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Distribuição gratuita - Venda proibida

Jaú - Ano 5 | Edição 43 | Mensal - Março 2014

Perfil Bruno Cappelozza Cozinha.com Tecnologia e comida gente fina Rogéria Coimbra Vicente é inspiração

surpreenda-se

Safira

semijoias


2 Revista Energia


Revista Energia 3


4 Revista Energia


Editorial

Palavra de mulher

Ano 5 – Edição 43 – Jaú, Março de 2014 Tiragem: 10.000 exemplares Revista Energia é uma publicação mensal da Rádio Energia FM Diretora e Jornalista responsável Maria Eugênia Marangoni mariaeugenia@radioenergiafm.com.br MTb. 71286 Diretor artístico: Márcio Rogério rogerio@radioenergiafm.com.br Criação de anúncios: Well Bueno arte@revistaenergiafm.com.br Fotografia, Produção Fotográfica, Projetos Especiais e Direção e Revisão de Diagramação: Leandro Carvalho foto@revistaenergiafm.com.br

S

e a humanidade comemora, neste mês de março, o Dia Internacional da Mulher, não há como iniciar este editorial sem falar desta data marcada por nossas lutas que, dia a dia, mudaram a face da história. Estamos constantemente galgando novas posições, transpondo obstáculos e rompendo velhos preconceitos, sem nos desfazermos daquele elo de magia que envolve a personalidade feminina.

Revisão de textos: Heloiza Helena C. Zanzotti revisao@revistaenergiafm.com.br Repórteres Heloiza Helena C. Zanzotti heloiza@radioenergiafm.com.br Marcelo Mendonça marcelo@radioenergiafm.com.br Tamara Urias tamara@revistaenergiafm.com.br

O cenário mundial destaca o aumento que ocupamos em posições de liderança no mercado de trabalho, e já não empreendemos mais para complementar a renda da família, mas estamos preparadas para identificar as oportunidades e transformá-las em negócios rentáveis.

Diagramação Junior Borba (14) 99749.6430 Projeto gráfico: Revista Energia

Colunistas Alexandre Garcia Brenda Ruffo Giovani Trementose João Baptista Andrade Marcelo Macedo Professor Marins Ricardo Izar Jr. Colaboraram nesta edição Karen Aguiar Luiz Campos Prado Junior Marielle Rosa Matheus Raulli Vera Almeida Comercial Jean Mendonça Joice Lopez Moraes Sérgio Bianchi Silvio Monari

Impressão: Gráfica São Francisco Distribuição: Pachelli Distribuidora Revista Energia Rua Quintino Bocaiúva, 330 | 2º andar CEP: 17201-470 | Jaú - Fone: (14) 3624-1171 www.energianaweb.com.br

Foto: Cláudio Bragga

Social Club social@revistaenergiafm.com.br

Nesta edição conheça histórias como a da Dra Rogéria Coimbra Vicente, nossa Gente Fina, que conquistou seu espaço e o sucesso profissional. Na matéria de capa, dois símbolos máximos do universo feminino: joias e miss, uma mistura de encanto, beleza e poder pessoal. No especial Mulher em Foco, saiba o que elas pensam sobre nosso papel na sociedade, e através da garra de outra mulher veja como é possível aliar trabalho e prazer embarcando em um cruzeiro. Se vocês notarem, em quase todas as editorias desta edição as mulheres predominam, e isso foi proposital para fazermos uma alusão ao mundo aí fora. A RE ainda traz os desafios da cozinha pelos canais do YouTube e nosso Perfil destaca um jauense conquistando espaço nos rings de MMA. Desfrute de mais esta edição, afinal, ela foi feita com todo carinho e respeito para você, leitor. Boa leitura!

Elogios, críticas e sugestões leitor@revistaenergiafm.com.br Quero anunciar comercial@revistaenergiafm.com.br A Revista Energia não tem responsabilidade editorial pelos conceitos emitidos nos artigos assinados, anúncios e informes publicitários.

Maria Eugênia Revista Energia 5


Homenagem

Mulher em

A

foco

mulher tem um “Q” especial, talvez não tenha sido por acaso que Deus as abençoou com a oportunidade de carregar em seu ventre uma vida. A mulher, que antes foi submissa, hoje se encontra nos postos mais altos e em profissões jamais imaginadas. Mas mesmo com as inúmeras funções, ela não perdeu sua sensibilidade e maestria em lidar com as diversas funções. O sexo feminino que por inúmeras vezes foi taxado de frágil, com o tempo mostrou que sensibilidade não é sinal de fragilidade. E como muitos autores já falaram, aqui reforçamos: Mulher, você é de extrema importância para o mundo!

Portanto, em sua homenagem, a RE tentou descobrir em poucas palavras, O que é ser mulher?

Stephanie Tidei,

23 anos, empresária, casada e sem filhos

“Ser mulher é ter autoconfiança e autocontrole. A mulher não é o sexo frágil, como muitos dizem. Para ser mulher é preciso ser forte e persistente, principalmente quando se luta por seus ideais. Hoje a mulher ganhou um campo de vida muito grande, então, na minha concepção essas questões precisam ser bem lideradas. Posso dizer que tenho orgulho em ser mulher”


Maria Waldete de Oliveira Cestari,

65 anos, professora aposentada, casada, mãe de Juliana e Fábio

Juliana Savioli Brandão,

40 anos, médica dermatologista, casada com Alexandre, e mãe de Renata “É ser mãe, dona de casa, médica e esposa. E conciliar todas as funções sempre com muito amor”

Brenda Ruffo, 20 anos, enóloga, solteira “Ser mulher está na delicadeza de cada ato e cada sorriso. É ter a leveza em cada detalhe e cada gesto. Acredito que hoje a mulher realmente é livre, ela não tem limites, podemos ir até onde sonharmos” Fotos: Leandro Carvalho

“É ser especial. O papel da mulher no mundo atual é muito importante. Ela não só participa no seio da família, como também sai para trabalhar, muitas vezes sendo a chefe do lar. Além disso, ela se envolve com o trabalho solidário e com as pessoas que estão sob a sua jurisdição, e mostra competência. Toda esta mudança de realidade fez com que a mulher se tornasse mais participativa e livre na sociedade, para fazer escolhas e assumi-las com orgulho”.

Neiva Campanhã Lopes,

42 anos, gerente de compras, casada e mãe de Mayara “É desbravar caminhos. Quando eu me tornei mãe, tinha 21 anos, e tive que ser responsável logo cedo, porque me tornei a base da minha filha. Tive que criar, educar e me dividir entre outras tarefas - esposa e profissional. Isso gerou um amadurecimento intenso na minha vida”

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NESTA EDIÇÃO

06 Homenagem 18 Tecnologia 29 Beleza 44 Cidadania 48 Sustentabilidade 50 Oportunidade 70 Legislação 72 Política 74 Viagens

ÍNDICE

SEMPRE AQUI

10 Perfil 12 Radar 14 Jurídico 16 Pense Nisso 22 Raça do Mês 24 Gente Fina 30 Garota Energia 32 Capa 38 Quem Fez Jahu 39 Look de artista 52 Varal 55 Os 5+ 56 Fitness 58 Social Club 66 Guia da Gula 67 Vinhos 68 Boa Vida 69 Empresarial 76 Vitrine 78 Entre Aspas

Nossa capa: Francine Pantaleão Foto:Leandro Carvalho Semijoias: Safira Style: Vestylle Megastore Cabelo e make: Sim Beauty Salon Agradecimentos: Moura Tecidos Produção Gráfica: Junior Borba

Garota Energia

24 Gente Fina “Inspiração”

Capa

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round !

Foto: Arquivo Pessoal

Perfil

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Mais um


Cappellozza, como é conhecido nos rings, não tem medo de cara feia e se prepara para um ano cheio de desafios

Texto Marcelo Mendonça

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azer parte da equipe de luta de Anderson Silva não é para qualquer um. O lutador Bruno Henrique Cappelozza, 25, nascido em Jaú, representa o Corinthians, a mesma equipe do lutador brasileiro maior vencedor da história do MMA.

MMA e UFC Originário do Vale-tudo no Brasil, o UFC (Ultimate Fighting Championship) foi criado nos Estados Unidos em 1993, como uma competição para determinar a arte marcial mais eficaz em situações de combate desarmado. Os lutadores do UFC começaram a se transformar em atletas completos, de habilidades equilibradas, que poderiam lutar em pé ou no chão. Essa mistura de estilos de luta e habilidades se tornou conhecido como MMA (Artes Marciais Mistas ou Mixed Martial Arts, em inglês). Hoje, o UFC é a principal organização de MMA e é a modalidade esportiva que mais cresce no mundo.

O início Na infância, influenciado pela mãe que praticava caratê, Bruno começou na capoeira ainda novinho, aos oitos anos de idade, e se engana quem pensa que como qualquer criança que gosta de esporte, ele tenha desejado ser jogador de futebol. Bruno queria mesmo era ser um lutador profissional. A primeira experiência foi em Jaú mesmo, onde ainda iniciante foi finalista em um torneio de MMA. E não houve nada que o fizesse pensar em parar. “Não treinava tanto como hoje, ainda era novato no esporte, mais foi importante para o amadurecimento”, diz.

De olho no UFC O tempo passou, a dedicação aumentou e fez com que

Bruno buscasse novas experiências quando, através de um teste, foi aprovado e começou a treinar na equipe de Anderson Silva. Atualmente morando em São Paulo, divide-se entre os treinos três vezes ao dia, num trabalho pesado de preparação para competições que disputará durante o ano. “Meu objetivo para esse ano é fazer de 4 a 5 lutas de MMA, e algumas lutas de muay thai e boxe. Mas meu objetivo principal será participar da maior competição de MMA do mundo, o UFC”. Bruno já lutou cinco vezes em um dos maiores eventos da América Latina, chamado Jungle Fight, que ele considera ser até aqui o mais importante da carreira. Venceu também o Forja dos Campeões, um evento de luta na modalidade boxe, com mais de 300 competidores.

Lutando no MMA Bruno tem sete lutas, com cinco vitórias e duas derrotas Preparação é fundamental Durante sua carreira profissional, já sofreu com algumas lesões. Foram duas cirurgias no joelho e uma no nariz, fraturado durante uma competição. “Nesse esporte você está sujeito a vários tipos de lesões, ainda bem que consegui me recuperar bem de todas que sofri”. O mundo se surpreendeu com a lesão sofrida por Anderson Silva no duelo contra o americano Chris Weidman, na disputa do UFC em dezembro, mas para Bruno é um risco do esporte que não o intimida. “Por isso é preciso treinar forte sempre, estar preparado, o risco sempre existe, faz parte”. Durante a entrevista ele fez questão de agradecer à Speed Form Suplementos e ao Corinthians, por acreditar e dar estrutura para o lutador seguir competindo. Nós também acreditamos em você, Bruno, boa sorte sempre. 

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Radar

Boa

Por Alexandre Garcia

CNPJ é para doido Pelo impostômetro, já pagamos até agora 300 bilhões de reais, só neste ano. R$62.500,00 por segundo!

U

m amigo administrador de empresa me aconselha: “Me prometa jamais imaginar em registrar um CNPJ lá no Brasil”. Como faz um quarto de século que virei empresário, o conselho chega tarde, mas revela o quanto o amigo me estima e deseja a minha felicidade. Não importa o ramo de negócio, o audaz empreendedor brasileiro tem que sobreviver com quase 39% de impostos. Cada ano, até maio, vai trabalhar para sustentar os governos. E o Ministro da Fazenda acaba de anunciar que neste ano pode aumentar impostos: “Aumento de impostos é reserva que temos, se for necessário, para elevar arrecadação”. Motivo simples, esse: aumentar a arrecadação. Supostamente, com esse amazonas de dinheiro saído do trabalho do contribuinte, teríamos excelentes serviços públicos de educação, saúde, segurança... Como se depreende das declarações do Ministro Mantega, a fome dos governos não tem limites. Quando alguém consegue o CNPJ, vem com ele uma sopa de letrinhas gulosas: PIS, COFINS, FGTS, INSS, DIRFs, IPI, ICMS, ISS, IPTU, DUT, IPVA, IRPJ, com regras e alíquotas que podem estar diferentes quando o titular do CNPJ sair da cama no dia seguinte. Mas tem vítima maior. É o empresário rural. De grãos, esse que garante a balança comercial, é coisa para internação em hospício.

Não importa o ramo de negócio, o audaz empreendedor brasileiro tem que sobreviver com quase 39% de impostos 12 Revista Energia

Além de preparar a terra, se defender das pragas e do MST, depender do excesso ou falta de chuva, ter que colher, estocar, transportar, vender e embarcar no país sem capacidade de armazenar, sem ferrovias, sem navegação fluvial, com portos congestionados e rodovias ruins, ainda tem a maior quebra da colheita: governo inventando dificuldades e pondo facilidades só no discurso. No palanque, elogiam os que produzem e criam empregos, mas nas suas rezas a São Marx, exorcizam o lucro, esse pecado mortal do capitalismo. A fé nesse santo é tão doentia que até a empresa que o próprio estado administra, a Petrobrás, está proibida de ter lucro para ter capacidade de investir e crescer: quanto mais vende, mais perde. É a inversão que contaminou o país. No catecismo de São Marx, a santidade será obtida quando todos os empresários se transformarem em funcionários públicos - até o sapateiro, como aconteceu na Tchecoslováquia, num fevereiro de 1948. Perguntem a um tcheco como foi, e ficará preocupado. Eles lembram o 21 de fevereiro não para comemorar, mas para evitar que nunca mais se repita. A seita não consegue repetir por lá, mas tem esperança no Brasil, já embrulhado. Mas não esmoreça: milhões de brasileiros do bolsa família dependem do seu trabalho e de seus impostos. 


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Jurídico

Por Wagner Parronchi juridico@revistaenergiafm.com.br

Justiça do Trabalho: aqui mentira tem pernas curtas! A Justiça do Trabalho merece meu mais sincero respeito, principalmente por uma característica ímpar: a mentira não tem vez!

A

s mais criativas e inusitadas fraudes aos direitos dos trabalhadores não escapam aos olhares sempre atentos dos juízes do trabalho que, incansavelmente, analisam de forma minuciosa todas as provas do processo para garimpar a verdade e colocar de vez a

mentira para correr. Na Justiça do Trabalho o que vale é a “verdadeira verdade”, com o perdão do pleonasmo; nela o que se busca é a realidade dos fatos, custe o que custar. O juiz trabalhista é ativo e, na dúvida, não hesita em usar o que estiver ao seu alcance para descobrir a verdade, inclusive com telefonemas, oitiva de testemunhas de última hora, diligência de constatações, etc. Assim, fraudes como cartão de ponto batido e assinado com horário diferente do realmente cumprido ou recibos de pagamentos não realizados, horas extras não recebidas, pagamentos por fora, trabalho sem registro em carteira, assédio moral ou, ainda, contratos que neguem o vínculo de emprego sob o argumento de que o trabalhador é autônomo, “free lance”, estagiário, representante comercial ou até mesmo sócio, são desmascarados facilmente perante um juiz do trabalho, devolvendo ao trabalhador a merecida indenização e punindo o empregador infrator.

Nenhuma fraude é perfeita o suficiente para enganar a Justiça Trabalhista, podendo ser desfeita com qualquer tipo de prova, principalmente por testemunhas que relatem ao juiz a verdade dos fatos. Se de um lado a Justiça do Trabalho é uma excelente ferramenta para afastar as fraudes praticadas contra os trabalhadores brasileiros, do outro contribui para que os empresários sejam cada vez mais profissionais, traçando uma linha a ser seguida para que se tornem atraentes aos recursos humanos mais especializados. Esses empresários não temem em contratar profissionais que já se socorreram da Justiça do Trabalho, pois cumprem rigorosamente a legislação trabalhista e, normalmente, estão no topo da elite empresarial.

Assim, cada vez mais o trabalhador brasileiro exige seus direitos, rompendo um antigo mito que antes o aterrorizava: o de que não conseguiria mais emprego caso colocasse uma empresa na justiça. Essa premissa é totalmente falsa e é mais uma das mentiras contadas pelos maus empregadores para assustar seus empregados e, como todas as outras, tem pernas curtas. 


farmacia stratus Revista Energia 15


nisso

Pense

Por Professor Luiz Marins

LUIZ MARINS Antropólogo e escritor. Tem 26 livros publicados e seus programas de televisão estão entre os líderes de audiência em sua categoria. Veja mais em www.marins.com.br

“Eu só trabalho aqui” Parece mentira, mas há pessoas que realmente são colocadas na loja e não recebem sequer um mínimo de treinamento

E

u não acreditava no que estava ouvindo! Eu perguntei à pessoa que me atendeu uma coisa, duas coisas, três coisas a respeito da empresa e da loja,

dos produtos que vendia. Ela não sabia quase nada! Quando disse a ela que ela parecia não conhecer muito sobre a própria empresa, ela respondeu: “- Eu só trabalho aqui...” Quando muito, são «adestradas» em dizer «bom dia» ou «boa tarde». Ou mesmo no uso de um equipamento telefônico, mas não lhes é explicado o que é a empresa, a loja, qual a sua linha completa de produtos ou serviços, o que ela realmente faz, quem são seus principais clientes, quem são as pessoas com as quais mais se relaciona, quem são os principais fornecedores, etc. As pessoas são colocadas a trabalhar sem que passem por um treinamento de integração com os demais funcionários, o que a empresa ou loja pretende ser no futuro, se faz ou não parte de uma cadeia de lojas, de franquia. Se franquia ou filial, quem é o franqueador, de onde vem, como é nos outros lugares, etc., etc.. Se é uma empresa que tem franqueados, quem são esses fran-

queados, se têm filiais, onde estão, como são, etc. Não são apresentadas formalmente à própria marca, não fazem degustação ou experimentam os produtos que a empresa fabrica e comercializa. São simplesmente jogadas em situação de trabalho, por isso não estão comprometidas com a empresa e só podem dar a resposta que a atendente me deu: “-Eu só trabalho aqui...” E é assim que realmente se sentem. Não vêm a hora em que o expediente acabe para ir embora. Não se interessam por nada, pois não sabem sequer pelo quê deveriam se interessar. Ficam como verdadeiros autômatos que no final do dia vão para casa e no final do mês recebem um salário. E aí o patrão ou a patroa reclama dizendo: “Não se faz mais empregados como antigamente...”. A verdade é que antigamente as pessoas sabiam mais sobre a empresa, sobre a loja em que trabalhavam, os produtos eram em menor número, os concorrentes também. Hoje o número de concorrentes, produtos, marcas, fornecedores é imenso. Tudo mudou! Sempre ouço que os funcionários de hoje não são comprometidos com a empresa, com a loja e nem mesmo com o cliente. Muitas vezes isso é realmente verdade. Há funcionários ruins mesmo. Mas por que são tão ruins? Será só má vontade? Muitas vezes os patrões inferem que os subordinados saibam as mesmas coisas que eles, patrões, sabem. Isso é um grande erro. O patrão, o lojista, o empresário, o dono ou dona, têm contatos o dia todo que seus funcionários não têm. Têm um nível e gama de informação que seus funcionários não têm. Sem comunicar constantemente essas informações, visão de futuro, etc. aos seus funcionários, como exigir que eles se comprometam? Para que seus funcionários sejam realmente comprometidos é preciso que sejam treinados, treinados e treinados. Do contrário você terá em sua empresa um time que “só trabalha lá” e que dará a seus clientes “momentos trágicos” ao invés de “momentos mágicos”. Pense nisso. Sucesso! 

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Tecnologia

Cozinha.com Interesse dos internautas aumenta e canais de culinária ganham seu espaço da forma mais deliciosa possível

Texto Matheus Raulli Arte Well Bueno 18 Revista Energia


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oi-se o tempo em que figurinhas marcadas como Palmirinha ou Ana Maria Braga dominavam o mercado de programas culinários, principalmente entre os jovens. Troque o livro de receitas pelo YouTube. Troque as palavras por vídeos e, por fim, troque a pessoa responsável pelo almoço da casa por você. Isso mesmo, por você. A cada dia que passa a juventude se torna mais ativa no mundo da internet e prova disso é que, em 2013, o Brasil ficou em décimo lugar no ranking mundial de acessos ao YouTube, com mais de 10 bilhões de acessos por ano, o que representa um aumento de 40,08% em relação ao ano anterior. Ele trouxe diversas facilidades para os internautas, entre elas a possibilidade de escolher o que você quer assistir. E é justamente aqui que começamos a falar do que interessa. Ao ter essa possibilidade de escolha, você pode optar em ver um vídeo de humor, um gameplay e até mesmo um que seja voltado para a ciência, mas uma grande parcela dos internautas resolveu abraçar os canais de culinária. Se você buscar por receitas no Youtube, vai encontrar uma infinidade de opções, desde aprender a fritar um ovo, até fazer o sofisticado Canard à L’Orange, ou pato com laranja, se preferir. E em muitos desses canais são pessoas jovens que ensinam outros jovens a praticarem essas receitas. Danielle Noce, do canal “Cozinha Bossa e Malagueta”, disse que “é sempre mais divertido quando se trata de jovem falando para jovem. Eles falam a mesma língua. Outro ponto a ser levado em conta é que o apresentador de um canal do YouTube está conectado diretamente com o seu público, podendo atender as suas necessidades. Há uma proximidade maior e isto agrada o público jovem, o que na TV é mais difícil acontecer”. A estudante de nutrição Danielle Dantas tem o mesmo pensamento de sua xará. Para Danielle, a Dantas, “o que atrai nesses canais de culinária é a praticidade que muitas vezes encontramos em fazer algo diferente”. A jornalista Nathalia Tosto também cita a praticidade e a facilidade das receitas. Segundo ela, “são pessoas normais, cozinhando com ingredientes que você provavelmente tem em casa. Além do fato de ser super fácil copiar as receitas, pois você pode ir fazendo no seu tempo e pausar ou voltar os vídeos toda vez que precisar”. Existem diversos motivos para se criar um canal. Alguns o criam pelo simples fato de mostrar como se faz uma receita, porém, existem canais que são iniciados por outros motivos. O Receitas de Minuto, que tem Gisele Souza na apresentação, surgiu quando o irmão dela foi morar em São Paulo e não tinha nenhuma noção de cozinha. Esse foi o pontapé inicial. Segundo Gisele, “O objetivo era ajudar pessoas que estavam saindo de casa pela primeira vez e entrando em um mundo onde precisariam se virar sozinhos, e como eu também passei por essa situação quando vim para São Paulo, percebi a dificuldade de encontrar receitas em pequenas porções e de fácil preparo”. Quem também aprendeu a cozinhar por necessidade foi a jornalista Amanda Angelo, que teve de aprender a se virar na cozinha quando foi morar sozinha. Para Amanda, a proximidade entre o canal e o espectador faz com que os canais de culinária do YouTube tenham maior destaque. “Curto a simplicidade no

modo de fazer as receitas e a descontração das pessoas que fazem esses canais”, ressalta Amanda. Seja você um iniciante ou um chefe profissional, o YouTube foi o responsável por atender públicos específicos, fazendo com que eles botassem a mão na massa por conta própria. Agora só me resta dizer uma coisa: dá o play aí, que eu tenho que fazer o almoço.

Cozinhando com Arte, conheça alguns canais: Cozinha Bossa e Malagueta - “Oi, eu sou a Dani do canal Cozinha Bossa e Malagueta, criadora e editora do site especializado em confeitaria, I Could Kill For Dessert e aqui eu faço os doces mais gostosos da internet. Sejam bem-vindos à Doce Cozinha de Dani Noce”. A partir do momento em que você der o play no seu vídeo, se você escutar essa frase, não desconfie no talento da Dani Noce para a confecção de doces, não é á toa que ela se especializou nesse tipo de receita em Paris. Em entrevista Dani disse que “foi lá que realmente aprendi técnicas de confeitaria e não somente copiar receitas, passei a entendê-las e fazer as minhas próprias”. Receita de Minuto - “Oi pessoas, eu sou Gisele Souza e esse é o Receitas de Minuto”. Este é o canal certo para um principiante na cozinha. Segundo a criadora do canal, Gisele Souza, “o diferencial do Receitas de Minuto é o foco, a comida e o passo a passo de forma objetiva, sem ficar enrolando o espectador, mas mostrando de forma clara como tudo foi feito”. Gisele ainda disse que “só assistir aos vídeos é um pouco complicado, por isso o Receitas de Minuto, além de ter o canal também tem o blog, pois como o tempo de vídeo não pode ser muito longo acaba faltando espaço para explicações de técnicas, dicas e etc. É sempre bom pesquisar muito antes; o vídeo vai ajudar, a saber, a textura correta, o momento certo de adicionar isso ou aquilo, mas o resto é preciso correr atrás e pesquisar bastante”. BBQ em Casa - “Bem-vindos ao Barbecue em Casa”. André Dias ensina diversas opções para usar no próximo churrasco. Ele vai de A a Z, desde como acender a churrasqueira e o modo de assar a carne, até dicas de acompanhamento. Ele afirma que o diferencial do canal é ser o único a abordar receitas exclusivamente de churrasco: “Trabalhamos 99% dos vídeos só com carnes. O BBQ em Casa surgiu do meu amor por churrasco e a vontade de compartilhar com os amigos e conhecidos minhas experiências e técnicas. Inclusive recebo diversos e-mails de pessoas que começaram a estudar gastronomia depois de ver meus vídeos”. Rolê Gourmet - “Um brinde”. Dessa forma Otávio Albuquerque e PC Siqueira começam a ensinar as receitas da semana. Intercalando entre o Rolê Gourmet e o Rolê Drinks, e com nomes próprios para as receitas clássicas, como o Churros do McGuyver, Pizza do Haters ou o Pé de Molek Lek Lek, eles têm o diferencial do canal de realizar todas as receitas já bêbados. Otávio Albuquerque contou que isso foi totalmente premeditado, “A ideia era fazer como já fazíamos, só por diversão mesmo. E acho que a mensagem que fica é interessante: se eu consigo fazer isto aqui bêbado, você com certeza


consegue também!” Ele ainda disse que o YouTube pode ser um bom professor, “Mais do que tudo, o YouTube acabou mostrando o triunfo das pessoas normais na cozinha. É onde você pode ver pessoas como você mesmo cozinhando, em vez de chefs profissionais ou gente que já está há décadas na TV. [...] No YouTube você encontra gente comum como eu e você, e acho que isso quebra grande parte daquele receio que muitas pessoas têm ao pensar ‘ah, isso não é para mim’. É para você sim! E a liberdade é imensa. O Rolê Gourmet, por exemplo, nunca teria espaço em nenhum outro lugar que não o YouTube. Eu mesmo aprendi praticamente tudo o que sei no YouTube. E continuo aprendendo”. Web à Milanesa – “E aí, está começando mais um Web à Milanesa”. O canal faz parte da Tastemade, uma network americana focada em culinária no Youtube, e tem o chef Maurício Nexara no comando. Nexara disse que o diferencial do canal

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é aliar o bom humor com as técnicas de cozinha. Para o chef, “Esse formato descontraído consegue atrair mais a atenção do espectador. Além de sermos um dos únicos canais que tem alguém formado em gastronomia”. Além das receitas feitas no Web à Milanesa, o canal ainda conta com o Pimp My Food, que ensina você a fazer receitas, como o próprio Nexara diz nos vídeos, com aquela comida xexelenta que você tem guardada na geladeira. 

“Cozinhar é uma terapia. É onde acabo brincando um pouco de cientista maluca para criar algo delicioso” Gisele Souza, do Receitas de Minuto


DESIGN . PUBLICIDADE . INOVAÇÃO

ANGELS DIVER EMBALAGEM por DPI Agência

Acesse e confira nosso blog.

A Super Trunfo é uma banda com formato Pocket Baile, que atende a todos os tipos de eventos sociais e coorporativos, e trabalha com um repertório cuidadosamente selecionado, focado em grandes sucessos entre as décadas de 60 e 90 - diferente da maioria das bandas, que tocam todos os estilos de música para animar eventos. Porém, com o grande número de bandas voltadas para esse mercado, os integrantes da Super Trunfo procuraram a DPI Agência para, segundo Luisinho Felippe, “equalizar a imagem com a qualidade musical da banda”. Queriam uma embalagem que agregasse e mostrasse o verdadeiro valor de seu produto: o entretenimento musical. A partir daí, nosso desafio passou a ser criar essa nova “embalagem”. Uma nova identidade, que refletisse a proposta e mostrasse o diferencial da Super Trunfo. Começamos com a análise do diferencial proposto pelo cliente, o repertório, e chegamos nos letterings de casas de shows, cinemas e teatros dos anos 80: uso de traços contínuos, arredondados, e iluminação neon. Junto a isso, trabalhamos com os gostos pessoais dos integrantes e demais elementos relacionados ao período do repertório. Para a composição da paleta de cores, usamos a própria paleta do palco da banda: tons de magenta, roxos e azuis vindos dos refletores de palco finalizaram a identidade. Assim, chegamos ao logo da Super Trunfo. A tipografia de cantos arredondados, formas mais cursivas, e o período 80/90 assinado como se fosse uma estação de rádio. A banda recebeu o trabalho final com muita satisfação. Para Giovanni, “a Super Trunfo encontrou uma forma de mostrar sua qualidade também através da imagem que a representa”.

Entre em contato conosco: contato@dpiagencia.com.br www.fb.com/dpidigital

Antes


Raça do mês

Bull Terrier Por Heloiza Helena C. Zanzotti | Foto Leandro Carvalho

Conhecido como o gladiador das raças caninas, o Bull Terrier tem o temperamento classificado como equilibrado, disciplinado e amável com as pessoas

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orte, brincalhão e muito levado, costuma ser extremamente teimoso e é preciso que seus donos tenham pulso firme . Excelente cão de guarda, muitos o confundem com o Pit Bull, mas ele é bem diferente, tanto física quanto psicologicamente. Com toda sua pose de difícil, tem uma natureza doce, afetuosa e devotada. Muito apegado e fiel à sua família, este cãozinho sempre acompanha seu dono onde puder. Adoram brincar com crianças, mas atenção é sempre bom, pois estes cães são bem pesados. O Bull Terrier precisa de exercícios físicos e mentais todos os dias, para evitar que exercite sua poderosa mandíbula em casa. Essa é uma raça ativa, que gosta de uma boa corrida, e é melhor deixá-lo correr em uma área segura. Os machos pesam entre 24 e 29 kg e as fêmeas entre 20 e 24 kg. Ambos possuem altura entre 53 e 55 cm e a expectativa de vida de um Bull Terrier é de 11 a 14 anos. Os cuidados com o pelo são mínimos e a maior preocupação é com a surdez, principalmente entre os exemplares de cor branca. Donos de Drogo, 1 ano e 3 meses, Paulo de Moraes Prado, 25, veterinário e Marina Gatto Bien, 23, estudante, contam que se interessaram pela raça por ser exótica. Eles afirmam que Drogo é muito sociável, porém ciumento com os donos. “Todos os dias bem cedinho vou à fazenda ele vai comigo. Assim que chegamos na porteira ele se desespera para sair correndo e encontrar os outros cães”, diz Paulo. “Um dia não o deixei descer da caminhonete e ele acabou pulando pela janela do vidro de trás, que estava entreaberto, e acabou quebrando a perna. Ficou meses engessado”, lembra. Drogo também é muito esperto e todos os dias, quando volta da fazenda, ele entra na sua “banheirinha” para tomar banho. 

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Paulo de Moraes Prado, Marina Gatto Bien e Drogo

O Bull Terrier precisa de exercícios físicos e mentais todos os dias, para evitar que exercite sua poderosa mandíbula em casa


Iluminação Luminárias, lustres e pendentes das marcas Reluz, Startec, Ataluz e Danlux, encantam quem visita o showroom

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á mais de 30 anos no mercado, a BBZ realiza parcerias com as melhores fábricas do ramo para oferecer aos clientes qualidade, preços competitivos e ótimos planos de pagamento. Situada na área central de Jaú, a empresa conta uma equipe especializada para auxiliá-lo com informações técnicas sobre os equipamentos mais adequados para cada tipo de ambiente e atividade. A iluminação interfere diretamente na percepção que se tem de um ambiente, além de ser fundamental na valorização dos espaços. Assim, no último mês um novo espaço foi criado para apresentar as belíssimas peças do setor de iluminação da BBZ. Com grande experiência no mercado, a BBZ dispõe de uma extensa linha de produtos com qualidade, beleza, originalidade e elegância. E você ainda conta com um dos melhores prazos de entrega do mercado. Não importa o tipo de luz, na BBZ você encontra o que procura para iluminar qualquer ambiente. 

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Rogéria Coimbra Vicente “Cada um sabe o ônus da sua escolha”

Texto Tamara Urias Fotos Leandro Carvalho

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oda vez que entrevisto um Gente Fina, confesso que me surpreendo e sempre volto com algo a mais para casa. Durante as entrevistas, também sinto que o provérbio “quem vê cara, não vê coração” faz razão, afinal, muitos gostam de apontar o dedo, mas poucos são os que sentam ao lado e ouvem a sua história. A nossa Gente Fina desta edição é advogada, motociclista, mãe de Thaís e Jonas, e esposa de Julio, mas também já foi depiladora, corretora de imóveis e até fez curso de prótese dentária. Por onde passa com o seu salto ela surpreende, mas não apenas por sua beleza e vaidade, é também por sua capacidade e determinação. Determinação que você poderá se inspirar no decorrer desta entrevista. Apresento-lhes Rogéria Coimbra Vicente, 46, membro do Conselho do Menor e do Adolescente; presidente da Comissão do Direito da Mulher, do Menor, e da Diversidade Sexual da OAB de Jaú; além do que, semanalmente, pode ser ouvida nas ondas da Rádio Energia, onde esclarece e comenta sobre as leis. Ah, também estuda e trabalha em um escritório em São Paulo às segundas e terças-feiras, onde desenvolve um trabalho direcionado à relação homoafetiva, assunto que também aborda no seu grupo no facebook. Enquanto escrevia esta matéria, inúmeras frases passaram por minha mente, mas em especial uma do Roberto Shinyashiki, que divido com vocês. “A realização de um sonho depende de dedicação, há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica, mas toda mágica é ilusão, e a ilusão não tira ninguém de onde está”. Portanto, lembre-se, você é do tamanho dos seus sonhos. Não desista deles, pois nunca é tarde para ser, transformar e acontecer. Como faz para dar conta de todo o trabalho e ainda desempenhar os papéis de mãe, esposa e filha? Eu costumo dizer que a vida da gente parece aquele cara do circo, o equilibrista de pratos. É uma correria diária, além de equilibrar os pratos que já estão no alto, é preciso se desdobrar para rodar os outros. Quem faz a área de família sabe que é meio que um sacerdócio, as pessoas estão angustiadas e ligam para conversar e até contar alguma mudança no cotidiano; você explica todo o trâmite do processo, mas elas precisam se sentir seguras, então, você passa a ser além de advogada, conselheira. Realmente é muita coisa, mas eu amo fazer o que faço e só me permito não trabalhar nas férias. Na área em que atua é preciso ficar o tempo em contato com o cliente. Como faz para não misturar os assuntos deles com a sua vida pessoal? Eu tenho uma sorte muito grande de ter um marido maravilhoso, por quem eu sou apaixonada. Ele é compreensivo e quando estamos em casa e tem algo me incomodando, desabafo com ele e algumas vezes ele comigo. Mas tento entender que os problemas são dos clientes e eu estou ali para auxiliá-los. Por outro lado, aproveito minha experiência de vida, porque eu já fui divorciada e executei ex-marido por falta de pagamentos, então, eu sei toda esta angústia que elas vivem. Quando eu pego na mão de uma menina que está entrando numa ação do divórcio, no primeiro dia de audiência ela está reencontrando com o marido depois de algum tempo de aban26 Revista Energia

dono, e aquele dia é muito importante para ela, então seguro bem na mão dela e falo para ficar tranquila que da parte jurídica eu cuido.

Você é vaidosa? Eu não sabia que era tão vaidosa. Sempre fui magra, mas em um determinado período da minha vida cheguei aos 100 quilos e isso me gerava infelicidade. Quem é gordo sofre muito. Uma vez eu cheguei numa loja, coloquei R$ 600 no balcão e disse, “eu tenho dinheiro para comprar, quanto vale a sua roupa? Eu quero uma roupa número GG”, porque todo mundo vinha com aquele GG minúsculo. Teve vezes de eu entrar em lojas badaladas da cidade e as vendedoras virarem a cara, porque certamente pensavam: ‘eu não vou ter roupa para ela, então deixa eu atender uma magrinha’. E quando apareceu a possibilidade de fazer a cirurgia de redução de estômago, eu não hesitei e fiz. Emagreci 46 quilos e hoje abuso das sainhas que, naquela época, eu sonhava em usar. Acho que a pessoa tem que buscar a felicidade. Se não for prejudicar ninguém, o que as pessoas têm a ver com as minhas escolhas? Como conheceu o Julio? Eu o conheci num ônibus. Na época eu fazia curso de prótese dentária e ele era aluno de Direito. Assim que bati os olhos nele, me apaixonei. Pouco tempo depois eu me separei e nos reencontramos, isso em 1993. Em 1996 fomos morar juntos, em 1999 fizemos a consagração do casamento e ele disse que ia amar todas as minhas rugas até eu ficar velha, e eu estou acreditando nisso. (diverte-se) Como se tornou advogada? Quando menina eu tinha uma irmã que gostava muito de matemática, e na cabeça da minha mãe quem gostava de matemática ia trabalhar em banco e era inteligente. Como eu não gostava, não ligava para estudar, não podia nem ver livro na frente. Por força do destino, fui até a Fundação Raul Bauab procurar emprego, pois estava tendo problema com pensão alimentícia e não tinha mais como pagar a escola das crianças. Lembro-me que o Sr Lindolfo, na época braço direito do Sr Waldemar, me disse para voltar às 13h com a minha carteira de trabalho. Quando cheguei lá me deram um balde e uma vassoura e é engraçado, pouco tempo antes eu estava fazendo academia com as madames, mas por amor aos meus filhos eu fui. Limpei todo o prédio novo, minhas mãos se encheram de calos, até sangravam. As pessoas entravam ali e nem me notavam, quase sempre a gente não enxerga a faxineira, mas eu limpava com alegria, meus filhos me viam e vinham me abraçar e beijar, eles não tinham vergonha. Meus filhos tinham bolsa de estudos e com um ano de trabalho consegui pagar as dívidas que tinham se acumulado. Passado algum tempo me colocaram como telefonista, depois fui para a biblioteca e foi lá que me apaixonei pela leitura. Do outro lado, o Julio me instigou a voltar a estudar, foi ele que me inseriu no Direito. No ano 2000 eu prestei vestibular para Direito e gabaritei na redação. Depois passei no Exame de Ordem, fiz uma pós em Direito e Processo Civil, me especializei na área de família e sucessões e, em agosto deste ano, inicio o meu mestrado. Acho legal este negócio de olhar para trás e ver que um dia eu fiz faxina na Fundação, hoje eu entro lá e as minhas amigas


faxineiras continuam ali e mantemos uma relação de amizade. No ano passado ganhei um presente, fui convidada para dar aula em uma DP no curso de Direito, e foi muito bom entrar como professora na sala que um dia eu limpei. Passa um filme pela cabeça. Eu sou muito grata ao Sr Waldemar e ao Sr Lindolfo, que me ajudaram e acreditaram em mim.

vezes durante os estudos, quando eu estava quase desistindo, fechava os olhos, me lembrava do fato e aquilo dava gás para eu continuar. O mais interessante foi que poucos dias depois que saiu a listagem dos aprovados no exame, eu retornei ao fórum e aquela mesma pessoa foi a primeira a me dar um “bom dia, doutora”.

Algumas pessoas têm dificuldades em passar no Exame da Ordem, você também teve? Quando concluí a faculdade tentei por duas vezes passar no exame da Ordem e não consegui. Cheguei bastante chateada no escritório e o Julio me disse para ir tocando e continuar fazendo as ações. Assim, eu enfiei na cabeça que não precisava ter a carteirinha da OAB. Até que um dia fui ao fórum, solicitei um processo e quando fiz o pedido, uma das atendentes disse para não me entregar, pois eu ainda não era advogada. Confesso que me senti ofendida, afinal, eu tinha feito todo o trâmite, mas no fundo percebi que ela tinha razão, eu ainda não era advogada. Cheguei ao escritório, peguei todos os processos que estavam comigo, coloquei em cima da mesa do Julio e disse que só voltaria quando passasse no exame. Quatro meses depois passei, e voltei ao escritório para ocupar o meu lugar. Hoje vejo que precisava daquele estímulo. Muitas

Você se considera uma feminista? Não, acho que a mulher já conquistou o seu espaço. Mas sou a favor de que toda mulher trabalhe. Igualdade com o marido é a pimenta do relacionamento, e outra, na hora da discussão ele não vai olhar com pena e pensar que vai ter que sustentá-la para o resto da vida. Se a mulher é independente, tchau, que cada um siga o seu caminho e seja feliz. Uma vez a vi em Brotas, com um capacete na mão, você é adepta do motociclismo? Sim, sou motociclista. O Julio tem a moto dele e eu a minha, as duas têm 800cc, eu sou a única mulher que não vai na garupa. Nós temos um grupo que se chama Lesmas do Asfalto, porque a gente não anda mais do que a 120 km/h. Todos os sábados vamos para cidades próximas como Ribeirão Preto, São Carlos ou Brotas, almoçamos e no final da tarde retornamos. Qual o sentimento que você tem quando está com a sua moto na estrada? Liberdade! Ali você só escuta a sua respiração e a vibração da moto que se mistura com o coração pulsando. É como se fosse uma coisa só. Ali eu canto, me emociono, lembro-me de processos, de problemas que ainda não resolvi e faço projetos de vida. Quais são seus planos para o futuro? Envelhecer feliz ao lado do meu marido, em calmaria na praia. É isso que eu quero. O meu projeto de vida é este, mas antes quero crescer mais, dar aula, tenho gana, fome de trabalho e também eu e o Julio combinamos de terminar de criar a Thais e o Jonas, até eles não precisarem mais financeiramente da gente. 

“As pessoas entravam ali e nem me notavam, quase sempre a gente não enxerga a faxineira”

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“Eu costumo dizer que a vida da gente parece aquele cara do circo, o equilibrista de pratos. É uma correria diária, além de equilibrar os pratos que já estão no alto, é preciso se desdobrar para rodar os outros”

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Beleza

A arte de transformar Visagismo é a arte de criar uma imagem pessoal e revelar as qualidades interiores de acordo com suas características, utilizando recursos de beleza

Fotos: Leandro Carvalho

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raduadas em Visagismo e Terapia Capilar na Universidade Anhembi Morumbi de São Paulo e com especialização em Visagismo na Argentina, as proprietárias do Jorgin Cabelo e Estética, Flavia e Francine Jorgin, proporcionam aos leitores da revista Energia deste mês descobrir os segredos da imagem pessoal por meio do visagismo. O objetivo desta técnica é valorizar o que a pessoa tem de mais belo, e amenizar o que não agrada. Além do que, o visagista segue um protocolo de acordo com o formato do rosto, cor da pele, formato da silhueta, estilo de vida, entre outros aspectos. A administradora de empresas Margarete Menin, 32, passou pela experiência de uma consultoria visagista. Ela procurou as especialistas porque se encontrava com pouca autoestima e desmotivada com sua aparência, aspectos que estavam influenciando em sua carreira profissional. Margarete é intuitiva e tem um rosto retangular, que ressalta características como o equilíbrio dentro da modernidade. Segundo as profissionais, esse formato remete a pessoas que aceitam mudanças, porém, querem se reconhecer diante do espelho. “O estilo é clássico e moderno, transmitindo confiança e estabilidade. São pessoas que gostam de conforto e centradas no que fazem, transmitindo maturidade e responsabilidade em suas atitudes”. Através dos cálculos matemáticos feitos durante a análise visagista, as profissionais Francine e Flavia sugeriram a mudança na cor e no corte dos cabelos, as medidas das sobrancelhas foram adequadas através de um design e também houve sugestões de cores e formas de roupas e maquiagens para valorizar o visual que a Margarete fora buscar. Através dos clicks, é possível visualizar esta nova mulher, elegante, moderna, confiante, e de bem com a vida. 

SOBRANCELHA – Designer com aplicação de coloração (hena) para engrossar na espessura de 0.5, pois sobrancelhas muito finas sem coloração remetem a infantilidade. CORES – “Variação de tons terrosos contrastados com cores frias compõe as colorações de maquiagem, cabelo e roupa, valorizando o seu tom de pele que é Inverno/Verão”, ressalta Flavia, após aplicar o método de analise cromático. FORMAS – Para amenizar os formatos retangulares, as linhas diagonais e circulares proporcionam um look mais arrojado, isso serve tanto para o formato da roupa quanto para a nova forma do cabelo. Linhas diagonais afinam o rosto, ressalta Francine Jorgin, e neste caso traz a delicadeza da imagem que buscamos. Nossas visagistas estarão presentes em algumas edições da RE para revelar o poder desta arte, mas se ficou curiosa para saber o que seu rosto revela, é só dar uma passadinha no Salão Jorgin, localizado na Avenida Frederico Ozanan, n° 770, em Jaú. 14 3622.8364 Revista Energia 29


Energia Garota

Let铆cia B. Ferreira

Por Pr贸 Modas

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Ficha técnica:

Fotos e Produção: Leandro Carvalho Looks: Pró Modas Fone: 3416 7779 Cabelo e make: Sim Beauty Salon Fone: 3416 7110 Joias: Érica Módolo Fone: 98128 1900

Quer ser Garota Energia? É super fácil e não custa nada! Vá até o Fena Foto na Edgar Ferraz, 171, agende um ensaio fotográfico gratuito e ganhe de presente duas fotos, uma delas é para você e a outra entregue na recepção da Energia FM para seleção. Aí, é só torcer! Revista Energia 31


Paixão

Capa

eterna

Toda mulher quer sentir-se bonita, elegante e desejada. Essa vaidade faz parte do instinto feminino, e cuidar do visual é uma prática da qual as mulheres modernas não abrem mão

Texto Heloiza Helena C. Zanzotti Fotos Leandro Carvalho 32 Revista Energia


Francine Pantale達o usa conjunto banho ouro 18k

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Correntes e anel ouro branco, cravejado com zircônias

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ais independentes e com maior poder pessoal, cada vez mais as mulheres acompanham as tendências da moda e buscam formas de marcar sua singularidade. Peças que embelezem e marquem sua identidade são sempre bem-vindas. Acessórios como joias, semijoias e bijuterias, assim como as roupas, servem para destacar, seduzir, encantar e até exprimir a personalidade de cada pessoa, atraindo as atenções para características como a cor dos olhos, o rosto e as mãos. Não é à toa que as mulheres são apaixonadas por joias: estes adereços vão além da vaidade, são símbolos de feminilidade, sofisticação e luxo.

Atração fatal Falar sobre a origem da joia é falar sobre a própria origem do ser humano. Como a própria palavra exprime, “joia” vem do latim jocalis, que significa “o que dá prazer”. E que prazer! Apesar de nos primórdios as peças de joalheria terem sido criadas para usos mais práticos como prender peças de roupa, elas vêm sendo utilizadas em várias funções ao longo do tempo. Já foram usadas para proteger as pessoas do mal, dotes eram pagos com joias, já foram marca de distinção entre realeza e plebe e foram usadas como moeda para bens de troca. Entretanto, a beleza de certas pedras e metais preciosos fez diversas civilizações se renderem aos seus encantos. E ainda exerce enorme fascínio, como um artefato que pode demonstrar além da riqueza e do poder, a criatividade ou a identidade de alguém. Quem não conhece a história da rainha Cleópatra, que vivia coberta de joias? Na Mesopotâmia, por exemplo, a joia era considerada símbolo de riqueza, usada de acordo com o grau se influência na sociedade. Outra mulher muito influente e 34 Revista Energia

apaixonada por joias foi Elizabeth Taylor, premiada atriz norte-americana que, inclusive, protagonizou Cleópatra no filme da década de 60. Liz Taylor era, também, a dona do maior diamante do mundo e aparecia em público sempre exuberante e coberta de joias. No Brasil, Hebe Camargo, grande estrela da TV, iluminou eventos com joias milionárias assinadas por variados designers. Também fã de semijoias, estima-se que a coleção de Hebe tenha ultrapassado os R$ 5 milhões.

Semijoias: requinte e elegância Nos tempos atuais, as joias continuam a ser usadas como símbolo de poder e elegância, mas alguns materiais ficaram escassos e a grande maioria das mulheres, devido a problemas como segurança, prefere não se arriscar a desfilar com joias. Assim surgiram alternativas como as semijoias, cujo mercado vem ganhando espaço a passos largos. O preço mais acessível e a qualidade que esse segmento obteve ao longo dos anos são apontados como fatores de crescimento. O mercado de semijoias excede as expectativas das mulheres refinadas e elegantes, e oferece a possibilidade de usar acessórios nobres e ao mesmo tempo precarver-se da violência das grandes cidades, além de atender aquelas clientes que buscam um preço mais acessível. A pesquisa dos designers e da indústria é incrementada e buscam-se novos materiais, desenhos inovadores, acabamento inigualável. Os padrões de qualidade exigidos pelo mercado atual são alçados cada vez mais a extremos. Nas semijóias existe uma preocupação real com a qualidade, os metais nobres que banham a peça (prata, ouro ou ródio) formam uma camada bem mais espessa que as de cobre ou níquel fazendo com que elas sejam realmente revestidas de metais nobres puros.


“As semijoias da Safira dão um toque final em qualquer produção, seja para o cotidiano ou para ocasiões especiais”

Binco, anel e braceletes banho ouro 18k cravejados com zircônias chocolate

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para você brilhar Há mais de 20 anos no mercado, a Safira Semijoias é uma rede de lojas que faz parte do Grupo Oliveira, com mais de 15 estabelecimentos no estado de São Paulo. O desenvolvimento de peças com design inovador, uso criativo de materiais, agregação de pedras semipreciosas com boa lapidação, surpreendendo em cores e formatos, fazem com que a Safira Semijoias seja considerada, atualmente, líder do segmento em nossa cidade. Sendo loja de fábrica, todos os produtos da Safira possuem garantia e o processo de banho é realizado com tecnologia avançada, sem danos ao meio ambiente. Além disso, o diferencial está no design, nos materiais utilizados e na qualidade superior. Peças com banho em ouro 18k, aço inox, prata 925 garantem produtos requintados, com praticamente risco zero de alergias devido ao uso. Na Safira Semijóias são produzidas verdadeiras obras de arte com peças exclusivas, criadas para aumentar o poder pessoal de quem as usa.

Ocasiões especiais e E-commerce Formatura, aniversário, dia das mães, dos namorados, casamento, nascimento, bodas de prata, ouro e para todos os momentos especiais, na Safira você encontra o presente ideal. Joias, semijoias, anéis de formatura, alianças, relógios e acessórios para todos os gostos. E para sua comodidade, a Safira também tem uma loja virtual www.safirasemijoias.com.br e a Fan Page, com promoções incríveis todos os dias.

Safira semijoias por Francine Pantaleão “Em 2012, quando conquistei o título de miss São Paulo, conheci a Safira Semijoias. Fiquei surpresa e encantada com a loja, recém-inaugurada em Jaú, uma loja da fábrica, moderna, ambiente climatizado, com grande variedade em toda linha de semijoias. Também me chamou a atenção o fantástico atendimento, uma qualidade incrível nos produtos e passei a adquirir vários acessórios nesta mega loja. Estou feliz, sinto-me honrada em poder ser a capa desta revista e convido você, leitor, que não conhece a Safira Semijoias, a visitar uma de suas lojas aqui, no centro de Jaú. Com certeza, assim como eu, você também vai se encantar”. 

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Pulseiras com berloques banho ouro 18k


Nos “Livros das Pedras” dos antigos (Orfeu, Latinus, Teofrasto) a relação entre gemas e os signos é a seguinte:

Áries: Hematita Touro: Esmeralda Gêmeos: Pedras multicoloridas Câncer: Adulária Leão: Rubi ou Diamante Virgem: Berilo Libra: Ágata Escorpião: Ametista Sagitário: Turquesa Capricórnio: Ônix Aquário: Âmbar Peixes: Coral.

Brinco banho ouro 18k, cravejado com zircônias chocolate

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QuemfezJahu

Texto Heloiza Helena C. Zanzotti

Netinho Prado J osé Lourenço de Almeida Prado Netto, o Netinho Prado, nasceu em Jaú no dia 03 de Outubro de 1903. Filho de Lourenço de Mello Almeida Prado e Carmelina de Moraes Navarro, é bisneto de Bento Manoel de Moraes Navarro, um dos fundadores desta cidade. Ficou órfão aos dois anos e desde pequeno sempre trabalhou, tendo vendido queijos e outros produtos familiares quando criança, passando pela venda de seguros e outras novidades da época, até chegar a tornar-se o primeiro representante de vendas de fertilizantes (salitre do Chile) em Jaú e região. Casou-se em 1923 com Maria Pires de Campos Almeida Prado e tiveram seis filhos, sendo três homens e três mulheres. Foi um dos mais conceituados compradores de café para exportação na época, representando a Exportadora Figueiredo Lima, que lhe prestou homenagem como seu comissário mais exemplar, dotado de grande honestidade e confiabilidade. A RE conversou com Luiz Carlos de Campos Prado, filho de Netinho Prado, que conta: “Meu pai foi uma pessoa muito alegre, desprovido de preconceitos, amigo de todos. Tinha até uma tendência política socialista devido a essa sua natureza humanitária. Não aceitava as discriminações sociais e queria um mundo melhor para todos. Com o tempo, foi percebendo que suas crenças eram utopia”. Ele lembra que o pai foi bastante severo, provavelmente devido ao fato de ter ficado órfão muito cedo e de ter tido uma criação

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austera, mas afirma que tinha muito calor humano. “Ninguém esquece o sorriso dele, era muito simpático, muito cativante”, diz. Um dos fundadores do Sindicato Rural e da Associação Comercial de Jaú, Netinho Prado fez parte de todos os clubes sociais da cidade, inclusive clubes como o dos Carroceiros, pois gostava de ter participação ativa na comunidade. Foi simpatizante de Luís Carlos Prestes (com a Coluna Prestes) e recebeu deste um convite para candidatar-se a deputado estadual nas eleições de 1947. Candidatou-se para atender ao convite do partido, mas era um idealista e não perseguia posições políticas. Netinho Prado faleceu em 04 de Junho de 1954, aos 51 anos, vítima de edema pulmonar. No dia de seu enterro, a Banda Carlos Gomes acompanhou o cortejo durante todo o percurso, tocando em homenagem a ele. Seu nome foi dado a importante avenida em Jaú e através de lei publicada em 16 de maio de 1962, pelo então prefeito Zien Nassif, foi aprovado o plano de loteamento das áreas denominadas Vila Netinho Prado e Jardim Netinho Prado.


Look de artista

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Fotografia Leandro Carvalho | Modelos Arthur Debiazzi e Bia Alonso | Beleza Sim Beauty Salon | Style Vestylle Megastore | Acessórios Dona Onça

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Cidadania

Sempre alerta!

Você, que tem mais de vinte anos, com certeza se lembra de aventuras vividas nas ruas de casa, finais de semana com a avó e dos amigos. Ou, então, das tardes em piscinas e recreações nos clubes, hoje não mais tão tradicionais

Texto Karen Aguiar Colaboração Marielle Rosa 44 Revista Energia


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esde muito cedo as crianças são incentivadas a passar horas em frente à televisão, conhecem os videogames e acabam se acostumando a ver seus pais ligados em tecnologia, celulares e computadores. Assim, fica fácil imaginar quais são as brincadeiras que farão parte da infância dos pe-

quenos. Para a designer Marina Titato, 32, mãe de Pedro, 4, e Felipe, 6 meses, os altos índices de violência contribuem para que os pais criem seus filhos o mais longe possível das ruas, e sempre com supervisão. “Além de vivermos em um mundo inseguro, as opções de diversão para as crianças estão cada vez mais escassas e não são mais ao ar livre. Uma alternativa é levá-los em parques onde tenham contato com a natureza, mas precisamos ficar sempre atentos a qualquer tipo de problema”, afirma. O que você pode não saber, leitor, é que há um movimento mundial de atividades para crianças e jovens que conta com mais de cem anos de tradição. Um grupo educacional, voluntariado, supervisionado, apartidário, sem fins lucrativos e com uma proposta de desenvolvimento embasado em valores democráticos que defende a paz, a diversidade, a cooperação e o meio ambiente: o escotismo. De acordo com o site da União dos Escoteiros do Brasil, o grupo compõe “um sistema de valores que prioriza a honra, baseado na Promessa e na Lei Escoteira, através da prática do trabalho em equipe e da vida ao ar livre”. O objetivo é fazer com que o jovem assuma seu próprio crescimento, tornando-se um exemplo de fraternidade, lealdade, altruísmo, responsabilidade, respeito e disciplina.

Ibica-re-ig 257/SP - Jaú Para o chefe escoteiro Daniel Gonçalves, 38, não se trata simplesmente de entretenimento; no escotismo a diversão tem propósito. “As atividades são dinâmicas e prezam pelo trabalho em equipe. Em meio à natureza, acampamentos, viagens, exercícios, jogos ao ar livre e tantas outras experiências, os escoteiros alcançam novas dimensões e se socializam de forma disciplinada”. Daniel faz parte do Grupo Escoteiro Ibica-re-ig 257/SP de Jaú, fundado em 28 de junho de 1997 e que já se dedicou à educação e recreação de mais de mil crianças e jovens. Nesses 16 anos o grupo ainda não conquistou uma sede própria, mas funciona em parceria com o Sesi Jaú, onde realiza suas atividades internas todos os sábados. Para o presidente do Ibica-re-ig Jaú, Robespierre Mosca Junior, 56, nesse espaço o grupo trabalha várias áreas de desenvolvimento da criança através de jogos, canções e atividades. Segundo ele, os resultados são nítidos. “Crescimento social, de caráter, espiritual, físico, intelectual, afetivo, entre outros. Tenho provas vivas em casa, meus filhos fizeram parte do grupo por anos e hoje cursam ótimas faculdades públicas, são responsáveis e independentes. Minha vida está totalmente ligada ao grupo e me emociono por ainda poder fazer parte. Cada encontro é um transbordo de diversão, conhecimento e gratidão. Vários pais me procuram para agradecer a melhora na relação com os filhos, os ensinamentos passados a eles e os desafios superados”.

Educação para a vida Como é o caso do gerente comercial aqui da Energia, Sílvio Monari, 42. Sílvio, a esposa Keli e todos nós da equipe da emissora passamos por um sufoco meses atrás quando Pedro, 7, filho único do casal, saiu da aula de música com um coleguinha e decidiu “conhecer Jaú”. As crianças saíram em caminhada por cerca de cinco quilômetros. Quando deram conta do sumiço, os pais acionaram a Polícia Militar, os amigos e nós, aqui do trabalho, para ajudar nas buscas, divulgar nas redes sociais e tudo mais. Foi uma loucura! Graças a Deus, Pedrinho foi encontrado. Na semana seguinte a psicóloga recomendou que Sílvio o inscrevesse no Ibica-re-ig. “Participando do grupo, Pedro já mostra ter responsabilidade, cuida muito melhor das coisas dele, guarda os brinquedos após brincar, é impressionante!”. Outro fato interessante relatado por Sílvio foi o “rompimento do cordão umbilical” do filho. “Pedro não deixa de participar de nenhuma atividade dos escoteiros. Em um final de semana o grupo foi acampar em Pouso Alegre e ele foi junto, ficou sábado e domingo com a turminha e, por ele, ficaria mais. Isso nunca tinha acontecido antes, raramente ele ficava em algum lugar sem a gente. Sem contar as atividades que são realizadas em busca de conquistas, os distintivos, ele já sente o gosto do desafio, da iniciativa, da coragem, da necessidade de ultrapassar os medos e também de reconhecer as falhas”.

Em meio à natureza, acampamentos, viagens, exercícios, jogos ao ar livre e tantas outras experiências, os escoteiros alcançam novas dimensões e se socializam de forma disciplinada Nosso locutor Cláudio Veloso, 49, também viu resultados positivos desde que o filho Henrique, 8, entrou para o grupo de escoteiros há 2 anos: “O Henrique sempre foi sociável, mas melhorou muito seu lado solidário, conviver com pessoas diferentes é muito importante. Ele aprendeu mais sobre responsabilidade e suas consequências”, conta Cláudio. Ele afirma que o Ibica-re-ig faz um belo trabalho e diz que deixa o filho lá com a maior tranquilidade. Voluntário do Ibica-re-ig, Luís Pocó, 41, acredita que o movimento acrescenta na formação de um jovem responsável em sua casa, escola e em qualquer outra instituição social. “O escoteiro aprende a estar sempre alerta, mental e fisicamente, para cumprir sua missão”.

Grupo Padrão Prata 2013 O Ibica-re-ig 257/SP de Jaú recebeu o selo de Grupo Padrão Prata 2013. A Certificação de Grupo Padrão é um prêmio de reconhecimento anual para os Grupos Escoteiros que alcancem um padrão mínimo de qualidade nas áreas de Administração, Crescimento de Efetivo, Formação de Adultos, Aplicação do

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Método Escoteiro, Participação na Comunidade, Divulgação do Movimento Escoteiro e Realização de Atividades. Isso significa que o Ibica-re-ig 257/SP de Jaú segue rigorosamente as regras e práticas escoteiras, conforme a União dos Escoteiros do Brasil.

Pedro Monari

Fotos: Arquivo Pessoal

Faça parte Atualmente, o grupo conta com aproximadamente 70 participantes entre os ramos Lobinho (de seis anos e seis meses a 10 anos), Escoteiro (de 11 a 15 anos), Sênior (de 16 a 18 anos) e Pioneiro (de 19 a 21 anos), mais 15 adultos voluntários, os chamados “Chefes Escoteiros”. E ainda necessita de mais pessoas participando do voluntariado para aumentar a equipe, uma vez que a Alcateia (Lobinhos) está com as vagas esgotadas e com fila de espera. “Já abrimos uma nova Alcateia, mas ainda precisamos muito de voluntários”, afirma o chefe Daniel. No segundo semestre deste ano haverá um encontro regional de Lobinhos em Jaú, com a participação de 9 cidades, 10 grupos de escoteiros e aproximadamente 200 Lobinhos que passarão um final de semana aqui. Então, que tal tirar seu filho da frente da TV, do videogame, do celular ou do computador e levá-lo para se divertir e aprender como escoteiro? Aproveite e seja um voluntário! Sempre Alerta! 

“Ibica-re-ig” é uma expressão indígena que significa “rio que leva para a terra boa”. O lema jauense remete às estradas fluviais, às rotas dos Bandeirantes, que conduziram os colonizadores ao descobrimento de terras férteis, abundantes na região. Para obter outras informações ou colaborar com o grupo acesse http://www.escoteirosdejau.com.br e http://www.facebook.com/ge257sp

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Sustentabilidade

Construção

sustentável: abrace esta causa Edificação sustentável é aquela que pode manter ou melhorar a qualidade de vida e harmonizar-se com o clima, a tradição, a cultura e o ambiente na região, ao mesmo tempo em que conserva a energia e os recursos, recicla materiais e reduz as substâncias perigosas dentro da capacidade dos ecossistemas locais e globais, ao longo do ciclo de vida do edifício”. (ISO/TC 59/SC3 N 459)”

Texto Luiz Carlos de Campos Prado Junior Fotos Leandro Carvalho

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Promover alterações conscientes no entorno de forma a atender as necessidades de edificação, habitação e uso do homem moderno, preservando o meio ambiente e os recursos naturais, garante qualidade de vida para as gerações atuais e futuras

O

conceito de construção sustentável baseia-se em um modelo que enfrente e proponha soluções aos principais problemas ambientais da época, sem renunciar à moderna tecnologia e à criação de edificações que atendam as necessidades de seus usuários. Trata-se de uma visão multidisciplinar e complexa, que integra diferentes áreas do conhecimento a fim de reproduzir a diversidade que compõe o próprio mundo. A construção sustentável edifica microcosmos. Nela encontram-se conhecimentos de arquitetura, engenharia, paisagismo, saneamento, química, elétrica, eletrônica, mas também de antropologia, biologia, medicina, sociologia, psicologia, filosofia, história e espiritualidade.

Obra responsável Quanto mais sustentável uma obra, mais responsável ela será por tudo o que consome, gera, processa e descarta. Sua característica mais marcante deve ser a capacidade de planejar e prever todos os impactos que pode provocar antes, durante e depois do fim de sua vida útil. Há nove passos imprescindíveis para se chegar a uma obra sustentável, que são: 1. Planejamento Sustentável da obra; 2. Aproveitamento passivo dos recursos naturais; 3. Eficiência energética; 4. Gestão e economia da água; 5. Gestão dos resíduos na edificação; 6. Qualidade do ar e do ambiente interior; 7. Conforto termo-acústico; 8. Uso racional de materiais e 9. Uso de produtos e tecnologias ambientalmente amigáveis

Sustentabilidade e saúde Toda edificação sustentável é saudável. A finalidade desse tipo de obra não é apenas preservar o meio ambiente, mas também proteger seus ocupantes ou moradores da poluição dos grandes centros urbanos. Ela não pode gerar doenças e deve funcionar como uma segunda pele do morador ou usuário. Ela é a sua extensão, e deve funcionar como um ecossistema particular. Assim como no planeta Terra, as interações no interior e entorno da eco-habitação devem reproduzir ao máximo as condições do meio: umidade relativa do ar adequada para o ser humano, temperatura estável, sensações de conforto, segurança e bem-estar.

Diferenciais Preocupação com a água. Ao falar de preservação, uma das primeiras coisas que nos vem à cabeça é a questão da água. Apesar de abundante no Brasil – temos a maior bacia hidrográfica do mundo– a água já falta em diversas regiões do planeta. Aproveitamento da luz natural, que se dá através da área de convivência, onde a temperatura interna é controlada por brises metálicos e grandes beirais, e pela ventilação cruzada, a partir da criação de caixilhos internos que permitem a circulação de ar. Uso de energia solar (energia térmica e luminosa), captada por painéis solares, também utilizada para o aquecimento da água. Isolamento Térmico e Acústico.

Planejamento e economia O desperdício no setor da construção civil, que acontece não só com os materiais como também com a mão de obra, deve ser algo extremamente planejado, pois somente com esta conduta o canteiro de obras tornar-se-á um lugar mais limpo, organizado, e a obra, por sua vez, mais valorizada no competitivo mercado de trabalho atual. O desenvolvimento de uma gestão de desperdícios permite não só o aumento no nível de desempenho da obra, como também a redução de gastos posteriormente.  Revista Energia 49


Oportunidade

Foto: Internet

Novos Desafios Ser um profissional dedicado e de olho no mercado pode render 贸timas oportunidades Texto Marcelo Mendon莽a 50 Revista Energia


No ano passado foram mais de 2.500 contratados para a temporada brasileira (de novembro a março), de acordo com a Abremar (Associação Brasileira das Empresas Marítimas). A vida de um tripulante, porém, está longe de ser fácil. O dia a dia dentro de um navio é marcado por trabalho duro e poucas horas de folga. Para conseguir um emprego a bordo de um cruzeiro é preciso falar outro idioma (no mínimo o inglês). Para trabalhos como os de fotógrafo ou de professor de dança, basta ter experiência comprovada na área. São poucos os cargos que exigem formação específica, como os de personal (que exige Educação Física) e o de médico.

Atriz por acaso Foram tantas as viagens que ela acabou participando da gravação do novo filme do ator/comediante Fabio Porchat, “Meu Passado me Condena”, filmado durante a travessia por diversos locais paradisíacos. “Fizemos amizades com todos os artistas, com o pessoal da produção do filme, foi algo inesperado”, conta. Nas cenas, Eliana aparece em ação, dançando na academia, papel que ela tirou de letra. Nesse novo ano, os desafios são ainda maiores. Eliana acaba de entrar em uma equipe para competir em campeonatos de fisiculturismos e vem treinando forte em sua academia. “Minha primeira aula é às seis e meia da manhã e vou até nove e meia da noite entre treinos, acompanhamentos com as alunas e, claro, minha própria preparação”. A ideia de passar a competir é antiga. “Era uma ideia e como existem várias categorias, acho que posso me sair bem”. Nesse começo de ano ela já estava com viagem programada em cruzeiro pela costa do Brasil. Em terra ou no mar, saúde é o que interessa. 

Malhação a bordo Qualquer que seja o seu esporte preferido, em muitos navios de cruzeiro você encontrará uma quadra poliesportiva para praticar exercícios como desafios de futsal, tênis, basquete e outros esportes. E, claro, piscinas exteriores com vista para o mar e água na temperatura ideal. Mas se você gosta mesmo de malhar acompanhado de um personal a bordo do navio, para manter o ritmo diário do seu treino em terra, fique tranquilo. Hoje você passa férias em um cruzeiro equipado com os melhores aparelhos e profissionais à disposição.

Eliana Fichio, aula em alto-mar

Segundo a Abremar Brasil, a temporada de cruzeiros marítimos 2013/2014 terá, até abril, a presença de 11 navios no litoral do país Prazer no trabalho Foi assim que Eliana Fichio, personal e empresária, encontrou a oportunidade de trabalhar no que mais gosta e, consequentemente, conhecer outros países. Eliana já havia administrado empresas, lojas, e com 24 anos começou a cursar Educação Física. “Não existe nada mais prazeroso do que acordar em uma manhã de segunda-feira e trabalhar naquilo que você sempre sonhou”, diz. Assim que se formou, fez pós graduação em Pilates em São Paulo, curso que teve a duração de dois anos. A busca por exercer a profissão não se limitou em ter apenas sua própria academia na cidade, ela ultrapassou continentes. Através de uma seleção de profissionais da área, Eliana foi aprovada e passou a trabalhar a bordo de cruzeiros pelos menos duas vezes no ano. Apesar de soar como férias, o trabalho no mar é o mesmo feito em terra. “São dias dedicados aos turistas com aulas de bike, aeróbica ou musculação para ninguém se acomodar, mesmo nas férias”, explica. Durante as viagens, já chegou a ficar até quatro meses embarcada, entre idas e voltas, e já conheceu diversos países. “Mesmo viajando a trabalho você consegue conhecer os locais, já estive na Itália, Portugal, África, Espanha, França. São experiências incríveis, novas culturas, é muito bom”. Revista Energia 51

Fotos: Arquivo Pessoal

T

rabalhar em um cruzeiro marítimo é o sonho de muita gente. Viajar pelo mundo, conhecer lugares exóticos, diferentes culturas e ter a chance de aprender lições que não se aprendem em colégios ou faculdades é uma experiência ímpar. Além disso, é possível economizar dinheiro, pois os funcionários não pagam alimentação, hospedagem ou transporte.


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1

Troca de óleo do motor

O motor merece atenção redobrada. O óleo do carro deve ser trocado periodicamente, e se estiver com especificação errada ou vencida causa aumento de temperatura que pode ocasionar carbonização interna até a quebra total do motor.

2

Balanceamento e Alinhamento Evite causar um desgaste maior dos pneus. Vibração excessiva no volante e carro puxando para um dos lados da pista é um indicativo forte da necessidade de balanceamento e alinhamento das rodas. O mesmo procedimento deve ser observado na troca dos pneus.

+ 5 Os

Cuidados necessários com seu carro Não importa se é para trabalho, lazer ou pelo simples prazer de dirigir, seu carro é um grande companheiro que merece cuidados especiais para ficar sempre em perfeitas condições de uso e desempenho. Fique atento e programe as revisões com antecedência para evitar o desgaste excessivo das peças e o melhor funcionamento de todos os equipamentos do seu Fiat. A Milazzo Fiat tem dicas importantes para manter seu carro sempre ordem

3

O momento certo para a troca de pneus.

Sulcos com profundidade inferior a 1,6 mm e indicadores de desgaste visíveis indicam que chegou a hora de substituir o pneu. Verifique sempre o estado dos pneus buscando deformações e atenção com a pressão dos mesmos. Pneus com pouca pressão de ar provocam aumento no consumo de combustível.

4

Freio Motor

Para descer uma ladeira, procure sempre fazê-lo com uma marcha forte engrenada. Desta maneira o motor auxilia na frenagem economizando os freios, evitando o superaquecimento de discos e pastilhas, reduzindo também o seu desgaste.

5

Peças e Acessórios genuínos A instalação de rádios e alarmes não genuínos pode descarregar a bateria do veículo impedindo a partida do mesmo; acessórios e peças genuínas garantem o correto funcionamento dos sistemas e promovem um consumo adequado, tanto de energia como de combustível. 

Fonte: http://www.fiat.com.br/ como-cuidar-do-seu-fiat.html Revista Energia 55


Fitness

Por Marcelo Macedo “Tchelinho” crefito: 169450-F | cref: 044143-G/SP

Slackline Já pensou em usar uma corda de amarrar navio ao porto para se exercitar?

56 Revista Energia


O

Slackline é uma atividade que se resume em equilíbrio, tanto físico quanto mental, já que na verdade você terá que andar literalmente na linha. Consiste em andar, pular ou até girar pelo maior tempo possível, sem cair, sobre uma fita de nylon presa pelas extremidades (âncoras) em bases fixas, como árvores ou postes. Atualmente considerado como um esporte, iniciou-se em meados dos anos 80, nos campos de escalada dos EUA. Os escaladores passavam semanas acampando em busca de novas vias de escalada, e nos tempos vagos esticavam as suas fitas de escalada para se equilibrar e caminhar. A prática desenvolvida pelos escaladores foi tão grande que atualmente o esporte possui até campeonato mundial. Nas competições são avaliados critérios como técnica, estilo, amplitude das manobras, limpeza do movimento e comprometimento do atleta. No Brasil, o Slackline está se tornando bastante conhecido e até virou febre, tanto em praias como também em parques no interior dos estados do país. O Slackline também pode ser dividido em modalidades como Longline, Highline, Waterline, Trickline e Yogaline. Longline: as fitas são armadas com mais de 20 metros de comprimento, tornando o grau de dificuldade maior, pois requer mais condicionamento físico e muito equilíbrio. Highline: quando a fita é armada a uma altura superior a

5 metros; muitos utilizam em alturas extremas, como de uma montanha para outra, exigindo que a pessoa tenha uma noção de alpinismo, bem como kits de proteção. Waterline: feita sobre a água, na piscina, mar, rio ou lagoa. Além de super refrescante, você não precisa temer as quedas, tornando uma ótima modalidade para se treinar novos movimentos acrobáticos. Yogaline: modalidade que requer muita concentração, nada mais é do que passar os movimentos da Yoga para o Slack. Trickline: a fita chega por volta dos 60 metros, possibilitando muitas acrobacias como: butt bounce (o praticante cai sentado na fita, sem os pés no chão) e chest bounce (onde a pessoa cai de peito na fita, sem tocar no solo). O Slackline é indicado para todas as idades; suas restrições são para quem possui problemas na coluna, nas articulações dos membros inferiores como joelho, tornozelo e quadril, e de pessoas com osteoporose, pois um tombo poderá resultar em fraturas. Entre seus benefícios destacam-se o equilíbrio, concentração, consciência corporal, velocidade de reação, coordenação e propriocepção, além de fortalecer todos os músculos do corpo, principalmente membros inferiores e a região abdominal. 

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SECRETÁRIA DE ESPORTE E TURISMO


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Social

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social@revistaenergiafm.com.br

Stop Dono do mais gelado e saboroso chope do Brasil, o Bar do Português é diariamente ponto de encontro de amigos e casais em função do ambiente receptivo, atendimento de qualidade e variados petiscos. 3 2

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Fotos: Murilo Pirikito

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1. Camila Perobelli, Leonardo Moschetto, Tiago Basso, Jailton Schiavon, Juliana Carrara, Walter Pavaneli e Keity Derval 2. Cássio Roma, Flávio Caleffi, Guilherme Barbarossa e Vinicius Ferreira 3. Johnny Leandrin, Caroline Pierim, Nathalia Ponce Garcia, Jonas Dellatonia, Luan Spaulonci e Leonardo Reginato 4. Larissa Vergilio e Giovanni Vieira 5. Bruno Stivan, Marcelo Fria Filho, Vinicius Santana, Vinicius Pádula, Thaís Pastori e Diego Baldo 6. Marilia Arraias, Daniela Capobianco, Patricia Ortiveiros, Rodrigo Capobianco e Gabriel Cabriolli 7. Mariana Soave, Mariana Mengon, Nathalia Gomes, Erica Gomes, Ana Carolina Leonardi, Isabela Soave e Maria Fernanda Leonardi veja mais em: www.jaunabalada.com.br


club

Fotos: Arquivo Pessoal

Social

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Semana dos bons negócios Um delicioso café da manhã foi organizado pela Stéfani Tratores - Massey Ferguson para inaugurar a semana dos bons negócios, que aconteceu entre os dias 17 e 21 de fevereiro. Clientes, amigos e colaboradores prestigiaram o evento.

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1. Marcos Stéfani e Edival Amaral 2.Luiz André e Moisés Monteiro 3.Clodoaldo Canato, Claudinei Coló, João b Criscuolo e Henrique Depieri 4.Felipe Lopes, Paulo Cordeiro, Edival Amaral, Dilce Villa, Marcos Stéfani, Reginaldo Albueider, Andrea Rossi, Bruna Lira e Hélio Salvio

60 Revista Energia

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Em uma noite de muita alegria e animação, Lucia Helena Conti Cano comemorou seu aniversário no dia 17 de fevereiro. A festa aconteceu na Algazarra Festas, onde a família e os amigos estiveram presentes para prestigiar o parabéns.

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1.Renata Siqueira Mendes, Lucia H Conti Cano, Silvana Sampaio, Vivian Leandrin, Mariele Mendes, Raquel Rodrigues e Maria Conceição Crepaldi. 2.Karol Conti Frabetti, Thais P Mesquita, Juliana B Menani Cano e Milena Conti 3. Amigos e Familiares ao lado de Lucia

Fotos: Arquivo Pessoal

Parabéns!


club

1 Ano Ana Julia completou 1 ano e a festa com toda delicadeza da pequena teve como tema as aventuras da Gata Marie. Familiares e amigos prestigiaram uma noite cheia de emoções e surpresas.

Foto: Leandro Carvalho

Social

Visita ilustre

Carolina Santos, Ewerton Santos, João Ricardo de Paula, Ana Julia Santos de Paula, Daiane Santos e Isabel Thiago

Foto: Leandro Carvalho

A eterna miss São Paulo, Francine Panteleão, em passagem por Jaú esteve na Safira Semijoiais para conferir as tendências para a próxima estação.

Foto: Daniel (Japa)

Ele é Top O talento venceu! No dia 13 de fevereiro o jauense Renan Felipe esteve na Villa Country, em São Paulo, a casa mais tradicional de música sertaneja do Brasil. Ali ele fez uma espécie de pré-estreia de sua nova turnê, que vem com tudo em 2014. Participando do CD/projeto “Buteco Sertanejo”, ao lado de artistas consagrados como Fernando & Sorocaba e João Neto & Frederico, Renan fez a pista pegar fogo!

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Revista Energia 63


club

Social

Mercedes-Benz O Grupo Irmãos Davoli, que há 68 anos atua no setor de transporte, chega em Jaú para participar do mercado de caminhões e vans. No dia 21 de fevereiro a empresa promoveu o lançamento oficial da Davoli - Concessionária Mercedes-Benz, que a partir de agora passará a atuar em 50 cidades do estado. Compareceram ao evento empresários do setor de transporte e autoridades locais, além do público em geral. Pedro Davoli

Luiz Carlos Altimari e Almir Francisco

Ari Carvalho, Perdo Davoli e João Davoli

Leila Volpato e Ana Paula Paiva

Elisete Vieira e Pedro Davoli

Fonte: Havaia Comunicação

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Almir Francisco, Tereza Davoli e João Davoli

Israel Navarro e os filhos

Família Casarin

Marcelo Brizzi e Joel Durante

Diego e José Luiz

José Luiz Maran, José Maria Maran e Alexandre Maran

Sergio Rossi, Ana Paula Paiva, Inacio Mansão, Marcia Jobstraibizer, Leila Volpato,Antonio Michetti, Paulo Coitim, Willian Silva, Marcelo Brizzi, Revista Energia 65 Anderson Tobar, Rafael Alavasse, Graciel Ferreira, Joel Durante, Valdir Meschini, Marcel dos Santos, Gustavo Polonio e Clodoaldo Machado


guia da gula Foto: Divulgação

sabores para todos os paladares

Vienense Diariamente, a Padaria e Confeitaria Vienense prepara os mais saborosos pães, tortas e doces de Jaú. Além disso, lá é possível fazer aquela paradinha para o happy hour. Deliciosos sanduiches e salgados podem acompanhar as bebidas nacionais e importadas. O horário de atendimento é diferenciado: das 7h às 23h, durante a semana e das 7h às 22h nos domingos e feriados. O destaque desta edição fica para o suculento enrolado de presunto e queijo e os macios pães doces, recheados ou não. Rua Tenente Lopes 266 Centro – Jaú – SP (14) 3621 6003

Sodiê Doces Com produtos à pronta entrega, bom atendimento, agilidade, qualidade e uma grande gama de bolos e tortas, a Sodiê Doces atende diariamente de segunda a quarta-feira das 8 às 20h; de quinta a sábado das 8h às 22h e nos domingos e feriados das 8h às 18h. Para esta edição, apresentamos o irresistível bolo de frutas vermelhas feito à base de pão de ló, recheio de trufa branca com geleia de frutas vermelhas e mousse branca com geleia de frutas vermelhas; cobertura de mousse branca com raspas de chocolate branco e geleia de frutas vermelhas e finalizado com cerejas e morangos. Rua Lourenço Prado 112 Centro – Jaú – SP (14) 3621 2090

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Fotos: Leandro Carvalho

guia gastronômico


Por Brenda Ruffo

Foto: Internet

Vinhos

Varietal

Tempranillo N esta edição vamos falar sobre uma casta de origem espanhola que vem chamando muito a atenção nos últimos anos devido à sua incrível adaptabilidade aos climas continentais. A Tempranillo é uma uva fácil de cultivar. Seus vinhos tendem a ser de corpo médio a leve, por ficarem menos tempo armazenados em barricas de carvalho, deixando assim sua acidez equilibrada. Podemos dizer que os aromas da Tempranillo se encontram no meio do caminho entre os aromas da Cabernet Sauvignon e da Pinot Noir. Os aromas primários mais encontrados são frutas vermelhas, frutas pretas, herbáceos (louro e orégano) e especiarias (noz-moscada). Quando o vinho estagia em madeira, surgem novos aromas: caramelo, baunilha, tabaco, tostado, manteiga e frutas secas. Suas principais regiões de produção na Espanha são La Mancha, Rioja e Ribera Del Duero, onde são produzidos vinhos de excelência. Para tintos mais marcantes e encorpados desta casta, a dica é procurar por vinhos portugueses do Douro, onde é conhecida como Tinta Roriz. Em geral, a Tempranillo produz vinhos a serem consumidos ainda jovens, com no máximo três anos de guarda após serem engarrafados. Esses jovens harmonizam-se perfeitamente com a cozinha do norte da Espanha; caças como javali e cervo, carnes grelhadas, cordeiro com ervas (carré, paleta ou pernil), presuntos, embutidos e carnes defumadas; cozinha indiana e queijos de massa mole ou semidura (Brie). Essa casta também produz vinhos rosés de ótima qualidade, que são ideais para serem tomados em dias quentes por serem leves e refrescantes. Um excelente nome é o Artero, produzido em La Mancha, que pode acompanhar aperitivos ou refeições leves. 

Revista Energia 67


vida

Boa

Por João Baptista Andrade

Comida e Expectativa Lembra-se do tempo, caro leitor, em que você era criança e um evento significativo se aproximava?

P

odia ser a data do seu aniversário, a véspera de uma viagem ou a semana que antecedia aquela festa bacana. Lembra-se do que acontecia com os seus sentimentos? Aquela aflição toda? O relógio (ou o calendário) que parecia andar mais devagar exclusiva e propositadamente para lhe desassossegar o espírito? E uma vez que o dito cujo perdia a sua paz era você quem começava a sofrer: mãos frias e suadas, palpitações, noites mal dormidas e assim por diante. E, por favor, atente para o fato de eu ter listado apenas eventos positivos. Alegres. Maldade mesmo seria fazer alguém se recordar das provas finais. No meu tempo elas eram chamadas de exames, o que aterrorizava ainda mais àqueles de nós que eram mais sensíveis. Crueldade ainda maior seria recordar a noite anterior à publicação dos boletins para quem ficava de segunda época. Não tinha essa mamata de hoje em dia, essa hipocrisia cretina batizada de “recuperação”. Na mui sábia cidade de Monte Alto, recuperar era um verbo destinado a alcoólatras, drogaditos ou delinquentes juvenis. Ou então aos considerados insanos, que permaneciam trancafiados em instituições penais disfarçadas que recebiam os “loucos”.

Ao contrário dos grandes chefs de cuisine e gourmets, um cozinheiro amador pensa na comida como um mecanismo para agregar pessoas queridas Reviveu a sensação? Pois é. O nome dela é expectativa. Aquela ânsia que nos acomete diante da iminência de um determinado acontecimento. Bom ou ruim, a aproximação inexorável nos deixa um pouquinho aflitos, estou correto? E quando são indevidamente gerenciadas, as nossas expectativas se avolumam e se transformam em ansiedade, o mal do século. Faz uns anos eu li num desses artigos de divulgação científica que todo fulano meio abestalhado das ideias feito eu insiste em ler, um dado assustador. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), por volta do ano 2020, que está logo aí na esquina, 60% das internações hospitalares não traumáticas serão causadas por distúrbios vinculados com a ansiedade. Quer dizer, descontem-se balas perdidas, acidentes, ônibus incendiados, 68 Revista Energia

engasgamento com osso de galinha, futebol com amigos no final de semana e outras atividades igualmente perigosas ao extremo. Aonde eu quero chegar? Explico. Todo cozinheiro amador feito a senhora sua mãe, a tia Cotinha, o chato do seu cunhado e esse seu humilde escrevinhador, sofre! Muito. Padece de verdade por causa de suas próprias expectativas. Não acredita? Então vamos aos fatos. Ao contrário dos grandes chefs de cuisine e gourmets, um cozinheiro amador pensa na comida como um mecanismo para agregar pessoas queridas. Não necessariamente pagantes. E me diga você quem, em sã consciência, suportaria a ideia de causar decepção a quem ama? Hein? Hein? Diz aí! Ninguém, afirmo eu. Sabe aquele almoço de domingo ou jantar informal de sexta-feira/sábado? Tudo tão simples e aconchegante; tudo tão tranquilo feito as feições do Dalai Lama cochilando? Começou muito antes do que você pensa. Peço desculpas se destruí sem querer as doces ilusões do dileto leitor. Mamãe não prepara aquele pernil, frango, macarrão, paçoca, doce de abóbora ou boiullabaisse em minutos. Não. Mamãe se esfalfa por longos períodos para que tudo esteja pronto a tempo e a contento. Enumerando as diferentes fainas: a) compras, o que implica em trânsito e desconforto; b) montar a praça, quer dizer, lavar, limpar, picar e porcionar tudo o que as receitas pedem; c) o ato de cozinhar em si mesmo, entradas, pratos e sobremesa; d) arrumar a mesa; e) selecionar os vinhos; f) banhar-se ou, quando isso não for possível, tornar-se minimamente apresentável e g) esperar. Percebeu o problema? Depois de tudo feito, só resta esperar. E quem vem fazer companhia ao meu nobre colega de cebolas e panelas? Aquela sensação desaforenta que nos persegue desde a infância. Veja o meu caso. Enquanto escrevo estas sobejamente mal traçadas, o jantar está mais do que pronto. E cadê ela? Nada. Eu me sinto desprotegido feito uma ovelha tosquiada. Pesado feito uma tina cheia de concreto recém-misturado. Ridículo feito um oitizeiro de quem roubaram todos os frutos. Caso eu não dê baixa no hospital para dar razão às predições da OMS ou por overdose de Maracugina, volto a aporrinhar a sua paciência no futuro. Ô raça! Até a próxima. 


1 Empresarial Por Carlos Alexandre Trementose empresarial@revistaenergiafm.com.br

Arquivo Morto:

solução para o fluxo de caixa Um dos grandes desafios enfrentados pelo empresário brasileiro tem sido a elevada carga tributária que, amparada por uma legislação complexa, impõe limites ao crescimento das empresas

E

mpresários mal orientados acabam tentando suprir este alto custo em sua planilha utilizando-se de formas ilícitas para diminuir a carga tributária de seu negócio. Em curto prazo, pode parecer uma medida viável, talvez até lucrativa. Porém, atualmente, com os mecanismos de inteligência artificial que a Receita Federal e as Secretarias das Fazendas Estaduais possuem, com sistemas de cruzamento de informações que lhes permitem, cada vez mais, apanhar sonegadores sem a presença de um fiscal em seu estabelecimento, essas práticas podem por em risco o futuro da empresa. Muitos empresários não se dão conta de que a solução para diminuir esta alta carga tributária está bem próxima a ele, esquecida, empoeirando em algum canto remoto do seu prédio, aguardando que se passem cinco anos para poder se desfazer daquelas dezenas de pastas e caixas de documentos. Isso mesmo! Estou falando do “Arquivo Morto”. Imagine você, empresário, saber que o dinheiro que você utiliza para pagar alguns impostos pode voltar para o seu caixa por

meio da Recuperação de Impostos, podendo transformar papéis em dinheiro. O conceito de recuperação de impostos está previsto na nossa legislação, desde que obedecidos os critérios e normas estabelecidas. A partir da Recuperação de Impostos, as empresas podem economizar com contribuições futuras ou até mesmo, em alguns casos, as já vencidas e não recolhidas. Isso pode refletir também na formação de preço do produto a ser vendido, podendo concorrer no mercado de uma forma leal e com elisão fiscal. Em razão da complexibilidade da legislação tributária e de um desconhecimento por parte dos empresários, esses créditos fiscais acabam, por diversas vezes, prescrevendo nas prateleiras de seus arquivos. De um modo geral, todas as empresas podem se beneficiar da prática de recuperação de impostos, excetuando aquelas tributadas pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições, e as Optantes pelo Simples Nacional. Recuperar Impostos é olhar para o “Arquivo Morto” e enxergar nele um pouco mais de vida para o fluxo de caixa. 

Revista Energia 69


Fotos: divulgação

Legislação

Deputado Federal Ricardo Izar Economista, coordenador para o Sudeste da Frente Parlamentar em Defesa do Consumidor de Energia Elétrica e membro da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Federal, Presidente da Frente Parlamentar de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Animais, Membro do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados

Precisamos de proteção 70 Revista Energia


Não são novas as notícias da violência que cada vez cresce mais, e o Estado nada faz em contrapartida para melhorar esse cenário

Texto Ricardo Izar |Colaboração Luís Filipe Nazar

A

ntes de ser um parlamentar, sou um cidadão e não consigo deixar de ficar inquieto com o cenário de violência em estamos imersos e vivenciando todos os dias. A situação é cada vez mais preocupante e o poder público não está agindo para que isso um dia possa melhorar. Nós, parlamentares, não temos gerência sobre a tomada de decisões no âmbito da administração pública, missão essa destinada aos chefes do poder executivo. São eles que devem tomar as decisões e investir em atos que possam conter a violência, como o investimento em segurança pública, valorização e preparação das polícias, solução para o falido sistema carcerário etc. Contudo, cabe ao Congresso Nacional alterar a legislação penal para adequá-la à proteção dos bens jurídicos consagrados pela nossa Constituição Federal, que é um dos problemas atuais. Quando um valor, como a vida, o patrimônio ou a liberdade sexual não é protegido pelo Estado de forma adequada, dizemos que há uma proteção insuficiente, como ocorre em diversos casos.

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Sou autor de diversos projetos de lei para aumentar e também tornar mais efetiva a punição ao ataque a certos valores consagrados pela lei Os animais domésticos, por exemplo, estão à mercê de sua própria sorte, pois a pena cominada ao crime de maus tratos é pífia. Isso acontece também com outros crimes, que não protegem de forma suficiente os valores pelos quais deveriam zelar. A alteração precisa ser profunda. Nesse sentido sou autor de diversos projetos de lei para aumentar e também tornar mais efetiva a punição ao ataque a certos valores consagrados pela lei. Com relação aos maus tratos aos animais, causa que já que abracei há muito tempo e da qual sou criador, e presidente da Frente Parlamentar do Congresso Nacional em Defesa dos Direitos Animais, apresentei um projeto para alterar a pena de mera detenção para reclusão. Apresentei, também, projeto de lei que pune de forma rigorosa quem utiliza menor de idade para o cometimento de qualquer crime, já que eles são inimputáveis até completarem 18 anos e respondem tão somente por atos infracionais. Por fim, sou autor do projeto de lei que proíbe o reconhecimento de crime continuado para crimes contra a vida, já que não é possível aceitar a aplicação desse instituto penal nesse tipo de crime. Ocorre que todos os projetos de lei que tratam de matéria Penal estão parados e apensados ao projeto do Novo Código Penal, que até agora não tem nenhuma previsão para ser votado. A falta de vontade política para levar esses projetos adiante está deixando a população à mercê da criminalidade, que não vê nas mãos do Estado nenhuma ferramenta de coerção passível de lhes fazer parar de cometer crimes ou, no mínimo, lhes retirar do convívio social. Precisamos de mobilização e força por parte da população, para fazer esses projetos caminharem dentro do Congresso, essa é a única solução. Pelo menos assim podemos dizer que estamos fazendo nossa parte, e lutando para que as coisas um dia melhorem. 

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PolĂ­tica

Reconhecimento


Na noite do dia 13 de fevereiro, o Deputado Ricardo Izar Junior recebeu mais um título em função do seu trabalho na esfera política

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Texto Tamara Urias Fotos Leandro Carvalho

esde eleito, o Deputado Federal Ricardo Izar Junior tem ganhado respeito e admiração da população brasileira. Além de ser um homem cativante, mostra boa índole, honradez e coerência nas ações no meio político; sempre norteado pela ética e busca do desenvolvimento sustentável para o Brasil, Izar exerce o seu mandato com responsabilidade. A prova deste reconhecimento está nos inúmeros títulos de Cidadão recebido nas mais diversas cidades como Barra Bonita, Igaraçu do Tietê, Tietê, Potim e Juquiá. O mais recente foi na pacata Piratininga, onde o vereador Claudinei Balduíno convidou Izar para receber o Título de Cidadão Piratiningano. Durante seu pronunciamento, o Deputado frisou sobre o compromisso: “Meu Pai tinha enorme carinho por este município e durante sua vida pública sempre procurou beneficiar a população com a destinação de recursos. Nós damos continuidade a este compromisso, e receber este título reafirma tudo isso. Em Piratininga eu não tenho cabos eleitorais, eu tenho amigos acima de tudo!” Atualmente, o Deputado integra e participa ativamente como criador e presidente da Frente Parlamentar do Congresso Nacional em Defesa dos Direitos Animais, presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados, da Frente Parlamentar de Habitação e Desenvolvimento Urbano, da Frente Parlamentar de Corretores de Seguros e do Grupo Parlamentar Brasil – Líbano. Também é vice-presidente da Comissão de Defesa do Consumidor e membro da Comissão de Viação e Transportes. Luta árdua

Na mesma noite o deputado Ricardo Izar Jr. (PSD/SP) reuniu-se com especialistas, além de autoridades locais e regionais, para uma mesa redonda onde discutiram Políticas Públicas e Ações de Proteção ao Direito do Animal. “O foco deste evento é levantarmos alternativas para combatermos os maus tratos e a realização de ações que possam promover o bem-estar, segurança e direitos dos animais”, afirma Izar. A Frente Parlamentar em Defesa dos Animais, idealizada por Izar, foi criada em setembro de 2011, em Brasília, e conta com o apoio de mais de 200 deputados. O objetivo do FPDA é combater a caça ilegal e o tráfico de animais silvestres, programas de castração gratuitos em todo país e a proteção aos animais, tanto domésticos como selvagens.  Momento da entrega do título

Revista Energia 73


Viagens

Foto: Internet

Mototerapia

Não há como negar, viajar de moto é uma experiência única, inesquecível. Quem já viveu essa aventura sabe bem do que estamos falando

Texto Heloiza Helena C Zanzotti 74 Revista Energia


Buenos Aires – 4.800 km rodados Vital do Nascimento, 54, comerciante, passou doze dias em cima de sua Suzuki V Strom 650 no início deste ano. Junto com mais três amigos, Milton Ciuffa, Osvaldo Moraco e Sílvio Masiero, saíram às 6h do dia 30 de janeiro rumo a Buenos Aires. A primeira parada foi em Joinville, onde descansaram, e no dia seguinte seguiram para Porto Alegre. “Pegamos um temporal e tivemos que parar em Torres, mas no terceiro dia chegamos ao Chuí”, conta Vital. Ele lembra que mesmo com chuva entraram no Uruguai, em Punta del Este, onde curtiram a noite. “No dia seguinte fomos para Montevidéu, depois cruzamos o Rio da Prata e em Colônia del Sacramento pegamos o Buquebus para Buenos Aires. No barco fizemos amizades, visitamos o free shop e já na cidade fomos para restaurantes. No outro dia fizemos um city tour pela capital Argentina e começamos nosso retorno a Jaú”. Os amigos estiveram em uma fazenda pousada, fizeram compras em Ciudad del Este e conheceram lugares incríveis. Vital afirma que não tiveram nenhum imprevisto, nem mesmo um pneu furado, e sobre sua moto ele faz questão de dizer: “Viajo sempre, a cada dois anos saio do Brasil e estou muito satisfeito com minha V Strom. Ela é bastante versátil, econômica, tem um motor forte e é muito confortável. O custo benefício é excelente e até pretendo trocar por outra, já a nova versão com freios ABS”. Sobre a viagem ele comenta: “Pilotar moto é como pilotar helicóptero: não pode errar. Mas é uma sensação maravilhosa de liberdade, um total anti-stress, vicia mesmo”. Deserto do Atacama – 10 mil km rodados Esta foi a mais recente aventura de Sirio Bienzobás Júnior, 60, chaveiro, e seus amigos Walter Pavaneli e o casal Laerte Letizio/ Schirley Siqueira. A bordo de sua Suzuki V Strom 650, foram 20 dias de muitas emoções. Eles saíram de Jaú dia 05 de Janeiro último e após passagem por Foz do Iguaçu já entraram em território argentino. Ali estiveram em Eldorado, Charata (Chaco), San Miguel de Tucumán, San Salvador de Jujuy, Purmamarca e atra-

vessaram a Cordilheira dos Andes pelo Paso de Jama, entrando em solo chileno. Enfrentaram os 4.500 m de altitude em San Pedro do Atacama para conhecer os fantásticos Gêiseres de El Tatio. Ainda no Chile, passaram por Calama, Antofagasta, tiraram fotos na Mano del Desierto e ainda estiveram em Vicuña, onde tentaram atravessar o Paso de Agua Negra. Ali permaneceram por dois dias, pois a chuva e a neve impediram a travessia. Na volta, atravessaram a Cordilheira por Los Caracoles, entrando novamente em solo argentino. Segundo Sirio, eles tiveram pequenos imprevistos, mas estavam prevenidos e solucionaram rapidamente. Ele conta: “Meu sonho era estar no Rally Dakar, e consegui realizar isso. Alguns hotéis reservamos com um ano de antecedência, justamente por conta deste evento”. Sirio ainda explica: “Além da bandeira do Brasil, levamos bandeiras da Argentina e Chile, e as colocávamos de acordo com o país em que estávamos. Estar com a bandeira do país deles sempre sensibiliza alguma autoridade que venha a nos abordar”. A respeito do desempenho da moto ele afirma: “É perfeita. A V Strom é como o sofá da minha casa”. E finaliza, emocionado: “Não acho palavras para descrever a sensação de viajar de moto. Parece que estou no ar, navegando, são só pensamentos bons. Mas tudo com muita segurança e responsabilidade”. 

Vital do Nascimento e amigos

Sirio Bienzobás Jr

Fotos: Arquivo Pessoal

M

uito mais que uma aventura, viajar de motocicleta é viver intensas emoções. Sentir o vento no rosto, apreciar a paisagem, integrar-se com o ambiente são sensações que só uma moto pode proporcionar. Muitos afirmam que é uma verdadeira terapia. E é mesmo. Para os apaixonados por motos, nada se compara à sensação de liberdade que uma motocicleta proporciona na estrada. Além disso, de moto dá para ir onde você quiser, há bem poucos lugares onde esses veículos não chegam. Ficou tentado? Então, viaje conosco por esta matéria.


Vitrine

Sua melhor

opção de compra! Lançamentos que vão invadir as ruas Texto Heloiza Helena C Zanzotti

Volkswagen Up! Design, desempenho e segurança são os principais atrativos do Novo Volkswagen Up! Um carro acessível, familiar e com grandes perspectivas no mercado brasileiro

Avenida Antonio Henrique Gallerani Pelegrina 315 Fone 14 3601 3000

Com tanque de combustível maior (50 litros), além de acessórios comuns a carros mais caros como plásticos de proteção na parte inferior do assoalho, suspensão mais elevada, porta-malas com 285 litros, entre outros, o Volkswagen Up! segue com fidelidade a linha do seu fabricante alemão. Seu objetivo é agitar o segmento, com vantagens de custo e espaço mais amplo, adaptado para transportar até cinco passageiros. Comprovadamente mais seguro, o Volkswagen Up! com airbag duplo é o primeiro veículo produzido no Brasil

76 Revista Energia

a obter nota máxima em segurança para adultos no teste Latin NCAP. Além de seguro é supereconômico. O motor mais leve da categoria, produzido com tecnologia e-flex, dispensa o tanquinho de gasolina para partidas a frio. São seis versões com 46 configurações de acabamentos, cores e rodas. Uma certamente vai conquistar você. Volkswagen Up!. Nele Tudo é up! Conheça na Vecol Volkswagen.


CBR 500R Mais que uma moto, um estilo de vida para quem tem emoção correndo nas veias

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O para-brisa protege o piloto desviando o vento com eficiência, principalmente durante uma pilotagem esportiva em alta velocidade; suas suspensões são confortáveis e transmitem firmeza e segurança, aliando maciez e estabilidade. A Nova CBR 500 chega com opção de freios ABS, que proporcionam frenagens equilibradas e maior segurança, evitando o travamento das rodas em frenagens mais bruscas. Venha para a Taiko Motos e conheça mais este grande lançamento Honda!

Fotos: Divulgação

A mais nova integrante da linha 500, a CBR 500R chega para honrar o legado da CBR no mundo. Design agressivo, linhas esportivas, conforto e fácil pilotagem tornam esse modelo um dos mais desejados pelos amantes de motocicletas. O novo motor de 500cc proporciona um desempenho empolgante. Com torque linear, a entrega de força é constante. A nova CBR também apresenta posição de pilotagem esportiva que permite ótimo controle da motocicleta, tanto na cidade como em estradas sinuosas. Com seu design moderno e atual, o modelo é inspirado nas esportivas de alta cilindrada.


Entre Aspas

E o amor, sobrevive ao carnaval? Por Leandro Carvalho

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abe aquele velho ditado que diz que amor de praia não sobe serra? Então, será que o amor sobrevive ao carnaval? Por duas partes, os que já estão amando e os que amam durante a folia. Eu nunca havia pensado nisso, mas dias destes um amigo, careca de tanto amar errado, me fez essa pergunta e eu, que sempre arranjo uma resposta ou desculpa para tudo, fiquei quase sem fala, mas pensei em todos os carnavais que já passei e descobri que ainda não sei responder essa questão. Quando pequeno, eu gostava mesmo era de ver as escolas de samba pela TV, até virei fã de uma, mas não entendia muito bem o quanto se gastava para fazer todas aquelas coisas gigantescas. Sim, o carnaval é lindo, resulta em milhares de empregos diretos e indiretos, proporciona um impulso na economia do país e principalmente das cidades onde há festas, mas acho que a educação vai além de um samba no pé. Calma, não briguem comigo, eu sou fã de samba sim, quer me conquistar me convide para um sambinha de quinta com uma cerveja bem gelada! Mas, voltando ao assunto, ainda estou tentando descobrir sobre o amor e o carnaval. Eu namorei por muito tempo, fui fiel na medida do possível, mas aos meus carnavais o relacionamento se fortalecia, eu passava sempre com amigos na minha cidade natal, pois era a única época do ano em que todos que moravam fora marcavam de se reunir; minha única intenção era encontrá-los e colocar assuntos bobos em dia. Quando fiquei solteiro trabalhei três carnavais seguidos, então complicou mais para eu ter a tal resposta. Carnaval é sempre festa, bebida, curtição e muito “love,

love” , os que namoram se não largarem um final de semana antes, claramente ficam em casa vendo os desfiles das escolas de samba, se juntam com outros casais nas festas em casa, ou certamente brigam no domingo de carnaval. Por mais que ninguém assuma que irá aprontar algo, a desconfiança é sempre maior que o grito “pererereê. Solteiros agradecem claramente a oportunidade de estar assim em uma das maiores festas do Brasil. Eu mesmo agradeci por demais isso, mas será que no fundo é este o sentimento mesmo? Os solteiros que vão à luta na avenida estão em busca de um amor? E se acontecer, permanece somente no carnaval ou morre na quarta-feira de cinzas? Afinal, a quarta de cinzas leva este nome pelo fato de relacionamentos terem acabado neste dia pela ressaca moral ou religiosa? Espero que aqueles que namoram não tenham trocado um provável futuro por uns dias sem limites, afinal, se o amor não sobreviveu ao carnaval, é porque talvez nunca tenha existido ali um sentimento verdadeiro. E os que não namoram, que tenham amado nas festas e folias, mas, e eu? Continuei na dúvida: amor ou carnaval? Acho que fico com o amor no próximo período festivo. Amor na Copa? Só se for naquela que divide a sala da cozinha! Pensando por outro lado, pensando talvez na cabeça daquela senhora que passou atrás dos foliões recolhendo o lixo para sustentar o marido que saiu a festar todos os dias, pensando na resposta da menina que quando eu fiz a pergunta: “e o amor, sobrevive ao carnaval?”, foi enfática ao dizer: “prefiro pensar que o amor não depende de data, idade, preconceito ou qualquer outra desventura, se o amor nasce e for verdadeiro ele apenas se torna eterno, e não haverá qualquer desejo que possa destruí-lo”. 


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A Revista Energia é uma publicação mensal da Rádio Energia FM. Garanta seu exemplar, gratuitamente, nos pontos de retirada: Posto São João e...

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