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Distribuição gratuita - Venda proibida

Jaú - Ano 3 | Edição 22 | Mensal - Junho 2012 Tiragem auditada por:

aventureiros dos rios Pescadores jauenses que organizam encontros e expedições em busca de grandes peixes

Gente Fina

zezinho galazini conta histórias de sua vida e do restaurante por onde já passou muita gente famosa

Chiquinho Brandão

Um jauense que brilhou nas telas e palcos do Brasil

Santo

Fé em

Você já fez a sua?


2 Revista Energia

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Editorial

Ano 3 – Edição 22 – Jaú, junho de 2012 Tiragem: 10.000 exemplares Revista Energia é uma publicação mensal da Rádio Energia FM Diretora: Lúcia Barizza lucia@radioenergiafm.com.br Diretora de projetos e Editora de Arte: Marina Titato editora@revistaenergiafm.com.br MTb. 46.839 Editora de Texto: Karen Aguiar redacao@revistaenergiafm.com.br Diretor Artístico: Márcio Rogério rogerio@radioenergiafm.com.br Gerente: Juliana Galvão gerencia@revistaenergiafm.com.br Criação de Anúncios: Raul Galvão arte@revistaenergiafm.com.br Repórteres Antonio Orselli Karen Aguiar Marcelo Mendonça jornalismo@revistaenergiafm.com.br Revisão de textos: Heloiza Helena Zanzotti revisao@revistaenergiafm.com.br Criação e Diagramação: Marina Titato Colunista Social: Juliana Galvão social@revistaenergiafm.com.br Colunistas Alexandre Garcia Antonio Paulo Trementocio Flávia Aldrovandi João Baptista Andrade Marcelo Macedo Mario Netto Wagner Parronchi Professor Marins Paulo Agnini Colaboraram nesta edição Érika Lopes Heloiza Helena C. Zanzotti Flávia Cardoso Renata Giacomeli Ricardo Izar Comercial Silvio Monari Sérgio Bianchi Jean Mendonça Fotógrafos Cláudio Bragga Leandro Carvalho Impressão: Gráfica São Francisco Distribuição: Pachelli Distribuidora Revista Energia Rua Quintino Bocaiúva, 330 | 2º andar CEP: 17201-470 | Jaú - Fone: (14) 3624-1171 www.energianaweb.com.br Elogios, críticas e sugestões leitor@revistaenergiafm.com.br Quero anunciar comercial@revistaenergiafm.com.br A Revista Energia não tem responsabilidade editorial pelos conceitos emitidos nos artigos assinados e informes publicitários.

Prata da casa

Com vocês, o talento jovem da nova gestora da Revista Energia! Maria Eugênia é “prata da casa”. Na definição mais simples, a expressão caracteriza alguém que é criado, preparado no próprio local onde está atuando social ou profissionalmente. Usa-se a expressão para valorizar a formação recebida, desde a mais básica até a mais complexa, que culmina em proporcionar a esse indivíduo meios de aprendizado positivo, levando-o a uma posição de destaque em relação aos demais profissionais e/ou pessoas da organização, ainda mais valorizando essa formação e, por consequência, a organização que o preparou. Ela assume o comando a partir desta edição. Muito determinada e, como sou caipira, gosto mais de gente com perfil de espora do que gente com perfil de freio. Gentilmente deixo para ela, minha eleita, as próximas linhas. E com vocês, nossos leitores, essa pessoa fantástica! Lúcia Barizza

Com a palavra Maria Eugênia Marangoni

Aqui estou de volta ao berço para cristalizar a experiência adquirida ao longo de anos. Minha história profissional teve início na Rádio Energia. A empresa despertou um interesse apaixonante pelo meio. Passei por todos os degraus, em importantes grupos de comunicação, tendo ao meu lado mestres que pautaram minha trajetória. A orquestra dá o tom, a harmonia, a combinação, e todos têm um propósito comum, o de construir algo muito maior, uma música que toca cada pessoa no seu íntimo. Mudam-se alguns arranjos, mas permanece a perfeita harmonia e a música vai continuar. Nesta edição da RE você confere como vivem e se comportam solteiros que moram sozinhos e, em contrapartida, o destaque às simpatias, loucuras e histórias de devoção a Santo Antônio, o santo popularmente conhecido como casamenteiro. Enquanto uns o colocam de cabeça para baixo, dentro do copo de água, outros nem pensam em compromisso. E ainda, detalhes da vida, carreira e família de Chiquinho Brandão, jauense que se destacou como ator e músico, estrelando filmes e novelas que marcaram época. Mais uma edição da Revista Energia recheada de surpresas, histórias, moda, pessoas. Viva intensamente cada uma destas páginas! Boa leitura!


ÍNDICE

NESTA EDIÇÃO 6 Da nossa terra 18 Lazer 22 Comportamento 34 Iniciativa 38 Consumo 48 Capa 80 Design 90 Relacionamento 94 Comportamento SEMPRE AQUI 12 Radar 14 Jurídico 16 Pense Nisso 24 Motor 28 Gente Fina 42 Raça do Mês 44 Garota Energia 54 Look de Artista 60 Moda 62 Antes e Depois 64 Varal 68 Look Kids 70 Fitness 72 Social Club 78 Guia Decor 82 Gourmet 84 Guia da Gula 86 Boa Vida 88 Vinhos 89 Guia Cultural 98 As 5 +

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48

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Varal: Presente para todas as formas de amor

Capa: Fé em Santo Antônio

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Gente Fina: Zezinho Galazini

Look de Artista: Confira as ideias de looks para arrasar no Dia dos Namorados Errata: Cinco fotos publicadas na edição 21, na matéria da bailarina Tamirys Candido, são do fotógrafo Arek Geblocki

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Nossa capa: Ana Laura Modolo Vestido: Vestylle Megastore Buquê: Bruna Araújo Eventos Hair e Make: Jessé Professionnel Locação: Flora Paraíso Foto: Leandro Carvalho Produção Gráfica: Marina Titato


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Da nossa terra

Senhoras e senhores:

Chiquinho Brandão A RE conta a história do artista jauense que brilhou nas telas e nos palcos pelo Brasil, representando o professor Parapopó, o músico que acompanhou Elis Regina e uma preciosidade da história da nossa cidade revivida aqui, para você. Texto: Marcelo Mendonça


N

as reuniões que fazemos para discutir a pauta de cada edição da RE, queremos sempre surpreender você com um misto de tudo que Jaú tem e teve de bom, viajando pelo mundo de histórias e curiosidades da nossa terrinha. Pois bem! Uma dessas belas lembranças que marcou a vida de muita gente, mas que hoje poucos ouvem falar, é o ilustre artista e músico Francisco de Paula Brandão Bisneto, o Chiquinho Brandão. Nascido em Jaú no dia 20 de abril de 1952, o Fran, como também era carinhosamente chamado, viveu aqui até os 11 anos de idade, quando se mudou com a família para a capital. Casou-se uma única vez e dessa relação teve um filho, Diogo Brandão Guimarães, também músico e ator, que hoje vive no Rio. Chiquinho Brandão trabalhou em inúmeras peças de teatro e filmes como Marvada Carne, Cidade Oculta e novelas globais como Bebê a Bordo e Top Model. Também brilhou em minisséries, entre elas Riacho Doce e O Sorriso do Lagarto - essa, inclusive, uma das que ele mais se destacou. Na TV Cultura foi o Professor Parapopó, do programa Bambalão que, sem dúvida, fez parte da infância de muitos daquela época. Entre os seis irmãos, todos nascidos em Jaú, Chiquinho era, de longe, o que mais deu trabalho, conta a irmã Sandra Brandão Pelicano. “Chiquinho era muito maluco, em tudo ele mergulhava fundo. Quando mudamos para São Paulo, imagine uma família vinda do interior, era um mundo completamente novo. Foi aí que Chiquinho acabou usando drogas ilícitas, o que mexeu muito com a cabeça dele”. Fascinado por artes, tinha um ouvido extraordinário, e a Flauta Transversal foi seu instrumento preferido. Como era considerado um talentoso músico na década de 80, foi convidado para integrar a banda que acompanhava Elis Regina no show Saudade do Brasil, que passou pelo Rio de Janeiro e por São Paulo. “Foi a época em que ele mais ganhou dinheiro na vida”, diz Sandrinha. Mas nem sempre as coisas foram fáceis. Chiquinho morou no morro da Rocinha por um tempo, devido

à localização ser mais próxima do centro. “Na época ainda era romântico morar na favela e existia muito mais a malandragem do que a violência”, relembra a irmã. E foi lá que Chiquinho protagonizou uma das histórias mais engraçadas em sua adolescência na cidade grande. Sua flauta, o instrumento preferido, foi roubada. Para recuperar o bem precioso, colou anúncios nos murais da Rocinha dizendo que queria comprar uma flauta. E não é que o ladrão apareceu para vendê-la a ele, que fingiu estar vendo pela primeira vez o instrumento. “Após fechar o negócio foram até tomar uma cerveja”, conta Sandra sorrindo das artes do irmão em sempre surpreender e improvisar uma saída para tudo.

Sandra Brandão Pelicano, irmã de Chiquinho

“Chiquinho era muito maluco, em tudo ele mergulhava fundo” Sandra, irmã

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Da nossa terra Lembranças da carreira de Chiquinho Brandão

Perco o amigo, mas não perco a piada Chiquinho

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Filme de destaque Um ano antes de morrer, Chiquinho gravou o Beijo 2348/72. O nome do filme é baseado no número do processo trabalhista que um empregado move contra a empresa após ser demitido, por justa causa, por ter beijado uma colega de trabalho durante o expediente. “Na época que o diretor Walter Rogério finalizou o longa, faltou verba para a comercialização. E foi aí que até eu acabei investindo na divulgação do filme”, diz Sandrinha, que complementa: “Chiquinho havia dito, inúmeras vezes, que aquela tinha sido a melhor atuação de sua carreira”. Em 1994, o Banco Banespa lançou um concurso para veiculação de filmes nacionais. O Beijo 2348/72 foi um dos selecionados e foi mantido por alguns anos em destaque. E a crítica confirmou: foi mesmo o melhor filme de Chiquinho. Em 1990 ele ganhou o Festival de Brasília por sua atuação no longa. Sandrinha conta ainda que “eram frequentes os sumiços do irmão, que, de repente reaparecia, deixando todos mais tranquilos. Devido a essa mania dele de querer viver e experimentar tudo de forma sempre intensa, ficávamos bem preocupados”. Chiquinho Brandão faleceu em 1990, em um acidente de trânsito no Rio de Janeiro. Entre os principais amigos no meio artístico, o mais próximo da família e que deu todo apoio após a partida, foi

Paulo Betti, com quem contracenou em O Amigo da Onça, talvez seu personagem mais forte no teatro. O ator voltou algumas vezes para Jaú, mas devido ao trabalho ficava cada vez mais difícil reencontrar velhos amigos e visitar os parentes. Fato é que ele sempre fez questão de dizer de onde era e se orgulhava disso. Hoje, no Teatro Casa da Gávea, no Rio, há uma sala em sua homenagem, a Sala Chiquinho Brandão, homenagem justa a um ótimo ator e músico, que viveu tudo o que podia. De acordo com Sandrinha, a Rede Globo foi corretíssima e pagou à ex-cunhada tudo o que ele teria a receber por contrato. “Eles ainda presentearam nossa família com as gravações em fita cassete (na época não existia DVD) de tudo o que ele tinha feito na emissora (novelas, minisséries, etc.) e ainda cuidou para que ele fosse embalsamado para ser velado também em Campinas”. Ela ainda confidenciou à RE que Chiquinho fazia muito sucesso com as mulheres e, quando morreu, foi preciso fazer dois velórios em locais diferentes. “Um aconteceu no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro, e o outro em Campinas, onde ele está enterrado. No Rio havia três viúvas chorando intensamente e disputando qual delas chorava com mais força. Foi impossível não notá-las, pois quase se estapearam durante o velório”, confessa Sandra.

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a

pena

bem-estar

Qualidade de vida

Cardiopatias e exercícios A prática de exercícios físicos, em pacientes portadores de cardiopatias, tem sido descrita como essencial para um melhor controle e tratamento de diversas situações clínicas. Os programas de treinamento têm, como propósito, trazer esses pacientes de volta às suas atividades físicas diárias guiadas por ações educacionais voltadas para mudanças no estilo de vida. Segundo o Prof. Renan Turini da Academia Energy, os exercícios aeróbios diminuem a frequência cardíaca e pressão arterial, tanto em repouso quanto em exercício submáximo. Nesse tipo de treinamento é possível aumentar até 30% da capacidade aeróbia, sendo este aumento mais evidente nos primeiros três meses de treinamento. Também é alcançada uma fração de ejeção (quantidade de sangue ejetado do coração, por batimento) maior e mais eficiente. A musculação (treinamento de força ou resistido) promove a melhora da força muscular, sem desencadear episódios de isquemia miocárdica, anormalidades hemodinâmicas, arritmias ventriculares complexas ou outras complicações cardiovasculares. O componente de força é fundamental para a manutenção da boa capacidade funcional e para atingir qualidade de vida satisfatória. Tudo isso dentro de um limite seguro de esforço. De fato, o treinamento é uma ótima forma de manter a saúde de cardiopatas. Lembrando que, para essa população, é indispensável a liberação médica para quaisquer práticas esportivas ou execução de exercícios físicos. 10 Revista Energia

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Para Alexandre Fernandes Gimenes, a prática de esportes eliminou os altos níveis da pressão arterial. “Comecei a praticar esporte por recomendação médica. Escolhi o Squash e, após seis meses de prática combinada com alimentação saudável, minha pressão arterial voltou aos níveis normais. Perdi 50 Kg e não tomo mais remédios. O esporte me deu, além de saúde, muito mais qualidade de vida”.

Dicas importantes:

• Sempre faça uma avaliação médica antes de realizar qualquer tipo de atividade física. • Saiba quais suas limitações quanto à intensidade do esforço realizado. • Faça exercícios físicos orientados por um profissional de Educação Física. • Tenha sempre o máximo de controle dos parâmetros fisiológicos (Frequência Cardíaca e Pressão Arterial) • Cardiopatas com os sintomas de tontura, dor precordial, falta de ar, cansaço constante e náuseas devem procurar imediatamente o atendimento médico.


É cada vez mais comum a preocupação das pessoas com a forma física e o bem-estar que ela traz. Porém, com a correria do dia a dia e o pouco tempo disponível para atividades que trazem resultados positivos ao corpo, devemos estar atentos à qualidade dos exercícios realizados. E o que podemos fazer para melhorar, sem causar danos ao nosso corpo? Joseph H. Pilates criou uma técnica de reeducação do movimento, composto por exercícios profundamente alicerçados na anatomia humana. O método Pilates tem como base os princípios da respiração, concentração, controle, alinhamento, centralização e integração de movimentos, entre outras técnicas de conscientização corporal. Crianças, idosos e atletas podem fazer Pilates pelas inúmeras variações de exercícios, intensidades e volumes. Na Academia Energy você encontra as últimas novidades em treinamentos e profissionais conceituados. As aulas podem ser individuais ou em dupla, para maior segurança e conforto dos alunos.

Exclusividade Para Marisa Stefanin a prática só tem trazido bons resultados e maior qualidade de vida. “Estou adorando! As aulas são exclusivas e me sinto muito à vontade. Minha monitora está sempre atenta aos exercícios, que são direcionados e diversificados, com o intuito de tornar esta prática cada dia mais prazerosa.”

Fotos: Leandro Carvalho

pilates

Características e benefícios: • Grande repertório de exercícios • Aulas únicas, evitando monotonia • Resultados rápidos e duradouros • Construção de uma postura correta e natural • Alongamento e maior controle corporal

• Aumento da flexibilidade, tônus e força muscular • Alívio das tensões, estresse e dores crônicas • Facilita a drenagem linfática e eliminação das toxinas • Fortalecimento dos órgãos internos; • Aumento da concentração • Trabalha a respiração


Radar

Boa

Por Alexandre Garcia

Pão e circo

O Ministro dos Esportes disse que só os jornalistas se preocupam com atrasos nas obras da copa. Que os jornalistas têm desconfiança no êxito das obras em 17 estádios. “Não vejo essa desconfiança na sociedade”. O correto ministro Aldo Rebelo, com certeza, está tendo contato com a sociedade esportiva, não com a sociedade em geral. Porque o que tenho ouvido, em toda a parte, são críticas à loucura que levou o governo Lula a trazer o torneio mundial de futebol para o Brasil. O que as pessoas dizem é que há prioridades sérias no país, que insiste em ser a terra do futebol e do carnaval.

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Ontem recebi, pela internet, fotos maravilhosas de como ficarão 12 estádios - agora chamados de arenas, alguém me explique por quê. Um deslumbramento. O imperador romano Vespasiano conseguiu fazer o Coliseu para dar ao povo panem et circensis - pão e circo. Comida e distração, para ninguém incomodar. Os estádios - arenas como o coliseu e outras arenas erguidas no império romano - tentam servir para deixar o povo brasileiro quieto, anímico, sem reação. Crianças do quinto ano primário não sabem ler nem escrever, nem somar ou diminuir, e pessoas doentes morrem nas filas dos hospitais públicos. A cada dia 137 brasileiros são assassinados, em média. A copa do mundo e esses estádios faraônicos pretendem deixar o povo orgulhoso. Imaginem se o time do Brasil ganhar. Vai ser uma festa, só comparável ao carnaval que entorpeceu o país depois que arrastaram até a morte, pelas ruas do Rio, o menino João Hélio. Agora recebi pela internet as fotos, antecipando como vão ficar os estádios de 2014. Uma maravilha que orgulha o país. Em seguida, vieram as fotos das escolas e dos hospitais. Crianças abandonadas em escolas caindo aos pedaços. Pacientes de todas as idades jogados no chão, por falta de leitos e médicos. Fotos reais, terríveis. Contrastes absolutos com os estádios que vão se encher de torcedores e dos ídolos do futebol. Nos hospitais, os brasileiros mais pobres, que dependem da rede pública, humilhados, sofrendo, morrendo. Nas escolas mambembes, com professores mal formados, o futuro humilhado, sofrendo, morrendo. Isso sem contar nas ruas com assaltantes e assassinos e, nas casas, brasileiros escondidos atrás das grades. Mas estamos torrando dinheiro em estádios maravilhosos, que o modismo chama de arenas. A Argentina, antes de sediar a Copa de 78, passou por grande discussão. O Ministro da Economia vetou, argumentando que havia outras prioridades, que o país estava em crise. No Brasil, não houve discussão. A turma do circo, mais uma vez, cegou e ensurdeceu os brasileiros. Alguns acharam uma vitória sediar a Copa. Uma pena. Já imaginaram os recursos da Copa aplicados em escolas, hospitais e segurança? Em lugar de futebol, teríamos educação - que significa conhecimento e libertação -, saúde - que significa qualidade de vida e segurança - que significa vida e liberdade. Vamos ficar com a bola. Bola murcha.


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Jurídico As diferenças salariais no desvio de função pública

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Por Wagner Parronchi

Não raramente os servidores públicos municipais, estaduais ou federais são desviados dos cargos para os quais prestaram concurso para exercer outro, cuja função é mais complexa e a remuneração é maior do que aquela recebida em sua função anterior. Por exemplo: o servidor contratado por concurso público como “serviços gerais/ braçal” passa a exercer a função de “inspetor de alunos”, cujas atribuições são mais complexas e o salário é maior. Nesses casos, para não ocorrer o enriquecimento sem causa da Administração Pública, proibido por lei, deve o servidor desviado de sua função receber salário compatível com o cargo para o qual foi designado a prestar serviço, porém, isso raramente ocorre na prática. Como argumento para os desvios realizados, a Administração Pública afirma tratarem-se de medidas de urgência, porém, não raras vezes, o servidor exerce o novo cargo sem concurso público durante muitos anos, sem que a Administração adote as medidas cabíveis para o preenchimento da referida vaga. Com isso a Administração Pública diminui seus gastos com pessoal, em detrimento do servidor, que acaba exercendo função de maior complexidade sem a remuneração adequada, incorrendo no enriquecimento sem causa. Embora não exista direito adquirido à permanência do servidor no cargo para o qual foi desviado, segundo entende o Supremo Tribunal Federal (STF), diante das diversas discussões judiciais acerca do tema, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) editou a súmula nº. 378 afirmando que, uma vez reconhecido o desvio de função, o servidor público tem direito às diferenças salariais decorrentes. O prazo prescricional para reclamar as diferenças é de cinco anos a contar da propositura da ação, ou seja, o servidor fará jus às diferenças salariais dos últimos cinco anos, inclusive de 13º salário, férias e FGTS, se for o caso.


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nisso

Pense

Por Professor Marins

Descatastrofizando a vida

Você já reparou que há pessoas que fazem da vida uma catástrofe? Quantas pessoas você conhece que só veem o lado negativo das coisas, das pessoas, dos fatos? Quantas pessoas você conhece que fazem tempestade num copo d’água? Você conhece pessoas para quem fazer qualquer coisa é sempre muito difícil, complicado, quase impossível? Já reparou que existem pessoas que veem catástrofe em tudo? Conheço pessoas que nunca receberam amigos em suas casas porque aqueles que não foram convidados poderão se sentir magoados e isso causará um grande problema. Conheço pesso-

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as que não programam nada ao ar livre porque, com certeza, choverá nesse dia e tudo ficará muito complicado. Conheço pessoas que veem defeitos em tudo e quando se lhes pede ajuda estão sempre ocupadas e se negam a participar. Conheço pessoas que ao programarem uma viagem, só pensam nos problemas que poderão ocorrer e nunca nos prazeres que poderão ter. Garanto que você, leitor, também conhece pessoas assim. É preciso fazer um grande esforço para “descatastrofizar” a vida! É preciso mudar o hábito de só pensar nos possíveis problemas, nas dificuldades, no que não iremos gostar naquela festa, nas pessoas chatas que iremos encontrar, nos “nãos” que irão nos dizer, nas oportunidades que iremos perder, enfim, nas catástrofes que poderão ocorrer. Em relação ao Brasil, à nossa empresa, à nossa família, a nós mesmos é preciso descatastrofizar. O Brasil não dará certo! Nossa empresa irá enfrentar muitas dificuldades. Nossos filhos não serão sucesso. Eu não consigo acertar, etc, etc. parece ser o que mais ouvimos e o que é pior, o que mais falamos. É claro que não devemos ser ingênuos a ponto de não querer ver que as coisas poderão não dar certo, mas não devemos viver pensando só no lado negativo. Quando nossa mente está mais voltada para as possibilidades, para o que pode dar certo e o que poderá ser bom, teremos mais chances de usar nossa energia na direção de fazer as coisas acontecerem positivamente. Nossos modelos mentais afetam nossa forma ver a realidade e de agir. Acredite! É preciso descatastrofizar a vida.

Pense nisso. Sucesso!


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Lazer

Aventureiros dos rios Texto: Heloiza Helena C. Zanzotti

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No Barco Hotel tem todo conforto: ar condicionado, TV a cabo, telefone de emergência, camareira, enfim, todo serviço de um hotel. E a cozinha é excelente Lucimar Fayan, funcionário público e um dos integrantes da Turma do Jaú

nome da nossa cidade vem de um dos maiores peixes de água doce do Brasil, o Jaú. Disso todo mundo já sabe, não é?! O que poucos sabem, porém, é que aqui existem exímios pescadores que se aventuram em destinos longínquos, bem diferentes do seu cotidiano: a pesca esportiva. A busca por um gigante de couro ou aquele tão desejado dourado mexe com o imaginário do pescador durante semanas e até meses, tirando-lhe o sono por noites seguidas. Como vivemos em um país que detém a maior variedade de peixes de água doce do mundo – com mais de 2500 espécies conhecidas, explorar essa diversidade pode trazer grandes surpresas. Além de enriquecer o currículo do pescador, no quesito espécies capturadas, auxilia no conhecimento da ictiofauna (conjunto das espécies de peixes que existem numa determinada região) e na obtenção de informações que poderão contribuir para a realização do sonho maior: a captura de um grande exemplar. Assim, a RE foi atrás desses sonhadores, que não medem esforços quando o assunto é uma boa pescaria, e conversou com o funcionário público Lucimar Fayan, 42, que faz parte da “Turma do Jaú”, um grupo que organiza pescarias regularmente. Lucimar conta que começou a pescar

Integrantes da “Turma do Jaú”

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Lazer

a convite de um amigo e nunca mais parou. Desde que entrou para o grupo, vai uma vez por ano para Porto Murtinho (MS), Cáceres (MT), entre outras cidades, em busca de pescaria e aventuras. Ele conta que a turma promove vários churrascos para organizar as pescarias. Cada um paga sua parte e eles têm um sistema de “caixinha” para despesas como taxas, gorjetas, alguns extras e os piloteiros, profissionais que conduzem as embarcações – geralmente pessoas da própria região que são encarregados de levar os pescadores aos melhores pontos de pesca, por saberem bem onde ficam. Os pescadores saem de Jaú e vão até Campinas de carro, onde pegam um avião até Cuiabá, viajando mais uns 200 km de micro-ônibus até Cáceres (Rio Paraguai). Ali, já vão para o Barco Hotel, onde ficam pescando por cinco dias. “No Barco Hotel tem todo conforto: ar condicionado, TV a cabo, telefone de emergência, camareira, enfim, todo serviço de um hotel. E a cozinha é excelente”, afirma Lucimar. Sobre os equipamentos, ele explica: “Levamos tudo. Sempre tem um que vai de camionete até o destino final, levando todo o material que vamos utilizar nas pescarias”.

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“Todos nós, da Turma do Jaú, temos a licença, emitida pelo Ministério da Pesca. E sempre respeitamos a piracema, que vai de 1º de novembro a 28 de fevereiro” Lucimar

Quando questionado sobre as leis ambientais e licenças de pesca, ele esclarece: “Todos nós, da Turma do Jaú, temos a licença, emitida pelo Ministério da Pesca. E sempre respeitamos a piracema, que vai de 1º de novembro a 28 de fevereiro”. Lucimar conta, também, que quando começaram traziam muito peixe, mas hoje a pesca é mais esportiva, o grupo pesca e solta. “Comemos um ou outro, mas já trouxemos um pintado de 18 kg que eu peguei, e já pescaram até um Jaú de 64 kg”. A próxima viagem do grupo já está marcada: dia 20/06 partem para a Amazônia, no sul do Pará, onde fica o Rio São Benedito. “Serão aproximadamente 2500 km”, explica Lucimar. “Vamos de carro até São José do Rio Preto, onde pegaremos


um avião até Cuiabá. Então, seguiremos de avião até Alta Floresta (MT) e andaremos mais uns 160 km em estrada de terra, até a pousada em São Benedito, onde ficaremos pescando por uns sete dias”. Quem também não vê a hora de partir para esta aventura é Daniel Grizzo, engenheiro, outro integrante da Turma do Jaú. Ele conta que começou a pescar com esta turma há uns doze anos e participa de todas as pescarias. E comenta:

“Nesta hora a gente esquece tudo. É uma coisa que incorpora, parece que estamos em outro mundo. A natureza, olhar para o céu à noite, sem a iluminação das cidades, é diferente. Também em nossos bate-papos ninguém fala de negócios, só de pesca”

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Lazer O Brasil tem as condições mais propícias para se tornar um dos principais destinos da pesca amadora, já que conta com mais de 12% de toda a água doce do mundo e 8000 km de costa. Desde maio de 2010, o Ministério da Pesca e Aquicultura tem um importante compromisso com todos os brasileiros: planejar e gerir a pesca amadora no país, de forma a beneficiar os seus milhares de aficionados. Assim, os pescadores amadores do Brasil, em suas diferentes modalidades, podem esperar daqui para frente muitas conquistas e inovações para o setor, segundo o Ministério. E você, quer começar a pescar? Então saiba que a cada dia aumenta o número de pescadores amadores no Brasil, mas antes é preciso obter a licença. Ela é válida em todo o território nacional e, uma vez licenciado, o pescador pode pescar em qualquer região do país, não havendo necessidade de pagamento da licença estadual. E lembre-se que respeito é fundamental, pelos parceiros, pelo meio ambiente, pelo peixe, e por você mesmo.

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Motor

Aventador J: voando baixo O lançamento da Lamborghini, produzido em tempo recorde, dificilmente será visto por aí. Pensando nisso, a RE traz para você um pouco sobre esse superesportivo feito somente sob encomenda. Texto: Marcelo Mendonça

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Foto: Divulgação

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Lamborghini apresentou, na Suíça, o novo Aventador J, principal lançamento no Salão de Genebra. A 82ª edição da feira trouxe essa incrível novidade da montadora Italiana, que se surpreendeu com a repercussão do esportivo na mídia. O Aventador não possui capota, nem mesmo para-brisa frontal, deixando o carro com um design parecido com os de filmes de corrida. É impossível imaginar um carro desses pelas ruas, mas a marca garante que ele está pronto para ganhar o mundo. O carro tem espaço para dois ocupantes, que necessitam utilizar equipamentos de segurança como capacete, para rodar em alta velocidade. Segundo a fábrica, o Aventador pode ultrapassar os 300 km/h com seu motor de 12 cilindros e 6.5 litros, desenvolvendo uma potência máxima de 700 cavalos. Outra novidade é com relação ao posicionamento do espelho retrovisor central. Como a máquina não possui teto, ele está fixado diretamente no console do veículo.


Motor

Infelizmente, o Aventador não será um modelo de série da Lamborghini, ou seja, será quase impossível ver um desses por aí. Isso porque o superesportivo não era um lançamento planejado, mas uma reserva especial de um cliente endinheirado que pediu um modelo sob encomenda. Só que o pedido do misterioso milionário deixou de ser particular quando imagens do carro caíram na internet. De acordo com a empresa foram 21,5 milhões de buscas do Aventador no site de buscas Google, sendo o vídeo mais visto no Youtube. Além disso, mais de 6.800 tweets relacionados ao carro foram postados na rede social do passarinho azul. E o site oficial da Lamborghini registrou 40 milhões de visitas após a descoberta. Realmente agradou. Segundo Stephan Winkelmann, presidente da marca, “nós sabíamos que o Aventador J seria algo muito especial, mas não esperávamos uma reação tão esmagadora”. O lançamento é uma homenagem ao Lamborghini Jota de 1970, e as unidades que serão fabricadas começam a ser produzidas no segundo semestre. O preço, bem salgado, chega a aproximadamente 2 milhões de libras. O conversível ainda é tema de discussão por sua beleza e excentricidade nos meios especializados. E, acredite, todo esse resultado foi obtido em apenas seis semanas. Para os fãs do modelo vale destacar que o único Aventador J produzido no mundo já foi vendido para um colecionador por US$ 2.74 milhões.

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Stephan Winkelmann

Fotos: Divulgação

“nós sabíamos que o Aventador J seria algo muito especial, mas não esperávamos uma reação tão esmagadora.”

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Gente Fina

Zezinho Galazini Quando eu saí do XV, deixei U$ 95 mil em caixa, cinco jogadores emprestados para times do Japão no valor total de U$ 1 milhão, e três no São Paulo. Texto: Antonio Orselli | Fotos: Leandro Carvalho

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inquenta e sete anos de alegria, bom humor e amizade. Três palavras que definem José Nelson Galazini, o Zezinho, dono do restaurante mais famoso de Jaú. Durante quase seis décadas ele continua servindo cantores, atores, políticos, jogadores de futebol e amigos que são clientes fiéis há muitas décadas. “Tem gente que vem almoçar aqui porque o avô frequentava, nos anos 60”, conta Zezinho sorrindo. Sexto filho entre sete, de uma família humilde, começou a trabalhar com apenas sete anos vendendo hortaliças e frutas que recolhia no quintal da casa onde morava. Com 11 já servia mesas. Com o primeiro salário comprou uma bicicleta novinha. “Não consigo nem pronunciar o nome, mas era uma importada que comprei com meu primeiro salário, aos 11 anos”, relembra. Aos 15 viajou para Santos, onde foi conversar com José Araú-

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jo, que havia comprado um bar em Jaú e logo depois voltou para o litoral. Zezinho resolveu ir até ele e arrendar o bar. “Eurico Batista Chaves, o dono do Bar do Chaves, foi avalista no meu primeiro negócio. Em um ano juntei 100 contos de réis e comprei o bar para mim”. Mas não foi só a facilidade em empreender comercialmente que o notabilizou. Zezinho ganhou fama nacional por causa dos amigos que fez. “Viajei com o Leão e o Sócrates por um mês, entre países da Ásia e Estados Unidos; fiz amizade com alguns artistas que vinham para Jaú todo ano, se apresentarem no Teatro Municipal, e todos faziam questão de comer o “a la carte” que era servido aqui no restaurante”. Em um bate papo descontraído, Zezinho Galazini conversou com a Revista Energia e falou sobre as quase seis décadas de um dos mais antigos e respeitados comerciantes da região central de Jaú.


“Tem gente que vem almoçar aqui porque o avô frequentava, nos anos 60”

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Gente Fina

Hoje parece algo corriqueiro, mas na década de 70, o senhor foi o primeiro a vender café expresso. Como foi isso? Quando montei o “Tip Top Café”, na rua Major Prado 451, a primeira máquina de café expresso, importada da Itália, foi trazida por mim. Paguei U$ 25 mil pela máquina, que só faltava falar. Anotava número de cafés vendidos, fazia combinações, era fora de série. E formava fila todos os dias com pessoas que queriam conhecer o café expresso”.

Mas a imagem do Restaurante do Zezinho talvez esteja mais associada aos clientes famosos como Juscelino Kubitschek, Nelson Gonçalves, Serginho Chulapa, entre outros. Verdade. Aqui estiveram muitos famosos. A Casa Diamante ficava aqui do lado e, naquela época, promovia muitos shows com artistas no Aero Clube. Então, após as apresentações, eles vinham jantar aqui, como Angela Maria, Cauby Peixoto, Nelson Gonçalves. Com ele teve até uma passagem interessante. Ele queria um maço de cigarros importado, mas não conseguia falar o nome de jeito nenhum, por causa da gagueira. Então teve que escrever no papel para que eu pudesse entender.

Todos os grupos políticos dos últimos sessenta anos passaram pelo restaurante. Como conseguia administrar grupos tão diferentes, dentro de um mesmo espaço? Desde Zezinho Magalhães, Décio Pacheco, Jarbas Faraco, Waldemar Bauab, todos passaram por aqui. Aos sábados, os grupos se reuniam cada um em um canto, mas nunca houve briga. O respeito imperava entre todos. Muitas decisões políticas foram tomadas nessas mesas, candidaturas foram anunciadas, derrotas choradas... muita coisa aconteceu nesse restaurante.

Por que hoje em dia é tão difícil encontrar estabelecimentos como o seu, em atividade por tanto tempo? Duas coisas. Encargos tributários e trabalhistas, e falta de profissionais. Hoje é muito caro manter qualquer negócio por causa de tanto imposto, e também porque é difícil encontrar bons funcionários. O mais novo que está comigo tem 20 anos de casa. A média é 40 anos trabalhando comigo. Muitos trabalharam aqui até o fim da vida.


“Viajei com o Leão e o Sócrates por um mês, entre países da Ásia e Estados Unidos; fiz amizade com alguns artistas que vinham para Jaú todo ano se apresentarem no Teatro Municipal, e todos faziam questão de comer o “a la carte” que era servido aqui no restaurante”


Gente Fina

E como permanecer tanto tempo como referência em Jaú? Primeiro é gostar de trabalhar. Depois, é bom atendimento e qualidade nos produtos. Hoje não tem trouxa. Tem que ter mercadoria de primeira qualidade, higiene nas instalações, e o atendimento é tudo. Comércio é isso.

“Eurico Batista Chaves, o dono do Bar do Chaves, foi avalista no meu primeiro negócio. Em um ano juntei 100 contos de réis e comprei o bar para mim”

O XV de Jaú fez parte da sua vida. Como sentiu a queda para a quarta divisão? Nem gosto de falar do Galo. Me entristece. Quando eu saí do XV, deixei U$ 95 mil em caixa, cinco jogadores emprestados para times do Japão no valor total de U$ 1 milhão, e três no São Paulo. Até hoje respondo por pendências do XV de Jaú com o INSS, porque eu era diretor financeiro e alguém resolveu não depositar o dinheiro para o governo. Até carro penhorado eu tenho por causa de dívidas do clube. Eu trabalhava pelo time com o coração. Isso não se encontra tão facilmente.

Como foi a viagem com o Leão? A Federação Paulista criou uma seleção de masters, com jogadores para inaugurar um estádio de Futebol no Japão, em 1991, como Leão, Sócrates, Junior, Zinho, Rodolfo Rodrigues e outros. Viajamos 31 dias. No dia 9 de julho estávamos no aeroporto, em São Paulo, prontos para a viagem, quando foi anunciado que uma bomba estava no nosso avião. Foi um transtorno. Os japoneses, gratos porque apesar, do susto, viajamos assim mesmo para jogar, nos presentearam com uma viagem de um mês pela China, Coreia, Austrália, Tailândia, Las Vegas, Havaí e alguns outros lugares. Ficamos muito amigos. Tanto que ainda mantenho contato com alguns jogadores, como o Emerson Leão. Foi uma época muito boa. 32 Revista Energia

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Iniciativa

Brasil: O país da eletricidade cara Texto: Ricardo Izar

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o intuito de responder a uma demanda da sociedade paulista, participei da criação da Frente Parlamentar em Defesa do Consumidor de Energia Elétrica, tornando-me Coordenador para o Sudeste da Frente, a qual vem se aliando a várias associações e instituições da iniciativa privada que defendem a energia a preço justo e compatível no Brasil. A iniciativa é de congressistas comprometidos com a diminuição do chamado “Custo Brasil”, e tem a finalidade de manifestar contrariedade diante dos lucros exorbitantes obtidos por toda a cadeia de produção de energia elétrica no território nacional. A título de curiosidade, a indústria nacional arca com o terceiro valor tarifário mais elevado do planeta em suas fábricas.

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Diante da proximidade do fim das concessões de várias hidrelétricas, as quais foram iniciadas na ditadura militar em todo o país, a sociedade deve se mobilizar para exigir que os valores cobrados pelo consumo de energia sejam mais coerentes daqui para frente, o que pode ser alcançado por meio de licitações novas e abertas. Também existe o iminente risco que representa colocar formas caras e perigosas de energia no Brasil, como por exemplo, a Energia Nuclear. O Brasil precisa buscar novos caminhos, gerando energia mais limpa, barata e segura, como a eólica e a solar, ainda muito subutilizada no país, representando, juntas, menos de 3% da matriz energética brasileira.


Para aqueles que perguntam por soluções práticas, a mera realocação dos recursos destinados à energia nuclear, um universo de mais de R$8 bilhões, direcionados para a construção da usina de Angra III, já seria de primeira grandeza. Os referidos recursos poderiam ser divididos da seguinte forma: 3 bilhões para a construção de ao menos 3 centros de excelência em pesquisas nucleares, voltadas para o desenvolvimento e barateamento de medicamentos responsáveis pelo tratamento de doenças graves; e outros 5 bilhões para a criação de uma empresa de capital misto, voltada para gerir as hidrelétricas que estão prestes a ter suas concessões expiradas, fomentando o progresso tecnológico e cientifico da produção energética menos agressiva ao meio ambiente no país. Ademais, o custo da energia é um dos fatores centrais que impedem a

viabilização de maiores investimentos de longo prazo no Brasil e, em decorrência disso, prejudica a geração de emprego e de renda para os brasileiros, além de frear o crescimento industrial, algo tão relevante para um país que ainda exporta, na sua maioria, apenas commodities. Em 10 de maio deste ano, ocorreu evento da mais elevada importância na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, onde autoridades públicas e representantes da iniciativa privada trouxeram à tona vários aspectos relativos às tarifas absurdas que paga-se pela energia no Brasil. Esse valor é proveniente tanto de impostos descomunais, quanto dos regimes de concessão estabelecidos na década de 1970 e 1980. Não podemos mais nos sujeitar ao fato de sermos um dos países com maior potencial enérgico do mundo e, ao mesmo tempo, um dos mais caros.

Deputado Federal Ricardo Izar

é economista, coordenador para o Sudeste da Frente Parlamentar em Defesa do Consumidor de Energia Elétrica e membro da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Federal.

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Ronco e Apneia

Quem acredita que roncar é apenas uma situação embaraçosa e incômoda, engana-se. O ronco é uma doença que, se não for tratada adequadamente, pode evoluir trazendo inúmeros riscos à saúde. O ronco é predominante em pessoas do sexo masculino e acima dos 55 anos. Também é três vezes mais comum em obesos. Existem fatores do organismo que influenciam o ronco, tais como macroglossia (língua grande), micro ou retrognatia (queixo pequeno ou para traz), hipertrofia do palato e hipertrofias de amígdalas (amígdalas grandes).

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A apneia, que está associada ao ronco, é a interrupção da respiração durante o sono, durando aproximadamente 20 segundos. Existe ronco sem apneia, mas esta não existe sem o ronco que, quando não tratado, pode agravar-se iniciando assim um quadro de apneia. Esta situação pode ocorrer diversas vezes durante a noite, sendo acompanhada de micro-despertares sem que, na maioria das vezes, a pessoa perceba. Devido a estas mini-interrupções do sono, o dia seguinte acaba sendo de péssima qualidade, com sonolência excessiva, irritabilidade, cansaço e, principalmente, dores de cabeça, prejudicando a qualidade de vida como um todo. O exame que diagnostica estes distúrbios é a polissonografia, ou seja, estudo do sono, onde o paciente é analisado por especialistas enquanto dorme. Há diferentes estágios da doença, sendo estes determinados em função do número de apneias registradas no exame e a intensidade da sonolência. “Quanto maior este número e mais intensa a sonolência provocada, mais grave a apneia.”, explica o doutor Marcelo Madalena, que complementa: “depois de feito o diagnóstico pelo médico especialista, o tratamento é realizado segundo o grau de apneia, juntamente com o cirurgião-dentista. Em estágios mais leves da doença são tomadas, primeiramente, atitudes mais simples e que podem resolver o problema definitivamente como perder peso, evitar bebidas alcoólicas e medicamentos para dormir (hipnóticos). Em versões leves a moderadas, podemos tratar com aparelhos ortodônticos – área em que atua o cirurgião-dentista”. Estes aparelhos, além de realizarem um tratamento conservador, são de fácil adaptação pelo paciente. Em casos mais severos, o tratamento também pode ser cirúrgico. Existe tratamento para o ronco! Procure um especialista e melhore a sua qualidade de vida!

A equipe do IOM – Instituto Odontológico Madalena está à sua disposição!


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Consumo

solteiras Texto: Heloiza Helena C. Zanzotti | Colaboração: Flávia Cardoso | Fotos: Leandro Carvalho

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iante do questionamento levantado e da hipótese aparentemente óbvia de que as mulheres descompromissadas gastariam menos, por não terem despesas com educação, saúde e alimentação de toda a família, a RE entrevistou duas mulheres, uma solteira e outra casada, e pesquisou sobre os possíveis gastos de cada perfil do sexo feminino, que há muito tempo contribui e movimenta a economia do país.

O imediatismo das solteiras

Roupas, acessórios como jóias, bolsas e sapatos, viagens e muitas festas são os gastos mais comuns do grupo das solteiras, que acaba colocando o lazer como prioridade. Em uma conversa com a enfermeira Carina Gonzáles, 25 anos, a RE confirmou tal informação. Solteira e independente, Carina diz gastar a maior parte do seu dinheiro com moradia, alimentação, roupas, estudos, salão de beleza e ainda paga o financiamento de sua moto. Mas afirma guardar um pouco para a compra de seu apartamento. Frequenta bares e restaurantes uma ou duas vezes por mês, viaja duas vezes por ano, mas vai a festas todo final de semana. Quando o assunto é a compra de roupas e acessórios diz: “É muito difícil o mês em que não gasto com pelo menos um desses itens. Agora que estou financiando meu apartamento, economizo um pouco mais, mas mesmo assim sempre compro alguma coisa”.

A solteira Carina Gonzáles

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casadas: quem gasta mais? A declaração de Carina mostra que a principal razão para uma solteira economizar um pouco é a construção de um patrimônio, seja a compra de um terreno ou de uma casa, ou até mesmo a troca do carro. Os gastos dirigidos para os setores de alimentação e habitação das solteiras são mais evidentes, pois esse grupo busca facilidade e praticidade. Na maioria das vezes, a opção é por pratos congelados e devidamente embalados, que acabam saindo mais dispendiosos que o básico feijão com arroz, e impostos e aluguel, geralmente, não são divididos, pesando mais para quem vive só.

Os investimentos das bem casadas

Especulando o outro lado, a RE ouviu a professora, mãe e esposa Sílvia Regina Arrielo Arradi, 51 anos. Ela afirma gastar seu dinheiro com contas mensais, despesas com o filho, artigos pessoais como bolsas, sapatos, perfumes e cursos relacionados à carreira profissional. “Guardo um pouco para alguma urgência que surgir e faço investimentos para manter a estabilidade financeira.” Quanto a restaurantes, Silvia afirma que almoça nos finais de semana com a família e vai pouco a bares. “Vou a festas, desfiles beneficentes e gostamos muito de receber a família e os amigos em casa”. Sílvia também viaja duas vezes por ano e, quando questionada sobre salão de beleza e cuidados pessoais, ela finaliza: “A mulher casada precisa estar sempre bem, bonita e produzida para o marido. Estou casada há 22 anos e nunca deixamos o casamento virar rotina”.

A casada Sílvia Regina Arrielo Arradi

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Consumo

A qualidade de vida como prioridade em qualquer idade e estado civil As informações e os dados obtidos com as entrevistas apontam que ambos os grupos querem viver intensamente cada fase da vida. As solteiras com lazer e diversão, que combatem o stress do dia a dia e a tristeza da solidão, possibilitando até mesmo a chance de encontrarem um futuro parceiro no amor e também nos gastos. E as casadas, mesmo tranquilas com a relação estável, igualmente aproveitam a fase com viagens e momentos de descontração. As mulheres que geralmente trabalham fora e prezam pela carreira investem bastante na própria imagem e podem arcar com os gastos que, para todas, solteiras e casadas, são investimentos necessários.

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Toque o coração de quem você ama com instrumentos musicais

A Luggi Instrumentos Musicais, sempre em parceria com músicos da nossa região, elaborou um bate-papo bem descontraído neste mês dos namorados, com o intuito de conhecer a rotina de vida dos músicos e seus relacionamentos amorosos. Pois, como todos sabem, músico não tem horários fixos e pré-determinados, por esse motivo, muitas vezes, é um pouco difícil conciliar o profissionalismo com o relacionamento. Será que isso acaba sendo um problema? Veja algumas histórias de professores e músicos profissionais:

Daniel Amaral (Baterista): “Creio que, assim como a maioria dos músicos, sou uma pessoa muito sensível e emotiva. Nós, músicos, vivemos nas extremidades, qualquer tipo de sentimento é intenso. Até acho que não é tão fácil conviver com um músico (risos), mas minha noiva me apoia sempre, seja nas apresentações de fim de semana, ou com as aulas, até na compra de um instrumento ela está sempre ao meu lado. Ela me escuta, conversa sobre o meu trabalho, dá opiniões e conselhos, mesmo às vezes sem entender algo relacionado à música, ou seja, entende perfeitamente como é a minha vida”. Rogério Vicentini (guitarrista): “Ter a música como profissão é a melhor coisa do mundo, mas também não é tão fácil. No entanto, quando se tem uma companheira que incentiva, tudo fica mais tranquilo. No meu caso, minha esposa me apoia em tudo e sempre acredita na profissão que escolhi. O importante é que trabalhamos cada um no seu emprego, pagamos nossas contas e acreditamos na nossa profissão, apesar de termos que abrir mão de certos eventos ou momentos por conta da minha agenda, mas ela sempre entende”. Marina Jacinto (Tecladista): “A vida de músico

Mês dos Namorados! Toda a loja em 12x no cartão

é muito corrida, diferenciada, pois não temos horários fixos. Quando se faz uma gravação de CD ou DVD, acabamos ficando horas no estúdio de gravação e, por isso, fica claro que quem namora ou se casa com um músico precisa ser muito parceiro. É preciso muita compreensão”.


Raça do mês

Buldogue Inglês

Texto: Karen Aguiar Fotos: Leandro Carvalho

José Abrahão Avino e a doce Amy

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Por algumas raças a gente se apaixona, até mesmo sem conhecer, apenas ao vê-las estrelar em grandes produções, como por exemplo o Bandit, de Jonny Quest, lembra? Aquela série de desenho animado produzido pela Hanna-Barbera, em 64, que conta a história de um garoto que acompanha o pai em magníficas aventuras? Pois então, para você que não sabia, agora fica evidente a raça do mascote do garotinho Jonny: o Buldogue Inglês, estrela dessa edição. Mesmo com sua expressão bravia, de determinação, de força e atividade, os animais da raça são excelentes cães de companhia, dóceis e afetuosos. Esse cãozinho baixinho e troncudo apresenta grau de atividade de um típico cão de focinho curto. “Os cães com essa característica tendem a ter uma respiração ofegante e normalmente rouca. Passeios diários ou mesmo a cada dois ou três dias são mais do que suficientes para um buldogue manter-se em boa forma física”, acrescenta a veterinária Vanessa Santiago Baviloni. Com peso médio entre 23 kg para as fêmeas e 25 kg para os machos, o buldogue apresenta pelagem nas cores tigrado, vermelho em suas diferentes tonalidades, fulvo, marrom claro, branco, malhado e de uma só cor, com máscara preta ou focinho preto.

Força e doçura A buldogue Inglês Amy, de dois anos, é a xodó da família de José Abrahão Avino, que diz ter escolhido comprar um filhote da raça pela aparência robusta. “Gostamos dos cachorros maiores. Ela é forte, brutamonte, mas muito amável.” José conta, também, que por ser muito brincalhona sempre acontece de ela acompanhar algum morador ou visitante do condomínio em que moram. “Essa semana ela correu junto ao motociclista que faz a entrega de jornais. Ele passou e Amy saiu correndo ao lado dele por uns 500 metros. Como já está acostumado com ela e sabe que nos pertence, fez a volta e retornou para que Amy voltasse para casa. E ela toda contente”, diverte-se José.


Energia Garota

Por Cláudio Bragga

Isabela Teixeira Lilli

Apelido: Isa Data de nascimento: 27/02/1998 Mulher bonita: Megan Fox Homem bonito: Rodrigo Hilbert O que mais gosta no corpo: Pernas Música que gosta: How to love - Lil Wayne Perfume: Amor Amor - Cacharel Comida: Strogonoff Filme: Sempre ao seu lado Não vive sem... Deus, família e amigos. Frase: “Se podemos sonhar, também podemos tornar nossos sonhos realidade”, Walt Disney Sonho: Ser bem sucedida na minha profissão

Ficha técnica:

Looks: Garbin Modas Fone: (14) 3624.8635 Cabelo e make: Jessé Professionnel Fone: (14) 3624.9888 Semijóias: Erica Módolo Fone: (14) 8128.1900

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Promessas a Santo Antônio... já fez a sua? Simpatias, loucuras e histórias de devoção ao santo mais querido pelas mulheres Texto: Flávia Cardoso | Colaboração: Karen Aguiar | Fotos: Leandro Carvalho

A modelo Ana Laura Modolo veste Vestylle Megastore, buquê Bruna Araújo Eventos e produção Jessé Professionnel

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T

reze de junho é dia do santo mais conhecido do Brasil e que popularmente é tido como casamenteiro. Sempre que a data se aproxima, aumenta a expectativa das solteiras de plantão na busca por um bom partido. Nessa época, bastante propícia a um cobertor de orelhas, vale quase tudo para conseguir o tal príncipe encantado, até mesmo porque a data sucede o dia causador da “inveja branca” a muita gente, o dia dos namorados. Por isso, para quem não comemora a data, simpatias, promessas, penitências, muita fé e até mesmo castigos inusitados ao santo são praticados com afinco pelas mulheres desacompanhadas da estação. As histórias de devoção, adoração e exaltação a essa figura religiosa são muitas, em todos os cantos. Você, leitor, certamente deve ter ouvido algum relato de loucuras e apelos para receber a graça do amor conjugal. E haja criatividade para tal façanha!

Superstição passional Catiuche Campos é assistente social e tem 27 anos. Ela relata já ter providenciado a tortura para a santidade com um mês de antecedência. “Vai chegando o frio e a gente se agarra a Santo Antônio. Apesar de católica, nunca me apeguei a simpatias por não acreditar, mas como vivo rodeada de mulheres no trabalho e ouvir todos os anos muitos comentários a respeito da fama de casamenteiro do santo, acabei me interessando. Ganhei a imagem de presente e resolvi tentar. Vai que na brincadeira eu acabo encontrando realmente a outra metade da laranja?”, diverte-se. Apostando nessa parceria, Catiuche retirou o menino dos braços do santo e o amarrou no pé de sua mesa de trabalho. “Tenho fé que vai dar certo. Minhas amigas também estão torcendo por mim. Elas dizem acreditar que posso melhorar meu humor se estiver com o coração ocupado, pode isso?!”, pergunta aos risos. A assistente social aproveita e fala que até já pensou em uma punição, caso a simpatia não funcione. “Olha, estou muito otimista, mas se ele não me ajudar vou enterrá-lo na horta que tem no quintal do meu serviço.”

Devoção e gratidão Nina Brandão Canal, educadora jauense, está casada há nove anos e, em mais de trinta anos de devoção ao santo casamenteiro, diz nunca ter feito ritual religioso para conquistar o marido. No entanto, conhece inúmeras histórias de amigas desesperadas por um romance promissor, como aquela, talvez a mais famosa entre as simpatias, de deixar o santo no frio glacial do congelador por tempo indeterminado. “Coitadinho, eu ouvia muitos relatos quando era mais nova, depois perdi o contato com essas mulheres, mas se tivessem casado certamente eu saberia!”, conta Nina aos risos. Ela é conhecida na cidade por sempre fazer responso de Santo Antônio, quando objetos são perdidos, e conta que espera mais pelo dia 13 de junho do que pelo Natal. “Não perco uma missa nesta data. Às 6h da manhã levo pães e bolos para receberem a bênção, a fim de distribuir

depois para os fiéis que batem à minha porta”. A devota acredita muito nos milagres do santo, pois mesmo não o punindo ou ameaçando, ganhou um verdadeiro presente de Deus ao ter se casado com César Canal há nove anos. “Por ele ser tão bom, só pode ter sido intercessão do Santo adorado”, declara Nina com muito orgulho de seu companheiro e da filha Esther de seis anos, fruto da afortunada união. Santo Antônio parece mesmo jogar no time das mulheres! Na intenção de retribuir e agradecer à proteção sagrada e ao auxílio recebido, inspirando novas histórias, está virando moda noivas substituírem as flores do buquê por miniaturas em pelúcia da imagem do santo. Na vontade de ser a próxima a subir ao altar, a solteira que consegue “delicadamente” pegar o buquê ou o santo, realiza-se com a certeza de contar com o melhor e mais capacitado aliado para o matrimônio vindouro.

Nina, o marido César e a filha Esther

Catiuche

“Olha, estou muito otimista, mas se ele não me ajudar vou enterrá-lo na horta que tem no quintal do meu serviço” Catiuche


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Os homens também acreditam

O Santo e a cultura popular Fazendo uma peregrinação pelas igrejas de Jaú a fim de descobrir a veracidade das benevolências citadas, a RE foi informada por Elisete Dias, devota fiel que trabalha na secretaria de uma das igrejas da cidade, que Santo Antônio foi realmente um homem de imensa bondade e compaixão extraordinária, mais conhecido como intercessor dos pobres, e que pregava o desapego material. Elisete esclarece tratar-se de lenda a assistência às mulheres na busca pela união estável, pois o santo dedicou-se a causas muito mais nobres e sublimes que essa, tão erroneamente propagada pela cultura popular. “É uma profanação tirar o menino Jesus do aconchego de seus braços. Se a mãe de Deus quis assim, quem somos nós para tirá-lo do colo de Santo Antônio?” indaga Elisete, com certa aversão à crença feminina que incentiva os castigos ao santo. Para as devotas, até vale pedir uma graça ou uma bênção especial, contudo é preciso não se esquecer de abrir a mente e o coração para recebê-la com sabedoria, orando genuinamente com fé, carinho e muita gratidão a Santo Antônio que foi, sem dúvida, um grande exemplo de simplicidade e amor ao próximo, abdicando de uma vida nobre e confortável, para se dedicar aos mais necessitados de alimentos para o corpo, para o espírito e, claro, para o coração.

Elisete Dias

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Assim como as mulheres, os homens estão à procura de novas paixões e, mesmo sendo mais céticos e práticos, também solicitam a intervenção do santo em prol da causa que, para os solteiros, é muito justa. E por serem mais tímidos, preferem não revelar a identidade, mas não conseguem esconder que também agem pautados na emoção. Como é o caso de Carlos, técnico em enfermagem e solteiro há três anos. “Também queremos alguém especial, um relacionamento que prospere”, confessa ele que também já arquitetou um castigo para Santo Antônio caso não seja atendido. “Não custa tentar, não é?”.


Você Sabia?

Você sabia o porquê do menino Jesus estar nos braços de Santo Antônio, na imagem? De acordo com Elisete Dias, o santo era devoto a Nossa Senhora e então, no momento em que ele adoeceu, ela confiou o menino Jesus a seus braços como sinal de agrado, de que estavam ao lado dele. Você sabia o porquê da crença de que Santo Antônio é o santo casamenteiro? Segundo Elisete, naquela época as mulheres que fossem se casar deveriam pagar aos sogros um dote, estabelecido pelo rei. Vendo a dificuldade das mulheres mais pobres em concretizar o matrimônio por esse motivo, o então Frei Antônio intercedeu por elas para que pudessem se casar sem o pagamento do tal dote. O pedido foi aceito e ele passou a ser adorado pelas mulheres que desejavam se casar. E assim o tempo e as crenças populares, passadas de gerações em gerações, trouxeram a ele o título de santo casamenteiro e os castigos à imagem, com o intuito de obter a graça de se conseguir um bom marido.

Santos de Junho

Assim como Santo Antônio, outros dois santos também são homenageados no mês em que se inicia o inverno: São João e São Pedro. O dia de São João, conhecido como o santo festeiro, é comemorado em 24 de junho, por ser a data de seu aniversário. Para combinar com o frio da estação, em inúmeras cidades do interior do país são realizadas muitas festas em comemoração ao dia de São João, mais conhecidas por festas juninas, cheias de danças, músicas com sanfonas, brincadeiras, fogueiras e comidas típicas como bolo de milho e fubá, amendoim, pipoca, quentão, chocolate, cachorro quente, entre outras delícias. Segundo o catolicismo, São João é considerado o santo mais próximo de Jesus, pois além de ser primo e amigo, batizou-o nas margens do Rio Jordão. Já dia 29 de junho é o dia de São Pedro, conhecido como o mais sério dos três santos juninos e guardião das portas do céu. Também é lembrado com a queima de fogos, danças e comidas típicas. Alguns até arriscam dizer que ele, sim, ajuda na escolha do melhor pretendente, além de fazer chover e proteger os pescadores.


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Crendices populares X Santo Antônio

A RE relata algumas das curiosas simpatias que ouviu da galera diante da adoração pelo santo, em busca de novos relacionamentos e matrimônios: Para encontrar a alma gêmea dizem que vale a pena mergulhar uma imagem do santo num copo com água ou escondê-lo embaixo da cama, na total escuridão, e mantê-lo assim até que se resolva o problema do coração solitário. Para descobrir quem será o futuro amor, basta escrever o nome dos candidatos em vários papéis e colocá-los numa bacia com água, no relento da madrugada do dia 12 de junho. Na manhã seguinte, o papel que estiver aberto indicará o escolhido. Já aqueles que têm namorado(a) ou noivo(a), mas perderam a esperança de subir ao altar, precisam juntar um fio de seu próprio cabelo com um fio do amado(a) e colocá-los aos pés do santo, que rapidamente atende o pedido. Outra opção para trocar a aliança de mão é presentear um casal de noivos, no dia do casamento, com uma imagem de Santo Antônio sem o menino Jesus, pedindo no altar para que o desejo de se casar seja atendido. Obtendo êxito, é imprescindível que leve o bebê até o altar da igreja e agradeça pela graça alcançada, acendendo uma vela em sua homenagem. Aqueles que desejam reconquistar alguém necessitam de um cravo e de uma rosa para fazerem a simpatia. Durante o procedimento, os talos devem ser amarrados com treze nós, com uma fita verde, e o pensamento deve ser forte na esperança de que o Santo vá uni-los novamente. Assim, o povo segue com seus rituais, crendices e misticismos, baseados na teoria da sabedoria popular de que se bem não faz, mal também não há de fazer!


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Moda Por Flávia Aldrovandi

moda@revistaenergiafm.com.br

Tons terrosos Elegantes, os tons terrosos marcam presença no inverno 2012, abrindo as opções de cores. Com combinações versáteis, eles renovam o guarda-roupa e tiram o básico das cores como preto e cinza. Preparado?

Cores: Tijolo, caqui, café e marrom combinam com nude, mostarda e até preto, aposte!

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depois

Antes e

Por Cintya Barros

Ficou muito lindo, estou me sentindo uma nova mulher ANTES

Muriel Petri

Auxiliar administrativa, 28 anos

As luzes californianas estão super em alta e a cabeleireira Cintya optou por essa técnica para dar um toque muito especial nos cabelos da Muriel, que estavam bem escuros. Mas é preciso muito cuidado na hora da aplicação, para não manchar nem parecer uma emenda de cores. As mechas em tom caramelo iluminaram seu rosto. O corte médio, logo abaixo dos ombros e repicado nas pontas, dão movimento às suas madeixas.

Fotos: Leandro Carvalho

Maquiagem

Cintya iniciou na pale de Muriel com o prime Una da Natura; a base e o pó compacto foram usados da Mary Kay; o iluminador com efeito bronzeante e o blush do Duda Molinos. Nos olhos, paleta de sombras Shiseido, máscara para cílios Maybelline e solução para sobrancelhas de O Boticário. Nos lábios, um rosa bem suave.

Muriel, feliz da vida durante a transformação

Rua: Lourenço Prado, 841 Centro | Jaú | Fone: 3622.4945 62 Revista Energia

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DEPOIS

Cabelo


DICAS

DIA DOS NAMORADOS

DESCOLADO CASUAL EM VERSÃO CHIQUE Todo homem classudo deve ter um blazer de couro arrasa-quarteirão no armário. Ok, exige investimento, mas pense no custo-benefício: a peça não sai de moda nunca e sofistica qualquer produção. Nas ocasiões em que t-shirts não dão conta do recado (ficam esporte demais), acerte na mosca com polos ou camisetas italianinhas, apelido das camisetas de malha justinhas, com botões no decote.

Além da sua personalidade brilhante, sabe o que ajuda a garantir a noite? O jeans do momento, com o corte e lavagem certa + camisa casual de modelagem justinha + cinto com fivela pesada e um tênis street caprichado.

Aonde você vai assim: restaurante bacana, teatro, clube da m0da, show em casas noturnas e afins.

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Varal

Fotos Leandro Carvalho

Arezzo:

Jaú Shopping Piso Superior Fone: (14) 3416.7737

Erica Módolo:

Fone: (14) 8128.1900

Jac Cosméticos: Av. Netinho Prado, 314 Fone: (14) 3626.2963

Menfis Modas:

Rua Tenente Navarro, 619 Fone: (14) 3626.8108

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Gold Silver:

Jaú Shopping - Piso Térreo Fone: (14) 3416.1858

M.Officer:

Jaú Shopping Piso Térreo Fone: (14) 3416.0831

Ana Maria Fitness

Rua Marechal Bitencourt, 82 Fone: (14) 3624.7276 - Jaú Rua Tiradentes, 415 Fone: (14) 3652.6454 - Dois Córregos

Santa Felicitá Bolsas e Acessórios: Rua Sebastião Ribeiro, 658 A Fone: (14) 3621.9078

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Varal Vannora Calçados: Av. Frederico Ozanan, 460 Fone: (14) 3622.5156

Feminina Moda íntima:

Jaú Shopping Fone: (14) 3624.4854 Rua Lourenço Prado, 364C Fone: (14) 3626.8455

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Look

kids

Por Leandro Carvalho

68 Revista Energia

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Crianças

Ana Laura de Oliveira Rett João Pedro Scarabello Dallano

Locação

Caiçara Clube de Jaú Fone: (14) 3601.2511

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Fitness

Por Marcelo “Tchelinho” Macedo

Magro ‘de ruim’ V

ocê já não aguenta mais ser tachado de “magro de ruindade”? Tudo bem que seja pura inveja das pessoas mais cheinhas, pois você pode mandar para dentro tudo quanto é pizza, hambúrguer e tortas, sem se preocupar com a balança, mas nem por isso você é feliz. Seu sonho é olhar-se no espelho e enxergar a pessoa mais forte do mundo, não é? Para isso, você se mata, malha pesado todo dia, come quantidades que transformariam qualquer outra pessoa em um elefante e o máximo que consegue é não emagrecer, e quando conquista 1 ou 2 quilos a mais na balança, basta pegar gripe, pular uma refeição ou faltar da academia alguns dias para que tudo encolha em tempo recorde. Pensando nisso, a Revista Energia desta edição traz algumas dicas para você superar esses obstáculos! E logo em seguida um programa de treinamento de musculação. Você só vai precisar de foco, disciplina e alguns ajustes em seu cotidiano. Boa sorte! Se dedique! – incentivos de academia... vou pesquisar, rsrsrs

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Treine certo

Treinos muito extensos, com cargas elevadas para sua capacidade física só estressam a musculatura e podem gerar lesões, pelo fato de estarem sendo executados de forma incorreta. Os exercícios devem ser praticados na frequência e intensidade adequadas para cada pessoa.

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Descanse o corpo

Os músculos também necessitam de repouso para crescer. Respeite um intervalo de 48 horas antes de voltar a treinar um mesmo grupo muscular, para que este se recupere do esforço. Atenção! Caso force o músculo, ele entra em processo catabólico (de queima, e não de ganho).

Alimente-se corretamente

A dieta também precisa suprir o corpo de nutrientes fundamentais. É fácil se entupir de tranqueira e achar que está comendo bem. No final, o excesso vira gordura, não músculo. Ninguém melhor do que um nutricionista para orientar de forma correta quais os alimentos e os suplementos que você deve ingerir.


Treino 2: Ombro / Perna Repetições elevação lateral: 10-10-10 elevação frontal: 10-10-10 desenvolvimento ombro: 10-10-10 remada alta: 10-10-10 leg-press 45º: 8-8-8 agachamento: 8-8-8 cadeira extensora: 10-10-10 cama flexora: 10-10-10 panturrilha step: 10-10-10

Treino 3: Bíceps / Costas

Este é seu programa de treino: Tempo total: 60 minutos Carga: 85% de 1RM Intervalo entre uma série e outra: 1 minuto Aquecimento: 10 minutos de atividade aeróbica

Treino 1: Peito / Tríceps

Repetições supino reto: 8-8-8 supino inclinado: 8-8-8 supino declinado: 8-8-8 crucifixo: 8-8-8 pulley tríceps: 10-10-10 mergulho: 10-10-10 rosca testa: 10-10-10

Repetições rosca scott: 10-10-10 rosca alternada em pé: 10-10-10 rosca concentrada: 10-10-10 pulley frente: 8-8-8 pulley costas: 8-8-8 remada baixa: 8-8-8 remada unilateral: 8-8-8

Obs: Alongamento global sempre no final do treino.

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club

Social

Por Juliana GalvĂŁo

social@revistaenergiafm.com.br

Arte!

Um sĂĄbado delicioso. Esse foi o presente de Betinha Masiero junto a artistas e artesĂŁs, a todas as mulheres que compareceram no bazar realizado por elas.

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1. Betinha Masiero e Poliane Martins 2. Paula, Rosinha e Raquel Ferruci 3. Aline Martinez com o filho Eduardo 4. Carolina Ximenez e Luiza Nadaleto Masiero 5. Fernanda Penna e Maria Valéria Dornellas 6. Juliana Brovéglio e Giovana Di Giacomo 7. Juliana Videira, Patrícia Almeida Prado Teixeira e Suzana Zampieri 8. Marília, Flávia e Maria Carolina Almeida Prado Rodrigues 9. Nivaldo e Cláudia Carboni

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club

Social

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Jauense

Lúcia Barizza foi homenageada na Câmara Municipal de Jaú, onde recebeu Título de Cidadã Jauense. O merecidíssimo título se deve a todos os serviços por ela prestados por mais de 21 anos nessa Cidade, frente à mais significativa rádio da região, a Energia FM, e da Revista Energia, como profissional e grande ser humano que é. Jauense de coração, Lúcia se emocionou com os discursos, em especial do seu filho Bernardo. Após a cerimônia, os convidados comemoraram o título em um restaurante da cidade. Mais que merecido!

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Fotos: Leandro Carvalho

1. Lúcia Barizza 2. O médico João Barizza, marido da homenageada, os filhos Bruno e Bernardo e a nora Aliny Gallico 3. Lúcia com o proprietário do Sistema Energia de Comunicação Antonio Badih Chehin e Maria Eugênia Celulari Marangoni 4. Chehin, o prefeito Oswaldo Franceschi Jr., o vereador Carlos Lampião e João Barizza


e.

Canal Homenagem!

Ricardo Izar foi homenageado pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar por sua conduta exemplar de homem público que manteve durante toda a vida. O Conselho inaugurou o espaço Deputado Ricardo Izar, que dentre muitos, contou com a presença da Sra. Marisa Mauad Izar (viúva do parlamentar) e com o filho, o Deputado Ricardo Izar Junior.

Parabéns!

A “peruésima” Karina Andriotti, que está com seu site www.karinaandriotti.com.br bombando, comemorou o niver em festança só para mulheres. O resultado? Uma tarde agradabilíssima, com muita gente boa reunida e ótimas gargalhadas, como é da personalidade da anfitriã. Felicidades e sucesso Karina!

Do bem!

Para quem não sabe, o Lar Escola Hilarinho Sanzovo realiza um trabalho incrível, por meio do projeto PAI (projeto de atenção à infância) onde voluntários prestam atendimento a crianças e suas famílias. A principal missão é educar e cuidar para que sejam mais felizes, saudáveis e tenham todos seus direitos assegurados, garantindolhes dignidade e cidadania. Dentre outras coisas, as crianças contam com aulas de natação, dança, karatê, Música, futsal, damas, horta, jardinagem e ainda literatura e biblioteca. É ou não é o máximo?! O telefone para maiores informações é (14) 3622-1270. Contribua!

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e.

club

Social

Canal

Lançamento!

No último dia 24 a família Pengo, proprietária da Biomecânica Indústria e Comércio de Produtos Ortopédicos, reuniu em SP parceiros e amigos em uma superfesta. O evento, dentre várias novidades, lançou o catálogo de produtos da empresa. Na foto, Ana Carolina Pengo, Vera Lotto, Rafael Pengo, José Roberto Pengo Jr., Sônia Pengo e José Roberto Pengo.

Coquetel!

A M. Officer recebeu convidados vips em coquetel de reinauguração da loja no Jaú Shopping. Além da excelente recepção, que contou com sorteios da marca, a loja está com uma coleção lindíssima! Nas fotos: 1 Otaviano Bernini, Rita Fiorelli Bernini e Juliana Parra; 2 Marcelo Panucci e Daniela Carreira.

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Marcelo, Vinícius e César

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Foto: Leandro Carvalho

Som!

Marcelo Mendonça, que manda muito bem no comando dos programas da nossa rádio, agora anda mostrando seu talento nos palcos. Cheio de fãs, está nos vocais da Banda Diane, com Vinícius Oliveira e César Abreu. Super elogiada pela moçada a banda, que anda tocando nas principais casas noturnas de Jaú, sempre termina os shows com pedido de bis! Sucesso!

“Festa da Fogueira”!

Com mais de 100 anos, a tradicional Festa de São João Batista na cidade de Bocaina acontece entre os dias 23 de junho e 15 de julho. A famosa passagem pelas brasas da fogueira, que atrai gente de toda região, acontece logo na abertura, dia 23, onde haverá também grande queima de fogos.


Boa forma!

Fotos: Leandro Carvalho

Marcela Amancio Silva, Eder Galli e a filha Maria Fernanda Amâncio Silva

Em novo endereço, a Fisio Pilates está atendendo na rua General Galvão, nº 71, sala 01. Para quem quer dar um up no corpo, trabalhando força, tonificação e alongamento de dentro para fora, basta dar uma passadinha por lá e garantir seu horário.

Chique!

A Gold Silver preparou um coquetel para apresentar sua nova coleção de ouro. A loja que possui jóias, óculos, relógios de encher os olhos, mais uma vez surpreendeu com uma coleção lindíssima. Na foto, a gerente Eliete Alves de Oliveira, as proprietárias Fabiana Domini Manoel Rosseto e Carol Rosseto junto as funcionárias da loja.

Novo espaço!

A Mamogi inaugurou espaço concorridíssimo por conta dos belíssimos sapatos, bolsas e acessórios. Mariucha, Mônica e Giovanni Vieira inauguraram loja na própria fábrica, recebendo clientes e amigos com dia recheado de comes e bebes. Revista Energia 77


guia decor guia de decoração

dicas e sugestões para deixar seu ambiente lindo e aconchegante

o quarto do bebê Com produtos de requinte e qualidade, a Juliluy é a melhor opção em móveis e ambientes planejados para o quarto do seu bebê. Nesta edição, a Juliluy apresenta peças da Cia. do Móvel, em um espaço projetado pela design de interiores Nidia Pedroso, que está à disposição para lhe atender e ajudar a projetar o quarto que você sonhou para seu filho. Juliluy: Um carinho a mais para o seu bebê. A Juliluy atende de segunda a sexta das 9h às 18h e aos sábados das 9h às 17h. Rua Aristides Lobo Sobrinho, 63, Centro – Jaú. Fone: (14) 3624.6627.

re dá a dica: Quem diria, as pallets, aquelas “caixinhas” de madeira, que são utilizados para otimização do transporte de carga, podem dar um novo visual na sua decoração. Com criatividade é possível transformar a peça super versátil em sofás, prateleiras, mesas e outras muitas peças lindíssimas, e o melhor, além de sustentável, sai por um precinho bem bacana.

requinte Com produtos versáteis e elegantes, a loja Mariza Reis é a melhor opção em peças para decoração, presentes e utilidades. No ambiente projetado para esta edição da Revista Energia, um realce à cômoda restaurada em branco provençal, à poltrona de fibra sintética e aos objetos em alumínio que ajudam a compor o ambiente com harmonia e requinte. A loja Mariza Reis está há 20 anos em Itapuí e inaugurou nova sede em Jaú. O atendimento é de segunda a sexta das 9h às 18h e aos sábados das 9h às 17h. Rua 15 de novembro, 509 – Itapuí. Fone: (14) 3664.1681 Rua Edgar Ferraz, 99 - Centro – Jaú. Fone: (14) 3416.6900

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Natassia Savio

Design

Arquitetura elegante e versátil com um estilo marcante

Peças gentilmente cedidas pelas lojas Floratta e Dazze Estofados e Movelaria

Texto: Karen Aguiar | Fotos: Leandro Carvalho

No living, o painel de imbuia desenhado pela arquiteta embute a aparelhagem e deixa o ambiente mais acolhedor. Poltronas “Barcelona” e objetos coloridos (Floratta) compõem uma agradável mistura de estilos.

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Coisas que

gosto

Uma peça de design: A cadeira “Bertoia” do designer italiano Harry Bertoia. É uma peça leve com design atemporal, que pode ser usado tanto em ambientes rústicos como nos contemporâneos. Um arquiteto: Isay Weinfeld produz uma arquitetura limpa e minimalista. Gosto da forma como ele explora os elementos naturais: luz, madeira, água e pedras brutas. Os detalhes diferenciam sua obra.

Natassia

A

arquiteta Natassia Savio, formada pela PUCCampinas, imprime em seus trabalhos elegância e versatilidade com seu estilo marcante. “Procuro buscar sempre a simplicidade e mesclar o natural com o contemporâneo, tirando o melhor partido dos materiais. O projeto tem que refletir a personalidade e ambições de quem vai ocupar aquele espaço, então acredito ser essencial o arquiteto captar isso do seu cliente.” Após trabalhar um período com a arquiteta Regina Adorno, em São Paulo, e também passar pelo escritório da renomada Tânia Eustáquio, em 2011 Natassia inaugurou, no centro de Jaú, o escritório Casa 2 Arquitetura e Design, instalado em um antigo prédio do início do século XX. “Sempre gostei da ideia de criar e projetar espaços. Se pararmos para pensar, a arquitetura e o design influenciam, e muito, na qualidade de vida e no cotidiano. Tudo é design e tudo é criado a partir de ideias. Arquitetura é uma forma de concretizar essas ideias e transmitir sensações.” Com o objetivo de trazer aos projetos bom gosto, funcionalidade e inovação, sempre em sintonia com as tendências atuais da arquitetura contemporânea, é que o escritório foi montado. “Os interesses do cliente são sempre o ponto de partida de cada projeto, e esta sintonia é a base para um bom resultado. Desenvolvemos projetos de arquitetura e urbanismo, reformas, desenho de mobiliário, de interiores e fachadas para obras residenciais e comerciais.” Dentre os trabalhos já realizados em Jaú, Natassia cita algumas lojas como a Next Shoes e Costume Nacional (ambas no Território do Calçado), algumas reformas, projetos de interiores residenciais e arquitetura de residências em condomínios fechados, tudo com sua marca, requinte e sofisticação.

Casa 2 Arquitetura e Design

Rua Lourenço Prado, 972 | Centro | Jaú Fone: (14) 3624.6679 | (14) 8134.3535 www.casa2.arq.br | natassia@casa2.arq.br

Uma cor: O branco e tons neutros como cinza e bege, que são a base para qualquer decoração.

Uma cidade: Paris! Acho uma cidade encantadora e cheia de charme, que surpreende a cada esquina. Até mesmo tomar um simples café, tem um charme especial nessa cidade. Um estilista: Oskar Metsavaht, da Osklen. Ele faz o máximo com o mínimo, explora os materiais e brinca com a geometria mantendo a simplicidade.

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Gourmet

Por Mario Netto

Minestra alla milanese Ciao a tutti

Nesta edição aproveito a chegada do frio e trago para vocês uma receita difundida em toda a Itália, mas que tem a sua raiz na cidade de Milão: trata-se da “Minestra alla milanese”. A receita original da minestra milanesa não se acha facilmente, pois quando ela foi criada as verduras e legumes usados para se fazer essa “sopa” eram todos rigorosamente de época, consequentemente, os ingredientes mudavam segundo a estação. No inverno usavam-se certos tipos de ingredientes para fazer a minestra quente e, no verão, outros tipos para uma minestra morna. Esse prato econômico, mas muito saboroso e leve, tem as suas raízes na tradição alimentar dos camponeses de Milão, no começo do século XIX. No ano de 1858 foi lançado um livro que se chamava “Nuovo dizionario dei sinonimi della língua italiana”, ou seja, um dicionário que padronizou as expressões regionais em toda a Itália, e nesse dicionário não existia a palavra “minestra” porque essa palavra era apenas conhecida nos arredores de Milão. Foi no ano de 1891, quando Pellegrino Artusi, critico literário, historiador e gastrônomo italiano, lança um livro chamado “La scienza in cucina e l’arte di mangiare bene” (A ciência na cozinha e a arte de comer bem), que a receita da minestra se torna conhecida em todo o território italiano e, posteriormente, no resto do mundo. Hoje em dia, a minestra é feita em toda a Itália e, como tudo no país, cada região a faz de um jeito e com diversos tipos de ingredientes. Hoje trago para vocês a receita camponesa da Lombardia.

Mario Franceschi Netto Formado pelo SENAC, já trabalhou no Grande Hotel Águas de São Pedro, Café de la Musique em São Paulo e, atualmente, faz o curso Master de cozinha em Parma, na Itália, no instituto ALMA.

Ingredientes Para 4 pessoas: 4 dentes de alho 1 cebola grande 8 folhas de manjericão 2 cenouras 1 couve-flor pequena 200g de feijão carioquinha (previamente amolecido) 100g de bacon 2 batatas médias 3 costas de salsão 2 abobrinhas pequenas 2 pedaços médios de abóbora 200g de ervilha 1 alho poró pequeno 1 maço de salsinha 3 tomates grandes sem sementes 150g de parmesão ralado sal, pimenta do reino e azeite a gosto.

modo de Preparo Lave e limpe todos os vegetais, descasque a batata e a abóbora. Corte em cubos pequenos a batata, a abóbora, a abobrinha, o bacon, a cenoura, o salsão, os tomates (importante que eles tenham o mesmo tamanho). A couve-flor deve ser cortada de maneira que os pedaços fiquem também do mesmo tamanho. O alho poró deve ser cortado em rodelas finas; já o alho e a cebola, picados bem finos. Numa panela, frite o bacon até que ele solte a gordura e fique crocante, em seguida adicione o alho e a cebola e frite até que eles fiquem douradinhos (neste ponto, se for preciso, acrescente um pouco de azeite). Logo após, junte todos os outros vegetais e frite levemente por dois minutos. Adicione água fria até que cubra todos os vegetais (se você preferir uma sopa com mais caldo, coloque mais água, se preferir uma sopa mais consistente, menos). Quando a água começar a ferver, abaixe o fogo, tampe a panela deixando-a entreaberta para que saia o vapor. O tempo de cozimento gira em torno de 50 minutos, mas é sempre bom provar para ver se os vegetais estão cozidos a seu gosto. Uma vez pronta a minestra, pique finamente a salsinha, o manjericão e misture. Sirva com o parmesão ralado e com um belo fio de azeite extra virgem. Um ótimo acompanhamento para o prato é um belo pão italiano ou uma brusqueta feita só com alho e azeite extra virgem.

Dica: essa receita de minestra é básica, você pode acrescentar ou eliminar ingredientes de acordo com seu gosto. O importante é ser feliz. 82 Revista Energia

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guia da gula

guia gastronômico

sabores para todos os paladares

chopp do português Já não bastasse o bom ambiente, o chopp mais gelado para confraternizar com amigos, familiares ou aquela pessoa especial, o Bar do Português também é tradicional em suas deliciosas porções. A RE recomenda o Filé Mignon de molho de gorgonzola e damasco. Incrível. Venha experimentar mais essa ótima opção do nosso cardápio. Av. Dudu Ferraz, 551 - Jaú Fone: (14) 3416.5150 - www.bardoportugues.com.br

Pizza de sorvete Uma das especialidades da casa é a deliciosa pizza de sorvete com cobertura de chocolate. Em sua composição, ingredientes frescos e selecionados combinados à massa leve e diferenciada que você só encontra no Ponto da Pizza. Venha experimentar. A pizzaria Ponto da Pizza abre de terça a domingo, das 18h30 às 23h30, também para entregas. Avenida Dudu Ferraz, 621 Fone: (14) 3622.1137 - 3622.1778 - 3622.2344

Fotos: Leandro Carvalho

gastronomia

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Que tal oferecer um romântico banquete nos dia dos namorados, ou então um jantar casual para uma reunião de amigos? E tudo em sua casa, com a assessoria de profissionais especializados. Agora você pode contar com esse serviço gastronômico diferenciado, com pratos preparados exclusivamente para você e seus convidados, com o toque especial de um chefe, na sua casa, de acordo com suas necessidades e preferências pessoais. O serviço inclui desde comprar, preparar a refeição e servíla, até a limpeza da cozinha. O objetivo é deixar a etapa dos preparativos para um profissional, trazer o restaurante para a sua casa e aproveitar a festa como se você fosse, também, um convidado. Deixe o trabalho para quem entende do assunto! Gourmets - Alta gastronomia em sua casa: gourmets.emcasa@hotmail.com www.facebook.com/OsGourmets Mônica (14) 9760-1351 ou Francisco (14) 8143-2332


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vida

Boa

Por João Baptista Andrade

Comida para cachorros 2, a missão

Definitivamente, o Preto não gosta de ganso assado. Sobre a gordura de ganso que ficou na assadeira... Aí é outra conversa. A chegada do Preto mudou toda a rotina da casinha. Estabelecendo correlações muito importantes, o Preto pesa uns 40 quilos, contra os pouco menos de 14 quilos da Menina. Claro está que o animal dominante no pedaço é... Ela! Mais além da questão óbvia da precedência, a Menina sabe que todo macho feliz é um pau mandado de uma fêmea doce e forte. E aos eventuais leitores do sexo masculino que possam não ter concordado com o comentário acima eu aviso logo: tem que ser homem com um agá enorme de tão maiúsculo para saber como comportar-se diante de uma fêmea e submeter-se a todos os prazeres decorrentes de tal situação.

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Entretanto, o fato que se estabeleceu foi que a chegada do Preto modificou os matos de Joaquim Egídio como nunca antes na história deste subdistrito (Ops... Acho que me empolguei.). Aqueles sabiás folgados que costumavam perambular pelo gramado, agora encontraram um adversário de respeito. Pior ainda, a Menina também resolveu aderir à brincadeira. Portanto, já não existem mais pássaros beliscando as migalhas que inevitavelmente se acumulam abaixo da mesa. Mas, muito mais que a apreciação generalizada do Preto pela população local (a Menina já tinha seu próprio fã clube estabelecido), os mais importantes acréscimos à família desse vosso escrevinhador rastaquera chamam-se Audrey e Mozart Herzer. Dois seres humanos sem qualquer comparação possível com os demais da espécie, que cuidaram do nosso Preto (é nosso mesmo, eu não me equivoquei), até que a casinha centenária aonde eu vivo fosse adaptada para recebê-lo. Acontece que quinze minutos junto ao Preto são mais do que suficientes para que qualquer um se apaixone perdidamente. Imagine as consequências de quase dois meses de convivência diária com o dito cujo. O casal mais que se apegou e o Preto fez exatamente a mesma coisa. No dia da entrega do cão estávamos todos emocionados. Quando Audrey e Mozart saíram, olhos mareados, eu sentei-me no degrau da porta com cara de triste e também chorei um pouquinho. Pela dor dos meus novos amigos abnegados e prestativos, e pela alegria da chegada do meu novo filho. A Menina deitou-se ao meu lado direito. O Preto deitou-se do lado esquerdo. Ela ficou quietinha e ele começou a lamber-me, como se fosse para alegrar-me. Quem não tem cachorro em casa que se coce! Os meus dois lindos só me colocam para cima e forçam a minha cachimônia na busca de comidas melhores e mais saborosas. A companhia deles junto ao fogão de lenha é maravilhosa. Audrey e Mozart, obrigado. Eu ainda não sei se o Preto vai gostar do cordeiro que farei para o outro pai dele, o Mozart. Mas eu vou descobrir isso na próxima vez em que estivermos almoçando todos juntos, o que espero acontecer em breve, meus caros. Breve! Entenderam?


Informe Publicitário

Novidade

boa

A Clínica Fisio Pilates realizou, em maio de 2012, um coquetel para comemorar seu novo endereço. Além do novo local, mais amplo e equipado, o studio traz para Jaú boas novidades. O TRX pilates suspenso, também a linha completa de aparelhos e acessórios de pilates e a sala de estética, com o que há de mais moderno. Manthus para gordura localizada, celulite e flacidez, além do tratamento com luz de led para rejuvenescimento e manchas na pele. Tudo feito pensando no melhor para você, que gosta de se cuidar. Venha conhecer.

A fisioterapeuta Marcela Amancio Silva, proprietária da Fisio Pilates

Rua General Galvão, 71, sala 1, Centro – Jaú. Fones: (14) 3624 2700 (14) 3416 3226 (14) 3416 3229

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Vinhos

Por Paulo Agnini Especial para Revista Energia

Vinho moderno

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Em sua forma mais simples, o vinho é elaborado esmagando-se as uvas e permitindo que o fermento naturalmente presente na casca transforme o açúcar do suco em álcool. Este é o processo de fermentação. Esmagadas e fermentadas dessa forma, as uvas brancas resultam vinho branco, as tintas, vinho tinto e nenhuma outra intervenção humana é necessária, além de separar o suco da casca, prensando. A arte do vinicultor pode ser expressa de modo igualmente simples. Trata-se de escolher boas uvas e realizar o processo de esmagá-las, fermentá-las e prensá-las com escrupuloso cuidado e higiene, e então preparar o vinho para beber limpando as leveduras e todos os corpos estranhos. Para alguns tipos de vinho, isso implica também o envelhecimento; para outros, quanto mais rápido forem comercializados, melhor. Estas são as verdades eternas sobre o vinho e a vinificação, compreendidas há centenas de anos. Elas podem ser realizadas com perfeição sem qualquer conhecimento científico moderno ou equipamento - apenas com sorte. Grandes vinhos passaram a ser elaborados nos locais onde a natureza, em geral, era mais gentil. Considerando-se uma colheita de uvas maduras e saudáveis, o elemento que determina o sucesso, mais do que qualquer outro, é a temperatura da adega durante e após a fermentação. A França (exceto o sul), a Alemanha, os Alpes e a Hungria tinham essas condições. O Mediterrâneo e os lugares com um clima similar, não. Se existe inovação que fez grande diferença entre o processo de vinificação antigo e o moderno, a única é a refrigeração. A refrigeração e o ar condicionado incluíram toda a zona de clima mediterrâneo ao mundo do vinho potencialmente fino. No entanto, a tecnologia tem avançado em uma frente ampla. Cada aspecto da viticultura e da vinificação estão, atualmente, submetidos a um nível de controle nunca antes sonhado. Esses controles são hoje prática comum na elaboração de vinhos, de quase todas as vinícolas do mundo. A ciência por trás do vinho é amplamente compreendida, mesmo em áreas tradicionais e entre os pequenos proprietários.


cultural

Guia

Por Heloiza Helena C. Zanzotti

Filmes

Livros Motoqueiro Fantasma 2: O Espírito da Vingança

Nicolas Cage está de volta no papel de Johnny Blaze. Depois de se esconder na Europa, Blaze é recrutado por uma seita secreta para salvar um garoto (Fergus Riordan) do demônio (Ciaran Hinds). Johnny tenta recusar o chamado, mas essa é a sua grande chance de se livrar de sua maldição. Com exibição em 3D.

Cada Um Tem a Gêmea Que Merece

Comédia focada em Jack Sadelstein (Adam Sandler), um publicitário de sucesso em Los Angeles, com uma bela esposa e filhos, que ano após ano teme um evento: a visita de sua irmã gêmea idêntica Jill (também Adam Sandler), no feriado de Ação de Graças. A carência e a atitude passivo-agressiva de Jill enlouquece Jack, transformando sua vida tranquila de cabeça para baixo. Katie Holmes interpreta Erin, esposa de Jack.

A Invenção de Hugo Cabret

O filme conta a história de um órfão vivendo uma vida secreta entre as paredes de uma estação de trem em Paris. Com a ajuda de uma garota excêntrica, ele busca a resposta para um mistério que liga o pai que ele perdeu recentemente, o mal humorado dono de uma loja de brinquedos que vive abaixo dele e uma fechadura em forma de coração, aparentemente sem chave.

1808 - Laurentino Gomes

A fuga da família real portuguesa para o Rio de Janeiro ocorreu num dos momentos mais apaixonantes e revolucionários do Brasil, de Portugal e do mundo. O propósito deste livro, resultado de dez anos de investigação jornalística, é resgatar e contar de forma acessível a história da corte lusitana no Brasil e tentar devolver seus protagonistas à dimensão mais correta possível dos papéis que desempenharam duzentos anos atrás.

O Poder dos Quietos Susan Cain

Em um mundo que exalta o ideal da extroversão, a timidez é vista como algo entre a decepção e a patologia. Fenômeno de vendas, esse livro mostra que a introversão, atualmente encarada como um traço de personalidade de segunda classe, pode ser extremamente produtiva e foi essencial para ideias que impulsionaram o desenvolvimento de nossa sociedade.

A Chave Mestra das Riquezas - Napoleon Hill

Milhares de pessoas no mundo já adotaram os ensinamentos do autor para progredir em suas carreiras e levar uma vida mais plena. Os preceitos de magnatas americanos descritos no livro podem ser aplicados por qualquer pessoa, independentemente da idade, profissão e situação financeira. Ao dominar e aplicar essas técnicas, você poderá ter o que quiser na vida. Prepare sua mente para o sucesso e a riqueza!

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Relacionamento

Amor e ódio O amor não tem hora nem lugar para acontecer. O número de pessoas que começam uma relação através do uso de ferramentas da internet, como sites ou redes sociais, está cada vez maior. Até aí, normal! De repente, tudo muda. O romance vira desprezo, a atração vira raiva e aquele lindo conto de fadas não passa de uma desilusão. Texto: Érika Lopes | Fotos: Leandro Carvalho

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ocê já deve ter escutado falar que amor e ódio andam juntos. Dois sentimentos totalmente diferentes, um positivo e outro negativo, que apenas são gerados durante certo tempo de convivência com as pessoas. Foi desse jeitinho que começou a divertida história de Maria Luiza Cocato e Filipe Storion. “Nos conhecemos em 2008, através da internet, via bate-papo e começamos a conversar. Foi rolando uma química, um “xaveco” aqui, outro ali e resolvemos marcar um encontro para nos conhecermos”, conta Maria Luiza que complementa: “No início eu me apaixonei, depois marcamos outros encontros e, como eu era muito nova, achava que só existiam homens perfeitos, até que comecei a reparar melhor nele. Primeiro pensei que fosse muito magro; o cabelo, estilo moicano, era horrível; só falava coisas sem sentido e era muito imaturo. Tudo isso começou a me irritar tanto, que acabei passando a odiá-lo, nem queria vê-lo na minha frente”, conta ela. Na opinião da psicóloga Adriana Roveroni, pessoas que parecem “se odiar”, provavelmente são muito semelhantes. O que irrita no outro, geralmente, é algo como olhar para um espelho (de forma inconsciente, claro). “A pessoa não percebe, mas o que a irrita é o mesmo que a atrai. Por este motivo, quando se aproximam e se conhecem melhor, descobrem semelhanças e interesses mútuos.” Filipe ficou surpreso com toda essa reação, pois achava que já tinha conquistado o coração da moça. “Eu tentava entender o porquê de tanta raiva, ela não queria mais sair comigo, não podia ouvir meu nome e, se me visse em algum lugar, ficava a metros de distância. Corri desesperadamente atrás dela, acredito que por isso o ódio dela só aumentou”. Filipe conta que sofreu bastante, mas o tempo foi o melhor remédio para curar as dores do amor.

Destinos traçados Anos se passaram e aconteceu um inesperado e grande reencontro. Maria Luiza, já com uma opinião mais adulta e formada de como é um relacionamento,

e certa de que as mulheres, como cientificamente comprovado, amadurecem mais cedo do que os homens, notou a transformação de Filipe. “Ele já não era mais um ‘moleque’, não tinha mais aquele cabelo moicano que eu tanto detestava, suas ideias e comportamentos eram mais agradáveis”. Com essas descobertas começaram, então, a se reaproximar. “Nós voltamos a conversar. Ele disse que nunca deixou de gostar de mim e que sempre se cobrava por não saber aonde tinha errado. Expliquei que era coisa de adolescente e aí aquela química do passado reaflorou. Estamos juntos há dois anos. Já passamos por momentos ruins e bons.” O casal aprendeu muito um com o outro e ambos aceitaram as diferenças. “Ele adora rock, eu prefiro samba, pagode e sertanejo. Ele ama pescar e eu odeio mato, pernilongo e sapo! Gosto mesmo é de shopping e uma boa balada! (risos) Mas acredito que é por isso que dá tão certo, nada pode ser perfeito, tudo é como tem que ser e com respeito.” Para Maria Luiza, o relacionamento só passa a dar certo depois da convivência, seja se conhecendo pela internet ou não, começando um romance pela amizade, se odiando ou se adorando. “Você só descobre que ama alguém de verdade quando imagina sua vida sem ela, e é assim com a gente, não vivemos mais um sem o outro”, diz Maria Luiza. E é justamente isso que Adriana ressalta: respeito. Essa é a palavra de ordem para lidar com as diferenças entre os casais. “Se escolheu este parceiro, se teve interesse a ponto de manter um relacionamento, é necessário respeitar o “gosto” do outro. Difícil, não é? Sim! Porém, possível, se houver amor de verdade e não uma paixão passageira.” Para a psicóloga, o ideal é um buscar entender e respeitar o outro, acompanhando-o no seu lazer de preferência. “Caso esta opção seja impossível para o casal, é preciso fazer concessões. Deixar de lado algumas coisas que o outro não suporta e vice-versa. Isso não significa se anular, mas sim, conviver e relacionar-se de uma forma saudável, afinal, não existem duas pessoas iguais”, finaliza Adriana.

Maria Luiza Cocato e Filipe Storion

“Nos conhecemos em 2008, através da internet, via batepapo e começamos a conversar. Foi rolando uma química, um “xaveco” aqui, outro ali e resolvemos marcar um encontro para nos conhecermos” Maria Luiza

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Relacionamento

“Você só descobre que ama alguém de verdade quando imagina sua vida sem ela, e é assim com a gente, não vivemos mais um sem o outro” Maria Luiza

Sites

A RE fez uma listinha com alguns sites de relacionamentos da web para você, quem sabe, encontrar seu amor na rede. Lembre-se: Tenha cuidado e fique atento com sua paquera virtual. Solteiros com filho: “Primeiro site de relacionamentos dedicados a solteiros com filhos” www.solteiroscomfilho.com Par Perfeito: “Seu próximo encontro começa aqui” www.parperfeito.com.br Meu desejo: “Onde o namoro acontece” www.meudesejo.com.br Metade ideal: “Aqui, relacionamento é coisa séria” www.metadeideal.com.br Cadê Vc: “O seu site de relacionamento” www.cadevc.com.br Bar Brasil: “Sua dose diária de amor” www.barbrasil.com.br Amores possíveis: “Encontre aqui o seu novo amor” www.amorespossiveis.com.br


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Comportamento

“A solidão bate à porta de todos, cedo ou tarde. Nessas horas, penso se realmente vale a pena estar sozinho e poder fazer tudo, mas não ter alguém para compartilhar isso comigo” Lucas


Antes só... Solteiros e sozinhos em casa, jovens contam como é assumir serviços domésticos, gerenciar a liberdade e se adaptar à solidão Texto: Renata Giacomeli | Fotos: Leandro Carvalho

E

les trocaram o conforto da casa dos pais e a companhia que se tem ao viver com um parceiro, pela liberdade de morarem sozinhos. Se sabendo disso veio à sua mente, leitor, a imagem de casas bagunçadas de jovens que fazem festas todas as noites, verá que não é bem assim. A Revista Energia conversou com alguns jovens que precisaram aprender a lavar, passar e cozinhar, em troca de um espaço só deles. Confira nesta edição detalhes dessas histórias na busca pela independência. Formado em Tecnologia da Informação, Lucas Guilmo Moreno, 24 anos, já passou pela experiência de morar com uma namorada. A relação não deu certo e ele voltou a morar com os pais, mas não levou muito tempo até perceber que não conseguia mais viver sob as tradicionais regras. Foi então que há um ano decidiu alugar uma casa e ter o seu próprio cantinho. Lucas conta que precisou aprender, na prática, todos os serviços domésticos, porém confessa que conta com a ajuda da mãe, que o visita duas ou três vezes ao mês. “Trabalho o dia todo, às vezes chego cansado e relaxo um pouco com a organização, mas gosto de fazer tudo no meu tempo. Gosto de limpeza, mas não fico neurótico, sempre deixo alguns serviços para o dia seguinte”, conta Lucas. Já a estudante de Publicidade e Propaganda Letícia Ferin e a esteticista animal Patrícia Gales Buscariolo, ambas com 22 anos, decidiram aproveitar a amizade consolidada, dividir as despesas e aprender com as novas situações. Após aprenderem os serviços domésticos uma com a ajuda da outra, colocam a mão na massa e garantem “esse é o lado bom da independência. Tem dias em que não temos a menor vontade de fazer alguma coisa, em outros já acordamos lavando a louça, limpando a casa”, divertem-se.

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Comportamento Viva os alimentos semiprontos! Alimentos como o arroz e o feijão, que são vendidos em grande quantidade, garantem a refeição das garotas por meses, mas, segundo elas, alimentos rápidos como o tradicional macarrão instantâneo e o suco em pó não podem faltar quando estão com preguiça de cozinhar. Além disso, os alimentos individuais não faltam nos supermercados e as opções à la carte ou self-service dos restaurantes também ajudam os solteiros. Durante a visita à casa das meninas para a entrevista, um eletrodoméstico inevitavelmente chama a atenção: a geladeira malhada. Pois é, a tradicional geladeira branca ganhou manchas pretas e virou uma verdadeira mimosa. Eis um benefício inusitado da independência: a possibilidade de personalizar toda a casa.

Os problemas da convivência Questionado, Lucas diz que é uma pessoa fácil de conviver, pois se considera paciente, atencioso e tranquilo, porém, só dividiria sua casa novamente com uma mulher se seus gostos fossem parecidos. Já Letícia e Patrícia afirmam: “Não há mais espaço em nossa casa, mas mesmo que houvesse seria impossível dividir com mais alguém, temos uma personalidade muito difícil e com o tempo isso geraria desgastes”. Que a liberdade é muito convidativa todo mundo sabe, mas será que bate a solidão? Lucas responde: “A solidão bate à porta de todos, cedo ou tarde. Nessas horas, penso se realmente vale a pena estar sozinho

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Letícia e Patrícia

“Tem dias em que não temos a menor vontade de fazer alguma coisa, em outros já acordamos lavando a louça, limpando a casa” Letícia e Patrícia

e poder fazer tudo, mas não ter alguém para compartilhar isso comigo. Porém, depois dos relacionamentos conturbados que tive, decidi pensar muito bem antes de tomar qualquer decisão. Estou feliz em morar sozinho e não procuro ninguém atualmente mas, se aparecer alguém que mexa com os meus sentimentos, vou deixar a vida seguir o seu rumo natural e não vou impedir isso”.

O inverno pede companhia? O friozinho chega e, junto com ele, o sentimento de solidão, em grande parte dos solteiros. Há ainda aqueles que se

sentem deprimidos só em pensar que hibernarão sozinhos. Mas mesmo sem um par para beber um vinho ou compartilhar um fondue, os solteiros da edição se divertem. Lucas adora assistir séries e filmes, e garante que tenta ver pelo menos um por dia. Outro passatempo do rapaz são os games em geral. Letícia e Patrícia curtem altas baladas, mas quando decidem ficar em casa, diversão não é problema. As garotas gostam de cozinhar ou fazer doces nos finais de semana e reunir os amigos para conversar, mas afirmam que eles não prejudicam a organização da casa. E para unir o útil ao agradável, algumas dicas simples permitem receber os amigos sem se preocupar com a bagunça do dia seguinte. Convidar a galera um dia antes da faxina da casa e evitar as visitas em dias de chuva, ajudam. Se o programa for um jantar, deixar os alimentos semipreparados ou a comida já pronta também evita a desorganização da cozinha. Além de permitir que sobre mais tempo para o bom e velho bate-papo até altas horas, sem a preocupação de que o volume das gargalhadas possa acordar os pais. Revista Energia 97


+ 5 As

Dia dos namorados aí e muita gente se lamentando por estar sozinha. Pare de procurar, o amor só vale a pena quando você o encontra de verdade. Namorar por namorar não rola, você não só joga seu precioso tempo fora, como faz seu parceiro perder tempo também. Se isso lhe parece justo, que tal curtir o dia dos namorados como um típico solteiro? Vamos a cinco dicas para você se deliciar nesta data amando a pessoa mais especial do mundo: você!

1

Comece o dia se cuidando Bom, esta dica deveria ser seguida diariamente, mas como essa data em especial faz lembrar da pessoa que você mais ama nesse mundo (como já disse, você), capriche na produção. Esteja mais bonito(a), com mais vigor e mostre o quanto é bem resolvido(a)!

2

Você merece um presente Vá a uma loja e se dê “aquele” presente, afinal, você o está escolhendo para a melhor pessoa do mundo. Imagine se todos os presentes fossem escolhidos com o seu gosto, seriam raras as surpresas ao abri-los.

3

Esnobe o bonitão carente O bonitão ou bonitona te enrola o ano inteirinho, aí justo no dia dos namorados reaparece com total carência. Que judiação, não?! Mande-o ficar com o colinho da mamãe. É isso 98 Revista Energia

os os dia do nam rad

Por Juliana Galvão

aí meu bem, não quer namorar, mas quer passar o dia dos namorados com você? Um tanto quanto incoerente, não acha?! Tenha certeza que com essa atitude você ganhará o melhor amor que pode ter: o amor próprio!

4

A night é sua

5

Livre da conchinha

Bora lá! Já passou o dia, você trabalhou ou fez sei lá o que da vida, e está aí o período preferido por 9 entre 10 dos solteiros. Reúna seus amigos mais divertidos e caia na balada. Lembre-se: é para se divertir! Nada de ficar falando de amores que teve ou gostaria de ter, nada disso! Ria dos acontecimentos e das coisas engraçadas que esta vida de solteiro lhe proporciona, afinal, rir de si mesmo é uma grande terapia e nos torna muito mais leves.

Chegando em casa da sua noite maravilhosa você está livre desse mito chamado “dormir de conchinha”. Sim, é uma delícia ficar de conchinha, mas dormir de conchinha é outra história, é coisa de masoquista! Imagine suas oito horas diárias de sono e você lá, imobilizado por um golpe do parceiro: a santa da conchinha. Ninguém merece! Enfim, aproveite o dia dos namorados, esteja você solteiro ou comprometido. E lembre-se: o que é bom é o que você vive com verdade, seja o namoro ou a solteirice!


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Revista Energia - Edição 22  

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