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Distribuição gratuita - Venda proibida

Jaú - Ano 3 | Edição 27 | Mensal - Novembro 2012

Tecnologia a favor de um

Corpo Ideal

Marca investe forte nas redes sociais e traz a bela Carol Nakamura para sua nova campanha

Pouso alegre de baixo

Tradição, histórias e gastronomia em Jaú

Fera no futsal

O jauense Rubinho divide as quadras com Falcão e brilha em campeonatos pelo país

gente fina

ADÃO LEVORATO: Da pipoca à promotoria


2 Revista Energia


Editorial

Competência e investimento

Ano 3 – Edição 27 – Jaú, Novembro de 2012 Tiragem: 10.000 exemplares Revista Energia é uma publicação mensal da Rádio Energia FM Jornalista responsável Marcelo Mendonça marcelo@radioenergiafm.com.br MTb. 59.385-5SP Diretora: Maria Eugênia Marangoni mariaeugenia@radioenergiafm.com.br Diretor artístico: Márcio Rogério rogerio@radioenergiafm.com.br Editora de texto: Karen Aguiar redacao@revistaenergiafm.com.br

Marcas fortes são construídas com qualidade, constantes novidades, excelência no atendimento ao cliente e diferenciais competitivos. Podemos resumir assim o sucesso da marca Corpo Ideal, hoje uma das maiores empresas no segmento de suplementação nutricional.

Criação de anúncios: Raul Galvão arte@revistaenergiafm.com.br

Repórteres Antonio Orselli Érika Lopez Karen Aguiar Marcelo Mendonça jornalismo@revistaenergiafm.com.br Revisão de textos: Heloiza Helena C. Zanzotti revisao@revistaenergiafm.com.br Criação e diagramação BV Gráfica (14) 3622-2851 Projeto gráfico: Revista Energia Produção fotográfica Leandro Carvalho foto@revistaenergiafm.com.br Social Club social@revistaenergiafm.com.br Colunistas Alexandre Garcia Carlos Alexandre Trementose João Baptista Andrade Marcelo Macedo Mário Franceschi Netto Paulo Agnini Professor Marins

Foto: Cláudio Bragga

Assistente de redação: Flávia Cardoso

A empresa vem se reinventando a cada período, e este ano suas estratégias de divulgação serão fortemente trabalhadas com marketing viral, uma ferramenta indispensável hoje em dia, que explora principalmente as redes sociais. Como o próprio nome diz, é um tipo de marketing que se espalha pela rede como vírus. Internautas passam, curtem e compartilham mensagens, vídeos, promoções, jogos, banners e até e-mails da empresa. Nesta nova fase, a Corpo Ideal escolheu Carol Nakamura, a musa do Domingão do Faustão, para ser a garota Corpo Ideal. Com vocês, nossa capa, Carol Nakamura e as novidades da Corpo Ideal, uma marca jauense que, com planejamento estratégico, grandes investimentos e equipe preparada, é referência no mercado de suplementos alimentares.

Colaboraram nesta edição Bruna Ferreira Caroline Pierim Diuguenes W. Mello Silva Heloiza Helena C. Zanzotti Ricardo Izar Jr.

Também nesta edição você conhecerá um pouco mais de Pouso Alegre, este bairro reconhecido principalmente pela tradição gastronômica, mas que encantou nossa equipe pela simplicidade, receptividade e orgulho dos seus moradores.

Comercial Jean Mendonça Joice Lopez Moraes Sérgio Bianchi Silvio Monari

Ainda reunimos nesta edição matérias sobre saúde, música, personalidades, e o melhor da moda, esporte e gastronomia.

Fotógrafos Cláudio Bragga Leandro Carvalho

Boa leitura! A Revista Energia é para você!

Impressão: Gráfica São Francisco Distribuição: Pachelli Distribuidora Revista Energia Rua Quintino Bocaiúva, 330 | 2º andar CEP: 17201-470 | Jaú - Fone: (14) 3624-1171 www.energianaweb.com.br Elogios, críticas e sugestões leitor@revistaenergiafm.com.br Quero anunciar comercial@revistaenergiafm.com.br A Revista Energia não tem responsabilidade editorial pelos conceitos emitidos nos artigos assinados, anúncios e informes publicitários.

Maria Eugênia


ÍNDICE

NESTA EDIÇÃO 06 História 20 Arte 38 Esporte 74 Oportunidades 82 Saúde 88 Política SEMPRE AQUI 14 Radar 16 Jurídico 18 Pense Nisso 22 Raça do Mês 23 DPI 30 Gente Fina 36 Garota Energia 42 Unimed 48 Quem Fez Jahu 50 Capa 54 Look de artista 58 Varal 62 Look Kids 64 Moda 66 Fitness 68 Social Club 78 Gourmet 79 Guia da Gula 80 Boa Vida 86 Vinhos

06

História Pouso Alegre de Baixo

30 Gente Fina: Adão Levorato

58

54 Look de Artista

4 Revista Energia

Distribuição gratuita - Venda proibida

Varal: Peças para arrasar em qualquer ocasião

Jaú - Ano 3 | Edição 27 | Mensal - Novembro 2012

Tecnologia a favor de um

Corpo Ideal

Marca investe forte nas redes sociais e traz a bela Carol Nakamura para sua nova campanha

POUSO ALEGRE DE BAIXO

Tradição, histórias e gastronomia em Jaú

FERA NO FUTSAL

O jauense Rubinho divide as quadras com Falcão e brilha em campeonatos pelo país

GENTE FINA

ADÃO LEVORATO: Da pipoca à promotoria

Nossa capa: Carol Nakamura Foto: Divulgação Produção Gráfica: BV Gráfica


Revista Energia 5


Hist贸ria

pouso

alegre

Hist贸rias de vida, recanto dos tropeiros, um encanto de parada TEXTO Fl谩via Cardoso e Karen Aguiar | FOTOS Leandro Carvalho

6 Revista Energia


M

ais antigo que o município de Jaú, o bairro rural Pouso Alegre de Baixo surpreende seus visitantes pela paisagem campestre composta por áreas de muito verde, pela culinária rica e provida de temperos, iguarias rurais e pela hospitalidade generosa de seus moradores. Fundado no século XIX, o bairro possui aproximadamente 600 habitantes, 160 residências e muitas histórias para contar.

A alegria de bem viver

Dona Odete Cavinato Moratelli, 93 anos, apaixonada pela VIDA , pela Leitura e por “seu“ Pouso Alegre

Desde 1919, uma moradora, alegre como o pouso, usufrui dos ares e encantos do bairro. Dona Odette Cavinato Moratelli, com muita simpatia e saudosismo e dona de excelente saúde física e mental, aos 93 anos de idade, narrou à RE fatos vistos, vividos e sentidos. Acontecimentos que atravessaram o século e mudaram a história, criando hábitos e costumes diversos. Todos que desejam conhecer mais sobre a história do lugar acabam se rendendo aos seus encantos. Filha sorridente dos imigrantes italianos Benedito Cavinato e Maria Grande Cavinato, dona Odette recebe calorosamente os visitantes sentada em seu antigo sofá à beira da porta onde, quando sozinha, espia a rua pela fresta, com seus cabelos brancos pela sabedoria dos anos e seu olhar acolhedor, daqueles de quem têm muito a compartilhar. Nascida em 26 de junho de 1919, na casa onde reside até hoje, a orgulhosa moradora conta que teve uma infância difícil. “Naquele tempo não podíamos brincar na rua, as coisas não eram fáceis como hoje, até a curiosidade era proibida”, conta ao se lembrar das perguntas sem respostas que fazia ao pai, durante a Revolução de 32, quando as pessoas se escondiam no vilarejo. “Víamos muita movimentação nesse período. Meu pai apenas exigia que eu entrasse e ficasse quieta dentro de casa. Não precisava entender nada, bastava me comportar. Ah, o pai de outrora, rígido e cauteloso!”. E, citando o pai, logo veio uma lembrança em sua mente. Dona Odette lembrou-se do aniversário do patriarca italiano, fazendo uma conta em questão de segundos para descobrir qual seria sua idade atual. “Nunca usei uma calculadora, não sei nem mexer. Na minha época, se não guardássemos as informações na cabeça, guardaríamos onde?!”, questiona ela, aos risos de felicidade e saudosismo. Quando admirada sobre a sua longevidade e boa memória, ela ressalta as características e a qualidade da vida interiorana. “Não tínhamos muito dinheiro, mas a comida era boa e farta, não era perecível e tinha muita qualidade. Além de sempre viver rodeada de pessoas queridas, respirando o ar puro e úmido das matas e rios próximos, eu sempre gostei de

Odila e José Carlos Serrão Revista Energia 7


Capela de Santa Luzia e a fé de Pouso Alegre

ler, é a saúde para minha mente. Só peço a Deus para que me conserve a visão, pois, caso contrário, não sei o que será de mim!”, declara mostrando as pilhas de revistas que ganha de moradores e visitantes. Dona Odette guarda muitos jornais com histórias do bairro, fato este que comprova seu grande amor pelas letras e pela terrinha. Em seus pertences há relíquias de valor afetivo inestimável, um verdadeiro museu sobre a história de Pouso Alegre. Quando se casou com Angelo Moratelli foi morar em São Paulo, Presidente Prudente, Jaú, mas teve que voltar para cuidar dos pais doentes permanecendo, assim, no bairro da alegria. Viúva há 40 anos, a moradora confessa pensar no marido até hoje, e usa as 8 Revista Energia

alianças de ambos, derretidas e unificadas, como símbolo do amor eterno do casal.

Civismo de pai para filho Douglas Miranda, 14 anos, aluno do ensino regular e nascido no bairro, conta à RE a história que aprendeu na escola. “Pouso Alegre era uma grande fazenda, cercada por muitos bosques e riachos, que se tornou parada dos tropeiros. Eles necessitavam de comida e um lugar com boas condições para descansarem, pois conduziam tropas de cargas e animais na região”. Douglas relata ainda que, pelo fato das paradas tornarem-se constantes, o vilarejo atraiu pequenos comerciantes que ajudaram a formar o bairro, evoluindo progressivamente em razão do desen-

volvimento econômico, baseado na cultura cafeeira. O proprietário do restaurante Mirante do Pouso, Sidnei Miranda, 38 anos, pai de Douglas e natural do Bairro, confessa que o lugar é sinônimo de muita tranquilidade e qualidade de vida. “Todos se conhecem e, felizmente, adoram comer e beber bem. Não apenas os moradores apreciam os prazeres da mesa, visitantes de toda a região comparecem, principalmente nos finais de semana, contribuindo para um fluxo de 1000 a 2000 pessoas no bairro todo”. Questionados sobre as opções de lazer, ambos destacaram a praça como a atração do lugar, cuja igreja (capela de Santa Luzia) e o casario eclético compõem a paisagem bucólica, principal cenário nos passeios das famílias. Porém, quando o assunto é paquera e badalação, eles reconhecem que os jovens, em sua maioria, preferem a agitação das cidades vizinhas, principalmente Jaú, nos bares e casas noturnas. E por falar em viajar, um aspecto importante sobre Pouso Alegre está relacionado à Educação. Douglas conta que estuda no bairro mas que, em breve, terá que viajar até Jaú para receber o diploma do Ensino Médio. “Temos duas escolas, uma de Educação Infantil e outra de Educação Fundamental, mantidas pela Prefeitura de Jaú e pelo Estado. A qualidade de ensino existe, mas atende só até a 8ª série / 9º ano. A partir daí, assim como todos os outros adolescentes, terei que viajar para completar os estudos.”, esclarece o garoto.

O bucolismo na paisagem e na mesa Numa conversa descontraída com vários moradores na praça do bairro, a RE foi informada que em Pouso Alegre de Baixo há uma boa opção para aventureiros, que podem respirar um ar mais puro e orvalhado na Trilha do Saci. Trata-se de um percurso curto, existente atrás da quadra poliesportiva da cidade, com 50m de mata densa e fechada por baixo. Eles lembram, todavia, dos cuidados para que ninguém se perca ou se machuque na


As irmãs, Eliana Cristina Marin e Janete Marin

Douglas Miranda com o pai Sidnei Miranda

pequena floresta, com muitas árvores silvestres. As irmãs Silvana Ap. Marin do Prado, Janete Marin e Eliana Cristina Marin moram há vinte anos no Bairro e revelam à RE que existe muita hospitalidade por parte dos moradores mais antigos. “Eles adoram conversar e contar histórias. Adquirimos os mesmos hábitos, sentamos nas calçadas ao anoitecer e ficamos por horas vendo as crianças brincarem, jogando conversa fora.”, conta Janete, aos risos. A moradora acredita que a paisagem continua mantendo um aspecto pastoril porque não existe desenvolvimento habitacional no vilarejo. “As casas conservam o estilo tradicional, quase não vemos reformas ou construção de casas

novas ou núcleos habitacionais.” O lado bom de não haver crescimento populacional e residencial é que, segundo a moradora, não existem também,crimes, violência e consumo ou tráfico de entorpecentes no bairro. “Aqui as crianças ficam à vontade, pedimos somente para que tomem cuidado com os carros na rua, mas podemos deixá-las brincando como antigamente. Felizmente, esses males que assolam a sociedade em outras cidades, como vemos nos noticiários da TV, não chegaram a Pouso Alegre.”, afirma Eliana, com certo alívio. É imprescindível ressaltar a tradição gastronômica da cidade, cujos restaurantes, com ambientes amplos que inspiram conforto e simplicidade, atraem visitantes de toda a região a fim de saborearem, com paladar requintado, as delícias caseiras do fogão à lenha. Frango a passarinho, leitoa à pururuca, picanha e filés de peixe são alguns destaques nos cardápios. “São vários os restaurantes do município que fazem as filas dobrarem quarteirões aos domingos no almoço, as famílias pegam senha e ficam esperando uma mesa. Todos os estabelecimentos ficam lotados nos finais de semana, nós vemos placas de carros de todos os cantos!”, declara Eliana, satisfeita com o turismo local aquecido semana a semana. Revista Energia 9


Pouso Alegre de Baixo foi o foco em matérias publicadas em veículos de abrangência nacional, em jornais como a Folha de S. Paulo de 03 de outubro de 1988 e a revista VEJA de 16 janeiro de 1991. Páginas que estão estampadas em quadros no restaurante de José Roberto Manzatto, 45 anos, filho de José Manzatto, mais conhecido como Polaco, o precursor da leitoa à passarinho, conhecida em toda a região há mais de 30 anos. O filho, que herdou o apelido do pai, conta que tudo teve início quando José Manzatto tinha um bar no local e começou a realizar torneios de truco. Os participantes chegavam de várias cidades. Quem perdia a partida, pagava o jantar. “Eles sabiam dos dotes culinários de meu pai e começaram a pedir para que ele fizesse uma leitoa, um franguinho. Foi então que o restaurante nasceu. Herdei dele a receita e o apelido. Há 20 anos estou à frente do negócio e amo esse lugar, aqui é seguro, calmo. Troco Pouso Alegre somente pelo meu sítio, que em breve espero aproveitar cem por cento”, conta Polaco, que herdou o negócio do pai e hoje ensina os filhos Murilo e Thiago, 20 e 22 anos, para assumir o negócio da família. Pouso Alegre de Baixo é um verdadeiro paraíso de histórias e gastronomia. No bairro estão quatro restaurantes onde, além dos famosos frango e leitoa à pururuca ou à passarinho, também são servidos polenta frita, picanha, costela, peixe. Thomáz Gomes Monteiro Jr., o Dendo, do Dendo Restaurante, fala com muito entusiasmo sobre o bairro de Pouso Alegre. Nascido em Jaú, ele demonstra um carinho especial pelo lugar. “Vivo por aqui desde meus 2 anos de idade, minha família tem esse sítio no bairro há 48 anos. Natureza, animais, um lugar bacana para se viver, além do enorme potencial turístico e gastronômico que atrai toda a região. De onde você pensar vem gente visitar Pouso Alegre, nos finais de semana o bairro para. Daqui não saio mais. Esse é o melhor lugar da região!”.

Construções antigas compõem a paisagem bucólica de Pouso Alegre de Baixo

José Roberto Manzatto

Dependência política e econômica Mesmo com a movimentação social e financeira decorrente do turismo gastronômico, o que sustenta as famílias do bairro são as fábricas calçadistas no município de Jaú. Os moradores, em sua maioria homens, viajam todos os dias, percorrendo 7 km na ida e na volta. Silvana conta que as mulheres encontram mais facilidade para o trabalho no bairro, pois cozinham nos restaurantes, cuidam da limpeza em casas de família ou nos estabelecimentos comerciais e educacionais, cuidam do lar e dos filhos, ou até mesmo ajudam nos serviços da “roça”. “Além de trabalharem nas fábricas em Jaú, os homens também conseguem o sustento para a casa trabalhando na zona rural, com o cultivo da cana de açúcar e algumas mulheres também fazem o mesmo. Não temos muitas opções, porém, como gostamos de morar aqui e não pretendemos mudar, aceitamos esta realidade e arregaçamos as mangas. Vale muito à pena!”, explica Silvana. Indagadas a respeito dos direitos democráticos, tanto as irmãs como seus familiares disseram que os políticos de Jaú fazem campanha no bairro e que todos os moradores votam na única sessão da escola local, mas que isso não garante a participação ativa dos representantes do povo 10 Revista Energia

Thomáz Gomes Monteiro Jr.


no enfrentamento dos problemas existentes em Pouso Alegre.

Comunicação? Só olho no olho Outra característica do vilarejo campestre está ligada à comunicação, ou melhor, à falta dela. Do uso do celular os moradores já desistiram, pois não há sinal. “Se você for muito teimoso e paciente, terá que subir na última rua do bairro, no ponto mais alto e contar com a sorte para aparecer um sinal de leve. Temos telefone fixo, mas fica constantemente mudo, sem linha. Contamos com a Internet via rádio, dizem que a conexão não é das mais rápidas, mas pelo menos não perdemos o contato com o mundo!”, declara a proprietária do Eliana Fernandes Miranda Codatto

restaurante Codatto, Eliana Fernandes Miranda Codatto, divertindo-se com a realidade cômica que enfrentam no bairro. O fato é que, apesar dos pesares, todos os moradores sentem muito orgulho do bairro e acreditam no progresso, mesmo que tardio. “Estamos nos movimentando, existe a Associação dos Moradores do Bairro de Pouso Alegre de Baixo, que busca soluções para as necessidades da população, e temos até um Festival Cultural de Música Caipira, que sempre recebe muitos famosos e divulgação da mídia. Aos poucos, vamos conseguindo o nosso espaço!”, finaliza Eliana Marin, compartilhando do mesmo otimismo da xará. § O tradicional acesso ao bairro: a ponte sobre o Ribeirão Pouso Alegre


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Radar

Boa

Por Alexandre Garcia

ELEIÇÃO PASSADA E FUTURA Passada a maior parte da eleição municipal, insisto na importância dela. Quando nós, eleitores, escolhemos o Presidente da República e nossos representantes no Congresso, dizemos que “eles estão lá” (em Brasília). Quando elegemos o governador e nosso representante na Assembleia dizemos, na maioria das vezes, que “eles estão ali” (na capital). Mas quando escolhemos o prefeito e o vereador, sempre dizemos que “eles estão aqui”, na nossa cidade ou no nosso município. Os de Brasília estão distantes; os dos palácios da capital menos distantes. Mas os que estão na prefeitura e na Câmara de Vereadores estão próximos a nós. Por isso, a eleição deles é a que nos dá mais intimidade com nossos mandatários. Por isso fica difícil entender por que tanta gente deixou de votar. Em Salvador, um em cada cinco soteropolitanos não foi à urna. Na maior metrópole do país, a mais rica e poderosa, 28 em cada 100 paulistanos deixaram que os outros 72 decidissem por eles, no primeiro turno. Em Curitiba, Aracaju e Maceió, só 9 em 100 eleitores faltaram à obrigação do voto - uma ausência razoável, considerando que as pessoas têm doenças, impedimentos físicos, compromissos inadiáveis. Um jovem estagiário que senta a meu lado na redação da

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Globo, contou-me sexta-feira, orgulhoso, que iria a Belo Horizonte votar. “O meu voto pede fazer falta para quem eu quero eleger. E não vou deixar que outro eleja o candidato que não quero.” Na segunda-feira já havia voltado ao trabalho, com sentimento de dever cumprido e me ensinando que abstenções também elegem. No Bom Dia Brasil daquele dia, eu ouvira uma senhora idosa justificar por que comparecia à urna quando já não estava obrigada por lei: “Por falta do meu voto, o meu candidato pode perder.” Ela tem toda razão, do alto da sabedoria que só os anos conferem: o voto da vitória é aquele que supera os do adversário. Todos os demais são sobra. O seu voto pode ser o do desempate com vitória. Numa fala memorável, em cadeia nacional, a presidente da Justiça Eleitoral, ministra Carmen Lúcia, lembrou que o amanhã se planta no dia da eleição, e que os brasileiros decidem o voto com liberdade. “E quem é livre, é responsável”. Eu acrescentaria, aproveitando a clássica fala da raposinha ao Pequeno Príncipe: “Você é eternamente responsável por aquele que você elege.” E eleição passada que tenha dado poder a fichas-sujas é a que suja o futuro.


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Jurídico

Por Carlos Alexandre Trementose

Policiais Militares e o Serviço Auxiliar Voluntário A União (em 2000) e o Estado de São Paulo (em 2002) instituíram normas visando a regulamentar a prestação de serviços voluntários em funções administrativas nas Polícias Militares e nos Corpos de Bombeiros Militares, contudo, o propósito da norma não era com tal finalidade, mas, sim, o de frustrar direitos alheios e ocultar obrigações. As contratações foram desencadeadas indistintamente, não fornecendo a devida contraprestação financeira e o legal reconhecimento de direitos para fins previdenciários. O Tribunal de Justiça do Estado já reconheceu a inconstitucionalidade da norma que regula o Serviço Auxiliar Voluntário na Polícia Militar, frisando que a forma de admissão e a de remuneração não está prevista na Constituição Federal, visto que há supressão de direitos sociais do trabalhador. Isso significa dizer que o Estado, ao legislar, deve respeitar o Princípio da Hierarquia das normas constitucionais, ou seja, é proibido ao legislador editar normas que estabelecem limitações aos direitos garantidos na Constituição Federal. Resumindo, a intenção do Estado Paulista é a de contratar empregado sob o falso rótulo de “serviço voluntário”, sem o devido reconhecimento dos seus direitos trabalhistas.

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Assim, ao frustrar 13º salários, férias acrescidas de um terço, salário família, licença à gestante, licença à paternidade e tantos outros mais, afronta a nossa Lei Maior (Constituição Federal), cabendo ao Poder Judiciário intervir e viabilizar direitos cuja fruição foi injustamente suprimida pelo Estado, pois se enriquece ilicitamente, de forma escancarada, devendo arcar com o prejuízo alheio. Faz-se necessário trazer ao conhecimento de todos que, além dos direitos acima frustrados, há decisões, inclusive de 1ª Instância, reconhecendo também o direito de receber o Adicional de Insalubridade e o de Local de Exercício (ALE) alcançando, nas decisões, os atrasados dos últimos 5 anos.


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nisso

Pense

Por Professor Luiz Marins

Afinal, o que é sucesso? “Sucesso é a habilidade de passar de fracasso em fracasso sem perder o entusiasmo.” Winston Churchill

Com certeza, sucesso não é possuir uma abundância de bens materiais, nem uma conta bancária recheada. Se isso fosse verdade, pessoas ricas nunca se sentiriam infelizes e todas teriam um enorme sucesso. Sucesso é estar bem consigo mesmo e ter o reconhecimento das pessoas que nos importam. Para estar bem consigo mesma, uma pessoa tem que ter valores morais e éticos elevados. Pessoas pouco éticas e imorais não vivem bem consigo mesmas. Por mais que finjam estar bem, vivem a fugir de si mesmas, pois bem se conhecem e sabem de seu desvalor. É por isso que muitas pessoas das quais se diz ter sucesso, caem no vício da bebida ou da droga. Fazem isso para fugir de suas próprias consciências. Sucesso é, também, ter o reconhecimento das outras pessoas que nos importam, pois que “homem algum é uma ilha”. O ser humano é um ser social, gregário e precisa sentir-se reconhecido pelos seus pares. Conheço pessoas que dizem não se importar com o que os outros pensam delas. Isso não é verdade. Não há quem não se importe pela imagem que passa à sociedade e suas consequências.

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Sucesso não é só chegar ao topo da escada, mas é ter a coragem de tentar a subida, de empreender, de dar o melhor de si por uma causa que leve as outras pessoas a serem mais felizes e a sociedade a ser melhor. Estudos contemporâneos provam que quanto mais uma pessoa faz as outras felizes, mais feliz se sente e mais sucesso tem. A verdade, portanto, é que não tem sucesso quem corre atrás dele, mas sim quem dirige a sua vida por princípios e valores elevados. Aí, então, encontrará o sucesso. Devemos tomar cuidado com as aparências de pessoas que julgamos ter sucesso, pois só Deus sabe o que se passa dentro da cabeça daquela pessoa. Sucesso aparente não é sucesso. Debaixo da “capa de sucesso” de muitas pessoas há um profundo fracasso pessoal inconfessado. Assim, não se iluda com as aparências de sucesso, aprenda a valorizar as coisas que tem e a agradecer os dons que recebeu.

Pense nisso. Sucesso!


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Arte

Som da Vida Texto Érika Lopez | Foto Leandro Carvalho

A nota soa, estremece a corda, viaja pelo ar e penetra nas paredes. Furando o silêncio e desenhando a melodia. Por trás de uma canção, a mão de um músico emociona tocando, compondo ou cantando. Um trabalho grandioso que alegra muitas almas!

P

ara muita gente a música é a interpretação de um momento. Que marca uma fase feliz ou triste, que traz lembranças da adolescência, de uma amizade ou até mesmo de um amor. Ser músico é ser um artista da vida, construindo emoções. São pessoas que, sem querer, penetram em todos os corações. Já imaginou a vida sem música? Talvez o ser humano não fosse tão intenso, romântico, reflexivo!

Referência musical

Na música é difícil apreciar certas sutilezas para quem é leigo. Não é como no teatro, no cinema, nas artes ou algo que temos maior conhecimento, mas o músico instrumental Arquimedes Cantarini Ferreira contorna essa situação. Com sua flauta e seu saxofone consegue transmitir emoções, criar imagens e sensibilizar as pessoas. Sua história musical começou desde pequeno. Com o apoio do pai, que era flautista, sempre participou dos encontros de músicos em casa. Sua maior referência foi o saxofonista americano Stan Getz. Aos 9 anos participou de alguns programas de rádio, tocando músicas da época. Arquimedes percebeu que tinha futuro e, aos 14 anos, começou a tocar na banda “Os Bárbaros”, famoso grupo de Jaú da década de 60. O músico conta curiosidades sobre alguns cantores. “Naquela época os músicos não tinham banda, só 20 Revista Energia

O músico Arquimedes Cantarini Ferreira


o Roberto Carlos tinha uma própria. Então, quando vinha fazer show no interior, eu era o contato. Por exemplo, o Jerry Adriani, quando cantava em alguma cidade da região, mandava o repertório e eu montava, ensaiava a banda e acompanhava o cantor. Fiz isso com muitos músicos da “Jovem Guarda” que trabalhavam dessa forma. Atualmente, Arquimedes é produtor também. Tem um estúdio comercial em que são produzidos jingles, trilhas, vinhetas para rádios. Algumas bandas regionais e cantores produzem seus trabalhos com ele.

Indústria Cultural

Quando questionado sobre a

nova geração musical, Arquimedes é sincero: “Hoje está um caos total, falando em termos musicais. Acredito que tem muito a ver com a cultura do povo. Em minha opinião, da década de 60 até a de 90 as músicas tinham qualidade, desde o arranjo até o cantor. Hoje, pouca coisa é aproveitável”, afirma ele. Segundo o músico, a indústria cultural de hoje se resume em dinheiro, fama e lucro. A tecnologia da internet também “abre portas” para pessoas que se acham músicos, e os cantores com talento e qualidade vão sendo esquecidos. Arquimedes também aponta a desvalorização da mulher nas músicas, com o decorrer do tempo. “Na década de 40 a mulher era sinônimo de deusa, de amor; hoje em dia é uma enxurrada de insultos que, lamentavelmente, as colocam numa posição, no mínimo, depreciativa”, finaliza.

Música: uma paixão

Uma das paixões da cantora jauense Giovana Ressinette é a música. Desde criança gostava de tudo um pouco: cantar, dançar, tocar, mas não imaginava que dedicaria quase toda a vida à música. “Quando tinha 9 anos, em todas as festas de família ou amigos, eu levava o aparelho de som, meus discos de vinil ou fitas cassete, um microfone e plugava no aparelho para cantar. Por conta disso, todos me perguntavam se seria cantora, mas eu falava, ainda, que não sabia!”, brinca a jauense. Sua primeira apresentação em palco foi aos 10 anos, durante uma viagem realizada com a família para o litoral. “Estávamos em um barzinho e havia uma banda se apresentando. O vocalista perguntou para o público se alguém queria cantar e eu, mais do que depressa, ergui o braço. As pessoas me olharam surpresas, mas eu, desinibida, fui até lá e disparei a cantar. Foi ali que comecei a sentir a verdadeira paixão pela música”, conta Giovana.

Carreira

Aos 16 anos Giovana aceitou o convite da banda “Fly by Night” para ser a vocalista, cantando diversos Revista Energia 21


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ta sobre o passado, quando músico e compositor eram muito mais valorizados e a letra da música tinha, realmente, uma história. “Hoje em dia a música perdeu bastante da sua essência e virou comércio; eu acho isso lastimável, perdeu a qualidade”, comenta Giovana que ressalta, também, que Jaú é um celeiro de talentos e que muitos empresários precisam prestar mais atenção na qualidade de muitos cantores daqui, e valorizá-los. § A cantora Giovana Ressinette

Foto: arquivo pessoal

ritmos em formaturas, casamentos, aniversários. Aos 23 anos, mesmo tendo uma linda voz e muito carisma, ela decidiu se aprimorar indo para São Paulo estudar música com a saudosa Nancy Miranda, bastante conhecida no meio artístico por ter dado aulas a muitos atores globais e cantores consagrados. Depois da mudança de “ares”, Giovana foi novamente convidada para ser vocalista de uma banda, dessa vez da “SP3”, que apresenta uma mistura de estilo e ritmos. “A gente tem que agradar o gosto do cliente, o que ele pede. Já tive até que aprender a cantar francês, japonês somente para me apresentar em determinados eventos. A experiência na capital, durante 12 anos, foi muito boa e gratificante”, diz ela. Durante esse período, a cantora também gravou um CD solo com o maestro Eduardo Lages, num projeto com músicas compostas por ela, compositores famosos e algumas de Roberto Carlos (autorizadas por ele), que é amigo e parceiro musical de Eduardo há muitos anos. Giovana já fez vários shows pelo país, ganhou prêmios musicais e dividiu o palco com celebridades como Jair Rodrigues. Porém, a agenda da cantora começou a ficar apertada por causa dos filhos Gabriel e João, e também de outros trabalhos. “Ainda faço shows, mas não com tanta frequência como antes, tenho que conciliar a direção do meu estúdio de dança e outros trabalhos que estou desenvolvendo no momento, como Secretária de Cultura do município. Deixar de cantar eu não consigo, porque é a minha vida, me sinto bem. Fico emocionada ao ver alguém tocando, canAnuncio_Embreex_Revista Energia_Novembro.ai 1 19/10/2012 18:14:35 Giovana comentando ou interpretando primorosamente”.


Raça

A

do mês

Beagle os: Texto: Da Redação | Fot

Leandro Carvalho Luciana Volpato e a arteira Sophie

raça, que veio do Reino Unido, sempre foi muito bem representada pelo cãozinho do garoto Charlie Brown, Snoopy, um dos cães mais famosos das histórias em quadrinhos, criadas por Charlie Schultz. Na certa você já ouviu falar daquele cãozinho conhecido por dormir em cima – e não dentro de sua casinha -, que conquistou e ainda conquista a todos, com seu jeito brincalhão, independente e sapeca. Snoopy é a representação perfeita da raça beagle. Solidão não é com ele. Por isso, atenção! Se o plano for ter um cãozinho para ficar em casa sozinho, o beagle não é uma boa opção. A raça é conhecida por ser muito ativa, brincalhona e animada. São cães completamente sociáveis, perfeitos para o convívio com crianças e capazes de brincar por horas a fio sem demonstrar cansaço. Por serem muito levados e teimosos, precisam de um controle rigoroso, porém, são fáceis de adestrar e domesticar. Em relação à predisposição racial, o Beagle pode ser afetado por afecções oftálmicas, como o prolapso da glândula de Harder, conhecida como “olho de cereja”. Segundo a Dra Vanessa Santiago Baviloni, essa patologia está associada a uma fraqueza congênita da fixação da glândula no olho do cão. Nesses casos, é indicado o tratamento cirúrgico. Mas se a intenção é ter um cãozinho amoroso e bem disposto, o Beagle é a escolha certa. Além de demonstrar muito bem o carinho por aqueles que o amam, os cães da raça também são conhecidos por não precisarem de cuidados especiais por parte de seus donos, praticamente não têm cheiro e não precisam de banhos frequentes. Possuem também pequeno porte e a sua pelagem é curta e muito resistente. A prova real de tudo isso é Sophie, que foi escolhida por Luciana Volpato, 17 anos, por ser a mais espertinha no grupo de filhotes em que estava. “Sabíamos que a raça era terrível, muito arteira, mas mesmo assim eu a quis. Tenho outro cãozinho que está bem velhinho, doentinho, e ela nos ajudou a reanimá-lo. Os dois são amigos inseparáveis”, diz Luciana, que completa: “Sophie não nega a raça, é levada e inteligente como todos os beagles. Abre gaveta, pula de sofá em sofá. Faz a festa”. E isso tudo foi possível conferir durante a visita à casa da adolescente, que relembrou o dia em que encontrou a cachorrinha toda verde, de abacate. “Ela ama a fruta. Minha mãe trouxe várias do sítio e as deixou na fruteira. Pra quê?! Ela se deliciou e quando a vi, me olhava com a carinha como se dissesse: ‘não fiz nada, mamãe’, não teve jeito, cai na gargalhada!”.


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Gymnasium Dê um “upper” em sua saúde praticando Boxe

A

procura pelo Boxe está crescendo cada vez mais nas academias. É um esporte que exige bastante disciplina e tática. Se você deseja se dedicar a essa modalidade e atingir a perfeição é preciso treinar pesado, porém, é de extrema importância uma boa alimentação e uma suplementação adequada para não se sentir fraco durante os treinos. O professor Jaime Sodré de França, que dá aulas de boxe na Academia Gymnasium, conta quais são os principais fundamentos para se tornar um bom boxeador. “O lutador deve priorizar tanto a defesa quanto o ataque. Se você se defender demais estará fugindo da luta. E se atacar sem se resguardar, você acabará na lona. Além de obter um ótimo preparo físico, a pessoa precisa ter eficiência, reflexo e ser técnica”, diz. Jaime foi vice-campeão no Campeonato Sul Americano de 1985, conquistou o primeiro lugar no Campeonato Paulista de 1979, 1980, 1981 e 1984, e também no Campeonato Brasileiro de 1979 e 1981. Para quem admira essa modalidade, o boxe é um esporte que não depende necessariamente da genética. Você pode desenvolver suas habilidades e se tornar um grande boxeador. É excelente para o condicionamento físiomuscular e cardiovascular, aprimora a coragem e a perseverança da pessoa, melhora a coordenação motora e a percepção do tempo e do espaço. Sem falar no gasto calórico de aproximadamente 1.000 calorias em 1 hora e meia de aula. Jaime Sodré de França

Venha fazer uma visita À Academia Gymnasium!

Foto: Leandro Carvalho

Conheça mais sobre o box e suas técnicas.

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apresenta

Modernidade e tecnologia revolucionam o setor de eletroeletrônica Vivemos uma era chamada Revolução Tecnológica. É incrível como o homem conseguiu criar tantas coisas fantásticas para que seu dia a dia ficasse bem mais fácil, para que ele tivesse cada vez mais conforto em sua casa, em seu trabalho e em seus mais diversos afazeres diários. Atualmente, o hábito de tomar banho se transformou em uma questão de higiene e até em momento de entretenimento. Cada dia mais designers e decoradores investem na construção de espaços amplos, onde a pessoa tem a oportunidade de relaxar e esquecer os problemas cotidianos. Ninguém imagina tomar um banho sem ter um chuveiro elétrico.

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Antigamente não existia água canalizada e eletricidade. Algumas residências possuíam banheiras, em outras a toalha molhada é que era utilizada. Na década de 50, o italiano Lorenzo Lorenzetti criou o primeiro chuveiro elétrico automático. Com o sucesso do lançamento, a linha foi ampliada com a produção de torneiras e aquecedores elétricos. Hoje em dia dispomos de vários modelos eletroeletrônicos e, para atender as exigências do mercado, a BBZ Materiais Elétricos fez parceria com a empresa Lorenzetti e oferece uma linha completa de duchas e chuveiros elétricos para levar economia e conforto para a sua casa.


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Próteses Mamárias

N

márias que, de acordo com o Dr. Marcos Carneiro de Lyra eram de baixa qualidade e sem tradição forte no mercado. “As duas marcas que apresentaram problemas foram proibidas de serem comercializadas. É importante destacar que existem marcas muito boas, tradicionais, de altíssima qualidade e com muita tecnologia associada que, apesar de um pouco mais caras, oferecem muito mais segurança para as pacientes”, recomenda o cirurgião. Atualmente há uma grande variedade de modelos de próteses mamárias. Isto permite um uso mais individualizado para cada paciente. O Dr. Marcos Carneiro de Lyra orienta que dispomos de próteses redondas ou anatômicas. Isto permite proporcionar resultados estéticos muito satisfatórios tanto para quem quer algo mais discreto, como também para quem quer algo mais “chamativo”. Ele explica que as próteses mamárias redondas preenchem por igual tanto o polo superior quanto o polo inferior da mama. Existem modelos mais projetados, outros menos; mais largos ou menos, depende do que a paciente procura. Já as próteses mamárias anatômicas dão um resultado mais natural, preenchem mais a parte central inferior da mama. Portanto, o cirurgião salienta que é muito importante definir com a paciente o que ela realmente almeja com a prótese, para que esta não se arrependa posteriormente da escolha. É importante, também, que o médico oriente-a sobre a prótese ideal para o seu tamanho, pois a estrutura do corpo de cada mulher apresenta características próprias. Além disso, o Dr. Marcos Carneiro de Lyra afirma que na reconstrução mamária esta variedade de modelos também é um grande auxiliar, permitindo proporcionar várias opções de escolha para as pessoas que estão com câncer (portanto, mais fragilizadas emocionalmente), enfrentando este problema com melhor auto estima. Assim, é importante perguntar para o seu cirurgião plástico informações sobre as próteses que serão utilizadas, para que não haja nenhuma surpresa desagradável no futuro, afinal, estamos falando de saúde e beleza. Uma dúvida frequente das pacientes é sobre a hipótese da próDr. Marcos Carneiro de Lyra tese aumentar o risco de câncer CRM 113.274 de mama. O médico-cirurgião resCirurgia Plástica Estética e Reparadora ponde: “Na verdade, em quase cine membro da Sociedade Brasileira quenta anos de pesquisas, nada foi de Cirurgia Plástica comprovado cientificamente quanto aumento de riscos de câncer Atende em Jaú na Clínica CentralMed, relacionado às próteses mamárias próxima à Santa Casa . de silicone. Portanto, é um procedimento seguro”, finaliza. Foto: Leandro Carvalho

a década de 60 surgiram as primeiras próteses de mama que, com o passar do tempo, difundiu-se para o uso estético. De acordo com o médico cirurgião membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Marcos Carneiro de Lyra, atualmente a inclusão de próteses de silicone para aumento das mamas é uma das cirurgias plásticas mais realizadas no mundo. “Durante estas cinco décadas da criação da prótese até os tempos atuais, houve um grande avanço tecnológico, o que aumentou muito a segurança e também o resultado estético”, explica o cirurgião. Hoje as próteses possuem várias camadas de revestimento e têm um silicone altamente coesivo (que não escorre) e uma texturização excelente, que permite uma adequada adesão aos tecidos. “Nesse espaço de tempo foram muitas pesquisas, mas nada comprovado que comprometesse a segurança da saúde das pessoas que foram submetidas à realização de inclusão de próteses de silicone.” No início de 2011 houve uma grande polêmica relacionada à próteses mamárias que estavam se rompendo, tendo a imprensa noticiada, no mundo inteiro, os “perigos” das próteses de silicone. Entretanto, com as pesquisas realizadas em pacientes que tiveram problemas com as próteses, ficou comprovado que foram casos relacionados a apenas duas marcas isoladas de próteses ma-

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Gente Fina

Adรฃo Levorato De Pipoqueiro a promotor. A histรณria de um jauense que comeรงou a trabalhar aos sete anos vendendo pipoca com o pai. Texto Antonio Orselli Fotos Leandro Carvalho


Na vida, devemos fazer algo a mais, sem que te peçam pra fazer. Devemos fazer pelo gosto de fazer. O reconhecimento se dá por consequência

Q

uem imaginava que o menino de apenas sete anos, que ajudava o pai a vender pipoca num dos cruzamentos do centro da cidade, no final da década de 60 do século passado iria se tornar Promotor de Justiça e festejado escritor de livros? Nem mesmo o próprio gente fina deste mês acreditava que pudesse chegar tão longe. Adão Levorato, 51 anos, começou muito cedo a trabalhar para ajudar os pais, descendentes de italianos da região de Veneto, que imigraram para Mineiros do Tietê no final do século 18. Com a quebra da bolsa de Nova York em 1929, o patriarca da família perdeu toda uma plantação de café, em decorrência da queda das vendas do produto no mercado internacional. “Foi difícil. Do dia para a noite tudo o que meu avô havia construído se desfez com o chamado “crack” da bolsa norteamericana. Nessa época, meu pai então resolveu começar a trabalhar como empregado, mas algum tempo depois deu início ao comércio de pipoca e salgados que minha mãe fazia em casa”, relembra. Com uma dedicação surpreendente, Adão terminou o antigo ginasial no “Instituto de Educação Caetano Lourenço de Camargo e, em seguida, ingressou na “Academia Horário Berlink”. “Estava trabalhando como torneiro na fábrica de chuveiros Canhos, quando minha mãe disse que eu deveria encontrar um serviço mais tranquilo, menos perigoso. Eu quase perdi um dos dedos da mão numa máquina. Minha mãe ficou com medo que eu pudesse sofrer algum acidente mais grave e começou a me incentivar a deixar aquele emprego. Em pouco tempo estava trabalhando em um escritório de contabilidade, pois já estudava na Academia, e em alguns meses já entendia de todas as rotinas do trabalho. Aí foi nascendo a vontade de estudar Direito”, conta. O senhor começou a trabalhar com quantos anos? Comecei aos sete anos, ajudando meu pai a vender pipoca na rua. Ele já havia trabalhado muito tempo como empregado de empresas como Pirelli, na fábrica de brinquedos Estrela, mas quando ele conheceu minha mãe resolveu fixar residência em Jaú. Para sustentar a família que foi surgindo aos poucos, afinal, sou o primogênito de três filhos, ele montou um negócio de venda de suco de laranja na esquina do Hotel Jaú, meio como um ambulante. Além disso, minha mãe produzia salgadinhos que meu pai


Gente Fina Gente Fina

vendia para os caminhoneiros que ficavam na fila de espera da Usina de Açúcar da Barra Bonita. Enquanto eles aguardavam para abastecer os caminhões com álcool, meu pai vendia os salgadinhos. Eram dois jacás enormes, feitos de bambu, que ele levava para a Barra e voltava com eles vazios. Ajudar o pai com tão pouca idade atrapalhou a sua infância? Pelo contrário. Apesar de ter sido membro do Ministério Público, acho um absurdo os jovens só trabalharem aos 16 anos. Qual experiência de vida esses adolescentes irão acumular ao iniciar uma carreira profissional? Aos 18 já tem serviço militar obrigatório, vestibular, uma época em que o jovem já deveria ter ao menos uma profissão estabelecida. Acho que aos 12 anos, como aprendiz, o menino ou menina já está pronto para começar a trabalhar. Na minha época começávamos muito mais cedo que isso e ninguém deixou de jogar bola, brincar de boneca, enfim, todos se divertiam mas tinham muito

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mais responsabilidade, apesar da pouca idade. Hoje, com essa lei que deixa menores na rua que não têm valores, não sabem o que querem da vida e que acabam sendo tomados pelo uso de drogas. Se eu pudesse fazer tudo de novo, faria sem dúvida nenhuma. A promotoria sempre foi uma meta quando começou a estudar Direito? Nem sempre. Quando terminei a faculdade em 1985, logo em seguida prestei concurso para trabalhar no Tribunal de Justiça de São Paulo, mas como escrevente técnico judiciário. Apesar de estar apto para advogar, estava satisfeito com minha ocupação na 1º Vara do Fórum de Jaú. Até que um dia o promotor Lélio Ferraz chegou para mim e disse: “olha, você é muito inteligente, aplicado, não pode ficar apenas trabalhando aqui no cartório. Deve continuar a prestar concurso”. Aquilo foi um incentivo tão grande que comecei a estudar e 18 meses depois estava aprovado para a promotoria em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul.

Mas, no final da década de 90, o senhor passou pelo momento mais delicado da vida. Como aconteceu? Os médicos descobriram que eu era portador de um tumor no intestino grosso e, para piorar, maligno. A chance de cura era quase a mesma que a chance de morte durante o tratamento, que começou em 1998. Só pude me considerar curado cinco anos depois, quando os exames constaram a eliminação da doença. Foi um dos momentos mais importantes de toda minha vida. As pessoas se importam com tantas coisas banais e se esquecem que o importante é viver. Na vida, devemos fazer algo a mais, sem que te peçam pra fazer. Devemos fazer pelo gosto de fazer. O reconhecimento se dá por consequência. §

Todo seu trabalho sempre foi voltado para a área ambiental. Escreveu três livros e hoje, já aposentado, Adão dedica seu tempo ao serviço social.

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Especial profissões

ESTÉTICA

Por Érika Lopez | Foto Leandro Carvalho

Qual o seu conceito? A

Estética se dedica ao bem-estar, ou seja, cuida da saúde do corpo, da pele e da mente da pessoa. É uma carreira que oferece ao estudante uma ampla diversidade de atuação. Além de prevenir e curar, através de tratamentos, o estresse do dia a dia, o cansaço e dores físicas, o esteticista pode atuar no ramo de rejuvenescimento facial, peelings para clarear e reduzir manchas do rosto, limpeza de pele, massagem redutora de gorduras localizadas, terapia das pedras quentes e muitos outros. Na opinião da esteticista Adriane Cristina Cavalheiro, proprietária do Sensações Espaço Estético Holístico, uma boa profissional deve ter plena consciência da importância que tem para seus clientes, já que a beleza, para muitos, é sinal de bem-estar consigo mesmo. Por isso, antes de qualquer coisa, é necessário que a pessoa tenha gosto pelo que faz. Conhecimentos científicos e anatômicos do corpo humano virão durante o curso. Além de noções de cosmetologia e dos princípios ativos de cada cosmético. A esteticista também ressalta que, para se destacar no mercado de trabalho, tem que estar “antenada” na indústria da área. “A atualização constante de novas tecnologias e métodos, através de especializações, é importantíssima. Não se pode parar de estudar. Mexer com a beleza e transformar sonhos em realidade não é para qualquer profissional. Ser esteticista é muito mais do que cuidar da pele e do corpo dos clientes, essa função vai além, pois os sonhos são realizados através das mãos e tratamentos oferecidos pelos profissionais” enfatiza Adriane.

DIVERSIDADE O esteticista pode escolher diversos ambientes de trabalho: SPAs Clínicas de cirurgias plásticas Empresas de cosméticos e de equipamentos Consultoria para cosméticos Farmácias: como consultor ou supervisor de cosméticos (grandes redes que investem no melhor atendimento aos clientes contratam profissionais desta área para atuarem dentro da empresa). Atendimentos personalizados, em domicílio e em grandes empresas que investem na qualidade de vida dos profissionais.

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MERCADO DE TRABALHO No mercado de trabalho crescem as oportunidades para profissionais especializados na área de estética. A indústria de cosméticos apresenta-se como um caminho promissor para quem procura emprego. Desde grandes fabricantes até consultórios, SPAs, hospitais e clínicas de estética, há grande necessidade destes profissionais.

SALÁRIO Segundo a esteticista, a média salarial só depende do profissional. Se tiver boas mãos, equipamentos apropriados e cosméticos confiáveis, terá muitos clientes satisfeitos. O salário pode atingir R$6.000,00 ou mais. A vantagem de se trabalhar na área de estética é a carga horária. Cada profissional faz seu próprio horário, de acordo com as necessidades de cada cliente.

ONDE ESTUDAR Existem cursos técnicos e tecnólogos na área da estética. As cidades mais próximas que os oferecem são Araraquara e Bauru. Aqui em Jaú há a Escola de Cabeleireiro Tide – Beleza e Estética, entre outras opções. Adriane Cristina Cavalheiro


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Energia Garota

Por Cláudio Bragga

Francielle Goes Apelido: Fran Data de nascimento: 29/09/1995 Mulher Bonita: Katy Perry Homem bonito: Jensen Ackles Música que gosta: 3 Doors Down Here Without You Perfume: Carpe Diem Comida: Massas em geral Filme: A procura da felicidade  Não vive sem: Família e Amigos Frase: “Tenho em mim todos os sonhos do mundo”- Fernando Pessoa

Ficha técnica:

Looks: Garbin Modas Fone: (14) 3624.8635 Cabelo e make: Rafael Camargo Site: www.rc-hd.com.br Fone: (14) 3032.0121 Locação: General Bar - Jaú

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Francielle Goes

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Esporte

Com os melhores do mundo Fotos: Arquivo pessoal

Texto Marcelo Mendonça

BOM DE BOLA, O JAUENSE RUBINHO CONQUISTA A LIGA DE FUTSAL AO LADO DO MELHOR JOGADOR DO MUNDO, FALCÃO.

R

ubens Roberto Salvador Claro, 28 anos, mais conhecido como Rubinho, sempre jogou futebol de campo. Atuou no XV de Jaú, depois na Copa São Paulo pelo Rio Branco de Americana. Com o fim do campeonato resolveu testar sua habilidade nas quadras e assim foi jogar futebol de salão em Botucatu. “Comecei no salão em 1996, tinha 12 anos de idade e fui artilheiro do campeonato infantil com 62 gols. Acredito que até hoje o maior da categoria. Então, sabia que poderia ser uma grande oportunidade”, conta Rubinho. Depois de um ano na cidade foi contratado para defender o Orlândia, no interior do Estado de São Paulo. Em sua primeira passagem pelo time não imaginou que conquistaria seu maior título anos mais tarde. Ainda em 2005, porém, Rubinho, aos 20 anos, aceitou a posposta para jogar na equipe do Ulbra (RS) onde, na época, jogavam nomes como Manoel Tobias, Índio e outros com passagens pela seleção. “Eram jogadores com quem eu sempre sonhei jogar”.

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O jauense teve passagens também por Garça, Umuarama, Joinville e depois retornou ao Orlândia motivado por um projeto do time para vencer a Liga Futsal (equivalente ao Campeonato Brasileiro das quadras), e que dá direito à equipe de disputar o Sul Americano. Nessa conquista Rubinho esteve ao lado de nada menos que o melhor do mundo, Falcão. “Grande pessoa! Uma honra atuar com o “melhor do mundo”. Ele é um cara incrível, simples, além de atrair toda a mídia para nossa equipe”, conta Rubinho. Segundo ele, a campanha do Orlândia até o principal título do clube não foi fácil. Alguns desfalques atrapalharam, mas no fim veio a conquista. Agora, o Orlândia se prepara para a semifinal do paulista, onde a equipe enfrenta a AABB (Associação Atlética Banco do Brasil) e, em dezembro, também tem disputa da Taça Brasil, na qual Rubinho já foi campeão jogando por Joinville no ano passado. O atleta contou à RE que o mercado do futebol de salão não é nada diferente dos campos. Há sempre a troca de clubes. “Eu prefiro criar raízes nos times. Foram cinco em minha carreira, quando o normal seria no mínimo dez, pela minha idade”. Sobre o atual clube em que Rubinho joga, ele se mostra feliz e a intenção é se manter forte nas competições que disputa. “Pretendo cumprir meu contrato, a cidade é muito boa e, além do mais, é bem próxima a Jaú, para onde sempre volto para rever a família”. E o que não poderia faltar no bate-papo era a seleção brasileira. Em 2010, Rubinho foi convocado para o torneio preparatório, mas rompeu o tendão nos treinos e lamenta até hoje o ocorrido. “Hoje não me iludo, mas vontade eu tenho, até porque vem aí uma renovação da seleção, então, quem sabe no ano que vem. Minha cabeça agora está voltada ao Orlândia,

Rubinho em ação pelo Orlândia na disputa da Liga de Futsal Revista Energia 39


uma conquista importante para cidade, para o clube.” A rotina do jovem se divide entre treinos e treinos. Da casa para as quadras. Rubinho é casado e tem quatro filhos. Todos moram em Orlândia. Na coleção de títulos estão: três copas TV Tem; Copa dos Campeões; Jogos Regionais; Copa SBT; no Umuarama, a Taça Paraná; no Joinville, o Catarinense e a Taça Brasil e ganhou três Tênis de Ouro como melhor ala direita do Estado. Rubinho estava de férias em Jaú quando batemos esse papo. Ele trouxe uma camisa do clube pelo qual foi campeão e presenteou Jean Mendonça, do nosso departamento comercial, com quem jogou quando mais novo. A minha vem na próxima. §

Foto: assessoria de imprensa

Rubinho comemora a conquista com a equipe do Orlândia

Rubinho visitou nossa redação e trouxe a medalha de campeão

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A Unimed é mais que um plano, é atenção à saúde.

Medicina baseada em evidências

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Agenda do Mês PROGRAMA CUIDADORES Público: Acompanhantes de Idosos 10º Turma Início: 12/11/2012 Inscrições no NAS: (14)3621-4877 PROGRAMA MAMÃE UNIMED Público: Gestantes 21º Turma Início: 22/11/2012 Inscrições no NAS: (14)36214877 PALESTRA: MOBILIDADE PARA PESSOAS PORTADORAS DE DEFICIÊNCIA VISUAL RECURSOS ÓPTICOS E NÃO-ÓPTICOS Dia: 24/11/2012 Horário: 9h Local: Auditório Dr. Paulo De Conti Informações: 3626-2461

Destaques ANS-nº 30676-2

Programas de Promoção e Prevenção da Saúde A Unimed investe nessa ideia Farmácia Unimed Compromisso com o Cliente Expediente Ano 3 - Edição 10 Jaú, Novembro de 2012 Informativo Saúde! é uma publicação da Unimed Regional Jaú Presidente: Antônio José Craveiro Faria Vice-Presidente: Dr. Paulo De Conti Superintendente: Dr. Paulo Fernando Campana Secretário: Dr. José Carlos Berto

Assessora de Marketing e Comunicação: Fernanda de Almeida Jornalista Responsável: Nádia De Chico - MTB: 46538/SP Redação/Fotos: Fernanda de Almeida, Nádia De Chico e Dr. Ramiro T. Hernandes Diagramação: Revista Energia Colaboração: Gisele Magi

Distribuição: Revista Energia Informativo Saúde! Rua Álvaro Floret, 565 - Vila Hilst - Jaú/SP Cep: 17207-020 Central de Relacionamento: 0800 10 53 33 www.unimedjau.com.br Elogios, críticas e sugestões de pauta nadia.chico@unimedjau.com.br


PALAVRA do PRESIDENTE Prezado Leitor,

C

omo é de domínio público, pois foi largamente divulgado pela imprensa, a Agência Nacional de Saúde Suplementar estabeleceu algumas regras para o agendamento de consultas e exames para os planos de saúde. Por não cumprirem esDr. Antonio José tas normas, algumas operadoCraveiro Faria ras têm sido penalizadas com Diretor Presidente a suspensão da venda de seus da Unimed Regional Jaú planos. Entende a ANS que a operadora de planos de saúde que não consegue dar provimento à solicitação de agendamento de consultas, dentro dos prazos estipulados, não tem número suficiente de médicos para dar atendimento. Consequentemente, não poderá vender mais contratos, porque se o fizesse a situação se agravaria. Assim, com a venda de planos suspensa, deve procurar resolver a demanda. Felizmente, a  Unimed Regional Jaú tem conseguido dar o atendimento necessário, e fará o necessário para honrar com o compromisso que tem para com seus clientes, antes mesmo daquele com a ANS. Claro é, que a operadora de planos de saúde é obrigada a dar atendimento nas várias especialidades, porém, não necessariamente com o médico desejado pelo cliente, e sim com um médico da especialidade escolhida. Hoje, muitas são as es-

pecialidades que são carentes, ou seja, há poucos médicos para atender, mas a operadora deve resolver esta questão. Por isso, temos vários canais de contato com nossos clientes que possibilitam a marcação de consultas quando o cliente não consegue esse atendimento diretamente com o consultório médico. É forma de cumprir a exigência de quem adquire seu plano de saúde e deixar o cliente satisfeito. Porém, há muitos clientes que, distraídos, não avisam o consultório médico quando ficam impossibilitados de comparecer à consulta já agendada. O médico ficará esperando, e outro paciente interessado naquela consulta não será atendido. Isto, se muito frequente, poderá fazer com que a operadora não consiga cumprir com a norma da ANS. Aliás, esta norma poderá ser um tiro pela culatra, se levar as operadoras a constituírem ambulatórios para atendimento de clientes, tornando-o impessoal. Não haverá escolha e o paciente, fatalmente, será atendido pelo médico disponível. Nós, da Unimed Regional Jaú, lutaremos sempre para que nosso cliente possa ter um atendimento digno, com médicos qualificados, escolhidos pelos clientes. E que esses médicos tenham uma remuneração à altura do trabalho que desempenham. Esse tem sido o nosso propósito e a nossa meta, a fim de cumprir nosso papel junto aos nossos usuários. Destarte, a norma passa a ser mera formalidade. Muito Obrigado!

A Unimed é mais que um plano, é atenção à saúde. 44 Revista Energia

Dr. Antonio José Craveiro Faria


Medicina baseada em evidências. Você sabe o que é? Evidências é o mesmo que Provas. Assim, Medicina Baseada em Evidências significa Medicina Baseada em Provas, ou seja, indicações médicas baseadas naquilo que se provou ser melhor do que uma outra opção de tratamento. São estudos que dão fundamentos para a tomada de decisões em saúde, com base na melhor prova científica existente para ter-se maior chance de ser bem sucedido (seja para tratamentos médicos ou para indicações preventivas em saúde). Ficou interessado? Então gostará de saber que, a partir de novembro, estão disponíveis no site da Unimed Jaú informações sobre este assunto e vários links para exemplos de situações em que determinados tratamentos, que podem ser indicados pelos médicos, são ou não eficazes, de acordo com os estudos da Medicina Baseada em Evidências. Acesse www.unimedjau.com.br, na área Medicina Baseada em Evidências e saiba mais.


AMU realiza palestra para Portadores de Deficiência Visual Jaú

A Associação Mulher Unimed - AMU/Jaú, por meio do Projeto Vida Iluminada, realizará a palestra: Mobilidade para Pessoas Portadoras de Deficiência Visual, Recursos Ópticos e Não-Ópticos. O evento acontece em 24 de novembro, a partir das 9h, no auditório Dr. Paulo De Conti, na Unimed Regional Jaú. A palestra será ministrada pelas pedagogas habilitadas em Deficiência Visual, Vanessa Aparecida Biz e Aparecida Biz, e pelo professor especialista em Informática para deficientes visuais, Anderson Mistreta, que também é deficiente visual. De acordo com Vanessa, a AMU sempre desenvolve palestras com orientações e cursos de capacitação para todos os deficientes visuais interessados. “Nessa palestra abordaremos orientações básicas para guiar e conduzir um deficiente visual”, explica a pedagoga, acrescentando ainda a abordagem do uso dos recursos ópticos e não-ópticos pelos alunos em sala de aula. “Como Recursos Ópticos podemos citar os óculos com lentes de alto grau, lupa

de mão, tele-lupa. Como Recursos Não-Ópticos a iluminação, ampliação e contraste de cor, cadernos com pauta ampliada e lápis 6b”, finaliza a palestrante. A palestra, que é gratuita, será dirigida aos voluntários do programa Vida Iluminada da AMU/Jaú, aos assistidos pelo programa como os pais e/ou responsáveis, coordenadores de entidades ou associações que trabalham com educação especial e ao público em geral que tenham interesse no assunto. O Projeto Vida Iluminada é idealizado pela Associação Mulher Unimed de Jaú – Amu/Jaú em parceria com a Associação e Movimento de Assistência ao Indivíduo Deficiente – AMAI e promove a inclusão social, educacional e profissional das pessoas cegas e com baixa visão; atua na prevenção da deficiência visual e cria oportunidades para essas pessoas vivenciarem experiências diversificadas, o que contribui para o desenvolvimento dos seus potenciais, autoestima e autoconfiança.

NAS Programas de Promoção e Prevenção da Saúde A Unimed Investe nessa ideia! A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) define como Programa para Promoção da Saúde e Prevenção de Riscos e Doenças aqueles que contêm ações em prol da promoção da saúde, da prevenção de riscos, agravos e doenças, da redução dos anos perdidos por incapacidade e do aumento da qualidade de vida dos indivíduos e populações. “Com o envelhecimento populacional e a maior ocorrência de doenças crônicas no país, cresce a importância do estímulo a esses programas desenvolvidos para a melhoria da qualidade de vida do beneficiário”, explica o médico coordenador do NAS – Núcleo de Atenção à Saúde, Dr. Ramiro T. Hernandes, acrescentando ainda que, atualmente, os programas das Operadoras de Planos de Saúde existentes no País contam com a participação de 1,2 milhão de beneficiários. Estes programas possuem enfoque em temas como estímulo à atividade física, alimentação saudável, prevenção do câncer, das doenças sexualmente transmissíveis, da osteoporose, da hipertensão, do diabetes, do tabagismo e da obesidade. Outra área de atenção com grande destaque é a da saúde do idoso. A Unimed Regional Jaú se encaixa neste seleto grupo de Operadoras que se propõem a realizar estas atividades e conta com

diversos Programas que estão disponíveis para conhecimento no site: www.unimedjau.com.br/nas “Temos orgulho de dizer que o nosso Programa de Gerenciamento de Idosos e de Osteoporose já contempla 550 pacientes cadastrados, com grandes ganhos de qualidade de vida e redução de quedas e fraturas”, finaliza Hernandes. Resultados Alcançados: Por meio do monitoramento realizado pela ANS é possível verificar alguns resultados gerais alcançados por esses programas: • Diminuição da exposição a fatores de risco como inatividade física, alimentação inadequada e tabagismo. • Adoção de hábitos saudáveis. • Aumento da capacidade funcional. • Aumento da utilização de exames preventivos e tratamento precoce do câncer. • Diminuição da taxa de internação por doenças crônicas. • Mudanças de hábitos e do ambiente doméstico para evitar quedas em idosos.

A Unimed é mais que um plano, é atenção à saúde. 46 Revista Energia


Farmácia Unimed Compromisso com o Cliente A Farmácia Unimed Regional Jaú iniciou suas atividades com o objetivo de atender os beneficiários aliando a qualidade do serviço prestado à venda de remédios, produtos de higiene pessoal, dermocosméticos e complementos alimentares. Esse objetivo foi alcançado por meio de muito trabalho, ao longo desses mais de 10 anos, nos quais a farmácia Unimed Regional Jaú se consolidou no meio, com preços sempre muito competitivos. “A Farmácia Unimed não visa ao lucro, ela é um benefício exclusivo dos beneficiários dos planos Unimed e, por isso, repassamos nossos descontos ao consumidor final”, explica a farmacêutica responsável, Juliana Hawerroth Segura Carrozza.  Com uma enorme variedade de produtos, a Farmácia Unimed garante qualidade do receituário e conquista os melhores e mais exigentes clientes.

Respeito ao cliente

A preocupação vai muito além do que a de oferecer uma variada gama de produtos. A Farmácia Unimed Regional Jaú tem o compromisso de garantir um atendimento personalizado, feito por uma equipe de atendentes especializados e uma farmacêutica responsável.

Facilidades

As compras podem ser feitas através dos cartões Visa, Mastercard (crédito e débito) e Dinners Club. Para valores acima de R$ 45,00 o pagamento pode ser feito com cheque pré-datado (30 dias).

Chame a Farmácia Unimed

As consultas para compras de medicamentos podem ser efetuadas através do telefone 0800–105333 ou através do e-mail: farmacia@unimedjau.com.br. Compras acima de R$ 30,00 são entregues em Jaú, sem custo, das 8h30 às 17h.

Horário de Atendimento Segunda a Sexta: das 8h30 às 18h30 Sábado: das 8h às 12h

Promoções

A Farmácia Unimed Regional Jaú tem promoções o ano inteiro. Os genéricos estão sempre com preços imperdíveis, além dos ótimos preços na compra de leites, fraldas e protetores solares. “Atualmente estamos sorteando um rádio automotivo MP3 e uma Cesta de Natal. Para concorrer ao rádio basta comprar um produto da linha Dentil ou Trim e, a cada R$ 50,00 em compras, o cliente já entra no sorteio para a cesta”, finaliza Juliana. Farmácia Unimed localizada na rua Álvaro Floret, 565 – Vila Hilst – Jaú/SP Confira mais promoções no site da Unimed – www.unimedjau.com.br Farmácia Unimed: qualidade garantida a preços acessíveis

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QuemfezJahu

Waldemar Bauab Texto Heloiza Helena C. Zanzotti

Muito respeitado e considerado um dos mais importantes políticos de nossa região, nesta edição você vai conhecer um pouco mais da história de Waldemar Bauab, jauense, nascido em 16 de junho de 1928. Formado em Odontologia, iniciou sua vida pública na vizinha Barra Bonita, onde trabalhava e na qual foi vereador na década de 50. Retornando a Jaú, elegeu-se vereador em 1963 e, em 1964, Presidente da Câmara Municipal. Nunca mais abandonou a política. Seu nome esteve presente no cenário político de Jaú por mais de 45 anos, tendo sido prefeito de nossa cidade por duas vezes, nos mandatos de 1973 a 1976 e, posteriormente, de 1993 a 1996. Em seu primeiro mandato como prefeito, com uma boa equipe na assessoria, lançou o PDA (Plano de Desenvolvimento Acelerado) e realizou grandes obras como a Estação Rodoviária, inaugurada em agosto de 1976 com a presença do então Presidente da República Ernesto Geisel, sendo esta a primeira vez que um Presidente do Brasil visitou Jaú; criação da Empresa Municipal de Pavimentação (Empa); abertura de ruas e avenidas; a sede da Câmara Municipal; o Teatro Municipal; inauguração do novo prédio da Prefeitura Municipal, cuja obra tinha sido iniciada na gestão anterior e, ainda em seu primeiro mandato, anunciou a construção do Lago do Silvério, que só se concretizou em seu segundo, 22 anos depois. Inaugurou também o Estádio Zezinho Magalhães em 1973, dando o pontapé inicial na partida realizada entre XV de Jaú e Juventus. Waldemar Bauab comandou o XV de Jaú em uma das melhores fases do time, na década de 70, levando-o para a divisão especial do Campeonato Paulista. Ele ainda presidiu a Federação Paulista de Futebol (FPF) na década de 80, ocupando o cargo deixado por José Maria Marin, que se afastou para a disputa do governo do Estado. Na política, foi mestre para muitos jovens que estavam ingressando nessa carreira, sendo visto por amigos e inimigos políticos como um companheiro e adversário leal. Sua vida foi contada na obra “Waldemar Bauab: uma história de coragem”, escrita pelo jornalista Waldo Claro, e também na publicação “Dos farrapos à urna eletrônica”, de autoria do empresário Hamilton Chaves. Bauab foi diversas vezes candidato a prefeito de Jaú e, nas eleições de 1982, apesar de ter sido o mais votado, não foi eleito, pois na época funcionava o esquema de legenda, quando cada partido lançava mais de um candidato e somavam-se os votos destes. Casou-se com Maria Cecília De Lúcio Bauab, de quem ficou

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viúvo após 45 anos de união, e com quem teve cinco filhas: Heloisa, Fernanda, Lígia, Cassandra, Telma. A RE conversou com Fernanda De Lúcio Bauab, 52, filha de Waldemar Bauab, que iniciou a conversa dizendo: “Ele foi um pai maravilhoso e muito rígido. Tinha uma grande preocupação com as filhas, no sentido de sempre manterem a humildade, independente da posição social”. Fernanda também contou que o pai foi um homem muito corajoso, audacioso, que não temia ninguém. “Ele sempre chamava a responsabilidade para si e era muito fiel. De 1968 a 2008 meu pai participou direta ou indiretamente de todas as eleições em Jaú, mas nunca almejou grandes cargos. Embora tenha se candidatado a deputado estadual uma vez, nunca teve a intenção de sair de Jaú”, conta Fernanda, que completa: “Ele nunca foi um homem de gabinete. Gostava mesmo era de ficar nas obras. E muitas delas ele nem inaugurava. Dizia que a inauguração era abrir para o público usar”. Waldemar Bauab terminou sua vida na presidência da Fundação Educacional “Dr. Raul Bauab”, entidade educacional que leva o nome de seu irmão já falecido, tendo construído o prédio da Faculdade de Direito daquela instituição. Faleceu em 04 de Abril de 2009, aos 80 anos, depois de enfrentar uma grande batalha contra um quadro infeccioso, após duas cirurgias. O cortejo, em carro do Corpo de Bombeiros, atraiu muitas pessoas pelas ruas da cidade até o Cemitério Municipal de Jaú, onde foi sepultado.


foto: Israel Denadai

maquiagem GLEE e escova modelada

by Rafael Camargo

PaissandĂş, 873

14-3032.0121 Revista Energia 49


Capa

Tecnologia a favor de um Corpo Ideal A primeira vez que a Corpo Ideal estampou nossas páginas foi com a bela Nicole Bahls. Era só o começo. Agora a marca muda o foco e mostra, além da nova garota, nada menos que Carol Nakamura, do Domingão do Faustão, investimento em tecnologia, mídia nacional e a vontade de crescer ainda mais. Texto Marcelo Mendonça | Fotos Divulgação 50 Revista Energia


Carol Nakamura


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Corpo Ideal suplementos não para. Além da expansão da marca a nível nacional passou a desenvolver, também, ferramentas para facilitar o acesso aos produtos e ainda divulgar a marca. Na internet, onde as vendas aumentam cada vez mais, a loja se fortalece. “Marcamos presença nas principais redes sociais como o Facebook, Twitter, Pinterest, além de mantermos canais como Youtube e o blog sempre atualizados”, conta Fábio Colatto, assessor de impressa da empresa. No Youtube, inclusive, a marca patrocina dois fenômenos de acessos: o marombeiro Scarpelly, que dá muitas dicas, e Ana Maria de Cesaro, do Projeto Ana Gostosa, que protagoniza uma espécie de reality show mostrando que é possível emagrecer com saúde e sem tomar nenhum tipo de medicamento. O projeto é sucesso e teve repercussão nacional. Dois projetos que a Corpo Ideal abraçou e que crescem sem parar. A loja é associada à Abenutri - Associação Brasileira de Suplementos Alimentares - o que mostra a credibilidade da empresa. “Somente lojas que comercializam produtos liberados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) possuem o registro no órgão”, explica Cristiano Carignato, sócio-proprietário da rede junto com o irmão Eduardo Carignato. Neste ano, a Corpo Ideal investiu pesado em ferramentas tecnológicas para divulgar a marca, como o canal de SMS onde, ao enviar a palavra CORPOIDEAL para o número 49810, o cliente passa a receber descontos exclusivos, que variam de 15% a 30%. Um sucesso! Para obter outras informações acesse o link: http://bzz.ms/canalSMS. Outro ponto forte da loja são as vendas pela internet. Após várias pesquisas, a Corpo Ideal constatou que o número de pessoas que acessam a loja por meio de celulares ou qualquer outro dispositivo móvel é responsável por mais de 15% de todo o tráfego na rede. Nos ultimos anos essa troca de informação cresceu gradativamente e, para isso, a loja traçou uma meta para que em 2013 seja lançada uma plataforma móvel, o que aumenta as expectativas das vendas entre 15% e 20%. Outra novidade, não só para o mercado de suplementos, mas de uma forma geral para o mercado de compras pela internet, é a possibilidade do usuário que realiza uma compra na loja virtual poder acompanhar o andamento do pedido por meio de um aplicativo desenvolvido para celular. “Basta acessar o link: http://bzz.ms/appCel, de qualquer aparelho celular, digitar o código recebido por e-mail e pronto. Já terá em mãos todo o andamento e status do produto”, explica o assessor. Outra preocupação da Corpo Ideal é com relação à busca dos produtos. Como os artigos são importados, geralmente possuem uma grafia incomum. Sendo assim, através do campo de busca do site da loja www.corporideal.com.br, o cliente 52 Revista Energia


Nova Garota Corpo Ideal

consegue identificar o produto, mesmo se o nome não tiver sido digitado da forma correta.

ORIGEM VIRTUAL A loja, que começou suas vendas através da internet e depois ganhou espaço físico, hoje está entre as três maiores em vendas no Brasil. “Nossa intenção não é somente atender pessoas que querem ganhar músculos, o foco é também todos aqueles que buscam qualidade de vida”, conta Cristiano. A Corpo Ideal foi uma das pioneiras em vendas pela internet em Jaú. Esse mercado, antes mais valorizado nos grandes centros, ganhou o interior. Além disso, a facilidade para a compra, que pode ser dividida nos cartões, acelerou ainda mais o movimento da marca. Com mais de 115 mil “Curtir” no Facebook e uma abrangência de aproximadamente 1 milhão de visualizações ao mês, até a criação do SMS para promoções e descontos dos produtos, a marca é um sucesso.

Carol Nakamura passou o dia com a equipe Corpo Ideal

Para Cristiano Carignato, a escolha de Carol Nakamura pesou a partir do convite que a moça recebeu para apresentar também quadros dentro do programa do Faustão gerando, assim, maior credibilidade à sua imagem. “Não que a Nicole não tivesse, não é isso. Acontece que tínhamos outra intenção na época daquela campanha, outro público alvo”, explica Cristiano. Pois bem, esse repórter que vos escreve reuniu toda a equipe Corpo Ideal para produzir essa reportagem, com exceção de Carol Nakamura, que fotografou para a marca uma semana antes. Destino injusto. Mesmo assim, o que surpreendeu e o que poucos imaginam é que por traz de uma loja de suplementos existe uma grande equipe de planejamento, marketing, assessoria, tudo para que a marca mantenha e aumente ainda mais sua projeção nacional. O marketing da nova campanha começa com a bela Carol Nakamura, que abraçou a ideia. Fábio Colatto, assessor de imprensa da Corpo Ideal, conversou com Carol Nakamura. “Falamos em como ela se mantém em forma, qual sua rotina, etc. Ela contou que conquistou o ‘corpo ideal’ dançando e indo todos os dias à academia. E confessou que agora, como está namorando um personal trainer, ele a auxilia nos treinos e na alimentação. Carol se mostrou muito feliz com as oportunidades que foram dadas a ela no Domingão do Faustão, da Rede Globo”, conta Fábio. Bailarina de formação, Carol Nakamura conquistou a vaga de assistente de palco e faz as externas do dominical, o que proporcionou a ela uma exposição maior e viagens por todo o Brasil. “A equipe passou o dia com Carol. De manhã fez fotos já no cabeleireiro, onde ela se maquiava e arrumava o cabelo. Depois estúdio e, na sequência, um treino leve para fotos em uma academia da cidade. Ao final do dia uma entrevista concedida no hotel em que estava hospedada”, relembra Fábio sobre os momentos com a bela. E este foi um dos vários dias aproveitados para produzir essa reportagem com informações sobre uma grande marca jauense e uma gigantesca campanha publicitária, estrelada por uma das mulheres mais bonitas e cobiçadas do país, a nova garota Corpo Ideal, Carol Nakamura, aqui, na Revista Energia, para você. § Revista Energia 53


Look de artista

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Fotografia Leandro Carvalho Modelo Fernanda Arrabal Beleza Rafael Camargo Style Vestylle Megastore Joias Érica Módolo 56 Revista Energia


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Varal

Fotos Leandro Carvalho

M. Officer:

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Rua Tenente Navarro, 619 Fone: (14) 3626.8108 58 Revista Energia

Érica Módolo:

Fone: (14) 8128.1900

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Rua Amaral Gurgel, 523 Fone: (14) 3621.2926


Conexão Modas: Rua São Sebastião, 15 Fone: (14) 3622.8477

Maria Bonita Acessórios: Fone: (14) 9727.4949 | 8134.9169

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Jaú Shopping Piso Superior Fone: (14) 3416.7737

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Jaú Shopping - Piso Térreo Fone: (14) 3416.1858

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Varal

Ana Maria Fitness:

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Rua Marechal Bitencourt, 82 Fone: (14) 3624.7276 - Jaú Rua Tiradentes, 415 Fone: (14) 3652.6454 Dois Córregos

Rua Lourenço Prado, 841 Fone: (14) 3622.4945

O detalhe que faz a

DIFERENÇA

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14 - 3621.9078


Dicas

Ternos, como escolher Quando for escolher um paletó, é preciso ficar atento a alguns detalhes: com os braços soltos, a manga do paletó não deve cobrir a manga da camisa, deixando a camisa sobrar aproximadamente 1 cm. Além disso, a manga deve acabar no pulso. Você deve observar também se o paletó, quando abotoado, não fica nem repuxando nem folgado demais. Isso faz bastante diferença na composição do conjunto. E com as ombreiras tenha o mesmo cuidado, pois um alfaiate não conseguirá ajustá-las posteriormente; e elas, como regra, não podem ultrapassar a extensão do ombro. A calça deve terminar na altura do sapato, com uma sutil folga na frente do sapato e no salto atrás. Você pode também testar a bainha italiana, que proporciona um resultado bem legal, mas deve estar no tamanho ideal, para não conferir efeitos indesejados.

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Look

kids

Por Leandro Carvalho

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Crianças

Gabriel Silva Gomes da Cruz Ana Carolina Menille Locação: Fire Fighter Jaú Shopping Fone: (14) 9854.7994

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Moda

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Por Caroline Pierim

moda@revistaenergiafm.com.br


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lguém duvida que a saia longa não tem data para sair do nosso armário? Absoluta há várias temporadas, ela é uma ótima opção para qualquer temperatura, indo dos looks casuais às produções de festas. Tem para todos os gostos: florais, listradas, de oncinha, de tricô, com transparência e uma variação dentro da tendência: a estampa de lenço. Aposte em saias estampadas com blusas de cor lisa e capriche em colares ou pulseiras. Também pode-se usar a blusa por fora, com um cinto no quadril. Outra peça chave é o macacão, soltinho e marcado por faixas, cintos ou até mesmo costuras estratégicas, seguindo a linha de uma mulher chique e moderna, sendo bastante versátil. Se for investir na peça para eventos mais formais, opte pelas de alfaiataria ou tecidos nobres como seda. Já para usar no verão, use tecidos mais leves como algodão e musselina. Vale abusar dos estampados e escolher aquele que mais combina com seu estilo.

Roupas e Acessórios: Hot Seven Rua Amaral Gurgel, 523 Centro - Jaú Fotos: Leandro Carvalho Modelo: Caroline Pierim

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Fitness

Por Marcelo “Tchelinho� Macedo

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Kinesio Taping

s Olimpíadas acontecem de quatro em quatro anos. Atletas de todos os continentes se reúnem num país sede para disputarem um conjunto de modalidades esportivas. A edição de Londres 2012 trouxe um novo detalhe  que chamou a atenção de todo o mundo: afinal, o que são aquelas fitas coloridas coladas no corpo dos atletas?  Essa fita se chama taping e foi criada no Japão por um quiropraxista, Kenzo Kase. Apesar de ter ganhado fama apenas durante as Olimpíadas de Londres, a Kinesio Taping já havia sido utilizada experimentalmente por alguns atletas nos jogos de Pequim, em 2008. Dr. Kase pesquisava os métodos de utilização de fitas elásticas com o objetivo de auxiliar na cicatrização de tecidos traumatizados em decorrências das atividades desportivas. Foi então que desenvolveu um método chamado Kinesio Taping, que utiliza um tipo de fita aderente com características semelhantes à pele humana com relação à elasticidade e textura, com a função de melhorar a contração muscular, fadiga, câimbra, edemas, estabilização da articulação, aumento do fluxo sanguíneo, linfático e, principalmente, a diminuição da dor! Após a aplicação, essas fitas causam uma tração na pele, o que gera um movimento interior entre esta e o tecido subcutâneo. Como consequência, melhora o fluxo sanguíneo, o aporte de oxigênio, intensificando o processo de regeneração do tecido lesionado. Ela também ativa as terminações nervosas, fazendo com que o cérebro responda a estímulos, diminuindo a dor. No momento da aplicação, verifica-se a condição da pele e se existem lesões cutâneas. A pele deve estar isenta de óleo e seca. A bandagem não contém látex e nenhum tipo de medicamento, é resistente à água, sua duração é de 3 a 5 dias após a aplicação e possui várias cores. O formato e a localização da aplicação irão depender do tipo de condição a ser tratada. Seguindo o método de Kinesio Taping, o profissional que irá aplicar esta bandagem deve estar familiarizado com as condições físicas do indivíduo, entender a patologia apresentada, conhecer anatomia e biomecânica. Ela não é indicada exclusivamente para atletas ou esportistas; havendo necessidade, poderá ser usada por pessoas mais jovens ou de idade mais avançada, em casos de bursite, tendinites, subluxação, cervicalgia, lombalgia, entorses e até mesmo auxilia na correção postural.

Não se esqueça! Para realizar o tratamento procure sempre um profissional especializado no método Kinesio Taping.

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Social

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A Hot Seven está em novo espaço!

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Na inauguração da nova loja, Cristiane Tesser recebeu amigos e clientes em um coquetel super badalado. O visual da nova loja seguiu as últimas tendências do mundo fashion, mantendo a identidade da marca. Um espaço reservado à moda masculina e feminina, ampliando também as linhas de acessórios e moda teen.

1. Walter Rinaldi, Cristiane e Alessandra Rinaldi 2. Valeria Chiad, Lucimara Cunha e Cristiane 3. Maria Della Coletta, Cristiane e Luciane Grizzo 4. Cristiane e Nádia Salen 5. Giovana Rossagnesi, Carol Saccardo, Laís Medina, Gabriela Romano, Giovana Ribeiro, Mariana Saldanha e Gabriela Longo 6. Regina Neves, Cristiane, Angela Chacon e Daniela Siqueira 7. Cristiane e Adriana Paloschi 8. Giovana Massucato e Cristiane 9. Veridiana Luciane Sá e Cristiane 10. Regina Machado Vergilio, Angela Gonçalves e Tânia Ruiz Bertolucci 11. Cristiane Tesser Rosa, Amélio Tesser e Oécima Tesser

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Social

ABUBY KIDS Em evento beneficente ao Hospital Amaral Carvalho, a loja Abuby Kids realizou o desfile de lançamento da nova coleção verão. Os pequenos fizeram bonito na passarela! Listrados, flores, bolas e xadrez deixam a nova coleção com a cara da estação. Vale a pena conferir as peças de pertinho na Abuby Kids.

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5 1. Elisangela Medeiros, Ismael Silva de Medeiros e Guilherme Medeiros 2. Carla Blasioli e Ana Luiza Parelli de Souza 3. Yasmim Rubia e Leonardo Lima e Silva 4. Regiane Meira, Elisangela Medeiros e Marli de Oliveira 5. Yasmim Rubia, Otávio Sanchez, Ana Luiza Parelli de Souza, Giovana Blasioli, Maiara Urbano, Carla Blasioli, Leonardo Lima e Silva, Victor Bacíli e Keven de Souza

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Orgulho jauense

Na Seleção Brasileira A estrela jauense Leandro Castán, que se destacou no Roma, teve seu lugar garantido no jogo da seleção brasileira que rolou na Polônia contra o Japão. O zagueiro foi escalado de improviso para substituir o lateral esquerda Marcelo, que foi cortado por conta de uma fratura no pé. Na foto oficial da partida contra a seleção japonesa, Castán posa com a camisa 14 ao lado de outras feras dos gramados, entre elas Neymar e Kaká.

MISS BRASIL 2012 A nossa Miss São Paulo 2012 como sempre, nos representou brilhantemente! A bela Francine Pantaleão ficou entre as cinco finalistas do Miss Brasil, que aconteceu no dia 29 de setembro, em Fortaleza. A beldade jauense representou o estado com garra e muita beleza. E agora segue sua carreira como modelo, mostrando sua simpatia e competência para todo o mundo. Revista Energia 71


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Social

social@revistaenergiafm.com.br

SHOW INTERNACIONAL O mundialmente famoso The Platters, da década de 50, que embalou várias histórias com o sucesso “Only You” esteve em Jaú, onde realizou um show único e emocionante, agradando todas as idades. Quem conferiu aprovou a performance que animou a noite jauense.

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1. Cesar Pichelli, Evandro Caseiro, Maristela Zacheo e Vinicius Nadaleto 2. Rebeca Tervedo e Paulo de Tarso Tervedo 3. Catarine Chiode, Eliana Chiode, Fernanda de Almeida Prado e Monica Nassif 4. Maria Helena Ressinette e Gabriela Ressinette Martins

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VISITA O deputado federal Ricardo Izar, também nosso colunista, fez uma visita a nossa rádio participando do programa Galera Energia. Pouco antes das eleições, falou sobre a consciência na hora do voto e economia. Em uma conversa bem descontraída e uma simpatia além da conta.

Ricardo Beutler, Fatima Previatello, Enzo Beutler, Irene Previatello e Maria Previatello

FILIAL Lima Limão acaba de inaugurar sua filial no piso térreo do Jaú Shopping. Uma loja encantadora, com muito bom gosto, bom atendimento e roupas lindíssimas que farão a cabeça da criançada. Tá um show.

OPS! Na edição anterior da RE o nosso modelo Viniccius Serotine Oliveira, da coluna Look Kids, todo simpático, fez muito sucesso em nossas páginas. O garotão curtiu tanto a onda de modelo que não viu problema em estampar mais uma vez nossas páginas.

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Oportunidades

Jaú um lugar para todos Texto Heloiza Helena C. Zanzotti | Fotos Leandro Carvalho

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ocê, que mora em Jaú, mas veio de outro município, já parou para pensar por que escolheu esta cidade para viver? É claro que cada um deve ter lá os seus motivos: qualidade de vida, oportunidade de emprego, família... Entretanto, o que faz uma pessoa deixar sua cidade de origem, ou o lugar onde vivia e aventurar-se por caminhos desconhecidos? É o que a RE foi descobrir em histórias incríveis de pessoas que vieram para Jaú atrás de sonhos, e que você confere aqui, nas próximas linhas.

Das montanhas de Minas Gerais Com a conhecida hospitalidade mineira, Geraldo Murari, 62 anos, industrial, recebeu a nossa equipe em sua empresa. Natural de São Sebastião do Paraíso, MG, está a 29 anos em Jaú e diz nunca ter se arrependido de vir para cá. Trabalhou por 17 anos em um curtume naquela cidade, até ser convidado para administrar outro curtume na cidade de Franca, SP. Já casado, resolveu aceitar o convite e mudou-se para lá. Após quatro meses decidiu que era hora de

Geraldo Murari

montar sua própria empresa. Realizado o sonho, logo passou a fornecer seus produtos para José Carlos Ferruci aqui de Jaú. Ficaram amigos e algum tempo depois José Carlos o convidou para se tornarem sócios, o que significava que ele teria que mudar-se para cá com a família e seu negócio. Geraldo disse que nunca tinha vindo a Jaú antes: “A primeira vez que vim pra cá já foi para trabalhar. Cheguei com minha esposa Solange e meus dois primeiros filhos, que nasceram em minha cidade mineira. Aluguei uma casa e lembro que nosso primeiro natal passamos sozinhos, não conhecíamos quase ninguém aqui”. Ele ainda conta que, por este motivo, foi difícil se adaptarem. “Não tínhamos amizade com ninguém fora do nosso trabalho. Foi um período complicado”. Mas ele não desistiu. “Começamos a construir o prédio onde hoje funciona minha empresa e algum tempo depois o José Carlos quis sair da sociedade. Fiquei sozinho e passei a trabalhar com muitas outras firmas. Minha empresa foi crescendo, acabei a construção, comprei


mais máquinas, aumentei o número de funcionários, construí a minha casa”. E completa: “Toda minha família gosta muito de Jaú. Aqui é um ótimo lugar para se viver”.

Sem saber onde ia parar Aos oito anos de idade Silvio vendia picolé e pão caseiro que a mãe fazia. Aos 12, foi aprender a pintar parede e aos 15 era aprendiz de balcão nas Casas Pernambucanas. A história de Sílvio José, 49, mestre de obras, começa assim, em Pérola, PR, onde morava com os pais e cinco irmãos. Mas trabalho ali era escasso e os salários muito baixos. Com 17 anos viu um caminhão de mudança parado na porta da casa de uma família de amigos. E nesse dia disse ao pai: “Vou embora com esse caminhão”. Sílvio contou para a RE que nem sabia para onde ia o caminhão, mas seu pai respondeu: “Pode ir filho, vá e vença”. E não é que a tal mudança estava vindo

para Jaú? “Nunca tinha ouvido falar nessa cidade, cheguei aqui em 18 de abril de 1980 e fiquei uns 15 dias com essa família. Nesse período ajudei a catar ferro velho, descarregar caixas de óleo”, e afirma: “Na época, o bom aqui era trabalhar na Cia. Jauense. Mas eu havia aprendido a pintar muito bem e consegui emprego como ajudante de pintor. Meu trabalho foi sendo reconhecido, tra-

Nunca fiquei sem trabalho, aqui só fica parado quem quer. Jaú é uma cidade de muitas oportunidades

Silvio José e a esposa Tânia

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balhei para muitas famílias tradicionais”. Mas esta história não termina aqui. Sílvio conta que um dia foi visitar a mãe e seu pai acabou vindo para Jaú junto com ele. Ficou trabalhando aqui uns dois meses e voltou para o Paraná. “Naquela época a comunicação era difícil. Um tempo depois meu pai ligou dizendo que havia vendido a casa lá e estava chegando de mudança com a família toda. Foi uma correria, aluguei um barracão às pressas para guardarem as coisas”. O pai era um excelente carpinteiro e Sílvio acabou assimilando essa profissão, mas antes ele exigiu que o filho aprendesse o serviço de pedreiro. “Antes de meu pai morrer, trabalhamos na construção da Cia. do Calçado, no Jahu Clube, no Touring Hotel”. E se emociona também ao lembrar sua amizade com Edward Sávio: “Ele foi a referência para eu ser a pessoa e o profissional que sou hoje. Passei a ser mestre de obras, e foi através dele que aprendi a administrar uma obra. Quando ele morreu, perdi o chão”. Proprietário de uma empresa no ramo de construção civil, com cerca de 35 funcionários, pai de 5 filhos, hoje casado com Tânia, barretense que também trouxe sua empresa para Jaú, Silvio cita algumas construções importantes nas quais atuou, como Vestylle Mega Store, Jaú Serve do Shopping, Milazzo, Bradesco, Parelli Sports, Saint Tropez Motel. E para encerrar estas histórias, nada melhor que as palavras do próprio Sílvio que brinca, para demonstrar o quanto é feliz: “Quem disser que está melhor do que eu está mentindo ou exagerando”, e completa: “Nunca fiquei sem trabalho, aqui só fica parado quem quer. Jaú é uma cidade de muitas oportunidades”. §

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Gourmet Por Mario Netto

Calamari all`aglio i profumo di limone Ciao a tutti Este mês trago para vocês uma receita simples de fazer, mas muito saborosa, que preserva o sabor delicado dos seus ingredientes. O resultado do preparado culinário é leve, de baixa caloria e com um agradável toque cítrico do limão siciliano: o Calamari all`aglio i profumo di limone, ou seja, lula com alho e perfume de limão siciliano uma vez que, na Itália, limone é o que nós conhecemos aqui por limão siciliano. Essa receita é de preparação rápida e muito simples de fazer e o resultado é agradável e prazeroso de se saborear. Na Itália, essa receita é um secondo piatto, isto é, o segundo prato de uma típica refeição italiana, pois nas refeições aqui, seja a mais rica como a mais pobre, o cardápio é composto por cinco pratos. São eles: antepasto, que é a entrada e pode ser patês, pães, azeitonas, saladas, presunto de Parma, mozzarela de búfala, variando muito de região a região; primo piatto (primeiro prato), que é sempre uma massa ou um risoto; secondo piatto (segundo prato), constantemente uma carne, seja ela de peixe, de vaca, de porco ou de frango, grelhado, assado, frito ou até mesmo cru (sim, hoje em dia se comem muitos pratos de carne crua na Itália); e o “contorno” que, na sua grande maioria, são legumes grelhados, cozidos ao vapor, refogados, que se comem junto com a carne ou com o segundo prato e, por último e não menos importante, o dessert, que é a sobremesa, doce mesmo! Que varia muito de região para região. Bom, vamos ao que interessa!

Ingredientes Para 4 pessoas: 4 dentes grandes de alho 80 g de manteiga 800 g de lula limpa, em anéis Suco e casca de um limão siciliano grande Uma colher de sopa de azeite de oliva Pimenta do reino a gosto 3 colheres de sopa de salsinha picada finamente 200 ml de vinho branco

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Mario Franceschi Netto Formado pelo SENAC Águas de São Pedro e pelo Instituto ALMA de Cucina Italiana, já trabalhou no Grande Hotel Águas de São Pedro, Café de la Musique em São Paulo, Ristorante Gellius em Oderzo Vêneto e, atualmente, trabalha no restaurante La Gazza Ladra em Módica, na Sicília.

Modo de preparo Numa panela com o fogo alto coloque a manteiga e o azeite. Quando a manteiga derreter, adicione os dentes de alho bem amassados e frite até que fiquem bem dourados; em seguida coloque as lulas e frite-as até que elas mudem de cor (de um branco meio opaco para um branco forte e vivo). Nesse ponto, coloque o vinho branco e deixe que o álcool do vinho evapore (quando o álcool estiver evaporando por causa da temperatura, você sentirá o cheiro típico de álcool; quando esse cheiro desaparecer é porque o álcool já evaporou). Desligue o fogo. Acrescente o suco do limão, as 3 colheres de salsinha picada e as raspas da casca do limão siciliano, acerte o sal e pronto!!! Dica: se você não tiver o ralador certo para raspas, que é muito mais fino que um ralador normal, pegue um ralador de queijo daqueles quadrados (onde cada lado é um tipo de ralador). Rale a casca do limão no lado mais fino, sem exercer muita pressão, pois o que nos interessa é só a parte amarela da casca e não a parte branca, certo?

buon apetitto I saLuti A TUTTI!


guia da gula

guia gastronômico

sabores para todos os paladares

CHOPERIA COQUEIRO Se o que você procura é bom atendimento somado a um ambiente agradável, com sabores inconfundíveis e deliciosos, a Choperia Coqueiro é o lugar certo! Entre as várias opções de sabores, as escolhidas deste mês foram as porções de Isca de Peixe e a de Polenta. Opções deliciosas, acompanhadas do premiadíssimo chopp Brahma, que resultam na combinação perfeita para quem quer sabor e qualidade! Av. Santa Catarina, 1695, Olaria – Distrito de Potunduva. apenas a 10 minutos de Jaú pela vicinal José Maria Verdini. Fone: (14) 3629-2673 Facebook: choperiacoqueiro@hotmail.com

PONTO DA PIZZA Nesta edição o Ponto da Pizza apresenta mais uma de suas especialidades, a tradicional pizza À Moda. A mistura de ingredientes deliciosos, porém tradicionais como a mussarela, o presunto, o bacon, o ovo, o catupiry e a cebola agradam ao paladar de todos, ainda mais quando adicionados à leveza e sabor da massa que só a Ponto da Pizza sabe fazer. Experimente e se delicie com mais esse sabor! Sabores incomparáveis que só a Ponto da Pizza é capaz de oferecer! A pizzaria abre de terça a domingo, das 18h30 às 23h30. Telefones: (14) 3622-1137, 3622-1778 e 3622-2344. Avenida Dudu Ferraz, 621

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vida

Boa

Por João Baptista Andrade

X

Comida de gente doente

Depauperado é uma palavra que ainda se usa? E se, por acaso, ainda faz parte do vocabulário, do léxico que a todos nos une, será que tem o mesmo sentido que a minha mãe (aquela santa) usava? Pergunto isso a você, desavisado leitor/leitora, porque hoje em dia a primeira coisa que os médicos nos aconselham é comida leve (leia-se insossa) por qualquer Deus nos acuda que apareça. Diarreia ou vômitos? Suspende tudo! Discordo e apresento as minhas razões (nem tão arrazoadas assim, apenas fruto da experiência). Gripe, pancreatite, fimose, dor nas juntas, tosse, sonolência ou tontura? Chá com bolachas! Não me levem a mal, por favor. Adoro chá e biscoitos (bolacha lá em Monte Alto é tapa na cara...). Entretanto, um fulano enfermo precisa ter vontade de sentir-se são novamente o mais breve possível. Estar doente é algo incômodo, dolorido, sofrido e desagradável. Qual o sentido de, ainda por cima, abolir a comida do infeliz? Médicos, Engenheiros de Alimentos, Nutricionistas e confrades do ramo que me perdoem (como de hábito, reclamações para a editora, por favor). Posso estar causando um desserviço maior que o Mensalão, digo, ação penal 470 (vai que alguém do STF lê isso...). Mas eu penso aqui com os meus botões que comida boa sempre faz bem. Portanto, um ser adoecido precisa de alimento, de motivação (e porções!) mais do que satisfatórias. Claro que não se pode comer de tudo. Moderação ajuda muito e temperança nunca fez mal a ninguém. Contudo, jejuar é coisa para os santos católicos e não para os normais como nós. Ficar acamado, sentindo dores e desconfortos, não pode ser agradável. Acho que até os masoquistas ou hipocondríacos de plantão vão ter que concordar comigo. Passando fome ainda por cima? Nem pensar!

Toda vez que um amigo querido (não é, Fabio Laub), um dos meus cães, um conhecido desses que a gente acumula pela vida, ou mesmo um artista qualquer a quem nunca vi de perto anuncia que está doente eu sofro. O grau de sofrimento é diretamente proporcional ao grau de proximidade. Mas eu sofro do mesmo jeito. Acho que padeço de empatia somática, ou qualquer outro nome que os psicólogos e psiquiatras queiram dar para essa mania de sentir a dor do próximo. Eu já estive doente por mais vezes do que pretendia e imagino o que sofrem aqueles que sofrem. Se eu pudesse, levava a minha mãezinha para confortá-los. Mas como eu não posso, encho o peito e digo: Come, meu filho! Come que isso passa... Na esmagadora maioria das vezes dá certo. E se não passar, vamos morrer de qualquer jeito porque a Biologia assim funciona. Pelo menos vamos (todos nós!) desta para a melhor, de barriga cheia e alma leve. Com a Dona Célia, minha mãe, não tinha mistério nem tempo ruim. Se não fosse ataque epiléptico, acidente vascular cerebral ou infarto do miocárdio (será que ela saberia como diagnosticar essas coisas?), o remédio vinha direto do fogão. Sopa de cará, caldos diversos, um prato cheio de arroz com feijão, bife mal passado com uma montanha de batatas fritas, omeletes ou ovos poché, purê de castanhas portuguesas, carne recheada, ragu de qualquer coisa, um copo (infelizmente sempre pequeno) de vinho, um beijo na testa e cama. Pronto. Acabou. Saúde (e boa comida) para todos (enfermos e sãos!). Até a próxima.


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Saúde

Quando a força não é o suficiente Texto Diuguenes W. Mello Silva | Fotos Leandro Carvalho


Conheça a Vigorexia: distúrbio em que, por mais musculosa que a pessoa esteja, ela se vê magra e sem a definição muscular que procura alcançar.

O

Angelo Fantin, personal trainer

verão está cada vez mais próximo e nessa época do ano a procura pela boa forma aumenta. Gorduras a menos e músculos a mais são os objetivos de quem resolve suar a camiseta para poder exibir o corpo na estação mais quente do ano. O mercado de suplementos aquece e as academias lotam. Nos dias de hoje não faltam opções para quem deseja ter um físico perfeito. A preocupação do homem com o corpo, entretanto, não é recente. Há cerca de 2.500 anos a.C. os gregos acreditavam que a estética e o físico eram tão importantes quanto o intelecto na busca pela perfeição. Essa intensificação do culto ao corpo fez surgir um novo vilão: a Vigorexia, também chamada de Síndrome de Adônis. A Vigorexia se caracteriza por uma busca obsessiva por músculos e força física. Foi descrita, inicialmente, pelo médico norte-americano Dr. Harrison Graham Pope Jr., que a chamou primeiro de Anorexia Reversa. Foi classificada como Transtorno Obsessivo Compulsivo e, igualmente em outros transtornos como a anorexia, pode ocorrer uma perturbação na percepção do próprio corpo, chamada de Transtorno Dismórfico Corporal. Nele, o indivíduo continua vendo a si mesmo como fraco, apesar de seus músculos já estarem bem desenvolvidos. Revista Energia 83


Nessa busca constante por músculos muitos exageros são cometidos, tais como mudanças de hábitos alimentares sem a devida orientação, excesso de treinamento e até o uso de perigosos esteróides anabolizantes.

Principais causas Para o psicólogo clínico Rubens Reinaldo Ruiz, as principais causas da Vigorexia são fatores sócioculturais como a supervalorização do corpo musculoso nos homens e problemas psicológicos como a timidez, baixa autoestima e a não aceitação do próprio corpo. “Os modelos corporais exaltados pela sociedade

como ideais influenciam uma personalidade em conflito, podendo levar o indivíduo a desenvolver essa obsessão como forma de autovalorização e valorização social”, salienta o psicólogo. Um dos problemas detectados no inicio é o overtraining ou Síndrome de Sobretreinamento, que é o excesso de exercícios sem que haja tempo para a recuperação muscular. A Vigorexia, segundo o personal trainer Angelo Fantin, está diretamente ligada ao overtraining, porém, nem todo caso de sobretreinamento pode ser considerado Vigorexia. “O overtraining se dá quando a recuperação do aluno não é eficaz sobre seu volume

Rubens Reinaldo Ruiz, psicólogo clínico

e intensidade de treino, podendo causar problemas como lesões mais sérias, entre outros”, explica o personal trainer.

Diagnóstico e tratamento Igualmente como ocorre na Anorexia, a pessoa vigoréxica não admite que tem o transtorno. Geralmente ela é levada por algum familiar que percebeu seus exageros e mudanças comportamentais, ou porque já começaram a surgir alguns sintomas e ela solicita ajuda. Além de sua obsessão por exercitar-se e pela visão deturpada de seu próprio corpo, o vigoréxico pode apresentar insônia, infecções, irritabilidade, dores, depressão (quando não consegue ou acha que não conseguiu melhorar seu corpo como queria), dentre outros sintomas. O histórico do paciente, inclusive com a constatação do uso de anabolizantes, permitirá chegar ao diagnóstico de Vigorexia. “A Vigorexia traz prejuízos em vários setores ao paciente: físicos, orgânicos, psicológicos, alimentares, sexuais e, portanto, o tratamento deve ser interdisciplinar, envolvendo pelo menos médico, psicólogo e nutricionista”, explica Rubens Ruiz, que ainda recomenda que, devido à possibilidade de recaídas, é necessário que seja feito um acompanhamento constante sobre o paciente por um longo período.

Mulheres Sua incidência é predominantemente masculina, mas há muitas mulheres nessa busca pelo corpo ideal através da formação de músculos. As mulheres com essa patologia têm algumas características em comum: uma imagem distorcida do próprio corpo, pegam pesado na musculação sem se preocupar com os danos que isso pode causar e chegam a ficar deprimidas quando não podem malhar. Além do exagero nos exercícios, fazem uso de anabolizantes e, até mesmo, de hormônio masculino, o que acaba lhes rendendo não somente o aumento da musculatura, mas também o

Os modelos corporais exaltados pela sociedade como ideais influenciam uma personalidade em conflito, podendo levar o indivíduo a desenvolver essa obsessão como forma de autovalorização e valorização social 84 Revista Energia


surgimento de muitas características masculinas tais como barba, calvície e disfonia vocal.

Incidência Os portadores de Vigorexia são, em sua maioria, homens entre 18 e 35 anos. A idade de início mais comum do Transtorno Dismórfico Muscular também é no final da adolescência ou início da idade adulta, quando a personalidade ainda está em formação. A média de idade está em torno dos 20 anos, não sendo raro que o diagnóstico seja feito mais tardiamente.  “Como na adolescência é normal uma não aceitação do próprio corpo, uma atenção maior deve ser dada ao adolescente, com o objetivo de perceber o mais cedo possível se está havendo um exagero na busca pelo corpo ideal, seja através da Vigorexia, predominante nos homens, ou da Anorexia, predominante nas mulheres. Uma vez constatada a existência desse mal, procurar o mais rapidamente possível os profissionais indicados para o tratamento”, indica o psicólogo Rubens Ruiz. §

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Vinhos

Por Paulo Agnini Especial para Revista Energia

Uvas Clássicas II

Pinot Noir Esta é uma uva tinta da Borgonha e de Champagne. Até o momento, parece ser menos adaptável aos vinhedos estrangeiros, onde o tênue equilíbrio obtido na Borgonha é muito difícil de alcançar. Seu vinho é mais doce, menos tânico e com textura mais rica do que o Cabernet, o que o torna desfrutável já bem jovem. Raramente essa uva é misturada, exceto na região de Champagne. Mostrou-se especialmente bem-sucedida nos Estados Unidos e Nova Zelândia, e menos nos países mediterrâneos. Sauvignon Blanc O nome deriva de ‘sauvage’ (selvagem), que bem poderia descrever seu sabor como groselha ou relva. É muito difundida em Bordeaux, onde se mistura com Sémillon para elaborar vinhos doces e secos, mas é mais característica em Sancerre. Foi transplantada com sucesso para o Novo Mundo, particularmente Nova Zelândia e África do Sul. O vinho desta uva pode ser leve e aromático, ou encorpado como o Chardonnay. Seu valor é limitado por sua curta duração. 86 Revista Energia

Riesling A uva clássica da Alemanha concorre com a Chardonnay para o título de melhor uva branca do mundo. A Riesling produz vinhos frutados, de acidez acentuada e sabor manifesto. Até mesmo os aromas que se desprendem são refrescantes. Na Alemanha, seus vinhos variam de verdes pálidos, frágeis e ácidos, nas proximidades do rio Mosela, aos dourados e exoticamente sedutores, sobretudo na região do Reno. É extremamente versátil em climas quentes, talvez em suas regiões mais típicas como a Alsácia, Áustria e Austrália, e se torna mais viçosa quando provém de cultivos da Califórnia, onde amadurece mais rapidamente e adquire seu inigualável buquê frutado e mineral. É também uma das poucas variedades que é saborosa tanto para um vinho seco quanto para um vinho doce intenso. Os grandes Riesling da Alemanha apresentam mais um aspecto que não é encontrado em quase nenhum outro vinho branco: amadurecem durante tanto tempo quanto praticamente todos os tintos.


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Política

O Novo Código Penal: Um Primeiro Passo Um novo Código Penal está em vias de se materializar no Senado da República, após a apresentação de anteprojeto por renomados juristas de todo o país. Este Código chegará à Câmara Federal em breve, e como se usa no jargão legislativo, muitos outros projetos serão “apensados” a esse, o qual deve tramitar com Regime de urgência na Casa. O presente código deve aumentar a pena por maus tratos a animais, em razão de intervenção minha na Comissão de Juristas que o aprovou, e deve ser acrescido a ele o crime de “utilização de menores”, do qual sou autor, e que visa a suprir as lacunas do antigo crime de corrupção de menores, muito mais difícil de fazer prova em juízo. O Código Penal de 1940, atualmente em vigor,

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vem sendo o principal Diploma Legal do Histórico Julgamento do Mensalão na Suprema Corte brasileira, e agora com grande parte dos réus condenados, o país encontra-se diante de um novo dilema, as penas previstas para cada crime e o cumprimento dessas penas bastam para fazer-se justiça perante a gravidade dos atos cometidos? O futuro código, caso aprovado pelo Congresso Nacional, tornará as penas mínimas mais severas em várias circunstâncias, tais como o homicídio e a corrupção, e estabelecerá a permanência máxima em 40 anos, a qual está atualmente em 30 anos. Sem dúvida, não é pertinente considerar a possibilidade de apenas o Código Penal solucionar todos os problemas da criminalidade do país,


Fotos: Divulgação

algumas outras leis devem ser trazidas à tona e discutidas, mas, principalmente, a LEP (Lei de Execução Penal), a qual é responsável por diminuir o tempo de permanecia de condenados nas penitenciárias, se cumprindo em determinados crimes somente 1/6 dos montante a que foi condenado em regime fechado, ou em 2/3 para crimes hediondos. Ademais, algumas questões sociológicas devem ser observadas, e que vão além da letra fria da Lei. A primeira diz respeito à condição dos presídios paulistas e brasileiros, qual a expectativa de recuperação de um presidiário responsável por crimes muitas vezes não violentos e de menor ofensa à sociedade, se o misturarmos com todos os demais responsáveis por crimes hediondos? E a segunda, a que mais urge em nosso Estado, como ter uma segurança pública efetiva se a PEC não for aprovada, deixando os policiais sujeitos à condições de vida e de sustento de suas famílias muito aquém do merecido, pelos riscos que envolvem sua profissão? Por fim, o Brasil que queremos não se restringe a mudanças no âmbito do Direito Penal, e sim a mentalidade do Estado brasileiro ao lidar com a criminalidade.

Texto Ricardo Izar

Deputado Federal Ricardo Izar Economista, coordenador para o Sudeste da Frente Parlamentar em Defesa do Consumidor de Energia Elétrica e membro da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Federal.

Ministro Joaquim Barbosa, relator do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF)

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Empresarial

Por Antônio Paulo Grassi Trementocio

O planejamento fiscal tributário como sucesso da atividade empresarial Atualmente o empresário não pode mais se dar ao luxo ou à possibilidade de viver à margem da legislação fiscal, pois é somente através da mesma que ele tem a possibilidade de, licitamente, alcançar a menor carga tributária possível e, consequentemente, a segurança financeira de seu empreendimento. O planejamento tributário fiscal visa, através de uma leitura técnica e detalhada da empresa, a buscar dentro da legislação vigente o enquadramento da empresa no melhor regime tributário, que possibilite uma menor carga para a sua atividade e de forma segura, inclusive com a obtenção de créditos fiscais de forma legal. Em nossa experiência percebemos que muitos empresários possuem possibilidades fiscais que lhe trariam uma redução concreta de sua carga tributária e, mais do que isso, traria uma segurança jurídica muito grande para seus negócios, principalmente no que tange à inadimplência. Percebemos, também, que muitos acreditam que a vida fiscal à margem da legislação existente lhes traga benefícios financeiros, mas posso garantir que se trata de uma grande ilusão. A legislação fiscal traz permissões lícitas para uma melhor adequação legal e segura. Temos conhecimento de que os impostos, taxas e contribuições representam a maior parte dos custos de uma empresa, e por conta da agressiva concorrência de todos os mercados, inclusive salientando aqui a concorrência com os produtos importados, os empresários, para fins de sobrevivência, têm a obrigação de adequar a atividade empresarial ao melhor modelo e desenho fiscal. No Brasil, estima-se que 33% do faturamento das empresas são dirigidos à parcela de tributos, sendo o Imposto de Renda e a Contribuição Social sobre o Lucro correspondente a 51,51% do lucro líquido apurado pelas empresas, quando ele existe. Portanto, imprescindível a adoção de um sistema de economia legal, através de um planejamento tributário adequado e concreto. Muitos empresários são seduzidos em encontrar na informalidade uma solução para o enfrentamento desse disparate fiscal, entretanto, tal medida não traz benefícios reais para a empresa, 90 Revista Energia

ao contrário, sujeita o empresário a grandes riscos fiscais, financeiros e administrativos, impedindo muitas vezes que ele exercite seus direitos e fique sujeito à sanções gravíssimas. O empresário deve, hoje, buscar medidas visando a diminuir ou até mesmo anular incidências de tributos, sempre de forma lícita, observando a legislação fiscal vigente, no intuito de trazer segurança à sua atividade, através de um planejamento fiscal lícito e legal. Por todos esses elementos, aquele que deixar de optar por um planejamento fiscal legal ocorrerá em insucesso, deixando de ser uma empresa saudável e segura, pois somente através desse planejamento ele poderá alcançar o sucesso empresarial que lhe trará tranquilidade, segurança e paz.


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A Revista Energia é uma publicação mensal da Rádio Energia FM. Garanta seu exemplar, gratuitamente, nos pontos de retirada: Posto São João,...

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