Page 1

Distribuição gratuita - Venda proibida

Jaú - Ano 4 | Edição 40 | Mensal - Dezembro 2013

Óticas Precisão Responsabilidade Social e Tradição

Perfil

Mario Candido

Retratos de vida História de uma praça

gente fina

José Roberto dos Santos


2 Revista Energia


Revista Energia 3


4 Revista Energia


Editorial

Muito mais É o que desejamos que você seja em 2014

Ano 4 – Edição 40 – Jaú, Dezembro de 2013

feliz!

Tiragem: 10.000 exemplares Revista Energia é uma publicação mensal da Rádio Energia FM Diretora e Jornalista responsável Maria Eugênia Marangoni mariaeugenia@radioenergiafm.com.br MTb. 71286 Diretor artístico: Márcio Rogério rogerio@radioenergiafm.com.br Criação de anúncios: Well Bueno arte@revistaenergiafm.com.br Revisão de textos: Heloiza Helena C. Zanzotti revisao@revistaenergiafm.com.br Repórteres Heloiza Helena C. Zanzotti heloiza@radioenergiafm.com.br Marcelo Mendonça marcelo@radioenergiafm.com.br Tamara Urias tamara@revistaenergiafm.com.br

“Se alguém disser pra você não cantar, deixar seu sonho ali pra uma outra hora...Se alguém disser pra você não dançar, e que nessa festa você tá de fora...Não acredite, grite, sem demora...Eu quero ser feliz agora!”

Diagramação Junior Borba (14) 99749.6430

F

echamos mais um ano com chave de ouro. Foram 12 edições da sua Revista Energia, onde trouxemos muita informação, lançamentos, dicas, gente bonita e grandes emoções. Novos colaboradores chegaram para agregar o time. Outros, com algum tempo de casa, seguiram em busca de novos caminhos. E assim encerramos este ciclo com nossa edição especial de dezembro, que faz um passeio por histórias de vida contadas na Praça da República; que ressalta a importância de cultivar tradições e levar alegria às pessoas; que mostra o poder das mãos na cura pela fé.

Projeto gráfico: Revista Energia Projetos Especiais, Fotografia e Produção Fotográfica: Leandro Carvalho foto@revistaenergiafm.com.br

Colunistas Alexandre Garcia Carlos Alexandre Trementose Caroline Pierim João Baptista Andrade Marcelo Macedo Mário Franceschi Netto Paulo Agnini Professor Marins Ricardo Izar Jr. Colaboraram nesta edição Eliete Musetti Flávia Cardoso França Karen Aguiar Comercial Jean Mendonça Joice Lopez Moraes Sérgio Bianchi Silvio Monari

Impressão: Gráfica São Francisco Distribuição: Pachelli Distribuidora

Foto: Cláudio Bragga

Social Club social@revistaenergiafm.com.br

Também abordamos o papel de Deus diante da ciência e lembramos o quanto atos de solidariedade podem fazer a felicidade de tantas crianças no Natal. E já que estamos falando em felicidade, nesta edição não poderia faltar esse tema, que nos faz refletir sobre o que realmente precisamos para sermos felizes! Mais que um Feliz Natal, desejamos que você realize todos os sonhos, alcance todos os seus objetivos e que em 2014 a felicidade seja sua companheira em todos os momentos. Além da nossa RE, é claro! Boa leitura, muita paz e saúde para você neste novo ano!

Revista Energia Rua Quintino Bocaiúva, 330 | 2º andar CEP: 17201-470 | Jaú - Fone: (14) 3624-1171 www.energianaweb.com.br Elogios, críticas e sugestões leitor@revistaenergiafm.com.br Quero anunciar comercial@revistaenergiafm.com.br A Revista Energia não tem responsabilidade editorial pelos conceitos emitidos nos artigos assinados, anúncios e informes publicitários.

Maria Eugênia Revista Energia 5


6 Revista Energia


Revista Energia 7


ÍNDICE

47

NESTA EDIÇÃO 22 Memória 28 Esporte 44 Amigo Secreto 56 Espiritualidade 76 Saúde 78 Homenagem 88 Solidariedade 94 Ciência 98 Sonhos

Look de Artista

SEMPRE AQUI 10 Perfil 14 Radar 16 Jurídico 18 Pense Nisso 20 Especial Profissões 26 Raça do Mês 32 Gente Fina 36 Garota Energia 38 Capa 46 Quem Fez Jahu 47 Look de artista 52 Varal 62 Moda 64 Fitness 66 Social Club 80 Boa Vida 81 Gourmet 82 Guia da Gula 84 Vinhos 102 Vitrine 106 Entre Aspas

32

44

38 Capa

8 Revista Energia

Amigo Secreto: Sugestões de presente

Gente Fina: José Roberto dos Santos

Distribuição gratuita - Venda proibida

Jaú - Ano 4 | Edição 40 | Mensal - Dezembro 2013

Óticas Precisão

PERFIL

Mario Candido

RETRATOS DE VIDA História de uma praça

GENTE FINA

José Roberto dos Santos

Responsabilidade Social e Tradição

Nossa capa: Junior Borba Foto: Leandro Carvalho Produção Gráfica: Junior Borba Beleza: Tide Júnior Locação: Villa Sanz Agradecimento: Jaú Shopping


Revista Energia 9


Perfil

Luzes, câmera, ação:

Um ator movido pelo coração

Se fosse possível retratar em nossas páginas todo o currículo de Mario Candido, (ele é designer, músico, ator...), faríamos uma edição especial. Se seguisse a vontade da mãe, ele seria um grande professor acadêmico. Mas o destino falou mais alto e sua vida tomou outro caminho 10 Revista Energia


Texto Marcelo Mendonça

F

ormado profissionalmente pelo Studio Beto Silveira, um dos mais renomados do meio, Mario Candido, 38, estudou também fora do país na conceituada Stella Adler e na UCLA, nos Estados Unidos. Passou pelo Estúdio Fátima Toledo, Escola de atores Wolf Maia, Estúdio Take a Take, Robert Milazzo e Cal, sempre com muita dedicação e vontade de aprender cada vez mais. O ator já atuou em 32 filmes de curta metragem, 4 longas, 2 vídeoclipes, programas de TV e participou da minissérie Aline, da Rede Globo, além de atuações em comerciais de TV. Nascido em Jaú, saiu da terrinha aos 19 anos para estudar Design em São Paulo, na Faculdade Belas Artes. Um ano e meio depois transferiu o curso para a UNESP de Bauru, e retornou à cidade natal. Depois de formado, decidiu voltar à capital, onde cursou mestrado na área. Apesar da formação acadêmica, o lado artístico falava mais alto. Mario começou a cantar e gostou da brincadeira. Aperfeiçoou-se e montou sua própria banda de rock. “Com a Birynight’s (no youtube é possível visualizar o clipe da música “Tempo a mais”) toquei praticamente 10 anos, e mais três focado apenas em barzinhos de São Paulo. Porém, na minha opinião, nunca me tornei realmente um bom músico, mas com certeza me diverti bastante!” - conta, em meio a gargalhadas.

O ator

Próximos trabalhos

Desafio e confiança o instigam. Candido já está há oito anos na área e deseja continuar desbravando novos horizontes o máximo que puder. Uma das novidades que vem por aí é o longa-metragem “Homens da Pátria”, do diretor e roteirista Gastão Coimbra, que retrata soldados brasileiros que lutam contra os alemães na Segunda Guerra Mundial. Neste, ele interpreta um soldado médico. O filme tem previsão para ser lançado no ano que vem. “Amo interpretar outros seres humanos, com todas suas dores e alegrias, sempre com o máximo de respeito e fidelidade. Para isso tenho buscado conhecimento em filosofia, psicologia, bioenergética, meditação ativa, ioga, zen-budismo, psiquiatria, entre outras áreas, que possam me auxiliar”. Esta foi a maneira que ele encontrou de ficar cada vez mais pronto para qualquer trabalho, com a cabeça boa e livre para estudar outros personagens. “Eu trabalho o meu interno e isso reflete no externo. Procuro sempre me aprimorar para oferecer o melhor, preciso estar saudável e, como diz o ditado, corpo sã, mente sã”. No próximo ano, Mario grava um suspense dirigido por um diretor argentino. 

Foto: Arquivo Pessoal

Mas isso foi só o começo... Um dia, através de uma amiga em São Paulo, conheceu um booker (profissional que busca atores para teste) que observando seus dotes artísticos durante a apresentação num barzinho o convidou para participar de um teste de comercial de TV. Coisas do destino? Pode ser! Mario, na época com 29 anos, aceitou e foi aprovado. A partir daí os trabalhos não pararam mais. O primeiro a nível nacional foi da Cerveja Skol. “Entre os trabalhos que, creio, acrescentaram muito à minha carreira está o longa-metragem ‘Marilha, Amor Pra 400 Anos’, gravado em São Luís, no Maranhão”. No filme independente, o ator interpreta um dos principais personagens, o francês

Daniel De La Touche, e diverte-se ao contar que fez isso sem nunca ter falado francês anteriormente. Segundo ele, é um meio bem difícil e bastante disputado. “Por não saber enxergá-las ou administrá-las, talvez eu tenha deixado boas oportunidades escaparem. Um exemplo foi quando um pesquisador de elenco da Rede Globo, após assistir minha peça de formatura, disse que eu tinha o perfil para atuar na segunda temporada do seriado policial ‘Força Tarefa’, protagonizado pelo Murilo Benício. Como na época eu já estava com tudo planejado para viajar para Los Angeles, em busca de aprimoramento do meu inglês, optei em seguir o plano inicial”. Candido conta que já recebeu propostas indecorosas. “Existe, mas eu nunca aceitei. Além da pessoa não fazer meu tipo (risos), quero conquistar as coisas por merecimento”.

Revista Energia 11


12 Revista Energia


Revista Energia 13


Radar

Boa

Por Alexandre Garcia

Polícia e bandido

14 Revista Energia

lei e combater a violência. Talvez por isso já exista um fio de esperança: Paulo Henrique, 9 anos, catador de latas em esgotos no Recife foi fotografado mergulhado na imundície pelo Jornal do Commércio. Questionado sobre o que gostaria de ser na vida, respondeu: “Quero ser polícia, para pegar bandido”. Pela pregação de alguns, o ideal seria que os meninos pobres fossem bandidos, para ter a mesma fama dos fora-da-lei idolatrados por militantes do politicamente correto. Mas Paulo Henrique não afundou nesse esgoto, e nos deixa com alguma esperança. 

Foto: Divulgação

A

Polícia Militar nos estados tem sido criticada cada vez que mata bandidos. Aqui na capital, um assaltante fez refém uma balconista de farmácia. Mantinha a mulher grávida com revólver na cabeça, afirmando que iria matá-la. Um PM conseguiu salvar a vida da grávida, matando o bandido com um tiro certeiro na cabeça. Fui muito criticado porque disse que o episódio teve um final feliz. Sempre soube, desde criancinha, que histórias têm um final feliz quando a mocinha é salva e o bandido é morto ou vai para a cadeia. É assim no mundo civilizado. Aqui no Brasil, a torcida parece ser do bandido, contra o policial. E a realidade é que o policial é punido e o bandido fica impune. Com isso, a polícia se sente cada vez mais constrangida quando precisa cumprir com o seu dever de proteger inocentes e combater o crime. Semanas atrás, no sertão pernambucano, um bando de oito assaltantes atacou mais um banco usando dinamite, duas carabinas calibre 12, uma metralhadora 9mm, sete pistolas de calibres .38, .40 e 9mm, e um revólver especial. Tinham 400 cartuchos. A PM pernambucana os perseguiu e eles tomaram a casa de uma família, fazendo reféns. Houve negociações infrutíferas, os bandidos tentaram abrir caminho à bala e a PM reagiu. Dois bandidos morreram no local, dois no hospital e quatro foram feridos e estão presos. Nenhum civil ficou ferido. Uma ação da maior competência da Polícia Militar. No país dos bandidos, não fiquei sabendo de noticiário que louvasse a bem sucedida operação. Nosso louvor, nesses dias, tem sido para jogadores de futebol que ganham algumas dezenas de vezes mais que um PM para fazer o papel de circo que nos faz esquecer a desgraça que é viver num país campeão mundial de homicídios: 137 por dia, a cada dia, na subavaliação dos dados oficiais. Vivemos presos em nossas casas, atrás das grades e com medo. Passei minhas férias no Chile, na maior paz, na ausência de assaltos ou assassinatos. Na Itália, em abril, eu sacava euros em caixas eletrônicos no meio da noite, em becos escuros, sem o menor receio. Por lá mataram, no ano passado, 594 pessoas. Aqui, mais de 50 mil. E neste país suicida, a torcida de muitos está ao lado dos bandidos. É prerrogativa do Estado o uso da força para manter a


Jurídico

Por Carlos Alexandre Trementose

Assédio Moral no Trabalho

O

assédio moral é a exposição do trabalhador a situações humilhantes e constrangedoras, geralmente repetitivas e prolongadas, durante o horário de trabalho e no exercício de suas funções, situações essas que ofendem a sua dignidade ou a sua integridade física. Destaca-se que, em alguns casos, um único ato, pela sua gravidade, pode caracterizar o assédio moral. O objetivo do autor do assédio moral é motivar o trabalhador a pedir demissão ou remoção para outro local de trabalho, mas o assédio pode se configurar também com o objetivo de mudar a forma de proceder do trabalhador em relação a algum assunto (por exemplo, para que deixe de apoiar o sindicato ou determinado movimento reivindicatório em curso), ou simplesmente visando a humilhá-lo perante a chefia e demais colegas, como uma espécie de punição pelas opiniões ou atitudes manifestadas. O importante, para a configuração do assédio moral, é a presença de conduta que vise a humilhar, ridicularizar, menosprezar, inferiorizar, rebaixar, ofender o trabalhador, causando-lhe

16 Revista Energia

sofrimento psíquico e físico que, neste caso concreto, para não causar sequelas, o trabalhador faz a opção pela rescisão indireta do seu contrato de trabalho. Se tudo isso acontecer, a empresa deu causa à RESCISÃO INDIRETA por decisão do trabalhador, ou seja, é a justa causa patronal à ruptura do contrato de trabalho por extrema necessidade do empregado. Salienta-se que dificilmente o patrão reconhecerá que praticou contra o seu empregado a justa causa, assim, é figura complementar e indispensável o processo judicial para definição dos fatos e decisão da justiça do trabalho. Com isso, diante de tais atitudes, a indenização material (verbas trabalhistas) e imaterial (dano moral) é legal, com a consequente resolução do contrato de trabalho pela rescisão indireta. A Advocacia Parronchi & Trementose aproveita essa oportunidade para desejar a todos os leitores um feliz natal e um próspero ano novo, compartilhando paz, saúde, muitas felicidades e que o ano de 2014 seja repleto de realizações pessoais e profissionais. 


Revista Energia 17


nisso

Pense

Por Professor Luiz Marins

LUIZ MARINS Antropólogo e escritor. Tem 26 livros publicados e seus programas de televisão estão entre os líderes de audiência em sua categoria. Veja mais em www.marins.com.br

Seja impacientemente paciente

M

eu conselho é que você deve ser “impacientemente paciente”. O que é isso? Isso significa que você não deve ter paciência com a sua falta de paciência. Significa que você deve lutar com todas as suas forças para ser a cada dia mais paciente, menos impaciente com tudo, menos com a sua falta de paciência. Agora, entenda que ser paciente não é ser bobo ou boba. Ser paciente não é ser complacente. Menos ainda complacente com o erro, com a ausência de virtudes, com pessoas que não desejam se aperfeiçoar, assim como com trabalhos mal feitos. Ser impacientemente paciente é dar tempo ao tempo quando precisa ser dado. Lembrar que o sucesso não ocorre de um dia para o outro e que deve ser construído todos os dias com dedicação, comprometimento e atenção aos detalhes. Ser impacientemente paciente significa lutar todos os dias contra os nossos pequenos defeitos e levantar novamente todas as vezes que erramos, lembrando que só não erra quem nada faz. Ser impacientemente paciente significa ter redobrada paciên-

cia para ensinar as pessoas, repetir conceitos até à exaustão, acreditar que as pessoas podem mudar e se desafiar para que elas mudem. Vejo pessoas que não têm paciência. Querem tudo de uma só vez. E com isso desistem logo de suas empreitadas, jogam a toalha ao primeiro obstáculo, se irritam facilmente, tratam mal as pessoas que deveriam justamente ensinar com amor e atenção. A paciência é uma das mais importantes virtudes a serem desenvolvidas pelas pessoas. Muitas vezes ela é mal compreendida, confundida com passividade, com ausência de assertividade, com pura aceitação das coisas como são. Pelo contrário! A virtude da paciência tem tudo a ver com virtude da perseverança, da fortaleza, do domínio da vontade. Uma pessoa paciente não desiste, não se entrega, não se acomoda, não se deixa levar. Ela não é conduzida. Ela conduz com paciência e sabedoria. E nada é mais ligado à virtude da paciência do que a sabedoria. Só os verdadeiramente sábios conseguem ter paciência. Pense nisso. Sucesso! 


Revista Energia 19


Especial profissões

Odontologia Por Milena D’Amico Abdo

Especialização (PNE): novas perspectivas em odontologia

O

atendimento odontológico especializado tem como objetivo conhecer as percepções, os sentimentos e as manifestações em relação às necessidades especiais dos pacientes contribuindo, assim, com o reconhecimento dessa nova área da odontologia, extremamente importante para a população e a saúde pública em nosso país. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, 10% da população brasileira apresenta algum desvio da normalidade, o que faz com que essas pessoas possuam algum tipo de necessidade especial, sendo que apenas 3% da população recebe atendimento odontológico, um número muito abaixo do normal, que se mostra por falta de informação dos responsáveis, falta de comprometimento com o tratamento, falta de acessibilidade e, principalmente, de capacitação profissional dos que realizam tais atendimentos. A especialização engloba o atendimento de pacientes com deficiência física, motora, auditiva, visual, mental com limitações acentuadas, distúrbios comportamentais como o autismo e a hiperatividade, alterações neurológicas como paralisia cerebral, epilepsia, Alzheimer e Parkinson, alterações cardiovasculares, respiratórias, gástricas, hepatopatias crônicas, renais crônicos, endócrino metabólicas, diabetes, nefropatia diabética, doenças infectocontagiosas como HIV, lúpus, esclerodermia, esclerose lateral amiotrófica (ELA), alterações psíquicas como transtornos alimentares (bulimia e anorexia), usuários de todos os tipos de drogas, pacientes em tratamento de câncer, portadores de válvulas, pacientes hospitalizados e UTI. Os pacientes acamados, que por algum motivo Dra. Milena D’Amico Abdo

não podem se locomover, são atendidos em sua própria casa através do HOME CARE, um consultório portátil completo, desenvolvido especialmente para esse tipo de atendimento.

Por que é tão importante essa especialidade? Pacientes com quaisquer alterações precisam de adequação em seu tratamento odontológico, para que seja realizado de maneira segura e integral sendo necessária, antes de qualquer coisa, uma equipe multidisciplinar incluindo médicos, psicólogos, fisioterapeutas e nutricionistas. Assim, não teremos que submetê-los à internação e anestesia geral, tornando o atendimento muito mais seguro e financeiramente viável, tanto para o paciente quanto para a saúde pública.

Sedação com óxido nitroso A sedação consciente com óxido nitroso e oxigênio é uma forma de diminuir o medo e a ansiedade do paciente frente ao tratamento odontológico. É realizada com a aplicação do gás óxido nitroso em conjunto com oxigênio, administrada por meio de uma máscara nasal desenvolvida para a Odontologia. A combinação dos gases provoca uma leve e estável sedação no paciente que fica acordado e tranquilo, tornando-se cooperativo durante o tratamento. Sem contraindicação, tem sido utilizado há mais de 150 anos como agente anestésico. Seu uso é extremamente seguro, desde que aplicado por profissional competente e habilitado.

Toxina botulínica A toxina botulínica como forma terapêutica na odontologia vem sendo usada para tratamentos diversos, dentre eles o bruxismo (ato de ranger os dentes), dores localizadas, cefaléias, espasmos involuntários e até mesmo em ortodontia, para corrigir pequenas assimetrias. Seu uso depende de indicações precisas e dosagens específicas para cada tipo de tratamento. O tempo e quantidade de aplicações também variam de pessoa para pessoa.  Dra. Milena D’Amico Abdo Cirurgiã Dentista - CROSP 64.054

Foto: Leandro Carvalho

Especialista em Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais Odontologia hospitalar Capacitada em sedação com Óxido Nitroso Capacitada em aplicação de toxina botulínica terapêutica Rua Saldanha Marinho 245 – Tel: 3621 3282

20 Revista Energia


Memória

Histórias

de uma praça Se um banco de praça tivesse voz, imagine quantas histórias teria para contar. Histórias que se dividem em confissões, surpresas, decisões, beijos apaixonados, lágrimas, sonhos realizados e frustrados. Pense em quantos pores-do-sol ele já contemplou junto a corações esperançosos Texto Tamara Urias| Fotos Leandro Carvalho

A

qui em Jaú temos a Praça da República, que popularmente é conhecida como Jardim de Baixo. Além de beleza, ali se encontra a cultura de um povo e histórias interessantíssimas. Segundo a professora de História Patrícia Alonso Alves, o espaço público, nas primeiras décadas da história de Jaú, era apenas um descampado onde pastavam animais e existia no local um chafariz para o abastecimento de água da população. A área era conhecida como Largo do Rosário, devido a uma capela localizada nas imediações. No final da década de 1880 foi construído no local o Theatro São Manoel, que tratava-se de um galpão rústico, sem cadeiras. A partir dessa época, o espaço passou a ser chamado de “Largo do Theatro”. Com o tempo a área ganhou árvores, mas a construção da praça em formato de peixe teve início por volta de 1910 na gestão do Prefeito Constantino Fraga. O responsável

22 Revista Energia

pelo projeto foi o engenheiro da capital João Ribeiro da Silva. Patrícia conta que, de modo geral, os jardins públicos eram frequentados principalmente pela elite social. Jornais da década de 1920 relatam casos de pessoas que chegaram a ser proibidas de transitar pela Praça da República por não estarem vestidas adequadamente, segundo os padrões da época. No centro da praça existe um coreto, considerado um dos mais antigos do país. Além dele, há o monumento da colônia sírio-libanesa de Jaú, inaugurado em 1928, em homenagem aos ilustres jauenses que, sob o comando de João Ribeiro de Barros, realizaram a travessia do Oceano Atlântico a bordo do hidroavião Jahu; a estátua do Manequen Pis, réplica da estátua localizada na praça central da cidade de Bruxelas, na Bélgica, datada do início do século XX e o monumento em homenagem aos combatentes da Revolução Constitucionalista de 1932, inaugurado em 1965.


A Praรงa Revista Energia 23


E tudo começa num banco... Quase 14h de uma sexta-feira, olho ao meu redor e me instalo em um banco perto do coreto. Em frente havia um grupo de estudantes que estava aferindo a pressão de quem ali transitava. No banco ao lado havia duas senhoras que, pela animação, estavam colocando o papo em dia; juntas observavam um álbum de fotos e gargalhavam, certamente porque percorriam lembranças. No banco da frente havia um pai com um garoto de mais ou menos dois anos. No banco ao lado, um garoto entretido com o celular parecia ter se desligado do mundo. Um pouco mais à frente, um casal de namorados com os dedos entrelaçados. Ao caminhar em direção à réplica do Manequem Pis, o menino fazendo xixi, me deparo com uma família: enquanto a mãe corria atrás do pequeno, o pai questionava alguns assuntos com a filha adolescente. Amigas se fotografavam com o celular. Uma mãe tragava um cigarro enquanto a criança se acomodava em outro banco. Alguns casais discutiam, outros se reconciliavam, um grupo fazia piquenique e havia também aquele que estava só, observando tudo ao seu redor com as pernas inquietas. Pessoas das mais variadas tribos e estilos transitavam por ali. Permaneço por mais alguns minutos e quase que num estalo o som dos passarinhos se torna melodia e o verde das árvores colore o panorama. É, talvez tenham razão, a praça tem o poder de recriar um novo mundo. Quase uma semana depois retorno com nosso fotógrafo em busca de histórias. Estamos no dia 14 de novembro, véspera de feriado. Tem gente andando com pres-

24 Revista Energia

sa, outros devagar, há encontros casuais e agendados. Leitor, convido-o a sentar-se ao meu lado para dividir as histórias de um banco da praça. Em um banco, um tanto distraída está a calçadista Cleonice Villas Boas Evangelista, 45, ao lado das filhas Luana e Andrieli. Ao abordá-la, ela conta que chegou a Jaú com 12 anos e que aquele dia era a primeira vez que se sentava em um banco da praça (parece mentira, mas pode acreditar). Ao questioná-la sobre o porquê, ela responde que quando mais jovem o pai não a deixava sair, e agora quando vai até o centro da cidade é tão rápido que não dá tempo de apreciar o local. “Na grande maioria das vezes são as minhas filhas que vêm, quando eu preciso vir é sempre vapt vupt. Hoje dei uma paradinha para tomar fôlego e contar a bufunfa”, diverte-se. No meio da conversa, a filha Luana conta que já frequentou a praça algumas vezes, à noite, para passear. A mãe intervém dizendo que foi escondido. Daiane Pires, 23, trabalha há seis meses no Hospital Amaral Carvalho e desde que começou neste serviço frequenta a praça. Para ela, é um local para encontrar amigas e colocar o papo em dia. “Aqui se tornou um ponto de encontro, distração e reflexão”. Desde os 12 anos Daiane reside na cidade, mas só há pouco tempo descobriu os benefícios da praça. “Antes era difícil eu passar por aqui, mas agora, trabalhando próximo, venho para cá. Fico em torno de 40 minutos. Os passarinhos, as árvores e o sossego transmitem uma energia diferente. Gosto muito daqui”.


Um trio bem humorado chama a atenção. No banco está a dona de casa Rosilene Mera Gomes, 27, sua mãe Marlene dos Santos Silva, 53, e seu pai, o aposentado Milton Mera Silva, 58. Rosilene atualmente mora em Belo Horizonte, para onde o marido foi transferido, e deu um jeitinho de levar a mãe. O pai reside em Dois Córregos. Com nostalgia eles recordam a época em que todos residiam na cidade vizinha. “Fez 35 anos que moro em Dois Córregos. Todo final de mês e de ano a gente vem para Jaú fazer compras e a paradinha na praça é praxe, aqui aproveitamos o frescor, a sombra, a água fresca”. Marlene conta que normalmente a família toda a acompanha, e isso inclui filhos e netos. Enquanto eles aproveitam para colocar o papo em dia, as crianças se divertem pelo local. Entre um diálogo e outro, ela lembra que quando vinham apenas ela e Milton, a praça servia de cenário para o casal apaixonado.

Diariamente Alessandra Rocha da Silva, 17, após alimentar-se aproveita o restante do seu horário de almoço para se acomodar num banco da praça, isso há quase um ano. Ela conta que reside próximo à avenida do cemitério, portanto, pela distância não dá tempo de ir todo dia até sua casa. Ali ela observa quem passa, ouve música, pensa na vida, fica mexendo no celular (foi assim que a encontramos, distraída com o aparelho) e faz algumas amizades. “Aqui é um ambiente calmo e gostoso, principalmente nos dias quentes. A flora do local me encanta”. Segundo Alessandra, sempre passa um amigo ou conhecido. Ali já trocou confidências, chorou, riu e teve momentos de reflexão. “Hoje, inclusive, estou esperando uma amiga para conversar”. Nos dias chuvosos a jovem vai para casa, mas diz que sente falta da calmaria do local. Sobre amizades ali conquistadas, ela conta que adora conversar, que isso facilita o contato com outras pessoas e que fez muitos colegas de praça. Num banco em frente à rua Major Prado está o atendente do Ministério do Trabalho, Antônio Donizete Fracaro, 52. Nascido e criado na cidade, o homem começou a frequentar o local pela aparência e sossego, há mais de 20 anos. Cada vez que passa por ali, fica em média 2 horas. “Vivemos numa correria e aqui acaba se tornando um escape”. Hoje, Fracaro é viúvo, mas enquanto a esposa era viva frequentavam juntos o local. Ele conta que os bancos são escolhidos alternadamente, onde há sombra e calmaria, lá está ele. “Eu gosto de ficar sozinho, se sentar alguém perto de mim e começar a conversar, isso me espanta”. Ali já tomou decisões importantes e hoje percorre temas como, ‘o que eu vou fazer amanhã’, se vai dar aula (ele é professor de geografia) ou continuar trabalhando como atendente. “Quando chego aqui é como se entrasse em outro mundo, os medos e angústias ficam para trás. A praça é espetacular”. 


Raça do mês

M

Maine Coon Por Heloiza Helena C. Zanzotti | Foto Leandro Carvalho

aine Coons são uma das maiores raças de gato doméstico cujo nome caracteriza seu local de origem, o estado americano do Maine, nos EUA. Além de suas características incomparáveis de tamanho e porte diferenciados, sua pelagem é lisa, lustrosa, pesada e à prova d’água, para proteger o animal do contato com a neve. Seu miado é um dos mais curiosos, por ser semelhante ao som de um grilo. Extremamente dócil, meigo e companheiro, é um gato de fácil adaptação e que necessita sempre de companhia. A natureza generosa do Maine Coon permite aceitar bem as crianças, outros gatos e até cães. Os Maine Coons são gatos altos, musculosos e de ossatura grande e forte. Os machos alcançam geralmente 10 quilos e as fêmeas aproximadamente 7 quilos. Os Maine Coons desenvolvem-se até atingir entre 3 e 5 anos de idade. A altura dos adultos pode variar entre 25 e 41 cm e atingir um comprimento de até 100 cm, incluindo a cauda que é longa, afunilada e com muito pelo. O tempo de vida médio do Maine Coon é de 12 anos e é geralmente uma raça saudável e resistente. Para aqueles que gostam de filhotes brincalhões, preparem-se! Mesmo quando jovens, agem como filhotes. Ainda assim, é uma raça de temperamento tranquilo. Os brinquedos são muito recomendáveis para esta raça – sua inteligência requer estímulo de atividade.

Maine Coons são fascinados por água e muitos passarão divertidos minutos brincando com seus potes de água ou tentando abrir uma torneira. E às vezes eles conseguem! Parte da popularidade do Maine Coon deve-se ao seu visual, mas a maior parte à sua excelente personalidade. Sua inteligência, afeto, encanto, independência, beleza e tamanho fazem destes magníficos felinos seres verdadeiramente singulares. Márcia Regina de Oliveira, 35, jornalista, é apaixonada por gatos desde a infância. Chegou a ter 40, que resgatava das ruas, deixando seus pais malucos. “Meu sonho sempre foi ter um tigre ou um leão, mas como sei que é impossível, fui buscar na internet uma espécie de gato grande. Foi quando encontrei essa raça tão especial que é o Maine Coon, ou Gigante Gentil”, diz Márcia. Esse macho da foto é o Tojo Polaris Charlie Haden, de 1 ano e 10 meses que pesa em torno de 9kg e foi importado da Noruega. Ele é um Bicolour Black Tabby Spotted e já participou de diversas exposições, sendo um “Internacional Champion” pela Fifè (Federação Internacional de Felinos). Atualmente ela tem 14 gatos da raça Maine Coon, mora em Barra Bonita e é proprietária do gatil Felina Folia, filiado ao Clube Brasileiro do Gato, reportado à Fifè, da França. E ela afirma: “Ter um Maine Coon é uma experiência única, é um sonho de gato...” 

Tojo Polaris Charlie Haden

26 Revista Energia


Esporte

Tênis de Mesa é inclusão Daniela Bassi com os alunos Dagoberto Alasmar e Caio Bacaicôa

O esporte melhora o astral, estimula e desenvolve a potencialidade de pessoas com deficiência motora 28 Revista Energia


Texto Eliete Musetti | Fotos Leandro Carvalho

J

á está mais que comprovado que a prática esportiva com regularidade traz inúmeros benefícios para a saúde física e mental. No caso dos portadores de necessidades especiais o esporte, além de melhorar a qualidade de vida, a autoconfiança, a autoestima, o fortalecimento da coordenação motora e o equilíbrio, tem também o importante papel de interação social em via de mão dupla: de um lado a mudança da visão da sociedade em relação às pessoas portadoras de necessidades especiais, e do outro a crença do próprio portador na realização das atividades desejadas, considerando as limitações e adaptações. Apaixonada pelo tênis de mesa e sempre disposta a trabalhar com projetos especiais, a atleta e técnica da Associação Jauense de Tênis de Mesa, Daniela Bassi, desenvolve desde 2006 projetos de inclusão para portadores de necessidades especiais. “Trabalhar com eles é muito gratificante, porém exige estrutura física e equipamentos adequados a cada uma das realidades, de forma que a falta dessas condições faz com que verdadeiros talentos sejam deixados de lado, ou limita o número de atletas que podem ser beneficiados por diferentes projetos”, afirma. Um exemplo de sucesso nota-se nos resultados obtidos pelo atleta Paulo Salmin. Com determinação e sob o comando da técnica, o jovem conseguiu se classificar para o ParaPanamericano de Guadalajara, no México, onde conquistou as medalhas de ouro e prata nas categorias equipe e individual. O resultado também lhe rendeu uma vaga para a Para-Olimpíada de Londres, em 2012. O fisioterapeuta Renato Augusto Durante ressalta que o tênis de mesa traz, além da atividade física, ganho em confiança e na autoestima, sendo um dos principais benefícios promovidos pela modalidade aos portadores de alguma deficiência. “A prática é muito importante para o sentimento de que tudo é possível, dentro das limitações e adaptações, na execução daquilo que deseja fazer”. Durante a prática, respeitar as limitações adequando modalidades e objetivos pessoais são imprescindíveis. O acompanhamento e a atenção na hora de executar um movimento também são extremamente importantes. “É neces-

sário respeitar todas as normas de segurança, evitando novos acidentes e o mais importante, estimular sempre o desenvolvimento da potencialidade individual”, comenta o fisioterapeuta. Mudança de vida Dagoberto Alasmar, cadeirante, vítima de poliomielite aos três anos de idade, teve sua vida sempre ligada ao esporte: já fez natação, xadrez e basquete, mas através do tênis de mesa teve uma grande mudança em sua vida. “Quando comecei a jogar tênis de mesa estava fazendo fisioterapia e tratamento de bloqueio da dor no ombro, devido a um problema na cartilagem, mas após algum tempo praticando o esporte não precisei mais desse tratamento”. Além do término do sedentarismo, que trouxe vários benefícios físicos, Alasmar que já participou da Liga Paulista, Jogos Regionais e até Campeonato Brasileiro, ressaltou a importância do esporte para a ressocialização e melhora do seu amor próprio. “Hoje posso dizer que a minha autoestima está em alta. A ressocialização também é outro ponto muito positivo, não me sinto um cadeirante, principalmente quando estou em um campeonato. Sou apenas um atleta pronto para encarar qualquer adversário. Sem contar que também sinto as pessoas me olharem como um competidor, independente da deficiência”. Outra realidade e a mesma paixão Vítima de acidente automobilístico aos 17 anos, Caio Bacaicôa, 23, também é cadeirante e trocou o sedentarismo pelo tênis de mesa. “Apesar de superados os traumas e da aceitação da nova realidade de vida, o comodismo quanto às práticas esportivas imperavam”. No final de 2012 o jovem conheceu a técnica Daniela através de outros cadeirantes que já treinavam, e apesar da indecisão inicial, decidiu praticá-lo. “O tênis de mesa está sendo uma experiência positiva e renovadora. Ele gerou bem-estar ao físico, ao psicológico e ao social”. Mesmo diante das adversidades e das dificuldades pela falta de apoio, seja do município ou da iniciativa privada, a continuidade e prosperidade desse relevante trabalho aguarda a adesão de novos patrocinadores, do governo estadual e ou federal. 

Revista Energia 29


Daniela Bassi e Caio Bacaicôa

Já está mais que comprovado que praticar esportes com regularidade traz inúmeros benefícios para a saúde física e mental dos praticantes, além de melhorar a qualidade de vida. Para as pessoas com deficiência, praticar esportes pode representar muito mais que saúde

30 Revista Energia


Revista Energia 31


Gente Fina

José Roberto dos Santos O homem que ajudou na construção da Rádio Energia FM hoje acompanha o cantor Daniel e outros famosos pelo mundo todo

Texto Tamara Urias | Fotos Leandro Carvalho

D

ezembro tem uma magia diferente. Particularmente, é um dos meses que mais me encanta. Os sorrisos são mais visíveis, as histórias inspiradoras [não que nos outros meses não sejam, mas neste período elas tomam outra proporção], a esperança com toda sua fortaleza paira no ar, mostrando que tudo é possível! O nosso Gente Fina desta edição me fez recordar um livro que adquiri há pouco mais de um ano: “Nunca desista de seus sonhos”, Augusto Cury. Natural de Pirangi, SP, ali vivia um jovem alto, de estatura e sonhos. Morava em um sítio e como todo bom garoto ajudava seu pai na roça. O trabalho pesado nunca foi problema, mas havia uma sementinha de “quero mais”. José Roberto dos Santos, 56, empresário, marido, pai de Keila e Larissa, e dono do Pingo, um yorkshire que o acompanha em suas pedaladas. O pai tinha condições de mantê-lo no sítio, mas ele conta que não se sentia à vontade em pedir algum dinheiro. “Era justo, afinal eu trabalhava com ele, mas eu me sentia mal e queria ter meu próprio dinheiro”. Foi quando aos 18 anos tomou uma decisão que mudaria todo o seu destino. Decidiu sair de casa, conquistar, ter seu negócio próprio, mas a decisão não agradou seus pais. “Eles foram contra, mas eu fui”. 32 Revista Energia

Pegou suas malas e foi para Ribeirão Preto. Começou como digitador do processamento de dados do Banco Mercantil do Estado de São Paulo e em um ano tornou-se gerente do setor, até surgir a oportunidade de vir para Jaú onde, pouco tempo depois, foi chamado para ingressar na Rádio Energia FM, que nascia nesta cidade. Resolveu abraçar uma ideia, acreditou no trabalho e em sua pessoa. Dedicou-se e as dificuldades se transformaram em pequenas pedras que foram chutadas para longe. Um dia decidiu montar sua própria empresa artística e hoje colhe frutos. Durante a entrevista, o que me toca é a confiança que sempre esteve presente. Mais uma vez uso uma citação de Cury, “Liberte sua criatividade. Sonhe com as estrelas, para poder pisar na lua. Sonhe com a lua, para poder pisar nas montanhas. Sonhe com as montanhas, para pisar sem medo nos vales das suas perdas e frustrações. Apesar dos nossos defeitos, precisamos enxergar que somos pérolas únicas no teatro da vida e entender que não existem pessoas de sucesso ou fracassadas. O que existe são pessoas que lutam pelos seus sonhos ou desistem deles”. Meu amigo leitor, desejo do fundo do meu coração que você nunca desista de seus sonhos, por mais que pareçam impossíveis.


Você viu a Rádio Energia nascer. Como surgiu o convite para integrar esta família? Na época, meu sogro Antenor Zago administrava a Rádio Piratininga e precisava de alguém para ajudá-lo. Ele me chamou, eu já era gerente no Banco Mercantil, mas aceitei e vim para Jaú em 1986. Foi a primeira vez que entrei em uma rádio. Após um tempo, um dos diretores me convidou para administrar um novo empreendimento. Era a rede 97 de Rádio e Televisão, que hoje é a Rádio Energia FM. Fiquei um tempo em Monte Alto, onde já existia a rádio. Fiz boas amizades como a do Cláudio Veloso e Lúcia Barizza. Em 1991, a Rádio foi inaugurada com uma proposta diferente de tudo que existia, e se transformou em um grande exemplo a ser seguido. Nenhum início é fácil. Houve dificuldades neste período? Quando a Energia veio para Jaú, de início era um sonho, os materiais ainda restritos, tínhamos uma concessão provisória. Mas com trabalho (íamos para a rua e batíamos de porta em porta) e dedicação, colocamos a rádio no ar e com crédito no mercado. Durante este período, lembro um dia quando retornava de Monte Alto, sofri um acidente e deu perda total do

carro, fiquei bastante machucado. Com o dinheiro da sucata comprei uma Brasília 77, e ainda em recuperação ia trabalhar, afinal, estávamos no começo e eu tinha me comprometido. Pouco tempo depois minha esposa bateu a Brasília. E eu precisava visitar o cliente a bordo do carro batido e com a testa “rachada” do acidente. Como tinha vergonha e queria passar uma boa imagem para o cliente, sempre deixava o carro uns dois quarteirões longe do local (risos). Como era a relação José Roberto e empresa? Os diretores da rádio sempre foram verdadeiros pais para mim, me davam muito apoio, além de confiarem bastante. Nós começamos a montar a nossa equipe, contratamos jovens, como o Márcio Rogério e o Cláudio Veloso, que tinham a cabeça aberta. Dali em diante confesso que formamos uma família. Eu sinto muito orgulho de ter feito parte desta equipe e hoje, ao visitar, ainda me sinto em casa. Ao ser anunciada como uma rádio sertaneja, ela causou alvoroço e dúvidas. Como foi este período? É até engraçado, mas na época, quando saiu o boato que

“Quando se acredita em si, no seu trabalho e no sonho, é só buscar que acontece. Eu sempre tive garra e vontade de crescer”

Revista Energia 33


uma nova rádio iria se instalar na cidade e trazer um estilo diferente, muitas emissoras mudaram sua programação, de pop rock voltaram para o sertanejo antigo, de raiz, pois acreditavam que este seria o nosso estilo. Já no primeiro ano de fundação fizemos uma festa na Praça Centenário e ali acredito que foi a consagração da Rádio. Em dois anos tínhamos conquistado muitas coisas, adquirimos equipamento próprio, torre e o reconhecimento do público. Durante quanto tempo você ficou aqui? Fiquei por cinco anos, fui embora quase no 5º aniversário da Rádio, quando fui convidado pela terceira vez pelo Hamilton, HRP, para ingressar a equipe e trabalhar com João Paulo & Daniel, Rick & Renner, então decidi ir. O que fez você acreditar e viver este sonho – a Rádio? Quando se acredita em si, no seu trabalho e no sonho é só buscar que acontece. Eu sempre tive garra e vontade de crescer. Acredito que quando se tem caráter e um nome a zelar, não dá para retroagir. A rádio não era minha, mas eu vestia a camisa, trabalhava por ela, queria ver o negócio próspero. Quantos finais de semana fiquei em casa, sintonizado na emissora para ver se as coisas estavam caminhando bem, o que os locutores estavam fazendo, se alguém tinha entrado fora do horário e isso eu fazia isso com prazer.

34 Revista Energia

Na sua infância, chegou a imaginar que chegaria onde está? É engraçado como a vida nos direciona para caminhos jamais imaginados. Eu comecei a cursar Educação Física em Jaboticabal. Na época eu morava em Pirangi e toda noite viajava 50 km para fazer karatê e assistir aula. Logo em seguida me machuquei fazendo educação física e tranquei o curso. Pouco tempo depois fui para Ribeirão Preto, onde iniciei no curso de Direito. Nesse meio tempo senti que deveria arru-


mar trabalho para me manter. Foi aí que arrumei o emprego como digitador no Banco Mercantil. Uma coisa foi puxando a outra, a minha passagem pela Energia FM me fez conhecer João Paulo & Daniel, através do Hamilton, na época empresário da dupla, e também do Rick & Renner. Quem é o Zé marido e pai? Como pai sou um cara ignorante, tenho ciúmes das minhas filhas e não admito que alguém fique olhando para elas perto de mim. Mas posso dizer que sou um paizão, somos amigos e estou sempre apoiando as duas em suas decisões. Quanto à minha esposa, Viviane, só o fato de ela me aguentar há 33 anos já dá para perceber o quanto ela é especial. (risos). Eu tive muitos momentos difíceis e em todos ela me apoiou. Eu só tenho que agradecer a Deus por elas existirem e fazerem parte da minha vida. E terem me dado todo este suporte para continuar na luta até hoje. A estrutura familiar é muito importante. Quais seus planos para o futuro? Viver! Você falou de sonhos, eu não sou um cara materialista, sigo a doutrina espírita. Acredito que se Deus continuar me dando a força que estou tendo, serei um cara eternamente feliz. Acredita que as passagens foram importantes para se tornar quem é? Tudo foi aprendizado. Quando estamos na barra da saia da mãe não damos muito valor às coisas. A gente começa a aprender o que é a vida quando começa a passar necessidade ou a ter trabalho para ganhar. Eu tive uma lição muito grande em relação a tudo que me aconteceu durante esses anos e posso dizer que as experiências não foram fáceis. Algo bom que vou levar comigo é ver onde estou. Tenho ótimas pessoas ao meu lado, um cachorro maravilhoso, o Pingo, que vai aonde eu vou, eu até adaptei uma cadeirinha de criança no guidão da bicicleta e quando pedalo ele vai junto latindo, isso é tudo para mim. Uma coisa que sinto von-

tade é encontrar todos os diretores da Energia e dizer Muito Obrigado por tudo. Acha que durante a nossa trajetória encontramos anjos? Sem dúvida, um deles foi o Daniel e o Sr Camilo. Quando montei minha empresa, tive momentos difíceis. Investi na carreira artística e me decepcionei muito, ali eu percebi quem eram realmente meus amigos e foram eles que falaram vem, nós precisamos que você, e isso foi muito importante. Eu só tenho que agradecer. Como foi sua saída da casa dos pais? Sofri muito em Ribeirão Preto, porque na época eu tinha que viver com o que eu ganhava como digitador. Se eu pagava a faculdade, não tinha dinheiro para comer, se comia não tinha dinheiro para pagar a faculdade. Fazia apenas uma refeição por dia e isso nunca contei para os meus pais. Morava numa república com 14 pessoas. Nós dividíamos o aluguel e quando tinha comida, dividíamos também. Lembro de uma vez que eu não tinha nada para comer, mas tinha exatamente o dinheiro da passagem de ônibus que estava guardando para ir a Pirangi visitar meus pais. Naquela semana deu certo de minha mãe ir até Ribeirão, e sempre quando ela ia levava pães e frutas. Ela levou uma rosca doce e um abacate. Eu estava com tanta fome que quando ela foi embora peguei aquele abacate, bati com um leite que estava na geladeira, fiz um vitaminado e comi a rosca inteira. Resultado, o dinheiro que eu havia guardado gastei na farmácia, de tão mal que eu passei. Outra recordação é da república que ficava a uns 5 km do trabalho. Eu fazia faculdade à tarde e em seguida ia para o banco. Saía de madrugada e neste horário não havia ônibus, eu tinha que retornar para casa andando. Certa vez, antes de ir para o trabalho, passei na padaria e comprei meio quilo de bolacha Maria. Mas naquela madrugada, quando estava voltando para casa peguei uma chuva no caminho (gargalha) e aquela bolacha ficou mole, mas você precisava ver como era gostoso comer aquela pasta de bolacha (diverte-se). 

Revista Energia 35


Energia

Nathália Lopes

Garota

Por Leandro Carvalho

Ficha técnica:

Fotos e Produção: Leandro Carvalho Looks: Pró Modas Fone: 3416 7779 Cabelo e make:Tide Junior Fone: 3416 7557 Locação: Paradiso Nail Bar Fone: 3032 0121 Joias: Érica Módolo Fone: 98128 1900 Quer ser Garota Energia? É super fácil e não custa nada! Vá até o Fena Foto na Edgar Ferraz, 171, agende um ensaio fotográfico gratuito e ganhe de presente duas fotos, uma delas é para você e a outra entregue na recepção da Energia FM para seleção. Aí, é só torcer! 36 Revista Energia


Revista Energia 37


Capa

Então é

Natal O mês de dezembro chegou e o espírito de Natal já toma conta das pessoas. Um clima diferente envolve esta época do ano. Enfeites natalinos decoram portas, janelas, varandas, shoppings, lojas e cidades

Texto Heloiza Helena C. Zanzotti

38 Revista Energia


Óticas Precisão

Paula Mesquita

Revista Energia 39


Muito mais que tradição Quem passa pela esquina da Lourenço Prado com a Quintino Bocaiúva neste mês de dezembro se depara com a belíssima decoração das Óticas Precisão. Uma empresa de visão não é a que faz o cliente sair da loja de sacola nas mãos, mas a que faz o cliente sair com um sorriso no rosto. Esta é a filosofia da empresa, uma das poucas que ainda investem alto na decoração de Natal. À frente da empresa, Alaélia de Lurdes Castro Bassan explica que, mais que um investimento, a ornamentação busca fazer com que o cliente se sinta acolhido pela empresa. E que a população se encante e entre nesse espírito de festa. Ela diz que essa é a época do ano em que as pessoas estão mais sensíveis, é tempo de reconciliação, as famílias se reúnem e a maioria lembra que a paz é um sentimento muito importante para o mundo. Para ela, é imprescindível que uma empresa se preocupe com a valorização das pessoas e crie mecanismos para que elas se sintam felizes e motivadas. “Desde o início de nossas atividades assumimos o compromisso com a qualidade e o respeito aos valores humanos. Achamos importante deixar a cidade mais bonita para a sociedade, então fazemos a nossa parte”, diz Alaélia. Modelo de gestão O enfeite de Natal é apenas um detalhe, mas a atenção

40 Revista Energia

aos detalhes demonstra que a empresa que se importa com a sociedade ama o que faz. E este modelo de gestão faz toda a diferença. Destinar recursos financeiros para melhorar a qualidade de vida da comunidade em geral é uma preocupação das Óticas Precisão, que ao longo de todo o ano encabeça campanhas de fundo humanitário como desfiles beneficentes, atendimento a pessoas carentes, além de diversas ações em escolas e obras assistenciais. De acordo com esta abordagem, a empresa cumpre sua responsabilidade social na medida em que proporciona alguma melhora nas condições de vida de tantas pessoas. Muito se fala atualmente em responsabilidade social, mas é importante entender que essa questão abrange muito mais do que simples doações financeiras ou materiais, e que vai muito além do marketing social. Ela é, na verdade, o comprometimento permanente da empresa em adotar um comportamento ético e contribuir para o desenvolvimento global da sociedade, o que tem pautado constantemente as ações das Óticas Precisão. Papai Noel, pelo terceiro ano Além da decoração na loja e em toda sua fachada, do presépio caprichosamente montado todos os anos em sua vitrine, a presença do Papai Noel também é indispensável. Pelo terceiro ano consecutivo Óticas Precisão abraçou a ideia e assumiu o compromisso, junto com a Energia FM e seus parceiros, de abrilhantar as comemorações de Natal com a chegada do Papai Noel. E este ano ele chegou em grande estilo, descendo pelo prédio, encantando todos os presentes e fazendo a alegria da criançada. Tudo pensado para chamar a atenção das pessoas e lembrar que Natal não é apenas uma festa do calendário anual, mas um momento de fé, esperança e união. Felicidade: a missão Para Alaélia Bassan, manter estas tradições, investir e ultrapassar todas as barreiras compensa. E ela tem razão. Pesquisas no campo empresarial comprovam que os clientes mudam o comportamento quando se deparam com uma bela decoração de natal: eles ficam mais alegres, tranquilos e propensos à generosidade. Assim, a missão das Óticas Precisão é fazer com que as pessoas se sintam felizes. E como diria a poeta americana Maya Angelou: “As pessoas se esquecerão do que você disse. As pessoas se esquecerão do que você fez. Porém, as pessoas nunca se esquecerão de como você as fez sentir”. 

Fotos: Arquivo Pessoal

E

mbora seja uma tradição que acompanha tanta gente, geração após geração, a verdade é que as festividades natalinas, nos últimos anos, vêm perdendo parte do brilho e da dedicação da população em geral. Atualmente poucas são as residências e empresas comerciais que investem em decoração de natal. As lojas são todas enfeitadas no final de cada ano, mas atualmente a maioria delas faz isso de forma modesta, com gastos reduzidos. Na contramão desta contenção de despesas existem empresários que continuam investindo muito para cultivar a tradição enfeitando seus estabelecimentos, e em alguns deles a decoração é tão bonita que pessoas levam crianças e toda a família para admirar e tirar fotografias. A crença dessas empresas está em manter viva a tradição, proporcionar alegria à sociedade e acreditar que cada um deve fazer a sua parte para tornar o mundo melhor. Estas são empresas socialmente responsáveis, que se preocupam não apenas com o lucro e a qualidade de seus serviços, mas com o bem-estar da sociedade, de seus colaboradores e clientes.


Quem passa pela esquina da Lourenço Prado com a Quintino Bocaiúva neste mês de dezembro se depara com a belíssima decoração das Óticas Precisão.

Revista Energia 41


42 Revista Energia


A RE traz sugestões que cabem no seu bolso, vale a pena conferir! pulseira

R$

43,00

Érica Modolo Fone: 98128.1900

Brinco Folheado a ouro

33,00

R$

Colar Folheado a ouro e zircônias

R$

Anel Folheado a ouro arabesco

49,99

R$

50mil Manos Fone: 2104.2369 Loja 1:Rua Major Prado, 64 - Centro Loja 2: Jaú Shopping

Tênis Red Nose

R$

149,90

Body

*Preços válidos enquanto durar o estoque

R$

35,00 Tênis all Star

R$

110,90

43,00

Fotos: Leandro Carvalho

Amigo Secreto


ÉLuxo mais que

Foto: Divulgação

Atuando no ramo da perfumaria fina e cosmética, a empresa Ares Perfumes & Cosméticos vem rapidamente ganhando espaço no cenário nacional. Com o compromisso de desenvolver o melhor perfume do Brasil, a empresa oferece uma variada linha de produtos de alta qualidade, fabricados com matéria-prima importada e alinhados com o que há de melhor no mercado internacional. A maior novidade é a recente inauguração de uma unidade Ares no Território do Calçado de Jaú. Passe lá para conferir os produtos da linha casa, corpo e banho, make-up e lógico, os perfumes, que são o grande diferencial da marca. 


QuemfezJahu

Texto Heloiza Helena C. Zanzotti

Jarbas Faracco

C

asado há 63 anos com Adalgisa Faracco, 80, pai de Rosângela, Márcia e Sandra, conheça um pouco mais deste homem, considerado o maior incentivador da indústria calçadista em Jaú. Nascido em 30 de maio de 1929, ele foi vereador, presidente da Câmara Municipal em 1967 e prefeito de Jaú, tendo exercido o seu mandato de 01 de fevereiro de 1969 a 31 de janeiro de 1973. Citado no livro “Dos Farrapos à Urna Eletrônica”, do empresário Hamilton Chaves, como um dos grandes administradores da cidade, teve papel fundamental para que Jaú se tornasse o que é hoje. Por volta de 1950 as fábricas de calçados começaram a se desenvolver no Brasil. Em 1951 o empresário Romeu Musegante contratou Jarbas Faracco, um jovem técnico, para montar em Jaú a Fábrica de Calçados Musegante, de sapatos masculinos. Não havia mão de obra especializada e coube a Jarbas treinar e qualificar funcionários. A indústria calçadista foi se desenvolvendo na cidade e após cinco anos Jarbas montou no fundo de sua casa, junto com sua esposa, uma pequena fábrica onde produzia calçados com um designer completamente diferente, voltado ao público feminino.

46 Revista Energia

Isso chamou a atenção dos lojistas e sua produção logo cresceu. Em 1959 ele iniciou a construção de um prédio próprio e como industrial incentivava seus funcionários a abrirem suas próprias fábricas, sendo que a maioria entrou também para o ramo do calçado feminino, pela especialização de mão-de-obra adquirida. Assim, aos poucos Jaú foi se tornando a capital do calçado feminino do Estado de São Paulo, e Jarbas Faracco o maior mestre da indústria calçadista local. Como prefeito, lutou para deixar a cidade com um Plano Diretor, modernizou a Prefeitura e deixou tudo praticamente pronto para a gestão seguinte, pois não tinha intenção de ser prefeito novamente. Quando foi empossado prefeito recebeu do povo uma chave, símbolo da entrega da cidade para sua administração, e foi dele o decreto que doou esta chave ao patrimônio público, para que se tornasse um símbolo da transmissão do Poder Executivo da cidade de Jaú. Junto com a chave foi entregue um cartão de prata onde estava escrito no verso: “Do prefeito Jarbas Faracco ao prefeito empossado Waldemar Bauab”, e onde deveriam ser escritas, posteriormente, as futuras transmissões de poder. A RE conversou com Márcia Rejane Faracco, empresária, filha de Jarbas Faracco que diz: “Meu pai sempre foi muito correto, exigente e bom. Ajudou muitos funcionários a comprarem suas casas, muitas pessoas são gratas a ele”. Márcia conta que o pai tinha como hobby a caça e a pesca. “Ele, inclusive, tinha cães perdigueiros. Também gostava de alugar um ônibus e levar amigos e funcionários para pescarias no Mato Grosso. Quando voltava, distribuía os peixes entre os amigos que não tinham ido”. Ela afirma que os pais sempre foram muito unidos e que a mãe o acompanhava em tudo, inclusive em diversas pescarias. Homem de poucos, mas bons amigos, é muito respeitado na sociedade local. Por um decreto do então prefeito João Sanzovo Neto, em 2004, o Paço Municipal passou a chamar-se “Paço Municipal Terra Roxa – Prefeito Jarbas Faracco”. Atualmente aos 84 anos, Jarbas Faracco mora em Jaú, ao lado da esposa, e é Márcia quem conta: “Ele realizou tudo aquilo que quis. Muito caprichoso, teve uma fazenda modelo no Mato Grosso, teve gado, construiu um prédio, foi prefeito. É uma pessoa realizada e um exemplo para todos”.


Look de artista

Revista Energia 47


Look de artista

48 Revista Energia


Revista Energia 49


Fotografia Leandro Carvalho Modelos Nuriellem Carlino e Merolem Liduena Beleza Tide J煤nior | Style Vestylle Megastore | Acess贸rios Bia Nunes

Look de artista

50 Revista Energia


Revista Energia 51


Varal

Fotos Leandro Carvalho

Érica Módolo:

Fone: (14) 98128.1900

Arezzo

Jaú Shopping Piso Superior Fone: (14) 3416.7737

Luciana Semijoias Av. Dr. Quinzinho, 110 Fone: (14) 98136.3324

52 Revista Energia

M. Officer

Jaú Shopping Piso Térreo Fone: (14) 3426.0831


Sancher

Al. Coronel Joaquim de Oliveira Matozinho,26 Fone: (14) 3416.9917

Ana Banana

Território do Calçado Fone: (14) 3032.8888

The Ocean Breeze Rua Campos Salles, 303 Fone: (14) 3416.7287

Gold Silver

Jaú Shopping - Piso Térreo Fone: (14) 3416.1858

Revista Energia 53


54 Revista Energia


Espiritualidade

Luzia Stรกbile dos Santos

56 Revista Energia


O poder

das energias cósmicas, do toque e daSSS

Terapias alternativas, hoje intituladas complementares ou integradas, estão sendo alvo de pesquisas científicas, pois andam de mãos dadas com a medicina, humanizando o atendimento e tratando o paciente em sua completude Texto Flávia Cardoso França | Fotos Leandro Carvalho

A

s mãos, além de cumprimentarem, indicarem, tocarem, acenarem, afagarem, ofertarem, serem usadas como prática de fé e servirem de apoio e ferramenta para tantas necessidades básicas de sobrevivência, são um canal inesgotável de energia que, se canalizado por pessoas que objetivam o bem, é capaz de restaurar forças, atuando na reparação dos mais diversos males. O Benzimento como tradição atemporal Uma técnica procurada por muitas pessoas por aliviar dores e curar doenças físicas, psicológicas ou espirituais é o Benzimento. Ainda nos dias de hoje, com os avanços da medicina, a tradição da reza perdura e um dos motivos pode

ser a fé, isto é, a ligação da pessoa que benze com a grande crença nas forças divinas. A RE encontrou no município de Bariri, SP, a dona Luzia Stábile dos Santos, 70, benzedeira desde os 12 anos de idade, uma senhora muito simpática e querida pelos moradores. “As pessoas me procuram por vários motivos e na maioria das vezes com crianças no colo. Quebranto, mau olhado, sapinho na boca, pesadelos constantes, dores na cabeça e no corpo, inquietação espiritual são problemas comuns entre as queixas e pedidos de ajuda que recebo”, declara dona Luzia, muito feliz e satisfeita com a possibilidade de amparar e proteger o semelhante. Questionada se considera tal auxílio um dom, a moradora baririense afirma que sim. “É um dom que recebi, pois minha

Revista Energia 57


mãe também benzia. Aos doze anos senti uma vontade absurda de colocar a mão sobre um pé enfermo e rezar, apenas pedir com muita fé para que Deus, com seu poder misericordioso, restaurasse a saúde naquele membro. Sendo atendida pelo nosso criador, compreendi que tinha vocação para ajudar as pessoas e hoje não há nada que me faça mais feliz que alguém agradecendo pela graça alcançada”.

O equilíbrio, a paz interior e a cura física, espiritual ou emocional, ao alcance das mãos Segundo o dicionário, benzer significa fazer o sinal da cruz, e é assim que começa o ritual. Dona Luzia sente a energia por meio do toque, mas também consegue perceber quando a pessoa está carregada de energias ruins como a inveja, somente com o olhar. “Meus olhos ardem, é muito forte, eu chego a chorar quando sinto vibrações negativas. A solução é rezar, e isso independe de religião, basta crer em Deus, sou espírita, mas tenho a ajuda dos meus santos de devoção, que são espíritos que alcançaram a luz”. A benzedeira não faz uso de muitos elementos catalisadores, mas indica alguns remédios naturais, de fabricação caseira, como receitas com a semente de abóbora, que traz inúmeros benefícios à saúde. Mesmo com a confiança profunda de dona Luzia no pai

58 Revista Energia

eterno, não existe cura sem que o receptor também esteja propenso a receber a graça. “Criamos um campo cheio de magnetismo favorável, capaz de restaurar as forças e as energias que foram gastas”, conta a benzedeira. Quanto questionada a pedidos de ajuda para negócios ou desamores, dona Luzia se arrepia. “Eu quero ajudar, mas não faço trabalhos que não sejam as rezas, não entendo de feitiços, nem de sacrifícios. Sou do bem, recebo as pessoas com prazer, sem cobrar, não há recompensa maior que uma mãe feliz por ter o filho dormindo em paz”. As mãos desempenham um papel fundamental nesse processo, pois, além do sinal da cruz, elas tocam o corpo enfermo, sentem a energia, a dor, e assim a benzedeira reza, pedindo para que se afastem todos os males da pessoa. É uma técnica muito simples, que também não depende de religião, de horário ou local. Basta ter fé, otimismo e boas vibrações. O Reiki e sua energia reparadora A fim de explorar tal teoria, A RE conversou com a jauense Joara Sampaio, terapeuta corporal/holística e esteticista, que explicou em detalhes o poder de sua terapia favorita, o Reiki, da qual tem o título de Mestre. “Trata-se de um tratamento complementar, sem nenhum vínculo religioso, que não substitui nenhum procedimento científico convencional, como a medicina ou a psicologia, entretanto auxilia muito, pois é um método natural de cura. Por meio da imposição das mãos é possível canalizar e transmitir a energia disponível no univer-


so para promover o bem-estar.” Segundo Joara, que há muitos anos realiza atendimentos em clínicas, residências, spas e salões de beleza, o Reiki é um repositor energético inteligente, pois atua exatamente onde existe uma debilidade, e pode ser aplicado em plantas, animais, pessoas, objetos, alimentos ou água. A terapeuta afirma também que o procedimento é muito prático e simples, pode ser realizado em qualquer local, não precisa de aparelhos ou cremes e pode ser aplicado à distância, como em locais de conflitos, escolas ou hospitais. Outra vantagem é que, diferente de todos os outros tratamentos, o Reiki não desgasta o terapeuta. “Quanto mais aplicamos, mais nos recarregamos. É um procedimento neurorelaxante, frequentemente meus clientes dormem durante uma sessão, que dura aproximadamente uma hora. Cada sessão de Reiki equivale a três horas de sono bem dormido. Por tratar-se de uma terapia holística, trata a pessoa como um todo, visando a equilibrar o físico, mas também o emocional, o mental e o espiritual, ajudando a libertar emoções bloqueadas, promovendo a calma, a satisfação e o contentamento”. Ansiedade, dores, insônia, fadiga, depressão, medo e stress são alguns motivos que prejudicam as funções do corpo e levam as pessoas a procurarem terapias alternativas como o Reiki, pois a prática diminui o uso de remédios controlados, atua na prevenção de problemas e na harmonização de transtornos inevitáveis. Joara esclarece que para aplicar o Reiki é necessário passar por uma iniciação feita por um Mestre habilitado. “Para entender o que acontece na

sintonização, podemos pensar numa metáfora. O ser humano pode ser comparado a uma instalação elétrica completa, com uma lâmpada que não acende por estar mal enroscada. O que o Mestre faz é ajustar o contato da lâmpada. Quando a luz acende, tornamo-nos um canal de energia Reiki, um meio através do qual a energia universal pode ser conduzida. A partir de então, essa força cósmica espontânea é ilimitada, e passa a ser transmitida com o simples gesto da imposição das mãos”. De acordo com a Mestre jauense, mesmo com tantos benefícios comprovados por meio de pesquisas científicas, a energia reparadora do Reiki ainda não conseguiu um espaço nos hospitais locais. “Nos EUA os terapeutas ganham para isso. No Brasil há poucos hospitais que implementaram núcleos nesse sentido, com cuidados integrativos e ações focadas na qualidade de vida dos pacientes e seus acompanhantes”. Para concluir, Joara esclarece: “Os médicos dão o diagnóstico e receitam os remédios; eles salvam vidas. Os enfermeiros são os intermediários, a porta entre o enfermo e a família; pessoas dedicadas que cumprem à risca o tratamento; eles também salvam vidas. Nós, os terapeutas, ofertamos o nosso tempo, passamos uma hora com uma única pessoa; olhamos nos olhos, tocamos o corpo e afagamos a alma. O puro amor passa pelo nosso sistema cardíaco, tornamo-nos um com nosso semelhante e o coração dele vibra. Esse é o verdadeiro Namastê, o nosso ‘eu divino’ saúda o ‘eu divino’ do nosso receptor, e quanto mais harmonia nele, mais existirá em nós”.

Joara Sampaio

Revista Energia 59


No! Espetinho Arte do churrasco no palito

S

ob nova direção e totalmente reformulado, No! Espetinho convida você para conhecer suas instalações: com nova decoração, ambiente climatizado, familiar, área kid´s e monitora. Com atendimento personalizado e equipe treinada para melhor atender as exigências dos seus clientes, No! Espetinho trabalha com matéria-prima selecionada e temperos especiais, o que garante muito mais sabor em seus produtos. Além disso, a variedade de espetinhos agrada

60 Revista Energia

a todos os paladares, inclusive aos vegetarianos com uma linha especial. E você ainda pode contar com uma estrutura completa para atender qualquer tipo de festa e eventos empresariais, enfim, para qualquer comemoração que exija um excelente atendimento, com a certeza de que todos serão muito bem servidos. E se quiser preparar seu próprio churrasco, saiba que todos os espetinhos podem ser reservados e retirados no dia do seu evento. Ou utilize o Disk Espetinho: 14 – 3622 6227.


Revista Energia 61


Moda Por Caroline Pierim

moda@revistaenergiafm.com.br

Roupas e Acess贸rios: Hot Seven Rua Amaral Gurgel, 523 Centro - Ja煤 Fotos: Leandro Carvalho Modelo: Caroline Pierim


Com que roupa eu vou? O final de ano está chegando e todo mundo só pensa em uma coisa: que roupa usar nas festas? A Revista Energia desse mês vai ajudar você nessa escolha. As rendas e paetês continuam em alta e como sempre são os queridinhos no quesito festa, mas que tal inovar usando cores vibrantes ou estampas que estão em evidência e que podem render vários looks depois do final de ano? Outra peça certeira é o vestido: aposte em modelos com rendas aplicadas e transparências, que estarão em alta nesse verão, realçando partes do corpo e dando um ar de feminilidade ao visual. Também é legal ressaltar a superstição, na questão das cores, para atrair o que deseja na passagem de ano. O azul representa a esperança e maturidade; o rosa atrai beleza, romance e amor; o branco é a cor universal da paz, atraindo fé, equilíbrio e ternura; o vermelho atrai a paixão; o amarelo atrai sorte e oportunidades e o verde é a cor da fartura e de boas energias. E aí, já decidiu em qual delas você vai apostar? 


Fitness

Por Marcelo Macedo “Tchelinho” crefito: 169450-F | cref: 044143-G/SP

Mais conhecido como corrida de rua, o pedestrianismo é uma das atividades físicas que mais vem crescendo em todo o país, pois tem como características principais a facilidade de sua prática, o baixo custo, a integração social e a paisagística.

64 Revista Energia

Foto: Divulgação

Corrida de rua


A

partir dos anos 90 houve uma quebra do tabu existente de que corridas de rua eram apenas praticadas por atletas de elite. A corrida de rua vem crescendo e está atraindo cada vez mais adeptos. Algumas características dessa atividade são responsáveis pelo aumento no número de participantes a cada ano, entre elas destacam-se a busca de saúde e satisfação pessoal, além de contribuir para novas amizades. Ela integra jovens e idosos, mulheres e homens, atletas profissionais e amadores, cada um com seu ritmo, desempenho e objetivos pessoais. Os benefícios da corrida são inúmeros, tanto físicos quanto psíquicos. O coração torna-se mais forte, diminuindo as chances do aparecimento de doenças cardiovasculares (como infarto e hipertensão arterial). Ocorre também melhoria no controle da pressão arterial de repouso, normalização das taxas de glicemia e a redução do colesterol (diminuindo os riscos

de AVC). Ela estimula ainda a função dos sistemas cardiorrespiratório e vascular, aumentando a capacidade cardíaca, pulmonar e, como se não bastasse, há a liberação de endorfina, uma substância localizada no cérebro que proporciona uma sensação de prazer e bem-estar físico, diminuindo assim o estresse e a ansiedade.

Todos podem praticar esse tipo de atividade, desde que faça uma avaliação médica inicial, não ultrapassando o limite do seu corpo A corrida é considerada como uma das atividades físicas mais eficazes para a queima de calorias. Em média, uma corrida de 50 minutos para uma pessoa de 70 kg queima cerca de 500 a 600 calorias, porém o número exato de calorias varia de acordo com o peso do indivíduo, intensidade do exercício e condicionamento físico. 

Dicas importantes para quem quer começar a correr 1. Realize alongamentos antes e depois. 2. Faça um pré-aquecimento de forma lenta e progressiva, começando por uma caminhada nos primeiros 10 minutos. 3. Após a corrida, desacelere seu organismo para evitar lesões.

4. Hidrate-se bem antes, durante e depois da atividade. 5. Utilize roupas adequadas. 6. Controle sua frequência cardíaca. 7. Utilize tênis apropriado, com amortecedor e de acordo com sua pisada (pronada, supinada ou neutra).

Revista Energia 65


club

Social

1

social@revistaenergiafm.com.br

Para comemorar o dia do radialista, a equipe da Energia FM se reuniu no Bar do Português. Chopp gelado e deliciosas porções regaram a noite. Com ambiente agradável, o bar se tornou referência e parada obrigatória para as reuniões entre amigos.

2

Fotos: Arquivo pessoal

A opção certa

3

4

5

1

1. Marcelo Mendonça, Leandro Carvalho, Junior Borba, Márcio Rogério e Jean Mendonça 2. Joice Lopez, Talita Gomes, Karen Aguiar e Milene Perez 3. Érika Lopez, Najla Moraes, Naiara Brizzi e Camila Perobelli 4. Dú Jaú, Heloiza Helena, Cláudio Veloso e Sérgio Bianchi 5. Vera Almeida, Silvio Pacheco (Dito Leite), Tamara Urias, Miguel Ursini e Mirela Moraes 66 Revista Energia


Obrigado! Fotos: Arquivo pessoal

A Algazarra Festas agradece a todos os clientes que, através de lindas festas, iluminaram suas instalações neste último ano. Com muitas novidades para o próximo ano, esperamos que em 2014 continuemos juntos, comemorando momentos únicos e transformando sonhos em realidade!

Plinio R. Marson, Luciana C. R. Marson, Primo Raul Rubia Marson, Marcela Rubia Barbieri Alves, Anna Júlia R. B. Alves e Fernando Barbieri Alves.

Flávia com os pais Ágata Fernanda e Flávio Henrique Brando

Lívia, os pais Patrícia e Jefferson e os avós paternos Carlos Celso Nalio e Vera Lúcia Sega Nalio Revista Energia 67


club

Social

1 Fotos: Leandro Carvalho

social@revistaenergiafm.com.br

Ares Perfumes A inauguração da Ares Perfumes e Cosméticos no Shopping Território do Calçado de Jaú aconteceu no dia 16 de novembro e contou com a presença da modelo e miss São Paulo 2012 Francine Pantaleão e da apresentadora Gisele Contijio, do programa Super Útil da Band. Francine foi maquiada durante o evento com a nova linha Make up da marca. O evento contou ainda com a presença do proprietário da franqueadora, Guilherme Sanchez de Martins, abrilhantando ainda mais o evento. 1. Ana Laura Vieira Pirasa, Daniela Vieira Gallina e Júlia Albiero de Mattos 2. Daniela Vieira Gallina, Miriam Benedicto, Maira Massena, Francine Pantaleão e Ana Cláudia Spilari 3. César Augusto de Mattos, Francine Pantaleão e Ana Lúcia de Lima Albiero. 4. Francine Pantaleão, Daniela Vieira Gallina e Gisele Gontijo. 5.Daniela Vieira Gallina, Francine Pantaleao e Gisele Gontijo. 6. Ana Carina Rodrigues, Francine Pantaleão e Rafael Fernando Perri 7.Maria Izabel Contador Gallina, Francine Pantaleao, Daniela Vieira Gallina, Eliana Abile Vieira, Graziela Perri, Mateus Vieira, Osvaldo Perri e Rosemeire Mendes Silva. 8.Emili Barbara (maquiadora) , Francine Pantaleão, Camila Abile Vieira Pirasa, Daniela Vieira Gallina e as crianças Ana Laura Vieira Pirasa e Gustavo Vieira Pirasa 9. Rafael Fernando Perri, Ana Carina Rodrigues, Marcelo Contador Gallina, Francine Pantaleao, Daniela Vieira Gallina e Guilherme Sanchez de Martins

2

4

68 Revista Energia

5

3

6


7

8

9

Revista Energia 69


club

Social

social@revistaenergiafm.com.br

Amaral No dia 13 de novembro a Fundação Hospital Amaral Carvalho (FHAC) recebeu um cheque no valor de R$ 304.346,34 angariados durante a quarta edição do Circuito de Leilões FEBEC, em Arealva, organizado pelo grupo Amigos de Jacuba, para custear e manter Casas de Apoio da Fundação, que proporcionam assistência integral a pacientes que podem ficar até seis meses longe de casa por conta do tratamento. A FEBEC é a entidade idealizadora do Circuito e já fez mais de 60 eventos beneficentes em parceria com grupos voluntários.

Fotos: Arquivo pessoal

1

2

3

4

5

1. Antonio Carlos Junior, João Tufão, Osorio Donizete Fernandes, Osnei Oliveira, Milton Viana, José Antonio Barata, Benedito Gimenes, Altair Moraes Monteiro. 2. Osnei de Oliveira João Tufão, Claudia, Antonio Carlos Toloy Junior; Osorio Donizete Fernandes e Altair Moraes Monteiro 3. Rosemeire Scriptore Monteiro, Claudia Maria Pressotto e Eliana de Araújo Vicari. 4. João Tufão em entrevista à TVC de Bauru 5. Repórter da TVC entrevista Eduardo Tadeu Guedes Piragino e Osnei de Oliveira (Tico)


club

Social

1

22 anos de pura ENERGIA!

Fotos: Arquivo pessoal

social@revistaenergiafm.com.br

No dia 24 uma grande festa sacudiu a cidade! Grandes nomes do cenário sertanejo estiveram presentes nos 22 anos da Rádio Energia FM. Nem a chuva atrapalhou a animação do público, que ultrapassou a marca de 5 mil pessoas. Nossa equipe quer agradecer a cada um que esteve presente. A nossos ouvintes, parceiros, colaboradores que direta ou indiretamente contribuíram para a realização desta GRANDE FESTA, o nosso muito obrigado!

2

1. Alessandra Rios 2. João Bosco e Vinicius 3. João Neto e Frederico 4. Munhoz e Mariano 5. Rio Negro e Solimões 6. Otávio Avante e Navarro

72 Revista Energia

3

4

5

6


club

Foto: Arquivo Pessoal

Social

social@revistaenergiafm.com.br

Parabéns Lançamento No dia 16 de novembro o livro “De Bica de Pedra a Itapuí – 100 anos de história”, dos autores Léa de Ungaro Almeida Prado e José Renato de Almeida Prado, foi lançado em Itapuí. A publicação retrata um pouco mais dos 100 anos da cidade, através de fotos, documentos históricos e relatos de personalidade locais.

Fotos: Leandro Carvalho

Foto: Arquivo Pessoal

A doce Bianca Valencise Olmedo comemorou 10 anos no dia 6 de novembro. A recepção foi organizada pelos pais Márcio Rogério e Fabiana Olmedo, em sua residência. Os amigos compareceram em peso para prestigiar a jovem.

Formatura

Foto: Arquivo Pessoal

Uma deliciosa recepção foi organizada na noite do dia 18 de novembro, no Realce Hotel, para a formatura da primeira turma do Circuito Expert L´Oréal, idealizado pela empresária Tide em parceria com o distribuidor de São José do Rio Preto, Lojas Lívia e a L’Oréal Professional. O projeto trouxe cursos de especialização em cor como as Chaves da Cor e Color Change, tornando os profissionais coloristas e especialistas da marca patrocinadora

Eletro Zago A equipe da Eletro Zago está sempre atenta para atender clientes e amigos, trabalhando com marcas de máxima qualidade para garantir o melhor para todos os seus consumidores. 74 Revista Energia


Novidade

Fotos: Arquivo Pessoal

Dando continuidade aos estudos acadêmicos, Flavia e Francine Jorgin estiveram na Academia Internacional Llongueras, em Buenos Aires, para um curso de aperfeiçoamento. Na bagagem trouxeram novidades em cortes, cores e visagismo, o que agregou muito mais conhecimento aos serviços por elas prestados. As profissionais foram acompanhadas por Fabrício Dutra e Mariane Favilla, amigos da faculdade de visagismo e Terapia Capilar, que concluíram em julho de 2013. Buscando excelência no atendimento, as irmãs estão frequentemente se atualizando e buscando novidades para atender suas clientes. Para conferir todas essas novidades, faça uma visita ao salão que atende toda a família.

1

2

3

4

3

1. As irmãs na academia internacional LLongueras 2. Flavia Jorgin recebe seu diploma de visagista internacional LLongueras das mãos do diretor e professor da academia Esteban Tejada 3. Francine Jorgin recebe seu diploma de visagista internacional LLongueras das mãos do diretor e professor da academia Esteban Tejada 4. Surpreendidos com um coquetel de formatura os visagistas Francine e Flavia Jorgin, Marianne Favilla e Fabricio comemoram a conquista junto ao diretor da academia Esteban Tejada.


Saúde

audição em foco

Foto: Divulgação

Ouvir e entender são essenciais para o ser humano, mas o uso de aparelho auditivo ainda é pequeno, apesar dos grandes avanços tecnológicos na área

76 Revista Energia


Texto Heloiza Helena C. Zanzotti

P

erceber os sons, sua altura e distância, a direção de onde vem e transportar essas informações para o cérebro. Assim funciona nossa audição. Entretanto, há mais de 500 milhões de pessoas com alguma perda auditiva no mundo e a estimativa é que em 2015 esse número suba para 700 milhões. Esse aumento significativo tem várias razões, entre elas fatores hereditários, o envelhecimento do nosso sistema auditivo, o uso de certos medicamentos e, mais importante nos dias atuais, a enorme quantidade de ruídos ao nosso redor.

Audição e idade Engana-se quem pensa que perda de audição é um problema relacionado apenas com a terceira idade. Quase a metade das pessoas com perda auditiva está abaixo dos 65 anos e muitas são crianças e adolescentes. A dificuldade de ouvir em crianças pode afetar sua linguagem e seu desenvolvimento social, e nos jovens, afetar extremamente sua autoestima. Na verdade, um grande número de pessoas adultas conviveu com o problema durante anos antes de procurar ajuda. Pesquisas apontam que o grau de perda da audição pode causar atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem de crianças muito pequenas e quanto mais cedo o diagnóstico e tratamento adequado, maiores as chances de a criança desenvolver a fala e a linguagem. Aparelhos Auditivos São amplificadores de som bastante potentes, desenvolvidos para se adequar à situação auditiva de cada pessoa e são feitos de acordo com o exame audiométrico do paciente, portanto, cada usuário tem um aparelho específico para o seu caso, com condições anatômicas ideais para aquele usuário. De acordo com especialistas, os aparelhos auditivos são indicados para praticamente todos os casos de perda auditiva, exceto aqueles em que há uma perda muito profunda, uma vez que estes aparelhos possuem um limite de amplificação, mas são casos menos frequentes. No entanto, eles orientam que até mesmo nestes casos é recomendável tentar seu uso, pois a indicação do aparelho não é feita somente com base no grau da perda, mas também no comprometimento da qualidade de vida. Os aparelhos evoluíram muito e atualmente utilizam tecnologia digital. Seus fabricantes investem constantemente em pesquisa para que o som seja de alta qualidade, livre de interferências e distorções. Embora haja muitos avanços na área, especialmente em relação a próteses implantadas, ainda há muito a percorrer neste caminho. Satisfação Pesquisas com usuários de aparelhos auditivos em diversos países revelam que eles estão mais satisfeitos, melhoraram suas vidas profissionais e as relações sociais. E você, tem alguma dúvida sobre sua audição e a necessidade de um aparelho auditivo? Consulte um especialista o mais rápido possível. Qualidade de vida não tem preço.

Rua José Climaites 1-36 Jardim Aeroporto - Bauru Tel: (14) 3234 4142 | 3223 4627 | 98828 4142 contato@clisound.com.br Atendimento em domicílio sem compromisso e sem taxa de visita

Revista Energia 77


Homenagem

In memoriam Premio Transparência e Fiscalização Pública foi concedido ao meu pai, Dr. Ricardo Izar

Texto Ricardo Izar |Colaboração Luís Filipe Nazar

M

Foto: Arquivo pessoal

eu pai, o Ex Deputado Dr. Ricardo Izar, foi homenageado com o prêmio Transparência e Fiscalização Pública (in memoriam) pelos seus trabalhos dentro da Câmara dos Deputados, que sempre foram pautados na ética, transparência e retidão de conduta. O prêmio foi recebido por minha mãe, Sra. Marisa Izar em uma solenidade no plenário da Câmara dos Deputados. O Advogado-Geral da União, ministro Luís Inácio Adams, afirmou que o prêmio “Transparência e Fiscalização Pública”, concedido pela Câmara dos Deputados, reforça o compromisso de todo brasileiro com a democracia, principalmente no processo de fiscalização e vigilância dos atos públicos. A sessão solene foi realizada no dia 05 de novembro e os homenageados desse ano foram o procurador da República em Campinas (SP), Áureo Marcus Makiyama Lopes, na categoria governamental, e o presidente da Tractebel Energia, Manoel Arlindo Zaroni Torres, na categoria sociedade civil e também foram escolhidos patronos das categorias, respectivamente, o meu pai e ex-deputado federal Ricardo Izar (1938-2008) e o ex-ministro da agricultura, Sr. Dejandir Dalpasqual. Este prêmio estimula a participação das pessoas no processo democrático, pois o Congresso está reafirmando o compromisso e a necessidade, presente a todo o momento em uma socieda-

78 Revista Energia

Deputado Federal Ricardo Izar Economista, coordenador

para o Sudeste da Frente de democrática, da eterna Parlamentar em Defesa vigilância de todos os cidado Consumidor de Energia dãos e da participação na Elétrica e membro da vida Política. Comissão de Defesa do O sistema democrático Consumidor da Câmara é o melhor conhecido pelo Federal, Presidente da Frente homem, mas é um sisteParlamentar de Habitação ma político que demanda e Desenvolvimento Urbano, um esforço por parte da Presidente da Frente população que os demais Parlamentar em Defesa sistemas totalitários não dos Animais, Membro do exigem. É necessário que Conselho de Ética e Decoro a população acompanhe Parlamentar da Câmara dos de perto a política e cobre Deputados de seus representantes, mesmo que política não seja um assunto que as pessoas gostem. Ela afeta diretamente a vida de todos e por isso, gostando ou não, a participação tem que ser parte do dia a dia do trabalhador. Ademais, a fiscalização e a transparência são uma garantia constitucional e eu acredito que esse prêmio representa o que obtivemos de mais importante na democracia brasileira, que se reafirma na nossa Constituição de 25 anos, chamada de Constituição-Cidadã, como narra o nosso saudoso Ulysses Guimarães. O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, falou da importância das atividades dos órgãos de controle para assegurar a transparência do setor público: “Com o prêmio, estamos plantando sementes que a Câmara quer ver espalhadas em nome de um Brasil mais rico e justo”, disse. O objetivo dessa premiação, idealizado pela intenção da Comissão de Fiscalização Financeira, é reconhecer e homenagear o trabalho de pessoas e entidades com a atividade de fiscalizar o governo e órgãos públicos. Os candidatos ao prêmio são indicados pelas comissões da Câmara. A intenção é estimular iniciativas que contribuam para ampliar a transparência e o controle de atividades no setor público. Não poderia deixar de prestar essa homenagem ao meu pai e destacá-la ao máximo, já que ele deixou tanta saudade não apenas aos seus familiares, mas também à política desse país, carente de pessoas honestas. 


O

O IEP

Fotos: Jairon Momesso

Instituto Educacional Profissionalizante realizou, no dia 18 de novembro, um simulado de princípio de incêndio com abandono de área, desenvolvido pelas turmas do Curso de Segurança do Trabalho, sob a orientação dos professores Jandir Baldini (Coordenador do Curso) e Daniel M. Simas (Bombeiro Civil e professor de Primeiros Socorros). Os alunos formaram as equipes responsáveis por todo o atendimento. Sem prévio aviso, foi soado o alarme de incêndio e cortada a energia elétrica. As equipes imediatamente reuniram-se no ponto de encontro, onde receberam as orientações, e logo iniciaram os procedimentos, realizando a evacuação de todo o prédio, combate ao princípio de incêndio e atendimento de socorro a uma vítima. A atividade teve como principal objetivo demonstrar, na prática, algumas situações que os alunos poderão encontrar no desempenhar de suas funções e, consequentemente, mostrar a todos a necessidade de preparo em situações de emergência. O IEP contou com o apoio efetivo do Corpo de Bombeiros, sob a coordenação do Sargento Bressan, e também da Polícia Militar e da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana.

Equipe de resgate

Equipe utilizando extintores

Equipe de trabalho

Revista Energia 79


vida

Boa

Por João Baptista Andrade

Comidas Inesquecíveis

A

credito que todo mundo, ao menos uma vez ao longo de sua existência, comeu alguma coisa que o fez transcender. Algo que se mostrou tão saboroso, tão intenso, tão perfeito que chegou à beira da maravilha. Vou mais longe ainda e aposto (todo colunista tem um quê de abusado): foi uma comida extremamente simples. Digo isso porque eu realmente acredito que os grandes prazeres dessa vida são singelos. Pode ter sido um prato de bolinhos de bacalhau, uma porção de torresmos, uns tremoços, umas azeitonas temperadas, uma rabada com polenta, um ragu de músculo, uns doces caipirinhas daqueles que a gente come nas festas juninas. E nem vou mencionar pão recém saído do forno com manteiga sem sal, bife com balatas fritas ou enroladinho de arroz e feijão numa folha de alface. Ah, o que seria dos sabores não fossem as nossas lembranças? Afirmo de boca cheia, em alto e bom som: Nada! O leitor eu não sei, mas a coisa mais inesquecível que eu já provei foi um sorvete. Já disse aqui que os sorvetes são a fantasia mor dos velejadores durante as travessias, porque eles simplesmente não existem dentro de um veleiro pequeno. Mas eu tinha lá os meus treze ou quatorze anos de idade, mal saído da infância (antigamente a gente era criança por muito mais tempo), inocente e inexperiente. Mas ser jovem é um paradoxo e tanto. A gente anseia pela madurez, em ser mais velho e mais apurado, feito um vinho tinto ou um bolo adormecido. Aquele sabor que melhora com o tempo enquanto o corpo só deteriora. Na minha cabeça o sorvete representava o objeto do desejo. Devia ser o primo do algodão doce. Só de olhar ou pensar já dava vontade. Hoje adulto, um sorvete me lembra calor, suor e longas tardes quentes. Um momento de frescor e prazer, mesmo que efêmero. Mas não foi sempre assim. Eu tive uma namoradinha no colégio. Quem não teve uma não faz idéia do que perdeu. Nós éramos grudados. Vivíamos um atrás do outro para realizar as atividades mais corriqueiras. Sair para comprar café ou ir ao banco pagar uma conta (lembrem-se que eu sou bem anterior ao Internet banking) só se podia fazer acompanhado de Titina. E vice versa. Cá entre nós, tem coisa mais formosa que uma namorada de infância com o apelido de Titina? Não tem! Mas voltemos à vaca fria, digo sorvete. Era verão (óbvio!), perto do meu aniversário que acontece todos os anos no final de março. Fomos nós dois passear de mãos dadas com o intuito/pretexto de tomar um sorvete. Desnecessário mencionar o Tom Jobim e as

80 Revista Energia

águas de março fechando o verão. Aquele dia de sol transformou-se num toró diluviano. Um olhou para o outro, como que perguntando se devíamos buscar abrigo. Qual o quê. Seguimos caminhando, cada um com o seu sorvete, em meio ao temporal que nos brindava a natureza. Encharcados e sorridentes, chegamos à minha casa. Meu pai em pé na porta, com cara de poucos amigos. Contudo, quando nos viu naquele estado físico miserável, mas sorridentes e felizes, pareceu relaxar. Dirigindo-se à ela, disse em tom de galhofa: “Você deve ser o sorvete...” Desde aquele dia, sorvete para mim, não importa o sabor, tem gosto de quero mais. Tem gosto de festa e de alegria. Tem gosto de um tempo muito saboroso e intenso. Sorvete tem gosto de Titina. Eu não sei dizer por onde ela anda agora. Afinal de contas, faz mais de quarenta anos. Mas eu não me importo com isso, pois sei que ela mora para sempre no meu afeto, no meu carinho e no meu amor de criança. E, como disse Luiz XVI para a sua querida Maria Antonieta pouco antes de serem ambos presos (e posteriormente guilhotinados), meu recado para Titina é o mesmo: Après nous, le déluge”. Até a próxima. 


Gourmet Por Mario Netto

Mario Franceschi Netto Formado pelo SENAC Águas de São Pedro e pelo Instituto ALMA de Cucina Italiana, já trabalhou no Grande Hotel Águas de São Pedro, Café de la Musique em São Paulo, Ristorante Gellius em Oderzo Vêneto e, atualmente, trabalha no restaurante La Gazza Ladra em Módica, na Sicília.

Ingredientes

Lasagne alla bolognese Ciao a tutti, Nesta edição trago a receita da famosa Lasagne Alla Bolognese, ou lasanha à bolonhesa, que é um prato que vem da época da antiga Roma e lá se chamava “lasana” ou “lasanum”. A lasanha daquele tempo não é como a que conhecemos hoje, eram quadrados de massa sobrepostos com recheio de legumes e queijo. Com o decorrer dos anos tornou-se um clássico da cozinha italiana, conhecida em todo o mundo. Para fazer uma boa lasanha à bolonhesa o importante é a escolha certa dos ingredientes. A carne deve ser, rigorosamente, metade de porco e metade de vaca. A polpa de tomate e a massa devem ser todos de ótima qualidade, para que o resultado final seja um prato muito saboroso. No Brasil, é muito comum que cada família faça a sua lasanha de um jeito ou com ingredientes a mais do que o que eu trago nesta receita, mas o intuito aqui é saber como se faz a receita tradicional, ou seja, da maneira como ela foi criada em Bologna. Bom, vamos ao que interessa!.

Ingredientes para 8 pessoas: 500g de massa para lasanha 200g de parmiggiano regiano ralado 1 kg de molho branco Ragu à bolonhesa.

Para fazer o ragu:

Para o molho branco:

250 ml de caldo de carne 50g de manteiga 250g de carne bovina moída 250g de carne suína moída 1 cenoura, 1 cebola média, 1 costa de salsão 200ml de leite 4 colheres (sopa) de azeite extra virgem 100g de panceta ou bacon 250g de polpa de tomate 200ml de vinho tinto Sal e pimenta a gosto Em uma panela com o óleo e a manteiga, frite a cebola, a cenoura, o salsão, a panceta e a carne, tudo picado bem pequeno, até que fiquem bem fritos. Adicione o vinho e mexa bem até que o álcool se evapore. Neste ponto, adicione o caldo de carne, a polpa de tomate e cozinhe por 2 horas em fogo brando, mexendo de vez em quando. Depois acrescente o leite e corrija o sal e a pimenta. Enquanto cozinha o ragu, prepare o molho branco.

100g de manteiga 100g de farinha de trigo 1 l de leite Sal e noz moscada a gosto Em uma panela, derreta a manteiga e acrescente a farinha, mexendo sempre até que a farinha não tenha mais gosto de crua. Depois acrescente o leite pouco a pouco, acerte o sal e a noz moscada. Cozinhe por cerca de 20 minutos, mexendo sempre. Pronto o ragu, aqueça o forno a 160°C e comece a montar a lasanha num recipiente da sua escolha (que tenha 20x30 cm). Unte o fundo do recipiente com um pouco de azeite, forre o fundo com uma camada de ragu, depois estenda uma camada de massa sobre o ragu. Coloque uma camada de molho branco sobre a massa e outra de ragu sobre o molho branco. Acrescente um pouco do queijo ralado sobre o recheio. Muito importante lembrar que é preciso fazer pelo menos 4 camadas iguais a essa, então, devemos ter atenção na divisão dos ingredientes para as camadas. Para a última camada de molho, misture o ragu com o molho branco, espalhe sobre o recipiente e cubra tudo com uma generosa camada de queijo ralado. Cozinhe a lasanha por cerca de uma hora a 160°C, retire-a do forno e, para cortá-la melhor, espere pelo menos uns 15 minutos.

Buon apetitto e saluti a tutti! 

Revista Energia 81


guia da gula

guia gastronômico

Fotos: Leandro Carvalho

sabores para todos os paladares

Jociana 22 anos de tradição, adoçando seus melhores momentos! Com produtos selecionados e de altíssima qualidade, a Jociana prepara bolos com exclusividade para que seu evento seja inesquecível. Capricho, dedicação e carinho são ingredientes fundamentais em tudo que a Jociana faz. Neste Natal e Ano Novo, agende suas encomendas. Rua Humaitá 1467 Tel: 3622.5589 | 3622.9648

Duciana O final do ano está chegando e com ele o clima natalino invade as nossas vidas! Que tal aproveitar o momento mais aconchegante do ano para reunir a família e saborear deliciosas sobremesas? A Duciana oferece bolos e tortas a pronta entrega para a sua festa ficar ainda mais gostosa. O local oferece atendimento diferenciado, em um ambiente acolhedor com os mais diversos sabores, tudo para melhor atendê-lo. O horário de atendimento é de segunda a sábado das 8h às 18h. A Duciana deseja um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo Rua Quintino Bocaiuva, 462 - Centro - Jaú Tel: 99730.9630

82 Revista Energia


Padaria Vienense Parada obrigatória para o pãozinho, a Padaria Vienense oferece produtos selecionados e de ótima qualidade, além de atendimento diferenciado. Com localização estratégica e ambiente climatizado, há várias décadas o empreendimento faz parte do cotidiano da população jauense. Lá é possível encontrar tortas, pães, salgados, doces, lanches, sucos, cervejas nacionais e importadas, e muito mais. O horário de atendimento é diferenciado: das 7h às 23h, durante a semana e das 7h às 22h, aos domingos e feriados. Rua Tenente Lopes, 266 Tel: 3621.6003

Revista Energia 83


Vinhos Por Paulo Agnini

Abruzzo, Montepulciano d’Abruzzo DOC, Dino Illuminati

A

bruzzo: Os Apeninos têm seu clímax no Gran Sasso d’Italia de 2.700 metros, que se eleva sobre L’Aquila, a capital de Abruzzo, uma região pouco sofisticada em termos de produção de vinho graças ao enorme poder das cooperativas que controlam mais de 80% da produção e são orientadas a ter mais quantidade que qualidade. Desde 1999 isso vem mudando, pois os produtores estão demonstrando o real potencial da uva Montepulciano tinta, especialmente nos setores mais montanhosos. Onde a subvariedade local de Trebbiano d’Abruzzo sobrevive (como em Valentini), podem surgir vinhos surpreendentemente complexos e de vida longa. A especialidade do Abruzzo é a Cerasuolo, uma uva rosada que sempre teve grande reputação por sua vinosidade. Montepulciano d’Abruzzo DOC - Vinho tinto e rosé: A zona de

84 Revista Energia

produção deste excelente tinto se estende ao longo do sopé das montanhas costeiras e volta para o vale do rio Pescara, mas o Montepulciano mais complexo vem dos morros Teramo, no norte. O melhor Montepulciano é tão satisfatório, se não tão sutil, quanto qualquer tinto italiano: cheiro de cor, vida e calor. Cerasuolo é o nome dessa DOC de rosé. Dino Illuminati: Controguerra - 130 hectares. Grande e altamente considerada propriedade, fundada em 1890. Existem numerosos brancos sob a Controguerra DOC, mas o real interesse aqui reside na gama de vinhos complexos com base em Montepulciano. O melhor é o Zanna, um Colline Teramane envelhecido em grandes tonéis. O Riparosso, um vinho muito mais básico, é a mostra ideal de um estilo despretensioso, mas satisfatório, feito de Montepulciano não acarvalhado. 


Revista Energia 85


Informe publicitário

Dois jauenses unidos por uma boa ideia do de mercado, Zafalon abandona definitivamente a carreira de professor e resolve investir, tendo como meta transformá-lo em franquia. Com isso, cria mais uma marca própria, a Franqueadora Container Segurança, e estabelece contrato de exclusividade com Edilson, em âmbito nacional, para utilização de sua patente. Convida para tamanha empreitada o amigo e geógrafo formado pela Unicamp, Daniel Carvalho, com quem, com muita ciência e o auxilio de alguns dos melhores profissionais do universo do Franchising do país, formata aquela que se tornaria em pouco tempo a maior locadora de Containers do Brasil, com franquias presentes em todas as regiões. Com a chegada de novos Franqueados, de todo o país, surge também a necessidade de oferecer novos produtos, bem como investimentos em tecnologia. Foram lançados, então, os também pioneiros Módulos Habitáveis transportados por carros, após meses de emprenho dos Engenheiros da Container Segurança. O sucesso na formatação de sua rede de Franquias foi tão grande que Ivan e Daniel começam a ser procurados por empresários interessados em também transformar seus negócios em Franquia. Tomando como base o know-how adquirido com a Container, Zafalon e Carvalho dão mais um passo adiante e criam a ID Holding, empresa que atua na Formatação, Expansão e Gestão de Redes de Franquias – e que hoje conta com outras marcas em diversos segmentos, algumas próprias e outras frutos de joint-ventures. A Container Segurança passa a ser parte integrante da Holding. Atualmente, Daniel Carvalho se faz presente o tempo todo nos escritórios da ID Holding em Campinas, enquanto Ivan Zafalon, quando não está em Campinas, passa boa parte do tempo viajando para participar de feiras de Franchising, visitando franqueados e parceiros comerciais por todo o Brasil. “Sempre que consigo volto para Jaú para matar a saudade da minha família, dos amigos e aproveito para tomar um café com o Sangaletti”, diz Ivan. O negócio trouxe muitos frutos. Edilson, hoje, mantém duas bem sucedidas locadoras de Containers, recebe royalties da Con-

Foto: Arquivo pessoal

Jornalista Cristina Thomaz

G

randes realizações, ocorrem quando a preparação encontra a oportunidade. Essa é a história da união do talento inventivo de um mestre de obras, e o empreendedorismo de dois empresários Jauenses. Edilson Batista, de Garça, teve a perspicácia de substituir a tradicional casinha do pedreiro – frágil, custosa e destruída ao final da obra – por uma estrutura feita de aço, chamada de Container, transportada sobre uma carretinha puxada por um carro comum. Criava, com isso, uma pioneira e econômica solução para o problema dos roubos em obras. Containers, inclusive aqueles utilizados como almoxarifado em obras, existem há muito tempo e são muito comuns em grandes obras, mas são invariavelmente transportados em caminhões guindaste. A originalidade do mestre de obras se concretizou na quebra de um paradigma logístico por criar um sistema de armazenamento que é transportado de carro, eliminando o custoso frete do caminhão. Por tudo isso, Edilson protegeu intelectualmente sua invenção, procurando, para tanto, ajuda jurídica especializada para requerer patentes do sistema logístico. Ivan Zafalon e Eder Sangaletti conhecem Edilson - o primeiro, por intermédio de um colega professor, e o segundo, após assistir a uma reportagem na TV - e tornam-se licenciados para o uso da Patente do Sistema Logístico (Zafalon atuando em Campinas, onde reside, e Sangaletti em Jaú). Zafalon foi professor em conhecidos cursinhos preparatórios para vestibulares da cidade de São Paulo, onde residia antes de mudar-se definitivamente para Campinas e já era empresário com seu “Studying Programas de Intercâmbio”; buscava, porém, outros negócios a fim de diminuir suas aulas. Resolveu, então, abrir um novo negócio, uma locadora de Containers em Campinas, depois de ter conhecido Edilson, enquanto que Sangaletti abriu a sua locadora em Jaú, onde reside. Certo do potencial do negócio inovador e após intenso estu-

86 Revista Energia

Eder Sangaletti

Edilson Batista, em sua fábrica de container em Garça


tainer Segurança em função da proteção da propriedade intelectual do sistema de transporte que criou, é também proprietário de uma das fábricas de containers que são fornecedoras para os franqueados da rede e possui ainda uma transportadora, uma loja de materiais de construção e uma empresa de dispositivos de automação industrial e segurança eletrônica. A necessidade faz o homem! Quando questionado sobre como surgiu a ideia de transportar Containers com carros, Edilson diz: “Eu precisava transportar o almoxarifado de aço que construí e não tinha condições de comprar um caminhão guindaste, e isso me motivou a desenvolver uma carreta puxada por um carro”. Quando também é questionado sobre a exclusividade de patente oferecida para Container Segurança, Edilson é categórico: “A gente não tinha base nem condições e nunca iria conseguir criar ou administrar ume Rede. A Container Segurança fez minha ideia ser conhecida no Brasil todo e trouxe muita coisa boa para minha família. Depois que fiz essa parceria com a Container, minha vida mudou muito além do que imaginei. Com o dinheiro que ganho com os royalties do Sistema Logístico, pude investir em outros negócios como a GMax, a Ferro Forte e a transportadora, e mantemos as locadoras em Marília e Garça”. Edilson tem ajuda de seus filhos, Flávio e Fernando, para tocar as empresas. Sobre as cópias piratas do sistema de transporte, ele diz que medidas judiciais já estão sendo tomadas. “No começo minha família inteira ficou preocupada e muito chateada porém em conversas Daniel e Ivan fiquei mais calmo porque entendi que é um curso natural de economia de mercado. Infelizmente algumas cópias confundem o consumidor final. Ideias boas são sempre copiadas”, esclarece Edilson. As vidas dos Jauenses Sangaletti e Zafalon se cruzam quando Eder, ainda licenciado de Edilson para a utilização do Sistema, resolve também ingressar na Rede Container Segurança, apesar de dominar o mercado na região de Jaú. “A Container se transformou numa gigante e os donos sempre respeitaram minha área de atuação mesmo tendo eles a exclusividade da patente. E como surgiram concorrentes que copiaram o sistema, temos de nos aliar para ficarmos ainda mais competitivos e oferecer serviços ainda melhores aos nossos clientes”. A Franquia de conversão começou a dar resultados: “Recebo suporte contínuo dos vários departamentos da Franqueadora e apoio em qualquer problema que eu enfrente como Franqueado - isso eu não tinha antes. Outro detalhe é que o Container já foi testado por Franquias no Brasil todo, que somadas detém uma frota de milhares de Containers, sendo também certificado pelos Engenheiros da Container, o que me dá muita tranquilidade pois tenho um produto de altíssima qualidade. Valeu muito a pena!”, diz Sangaletti. Na opinião de Sangaletti sobre as cópias: “Considero como concorrência “leal” as locadoras de Containers que utilizam caminhão guindaste, que já existiam no mercado há muito tempo”. Sangaletti ainda mantém, estampada em seus Containers, sua marca já conhecida por todos os mestres de obras da região, a Jaú Containers. 

Franqueado de Goiania

Ivan Zafalon e Daniel Carvalho, com os novos franqueados da região nordeste, após conclusão dos treinamentos em Campinas

Franqueado da Capital Gaucha

ABF Franchising SP, maior feira de franquias do mundo. Lançamento do Módulo Habitável

Franqueado de Curitiba

Fábrica de Campinas, umas das fornecedoras da rede


Solidariedade

Um presente de Natal diferente...

Instalaçþes do Abrigo Nosso Lar 88 Revista Energia


Final de ano incita atitudes altruístas, dentre elas, apadrinhar crianças. Alguns denominam como caridade, outros como uma troca, mas a verdade é que quem sai ganhando é sempre quem estende a mão

Texto Tamara Urias| Fotos Leandro Carvalho

C

hegamos a dezembro e este período tem um sabor diferente, talvez porque neste mês comemoramos o nascimento do maior exemplo de amor, Jesus Cristo. Os olhares são mais dóceis, as palavras contêm mais amor. É como se os corações vibrassem no mesmo tom, a música nas casas tocam a mesma nota. Os sonhos estão renascendo e a fé se fortalecendo, afinal, o próximo ano está aí, a um passo de acontecer. Neste período não é difícil se deparar com atitudes humanitárias como apadrinhar crianças que vivem em um abrigo. O ato que aparenta ser simples resgata uma referência afetiva, mostrando que alguém se importa com ela e não a vê apenas como mais uma na multidão. Já para quem apadrinha é visível a gratificação diante da mudança que um pouco de afeto pode fazer. Somente atitudes tendo como base o amor curam, salvam e dão vida ao que um dia, por alguma razão, possa ter perdido o brilho. Lembre-se, a menor caridade dos ensinamentos de Cristo é dar esmola, a maior é o amor ao próximo.

O programa Há alguns anos o programa voluntário família foi criado no Abrigo Nosso Lar e tem como objetivo proporcionar às crianças e adolescentes uma maior aproximação familiar, fugindo da realidade na qual se encontram atualmente, sempre pensando no bem-estar das crianças e adolescentes que estão em situação de acolhimento institucional no local. Para se tornar voluntário o processo é realizado através da coordenação, que cuida especificamente deste setor dentro da entidade. Os interessados devem apresentar uma documentação que é informada no ato da procura; após isso, é feita uma triagem para ver em que parte da casa, ou até mesmo em quais atividades os interessados se encaixam e posteriormente já começam a frequentar a instituição. Vale ressaltar que voluntários não podem participar do cadastro de adoção. Segundo a coordenadora da instituição, Raquel Vendramini Martins Scudilio, 33, e a assistente social, Alessandra Maria Cardoso Olmedo, 29, as crianças e adolescentes podem sair diversas vezes ao ano, tanto com o voluntário quanto com algum

Revista Energia 89


Liandra Rossi, Inara Zanini, Maria Buriti, a voluntária Geraldina, Leandro Ramos e Guilherme Ramos

“Que o Senhor Jesus abençoe todas as crianças do Nosso Lar e do mundo” Geraldina Gonçalves Ribeiro

90 Revista Energia


funcionário da casa, desde que se respeitem as normas e regras estabelecidas. Sendo assim, a rotatividade entre os acolhidos é mantida, fazendo com que todos possam ser beneficiados com o voluntariado. Nosso Lar O Abrigo Nosso Lar acolhe crianças e adolescentes de 0 a 18 anos, com vínculos familiares rompidos ou fragilizados, sob medida de proteção e em situação de risco pessoal e social, a fim de garantir proteção integral em caráter provisório, até que sejam reintegradas às famílias de origem ou famílias substitutas. Tendo capacidade para atender 40 pessoas, a instituição tem por finalidade dar atendimento, de forma contínua, permanente e planejada, prestando serviços, executando programas e projetos com o acolhimento provisório e excepcional de crianças e adolescentes de ambos os sexos, em consonância com os princípios, diretrizes e orientações do Estatuto da Criança e Adolescente, provendo-lhes alimentação, vestuário, moradia, educação, assistência médica e odontológica, bem como formação cultural e social, com objetivo de promover sua integração à sociedade.

fase tão difícil de suas vidas. “O apadrinhamento na vida dessas crianças dá a elas um sentimento de segurança, pois apesar de receberem os cuidados, carinho e atenção de todos os que trabalham na instituição, elas percebem que é algo compartilhado com todos quando, na verdade, todas sonham com alguém que lhes dê atenção de forma mais pessoal”. Segundo ela, ao elaborar esse projeto a equipe tomou muita cautela quanto à possibilidade de criar expectativas falsas, bem como de estabelecer vínculos afetivos de modo a não criar expectativas para com a família que apadrinha. Há uma rotatividade de padrinhos e crianças objetivando uma visão em várias circunstâncias familiares. O programa envolve o conhecimento de uma realidade familiar, uma vivência dentro de uma família que não é a da criança e que nem vai adotá-la. “O acolhido vai passar alguns períodos, um dia da semana, finais de semana, onde vai conhecer uma realidade familiar diferente da sua, ou mesmo uma realidade que ela sequer conheceu”, finaliza. E você, quer aproveitar este Natal e tornar-se voluntário ou apadrinhar uma criança? Entre em contato com o Nosso Lar Abrigo dos Anjos. Avenida do Café 1470 - Tel 14 – 3624 7775. 

O voluntariado Há um ano a calçadista Geraldina Gonçalves Ribeiro, 49, decidiu se tornar uma “madrinha” no projeto. Para ela este pequeno gesto, ver a alegria e o carinho dos pequenos, não tem preço que pague. “Todo mundo diz que nós fazemos caridade e que somos bons, mas a verdade é que são eles que nos trazem alegria, carinho, amor e bênçãos. Eu não tenho nem palavras para dizer o quanto sou feliz quando estou com eles”. Ela lembra que ao sentir-se triste ou aborrecida, observa um sorriso e num passe de mágica seu panorama muda. “Quando estou com eles esqueço tudo, ver o sorriso estampado e escutar um ‘eu te amo tia’ me renova e me faz feliz”. A atitude instigou ainda mais o desejo de adotar. Mas, para isso, ela terá que se inscrever no Cadastro Nacional de Adoção. Com doçura na voz, Geraldinha é enfática ao dizer a frase: “Que o Senhor Jesus abençoe todas as crianças do Nosso Lar e do mundo”. Dona Geraldina, que assim seja! Mudança de panorama A psicóloga, especialista em terapia familiar e neuropsicologia, Renata Cristina Mendes, 33, explica que mesmo sem adotar é possível tornar-se referência emocional e proporcionar vida social fora dos abrigos para crianças. Para ela, a ação contribui na transformação da vida de uma criança, proporcionando benefícios em seu contexto institucional. “A melhor forma de transformar a vida deles é modificar o mundo onde vivem. Apadrinhando uma criança, colabora-se trazendo para seu cotidiano mudanças significativas em todo contexto psicossocial”. A equipe compartilha da ideia de que o sentimento de abandono é, sem dúvida, um dos problemas mais graves que as crianças enfrentam. São vidas que na maioria das vezes estão diretamente ligadas à rejeição, desprezo e ao abandono pelos seus familiares. Por isso o apadrinhamento dá o apoio necessário para a criança, prestando um sentimento de amparo nessa

Ana Clara de Souza, Raquel Vendramini Scudilio, Alessandra Olmedo, Carolina Branco, Guilherme Silverio Costa, Ricardo Silverio Costa e Rafael Silverio Costa

Revista Energia 91


92 Revista Energia


Revista Energia 93


Ciência

Deus

94 Revista Energia

Imagem: Divulgação

A partícula de


Uma das mais importantes descobertas da ciência desde a Teoria da Relatividade, de Albert Einstein, o Bóson de Higgs, apelidado de “Partícula de Deus”, rendeu o Prêmio Nobel de Física de 2013 para o belga François Englert, 80, e o britânico Peter Higgs, 84. Mas, o que Deus tem a ver com isso?

Texto Heloiza Helena C. Zanzotti

E

la é uma partícula que dá origem à massa de todas as demais partículas, e que teve a existência formulada teoricamente em 1964. Quase 50 anos depois e após inúmeras tentativas frustradas, a Organização Europeia de Pesquisa Nuclear, com sede em Genebra, anunciou sua descoberta, graças aos trabalhos realizados com o grande Colisor de Hádrons, o maior acelerador de partículas do mundo, com 27 km de circunferência, localizado a 175 metros abaixo do nível do solo, na fronteira entre Suíça e França. Ingrediente fundamental para o Universo, a Partícula de Deus ganhou esse apelido porque, assim como Deus, estaria em todas as partes, mas é difícil de definir. O Bóson de Higgs Segundo Marcelo Gleiser, físico, astrônomo, escritor e professor em uma renomada Universidade nos Estados Unidos, o Bóson de Higgs faz parte de uma área de física chamada Física de altas energias, que estuda do que as coisas são feitas. Segundo ele, é semelhante a querer saber o que há dentro de uma laranja sem cortá-la. Então a solução seria atirá-la na parede e quanto mais forte esse impacto, mais pedaços dela se soltam e mais coisas podemos ver como o suco, o bagaço, as sementes. Enfim, quanto maior a energia do impacto, mais você aprende sobre a laranja. Assim também é a física das partículas. Mas chega uma hora em que essas partículas são tão pequenas que não conseguimos vê-las nem mesmo com potentes microscópios, então é usado o acelerador de partículas, que provoca colisões entre elas gerando partículas menores ainda. Foi assim com o Bóson de Higgs, ou Partícula de Deus.

A origem do apelido Gleiser explica que esse apelido veio depois que o físico Leon Lederman, ganhador do Nobel de 1988, publicou o livro “The God Particle” (literalmente “A Partícula de Deus”, em inglês), depois de querer contar em livro suas experiências frustradas para encontrar o Bóson de Higgs e a importância desse elemento. O autor teria dado ao livro o nome “The Goddamn Particle” (em português, a partícula amaldiçoada por Deus), mas o editor achou melhor retirar a palavra “amaldiçoada” para que o livro fosse mais vendável. Por que estudar isso? O Bóson de Higgs, para a comunidade científica, era a peça que faltava no conhecimento atual e com a tecnologia que temos hoje para entendermos a matéria. E é preciso aprender cada vez mais sobre a natureza, para conhecer sobre quem nós somos e nosso papel como ser humano. Além disso, temos benefícios práticos como, por exemplo, nossa cultura digital moderna. Com a necessidade dos físicos do mundo todo de comunicarem-se mais rapidamente entre si, ao tentarem entender como funcionava o átomo, surgiu o www, a linguagem universal usada pela internet. Deus e ciência O papel de Deus no funcionamento do Universo sempre foi alvo de discussão, muito antes de se falar em ciência. Tudo o que não se podia explicar como funcionava, era atribuído a Deus ou a alguma divindade. Então havia o deus Hélio (do sol), o deus da chuva, do vento e muitos outros. Com o passar do tempo muitas coisas começaram a ser explicadas e o papel de Deus no funcionamento delas não

Revista Energia 95


era mais necessário. Entretanto, em se tratando de ciência nada é o fim, nada é verdade absoluta. E embora tenha feito tantos avanços, continuamos sem respostas para algumas questões de fundamental importância: “Como surgiu o Universo?”, “Qual a origem da vida?”, “O que nos faz pensar?” Os cientistas Johannes Kepler e Isaac Newton eram cristãos, e estudavam a ciência para poder entender Deus. Albert

96 Revista Energia

François Englert

Einstein, embora ateu era espiritual, e acreditava em uma força misteriosa que regia o mundo. Sobre o papel de Deus, diz Marcelo Gleiser: “A mecânica universal não precisa de Deus. As pessoas precisam de Deus”. Na verdade, tanto progresso não significa que vamos entender tudo algum dia, então, Deus continua exercendo o seu papel no Universo. E encerramos esta matéria lembrando Exupéry: “O essencial é invisível aos olhos”. 

Fotos: Divulgação

Peter Higgs


Revista Energia 97


Sonhos

O mistério da

felicidade Você se considera uma pessoa feliz? Já pensou na sua resposta para essa pergunta que tem permeado nosso dia a dia? Reflita, pense, viva e seja feliz!

T

ema de novela, programas de variedades, sites e blogs, campanhas publicitárias, entre outros, a felicidade tem sido assunto frequente em vários campos da sociedade, inclusive peça chave de grandes pesquisas científicas realizadas pelo mundo e que investigam o mistério desse sentimento que move a humanidade. Algumas delas concluem que “a felicidade é contagiosa e nem

98 Revista Energia

sempre está ligada ao dinheiro”, “ser feliz é ter boas vibrações, transmiti-las e recebê-las de volta”, “os relacionamentos com amigos e familiares são mais importantes que o dinheiro” e, segundo o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) Marcelo Cortês Neri, o Brasil é o campeão mundial de otimismo. “Nosso povo tem mais felicidade que dinheiro no bolso, temos a profissão esperança!”, afirma.

Fotos: Divulgação

Texto Karen Aguiar


De acordo com a psicóloga e autora do livro “Buscando a felicidade”, Maria Regina Canhos, as pessoas nunca tiveram tanta liberdade e ao mesmo tempo nunca se sentiram tão descontentes, por isso buscam incessantemente a felicidade. “É importante assumirmos nossos desejos e sermos sinceros quanto ao que buscamos, afinal, somos insatisfeitos por natureza, gostamos de desafiar limites. Quando se busca a felicidade,

a motivação está sempre em alta, mas também pode aparecer a frustração quando não se alcança o desejado, por esse motivo nossos anseios também precisam ser flexíveis”, conta a psicóloga. Para os jovens jornalistas Fred Di Giacomo e Karin Hueck, “a busca pela felicidade” tornou-se até tema de investigação. O casal deixou de lado empregos estáveis na Editora Abril, em

Revista Energia 99


“Muito da felicidade está hoje em caminhar para um objetivo, algumas vezes, mais até do que alcançá-lo”

São Paulo, e mudou-se para Berlim, na Alemanha, em busca de respostas sobre o assunto. Juntos criaram o site “Glück Project – uma investigação sobre a felicidade”. “A ideia era montar um site que colocasse a felicidade como foco principal, e não mera consequência de uma vida correta. As fontes dos nossos posts seriam especialistas, as últimas pesquisas sobre o assunto, pessoas com histórias incríveis e nossa própria experiência pessoal”, explica Di Giacomo na primeira publicação na rede. E a ideia tem dado certo. O site já alcançou milhares de acessos e vários depoimentos divulgados são compartilhados em massa pelas redes sociais. “Acreditamos que existam diversos meios de alcançar a felicidade e pretendemos esmiuçar alguns deles. O que nos parece mais importante é que as pessoas procurem se autoconhecer e invistam, sem medo, em seus sonhos. Descobrir se o seu sonho é ser artesão, trabalhar numa grande empresa ou dar a volta ao mundo é fundamental. Seguir com ele de uma forma sustentável, mesmo que sem satisfazer as pressões e expectativas do mundo exterior, é o grande desafio”, explica o jornalista. Outra publicação recente sobre a felicidade foi do professor de Ética, Clóvis de Barros Filho, da Universidade de São Paulo (USP), que deu uma aula de vida durante uma entrevista exibida no Programa do Jô. Das frases que ficaram marcadas na conversa, as mais comentadas foram aquelas onde ele explica o conceito da felicidade e a importância de se fazer o que gosta: “Momento de felicidade é um momento que você 100 Revista Energia

não gostaria que acabasse tão cedo, que você desejaria para a eternidade.”

“Se você vai ter que conviver com você até o fim, se vai ser espectador de você mesmo até o fim, melhor que se encante com o que faz! Dificilmente a vida vai valer a pena se não for assim” Para o cientista social Eduardo Giannetti, as referências do “ser feliz” são muitas e até contraditórias entre si, porém, o importante é a pessoa ter consciência de seus valores, olhar para si, para suas oportunidades e construir um caminho no qual ela se reconheça. “Não podemos acreditar que nossa felicidade dependa do outro, de coisas materiais ou de alguma situação específica. A forma como se vive é mais importante e isso só depende de você. Muito da felicidade está hoje em caminhar para um objetivo, algumas vezes, mais até do que alcançá-lo”, explica Gianetti. Você já parou para pensar se é feliz? Acredito que a felicidade é um estado de espírito e não coisas palpáveis. Durante a reflexão e por “forças do destino”, decidi seguir o meu coração. Daqui a poucos dias embarco para um novo país, para realizar um sonho. Sinto que este é o momento, mas sempre que possível estarei por aqui. Todo novo desafio requer renúncia e após pouco mais de dois anos focada neste projeto eu vou, mas deixo um até breve e um muito obrigada! 


Revista Energia 101


Vitrine

Sua melhor

opção de compra! O que era bom ficou ainda melhor: grandes marcas e modelos incríveis. Confira o que vem por aí em 2014

Texto Marcelo Mendonça

Palio

Paixão à primeira acelerada! O novo Palio chegou para conquistar você em 2014

Avenida Anna Claudina 741 Fone 14 2104 9000

O novo Palio 2014 chega com novidades que vão agradar o consumidor mais exigente: linhas mais sofisticadas e esportivas; maior espaço interno, aumentando o conforto do motorista e passageiro; dianteira mais sofisticada e logotipo da Fiat com friso cromado. As versões ATRACTIVE 1.4 e superiores contam com teto solar elétrico Sky Wind. Com rodas de liga leve 16” e motor potente de 117 cavalos nas versões ESSENCE E SPORTING, consegue aliar alto desempenho com economia de combustível. Também disponível em outras versões, com motores fire 1.0 EVO e 102 Revista Energia

1.4 EVO. Outra novidade é o rádio CD MP3 (opcional) que atribui mais estilo e tecnologia ao painel, além da função áudio streaming que permite uma conexão entre o celular e o rádio, via Bluetooth. Todas as versões têm como item de série computador de bordo com indicadores de distância, consumo médio, consumo instantâneo, autonomia, velocidade média, e tempo de percurso. A Milazzo Fiat informa que isso é apenas um “aperitivo”. Para saber mais, viste a Milazzo e sinta todas as sensações que o Novo Palio 2014 proporciona para quem tem paixão em dirigir um Fiat.


CB 500F Honda traz de volta um dos modelos de maior sucesso

Rua Prudente de Moraes, 375 Fone 14 3601 2000

Quem não se lembra da clássica CB 500, que parou de ser produzida em 2003? Se você teve ou conhece alguém que ainda tem, esqueça. Essa nova moto foi projetada do zero, tendo sua estreia no salão de Milão. A nova Honda CB 500 chega em três versões: F, R e X. A 500 F é a que mantém maior semelhança com a extinta CB, vendida entre 1997 e 2004 no Brasil. Assim como a antiga

CB, a F se encaixa na categoria naked, ou seja, é um modelo sem carenagens, que deixa o motor exposto. Com a chegada das 500, a ideia da montadora é ter uma nova opção de entrada para modelos de maior cilindrada. A CBR 500R, com características esportivas, e a crossover CB 500X, de visual aventureiro, completam a nova linha da Honda no país. Venha conhecer a nova HONDA CB na Taiko Motos.

Logan Novo sedan impressiona não só por fora. Por dentro, também traz boas novidades

Você não vai reconhecer o novo Logan. Ou vai! Afinal, ele não se parece com nenhum sedã que você encontra pelas ruas. Ficou simplesmente demais. Alinhado à atual identidade da Renault, o carro ganhou faróis e grade exclusivos, que não lembram nenhum de sua categoria. O símbolo da marca ficou maior, sem exagerar no tamanho, enquanto o para-choque envolve tudo com certa ousadia. Além das mudanças estéticas, por dentro o carro está mais chique, atendendo a nova exigência do brasileiro que busca conforto e beleza. O painel foi totalmente redesenhado com texturas de bom gosto. Por meio da central multimídia

é possível ouvir rádio, músicas gravadas, gadgets ou no próprio celular que se conecta por meio do bluetooth. Também é possível ver fotos, vídeos, fazer ligações e navegar por GPS. No painel, outra novidade é o aviso da troca de marchas. Uma luz sinaliza quando é hora de passar para a marcha seguinte ou retroceder uma relação, buscando sempre o melhor consumo. O ar condicionado é automático e se adequa à temperatura da cabine. Disponibilizado nas versões 1.0 e 1.6. Venha conhecer na Viviane France. Faça um teste drive. Seu vizinho não vai acreditar.

Revista Energia 103

Fotos: divulgação

Avenida Totó Pacheco, 595 Fone 14 3602 3010


104 Revista Energia


Revista Energia 105


Entre Aspas

É o que dizem por aí...

Por Leandro Carvalho

É uma questão de ponto de vista

E

quase num piscar de olhos o ano chega ao fim, e de frente ao espelho começo a refletir se tudo realmente valeu a pena; se todos os sonhos que planejei, consegui realizar ou pelo menos chegar perto da realização, se as vitórias superaram as derrotas. É um livro que chega ao fim, com 12 capítulos e 365 páginas, faltando algumas ainda, mas praticamente já sei o final. Não foi fácil, mas quem falou que seria? E só para constar, o perfeito não me agrada. Dia desses li uma frase que dizia “não é uma vida ruim, é apenas um dia ruim”. Analisando esta frase, cheguei ao consenso que de fato sempre há a possibilidade de refazer, aprender e reinventar. Reclamar demais não vai solucionar problemas; ficar parado vendo os dias passarem não vai satisfazer ou deixar alguém feliz. Afinal, o aluguel vence, a fila do banco sempre será extensa, o trânsito estará um caos em horários de pico, o valor do combustível será sempre muito alto, amigos falsos sempre irão trazer a terrível sensação de traição, o pneu vai furar, o despertador vai pifar, a bateria do celular vai acabar. Pois bem, não foi um bom dia! Mas será que a vida se resume a isso? Pare por um instante e analise. Aqui, em qualquer discussão e até na mesa de um bar eu afirmo: as coisas vão além de um dia ruim. E por que não mudar a ótica? Visualizar mais que uma hora triste num dia bom, mais que um segundo infeliz numa vida bacana? Acho que chegou a hora de repensar e planejar um novo ano, uma nova página no livro da sua vida. Assim, comecei a projetar os meus planos para um futuro bom, afinal, a vida é boa. O sol sempre nasce, mesmo que São Pedro não contribua muito. Pode até existir uma nuvem tampando, mas ele está ali, e o mesmo acontece com a felicidade,

106 Revista Energia

pode haver um pano que a cubra, mas ela está ali, basta querer! Amar mais, talvez namorar sério, ou namorar o mundo, ser feliz do meu jeito, sem me importar com as senhoras da esquina que ficam a desvendar os meus segredos. Mostrar para o dinheiro quem é que manda em quem, e para a minha gerente do banco enviarei uma rosa, pelos #$%¨¨%$#@#@$$** que já emiti enquanto ela pacientemente me explicava. Quando algo ruim acontecer, fecharei meus olhos e pensarei “calma, é apenas um sonho ruim”, e ao abri-los, terei a solução. Chega de pensar que nada dá certo. Tudo está onde deveria estar, e se não está do jeito que desejo, tem alguma lição embutida. Mexa-se. Não podemos esperar que venha uma mão do céu e nos puxe para um novo emprego, para um novo amor, para uma nova vida. É aprender, lutar e vencer, ir atrás dos sonhos onde quer que estejam. Afinal, não é só a fé que move montanhas, mas também juntar os sonhos com a vontade para realizá-los, trabalhar e o resultado será um mundo nas mãos. O segredo é ter coragem para ser feliz, é entender que pode não haver quem ajude, mas a ajuda é você quem faz. Lembrar que não há uma vida ruim, apenas aquele momento. E mudar sempre, mudar para o novo e melhor. Rir mais, aproveitar mais, viver mais enquanto há tempo. A vida é agora, a hora é agora, não importa com quem e onde, a felicidade está dentro de cada um, viaje para dentro de si e descubra-se, permita-se! Depois me conte como foi, garanto que a experiência de viver sem se preocupar com os outros será maravilhosa. Desejo que em 2014 você use um dane-se para o que dizem por aí, e se importe mais com a pessoa mais importante da sua vida, VOCÊ!


JAÚ SHOPPING - PISO SUPERIOR arezzojau@gmail.com (14) 3416-7737


108 Revista Energia

 
Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you