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| REVISTAENDORFINA.COM.BR | FEVEREIRO / MARÇO 2010


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uma edição

exemplar P

or mais que a maioria das pessoas não admita, todo mundo passa a vida inteira em busca de bons exemplos. Estamos sempre nos espelhando em algo ou alguém, famoso ou não, buscando referências e nos projetando nesta vida alheia especial. Parece que buscamos aparar nossas próprias arestas baseando-se nas experiências positivas deste outro alguém. Em alguns casos estas figuras acabam se tornando ídolos em comum de um grande grupo de pessoas. Um espelho. Um verdadeiro exemplo a ser seguido. No mundo da atividade física e do bem-estar, onde motivação e empolgação são motores essenciais, isto não poderia ser diferente. Precisamos de bons exemplos. Toda a rápida reflexão meio “emaranhada” e quase psicanalítica serve apenas para avisar que a missão da Revista Endorfina na edição número 5 foi exatamente esta: buscar bons exemplos. Paulo Zulu, o ator, modelo e empresário que mudou de vida aos 28 anos, sem nunca largar a atividade física; Waldyr Soares, o homem que mudou de vida aos 42 anos porque voltou a se agarrar aos valores do esporte. Patrícia Totaro, a profissional que ajudou a mudar o

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rumo e o jeito de olhar da arquitetura em relação ao fitness. São apenas três dos grandes exemplos que devem servir de nova inspiração pra muita gente a partir de agora. Também é impossível esquecer a experiência do Ecomotion e de todos os mais de 120 malucos que acompanhamos durante a mais dura corrida de aventura que o país já viu, na Serra do Espinhaço, em Minas Gerais. A Endorfina viu de perto este grupo percorrer quase 500 quilômetros, correndo, remando e pedalando. Uma verdadeira loucura e, acima de tudo, um belíssimo exemplo de superação e seriedade. Todo o trabalho de costume também está aqui. Moda, alimentação, academia, suplementos, eventos... tudo o que é necessário para ajudar nossos leitores na missão de compreender o universo fitness e wellness. Tudo para que continuemos cumprindo humildemente nossa missão: ser um belo exemplo de fonte de informação. Obrigado e boa leitura! Eder Brito Diretor de Redação


EXPEDIENTE 6

EXPEDIENTE Diretor Executivo e Publisher: Michel Kaminski Diretora de Publicidade: Ivete Gramm Gerente Comercial: José Santos Direção de Arte : Edilson Santana Circulação: Natália Esteves Atendimento: Eliana Silva EDITORIAL Diretor de Redação: Eder Brito Jornalista Responsável: Eder Brito - MTB 51.548 Revisão e Edição: Eder Brito e Gabriel Nicolatti Colaboradores: Diogo Patroni, Érica Brito, Flávia Ribas, Liege Soldano e Rafael Bonates.

ARTE E FOTOGRAFIA Projeto Gráfico e Diagramação: Wave Comunicação (11) 2307 1270 Imagens: Shutter Stock ESPECIALISTAS CONSULTADOS NESTA EDIÇÃO Daniela Taniguchi – Dermatologista – Hospital Mário Covas Denise Steiner – Dermatologista – Sociedade Brasileira de Dermatologia Elisabete Fernandes Almeida – Médica com especialização pela Universidade de Harvard – EUA José Ibis Coelho das Neves – Cardiologista – Hospital Beneficência Portuguesa SP Licínia de Campos – Nutricionista – Láctea Brasil Márcio Mancini – Endocrinologista - Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabobolgia de SP Natanael Viunisk – Nutrólogo – Consultor

A Revista Endorfina é uma publicação especial e bimestral da Kaminski Editora e Publicidade. Distribuição em academias, clínicas de nutrição e fisiologia, clínicas de fisioterapia e de pilates, clubes esportivos, hotéis e spas, condomínios e flats com academias, universidades, escolas, cursos técnicos, associações e eventos esportivos, estabelecimentos comerciais direcionados ao segmento esportivo, lojas de suplementos e de produtos naturais, lojas de equipamentos, roupas e acessórios fitness, federações e confederações esportivas, principais construtoras e administradoras do setor imobiliário. Praça: Nacional. Tiragem: 20.000 exemplares. A redação da Endorfina não se responsabiliza por conceitos emitidos em artigos assinados ou por qualquer conteúdo publicitário e comercial, sendo este último de inteira responsabilidade dos anunciantes.

Para sugestões, críticas ou elogios, envie um email para redacao@revistaendorfina.com.br

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CONSELHO EDITORIAL Walter Feldman Thiago Lobo CAPA Paulo Zulu Foto: Tatiana Rehbein ENDORFINA Av. Ipiranga, 1097. 9º Andar -93 CEP 01039-000. São Paulo - SP Tel. 3227 9555 ou 3228 8696 redacao@revistaendorfina.com.br www.revistaendorfina.com.br

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científico Herbalife Norton Murayama – Personal Trainer Fórmula Academia Ricardo César Ferreira – Personal Trainer Timóteo Araújo – Profissional de Educação Física – Celafiscs - SP


índice 10 16 20 24 26 28 34 44 48 8

Couromoda Os lançamentos esportivos da maior feira de calçados da América Latina

Namoro ou Amizade? As academias são o point dos relacionamentos interpessoais. E do amor

Vida Saudável Spas Urbanos: você ainda vai conhecer um

Samba e esporte no pé O preparo físico de quem encara os desfiles do carnaval

Endorfina Responde Suar faz bem?

esportista exemplar O papel da atividade física na vida de Paulo Zulu

À prova de cansaço Ecomotion: a maior corrida de aventura do país

Waldyr Soares O homem que ajudou a construir o fitness no Brasil

Fisioshop Produtos que a Endorfina recomenda

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Acontece Fitness

80 mil

metros a pé Gastamos as solas e encontramos as novidades esportivas mais legais da Couromoda 2010.

Por Eder Brito | Fotos: Divulgação

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ercorrer os 80 mil m² da Couromoda não é tarefa fácil. O pé, parte do corpo humano mais celebrada no evento, sofre bastante se a missão é descobrir as novidades escondidas nos stands dos 1.100 expositores. É a segunda maior feira do mundo e a maior da América Latina no setor de calçados, tênis, bolsas, artigos de viagem e, claro, artigos esportivos. Juntos, os expositores da Couromoda respondem por quase 90% da produção nacional deste segmento. Números que comprovam o gigantismo deste mercado e a difícil tarefa de elencar os principais destaques e lançamentos do mercado esportivo. O espaço destinado ao mercado esportivo na feira dobrou, aliás. De 744m² em 2009, para 1.200m² em 2010.

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Conforto quádruplo Quatro fases de amortecimento: a primeira na palmilha, a segunda nas molas de trás, a terceira na entressola e a última nas molas dianteiras. Esta é a principal característica do Ultragel Max, principal lançamento da Tenny Wee na feira. Chamada de Four Damping, a tecnologia promete atenuar os impactos do calcanhar e auxiliar na propulsão do ciclo da passada. Segundo Tânia Veronez, participante ativa no desenvolvimento do produto, o tênis é mais recomendado para a prática esportiva leve.

Pisada pronada? Você gira o pé “para dentro” excessivamente e força o seu dedão a entrar em contato com o solo? Se a resposta é positiva, significa que você tem pisada pronada e pode se considerar um usuário em potencial do Tera 2 Prona, principal lançamento da Olympikus na Couromoda 2010. O tênis traz a tecnologia Tube Tech, exclusiva para os praticantes de corrida e caminhada que possuem a pisada com essas características. O segredo está na entressola, com uma camada de EVA mais densa que corrige o “erro”.


Duplo sentido O tênis Flash II, apresentado pela Athletic na feira, também foi pensado para os praticantes de corrida. O grande diferencial são as duas opções removíveis de amortecimento: uma mais macia para treinos e outra mais rígida para os dias de corrida. O solado também tem um nylon diferenciado de dupla frontura que ajuda a melhorar a ventilação dos pés e, conseqüentemente, a sensação de conforto.

Tênis para os glúteos

Automóveis inspiradores

A Reebok lançou o Easytone durante a Couromoda. A tecnologia apresentada é curiosa: um sistema de peças que “desequilibram” a feliz usuária do tênis, como se fossem pequenas bolas de Pilates colocadas na sola do calçado. A pequena instabilidade força os músculos das panturrilhas e dos glúteos e ajuda a tonificá-los. Testado pela Universidade norte-americana de Delaware, o tênis teve um bom desempenho: ajuda a enrijecer em até 28% os glúteos e aumenta em 11% a atividade dos tendões e panturrilhas.

O sistema de amortecimento independente dos automóveis não faz apenas motoristas sedentários felizes. Os praticantes de atividade física também ganharam um lançamento diferenciado na Couromoda graças ao que a Tiptoe aprendeu com a engenharia automobilística. Inspirados nos veículos de quatro rodas, eles apresentaram o Bout´s Explorer 3.0, com um sistema que emprega três molas em aço inoxidável e bolhas de ar em TPU que absorvem e dissipam impactos. Com solado 100% borracha e palmilha moldada em PU (material com grande elasticidade), a empresa também conseguiu deixar o “veículo” mais confortável.


Sandálias esportivas De meia na Hidroginástica Dentro do espaço esportivo da Couromoda, encontramos um dos produtos mais inusitados: uma meia especial, que evita tombos na hidroginástica e no estúdio de Pilates. Este é o mote da Cotton Sock, que possui um solado totalmente revestido por um material especial que evita escorregões e acidentes na piscina e em outras superfícies lisas normalmente utilizadas para a prática de atividade física. Para os proprietários de estúdios de pilates, outra vantagem: a meia evita o contato do pé dos alunos com os equipamentos, geralmente cheios de partes de metal que podem oxidar.

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Nem só de tênis vive a Couromoda. Everlast, Opanka e Speedo apresentaram sandálias e chinelos esportivos, para os praticantes de atividade física que procuram uma opção para relaxar os pés. Inspirados na Copa 2014 e na movimentação de negócios que o futebol deve trazer para o setor nos próximos anos, a Opanka apresentou uma linha de chinelos com estampas inspiradas nas cores do Brasil e nos principais clubes brasileiros. Famosa pelos artigos esportivos “aquáticos”, a Speedo apresentou sandálias esportivas com a tecnologia Hidrofast que, além da secagem ultrarrápida, também é mais resistente a substâncias químicas das piscinas e absorve menos água. O lançamento foi realizado em parceria com a Grendene, que também se associou a Everlast para lançar uma linha de chinelos masculinos.


coma bem

aliado do futuro

Ingerir a quantidade adequada de cálcio é fundamental para evitar fadiga e prevenir contra osteoporose

Por Diogo Patroni

D

iversos elementos são de suma importância para auxiliar na formação desta máquina chamada “corpo humano”. O cálcio é um deles. A ingestão adequada previne contra osteoporose e estimula o desenvolvimento ósseo e muscular. Desde pequenos ouvimos que o leite é uma fonte rica em nutrientes, principalmente em cálcio e que o certo é tomar ao menos quatro copos por dia. E aquele copo de leite no início da manhã realmente é primordial, pois nele estão contidas 250 mg de cálcio, componente responsável pela formação da massa óssea do organismo. O cálcio também pode ser facilmente encontrado em alimentos derivados de leite (queijo, iogurte, requeijão), vegetais (brócolis e couve-flor), em peixes (sardinha, salmão) e em grãos (soja, aveia). De acordo com a nutricionista da Láctea Brasil, Dra. Licínia de Campos, o consumo de cálcio é um componente vital, que deve ser levado em conta pelos jovens. “O organismo produz cálcio suficiente até os 30 anos. A partir daí, ele pára de fabricar e passa a retirar a quantidade armazenada no organismo. O que foi consumido ao longo da vida vai funcionar como um banco de reposição”, explica a especialista.

Cálcio nos esportes Aos praticantes de atividades físicas vale um alerta: O cálcio é um importante aliado para a obtenção de massa muscular e diminui (parcialmente) os riscos de fadiga muscular. No entanto, para que não ocorra desequilíbrio da porção solicitada pelo organismo, o esportista deve sempre manter uma alimentação balanceada. Segundo recomendações da Organização Mundial da Saúde, a quantidade mínima de cálcio ingerida por dia deve ser um grama, o que equivale a quatro copos de leite (250 mg/cada). Dados da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia revelam na pesquisa Brasil Nutre 2009, que os níveis de cálcio são considerados favoráveis em 17%, da população. Os outros 83% tem um déficit considerável. Os números apontam para uma geração propensa a osteoporose a partir dos 40 anos de idade. Caso não seja possível seguir as recomendações à risca, uma saída é a suplementação. Para o Dr. Natanael Viunisk, consultor científico da Herbalife, nutrólogo e pediatra, antes de utilizar qualquer suplementação


é recomendável buscar auxílio médico e nutricional. “A ingestão em excesso pode acarretar em calcificações nos rins e na vesícula”, ressalta o médico. Já o personal trainer da Fórmula Academia, Norton Murayama acredita que esse tipo de suplementação não é válida para os adeptos de musculação e exercícios de impacto. “A dieta de cada aluno é personalizada. Existem aqueles que precisam de mais vitaminas, outros de sais minerais, aminoácidos e por ai vai. Em exercícios que envolvem densi-

dade óssea e impacto não há necessidade de suplementos”, afirma Murayama. A mesma opinião é partilhada pela nutricionista Licínia de Campos, “a musculação paliativa é extremamente importante, pois quando você se exercita com pesos, corre ou anda está promovendo um desgaste ósseo momentâneo que provoca a homeostase (gatilho de ativação do organismo). Assim o músculo faz uma massagem no osso estimulando seu desenvolvimento”.

QUADRO:

OUTRAS FONTES DE CÁLCIO ALIMENTO

PORÇÃO

Agrião

1 pires

50

Beterraba

4 colheres de sopa

99

Brócolis cozido

4 colheres de sopa

134

Coalhada

½ copo

196

Couve- manteiga

1 pires

99

Flocos de Aveia

4 colheres de sopa

156

Gergelim sementes

100g

417

Iogurte desnatado

1 copo

250

Iogurte natural

1 copo

360

Laranja

1 unidade

96

Leite integral

1 copo

290

Leite desnatado

1 copo

300

Mamão

1 unidade grande

106

Melancia

1 fatia grande

22

Pão integral

1 fatia

12.2

Peixe

1 filé / posta

50 - 60

Queijo minas

1 fatia

137

Quiabo

4 colheres de sopa

Requeijão

1colher de sopa cheia

Salmão

1 filé

160

Sardinha em conserva

100g

402

Soja

1 xícara

175

Tofú

120g

150

Fonte: Secretaria de Estado da Saúde 14 | REVISTAENDORFINA.COM.BR | FEVEREIRO / MARÇO 2010

QTD. DE CÁLCIO (em mg.)

359 169.5


na academia

Interatividade

física Casais e amigos que se conheceram na academia e mudaram seu relacionamento com o esporte

Por Eder Brito

A

história se repetia todas as manhãs. O economista Marcos Di Sessa, 42, chegava na academia às sete da manhã para fazer musculação e, através de um vidro que separava as salas, contemplava a advogada Karina Pasqualini, 29, participando da aula de ginástica localizada. A sala tinha umas vinte garotas, todas bonitas, mas o seu olhar sempre acabava recaindo sobre a mesma mulher. “Um corpo impecável, magra sem ser esquelética, um rosto expressivo, lindos olhos verdes”, pensava Marcos. Depois de duas semanas, Karina recebeu a primeira “cantada” oficial ao sair do vestiário da academia. Ali começava uma história de amor e um novo jeito de encarar o esporte na vida de ambos. “A academia e as atividades esportivas são parte importante da nossa rotina. Estamos praticando até yoga juntos, além dos treinos para as corridas e a musculação. Acho que as academias têm um alto potencial de integrar as pessoas e até de se conhecer um grande amor”, revela Marcos. A cada dia que passa, as academias comprovam o seu potencial de “centros de convivência”. A atividade física passa a ser coadjuvante de um momento de interação social e verdadeiras experiências de relacionamento interpessoal. “Depois que começamos a namorar criamos um laço maior com os alunos e, por consequência, surgiram outros casais, ‘inspirados’ por nós. O cupido anda rondando a sala de musculação”, brinca o professor Sérgio Eco, que também conheceu a namorada (também professora) em uma academia. Empolgado com a idéia de interação social e histórias românticas, ele decidiu abrir seu próprio negócio, o Studio Eco, com um ambiente que facilitasse o convívio. “Atendo a turmas de até cinco alunos por aula. Eles convivem diariamente e criam um vínculo. Isso torna o ambiente mais descontraído e motivante”, ana16 | REVISTAENDORFINA.COM.BR | FEVEREIRO / MARÇO 2010

lisa. O personal trainer Harry Rosenberg também descobriu uma oportunidade de negócios graças à academia. “Eu e meu sócio, que também é professor, nos conhecemos na academia”. Juntos eles fundaram a Qualiforma&Saúde, que oferece serviços como consultoria esportiva, ginástica laboral e até serviços de transporte para quem precisa se locomover até a academia ou até um parque. “É um serviço que funciona bem para a terceira idade, por exemplo. Muita gente tem uma vida solitaría nesta fase da vida, mas com a atividade física acaba se reunindo em grupos e acaba fazendo amizades que leva para outros contextos da vida”, conclui Harry. Fernanda Rossi também conheceu o namorado na academia. “Comecei a frequentar a academia perto de casa e ele é professor de lá. Surgiu uma amizade, um dia combinamos de nos encontrar em um show e acabamos ficando”, lembra. Dentro da academia o casal mantinha apenas o contato aluna-professor. “Mesmo assim surgiam algumas reclamações pois ele acabava me dando mais atenção”, confessa Fernanda. A parte mais importante: ela passou a aparecer na academia com muito mais frequência. “Malhar acabava sendo uma conseqüência”.


na moda

hora de escolher As melhores opções de relógios para surfistas e corredores

Por Flávia Ribas | Fotos: Divulgação

S

e você pensa que a função de um relógio se restringe meramente a marcar as horas, os minutos e os segundos de um dia, está equivocado – principalmente se estivermos falando de um relógio esportivo. Com um mercado que cresce a cada ano, os relógios esportivos mostram que, com a ajuda da tecnologia, têm o poder de proporcionar o monitoramento de atividades físicas, gerando um melhor desempenho aos atletas. No surf, os praticantes são motivados pelo desejo de pegar a onda perfeita. A Rip Curl, por exemplo, investe em acessórios que favorecem a melhor atuação dos surfistas. A linha de relógios foi fundada em 1989 e o pioneirismo de desenvolver relógios com sistema de maré, ajustável para milhares de praias do mundo, foi lançado no mercado em 1995. “A maré interfere diretamente na prática do surf e ela varia quatro vezes durante o dia, então, o relógio da Rip Curl aponta o melhor momento do dia para o surf. Conseguimos computar as fases da lua para os próximos 20 anos, tudo dentro do relógio. O nível de erro é muito pequeno, imperceptível”, afirma Patrick Winkler, gerente dos relógios da marca no Brasil. Atualmente, existem 12 modelos à venda, com 50 variações de cores. Nos relógios dedicados a treinos e corridas de rua, a Nike lançou em setembro de 2009, o kit SportBand, uma pulseira que, além de relógio, possibilita aos atletas o acompanhamento da distância percorrida, ritmo, tempo e calorias consumidas durante a prática de atividade física. Outra novidade é a experiência da corrida online, feita através do cadastro no site nikeplus.com. Assim, os corredores podem, após o término 18 | REVISTAENDORFINA.COM.BR | FEVEREIRO / MARÇO 2010

do seu treino, passar os dados do seu desempenho para o computador (há uma parte removível no relógio que conecta no USB do PC), avaliar a própria atuação e trocar ideias com corredores de todo o mundo. “Estamos oferecendo aos corredores uma comunidade virtual com informações completas e abrangentes para todas as suas necessidades. Desde encontrar o produto ideal, os detalhes da última corrida, a evolução do treinamento e a conexão com colegas através da comunidade Nike Plus. Estamos ajudando os corredores a dar um novo passo”, afirma Leslie Lane, vice-presidente global e gerente geral de corrida da Nike. Filipe Gusmão dos Santos, usuário dos relógios Nike Triax Elite e Garmin Forunner 405/405 CX, acredita que os relógios esportivos o auxiliam bastante nos treinos em academias e corridas de rua. “As principais vantagens estão ligadas aos benefícios que esse tipo de equipamento pode oferecer, como: controle de distâncias, alertas de ‘pace’, controle cardíaco, gasto calórico, conectividade com PC para baixar treinos, entre outras. Há também, a composição de materiais mais leves e resistentes ao suor do que os relógios comuns”, diz. Ele afirma, ainda, que não se preocupa com as tendências da moda para fazer a sua escolha. “Para ser honesto, os modelos que uso não são ‘da moda’. Basicamente minha preocupação está restrita às possibilidades que o modelo pode oferecer durante os treinos”, completa.


endorfina debate

o que

eu faço Qual é a modalidade esportiva mais completa?

Por Rafael Bonates

Q

uem pratica atividade física, muitas vezes tem dificuldades para definir qual modalidade é mais adequada ao seu perfil e qual vai trazer mais benefícios à sua saúde. Existem muitos tipos de exercícios à disposição e decidir qual praticar pode ser um grande desafio. Pensando nisso resolvemos perguntar a alguns especialistas no assunto: qual é a modalidade esportiva mais completa?

Nós nos cansamos de sempre praticar o mesmo exercício. O melhor é associar 2 a 3 modalidades

“Não existe uma só modalidade esportiva que por si seja a mais completa. Até mesmo porque nós nos cansamos de sempre praticar o mesmo exercício, o melhor é associar 2 a 3 modalidades, para que a atividade física nos proporcione os melhores resultados, tanto para a nossa forma física como para a prevenção de doenças. O ideal é associar exercícios variados com pesos e atividades que trazem benefícios cardiovasculares e aeróbicos. Os exercícios com pesos, de três a quatro vezes por semana, em associação com exercícios cardiovasculares, também de três a quatro vezes por semana, promovem a perda de gordura e o ganho de massa muscular, além de melhorarem o condicionamento cardiovascular. Variandose os exercícios, a atividade física pode se tornar mais agradável e trazer mais benefícios para o organismo.” Dra. Elisabete Fernandes Almeida - Médica com especialização pela Universidade de Harvard, EUA, em projetos de educação Médica Continuada.

“A modalidade que quero apresentar é a caminhada. Trata-se da atividade que fazemos logo após 12-14 meses de idade. Representa a atividade física mais democrática que podemos ter acesso. O calçado não precisa ser especial. Podemos fazer em etapas menores e depois voltar a completar. Não preciso suar. Posso fazer como esporte, como exercício, como atividade de transporte, como atividade de lazer, como atividade de amor (andamos e conversamos com a namorada). Facilmente me adapto a velocidade do amigo e da amiga. A caminhada está diretamente associada com vários beneficios que podem nos ajudar na melhora da saúde. Ajuda no controle glicemico, na digestão, no controle de peso, na força muscular de membros inferiores. Posso fazer com andador, com muleta, posso fazer se sou cego, se sou surdo, A intensidade ideal é aquela que me sinto bem, me dá prazer” Timóteo Araújo - Profissional de Educação Física, pesquisador do Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul.


vida saudável

Oásis urbanos

Antes localizados em pontos estratégicos e distantes da correria cotidiana das metrópoles, os spas estão invadindo os grandes centros

Por Érica Brito

O

riginada do Latim, a palavra Spa é a sigla do termo “sanus per aquam” ou “saúde através da água”. A definição é antiga e ainda predomina entre estes estabelecimentos, em que grande parte dos serviços oferecidos se utiliza dos benefícios da água. A novidade é que atualmente os Spa´s, que antes eram localizados em pontos estratégicos e distantes da correria cotidiana das metrópoles, estão invadindo os grandes centros. São os Spa’s Urbanos. Hoje é possível relaxar próximo a um aeroporto, por onde diariamente passam centenas de pessoas apressadas, preocupadas e cheias de compromissos ou ao lado do Palácio da Alvorada, em pleno corre-corre político brasileiro. Mauro Honório da Silva, proprietário do Spa Aeroporto, na região de Congonhas (zona sul de São Paulo) acredita que cada casa é moldada de acordo com a região onde se localiza e com as necessidades do seu público. “Esse é um dos motivos do surgimento do “Day Spa” (Um dia de spa), que possibilita que os mais compromissados desfrutem de um dia ou de algumas horas de relaxamento. Com isso, os estabelecimentos atraem cada vez mais adeptos”, explica. A aeroviária Anna Bressan conta como passou a ser uma freqüentadora assídua, “O primeiro day Spa que fiz foi um presente de aniversário de casamento. O benefício foi tanto que eu volto de tempos em tempos, para renovar forças, ânimo e auto-estima”, revela. “Muitas vezes o cliente sai do trabalho e, ao invés de fazer um happy hour, vem para cá e uma hora já é o suficiente para que ele relaxe”, conta Mauro Honório. O público que freqüenta os spa’s é cada vez mais heterogê-

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Day Spa” (Um dia de spa), que possibilita que os mais compromissados desfrutem de um dia ou de algumas horas de relaxamento Com isso, os estabelecimentos atraem cada vez mais adeptos neo. Localizado em Brasília, o Golden Spa é uma prova disso. “Atendemos embaixatrizes, políticos, socialites, empresários, funcionários públicos e donas de casa. Nossa empresa atende os mais diversos públicos”, afirma a gerente de relacionamento do local, Sueli Maestri Os Spa’s Urbanos não deixam em nada a desejar em comparação aos mais antigos, afastados do perímetro urbano, cuja idéia principal era proporcionar uma fuga dos problemas. Existe um cuidado especial para criar um ambiente silencioso e acolhedor. “É totalmente possível obter o mesmo resultado frequentando um spa urbano”, diz Anna Bressan. “Todo mundo precisa de uma parada obrigatória e estratégica, mas nem todos têm tanto tempo”, avalia.


suplemento

o ABC

dos BCAA’s Conheça as principais características destes aminoácidos e as dicas para iniciar o consumo

Por Eder Brito

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hiago Monteiro é o típico praticante de atividade física. Entre musculação, abdominais e aulas de jump, ele treina duas horas por dia em média. Além de uma alimentação balanceada, também utiliza suplementos alimentares em busca de melhores resultados para a hipertrofia muscular. Whey Protein, Dextrose e Albumina são parte integrante do cardápio de Thiago. E há uma semana ele começou a consumir um outro suplemento: BCAA. Muita gente conhece esta sigla, mas pouca gente sabe que esta é a abreviação de Branch Chain Amino Acids (Aminoácidos de Cadeia Ramificada, em bom português), um dos principais suplementos em qualquer programa de nutrição esportiva, indispensáveis para a manutenção e o crescimento dos músculos. “Quem pratica musculação nunca está satisfeito, está sempre em busca de mais alternativas para melhores resultados”, explica Thiago. “Com a BCAA, eu espero encontrar mais um aliado na hipertrofia muscular”, conclui. Segundo Licínia Campos, nutricionista da Láctea Brasil, Thiago está no caminho certo. “Os BCAA’S são de especial importância para atletas e esportistas, pois são mais metabolizados no músculo do que no fígado”, avalia Licínia. Ela explica que depois da digestão, a

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BCAA se transforma em um “combustível energético”. “Se a dieta do atleta for adequada nutricionalmente, então os aminoácidos essenciais são usados para a síntese protéica, o que otimiza a atuação humana avançada (musculação, por exemplo)”, conclui. O cuidado para iniciar o consumo de BCAA´s também é uma parte importante do processo. Além da orientação de um médico ou nutricionista, escolher empresas e laboratórios com experiência no desenvolvimento de suplementos é parte estratégica deste “be-a-bá” inicial do consumo. “É essencial que a matéria-prima utilizada na elaboração do BCAA seja pura e de boa procedência”, explica Fabiana Carduz, gerente da Carduz Suplementos. “É importante buscar orientação para fazer uma boa escolha na hora da compra. Sempre que um consumidor é convencido a comprar um produto de preço inferior, provavelmente está perdendo em termos de qualidade e, conseqüentemente, nos resultados”, diz Fabiana. O gerente da GT Nutrition, André Cunha, complementa a teoria. “O maior cuidado é não se deixar levar 100% pela propaganda. Às vezes, a diferença de preço é a garantia de que você está tomando um suplemento de qualidade, que realmente tem na composição aquilo que está no rótulo”.


vida sauespecial 24

educação física carnavalesca Sambar também exige preocupação e preparo físico Por Flávia Ribas

A

s escolas de samba são compostas por centenas de membros. Passistas, músicos, mestres-sala, porta-bandeiras... Um grupo de pessoas que dedica horas e horas de sua vida para preparar um desfile que dura pouco mais de uma hora. E se engana quem acha que o desgaste físico destas pessoas se restringe aos minutos de desfile. Há um grande esforço físico durante o ano que antecede o desfile, com ensaios, alimentação regrada e malhação.

José Ibis Coelho das Neves, cardiologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo, afirma que a as atividades físicas devem ser mantidas regularmente e não apenas de forma temporária, ato recorrente no período de verão e que pode ser adotado por alguns sambistas. “O condicionamento físico ideal para uma vida saudável é praticar atividades aeróbicas diariamente, durante 30 minutos. É importante a pessoa achar aquilo que goste e tornar isso um hábito”. A sobrecarga de exercícios em um curto espaço de tempo (carnaval, por exemplo) pode gerar sérias conseqüências ao corpo. “Exercitar-se de maneira errada pode lesionar articulações em geral, como joelhos e cotovelos, além de músculos, como é o caso do coração, que não está preparado para uma sobrecarga repentina”, afirma.

j3p

Segundo Nani Moreira, rainha da bateria da Mocidade Alegre há 10 anos, desfilar no Sambódromo do Anhembi exige uma boa forma física. ”Me preparei para o carnaval de 2010 freqüentando a academia três vezes por semana, com treinos de 1 hora e meia”, afirma. Na Unidos de Vila Maria, o carnaval deste ano vem com

muita força para a ala da comissão de frente. São 15 homens, entre 23 e 30 anos de idade, que desfilam com fantasias de 12 kg cada um. “Para o pessoal da comissão de frente agüentar os 30 minutos na avenida com esse peso todo nas costas, iniciamos uma preparação especial. Na quadra, trabalhamos diretamente com o exercício específico para o movimento utilizado. Usamos, por exemplo, mochilas com peso”, comenta Sérgio Lopes, coreógrafo da Vila Maria. A alimentação também é carro chefe para quem quer ter um bom desempenho. Evelyn Eduardo, chefe da ala das passistas da Rosas de Ouro, conta que aconselha as meninas a se alimentarem antes dos ensaios e a tomarem bastante líquido. “Não comer antes de um ensaio ou antes do desfile prejudica, pois é preciso muita energia e disposição”, explica.

Zigomaticus major

Para nós, este é o músculo mais importante do seu corpo.

24 | REVISTAENDORFINA.COM.BR | FEVEREIRO / MARÇO 2010 www.formulaacademia.com.br


beleza pura

sentindo

na pele

O que o esporte pode fazer pelo maior órgão do corpo humano

Por Érica Brito

A

busca por um corpo escultural, adquirir massa muscular ou perder aquela gordurinha localizada são alguns dos vários motivos que fazem crescer a procura pela atividade física. E além desta lista clássica de razões, existe uma outra, pouco comentada: os exercícios também podem ser grandes aliado da pele, maior e mais pesado órgão do corpo humano.

O Personal Trainer Ricardo Cesar Ferreira, que atualmente é preparador físico de um time de futebol da Coréia do Sul, diz que mesmo não sendo tão evidenciado como outros órgãos, a pele também se beneficia com as atividades físicas. Ele explica que, “os exercícios podem estimular a função de

revestimento da pele, a função metabólica, bem como a aparência estética”. Ricardo dá dicas de alguns exercícios e os seus conseqüentes benefícios. A musculação, por exemplo, é um deles. “Fortalece os músculos inferiores e auxilia no retorno venoso (circulação). Isso evita as estrias, porque elas são causadas pela má circulação”. Já para as celulites, que estão relacionadas ao aumento do percentual de gordura, são indicados exercícios aeróbicos (caminhadas, jogging e bicicleta, por exemplo). A técnica em enfermagem Simone Gonçalves dos Santos tem 26 anos, mas já se preocupa em cuidar do corpo, beleza e saúde em geral. Há um ano ela freqüenta academia e concorda com Ricardo. “A atividade física de modo geral ativa a circulação sanguínea, melhorando a oxigenação dos tecidos”, explica. E a preocupação com a pele não é exclusiva das mulheres. “Hoje homens se preocupam com a aparência, porque ela implica também no sucesso do trabalho”, acredita a dermatologista Denise Steiner, membro da Academia Americana de Dermatologia. Ela acredita que saúde e beleza caminham lado a lado. “A beleza adquirida de maneira inteligente e equilibrada segue junto com a saúde. E a academia pode ser uma grande aliada e trazer vários benefícios, desde que sua utilização seja feita de maneira consciente”, conclui.


endorfina responde

suar

faz bem? Endorfina ouve especialistas e desvenda mitos sobre o suor

Por Diogo Patroni

S

eja após uma leve caminhada, uma simples corrida, ou após horas de intensa atividade física, ele está lá. Algumas vezes é um visitante indesejado, geralmente aparece em altas temperaturas e se manifesta de uma maneira não muito confortável. O suor é um assunto complexo. Segundo Daniela Taniguchi, dermatologista do Hospital Mário Covas (SP), membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, quando suamos, nosso organismo está agindo conforme a elevação da temperatura corporal (que deve se manter em 36°C). O suor atua como um “auto-refresco” para a pele. “O suor é o produto secretado pelas glândulas sudoríparas. Quando a temperatura do corpo se eleva (37ºC), durante exercícios físicos e em altas temperaturas, a vaporação do suor refresca a pele e o corpo”, explica. De acordo com a especialista, suar faz bem, pois regula a temperatura do organismo. Entretanto o suor excessivo é prejudicial, pois pode gerar micoses. “Se for apenas durante atividades físicas, não há problema. Mas a constante umidade da pele pode favorecer a proliferação de fungos e bactérias provocando micose e mau cheiro, principalmente nas dobras (virilha, axilas, embaixo das mamas) e nos pés “, destaca. Para evitar qualquer tipo de constrangimento, é recomendável trocar de roupa com mais freqüência, principalmente

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em dias de calor excessivo. Já para os praticantes de exercícios o indicado é treinar sempre com roupas leves, que permitam a transpiração adequada, facilitando a evaporação do suor. Usar meias de algodão, revezar os tênis e deixá-los em locais arejados também é boa opção. Em casos mais extremos, de hiperidrose (suor excessivo), a dermatologista aconselha praticar atividades físicas nos períodos de baixa intensidade solar. “Para estas pessoas é bom usar luvas (os pesos e aparelhos podem escorregar das mãos) e optar por atividades durante o começo da manhã ou à noite. Nos casos mais graves, uma saída é a natação e outras atividades aquáticas”, diz. E vale lembrar que suor não é sinônimo de perda de calorias. Durante os treinos, temos a impressão de que quanto mais suor, mais calorias são perdidas. Mas a caloria é a queima de gordura e o suor atua como “termômetro”, conforme explica o endocrinologista Dr. Marcio Mancini, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabobolgia do Estado de São Paulo (SBEM-SP). “Não podemos medir a quantidade de calorias perdida pela quantidade de suor. Ou seja, o peso não é perdido sob forma de suor. O suor acontece para equilibrar a temperatura corporal. A gordura, quando é queimada (oxidada) é perdida sob a forma de gás carbônico na respiração e água na urina”, explica.


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Paulo zulu História de dar inveja

O papel do esporte na vida de um dos rostos brasileiros mais conhecidos no mundo da moda Por Eder Brito | Fotos: Toti Jordan e Eduardo Lyra

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aulo Zulu é uma dessas figuras que se pode chamar de “invejável”. As mulheres o admiram, especialmente pela beleza dos olhos verdes, estrategicamente posicionados no rosto de um corpo que mede 1,86m. Os homens o invejam de maneira saudável, tanto porque o coração das mulheres palpita mais forte na presença do carioca, quanto por enxergar nele um bemsucedido empresário, ator e modelo, reconhecido internacionalmente. Além destes detalhes, é um homem que aprendeu a se relacionar da maneira certa com o esporte e se alimenta muito bem. Por último, mas não menos importante, Paulo é casado com Cassiana Mallmann, integrante do rol das beldades brasileiras que deram certo na carreira internacional de modelo. Tanta bajulação não é sem motivo. Paulo Cézar Fahlbusch Pires nasceu no dia 2 de abril de 1963 e, desde então, ganhou muito mais do que o sobre-

nome Zulu (o famoso apelido, surgido na adolescência). Nascido no Leblon, Paulo começou suas conquistas tentando bater o recorde de esportes praticados na infância. Famoso pelas ondas que pega em várias praias da costa brasileira, ele começou praticando muito mais do que o equilíbrio na prancha. “Antes do surfe, minha mãe e meu padrasto davam aula e viajavam pelo Brasil como professores de Educação Física. Eu ia junto e praticava vários esportes. Fiz judô, natação, basquete, vôlei, futebol de salão”, enumera. Mas a relação mais íntima na infância era mesmo com o surfe. “Depois dessa fase de viagens, conheci o surfe como esporte e me dediquei totalmente”. A primeira vez que Paulo surfou foi em Ipanema, famosa praia carioca. “Foi quando ainda tinha o píer. Eu tinha ganhado uma prancha de aniversário do meu padrasto e fui surfar. Mas não sabia que precisava de parafina. A prancha escorregava pra todo lado”, relembra Zulu. Das praias cariocas dessa época, Paulo também guar-


Paulo pratica jiu-jítsu e surfe, além de alpinismo e pesca submarina. São treinos de duas a três horas diárias da lembranças de quando era vendedor. Roupas e peixes eram alguns dos artigos comercializados pelo futuro astro das passarelas européias. “Eu era um bom vendedor. E continuo até hoje”, conta. E foi vendendo bugigangas e surfando em Ipanema que Paulo descobriu a oportunidade de se tornar um cara “invejado”. Um carro quebrado mudou a história do rapaz. “Na época eu treinava muito jiu-jitsu e o dono da lanchonete da academia era fotógrafo. Um dia o carro dele quebrou e eu ajudei a consertar. Ele me convidou pra fazer uma participação no book de uma menina que estava pagando pelo serviço. Eu aproveitei e fiz fotos com ela e também pro meu book pessoal”, lembra. Também em 1992 o esporte o ajudaria mais uma vez a garantir seu espaço no mundo da moda. Durante um campeonato de surf na República Dominicana, Zulu foi fotografado por Ernesto Baldan para 30 | REVISTAENDORFINA.COM.BR | FEVEREIRO / MARÇO 2010

a campanha de uma marca de surfwear. Daquele ponto em diante, sua carreira deslancharia. Com 28 anos naquele momento, Paulo poderia ser considerado velho para o mundo da moda. “Mas eu não aparentava a idade que tinha”, explica o modelo que a partir de então, iniciou uma carreira internacional que, dentre outras coisas, lhe rendeu trabalhos para marcas como Armani, Valentino, Dolce & Gabbana e Jean Paul Gaultier. Prestes a completar 47 anos, Paulo ainda continua com um semblante que passa longe do estereótipo “meia idade” e segue praticando muito esporte. Fã de Rickson Gracie e Kelly Slater, ele pratica jiu-jítsu e muito surfe, além de alpinismo e pesca submarina. São treinos de duas a três horas diárias, principalmente das duas primeiras modalidades. O local em que Paulo vive agora facilita muito o relacionamento diferente com a prática esportiva e o contato com a natureza. Ele é proprietário da Zululand, uma pousada localizada na Guarda do Embaú, vila de pescadores que fica a 40 quilômetros de Florianópolis, em Santa Catarina, paraíso litorâneo que o carioca já conhecia desde a época de adolescência, quando pegava ondas por lá. “A Zululand é uma aposentadoria e um patrimônio para os meus filhos”, explica o pai de Patrick, 7 anos e Derek, 5. Apesar da pouca idade, os dois


herdeiros já surfam e treinam com o pai na academia. Quando questionado sobre o melhor lugar do Brasil pra surfar, ele não tem dúvida: está no lugar certo. “A Guarda do Embaú é o melhor local. Tenho facilidade de ir andando e tem uma qualidade boa de onda”, confessa um invejado Zulu. A vida de modelo não influenciou a relação de Paulo com o esporte. Ele acha, inclusive, que praticar esporte não é um dever dos profissionais da moda. “Obrigação de modelo é saber trabalhar e vender produtos”, diz. Ele também morou em Paris, época em que conheceu a esposa Cassiana e conseguiu alguns dos trabalhos mais significativos. Foi lá que a dedicação ao esporte mudou de alguma maneira e Paulo deve ter sentido um pouquinho de inveja de quem tinha as praias brasileiras disponíveis. “Tive que me dedicar muito mais ao tra-

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balho. Paris não tem mar, mas encontrei uma academia e treinei bastante jiujítsu”, afirma. Atividade física contínua e bem feita não é um dos únicos segredos de Paulo Zulu. Correr por aí e exibir um corpo de dar inveja não seria tarefa fácil sem a ajuda de uma alimentação regrada. “Faço uma refeição grande e dois lanches”, explica o atleta-modelo, que também não consome carne vermelha. Ele é um dos grandes difusores do consumo de peixes, pois defende a ideia de que o peixe é a única carne que não sofre intervenção “veterinária”. Paulo também consome suplementos com proteína (“às vezes”) e, quando treina muito jiujítsu, usa um repositor energético. O futuro a Deus pertence, mas Paulo já sabe bem o que fazer para continuar sendo um homem positivamente invejado. A próxima empreitada pode ser

na política. Zulu está filiado ao Partido Verde (PV) desde o ano passado e pode ser um dos nomes na disputa de futuros deputados federais em 2010. Ele surgiu como alternativa depois de uma pesquisa do PV que apontou seu nome como um dos preferidos dos catarinenses para defender causas ambientais na Câmara de Deputados em Brasília. “Se o partido quiser investir, eu me candidato”, confessa. Um brasileiro que conseguiu transmitir seus valores a outras pessoas, portanto. Um esportista nato e eterno, que descobriu como crescer e começar a envelhecer com saúde. Um homem com princípios, invejado comprovadamente, por pesquisa. E é claro que a inveja, usada aqui o tempo inteiro, não passa de uma saudável brincadeira. É tudo admiração e respeito. O tempo todo.


vida sauespecial 34

ver

para crer Ecomotion explica o que é atividade física

Por Eder Brito | Fotos: Alexandre Cappi / David dos Santos Jr. / Fábio Piva

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o chegar na cidade de Diamantina naquele momento era impossível pensar em outra coisa que não fosse esporte. Era difícil proferir qualquer palavra que não estivesse ligada, de alguma maneira, ao mundo da atividade física. Homens e mulheres com roupas no melhor estilo fitness atravessavam a cidade com seus carros lotados de bikes, remos e todo o equipamento necessário para enfrentar a maratona que começaria no dia seguinte. No século XVII, as ladeiras da cidade mineira eram as principais vias de transporte para os diamantes que os portugueses carregavam até seus país de origem. Naquele momento, no entanto, seu potencial estava transformado. Faltavam menos de 24 horas para a largada do Ecomotion/Pro. E uma das maiores corridas de aventura do mundo ditava o ritmo da cidade. Só vendo pra acreditar. Os preparativos, a concentração e a chegada eram em Diamantina, mas outras cidades também serviriam de apoio e de inspiração para os atletas. Serro, Conceição do Mato Dentro, Presidente Kubitschek e até a pequenina Santana do Riacho eram alguns dos municípios que ajudam a formar a Serra do Espinhaço e a Serra do Cipó, paradisíacos cenários que construíam o percurso de 470 quilômetros que os 124 atletas de 31 equipes iriam enfrentar. São quase 170 quilômetros de trekking, 211 de bike e 90 de canoagem, sem contar os 70 metros de rapel dentro da Gruta do Salitre, onde também estava o trecho de caving. Cenários lindos. Só mesmo estando lá pra ver. “É uma área montanhosa e por isso o desgaste físico é grande. Muitas rochas expostas, pouca vegetação, arbustos pequenos... além do sol forte no alto das serras. Serão

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lugares inóspitos e inusitados”, já dizia Tiago Valois, diretortécnico do Ecomotion/Pro, antes mesmo da prova começar. “Vamos percorrer uma das melhores regiões do Brasil para a prática da corrida de aventura. Teremos um pedal verdadeiro para os amantes do mountain bike, com subidas e descidas incríveis. O trekking será totalmente aspiracional e o terreno é fantástico para que os bons navegadores exercitem a sua estratégia de orientação.Haverá muitas possibilidades de escolhas de caminhos para ganhar tempo, dependendo da habilidade de cada um. O trecho de canoagem vai exigir uma boa leitura de rio das equipes e quanto as técnicas verticais... estaremos no paraíso para esta disciplina”, previa o organizador da prova Said Aiach Neto, idealizador do Ecomotion. Esta não era a primeira vez do Ecomotion. Desde a primeira edição, na Chapada Diamantina, em 2003, os percursos sempre obedeciam a estas regras: locais maravilhosos, cenários paradisíacos e verdadeiras provas de fogo para os atletas que aceitassem o desafio. Costa do Dendê (2004), Serras Gaúchas (2005), Itatiaia-Paraty (2006), Búzios (2007) e Jericoacoara (2008) foram os cenários escolhidos nos anos anteriores. Só lugares bonitos de se ver. “Pela primeira vez nós temos muitas equipes que vieram com o pensamento de querer ganhar. A corrida sofreu um amadurecimento. Muitas equipes se profissionalizaram. O esporte evoluiu, em termos de estrutura, em termos de patrocínio e em termos de entendimento das equipes quanto à prova. Quem souber trabalhar em equipe, souber como não gastar energia à toa e desenvolver boas estratégias de navegação vai levar vantagem”, sacramenta Said.


O que vestir? Para qual lado ir? Além do preparo físico especial, alimentação estratégica e suplementação, as equipes que quisessem considerar a hipótese de ganhar alguma parte dos 30 mil dólares de premiação do Ecomotion precisavam contar com mais um detalhe: um bom navegador. Considerada a única cordilheira do Brasil, a Serra do Espinhaço, com seus picos e vales de quase mil quilômetros de extensão, era muito mais do que um paraíso da fauna e flora brasileiras. Representava também um desafio e uma possibilidade muito grande de se perder, em meio ao sono e desgaste físico. Um dos “culpados” pelo percurso desgastante era o geógrafo Carlos Lucas, o Cacá. Junto com Said, organizador da prova, ele foi o responsável por criar as dificuldades que os atletas enfrentaram durante a prova. “Eu penso como geógrafo e o Said vai com a cabeça de atleta. Ele pensa o que o atleta já enfrentou e o que ainda precisa enfrentar na prova”, diz. Cacá gastou duas semanas para reconhecer e mapear todo o trecho percorrido pelos atletas. “Todos os mapas da região são do IBGE e são da década de 70. Alguns trechos foram totalmente modificados”, explica. As dificuldades topográficas ainda se alia-

vam a outro desafio: a roupa utilizada. Gustavo Caixeta, da equipe Yaks Kimera Absolut ainda conseguia explicar suas estratégias depois de quase 60 horas de prova. “Eu tenho trocado muito de meia e tenho pedalado sempre de manga comprida, por culpa do sol. Usamos um tecido na camiseta que favorece a ventilação. Mesmo assim, o número de bolhas é grande”, lamentava. A argentina Soledad Maria Cristiano, da equipe Timberland Selva Kailash também sofreu com bolhas nos pés e outros problemas. Ela caiu duas vezes e teve que ser carregada em um carrinho de mão e até numa rede improvisada pela equipe. Dois dias depois da chegada, ela subiu sozinha no palco da cerimônia de premiação para receber o reconhecimento pelo sexto lugar de sua equipe. Símbolomor de superação do Ecomotion. Só vendo para acreditar.

Apoio Fundamental Não existe corrida de aventura sem equipe de apoio. Esta é uma das frases mais ouvidas por quem acompanha uma corrida de aventura pela primeira vez. As AT´s (áreas de transição) e os PC´s (Postos de Controle)


estão sempre lotados de carros com tração nas quatro rodas, que carregam tudo o que as equipes preci- sam para sobreviver (literalmente) aos desafios do Ecomotion. Alimentação, roupas limpas, hidratação, suplementos e, claro, muitas palavras de incentivo. “Quem fica na equipe de apoio também precisa estar bem preparado para carregar, cozinhar, empurrar, organizar, fazer tudo”, explica Andréia Chagas Alves, participando pela quarta vez do apoio da equipe Papaventuras Família Extrema, sempre com a filha de sete anos ao lado. O marido Alexandre Cunha chegou em 10º lugar junto com a equipe, comemorando a boa atuação do apoio. “Em todas as paradas que precediam os trechos grandes, de 60 km de trekking, 60 km de bike 60 km de canoagem, eles faziam a gente ingerir muita proteína. Isso foi essencial”, comemorava. Ainda no meio da prova, em um dos PC´s, a equipe de apoio da Adventure Camp Repelex aguardava a chegada dos atletas. Luis Antônio “Gambá”, um dos integrantes do time ajudava a separar as mochilas com camisas, bermudas, trajes de banho e alimentos. “Eles vão consumir muita fruta e se entupir de água nesta parada”, planejava. “O nosso tempo de dedicação influencia diretamente na performance deles. O apoio precisa aprender quais são as necessidades dos atletas. O que eles julgam necessário, o que eles gostam de levar na mochila para cada modalidade, o que gostam de vestir. Tudo”, ensina. E dá mais dicas “Para o trekking sempre é bom levar frutas. Na mountain bike, recomendo levar algum doce diet e gel hidroeletrolítico. Na canoagem, maçã, abacaxi e mais gel. Não adianta levar sanduíche, porque mesmo dentro de um saco plástico vai ficar molhado. Isotônicos sempre acompanham também”, finaliza. 36 | REVISTAENDORFINA.COM.BR | FEVEREIRO / MARÇO 2010

Além do preparo, a suplementação também o acompanharia: vitamina C, vitamina E, BCAA e os insuperáveis saquinhos de gel de carboidratos e barrinhas de cereais “Eu me superei” Participante de todas as edições do Ecomotion (como atleta ou nas equipes de apoio) desde 2003 e uma das vítimas do percurso planejado por Carlos, Sérgio Zolino, da equipe Adventure Camp Repelex era só tranquilidade há menos de dez minutos do início do primeiro trecho: 29 km de trekking. “Treinei três meses apenas para esta prova, uma média de duas de treino diários, de bike e corrida. Já competi nesta região e acho que a maior dificuldade são as altas temperaturas”, dizia. Além do preparo, a suplementação também o acompanharia: vitamina C, vitamina E, BCAA e os insuperáveis saquinhos de gel de carboidratos e barrinhas de cereais. Pedro Gonçalves e Adriano


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Dantas, ambos da equipe Ultrasports MQ, também treinaram duas horas por dia: bike, corrida, remo e musculação. Repositor de aminoácidos e bebidas isotônicas também seriam companheiros de Ecomotion da equipe. Outra veterana no Ecomotion, Tatiana Cirillo, da Life Guard Competition Aroeira, temia pela altitude e o sobe e desce das montanhas mineiras. Depois de passar o ano treinando corrida, canoagem e musculação de 4 a 5 horas diárias em Brasília, sua terra natal, ela também defendia o uso de suplementos durante a prova: “Sempre carrego uma camel bag de água e uma camel bag de malto. Não sou atleta arroz com feijão. Atleta de verdade toma suplemento”. Quase 24 horas depois da largada, encontramos a equipe Unimed Terra de Gigantes. Bernardo Tillman e Suyanne Freitas, um dos casais de namorados que formavam a equipe tinham acabado de finalizar o primeiro trecho de 60 quilômetros de canoagem e preparavam-se para mais um trecho de 60 quilômetros de trekking. Sem dormir. “O maior desgaste é o quadríceps, pelo tamanho de trechos de trekking que pegamos, com muito sobe e desce. Também estou sentindo muito a lombar”, expli-

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ca Bernardo. “A cada 12 horas tomamos BCAA e Gatorade”, revela Suyane. “O maior desgaste foi com o remo”, reclamava logo ao lado Marcelo Chasilaw, capitão da equipe Climax On The Rocks. “No remo nós utilizamos um grupo muscular que geralmente não é utilizado em atividades corriqueiras do dia-a-dia”, analisa. Repositor hidrolítico, BCAA e Maltodextrina acompanhariam a equipe até o final dos 470 quilômetros.

Tinham acabado de finalizar o primeiro trecho de 60 quilômetros de canoagem e preparavam-se para mais um trecho de 60 quilômetros de trekking. Sem dormir Oreste Friedrich, da equipe Xingu Liofoods era um dos mais empolgados na largada do Ecomotion. Ele estava animado por ser integrante de uma das únicas equipes que consumiria comida liofilizada durante a competição. “É exatamente o tipo de comida que astronautas utilizam. O peso é muito menor e facilita muito a nossa locomoção. Tem de tudo: carne moída, arroz


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doce, pão, arroz branco, banana. E é só misturar com água”, dizia na largada. Quando nos encontramos novamente, em Congonhas do Norte, quase 48 horas depois da largada, Marcelo Catalã, capitão da equipe de Orestes confirmou que a estratégia estava funcionando. “Faz diferença no peso da mochila. Mas a grande diferença mesmo é que é comida de verdade. Tem macarrão, feijão tropeiro, estrogonofe. Comi a noite inteira durante a canoagem”, explicava. Três dias depois a equipe chegaria em 11º lugar na prova, com Marcelo comemorando porque tinha conseguido passar quatro horas remando sem beber água. E a comida liofilizada era mesmo boa. Só provando pra crer. Dias depois, na linha de chegada, Pedro Gonçalves, da Ultrasports MQ chorava de felicidade. “Eu sou diabético, insulino-dependente. É a primeira vez que eu completo a Ecomotion inteira. Para mim é um desafio a mais, porque não posso deixar faltar comida, não posso correr esse risco e toda hora tenho que fazer medição de glicemia. Se faltar um pouco de comida na prova, o diabético é o primeiro a sentir. Eu me superei”, comemorava. Só ouvindo para entender.

Um ser humano melhor Depois de quatro dias de prova, a Quasar Lontra chegou em primeiro lugar na Praça do Mercado em Diamantina. Formada por Tessa Rorda, Erasmo Cardoso, Rodrigo Martins e o capitão Rafael Campos, conseguiu se tornar a única equipe bicampeã e única equipe brasileira que já venceu o Ecomotion. “Foi um dos percursos mais difíceis de todos os Ecomotions. Lugares muito bonitos, mas muita dificuldade e muito calor”, comentava um aliviado Rafael Campos, capitão da Quasar Lontra. “Passar por situações como esta te tornam um ser humano melhor. A gente aprende muito. Você se lembra de todos os valores básicos que seus pais te ensinavam na infância”, comemora. E enquanto ele fala, uma mãe o observa. É Verônica Roorda, mãe de Tessa, companheira de Rafael na Quasar. Orgulhosa, ela se lembra de todas as viagens que fez com a filha, sempre procurando lugares onde a filha pudessem praticar atividade física. E se emociona. “O pai que não incentiva o filho a praticar atividade física, está perdendo uma oportunidade enorme de crescer e de deixar o filho crescer. O esporte influencia na coragem, na paciência. Ensina a enfrentar situações adversas e a respeitar os limites”, diz. Um depoimento lindo, que resume o espírito do Ecomotion. Só ouvindo pra entender.


tendência fit 42

o verão

não acabou O verão ainda não acabou; descubra as cores e acessórios que as praias ainda trazem em 2010 Por Claudinha Vaz

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verão 2009/2010 está coloridíssimo. Vivemos num país abençoado por um belo clima e estamos apreciando uma estação alegre, com muitas estampas e adornos. Os biquínis largos e os “tomara-que-caia” estão fervendo as praias e piscinas brasileiras. O bojo é tendência na modelagem dos tomara-que-caia, ferramenta importante, pois valoriza o formato dos seios. Os biquínis têm muitas estampas, bordados, pedrarias e ferragens. Os tecidos vêm inspirados em temas havaianos, brasileiros, com frutas, animais, listras, grafismos, poás. Cores cítricas, como o rosa “pink” e o verde limão também têm o seu espaço. Os tradicionais cortininhas também continuam em alta, desta vez agregados a muitas miçangas, paetês e argolas. Lembra dos maiôs usados na década de 60, popularizados por Marylin Monroe? Voltaram com força total. São aqueles que, ao ver a pessoa de trás, parecem um biquíni, mas na parte frontal são maiôs. São peças que ajudam muito a encobrir aquelas gordurinhas indesejáveis. Abuse deles! Os acessórios estão bem amadeirados 42 | REVISTAENDORFINA.COM.BR | FEVEREIRO / MARÇO 2010

Os biquínis largos e os “tomara-quecaia” estão fervendo as praias e piscinas brasileiras. com pitadas de adereços coloridos. Colares de madeira e pulseiras ajudam a compor o visual. Cangas longas e curtas, sarongues, batas. Vale tudo! Chapéus? Os de cowboy continuam em alta, mas os clássicos panamá e viseiras também são sempre peças indispensáveis. O importante é proteger o rosto dos raios nocivos do sol (e não se esqueça do filtro solar). O tamanho do biquíni vai variar de acordo com a personalidade de quem usa. A moda vai dos modelos mais fashion aos cortininhas, dos extravagantes aos discretos. O importante é usar algo conforme o seu biótipo, sem desconsiderar a harmonia entre o corpo e a vestimenta. Tudo é possível, desde que você não se esqueça de valorizar seu corpo. Ele é a alma do verão!


a vida

começa

aos 42

Waldyr Soares explica como renasceu e fez nascer a Fitness Brasil, a mais respeitada empresa de eventos em fitness e wellness na América Latina Por Eder Brito

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uem começa a ouvir a história de Waldyr Soares logo imagina que ele tinha tudo para não estar no ramo fitness. De origem humilde, não tem a formação acadêmica clássica que o mercado de educação física exige hoje em dia. Filho único de uma família pobre de Brumado (interior da Bahia), ele cresceu meio rebelde, sem interesse pelos estudos. O interesse só existia mesmo quando o assunto era atividade física. “Eu só não dei errado na vida porque sempre pratiquei esporte”, afirma Waldyr. Hoje, aos 70 anos, ele é o presidente da Fitness Brasil, empresa especializada em eventos e orientação para profissionais da área de educação física. “Eu me sinto orgulhoso de ter conseguido chegar até aqui sem educação, mas não quero ser exemplo. Sem educação não se chega a lugar nenhum”. E o caminho foi realmente longo para Waldyr.

para uma vida de excessos. “Eu levava uma vida muito desregrada. Tive um problema de saúde e a minha ficha caiu. Eu estava casado, era pai de dois filhos, mas era um pai ausente, um marido ausente. Naquele momento, aos 42 anos de idade, eu decidi que precisava mudar totalmente de vida”, relembra. E para conseguir mudar ele se apegou ao esporte. “Se eu não tivesse sido um bom esportista, eu não estaria aqui. Eu não estudava, mas quando eu tinha bons hábitos, era tudo graças ao esporte. Disciplina, respeito e todos esses valores positivos que eu não abro mão, vieram do esporte”.

Na década de 70, era vendedor de caminhões. “Quem não tinha formação, tinha que ser vendedor. E é exatamente o que eu sou até hoje: um vendedor”. Com o advento do leasing e das políticas de financiamento para veículos que iam aparecendo como alternativas na economia brasileira, Waldyr ia construindo um considerável patrimônio pessoal. Não demorou muito para que ele se tornasse o diretor comercial de uma grande empresa. O sucesso que se transformava em dinheiro, também começou a se transformar em um atalho

Faça o que eu digo

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E foi apostando nestes valores e nesta indústria que Waldyr deu novo sentido à vida e um novo rumo para o fitness no Brasil. Com mais de 25 anos de experiência, a Fitness Brasil já ajudou na formação de 60 mil profissionais e é líder do segmento na América Latina, com receitas anuais


que ultrapassam dois milhões de dólares. Isto tudo para uma empresa que começou como promotora de eventos de aeróbica na década de 80. “Naquela época tudo era o culto ao corpo. As mulheres precisavam ter o bumbum duro e os homens queriam ser o Rambo”, brinca Waldyr. “Hoje em dia o praticante de atividade física não é um esportista e mudou este pensamento. Hoje é um estilo de vida, uma busca pelo bem-estar”, conclui. A empresa também é responsável pela parceria com a IHRSA, entidade norteamericana que é referência mundial em fitness e wellness. Juntas as duas instituições já realizam há dez anos o terceiro maior encontro de negócios em fitness e bem-estar do planeta, em um espaço que reúne as principais empresas e profissionais do setor, discutindo os temas e tendências mais importantes deste mercado. Foi também com o advento da Fitness Brasil, na década de 80, que foram realizados os primeiros grandes eventos voltados aos profissionais de Educação Física no país. “O profissional de educação física é mais importante do que ele imagina e nosso papel também é lembrar disso. Ele tem um poder maior do que o do médico, porque ele lida


com o ser humano enquanto o ser humano está em sua plenitude. Ele tem mais oportunidade de fazer o bem. E eu acredito piamente que eu fiz o bem para muita gente nestes anos todos”, conclui. Faça o que eu faço Com quase 70 anos de idade, Waldyr continua levando o esporte a sério também em sua rotina. Ele treina de três a quatro vezes por semana e se preocupa em difundir a prática da atividade física também dentro de casa. “Atividade física para mim é como escovar os dentes. O colégio dos meus filhos foi escolhido estrategicamente porque oferece esporte. De manhã eles têm o período letivo tradicional e à tarde é esporte”, explica. Os filhos são Diego e “Leleco”, de 8 e 11 anos, frutos de seu segundo casamento, com a jornalista Karen Pimentel (Waldyr também tem outros

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dois filhos, do seu primeiro casamento), 31 anos e companheira de Waldyr nos últimos 13 anos. “Eu acho que todo mundo precisa levar à sério aquele tripé básico: atividade física, saúde mental e alimentação regrada. Isso é tão óbvio, mas mesmo assim é difícil de aplicar”. Além da família, Waldyr também tem se esforçado para ajudar a difundir o fitness e o bem-estar para as comunidades que têm menos oportunidade de vivê-los intensamente. Através de parcerias com a Prefeitura de São Paulo e com a Movement (empresa de equipamentos de ginástica), ele está viabilizando a instalação de academias e a orientação de profissionais de educação física para trabalhar na periferia das zonas sul e leste da capital. “Eu posso estar bem comigo mesmo, mas também preciso pensar no todo. Precisamos cuidar do planeta e de quem está no planeta. Isso também é bem-estar”.


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entrevista

Arquitetando

resultados Patrícia Totaro explica como se tornou referência no fitness brasileiro

Por Eder Brito | Fotos: Acervo Escritório Patrícia Totaro

R

espeitar e conhecer o estilo de vida de seus alunos. Criar ambientes que realmente estimulem os cinco sentidos humanos. Aprender a aproveitar o espaço de maneira inteligente. Ter empatia e transformar sua academia em um local de experiências únicas. Estas são apenas algumas das várias regras que o futuro proprietário de uma academia de ginástica deve assimilar antes de dar os primeiros passos na construção do projeto. Todos estes “mandamentos” surgiram da experiência da arquiteta Patrícia Totaro, uma das principais referências do país quando os assuntos arquitetura e academia de ginástica estão em pauta. Ela é a proprietária do único escritório brasileiro com esta especialidade e ostenta um invejável currículo de projetos. Em entrevista exclusiva à Revista Endorfina, Patrícia aponta os principais caminhos, desafios e tendências deste mercado.

Como começou a sua relação com esta demanda tão específica da arquitetura? Na primeira vez que me chamaram para um projeto de academia resolvi pesquisar a fundo sobre o assunto. Sempre freqüentei academias, mas precisava entender o dimensionamento das áreas

e o que funcionava ou não neste tipo específico de projeto. Fui conhecer diversas academias e conversar com donos, professores e funcionários para saber o que funcionava ou não. Com isso, acabei desenvolvendo um ótimo relacionamento no meio e começaram a me chamar para novos projetos. Percebi que havia um mercado inexplorado e resolvi investir: comecei a sistematizar as pesquisas, visitar as academias fora do país em mercados mais avançados do que o nosso e a trocar experiências com arquitetos americanos que já desenvolviam este tipo de projeto. É possível que a academia seja “o terceiro lar” de um aluno? A academia é um momento de lazer do aluno. O seu tempo e dinheiro podem ser aplicados na academia, mas também no restaurante, no cinema e na praia, que são os nossos verdadeiros concorrentes. Temos que trazer um pouco de cada um destes espaços para dentro da academia. O aluno precisa realmente sentir-se à vontade, tanto em termos de arquitetura, quanto em termos de serviço. O que o proprietário de uma academia espera quando contrata um projeto de arquitetura? Espera que a academia funcione bem em termos operacionais, que possua os espaços adequados às tendências do mercado. Sabemos, por exemplo, que nos próximos anos a tendência será zen e funcional, então a academia precisa estar preparada para modificações que atendam a ela; não só as de nosso conhecimento, como aquelas que ainda estão por vir. Ele também espera que seja atraente para o público alvo. Os clientes ainda se confundem com a equação “tamanho das instalações x número desejado de matrículas”? Sim. O importante é saber quantos alunos em potencial tem a região e quantos deles o proprietário tem possibilidade de colocar na academia e, então, desenhar o projeto de acordo com estes números. E não


ao contrário, no qual muitos empresários estipulam primeiro o tamanho, muitas vezes o maior possível, e depois avaliam quantos alunos podem ser acomodados. Quais cores jamais devem ser utilizadas nos diferentes ambientes de uma academia? Eu nunca digo jamais, porque a academia possui vários ambiente e cada um deve estimular uma sensação diferente. Agora, caso tenha que optar por uma cor, escolho verde claro, pois estimula o sono. É importante não usar cores muito fortes, sob as quais o aluno passe muito tempo olhando. Pode usar laranja, vermelho, amarelo, cores quentes, mas nunca em lugares onde o aluno fique parado olhando para a cor, pois pode subir até a pressão arterial dele. Quais são as cores e elementos mais recomendáveis para as fachadas de academias hoje em dia? É possível prever tendências neste mercado? Depende do público que se quer atingir. A arquitetura em geral está com uma tendência muito zen, utilizando materiais naturais, como madeira, palha e bambu. Isso funciona para aquelas academias que querem atingir um público mais focado em bem-estar e menos no body. Em academia sempre há vários tipos de fachada, porque ela tem que ser focada no público alvo. Não adianta abrir uma academia e dizer “é para todo mundo”, pois não é. Mas se eu tiver que apontar uma tendência seria esta: o uso de elementos mais naturais. Mas não acredito que todas precisem seguir essa linha. Qual é a influência da luz e da escolha das lâmpadas em um novo projeto? A luz, assim como a cor, muda muito o ânimo e o estado de espírito. As cores podem mudar de acordo com a iluminação. Nas salas de ginástica em que são dadas diversas aulas, como localizada e yoga, há a possibilidade de transformá-las apenas com a luz. Uma luz mais indireta dá um ar zen e sofisticado, enquanto, uma luz mais direta, dá um aspecto “pauleira” e menos sofisticado. 50 | REVISTAENDORFINA.COM.BR | FEVEREIRO / MARÇO 2010

Seus clientes se preocupam em criar espaços de interação social para os alunos? Os clientes não se preocupavam, mas eu os convenci e isso tem dado certo, pois aumenta a fidelização. Nas academias que não tinham espaços de convivência e criaram depois, houve o aumento no número de alunos felizes. Os tipos mais comuns são lugares para assistir televisão, lugar para leitura e já está aparecendo também ambientes com vídeo-game, como o Wii. O mais comum de todos é o café ou lanchonete que quando encarado como área de convivência e ao se adicionar mesas e sofás, acaba aderindo ao conceito. Mas vale tudo, qualquer coisa que crie diversão e atividades não esportivas dentro da academia. De quanto em quanto tempo são recomendadas as reformas? Hoje em dia, uma pequena mudança por ano é necessária. Caso o projeto já tenha sido desenvolvido de acordo com os preceitos do escritório, uma reforma mais estrutural só será necessária em no mínimo uns cinco anos. Mas todo ano precisa dar uma atualizada. Os projetos que desenvolvemos, alguns com 15 anos, nunca precisaram de uma reforma a ponto de mudar tudo de lugar. Que tipo de material você utiliza para desenvolver projetos realmente sustentáveis? A questão não é apenas o material, a questão do sustentável vai além disso. É colocar já a academia virada para o lado certo do sol, quando é um projeto novo; prever uma captação de água para ter economia; é ter aproveitamento de energia elétrica, prevendo vários circuitos em que não se faz necessária a ligação de todas as luzes sempre. E também os materiais. Nós procuramos usar materiais que quando voltarem para a natureza sejam de fácil absorção ou que tenham vindo de outra origem, ou seja, os reciclados.


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musculação, esta de peso livre. Isso é uma questão operacional de andamento do aluno. E o profissional de arquitetura não é um profissional de educação física, não possuímos subsídios para dizer qual equipamento deve ser comprado. Eu acompanho o processo de escolha, ajudo a localizar o aparelho na sala, mas a responsabilidade pela compra deve ser do profissional de educação física.

A preocupação com acessibilidade e espaços para pessoas com deficiência influencia nos projetos? Influencia 100%. Infelizmente, alguns itens de acessibilidade os clientes não constroem. Nem todos entendem que deficiente freqüenta academia. Acessibilidade agora é lei. Há a norma técnica da ABN que rege todos os itens de acessibilidade. O arquiteto precisa participar da escolha dos aparelhos e equipamentos de ginástica? Eu participo no sentido de decidir de forma macro a sala: esta é a parte de cardio, esta de

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Como seria o vestiário perfeito do ponto de vista de uma arquiteta especializada? O vestiário é um lugar de conforto, é aquele que acolhe o aluno. Em termos de distribuição, a parte em que você se troca deve ter privacidade, ser ligada a área de banho e cada uma deve ser separada: local onde se toma banho, área de troca, vasos sanitários, pias. Há a necessidade de um lugar para arrumar-se, pois a pia é para lavar a mão, escovar os dentes e fazer a barba. E quanto mais segmentado o vestiário, melhor. E o fluxo: quem entra para usar o vaso sanitário não pode passar no meio de quem está se trocando. Nem todo mundo se sente à vontade para trocar-se na frente dos outros e muitas vezes é inviável colocar cabines de troca para cada um e, do ponto de vista do investidor, ficariam vestiários muito grandes e muito caros. A alternativa é acertar o layout de forma que a pessoa mais tímida encontre sempre um cantinho para usar.


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Indústria de equipamentos de ginástica cobra redução de IPI

Por Eder Brito

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redução do IPI (imposto sobre produtos industrializados) trouxe uma evolução notável para a economia brasileira nos últimos anos. A estratégia do governo de reduzir o imposto para a indústria automobilística e para a linha branca de eletrodomésticos (geladeiras, fogões, máquinas de lavar etc.) fez com que as vendas destes itens atingissem níveis históricos. E agora é a vez da indústria de equipamentos de ginástica entrar na briga em busca de redução para o setor.

Os equipamentos próprios para cultura física, utilizados para o desenvolvimento motor e fortalecimento muscular são classificados na posição 95.06.91.00 da tabela do IPI. Isso significa que, além dos 18% de ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias), os fabricantes também pagam 20% de IPI por seus produtos, um preço que, obviamente, é repassado ao consumidor final. O que mais intriga os fabricantes e empresários do setor é que outros artigos esportivos, como chuteiras e agasalhos, por exemplo, são isentos desta alíquota. “Esta classificação não está certa, pois ele considera que o equipamento é útil apenas do ponto de vista estético. Mas todos sabem que ele também é utilizado para a manutenção da saúde, promoção da prática de atividade física e até pra restauração de lesões”, explica Paulo Romão, Diretor de Relações Públicas da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos). “Não podemos ser classificados como item supérfluo”, explica. Thiago Somera, diretor geral da Johnson Health Tech Brasil, uma das maiores fabricantes de equipamentos do mundo, presente em mais de 60 países e concorda com o diagnósti54 | REVISTAENDORFINA.COM.BR | FEVEREIRO / MARÇO 2010

co. “Imagine o quanto o governo poderia economizar em saúde ao permitir a redução desse tipo de imposto. As três pontas seriam beneficiadas: empresas, governo e os usuários, praticantes de atividade física”, afirma. “Uma das únicas coisas feitas até hoje aconteceu em 2004, quando o governo publicou uma portaria isentando equipamentos que seriam utilizados no Pan de 2007. Mas isto não impacta em nada”, explica Somera, já estimando que o governo tente algo parecido com a proximidade da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos no Brasil. “Isto não impacta em nada, no entanto. Precisamos atingir um outro grau de amadurecimento, parecido com o que encontramos nos países desenvolvidos”, finaliza. Márcio Luiz, gerente comercial da Movement, segmento fitness da Bruden Equipamentos, concorda com a teoria. “A redução de IPI interessa a todos. A manutenção de tantos impostos não favorece a ninguém”, explica. Segundo dados da Abimaq, em 2009, a receita do setor teve uma redução de 18%. Em 2010, a estimativa de expansão é de 15 a 18%, insuficiente para recuperar as perdas do ano passado. A carga tributária é apontada como uma das grandes “vilãs” responsáveis por estes números. Em fevereiro, a entidade apresentou oficialmente as reivindicações ao Ministério da Fazenda. “Agora só nos falta ter mais representatividade política, para conseguir levar esta demanda para um outro nível de discussão”, conclui Márcio Luiz.


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Revista Endorfina 5  

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