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Distribuição gratuita - Venda proibida

Jaú - Ano 3 | Edição 24 | Mensal - Agosto 2012

Gente Fina

Dom Sérgio Henrique Van Der Heyden: Uma vida dedicada à fé e à religiosidade

dia dos pais

Conheça como é o dia a dia de pais cheios de energia

Especial jaú

Reportagens sobre lugares e pessoas que marcaram a história dos 159 anos da cidade

Ziboo A marca do jauense

Fábio Cestari

que cresce em alta velocidade títulos de cidadão jauense

O reconhecimento pela dedicação a Jaú


2 Revista Energia


Editorial

Ano 3 – Edição 24 – Jaú, agosto de 2012 Tiragem: 10.000 exemplares Revista Energia é uma publicação mensal da Rádio Energia FM Diretora: Maria Eugênia Marangoni mariaeugenia@radioenergiafm.com.br Diretora de projetos e Editora de arte: Marina Titato editora@revistaenergiafm.com.br MTb. 46.839 Editora de texto: Karen Aguiar redacao@revistaenergiafm.com.br Diretor artístico: Márcio Rogério rogerio@radioenergiafm.com.br Criação de anúncios: Raul Galvão arte@revistaenergiafm.com.br Assistente de redação: Flávia Cardoso Repórteres Antonio Orselli Karen Aguiar Marcelo Mendonça jornalismo@revistaenergiafm.com.br Revisão de textos: Heloiza Helena C. Zanzotti revisao@revistaenergiafm.com.br Criação e diagramação: Marina Titato Social Club social@revistaenergiafm.com.br Colunistas Alexandre Garcia Carlos Alexandre Trementose João Baptista Andrade Marcelo Macedo Mário Franceschi Netto Paulo Agnini Professor Marins Colaboraram nesta edição Daniel Martins Diuguenes W. Mello Silva Érika Lopes Heloiza Helena C. Zanzotti Marina Garcia Matheus Bardeli Ricardo Izar Jr. Comercial Jean Mendonça Joice Lopez Moraes Sérgio Bianchi Silvio Monari Fotógrafos Cláudio Bragga Leandro Carvalho Impressão: Gráfica São Francisco Distribuição: Pachelli Distribuidora Revista Energia Rua Quintino Bocaiúva, 330 | 2º andar CEP: 17201-470 | Jaú - Fone: (14) 3624-1171 www.energianaweb.com.br Elogios, críticas e sugestões leitor@revistaenergiafm.com.br Quero anunciar comercial@revistaenergiafm.com.br A Revista Energia não tem responsabilidade editorial pelos conceitos emitidos nos artigos assinados e informes publicitários.

Brindamos

Jaú

Esta edição da RE é para comemorar. Brindamos o aniversário de Jaú, o dia dos pais, as pessoas que fizeram história na nossa cidade. Temos muitos motivos para nos orgulhar, afinal, a capital do calçado feminino, com 131 mil habitantes é uma cidade acolhedora e traz na memória do seu povo vivências inesquecíveis. Quem aí nunca esteve no “Jardim de Baixo” para assistir a Banda Carlos Gomes se apresentar no coreto? Ou passou pelo Mercadão Municipal para comer um pastelzinho? Somos parte da história linda dessa cidade que deixa saudade! Jaú, mais uma vez, é homenageada nas páginas da RE com matérias sobre sua história, pessoas que prestaram serviços à nossa cidade e foram reconhecidas com o Título de Cidadão Jauense. Ainda nesta edição você confere os pais da atualidade. Pais cheios de energia, que malham, andam de bike, caminham, saem para balada e fazem tudo isso com seus filhos. Moda, culinária, decoração, social, tem muita coisa boa! Parabéns para Jaú e para todos os papais! Boa leitura!

Maria Eugênia


ÍNDICE

NESTA EDIÇÃO 6 Esporte 10 Vale a Pena 18 Dia dos pais 22 Adestramento 41 Especial Jaú 50 Capa 82 Atenção 84 Homenagem

60

Varal: Peças lindas que agradam a todos os gostos

50

SEMPRE AQUI 12 Radar 14 Jurídico 16 Pense Nisso 21 DPI 26 Motor 30 Gente Fina 36 Raça do Mês 38 Garota Energia 40 Quem Fez Jahu 56 Look de Artista 60 Varal 64 Look Kids 66 Fitness 68 Social Club 74 Guia Decor 76 Gourmet 78 Guia da Gula 80 Vinhos 86 Boa Vida

56

Capa: A marca Ziboo

30

Gente Fina: Dom Sérgio Henrique Van Der Heyden

Look de Artista: Moda e lugares que marcam a cidade de Jaú

Errata: Na edição 23, seção Look Kids, o nome correto da menina é Raissa Ranzini Beu

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Nossa capa: Fábio Cestari Fotografia: Leandro Carvalho Produção: Jessé Professionnel Produção Gráfica: Marina Titato


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Esporte

SĂŠrgio Amauri Sartori

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Campeões Texto Da Redação

Aposta

Com apenas oito anos, Mauricio Gromboni Borgo deixou os pais impressionados quando se interessou por treinar a Prova de Três Tambores. “Afinal, o natural seria ele demonstrar interesse por futebol, videogames, mas não, ele sempre teve apreço por animais e gosto por montarias”, diz o pai e incentivador José Mauricio Borgo. O tempo passou e Mauricio, agora com 19 anos, é o atual vencedor do 35º Campeonato Nacional ABQM – Associação Brasileira do Quarto de Milha, realizado em Avaré, em julho. “Tudo começou há três anos, quando fui visitar a Expo Jaú e vi o Sérgio Sartori praticando o laço do bezerro. Gostei muito e com a supervisão e apoio dele comecei a treinar a prova. Acabei mudando de modalidade. Achei o esporte mais desafiador, com mais adrenalina, mais rápido e que exige muito do laçador”, conta o jovem. Para o futuro, Maurício sonha em crescer no esporte, ganhar mais títulos e cursar a universidade de Medicina Veterinária. “Gosto muito desses e de outros animais. Me preocupo demais com as regras da modalidade, pois de maneira alguma quero machucar os bichos envolvidos. O amor que tenho pelos animais se faz presente no trato com meu cavalo, meus bezerros e os dos outros. Eles são minhas ferramentas de trabalho e é por isso que os amo e cuido deles, são minha fonte de renda e que me fazem chegar onde estou.”

Maurício Gromboni Borgo

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Fotos: Arquivo pessoal

J

aú é celeiro de grandes atletas do Karatê, Futebol, Natação, Tênis de Mesa; esportes tradicionais. A novidade é que a cidade também se destaca em um esporte pouco popular: Laço de Bezerro. Mas a tradição em medalhas neste esporte é antiga. Sérgio Amauri Sartori, 52 anos, que há vinte participa de eventos ligados ao esporte, é o campeão de medalhas e troféus por Jaú. “Já perdi a conta de quantos campeonatos participei. Entre primeiros lugares e troféus já foram dezenas”, conta. E a paixão começou cedo. “Desde muito novo sempre gostei de cavalos, gostava do trote do animal, de cavalgar, mas quando vi as provas de laço foi como um choque, paixão à primeira vista.” Sérgio já disputou dezenas de provas Brasil afora, tendo recebido elogios até de norteamericanos, expoentes mundiais nas provas de laço. A prática do esporte na região atrai o interesse de vários atletas em participar de cursos e oficinas. Com isso, há anos “cowboys” realizam intercâmbios para ministrar as atividades. “Fiz muitos cursos com profissionais, principalmente com os norteamericanos. Aos poucos você vai aprendendo e conhecendo cada vez mais as regras e metodologia da prova. Cada detalhe é muito importante para vencer a prova”, conta Sérgio. Perguntado se depois de tantos anos atuando já pensa em aposentar o laço, Sérgio diz que enquanto puder vai continuar praticando. “Isso é minha vida. É um prazer, uma felicidade. Sem contar que reencontro e faço grandes amigos nessas viagens pelo país e fora dele.”


Esporte

Com origem nos Estados Unidos, a prova do Laço em Bezerro representa o trabalho realizado com o gado nas fazendas, como explica, com conhecimento de causa por já ter sido peão, o blogueiro do portal Terra, Eugênio José. “Após o nascimento do bezerro, a mãe se encontra extremamente brava, podendo atacar qualquer um que se aproxime do recém-nascido. Para resolver a situação, o vaqueiro separa mãe e cria do restante do gado. Depois disso, o animal é laçado com uma corda grande (laço). Em seguida, amarram-se as patas com uma corda menor (peia). Isso tudo é feito para que o animal receba, com segurança, o medicamento necessário para preservar sua saúde.” No rodeio, o Laço em Bezerro acontece da mesma forma, porém, no formato esportivo. O peão, montado em um cavalo, aguarda a entrada do bezerro na arena. Assim que o filhote é solto, o cavaleiro sai em galope a fim de laçá-lo. A prova é cronometrada e vence quem laça o filhote e o imobiliza no menor tempo possível.

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Sérgio Sartori, campeão Panamericano em 2009, exibe alguns dos troféus conquistados durante a carreira

Lei

Em Jaú foi aprovado recentemente o projeto de lei que proíbe as provas de laço de bezerro na cidade. A iniciativa do vereador José Segura Ruiz (PTB) foi motivada por ações de entidades de defesa de animais, como a Associação Protetora dos Animais (APAJA). “Não sou contra a promoção do rodeio e as montarias de touros e cavalos. Acho que é desumano, principalmente o laço do bezerro. O animal é praticamente indefeso. Aliás, acho que seria necessário que a APAJA fiscalizasse as competições, independentemente da aprovação da lei”, afirmou Segura à imprensa na época da votação do projeto. Na ocasião, Sérgio Sartori se manifestou a respeito das regras aplicadas ao esporte, para que não exista o sofrimento no animal. “Há normas de segurança que são usadas em todo o mundo e nós as adotamos. Garanto que não há maus-tratos a nenhum animal”.

Foto: Leandro Carvalho

A modalidade


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a

pena

bem-estar Dulci Mazzoline

Monitoramento!

OBESIDADE E EXERCÍCIOS A obesidade, certamente, é um dos principais motivos que levam as pessoas a praticarem atividades físicas. Isto se deve a fatores como a busca por uma estética corporal mais bonita e, principalmente, por questões de saúde. O excesso de peso predispõe o organismo a uma série de doenças, em particular doenças cardiovasculares, diabetes mellitus tipo 2, apneia do sono, osteoartrite e problemas psicológicos. Devido ao aumento do gasto calórico diário, a atividade física é de fundamental importância para a perda de gordura corporal. O que determina se uma pessoa vai engordar ou emagrecer é o balanço energético. Se uma pessoa ingerir mais calorias do que gastou, vai engordar; se gastar mais calorias do que ingeriu, vai emagrecer. Segundo André Ferrucci, personal trainer da Academia Energy, não existe segredo: “Basta uma alimentação balanceada e exercícios regulares para que o corpo reaja positivamente aos estímulos. Emagrecer desta forma é muito mais saudável do que com remédios e procedimentos cirúrgicos. Quando a pessoa cria o hábito de fazer atividade física ela ganha condicionamento físico, disposição e consegue controlar o peso. Outros procedimentos são momentâneos e, inevitavelmente, as pessoas terão que fazer alguma atividade física para não voltar a engordar”. André ainda enfatiza a importância do acompanhamento de uma nutricionista e um médico, para que as pessoas obtenham melhores resultados e evitem riscos à saúde. 10 Revista Energia

“A prática de exercícios físicos frequentes é fundamental na minha vida, já tenho esse hábito há alguns anos. Foi o que me ajudou a perder peso, manter a minha saúde e bem-estar.” Dulci Mazzoline Na Academia Energy os professores montam os treinamentos específicos para as pessoas que querem emagrecer. Cada aluno tem seu treino individualizado e acompanhamento durante toda a aula. O monitoramento da composição corporal e avaliações físicas são realizados periodicamente, para a melhor prescrição dos exercícios e satisfação dos alunos. Acesse o site e confira: www.energyjau.com.br

Vencendo a obesidade

• O mais importante: tenha uma alimentação balanceada. • Pratique atividades físicas regularmente. • Comece com exercícios leves. • Crie hábitos de vida saudáveis. • Dedicação e paciência: você terá ótimos resultados!


Fotos: Leandro Carvalho

Fortalecimento

Monica Massoni

SPINNING O Spinning é uma das modalidades mais procuradas e disputadas nas academias. Isto se deve ao fato de ser conhecida como “detonadora de calorias”, em média de 500 a 700 calorias por hora, e por proporcionar sensação de bem-estar e de “dever cumprido” no final do treino. Spinning é uma aula de ciclismo em grupo, com bicicletas estacionárias. A modalidade é praticada em uma sala específica, com muita música e animação. Durante as aulas são simuladas ações reais de treinamento e competições de corrida. Emagrecer é apenas um dos motivos do sucesso desta aula; condicionamento físico, fortalecimento muscular e resistência cardiorrespiratória são outros objetivos que levam os alunos ao treinamento. Na Academia Energy a preocupação com os alunos é de muita segurança e individualidade na prática. Monitorando apenas três bicicletas, o professor consegue analisar toda a técnica e postura de cada aluno, para que este desenvolva da melhor forma possível, evitando lesões e tendo resultados surpreendentes. Segundo o professor Guilherme Polônio, a prática correta e regular traz outros benefícios como redução do colesterol e da pressão arterial; ajuda no controle do diabetes; diminui o risco de doenças coronarianas; fortalece os músculos da perna, glúteos, costas e abdômen.

Para Monica Massoni as aulas são cheias de energia e trazem resultados rápidos. “Gosto muito desta modalidade porque fortaleço as pernas e glúteos. Na Academia Energy não preciso pegar senha, nem chegar cedo para conseguir uma bike, elas já estão reservadas para cada aluno, em seu horário específico”.

Dicas importantes: • Regule a bicicleta de acordo com as suas dimensões corporais. • Leve sempre toalhinha e água para hidratação. • Mantenha os joelhos paralelos à bike, enquanto pedala. • Ao pedalar em pé mantenha o quadril projetado para trás. • Aprenda a frear antes de iniciar e nunca pare sem usar o freio. • Siga sempre a orientação do professor e obterá ótimos resultados.


Radar

Boa

Por Alexandre Garcia

Chapéus

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Fui ao velório de um amigo e me surpreendi. Três dos que foram prestar a última homenagem ao morto não tiraram o chapéu da cabeça. Dois estavam com aquele bonezinho de jogador de beisebol. Cada um deles ficou diante do corpo, compungidos, sem tirar o chapeuzinho - o gesto essencial para demonstrar respeito e homenagem. Ainda bem que a aba estava na testa, não sobre a orelha. Será que estou ficando fora de época ao me escandalizar com isso? O terceiro foi um senhor, certamente mais velho do que eu, usando aparelho auditivo, que não tirou da cachola um chapéu preto, de feltro grosso. Será que os da geração dele se modernizaram e eu não? Aprenderam a jogar no lixo os costumes de boa educação, de cortesia, de respeito? Sob o sol de Brasília, costumo usar chapéus panamá (fabricados no Equador). Quando entro num recinto coberto, seja garagem, loja, banco, seja centro de compras, passo a carregar o chapéu na mão, é óbvio. Eu me sentiria mal se não procedesse assim. No entanto, em restaurantes, as pessoas estão à mesa e de chapéu, em geral o tal bonezinho, alguns com propaganda... Quando vejo filhos de cabeça coberta à mesa, é porque não escutei a palavra da civilidade dos pais: “Tira o chapéu, meu filho”. Mas também existe a hora de usar o chapéu. Quem trabalha ao ar livre, como pedreiros, carteiros, vendedores de rua - o uso é essencial. Nas caminhadas, na praia, nos dias ensolarados - que são maioria no país tropical. Por falta de chapéu, a incidência de câncer de pele chega a 140 mil casos por ano, entre homens e mulheres; é o campeão de todos os cânceres. Mas o tal bonezinho quase nada protege. Usado da forma normal, protege a testa e deixa expostos o nariz, as orelhas, a nuca. É preciso um chapéu mesmo, com aba, quanto mais larga melhor. E como o chapéu tem o dom de compor o vestuário! Tirar o chapéu na hora do cumprimento é sinal de respeito, principalmente do homem em relação à mulher. No interior do país ainda existe melhor formação quanto a isso. O empregado da roça, para falar com o patrão, retira o chapéu da cabeça. Mas se é sinal de respeito, há um momento-cidadão em que não se tira o chapéu: é na presença de corruptos, de mentirosos, de demagogos e falsos.


Informe Publicitário

YAMAHA lança nova

FAZER YS250 BlueFlex Sempre atenta às tendências de mercado e às novas tecnologias, a YAMAHA apresenta o seu mais novo lançamento: FAZER YS250 BlueFlex - a primeira da categoria a ter a tecnologia flex! Visando a uma maior opção de escolha para os clientes e preocupada com o meio ambiente, a nova tecnologia BlueFlex permite utilizar como combustível etanol, gasolina ou uma mistura etanol/gasolina em qualquer proporção, sem prejudicar o desempenho da motocicleta.

Novidades

Para este novo modelo foi incluído um sistema de partida a frio, onde é possível verificar, através do painel, se a temperatura externa e do motor estão em condições para a condução da motocicleta. Após dar a partida no motor, se a luz indicadora BlueFlex permanecer acesa significa que o sistema YAMAHA de segurança entrou em funcionamento. Nessa situação o condutor deverá aguardar que a luz BlueFlex se apague para engatar uma marcha; caso o condutor engate uma marcha com a luz acesa o motor será desligado automaticamente pelo sistema YAMAHA de segurança.

A nova FAZER YS250 BlueFlex está disponível nas cores preta e prata. Em Jaú, na Yamaha Evandro Motos. Avenida Zezinho Magalhães, 781 Fone: (14) 3626.2174

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Jurídico Estabilidade provisória do trabalhador

14 Revista Energia

Por Carlos Alexandre Trementose

A Estabilidade provisória é o período determinado em que o trabalhador tem seu emprego garantido, não podendo ser dispensado por vontade do patrão, salvo por justa causa Muitas são as dúvidas, até mesmo de profissionais operadores do direito, quando o assunto é a estabilidade provisória do trabalhador. A dúvida mais frequente é se a empregada doméstica (faxineira, copeira, babá, governanta, etc.) goza ou não da estabilidade provisória. A resposta é positiva, ou seja, a dispensa arbitrária ou sem justa causa da empregada doméstica gestante é proibida desde a constatação da gravidez até o 5º mês após o parto, com exceção do contrato de experiência. Também tem estabilidade provisória o trabalhador que sofreu acidente de trabalho (na empresa ou em razão do serviço), pelo prazo de 12 meses, ou seja, a manutenção de seu contrato de trabalho na empresa, após a cessação do auxílio-doença acidentário, independente da concessão do auxílio-acidente, isso significa que o trabalhador tem garantido seu emprego após receber alta médica, por este período. Os Dirigentes Sindicais e os Dirigentes de Cooperativas também gozam da estabilidade provisória a partir do momento do registro de sua candidatura a cargo de direção ou representação, de entidade sindical ou associação/cooperativa profissional, até um ano após o final do seu mandato, caso seja eleito, inclusive como suplente, salvo se cometer falta grave devidamente apurada nos termos da legislação. A violação desta estabilidade provisória é passível de indenização até o término da estabilidade que, se frustrada, deve ser objeto de ação judicial. Fique atento, exija seus direitos.


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nisso

Pense

“Pensei que estava seguro no emprego!”

Por Professor Marins

Ouvi esse desesperado desabafo de um funcionário dispensado após 18 anos de trabalho na mesma empresa. Algumas semanas depois, passada a comoção, ele me disse: “Na verdade, eu me acomodei. Achei que estava seguro e que a empresa precisava mais de mim que eu dela... Rejeitei algumas propostas para mudar de cidade e ajudar o estabelecimento de uma nova filial... Protelei um curso de inglês que o meu gerente queria que eu fizesse... Tirei férias nos dias em que novos equipamentos foram instalados e perdi o treinamento sobre como operá-los... Sem ter me dado conta, comecei a falar mal da minha empresa (quem observou isso foi a minha mulher) e a criticar as novas políticas de qualidade e produtividade. Dancei!” A verdade é que o mundo mudou. Ninguém mais está seguro no emprego, a não ser que passe a merecer essa segurança conquistando-a hora após hora, dia após dia. A concorrência está a cada dia mais violenta. As margens de rentabilidade das empresas caíram muito. O custo de uma folha de pagamento no Brasil é muito alto. Um funcionário chega a custar mais de 100% de seu salário a seu empregador, segundo o Professor José Pastore, da Universidade de São Paulo, um dos maiores especialistas no setor. A globalização mudou o consumidor, a cada dia mais exigente e cheio de direitos. Funcionários acomodados, pouco comprometidos, que não andam o quilômetro extra, que não querem participar, se envolver, estudar, aprender, poderão ser surpreendidos com um inesperado “convite” para deixar a empresa. Nesta semana faça uma reflexão e veja se você não está tendo a ilusão de pensar que é mais importante para a sua empresa do que o seu emprego para você. Muitas vezes nos acomodamos num emprego e começamos a nos sentir seguros demais, sem nos apercebermos das mudanças que o mundo vem passando e de nossa necessidade de mudar com o mundo e com a nova realidade.

Pense nisso. Sucesso!

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Informe Publicitário

Escritório Rio Branco comemora Bodas de Prata Estamos em festa, celebrando os 25 anos que atendemos com muito carinho e dedicação o município de Jaú. Nesta data tão especial, é necessário agradecer a todos os clientes, amigos e parceiros pela relação de confiança que conseguimos estabelecer ao longo de todos esses anos. É uma honra poder atendê-los e oferecer nossos serviços, sempre com muita segurança e responsabilidade. Tal idade prova a força que adquirimos na construção dessa empresa sólida que obteve, sem dúvida alguma, um saldo positivo de crescimento e aprendizado. Continuaremos contando com todos vocês, para conquistarmos e realizarmos todas as nossas propostas e metas. Já fazemos parte da história de Jaú, ofertar um trabalho de excelência é o nosso maior objetivo! Os sócios Neto Grombone e Marisa

Entre os serviços prestados pela nossa empresa destacamos: Abertura e regularização de empresas; Imposto de Renda Pessoa Física e Jurídica; Contabilidade e Escritas Fiscais.

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O ESCRITÓRIO CONTÁBIL RIO BRANCO COMEMORA 25 ANOS DE ATIVIDADE, PRIMANDO SEMPRE PELA SERIEDADE E QUALIDADE NO ATENDIMENTO Equipe: Junior, Ana, Rika, Alice, Tiago, Rodrigo e Waldir

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Dia dos pais

Pai pra toda obra

Texto Érika Lopez | Fotos Leandro Carvalho

A

famosa frase “Pai é tudo igual, só muda o nome e endereço” já não é mais tão usada como antigamente. Quem não queria ter um pai companheiro de balada? Ou, quem sabe, pedir conselhos sexuais? Sexuais? É isso mesmo! A geração de pais cinquentões moderninhos veio para ficar! Tem muito filho que é “careta” e não gosta do comportamento, mas a maioria da galera aprova a modernidade dos “tiozinhos”! O endocrinologista Ieso Braz Saggioro, 62, adora a companhia das filhas Luana, 27 e Manuela, 30, em tudo o que faz. Apesar de ser divorciado há mais de 20 anos, nunca deixou de participar do dia a dia de suas filhas; sua relação com a ex-mulher sempre foi ótima e atualmente são bons amigos. Ieso, até hoje, não abre mão de passar as férias com as filhas. Viajar é umas das paixões dos três. Quando tem uma folga o pai coruja prestigia Manuela, que canta por toda a região com a banda Inlakesh. As amigas de Manu e da irmã também sempre estão presentes. Luana até brinca e diz que o pai tem mais pique para baladas do que ela. “A gente só não sai mais junto porque moramos em cidades diferentes, mas quando estamos na mesma cidade não tem tempo ruim” (risos). Se você acha que Ieso fica chateado quando as filhas não podem ir para a balada com ele, se enganou! As amigas das meninas adoram o estilo de vida dele e não existe nenhum preconceito por causa da diferença de idade. “Todas as minhas amigas falam ‘cara, seu pai não existe’, ‘seu pai é demais’, e isso poderia ser algo que ele faz para aparecer, mas não, ele é assim mesmo”, conta Manu. 18 Revista Energia


Em relação à vaidade, Luana e Manu entregam o pai. “Meu pai é infinitamente mais vaidoso do que eu! Ele escolhe cremes, roupas, cuida da aparência. Eu, na verdade, deveria tê-lo como exemplo e me cuidar melhor, porque sou muito desencanada”, brinca Manu. Luana concorda com a irmã e acredita que o pai é um exemplo de homem metrossexual, além de admirar a disposição dele. “É impressionante como ele tem energia. Claro que acho que ele trabalha muito, mas ele tem uma rotina onde consegue fazer yoga, caminhar, sair à noite, adora andar de bicicleta, até para Bauru pedalando ele já foi, e ainda sobra tempo para dar conselhos. Meu pai é meu grande amigo, falo tudo para ele, até assuntos íntimos relacionados a sexo, com ele não tem segredo”. Luana também contou histórias engraçadíssimas sobre o pai, mas tem uma que ela mais gosta: “Um dia estávamos em uma praia, andando de mãos dadas e tinha um garoto de quinze anos sentado em uma pedra; quando a gente passou, ele falou “Se deu bem hein, coroa? Dou muitas risadas quando lembro”, finaliza Luana.

Manu entre seu pai Ieso Braz Saggioro e o tio Inísio Roberto Saggioro

Ieso Braz Saggioro e a filha Luana

“Todas as minhas amigas falam ‘cara, seu pai não existe’, ‘seu pai é demais’, e isso poderia ser algo que ele faz para aparecer, mas não, ele é assim mesmo” Manu, filha de Ieso

o paizão

Valter Oliveira Pavaneli em dia de treinamento na academia

O empresário Valter Oliveira Pavaneli, 57, é outro exemplo de um pai moderno que topa tudo com os filhos. Seu hobby predileto é andar de moto. Sempre que possível faz trilhas e também adora assistir corridas de carros em Interlagos. A paixão pelo motociclismo é tão grande que está no sangue de toda a família. Wagner, 33, o filho mais velho, participa de corridas de motos e atualmente está em primeiro lugar no campeonato brasileiro. “Só nesse ano participei de muitas corridas, em oito delas fiquei em primeiro lugar e em duas fiquei em segundo. Meu pai não perdeu nenhuma, fomos a Goiânia, Praia Grande, Araraquara, Bauru, Águas de Lindoia, Trindade-GO, Brasília, e ele sempre me apoiando, sempre presente em todos os momentos”, diz Wagner. Segundo ele, todos os amigos adoram seu pai, inclusive vários são “puxa sacos” que dão até presentinhos! Revista Energia 19


Dia dos pais “Meu pai é uma pessoa altoastral, é querido por todos, adora um churrasquinho com os amigos e a família” jean, filho caçula de valter

Sempre bem arrumado, Valter se considera uma pessoa vaidosa e não perde um dia de academia com o filho caçula, Jean, 18. Sobre a relação com o pai, ele não pensa duas vezes para responder. “Meu pai é uma pessoa alto-astral, é querido por todos, adora um churrasquinho com os amigos e a família”. Os dois não perdem nenhum evento de motociclismo. Se precisar ir a outra cidade, então, sem problemas para eles. Jean conta, ainda, que uma vez os dois foram para São Paulo, no salão Duas Rodas e estava acontecendo uma festa particular no estande da Suzuki. Valter infernizou tanto o filho que acabou convencendo-o a entrar, mesmo sem convite. E não deu outra, aproveitaram toda a festa! Amor não vai faltar, e é isso que esses pais queridos merecem. Não importa se o seu pai é moderninho, machista, conservador, exigente, superprotetor ou baladeiro. Com certeza ele renunciou aos próprios sonhos para sonhar os seus, respeitando suas escolhas, perdoando as decepções. São esses os verdadeiros heróis: pais por natureza, pais por opção, pais por destino, pais de primeira e de tantas viagens!

20 Revista Energia

Valter com os filhos Jean Pavaneli, Walter Pavaneli (Waltinho) e Wagner Alex Pavaneli


DESIGN · PUBLICIDADE · INOVAÇÃO

CASE

Você toma cerveja de marca?

por Nego Lopito DPI Agência

Se você não produz cerveja artesanal e compra sua gelada no bar, mercado ou conveniência, é quase certo que você toma uma cerveja de marca. Se a marca dela é conhecida ou não, isso já é outra história!

embalagem bonita, um logotipo com tipografia bem trabalhada, cores adequadas ao ponto de venda e ao perfil do público consumidor, é bem provável que ele investiu ainda mais na qualidade do produto!

Mas o fato é que as pessoas são muito influenciadas pelas marcas.

“Ah, cara, mas eu não fico pensando isso tudo no mercado, não!”. Pode ser, mas isso tudo já está na nossa mente. A cultura ocidental passou centenas de anos ensinando a avaliar com base na aparência [às vezes até gerando preconceitos]. Na frente da gôndola todos esses pensamentos são processados em uma fração de segundo. Você olha, processa e pega a embalagem mais bonita.

A primeira coisa que percebemos em qualquer produto ou serviço, mesmo antes da compra, é a identidade visual da marca, com suas cores e logotipo. Aí você tá lá no mercado, vai comprar sua cerveja e – surpresa! – sobraram só duas marcas que você não conhece. Nesse momento, você pega a embalagem bonita, com um visual de cerveja importada ou pega a do rótulo com cor de “burro quando foge”? A maioria das pessoas com certeza vai na mais bonita. Afinal, se o fabricante investiu pra fazer uma

É por isso que as grandes marcas do Brasil e do mundo investem em padronização visual. Pra criar mais um diferencial para a sua marca e tentar se distinguir dos seus concorrentes. E quer saber de uma coisa? Se eu tivesse uma marca eu faria igualzinho!

Boas vindas! Hoje inauguramos nossa coluna DESIGN, PUBLICIDADE E INOVAÇÃO aqui na Revista Energia e por isso queremos dar as boas vindas a você, leitor! Nosso objetivo é falar sobre comunicação de maneira democrática, abrindo espaço para quem queira perguntar, opinar, sugerir e interagir. Entre em contato conosco, colabore e participe: leitor@dpidigital.com.br . www.fb.com/dpidigital

CAFÉ FAZENDA IMPERIAL “Nosso café era bom, mas não tinha marca. De repente tudo mudou!” Com esse relato, Melina Santilli começou a contar pra gente o que mudou após o desenvolvimento da identidade visual de sua marca de café. “Do nada me ligaram grandes mercados da região, querendo trabalhar com meu produto. Acredito que boa parte da venda do café se deve a embalagem, sem esse cuidado com a imagem do produto não conseguiria o destaque nesse mercado tão competitivo”, continua Melina Santilli com seu relato. O Café Fazenda Imperial é produzido na fazenda de mesmo nome, em Mineiros do Tietê, conhecida por ter hospedado D. Pedro II em 1886. Sua torrefação produz o legítimo café da fazenda, artesanal, com grãos rigorosamente selecionados, garantindo um sabor superior e muito agradável para os paladares mais exigentes. Cansada de lutar para distribuir o seu café apenas em alguns mercados pequenos da região, a proprietária resolveu investir na marca e pediu para que o pessoal da agência desenvolvesse uma identidade que resgatasse a história e demonstrasse toda a qualidade do seu produto. Com um visual totalmente diferenciado, suas cores, logotipo e embalagem chamaram a atenção de supermercadistas da região que entraram em contato para colocar o produto em suas gôndolas. Hoje, 2 anos depois, suas vendas triplicaram, a marca está cada vez mais conhecida na região e Melina Santilli tá super satisfeita!

Revista Energia 21


Adestramento

Treinamento bom pra cachorro Texto Marcelo Mendonça e Marina Garcia | Fotos Leandro Carvalho

N

ão bastasse o respeito que carrega o Policial Militar, quando ele chega para a contenção de conflitos ou para organizar multidões existe um membro da força policial que, além de impor ainda mais autoridade, também deixa claro que não está para brincadeira: o “cão policial”. Utilizado nas mais variadas operações, desde a localização de drogas escondidas em bagagens, libertação de reféns e até na ajuda para conter tumultos, o Canil da Policia Militar tende a crescer cada vez mais em todo o Estado de São Paulo.

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Todo cão, independente da raça, tem sua capacidade olfativa extremamente voraz e sua sensibilidade é cerca de cem mil vezes maior que a do ser humano. Em algumas raças como o Pastor Alemão, Pastor Belga e Labrador Retriever existe um número ainda mais elevado de células sensoriais do olfato, o que os tornam ainda mais aptos ao trabalho de faro na polícia. O 27º Batalhão da Policia Militar mantém, em Jaú, o canil em prédio alugado na Avenida João Ferraz Neto, mas em breve deverá mudar de endereço. “Estamos aguardando a viabilidade do local, que terá capacidade para um número maior de baias e área para treinamento simultâneo de vários animais”, explica o 1º Tenente PM Amauri dos Santos Manzutti Jr. Cada cão, ao chegar ao Batalhão, é recebido pelo policial que fará seu treinamento e estará presente durante toda sua vida laborativa. Antes de ser documentada sua permanência, o cão passa pelos primeiros meses de treinamento e testes físicos e médicos, a fim de evitar um futuro descarte caso ele não se adeque às funções. O cão que com 18 meses já responde bem ao adestramento é adicionado ao programa e registrado como patrimônio do Estado, recebendo seu respectivo número.

Seu treinamento é iniciado quando é apresentado ao cão um objeto que lhe desperte o interesse. Esse elemento deve prender totalmente sua atenção, mantendo-o ligado à busca por seu “prêmio”, ignorando qualquer outro atrativo que possa desviar o foco da busca. O objetivo é fazer com que o cão identifique onde está escondido seu brinquedo e, ao encontrá-lo, seja recompensado, incentivando-o a repetir a ação nas próximas vezes que isto lhe for proposto. Depois de habituado ao brinquedo, o cão passa para o segundo estágio de seu treinamento onde, junto do seu atrativo, é introduzido o entorpecente. O cheiro deve se tornar familiar ao animal que, ao perseguir o brinquedo, aponte a droga ante seu odor predominante. Por fim, o brinquedo é retirado da busca e o cão é levado a procurar seu prêmio apenas por meio do odor da droga, o que para ele já se tornou familiar e relacionado, diretamente, ao seu atrativo e sucessiva recompensa. No dia da visita ao Canil, a reportagem da Revista Energia acompanhou o Rottweiler Fanton em treinamento de busca por entorpecentes no guarda volumes da Rodoviária de Jaú. Durante o exercício, é imprescindível a necessidade em habituar o cão ao odor de cada entorpecente e, principalmente, premiá-lo após cada conquista. Enfim, cada busca deve ser recompensada, para que haja sempre uma troca amigável entre o cão e seu policial responsável.

Adestramento vencedor O jauense Leandro Domingos da Silva, 34 anos, sempre foi apaixonado por cães. No ano de 1999 ele entrou para a polícia e, durante o curso, aproximou-se mais ainda do melhor amigo do homem. Dedicou-se a aprender as técnicas de adestramento no terceiro batalhão da companhia e todos notavam que Leandro tinha jeito para educar essas “ferinhas”. Mais tarde, passou a fazer parte do canil da companhia e a desenvolver atividades como policiamento em campos de futebol e demonstrações em escolas, mostrando a segurança e a credibilidade na utilização dos cães adestrados. Depois de alguns anos, Leandro decidiu abraçar de vez o que mais gostava e, assim, deixou de ser policial para se dedicar somente ao adestramento e a seu canil, que ele já mantinha paralelo ao trabalho. Enquanto estava dentro da corporação, Leandro participava das provas de adestramento e sempre obteve boas colocações, motivando-o ainda mais a continuar com esse trabalho. Há quatro anos o jauense está participando profissionalmente das competições. O cão preferido é o Pastor Alemão Sarrat, com o qual ele conquistou recentemente o terceiro lugar no campeonato brasileiro no nível IPO 1 (Internationale Prüfung Ordnung ou Regulamento de Prova Internacional). Resultado muito comemorado, já que esse nível de prova é um dos mais exigentes nas competições. Existem ainda os níveis

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Adestramento

IPO 2 e IPO 3, o máximo da categoria mundial que Leandro e Sarrat pretendem alcançar no ano que vem. Além de se dedicar às provas, o Canil de Leandro, o L.D.S, trabalha com adestramentos particulares de todas as raças. “É preciso trabalhar cada caso como único, porque cada cachorro tem uma personalidade”, conta ele. Sobre o tempo que se leva para adestrar um cão ele diz que um treinamento básico dura, em média, seis meses. “Não é possível prever exatamente, depende de cada situação”. No canil Leandro tem oito cachorros só dele, mais aqueles que são hospedados para treinamento ou em caso de viagem do dono. Agora a meta, até o final do ano, é preparar Sarrat para alcançar outros níveis de competição. E a Revista Energia está na torcida!

“É preciso trabalhar cada caso como único, porque cada cachorro tem uma personalidade” Leandro Domingos da Silva


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distribuidora: a mais nova opção para Jaú e região Há um ano e meio no mercado, a HDF Distribuidora vem crescendo e se destacando cada vez mais, pois é administrada por quem possui mais de 13 anos de experiência no ramo. Referência em produtos de qualidade, a loja trabalha com ferragens, ferramentas, acessórios para vidraçaria, tudo em segurança eletrônica como alarmes, interfones, cercas elétricas, entre muitos outros produtos. Com a missão de aprimorar cada vez mais o atendimento em busca do crescimento e da satisfação de seus clientes, a HDF Distribuidora conta com parceiros altamente qualificados. Seja para a revenda ou para instaladores, a HDF Distribuidora atende Jaú e toda a região oferecendo muita variedade e garantia nos produtos.

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Haroldo e a filha Renata Godoy Corrêa Revista Energia 25


Motor

Punto 2013,

um hatch de encantar. Texto Marcelo Mendonça

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lagrado sem camuflagem, o novo Punto ganhou o visual da linha 2011 do Punto europeu, com os para-choques apresentando detalhes sem pintura, o que não acontecia na linha atual. Ele chegou. A Fiat apresenta o novo Punto, que vem trazendo as linhas da primeira versão (EVO), mas cheio de detalhes que foram repensados pela marca para agradar ainda mais. O carro ostenta uma nova grade, faróis, lanternas e rodas que mostram a esportividade do veículo. No interior do novo Punto, quase idêntico ao europeu, a versão vem com novo console e painel de instrumentos. E ainda conta com formas mais arredon-

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Fotos: Divulgação

Inspirado no modelo europeu, o face-lift fará com que o nosso Punto fique com a frente semelhante ao Novo Palio 2012

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dadas e detalhes na cor da carroceria. As saídas de ar e os instrumentos ganharam novos desenhos, enquanto o sistema de navegação Blue&Me, também é oferecido com tela sensível ao toque. A versão Sporting vem com motor 1.8, E torq de 132 cv e pode ser equipada com câmbio automatizado Dualogic Plus, com trocas por alertas atrás do volante, como opcional. Já a versão Essence é oferecida unicamente com motor 1.6, E torq de 117 cv, enquanto a Attractive continua com o motor 1.4, que gera até 88 cv com etanol. A reestilização tirou do Punto o friso cromado da dianteira e os apliques em plástico preto de ambos os para-choques. A versão nacional do carro não vem com essa atualização, mas quem se incomodar muito com os novos para-choques poderá optar pela cor preta, que omite os apliques plásticos. Os preços de entrada devem ser parecidos com os da versão atual, em média R$ 39 mil. Já a versão top de linha, T-jet, deve custar cerca de R$ 60 mil. Outro detalhe notado

nessa nova edição do carro, na versão europeia, é a posição do nome na tampa do porta-malas, que fica sob o logotipo. Na versão nacional o nome fica no local tradicional, ao lado esquerdo. E assim como no Palio, a abertura do porta-malas é feita apertando o logotipo da Fiat. O novo modelo já está disponível em Jaú, na Milazzo Fiat e será vendido com quatro opções de motores e três de câmbio, em seis versões diferentes.

As alterações mais significativas são no interior, que está bem mais caprichado e belo que o atual

Foto: Divulgação

Motor


Gente Fina Ele tem mais de cinco mil amigos no Facebook, nasceu na Holanda, é torcedor do XV de Jaú e não dispensa uma boa quermesse. Só com essas dicas fica fácil descobrir quem é o “Gente Fina” de agosto:

Dom

Sérgio Henrique Van Der Heyden Texto Antonio Orselli | Fotos Leandro Carvalho

A

inda menino, veio para o Brasil com a família. O pai era agricultor na Europa e apesar da vida abastada que levavam na Holanda resolveu viajar para o Brasil que, na década de 50 do século passado, prometia grandes ganhos financeiros para imigrantes que soubessem trabalhar no comércio ou na lavoura. Ao chegarem à região de Campinas, se fixaram em Holambra, que muito lembra os campos floridos holandeses, o que dava um certo conforto e facilidade de adaptação da família com os moradores locais. “Lembro do dia 11 de agosto de 1950, quando eu tinha seis anos e chegamos no Brasil sem falar uma palavra de português”. Sérgio Henrique, que na época era Henricus, foi trabalhar no campo com o pai assim que chegou. Mas a vocação para a vida religiosa falou mais alto: aos 13 anos entrou para o seminário e lá se vão 54 anos. “Se pudesse voltar no tempo, faria tudo de novo, exatamente do mesmo jeito”, conta Dom Sérgio.

Foi difícil aprender a Língua Portuguesa? Não, foi fácil. Eu tinha seis anos quando comecei a estudar no Brasil, então fui alfabetizado em português. Papai e mamãe sim, eles nunca conseguiram entender direito a língua. Mas, pela idade e por ter ido para a escola logo cedo, aprendi de forma natural.

E como foi o chamado para seguir a vida religiosa? Qual a razão da escolha é algo íntimo, que não se revela, mas posso dizer que se pudesse voltar no tempo, aos meus 13 anos, faria tudo de novo, exatamente do mesmo jeito. Aos 18 fiquei meio indeciso, mas foi algo passageiro, apenas para fortalecer ainda mais minha convicção de que nasci para a vida religiosa. 30 Revista Energia

O senhor é visto com frequência visitando famílias, conversando com as pessoas na rua, ou participando de festas da paróquia. Eu gosto do contato com a comunidade, é uma característica minha. Como pároco, a presença entre os fiéis é importante. A gente sabe, também, que as pessoas gostam da presença do religioso no ambiente em que elas vivem, não apenas dentro da igreja, então faço o possível para estar perto de todos.

O XV de Jaú sempre teve um espaço especial no seu tempo livre. Gosta de futebol? Eu gosto do XV. Uma ocasião em que estava em Mineiros do Tietê ouvindo confissões, quando terminei peguei o carro e vim correndo para Jaú, para assistir o Galo que enfrentava o Bahia pelo campeonato brasileiro. Cheguei e ainda consegui ver o segundo tempo. Naquele ano assisti a quase todos os jogos do XV. E depois, com a amizade que fiz com o José Poy (extécnico do XV), eu participava das preleções que ele fazia com os jogadores, conversava com eles antes do jogo e sofria junto quando o time perdia. Até recentemente, quando passou por aqui o Toninho Cobra, eu estive no vestiário para conversar com os jogadores. Infelizmente, não deu e vamos torcer no ano que vem, na quarta divisão do campeonato.

O senhor acha que os jovens estão se casando sem perceber a importância do matrimônio? Por isso tantas separações? Com certeza. Eu constato que muitos não estão preparados para o casamento. Os animais são fiéis aos seus parceiros, mas o ser


“Eu gosto do contato com a comunidade, é uma característica minha. Como pároco, a presença entre os fiéis é importante”


Gente Fina

humano, mesmo sendo racional, com a capacidade de dialogar, perdoar, amar, muitas vezes prefere a infidelidade, o divórcio para resolver problemas que poderiam ser resolvidos com entendimento. Até o judiciário, atualmente, não tem se esforçado mais para manter as uniões, basta apenas o casal entrar com o pedido de separação e ninguém pergunta o motivo da desunião. Ficou tudo muito simples.

Aborto. Qual sua posição? Vida é vida. Não importa se tem problema, se é anencéfalo, seja o que for. Vida é vida. É um ser humano que não tem condição de se defender enquanto está sendo gerado. Ninguém tem o direito de determinar o futuro de um feto. O aborto é considerado falta gravíssima na religião cristã, e difícil de ser perdoado. Claro que a misericórdia de Deus é maior que qualquer falta praticada pelo homem, mas o perdão dever ser conquistado pela pessoa que aborta, e não concedido pelo clérigo.

Se não fosse padre, o que seria? Nunca pensei em outra coisa senão a vida religiosa. Talvez estivesse como meus irmãos, casado e trabalhando para o sustento da família, mas na verdade, nunca me imaginei em outra vida do que esta que eu tenho. Amo servir o povo, levar a palavra de Deus, não me sentiria bem fazendo outra coisa.


apresenta

Novidades tecnológicas dominam o ramo da construção É incontestável que, atualmente, a rapidez e a qualidade nos serviços prestados são essenciais e, para atender a grande demanda da categoria, as ferramentas sofreram grandes transformações. Antigamente, os instrumentos utilizados para a realização dos trabalhos de construção, reparo ou manutenção eram bastante restritos e demandavam de grande esforço físico. Eram grandes, desajeitados e pesados, tais como o arco de pua, serrotes, talhadeira, etc. Hoje em dia, dispomos de uma variada gama de ferramentas elétricas e à bateria, que facilitam os trabalhos, tanto profissionais como domésticos. “A mulher ganhou mais independência para resolver problemas em casa, como ajustar um quadro ou retrato na parede com uma furadeira/parafusadeira leve e portátil. Ninguém sofre mais ao trabalhar em espaços reduzidos, pois o tamanho das ferramentas e a ausência de cabos proporcionam maior liberdade e mobilidade”, conta Rodrigo Martiello, um dos proprietários da BBZ em Jaú. Para atender esse mercado exigente e em constante evolução, a BBZ Materiais Elétricos fez parceria com a empresa Einhell do Brasil Ferramentas e Equipamentos, e oferece toda a linha de furadeiras elétricas e à bateria, marteletes perfuradores, compressores, retíficas, máquinas de solda entre muitos outros produtos. Venha à BBZ Materiais Elétricos e confira essas e muitas outras novidades do mercado.

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Raça

Carlos Vieira e o companheiro Guns

do mês

Companheiro, astuto e zelador

Dobermann Texto: Karen Aguiar Fotos: Leandro Carvalho

Para o site do Dobermann Clube de São Paulo, supõe-se que a história da raça começa com um homem chamado Frederic Louis Dobermann. Louis teria sido, além de policial, administrador regional e coletor de impostos. Esta última ocupação exigia constantes viagens para arrecadação e muitas delas coletavam grandes somas em dinheiro. Por esse motivo, ele decidiu que precisaria de um cão para garantir sua segurança durante as viagens e também no exercício da função. Para Louis, o cão precisava ser não apenas inteligente e corajoso, mas também ágil, esperto e com excelente resistência, além do instinto protetor muito bem desenvolvido. Para obter o cão “dos sonhos”, Dobermann iniciou os cruzamentos interraciais envolvendo Pastor Alemão, Pinscher Alemão, Rottweiler, entre outros, até chegar ao Dobermann que se conhece hoje. Características marcantes como pelagem curta e espessa, e nas cores preta, marrom escuro e azul, com marcação castanha muito bem definida, de grande porte e pesagem; nos machos, em média 40 kg e nas fêmeas 32 kg. Com relação à saúde, entre as doenças hereditárias mais comuns no dobermann estão a Cardiomiopatia (alteração no funcionamento do coração). Segundo a Dra. Samira Gonçalves Daniel, todas as famílias da raça carregam essa patologia no sangue, em maior ou menor grau. “Por isso são necessárias consultas periódicas ao veterinário para práticas preventivas ou tratamentos”, afirma. 36 Revista Energia

O dobermann é uma das poucas raças de cães integralmente aptas para a defesa e a guarda. As qualidades físicas e psíquicas do animal colocaram-no, em pouco tempo, em primeiríssima linha. Em decorrência destes e outros aspectos, o dobermann é bom para seguir pistas, bom cão policial e o animal indicado para guardar uma propriedade. Como no caso de Carlos Renato Vieira, que precisava de um cão de guarda para cuidar de sua fábrica e sempre foi um apaixonado pela linhagem. “Tive, há 20 anos, um exemplar por lazer e descobri todo o potencial. Acho a raça muito bonita e sempre gostei do porte, do estilo esbelto e das características. Foi então que procurei o Leandro Silva (adestrador), que me indicou um cão já de dois anos que fazia um ótimo trabalho de guarda em minha fábrica e além de ser um ótimo amigo. Infelizmente, uma vez esqueceram um portão aberto e ele saiu correndo, querendo brincar e acabou sendo atropelado.” Depois de um tempo sem querer ter cachorros, Carlos se rendeu e começou a procurar outro cão de proteção e vigilância. Pesquisou em vários canis que vendiam filhotes da raça e encontrou um perto de São Paulo. “Hoje o Guns tem dois anos e meio. Quando ele está em casa é o xodó. Quando está na fábrica é o nosso segurança. Se eu ou o Leandro estamos por perto ele fica na dele, quietinho e brincalhão, sem perigo nenhum, mas sozinho ele é bem bravo”, finaliza Carlos, aos risos.


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Energia Garota

Por Cláudio Bragga

Marina de Oliveira

Apelido: Má Data de nascimento: 27/07/1995 Mulher bonita: Megan Fox Homem bonito: Adam Levine O que mais gosta no corpo: Sorriso Música que gosta: Vienna - Billy Joel Perfume: 212 sexy Comida: Yakisoba Filme: O Pianista Não vive sem... Deus Frase: “Mas é claro que o sol vai voltar amanhã”, Renato Russo Sonho: Viajar pelo mundo e recompensar meus pais por tudo que eles fazem

Ficha técnica:

Looks: Garbin Modas Fone: (14) 3624.8635 Cabelo e make: Jessé Professionnel Fone: (14) 3621.7772 ou (14) 3624.9888 Locação: Recinto de Esposições Sebastião Ferraz de Camargo Penteado

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Marina de Oliveira Revista Energia 39


Tendências QuemfezJahu

Oswaldo Lucas Texto Antonio Orselli

Gerente de vendas na juventude, Oswaldo Lucas sempre teve vontade de ajudar o próximo e mesmo a vida simples não o impediu de seguir seus ideais. Nascido em 08 de dezembro de 1932 teve infância difícil, mas desde pequeno se mostrava um garoto determinado. Quando adolescente, o pai deixou a família e foi a mãe quem o criou, além das três irmãs. O seu primeiro trabalho foi numa residência onde fazia serviços domésticos. Em seguida, começou a trabalhar numa das muitas empresas que começavam a surgir em Jaú: uma fábrica de sapatos. No entanto, mesmo com a vida difícil e o trabalho fazendo parte desde os primeiros anos, o jovem Lucas nunca deixou de estudar pois sabia que, para colocar em prática a meta de ajudar os mais necessitados, precisava de mais. Cursou o técnico em contabilidade na Academia Horácio Berlinck. Não demorou até conseguir uma colocação na concessionária Sampaio Góes. Na época, revendedora dos veículos Ford-Willys. Oswaldo permaneceu no emprego durante 26 anos, começou como vendedor de carros e chegou ao cargo de gerente de vendas, devido à dedicação ao trabalho que sempre foi o seu forte. Isso sem contar que também foi professor de dança de salão. Com a reabertura política e o pluripartidarismo, Lucas resolveu se candidatar à Câmara dos Vereadores pelo PMDB. Foi um dos mais votados naquela eleição, com 743 votos, e tomou posse no ano seguinte, em 1º de janeiro de 1983. Mas o que mais chamou a atenção de todos é que Lucas inaugurou, no Legislativo, uma nova forma de trabalhar de corpo e alma para a comunidade. Além do serviço Legislativo, com a apresentação de indicações, projetos e outros documentos, mensalmente doava todo seu salário de vereador à Casa da Criança. E para que não existisse dúvida sobre a disposição em doar seus vencimentos, Lucas firmou o compromisso em cartório. Foi eleito novamente em 1988, com 691 votos, e tomou posse no ano seguinte. O filho mais velho, Lincoln Rickiel Perdoná Lucas lembra que, no começo dos anos 80, logo que o pai foi eleito vereador, a família passou por dificuldades financeiras, mas nem assim ele deixou de fazer as doações. “Vejo que meu

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pai plantou uma semente de humanidade no seio da nossa família. Eu e meus irmãos Lanison e Lesson percebemos que tudo o que temos hoje é fruto das atitudes corajosas de nosso pai. Na cidade todos me conhecem como filho do Osvaldo Lucas, e isso é um grande orgulho para todos nós. Tenho certeza que, se ele vivo estivesse, faria tudo de novo. E com o meu apoio”, conta emocionado. Lincoln se lembra que, durante o segundo mandato do pai, a mãe ainda precisava ajudar no orçamento de casa lavando roupas. “Foi de fato uma época difícil. E como éramos jovens, não conseguíamos entender porque meu pai doava todo o dinheiro que recebia como vereador. Mas o ensinamento foi tão eficaz que hoje todos nós, em casa, temos algum tipo de trabalho de ajuda ao próximo. Eu, por exemplo, faço parte do 13º Quarteirão de amigos há 14 anos, e assim posso ampliar o trabalho que meu pai começou”. Mesmo após deixar a cargo parlamentar, Lucas continuou auxiliando entidades assistenciais da cidade e ajudou a organizar o acervo histórico dos ex-presidentes do Legislativo. Em 1999 foi homenageado com a denominação da antiga “Casa do Povo” e da “Galeria de ex-presidentes”, instalada no interior da Câmara. Osvaldo Lucas morreu em 9 de abril de 1999.


Música Fundada no fim do século 19, a Corporação Musical Carlos Gomes se renova a cada ano. Mais 100 anos pela frente? É o que toda a cidade espera.

Notas que atravessam os séculos Texto Diuguenes W. Mello Silva | Fotos Leandro Carvalho

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Música

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or muitas e muitas gerações a Corporação Musical Carlos Gomes, mais conhecida como Banda Carlos Gomes, animou as noites de domingo na Praça da República. Quem não se lembra, caro leitor, das brincadeiras de criança, dos passeios e dos namoros ao som dos belos boleros, dobrados e maxixes?! Na edição comemorativa dos 159 anos de Jaú, a Revista Energia conta um pouco dos 114 anos de um dos maiores patrimônios históricos da cidade. Tudo começou por volta de 1892. Havia duas bandas de coreto na cidade: a Regeneração Comercial, regida por Bentinho Lopes, neto de Bento Lopes (o conjunto era chamado de “Banda Brasileira”) e a Giuseppe Verdi, do maestro Arthur Cavalieri (conhecida como “Banda dos Italianos”). A rivalidade e o ciúme entre os grupos eram fortes. Tanto no repertório como na ascendência, fato que desencadeou desentendimentos muito sérios. Eis que surge o talentosíssimo maestro Heitor Azzi que deu nome, nos dias de hoje, à EMMHAZZI - Escola Municipal de Música Heitor Azzi, descrito como o responsável por despertar o gosto dos Jauenses pela boa música e outras manifestações artísticas. A esperança de apaziguar os ânimos da cena musical se

renovara. No ano de 1898, em reunião na sede da Regeneração Comercial, músicos brasileiros, italianos e descendentes uniram-se, e ali surgia a Corporação Musical Carlos Gomes. As brigas, enfim, acabam e as coisas tornam-se estáveis. O maestro Heitor Azzi ruma para São Paulo e passa a batuta para seu braço direito, o contramestre João Fornalé. João dedica-se à formação de novos músicos. Transforma a sede da banda em escola e passa todo o seu grande conhecimento adiante, inclusive aos três filhos: Danilo, Juliano e Romeu. Danilo Fornalé foi maestro, compositor, arranjador, professor e responsável pela formação de várias gerações de músicos no município. O regente participou como trompetista e arranjador da Orquestra Continental, famosíssima jazz-band, fundada no início da década de 1940. Danilo assumiu a regência da Banda Carlos Gomes em 1951, com a morte de seu pai. Função na qual permaneceu por 51 anos, até sua morte em 4 de maio de 2002, aos 85 anos.

De pais para filhos

O maestro Genésio Vendramini

O tocador de bumbo Benedito Antônio Thomaz, o Dito

Adiante. Está aí uma palavra que torna a banda tão tradicional. Toda a história e paixão pela música foram e continuam

Foto: Arquivo pessoal

Banda Carlos Gomes no ano de 1980

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sendo passadas de pais para filhos. Tanto para músicos quanto para espectadores. O tocador de bumbo Benedito Antônio Thomaz, o Dito, 71, é o membro com mais tempo de casa. Faz parte do grupo desde 1952. “Comecei acompanhando meu pai que era saxofonista na banda. Tinha 11 anos e tocava um pequeno surdo”, lembra Dito. Seu pai, o saxofonista Manoel Gomes Thomaz, participou de um episódio de muito destaque na história da banda. “Meu pai dedicou-se com afinco à banda. Ele foi o responsável pela construção da nossa primeira sede na Quintino Bocaiúva”, conta Dito. A sede foi construída com a perseverança de Manoel e a ajuda da população. O músico fez rifa, ba-


teu de porta em porta e recebeu doações que variaram de pequenas quantias em dinheiro até materiais de construção.

De fã a integrante da diretoria

A saxofonista Sulis Leane Salviato

A Banda Carlos Gomes faz parte da família da saxofonista Sulis Leane Salviato, 25, por gerações. Seus pais, quando crianças, curtiam as noites de domingo no coreto da Praça da República, onde brincavam e ouviam a banda tocar. Mais tarde, na adolescência, o namoro do casal era embalado pelas músicas do grupo. “Meus pais me levavam para brincar e vivenciar o que fez parte da infância deles. A Banda Carlos Gomes, aos domingos no coreto, era o passeio da família jauense”, explica Sulis. A musicista tinha familiares na banda. Logo começou a fazer aulas com o maestro Genésio Vendramini e, em 2011, foi

Músicos da formação autal da Banda Carlos Gomes

Um pouco da história perdida

Em 1966 Jaú foi atingida por fortes chuvas que resultaram numa impetuosa enchente. Com a sede próxima ao rio, não foi diferente. Muitos registros, documentos e principalmente repertórios foram destruídos. Dito conta que naquele dia, com a ajuda de seu pai e mais três amigos, Flavio Peixoto, Orozimbo Loureiro Neto e Ignácio Bachega, conseguiram resgatar um pouco do que havia sobrado na sede. “Entramos com a água até o peito para salvar algumas coisas. As pessoas diziam que a sede iria cair. Mas fomos mesmo assim”, conta emocionado. No acervo de documentos da nova sede é possível ver as manchas de barro nas partituras resgatadas naquele dia. Nem mesmo as marcas do tempo conseguiram apagar esse episódio.

convidada a compor o grupo. Mas foi além. Formada em Ciências Contábeis, passou a integrar a diretoria e a cuidar da parte burocrática da Corporação, com muito orgulho de sua trajetória na banda. “Quem diria que eu passaria de espectadora a parte do corpo de músicos e da diretoria! A Corporação Musical Carlos Gomes de Jaú não é apenas uma banda, mas uma família para todos nós”.

Dando continuidade ao trabalho Em 2008 o professor Genésio Vendramini, 66, assumiu a batuta. Reformulou a banda como um todo. Trouxe alunos recém-formados do Aristocrata Clube, renovou o repertório e colocou o ambiente de volta aos eixos. O maestro sempre buscou manter a tradição, porém, aliada à modernidade. “Procurei renovar o repertório, mas não me esquecer de conservar a história da banda. Mantive no repertório composições de grandes mestres da música jauense como Heitor Azzi, Danilo e Romeu Fornalé e Luiz Minguetti”. Atualmente a banda conta com 25 músicos, de 13 a 77 anos de idade, e faz suas apresentações duas vezes por mês, nos mais variados ambientes. “Hoje realizamos projetos diferentes e não ficamos centralizados apenas no Jardim de Baixo. Somos convidados e tocamos em vários locais, levando a música para os mais diferentes públicos”, finaliza o maestro Genésio.

Grandes momentos da Banda

A Corporação Musical Carlos Gomes participou de grandes eventos em sua história, dos quais se destacam a recepção, nos anos 20, ao aviador João Ribeiro de Barros e ao militar italiano Marechal Badoglio, e o desfile com os escoteiros de Jaú pelas ruas do Rio de Janeiro, durante as comemorações do Centenário da Independência.

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Cultura

Museu Municipal: histórias que o tempo não apaga Pensou em museu, pensou em antiguidade, certo? Nem sempre. Conheça um museu que reúne arte contemporânea, acervo histórico e até flores: o Museu Municipal de Jahu. Texto Heloiza Helena C. Zanzotti | Fotos Leandro Carvalho

O

s museus tiveram origem no hábito das pessoas de colecionar objetos, e isso vem desde o princípio da humanidade. Na Grécia Antiga, museu era um templo destinado às musas (divindades) e recebiam muitas oferendas valiosas, que depois eram exibidas ao público mediante o pagamento de uma taxa. Já os romanos exibiam suas coleções em praças, teatros e outros locais públicos. Foi na Inglaterra, em 1683, que surgiu aquele que é considerado o primeiro museu moderno, o Museu Ashmolean, criado pela Universidade de Oxford. No Brasil, a primeira coleção de que se tem notícia foi a do Conde Maurício de Nassau, que a instalou no Palácio de Friburgo, em Recife.

Museu Municipal de Jahu Inaugurado em 29 de agosto de 1975, o Museu Municipal de Jahu ocupa o espaço de uma chácara, antiga residência de Francisco Claudio de Almeida Prado e sua esposa Lúcia Penteado de Almeida Prado. O imóvel original, que tem a forma de um “X”, não sofreu nenhuma reforma para abrigar o museu, tendo sido apenas adaptado

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para receber o acervo. Em 20 de junho de 1987, após reforma e modelação, foi reaberto ao público com uma nova organização dos objetos, misturando o antigo e o contemporâneo. A RE visitou o Museu Municipal de Jahu e convida você para este passeio pelo tempo. De cara, o que chama a atenção é a estrutura do prédio. As paredes muito largas foram erguidas com tijolos assentados em um tipo de “amarração”, sendo 1 na horizontal e dois na vertical, o que você pode conferir bem na entrada do prédio. Há também inúmeros pára-raios sobre a casa, pois conta-se que o casal que ali residia tinha muito medo de raios. A auxiliar Ana Queila, muito simpática, acompanhou a RE nessa visita que teve início por uma sala especial, dedicada ao Comandante João Ribeiro de Barros, onde está exposta a hélice original do hidroavião Jahu, com o qual ele cruzou o Oceano Atlântico; além da cama de seus pais, o berço usado por ele, diversos objetos pessoais e fotos de família. Na sala de comunicação há objetos interessantes como uma antiga mesa de PBX, um dos primeiros microcomputadores e o famoso “tijolão”, aquele aparelho celular do início da telefonia móvel. O museu também conta, por meio de seu acervo, a história da indústria calçadista em Jaú, dos


povos nativos, da religião, da ferrovia, do café, da Revolução de 32, da botica (antiga farmácia que manipulava remédios), além da evolução da moeda brasileira. Em meio a tantos artigos que remetem ao passado, é possível admirar a arte por meio de telas a óleo pintadas por artistas de renome, como as de Oscar Pereira da Silva. Ali também você pode conhecer uma casa construída na técnica de taipa de mão e uma estufa de plantas que abriga uma coleção de orquídeas premiadas, cuidadas com muito carinho pelo José Roberto Pegoretti, o Zelão.

Você sabia? No Museu Municipal de Jahu encontra-se exposta uma mesa usada pela escritora jauense Maria Dezonne Pacheco, a autora do livro “Sinhá Moça”, que virou filme e novela. No pátio interno está o primeiro semáforo de Jaú. E sabe aquela urna de lona usada nas eleições, antes da urna eletrônica? Pois ela foi inventada pelo jauense Abílio Cezarino, e você pode saber mais detalhes dessa história em uma visita ao museu.

Curso de Filosofia

A diretora do museu, Terezinha de Jesus Dua Grombone

A diretora do museu, Terezinha de Jesus Dua Grombone, diz que, em média, recebem cerca de 900 visitas/mês e entre estas visitas há um grande número de pessoas de outras cidades, além de grupos de escolas. Ela também fala sobre o arquivo que o museu possui: “É um anexo bem grande, onde é possível fazer pesquisas diversas. Possuímos revistas da década de 50, exemplares de jornais jauenses desde 1909, além de 20 mil processos forenses com muitas informações sobre famílias, escravos, fatos criminais antigos”. Bem ali, no museu, ainda acontece um curso de Filosofia com o Professor João Castro, que funciona desde o ano passado, todas as terças-feiras, às 19h30. São aproximadamente 20 pessoas discutindo temas diversos e é aberto a quem quiser participar.

Quer conhecer um pouco mais?

Visite o Museu Municipal de Jahu. De segunda a sexta-feira das 9h às 11h30 e das 13h às 17h. Sábados e feriados das 13h às 17h.


História

O Mercadão e a identidade jauense

A necessidade de valoração do patrimônio cultural Texto Matheus Bardeli

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História O surgimento do Mercadão deu-se devido a uma representação popular à Câmara Municipal, em 3 de fevereiro de 1876, solicitando a instituição do mesmo. Jaú necessitava de um centro de abastecimento, pois a pequena vila não tinha condição de atender a todos, já que as terras aqui produziam essencialmente café. As obras foram iniciadas no final de 1896, porém, somente em 7 de janeiro 1899 foi inaugurado, sendo franqueado ao público em 1º de fevereiro do ano seguinte. O engenheiro responsável pela planta e construção foi João Salomé Queiroga.

O Mercadão teve, como um dos principais motivos de sua existência, a crescente população da cidade, consequência das migrações atraídas pelas lavouras de café. Muitos podem não saber, mas até o final dos anos 1960 ele foi usado como rodoviária. Os veículos entravam pelo portão principal, na esquina das ruas Visconde do Rio Branco e Tenente Lopes, para embarque e desembarque de passageiros de toda a região. Segundo Julio, “sua construção está ligada às transformações modernizadoras do Brasil, uma intenção de melhorar a sanidade e higiene local. Se pensarmos bem, é uma obra fantástica, sempre foi útil e é muito utilizada até hoje”.

O incidente Na madrugada de 19 de dezembro de 1990, um grande incêndio destruiu esse patrimônio histórico de Jaú. Os comerciantes passaram para uma instalação provisória durante um tempo e, depois de uma grande reforma, o Mercadão foi reinaugurado em 5 de fevereiro de 1994. Revitalizado, buscou-se adaptá-lo para as necessidades atuais, ganhando boxes e praça alimentícia.

Imagens do incêndio no Mercadão, em 1990

Mercado Municipal em 1952

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Fotos: Acervo da Secretaria de Cultura e Turismo de Jaú

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esta edição, o Mercado Municipal, o Mercadão, foi escolhido como referência para explanar não somente os porquês da importância da valorização do patrimônio cultural da cidade, mas também o real motivo de preservação e o significado de vivenciá-lo para toda uma sociedade. Para tanto, a RE foi conversar com Julio Polli, monitor cultural da Secretaria de Cultura e Turismo de Jaú, que faz parte de diversos projetos como a Arte Cemiterial de Jaú, Educação Patrimonial e Passeio Turístico pelo Patrimônio Jauense. Em suas palavras sobre o que foi e o que é o Mercadão, Julio resume da seguinte forma: “Ele passou por muitas transformações ao longo dos anos, mas nunca perdeu sua característica popular. Este nosso primitivo shopping das hortaliças abastecia as famílias que residiam no centro da cidade. Nos anos 90 era um grande bazar onde vendia-se de tudo um pouco: carnes, legumes, roupas, calçados etc.”


História

Memória, Identidade e Patrimônio Cultural Hilton Japiassú, filósofo brasileiro, afirma que a memória pode ser entendida como a capacidade de relacionar um evento atual com um evento passado do mesmo tipo, portanto, como uma capacidade de evocar o passado através do presente. A memória cultural é um dos fatores que nos aproxima como um povo, a identidade cultural define quem somos, no caso, nossa identidade jauense. Por meio do patrimônio cultural temos contato com nossas raízes e aprendemos de onde viemos, criando um vínculo com o passado. É por isso que devemos preservá-los para que as novas gerações saibam como viveram seus predecessores, assim como nós deveríamos saber um pouco mais sobre o assunto também. Hoje, com seus 113 anos, o Mercadão conta a história do desenvolvimento de Jaú. «O patrimônio histórico cultural é o DNA de um povo, é um livro aberto de História disponível para todos – moradores e visitantes. A preservação destes bens culturais possibilita a educação com os valores locais e é o esteio para a construção da cidadania. Os ganhos com a preservação são muitos para a sociedade. Havendo a identificação e a apropriação dos valores culturais, as pessoas preservam e cuidam naturalmente», comenta Polli.

Turismo O turismo cultural surge como uma perspectiva de preservar a cultura e fazer dela um produto turístico para um público específico. Quem procura por esse tipo de programa são aqueles que querem conhecer o patrimônio cultural de determinada localidade. Lembrando que isso inclui os bens materiais e imateriais, tais como literatura, música, folclore, linguagem e costumes – que pelo seu valor próprio, devem ser considerados de interesse relevante para a sua permanência. Julio Polli

Fica a dica:

Para os interessados, os projetos como passeios e visitas aos mais diversos pontos culturais de Jaú podem ser consultados diretamente na Secretaria de Cultura e Turismo, localizada na Rua Tenente Lopes, 350, ou entrar em contato no telefone (14) 3602-4777. Outra dica é procurar pelo Julio Polli, no facebook.


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Cáries dentárias: como evitá-las?

O que é a cárie? Existem formas de evitá-la? É verdade que a alimentação influencia a sua formação? Tem tratamento? Muitas são as dúvidas e mitos que envolvem tal problema dentário. A cárie é fruto de um processo que envolve perda e substituição de sais minerais do dente, com o passar do tempo, em resposta aos ataques ácidos diários que ele sofre pela ingestão de alimentos, pela higienização incorreta e/ou insuficiente e a baixa ingestão de flúor. Em resumo, toda vez que comemos ocorre um ataque ácido sobre a superfície dos dentes e o nosso organismo contra-ataca “limpando-os” com a saliva, que neutraliza os ácidos e remineraliza as áreas afetadas. Em condições favoráveis há um equilíbrio entre desmineralização/remineralização dos dentes, não possibilitando, assim, a formação da cárie. É errado pensar que isso só acontece na fase da infância. “Todos estão sujeitos a esse problema. Na infância é mais comum devido à alimentação incorreta, com o consumo excessivo de açúcares – doces, balas, chicletes, chocolates, entre outros – principalmente entre as refeições. Isso, associado à higienização ineficiente, resulta em uma prevalência maior de cáries nessa fase”, explica a Dra. Larissa Moreno. A saliva é muito importante na manutenção da saúde bucal. Quando ela está em quantidade inferior do que a necessária, o equilíbrio bucal é afetado. Essa falta de saliva – também chamada de xerostomia – pode ocorrer devido a doenças sistêmicas como o diabetes, ou pelo uso de alguns medicamentos. “Nos adultos, além da alimentação, a falta de saliva é um fator que favorece a formação das cáries”, conclui a Dra. Larissa.

Quanto mais cedo for realizado o diagnóstico, mais fácil é o tratamento. “Com o passar do tempo, uma cárie não tratada tende a aumentar cada vez mais, atingindo outras estruturas do dente, como o nervo. Nestes casos, somente a remoção da cárie e a colocação do material restaurador não serão suficientes, sendo necessário o tratamento endodôntico (tratamento de canal) do elemento em questão. Em casos mais complexos, quando a destruição progressiva já atingiu estruturas mais profundas e maiores, pode ser indicada até a extração (remoção) deste dente”, conforme explica o Dr. Marcelo Madalena. Hoje em dia há muitos métodos auxiliares na prevenção das cáries. O consumo correto de flúor, seja pela água, pelos alimentos ou nas pastas de dentes, a higienização regular e correta, além de uma dieta balanceada são essenciais na manutenção da saúde bucal. Visitas regulares ao cirurgião-dentista são necessárias para a prevenção que, sem dúvida, ainda é o melhor tratamento! Procure nossa equipe do IOM – Instituto Odontológico Madalena, que está à sua disposição para esclarecer dúvidas e realizar as melhores opções de tratamentos.

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“Eu me peguei fazendo um banner de padaria. Sabia que era importante. Só que eu queria e sabia que podia mais”

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Ziboo A construção de uma marca com força e velocidade A RE conversou com Fábio Cestari, dono de uma marca cada vez mais valorizada, que investe em esporte e acelera nas pistas do Brasil Texto Marcelo Mendonça | Fotos Leandro Carvalho

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F

ábio Cestari trabalhou em Brasília no ramo de telefonia, chegou a ser premiado por projetos feitos na capital, morou no Canadá durante oito meses, começou a cursar direito e não gostou. Seu ramo era mesmo o marketing que, aliás, ele vem exercendo muito bem. O nome Ziboo é uma união de Fábio Cestari e Murilo Anzini. A amizade começou em uma academia de luta, onde os dois treinavam. Fábio pediu para que o amigo desenvolvesse um site para revender uma marca de roupas, de porta em porta, na velha fórmula do comércio. “Entre uma conversa e outra pensamos: por que não montarmos uma marca nossa? Na hora abraçamos a ideia.” O nome foi o primeiro desafio. “É uma junção das coisas que eu gosto

“Eu não ia vender camisetas e bermudas de outras marcas, estava construindo a minha”

Atletas Ziboo

Carros adesivados com a marca Ziboo

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como carros, rodas, dos nomes Anzini e Fábio, até chegarmos ao nome Ziboo, mas não foi uma tarefa nada fácil”, conta Fábio, aos risos. O conhecimento na área de suplementos foi Murilo que ensinou. “Assim, depois de entender do segmento e definido o nome, comecei a desenvolver o meu material”. Fábio sabia que poderia fazer um bom trabalho, afinal, foram anos de experiências em grandes empresas e agências de publicidade. A primeira meta foi aparecer em academias, não somente com a venda dos produtos, mas também confeccionando shorts, camisetas e toda a linha de roupas esportivas com a marca Ziboo. “Eu não ia vender camisetas e bermudas de outras marcas, estava construindo a minha”. A propaganda se espalhou com uma velocidade tremenda. E mais ainda depois do evento “Predador”, realizado em dezembro de 2010, no Ginásio Flávio de Mello, que fez com que a marca entrasse de vez no mercado da cidade. A loja, que era apenas um site, ganhou então um ponto fixo para receber os clientes, e neste mês completa dois anos. Depois de algum tempo na sociedade da empresa, Murilo resolveu ficar na área de E-commerce (comércio pela internet) e Fábio continuou tocando o projeto inicial. Depois de espalhar as primeiras camisetas e bermudas, a meta


foi desenvolver produtos diferenciados da marca, com conforto e estilo únicos. Outra boa sacada da grife surgiu de forma bem inusitada. “Certa vez, um amigo pediu para adesivar seu carro com o nome da loja. Na hora fiquei surpreso, mas concordei. Depois desse surgiram vários outros pedidos. Atualmente, são em torno de 45 veículos com o adesivo Ziboo no vidro traseiro. Foi uma estratégia de marketing que aconteceu sem querer e deu certo. Hoje colhemos os frutos desse reconhecimento”, conta Fábio. A fórmula deu tão certo que já existe uma lista de espera. Agora ele pretende lançar categorias que vão separar estilos de quem utiliza a marca. Uma para cada modelo de carro ou de cliente. Seja aquele que só faz academia, aquele que luta, ou o que só quer dar uma volta usando peças Ziboo. O mesmo para os carros. Os adesivos são Ziboo, ZibooFightWear ou ZibooMotorsport, este último dos rebaixados, com rodas esportivas, “fuçados”. A marca também vem investindo forte no patrocínio de esportistas da cidade. Existem quatro lutadores individuais de MMA, uma nadadora de travessias de rios, atletas no Karatê, Atletismo, Jiu-Jitsu, Kung Fu, Super Moto e, acreditem, até carrinho de controle remoto. “Tudo faz parte da minha ideia de expandir mesmo. Existem pessoas que vêm aqui na loja e insistem para ganhar uma camiseta, adesivos. É incrível!”, conta Fábio.

Fábio Cestari

Fernando Crocce (ao fundo) e seus dois filhos Daniel e Fernando Crocce, que conquistaram o segundo lugar na corrida Top Series com o Corvette Ziboo

Corvette com o apoio da marca Ziboo, na corrida Top Series

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Capa

“É trabalho em cima de trabalho. É preciso ficar ligado no mercado e correr atrás. E eu não paro nunca”

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A última grande aposta foi buscar um nível nacional de exposição. Depois de dois anos investindo na construção do nome, o alvo era agora uma das paixões de Fábio. As corridas. Como contamos na edição anterior da Revista Energia, a Ziboo está estampada em uma Corvette envenenada, que disputa duas competições transmitidas em canal aberto pela TV Band e Rede TV, a Top Series e a Grand Turismo. Fernando, Daniel e Fernando Gomes Croce são os pilotos responsáveis por levar a máquina com a Ziboo às primeiras posições. “Era um sonho meu. Como já conhecia o Fernandinho, aconteceu tudo naturalmente. Estamos satisfeitos com a parceria”. Na última prova, em Interlagos, em meados de julho, a equipe obteve o segundo lugar, melhor colocação até o momento. Agora, Cestari pretende direcionar a mídia para o Kart. “Estou entrando também nas corridas de Kart, onde o Fernandinho é quem vai correr! Ou seja, vamos fortalecer a ZibooMotosport.” E completa: “Vem aí camisetas com imagens de motos, da Corvette, bonés e outros produtos ZibooMotorsport, incluindo bermudas de luta ZibooFightWear e roupas da linha fitness Ziboo.” Esse é objetivo da Ziboo: criar braços que acrescentem à marca, e isso faz com que mais pessoas queiram usar. “Hoje tenho mais de 40 carros levando o nome Ziboo e, em breve, muitos outros também estarão adesivados”. A RE gosta de contar esse tipo de história. Cestari investiu. Aquele ditado de que dinheiro faz dinheiro, se não houver empreendedorismo e não souber como direcionar sua marca, criar produtos buscando sempre a inovação, dificilmente será possível alcançar o sucesso. Mas Fábio acredita que também não há uma fórmula milagrosa. “É trabalho em cima de trabalho. É preciso ficar ligado no mercado e correr atrás. E eu não paro nunca”, finaliza ele.

Talita cogo, a garota ziboo, marcou presença na corrida top series


look de artista 56 Revista Energia


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Fotografia Leandro Carvalho Modelo Karen Rinaldi Beleza Jessé Professionnel Style Vestylle Megastore Jóias Érica Módolo 58 Revista Energia


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Fotos Leandro Carvalho

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Revista Energia 61


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Vannora Calรงados: Av. Frederico Ozanan, 460 Fone: (14) 3622.5156


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Look

kids Por Leandro Carvalho

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Crianças

Sara Mendes Pelizon Luiz Miguel Gomes Ignácio

Locação

Flora Paraíso Fone: (14) 3626.1760

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Fitness

Por Marcelo “Tchelinho” Macedo

Ao ar

livre 2 parte 2

Membros superiores e inferiores

Movimentos: simultâneos, de flexão e extensão, dos membros inferiores e superiores Posição: sentado, tronco reto, com as pernas e os braços semi-flexionados

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a última edição mostramos como é uma academia ao ar livre e quais os tipos de aparelhos e instruções para que você possa utilizá-los da forma mais saudável. Devido aos inúmeros elogios que recebemos sobre a matéria, resolvemos trazer para você, leitor, mais um conjunto de exercícios e a explicação sobre a maneira correta de realizá-los. Boa malhação!

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Cintura

Movimentos: pendulares das pernas Posição: com o tronco totalmente estático, o movimento só deve ser realizado com as pernas

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Fotos: Leandro Carvalho

Ombro

Movimentos: flexão e extensão de ombros Posição: sentado, com as costas apoiadas, realizando os movimentos de abaixar e levantar o braço


Peito e coxa (parte anterior)

movimentos para perna: sentado, com as costas bem apoiadas, movimento de extensão de joelho movimentos para peito: sentado, com as costas bem apoiadas, movimento de extensão de braço

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Costas

Movimentos: flexão de braço Posição: sentado, tronco reto, com o peito apoiado no suporte azul

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club

Social

social@revistaenergiafm.com.br

Parabéns!

Na comemoração de seus 70 anos de vida e muitas alegrias, Alzira de Campos Prado foi dona da festa mais fascinante do mês! Recepcionada pelo apaixonadíssimo marido, o empresário Luiz Carlos de Campos Prado, pelos filhos, noras, netos e inúmeros amigos de longa data, Alzira foi a estrela da noite, cuja animação e trilha sonora ficou por conta das baianas da escola de samba e da bateria da Mocidade Alegre.

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Fotos: Leandro Carvalho

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1. Alzira e o marido Luiz Carlos de Campos Prado 2. A aniversariante com as baianas da escola de samba 3. Os netos Lucas e Yuri Prado, Luiza e Murílo Cecatto 4. Tatiane Cecatto Prado, Beatriz Gonçalves Prado e Bruna Araújo

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Ser Pai... Eder Galli e a filha Maria Fernanda

Fotos: Arquivo pessoal

“Nao tenho apenas uma filha, sou o pai da Maria Fernanda e esse amor não tem preço. Amor Maior!”

Rui Paulo Parice Piva e o filho Rui

“Ser pai é sentir o maior amor e alegria possível, junto com o compromisso de companheirismo e dedicação eternos”

Clóvis Vaz e as filhas Flávia e Daniela

“Não existe nada que pague, ou melhor, que possa deixar um ser humano mais feliz do que ser pai... É uma dádiva de Deus, felicidade sem fim!”

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club

Social

Tarde de sábado!

Em um dos points mais badalados da cidade, registramos gente bonita e descontraída aproveitando mais um fim de semana no Bar do Português.

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Fotos: Leandro Carvalho

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5 1. Rafaela Vicco, Ana Laura Modolo e Gustavo Silva 2. Andreia Roque, Paulo Takaki, Aline Souza e Renata Cassaro 3. Martin Pereira e Rafaela Paiva 4. Maísa Guermandi, Luiz Fernando, Luís Henrique e Sandra Palaro 5. José Augusto Ribeiro, Ary Assumpção e Fausto Guimarães

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Fotos: Arquivo pessoal

O jauense Bruno Fernandes, esteve em Londres onde fez trabalhos para Pringle of Scotland e Paul Smith; também passou pela Croácia, na cidade de Zagreb, onde gravou um comercial para uma empresa de Turismo. Aproveitando sua viagem, passou por Barcelona e Ibiza. De volta ao Brasil e com novos projetos como participar do Mister Brasil 2012, garantiu à RE que vem novidades por aí!

Modelos pelo mundo

Londres

Milão

Francine Pantaleão, nossa eterna Garota Energia, acaba de chegar de uma temporada de quatro meses em Milão, onde fez trabalhos para a marca Van Dutch, catálogos e comercias de cabelo para tv. Passou por cidades como Firenze, Bologna, Verona, Roma e também foi para o Egito. Volta agora para representar Jaú no Miss São Paulo.

Cabelos

Parabéns à cabelereira Cintya Barros e aos companheiros de profissão, os primeiros jauenses a se formarem pela renomada Academia Ask Education Schwarzkopf em SP, no curso de Tricologia e Terapia Capilar.

Fabiana Borges, Ronaldo Grizzo, Glaucia Masson, Claudio Gaziro e Cintya Barros

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club

Social

Conquista! De forma invicta, o Corinthians venceu a tão sonhada Copa Libertadores da América 2012. O jauense Leandro Castán, zagueiro da equipe, se emocionou ao fazer parte da conquista e levantar a tão desejada taça de campeão.

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Em 9 de julho, após a final da Copa Libertadores da América, Castán veio a Jaú de férias e concedeu entrevista coletiva à imprensa da cidade e região. Muito simpático, o jogador falou sobre a conquista do título histórico para o Corinthians e a transferência para o Roma. Convidada pelo jogador e seu pai Marcelo Silva, nossa redatora Karen Aguiar fez parte da assessoria do evento.

Fotos: Arquivo pessoal

Foto: Leandro Carvalho

Coletiva

O presidente é de Jaú!

O jauense Mário Gobbi, presidente do time paulista, marcou a história dos 101 anos do clube ao liderar brilhantemente a equipe nesta conquista inédita.

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Em grande estilo, Castán já integra a equipe do A.S. Roma, da Itália e brilha pelos campos da Europa e do mundo.

Família reunida

Foto: Imagem.com

Leticia Castán apresentou-se para a sociedade jauense ao lado da família, em sua festa de 15 anos, numa noite glamurosa recheada de surpresas espetaculares. Luciano Castán da Silva, Edilaine Castán da Silva, Marcelo da Silva, Letícia Castán da Silva, Leandro Castán da Silva, Gabriel Marquizeppe Castán e Bruna Marquizeppe Castán.

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dicas para deixar seu ambiente lindo e aconchegante

Foto: Leandro Carvalho

paris está em alta na mariza Reis decorações Mariza Reis Decorações tem sempre as melhores novidades em decoração para você presentear quem tanto gosta, ornamentar e embelezar sua casa, transformando cada espaço num ambiente de requinte, beleza e harmonia. Na foto exibimos o quadro com a imagem de Paris, que retrata a nova tendência para decorar o seu lar. Tanto as cidades mais famosas e glamurosas da Europa, como as da América, em especial os Estados Unidos, são os cenários preferidos para os amantes da moda decorativa e dos curiosos com bom gosto, que procuram sofisticação e modernidade. Confira essa e muitas outras novidades! O atendimento é de segunda a sexta das 9h às 18h e aos sábados das 9h às 17h. Rua 15 de novembro, 509 - Itapuí. Fone: (14) 3664.1681 Rua Edgar Ferraz, 99 - Centro - Jaú. Fone: (14) 3416.6900


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A bateria, instrumento musical de percussão, tal como conhecemos hoje, é uma das criações do início do século XX quando, com a invenção do pedal, das estantes e dos suportes, uma só pessoa passou a executar o trabalho anteriormente feito por três, tocando no bumbo, nas caixas e nos pratos com as baquetas, vassourinhas ou até com as mãos. Contudo, há indícios de que a origem do instrumento data por volta de 3000 AC, quando escavações descobriram tambores cilíndricos na antiga Mesopotâmia e muitas pinturas rupestres de bumbos e tambores foram encontradas no Peru, mostrando que a bateria era usada nas mais variadas atividades sociais da época e, além da música, para rituais e comunicação entre os povos. Atualmente, a bateria é considerada componente essencial em quase todos os estilos: jazz, rock, pop, sertanejo, entre muitos outros gêneros da música contemporânea.

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Gourmet Por Mario Netto

Mario Franceschi Netto Formado pelo SENAC Águas de São Pedro e pelo Instituto ALMA de Cucina Italiana, já trabalhou no Grande Hotel Águas de São Pedro, Café de la Musique em São Paulo, Ristorante Gellius em Oderzo Vêneto e, atualmente, trabalha no restaurante La Gazza Ladra em Módica, na Sicília.

Tiramisù Ciao a tutti

Este mês trago para você a receita de um doce famoso no mundo inteiro: o “tiramisù”. A origem do tiramisu é muito incerta, porque cada região na Itália quer ter a honra de ter inventado esse doce, mas as regiões que detêm essa honra são a Toscana, o Piemonte e o Veneto. Muitas são as lendas atribuídas ao tiramisù, várias delas dizem que ele tem poderes afrodisíacos. A versão oficial diz que o doce nasceu no século XVII em Siena, quando o Granduca da Toscana, Cosimo di Medici, visitou a cidade e os confeiteiros do lugar fizeram um doce em sua homenagem. Eles queriam que esse doce espelhasse a personalidade do nobre italiano. Por esse motivo a ideia era de que esse deveria ser um doce saboroso e importante, mas ao mesmo tempo preparado com ingredientes simples. Assim, eles fizeram o tiramisù, que naquela época chamava-se “zuppa Del Duca”, ou sopa do Duca. O homenageado gostou tanto da receita que a levou consigo a Firenze, e depois fez com que a receita fosse conhecida em toda a Itália. Outra lenda diz que era o doce preferido dos nobres da época, que acreditavam que a guloseima tinha propriedades afrodisíacas, daí o nome “tiramisù”, ou seja, “Tira mi sù”, que quer dizer: “me põe para cima” ou “me levanta”. A versão não oficial conta que esse doce nasceu de um confeiteiro de Torino, para homenagear Camillo Benso, conde de Cavour, a fim de dar-lhe energia na sua difícil tarefa de unificar a Itália. A região do Veneto também tem o mérito da sua versão, que para mim é a melhor. Diz a lenda que esse doce foi inventado no restaurante “El Toulà”. Naquela época, nos fundos do estabelecimento, tinha uma casa para adultos, e o doce era servido para que os clientes recarregassem as suas energias. Bom, vamos ao que interessa!

Ingredientes Para 8 porções: Cação em pó a gosto 500 ml de café (forte e feito no dia anterior), Chocolate em lascas para cobrir o doce (a gosto) 500g de mascarpone (pode ser substituído pelo Catupiry®) 6 ovos 120g de açúcar 400g de bolacha champanhe.

modo de Preparo Faça o café bem forte com as duas colheres de açúcar e deixe-o de um dia para o outro. Numa batedeira, bata muito bem as gemas dos ovos com a metade do açúcar, até obter um belo creme leve e claro; reserve. Ainda na batedeira, bata o mascarpone (ou Catupiry®) até obter um composto liso, sendo importante não bater muito. Em seguida, junte as gemas batidas com o açúcar ao queijo, até que se tornem um creme homogêneo e liso. Neste ponto, bata as claras em neve, adicionando bem devagar o restante do açúcar. Com uma colher junte, aos poucos e delicadamente, as claras em neve ao creme de mascarpone, para obter, dessa maneira, o assim chamado “creme do tiramisù”. Num pirex quadrado, coloque ao fundo as bolachas champanhe molhadas com o café (lembrando que elas devem ser umidificadas, mas não completamente molhadas, pois se esfarelarem não será possível montar o doce). Logo após colocá-las no pirex, cubra-as com uma camada do creme. Deixe a camada lisa com a ajuda de um “pão duro” e cubra essa camada com cação em pó. Faça a segunda camada de bolachas no sentido contrário à primeira. Umedeça-as com o café e cubra com o creme de mascarpone. Faça quantas camadas quiser, ou até chegar à borda da travessa. Termine o doce com uma camada de creme de mascarpone, com o cação em pó e finalize com as lascas de chocolate. Deixe na geladeira até esfriar.

Buon apettitoi saluti a tutti! 76 Revista Energia


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SERVIÇO IN COMPANY É NO SENAC JAÚ

“O Senac contribuiu com nossa equipe oferecendo cursos em diversas áreas com preparo, qualidade e eficiência.“ Geraldo Tarcísio Zago

Diretor da Transformadores Zago-Jaú

“Contribuir para a formação de profissionais comprometidos em atender nossos clientes com qualidade é nosso objetivo. Para isso, contamos com a colaboração imprescindível do Senac Jaú.” Luis Antonio de Faria Braga Gerente Comercial do Santa Clara Eco Resort-Dourado

“Estamos no mercado há 41 anos e buscamos investir em pessoas. Com o Senac foi possível enriquecer nossos colaboradores a fim de satisfazer cada vez mais nossos clientes.” Wiliam Wagner Creazzo

Gerente de Vendas da Construmarques-Jaú

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guia da gula

guia gastronômico

Foto: Leandro Carvalho

sabores para todos os paladares

Ponto da pizza Nesta edição, o Ponto da Pizza recomenda a suculenta união dos sabores “Napolitana” e “Vegetariana”. Ingredientes saborosos e tradicionais como a mussarela, alho, parmesão, tomate e o manjericão, da pizza Napolitana, quando unidos aos ingredientes frescos e saudáveis da Vegetariana, como o milho, o brócolis, a ervilha e o toque especial do provolone, formam uma deliciosa composição que, junto com leveza da massa, torna-se a delícia da casa! Experimente! Qualidade e sabor que só o Ponto da Pizza pode oferecer! A pizzaria abre de terça a domingo, das 18h30 às 23h30. Avenida Dudu Ferraz, 621. Fone: (14) 3622.1137, 3622.1778 e 3622.2344.

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pizzaria benvenutti: tudo de bom!

A Pizzaria Benvenutti procura estar sempre à frente de seu tempo, atualizando-se, treinando colaboradores e sofisticando seu cardápio com inúmeros lançamentos. Além de pizzas com sabores exclusivos, trabalha também com massas, filés, peixes, sanduíches e uma variada carta de vinhos e drinks especiais. Oferece rodízio às quintas-feiras, música ao vivo aos sábados, atendimento diferenciado, espaço Vip e também conexão internet via Wi-Fi. A Pizzaria Benvenutti também realiza festas temáticas e possui diversos ambientes, aconchegantes e agradáveis, para a realização de confraternizações, reuniões e eventos.

Além disso, conta com uma promoção nos pedidos feitos pelo Disk. Cada dia um desconto especial: Terça da Borda: Ganhe a borda recheada Quarta do refrigerante em dobro: Peça sua pizza e ganhe dois refrigerantes Quinta da Sobremesa: Ganhe uma mini pizza doce (brigadeiro ou banana) Sexta do Desconto: Ganhe 15% de desconto Sábado das Cortesias: Serão 4 pizzas grátis, a 1ª, a 20ª, a 30ª e a 50ª Domingo da Escolha: 20 tipos de pizzas a escolher por R$ 25,00. Ambientes aconchegantes que só a Pizzaria Benvenutti pode oferecer para você, além das deliciosas pizzas

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Por Paulo Agnini Especial para Revista Energia

Envelhecimento

Vinhos

Há duas maneiras distintas pelas quais o vinho pode envelhecer: o envelhecimento oxidativo, em contato com o oxigênio; e o envelhecimento redutivo, quando o fornecimento de oxigênio é interrompido. O envelhecimento em barril é oxidativo. Encoraja numerosas reações complexas entre ácidos, açúcares, taninos, pigmentos e os vários constituintes polissilábicos do vinho. O envelhecimento em garrafa é redutivo. Uma vez que o vinho é engarrafado, o único oxigênio disponível é a quantidade limitada dissolvida no líquido, ou presa entre o líquido e a rolha. Em vinhos com alto teor de gás carbônico (por exemplo, espumante) quase não há oxigênio. As formas de vida dependentes do oxigênio têm, portanto, uma taxa metabólica de atividade muito limitada. “Redutivo” significa que o oxigênio é reduzido, até chegar a zero. Nessas condições, as diferentes reações complexas entre os mesmos constituintes ocorrem a uma taxa muito mais lenta. Na maioria dos vinhos, a qualidade e a complexidade final só são alcançadas por uma combinação dessas duas formas de envelhecimento, embora as proporções de cada uma delas variem enormemente. Muitos vinhos brancos são engarrafados jovens, mas evoluem muitíssimo na garrafa. O espumante e o porto vintage amadurecem quase por completo na garrafa. Os vinhos tintos finos podem passar até três anos em barril, e então mais dois ou três anos em garrafa. Os vinhos leves são totalmente maturados em barril e, em geral, não se destinam a envelhecimento em garrafa.


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Atenção

Projeto Combate às Enchentes: Calçadas Permeáveis

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Foto: Divulgação

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urbanização das cidades e o menor número de áreas verdes têm ocasionado grandes impactos ao meio ambiente. Entre os problemas ambientais, as enchentes que afetam a vida de muitos brasileiros de diversos estados serão mais frequentes a cada ano, caso não sejam tomadas providências estruturais para evitá-las. As inundações são um problema sério para a sociedade, pois, além dos enormes prejuízos econômicos, põem em risco a vida de muitas pessoas, que podem contrair doenças infectocontagiosas. O Brasil tem cerca de 80% de sua população morando atualmente em centros urbanos. Apenas nas cinco maiores regiões metropolitanas brasileiras – São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife - encontram-se 44,4 milhões de habitantes. Essa concentração urbana gera consequências perversas em termos de impermeabilização do solo urbano. Os jornais diários, na mídia impressa e televisiva, mostram-nos reiteradamente os efeitos imediatos das chuvas em nossas maiores cidades, com inúmeras perdas materiais e humanas. Alguns fatores que colaboram para o aumento da ocorrência de enchentes estão atrelados à crescente impermeabilização

Texto Ricardo Izar

Deputado Federal Ricardo Izar é economista, coordenador para o Sudeste da Frente Parlamentar em Defesa do Consumidor de Energia Elétrica e membro da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Federal.


das cidades, com as ruas asfaltadas, córregos canalizados, calçadas, praças e áreas internas de condomínios e casas e, consequentemente, a redução progressiva das áreas permeáveis (jardins, estacionamentos, pontos de passagem etc.). As calçadas desenvolvem um papel importante na circulação de pessoas dentro de uma sociedade. Recente pesquisa realizada pelo Ministério das Cidades aponta que em aproximadamente 500 municípios brasileiros com mais de 60 mil habitantes, 35% da população se desloca a pé para o trabalho. Este número mostra que o passeio público é utilizado diariamente por grande parte da população. Por outro lado, um estudo do Instituto de Pesquisas Econômicas (IPEA) indica que nove, entre cada mil paulistanos, por exemplo, já caíram na rua por falta de calçadas adequadas e bem conservadas. Por serem construídas com materiais impermeáveis como o concreto, as calçadas não contribuem para a preservação do meio ambiente, pois dificultam a drenagem da água pelo solo, assim como o seu escoamento, causando enchentes, entre outros problemas. As calçadas permeáveis ou ecológicas são uma ferramenta para combater as inundações. Os revestimentos impermeáveis são substituídos por sistemas drenantes, revestidos com materiais porosos ou com juntas de assentamento. Dessa forma, permitem a percolação de água superficial e o retorno desta ao lençol freático. Para colaborar com o plano de combate às enchentes e com um meio ambiente ecologicamente equilibrado, apresentei o Projeto de Lei 1385/2011 que prevê a implantação de calçadas ecológicas, entre outras medidas voltadas a garantir a permeabilidade do

solo no perímetro urbano. Este modelo de pavimentação das calçadas otimizará a absorção de água, enriquecendo o lençol freático e evitando, dessa maneira, as enchentes.

Projeto O presente Projeto insere na Lei 10.257/2001 (Estatuto da Cidade) previsão de que o plano diretor do município, ou legislação dele decorrente, contemple uma série de medidas voltadas à garantia da permeabilidade do solo no perímetro urbano e estabelecerá disposições para tanto, incluindo: 1. taxas máximas de impermeabilização nas diferentes áreas da cidade; 2. obrigatoriedade de implantação de calçadas ecológicas ou soluções técnicas equivalentes, em municípios com população acima de 80.000 (oitenta mil) habitantes. 3. regras e parâmetros sobre o sistema de áreas verdes urbanas; 4. outras medidas relacionadas à permeabilidade do solo no perímetro urbano ou ao sistema de drenagem de águas pluviais, julgadas necessárias em face das peculiaridades locais. Com a construção de calçadas permeáveis, as cidades não enfrentarão os problemas de enchentes. Além disto, as erosões serão evitadas pela reparação dos lençóis freáticos. Tal construção representa uma alternativa eficaz contra a impermeabilização do solo urbano e deve constar cada vez mais nas possibilidades de uso em normas legais das cidades brasileiras.

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Homenagem

Jauenses de coração Texto Daniel Martins | Colaboração Marcelo Mendonça

Conheça a história de pessoas que trabalham em prol da população de Jaú e foram homenageadas com o título de cidadão jauense

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lugar onde nascemos foge de nossas possibilidades de escolha. Porém, temos influência nas decisões de caminhos a serem seguidos e lugares para realizar trabalhos. Com a função de ressaltar o serviço prestado por pessoas que não estão em sua terra natal existem os títulos de cidadão, oferecidos pelos municípios. De acordo com o Regimento Interno da Câmara Municipal de Jaú, que concede os títulos, eles são oferecidos a personalidades nacionais ou estrangeiras radicadas no país, que sejam dignas de receber a honraria. Na cidade, pessoas de diversas áreas já receberam a condecoração. Desde comerciantes e médicos, nos casos de Antônio Fernando Reginato e Mário Irusta Prada; professores como Sérgio Lukine; o Padre Osvaldo Francisco Paulino e mesmo personalidades que não residem em Jaú, como o jornalista Milton Neves, que recebeu a homenagem pelo seu trabalho junto ao Hospital Amaral Carvalho, entre outras.

Trabalho social Um dos homenageados foi o pastor Júlio César Antunes Miranda. A sessão solene para condecorá-lo foi realizada em fevereiro deste ano, acompanhada por aproximadamente 250 pessoas, na Câmara Municipal. Natural de Ilha Solteira, nascido em 1971, o pastor Julio César é casado e pai de três filhos. Ele reside em Jaú desde dezembro de 2008 e, em 2009, trouxe a Igreja Nazareno para a cidade. O pedido de título de cidadão jauense para o pastor Júlio César foi aprovado por unanimidade pelos demais vereadores. O 84 Revista Energia

principal ponto para isso foi o trabalho social desenvolvido pelo pastor desde que chegou a Jaú. Formado em teologia e pós-graduado em missiologia pela Escola Superiora de Missões (ESMI) de Minas Gerais, Júlio César trabalhou em algumas cidades mineiras e em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, antes de vir para Jaú. Seu trabalho nessas cidades está envolvido com a narcodependência. Em Jaú, ele desenvolve palestras em diversas instituições e casas de recuperação. “O objetivo é trabalhar o problema com os dependentes. Eles procuram as drogas para fugir da realidade. O nosso trabalho é levar o lado espiritual para o tratamento”, conta o pastor Júlio César, que foi dependente químico durante sua adolescência e chegou a tentar por três vezes o suicídio. Ainda segundo o pastor, “a desestrutura familiar é a principal causa dos problemas relacionados com as drogas. Não basta a família dar dinheiro e condições para os filhos, o que falta em muitos casos são carinho e dedicação dos pais”, comenta Júlio César. Para ele, a condecoração foi uma grande homenagem. Os próximos projetos são a construção de uma creche e um albergue, para auxiliar os jauenses nascidos ou não em Jaú.

Na comunicação Nascida em Altinópolis, SP, Lúcia Barizza se tornou jauense de coração. Morou em Ribeirão Preto, mas foi aqui onde despontou profissionalmente na gerência da Rádio Energia FM, implantando um modelo de gestão que colocou a emissora nas primeiras posições em audiência. Sua formação acadêmica é na área da


saúde, mas nunca a exerceu. A paixão pelo rádio falou mais alto e Lúcia se especializou na área fazendo curso de pós-graduação na USP de Ribeirão, e outra em recursos humanos na Universidade Federal de São Carlos. “Meu primeiro trabalho foi como professora nas Faculdades Moura Lacerda, em Jaboticabal. Mas o que mais me marcou, sem dúvida, foi a vinda para Jaú onde, com a ajuda da minha equipe, consegui gerir outra empresa do Sistema Energia de Comunicações. A Energia de Jaú.”

Fiel a seus valores e crenças, Lúcia entende que o rádio é um veiculo para entretenimento, informação e apoio social. “Meu foco na comunidade é intenso e tenho certeza que foi decisivo para ser percebida como uma pessoa com veia conciliadora e moralmente justa.” Após 17 anos à frente da emissora Lúcia foi, acima de tudo, comprometida com a cidade e suas questões sociais. “Procurei ser jauense em todos os meus atos e ações. Sou Jaú, sou a rádio Energia FM e não a Lúcia. Fiquei imensamente feliz com a homenagem.”

lúcia barizza

Foto: Arquivo pessoal

“Meu amor por Jaú esta sacramentado”

Foto: Leandro Carvalho

O pastor Júlio César Antunes Miranda e a esposa, com a placa em sua homenagem

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vida

Boa

Por João Baptista Andrade

Comida e TV

Queridos leitores (se é que ainda me resta algum, além da editora de texto), sobrevivemos à lentilhada! É senso comum que o vinho tinto ajuda a combater o mau colesterol. Acredito que Baco nos foi favorável e cuidou de nossas veias e artérias a contento. Que farra! Amigos (de duas e quatro patas) por todo lado, camaradagem e convivência agradável. Sinceramente, nem sou merecedor de tanto... Mas os matos de Joaquim Egídio nos abrigaram durante a comilança. Não sei se eu já contei aqui, mas depois do meu divórcio em 2009, eu não tenho mais TV em casa. Foi uma coisa que aconteceu aos poucos. Numa semana eu tive que viajar, na outra a arquiteta que cuidava da restauração da casinha centenária me levou a todos os fornecedores de tapetes do planeta. Depois veio o trabalho, a rotina de arrumar uma empregada doméstica decente e confiável (uma santa, a Francisca!), etc. Fatos se sucederam a outros e eu simplesmente não tive tempo de comprar a dita cuja TV. Resultado? Descobri que não preciso de um aparelho desses. Simples assim. Isso quer dizer que eu não assisto mais aos noticiários, às novidades da CPI da vez, ou as alianças entre políticos, escândalos e baboseiras que tais. Eu chego à minha casa, tiro os sapatos, tomo um banho rápido e, tranqui86 Revista Energia

lamente, espero pelo sono que virá. O filho adolescente da minha namorada, viciado em futebol e vídeogames como a maioria dos seus companheiros, julga-me um maluco completo. Respeito o ponto de vista do Eduardo (é o nome dele) sem, no entanto, concordar. Mas como ele é quase um filho para mim, não discutimos. Acordo é acordo, certo? Foram os norteamericanos (a grafia dos adjetivos pátrios não mudou) que inventaram essa coisa abjeta chamada TV Diner (jantar), um prato todo dividido, cheio de uma gororoba insossa e irreconhecível, que as pessoas aquecem num forno de micro-ondas e comem vendo TV. Ugh! Assim é que eu me divirto entre cebolas, alhos, tomates e pimentões enquanto preparo uma comidinha qualquer. No mais das vezes, nem mesmo isso eu faço. Como um pãozinho crocante, uns nacos de queijo bom e degusto meu justo copinho de vinho na companhia dos meus cães ou, mais raramente, com um querido ou outro que por cá apareça para conversar. Os romanos é que inventaram essa coisa do convivium do symposium e o próprio banquete. Gente interessante e despreocupada, comendo e desfrutando do prazer da conversa (versar com; não é lindo?). Imagine um caipira feito eu me comparando aos patrícios da Roma antiga... Mas é tão melhor que a programação da TV! Qual a serventia de saber o que fizeram os mensaleiros, ou o dono da construtora Delta? Para com isso! Beija a tua mulher/marido, curte os teus filhos (eles crescem e vão embora!), aproveita os teus avós ou pais. E come bem. Se possível, bebe melhor. Pouco. Porque bebida em excesso é mortal. Agora vocês me deem licença que tem uma galinha no fogão à lenha requerendo a minha atenção imediata. Por favor, desliguem a TV na hora de comer. Até a próxima.


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Revista Energia - Edição 24  

A Revista Energia é uma publicação mensal da Rádio Energia FM. Garanta seu exemplar, gratuitamente, nos pontos de retirada: Posto São João,...

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