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ANO LXXXI N°889 Jan/Fev 2014 PUBLICAÇÃO MENSAL DO SINDILOJAS-RIO E DO CDLRIO

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MENSAGEM DO PRESIDENTE

Aldo Carlos de Moura Gonçalves, Presidente do SindilojasRio e do CDLRio

A

vançamos pelo segundo semestre de 2016 ainda sem vislumbrar mudanças no horizonte que sinalizem a retomada efetiva de nossa economia. Assim como outros estados e vários municípios brasileiros, o estado do Rio de Janeiro vive, hoje, uma profunda crise financeira e econômica, talvez a pior de sua história. Diante disso, é importante alertar que o Rio de Janeiro, capital, não está imune à crise. Passados os Jogos Olímpicos e Paralímpicos que, a despeito das críticas, comprovaram a capacidade e a vocação incontestáveis do Rio para sediar grandes eventos internacionais, precisamos voltar a atenção à nossa dura realidade que requer o enfrentamento de desafios na Educação, na Saúde, no Transporte, na Segurança, no ordenamento urbano

e em outras áreas vitais ao desenvolvimento social e econômico de nossa população. Em breve, vamos escolher o novo prefeito da Cidade do Rio de Janeiro. Mais do que nunca é fundamental analisarmos a trajetória e as posições de cada candidato, assim como as suas propostas de governo. Para decidir a quem dar o nosso voto, o nosso aval. Entre as mais tradicionais e respeitadas entidades do comércio da nossa Cidade e do nosso Estado, o SindilojasRio e o CDLRio representam, juntas, mais de 25 mil empresas de varejo associadas. Ao longo de suas existências, ambas têm atuado com todas as armas e em todas as esferas para servir, proteger e fortalecer as atividades comerciais, desenvolvendo e viabilizando as necessidades dos empresários, dos consumidores e da própria sociedade, contribuindo para o desenvolvimento da cidade e do estado. Com esta perspectiva, imbuídos da responsabilidade que tal representatividade confere, o SindilojasRio e o CDLRio têm se manifestado a respeito de todos os temas relevantes que afetam o comércio. Neste sentido, ape-

sar dos avanços verificados nos últimos anos, é obrigatório ressaltar que o comércio continua a lutar diuturnamente contra a informalidade – o grande balcão de negócios do contrabando, da pirataria e do roubo de cargas, cujos danos vão além dos prejuízos tributário, econômico e financeiro –; e continua a lutar contra a burocracia e a carga tributária excessivas. A desordem urbana e o recrudescimento da violência, que refletem a crise, se somam às dificuldades que os lojistas do Rio enfrentam diariamente. Para que o comércio volte a prosperar, gerando empregos e renda, e impulsionando novamente a nossa economia, é preciso unir esforços. E isto só é possível com transparência nas ações e com o diálogo permanente entre agentes públicos e privados, que permitam a criação de condições mais favoráveis para viver e empreender no Rio de Janeiro. Por isto, esperamos que o próximo prefeito tenha vontade e sensibilidade para ouvir a sociedade civil representada. Nós, lojistas, temos confiança no futuro. Acreditamos que o pior já ficou para trás. E queremos uma cidade melhor para todos.

Revista Empresário Lojista | Agosto e Setembro de 2016

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| Revista Empresรกrio Lojista | Agosto e Setembro de 2016


Presidente do SindilojasRio e do CDLRio Aldo Carlos de Moura Gonçalves

SUMÁRIO

Diretoria do SindilojasRio Vice-Presidente: Julio Martin Piña Rodrigues Vice-Presidente de Relações Institucionais: Roberto Cury Vice-Presidente de Administração: Ruvin Masluch Vice-Presidente de Finanças: Gilberto de Araújo Motta Vice-Presidente de Patrimônio: Júlio Moysés Ezagui Vice-Presidente de Marketing: Juedir Viana Teixeira Vice-Presidente de Associativismo: Pedro Eugênio Moreira Conti Vice-Presidente de Produtos e Serviços: Enio Carlos Bittencourt Superintendente: Carlos Henrique Martins

Diretoria do CDLRio Vice-Presidente: Luiz Antônio Alves Corrêa Diretor de Finanças: Szol Mendel Goldberg Diretor de Administração: Carlos Alberto Pereira de Serqueiros Diretor de Operações: Ricardo Beildeck Diretor Jurídico: João Baptista Magalhães Diretor de Associativismo: Jonny Katz Superintendente Operacional: Ubaldo Pompeu Superintendente Administrativo: Abraão Flanzboym

Conselho de Redação SindilojasRio: Juedir Teixeira Carlos Henrique Martins Andréa Mury CDLRio: Ubaldo Pompeu Abraão Flanzboym Lúcio Ricardo Barbara Santiago Editor Responsável: Luiz Bravo (Registro Profissional MTE n° 7.750) Reportagem: Igor Monteiro Publicidade: (21) 2217-5000 Ramais 202, 272 e 273 Corretores: Santos: 21 98682-1128 Luciléa Rosário: 21 99639-9379 e 97904-8759 Revisão: Lúcio Ricardo Andréa Mury Fotógrafo: Arthur Eduardo Silva Pereira Secretário: Eduardo Farias Estagiário: Percy Carpenter Projeto Gráfico e Editoração: Márcia Rodrigues Eduardo Farias Capa: Leonardo Lisboa Supervisão Gráfica: Roberto Tostes robertotostes@gmail.com Empresário Lojista: Publicação bimestral do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro - SindilojasRio e do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro - CDLRio

Versão On-line: www.cdlrio.com.br e www.sindilojas-rio.com.br

MENSAGEM DO PRESIDENTE MATÉRIA DE CAPA 4 - Análise do primeiro semestre e das perspectivas para o comércio do Rio 5 - O Natal vai ser melhor

COMÉRCIO 6 - Comércio vendeu menos 2% durante a Olimpíada 8 - Soluções para lojistas na Feira do Varejo 32 - Ou você (lojista) se diferencia ou será extinto

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COMPORTAMENTO 22 - Eu sempre fiz assim

12 - CURIOSIDADES DO COMÉRCIO COMEMORAÇÃO 16 - Dia do Comerciante

DIREITOS DO LOJISTA 24 - Perguntas e Respostas 25 - Omissão de Rendimentos no Imposto de Renda 26 - Leis e Decretos

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SINDICALISMO 11 - Contribuição Sindical de 2016 - 2ª Parcela 14 - Enio Carlos Bittencourt 18 - Deputado Osório visitou o SindilojasRio

ESTATÍSTICA 10 - Como é elaborada a Estatística de Vendas do CDLRio

21- AÇÃO SOCIAL

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13 - SMS Marketing OS NÚMEROS DO VAREJO 27 - Termômetro de vendas 28 - Movimento de cheque 29 - Movimento de SCPC

30 - OBRIGAÇÕES

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MATÉRIA DE CAPA

Análise e perspectivas para o comércio do Rio O consultor Ricardo Macedo

P

esquisa do Centro de Estudos do CDLRio apontou que o índice de vendas na cidade do Rio de Janeiro caiu 6,8% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2015.

Enquanto isso, um levantamento feito pelo SindilojasRio, em agosto, mostrou que 11% de um total de quase 5.000 lojas estão fechadas em 26 shopping centers do Rio. Em alguns casos, as lojas fechadas chegam a representar 40% do total de estabelecimentos do shopping. Diante de números tão negativos no período, a revista Empresário Lojista ouviu Ricardo Macedo, coordenador adjunto de Graduação em Economia do Ibmec/RJ, com o objetivo de fazer uma análise do primeiro semestre de 2016 e indicar as expectativas para o restante do ano. “O cenário é ruim. A atividade do País ainda está em queda, embora o segundo trimestre tenha sido

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melhor que o anterior, refletindo na economia fluminense. A redução da atividade do setor de óleo e gás teve impacto negativo, agravando a situação do Rio de Janeiro que teve uma redução drástica em sua Receita Corrente Líquida, não conseguindo fazer frente aos gastos que cresceram avassaladoramente. Uma consequência foi o não pagamento dos benefícios dos servidores, ocorrendo uma queda na qualidade dos serviços públicos. Soma-se a tudo isso o fato de não conseguir pagar a sua dívida. Portanto, o governo estadual tem que priorizar a reestruturação de suas contas a fim de se reerguer de forma robusta.”


MATÉRIA DE CAPA Quais são as expectativas econômicas para o 2º semestre? O segundo semestre está cercado de incertezas. Com o impeachment, o governo Michel Temer poderá tomar medidas mais drásticas, porém impopulares, para recuperar a confiança na economia, como o teto de gastos e elevação dos impostos para reduzir a trajetória de crescimento da dívida pública e, consequentemente, da inflação, dentro de um ponto de vista convencional. Num primeiro momento aumentaria a recessão, mas, com o tempo, ao demonstrar um grande esforço fiscal, os investimentos poderão voltar, visto que haverá um restabelecimento do ambiente favorável para a economia.

O que os varejistas podem fazer para driblar essa crise e manter seus negócios viáveis? Os varejistas devem analisar a possibilidade de ofertar promoções, descontos e pensar em outras formas de atrair os clientes. Ao mesmo tempo, têm que buscar melhores condições com seus fornecedores e, em alguns casos, tentar renegociar o contrato de aluguel, que é um item relevante nas despesas das lojas. O que o País precisa para reaquecer a Economia? Em primeiro lugar, eliminar a incerteza política. Neste sentido, com o apoio das bases do Congresso, a aprovação das medidas que sanearão as finanças do país

será facilitada. O Banco Central tem que continuar o monitoramento do nível de preços para atingir o centro da meta dentro do prazo sinalizado pela nova presidência da autoridade monetária.

Ao mesmo tempo, os varejistas têm que buscar melhores condições com seus fornecedores

O Natal vai ser melhor

P

ara o empresário Flávio Rocha, presidente das Lojas Riachuelo e ex-presidente do IDV – Instituto de Desenvolvimento do Varejo, o fundo do poço da economia foi em abril. “A longa temporada de números negativos nas vendas de varejo começou no fim de 2014 e será deixada para trás, depois de setembro. O Natal já vai ser melhor”, apostou Flávio Rocha, em entrevista ao jornal O Globo, em 19 de agosto passado. O Indicador Antecedente de Vendas (IAV) mostra exatamente essa trajetória. O índice é resultado da consulta a 600 gerentes de compras de grandes empresas de varejo e antecipa tendências. Pelo gráfico do IAV percebe-se que o que foi previsto pelo índice acompanha bastante

o que realmente aconteceu nas verificações do IBGE, na Pesquisa Mensal do Comércio (PMC). As piores expectativas foram em abril, quando os executivos consultados esperavam uma queda de 10,9% nas vendas.A PMC mostrou que a redução acabou sendo de 9%. Para os meses cujos dados ainda não saíram, a previsão é de quedas menores. Em setembro, a expectativa é de quase estabilidade (-0,6%). De 2003 a 2013, as vendas cresceram 120%, mas as empresas que fazem parte do Instituto para o Desenvolvimento de Varejo (IDV) aumentaram as vendas em 700%. Mesmo com esse desempenho, Flávio Rocha destacou que o novo governo precisará fazer as reformas necessárias, como a trabalhista.

E concluiu: “Há dúvidas sobre se a retomada será assim tão rápida. As famílias estão endividadas, o desemprego é um freio ao consumo até para pessoas que não foram diretamente atingidas e as próprias empresas estão endividadas. O governo não poderá ampliar investimentos por estar em um enorme déficit fiscal. Mesmo assim, a expectativa dos empresários de varejo no País é a de que nos setores de bens de menor valor, como vestuário, calçados, livrarias e artigos esportivos haja, em agosto, um resultado positivo de 1,8% e, em setembro, de 2,8%. Mais rápido ou mais devagar, o importante é que o país está começando a sair da longa recessão”.

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COMÉRCIO

Comércio vendeu menos 2% durante a Olimpíada

O

êxito dos Jogos Olímpicos não refletiu no faturamento do comércio do Rio de Janeiro, que esperava um aumento de 5% durante o período do evento e vendeu menos 2%. Os dados são da pesquisa do Centro de Estudos do CDLRio, realizada entre os dias 2 e 21 de agosto, que ouviu 500 lojistas cariocas dos ramos de eletroeletrônicos, artigos esportivos, decoração, roupas (especialmente de camisas temáticas e esportivas), calçados, papelaria, suvenires e produtos verde-amarelo para saber como foram as vendas durante a Olimpíada.

Segundo Aldo Gonçalves, presidente do CDL Rio e do SindilojasRio, eventos com esta grandiosidade acabam tirando o foco das pessoas do consumo, assim como ocorreu na Copa do Mundo, quando os lojistas cariocas amargaram um prejuízo de R$ 5,7 milhões com o estoque encalhado. “As vendas ficam mais concentradas nos setores de alimentação, hotelaria e entretenimento. Além da informalidade, que cresce assustadoramente durante eventos deste porte, outro fator que contribuiu para a queda das vendas foi a decre-

De acordo com a pesquisa, 95% dos comerciantes varejistas disseram que mesmo os produtos “verde e amarelo” alusivos à Olimpíada não atingiram as expectativas e para 71% dos entrevistados as vendas ficaram entre um e dois por cento negativas, apesar de 89% das lojas terem funcionado normalmente nos dias de feriado. A pesquisa mostrou, também, que os produtos mais procurados foram roupas (camisas temáticas e outras), acessórios (chapéus, viseiras, bandanas, óculos coloridos), sandálias (da marca Havaianas) e suvenires, entre outros. O preço médio de compra ficou em torno dos R$ 100,00.

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tação de vários feriados. Mesmo com o comércio podendo funcionar, os feriados afastaram os consumidores das ruas na maior parte da cidade, exceção a alguns bairros da Zona Sul, Zona Oeste e Centro, com maior circulação de turistas, onde lojistas de alguns segmentos tiveram vendas positivas”, explicou Aldo. A pesquisa foi feita com lojas da Zona Sul (38%), do Centro (36%), Zonas Norte (12%) e Oeste (14%). Fonte: CDLRio


varejo

Soluções para lojistas na Feira do Varejo

A

4ª edição da Febravar – Feira Brasileira do Varejo, no Centro de Eventos do Barra Shopping Sul, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, nos dias 6, 7 e 8 de julho, apresentou ao setor varejista do País soluções tecnológicas e de gestão para todas as aplicações do negócio, desde a captura de clientes, fidelização e ambientação até a motivação de colaboradores. Sessenta expositores apresentaram aplicações voltadas a empresas de todos os portes, com soluções simples e acessíveis. A Febravar foi promovida pelo Sindilojas-Porto Alegre Pelo wi-fi disponibilizado aos clientes, por exemplo, os lojistas podem formar seu mailing e monitorar o comportamento do consumidor, conforme explicou o diretor de marketing e tecnologia da N-Sare, Rafael Mesquita, expositor na Feira. O sistema informa com que frequência quem visita a loja, quanto tempo de permanência e até quem passa nas proximidades. Com base nos dados, o varejista direciona campanhas por SMS ou e-mail para trazer o cliente de volta ou ampliar sua presença no ponto de venda. Segundo Mesquita, o uso do wi-fi não se restringe a locais de consumo de alimentos, como pode parecer. “É comum as pessoas enviarem fotos de produtos aos amigos

de dentro da loja, como roupas e outros artigos para pedir opinião. O wi-fi pode fazer uma compra acontecer”, comenta. Loja Conceito Já a NL Informática montou na Febravar uma Loja Conceito com tecnologias aplicáveis ao varejo de pequeno, médio e grande porte, mostrando que as ferramentas se integram facilmente a diferentes ambientes. Um software totalmente em nuvem com módulos de Gestão Financeira, Vendas, Compras e Estoque emite relatórios e gráficos que auxiliam no monitoramento do desempenho das operações. As vendas acontecem mesmo sem internet e há uma sincronização de operações assim que se reconecta. O sistema possibilita a realização de consultas das últimas vendas, clientes, produtos mais e menos vendidos, vendas por clientes, perfil do consumidor, entre outros. São muitos os elementos que captam e mantêm clientes, segundo a arquiteta Cláudia Barbosa e a consultora de varejo Cristianne Ribas, expositoras da empresa Quadrilha. Para Cláudia, na maioria das vezes, o lojista se foca no visual e não trabalha outros sentidos que podem agregar sentimentos à marca. “Oitenta e três por cento dos consumidores compram após uma degustação satisfatória, ou seja, a loja deve dar uma experiência agradável, deixando o cliente com a sensa-

ção de querer mais”, comenta. Já Cristianne lembra que hoje é comum as pessoas andarem olhando para o celular, por isso, nem sempre estão atentas à vitrine. Portanto, é interessante apostar em outros sentidos, usando música e aromatização. Robotização no Varejo A grande atração da Feira ficou por conta dos robôs NAO e Tiki, da Robotlab. Foi a primeira vez que este tipo de tecnologia foi apresentado ao comércio brasileiro. Os robôs são humanoides – inspirados na silhueta humana – e podem ser utilizados em diversas funções educativas, demonstrativas e até para o atendimento, no caso do varejo. De acordo com a empresa RobotLab, o mecanismo traz a inteligência do conhecimento de dados dos consumidores possibilitando um atendimento mais assertivo. Além disso, eles podem auxiliar nas consultas de itens comercializados pela loja e na recomendação de um produto mais complexo ao cliente. O NAO tem 57 cm de altura e conta com dispositivos que proporcionam uma comunicação eficiente, como sensores táteis, sonoros, infravermelhos, câmeras e microfones. Já o Tiki vem equipado com um tablet pelo qual recebe e entende os comandos da pessoa com quem se comunica. É indicado para atividades demonstrativas, pois é capaz de captar as necessidades informadas para sugerir os melhores produtos.

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Juedir Teixeira, vice-presidente de Marketing do SindilojasRio e consultor

O

aluguel comercial no Brasil tem como índice de reajuste o IGP-M da Fundação Getúlio Vargas – FGV, que normalmente vem tendo crescimento mais elevado do que o índice de crescimento do varejo. Ocorre que os shopping centers vêm adotando, desde a década de 1980, o sistema denominado Degrau, quando os alugueis são reajustados acima do IGP-M, em 10% a cada 12 ou 24 meses, dependendo do contrato. Os alugueis de shoppings têm duas formas de cobrança: um percentual sobre as vendas, que é de 7%, para o segmento de moda, podendo variar em função do tipo de negócio, e um aluguel fixo mensal. É cobrado sempre o que for maior.

O desequilíbrio do custo de ocupação comercial no Brasil que têm operação concentrada em shopping centers.

lho de 2015, passou a ser de R$ 14.648,00.

Segundo a Associação Brasileira de Shopping Centers ABRASCE, o ponto de equilíbrio para uma loja de shopping seria com pagamento de 10% de custo de ocupação, incluindo aluguel, mais condomínio, mais o fundo de promoção.

Corrigindo o mesmo valor pelo IGP-M, acrescido do Degrau de 10% a cada 24 meses, que é o praticado pela maioria dos empreendedores de shoppings, o aluguel chegou a R$ 27.847,00: um aumento de 90% acima do valor corrigido pelo IGP-M, que seria o mais correto a ser aplicado de acordo com os critérios de reajustes vigentes.

Com a aplicação do Degrau, o aluguel mínimo ficou tão fora da realidade que, atualmente, os lojistas estão pagando uma média superior a 20% das vendas com o custo de ocupação, o que inviabiliza qualquer tipo de negócio, por mais rentável que seja. Por exemplo, um contrato assinado em julho de 2005, com o valor inicial de R$ 10.000,00 corrigido pelo IGP-M até ju-

Com a adoção do Degrau, o aluguel mínimo passou a ser tão elevado que, hoje, praticamente nenhuma loja, a não ser as âncoras, consegue pagar o aluguel percentual, o que seria muito mais justo tanto para os lojistas quanto para os empreendedores. Como o aluguel mínimo cobrado pelos shoppings passou a ter um valor muito elevado, as lojas de rua também elevaram seus alugueis, provocando um desequilíbrio do custo de locação comercial no Brasil, o que provocou uma quebradeira geral dos lojistas, principalmente os

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No gráfico a seguir, fica evidenciado o aumento abusivo que vem sendo praticado pelos shoppings, o que tem contribuído para que muitas marcas consolidadas no mercado operem com prejuízos constantes, tendo muitas já fechado as suas portas.


Já passou da hora de os empreendedores de shoppings sentarem com os representantes dos lojistas que operam nesses centros de compras para, juntos, encontrarem uma solução antes que seja tarde. Se nada for feito em breve, os shoppings não terão mais lojistas para substituírem os empresários que estão fechando suas portas. SHOPPINGS

Uma pesquisa realizada pelo SindilojasRio em 26 shoppings da cidade do Rio de Janeiro constatou que 11% das lojas de um total de quase cinco mil estão fechadas. Em alguns shoppings, o percentual chegou a 40% do total de estabelecimentos fechados. São 547 lojas fechadas. E a maioria das que estão abertas opera no vermelho, conforme contato com os lojistas que responderam à pesquisa. TOTAL DE LOJAS

LOJAS FECHADAS

% DE LOJAS FECHADAS

1

Via Parque

212

7

3,3%

2

Metropolitano

171

31

18,1%

3

Americas Shopping

240

21

8,8%

4

Barra Garden

163

23

14,1%

5

Fashion Mall

100

14

14,0%

6

Center Shopping

110

10

9,1%

7

Recreio

130

19

14,6%

8

Rio Design Barra

143

17

11,9%

9

Barra Shopping / NYCC **

561

0

0,0%

10

Village Mall

81

6

7,4%

11

Madureira Shopping

140

30

21,4%

12

Carioca Shipping

200

5

2,5%

13

Via Brasil

200

20

10,0%

14

Norte Shopping

450

31

6,9%

15

Shopping Tijuca

320

11

3,4%

16

Boulevard Rio Shopping (Iguatemi)

193

41

21,2%

17

ParkShopping Campo Grande

204

25

12,3%

18

West Shopping

152

22

14,5%

19

Bangu Shopping

213

3

1,4%

20

Shopping da Gávea

162

24

14,8%

21

Rio Sul

284

18

6,3%

22

Shopping Leblon

202

9

4,5%

23

Rio Design Leblon

47

3

6,4%

24

Botafogo Praia Shopping

116

5

4,3%

25

Jardim Guadalupe

140

63

45,0%

26

Parque Shopping Sulacap

156

66

42,3%

4.914

547

11,1%

TOTAL

** As lojas fechadas já foram locadas e as novas inauguram em breve.

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ESTATÍSTICA

Como é elaborada a Estatística de Vendas do CDLRio

O

lojista Roberto Pinto, de Madureira, encaminhou à Empresário Lojista a seguinte pergunta: “Qual é a diferença entre a Estatística de Vendas do CDLRio (Termômetro de Vendas) e outras estatísticas de “mesma categoria? ” Respondeu a indagação a gerente do Centro de Estudos do CDLRio, Bárbara Santiago: - Poderíamos dizer pura e simplesmente que o CDLRio tem abrangência municipal, ao passo que outras fazem em nível de estado e federal: - O CDLRio visualiza a venda do comércio varejista puro e simples, que é o seu foco, e outras, além do comércio varejista, incluem áreas como serviços. - O CDLRio faz a estatística segundo a localização dentro do município do Rio, divide as categorias por ramos de atividades (ramo mole e ramo duro) e faz a diferenciação das vendas pela forma de pagamento (vendas à vista e vendas a prazo). - O CDLRio recebe as informações de vendas das lojas no período de um mês. Período fechado (de 1º a 30 ou 31). O deflator usado é o IGP-DI.

Processo estatístico Prosseguindo, disse que “os índices de vendas nominais e de volume de vendas real (deflacionados) são divulgados dentro do seguinte quadro esquemático abaixo, com um comparativo feito em relação ao mês ou período vigente comparado ao mesmo mês ou período do ano anterior; como ainda do mês ou período vigente comparado ao mês ou período anterior do mesmo ano. Assim, temos: 1– Índice de Comércio Varejista - Índice-síntese dos grupos de atividades relacionados abaixo, cujas receitas provêm preponderantemente da atividade do varejo no Município do Rio. Divulgados para o Brasil. * Vestuário, calçados e tecidos; * Móveis e eletrodomésticos; * Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação; * Livros, jornais, revistas e papelaria; * Outros artigos de uso pessoal e doméstico. 2– Índices de Comércio Varejista por Segmento - Para os segmentos do varejo, relacionados acima, são divulgados índices separadamente e em conjunto

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dos Ramos Mole e Duro, mensal e acumulado. 3 - Índices de Comércio Varejista por Localização - Índice-síntese dos grupos de atividades que mostram a localização do varejo na Cidade do Rio (Centro – Norte – Sul). A Zona Oeste está divida entre Norte e Sul. 4 - Índices de Comércio Varejista por Atividade - Para todas as atividades relacionadas no item 1, separadamente e em conjunto, além do comparativo mês atual x mesmo mês do ano anterior; mês atual x mês anterior do mesmo ano. 5 - Índices de Comércio Varejista por Modalidade de Vendas Para todas as atividades relacionadas no item 1, separadamente e em conjunto, comparativo de modalidade de vendas à vista e vendas a prazo.

Nota da redação: Os leitores que desejarem encaminhar perguntas sobre o SindilojasRio e o CDLRio, inclusive sobre seus produtos e serviços, podem enviá-las para empresáriolojista@sindilojasrio.com.br


SINDICALISMO

2ª parcela da Contribuição

Assistencial/Negocial de 2016 deverá ser recolhida em setembro

A

s empresas enquadradas na categoria do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro – SindilojasRio deverão recolher a 2ª parcela da Contribuição Assistencial / Negocial até 30 de setembro. As guias para o recolhimento da Contribuição da 2ª parcela serão enviadas às empresas lojistas ou aos seus contadores no início de setembro, pelos Correios. É possível obter as respectivas guias acessando o portal do SindilojasRio (www.sindilojas-rio.com.br) e clicando em Contribuição Assistencial / Negocial. A cobrança da Contribuição Assistencial/Negocial de 2016, cuja 1ª parcela foi paga em junho último, foi autorizada pela Assembleia Geral Extraordinária – AGE de 29 de março, que tratou da Convenção Coletiva de Trabalho referente ao reajuste salarial de 2016 dos comerciários do Rio. A convocação desta AGE, publicada na imprensa, incluiu

a informação de que, de acordo com o art. 16 do Estatuto do SindilojasRio, todas as empresas enquadradas poderão participar da AGE, inclusive as que não são associadas.

guias pela Internet. Para isso, deverão abrir o portal do SindilojasRio (www.sindilojas-rio.com. br) e acessar do lado direito, no alto do portal, “Contribuições”. A seguir, clicar em Assistencial.

O boleto para o recolhimento da 2ª parcela da referida Contribuição, como ocorreu em junho com a 1ª parcela, será encaminhado às empresas lojistas ou aos seus contabilistas, pelos Correios. As empresas também poderão obter as suas

Informações sobre a Assistencial podem ser obtidas pelo telefone (21) 2217-5000. Abaixo, a tabela de recolhimentos da 2ª Parcela da Contribuição Negocial/Assistencial de 2016 do SindilojasRio: Valor da Contribuição Assistencial (R$)

Faixas de Capital Social Microempresas e empresas de pequeno porte que comprovem estar inscritas no SUPERSIMPLES (Lei Complementar nº 123) e empresas com capital até R$ 10.000,00.

Associadas

Não Associadas

175,00

219,00

320,00

420,00

Empresas com Capital Social de R$ 10.000,01 a R$ 20.000,00 de R$ 20.000,01 a R$ 50.000,00

588,00

756,00

1.001,00

1.258,00

de R$ 150.000,01 a R$ 300.000,00

1.982,00

2.516,00

de mais de R$ 300.000,00

5.792,00

7.381,00

de R$ 50.000,01 a R$ 150.000,00

SindilojasRioTv

B

uscando ampliar e fortalecer a comunicação com seus lojistas associados, o SindilojasRio está lançando o seu canal no Youtube, a SindilojasRioTv.

Na estreia, o advogado especialista em Direito do Trabalho, Dr. Rodrigo Tostes Malta, apresenta um tema que costuma gerar muitas dúvidas: o aviso prévio, que foi regulamentado por lei em 2011. Para assistir ao vídeo, basta acessar o canal SindilojasRioTv no YouTube (www.youtube.com) ou por meio do QR code ao lado.

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CURIOSIDADES

CURIOSIDADES DO COMÉRCIO Barbara Santiago

Gerente do Centro de Estudos CDLRio

A

Internet, criada na década de 1960 e utilizada comercialmente a partir dos anos noventa, revolucionou a velocidade da comunicação, estreitou fronteiras e abarrotou o planeta de informações. Os empresários, como sempre atentos às novidades, rapidamente procuraram saber a melhor forma de utilizar este novo meio de comunicação e informação e, a partir do começo da Internet, implantaram o e-commerce como forma de disponibilizar mais um estabelecimento comercial para a sua clientela e, consequentemente, enfrentar o desafio das lojas virtuais. Mais tarde, as redes sociais se tornaram uma fonte fundamental de fácil acesso e baixo custo, para conhecer a opinião do consumidor sobre um determinado produto, marca e serviço, dar suporte aos clientes, divulgar informações, fazer promoções e buscar novos profissionais.

usadas para divulgar empresas, além de estabelecer um maior contato e atrair mais clientes. A comunicação deve ser estratégica, utilizando uma linguagem adequada para o consumidor.

Como tudo, hoje, pode ser oferecido e comercializado pela internet e com um número cada vez maior de compradores online, é quase impossível existir sem ter presença virtual. O comércio eletrônico se tornou um grande aliado também para micro e pequenos empresários.

Em 2015, o e-commerce faturou 41,3 bilhões de reais, o que representa um crescimento de 15,3%, em relação ao ano anterior, de acordo com pesquisa da E-bit. As áreas que mais faturaram com a venda online foram Moda e acessórios (19%); Cosméticos, perfumaria e saúde (18%); Eletrodomésticos (10%); Livros e assinatura de revistas (9%) e Informática (7%).

As redes sociais, por exemplo, são uma ótima forma de se posicionar no mercado e podem ser

Grande parte dos consumidores, antes de comprar qualquer produto, pesquisa na internet à

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procura da melhor oferta e da opinião de outros usuários, como um levantamento de satisfação. As redes sociais têm sido uma ferramenta utilizada pelos empresários para alcançar o maior número de internautas e potenciais clientes, a fim de se autopromoverem. Enquanto 29% dos habitantes mundiais fazem parte de alguma mídia social, 47% dos brasileiros estão presentes em alguma plataforma, sendo as mais populares: Facebook, Whatsapp, Skype, Google+, Twitter e Instagram. O antigo ditado “uma imagem vale mais que mil palavras” nunca fez tanto sentido com o atual mercado.


MARKETING

SMS MARKETING: Um serviço que cabe no bolso do lojista

U

ma das grandes dificuldades dos pequenos e médios lojistas é a condição de investir em produtos de tecnologia para alavancar os negócios que caiba no seu bolso. Foi para ajudar especialmente o pequeno e médio empresário varejista a suprir essa necessidade que o CDLRio (Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro) criou há mais de 10 anos o Ivar Contact Center, seu braço para soluções de relacionamento, tecnologia da informação e comunicação unificada. Com esse objetivo lançou o SMS Marketing, um produto que cabe no bolso de qualquer lojista. É um serviço instantâneo de mensagens capaz de enviar texto para qualquer telefone celular, hoje uma das formas mais poderosas de aproximar e fidelizar o cliente, deixando o lojista mais perto dos seus consumidores atuais e potenciais. Vantagens Uma das vantagens da utilização do SMS é que a empresa não precisa fazer grandes investimentos, fazer modificações operacionais ou sobrecarregar os seus colaboradores. Nos dias de hoje, em que qualquer custo precisa ser muito bem analisado

e olhado com lentes de aumento, não precisar investir em grandes projetos é um verdadeiro ganho. E mais, o principal benefício do SMS é o de agilizar a comunicação mais eficaz com o cliente-alvo, com informação imediata. A utilização do SMS é incomparavelmente mais barata que uma ligação telefônica normal, reduzindo consideravelmente os custos, além de ser mais segura, evitando desculpas e as conhecidas alegações dos clientes de que não foram informados sobre determinado assunto ou não receberam o aviso. Usar o serviço é muito simples. Basta cadastrar ou importar sua agenda com nome e telefone dos usuários, podendo classificá-los em grupos. É só criar o texto, indicar o público-alvo a ser contatado, alimentar o sistema com estes dados e pronto, todos receberão a mensagem em instantes. Facilidades O SMS vem sendo utilizado por pequenas, médias e grandes empresas, com mensagens promocionais especiais; por casas noturnas para envio de convites VIP; pelos clubes, com anúncios de eventos para os seus sócios;

pelos restaurantes para mandar cupons de desconto para os seus clientes; por faculdades para comunicados importantes para seus alunos. Empresas e entidades de vários setores já aderiram a essa nova prática de fazer marketing. Outro ponto positivo é a praticidade da plataforma de envio das mensagens, que além de extremamente fácil, permite enviar campanhas e material informativo por um computador de qualquer lugar onde esteja. Especialista em varejo “A grande vantagem para o lojista em utilizar os serviços do Ivar Contact Center é que ele pertence ao CDLRio, que é uma das mais tradicionais entidades de classe do comércio carioca, com mais de 60 anos de existência e uma rica e conhecida história de luta em favor dos interesses do comércio varejista. A entidade conhece profundamente as necessidades dos lojistas e tem condição de colaborar para o crescimento das vendas. Foi com essa visão que criou o Ivar, que oferece um leque de produtos e serviços ao mercado varejista e a outros setores de atividade”, diz Aldo Gonçalves, presidente do CDLRio.

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Enio Carlos Bittencourt

Vice-Presidente do SindilojasRio Lojista ajudou a criar o conceito de shopping a céu aberto no Rio

Crédito Foto: O Globo on-line

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empresário Enio Carlos Bittencourt, mineiro de nascimento e carioca por adoção, Vice-Presidente de Produtos e Serviços do SindilojasRio, faleceu no dia 24 de julho. Era proprietário da GMB Artigos Esportivos, na Rua da Alfândega. Durante 26 anos presidiu a Sociedade de Amigos das Adjacências da Rua da Alfândega, a Saara, no Centro. Fundada em

1962, a associação é representante de um dos maiores centros de comércio popular do País, com 640 lojas, 160 sobrelojas e 400 escritórios. A administração de Enio ficou marcada pela organização de campanhas em datas comemorativas, com grandes investimentos na decoração, e pela criação do conceito de shopping a céu aberto, com o fechamento de ruas do Centro para o trânsito de veículos. Morador da Tijuca, Enio morreu aos 82 anos, por fa-

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lência múltipla dos órgãos, problema agravado pela diabetes. O corpo foi velado no Cemitério de São Francisco Xavier, no Caju. Enio deixa esposa, a Sra. Agiza Cuba Bittencourt. Ao velório compareceram o presidente Aldo Gonçalves, diretores e funcionários do SindilojasRio. Por iniciativa do SindilojasRio, do CDLRio e da Saara, no dia 1º de agosto, foi celebrada missa de sétimo dia na Igreja de São Jorge, na Rua da Alfândega, no Saara.


LEGISLAÇÃO

Empregado não tem direito à devolução de descontos de vales-transportes não utilizados de previsão legal que amparasse esta pretensão. Acompanhando o voto do juiz convocado Paulo Maurício Ribeiro Pires, os julgadores salientaram que não há nenhuma previsão legal para a formação de um “banco de vales-transportes”, com o objetivo de deduzir eventuais valores não utilizados.

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o recurso analisado pela 10ª Turma do TRT de Minas Gerais, um trabalhador tentou convencer os julgadores de que tinha direito à restituição de descontos dos vales-transportes não utilizados. Ou seja, ele alegou que tinha direito à devolução do desconto incidente sobre o vale-transporte, caso não utilizasse o benefício. Entretanto, o reclamante não obteve êxito em seu recurso, por falta

Citando o Decreto 9.5247/87, que disciplina a matéria, o relator enfatizou que a lei nada estabeleceu acerca da hipótese de compensação pelo uso inferior dos vales-transportes concedidos no mês anterior. O que a lei determina é que o desconto dos vales-transportes fornecidos seja limitado a 6% do salário ou vencimento do trabalhador. O artigo 10 do Decreto estabelece ainda que o valor da parcela a ser suportada pelo beneficiário será descontado proporcionalmente

à quantidade de vale-transporte concedida para o período a que se refere o salário ou vencimento e por ocasião de seu pagamento, salvo estipulação em contrário, em convenção ou acordo coletivo de trabalho, que favoreça o beneficiário. “É de se ressaltar, por fim, que o reclamante deveria, caso realmente tenha ocorrido, devolver os valores correspondentes aos vales não utilizados, em vez de perseguir a devolução do desconto incidente sobre os mesmos. Isso, caso realmente houvesse comprovação nos autos quanto à não utilização do benefício”, finalizou o julgador, negando provimento ao recurso do reclamante. Os demais julgadores da Turma acompanharam esse entendimento. (0000611-28.2014.5.03.0171 RO). Fonte: TRT 3ª

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COMEMORAÇÃO

Dia do Comerciante

A mesa que presidiu a cerimônia: Abraão Flanzboyn, superintendente operacional do CDLRio; Fabiano Gonçalves, Presidente da FCDLRJ e Presidente da CDLNiterói; René Simões, palestrante; Aldo Gonçalves, presidente do SindilojasRio e do CDLRio; Marcelo Weber, assessor do Sebrae-RJ; Julio Martin Piña Rodrigues, vice-presidente do SindilojasRio, e Arolde de Oliveira, secretário estadual de Trabalho e Emprego do Rio de Janeiro

P

ara marcar o Dia do Comerciante (16 de julho), o SindilojasRio e o CDLRio, em parceria com o Sebrae RJ, promoveram no dia 19 de julho, a palestra “Do caos ao topo”, com o técnico de futebol e empresário René Simões. O evento teve o apoio da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio (FCDL) e da Câmara de Dirigentes Lojistas de Niterói (CDLNiterói). O secretário estadual de Trabalho e Emprego do Rio de Janeiro, Arolde de Oliveira, prestigiou a solenidade. Com a experiência profissional de quem já comandou alguns dos principais times brasileiros e seleções estrangeiras, o técnico carioca René Simões traçou alguns paralelos entre diferentes

situações do esporte que podem ser adaptadas ou servir de inspiração para melhorar processos de gestão no comércio. O presidente do SindilojasRio e do CDLRio, Aldo Gonçalves, abriu o evento, destacando a importância do comércio para o desenvolvimento do País. Lembrou a origem do Dia do Comerciante – 16 de julho. A data foi escolhida por ser o dia do nascimento do economista e político baiano José da Silva Lisboa, o Visconde de Cairu. Entre outros feitos, destacou-se por sua atuação a favor da abertura dos portos brasileiros às nações amigas, tornando-se mais tarde o patrono do comércio.

Rene Simões, palestrante do Dia do Comerciante, falou sobre a sua experiência profissional

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COMEMORAÇÃO

O presidente da CDLNiterói: Fabiano Gonçalves O assessor do Sebrae Marcelo Weber

O assessor do Sebrae RJ, Marcelo Weber, disse que a realização de palestras e de eventos que possam contribuir para ajudar os empresários a superarem o momento de crise que o País atravessa são fundamentais.

Parte da plateia no momento do Hino Nacional

O Vice-Presidente da FCDLRJ e Presidente da CDLNiterói, Fabiano Gonçalves, destacou a importância da união das entidades representativas do comércio para alcançar objetivos comuns, como a recente revogação da lei que criou a Taxa Única de Serviços Tributários. Ele disse que é preciso avançar na alteração do Simples, para que vigore já em janeiro de 2017. Lembrou que os comerciantes acabam de ser surpreendidos com a criação do Código Especificador da Substituição Tributária (CEST), ressaltando que será necessária a mobilização de todos para barrá-lo.

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Candidato à Prefeitura do Rio, Osório se reúne com lojistas

C

andidato à prefeitura do Rio de Janeiro pelo PSDB, o deputado estadual e economista Carlos Osório se reuniu com lojistas e gestores do comércio varejista, no dia 3 de agosto, na sede do SindilojasRio, para apresentar suas propostas para a cidade, caso seja eleito. Ele recordou o seu passado de comerciante antes de ingressar na vida pública. Após coordenar a vitoriosa candidatura do Rio para sediar as Olimpíadas de 2016, a convite do prefeito Eduardo Paes assumiu a secretaria municipal de Conservação e Transportes. Depois, foi secretário estadual de Transportes. Em 2014, foi eleito deputado estadual pelo PMDB. Filiou-se ao PSDB, pelo qual disputará a eleição. Perguntado sobre suas propostas para fortalecer o comércio da Cidade do Rio de Janeiro, que tem enfrentado dificuldades não apenas devido à recessão econômica, mas, também, por conta de velhos problemas, como o excesso de burocracia e a desordem urbana, Osório disse que a prefeitura trata muito mal quem

quer empreender, criar emprego e gerar renda, principalmente no comércio. “Não é possível que o empreendedor espere um ano para obter o alvará e, quando consegue abrir o comércio, tenha de esperar até nove meses para obter a licença de exibição do seu letreiro. Vamos mudar essa realidade, desburocratizando a administração municipal, para abrir as portas do Rio de Janeiro e dizer: bem-vindo a quem investe, a quem cria empregos e renda”, declarou ele. Osório acrescentou que a prefeitura tem obrigação de zelar pelo ordenamento, pela limpeza urbana, pela iluminação pública e por transformar as áreas de grande circulação em locais agradáveis e seguros. A Guarda Municipal estará nas ruas para atuar na proteção ao cidadão, dando condições para que ele circule nas ruas e nas áreas comerciais. “A cidade será parceira e amiga do comerciante, frisou o candidato. Ele afirmou ainda que, se eleito, dará continuidade aos bons projetos e obras, mas destacou que a alternância de poder é fundamental.

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SindilojasRio também recebeu a visita de Pedro Paulo O SindilojasRio também recebeu, para um almoço, o deputado federal Pedro Paulo (PMDB), candidato à Prefeitura do Rio, em 20 de junho. Durante o encontro, os diretores da entidade conversaram com o ex-secretário da Casa Civil da prefeitura sobre as expectativas dos empresários lojistas em relação ao momento vivido pela Cidade. Na ocasião, Pedro Paulo comentou o legado olímpico e os projetos de infraestrutura realizados. Ele adiantou que, após os Jogos, a prefeitura lançará um pacote de medidas, batizado como “Em Frente Rio”, com o objetivo de manter o dinamismo econômico da cidade e implementar melhorias nas áreas de logística, mobilidade, infraestrutura e saneamento, além de absorver a mão de obra ociosa.


Recuperação de Empresas

O

s mecanismos que a Lei de Falências e Recuperação de empresas preveem para auxiliar quem enfrenta momentos conturbados devido à grave crise econômica foram abordados em palestra promovida pelo SindilojasRio e CDLRio no dia 27 de julho, no auditório do Sindicato. O Dr. Rodrigo Corrêa, mestre em Direito de Empre-

O que os lojistas desejam do futuro prefeito do Rio

sas pela Uerj, professor da PUC-Rio e sócio diretor do escritório Luiz Antonio Alves Corrêa Advogados, foi o palestrante. Ele mostrou quais soluções podem ser desenvolvidas visando à reestruturação de dívidas e à recuperação da atividade comercial das empresas, além de tirar dúvidas dos presentes sobre o assunto. Na foto, o Dr. Rodrigo Corrêa.

E

m uma enquete realizada pelo SindilojasRio com os seus associados e representados, perguntando o que os lojistas esperam do próximo prefeito da cidade do Rio, entre as respostas possíveis, “menos impostos e burocracia” foi a mais votada, com 35%, seguida pelo item “mais diálogo com o comércio, visando à definição de políticas públicas para desenvolvimento do setor”, com 23%. As questões ligadas ao ordenamento urbano, como limpeza, segurança e iluminação receberam 22% dos votos. Já o combate à informalidade teve 17% dos votos e “outros assuntos” tiveram 3%. Lembrando que o SindilojasRio e o CDLRio, há décadas, atuam incessantemente na defesa dos interesses do comércio, o presidente das duas entidades, Aldo Gonçalves, ressaltou a necessidade de ampliar e fortalecer o diálogo com o Poder Público, visando à construção conjunta de políticas para o desenvolvimento do setor.

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Do balcão às vitrines modernas

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m Pompeia, quando Trajano era Imperador, surgiu o primeiro centro de compras do mundo. Com o formato de um estádio e dois andares, reunia 40 lojas, naturalmente abertas. Não havia vitrines, mas minibalcões à entrada, onde as mercadorias eram exibidas aos passantes. Esse “shopping” vendia especiarias, joias, tecidos, peixes e vinhos nacionais e importados da Gália, Grécia e Egito. Já naquele tempo, havia o cuidado de serem mostrados nos balcões (vitrines) os produtos para “venda forçada”. Não há informações sobre a oferta de promoções, mas como havia alguns árabes na área, supõem os estudiosos que esta prática deve ter sido usada. Na Europa do século XVII, as vitrines começaram a dar o ar da

sua graça. Primeiro, no interior das lojas, o que tem uma explicação: com o Inverno rigoroso, os lojistas achavam que o cliente não pararia muito tempo em frente a elas. Válido para o inverno, apenas. No final do século XIX, a coisa virou moda e a vitrine ganhou fama, espalhando-se pelo mundo. No Brasil, devido a vários fatores culturais, a vitrine só vingou mesmo a partir de 1930 e as primeiras de que se tem notícia surgiram na Rua do Ouvidor e na Rua dos Ourives (atual Miguel Couto). Eram muito voltadas para artigos masculinos (charutarias, chapelarias, alfaiatarias etc.) porque, naquele tempo, a mulher não saía para as compras. Seus pedidos eram feitos ao lojista, que mandava um funcionário a domicílio para

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fazer demonstrações e fechar as vendas. Nos Estados Unidos, durante a época da Grande Depressão, os lojistas reagiram à crise e se uniram em pool para acharem uma saída. O esforço de vendas, promoções e um incremento efetivo na qualidade das vitrines, como peça de propaganda, fez com que organizações como Bloomindale’s ressurgissem, assim como Sears e Macy’s. Surgia uma nova profissão: a de vitrinista ou programador visual para lojas. Com a evolução da técnica, muitos arquitetos foram chamados a colaborar e já agora o interior das lojas passou a ser objeto de análise, para facilitar o fluxo dos clientes, tornando as vendas mais fáceis, graças a uma exposição inteligente das mercadorias.


Ação Social

ao Lar Maria de Lourdes

O

s diretores e colaboradores do SindilojasRio, prosseguindo em sua ação social a favor de instituições, fizeram em agosto campanha direcionada ao Lar Maria de Lourdes, que ampara 37 menores e adolescentes com necessidades especiais. O valor das contribuições oferecidas pelos colaboradores é repetido pelo SindilojasRio. Com esses recursos financeiros são adquiridos gêneros alimentícios, material de limpeza e medicamentos, sempre indicados pelas direções das instituições a serem visitadas. Representantes do SindilojasRio visitaram, no último dia 31 de agosto, o Lar na Rua Pajurá,

256, Taquara, onde são atendidos maiores de 18 anos. Na oportunidade, foram oferecidas luvas para procedimentos, soro para os que se alimentam por sonda, leite especial Nan 1, colônia após banho, medicamentos diversos, fraldas geriátricas, sabonete líquido, detergentes, desinfetante, amaciante. No anexo 2, também em Jacarepaguá, são assistidas 17 crianças. A presidente do Lar Maria de Lourdes, Sra. Maria Isabel Alves Peixoto, agradeceu a visita dos representantes do SindilojasRio, ressaltando a importância para a sua instituição da expressiva doação de medicamentos e de outros artigos sempre neces-

sários para o melhor atendimento às crianças e adolescentes. Dispensou gêneros alimentícios, pois a comunidade vizinha ao Lar vem colaborando para que nada falte na alimentação dos assistidos. Quem desejar fazer doação para o Lar pode ligar para (21) 3392-9646. A campanha mensal em favor de instituições sociais do SindilojasRio, além da participação de seus diretores e colaboradores, aceita à adesão de empresas lojistas associadas à Entidade. Os interessados podem manter contato com o coordenador da ação social pelo telefone (21) 2217-5035.

A doação do SindilojasRio ao Lar Maria de Lourdes

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COMPORTAMENTO

Eu sempre fiz assim... dadeiros lemas que caracterizam um obstáculo de argumentação ao qual, tecnicamente, dá-se o nome de hábito. “Mas eu sempre fiz assim...” é, portanto, uma expressão característica de quem parou no tempo, de quem não se interessa há muito pela evolução tecnológica do seu campo de atividade... de quem fez uma vez errado e não se conscientizou de que poderia fazer melhor.

O

lojista chama a encarregada da Contabilidade e a adverte para o fato de ter colocado em uma soma duas parcelas indevidas. Com isso, o balanço não refletiu a verdade. Diz a moça, justificando-se: - Mas eu sempre fiz assim... O novo chefe da seção chama a digitadora e a orienta no sentido de sempre deixar uma margem de três centímetros à esquerda das cartas. Ela arrogantemente replica: - Ora, eu sempre fiz assim... Em uma reunião com vendedores, o gerente da loja explica que cada item do talão, mesmo que os preços sejam iguais, deverá agora ser anotado separadamente e não mais de forma englobada, como era feito antes. Retruca um dos vendedores: - Puxa! Mas nós sempre fizemos assim... Estas são frases típicas, ver-

Em vendas, diz-se que o “obstáculo” hábito está agindo quando o cliente, componente do sistema, opõe-se a aceitar ideias novas, embora mais benéficas, e se apega, cega e teimosamente, a processos ou métodos antigos. Em administração não é diferente o enfoque, embora (justamente por se tratar de um problema dentro do sistema) o lojista ou empresário tenham maiores possibilidades de atingir o ponto falho para remediá-lo. Se essa fosse a tônica certa, ainda estaríamos escrevendo em máquinas de 1900, ouvindo rádios de galena e nosso aparelho de TV ainda seria em preto e branco. Na verdade, se essa fosse a tônica certa, ainda estaríamos na Idade da Pedra. Dentro do contexto da comercialização, a cada novo dia, surgem novos métodos, novos processos e novas facilidades tecnológicas. Assim, tanto o lojista quanto o seu gerente e subordinados, quer sejam ou não da área de administração, não

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devem e não podem parar no tempo. Muito pelo contrário, a assistente que soma as parcelas de um balanço deve ter a obrigação de desenvolver seu raciocínio no sentido de criar novas formas de dispor parcelas, no sentido de novas apresentações numéricas que facilitem a análise, senão, parará no tempo. A funcionária que escreve a correspondência da empresa deve ter a obrigação de, frequentemente, observar as inovações criadas por suas companheiras, ou mesmo imaginar disposições mais racionais, mais práticas e mais agradáveis, a fim de tornar as cartas que escreve (e, consequentemente, a imagem da empresa) mais apresentáveis graficamente. E os vendedores das lojas devem estar atualizados com todos os meios materiais que facilitem o controle das vendas e sempre prontos a aceitar novas ideias e aplicá-las em benefício da produtividade da empresa. Desta forma, a expressão “mas eu sempre fiz assim...” continuará a ser um lema. Não mais um lema, entretanto, de habitualidade, mas um lembrete que alertará para a necessidade de MUDAR; para a necessidade de “NÃO FAZER MAIS ASSIM”; para a necessidade de se usar a criatividade em busca de melhores métodos e processos de trabalho.


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SINDICALISMO

Pergunte! Empresário Lojista Responde

É possível descontar do período das férias do empregado as faltas justificadas com atestado médico válido? Não. Os dias em que ocorreram as faltas justificadas deverão ser pagos integralmente, pois são consideradas ausências legais e não serão descontadas para cálculo do período de férias (Enunciado n.º 89 TST). O feriado de Zumbi dos Palmares comemorado dia 20 de novembro é municipal ou estadual? A Lei nº 4007/02 instituiu como feriado estadual a data do aniversário da morte de Zumbi dos Palmares e Dia Nacional da Consciência Negra. Se o empregado faltar, injustificadamente, em um dos seis dias que antecedem o descanso semanal, perderá o direito a ele? Não. O empregado continuará a ter direito ao descanso, que é matéria de ordem social, perdendo, contudo, o direito à remuneração pelo dia de descanso semanal. Quando deverá ser dada a baixa na CTPS do empregado dispensado sem justa causa que opta pela redução de sete dias corridos no aviso prévio? Embora o empregado possa op-

Os empresários lojistas, mesmo não tendo empresa associada ao SindilojasRio, podem fazer consultas sobre questões jurídicas trabalhistas, cíveis e tributárias pelo telefone 2217-5000, de 2ª a 6ª feira, das 9 às 17 horas. A seguir, algumas perguntas encaminhadas à advogada Luciana Mendonça, da Gerência Jurídica do SindilojasRio, e suas respostas.

tar por esta substituição, a data de desligamento, para fins de baixa na CTPS, é a do término dos 30 dias, ou seja, a opção do empregado por faltar os últimos sete dias não implica o término antecipado do aviso prévio ou do contrato de trabalho. O empregador pode aplicar justa causa ao empregado depois de passado um certo tempo do fato gerador da punição? Não. Um dos elementos que configuram a justa causa é a atualidade. Portanto, a punição deve ser aplicada imediatamente em seguida à falta, pois o transcurso de um período considerado longo poderá ser entendido como perdão tácito. O empregado com mais de 50 anos pode tirar férias em dois períodos? Não. Aos empregados menores de 18 anos e aos maiores de 50 anos de idade, as férias serão sempre concedidas de uma única vez. O empregador está obrigado a disponibilizar tempo ao empregado menor de 18 anos para que este possa frequentar às aulas? Sim. O artigo 427 da CLT determina que todo empregador que empregar menor de 18 e maior de 14 anos será obrigado a conceder-lhe o tempo que for indispensável para a frequência às aulas. Como o empregador deve proceder quando o contrato de experiência de um empregado termina

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em um dia que não haja expediente? O término do contrato de experiência em dia que não há expediente deve ser pré-avisado ao empregado no último dia trabalhado e já comunicado, que deverá comparecer no primeiro dia útil ao término, no departamento pessoal da empresa para recebimento das verbas rescisórias e baixa em sua CTPS. O empregado que fica afastado por doença durante oito meses dentro do período aquisitivo, perde direito às férias? Conforme dispõe o art. 133 da CLT, não terá direito às férias o empregado que, no curso do período aquisitivo tiver percebido da Previdência Social prestações de acidente de trabalho ou de auxílio-doença por mais de seis meses, mesmo que seja descontínuo. Iniciará um novo período aquisitivo, quando o empregado retornar ao serviço. Cumpre esclarecer que se o empregado tiver mais de 32 faltas injustificadas perderá também o direito às férias. Quando começa a contagem do prazo para o pagamento das verbas rescisórias? A contagem do prazo para quitação das verbas decorrentes da rescisão contratual prevista no artigo 477 da CLT exclui necessariamente o dia da notificação da demissão e inclui o dia do vencimento, conforme dispõe Orientação Jurisprudencial SDI-1 nº 162 do TST.


Alexandre Lima

Omissão de Rendimentos no Imposto de Renda

Advogado do CDLRio

A

s multas aplicadas por omissão de rendimentos no Imposto de Renda não podem ser exorbitantes, devendo seguir os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade, e a penalidade também não pode ter caráter confiscatório. O entendimento foi usado pelo ministro Herman Benjamin, do Superior Tribunal de Justiça, ao reduzir para 20% multa de 150% aplicada a um contribuinte autuado pela Receita Federal por omitir rendimentos em sua declaração. Em sua defesa, o contribuinte argumentou que o percentual definido afrontava os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. O requerimento foi aceito em primeiro grau, o que motivou recurso da União ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região, que manteve a redução. Em novo recurso ao Superior Tribunal de Justiça, os argumentos da União foram novamente

recusados. Em decisão monocrática, o ministro Herman Benjamin afirmou que a aplicação da multa sobre o débito em questão é tema constitucional, não podendo ser analisado em recurso especial. O julgador usou como argumento para a negativa o Recurso Especial 582.461, que teve como relator o ministro Gilmar Mendes, do STF. No julgamento, o Supremo definiu que as multas moratórias têm como objetivo impor sanção ao contribuinte que não cumpre suas obrigações tributárias e não atuar como mecanismo de confisco, pois, para que a multa moratória cumpra sua função de desencorajar a elisão fiscal, de um lado não pode ser pífia, mas, de outro, não pode ter um importe que lhe confira característica confiscatória, inviabilizando inclusive o recolhimento de futuros tributos, fundamentou o Ministro Gilmar Mendes à época.

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Legislação em vigor

O Centro de Estudos do CDLRio acompanha a legislação da União, do Estado e da Cidade do Rio de Janeiro. Os textos das legislações mencionadas poderão ser solicitados, sem ônus, ao Centro de Estudos do CDLRio pelo telefone 2506-1234.

FEDERAL

casos de alteração contratual.

DIA DE LUTA PELA VALORIZAÇÃO DO COMERCIÁRIO

Carta-Circular BACEN/MECIR nº 3770 de 20 de junho de 2016 (DOU de 22.6.2016) RETIRADA DE CIRCULAÇÃO DE CÉDULAS FALSAS

Lei Complementar nº 171, de 22 de junho de 2016. (DOE de 23.6.2016) TAXA ÚNICA DE SERVIÇOS TRIBUTÁRIOS

- Altera a Lei n° 5.645, de 6.1.2010, instituindo, no âmbito do Estado do Rio de Janeiro, o “Dia Estadual de Luta pela Valorização do Comerciário”.

- Divulga procedimentos para a retirada de circulação de cédulas e moedas metálicas nacionais tidas como falsas ou de legitimidade duvidosa. Lei nº 13.301, de 27 de junho de 2016. (DOU de 28.6.2016) INSS – BENEFÍCIO MICROCEFALIA - Dispõe sobre a adoção de medidas de vigilância em saúde quando verificada situação de iminente perigo à saúde pública pela presença do mosquito transmissor do vírus da dengue, do vírus chikungunya e do vírus da zika; e altera a Lei no 6.437, de 20 de agosto de 1977.

ESTADUAL

- Revoga a Lei n° 7.176, de 28.12.2015, restaura dispositivo do Decreto-Lei n° 5, de 15.3.1975, e dá outras providências. Lei nº 7381 de 14 de julho de 2016. (DOE, Poder Legislativo de 15.7.2016) INFORMAÇÃO DE GARANTIA LEGAL - Dispõe sobre a obrigatoriedade dos estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços informarem sobre a garantia legal dos produtos e serviços. Lei nº 7395 de 15 de julho de 2016 (DOE, de 18.7.2016) DIVULGAÇÃO DE PREÇOS AO CONSUMIDOR

Del. JUCERJA nº 93 de 15 de junho de 2016 (DOE de 17.6.2016) ALTERAÇÃO CONTRATUAL

– Altera a Lei 6419, de 21 de março de 2013, que estabelece normas para divulgação de preços ao consumidor nas vendas a prazo.

- Inclui a obrigatoriedade do preenchimento do requerimento eletrônico nos

Lei nº 7396 de 15 de julho de 2016. (DOE de 18.7.2016)

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Lei nº 7.411 de 10 de agosto de 2016 (DOE de 11.8.2016) COMÉRCIO – LACRE EM SACOLAS - Altera a Lei n° 5.161, de 11.12.2007, que proíbe que estabelecimentos comerciais lacrem sacolas de compras dos consumidores que visitam as lojas, e dá outras providências.

MUNICIPAL Decreto nº 42029 de 25 de julho de 2016 (DOM de 26.7.2016) BUC – INTEGRAÇÃO VLT - Dispõe sobre o início da tarifação do serviço de transporte de Veículo Leve sobre Trilhos – VLT e da integração com o Serviço Público de Transporte de Passageiros por Ônibus – SPPO-RJ, através do Bilhete Único Carioca – BUC e dá outras providências.


PESQUISA VENDAS DO COMÉRCIO DO RIO RECUARAM 7,1% EM JULHO Pesquisa do Centro de Estudos do CDLRio mostra que foi o sétimo mês consecutivo de resultado negativo

A

s vendas do comércio lojista do Rio de Janeiro registraram queda de 7,1% em julho, em comparação com o mesmo mês de 2015, de acordo com a pesquisa Termômetro de Vendas divulgada mensalmente pelo Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro – CDLRio, que abrange cerca de 750 estabelecimentos comerciais da Cidade. É o sétimo mês consecutivo de resultado negativo e o maior desde 2003. Em comparação com o mês anterior (junho), o índice foi de menos 0,3% e, no acumulado dos sete meses do ano (janeiro/julho), ante o mesmo período do ano passado, a queda foi de 7%. A pesquisa mostra também que todos os setores do Ramo Mole (bens não duráveis) e do

Ramo Duro (bens duráveis), à exceção do setor de Móveis (+3%), apresentaram resultados negativos. Os que registraram as maiores quedas no faturamento no Ramo Mole foram Calçados (-9,8%), Tecidos (- 8%) e Confecções (-6,4%) e, no Ramo Duro (bens duráveis), Joias (-10,2%), Óticas (-8,8%) e Eletro (-7,4%). A venda à vista com mais 0,5% e a venda a prazo com menos 13,1% foram as formas de pagamento preferidas pelos consumidores. Segundo o presidente do CDLRio, Aldo Gonçalves, nem mesmo as inúmeras ações dos lojistas para estimular as vendas como liquidações, promoções, planos de pagamento diversifica-

dos e crediário mais fácil animou o consumidor. “É o sétimo mês consecutivo de resultado negativo, o que mostra que a sensação de melhora da crise econômica ainda não chegou ao comércio”, diz Aldo. Em relação às vendas conforme a localização dos estabelecimentos comerciais, no Ramo Mole (bens não duráveis) as lojas do Centro venderam menos 9,4%, as da Zona Norte menos 7,3% e as da Zona Sul menos 3,9%. No Ramo Duro (bens duráveis) as lojas do Centro faturaram menos 9%, as da Zona Norte menos 7,4% e as da Zona Sul menos 6,2%.

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O CDLRio fornece uma completa linha de produtos cobrindo todo o ciclo de crédito. Contate um de nossos consultores e faça parte de nosso quadro associativo:

21 2506-1215 comercial@cdlrio.com.br

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PESQUISA

Movimento de Cheque

S

egundo o registro de cadastro do CDLRio, nas consultas ao LIG Cheque em julho em relação ao mesmo mês de 2015, as Consultas e as Dívidas Quitadas diminuíram, respectivamente, 10,9% e 1,8% e a Inadimplência aumentou 2,5%. Comparando-se julho com o mês anterior (junho), as Consultas cresceram 7,4% e a Inadimplência e as Dívidas Quitadas diminuíram 12,9% e 2,6%, respectivamente. No acumulado dos primeiros sete meses deste ano (janeiro/julho) em relação ao ano passado, a Inadimplência cresceu 1,5% e as Consultas e as Dívidas Quitadas recuaram, respectivamente, 10,7% e 0,8%.

TERMÔMETRO

DE VENDAS

Caso sua empresa se interesse em participar desta estatística, contate o Centro de Estudos do CDLRio pelo telefone: (21) 2506-1234 ou pelo e-mail: estudos@cdlrio.com.br

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PESQUISA

Movimento de SCPC INADIMPLÊNCIA NO COMÉRCIO TEVE O MAIOR CRESCIMENTO DO ANO EM JULHO

A

Inadimplência no comércio lojista da Cidade do Rio de Janeiro aumentou 2,4% em julho em relação ao mesmo mês do ano passado. É o maior índice do ano, de acordo com os registros do Serviço Central de Proteção ao Crédito do CDLRio. As Consultas (índice do movimento do comércio) e as Dívidas Quitadas (que mostra o número de consumidores que colocaram suas dívidas em dia) caíram, respectivamente, 6,5% e 1,5%. Ao comparar o mês de julho com o mês anterior (junho), os registros do Serviço Central de Proteção ao Crédito mostram que a Inadimplência, as Consultas e as Dívidas Quitadas diminuíram, respectivamente, 5,6%, 11% e 4,9%. No acumulado dos sete primeiros meses do ano (janeiro/ julho) em relação ao mesmo período de 2015, a Inadimplência cresceu 1,5% e as Dívidas Quitadas e as Consultas recuaram, respectivamente, 2,2% e 7%.

Pesquisas & Análises Acompanhe em nosso site todo o comportamento do comércio do Rio de Janeiro: www.cdlrio.com.br Centro de Estudos do CDLRio Telefone: (21) 2506-1234 e-mail: estudos@cdlrio.com.br

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OBRIGAÇÕES SETEMBRO E OUTUBRO DE 2016 1/9 DCT – Imediatamente após a admissão de funcionário não cadastrado no PIS, preencher o DCT, 1/10 apresentando-o à CEF, para efetuar o cadastramento. 5/9 ICMS – Pagamento do imposto pelos contribuintes relacionados ao anexo único do Decreto 5/10 nº 31.235/2002, referente à apuração do mês anterior. 6/9 7/10

FGTS – Efetuar o depósito correspondente ao mês anterior. CAGED – Cadastro de Empregados: remeter via internet por meio do programa ACI, informando sobre admissões, desligamentos e transferências de funcionários, ocorridos no mês anterior.

9/9 IR/FONTE – Referente a fatos geradores ocorridos no mês anterior. 10/10

ISS – Recolhimento do imposto: o prestador deverá gerar no sistema o documento de

12/9 arrecadação relativo às NFS-e emitidas. Lembrete: o recolhimento do imposto relativo às NFS-e 10/10 deve ser realizado até o dia 10 do mês seguinte à emissão.

ICMS – Empresas varejistas e atacadistas devem efetuar o recolhimento do tributo apurado relativamente ao mês anterior. PIS, COFINS, CSLL – Referente a fatos geradores ocorridos na 2ª quinzena do mês de

15/9 JANEIRO/2016 (Retenção de contribuições – pagamentos de PJ a PJ de direito privado 14/10 (Cofins, PIS/Pasep, CSLL ). 20/9 SUPERSIMPLES / SIMPLES NACIONAL – Pagamento do DAS referente ao período de apuração do mês anterior (agosto/setembro/2016). 20/10

INSS – Recolher a contribuição previdenciária referente ao mês anterior. *(Prorrogado o prazo para o dia 20 pela Medida Provisória nº 447 publicada no D.O.U em 17/11/08). DCTF – Mensal – Instituído para atender a todas as inovações contidas na Instrução Normativa RFB nº 1.599, de 11 de dezembro de 2015, como a exigência da declaração para as empresas optantes pelo Simples Nacional que estão sujeitas ao pagamento da Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB). COFINS – Recolher 3% sobre a receita do mês anterior, exceto as empresas tributadas no

23/9 lucro real. *(Prorrogado o prazo para o dia 25, pela Medida Provisória nº 447, publicada no D.O.U 25/10 em 17/11/08).

COFINS – Recolher 7,6% para empresas tributadas no lucro real. *(Prorrogado o prazo para o dia 25 pela Medida Provisória nº 447 publicada no D.O.U em 17/11/08). PIS – Recolher 0,65% sobre as operações do mês anterior. *(Prorrogado o prazo para o dia 25 pela Medida Provisória nº 447 publicada no D.O.U em 17/11/08). PIS, COFINS, CSLL – Referente a fatos geradores ocorridos na 1ª quinzena do mês de

30/9 DEZEMBRO/2015 (Retenção de contribuições – pagamentos de PJ a PJ de direito privado (Cofins, 31/10 PIS/Pasep, CSLL).

IR/PJ – Empresas devem efetuar o recolhimento do tributo incidente sobre o período de apuração do mês anterior. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL – Empresas tributadas com base no lucro real, presumido ou arbitrado, devem efetuar o recolhimento do tributo incidente sobre o período de apuração do mês anterior. CONTRIBUIÇÃO SINDICAL DOS EMPREGADOS – Efetuar o desconto de 1/30 do salário dos empregados para recolhimento a favor do sindicato profissional, dos admitidos em débito com a obrigação. Lembrete aos nossos leitores: a revista Empresário Lojista passou a ser bimestral, mas as informações sobre as obrigações dos lojistas continuam inseridas – dia a dia – no portal do SindilojasRio (www.sindilojas-rio.com.br).

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OBRIGAÇÕES

PISOS SALARIAIS DOS COMERCIÁRIOS DO RIO A PARTIR DE 1/5/2015

SALÁRIO-FAMÍLIA A PARTIR DE 1/1/2016

1ª Faixa (empacotador, auxiliar de serviços gerais, auxiliar de escritório, estoquista, repositor, auxiliar de depósito)

R$ 965,00

2ª Faixa (vendedor, balconista, operador de caixa e pessoal de escritório) Operador de Telemarketing (telefonia e similar) Comissionistas (puros e mistos)

Remuneração

Valor da Quota (R$)

R$ 976,00

Até R$ 806,80

R$ 41,37

R$ 981,00

De R$ 806,81 até R$ 1.212,64

R$ 29,16

R$ 1.062,00

Contrato de Experiência (máximo 90 dias)

Acima de R$ 1.212,64

Sem direito

R$ 791,00 A partir de 1.1.2016 conforme Portaria Interministerial

Salários até R$ 4.700,00: a partir de 1º de maio de 2015, reajuste de 8,34% sobre os salários de 1º de maio de 2015.

MPS/MF, publicada no DOU de 11/1/2016, passa a valer a tabela acima, conforme o limite para concessão da quota do Salário-Família por filho ou equiparado de qualquer condição, até 14 anos, ou invalidado com qualquer idade. A Previdência Social reembolsa as empresas.

Salários superiores a R$ 4.700,00: para quem ganha acima deste valor, o excedente será objeto de livre negociação entre empregadores e empregados; Para os empregados admitidos após 1º de maio de 2014, o reajuste de salários será proporcional aos meses trabalhados (em duodécimos).

GIA / ICMS - 7/2016

INSS Segurados, empregados, inclusive domésticos e trabalhadores avulsos. Tabela de contribuição dos segurados empregado, empregado doméstico e trabalhador avulso, para pagamento de remuneração a partir de 1/1/2016.

Alíquota para fins de recolhimento ao INSS (%)

Salário de contribuição (R$) Até R$ 1.556,94

8%

De R$ 1.556,95 a R$ 2.594,92

9%

De R$ 2.594,93 até R$ 5.189,82

11%

Portaria Interministerial MPS/MF nº 1, de 8 de janeiro de 2016, publicado no DOU de 11/1/2016.

GIA / ICMS - 8/2016

Último nº da raiz do CNPJ do estabelecimento

Prazo-limite de entrega referente ao mês 6/16

Último nº da raiz do CNPJ do estabelecimento

Prazo-limite de entrega referente ao mês 7/16

1

11/7

1

11/8

2

12/7

2

12/8

3

13/7

3, 4 e 5

15/8

4

14/7

6

16/8

5

15/7

7

17/8

6, 7 e 8

18/7

8

18/8

9

19/7

9

19/8

0

20/7

0

22/8

IRRF - ALÍQUOTA DO IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE

PLANO SIMPLIFICADO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL (PSPS)

Tabela Progressiva para o cálculo mensal do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física a partir do exercício de 2016, ano-calendário de 2015.

Tabela de contribuição para segurados contribuinte individual e facultativo para pagamento de remuneração a partir de 1/1/2016.

Alíquota %

Parcela a deduzir do imposto em (R$)

-

Isento

De R$ 1.903,98 até R$ 2.826,65

7,5%

142,80

De R$ 2.826,65 até R$ 3.751,05

15,0%

354,80

De R$ 3.751,05 até R$ 4.664,68

22,5%

636,13

Acima de R$ 4.664,68

27,5%

869,36

Base de cálculo mensal em (R$) Até R$ 1.903,98

Salário de contribuição (R$) R$ 880,00 (valor mínimo)

Alíquota para fins de recolhimento ao INSS (%) 5%* 11%**

de R$ 880,00 (valor mínimo) até R$ 5.189,82 (valor máximo)

20%

*Alíquota exclusiva do microempreendedor individual e do segurado (a) facultativo que se dedique exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua residência – Lei 12.470 de 31 de agosto de 2011 – DOU de 01/09/11. **Plano Simplificado.

CALENDÁRIO DE VISTORIA 2016 Final de Placa

Período para o Licenciamento Anual

0-1-2

até 31/8/16

3-4-5

até 31/9/16

6-7

até 31/10/16

8-9

até 31/11/16

CALENDÁRIO DE IPTU 2016 Final Insc

6ª cota

7ª cota

0e1

11/7

10/8

2e3

11/7

10/8

4e5

11/7

10/8

6e7

12/7

11/8

8e9

12/7

11/8

As Obrigações estão no portal www.sindilojas-rio.com.br O lojista pode consultar as Obrigações do mês acessando o portal www.sindilojas-rio.com.br Do lado direito do portal é só clicar em Obrigações.

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Ou você (lojista) se diferencia ou será extinto

A única diferença entre crise e crie é a letra S. Ambas envolvem energia, tempo, paciência, capacitação e qualificação”. A constatação é do palestrante especialista em design e docente do Senac/RS, Iran Marcon, na palestra “Luzes, Vitrine e Ação! Visual Merchandising para promover sua marca e transformar sua loja em um cenário de experiências encantadoras”, durante o Congresso Brasileiro do Varejo, na Febravar 2016, promoção do Sindilojas-Porto Alegre. Ele explicou que o cenário econômico afetou a todos, do maior ao menor, desde as grandes empresas até o vendedor de cachorro quente. “Diante da adversidade, é preciso estar ciente que o material humano ainda é o mais importante em uma empresa. Pessoas engajadas, apaixonadas e que se sintam dona do negócio, passam a agir a favor de sua marca”, destacou.

Marcon alerta que “ou você se diferencia ou será extinto” do mercado. “Vamos pensar fora da caixa, sair do óbvio, parar de pensar no feijão com arroz. São os detalhes que fazem toda a diferença em qualquer modelo de negócio e, na maioria das vezes, eles não exigem investimento, mas requerem trabalho e aí vem a acomodação das pessoas impedindo o crescimento”, apontou. O palestrante trouxe ao público dicas para encantar o cliente por meio dos sentidos: visão, audição, olfato, tato e paladar. “Se você não investe no design da sacola da sua loja, por exemplo, está cometendo um erro gravíssimo: deixa de levar sua marca para a rua. A vitrine também não é espaço para colocar grande quantidade de peças de roupa, é preciso selecionar”, alertou. Ele ressaltou a importância de definir um estilo musical de acordo com o estilo do produto que a loja comercializa. “A audi-

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ção, juntamente com o olfato, é um dos sentidos mais subjetivos, pois está relacionado com o gosto pessoal”, acrescentou, aconselhando a investir em aromas no ambiente de loja a partir de um estudo especializado, pois o cheiro traz à lembrança a marca. Em relação ao tato, o designer recomendou aos lojistas a não colocarem muitos mobiliários dentro da loja. “O consumidor precisa ter acesso ao produto e deseja tocar nele. É aquela história de ver com as mãos. Mostrem com boa vontade que os objetos são acessíveis”, orientou. Sobre o paladar, Marcon acredita ser um sentido mais polêmico. “Paladar aproxima. Não são necessários grandes investimentos, mas mostre que você se importa com o cliente”, constatou. Ele ainda levantou quatro palavras fundamentais para o sucesso no varejo: organização, setorização, padronização e precificação. “Varejo é detalhe. Loja é detalhe e os clientes estão valorizando cada vez mais essas particularidades”.


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Revista Empresário Lojista - agosto/setembro de 2016  

Revista bimestral editada pelo SindilojasRio e pelo CDLRio

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