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O sabor da vitória Acreana é destaque com liderança de Maria Andrade 3º lugar na sobre o grupo das 21 mulheres que se dedicam à produção coletiva de pratos salgados e premiação doces regionais e outros quitutes pela Cooperativa Delícias e Artes nacional do da Floresta, a Coopdaf, têm seu trabalho reconhecido em todo o prêmio Mulher país ao conquistar o terceiro lugar na categoria negócios coletivos na de Negócios do oitava edição do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios. No prêmio foram inscritas 3.646 histórias de SEBRAE onde mulheres de sucesso em seus empreendimentos pessoais ou coleti- concorreram vos. A premiação é um reconheci- 3.646mulheres mento à capacidade empreendeLUIZA MELO

A

dora das mulheres brasileiras. O prêmio foi criada em 2004 é uma iniciativa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) com apoio da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), Federação Nacional das Associações de Mulheres de Negócios e Profissionais do Brasil (BRVM) e da Secretaria Especial de Políticas Públicas para as mulheres (SEPM). As empreendedoras acreanas vem participando desta disputa desde 2006, sempre se destacando entre as primeiras na premiação nacional. O grupo de 21 mulheres que se reúnem em torno da cooperativa é liderado pela cozinheira Maria Andrade que declarou: “Esta premiação nacional é um reconhecimento pelo trabalho e esforço desta atividade coletiva que iniciamos ainda no ano 2000. Isto é muito bom porque nos encoraja a lutar ainda mais pela conquista de novos espaços no mercado de alimentos que é cada vez mais concorrido e exigente em termos de qualidade e preço!”, destaca. Movida pela vontade de trabalhar e ganhar dinheiro para me52

lhorar as condições de vida da sua famílias, Maria Andrade esclarece que: “Trabalhar coletivamente não é fácil, principalmente porque nem todos os maridos apoiam suas esposas, além de um certo preconceito de empresas em entidades em negociar com a gente. Nosso esforço vem sendo reconhecido, com isso hoje nós temos contrato com uma empresa que nos compra 150 marmitex por dia, além dos que vendemos por encomenda ou atendendo direto no balcão, como da lanchonete no Parque Chico Mendes”. Segundo Maria, o forte das vendas da cooperativa ainda são os marmitex e salgadinhos, mas a paixão geral do grupo está na produção de doces regionais, chocolates e destacadamente a produção de castanhas cristalizadas. Elas também foram treinadas e possuem os equipamentos necessários para montar uma panificadora. “Quando a gente trabalha de forma coletiva vamos crescendo aos poucos porque todas as sócias precisam de parte do dinheiro para garantir a

sobrevivência de suas famílias, mas já progredimos bastantes como na conquista de um terreno próprio onde vamos construir nossa sede e uma cozinha industrial graças a aprovação de um projeto do MDA, cujas obras devem começar no próximo mês de junho!”, conta. Em Brasília, antes da cerimônia de premiação, Maria Andrade e as demais finalistas participaram de um seminário onde puderam conhecer as experiências individuais e coletivas de cada uma e assim aprender mais umas com as outras. “Uma coisa que ficou clara durante os relatos que vi no seminário é a capacidade dos grupos criarem mais de um negócios conectado, ou seja, nosso carro chefe é a produção de comida, mas também queremos ampliar nossa produção de doces comprando uma máquina especial para a fabricação de chocolate e, ainda, ativar a panificadora. Essa combinação vai garantir uma geração constante de renda nos momentos em que um ou outro setor tem sua redução natural nas vendas!” avalia.

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