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Distribuição gratuita - Venda proibida

Jaú - ano 2 | edição 14 | Mensal - Outubro 2011 Tiragem auditada por:

Plano

diretor Com a palavra os empresários do setor Luiz Carlos Campos Prado Junior explica como as alterações na lei podem influenciar sua vida

Revista Energia 1

Ferromodelismo: brincadeira de gente grande | Gente Fina: Dra. Paula Bressan | Turismo: fazenda Mandaguahy


2 Revista Energia


Editorial

Ano II – Edição 14 - Jaú, outubro de 2011 Tiragem: 10.000 exemplares Revista Energia é uma publicação mensal da Rádio Energia FM Diretora: Lúcia Barizza lucia@radioenergiafm.com.br Editora-Chefe: Marina Titato redacao@revistaenergiafm.com.br MTb. 46.839 Diretor Artístico: Márcio Rogério rogerio@radioenergiafm.com.br Assistente de Redação: Amanda Dultra Repórteres Antonio Orselli orselli@revistaenergiafm.com.br Karen Aguiar karen@revistaenergiafm.com.br Marcelo Mendonça marcelo@revistaenergiafm.com.br Revisão de textos Heloiza Helena Zanzotti heloiza@radioenergiafm.com.br Criação e Diagramação Marina Titato Criação de anúncios Junior Borba Raul Galvão arte@revistaenergiafm.com.br Colunista Social Bruna Araújo bruna@brunaaraujo.com.br Colunistas Alexandre Garcia Antonio Paulo Trementocio Adriana Roveroni João Baptista Andrade Mario Netto Milva Biondi Professor Marins Paulo Agnini Colaboraram nesta edição Alexandra Lopes Daniel Martins Flávia Aldrovandi Juliana Galvão Marcelo Macedo Nádia de Chico Verônica Zenerato Comercial Silvio Monari Sérgio Bianchi Jean Mendonça Fotógrafos Cláudio Bragga Israel Denadai Revista Energia Rua Quintino Bocaiúva, 330 | 2º andar CEP: 17201-470 | Jaú - Fone: (14) 3624-1171 www.energianaweb.com.br Elogios, críticas e sugestões leitor@revistaenergiafm.com.br Quero anunciar comercial@revistaenergiafm.com.br A Revista Energia não tem responsabilidade editorial pelos conceitos emitidos nos artigos assinados e informes publicitários.

Capital Intelectual O valor do Capital Intelectual das empresas vem ganhando ênfase ao longo dos tempos. As empresas mais bem sucedidas são aquelas que defendem a importância dos seus bens intangíveis, entre eles seu Capital Intelectual. A melhor definição de Capital Intelectual que já li foi essa: “aquele que sai pela porta ao final de mais um dia”. Sempre tive como princípio de excelência na gestão, a ideia de procurar contratar, para formar o capital humano da empresa, pessoas que saibam mais do que eu, que dependam menos dos meus ensinamentos, porque me deixam com maior tempo para “criar”. Pessoas que eu precise “puxar”, ao invés de pessoas que eu precise “empurrar”. Quem trabalha comigo sabe bem disso. É justamente para falar de talentos, que são realmente os maiores valores da Rádio e da Revista Energia, que abro meu espaço nessa edição. A partir de agora contamos com o talento de Marina Titato, que chegou para assumir a editoração e progresso que temos como meta para a Revista Energia. Marina é especialista em revistas. Esteve por quase uma década à frente de títulos editoriais e vem com a missão de incrementar o projeto da RE, como você vai conferir agora, e aumentar o valor do nosso capital intelectual, afinal, o valor de uma empresa altamente profissional é criado pelo nível de conhecimento da sua equipe. Marina tem a missão da “melhoria contínua”, premissa do Sistema Energia de Comunicação. Vou me expressar melhor através da frase de Andrew Carnegie, que já foi o homem mais rico do mundo:

“Você pode nos tirar as fábricas, nossos pontos de venda, nossos meios de transporte e até nosso dinheiro. Tire tudo e deixe-nos apenas com nosso time e nossa organização. Em quatro anos, reconstruiremos tudo”. Nossos anunciantes acreditam e investem na Revista Energia, e a Revista Energia acredita e investe nos seus talentos, tudo para que você, leitor, fique cada vez mais satisfeito! Lúcia Barizza Diretora


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ÍNDICE Turismo: fazenda Mandaguahy, uma visita ao século passado

NESTA EDIÇÃO 6 Ferromodelismo 14 Ilustração 30 Solidariedade 34 Capa 40 Jabá 42 Sem limites 76 Turismo SEMPRE AQUI 10 Alexandre Garcia 18 Jurídico 20 Gente Fina 24 Motor 28 Raça do mês 32 Boa Vida 50 Garota Energia 52 Antes e depois 58 Guia cultural 60 Pergunte 61 Decoração 62 Varal 64 Look de Artista 68 Moda 72 Fitness 80 Pense nisso 81 Empresarial 83 Churrasco 84 Gourmet 86 Vinhos 88 Social Club 94 Relacionamento 97 Espaço Vip

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Ferromodelismo: o saudosismo das ferrovias transformado em miniaturas

ERRATA

O grupo de amigos do pôquer de Jaú se encontram apenas uma vez por mês. O IPSP (campeonato de poker) ainda não foi lançado.

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Nossa capa: Luiz Carlos Campos Prado Jr. Foto: Israel Denadai Produção Gráfica: Marina Titato


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Ferromodelismo

A

época de ouro das ferrovias pode ter chegado ao fim com as privatizações no setor e, por consequência, o fim do transporte de passageiros. Mas, no coração de um grupo jauense, esse amor ainda vive e é expressado em pequenas composições de latão e plástico estireno.

De pai para filho Para Francisco Pereira Filho, 77 anos, o saudosismo da época de ouro da ferrovia se faz presente na coleção de fotos que tem daquele tempo. Francisco considera-se “nascido entre os trilhos da ferrovia de Jaú da Companhia Paulista e antiga douradense”. Suas principais brincadeiras eram entre as linhas férreas. “Meu pai era ferroviário e meu maior ídolo. As grandiosas máquinas, uma paixão que eu materializava em forma de fotografias. Fotografava trens, ferrovias e estações de toda a região”. A paixão do senhor Francisco passou para o filho Angelo Francisco Pereira, 35 anos, que por não ter tido oportunidade de conhecer muitas das locomotivas fotografadas por seu pai, viu no ferromodelismo uma chance de ficar perto deste mundo ferroviário.

Brinquedo de

gente grande Por Karen Aguiar Fotos Israel Denadai

Arnaldo Denadai e suas réplicas

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Guardadores da memória O modelismo ferroviário nada tem em comum ao Ferrorama, típico brinquedo de trenzinho, sem escala e à pilha. Este hobby compreende réplicas elétricas feitas a partir da reprodução de um cenário real. Para isso é preciso dedicação, conhecimento e estudo de cada composição a ser criada. Sr. Francisco mostra foto da Locomotiva V8, da Companhia Paulista em Itirapina. Seu filho, Angelo, exibe a réplica que construiu

Mas o que é ferromodelismo? O passatempo é a reprodução em escala de todos os aspectos do mundo ferroviário. Não apenas de locomotivas e vagões, mas de todo o ambiente que cerca uma ferrovia de verdade. A reconstituição executada “nos mínimos detalhes” é a essência das coleções. Para tanto, são utilizadas as escalas de redução com o propósito de serem conseguidas miniaturizações perfeitas. A escala padrão utilizada é 1/87, ou seja, uma réplica é 87 vezes menor que o original. “O apogeu do período ferroviário ressurge nessas maquetes e no detalhismo dos ferromodelistas. Eu tento recriar e resgatar tudo isso. Temos ainda a sorte de no Brasil, em Ribeirão Preto, estar instalada a tradicional empresa Frateschi, que nos dá suporte para a montagem de toda a maquete.” Para ele, a mania pelas miniaturas está no sangue. “É uma diversão. É como trocar figurinhas com amigos. Você conhece vários lugares, pessoas, troca informações, dicas e detalhes. Em Jaú ainda não existe uma associação, mas são vários os apaixonados pela arte.”

De filho para pai Vinícius ao lado de seu pai Arnaldo

Vinicius Santiago Denadai, 9 anos, teve a paixão pelas composições despertada pelo avô, João Ricardo Santiago. “Quando eu tinha seis anos meu avô me levou para passear no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Ele gostava de ir ver as maquetes que tinham lá. Eu gostei muito dos trenzinhos e, depois daquele dia, eu pedia ao meu avô um daqueles.” Segundo Arnaldo Denadai, 42 anos, pai de Vinícius, após alguns dias do pedido da criança, o avô comprou o presente e ficou aguardando o aniversário do netinho. Infelizmente, o avô não teve tempo de entregar a surpresa e faleceu. Então, a avó lhe entregou o presente: um kit básico para iniciação de uma maquete de ferromodelismo. Como o garoto não tinha mais a companhia do avô, o pai se encarregou de realizar esse sonho do filho e Revista Energia 7


Ferromodelismo o ajudou a montar e ampliar as composições. E não teve jeito, Arnaldo acabou mais apaixonado pelo hobby do que o filho que, hoje, divide a paixão com o futebol e as tarefas da escola. Para Arnaldo o que mais chama atenção é que, além de “brincar”, o ferromodelista exerce várias artes que não imaginava ser capaz. “Já construí montanhas, árvores, viadutos, chácaras, gramados, florestas, vilas, semáforos, postes, cercas, casinhas, tudo com material reciclável, isopor, pó de serra, retalhos de madeira, árvores com galhinhos de árvore natural, bucha vegetal ou de lavar louça, fios e arames variados”. Segundo ele, a coleção faz parte de uma terapia. “Você bate uma foto e reproduz o cenário em escala. Além de tudo o que aprendo, eu acabo fazendo com que meu filho fique mais próximo e participe comigo. Ao mesmo tempo, posso desenvolver aptidões no aprendizado dele. Às vezes ele pode se interessar por mecânica, eletricidade, manutenção, paisagismo, questões ambientais e, ainda, desenvolve a cognição, paciência e coordenação motora, além de interagir com a família e com os amigos.”

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Viajando de

trem

Ainda é possível encontrar diversos passeios de trem que possibilitam uma viagem gostosa e momentos de descontração com sua família. Confira as opções e programe-se. Vale a pena!

Trem das Águas O trecho turístico na região de São Lourenço (MG) vale a pena ser conferido tendo em vista o alto grau de conservação das locomotivas preservadas pela ABPF (Associação Brasileira de Preservação Ferroviária). www.tremdasaguas.tur.br

ABPF – Rio Negrinho (SC) Também preservado pela ABPF, o trem parte do município de Rio Negrinho e, 30 minutos depois, para na estação de Serra Alta, em São Bento. De lá a viagem segue até o povoado de Rio Natal, já na descida da Serra do Mar. www.abpfsc.com.br

ABPF – São Paulo (SP) Localizada no Museu do Imigrante, em São Paulo, esta regional possui um pequeno passeio de trem, mas dá a possibilidade de voltar ao passado através do maior acervo de imigração do Brasil. Confira o site www.abpfsp.com.br

ABPF – Campinas – Jaguariúna (SP) Partindo da Estação de Anhumas, em Campinas, a Maria Fumaça percorre 24,5 quilômetros de ferrovia até a cidade de Jaguariúna.

CVRD – Belo Horizonte (MG) a Vitória (ES) Trajeto patrocinado e mantido pela Cia. Vale do Rio Doce (CVRD). É possível visitar cidades de Minas Gerais ou ir às praias do Espírito Santo utilizando esse meio de transporte seguro, agradável, econômico e com o menor impacto ambiental.

Serra Verde Express (PR) Este trem faz o deslumbrante percurso de Curitiba a Paranaguá, descendo a serra de trem ou litorina. www.serraverdeexpress.com.br

Trem dos Inconfidentes (MG) Este trem percorre um trecho de, aproximadamente, 17,5 Km entre as estações de Ouro Preto e Mariana. O trecho é tracionado por uma locomotiva Santa Fé a vapor, de origem tcheca. www.tremdavale.com.br

São João Del Rei – Tiradentes (MG) O passeio de Maria Fumaça é realizado na antiga Estrada de Ferro Oeste de Minas (EFOM), com extensão de 12 km entre as cidades. A viagem resgata o contexto histórico, ligando as estações construídas no século 19, passando por fazendas centenárias, entre rios e montanhas.

Ferrovia do Vinho (RS) Passeio charmoso na Serra Gaúcha, na chamada Rota da Uva e do Vinho. Partidas de Bento Gonçalves. www.mfumaca.com.br

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Radar

Boa

Por Alexandre Garcia

Os onze de setembro

Dois Onze de Setembro contribuíram para mudar o mundo. O mais recente, em 2001, tem consequências até hoje. Naquele dia, eu fazia uma palestra para o SEBRAE, em Belo Horizonte, quando me avisaram do ataque às torres gêmeas. Eu disse à platéia que começava naquele momento um novo tipo de guerra – uma forma de acabar com a paz de todos. Infelizmente, acertei. A II Guerra Mundial fora sucedida pela Guerra Fria, encerrada com a queda do Muro de Berlim e o fim da União Soviética. Mas a paz não veio.

O outro 11 de setembro é de 1973 e também mexeu com a balança do mundo. Em plena Guerra Fria, Estados Unidos e União Soviética se digladiavam na busca de domínio do planeta, usando o mundo como teatro de operações. No sul do planeta, cobiça nas passagens estratégicas do Cabo da Boa Esperança e do Cabo Horn. No Brasil, em 1973, já estava dominada a Guerrilha do Araguaia, promovida pelo Partido Comunista do Brasil, com o apoio diário de transmissões noturnas da Rádio Tirana, da Albânia, direto para o norte de Goiás. O erro de concentrar os guerrilheiros, em vez de espalhálos, levou ao desastre da tentativa de começar uma revolução que poria o Brasil no mundo marxista. No Uruguai, a guerrilha dos Tupamaros tinha o mesmo objetivo: transformar o país numa nova Cuba. Os guerrilheiros lutavam contra um governo eleito democraticamente pelo povo. Em junho de 1973, com a ajuda das forças armadas, o presidente Bordaberry fechou o Congresso e tirou os obstáculos para uma luta direta contra os Tupamaros. O país afastava a possibilidade de adotar um regime comunista. Na Argentina, guerrilheiros e terroristas Montoneros e do Exército Revolucionário do Povo se preparavam para substituir o governo peronista, eleito pelo povo. O que estou contando não li nos jornais; testemunhei como repórter do Jornal do Brasil e entrevistei todos os principais personagens desses acontecimentos. No Chile, governava um presidente marxista, Salvador Allende, que já tinha adotado medidas econômicas de nacionalização e estatização semelhantes às que Chavez, hoje, implantou na Venezuela. Os Estados Unidos, preocupados com a situação, apostavam na queda de Allende. Manifestações de rua cresciam contra o presidente, que praticava tiro com armas recebidas de Cuba para reagir a um golpe. Estava em jogo a influência e o domínio das passagens marítimas do sul. Em 11 de setembro de 1973, a influência cubana e soviética foi afastada por Pinochet, apoiado pelos americanos. Na vizinha Argentina, em março do ano seguinte, o General Videla, com a aprovação do povo e meios de informação, assumia o poder para virar a guerra que estava sendo ganha pelos grupos marxistas. Com a União Soviética se debilitando, 15 anos depois do primeiro 11 de setembro, o Muro de Berlim era derrubado. A vez dos Estados Unidos chegou 12 anos depois do Muro, quando foram derrubadas as torres de Nova Iorque. A História não encontra a paz.

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Imagem: Francisco Duarte Azevedo

O ódio levou ao terrorismo


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Informe Publicitário

Brix Jeans

Foto: Israel Denadai

A Brix Jeans iniciou suas atividades em 1994, na cidade de Rio do Sul, pólo de confecção em jeans de Santa Catarina. No início, comercializavam-se produtos com a marca “Brixton”, inspirado no bairro inglês conhecido por abrigar jovens de diversas tribos. Essa inspiração fez com que seus fundadores buscassem, desde o início, elaborar um produto diferenciado, com visual e identidade próprios. A empresa cresceu e, transpondo barreiras, modernizou seus equipamentos, os produtos e sua marca, transformandose na “Brix Jeans”. Com ações realizadas em uma revista de grande circulação nacional e na série global Malhação, a marca teve grande identificação com o público teen. Nomes como Rodrigo Hilbert, Cauã Reymond e Kaiky Brito desfilaram nossas coleções nas passarelas e as campanhas fotografadas com a atriz Fernanda Paes Leme trouxeram reconhecimento e expansão nacional para a grife. Em 2009, a Brix surpreende novamente e muda o perfil da marca para um consumidor mais sofisticado e com espírito jovem, com um mix da coleção recheado de acessórios e alfaiataria, seguindo as

Em Jaú, a loja FOX Rouparia vende Brix Jeans com exclusividade!

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tendências de consumo do mercado. A partir deste ano cria também uma nova identidade para a linha masculina, agora denominada BRX. A Brix é referência em jeanswear na região sul e está presente em todas as regiões do país, através de escritórios comerciais que atendem 900 multimarcas, além de 10 lojas exclusivas. Possui sua Flagship Store em São Paulo, no bairro Itaim Bibi, onde apresenta todo conceito visual presente no DNA da Brix.

Fotos: Israel Denadai

17 anos fazendo moda


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Ilustração

Marcelo Arradi Alexandre Palácio Márcio Martins

Sérgio Costa

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ma área em franca expansão e cada vez com mais adeptos. Assim pode ser entendido o mercado de ilustradores no Brasil. Uma mistura de conceitos, experiências, arte e técnicas para que os desenhos saiam da criatividade para o papel. Prova de que as ilustrações são levadas a sério é que, desde 2001, existe a Sociedade dos Ilustradores do Brasil. Uma associação sem fins lucrativos que reúne profissionais da área. O trabalho dos ilustradores passou por mudanças ao longo dos anos. Com a internet e os softwares para desenhos, novas possibilidades e plataformas para enriquecer um espaço em branco ganharam a mente desses artistas. Aos poucos, a forma para comunicar um conceito deixou de ser mera diversão e, atualmente é encarado como uma forma de receber reconhecimento, destaque e até mesmo de profissionalização. 14 Revista Energia

Por Daniel Martins Foto Israel Denadai


Ilustração criada pelo Coletivo Pé Vermeio especialmente para a Revista Energia

coletivo pé vermeio Em Jaú, um grupo tem ganhado destaque na linha de ilustração. O Coletivo Pé Vermeio surgiu no início de 2010, com quatro amigos jauenses: Alexandre Palácio dos Santos, 23 anos, Marcelo Arradi Sichieri, 27 anos, Márcio Martins, 33 anos e Sérgio Vinícius Costa, 24 anos. Segundo eles, um dos segredos da boa aceitação do público está em fazer projetos mais espontâneos, sem seguir uma linha de produção. Para Alexandre Palácio, um dos integrantes do Coletivo, “a influência para os trabalhos são, principalmente, da cultura underground, mais urbano, como artes de rua, grafite, colagem, entre outros”. Os trabalhos tiveram início primeiramente com o intuito de reunir os amigos. A partir de um momento, as reuniões começaram a ficar mais produtivas e as ideias passaram a se transformar em criações artísticas. Hoje, o processo de criação é mais profissional. O projeto surge de algum tema especifico, é feito o brainstorm (técnica utilizada para surgir e explorar novas ideias) e depois começa a prática. O grupo ainda diz que os temas são reaproveitados e um conceito pode ser utilizado em outros projetos.

Mercado de trabalho Os trabalhos de ilustração podem ser usados como forma de diversão, mas também para agências investir em propagandas lúdicas, desde que seja bem trabalhada. O começo da popularização tem criado o interesse de empresas diversas, buscando um design mais ousado que o habitual. Com um novo cenário, o Coletivo Pé Vermeio tem se beneficiado também por outros grupos com propostas semelhantes criando, assim, uma rede de Coletivos. Novas possibilidades de trabalho surgiram dessa união de pessoas com o mesmo interesse. O coletivo jauense ressalta que a internet é um meio que faz ultrapassar limites de problemas físicos, relacionados à distância de municípios, estados e pessoas. “É motivador que possamos trabalhar com tanta gente boa devido ao reconhecimento do seu trabalho por intermédio da internet”, concordam os integrantes do Coletivo Pé Vermeio. A motivação é grande para todos, afinal, o mercado está em crescimento. O interesse também cresce e talento para criar não falta, principalmente em Jaú. Revista Energia 15


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Jurídico

Por Milva Garcia Biondi

Proteção aos animais

Primeiro foi necessário civilizar o homem em relação ao próprio homem. Agora é necessário civilizar o homem em relação à natureza e aos animais. (Victor Hugo) Milva Garcia Biondi é advogada, pós-graduada em Direito e Processo do Trabalho, inscrita na OAB/SP sob o nº. 292.831.

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Não é de hoje que vemos circular na mídia notícias informando maus tratos a animais domésticos, silvestres e nativos. Infelizmente, não é dada a merecida atenção a tais práticas criminais, talvez pelo fato de termos a errada concepção de que os animais vivem para nos servirem e satisfazerem. Ocorre que tal ideia é muito equivocada, pois, por mais que os animais sejam seres irracionais, a nossa Constituição Federal lhes garante a devida proteção, frisando que qualquer tipo de maus tratos, mutilação, matança cruel, abandono, caça ilegal, retirada de animais do seu habitat natural sem a devida licença, configuram crimes, conforme regula a Lei nº 9.605/1998 e o Decreto nº 6.514/2008. Alguns crimes são frequentemente vistos aqui em nossa região: rinha de galo, corte de rabo e orelha de cães, pássaros silvestres em cativeiro (sem a devida autorização legal), venda e tráfico de animas em extinção, abandono e maus tratos de cães e gatos, sobrecarga de cavalos e burros, entre tantos outros. É muito importante que, ao presenciar tal prática criminosa, seja acionada a polícia imediatamente, para que o infrator seja levado à delegacia mais próxima, onde será lavrado um termo circunstanciado. Vale lembrar que, no ato da notícia do crime, sejam informadas as provas, tanto documental (gravação de vídeo, por exemplo) como testemunhal (pessoas que também presenciaram os fatos), para que fique muito bem caracterizado. Você também pode contar com o apoio e orientação das ONG´s protetoras dos animais, tendo em nossa cidade, por exemplo, a APAJA – Associação Protetora dos Animais de Jaú. Assim, por serem irracionais, os animais só têm a nós, humanos, para garantir-lhes o direito devido, sendo de nossa responsabilidade o amparo, bons tratos e proteção, com dignidade, amor e respeito.


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Gente Fina

Ela é uma

justiceira Da Redação Fotos Israel Denadai

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om dois anos de idade ela não sabia nem falar direito, mas uma frase todos entendiam: quero ser juíza. Paula Bressan nasceu entre processos judiciais e aprendeu as primeiras letras com alvarás e petições, que a irmã mais velha usava para ajudar a pequena menina prodígio a estudar o abecedário. Muitos anos depois, ela se tornou magistrada conceituada em Jaú e, apesar de não ser jauense trabalha na mesma sala que um dia foi do pai, Pedro Barbosa Ribeiro, também juiz. Para criar um ar ainda mais de predestinação, ela mantém uma antiga cadeira no canto do gabinete, onde milhares de despachos e sentenças foram proferidas pelo pai. A aura de intocável, que aparentemente é depositada sobre os magistrados em geral, se desmancha mais fácil do que supõe-se quando a entrevista começa. Dona de um senso critico apurado sobre a própria profissão e com um grande bom humor, Dra. Paula se mostra um verdadeiro doce de pessoa quando começa a lembrar de acontecimentos da infância que a impactaram e moldaram sua personalidade. “Lembro que meus primeiros brinquedos foram máquinas de escrever, grampeadores na antiga sede do Fórum, no centro da cidade, quando vinha passear com meu pai. Na verdade ele vinha para trabalhar e me trazia junto, mas era como um passeio de domingo pra mim”.

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Gente Fina Revista Energia: Podemos considerar que você “nasceu” juíza? Paula Bressan: Praticamente! Meu pai fez um trabalho comigo desde a barriga da minha mãe (risos). Ele queria que uma das filhas exercesse a profissão e não conseguiu com a mais velha. Meus pais me contavam que, antes de aprender a falar de forma inteligível, a única coisa que conseguiam entender era que eu queria ser juíza. Isso antes dos dois anos de idade. Alguns procuram a magistratura por causa dos salários e estabilidade de emprego. Eu sou juíza porque sempre sonhei com isso. Magistratura é um sacerdócio, é uma dedicação exclusiva. RE: Com toda essa dedicação, sobra tempo para vida pessoal? PB: Trabalho muito. São 14, 15, 16 horas por dia. Minha vida passou a ser muito mais magistratura do que vida pessoal. Sempre consegui conciliar isso, pois meu marido é advogado e também trabalha muito. Isso me fez adiar até a decisão de ter um filho. Decidi tê-lo aos 40, porque já se tratava de uma questão fisiológica. RE: E como ficou a vida depois do bebê? PB: Eu achava que não ia conseguir. Sempre saia do Fórum perto da meia noite. Quando estava para voltar da licença maternidade, tinha pesadelos, pensava que não daria conta do meu serviço.

Trabalho muito. São 14, 15, 16 horas por dia. Minha vida passou a ser muito mais magistratura do que vida pessoal.

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RE: Toda essa “versatilidade” é coisa de mulher? PB: Eu acho que a mulher tem muito mais facilidade para lidar com as adversidades, com as dificuldades e com o excesso. Meus colegas costumam comentar: “eu não sei como vocês conseguem fazer tudo!” E por fim a gente administra marido, filho, casa, secretárias, serviço. RE: Em meio a esta correria, sobra tempo para vida social? PB: Juiz acaba não tendo uma vida social muito intensa. Acho que a gente realmente tem que estar na sociedade, precisa saber o que acontece para poder resolver os problemas também. Sou super a favor da Norma Constitucional, que estabelece que o juiz tem que morar na cidade em que atua, porque você sabe de tudo o que se passa: falta de água, criminalidade, bairros que passam por dificuldades, etc. RE: O que representa ser responsável pela implementação do Setor de Conciliação Extrajudicial em Jaú? PB: Eu gosto de resolver problemas, me dá satisfação. É muito importante mostrar ao casal que está se separando que eles têm um filho em comum, que esse filho vai ser deles a vida inteira e que eles vão ter que se entender, pois são responsáveis pelo sustento e educação do filho, mesmo não estando juntos. Isso me emociona, é uma coisa que me toca.

RE: A sra. citou um exemplo relacionado à família. Depois de ser mãe, tornou-se mais sensível a essas questões? PB: Somos seres humanos em constante transformação. Não só a maternidade, mas a maturidade nos torna seres humanos melhores. A experiência de vida nos faz seres humanos mais compreensíveis. Passamos a enxergar determinadas situações da sociedade como possíveis. Claro que não muda sua decisão, mas você não vê mais aquela situação como uma coisa maldosa. RE: O título de juíza assusta as pessoas? PB: Não, por que eu sou uma pessoa muito tranquila, brincalhona, mais informal mesmo. Assim como meu pai, ele tinha amizade com muita gente da sociedade, jogava futebol com muitos amigos. Todo mundo já me conhece daquela época. RE: Sendo bauruense, escolheu Jaú para viver por quê? PB: Porque não há nenhum outro lugar que me satisfaça como Jaú. Eu adoro essa cidade. Meu pai criou muitos amigos quando trabalhou aqui e quero que meu filho também possa ser criado neste ambiente. Fiquei 12 anos andando na magistratura para poder vir para cá. Chega a entrar na coisa do “romântico”, de querer mesmo uma cidade menor.

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Motor

Impressþes do Freemont e Fiat 500, o carro mundial da Fiat Por Marcelo Mendonça Fotos Israel Denadai

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A

Fiat não perdeu tempo, logo depois de comprar parte das ações da Chrysler apresentou ao mercado seu utilitário esportivo que nada lembra as tradicionais linhas da montadora. Além do Freemont, chega também o novo Fiat 500. Após adiquirir 53,5% das ações da Chrysler, a Fiat, inspirada no Journey da Dodge (marca pertencente à Chrysler), apresenta seu primeiro utilitário esportivo. Sua fabricação é em Toluca, no México, e o modelo também é exportado para a Europa e agora chega ao Brasil. Com preço a partir de R$ 81,9 mil, na versão Emotion (cinco lugares), e R$ 86 mil na versão Precision (sete lugares), topo de linha, ambas com motor 2.4 16 v gasolina, de 172 cavalos de potência de 22,4 mkgf de torque e transmissão automática sequencial de quatro marchas. O design do Freemonte lembra muito o Journey. O modelo ganhou apenas alguns retoques, como nova grade frontal com símbolo da Fiat e lanternas traseiras com iluminação em LEDs. O restante é praticamente idêntico ao Dodge. Por dentro, porém, o Freemont é bem superior. Com peças bem encaixadas que não apresentam rebarbas. Os bancos em couro (opcionais apenas para a versão topo de linha), assim como teto solar, agregam requinte ao interior. O painel de instrumentos, redesenhado pela Fiat, tem boa visualização e iluminação moderna. Durante a apresentação do Freemont, a Fiat o classificou como um utilitário esportivo. No entanto, há três anos, quando apresentou o Journey aos brasileiros, a Dodge o chamou de crossover. Segundo Lélio Ramos, diretor comercial da Fiat Automóveis, a decisão por chamar o Freemont de SUV partiu das clínicas realizadas pela marca, nas quais as pessoas entrevistadas se referiam ao modelo como utilitário esportivo. Por isso, nas propagandas que a montadora italiana irá veicular em breve, o Freemont será chamado de ‘utilitário esportivo’. É preciso apenas tomar cuidado para que os modelos não tenham uma crise de identidade.

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Motor

Fiat 500

No dia 4 de Julho de 1957, a Itália assistia ao nascimento de um novo ícone que rapidamente viria tornar-se sinônimo de liberdade, mobilidade, diversão e otimismo: o Fiat 500. Cinquenta anos depois, a Fiat decidiu reviver o sonho e propôs o novo 500, lançando um grande desafio: seria desenhado por pessoas comuns. Através da plataforma participativa 500 wants you, todos os fãs do 500 puderam

expressar as suas expectativas e sugestões sobre o novo carro. A participação e as sugestões, analisadas e utilizadas no design do modelo, excederam todas as expectativas: no dia 4 de Julho de 2007, celebrado em todo o mundo, chegou o novo 500, um automóvel feito para as pessoas, a partir das ideias das pessoas. Partindo de R$ 39.990 na versão Cult, o 500 mudou de país e de coração. Antes feito na Polônia e empurrado por um 1,4L 16V de 100 cv, o 500 vendido no Brasil agora é fabricado no México. Debaixo do capô há duas novas opções de motores, um 1,4L 16V MultiAir de 105 cv e um 1,4L 8V Flex de até 88 cv. Este último motor, aliás, é um velho conhecido nosso, já que ele empurra o novo Fiat Uno. O câmbio de seis marchas não está mais disponível, cedendo lugar para a caixa de cinco marchas manual, com opção de transmissão automatizada Dualogic. A compensação é o câmbio automático, de seis velocidades, oferecido opcionalmente nos 500 MultiAir. Sim, é automático mesmo.... A lista de itens de série foi reduzida para a versão de entrada, mas supera de longe a maioria dos rivais: airbag duplo, ABS, trio elétrico, ar-condicionado e direção elétrica. A Fiat não revelou a previsão do mix de vendas, mas afirmou que a versão Cult será o carro chefe do modelo no Brasil.

www.fiat.com.br

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Informe Publicitário

Saúde começa pela boca Realizar atividade física regularmente, ter uma alimentação balanceada e bons hábitos e ainda realizar periodicamente acompanhamento médico, seria suficiente para afirmar que estamos saudáveis? Quando falamos em saúde, logo pensamos se o corpo está funcionando corretamente, se a pressão e a diabetes estão controladas, se há ausência de doenças. Mas, geralmente, esquecemos que a boca também faz parte do nosso corpo e merece cuidado e atenção, afinal, é a porta de entrada para muitas infecções e doenças. “Há doenças sistêmicas que acontecem associadas a alterações bucais. Pacientes cardíacos, por exemplo, devem sempre estar se prevenindo das inflamações gengivais. Se há inflamação e infecção na boca e as mesmas não são controladas, geram um significativo aumento do número de bactérias, que vão ter livre acesso às demais áreas do corpo e também ao coração”, explica Dra Larissa Moreno, cirurgiã-dentista no IOM. Além disso, é possível diagnosticar doenças sistêmicas através da boca, tais como problemas gástricos, refluxo e bulimia (indução de vômitos). “Muitos pacientes chegam ao consultório com a queixa principal de mudança do hálito. Com a anamnese (conjunto de perguntas referentes à saúde) e o exame clíni-

co, obtemos as informações necessárias para determinar a origem deste problema. Se houver possibilidade da origem ser estomacal, encaminhamos o paciente para um médico especialista”. A ida regular ao dentista – ideal a cada 6 meses – previne muitos problemas como cárie, inflamação gengival, entre outros, além de ser possível diagnosticar o início de patologias, como bruxismo – ranger dos dentes, até doenças mais graves, como o câncer bucal. Através do exame clínico bem realizado, associado ao histórico médico do paciente, o cirurgião-dentista consegue tratar os problemas bucais e, principalmente, prevenir! A prevenção continua sendo o melhor tratamento. Segundo Dra. Larissa, “Ainda falta conscientização das pessoas para a importância de se ter uma boca saudável. De nada adianta a diabetes estar controlada, fazer atividade física diariamente e esquecer de cuidar da boca. Uma boca saudável previne muitos problemas! Boca saudável é saúde!” Procure um cirurgião-dentista! Faça visitas regulares! O seu corpo, agradece! A equipe do IOM - Instituto Odontológico Madalena está à sua disposição!

Dúvidas? Sugestões? Entre em contato conosco através do e-mail/msn: iom_jau@hotmail.com ou fone: (14) 9798.8982

Será um prazer poder ajudar!

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Raça

do mês

Maria Eduarda e sua Pequinês Ully

Pequinês

Por Karen Aguiar Fotos Israel Denadai

O Pequinês é uma antiga raça de “cão miniatura”, originária da China. É um cãozinho pequeno e valente. O peso da raça varia entre os 2 e 8 kg. Estes cachorrinhos são conhecidos pelo temperamento forte e podem ser teimosos e ciumentos.

Preenchendo o vazio Maria Eduarda Manechini Calciolari, hoje com 11 anos, sempre foi muito ligada ao avô paterno, Nenê, falecido em 2006. Toda sexta-feira ele a buscava na escola e seguiam para sua casa em Bocaina, onde ele e a avó Clarice a enchiam de carinho durante todo o final de semana.

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A mãe, Simone Manechini Calciolari, conta que após a morte do avô a filha ficou extremamente abalada. Depois de várias consultas médicas buscando uma explicação para as febres constantes, foi sugerida a compra de um cachorrinho para suprir essa saudade. Escolheram, então, a pequinês Ully. O resultado foi certo. “A gente ganhou um mega prêmio na loteria! Foi como uma de injeção de ânimo para a Duda! Ela melhorou rapidamente”. Maria Eduarda não esqueceu o avô companheiro. Apenas dividiu com a cachorrinha todas as atividades que fazia com ele. Segundo a mãe, ela adora relembrar as tardes com o avô, brincando de pesca e mexendo com a horta. “A felicidade dela é tudo o que remete à lembrança do avô, produtos de pesca, materiais para plantar, mas a cachorrinha sempre tem que estar junto”. A paixão é tamanha que a garotinha cultivou nos fundos da casa dos avós, em Bocaina, melancias que, acredite leitor, é a fruta preferida de Ully. Simone se orgulha da responsabilidade que a filha, tão novinha, adquiriu após a chegada da cachorrinha. “Ela é madura e comprometida. É responsável pelas vacinas, banho e tudo. Além de toda a alegria que Ully proporcionou à família Calciolari, Duda tem uma companhia para dividir as lembranças do avô”.


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Solidariedade

Uma casa só para

Por Veronica Zenerato Fotos Israel Denadai

mulheres

V

ocê já se sentiu rodeado de simplicidade e, de repente, uma explosão de sentimentos complexos aparecem? Isto acontece ao visitar uma casa cheia de alegria e feminilidade: o Pró Meninas. Cada história comovente faz, de um todo, modelos de vitórias. Constituída em 1991 por senhoras preocupadas com o destino das meninas que deixavam as creches após completarem seis anos de idade e ficavam expostas a riscos sociais e pessoais. O início do abrigo se deu com apenas oito meninas beneficiadas. Hoje, a entidade acolhe o máximo permitido: sessenta meninas, divididas em turnos matutinos e vespertinos, sendo obrigatória a matrícula e a frequência em escola pública da cidade. As notas e faltas são acompanhadas bimestralmente pela coordenadora, Pauline Oliveira. A rotina é como a de um lar, só que exclusivo para meninas. Elas recebem refeições, fazem tarefas escolares e cada dia praticam uma atividade: esporte,

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passeio, ensaio de coral, aulas de dança, ginástica rítmica, mas na sexta... Este dia não muda! Toda sexta-feira é o “dia da beleza”! “A sexta da beleza foi uma forma divertida de mostrar para as meninas a importância da higiene e cuidados pessoais. Manter as unhas limpas e as roupas asseadas é necessário”, diz Pauline. “Nosso diferencial é lidar com meninas de famílias desestruturadas, de baixa renda, que aprendem desde cedo a lutar sem perder a delicadeza, que é a maior marca feminina”, acrescenta a coordenadora, como quem vive o que está dizendo. Não tem como não se sensibilizar com esta grande família. As monitoras Juliana Garcia e Simone Campos brincam com as meninas, como se quisessem voltar no tempo, mas sabem impor limites sem temor, como irmãs mais velhas que vêem a obrigação de protegê-las. A assistente social Maira Marcela M. da Silva é quem ouve a família das beneficiadas e acompanha cada passo das meninas. Dentistas e professores voluntários, ainda que poucos, se esforçam ao máximo para vê-las felizes.

Projetos para o

novo lar

200 meninas

● Atender até ; ● Firmar mais parcerias que sigam a

filosofia da entidade; ● Cursos profissionalizantes para

preparar as meninas para o mercado de trabalho; ● Cursos noturnos para a comunidade em geral, corte costura, informática, entre outros.

Cinco roubos em um mês Completando 20 anos de existência este ano, o Pró Meninas pretende festejar seu aniversário com um novo lar, que começou a ser construído em 2007. A nova sede está em fase de conclusão e a mudança está programada para este mês. Para que isso virasse realidade muita coisa precisou acontecer. Ainda este ano, no prazo de apenas um mês, a entidade foi roubada cinco vezes. Mantimentos, roupas, doações, muitas coisas foram perdidas. A polícia esteve no local por várias vezes, mas não prenderam os gatunos.

Depois disto, a entidade se protegeu com alarmes e muros, e se empenhou mais rapidamente para concluir o novo lar. A cidade se manifestou em uma contagiante força de vontade e fizeram doações como pisos, argamassa, cimento, todo material possível para a realização deste sonho.

Família de sangue Os pais das beneficiadas, em geral, saem cedo para trabalhar. São domésticas, pedreiros, membros da ACAP (Associação dos Catadores de Papel) e etc. Muitas são mães solteiras, mas todos são lutadores pela sobrevivência. A entidade tem papel fundamental na vida desses pais. “Eu não tenho nem palavras para descrever a importância do Pró Meninas em minha família. Sei que lá estão protegidas do mundo. O abrigo não só as acolheu, como me ajudou a viver”, disse Izabel Cristina da Silva, mãe de Thais e Ana Carolina de 14 anos - as gêmeas estão na equipe de judô, uma das atividades incentivada no Pró Meninas. “No começo, eu tinha dúvidas. O judô parecia ser masculino, mas desde a primeira aula, não paramos mais”, orgulha-se Ana Carolina. E não parou mesmo. Ela ficou em 2º lugar no VII Circuito Regional de Judô, em Pederneiras, e Thais se classificou para representar Jaú em um campeonato a nível estadual, em Fernandópolis. Um famoso projeto da entidade é o “Pequenas Meninas – Grandes mulheres”, que foi premiado pela UNICEF em 2009, sendo a única ONG na região com este título. Quando indagada sobre as necessidades da entidade, a coordenadora Pauline poderia ter mencionado o alto custo de manter essa grande família. Mas a resposta foi inesperada:

“Eu pediria que as pessoas viessem à nossa casa emprestar seu conhecimento! Falar sobre coisas que aprendeu durante sua vida, ensinar o que sabem fazer. Isso é muito mais prazeroso do que as pessoas pensam”, surpreende. Revista Energia 31


vida

Boa

Comida e afeto

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Por João Baptista

Minha santa mãe (quem não pensa na própria mãe como uma santa não merece o ar que respira!) cozinhava maravilhosamente bem. É claro que eu não sou o único vivente que pensa assim, uma vez que nossa memória afetiva está, indiscutivelmente, vinculada às nossas preferências alimentares. Aprendemos a comer certas coisas e outras não, em função da emoção que associamos a tais alimentos. Mas, deixando de lado esse nosso bairrismo comum e corriqueiro de julgar nossas mães excelentes cozinheiras (com mãe não se brinca!), vamos considerar as tias, sobrinhas, sogros, tios, amigos e outros tais que cozinham pelo simples prazer de agradar. O prato? Quem liga? A tia idosa que faz uns brioches de sonho, ou a menina que aprendeu uma calda de chocolate maravilhosa durante um intercâmbio na Austrália, por acaso têm menos valor? Claro que não. Cozinhar, nos dizeres da minha queridíssima Massaco Oki, é a alquimia moderna. É a arte de transformar elementos em prazeres. É fazer de uma soma de coisas singelas como cebolas, tomates e azeite de oliva, um manjar dos deuses. Receitas, na minha mais que arrogante opinião, são menos importantes que o carinho e a dedicação de quem cozinha. Ai de você, prezado leitor, se nunca provou um bolinho de chuva (que nem estava essa maravilha toda...) feito por uma avó de mãozinhas trêmulas e sorriso indisfarçável. E se comeu e reclamou, asfaltou o próprio coração no mesmo instante! Minha sacrossanta avó materna (mãe da mãe é uma deusa, certo?), enquanto derretia a banha do porco recém morto, separava uns pedaços de torresmo que me dava na boca, com um pouquinho de sal adicionado na hora. Isso não é um ato de amor? Pois saiba, caro leitor, que eu sou o feliz herdeiro de um exemplar do livro “Comer Bem”, que traz a Dona Benta na capa (São Paulo, Companhia Editora Nacional, 1963), que foi propriedade da senhora minha mãe. Ele está bem amarelado pelo tempo, mas em perfeito estado de conservação. Na página de rosto existe uma anotação com aquela letra miúda, toda característica dela, dizendo: “Para cozinhar aos meus amados”. Não dá para estranhar a minha paixão por comida, dá?


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Capa

A

Lei de Zoneamento talvez seja mais conhecida pela polêmica criada em torno de sua aprovação na Câmara dos Vereadores, do que pelo seu conteúdo. Criada a partir da elaboração do Plano Diretor, tem a função de distribuir o crescimento de qualquer localidade brasileira, de forma sustentável, baseada em regras rígidas de permissão para a realização de obras e serviços com impacto ambiental. Por essa razão esta lei pode determinar como uma cidade irá crescer nas décadas seguintes à sua aprovação. Jaú escolheu um modelo que está entre a autorização para a expansão urbana e a preservação ambiental. Neste ponto, a qualidade de vida da maioria é o principal objetivo na nova legislação. Valéria Lopes Rodrigues, da Secretaria de Obras do município, foi a responsável pela elaboração da norma que, durante meses, ficou sendo analisada pelos vereadores na Câmara de Jaú. Entre as principais modificações em relação à lei anterior, a mestre em engenheira civil, e que agora se prepara para o doutorado, acredita conseguir dosar moderadamente a permissão para a criação de novos loteamentos residenciais e industriais, sem tirar os olhos da qualidade de vida dos jauenses. “Que cidade queremos para os próximos 30, 40 anos? A Lei de Zoneamento vai nos dar esse norte, em condição de manter o crescimento em níveis dentro de parâmetros estabelecidos a partir de metas ambientais e sociais. Onde pode se instalar uma empresa que emite agentes poluidores no ambiente, barulho, ou ainda qual o tamanho de edifícios residenciais, tudo é determinado por esta norma. Por isso a participação da população é tão importante”, ressalta Valéria.

Jaú crescer

Uma lei para

Da Redação Fotos Israel Denadai

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Que cidade queremos para os próximos 30, 40 anos? A Lei de Zoneamento vai nos dar esse norte, diz valéria

Valéria Rodrigues e o arquiteto Kiko Marcolan analisam o projeto

A participação popular O arquiteto Marcos Fernandes, que teve papel importante na elaboração do Plano Diretor e também na Lei de Zoneamento, destaca que ambos os projetos não apareceram simplesmente do nada, mas que foram criados a partir de discussões com a sociedade. “Muita gente contribui em grande medida para a confecção do texto legal, mesmo não considerando como um trabalho que traga evolução na maioria das relações urbanas, mas é um texto para ser discutido e melhorado”. O temor do arquiteto é com as possiveis modificações que podem ser feitas pelo legislativo jauense. “As emendas apresentadas alteram significativamente o teor de um projeto que, de uma forma ou de outra, traz consigo avanços e melhorias em relação ao anterior. Parte dessas emendas foi encomendada com finalidades bem claras: manter os mesmos privilégios para os mesmos agentes econômicos – os donos da terra e do capital imobiliário – que avançam cada vez mais sobre as áreas de mananciais, não se preocupam com as Áreas de Preservação Ambiental, com o lixo, ou com a qualidade do ar”, conclui. E a interação com os cidadãos aconteceu durante a elaboração da revisão do Plano Diretor, em 2009, quando audiências públicas foram realizadas para que a população opinasse para as modificações na lei. “Depois do Plano, iniciamos as audiências para a criação de uma nova Lei de Zoneamento, que nasceu da sugestão de todas as camadas da sociedade. Ela é o retrato do que o jauense pensa para Jaú, no futuro. Acredito que o resultado final ficou dentro do esperado pela maioria que participou das reuniões de elaboração da lei”, encerra.

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Capa

Sr. Abilio Areia, delegado do Creci

Crescer é preciso Para o corretor de imóveis Marcos Adriano, a Lei de Zoneamento pode ajudar a cidade a crescer, desde que contemple instrumentos essenciais para o desenvolvimento, principalmente nos setores de empreendimentos de conjuntos habitacionais. “Vejo em outras cidades prédios, loteamentos fechados, muita coisa que ainda falta em Jaú. Essa lei poderá tirar Jaú desse atraso imobiliário. Sem falar que o valor dos imóveis em Jaú é muito alto. Novos projetos poderiam ajudar a baixar os preços”, explica. Abilio Laranjeira Areia é delegado do Conselho Regional de Corretores de Imóveis e concorda quando o assunto é o valor do metro quadrado em Jaú. “De fato, nas cidades de mesmo porte que Jaú, um terreno de 250m² tem o mesmo valor que um de 125m². Acredito que a Lei de Zoneamento vá aumentar a oferta de lotes para que o preço possa cair em Jaú”, conclui. Abilio também está apreensivo quanto à aprovação da nova norma, para que o chamado “boom imobilário” possa, de fato, chegar a Jaú. “Hoje tem mais compradores do que terrenos para venda. Com a expansão da área urbana e novas regras para construção, diferentes das atuais, que limitam as obras principalmente residenciais, tenho fé que Jaú vai crescer muito”, finaliza. Essa é a esperança não só de corretores, engenheiros, empresários e outros setores da construção civil, mas também da população. Elizabete Correa mora num bairro de classe média em Jaú e, há sete meses, tenta encontrar um terreno para construir uma nova casa. “Eu até acho terrenos com uma boa metragem, mas o preço está muito acima do justo. No final das contas, vou ter que investir mais do que esperava para conseguir o que eu quero”, lamenta.

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A Lei de Zoneamento entra em vigor assim que aprovada pela Câmara dos Vereadores e sancionada pela prefeitura.


O porquê de se planejar nosso

crescimento “Orientar as ações do poder público compatibilizando interesses coletivos, de modo a garantir de forma mais justa os benefícios da urbanização, bem como os princípios da reforma urbana, o direito à cidade e à cidadania, e a gestão democrática da cidade” são, nas palavras do empresário e engenheiro civil Luiz Carlos de Campos Prado Júnior, os aspectos que devem nortear a revisão do Plano Diretor em Jaú e em qualquer outra cidade. “Nesse plano está o projeto da cidade que queremos. Ele planeja o futuro no sentido de garantir a todos os cidadãos uma melhor qualidade de vida, acesso a moradia, saneamento ambiental, infraestrutura urbana, transporte, acessibilidade aos serviços públicos como escolas e hospitais, ao trabalho, ao lazer... ou seja, o Plano Diretor é uma lei que contempla os meios para o município tornar-se mais acessível a todos os seus cidadãos”, explica. Segundo Campos Prado Júnior, a discussão em torno do assunto, principalmente da lei de zoneamento em Jaú, vem se arrastando há um bom tempo. “Em nossa cidade existe escassez de ofertas de imóveis à população. Os preços dos terrenos são caros por conta da falta de competitividade no mercado imobiliário. Em 2001, a publicação de uma Lei Federal (nº 10257/2001),

conhecida como Estatuto da Cidade, trouxe à tona essa questão, dada a necessidade de elaboração do Plano Diretor para os municípios com mais de 20 mil habitantes. Porém, o Plano Diretor de 2006 do município está cheio de falhas e visivelmente já compromete os projetos de crescimento de Jaú”. Ele ressalta que o Plano Diretor reúne as diretrizes para planejar e nortear o crescimento da cidade de forma a equilibrar o crescimento social, econômico, cultural e ambiental, com qualidade de vida e sustentabilidade. “Como lei municipal que visa a estabelecer e organizar o crescimento, o funcionamento, o planejamento territorial da cidade e orientar as prioridades de investimentos, deve ser elaborada pela Prefeitura e a Câmara Municipal com a participação de toda a sociedade civil. Portanto, o Plano Diretor não é somente uma precisão legal na Constituição Federal. Ele constitui um instrumento importante para a gestão urbana, buscando promover o desenvolvimento adequado das cidades”, afirma.

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Capa

X

Crescimento desordenado crescimento sustentável Júnior Campos Prado, como é também chamado, prevê boa chance de crescimento sustentável para Jaú, com a implantação de uma boa revisão do nosso Plano Diretor. E quando o assunto é empreendimento imobiliário sustentável, ele sabe bem do que está falando. O engenheiro já projetou vários loteamentos na cidade e é filho do empreendedor Luiz Carlos de Campos Prado, que foi o responsável pelo lançamento dos primeiros loteamentos fechados em Jaú, como os condomínios “Frei Galvão” e “Eldorado”, ambos com grandes áreas reflorestadas e em equilíbrio com a natureza. Portanto, conhece bem o potencial de crescimento da cidade e sabe como isto deve ocorrer de forma que a cidade não sofra efeitos negativos no desenvolvimento imobiliário. “Os efeitos do crescimento desordenado são terríveis para a comunidade e, muitas vezes, parecem impossíveis de serem revertidos pelo poder público. São Paulo é um bom exemplo disso. Bairros sem infraestrutura nenhuma, onde o Estado não consegue chegar para suprir necessidades básicas como água encanada ou captação de esgoto”, ressalta o empresário, que estará, neste mês de outubro, em viagem pela Ásia, a fim de conhecer in loco cidades como Pequim, na China, e Taipei, em Taiwan, que têm con-

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Os efeitos do crescimento desordenado são terríveis para a comunidade e, muitas vezes, parecem impossíveis de serem revertidos pelo poder público.


seguido alternativas para aliar o seu desenvolvimento à qualidade de vida dos seus habitantes. “A China tem registrado, nos últimos anos, os maiores índices de crescimento econômico do planeta e quero ver de perto como isso se reflete no meio ambiente, na educação e na saúde das pessoas”, ele explica.

novas perspectivas A viagem será feita a convite do Rotary Internacional e a missão de Júnior será conhecer propostas de crescimento sustentável implantadas nesses países, em decorrência da preocupação com a situação limite existente em muitas regiões do Brasil, com condições mínimas de habitação, como em favelas ou bairros periféricos, onde a prestação de serviços públicos não é atendida pelas administrações locais. Para o engenheiro, as cidades da Ásia podem fornecer informações valiosas de como crescer de modo combinado com o meio ambiente. “As doenças tropicais como a doença de Chagas, a dengue, a febre amarela, são todas causadas por péssimas condições de saneamento básico, como a falta de coleta de lixo ou de sistemas de escoamento de esgoto em decorrências de habitações precárias. A elaboração de um bom Plano Diretor, por exemplo, pode contribuir para que cenários como este não aconteçam. As pessoas podem imaginar que falar sobre Plano Diretor pode ser algo chato, mas é importante porque afeta a vida de todos nós. Por isso é fundamental participar”. A escolha de Pequim e Taipei se justifica porque apesar do sucesso comercial internacional obtido por China e Taiwan nas últimas duas décadas, o abismo entre os mais ricos e mais pobres se assemelha à situação brasileira. Uma das soluções no quesito segurança, oferecendo conforto e menores custos para o poder público, são os loteamentos fechados, visto que os índices de violência urbana aumentam a cada dia. É necessário projetar estes loteamentos de forma a resguardar o interesse legitimo de quem busca maior segurança, sem que inviabilize o fluxo viário.

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Jabá

Pura

Juventude

Em nosso jeito de ser, crer é viver. A juventude faz a vida acontecer.

N

esta coluna já contamos a história de várias bandas e grupos que perseguem o sucesso através de um trabalho sólido e bem executado. Hoje, a RE traz para você um pouco mais sobre o grupo Pura Juventude. Nossa cidade, que é conhecida como berço do Rock na região, também possui pagode de qualidade e com uma grande história. Há cinco anos, um grupo de jovens músicos reunia-se nos finais de semana para tocar pagode e confraternizar com amigos. Apesar de uma simples brincadeira, o tempo foi mostrando que ali havia uma nova oportunidade, um novo objetivo para ser alcançado e, quem sabe até, um novo rumo de vida. A juventude, principal marca do grupo, arrastava cada vez mais jovens que curtiam uma banda com ótima presença de palco e uma voz média aguda marcante, que caracterizava o som da banda. A experiência obtida nesse tempo, fez com que a banda se apresentasse nas principais casas do gênero na região, e durante um ano foi o grupo oficial de uma grande casa de pagode da cidade.

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Juninho Fernandes, vocalista do grupo, é também compositor da maioria das canções gravadas. Sendo assim, em 2009, eles lançaram sua primeira faixa de trabalho intitulada “Agora é pra valer”. A música tocou durante um bom tempo em várias rádios da região, inclusive na Energia FM, e isso despertou a ideia de fazer um trabalho mais profissional, com a cara do Pura Juventude. No início deste ano, o grupo convidou o cantor Salgadinho (ex – Katinguelê) para participar da produção do novo trabalho. O cantor não só aceitou como participou também da faixa “Relaxa”, uma das apostas da banda para ser música de trabalho. O Pura Juventude, formado pelos músicos: Juninho Fernandes (vocal e banjo), Robson “Mada” (percussão), Rafael Saggioro (tantãn), Willian “Pretinho” (cavaco) e Luquinhas (vocal e pandeiro), acaba de finalizar a gravação do novo cd. Neste projeto o grupo quer construir um novo capítulo dessa história, com arranjos ousados, que prometem mostrar um novo estilo do grupo. Mais informações www.purajuventude.com.br

Foto: Divulgação

Por Marcelo Mendonça


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Sem limites

Tudo por eles Por Nádia de Chico Fotos Israel Denadai

1

Foto: Arquivo Pes

soal

D

iversas estrelas da música surgem a cada década encantando gerações de adolescentes. Foi assim com Elvis Presley, Menudos, Exaltasamba, Jorge e Mateus e Justien Bieber. Eles fizeram e fazem história no meio musical e na vida de muitos fãs. Lágrimas de emoção, gritos histéricos, horas de espera em portas de hotéis, dias em filas para comprar um ingresso. Em casa, paredes do quarto enfeitadas por pôsteres, revistas e programas de TV que são ansiosamente esperados. Assim é a vida de muitos fãs que fazem de tudo para ter um pouco mais de contato com seu ídolo. Luan Santana é um dos maiores ídolos do momento. No verão de 2009 o jovem explodiu nas paradas de sucesso e quebrou todos os recordes de públicos por onde passou. O xodó das adolescentes tem mais de um milhão de seguidores no Twiitter e faz, em média, 25 shows por mês. A jauense Bárbara Buscariolo, 18 anos, é fanática pelo cantor e vive sonhando e suspirando. “O que mais me encanta no Luan é o seu jeito simples de ser e tratar as pessoas”, conta a jovem que acompanha a carreira do cantor há quase 2 anos. Bárbara já esteve presente em seis shows de Luan. Tem todas as revistas, cadernos, pôsteres, garrafas de água que ele tomou, além de acessar todos os dias a internet para acompanhar o dia-a-dia do cantor. “Luan Rafael Domingos Santana, eu te amo”, grita feliz da vida a jovem, e concorda que fã é aquela pessoa que dedica a vida a uma pessoa que nem sabe de sua existência. “O amor de fã é o mais lindo e verdadeiro. Amamos sabendo que somos apenas mais um. Amo sem limites, incondicionalmente”, acrescenta Bárbara, que já teve a oportunidade de conhecer Luan Santana pessoalmente. “Foi a melhor sensação da minha vida”. O cantor, que esteve no último dia primeiro na Aldeia Banawá, levou cerca de oito mil pessoas ao 2 delírio em Jaú. No embalo das canções “Química do Amor” e “As lembranças vão na mala”, Luan agitou, emocionou e provou que seu público não é apenas de adolescentes.

Foto: Arquivo Pes soa

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1. Bárbara Buscariollo, com seu ídolo, em 2010 2. Ana Clara Fini e seus pôsteres do Luan Santana 3. Luciana Prado, em 2007, com o cantor Daniel 42 Revista Energia


fã mirim A pequena Ana Clara Biazotto Fini, de 8 anos, é tão fã dele quanto Bárbara. “Ela para tudo o que está fazendo quando escuta uma música do Luan e compra todas as revistas em que ele está”, conta Simone Fini, mãe de Ana Clara. “Ela fica enlouquecida com ele e eu entro nessa, também, cantamos juntas os sucessos. Eu mesma acho o Luan uma graça”, acrescentando ainda que encara essa admiração como uma fase, afinal, ela também já foi uma super fã dos Menudos.

É preciso manter o controle

um velho pôster na parede Luciana Aparecida Prado foi uma adolescente fanática. Hoje com 29 anos, lembra todas as loucuras cometidas pelo cantor Daniel e afirma que é e sempre será fã, mas que hoje sabe medir esta admiração. No auge de sua adolescência, Luciana aprontava todas para ficar perto do ídolo. “Tinha tudo sobre ele. Cd´s, revistas, camisetas. Certa vez, em Brotas, foi celebrada uma missa em memória do saudoso João Paulo e eu tentei de qualquer forma chegar próximo ao Daniel”, relembra sorrindo. A fã teve o prazer de conhecê-lo por meio de uma promoção que a Rádio Energia organizou chamada “Amor Absoluto - Sonho de Fã”, em 2007. Para isso, as fãs tinham que escrever uma carta contando a história de uma música do Daniel que marcou a vida delas. A carta dela foi escolhida. Luciana participou de um churrasco com o cantor Daniel, na chácara dele em Brotas. “A emoção que senti foi inexplicável. A felicidade que sentia junto dele era contagiante. Foi uma época muito legal da minha vida, faria tudo de novo se necessário”, conclui.

Colecionar fotos, assistir a todas as entrevistas e acompanhar cada movimento do seu ídolo é super normal, mas tome cuidado para essa paixão não passar dos limites. A psicóloga especializada em Neuropsicologia e Terapia Cognitivo Comportamental, Vanda Frasson Morelli, explica que é preciso ter em mente que todo extremo não é bom, para mais ou para menos. “No momento em que começa a vestir-se e/ou agir o mais parecido possível com o ídolo, gastar ou qualquer outro comportamento em relação a ele que comprometa de alguma forma a vida pessoal, social, profissional ou financeira, é indicativo que já ultrapassou muito o limite de adequação” explica a psicóloga que diz ainda que a busca por terapia é a melhor maneira de solucionar o problema. “O ideal para um fã seria curtir seu ídolo com moderação, para que tenha equilíbrio e controle sobre seus pensamentos, sentimentos e comportamentos” diz. Os fãs podem ser considerados como termômetro da carreira de qualquer artista, isso é indispensável para que os ídolos permaneçam no sucesso. É bem legal conhecer o trabalho e a vida da pessoa admirada, suspirar por um artista de vez em quando, mas não se esqueça que a sua própria vida manda lembranças.

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Foto: Dú Jaú

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Academia Império do Músculo Nova opção para arrasar no verão!

Foto: Israel Denadai

Foto: Israel Denadai

É fundamental, nos dias de hoje, tirar um tempo para cuidar da saúde. Pode ser com caminhadas ou trocando o elevador pela escada, mas nada melhor que uma boa academia com profissionais e aparelhos modernos para obter o resultado desejado. Jaú acaba de receber mais uma boa opção para você, que gosta de estar bem na melhor das estações – o verão. A Império do Músculo chegou trazendo um novo conceito em academia. A importância dos exercícios nos dias atuais já vem de longe sendo recomendada por médicos, afinal, são vários os benefícios que eles podem trazer. Por isso a Império se preocupou em adotar os mais modernos aparelhos e investiu em profissionais de alto nível para realmente oferecer bons serviços aos alunos. Com a proximidade do verão, o aumento pela procura de uma boa academia aumenta no mínimo 30%. A prática de uma atividade física ajuda a melhorar a aparência, através do aprimoramento do tônus muscular e do bom desempenho de todo o sistema cardiovascular. A Império também oferece suplementação, dietas e treinamentos específicos avançados, tudo indicado por profissionais com registro do CREF e todos os produtos com registro no Ministério da Saúde. A correria do dia a dia, a falta de motivação para começar a treinar, não serão mais problemas depois que você conhecer a Império do Músculo. Ela vem completa, portanto, é hora de suar a camisa!

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Rogério de Souza Batista e Ana Carolina Suprício, proprietários da Academia Império do Músculo, com o ex-atleta olímpico Claudio Roberto de Souza


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Informe Publicitário

Três anos de M! Cópias Com dez anos de experiência no ramo de cópias, impressão e comunicação visual, a M! Cópias completa três anos de vida em nossa cidade. Nesse tempo, a empresa obteve uma grande evolução, investindo em tecnologia, maquinários, produtos e serviços para atender as exigências e a demanda do mercado. “Todo o investimento tem sido válido”, diz Cesar Abreu, sócio-proprietário e fundador da empresa. No ramo desde 2001 Cesar viu surgir, em 2008, a oportunidade de tornar realidade uma antiga vontade. Ao lado de sua irmã Claudia Abreu, nascia a M! Cópias. “Tudo começou devagar, aos poucos. E então fomos colocando nossa identidade, nossa proposta em prática”, conta Claudia. Além de cópias comuns e coloridas, a M! Cópias oferece, também, impressão em praticamente todos os formatos e diversos tipos de papéis como: sulfite, couchê, adesivo e lona, encadernação espiral, wire-o e capa dura, plastificação até tamanho A3 (297x420mm) e digitalização de documentos a baixo custo. Grande vantagem do segmento de gráficas rápidas, a M! Cópias oferece impressão sob demanda, ou seja, você só imprime a quantidade que realmente vai precisar. Isso evita grandes tiragens e desperdício de matéria prima. Sem contar a facilidade e rapidez que a impressão digital trouxe ao mercado. Hoje, por exemplo, a produção de cartões, convites ou panfletos coloridos é feita em apenas 24 horas depois da aprovação da arte pelo cliente, e com preços competitivos aos impressos em gráficas convencionais, que necessitam grandes tiragens e prazos maiores.

m!pleta

Fotos: Israel Denadai

Co

Para comemorar esses três anos, a M! Cópias mudou sua identidade visual e traz uma exclusividade para atender Jaú e região: a impressão, cópia e digitalização colorida de plantas e projetos de engenharia. Agora todos os profissionais que necessitam ter seus projetos impressos ou escaneados não precisam mais se preocupar, ou procurar empresas que ofereçam este tipo de serviço longe da cidade. Isso vai facilitar muito o processo de grandes empresas e profissionais liberais do ramo, sejam eles arquitetos, engenheiros ou designers que necessitam impressão em cores, com rapidez, praticidade, qualidade e bom preço. Com esse mais novo serviço, a M! Cópias passa a atender todos os formatos de impressão, desde um simples documento em tamanho A5 (148x210mm), até o formato A0 (914mm de largura), em diversos tipos de papéis, sem esquecer de mídias de comunicação visual como: adesivos, faixas, placas e banners tornando-se, assim, uma empresa mais com!pleta em oferecer soluções de impressão e comunicação visual.

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Energia Garota

Por Cláudio Bragga

Gabriela Andriotti Ciamaricone

Apelido: Gabs Data de nascimento: 24/02/1997 Mulher bonita: Miley Cyrus Homem bonito: Robert Pattinson O que mais gosta em um homem: Sinceridade O que não tolera em um homem: Falsidade O que mais gosta no seu corpo: Meus olhos Musica que mais gosta: Crush crush crush Paramore Perfume: Fantasy - Britney Spears Comida: Pizza Filme: Crepúsculo Não vive sem: Minha família! Uma frase: Para que levar a vida tão a sério, se a vida é uma alucinante aventura da qual jamais sairemos vivos (Bob Marley) Sonho: Viajar para os Estados Unidos

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depois

Antes e

ANTES

Por NEURA & SILVIA

Achei incrível! Despertou em mim a vontade de mudar cada vez mais

Larissa Abreu

Cabelo

“Larissa chegou ao salão com as madeixas longas e sem volume”, explica Silvia Six, da equipe Neura & Silvia, que apostou em um corte em camadas, com base reta e comprimento médio. Para iluminar e dar movimento, mechas finas no tom Loiro Dubai. A finalização veio através do modelador de cachos, que deu volume e leveza ao penteado.

Maquiagem

Fotos: Israel Denadai

Fernando Queiroz, maquiador e designer de sobrancelhas da equipe Neura & Silvia, usou os produtos da linha Make B, Mineral e Intense O Boticário. A pele foi preparada com uma base bege nude e pó facial. O côncavo dos olhos foi esfumado com lápis Turmalina caramelo. Para iluminar o canto interno e para levantar o olhar de Larissa, Fernando usou a sombra Block Intense. Os lábios foram preenchidos pelo lápis Turmalina coral e finalizados com brilho labial, no mesmo tom. Para completar, cílios postiços e muita máscara para dar delineamento nos olhos.

Produção

A produção do look foi feita pela loja Malu Modas.

Serviço: Neura & Silvia. Rua: Marechal Bittencourt, 205 | Centro | Jaú Fone: 3622.4093 | 3622.7142

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DEPOIS

estudante, 15 anos.


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kids

Look

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Por Israel Denadai


Crianças

Daniel Gonzalez Beatriz Dultra

Locação

Flora Paraíso Fone: (14) 3626.1760

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As melhores marcas você encontra só aqui no Jaú Shopping

VIVO

(14) 2104.2334

Fotos: Israel Denadai

Está querendo trocar seu aparelho celular? Está gastando mais do que o esperado? A Opção Cel, no Jaú Shopping, tem a solução. Aqui você encontra aparelhos modernos e diferenciados, planos de tarifas que cabem no seu bolso, sem susto na hora de pagar a conta. A Opção Cel, no Jaú Shopping, conta com uma equipe altamente treinada para satisfazer seus clientes no ato da compra. A loja também trabalha com cartões de recarga. Sempre que seu pré-pago estiver precisando de crédito, lembre-se de passar na loja da VIVO, no Jaú Shopping.

ESPAÇO QUARTO

(14) 3625.3141

O novo visual clássico e requintado, fazem da Espaço Quarto Colchões a mais conceituada loja de colchões de Jaú e região. Novos lançamentos, parceria com as mais modernas empresas em tecnologia do sono. Venha nos visitar e conhecer o que tem de melhor no mercado de colchões e cama box.

QUATRO PATAS

(14) 3621.6882

Seu animalzinho está precisando de um banho? Aparar os pelos? Leve-o já para a Quatro Patas, no Jaú Shopping. Na Quatro Patas o seu melhor amigo recebe atendimento de primeira. Além do serviço de banho e tosa, você ainda encontra uma grande variedade de produtos para cães, gatos, peixes e passarinhos, além de venda de filhotes. Leve já seu bichinho de estimação para a Quatro Patas, no Jaú Shopping.

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INTYMYDADE MODA ÍNTIMA (14) 2104.2336

Procurando os melhores itens em moda íntima, biquínis, meias e pijamas? O lugar certo é a Intymydade Moda Íntima, no Jaú Shopping. Com as mais famosas coleções de lingerie, a loja se destaca no segmento com as marcas: Valisere, Hope, Liz, Triunf e Du Loren, além dos pijamas femininos Daniela Tombini, Sonhart, Vinci e Senilha; e de toda a linha Lupo. As marcas masculinas são: Speedo, Cavalera e Red Nose. A Intymydade Moda Íntima trabalha ainda com a coleção infantil destas e de outras grandes marcas. Passe no Jaú Shopping e conheça a loja Intymydade Moda Íntima. Você vai se surpreender.

GOLD SILVER (14) 3416.1858

Outubro é o mês de aniversário da Gold Silver. A loja toda em até 10x no crediário, cartão ou cheque. São jóias, semi-jóias, relógios, óculos de sol e grau, bijuterias, prata, folheados e etc. Tudo isso, nas melhores marcas, você só encontra aqui na Gold Silver, do Jaú Shopping.

M. Officer (14) 3416.0831

A M.Officer acaba de receber a coleção Primavera/Verão 2012. Muitas flores, camisas de tecidos leves e algumas pinceladas fluo. As peças transmitem a leveza e o frescor desta estação. A M. Officer recebeu também acessórios diferenciados para você, cliente exigente. No setor masculino, peças extremamente coloridas. Visite a M. Officer, no Jaú Shopping e confira a coleção Primavera/Verão 2012.

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cultural

Guia

Por Heloiza Helena

Filmes

Livros Transformers 3: O lado oculto da lua

Os Autobots estão de volta liderados por Optimus Prime contra os terríveis Decepticons, que voltaram para vingar sua derrota em Transformers (A Vingança dos Derrotados). No terceiro filme os Autobots e os Decepticons entram em uma perigosa corrida espacial entre os Estados Unidos e Rússia. Outra vez o humano San Witwicky vai contar com a ajuda de seus amigos robôs.

Kung Fu Panda 2

Esta animação explora a história do lutador Po, que vive o sonho de ser o Dragão Guerreiro, protegendo o Vale da Paz junto com seus companheiros de kung fu. O Mestre Shifu, diz que ele ainda tem a missão de buscar a paz interior. Ao mesmo tempo, surge um novo inimigo, que possui uma arma secreta capaz de permitir a conquista da China e provocar o fim do kung fu. Para impedi-lo, Po e os Cinco Furiosos precisam cruzar o país e derrotá-lo.

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Uma noite no Chateau Marmont Lauren Weisberger

Brooke e Julian têm uma vida tranquila: ela sustenta a casa, enquanto ele tenta ganhar a vida como músico. Julian é descoberto por um executivo da Sony e torna-se um superstar da noite para o dia. Os paparazzis tanto insistem que conseguem emplacar uma foto escandalosa na imprensa - será que o casamento de Brooke vai sobreviver aos acontecimentos daquela noite fatídica no Chateau Marmont?

A arte da guerra para as mulheres Chin-Ning Chu

A autora baseou-se no livro Arte da Guerra, do filósofo chinês Sun Tzu, para escrever este livro. Ela aborda os princípios de maneira que as mulheres possam aplicálos em situações diversas. A mulher que deseja ocupar um alto cargo, ou a dona de casa que tanto contribui na família podem ter um destino glorioso, segundo estes princípios.


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Pergunte...

... a RE responde! Por Adriana Roveroni

mande sua pergunta para:

pergunte@revistaenergiafm.com.br

Estou apaixonada pelo meu chefe. Ele é muito gentil comigo e não consigo distinguir se é somente gentileza ou se estou sendo correspondida. O que devo fazer, continuar na minha ou chamá-lo para uma conversa? N.B.S, 22 anos RE: Paixão e trabalho não são uma boa combinação! Pode gerar muito mal entendido e comprometer o emprego. Na relação de colegas de trabalho, ocorrem muitas situações de intimidade (desabafos, troca de ideias/ideiais, valores semelhantes). Tudo isso pode gerar uma grande ilusão, afinal, passamos a maior parte de nosso tempo no ambiente de trabalho. Você se diz apaixonada. Comece verificando se não está idealizando demais. Seu chefe não é perfeito, é um ser humano falho como todos. A carência afetiva pode trazer confusões e interpretações errôneas. Por outro lado, algumas pessoas têm o perfil de “encantar”. Sentem necessidade da conquista. Observe: ele é gentil só com você? Procure se afastar um pouco, olhar como se estivesse fora da situação. Será que não é um padrão de comportamento dele? São sugestões de reflexões e análises, antes que tome qualquer

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decisão. Mude de atitude! Se houver interesse da parte dele, não será necessário que você invada para uma conversa. Aproveite para sentir e perceber se realmente está apaixonada ou está idealizando. Se neste tempo a paixão for correspondida: que bom! Sou separado e não concordo com a educação que a minha ex-mulher dá ao meu filho. O problema é que moro em outra cidade, sem condição alguma de estar mais presente. Quando dou algum palpite, ela não entende. Percebo que meu filho está ficando mal educado. O que posso fazer para amenizar essa situação, mesmo estando longe? R.F.G, 48 anos RE: O casamento une famílias diferentes e valores diferentes. Quando ocorre uma separação, estas diferenças chegam a um nível insustentável. Quando a criança percebe divergências de opinião, a mesma perde sua referência. Em quem confiar? Em quem acreditar? Quem seguir como modelo? A rebeldia ou falta de educação, geralmente, é um pedido de socorro da criança: “Ei! Eu existo! Vocês podem prestar atenção em mim?” Sei que as comunicações entre os casais que rompem, geralmente, são precárias. Mesmo assim, sugiro que a procure e converse sobre a necessidade do desenvolvimento emocional saudável do filho (que não é seu, nem é dela, é fruto do casal). Se não for possível, procure um profissional para intermediar. O mais importante é que vocês não fiquem “medindo forças” para ver quem educa melhor. Sugiro respirar fundo, esquecer as divergências e focar totalmente na convergência da educação e amor ao seu filho!


Decoração

O lúdico na decoração Por Adriana Rubia Especial para Revista Energia

Outubro é o mês da criança. Pensando nisso, nada mais apropriado que falar sobre as inspirações que o mundo infantil traz para a decoração de nossas casas. Encontramos no dicionário a seguinte descrição para a palavra lúdico:Relativo a jogo, a brinquedo; que apenas diverte ou distrai. Essa diversão vem sendo transportada para objetos de uso diário, através do trabalho de ótimos designers que conseguem aliar a função de uma peça com a graça e formas que remetem a objetos que fizeram parte de nossa infância. Cada vez mais, encontramos decorações arrojadas e despojadas, que esbanjam cor e alegria em pequenos e divertidos acessórios, tornando a casa o lugar mais lúdico do mundo, uma verdadeira extensão e representação de quem nele vive. Com uma boa dose de bom gosto, dá para combinar objetos de estilos e cores diferentes, sem perder o charme nem transformar sua casa em casa de bone-

cas. Como em tudo, o que vale é o bom senso e, principalmente, o gosto de cada um. O importante é manter a alegria de viver em um ambiente em que você se sinta bem, repleto daquilo que lhe faz feliz. Uma grande tendência lúdica da decoração vem sendo o Toy Art, que já tem espaço na decoração de interiores. Eles deixam o ambiente mais divertido e descontraído. Saem um pouco dos elementos tradicionais e alegram o ambiente. Podem ser aplicados na decoração de vários cômodos da casa, do banheiro ao quarto. Ficam ótimos associados a alguns objetos de uso cotidiano, relógios e utensílios domésticos. ´ Mas é na cozinha que encontramos o maior número de lançamentos de objetos lúdicos. Aspiradores de mesa, liquidificadores, batedeiras, potes, bowls, pratos, talheres, uma infinidade de produtos para deixar a tarefa de cozinhar bem mais divertida.

1. Liquidificador Disney 2. Bule de vaquinha 3. Luva de forno 4. Mesa Cubo Mágico

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Varal

Fotos Israel Denadai

M.Officer:

Jaú Shopping - Piso Térreo Fone: (14) 3416.0831

Dagatinha:

Território do Calçado Fone: (14)3626.5683

Carlos Brusman: Rua Amaral Gurgel, 249 Fone: (14) 3622.7682

Gold Silver:

Jaú Shopping - Piso Térreo Fone: (14) 3416.1858

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Informe Publicitário

Gol contra

Falta de mão de obra qualificada é o grande obstáculo na construção da infraestrutura para Copa do Mundo e Olimpíadas no País Comunicar-se em outro idioma é essencial em um mundo de oportunidades, com vagas sobrando e salários em crescimento. Se há alguns anos o brasileiro convivia com índices de desemprego, hoje existem empresas que não conseguem preencher suas vagas, mesmo oferecendo boas remunerações aos seus colaboradores. Uma pesquisa realizada pela Fundação Dom Cabral, com as 76 maiores empresas do País, mostra que a dificuldade vem aumentando: sobram vagas em 67% dessas companhias. Os motivos? Falta de mão de obra qualificada, ou seja, baixa qualidade na formação educacional e técnica, além da falta de domínio de idiomas nas profissões que exigem essa capacidade, o que é cada vez mais comum. A realização da Copa do Mundo, em 2014, e das Olimpíadas, em 2016, no Brasil, deixa ainda mais evidente essa necessidade das empresas. As áreas de T.I (Tecnologia da Informação), Engenharia e Turismo são umas das mais envolvidas no desenvolvimento de toda a infraestrutura para abrigar os maiores eventos esportivos do mundo e, consequentemente, os que mais carecem de profissionais qualificados. O presidente da Odebrecht Infraestrutura, construtora responsável pela construção de quatro estádios para a Copa do Mundo de 2014, Benedicto Barbosa da Silva Jr, faz o seu alerta: “Estamos encontrando muitas dificuldades na contratação de trabalhadores capacitados para nossas obras”. O diretor-geral do Comitê Rio 2016, Leonardo Gryner, completa: “Se faltarem engenheiros e técnicos, vamos ter de buscar lá fora. E nossos salários hoje são competitivos no exterior”.

Interior

Os profissionais que moram nas cidades do interior também devem investir ainda mais na qualificação profissional, principalmente os que pretendem atuar no setor de turismo e hotelaria. Alguns municípios servirão de sedes para as delegações estrangeiras e também receberão milhares de turistas durante os eventos. “Quem começar a aprender um novo idioma desde já sai em vantagem na disputa por boas colocações no mercado”, afirma Leonardo.

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Look de Artista

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Moda Por Flávia Aldrovandi

moda@revistaenergiafm.com.br

Vejo flores em você!

Não há quem resista a uma estampa floral, ainda mais quando chega como uma tendência fresquinha. Estão versáteis e com uma fácil combinação por conta das cores presentes na roupa!

1

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#Estampaslargas

e com grande espaçamento das flores, engordam.

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Blair Waldorf

#Estampasflorais

pequenas, emagrecem a silhueta.

Agulhadas

4

1 Vestylle MegaStore 2, 3 e 4 M.Officer 68 Revista Energia

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Sete meses após o escândalo, John Galliano é condenado por insultos antisemitas e racistas. Se você não lembra, John foi demitido das Grifes Dior e John Galliano pelo caso onde ofendeu turistas em um bar em Paris, França.


Estilo Navy!

1

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As peças inspiradas nos marinheiros estão novamente em alta. O estilo navy (ou marinheiro) está repaginado, tomando conta das produções femininas e exibindo toda sua elegância. Por ser um estilo clássico, ele pode ser usado em várias ocasiões do dia a dia, no trabalho e até mesmo em festas. A combinação básica de cores para um look navy é: azul + branco + vermelho. Confira algumas opções das peças náuticas que separamos para vocês!

#Ficaadica:

O estilo Navy combina com acessórios dourados. Use e abuse dos colares e pulseiras!

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Fashion News

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Há 50 anos, no dia 5 de outubro, estreava o filme mais querido do mundo fashion: “Bonequinha de Luxo”, com a eterna Audrey Hepburn em looks Givenchy e dirigida por Blake Edwards.

5

1 e 2 Lucy Modas 3 M.Officer 4 e 5 Vestylle MegaStore

Rachel Bilson

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Fitness

Por Marcelo “Tchelinho” Macedo

Arte, esporte e música 72 Revista Energia


A

capoeira é uma manifestação cultural brasileira que reúne características muito distintas. Trata-se de uma mistura de arte e luta, praticada ao som de instrumentos musicais como berimbau, pandeiro e o atabaque. Além de ser um excelente sistema de defesa pessoal e de treinamento físico, destaca-se entre as modalidades desportivas por ser a única originariamente brasileira e que se fundamenta em nossas tradições culturais, por isso representa um patrimônio cultural brasileiro. Capoeira é a síntese de movimentos e gestos corporais das culturas africanas que, durante os últimos três séculos, tem feito parte do cotidiano urbano nacional. O jogo acontece sempre numa roda em que, no centro, dois capoeiristas executam os movimentos desta modalidade acompanhados por instrumentos que marcam os diferentes ritmos para o seu desenvolvimento. As rodas de capoeira são ritmadas pelo toque dos instrumentos e pelas palmas. A capoeira possui três estilos que se diferenciam nos movimentos e no ritmo musical de acompanhamento. O estilo mais antigo, criado na época da escravidão, é a Capoeira Angola. As principais características deste estilo são: ritmo musical lento, golpes jogados mais baixos (próximos ao solo) e muita malícia. Nosso estilo regional caracteriza-se pela mistura da malícia da Capoeira Angola com o jogo rápido de movimentos, ao som do berimbau. Os golpes são rápidos e secos, sendo que as acrobacias não são utilizadas. Já outro tipo de capoeira é o contemporâne, que une um pouco dos dois primeiros estilos. Este último estilo de capoeira é o mais praticado na atualidade. Várias mulheres vêm praticando este esporte, pois desenvolve de forma natural e espontânea as qualidades físicas: força, velocidade, resistência, equilíbrio, destreza, flexibilidade e coordenação, atuando com eficácia na melhoria da condição física geral. Mas o fator principal por atrair mais mulheres é pelo fato do enrijecimento muscular e a perda de peso. Devido aos giros e saltos, coxas, panturrilhas e glúteos são as regiões mais trabalhadas durante 50 minutos de atividade, que também tonifica braços e cintura. O gasto de energia varia de acordo com a intensidade dos movimentos. Em uma hora é possível gastar até cerca de 700 calorias.

Não existe outra atividade que reúna arte, esporte e música numa coisa só! Por isso, pratique capoeira!

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Informe Publicitário

Gold Silver: uma história de sucesso

Neste mês de outubro a Gold Silver comemora mais um aniversário. São 19 anos desde a inauguração da primeira loja na cidade de Botucatu. Foi pela iniciativa do saudoso Claudeval Luciano da Silva que, com sua experiência de mais de 30 anos no grupo Pão de Açúcar, deu inicio a um estilo de lojas de jóias diferenciadas, fugindo do padrão comum, onde só haviam espaços pequenos e com mix delimitados de produtos mais caros, que não ofereciam ao cliente oportunidade de acesso a este tipo de produto. Com essa proposta inovadora nasceu a Gold Silver. A loja inovou o mercado do segmento e conquistou um público fiel à sua marca. Com muito trabalho e sempre preocupada em oferecer o melhor, a Gold Silver encantou Botucatu e logo viu que poderia alçar vôos mais altos. Foi assim que, em 1999, a loja chegou a Bauru, apostando na ideia de sempre superar as expectativas de seus clientes. A Gold Silver tem também, como característica marcante, a inovação em suas promoções, o investimento e um padrão de mídia que deixa a marca sempre em evidência. Não demorou e a Gold Silver conquistou Bauru. Em 2004 e 2007 inaugurou outras duas lojas com design moderno e arrojado, oferecendo nestes locais outros benefícios aos clientes, como o estacionamento próprio e os horários diferenciados de atendimento, como é o caso da loja que fica no Bauru Shopping. Com essa receita de sucesso a empresa viu em Jaú mais uma grande oportunidade, uma cidade em pleno crescimento não poderia ficar fora dos planos; assim, em novembro de 2010 foi inaugurada a Gold Silver no piso térreo do Jaú Shoping, uma loja ampla, assinada pelo arquiteto Marcos Caracho, que oferece todo o mix de produtos das demais lojas: jóias da linha leve e rebuscada, semijóias como prata indiana, folheado e bijuteria, além da linha completa de relógios, com as grifes Michael Kors, Empório Armani, Bulova, Citzen entre outras, e óculos de sol e de grau das melhores marcas nacionais e importadas, como Ana Hickamann, Armani Exchange, Atitude, Disney Infantil, Diesel, Empório Armani e muitas outras. É dessa forma, oferecendo sempre um atendimento diferenciado, com os melhores preços e a maior variedade, que a Gold Silver convida os que ainda não conhecem a loja a se deliciar com nossas mercadorias. Obrigado à cidade e ao povo de Jaú pela acolhida, e às nossas funcionárias, que são nosso maior patrimônio.

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Turismo

Mandaguahy é história Por Alexandra Lopes Fotos Israel Denadai

C

ento e trinta anos de pura história. Ao chegar à entrada da Fazenda Mandaguahy o visitante é convidado a entrar em um túnel do tempo, como se fosse instantaneamente transportado para o começo do século passado. Construída em meados de 1880, a sede da propriedade, que há um século produzia milho e café, mantém ainda o mesmo mobiliário e outros pertences, muitos ainda do primeiro proprietário da casa: Major Prado, ou Francisco de Paula Almeida Prado. Hoje residência de seus descendentes, a fazenda é ponto turístico para alunos e professores de muitas cidades do interior de São Paulo, que vêm para a cidade entrar em contato com a natureza e conhecer um pouco da história, contada através de objetos usados na agricultura da época. O ponto alto da visita são as peças utilizadas por escravos negros que trabalhavam na lavoura.

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de geração em geração Atualmente em sua sétima geração, os familiares conservam a maior parte de seu patrimônio edificado e natural, nos moldes do século XIX, além de muita antiguidade guardada e preservada. Casa grande, senzala, tulha, colônias, terreiros e pomar constituem um belo conjunto arquitetônico e paisagístico, abertos para visitas culturais, bem como hospedagem em suas casas antigas e adaptadas para oferecerem conforto, sem perder a simplicidade das moradias do século XIX.

Os anfitriões Quem chega à fazenda é recebido por Maria Antonieta de Almeida Prado e o filho, Guilherme Eduardo de Almeida Prado Castro Valente, descendentes de Major Prado. As minúcias da história de tantas gerações são contadas como fatos do dia a dia. “A vinda da família deu-se na década de 40, século 19, muito antes de Jaú se tornar cidade. Os irmãos Almeida Prado – eram quatro, se fixaram aqui nesta região e foram os principais responsáveis pela transformação da vila em comarca”, conta Fernando.

Senzala

Antes, local para acomodação de escravos na segunda metade do século 19. Hoje, a senzala abriga tonéis de pinga artesanal e peças utilizadas na época da antiga Casa Grande Revista Energia 77


Turismo

riqueza Impressiona a riqueza histórica e natural preservada até os dias de hoje, transformando-a numa opção turística incomparável. Atualmente, Fernando oferece a alunos de escolas públicas e privadas programas de turismo pedagógico, que propicia às crianças contato e conhecimento do universo histórico, natural e paisagístico, desconhecido por muitos deles até então, devido à vivência nas cidades modernas. Existem alunos, segundo Fernando, que nunca tiveram a oportunidade de ver de perto um boi, por exemplo, e que ficam deslumbrados quando podem conhecer. “Quando chegam ficam fascinadas com tanto verde, com os animais, é uma experiência única para estas crianças”, diz.

Gratidão A preservação da Fazenda deu-se em consequência da continuidade mantida pela família com o passar do tempo. Antonieta resume bem o que sente pela antiga sede da fazenda. “O amor, o respeito e valor herdados dos antepassados contrariam o desejo de venda ou de restauração da propriedade. O gratificante e positivo é manter e oferecer tal patrimônio à visitação, para que as pessoas possam conhecer um pouco da história de Jaú”, conta ela.

Relíquias No interior da Casa Grande podemos observar, entre as relíquias, um piano espanhol que foi trazido para as filhas de Major Prado ainda no final do século 19 e um espelho italiano, com seus padrões originais. “As marcas no vidro parecem sujeira, mas é o resultado de décadas e décadas, o que o torna ainda mais valioso”, explica Fernando. A matriarca da família considera que as pessoas hoje em dia não valorizam muito a preservação de imóveis históricos devido ao pouco incentivo e aos recursos financeiros necessários, tendo em vista que a manutenção torna-se cara, o que faz com que a cidade perca muito em realidade histórica. “Falta ação combinada entre administração e população, para que a cidade passe a ver-se como destino turístico. O apelo pelo novo, muitas vezes observado na área central da cidade, esconde ou mesmo exclui as fachadas e construções históricas” lamenta Antonieta.


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nisso

Pense

Por Professor Marins

Você é comprometido? Quando perguntamos a qualquer empresário, presidente, diretor, gerente, supervisor, chefe, o que ele mais deseja de seus colaboradores, a resposta é imediata: “Gostaria que eles fossem mais comprometidos”. Quando perguntamos a amigos, professores, pais, filhos, membros de clubes e associações, o que eles mais sentem falta nas pessoas de seu relacionamento, a resposta é a mesma. “Gostaria que as pessoas fossem mais comprometidas”. Mas, afinal, o que é, de fato, “ser uma pessoa comprometida”?

Veja 10 respostas:

1. Uma pessoa comprometida procura sempre colocar-se no lugar das outras;

2. Ela presta atenção em tudo o que faz no detalhe do detalhe;

3. Não deixa as coisas pela metade; 4. Apresenta soluções ao invés de aparecer com mais problemas;

5. Pergunta o que não sabe e demonstra vontade de aprender;

6. Cumpre prazos e horários; 7. Não vive dando desculpas por seus

atos e nem procura culpados pelos erros cometidos; 8. Não vive reclamando da vida e falando mal das pessoas. Ela age para modificar a realidade; 9. Não desiste facilmente. Ela não descansa enquanto não resolver um problema; 10. Uma pessoa comprometida está sempre pronta a colaborar com as outras. Ela participa. Dá ideias. Você pode contar com ela. Pense se as pessoas avaliam você como uma pessoa verdadeiramente comprometida. Comprometa-se! Pense nisso. Sucesso!

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Empresarial

Por Antônio Paulo Grassi Trementocio

Os juros

bancário frente à constituição federal Como todo brasileiro, somos sabedores dos abusos financeiros que as Instituições Financeiras praticam em nosso País com autorização legal, somos sabedores e inclusive alvo das cobranças de juros de toda ordem, seja remuneratório, seja moratório, de forma extremamente abusiva e extorsiva. Essas juros chegam a patamares de 12% (doze por cento) ao mês para juros remuneratórios em períodos de adimplência e de 22% (vinte e dois por cento) ao mês para juros remuneratórios, em momentos que ultrapassamos os limites contratuais, chamados de comissão de permanência, sendo impossível nos submetermos à essa realidade quando, em verdade, os juros legais são de 1% (um por cento) ao mês. Infelizmente, tudo isso tem respaldo legal, porém a nossa Constituição é afrontada com essas práticas de juros, pois ela garante a nós, cidadãos brasileiros, alguns direitos considerados fundamentais, como por exemplo o Princípio da Dignidade Humana, consagrado no artigo 1º inciso III da nossa Constituição Federal, que também vale para as pessoas jurídicas, identifica um espaço de integridade moral a ser assegurado a todas as pessoas por sua só existência. A dignidade relaciona-se tanto com a liberdade e os valores do espírito como com as condições materiais de subsistência, constituindo um dos fundamentos do Estado Democrático de Direito servindo, inclusive, como fonte de luz que ilumina os demais princípios constitucionais e infraconstitucionais, sem esquecer-se de mencionar que dignidade deverá ser interpretada de modo a realizar o mais amplamente possível o princípio que rege a matéria, e quando as Instituições Financeiras infringem o conteúdo essencial de um direito fundamental é como se dissesse que a dignidade da pessoa humana foi violada. No caso em comento, relativo à cobrança dos juros abusivos por parte das Instituições Financeiras, o efeito aqui do princípio da dignidade da pessoa humana consiste em termos gerais que as pessoas tenham uma vida digna, e isso não ocorre nas relações entre os desiguais, isto é, nas relações entre o poder econômico das Instituições Financeiras e o cidadão brasileiro. Podemos verificar essa disparidade e infringência ao princípio da dignidade humana quando vemos num contrato de cheque especial em conta corrente a cobrança do cliente na média de juros de 7,57% ao mês e a efetiva de 140% ao ano, sendo que no período de estouro do limite esses valores triplicam, como já mencionado ante-

riormente, e essa disparidade é maior ainda quando vemos que a meta para a inflação deste ano de 2010 é de 4% ao ano e os assalariados, em média, tiveram um aumento de 6% ao ano. Por tais motivos os juros cobrados pelas Instituições Financeiras não condizem com a dignidade humana do indivíduo e, portanto, por ser um princípio garantido pela nossa Constituição Federal, os mesmos a afrontam e, assim sendo, o cidadão brasileiro não pode se calar e deve buscar junto ao Poder Judiciário o respeito a esse princípío, em nome da dignidade humana.

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Diferente de tudo que você já viu!! Tel.: 3623.1877

Avenida Comendador Ítalo Mazzei, 990 82 Revista Energia


Churrasco

Picanha

à moda Sérgio Reis Varejão de Carnes Popular Especial para Revista Energia

Para esta edição dispensamos as tradicionais dicas de churrasco, para passar uma famosa receita de picanha ao forno. A picanha fica macia e com uma crocante camada de gordura, por conta da farinha de trigo. Prepare-se para ler uma receita de dar água na boca.

Ingredientes 1 picanha (1.200g em média) sal fino farinha de trigo

Modo de Preparo Deixe a capa de gordura na picanha. Forre uma assadeira com papel alumínio, coloque a picanha com a gordura virada para cima. Adicione sal por toda a peça e depois, com a farinha de trigo, cubra generosamente toda a gordura. Feche o papel alumínio e leve para assar com a parte mais alta da peça voltada para o fundo do forno. Pré-aqueça o forno por uns 40 minutos em temperatura média e asse por aproximadamente 2 horas. Abra o papel alumínio e volte ao forno por mais 15 minutos, ou até dourar. Espete com um garfo, se sair água é porque está pronta. A farinha vira uma casquinha crocante muito boa. Fatie e sirva.

Reúna os amigos e saboreie! Revista Energia 83


Gourmet

Por Mario Netto

Mario Franceschi Netto Formado pelo SENAC, já trabalhou no Grande Hotel Águas de São Pedro, Café de la Musique em São Paulo e, atualmente, faz o curso Master de cozinha em Parma, na Itália, no instituto ALMA.

Panna cotta Nesta edição vou falar da panna cotta, um doce muito versátil, saboroso e fácil de fazer. A panna cotta é versátil porque pode ser feita de vários sabores e formatos. Este doce de creme de leite cozido é feito com gelatina do sabor desejado, como de morango, chocolate, baunilha, enfim, o que você mais gosta. O formato também, haja vista que, antes de esfriar, ele é liquido e pode ser colocado em vários tipos de formas. A receita da vez é panna cotta ao café, com calda de chocolate ao leite! Aqui, na Itália, a panna cotta é classificada como um ‘dessert al cuchiaio’, ou melhor, uma sobremesa que se come com colher. Bom, vamos ao que interessa! Ingredientes Para 6 porções de panna cotta: 150ml de café bem forte, 12g de folha de gelatina, 500ml de creme de leite (melhor se usado fresco), essência de baunilha (a baunilha aqui tem a função de complementar, por isso seu gosto não deve encobrir o dos outros ingredientes) e 120g de açúcar.

Para a calda de chocolate 80ml de café forte e 100g de chocolate ao leite (ou outro de sua preferência). modo de Preparo Em uma panela coloque o café já pronto, o creme de leite, o açúcar e a baunilha. Coloque para amolecer a gelatina em água bem fria. A gelatina estará pronta quando estiver bem mole e elástica. Quando começar a levantar fervura da panela, acrescente a gelatina e mexa bem por mais uns dois minutos. Tire a panela do fogo e espere que esfrie um pouco. Despeje 125ml do composto em seis formas da sua preferência (as mais indicadas são aquelas feitas de silicone ou forminhas de alumínio) e leve à geladeira por pelo menos 4 horas. Nesse meio tempo, derreta o chocolate em banho-maria ou no microondas e acrescente o café, mexendo bem até que fique uma calda bem fluida, mas não liquida. Para empratar: desenhe, rabisque ou apenas derrame no fundo de um prato da sua escolha a calda de chocolate. No centro do prato coloque a panna cotta já desenformada e enfeite com alguns grãos de café torrado.

Buon apettito!

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Foto: Israel Denadai

Ciao a tutti,


Rua Lourenço Prado, 300 Fone: (14) 3624.5000

Mais de 15 opções gastronômicas em ambiente climatizado e seguro. Amplo estacionamento com serviço de manobrista. Um lugar especial para a família e os amigos se divertirem!

Todos os dias, das 10h às 23h Avenida Dr. Quinzinho, 511 Fone: (14) 2104.2300

Revista Energia 85


Vinhos

Por Paulo Agnini Especial para Revista Energia

França,

país dos vinhos finos

A França elabora mais vinhos finos do que qualquer outro país do mundo. Somente este fato já eleva alguns vinhos franceses a uma condição quase mítica. Na verdade, as técnicas de elaboração de vinho, os métodos de viticultura e até as variedades de uvas francesas foram adotadas pelas regiões vinícolas do mundo inteiro. Assim como a comida francesa, o vinho foi (e ainda é) o marco que servirá para comparar qualquer outra excelência. Porém, o impacto da França vai mais longe. O país moldou a maneira de se julgar um grande vinho. Foi na França que o conceito fundamental de “terroir” (a ideia de que o local determina a qualidade do vinho) se difundiu e floresceu. Tradicionalmente, os franceses estavam tão convencidos de que a natureza e a geografia produzem o vinho, que jamais houve uma palavra em francês para designar “produtor de vinhos”. Felizmente para os franceses, a sua terra natal é abençoada com numerosos locais onde é possível produzir belos vinhos. A primeira dessas áreas foi estabelecida pelos gregos em 600 a.C. em Massalia, hoje Marselha. Contudo, com o colapso do Império Romano, os vinhedos da França passaram cada vez mais ao controle da Igreja Católica, em particular, de poderosas ordens

monásticas como a dos beneditinos, que, com esforço e persistência, plantaram vinhedo após vinhedo, até que as videiras se estendessem além de Paris. Talvez o período mais dramático da história do vinho na França seja a época em que a maioria das pessoas preferiria esquecer: em torno de 1860 e 1866, quando ali chegou a mortífera filoxera, destruidora de raízes. Considera-se que a epidemia subsequente começou pelo sul do vale de Ródano, e dali o microscópio afídio se espalhou por todo o país, por toda a Europa e, afinal, por boa parte do mundo. Climática e geograficamente, pode-se dizer que a França é dividida em três partes: ao norte, regiões como Champagne e Borgonha possuem um clima continental, com invernos rigorosos, chuvas frequentes, significando que as uvas talvez não amadureçam plenamente e assim produzam vinhos que podem ser delicados e até mesmo frágeis. Em compensação, o sul da França tem um clima mediterrâneo. Chegar ao amadurecimento não constitui um problema, e os vinhos são mais encorpados. Finalmente, na Costa Atlântica, as regiões vinícolas de Bordeaux e do oeste do Loire têm um clima marítimo. Os verões mormacentos de Bordeaux possibilitam o excelente vinho doce Sauternes. Cerca de 90% dos vinhos franceses se baseiam em 36 variedades de uva que produzem vinhos que atingem todo o espectro, do seco ao doce, do não-espumante ao espumante. Além dos vinhos, naturalmente, duas das mais famosas bebidas alcoólicas elaboradas à base de uva são francesas: o Cognac e o Armagnac.

Laissez le vin de se faire (Deixem o vinho se aperfeiçoar) Ditado popular da Borgonha.

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Café colonial em família Padaria Santo Antonio Especial para Revista Energia

Venha saborear o mais diversificado e apetitoso café da manhã: o tradicional Café Colonial. A mesa farta, como no tempo dos nossos avós, combina com as novas estações. A primavera, o outono e o inverno pedem um lanche caprichado e a inspiração para a mesa farta está nos cafés coloniais, que alimentavam os imigrantes com receitas trazidas de diversos cantos do mundo. A ousadia de combinações é a magia deste cardápio. Ideal para o domingo (comer sem pressa), esta refeição pode substituir o café da manhã ou o brunch (café-almoço). O café colonial original era preparado para sustentar a dura jornada do campo, quando os imigrantes plantavam e colhiam manualmente. Tradicional, é servido em diversas regiões do Brasil e nas cidades com colonização alemã e italiana. O cardápio original é mantido pelos descendentes. Considerado um patrimônio cultural, herdado dos colonizadores, é uma refeição composta de pães variados, manteiga, queijos, geléias, bolos, presunto, salames, embutidos, leite, café, chocolate quente, chá, vinho, cuca, rosca, biscoitos, queijos e mel, entre outros. A lista de ingredientes também leva tortas doces e salgadas, biscoitinhos e outros petiscos. Inclui até misturas com frutas. Para saborear um cardápio original sem ter que ir para a co-

zinha, a dica é visitar pousadas de serra ou experimentar, aos domingos, o café colonial na Padaria Santo Antônio (loja 01). Comece o seu dia com um bom café colonial. Para degustar o cardápio visite a Padaria Santo Antônio e aproveite bem as dicas. Reúna a família e passe horas à mesa, conversando e provando um pouco de tudo. Entre as receitas tradicionais do café colonial, a Padaria Santo Antônio oferece quiches, croissant doces e salgados, pães, sucos, iogurtes, cereais, cheescakes, tortas doces e salgadas, bolos caseiros, entre outras opções deliciosas que caem muito bem e combinam com o clima do café colonial no domingo, com a família ou amigos.

Bom apetite a todos!

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club

Social

Por Bruna Araújo

bruna@bruanaraujo.com.br

Aliança

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Bruna Mendonça e Eduardo Bulsonaro protagonizaram um lindo casamento no início desta primavera. Os convidados foram recepcionados no salão de festa Zöe e se encantaram com a linda coreografia dos noivos

Fotos: FotoShow

1. Lucas e Neide, Bruna e Jean Mendonça com o noivo Eduardo 2. A doce Camile Mendonça 3. José Carlos e Delazir Bulsonaro felizes com o casamento do filho 4. Os noivos receberam o carinho de Jean e Aline

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Novo conceito de esporte Os empresários Renata e Julio Palacio inauguraram um espaço VIP para os alunos da Academia Personal Center. As aulas personalizadas de Spinning, Kangoo Jumps e Treinamento Funcional com Gymstick para pequenos grupos fazem parte das novas opções da Personal Class 1. Regina Perlati com a pequena Ana Laura Marangoni, Silvia Cristina Mesquita e Leda Campo 2. Mario Elias, Claudio Bordine , Marcos Tochetti e Gustavo Bauab 3. O personal super simpático Paulo Ribeiro com Cássio Prado e Jullio Palacio 4. Renata e Julio Palacio com a sócia do novo espaço Marisa Manin apresentaram a bike desenvolvida pelo famoso ciclista Armstrong, considerada a melhor do mercado 5. Wilian Pavan , Wal Garcia , Mariana Victor e Giovana Oliveira 6. Aline Chiaratto, Priscila Perez e Ester Lozano

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Click club

Social

Jurerê Internacional

Floripa

Também chamada Ilha da Magia é muito conhecida pelos diferentes aspectos geográficos. Norte e sul se mantém distintos e atraem diferentes públicos. Para quem prefere tranquilidade e refúgio, as melhores opções são as praias do sul, como Morro das Pedras e Matadeiro. Vale a pena encarar a intensa caminhada até a isolada Lagoinha do Leste. Um visual inesquecível!

O agito em família é certo nas praias do Santinho, Cachoeira do Bom Jesus e na charmosa Daniela.

Mas, se o que procura neste verão é um mix de beleza natural , mercado de luxo, moçada bonita e muita paquera, seu destino é Jurerê Internacional, a ‘meca’ dos amantes da sofisticação.

Lagoinha do Leste

Chef Narbal com o sócio Fábio Luciano, frequentador da nossa terrinha.

Se você se interessa por moda deve ter adorado as coleções para o próximo verão.

A estilista Priscila Darolt, que assinou a coleção da Animale, apostou em peças levíssimas, mescladas por bordados em metais e paetês. Os tecidos eram nobres, como a seda, linho, tricô e couro, e a cartela de cores é suave, cheia de brancos, azuis e lavanda.

Com tanta leveza nos cortes e tecidos, os acessórios pedem peso e mais personalidade

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Tartar de garoupa com ovas

Boa gastronomia também é referência na ilha.

Bairros como Santo Antonio de Lisboa e Ribeirão da Ilha oferecem ótimas opções da culinária açoriana. No canto direito da praia dos Ingleses encontra-se um dos mais estrelados chefs da Ilha, Narbal Corrêa. O restaurante Recanto dos Brunidores apresenta pratos exóticos que são verdadeiras artes, como o creme de ouriço e o tartar de garoupa com ovas. Fantástico!

Paella Caipira

As Filhas de Jó da Loja União e Caridade estão organizando um delicioso almoço beneficente . O evento acontecerá dia 30 de outubro na Rua José Toscano Neto, 640 (Loja União e Caridade) Mais informações 3625.5343 com Maria do Carmo


Pique pique Mônica Feltrin Neves brindou no Lounge Bohemia seu aniversário ao lado do marido Fernando Neves, de amigos e familiares.

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1. Ana Camila Turini Ribeiro, Juliano Ribeiro, Fernando e Mônica 2. Cleber Martinez, Rodrigo Paiva Neves, Guilherme Brandão Neves e Evandro Neves 3. Cristiane Tesser Rosa e Renata Martins Tesser 4. Adriana Peres num look de arrasar 5. Paulo e Lucimara Cunha 6. Rogério e Renata De Tilio 7. Paulo e Silvana Salmazo

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Academia Jahuense de Letras

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Em solenidade realizada na Estação do Som, o advogado Adib Geraldo Jabur assume presidência ao lado da nova diretoria. Sete novos membros também foram empossados, são eles: Antonio Fernando Reginato, Vera Maria Lopes de Almeida, Waldo Claro, Jaci Toffano, Antonio Vieira, Adriana Roveroni e Douglas Segantin. 1. Ricardo Franceschi Filho, Ana Vitória, Ricardo Franceschi, Ceci Toffano e Antonio Fais 2. Carlos Eduardo Monte, Cidinha Morandi, Jaci Toffano e Ceci Toffano 3. Ana Keila Zapatero, Dany Kamada, Naila Faraco, Carol Panini, Marisa Galvão e David Turolla 4. Maria José Reginato, João Ribeiro e Martina Reginato 5. Ivan Freitas , Lígia Maria, Maria Vieira, Antonio Vieira, Adriana vieira e Filiphi Willian

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Foto: Israel Denadai

Luggi Instrumentos Musicais em Jaú A Luggi Instrumentos, recém chegada em Jaú, com sua matriz em Barra Bonita, conta com uma grande variedade de produtos para todos os estilos musicais. Um amplo espaço climatizado e vendedores qualificados para melhor atender a você, cliente. Há 17 anos no ramo de instrumentos musicais, contamos com grandes importadoras e fabricantes nacionais, proporcionando ao cliente a oportunidade de adquirir o instrumento musical do seu sonho.

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Relacionamento Por Ana Suy Sesarino

Trocando a dívida por uma dúvida

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Sabe uma coisa que venderia muito? Horas no dia. No dia em que alguém conseguir materializar as horas e colocá-las em potinhos, ficará rico, certamente. Vemos todos os dias pessoas correndo para lá e para cá, quase contra o tempo. E lembro-me do coelho do Lewis Carroll, de Alice no País das Maravilhas. “Estou atrasado!”, dizia ele e Alice tentava entender. Pois às vezes me sinto meio Alice nesse mundo também. Por que é que todo mundo tem tanta pressa? Para onde vão? Vivemos em tempos de prestações. Nada se compra à vista, tudo se parcela. Se for bem dividido, tudo parece caber no bolso e, assim, torna-se muito fácil desorganizar o orçamento. É cada vez maior o número de brasileiros endividados. E, bem, para se pagar tantas prestações, há que se trabalhar! Então as pessoas fazem horas extras, arranjam um bico aqui e outro ali, e vamos embora pagar as contas. Enquanto isso, um empréstimo num banco para pagar o empréstimo do outro banco. E eis que, muitas vezes, tudo o que fazemos é mudar o problema de lugar. Trocamos tempo por dinheiro, mas nos falta tempo e nos falta dinheiro! E o que é que sobra? Dores de cabeça. Gastrites. Estresses. Não é à toa que atualmente, o segundo medicamento mais vendido no Brasil é um tranquilizante. Toda tristeza é chamada de depressão, todo sarro de bullying, toda mudança de humor, de bipolaridade. Nada é investigado a fundo, apropriamo-nos desses nomes médicos, utilizamo-os no nosso vocabulário e, de repente, já estamos acreditando neles. E dá-lhe tranquilizante para fazer vistas grossas à nossa própria vida. Para que tanta pressa? Será que ela é mesmo necessária ou será uma forma de nos distrairmos das coisas difíceis que nos acontecem? Será que estamos olhando para as coisas à nossa volta? Será que estamos olhando nos olhos das pessoas? Será que estamos mesmo sentindo a vida? Viver dá um trabalhão. Pessoas são difíceis, relacionamentos podem ser muito complicados e a vida é exigente. Mas isso tudo é coisa que não se compra com dinheiro. Não dá nem para parcelar. Então, será que realmente são necessárias mais horas no dia ou será que nos falta um pouco mais de coragem para viver?


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Foto: Israel Denadai

Usina Maringá atua no setor sucroenergético há mais de 50 anos e se destaca pela prática do atendimento diferenciado aos produtores de cana do centrooeste paulista. Busca, através do seu sistema personalizado de atendimento, valorizar o relacionamento pessoal com o produtor de cana. Isso significa ir além de um simples contato de compra e venda, pois estabelece-se desta forma uma relação mais comprometedora com os resultados para ambas as partes. Instalada estrategicamente na região central do Estado de São Paulo, abrange hoje mais de 15 cidades da região e conta com mais de 2.000 colaboradores diretos e mais de 500 indiretos. Localizada na Rodovia Antônio Machado Sant´Anna, km 73, em Araraquara, a Usina Maringá é hoje uma das mais importantes empresas do setor em todo interior paulista. Em fase de expansão em suas áreas de atuação, a Usina Maringá vê em Jaú e região um grande potencial para colheita mecanizada e aumento do contingente de cana, em função do sistema de cooperação empresa/fornecedor, pioneiro proposto pela Usina Maringá com disposição do corpo profissional das áreas de Engenharia, Meio Ambiente, Jurídica, entre outras.

Demílson de Souza, gerente agrícola, Plínio Paschoal Marson, gestor de fornecedores e Biágio Morganti, engenheiro agrônomo compõe a equipe da Usina Maringá 96 Revista Energia

As visitas aos fornecedores são realizadas por Plínio Paschoal Marson, gestor de fornecedores, com experiência há mais de 40 anos na área agrícola, que resume bem a intenção da Usina Maringá: “Queremos dar um pouco mais de calor humano nas negociações e, fazendo visitas domiciliares, conseguimos entender a necessidade de cada fornecedor, investindo nele”. As visitas são acompanhadas pelo engenheiro agrônomo Biágio Morganti, que possui muitos anos de experiência no setor canavieiro. Além de todo apoio, a Usina Maringá também contribui com o processo de plantio e colheita da cana visando à prestação de serviço ao produtor. “Colocamos à disposição todo o departamento técnico para uso próprio do fornecedor, fazendo com que nossa equipe fique mais próxima nessa relação, com outras possibilidades do auxílio, não só o pagamento”. O gerente agrícola Demilson de Souza destaca que a relação entre Usina/Fornecedor é benéfica para ambos. Novos projetos podem surgir dessa sociedade, inclusive a cogeraçao de energia com o resíduo da cana. “Se há uma parceria forte, com condição de realizar um grande projeto desse segmento, essa parceria está com a gente”. A Usina Maringá está de portas abertas continuamente para você, fornecedor de cana.


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Fotos: Leandro Carvalho

Clik Moda

A coleção verão 2012 de Martha Duarte, da Fox Rouparia, estava um arraso.

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1. A modelo profissional Francine Pantaleão 2. Patrícia Martins, Fernanda Anzine e Milena Ferrarezi 3. Arady Rizzato 4. Rubiana Hernandez e Elaine Verbena

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Inauguração

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1. Rogério de Souza batista e Ana Carolina Suprício 2. Tiago, Pedro, Ricardo e Vanessa Porto 3. Emerson, Tiago, Francisco, Rogério e Ricardo 4. Cristiano, Francisco, Ricardo e Luciano (representante da Neo Nutri Suplementos) Fotos: Dú Jaú

Foto: Israel Denadai

No mês de setembro, Jaú ganhou um novo empreendimento no ramo fitness. Os empresários Ana Carolina Suprício e Rogério de Souza Batista

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100 Revista Energia

Revista Energia - Edição 14  

A Revista Energia é uma publicação mensal da Rádio Energia FM. Garanta seu exemplar, gratuitamente, nos pontos de retirada: Posto São João,...

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