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Mensagem do Presidente

Foi um ano muito difícil para os brasileiros. Mais difícil ainda para a população do Rio de Janeiro, que vivencia uma crise política e econômica sem precedentes e que não chega ao fim, ao contrário de outros estados que já experimentam alguma recuperação. No Rio de Janeiro, seja na capital, na região metropolitana ou no interior, desapareceram investimentos e empregos no rastro da degradação dos serviços públicos essenciais de Saúde, Segurança, Educação e Transporte, resultante da má gestão e da corrupção endêmica. Atingindo diretamente o comércio, grande pilar e pulso da nossa economia, responsável por cerca de 10% do PIB fluminense e por mais de 850 mil postos de trabalho, ou seja, cerca de 20% dos empregos formais no estado. Só no primeiro semestre, quase 10 mil estabelecimentos comerciais fecharam suas portas em todo o estado e o número segue crescendo. Na capital, a camelotagem e a desordem urbana desenfreadas tomaram conta dos principais corredores comerciais da cidade, sem a devida ação da prefeitura para coibí-las, afastando consumidores e prejudicando ainda mais o comércio legal, já sobrecarregado pela alta carga tributária e pelas consecutivas quedas das vendas ao longo do ano. Irmanados pela certeza de que é urgente e vital virar este jogo a favor de quem trabalha e de quem produz, gerando riqueza, promovendo qualidade de vida e justiça social, o Sindicato dos Lojistas do Comércio do Rio de Janeiro – SindilojasRio e o Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro – CDLRio têm atuado arduamente em várias frentes, unindo-se, inclusive, a outras instituições, tanto do comércio como de outros setores econômicos,

com o mesmo propósito: o de recolocar o Rio no mapa do desenvolvimento. Exemplo mais recente é a recém-criada Frente Parlamentar em Defesa do Setor Varejista do Rio de Janeiro, que tem como objetivo facilitar, ampliar e aprofundar o relacionamento do comércio com os poderes legislativo e executivo do estado. Os meses de novembro e dezembro têm um significado especial para nós, que lutamos pelo fortalecimento e pelo crescimento do comércio do Rio de Janeiro. No dia 7 de novembro passado, o CDLRio completou 62 anos como uma das mais importantes referências para o setor. E o SindilojasRio, o mais antigo sindicato patronal e um dos maiores do País, reconhecido nacionalmente por sua representatividade e forte atuação em defesa dos interesses do comércio, celebrou os 85 anos de sua fundação, no dia 6 de dezembro. Em 2018, ano de eleições, teremos a chance de começar a passar o país e o estado a limpo, com a renovação dos quadros políticos. Mais do que nunca, é hora de unir esforços e buscar construir o futuro que queremos, pautados pela ética e pela certeza de que é possível virar este jogo a favor do Rio de Janeiro e de sua população. Em nome do SindilojasRio e do CDLRio, agradecemos às nossas quase 25 mil empresas lojistas associadas e parceiros pela confiança, e aos nossos colaboradores que são a verdadeira força das nossas entidades pela dedicação imensurável. Feliz Natal e que 2018 seja o ano da virada, com Saúde, Paz e Justiça Social!

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Hora de passar o Rio a limpo

Aldo Gonçalves Presidente do SindilojasRio e do CDLRio

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SUMÁRIO 20

ESPECIAL

Perspectivas para 2018 Melhora da economia traz esperança de que recessão tenha ficado para trás. No Rio, no entanto, a retomada da plena atividade econômica será mais lenta.

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ARTIGO

A REFORMA TRABALHISTA DEMANDA CUIDADO Rodrigo Tostes Malta comenta a nova legislação trabalhista, tema de sua palestra no SindilojasRio, que ampliou o atendimento aos lojistas para auxiliar nesta transição.

ATUAÇÃO INSTITUCIONAL E PARCERIAS

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CURIOSIDADES E HISTÓRIA DO COMÉRCIO

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SERVIÇOS PARA O LOJISTA

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OBRIGAÇÕES DOS LOJISTAS

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SAÚDE E BEM-ESTAR

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O LOJISTA RESPONDE

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PESQUISAS

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OPINIÃO

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DESTAQUE

85 ANOS DO SINDILOJASRIO

Reconhecido nacionalmente como um dos mais atuantes do setor, o SindilojasRio é a voz do lojista que busca segurança e atendimento de excelência para o seu negócio. 14

DESTAQUE

CDLRIO COMPLETA 62 ANOS

Com equipe e serviços de ponta, o CDLRio se renova como uma das mais representativas entidades do comércio no Rio e no Brasil.

expediente Presidente do SindilojasRio e do CDLRio Aldo Carlos de Moura Gonçalves Diretoria do SindilojasRio Vice-Presidente: Julio Martin Piña Rodrigues Vice-Presidente de Relações Institucionais: Roberto Cury Vice-Presidente de Administração: Ruvin Masluch Vice-Presidente de Finanças: Gilberto de Araújo Motta Vice-Presidente de Patrimônio: Júlio Moysés Ezagui Vice-Presidente de Marketing: Juedir Viana Teixeira Vice-Presidente de Associativismo: Pedro Eugênio Moreira Conti Superintendente: Carlos Henrique Martins

Diretoria do CDLRio Vice-Presidente: Luiz Antônio Alves Corrêa Diretor de Finanças: Szol Mendel Goldberg Diretor de Administração: Carlos Alberto Pereira de Serqueiros Diretor de Operações: Ricardo Beildeck Diretor Jurídico: João Baptista Magahães Diretor de Associativismo: Jonny Katz Superintendente Operacional: Ubaldo Pompeu Superintendente Administrativo: Abraão Flanzboym Conselho de Redação SindilojasRio: Juedir Teixeira Carlos Henrique Martins Andréa Mury

CDLRio: Ubaldo Pompeu Abraão Flanzboym Lucio Ricardo Barbara Santiago Editor Responsável: Luiz Bravo (Registro Profissional MTE nº7.750)

Revisão: Andréa Mury Lucio Ricardo Fotógrafo: Arthur Eduardo Silva Pereira Secretário: Eduardo Farias

Reportagem: Igor Monteiro

Supervisão Gráfica e capa: Leonardo Lisboa

Publicidade: (21) 2217-5000 Ramais 202, 272 e 273

Diagramação: Márcia Rodrigues Eduardo Farias

Corretores: Santos: (21) 98682-1128 Lucélia Rosáro: (21) 99639-9379

O Lojista: Publicação bimestral do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro – SindilojasRio e do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro – CDLRio

Versão On-line: www.cdlrio.com.br e www.sindlojasrio.com.br


ATUAÇÃO INSTITUCIONAL E PARCERIAS

Homenagens Foto 1

Foto 2

Como ocorre há 47 anos, desde 1970, o SindilojasRio e o CDLRio promoveram os tradicionais almoços em homenagem à Força Aérea Brasileira – FAB e à Marinha, nos dias 18 de outubro e 5 de dezembro, respectivamente. Em agosto, já havia sido realizada a homenagem ao Exército.

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A homenagem à FAB marcou a comemoração pelo Dia do Aviador e da Aeronáutica, celebrado em 23 de outubro, data em que Alberto Santos Dumont – patrono da FAB – realizou o primeiro voo com um avião mais pesado do que o ar, o 14 Bis. Na ocasião, o presidente do SindilojasRio e do CDLRio, Aldo Gonçalves, ressaltou a importância da FAB para a defesa do país, lembrando que o Brasil tem 22 milhões de quilômetros quadrados.

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Apoio no enfrentamento de calamidades e o transporte de órgãos para transplantes foram algumas das missões destacadas pelo dirigente. Ele lembrou ainda que a indústria aeronáutica brasileira e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), instituição de ensino superior pública da Força Aérea Brasileira, são reconhecidos internacionalmente por sua excelência. O Brigadeiro do Ar Saulo Valadares do Amaral, Comandante do Terceiro Comando Aéreo Regional (Comar), agradeceu a homenagem, em nome do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, destacando que o comércio e as Forças Armadas têm valores em comum, além de respeito e admiração mútuos (Foto 1). O presidente Aldo Gonçalves entregou ao Comandante do III Comar uma placa alusiva ao evento e recebeu dele também uma placa, além de uma bela medalha com a inscrição “Asas que protegem o País”.

A homenagem à Marinha marcou o Dia do Marinheiro, comemorado em 13 de dezembro, data de nascimento do Almirante Joaquim Marques Lisboa, também conhecido como Marquês de Tamandaré, patrono da Marinha do Brasil. Em seu discurso, Aldo Gonçalves declarou que é preciso reconhecer sempre a inestimável importância da Marinha, não só como eficaz arma de guerra, mas também como agente da cidadania, do desenvolvimento científico e tecnológico, da preservação do meio ambiente, do desenvolvimento e proteção da navegação mercante e da pesca, e de formação e promoção de mão-de-obra qualificada. Ele entregou ao Comandante do I Distrito Naval, Vice-Almirante Cláudio Portugal de Viveiros, em nome das duas instituições, uma placa comemorativa do evento. O Comandante do I Distrito Naval resumiu a trajetória de lutas e glórias do Marquês de Tamandaré, lembrando o seu legado de altos valores éticos e morais (Foto 2). Ele destacou o comprometimento com o crescimento do Brasil e afirmou que a Marinha está empenhada em soluções criativas que possam mitigar as dificuldades hoje enfrentadas. Ele presenteou as entidades com um livro sobre a Marinha, cujo lema é “Proteger nossas riquezas e cuidar da nossa gente”. Autoridades militares e civis, além de empresários e diretores do SindilojasRio e do CDLRio participaram dos eventos. Nas duas ocasiões, as oficiais presentes foram homenageadas com flores.


ATUAÇÃO INSTITUCIONAL E PARCERIAS

Em Defesa do Varejo do Rio de Janeiro Para ampliar o diálogo entre o comércio e os poderes Legislativo e Executivo do Rio de Janeiro, visando à elaboração e à implementação de políticas públicas que contribuam para o crescimento do setor e para a retomada do desenvolvimento econômico e social do estado, foi lançada, em 18 de outubro, na sede da Confederação Nacional do Comércio – CNC, a Frente Parlamentar em Defesa do Setor Varejista do Estado do Rio de Janeiro, com a presença de autoridades e de representantes das empresas e dos trabalhadores do setor. Em junho passado, durante audiência pública da Comissão de Economia, Indústria e Comércio da Assembleia Legislativa do Estado (Alerj), a criação da Frente foi proposta pelos deputados estaduais Waldeck Carneiro e Carlos Osório, presidente e vice-presidente da Comissão, Bruno Dauaire e Ana Paula Rechuan, sendo apoiada pelo SindilojasRio, pelo CDLRio e pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio de Janeiro (FCDL-RJ).

varejista é o setor que movimenta uma das maiores arrecadações em nosso estado e é onde muitos jovens têm chance de conquistar o seu primeiro emprego”.

Agradecendo à CNC pelo apoio ao evento, o presidente do SindilojasRio e do CDLRio Aldo Gonçalves destacou que a Frente Parlamentar é uma iniciativa que deve ser reverenciada por todo o setor produtivo. Elencando os problemas que afetam o comércio – concorrência desleal com camelôs ilegais, feiras de ambulantes por toda a cidade, alta carga tributária e o recrudescimento da violência, entre outros – o dirigente afirmou que a Frente será o canal de comunicação entre o comércio e o Poder Público. Já o presidente da FCDL-RJ, Marcelo Mérida, ressaltou que a Frente Parlamentar é “fruto de muita conversa e sinceridade de propósitos”. Ele alertou que o momento exige consciência política para agir, intervir e lutar pelos direitos, resgatando o comércio como a grande força motriz da economia do Rio de Janeiro. O deputado Waldeck Carneiro, coordenador da Frente, frisou que “o comércio

"O comércio varejista é o setor que movimenta uma das maiores arrecadações em nosso estado e é onde muitos jovens têm chance de conquistar o seu primeiro emprego" DEPUTADO WALDECK CARNEIRO

Coordenador da Frente Parlamentar

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Além dos idealizadores da Frente, também participaram do lançamento os deputados estaduais Geraldo Moreira e Dr. Julianelli; o secretário municipal de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação do Rio Índio da Costa; o secretário municipal de Administração de Niterói Fabiano Gonçalves; o vice-presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) Jair Francisco Gomes, representando o presidente Honório Pinheiro; o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Resende e de Itatiaia - Sicomércio André Luís Amendola da Silva; o diretor do Sebrae-RJ Evandro Peçanha; o presidente da Junta Comercial Luiz Paranhos Velloso; e o assessor especial da presidência do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro Isaac Souza da Silva, entre outros.

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ATUAÇÃO INSTITUCIONAL E PARCERIAS

Soluções sob medida para o seu negócio O Sebrae/RJ, em parceria com o SindilojasRio, está orientando os lojistas sobre a gestão dos seus negócios. É traçado um perfil do empresário, avaliando suas necessidades e possíveis soluções para o seu negócio. Entre elas, o SEBRAETEC que, por meio de serviços customizados e especializados, promove o acesso de pequenos negócios a soluções em sete áreas de conhecimento da inovação: Design, Produtividade, Propriedade Intelectual, Qualidade, Inovação, Sustentabilidade e Serviços Digitais. Ou por meio das seguintes consultorias em Gestão: Plano de Negócios, Marketing e Vendas, Financeiro, Estra-

tégia e Pessoas, além de treinamentos on-line em diversas áreas. Os atendimentos acontecem na sede sindical, na Rua da Quitanda, 3, 9º andar, e também na Delegacia de Serviços do Sindilojas em Madureira, na Rua Maria Freitas, 129, sala 301, sempre às quintas-feiras. Os horários deverão ser agendados pelos telefones 2217-5005 ou 2506-1260, quando a orientação for na sede sindical, e 2489-8066, ou 2489-4600 em Madureira. Cada atendimento do orientador de negócios do Sebrae/RJ terá a duração de uma hora e ocorrerá entre 9h e 16h.

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86 anos do Cristo Redentor

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Durante a cerimônia aos pés da imagem do Cristo, no dia 12 de outubro, o cardeal arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, abençoou turistas e convidados. O padre Omar, reitor do Santuário Cristo Redentor, celebrou a missa em homenagem à Nossa Senhora da Aparecida. Os presentes cantaram parabéns e, em seguida, foi cortado e servido o tradicional bolo, oferecido pela Sarca. Grande festa no Corcovado, coordenada pela Sarca – Sociedade dos Amigos da Rua da Carioca e Adjacências, marcou as comemorações dos 86 anos do Cristo Redentor

uma das sete novas maravilhas do mundo e cartão postal da cidade, e do Jubileu dos 300 anos da aparição da imagem de Nossa Senhora Aparecida no rio Paraíba do Sul.

Na foto de Jota Lucena, o ator Nando Costa, homenageado como “O mais carioca do Rio”, ao lado do padre Omar, Roberto Cury e Dom Orani Tempesta.


ATUAÇÃO INSTITUCIONAL E PARCERIAS

Desafios da Gestão Tributária

Ressaltando que a prudência é fundamental para a recuperação de créditos, o professor Carlos Boechat, contador e mestrando em Gestão Estratégica pela UFRJ, citou algumas possíveis oportunidades de economia tributária: créditos previdenciários, fazendários, de PIS/COFINS, IRPJ/CSLL e FGTS. A importância dos sistemas de apoio, de equipes qualificadas e de suporte técnico interno ou externo para uma boa gestão tributária, além do alinhamento às

práticas do mercado e à situação econômica dos setores e de países com os quais a empresa se relaciona foram alguns pontos abordados. “O planejamento tributário é legal, observando-se a diferença entre elisão e evasão fiscal. A recuperação de créditos é lícita, desde que providenciados os procedimentos necessários e corretos”, afirmou. Boechat destacou, ainda, que é preciso otimizar os recursos das empresas de forma eficiente, dizendo que isto requer uma série de ações e especialidades, desde maior conhecimento sobre a forma de tributação adequada à empresa até o devido cumprimento das obrigações acessórias, de forma a diminuir riscos e eliminar possíveis brechas de penalidades fiscais e tributárias que possam impactar no negócio. Revista O Lojista | Novembro e Dezembro de 2017

Em parceria com a Quality Support Serviços Empresariais, o SindilojasRio promoveu, em 29 de novembro, a palestra “Recuperação de Créditos Tributários”, para esclarecer dúvidas e identificar potenciais oportunidades de economia tributária para as empresas lojistas associadas.

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SERVIÇOS PARA O LOJISTA

diagnóstico tributário: como recuperar seus créditos

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Saber se a sua empresa possui créditos tributários pode ser um excelente caminho para otimizar recursos e preservar a saúde de seu fluxo financeiro em tempos de crise

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A complexidade tributária brasileira não é novidade para ninguém. Não bastasse a quantidade excessiva de tributos, contadores têm suas rotinas cada vez mais ocupadas com as absurdas demandas do Fisco no tratamento das informações nas declarações fiscais. Assim, é praticamente impossível a observância ou aplicação de todas as imposições legais na área fisco-contábil. Destas falhas, decorrem consequências quase sempre negativas e que podem ocasionar uma sucessão de eventos cada vez mais onerosos para as empresas. Por outro lado, o Fisco tem buscado a modernidade e o aprimoramento de suas ferramentas de controle. As empresas que não se adequarem às modernizações que o Fisco exigirá certamente sucumbirão diante do controle quase que absoluto da informação. O temido sistema desenvolvido e usado pela Receita Federal é referência internacional. E este fato causou um fenômeno de mercado: o grande volume de oferta de ferramentas de revisão, auditoria e verificação de informações fiscais. Entretanto, grande parte delas não está adequada para atender a reali-

dade do lojista. Aliás, as ferramentas perdem seu valor a partir do momento em que não são usadas por profissionais capacitados para extrair o seu melhor. A Quality Support, por meio de convênio firmado com o SindilojasRio, disponibiliza às empresas associadas o serviço de Diagnóstico Tributário em condições diferenciadas. Após uma análise detalhada das operações empresariais e sem nenhuma despesa inicial para a sua empresa, a parceria identifica oportunidades de redução de custo fiscal e de recuperação de créditos tributários. Em até 20 dias, gera-se o Diagnóstico Tributário que indicará quais oportunidades devem ser analisadas com maior profundidade. Isso significa que é possível obter resultados expressivos já no mês seguinte à contratação do serviço. E o mais importante: depois de analisar o Diagnóstico Tributário, a empresa decide qual opção deseja explorar, sem qualquer obrigação em fazê-lo. Para mais informações, entre em contato pelo e-mail sindilojasrio@qualitysupport.com.br ou pelo telefone (21)2217-5030.


SERVIÇOS PARA O LOJISTA

Captação de clientes Quem quer captar novos clientes pode se valer também de soluções do CDLRio / Boa Vista SCPC. Para tanto é imprescindível utilizar técnicas de prospecção, reunindo informações importantes sobre o público que se pretende alcançar, conhecer suas necessidades e, claro, estabelecer metas de vendas crescentes.

filtros que aprimoram a base com informações comportamentais, indicadores de risco e de crédito.

Para a prospecção, com a ferramenta de Marketing Services é possível identificar potenciais consumidores no mercado de atuação. São duas versões: Prospecção Simples e Qualificada.

Para ter efetividade nos contatos nas campanhas de marketing e de cobrança, outra ferramenta indispensável para quem atua no varejo é o Data Plus. Ela enriquece, trata e valida dados de pessoas físicas e jurídicas a partir de uma lista de propriedade do contratante da solução. Com o Data Plus é possível atualizar os dados de uma base, além de qualificar a carteira com a adição de novas variáveis de análise.

A Simples é uma solução que permite mensurar o tamanho do mercado e identificar prospects (clientes potenciais) de determinado perfil a partir de filtros padronizados gratuitos oferecidos pelo CDLRio / Boa Vista SCPC e selecionados pela empresa. Já a Qualificada agrega inteligência à prospecção, com a utilização de

O Data Plus permite uma garantia de registros padronizados e consistentes, além de estudos mais qualificados por meio das variáveis de qualificação e risco. Uma base de dados atualizada reduz o custo operacional e gera melhor desempenho nas campanhas, pelo aumento da efetividade de contatos.


SERVIÇOS PARA O LOJISTA

SMS: A FERRAMENTA MAIS IMPORTANTE PARA O CRM No mundo onde a comunicação rápida e instantânea com o cliente é um dos caminhos mais curtos para fazer bons negócios, o SMS (Serviço de Mensagens Curtas) é um poderoso instrumento de relacionamento pessoal e comercial. Por isso, definir o mobile marketing como o futuro tornou-se ultrapassado. Ele já é presente e veio para ficar. Usar celulares e outros dispositivos móveis como ferramentas de marketing já tornou-se, na prática, parte fundamental nas estratégias de comunicação hoje. Elaborar uma estratégia mobile eficiente é sempre um grande desafio, por isso preparamos uma lista com alguns modelos de campanhas de SMS marketing para garantir que suas ações sejam um sucesso.

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Com esse objetivo, o Instituto do Varejo - IVAR criou e vem aprimorando o SMS Marketing, um produto que cabe no bolso de qualquer lojista. É um serviço indispensável para garantir que as ações de comunicação da sua empresa cheguem a milhares de clientes simultaneamente, com mensagens direcionadas e personalizadas. Uma das principais características desse serviço é enviar milhões de torpedos de maneira simples e fácil, sejam quais forem as demandas dos clientes.

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Para o lojista, é uma grande vantagem utilizar os serviços do IVAR Contact Center, que pertencem ao Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro – CDLRio, uma das mais tradicionais entidades de classe do comércio carioca, que conhece profundamente as necessidades dos lojistas e tem condição de colaborar com o crescimento das vendas.

MAIS VANTAGENS

Uma das principais vantagens da utilização do SMS é que a empresa não precisa fazer grandes investimentos nem fazer modificações operacionais ou sobrecarregar os seus colaboradores. Nos dias de hoje, onde qualquer custo precisa ser muito bem analisado, não precisar investir em projetos é um verdadeiro ganho. Outra

grande vantagem é que a utilização do SMS é incomparavelmente mais barata que uma ligação telefônica normal, reduzindo consideravelmente os custos, além de ser mais segura, evitando desculpas e as conhecidas alegações dos clientes de que não foram informados sobre determinado assunto ou não receberam o aviso.

POTENCIAL

Os números revelam o potencial do SMS como ferramenta de marketing: a taxa de abertura das mensagens SMS é de 95%; o tempo médio de resposta de e-mails é de 90 minutos, enquanto no SMS a média é de apenas 90 segundos; e em 70% das pesquisas realizadas por SMS os usuários efetuam alguma ação em até uma hora.

EXEMPLOS

São tantas as inovações no mobile que é importante conhecer as possibilidades de comunicação com o público por meio do SMS marketing. Ele é uma ótima forma de realizar interações rápidas e simples, até mesmo incentivando a ação dos usuários por meio de respostas curtas, quando necessário. A tecnologia é ideal para diversos propósitos como: Atendimento ao cliente (confirmação/validação de cadastro; protocolo de serviço; informações sobre horários e interrupções em serviços; confirmação de compra; e cupom de desconto), Relacionamento (pontuação em programa de fidelidade e pesquisas de satisfação), E-commerce (confirmação de compra; status de pagamento; status de entrega de pedidos; códigos de rastreamento; aviso de quedas de preço; e avisos de disponibilidade de estoque), Serviços financeiros (lembrete de vencimento de fatura; aviso de débitos em aberto; e envio de código digitável para pagamento on-line), Instituições de ensino (matrícula e rematrícula; cancelamento de aulas; material didático disponível para download), Saúde (marcação de consultas; lembretes de consultas; e resultados de exames).


Em 2018, a cidade do Rio de Janeiro terá 14 feriados. Para os comerciários haverá mais um feriado, o Dia do Comerciário, que será em 15 de outubro. Novembro será o mês com mais feriados (dias 2, 15 e 20). Não haverá feriados, no entanto, nos meses de junho, julho e agosto.

O carnaval será em fevereiro: sábado, 10; domingo, 11; e 2ª feira, 12, que não são feriados. Entretanto, a 3ª feira, 13 de fevereiro, é feriado estadual. Na 4ª feira de cinzas, 14 de fevereiro, bancos e grande parte do comércio só abrem a partir das 12 horas. Em 2018, haverá feriados em dois sábados (20 de janeiro e 21 de abril), mas nenhum em domingos.

Os calendários de 2018 (reprodução abaixo) já estão disponíveis para os lojistas na sede do SindilojasRio e em suas delegacias de serviços e, também, na sede do CDLRio.

FERIADOS EM 2018

FERIADOS NO RIO EM 2018


ARTIGO

A REFORMA TRABALHISTA DEMANDA CUIDADO

Para tirar dúvidas dos lojistas sobre a reforma trabalhista, o SindilojasRio tem promovido palestras com especialistas. A última, em 25/10, foi com o advogado Rodrigo Tostes Malta

Desde 11 de novembro entrou em vigor a Lei 13.467/2017 com as mudanças da CLT

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A motivação dessa reforma, concordemos ou não com ela, é de fácil compreensão. O legislador buscou contingenciar três grandes queixas dos empregadores: o excesso de leis trabalhistas, o rigor na aplicação dessas leis e a circunstância de, alegadamente, exercer o Judiciário Trabalhista atividade legislativa por meio de algumas de suas súmulas e enunciados.

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Independentemente do credo político do leitor, salta aos olhos que a situação não está favorável para muitos empregadores. Já o investidor estrangeiro não entende o emaranhado de leis em nosso país, a quantidade de encargos sobre a folha de pagamento e a impossibilidade de negociação direta com o empregado. Diante desse quadro, o legislador introduziu expressivas mudanças nas leis trabalhistas. Ao contrário do que aparenta uma primeira análise, a maior transformação não diz respeito às regras de direito material, mas, sim, é de natureza mais profunda. A Justiça do Trabalho entende que seu papel constitucional é o de proteger o empregado, visto como mais fraco nas relações de trabalho. O l egislador, em contrapartida, acredita que os trabalhadores não mais precisam de uma tutela tão exacerbada. Isso se torna claro ao examinarmos o art. 8º, § 1º,

da CLT. A redação anterior consagrava que o direito comum poderia ser utilizado como fonte subsidiária desde que a regra emprestada não fosse incompatível com os princípios básicos do Direito do Trabalho, que podem ser resumidos em um único mandamento: a proteção ao trabalhador. A nova redação do citado art. 8º retira tal restrição, evidenciando que o legislador, doravante, vê patrões e empregados ocupando posição de igualdade e abandonando o conceito de hipossuficiência. A forma atualizada do dispositivo sob exame determina, ainda, que deve ser mínima a intervenção nas negociações coletivas e que as orientações jurisprudenciais e súmulas devem se abster de criar direitos ou obrigações que não tenham previsão legal. Objetiva o legislador, portanto, limitar o raio de ação do Judiciário Trabalhista. A resposta a essa intenção tem sido intensa. Nos meios de comunicação e em variados eventos realizados para tratar da Reforma Trabalhista, diversas autoridades se manifestaram contra a Reforma. Por outro lado, o Ministro Ives Gandra, presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), manifestou-se favoravelmente à nova legislação, que, em uma visão otimista, acredita irá desafogar o Judiciário Trabalhista.


Independentemente de tais pontos de vista, já existem iniciativas concretas para fazer frente à Lei 13.467/17, entre elas Ação Civil Pública pela qual visa a Procuradoria Geral da República combater aquilo que entende como tentativa de impedir o acesso do trabalhador à Justiça, mediante a criação de regras mais restritivas para a gratuidade, isenção de custas e pagamento de honorários periciais e de advogado. O fim da contribuição sindical também já está sub judice, por meio de Ação Civil Pública ajuizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte Aquaviário e Aéreo, na Pesca e nos Portos (CONTTMAF). Cabe notar que cada magistrado tem o poder de avaliar a constitucionalidade da lei, podendo deixar de aplicá-la no caso concreto, vindo a considerá-la incompatível ou conflitante com a Constituição Federal. Assim, aqueles que se sintam lesados também poderão discutir a validade da nova legislação em ações individuais.

Alguns pontos da reforma, em outro prisma, devem ser avaliados com cautela pelo empregador, como é o caso do trabalho intermitente, que vem suscitando bastante controvérsia no meio jurídico. Ainda quanto ao tema, a nova legislação contempla diversas modalidades de acertos entre o empregador e o empregado com outorga de quitação parcial ou integral quanto às obrigações trabalhistas, como, por exemplo, cláusula de arbitragem, termo de quitação anual e cláusula de quitação geral em sede de plano de demissão incentivada. Historicamente, porém, o Judiciário Trabalhista não tem admitido que instrumentos particulares possam impedir que o trabalhador recorra à justiça para discutir aquilo em que se sinta prejudicado. Sendo mantido tal entendimento, as ferramentas acima apontadas não terão a efetividade pretendida pelo legislador e serão, em termos práticos, relegadas a meros recibos de valores que poderão ser abatidos de créditos eventualmente obtidos em processos trabalhistas supervenientes. O quadro, portanto, é de grande turbulência e o momento não é favorável ao pioneirismo no implemento daquilo que a nova legislação quer permitir. Cabe reiterar que, no momento, as maiores virtudes do empresário serão a paciência e a serenidade para aguardar que o anunciado conflito entre a intenção do legislador e a rejeição de parte do judiciário se assente e que se torne claro o que terá efetiva aplicação prática nas relações de trabalho e de emprego.

RODRIGO TOSTES MALTA

Graduado em Direito pela PUC-Rio, é sócio administrador do escritório Tostes Malta Advogados Associados e autor de livros sobre o Direito do Trabalho

ARTIGO

Alguns pontos da reforma, em outro prisma, devem ser avaliados com cautela pelo empregador, como é o caso do trabalho intermitente, que vem suscitando bastante controvérsia no meio jurídico


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CDLRio, 62 anos de história!

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Nascido da vontade de 11 empresários em apoiar e desenvolver o varejo da cidade teve como objetivos originais a concessão de crédito e a troca de informações. Ao completar 62 anos, o Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro – CDLRio reafirma sua posição em defesa dos interesses lojistas com sua base hoje consolidada nos seus variados produtos e serviços.

inclusive, às entidades estaduais como a FCDL RJ e a própria CNDL. Nascedouro do movimento lojista brasileiro, o CDLRio realizou campanhas, lutou por direitos, abriu caminhos. Teve um crescimento vertiginoso, mas nunca perdeu seu foco. É uma entidade que sempre funcionou e funciona com segurança e honestidade absolutas, trazendo grandes inovações para o comércio.

Desde que foi fundado, em 1955, manteve uma trajetória ascendente. Pioneiro na idealização e fundação do SPC no País. Já naquela época se mantinha atento às novidades da tecnologia, dando o primeiro passo para a informatização com a instalação de computadores para melhorar a administração das atividades. Com o uso intensivo da tecnologia outros serviços foram desenvolvidos, mas sempre com o mesmo ideal de apoiar os negócios de nossos associados.

Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro – CDLRio: consolidação como entidade representativa do comércio e de grande aprimoramento nos serviços prestados aos lojistas e aos consumidores

O Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro fruto do idealismo de empresários lojistas abraçou diversas causas a favor do comércio. Além de criador do SPC, e sendo o primeiro CDL fundado no Brasil, foi a semente que deu origem à formação de novos CDL’s por todo o país e,


Esta casa é uma oficina, cujos trabalhos são executados com a finalidade de atender o lojista, seja ele de onde for. Os anos foram passando e o crescimento acelerado do comércio, com a evolução das vendas, a intensificação e a consolidação de outras modalidades de compras, o Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro sentiu a necessidade de estender sua ação ampliando seus serviços internos e externos com a criação de novas atividades. Ele encarou as mudanças com realismo e se empenhou em ampliar sua área de atuação, aperfeiçoando seu atendimento e aumentando seus canais de comunicação. Essa produtiva filosofia de trabalho, onde o aperfeiçoamento dos serviços prestados e a qualificação dos associados são os principais objetivos da entidade, tornou-se uma tradição também nas demais gestões. Hoje, a partir desta abordagem administrativa, foram empreendidas mudanças corporativas e organizacionais, bem como mudanças físicas no prédio, todos frutos de um bom trabalho desenvolvido acentuadamente assinalado pela marca registrada da eficiência do CDLRio,

dirigido pelo presidente Aldo Gonçalves, sua diretoria e colaboradores. Tudo mudou, o mercado varejista cresceu e se diversificou, o consumidor se tornou mais exigente e engajado na tecnologia, mudando sua relação com o comércio e diversificando seu modo de comprar, o comerciante também se rendeu as novas transformações para se encaixar no novo modo de comercializar, e o Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro – CDLRio sempre atento às mudanças comerciais, tecnológicas e aos métodos que a modernidade exige, continua evoluindo e se adaptando aos novos tempos.

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Podemos dizer hoje que passamos nas primeiras provas. O incessante trabalho cotidiano do Clube ensina a quem tem olhos de aprendiz, os desafios principais de um comerciante. A prosperidade é planta que floresce melhor em ambiente gregário de confiança mútua.

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DESTAQUE

SindilojasRio: 85 anos a serviço do Comércio

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Fundado em 6 de dezembro de 1932, o Sindicato dos Lojistas do Comércio do Rio de Janeiro – SindilojasRio vem promovendo, desde então, constantemente, ações em favor do comércio. Muitas vezes, não só a favor do varejo do Rio, mas do País.

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Cabe ao SindilojasRio – representante legal dos lojistas do Rio junto aos poderes da União, do Estado do Rio de Janeiro e do Município do Rio de Janeiro – acompanhar e decidir as negociações com o Sindicato dos Empregados do Comércio do Rio de Janeiro, como as relativas às convenções coletivas de reajuste salarial e o trabalho aos domingos e feriados, no âmbito das categorias por ele representadas. Pilar da nossa economia, pelo número de estabelecimentos e, também, por sua alta capilaridade e capacidade de criar empregos, o comércio varejista responde por cerca de 10% do PIB fluminense e por mais de 850 mil postos de trabalho, ou seja, cerca de 20% dos empregos formais no estado. Hoje, o SindilojasRio é considerado um dos maiores sindicatos do Brasil, com quase 13 mil empresas lojistas associadas, do microempreendedor às gran-

des redes, reunindo mais de 30 mil estabelecimentos que abrangem mais de 30 diferentes segmentos do varejo, só no município do Rio de Janeiro.

O início de tudo O empresário Milton de Souza Carvalho, então proprietário da loja A Capital, liderou a campanha para a fundação do sindicato dos lojistas. A grande motivação para que os lojistas organizassem o primeiro sindicato da categoria no Brasil foi a luta para derrubar a chamada Lei de Luvas. Na época, a grande dificuldade dos empreendedores do comércio ocorria na hora de renovar o contrato de locação de lojas. Os proprietários sempre cobravam “luvas” (dinheiro) para a renovação dos aluguéis. Empossada a primeira diretoria, em 13 de dezembro de 1932, teve início o movimento junto ao Governo Federal para que este criasse legislação de proteção ao Fundo de Comércio, acabando, assim, a prática de cobrança de luvas. A campanha foi liderada pelo lojista Hernani de Castro Araújo, proprietário da loja Castro Araújo.


DESTAQUE Diretores e equipe reunidos no Encontro de Colaboradores do SindilojasRio

A campanha foi vitoriosa, beneficiando não só os empresários do comércio do então Distrito Federal, mas os de todo o país.

Serviços especializados e estrutura moderna Com sede própria desde 1946 – são mais de mil metros quadrados distribuídos pelo 10º andar e parte dos 9º, 11º, 12º e 13º andares do Edifício Ângelo Marcelo, na Rua da Quitanda, 3, Centro – o SindilojasRio possui, também, quatro delegacias de serviços em diferentes bairros do Rio. É presidido pelo empresário Aldo Gonçalves, proprietário da rede de moda infanto-juvenil Silhueta Infantil, uma das

lojas mais tradicionais do segmento, com 62 anos de existência. Com uma gestão altamente qualificada, o SindilojasRio disponibiliza às empresas associadas serviços modernos e atendimento por especialistas em suas áreas de atuação, tais como: assistência jurídica completa nas áreas Trabalhista, Civil, Tributária e de Defesa do Consumidor nos níveis federal, estadual e municipal, sem cobrança de honorários; assistência de registro e de marcas e patentes, sem cobrança de honorários; isenção da taxa anual de renovação de letreiros; isenção do pagamento patronal da contribuição para o acordo de comerciários trabalharem nos domingos e feriados; medicina ocupacional segundo as normas do Ministério do Trabalho e Emprego, com tabela abaixo da média das empresas privadas; câmaras setoriais que contribuem para a identificação, o planejamento e a solução de questões específicas de segmentos lojistas; e a remessa mensal gratuita da revista O Lojista, com notícias importantes para o comércio varejista, além de outros serviços. O SindilojasRio disponibiliza serviços também a empresas não associadas. Para enfrentar e vencer os atuais desafios impostos ao comércio, resultantes da profunda crise pela qual passa o Rio de Janeiro, o SindilojasRio está preparado para auxiliar todas as suas quase 13 mil empresas lojistas associadas a superar as dificuldades, sendo um aliado fundamental para o sucesso desses empreendimentos.

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Coube ao professor Ribas Carneiro, assessor jurídico do sindicato, elaborar um projeto de lei sobre a proteção ao Fundo do Comércio. Aprovada a proposta em Assembleia de lojistas, foi entregue ao ministro da Justiça, na época, Francisco Maciel Junior. A comissão liderada por Castro Araújo confiou aos juristas Justo de Moraes e Jorge Fontenelle a elaboração de um novo projeto de decreto, que, apresentado ao presidente da República Getúlio Vargas, foi enviado à Procuradoria Geral da República. Com pequenas modificações, o projeto foi convertido no decreto nº 24.150, assinado pelo presidente Vargas em 20 de abril de 1934.

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DESTAQUE

SindilojasRio em ação AO LONGO DO TEMPO, FORAM MUITAS AS INICIATIVAS E AÇÕES EM PROL DOS INTERESSES DO COMÉRCIO DO RIO. CONHEÇA E RECORDE ALGUMAS: • Participou da fundação da Federação do Comércio do Rio, iniciativa do presidente França Filho (proprietário da Confeitaria Colombo), em 3 de janeiro de 1934. • Apoiou a fundação do Clube de Diretores Lojistas, em 7 de novembro de 1955, incentivando os empresários que desejavam o compartilhamento das informações sobre o crédito. • Participou da fundação da Sociedade de Amigos da Rua da Carioca e Adjacências - Sarca no segundo semestre de 1977. Lojistas da Rua Carioca receberam apoio para evitar a demolição dos prédios do lado esquerdo do logradouro. • Participou da criação do antigo Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários, o IAPC (atual Instituto Nacional de Seguridade Social - INSS), em 1934, defendendo e conseguindo a inclusão, entre os beneficiários, de todos os comerciantes do país; • Criou e promove datas comemorativas, desde 1953, como os Dias das Mães, dos Pais, das Crianças, dos Namorados e Natal. • Foi o primeiro sindicato patronal a conseguir a abertura do comércio aos sábados, domingos e feriados no Rio. • Instalou delegacias de serviços, a partir de 1996, nos bairros de Copacabana, Tijuca, Barra da Tijuca, Campo Grande e Madureira.

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• Criou, em sua estrutura, câmaras setoriais (Shoppings, Centro do Rio, Zona Sul, Moda Infantil e Brinquedos).

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• Criou a primeira Cooperativa de Crédito de sindicato patronal no Rio de Janeiro; • Implantou os serviços do Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional (PCMSO) e do Programa de Prevenção a Riscos Ambientais (PPRA). • Fundou, em parceria com o CDLRio, o Instituto do Varejo - IVAR (braço cultural, educacional e de pesquisa das instituições), em 2000. • Implantou as comissões de Conciliação Prévia e o serviço de Homologações, em parceria com o Sindicato dos Empregados do Comércio do Rio de Janeiro e o Ministério do Trabalho e Emprego.

• Idealizou e realizou o primeiro evento nacional de sindicatos patronais do comércio. Em 2017, foi realizado o 34º Congresso Nacional de Sindicatos de Empresários do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. • Criou a modalidade “sócio aspirante” para incentivar o empreendedorismo, permitindo que empresários que ainda estejam iniciando o seu negócio possam se associar ao SindilojasRio e, assim, contar com todo o apoio necessário à abertura de sua empresa. • Lançou a revista O Lojista, que há 84 anos conta a história do comércio no Rio. Trata-se da mais antiga publicação sindical do país, em circulação desde 15 de janeiro de 1934. Deixou de ser editada apenas entre janeiro e maio de 1941, por divergências com o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) do governo Vargas. Desde 2002, é produzida em parceria com o CDLRio. • Em 2016, foi um dos principais apoiadores do movimento junto à Assembleia Legislativa e ao governo do Estado do Rio de Janeiro para defender uma legislação da Substituição Tributária mais clara e eficiente. • Também em 2016, atuou, ao lado de outras entidades organizadas do Comércio, para acabar com a cobrança da Taxa Única de Serviços Tributários da Receita Estadual (TUT). Conseguiu que a Lei complementar nº 171/2016, revogando a Lei nº 7.176/2015 que instituiu a TUT, fosse aprovada. • Desde o início de 2017, tem cobrado a prefeitura e suas secretarias de Ordem Pública e de Fazenda no sentido de obter o efetivo comprometimento da administração municipal no combate à camelotagem. • No segundo semestre de 2017, o SindilojasRio liderou uma grande mobilização, com outras dez entidades organizadas da sociedade civil, contra a Lei n° 268/17 que aumenta o IPTU, o ITBI e a Taxa de Lixo. Houve grande repercussãona imprensa e entre a população. Mesmo assim, a lei, que recebeu mais de 100 emendas, foi aprovada. No fechamento desta edição, a lei havia sido suspensa por força de liminar concedida, no dia 11/12, pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado. Se a sua loja ainda não é associada ao SindilojasRio, não perca tempo, venha nos conhecer ou solicite uma visita dos nossos consultores. A sede do SindilojasRio está situada na Rua da Quitanda nº 3/10º andar, Centro do Rio. Para mais informações, ligue para (21) 2217-5000.


SAÚDE E BEM-ESTAR

Doar sangue é doar vida Hemorio alerta que estoques estão abaixo do necessário Celebrado em 25 de novembro, o Dia Nacional do Doador de Sangue é mais um momento para lembrar a importância da doação.

Doar sangue é simples e seguro. O doador precisa ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 50 quilos, estar bem de saúde e portar um documento de identidade oficial com foto. Os jovens com 16 e 17 anos só podem doar com a autorização dos pais ou responsáveis legais. O candidato não precisa estar em jejum, apenas evitar alimentos gordurosos nas quatro horas que antecedem a doação e não ingerir bebidas alcoólicas 12 horas antes. A coleta de sangue dura, no máximo, 10 minutos. Não há risco de contrair doenças doando sangue, pois o material utilizado é estéril, descartável e de uso individual. Além disso, o doador passa por consulta, antes de doar, onde são avaliadas suas condições clínicas.

Algumas situações impedem, provisoriamente, a doação de sangue, tais como: anemia; febre, acima de 37°C; gripe ou resfriado; gravidez (a mulher poderá doar 90 dias após parto normal e seis meses após cesariana); amamentação (até um ano após o parto); uso de alguns medicamentos; cirurgias; extração dentária (aguardar sete dias); tatuagem ou piercing: um ano sem doar (sendo que, no caso de piercing na cavidade oral e/ou região genital, a pessoa só poderá doar após um ano da retirada do acessório); vacinação (tempo de impedimento varia de acordo com cada vacina), e transfusão de sangue, que impede a doação por um ano. Na entrevista clínica que precede a doação são dados mais esclarecimentos. Para mais informações e saber a localização de outras unidades de coleta espalhadas pelo estado, basta ligar, gratuitamente, para o Disque Sangue (0800 282 0708), que funciona de segunda a sexta, das 8h às 16h. O Hemorio funciona todos os dias, das 7h às 18h, incluindo sábados, domingos e feriados, na Rua Frei Caneca, 8, no Centro do Rio. Seja um doador de sangue e compartilhe a sua experiência com familiares, amigos e colegas de trabalho para que estes também se sintam motivados a serem doadores. Doar sangue pode salvar vidas! Fonte: Hemorio

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Recentemente, o Hemocentro da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (Hemorio) alertou que os estoques de todos os tipos sanguíneos estavam abaixo do necessário, para abastecer diversas instituições da capital, como de outros municípios. A demanda aumentou cerca de 15% no estado, enquanto o número de doadores caiu. Embora tenha capacidade para receber 400 pessoas por dia, a instituição só tem coletado, em média, 150 bolsas de sangue diariamente (uma por doador). Diante desse quadro e lembrando que, no período de festas de fim de ano e das férias escolares, a demanda por sangue costuma aumentar ainda mais, o Hemorio tem intensificado sua campanha para ampliar o número de doadores.

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ESPECIAL

Esperança apesar das incertezas

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Para se recuperar, Rio precisa se reequilibrar e atrair investimentos

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Ao divulgar, em 1º de dezembro passado, a alta de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre – um pouco abaixo das previsões, mas o terceiro resultado positivo consecutivo – o IBGE também revisou, para mais, o desempenho do PIB dos trimestres anteriores, melhorando, com isso, o resultado da economia no acumulado do ano. O ministro da Fazenda Henrique Meirelles declarou que “embora o resultado pareça baixo, a elevação mostra que o Brasil segue uma trajetória positiva”. Em novembro, ele já havia dito que o país saíra da recessão e que entrará em 2018 com a economia crescendo a um ritmo em torno de 3%, com expectativa de alta ainda maior para 2019. O crescimento do PIB, a inflação menor e juros mais baixos trouxeram maior otimismo à população e ao mercado. No entanto, ainda são insuficientes para descortinar o que o ano de 2018, que será marcado pela alta temperatura política, reserva aos brasileiros. A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), por exemplo, divulgada no último dia 4 de dezembro pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo – CNC, mostra que o percentual de famílias endividadas alcançou 62,2% em novembro de 2017. Um aumento de 0,4

ponto percentual na comparação com outubro, no quinto mês seguido de altas no indicador. Segundo a economista da CNC, Marianne Hanson, “a taxa de desemprego ainda bastante alta ajuda a explicar a dificuldade das famílias em pagar suas contas em dia e o pessimismo elevado em relação à capacidade de pagamento”. Mesmo assim, apesar da turbulência política e dos resultados econômicos positivos ainda tímidos diante da profunda recessão dos últimos anos, é possível acreditar que o país, de modo geral, está retomando o rumo do desenvolvimento.


ESPECIAL

Situação do Rio de Janeiro destoa do restante do país Mergulhado em uma crise política e financeira sem fim, que impacta negativamente os setores produtivos, os serviços públicos essenciais e toda a sua população, o Rio de Janeiro apresenta uma realidade adversa, que impede prognósticos mais otimistas. No comércio, a crise sem precedentes já levou ao fechamento de 9.730 lojas em todo o estado, no primeiro semestre deste ano, 55% a mais do que em 2016. Na capital foram 4.154 estabelecimentos fechados, uma alta de 76,2% em relação ao mesmo período do ano passado. E os índices permanecem negativos. Apesar de pesquisa sobre o Natal, do Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro, estimar um crescimento de 3% das vendas para o período, outro levantamento do CDLRio mostra que, no acumulado dos dez meses do ano, as vendas do comércio varejista do Rio recuaram 6,7% em relação ao mesmo período de 2016, sendo que, só em outubro, o retrocesso foi de 5,1% (leia mais na página 24).

Para o economista-chefe da Divisão Econômica da CNC, Fábio Bentes, a alta taxa de desemprego no estado é um dos fatores preponderantes que leva o comércio do Rio de Janeiro a registrar quedas contínuas de vendas. Lembrando que, de janeiro a setembro, o varejo apresentou um crescimento médio de 1,3% em todo o país, enquanto o Rio apresentou queda de 2% em média, no mesmo período, Bentes afirmou que o grande desafio do estado é se reequilibrar como um todo, para atrair investimentos e criar empregos. Segundo pesquisa recente sobre empregos da CNC, houve aumento de vagas em quase todo o país,

FÁBIO BENTES

Economista-chefe da Divisão Econômica da CNC

com exceção de sete estados, onde ocorreu um encolhimento do mercado de trabalho: Pará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Rio de Janeiro. O economista-chefe da CNC explicou que, de um total de 110 mil vagas fechadas no país, cerca de 80% estão no Rio de Janeiro, o que reflete o impacto da desordem nas contas públicas e da escalada da violência sobre o estado. E quanto maior o desemprego, maior a retração no comércio. Para ele, a expansão do setor de petróleo e gás e a recuperação da indústria da construção, por exemplo, além da normalização do setor público, deverão aquecer a economia, beneficiando indiretamente o comércio. O economista disse, ainda, que as soluções para a crise que o estado atravessa e o aumento da confiança da população e de potenciais investidores só acontecerão com a renovação política, por meio das eleições de 2018. Com essas perspectivas, Fábio Bentes concluiu dizendo que, em 2018, “mesmo que o comércio do Rio não apresente crescimento, se não registrar quedas já será um quadro otimista”.

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De acordo com o presidente do SindilojasRio e do CDLRio, Aldo Gonçalves, o moderado otimismo dos lojistas com o Natal deve-se ao fraco desempenho das vendas nas datas comemorativas anteriores. “O ambiente econômico dita o comportamento do consumidor. É a economia, em desenvolvimento harmonioso, que sustenta os ciclos de produção, emprego, consumo e progresso social. Não existe fórmula diferente”, disse o dirigente, que completou: “para superar esta conjuntura adversa e conquistar bons resultados, mais do que nunca os lojistas do Rio precisam ter uma gestão e uma operação eficientes, investindo em planejamento, treinamento de suas equipes e procurando acompanhar as tendências que já estão ditando os novos rumos do varejo.

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ESPECIAL

Juedir Teixeira, vice-presidente de Marketing do SindilojasRio, e Renato Guedes, ambos consultores especialistas em Marketing e Gestão de Varejo, no dia 19 de outubro, no auditório do SindilojasRio, falaram sobre “Tendências do Varejo Mundial – Seus impactos no Brasil e como superar os desafios atuais”

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Tendências do Varejo Mundial

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O varejo mundial vem passando por rápidas e profundas transformações nos últimos anos e, no Brasil, não é diferente, seja pelo impacto da tecnologia, pela mudança dos hábitos de consumo do cliente e pelas transformações sociais, políticas e econômicas que vêm abalando toda a sociedade. Em função dessas transformações, empresários e gestores de empresas varejistas têm enfrentado e vão enfrentar ainda mais desafios, dentre os quais podemos destacar três que são fundamentais para a sobrevivência do negócio:

• Melhorar a experiência de compra do cliente para que ele sinta vontade de ir a sua loja. Hoje o cliente pode comprar tudo sem sair de onde ele está e em qualquer hora. Todos os produtos estão disponíveis na palma da mão;

• Melhorar o processo de gestão para tornar o negócio mais competitivo e apto a enfrentar a forte concorrência existente e a que virá adiante, ainda mais acirrada;

• Operar em mais de um canal de venda, para que o cliente possa encontrar a sua marca e seus produtos, onde quer que ele esteja e em qualquer horário.


EXPERIÊNCIA DE COMPRA:

Varejo é “emoção”. Primeiramente, todo cliente “compra com os olhos”, ou seja, antes mesmo de entrar na loja ele já está avaliando o estabelecimento. Devemos estar atentos a todos os “pontos de contato” dele com a marca, seja visual, atendimento, conforto, comunicação interna, disposição dos produtos e assim por diante. O cliente avalia ter tido uma bela experiência de compra, uma vez que não tenha qualquer atrito nestes pontos de contato, avaliando o negócio como um todo.

MULTICANAIS:

O varejo não pode mais trabalhar somente com lojas físicas, por menor que seja. Mesmo que não venda por e-commerce, faz-se necessário ter, pelo menos, um site com fo-tos dos produtos para que os consumidores possam encontrar a loja e consultar seus preços e promoções. Atualmente, o investimento em uma loja virtual é baixo, sendo fácil inserir fotos de produtos e informar promoções.

COMUNICAÇÃO ON-LINE:

Para ser facilmente encontrada e gerar relacionamento virtual, a marca necessita também de, pelo menos, uma mídia social (preferencialmente Face book). Desta forma, a loja conseguirá alcance muito maior. Por outro lado, devemos lembrar que as recomendações de produtos e marcas por amigos influenciam muito mais as pessoas na hora da decisão de compra do que um anúncio. Na rede social, qualquer interação com a marca e seus produtos pode se tornar uma recomendação para vender mais.

ESPECIAL

RELACIONAMENTO:

Todo cliente que entra em uma loja propicia a oportunidade não só de iniciar-se uma venda, mas, também, de iniciar um relacionamento com ele. Para tal, registrar dados como nome, e-mail e celular é essencial para um posterior contato. Porém, é muito importante perguntar se ele gostaria de receber tal contato, para evitar transtornos. Neste sentido, oferecer ao cliente, periodicamente, promoções customizadas para ele (não promoções iguais para todos), segundo o seu perfil de comportamento e compra, ajudaráa fidelizar a marca e a levantar uma barreira contra os concorrentes.

ENDOMARKETING:

Varejo é feito de gente! O endomarketing visa promover a empresa internamente, para o seu primeiro “cliente”: o colaborador. Se ele não “comprar” a ideia do negócio, de que forma conseguirá vender com excelência? Empresas que investem em endomarketing, de forma a aumentar a produtividade de suas equipes, certamente têm muito mais chances de serem competitivas no mercado onde atuam.

HOSPITALIDADE E EXCELÊNCIA NO ATENDIMENTO:

Todo o trabalho de uma empresa varejista está nas mãos de uma pessoa: o vendedor! Ele pode colocar tudo a perder ou promover da melhor forma o seu negócio. Tudo isso acontece (ou não) segundo a forma com que ele lida com os clientes. Marcas que se destacam são aquelas que possuem um alto nível de hospitalidade e uma excelência no atendimento. Este é o ponto de contato mais relevante entre o negócio e o cliente, pois é o vendedor que carrega consigo a responsabilidade de passar para ele todos os atributos, diferenciais, vantagens e benefícios do produto. Investir em hospitalidade e excelência no atendimento é algo de extrema importância para uma marca ter sucesso.

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Para enfrentar os referidos desafios é necessário preparar-se e preparar a equipe para o uso adequado das seguintes ferramentas:

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PESQUISAS

Números refletem a crise O resultado de outubro foi prejudicado pelo fraco desempenho das vendas no Dia das Crianças, determinante para o índice negativo do mês, refletindo a grave crise econômica do estado do Rio de Janeiro, que afeta o comércio, afastando os consumidores das lojas. Nenhuma das grandes datas comemorativas que movimentam o comércio atingiu as expectativas do varejo, registrando

resultados negativos. A expectativa, agora, se volta para o Natal, cujas vendas representam mais de 30% do faturamento em todo ano, dependendo do segmento. Segundo pesquisa do Centro de Estudos do CDLRio, a estimativa é que as vendas tenham um crescimento de 3% por conta da principal data para o comércio.

Termômetro de Vendas VENDAS ACUMULADAS COMPARADAS COM AS DO MESMO PERÍODO DO ANO ANTERIOR JAN-FEV

-9,1%

JAN-MAR

-8,5%

JAN-ABR

-8,7%

JAN-MAI

JAN-JUN

-7,9%

-7,7%

JAN-JUL

JAN-AGO

JAN-SET

-7,3%

-7,4%

-7,6%

JAN-OUT

-6,7%

Centro de Estudos-CDLRio

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COMÉRCIO TEVE NOVA QUEDA DE VENDAS EM OUTUBRO NO ACUMULADO DOS DEZ MESES DO ANO (JANEIRO/OUTUBRO) AS VENDAS RECUARAM 6,7% EM COMPARAÇÃO COM 2016

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As vendas do comércio varejista da Cidade do Rio de Janeiro recuaram 5,1% em relação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com a pesquisa Termômetro de Vendas divulgada mensalmente pelo Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro – CDLRio, que ouviu cerca de 750 estabelecimentos comerciais. No acumulado dos dez meses de 2017 (janeiro/outubro) houve uma queda de 6,7% em comparação com o mesmo período de 2016. A pesquisa mostra também que todos os produtos do Ramo Mole (bens não duráveis) e do Ramo Duro (bens duráveis) registraram vendas negativas. As maiores quedas no faturamento no Ramo Mole

foram Tecidos (-7,4%), Calçados (-6,2%) e Confecções (-5,8%). No Ramo Duro (bens duráveis) Óticas (-6,6%), Móveis (-6%), Joias (-5,5%) e Eletrodomésticos (-4,8%). A modalidade de pagamento mais utilizada pelos clientes foi venda a prazo com menos 4,9%, seguida da venda à vista com menos 5,9%. Em relação às vendas conforme a localização dos estabelecimentos comerciais, no Ramo Mole (bens não duráveis) as lojas do Centro venderam mais 20,5%, as da Zona Norte menos 11,2% e as da Zona Sul menos 6,8%. No Ramo Duro (bens duráveis) as lojas do Centro faturaram mais 4,8%, as da Zona Norte menos 8,1% e as da Zona Sul venderam mais 0,9%.


PESQUISAS

SCPC

Movimentação - Janeiro a Outubro de 2017 Segundo o presidente do CDLRio, Aldo Gonçalves, os números do SCPC mostram que o comércio continua enfrentando dificuldades. A inadimplência do comércio lojista da Cidade do Rio de Janeiro cresceu 0,4% em outubro em relação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com os registros do Serviço Central de Proteção ao Crédito do CDLRio - Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro. É o menor índice de inadimplência do ano.

As dívidas quitadas, que mostram o número de consumidores que colocaram suas contas em dia, e as consultas, item que indica o movimento do comércio, diminuíram, respectivamente, 1,4% e 8,4%, também em relação a outubro de 2016. No acumulado dos dez meses do ano (janeiro/ outubro) em comparação com o mesmo período de 2016, a inadimplência e as dívidas quitadas aumentaram 1,3% e 0,1% e as consultas diminuíram 8,3%.

CONSULTAS

REALIZADAS EM NOSSO BANCO DE DADOS, ACUMULADAS EM COMPARAÇÃO AO MESMO PERÍODO DO ANO ANTERIOR JAN-FEV

-6,8%

JAN-MAR

JAN-ABR

JAN-MAI

JAN-JUN

JAN-JUL

JAN-AGO

JAN-SET

JAN-OUT

- 7,7%

-8,0%

-7,8%

-7,8%

-8,0%

-8,1%

-8,3%

-8,3%

NOVAS INCLUSÕES - INADIMPLÊNCIA

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REGISTROS INCLUÍDOS EM NOSSO BANCO DE DADOS, ACUMULADOS EM COMPARAÇÃO AO MESMO PERÍODO DO ANO ANTERIOR

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+1,6%

+1,4%

JAN-FEV

JAN-MAR

+1,2%

JAN-ABR

+1,3%

+1,4%

JAN-MAI

JAN-JUN

+1,5%

+1,5%

+1,4%

+1,3%

JAN-JUL

JAN-AGO

JAN-SET

JAN-OUT

CANCELAMENTOS - DÍVIDAS QUITADAS

REGISTROS CANCELADOS EM NOSSO BANCO DE DADOS, ACUMULADOS EM COMPARAÇÃO AO MESMO PERÍODO DO ANO ANTERIOR JAN-FEV

JAN-MAR

JAN-ABR

+0,4% +0,1% -0,2%

JAN-MAI

+0,5%

JAN-JUN

+0,5%

JAN-JUL

+0,7%

JAN-AGO

JAN-SET

JAN-OUT

+0,6% +0,3%

+0,1%


Cheques

Movimentação - Janeiro a Outubro de 2017 Segundo o registro de cadastro do LigCheque do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro-CDLRio, em outubro em relação ao mesmo mês de 2016, a inadimplência cresceu 0,2% e as consultas e as dívidas quitadas diminuíram, respectivamen-

te, 8,9% e 8,8%. No acumulado dos dez meses do ano (janeiro/ outubro) em relação ao mesmo período do ano passado, a inadimplência aumentou 1,2% e as consultas e as dívidas quitadas diminuíram, respectivamente, 8,7% e 1,3%.

Caso sua empresa se interesse em participar de nossas pesquisas, contate o Centro de Estudos do CDLRio:

PESQUISAS

FAÇA PARTE DESTAS PESQUISAS!

(21) 2506-1234 estudos@cdlrio.com.br

PESQUISA E ANÁLISE Acompanhe o comportamento do comércio do Rio de Janeiro:

www.cdlrio.com.br

CONSULTAS

AO CADASTRO DE CHEQUES, ACUMULADAS EM COMPARAÇÃO AO MESMO PERÍODO DO ANO ANTERIOR JAN-FEV

JAN-MAR

JAN-ABR

JAN-MAI

JAN-JUN

-8,0%

-8,0%

JAN-JUL

JAN-AGO

JAN-SET

JAN-OUT

-7,5% -8,1%

-8,3%

-8,1%

-8,2% -8,7%

-8,7%

NOVAS INCLUSÕES - INADIMPLÊNCIA +0,9%

+0,9%

+0,9%

JAN-FEV

JAN-MAR

JAN-ABR

+1,1%

+1,2%

+1,3%

+1,4%

+1,3%

+1,2%

JAN-MAI

JAN-JUN

JAN-JUL

JAN-AGO

JAN-SET

JAN-OUT

CANCELAMENTOS - DÍVIDAS QUITADAS

REGISTROS CANCELADOS NO CADASTRO DE CHEQUES, ACUMULADOS EM COMPARAÇÃO AO MESMO PERÍODO DO ANO ANTERIOR +0,2%

+0,3%

+0,4%

+0,2%

+0,1%

+0,1% -0,1% -0,4%

JAN-FEV

JAN-MAR

JAN-ABR

JAN-MAI

JAN-JUN

JAN-JUL

JAN-AGO

JAN-SET

-1,3%

JAN-OUT

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REGISTROS INCLUÍDOS NO CADASTRO DE CHEQUES, ACUMULADOS EM COMPARAÇÃO AO MESMO PERÍODO DO ANO ANTERIOR

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HISTÓRIA E CURIOSIDADES DO COMÉRCIO

CURIOSIDADES Os símbolos natalinos possuem diferentes significados:

• O presépio é a representação do momento do nascimento de Jesus que, segundo a história, foi uma criação de São Francisco de Assis, por meio de uma apresentação teatral. • As bolas natalinas surgiram para substituir os enfeites mais antigos das árvores, como maçãs e pedras, que eram amarradas nos pinheiros.

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• As velas são utilizadas para enfeitar a mesa da ceia, trazendo luminosidade que renova nossas vidas, como sendo a própria luz de Jesus.

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• A origem da tradição de trocar presentes no Natal surgiu em razão dos presentes que os Reis Magos levaram para o menino Jesus. Além da história de um bispo que levava presentes para crianças de famílias carentes e, também, jogava saquinhos de moedas pelas chaminés de suas casas. Este bispo era São Nicolau, que deu origem ao Papai Noel. • O peru, ave criada pelos índios do México, foi servido pela primeira vez, como prato principal, em uma ceia no Dia de Ação de Graças, no estado americano de Massachusetts, no ano de 1621.

Ano Novo

A palavra francesa "réveillon" deriva do verbo "réveiller", que significa acordar. Era usada no século 17 para designar jantares longos e chiques realizados durante o ano. Com o tempo, acabou popularizando-se como sinônimo da festa de passagem de ano. Na Dinamarca, a ceia de ano novo é à base de peixes e batatas. Os portugueses celebram o ano novo saindo às janelas para bater panelas.


Lojas fechavam na hora do almoço De março de 1932 a janeiro de 1934, as lojas no Rio fechavam para o almoço de seus funcionários, de 11h30min às 13h30min, em obediência ao decreto municipal, assinado pelo interventor do Distrito Federal, o médico Pedro Ernesto. O ato foi logo criticado pela imprensa, pela população e pelo comércio. O principal argumento dos que criticavam o decreto era que, durante o horário de almoço, principalmente no centro do Rio, o consumidor aproveitava o tempo de folga do trabalho, para fazer compras. Pedro Ernesto, face às reclamações, constituiu comissão arbitral para analisar as críticas ao decreto e propor solução que viesse a atender a população, os lojistas e os seus empregados. A comissão ao apresentar a sua proposta, nos últimos dias de dezembro de 1932, sugeria que fosse mantido o horário de almoço até que a Prefeitura obtivesse do Governo Federal a regulamentação do decreto do trabalho no comércio. A mesma comissão sugeriu, também, a conveniência de ser suprimida a “Hora de Verão”. Mais tarde, o SindilojasRio e outras entidades conseguiram acabar com a “Hora de Verão”. Ao aceitar a sugestão da comissão, Pedro Ernesto assinou decreto no dia 2 de janeiro de 1933, man-

tendo o horário de almoço, mas reduzindo o seu tempo: de duas horas para uma hora e meia. Estabeleceu, ainda, que as lojas fechariam às 18 horas. A decisão do interventor não agradou aos comerciantes. O recém-fundado Sindicato dos Lojistas promoveu campanha para derrotar o novo horário de almoço. Memorial elaborado de imediato foi entregue em 2 de janeiro de 1933 ao Ministro do Trabalho, Salgado Filho. Já em 4 de janeiro, 48 horas após a entrega do memorial do Sindicato dos Lojistas, era assinado o Decreto nº 22.300, dando novas modalidades para a fiscalização do decreto anterior, cessando, assim, os motivos propostos pelos os que defendiam o fechamento do comércio para o almoço dos empregados. De imediato, a Diretoria do SindilojasRio elaborou outro memorial, entregue no dia 6 de janeiro ao interventor. Já no dia 25 de janeiro, era publicado o Decreto 4.123, assinado pelo interventor do Distrito Federal. Permitia o funcionamento ininterrupto do comércio, embora determinando que o comércio teria dois horários de funcionamento: no inverno, de 8h30min às 18h30min, e no verão de 8h às 18h.

O Dia do Lojista A primeira cidade do País a homenagear os lojistas foi o Rio. Em 1993, o vereador Ronaldo Gomlevsky apresentou projeto de lei à Câmara Municipal do Rio, instituindo o Dia do Lojista. A sua iniciativa foi aprovada e transformada na lei nº 1974, de 21 de maio de 1993. Propôs que a data fosse comemorada no dia 6 de dezembro, o mesmo dia da fundação do primeiro sindicato patronal do País, o SindilojasRio. Coube ao prefeito da época, César Maia, sancionar a lei.

HISTÓRIA E CURIOSIDADES DO COMÉRCIO

HISTÓRIA DO COMÉRCIO DO RIO


LEGISLAÇÃO E TRIBUTOS

Obrigações dos Lojistas Dezembro de 2017 1/12

DCT - Imediatamente após admissão de funcionário não cadastrado no PIS, preencher o DCT e apresentar à CEF, para efetuar o cadastramento.

5/12

ICMS - Pagamento do imposto pelos contribuintes relacionados no anexo único do Decreto nº 31.235/2002, referente ao mês anterior.

7/12

8/12

20/12 COFINS - Recolher 3% sobre a receita do

mês anterior, exceto empresas tributadas no lucro real. (Prorrogado o prazo para o dia 25 pela MP nº 447, DOU em 17/11/08).

20/12 COFINS - Recolher 7,6% para empresas

tributadas no lucro real. (Prorrogado o prazo para o dia 25 pela MP nº 447, DOU em 17/11/08).

FGTS - Efetuar o depósito correspondente ao mês anterior. CAGED - Cadastro de Empregados. Remeter via internet, pelo programa ACI, informando admissões, desligamentos e transferências ocorridos no mês anterior.

11/12 IR/FONTE - Referente a fatos geradores

20/12 PIS - Recolher 0,65% sobre as opera-

ções do mês anterior. (Prorrogado o prazo para o dia 25 pela MP nº 447, DOU em 17/11/08).

20/12

ocorridos no mês anterior.

11/12 ISS - O prestador deve gerar no sistema

documento de arrecadação relativo às NFS-e emitidas. O recolhimento do imposto das NFS-e deve ocorrer até o dia 10 do mês seguinte à emissão.

29/12

11/12 ICMS: Empresas varejistas e atacadistas devem efetuar o recolhimento do tributo relativo ao mês anterior.

Contribuição Sindical dos Empregados - Efetuar o desconto do salário dos empregados admitidos em débito com a obrigação, para recolhimento a favor do sindicato profissional. PIS, COFINS, CSLL: relativos a fatos geradores da 1ª quinzena do mês de dezembro de 2017 (retenção de contribuições: pagamentos de PJ a PJ de direito privado).

29/12 IR/PJ - Empresas devem recolher o tributo incidente sobre a apuração do mês anterior.

Revista O Lojista | Novembro e Dezembro de 2017

15/12 PIS, COFINS, CSLL - Referente a fa-

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tos geradores da 2ª quinzena do mês de novembro de 2017. Retenção de contribuições: pagamentos de PJ a PJ de direito privado (Cofins, PIS/Pasep, CSLL).

20/12

Super Simples/Simples Nacional Pagamento do DAS do mês anterior (novembro/2017).

20/12 INSS - Recolher contribuição previdenciária do mês anterior. (Prorrogado o prazo para o dia 20 pela MP nº 447, DOU em 17/11/08).

29/12

Contribuição Social - Empresas tributadas com base no lucro real, presumido ou arbitrado, devem recolher o tributo incidente sobre a apuração do mês anterior.

Em virtude do Calendário de Obrigações de Janeiro/2018 ter itens ainda não divulgados, estas informações serão disponibilizadas nos primeiros dias do ano no portal: www.sindilojas-rio.com.br


O LOJISTA RESPONDE

Pergunte!

CONFORME LEI 13.467/2017 (REFORMA TRABALHISTA), QUAL FOI A ALTERAÇÃO REALIZADA NOS CONTRATOS POR TEMPO PARCIAL?

– De acordo com a referida Lei (que alterou o art. 58-A da CLT), o trabalho em regime de tempo parcial passou a ser válido nas seguintes hipóteses: a) aquele cuja duração não exceda a 30 horas semanais, sem a possibilidade de horas suplementares semanais, ou b) aquele cuja duração não exceda a 26 horas semanais, com a possibilidade de acréscimo de até seis horas suplementares semanais.

O PERÍODO DE GOZO DAS FÉRIAS DO EMPREGADO PODERÁ SER FRACIONADO EM QUANTOS PERÍODOS?

– Desde que haja concordância do empregado, as férias poderão ser usufruídas em até três períodos, sendo que um deles não poderá ser inferior a 14 dias corridos e os demais não poderão ser inferiores a 05 dias corridos, cada um, segundo art. 134 § 1º CLT, com redação dada pela Lei nº 13.467/2017. Vale ressaltar que, havendo o fracionamento em 3 períodos, o último período de gozo deve ocorrer dentro do período concessivo, sob pena de o empregador pagar, em dobro, as férias gozadas depois do período legalmente permitido.

A PARTIR DE 11 DE NOVEMBRO DO ANO CORRENTE, CONTINUARÁ SENDO OBRIGATÓRIA A HOMOLOGAÇÃO DA RESCISÃO DO CONTRATO DE TRABALHO?

– Não. Na extinção do contrato de trabalho, o empregador deverá proceder à anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social, comunicar a dispensa aos órgãos competentes e realizar o pagamento das verbas rescisó-

rias no prazo legal, não havendo mais a obrigatoriedade de homologação da rescisão, tendo em vista terem sido revogados os parágrafos 1º e 3 do art. 477 da CLT, conforme redação dada pela Lei nº 13.467/2017.

SE O EMPREGADO FALTAR, INJUSTIFICADAMENTE, EM UM DIA DOS SEIS DIAS QUE ANTECEDEM O DESCANSO SEMANAL, PERDERÁ O DIREITO A ELE?

– Não. O empregado continuará a ter o direito ao descanso, que é matéria de ordem social, perdendo, contudo, o direito à remuneração pelo dia de descanso semanal.

A EMPRESA É OBRIGADA A CONCEDER ADIANTAMENTO SALARIAL AOS EMPREGADOS?

– Inexiste dispositivo legal que obrigue a empresa a conceder adiantamento salarial ao empregado. Porém, a empresa deve verificar se existe tal previsão na convenção coletiva; acordo coletivo da respectiva categoria ou no regimento interno.

ATÉ QUE HORAS AS EMPRESAS DEVERÃO ENCERRAR O EXPEDIENTE NOS DIAS 24 E 31 DE DEZEMBRO?

– O expediente nos dias 24 e 31 de dezembro será encerrado no máximo até as 18:00 horas, para os empregados participarem com seus familiares dos festejos de fim de ano, conforme cláusula décima primeira da Convenção Coletiva para trabalho aos domingos.

QUAL O PRAZO QUE O EMPREGADOR TEM PARA EFETUAR O PAGAMENTO DA DIFERENÇA DA 2ª PARCELA DO 13º SALÁRIO PARA OS EMPREGADOS QUE PERCEBEM À BASE DE COMISSÃO?

– O prazo para o pagamento da diferença, conforme previsto no parágrafo único do artigo 2º do Decreto nº 57.155/65, deverá ser feito até 10 de janeiro do ano seguinte.aquisitivo de forma integral, estes gozarão, na oportunidade, férias proporcionais ao período trabalhado. Para estes empregados, o período aquisitivo de férias deverá ser alterado, iniciando o novo período na data do início das férias coletivas.

Revista O Lojista | Novembro e Dezembro de 2017

O SindilojasRio oferece às empresas lojistas associadas e, também, às não associadas, consultas jurídicas gratuitas, que podem ser feitas de 2ª a 6ª feira, das 9h às 17h, pelo telefone (21)2217-5062. E, a cada edição, O Lojista esclarece dúvidas enviadas à advogada Luciana Mendonça, da Gerência Jurídica do SindilojasRio.

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OPINIÃO

Ozires Silva, fundador da Embraer, ex-ministro e ex-presidente da Petrobrás e da Varig, um dos mais importantes executivos brasileiros, muito solicitado para palestras aqui e no exterior, gostava de contar uma saborosa história sobre uma carta que depois de rolar dias de um lado para o outro na bagunça da mesa de um executivo, acabou parando na famosa pasta de “assuntos pendentes.” Pelo remetente, de nome desconhecido, ele avaliou que não era nada importante. Era mais uma dessas muitas cartas com reclamações, pedidos e sugestões, que tomam tempo e não acrescentam nenhum valor. Um belo dia, recebe a visita de um colega que vê sobre a sua mesa a tal carta e identifica prontamente o remetente. Era o mesmo de quem tinha recebido uma carta meses atrás com uma série de sugestões inovadoras, que foram implementadas com sucesso na empresa trazendo economia de milhares de dólares.

LUCIO RICARDO

Assessor de Imprensa do CDLRio

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A ARRUMAÇÃO DA MESA REFLETE A PERSONALIDADE DO EXECUTIVO

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A arrumação da mesa de trabalho geralmente reflete a personalidade e a eficiência de quem a ocupa. Uma mesa cheia de papéis, em desordem completa, pode até gerar motivações em quem aposta no caos como elemento gerador de criatividade. Mas, com certeza, oferece possibilidades mais que infinitas para que a atenção de seu ocupante tome rumos bem diferentes daqueles que normalmente conduzem à produtividade no trabalho. Os adeptos da desordem têm sempre aquela justificativa meio capenga de que são capazes de achar absolutamente tudo dentro da bagunça de papéis. O problema não é nem esse. O que chama a atenção numa mesa de trabalho desarrumada é que cada papel empilhado significa uma tarefa adiada. Pior: às vezes dormem na pilha informações ou dados essenciais à vida da empresa, E isso pode causar sérios prejuízos.

Ao ouvir a história, rapidamente abriu a carta que estava sobre a famosa pasta de “pendentes”, leu atentamente e encontrou ali a solução que estava procurando para resolver diversos problemas da sua área. Aprendeu a lição de que a falta de resposta também é estimulada por uma mesa desorganizada e quase sempre também tem tudo a ver com um hábito cultivado por executivos que só leem e respondem e-mails e cartas segundo a hierarquia de quem os escreve. Ozires Silva ensinava também que no meio da papelada espalhada na mesa pode estar escondido uma grande idéia, embora muitos executivos defendem que adiar tarefas e projetos pode, às vezes, ser uma estratégia. Mas quando não é, produz resultados que podem ser desastrosos para a vida de uma empresa. No Brasil, esse procedimento tem um nome especial: empurrar com a barriga. Trata-se de uma ginástica que já atrapalhou a carreira de muitos profissionais. Protelar tarefas, dizem os especialistas, pode significar medo do fracasso. Ou até do sucesso. Esta é uma historinha que também tem tudo a ver com um hábito cultivado em muitas organizações de só responder carta ou e-mail segundo à hierarquia. Se o cargo é importante recebe resposta, se não é ou então é pessoa desconhecida, a correspondência não é respondida. Por isso, experimente dar organização à sua mesa. Lembre-se do conselho do dr. Ozires de que cada pedaço de papel pode ter quatro destinos: o lixo, o arquivo, um colega ou a resposta imediata. A pilha aumenta na medida em que se adia uma decisão definitiva para o tema ou questão apresentados pelo papel.


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Revista O Lojista | Novembro e Dezembro de 2017


Revista O Lojista novembro/dezembro 2017  
Revista O Lojista novembro/dezembro 2017  

Publicação bimestral com informações pertinentes ao comércio varejista do Município do Rio de Janeiro.

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