MAGnânima - AGOSTO - 2ª edição

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Aprende • Aperfeiçoa • Supera • Conquista • Inspira revista digital mensal

2ª edição | 8 de Agosto 2021

MAGnânima empreendedoras ao leme

Tu és a

tua própria

Musa


MAG Magazine > Magnânima > Magnífica > Magnética > Magnitude > Magnificência

Magnânima Mulher que possui grandeza da alma, que revela bondade e generosidade, que ajuda o próximo de forma benevolente. O espelho de todas as Mulheres que por aqui passam...

Revista mensal, a cada Lua Nova.



Editorial Allo resilientes,

Viva, Capitã!

Cá estamos nós, de volta para mais uma edição desta dádiva que é a Magnânima. Estamos para lá de felizes com a aceitação que tivemos com a primeira edição.

A 1ª edição da MAGnânima já lá vai, mas o compromisso mantém-se. Iremos continuar a apontar a luzinha do nosso farol na direção das magnânimas que quiserem ver as suas histórias e projetos aqui divulgados.

Esta revista está a dar os primeiros passos, mas sabemos que cada uma das edições tem uma grande importância, devido ao valor dos conteúdos que entregamos. Esses conteúdos são as histórias das mulheres incríveis que por aqui passam. Espero que te sintas tão inspirada quanto nós com cada uma delas. Sê bem-vinda!

Marcia Carvalho

Ficámos profundamente emocionadas ao sentir que, mais do que número de seguidores, o que inspira verdadeiramente as nossas leitoras é o espírito de luta e resiliência. Prepara-te. Esta edição traz histórias de amor próprio. De paixão pelo que se faz. De busca pela sanidade mental no contexto profissional e muito, muito mais.

Ana Margarida Almeida

A equipa Contactos: mag@empreendedorasaoleme.pt Márcia Carvalho

Ana Margarida Almeida

Fundadora da Magnânima

Co-Fundadora da Magnânima

Design e Paginação

CEO empreendedorasaoleme.pt

www.empreendedorasaoleme.pt

Edição e Revisão de Texto

CEO anamargaridaalmeida.com

@empreendedorasaoleme.pt

Edição mensal | Formato digital | Distribuição gratuita | Imagem de capa: Marie Nota: Apesar do esforço redobrado em verificar a veracidade dos conteúdos publicados não nos responsabilizamos pelos conteúdos entregues pelas contribuidoras nem pelo material publicitário entregue.

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Conteúdos 08 Fica a conhecer quem é a autora da Imagem de Capa

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10 Marketing em miúdos Um cheirinho de Estratégia e de como realiar um Plano de Negócio. 13 Marcas que marcam Conhece a Vera Gomes, que veio da Lua para criar o podcast da Super Coach do Cocó.

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Empreendedorismo Experts 16 Empreendedoras Rumo ao Sol 17 Sofia Raposo e os óleos essenciais da sua vida. 21 A livraria da Mulher que Ama Livros chegou ao virtual

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Marketing Digital 25 Bárbara Bação, de influencer a Mentora de Empreendedores Digitais. Design Gráfico 30 Tânia Amaral a designer minimalista que vai transformar a imagem do teu negócio. Expert em Pinteres | Consultoria 35 Vera Ferreira, a especialista em Pinterest que veio disseminar a assistência virtual. Fotografia | Videografia 36 O mundo dos negócios pela lente da Luiza Soares Finanças 45 A Márcia, da Mindfulmoney, e a paixão pelas finanças pessoais

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Podcaster 50 FEMINA - o podcast da Vanessa Augusto, que dá voz às artistas portuguesas.

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Life Style Locais, Produtos e Serviços que te ficam bem 57 Sabores incríveis num espaço workfriendly em Oeiras 59 No coração de Faro, um projeto de arte e artesanato inclusivo e inspirador.

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Perfis de Instagram 63 Descobre 6 contas de Instagram que deves seguir

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67

57

Terapia da alma

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Não tenhas medo 65 Palavras que curam com a terapeuta de desenvolvimento pessoal Noordev Kaur

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Permacultura 70 Amor à terra pelas palavras da Bióloga Elodie da Silva

Sem Tabus Brinquedos Sexuais 73 O prazer das brincadeiras sexuais pela Pleasy Play, fundada pela Ana Mikaela

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Ela disse e bem 75 Frases de especialistas que inspiram no digital.

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Quem é a autora da

imagem de capa?

m

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A Constança é uma miúda de metro e meio, ambiciosa, cheia de sonhos, com uma alma antiga, à poeta, que acredita muito no trabalho, na resiliência, nos laços e na família. Costumo brincar e dizer que tenho «mau feitio» mas acho que isso, na realidade, se traduz por fazer questão de ter uma voz, uma opinião sempre muito presente, emancipada e por acreditar muito naquilo que sou e faço. O nome surgiu de uma história engraçada – em miúda era uma peste, não parava quieta, sempre a escalar e a subir tudo, destemida, a querer descobrir o mundo. Parti a cabeça 4 vezes como resultado de uma infância super feliz e com espaço para ser livre. Mas quando ouvia a minha mãe dizer «Constança Maria... !», pronto, estava o caldo entornado! Apesar de eu, oficialmente, não ter esse segundo nome, já sabia que quando o ouvia era sinónimo de que já me estava a esticar um bocadinho demais! Na hora de escolher uma identidade artística, o C’Marie assentava na perfeição!

@cmarie.pt

Gosto da ideia da multidisciplinaridade, de conseguir dominar vários suportes, de descobrir diferentes soluções para diferentes matérias e corpos, de procurar respostas em gestos diferentes. Esta dança é algo que me é muito natural porque tem muito que ver com a minha personalidade. Desde criança que sofro um bocadinho com a questão de me identificar com muitas atividades ou profissões e o ter de escolher sempre me frustrou.

Apesar de ter desenhado e pintado a vida toda, nunca achei que ia seguir o caminho artístico. Hoje, sinto que é o espaço onde posso ser mais eu e onde tenho palco para estar numa constante demanda – exploração – descoberta.

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O mar dos meus olhos

Há mulheres que trazem o mar nos olhos Não pela cor Mas pela vastidão da alma E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos Ficam para além do tempo Como se a maré nunca as levasse Da praia onde foram felizes

Há mulheres que trazem o mar nos olhos pela grandeza da imensidão da alma pelo infinito modo como abarcam as coisas e os homens... Há mulheres que são maré em noites de tardes... e calma

Sophia de Mello Breyner

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m.a.r.k.e.t.i.n.g em miúdos

Estratégia Conteúdo sem estratégia é só barulho. O teu nicho não quer saber de ti ou do que vendes, mas da transformação que sentirá ao comprar-te um produto ou contratando um serviço teu. Por este motivo, deves pensar em que fase da jornada de compra está o teu potencial cliente e criar conteúdo para cada uma dessas etapas, orientando-o no seu percurso para que possa, finalmente, efetivar a compra. Ele quer saber que benefícios lhe trará a decisão, não quer olhar para uma lista de características. Foca-te em criar conteúdo útil, entregando valor para que não pense em mais ninguém, a não ser em ti, quando se aproximar da fase de decisão de compra.

@anamargarida.digital

Como realizar um

Plano de Negócios? Primeiro, deves passar para o papel a ideia de negócio, nome, ramo de atividade, tipo de produtos ou serviços, declaração de missão, visão geral, proposta de valor, etc. Este processo chama-se Sumário Executivo. Depois, é importante realizar uma Análise de Mercado quanto às marcas concorrentes, públicoalvo, fornecedores, oportunidades de negócios, etc; O Plano de Marketing ajuda a definir quais as estratégias de divulgação, comunicação, publicidade e Branding da tua marca. O Plano Operacional é o plano de trabalho, ou seja, nesta fase colocas em detalhe quais as estratégia que vais seguir para alcançares os objetivos. Os custos, despesas, previsão de vendas, resultados e retorno no investimento são determinados no Plano Financeiro. No final, deves realizar uma Análise Estratégica de forma a estares preparada para os desafios que possam surgir. Aprende mais com o Ebook AOTOK: www.empreendedorasaoleme.pt/elearning/

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Careca de procurar as palavras

?

certas Calma. Eu escrevo por ti.

Envia-me um email ou uma mensagem, e não arranques mais cabelos.

Content writer Copywriter

ana@anamargaridaalmeida.com

Ana Margarida Almeida

@anamargarida.digital


Marcas que Marcam

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Vera Gomes,

Super Coach do Cocó @supercoachcoco TEDx, livros, espaço, associações, podcasts e cocó. O que têm em comum? A Vera. Trabalha em Bruxelas, onde ajuda a enviar satélites para o espaço, mas é na Terra que se dedica a melhorar vidas. O trabalho como health advocate (a tradução mais sexy para a função talvez seja «ativista na área da saúde») começou há mais de 10 anos, algum tempo depois de descobrir que tinha uma doença inflamatória do intestino.

Optou por transformar o problema em solução. Como já tinha um blog, aproveitou a plataforma para nos revelar que tinha colite ulcerosa e dar a conhecer a doença. Escreveu o livro Con(Viver) com as Doenças Inflamatórias do Intestino um livro para doentes e não-doentes, que reúne partilhas pessoais (muitas hilariantes) sobre doença de Crohn e colite ulcerosa e, mais recentemente, criou um alter ego: um super-herói e coach… do cocó. O blog passou a ser propriedade da Super Coach do Cocó, que até já tem um podcast onde conta histórias de ir às lágrimas sobre grandes e pequenos assuntos ligados à doença.

Participou numa TEDx, em Antuérpia, com o título How to live with a taboo bigger than sex (Como viver com um tabu maior do que o sexo) onde, de fralda em punho, explicou em 12 minutos como é viver com uma doença inflamatória do intestino.

Em 2019, a Vera e um grupo de amigos fundaram a Associação Crohn/Colite Portugal. Aqui, executa um trabalho mais prático junto da comunidade de doentes. Promove a educação, a entreajuda e a integração destas pessoas numa sociedade pouco preparada para lidar com as suas dificuldades. O que mais estará a Vera a planear?


www.supercoachcoco.blogs.sapo.pt vera-gomes@sapo.pt @SuperCoachCoco

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Empreendedoras rumo ao sol

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Soa Raposo

@dterraevora

Dterra Évora Muito se fala agora sobre os benefícios dos Óleos Essenciais.Cada vez se ouvem mais histórias de transformação na vida de muitas pessoas. Uma delas é a da Sofia Raposo, que começou como utilizadora e, agora, aconselha inúmeras famílias pelo país fora. Entrevistámos a

contagiante e simpática Sofia, e ficámos encantadas com as mudanças de vida que realizou, tendo melhorado consideravelmente a sua saúde e a da sua família. Encontrou, até, o equilíbrio e a felicidade que faltavam.

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Quem és? Olá, eu sou a Sofia Raposo, tenho 40 anos, nasci na Madeira, vim para Évora para estudar e licenciei-me em Engenharia Agrícola. Depois surgiu o amor e acabei por ficar em Évora. Casei e tenho agora dois filhos. Uma menina com 12 e um menino com 10. Logo após ter terminado a licenciatura, comecei a trabalhar no ramo da distribuição alimentar onde trabalhei durante 14 anos. Apesar de não estar a trabalhar nessa área até gostava do que fazia. Contudo, era uma profissão extremamente exigente em termos de horários e era difícil conseguir conciliar a vida profissional com a vida pessoal. O que te fez mudar? O que me fez mudar, infelizmente ou felizmente, (porque os nossos problemas transformam-se sempre na nossa melhor prenda) foi por motivos de saúde. Em 2018, acabei por parar, primeiramente por um problema de coluna, no qual fuidiagnosticada com artrite reumatóide. Por ser portadora de uma doença auto-imune acabou por ser fisicamente impossível conciliar as funções que desempenhava na altura. Foi, então, que decidi sair e acabei por ir trabalhar com o meu marido, que trabalha por conta própria numa empresa que temos de consultoria agrícola. O que te fez procurar os óleos essenciais? Nós já somos utilizadores de óleos

essenciais há alguns anos. Começámos, principalmente, devido aos problemas respiratórios que o meu filho mais novo tinha. Ao longo dos anos, fui sempre acompanhada por algumas (agora) colegas do DoTerra, que sempre me diziam que devia fazer parte da equipa, pois era algo ligado à minha área de formação, que eu até estudava imenso, porque era algo que gostava e já fazia uma partilha natural com família e amigos. Adiei durante algum tempo porque a minha vida profissional tinha sido sempre agregada às vendas e aos objetivos, e sentia que não era mais para mim. Em 2018, quando vim para casa, de baixa, comecei a ter mais tempo e a fazer uma partilha mais organizada e dedicada, e foi aí que começou. Foi aí que sentiste que podias ajudar outras pessoas? Sim, falar sobre os benefícios dos óleos sempre foi uma partilha muito natural para mim devido à minha experiência pessoal. Nunca foi um discurso de vendas, mais sim algo que faço com paixão. É para mim bastante gratificante saber que uma pessoa que usou um óleo aconselhado por mim se sentiu muito melhor e voltou a contactar-me porque gostou do resultado. Deixa-me muito feliz poder ajudar outras pessoas a melhorar a sua qualidade de vida. Qual é o impacto pessoal a nível de saúde física e a nível espiritual

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que sentes que os óleos essenciais tiveram na tua vida? Em termos de impacto pessoal, a nível de saúde física e espiritual, sem dúvida que os óleos tiveram um impacto significante na minha vida. Como portadora de uma doença auto-imune os óleos têm sido uma mais-valia. Quer na causa da doença, quer nos sintomas. A nível espiritual também. Pois ajudou-me a encontrar um certo equilíbrio a todos os níveis. A quem recomendarias a utilização de óleos essenciais e o que aconselharias? Recomendo a todas as pessoas. O meu conselho, de um modo geral, é que procurem óleos essenciais de marcas certificadas, que tenham a certeza do produto que estão a utilizar, da testagem que foi feita. Procurem um especialista que seja uma autoridade no assunto e possa acompanhar de forma segura e eficiente.

O que te deixa mais feliz a nível profissional? O que me deixa feliz, em termos profissionais, além de poder ajudar outras pessoas, é o facto de estar a trabalhar num negócio que é meu, que é auto-sustentável, onde posso fazer a gestão do meu tempo, onde sou eu que decido como é o meu dia-a-dia. É uma liberdade total poder fazer algo de que gosto e ter tempo para a minha família. Qual é o teu fator de diferenciação? É, sem dúvida, o acompanhamento que dou. Eu costumo dizer aos meus clientes, quem compra um kit leva-me a mim. Há uma formação continua, é necessário perceber quais são as várias necessidades que a família tem, adaptar os óleos a todos os membros da família. Os óleos essenciais não são apenas para quando alguém está doente, servem para o nosso bemestar no dia-a-dia.

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Fotografia

Priscila Domingos @prisciladphoto wwww.priscilad.com

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Cláudia Oliveira A Mulher que Ama Livros Falámos com a Claúdia Oliveira, que decidiu transformar a sua paixão por livros em negócio. A Mulher que Ama Livros, como é conhecida na comunidade de bookstagram portuguesa tem, agora, uma livraria online De onde vem a tua paixão pelos livros? Começou com os blogs, há muitos anos. Quando escrevia, já falava sobre o que lia, e conforme foi aumentando o interesse das pessoas, fui criando mais conteúdo sobre literatura.

de desafios. Acho que as pessoas se sentem muito mais motivadas quando são desafiadas. Eu mesma sinto isso. Comecei a fazê-los para mim e as pessoas começaram a querer participar naturalmente. Lembras-te de algum desses desafios em particular? Queria ter um componente diferenciador. Não queria só falar da minha leitura. Comecei, então, com uma tag chamada 12 livros para , que é um vídeo muito antigo

@amulherqueamalivros

Tens também um canal no YouTube. Como surgiu a ideia? Descobri o conceito de Booktube no Brasil. Achei o formato de vídeo muito interessante e agreguei o blog ao canal. Não tinha nenhum objetivo específico. Só gostava de ler e queria encontrar outros leitores. Os meus amigos da altura não eram muito leitores, nem a minha família. E, de repente, tinhas criado uma comunidade... Comecei a ver o interesse por parte das pessoas e, como gosto de criar formas de incentivar a leitura, dediquei-me a isso. Não se trata de promover um género literário específico, mas de promover a leitura. A forma mais interessante que encontrei de o fazer foi através

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em que desafiava a escolher um livro por mês para o ano seguinte. Nessa altura, o canal cresceu bastante e o pessoal do Brasil a aderiu muito. Hoje, já ninguém sabe quem criou aquela tag e isso é muito giro. Quando percebeste que poderias começar a monetizar o teu projeto? Algumas pessoas que me conhecem, e que valorizam a minha opinião são, também, escritoras. Então, comecei a fazer leituras beta. A pessoa escreve uma obra e quer uma opinião minha, ou apenas de alguém distante, que não conheça e possa ajudar. O canal do YouTube também é uma fonte de receita, por causa da publicidade, criei um curso de organização com bullet journal e, agora, a livraria. Queremos saber mais sobre a tua livraria. É um sonho concretizado? Acho que a maior parte dos leitores tem aquele sonho de ter a sua livraria com o cafezinho. Eu também queria, mas nunca tinha pensado nisso a sério. Há uns tempos, andava infeliz com o meu emprego. E, já que gosto tanto de livros, fazia todo o sentido fazer disso a minha profissão principal e pensei tenho de apostar neste sonho de ir atrás daquilo que eu quero . Durante a quarentena, questionei-me muito: e se eu morrer amanhã, o que é que eu fiz pelos meus sonhos? Vou continuar o resto da vida sentada na secretária a trabalhar para outros? Ser mãe também teve peso nesta decisão.

Quero que os meus filhos olhem para mim e pensem que é bom correr atrás dos seus sonhos, sem medo. E porquê uma livraria online, se o sonho passa pela loja física com o cafezinho, como disseste? Com a pandemia, estava a ser muito difícil a deslocação entre concelhos, depois marcava reuniões com as pessoas e elas acabavam por não poder aparecer, também. A verdade é que se eu tivesse aberto, a esta hora, estava fechada. Não conseguiria manter o negócio. Preferi esperar e abrir online, já que o online está tão forte. Até foi alguém no Instagram que me deu a ideia, depois de eu ter manifestado interesse em abrir uma livraria

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Mas uma livraria online terá outros desafios associados, certo? Tinha de ter uma coisa diferente. Ter mais uma livraria online… eu nunca ia conseguir combater os preços das livrarias grandes. As grandes têm uma margem de lucro enorme, que eu não poderia ter. Como te diferencias, então? A maior parte das pessoas que compram na minha livraria são pessoas que já conhecem a minha história há muito tempo, ou já se identificaram comigo de alguma forma. Tenho dois produtos que não existem nesses negócios maiores: a Caixa Literária do mês, em que o livro do mês é escolhido por mim, de acordo com os meus gostos e os da pessoa, e têm acesso a clube do livro onde conversamos todos; e a caixa Deu Match, em que faço um inquérito sobre os gostos da pessoa e escolho o livro só para ela, que vai dar uma nota de 1 a 10 para ver se deu mesmo match com o livro que enviei. O atendimento é completamente personalizado e tudo o que envio tem um propósito específico.

que tenho para fazer, portanto, está tudo certo. E correu sempre bem? Não. Já correu mal e não foi assim há tanto tempo.Na quarentena do ano passado, com vírus desconhecido e todo o medo instalado, dei por mim com 4 miúdos em casa. Queria fazer as minhas coisas, mas era impossível. Como gerir isso tudo? O que faço é parar. Paro, deprimo, choro, converso muito com o meu marido, que me dá muito apoio, e a literatura ajuda sempre. É um dos maiores pilares para lidar com quase tudo. Sejam perdas ou problemas, é o que mais me ajuda a manter a sanidade mental. Tens um sonho? Nada traçado.Apenas a minha livraria, que quero transformar numa loja física. Gostava mesmo de largar o meu emprego para me dedicar a 100% aos livros.

Com 4 filhos, marido, casa, trabalho, canal no YouTube, bookstagram, leituras beta e livraria... como consegues ter tempo para respirar? (Risos). É uma aprendizagem. Tudo uma questão de experiência e de priorizar bastante o que quero. Tenho uma vida muito simples, não tenho de fazer escolhas difíceis, não tenho uma vida social assim espetacular (e nem queria) e sou muito organizada com o meu tempo. Estou sempre a antecipar o

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empreendedorasaoleme.pt

às capitãs

do seu próprio

destino

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#marketingdigital

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Bárbara Bação Mentora de Empreendedoras Digitais

Outrora, a maluquinha dos Game Boy e das tecnologias. Hoje, umas das mais generosas profissionais que vais encontrar no digital. Odiou aprender código na faculdade, mas mal sabia o jeito que lhe ia dar mais tarde, quando criou o blog que mantém até hoje. Achava a Bárbara que queria ser jornalista, o que a levou a licenciar-se em Comunicação Social. Ainda a estudar, conseguiu um estágio na Microsoft, onde não fazia trabalho de jornalista, mas de edição e curadoria de conteúdos. E foi na Microsoft que teve o primeiro contacto profissional com redes sociais. Anos mais tarde, quando mudou de emprego, foi apanhada pela transição das revistas impressas para o

digital. Começou a publicar um artigo por mês na plataforma onde trabalhava. O que escrevia disparava em visualizações e, diz a Bárbara, que era por se tratarem de artigos muito direcionados para mulheres (já se notava a vocação, ela está só a ser modesta, uma das suas qualidades). «Tu, aqui, não podes dar a tua opinião. Mas podias criar algo teu», diziam-lhe, e, juntando-se a fome à vontade de comer, criou o blog, em 2013. «Era pavoroso. Tinha gatinhos!», confessa entre risos. O que começou por brincadeira acabou por crescer e tornar-se rentável. Aliás, «o blog abriu

as portas para os meus dois empregos seguintes».

Os primeiros passos Há cerca de 3 anos, lançou, com uma amiga de longa data, um projeto para ajudar outros bloggers. «Víamos as pessoas a fazer as coisas horríveis que nós também tínhamos feito, e queríamos ajudá-las a não cair nas mesmas asneiras». Chamava-se Criar um Blog e era um serviço de acompanhamento (os primórdios dos serviços de consultoria que presta hoje).

No entanto, avizinhavam-se tempos conturbados. A Bárbara e a amiga foram, cada uma, para seu lado, mudou de casa várias vezes, trocou de emprego, o escritório era muito longe, «não tinha vida e andava sempre de um lado para o outro». Com tanto reboliço, o projeto mantinhase, mas muito discreto e sem grande evolução.

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De 2019 para 2020, já com a sua casa comprada e a vida menos caótica, passou a comunicar mais o que fazia e pensou «vamos fazer disto um side job simpático». Sabes o que lhe aconteceu? O mesmo que a ti: a pandemia.

«Tinha lançado o site oficial em Fevereiro e estava agora fechada em casa. Deixei de posicionar-me como influencer e passei a posicionar-me como alguém que gosta de Marketing Digital e que quer ajudar. Quem não tinha percebido que o Marketing Digital era o futuro, viu-se obrigado a perceber».

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Nada foi premeditado e apenas planeava uma evolução lenta do negócio, sem grandes alaridos. «Quando olhei para as minhas resoluções de ano novo, ri-me. Ri-me e pensei “ó, Bárbara, tu sonhas tão baixo”». Ultrapassva, largamente, os objetivos que tinha traçado (aquilo da modéstia, que mencionámos acima). As inseguranças e a sensação de se estar muito aquém do trabalho dos outros parecem ser transversais às empreendedoras. «Penso sempre que existe alguém melhor do que eu, e “quem és tu para lançar um ebook?”, etc. Depois, dão-me rasgos e decido no próprio dia. Acho sempre que vai ser um fiasco. Só que, se a Microsoft, a Apple, a Amazon, os maiores do mundo, lançaram produtos que foram um fiasco, quem sou eu para agora achar que vai estar tudo a olhar para mim e a apontar-me o dedo?». O negócio da Bárbara continuou a crescer e estava na hora de assumir o seu projeto pessoal a 100%. Não foi uma decisão fácil. O medo de ficar sem uma fonte de rendimento estável era grande. Mas conseguiu (yeah!). Sempre foi muito de estudar, trabalhar e poupar. Abdicava dos cafés com as amigas e das saídas à noite porque tinha as prioridades bem definidas. Admite, porém, que foi duro. Não pelo solitário que é o caminho do empreendedorismo, mas

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porque foi percebendo que as suas prioridades não eram compatíveis com algumas amizades de uma vida inteira. Tem um núcleo de amigos que mantém o mais próximo que o tempo lhe permite, mas foi-se libertando de muita gente que nada lhe acrescentava. «Não preciso de amizades que cobram. Preciso de amizades que compreendem». Muito honesta nas suas consultorias, deixa bem claro, desde o início, que não garante resultados. É a cruz que os profissionais mais conhecidos carregam: quanto maior a visibilidade e a autoridade, mais as pessoas se convencem de que, com aquela pessoa, os resultados são garantidos. «Dou toda a informação do mundo, mas, se a pessoa não puser em prática, não haverá resultados». O que a apaixona verdadeiramente é desbloquear as pessoas para a realidade das redes sociais e para a Internet, até porque «se tens um negócio, precisas de um site». Muitas vezes, o posicionamento das pessoas acaba por mudar completamente durante as consultorias, inclusive. Nunca se sentiu com tanta força como agora e percebeu que a pandemia lhe trouxe um maior entendimento do que são as suas competências. «Descobri uma capacidade de empreender e de entrega que não sabia que tinha. Trabalhadora, sempre fui. Mas isto...isto, eu não sabia».

Dica da especialista Não queiras agradar a toda a gente. As pessoas que mais crescem são as que não têm medo de se afirmar para um nicho muito específico. E, quando precisares de parar, para.

ola@barbarabacao.pt @barbarabacao @BarbaraBacao www.barbarabacao.pt

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#designgráfico

Foto: Margarida Coelho criadora de conteúdos visuais

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“Já não consigo viver sem Design.”

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Tânia Amaral

Designer Gráfico | Gestora de Redes Sociais

Adora cozinhar, dar longos passeios na bicicleta e é viciada em crossfit. Mas, do que gostava mesmo, era de ser nómada digital, para poder viajar enquanto trabalha na sua área de paixão, que é o branding.

O Percurso da Tânia Não soube o que queria ser até aos 27 anos, altura em que foi para a faculdade estudar design gráfico. Vibra com tudo o que tenha que ver com estética, arquitetura, minimalismo e cor, pelo que, rapidamente, percebeu que estaria no sítio certo. Emigrou, mais tarde, para Inglaterra, onde ganhou experiência profissional na área. Mas não sem antes ter passado por lojas de roupa e pizarias. Ainda no Reino Unido, tirou um mestrado ligado a tecnologia web e mobile. Foi aprofundando os seus conhecimentos web, mas não conseguia viver sem design. E não se via a programar o dia todo. A empreendedora multipotencial podia dar as voltas que quisesse. Era o design que lhe corria nas veias. Enquanto trabalhou para outros, embora reconheça que aprendeu muito, era tudo para ontem e sentia que não entregava o melhor de si. A pressa é inimiga da perfeição, já sabemos.

E a Tânia foi sentindo um desencanto crescente.

«Aprendes a trabalhar rápido e a deixar o perfecionismo de lado, mas já não era feliz». Cresceu com as crenças limitantes que a maior parte de nós conhece — «arranja um trabalho; fica lá para sempre; trabalha por conta de outrem porque é mais seguro», etc. Hoje, considera que devemos rodear-nos de pessoas livres e diferentes, que nos possam enriquecer com as suas perspetivas. «Eu olho, por exemplo, para o meu pai que, com 60 anos, perdeu a saúde. Trabalhou toda a vida como um louco e para quê? Não quero isso para mim...». Identifica nas pessoas a vontade de fazer acontecer, mas nem sempre existe o espírito de sacrifício necessário, porque não queremos abdicar de alguns pequenos luxos. «Não tenho, e nem preciso, de um carro novo. Desloco-me de bicicleta sempre que possível, senão,

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vou de transportes. Voltei para Portugal, onde tinha o meu apartamento, e arrendei um quarto cá de casa. E, estes, são pequenos confortos de que as pessoas não querem abdicar». Não sentia amor pelos projetos e era só o dinheiro que contava, quando trabalhava para terceiros. Estava decidida. Ia criar o seu negócio. Já chegava de trabalhar para os outros, de tirar férias de acordo com o que a chefia e os colegas lhe permitiam. Basta de não ter tempo para entregar o melhor trabalho possível. «Juntando tudo o

que sei, eu consigo ajudar a construir negócios e a dar-lhes alma através da criatividade e das cores (adoro cores, aliás), e encontrar conceitos. Acredito que é nisso que sou boa». Eis que o Pukka Studio vê a luz do dia.

Hoje, sente-se muito mais feliz e realizada trabalhando por conta própria. Sente-se mal, às vezes, porque há dias em que não trabalha. Mas prioriza o descanso e admite que, depois de uma pausa, regressa com muito mais força. «Ainda

estou a aprender a não me sentir tão culpada. Gosto de ter tempo para mim. De me dedicar a mim». O que custa, diz a Tânia, é acreditar. É preciso acreditar, mas também é preciso trabalhar. Só que o acreditar é um pouco frágil, e há dias em

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que lhe apetece largar tudo e «ir enfiar as mãos na terra e plantar batatas!». Que outros sonhos tem a CEO do Pukka Studio? Nos planos, está viajar 2 meses para a Tailândia, não pondo de parte a opção de trabalhar enquanto viaja. Quer, um dia, ter uma marca. Não sabe de quê, mas sente que é o caminho a seguir, paralelo ao estúdio de design.

Dica da especialista Começa a trabalhar para amigos. Desenvolve projetos fictícios, de que gostarias de fazer parte, para mostrares o teu trabalho e do que és capaz. Não tenhas medo de mostrar e não te compares. Há sempre alguém que vai gostar do que fazes. E, por favor, nunca trabalhes à borla.

Portefólio

tania@pukkastudio.pt @pukkastudio.pt @pukkastudio.pt www.pukkastudio.pt

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#expertempinterest|consultoria

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Vera Ferreira

Assistente Virtual | Especialista em Pinterest | VAmosclub

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Quem tem medo, compra um cão. Não sabemos se a Vera tem um cão, mas medo, não tem de certeza. Acima de tudo, não tem medo de partilhar. É extremamente generosa com a sua comunidade digital (diríamos, até, que a sua generosidade ultrapassa largamente o digital), e é com quem deves falar caso sejas, ou pretendas vir a ser, assistente virtual. Estudou Enfermagem, profissão que exerceu em Portugal e, depois, em Inglaterra, país que a acolhe há uns anos. Nunca teve uma ambição específica como os restantes amigos, que tinham objetivos profissionais muito claros. Multifacetada, debateuse com duríssimos conflitos internos até descobrir o que a fazia (realmente) feliz.

Um dia, enquanto passava férias em Portugal, numa das suas viagens pelo Google descobriu a assistência virtual e deu-lhe o clique: sabia que tinha descoberto o que queria fazer. A liberdade que a assistência virtual lhe dava, não só horária (e que lhe permitia aproveitar mais e melhor o tempo com o filho, que ainda era bebé) e a flexibilidade da profissão foram a chave para a Vera querer aprofundar o assunto. Hoje, é assistente virtual e atua como Pinterest Manager, mas, cansando-se dessa rede social (que adora) pode mudar, e a alteração não se revelará drástica.

Assistência Virtual Foi uma questão de meses até abandonar a Enfermagem e dedicar-se a tempo inteiro à assistência virtual, que começou ainda enquanto enfermeira. Mas vamos por partes. Trabalhava como enfermeira, mas saltava de entidade em entidade, de especialidade em especialidade, porque se fartava facilmente dos sítios onde trabalhava. Nas palavras da empreendedora, «sentiame miserável», e acrescenta «não queria ir trabalhar de manhã e os domingos eram horríveis» (identificas-te, Magnânima?).

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Percebeu, também, que o medo de partilhar informação aqui em Portugal era enorme e que pouco se sabia sobre a profissão. Deparando-se com a escassez de ajuda e de conhecimento, decidiu criar o primeiro grupo (a sério) de assistentes virtuais em Portugal. Tenta desmistificar algumas ideias pré-concebidas (e erradas) da assistência virtual e partilha tudo o que aprendeu sobre o que é ser assistente virtual. Não, isto não é só para mulheres. Não, não se aplica somente a tarefas administrativas. E não, a concorrência não é um problema. Pelo contrário, a Vera promove a colaboração entre colegas de profissão e descarta o conceito de concorrência.

«Aliás, foi assim que a comunidade chegou onde chegou. Conheci pessoas que fazem o mesmo que eu, com quem uni esforços e, hoje, temos o VAmos Club, que é uma membership para assistentes virtuais. Se não tivesse sido assim, sozinha nunca teria conseguido chegar onde estou hoje». Lidava muito mal com o erro e com a rejeição, mas começou a aprender técnicas para melhorar esse lado e, agora, gere muito melhor as suas emoções. «A mudança de mentalidade é muito importante e acho que é por isso que muita gente desiste

tão cedo dos seus negócios. Não conseguem perceber como reagir e ultrapassar os primeiros obstáculos. Falo muito em mindset nos meus cursos por este motivo. A membership do VAmos Club tem, inclusive, alguns dias reservados para saúde e bemestar». Se pudesse recomendar um livro, seria o Mindset, de Carol Dweck — «foi o primeiro livro que li sobre o assunto e que mudou completamente a minha forma de ver as coisas». A empreendedora faz notar, ainda, que «é essencial ter

um grupo de pessoas com quem possas falar sobre os teus medos, os teus erros, aprender com quem já fez e ajudar quem está a começar; é para isto que a comunidade foi criada, para que alguém te dê um pontapé no rabo quando começas a desmotivar no terceiro ou quarto mês do teu projeto». Mas pensas que a Vera ficou por aqui? Claro que não. Criou o podcast Ser Virtual, que associou ao seu canal no YouTube (reciclagem de material, Magnânima!). «O podcast surgiu com o objetivo de mostrar que pessoas reais, com os mesmos problemas que eu e tu temos, e que tiveram os mesmos obstáculos, foram capazes de os ultrapassar. E, se os outros conseguiram, tu não vais conseguir porquê?».

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E nós, na MAGnânima, não podíamos estar mais de acordo.

info@vamosclub.pt @vamosclub.pt @equipavamos

Dica da especialista

www.vamosclub.pt

Antes de começares o que quer que seja, investe no teu mindset e constrói uma mentalidade forte, porque essa é a base. Aqui, podes procurar grupos no Facebook para encontrares pessoas que te inspirem. Vê séries, lê livros, e fortalece a tua mentalidade. Depois, procura formação que te acrescente valor, mas investe apenas em pessoas com quem te identifiques e tenta falar com quem já fez essas formações.

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#fotografia&videografia

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Luiza Soares Fotógrafa | Videógrafa

Comunicação artística Luísa na certidão de nascimento, mas Lu desde pequenina, e é assim que gosta de ser chamada, esta doce e determinada empreendedora. É portuguesa, mas viveu a maior parte da sua vida no Brasil e, em boa verdade, o que conhecia de Portugal eram as histórias que os pais contavam. Sempre quis regressar ao país onde nasceu e, em 2018, a Lu estava de volta. Desde cedo, soube que o seu futuro passaria pela comunicação artística e que o vídeo seria o formato de eleição. Tinha várias hipóteses, entre elas, o Jornalismo ou o Cinema. Só que Jornalismo, o pai não deixou. E estudar Cinema no Brasil era muito caro. Acabou por ingressar num curso algo recente no país (cerca de 10 anos), de Comunicação e Multimeios, onde teve o primeiro contacto com redes sociais, meios digitais e

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“Os negócios precisam de uma boa comunicação visual.”

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audiovisual. Foi em São Paulo que concluiu o curso, mas conseguiu uma bolsa de estudos e foi em Nova Iorque que se especializou em Cinema e Audiovisual (uau, Lu!). Começaram os estágios e os primeiros empregos na área, onde recorda com carinho todas as equipas com quem trabalhou e com quem aprendeu tanto. Passou por agências de publicidade, desempenhou funções de Assistente de Realização e até passou pelo departamento de Marketing de uma escola. Quando chegou a Portugal vinha aterrorizada com a possibilidade de não conseguir trabalho. Pouco se falava em vídeo ou em digital. Em vez de desesperar, a Lu encarou os obstáculos como oportunidades. Quando deu por si, estava a trabalhar para uma clínica de estética e cirurgia plástica. Descobriu, assim, o seu nicho do coração: pequenos negócios e empreendedores. «O tipo de comunicação é de consumo e produção mais lentos, tudo com mais calma, e podes ser criativa, mas com um objetivo», explica. Magnânima, queremos lembrar-te que a Lu não tinha cá ninguém, à exceção do marido. Nada de familiares e amigos. Construiu todas as relações do zero, e agradece aos meios digitais por isso — «consegui as minhas primeiras clientes e, depois, o boca-aboca ajudou muito. Já tinha redes sociais e já tinha website

e, após o meu último emprego aqui em Portugal ter corrido menos bem, decidi andar com as minhas próprias pernas». O digital parece ter sido a sombra da Lu desde sempre. Salienta que é uma oportunidade enorme de dar voz a muita gente, embora reconheça que, facilmente, possamos sentir-nos sobrecarregadas pelas redes sociais e que há muita luta por atenção nos meios digitais. Talvez por isso note que a qualidade dos conteúdos tende a cair, nalguns casos. No entanto recorda que, antigamente, era muito mais caro dares-te a conhecer, uma vez que os custos inerentes à publicidade eram muito superiores aos custos de um negócio digital. Então, a Lu prefere focar-se no lado bom do digital, que é o de conhecer pessoas, criar laços, divulgar o seu trabalho e partilhar conhecimentos. Instituiu, então, a janela temporal de 2 meses. Ou o negócio funcionava, ou pegava no marido e regressavam para o Brasil, onde tinha um bom trabalho, bem remunerado e onde já tinham uma vida organizada.

«As pessoas perguntavam se não queria fazer casamentos. Nada contra, mas não é aquilo que quero mesmo. O que quero, é trabalhar com pequenos negócios. Embora me dissessem que não ia encontrar trabalho, não desisti».

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Trabalha com vídeo há 7 anos e, mais recentemente, dedicou-se à fotografia, formato pelo qual está completamente apaixonada e acaba por ser, ainda, um pouco novidade para si. Quem trabalha com a Lu, já sabe: ela faz acontecer. Se precisares dela no Alto Minho, ela vai. Se a sessão é em Faro, está a bater à tua porta no dia seguinte (desde que tenha um lugarzinho na agenda, claro). Alentejo? A caminho.

a fotografar ou a filmar; e quer o seu estúdio de 23m2 (que há de conseguir, um dia).

Dica da especialista Dá a cara logo no início, da forma que der. Somos o nosso maior diferencial, por isso, esquece a vergonha.

luiza@lusoares.com @lufilmmaker

Sonhos para o futuro? Claro que sim! Tem um mestrado à sua espera, por causa da pandemia, e que gostava de concluir; quer conhecer Portugal de lés-a-lés, sempre

@lusoaresphotoevideo www.lusoares.com

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#finanças

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Márcia Monteiro Fundadora da Mindfulmoney

A Márcia fugiu da prisão. E ainda bem, porque pudemos conhecer esta empreendedora descontraída e sorridente, que trata as finanças pessoais por tu. Engenheira industrial de formação e profissão, continua a trabalhar por conta de outrem na sua área, de onde retira a maior fatia do seu rendimento. Pertence à Comissão Executiva da Associação Portuguesa de Gestão Industrial e ainda tem tempo para o seu próprio negócio (ufa!). Formou-se, conseguiu um bom trabalho e um bom ordenado, mas pensar que a vida seria assim, para sempre, provocou uma imensa claustrofobia na nossa empreendedora. Trabalhar para os outros toda a vida? Com horários impostos por terceiros? Foi por isso que fugiu da prisão e decidiu eliminar esta claustrofobia. Como? Criando a Mindful Money.

Osseu conselhos dapor Catarina sobre O interesse finanças pessoais Temos aqui a premissa, mas como surgiu o interesse por finanças pessoais?

financeira, e outros conceitos que tais, mais se aproximava da conclusão:

Com certeza, identificar-te-ás: «IRS? O que é isso? Sou eu que tenho de o fazer? Como se faz? Marcar as minhas primeiras férias sozinha? Ter contas para pagar e conseguir poupar?». Momento EURECA!: «Andei 12 anos na escola, mais a licenciatura, mais o mestrado, e ninguém me ensinou a interpretar um contrato de trabalho ou a fazer um orçamento. “Sou uma ignorante funcional”, pensei eu».

«este é o caminho». Tinha um blog onde partilhava um pouco da sua jornada enquanto aprendiz e entusiasta de diversos temas que foi introduzindo na sua vida, como alimentação saudável e exercício, gestão de ansiedade, entre outros. Claro que as finanças começaram também a ser um dos assuntos abordados, ainda que sem qualquer intuito de monetizar o blog.

Pesquisou e, quanto mais aprendia sobre independência

Motivada pelas questões frequentes que lhe iam

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colocando, criou um workshop de finanças pessoais, mas rapidamente percebeu que o formato não iria ao encontro das necessidades das pessoas. Era preciso mais do que um dia e era fulcral investir tempo na aplicação dos conceitos. Assim, nasceu o seu curso online, onde disponibiliza os módulos aos poucos, para que os alunos possam aplicar as aprendizagens com tempo. Vendeu cerca de 15 cursos no seu primeiro lançamento (parabéns, Márcia!). Porém, não investe tanto tempo quanto gostaria no perfil de Instagram da Mindful Money. «Às vezes, penso

que se não tenho conteúdo de valor para entregar, então, não vale a pena. Só que basta aparecer nas stories e partilhar alguma coisa do meu dia para manter o perfil vivo», admite. Contounos, inclusive, que o seu segundo lançamento teve resultados menos bons porque não se dedicou como deveria ao processo, e só vendeu 2 ou 3 cursos, já que não tinha cultivado a audiência. Por falar em prioridades, eis algumas reflexões para ti, empreendedora, quando terminares de ler este artigo. Diz-nos a Márcia que «a forma como gastamos o nosso dinheiro revela as nossas prioridades e o que estamos a valorizar no momento. Uma pessoa que poupa está preocupada com o seu eu do

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futuro. Uma pessoa que gasta tudo, sem plano, não está a valorizar o seu eu do futuro.» Quando começou a trabalhar, gastava dinheiro em coisas que considera, hoje, um pouco supérfluas. «Como tinha a frustração de passar muitas horas no trabalho, gastava bastante em spas e salões de cabeleireiro, por exemplo. Não foi errado, fez falta. Só que, agora, percebo o quão importante teria sido planear isso.» E acrescenta: «hoje, orçamento determinados gastos que, se os fizer, tudo bem; se não os fizer, é um extra naquele mês».

respondeu, entre risos, que «as pessoas querem ir para o céu sem ter de morrer». Traduzindo, queremos resultados sem ter trabalho. E todas sabemos que a dedicação dá muito trabalho, não é, Magnânima?

Organizar finanças é um hábito que se cria, «não é imediato», ensina-nos.

«O problema é a mentalidade. Não temos educação financeira no nosso ensino e chegamos à vida adulta iletrados financeiramente. Crescemos com muitas crenças limitantes e muita gente continua a acreditar que um aumento significa um carro melhor ou uma casa maior ou umas férias mais luxuosas.» Frequentemente, comentam consigo que estão a pensar vender o carro e questionam se é a melhor opção. «Ora, se não sabes quanto gastas com o carro, como poderás saber se deves trocá-lo ou não?». Perguntámos o que poderia isto significar, ao que nos

Dica da especialista Dica da especialista: Fazer e errar permite-te corrigir e melhorar. Ser perfecionista é perder tempo e oportunidades.

mindfulmoney.marcia@gmail.com @mindfulmoney.marcia @mindfulmoney.marcia www.mindfulmoney.pt

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#podcaster

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FEMINA

Vanessa Augusto

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Não é só a voz (absolutamente maravilhosa) de rádio. Não é só a doçura e a simpatia. O que vai conquistar-te, é a sensibilidade da Vanessa. E esta sensibilidade, que pedimos que não confundas com fragilidade, serviu de alicerce para o FEMINA. Jornalista freelancer e formadora, foi durante a licenciatura em Ciências da Comunicação que percebeu:

«queria trabalhar a cultura e usar a voz para algo que fosse útil e que fizesse a diferença na minha vida e na dos outros». Foi a primeira estagiária da Antena 3, em 2010, onde acabou por ficar nos 10 anos seguintes. Durante este período, aproveitou para investir na sua formação, e foi isso que a ajudou a perceber que queria mesmo continuar a trabalhar na área da cultura. O podcast surge no seguimento de tudo o que é, da sua formação, mas muito da vontade de se compreender melhor enquanto mulher e ser humano. «Queria

compreender os mecanismos que fazem das mulheres artistas o que elas são, o que está por trás do produto que apresenta enquanto artista, as suas ferramentas de empoderamento. E perceber isso para me perceber a mim também».

Preocupa-a que «se não damos conta de algumas coisas, mesmo profissionalmente, é porque estamos muito habituadas a que elas aconteçam, e já as incluímos como parte daquilo que é aceitável». Não duvida, aliás, que todas as mulheres artistas do nosso país já tenham passado por momentos destes e que vemos, muitas vezes, a nossa intuição magoada, mas que nada fazemos. Apesar de tudo, a Vanessa sente que já começamos a não permitir o desrespeito e o abuso de poder. E foi através do podcast que se aproximou desta visão mais empoderadora da mulher. «Tem sido maravilhoso ver que o empoderamento pessoal vem, precisamente, de aceitarmos o que é bom para nós e recusar o que não é bom. Aceitando o que é bom, crescemos na mesma. Não tem de passar por sofrer abuso. Continuamos criativamente a evoluir e a crescer, mas com uma dose de amor próprio muito maior, porque seguimos a nossa intuição, e porque nos acarinhamos neste sentido». Mais do que dar voz a quem tem menos expressão nos palcos do país, a Vanessa descreve a experiência da conversa no podcast como uma conexão, uma espécie de cura comum que chega, também, a quem ouve. E, assim, nasce e cresce uma comunidade de gente ligada por sentimentos bem mais

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profundos do que somente o reconhecimento do poder da mulher ou da artista. É uma ode à força, à sensibilidade, à vulnerabilidade. Conta que uma das mais importantes aprendizagens que adquiriu no seu percurso foi que «crescemos a acreditar no que nos dizem, mas nós é que construímos a nossa narrativa.» E acrescenta:

«temos uma missão muito maior do que aquela que aparentamos nas redes sociais e essa consciência é maravilhosa. Interessamme estas histórias. Interessa-me perceber como uma mulher consegue perceber-se a si mesma, ao ponto de saber o que é melhor para si».

Usa a intuição a seu favor e é assim que seleciona as convidadas do FEMINA. Nunca se sentiu insegura, descontextualizada, ou com excesso de sensibilidade, embora acredite que os outros a vissem assim.

«Mas a minha opinião é que interessa. A forma como eu uso essa minha característica para o meu próprio empoderamento é que importa».

Já agora, o nome FEMINA veio de um disco que o Legendary Tigerman editou há uns anos, só com colaborações femininas. Para além de ser um disco de que gosta muito, toda a envolvência ia ao encontro

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daquilo que queria para o projeto. Ah!, e, ainda por cima, o Legendary Tigerman foi impecável e cedeu o nome para o podcast da nossa empreendedora. Mas, e flops? O que correu menos bem e teria feito diferente? «Houve alguma ingenuidade da minha parte no início do meu percurso profissional. Não compreendia bem a diferença entre ingenuidade e vulnerabilidade. Agora, acho que me defendi pouco e, com isso, houve excesso de confiança e abusos de poder. Foi o meu flop generalizado, mas foi o melhor que soube fazer, na altura». Acreditava mais depressa em si mesma, também, porque percebeu que não precisamos dos outros para fazer acontecer o que quer que seja. «No meu

caso, achava que não tinha competências para. Mas, se és a pessoa mais competente da sala, se calhar, tens. Tive de reeducar-me nesse sentido e este projeto serve para me cumprir». O FEMINA não tem patrocínios nem

financiamentos. Existe desde Fevereiro do ano passado, mas foi em Março deste ano que decidiu levar o projeto mais a sério no sentido de o comunicar através de outros meios. «Antes de criar o perfil no Instagram, não tinha acesso a dados e abdiquei de informação importante, o que foi um erro. Desde que criei o perfil e mudei a plataforma para um site independente, e desde a introdução do merchandising, o projeto cresceu mais em 3 ou 4 meses do que num ano inteiro». Abandonou a rádio, entretanto. Terá sido difícil, a decisão? «Quando não te identificas com o que estás a fazer. Quando deixas de ter saúde mental. Quando deixas de ter felicidade. Quando não te queres sequer levantar, acho que a tua decisão deixa de ser difícil. Quando te escolhes a ti e percebes o que tens de fazer para te cumprir, escutas a tua intuição, e esta é a grande forma de empoderamento a que me refiro». Não que se tenha desapaixonado do que fazia. «Se calhar, só me apaixonei mais por mim»

feminapodcast@gmail.com @femina_podcast https://open.spotify.com/show/ 38YiT4uB6vPp9YwSwbp8oU

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“Feliz quem não exige da vida mais do que ela espontaneamente lhe dá, guiando-se pelo instinto dos gatos, que buscam o sol quando há sol.”

Fernando Pessoa

Margarida Coelho - Criadora de Conteúdos Visuais

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Life Style Locais, produtos e serviços

que te ficam bem

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B Cafe´

@bcafeoeiras

Pastelaria em Oeiras Tradutora de formação, deixou as Letras de lado e fez uma pós-graduação em Gastronomia e um curso de Confeitaria. Era professora de culinária no Brasil e já trabalhava com pastelaria, embora não tivesse uma loja física, que era o seu sonho. Só que abrir uma loja no Brasil revelava-se muito difícil e caro, além de que a segurança deixava muito a desejar. Decidiu vir a Portugal para perceber se se adaptaria. Acabou por decidir instalarse por cá e vendeu tudo o que tinha no Brasil. Chegou em Fevereiro de 2019, deu aulas de culinária numa escola em Lisboa e, em Agosto do mesmo ano, o sonho começou: abriu o b Café. Por ter frequentado uma capacitação para empreendedores, ainda no Brasil, sabia que tinha bases para gerir um negócio e decidiu arriscar. Reconhece, contudo, que a maior dificuldade que sentiu foi a burocracia: tinha de encontrar um contabilista, tinha de tratar de assuntos na segurança social, tinha o IVA, o IRC e uma série de outras coisas . No b Café, começou por confecionar bolos e tartes que já fazia no Brasil, criou uma ementa diferente, com pastelaria brasileira, mas também internacional. No espaço da Renata, poderás encontrar pão de mel, brigadeiro e pães de queijo acabados de fazer, que

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comes ainda quentinhos (não desmaies, por favor, lê até ao fim). Mas também há cheesecake, pastel de nata feito pela própria Renata e o mais procurado no b café: o red velvet (OK, já podes desmaiar). Em Portugal, conheceu a Iara, o seu braço direito - e, pelo que nos contou, braço esquerdo, pernas, coluna, tudo. A Iara aprendeu tudo o que a Renata tinha para ensinar e, nalgumas coisas, parece que já supera a mestre (consta que os queques da Iara são de comer e chorar por mais). A resposta do público foi excelente e o boca-a-boca tem sido o maior suporte do b Café. Claro que nem todos os dias são excecionais, é preciso ter paciência e

acreditar que vai dar certo. Abrimos portas quase no começo da Covid e foi preciso ter muita resiliência para não desistir. Houve dias em que ganhei 20€, mas não desisti e foi o melhor que fiz . E remata, nós sabemos a qualidade do nosso produto e o carinho que colocamos no processo. Se as pessoas sentirem isso e se acreditares em ti, vai correr bem . Passas de visitante ocasional a cliente fidelizada num ápice. Não apenas pela qualidade da pastelaria, mas também pela energia agradável que o espaço emana. Excelente sítio para te instalares por umas horas a trabalhar, com wi-fi gratuito, uma boa ementa e um ótimo ambiente.

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Sardinha Papel

@sardinhadepapel

de

Associação/Loja de Artesãos em Faro

A Sardinha de Papel é um projeto que está integrado numa Associação Cultural na cidade de Faro, que nasceu em 2013 pela mente empreendedora da Vera Pinheiro. Mais tarde, a convite da Vera, juntou-se a Ana Palmeiro, formada em Ciências da Comunicação mas muito ligada à área do artesanato. Segundo as empreendedoras, elas são apenas alguns dos membros que completam um todo, desde o dia em que a ideia foi projetada, a Sardinha sempre quis pertencer a um cardume, nunca quis ser uma sardinha isolada. A boa energia coletiva sente-se no espaço que abriram. E que espaço é este, perguntas tu?! A Vera e a Ana contaram-nos tudo sobre este incrível projeto na entrevista que lhes fizemos. A Sardinha de Papel é um espaço de comércio, de intercâmbio de saberes, de criação e de dinamização cultural e económica da baixa da nossa cidade. A Sardinha de Papel será um ambiente aberto, dinamizado por artistas. Pretendemos apresentar peças exclusivas, manufaturadas, tendo como princípio a reciclagem de objetos e de ideias. São peças de identidade única, que marcam a diferença dentro de um mercado maioritariamente industrializado e produzido em massa. A Sardinha de Papel tem um visual diferente do que estamos habituados. O conceito de decoração é alternativo, inovador e rotativo e pretende provocar várias emoções e experiências no consumidor.

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Quantos membros constituem a vossa associação? Neste momento, temos mais de 30 artesãos associados que expõem as suas peças no nosso espaço e uma equipa de 8 sardinhas que garantem o funcionamento do nosso espaço físico e do virtual através do seu trabalho. A direção da associação é constituída por 9 elementos que têm um importante papel na Sardinha de Papel desde a fase inicial do projeto.

O fator ambiental também nos preocupa e, por isso, apostamos na reciclagem e reutilização de materiais, sendo que as nossas embalagens de presente são feitas de coisas que, normalmente, acabariam no lixo, como rolos de papel higiénico ou sacos de café recolhidos nos estabelecimentos locais. A acompanhar os produtos artesanais e criativos, quem nos visita poderá em eventos especiais apreciar uma exposição temporária com trabalhos de artistas consagrados e novos talentos, ou apreciar a playlist de um DJ convidado. Procuramos oferecer aos artesãos um espaço onde possam expor e comercializar os seus produtos de uma forma colaborativa onde as despesas de funcionamento inerentes ao funcionamento de uma loja são divididos por todos e, por isso, ninguém é sobrecarregado. .

Que tipo de produtos vendem? A Sardinha de Papel tem produtos únicos manufaturados por artesãos/artistas em diversos materiais e técnicas, havendo muita identidade cultural em cada pedacinho do nosso espaço. São produtos originais, criativos, amigos do ambiente.

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Em termos de tipo de produto, temos um pouco de tudo, desde objetos decorativos, a bijuteria dos mais diversos tipos, artigos em tecido, artigos de design, acessórios de moda, acessórios para bebé, ímans e outras lembranças... A Sardinha é um mundo de coisas a explorar. Qual é o vosso público principal? Maioritariamente, turistas que buscam algo único para levar de recordação. Algo que não encontrem em qualquer loja de souvenirs. Mas também temos vários clientes nacionais (alguns habituais) que sabem que na Sardinha vão encontrar aquela peça especial para oferecer, aquele acessório exclusivo ou a peça que falta na sua coleção. Que tipo de trabalhos gostam de apoiar? Todos os que tiverem qualidade e originalidade. Naturalmente, o espaço físico é limitado e está, felizmente, bastante preenchido, pelo que tentamos também reger-nos pelo princípio de não-repetição daquilo que já temos em loja.

O digital ajudou a manter as vendas? Sim, apesar de o nosso website estar ainda numa fase inicial e de isto de ter um site ser ainda tudo muito novo para nós, temos noção de que o digital nos permite encontrar novos clientes, atrair pessoas a visitarem o nosso espaço e concretizar vendas online mesmo que seja através das redes sociais. Quais são as maiores dificuldades/desafios que sentem? Todo este período que estamos a viver é desafiante. Há menos pessoas a circular, o poder de compra das pessoas também diminuiu e as limitações de horários acabam por também não ser fáceis de gerir. Por outro lado, esta imersão no mundo digital continua a ser um desafio diário e temos ainda muito a aprender e a evoluir. Qual é o sonho de futuro para este projecto? Que este projeto siga a nadar por águas internacionais. Que conselho dariam às artesãs/artesãos que ainda não se sentem valorizados na sua arte? Que lutem, divulguem muito (é mesmo importante explorar o potencial do digital), não comprometam a qualidade do seu trabalho com vista ao lucro fácil e que tentem rodear-se de pessoas e projetos que apoiem o seu trabalho, como as associações de artesãos, entre outras, porque em conjunto, tudo se torna mais fácil.

Que soluções encontraram para ultrapassar esta fase que estamos a viver? Durante o primeiro confinamento, apostámos na venda online de máscaras sociais em tecido, e no segundo confinamento, já em 2021, criámos a nossa loja online. Ao longo destes quase 2 anos, temos tentado também reforçar a nossa presença nas redes sociais de forma a aumentar a nossa visibilidade e de conseguir divulgar mais e melhor os l. trabalhos dos artesãos que www.sardinhadepapel.com representamos.

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Vai de férias descansada que nós tratamos do teu anúncio públicitário para a próxima edição da revista MAGNÂNIMA

Contacta-nos:

mag@empreendedorasaoleme.pt

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pukkastudio.pt

barabarabacao

lufilmaker

bcafeoeiras

supercoachcoco

sardinhadepapel

Contas de Instagram

que vais querer seguir

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Terapia da alma

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Texto de

Noordev Kaur @xuxuta77

Não tenhas medo! O medo é uma vibração compacta e lenta, uma energia monótona. O medo entorpece. Espalha-se como uma membrana até que não possamos perceber mais nada com clareza. Torna-se a angústia que não tem rosto, não tem nome e ainda nos sussurra constantemente sobre algo a acontecer iminente. Como podemos lutar contra um inimigo que não mostra a sua face? Como podemos dissolver algo que é tão insidioso e que a maior parte das vezes não temos consciência da sua origem?

a nossa autoridade ao exterior. Isso significa que estamos a permitir que outra pessoa escreva a nossa história por nós. Enquanto humanidade estamos numa profunda lição espiritual, está a ser-nos dada uma oportunidade de aprender a ter um relacionamento correto com a autoridade. Estamos neste momento a ver claramente essa sombra de controle e submissão no mundo.

Estamos a ver um despertar em massa no planeta e isso traz à tona emoções desconfortáveis nas pessoas. Isso significa que estamos realmente a crescer - estamos a evoluir através do corpo emocional.

Vamos falar um pouco sobre isso Deixo-te aqui algumas perguntas. Quem está a escrever a tua história? A quem dás o teu poder e porque o fazes? É o nosso eu infantil ferido (que nunca cresce) e, por padrão, cede o seu poder a autoridades exteriores. Fomos ensinados a obedecer à autoridade desde o primeiro dia no planeta Terra. Então, quando uma pessoa tenta retomar o seu poder - depara-se com todas as emoções presas do passado quando tentaram exercer o seu poder quando eramos crianças. Esta época da nossa história é um eco emocional da época em que nos sentíamos impotentes, pequenos e dependentes das regras dos adultos. Quando estamos na sombra, damos

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Quanto às oportunidades que este mês de Agosto nos traz: O número 8 representa muitas coisas, mas acima de tudo, representa a essência de toda a vida: energia. Para ser mais especifica praanaa. Talvez já tenhas ouvido este termo, é sinónimo de chi ou qi, mas resume-se em "Força Vital". A vida recicla-se constantemente em todo o Universo e no nosso planeta o símbolo do infinito é muito parecido com o número 8.

À medida que nos tornamos mais conscientes do nosso Eu Superior e começamos uma fusão interior com Ele, a química do nosso corpo muda. Uma vez que o corpo tenha experimentado vibrações e estados de consciência mais elevados, ele anseia por aprofundar essas percepções. Se experimentarmos altas frequências, não daremos "casa" para as vibrações mais baixas. Eles não coexistem. O nosso campo eletromagnético simplesmente não os atrai. Se aprendermos a parar um pouco nas nossas vidas e a conectarmos com a Verdade, o Eu Superior, encontraremos a orientação do verdadeiro conhecimento, que não nos atormenta, mas amorosamente eleva-nos para que simplesmente nos percebamos de maneira diferente. Quando perdemos o medo do Medo percebemos que ele nos pode fornecer toda a energia, entusiasmo, vigor, e alegria que precisamos para cumprir grandes coisas. Pode dar-nos a experiência da nossa

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própria eficácia e ajudar-nos a alcançar a excelência. Excitamento e Medo partilham a mesma psicologia; eles sentem o mesmo. Não permitas que o destino determine o resultado; sintoniza-te e participa na mudança. A ideia de enfrentares os teus Medos pode ser intimidante; então não os enfrentes. Apenas tenta sentar-te serenamente com eles; fica tranquila/o e sê verdadeira/o contigo. Cria rapport com os teus Medos; começa uma conversa acerca do que está a ocorrer, o que se está a passar; partilha honestamente como te sentes. Constrói Confiança nessa confiança contigo própria/o. Talvez precises algum carinho compassivo, algum incentivo carinhoso, ou o reconhecimento e confiança de que estás do teu próprio lado, finalmente. Ter outros na tua vida a dar-te estas coisas ajuda, mas apenas para te espelhar como é feito. Se não te poderes abençoar, nunca poderás sentir o teu próprio valor ou experimentar o teu próprio valor. Quando o desconforto apertar – Fica em silêncio, fica com a tua energia permite que ela flua no teu círculo amoroso (o campo electromagnético à tua volta).

Ama e reconhece a tua própria Luz!

xuxuta77@hotmail.com @xuxuta77 @xuxuta77

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«Eu estou apaixonado, por uma menina terra. Signo de elemento terra, do mar se diz terra à vista. Terra para o pé firmeza, terra para a mão carícia. Outros astros lhe são guia. Terra, Terra.» Caetano Veloso

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Cuidar da terra, das pessoas e do futuro por Elodie

da Silva

Eu sou a Elodie da Silva, tenho 34 anos e vivo no Algarve há 4 anos. Nasci na França, perto de Paris, onde me formei em Biologia. Descobri, desde cedo, a minha paixão pela natureza e a importância dos solos e, por isso, tive a sorte de poder estudar os solos e as minhocas na Amazónia. Foram aventuras e aprendizagens fantásticas! Gostei de contribuir para a ciência, mas sentia que queria fazer mais e

diferente. Foi assim que, em 2017, decidi ir atrás das minhas raízes, em Portugal. Nessa caminhada, descobri o mundo da Permacultura na Quinta do Vale da Lama onde participo em várias atividades da associação Projeto Novas Descobertas (PND)*. Desde então, continuo a reaprender as tradições no campo, junto da minha família e, também, práticas de regeneração dos solos, com amigos que faço ao longo da caminhada.

O que é permacultura? O termo Permacultura vem do inglês Permanent Agriculture e foi criado por Bill Mollison e David Holmgren na Austrália, na década de 70. Ao longo dos anos, passou a ser compreendida mais como Cultura Permanente, pois vai muito além da agricultura. A permacultura junta o saber científico e o conhecimento tradicional popular, com o intuito de desenhar e criar ambientes sustentáveis em harmonia com a natureza.

[*Projeto Novas Descobertas: https://www.projectonovasdescobertas.org/]

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O centro da permacultura está nos três princípios éticos: cuidar da terra, cuidar das pessoas e cuidar do futuro. Essas éticas podem ser aplicadas em todas as áreas da nossa vida, tanto na vida pessoal como na professional: educação e cultura, saúde e bem-estar, comunidades, redes de trocas e de serviços, etc. Essa descoberta da permacultura foi, para mim, um momento onde percebi realmente que está tudo conectado e que somos Natureza. É por isso que quero continuar a aprender e partilhar mais sobre permacultura, e que co-criei um lindo projeto.

Cuidar da terra Reconstrua o capital natural pode ser entendida como cuidar do solo vivo

Cuidar das pessoas Cuide de si, da família e da comunidade

Cuidar do futuro (ou partilha justa) Estabeleça limites para o consumo e redistribua o excedente

O projeto “Domingos de Permacultura” Esse projeto nasceu da vontade de 4 vizinhos no Algarve – Cândida, Guilherme, Renata e eu - praticantes e facilitadores de permacultura, de trazer a permacultura a todos os interessados, mas que não podem participar de cursos ou eventos durante vários dias. Juntos,criamos um evento mensal onde, durante um domingo inteiro, partilhamos sobre um tópico diferente. O nosso padrão do dia inclui dinâmicas de grupos e teoria na manhã e atividades mais práticas à tarde. Desde dezembro de 2019, já organizámos 15 eventos (4 presenciais e 11 online).

Tivemos de adaptar-nos à realidade que vivemos, mas nunca parámos e, felizmente o projeto está sempre a crescer. O próximo evento será no dia 19 de setembro, com o tema “Co-criar a nossa resiliência local”, porque acreditamos que juntos somos mais fortes!

domingos.de.permacultura@gmail.com www.facebook.com/groups/Domingos.de.Permacultura https://www.youtube.com/channel/UCYUSKAuQU-_6L_fGx4SBzrA

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as tuas escolhas as tuas fantasias

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#semtabus

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#sexologia Em conversa com

Ana Mikaela

Pleasy Play @pleasyplay

Estamos no séc. XXI, mas falar abertamente sobre sexo ainda é encarado de nariz torcido. Principalmente, se fores mulher. Que consequências terá esta censura nas relações e na vida? Já paraste para pensar nisso? A Ana Mikaela já. A Mikaela e o companheiro não são uns desbocados sem sentido. Perceberam, sim, que existe pouco à-vontade para partilhar um pouco mais sobre sexualidade e intimidade. Não que sejamos obrigados a fazê-lo, mas, se calhar, existem casais que precisam de um empurrãozinho para que a sua vida sexual e intimidade melhorem. «Sentimos que havia algum desconforto e quisemos saber porquê». Durante a licença de maternidade, a Mikaela deu um passo extraordinário. Havia um acelerador de

m negócios em Lisboa que procurava empreendedores, mesmo sem plano nem equipa. E lá foi ela, com o marido e o bebé de 2 meses ao colo (sim, foi um fim-de-semana inteiro com um bebé agarrado às mamas da mãe). Em equipa com outras pessoas que não conheciam, escolheram simular o negócio de uma sex shop. Para a Mikaela estava mais que decidido, mas, e convencer os outros elementos da equipa? Não foi fácil, mas conseguiram. A verdade é que ficaram com o 2º lugar (nada mal!) e uma vontade de fazer acontecer ainda maior à que já tinham. Continuou a matutar e concluiu que há sex shops bem trabalhadas e há apps bem trabalhadas. Mas não há uma combinação de ambas. Bingo! O mundo precisa da Pleasy Play.

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diz que sempre foi resiliente, mas que não era um décimo do que é hoje. «Deixar tudo, receber não atrás de não de vários investidores e passar por aquilo... É duro». Mais focados nos mercados do Reino Unido e Holanda, sentem que já estão a quebrar algumas barreiras no mercado português. «O público português é engraçado. Não comenta, não fala, mas depois sente necessidade».

fmvfmfvmv «Quem vai a uma sex shop já tem alguma abertura, só que, muitas vezes, não sabe como usar os produtos. E, quem lá trabalha, também não consegue ajudar». Com a aplicação e a caixa, a Pleasy Play potencia a experimentação e a comunicação no casal. «A parte sexual melhora a intimidade, têm mais piadas a dois e momentos interessantes entre casal». Acredites ou não no destino, há coisas que parecem ter sido talhadas para acontecer. A Mikaela estava grávida do terceiro filho, no ano passado, quando foi detetada uma doença grave no bebé já com 5 meses e meio de gestação. «Tivemos de interromper a gravidez. Não era compatível com vida. Fiz um pitch 4 dias depois e conseguimos o investimento». E acrescenta que, se num momento tão

Defende que a sexualidade deve ser vivida com abertura. «Não temos de ser todos iguais, mas acredito que a saúde mental anda par a par com a saúde sexual». Para discutir estes temas e terem perspetivas de outras pessoas, criaram um podcast, onde entrevistam uma panóplia muito diversificada de personalidades. A aplicação tem um período experimental de 15 dias gratuitos, mas sem acesso à caixa. Na versão paga terás acesso, também, à caixa bimestral (para poupar o Ambiente, optaram por não fazer este envio mensalmente). O que tem a caixa? Alguns artigos que pretendem tornar as coisas mais divertidas, a par dos desafios que a aplicação vai lançando, e que ajudam a quebrar a rotina. «Recebes uma mensagem da aplicação e pensas “será que vamos mesmo ver Netflix ou...?”».

www.pleasyplay.com

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ela disse e bem frases de especialistas que vão inspirar-te

«À medida que o nosso autoconhecimento e confiança aumenta, será mais fácil “combater” a voz crítica e até perceber porque é que ela nos assusta ou intimida tanto.»

«Sejam gentis uns com os outros! Elogiem mais! Foquem sempre no lado positivo das peoas.» @odespertardajoana

@lilichantilly.pt

«Na dúvida abraça o medo e empreende no que te faz feliz.»

«Segue mais a tua alma. Evita o apego, a acomodação, a comparação..»

@catarinatemporao

@marlene.holistica

«Aume a liderança em cuidar de ti, tornares-te na tua prioridade.»

«Foca-te no teu “jogo”. No teu caminho. No teu propósito. Em servir a tua comunidade. A tua influência está aí.»

«Vai com força, com determinação e com confiança de que ninguém é melhor do que tu!» @sermistiica

@barbarabacao

@dianaosorio_coach

«O nosso tempo é o reflexo das nossas prioridades, assim como a forma como gastamos o nosso dinheiro.» @mindfulmoney.marcia

A melhor e mais segura ideia de negócio és tu mesma, ponto.

«Quando tu não limitas o teu ser, nada na tua vida é impoível.» @anagalvao.terapias

@girlbosseshub

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Não me contactes. Se não fores boa pessoa.

DESIGN GRÁFICO Gestão de Redes Sociais Edição de Imagem

allo@empreendedorasaoleme.pt @empreendedorasaoleme.pt

Fotografia de

Priscila Domingos

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Próxima edição A criadora da

Girlbosses Hub, Joana Sá, partilha connosco a sua história e conselhos. A próxima edição estará muito virada para o desenvolvimento pessoal e contará com especialistas que se fizeram valer do seu autoconhecimento para crescer no mundo dos negócios.

Rita Duro A Rita acabou de abraçar um novo projeto muito interessante que nos vai contar tudinho na próxima edição. Curiosa?! Nós estamos.

E muito mais!

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pela descoberta pessoal evolução espiritual amor próprio