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RE: Toda essa “versatilidade” é coisa de mulher? PB: Eu acho que a mulher tem muito mais facilidade para lidar com as adversidades, com as dificuldades e com o excesso. Meus colegas costumam comentar: “eu não sei como vocês conseguem fazer tudo!” E por fim a gente administra marido, filho, casa, secretárias, serviço. RE: Em meio a esta correria, sobra tempo para vida social? PB: Juiz acaba não tendo uma vida social muito intensa. Acho que a gente realmente tem que estar na sociedade, precisa saber o que acontece para poder resolver os problemas também. Sou super a favor da Norma Constitucional, que estabelece que o juiz tem que morar na cidade em que atua, porque você sabe de tudo o que se passa: falta de água, criminalidade, bairros que passam por dificuldades, etc. RE: O que representa ser responsável pela implementação do Setor de Conciliação Extrajudicial em Jaú? PB: Eu gosto de resolver problemas, me dá satisfação. É muito importante mostrar ao casal que está se separando que eles têm um filho em comum, que esse filho vai ser deles a vida inteira e que eles vão ter que se entender, pois são responsáveis pelo sustento e educação do filho, mesmo não estando juntos. Isso me emociona, é uma coisa que me toca.

RE: A sra. citou um exemplo relacionado à família. Depois de ser mãe, tornou-se mais sensível a essas questões? PB: Somos seres humanos em constante transformação. Não só a maternidade, mas a maturidade nos torna seres humanos melhores. A experiência de vida nos faz seres humanos mais compreensíveis. Passamos a enxergar determinadas situações da sociedade como possíveis. Claro que não muda sua decisão, mas você não vê mais aquela situação como uma coisa maldosa. RE: O título de juíza assusta as pessoas? PB: Não, por que eu sou uma pessoa muito tranquila, brincalhona, mais informal mesmo. Assim como meu pai, ele tinha amizade com muita gente da sociedade, jogava futebol com muitos amigos. Todo mundo já me conhece daquela época. RE: Sendo bauruense, escolheu Jaú para viver por quê? PB: Porque não há nenhum outro lugar que me satisfaça como Jaú. Eu adoro essa cidade. Meu pai criou muitos amigos quando trabalhou aqui e quero que meu filho também possa ser criado neste ambiente. Fiquei 12 anos andando na magistratura para poder vir para cá. Chega a entrar na coisa do “romântico”, de querer mesmo uma cidade menor.

Revista Energia 23

Revista Energia - Edição 14  

A Revista Energia é uma publicação mensal da Rádio Energia FM. Garanta seu exemplar, gratuitamente, nos pontos de retirada: Posto São João,...

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