerem, eu corro para a maternidade, que nasce rapidinho”, diverte-se.  Daiana Pinto Filhou e Helena

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Energia Garota

Jaqueline Spatti

Por Paula Mesquita

Tel.: (14) 3626 3850 Rua Campos Salles, 256 - Centro JaĂş/SP Paula Mesquita Modas


Ficha técnica:

Fotos e Produção: Douglas Ribeiro Looks e Acessórios: Paula Mesquita Beleza: Pró Hair Cabelo e Estética Fone: 3416 2576


Capa


O presente

ideal

!

Presentear alguÊm com uma joia faz com que a pessoa se sinta valorizada. É um presente marcante, que simboliza afetividade e estilo Texto Heloiza Helena C Zanzotti

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É

inegável o fascínio exercido pelas joias sobre os seres humanos. Usados desde os primórdios da humanidade como símbolos de poder e riqueza, esses adornos foram criados para que as pessoas se sentissem mais belas e felizes. E quem não gosta de ganhar uma joia de presente? Afinal, em qualquer ocasião o brilho do ouro e as pedras traduzem a elegância e o bom gosto de quem as usa. Agrada sempre Presentear é sempre uma forma delicada de demonstrar amor e carinho. Todos nós adoramos receber uma lembrancinha, por mais simples que seja. Esse gesto demonstra que fomos lembrados, que somos importantes para alguém. Receber uma joia é uma surpresa das mais agradáveis, e não há como errar quando a intenção é deixar alguém feliz. Usadas desde a antiguidade como amuletos para atrair sorte, ou como símbolos de status e poder, essas peças ganharam novas formas, materiais diversos e fazem parte do dia a dia de homens e mulheres que não dispensam um visual mais atraente. Todo dia é especial Normalmente as pessoas esperam datas comemorativas para presentear, entretanto, presentes não precisam de data ou ocasião especial, e se forem dados em situações inesperadas o impacto é ainda maior. Imagine a felicidade que uma lembrança sem data marcada causará na pessoa que a receber... Embora todos os dias sejam especiais, o que não faltam nas próximas semanas são ocasiões para presentear: dia das mães, mês das noivas, dia dos namorados. Então, está na hora de pensar naquele presente que vai tocar o coração, marcar o momento, emocionar. Além da beleza, semijoias são presentes duradouros e significativos, que não pesam tanto no orçamento e podem ser exibidas sem maiores preocupações com a questão segurança. E para arrasar ainda mais, nada melhor do que uma semijoia que combine com o estilo de quem vai ser presentado. Safira Semijoias Há mais de 20 anos a Safira Semijoias tem produzido peças exclusivas, acessíveis a todas as camadas sociais. A empresa adquiriu maturidade e experiência ao longo destes anos, desenvolvendo com competência e criatividade peças surpreendentes, com design moderno e matéria prima de altíssima qualidade. Por isso a Safira pode dar garantia de dois anos em seus produtos, o que faz da empresa líder do segmento em Jaú e região. Vale lembrar que o processo de banho é reali-

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zado com tecnologia avançada, sem danos ao meio ambiente. Além disso, peças com banho em ouro 18k, aço inox e prata 925 garantem produtos requintados, com praticamente risco zero de alergias devido ao uso. Acerte na escolha Para a Safira Semijoias, atender bem seus clientes é mais que vender produtos. É estar pronta para orientar, ajudar a despertar sentimentos como paixão, amizade, conquista, agradecimento, enfim, envolver cada produto em emoções, marcar momentos, compartilhar histórias de vida. Quer comprar um presente marcante? Confira algumas dicas da Safira que podem ajudar na escolha do presente ideal. Para elas Conjuntos como brincos e colar devem harmonizar-se. Se um é grande, recomenda-se que o outro seja mais delicado. Essa é uma das orientações que as consultoras da Safira oferecem às clientes e amigas, disponibilizando desde peças mais delicadas às mais exuberantes. Dúvidas no acessório Quando pegamos no guarda-roupa aquele terninho maravilhoso e ficamos em dúvida sobre qual acessório vai combinar, pode apostar nas peças em zircônia que, com certeza, você vai arrasar. As zircônias têm aquele ar de sofisticação, porém são neutras e combinam com todos os looks. Se a ocasião pede uma produção com mais glamour, como é o caso do terninho, elas caem bem. Se o look for mais despojado as zircônias equilibram e enriquecem a produção, uma vez que essas peças aproximam-se de uma joia. Na linha de zircônias a Safira tem peças maravilhosas como anéis, brincos, pulseiras e colares, que farão com que seu look fique ainda mais elegante. Para as noivas Obviamente as peças devem ser compatíveis com o vestido e acentuar esta vestimenta. Jamais os acessórios podem ofuscar o vestido de noiva. Na Safira há várias opções para fazer do seu dia, um dia mágico! Quando eles escolhem A maioria dos homens sente alguma dificuldade ao escolher uma semijoia para a mulher, seja ela noiva, namorada ou mãe. Para aqueles que gostam de presentear, na Safira eles encon-


Séculus, Mondaine e Speedo, todos com um ano de garantia; além de pulseiras, correntes, anéis em ouro, prata 925, aço inox e com banho em ouro 18k.

Marcone Vitório Perreira Jennifer Ariana de Oliveira Furtado

tram o presente perfeito, além do atendimento acolhedor, o que faz com que todos os clientes, ao adquirir um produto, saiam da loja muito satisfeitos. Para eles Relógio é a joia do homem. Não precisa ser um Rolex, mas um bom relógio que combine com a personalidade de quem vai usá-lo. E homens adoram possuir vários relógios e trocá-los conforme a roupa e a ocasião. Para eles a Safira oferece relógios das melhores marcas como Orient, Lince, X Game,

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O que os clientes dizem Marcone Vitório Perreira e sua namorada Jennifer Ariana de Oliveira Furtado, são clientes da Safira e contam sua experiência com a empresa: “Sou cliente da Safira há bastante tempo. Gosto de comprar lá pela credibilidade que a loja possui, a paciência em atender sempre bem, o que é difícil encontrar em outros lugares. Os produtos são muito bons e eles não cobram nenhuma taxa para colocar o nome em alianças, por exemplo, o que não acontece em outras empresas, que sempre acrescem alguma coisa pelo serviço. Sempre fiz ótimos negócios com o pessoal da Safira e nossa próxima aliança vamos comprar lá, pois os produtos possuem garantia, não quebram, são mesmo de qualidade”. Jennifer diz: “Escolhemos a Safira porque é um lugar onde encontramos variedade, as joias são lindas. Além disso, eles nos atendem super bem, são pessoas muito simpáticas, sempre prontas a ajudar e orientar. Se alguma peça apresentar qualquer problema eles resolvem, e os descontos são ótimos. Gostamos deles, sempre vamos comprar ali e além de tudo isso, é um lugar bacana, com um visual muito agradável”. Você também é convidado especial para conhecer a nova coleção da Safira, que está simplesmente de arrasar. Passe em uma de suas lojas e surpreenda-se! 


C

onhecida popularmente como Jardim de Baixo, a Praça da República é um local belíssimo, construído em formato de peixe, e que abriga uma vegetação diversificada, com árvores altas e copadas, o que confere sombra e ar fresco aos seus frequentadores. A princípio o local era totalmente aberto, servia de pasto para animais, possuía apenas um bebedouro de água para a população e era conhecido como Largo do Rosário, por haver uma pequena igreja nas proximidades. Em 1884 foi construído um teatro no local, denominado Teatro São Manoel, e o lugar passou a ser conhecido como Largo do Teatro. A construção teria servido de hospedaria para imigrantes e soldados do exército que ocasionalmente faziam a segurança de trabalhadores do Alto Paraná. Reformado pelo Cel. Manoel Coimbra no final do século XIX, passou a chamar-se Teatro Carlos Gomes, e foi palco de atrações como os festejos de 07 de setembro de 1909, as comemorações em honra a Nossa Senhora do Patrocínio, em outubro do mesmo ano, e ali também foram exibidos diversos filmes após o referido coronel trazer para Jaú um cinematógrafo. Em 1910 o Teatro foi ampliado, ganhando uma espaçosa sala de espera. Neste mesmo ano o Largo do Teatro ganha novo nome, e passa a chamar-se Praça da República. Em 17 de agosto de 1910 há uma publicação no jornal Comércio do Jahu avisando a população que devido a obras realizadas na Praça Siqueira Campos, aos domingos haveria apresentação de bandas de música na Praça da República, e assim seria necessária a construção de um coreto, ainda que provisório. Desse modo, o Cel. Manoel Coimbra juntamente com comerciantes das adjacências providenciaram tal edificação. Entretanto, a Câmara Municipal de Jaú desejava reformular a Praça da República, e o novo projeto foi conferido ao engenheiro João Ribeiro da Silva, responsável pelo desenho em formato de um peixe. As obras tiveram início em 1912, ano em que também ocorre o falecimento do coronel, sendo que após sua morte o Teatro Carlos Gomes foi entrando em decadência.

A construção da nova praça estendeu-se por alguns anos e mesmo sem estar totalmente pronto e ainda cercado por arame farpado, o novo jardim já era utilizado pela sociedade local para passeios ao seu redor. A iluminação da praça foi idealizada nos moldes da que havia no Teatro Municipal de São Paulo, com seus postes decorados. Considerado por muitos como um dos mais bonitos jardins do interior do estado, teve a cerca de arame retirada e foi liberado ao público em 30 de junho de 1915. Não houve inauguração ou ato solene. A primeira apresentação no novo coreto da Praça da República aconteceu no dia 20 de agosto de 1916, com a apresentação da banda “A Popular”, regida por Américo Gobbato. Na praça há a escultura de uma águia, construída pela colônia sírio-libanesa em homenagem a João Ribeiro de Barros; a réplica do Manequem Pis, o menino fazendo xixi (a original fica em Bruxelas, na Bélgica) e o monumento em homenagem aos combatentes da Revolução Constitucionalista de 1932. 

Fotos: Face - JauHistoria

Heloiza Helena C. Zanzotti

Praça da República


Especial

Minha mãe é...

Quem está sempre de braços abertos a acolher. É quem cede seu ventre para dar o bem mais precioso, a VIDA! É aquela que mesmo diante do egoísmo de nós, filhos, compreende e ama sem esperar nada em troca. É fonte eterna de segurança e amor. Parafraseando o grande Mário Quintana: “Mãe... São três letras apenas as desse nome bendito: também o céu tem três letras... E nelas cabe o infinito. Para louvar nossa mãe, todo o bem que se disse nunca há de ser tão grande como o bem que ela nos quer... Palavra tão pequenina, bem sabem os lábios meus que és do tamanho do céu e apenas menor que Deus!” Para homenageá-las, a Revista Energia convidou alguns filhos para responder o que eles sentem em relação às suas mães.

Texto Tamara Urias

“Meu refúgio. Ela tem a capacidade de ouvir o silêncio, adivinhar sentimentos e encontrar a palavra certa nos momentos incertos. Simplesmente é a sabedoria emprestada de Deus para nos proteger e nos amparar sempre. Mãe, obrigada por me amar tanto!” Ana Paula Fernandes com a mãe Siomara Elisabete Fini

“Bem imensurável, que além de nos dar a vida nos presenteou com a profissão dela e também nos formou o caráter, a ética e nos fez pessoas do bem. Tenho muito orgulho dessa mulher que para mim é exemplo de vida, pois é um privilégio ter uma mãe cuidando, amparando e orientando ao longo da vida. Temos muito orgulho em falar da nossa família, o quanto somos felizes juntos e, sem dúvida, sabemos o quanto a alegra o nosso respeito e toda gratidão que temos por ela nos proporcionar todo esse bem que herdamos de nossa matriarca. O exemplo dela é forte e marcante para os netos Felipe e o Miguel, que com apenas 4 anos, fala que quando crescer vai seguir a profissão da vovó Celina.” Flávia, Reginaldo e Francine Jorgin são filhos de Celina Jorgin

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“Uma pessoa muito especial. Posso tentar fazer tudo para retribuir o que você fez por mim, mas sei que nunca vou conseguir nem chegar perto, então, quero deixar registrado todo o amor que sinto por você.” Gustavo Bassan com a mãe Alaélia Bassan

“Minha mãe é especial, algo divino, sem explicações. Alguém capaz de libertar-se de si mesma. Abrir mão de suas posses e dar lugar ao filho. Minha Mãe, exemplo real de renúncia!” Geliane Crotti Humeniuk com os filhos Pedro Henrique Crotti Humeniuk e Luiz Felipe Crotti Humeniuk

“Além de ser uma grande amiga, uma eterna guerreira, ela participa das minhas conquistas, crescimento e alegrias, além de estar sempre pronta para me acolher nos momentos difíceis. Espero estar sempre ao seu lado e poder retribuir cada palavra e gesto de carinho que dedicou a mim”. Fabiano Spirandelli homenageia sua mãe Fátima Luzia Spirandelli”

“Amor, confiança, alegria, dedicação, paciência e respeito.” Alexandre Henrique de Lima, Alencar e Adriano são filhos de Maria José Correa de Lima


Esporte

séria Brincadeira

Utilizando-se de táticas e estratégias militares, o Airsoft tem ganhado espaço e atraído milhares de pessoas. Como a munição usada não deixa marcas nas vítimas, o esporte segue um código de honra

Foto: Matheus Lopes

Texto Tamara Urias

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B

aseado em táticas de ataque e defesa das forças armadas e com cenários que podem variar entre os ambientes rural e urbano, o Airsoft pode ser jogado de acordo com a criatividade do grupo e da montagem do campo de batalha, sendo proibida a prática em locais públicos. As equipes duelam entre si ou em conjunto contra as outras, em jogos e eventos chamados ‘operações’ que podem durar dias, com vários tipos de missões como escoltar, buscar, conquistar, retomar, resgatar, apreender, entre outras. A brincadeira é levada a sério e com responsabilidade, tanto que o nível de realismo traz à tona a sensação de se estar no meio de um combate. “Os competidores criam, organizam e promovem o crescimento das equipes com regras, insígnia e hierarquia próprias”, ressalta o gestor industrial e líder da equipe GOST, Julio Corsi, 33 anos. Para a prática, equipamentos militares como óculos de proteção (obrigatório), máscaras, capacetes, coletes, coturnos, luvas, shemagh, fardas idênticas às das forças armadas, hierarquia militar e uma missão a ser cumprida fazem parte do jogo. À primeira vista, o esporte pode apresentar semelhanças ao paintball, mas cada um tem suas peculiaridades como tipo de equipamento e munição. Durante a disputa as armas usadas são de pressão, com calibre 6 mm que atiram esferas plásticas não letais, em escala e aparência idênticas exteriormente às de armas de fogo reais, porém, com mecanismos internos que são impossíveis de

serem adaptados para tiros com munição real. Legalizadas no Brasil, pela Portaria 02 COLOG, desde 2010, é obrigatório que se tenha uma marcação em vermelho vivo ou laranja florescente na extremidade do cano para diferenciá-la das armas de fogo reais. “O equipamento é controlado pelo exército brasileiro e necessita de documento que comprove a origem lícita, como nota fiscal ou Certificado Internacional de Importação, emitido pelo comando logístico do exército. O desacordo com essas exigências caracteriza crime passível de punição”, enfatiza. Normas As regras do esporte podem variar entre as regiões ou estilos; no básico, como as munições não marcam o oponente, o Airsoft é um esporte de honra e honestidade, pois o operacional atingido deve se declarar morto. “Os jogadores que tentam furar essa regra normalmente são punidos e até impedidos de participar de campeonatos e eventos”. A força dos disparos tem limites de acordo com o evento e, salvo exceções, não é permitido disparos a menos de cinco metros; como regra de segurança as armas só podem estar carregadas na área de combate ou na área de testes. “Nós do GOST praticamos o Milsim RA (Militar Simulation Real Action), onde a munição é limitada conforme os padrões das armas reais, e utilizamos um contexto de ‘simulação de ferimento’ onde, dependendo do local atingido, o operacional ‘morre’, (como cabeça e

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Foto: Arquivo Pessoal

tronco), ou fica incapacitado de utilizar (como braços e pernas), dando mais realismo à ação”, frisa. Qualquer interessado, independente de sexo ou idade pode integrar a equipe, desde que tenha condições financeiras, pois cada membro deve ter seu próprio equipamento e tempo disponível nos finais de semana. “O esporte sempre teve como predominância o sexo masculino, mas atualmente existem muitas mulheres participando em todo o Brasil”. Iniciação Desde criança, o líder do grupo já participava de algumas “guerrinhas”, seu primeiro contato com este tipo de equipamento foi em 1994, como hobby e coleção. porém, como as armas de Airsoft eram oriundas do Paraguai, com o uso inadequado por bandidos, e após o Estatuto do Desarmamento de 2003, quando foram proibidas no Brasil, foram legalizadas para o esporte somente em 2007. Quando Corsi teve conhecimento da liberação, foi em busca de informações de grupos praticantes. Mas somente em 2013 descobriu que havia uma equipe que atuava em Bauru. “Ao entrar em contato com eles tive a oportunidade de conhecer equipes em todo o estado, uma delas foi o GRO, Grim Reapers Operators - Real Action de São Carlos, com noventa membros e que atua na modalidade Milsim RA há cerca de seis anos”. Após adquirir experiência decidiu formar uma equipe e implantar o Airsoft como esporte em Jaú. Desde janeiro de 2015 o grupo atua e treina novos recrutas e já conta com dezoito operacionais vindos de Barra Bonita, Dois Córregos, Mineiros do Tietê e Ibitinga. “Cada função é definida por tempo de integração, dedicação, comprometimento e habilidade. Participamos de jogos, treinamentos e eventos variando de 10 a 150 participantes, temos uma base operacional em Jaú para treinamentos e pequenos jogos, mas participamos de operações em diversas cidades do estado que acontecem geralmente aos finais de semana”, pontua. GOST Cada equipe tem um nome, geralmente em siglas, e um escudo/brasão. O emblema do GOST (Grupo de Operações de Simulação Tática) é uma variação dos padrões das forças especiais. De acordo com Corsi, nada é mais misterioso para os mais leigos do que a mística da caveira, símbolo muito usado por diversos 38 Revista Energia

grupos de operações especiais nos quatro pontos do planeta. “Na realidade não existe nada de macabro, mas uma simbologia muito forte porque durante a Segunda Guerra Mundial um grupo de comandos, ao libertar prisioneiros dos terríveis campos de concentração das tropas nazistas, deparou-se na sala de um dos oficiais com um crânio humano. Aquele bizarro troféu mostrava o que acontecia dentro do campo, a morte de forma cruel e impiedosa, foi quando um dos membros do grupo sacou de sua adaga, que sempre representou a coragem e a astúcia destes guerreiros, e cravou no crânio de cima para baixo, gritando para todos que naquele momento era a vitória da vida sobre as tropas da morte”. Assim nasceu a mística da caveira, muitas vezes mal interpretada e que causa espanto em muitas pessoas, mas que representa a vitória sobre a morte. A Boina faz referência às Forças Especiais do Exército dos Estados Unidos, conhecidas como os Boinas Verdes; já no Exército Brasileiro, de forma simbólica, significa o reconhecimento e o valor do desafio superado, e a firme conquista de objetivos pelo soldado. Parceria com a PMSP A prática produz diversos benefícios na vida do esportista como integração social, raciocínio rápido, atividade física, combate ao sedentarismo, evolução de caráter e da consciência social, e muita diversão. Sua principal meta é a satisfação pessoal, mas as circunstâncias têm levado os esportistas a novos horizontes. Com o crescimento do esporte e a utilização de treinamentos e táticas cada vez mais reais, o Airsoft tornou-se popular também entre os agentes de segurança, como Exército e Polícia Militar, chegando até o grupo um Capitão da Polícia Militar que, após atuar e se tornar membro do GRO - São Carlos, percebeu que poderia utilizar o esporte para treinamento de seus agentes, assim se concretizando o que se tem conhecimento até hoje, duas operações de simulação com a PM utilizando equipamentos e equipes de Airsoft, uma delas em Descalvado, SP, da qual o GOST participou com alguns membros sob a liderança de Corsi. Neste ano, o GOST tem em andamento operações de simulação em conjunto com a Polícia Militar que irão ocorrer em várias cidades como Santa Rita, Porto Ferreira, Ibaté, Dourado e Ribeirão Bonito, todas pertencentes ao Batalhão da Polícia Militar da região de São Carlos. “Levei o projeto para análise dos Majores e Capitães do comando do 27º BPM de Jaú, mas ainda não de-


monstraram interesse”. Para nós é uma satisfação integrar esse tipo de ação, pois trocamos experiências com os profissionais e ao mesmo tempo podemos auxiliá-los para uma melhor capacitação de técnicas de combate ao crime. Uma simulação utilizando Airsoft tem um custo insignificante se comparado ao uso de munições reais, nós fornecemos todo o equipamento para os militares participantes, isentando de qualquer custo para a Polícia Militar, e a proporção de adrenalina e aperfeiçoamento técnico que a simulação fornece é incomparável, pois alvos de papel não revidam, nós sim”, finaliza.  Quer saber mais sobre o esporte? GOST - Airsoft Jaú “Conheci o Airsoft através do Corsi. Quando o vi praticando logo tive interesse e adquiri meu equipamento, ele me levou para praticar com outras equipes em operações pelo estado de SP. Pratico o esporte há um ano, além de proporcionar a adrenalina de um combate quase real, ser um esporte onde a honra e a honestidade prevalecem, ainda é saudável pois me ajuda a queimar muitas calorias durante uma partida.” Helton Magalhães, 42 anos, funcionário público

Foto: Arquivo Pessoal

“Pratico Airsoft há seis meses e me identifiquei com o esporte por suas filosofias: Honestidade, Honra e Espirito de Equipe. Conheci a equipe GOST pela internet, sai do videogame para viver a verdadeira emoção, o esporte é apaixonante, é adrenalina pura, muito próximo do combate real.” Guilherme Ventura, 23 anos, comerciante Foto: Matheus Lopes

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Look de artista

Fotografia Douglas Ribeiro Modelo Suelen Santos Beleza Pro Hair Cabelo e Estética Style Vestylle Megastore Locação Lótus Jaú 40 Revista Energia


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Look de artista

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Arqueologia

Indiana Jones

tesouro

eo verdadeiro

Bastante explorada na série de filmes de aventura “Indiana Jones”, a Arqueologia ganhou espaço e importância em nosso país Texto Heloiza Helena C. Zanzotti | Fotos Arquivo Pessoal 44 Revista Energia


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saga do professor de Arqueologia que se aventura em busca de objetos perdidos desperta a curiosidade das pessoas sobre o que é a Arqueologia e como trabalham os profissionais da área. É óbvio que arqueólogos não usam revólver, chicote e o chapéu do protagonista do filme, mas a partir da série passamos a observar melhor questões relacionadas ao patrimônio e à cultura das civilizações. Nada de mistério O arqueólogo estuda as sociedades através de objetos confeccionados e utilizados no passado. Assim, este profissional precisa ter grande conhecimento de História e muita técnica para trabalhar com peças bastante antigas, muitas imperceptíveis a olhos leigos. Normalmente relacionada a escavações e mistérios, na verdade a profissão tem muito menos aventura e muito mais estudo. As principais atividades desempenhadas são na área de pesquisa, junto a institutos e museus; lecionando em universidades; na área de preservação e recuperação do patrimônio histórico; em consultoria para empresas de engenharia, verificando a viabilidade de realizar certas obras e em empresas ligadas à preservação do patrimônio histórico. E o mercado está em alta: no Brasil existem quase 12 mil sítios arqueológicos catalogados e qualquer obra de infraestrutura passa antes pela avaliação do profissional da Arqueologia.

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Descobrimos em Jaú Berço de grandes talentos nas mais variadas áreas, também na Arqueologia Jaú tem seus representantes: a renomada arqueóloga Niède Guidon, que fez descobertas de impacto mundial, e o jovem Fábio Grossi dos Santos, que já acumula experiência ímpar. Fábio é graduado em História, possui Mestrado em Arqueologia pelo Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo, está com o Doutorado em curso e é membro efetivo da Sociedade de Arqueologia Brasileira. Ele conta que desde muito cedo já tinha certeza da profissão que queria seguir, e lembra que era fascinado por tudo o que se relacionava com as civilizações antigas, origem da humanidade e História em geral. “Participei de vários cursos e até criei em Jaú um grupo de estudos que envolvia alunos do curso de História. Desse grupo, um dos integrantes também seguiu na área e hoje é arqueólogo, Marcel Lopes, que atualmente mora em São Paulo. Chegamos a realizar um evento de porte nacional, o “1º Simpósio Jauense de História e Arqueologia”, em 2005, no Teatro Municipal Elza Munerato. Com duração de uma semana, por ali passaram historiadores e arqueólogos famosos, inclusive a convidada especial, Niède Guidon”. O sonho de um museu Com a obrigatoriedade do Estudo de Impacto Ambiental para diversas obras, Fábio iniciou seu trabalho na área e assim atuou em praticamente todo o país. Paralelo a este trabalho, o arqueólogo estudava com uma equipe sediada em Araraquara, e o volume de pesquisas cresceu tanto que surgiu, então, a proposta da criação de um Museu voltado para a Arqueologia regional. Em seu mestrado, Fábio estudou os primeiros grupos humanos que habitaram nossa região, o centro-oeste paulista. Um dos sítios pesquisados mostrou que o primeiro homem que chegou aqui data de 14.500 anos atrás, ou seja, é muito antigo e questiona a própria história do povoamento da América, que por enquanto afirma-se ter acontecido há 12 mil anos. Os resultados chamaram a atenção de diversos pesquisadores para nossa região, e atualmente temos mais arqueólogos atuando nas proximidades. “Em meio a toda essa atuação, vi o sonho materializar-se: em 2008 foi inaugurado o Museu de Arqueologia e Paleontologia de Araraquara, fruto desse trabalho contínuo no interior paulista, juntamente com outros pesquisadores”, conta ele. Nossa cidade em estudo Preocupado com o desenvolvimento e a valorização da história regional, sobretudo a de Jaú, onde está constantemente levantando dados, Fábio escreveu dois artigos de lei para o Plano Diretor da cidade, elaborado em 2006, visando à proteção do nosso Pa-

trimônio Arqueológico, tanto na área urbana quanto na rural. Ele explica que esteve envolvido na coleta de informações sobre as ossadas e sepultamentos encontrados no embasamento do Prédio da Diretoria Regional de Jaú e da E.E. Major Prado, na época em que passaram por reformas estruturais. Fábio ainda faz questão de citar que “A história de Jaú contada por seu cemitério” é um projeto bem sucedido, inclusive pela atuação de Júlio César Polli, diretor do Museu Municipal, que também leva cidadãos a visitas ao cemitério, embora usando foco distinto ao do arqueólogo. Pelo mundo Sempre procurando expandir seus conhecimentos, Fábio participou de congressos internacionais. Esteve no Peru, onde surgiu a oportunidade de participar de uma das escavações arqueológicas mais famosas no mundo. Em 2009 integrou a equipe internacional das escavações em Nasca, onde se encontram as famosas linhas e imagens (geoglifos) que só podem ser vistos do céu. Em 2010 participou do Congresso Internacional em Mendoza, na Argentina, e em 2012 fez um curso de extensão universitária em Portugal. Jaú novamente em foco Logicamente que os locais de exploração e pesquisa onde Fábio e seus amigos arqueólogos trabalham não são pirâmides faraônicas, grutas secretas ou cidades perdidas. São em sua maioria locais chamados sítios arqueológicos, onde são feitos estudos criteriosos. Atualmente Fábio continua suas pesquisas em nossa região, procurando descobrir novas evidências sobre os mais antigos povoadores do interior paulista. Vale salientar que os resultados obtidos podem levar a região de Jaú para o foco do debate iniciado anos atrás pela arqueóloga jauense Niède Guidon. Estão envolvidos nas pesquisas equipes do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, da Unicamp e do Museu de Arqueologia e Paleontologia de Araraquara. “Sítios identificados no município de Jaú serão escavados na primeira quinzena deste mês de maio e pretendemos, com isso, mobilizar e sensibilizar os cidadãos jauenses quanto à importância desse patrimônio para nossa cidade, não só no plano cultural, mas também turístico e econômico”, afirma Fábio. Sua preocupação, entretanto, é sempre com a preservação e valorização do nosso patrimônio e história. Museu de Arqueologia e Paleontologia de Araraquara O MAPA (Museu de Arqueologia e Paleontologia de Araraquara) possui um acervo rico e diversificado. Considerado uma das principais instituições de preservação do patrimônio arqueológico do estado de São Paulo, reúne milhares de peças arqueológicas advindas de diversos municípios paulistas. Ali também estão expostos os resultados das pesquisas feitas por Fábio e equipe. O

Escavação em sítio arqueológico no Maranhão

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Escavação no Abrigo do Alvo em Analândia


Coleta de amostra de sedimentos para análise química

local possui um laboratório para atividades de limpeza, análise e curadoria de todo material arqueológico e paleontológico recebido na instituição. O museu oferece visitas monitoradas para escolas com agendamento prévio. De volta ao filme Embora a vida de arqueólogo de Fábio não seja tão agitada como as aventuras vividas por Indiana Jones, ela tem seus mistérios e encantos que só quem atua na área consegue descrever. E sua importância para a humanidade é inquestionável, afinal, é através do estudo do nosso passado que construímos um futuro melhor para todos. Enfim, após mergulharmos no mundo da Arqueologia chegamos à conclusão de que o verdadeiro tesouro encontrado nessa aventura é o conhecimento. 

Em 18 de maio comemoramos o Dia Internacional dos Museus. Aproveite para conhecer o MAPA Museu de Arqueologia e Paleontologia de Araraquara. Rua Voluntários da Pátria esquina com Av. Portugal - Centro Araraquara/SP - Telefone: (16) 3332-4933

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club

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Bar do Português O Bar do Português está com novidades em seu cardápio. Para aquecer os sábados de outono, o local oferece uma deliciosa feijoada com acompanhamentos. O chope continua sendo o melhor, o atendimento de qualidade e o ambiente propício para estar com os amigos e a família. 1. Márcio Capelloza e Danielle Almeida Prado 2. Antonio Barata, Paulo Mesquine, Tiago Belini e Di Santos 3. Suze Lima, Guido de Mathis, José Antoniom Max Wenzel e Marta Wenzel 4. Cristiano Anjos, Gui Almeida Prado, Daniel Brandão, Marcelo Izar e Thiago Pelegrina 5. Dejair Palácio, Paulo Takaki, Beto Peres, Zé Luiz Virgilio e Teio Curi

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Fotos: Arquivo Pessoal

Empório Cervisia

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No dia 12 de Abril o Empório Cervisia comemorou seu primeiro aniversário com muita festa, gente bonita e chope artesanal Brotas Beer. Com mais de 100 rótulos de cervejas de diversos estilos e nacionalidades, além de porções para petiscar em um ambiente agradável, a loja oferece também kits e copos especiais para presente. O Empório Cervisia fica no Jaú Shopping – piso superior.

1. Rodrigo e Gabriel Trovão 2. Natália M. Gorri, Aline Lima de Paula, Fernanda Cincotto, Rodolfo Thomazelli, Lucinha Galvão 3. Gabriela Henn e Jonatas Arjona 4. Renan Aguiar e Viviane Barros 5. João Paulo Sorratini e Carol Konti Frabetti 6. Carolina Nunhez, Isabela Arakaki, Otávio Nunhez, Debora Nunhez, Ricardo Nunhez

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Marlene Festas Com qualidade, conceito e sob medida para casamentos, aniversários e recepções, o buffet Marlene Festas transforma sonhos em realidade. A Aquarela Festas oferece ambiente amplo, lindas decorações e o melhor e mais variado buffet da região. Venha fazer uma visita. O local fica na Avenida Netinho Prado 138 - Vila Maria – Jaú Tel.: (14) 3032.3418 | (14) 3621.8365

1. 1º aninho de Livia Martins de Oliveira 2. Roney Louzada Passarelli, Keity Louzada Passarelli e a filha Lara 3. Rafael Martins de Oliveira, Priscila Antonio e os filhos Livia e Felipe 4. Noiva Ana Carolina Nadaletto 5. Noivo Rodolfo Guislene, Marlene Teixeira e a noiva Ana Carolina Nadaletto

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Jaú Shopping Até o dia 10 de maio acontece no Jaú Shopping a exposição de telas “Acordes e Desacordes da Cor”, das artistas plásticas Domingas Tereza Martins Perea e de Maria Luiza Battaiola Costa. A mostra estará aberta à visitação pública todos os dias, das 10h às 22h, na Galeria de Eventos (piso térreo). Além disso, a Praça de Alimentação do Jaú Shopping é opção certa para quem quer encontrar variedade e saborear as delícias do local. 1. Amanda Fernandes, Lucas Fernandes, Matheus Reguini, Bruno Reguini, Gabriela Reguini e Beatriz Marra 2. Daniel Turini e Thais Morais 3. Ricardo Rozato, Gustavo Rozato e Paula Rozato

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Chocoblitz Energia Com a participação de vários parceiros da Energia e sorteios de ovos de Páscoa da Chocolates Brasil Cacau, a Energia realizou a ação mais gostosa desta Páscoa: Chocoblitz Energia.

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Empresarial

Por Antônio Paulo Grassi Trementocio empresarial@revistaenergiafm.com.br

O insucesso das empresas familiares Nos dias atuais, utilizando-se de dados estatísticos, poucas são as empresas familiares que sobrevivem à sua geração seguinte

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m verdade, 30% dessas empresas sobrevivem à segunda geração, e muito menos de 15% sobrevivem à terceira geração. Essa realidade ocorre devido a dificuldades que os membros familiares enfrentam na gestão e transição de uma geração para outra. Conflitos, rivalidade e divergências de visão estratégica e de objetivos. Ausência de critérios profissionais para contratação de familiares, entre outros. Infelizmente, as empresas familiares que sobrevivem à gestão do seu fundador constituem, atualmente, uma grande exceção. Estudos afirmam que entre as principais causas de fracasso dessas empresas, a maior delas está na inabilidade do fundador e seus sucessores em lidar com as complexas relações entre a família e a empresa, pois essas empresas são ambientes apropriados para uma proliferação nociva de relações emocionais e profissionais na condução da atividade empresarial. Não há, na maioria das vezes, critérios claros e definidos no ingresso de familiares, tanto na sociedade como na própria atividade da empresa em funções determinantes, tornando essa relação frágil e comprometendo o desempenho e o futuro da instituição. A fraca comunicação ou assimetria de informações entre os membros familiares, a divergência de visão de futuro e o processo não conduzido de maneira profissional e submetido a pressões familiares diversas são alguns dos exemplos que encontramos na gestão das empresas familiares. Em especial notamos total ausência de habilidade em encontrar ou criar um mecanismo de comunicação visando ao bem-estar da empresa, assim, inicia-se um grave clima de discórdia e concorrência nesse ambiente, que não é nem

familiar e nem mais empresarial, mas uma mistura dos dois, e as decisões passam a ser tomadas com carregado conteúdo pessoal e emocional, trazendo à tona egos e fragilidades de relacionamento como ciúmes e rivalidade, por exemplo. Nem sempre aquilo que é bom para harmonia familiar, é bom para a empresa. Outro aspecto é que tudo parece se desenvolver como um processo natural de crescimento familiar, sem um planejamento sucessório tanto do fundador para com os filhos (segunda geração), quanto dos filhos para com os netos (terceira geração), o que contribui para potencializar os conflitos e prejudica a convergência de objetivos estratégicos da empresa por parte de diferentes gerações. Vemos, também, uma forte rivalidade entre os herdeiros da segunda geração a competir em torno dos negócios da família, visando a ampliar o alcance de sua própria sucessão para a terceira geração. Essa disputa envolve o domínio de recursos, poder e prestígio. Diante desses cenários, as empresas familiares que desejam perpetuar suas atividades devem profissionalizar seu processo sucessório e, mais do que isso, profissionalizar também sua gestão, para que não haja o fracasso da atividade empresarial e principalmente da atividade familiar. Assim, as empresas que desejam romper com esse estigma das empresas familiares e detectam essa realidade, aceleram o processo de profissionalização da organização com a criação de um “conselho familiar”, também denominado “protocolo familiar”, que pode assumir várias formas. Esse conselho tem como objetivos a preservação da harmonia empresarial e, principalmente, familiar. 

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Trabalho e 1 Previdência Por Giovanni Trementose

empresarial@revistaenergiafm.com.br

Auxílio doença previdenciário 2015 Sem dúvida, a alteração implantada pela MP 664 que causou maior impacto foi a que prevê novo período para concessão do benefício ao segurado empregado

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mbora já tenhamos tratado do assunto neste caderno em edição anterior, as inovações impostas pela MP 664 não puderam ser amplamente apreciadas, cabendo-nos apontar outros aspectos implementados pelo Governo Federal na concessão do benefício de auxílio doença. Antes da MP, o segurado ficava afastado por 15 dias do trabalho para, apenas no 16º dia, requerer o recebimento do benefício. Agora, o prazo de afastamento passou a ser de 30 dias, ou seja, o segurado empregado somente apresentará seu requerimento junto ao INSS a partir do 31º dia. Neste caso a empresa, que antes arcava com o pagamento dos 15 primeiros dias de afastamento do empregado, terá que arcar com os 30 dias iniciais. Vale destacar que caso o segurado demore mais de 45 dias para requerer o benefício de auxílio-doença junto ao INSS, a data de início não irá retroagir e terá seu início a partir da data de requerimento do benefício.

A partir de 01/03/2015 existe um novo limite para o cálculo do auxílio doença

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Em relação aos segurados autônomos e equiparados, o início da concessão não sofreu alteração, devendo o requerimento ser apresentado na data do início da incapacidade. Outro aspecto importante a ser abordado trata do cálculo do valor da renda mensal do auxílio doença. Antigamente o valor da renda era calculado da seguinte forma: da média obtida entre os salários de contribuição do segurado de julho/1994 até a data do requerimento o segurado recebia 91% como renda mensal. A partir de 01/03/2015 existe um novo limite para o cálculo do auxílio-doença, ou seja, o valor de renda mensal do benefício será calculado sobre a média simples dos 12 últimos meses de salário de contribuição, contados da data do requerimento, ou a média simples do número de salários de contribuições que houver, caso seja este menor que 12, limitando-se tão somente ao valor da média obtida. Dentre as alterações realizadas, em ambas as edições trouxemos as que mais geraram impacto social, frisando que os segurados deverão estar atentos aos novos procedimentos no momento de requerer o seu benefício junto ao INSS, bem como os empregadores no momento do afastamento do trabalhador. 


Transformação

Fotos: Douglas Ribeiro

Animal

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ndicada como um dos principais cuidados que devemos ter com nossos pets, a tosa higiênica é, sem dúvida, fundamental para a saúde e bem-estar dos cãezinhos. Este é um hábito que deveria ser seguido à risca pelos donos: levar seus amiguinhos periodicamente para fazer a tosa higiênica. Muito mais que beleza e moda, este procedimento mantém os animais livres de sujeira, bactérias e evita muitos acidentes. Conhecido por sua “barba” e sobrancelhas arqueadas, o Schnauzer é uma raça que necessita desse cuidado com frequência. Além disso, cuidados básicos com a higienização de ouvidos também evitam problemas. A tosa do Schnauzer é uma das mais difíceis de ser feita, por isso é aconselhável que o profissional tenha experiência, para evitar que o cãozinho fique com o bigode torto ou uma sobrancelha mais alta que a outra. Gustavo Leme e Naila Sertain sabem bem da importância deste procedimento. Seus dois Schnauzers, o Bastião, 6 anos, e a Zefa, 5 anos, estão sempre recebendo os cuidados no Beto Banho e Tosa. Roberto Nálio, o Beto, fez a tosa higiênica, o banho com shampoo e condicionador tradicionais, e cuidadosamente fez a tosa padrão da raça. Com todo esse carinho e atenção, Bastião e Zefa estão sempre esbanjando saúde e felicidade. Alguém duvida? 

Depois

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Imagem: Internet

Legislação

Terceirização Embora seja uma prática difundida no Brasil há mais de 20 anos, a palavra terceirização continua a provocar polêmica e a enfrentar resistência em diversos setores da sociedade

Texto Ricardo Izar |Colaboração Luís Filipe Nazar

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ão se conseguiu, até hoje, definir uma legislação para o tema. E por não ter uma regulamentação que estabeleça claramente as regras, a prática continua sendo mal entendida e mal aplicada, dando margem a delitos e fraudes bem conhecidos. Em razão desse desacordo, grande parte das disputas envolvendo a terceirização acabam na justiça trabalhista, abarrotando-a. Este é o cenário que cerca o Projeto de Lei 4330/04, que entrou em processo de votação no Congresso há duas semanas. Há uma polarização em torno da questão. Organizações sindicais foram às ruas protestar contra o que consideram “um 56 Revista Energia

dos projetos mais prejudicais aos trabalhadores de que se tem notícia nos últimos anos”, conforme manifesto da classe. As entidades empresariais, por sua vez, defensoras do projeto, rebatem dizendo que ele não ameaça os empregos, ao contrário, fará com que proliferem em vez de levar à precarização do trabalho. A questão é que manter a discussão apenas em torno de relações trabalhistas não ajuda a esclarecê-la. Em seus artigos, o projeto vai muito além. De acordo com o advogado trabalhista José Guilherme Mauger, “a nova legislação pretende dar segurança às empresas que praticam a terceirização dentro das regras legais e, portanto, garantem os direitos trabalhistas de seus funcionários. O uso de mão de obra disfarçada de PJ ou o


descumprimento de direitos trabalhistas continuará sendo fraude”. Vamos, então, esclarecer alguns pontos e analisar como esse projeto pode ser extremamente benéfico para a economia, para os trabalhadores e para o país. Estabelece claramente as obrigações de cada parte ao determinar que não haja vínculo empregatício entre a empresa contratante e os trabalhadores da empresa prestadora de serviços. Uma das consequências é que as empresas contratantes, geralmente com maior porte e recursos, terão mais segurança para usar a terceirização. Na realidade de hoje, muitas deixam de investir e ampliar os negócios (e, portanto, de criar novos postos de trabalho) pelo temor de sofrerem processos trabalhistas por parte dos funcionários da terceirizada. Isto vem ocorrendo mesmo com parcerias de grandes empresas, como a da Telefônica com a empresa de Call Center Atento. Atende às práticas modernas de produção, caracterizadas pelas exigências de especialização, flexibilidade de prazo, arranjos empresariais e mobilidade, que não cabem dentro da legislação trabalhista brasileira vigente. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) protestou contra votação da lei de terceirização no mercado de trabalho. Por esta legislação, seria inviável a formação das longas cadeias produtivas que hoje formam os modernos mercados. Uma montadora, por exemplo, teria que ter dentro dos seus quadros centenas de especializações necessárias para produzir um automóvel. Por sua vez, uma construtora precisaria manter milhares de trabalhadores especializados dentro do canteiro de obras, mesmo que permanecesse ociosa a maior parte da execução do projeto. Estimula a criação de novas empresas para atender a necessidade crescente de especialidades. Por outro lado, o cumprimento ao pé da letra da legislação atual funcionaria como um desestímulo ao empreendedorismo e seria impensável em um mercado como o de TI. Induz a responsabilidade social das empresas contratantes ao exigir que comprovem a fiscalização sobre as empresas prestadoras de serviço. Atualmente, mesmo as que monitoram sua cadeia de fornecedores correm o risco de serem processadas. Isto significa que os empregados da empresa contratada terão assegurados os direitos e garantias estabelecidos na legislação trabalhista como horas extras, 13º salário e férias, e as determinadas em acordos e convenções coletivas de suas respectivas categorias profissionais. Iguala as condições das empresas do Brasil às dos países desenvolvidos, nos quais a terceirização se tornou prática corrente. As incertezas trazidas pelo alto risco de processos trabalhistas reduzem as vantagens possibilitadas pela terceirização em termos de qualidade, eficiência, produtividade e competitividade. Além da criação de empregos, a divisão de tarefas que a terceirização permite é fundamental para a formação de preços de produtos e serviços, e, portanto, do melhor custo para o cliente final. Melhora a reputação das empresas que atuam como terceirizadas, que ainda sofrem em razão do preconceito contra esta modalidade de trabalho. A nova legislação delimita claramente as empresas com boas práticas das que atuam à margem da lei. Entre os mecanismos previstos para evitar calotes está o de a empresa contratada ter capital social integralizado pro-

Deputado Federal Ricardo Izar Economista, coordenador para o Sudeste da Frente Parlamentar em Defesa do Consumidor de Energia Elétrica e membro da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Federal, Presidente da Frente Parlamentar de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Animais, Membro do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados

porcional ao número de empregados e a previsão de um fundo em cada contrato para garantir o pagamento dos direitos dos empregados.

Como parlamentar devo me preocupar com o trabalhador, o setor produtivo e o Brasil Assegura ao governo o cumprimento claro das obrigações fiscais por parte das empresas que optam por esse modelo produtivo. Com esta definição, fica esclarecido o outro grande ponto de conflito sobre a terceirização. Além da polêmica sobre os direitos trabalhistas, também os órgãos governamentais se tornaram fonte de incerteza para os negócios pelos questionamentos que levantam sobre o pagamento de impostos nos processos de terceirização. Contudo, nessa matéria ninguém quer colocar o dedo na ferida. O problema não é o trabalhador. Quem não quer são os sindicatos. Motivo? Porque perdem a receita obrigatória por lei de um dia de trabalho por ano. Simples assim. Revogue-se a lei tornando a organização sindical voluntária, isto é, democrática, e acaba com o problema. Ademais, no Brasil há 12 milhões de terceirizados que irão ser regulamentados com esse projeto. Como parlamentar devo me preocupar com o trabalhador, o setor produtivo e o Brasil. Não me vejo na obrigação de defender interesses de líderes sindicais que vivem à custa de contribuições de quem trabalha e produz.  Revista Energia 57


guia da gula

guia gastronômico

sabores para todos os paladares

Café e Salgadaria Trigo de Ouro

Tradição do Gulana Bar, a deliciosa picanha mineira é servida acompanhada de arroz, tutu de feijão, couve na manteiga, banana à milanesa, pururuca, ovos fritos, salada e vinagrete. O prato, elaborado no melhor estilo caipira, serve bem quatro pessoas. Com atendimento diferenciado e produtos de qualidade, aproveite esta e outras delicias do Gulana que atende de segunda a sábado, para almoço e jantar.

O Café e Salgadaria Trigo de Ouro prepara os mais saborosos salgados assados, pães de queijo, lanches na chapa e sucos naturais, de polpa e detox. Lá é possível deliciar-se com bolos e tortas inteiras e em pedaços, dos mais variados sabores. Nesta edição a nossa sugestão é o delicioso bolo de chocolate! Quem provou, comprova! O horário de atendimento é da 8h às 18h30 durante a semana, e das 8h às 17h, aos sábados.

Avenida Dudu Ferraz, 880 - Jaú - SP (14) 3624 4949

Rua: Edgard Ferraz, 305 - Centro - Jaú - SP (14) 3416-9110

Foto: Arquivo pessoal

Gulana Bar

Estilo Mineiro

Rua Edgard Ferraz, 762 - Centro - Jaú Telefone (14) 3624 2194 Rua 7 de Setembro, 1090 – Centro – Bariri Telefone (14) 3662 0849

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Referência quando o assunto é alimentação, o restaurante Estilo Mineiro oferece há 17 anos o melhor em comida caseira e mineira para população de Jaú e Bariri. Com grande variedade em pratos quentes e frios, há também opções em marmitex, self-service por quilo e à vontade. Para acompanhar os pratos, bebidas como cervejas, refrigerantes e suco natural de laranja. O horário de funcionamento é das 11h às 14h30.


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vida

Boa

Por João Baptista Andrade

Comida e “Como Assim?”

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stava eu cozinhando o jantar na Cocaia quando ouvi uns sussurros: “Ele chegou”. Ele era o candidato a comprador para a casa. Faz anos que a Cocaia está à venda. O negócio nunca andou. Por uma gentileza sem tamanho do meu amigo Paulinho (irmão de vela, mar, sol e frio) eu e Tina ocupamos uma suíte faz bastante tempo. A condição? Por tempo indeterminado, até que a venda se concretize. Coisa mais do que improvável... Enquanto eu lidava com as panelas veio a notícia: “Ele gostou. Vai voltar amanhã para ver a casa de dia”. Mau sinal. Se gostou da casa no escuro, não vai ter como não ficar alucinado quando vir toda aquela mata, a cozinha incrível, e assim por diante em plena luz do sol. Aquela casa é feita de luz solar! Avisei Cristina que aquele poderia ser o nosso último jantar na Cocaia. “Como Assim?”. Expliquei o comprador, os motivos, etc. Ela: “Como Assim? Nosso possível último, derradeiro jantar aqui, e você faz frango, JB? Justo frango?”. Expliquei que eram peitos de frango cozidos e desfiados com cebola e cravos da Índia, tudo refogado numa cama de cebolinhas, com curry, creme de leite fresco e pedaços de pera... Ela: “Como Assim? Frango é frango, JB!”. Tentei explicar que éramos oito para jantar, que tinha arroz Basmati e salada de orgânicos; que eu havia improvisado tudo logo após ela encontrar com o casal de amigos dela na praia. Mas desisti. Havia um comprador em potencial e tudo levava a crer que dessa vez a coisa ia. No dia seguinte o contrato foi fechado. Combinando com o mood geral que se instalou após a notícia, o tempo também ficou meio nublado. Eu contei tudo para a Tina. “Como Assim?”. A casa na praia era uma poupança do Paulinho. Chegou a hora dele usar o dinheiro para outras coisas e nós temos que sair. Ela: “Como Assim? Você me pediu em casamento naquele quarto!”. Eu respondi que sim, que este acontecimento tinha mais de um ano, que nós já nos casamos, que somos felizes, etc. Só faltava arrumar os trens e devolver a Cocaia. O restante do final de semana correu num clima funesto e depressivo. De quando em vez eu ou ela perguntávamos ao vazio: “Como Assim?”. A expressão virou uma espécie de mantra ao contrário. Ao invés de nos acalmar, nos exaltava. Um terror. No dia seguinte, malas prontas, objetos pessoais encaixotados, toca subir a serra para voltar a São Paulo. Dia frio e estrada cheia é igual a viagem demorada. A fome veio vindo em mim devagar. Um leve desconforto inicial que foi dando lugar a um vazio tremendo, bem na altura do estômago. Eu comecei a sonhar acordado atrás do volante com as comidas mais loucas e disse isso à Cristina. Falei em churrasco, em pizza, em rabadas, polentas e codornas. Até de sorvete eu falei. “Como Assim? A gente deixando para trás o nosso ninho de amor, o local onde tudo (re)começou, e você me vem com essa conversa de fome?”. Então foi a minha vez de perguntar: “Como Assim?”. E a briga começou...  Até a próxima.

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Tecnologia 1 Por Júnior Brancaglion

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Brasileiros lideram ranking de uso das redes sociais Dados apontam, também, que 41% compartilham conteúdos para promover alguma causa e 21% têm como objetivo manter contato com amigo

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m estudo recente mostrou que os brasileiros são os que passam mais tempo online nas redes sociais. De acordo com a pesquisa, os russos ficam em segundo lugar com 10,8 horas mensais, e os argentinos ficam em terceiro, com 10,2 horas. Os brasileiros também estão entre os que mais compartilham conteúdo nas redes sociais (71% dos internautas), ficando atrás apenas da China (80%) e de Hong Kong. A pesquisa foi feita em 16 países, com 6,5 mil internautas. Os países que apresentaram menos compartilhamento de conteúdos são Japão, Estados Unidos e Alemanha, somando 6%, 15% e 21%, respectivamente. O México empata em comportamento online com o Brasil, com 71% dos internautas compartilhando. O estudo revela ainda que, desses brasileiros que acessam as redes, 41% compartilham conteúdos com o objetivo de promoverem alguma causa e 21% têm como objetivo manter contato com amigos. Motivos - Os compartilhamentos variam de acordo com a faixa etária dos brasileiros, sendo que 18% dos entrevistados com até 40 anos acreditam que os conteúdos postados em sua linha do tempo refletem suas personalidades. Para as pessoas com mais de 40 anos este índice cai para 5%. Já para

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34% desses usuários com mais idade, replicar conteúdos ajuda a manter contato com as pessoas na rede social, enquanto apenas 15% dos internautas abaixo desta faixa etária agem com esse objetivo. Entre os entrevistados mais jovens, 28% sentem-se mais criativos e 55% de quem atingiu os 40 anos acredita sentir-se mais útil ao compartilhar um assunto com seus seguidores. Diversão - Ainda segundo a pesquisa, 40% dos brasileiros entre 18 e 29 anos postam conteúdos mais divertidos, enquanto 59% dos que têm 40 anos ou mais prefere compartilhar assuntos mais informativos. Perfil falso - Atenção: o uso de perfil falso em redes sociais poderá ser crime. A medida está prevista em projeto de lei que tipifica penalmente o uso de falsa identidade por meio da internet, e está em análise na Câmara dos Deputados. Pela proposta, configurará esse delito: atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa identidade, inclusive por meio da rede mundial de computadores ou qualquer outro meio eletrônico com o objetivo de prejudicar, intimidar, ameaçar, obter vantagem ou causar dano a outrem, em proveito próprio ou alheio. A pena prevista continua sendo detenção de três meses a um ano, ou multa, se o fato não constitui elemento de crime mais grave. 


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O sucesso profissional depende de uma excelente formação acadêmica. Venha para a Fatec!

Karen Tatiane Galdino, 23 anos Tecnóloga em sistemas para a internet

João Paulo Vilela Pereira, 27, Supervisor Ambiental de Obras de Infraestrutura

“Escolhi a Fatec pelo excelente corpo docente, onde a maioria possui título de Mestres e Doutores. Cursei ‘Tecnologia Em Meio Ambiente e Recursos Hídricos’, e constatei que o mercado tem alta aceitabilidade para o profissional formado nessa instituição. Atualmente trabalho na Sistran Engenharia e o aprendizado adquirido na Fatec facilitou a condução dos serviços que presto na área ambiental. O curso oferece boa infraestrutura como laboratórios, além de inúmeras visitas técnicas. Fui contratado antes mesmo da colação de grau, e estava preparado para desenvolver minhas atividades sem as incertezas que normalmente vejo nos recém-formados. A Fatec Jahu me proporcionou uma profissão que colabora com o desenvolvimento do país e, principalmente, com a preservação ambiental. Tenho certeza que a instituição continua formando excelentes profissionais que contribuirão para o desenvolvimento tecnológico do país”.

Katia de Barros de Lacerda, 35, Tecnóloga em Sistemas navais (Fatec Jahu)

“Cursei ‘Sistemas para Internet’ na Fatec. Escolhi esta instituição porque é pública e oferece cursos de graduação para formação de tecnólogos. Tive uma boa inserção no mercado de trabalho após o final do curso, estou em um emprego ótimo, em uma Fundação onde, no decorrer do tempo e do meu aprendizado, posso alcançar mais metas na minha vida. Aos poucos estou conseguindo alcançar os meus objetivos profissionais. Não é do dia para a noite que conseguimos realizar os nossos sonhos, mas com muita determinação, força, fé e um degrau de cada vez chegamos em nossos objetivos. A Fatec foi o primeiro degrau, de muitos outros que estão por vir em minha vida”.

“Fiz o curso que atualmente é denominado ‘Sistemas Navais’. O ensino da Fatec Jahu é único, os profissionais fazem do seu período de estudos uma experiência de vida, tanto intelectual como pessoal. Ali conquistei notável aprendizado na área marítima e fluvial, elogiado inclusive pela Marinha do Brasil. Muitas empresas contatam o Centro de Estágios da Faculdade oferecendo oportunidades para alunos. A empresa Classificadora de Navios Bureau Colombo Brasil, na qual atuo como Diretora de Operações, chegou a ter 44 tecnólogos em seu quadro técnico, distribuídos em suas filiais. Agradeço aos profissionais da Fatec Jahu por terem me proporcionado novos horizontes”.

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