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Sinopse Ele entrou na vida dela com a ousadia de uma tempestade. Ela arrebatou-o com a intensidade de um furacão. Sete anos e milhares de quilómetros depois… o reencontro está finalmente marcado.

Christian é excêntrico, enigmático, o mais famoso recluso da aristocracia inglesa. Vive isolado, não tem amigos e o seu coração nunca foi tomado por ninguém… com exceção de Leona, uma mulher determinada, exótica, belíssima. Mas isso aconteceu em Macau, naquela que parece ter sido uma outra vida. As notícias da chegada de Leona a Londres deixam-no aturdido. Christian decide então que nada o impedirá de finalmente possuí-la. Não podia saber que entre as famílias de ambos pulsam segredos impossíveis de ignorar… e que o grande amor da sua vida acalenta um mortal desejo de vingança!

Tradução: A.C. Ferreira


Capítulo 1

Silêncio. Um centro negro e tranquilo absorvendo o caos para a

sua quietude. O ritmo sereno de inspirações e expirações. Uma pulsação. O ritmo fundamental da natureza estendendo--se até ao infinito. Percepção de tudo e de nada. Ausência de pensamentos. Ausência de sonhos. Ausência de desejos. Existência pura. Conhecimento primário. Flutuando agora no centro. Finalmente. Singular, mas também transcendente. Apenas o pulsar na escuridão. Sozinho, mas unificado com um ritmo mais intenso, o…

Uma perturbação. Um gritinho silencioso de cautela e preocupação intrometendose no vazio perfeito. “Por que você está andando por aí, Phippen?” “Minhas desculpas, meu senhor. Eu pensei…você parecia estar dormindo e eu pensei em entrar e retirar a bandeja....” Um grito mais sonoro. Pavor. Sempre o pavor. O mundo rugia de pavor.. “Eu sairei imediatamente, senhor.” “Leve a bandeja, Phippen. Façamos que a perturbação valha a pena, pelo menos.”

Caos. Desânimo. Pancadas e encontrões e a frágil cacofonia do metal e da louça se quebrando.

“Minhas desculpas, senhor. O escabelo…O tapete ficará limpo em um minuto. Eu sairei antes que o senhor tenha tempo de dizer Phippen é um um imbecil.” “Phippen é um imbecil. Eu serei amaldiçoado, você ainda está aqui.”

Ruídos. Sons tanto audíveis como espirituais. Desespero em meio ao tilintar da louça e suspiros. O centro escuro diminuindo, diminuindo.... Christian, o Marquês de Easterbrook, abriu os olhos para observar o criado cuja intrusão pusera fim a sua meditação. Phippen, o seu mordomo mais recente, tentava apanhar o conteúdo da bandeja sem fazer ruído, o que era impossível, evidentemente. A mera existência de uma pessoa causava ruído. Corado e ajoelhado no chão, Phippen cautelosamente colocou o xícara na bandeja, encolhendo-se ao mínimo som. Pegou o seu lenço para enxugar a poça de café que ameaçava manchar o tapete.

Receio. Preocupação. E ira também. Animosidade para consigo mesmo e para com o novo amo, cujos hábitos dificultavam, e muito, o seu trabalho. Phippen não ficaria ali por muito tempo. Era sempre assim com os mordomos. Christian ergueu-se da cadeira e dirigiu-se a Phippen. “Dai-me a bandeja. Eu seguro enquanto você recolhe os cacos.” “Sim, senhor. Obrigado, senhor. É muita generosidade sua, meu senhor.”


Você é uma besta, senhor. Um excêntrico, esquisito e incompreensível… Outra interrupção. Um estranho tremor no centro esvanecente.

Christian fechou os olhos e concentrou-se nesse tremor. Distante mas diferente, havia interferido nas suas meditações com demasiada frequência ultimamente. Hoje demorou uma eternidade para ultrapassar os seus efeitos. Caminhou até às janelas com vista para norte. Não havia ninguém nos jardins. Em seguida, atravessou o quarto para se dirigir às janelas viradas para sul. Phippen, ainda ajoelhado, acenou com o pires quando o amo se aproximou. Christian pegou o pires, colocou-o na bandeja, entregou bruscamente a Phippen e afastou-se a passos largos. Ao aproximar-se da janela escutou novamente o som de louça caindo. Lá em baixo, na rua, uma carruagem aguardava à porta de sua casa. Uma figura deslizou em direção a ela, procurando esquivar-se da chuva fininha que acompanhava frequentemente a estação primaveril em Londres. Uma mulher de estatura média e passos rápidos, levantando um vestido verde-escuro, subiu agilmente para a penumbra da carruagem. Um nariz delicado. Um maxilar elegante. Um suspiro melodioso proveniente do passado. Ele estava certo de que o escutara, apesar da distância e da janela fechada. A sua mente repeliu os últimos resquícios de neblina da meditação. O seu sangue reagiu, violentamente. A pulsação era agora diferente. Acelerada. Agressiva. Olhava a carruagem com uma intensa concentração. O rosto da mulher estava oculto pelo ângulo do seu ponto de vista, pelo chapéu que envergava e pela luz difusa. O lacaio fechou a porta e os dedos da mulher assomaram à janela para fechar a cortina. Uma mão. A mão dela. Impossível… O lacaio dirigiu-se à parte de trás da carruagem, para assumir a sua posição na chuva. Foi então que Christian reparou no homem. A sua atenção estivera tão concentrada na mulher que nem sequer reparou no vestuário oriental do lacaio e na sua longa trança. “Um casaco, Phippen. E as minhas botas.” O mordomo ergueu-se com um cuidado penoso, fazendo oscilar a pilha de louça na bandeja. “Tudo bem, senhor. Vou só deixar isto do lado de fora da porta e…” Christian arrancou-lhe a bandeja das mãos e colocou-a sobre a mesa com tanta violência que a xícara pulou. “As minhas botas, homem. Agora.” Até mesmo vestir uma roupa simples demorava muito tempo, reconheceu Christian no momento em que ia a descer para os salões da casa. No topo do último lance de escadas, o bom senso disse-lhe que naquela altura a carruagem já teria desaparecido, mesmo com a aglomeração de veículos e pessoas em redor de Grosvenor Square. Jamais conseguiria alcançá-la, quer fosse a pé ou a cavalo. Deu meia-volta, encaminhou-se a passos largos para a sala de visitas e entrou. A sua tia Henrietta e a sua jovem prima, Caroline, encontravam-se sentadas numa chaise perto de uma das janelas altas. Com as cabeças loiras muito juntas, comentavam algo em tom de confidência. Provavelmente o avanço da segunda temporada de Caroline. A


ansiedade relativamente à vida social de Caroline enchia os salões com o seu zumbido incessante, atingindo Christian assim que este abriu a porta do salão. Henrietta saudou-o com um olhar cintilante e abstraído e um sorriso artificial e inexpressivo. Procurava esconder a irritação que lhe causara o aparecimento do sobrinho, embora ele a reconhecesse com tanta clareza como se ela a tivesse expressado. Henrietta e a filha só viviam ali porque ele o permitira um ano antes, num raro acesso de generosidade. Agora Hen queria que todas as pessoas a aceitassem como a senhora da casa e não como uma convidada. E uma vez que o sobrinho não estava satisfeito com essa ideia, a companhia dele nunca era bem-vinda. “Easterbrook, você levantou muito cedo hoje.” Henrietta reparou com alívio nas botas, mas o olhar dela refletia a sua eterna irritação pela ausência do lenço ao pescoço e pelo cabelo revolto. “É de alguma forma inconveniente para você, tia Hen?” “Longe de mim tal ideia. Esta é a sua casa.” “Pensei que ainda estivesse recebendo visitas. Reparei numa carruagem da minha janela e estava esperando que a visita saísse para descer.” “Deveria ter se juntado a nós” disse Caroline. “Poderia ter apreciado mais a companhia dela do que a mamãe. A nossa visita é uma pessoa bastante original. Admira-me que a mamãe não a tivesse dispensado imediatamente.” “Estive a ponto de fazê-lo” interrompeu Hen. “entretanto, nunca se sabe o que vai acontecer com este tipo de pessoas. Ela tem uma fortuna e um passado duvidosos, mas há a hipótese de os anfitriões ignorarem isso por ela ser uma pessoa divertida. Se a excluísse agora, em que posição me encontraria mais tarde, quando ela apresentasse as suas propostas?” Abanou a cabeça, exasperada e perplexa. “É sempre complicado julgar as pessoas estranhas. Ela nem sequer é propriamente estranha. Não como Phaedra. É mais exótica do que verdadeiramente estranha. Há uma diferença, Caroline, e é preciso estarmos alerta e termos cuidado para…” “Qual é o nome dela?” perguntou Christian. A tia pestanejou, alarmada. Ele nunca se preocupava em saber nada sobre as suas visitas. “O nome dela é Sta. Montgomery” disse Caroline. “Eu e a mamãe a conhecemos numa festa na semana passada. O pai dela era comerciante no Extremo Oriente, mas ela afirma ter uma ligação com a aristocracia portuguesa pelo lado da mãe. A Sta. Montgomery está de visita a Londres pela primeira vez na sua vida. Viajou de Macau.” “O que pretendia?” A tia olhou-o com curiosidade. “Foi uma visita social, Easterbrook. Queria apenas construir uma amizade que a ajude a conhecer as pessoas da cidade durante esta temporada.” “Eu a achei muito interessante” acrescentou Caroline. “Demasiado interessante para ser amiga de uma jovem” disse Henrietta. “Ela é demasiada mundana para ser sua amiga, Caroline. Desconfio que seja uma aventureira. E muito provavelmente também uma impostora, no que diz respeito à história da descendência da mãe.” “Não sou dessa opinião” contestou Caroline. “Também a considerei muito mais estimulante do que a maioria das pessoas que nos visitam.”


Christian saiu da sala de visitas enquanto a tia e a prima discutiam sobre a Sta. Montgomery. Mandou chamar o mordomo para se inteirar do endereço que constava no cartão que a visitante deixara. Leona Montgomery contornou Tong Wei e inclinou a cabeça em direcção ao espelho. Fitou o seu reflexo com um olhar crítico enquanto apertava o laço do chapéu. Jovem, mas não muito. Bonita, mas não muito. Inglesa, mas não muito. Sentia que as pessoas avaliavam os seus atributos, tanto físicos como de identidade, quando se encontravam com ela aqui em Londres. Havia sido diferente em Macau, onde ninguém era «muito» alguma coisa. Tong Wei pôs-se finalmente de pé. Leona lançou um olhar à estátua de Buda que captara a atenção dele. Leona era cristã, mas compreendia muito bem a devoção do seu guarda. As questões religiosas asiáticas afetavam tudo na China, mesmo entre a comunidade europeia. “Devo ir com a senhorita” disse Tong Wei. A expressão do rosto dele permanecia impassível, mas Leona sabia que ele se preocupava com a segurança dela naquela cidade ruidosa e repleta de estranhos. “O seu irmão iria querer que eu o fizesse.” “Quero passar despercebida.” Lançou um olhar ao seu vestido cinza de passeio. Tinha um aspecto muito britânico e viera da modista no dia anterior. “já que você se recusou a vestir-se como um verdadeiro criado inglês, não poderá me acompanhar.” Ambos sabiam que nem mesmo um traje ocidental converteria Tong Wei num verdadeiro criado inglês. A sua fronte raspada e a longa trança, o rosto redondo e os olhos inconfundíveis denunciavam-no como sendo chinês muito mais do que as faixas magnificamente bordadas no tecido em tons de granada que compunham hoje o seu traje exótico. “Leve Isabella com você” sugeriu. “Não é comum para eles verem mulheres sozinhas. Pelo menos as da aristocracia.” Isabella ergueu o olhar. O pincel ficou imóvel, permanecendo em equilíbrio sobre o papel onde desenhava imagens elegantes das suas aventuras. “Eu não me importo de usar as minhas roupas inglesas” disse. “Tong Wei pode considerá-las primitivas, mas eu não sou assim tão pura.” Isabella não se referia apenas às suas opiniões. Sendo metade chinesa e metade portuguesa, era uma híbrida do Oriente e do Ocidente. Se Isabella usava agora um quipao solto, era tanto por comodidade como por gosto. “Não vou demorar nada na Bolsa de Londres. Vou apenas ver como é que esta grande casa comercial está organizada, de modo a poder entrar lá com confiança em outra hora. Se for similar às fábricas em Canton, estará tão movimentada que ninguém dará conta da minha presença.” Leona tinha esperança de que as coisas acontecessem dessa forma. Havia escolhido aquele traje por ser discreto. Havia horas em que, por alguma razão, não queria ser alvo das atenções. “E se você encontrar com Edmund?” perguntou Isabella. A serenidade de Leona foi abalada por um leve tremor ominoso e de excitação. Estas reações ambivalentes aconteciam sempre que se mencionava o nome de Edmund durante a viagem.


“Não o encontrarei por lá. Edmund é um cavalheiro e por isso não está envolvido em atividades comerciais.” Desde que regressara a Londres tinha chegado à conclusão de que Edmund havia sido um cavalheiro no verdadeiro significado da palavra. Agora compreendia bem o que isso significava neste mundo que era o do seu pai. Claro que um homem podia ser um cavalheiro e ainda assim ser aquilo que Edmund afirmara ser, um naturalista e aventureiro. Um cavalheiro podia até mesmo ser um gatuno. “Então talvez volte a encontrá-lo num dos muitos salões que visitará” disse Isabella. Seria vantajoso se o encontrasse. Suspeitava que uma das suas missões em Londres seria cumprida bem mais depressa se ela e Edmund voltassem a se encontrar. A propósito, Edmund, seria realmente assim tão canalha? Leona verificou de novo o seu reflexo no espelho. Não tinha um aspecto muito britânico, apenas o suficiente para a missão de hoje. O fato de não ser nem muito jovem nem muito bonita iria ajudá-la a manter-se invisível. “Duvido que esteja ausente mais do que duas horas” disse. “E, por favor, Isabella, enquanto eu estiver fora, trate de conseguir convencer aquela cozinheira que eu contratei a preparar um jantar que não seja tão insípido.” Bury Street era bem mais tranquila do que St. James Square, mesmo ali ao lado. E também muito menos dispendiosa. Leona ainda estava preocupada por não ter escolhido um endereço suficientemente bom, mas não podia dar-se ao luxo de escolher algo melhor. A visão diante da sua porta apanhou-a de surpresa quando saiu de casa. Franziu as sobrancelhas e olhou de um lado para o outro. Onde estava a carruagem? Estava ali esperando apenas alguns minutos antes, quando fora colocar o chapéu. Um coche impressionante bloqueava a visão da extremidade sul da rua. Ficou na ponta dos pés e inclinou a cabeça para o lado para conseguir ver para além do coche. Perto do cruzamento seguinte, conseguiu avistar a sua própria carruagem. Reconheceu Sr. Hubson, o cocheiro que lhe tinha sido atribuído pelo estabelecimento onde havia alugado a carruagem para a sua estadia. Talvez a chegada daquele coche mais suntuoso tivesse exigido que a sua carruagem mudasse de lugar. Ainda não estava familiarizada com todas as nuances de posição e protocolo nesta cidade. Acenou para o Sr. Hubson e caminhou na direção dele. Ao aproximar- se do enorme coche, um homem bloqueou seu caminho. “Srta. Montgomery?” A intromissão do homem alarmou-a. Jovem e de cabelos loiros, mantinha uma expressão de deferência mesmo enquanto lhe bloqueava o caminho. Um criado, pensou ela, mas o jovem não usava uma libré como os outros que acompanhavam aquele enorme veículo. Os outros dois criados afastaram-se discretamente, colocandose atrás dela e longe da vista. “Sim, sou a Sta. Montgomery. Quem é você e o que deseja?” O jovem indicou-lhe a porta do coche, que tinha uma insígnia. Um brasão. Este jovem presunçoso estava ao serviço de um dos lordes do reino. “O meu amo solicita a vossa presença” disse. “Conduzirei a senhorita até sua casa e a trarei de volta mais tarde.” “Não teria sido mais adequado um convite por escrito do que abordar-me assim na rua?”


“Lorde Easterbrook é um tanto incomum nos seus hábitos e impulsivo nos seus convites. Não tem a pretensão de insultá-la, posso lhe garantir.” Leona assimilou esta revelação sobre o proprietário do coche. Visitara a casa de Easterbrook dois dias antes, a convite da sua tia viúva, Lady Wallingford. Muito provavelmente, o marquês tencionava recordar a filha do mercador que a companhia dela não era adequada à sua tia. Podia perfeitamente tê-lo feito por carta e não encenar aquele pequeno drama de poder. Lamentaria perder a ligação com Lady Wallingford antes de poder colher os frutos que dali pudessem resultar. Essa probabilidade, aliada ao fato de estar a sendo convocada como uma escrava, em nada aumentava a sua estima por Easterbrook. “Eu sei o endereço da casa de Lorde Easterbrook. Irei na minha própria carruagem, obrigada. Por favor, diga ao seu amo que o visitarei num momento oportuno.” Dizendo isto, Leona procurou contornar o jovem que estava na sua frente, mas ele a impediu dando um ligeiro passo para o lado. “O meu amo deu-me ordens para que a levasse agora, Srta. Montgomery. Não me atrevo a desobedecer-lhe. Por favor… “ Ele estendeu a mão em direcção à porta da carruagem, bloqueando-lhe ainda mais o caminho. Leona lançou um olhar para o fundo da rua. O seu cocheiro desaparecera, abandonando ela e ao veículo. Avaliou a distância que a separava de casa perguntando-se se Tong Wei a escutaria caso gritasse. Tentou ocultar a sua crescente desconfiança. “Por favor, diga ao marquês que lamento muito, mas tenho outro convite que vai me ocupar a tarde. Visitarei-o amanhã. Agora, por favor, afaste-se.” O jovem lançou um olhar aos dois criados. A expressão dele fez com que os cabelos da nuca de Leona se eriçassem. Subitamente, sentiu que algo se fechava em torno da sua cintura. O pânico a invadiu. Um grito subiu-lhe à garganta, mas foi sufocado pelo terror. A rua e as casas rodopiaram e tornaram-se indistintas. Procurou recompor-se o mais rápido possível e constatou que se encontrava no interior do coche, ao lado do jovem loiro, e que iam descendo a rua em grande velocidade. O sangue ferveu em suas veias. “Como você se atreve! Exijo que pare imediatamente esta carruagem e deixe-me sair. Se não fizer isso, apresentarei queixa contra você ao magistrado.” O jovem levou o dedo aos lábios, indicando-lhe que se calasse. Algo nos olhos dele lhe dizia que seria prudente acatar aquele aviso. As lâminas cortavam o ar em movimentos rápidos e sibilantes. Christian esquivou-se das investidas ágeis do perito de esgrima, Angelo, enquanto testava a sua própria capacidade de se concentrar no duelo. Ultimamente entregara-se à prática de esgrima. Durante o ano passado, havia ampliado os seus aposentos de modo a abranger todo o segundo piso, acima dos salões públicos. Havia desocupado o quarto da senhora da casa para criar este espaço privado para exercício e desporto. A lâmina embotada de Angelo executou duas fintas rápidas, e depois aplicou uma estocada. A ponta tocou no peito de Christian, diretamente no seu coração. Satisfeito, o mestre de esgrima recuou, ergueu a arma em saudação e fez uma reverência. “A sua mestria tem aumentado significativamente nos últimos meses, Lorde Easterbrook. É muito raro ver uma melhora assim tão rápida.”


“Tenho praticado.” Angelo pegou uma toalha que o criado lhe oferecia e enxugou a testa. “Não é a técnica nem a prática que fazem esta diferença, mas algo que não é facilmente identificável. Um novo estado de alerta, talvez.” Christian não forneceu nenhuma explicação ao convidado. Não havia forma de o fazer sem parecer louco e o mundo suspeitava que ele, em parte, já o era. Nem mesmo Angelo compreenderia o momento crítico que atravessara três meses antes. A concentração e o silêncio alcançados durante a meditação haviam sido finalmente transferidos para os atos físicos. Já não necessitava do centro negro para encontrar a paz. Ultimamente, quando esgrimia com Angelo, corria num campo ou remava num rio, uma respiração era diferente e uma absorção totalmente física construíam muros que mantinham à distância o ruído silencioso e triste do mundo. Este novo controle representava uma liberdade que Christian se esforçara para atingir durante bastante tempo. Durante anos. “Por que motivo não frequenta a academia, Lorde Easterbrook?” Angelo serviu-se de algum ponche que havia sobre a pequena mesa, única peça de mobiliário do aposento. “Vai haver uma exibição na próxima semana. Uma competição. Poderia vencê-la. Não pretende mostrar a sua habilidade? Ninguém sabe disso, exceto eu e este criado, mas você está quase à minha altura e isso é algo raro.” “Não tenho nenhum interesse em competições. Não tenho interesse em que alguém saiba que estou à sua altura.” “Isso é incomum. A maioria dos homens orgulha-se dos feitos e procura que sejam conhecidos.” Não era “incomum” o que Angelo queria dizer. Era “suspeito”. Esquisito. Excêntrico. Christian sabia que todas essas palavras estavam ligadas ao seu nome. Por isso, Angelo, à semelhança da maioria das pessoas, usava de cautela e prudência no trato com Christian. Angelo pegou seu casaco e vestiu-se rapidamente, preparando-se para partir. Contudo, não foi suficientemente rápido, pois as intenções e os cálculos do homem já vibravam pelo ar com as suas revelações indesejadas. Angelo abandonou os aposentos com o criado. Um outro homem entrou em seguida. Trancou a porta e atravessou o assoalho de madeira até Christian. “Nós a temos em nosso poder. Finalmente saiu de casa sem o chinês.” Christian serviu-se de um pouco de ponche. “Conseguiu evitar um espectáculo público, Miller?” “Por pouco. Foi sensato levar os outros dois comigo. Ela estava ficando desconfiada, por isso tivemos de agir com rapidez antes que ela fugisse ou gritasse.” “Não foi machucada, espero, caso contrário, terei de matar você.” Miller encarou a advertência como uma brincadeira, mas a sua confiança arrogante vacilou o suficiente para indicar que não estava totalmente certo de que não havia sido uma ameaça real. Uma vez que Christian também não tinha essa certeza, permitiu que Miller suasse um pouco. “Só no orgulho, garanto-lhe.” Miller não podia ser responsabilizado se “agira com rapidez”. Recebera ordens para trazer a Srta. Montgomery e fora isso que fizera. Miller era extremamente eficiente. Jovem, ambicioso e inteligente, Miller não era o tipo de pessoa que se


preocupavsa muito com as sutilezas legais, servindo o seu atual amo da mesma forma que servira os seus superiores no exército durante um curto serviço militar: sem fazer perguntas. Não executava as suas funções normais de secretário tão bem quanto as incumbências menos tradicionais que recebia de tempos a tempos. “Ela nos acusou de sequestro.” expôs Miller. “Isso foi porque a sequestou.” “Disse que ia ao magistrado.” “Onde está ela?’ “No quarto verde. Nós a escoltamos pela escadaria de serviço, de modo que Lady Wallingford não percebesse nada.” Christian saberia se aquilo era verdade assim que saísse daquela sala. Se a sua tia suspeitasse de algo, essa inquietação ressoaria pela casa toda. Christian dispensou Miller. Lançou um olhar à camisa, aos calções e às botas que usava. Provavelmente deveria vestir uma roupa mais apresentável antes de ir cumprimentar a Srta. Montgomery. Hesitou durante cinco segundos, depois caminhou a passos largos na direção do quarto verde. Leona movia-se como um leão enjaulado na sua opulenta prisão, furiosa com aquela afronta. Era difícil manter a dignidade quando se era arrancada da rua assim sem mais nem menos. No entanto, Leona esperava tê-lo conseguido. Passara a curta viagem até Grosvenor Square ignorando seu raptor e tratando-o como o criado que ele era. Somente uma vez esteve a ponto de perder a paciência, quando percebeu que o seu jovem sequestrador considerava divertida a sua pose altiva. Uma semente de preocupação deu origem a uma trepadeira que se entrelaçou na sua fúria. Embora uma parte da sua mente se ocupasse em elaborar censuras mordazes, a outra avaliava as implicações deste insulto. A forma como o Marquês de Easterbrook a tratava refletia a sua visão da humilde posição social de Leona. Ele concluíra que ela não merecia nada melhor do que aquilo. Quando as outras pessoas tomassem conhecimento desta ausência de cortesia iriam imitá-lo. Nem os laços de sangue da sua mãe nem as suas cartas de apresentação, que tinha em seu poder, seriam agora de grande utilidade para a sua causa. Os seus planos em Londres seriam mais difíceis a partir desta data, e alguns poderiam mesmo ser praticamente impossíveis. Ela parou. O seu olhar deteve-se nas tapeçarias e nas cortinas da cama, verdes da cor das maçãs e no mobiliário em mogno elegante e de traços finos. Observou as requintadas pinturas em aquarela que conferiam tonalidades iridescentes às paredes de tom creme. Depois não viu mais nada do que a rodeava, fixando-se apenas na imagem mental do irmão, Gaspar, sorrindo enquanto a embarcação dele se afastava depois de a ter transferido para o navio em Whampao. Gaspar parecia tão jovem naquele dia… muito mais jovem que os seus vinte e dois anos. Talvez a sua inquestionável confiança lhe conferisse um aspecto juvenil. Havia concordado em arriscar tudo nesta viagem. Tanto o patrimônio como o futuro dele estavam em jogo, mas Gaspar colocara o destino de ambos nas mãos dela. A imagem do irmão desvaneceu-se e ela viu de novo o luxo que a rodeava. O seu coração ainda batia fortemente, mas já não devido ao orgulho ferido. Uma determinação calma havia substituído a ira.


O pai ensinara-lhe que se encarássemos a adversidade a partir de outro ângulo, muitas vezes veríamos uma oportunidade oculta dentro dela. Quem olhasse para esta situação de um ângulo diferente podia ver que Leona acabara de obter uma audiência com uma das figuras mais proeminentes do reino. Um homem de tal importância poderia ser muito útil. Por muito que quisesse esbofeteá-lo, o mais sensato seria conquistar a sua confiança. Dirigiu-se ao toucador e inclinou-se para ver o seu reflexo no espelho. Não era nenhuma beldade, mas confiava ser suficientemente bonita. Leona tirou o chapéu e pousou-o sobre a mesa. Beliscou as maçãs do rosto para lhes dar cor. “Está se enfeitando para mim, Srta. Montgomery?” A voz a sobressaltou. Desviou o olhar do seu reflexo para o do quarto atrás de si. Viu umas botas pretas altas e calças de montaria nas sombras junto à porta. Baixou a cabeça até as dobras de uma camisa branca entrarem no seu campo de visão e, logo de seguida, as pontas de um cabelo muito escuro. O homem que falara parecia um criado, e um dos mais humildes, pois o seu traje era muito informal. Só que ele não era um criado. A confiança que transmitia conferia-lhe um porte muito mais nobre do que qualquer peça de vestuário que usasse. O seu corpo mantinha-se numa posição descontraída, transpirando pretensões relativas aos seus direitos sobre aquele quarto e sobre o mundo para além daquelas paredes. Leona endireitou-se, procurando adotar o tipo de postura que poderia impressionar um homem como aquele. Voltou-se para cumprimentá-lo com uma graciosidade repleta de calma. “O senhor é o Lorde Easterbrook?” “Exatamente.” “O seu convite foi um tanto inesperado, Lorde Easterbrook, mas, de qualquer forma, sinto-me encantada por conhecê-lo.” fez uma pequena reverência. Ele parecia estar à espera de algo mais, mas Leona não conseguia imaginar o que pudesse ser e manteve um sorriso que começou a parecer estranho e forçado. Oh, Céus, agora que conseguia vê-lo da cabeça aos pés, percebeu que ele se assemelhava a um pirata. As botas eram de excelente qualidade, mas a aparência geral não era nada elegante. Os cabelos caiam-lhe em longas ondas preguiçosas bem abaixo dos ombros. Emolduravam um rosto que, pelo que Leona podia ver, era mais jovem do que esperava e bonito o suficiente para fazer com que a ausência do casaco e do lenço fosse mais romântica que grosseira. Aquele aspecto demasiado informal era um insulto, assim como tinha sido o seu rapto e a sua entrada pelas escadas de serviço, mas Leona não podia dar-se ao luxo de se debruçar agora sobre esse assunto. Finalmente, Christian fez uma reverência. “Por favor, perdoe a forma rude como a trouxeram até aqui. A minha única desculpa foi a minha impaciência para estar a sós com você.” Easterbrook caminhou na direção dela e a luz que entrava pelas janelas incidiu sobre ele. A claridade acentuava o negro das botas e a brancura da camisa. O seu rosto também ficou mais nítido. Os olhos escuros, ao se fixarem intensamente nela, assemelhavam-se aos de um falcão. Uma inesperada elegância suavizava a ossatura


forte do seu rosto. A boca ampla encurvara-se num sorriso vago que poderia facilmente tornar-se duro. Uma estranha sensação agitou Leona. Uma sensação de cautela, tenebrosa e profunda, mas com um toque de emoção. A forma como ele se movia… o tom da sua voz… aqueles olhos… De súbito, na sua mente surgiu a imagem deste homem com o cabelo curto, um vestuário mais adequado e um rosto mais jovem e menos sério. A perplexidade transformou-se em sobressalto. Semicerrou os olhos numa tentativa de vê-lo melhor. “Edmund?”


Capítulo 2

Ele gostou de ver o assombro dela. Era algo que o divertia.

Afinal, talvez acabasse por esbofetear Easterbrook. Seria realmente assim tão canalha? Pelos visto, sim. Um grande canalha. “Eu sempre soube que eu tinha me enganado. Contudo, eu nunca percebera até que ponto.” A sua voz quebrava de raiva. Sentia-se uma perfeita idiota. A humilhação quase submergiu a euforia juvenil de voltar a vê-lo. Quase. O ar de diversão de Christian desapareceu. “Você sabe a razão pela qual eu não podia revelar que era Easterbrook quando cheguei a Macau.” Ela sabia, mas podia haver algo mais na mentira além daquilo que ele revelara. As potenciais implicações da verdadeira identidade dele, em relação ao passado e ao futuro, aos planos dela na Inglaterra, confundiam-se na sua mente. Evocavam um turbilhão de emoções, mas a nostalgia ameaçava submergir qualquer outra reação. Leona esforçou- se por mantê-la à distância. Instalou-se entre ambos uma sensação de constrangimento, criada pela distância, pelo tempo e pelas questões que lhe assaltavam a mente. O silêncio só piorava. A proximidade dele tornava-o insuportável. Que magnífica visão ele era, com aqueles cabelos longos. Os anos também o haviam endurecido, em todos os aspectos. A sua melancolia juvenil ainda ecoava na memória de Leona, mas em Easterbrook não transparecia nenhuma dor sentimental que Edmund carregara. “Está diferente.” disse Leona. “Você também.” O olhar de Christian indicava que considerava as alterações agradáveis. Ele sempre foi muito óbvio em relação a isso. Sete anos antes, não tivera a cortesia de fingir que não havia uma atração entre eles. Havia, deliberadamente, feito com que ela enrubescesse e se mostrasse perturbada. Ainda hoje o fazia, embora ela se recusasse a revelar as suas reações. Sentia-se quente, como se ele acariciasse seu corpo com o olhar. O coração de Leona começou a bater muito depressa. As lembranças fluíram livremente e, ao mesmo tempo, Leona sentiu-se invadir por uma melancolia antiga e secreta. Naquele momento, voltaram todas as recordações. Era como se voltasse a ter dezanove anos e a sua feminilidade estivesse florescendo sob a atenção sedutora do viajante teimoso. Só que agora já não tinha dezanove anos e o viajante não era o que antes afirmava ser, mas um Marquês. Isso mudava tudo em relação à amizade deles então.


Significava que ele havia brincado com ela de uma forma ignóbil. A fúria invadiua, rápida e ardentemente, e Leona entregou-se a ela. “Você é um canalha. O que você fez foi imperdoável.” Ele estendeu a mão e pousou dois dedos nos lábios dela. “Que linguagem. O que diria Branca?” Os lábios de Leona pulsaram sob o seu toque. Sentiu um calafrio terrível e maravilhoso percorrê-la por dentro. Virou a cabeça para quebrar o contacto. “Branca está morta.” disse. “Já faz dois anos.” “Sinto muito. Ela era uma boa governanta, embora eu a considerasse inconveniente.” Leona não conseguia acreditar que ele se referisse à sua cínica perseguição tão descontraidamente. “O meu pai também faleceu, um ano depois que você saiu de Macau.” “Eu sei. Eu soube pela Companhia das Índias Orientais.” “Sim, imagino que um marquês possa obter tudo o que quiser deles. Foi assim que viajou naquela época? Os outros homens teriam que pagar a passagem ou trabalhar para poderem viajar. Presumo que, sendo marquês, bastaria que se apresentasse ao comandante de um navio da Companhia das Índias Orientais para obter uma passagem gratuita.” Ele encolheu os ombros, como se tais privilégios fossem de pouca coisa. “Fiquei surpreso ao descobrir que está usando o nome de Montgomery. Afinal, não você não se casou com Pedro?” “Quando a situação financeira da casa de comércio do meu pai se tornou conhecida após a sua morte, Pedro retirou a proposta. Todos o compreenderam.” “Você deve ter ficado desiludida.” “Salvar o negócio do fracasso total ocupou todo o meu tempo. Consegui preservá-lo para o meu irmão. Depois dele ter atingido a maioridade, e de ter sido autorizado a entrar em Canton, os negócios melhoraram significativamente.” Christian sorriu. Durante esse breve momento, pareceu-se muito com Edmund, cujos raros sorrisos faziam com que o seu coração rejubilasse de alegria e alívio. “A mim parece, Leona, que a casa de comércio melhorou sob a sua direção. O seu pai confiou em você e eu suspeito que o seu irmão também confie.” “O meu irmão revelou-se muito capaz. Eu ajudo-o quando posso, claro. Na verdade, é exatamente por essa razão que me encontro em Londres. Tenho a intenção de encontrar-me com os transportadores e comerciantes sediados aqui, e convencê-los a estabelecer associações com a Montgomery e Tavares para o seu comércio intracosteiro no Oriente.” Christian avaliou-a novamente, com um olhar curioso e de admiração. Ela manteve-se firme na sua atitude amigável de interesse descontraído. Os olhos escuros do marquês transmitiam boa disposição e calidez, e uma familiaridade desconcertante. A sua fisionomia passou subtamente de atraente a bonita à medida que os seus pensamentos permitiam que a elegância natural do seu rosto viesse à tona. Os instintos de Leona reagiram tal como quando ele a fitava em Macau. Sentia que algo emanava dele, algo de tenebroso e perigosamente sedutor ao mesmo tempo. A aura dele tornou-se possessivamente invasiva. O olhar do marquês tentava forçar Leona a explorar um mistério que seria a sua ruína.


Sete anos antes, a inexperiência forçara-a a fugir sempre que esse poder procurava absorvê-la. E agora aqui estava ela, uma mulher adulta que tinha visto o mundo, que havia negociado com muçulmanos e enfrentado piratas, e ainda sentia o impulso de se esconder. Em vez disso, retirou-se para dentro de si mesma. Ergueu muros em torno da sua alma para que esta permanecesse em segurança. Imediatamente, a suavidade desapareceu do rosto dele. O seu olhar tornou-se inquisitivo, como se pretendesse ver além dessa barreira. “Então, você cruzou os mares até a Inglaterra para servir de agente ao seu irmão? Não regressou por nenhuma outra razão?” Ele estava muito perto dela. Demasiado perto. Tinha de olhar para cima para ver o rosto dele. “Não havia nenhuma outra razão para eu vir.” “Não?” “Nenhuma.” “Eu acho que havia.” “Céus… você acha que eu fiz esta viagem para encontrá-lo?” Ela fingiu espanto. “É evidente que se eu conhecesse a sua verdadeira identidade, teria feito. Atrevo-me a dizer que num só dia poderia facilitar-me o encontro com pessoas que a mim levaria semanas para conseguir. Se eu soubesse que Edmund era na realidade Easterbrook, eu teria procurado-o imediatamente ao chegar a Londres.” Ele respondeu com um sorriso indolente. Leona conseguia sentir a aura dele deslizar ao seu redor numa carícia curiosa, procurando alguma abertura nas suas defesas. “Não teria feito nada disso. Quer eu fosse Edmund ou Easterbrook, teria fugido de mim, teria se escondido, independentemente dos benefícios que eu pudesse proporcionar-lhe para as suas missões neste país.” “Eu teria me escondido de você? Por que razão faria tal coisa?” “Porque eu te intimido. Aterrorizei a garotinha e ainda amedronto a mulher.” Ele adivinhou a reação dela com tanta confiança que a deixou irritada. Ela endireitou os ombros. “O Senhor é um pouco estranho e um tanto grosseiro. O que me fez hoje foi uma afronta. Além disso, você era demasiado pensativo naquela época, mas nunca assustador.” Ele aproximou-se de repente e ela sobressaltou-se. Ele riu baixinho. “Está vendo?” Leona manteve a sua posição, enfrentando-o quase tocando o rosto no dele. “Sobressaltada não é o mesmo que amedrontada, Lorde Easterbrook.” “Foi um alívio para você quando eu tive que sair de Macau. Mal poderia esperar que eu embarcasse.” “Não havia outra saída senão fazê-lo embarcar naquele navio ou já se esqueceu disso?” “Havia um assunto a ser resolvido entre nós e você não lamentou escapar ao acerto de contas. Era muito inocente e imatura para compreender que me desejava tanto quanto eu desejava você.” “Está enganado. De qualquer forma, isso pertence ao passado. Já não sou uma garotinha ignorante e você não é Edmund. Isso muda tudo.”


“Na verdade, Leona, a partir do momento em que entrei neste quarto, eu percebi que há coisas que o tempo, o lugar e os nomes não mudam.” Pois não. Maldição. Maldito Easterbrook. Ele acercou-se dela, perto o suficiente para dominá-la sutilmente. Tão perto que talvez fosse capaz de escutar a forma impressionante como o seu coração batia. A curva rígida da boca dele combinava com a confiança arrogante que havia nos seus olhos. Ele conseguia perceber que a deixava perturbada. Christian sabia que ainda conseguia transformá-la na garotinha de dezanove anos, prometida a um noivo que não a atraía nem um pouco comparado com o belo estranho hospedado na casa do seu pai. No entanto, uma coisa havia mudado. Como mulher, ela compreendia o poder de atração de Christian de uma forma que a garota não conseguira. Reconhecia a sua resposta ao fascínio misterioso que dele emanava como sendo pura excitação sexual. Leona temia que ele também percebesse. Procurou afastar-se dele, mas Christian segurou-a pelo braço, impedindo-a, e puxou-a para si. A ousadia dele a surpreendeu. Christian tocou-lhe com a mão no rosto, ordenando-lhe que ficasse quieta. O olhar dele exigia obediência. Os pensamentos de Leona rodopiavam, transformando-se em objeções incoerentes quando ele inclinou a cabeça dela para trás. Os lábios cálidos e secos de Christian uniram-se aos dela e, em seguida, começou a demonstrar-lhe que ainda conseguia hipnotizá-la. Calor. Uma intimidade tão imediata e profunda que não parecia natural. Arrepios sensuais e dissimulados. Surpresa e perplexidade a intensificaram. Os anos dissiparamse e ela estava sendo beijada pela primeira vez por um jovem imprudente com um espírito caótico e negro… um homem perigoso, que oferecia aventuras do corpo e do coração que ela não se atrevia a aceitar. Enquanto durou, o beijo baniu todas as suspeitas. Emoções juvenis revigoravamna como uma brisa costeira. A excitação provocava-lhe um formigamento nos seios, uma contração no ventre e uma sensação desconcertante num local diabólico mais abaixo no seu corpo. Leona fez todo o possível para não revelar o quanto ele a perturbava. Bastaria um suspiro ou um gemido e, muito provavelmente, acabariam naquela cama verde. No entanto, não o repeliu. As sensações estimulavam-na de tal forma que não tinha forças para tal. “Você é um enigma, Leona” murmurou Christian. A mão dele permanecia no seu rosto e a respiração aquecia-lhe a orelha. “Sempre foi. Talvez seja esse o seu fascínio.” “Somos todos enigmas uns para os outros, suponho.” “Para mim, muito poucas pessoas o são.” Leona afastou-lhe gentilmente a mão do braço. Distanciou-se dele e recompôsse. “Lorde Easterbrook, uma vez que proporcionou este reencontro inesperado, talvez concorde em ajudar-me na minha missão. Isto é, em nome da nossa antiga amizade em Macau.” Ele franziu as sobrancelhas perante a forma como ela retomou o fio da conversa, como se nada digno de importância tivesse acabado de acontecer. “Isso depende do tipo de ajuda que você solicitar, Leona.”


“Gostaria de ser apresentada ao seu irmão, Lorde Hayden Rothwell.” “O que pretende de Hayden?” “Foi-me dito que é muito provável que ele conheça os comerciantes e investidores que vim procurar em Londres.” Christian parecia enfadado com um pedido tão simples. “Se o deseja, arranjarei uma maneira de você conhecê-lo.” “É muito gentil da sua parte. Fico muito grata. Contudo, embora rever os velhos amigos seja sempre agradável, esta visita inesperada atrasou os planos que eu tinha para hoje. Dai-me permissão para partir? Já terminamos?” A atenção do marquês concentrou-se nela. Não lhe agradou a forma como ela pusera fim ao encontro, dispensando a companhia dele. “Estamos longe de ter terminado, Leona.” “Na minha opinião, a nossa conversa está totalmente terminada, Lorde Easterbrook. Por favor, aceite a minha decisão.” Instalou-se um silêncio tenso. Não mais de dez segundos, pensou Leona. Nesse breve período, ele parecia estar tomando uma decisão. O ambiente íntimo que os rodeava, a cama, as almofadas e os tecidos sensuais deixaram de ser apenas um pano de fundo e transformaram-se em argumentos visuais indicadores de que, afinal, não seria assim tão bom dar o encontro por terminado. Leona desejou poder convocar ira, indignação ou orgulho para fortalecer as suas defesas. Desejou poder afirmar que o beijo não a havia tentado. Na verdade, naquele momento, rodopiava no seu coração um turbilhão de emoções e o corpo doía-lhe devido ao desejo intenso que os atraía com tentadoras investidas. “Você sempre esteve autorizada a sair.” disse ele. “Não há nenhum guarda lá fora.” “Sendo assim, vou prosseguir com o meu passeio da tarde. Desejo-lhe um bom dia, Lorde Easterbrook.” Pegou o chapéu e dirigiu-se à porta, mas as suas pernas trêmulas mal lhe permitiam caminhar. “Leona.” A pronúncia calma do seu nome a fez deter-se depois de ter aberto a porta. A sonoridade do seu tom de voz fez disparar uma sensação traiçoeira pelo centro do seu corpo. “Leona, parece que já não é tão inocente e imatura.” Ela olhou para ele. Christian, em mangas de camisa, colarinho aberto e botas de cano alto, estava deslumbrante. Mais forte do que ela se recordava. E também mais arrogante. Houve momentos comoventes em que Edmund mostrara uma vulnerabilidade que, suspeitava ela, não existia em Easterbrook. “Essa é uma forma de despedida estranha, Lorde Easterbrook. Talvez eu fuja e me esconda como você previu.” “Não estou preocupado com isso. As suas missões irão mantê-la por perto. E desta vez, Leona, antes que qualquer navio leve um de nós para longe, eu irei ter você.”


Capítulo 3

“Por favor, explique o que você quer, Lorde Easterbrook.

Descreva-o enquanto examinamos o seu reflexo no espelho juntos.” Christian olhou para o espelho. Um rosto redondo olhava de volta por cima do seu ombro. “Eu quero que você corte-o. Isso é o que você faz, não é? “ A cara de lua sorriu com modéstia fingida. “Eu não corto simplesmente, Lorde Easterbrook. Seu criado poderia fazer isso. Eu me visto. Eu tenho estilo. Eu sou um artista. Assim como um escultor não se limita a esculpir, eu...” “Sim, sim. Bem, seja um artista. Não exagere, porém.” O rosto desapareceu. Duas mãos gorduchas levantaram seu cabelo, pesou, debateu, julgou. Tesouras apareceram. “Vamos deixar seu cabelo do mesmo jeito, com estas ondas inquietas, basta domesticá-lo um pouco e trazer o comprimento até aqui.” As tesouras tocaram o ombro de Christian. Christian fechou os olhos, não para deixar de ver os cachos caírem, mas para bloquear a peculiar intensidade que o artista exalava enquanto ele esculpia. O centro não se formaria agora, mas seus próprios pensamentos poderiam fornecer um retiro enevoado que difundira a sua sensibilidade. Ele vinha praticando nos últimos dias ao descobrir o alívio com mais facilidade. Ele iria precisar dele nas próximas semanas . Lembrou da saída de Leona de seu reencontro, enquanto ele a olhava da sua janela do quarto de dormir. Ela fez uma pausa antes de entrar no coche. Ela olhou para a fachada da casa, em direção à janela onde ele estava. Ela não tinha-o visto, ele tinha certeza. Ela nunca permitiria que seu rosto se mostrasse tanto se ela soubesse que ele a observava. Sua raiva tinha sido óbvia. E a sua indignação. Fora isso, o que ele viu? Constrangimento? Provavelmente sim. Alguma outra coisa apareceu em seus olhos também. Preocupação? Suspeita? Tristeza? Ele nunca esteve realmente seguro com Leona. Ela possuía uma notável capacidade de desviar suas percepções ímpares de emoções de outras pessoas. Muito poucas pessoas em sua vida tinha demonstrado uma imunidade, mas com Leona ele era tão ignorante quanto qualquer um sobre o que ela realmente sentia. Exceto quando se tratava de desejo. Um homem não precisava de um dom especial para perceber em uma mulher ou sentir sua reação quando ele a beijou. Nada havia mudado nada, apesar de todas as suas tentativas de fingir o contrário. Assim que ele entrou naquela sala a atração tinha puxado entre eles, tão intensamente como


nunca. A realidade era muito mais poderosa do que a memória e a memória diminuíra muito pouco. Depois de sete anos, era maravilhoso que ele não tivesse violado sua visão. Seria preferível se ela simplesmente aceitasse a forma como era entre eles e o que isso significava. Como tinha de ser. Parecia que em vez disso ela estava tentando fazê-lo seguir a sua maneira, o que significava alterar seus hábitos por um tempo. Que assim seja. Mãos moviam-se ao redor de seu rosto como grandes insetos irritantes. Recortes invadiram suas lembranças daquele beijo revelador. De repente, todos os sons pararam. Christian abriu os olhos. Um rosto redondo novamente olhou por cima de seu ombro no espelho. "Você gostou, Lorde Easterbrook? Eu acredito que ficou bem. Muito bem." Seu cabelo parecia muito com o que ela viu uma hora atrás, apenas um pouco mais curto e menos rebelde. Se o artista considerava elegante o suficiente, provavelmente era. Ele tirou o pano que protegia as suas vestes. "Ele fará." O cabeleireiro recuou, levando seu estojo de tesouras e pomadas. Christian chamou seu criado. "Meu senhor?"... "Envie para o alfaiate." Confusão. Preocupação. Pobre Phippen. O desfile de mensageiros da manhã, comerciantes e outros visitantes o afligia. A abrupta atividade atípica sugeria que os piores rumores sobre a sanidade de seu novo mestre eram verdadeiras. " Posso perguntar, meu senhor... que alfaiate? Weston ? Stulze?" " Envie para Davidson " uma voz ordenou. Phippen se assustou e olhou para o homem que tinha acabado de entrar no quarto de vestir. " Devo de fato enviar para o Sr. Davidson como Lorde Hayden recomenda?" "Nossa família tem usado os serviços de Davidson durante anos. Se Lorde Easterbrook falar do alfaiate, é dele a quem se refere." disse Hayden. "Christian, desde quando você realmente se encontra com ele antes da primeira prova? Ele tem suas medidas e você normalmente dá a ordem e deixa-o decidir o corte e tecido. Considerando que você raramente deixa esta casa, há poucas razões para a agitação também." "Phippen, envie um bilhete para Davidson dizendo que eu o quero aqui hoje à tarde." disse Christian. Hayden se jogou em uma cadeira. Sua atenção vagava pelo quarto de vestir, então finalmente, em seu único outro ocupante. Seus olhos azuis se estreitaram no cabelo de Christian. Curioso agora. Profundamente então. "Você parece estar ordenando que um monte de pessoas venha vê-lo hoje, Christian. Alfaiates. Cabeleireiros também, se não me engano. Eu." Christian se jogou em outra cadeira estofada. O quarto tinha cinco delas, todas um pouco desgastadas, agora que ele percebeu. "Será que o meu pedido incomodou você?" "Venha me ver antes do meio-dia não é um pedido."


"Foi isso que eu escrevi? Eu pretendia escrever por favor, me chame antes do meio-dia se a sua querida esposa puder dispensar você. Como está Alexia?" "Será logo. Quinze dias, no máximo." Orgulho. Amor. Medo também. A última emoção, tão rara em Hayden, poderia ser entendida de um homem cuja esposa estava prestes a dar à luz. "O que é que você quer?" "Eu gostaria de apresentá-lo a alguém. " Hayden novamente estreitou os olhos para o cabelo de Chrsitian, então olhou para a porta como se lembrasse do recado de Phippen para o alfaiate. "E este alguém é uma mulher? " "Sim". "Espero que você não vá pedir para nós recebermos a sua amante. Ouvi rumores que você esteve com a Sra. Napier. Dadas as circunstâncias, o que aconteceu com Rose, prima de Alexia e a situação delicada em relação a sociedade, eu preferiria esperar até... " "Não é uma amante. Não é Sra. Napier, pode ter certeza. Esta é uma velha amiga. Ela pediu para conhecê-lo e eu concordei em fazer a apresentação." "Eu achava que você não tinha amigos, antigos ou novos, masculinos ou femininos." "Então você achou demais, o que você está apto a fazer às vezes. Essa amiga é uma visita vindo de Macau e procura uma apresentação para fins comerciais." Hayden levantou-se. Ele andou até a penteadeira. Ele distraidamente passou os dedos pelas escovas, então se virou e cruzou os braços. "Macau?" "Seu pai era um Country Trader. É assim que eles chamam os comerciantes licenciados pela Companhia das Indias Orientais para realizar o comércio entre os portos indianos. Como muitos outros, ele expandiu-se para o comércio entre a Índia e alguns outros países asiáticos." "Eu sei o que é um Country Trader, Christian. Eu administro as finanças da família." "Perdoe-me. Bem, Montgomery e eu nos tornamos amigos quando eu estive lá. Ele se casou em uma família Portuguesa em Macau. Ele conseguiu se estabelecer através dessa conexão e participar do comércio chinês via Canton, além de suas negociações no litoral indiano. Agora, sua filha chegou a Londres e..." "Você estave em Macau?" o ressentimento de Hayden cristalizou na atmosfera. "Isso foi durante esses anos quando desapareceu e ninguém sabia onde diabos você estava?" "Eu nunca mencionei Macau?" "Não, maldição. Você nunca revelou uma única coisa sobre o tempo em que você nos abandonou, seu deveres...tudo." "Eu não tinha idéia de que eu nunca tivesse discutido isso. " "Inferno, você ignorou todas as perguntas. Se você não está ciente disso, é por causa da sua auto-absorção esmagadora e..." "Parece que eu estou satisfazendo a sua curiosidade, finalmente. Eu conheci a senhorita Montgomery, enquanto eu estava em Macau. Seu irmão agora herdou o


negócio do pai. Ele havia sofrido uma série de infortúnios sob a administração de seu pai, de que eu duvido que tenha se recuperado completamente. Ela está em Londres para formar associações que possam beneficiar os negócios de seu irmão, e ela especificamente pediu para conhecê-lo." "Onde mais você esteve? Além de Macau?" "Índia. Tibet. A própria China, durante duas semanas, embora eu quase tenha sido pego. Rússia..." "Tibet?" "Todos os tipos de lugares, Hayden, mas você está desviando essa conversa das minhas intenções." "Dane-se as suas intenções." A raiva de Hayden estalou fora dele. Christian suportou aquilo, considerando que ele raramente tolerava essas intromissões de ninguém, exceto seus dois irmãos. Uma pessoa não pode viver no centro escuro o tempo todo, e no final, conhecer mais alegrias dos seus irmãos do que eles conhecem as suas dores. Ele esperou até que a pequena tempestade de Hayden acalmasse. Seu irmão era o mais razoável dos homens. Os ventos dispersariam em breve. "Eu acredito que a senhorita Montgomery vai estar na cidade por pelo menos quinze dias mais ou menos." Hayden falou com uma facilidade branda que combinava com uma calma renovada, mas tênue. "Minha mente não está em finanças e comércio no momento." "Esta introdução pode esperar até depois do nascimento de seu filho, se é isso que você quer dizer." "Então envie um outro de seus convites imperiais neste momento, Crhistian, e vamos organizá-lo." Ele caminhou até a porta. "Rússia e Tibet. Inferno." Com a saída de Hayden, a memória da visita de Leona retornou. Novamente Christian viu seu rosto antes que ela entrasse no carro para passar sobre seus planos à tarde. Ele se perguntou o que esses planos eram. Ele não questionou que ela estava em Londres para promover negócios de seu irmão. Ele apenas duvidava que ela tinha realmente esquecido ou perdoado a maneira que o negócio quase tinha sido destruído há sete anos. Ele vagou para a câmara de esgrima, e em seu camarim. Este espaço servia de armazenamento agora, um lugar onde ele depositava itens pessoais que não estão mais em uso. Enquanto ele se movia entre caixas de madeira e mala, mantinha o olhar aceso em uma parede coberta com quadros que exibiam insetos, samambaias, e sementes.

Você gasta muito tempo com essa coleção, Christian. Melhor seria se você lesse livros ou praticasse com suas pistolas. Eu não vou ter um filho, que se transforma em um daqueles bolseiros estranhos que persegue borboletas. Ele havia lido muitos livros e praticado muitas horas com sua pistola. Livros e armas, como a coleção, poderiam ser feitos em particular. Sozinho. Nem tinha sido verdadeiramente interessado em insetos e sementes. Eles tinham sido uma desculpa para ir na floresta e campos, onde ele seria poupado da consciência estranha e muitas vezes dolorosa de infelicidade de outra pessoa. Havia muita miséria na casa em sua juventude.


Ele puxou um baú para a frente e abriu. Completo de fragmentos de dois anos de viagem, oferecia preferencialmente poucas lembranças que importavam. O objetivo real do que tinha sido a viagem de fuga, não descoberta. Tinha sido um acidente que resultou na descoberta depois de tudo. Empurrou para o lado estatuetas estranhas e tecelagens. Lá no fundo estava um diário de porte médio, com páginas grossas. Aproximou-se dele e parou com a mão suspensa sobre sua capa de couro marrom. Ele nunca tinha lido as notas dentro dele. Ele tinha razões para não querer saber o que revelariam e tinha motivos para pensar que estas notas poderiam lançar luz sobre os cantos mais escuros da vida de seu pai. Elas poderiam expor segredos que ainda permaneciam enterrados pelo tempo e lugar. O último marquês tinha comprometido sua cota de pecados e Christian tinha há muito tempo decidido que não queria aprender com eles. Ignorância tinha sido um caminho para a libertação. Ele não queria entrar nesse pântano de culpa e obrigações herdados novamente. Agora, no entanto, poderia ser sábio abrir este diário. Leona tinha mentido durante o encontro. Ele não precisava de sensibilidade especial para as suas emoções para conhecê-la. Estava quase certo de que ela não tinha vindo para Londres apenas para ajudar seu irmão. Ela também queria terminar a cruzada de seu pai. Se o pai dela estivesse metade certo sobre suas teorias, ela poderia estar caminhando para um problema. Ela certamente suspeitava que Edmund tinha levado estas notas que seu pai havia feito enquanto eu trabalhava através de suas suspeitas e suas investigações realizadas. Quando um homem e um item desaparecem ao mesmo tempo, só um idiota não veria a possível conexão. Ela poderia ter solicitado a Edmund que devolvesse o diário. Ela provavelmente não iria confiar em um marquês sobre qualquer coisa em relação a esta segunda missão, no entanto. Ele contemplou o diário por um bom tempo. Então fechou o baú. Ele iria lê-lo se fosse preciso, mas duvidava que chegaria a isso. Ele pretendia manter Leona muito perto dele e iria desviá-la desse caminho particular, se ela se aventurasse para baixo dele. Ele voltou para o seu camarim. Havia mais uma tarefa para ser concluída. Ele enviou para Miller. "Leve isso para a Sra. Napier. Dê-lhe minhas desculpas por não estar chamando-a hoje à noite." Miller pesou a pequena caixa na mão. Seu conteúdo tinha sido comprado de um dos comerciantes que o visitaram esta manhã. "Nenhum bilhete?" "Esse colar é toda a explicação que é necessário." Miller olhou para a caixa com desagrado. "Eu espero que não haja uma cena. As mulheres podem ficar dramáticas quando elas são jogadas de lado." "Não haverá nenhum drama. Sra. Napier tem apenas duas emoções fortes, luxúria e ganância. Ela é inteligente o suficiente para saber que a satisfação do primeiro é fugaz, enquanto que a do último dura para sempre." "Para não falar fora de hora, senhor, mas ela parece um pouco cruel." "Não mais do que a maioria das pessoas, infelizmente. Não mais do que você e eu, isto é certo."


Miller sorriu, bastante satisfeito por ser incluído no mesmo círculo com um marquês, mesmo que fosse um implacável. Miller se afastou para entregar o presente de despedida. Christian assumiu que uma boa parte do seu recente conforto físico saiu pela porta também. Lidar com as mulheres era a parte mais difícil de sua vida. Romance seria impossível se sentisse não só o desejo e as alegrias da pessoa amada, mas também suas decepções, seus momentos intermitentes de ódio e suas acomodações relutantes. A erótica e impiedosamente prática Sra. Napier tinha sido, ele teve que admitir, a amante perfeita para o amaldiçoado Marquês de Easterbrook.


Capítulo 4

Griffin Winterside, gerente da Companhia das Índias Orientais, acusado de mimar e bajular o Parlamento, observou o Sr. Hubson olhando a nota de dez libras deitada na mesa de mogno. Era um monte de dinheiro para um cocheiro alugado com a parelha de cavalos que ele dirigia. "Descreva a carruagem que a levou embora, Sr. Hubson". "Uma grande. Dois lacaios e outro, o jovem, que não estava de libré. Secretário talvez. Carruagem de um lorde, eu diria, mas eu não vi a porta." Winterside duvidava desta opinião. Leona Montgomery era irmã de um mero Country Trader. O que um lorde iria querer com ela? "Ela tinha reuniões frequentes com tal sociedade elevada?" "Eu a levei para dois desses endereços. Fiquei um tempo respeitável em ambos. Ela foi recebida isso é certo." Hubson olhou para a nota novamente. Winterside colocou a nota de lado. "Tudo a seu tempo, Sr. Hubson. Tudo a seu tempo. Quais são os dois endereços?" Hubson se inclinou para frente, como se ele estivesse preocupado que alguém pudesse ouvir sua indiscrição. A pose fez seu peito rotundo ameaçar a segurança dos botões de seu colete. "Houve uma festa na casa de Lady Barraclough, há duas semanas. Muito presunçosa ela estava em ter esse convite. Vestiu-se muito bem, ela fez. Então, deixeme ver...." Ele levantou a cabeça e pensou muito. "Seis dias atrás, foi, ela me pediu para levá-la até Grosvenor Square. Para a casa de Lorde Easterbrook. Ela visitou a sua tia, Lady Wallingford". Hubson descreveu um cronograma social fino para a senhorita Montgomery, e nenhum de muito interesse. Lady Barraclough era uma mulher inofensiva com um marido estúpido. Easterbrook era um recluso excêntrico e sua tia uma hárpia insípida. Soou como se a senhorita Montgomery estivesse batendo nos elos mais fracos das correntes que barravam as portas da sociedade. Nenhum de seus movimentos apresentou qualquer motivo para se preocupar. "Você viu esta carruagem devolvê-la a sua casa?" Hubson balançou a cabeça. "Eu tinha tratado da carruagem e dos cavalos e acabei tirando um bom cochilo até lá." Muito ruim. Essa história da carruagem intrigou Winterside. Ela poderia pertencer a um homem que tinha preparado uma surpresa para a Srta. Montgomery. Ele esperava que sim. Um caso de amor seria garantir que a senhorita Montgomery estava ocupando seu tempo em Londres sobre os assuntos mais comuns.


Winterside tinha certeza de que os assuntos ordinários eram tudo o que ela pretendia aqui. Outros não concordavam. Não foi bem a senhorita Montgomery que provocou o seu interesse, mas quem seu pai tinha sido. Ele suspirou interiormente. Que bobagem sobre história antiga. Como se uma mulher soubesse ou daria a mínima para as acusações bizarras de Reginald Montgomery. No entanto, homens importantes queriam garantias de que ela não tinha seguido o padrão de seu pai. Hubson deve ter pensado que o silêncio refletia descontentamento com a sua resposta, porque ele tentou novamente. "Eu não vi o seu retorno, mas eu fui vê-la mais tarde naquele dia. Ela saiu de novo." "Ela fez isso agora?" "Lá estava eu, estabelecendo-me e ela mandou o chinês me dizer para trazer a carruagem ao redor. Isso não me agradou, você sabe. Eu tinha deixado tudo pronto uma vez, e para começar tudo de novo..." "Onde você a levou?" "Para o Royal Exchange." "O Royal Exchange? Você tem certeza? Sem dúvida, ela procurava uma loja nas proximidades. " "Era a casa de câmbio que ela queria. Eu a vi entrar. Ela não ficou muito tempo. Não mais do que quinze minutos. Eu achei estranho. Uma mulher que vai a uma casa de câmbio." Não é tão estranho. Ela era filha e irmã de um comerciante. O Royal Exchange era o centro do comércio, em Londres. Ela poderia estar apenas curiosa. "Diga-me, Sr. Hubson. Você já levou-a em qualquer outro lugar que você considera estranho?" Hubson pensou tanto que seu rosto carnudo estava vincado na testa e na boca. "Na verdade não." Claro que não. Winterside preparava a ponta de sua caneta. Ele iria escrever ao seu contato entre os homens importantes e explicar que a senhorita Montgomery não havia se envolvido em nenhuma atividade para causar o menor interesse... "Exceto o dia que ela foi para Mincing Lane." "Mincing Lane, você disse?" "Na verdade, para o cruzamento. Ela me mandou andar com os cavalo e voltar em meia hora. Mas, quando eu segui em frente, eu olhei para trás e ela estava caminhando para a Mincing Lane." "Você tem certeza absoluta de que era Mincing Lane?" "Eu tenho sido cocheiro em Londres por 22 anos, senhor. Eu acho que conheço as ruas da cidade muito bem, obrigado." Winterside recostou-se na cadeira e contemplou esta última noticia. O cocheiro olhou ansiosamente para a nota de dez libras. "Leve-o, Sr. Hubson. Nós terminamos aqui e você pode ir embora." Hubson puxou a nota e se despediu. Winterside moveu a tinta para mais perto. Ele tinha sido muito otimista em esperar que pudesse acabar com esse problema hoje. Havia apenas uma razão para a Srta. Montgomery ir para Mincing Lane.


"É bom vê-la se preparando para sair", disse Isabella. "Você esteve tão tranquila nos últimos dias que eu temia que você estivesse doente." Leona inclinou a cabeça enquanto Isabella acariciava a escova para baixo do seu couro cabeludo e nas costas. "Eu não estava doente. Eu estava pensando." "Em coisas boas, eu espero." Não inteiramente. O reencontro com Edmund/Easterbrook exigiu uma reavaliação de muitos assuntos. Ela estava reexaminando seu passado com ele. Ela estava de luto por suas lembranças inocentes, conservadas cuidadosamente ao longo dos anos, mesmo quando a maturidade lhe ensinou mais ceticismo. Seu coração se encolheu quando ela viu tudo com os olhos recém-abertos. Ela pensou que eles tinham compartilhado uma intimidade especial de almas e mentes, e uma paixão não realizada de corpos e corações. Nos anos seguintes, ela ainda se convenceu de que ela tinha sido uma idiota por não agarrar a emoção que ele ofereceu em vez de ser tão boa. Ela tinha amaldiçoado seus medos de menina e estimado a nostalgia do jovem que emocionou seu sangue. Agora sua mente via cada sorriso lento e cada olhar escuro, cada beijo roubado e toda a confiança privada, a partir de uma perspectiva diferente. Tinha sido apenas um brinquedo conveniente para divertir o marquês quando ele não estava ocupado abordando outros assuntos, mais importantes. Esses outros assuntos ocupavam sua mente agora. Esta manhã, ela tinha colocado o passado para trás e voltado sua atenção para o presente e o futuro imediato. Ela tinha começado a considerar como esta descoberta chocante poderia afetar seus planos na Inglaterra. Easterbrook estava desconfiado sobre suas razões para vir a Londres. Apesar de sua insistência de que ela pretendia apenas ajudar seu irmão, ele não tinha acreditado nela. Mesmo no final ele se referiu a suas missões. Plural. Isso implicava que ele sabia que outras razões poderiam atraí-la aqui. Que por sua vez, provavelmente, fez com que suas suspeitas sobre ele fossem corretas. Se ele tivesse feito isso? Roubado os papéis de seu pai? Fugido de Macau, com todas as provas de que seu pai havia acumulado enquanto ele investigava os ataques ao seu negócio? O momento do desaparecimento do diário sempre a fez se perguntar, mesmo que seu coração tivesse argumentado contra a sua mente com mais força. Afinal, que utilidade teria para um hóspede essas anotações e cartas? Elas não tinham nenhum valor para um naturalista e aventureiro. Seu pai não tinha ficado angustiado pela perda do diário, pois sua sua mente afiada poderia recordar seu conteúdo com pouco esforço. Ela, no entanto, não tinha quase nenhuma informação depois que ele morreu. Ela queria o diário e as provas que continha. Easterbrook sabia disso. Tinha quase certeza que ele sabia. Ele imaginou que ela tinha a esperança de encontrá-lo para que pudesse pedir os papéis de volta. Agora, ela não se atrevia nem mesmo a deixá-lo saber que ela suspeitava que ele tinha.


Sua identidade mudou muito. Tudo. Para o Marquês de Easterbrook, o roubo pode ter sido a razão pela qual ele estava em Macau, para começar. Ele poderia ter descoberto que seu pai havia traçado a fonte de sua opressão de volta para a Inglaterra, e acreditava que alguns dos membros da Câmara dos Lordes estava atrás dele. Easterbrook, provavelmente, chegou a Macau procurando uma maneira de proteger seus amigos ricos, sua família, ou a si mesmo. Ele havia mentido sobre sua identidade para que ele pudesse descobrir o que seu pai sabia e interferir com as tentativas de seu pai de expor todos eles. Isabella terminou de arrumar seu cabelo. Leona sentiu o coque e cachos pendurados. "Onde está Tong Wei?" "Ele está na biblioteca estudando sua leitura em Inglês." "Vamos até ele. Eu quero dizer uma coisa aos dois." Eles o encontraram lá, curvado sobre um livro infantil. Como um menino, Tong Wei tinha trocado aulas de língua com um funcionário Inglês em Macau. Era ilegal ensinar chinês aos estrangeiros, mas Tong Wei tinha arriscado. Por sua vez, ele tinha aprendido Inglês muito mais puro do que o dialeto falado pelos intérpretes oficiais, e ele aperfeiçoou a serviço de seu pai. No entanto, ele nunca tinha aprendido a ler em Inglês. "Eu vi o Edmund," Leona anunciou uma vez que ela tinha a atenção de Tong Wei. "No dia que eu fui ao Royal Exchange." "Então foi por isso que você tem estado tão quieta e pensativa", disse Isabella. "Ele está a mesma coisa?" "Ele não é de todo a mesma coisa. Ele não é nem mesmo Edmund. Esse não é o seu nome. Esse viajante que aceitou a hospitalidade de meu pai era na verdade um dos nobres mais graduados aqui, o Marquês de Easterbrook. Ele mentiu para todos nós." "É uma boa notícia, não é? Que ele é este marquês?" perguntou Isabella. "Ele tinha muito carinho por você. Se ele ainda não..." Ela ergueu as sobrancelhas para as possibilidades. Alusão de Isabella reavivou a memória do beijo recente de Easterbrook. E seu toque. E a sua confiança em sua vantagem. O coração de Leona tremia suavemente, um eco de suas reações no quarto de dormir verde. "Afeto não é a palavra correta para o seu interesse naquela época", disse ela. "Ele é um homem poderoso meramente por seu nascimento", disse Tong Wei. "Eu espero que você não tenha feito nada para irritá-lo ou insultá-lo quando ficou sabendo da sua antiga decepção." "Eu não acho que tenha feito, mas eu fui incapaz de esconder o meu choque. Ele concordou em me ajudar." "Isso vai ser muito útil." Seria. Se ela pudesse confiar em si mesma, ela poderia até tentar obter mais da ajuda de Easterbrook. Não para seus planos privados, mas para os que tocaram em seu irmão. Suas palavras de despedida, no entanto, indicaram que ela não ousaria ter muitos encontros com o marquês. Eu vou ter você. Leona não estava acima de usar o interesse de um homem para seus próprios fins, mas ela sabia que não devia brincar com fogo, especialmente quando as chamas


eram em si mesma, assim como ele. Ele já tinha provado que eles estavam. Mesmo suas suspeitas sobre sua traição não mudaria isso, para seu desânimo. "Você vai precisar de um guarda-roupa melhor se você vai conviver com um homem", disse Isabella. "Vamos ter de vender algumas jades". "Eu não vou conviver. Ele irá fornecer uma introdução, nada mais. Eu pensei que vocês dois deveriam saber a sua verdadeira identidade, no entanto." Leona estava sentada na mesa de escrita e folheou as cartas de apresentação armazenadas lá. "Não venda a jade ainda. Podemos precisar dela mais tarde e para coisas mais importantes do que o meu guarda-roupa. Poderemos ficar aqui mais tempo do que eu esperava." Ela esperava que não. Vindo para a Inglaterra, ela não tinha a intenção de deixar o seu irmão por mais de um ano. Ela havia se esforçado para prepará-lo e os negócios para a sua ausência, mas ela não poderia ficar de fora por tempo indeterminado. Gaspar pode ser o chefe titular de sua companhia agora, mas ele ainda era muito inexperiente. Ela encontrou a carta escrita por um outro Country Trader para prover uma introdução da sua irmã em Londres. Ela iria visitar esta mulher hoje. Embora ela não esperasse que a visita produzisse qualquer benefício direto, nunca se sabe quem conhece quem. Ela ficaria grata por uma conexão mais tênue para as pessoas que ela precisava ver. Com o recente revés dos planos dela, mesmo um pequeno passo para a frente seria útil. Leona entrou em sua casa, contemplando o seu encontro com a Sra. Fines. Tinha sido mais útil do que ela imaginava. Sra. Fines poderia ser irmã de um comerciante, mas ela havia se casado com alguém acima de sua família. Seu marido era um advogado e relacionado através de sua mãe com um barão. Até o momento que a visita terminou, Sra. Fines insistia em obter bons convites e introduções para a sua nova querida amiga. Enquanto Leona desamarrava a touca, Isabella correu para o salão de recepção. "Ele está aqui", disse ela com entusiasmo. "Quem está aqui?" "Edmund. Você está certa. Ele está muito diferente. Eu não o reconheci no começo." "Eu não vi nenhuma carruagem. Nenhum cavalo. E o nome dele não é Edmund". "Talvez ele tenha voado. Ele está lá, na biblioteca com Tong Wei." Leona lutou para manter um semblante agradável, mas esta surpresa deixou seu coração acelerado. Ela não esperava que Easterbrook viesse aqui. "Ele pediu para ser informado quando retornasse... Easterbrook. Eu acho que ele veio te ver, não Tong Wei." disse Isabella. "Eu não tenho certeza se eu quero vê-lo, no entanto." "Eu não vejo como você pode evitá-lo, a menos que queira insultá-lo. Isso não seria sábio. " Não, não seria. Um pouco irritada e mais animada do que ela queria, Leona foi até a biblioteca.Nenhum som a saudou quando ela abriu a porta. A sala tinha uma quietude que ela reconhecia. Tong Wei estava sentado no chão, com as pernas cruzadas à sua frente e as costas tão retas que sua fila pendia. Easterbrook descansava em uma cadeira. Como


Tong Wei, seus olhos estavam fechados. Nada sobre ele se moveu, nem mesmo um cílio. Leona não se moveu também, mas ela sentiu o rompimento que sua mera presença causou. Ela tornou-se uma pequena pedra jogada em um lago sereno. Pequenos redemoinhos oscilavam em toda a superfície. Eles saíram de seus devaneios juntos. As pálpebras de Easterbrook levantaram-se e ele olhou para ela com olhos ainda não inteiramente no mundo novamente. Tong Wei levantou-se com um movimento fluido que refletia a força e a agilidade. Tong Wei fez uma reverência para Easterbrook, em seguida, caminhou até ela. "Ele nunca mais parou. Todo esse tempo ele continuou." "Ele não faz o mesmo que você, no entanto. Ele não se senta como você faz e como você ensinou-lhe." Easterbrook havia emergido completamente e ressuscitado de sua cadeira, mas ele permitiu que a conversa continuasse e permaneceu fora de audição. "Também não acredita. Ele usa a verdade, mas não a aceita como verdade. Tudo na mesma." Tong Wei fez uma reverência para o seu convidado de novo e se retirou da biblioteca. Leona enfrentou Easterbrook sozinha. "Ele disse que você domina os métodos, mas não aceita as verdades." "Não é a minha fé. Eu o insulto, mostrando os métodos não dependendo de acreditar?" "Você desconcerta ele, não o insulta. Ele também está satisfeito, creio eu, em ver que você continua seus esforços e que você encontra a paz nos resultados. Ele se sente lisonjeado que você o visitou hoje." "Eu o teria procurado, em qualquer caso, se eu soubesse que ele estava em Londres. No entanto, minha visita hoje não é apenas para vê-lo." Não, ele não tinha. Que Deus a ajudasse. Ela procurou alguma calma, concentrando-se sobre as muitas maneiras que sua aparência tinham mudado desde seu último encontro. Ninguém iria confundi-lo com um criado agora. Ele estava parecendo um lorde. Sua sobrecasaca evitava a cintura beliscada exagerada que estava na moda, mas ainda revelava sua forma. O colete era muito conservador. Seu cabelo estava mais curto por um palmo e mais perfeitamente enquadrado ao seu belo rosto. "Eu não me desculpei muito bem da última vez que nos encontramos, Leona. Eu devo ter contribuído para o seu choque ao ver-me de novo. A maneira em que eu levei você até mim, eu peço desculpas. Eu deveria ter encontrado uma maneira melhor." Duvidava que Easterbrook se desculpasse muitas vezes, a ninguém. Ela lhe permitiu morar no desconforto vago que este pequeno discurso parecia causar-lhe. "Talvez eu não o tenha desculpado bem, devido ao estado de choque." "Eu diria que você me tratou esplendidamente bem. Mas então você sempre fez." Nem sempre. Não completamente. Era uma espécie de ele fingir que ela nunca havia sido uma tola, no entanto. Ele serpenteava através da biblioteca, tendo em seus casos e compromissos. "Você alugou esta casa por muito tempo?" "Três meses". "Há quanto tempo você está em Londres?" "Um mês amanhã."


"Eu suponho que você trouxe cartas de apresentação." "Muito poucas". "No entanto, só recentemente chegou em companhia da minha tia e ela é mais acessível do que a maioria e não muito rigorosa com quem recebe. Vai mais lento do que o esperado." "Infelizmente, sim." Seu caminho trouxe-o para perto dela. "Eu tenho tomado medidas para você que você não solicitou. Eu confio que você não vai se importar." "Que tipo de medidas?" "Eu disse à minha tia que me agradaria se você fosse convidada para mais encontros. Aqueles de boa sociedade. Ela vai abrir algumas portas. Eu também disse ao advogado da família que me agradaria se você recebesse convites para festas de sociedade menos elevada. Os comerciantes, financistas e tal." "Isso é bom vindo de você. No entanto, eu aprendi uma coisa ou duas nas últimas semanas. Você é bem conhecido, é claro, e objeto de uma fofoca. Diz-se que você não participa de eventos sociais. Um recluso, você é chamado assim. Porque você acha que o seu prazer declarado irá produzir convites para mim?" "Porque eu sou Easterbrook." Sua resposta não tinha sequer soado arrogante. Ele se limitou a afirmar uma realidade que explica tudo. Uma visão veio a ela, que ela suspeitava que era importante. Ele anunciou sua identidade, não só com calma confiança, mas também com a aceitação total. Ser Easterbrook não seria apenas sobre a influência e riqueza. Ele não só significaria que as pessoas se curvassem para você e procurasse agradá-lo. Não seria ruim junto com o bem e obrigações, juntamente com o prestígio. Foi assim que ele tinha mudado, ela percebeu. Sua aparência era o de menos. O jovem de Macau tinha exalado caos escuro. A escuridão ainda existia, mas não se pronunciava mais e o caos tinha sido domado. Perguntou-se se a forma calma que ele disse que eu sou Easterbrook era a razão para esta mudança essencial, ou o resultado dela. Olhou para o relógio de bolso. "Minha carruagem deve retornar em breve. Você vai me acompanhar até o parque." "Isto é gentil de sua parte, mas eu tive um dia cheio." "Você vai se juntar a mim, Leona. Vai reforçar o meu patrocínio de seus esforços. A sociedade vai vê-la na minha companhia e os convites virão, não importa qual seja o seu nascimento e a história." "Se eu estiver em sua carruagem, sozinha em sua companhia, a sociedade não vai entender mal?" Isso lhe deu uma pausa, mas não pelas razões que ele deveria. Seu sorriso suave estava implícito que na sua mente eles não entenderiam nada se tirassem conclusões, mas que ele iria entrar na hesitação dela por enquanto. "Isabella virá também", disse ele. "Isso deve deixar adequado o suficiente." Embora possa torná-lo adequado o suficiente para suas intenções, ela duvidava que a presença de Isabella impediria a fofoca. No entanto, só um tolo se recusaria a influência de um marquês que tinha decidido ajudar seus planos, não importa quais os seus motivos e não importa qual suas suspeitas. E Leona não era uma tola.


Capítulo 5

Christian suspeitava que quando ele finalmente fosse para o inferno, a perdição carregaria uma estranha semelhança com a hora na moda em Hyde Park. O esmagamento em si não o oprimia. Ele podia tolerar multidões e até mesmo procurá-las por breves períodos de tempo. Mercados poderiam ser estimulantes, por exemplo. Eles eram tão cheios de variedade nas pessoas reunidas que o bem equilibrava o mal. Muito parecido com uma sinfonia que poderia revigorar com seus contrastes e vários instrumentos, um bom público experimentado com moderação, poderia realmente ser apreciado. A hora da moda, infelizmente, não era uma sinfonia. Pelo contrário, consistia em inúmeras buzinas balindo a mesma nota fraca, mais e mais. Mesmo as pessoas interessantes tornavam-se tediosas e rasas no Hyde Park, às cinco horas. Ser agredido pela insipidez esmagadora esgotava ele. Ao mesmo tempo, ele instruiu o cocheiro para andar no meio dela. Ele centrou seus pensamentos sobre a mulher que o agraciava com a companhia dela na carruagem aberta, até que as buzinas se tornaram gemidos abafados no fundo. Leona conversava com Isabella, ressaltando chapéus e carruagens e outras coisas de interesse de mulher. Isabella estava vestida com roupas inglesas, mas sua herança oriental mostrava-se em seu rosto macio, redondo, olhos e cabelos pretos diferentes simplesmente pelo penteado. Lembrou-se de Isabella como uma menina à deriva entre dois mundos, quando ele estava em Macau. A filha não reconhecida de um funcionário português que tinha feito da sua mãe sua amante, ela tinha sido mal tolerada pelos europeus, apesar de sua mãe ter lhe dado um nome europeu na esperança de que fosse ajudar. Os chineses por sua vez tinham ignorado completamente a filha de sangue misturado. Leona tinha sua amizade com a Isabella marginalizada naquela época. Como Christian melhor poderia dizer, Isabella era empregada e companheira da senhora Leona agora. Isabella tinha arrumado o cabelo de sua senhora em um estilo elegante que se aproveitava da cabeleira de cachos castanhos de Leona. Ele tinha visto esses cachos que fluíam descontroladamente e sensualmente algumas vezes, ao invés de enfeitados por laços e gavinhas que se encaixam tão bem debaixo de seu chapéu de palha hoje. Uma vez tinha sido na noite em que o ajudou a fugir Macau. Outra vez tinha sido no início de sua visita, quando o encontrou no seu pior, então tornou-se o espelho no qual ele viu o covarde que ele era. Leona tentou não olhar para ele enquanto ela apreciava o parque. Eventualmente, ela reconhecia sua atenção, no entanto. Seus olhos escuros e


expressivos encontraram o seu e permaneceram apenas o suficiente para revelar a sua cautela em relação a ele. Ela ainda estava inclinada a correr e se esconder, ele adivinhou. "Você está falando demais com Isabella." disse ele. "Você está me dizendo que essas pessoas finas acham errado conversar com um dos criados?" "Eu estou dizendo que você deveria estar falando comigo ao invés dela. Você vai ter que fazer isso eventualmente, Leona." Ela dirigiu um olhar direto para ele. Ela não tinha idéia de quanta paixão poderia ser vista em seus olhos quando seu temperamento fosse cutucado e como isso poder despertar um homem. "Tudo bem, vamos falar. Você vai escolher um tema ou eu deveria? Carvão seria simples e um produto da curiosidade do momento." "Agora, a curiosidade é minha, por isso a escolha deve ser sua." Ela olhou para os cavalos e carruagens tão próximos que podia tocá-los. "Desde que chegamos, muitas dessas pessoas têm tentado chamar sua atenção e cumprimentá-lo, mas você cortou cada um deles. Você é sempre tão rude? Ou será que o seu título e posição significa que a palavra grosseiro nem sequer se aplica a você? " Era mais um ralhar do que um desafio. Ele não tinha outra opção a não ser voltar sua atenção para os muitos corpos que pressionavam por eles. Ele balançou a cabeça para algumas saudações como endereços eram pagos. Uma vez que este era o inferno, uma lembrança de seus pecados era inevitável. Tão logo tinham abafado o som das buzinas, dois deles soaram bem no ouvido dele. Sra. Napier apontava vindo de outra direção, exibindo sua beleza loira de seu poleiro em um cavalo branco. Vendo sua carruagem, ela apontou para ele. Em volta do pescoço, ela exibia um colar de diamantes, um pouco impróprio para a hora. Ele servia como prova para a sociedade de que o termino com seu amante recente tinha deixado-a com mais lucro do que o desfrutar de sua presença nunca faria. Ela sorriu enquanto seus olhos frios examinavam Leona nas sombras sob a aba do chapéu violeta. Uma alegria cruel comunicou que ela achava que ele tinha feito um negócio muito pior do que ela na contabilização final do caso. Como se um demônio não bastasse, outro cavalo parou ao lado da Sra. Napier durante o tempo que a carruagem de Christian levou para passar por ela. Outro de seus pecados se juntou ao exame dos ocupantes da carruagem, em seguida, as duas mulheres levaram suas montarias para longe, desfrutando de uma piada particular. "Para um recluso, parece que você não está sem amigos", disse Leona secamente. "Eu não sou um recluso. Isso é um rumor sem fundamento." "Obviamente. Espero que o outro rumor seja infundado também. Aquele que diz que você é louco." "Na verdade, ele diz que eu sou meio louco e isso é na pior das hipóteses um exagero."


Ela riu. Foi gutural, um som sensual e a primeira memória que ele tinha dela. Esse riso, vindo da parte de trás da casa de seu pai, intrometendo-se no escritório calmo onde Reginald Montgomery recebia o viajante que havia chegado a sua porta. Nostalgia invadiu-o, por aquele momento e no próximo, quando a menina apareceu de repente naquele escritório com seus olhos negros animados. Ele sabia duas coisas naquele momento, o conhecimento tão essencialmente necessário quanto qualquer pensamento. Ele sabia que ela era imune a sua maldição e ele sabia que ele a queria. Ele suportou a multidão que passava por mais alguns minutos e depois fechouos todos para fora. "Eu não tinha notado a atenção que me deram porque eu tinha a intenção de desfrutar de sua companhia, Leona. E, confesso, eu estava imaginando o seu cabelo do jeito que eu vi em Macau e que desejava vê-lo assim novamente." " "É improvável que você veja, mesmo que você seja Easterbrook e espere que o mundo se conforme com o seu prazer. Eu sou uma mulher madura agora e devo parecer com uma." Não tardaria vê-lo, no entanto, o que ele queria, mas ele deixou passar. "Diga-me como está seu irmão. Você falou de sua capacidade com o comércio e nada mais." Ela recostou-se, talvez aliviada por um tema tão fácil. "Ele se parece muito com o meu pai, agora que ele está crescido. Há pouco da minha mãe nele." "Você disse que ele vai para Canton agora. Isso significa que ele tem que deixá-la sozinha em Macau durante o período de negociação. Deve ser solitário para você." De outubro a maio, os comerciantes europeus viviam em Canton, do lado de fora de seus muros na negociação de casas ou fábricas mantidas por cada país sobre a estreita faixa de terra designada pelo imperador. Seus movimentos eram estritamente regulados pelos Mandarins que executavam a vontade imperial. Até mesmo suas visitas a suas famílias no enclave Português de Macau envolvia um protocolo elaborado e pagamento de taxas elevadas. Desde que Canton era o único portal para o comércio legal com a China, o sistema restritivo era tolerado apesar de ter sido fortemente ressentido. "Não é tão solitário. Há outras mulheres que esperam como eu. Tenho Isabella e Tong Wei permanece como um guarda." "Será que a família de sua mãe ajuda com o negócio? Não havia necessidade de ser envolvida, enquanto o seu pai estava vivo, mas seu irmão é jovem ainda." Sua expressão ficou fria. "Embora a nossa Companhia ainda carregue seu nome, a família Tavares escolheu vender seus direitos a sua parte quando meu pai morreu. Eles calcularam que iria cair em ruína e não queria que as dívidas fizessem o seu caminho de volta para eles." "Desde que ela não caiu em ruína, eles calcularam errado". "Parece que sim." Os melhores cálculos tinham sido dela. Ela conhecia suas próprias habilidades e valor como a família de sua mãe nunca o faria. Christian poderia imaginá-la, a filha de luto, talvez dramática em sua desolação na sua perda, em silêncio, pesando os riscos e os lucros, se a família Tavares entregasse a sua parte.


"Pedro rompeu o noivado, ao mesmo tempo, eu assumo." Ele olhou para ela de perto, sem nada mais do que instintos normais para determinar o quão astuta ela tinha sido. "Sim, tudo aconteceu ao mesmo tempo." Um pouco de perturbação tremeu em sua direção. Não de Leona, mas de Isabella. Tristeza. Simpatia. A acompanhante se lembrou da angústia de Leona naquela época, mesmo que Leona mascarasse completamente. Não tão angustiada para que ela não jogasse suas cartas com astúcia, no entanto. Se os Tavareses queriam distanciar-se de um negócio ou não conviver com uma mulher insultada por um noivo, Leona havia assegurado que o que quer que fosse permanecesse com seu irmão, no total. Leona fez uma exibição de olhar ao longo do caminho, anunciando com a distração que este tema específico fora concluído. Ele ocupou-se em admirar os belos ossos de seu rosto e a plenitude antiquada e erótica de seus lábios. A maturidade favoreceu sua beleza incomum. Essa boca e seus olhos refletiam seu sangue Português, mas o resto do seu rosto era Inglês. A combinação resultou na familiaridade tingida pelo exótico e seus olhos escuros contrastavam fortemente com a palidez de sua pele translúcida. "Lorde Easterbrook, você ainda está convocando uma boa dose de atenção", observou ela. "Há um homem ali por aquelas árvores que só olha para você, tanto quanto se ele estivesse vendo um fantasma." Ele notou o homem em questão. Bonito, de cabelos escuros e elegante, ele acompanhava uma mulher muito menos elegante no vestido, mas adorável à sua maneira celta. Neste momento, a beldade estava notando o interesse de sua companheira na carruagem de Easterbrook e expressou seu próprio espanto de boca aberta. "Se você está se referindo ao homem com a mulher, cujos cabelos vermelhos estão fluindo do jeito que eu gostaria de ver o seu, é o meu irmão mais novo Elliot. A mulher é sua esposa, Phaedra." "Por que ela está olhando tão atordoada?" "Ela está surpresa ao me ver aqui. Eu não participo deste ritual social, muitas vezes." Ele disse a seu cocheiro para puxar para o lado e parar. "Eu deveria apresentálo, eu acho." "Se você só supõe, talvez você não deva." "O objetivo deste passeio era incentivar introduções para você. Nós podemos muito bem começar com a minha família." Ela aceitou sua mão e deu um passo ao lado dele. "O quão raro você participa desse ritual?" "Raramente". "Quando foi a última vez?" Ele colocou a mão em seu braço e caminho em direção a Elliot. "Deixe-me pensar. Eu creio que foi cinco, não, seis anos atrás." Lorde Elliot Rothwell tinha engolido seu choque no momento que Easterbrook o saudou. Ele se curvou para Leona e escutou com interesse a apresentação. "Macau, você disse. Que interessante." Lorde Elliot deu ao seu irmão mais velho um profundo olhar curioso. A estranheza peculiar resolvida entre os dois homens.


Lady Phaedra correu para aliviar o momento. "Mais do que interessante. Eu ouso dizer que fortuito, pelo menos para mim. Vamos dar uma volta juntas, senhorita Montgomery, enquanto eu a crivo com algumas perguntas que eu tenho sobre as suas experiências no Extremo Oriente." Lady Phaedra guiou Leona, deixando os dois irmãos sozinhos, sob a árvore. Os passos de Lady Phaedra fizeram com que seu vestido fluísse ao redor de seu corpo, revelando que ela estava grávida. Leona olhou para Easterbrook e seu irmão. "Eles estão com raiva um do outro?" "O marquês é muito peculiar para incitar a raiva. Por complexidade, sim. Confusão, muitas vezes. Aborrecimento, diariamente. Mas não raiva." "Eu ouvi alguns rumores que concordam com você." "As pessoas giram teorias quando não são entregues uma história que explica o que vêem. Na verdade, ninguém sabe muito sobre ele. Nem mesmo sua família. Ele evita a sociedade e raramente sai de casa, ou assim pensamos. Mas nós realmente não sabemos, não é? Ele não apresenta tolos gentilmente e pode ser autocrático, mas qualquer homem de sua posição é assim. O fato é que, mesmo que não saibamos o que ele é, ou como ele gasta o seu tempo, ou o que ele pensa, ou se ele pensa em alguma coisa." Ela sorriu maliciosamente. "Agora nós sabemos que uma vez ele visitou a China." Leona sorrateiramente deu um outro olhar para os irmãos. A conversa não parecia contenciosa, mas não parecia acolhedora também. "Chega de falar de Easterbrook", disse Lady Phaedra. "Eu prefiro muito mais falar sobre você. Acho interessante ter viajado até aqui para atuar como uma agente para o seu irmão." Leona contou brevemente a história dela. Ela percebeu que a mente de Lady Phaedra era tão pouco convencional como sua aparência e que a história foi recebida de forma diferente do que foi por outras mulheres. "Que aventuras você deve ter tido" disse Lady Phaedra. "Apenas a sua viagem aqui é notável, mas sua descrição de visitar a Índia e as ilhas do Extremo Oriente para garantir o comércio, enquanto o seu irmão era menor de idade é surpreendente." "Não havia escolha a não ser fazer isso." "Há sempre uma escolha e a maioria das mulheres teria feito uma diferente." O único diferente teria sido a total dependência da família de sua mãe. No entanto, ela entendeu o que Lady Phaedra quis dizer. Ela abraçou o destino dado a ela, e não tornou muito difícil alterá-lo. Ela estava orgulhosa de que ela tinha conseguido na maioria das vezes. Necessidade tinha obrigado a vencer todos os medos e ser mais ousada do que até mesmo o seu pai teria esperado. Nem tinha seus deveres verdadeiramente terminado quando Gaspar atingiu sua maioridade. Seu pai havia lhe ensinado muito do seu negócio sem realmente planejar, mas Gaspar era muito jovem para absorver tais lições antes da morte de seu pai. Seu irmão provavelmente gerenciaria este ano, enquanto ela estava fora, mas ele ainda não podia executar esse negócio sozinho para sempre. Lady Phaedra foi aquém em um remendo da luz solar. "Você tem algum talento com a caneta?" "Uma quantidade média. Eu não escrevo poesia, se é isso que você quer dizer."


"Eu acho que você provavelmente escreve uma boa carta, no entanto. Pergunto por uma razão. Eu tenho uma pequena editora que herdei do meu pai. Decidi publicar uma revista para senhoras. Tenho a intenção de que ela seja mais letrada do que as outras. Ocorre-me que você pode descrever sobre essas terras distantes, como você viu, e educar os meus leitores nos costumes e questões importantes destes lugares." Era uma nova noção e que cativou o interesse de Leona. "Você só quer descrições de roupas e alimentos e tal?" "Poderia ser sobre qualquer coisa que você escolher. Eventos que você testemunhou. Problemas que percebeu. Claro que você não deve ignorar a moda e sociedade totalmente. Isso sempre será de interesse para a maioria das mulheres." Não tanto para a mulher que iria publicar a revista, Leona pensava. Lady Phaedra era adorável, mas incomum na simplicidade de seu vestido verde pálido e seu cabelo solto. Nenhuma outra mulher no Hyde Park parecia com isso. "Diga que você vai considerá-lo," Lady Phaedra insistiu. "Suas cartas vão fazer as primeiras edições desta revista diferentes." "Eu vou ver se consigo escrever uma que você ache aceitável. Se você gostar dela, podemos falar ainda mais." Easterbrook se aproximou com seu irmão ao seu lado. "Parece que você formou uma aliança, senhorita Montgomery." "Uma que promete ser benéfica para nós duas, eu espero", disse Lady Phaedra. "Por favor, visite-me logo, senhorita Montgomery." Easterbrook assistiu Lady Phaedra ir embora com o marido. "Ela não é a mulher que eu teria escolhido para ele e a história em torno de seu casamento causou um escândalo, mas ela é mais do que o conteúdo." Ele falou como se Leona tivesse pedido sua opinião. "Eu a achei muito amável e interessante. Por que você não escolheria ela?" Ele começou a acompanhá-la de volta para a carruagem. "Amável pode ter certeza. E interessante. Mas também voluntariamente peculiar e deliberadamente não convencional. Isso não a recomendaria inicialmente." Ele olhou para ela. "Eu disse algo que te diverte?" "Nem um pouco, Lorde Easterbrook. Foi generoso em reconciliar-se com sua peculiaridade intencional. Que mente aberta que você tem." Ao retornar para sua casa, Easterbrook acompanhou ela e Isabella até a porta. Em seguida, ele entrou atrás delas. "Deixem-nos", disse ele. Isabella inclinou-se e correu para longe. Leona se recusou a convidá-lo para uma das outras câmaras. Tudo o que ele tinha a dizer poderia ser comunicado neste salão de recepção. Ele olhou-a um longo tempo, como se esperasse que ela falasse primeiro. Ele a enervava, fazendo-a sofrer com o olhar assim. A câmara parecia encolher, trazendo-o mais perto, embora nenhum deles tenha se movido. "Este plano, fazer as apresentações e tal", disse ele. "Vai ser muito mais eficaz se você se mudar para Grosvenor Square." Ela não esperava uma abertura tão contundente tão cedo. "Eu estou contente aqui e eu nunca iria me impor a sua tia." "Ela não consideraria isso uma imposição, eu garanto".


"Ao mesmo tempo, me juntar a sua casa seria muita intimidade com uma mulher que eu mal conheço." "Não haveria intimidades que você não concorde. É uma casa muito grande. " "Eu devo declinar a sua oferta generosa." Ele aceitou bem o suficiente. Ele andava sem rumo pela câmara encolhendo. "A apresentação para o meu irmão Hayden terá que ser adiada uma semana ou algo assim. Seu primeiro filho vai nascer a qualquer momento." "Eu sinto muito que você até mesmo tenha levantado essa questão com ele sob essa circunstância." "Ele não se importa. Nesse meio tempo, os convites começarão a chegar para você amanhã, mais do que você pode aceitar. Se você tiver alguma dúvida sobre o que deve ter precedência, terei prazer em ajudá-la com isso." "Obrigado." "Você tem o guarda-roupa necessário? Se não, eu vou..." "Eu não posso permitir isso, então por favor não ofereça." Ele tomou a segunda rejeição muito bem também. Leona manteve sua posição e tentou ignorar como ele conseguia dominar o que havia se tornado um espaço minúsculo, agora, aquele em que ela estava no centro e seu passeio descontraído arqueava ao seu redor. "Você está nervosa, por estar sozinha comigo", ele observou. "Não há nenhuma razão para ter medo." "Não? Você declarou suas intenções de forma explícita quando nos encontramos em sua casa e elas não são honradas. Agora você está propondo coisas que estão destinadas a me atrair." "Será que isso importa tanto? Se elas são honradas ou não?" "É claro que isso é importante. Um marquês pode pecar com freqüência e impunidade, mas eu não sou tão privilegiada." "Como uma mulher do mundo você sabe que esses acordos são tão normais e tão bem aceitos em todas as sociedades que chamá-lo de pecado é uma piada. Se eu estou atraindo-a, é mais do que uma sedução casual, no caso de você não entender isso." "Eu vivi na China. Eu sei o que é uma concubina. Uma amante inglesa não tem a mesma segurança. Eu não nasci ou fui criada para o que você tem a oferecer, não importa o quão confortável e lucrativa a situação pode revelar-se temporariamente para ser." Ela falou com mais determinação do que sentia e não só porque ele fez seu estúpido coração saltar do jeito que ele sempre faz. Como amante de Easterbrook ela poderia realizar tudo o que ela tinha vindo fazer aqui em Londres e em muito pouco tempo. Mesmo que ele tentasse impedi-la, mesmo se suas piores suspeitas sobre ele fossem corretas, ela estaria em melhor posição para descobrir tudo isso se estivesse em sua casa e sua cama. Ela poderia até achar o diário se pudesse mover-se livremente em sua casa. Seus próprios cálculos cruéis a chocaram. Mas a excitação insidiosa que ele inspirou pediu a ela para pegar a desculpa.


Ela confiava que tinha ouvido a finalidade em sua voz. Ela assumiu que ele iria se despedir. Ele não o fez. Em vez disso, ele contemplou-a com aquele exame direto, por mais tempo do que ele tinha feito durante a sua última reunião. "Por que você não se casou? Eu não acredito que Pedro terminou o noivado como você disse." "Oh, ele terminou. Completamente." A virada repentina no tema aborreceu ela. Ele tinha um talento para jogá-la para fora do seu equilíbrio. "Mas você não se importou muito. Assim como você não se importa muito com minhas seduções agora." Seu temperamento estalou como um chicote. "Como você se atreve a presumir conhecer a minha mente? Agora ou depois? Eu era uma mulher sozinha, órfã, sem fortuna e sem segurança e eu não era tão estúpida a ponto de ignorar que Pedro oferecia ambos." "Isso não é a mesma coisa que querer se casar com ele. Ele pode ter assustado você por ser deixada aos seus próprios meios, mas você não estava com o coração partido por se livrar dele." "Você é um homem vaidoso e insuportavelmente arrogante. Você acha que a sua origem lhe dá o poder de ler os corações dos outros, como um deus. Meu pai me ensinou o valor do orgulho, mas minha mãe me ensinou sobre os pecados das raças, e sua presunção de onisciência está perto da blasfêmia." "Não tenho a pretensão de conhecer a sua mente. Sua história não parece verdadeira, isso é tudo. Pedro poderia ter terminado o noivado por causa da falta de negócios de seu pai. No entanto, ele não poderia usar essa desculpa porque isso não seria motivo suficiente para terminá-lo com honra." Ela mal conseguia manter a compostura e ela mostrou-se incapaz de manter sua postura educada. Ela andava de um lado para o outro, sua raiva crescente, em passos muito longos e rápidos. Ele não tinha o direito de escolher e investigar isso. Ele não tinha o direito de interferir com o passado, bem como o presente e exigir respostas dela como se tivesse um direito divino de ouvi-los. "Quanto desperdício você ativar sua mente brilhante para a minha história, Lorde Easterbrook. Certamente há assuntos mais urgentes para ocupar você. Claro, você está correto. Pedro não admitiu a verdadeira razão. Ele encontrou uma melhor para dar ao mundo. Se você quer saber, a razão era você. Ele me acusou de mais do que um flerte bobo e ele acreditou nisso." Christian assistiu suas palavras furiosas derramarem. Ele levantou a cabeça e fez uma pequena careta. "Pedro não tinha provas, no entanto. Não havia nada para ter." "Você acha que ninguém se importava, depois de terem ouvido o seu conto? Você acha que ele era tão estúpido que não poderia dizer que algo tinha acontecido entre nós? Você acha que Branca poderia enfrentá-lo quando ele a intimidou para saber o que precisava? Você me procurou sozinho de novo e de novo e fomos descuidados com a minha reputação. Não havia provas suficientes para o seu propósito e com o meu pai morto não havia ninguém para defender a minha honra." Ele pegou o braço dela enquanto ela caminhava, parando-a. Ela não lutou contra seu domínio, mas ela recusou-se a olhar para ele.


"Se você foi mantida até o desprezo, peço desculpas, Leona. Se você queria o casamento, eu sinto muito." Seus dedos seguraram seu queixo e virou seu rosto para o dele. "Você queria?" Santo Deus, mas o homem era impossível. "E se eu disser que não, não realmente, isso significa que sua culpa se foi?" "Primeiro o pecado, agora culpa. Eu não penso dessa forma. Nem você. " "Você não tem idéia de como eu penso. Agora, por favor, o dia me cansou e essa conversa me deixou muito aborrecida para ser hospitaleira. Mostre alguma bondade e me deixe para me recompor." Ele não a soltou de uma só vez. Ela sentiu sua atenção invasiva deslizando ao seu redor, como se ele procurasse conhecer verdadeiramente sua mente. Ela protegeu a si mesma como ela sempre fez. Sua expressão se endureceu em resposta, como se uma batalha sem palavras apenas tivesse sido travada para um empate. Finalmente, ele a soltou e se afastou. Sério agora, ele caminhou até a porta. Enfrentou-a novamente antes que ele cruzasse o limiar. "Eu posso não conhecer a sua mente, mas eu sei o suficiente e eu serei amaldiçoado se eu vou fingir que eu não faço. Eu sei que você também me procurava. Eu sei que o desejo nos liga de maneira tão poderosa que afeta cada palavra e cada movimento e até mesmo o ar que respiramos. Eu sei que eu estou contente que o cretino pomposo não conseguiu você. E eu sei que o único pecado que cometi com você em Macau era não estar tomando você quando eu poderia ter."


Capítulo 6

Silêncio. Calma. Sua respiração combinando um ritmo

maior na escuridão. Nenhum tumulto. Nenhum desejo. Um estado de auto-suspensão tentando se formar e crescer... O meu equilíbrio interior não iria segurar. Em vez disso, uma memória mais viva que se intrometeu era natural. Imagens movidas na escuridão de sua mente. De repente, ele estava de volta em Macau em uma noite perfeita... Cores brilhantes com luar de prata. Aromas de lótus da lagoa próxima. Lâmpadas brilhando em casas para além da parede do estuque. Um ruído silencioso o encontrou, misturando-se com os sons da noite. A beleza do jardim e a paz zombavam dele. A tranquilidade fez a tempestade dentro dele tudo, menos suportável. Fomes e dúvidas e ressentimentos retumbavam em sua cabeça. Ele levantou o rosto para a brisa salgada, para que ela pudesse esfriar a raiva que queimava de uma fonte desconhecida. Ele não poderia viver assim. A raiva o levaria à violência ou a loucura. A tempestade iria quebrar algum dia e o banharia com desespero. Ele estava muito perto já. Ele encontrou consolo nas piores formas... Um som. Nenhum silêncio. Um ruído humano do tipo normal. Passos e respiração e um baixo zumbido feminino. Ela estava lá, de repente, no caminho à sua frente. Ela o viu e parou. Sua camisola branca brilhava debaixo da faixa escura de seu xale de seda longo. Seu cabelo escuro velado a ela. Sua pele parecia radiante na luz da lua. Desejo governou-o imediatamente, como sempre acontecia com ela. Vê-la era a faísca necessária para fazer sua chama despertar descontroladamente. Ela era inocente e erótica, tímida e cheia de vida, menina e mundana, tudo ao mesmo tempo. Ele a queria, constantemente, e ele não tinha o sonho meigo e suave do jogo de amor também. Esta não era a noite para enfrentar esta tentação. "Você não deveria estar aqui", disse ele. "Branca vai chicoteá-la se ela descobrir você aqui." "Branca está dormindo e eu estou velha demais para se chicoteada. Eu não sou uma criança, Edmund." Não, ela não era, apesar de sua inocência e ignorância. "Por que você saiu de casa, Leona?" Ela encolheu os ombros. "Eu não conseguia dormir. Eu estava inquieta. O dia me entediou. Eu ia a pé até o cais, mas é tarde demais." Ela inclinou-se para cheirar uma flor em um arbusto próximo. Seu cabelo caiu para a frente, enquanto ela se inclinava e os olhos fechados enquanto ela inalava a fragrância. Ele teve que ir até ela, é claro. A tempestade tinha recuado, como sempre fazia em sua presença. O calor dentro dele tinha uma razão agora.


Ela se endireitou enquanto ele se aproximava. Ele arrancou a flor e segurou-a, oferecendo-a para que cheirasse novamente. Ela se inclinou em direção a ela. Em direção a ele. Seu próprio perfume misturado com o da flor. Ela olhou para ele, sobre as pétalas. Ela sabia que estava nele. Ela sempre soube. Ele acariciou as pétalas macias pelo seu rosto. "Eu acho que você estava inquieta por uma razão, Leona. Eu acho que você veio a este jardim à procura de alguma coisa." A flor caiu e as pontas dos dedos a substituíram no caminho para cima e para baixo sua pele macia. Ela tremeu. Ela puxou o xale apertado, mas não tinha sido a brisa. Suas pálpebras baixaram e os lábios entreabertos com a sensação de sua carícia. "Você deve voltar para a casa." Suas palavras a alertaram, mas seu toque a atraiu. Ele a queria. Agora ele a queria desesperadamente. Ele poderia tê-la esta noite. Ele não duvidava disso. "Talvez você seja o único que deva voltar para a casa" disse ela. "É o meu jardim." Ele tinha que sorrir. Ele fazia muito isso com ela. Ele não conseguia se lembrar de sorrir muito em sua vida antes de Macau. "Isso seria rude. Você veio me procurar esta noite, afinal." "Por que eu faria isso?" Ele deslizou a carícia em seu pescoço. "Por isso." Ele segurou sua nuca e acalmou-a para seu beijo. "E isso." Maldição. Christian abriu os olhos. Memórias como esta havia penetrado sua mente por três dias. Esta deixou-o tão duro quanto aquele beijo tinha feito naquela noite e tão agitado como o humor que o tinha enviado para o jardim, em primeiro lugar. Ele se levantou, para colocar para fora ambos os efeitos. Era culpa de Leona. Tudo isso. O retiro de meditação era por causa dela e as distrações que o tornaram impossíveis também. Casar com Pedro, inferno. Que desperdício teria sido. Se ela não gosta de homens que pensavam que eram deuses, ela teria sido miserável. Aquele desgraçado a acusara de um caso com Edmund. O covarde. Mentiroso. Edmund era malditamente nobre para aproveitar de Leona. Ele deixou-a fugir naquela noite, embora tivesse perto de matar para fazê-lo. Ainda assim, ele tinha procurado-a com bastante frequência, assim como ela o havia procurado. Ele havia exibido uma impulsiva falta de discrição com ela e a deixou vulnerável à acusação de Pedro. Que ele a tinha salvado do casamento com o idiota lhe agradava, mas ele não gostava de imaginá-la sob a nuvem do escândalo. Ele deu a ela a liberdade, no entanto. Liberdade para agora vir para a Inglaterra. Liberdade para navegar pelos mares orientais. Liberdade, talvez, para ter os casos de amor que ela escolhesse. Ela vivia em um mundo de homens, desde a morte do pai, uma jovem adorável com olhos escuros que revelava sua natureza apaixonada e falta de reserva. Capitães, comerciantes, até mesmo os membros da Sociedade e do serviço naval ela tinha sentado em muitos jantares com os homens que gostariam dela.


Um calor agressivo, primitivo entrou em sua cabeça, trazendo um humor tão negro que ele encontrou-se olhando para o nada. Ele acalmou a tempestade antes dos relâmpagos. A forma como Leona inspirava emoções a tanto tempo desconhecidas que ele tinha perdido a capacidade de sentir-los chegando. Ele precisava encontrar distração para esses pensamentos constantes sobre ela ou ele realmente iria virar meio louco. Londres nunca se calava durante a noite. Mesmo no inverno, uma energia invisível fluía através da escuridão, os ecos dos anseios e medos, esperanças e alegrias pulsando nos seus edifícios por trás das persianas e cortinas. Na primavera, as forças da vida falavam com mais clareza, especialmente em uma noite clara e fresca como a que Christian atravessava. Ele encontrou a noite pacífica. Ele até mesmo saudou a vida sussurrando ao seu redor. A pior parte de sua maldição sempre foi o isolamento incentivado. Não era só doentio se retirar totalmente do mundo, mas também tinha há muito tempo admitido que ele não queria. Enquanto o centro escuro esperava com seu descanso e sua paz, ele poderia entrar em uma multidão humana um pouco. Leona lhe dera isso. Ela nem sabia o valor do presente. Quando ela pediu a Tong Wei para ensinar o jovem inglês sobre a meditação, o motivo tinha sido relacionado com a capacidade de Christian de sentir as emoções dos outros. Ele nunca tinha explicado. Nem para ela. Nem a ninguém. Era o tipo de coisa que parecia uma loucura. Por um longo tempo, ele tinha certeza de que acabaria por deixálo perturbado. Um homem não pode viver assim, invadido a todo momento por instintos sobre eus privados dos outros. Pior, a tentação de usar a maldição para os seus próprios fins era quase insuportável, e ele ainda ocasionalmente sucumbia. Ele testou a si mesmo enquanto caminhava, bloqueando as energias vagas, primeiro com concentração em seus pensamentos, em seguida, com um ritmo rigoroso que forneceu a paz encontrada no esporte. Todas as estratégias derivadas a partir do primeiro, no entanto. Se ele nunca tivesse encontrado o silêncio absoluto do centro altruísta, ele nunca saberia como se esforçar com os experimentos que exigiam menos esquecimento. Seu caminho eventualmente o levou a uma bela casa à beira de Mayfair, perto do parque. Como muitas outras, ela ainda mostrava o brilho das lâmpadas através de suas janelas. Londres não se calava à noite, e durante a temporada, Mayfair não dormia até perto do amanhecer. Um lacaio o escoltou para a biblioteca. Os homens reunidos lá olharam quando ele entrou. Uma mesa com quatro pessoas voltaram para o seu jogo de cartas. Christian foi até outro grupo ocupado apenas com copos de bebidas espirituosas. "Oho, Easterbrook. Não achei que você iria aparecer neste momento. Estamos precisando de um quarta à noite também. Fomos deixados com nada para fazer, além de beber e fofocas até agora." Bebida e fofocas eram o verdadeiro propósito dessas reuniões informais e os jogos de whist¹ eram simples preenchimentos, por isso a ausência ou a presença de uma ou outra pessoa realmente não importa. _____________________________________________ ¹ um jogo de cartas, normalmente por dois pares de jogadores, na qual os pontos são marcados de acordo com o número de truques ganhou. "O Narrador compara jogar jogos de cartas, como whist a usar poderes analíticos da mente humana."


Christian tinha herdado este círculo junto com seu título. Um convite para se juntar a eles veio assim que seu pai morreu. Por gerações, foi explicado a ele, Easterbrooks tinham sido membros deste clube muito pequeno, muito particular. Seis lordes e quatro bispos formavam o círculo, todos com títulos e considerados entre os mais antigos do reino. As origens do clube eram envoltas em enredos políticos tão perigosos que cada membro também era conhecido por um dos cartões de face em um baralho de jogo, na comunicação secreta caso fosse necessário. Como Easterbrook, Christian era o Rei de Copas. Os bispos tinham tomado os ases para si mesmos. Alguns membros algumas vezes ainda fazia uso dessas designações em sua referência a outro, mas a função do clube agora era principalmente social. Principalmente. Eles ainda trocavam favores políticos. Em algumas raras ocasiões, os membros decidiam como punir um colega em particular para os crimes que seriam muito embaraçosos para a nobreza se ele fosse julgado publicamente na Câmara dos Lordes. "Eu reorganizei meus planos só para você, Denningham", disse Christian ao homem corpulento de cabelos castanhos que o cumprimentou. O Conde de Denningham era o único membro deste clube que ele ocasionalmente via fora destas noites. Ele e Denningham tinham sido amigos na escola, em parte porque Denningham era tão amável, tão carente de malícia ou segundas intenções, que suas únicas emoções eram as escritas em seu rosto para que todos possam ver. "Você teve uma mudança de hábito. Tem saído bastante ultimamente, ou isso representa algo. Será que tem alguma coisa a ver com a mulher bonita vista com você ontem no parque?" Disse Rallingport. Visconde de Rallingport era presença constante nessas festas cartão e tinha sido por cinco anos, desde que ele herdou o título. Sua presença era tão previsível que as reuniões agora aconteciam em sua casa. Ele era basicamente um homem de bem, apenas muito apreciador de conhaque. "Senhorita Montgomery é uma velha amiga", disse Christian. "Eu queria que meus velhos amigos parecessem assim. Eu estou preso com Meadowsun aqui, e ele se assemelha a uma maçã velha." Meadowsun se parecia com uma maçã velha. Um homem mais velho, seu rosto possuía um padrão de rugas bem como fruto se desenvolve à medida que começa a secar. Desde que ele era franzino e careca, seu rosto era realmente tudo que se notava a respeito dele. Seria fácil para uma pessoa descartar o frágil Meadowsun de olhos pálidos tão inconseqüente. Isso seria um erro. Ele era um clérigo favorecido do Arcebispo na corte de Canterbury. Ele teve a orelha de um dos homens mais poderosos do reino e através do arcebispo exercia influência em toda a igreja e na Câmara dos Lordes. Nos tempos mais antigos, o próprio arcebispo tinha participado dessas reuniões, mas para as gerações de agora, o arcebispo tinha enviado um procurador. Esse procurador havia sido Meadowsun desde que Christian conseguia se lembrar. A sobriedade de Meadowsun emprestava um pouco de humor ao convívio na biblioteca. Ele observava na maioria das noites, não participava. A necessidade de discrição à sua posição significava que Meadowsun enterrava suas emoções tão


profundamente abaixo da superfície que só indiferença branda emanava dele em público. "Diga, eu falei com o Rei de Espadas hoje", disse Rallingport. Ele se referia ao Duque de Ashford, um membro sênior do seu grupo que raramente frequentava durante a temporada. "Ele pediu para ser liberado hoje à noite, mas mencionou que ele tinha ouvido falar do nosso amigo em Kent. O sujeito está muito infeliz." "Que pena" disse Christian. Rallingport referia-se ao objeto de um dos seus julgamentos privados. Ao Lorde tinha sido oferecida uma escolha entre confinamento em casa permanente no país ou escândalo ruinoso e desgraça insuperável em um tribunal. "Ele estava pedindo por socorro. Quer vir à cidade. Quer se livrar da governanta que lhe foi dada. Quer fazer uma festa." "Isso não é possível", disse Christian. "Nem nesta temporada. Nem na próxima temporada. Eu diria nem por vinte temporadas por vir." "Eu espero que sim. Naturalmente." "Seria desagradar o arcebispo mais dolorosamente se seu amigo deixasse sua propriedade em Kent," Meadowsun disse suavemente. "Eu vou explicar isso a Sua graça se você preferir." "Eu não disse que Ashford pensava o contrário, eu disse? Não há necessidade de explicar qualquer coisa, a qualquer um de nós ". "Denningham, você deveria escrever para o nosso amigo e recomendar que ele encontre um interesse para ocupar seu tempo", disse Christian. "Jardinagem, por exemplo. Você poderia compartilhar com ele as delícias do descanso que você gosta em suas experiências de horticultura." Denningham levou a sugestão a sério. Ele acenou com a cabeça para tranquilizar a todos que ele iria lidar com o problema, em Kent. Christian caminhou até as estantes de livros para escolher um charuto da seleção de Rallingport. Denningham o seguiu para buscar um também. "Então, como foi que você chegou a conhecer a senhorita Montgomery? Não gosto de você zanzando em público com uma mulher." O sorriso de Denningham era o de um jovem de sangue provocando outro, mesmo que ele nunca tenha se qualificado para o papel, mesmo quando tinha idade para fazê-lo. "Eu vejo que você também está parecendo menos bárbaro estes dias. Sua influência?" "Foi só um passeio pelo parque." "Seu primeiro na memória. Todo mundo diz que você se jogou sobre a Sra. Napier também. Todo mundo está curioso sobre o seu novo interesse. Muitas perguntas zumbindo ao redor. " "Que tipo de perguntas?" "Quem é ela, por que ela está aqui, qual é a sua história com você. Há sugestões de que ela não seja o que ela diz ser, e que está aqui para outros fins que ela alega." Ele balançou as sobrancelhas. "Uma senhora de mistério, e há aqueles recolhendo as pistas." "Onde você ouviu tudo isso?" "Por que, aqui mesmo. Antes de você chegar. " "De quem?"


Denningham acendeu o charuto e olhou para a sua companhia, enquanto ele soprava. "Maldição se eu me lembro. Ele estava lá, antes das cartas começarem, a forma como a conversa é. Como você foi visto com essa mulher da China, e alguém querendo saber quem ela é e o que ela está fazendo aqui, e em sua companhia nada menos. Esse tipo de conversa. Eu realmente não posso dizer quem levantou a questão." Mas alguém tinha. Aqui, entre os homens que provavelmente o conheciam bem como quaisquer outros do que seus irmãos homens. Poderia ter sido apenas conversa. As especulações sobre Leona eram, provavelmente, apenas curiosidade. Christian tomou o seu lugar na mesa em frente a Denningham. À sua direita sentou-se Meadowsun, o Obscuro. Isso igualava as coisas. As cartas de Denningham poderiam muito bem ser impressas em seu rosto, depois de tudo. Seja qual for a vantagem que Christian tinha com a quarta pessoa na mesa foi equilibrado pela vantagem que os seus dois adversários tinha com seu parceiro.

Caros leitores, Permita-me apresentar-me. Eu sou a filha de três países. Minha mãe era Portuguesa e meu pai era Inglês, mas eu vivi a minha vida na China.

Leona leu sua saudação três vezes antes de decidir que iria fazê-la. Ela abaixou a caneta. Passou meia hora descrevendo Macau. Ela visitou sua casa, em sua mente enquanto ela escrevia sobre as casas brancas crescentes em terraços e do passeio ao longo do cais. Dar uma imagem precisa da Catedral de St. Paul e a famosa Gruta de Camões era necessário algum pensamento. Ela se virou para os moradores, os chineses que compõem metade da população e as famílias portuguesas com as suas mulheres tão frequentemente vestidas de preto. Ela apresentou os Ingleses, que incluía excêntricos como o Sr. Beale que tinha um aviário em seus jardins e dezenas de pássaros engaiolados em sua varanda. Ela terminou com um vislumbre das paredes de Canton. Ela fez uma pausa. Esta seria a primeira de várias cartas, se publicado. Esta introdução seria suficiente. Ela deveria terminar agora com a promessa do que viria em ensaios posteriores. E, no entanto... ela abaixou a caneta.

Estou ansiosa para descrever este país exótico para vocês. Seus rituais e beleza são de grande interesse. No entanto, devo também dizer-lhe de assuntos menos coloridos e mais graves. Para um grande mal que se esconde nas águas em torno da China, o mal que as correntes do tempo e do comércio trará, inevitavelmente, às suas margens. Ela hesitou. Poderia ser mais prudente evitar anunciar seu interesse neste assunto. No entanto, expor este mal era uma das razões que ela tinha vindo para a Inglaterra. Nem era um propósito para além de seu desejo de ajudar o irmão, mas intimamente entrelaçada com ele. O destino tinha lhe entregado uma oportunidade inesperada em pedido de Lady Phaedra para essas cartas. Seu pai sempre dizia para estar alerta para esses momentos e para tirar o máximo deles.


Ela abaixou a caneta e anotou mais dois parágrafos. Satisfeita, ela levou a carta a um fim.

Deixe que outro correspondente restrinja-se a histórias sobre vestidos e boas maneiras. Eu prometo a vocês tudo isso, mas também mistério e intriga e segredos que não são sequer ouvidos falar no seu Parlamento. Eu prometo a você a beleza exótica e do terrível sofrimento que é a China hoje.

Ela pousou a caneta, assim que Isabella entrou na biblioteca, carregando uma pilha de cartas. "A correspondência aumentou hoje." Leona quebrou alguns selos. Easterbrook estava certo. Os convites já estavam chegando. Ela teria que exercer mais juízo do que ela possuía para decidir qual aceitar. Isabella não podia ler em inglês, mas ela entendeu o conteúdo suficientemente bem. "Não deveríamos vender algumas jades agora?" Leona fez alguns cálculos rápidos. Seu guarda-roupa atual não iria durar por muitos desses eventos antes de parecer cansado. "Eu suponho que devemos. Diga Tong Wei para ver o que dipomos, ele pode começar. Esta noite eu e você olharemos no baú as sedas que nós trouxemos conosco também e escolheremos um tecido para vestidos de jantar e vestidos de baile." Naquela tarde, Leona estava sentada na sala de Lady Phaedra enquanto sua anfitriã lia sua carta aos leitores da revista. Havia sorrisos durante a primeira metade, mas uma profunda carranca formada sobre a segunda. "Você disse que eu deveria escrever sobre assuntos de importância também", disse Leona. "Você me pegou pela minha palavra, eu vejo." "Se ele for muito importante, eu poderia..." "Você não vai mudar isso. Não é o que eu esperava, mas é convincente. Você tem a próxima escrita já?" "Eu não sabia se você iria querer uma próxima." Lady Phaedra colocou a página no colo. Ela brilhava lá em nítido contraste contra o vestuário preto em que descansava. Se Lady Phaedra tinha parecido estranha no parque, ela parecia muito teatral hoje, com seu vestido preto e cabelo vermelho fluindo e sem jóias ou adornos. Leona ocupava-se admirando a sala de estar. O mobiliário composto por uma estranha mistura de estilos, mas cada item era primorosamente trabalhado em si mesmo. A combinação de superfícies, cores e texturas criava um total vagamente exótico que parecia mais suntuoso do que qualquer item em particular. "Será que Easterbrook sabe que você escreveu isso e planeja mais?" Lady Phaedra perguntou, com a testa franzida ainda sobre o papel. "Por que eu iria informá-lo disso?" Ela recebeu um olhar penetrante em resposta, então Lady Phaedra dobrou a carta. "A minha revista será intitulada Banquete de Minerva. Seria apropriado se, entre as frutas e doces, houvesse uma porção de carne. Vou publicar isso, mas só se você prometer mais três cartas em um modo similar." Ela ofereceu uma soma modesta pelas cartas. Leona estava aceitando quando um criado chegou, trazendo um cartão. Lady Phaedra examinou. Suas sobrancelhas se ergueram.


"Certamente, ele quer ver o meu marido", disse ela para o criado. "Ele quer, Senhora. Lorde Elliot, no entanto, pede que você receba o visitante enquanto ele termina uma carta que ele está escrevendo." Lady Phaedra disse ao criado para trazer o visitante. Ela entregou a carta para Leona. "Guarde isto em sua bolsa, por enquanto." A razão para fazê-lo entrou na sala. "Você nos honra, Easterbrook," Lady Phaedra cumprimentou-o. "Outra excursão diurna, e para vir a nossa humilde morada, nada menos. A sociedade não vai saber o que fazer com isso. Eu não acredito que você tenha experimentado tanto a luz solar nos últimos anos." Easterbrook aceitou a provocação com uma graça suave. "Vocês estão erradas. Meus aposentos não bloqueiam a luz solar. Eles são inundados na mesma. Senhorita Montgomery, é um prazer vê-la novamente." Ele voltou sua atenção para a câmara, examinando seus móveis com curiosidade. "Eu vejo que você está bem instalada." "Já se passaram seis meses Easterbrook. Espero que até mesmo uma mulher ruim em se estabelecer pudesse gerenciá-lo nesse momento. No entanto, foi generoso de sua parte esperar para nos visitar até que eu fosse capaz de preparar-me para a sua visita. Permita-me trazer um refresco para você." "Não há necessidade. Eu vim para ver Elliot, mas ele está ocupado e me jogou para você." Ele perfurou as duas com um olhar penetrante que dava mentira a sua maneira casual, distraída. "Eu sinto que ter interrompido algo, no entanto." Ele caminhou em direção a elas, sua atenção focada em Lady Phaedra. Sua diversão tomou uma borda sarcástica enquanto ela encarou-o para baixo. "Phaedra, você não estaria levando a senhorita Montgomery a desviar-se, estaria? Envolvê-la em algum esquema que não vai trazer nenhum crédito?" "Eu sou incapaz de levar qualquer mulher a desviar-se. Nem a senhorita Montgomery é uma criança que requer sua interferência." "Lady Phaedra dificilmente me desviaria do caminho. Muito pelo contrário. Eu vim aqui para pedir-lhe conselhos sobre qual convites aceitar. Ela foi tão amigável no parque que me senti segura de que iria me ajudar." "Eu disse que eu ficaria feliz em dar essa ajuda", disse ele. "Eu pensei que uma mulher iria entender nuances que um homem não poderia." "Phaedra não costuma se dignar a participar da sociedade que você procura freqüentar, então o seu conselho não pode ser invocado. Você pode passar o próximo mês na companhia dos tolos que desperdiçam seu tempo." "Desde que você não participa desta sociedade também e é meu único outro amigo em Londres, eu deveria ser deixada ao meu próprio julgamento, então." "Talvez duas opiniões erradas possam juntas ajudar você melhor do que uma só", disse Lady Phaedra. "Easterbrook não vai se importar em juntar a sua a minha, para que elas valham a pena em suma. Você iria, Easterbrook?" Pela próxima meia hora Leona citou nomes e Easterbrook opinou sobre quem era um tolo que valia a pena conhecer e quem era um tolo indigno de seu tempo. Em várias ocasiões, ele claramente disse que ela deveria ir a um baile ou uma festa particular.


Na maioria das vezes Lady Phaedra concordava com suas avaliações. Leona não sabia se sua inteligência combinada tinha mapeado apenas um verdadeiro caminho para ela, ou se a sua ignorância combinada a mandaria caminhar em círculos. Lorde Elliot entrou assim que eles terminaram. Com a habilidade de um bajulador praticado, ele permitiu um pouco mais de conversa, em seguida, removeu seu irmão para a biblioteca. Assim que a porta se fechou atrás dos cavalheiros, Lady Phaedra estendeu a mão para a carta. "Easterbrook tem essa capacidade irritante de saber quando as pessoas estão dissimulando e nós levantamos a sua curiosidade. Até que ele decida que eu estou realmente levando-a para o caminho errado e encontrar uma maneira de interferir, é melhor escrever outras cartas o mais rápido possível." "Como ele poderia interferir?" "Eu acho que ele tem os seus meios, quando ele opta por usá-los. É sempre um erro subestimar o homem ou esquecer que ele é Easterbrook." "Sua casa é muito agradável. Arejada." Christian ofereceu o elogio quando Elliot fechou a porta da biblioteca. "Acho estranho que você tenha escolhido hoje de todos os dias para investigar o quão agradável poderia ser. Houve convites em grande quantidade, que não foram aceitos." "Eu não me importo com suas tentativas de me atrair para fora, Elliot. Mas eu não tenho que cooperar com elas também." Elliot aceitou a equidade disso. "Então, o que finalmente o atraiu para sair?" "Eu estive contemplando alguma coisa e percebi que eu deveria me consultar com você." "Você está cheio de surpresas hoje. Você está dizendo que você gostaria do meu conselho?" "Sinto-me na obrigação de discutir este assunto com você, porque ele tem a ver com você. Se você está obrigado a oferecer conselhos, eu não tenho escolha, além de ouvi-los." Elliot sentou-se confortavelmente em um dos sofás azuis pálidos da biblioteca. "Você tem a minha atenção." Ele certamente tinha. O grande dom de Elliot era a capacidade de concentração, sem perder a segurança da realidade. Sem dúvida era o que foi responsável por seu sucesso com os livros de história que escreveu. E também para uma uniformidade de temperamento que sugeria que ele tinha escapado do pior do sangue ruim correndo pelas veias dos Rothwell. "Elliot, pergunto-me se você tem qualquer expectativa de um dia ter o título." O espanto de Elliot encheu a biblioteca. "Você quer saber sobre as coisas mais estranhas, Christian. Claro que não tenho tais expectativas. Terceiros filhos nunca o fazem." Não houve dissimulação em seu espanto. Sem dolo ou ressentimento secreto. "Estou aliviado ao ouvi-lo. Assim que o filho de Hayden nascer, a linha irá ignorar você, é claro. Minha expectativa de que o evento feliz estivesse nublado nesta manhã com o pensamento de que você possa não compartilhar a alegria." Elliot olhou para cima, perplexo. "Pode ser que não seja um filho. Espero que você ainda encontre alegria, se já não encontrou. "


"Claro, mas vai ser um filho." "Christian, você não pode simplesmente preferir que um filho nasça e isso aconteça. Eu não posso acreditar que eu estou explicando, como se você não soubesse, mas às vezes você..." "Vai ser um filho." Elliot revirou os olhos. "E quando for, eu sei que a linha é segura para a próxima geração. Eu me recuso a ser propriedade das expectativas de minha posição, mas existem algumas obrigações que eu aceito e essa é uma", explicou Christian. "Na verdade, eu passo de lado, se eu puder organizá-lo. O título deve ter um homem mais ativo. Um homem como Hayden. Há responsabilidades e..." "Agora você definitivamente não está fazendo muito sentido. Seu próprio filho vai garantir a linhagem, não o de Hayden, em primeiro lugar. Por outro lado, se você acredita que existem obrigações a serem cumpridas, então cumpra-as." "Eu não vou ter nenhum herdeiro. Eu não me atrevo." As últimas palavras saíram antes que ele percebesse. Ele chocou-se com a indiscrição. Ele andou para longe, em direção às estantes, e se preparou para que o choque de Elliot viesse em direção a ele. Ele nunca veio. Em vez disso, outras emoções rolaram no ar atrás dele. Preocupação. Talvez piedade. Também surpresa de que o tema tenha sido abordado em tudo. "Você não é louco." A voz de Elliot veio com firmeza. "Nem ela era. Não importa o que foi dito sobre a mamãe antes ou sobre você agora." "Eu sei que eu não sou." Nem ela era. Christian sabia disso melhor do que ninguém. Mas ele também sabia a dor que ela tinha sofrido, sabendo o que ela sabia sobre muitas pessoas. Sobre ele. Ela se afastou de todos, mas especialmente seu filho mais velho. Ela via-se nele e soube que não podia ajudá-lo. "É a sua preocupação ligada ao papai, então? Tudo o que ele era, o que ele fez, não está em nós. Ele fez escolhas que você nunca faria." Em vez disso mais agitação fluía nas palavras de Elliot neste momento. Mas, então, Elliot ainda estava chegando a um acordo com a plenitude do que é a metade da herança. "Eu gostaria de acreditar que você está certo, mas às vezes eu sei que você está errado. No entanto, isto não é sobre ele. Pela primeira vez." Memórias da juventude de Christian o assaltaram enquanto olhava para as capas dos livros na biblioteca em silêncio. O horror de conhecer o medo que sua mãe tinha do seu pai e a certeza de sua crueldade. A culpa derramou-se do homem, juntamente com os rios de amor desesperado. A miséria de ambos quando seu pai virou um homem amargo e controlador e sua mãe perdeu a esperança de alguma felicidade. Christian nunca tinha falado sobre isso com ninguém, mas ali estava ele, em um dos lados de uma porta aberta com o seu irmão mais novo, do outro. Ele virou-se e olhou para ele. A expressão de Elliot mostrava pouco mais do que paciência. "Eu sei que eu não sou louco. Nem mesmo meio louco. Nem ela era. Eu sei disso melhor do que ninguém. Mas ela e eu tínhamos muito em comum, e que sugere que a nossa excentricidade é transportada pelo nosso sangue."


"Todos nós carregamos aquele sangue. A criança de Hayden poderia também. Nada será resolvido pela sua convicção de não ter nenhum herdeiro." "O filho dele pode, isso é verdade. Acho que eu saberei em breve. Se assim for, eu posso ajudá-lo de maneiras que eu poderia não ser capaz de ajudar ao meu próprio. Mas eu não acho que vá chegar a esse ponto. Hayden é muito... normal e Alexia também, sem qualquer sombra de dúvida." A conversa incomodou Elliot mais do que o esperado. Mais do que o pretendido. Mas, então, que tinha virado em áreas não previstas. "Christian, você me assegura que você não é meio louco, como se eu alguma vez pensei que você fosse. Mas você também alude a excentricidade como se fosse uma aflição que não se pode escapar. " "Não é uma aflição." Christian nunca descrevera sua condição e estava perdido para começar a fazê-lo agora. "Por mais que Hayden e eu pareça muito com nosso pai, eu herdei esta característica da nossa mãe. Como todos nós também recebemos a sua capacidade de bloquear o mundo quando temos a tendência de uma tarefa ou interesse, eu não tenho compensações." "Eu não entendi." "Eu não esperava que você entendesse. Eu me expressei mal em alusão a ele e desejo que eu não tivesse. Agora eu tranquilizo-o de que ele não é o resultado de um grande drama ou miséria. Apenas um pouco de esquisitice.” Elliot meio que aceitou isso. Com o tempo ele vai decidir que não havia motivo para preocupação. Agora as palavras de seu irmão voltaram para ele com o tópico em questão. "Eu duvido que Hayden permita que você faça dele o marquês, mesmo se você pudesse encontrar uma maneira de arranjar isso. Melhor tirar essa idéia da sua cabeça. Tome as rédeas você mesmo se você acredita que elas foram deixadas penduradas e frouxas." "Você está me repreendendo, Elliot?" Elliot sorriu. "Parece que estou." "Desde que comecei a conversa, eu não cheguei a entrar em contrariedade com essa mudança presunçosa que você tem dado, eu suponho." "Isso seria realmente injusto." "Eu posso, no entanto, simplesmente acabar com ela, o que eu vou fazer agora. Vou me despedir. Há uma outra questão antes de ir. " Elliot ergueu as sobrancelhas em questão. "Sua adorável esposa está cozinhando um guisado e acho que ela acaba de acrescentar a Srta. Montgomery ao pote. Descubra o que está acontecendo e deixe-me saber, mas não informe-a que eu pedi." "Christian, não vivemos um casamento de intrigas mútuas, como se encontra em jogos antigos. Vou perguntar a Phaedra diretamente e compartilhar o que souber, se ela me permite fazê-lo." Não havia nada a fazer a não ser deixá-lo ficar por aí. Christian saiu da casa, certo de que Phaedra nunca permitiria que Elliot lhe informasse sobre qualquer esquema que ela e Leona estivessem inventando.


Nem Elliot seria convenientemente indiscreto. Era o que acontecia quando os homens se apaixonavam. Suas lealdades centradas em suas amadas, não ao dever e familiares. Elliot seria inútil. O que é um aborrecimento.


Capítulo 7

Tong Wei tomou uma posição bem na frente da porta

da carruagem. Leona reorganizou o xale de seda para que ele mergulhasse em torno das mangas curtas bufantes de seu vestido marfim. "Não há necessidade de você ficar aqui a noite inteira", disse ela. "O cocheiro provavelmente vai andar com os cavalos e você pode muito bem andar junto." "Eu vou ficar aqui." Ele olhou para sua pele nua exibida acima do decote, direto de seu vestido. "É a moda", disse ela. Sua expressão pétrea comunicava o que ele achava de modas que permitiam vislumbres obscenos de carne que deveriam ser cobertas. Leona desistiu de tentar acalmá-lo. Tong Wei entendeu que ela tinha que entrar na festa sem a sua proteção. Ele só queria saber sobre estas festas que ele nunca viu, e talvez imaginando formalidades adequadas quebrando enquanto as pessoas bebiam e os homens riam. Leona se aproximou da porta, inserindo-se no rio da boa sociedade. Ambos Phaedra e Easterbrook insistiram que ela aceitasse este convite. A esfera oferecida pelo Lorde e Lady Pennington, o barão e sua esposa, a dimensão do evento prometia o potencial para satisfazer muitas das pessoas certas. Seu conselho nos convites tinha dado frutos já. Na última semana Leona tinha desfrutado de uma vida social muito ativa e colheu muitos petiscos que lhe deu algum incentivo sobre suas missões. Em particular, ela sentou-se em um jantar ontem à noite, durante o qual ela descobriu algumas informações surpreendentes. O homem sentado à sua esquerda achou que se lembrava de um aviso publicado após a morte de seu pai. Ela não sabia que tal aviso tinha sido impresso. Seu pai não tinha sido digno de nota na Inglaterra e não fazia sentido. Encontrar aquele obituário agora estava no topo de sua lista de coisas para fazer em Londres. Ela estava ansiosa para lê-lo. Sua anfitriã aproximou-se dela imediatamente depois de seu anúncio e guiou-a através da multidão para um lugar tranqüilo perto de uma parede. "Estamos satisfeitos que você concordou em se juntar a nós. Você tem sido notada pela companhia de prestígio que você mantém e estamos todos ansiosos para conhecê-la melhor." Lady Pennington sorriu conspiratóriamente, como uma velha amiga confidenciando uma boa fofoca. Só que ela não era uma velha amiga e Leona era o assunto da fofoca. "O marquês é um conhecido da minha infância. Ele tem sido generoso por me ajudar aqui em Londres."


"Ele é conhecido por ser muito generoso, quando ele escolhe ser, o que não é frequentemente. E o mais amável quando ele também escolhe, que é ainda menos comum." Ela olhou por cima do ombro de forma significativa. Leona olhou na mesma direção. Perto da parede em frente havia um homem alto, com um belo e severo rosto que estava sendo generosamente amável com duas mulheres idosas que coravam como colegiais. Easterbrook parecia com ambos, muito nobre e vagamente perigoso. O último ela atribuía a suas vestes e cabelos escuros desuidados e a intensidade em seus olhos que ele nunca poderia esconder completamente. Ele a viu e atravessou a sala com um propósito deliberado. Olhos seguiam-o e cabeças se voltavam mesmo enquanto a conversas continuavam. Ela suportou isso. Nem poderia parar sua irritação quando seu pulso bateu mais forte com cada um de seus passos. Sua anfitriã afastou-se discretamente, para permitir que o marquês dissesse algumas palavras privadas. "Srta. Montgomery." Ela fez uma reverência. "Lorde Easterbrook. Estou surpresa em vê-lo aqui. Disseram-me que nunca frequenta tais funções. Jantares de vez em quando, mas não reuniões cheias como esta." "Desde que você não aceitou a conveniência de ser minha convidada em Grosvenor Square, sou forçado a persegui-la por caminhos mais tradicionais. A fim de fazer isso, eu tive que reparar meus modos isolados. " Ela nunca seria capaz de acusá-lo de não dar a ela um aviso justo, isso era certo. "Lady Pennington tem o prazer de tê-la escolhido para o seu primeiro ponto. Eu ouso dizer que a sua presença por si só torna a noite um sucesso." Seu ressentimento rompeu sua pretensão. "Você quis deixá-los saber que você iria participar se eu fosse convidado?" "Eu nunca disse uma palavra sobre o assunto. Se os anfitriões estão esperançosos de que poderia funcionar dessa maneira, não é culpa minha." Só que tinha sido obra dela. Esse passeio no parque, tão raro para ele, tinha anunciado a sua persiguição para o mundo. Ele tinha incentivado os anfitriões para calcular que, se eles convidassem o objeto de seu interesse, o evasivo Easterbrook poderia vir também. As implicações tinham sido reforçadas pela sua presença esta noite. "Isso nunca teria acontecido de outra forma, Leona." Ele a irritou ainda mais do que ele tinha feito, mas leu seus pensamentos. " Se eu troquei minha reputação por uma oportunidade de conhecer o melhor do melhor, eu deveria fazer um bom uso da oportunidade. Espero que você não seja uma acompanhante constante. Eu nunca vou aprender alguma coisa interessante se você estiver por perto." Desculpou-se e mergulhou no meio da multidão. Ela rapidamente encontrou Lady Wallingford e trocaram algumas gentilezas. Lady Wallingford, por sua vez apresentou-a a algumas outras senhoras. Dentro de uma hora Leona foi cercada por uma pequena multidão de pessoas, regalando-os com histórias sobre a Ásia. "Que diabos você está fazendo aqui?" Denningham avançou para Christian, parecendo um homem em estado de choque. "Você está bem?"


"Talvez eu esteja finalmente bem, nem indisposto." Denningham ficou intrigado, em seguida, levantou o rosto e sorriu. "Estou feliz que você esteja aqui, independente da sua saúde. Você pode me ajudar a decidir qual jovens senhoras eu deveria pedir para dançar." "Eu recomendo que você dance com todas elas e duas vezes com aquelas que não estão muito impressionadas com o seu título." "Fácil para você dizer. Meu título é tudo o que é impressionante." "Isso não é verdade." Embora provavelmente fosse, para as senhoras em questão. As jovens não favoreciam a simplicidade e decência, que eram características notáveis em Denningham. Denningham pesquisou as meninas em questão. Christian lutou para não olhar para o grupo de pessoas a seis metros de distância. Leona estava no meio delas e toda a atenção estava sobre ela, em particular a de um jovem oficial naval. De repente o riso explodiu nesse grupo, alto o suficiente para chamar atenção de muitos olhos, inclusive Denningham. Ele notou que a mulher de cabelos negros com olhos escuros claramente tinha dito uma boa piada. "É ela? É, não é? " perguntou. "É por isso que você está aqui. Uma mulher bonita, Easterbrook. Não é típico, não é?" Não, não era típico. Neste momento, a bela Leona estava sendo atípica favorecendo o oficial da Marinha com muitos sorrisos. "Aí vem o Rei de Espadas, para espiar a diversão", disse Denningham. "Ele provavelmente não pode suportar o fato de não estar no meio dela." A atenção do Duque de Ashford estava no grupo de Leona enquanto ele se aproximava deles. Ele provavelmente iria pedir uma apresentação a ela, para que ele pudesse realmente estar no meio das coisas. Se assim for, ele poderia apodrecer primeiro. Christian não achava que o jovem oficial poderia ser uma competição de verdade, mas Ashford era outra história e não só porque ele era um duque. Para um homem de pelo menos 45 anos e com cabelos permeado de prata, o duque usava sua idade com uma graça juvenil. Mas, então, muita coisa sobre Ashford era irritante. Suas habilidades sociais eram insuperáveis, sua elegância lendária, sua mente brilhante e sua astúcia política um material de lendas. Alto, costas largas e em forma, ele aceitava como seu o direito a ser notado e admirado por onde passava. Ele se encaixava no papel do par final e tinha seu lugar no mundo como um exemplo da aristocracia no seu melhor. Cumprimentaram-se e Ashford apenas observou a presença incaracterística de Christian com uma sobrancelha levantada. Arqueada ainda no lugar, ele olhou significativamente para Leona. "Ouvi dizer que você tem um novo interesse, Easterbrook. Eu não tinha idéia que era sério o suficiente para levá-lo a uma festa." "Decidi aproveitar a temporada antes de tudo ter acabado." "Você deveria ficar perto dela ou ela pode se distrair. O jovem Crawford está flertando duro. Eu poderia avisá-lo se quiser. Eu ainda tenho amigos no Almirantado e ele sabe disso. Peguei sua patente, afinal." Ashford tendia a soltar a menção de sua influência assim, outra contrariedade. Todo mundo sabia o papel que ele tinha desempenhado no governo durante a guerra.


Novos lembretes como este, de suas consultas frequentes com o Almirantado naquela época, eram desnecessárias. "Se ele precisar de advertência, eu posso controlá-lo", disse Christian. "Se você deseja inserir-se em assuntos de um amigo, ajude Denningham aqui. Diga-lhe qual dessas jovens esperançosas ele deveria se casar." "Casar?" Denningham corou. "Falei de uma dança!" "Você nasceu para casar, se algum dia o homem foi, e já passou muito tempo." disse Ashford. "Quanto a qual delas, deixe-me ver. ..." Ele examinou o salão de baile, examinando as meninas com olhos críticos. Denningham obedientemente sofreu isso. Christian tinha que sorrir para si mesmo. Ele estava sendo muito crítico esta noite e rápido demais para sentir ciúmes se alguém olhasse para Leona. Ashford merecia o seu louvor. Se ele realmente escolhesse uma menina para Denningham, provavelmente seria uma combinação perfeita. Christian voltou sua atenção para Leona. Ao lado dele, Ashford exalava uma quantidade exaustiva de ruído intrusivo. Essa era a verdadeira razão por ele não gostar muito do homem. Se ele acolhia o Rei de Espadas em suas ausências freqüentes das mesas whist, realmente tinha a ver com a sua intensidade. Sua consciência se estabeleceu em torno dela, evocando um tamborilar animado em seu coração. Ela envolveu-se em suas conversas com mais vitalidade, numa tentativa de frustrar o seu poder, mas seu coração tristemente admitiu que sua mera proximidade excitava-a. As pessoas se juntaram a ela em um círculo à esquerda, mas um jovem permaneceu ao seu lado. Louro e magro, vestia um uniforme que o distinguia como um oficial naval. Ele tinha sido apresentado como tenente Crawford. Já que ele também tinha viajado ao Extremo Oriente, juntou-se a ela em seus contos para o deleite de seu público. "Srta. Montgomery, permita-me levá-la para um lanche", ele sussurrou durante uma pausa enquanto os convidados reorganizavam-se entre si. "Alguma conversa com você em particular seria mais encantadora do que entreter a multidão. Eu ouso dizer que compartilhamos conhecimentos e simpatias similares." Ela permitiu-lhe libertar-la do círculo e guiá-la para a sala de jantar, onde poderiam ter uma ceia. "Onde foi que o seu navio o levou?" ela perguntou, assim que sentaram na longa mesa. "Você esteve no Oriente há muito tempo?" "A minha comissão me levou para a Índia e de lá para o Mar da China." "Você foi para a própria China?" Ele acenou com a cabeça. "Nós ancoramos em Lintin. Tinhamos um passageiro de alguma importância que tinha negócios em Canton e esperamos em Lintin enquanto ele desembarcava e ia até lá." "Eu suponho que ele era alguém da Companhia. É estranho que ele tenha viajado em um dos navios de Sua Majestade e não um de sua própria Companhia." O Tenente Crawford comeu quatro colheres cheias de comida antes de falar novamente. "Este passageiro não estava com a Companhia. Não oficialmente, pelo menos. Ele representava outros interesses, eu acho."


Os poderosos podiam ganhar uma vaga em um dos navios do rei. Ela se coçava para ele ir em frente. Quando ele não fez, ela procurou incentivá-lo. "Eu sempre me interessei pelos outros interesses no comércio com a China. Além da Companhia, é claro. Legalmente eles são os únicos comerciantes entre a China e a Inglaterra, mas existem maneiras de contornar isso. E, claro, há o comércio entre os países do próprio Oriente." Ele observou sua sugestão com confidencialidade, acenando com a cabeça significativamente. "Não sei nada com certeza. Eu simplesmente tinha motivos para especular. Não adiantaria nada ser ouvido, no entanto." Ele parecia tão sério que a pessoa tinha que assumir que as revelações eram perigosas. Ele baixou a cabeça e chegou mais perto. "Não deve haver muitas pessoas no terraço. Você me honraria, tomando um pouco de ar comigo, Srta. Montgomery?" Se isso significasse ouvir histórias dos visitantes secretos em Canton, ela faria. Ele desculpou-se. Depois de alguns minutos, ela fez o mesmo. Ela apontou para as portas do terraço. Ela não viu o tenente Crawford ao sair para o terraço. Finalmente, ela avistou-o em uma extremidade distante, profundamente nas sombras. Quando ela se juntou a ele, tomou-lhe o braço. "Dessa forma, se você não se importa. É ruim para a carreira ser considerado indiscreto." Ela permitiu-lhe guiá-la para descer as escadas do terraço e ir para o jardim. Eles encontraram um banco debaixo de uma pérgula coberta de hera. Os sons da festa vinham como muitos risos abafados e sussurros até ali. Ela envolveu o xale atentamente e olhou para o rosto sombreado do homem que estava sentado ao lado dela. "Eu não procuro forçar quaisquer indiscrição" disse ela. "Eu tenho razões para acreditar que existem homens na Inglaterra envolvidos no comércio ilícito com a China, no entanto. Eles operam através de intermediários. Você acha que o passageiro era um agente? " "Ele poderia ter sido." "Você disse que tinha motivos para especular. Foi essa a direção que as suas especulações o levou?" "Sim, eu suponho." "Você supõe? Se você fala de suas especulações, você não deveria saber o que elas eram? " Ele se mexeu um pouco. Enfrentáva-a agora, e de repente parecia muito próximo. "Eu posso ter exagerado, para envolver o seu interesse", disse ele. "Eu me vejo incapaz de me lembrar se eu fiz ou não, ou o que essas especulações eram. Você está ainda mais linda nessas sombras do que à luz das velas lá dentro e eu não consigo tirar os olhos de seus lábios maduros. Devo..." Ele se inclinou mais perto ainda. "Eu devo .... provar..." Incrédula, Leona inclinou-se quando o rosto do tenente Crawford se aproximou. Seus braços de repente abraçaram-na, impedindo-a de sair do banco, mas também aprisionando-a. Ela lutou para se libertar. "Senhor, você perdeu a cabeça!" Ela torceu o pescoço para que sua boca ficasse fora de alcance. "Eu exijo que você..."


"Tenente Crawford, você é bom com uma espada?" A pergunta surgiu do nada. Tenente Crawford congelou. Por um momento, eles ficaram assim, uma estátua que descrevia um homem dando um beijo em uma mulher relutante. Um som sussurrava no jardim. A poucos passos podiam ser ouvidos. Uma figura emergiu. Um homem alto, com roupas escuras e cabelo comprido emoldurando seu rosto. Tenente Crawford soltou-a e se afastou. Leona tinha reconhecido a voz, e ficou aliviada que Easterbrook havia conseguido uma interrupção tão oportuna. "O ardor fez você emudecer, Crawford? Eu perguntei se você era bom com uma espada." "Mais do que bom." "Isso é lamentável. Se eu descobrir que você importunou a Srta. Montgomery, e chamou-a para fora, sua chance só será mais do que boa, se você optar pelas espadas." Tenente Crawford ficou muito quieto. Então ele se levantou. "Eu não iria escolher espadas." "Ah. Bem, com pistolas você não teria nenhuma chance em tudo. Nada disso significa que a senhora será molestada. Você quis importunar-la? Suas ações naquela pérgula pareciam um pouco ambíguas à luz do luar." O desconforto do tenente Crawford era palpável. Easterbrook tinha acabado de convidá-lo para condenar a si mesmo com honestidade ou a mentir em vão, uma vez que a senhora em questão estava sentada a um metro de distância. Leona não se importava com a interferência do marquês dessa vez, mas se isso terminasse em um duelo seria apenas estúpido. "Ele não estava me importunando, Lorde Easterbrook. Ele estava me aborrecendo." "Aborrecendo você? Crawford, isto é, provavelmente, mais digno de um desafio do que o outro. Será melhor ir enquanto você pode." O Tenente Crawford decidiu que era um bom conselho. Com um arco superficial para Leona, ele desapareceu na noite. Leona levantou para segui-lo. "Ainda entrando em jardins de noite com homens jovens, Leona? Eu pensei que você tinha aprendido sua lição em Macau comigo." "Era para ser uma breve conversa. Nada mais." "Deixe-me adivinhar. Ele balançou informações sobre Canton e só poderia dizerlhe mais, se vocês estivessem sozinhos." Ela virou-se no caminho e olhou para ele. Ele tinha adivinhado corretamente. Muito corretamente. "Como é que você veio parar aqui, para me salvar?" "Eu estava à procura de algum sossego no jardim. Eu não estou acostumado com o barulho incessante de todas aquelas pessoas." "Mas você sabia quem ele era. Está escuro." Ela olhou para o caramanchão, onde estava mais escuro ainda. "Você sabia que o que ele tinha balançado." "Suas intenções ficaram evidentes durante toda a noite. Quanto ao que ele balançou, eu não estou surpreso. Somente segredos sobre o comércio oriental faria com que você agisse tão estupidamente." "Você nos seguiu? Você ouviu?"


"Claro. Para sua proteção." Ele se aproximou e olhou para ela. "Parece que eu estou certo em suspeitar que você está tentada a escavar assuntos que só vai lhe trazer problemas. Você seguiu um desconhecido em um jardim à noite na evidência mais frágil de que ele poderia fornecer informações sobre o comércio ilegal com a China." "Eu venho de uma família de comércio na China. Tal boato seria de interesse de qualquer pessoa com a minha herança. Ouvir a fofoca não é escavar." Ela não podia dizer se ela o havia convencido ou se os seus pensamentos apenas vagavam em outro lugar. Sua atenção ainda estava centrada sobre ela, no entanto. "Você deliberadamente escutou nossa conversa antes de fazer-se perceber. Isso é imperdoável." disse ela. "Eu tenho as melhores desculpas. Eu queria que ele cruzasse a linha em primeiro lugar, para que eu pudesse assustá-lo. Eu também queria ficar sozinho com você neste jardim sem uma centena de pessoas sabendo sobre isso, e você está aqui. " Leona olhou de soslaio para a sua localização. Ela não podia sequer ver o terraço, embora os sons da festa sussurrassem na brisa. A escuridão delimitando-os, mas não era tão negra que ela não pudesse ver a expressão de Easterbrook. A noite, os aromas, as delicias, a expectativa perigosa, a lembrou de um outro jardim, há muito tempo e muito longe. Ela havia deixado seu quarto para tomar um pouco de ar, puxada no escuro por uma inquietação do coração. Quando ele a encontrou lá, ela percebeu que esperava que ele o fizesse. Eles haviam se encarado naquele jardim como faziam agora. Ela não sabia se era a nostalgia que estava fazendo isso, mas ela sentiu que encarava o mesmo homem agora. Pela primeira vez desde que o viu novamente, parecia que ele realmente não tinha mudado tanto. Ele era menos estranho de repente, e sua antiga intimidade derramava através da noite para ela. Sentia-se de pé e nua aqui, e maravilhosamente vulnerável a si mesma e para ele. Suas defesas começaram a ruir. Nenhuma lógica iria salvá-la, se elas caíssem. Nenhuma suspeita iria ser ouvida, se ela se rendesse à dor da saudade dentro dela. Já seu corpo estava excitado por seu isolamento e de sua proximidade. Ela já antecipava o toque que viria. Ela tinha que sair. Ela não podia saciar a estimulação excitante dela com toques gentis. Ela achou terrivelmente difícil dar o primeiro passo para longe dele. Com seu segundo passo, uma decepção encharcou triunfante sobre um alívio vago de que ele seria digno o suficiente para deixá-la ir. Seu terceiro passo encontrou resistência. Uma mão quente, masculina e firme, se estabeleceu em seu ombro acima da borda de seu vestido. Ela não agarrou nem apertou. Ele apenas segurou-a cuidadosamente e anunciou que não a deixaria dar mais um passo. Ela podia livrar-se de sua mão e correr, é claro. Ela deveria fazer isso. Mas o calor humano em sua pele nua fez seus sentidos girarem. A conexão física era tão boa, tão sedutora. Todo o seu espírito suspirou um gemido "sim" que a afligiu tão completamente que ela quase ficou mole. "Você não vai me deixar ainda." Sua voz soou muito perto de seu ouvido, levada em uma respiração que enviou um arrepio em sua nuca. "Por que não? Porque você está ordenando?"


Seus lábios suavizaram sobre sua orelha, em seguida, abaixaram até seu ombro. "Porque você não quer e porque isso é o destino." Seus braços a abraçaram por trás, suas mãos espalhadas sobre sua barriga e quadril. Seu cabelo acariciava seu rosto enquanto ele pressionava uma linha de beijos devastadores ao longo de seu ombro até seu pescoço. Ela fechou os olhos e seu corpo ficou tenso, tentando conter o que ele fazia com ela. A luta foi inútil e breve. Seu corpo sucumbiu à força e arrepios de desejo começaram nos piores lugares. Até mesmo seu coração estava sabotando-a, sussurrando lembranças e sonhos secretos que sofrera por anos. Ela cedeu como se realmente fosse o destino. Talvez sua alma acreditasse que era. Ela devidamente reconheceu que não tinha força, porque os anos tinham roubado ela dele. Ela há muito tempo decidiu que negar sua excitação em Macau tinha sido um desperdício pecaminoso. Ela não resistiu quando ele a virou e reclamou-a com um beijo que a fez lembrar muito do passado. Ele sempre foi Easterbrook quando se tratava de sedução. Sempre confiante. Sempre perigoso. Seu beijo a atraiu profundamente, em seguida, tomou posse e controle. Ele a acariciou com sua ousadia. Suas mãos se moveram em caminhos seguros sobre seu vestido, excitando-a sem piedade. Seu abraço apertado. Seus pés deixaram o chão e ela flutuou. Em seguida, ela estava sentada em seu colo no caramanchão, sua paixão escondida em sua caverna escura de hera. Seu beijo convocava toda a doçura que ela já tinha conhecido com ele. Todas as memórias e todos os sonhos. Suas respostas físicas a fascinavam. Ela adorou a nova sensibilidade da sua pele para o ar fresco da noite e saudou a pressão de suas coxas fortes debaixo de seu traseiro. Seus seios ficaram pesados e seus mamilos tão excitados que mal podia suportar. Ele segurou seu rosto para um beijo mais forte, mais exigente. Sua boca reivindicou-a completamente e insistiu que ela permitisse a invasão deslumbrante, manhosa que ele havia lhe ensinado em Macau. Ela submeteu-se, sabendo que era uma aceitação muito maior e um incentivo simbólico de sua paixão. Ele pegou o que ela permitiu e muito mais. Seu espírito penetrou-a e ela aceitou como uma mulher faminta a quem ofereceram comida. Ela pulsava contra suas coxas e deslocou-se para encontrar mais pressão para o desconforto maravilhoso. Ela seguiu seu exemplo quando ele a seduziu para beijá-lo de volta. Sua carícia deslizava ao longo de seu corpo, contra a seda que oferecia pouca armadura. Sua mão levantou gritos silenciosos em sua cabeça que surgiram como suspiros ofegantes. Seus dedos suavizados ao longo da pele nua de seu ombro, a carne exposta acima seu peito. Ele descansou lá, tentando-a, provocando-a tanto que ela quase implorou para que ele fosse em frente, para continuar, para deixá-la divertirse com as maravilhas que ela só tinha provado em Macau. A mistura de prazer e fome a desfez. O sangue dela disparou, deixando-a meio enlouquecida. Ela abraçou-o e beijou-o com força e procurou o seu próprio corpo, com as mãos, procurando e procurando debaixo de seus casacos para sua forma. Como uma chama encontrando o óleo, sua paixão brilhou mais alto até que se encontravam em uma conflagração de beijos e abraços, bocas reunidas e deixando, degustando e mordendo.


A loucura recuou, mas o calor não esfriou. Segurando-a com beijos mais deliberados e calculados, sua carícia subiu da seda para os seios. A sensação, tão intensamente prazerosa, tão diretamente erótica em seus efeitos, a fez girar em sua consciência. Seus dedos encontraram seu mamilo através de seu vestido e brincou com eles. Oprimida e sem fôlego, ela enfiou a cabeça em seu pescoço, sem poder fazer nada mais do que sentir como um toque diabólico a fez querer mais. "Esperei sete anos para fazer isso." Ele segurou-lhe o seio. Sua cabeça abaixada. "E isso." A respiração úmida e uma mordida suave criou um prazer tão impressionante, tão íntimo, que ela desejou que o pano não interferisse. Como se ouvisse seus apelos silenciosos, sua mão esquerda mudou-se para as costas, para o fecho de seu vestido. De repente, ele parou. Sua boca encontrou a dela, silenciando as palavras não ditas. Uma risada. Uma voz. Ela saiu de seu estupor e ouviu os dois, não muito longe. Ela também ouviu suas próprias respirações profundas, remanescentes do grito que ela havia engolido. As vozes chegaram mais perto, muito perto. Em seguida, elas se afastaram. A intrusão fez um alerta para o mundo, para o jardim e para a noite. E para ele. Para como seu braço embalava seus ombros e como a forma magistral que ele encorajou sua imprudência. Sua palma alisava lentamente sobre seu peito, mesmo quando eles ouviram os outros amantes se retirarem. Ela fechou os olhos e flutuou sobre as maravilhosas correntes de excitação. "Será que ele teve você? Pedro? " Ela abriu os olhos para vê-lo olhando para ela. Mesmo na noite negra a atenção dele a fez vulnerável. "Não." "Algum outro homem?" Um beijo suave na bochecha seguido da questão tranquila. "Não." Um breve sorriso se formou contra sua bochecha. Ele esfregou o mamilo mais diretamente e o doce prazer assumiu cores mais escuras. "Você sabia que nos encontraríamos novamente." Ela teve que trabalhar duro para encontrar uma voz. "Sua vaidade não tem limites. Eu não estava me guardando, muito menos para você. Eu nunca quis um homem o suficiente." "Eu vou ter a certeza de que você queira agora." Ele já tinha. Ele tinha feito isso a sete anos e agora ela estava quase perdendo o seu poder. Mas o tempo e lugar haviam reafirmado. O zumbido da festa jogado como uma melodia animada não muito longe, um acompanhamento para a sua dança sensual. Ela realmente não queria ser salva. Seu ego calculava como ela poderia ser aliviada neste caramanchão de hera, apesar dos riscos e desconfortos do cenário implícito. Ela encontrou um pouco de satisfação em encontrar forças para rejeitar essa opção.


"Minha idade avançada pode estar me dexando imprudente, mas estou bastante segura, não importa o que você me faça querer. Um cavalheiro não vai me pedir para dar a mim mesma em um caramanchão do jardim com uma centenas de pessoas nas proximidades. " Seu toque tornou-se mais suave. A luz, estimulava-os a se excitarem ainda mais. Ela se contorceu quando seu desconforto aumentou e chegou a beira do desespero. "Vamos sair daqui. Você vai voltar para Grosvenor Square comigo." Uma nova e deliciosa carícia. Ela sufocou um gemido em seu ombro. "Se você tentar me levar na sua carruagem, Tong Wei terá que matá-lo." "Então eu vou voltar com você para a sua casa em sua carruagem, para que ele entenda que você está realmente disposta." "Não." Um acidente vascular cerebral especialmente eficaz transformou a negação em um suspiro. "Estou vendo que terei de fazer melhor. Eu pensei que tinha conquistado o seu espírito rebelde." "Se você fizer melhor eu vou morrer, de modo que não vai valer de nada. Um marquês pode ter o que ele quiser, mas o resto de nós sabemos que muitas vezes não podemos." Ele abaixou a cabeça e beijou seu seio novamente. Sua mão deslizou para baixo ao longo de seda, ao longo de um corpo muito ansioso para sentir sua carícia. "Eu acho que eu vou fazer melhor de qualquer maneira, de modo que você reconsidere o que você pode e o que não pode ter. Eu prometo que você não vai morrer, pelo menos não por mais do que um momento." Ela sentiu a mão em mais do que a seda de repente. Ele acariciou a pele acima dos joelhos e ligas e a carne macia de suas coxas. Ela olhou através da escuridão, atordoada, equanto a saia de seu vestido era agrupada acima de seu quadril. Sua ousadia impressionava-a. Antecipação percorreu através dela, tão agradável em si mesma que sua breve pausa da racionalidade foi dissolvida. Estava tudo escuro, então, um lugar cego de sensações. Ela balançou na certeza de suas carícias e seus pensamentos fraturados com apelos insensatos. Um terrível desejo, tão perto de um calor errante, torturava-a ao ponto da loucura. Toques cuidadosos. Iníquos. Insanidade doce. Destino, sim, o destino. Um beijo pressionava seu colo e uma mão em concha seu sexo, atordoando-a. Em seguida, um golpe, longo e lento, criou um prazer tão intenso que a assustou. Fora de controle agora, sem vontade de ir embora, ela levantou os quadris sutilmente e pediu mais. Ela virou o rosto para o peito dele, de modo que seus gemidos não ressoassem pela noite. A sensação maravilhosa ficou ainda melhor, pior, necessária. Seu desejo desesperado ficava cada vez mais intenso até que a tensão rompeu dela em um grito longo e silencioso de prazer. Ela virou-se finalmente, tentando girar longe da borda do prazer, como se ela adivinhasse que ela enfrentaria uma passagem que mudaria tudo. Ele segurou seu corpo mole quando o último espasmo do clímax flexionou através dela. Suas mãos ainda seguravam seus casacos e seu rosto estava pressionado contra o peito. Seu próprio alívio o deixou imóvel. Ele duvidava que ela tinha percebido o que tinha feito com ele, sem um toque. Sua mão estava espalmada sobre seu traseiro, para que ela não caísse de seu colo nesta pose estranha. Ele queria ver o arredondamento debaixo de sua saia. E os


seios fartos que finalmente havia acariciado. Tudo isso viria em breve. Agora ele apenas a segurava e esperava por ela para encontrar a si mesma, e contou com a satisfação como um homem normal. Ela não emergiu lentamente de seu estupor. Em vez disso, ela disparou em alerta, como se o mundo tivesse lhe dado um tapa de volta à sanidade. Ela arrastou-se para endireitar a si e seu vestido, mas ele conseguiu mantê-la em seu colo. Ela sentouse e virou a cabeça para o jardim durante um longo minuto de silêncio. "Bem," ela disse finalmente. "Agora eu me sinto uma idiota por ter sido tão boa todos esses anos." "Você está assumindo que um outro homem poderia ter feito isso. Eu sou melhor nisso do que a maioria. " Ela riu baixinho e sacudiu a cabeça com espanto. "Você realmente é insuportavelmente vaidoso." "Eu sou honesto. Você foi inteligente em ter se guardado para mim." Ela bateu no meu peito de brincadeira, mas não por completo. "Eu não me guardei para você e eu espero que existam muitos homens que são tão qualificados quanto você." "Talvez. Não que você vá descobrir agora. " Ignorando sua suposição de posse, ela levantou de seu colo. "Eu devia agradecer-lhe por sua moderação. Eu ainda sou oficialmente uma virgem." "Isso é importante para você?" Sua pergunta a fez parar em qualquer vôo que pretendia. "Em Macau não me importava, mas depois todo mundo lá supõe que tive um caso com você. Seja como for, eu me ressentia da injustiça com a marca sem conhecer o pecado." "E agora?" "Agora você me deu uma amostra do que uma mulher experimenta na paixão, mas também o que ela abandona. Eu entendo por que nossas mães nos dizem para não ceder muito facilmente." As mãos dela foram até sua cabeça e ela sentiu o seu cabelo. "Temo que eu pareça totalmente violada, de forma que todos no baile vão reconhecer." "Não haverá outra maneira de sair deste jardim." Ele se levantou e pegou a mão dela. "Venha comigo". Ele a levou pelas trilhas e as plantações, apreciando a sensação de sua mão macia na dele. Agora, muito pouco poderia interferir com a sua paz, mas a conversa indicava que não a tinha reclamado tanto quanto ele pretendia. Ele encontrou o portão do jardim na parte de trás e guiou-a para baixo da trilha para onde ele sabia que ficava a rua onde as carruagens esperavam. Ele espiou Tong Wei em pé de sentinela. Ela tocou seu cabelo novamente. "Está escuro", disse ele. "Ele não vai notar." Ele a puxou para um abraço e olhou para baixo, para as pequenas estrelas visíveis em seus olhos. "Mande-o embora. Volte para Grosvenor Square comigo. " "Eu não posso." "Você quer dizer que você não vai. Por quê?"


Ela acariciou seu rosto, em seguida, deslizou de seu abraço. "Porque até o final do verão eu vou voltar para a minha vida real e meu verdadeiro destino. E porque vós sois Easterbrook."


Capítulo 8

Leona passou por Tong Wei, enquanto andava pela

sala de estar. Ele olhava pela janela suavemente, como se contasse as pedras do calçamento na rua. "O que você está vendo?" Ela perguntou. "Você esteve ai por uma hora." "Até agora eu não vi nada. Quando a mente pensa, os olhos muitas vezes param realmente de ver." "Que pensamentos deixou você cego?" "Aqueles de seu irmão e sua responsabilidade para mim." Leona desejou não ter perguntado. Tong Wei estava mais enigmático do que o normal nos últimos dias. Era como se tivesse visto o que aconteceu no jardim do baile de Lady Pennington, mesmo que ele estivesse com as carruagens. Ela tinha sentido a crítica em seu silêncio e hesitação em sua conversa. Talvez ela tenha apenas atribuído suas próprias emoções para Tong Wei. Ela havia pensado muito desde aquela noite. Quando estava sozinha, em casa, ela sabia que a intimidade tinha sido um erro. As perguntas que ela tinha sobre as ações e os motivos de Easterbrook em Macau não ia embora. Mas quando ela o viu, seus julgamentos cuidadosos não sustentaram-se. E ela o tinha visto desde então. Ele participou de um jantar na casa de seu advogado ontem à noite, aquele para o qual ela também aceitou o convite. A presença de um marquês à mesa havia impressionado tanto a todos que ela não havia aprendido nada sobre comércio e finanças, mesmo que dois homens famosos nessas áreas também foram convidados. Tinha sido uma noite desconfortável. Todo mundo sabia que Easterbrook tinha vindo por causa da senhorita Montgomery, mas a honra de sua presença exigia um ponto de vista liberal. A anfitriã não conseguiu bajular o suficiente, então o prazer que ela estava em sua captura era mais inesperada. Seu marido tentou duas vezes providenciar um pouco de privacidade para os amantes, como se ele assumisse que era a expectativa de seu hóspede importante. Suas próprias trocas tinha sido mais adequadas, quase formal. Mas durante a noite inteira, seja na sala de estar ou no jantar, sentada sob seu olhar ou a sós com as senhoras, Leona tinha conhecimento dele. Ela era impotente contra o estímulo que ele criava. Se ele ao menos a atraísse pelo desejo ela não estaria tão confusa. No entanto, a atração agora continha todas as memórias. Aqueles beijos no jardim tinham sido muito familiares. A alma por trás deles, dentro deles, ainda tinha muito de Edmund nele,


escondido. Uma dor de saudade melancólica se alojara em seu coração naquela noite e vê-lo novamente a fez dolorosamente consciente de seu poder sobre ela. "Antes de sairmos de Macau, o seu irmão falou comigo", disse Tong Wei. "Ele me mandou que garantisse que nada de mal acontecesse com você. Ele me disse para te proteger." "Você fez isso." "Eu te protejo de ladrões e criminosos. Eu não... eu não posso protegê-la de si mesma." Ela sentiu seu rosto ficando quente. "Se você se refere ao marquês, você não precisa se preocupar. Eu..." "Eu não falo dele. Seu irmão pode querer que eu lute com ele, mas eu não mato os homens apenas por tomar mulheres dispostas." "Você está assumindo que tem acontecido muito mais entre Easterbrook e eu sem ter boas razões para isso". Tong Wei expressa impaciência como ele raramente faz. "Eu não assumo nada. Não é do meu interesse. Eu não sou sua babá. Eu falo do seu tempo lá fora, nesta cidade, quando você se recusa a minha proteção. Se você vai encontrá-lo, eu não me importo. Mas até que você o encontre, eu deveria estar com você." Sua agitação a surpreendeu. Este assunto havia sido discutido desde a sua primeira semana em Londres e sua primeira recusa de sua companhia. Ela pensou que suas explicações o tinha influenciado. Aparentemente, elas não tinham. Seu rosto caiu em uma máscara impassível, como se a sua expressividade recente fosse motivo de vergonha. No entanto, ele a encarou de frente, sua postura ereta e orgulhosa. "Você não aceita minha companhia, porque você está fazendo coisas que você não quer que eu saiba. Eu posso imaginar o que são. Se eu estiver correto, então não tenho motivos para me preocupar com a sua segurança e considerar quais os passos que devo tomar para cumprir o meu dever." "Você está preocupado com nada. Eu não estou em perigo quando vou na carruagem sem você." "Você não está?" Ele se voltou para a janela. Imóvel novamente. Observando. "Um homem em um cavalo marrom seguiu a carruagem ontem por um longo tempo. Outro homem observa esta casa a partir de uma janela do outro lado da rua. Ele fica lá, assim como eu estou aqui. Ele olha para mim e eu olho para ele. Por que ele não se move?" "Por que você não se move?" "Eu estou olhando para ele. Tenho motivos para isso. Ele não tem motivo." "Talvez ele simplesmente te ache.... interessante. Ele pode nunca ter visto pessoas da China antes. Venha, afaste-se da janela agora e você vai ver que ele vai sair também." "Não. Vou deixá-lo saber que eu o vejo. Eu vou deixá-lo me ver, então ele saberá que Tong Wei está ciente de que existem aqueles que estão muito interessados em você e seus movimentos." "Senhor?" A interrupção veio calmamente. Christian abriu os olhos.


"O que você está fazendo aqui, Miller?" Ele não tinha ouvido Miller entrar. O jovem era bem astuto. "Fui enviado por sua tia. Seu manobrista era muito tímido e nenhum criado o levaria a cobrar também. Peço desculpas se eu tiver invadido em.... " A frase ficou pendurada lá, já que Miller tinha idéia do que a invasão poderia ser. Na verdade, ele tinha se intrometido em nada além de memórias e cálculos sobre Leona. Eles haviam bloqueado o mundo mais profundamente do que qualquer meditação, e ele apareceu. "Que crise tem a minha tia para estar me incomodando? Será que uma costureira adicionou muitas rendas em um vestido de baile?" "Acho que dessa vez é mais importante do que isso, senhor." Miller acenou para a mesa ao lado da cadeira do Christian. Uma bandeja descansava, tendo dois cartões. Christian embaralhou através delas. "Lady Wallingford está perturbada desde que chegaram", disse Miller. "Eles disseram que não era uma visita social e que você deveria vê-los. Eles não tomariam nenhum refresco ou aceitariam a sua companhia e estavam esperando há uma meia hora na biblioteca enquanto ela os enviou para mim." "Tudo em vão." Ele deixou os cartões caírem no chão e fechou os olhos novamente. Arrogante, o jovem Miller ficou subitamente muito menos. Christian abriu os olhos novamente. Seu olhar pousou em um dos cartões no carpete. Em particular, em três das suas palavras. Companhia das Índias Orientais. Ele ficou de pé. "Inferno. Eu irei até eles." Miller olhou para ele. Mais especificamente, ele olhou para robe e os pés descalços de Christian. Irritado que esse incômodo tivesse interferido com memórias muito agradáveis do generoso e suave seio de Leona, Christian foi até seu camarim, vestiu calças e botas, e saiu novamente. Alguém tinha aberto as janelas da biblioteca. O sol da tarde e uma brisa refrescante fluía lá dentro. Os dois homens sentados nas proximidades não pareciam ciente do dia glorioso. Christian cumprimentou-os e puxou uma cadeira. Ele esperou enquanto Denningham sorria reservadamente para o seu robe. Sr. Griffin Winterside da Companhia das Índias Orientais piscou surpreso. "Minhas desculpas, Lord Easterbrook," Sr. Winterside apressou-se a dizer. "Eu não tinha idéia de que você estava doente. Agora estou horrorizado comigo mesmo por pedir esta reunião e por pressionar o assunto." Christian não sentia necessidade de explicar-se. Ele permitiu que o pedido de desculpas ficasse de pé. Denningham foi mais honesto. "Ele não está doente, Winterside. Meu amigo aqui não se veste a menos que tenha um compromisso. Você e eu não qualificamo-nos como alguém. Ele colocou as botas para nós, no entanto, por isso somos quase importantes." "Você trouxe o Sr. Winterside aqui por uma razão, eu assumo", disse Christian a Denningham. Ele não se importava com Winterside. O homem exalava preocupação e mesquinhez. Ele era o tipo que infinitamente ponderava cada saudação que recebia, para determinar se a saudação tinha revelado qualquer simpatia especial.


"Eu tenho mesmo. Sr. Winterside é um conhecido meu e bem conhecido na Câmara dos Lordes. Se você já participou de sessões, exceto para grandes votos, você já o conhece. Ele representa os interesses da Companhia e nos fornece informações que precisamos para tomar nossas decisões. Ele executa as suas funções com admirável habilidade e tato." Winterside abaixou a cabeça com humildade pelo louvor. Christian se acomodou em sua cadeira. "Eu acho que eu entendo. Se o Parlamento é um banco de neve pesado e Companhia das Índias Orientais é um trenó, então Winterside aqui é a graxa nos corredores." Denningham riu. Sr. Winterside não. "O que você quer comigo?" Winterside levou a mão debaixo do casaco e tirou um fino e macio livro com uma capa de papel azul pálido e entregou a ele. Christian examinou. "Uma revista. Para as mulheres. Banquete de Minerva. Título inteligente, mas um pouco pomposo." Ele folheou as páginas. "Há alguns poemas. Um relatório de Paris. Desenhos de vestidos. Um chapéu bonito aqui na página quatorze." Ele colocou a revista em seu colo e olhou para Denningham e Winterside, à espera de iluminação. "Meu senhor, essa revista está sendo publicada por sua cunhada." Disse Winterside. "Parece ser bem feita, mas então eu não esperaria nada menos de Phaedra". Winterside sacudiu um dedo para a revista. "Se lhe agrada, Lorde Easterbrook, consulte a página trinta e um." Christian se obrigou a ler. Na página de trinta e um, Phaedra havia tratado seus leitores com uma carta de uma mulher que havia navegado o Mar da China e além. A carta deu uma descrição concisa de Macau, em seguida, mudou de direção para assuntos políticos. Ele chegou aos parágrafos que interessariam ao Sr. Winterside.

Um grande mal se esconde nas águas em torno da China, o mal que as correntes do tempo e do comércio trará, inevitavelmente, às suas margens. Com este mal vem uma forma de escravidão que até mesmo o seu Sr. Wilberforce não poderá lutar, porque se liga com correntes que eu vi apenas alguns homens quebrarem. Falo do mal do ópio. Esta grande maldição enredou um número incontável de pobres almas na China e na Índia e espalhou seus tentáculos pela Inglaterra. Eu já vi isso por mim mesma. Alguns poderiam dizer que há uma justiça perversa neste último desenvolvimento. Pois, sem a cumplicidade dos ingleses com a Companhia das Indias Orientais, o comércio de ópio seria uma mera fração do que é hoje. Os Títulos Negros não eram os únicos forjados da ganância de nossos pais. Ele não precisava ler o nome do autor na parte inferior para saber quem ela era. "Você pode entender a nossa preocupação, Lorde Easterbrook", disse Winterside. "Ela tem denunciado a Companhia. Ela implica que nós somos responsáveis pelo contrabando de ópio na China. Não estamos de nenhuma maneira..." "Winterside, eu não sou um ignorante do mundo. Ópio comprado da Companhia em Calcutá é, na verdade, contrabandeado para a China todos os dias." "Isso não é culpa nossa."


"Sem as suas vendas para os traficantes, não haveria nenhuma razão para que você cuitivasse todas aquelas papoulas na Índia em terrenos da Companhia." Winterside abaixou a cabeça como um servo bem repreendido. "Minhas desculpas. Sim, vamos falar francamente. A Companhia compra muitas toneladas de chá chinês e paga os chineses uma enorme quantidade de prata para fazê-lo. No entanto, os chineses estão proibidos por lei do seu imperador de importar nossos produtos, por sua vez. A Companhia executa um enorme déficit comercial com a China, como resultado." "Um equilíbrio deve ser encontrado, você quer dizer", disse Denningham. "Então você vende ópio aos contrabandistas. Essa renda do ópio equilibra o que você coloca para fora em suas compras de chá com a China." Winterside ficou vermelho. "Nós vendemos um produto agrícola em Calcutá. O que é feito com ele..." "Como você pode ver, você foi atraído para a causa do diabo, Denningham", disse Christian. "A Companhia está bem ciente de como o ópio é contrabandeado e a devastação que trouxe para a China. É conveniente, no entanto, para que todos possam fingir que está tudo fora de nossas mãos." "Há momentos em que a necessidade econômica requer aceitar as realidades que não gostamos" disse Winterside. "Isso é o que foi dito por gerações sobre o tráfico de escravos", disse Christian. "Eu vejo que a senhorita Montgomery não perdeu essa analogia. Eu lhe pergunto de novo, senhor, o que você quer comigo?" "Nós pensamos que, talvez, como um amigo da Srta. Montgomery, você pudesse convencê-la a evitar este tema nas cartas futuras que ela prometeu. E isso, talvez, como um parente do editor, você pudesse usar a sua influência lá também." "A Senhorita Montgomery não revela segredos aqui. É uma história que já foi contada antes. Por que silenciá-la quando os outros têm publicado livremente?" "Há reuniões onde estão falando no Parlamento sobre o término de todas as licenças especiais da Companhia. Este não é o momento para este incêndio ser espalhado." "Ela escreve na revista das senhoras", disse Denningham desdenhando "Eu acho que o ponto de Easterbrook é bem feito e eu estou lamentando que eu o submeti às suas expressões de urgência." "As senhoras podem influenciar as questões através de seus maridos, por meio de suas atividades de reforma, por meio de suas penas, e através de sua fofoca. Melhor um panfleto obscuro por um vigário em Cornwall do que uma série de cartas no jornal das senhoras da moda." Winterside virou-se para Christian novamente. "Será que você, pelo menos, falaria com a senhorita Montgomery? Nos disseram que são velhos amigos e ela pode ser favorável a qualquer sugestão que você faça." "Você está assumindo que a minha sugestão seria para ela desistir de quaisquer referências para o comércio de ópio. Eu não sei por que você acha isso." Um silêncio constrangedor se seguiu. Um muito longo. Denningham endireitou-se e esticou o pescoço para ver melhor o jardim pela janela. "Eu digo, o jardineiro-chefe está lá embaixo. Acho que vou escapar lá para fora


e falar com ele. Eu estou fazendo experiências com um enxerto que vai mal e o velho Tom é o melhor nisso." "Por que não vamos todos? O dia está bom e convidativo para uma volta no jardim. " Eles caminharam até o terraço e para o jardim. O velho Tom conhecia Denningham, e depois de uma saudação, já estavam profundamente envolvidos nas discussões sobre seu enxerto. O Sr. Winterside aproveitou a oportunidade para andar timidamente perto de Christian. "Eu poderia ter uma conversa em particular, Lorde Easterbrook?" Eles deixaram Denningham com o jardineiro e caminharam pelo jardim. "Você conheceu a senhorita Montgomery em Macau, eu ouvi falar. Você conheceu seu pai?" "Eu o conheci. Foi uma breve associação durante uma longa viagem há alguns anos. Eu o achei um pouco sem graça e muito sóbrio, mas a companhia era bem-vinda já que ele era inglês." Na verdade, ele tinha achado Montgomery suspeito e calculista e afiado como um prego. "Nós sabemos sobre a sua história, é claro. Nós licenciamos os comerciantes do país e mantemos informações sobre todos eles." "Como um recurso da Companhia." "Sua casa comercial encontrou-se com alguns retrocessos há alguns anos. Isso é sempre um perigo no comércio. Um navio afunda, a carga pega fogo...isso não é para os fracos de coração. O Sr. Montgomery, infelizmente, foi um desses homens que pensaram que sua desgraça deve ter sido planejada." "Você está dizendo que ele culpou a Companhia?" "Não diretamente. Ele culpava o comércio de ópio. Havia algumas cartas dele para a Companhia. Acusações imprudentes. Ele insistiu que os maiores contrabandistas haviam formado uma companhia própria e que os proprietários dessa companhia incluía homens de alto nível aqui na Inglaterra. Ele sugeriu que esta companhia secreta era conivente com a nossa e que seus esforços para expor o grupo de conspiradores levou à sua perseguição. Bem, era tudo um absurdo, é claro. " "É claro." Christian sabia tudo sobre as reclamações e suspeitas de Montgomery, mas ele não conseguia pensar em nenhuma razão para informar Winterside disso. "Esta primeira carta no Banquete de Minerva não faz essa acusação, mas temo que a senhorita Montgomery planeja-o para um dos próximos. Ela promete grandes revelações. Segredos. Intrigas. Se ela citar nomes..." O simples pensamento agitou o Sr. Winterside. "Você acha que ela tem nomes para citar?" "O pai dela tinha se tornado meio enlouquecido com essa teoria louca. Ele estava certo de que seu negócio estava sendo destruído por esses homens, porque ele não iria cooperar com eles. Ele pode ter se convencido de que sabia quais eram os nomes desses parceiros. Ela pode publicar..." "Ela não vai publicar nenhum nome sem provas sólidas. Isso eu posso prometer. Uma vez que é impossível que a Srta. Montgomery obtenha essas provas, tudo isso é muito barulho por nada." "Impossível?"


"Você chamou-lhe de teoria louca de um homem meio louco, Sr. Winterside. Ela não pode obter provas de uma conspiração que não existe." Winterside contorceu-se no canto onde ele agora se encontrava. "Claro que não". "Vá para o seu mestrado e tranquilize-os de que a aplicação da lógica para o problema resolve tudo. A Companhia não tem nada a temer da Srta. Montgomery e suas cartas, além de um pouco de vergonha moral." Seu passeio os levara para o terraço. Denningham se afastou do Velho Tom e ele e Winterside se despediram. O velho Tom era um homem simples, à vontade com a sua vida neste jardim. Christian encontrou nele uma companhia tranquila após a confusão de preocupações agudas derramadas por Winterside. Ele sentou-se em um banco não muito longe da cesta de poda do jardineiro e abriu o Banquete da Minerva novamente. Ele releu o artigo de Leona. Perguntou-se o que ela pretendia alcançar com ele. Se ela esperava despertar a oposição entre os ingleses para o comércio de ópio, boa sorte para ela. Mas se o objetivo era expulsar os homens na Inglaterra por trás do circulo do contrabando que ela pensou que tinha como alvo o pai dela, ela pode ter sido muito bem sucedida. Porque enquanto o Sr. Winterside pode ter vindo aqui hoje para untar os corredores de trenó para a Companhia, Christian não acreditava que foi realmente a Companhia que o havia enviado.


Capítulo 9

Leona deu uma rápida olhada à sua carta no Banquete

de Minerva. Lady Phaedra tinha enviado uma cópia recém imprensa, e, normalmente, Leona teria tido orgulho em suas palavras publicadas por alguns minutos pelo menos. Outros assuntos ocuparam sua mente no entanto. Ela examinava um outro pequeno texto em seu lugar. Sobre o papel em suas mãos ela tinha uma cópia do aviso fúnebre publicado no The Times de Londres sobre o pai dela. O jornal salvava todas as suas edições antigas em grandes livros encadernados e obter acesso ao exercício em questão não tinha sido difícil, quando ela se apresentou nos escritórios do jornal de ontem. Seu paciência estava um fio muito longe de desvendar desde então. As palavras na sua cópia eram quase ilegíveis, tendo sido riscadas por uma mão apertada em um punho. Os poucos fatos sobre a vida de seu pai eram precisos e dispersos. A última linha, no entanto, era uma mentira grosseira.

O Sr. Montgomery faleceu depois de um longo declínio atribuído a uma doença debilitante bem conhecida na Ásia, resultado da ingestão de produtos agrícolas perigosos nativos da região.

O aviso praticamente dizia que seu pai havia sucumbido ao ópio. Quem teria relatado tal coisa? Não houve nenhuma maledicência em Macau. Todos ali sabiam sobre seu coração enfraquecido e viram a evidência dessa doença com seus próprios olhos. Seus olhos se estreitaram no pequeno nome impresso na parte inferior do anúncio. C. Nichols. Não havia nenhum Sr. Nichols em Macau durante esse tempo que ela soubesse. Este não era um relato de um correspondente. Deve ter sido escrito bem aqui em Londres. Ela ponderou como encontrar esse Sr. Nichols. Ela precisava falar com ele e descobrir onde ele havia obtido esta informação sobre o pai dela. As edições antigas do The Times tinha rendido pouca ajuda. O nome do Sr. Nichols não aparecia muitas vezes como um escritor. Em trabalhos recentes, no entanto, ela tinha encontrado várias vezes abaixo de descrições vívidas de processos nos escritórios do magistrado em Londres. Uma mudança sutil no ar a alertou de que ela não estava sozinha. Ela olhou para cima para ver Tong Wei de pé a três metros de distância. "Uma senhora está aqui", disse Tong Wei. "Uma de status elevado." Leona pegou o cartão com curiosidade. Ela foi para a sala de estar onde sua convidada a esperava.


Lady Lynsworth usava um vestido de passeio cor de gerânio e chapéu, e uma expressão de reserva mal comprometida pelas luzes de ansiedade em seus olhos azuis. Ela e Leona trocaram algumas amabilidades enquanto aquelas luzes queimavam cada vez mais intensamente. Por fim, o resto de seu rosto macio não podia mais manter a máscara que fingia estar tudo bem com ela. "Senhorita Montgomery, eu li o primeiro volume do Banquete de Minerva. A cunhada de Easterbrook criou uma revista muito louvável." "Ela vai ficar feliz em saber da sua boa opinião". "A sua própria contribuição em particular me interessou. Eu achei muito educativa a sua referência ao comércio de ópio." "Eu espero que os outros achem também. O povo da Inglaterra deve aprender sobre ele, mesmo que isso ocorra tão longe. A minha esperança é que a opinião pública vai forçar a Companhia das Índias Orientais a mudar seus caminhos." Lady Lynsworth tocava sua bolsa nervosamente. "Sua carta fala sobre ver as pessoas morrerem. Nossos poetas e artistas não consideram veneno, mas um reforço para a sua imaginação criativa." "Estou ciente de que é o ponto de vista popular na Europa. Por favor, acredite em mim, a atração é insidiosa e se torna um hábito quase inevitável. Uma vez preso no laço uma pessoa definha." "Você escreveu sobre conhecer um poucos que não ficaram presos, no entanto. Que tinham quebrado as correntes." "Muito poucos. A grande maioria..." "Mas alguns. Você não escreveu isso só para aplacar as preocupações dos seus leitores, não é? Você na verdade conhece alguns, pelo menos, que.." Uma lágrima começou um lento caminho para baixo em sua bochecha. Ela limpou-o com a mão e virou o rosto. Leona foi sentar-se ao lado dela. "Sim, alguns. Eu não menti sobre isso." Lady Lynsworth puxou um lenço em sua bolsa. "Perdoe-me. Eu li uma linha e não conseguia ler mais. Os poucos que quebraram as correntes. Eu estive em um estado de esperança desesperada desde esta manhã." Ela chorou suavemente. Leona esperou a hóspede se recompor. "Quem é?", Perguntou Leona. "Um parente?" "Meu irmão mais novo. Nós pensamos que ele estava doente. Meu pai descobriu a verdade há um mês e lavou as mãos dele. Eu não vi Brian desde então. Ele estava em um caminho ruim em nosso último encontro. Temo que ele esteja como você escreveu, e que esta seja uma doença de que ele não vá se recuperar." Leona desejava que ela pudesse oferecer garantias, mas ela não tinha nada para dar. Se o vício de Brian tinha chegado ao ponto em que sua família reconhecia os sintomas, ele estava longe de ficar bem. "Existe algum elixir para acabar com isso? Algum segredo do Oriente? Eu vim ver você na esperança de que você saiba de alguma maneira para eu ajudá-lo." "Você não pode ajudá-lo. Perdoe-me, mas é a verdade. Não há nenhum segredo como tal. Nenhum elixir. Sinto muito, mas não é para você salvá-lo. Ele deve salvar a si mesmo."


Lady Lynsworth chorou em seu lenço novamente. Leona descansou a mão em seu ombro de gerânio. "Se ele pudesse quebrar as correntes, você acha que ele faria? Ele deve querer. Se ele o fizer, há alguma esperança." Lady Lynsworth assentiu. "Quando falamos, ele estava desolado e com raiva de si mesmo. Mas muito triste e impotente." Ela agarrou o lenço em seu punho. "A decepção do meu pai o transformou em um homem frio. Meu marido se recusa a me ouvir. Ele só vê escândalo, esperando que o mundo saiba a verdade. Mas Brian e eu sempre fomos muito próximos e se você souber de alguma chance, por menor que seja, eu tenho que tentar." A determinação e tristeza de Lady Lynsworth mexeu com Leona. Ela sabia que era uma chance pequena, mas se essa mulher queria dar-lhe a seu irmão, então ela iria ajudá-la. "Você tem uma propriedade longe de Londres e uma boa distância de qualquer outra cidade? Deve ser isolada. Os empregados devem ser aqueles que irão obedecer os seus comandos." "Minha família tem uma mansão em Essex. Meu pai nunca a visita e os criados vão me obedecer." "Então vamos ao seu irmão. Você vai levá-lo para lá. Vou enviar Tong Wei com você. Ele é o homem que a trouxe a esta sala de estar. Tong Wei vai saber o que fazer e você deve instruir os criados a obedecê-lo também." Lady Lynsworth olhou para cima, aliviada. Em seguida, seu rosto caiu. "Oh, querida, eu não sei onde Brian está! Não está em sua casa. Ele não vai lá há vários dias. Eu não posso levá-lo a ele até que ele volte lá." "Nós temos que encontrá-lo. Você sabe se ele está comendo ópio ou fumandoo?" "Ele começou a comê-lo. Mas quando falamos na ultima vez ele estava muito emocionado e amaldiçoou o seu ponto fraco. 'É como se minha alma estivesse ligada ao tubo maldito’ disse ele." "Então eu sei onde ele pode estar. Vamos levar a sua carruagem. Espero que seu cocheiro esteja preparado para uma viagem imediata para Essex se formos bem sucedidas." Christian bateu na porta da casa de Leona. Quando abriu, ele não encontrou Tong Wei como esperado. Em vez disso, Isabella fez o dever. "Diga a Leona que eu estou aqui e preciso falar com ela sobre um assunto importante." Era hora de virar as cartas de barriga para cima sobre os propósitos de Leona, em Londres. Christian não dava a mínima se ela queria elevar o apelo às armas em relação ao comércio de ópio. Ele se importava se ela desse o alarme de homens que poderiam agir precipitadamente, se considerassem tanto suas fortunas ou a sua reputação em risco. "Ela não está aqui", disse Isabella. Ela colocou as mãos nas grandes mangas de seu qipao enquanto ela fazia um arco baixo. "Ela acabou de sair." "Tong Wei está com ela?" Isabella assentiu. "Para onde eles foram?"


"Para a cidade. Leona disse que Tong Wei deveria ir. Entraram na carruagem da senhora." "Que senhora?" "Eu não sei o nome dela." Isabella começou a fechar a porta. Christian pressionou sua mão contra ela para que não pudesse fechar. "Então, uma senhora veio aqui e Leona saiu com ela. O que foi dito antes que todos eles saíssem? Quando ela enviou Tong Wei?" "Ela disse: 'Vem, Tong Wei. Com sorte, será mais um que perde o cheiro, em vez de sua vida." Não era o que Christian queria ouvir. Leona estava lá fora na cidade em uma missão de misericórdia, que obrigava a levá-la para lugares que não deveria ir. Ele caminhou de volta para sua carruagem. Ele deu ao cocheiro um endereço e um comando para ir depressa. Ele pensou que sabia onde Leona tinha ido. Se ele estiver correto, mesmo a presença de Tong Wei pode não ser proteção suficiente. Vinte minutos depois, Christian entrou em uma cafeteria em Mincing Lane. O verdadeiro negócio realizado aqui estava terminado para o dia. Apenas alguns fregueses pontilhavam o interior rústico. Ele chamou um criado. "Diga ao Sr. Garraway que Lorde Easterbrook quer falar com ele." Logo, um homem se aproximou da mesa de Christian. O proprietário parecia um personagem em um jogo ambientado no século passado. Vestido com um colete de brocado de seda azul claro e calças de uma cor um pouco mais escura, o cabelo branco estava preso em um rabo na nuca. Seu perfume o precedeu. Ele colocou seus óculos com maior precisão no nariz com o dedo mindinho. Era mais um pequeno trabalho em uma tentativa de ver mais claramente. "Lorde Easterbrook. Sinto-me honrado. Meu humilde estabelecimento raramente vê clientes da sua posição." "Isso é porque os homens da minha posição não têm necessidade do seu estabelecimento. Seus médicos e boticários abastecem o láudano quando são chamados por necessidade médica." "E mesmo quando não é, eu diria." Garraway maliciosamente reconheceu o uso alternativo para a droga. "Suponha que o médico de um jovem não tenha sido útil. Para onde ele iria para obter alívio?" perguntou Christian. "Para um outro médico ou um farmacêutico, eu presumo." "E se ele preferisse evitar as rotas normais de venda ou estivesse procurando alguma coisa mais forte do que láudano?" "Por que você acha que eu saberia? Meu estabelecimento é usado para os leilões de ópio, isso é verdade. O que meus fregueses optam por negociar, enquanto consomem meu café não é problema meu." "Eu preciso dos nomes dos salões de ópio em Londres e os homens que vêm aqui incluem aqueles que os dirigem. Em particular, eu estou interessado em estabelecimentos que estejam comprando ópio do Extremo Oriente e não da Turquia e que tenha sido preparado para fumar, não comer. Você saberia apenas por sua aparência. Ele é vendido depois de um processo especial que transforma-o em bolas."


"Bolas, você diz. Do Extremo Oriente?" A testa de Garraway franziu teatralmente. "Foi-me dito que o ópio Oriental é inferior para fins medicinais. Ele tem menor teor de morfina do que o turco. Os boticários não querem isso. Como para fins não medicinais, ela só seria economicamente vantajosa para trazê-lo se pudesse evitar a tarifa." Ele fungou. "Eu não sei sobre o ópio contrabandeado, Lorde Easterbrook". "Mincing Lane é o centro do comércio de ópio na Inglaterra e este café é o centro do comércio em Mincing Lane. Acho que você sabe tudo o que é para ser sabido." Christian enfiou a mão no casaco e pegou cinco guinéus. Ele atirou-os sobre a mesa de madeira que o separava de Garraway. Ele também tirou uma pistola e colocou ao lado das moedas. "Eu não tenho mais tempo a perder. Qual o caminho que vamos fazer isso?" Garraway empalideceu, depois tornou-se impertinente. "Eu não me importo de ser ameaçado, senhor. Embora eu confesso que eu prefiro que a ameaça venha de você do que de uma mulher. " "Uma mulher?" "Há quinze dias. Ela também tinha um interesse nessas bolas. Ela também se recusou a aceitar que não encontraria o seu caminho aqui para o leilão." "Ela empunhava uma pistola?" "Pior. A visita de funcionários da alfândega." Ele limpou seu longo nariz com um lenço debruado de rendas. "A harpia era bonita. Vagamente exótica. Mas as harpias são todas iguais." "Se ela te deixou em paz, você deve ter lhe dado um nome ou local. Eu também quero. Agora." Garraway puxou os guinéus. Um minuto depois, Christian estava novamente em sua carruagem, visando a colônia St. Giles. A casa exalava até mesmo na rua. Aninhada entre uma casa de gin e uma mercearia decrépita, suas cortinas a protegiam da luz. O homem na porta desanimava todos os visitantes casuais. "Você acha que ele é o dono?" Lady Lynsworth perguntou enquanto ela e Leona desciam de sua carruagem. O sentinela era chinês e vestia as mesmas roupas que Tong Wei vestia, apenas em tecido mais simples, sem bordados. "Eu duvido", disse Leona. "Eu acho que ele é apenas um guarda. Ele também é uma advertência. Sua figura diz que os mistérios da China podem ser apreciados lá dentro." Tong Wei visualizou o seu compatriota com desdém. "Descreva o seu irmão. Eu vou encontrá-lo se ele estiver aqui." "Ele tem altura mediana e cores. Em todos os sentidos, na verdade. Não há nada de notável em sua aparência. Por favor, peça que o homem permita-me entrar e vou saber imediatamente se Brian está lá. Eu vou reconhecê-lo num piscar de olhos e não vamos incomodar os outros." "Eu acho que você precisa falar por todos nós, Tong Wei", disse Leona. "Brian pode não concordar em ir com você, mas ele vai concordar com sua irmã."


Tong Wei deixou-as perto da carrugem e se aproximou da porta. Depois de um ritual de saudação, ele e o guarda conversaram com espírito na línguagem cantada da China. Leona nunca aprendeu muito chinês e não poderia oferecer a Lady Lynsworth nenhuma garantia de que Tong Wei estava fazendo progressos. O guarda parecia oscilar entre a recusa beligerante e rastejar em reverência. Tong Wei lhes retornou. "Ele prometeu aos clientes que haveria privacidade lá dentro. Ele não deveria permitir-nos entrar, mas ele vai. Temos de ser rápidos." "Como você conseguiu convencê-lo?" perguntou Leona. "Ele é um ladrão, mas ele está além de envergonhado por ajudar o uso deste veneno que nosso imperador condenou." Uma caixa cheia de grandes bolas marrons podia ser vista há vários metros dentro da porta. O ópio dentro da caixa tinha feito um longo caminho. Cultivado e processado na Índia, em seguida, vendido no mercado em Calcutá, tinha finalmente feito sua viagem para a Inglaterra. Tong Wei as conduziu pelo caminho enquanto eles seguiam o porteiro até a parte de trás da casa. Sombras cobriam o espaço. Quando os olhos de Leona ajustaram-se, viu paletes no chão e figuras esticadas em cima deles. Ao lado de cada palete havia uma lanterna de ópio e um longo tubo de fácil acesso para a vítima encontrar um falso céu na droga que era entregue. "Está tão escuro," Lady Lynsworth murmurou através do lenço pressionado em seu nariz. A fumaça na sala parecia um pesado nevoeiro. Leona pegou sua mão e arrastou-a entre as fileiras de paletes. "Nós não temos muito tempo. Você deve ver se ele está aqui, enquanto você pode." Lady Lynsworth curvou-se sobre rosto após rosto, olhando nos olhos vagos, em busca de seu irmão. Tong Wei as seguiu na sua esteira. Eles tinham procurado em metade da sala quando um homem entrou na câmara. A cabeça mais alta do que Tong Wei e ostentando uma barba vermelha para combinar com o seu cabelo encaracolado, ele claramente não era chinês. Ele avistou-os e caminhou em sua direção. Sua expressão não transmitia nada de bom para a sua missão. "Continue procurando," Leona pediu. Tong Wei virou e posicionou-se entre elas e o proprietário se aproximando. "Você não tem negócios aqui. Saia ", disse o homem. "As senhoras procuram um parente. Nós sairemos em breve" Tong Wei explicou com clareza e cuidado. "Não vai ter nenhum tipo de reformador aqui, interferindo com o meu negócio e os meus amigos." "Essas pessoas não são seus amigos", disse Leona enquanto ela enxotava Lady Lynsworth adiante. "Um homem não permitiria que um amigo suportasse isso." "Não parece para mim que qualquer um deles se importe, de modo que o suportar deve ser bom." Ele riu. "Agora, você recolha a outra mulher lá e saiam daqui ou as coisas podem ficar difíceis." "Espero que não", disse Tong Wei. "Não posso permitir que o difícil aconteça." "Não importa muito o que você permite, não é? Agora, saia."


"Aqui está ele!" a descoberta de Lady Lynsworth soou acima do limite. "Brian! Caros céus, ele parece morto." Tong Wei mal virou a cabeça para olhar para o jovem louro sobre quem Lady Lynsworth estava curvada. "Ele não está morto, mas ele está perdido." Leona sabia o que ele queria dizer. Ele estava provavelmente certo, mas ela havia prometido tentar ajudar e agora eles tinham que ir até o fim. "Vou levá-lo para fora", disse Tong Wei. "Você não vai fazer nada disso", disse o proprietário. "Aquele me deve um bom dinheiro. Eu fiquei com o casaco dele pela parte de hoje, mas ele não vai sair até que sejam pagas todas as suas dívidas." "Ele mal pode conhecê-lo se ele não sair", disse Leona. "Não é possível que ele faça agora? Pelas vestes finas que ele usa, eu espero que sua família irá honrar sua dívida." Lady Lynsworth estava persuadindo Brian ao estado de alerta, sem sucesso. Tong Wei fez um gesto para Leona andar. Eles passaram por Lady Lynsworth. Tong Wei agachou-se e levantou-se com Brian pendurado no ombro. Brian era mais alto que Tong Wei e poderia ser mais pesado, mas a força de Tong Wei não vêm somente de seu corpo. "Partimos agora", disse ele. "O inferno que você vai." O proprietário caminhou na direção deles. A fraca luz debaixo de uma cortina pegou o brilho do metal. Lady Lynsworth engasgou com a visão da faca. Tong Wei curvou-se e permitiu que Brian voltasse a cair no chão. Ele enfrentou o proprietário com absoluta calma. Leona sentiu o silêncio da meditação reclamando-o. Este não era o momento para isso. Ela estava prestes a dizer isso quando ela viu seu rosto. Tong Wei não tinha recuado em qualquer devaneio meditativo. Ele olhou para a faca com os olhos que não permitiam nenhuma outra visão. Ela nunca tinha visto ele parecer tão duro. Ele não esperou que a faca se movesse. Ao contrário, ele flutuou para a frente, enquanto seu corpo torceu e virou tão graciosamente que não fez nenhum som. O proprietário voou e caiu de costas entre suas vítimas. Ele ficou de pé, furioso. Olhou para Tong Wei e veio em sua direção com passos ameaçadores. "Você vai parar aí mesmo. Mais um movimento que coloque em risco estas senhoras e eu vou te matar. Não duvide da minha determinação neste momento." A voz veio das sombras perto da porta, atrás do proprietário. Ele congelou, então girou para enfrentar o novo intruso. No início, tudo o que Leona viu foi a pistola. Parecia pairar no ar. Então Easterbrook deu dois passos para dentro da câmara. Ele deu um rápido exame nas paletes. Ela viu a expressão de nojo enquanto seu olhar iluminava nos rostos mais próximos. Então ele só tinha olhos para a faca. "Quem é você?" O proprietário perguntou com um sorriso de escárnio. "Eu sou Easterbrook." "Bem, senhor, eu estou honrado." Ele fez uma reverência zombeteira. "Meu nome é Harry Timble e esta é minha propriedade."


"É a propriedade de seu herdeiro, a menos que a faca esteja no chão, em três segundos." A faca caiu no chão. Tong Wei pegou e jogou-a do outro lado da câmara. Ela se incorporou profundamente na parede do fundo. "Por favor, recolha o que vocês vieram buscar, senhoras," Easterbrook ordenou, a pistola ainda apontada diretamente para o peito de Harry Timble. Tong Wei estendeu a mão, agarrou os braços de Brian, e tinha-lhe pendurado em seu corpo em um instante. Ele abriu o caminho pela câmara. Uma vez que eles estavam fora da casa, Easterbrook se juntou a eles. A pistola agora apontava para o chão em seu braço pendurado. "Lorde Easterbrook, você tem a minha gratidão", disse Lady Lynsworth. "É um prazer em servi-la. Suponho que seja a sua carrugem lá?" Tong Wei já estava baixando a carga através de sua porta aberta. "A Senhorita Montgomery sugeriu que eu levasse meu irmão para o campo e o afastasse das tentações aqui em Londres. Ela acha que pode ajudá-lo." "Tong Wei vai também", disse Leona. "Ele vai ajudar Brian com a dor inicial da abstinência. Você deve ordenar que os criados lhe obedeçam, Senhora. Seria melhor se você não estivesse lá sozinha. Você deve retornar a Londres assim que estiver tudo organizado." Easterbrook observava os preparativos para a partida em silêncio. Uma vez que Tong Wei e Lady Lynsworth estavam na carruagem e começaram a partir, ele falou. "Foi uma sorte eu ter chegado, Leona. Se eu não tivesse, você estaria agora sozinha na pior colônia de Londres sem nenhuma proteção, assumindo que ainda estivesse viva." "Tong Wei teria parado aquele homem. Eu agradeço, no entanto. Foi mais eficiente do seu modo." Ele estendeu o braço em direção ao seu cocheiro. "Eu vou leva-la de volta para sua casa, Leona."


Capitulo 10

Ela continuou olhando para ele na carruagem. Seus

olhos escuros tentavam ler sua mente, tanto quanto ele teria gostado de ler a sua. O odor nocivo do salão de ópio estava pendurado em sua roupa. Ele puxou as cortinas da carruagem para deixar entrar o ar e a luz. "Será que isso oprime você? Estar lá?", ela perguntou. "De modo nenhum". "Isso é bom. Você está tão quieto que eu pensei que talvez..." Ela sorriu gentilmente depois deu de ombros. "Eu estou quieto porque estou decidindo como puni-la por ser tão tola a ponto de entrar nesse inferno. Há lugares em Londres que não são civilizados e as colônias estão entre eles." "Eu não podia recusar a ajudar Lady Lynsworth". "Foi uma missão de tolos. Tong Wei vai cuidar de seu irmão através da tortura que está esperando e após duas semanas ele estará na sua palete de novo, fumando a sua morte através desse tubo." "Isso pode não acontecer dessa forma. Você sabe que não pode." Novamente aqueles olhos. Ela conhecia aqueles olhos. Vendo muito e procurando ainda mais. Sempre foi assim e seu olhar criou mais intimidade do que ela percebeu. Um pequeno sorriso sarcástico se formou em seus lábios carnudos, mas seus olhos permaneceram curiosos. "Ou você acha que foi diferente para você porque você é Easterbrook?", ela perguntou em voz baixa. Sua alusão convocou uma memória, um tanto querida e odiada. Ele estava em seu quarto na casa de seu pai à noite e a porta se abriu. Ela estava ali, por mais que ele houvesse sonhado durante a noite e traçados pelo dia, com seus cachos escuros ondulando para baixo de sua camisola branca com admiração e medo e determinação em seus olhos. Apesar de seu medo de chegar até ele, o desejo perfumava o ar entre eles para os mistérios da espera. Ela tinha arriscado tudo para vir, apenas para encontrá-lo com cachimbo na mão e a névoa cobrindo a câmara apesar da janela aberta. "Você quer morrer? Porque você vai morrer, como um covarde. É uma fuga covarde de vida que você procura com isso. Seja o que for que você lute dentro de você e se você não vai enfrentá-lo, pelo menos, tenha a coragem de usar uma arma para que você não morra em desgraça ignóbil." Suas palavras tinham ficado furiosas, brutais e tão altas que foi um milagre a casa não ter acordado. Não houve mais desejo naquela noite, mas só raiva e uma pena que ele não podia suportar.


"Você não tem certeza que foi diferente para mim", disse ele. "Eu soube na hora. Assim como Tong Wei. Eu te vi lá, e sua expressão de raiva quando você olhou para as pessoas e os tubos e eu tive ainda mais certeza de que você já não anseia pelo falso paraíso." Ela estava errada. A gente sempre almeja um pouco. Se ele assim o fez menos do que a maioria, era porque o homem que ela havia repreendido naquela noite estava em busca de uma alma, e aquela que ele agora tinha aceitado era a única alma que ele permitiu. "Você supõe que o irmão de Lady Lynsworth terá um talento especial para a meditação, Leona?" "Eu acho que Tong Wei terá que recorrer a métodos mais grosseiros. Sua vontade de aprender as técnicas de respiração poupou o pior. Além disso, não estava escravizado ainda e Tong Wei disse que Brian está perdido." Ela inclinou a cabeça e olhou para ele ainda mais duro. "É estranho. Não estou certa de que Edmund teria sobrevivido, mas é claro que tinha Easterbrook e sua vontade. Você não é a mesma pessoa." "É isso que você tem pensado desde aquela tarde em que eu trouxe você para minha casa? Que eu não sou suficiente como Edmund? Não sou triste o suficiente? Nem fraco o suficiente?" "Eu não quis dizer..." "Asseguro-vos que sou a mesma pessoa, tanto quanto um homem é a mesma pessoa que o menino um dia foi. Eu tinha que escolher se queria viver ou morrer. Só enfrentando a escolha resolvi muitas coisas, Leona. Fazer a escolha liquidou muitas outras." "Então, eu estou feliz que você não é mais Edmund, Christian." Foi a primeira vez que ela tinha se referido a ele pelo seu nome real. Isso, tanto quanto o calor em seus olhos, disse-lhe que ela tinha começado a conciliar o presente com o passado. Ele lamentou quando a carruagem parou. Um assunto esperava por eles dentro da casa e que iria estragar o que tinha sido verdadeiro entre eles. Ajudei-a a descer e ignorei a despedida na porta. Eu entrei atrás dela e Isabella me mandou embora com um aceno de mão. "Eu vim procurar por você hoje por uma razão, Leona. A conversa que eu preciso ter não pode ser adiada." "Espero que o tema seja divertido." "Não tente ser esperta comigo. Você está nesta cidade procurando lá fora mais do que alianças para o seu irmão. Você está procurando problemas e não tenho motivos para pensar que você não tem encontrado." Não havia escolha a não ser enfrentar o que estava por vir. Ela desejou que pudesse colocar isso para fora, no entanto. Tinha encontrado uma ponte para o passado neste passeio de carruagem e para a alma violenta e intimidade que tinha compartilhado com ele naquela época. Ela temia que ele fosse mais uma vez tornar-se um estranho a quem não podia confiar se abordassem os temas que ele aludiu. Ela abriu o caminho para a biblioteca e fechou a porta para que Isabella não pudesse ouvir. Ela enfrentou seu inquisidor e procurou controlar a forma como o seu coração aquecia apenas por estar perto dele.


Sua expressão dizia que não iria tolerar nenhum absurdo. "Será que o seu irmão sabe o que você está fazendo?" "É claro que ele sabe. Ele me enviou." "Para o seu propósito declarado, sim. Eu não acredito que ele saiba sobre o outro." "Acho que ele suspeita que eu espero voltar levando para ele uma esposa, se é isso que você quer dizer, mas eu nunca disse a ele desse plano." "Pare com isso, Leona. Não tente minha paciência." "Então não tente a minha. Que outra finalidade você imagina que eu tenho aqui em Londres? Indique as suas suspeitas e talvez eu possa aliviar qualquer problema em sua mente." Ele desviou os olhos e esfregou as sobrancelhas com o polegar e o indicador, como se conter sua exasperação levasse um grande esforço. "Eu acho que você está esperando provar o que seu pai não conseguiu provar antes de morrer. Que os traficantes que atacaram seu negócio foram os agentes de homens poderosos aqui em Londres." A decepção a esbofeteou de seu torpor bobo. Era como ela temia. Ele tinha sido um deles desde o inicio. "Como é que você sabe o que ele suspeitava ou queria provar?" "Seu pai me falou sobre isso." "Se soubesse quem era, ele não teria revelado nada. Você descobriu o que ele sabia e o que planejava apenas porque você o enganou." "Eu acho que ele adivinhou que eu era diferente do que eu disse. Ele estava desconfiado de mim e ele ainda me contou." Ela não se atreveu a acreditar nele, tanto quanto ela ansiava por acreditar. Seria reconfortante saber que seu pai tinha encontrado motivos para confiar nele. Seu pai era bom em avaliar um homem. Infelizmente, seu pai pode não ter confiado nele em tudo. Easterbrook poderia ter descoberto tudo lendo o diário de seu pai. Isso desanimava-a, pois agora ele indicava que a evidência estava em sua posse. "O que você descobriu com ele?" "Durante os dois anos antes de eu chegar em Macau, o negócio do seu pai vinha sofrendo uma série de incidentes que estavam ameaçando a sua solvência. Acidentes. Perda de carga. Ataques de piratas. Ele tinha certeza que era retribuição. No começo por não ajudar os contrabandistas que queriam que ele ajudasse a mover o ópio para a China. Mais tarde, por seus esforços para expor o que estava acontecendo. Aquele fogo na minha última noite, foi mais do mesmo." "Não exatamente. Você viu Lau King entre os homens que atearam fogo ao navio. Isso era novo." "Eu realmente vi que havia muito mais perigo do que o seu pai suspeitava." Sim, perigo. Muito perigo. Especialmente para Edmund. Por ter visto Lau King significava que ele tinha que fugir. Lau King era o servo do Hoppo de Canton, o Mandarim que controlava os costumes. O envolvimento de Lau King naquele incêndio significava que os contrabandistas que coagiam seu pai tinha amigos em lugares muito altos na China, assim como na Inglaterra. O imperador podia proibir o comércio, mas os seus próprios funcionários estavam enriquecendo com ele.


A verdade tinha desanimado seu pai. A força tinha drenado para fora dele. Ele acreditava que estava protegendo o comércio exterior em Canton, e até mesmo o povo chinês, expondo o contrabando. Tinha até escrito ao imperador, descrevendo tudo o que via e sabia. A evidência de que Mandarins e Chineses era cúmplices tinha sido um golpe terrível. A luta tinha saído dele, e logo a vida tinha ido também. Leona olhou para Christian e o viu naquela noite, resistindo ao aviso de que ele deveria ir de uma vez, negando que os homens que incendiaram o navio tinham vistoo assim como ele os tinha visto. Os aromas e sons vieram até ela, o brilho do fogo e os gemidos de desespero de seu pai. Ela cheirava a fumaça sobre a água enquanto ela, Tong Wei e Edmund arrastavam-se para um pequeno barco e secretamente iam embora. Lembrou-se da última visão dele antes que subisse no navio no Whampao. Ela provou mais uma vez o seu beijo de despedida, febril e com fome e irritado, antes de deixá-la ir. Easterbrook enfrentava-a agora, não Edmund. Os beijos eram os mesmos, apesar de tudo. Ele era o mesmo homem durante a sua paixão. Ela tinha aprendido isso no jardim, a sua ruína. "Você está tentando descobrir se o seu pai estava certo, Leona? Você está tentando descobrir se há homens aqui em Londres que controlam alguns dos contrabandistas de ópio no Mar da China? " Você está tentando trazer escândalo e descrédito para homens que eu conheço e amigos que eu amo? Ela empurrou os pensamentos de prazer emocionante do jardim de sua mente, para que ela não se transformasse em uma poça. "Eu não posso imaginar por que você acha que eu estou fazendo isso." "Eu li o Banquete de Minerva. Você jogou uma luva lá. Você também conhecia o endereço de um antro de ópio, em Londres, então você está investigando alguma coisa." "Se eu estou curiosa sobre a teoria do meu pai, o que isso importa? Não é como se eu pudesse fazer alguma coisa sobre isso." "A ameaça de escândalo e de exposição não são nada. Se você estiver correta, e se você chegar perto, pode haver esforços para impedi-la." Poderia ter sido um aviso ou uma ameaça. Suas emoções crescentes não poderiam dizer que ou se havia mesmo a diferença. "Como eles tentaram parar o meu pai? Talvez eles usem uma de suas táticas mais tarde, mais sutis. Talvez eles só enviem um homem para ganhar minha confiança e descobrir o que eu sei. Talvez eles tenham sua persuasão e sedução em uso em vez de coerção." Ele caminhou até ela. Ele segurou seu rosto com as duas mãos e perfurou-a com seu olhar furioso. "Isso é o que você tem a dizer-me desde que você descobriu quem eu sou? Que eu fui a Macau para detê-lo ou para saber o que ele tinha descoberto? Que eu sou um dos homens que ele girou sobre as teorias? Eu não sabia nada sobre isso até que ele confiou em mim." "Então por que você se importa se eu tentar expô-los agora?" Suas mãos seguraram-na mais suave, mas não com menos firmeza. Seu polegar acariciou uma de suas bochechas. Ele olhou para ela como se ele segurasse e estudasse sua fascinante possessão.


"Se eu soubesse quem eles são, eu poderia protegê-la. Mas eu não sei quem são ou o quão perigosos eles podem ser." "Então você acha que o meu pai estava certo! Você acredita..." Seus lábios roçaram os dela, silenciando-a. "Você vai desistir disso, Leona. Não há nada a ganhar com isso." Seu toque e seu beijo roubou-lhe o fôlego. Excitação começou a vencer o bom senso. "Eles o mataram" ela sussurrou. Parecia mais um pedido de ajuda do que uma acusação. "Pouco a pouco eles o destruíram até que ele estava quebrado. Mesmo que eles não violem as leis inglesas, o mundo deve conhecê-los pelo que são." Mais uma vez seus lábios brincavam com o dela. O calor de suas mãos em seu rosto fizeram todo o seu corpo ruborizar. "Ele não iria querer que você fizesse isso. Ele teria cobrado-a com este dever se ele quisesse e teria dito-lhe tudo o que sabia para que você pudesse seguir em frente por ele. Será que ele fez isso?" Ela olhou em seus olhos, nas profundezas escuras que tanto a emocionava e assustava. "Será que ele fez?", Repetiu ele. Ela mal balançou a cabeça. Ela mal respirava. Nenhum triunfo mostrou-se em seus olhos com sua resposta. Ele segurou-a para um beijo diferente, que fechou a porta em seu argumento. Houve cuidado nesse beijo, como se principalmente procurasse acalmar a turbulência que essa discussão tinha levantado em seu espírito. Se ele também queria influenciar a forma como ela pesava a verdade do que ele disse, ele falhou, porque o beijo a distraíu de fazer qualquer julgamento em tudo. Seu abraço envolveu-a com força e apoio. A intimidade escura cercava-a também, muito reconfortante e emocionante neste momento. Ela não sabia se ele pretendia uma sedução. Ela não se importava. Seu coração sentiu bondade nele e preocupação genuína. Ambos alteraram seu desejo e até mesmo o seu poder para algo menos ameaçador. Ele ergueu o queixo com a curva de seu dedo e acariciou seus lábios com o polegar. Ele a beijou novamente, quase discretamente. "Você acredita em mim, não é? Que eu não fiz nada para prejudicar ou trair seu pai e você?" Agora ela acreditava nele. Seu abraço tinha banido a raiva e a desconfiança. A mais doce calma percorria sobre ela, uma calma tão completa que ela podia sentir e observar as pequenas batidas e pulsos em seu corpo que diziam que ela não iria ficar calma por muito tempo se eles permanecessem assim. As águas de uma onda se reuniam. Ela e ele não estavam em um jardim perto de uma festa agora. Era hora de correr e se esconder novamente ou ser arrastada. Ele a beijou novamente e a puxou mais fundo na intimidade. Filetes de prazer começaram a percorrer centenas de caminhos trêmulos por seu corpo. Ele era bom em sedução. Muito bom. O prazer no jardim naquela noite tinha deixado-a com menos defesas. Antecipação deliciosa falou mais alto do que qualquer precaução. Seja qual for a sua intenção com o primeiro beijo, ele tinha outras agora. Não havia nada de experimental na forma como ele a abraçava ou em sua expressão enquanto seus beijos procuravam seu pescoço e seu pulso. Suas carícias moviam-se


sobre seu corpo. Luxuriante sensação fluía e crescia e finalmente a deixou submersa nela. Ela ofegou enquanto sua boca enviava um calor vivo para seu sangue. Ela arqueou-se contra a força de seu corpo firme e virou a cabeça para que ele pudesse torná-lo pior. Um abraço, tão perto e apertado que ela sentiu seu batimento cardíaco. Sua voz, áspera e baixo perto de seu ouvido. "Onde está o seu quarto?" "Isabella ....", ela murmurou. "Ela não vai interferir." Ele levantou-a nos braços. Seus braços a embalavam sobre suas longas passadas. Ela mal viu as portas e paredes deslizarem enquanto passavam. Seu coração se manteve em sua garganta e os olhos em seu rosto. Ela experimentou subir as escadas em um estado de sonho, meio atordoada. Encontrou o quarto. Ele segurou-a com um beijo quente e reconfortante, em seguida, se deitou. Ele tirou o casaco, então se juntou a ela imediatamente, com botas e tudo, como se soubesse que o choque de sua posição elevasse receios. Ele a beijou e todas as perguntas e pensamentos recuaram. Ela agarrou-o para ela, para tranquilidade e cordialidade. Sua mão acariciava seu corpo, levantando deliciosas expectativas no curso em sua carne. Ele dominou-a com seu corpo, seu abraço e seu poder e ela se rendeu. Fome cortava através dele. Duro. Agressivo. A aceitação em seu abraço, o fogo em seus beijos mordendo e agarrando as mãos, estendeu seu controle. Era tudo o que podia fazer para conter-se e era um milagre ele não rasgar a saia fora e levá-la ao mesmo tempo. Sua mão estava entre suas coxas e sua carícia deslizava em sua fenda, antes que ele domasse a ferocidade em si mesmo. Seus quadris flexionavam acima de sua mão. Seus gritos e maciez diziam que ela estava excitada o suficiente, mas seria estúpido e impensado violentá-la, não importa o quão pronto seu corpo poderia estar. Beijou-a profundamente enquanto ele freava a unidade implacável que o obrigava a ir em frente. Ele a puxou de volta de seu próprio frenesi por enquanto. A carranca de frustração dizia que ela estava menos do que satisfeita. Ele beijou sua testa franzida. "Isso vai acabar mal para você se continuar assim e eu não quero te machucar." Ela assentiu com a cabeça, mas sua expressão permaneceu petulante. Ele rolou para o lado dela e trabalhou no fecho do vestido. Ela começou a rolar para trás quando ela percebeu que ele estava fazendo. Ele parou com uma leve pressão contra seu ombro. "Você não vai me parar. Há coisas suficientes para eu ver, e eu não vou ser rejeitado." Ela não o impediu novamente. Ele supôs que a sua posição era responsável por tanto quanto qualquer coisa. Ou talvez a sua resistência tinha sido mais instinto do que vontade. Agradava-lhe despi-la. Ele deslizou o vestido completamente e passou a trabalhar no espartilho. Sua respiração veio profundamente, como se isso a afetasse tanto quanto o jogo do amor. Ele a rolou sobre suas costas. Seus olhos escuros o observava sobre as pálpebras abaixadas enquanto ele escorregava o espartilho para longe.


A sensualidade cheia de seu corpo já era visível por baixo da blusa transparente. Ele deslizou-a para baixo até que ela estivesse nua, exceto por suas meias e as bonitas ligas acima dos joelhos. Eles acrescentavam um toque erótico picante. Ele decidiu deixá-los em cima dela. Ela era linda. Mais bonita do que ele havia imaginado quando sua mente a tinha despido nos anos desde que eles se conheceram. Seus seios fartos aumentaram, redondos e firmes, seus mamilos escuros apertados e provocantes. Ele traçou os dedos em torno dessas ondulações, então para baixo ao longo da curva de sua cintura até o alargamento de seu quadril. Ele espalhou a mão sobre a barriga, apreciando o contraste de sua pele macia e brilhante contra a palma de sua mão. Ele baixou a cabeça e beijou o lado de um dos seios, em seguida, seu mamilo duro. Ela flexionou sensualmente com a sensação e seu olhar virou fumaça. "Você é perfeita", disse ele. Ele gostava de não ter nenhuma vantagem especial com ela, além da conexão imediata que se formou quando seus olhares se encontraram e a intimidade espiritual que a sexualidade criava. Ele explorou um mistério como qualquer outro homem faria quando ele lhe deu prazer e teve que contar com os instintos mais primitivos que no passado. A pura normalidade dela o fascinava, quando fez a descoberta de que a detecção menos segura poderia ser mais profunda do que o literal. Seu corpo nu deleitava-se em suas carícias. Uma expressão indescritível suavizou seu rosto. Ele viu o prazer nela. Sentiu-o. E enquanto ela se tornava mais perdida, mais abandonada, ele sentia isso. Sem medo. Sem inseguranças. Ela abraçou mais do que seu corpo. A proximidade mais profunda existia em seu desejo mútuo e cordialidade, em seus gritos e redenção. Um estado parecido com o centro escuro formado, só que ela estava nele também. Não era altruísta e vazio, mas cheio de necessidade e tremores com a espera do êxtase. Ele tirou suas roupas enquanto beijava suas curvas suaves. Ele passou a língua sobre o mamilo até que ela gritasse. Ele usou sua boca e mão para levá-la mais fundo na loucura. Ele queria que ela gritasse de prazer, implorando por ele, de modo que sua posse seria completa quando ela se entregasse e ela nunca mais questionaria como deveria ser. Seu próprio corpo apertava com cada indicação de sua excitação. A escuridão se fechou mais. Ele abriu suas pernas e ajoelhou-se entre elas e olhou para ela. Ela parecia tão erótica que sua mandíbula apertou contra a fúria pulsando nele. Suas pálpebras subiram, revelando olhos brilhantes e extasiados. Ela viu quando ele estendeu os braços e alisou suas mãos para baixo de seus ombros e em torno de seus seios. Eles estavam mais cheios agora, mais apertados, e extremamente sensíveis enquanto ela se aproximava do seu clímax. Ela viu suas mãos e sua respiração foi ficando mais curta. Ela arqueou-se quando ele brincou suavemente com os mamilos e gemeu baixinho em sua necessidade. Ele acariciou seus quadris para baixo até onde suas coxas se separavam, perto de seus joelhos. A umidade brilhava em torno do suave cabelo escuro, sua carne rosa vulnerável tornando-se visível.


Ela não tentou conter seu delírio em tudo. Ela ofegou com seu primeiro toque, em seguida, desceu gritos enquanto ele a acariciava de uma forma que ele sabia que iria fazê-la gritar ainda mais. Um pulso trovejante bateu mais forte e as trevas obscurecia cada pensamento, exceto o desejo de tê-la. Ele a fez gozar de modo que qualquer dor não importaria tanto, em seguida, pressionou sua ereção dentro dela. Ele abaixou seu corpo em seus braços e aliviou-se em sua passagem apertada. Seu corpo resistiu. Mesmo os espasmos de sua libertação não obscureceram a sua dor. Ele cerrou os dentes e esperou o pior passar. Ele ergueu um de seus joelhos contra a curva acima do quadril para abri-la e facilitar para ela. Sua respiração era ofegante e quente contra seu peito. Ele moveu-se com cuidado, restringindo o desejo de conduzir mais fundo e forte. Ela lentamente relaxou, abriu-se e aceitou. Ela olhou para ele, em seus olhos, e o cativou com a maravilha em sua própria. O centro escuro cresceu então. Nada existia nele, mas a sensação de sua carne contra a sua e o prazer uivando e a consciência dos dois escalando ao êxtase juntos. O mundo inteiro se separou. Sua mente desapareceu por um momento longo, preto de bem-aventurança. O centro não se quebrou, no entanto. Em vez disso, ele absorveu tudo, em uma realização que a ele havia sido prometido desde a primeira vez que ele olhou em seus olhos profundos e escuros. Ela não queria voltar para si mesma. Era muito agradável flutuar como estava, em algum lugar acima do mundo, cercada por seus braços e mais nada. A intimidade acalmava. Ela se aprofundava quando seu cheiro e calor entravam em sua cabeça. Seus batimentos cardíacos soavam em seus ouvidos, mais calmos agora, não mais o ritmo crescente de sangue quente buscando uma confrontação. Lentamente, ela ficou consciente de sua nudez na brisa fresca do início da noite. Ela notou o rosto pressionado contra o peito e a natureza abrangente do seu abraço. Ela se sentia pequena contra ele, mas não tão vulnerável como quando ele estava em seu poder e fluía sem controle, se rendendo ao comando que ela não esperava. Ela abriu os olhos e olhou para baixo de seu corpo. No calor do seu abandono sensual ela realmente não tinha notado quando se despiu. Nem ela tinha ficado chocada ao vê-lo sem roupa ajoelhado em cima dela, seu cabelo escuro emoldurando seus olhos, mas chamuscados quando ele olhava para ela. Agora, sua nudez a fez piscar e tornar-se mais consciente ainda. Seu corpo a lembrou de forma muito franca das implicações do que ela havia acabado de fazer. Seu contentamento não permitia pensar muito sobre isso agora. O mundo e suas regras não seria negado, mas ela não tem que convidá-la para esse quarto ainda. Ela deixou seu olhar serpentear pela sua barriga lisa até os cachos escuros e pênis suave, e para as pernas, meio dobradas. Ele tinha as pernas muito bonitas, ela decidiu. Bem formadas, com o pelo escuro cobrindo seus magros e tensos músculos. Ela moveu-se, buscando mais proximidade com seu calor. Ela sentiu a umidade em sua barriga e nas pernas. Ela olhou para o próprio corpo e o traço de sangue em sua coxa. A memória veio até ela, um instante de surpresa quando ele se retirou dela quando ele gozou. Seu próprio estado estúpido havia permitido mais do que o sentido


mais breve de perda e o menor alívio que ele tivesse sido mais cuidadoso com o seu futuro do que ela tinha sido. Sua cabeça levantou-se e caiu sobre suas inspirações e expirações. Elas vinham com tanta regularidade que ele poderia estar dormindo. Ou meditando. Só que ele não estava. Sua mão continuou tocando sua cabeça, os dedos penetrando-a languidamente em seu topete num encantador toque reconfortante. "Você está dormindo, Leona?" Ela virou seu corpo para que ela pudesse ver seu rosto. Seu topete inclinou e então caiu em seu ombro. Ela avistou uma pilha de grampos em seu travesseiro. Ela puxou mais um que pendia perto de seu olho. Seu cabelo caiu mais. "Ajoelhe-se para que eu possa vê-la", disse ele. Quando ela fez isso, seu cabelo caiu em torno de seu corpo, uma massa caótica de cachos que faziam Branca amaldiçoar quando ela era uma menina. Ela puxou um canto do lençol para o seu corpo, para cobrir o que o cabelo não cobria. Seu braço alcançou sua mão. Um braço bom, revelando mais força do que a sua figura alta e magra implícita em peças de vestuário. A mesma musculosidade firme podia ser vista em seus ombros e tronco. Para um recluso, ele parecia surpreendentemente atlético. Ele puxou a ponta do lençol e a descartou. Sua nudez de repente a deixou tímida. Era uma coisa no frenesi do desejo e outra na luz fria do dia, quando a racionalidade tinha voltado. "Você é perfeita" disse ele. "Eu sempre soube que você seria." Seu olhar quase a fez acreditar nele, mesmo sabendo que ela não era perfeita. Nem quase isso. Ela certamente não era elegante o bastante, especialmente aqui em Londres. Agora, depois do que eles tinham compartilhado, ele a via com os olhos muito amáveis. Suas palavras a tocava e não por causa da lisonja. Ele fez alusão ao passado, e com o tempo de intervalo. Seria bom acreditar que ela não tinha sumido de sua memória depois todos esses anos, só para digitá-la quando viu seu nome no cartão de visitas dado a sua tia naquele dia. "Você tem que vir para a Grosvenor Square, como convidada da minha tia. Vou mandar os criados moverem seus pertences amanhã." "Isso não seria sensato. Você já anunciou seu interesse em mim. Se eu vivesse naquela casa agora, todo mundo vai pensar, todo mundo vai saber que..." A objeção parecia boba até mesmo para seus próprios ouvidos. Todo mundo ia pensar e saber o que eles já pensavam e sabiam. Só que não era muito boba em tudo. "Eu não quero que os arautos da sociedade me anunciem como sua amante. Eu não quero esse tipo de notoriedade. Não seria sábio que eu seja indiscreta ou dependente. " Ele não se importava com a resistência dela. Mas, então, ele era Easterbrook, e um homem, e não importa o que qualquer um pensava. "Então você vai me forçar a deslizar na sua porta e sair antes do amanhecer? Eu preferiria muito mais se você fosse subir as escadas ou pelo corredor." "Estou certa de que você preferiria. Então você poderia voltar aos seus velhos hábitos, contente em saber que o seu prazer pode ser desfrutado com pouco inconveniente." Ela se inclinou e beijou-o. "Eu sei que frequentar estas festas não


combina com você. Estou lisonjeada que você me queira o suficiente para se incomodar. Eu não vou acompanhá-lo em seu isolamento, no entanto. Eu sou do mundo e assumi responsabilidades que exigem que eu permaneça nele e que eu tome alguns cuidados com a minha reputação." "Isso é uma desculpa esfarrapada." A sua atenção aguçada em seus olhos. "Você não tem certeza de que você me quer, é o que você realmente quer dizer. Você não quer admitir que você é minha. Não é pela sociedade você quer disfarçar. É por mim e é por você mesma." Sua acusação perfurou-a com a sua verdade. Em vez disso, repentinamente as negociações brincalhonas terminaram e a mais sérias começaram. "Eu não posso ser sua, porque você não pode ser meu. Ou você supõe que tais coisas só poder ir por um caminho? " "Eu acho que nós dois somos incapazes de negar como isso vai ser." "Uma tarde de paixão não faz os vínculos que você descreveu e eu sou madura o suficiente para aceitar isso. Nem alguns meses de prazer, se nos encontrarmos assim nas próximas semanas." Sua expressão encontrou uma beleza severa em sua alusão a sua eventual partida da Inglaterra. Essa aura magnética invasiva fluía dele. Seu olhar procurou, como se tentasse ler seus pensamentos. Ela escondeu-os imediatamente, longe dele e de si mesma. Ele pegou a mão dela e puxou-a em seus braços. Ele rolou até que ela estava de costas e ele estava apoiado por cima dela, olhando para baixo. "E eu que pensei que você tinha se rendido completamente. Parece que vou ter que fazer melhor ainda, quando nos encontramos assim nas próximas semanas, Leona."


Capitulo 11

Os sons vagos de Londres despertando entraram com

a brisa. Christian ouviu o estrondo distante das primeiras carruagens e carroças fazendo o seu caminho pelas ruas. Leona dormia em seus braços. Ele derivou em enorme contentamento em sua feminilidade e suavidade. Ele poderia ficar assim durante todo o dia. Houve poucas horas de sono na noite passada e ela estava morta para o mundo. O prazer tinha sido muito bom. Se foi bom o suficiente permaneceria para ser visto. Ele não queria mais nenhuma de suas ambigüidades sobre como as coisas seriam entre eles. Ele preferia não propor um acordo formal, mas ele faria se fosse isso o que ela queria. Talvez fosse. Ela tinha falado de segurança quando eles discutiram sobre Pedro. Agora sua única segurança vinha de seu lugar na casa de seu irmão. Ele era um idiota. Claro que uma mulher iria se preocupar com isso. Especialmente Leona, que tinha conhecido tanta insegurança enquanto os negócios de seu pai cambaleavam sob o ataque desses contratempos desastrosos, quando ela era uma menina. Ele olhou para sua expressão sonhadora. Sua bochecha pressionada em seu peito. Ele podia ver seus cílios longos e escuros e a separação sutil de seus lábios carnudos. Seus cachos negros caindo sobre seu braço e ombro. Alguns pássaros pousaram na árvore do lado de fora da janela aberta. Sua canção ressoava no quarto de dormir. Um pequeno murmúrio fornecia uma linha de base para a música. Ele fechou os olhos e se concentrou nesse som mais profundamente. Ele era humano e parte disso entrou nele inaudivelmente. Ele tinha experimentado uma ausência de todas essas invasões por horas agora, desde que ele entrou nesta casa. Ele percebeu que vinha do jardim abaixo da janela. Ele afastou-se de Leona e se levantou da cama. Ele foi até a janela e olhou para fora. Isabella estava lá embaixo, em um quipao simples. Seu cabelo preto pendurado longo e reto, uma indicação de que ela havia acabado de levantar. Ela falava em voz baixa com dois homens, mas seus gestos agitados faziam as amplas mangas da sua vestimenta voarem ao seu redor. Os três pareciam estar discutindo. Cabeças juntas, falavam tão baixo que pouco mais do que um zumbido irritante alcançava a janela. "O que em nome de Zeus você está fazendo ai embaixo, Phippen?" Choque. Alarme. Três rostos voltados para ele. Phippen congelou, em seguida, correu atrás de Miller e olhou para a janela por trás de seu escudo.


Miller sorriu, sendo um jovem muito inexperiente para saber quando ele estava prestes a morrer. "Lamentamos que nós o acordamos, meu senhor. Mas pode ser melhor assim. A criada aqui se recusou a intrometer." "Isso é porque ela sabe muito gravemente que me desagradaria, se ela fizesse. Sendo uma criada adequada, ela sabe a importância da discrição e do valor de ser invisível." Os olhos de Phippen se arregalaram. O sorriso de Miller tremeu apenas o suficiente. "Nada menos do que um assunto sério faria com que nós estivéssemos aqui, senhor. Na noite passada chegou um bilhete de seu irmão, Lorde Hayden." Hayden só enviaria um bilhete, na calada da noite, por uma razão. "Já acabou? Está feito?" "Sim, meu senhor. Lady Alexia deu à luz e... " "Ela está bem? A criança está bem?" "Sim, meu Lorde. Esperamos para ver se você voltaria na noite passada. Como você não voltou, eu disse ao Phippen aqui que devíamos tentar encontrá-lo já que você estava esperando por esta notícia e as minhas desculpas, mas eu imaginei que você poderia estar aqui. " "Bom homem. Phippen, venha até aqui. Ajude Isabella a preparar os banhos. Miller, vá à casa de Hayden e diga a ele que estarei lá imediatamente." Ele se afastou da janela para encontrar Leona sentada na cama. Ela tinha o cenho franzido. "Por que você está gritando pela janela?" "Eu não estava gritando." "Você estava no final. Todos os vizinhos provavelmente devem ter ouvido. Você provavelmente acordou-os. Você certamente me acordou." Ela se arrastou para fora da cama e caminhou, ignorando sua nudez e a dele. Ela olhou para baixo. "Quem estava lá fora?" "Meu mordomo e meu criado." "Isso é um costume? Porque os teus criados o seguem até as casas de suas amantes? " "Eles vieram em uma missão especial." Disse-lhe a boa notícia sobre o seu novo sobrinho. "Phippen vai ajudar Isabella com banhos e tal. Temos de nos apressar, no entanto. Quero sair dentro de uma hora." "Nós?" "Eu quero apresentar-lhe a Alexia. Você vai gostar dela." Ela olhou para ele como se ele fosse louco. Ou pelo menos meio assim. "Ela acabou de dar à luz, Easterbrook. Ela não quer visitas sociais de estranhos ". "Eu não sou um estranho. Quanto a você, ela não vai se importar. Ela vai ficar feliz em conhecê-la. Eu tenho certeza disso." Um arranhão na porta chamou sua atenção para ambos os estados nus. Ele pegou suas roupas e vestiu as calças. "Eu confio há outra câmara para Phippen e eu usar. Diga Isabella para se apressar." Ele deu-lhe um beijo rápido, então abriu a porta. Isabella ficou assustada com seu súbito aparecimento, em seguida, baixou os olhos de seu peito nu. Ele passou por ela e foi à procura de Phippen. Uma nova amante e um novo sobrinho. Tinha sido uma noite esplêndida.


Leona gostava de pensar que ela tinha adquirido uma sofisticação mundana ao longo dos anos. Ela sabia que tinha um talento para a adaptação aos costumes variados encontrados em outras terras. Ela cobria o cabelo e rosto, quando estava em países onde as mulheres eram encobertas. Ela comia qualquer alimento que fora servido a ela em jantares, mesmo que ela não conseguisse identificar seus ingredientes exóticos. Ela tinha negociado com os homens de todas as cores e religiões, mas nunca tinha tentado ser diferente de uma mulher para eles. Os lucros que ela oferecia era uma ponte em qualquer abismo que seu sexo pudesse criar, desde que ela não tratasse seus costumes e crenças com desprezo. Londres não era Macau. Havia nuances de decoro que diferiam de casa, mesmo que ambos fossem europeus de formas essenciais. Ela tinha visto essas variações rapidamente e fez o seu melhor para respeitar a maneira de fazer as coisas inglesas. Tudo isso significava que quando ela e Easterbrook passassem pela Hill Street em suas carruagem, ela estava muito, muito certa de que trazê-la junto tinha sido uma má idéia. Ela não olhou para a frente para o que prometia ser uma apresentação extremamente estranha. Ela não podia argumentar com ele. Ele era todo Easterbrook esta manhã, a certeza dos seus privilégios e julgamentos, impaciente com regras que se aplicavam apenas aos homens inferiores. Ele tinha relativamente arrastado-a para dentro da carruagem, quando ela hesitou. O criado na porta pegou o chapéu e as luvas e o mantelete que usara contra a manhã úmida. Phippen e Miller trouxeram roupas novas para a casa dela, para que Easterbrook parecesse altivamente melhor enquanto eles eram escoltados para a sala de estar. Ele andava enquanto esperavam, absorto em pensamentos, de modo alheio à sua presença que a fez perguntar por que ele a tinha trazido. Finalmente um homem se juntou a eles. Lorde Hayden Rothwell, sem dúvida. Ele se parecia com seu irmão mais velho, em muitos aspectos, apenas seu rosto possuía diferenças sutis que tornava-o ainda mais sério. Austero, na verdade. Seu olhar varreu a sala e se estabeleceu nela por um longo momento. Seu estômago chutou. Ela se preparou para uma murcha cortesia na melhor das hipóteses. Então, ele sorriu. Era um pequeno sorriso, mas que transformou seu semblante. Ela suspeitava que não era realmente um sorriso para ela, mas a alegria de um novo pai simplesmente ter o seu caminho. "Eu sinto muito por não estar em casa", disse Christian depois de saudar o seu irmão. "Eu teria me sentado com você, se eu soubesse". "Aconteceu muito rápido. No momento que eu consegui enviar o bilhete, tudo estava acabado." Hayden olhou para Leona, dirigindo a atenção de seu irmão. As apresentações foram feitas. Lorde Hayden era bom demais para perguntar o que em nome dos céus, ela estava fazendo lá. Ela tentou sorrir de um jeito que transmitisse suas desculpas. "Alexia está acordada?", perguntou Christian. "Ela está. Ela insistiu que eu o fizesse subir." "Vou esperar aqui", Leona correu para dizer. "Por favor, dê-lhe os meus melhores votos sobre a feliz notícia."


"Você pode dar-lhe você mesma. Quando Alexia soube que meu irmão a trouxe com ele, ela insistiu em dar uma olhada em você. " Talvez não fosse o melhor arranjo das palavras, mas provavelmente um especifico. "Então, vamos", disse Christian. "Estou impaciente por ver o meu sobrinho." Lorde Hayden tinha dado um passo. Ele parou e inclinou a cabeça. "Eu ainda não disse?" "Disse o quê?" "É uma menina." Christian inclinou a cabeça, por sua vez. "Uma menina?" "Uma menina." "Você tem certeza?" "Não pode haver nenhum engano nesses assuntos." Ele observou seu irmão com diversão. "Você está decepcionado?" "Não. Claro que não. É só... não tem havido meninas. Nenhum de nós eram meninas. Papai não tinha irmãs. Seu pai não tinha nenhuma também. Eu apenas assumi .... " "Isso é algo que você está apto a fazer de vez em quando, Christian. Mas garanto-vos, é uma menina." Ele estendeu o braço em direção à porta, sugerindo que passasse por ela. Leona caminhava ao lado de um muito surpreso Marquês de Easterbrook enquanto subiam para as câmaras de familiares. Quando eles passaram por um escritório, ela viu Lorde Elliot conversando com um outro homem, um com os olhos muito azuis e cabelo escuro. "As probabilidades são as mesmas", ela sussurrou. "Você sabe disso, não sabe?" Ela não podia acreditar que estava perguntando a um homem adulto tal questão, mas seu espanto era real. "Claro que eu sei disso. Eu tinha certeza de que seria um menino, no entanto." "Como você pode ter certeza quando ninguém mais pode ter?" "Eu só sabia. Você nunca apenas sabe alguma coisa? " "Não está tão seguro como parece. Eu acho que é melhor. Caso contrário, eu só poderia saber alguma coisa, assim como você sabia disso e acabaria como errada no meu saber como você estava." Ele fez uma careta, mas sua expressão se apagou quando eles chegaram à porta do quarto de Lady Alexia. Apenas as mulheres estavam no quarto de Lady Alexia. Todas pareciam ocupadas com algum tipo de ajuda reservado para enfermeiras, mas a conversa feliz quando a porta se abriu era a de amigas que estavam juntas o tempo todo. Toda conversa e atividade parou quando Lorde Hayden anunciou seu irmão. Leona se reteve na porta, pronta para escapar completamente já que Christian estava distraído. A atenção das mulheres estava centrada nele, mas Lady Phaedra sorriu um bem-vindo em sua direção e uma outra mulher, uma loira deslumbrante, deu-lhe um longo olhar. Na cama, escondida debaixo de um lençol limpo, estava a nova mãe. Ela tinha cabelos escuros, um rosto gentil e olhos que pareciam quase roxo na filtragem da luz da manhã através das cortinas transparentes.


A transformação ocorreu quando os ocupantes da sala acomodaram-se para a chegada do marquês. Mesmo entre os íntimos da família ele era Easterbrook. Sua posição e seu título, a sua autoridade como chefe da família, apresentava uma nota de formalidade na maneira como o cumprimentaram. Até mesmo Lady Phaedra recuou em si mesma, em reação ou em deferência à forma como ele comandou o quarto. Só Lady Alexia não parecia impressionada. Seu sorriso sonolento realizou um calor particular e seus olhos se iluminaram de forma que sugeriram uma simpatia secreta com o irmão de seu marido. Ele foi até o lado da cama dela e se inclinou para beijar sua testa. "Você está parecendo bem, Alexia. Este é um grande dia para a nossa família." "Você quer vê-la?" "Claro." "Rose, por favor, traga Estella." A loira foi até um pequeno berço adornado com drapeados e saias. Ela carregou um embrulho e colocou-o nos braços de Lady Alexia. Easterbrook olhou um bom tempo para rosto da criança. Então, sem pedir, ele gentilmente pegou o embrulho em seus próprios braços para que ele pudesse espiar mais de perto. Leona viu sua expressão enquanto ele embalava a bebezinha. Ela reconheceu, lá no fundo, o olhar sério, e sentiu sua energia escura em busca de algo. Não havia nenhuma ameaça nela, mas ele olhou tanto para a criança, que se estabeleceu um embaraço entre os outros no quarto. "Hayden, espero que você mantenha um bom olho sobre seus 16 anos, a partir de agora." ele finalmente disse. "Eu não quero ter que matar muitos sangues jovens em seu nome." As senhoras riram. Easterbrook devolveu a criança para os braços de Alexia, e correu um dedo para baixo na pequena bochecha da criança. "Muito bem, querida irmã." Os olhos de Lady Alexia embaçaram de emoção. Os de Leona também. Isso lembrou-lhe que ela estava se intrometendo em um evento muito privado. Ela deu um passo para trás, para fazer a sua fuga. Era tarde demais. Easterbrook virou e notou. Ele fez um sinal para que ela viesse para a frente. A atenção de todos se voltou para ela então. Ela não tinha escolha a não ser ir até ele. Sua bênção dada e recebida, ele estava determinado a estragar o momento, mostrando a arrogância que só ele ousaria. "Eu trouxe alguém para conhecê-la, Alexia. Você provavelmente já ouviu falar sobre ela e eu sabia que estaria curiosa." Os olhos de Lady Alexia encontram Leona com a simpatia de uma mulher para a sua falta de tato. "Phaedra naturalmente me contou sobre sua nova amiga, Easterbrook. E eu li a carta de Leona no Banquete de Minerva. Foi bom você perceber que eu ficaria rapidamente entediada nesta cama e acho que a apresentação da fascinante senhorita Montgomery seria uma distração bem-vinda." E com esse pensamento, a fala suave, Lady Alexia varreu as implicações escandalosas na coincidência que uma busca no início da manhã pelo marquês tinham resultado na presença de Leona nesta casa.


Lorde Hayden puxou seu irmão para fora do quarto. Leona se sentou em uma cadeira ao lado da cama de Lady Alexia. Aqueles olhos violetas deram ao fechamento da porta um olhar longo e pensativo, em seguida, eles se estabeleceram em Leona, com maior curiosidade. Hayden levou Christian para a biblioteca, ignorando o escritório onde Elliot estava sentado com Kyle Bradwell, o marido de Rose, prima de Alexia. "Ela é muito linda, não é?", Perguntou Christian. "Muito. Excepcionalmente isso. Seus olhos, em particular" Hayden concordou. "Eu ouvi que muitas vezes mudam de cor nos primeiros anos. Você acha que eles vão se tornar violeta como os da Alexia?" Hayden pareceu perplexo, depois sorriu. "Ah. Você está falando da minha filha. Eu pensei que você estava perguntando minha opinião sobre a senhorita Montgomery." "Eu já sei que a senhorita Montgomery é encantadora. Eu tenho menos experiência com bebês recém-nascidos." Embora a alegria envolvente de Hayden não chegasse a escurecer, uma outra emoção soou. Cuidado. Hesitação. "Fiquei feliz em conhecer a senhorita Montgomery, Christian. Um pouco tranquilizado.” "Uma palavra estranha. Tranquilizado. Eu não sei se é para eu estar encantado ou insultado por sua preocupação." "Nenhum dos dois, eu aconselharia. As atenções públicas que você está prestando a ela são toda a conversa. Isso nunca aconteceu antes que eu me lembre. Eu estou tranquilo por ver que ela não é outra Sra. Napier, é só isso." "Com medo de que você talvez possa acabar com uma cortesã como uma cunhada, não é?" "Algo assim. Como ela é..." Christian esperou pelo resto. Seu irmão queria dizer algo, mas o bom senso estava aconselhando que ficasse em silêncio. "A sua nova filha está fazendo você se sentir paternal para com Leona também, Hayden? Talvez toda essa conversa incomode você e você está preocupado que eu esteja jogando solto com sua reputação?" "Se essa é a primeira coisa que você supõe, talvez só expresse suas próprias preocupações. Como ela é, eu tenho razões para acreditar que a senhorita Montgomery está bem equipada para cuidar de si mesma, no entanto, ela vê o ajuste em fazê-lo." Tanta coisa para um melhor julgamento. Christian esperou a explicação que tinha certeza que viria. Demorou algum tempo. Hayden o chamou para tomar café. Ele descreveu a loucura dos últimos dias. Ele elogiou Rose, a prima de Alexia, pela sua devoção incansável e sua ajuda. Instalou-se ambos em cadeiras para beber o café e, finalmente, quando quase uma hora tinha passado, ele explicou-se a ele. "Eu tenho feito algumas perguntas em nome da Srta. Montgomery, como você pediu." "Isso foi bom da sua parte, considerando a condição de sua esposa."


"Alexia me pediu para sair de casa algumas vezes durante a semana passada. Eu estava me tornando um incômodo. Então isso me deu algo para fazer." Ele pousou o copo. "A Srta. Montgomery é conhecida, ao que parece. Eu tenho os nomes de alguns comerciantes que terão prazer em conhecê-la. No entanto..." Christian apenas esperou um pouco mais. "Você realmente sabe o que tem dentro dela, Christian? Sete anos é muito tempo na vida de uma pessoa." Era uma pergunta interessante. Christian sabia que ele ainda tinha a Leona do passado, mas ela não era exatamente a mesma pessoa. Esses sete anos a amadureceram em muitos aspectos, e aprofundou suas profundezas e iluminou suas alturas. Sua essência, no entanto, tinha sido imediatamente familiar para ele. "O que é que você acha que eu deveria saber, Hayden?" "Eu disse que ela era conhecida. Eu deveria explicar melhor. Ela tomou as rédeas da sua casa comercial, pessoalmente, sozinha e encontrou maneiras de mantê-la viva. Ela navegou os mares com seus capitães e assumiu riscos que alguns homens temem, tanto nas ofertas que ela atingiu quanto com sua própria segurança. Ela é famosa entre os carregadores que trabalham no Oriente. Até mesmo infame para alguns." "Você não está me dizendo nada que eu não saiba ou não tenha imaginado. Eu aprecio seus esforços a meu favor, e dela. Agora, quem são esses comerciantes que poderiam se beneficiar dela? Os mais ansiosos para conhecê-la para seus fins, e não apenas para satisfazer sua curiosidade sobre a mulher comerciante que navegou os mares orientais." Hayden pareceu aliviado que ele não tinha dado nenhuma revelação verdadeira. E ele não tinha. Christian admitiu, no entanto, que, em sua busca determinada por Leona, ele não tinha dado muito peso para esses sete anos e como suas experiências podem afetar seu próprio ponto de vista do destino. Os instintos de Hayden sobre isso não eram para ser descontados integralmente. Hayden deu-lhe dois nomes. "Eu acho que você deve entrar em contato St. John primeiro", disse ele. "Um dos seus capitães já teve alguns contatos com a senhorita Montgomery e ele será o mais acessível e mais útil. No entanto, ele pediu para falar com você primeiro, sozinho." "Por quê?" "Talvez ele queira ter certeza de que um marquês não fique chateado se ele forjar as alianças que a senhorita Montgomery procura." "Ou talvez ele queira ter certeza de que um marquês se sinta em dívida com ele para fazê-lo." "Em ambos os casos, é para você decidir como a contabilidade vai funcionar." Em outras palavras, St. John e, provavelmente, qualquer outro, iria satisfazer um marquês de qualquer maneira que um marquês escolhesse para ser satisfeito. Em troca, o senhor em questão deve aqueles homens, com prazo de pagamento na moeda de favores que influenciam o governo e finanças. Uma palavra dele e Leona teria sua aliança com a St. Jonh e os outros também. Uma palavra diferente e ela não teria essas alianças. Nem em breve e talvez nem nunca.


Hayden sugeriu que eles se juntassem a Elliot e Kyle. Enquanto caminhava para o escritório, Christian pesava as implicações desta conversa com Hayden. Parecia que o seu patrocínio para a missão de Leona poderia dar frutos rapidamente. Infelizmente, se o fizesse, Leona poderia concluir que ela não tinha nenhuma razão para permanecer na Inglaterra.


Capitulo 12

Leona adormeceu na carruagem enquanto Easterbrook

a levava para casa. Ela só acordou quando se aproximaram de Bury Street. Ela abriu os olhos para encontrá-lo nas profundezas da meditação. Olhos fechados e imóvel, ele parecia como uma estátua de paz. Ela tentou muito duro não fazer qualquer som que pudesse perturbá-lo, mas logo suas pálpebras levantaram de qualquer maneira. "Você parecia estar dormindo profundamente", disse ele. "Eu confiei em você não se importaria." "Você provavelmente está mais refrescado do que eu." Ela não estava dormindo profundamente. Sua mente tinha corrido o tempo todo, chamando as imagens de ontem à noite, do passado, de sua casa em Macau. Seu irmão tinha invadido o sonho vívido, com o rosto tão claro e real que ela pensou que estava com ele na verdade. "Lady Alexia foi muito gentil", disse ela. "Apesar de sua exaustão, ela se mobilizou para me entreter quando você me deixou com ela. Ela falou muito bem de você. Eu acho que você tem um verdadeiro afeto de irmã da parte dela. " Leona também tinha tido uma conversa privada com Lady Phaedra, uma muito útil sobre o autor da notificação da morte de seu pai, mas ela não quis dizer a Christian sobre isso. Seria apenas reavivar a sua teoria de ontem. "Alexia tem a minha admiração e carinho por sua vez. Há poucas pessoas verdadeiramente boas no mundo, mas eu sabia que ela era uma delas a primeira vez que a conheci." Ela quase brincou com ele sobre suas reivindicações presunçosas para conhecer o coração dos outros, mas esta era uma opinião que ela nunca iria querer desiludir ele. Ela também sentiu uma bondade essencial em Lady Alexia e uma honestidade franca em sua pessoa. "Sua prima Rose é uma mulher bonita e não em toda orgulhosa." disse ela. "Aquele homem no escritório com seu irmão era seu marido?" "Era. Roselyn Longworth e Kyle Bradwell casaram-se no início deste ano. Uma boa dose de escândalo os rodeia. Você provavelmente vai ouvir falar disso. Disseramme que a fofoca está desaparecendo, mas na verdade ela nunca vai morrer." "Na verdade, a única fofoca que eu ouvi sobre a sua família, a não ser que diga a respeito de você, afligia o seu irmão Hayden e Alexia". "Ele fez a coisa certa em se casar com ela, mas é um casamento por amor agora. Surpreende-me que ainda haja fofoca. Apenas pessoas estúpidas iriam achar um minúsculo escândalo tão interessante."


Ele negou-o tanto quanto ele tinha feito quando falou de Elliot e Phaedra. Escândalos desta natureza não o impressionava em tudo. Talvez ele acreditasse que nunca poderiam realmente afetar sua família. Ele era Easterbrook, afinal. Ele a acompanhou até a porta quando eles chegaram na casa dela. Como era seu hábito cada vez mais, ele entrou com ela como se ele tivesse direito. Ela estava além de contestá-lo hoje. Era difícil exigir uma rigorosa etiqueta de um homem que tinha visto e tocado partes do seu corpo que nunca tinham sido vistos e raramente tocadas por ela mesma. E seria impossível agora. Ele havia presumido muito antes e seria pior. Sua desvantagem tinha aumentado enormemente. Mesmo que ela tentasse limitar os seus direitos, ele provavelmente ignoraria seus esforços. Talvez ele também não quisesse acabar com o amor paternal que tinha começado na noite passada. Talvez ele ficasse mais perto, porque ele também suspeitava que o melhor daquela intimidade se queimaria com o sol se não estivessem lado a lado para proteger a memória dele de tanta iluminação. "Eu quero falar com você, Leona. Sobre a noite passada. E noites futuras", disse ele enquanto subiam juntos para a biblioteca. "Espero que você não vá me pedir para ir para a sua casa novamente. Se assim for, por favor, não faça." "Eu vou aceitar a sua decisão sobre isso. No entanto, eu gostaria de garantir que serei bem-vindo nesta casa ao invés disso." Ela parou no topo da escada. "Você já entra nesta casa como se ela fosse sua. Quanto a ser bem-vindo e para o que acontecer quando você estiver aqui, eu preciso pensar sobre isso, não é? Apesar do escândalo, em Macau, eu sou realmente nova para ser uma mulher perdida." Ela quis dizer isso como uma brincadeira. Ele não ouviu isso com humor. "Eu não vejo isso dessa forma. Eu não acredito que você seja." "Como eu vi que tinha pouco a fazer com a sua busca. Você conhecia o seu poder e que você usou e eu coloquei pouquíssima resistência. Não estou em um modo de arrependimento, Christian. Longe disso. Isso não é o mesmo que concordar que deva haver mais dessas noites ou que eu serei a sua amante." Ela tocou sua boca, que tinha assumido uma linha muito dura. "Isso é o que você estava prestes a propor, não é?" "Você está determinada a fazer-me infeliz." Ela quase riu de seu ressentimento, isso a encantou. "Se você quisesse alguém que só considerasse o seu prazer, você saberia onde encontrá-la, estou certa. Eu devo viver minha vida como eu vejo que é melhor para mim, não para você. Eu sei que em seu coração que você entende, mesmo com essa cara feia." A carranca suavizou o suficiente para indicar que ele entendia. Talvez muito bem. "Então você quer pesar o assunto. Faça sua lista de custos e beneficios em todas as suas formas, antes de decidir se eu sou bem-vindo em sua cama de novo." "Bem, eu sou a filha de um comerciante, Christian. Nossa espécie gosta de manter seus livros arrumados." Ela deu-lhe um beijo brincalhão e abriu as portas da biblioteca. Assim que ela entrou na câmara ela parou em seu caminho. Ela olhou ao redor, procurando ela não sabia o quê. Algo estava errado. "O que foi?", ele perguntou.


"Eu não sei. É estranho, mas..." Seu olhar varreu as estantes, então se estabeleceu sobre a mesa. Ela caminhou e olhou para sua superfície. Tudo estava como deveria ser. O tinteiro colocado em seu canto, com a cera alinhada ao lado dele. A lâmpada.... Em sua mente, ela viu esta mesa antes dela ter saído de casa ontem. Lembrou-se de escrever uma nota, em seguida, ponderado sua cópia do aviso de morte. Ela havia mudado a lâmpada para a frente para segurar a borda do papel. Quando Tong Wei disse a ela da presença de Lady Lynsworth, ela abriu a gaveta e empurrou em seus papéis, e então... Uma sensação estranha se arrastou até sua espinha. Ela puxou a gaveta aberta. "Alguém esteve aqui. Estou quase certa. Nesta sala e nesta mesa." Easterbrook se afastou. Ela ouviu-o chamar por Isabella. Isabella chegou, tremendo pelo tom de raiva do lorde. Ela agarrava um pano em uma mão e uma agulha na outra. Ela havia obedecido o chamado tão rapidamente que ela ainda não tinha posto de lado o conserto que a ocupava. "Alguém esteve aqui?" Easterbrook exigiu. Ela balançou a cabeça. "Por favor, não assuste-a assim", disse Leona. "Isabella, você ouviu alguém em casa ou no jardim, esta manhã? Depois que os criados do Lorde Easterbrook saíram?" "Não. Ninguém." "Onde você esteve durante essas horas?" "Em seus aposentos. Havia alguns rasgos em sua camisa e vestido e eu..." Sua expressão caiu em perigo. "Devia ter permanecido aqui? Ou perto da porta? Eu não sabia. Normalmente Tong Wei... " "Você não fez nada errado. Ninguém pensa que você fez. Não é verdade, Lorde Easterbrook? Nós só queremos saber se você ouviu alguma coisa." "Eu não tive a intenção de sugerir que você errou. Você pode sair agora", disse Easterbrook. Isabella correu para longe. Leona virou-se para a gaveta, para ver se algo estava faltando. "Foi ousadia deles, entrar nesta casa", disse Easterbrook. "Muito ousado." "Eu posso estar errada. Nada parece estar desaparecido. Talvez eu só pensei que estivesse. Eu não tenho nada mais que um sentimento como prova" "Os sentimentos muitas vezes podem dizer mais do que imagens e sons. Sendo assim, pode uma memória desta câmara e desta mesa quando você foi a última que esteve aqui. Eu não tenho dúvida de que suas suspeitas são precisas, mesmo que não haja nenhuma prova." "Eu duvido, no entanto. Mais a cada minuto. Já esta biblioteca parece muito normal para mim. Estou me sentindo boba em ter levantado um alarme por nada." Ele a puxou para seus braços. "Leona, no mundo natural a maioria das criaturas, se seu ambiente estiver ameaçado, eles ficam perturbados, vão se proteger. Alguns vão fugir. Outros vão atacar. Eles vão reagir. Você perturbou o ambiente de alguém. Você deve parar de sondar. Você nem sabe a natureza da besta que você pode estar acordando com seus empurrões." "Não tente me mandar. E não tente dizer que eu estou em perigo apenas por causa da estranheza que eu senti ao entrar aqui. O mundo inteiro parece um pouco


diferente para mim hoje. Talvez esta câmara não tenha mudado em nada. Talvez eu tenha mudado." Ele não tentou comandar, embora ela viu que ele queria. Sua alusão a suas percepções e para o outro motivo de sua mudança, verificado nele. Ele pegou o rosto dela entre as mãos, tanto quanto ele teve ontem, no início de tudo, e beijou-a. "Eu irei agora, para não discutir sobre isso hoje de todos os dias." Ele a soltou. "A ausência de Tong Wei te deixou sem proteção. Vou mandar homens aqui, para que você e Isabella não estejam sozinhas. Espere um criado pelo dia e meu secretário, o Sr. Miller, pela noite. Não pense em se opor, Leona. E não sairei desta casa sem um deles ao seu lado." Ele pegou a mão dela, inclinou-se e beijou-a. "Quanto a ontem à noite e noites futuras, eu vou esperar por um sinal seu." Leona desceu da sua carruagem. Ela olhou de soslaio para o Sr. Owens, o criado, que segurava a porta. Ela chegou a pensar nele como um carcereiro nos últimos dois dias. Lorde Easterbrook deve ter dado ordens severas sobre este dever. Owens nunca saía do seu lado quando ela saía da casa, mesmo que ela apenas planejasse passear pela Praça de St. James com Isabella. Agora sua presença implacável seria útil. Acontece que ela precisava de um homem. Ele era a sombra dela do outro lado da rua e ao longo das frentes de loja até a entrada da taberna Three Bells. Ela abriu a bolsa e pegou cinco libras. "Por favor, vá lá dentro e pergunte pelo Sr. Charles Nichols. Se ele estiver lá, diga que esta nota é sua se ele vier aqui para falar comigo." "Eu não posso fazer isso, Srta. Montgomery. Isso significaria deixar você aqui sozinha." "Você tem medo de que eu seja abduzida no breve tempo que você se for, com o meu cocheiro a menos de trinta metros de distância? Gostaria de lembrar que a única vez que fui atacada em uma rua de Londres, você era um dos homens responsáveis." Ele corou um vermelho escuro. "Você será capaz de me ver através da janela por isso não estarei fora de sua vista em tudo. Haverá cinco libras para você também, se você for bem sucedido. Se você se recusar a me ajudar, vou caminhar até lá e procurar Sr. Nichols eu mesma." Ele sabia que tinha sido encurralado. A chance de ser £ 5 mais rico fez o ponto de vista daquele lugar uma perspectiva bastante agradável, mas ela sabia que ele via uma sombra grande demais. "Lorde Easterbrook jamais saberá, eu garanto." Resignado mais do que balançado, ele entrou na taverna. Leona ficou na ponta dos pés para ter uma boa visão através da janela. A conversa seguiu com o proprietário, em seguida, seu criado se aproximou de um canto. Parecia que a informação de Phaedra, que os escribas para a imprensa reuniam-se aqui, tinha dado frutos. Owens levou um homem à porta. Sr. Nichols tinha o que ela considerava um tipo de aparência inglesa, pálido e de cabelos cor de areia, com espessura fechada em suas


feições. Seus olhos revelavam o liquido avermelhado evidente que ele gostava da taverna Three Bells mais do que era saudável. Ele deu-lhe um bom exame. "Você quer algo de mim por cinco libras, eu suponho." "Somente informações. A resposta a uma pergunta, para satisfazer a minha curiosidade sobre um de seus parágrafos no The Times ". "A resposta é sua, se eu a tiver. Você está pagando mais do que nunca vou receber por tão poucas palavras." "Vamos dar uma volta, então." Ela olhou para o criado, para avisá-lo para não andar muito de perto. Sr. Nichols passeou ao lado dela com um relaxado andar casual. Ela diminuiu o ritmo para que pudessem conversar. "Você está contratado pelo jornal?" Ele riu com isso. "Sento-me nos ensaios e rabisco o drama. Eu sou um dramaturgo, então eu tenho um talento especial para isso. Se eu fizer um julgamento engraçado o suficiente, um dos jornais me dá alguns xelins." "Eu estou familiarizada com os relatórios coloridos dos julgamentos." "Você está agora?" Ele sorriu, muito contente por isso. "Eu estou interessada em alguns rabiscos de uma natureza diferente, no entanto." Ela retirou o aviso de morte de sua bolsa e entregou a ele. Ele franziu a testa como se ele nunca tivesse visto aquelas palavras antes. "Fiz que alguns destes ao longo do tempo. Avisos fúnebres e tal." "Esta foi escrita há seis anos e o homem morava do outro lado do mundo. Por que você acredita que sua morte seria de interesse em Londres e onde você encontrou os fatos sobre sua vida?" Sr. Nichols realmente parecia perplexo. Em seguida, a iluminação o atingiu. "Eu me lembro agora. Meu Deus, isso foi há muito tempo. Fui contratado para escrever isso. As famílias muitas vezes pagam por avisos de morte e foi assim que isso foi feito". "A família daquele homem não pagou você. Alguém fez. Eu sei disso com certeza, porque aquele homem cujo nome bom você impugnou era meu pai." Sua acusação o fez ruborizar. "A mim só foi dada a informação, isso é tudo. Disseram-me para escrever sobre isso aproriadamente e eu seria pago e meu nome estaria no The Times. Disseram-me para direcioná-lo para o ópio, mas achei melhor não ser tão contundente." Ele segurou a página para os olhos e leu novamente. "Pensei que eu fui muito inteligente na forma como eu expressei, eu me lembro. Ele também pensava assim. " "Quem é esse mesmo? Quem pagou para fazer isso?" "Sinto muito se você foi ferida ou se segredos foram revelados. Eu não posso dizer-lhe quem me contratou, no entanto. Ele não era um homem comum. Ele era o tipo que você não diz não facilmente, se você sabe o que quero dizer." Ele andou mais alguns passos, em seguida, acrescentou. "O tipo que você sabe que é melhor não cruzar, se você me entende." Ele descreveu um homem como Easterbrook. "Sr. Nichols, eu não quero obrigá-lo a falar. No entanto, essa comunicação de morte não me deixa escolha. É uma mentira, você vê. Ele morreu de um ataque do


coração. Você cometeu uma difamação. Se você não revelar quem o contratou, eu vou ter uma breve solicitação para esse efeito. " A ameaça o alarmou. "Praticamente justo tentar arruinar-me quando não foi realmente culpa minha." "Eu vou dirigir a minha raiva de forma mais justa, se você permitir." Sr. Nichols se arrastava, seu rosto contorcido em pensamentos. Aflito com a decisão, ele estendeu a mão para as cinco libras. "Visconde Guilford, ele era na época. Agora ele é o Conde de Denningham." Era a primeira evidência de que seu pai tinha razão o tempo todo. O homem que pagou por esse aviso de morte era na verdade um nobre, assim como seu pai alegou que alguns de seus opressores eram invisíveis. Infelizmente, isso significava que este não era alguém que pudesse enfrentar facilmente. O problema foi absorvido enquanto ela caminhava de volta para sua carruagem. Ela precisava encontrar uma maneira de conhecer este homem. O caminho óbvio era através Easterbrook. Ele provavelmente poderia providenciar para que ele a recebesse. Isso significaria pedir-lhe um favor. O que significava que teria que vê-lo antes de decidir o que fazer com ele. Durante dois dias, seu bom senso tinha guerreado com seus instintos. Este último queria jogar a precaução e reputação aos ventos. Alinharam-se muitos argumentos para agarrar o que quer que a emoção e paixão estavam esperando, não importa o quão desesperada e breve fosse. Ela não tinha se arrependido de não fazê-lo antes? O problema é que ela não tinha mais dezenove anos e a rendição continuava tendo implicações para muitas coisas, incluindo a razão que ela queria esta apresenção tão mal. Ela trabalhou sobre isso em sua mente. Ele a distraía tanto que ela mal sentia as pedras sob seus pés. De repente, o mundo se chocou contra seu torpor. Sons trovejaram. Vistas de edifícios e céu e rua brilharam em rápida sucessão, enquanto seu corpo era puxado para um lado com tanta força que ela voou. O mundo se endireitou. Ela viu o cocheiro de pé, agitando o chicote para um homem galopando pela rua em um cavalo marrom. O perigo tinha passado, mas o seu eco a fez tremer. Esta colisão que poderia causar ferimentos graves ou pior, a gelou. "Minhas desculpas, senhorita Montgomery." A respiração de Owens era dura e seu rosto estava corado de emoção e alarme. "O sujeito praticamente cavalgou direto sobre nós. Ele nem sequer olhou quando ele virou a esquina." Ele ainda agarrava-a pelo braço. Ambos notaram e ele rapidamente tirou a mão. "Você se machucou? Talvez devêssemos voltar para sua casa, para que sua criada possa..." Agora alerta, muito alerta, ela recobrou a compostura. "Eu não estou machucada. Obrigado por ser mais cuidadoso do que eu fui. Nós vamos voltar para minha casa em breve. Antes, porém, eu tenho uma visita a fazer. "


Capitulo 13

Christian estava sentado em sua cadeira favorita no

seu quarto. As cortinas tinham sido puxados para evitar sol do dia. Seus olhos estavam fechados também. Ele não estava meditando, tanto quanto ele gostaria de estar. Em vez disso, ele debatia-se sobre o que fazer com Leona. O enigma havia ocupado sua mente desde que se despediu dela há dois dias. Ela ainda se intrometia em seu sono. Pior, ele não conseguia esquecê-la desde que entraram na casa de Hayden e ele não confiava em si mesmo para vê-la novamente. Uma coisa era planejar a sedução de uma mulher e outra coisa era ter sucesso em seduzir a mulher. E ela sempre fora isso, a mulher, contra quem ele julgava todas as outras e media até os seus níveis de desejo. A sedução foi conduzida por impulsos e necessidades que não tinham nenhuma lógica, sem preocupação com as consequências. Normalmente não havia implicações para ele que não fosse um caso temporário de satisfação erótica mútua com uma mulher experiente como a Sra. Napier. O que significava que ele não tinha nenhuma experiência recente com a sua situação atual. Ele não podia negar que, apesar de sua indiferença para com as noções de pecado, culpa e decoro, apesar de sua firme convicção de que as regras sociais estrangulava mais do que civilizava, uma noite na cama de Leona levou a algumas considerações morais inesperadas uma vez que a felicidade saciada passou. Sua própria hesitação em repetir o pecado só tinha picado a sua consciência ainda mais. Ele foi cruel com ela. Isso era tudo o que havia para ele. Ele estava determinado a tê-la e ele tinha conseguido. Ele tinha usado o prazer de conquistar o seu próprio bom senso e seu próprio cuidado para a sua reputação. O homem primitivo não se importava em tudo, e até mesmo envaideceu com contentamento. O homem civilizado sabia que era hora de fazer uma prestação de contas dos danos. Ele deveria oferecer um casamento agora. Essa idéia não mandá-lo para as profundezas da melancolia era uma maravilha em si mesmo. Isso provavelmente tinha algo a ver com a visão daquele bebê. A visita a Alexia lhe tinha lembrado do ciclo da natureza, da passagem do tempo, da vida não vivida. A alegria de Alexia e Hayden tinha sido quase dolorosa de ver e sua própria alma sentia um vazio em comparação. Com o seu desejo na maré baixa, a sua sedução de Leona tinha parecido egoísta, enquanto ele estava na casa de Hill Street. Em seguida, havia o bebê sozinho. Uma criança perfeitamente normal, pelo que ele poderia dizer. Se a sensibilidade exacerbada estivesse na criança, sua própria sensibilidade deveria ter sentido isso. Certamente ele teria sentido alguma coisa. Talvez ela não tenha que ser herdada pela geração seguinte. Talvez ....


Se ele fizesse a proposta, Leona aceitaria? Ela praticamente advertiu-o sobre essa ideia quando ela disse no jardim de Pennington que ele não era seu verdadeiro destino. Os relatórios de Hayden sobre sua fama entre os comerciantes orientais indicava que o que o destino dela previa não era envelhecer em uma das salas de estar de Mayfair. A terrível verdade é que se casar com ela seria ainda mais egoísta do que seduzila. Ele havia acomodado sua aflição. Ele poderia superá-la por breves períodos de tempo. Ele duvidava que qualquer mulher pudesse viver constantemente com os seus efeitos, sem eventualmente odiar como isso afetava sua vida e como ele governava-a, no entanto. O casamento com um louco seria preferível. Ela poderia bloquear um louco para longe dela ou fazer uma petição para ser libertada dele. Ele abriu os olhos para as sombras, se levantou e andou até uma ante-sala de seu quarto de dormir. Ele levantou uma nota escrita até a metade que estava em cima da sua escrivaninha. Dirigida a Daniel St. John, tinha sido uma tentativa nobre, mas sem entusiasmo para adquirir a Leona a conexão que ela queria. Se ele terminasse esta carta, ela poderia ir embora em uma semana ou duas. Ele reagiu mal quando contemplou isso. Fúria agarrou-se a ele, mas algo mais encharcado também. Algo semelhante ao medo. Quando ela fosse embora, ele não só perderia a raridade do prazer normal com uma mulher. Ele também estaria sozinho novamente. Ele ficaria com apenas o centro escuro e sua prima fujona, onde todas as percepções da natureza humana tiveram que ser cortadas para evitar a maldição insidiosa de saber mais do que era decente ou justo. Ele nunca mais experimentaria o menos invasivo, mas, em última análise, mais profundo, sabendo que estava ficando com Leona ou explorando as nuances de seu caráter que o fascinava... Resmungos romperam sua concentração. Eles vieram de seu camarim. Alguém estava lá com Phippen, engajando-se em um argumento. Ele caminhou de volta para o quarto e abriu a porta do quarto de vestir. Os olhos de Phippen arregalaram-se de espanto com sua aparição repentina. Ele apontou um dedo acusador para um criado. "Eu disse a ele que você não gosta de ser perturbado durante as suas horas de silêncio. Eu disse que nada menos do que a tortura poderia induzir-me a trazer o cartão aqui" Ele cresceu três centímetros e fez uma careta para o lacaio. "Agora veja o que você fez?" "Minhas horas de silêncio? Phippen, isso é o tipo de coisa que se pode dizer sobre uma pessoa doente. Alguém que enlouqueceu, por exemplo." "Meu senhor! Eu nunca iria..." "Dê-me o cartão." Com os lábios apertados e com o rosto vermelho, como um homem segurando a respiração, o criado deu o cartão. Christian o leu. Leona tinha visitado-o. Que surpresa agradável. Talvez ela tivesse vindo para agradecer-lhe a carruagem cheia de flores que ele tinha enviado para a casa dela ontem. Talvez ela até o repreendesse por não visitá-la ele mesmo.


Sua imaginação permitiu que repreendesse a ocorrência, em seguida, mudou-se para a sua resposta, o que não envolvia nenhuma palavra. "Traga-a para a sala de estar. Então diga a minha tia e minha prima que exijo a sua presença na biblioteca. Uma vez que elas estiverem lá, tranque as portas para que elas não possam sair." O criado sorriu fracamente, testando para ver se o último comando era uma piada. Seu rosto caiu quando ninguém mais riu. "E providencie para que alguém leve um refresco para a senhorita Montgomery." O criado saiu para cumprir às ordens. Christian virou-se para Phippen. "Em dez minutos eu estarei indo para a sala de estar. Espero parecer apto para a rainha quando o fizer." Phippen olhou-o de cima a baixo, a partir de seu rosto com barba por fazer até seus pés descalços. Com uma expressão de sofrimento eterno, Phippen abriu a gaveta que continha a navalha. Ela parecia linda na luz da janela do norte. Seus escuros olhos expressivos olharam para algo no jardim, mas também algo dentro de sua alma. As modas mais recentes, com suas cinturas mais baixas, elogiavam sua forma voluptuosa. Sua mente viu o corpo dela despojado da seda rosa escura e seu cabelo livre do chapéu creme e seus olhos vidrados com o desejo. Ele observou a bandeja e o copo que diziam que o refresco tinha sido levado. Ele supôs que a sua tia e prima tinham sido trancadas, mas ele fechou as portas da sala de estar de qualquer maneira. Ela não ouviu o som dele ou notou sua presença. O que ocupava seus pensamentos tão profundamente? Ele apenas a olhou por um tempo, do outro lado da sala. Ele podia vê-la completamente naquela lavagem de luz fria. Seu corpo agitou-se imediatamente, assim como uma satisfação indescritível. Ela sempre tinha incitado a paz. O mundo era apenas normal, habitável, no oásis que se formava em torno de sua pessoa. Seu corpo reagiu como se tivesse passado fome durante anos. Até mesmo o desejo era diferente com ela. Maravilhoso. Misterioso. Limpo. Ele não lutava contra isso, mas em vez disso saboreava o aperto e a crescente rigidez prazerosa. Ela sutilmente tensionou-se demais. Suas costas flexionaram e se endireitou. Ela olhou por cima do ombro, em seguida, virou-se para encará-lo. Ela sabia. Seu leve rubor dizia isso. Um vislumbre de espanto cintilou em seus olhos, mas as luzes da paixão queimavam mais brilhantes. O desejo estava na luz e no ar, e dentro dela. O grande enigma de repente não importava muito. Deus do céu. Tinha sido um erro vir aqui. Ela deveria ter engolido sua impaciência para pedir este favor e ido para casa e ter escrito uma carta. Ela deveria apenas ter esperado até que ele a visitasse de novo. Agora ele pensava... Ele estava em seu pior momento. Seu perigoso, atraente, delicioso pior. Era diabólico, de verdade, como ele poderia excitar os elogios e flertes mais perversos só de olhar para ela.


Ele poderia realmente estar acariciando seus seios e beijando seu pescoço ou acariciando a.... "Eu vim para pedir um favor a você." isso saiu como uma gagueira fraca, como se a respiração não suportasse uma frase inteira. "Essa não é a única razão pela qual você está aqui." "Certamente é." "Não, não é. E o favor pode esperar." Ele atravessou a sala e puxou-a em seus braços. Fome. Loucura. Não havia nada suave na forma como ele a beijou e nada elegante na forma como ela o agarrou. De repente, ela estava contra o seu corpo, presa em seus braços, aceitando a sua paixão e retornando a sua. "Não foi por isso que vim aqui", ela murmurou entre fervorosos beijos e mordidas. "É claro que foi." Foi? Não importava. Sensações incríveis a distraiu. A sensualidade voraz apagou a cautela e a vergonha. Ela saboreou o gosto dele. Ela apreciava sua carícia. Seu corpo ficou impaciente para que a pressionasse, reivindicando seu toque a se aventurar mais. Ela pediu em silêncio mais ousadia e ele respondeu como se ela tivesse falado as palavras em voz alta. Ela desejou que ele rasgasse suas roupas para que ela estivesse nua no abandono que sentia, nua para seus beijos ardentes e olhar perigoso. Sua excitação tornou-se insuportável. Furiosa. A antecipação a deixou enlouquecida. Impulsivamente, ela estendeu a mão e fechou os dedos ao redor de sua ereção. Ele prendeu a respiração, então ele respondeu com um beijo selvagem enquanto ela o acariciava. Seus pés deixaram o chão. A sala girou. Havia suavidade sob seu rosto agora. Uma saliência abaixo de seu estômago. A tempestade clareou um pouco. Ela abriu os olhos. A saliência era o braço estofado de um sofá. Ele se inclinou sobre ela e seu rosto e seus braços abraçaram a almofada. Sentiu-o atrás dela, em seguida, suas mãos em suas nádegas, acariciando a seda de sua forma. Sua saia e anáguas subiram lentamente. Demorou uma eternidade. Ela apertou seu punho à boca para silenciar os gemidos que queriam escapar. Ela não podia suportar a antecipação. A consciência do que ele faria e quanto ela queria a deixava mais excitada. Mesmo com a vulnerabilidade de sua posição, ele a torturava com as lambidas mais perversas de prazer. Pele contra pele agora, enquanto suas mãos acariciavam seu traseiro nu e iam para baixo em suas coxas. O impulso dirigindo para mais perto de suas mãos a fazia contorcer. Ele respondeu com uma certeza, um toque devastador. "Eu acho que foi por isso que você veio aqui hoje." Outro toque derrotado e ela gritou. "Não foi, Leona?" Longe demais para pensar ou discutir, muito desesperada pelos seus cuidados, ela balançou a cabeça.


Ele acariciou mais propositadamente, até que ela pensou que iria chorar. Ela ofegou quando sentiu a pressão que ela esperava. Em seguida, ele estava dentro dela, enchendo-a tão completamente que ela tremeu ao seu redor. Ele retirou-se lentamente, em seguida, entrou de novo. "Você vai gritar por mim de novo, querida. Você vai admitir que você me quer tanto quanto eu quero você." Ela gritou por ele. Ele assegurou que ela não pudesse se conter. Ele tomou-a devagar, deliberadamente, de modo que sua necessidade só iria crescer. Finalmente, ela perdeu todo o controle. Seus sons teriam tocado nas paredes se não os sufocasse na almofada. Sua posição submissa deu a sua corrida uma vantagem primitiva. Suas nádegas, redondas e levantadas e erótica, emolduradas pela espuma de sua anágua, balançaram um pouco mais alto quando ele se retirou. Ele viu-se entrar nela e seus sentidos cambalearam com o jeito que ela o cercava e segurava-o. Era muito perfeito, quase insuportável. Ela gozou primeiro. Sua umidade fluiu e ela apertou ao redor dele agarrando a almofada. Um grito gutural acompanhando sua bela convulsão. Ele agarrou seus quadris e empurrou com mais força, perdendo-se, abandonando a restrição que havia imposto a si mesmo. A escuridão foi absorvida até que ele reconhecesse apenas a sensação sublime e uma força de aperto e os tremores de uma mulher ainda frenética mesmo em sua realização. Ele sentiu seu auge novamente enquanto seu próprio clímax explodia em sua cabeça e quadril. Seus gemidos profundos e macios falavam em sua cabeça quando o cataclisma destruiu sua sanidade em pedaços. Ele flutuou no limbo por um tempo antes que sua requintada cabeça clareasse. Quando a maior parte de sanidade voltou, ele abriu os olhos. Suas mãos agarraram o apoio de braço de cada lado de seus quadris enquanto ele se encontrava. Ele arrumou seus trajes e o seu próprio. Quando ele levantou, ela caiu mole em seus braços. Acomodaram-se os dois no sofá. Ele não se apressou em iniciar a conversa. Na verdade ela não tinha ido até ele por prazer, não importa o que ele a tinha obrigado a dizer. Ele não esperava gostar da razão para que ela tivesse ido lá. "Você precisa de um favor, eu suponho" ele finalmente disse. "Eu preciso?", Ela murmurou contra seu casaco. Ela assentiu com a cabeça, como se tivesse lembrando agora. "Eu preciso de uma apresentação." "A quem?" "Ao Lorde Denningham." "Por que você quer conhecê-lo? Ele não é um comerciante. Ele não é muito de qualquer coisa além de um Lorde." Ela se estendeu até sua bolsa, que tinha sido descartada no chão. Ela abriu-a e tirou um pedaço de papel. "Isso saiu no The Times depois que meu pai morreu. O Lorde Denningham pagou ao escritor para compô-lo." O aviso da morte era breve, mas aludia a causa da morte de uma forma que implicava dependência do ópio. Leona estaria indignada com isso. "Denningham não teve nada a ver com isso. Você está apontando para o homem errado. Eu o conheço muito bem, desde que éramos meninos. Se ele fosse de alguma forma cúmplice de qualquer coisa, mesmo um pequeno segredo, eu saberia."


"O Sr. Nichols disse-me que o Lorde Denningham pagou a ele quando falei com ele esta tarde. Então o que você sabe sobre o Lorde Denningham, está incompleto." Dificilmente. Não havia cantos escondidos em tudo na alma de Denningham, muito menos aqueles escuros. "Sr. Nichols mentiu para você. Se você o confrontou sobre isso, ele quis se livrar de você e suas acusações. Ele poderia ter escolhido qualquer nome. Ele poderia ter escolhido o meu." Ela olhou fixamente para ele. Ele percebeu que a idéia tinha entrado em sua mente. Ela não estava completamente certa sobre ele ainda. Isso era parte do dilema esperando para ocupá-lo novamente, uma vez que o seu presente contentamento tinha passado. "Eu não vou saber se ele mentiu a menos que eu me encontre com Lorde Denningham, vou? Você vai me ajudar ou devo procurar outro caminho?" Imaginou as outras formas. Todas elas prometiam embaraços para Denningham e notoriedade para Leona. "Eu vou falar com ele primeiro. Tenho certeza de que ele ficará feliz em vê-la. Quando ele fizer, você vai entender imediatamente o que eu quero dizer sobre o quão impossível essa acusação é." Ela inclinou-se para ele. Seus narizes quase se tocaram. "Você vai fazê-lo em breve? Ou você vai adiar, então eu continuarei a estar dentro do alcance do braço de seus projetos escandalosos para mim?" Ela estava ao seu alcance agora. Ele alisou a mão sobre seu peito para que ela não pensasse em ir embora. Seus olhos escureceram e o desejo cresceu dentro dela. Ele estava alcançando os fechos de seu vestido quando uma comoção o distraiu. Em algum lugar, não muito longe, pancadas fortes e batidas balançavam a casa. Leona endureceu. "O que é isso?" Uma voz de mulher pontuava as batidas. Gritos furiosos soaram no corredor. Ansiedade e indignação fluíam através das paredes. "Isso", disse ele, "é a tia Hen." Duvidava que os criados iriam ficar contra Henrieta se ela fizesse uma cena. Ver Leona nua novamente teria que esperar. Ele foi e destravou as portas, depois mudou-se para uma cadeira. Resmungos e gritos ficaram mais altos. As portas da sala de estar se abriram. Henrietta ficou ali muito indignada, com Caroline encolhida em seu rastro. "Eu estava trancada lá dentro!" "Isso é terrível", disse ele. "Sem dúvida, um criado acidentalmente jogou o parafuso, ou um prego solto fez passar." "Você deveria se juntar a nós na biblioteca," ela acusou. "Disseram-me para esperar por você lá." "O que você não fez, eu vejo." "Você esperava que eu aguardasse por horas? Se eu tivesse feito isso, eu teria perecido na sala trancada, se a casa pegasse fogo." "Eu me atrasei porque a senhorita Montgomery veio falar comigo. Você se lembra da senhorita Montgomery, não é, Caroline?" Caroline cumprimentou Leona com uma reverência. Tia Henrieta lançou um olhar desconfiado e tudo, mas farejou o ar. Então ela virou-se abruptamente a sua total atenção para Christian.


"Graças a Deus você está vestido. Nós não temos muito tempo. Que seria um desastre se ele tivesse chegado e ele estivesse naquele robe e estivéssemos trancadas na biblioteca...." Ela afligia-se, enquanto andava na sala e inspecionava. Ela chamou um criado e disse-lhe para remover a bandeja com refrescos de Leona. Ela olhou para Leona novamente. Seu olhar se deteve em uma manga levemente distorcida. "Se tivesse chegado, tia Hen? Estamos esperando a visita de seu amigo muito querido, Monsieur Lacroix? " A menção de seu amante a fez corar. Ela agarrou-lhe a atenção longe de Leona. "Alguém completamente diferente. Um admirador de Caroline. Eu lhe disse ontem à noite no jantar. Você nunca me ouve?" Ele não podia ajudá-lo. Ele lembrava vagamente de Hen conversando sobre isso, exalando ansiedade, enquanto ele virava o dilema em sua cabeça. Leona pegou sua bolsa. "Eu tenho que me despedir. Foi um prazer vê-la, Lady Wallingford." Christian deu um passo para a porta para que Leona tivesse que passar perto dele enquanto ela saía. Não havia muito a dizer, mas com a intrusão dramática de Henrieta tudo isso teria que esperar agora. "Foi bondade sua me visitar. Espero vê-la novamente em breve, senhorita Montgomery. " "Obrigado por concordar em olhar para esse assunto, por mim, Lorde Easterbrook." Ela fez bem sua fuga. Ele não era para ser tão afortunado. Hen virou e o prendeu com um olhar fixo. "Eu pensei que com Caroline na casa você fosse.... seria ....." "Iria me comportar assim como você faz, tia Hen?" Ele confiava que ela não queria uma linha sobre os seus modos de indiscrição em relação aos seus amantes com sua filha de pé aqui. Ela se recuperou de forma admirável. "Eu acho que você iria querer o melhor para o seu futuro. Eu espero que você não vá fazer nada estranho quando ele chegar." "Eu tenho uma quantidade finita de estranheza. Se eu desperdiçá-la sobre ele, eu não terei deixado o suficiente para você. Para garantir que eu não desperdice-o, vou me recolher aos meus aposentos agora." "Você não pode fazer isso! Você deve ficar aqui, onde posso ter certeza de que você está disponível. Deus do céu, seria uma coisa boa se um homem viesse pedir permissão para propor a Caroline e você enviasse uma daquelas rudes notas dizendo que você não está com humor para os visitantes. A maioria das pessoas, pelo menos, fingem que não está em casa, mas você faz o insulto explícito. Faça isso hoje e nunca vou vê-lo novamente e seu futuro será arruinado, tudo devido a sua culpa." Entre ela ralhar e divagar, ele ouviu apenas uma palavra esclarecedora. Propor. Ele olhou para Caroline. Ela corou. "Henrietta, eu gostaria de falar com Caroline antes que ele chegue." Quem diabos ele era? "Eu garanto a você que ele é perfeitamente apresentável e bem cogitado. Ele pode não ter um título, mas com mais de nove mil por ano, ele é um excelente partido."


"Ao mesmo tempo, eu preciso de privacidade com Caroline. Talvez você pudesse esperar na biblioteca." "A biblioteca! Eu diria que não. Os bloqueios são encantados." "Então, do lado de fora dessa porta." Ele a pegou pelo braço e a escoltou dali. Seu vexame virou-se para desespero quando ele empurrou-a através da porta. "Você não deve estragar isso, Easterbrook. Ela já está em sua segunda temporada. Pela primeira vez, por favor, apenas finja que você é como os outros homens e conduza as formalidades, sem qualquer uma das suas elaborações excêntricas. Se você assustá-lo eu nunca vou..." Ele fechou a porta em sua histeria e enfrentou sua prima. "Caroline, quando ele chegar, você quer que eu dê minha permissão?" "Sim, eu acho que eu quero." "Você acha? É como eu temia. Você vai aceitar a primeira proposta só porque o mundo diz que você deve se casar e porque você quer ficar longe .... bem, longe da atual companhia.” Para sua surpresa, ela esticou-se e beijou sua bochecha. "Você é muito parecido com Hayden. Não é tão severo como parece. Não tenha medo de que eu vá me casar só para ficar longe da mamãe. Eu só disse que eu acho, porque eu estou um pouco assustada e meu coração está pulando para todos os lados. Ele é muito bom e me trata com muito cuidado. E ele sabe sobre o verão passado e não acha o pior de mim por isso." Ela se referia a alguém diferente dele e uma perseguição diferente, com motivos menos honrosos, uma experiência que quebrou seu coração jovem quando seus primos interferiram. Ela franziu a testa um pouco. “Você preferiria se nós esperássemos por Hayden? Mamãe pensou em atacar, enquanto o ferro está quente, como ela diz. Com Hayden ocupado com a criança e Alexia, pensamos que não se importaria. Mas se você não gostar da idéia, eu posso dizer-lhe para esperar." Ele não tinha sido o melhor primo. Ele era um guardião indiferente na melhor das hipóteses. Ele estava fora de suas profundezas nesses assuntos domésticos, mas ele provavelmente poderia executar o serviço melhor do que a maioria dos homens se ele quisesse. "Você o ama, Caroline?" Ela olhou para ele como se ele fosse uma encantadora e típica casa de campo. "Mamãe diz que qualquer mulher pode amar um homem com nove mil por ano." "Eu espero que a maioria possa encontrar um caminho." Só o amor, tudo o que incitou-o, não era realmente o suficiente. "Você o quer como um amante?" Ela ficou muito vermelha. Ela olhou para a porta, como se esperasse que sua mãe navegasse por ela para condenar a questão escandalosa. "Isso é importante, você sabe", disse ele. "Por mais indelicada que a questão possa ser, é aquela que deve ser considerada por meninas quando enfrentam esta decisão. Desde que eu tenho certeza que sua mãe não se preocupou em perguntar, eu preciso fazer isso." Ela baixou os olhos. "Eu acho que sim."


Ele não precisava de sua resposta. O eco de uma agitação falou mais claramente do que qualquer palavra. "Eu vou estar na biblioteca. Mande-o até mim. Se eu concluir que ele merece seu amor, ele tem a minha permissão para propor." Ele abriu a porta. Tia Hen quase caiu em seus braços, de onde ela havia dobrado seu ouvido ao buraco da fechadura. Ele deu um passo em volta dela, para sair e esperar por quem quer que fosse.


Capitulo 14

A lua cheia lançou uma bela luz no dormitório de

Leona. Ela podia ver bem o suficiente para ler, se quisesse. Isso poderia ser sábio. Seria melhor ocupar sua mente com as palavras dos outros do que deitar na cama assim, meio sonhando acordada, meio atormentada por imagens e pensamentos que não permitiriam que ela para descansasse. Ela olhou para baixo de seu corpo para a pequena escrivaninha não muito longe do pé de sua cama. A caneta de pena chamou sua atenção, lançando uma grande sombra da pena na parede. Perto dela, proeminentemente visível na forma como ela refletia ao luar, estava a última carta para Banquete de Minerva. Ela havia sido negligente em seu dever. Easterbrook tinha distraído-a mal, e agora ela não tinha grandes revelações para relatar. O destino tinha entregue-lhe esta oportunidade para expor os homens que, silenciosamente, lucraram com contrabandistas de ópio e ela desperdiçou. Suas lições sobre o comércio de ópio teria menos impacto agora. Eles seriam problemas remotos e abstratos. Compor esta última carta tinha sido difícil. Quando ela terminou, ela sentiu-se como se tivesse escrito "FIM" em sua visita aqui. Ela deveria concluir o negócio da sua família e ir para casa. Easterbrook não queria isso ainda. Seu caso de amor ainda era novo e fresco. Quando sua atenção se voltasse para outra mulher e ele já não quisesse violentar Leona Montgomery em suas únicas visitas, somente então ele ficaria feliz que ela embarcasse para a China. Provavelmente, muito feliz. Ela abriu os olhos e viu o padrão de sombras na parede. Ela sofreu um momento de realismo cruel. Seu coração doeu de verdade com isso. Será que ele ira insultá-la, dando-lhe jóias, do jeito que ele obviamente tinha feito com a mulher no parque? Aquele colar deve ter custado uma fortuna. Provavelmente poderia comprar um navio de bom tamanho com o dinheiro que custou. Uma mulher sabia exatamente o que podia e não podia ter, se ela tivesse um caso com um homem como Easterbrook. Não poderia haver um grau de dissimulação romântica. Poderia perder-se na emoção. Em última análise, no entanto, um caso de amor que terminaria com um colar era sua intenção desde o início. Ela tinha sido fraca com ele, especialmente em sua sala de visitas ontem. A carnalidade do encontro chocou-a assim que ela deixou a casa. No entanto, mesmo em seu espanto, uma excitação tinha começado de novo, enquanto ela se lembrava. A ausência de remorso era outro ponto que ela ponderou esta noite. A mulher perdida deveria ter pelo menos um pouco de arrependimento ou um pouco de raiva


pelo seu sedutor. Ela não conseguia sentir de qualquer maneira. Ela passou sete anos se perguntando o que poderia ter sido. Agora ela sabia. Ela tentou empurrar as imagens dele fora de sua cabeça, porque elas só produziam uma estranha mistura de emoções. Excitação pode ter certeza. Um pouco de perplexidade, porque ainda havia muito sobre ele, nele, que ela não compreendia. Tristeza coloria todas as outras reações, no entanto. Nuvens de saudade esperavam nas bordas de seu coração, pronta para banhá-la. Aquela tristeza pendente só iria aumentar a cada encontro. Ela deveria explicar a ele, em uma carta, se necessário, por que não seria prudente para ela permitir que esta história continuasse. Se ela fizesse isso, o resto de suas missões poderiam ser aceleradas. Ele não iria adiar ajudá-la devido ao seu desejo de tê-la por perto por um tempo. A pena acenou. Agora seria um bom momento, enquanto a verdade mantinha vibrando a menina na baía. Ela iria escrever-lhe e... Sua porta do quarto abriu abruptamente. Um fantasma apareceu de repente. Não era um fantasma. Era Isabella. Seus longos cabelos fluíam e sua camisola branca pendurada em pregas diáfanas. "Você tem que vir", ela sussurrou com urgência. "Ele está machucado e alguém esteve aqui e eu não sei o que fazer." "Quem está ferido?" "Sr. Miller. Você tem que vir agora. Eu não sei o que fazer! " Leona pulou da cama. Ela pegou um xale e correu atrás Isabella. "O que quer dizer com alguém esteve aqui? Fica comigo. Não vá sozinha!" "Depressa. Eu vou te mostrar." Isabella voou escada abaixo. Os pés descalços de Leona mal sentiam o tapete debaixo deles enquanto corria para acompanha-la. Pânico bateu em seu peito e ela não tentou ficar quieta. Se alguém tivesse invadido, ela confiava que o conhecimento de ter despertado toda a casa o impulsionaria a fugir. "Aqui está ele." Isabella parou na porta da biblioteca. Leona parou ao seu lado. Uma brisa gelada ondulava as cortinas de uma janela, permitindo luz suficiente para ver a forma do Sr. Miller no chão. A mais profunda escuridão esboçava sua cabeça e formava uma mancha na parte de trás de seu cabelo loiro. Ela abaixou-se e sentiu o pulso do Sr. Miller. "A luz de uma lâmpada, Isabella. Traga um pouco de água e trapos e depois corra para a casa de carruagem e acorde o Sr. Hubson. Diga a ele para ir à casa de Easterbrook e pedir ajuda." Isabella entregou a lâmpada, então fugiu. Assim que ela voltou com uma bacia de água, Leona se ajoelhou ao lado o Sr. Miller. Ela pressionou uma compressa úmida sobre a ferida na cabeça que alguém tinha batido nele fortemente. Ela olhou ao redor da sala novamente. A gaveta da escrivaninha estava aberta. Ela se levantou e correu e viu que as poucas libras que ela colocou lá se foram. Então ela viu o objeto no chão. A sua base envolta e presa por baixo uma das cortinas. Ela puxou o tecido para trás e levantou a tocha grosseiramente formada com cerca de um pé e meio de


comprimento. A palha estava úmida ao longo da maioria da sua extensão, mas não no seu final. Bordas carbonizados indicavam que tinham sido acesas. O intruso deveria ter usado isso para ver o que ele estava fazendo. Ela soube em um momento de alívio paralisante que ele tinha saído quando a deixou cair em sua fuga, antes de definir as cortinas em chamas. Um gemido abafado invadiu sua atenção. Ela deixou cair a tocha na pedra da lareira e foi até o Sr. Miller novamente. "Não se mova, por favor. Está gravemente ferido e a ajuda está a caminho." Ela gentilmente pressionou o pano úmido sobre a ferida. Ele balançou a cabeça sutilmente e fechou os olhos novamente. Easterbrook chegou com três guardas. Enquanto ele caminhava até as escadas para a biblioteca, ele ordenou a seus criados para revistar a casa e a propriedade. Leona nunca esteve tão aliviada ao ver alguém em sua vida. Ele se juntou a ela ao lado do Sr. Miller e examinou a ferida com as mãos surpreendentemente suaves. "Você está acordado, Miller? Se for assim eu vou sentar-te contra esta cadeira aqui. " O Sr. Miller provou ambos, acordado e com raiva. Ele permitiu o seu senhor ajudá-lo a sentar-se, em seguida, fez uma careta para o sangue acumulado há cinco centímetros de suas pernas. "Eu notei que a janela poderia ser alcançada a partir da pequena árvore no jardim na minha primeira noite aqui. Eu não esperava que um ladrão me atacasse se eu descobrisse que ele tinha tirado vantagem disso, no entanto." Easterbrook virou-se para Leona com uma pergunta em seus olhos. "Algumas libras estão faltando na mesa", disse ela. "Eu não acho que eles vieram por algumas libras. A segunda invasão, Leona. Ele não augura nada de bom." "Nós não sabemos com certeza se houve uma invasão anterior." "Nós sabemos agora." Ele se virou para Miller. "O que te trouxe aqui?" O rosto de Miller encontrou um pouco de cor. "Eu ouvi alguma coisa, pensei. Eu vim para investigar e a próxima coisa que eu sabia era que eu estava fora." Easterbrook fitou-o longo e duro. O rosto do Sr. Miller transformou-se em pedra. A atenção de Easterbrook deslocou-se para a parede contra a qual Isabella estava. "Você o encontrou. Você ouviu ou viu alguma coisa? " O olhar de Isabella permaneceu fixo no chão. "Eu acho que eu ouvi um movimento quando eu abri a porta. Então algo caindo. Eu posso estar errada. Não tenho certeza. Vi-o no chão e fiquei com muito medo e confusa." "Então, um som não trouxe você aqui para começar? Foi só quando estavam na sala que você pensou que alguém estava na casa?" Sua cabeça baixou mais. "Eu...tudo está confuso agora, talvez eu tenha ouvido algo antes, eu não tenho certeza agora." Os três guardas entraram na biblioteca e informaram que ninguém estava escondido na casa ou no jardim. "Ajude Miller a voltar para Grosvenor Square. Você vai deixá-los apoiá-lo, Miller. Não deixe o seu quarto até que um cirurgião veja sua ferida e dê permissão para que você possa estar ativo novamente. Pegue a carruagem e, em seguida envie-a de volta para mim na parte da manhã."


Depois que os criados saíram com Miller, Easterbrook falou com Isabella. "Foi uma sorte você ter dado o alarme. Tenho que falar com a sua senhora agora." Isabella saiu correndo. Easterbrook andava rápido ao redor da biblioteca, contendo a raiva com dificuldade. O temperamento que ele normalmente enterrava estava tendo o seu caminho, e quem entrasse nesta sala iria sentir. Ele era completamente Easterbrook agora, numa extensão que nunca tinha permitido que ela visse antes. "Pode ter sido apenas um ladrão procurando algumas libras" disse ela. "Improvável. Se você duvidava dos seus instintos sobre a primeira invasão, há todas as razões para confiar neles agora. O dinheiro só foi levado para dar aos outros um motivo para pensar que você estava errada, se você alegasse que havia mais do que isso. Que não havia." Seu ritmo o levou perto da lareira. Ele parou e fez uma careta para o objeto perto de sua bota. "Que diabos é isso?" "Uma tocha, eu acho. Eu encontrei-o perto da janela aberta. Felizmente ele saiu." Ele pegou. Ele caminhou até a janela e abriu tecido da cortina. Lá, na superfície interna, podia-se ver a fuligem. A nuca de Leona arrepiou. Imagens invadiram sua cabeça, de Miller demorando um pouco mais para chegar aqui e de cortinas em chamas, e o fogo se espalhando... Ela se aproximou para inspecionar a cortina. O medo a atingiu mais profundamente. A intrusão de Miller poderia não tê-lo parado. Talvez apenas a chegada de Isabella tenha evitado a tocha de ser mantida acesa por mais tempo para a cortina. Ela e Isabella poderiam estar presas lá em cima, enquanto as chamas eram alimentadas com todos os livros e mobiliário. Elas poderiam ter permanecido ignorantes do incêndio até que fosse tarde demais. A fúria quente quebrou nela, conquistando seu terror gelado. "Eles devem estar com muito medo se iriam tentar me matar." "Se a intenção era a de iluminar a sala em chamas, eles teriam feito uma pilha de livros para queimar. Olhe para a fuligem sobre o tecido. Veja os cinco pontos escuros. A mão apagou as brasas com o pano, em seguida, deliberadamente deixou a tocha para ser encontrada. A intenção não era queimar a casa, Leona, mas assustá-la com a evidência de que eles poderiam fazê-lo se quisessem." Eles haviam conseguido. O medo apertou-a de novo e a raiva não poderia prendê-lo de volta. Calafrios vibraram através dela. Ela odiava o medo que ela sentia e a vulnerabilidade. "Você parece supor suas intenções muito rapidamente", disse ela. Ele não perdeu a acusação velada. Ele encontrou seu tom petulante com o seu próprio , firme, com raiva. "Como você teria imaginado-as, uma vez que você estivesse calma e considerado as provas. Ao mesmo tempo, o risco de um incêndio era real, não importa suas intenções. A tocha poderia ter facilmente definido estas cortinas em chamas." Ela sabia que tinha sido isso. Ela tinha visto isso antes. Ela passou a maior parte de sua juventude lutando contra a insegurança insidiosa e temendo quem ele criou.


Coerção. Uma ameaça maliciosa com intenção de plantar a ansiedade e o medo e deixa-la hesitante e cuidadosa. Um ataque sem rodeios não comeria sua confiança tão mal como o terror que uma pessoa desconhecida perseguindo e esperando. Um homem tinha sido ferido esta noite. Seria Isabella na próxima vez ou Tong Wei, quando ele voltasse? Ou ela? Será que a casa realmente seria incendiada na próxima vez? A sua memória gritou, em ser puxada pelo ar quando um cavalo quase a atropelou. Um cavalo marrom. Tong Wei tinha falado de um cavalo marrom seguindoos .... "Este não é o seu primeiro gesto", disse ela. "Ele só foi o mais perigoso." "O que você quer dizer?" Ela disse a ele sobre o cavalo marrom. E a convicção de Tong Wei que alguém observava seus movimentos e sua casa. O rosto de Christian endureceu aos ângulos mais firmes e sua boca para uma sua linha mais apertada. "Eu deveria ter insistido que você se mudasse para Grosvenor Square." "Seu convite não tinha nada a ver com a minha segurança. Não implica que a minha recusa levou a esta noite, como se fosse minha culpa." Ele levantou uma mão em um gesto de impaciência. "Você poderia ter sido protegida. Até agora não foram prejudicados, mas, eu vou visitar aquela casa do outro lado do caminho, quando a carruagem e os criados voltarem." Soou mais como uma ameaça do que um plano. "Nosso intruso pode ter se refugiado lá quando Isabella deu o alarme." "Se assim for, ele vai estar muito longe antes da carruagem chegar. Eu não acho que você vai encontrá-lo, mas se você quiser ir e olhar, eu estarei segura até você voltar. " Ele hesitou, claramente dividido. Ela poderia dizer que ele queria tomar alguma atitude, seja útil ou não. "Tem certeza que você não vai ficar angustiada por ficar sozinha? O culpado está muito longe, mas você está inquieta." "Eu não sou tão instável como você pensa", ela mentiu. "Também não estou sozinha. Isabella está aqui. Eu preferiria que você fosse ver agora. Talvez você descubra alguma coisa para aliviar a minha mente." Ele olhou para ela como se tentasse determinar se ele ousaria acreditar nela. Ou, talvez, para verificar o quão mal sua mente precisava aliviar. "Vá", ela insistiu. "Eu gostaria de ter certeza de que eu não estou vivendo através dos meus algozes." "Você é admiravelmente corajosa, Leona. A maioria das mulheres se recusariam a ficar sozinhas por uma semana." Ele despediu-se, com a promessa de voltar em cinco minutos. Ela caminhou até a lareira. Era muito mais fácil ser corajosa quando se tinha um atiçador de ferro nas mãos. Christian mal conteve sua fúria enquanto ele procurava o portão do jardim e pela porta dos fundos da casa do outro lado do caminho. Foi tão bem que ele não tinha levado uma das pistolas da carruagem. Se ele tivesse, qualquer intruso à espreita neste edifício escuro teria se saído muito pior do que Miller.


Assim que ele entrou na cozinha, ele sabia que o edifício agora tinha dois apartamentos. A cozinha tinha sido obviamente dispostas para acomodar dois cozinheiros. Ele assumiu que as famílias estavam acima. Ele agora era o intruso no meio da noite. Ao mesmo tempo, ele subiu as escadas para o andar térreo e relaxou ao abrir uma sala na frente. O luar lhe permitiu avaliar o seu conteúdo rapidamente. Cadeiras levemente estampadas cercando uma mesa que apoiava uma cesta de costura. Um sofá delicado abraçado a parede. A evidência de ocupantes femininas o tranquilizou. Era possível que o homem da casa fosse o único que Tong Wei viu observar, mas a sala quase parecia demasiado doméstica para fins nefastos. Ele subiu as escadas, passando o próximo nível que iria dar aos aposentos privados deste primeiro apartamento e passou para o próximo. Portas estavam abertas aqui, revelando pouca mobília. Ele entrou no quarto de frente para a rua e caminhou até as janelas. Do outro lado, ele poderia facilmente ver a janela para a sala de Leona abaixo. Imaginou Tong Wei de pé como um sentinela ali, olhando para cima. O apartamento estava vazio, mas gritava para ele. Não havia almas aqui em cima, dormindo ou não. Ele caminhou até a lareira e usou a pedra para acender uma lâmpada em uma mesa próxima. Ele carregou a lâmpada ao redor do quarto, iluminando-o melhor. Voltando para perto das janelas, ele parou. O brilho da lâmpada revelou sombras escuras no chão. Ele inclinou-se e tocou-as. Cinzas. Algumas delas ainda formando montículos. Ele cheirou os dedos. Alguém tinha estado aqui por um longo tempo, talvez muitas vezes, fumando charutos. Ele iria descobrir se a família abaixo liberou esses andares superiores ou se um agente imobiliário geriu toda a premissa para outra pessoa. Entretanto... Ele sentiu seu casaco. Sua palma pousou em um pequeno objeto plano. Como Phippen poderia se lembrar de uma coisa dessas, mesmo quando seu senhor foi despertado no meio da noite para uma emergência. Ele removeu o estojo de seu casaco e folheou um de seus cartões de visita. Colocou-o no peitoril da janela do centro. Leona sabia que era Easterbrook quando ouviu os passos na escada. Ela agarrou o atiçador mais apertado de qualquer maneira. Ele não parou na biblioteca. Em vez disso, ela o viu continuar para o próximo nível. Talvez ele não confiasse em seus criados para ter verificado o bastante. Ele finalmente se juntou a ela cinco minutos depois. Ele não estava tão zangado agora, mas ela duvidava que seu rosto iria encontrar suavidade por um longo tempo. Ainda assim, fazer alguma coisa, qualquer coisa, havia anulado o pior do perigo afiando nele. Ele parou quando a viu. Então ele se aproximou e gentilmente puxou o atiçador de sua mão e colocou-o de volta ao lado da lareira. "Você não pode ficar aqui", disse ele. "mesmo que eu envie um pequeno exército de criados para viver aqui com você, dia e noite, não posso ter certeza de sua segurança. Você deve deixar esta casa."


Ela olhou ao redor da biblioteca. Não era realmente sua casa, mas ela tinha se tornado familiar agora e servia como um refúgio. Ela não se sentia tanto a estrangeira aqui. Ela supôs que a independência desta casa significava ainda mais para Isabella e Tong Wei. "Por favor, não espere que eu o acompanhe em Grosvenor Square. Nenhum de nós pertence aquele lugar." "Se eu disser que você pertence aquele lugar, você pertencerá. Ninguém vai tratá-la de outra forma." "Você sabe o que eu quero dizer." Ele estendeu a mão para ajudá-la a se levantar. "Volte para a sua cama e tente dormir. Eu estarei aqui até o amanhecer e tomarei todas as providências. Eu já disse para Isabella fazer as malas para vocês duas." Assustada como ela estava, ela não se importou com as presunções dos seus planos para protegê-la. "Quando eu disse que não me pedisse para ir à Grosvenor Square, eu não quis dizer que você deveria ignorar o pedido e apenas supor o resultado. Eu aprecio sua ajuda e preocupação, mas a decisão ainda deve ser minha." "Eu posso ver que seu espírito está retornando. Isso é um bom sinal. No entanto, você vai sair desta casa amanhã, na minha carruagem, com a empregada de sua senhora. Você vai sair de Londres completamente e vamos ter certeza de que saibam que você fez isso." "Eu não quero sair de Londres. Tenho assuntos a tratar..." "Você vai sair de Londres, Leona. De uma forma ou de outra, você vai. Eu não admito discussão sobre isso.” Não, ele não o faria. Ela ainda sentia uma raiva perigosa que ele mal controlava. Ela duvidava que ele iria ouvir a razão uma vez que ele tinha tomado sua decisão esta noite. "Se eu estou deixando Londres, para onde vou?" "Para minha propriedade rural. Você verá que é muito agradável." "Eu acho que eu vou achá-la um interlúdio inconveniente em realizar o meu dever." Ele caminhou, a lâmpada na mão. Ele mudou-se lentamente, de modo que seu brilho dourado banhava-a. "Você está linda nessa camisola modesta, Leona." Ele estendeu a mão e tocou um de seus longos cachos. "Assim como uma menina que eu conheci uma vez em Macau. Eu estou pensando que eu deveria acompanhá-la até o andar de cima, para ter certeza de que ninguém está escondido lá em cima." Até mesmo os restos de medo da noite não poderiam ficar contra a maneira como ele agitou-a com essa mudança repentina na atenção. Seu humor adicionado à excitação. E reforçando o seu mistério e inserindo uma nota de medo emocionante. Ela deu um passo para longe dele. "Você está nos guardando esta noite, lembra? Você deve evitar distrações." "Suponho que sim. Especialmente porque estou certo de que uma distração semelhante fez com que Miller acabasse no chão."


Capitulo 15

Christian teve pouco trabalho em enviar Leona para

fora da cidade logo após o amanhecer. Assim que o cocheiro partiu, ele montou em seu cavalo para voltar para casa. Uma vez lá, ele subiu cinco lances de escadas e abriu a porta de uma câmara no nível do primeiro criado. Uma empregada loira inclinava-se sobre a cama, enquanto ela apertava um pano na cabeça de Miller. Pelo que Christian pode ver, o inválido estava muito consciente de que as ministrações traziam o redondo peito da empregada dentro do alcance tentador de ambos, sua mão e boca. O calor masculino mais primitivo enchia a câmara e a empregada imprudentemente alimentava o fogo. "Emendado rapidamente, eu vejo", disse Christian. "Não seria prudente exagerar, porém." A empregada assustou-se. Ela corou e deixou cair o pano, depois pegou, fez uma reverência e saiu correndo. Miller fez um movimento para levantar. Christian fez um gesto para ele ficar parado. "A Srta. Montgomery está bem, senhor?", Perguntou Miller. "Eu temia que o choque a afetasse diretamente antes de você chegar." "A senhorita Montgomery está bem e segura, e a caminho de Oxfordshire. Com sua criada." Ele acomodou sua bota na beira da cama de Miller e apoiou os braços cruzados no joelho, enquanto ele se inclinava e falava. "Eu preciso que você pense muito sobre o que aconteceu, Miller". Miller ponderou o assunto. "Entrei na biblioteca e notei que a janela havia sido deixada aberta. Então eu fui atingido por trás. Foi como eu disse antes." "Você me entendeu mal. Eu conheço os eventos. Eu não estou esperando que você se lembre de mais. Eu estou dizendo a você para pensar sobre o que aconteceu e por quê." Miller conseguiu parecer perplexo, apesar da cautela cravada vazando dele. Mas, então, Miller era muito bom em dissimulação. "Eu fui pego de surpresa." "Você foi pego de surpresa, porque seus pensamentos estavam em outro lugar. Você foi para a biblioteca para encontrar alguém. Um bonito alguém com cabelos longos e escuros, em uma camisola branca." Os olhos de Miller incharam em choque. "Senhor, eu nunca me atreveria a...Você me acusa da pior deslealdade. Estou muito triste, no entanto, que você seria capaz de difamar a Srta. Montgomery. " Ah, sim, o jovem Miller era muito bom. "Você está tentando minha paciência. Nós dois sabemos que a senhorita Montgomery não era a única pessoa bonita, com longos


cabelos escuros em uma camisola branca na noite passada. Nem ela era a pessoa que você encontrou." Miller tocou a cabeça enfaixada e dramaticamente fez uma careta de dor. Ele providenciou que seu rosto perdesse um pouco de cor. "Ela ouviu alguma coisa e veio para investigar." "Nós não vamos discutir nossas diferentes versões dos eventos da noite. Você não tem nenhuma utilidade para mim se você não for além de distração quando você me servir. Se algo ruim tivesse acontecido com a Srta. Montgomery, eu teria providenciado que você não pudesse ter mais encontros, nunca mais, devido à incapacidade." Miller realmente empalideceu desta vez. "Não vai acontecer de novo, senhor." "Bom. Espero que você esteja bem e na ativa em um ou dois dias. Vou ter algumas questões para que você possa abordar em seguida. Vou deixar instruções sobre sua mesa no escritório para quando você estiver pronto." Ele deixou Miller e desceu para seus aposentos. Ele disse a Phippen para enviar o café, em seguida, fez o seu caminho para o vestiário fora da câmara de esgrima. Ele abriu o baú, pegou a metade das folhas na pasta de couro no fundo e levou-a de volta para seus aposentos. Acomodou-se em sua cadeira favorita. Era hora de ler isto, ele querendo ou não. Apesar de ontem à noite, Leona tinha indicado que ela ainda estava determinada a expor quem quer que pudesse ser exposto. Se houvesse qualquer pessoa e as evidências sugerem agora que havia realmente, alguma coisa poderia ser encontrada nestas notas que iria identificá-los, mesmo que o pai de Leona não tivesse percebido isso. Três horas depois, ele fechou as folhas. A raiva da noite voltou, só que agora voltado para novas direções, incluindo aqueles longe no passado. Reginald Montgomery tinha acumulado uma quantidade impressionante de provas para sustentar sua acusação de que uma companhia secreta, com sede em Londres e de propriedade de homens de poder, contratavam navios para o contrabando de ópio na China. Através de entrevistas com os capitães e marinheiros subornados, através da obtenção de registros dos movimentos dos navios, havia criado uma cadeia para apoiar sua teoria de que faltava apenas as ligações finais. Pior ainda, as suas investigações indicavam que esta companhia não só funcionava no Oriente e transportava ópio, mas também mercadorias contrabandeadas que evitavam tarifas nas Índias Ocidentais e em toda a Europa e até mesmo na própria Inglaterra. Isso explicava estas ameaças contra Leona. Seus perseguidores acham que ela sabe mais do que ela deveria. Não era apenas a exposição de ópio contrabandeado na China que eles temiam, mas as revelações de crimes mais perto de casa, as revelações que iriam custar-lhes mais do que algumas reputações manchadas. Montgomery foi metódico e completo. Ele forneceu listas de nomes, dos capitães que conspiraram para o certo e outros que ele apenas suspeitava, dos funcionários aduaneiros que estavam sendo subornados, de comerciantes que aceitaram os bens. Em relação aos proprietários da companhia, no entanto, o pai de Leona só postulou um nome com qualquer crença segura de que ele estava correto. Na verdade, ele especulou que este homem era o fundador de todo o empreendimento.


O marquês de Easterbrook. Leona se manteve olhando para Isabella. Isabella se manteve evitando olhar para trás. Isso por si só fez Leona achar que a alusão de Easterbrook a distração do Sr. Miller pode ter sido correta. Ela não disse nada sobre isso durante todo o seu primeiro dia na carruagem. O cocheiro fez um ritmo muito lento e ficaram a noite em uma pousada fora da fronteira do condado de Oxfordshire. Quando retomaram a viagem no dia seguinte, ela debateu se deveria interrogar Isabella sobre o Sr. Miller. Não ajudou em nada que ela não estava em posição de repreender. Isabella sabia o que aconteceu na noite em que Easterbrook hospedou-se em sua casa. Se a senhora flertava com um lorde, a empregada poderia pensar que estaria bem flertar com um criado. No entanto, os custos eram diferentes para a empregada e mais alto no jogo de sobrevivência. "Isabella, Lorde Easterbrook disse algo que me preocupa. Sobre algo entre você e o Sr. Miller. " Isabella voltou seu olhar a partir do campo que passava. Ela olhou com uma expressão tão corajosa quanto ela já tinha mostrado. "Será que o Sr. Miller importunou você?" "Não." Isso não respondeu à questão maior. Os olhos de Isabella se atreveram a questionar a patroa por ser uma hipócrita. "Eu acho que o Sr. Miller é um homem muito bonito," Leona ofereceu. "Talvez não um tipo especial, no entanto. Sinto que ele é um pouco cruel e muito inclinado a simplesmente pegar o que ele quer e não considerar as consequências para os outros". "Ele é esse tipo quando ele quer ser, eu acredito. Quanto ao resto, você descreve a maioria dos homens. Você descreve o meu pai. E o marquês, por exemplo. Pelo menos o Sr. Miller não me assusta da forma como o marquês faz." "Talvez você devesse ter medo. É diferente aqui. Você precisa se lembrar disso. Não há concubinas na Europa. Não há direitos para uma mulher que se dá a um homem fora do casamento e um homem pode ter apenas uma esposa. Seus filhos não têm direito a qualquer um. Seu pai era europeu e é por isso que a sua mãe não tinha segurança." "Tong Wei me fez lembrar de tudo isso já." Leona franziu o cenho. "Ele fez isso? Quando? " "Quando eu estava animada que Edmund tinha visitado-a naquele dia. Ele me disse que você não era adequada para ser a esposa de tal homem e que não havia outro lugar para você que fosse respeitável." Ela olhou pela janela novamente. "É melhor na China. Uma mulher ainda pode ter um lugar, mesmo que ela não seja adequada para ser a primeira esposa de um homem importante." Leona não sabia o que dizer. Essa conversa tinha começado como um aviso para Isabella, mas foi se virando e apontando em outra parte. "Isabella..." "Ele é bom para mim. Ele fala suavemente" ela sussurrou. "Ele é um criado também." Ela piscou duro e lambeu os lábios. "Ele me observa. Eu não sou a menina desprezada de sangue impuro para ele."


O cocheiro entrava em uma pequena cidade naquele momento. Leona se juntou a Isabella na janela. Ombro a ombro, elas olharam para fora para as casas e a faixa de lojas. Não havia nenhum aviso para Isabella para ser sábio. Não importa o que tinha acontecido entre ela e o Sr. Miller no passado ou o que aconteceria no futuro, não importa se seus motivos eram carinhosos ou cruéis, o homem louro consideravelmente ia quebrar o coração de Isabella. Já era tarde demais para parar isso. "Oh, meu Deus." Leona murmurou seu espanto, enquanto ela observava a Abadia de Aylesbury entrar em exibição. "Eu não acho que eu já tenha visto uma casa tão grande. Tenho ouvido falar de tais palácios na China ", disse Isabella. A casa era enorme. Também não parecia em nada com uma abadia. A fina estrutura do classicismo regia seu estilo, dando a sua altura e asas uma leveza inesperada e elegância estendida. Nada até agora, nem a enorme casa de Easterbrook em Grosvenor Square, e nem o exército de criados em sua farda antiquada, a tinha preparado para isso. Em meio a sua maravilha, a conversa com Isabella ecoou dentro dela. Não é adequada para um homem assim. Ela já sabia disso. Ela não era ignorante da sua posição e o que significava no mundo. Era só que esta propriedade e esta "casa", que parecia maior quanto mais perto chegavam, encapsulava e explicava muito. Eu sou Easterbrook. Um pequeno ritual atendeu a sua chegada. Mais criados saíram da casa. Aquele que a acompanhou entregou uma carta que foi levada às pressas para dentro. Um homem apareceu. Seu ar de autoridade marcou-o como alguém de importância. Ele se apresentou como o mordomo da casa, o Sr. Thurston, deu boas-vindas a ela e acompanhou-a para dentro. A governanta esperava para levá-la em mãos. Isabella foi arrebatada para longe. Depois de uma enxurrada suave da atividades e os comandos, Leona viu-se em um aposento de três quartos com vista para um amplo jardim. O mobiliário a deslumbrava tanto que ela mal ouviu a governanta explicar a rotina da casa. A mulher parecia supor o desespero debaixo do espanto. "Eu ficaria feliz em mostrar-lhe a propriedade, se quiser. Eu acho que os visitantes ficam mais confortáveis, uma vez que a casa seja familiar a eles." Leona rapidamente refrescou-se, em seguida, juntou-se a governanta para o tour. Sua mente de comenrciante começou a calcular as nomeações e tecidos, só para alcançar somas tão altas que ela entrou em um estado de descrença. Os quartos possuíam proporções perfeitas que ajudaram a criar um efeito de grandeza calma. Ela gostou especialmente da biblioteca. Apesar de seu grande tamanho e seu teto alto, ela conseguia parecer um íntimo espaço acolhedor. O calor dos tecidos tons de joalharia provavelmente ajudou, assim como os muitos casos de mogno cheios de livros. Uma variedade de sofás e cadeiras estofadas e mesas de leitura mantinha-a parecendo tão vasta quanto ela realmente era. Pinturas de belas paisagens decoravam as paredes.


"O marquês prefere esta sala", a governanta confidenciou. "Quando ele nos visita, ele vem sentar-se aqui durante a noite. Sua mãe era uma escritora. Ela costumava passar seus dias naquela escrivaninha ali. Perdida para o mundo, ela era, quando ela escrevia esses poemas." Leona imaginou Easterbrook em roupão, junto ao fogo, ignorando o modo quando sua aparência falava de sua indiferença para com a sua riqueza e posição, e também a sua segurança absoluta em ambas. "Será que ele visita com frequência?" A governanta balançou a cabeça. "Ele desceu para um casamento em janeiro passado. A prima da esposa de Lorde Hayden se casou em Watlington, nas proximidades. Um verdadeiro casamento na cidade que era, e o marquês condescendeu em participar, o que foi toda a conversa no município. Não é do gosto dele aceitar esses convites. Um homem muito privado, o mestre é." Quando a turnê acabou, Leona pediu para voltar para a biblioteca. "Como é que eu tenho uma carta postada?" "Dê para o mordomo e vai ser feito. Há papel em todas as mesas de escrita e escrivaninhas. Você vai tomar a ceia em seus aposentos ou na sala de jantar?" Leona imaginou-se sozinha na mesa de banquete que acomodava quarenta pessoas, tomando sopa com seis criados lhe servindo. "Meus aposentos, obrigada." A governanta deixou-a sozinha e ela sentou-se à escrivaninha para compor uma carta a Lady Lynsworth. Ela precisava saber se Tong Wei voltaria para Londres em breve. A Abadia de Aylesbury era um palácio com todo o conforto e luxo que se poderia imaginar, mas ela não queria visitar mais do que ela tinha que fazer. Isabella chegou para preparar Leona para a noite. Ela relatou que tinha sido dado um quarto a ela bem em cima, no mesmo nível que os funcionários mais importantes. "A governanta disse-me para informá-la se alguém me tratar com desrespeito", disse ela com admiração. "Ela disse que o marquês especificamente instruiu a ela para me ajudar." Leona pensou que era notável. Apesar do perigo ainda enrolando para fora dele quando ele as enviou em sua carruagem, ele tinha tomado o tempo para adicionar instruções sobre Isabella em sua carta ao mordomo e a governanta. Ele foi sensível aos modos mestiços de Isabella que poderia fazê-la uma pária aos olhos dos demais empregados. Era o tipo de ato que fazia Easterbrook impossível de entender. Ele poderia cortar à direita e à esquerda da sociedade, ele poderia ser implacável em suas atividades e arrogante em suas hipóteses, ele poderia ser egoísta a ponto da grosseria, mas ele tinha esses impulsos inesperados de cativante reflexão. Uma boa refeição chegou. Os criados puseram uma pequena mesa na sala de estar dos aposentos, perto da janela com vista para o jardim. "Você pode se juntar a mim se quiser, Isabella." "Há uma grande mesa para nós abaixo. Eu vou lá se puder. Uma das empregadas vai me mostrar algumas das muitas câmaras e edifícios deste palácio. Você não acha que está errado, não é? É permitido, eu espero."


"Eu suspeito que nenhum dos criados aqui entra em lugares que são proibidos. Você não tem que voltar esta noite. Eu vou cuidar de mim mesma ou pedir ajuda se eu precisar. " Ela mandou Isabella sair para explorar o mundo dos criados. Imaginou a extensa equipe sentada naquela mesa abaixo e toda a conversa e risos. Isabella teria muitas novas experiências aqui e conheceria muitas pessoas novas. Sua senhora, no entanto, levaria suas refeições sozinha, enquanto ela olhava para fora em um jardim espetacular, mas vazio. No momento em que o criado limpou os restos da ceia, a noite já tinha caído. Leona também tinha tomado algumas decisões. Ela iria escrever para Easterbrook e explicar que estar isolada nesta casa não combinava com ela. No mínimo, ela exigiria saber quanto tempo ele esperava que ela permanecesse aqui. Este último ponto não havia sido discutido. Em sua pressa de mandá-la embora e com suas emoções ainda misturadas a partir dos eventos da noite, ela não tinha sequer perguntado sobre isso. Agora, no entanto, concluiu que esta viagem tinha sido muito precipitada e um erro. Ela poderia muito bem ter publicado um aviso, dizendo a estes homens que tinham ganho. Ela foi até a biblioteca. Ela iria escrever uma carta firme para o marquês, dar-lhe ao mordomo e fazer planos para uma fuga caso suas exigências fossem ignoradas. Poderia ser sábio escolher alguns livros para ocupar suas horas inúteis até que ela decobrisse que era óbvio que ela estaria assumindo. No seu caminho para baixo, ela passou por uma sala de estar no andar de cima. Ninguém ocupava-o, mas um baixo fogo queimava e três luminárias estavam acesas. Imaginou os criados por aí todas as noites, ano após ano, preparando a casa para uma família que nunca veio. Foi o mesmo na biblioteca. Ela abriu a porta para o brilho da lareira. De encosto alto, cadeiras estofadas em ângulo em direção a ela, criando uma vinheta doméstica atraente, mas vazia. Uma luminária repousava em uma das mesas de escrita, como se antecipando suas intenções. Ela caminhou em direção a ela, mas parou quando um movimento chamou sua atenção. A perna longa envolta em uma bota preta de cano alto estendida a partir de uma das cadeiras perto da lareira. Ela caminhou em volta da cadeira para investigar. Easterbrook estava sentado em uma preguiçosa e relaxada expansão. Se ele tinha parecido um pirata em sua reunião, ele parecia um bandoleiro agora. Um casaco de equitação preto combinava com o resto de suas vestes, exceto a camisa branca aberta no pescoço. Seu cabelo ainda mostrava os efeitos de andar rápido, e caía em torno de seu rosto em ondas imprudentes. Ele meditava sobre algo enquanto observava as chamas baixas que lutavam com o frio da noite de primavera. A luz dourada o fazia perigosamente atraente e seus olhos profundamente misteriosos. Ele notou ela ali, mas não apresentou nenhuma surpresa. Seu olhar vagou sobre ela em uma linha muito parecida com a sinuosa, um bloqueio sedutor que caiu em seu templo. Emoções trêmulas seguiram caminhos semelhantes serpenteando dentro dela. Ele sabia como ela reagia quando ele olhava para ela assim. Ela não duvidava disso. Ele tinha nomeado o seu desejo desde o início e o usava descaradamente.


Ela tinha sido muito estúpida. Ela deveria ter assumido que ele iria acompanhá-la aqui. Em seu medo depois do ataque ao Sr. Miller, ela não tinha sido muito inteligente ou quase cética o suficiente. Agora entrava em sua mente que a intrusão em sua casa havia adequado aos propósitos de Easterbrook muito bem. "Eu não sabia que você estaria visitando a cidade também", disse ela. "Será que eu deixei de mencionar isso? Eu suponho que eu fiz. Você não parece muito surpresa, no entanto." Não, nem muito surpresa. Nem tinha planejado prendê-la aqui, deliberadamente, onde estariam a sós por céus sabe quanto tempo. Ele tinha apenas aproveitado a situação de emergência que o levou para a casa dela duas noites atrás e de sua determinação para saboreá-la em algum lugar seguro. Sua certeza sobre seus motivos a surpreendeu. Ela não tinha nenhuma prova de que ele não tinha sido o único a enviar homens roubando sua casa, para começar. Ele poderia ter decidido assustá-la tão mal que ela lhe permitiria enviá-la para onde ela não poderia fazer mais perguntas. Ela não achava que ele teria permitido que o Sr. Miller se machucasse, mas esse detalhe não foi o verdadeiro motivo para ela acreditar que ele não tinha planejado isso. A verdade era que seu coração confiava nele, mesmo se sua mente ainda pesava e se perguntava. Ela admitiu para si mesma. Ela enfrentou diretamente o que isso implicava. Quando ela absorveu o significado, um muro de proteção que ela se agarrava se desintegrou, deixando-a agarrar em nada. Vulnerabilidade aumentou e amor fluía em suas correntes. A emoção pungente não ofuscava totalmente a ela. Outra verdade sussurrava também e ela não podia negar a sua voz. Mesmo quando ela permitiu que seu coração sentisse livremente o que tinha ansiado por experimentar durante anos, ela viu o futuro. Isabella não era a única mulher cujo coração inevitavelmente se quebraria.


Capítulo 16

Leona se sentou na outra cadeira perto do fogo baixo.

"O Sr. Miller está melhor?" "O Sr. Miller deve estar bem o suficiente para deixar a sua cama em um dia ou dois. Falei com ele sobre Isabella, antes de vir" disse Easterbrook. "Então, você tem certeza de que ele entrou naquela biblioteca para um encontro amoroso?" "Certeza absoluta." "Você avisou-o para se afastar?" "Não cabe a mim fazê-lo. O que eu fiz foi explicar que suas atividades amorosas não devem interferir com o seu dever." Ela poderia sentir a eventual decepção de Isabella agora, porque também seria a sua. "Ele só esteve lá algumas vezes. Eles poderiam ter passado muito pouco tempo juntos, e ainda assim... eu acho que ela perdeu seu coração para ele." "Tenho certeza de que ela perdeu. Se isso ajuda em alguma cosia, eu também estou certo de que ele pensa nela carinhosamente, o que é incomum para o Sr. Miller." "Isso alivia a minha preocupação agora, mas isso não vai ajudar no final. Não importa o seu carinho, ela não pode ficar aqui com ele. Ela não pertence ao seu mundo." "Eu duvido que o Sr. Miller tenha pensado nisso ainda." "Não, mas ela tem. As mulheres sempre fazem." Eles olharam para o fogo, nenhum dos dois procurando os olhos do outro. O clima ficou muito cheio de palavras não ditas. Ela procurou uma maneira de dissipar o ar pesado. "Uma vez mais você expressa toda a certeza sobre a sua visão do coração das pessoas, Easterbrook", brincou ela. "Estou começando a pensar que não é apenas arrogância normal de sua parte." "Eu não estou certo em tudo sobre você, Leona. Se fosse qualquer outra mulher, eu saberia se você está feliz que eu tenha seguido você até aqui. Com você eu tenho que perguntar ou utilizar prazer para garantir que você esteja feliz o suficiente pelo dia." Ele sorriu. "Eu nem sei qual dessas opções você prefere que eu tome." Ao invés disso, de repente eles estavam reduzidos a uma conversa muito franca. Normalmente ela preferia isso, mas hoje à noite, com o coração vibrando tão mal e um entusiasmo juvenil ameaçando bloquear todo o sentido, não conseguia pensar com clareza suficiente para discutir com ele. "Nem eu sei o que eu prefiro. Estou confusa sobre tudo em relação a você."


Terrivelmente confusa agora, sentada ao alcance de um braço dele. Era maravilhoso querer ele e amá-lo, mas também angustiante saber que seria um erro estar feliz que ele a tenha seguido. Estavam sentados como dois amigos que passam um tempo juntos. Ele não fez nada para começar uma sedução e ainda assim a estimulação baixa já cantarolava nela, corada agora pelo carinho que aquecia a excitação de forma perigosa. Ela estava além de dissimular ou ser inteligente. Talvez em poucas horas ela iria reclamar uma parte de si mesma, mas aqui, agora, no escuro e no silêncio, aquecendo-se a sua sensual presença masculina, ela não poderia derrotar o caminho que seu coração pediu a ela para precipitar-se. "O que faria você menos confusa, Leona?" O que faria com que ela ficasse menos confusa? A questão pedia mais análise do que ela poderia reunir. "Respostas", disse ela. "As respostas para muitas perguntas sobre você, sobre o passado e agora, e sobre a sua mente e seu coração." "Eu não estou acostumado a responder perguntas, muito menos muitas delas." "Sim. Claro. Você fez a sua própria pergunta, no entanto. Não me culpe se você não se importa com a minha tentativa de respondê-la." Ele sorriu para a sua repreensão. "Você acha que poderíamos começar com uma mera pergunta esta noite? Deve haver alguma que a confunde mais do que outras. " "Isso é verdade. Uma em particular deveria ser feita antes desta noite ficar muito longa." "Então, vamos começar com isso." Foi necessário algum tempo para trabalhar até a coragem de colocar em palavras. A resposta poderia ser devastadora. "O que você quer comigo?" "Isso são realmente duas perguntas, dependendo de como ela for interpretada." Ela sentiu seu rosto quente com a ousadia do segundo significado que ele deduzira. Ela tinha a intenção de perguntar por que ele estava se incomodando com ela. Ele tinha ouvido a outra, a pergunta específica que destacava o "o que" e todas as suas possíveis respostas. Ele ficou muito sério. Ela não podia ver nenhum humor nele agora. Nehuma leveza. "Eu nunca me esqueci de você, Leona. Nem o seu espírito vivo ou temperamento explosivo ou olhos expressivos. Eu sempre soube que nos encontraríamos novamente. Se a minha busca tem sido muito insistente, é porque, apesar de todas as mudanças que os anos nos trouxe, algumas coisas não mudaram nada. Eu esperei muito tempo para experimentá-las novamente." Ele pegou a mão dela e segurou-a no espaço entre as cadeiras. "Você fez a sua pergunta como qualquer mulher faria, como se eu me preocupar com você não tivesse nenhum propósito. Para mim, você é única. Você me conheceu e compreendeu o que você sabia, melhor do que ninguém. Eu acho que você faz agora também." Ele tocou-lhe com o que ele falou tão abertamente. Foi mais uma declaração que ela jamais esperou. Mas era triste para ela que este homem que era tão contido e confiante acreditava que seu entendimento incompleto era o melhor que o mundo já lhe ofereceu.


"Agora, quanto à outra pergunta, o que eu quero com você, eu não me atrevo a responder com toda a honestidade, porque você pode fugir, como costumava fazer." Seus olhos ficaram um pouco diabólicos. "Na cama, eu quero tudo o que você permitir. Eu quero você por todo tempo quanto que eu puder convencê-la a ficar. Você preferiria que eu quisesse mais?" A pergunta, feita de forma tão casual, a surpreendeu. "Eu sei que eu fui o seu primeiro", disse ele. "Eu deveria lhe porpor casamento. Eu considerei isso, mas há razões pelas quais esse jogo seria desaconselhável. No entanto, se você quiser uma proposta..." "Não. Eu não estou esperando nada. Muito menos isso. Eu sei por que isso é... impossível. Certamente para você. Para mim também. Eu nunca poderia abandonar meu irmão assim." Ela nunca se permitiu considerar tal coisa. A ladainha silenciosa de razões por que nunca poderia ser gritava e abafava o simples pensamento até agora. "Não é impossível. Apenas..." "Desaconselhável. Entendo. De verdade. " "Não, você não entende. Verdadeiramente. Talvez eu tente explicar algum dia." Sua mão apertou a dela com mais firmeza. "Está menos confusa agora?" "Um pouco". "Então, desde que eu convoquei minha melhor natureza em tanto tempo, eu vou ficar no caminho honroso. Vou perguntar ao invés de agir. Você está feliz que tenha seguido você até aqui?" Ela, em vez disso, desejou que tivesse escolhido para ser desonroso. Agora, a decisão era dela. Essa conversa pouco fizera para encorajar um som. "Eu ainda estou resolvendo essa questão", disse ela. Ele levou isso muito bem. Ele ficou de pé e isso levou-o para mais perto dela, tão perto que seu coração levantou-se e capotou. Ele olhou para baixo e ela sentiu sua energia escura em torno dela. Foi uma breve tentativa de invasão, mas a deixou fascinada e impotente. Ele ainda segurava a mão dela. "Eu lhe permitirei refletir sobre a questão sozinha. Eu vou pôr de lado a minha inclinação para colocar o argumento a meu favor da única maneira que eu sei." "Isso é bom vindo de você." "Eu duvido que eu seja tão nobre por mais de um dia. Se você concluir que devo ser alertado, é melhor se resolver nessa direção rapidamente." Ele começou a soltar sua mão. Ela apertou os próprios dedos para que ele não pudesse se afastar. "Isso realmente é bom da sua parte, Christian. Muito gentil, realmente. Eu tenho mais do que provado o quão fraca eu sou com você." "E eu tenho sido cruel como resultado. Eu sucumbi a uma característica familiar ruim, para me certificar de que eu conseguiria o que queria." Ele beijou-lhe a mão e a liberou. "Se eu não quiser sucumbir novamente, devo deixá-la agora." Ele era um idiota. Um tolo. Ele bateu com o punho contra o peitoril da janela onde ele estava olhando para o nada.


Não, não era nada. Acima dele, fora de vista, uma outra janela emitia uma luz mais fraca. Ela caía como um brilho das fadas no jardim. A evidência de que Leona ainda estava acordada fez sua mandíbula apertar. Muito para o grande enigma. Inferno, quando ela computasse o bom e o mau, o prazer e o custo, em seguida, adicionar a infelicidade potencial e o escândalo de um caso com o marquês quase louco, sua mente astuta iria resolver a questão da maneira que ele menos queria. Ele quase se matou cavalgando através dos campos para chegar até aqui hoje à noite. Até a sua antipatia por esta casa não poderia diminuir a impaciência. Foi um milagre que ele não a tinha pendurada ao ombro e levado para a cama assim que a viu. Em vez disso, em um acesso de sentimentalismo que veio de Deus sabe onde, ele tinha praticamente lhe dido para afastá-lo de novo. Como se ela não fosse fazer isso em breve de qualquer maneira, indo para longe dele. Ela pareceu atordoada em sua referência ao casamento. Consternada. Se a idéia nunca tivesse entrado em sua cabeça, ela tinha descartado há muito tempo. Ainda bem. Fazer a coisa certa, muitas vezes resultava em viver a coisa errada para sempre. Todo o luxo do mundo não faria a vida mais fácil. Esse era um cálculo da parte de Leona que o prazer não obscurecia. Ele olhou para a mala no chão, ainda localizada onde ele tinha deixado cair ao chegar. O criado que tinha arrastado-a para cima para jogar como manobrista quase desmaiou quando um rosnado cumprimentou suas tentativas de descompactá-la. Dentro havia o maldito caderno de couro. O diário era uma excelente razão para que uma proposta fosse desaconselhável. Se ela descobrisse o seu conteúdo, ou se ela encontrasse suas respostas de alguma outra forma, ela estaria certa de que ele tinha ido a Macau para trair seu pai. Havia muitas outras razões também. Leona tinha compilado uma longa lista própria, ela deveria querer isso. Ela achava que ele era voluntarioso, peculiar, rude, vaidoso e arrogante, e essas foram as opiniões que ela tinha realmente manifestado. Só podia imaginar os que ela educadamente manteve para si mesma. Ela não o tratava com cuidado, como se estivesse meio louco, mas ela considerava seus hábitos insuportáveis. Eu não vou acompanhá-lo em seu isolamento. A noite de repente ficou mais escura. A pouca luz que espacava de cima da janela desapareceu. Desejo esculpiu por ele com uma vingança, zombando da esperança estúpida que a luz lhe dera. Ele abriu a janela para o ar gelado. Ele tirou suas roupas e ficou nu. A brisa fresca não ajudou. Ele queimava por dentro. O fogo em seu sangue e sua cabeça não ia embora. Ele caminhou até a cama, sentindo-se no maior caos interior que ele já esteve desde que ele havia deixado Macau. A raiva com o que ele era, a fúria em sua impotência para mudá-lo, alarme com a forma como o destino tinha jogado uma piada cruel que nunca iria acabar varreu-o enquanto ele estava sob o lençol e enfrentava uma noite sem dormir.


Com as emoções escuras, veio a ânsia insidiosa de escapar para o paraíso. Isso era o que o ópio parecia oferecer e ainda fazia em momentos como este. Ele estava no inferno, mas o céu estava no tubo, esperando para proporcionar seu alivio. Por um breve momento, enquanto estava na névoa do ópio, o mundo era simples e perfeito e ele era normal e cheio de potencial. Ele raramente experimentava esse desejo agora. Normalmente, ele poderia procurar o centro escuro e encontrar a paz, mas isso não iria resolver hoje à noite. Tudo a mesma coisa, ele controlava sua respiração da maneira que Tong Wei havia lhe ensinado. Ele sustentou-a através do pico da onda que a fome formava, através desse instante de loucura física insuportável, quando um homem vai vender sua alma para o alívio. Em seguida, como também Tong Wei havia prometido, o pior já tinha passado, mesmo quando acontecia. A crista do desejo sinalizou sua retirada. A respiração não tinha sido suficiente para quebrar as correntes que se formaram em Macau. Mesmo a meditação não tinha sido suficiente. O controle verdadeiro havia exigido que ele olhasse muito tempo para o espelho que Leona tinha realizado naquela noite. Aceitar o passado como irrevogável tinha sido uma grande parte de sua vitória. Aceitando a sua herança na íntegra tinha sido o resto. Esta casa era o de menos. O título, a riqueza, tudo isso escondia o legado mais escuro. Ele podia ter recebido a propriedade, mas ele também tinha recebido o pior do sangue de sua família. Poderia ter sido tolerável, sem a maldição de sua mãe. Se ele não tivesse percebido a extensão da crueldade de seu pai, ele poderia ter escolhido ignorar suas próprias inclinações nessa direção. Ele poderia ter ainda fingido que o velho não era tão mau como todos temiam. Se ele não tivesse visto a retirada de sua mãe de todos e de tudo, se ele não tivesse visto seu isolamento trazê-la à beira de uma verdadeira loucura, ele poderia ter superado seu medo de seu dom estranho mais cedo também. Ele viu-a sentada naquela mesa da biblioteca, perdida para eles. O rumor começou que seu pai havia trancado-a longe. Seu filho mais velho sabia de forma diferente. Ela tinha acabado de ser retirada para o mundo de sua mente, onde apenas a sua própria melancolia foi acomodada. Ele conhecia a tentação de se esconder do jeito que ela tinha feito. Não tinha ele tentado fugir a si mesmo? Do caos que veio ao saber demais, e mais do que outros já fizeram. Do sentido de não ter identidade depois que seu pai morreu, porque ele não se atrevia a admitir que ele compartilhava muitas semelhanças com o último marquês. Tudo o que você é, é executado a partir de dentro de você. O desejo diminuiu, mas não o caos. Seus pensamentos corriam selvagemente através do passado e presente, como se ele estivesse com febre. Ele viu Leona em Macau e, em seguida, na biblioteca abaixo. Ele experimentou novamente o tremor quando ele a beijou anos atrás e quando tornou-se o primeiro dela na semana passada. Ela iria embora. Não importa o que acontecesse, ela iria.


Talvez ela temesse que ele não permitiria isso. Leona ainda lia seu coração melhor do que ninguém jamais fez. Ela provavelmente percebeu nele a tentação de fazer o que fosse necessário para mantê-la, mas ela nunca iria entender o motivo. Ele passou dois anos para encontrar o seu verdadeiro eu, mas na realidade o homem que voltou para a Inglaterra tinha sido uma finta, uma construção projetada para a sobrevivência. Esta noite estava provando isso. Ele era apenas o seu verdadeiro eu, ele só realmente vivia, quando ele estava com ela.


Capítulo 17

Era surpreendente. Incrível em seu caminho. Aqui

estava ela, quase sem fôlego com a excitação, mas dentro de sua alma ela experimentava uma calma total. Ela abriu a porta. Ninguém a vigiava. Ela caminhou para a escada e desceu. Seus pés descalços afundaram na profunda tira de tapete que silenciava seus passos. Ela sabia onde os aposentos de Easterbrook ficava. Ela observou, mais especificamente, do que ela deveria quando a governanta deu o tour. A verdade escondendo dentro dela tinha contado os passos para seus próprios aposentos, e mapeado os corredores e memorizado as portas, enquanto a governanta conversava. Ela empurrou a porta de entrada para seus aposentos privados. Tudo estava escuro, mas ela sentia sua presença. Ela olhou para os cantos, para ver se, talvez, ele estava sentado na escuridão. Ela caminhou através de uma outra porta, que estava entreaberta. A luz vaga filtrava pela fenda. Ela olhou para seu quarto. Como ela própria enfrentou os jardins, as cortinas não tinham sido fechadas. A luz do luar fluía, dando forma para a cama e suas cortinas e as molduras e móveis. E para ele. Ele não estava dormindo. Ele estava na cama, porém, quase sentado contra os travesseiros, com o peito nu esculpido pelo luar e uma perna dobrada em cima do lençol branco que cobria a maior parte inferior do seu corpo. Ele não se moveu quando ela entrou. Ele nem sequer a cumprimentou. Ele apenas a observava enquanto ela colocava a luminária sobre uma mesa. A sala tremeu com o que estava nele. Ela reconheceu o tumulto. Ela pensou que Easterbrook havia domado a confusão, mas esta noite, por alguma razão, ela tinha triunfado novamente. Ela perguntou se ele iria revelar o mesmo humor sarcástico que Edmund poderia empregar para mascarar a desordem de sua alma. "Eu sou grato por você está aqui", disse ele. Ele parecia sincero. Mas, então, um homem esperando prazer provavelmente seria grato, a prova de que ele não seria negado. Ela não podia se preocupar com as suas razões. Ela mal conhecia as suas. Não tinha sido sua mente que pediu a ela para vir a ele, depois de tudo. Ele tinha argumentado fortemente que ela não fizesse isso. A contabilidade detalhada tinha sido feita em seu quarto, listando todos os custos. A soma final deveria ter desencorajado qualquer mulher. Em vez disso, seu coração tinha notado a quantidade, então preencheu-a em uma onda de saudade. Ela não iria pegar o debate novamente. Sim, isso foi um erro. Sim, ela iria se arrepender em breve. Sim, muitas perguntas ficaram sem resposta. Sim, até mesmo as memórias podem não sobreviver depois que o mundo exigir o seu pagamento.


"Eu sabia que deveria resolver a questão de forma diferente, mas não consegui." Ela caminhou até o lado da cama e entrou embaixo do lençol. "Eu só peço uma promessa sua primeiro." Ele esperou para ouvi-la, sem reação. "Você tem que me permitir sair quando for a hora. Você deve me ajudar a terminar o que vim fazer, então, permitir que eu volte para o meu irmão. Ele precisa de mim. Eu tenho deveres para com a minha família que são iguais aos seus." "Eu não posso permitir que você saia por aquela porta, agora que você está aqui. Você tem a sua promessa, mas não espere que eu goste dela." "Eu não preciso que você gosta dela. Eu não pediria tanto. É assim que deve ser, no entanto. Não posso me esquecer de quem eu sou." Ela foi até a janela e fechou-a para brisa gelada da noite. "Você é linda ao luar, Leona. Você sempre foi. Fica aí um momento para que eu possa vê-la." Ela perguntou o que ele via. Não era a garota que tinha ido para o jardim naquela noite em Macau, mesmo que seu cabelo caísse como ele fez naquela noite, e a roupa branca fosse a mesma coisa. Ele beijou-a em seguida. Fazia muito tempo que ele esparava isso e ela quase chorou com a beleza da intimidade. Ela nunca tinha esquecido aquele beijo. "Tire a sua camisola." Seu comando deixou claro que ela não era mais aquela garota e que ela tinha vindo aqui para mais do que um beijo doce. Ela arrancou as fitas de sua camisola simples. A lacuna em seu pescoço cresceu até se afundar em seus ombros. Ela puxou-a e deixou cair no chão. Ela olhou pela janela, porque, apesar de toda sua ousadia esta noite, ela não era tão experiente para que pudesse ficar nua assim e não se sentir envergonhada. A vulnerabilidade foi contida nas profundezas eróticas, no entanto. Sua atenção já ventilava a baixa queimadura que a tinha torturado desde que ela reparou nele naquela cadeira perto do fogo. Suas línguas de antecipação acenderam para ela sem piedade. "Eu imaginei você assim mais vezes do que você pode imaginar. Eu vejo você em um jardim iluminado pela lua, mas você está nua como agora e perfeitamente linda." "Você imaginou a garota que eu não sou mais." "Você não era realmente uma menina. Você sempre teve formas de uma mulher sobre você. Forma de uma mulher que entende as pessoas." O que quer que o invadira tinha acalmado, mas dificilmente desaparecido. Mantinha-se, um estrondo distante, que queria crescer. "Venha aqui e se deite comigo." Ela caminhou através do quarto, subiu na cama e deitou ao lado dele. Ele se virou e apoiou seu peso em um braço para que pudesse olhar para ela. Ele acariciou para baixo de seu corpo. Ela fechou os olhos e saboreou a animada reação de sua pele a companhia da sua quente palma. "Há coisas que eu deveria lhe dizer. Explicar para você." ele murmurou. "Que coisas?" A cabeça dele caiu e ele a beijou. Não haveria explicações agora.


Ela esperava uma explosão de paixão como da última vez. Ela deveria ser puxada em um estado irracional de fome e de sensações. Ao contrário, ele a acariciou lentamente. Ele propositalmente atrasou sua entrega para o crescente que os levou no passado. O prazer cresceu lindamente, como se ele a baixasse em um banho quente de sensualidade. Seu corpo respondeu mais a fundo a esta sedução sutil, até que toda a sua consciência seguiu os caminhos de sua mão e boca. Moveu-se para cima dela e estabeleceu-se entre suas pernas abertas. Seus braços a rodearam, com o apoio dela e a levantou para seus beijos. Lentamente, muito lentamente, a boca dele a queimava e mordia e explorava. Ela se agarrou a ele e o explorou também. Tentou seus próprios beijos, saboreando-o com a boca e língua. Ele a encorajou e parecia satisfeito com seus esforços. O desejo aumentou languidamente mas aumentou tudo ao mesmo tempo. Seu corpo ficou impaciente para mais e frustrado pelo desejo tenso torcendo cada vez mais rigoroso em seu interior. Ela sentiu sua excitação perto de sua coxa, duro e grande, tão tentadoramente perto. Ele a enlouquecia. Ela tentou mexer-se apenas o suficiente, de modo que ele iria pressioná-la onde esse pulso necessitado latejava. "Você é muito impaciente", ele repreendeu em voz baixa. "Essa noite, entre todas as noites, seria melhor não me incentivar. Se eu sucumbir ao que está em mim, eu posso ser muito duro." Ele tirou os braços de seu corpo e colocou-os sobre a cama para que eles ladeassem sua cabeça. "Eu quero aproveitar você com calma hoje de qualquer maneira." Ela fez um balanço de sua posição. Ela não podia nem tocá-lo agora. "Você quer que eu fique aqui desse jeito? Completamente imóvel, sem me mover?" Ela sentiu o sorriso dele contra seu pescoço enquanto ele acariciava-a. "Eu não acho que você vai ficar assim por muito tempo. Vamos ver se você pode controlá-la por um tempo, no entanto." Ela não conseguiu muito em tudo. Quando seus beijos moveram-se para o peito e sua língua atormentou seus mamilos, ela se arqueou. Os elogios e flertes se tornaram uma tortura deliciosa. Ela quase não resistiu ao impulso de abraçá-lo, para que ela não fosse tão impotente para isso. Ele desfez o seu próprio abraço e fechou as mãos em seus pulsos, removendo essa opção. Ele exigiu que ela se submetesse ao controle do seu prazer. Ela abriu os olhos e olhou para seus pulsos, em seguida, para a forma como os seus seios subiram cheios e firmes. Suas ondas suaves roçaram sua pele. Seus dentes fecharam suavemente, parecendo uma flecha afiada para penetrar as sensações. O objetivo era baixo, aumentar a intensidade do desejo frustrado dela. O desejo subia cada vez mais alto, saturando-a com a necessidade. Ela não conseguia mais controlar suas reações. Ela começou a afundar-se naquele lugar escuro onde a sensação governava e onde o prazer tornou-se todo o seu mundo. Ainda assim, ele brincava com ela, atraindo-a mais profundamente, sua língua lambendo seus mamilos. Ela se mexeu. Seu peso e restrições a conteve, mas ela encontrou uma maneira. Leona dobrou os joelhos e levantou-os para que eles ladeassem seus quadris. Ela procurou uma maneira de pedir socorro. Gemidos se formaram em sua cabeça, e


tornou-se impaciente, carente, incitando sons. O prazer continuou intensificando-se, concentrando-se e deixando-a acessível e completa. Ele soltou-lhe os pulsos. Ela estendeu a mão para abraçá-lo, mas já era tarde demais. Seus ombros abaixaram e seus beijos desceram pelo corpo dela. Ele segurou seus quadris enquanto sua boca pressionava seu calor em seu estômago e quadris. Então não havia mais peso. Nem espera. Ela abriu os olhos. Ele se apoiou acima dela com os braços rígidos flanqueando seu corpo. Ele olhou para baixo em suas coxas abertas e joelhos espalmados e dessa maneira sua posição implorava por ele. Sua mente gritava pedidos e impulsos. Ela queria que ele a tocasse, a acariciasse, a preenchesse. Ela queria tanto que ela mal conseguia manter a sanidade. Ela gemeu sua frustração quando ele moveu-se novamente, ajoelhando entre suas pernas. Suas longas carícias em suas pernas pareciam projetadas para enlouquecê-la. A visão dele impressionava-a, no entanto. Ajoelhado, seu torso esculpido pela luz fraca, ele parecia forte e duro e no comando desta noite e dela. Seu cabelo despenteado o fez parecer menos civilizado, livre de leis e regras e maravilhoso em suas diferenças. Seu coração encheu ainda mais porque este prazer foi compartilhado com ele. Suas carícias aliviaram, suavizaram. Seus dedos se tornaram penas em seus joelhos e coxas. Os beijos mais leves se juntaram ao seu toque. Ela não conseguia respirar e seus suspiros soaram mais altos. Ela observou seu cabelo escuro em suas dobras, sentiu aquelas penas provocando-a e sua pernas abrirem ainda mais. Tão perto... Tão perto. Ela agarrou-se aos lençóis, enquanto sua pele tornava-se mais sensível. O corpo dela gritava e ela sentia como se essas penas nunca fossem parar e ela morreria de quão necessária ela se fez. Os beijos se tornaram menos aleatórios. Moveram-se em um caminho para baixo em sua coxa. Ela sabia o seu destino. O corpo dela sabia. A idéia a chocou mas suas pernas se abriram ainda mais. O primeiro toque, o primeiro beijo, a mandou girando em consciência, gemendo com gratidão e triunfo. Uma nova tortura. Um prazer tão intenso que não era natural. Ela não podia controlar seu corpo. Ela balançava e gritava e parecia que as sensações só cresciam e aprofundavam-se até que a abrangesse, a rodeasse e vibrasse de sua fonte, onde dedos suaves e beijos magistrais faziam a sua pior perversidade. Seu clímax rompeu forte. Ele deixou ir em frente. Ele não a deixaria se esconder dele, retirar-se dele. O tremor parecia continuar para sempre. Ele tomou-a em seguida. Foi duro e rude, como tinha advertido. Ela o absorveu e deixou-o soltar a tempestade. Ela sentia isso nele, sentia a turbulência escurecendo o prazer, viu o alívio se espalhando com cada impulso. Ela não o aceitaria passivamente. Em vez disso, seu corpo agitou-se novamente e os arrepios de liberação cresciam mais uma vez, até que ela se fundiu com ele em uma ferocidade de emoção e necessidade. Tudo explodiu ao mesmo tempo. A fome, o prazer, a escuridão. Ela segurou-se em cima dele durante um longo momento em que tudo, exceto suas essências deixaram de existir. A escuridão foi dissolvida. A alma dela encontrou seu corpo. Ela abraçou o homem físico novamente.


Não foi um beijo normal que ele deu a ela então. Ela não poderia nomear como era diferente, mas ele a moveu tão profundamente que seus olhos ardiam. Mudou-se para o lado e segurou-a em uma paz silenciosa. Ela estava com a cabeça em seu peito enquanto seus braços abraçavam-na de perto. O coração sob seu ouvido soava muito familiar, como se ela escutasse seu próprio pulso de vida. Sua boca descansou em um beijo longo e interminável em sua coroa. Não havia perguntas agora. Não havia confusão. Eles saíram para uma longa caminhada na manhã seguinte. Passearam pelos jardins, onde um exército de homens cuidavam das roseiras e outras plantações e os últimos campos sendo preparados para uma horta. Finalmente chegaram a um bosque. "Minha prima Caroline vai se casar. Eu tive que encontrar com ela e seu pretendido, depois que você me deixou naquele dia em que ela e Hen se intrometeram." Ele a encantou em compartilhar esta notícia de família. Se encaixava na manhã. Ontem à noite, uma compreensão mais profunda se desenvolveu entre eles. Apesar de ter nascido da paixão e da sua decisão de ir até ele, afetou mais do que sua intimidade física. "Ele é digno?" "Ele parece sério. Minha tia está feliz porque ele ganha nove mil por ano. Já a casa está mais calma agora que está resolvido." Ele encolheu os ombros. "Não era um dever que eu queria. Eu não sou mesmo seu guardião. Hayden está absorvido por sua família, no entanto, então eu concordei em fazê-lo." "Caroline está, provavelmente, muito grata." "Ela gentilmente se ofereceu para me poupar, como se conhecesse minhas inclinações melhor do que as que ela tem para me motivar." "Acho que ela pode ter motivos melhores do que você pode imaginar. Você toca o mundo, Christian, mesmo que você não queira que ele te toque." Ela recebeu um olhar afiado, pensativo por isso, mas sua expressão se suavizou rapidamente. "Pelo menos eu estou confiante de que será um bom casamento. Ele a ama tanto que ele não vai se importar quando ela revelar seu verdadeiro eu. Ela tem escondido isso, devido à sua mãe. Ela não é tão vaga e sem forma como ela parece." "Talvez ela já tenha revelado a si mesma. Talvez seja por isso que eles estão apaixonados." Ela não podia resistir cutucá-lo, literalmente e de outra forma. "Você mais uma vez está extraordinariamente certo de seus pareceres de que eles estão apaixonados, que Caroline tem escondido. Será que toda menina tem um primo tão preciso sobre sua felicidade futura?" Ele reagiu com mais atenção do que sua provocação lúdica justificava. Ele caminhou, pensativo. Ele puxou-a para um local onde as copas das árvores quebravam para permitir que a luz solar penetrasse, parou lá e tomou-a nos braços. "Eu não apenas acho que a minha opinião sobre esse casamento é precisa. Eu sei que é." "Assim como você sabia que Alexia daria à luz a um menino?" "Isso é diferente. Outros eventos estão envolvidos. Isto é apenas sobre os sentimentos de duas pessoas. Eu lhe disse ontem à noite que eu gostaria de explicar algumas coisas. Essa é uma delas."


Ele parecia tão sério. Então.... vulnerável. Isso era um pensamento estranho de ter sobre o homem de todos os homens, mas entrou em sua mente, apesar de sua expressão severa. Ela não se atreveu a fazer pouco do que quer que seja que ele pensou ter revelado agora, mesmo que era, provavelmente, nada mais do que a desculpa de um homem por sua arrogância presunçosa. "Então explique, Christian. Agora eu não estou entendo nada." "Vou tentar, apesar de eu nunca ter colocado isso em palavras antes." A carranca foi formada. Sua atenção voltou-se para dentro, como se ele procurasse um meio de expressar algo impossível de se articular. "Minhas percepções são melhores do que a maioria quando se trata de pessoas, Leona. Eu percebi a diferença quando eu tinha cerca de doze anos de idade. Até então eu presumia que todos pudessem ter certeza das intenções e sentimentos de outra pessoa e eu não entendia por que as pessoas agiam como se não fosse." "Pode ser que outros não assumissem que as suas percepções eram precisas, como você faz." "Você não está me ouvindo, talvez porque seja uma coisa muito estranha para entender", ele murmurou. Então ele falou com firmeza. Quase com raiva. "Eu não assumo. Eu sei. Está apenas lá. Eu só tenho que prestar atenção para ter certeza. Mesmo quando eu não presto atenção, mesmo quando eu tomo cuidado para não saber, ele está no ar à espera para eu reconhecê-lo, como um ruído silencioso." Ele observou a reação dela. Ela tentou manter sua expressão impassível. Ele descreveu algo bizarro, mas ficou claro que ele realmente acreditava que ele possuía essa capacidade. Ele balançou a cabeça, exasperado. "Agora você acha que eu sou louco também. Foi um erro falar sobre isso." "Não é loucura. De modo nenhum. É só... você está dizendo que você lê a mente dos outros? Você conhece os seus pensamentos?" "Eu conheço as suas emoções. Minhas interpretações das razões para as emoções e os pensamentos que as acompanham, poderiam estar erradas, ainda que com a experiência, elas raramente são agora." Ele a soltou de seu abraço e pegou a mão dela novamente e voltaram para a copa das árvores. Ela sabia que ele tinha confiado a ela algo muito importante. Se ele nunca tinha se expressado antes, havia uma razão. Sua referência a loucura angustiava-a. Ele sempre brincou sobre esse boato. Agora, parecia que havia algo nele que o fazia se perguntar se isso era verdade. "Você percebeu quando tinha doze anos, você disse. Deve ter sido assustador, ver a diferença em si mesmo em uma idade tão jovem." "Foi um inferno", ele rosnou. Ele tomou uma respiração profunda e controlando o que quer que seja as memórias que sua pergunta evocava. "No entanto, era também um alívio. Isso explicou muitas coisas. Eu fui capaz de evitar mal-entendidos depois disso. Com o tempo eu aprendi que essa sensibilidade é incomum apenas em seu grau. Eu percebi que quase todos possuem isso até certo ponto. Acabei por ter mais do que a maioria." "Ainda... Eu não compreendo o que você descreve, Christian. Eu gostaria, se você estiver disposto a tentar explicá-lo ainda mais."


"Eu faria se eu pudesse, Leona. Eu estou perdido sobre como fazer isso, no entanto. Seria melhor esquecer que eu falei sobre isso." Eles não podiam fazer isso agora. Ele deveria saber disso. "Você sente o que os outros sentem?" "Eu não falo de simpatia, mas a empatia. Alguma vez você já passou por um carro fúnebre e sentiu a tristeza da família lá dentro? Você não compartilha a tristeza, mas você sabe que está lá e sente a sua presença. Quando Isabella chegou a você na outra noite, você não sentiu o medo dela, mesmo antes dela falar ou você ver a expressão dela?" Ela começou a ver o que ele queria dizer. Às vezes, as emoções de outra pessoa estavam no ar e não se podia evitar reconhecê-las. Era assim com ele, às vezes. Certamente ela possuía uma sensibilidade aumentada quando se tratava de seu desejo. Afetava-a fisicamente e era quase tangível entre eles. Até mesmo os seus estados de espírito mais escuros, ela não tinha que ver a raiva nele para saber quando as tempestades se reuniam. Ela os percebeu antes mesmo que ela entrasse em seu quarto de dormir na noite passada. As implicações a assustaram. "Se isso está sempre lá para você, então quando você está com alguém as suas emoções estão presentes também." "Sim" Quando ele era criança, ele conhecia os sentimentos de seus pais em relação a ele. Não apenas pelo amantes, mas as raivas e decepções, e a indiferença, se ela existisse. Quando jovem, ele percebia a reação de cada menina quando ele a conhecia, e a verdade de cada amigo ou sua falsidade. Mesmo agora, com sua família, com seus colegas, ele sabia mais do que eles poderiam querer. Mais do que ele poderia querer. "A princípio, parece maravilhoso, ter tais insights. No entanto, posso ver como isso pode ser uma maldição." disse ela. "Há alguma utilidade na forma como as pessoas costumam fingir com o outro. Não estou certa de que todos nós poderíamos viver juntos sem alguma dissimulação." Ela pensou em como era ser capaz de sentir as emoções de outra pessoa a qualquer momento. Seria horrível se ela não pudesse escolher ser poupada. Era uma maravilha que ele não tinha enlouquecido depois de tudo. "Há poder nisso, é claro", disse ela. "Um perigoso poder, se uma mente for usálo." Ele mal hesitou, mas a pausa ainda estava lá. "Sim". "Também possa haver dor, eu acho." A pausa esticou mais desta vez. "Sim". "É por isso que você se retira do mundo? Para poupar-se? Para poupar os outros?" "Em parte. Eu suspeito que eu teria uma baixa tolerância para os jogos da sociedade, mesmo se eu fosse o mais normal dos homens, no entanto." Só que ele não se retirou totalmente. Ela não podia ignorar o que isso significava. "Perdoe-me, por agora contemplar a extensão da minha desvantagem, Christian. Estou lembrando de todas as emoções que eu experimentei enquanto estive perto de


você. Eu estou tentando não me ressentir de que você não me deu um aviso justo. Eu acho que uma repreenda severa está em ordem." "Algumas pessoas são imunes. Mais resguardadas talvez. Você é uma dessas pessoas. Eu não me intrometo em sua alma, Leona. Eu juro que eu nunca tive essa habilidade ou essa tentação com você. Nem agora. Nem em Macau." Era um de seus apelos, ela suspeitava. Talvez seu único recurso. A maioria das pessoas ansiava por conhecer a mente de seus amigos íntimos. Easterbrook provavelmente encontrou na ignorância uma trégua e alívio. "Alguma vez você já faz mal uso disso? Eu posso pensar em algumas maneiras." "Confesso que me permitiu ter o meu caminho com as mulheres muito facilmente." "Eu suspeito que ainda o faz. Isso foi muito ruim da sua parte. Elas não tinham a menor chance." "Eu gosto de pensar que todos os pecados que resultaram de conhecer seus prazeres muito bem foram perdoados pelo próprio prazer." Ele não parecia nem um pouco arrependido. "E eu vou admitir que eu ganhei mais dinheiro no jogo do que deveria, quando eu estava na universidade." "Tal como aconteceu com o passado, isso era errado, mas dificilmente perigoso." "As tentações mais sinistras consegui frustrar em sua maior parte e agora eu evito-as." Mas elas existiram. Claro que sim. Seria difícil não explorar uma vantagem tão invasiva. A luta contra a atração que pode ser a pior parte desta aptidão estranha que ele professa. "Principalmente, agora eu uso-o para saciar minha curiosidade sobre as pessoas. Especialmente se me sentir obrigado a fazer um julgamento sobre elas. " "Tal como o jovem pedindo a mão de Caroline?" "Eu acho que eu posso ser desculpado por isso. A felicidade futura da minha prima estava em jogo." "Mas você não tem essa vantagem comigo, você disse. Nem um pouco?" Claro que ele não tinha. Ele teria permanecido em silêncio, caso contrário. E ele tinha jurado. Mas.... "Se eu tivesse, eu gostaria de saber se você está pensando que eu sou um monstro sobrenatural agora, Leona. Ou pior, com pena de mim por ter uma aflição incurável." Suas sugestões a horrorizava. Ela desejou que ele pudesse ler suas emoções só desta vez, então ele saberia com certeza que ela não abrigava tais reações. "Eu não acho que você seja sobrenatural. Eu sei que não é de todo louco também. Estou feliz que você me disse. Eu entendo Edmund muito melhor agora, e Easterbrook também." Ela colocou a mão em seu rosto e olhou para ele. "Nem eu tenho pena de você, mas eu suspeito que isso foi uma terrível maldição quando você era jovem e ainda é ruim, mesmo agora, quando você está tão admiravelmente acomodado. Eu acho que eu não poderia viver com isso." Ele segurou-lhe a mão em seu rosto, em seguida, virou-se para beijá-la. Ele fechou os olhos e sua boca pressionou a palma da mão por um longo tempo. "Eu confio em você para manter isso para si mesma, Leona." "Ninguém mais sabe? Nem mesmo seus irmãos?"


"Eles não iriam entender." No entanto, ele tinha pensado que ela poderia. Ele confiava nela com este segredo. Ele tinha arriscado que sua reação poderia ser de horror ou zombaria, ou até mesmo medo. Ela estendeu ambas as mãos e segurou seu rosto. Ela abaixou-o para que pudesse beijá-lo e fez com que ele tivesse certeza de que não era um beijo de piedade. O desejo enviou seus filetes para baixo de seu corpo. Ficaram assim um longo tempo, compartilhando o fogo mútuo que não precisava de percepções especiais para reconhecer no outro.


Capítulo 18

Leona nunca mencionou a conversa no bosque

novamente. Christian a viu pensando em suas revelações às vezes, no entanto. A pergunta entrava em seus olhos e ela tentava adivinhar o que ele estava percebendo. Isso aconteceu uma vez, quando um criado entrou em uma sala onde estavam, mas principalmente ela verificou para se certificar de que ele não estava sabendo muito sobre ela. Ele não a culpava por pensar sobre ele, não importa que perguntas ela quisesse fazer. Estava feliz que ela tinha pelo menos tentado acreditar nele e não havia julgado com muita severidade. Seu contentamento aumentou ao longo dos dias por causa disso. A paz que ele conhecia em sua presença aumentou dez vezes, agora que ele tinha confiado nela. Ele nunca tinha percebido o quanto o próprio segredo criava um isolamento, mesmo quando ele aceitava a companhia de outras pessoas. Ele teria preferido ficar em casa com ela. Sua cama teria sido sua escolha particular de localização. Ele sabia que não devia fazer isso. Não era tão idiota ao ponte de virar uma estadia de prazer em um inferno de imposição. Ele fez um esforço para impedir que ela se entediasse. Durante os próximos dois dias, ela se juntou a ele, enquanto ele andava através de sua propriedade. Era velada sua ignorância das melhorias que seu administrador fizera na terra. Os inquilinos que passavam nos campos não eram tão talentosos em fingir que sua inspeção era uma ocorrência regular. "Eles estão olhando estupidamente para nós", disse Leona, após uma hora sofrendo com os olhos arregalados. "Isso é porque você é muito bonita." Eles passearam com seus cavalos, passando por um grupo de agricultores sentados para à sua refeição matinal. Leona maliciosamente os observou com o canto do olho quando ela passou. "Não foi meu rosto que surpreendeu aqueles homens", disse ela. "Eles olharam para você muito firmes antes de suas bocas se abrirem." "É possível que eles tenham me confundido com Hayden. Nós somos muito parecidos." "E a reação boca aberta quando eles perceberam que não era ele? Você não comparece muito a esta propriedade, não é? Nem um pouco." "Hayden lida com o administrador da terra. Ele tomou conta dela quando eu viajei e mostrou-se tão talentoso que não havia nenhuma razão para fazê-lo parar."


"Tenho certeza de que ele executa o serviço magnificamente. No entanto, a terra é sua. As vidas dessas pessoas dependem de você. Eu acho que tranquiliza-os ver você ter pelo menos um pequeno interesse na propriedade hoje." Sua voz permaneceu doce, até mesmo especulativa, como se expressasse um pensamento passageiro. Ele ouviu uma reprimenda de qualquer maneira. Quando passaram ao próximo campo, sentiu-se obrigado a reconhecer a forma como o trabalho parou. Ele fez uma demonstração de que estava olhando para a cultura. Um rapaz com não mais do que doze anos sorriu e acenou em resposta ao momento de atenção do senhor. Leona acenou de volta. O pai do garoto acenava agora também. Christian sentiu as rédeas de Leona baterem em sua perna. Ele levantou a mão. "Está vendo? Eles estão muito felizes em vê-lo. Eles vão falar sobre isso por dias." Podia imaginar o que diriam. Estas pessoas boas não preenchem os salões de Londres, mas a sua fofoca era a mesma coisa. Dois dias depois, Leona acompanhou-o até à aldeia de Watlington. Eles visitaram as lojas e Leona comprou alguns boches. Christian examinou as prateleiras enquanto ela terminava sua compra. "Essa loja parece interessá-lo," ela disse quando eles estavam na pista novamente. "Eu não piso nela desde que eu era um menino. Muita coisa mudou." "Você não visita esta vila, agora, não é?" Ele não conseguia se lembrar de quando ele tinha visitado, com exceção para o casamento dos Bradwells. "Muitas vezes não." "É como a sua presença em festas e jantares ou ir ao parque durante a hora da moda. Seus hábitos normais não incluem essas coisas." Ela puxou delicadamente e disfarçadamente sua gravata. "Até mesmo isso. Você tinha poucos motivos para usar uma há um mês." "Você vale uma gravata de vez em quando." Ela sorriu para ele e seus olhos refletiram a luz do sol da manhã. "Estou lisonjeada que você pense assim. Você me honra com a sua perseguição, a um grau que eu não entendo. Todas essas multidões, era desagradável para você." Não era muito desagradável. Não tanto quanto ele esperava. Mesmo agora, neste dia de mercado em Watlington, com corpos empurrando por todo lado, a maldição o afetava muito menos do que no passado. A presença dela ao lado dele fazia a diferença. Sua atenção tinha pouco tempo ou espaço para mais ninguém. Se eles conversavam ou ele sonhava com as noites passadas e aquelas que estão por vir, ela criava um lugar de liberdade e calma em que ele provava uma vida normal. "Eu não estou sacrificando a mim mesmo, se é isso que você supõe", disse ele. "Se você sacrificar um pouco, eu não me sinto mal. Você está me ensinando algumas coisas muito más e você deve pagar alguma coisa pela minha complacência vergonhosa." "Tudo o que você quiser é seu, Leona, se você obedecer ou não." Ela corou lindamente no início, em seguida, uma sombra entrou nela. Ela voltou sua atenção para colocar os boches em sua bolsa. "Posso pedir-lhe para ser fiel à sua palavra algum dia, Christian."


O mais provável era que sim. Ele poderia se arrepender desta oferta impulsiva que nasceu de um desejo de regá-la com presentes. A felicidade estava fazendo-o estúpido. Ela sorriu um sorriso muito particular que o tornou mais estúpido ainda. "A condescendência não ficará sem suas próprias recompensas. Você deve muito pouco em sua conta." A bajulação agradou-o até um certo ponto ridículo. À medida que caminhavam, sua mente naturalmente contemplava que outras conformidades poderia ser obtida. Ela estava errada, é claro. Ele já devia a ela mais do que ele jamais poderia pagar e tinha pouco a ver com prazer. Pior, ela já tinha avisado que quando ela ligasse os pontos, seu custo seria a perda dela. Tendo abandonado o bom senso, Leona foi em busca dele por uma semana. Ela tristemente admitiu para si mesma que Easterbrook a mantinha em transe, tão saciada, que ela não poderia ter encontrado o bom senso, mesmo que tentasse. As lições eróticas ficaram mais ousadas, mas cada uma parecia a coisa mais normal e natural de aprender. Ela ficou acostumada a sua voz calma guiando-a. Normalmente ela ficaria tão louca que a sugestão não a chocava em tudo. Ele sabia como garantir que ela quisesse o que ele queria. Ele descobriu o que lhe dava prazer muito bem. Na manhã após a sua sexta noite em Aylesbury, sentaram-se para o café da manhã em seus aposentos. Ela usava nada mais do que sua camisola e ele descansava em calças apressadamente vestidas. Os criados serviram a refeição como se ambos, marquês e amante, estivessem vestidos para um passeio em Birdcage Walk. Ela observou o floreio com que tudo foi preparado. A casa tinha ficado viva esta semana. Os criados todos andavam rapidamente. "Eles estão felizes que você está aqui", disse ela quando eles se sentaram à mesa. "Quem?" "A criadagem. Os empregados. Sua visita dá-lhes um fim." Ele olhou para onde um homem varria a lareira. "Eu confio que eles não esperem que se torne um lugar comum agora." "Você não se importa com a Abadia de Aylesbury?" "Eu costumava odiar. Agora... " Ele deu de ombros. Ela se perguntou por que ele odiava, mas aquele encolher os ombros desanimou qualquer pergunta sobre o assunto. Ele voltou sua atenção para outro lugar, mas, eventualmente, ele retornou para ela. "Esta não foi uma casa agradável, quando eu era um menino. Minha mãe temia meu pai, e tinha motivos para isso". "Você temia-o também?" "Quando criança, eu fiz. Mais tarde, eu tive pena dele e, no momento em que ele morreu, o desprezei. Agora eu simplesmente ignoro a memória dele." Ele apontou para o quarto de dormir. "Durante anos eu me recusei a usar estes quartos. Então eu percebi que era uma forma perversa de sentimentalismo. Então, eu bani a sua presença através da imposição da minha própria sobre os espaços que ele ordenou.


Mas, sim, eu ainda não gosto de Aylesbury, embora eu não tenha pensado nisso nesta semana que passou." "A governanta disse que sua mãe passou muito tempo aqui, no entanto. Escrevendo poemas, disse ela." "Ela ficou reclusa aqui durante os últimos anos de sua vida. O resto de nós viveu em Londres. Gostávamos de visitá-la e ela fingia se importar. Mas ela raramente deixava a biblioteca ou as câmaras de sua própria mente. Havia outros que suspeitavam que meu pai tinha cometido um crime grave. Ela, infelizmente, sabia que era verdade." Ele fez uma pausa. "Ela só sabia". A maneira como ele disse isso, da mesma forma como ele descreveu sua própria maldição, fez Leona piscar. Ele achava que isso foi herdado. Era por isso que ele se retirava fisicamente no final da sua paixão? Não só para poupá-la da conseqüência comum de um caso, mas também para garantir que nenhuma criança viveria o que ele viveu? Seu coração se apertou com a evidência de que ele assumiu que deveria evitar ser pai. Ela não tinha morado em sua revelação nos últimos dias. Não afetou diretamente a ela, e mais ninguém compartilhava desta vez com eles. No entanto, aqui estava, inserindo-se novamente, afetando sua compreensão dele e as escolhas que ele fez. "Ela estava correta em seu conhecimento?", ela perguntou. "Você estava percebendo a mesma coisa?" "A culpa impregnava dela. Endurecia-a. Assustava-a." Sua mandíbula contraiu-se "Ele matou um homem por causa dela. Não com qualquer pretensão de honra também. Não foi um duelo. Ele assassinou um homem." A revelação surpreendeu-a. Ela não imaginava que uma sombra assim pairava sobre sua família. "Tem certeza? Você apenas sabe, como fazia, ou você procurou os fatos? " "Eu tenho certeza, mas eu escolhi não confirmar os fatos." "Então você pode estar errado. Ela poderia estar errada também. Talvez a culpa viesse de outra coisa. Você disse que não lê mentes e deve interpretar o que você sente. Eu gostaria de confirmar uma coisa antes de eu condenar uma pessoa. A verdade é que você só acredita, Christian. Você realmente não sabe." "Talvez você esteja certa. Conto com a chance de que você esteja. Se eu buscar a confirmação, esse canto de ambigüidade termina. Eu prefiro deixar as piores partes de seu legado não reclamados." O correio chegou com o café, o pão e os peixes que ele preferia na parte da manhã. Ele olhou através das cartas. "Minha visita ao município tem sido observada. Os convites estão chegando." Ele começou uma pilha deles em um lado, enquanto ele folheava a correspondência. Uma carta recebeu mais do que um olhar de passagem. Ele entregou a ela, e continuou com o resto. Ela segurou a carta, mas apenas olhava para ele. A expressão dele tinha desaparecido. Não havia absolutamente nada nele que ela pudesse ver para indicar que as coisas estavam erradas. No entanto, seu descontentamento era como uma névoa escapando de sua alma.


Isto é o que ele queria dizer, ela percebeu. Todos nós possuímos essa percepção com os nossos íntimos. Isso só era incomum porque ele também fazia isso com estranhos e conhecidos casuais. Ele não era tão estranho quanto ele pensava. Ela poderia explicar isso para ele. Não mudaria o que ele experimentou, mas ele poderia achar que é bom saber o quanto ele tem em comum com outras pessoas. "Você não vai ler isso, Leona?" "É claro." Ela voltou sua atenção para a carta. O dia brilhante instantaneamente perdeu sua inocência. Lady Lynsworth havia escrito. A notícia triste soou dentro do coração de Leona. Estava tão afetada que ela não conseguia ler as palavras na frente de seus olhos. Ela sabia, simplesmente sabia, que a carta significava o fim deste idílio. O homem do outro lado da mesa também sabia. Ela leu a carta. Lady Lynsworth expressava emoção e gratidão. Tong Wei tinha trabalhado maravilhas com Brian. Tanto que Tong Wei estaria retornando a Londres em dois dias. A carta terminou com um longo parágrafo de alívio sincero e declarações de amizade eterna. Outra carta apareceu de repente em cima da mesa na frente dela. "Isso é um convite para uma reunião na cidade na próxima semana", disse Christian. "Você gostaria de ir?" O convite era para ela especificamente. Ele segurava um idêntico em sua própria mão. "Isto é apropriado? Convidar a sua amante? " "Eles estão convidando a minha hóspede. Quanto à sua relação comigo... Esta casa é muito grande, os criados são muito discretos, a fofoca não pode ser provada, e eu sou Easterbrook." Ela segurou as duas cartas. Mais uma vez ele estava permitindo que ela tomasse uma decisão. Apenas havia ocasiões em que uma pessoa não podia ignorar o mundo e optar por seguir seu coração. A confusão voltou, mais horrível do que na sua primeira noite em Aylesbury. Ela se ressentia de Lady Lynsworth pela carta, mesmo sendo em resposta a sua própria carta enviada seu primeiro dia aqui. Ela não queria que suas obrigações interferissem com a proximidade que ela experimentou com Christian. Ela fechou os olhos e imediatamente a intimidade a banhou, só de lembrar isso. O silêncio perfeito enquanto estavam juntos, a liberdade que eles compartilhavam e a maneira como seu coração se enchia da melhor forma, enquanto ela estava em seus braços. Ela tinha provado emoções raras aqui e ela acreditava que ele se juntava a ela em si. Ele poderia ser tanto Easterbrook e Edmund se quisesse. Ele não tinha que esconder as tempestades em sua alma o tempo todo. Ela olhou para cima e encontrou-o olhando para ela. Ele estendeu a mão e pegou a mão dela, segurando-a por alguns instantes. Então ele a puxou suavemente. Seu corpo levantou em resposta ao comando silencioso. Ele puxou-a em volta da mesa e a colocou sentada em seu colo. Ele sabia como obscurecer a confusão. Ele sabia como seduzi-la para longe de todos os pensamentos. Leona se rendeu rapidamente. Ela queria esquecer por um


tempo mais longo pois estava claro que isso não iria durar. Só que ela não esqueceu inteiramente. Sua garganta queimava mesmo quando sua paixão aumentou. Ele tirou sua camisola e virou-a para que ela o encarasse. Suas pernas balançavam e as coxas ladeavam sua cintura. Ele afrouxou as calças, a levantou, e baixou-a e então eles se juntaram. Ele brincou com os seios até que ela oscilasse em um ritmo de necessidade desesperada. Levou um longo tempo para ela encontrar a satisfação. A tristeza quis intrometerse. Ele esperou por ela, subjugando a sua própria ferocidade à saudade doce que imbuía o prazer desta manhã. Não houve cataclismo naquele momento. A paz invadiu-a lentamente, liberando um fluxo de felicidade. Ela segurou a cabeça e os ombros em um abraço e sua respiração aqueceu seu peito. Ela aceitou tudo o que seu coração e sua alma experimentou, mesmo a dor que fluía dentro da beleza e da pureza de sua intimidade. Ocorreu-lhe, com a sua mente limpa, que poderia adiar o acerto de contas para sempre se o seu corpo não a traísse. Deus sabia que ele estava tentando. Eles estavam de volta na cama e o café da manhã permaneceu intocado. Ele tinha usado o prazer impiedosamente com ela antes, para derrotar o lembrete de suas responsabilidades que tinham penetrado em sua mente com aquela maldita carta. Ele ainda flutuava entre esquecimento e o mundo, entrelaçado com ela. Era muito parecido com o estado alcançado em meditação, só o seu eu não desapareceu. Em vez disso, sua consciência enchia a paz escura. E, ao que parece, mais do eu poderia estar lá também. Não só o seu eu, mas sua essência. Suas preocupações. Sua tristeza. Nestes momentos de serenidade, ele a conhecia melhor do que ele já tinha conhecido alguém, nem mesmo a si mesmo. Ele adivinhou o que estava por vir, mesmo antes dela retirar-se para si mesma. Ele sentiu seu retiro e soube. "Eu preciso voltar para Londres, Christian." Ela falou baixinho, bem perto de sua orelha. "Não, você não precisa." "Eu ficaria aborrecida pela maneira autoritária que você falou se eu não estivesse tão satisfeita. Eu tenho pouca vontade para esse argumento agora. Você sabia que eu não iria ". Ela ainda abraçava-o. Fora da janela, ele podia ouvir os jardineiros trabalhando. Se ela estivesse certa sobre isso? Será que a visita do seu senhor dar-lhes um fim? "Nada está sendo feito aqui", disse ela. "Eu diria que muito está sendo feito aqui. Você está aprendendo bastante sobre o prazer para durar uma vida." "Eu não preciso de lembretes do que eu poderia ter." Seu abraço afouxou. Ela se levantou em seus braços para que pudesse ver seu rosto. "Lady Lynsworth escreveu que Tong Wei vai estar de volta em Londres em dois dias. Eu estarei segura na cidade com ele lá. Eu já não tenho uma desculpa para ficar aqui. "


"Você tem a melhor desculpa." Só que ela realmente não sabia. Essa não era uma mulher que deixaria o prazer decidir seu caminho. Ela deixou isso muito claro quando ela veio até ele. Ele iria tentar uma tática diferente, por todo o bem que faria. "Você deve considerar por que voltar para Londres e o que você pretende fazer quando você estiver lá." "Eu não tenho que planejar. Eu já sei. Vou ver os transportadores que você disse que seu irmão providenciou para conhecer-me. Também vou visitar Denningham, do jeito que você me prometeu." "Eu já te disse que você não vai descobrir nada valioso dele. Seu escriba errou ou mentiu." "Sua certeza tem mais peso agora, é claro. Já não se destaca como uma mera opinião. No entanto, eu ainda quero conhecê-lo, por isso estou certa também." Ela era implacável. Era hora de distraí-la novamente. Ele tentou adiar a ocasião, por assim dizer. Ele falhou. Maldição. "Eu tinha a esperança de adiar esta conversa hoje, Leona." Ela sorriu maliciosamente. "Você conseguiu magnificamente por horas. No entanto, mesmo o grande Easterbrook não pode mantê-lo para sempre." Seu dedo suave traçou por seu torso até que deslizou sobre o objeto de sua piada. Aquele toque era tudo que precisava. Descobriu-se que ele poderia mantê-lo mais uma vez depois de tudo.


Capítulo 19

Ele conseguiu adiar a conversa, mas ela esperava

por eles. Sua nuvem sombria do dia. Ao cair da noite Leona concluiu que, se ela não forçasse a questão, poderia levar meses antes dela sair de Aylesbury. Ela pensou em Gaspar, pela primeira vez em dias, enquanto se preparava para a noite. Sentia-se culpada para o grau que ele tinha caído de sua mente. Ela viu a sua confiança nela quando eles se separaram. Seu negócio precisava desesperadamente das alianças que tinham vindo forjar e ele achava que ela seria bem sucedida. Ele confiava em seu julgamento mais do que era razoável e dependia dela mais do que era sábio. Ela poderia querer ficar em Aylesbury para sempre, mas ela iria falhar com ele se ela fizesse isso. Ela desceu para os aposentos de Christian mais cedo do que o normal naquela noite. Encontrou-o ainda vestido com camisa e calça, sentado no escuro. Seu silêncio lhe disse que ele estava meditando. Ela desejou que tivesse aprendido ela mesma. Seu coração aumentou com temor sobre a linha para entrar. Seria útil escapar à paz que Tong Wei disse que poderia ser encontrada com a perda de si mesmo, onde desejos e ambições são abandonadas. Ela colocou a luminária para baixo, como sempre fazia, então sentou-se em uma cadeira. Ele saiu de seu retiro e a viu. A abstração levantou-se quase que imediatamente. Sua atenção centrada nela. "Eu estarei indo embora amanhã", disse ela. "Se você não for enviar-me em sua carruagem, vou contratar uma para Isabella e eu." Ela se preparou para uma tempestade. Nenhum brilho. Nem calor. Nem tumulto. Ele calmamente considerou o que ela havia dito. "Você deveria saber que você não irá para lugar nenhum, Leona, em minha carruagem ou qualquer outra, a menos que eu permita." Ela engoliu em seco. "Estou confiante de que você vai permitir isso." "Você tem mais fé em mim do que eu." "Eu tenho fé que você vai manter sua promessa." "Eu prometi permitir que você voltasse para o seu irmão. Não para Londres." "Você sabe que eu não posso voltar para a China até que eu volte a Londres em primeiro lugar." "Isso não é verdade." "Você pretende fazer de mim uma prisioneira? Para criar uma nova escolha, esta casa ou um navio para Macau? Eu posso ficar com você ou eu posso voltar para casa tendo falhado em meu propósito? " "Propósitos". Ele enfatizou o plural, com firmeza. Fortemente.


Cada parte dela se acalmou. Não se tratava de mantê-la aqui. Talvez não fosse mesmo sobre o desejo dela. Ele a manteria a partir do segundo objetivo, e faria com que ela sacrificasse o primeiro, se necessário, a fim de fazê-lo. "Se você está preocupado com a minha segurança em Londres, Christian, quanto mais cedo eu terminar minhas perguntas, mais rápido eu estarei salva." "Não vale a pena o risco. Mesmo com Tong Wei para protegê-la, mesmo comigo... Eu disse-lhe para deixar isso. Agora eu vou dizer de novo. Mesmo com a vitória você vai ganhar pouco e correr riscos com a sua segurança e os negócios de seu irmão com essas perguntas." Ela odiava como ele se sentava lá, com a maldita certeza de seu julgamento. Ela olhava para ele, mas ele ainda dominava a sala e ela. Ele nem sequer tinha que se mover para fazer isso. Ele também não se comprometia. Ele usava o seu poder em silêncio, mas ainda camuflado nele. Ele sabia que poderia detê-la. Ele a assustou como ele queria. Ela afastou-se dele. Seu coração lhe pedia para capitular, para fazer qualquer coisa para que esta noite não terminasse em tristeza, mas ela tinha que saber agora. "Christian, em nossa primeira noite aqui, eu disse que tinha dúvidas. Você se ofereceu para responder a uma pergunta. Eu estou pensando que escolhi a errada. Eu esqueci quem eu era, afinal. Devo fazer outra agora." Ele não respondeu. Seu silêncio minou sua coragem. O Lorde esperou para ouvir a pergunta. "Meu pai tinha um diário. A metade de uma folha de couro em que ele escrevia os padrões que ele via e os nomes que ele descobriu em seus esforços para expor os contrabandistas e seus mestres. Eu nunca mais vi isso depois da noite que você deixou Macau. Eu não encontrei-o em seus pertences particulares depois que ele morreu. Você pegou-o quando você partiu?" "Sim". Ela fechou os olhos, para que ela pudesse conter o que a sua admissão fez com ela. A decepção afligiu tanto o seu coração que isso afetou-a fisicamente. Seu estômago ficou nauseado. Ela temia que, se ela olhasse para ele de novo, ela veria um homem diferente do que ela estava presa. Ela poderia de repente perceber todos os tipos de aspectos do rosto e do caráter que a excitação tinha cegado antes disso. Seus olhos queimavam. Seu bom senso sempre avisou que o seu interesse tinha segundas intenções ou indiferentes na melhor das hipóteses. Estes últimos dias, porém, ela se permitiu acreditar de forma diferente. "Você não quer saber por que eu peguei, Leona?" Sua voz, tão perto, a sobressaltou. Ela abriu os olhos. Ele havia deixado sua cadeira e agora estava bem na frente dela. "Pense novamente naquela noite, Leona. Para o perigo que você viu e sentiu. Você se refugiou na raiva e ação, mas eu podia ver o seu terror. Mesmo o seu pai, que tinha sofrido outros ataques e perdas, não podia acreditar que tinham sido tão ousados a ponto de disparar naquele navio ali em Macau." Ela deixou sua mente derivar de volta. Para a fumaça e as vãs tentativas de parar o incêndio. Ela viu seu pai, pálido e com cara de atordoado. Ele estivera naquele navio


apenas uma hora mais cedo, mostrando a seu irmão como verificar um documento de embarque de uma carga. Foi mera sorte que eles tivessem desembarcado antes do esperado. "Eles tentaram matá-lo." Sua fúria daquela noite passava novamente por ela agora. "Eles não conseguiram, mas eles o quebraram do mesmo jeito. E toda a evidência que ele tinha, todas as provas, estavam nesse diário que você roubou. Maldito. Eu procurei por ele. Eu ia fazer o que ele não podia mais fazer e acabar com tudo. Eu teria conseguido a palavra do vice-rei imperador em Canton. Eu teria..." "Você teria conseguido se matar. E ele. E talvez o seu irmão também. Levei o diário para que você não pudesse fazer isso." "Eu acho que você pegou por outras razões." "Não havia nenhuma outra razão. Naquela noite, provou-se que aquilo era maior do que o seu pai poderia lutar. Maior do que você poderia lutar. Levei o diário para protegê-la." Ela queria acreditar nisso, mas ela estava além de acreditar em qualquer coisa agora. "Você ainda o tem? Você tem, não é? Eu quero isso." "Não." Frustração arrancou sua compostura e fez seus dentes rangerem. "Eu preciso acabar com isso." "Você não vai acabar nada. Você pode provar que seu pai estava certo. Você pode descobrir os nomes dos homens aqui na Inglaterra que lucram com o comércio. Você pode até expô-los ao desprezo do mundo. Mas, mesmo se você for bem sucedida, isso não vai parar. Os negócios da sua família vão mais uma vez ser punidos e você vai voltar a estar em perigo. Você já está." Ela não podia acreditar que ele era tão implacável. Tão insensível. Ele queria fazer mais do que protegê-la, também. Ela apenas sabia. Ele teve a posse desse diário por anos. Ele tinha lido. Ele sabia que iria ajudá-la, mas ele não queria permitir por razões próprias. Ela olhou para a última semana, as emoções e as descobertas. Essa conversa a fez duvidar de tudo que ela tinha percebido e acreditado nele. "Eu quero o diário, Christian. Você disse em Watlington que eu poderia ter tudo o que eu quisesse." Sua raiva finalmente apareceu. Sua mão cortou o ar, em gesto de um lorde com uma finalidade. "Eu não quis dizer isso." "Não, você quis dizer jóias ou sedas ou presentes. Distrações, então eu não iria fazer qualquer outra pergunta ou fazer um pedido que incomodasse você." "A maioria das mulheres se contentaria com jóias e sedas, dane-se." "Se eu fosse qualquer mulher, você não iria me querer. O que preciso fazer para que você me dê esse diário? Você disse que queria qualquer coisa que eu permitisse. Se eu disser que permitirei alguma coisa, balançaria você? " Ele considerou. Ela poderia dizer. Ele olhou para ela de uma forma que a fez tremer. Tremendo por dentro, escondendo o modo como seus mistérios mais escuros ainda podem atraí-la, lamentando o quanto ele havia se tornado um estranho novamente, ela conseguiu encará-lo para baixo.


"Você insulta a ambos, Leona. Se eu quisesse que você fosse minha cortesã, eu teria resolvido os termos no início. Essa é a prática habitual. Eu não percebi que a sua missão condenada significava mais para você do que seu próprio orgulho." Sua repreensão serviu como um tapa. A raiva se quebrou para que ela pudesse ver o que tinha acabado de fazer. Sua respiração ficou presa com a crueldade de suas palavras e pelo jeito que ela tinha contaminado tudo o que tinham compartilhado. Ele se afastou dela, fisicamente e em todos os outros sentidos. Se uma porta se fechasse em seu rosto, seu desgosto não poderia ter sido mais evidente. "Muitas vezes, você provoca o melhor de mim, Leona. Agora você está incitando o pior. Seria melhor se você fugisse antes que eu aceite a oferta que você acabou de fazer." Ela segurou as lágrimas que queriam derramar. Ela caminhou até a porta com a dignidade que ela poderia convocar. Uma vez fora dos seus aposentos, ela correu. Ela voou para a sua cama, onde ela chorou mais forte do que ela tinha feito em anos.


Capítulo 20

A mensagem chegou com uma bandeja de café da

manhã ao amanhecer. O criado explicou que Lorde Easterbrook tinha dado ordens para a carruagem ser preparada para ela às nove horas. Isabella chegou logo depois. Ela também havia recebido uma mensagem. Ela silenciosamente começou a arrumar as malas. Leona não poderia tolerar qualquer alimento. Ela olhava cegamente para o jardim, enquanto Isabella colocava para fora seu conjunto de viagem. Não houve sono na noite passada, apenas um estupor de tristeza que ainda entorpecia seus sentidos. "Você o desagradou?", perguntou Isabella calmamente. "Eu pedi para ir embora." E ela estava indo embora, mesmo que isso parecesse que era ele quem estava mandando-a embora. Porque ele estava mandando-a embora. Ela não mentiria para si mesma que ele apenas cedeu aos seus desejos em organizar seu transporte. Isabella franziu a testa enquanto ela derramava a água para o banho. Ela murmurou para si mesma em chinês. "O que você está dizendo?", Perguntou Leona. "Perdoe-me, mas eu estava dizendo que os europeus são um povo estúpido." Ela ajudou a Leona com sua camisola. "Você estava me chamando de estúpida? Ou ele?" "Pode haver estupidez suficiente para compartilhar. No entanto, não é difícil de agradar a um homem, de modo que seria necessário uma mulher estúpida desagradar alguém que estava tão ansioso para ser hipnotizado." Era fácil ser estúpida se você estava com raiva e imprudente se falasse precipitadamente. Ela conjurou centenas de maneiras de ter terminado aquela conversa ontem à noite que não fosse do jeito que tinha terminado. Ela tentou obter algum consolo de que pelo menos ela tinha afetado seu projeto inicial. Ele não iria impedi-la. A vitória parecia muito pequena esta manhã e não foi suficiente para aliviar a dor em seu peito. Seu coração acreditava que tinha perdido mais do que ela ganhou e recusou-se a ouvir a razão. Isabella começou a escovar seu cabelo. "Eu tenho um livro. Minha mãe me deu isso. Eu vou dar a você." "Um livro?" "Um livro de cabeceira. Trata-se de prazer. Minha mãe recebeu de seu primeiro amante. Ela me deu quando partimos. Ela sonha que eu vá me tornar uma concubina de um grande homem aqui. Ela esperava que fosse diferente com os europeus se eles não estivessem em Macau." Ela escovou um pouco mais. "Meu pai gostava deste livro. Tem algumas fotos."


"Isabella, Lorde Easterbrook e eu tivemos um desentendimento na noite passada, mas não foi por isso." "Minha mãe diz que, se há um desentendimento, esse é o caminho para acabar com ele." "Isso não é tão simples." "Eu vejo. Claro. Perdoe-me." Isabella continuou escovando, mas Leona a ouviu murmurar as mesmas palavras em chinês novo. Os europeus são pessoas estúpidas. Não demorou muito tempo para se preparar para a partida. Alguns empregados chegaram a dizer adeus a Isabella. O mordomo da casa exercia as suas funções. Easterbrook estava longe de ser visto. Leona imaginou ele dormindo naquela grande cama. Ou talvez ele estivesse acordado e meditando. Muito provavelmente ele estava aliviado por ter terminado com ela. Depois de uma vida de isolamento, seria antinatural gastar tanto tempo em companhia de outra pessoa. Ela olhou para a casa grande, enquanto a carruagem começava sua jornada. As janelas no terceiro andar atraíram seus olhos. Uma sensação estranha entrou nela. Ela sentiu a presença dele lá em cima, olhando-a ir embora. Ridículo, claro. Seus aposentos ficavam para o jardim, não na frente da casa. Ele era o único com as percepções especiais e não ela. Seu humor suave apenas tinha jogado truques sobre ela, esta manhã, enquanto ela ansiava por algum sinal de que ela não tinha perdido-o completamente. Ela se acomodou em seu assento. Ao lado dela, Isabella estava levantando uma valise. "Será que é um presente da governanta?", perguntou Leona. "Eu não sei. Ele estava na carruagem quando entramos, no chão aqui. Você acha que isso é um presente? Ou talvez haja presentes dentro?" Isabella desatou a valise, abriu-a e olhou para dentro. Ela fez uma careta, fechou-a e colocou-a para baixo. "Sem presentes. Foi deixado aqui por acaso. Ela contém algo velho, um livro sujo. " Elas percorreram algumas centenas de metros antes das palavras de Isabella cutucarem através da melancolia de Leona. Ela olhou para a valise, em seguida, inclinou-se e levantou-a no colo. Ela abriu. O cheiro de couro flutuava sobre ela. Ela olhou para dentro e viu o diário de seu pai. A carruagem se afastou, desaparecendo na última névoa da manhã. Christian assistiu até que não havia mais nada para ver. Lá em baixo, viu um cavalariço trazendo seu cavalo ao redor. Suas ordens foram para preparar a sua própria montaria, assim como a carruagem. Ele voltaria para Londres também, só não com Leona. Ele não tinha nenhum desejo de compartilhar a carruagem com ela enquanto ela lia o diário. Depois da noite passada, ela não iria aceitar qualquer explicação dele sobre o que ele revelava sobre seu pai. Esse diário iria convencê-la da certeza de que ele tinha ido para Macau inclinado sobre a traição para proteger o nome de Easterbrook. Ela era inteligente o suficiente para compreender o resto de suas revelações, também. As razões para o seu perigo seriam mais claras. Ele não achava que iria


impedi-la, no entanto. Ela tinha que ver através disso. Ainda bem. Provavelmente, o perigo não acabaria se ela desistisse e fosse para casa agora mesmo. Alguém tinha concluído que ela sabia demais. Agora que ela tinha o diário, ela sabia. Ele voltou para seus aposentos. Era sua imaginação, com certeza, que o cheiro dela ainda permanecia aqui. Ele abriu as janelas para a brisa fazer o trabalho rápido de sua inclinação para a nostalgia. Os jardineiros estavam ocupados, mais uma vez, cortando e podando e amontoando o solo. Havia famílias onde o senhor e senhora sabiam o nome de cada funcionário, mas esse não era o estilo nas mansões de Easterbrook. Ele tinha tão poucas reuniões com empregados quanto possível. Você toca o mundo, mesmo que você não queira que ele te toque. Ela tinha um talento especial para segurar os espelhos, parecia. Uma tosse baixa invadiu o silêncio. Ele se virou para ver o mordomo da casa, perto da porta. "Você enviou a carta ao Sr. Miller com elas, Thurston?" "Entreguei a um dos criados eu mesmo, senhor." A carta tinha ordenado a Miller para quadruplicar a guarda na casa de Leona. Ela podia pensar que Tong Wei era tudo o que precisava, mas Christian queria mais proteção para ela do que um homem se ela iria deixar o santuário da Abadia de Aylesbury. Ela sofreria essa intomissão quer ela concordasse com ele ou não, até que ele voltasse para Londres, encontrasse os homens que a ameaçaram e acabasse com isso de uma vez por todas. "Eu vim para dizer que o seu cavalo está pronto, meu senhor." Christian olhou para o jardim, onde ele e Leona tinham passado muitas horas agradáveis. Seu olhar varreu o quarto de dormir. "Diga aos cavalariços que eu mudei de ideia." Thurston curvou-se e começou a recuar para fora do quarto. "Espere. Vou montar. Apesar de tudo. Eu não estarei partindo por alguns dias, no entanto. Envie uma carta ao administrador da terra para que me encontre na passarela sobre o córrego, às dez horas. E envie-me aquele sujeito que estava me servindo." Thurston inclinou-se e recuou um pouco mais. "O nome dele, Thurston. Qual o nome dele?" "Quem, meu senhor?" "Aquele jovem que me serviu." "Aquele era Jeremias. Ele é um homem jovem, sóbrio e dedicado. Eu tenho as mais altas expectativas para ele." Christian foi para o vestiário, contente que ele tinha definido seu comportamento para os próximos dias. Ele teria que se lembrar de perguntar a Thurston o nome do administrador da terra também. Talvez, uma tarde dessas, ele calvagaria até Watlington e visitaria os Bradwells. Imaginou a reação da Sra. Bradwell quando ela o encontrasse em sua porta. Ele enviaria um convite para eles virem jantar com ele em vez disso, para que pudessem evitá-lo se preferissem. Os planos iluminaram o humor dele, mas ele sabia que era uma finta. A atividade não seria nada mais do que uma distração da certeza absoluta de que ele tinha perdido a alegria da semana passada.


Ainda assim, ele permaneceria em Aylesbury por um tempo. Ele iria aquecer-se na primavera quente que Leona havia criado aqui, antes de retornar para o inverno vazio de seus aposentos em Londres. Leona ouviu a conversa cantada do lado de fora da porta do seu quarto. Isabella e Tong Wei conversavam em chinês. Ela não entendia mais do que algumas palavras, mas ela sabia que eles falavam sobre ela. Ela não se importava com isso ou sobre qualquer outra coisa. Ela só queria dormir. Só que ela nunca conseguia. Não totalmente. Horas passavam enquanto sua mente pairava no limite da consciência. Memórias a agitavam, em seguida, voavam para longe. Especulações entravam ocultamente sob seu espírito amortecido. Nas poucas ocasiões em que ela acordava totalmente, a tristeza mais revoltante desfiava sua compostura. Seu coração não poderia acomodar o quão errada ela estava em relação a Christian. Errada, porque queria estar errada. Errada porque ainda era o coração de uma menina, infantil e sonhadora. Ela queria muito acreditar que um homem jovem, bonito e misterioso só apareceu em Macau, na casa de seu pai, por um capricho do destino. A prova que tivesse sido de outra forma estava lá desde o início. Mais foi acrescentada desde que o viu novamente em Londres. Ele havia questionado-a em seu propósito aqui que primeiro lugar. Ele mantinha um olho nela e a distraiu, seduzindo-a para longe de descobrir a verdade. Seu coração lamentava, enquanto ela lia o diário. Por seu pai, cuja personalidade vinha através de cada anotação que mapeava o medo crescente e determinação inabalável. Por sua inocência e seu amor tolo, quando ela viu as linhas onde ele vinculava Easterbrook a toda questão. Easterbrook tinha sido o único Lorde que ele acreditava com certeza ser um dos donos da companhia secreta que contrabandeava o ópio. Ele não tinha descrito por que ele se manteve em um. Ele, no entanto, fez anotações que indicavam que não era só ópio que estava envolvido. Em vez disso, ele descreveu um enredo, um longo e antigo contrabando de chá e luxos para a Inglaterra e suas colônias também. Se ele estiver certo, não eram apenas as leis do imperador chinês que tinham sido quebradas, mas também aquelas da Inglaterra. Por que Christian colocou o diário na carruagem quando ele ligava seu pai a tais crimes? Talvez ele se sentisse obrigado, depois que ela lembrou-o de sua oferta de dar-lhe qualquer coisa. O mais provável é que simplesmente tenha sido o presente de despedida que ele decidiu que ela merecia. Ela tentou não imaginá-lo. Ela lutou para esquecer seu argumento da última noite. Apesar de todas as revelações, seu estúpido coração ainda ardia, quando ela pensava nele. Ela não tinha nada para se desculpar e ela odiava a forma como a dor não ia embora. Ele a acusou de tratar o seu romance como algo básico, mas ele só tinha perseguido-a desde o início pelas razões mais insensíveis.


Uma mão tocou seu ombro, interrompendo-a em seu delírio. Ela abriu os olhos para ver Isabella ao lado da cama. Tong Wei olhava para ela também. Ele segurava uma tigela. Isabella moveu a cadeira à esquerda da cama. Tong Wei a direita "Você vai comer agora". "Eu não estou com fome." "Você vai comer." Ele levou uma colher à sua boca. Ela bebeu um caldo picante. Seu cozinheiro inglês contratado não tinha feito isso. Ela segurou sua mão longe e sentou-se na cama e pegou a tigela nas mãos. "Você não deveria estar me servindo assim. Eu o farei." Ele olhou para ela. Sempre que ela fazia uma pausa, ele começava a aproximarse para pegar a tigela novamente. Ela continuou a beber para que ele não se rebaixasse em seu nome. "Você não perguntou sobre o irmão de Lady Lynsworth", disse ele. "Você me afastou do meu dever aqui, você me deu uma tarefa que deixou você desprotegida para o pior perigo, mas você não perguntou se o rapaz vai sobreviver." Ela bebeu mais caldo. Alguns grãos de arroz assentados no fundo da tigela. "Será que ele vai?" "Não." "Ela acha que ele vai." "Ele está livre agora. Ela mais uma vez vê o irmão que ela conhecia. No entanto, ele é fraco. Eu não acho que ele queira a liberdade, tanto quanto ela acha que ele quer. Algum dia ele vai sucumbir novamente." "Eu sinto muito em ouvir isso." "Você sabia que provavelmente seria assim." "Você já esteve errado antes." Ela rezou pelo amor de Lady Lynsworth que Tong Wei estivesse errado novamente. Ele sentou-se placidamente enquanto ela comia arroz. Ele pegou a tigela e colocou ao lado. "Você está definhando?" "Definhando? Meu Deus, onde você aprendeu essa palavra, Tong Wei? " "É o livro que eu estou lendo. Eu também vi em um poema. Os ingleses parecem definhar. Eu não sei o que isso significa, mas eu pensei que talvez você estivesse fazendo isso. " "Eu não sou o tipo de mulher que definha". "Você não é o tipo de mulher que fica em sua cama, se não estiver doente, mas você está aqui." Sim, lá estava ela. "Eu fiz uma confusão de coisas, Tong Wei". "Isabella disse que você tinha caído em desgraça com o marquês." "Ele também caíu em desgraça comigo. Completamente. A pior parte é que eu acho que Easterbrook não vai me ajudar agora." Não era realmente a pior parte, seu coração sussurrou. Recusando-se a reconhecer a outra dor não iria fazer isso ir embora. "Ele ainda ajuda, mesmo que a gente não queira isso. Existem homens seus aqui o tempo todo. Muitos. Eles carregam pistolas à vista. Eu digo a eles para irem embora, mas eles não o fazem."


"Mesmo que seus homens fiquem aqui para me proteger, eu acho que não vou vê-lo novamente. Haviam apresentações para comerciantes importantes a serem feitas que agora eu perdi." A expressão de Tong Wei permaneceu branda, mas ela sabia que sua mente considerava o problema. Enquanto ele fazia isso, Isabella entrou novamente no quarto e abriu as cortinas. "Se o marquês não vai fazer isso, então você deve fazê-lo sozinha", disse Tong Wei. "Se você sabe os nomes desses homens, você deve ir e falar com o seu irmão." Ela sabia os seus nomes. Ela abordou o assunto uma noite em Aylesbury, brevemente, e Christian havia dito a ela. "Eles não vão me receber." "Você poderia, talvez, dizer que o marquês recomendou você a eles, não pode? Não é uma mentira. " Não era uma mentira, mas era uma "quase mentira." Tong Wei estava certo. Ela precisava fazer o que podia. Ela tinha que tentar, pelo menos. Eles não poderiam navegar para casa até que ela terminasse o que veio fazer. "Eu tenho motivos para pensar que um deles conhecia o meu pai. Vou tentar com ele primeiro." Ela só recentemente percebeu que esta antiga conexão existia. O nome deste expedidor também tinha aparecido no diário de seu pai. "Eu vou preparar um banho", disse Isabella. "Você vai se vestir. Amanhã você vai sentir-se melhor e saber o que fazer. " Tong Wei chegou para a esquerda e Isabella jogou para trás as roupas de cama. Leona forçou-se para ficar de pé. Definhar podia esperar. Ela tinha o resto de sua vida para isso, depois de tudo.


Capítulo 21

Daniel St. John não fazia uso regular dos escritórios

particulares que ele mantinha em Londres. Leona descobriu isso quando a sua primeira visita não resultou em resposta à sua batida na porta. Ela voltou em cada um dos próximos três dias. Finalmente, no último ela encontrou-se com sucesso. Um funcionário abriu a porta do escritório para ela, Tong Wei e três dos guardas de Easterbrook. Ele levou o seu cartão embora. Ela ensaiou sua "quase mentira" enquanto esperava. Leona esperava que o Sr. St. John não fosse examiná-lo também de forma crítica. Tong Wei tomou uma posição perto de uma janela, olhando para fora do mesmo jeito que ele tinha feito naquele dia na sala de estar. Ele estava sempre em alerta agora, apesar dos guardas que enchiam a casa e o jardim. "O que você vê?", Ela perguntou. "Ele ainda a segue", disse ele. "O cavaleiro sobre o cavalo marrom. Ele nem sequer tenta esconder a sua presença agora." Ela olhou por cima do ombro. Lá embaixo na rua o cavaleiro em questão, chapéu de aba sobre os olhos, corajosamente parado perto do cruzamento a quarenta metros atrás da carruagem dela. "Ele quer que eu o veja. Ele quer que eu tenha medo. Isso é tudo o que significa." Tong Wei sacudiu a cabeça, mas não em desacordo. "Antes de tudo isso acabar, eu acho que alguém vai morrer. Meu dever é ter certeza de que não seja você. Faça suas alianças rapidamente, para que eu possa voltar ao seu irmão." O secretário voltou então. Ele a conduziu até o escritório novamente. O Sr. St. John foi gentil o suficiente enquanto ele a recepcionava e até mesmo um toque cortês em sua saudação. Um homem com um rosto bonito e surpreendente, mas havia algo intransigente a respeito dele. Ele a convidou para sentar-se, em seguida, sentou-se em outra cadeira. Ele era o tipo de homem que deixava alguém desconfortável desde o início, não importa o quão educado ele poderia ser. "Como você me achou?", Questionou. "O Marquês de Easterbrook sugeriu que eu deveria encontrar com você." Ele sorriu. Ele não fez muito para suavizar o que era, por natureza, uma boca bastante cruel. "Talvez ele tenha feito, mas Easterbrook não lhe deu este endereço. Ele nem sequer o tem ainda." Oh, meu Deus. "Eu visitei o Royal Exchange e perguntei onde eu poderia encontrá-lo. Um funcionário nos escritórios da Lloyd’s mencionou estas salas."


"Que indiscrição dele." "Por favor, não faça nada contra ele. Confesso que o seduzi descaradamente." "Eu espero que não existam muitos homens que sejam suscetíveis quando você faz isso." Não era uma lisonja. Ele a colocou sobre a observação que ele não era um desses homem, se fosse estúpida o suficiente para pensar que ele poderia ser. Ele se estabeleceu de forma mais confortável, no entanto. Ele não ia mandá-la embora. "O que você quer comigo, senhorita Montgomery?" "Quando Lorde Easterbrook mencionou você, eu reconheci o nome. Você é conhecido na Ásia, é claro. Eu pensei que você fosse francês, mas eu fiquei interessada em conhecê-lo quando eu soube que você está em Londres agora." "Senhorita Montgomery, duas vezes agora você mencionou o nome de Easterbrook com facilidade. A implicação é que ele lhe enviou. No entanto, eu sei que ele não o fez. " "Você sabe?" "Seu irmão me procurou. Eu concordei em vê-la, mas eu pedi uma reunião a sós com Easterbrook primeiro. Isso não ocorreu." "Você encontrou-me, senhor. A ajuda do Lorde Easterbrook foi removida e eu estou fazendo a minha maneira, mais uma vez. Eu rezo para que você me ouça de qualquer maneira, talvez pelo fato de ser um velho conhecido do meu pai. " Sua referência o surpreendeu. "Eu não sabia que você sabia disso." "Recentemente, li algumas de suas anotações. Em uma delas, ele especulava sobre os contrabandistas de ópio e listou capitães e carregadores que possam estar disponíveis para dobrar o comércio. Ao lado de seu nome, ele anotou: “Nunca. Eu o conheço e isso é impossível." Confesso que é uma razão pela qual eu decidi me aproximar de você em primeiro lugar." "Meus navios não levam cargas de escravos também. Só para você saber, no caso queira. " "Nós temos o mesmo pensamento, eu lhe garanto. Nós não queremos esse comércio." "Talvez você deva explicar o que quer." Ela descreveu seu desejo de uma aliança que iria expandir o alcance de seu irmão e melhorar a eficiência de suas rotas de comércio. Ela sugeriu que, se St. John a contratasse para fazer uso dos porões da Montgomery e Tavares, ele poderia expandir seu próprio negócio. "Senhorita Montgomery, o que você descreve é de pouco benefício para mim. No momento, é assim. Em cinco anos, no entanto, a aliança que você propõe pode ser muito rentável." "Nós não queremos esperar tanto tempo." Sem uma aliança, talvez não sobreviveriam por muito tempo. "Por que iríamos ter mais interesse do que agora?" "Os monopólios restantes da Companhia das Índias Orientais não vão sobreviver a próxima renovação de licenças. Quando o comércio entre a Inglaterra e o Oriente estiver aberto a todos, as ligações de sua família com os comerciantes chineses de Canton se tornará muito mais valiosa. Assim como qualquer parceria que possa forjar com vocês." Sua visão do futuro fez muito sentido, mas a sua última frase a deixou consternada.


"Parceria? Eu não propus uma parceria." "Nada menos iria me beneficiar. Eu também exigiria uma participação de controle na companhia resultante. Os pontos fortes e dimensões de nossas situações atuais justificam isso. " "Se houvesse uma parceria, eu acho que deveria ser igual. Isso seria mais justo." "Eu duvido que seus ativos sejam até mesmo um décimo do meu. Além disso, há outras questões que desequilibram as coisas." "Estamos em Canton. Isso por si só inclina as balanças de volta a nosso favor." Ele balançou a cabeça. "Seu irmão está em Canton, não você. Ele ainda está verde e como uma mulher você não tem permissão lá. O negócio é muito dependente de você e por mais admirável que tenha sido seu sucesso, seu sexo limita seu alcance. A recusa de seu pai em ignorar os contrabandistas enfraqueceu você e seus navios ainda são vulneráveis. Se eu jogar com você agora, eu preciso ter uma mão livre para lidar com tudo isso, para garantir que você, de fato, sobreviva para o futuro." Ele soletrou suas vulnerabilidades muito bem. "É a Companhia do meu irmão agora. Eu não posso efetuar o tipo de parceria que você descreve, sem o seu acordo." "Eu tenho um homem na Índia. Vou lhe dar uma carta quando você navegar de volta. Se o seu irmão for favorável, levará essa carta para o meu contato em Calcutá. Ele saberá o que fazer assim que ele ler." O Sr. St. John assumiu que só iria dar um jeito. Ele sabia o quão tênue a solvência de Montgomery e Tavares tinha sido nestes últimos anos. Ela tinha a esperança de forjar alianças informais que oferecessem alguma proteção, mas parecia que este embarcador aceitaria apenas uma fusão, onde ele engoliria toda empresa de seu pai. "E o meu irmão? O que devo dizer a ele sobre sua posição nessa parceria desigual?" "Desde que ele detém a licença de Country Trader, ele será necessário, desde que o sistema atual continue em vigor. Se ele provar ter suas habilidades, sempre haverá um lugar para ele. Se não, ele vai dividir os lucros, mas não as decisões. Eu vou querer uma das minhas pessoas em Canton com ele, assim que o acordo for atingido, no entanto." "Eu posso ver que eu tenho muita coisa a considerar. Eu nem sei como apresentar isso quando eu voltar para casa ou como aconselhá-lo." "Considere a sua vontade e aconselhe quanto for necessário. O monopólio da Companhia das Índias Orientais não vai acabar amanhã, e, como eu disse, esta parceria é de pouco benefício para mim no momento." Pode ser um trunfo importante para Montgomery e Tavares, no entanto. Ela suspeitava que haveria menos episódios com os piratas e autoridades portuárias se a mão livre de St. John estivesse no trabalho. Ela levantou-se para ir embora. Ele acompanhou-a até a porta e abriu para ela. "Se me permite perguntar, Sr. St. John... Como foi que o meu pai conheceu você?" "Nós fizemos uma pequena negociação em conjunto. Foi há muito tempo. Eu não passava de um garoto."


"E, no entanto, ele formou uma forte opinião de seu caráter. Você poderia me dizer como você o conheceu? É raro para mim falar com alguém que o conhecia naquela época." Ela parou na porta, esperando que ele cederia a ela. "Talvez você deva se contentar com suas memórias, senhorita Montgomery." "Minhas lembranças são de um homem lutando para sobreviver. De um homem velho antes do tempo." Ele examinou-a criticamente. "Pode ser melhor se eu lhe disser. Isso pode afetar a decisão de seu irmão e sua influência. Eu não quero que você, mais tarde, pense que eu enganei você." "Me enganou? Eu não entendi." Ele fechou a porta. "Eu tinha um navio naquela época e meu uso dele poderia ser imprudente. Eu não estava acima de um pequeno contrabando nos reinos orientais que proibia o comércio normal. A costa chinesa é um grande problema, e muito porosa. Seu pai havia comprado uma carga de vasos de bronze na Índia. Ele me pagou para entregá-los à costa, quarenta léguas ao norte de Canton." "Vasos de bronze? Ele pagou para contrabandear vasos de bronze na China?" "Mais ou menos como contrabandear carvão em Newcastle, não é? Isso atormentou a minha mente enquanto eu navegava em direção a China. Uma noite eu fui lá embaixo e abri uma caixa e examinei esses vasos. Eles não estavam vazios. Eles estavam cheios com ópio." Sua acusação a deixou atordoada. "Isso não é possível. Eu não acredito em você." "Acredite no que quiser, mas eu contrabandeei para ele e essa era a verdadeira carga. Tudo foi para o mar, senhorita Montgomery. Eu entreguei os vasos como contratado e nada mais e eu nunca lidei com seu pai de novo." Um sentinela estava em Grosvenor Square. Christian notou-o assim que ele virou o cavalo para a rua. Todo mundo notou Tong Wei também. Ele poderia ser uma estátua, ele permanecia assim ainda. Uma estátua exótica, vestido em poços de safira de seda, com o rosto sem idade fixa em determinação. Ele se moveu e bloqueou o cavalariço de pegar o cavalo de Christian. Um segundo, Tong Wei estava imóvel e no próximo o seu rosto estava voltado para o próprio Christian. "Você deve vir agora", disse ele. "Acho que ela vai falar com você." Christian entregou as rédeas para o cavalariço. "Tenho certeza de que ela não quer. Também não posso dizer nada para torná-la menos irritada." "Ela não está com raiva. Isso seria normal. Saudável ". Tong Wei balançou a cabeça. "Ela não tem sido ela mesma. Está pior hoje, não melhor. Você virá e ela vai falar com você." Tong Wei foi embora. Christian entrou em sua casa. "Há quanto tempo o chinês esteva lá fora?", ele perguntou ao criado que levou seu chicote e luvas.


"Dois dias, senhor. Ele foi o primeiro lá ontem, de manhã cedo. Lady Wallingford exigiu que ele saísse, mas ele parecia não entender o que estavam dizendo. Senhor Elliot a visitou à tarde e nos disse para deixá-lo." "Isso foi um conselho sábio." Ele não iria querer que Tong Wei fosse insultado pelos criados. Nem ele queria ver o estrago se Tong Wei sentisse a necessidade de se defender contra eles. Leona não tinha enviado ele aqui. Ele veio por conta própria. Tong Wei não era um homem que se preocupava com brigas de namorados e sua preocupação era profunda. Se ele tinha ficado na rua por dois dias, à espera de reconhecimento, havia uma boa razão. "Eu vou precisar de uma nova montaria. Diga ao cavalariço para trazer o meu baio¹ ao redor assim que ele estiver selado." Ele encontrou-a no jardim, sentada sob a pequena árvore que tinha oferecido a entrada para os intrusos. Ela notou que ele a observava há três metros de distância. Um meio sorriso triste foi formado, então ela olhou para a grama a seus pés. Não foi muito bem-vindo, mas ele esperava pior. Ele aproximou-se e sentou-se ao lado dela no banco de pedra. "Tong Wei está preocupado com você." "Tong Wei pode ser um velho às vezes." "Ele leva o seu dever muito a sério. Você não pode culpá-lo por isso. Seu comportamento lhe diz respeito. " Ela suspirou com exasperação. "Eu não tenho que ser tagarela o tempo todo. Eu não tenho que estar sempre ocupada. Estou em período de reflexão também, não posso? Tong Wei reflete o tempo todo. Você tem desperdiçado a metade de sua vida na reflexão. Por que eu deveria ser desprovida de pensamentos mais profundos, até mesmo por um dia ou dois?" Ele preferiu ignorar sua irritação fácil, mas ele não perdeu sua crítica aos seus hábitos. "Ele não acha que essa melancolia é causada por qualquer emoção que ele entenda." "Ele foi até você e lhe disse para vir aqui?" Sua cor rosa aumentou com seu embaraço. "Ele não deveria ter imposto isto." "Não foi nenhuma imposição. Eu teria vindo de qualquer maneira." E ele teria. Ele teria encontrado outra desculpa se Tong Wei não lhe entregasse uma de presente. "Eu poderia ter me lavado primeiro e mudado meus casacos, mas eu pretendia visita-la." Seu olhar correu para ele. Ele leu a pergunta em seus olhos. Por quê? Porque realmente? Por que se preocupar? Por que incomodar os dois? Por que enfrentar suas suspeitas? Por que discutir novamente? Ele não sabia. Porque ela não tinha deixado seus pensamentos durante esses dias distante, ele supôs. Porque após a atividade terminar e ele estava sozinho consigo mesmo, um novo vazio aparecia em seu isolamento. Porque ele ainda a queria. "Eu li o diário", disse ela. "Eu sei por que você o levou e por que você não queria dá-lo a mim." ___________________ ¹

raça de cavalo cuja pelagem é marrom e sua cauda e crina são pretas.


"Eu não o li até recentemente, assim você sabe mais do que eu já fiz até há duas semanas. Levei-o pela razão a qual eu disse, Leona. Nenhuma outra. Seu pai estava determinado a prosseguir as suas investigações, não importava o perigo. O fogo no navio dizia que ele poderia pagar com sua vida. Ou a sua. Levei-o, mas não para proteger ninguém além de você. " "Mas você adivinhou o que estava nele." Ele havia escolhido não advinhar. Não saber. Havia muito disso em sua vida. "Você nunca se perguntou como eu cheguei até a porta do seu pai? Por que ele me aceitou como um convidado?" "Você era Inglês. Eu achava que você tinha uma carta de apresentação." "Eu não tinha uma carta. Eu só tinha um nome. Eu lhe trouxe saudações do Marquês de Easterbrook. Cheguei no Oriente antes a notícia da morte do meu pai tornar-se conhecida, por isso ele pensou que eu falava por um homem vivo." "Mas porquê?" "Eu já tinha visto a contabilidade e os documentos do meu pai. Eu tinha os nomes de homens em lugares como Canton e de Macau e na Índia e eu usei-os como trampolins. Eles deram a direção para uma viagem sem rumo. Reginald Montgomery de Macau era um desses nomes. Eu juro que eu não sabia como e por que nossos pais se conheciam. E eu usei um nome falso, porque o meu uso do ópio me envergonhava ao mesmo tempo que me encantava." Ela permaneceu cética. Claro que ela fez. Ele não a culpava. "Quando ele me falou sobre seus problemas e sua convicção dizia que havia homens na Inglaterra lucrando bastante com o contrabando... eu suspeitei da conexão então" ele admitiu. "Ele estava confiando tanto quanto me interrogando. Ele queria saber se eu sabia alguma coisa ou tinha sido enviado pelo marquês pelas razões que você suspeita." "Minhas suspeitas, e a sua, se encaixam nos fatos melhor do que a sua história faz, Christian." "Não há nada que eu possa fazer sobre isso. Eu não espero que você acredite em mim. Isso levaria mais confiança do que você pode ter e muito mais do que eu esperaria." Seu rosto caiu. Ele nunca tinha visto seu olhar tão triste antes. "Não fale sobre a confiança de que eu sou capaz. Eu confiei durante sete anos, apesar de minhas suspeitas. Eu confiava, mesmo depois que eu descobri que você mentiu sobre sua identidade. Eu confiei contra o meu bom senso. Eu confiei em você o suficiente para dar a mim mesma e o meu..." Ela respirou fundo e lutou para se recompor. "A verdade é que tudo isso tornou-se uma coisa muito pequena, tendo em conta o que eu descobri há dois dias." Uma estranha mistura de reações desabou sobre nele. Preocupação com a sua profunda tristeza. Alívio que ele não tinha. O espanto de que até sua traição não seria mais do que uma pequena coisa para ela. "O que você descobriu? Diga-me agora." Com uma hesitante voz miserável ela descreveu sua visita ao embarcador St. John, e a revelação chocante no seu final. "Que o meu pai tinha sido um contrabandista, eu poderia perdoar isso. Eu poderia engolir se ele tivesse trabalhado com os homens e com a companhia secreta


para fugir das tarifas no Oriente com cargas de porcelanas e bronzes e pano." Sua respiração ficou presa. "Mas o ópio? Ele odiava. Ele desprezava os homens que o negociava. Ele morreu lutando. Foi uma acusação inacreditável e eu quase fui violenta com St. John. Mas..." novamente aquela expressão ferida. "Acho que ele disse a verdade, Christian." "Muito provavelmente não. Ele estava negociando com você. Ele pensou que isso iria torná-la mais flexível." Ela balançou a cabeça. "Ele já tem a vantagem em qualquer negociação. Ele não tinha nenhum motivo para mentir, mas eu tinha passado um vexame por que você não estava comigo, assim você saberia imediatamente se ele estivesse mentindo." Ele procurou uma maneira de convencê-la que esta história não era verdade. Sua desilusão lhe doía e ele iria mentir completamente para poupá-la se pudesse. Ele desejou que ele tivesse, de fato, estado lá com ela, então ela iria acreditar se ele desacreditasse a alegação de St. John. Havia pouca dúvida nela agora de que era verdade. Também nele. Ele explicou por que seu pai havia sido alvo de tantos problemas e coerção. O objetivo não era forçar Montgomery a se juntar ao contrabando de ópio. Eles tentaram coagi-lo para ficar em silêncio quando ele rompeu com eles. E se ele tinha sido parte dessa aliança, ele teria razões para saber se eles trabalhavam para os homens anônimos em Londres, e se estendiam suas atividades para o Ocidente, e não apenas a China. A cruzada de Reginald Montgomery havia sido ainda mais perigosa do que Christian havia compreendido. Ele explicou também a referência a Montgomery que havia enviado Christian a Macau, em primeiro lugar. A correspondência de seu pai não havia estabelecido essa conexão. O nome de Rather Montgomery estava num livro conta muito particular, com uma série de pagamentos notáveis. "Isso muda tudo, é claro", disse ela. "Que figura cômica devo ter parecido para eles, sejam eles quem forem. Lutando uma batalha moral contra os homens que antes eram parceiros de meu pai. Não é de admirar o meu pai não querer que eu me envolvesse ou me entregar o que ele sabia para que eu pudesse terminar o seu trabalho. Ele temia o que eu iria descobrir." "O que você descobriu? Que há muitos anos ele fazia isso, isso é tudo. Ele mais do que compensou por isso mais tarde. Ele parou com um grande custo para si mesmo. Ele falou contra isso e escreveu para a Companhia e os oficiais do imperador. Ele arriscou tudo, e não iria dobrar-se às suas exigências para que ele parasse. Talvez o seu zelo fosse duas vezes maior que a maioria dos homens por causa de seus pecados passados." Ela olhou para ele com uma expressão extremamente vulnerável em seus olhos. Em seguida, ela se desintegrou. Ela cobriu o rosto com as mãos, curvou-se sobre seu colo, e começou a chorar. Seu choro o deixou consternado. O que ele disse? Inferno, ele deveria estar aqui para ajudar, não...Tong Wei tinha avisado que ela não estava sozinha. Ele tomou-a em seus braços e se amaldiçoou. Ela liberou as emoções horríveis que estavam queimando seu coração. Lentamente, ela encontrou alguma calma. Sua compostura retornada.


Sua bondade tanto a confortava quanto a envergonhava. Ela se permitiu pensar o pior dele, acusá-lo de fraude, mas ele tinha vindo aqui hoje de qualquer maneira. Ele ouviu sua hitória triste com simpatia. Então ele restaurou suas melhores memórias de seu pai e pintou um retrato de força, não de hipocrisia, ao fazê-lo. Ela não podia encará-lo. Manteve o rosto enterrado em seu casaco, mesmo depois de os soluços cessarem arruinando-a. Havia coisas que ela precisava dizer, mas sua coragem falhou. Ela refugiou-se na banalidade ao invés disso. "Você estava em Oxfordshire todo esse tempo?" "A maior parte dele. Eu fiz uma pequena viagem para cuidar de alguns assuntos de família ". Sua garganta queimava novamente. Ela segurou as lágrimas. "Eu sinto muito sobre aquele desentendimento que tivemos. Eu disse coisas que..." "Você tem um temperamento forte e eu também, por isso, às vezes, vamos dizer coisas que..." Ela sorriu para a maneira como ele deixou o que não foi dito. Ele poderia ser muito sábio, às vezes. Ela aconchegou-se mais perto. A emoção carregada de paz a lembrou do humor depois de terem feito amor. "Eu lamento por ter desperdiçado esses dias", ela sussurrou. "Eu gostaria de ter pedido sedas ou jóias depois de tudo, e não o diário." Seu beijo pressionou sua cabeça. "Então vamos compensar o tempo perdido, Leona." Ele ficou com ela em seus braços e a levou para a casa.


Capítulo 22

Silêncio. Quietude. O pulso criando absoluta calma. A

consciência da perda de toda a consciência. Flutuando agora. Sem perda. Sem medo. Não há tempo. Não há som. A perturbação. O centro estilhaçando como vidro escuro. Christian abriu os olhos. Dois homens estavam a três metros de distância. "Olá, Hayden. Elliot." Hayden suspirou. "Maldição, é como se você não existisse quando você se senta no escuro assim." Ele andou a passos largos e puxou as cortinas abertas para a luz vaga da noite, em seguida, usou uma pederneira² para acender uma lamparina. "Você disse ao criado para enviar-nos aqui em cima", acrescentou. "Não se atreva a se opor e penetrar em.... no que diabos você estava fazendo." "Eu não me opus. Eu vos recebi" "Pelo menos ele já está vestido, Hayden", disse Elliot. "Claro que eu estou vestido. O jantar de hoje celebra o noivado de Caroline. Eu preciso estar lá." Hayden cruzou os braços. "O que você quer conosco?" "Sente-se." Hayden o encarou. "Por favor, sente-se." Elliot riu e se sentou. Hayden fechou a cara e sentou também. "Eu preciso falar com vocês dois sobre o nosso pai." Humor de Elliot desapareceu. A expressão de Hayden suavizou para algo mais conturbado. Emoções conflitantes antigas derramadas de ambos. Nunca estivera claro para Christian se seus irmãos tinham sido poupados ou cicatrizados por não saber sobre seus pais, tão certo como ele fazia. "Melhor deixar isso em paz", disse Hayden. "Eu também pensava assim. Fiquei feliz em condená-lo sem ter provas conclusivas. Decidi descobrir se isso foi injusto." Elliot pareceu curioso. Hayden parecia resignado. "Eu queria poder dizer que eu descobri que todos nós estávamos errados sobre ele. Eu não posso." ______________________ ² A pederneira é um sílex pirômaco, capaz de produzir faíscas quando percutido ou atritado por peças de metal, em especial o ferro. Muito utilizado em peças antigas de artilharia, espingardas, isqueiros, ettc., gera faíscas, tornando fácil se fazer fogo em qualquer clima, em qualquer altitude, até mesmo sob tempestades e neve.


Eles tinham esperado nada menos do que isso. A conclusão ainda sóbria sobre eles. "Você tem certeza?", perguntou Hayden. "Muito certo. Na semana passada, encontrei-me com o homem que agiu em seu nome, naquele assassinato." "Como eu fiz no ano passado", disse Elliot. "Ele negou isso." "Você não acreditou em sua negação, no entanto. Você admitiu isso para mim." Elliot deu de ombros. "Foi apenas um sentimento. Ele era amável. Ele parecia inocente e ignorante, mas..." Ele deu de ombros novamente. "Ele também negou isso para mim. No entanto, ele estava mentindo para nós dois ". "Você não pode ter certeza", disse Hayden. "Eu tenho certeza." Assim que eles foram apresentados, ele soube. Assim que seu título foi mencionado. "Ele finalmente admitiu para mim." "Por que ele faria isso?" "Porque agora eu sou Easterbrook e o último Easterbrook era seu parceiro no crime. Ele tinha sido pago. Eu encontrei a prova disso. Ele espera ser pago novamente, agora que eu sei a verdade." "Será que ele vai ser?", Perguntou Elliot. "Você foi inflexível no ano passado que este segredo fosse mantido no passado." "Ele não vai ser pago de novo, mas ele vai tentar isso. Senti-o conspirando enquanto nós conversamos. Ele vai me chantagear. Quando ele fizer, eu vou vê-lo no banco dos réus por isso. Eu achei que vocês dois deveriam saber, assim vocês podem se preparar para o escândalo quando tudo isso vier à tona." Christian não explicou que ele havia permitido que o canalha pensasse que ele seria bem sucedido nesse chantagem. Ele o tinha atraído para ele até que ele sabia que a isca tinha sido engolida. Ele não tinha explorado sua maldição tão impiedosamente nos últimos anos. Fez-se silêncio. Seus irmãos ponderaram particularmente as implicações de um processo público que tocava no crime de seu pai. "O inferno, Christian, o que é mais um escândalo e uma pilha de fofocas para nós?", Disse Hayden. "Esta família é um ímã condenado por isso." Elliot bufou. Ambos riram, então riram tanto que quase convulsionaram. Elliot enxugou os olhos e tentou se recompor. "Oh, não! Mais um escândalo não!", ele chiou, imitando tia Hen. "O que faremos, Hayden?" Isso os fez gargalhar novamente. Christian esperou enquanto eles tinham a sua diversão. Finalmente eles se recomporam. "Estou contente de ver que vocês fazem pouco caso do escândalo. Isso é animador. Porque há algo mais sobre o nosso pai, que provavelmente será conhecido em breve também. Ele estava entre um grupo de homens que fundaram uma companhia secreta que ainda contrabandeia toneladas de ópio para a China." A reunião em seus aposentos não durou muito tempo. Christian disse a seus irmãos o que ele sabia, então todos eles se dirigiram para a sala de estar para juntarse aos outros membros da família.


Hayden começou a andar ao lado dele. "O administrador da terra em Aylesbury me disse que você passou várias manhãs andando através da propriedade com ele, enquanto você esteve lá", disse ele. "Recebi uma carta dele hoje." "Foi um passeio muito interessante." "Ele disse que você fez uma centena de perguntas. Ele teme que você esteja desconfiado dele e esteja investigando sua gestão." "Eu só estava curioso. É minha propriedade, apesar de tudo." "Sua curiosidade foi estranha até para você. Ele não perdeu isso. Ele assumiu que você nem sabia o nome dele, por isso a sua preocupação não é injustificada." "Claro que eu sabia o nome dele. Goldenwaddle. Quem poderia esquecer um nome como esse?" "Você. E é Goldentwattle. Não Goldenwaddle." "Tranquilize Goldentwattle que eu fiquei satisfeito com o que vi. Eu não tenho grandes críticas a sua administração ou sua supervisão." Hayden levantou uma sobrancelha. "Sem grandes críticas?" "Eu tenho uma pequena lista de sugestões." Hayden suspirou com paciência forçada. "São sugestões muito menores. Mais ideias do que ordens. Você pode culpar a senhorita Montgomery. Ela me repreendeu por não prestar atenção. Ela parece pensar que isso importa se eu fizer." Eles entraram na sala de estar. Christian inclinou a cabeça na direção de Hayden e falou de forma confidencial. "O noivo de Caroline é um pouco maçante. É a conseqüência infeliz de sua sobriedade e bondade e não devemos nos prender contra ele. No entanto, eu pensei que eu deveria avisá-lo, no caso de você sentar-se perto dele no jantar. Eu vou ser poupado. Eu subornei a tia Hen por um lugar ao lado da senhorita Montgomery, e eu espero que a minha conversa com ela seja tudo menos monótona." "Eu me sinto muito perversa", ela sussurrou. Ele certamente esperava que sim. Ele beijou seu peito enquanto deslizava a camisa para baixo. Seu vestido de noite e espartilho já formavam uma poça feminina no chão. Sentou-se na beira da cama, revelando-a lentamente, apreciando a forma como ela gentilmente tremia enquanto estava diante dele e submetida a ser despida lentamente. "Sua tia está na casa", ela sussurrou. "E a sua prima. Elas se recolheram cedo, mas elas provavelmente sabem que eu ainda estou aqui." Ela não quis dizer perversa, infelizmente. Ela quis dizer desconfortável. "Leona, deve haver um hectare de espaço nesta casa. Será que você teria dúvidas se a minha tia e prima estivessem em uma casa de campo em uma fazenda como minhas vizinhas?" "Mas a sua tia.." "Minha tia está ocupada com seu próprio amante. A essa altura Monsieur Lacroix já deslizou pela porta da cozinha e fez o seu caminho até ela. A sua presença nesta casa é a coisa mais distante de sua mente." Ele colocou a perna dela para cima e apoiou o pé sobre a cama ao lado de seu quadril. Ela viu como sua posição a deixava exposta. Ele tocou em sua liga, soltou-a e deslizou sua meia perna abaixo.


Ela firmou-se, segurando o ombro dele. Ela parecia deslumbrante e erótica. Ele não conseguia decidir se se preocupava com a outra meia ou não. "Não é realmente a sua família que me desconcerta." Ela não sussurrava neste momento. "É esta cama. Este quarto." Ela olhou em seus olhos. "Este é o seu verdadeiro lar, de maneiras que Aylesbury não era. Estes são os aposentos onde você encontra privacidade. Eu sinto que estou me intrometendo." "As pessoas estão nestes aposentos o tempo todo. Criados. Guardas. Phippen quase nunca me deixa em paz." Melhor pular a lotação. Ele acariciou sua coxa, confiando que o caminho de sua mão iria distraí-la. "Criados são diferentes. Alguém veio aqui?" "Meus irmãos estavam na sala de estar ainda hoje." Ele segurou seu sexo. O calor suave o encatou. Ele gentilmente acariciou a carne por baixo e dentro de sua fenda. Ele observou o êxtase transformar seu rosto. Sua respiração ficou presa de novo e de novo e de seu domínio sobre os ombros apertados. Ele supôs que havia superado suas dúvidas da melhor maneira possível. Ele estava errado. Ela mal podia respirar, mas ela falou a mesma coisa. "Você não entende, Christian. Não estou falando de família em sua sala de estar. Isso não é a mesma coisa que a minha presença aqui. Você permitiu as suas amantes aqui antes?" "Claro que não." "Está vendo? Eu estou me intrometendo." De certa forma ela estava. Só que ele tinha convidado a intrusão. Ele havia planejado com muito cuidado todos os dias. Ele beijou um caminho cuidadoso em torno de seu mamilo. "Eu quero você aqui. Nesta cama, neste quarto. Eu quero ter você aqui e eu quero que o seu cheiro fique aqui depois que você sair. Eu quero que a memória do nosso desejo assombre os quartos muito depois que você se for." Novas emoções juntaram-se ao prazer e desejo em seus olhos. Ele viu as luzes de resignação e tristeza. E surpresa, talvez, que as memórias fossem importantes para ele. Não havia muito a falar depois disso. Ela abandonou-se para ele. Ela segurou seu seio para que ele pudesse lamber e chupá-lo, enquanto seus dedos entravam nela e a fazia gemer. Ela segurou o rosto dele para um beijo agressivo, enquanto movia-se em seus dedos, encontrando seu prazer enquanto flexionava e circulava. Estão apertou mais o beijo e segurou seus ombros com as duas mãos para que ela não caísse. "Você sabe o que é um livro de cabeceira chinesa?" ela perguntou, enquanto sua expressão refletia cada sensação. "Eu já ouvi falar deles. Eu nunca vi um." "Eu pensei que talvez você tivesse. Isabella tem um e algumas das coisas que você faz estão nele. Como isso." "Você viu isso?" Imaginou Leona folheando um livro com imagens eróticas. Ele ficou tão duro que a sua mente obscureceu. "Eu só espiei. Ela deixou-o com o meu banho hoje, enquanto eu me preparava para me vestir para o jantar. Ela está convencida de que eu sou burra demais para saber como agradá-lo."


"Eu não acho que seja certo você ver isso." "Foi uma pequena olhada." "Eu quis dizer que não é certo que você tenha visto isso e eu não tenho." Ela estava tão quente contra sua mão agora, tão molhada. Ele duvidou que pudesse esperar muito mais. Ele começou a desabotoar sua calça. Seu pé esquerdo saiu da cama. Ela o ajudou com as vestes, libertou seu pau e fechou a mão sobre ele. Ela quebrou o beijo e olhou para baixo para ver suas duas mãos se moverem. Ela ficou nua na frente dele, seus longos cachos selvagens derramando ao redor dela, com o rosto de uma mulher perdida no prazer. Seu aperto suave bombeava-o e seu polegar circulando-o e acendendo-o. Ele cerrou os dentes para que não perdesse o controle. Seu olhar encontrou o dele. Olhos escuros. Olhos eróticos. A ponta de sua língua deslizou ao longo das bordas de seus dentes mal separados. "Estou me sentindo muito perversa", ela sussurrou novamente. "Eu quero você dentro de mim. Me enchendo. Eu quero tanto que eu poderia desmaiar. Mas eu também..." Ela olhou para suas mãos, depois de volta em seus olhos. Sua mandíbula se apertou. Seu corpo inteiro fez. Ele quase implorou. Ele quase ordenou. Ele não precisava. Ela abaixou-se até o seu belo corpo nu e ajoelhou-se submissamente. Sua língua o lambeu, então ela o fechou em um prazer insuportável. "Fique assim. Não se mexa." Ela virou a cabeça para vê-lo sair da cama. Seu corpo reagiu com frustração. Suas carícias tinham-na esperando novamente. Espera com impaciência dolorida. Seus seios formigavam contra o lençol abaixo dela. Seu quadril levantou um pouco sem intenção. Ele se inclinou e beijou a parte baixa de suas costas. "Eu vou voltar muito rapidamente. Eu só percebi que eu tenho que chamar a carruagem. Vai amanhecer muito em breve." Ele vestiu uma roupa comprida, um corte muito parecido com um sobretudo. Seu tecido fluido e rico indicava seu propósito informal. Ele prendeu vários dos botões de qualquer jeito, e aproximou-se para puxar o cordão do sino. Ela não tinha notado a hora. A noite parecia interminável apenas um momento atrás. Ela estava triste, isso iria terminar em breve. Ela não podia ficar, é claro. Ele havia sugerido isso novamente. Ele a queria morando aqui, por perto, então ele só precisaria puxar o cordão do sino para convidála para outra intrusão em seus hábitos isolados. Ela o ouviu falando humildemente na sala de estar, dando ordens a um criado. Imaginou-o voltando e vendo-a assim, do jeito que ele tinha deixado-a, nua e vulnerável, com os braços esticados acima da cabeça e as pernas bem abertas. Ele tinha ligado suavemente seus pulsos junto com uma gravata, mas sentiu negligência suficiente para saber que ela poderia ficar livre se ela quisesse. Haveria mais um prazer perverso antes de ela ir embora. Só mais um em uma noite de muitos. As lições a tinham deixado tão sensíveis que as suas partes mais sensuais tremiam enquanto ela esperava.


Ele voltou para a cama, mas não se juntou a ela. Ele olhou para baixo, com o cabelo bárbaro em sua desordem, com os olhos escaldante. "Vire-se". Ela obedeceu. Seu braço tenso e esticado e ele gentilmente acariciou seu mamilo. Um prazer delicioso escorreu pelo seu corpo ao mesmo tempo. Necessidade impossível dominando-a. Ela arqueou-se para que seu peito subisse em direção a esse toque. "Isso te excita, este jogo de submissão." Ele olhou para onde seus pulsos amarrados jaziam. "Você sabe que não está realmente com medo." Ele estava certo, mas não era inteiramente um jogo. Esta vulnerabilidade parecia uma reação física que combinava com o instintivo que ela sempre tinha experimentado com ele. Mais do que seu corpo estava exposto quando ela estava assim, espalhada e amarrada, nua para seu olhar e toque erótico. Ela estava impotente ao seu poder, a menos que ela trabalhasse para se libertar. Ele acariciou o outro mamilo, devastando-a até que ela se contorcesse. "O que você vai fazer?", Ela perguntou. Ele ficou na cama. Ambas as mãos brincando com seus seios, enquanto ele se ajoelhava entre suas coxas. "Eu vou assistir o seu delírio aumentar enquanto você me conta sobre esse livro de cabeceira. Então, vamos tentar um de seus segredos." Seu rosto aqueceu. Ela não tinha certeza se poderia descrever tais coisas sem usar uma linguagem escandalosa. Ele baixou a cabeça e os dentes suavemente beliscaram seu seio. "Diga-me. Eu estou mandando." Ele manteve sua palavra em fazê-la delirar. Sua língua e boca, seu simples tamanho dominando-a, fez sua excitação frenética. Ela tentou descrever uma das imagens. A mera tentativa tornou-a viva em sua mente novamente. Só que ela não via duas pessoas chinesas neste momento, mas Christian e ela mesma. Isso despertou-a de uma forma que ela nunca esperou. Ela descreveu uma outra com mais liberdade, entregando-se mais sobre os detalhes eróticos. Seu corpo respondeu muito especificamente a cada palavra e imagem. "Vamos tentar essa." Ele girou para longe dela e deitou-se com as costas apoiadas em travesseiros. Ela estava desesperada agora, com um desejo sensual tão intenso que ela não conseguia pensar em nada a não ser querer ele. Ela virou de lado e correu para se ajoelhar. Seus pulsos amarrados interferiram e ela segurou-os em direção a ele. "Eu acho que nós vamos manter essa parte", disse ele. "Isso não estava no livro." "O artista não tinha imaginação." Ele a ajudou a se levantar. Ela se posicionou com os pés flanqueando seus quadris. Ela abaixou-se sobre ele, ficando de cócoras, tão dobrada que seus joelhos tocaram seus próprios seios. Ele entrou enquanto ela se estabelecia. Ele encheu-a completamente, profundamente. Sua dureza pressionou fundo nela e fez seus lábios e abertura pulsarem.


Ela segurou seu ombro e se moveu. Ela procurou maneiras de senti-lo melhor, mais forte, enquanto ela circulava o quadril e se balançava. Seu controle trouxe um prazer indescritível que a levou em direção a uma conclusão agressiva. Ela ainda estava exposta nesta posição, para o olhar dele e, em seguida, ao seu toque. Ele estendeu a mão entre suas pernas e seus corpos e acariciou acima da sua união, cuidadosamente tocando naquela protuberância sensível de uma forma que a fez senti-lo dentro dela ainda mais. O êxtase enviou seus primeiros tremores ondulando através de seus quadris, reunindo-se onde ela rodeava. Ela perdeu o controle e o circulou e ficou tensa e gritou com a necessidade frenética. Ele agarrou seus quadris e ergueu o suficiente para que ele pudesse assumir. Ela tornou-se submissa novamente, sua pose tornando-a vulnerável, seu corpo aceitando-o. Ele a segurou com firmeza com um arrebatamento longo, duro, até seu grito de satisfação encher o quarto. Ele a ajudou a se vestir, em seguida, puxou a calça e camisa e acompanhou-a até a porta da frente. Lá fora, uma carruagem a aguardava. Só o cocheiro estava lá, mas ele levantou uma pistola quando Christian olhou para ele. Christian ajudou-a a entrar "Minha carruagem vai estar na sua casa amanhã às três horas", disse ele através da janela. "Para onde vou?" "Eu providenciei para que você conheça Alfred Howard." Howard era outro embarcador, apenas sua companhia não era tão grande como a de St. John. A referência a seu dever esmaeceu a alegria da noite. Foi gentil da parte dele ajudá-la da maneira como ele havia prometido, mas ambos sabiam o que significava terminar a sua missão. Ela se inclinou para fora da janela para beijá-lo. "Obrigado". Ele colocou as pontas dos dedos sobre os lábios, como se quisesse parar sua expressão de gratidão. Ele afastou-os em uma carícia apenas. "No dia seguinte, nós falaremos com Denningham juntos." Ele a surpreendeu. Ela havia desistido de perseguir seu outro objetivo. Ela não tinha certeza se queria mais. Ela tentou ler sua expressão no meio da noite, mas viu apenas o rosto sombrio e os olhos mais escuros. Ele deu um passo para trás e fez um gesto para o cocheiro seguir.


Capítulo 23

Dois dias depois de Christian informá-la da reunião,

Leona entrou na casa do Conde de Denningham em Londres no braço de Christian exatamente às quatro horas da tarde. O criado os acompanhou até a biblioteca. Ela confiava que esta seria uma breve reunião. Ela esperava que Denningham explicasse sobre o aviso de morte de uma forma que não exigisse mais especulações. Denningham, um imponente homem de cabelos castanhos, cumprimentou Christian calorosamente e sorriu para ela durante as apresentações. Durante a primeira meia hora, ele manifestou interesse sobre a China e elogiou sua beleza. Ele brincou com Easterbrook sobre alguns pecados de seus dias de universidade e envaideceu-se sobre uma nova rosa que ele estava cultivando. Ele impressionou-a como um homem simples, por todos os seus títulos e status. Ela duvidou que ele nunca tivesse feito nada de misterioso, muito menos a publicação de um aviso de morte para um homem que ele não conhecia. Denningham era o oposto de Easterbrook, todo brilho superficial e feliz otimismo. Finalmente Christian aproveitou uma pausa na conversa. "Denningham, a Srta. Montgomery descobriu algo que esta incomodando-a. Eu sugeri que ela falasse abertamente com você sobre isso ". O rosto dócil de Denningham dirigiu-se com curiosidade para ela. "Se eu puder ajudar, eu, claro, vou ficar feliz em fazê-lo." Ela tinha trazido a cópia do aviso de morte com ela e o removeu de sua bolsa. "Eu descobri que isto foi publicado quando meu pai morreu. Ele apareceu no The Times ". Ela leu para ele. Ele escutou educadamente. Quando ela terminou, ele esperou por ela para fazer sua pergunta. Em sua expressão perplexa estava implícito que ele não podia imaginar que pergunta poderia ser. "Eu encontrei o homem que escreveu isso. Ele disse que foi contratado para fazêlo e disse que você tinha pago e fornecido os fatos sobre a vida do meu pai e da sua morte". Denningham reagiu com espanto. Ele olhou para Christian, que deu de ombros. Eu disse a ela, disse que daria de ombros. "Senhorita Montgomery, este escritor, seja ele quem for, mentiu para você. Eu não teria nenhum motivo para fazer o que ele disse. Eu nunca ouvi falar de seu pai." Ele riu e corou. "Eu não estou mesmo certo de que eu poderia encontrar Macau em um mapa."


Ela duvidou que ele pudesse. "Parece que ele mentiu. Ele deve ter arrancado um nome da sociedade, para me acalmar. Perdoe-me. É que qualquer aviso que tenha sido publicado é estranho. Essa nota me angustiou e eu tinha que perguntar." "Não precisa se desculpar. Por nada. Estou quase arrependido por não ter sido eu, para que pudesse acabar com ele." Seu sorriso a perdoou. Virou-se para Christian. "O ho, eu ouvi que haverá núpcias em breve para a sua linda prima. Os rumores dizem que o noivo ganha nove mil por ano." A conversa deslizou para longe dela. Ela colocou o aviso de volta em sua bolsa. Christian fez movimentos para a partida. Denningham ofereceu a mão para ajudá-la a subir na carruagem. "Você tem que voltar quando o jardim estiver em plena floração, senhorita Montgomery. Eu tenho um dos melhores em Londres, se eu puder dizer isso. " A luz dourada do início da noite banhava a rua, quando ela e Christian saíram da casa. Ele falou com o cocheiro, então se juntou a ela dentro da carruagem. "Bem?" ela perguntou. Sua pergunta sacudiu-o para fora de uma distração reflexiva. "E então?" "Ele estava mentindo?" "Você acha que ele estava?" "Preocupa-me que ele não saiba mentir, mesmo que sua vida estivesse em jogo." "Então, aí está." "Claro, ele pode ser um bom mentiroso", disse ela. "Muito hábil para eu perceber. E, por outro lado, poderia estar certo de uma maneira ou de outra." "Conheço Denningham há anos. Suas emoções são tão previsíveis, tão visíveis, que eu o tenho encontrado uma presença tranquila em comparação com a maioria das pessoas. Hoje percebi nada além de alegria injustificada na vida, o prazer em suas rosas, um masculino interesse inapropriado em você..." "Certamente que não!" "É uma reação que eu mataria para evitar saber, mas é inconfundível. Deixe-me ver, ele também exalava confusão sobre esse aviso e simpatia genuína para o seu sofrimento." Ele casualmente puxou as cortinas nas janelas. "E, infelizmente, ele estava ferido que eu não a dissuadi de acusá-lo." Ela empurrou uma cortina abrindo um pouco, assim não estaria tão escuro. "Em outras palavras, ele estava dizendo a verdade e me foi dado o nome errado." Ele puxou a cortina fechada novamente. "Na verdade, acho que ele estava mentindo." "Mas você disse..." "Sim. Interessante, não é? " "Como você explica isso?" Ele deu de ombros, mas era óbvio que a descoberta o perturbara. "Ou ele é mais esperto do que eu jamais imaginei, ou minha maldição não é infalível. Eu talvez tenha sido muito arrogante em pensar que fosse. Eu não me importo com a ideia, no entanto. Para sofrer isso e nem saber se minhas percepções são válidos será... intolerável."


Ela mal podia ver seu rosto no espaço sombrio. "É possível que, com ele, e os outros, você não veja muito profundamente essas percepções. Você teria prática para evitar essas invasões com amigos íntimos." "Talvez sim. Vou ter que ser mais crítico no futuro, no entanto, e supor menos. Eu nunca vou estar completamente certo de novo, vou?" Ela sentiu mais espanto do que seu tom de voz brando transmitia. Ela começou a abrir a cortina para que ela pudesse ver seus olhos. "Não toque nessa cortina." Seu comando parou seus dedos na borda do tecido. "Por que não?" "Estamos prestes a chegar no Hyde Park e é a hora de moda." "O propósito da hora na moda é para ver e ser visto. Por que sofrer isso em tudo se você vai permanecer em uma carruagem fechada?" "Estou realizando um experimento. A carruagem irá passar no meio dela, e eu vou testar se o prazer silencia o ruído tedioso da sociedade." Já podia ouvir o barulho. A carruagem se arrastava. Um rio de humanidade logo fluiu em torno deles, enchendo o interior escuro com sua tagarelice e zumbido. Ajoelhou-se no chão, deitou-a no banco e começou a levantar sua saia e anáguas. "Eu vou fazer para você, então você vai fazer para mim. Ou será que você vai mudar a ordem? " A mulher riu fora da janela. Leona tentou empurrar a saia para baixo. "Isso é muito ousado para considerar tal coisa. Há carruagens e cavaleiros ao redor. Centímetros de nós. E o vidro está aberto! Se uma brisa pegar as cortinas..." "Viúvas vão desmaiar, mães de família vão gritar e nós seremos imortalizados. Estamos cortejando ruína e perdição." Ele baixou a perna direita, e levantou a esquerda sobre o ombro. "Emocionante, não é?" Muito emocionante. Muito deparavado. Ela olhou para a fenda de luz do dia abaixo de uma cortina e imaginou o que seria visto por alguém espiando lá dentro Nem tanto, talvez. Estava escuro aqui e talvez..." "Você é insuportavelmente linda, Leona." Ela olhou para baixo de seu corpo. Seus dedos longos estendiam a mão para tocar o que ele tinha exposto. Ela mordeu o lábio para segurar seu gemido. Forçar seu próprio silêncio só intensificou o que seus toques faziam com ela. Ele poderia ser um diabo às vezes e ele era agora. Ele deliberadamente provocou-a, acariciando suavemente da forma que ela mais enlouquecia, evitando as carícias mais diretas que ela ansiava. "Abra sua pelisse³" Ela se atrapalhou no momento do fecho. As duas metades caíram. "Agora toque-se do jeito que eu mostrei em Aylesbury. Se dê prazer enquanto eu dou prazer à você." ___________________ ³ A pelisse era uma capa, geralmente curta e usado principalmente pelo militares, usualmente com fins decorativos e usada sobre o ombro.


Ela tocou seus próprios seios, hesitante. Isso a deixou muito tímida na primeira vez que ele pediu, e ainda o faz. Seus dedos encontraram os mamilos através do tecido. Ela esfregou-os e tornou-se ainda mais sensível, onde ele a acariciava, incrivelmente assim. Ele viu sua expressão, seu olhar escuro em seu rosto e seu abandono. Ela segurou seus gritos o melhor que pode, mas o prazer a derrotou. Finalmente, um escapou, baixo e rouco e forte no espaço fechado. Ela apertou uma mão para a boca. Ele sorriu e beijou-a na perna. Suas mãos em concha em sua bunda e levantou-a apenas o suficiente. Sua cabeça baixou e sua língua começou sua tortura devastadora. Christian caminhou por uma rota familiar através de Mayfair. Seu caminho o levou a passar por dois jantares que ele tinha se recusado a participar e, finalmente, à biblioteca de Rallingport. O Duque de Ashford tinha chegado naquele momento. Christian assumiu uma posição perto da segunda mesa onde o cabelo prateado de Ashford levantava acima de todos os outros chefes. "Você não esteve na cidade muito recentemente, Easterbrook", disse Ashford. "Divertindo-se no campo, eu ouvi." "Trapaceando é mais parecido com ele, pelo que ouvi," Rallingport murmurou. Ele riu de sua própria piada. "Senhores, eu aconselho que vocês observem suas insinuações. Eu conheci a bela senhorita Montgomery, e ela é em todos os sentidos uma dama." disse Denningham sobriamente. "Eu tenho a prova de que as melhores damas são conhecidas por trapacear", disse Rallingport. A boca de Meadowsun tornou-se uma linha dura em seu rosto enrugado. "Seus gracejos colegiais são entediantes. Eu, por exemplo, estou contente de ver o seu recente período de atividade, Easterbrook. Muito saudável. Muito saudável, de fato. " "Bem, ele encontrou uma mulher boa para... me desculpe, divertir-se", Rallingport riu. "E é bem sabido que diversão regular é benéfico para a saúde do homem, tanto mental quanto física. Se a dama de Easterbrook é particularmente atenciosa como dizem, o governo deveria fazer um contrato com ela e melhorar a saúde nacional." Christian colocou sua mão no ombro de Rallingport. "Você está bebendo há um bom tempo já, por isso vou ignorar que você acabou de cruzar uma linha. Cruze-a novamente, no entanto, e eu terei que te chamar para fora." Rallingport tinha bebido o suficiente para se ofender. "Para o inferno a sua opinião. Não é provável que um recluso louco possa ser melhor do que eu em um duelo, por isso pense bem antes que qualquer luva caia." "Ele não terá outra escolha, se você não pedir desculpas", disse Denningham. "Então, peça desculpas." O rosto de Rallingport ficou vermelho. "Desculpas", disse Ashford com um olhar aguçado. Rallingport murmurou um pedido de desculpas. Ashford acendeu um charuto, sinalizando uma pausa no jogo.


Denningham levantou-se e caminhou até a bandeja com uma série de bebidas. Christian o seguiu. "Fiquei lisonjeado que você levou a senhorita Montgomery para uma visita", disse Denningham. "Você não visita minha casa há anos." "Mas você ficou menos lisonjeado quando percebeu que havia segundas intenções para a minha visita." Denningham corou. "Era de se esperar, eu suponho. Não é o seu hábito perder tempo com essas coisas. Eu deveria saber que uma pergunta de uma mulher linda estava no fundo da questão." "Ela teria feito a pergunta se eu a tivesse levado ou não. Mais cedo ou mais tarde, ela teria dado um jeito de chegar a você. Só lamento que a minha presença possa ter encorajado-o a mentir para ela." "Mentir? Você me insulta com essa sugestão." Christian lançou sua percepção como ele não tinha feito com Denningham em anos. Ele aperfeiçoou sua atenção sobre o homem. Apesar da arrogância indignada, o insulto não encobriu Denningham tanto quanto uma preocupação nervosa. Christian não tinha certeza da mentira ao entrar esta biblioteca, mas agora ele tinha. "Por que você colocou esse aviso de morte? Como você conheceu Montgomery? " Denningham tentou segurar uma postura de indignação ferida. Ele não conseguiu. Sua bravata dissolveu-se em desânimo. "Eu não me lembrava daquilo que ela estava falando em primeiro lugar. Eu nunca fiz a conexão entre a senhorita Montgomery e aquele aviso maldito. Inferno, eu claramente esqueci o assunto. Eu não conhecia o pai dela. Ele era apenas um nome. Disseram-me para encontrar um homem para escrever o aviso, em seguida, promover a sua publicação." Ele sorriu timidamente. "Parecia uma coisa pequena no momento, embora eu não tenha me importado com os detalhes sobre a causa da morte. Parecia desnecessariamente cruel. Fiquei feliz que o colega escritor aliviou um pouco. " Denningham parecia falar honestamente. Apesar de ter errado pelo menos uma vez, Christian nunca poderia estar absolutamente certo sobre Denningham novamente. Ele ainda estava avaliando o que isso significava para todas as suas outras certezas. "Quem lhe disse para fazer isso?" "Meu pai. Ele achava que eu conheceria um jovem escritor procurando ganhar algumas libras. Ele pensou que me deu a chance de um pouco de generosidade para um amigo. Inferno, eu nunca conheci nenhum escritor. O que os escritores iriam querer de mim? Eu só peguei um nome de fora nos relatórios do tribunal." Eles voltaram para os outros. Christian assumiu o lugar de Denningham então Ashford teria uma boa chance de ganhar as suas perdas. Eles jogaram mais algumas rodadas de whist em um jogo de cartas que começaram gerações atrás. Parecia que a conexão com Montgomery não era com o atual Conde de Denningham, mas com o último. Assim como a conexão tinha sido com o último Easterbrook. Christian estudou as cartas em sua mão, em seguida, voltou sua atenção para os outros cavalheiros reunidos naquela sala.


Capítulo 24

Griffin Winterside examinou-se no espelho grande. O

alfaiate parou e alisou a manga. Winterside virou para um lado e para o outro. Ele temia que parecesse bobo desta forma com a sua cintura confortável, mas agora ele decidiu que favorecia ele. Os espartilhos ajudaram, claro. Eram extremamente desconfortável, mas.... O alfaiate não tinha exagerado com a manga bufante também. Ele olhou para baixo. Será que ele imaginou que suas pernas pareciam mais longas? Ele decidiu que o comprimento favorecia-o também. Ele deu ao alfaiate sua aprovação para concluir o trabalho. A alegria com a roupa nova iluminava o humor dele, enquanto saía da loja. Esse casaco valia a pena cada centavo. Ele não podia se dar ao luxo de parecer com uma antiguidade. Todos os colegas usavam este estilo agora. Todos os jovens e elegantes, pelo menos. Pensar nos colegas voltava sua mente para suas funções. Uma em particular o perturbava. Aquele negócio com a Srta. Montgomery pode ter parecido estranho. Havia um rumor na cidade que um dos criados de Easterbrook havia sido atacado em sua casa por um intruso. Um ladrão sem dúvida. Certamente. E, no entanto, quando ele se reuniu ontem com o seu contato e tocou no assunto, ele não poderia abalar a sensação de que o homem sabia mais sobre esse boato do que a Companhia nunca faria. Na verdade, toda a questão sobre a mulher tornou-se vaga e obscura. Um caso simples tinha virado complexo. Winterside não se importou com a sensação de que ele tinha sido o peão de alguém em um jogo que deu errado, especialmente desde que Easterbrook provavelmente tinha sido irritado. Ele teria que consultar seus superiores. Ele debateu como fazê-lo sem que isso implicasse que ele tinha perdido o controle das rédeas... Um corpo de repente bloqueou seu caminho. Um armário bloqueou sua visão. Um peito largo com um casaco muito bom. "Desculpe-me." Ele começou a dar um passo ao redor. O belo casaco moveu-se também, bloqueando-o novamente. Ele olhou para cima e viu cabelos loiros e um sorriso amável. "Sr. Griffin Winterside? Eu tenho o homem certo, não é? " "Você tem". "Ótimo." O homem loiro fez um gesto. Mais dois homens apareceram. "A carruagem está aqui para levá-lo ao seu encontro, senhor, como prometido." "Carruagem? Eu não tenho nenhum encontro hoje. Eu chequei minha agenda e..."


"Me disseram que você tem. Disseram-me para levá-lo. Eu não me atrevo a falhar no meu dever. Se descobrirmos que errei, eu imploro seu perdão". Este jovem não abordou Winterside como alguém que já pediu perdão. Aquele sorriso não o enganava. Ele não tinha trabalhado no Parlamento há mais de uma década sem aprender uma coisa ou duas sobre julgar as pessoas. Ele se manteve firme. Só que ele, na verdade, não estava. De alguma forma o seu pequeno grupo aproximava-se com uma carruagem a 15 metros de distância. Seu luxo e despesa tranquilizou-o. Era a carruagem de um Lorde pode ter certeza. Talvez ele tivesse deixado de notar uma reunião em sua agenda depois de tudo. Os criados ficaram de lado. Um chegou à porta. Winterside espionou o brasão. Alarme o fez cavar em seus calcanhares. Esta era a carruagem de Easterbrook. Ele girou para fugir. Tarde demais. Braços o levantaram como se ele pesasse nada e o colocaram no interior do veículo. Meia hora depois, ele se viu um prisioneiro na casa de Easterbrook em Grosvenor Square. Ele subiu as escadas de serviço com dois homens na frente dele e dois atrás, como um prisioneiro indo para a forca. A porta se abriu e ele entrou em uma enorme câmara vazia. A porta se fechou. Deixaram-no ali, sozinho, sem nem mesmo uma cadeira para se sentar. "Ele está aqui. Suando na câmara de esgrima." Miller colocou a cabeça no quarto de vestir para relatar seu sucesso. Christian terminou de amarrar a gravata. "Você conseguiu as outras informações que lhe enviei para obter?" "Lorde Hayden disse que ele tentou vender a uma companhia chamada Four Corners enquanto você estava fora em suas aventuras auto-indulgentes. Ele não tinha feito nenhum pagamento por mais de um ano e os advogados da companhia não respondeu a suas perguntas sobre a contabilidade. Ele me deu o que podia sobre isso. Todos os fatos estão sobre a mesa em sua sala de estar, junto a cadeira que você usa." Christian examinou a gravata no espelho. "Aventuras auto-indulgente, Miller?" "As palavras de Lorde Hayden, senhor. Você mandou que eu lhe dissesse exatamente o que seu irmão disse." "O meu irmão disse se eu ainda tenho uma parceria nesta companhia?" "Lorde Hayden disse que não está claro. Suas palavras exatas novamente. Não houve nenhum rendimento ou correspondência, desde antes da morte de seu pai. Lorde Hayden disse que há muito tempo assumiu que a parceria foi dissolvida." Uma suposição razoável por parte de Hayden. Suposição errada, no entanto. Os outros fatos eram inatacáveis. Hayden nunca esqueceu números. Se ele disse que não houve nenhum rendimento, era como tinha sido. "Você me quer com você quando falar com o Sr. Winterside?" "Isso não será necessário. Ele vai seguir o caminho que ele e seu empregador se beneficie. Eu só preciso explicar qual caminho ele deve fazer. No entanto, quando você estiver na casa da Srta. Montgomery hoje à noite, esteja muito alerta. Se Winterside decidir cobrir duas opções depois que ele sair daqui hoje, pode haver problemas." Era meia-noite quando Christian montou seu cavalo para ir à Bury Street. Como esperado, o Sr. Winterside tinha provado ser perspicaz e flexível. Ele expressou consternação honesta ao ouvir o perigo em que Leona tinha sido colocada. Ele estava


convencido de que o seu único interesse estava em poupar a Companhia de constrangimento. Não foi difícil convencê-lo da melhor maneira de fazer isso. Um dos criados de Christian abriu a porta para a casa de Leona, mas Miller estava no hall da recepção. Braços cruzados e costas apoiadas na parede, ele se sentou em um banco perto do fundo das escadas que levavam para o próximo nível. Ele se levantou quando Christian entrou. "Tudo está quieto", relatou ele. "Eu verifico a casa a cada meia hora." "Quaisquer novas cinzas do charuto do outro lado?" "Não há mais de uma semana." "Onde está Tong Wei?" "A última vez que vi, ele estava na biblioteca. Ele está sentado no chão. Estranho, isso." Miller estava sério em seu dever na superfície, mas uma emoção incaracterística fluía mais profundo. Algo semelhante, porém mais suave banhava pelas escadas. Christian olhou para cima e viu um pouco de tecido branco cutucando em torno do canto da parede em cima do patamar da escada. Imaginou Miller sentado aqui estoicamente e a pequena Isabella lá em cima, ficando o mais próximo que pode. Não só desejo fluía entre eles no silêncio. Um anseio mais profundo era palpável e que corria para os dois lados. "Vou verificar o jardim agora, senhor." "Há um homem lá. Ele vai dar o alarme se alguém invadir. Melhor se você assegurasse a casa novamente. Os quartos superiores. Tome seu tempo e faça-o com cuidado. Vou tomar o seu lugar aqui até você voltar." Miller começou a subir as escadas, mas parou no quarto degrau. "Quando você acha que eles... Quando você acha que a senhorita Montgomery vai voltar para a China, senhor?" "Em breve, Sr. Miller." Muito em breve. Ela se desviou para a superfície, mas não acordou completamente. Calor a cercava. O ritmo da respiração do outro combinava com a sua. Conforto e paz espalhava-se, aliviando-a lentamente para fora de seu sonho. Ela tocou o braço que estava abraçando-a e sorriu para a batida do coração contra suas costas. Christian estava aqui. Ela não esperava por ele. Ela não se mexeu. Ela apenas apreciou a maneira como ele a abraçou e saboreou o contentamento que ele trouxe para ela. Ele já havia tentado muito duro não acordála, ela podia dizer. Pois, como um homem um pouco arrogante e imperioso, ele tinha seus momentos de consideração doce. Ela finalmente chegou à superfície. Ela virou-se de costas, para que sua respiração fizesse cócegas em seu ouvido. Ela ajustou seu braço para que seu abraço ficasse confortável. Ele, por sua vez mudou-se novamente, para que sua mão cobrisse seu seio. Sua espera apenas ali, não na sedução, mas em um gesto de posse e de unidade. "Você chegou muito tarde", disse ela. "Cheguei logo depois da meia-noite, mas permiti a Miller uma pausa de suas funções por um tempo."


Ela adivinhou o que o Sr. Miller tinha feito com este descanso, enquanto ele estava livre para vagar nesta casa. Ela deveria repreender Christian por ajudar o seu criado em tomar gratuitamente a sua própria criada, mas ela não tinha nem o coração nem a hipocrisia de negar a Isabella qualquer felicidade que ela poderia ter agora. "Miller me perguntou quanto tempo você iria ficar na Inglaterra. Ele quer saber quanto tempo ele tem com ela." A comoção da noite aumentou com a sua declaração. Ele não estava falando apenas de Miller e Isabella. "O que você disse a ele?" "Eu disse a ele que eu acho que você vai partir em breve. Você disse que a sua apresentação ao Howard no outro dia foi proveitosa, por isso imagino que não vai demorar muito para você ir." "Não muito tempo, mas não tão cedo também. Essa reunião foi talvez muito frutífera. Estou diante de um embaraço de riquezas. Eu tenho uma escolha difícil de fazer. " "É a sua escolha sozinha?" "Na verdade, não é minha mesmo. Eu quis dizer que o meu irmão terá uma escolha difícil. No final, será a sua decisão, é claro." "Claro." Se alguém podia ouvir um sorriso, ela o fez do jeito que ele disse isso. Ele não acreditava que Gaspar tomaria a decisão da mesma forma que St. John fez. Era verdade o que St. John tinha dito, que Gaspar ainda estava verde. Seu irmão provavelmente iria seguir seu conselho nisto como em tantas outras coisas. "Tanto St. John quanto Sr. Howard seriam bons aliados", explicou ela. "A diferença é que St. John quer engolir a Montgomery e Tavares, mas Howard nos permitirá manter-nos independente. Assim, as duas alianças oferecem coisas muito diferentes. " "Qual deles resolve os problemas que lhe trouxe aqui?" "St. John iria resolver os imediatos. Eu não acho que os piratas atacariam os seus navios. E a sua rede comercial é muito grande. Ele disse que não acha que os monopólios da Companhia serão renovados quando expirar a sua licença. Ele nos quer para quando isso terminar, pela nossa base chinesa. Ele tem tudo planejado. Nosso apelo é que somos tão fracos que ele pode exigir o controle." Ela confundiu-o de maneiras que ela tinha evitado. Ela não mentiu para si mesma sobre o motivo pelo qual ela estava adiando. Ela encontrou seus comerciantes e ela tinha obtido possíveis alianças. Seu primeiro dever, em Londres, sua razão para fazer esta viagem, em primeiro lugar, estaria terminado assim que ela resolvesse a questão. "Howard, sem dúvida, também vê vantagem na sua base chinesa", disse ele. "Desde que ele não quer te engolir, se o monopólio acabar, você estará livre para colher as recompensas sozinha e só compartilhar o que você escolher. Você prefere isso?" Ele parecia genuinamente interessado. Ele se deitou ao seu lado, com a mão em seu peito e se juntou a ela para ponderar tudo. Suas perguntas encorajou-a a pensar sobre isso. "Daqui a cinco anos, se não fizemos erros graves, nós iremos prosperar se nos aliarmos com Howard."


"Então, a escolha é clara, não é?" Talvez, mas o futuro só aconteceria se ela continuasse a guiar a Montgomery e Tavares do jeito que ela tinha feito nos últimos seis anos. Gaspar não poderia dirigir a companhia inteligentemente ainda. Ela desejava agora que Christian não tivesse ajudado-a a esclarecer as escolhas. Ele deveria ter feito mais com as mãos do que segurar seu peito. Ele deveria ter seduzido-a a permanecer indiferente a seu dever. "A outra missão poderia ser resolvida em breve também", disse ele. "Eu não tenho um nome ainda, Christian. Nem um único, além de seu pai. Também não tenho sido vigilante na procura deles. Lady Phaedra me perguntou sobre minha última carta para o Banquete de Minerva no jantar de noivado de Caroline e eu fingi que seria enviado a ela em breve. Só que não foi escrito do jeito que eu pretendia. Com o que eu descobri sobre o meu pai e o seu, me falta a coragem de investigar isso agora." Ele beijou sua bochecha. "Se eu achasse que você iria se afastar disso sem arrependimentos ou culpa, se eu acreditasse que você estaria segura recuando, pediria a você mais uma vez para colocar o assunto de lado." Ela virou o rosto na direção dele. "Poderia ser melhor se eu fizesse." "Isso é diferente de saber que você deve. Eu tenho um nome para você, querida. Você precisa me dizer se você quer que eu termine isto à minha maneira ou se você gostaria de enfrentar o homem invisível que seu pai lutou e escrever sua última carta da maneira que você planejou." Ela não sabia o que dizer. É claro que ela queria enfrentar aquele homem. Ela queria vê-lo arruinado, juntamente com quaisquer outros homens envolvidos neste processo. Sua crença em sua maldade não havia mudado. Todo o resto tinha, no entanto. Ela não podia expor esses homens sem expor também o pai de Christian. Christian merecia mais lealdade do que isso. Nem ela poderia escrever sobre esta missão no Banquete de Minerva sem admitir o contrabando de seu próprio pai. Sua conversão acrescentaria drama à história e o absolveria, na maioria dos olhos, mas ele estaria para sempre ligado a esse mal. "Uma vez que fizer isso, eu não terei nenhuma desculpa para ficar", disse ela. Ele se levantou em seu antebraço e olhou para ela. Ele beijou-a. Deitou-se e puxou-a para cima dele para que seu corpo tocasse o seu da cabeça aos dedos dos pés. Seu calor a levou para longe do futuro triste e de volta ao presente contente.


Capítulo 25

Barnabas Meadowsun estava atravessando o pátio comum aos médicos quando notou Christian. Christian pegou o braço de Leona e caminhou na direção de Meadowsun, deixando Tong Wei perto do portão. O clérigo não tinha escolha a não ser reconhecê-los. "Easterbrook. Isto é inesperado. É um prazer vê-lo, é claro." Ele quase não sorriu, mas então ele nunca permitiu que sua boca refletisse a alegria ou a tristeza. A discrição tinha criado nele a capacidade de fazer do seu rosto uma máscara e seu coração um cofre trancado. Christian se perguntou se o homem não só escondia as emoções, mas também evitava-as. Era possível alcançar um estado onde nada causasse ondulações no próprio espírito, deixar as ondas sozinhas. Christian tinha chegado perto dele mesmo, afinal de contas. Christian fez as apresentações. Meadowsun fez uma pequena reverência para Leona, mas seus modos transmitia que ele era um homem ocupado e tinha pouco tempo para visitas sociais. A boca de Meadowsun formou seu sorriso nu novamente. "Você está aqui por causa do escritório da faculdade?" "Eu estou aqui para ver você. Um funcionário do arcebispo no Palácio de Lambeth, disse que você estava aqui hoje" disse Christian. "Senhorita Montgomery, talvez você gostaria de sentar-se aqui, enquanto eu falo com o Sr. Meadowsun". Leona aceitou o convite para sentar no banco do jardim nas proximidades. "Eu estive procurando em meus negócios" disse Christian. "Vasculhando os papéis do meu pai." "Ah, então é por isso que você está na cidade. Eu estou contente de vê-lo tomando as rédeas da sua posição. A minha esperança é que você vá expandir o seu novo interesse no mundo a incluir os direitos de governo. O arcebispo se sente da mesma maneira e apenas mencionou isso para mim esta manhã." "Sua preocupação é generosa. Agora, em relação a esses papéis. Eu encontrei referências a uma companhia na qual meu pai investiu anos atrás. Uma companhia comercial. Nenhum navio, no entanto. O melhor que posso dizer, os capitães foram contratados para mover a carga e ele pagou pelo envio." "Provavelmente é um método comum de arranjo comercial. O seu advogado pode explicar. Confesso que a maioria dos assuntos legais dos negócios escapam de mim." Meadowsun conseguiu não ver Leona sentada a dois passos. Ele fingiu que ela não estava olhando para ele com grande interesse e olhos perigosos. "Meu advogado tem sido muito útil, mas eu acredito que você possa me esclarecer mais. Eu encontrei evidências dessa parceria, mas eu não recebi nenhum


rendimento a partir dela. Meu irmão, que tem gerido os meus investimentos, disse que a parceria deve ter sido dissolvida antes que meu pai falecesse, mas meu advogado, ele tem sido útil, como eu disse, não encontrou documentos para esse efeito ou mesmo para a fundação da parceria." Meadowsun olhou ao redor do pátio, em busca de alguém para salvá-lo dessa conversa chata. "Foi dissolvida, Meadowsun?" "Como eu poderia saber?" "Você é um dos outros parceiros." Ele franziu o cenho. "Eu não me lembro de tal investimento. Se não há documentos, como você pode assumir o meu envolvimento?" "A correspondência indica que pelo menos quatro homens investiram. Meu pai, você, Denningham e Rallingport. Quatro dos homens que se encontravam em uma base regular, para escolher onde e como jogar a sua influência juntos para preservar e proteger a Inglaterra." O semblante de perplexidade não suavisou. O rosto sem reação. "Você ainda não se lembra? Hayden me disse que o rastreio dos proprietários e os lucros desta companhia não será difícil, uma vez que for a tribunal. Eu pensei que eu deveria falar com você primeiro, no entanto. Uma boa quantidade de dinheiro desapareceu." "Você está falando bobagem. Não sou comerciante, nem embarcador. Também não eram o seu pai ou os outros que você menciona. Que possível interesse poderíamos ter em tais coisas?" "Lucro", Leona interrompeu a partir do banco. "Lucro da pior espécie. Uma boa parte do lucro. Uma quantia obscena, eu acho, se a carga principal era o ópio e o destino fosse a China." Os olhos de Meadowsun ficaram enrugados e astutos. "Eu duvido que você encontrará muita ajuda em um tribunal com este negócio mítico, Easterbrook." "Eu espero que eu vá. Eu certamente serei ouvido a respeito de seus ataques a Srta. Montgomery." "Meus ataques? Você está louco. Completamente insano. Vou ter que falar com os bispos sobre isso e procurar aconselhamento sobre o fato de que seus outros colegas devam ser informados da sua condição." "Você está me ameaçando, Meadowsun?" "Estou preocupado com você, isso é tudo." "Você seria mais sensato em se preocupar com você mesmo. Winterside me contou tudo sobre o seu envolvimento nas tentativas de dissuadir a Srta. Montgomery. Ele descreveu seu encontro com você e sua insistência para que ele se aproximasse de mim para pedir a minha ajuda." "Bobagem. Ele não ousaria tal coisa. " "Ele não se atreveria a passar por cima de você, você quer dizer? Ele não gostou do jeito que você arranjou para que seu rosto ficasse visível neste jogo. Ele percebeu que o dedo poderia apontar para ele, se alguém procurasse um culpado para os... o que ele disse que você chamou no outro dia... episódios sobre a Srta. Montgomery." Leona se levantou do banco. Seus olhos brilhavam. "Episódios? Episódios? Você perseguiu meu pai até o seu túmulo. Você quase arruinou ele e passamos anos


esperando a próxima greve, o próximo incêndio ou navio afundado. Você tentou me atropelar com um cavalo aqui em Londres e atear fogo à minha casa e você pensou nestes crimes como episódios?" Uma expressão de desdém torceu o rosto de Meadowsun. Ele olhou para Leona com repulsa. Ele girou nos calcanhares. "Eu não vou ser insultado por aquela mulher. Se você tem mais a dizer, venha aos meus aposentos, Easterbrook. Mas deixe sua cortesã aqui." Christian gesticulou para Tong Wei se juntar a eles. "Sente-se aqui. Espere por mim ", disse Christian para Leona. "Eu não vou. Eu vou lá e vou arrancar os olhos daquele homem e... " "Você vai sentar aqui e esperar." Ele fisicamente enfatizou o comando pressionando seus ombros até que ela estivesse no banco novamente. "Tong Wei, não saia do lado dela." "Você disse que eu podia enfrentá-lo", Leona protestou. "E você fez. Eu vou fazer o resto sozinho." "Eu quero que ele admita que ele fez isso. Eu quero que ele pague." "Ele vai pagar, Leona. Eu prometo." Ele olhou para trás e a verificou duas vezes enquanto ele atravessava o pátio de entrada do edifício. Apenas para garatir que ela não o seguisse. Ele fez o seu caminho para os aposentos de Meadowsun. Ele fechou a porta depois que ele entrou. Meadowsun sentou perto de uma janela, seu perfil delineado pela luz brilhante vinda de fora, o rosto firme e os olhos mesquinhos. Christian caminhou até ele. Ele agarrou-o pelo casaco, levantou-o e esmagou o punho em seu rosto vincado e atônito. Meadowsun caiu de volta em sua cadeira, com uma queda feia. Ele lutou para endireitar-se, segurando a sua mão contra sua mandíbula. Christian acertou-o novamente. "Isso é pelos insultos lá fora, para a Srta. Montgomery e a forma como você a tem colocado em perigo. Esteja feliz por você ser um clérigo ou eu o desafiaria e o mataria." Christian afastou-se e forçou alguma calma. Meadowsun recolheu o medo que havia caído fora dele e guardou-o. Christian olhou para o homem. "O comércio de ópio não é ilegal, segundo nossas leis. Nem o sigilo. Até mesmo os ataques contra Montgomery, eles foram há muito tempo e muito longe e eu duvido que eu possa provar a sua mão nele. Os recentes acontecimentos em Londres, no entanto, não foram nem legais nem distantes. E esta companhia contrabandeia mais do que ópio e os seus navios não estão apenas indo para a China. Você vai ouvir o que eu digo e responder às minhas perguntas ou eu vou vê-lo responder por tudo isso com a sua liberdade." "Então dê a sua opinião. Faça suas perguntas malditas." "Meu pai mantinha registros dos pagamentos que ele recebia. Presumo que tanto ou mais do que o lucro terminou no ano que ele morreu. Eu sei o quanto você me roubou. Acrescenta-se a uma fortuna significativa que não recebi. Por que você corre o risco de ser pego em tal roubo?"


Meadowsun tocou cuidadosamente o queixo e fez uma careta. "Você não poderia ser confiável." "E Denningham e Rallingport poderiam ser?" Meadowsun apenas olhou para ele. "Ah, eu vejo. Não foi só comigo. Foi com eles também, depois que eles herdaram. Você ficou com tudo." Um silêncio pairava enquanto Meadowsun pesava sua situação e as suas palavras. "Os filhos não eram os pais. Eu poderia dizer quando vocês, um por um assumiu seus lugares à mesa de whist. Denningham era estúpido. Rallingport era um bêbado. Você, bem, você era muito estranho para confiar. Eu não roubei nada. Os investimentos iniciais tinham sido reembolsados muitas vezes." Então Denningham ignorava isso o tempo todo. Houve algum alívio em ouvir isso. Meadowsun sorriu maliciosamente. "Você não vai me acusar. Eu não me importo com o que Winterside disse. Você não se atreveria a estar em qualquer tribunal. O mundo saberia então. Todo mundo saberia que o seu pai começou tudo. Foi tudo idéia dele e o resto de nós comprou depois que já estava em andamento ". "Isso pode ser verdade. Ou não. Se isso chegar a acontecer, entretanto, eu vou deixar um juiz ordenar os fatos. Eu não posso permitir que você continue esses crimes agora, não para proteger o seu nome ou o meu." Meadowsun zombou. "Veja, é por isso que eu não confio em você. Por que a parte de seu pai na parceria foi enterrado com ele. Havia o perigo que você não assumisse depois dele, mas depois disso tinha a loucura da sua mãe." "Você tem que gostar de ser debulhado, Meadowsun. Você deve ter cuidado. Você nunca pode ter certeza de quão longe um louco vai uma vez que ele começa. " O rosto de Meadowsun caiu. Ele olhou para Christian com mais cautela. "Por que você publicou o aviso de morte?" "Seu pai era um incômodo, assim como ela. Ele foi um dos primeiros carregadores contratados pelo nosso homem em Calcutá, então ele teve uma mudança de rumo. Ele virou-se contra o comércio completamente, como um reformador condenado. Nós não nos importamos com isso. Há sempre outros carregadores. Mas ele tinha que escrever todas aquelas cartas e tentar desmascarar quem éramos. Escreveu para a Companhia. Ele escreveu aos membros do Parlamento. Ele começou a falar com os capitães e suspeitar dos nossos embarques para a Inglaterra e a França. Quando ele morreu, era do nosso interesse certificar-nos que todos os destinatários de suas cartas soubessem que ele tinha ido embora." "Você não pode resistir, indicando que ele morreu do que ele condenava, no entanto." "Isso poria em causa o seu estado de espírito quando ele fez suas acusações." Ciente de que ele tinha todas as respostas de Leona para ela, e algumas que ele precisava para si mesmo, Christian ficou confortável em uma cadeira. "Então, como você gostaria de me pagar esse dinheiro?" O rosto de Meadowsun caiu em estado de choque. "O quê? Você vem para mim como um anjo da justiça e tudo o que você realmente quer é a sua parte? Trata-se de dinheiro?" Ele gargalhou. Seus olhos apagados, aliviados com esse objetivo mais comum. "Eu gostaria de resolver isso."


"Estou certo de que podemos dar um jeito." "Eu gostaria dele agora." "Você é realmente louco. Você está falando de um valor de anos de pagamentos. Não é apenas sentar na minha biblioteca, para ser entregue." "Isso é lamentável. Isso o coloca em uma situação ruim, não é?" Meadowsun olhou para ele. Emoções finalmente explodiram fora dele. Receio. Pânico. "Eu poderia forçar os assuntos através dos meios normais. Ambos, o do dinheiro e os ataques a Srta. Montgomery. Talvez uma solução menos pública fosse melhor. Você se lembra de como é. Você sentou-se em volta da mesa de whist suficiente em seus anos, enquanto alternativas para os tribunais do rei foram debatidas e escolhidas. Nosso amigo em Kent, por exemplo." "Havia nove pessoas naquela mesa, compartilhando as decisões. Não apenas um marquês louco." "Imagine, se quiser, que o Sr. Montgomery está sentado comigo, ajudando meu julgamento. Aqui está o que eu proponho. Primeiro, você vai renunciar a sua posição. Quando isso vier à tona, você não vai querer constranger o arcebispo." "Vier à tona?" "No Banquete de Minerva. A Srta. Montgomery estará explicando o comércio de ópio desta companhia em sua última carta. Ela vai citar nomes. Ela pensou em segurar por minha causa, mas eu insisti que ela fosse em frente. A história trará suas lições sobre a casa do comércio de ópio para seus leitores como nenhum outro irá." Ele fez uma pausa. "Se você for muito bom e fizer o que eu digo, será apenas o contrabando de ópio que será publicado. Você terá de enfrentar acusações morais por isso, mas não os criminosos. O restante do contrabando do Four Corners, no entanto, deve acabar também." "Ninguém dá a mínima para o tráfico de ópio. Eles querem o seu chá e eles não se importam com quantos chineses morrem por isso." "Eles não vão poder alegar ignorância, pelo menos. Em segundo lugar, meu irmão Hayden vai investigar a extensão deste negócio ao longo dos anos e você vai ajudá-lo, e com isso, determinar o montante total devido. Meu advogado vai reunir-se com o seu para determinar o valor de sua propriedade e de participações financeiras. Você vai pagar o que você puder e me dar uma nota pelo resto. Tudo o que eu receber será doado para instituições de caridade recomendados por algumas boas senhoras que eu conheço." "Seu desgraçado. Você quer me arruinar." "Você vai ficar com o suficiente para viver modestamente, mas vou segurar uma nota pelo o que eu não receber. Você estará fora deste comércio, no entanto. Você estará fora da igreja e fora de Londres. Sr. Winterside concordou que a Companhia estará observando-o para mim, para se certificar de que você não começará tudo de novo. Se o fizer ou se algum mal acontecer a Srta. Montgomery ou seu irmão, vou divulgar a nota e deixá-lo à miséria." Uma cólera horrivel derramou de Meadowsun. "Você é um idiota, se você acha que é importante eu estar dentro ou fora dela. Montgomery era um tolo de pensar que ele podia parar. Existe o lucro do ópio porque as pessoas querem. Eles vão matar por isso."


"Isso pode ser verdade, mas o lucro não será seu. Você trouxe miséria para milhares de pessoas. A fim de preservar o fluxo de dinheiro, você destruiu um homem e você pôs em perigo a mulher que eu amo. Fique feliz por eu não estar matando você pelo último crime sozinho." Seus negócios terminado, Christian se levantou e caminhou até a porta. "Eu estava errado sobre você", Meadowsun rosnou. "Você é como ele. Do mesmo modo implacável. A mesma forma fria. Eu gostaria de ter sabido disso antes. Poderíamos ter trabalhado bem juntos. O filho é o pai depois de tudo." Christian fez uma pausa. Ele olhou para trás. "Sim". Ele quase tropeçou em Leona do lado de fora da porta. Ela o tinha seguido. Ela estava ouvindo e Tong Wei estava a seis metros de distância. Ela pegou o braço de Christian e caminhou de volta para o jardim. "Não, você não é", disse ela. "Você não é como seu pai." "Eles vão embora agora?", Perguntou Tong Wei. "Eu não entendia completamente o significado do seu título antes desses últimos dias. Eles são chamados guardas¹, porque eles estão sempre sob os pés." Leona riu. "Até agora eles estão esperando a carruagem para levá-los de volta à Grosvenor Square." Isabella franziu o cenho para a notícia. A partida que deu alívio a Tong Wei obviamente a entristecia. "Você tem que admitir que vai ser bom ter um pouco de privacidade mais uma vez, Isabella", disse Leona. "Congratulo-me com isso, mas eu sei por que você não faz." Ainda melhor seria viver sem a sensação de que ela deve examinar cada rosto que ela passou. A tarde no pátio comum dos médicos houve aliviou de um cuidado que ela conheceu metade de sua vida. Sua ausência a deixou um pouco tonta, mas também um pouco perdida. Era estranho, como alcançar um objetivo e o propósito poderia apagá-lo. O sorriso não deixaria seu rosto, mas no seu coração havia um vazio onde antes a determinação inflexível tinha prosperado. Desânimo surgia lá também, em como esta resolução a deixou à deriva. "Nós podemos navegar de volta agora", disse Tong Wei. "Se os ventos forem favoráveis, você pode retornar antes da temporada de negociação em Canton fique muito longe do caminho." Como desejou que Tong Wei não a lembrasse de que ela não estava à deriva em tudo. Sua cruzada acabou, mas a sua vida e propósito não. "Sim, nós podemos navegar para casa." Ela contou os meses. Eram necessários pelo menos cinco para navegar para a China em condições mais favoráveis. Para ter alguma chance de chegar antes do inverno eles teriam que sair muito em breve. O rosto de Isabella caiu mais. Ela saiu correndo do quarto. Tong Wei observou-a fugir. __________________ ¹o termo usado foi “footman”. Eram os homens responsáveis pela segurança dos nobres. Sinônimos: guarda, lacaios, servos, soldados de infantaria.


"Ela foi uma tola em amĂĄ-lo", disse ele. A garganta de Leona apertou. Levantou-se para seguir Isabella e oferecer conforto e para ter algum conforto a si mesma. "Nunca se ĂŠ tolo para o amor, Tong Wei."


Capítulo 26

Christian ficou surpreso ao ver sua carruagem do lado

de fora naquela noite. Ele tinha pedido o seu cavalo. A presença do Sr. Miller explicava tudo. "Sinto cheiro de chuva". Miller deu a desculpa enquanto abria a porta da carruagem. "Brincando de guarda esta noite, Miller?" "Eu pensei que eu iria acompanhá-lo, senhor. Para fazer uma última verificação da propriedade e ter certeza de que nada está errado." "Sua dedicação é impressionante." "Obrigado, senhor." A dedicação não era com o dever, mas com a pequena criada em Bury Street. Sem dúvida, Miller sentiu tanto quanto Christian enquanto rolavam pelas ruas escuras em direção a casa. Poderia ainda ser primavera em Londres, mas esses casos de amor estavam entrando no final do Outono. Nesta tarde com Meadowsun ele tinha visto isso. Christian sentiu o peso da decisão que ele tinha feito. O homem merecia mais do que o exílio e as circunstâncias reduzidas e até mesmo o escândalo quando o comércio de ópio do Four Corners foi exposto. As pessoas tinham sido destruídas e quase mortas. Crimes graves foram cometidos. A plenitude que nunca seria exibida agora, embora suspeitasse que pelo tempo Hayden, como os filhos do último Easterbrook, saberia mais do que queria sobre o seu pai. Ele queria pensar que não tinha escolhido seu caminho para proteger qualquer criminoso, vivo ou morto, ou até mesmo para poupar o arcebispo de descobrir a depravação de Meadowsun. O clima no país não era estável. A confiança no governo e, especialmente, na nobreza era baixa. A exposição pública de todo o contrabando do Four Corners só atiçou as chamas do descontentamento público. A carruagem parou na casa de Leona. Ele caminhou até a porta com Miller dois passos para trás. Ele havia dado a Leona uma fatia inteira, no mínimo, mesmo que sua consciência só aceitasse metade de uma. Da mesma forma que ela tinha parecido subjugada esta tarde, enquanto ele a trazia de volta aqui. Como Miller ao lado dele e como o seu coração, ela sabia o que a vitória significava para eles. A espera da perda tinha encharcado o pequeno espaço da carruagem e entorpecido qualquer alívio ou satisfação no desfecho de sua missão. "Parece muito tranquilo", disse Miller. "Não vejo nenhuma luz."


Ele parecia calmo. Uma flecha de dor disparou através de Christian. Um momento de desânimo irracional dizia que ela o havia deixado. Ela havia escapado, para evitar uma separação dolorosa. Passou rapidamente, substituído por uma onda de apreensão quando não houve resposta à sua batida. Miller exalava instantaneamente o estado de alerta e preocupação também. "Estranho isso" Miller murmurou. Ele bateu mais alto, em seguida, levantou a orelha em direção à porta. "Você ouviu isso?" Christian tinha ouvido. Ele agarrou a maçaneta. A porta se abriu e revelou um caos de sombras. O som repetiu-se. Um gemido, a menos de dez metros de distância. "Pegue uma lâmpada do lado de fora da carruagem, Miller." Christian entrou na sala de estar. Suas botas cutucaram as sombras escuras. Corpos. Dois deles. Lutando contra a onda de pânico ele se abaixou e sentiu as vestes. Homens, não as mulheres. Ele fechou os olhos enquanto o alívio quase o dominou. Ele sentiu o pescoço e não encontrou pulsos. De repente, a lamparina lançou a cena um contraste forte, revelando dois homens que permaneceram no contorcido repouso estranho. O terceiro, no entanto, levantou uma mão. A lâmpada mostrou a seda vermelha e um dragão bordado encostado na parede oposta, em seguida, levantou-se para mostrar o rosto de Tong Wei. Christian caminhou até ele. Uma grande mancha escura no ombro de Tong Wei mostrava onde ele havia levado a bala de um revólver. Christian curvou-se para examinar o ferimento. "Eu fui descuidado. Eu pensei que fosse você", Tong Wei disse asperamente. "Haviam quatro. Eu não consegui matar todos eles." Christian olhou para os corpos. Quem quer que fossem esses homens, ele duvidava que tivessem sido avisados sobre o que esperar do outro lado da porta. Miller colocou a lamparina no chão. "Eu vou verificar as senhoras." Tong Wei balançou a cabeça. "Elas se foram. Os homens não falaram nada. Eu não sei para onde elas foram levadas." "Miller, me ajude a colocar Tong Wei na carruagem." Miller se aproximou e eles começaram a levantar Tong Wei. Ele fez um gesto para que eles parassem. "No meu colo. Eles colocaram alguma coisa lá. Estão vendo?" Christian olhou através da penumbra. Ele puxou o pequeno cartão liso, guardouo, e interiormente amaldiçoou sua própria estupidez. Juntamente com Miller ele levou Tong Wei para fora. Miller subiu na carruagem também, trazendo a tempestade de preocupação e raiva com ele. Christian verificou Tong Wei. A dor de ser movido havia tornado-o inconsciente. "Uma vez que entregá-lo para os criados e enviá-lo para um cirurgião e o magistrado, você vai descer com as minhas pistolas, espadas e floretes, Miller." "Eu tenho em mente descer vinte pistolas e uma dúzia de espadas, senhor. E metade dos guardas, se você não se importa." "Desperte-os todos, mas não irão se juntar a nós. Eu tenho outras tarefas para eles. Você faria bem em armar-se, no entanto."


Atravessaram a cidade escura por alguns minutos tensos. "Você sabe onde ela está, senhor? A Srta. Montgomery?" "Sim, acho que sim." Christian puxou o cartão que havia sido deixado em Tong Wei. "A pessoa que enviou aqueles homens deixou seu cartão de visitas, para que eu soubesse." Ele segurou o cartão contra a janela. Passaram por uma lâmpada de gás e seu brilho lavou o cartão. Não era um cartão de visita do tipo normal, mas uma carta de baralho. O Rei de Espadas. Ele gostaria de levar um exército invasor, mas ele não podia fazer isso aqui. Leona estava presa no local menos atacável, bem no coração de Mayfair. Christian olhou para a fachada do casarão, para as janelas no topo. Ela estaria lá, olhando para fora? Ele pensou ter sentido sua preocupação, então o seu amor. Miller sentia por sua pistola debaixo do casaco. Christian pegou seu braço, impedindo-o. "Não se precipite ou eu vou te mandar embora. Acredito que ambas estarão seguras antes da noite acabar." Miller aceitou, a contragosto. "Se você estiver errado, senhor?" "Então faça o seu pior. É por isso que você está aqui. Basta estar preparado para balançar para ele. " Sua recepção foi perturbadoramente normal. Poderia ter apelado horas no meio da semana, e não na calada da noite. Um mordomo levou o cartão de Christian para longe. Ele voltou para introduzir o convidado até a sala de estar. Ele olhou de soslaio para Miller. "O meu guarda vai me acompanhar e esperar do lado de fora." O vago aceno do mordomo sugeriu que não fazia parte do plano. Tudo a mesma coisa, levando-os para cima. Miller tomou uma posição do lado de fora, contra a parede, a mão descansando debaixo de seu casaco sobre a pistola. Christian entrou na sala de estar. "Easterbrook. Que bom que você veio." "Eu não tive escolha, Ashford. Você tomou algo que é meu." O Duque de Ashford sorriu preguiçosamente do seu lugar em um sofá. "Um interessante arranjo das palavras, o uso de 'tomar'. A tentação é notável. Ela é uma mulher atraente." Ele apontou para uma mesa lateral com garrafas e copos. "Porto? Conhaque? " "Por que você não me diz o que você quer? Você teve homens mortos para eu chegar até aqui." "Você quer dizer os bandidos e o chinês? Eles são irrelevantes." Ashford fumava seu charuto. "Eu preciso que você pare com sua intromissão infernal. Eu espero que ela signifique o suficiente para que você veja a luz para protegê-la." "Se eu fizer isso, você vai deixá-la ir?" "Eventualmente. Talvez." "Você não pode manter duas mulheres presas aqui para sempre." "É uma casa muito grande e há outras. Eu ouso dizer que eu posso manter alguém preso durante o tempo que eu quiser. Uma carta de despedida da Srta. Montgomery para sua tia, dizendo que ela já partiu de volta para a China, e o mundo vai esquecê-la. "


Não o mundo todo. Não um homem. "Você mostrou sua mão desnecessariamente. Eu não sabia sobre você. Meadowsun, sim. Meu pai e o de Denningham. Não sobre você." "Sim, bem, Meadowsun é uma cobra. Ele não pretende ser arruinado sozinho, não é? E parte desse dinheiro que você procura veio para mim, não ele, então ele achou duplamente injusto ter que pagar a minha parte de volta." "Então, ele chantageou você para ajudá-lo." "Não realmente. Acabar com o nosso pequeno negócio seria financeiramente inconveniente. Além disso, eu não tinha escolha, uma vez que ele me disse o que sabia. Eu não posso ter você cavando o passado. O ópio seria apenas embaraçoso, mas o resto... ". É claro que isso era sobre o resto. Christian se aproximou e derramou um pouco de conhaque depois de tudo. Ele puxou uma cadeira. Esta noite só poderia terminar de uma maneira. Ele poderia muito bem satisfazer a sua curiosidade. "Eu não acho que seja mesmo todo o resto que preocupa tanto você. Apenas alguns anos de transferências valeram a pena entre a Inglaterra e a França. Você tinha uma influência considerável no governo durante a guerra, Ashford. O Almirantado, não foi? Imagino que poderia aprender a implantação do serviço naval ao longo da costa francesa, se você quisesse." As pálpebras pesadas de Ashford caíram no meio do caminho. "Quem teria pensado que o herdeiro estranho de Easterbrook notaria ou lembraria. Sempre tive medo que você fosse mais consciente do mundo do que você fingia ser. Você jogou whist muito bem para o meu conforto também." "Meu pai me ensinou tais coisas. Ele levava sua posição muito a sério, e esperava que eu também fizesse. É por isso que eu não entendo sua parte disto. O contrabando de guerra. Os riscos e desgraças para todos vocês não poderiam valer a pena o lucro." "Os riscos eram mínimos. É por isso que o contrabando é um passatempo nacional na Inglaterra. Pergunte a qualquer um em Kent ou em Guernsey. No nosso caso, os lucros eram. ... maciços. Especialmente durante a guerra." "Então era a desonra. As pessoas vão ver isso como traição, não importa o que seus nobres companheiros decidam." Ashford balançou a cabeça e riu com a memória dele de novo. "Tudo começou inocentemente. Mais uma brincadeira colegial. Nossa companhia tinha visto um surpreendente sucesso no Oriente. Seu pai colocou um sistema maravilhosamente simples no lugar. Um contato na Companhia das Índias Orientais em Calcutá serviu como nosso agente. Ele contratou carregadores como Montgomery para embarcar a carga. Foi tão malditamente fácil com o ópio. Enfim, lá estávamos nós na mesa de whist uma noite, durante a guerra, e Denningham lamentou a perda do vinho francês. Bem, por que não tentar por algum tempo? Nós fomos para a costa ocidental, a Gascony." "Vinho? Você contrabandeou vinho?" "No início. Em seguida, ele cresceu. Ao contrário, decididamente em direção ao fim. Não seria bom para o mundo saber como ele cresceu. Daí o meu problema com Meadowsun. E você. Seria melhor para todos se ninguém desvendasse a história do Four Corners, durante os anos de guerra." Christian ficou de pé. Ele caminhou até as janelas que davam para a rua abaixo.


"Você não raptou a senhorita Montgomery para que pudéssemos ter esta conversa. A menos que você solte-a de uma vez, você estará forçando minha mão. Você não me deixa escolha a não ser desafiá-lo." "Eu acho que sim." "Esse era o seu objetivo, eu espero. Para resolver isto reservadamente e tecnicamente seria mais um insulto a uma mulher." "Isso seria o melhor." "Uma vez que você esteja morto, o que é que me impede de revelar tudo?" "A sua palavra de cavalheiro. Seu dever para com seu nome e da família. Sua participação nos julgamentos do whist. Não seria bom para o povo saber que são meros mortais, que não são melhores do que eles. Você entende e aceita isso." Ele bebeu um gole de conhaque. "Mas eu não vou morrer. Você vai." Talvez sim. A confiança de Ashford em como isso iria acabar carregava a câmara. Christian olhou para ele. "Eu não vou desafiá-lo. No entanto, você pode não ter escolha a não ser me desafiar em breve. Carruagens estão chegando. Os convidados estão à sua porta." Ashford franziu a testa. Ele aproximou-se e olhou para fora da janela. Uma fileira de lâmparinas de carruagens pontilhavam na rua e mais se aproximavam deles. "Eu serei amaldiçoado, Ashford. Parece que alguns bispos e lordes estão à procura de um jogo de whist". Ashford se virou, seu rosto lento com o choque. "Você condena seu próprio nome com isso, se você me acusar na frente deles. Você trairá seu pai e seu sangue e sua posição." Christian olhou para os homens apresentando-se para a casa. "Eu reivindico o meu nome e aceito a minha posição, não os traí. Quanto ao meu sangue, é melhor que a maioria saiba com o que você estava lidando." Portas bateram e mulheres gritaram. Comoção rolou pelo estreito corredor entre as câmaras do sótão. Isabella olhou para cima, com os olhos grandes à luz do lampião. Leona engoliu sua própria bile. "Aconteça o que acontecer, onde quer que nos leve, Easterbrook vai nos seguir", disse ela. "Ele é um homem muito poderoso." Isabella não parecia convencida. O barulho foi em direção a elas. Leona se levantou e pegou a cadeira de madeira em que estava sentada. Ela se posicionou para que pudesse usar a cadeira para um bom propósito quando seu carcereiro chegasse. Ela não acha que sua resistência iria salvá-las. Esta casa era tão grande quanto a de Easterbrook. Um homem importante, talvez um mais poderoso do que um marquês, propriedade dele. Ele havia contratado muitos homens para raptá-la. Muitos para que Tong Wei pudesse deter a invasão. Os olhos ardiam enquanto ela se lembrava dos corpos na sala de estar. Ela e Isabella tinham sido empurradas pelos últimos dois estranhos mortos perto da porta. Só no último momento, antes de ser arrastada para a noite, ela tinha visto Tong Wei e o sangue que dizia que ele tinha sido baleado. A porta se abriu parcialmente. Leona convocou a sua força e levantou a cadeira acima da cabeça. "Isabella?"


Era a voz do Sr. Miller. Isabella levantou-se e correu para a porta. O Sr. Miller entrou e puxou-a em seus braços. Leona deixou que a cadeira caísse para o chão. Seus braços e coração gemeram de alívio. O abraço a hipnotizou por um momento. O Sr. Miller parecia muito jovem, muito grato e muito apaixonado. Ele beijou Isabella de novo e de novo, suavemente, com cuidado, tocando seu rosto como se ele procurasse por danos. Ele parecia como se tivesse escapado por pouco da própria morte e menos confiante do que Leona já tinhao visto. Ela percebeu que os três não estavam sozinhos na câmara. Ela sentiu outra presença, no outro lado da porta. Ela olhou ao redor. Easterbrook estava ali, também observando os dois criados, vendo e sabendo mais do que ela jamais faria. Ele notou a cadeira perto de seus pés. Ele a puxou para seus braços. "Eu disse a ele para não correr. Eu sabia que você iria atacar qualquer um que entrasse." Ela cedeu contra a sua força. Depois de horas lutando para manter o terror na baía, abandonar a luta era bom demais para suportar. "Eu sabia que você viria. Eu sabia..." Seu beijo silenciou o resto. Ela deleitou-se na suavidade de seus lábios e com o apoio de seus braços. "Tong Wei. ..." Ela disse, com a voz embargada. "Ele está vivo. Tenho certeza que ele vai continuar assim." Alivio fez seus olhos encherem de lágrimas. "Foi este Meadowsun que fez isso?" "Não. Outro homem. Um quinto parceiro." "Ele já foi derrotado?" "Sim. Você está segura agora. Completamente segura." Ela olhou para ele e não sentiu nenhuma escuridão. Nenhum caos. Ele estava em paz. "Então você pode me levar para casa agora." "Miller vai te levar para casa. Há uma coisa que eu ainda preciso fazer, então eu irei encontrar você." Ele olhou por cima dela. "Miller, temos que ir agora." "O que você precisa fazer?" Ela perguntou enquanto conduzia seu passos por outras portas a partir da qual os criados apareciam. Ele segurou sua mão pelas muitas escadas sem responder. Lá fora, carruagens estavam alinhadas na rua. Algumas começaram a sair e homens estavam entrando em outras. "Quem são essas pessoas, Christian? O que aconteceu? " Miller acompanhou Isabella até a carruagem e segurou a porta para ela. O jovem parecia muito sóbrio e não de todo feliz com este resgate. Christian tentou pegar a mão dela, mas ela se recusou. "Quem são esses homens? Por que eles estão aqui? " "Eles são um grupo de outros lordes. Eu coloquei as denúncias na frente deles. A sentença foi tomada." "Não seria melhor colocá-lo na frente de um magistrado? Um juiz? Que julgamento esses homens poderiam fazer? " "Aquele que disse que seria melhor se o seu sequestrador não fosse julgado na Câmara dos Lordes, que é o único lugar onde ele pode ser julgado publicamente e


oficialmente. Um duque é dono desta casa, Leona. Um lorde com uma grande reputação e influência considerável e um título que tem uma história gloriosa." "Você está dizendo que ele nunca mais veria a verdadeira justiça, eu acho." "Ele pode, possivelmente, mas a um custo para as instituições que mantêm este país unido. Às vezes é melhor que a justiça seja cumprida de forma mais calma." "Como você fez com Meadowsun?" "Sim". Exceto que estaria acabado agora se tivesse sido o mesmo que com o clérigo. Ela observou o último destes homens entrar em suas carruagens. Seu sério propósito encheu o ar. Eles não olharam para a carruagem de Easterbrook. Eles não se despediram. Estavam todos indo para algum lugar. Christian estaria indo para lá também. Um medo horrível derramou sobre ela. Um muito pior do que o que tinha sentido ao ser agarrada em sua casa. Uma nova carruagem desceu a rua. Parou de 30 metros de distância. "Você tem que ir agora, Leona. Miller..." Ele deu sua mão para um Miller mais mais exigente segurar. Ela lutou contra a forma como Miller tentava puxá-la em direção a carruagem. "Quem é esse, Christian? Naquela carruagem lá? " "Meus irmãos." Ela soube então. A verdade roubou-lhe o fôlego. Tudo e todos pararam de se mover naquele instante de realização. "Você o desafiou, Christian?" "Ele me desafiou." "Se você perder, ele está livre disso?" "Não para os homens que importam." Ele falou com muita calma. Quase indiferente. Ela não gostava dessa aceitação plácida. Ele deveria estar com medo, mas ele não estava. Seu comportamento a assustava agora. Esta não era a arrogância ou a confiança no trabalho, mas algo muito mais escuro. Ela puxou sua mão longe de Miller e abraçou fortemente Christian. Ela o beijou com todo o amor que ela poderia encontrar em seu coração, em seguida, falou em seu ouvido. "Não tem recurso, não é mesmo? A paz total. O silêncio final. Ele está atraindo você como fez anos atrás e, talvez, muitas vezes desde então. Mas você tem que querer viver agora. Por seus irmãos e família. Por mim. Por tudo o que você é e ainda pode ser. Você deve ser Easterbrook e não pode permitir-se ser Edmund novamente." Ele pegou o rosto dela entre as mãos e olhou em seus olhos. Ela deixou-o ver e sentir o que ele quisesse. Esse poder invasivo fluiu e ela não correu e se escondeu desta vez. Ela o deixou entrar nela e encontrar a sua certeza e rezou para que o que ele descobriu fosse suficiente. "Vá agora", disse ele. "Eu verei você em breve." "Ele parece confiante", disse Denningham, olhando através do campo para onde Ashford tirava os casacos. A aurora chegou vagamente e as copas das árvores desapareceram em películas de cinza claro.


"Ele espera ter pouca dificuldade comigo. Ele nunca teria feito o desafio, se ele pensasse o contrário" disse Christian. As testemunhas estavam dispostas em ambos os lados do espaço entre ele e Ashford. Apenas os Lordes estavam aqui. Os bispos, embora de acordo que este era o melhor caminho, não iriam participar. Denningham segurava o florete. Ele se ofereceu para servir como segundo, mas nestas circunstâncias ele tinha alguns deveres a cumprir. Duas outras testemunhas estavam presentes. Hayden e Elliot ficaram atrás de Christian. Ele podia sentir a sua preocupação. Houve pouca conversa no passeio de carruagem até aqui, exceto a sua explicação para eles que o desafio envolvia a honra de Leona. Se ele não conseguisse, esta manhã, Hayden iria descobrir a verdade na primeira vez que ele entrasse na biblioteca de Rallingport como o Marquês de Easterbrook. Ele observou Ashford se esticar e se preparar. O homem estava de bom humor. Se perdesse, ele iria para sua sepultura com o seu bom nome intacto. Se vencesse, ninguém jamais iria levantar a questão sobre o contrabando na mesa de whist. Era assim que deveria funcionar. A justiça desajeitada e imperfeita, mas uma resolução tranquila era tudo a mesma coisa. Os outros sabiam, no entanto. Ashford seria diminuído tanto em influência e riqueza, mesmo se ele vivesse. Todos estavam em juramento para isso, mas dois homens não estavam aqui. Christian caminhou de volta para seus irmãos. "Seu comportamento é um insulto", disse Elliot, lançando um olhar para Ashford. "Sua confiança vai ser sua ruína", disse Christian. Hayden sorriu, mas seus olhos tinham uma profunda preocupação. Hayden era muito bom com números e probabilidades, e seus cálculos sobre esse duelo não tinha sido felizes. "Eu confio que você tenha usado o florete pelo menos uma ou duas vezes nos últimos dez anos." "Por ocasião. Estou muito melhor desde que eu lutei com os piratas que invadiram o navio quando estava perto do Japão." "Você lutou com piratas perto do Japão?" Elliot perguntou com surpresa. "Será que eu nunca mencionei isso? Basta dizer que eu sou mais hábil do que você sabe, e eu pretendo ganhar hoje. No entanto, Hayden, no caso de você encontrar-se com o título, eu sugiro que você olhe para essa parceria que eu tinha o Sr. Miller e pergunte sobre isso. Olhe para ela muito bem. Você não está vinculado a qualquer promessa que eu poderia ter feito, mas eu recomendo que você faça isso muito calmamente até que você compreenda para onde está indo." O sorriso de Hayden caiu. Ele olhou para Ashford com novos olhos. Christian voltou a Denningham, cuja angústia era palpável. "Inferno de negócio", Denningham murmurou. "Dane-se se eu vou estar jogando whist com ele novamente. Ele pode sentar-se em um canto da biblioteca, pouco me importa se ele se atrever a dar um show depois disso." "Obrigado pelo voto de confiança, Denningham." Denningham corou, mortificado. Christian sorriu para tranqüilizá-lo, em seguida, falou. "Eu sinto muito que eu não pude manter o nome do seu pai fora disso e o seu por associação".


"Entendo. Digno de sua parte confiná-lo aos homens em um clube pequeno, mas certo é certo, afinal. Se nós não nos defendermos por isso, de que adianta, não é? " Sua simplicidade encantou Christian, como tinha feito desde que eram meninos. Ele sempre tinha invejado um pouco essa qualidade de Denningham. "Temos que ter um jantar e um bom vinho quando isso acabar. Acho que ainda pertence a outros clubes." "O vinho, o inferno. Eu não vou ser capaz de beber uma garrafa francesa da minha adega sem me perguntar... Mas, sim, eu gostaria disso." Christian estendeu a mão. "Meu florete, velho amigo." Ele entregou-o. Christian caminhou pelo campo para encontrar Ashford. Você deve querer viver. Ela o entendia muito bem. Ela estava certa de que a morte havia atraído Edmund e até mesmo Easterbrook de vez em quando. Ele queria a paz total e absoluto silêncio. Seria como habitar no centro escuro para sempre. Isso era o que a meditação criava afinal, um sabor da existência altruísta esperando no infinito. Como resultado, Christian não temia a morte. Ele já a havia visitado naquele voo. Ele não estava disposto a ir para lá permanentemente se pudesse evitá-lo, no entanto. Não se permanecer vivo significava gastar mais um dia com Leona. Ele veio até ela em silêncio. Sombriamente. Ele chegou às dez horas da manhã, vestido impecavelmente em sua forma mais nobre. Ele entrou em sua casa como se fosse o dono, do jeito que ele estava inclinado a fazer. Ele a encontrou na biblioteca, lendo um livro cujas páginas tinham sido arruinadas por suas lágrimas preocupadas. Ele sentou-se ao lado dela. Ela abraçou-o e deixou derramar seu alívio. Sem lágrimas agora, apenas uma plenitude que tornava difícil falar. "Onde está Miller?", Perguntou. "Lá em cima", ela murmurou em seu casaco. "Você está dizendo que ele estava tendo prazer com a sua criada, enquanto eu estava de frente para a minha morte?" Ela riu. "Seu irmão trouxe seu bilhete há duas horas. Eles escaparam uma vez que souberam que estava ileso." "Isso é melhor, então." Ela descansou contra ele, seu ouvido ao seu coração e seu braço ao redor dela. Eles apenas ficaram lá, estando juntos, tranquilizando um ao outro. "O magistrado esteve aqui de madrugada, quando voltamos", disse ela. "Ele estava desesperado para saber onde você estava e o que estava fazendo, enquanto eu respondia suas perguntas." "O que você disse?" "Que quatro homens invadiram a casa e Tong Wei tentou nos proteger e foi atingido por seus esforços. Que fomos levadas para uma casa na cidade, eu não sabia onde, e fomos trancadas. Que você e o Sr. Miller nos resgataram. Ele falou com o Sr. Miller um longo tempo sozinho, depois saiu." "Miller sabia o que dizer. Tudo vai ser explicado para a satisfação do magistrado em poucos dias. Como será a morte inesperada do meu colega Lorde." Ela não sabia ao certo se o duque estava morto. O bilhete que veio dizia apenas que Christian estava bem e viria a ela em breve.


"Você quer falar sobre isso?", Ela perguntou. "Não" "Entendo. Deve ter sido difícil para você, não importa o quão necessário ou direito fosse." Ele deu um beijo em sua cabeça. "Não foi tão difícil como deveria ter sido. O sangue do meu pai me serve muito bem em tais assuntos. Mas eu posso viver com isso porque você está segura. Eu nunca teria certeza disso de outra forma." Ele a afastou e se levantou. Ele estendeu a mão. "Vamos dar uma volta em torno da praça. Eu acho que eu estou inexplicavelmente com disposição para o ruído da vida."


Capítulo 27

Ele ficou com ela naquela noite. Eles tiveram prazer lento em seu quarto. Toda a casa e jardim permaneciam em silêncio. Ela experimentou uma nova paz em sua intimidade. A sensação de realização. O dever do pai dela tinha acabado. Sua raiva sobre sua perseguição foi deslizando para longe desde que deixaram os Médicos Públicos e ela finalmente libertou tudo isso enquanto estava nos braços de Christian. Ela segurou Christian mais perto e deixou toda a sua consciência debruçar sobre ele. Ela decorou seu cheiro e sentiu as texturas do seu cabelo e pele. Ela o levou para dentro de si profundamente quando chegou a hora e não permitiu qualquer tristeza ou medo interferir com o conhecimento dele. A pungência do toque a moveu, e ele também, ela pensou. Os beijos, o próprio êxtase, tornou-se uma conversa entre eles que ela finalmente expressava com palavras. As primeiras palavras silenciosas, proferidas em sua mente e em seu coração, então, finalmente, em seu ouvido, enquanto eles se entregavam um ao outro.

Eu amo você, tudo o que você é. O bom e o pecador, o brilho e a maldição, as tempestades que ainda assolam Edmund e o domínio que é Easterbrook. Eu amo tudo o que você é.

Ela escorregou da cama sem acordá-lo. Ela vestiu um quipao simples, em seguida, olhou para ele enquanto ele dormia. Seu cabelo estava ficando mais longo e caía sobre os ombros desses bloqueios bárbaros. Agora, em seu sono, a beleza suavizada teve seu caminho e ele parecia como um anjo negro. Ela deixou o quarto. Leona não queria estragar a memória de sua noite com os pensamentos que tinham surgido enquanto ela estava na luz do amanhecer. Ela não podia evitá-los mais. Ele deu a ela uma vitória e ajudou mais do que ela esperava. Ambos sabiam o que isso significava, mesmo que tivessem ignorado por essas horas juntos. Ela foi para o jardim e sentou-se entre as flores da primavera. Ela não tinha muito tempo para si mesma, no entanto. Logo, ela não estaria sozinha. Ele entrou no jardim e a viu. Ele tinha colocado suas calças e botas e sua camisa. Christian parecia muito com ele no primeiro dia, quando o Sr. Miller a raptou na rua. Ela reagiu da mesma maneira também. Seu romance não tinha esmaecido isso. Muito pelo contrário. Ele ainda podia excitá-la com nada mais do que o olhar se instalando em sua companhia. Ele sentou-se com ela e pegou sua mão, admirou as flores, e esperou. Sua garganta apertou, mas ela falou assim mesmo. Ela só podia, porque ela sabia que ele tinha adivinhado o que estava pensando. "Preciso reservar a passagem em breve. Assim que Tong Wei puder viajar."


"Você quer ir?" "Eu não quero, mas está acabado agora. Não posso adiar esta despedida." "Você disse que não tem desculpa para ficar, uma vez que tivesse terminado. Espero que seja verdade." Não, ela não tinha nenhuma desculpa. "No entanto, você tem uma razão, Leona. Isso." Ele a beijou. "E isso." Ele a beijou novamente. Ele segurou seu rosto para mais um beijo. "Você vai ficar comigo." "Você está me seduzindo para longe dos meus deveres novamente, Christian. Você é muito bom nisso." Ele olhou nos olhos dela. "Você vai ficar comigo." "Meu irmão confia em mim. Mais do que você sabe. " "Seu irmão deve ser seu próprio homem. Está na hora. Ele é maior de idade, mas ele vai se apoiar em você, enquanto você estiver lá. Envie Tong Wei com a oferta de St. John e o aconselhe a aceitá-la. Seu irmão vai aprender o comércio de seu pai a partir de fatores e agentes de St. John. Ele e seu negócio estarão protegidos." Ela desejava pegar as suas razões. Seu coração sempre foi fraco com ele. "Fique comigo. Fique então eu não me perderei dentro de mim. Eu não estou à mercê dessa maldição, não mais, e isso é devido a você. Eu já não assumo que ela é dona de mim." Suas palavras a tocaram. Ele mudou por ela, para ser esse homem iria revelar seus medos e falar da dor que ele ainda lutava para dominar. "Fique comigo, querida. Fique porque eu preciso de você. Fique porque eu te amo. Vou usar uma gravata todos os dias, se quiser. Vou levá-la para os bailes três vezes por semana. Eu vou sentar e aceitar as visitas com tia Hen se for preciso." Ela teve que rir, mas as lágrimas ardiam em seus olhos também. "Eu não quero que você mude todos os seus hábitos por mim. Você não precisa ser diferente do que você é. Você ainda pode ser meio louco e um pouco excêntrico e principalmente um recluso. Contanto que você não se retire de mim também, Christian." "Eu nunca poderia fazer isso. Eu sou apenas o meu verdadeiro eu quando estou com você. " Ele realmente acreditava nisso. Ela poderia dizer que sim. E ela sabia que estas palavras, todos elas, não eram fáceis para ele. Ele era Easterbrook, afinal. "Acho que eu poderia ficar por um tempo. Eu poderia enviar Tong Wei de volta para o meu irmão com a proposta de St. John. Quero ver Gaspar, mas eu não anseio voltar à China ainda. Posso pelo menos ficar até a jade se esgotar." "Leona, eu não estou pedindo para você ficar por um tempo. Eu quero que você fique para sempre, como minha esposa." A proposta não a surpreendeu tanto quanto deveria. Talvez fosse porque ela estava certa de que ele a amava. Ela só sabia. "Eu pensei que fosse imprudente." "Para você. Não para mim. Eu sei que é egoísta prendê-la a mim. Se você não quiser, nós vamos encontrar uma outra maneira. E se você tiver que voltar a Macau, se você quiser navegar no mar da China e lutar contra os piratas para sempre, irei com você. Nós vamos fazer isso da maneira que quiser, mas... Eu preferiria que estivéssemos juntos no casamento, se você puder suportar isso." "Eu posso suportar isso. No entanto, eu achei que você acreditasse que a sua sensibilidade foi herdada e você não desejaria que o próximo Easterbrook a tivesse."


"Eu estou considerando essa aflição menos sombria agora. Se ela for herdada, vamos explicar isso para o nosso filho, então ele saberá o que é e aprenderá a viver no mundo com ela. Nós vamos ter certeza que ele não estará sozinho com ela." Ele parecia tão sério. Então, determinado e. ... Esperançoso. Ela permitiu-se imaginar uma criança, entre outros. Ela imaginou a vida com Christian e experimentar o amor e emoção para sempre. Ela viu as dificuldades também, mas sua confiança na sua intimidade a fez sorrir ao pensar em seus hábitos.

Eu amo tudo o que você é.

"Tem certeza que você quer fazer isso, Christian?" "Eu tenho certeza sobre você. Você é a minha única certeza, Leona." Ele a beijou mais uma vez e usou todo o seu poder sobre ela naquele beijo. "Diga que você vai ficar comigo." Não era realmente um pedido. Também não era inteiramente um comando. Havia apenas uma resposta que ele aceitaria, no entanto, e apenas uma que ela poderia dar. Seu coração aceitou a verdade em primeiro lugar, como sempre tinha feito com ele. "Eu não poderia ser feliz sem você, Christian. Vamos ficar juntos."


Epílogo

“Eu decidi que eu devo fazer a coisa certa. "

"Você demorou bastante tempo, Miller. " O rosto de Miller corou. "Sim. Isso foi covarde da minha parte." Christian assentiu. Tinha sido realmente a covardia que havia impedido Miller de fazer a coisa certa por Isabella há mais de três anos. Uma covardia compreensível, talvez, mas ainda covardia. Eles ficaram no terraço da Abadia de Aylesbury, olhando para baixo no jardim para a festa que se espalhava lá em baixo. A maioria dos hóspedes eram da família, aqui reunidos para celebrar a visita do irmão de Leona. Gaspar estava sentado com sua irmã no sol, parecendo muito mais Inglês do que ela. Ele brincava com o próximo Marquês de Easterbrook, enquanto os dois conversavam. "Você entende que Isabella não tem nada. Nenhuma fortuna" disse Christian. Miller concordou. Seu olhar permaneceu sobre a mulher em questão. Isabella seguia sua filha pelo jardim. Ela ficou longe o suficiente para permitir que a criança dela se divertisse, mas perto o suficiente para evitar acidentes. "Ser corajoso em vez de covarde não vai mudar a realidade. As pessoas ainda vão dizer coisas. Ela parece mais chinesa do que européia", disse Christian. "As pessoas vão dizer coisas, mas nenhuma pessoa vai dizer qualquer coisa duas vezes." O queixo de Miller contraiu. Christian imaginou que algumas pessoas já tinham aprendido o que Miller iria e não iria aceitar quando se tratava de Isabella. "Gostaríamos de sua bênção e de Lady Easterbrook." "Você tem isso, não que isso seja necessário." Eles caminharam até o jardim juntos. Miller foi para sua amante e filha. Christian dirigiu-se para Leona e seu irmão. "Ele ficou pior", Gaspar estava dizendo enquanto Christian se aproximava. "Grandes navios cheios de ópio lançam âncora em Lintin agora. Contrabandistas chineses vão até eles. Todo mundo sabe que os Mandarins ao longo da costa são cúmplices. Qualquer um pode trocá-lo abertamente em Macau e as autoridades chinesas fecham os olhos. Ele está derramando sobre a China." Leona olhou para Christian. Ele tinha sido derramado por décadas. A única notícia de verdade aqui é que Gaspar tinha desenvolvido uma melhor compreensão do comércio Oriental. "Talvez uma outra série de cartas seja indicado", disse Christian. "Estou certo de que a editora do Banquete de Minerva iria imprimi-las." Essa editora estava sob uma árvore, instruindo seu marido a arrancar uma menina de lá. A criança tinha acabado de aprender a andar, mas tinha conseguido


chegar tão alto quanto a cabeça de sua mãe em um piscar de olhos. Elliot ria enquanto ele arrancava a diabinha de lá. Phaedra literalmente arrancou o seu cabelo, exasperada. A natureza, em um ataque de humor, tinha abençoado Phaedra com uma filha tão voluntariosa quanto ela mesma. "Eu vou escrevê-las, mas elas vão fazer mais bem do que seus discursos na Câmara dos Lordes, Christian", disse Leona. "O diabo está ocupado, e não temos anjos suficientes." Não, não era o suficiente. Ele iria fazer esses discursos, no entanto, mesmo que isso fosse piorar antes que nunca ficasse melhor. A prova é que o povo da Inglaterra contava com distância e discrição em relação ao comércio de ópio. A última carta de Leona tinha adequadamente sujado a reputação de quatro Lordes mortos e um clérigo vivo. A sociedade estava chocada que as pessoas que conheciam sujaram as mãos com esse comércio imoral. Em seguida, após um período adequado de fofocas e desgraças, todo mundo tinha voltado a beber o chá da China. O buraco deixado pela ausência repentina dos navios Four Corners foi rapidamente preenchido por outros em Lintin, mas o desaparecimento daquela companhia causou interrupções maiores no contrabando de outros lugares. No caso do último Easterbrook, tinha apenas um escândalo preparado para explodir ainda maior. A isca tinha sido engolida e a chantagem exigida, mais indiscretamente. O nome de Easterbrook estaria para sempre ligado com o assassinato no julgamento que acabou de terminar e o chantagista estava a caminho de New South Wales. A atenção de Gaspar mudou abruptamente de seu sobrinho para uma jovem andando por um caminho do jardim em direção a eles. Loura e deslumbrante no sol do verão, Irene Longworth inclinou a cabeça para ouvir sua irmã, Rose, que andava com ela. Gaspar desajeitadamente tentou entregar a criança. "Eu acho que poderia, ou seja, eu vou dar uma volta, eu acho…" Christian curvou-se e pegou seu filho em seus braços, assim Gaspar poderia fazer sua fuga. Ele sentou-se com Leona enquanto seu filho se contorcia e lutava. Aiden estava começando a falar e não poderia haver nenhuma dúvida que ele tinha emoções. Produtos específicos. Os variados. Não havia nenhuma indicação de que ele tinha herdado alguma maldição, no entanto. Christian não poderia dizer se a consciência de sentimentos da criança era de todo incomum. Leona parecia conhecer os humores de Aiden, assim como ele fazia. Muito parecido com Denningham, o pequeno Aiden era um livro aberto. Isso provavelmente mudaria quando Aiden ficasse mais velho, mas parecia que nenhuma sensibilidade especial era necessária quando se tratava de seu próprio filho. Ou melhor, a natureza incutiu essa sensibilidade em cada pai quando ele veio para aquela criança. Só se tivesse que escolher a prestar atenção. Leona observava seu irmão cumprimentar Irene e Rose. "Ele tem passado muito tempo com ela", disse ela. "Os Bradwells não parecem se importar." "Sra. Bradwell está encantada e esperançosa de que uma proposta seja iminente." "Você está certo disso?"


"Muito certo. Alexia me disse isso." "Então, a irmã de Irene está esperançosa e meu irmão está esperançoso. O que me diz sobre Irene?" "Ela parece agradável. Olha como ela sorri para ele." "Eu não quero a sua opinião de como ela parece. Eu posso ver isso e que poderia ser apenas polidez. Eu preciso que você saiba." Aiden se contorceu para baixo. Ele fugiu para Hayden e as duas meninas de Alexia, que brincava com o filho de Elliot. Aiden invadiu o local, deu alguns empurrões, foi empurrado para trás, balançou seu pequeno punho e encontrou-se sob uma pilha de pernas e braços e cachos e gritos. "Você está me pedindo para eu me intrometer, Leona? Para direcionar a atenção imprópria para seu estado emocional? Estas coisas levam o seu próprio curso e seria imprudente e injusto da minha parte para…" "Oh, por favor, Easterbrook. O que adianta ser casada com um homem com o seu dom, se eu não consigo nem saber se as intenções do meu irmão serão bemvindas? Agora, vá até lá e.. e… bem, faça tudo o que você faz para saber essas coisas." Ele riu e pegou a mão dela. Ele beijou-a. "Eu tenho razões para acreditar que seu irmão será bem sucedido. Mesmo a menção de se mudar para o outro lado do mundo não diminuiu o amor de Irene Longworth." Leona sorriu com satisfação. "Eu sabia que podia contar com você, Christian. Você tem feito grandes avanços no controle dessa capacidade. Eu sei que você escolheu evitá-la, mas sobre uma questão tão importante como esta, um pequeno deslize pode ser dispensado." Ele havia feito grandes progressos no controle dele. Ele gostava de pensar que ele é usado com moderação agora, por sua própria vontade e só pelas melhores razões. A verdade é que houve momentos em que ele ainda não conseguia bloquear as percepções. Ainda assim, uma vida mais pública tornou-se tolerável, e a maioria das pessoas quase. Ele não se isolava tanto agora. Ele só tinha que retirar-se para o oásis de Leona se o mundo o esgotasse. "Falando de núpcias pendentes, Miller vai propor a Isabella", disse ele. "Estou aliviada e surpresa. Ela não tem nada." "Ela tem o seu amor e ela mesma, que foi o que você me trouxe." "Você não tinha necessidade da minha fortuna. Miller não é tão bem de vida que uma solução possa ser ignorada." "Nós vamos estabelecer alguma coisa sobre ela, querida, mas ele não tomou a sua decisão na esperança disso. Tenho certeza disso." Ela sorriu. "Um pouco mais de deslize, Christian?" "Um pequeno deslize." Ela riu da maneira que sempre trouxe memórias de Macau e de uma menina de olhos escuros em um jardim à noite que tinha acalmado sua alma. Ele ainda a queria tanto quanto ele tinha há dez anos e ainda a amava tanto quanto ele tinha durante a semana de bem-aventurança na Abadia de Aylesbury.


Os vários grupos no jardim convergiram. Eles criaram um nó grosso dos adultos cercados por um turbilhão de crianças. O barulho de conversa adulta e gritos de meninos levantou-se e caiu sobre a brisa. Leona estava de pé, com a mão ainda na dele. "Vamos nos juntar aos outros, Christian?" A verdadeira questão mostrou em seus olhos. Você está pronto? Você pode suportar isso? "É claro", disse ele. Ele se levantou, e, juntos, eles caminharam em direção ao barulho alegre.


Nota do Autor A Lei Carta de 1833 aboliu as restantes monopólios comerciais do Inglês Companhia das Índias Orientais e, essencialmente, encerrou suas atividades comerciais. Ele continuou a funcionar com capacidade política e administrativa até sua dissolução em 1874. Após 1833, o País comerciantes estabelecidos no Oriente expandiu e começou a ficar inquieta com fronteiras fechadas da China. O comércio de ópio também floresceu até 1839, quando o incorruptível funcionário chinês Lin Zexu (Lin Tse-hsu) foi enviado pelo imperador para acabar com ela. Sob sua direção, 2,6 milhões de quilos de ópio foram confiscados em Canton e destruídos. Seguiu-se uma série de crises diplomáticas e comerciais que levou à Primeira Guerra do Ópio de 1839 China foi derrotado pelos britânicos e forçados a abrir as suas cinco portos ao comércio exterior e ceder o território de Hong Kong. Os britânicos não eram solidárias por trás desta guerra. Ultraje moral considerável foi expressa com a proteção de ópio tráfico sendo o principal ponto de crítica. O objetivo de forçar as fronteiras da China aberta ao comércio exterior tinha sido alcançado, no entanto. Ao longo do romance, eu usei as transcrições de nomes chineses que eram comuns em textos publicados em inglês a primeira metade do século XIX, durante o período em que a história se passa. O processo de transcrição caracteres do idioma chinês para o alfabeto latino é chamado de romanização. hoje, o sistema padrão de romanização é Hanyu Pinyin, comumente chamado pinyin. Foi introduzido pela primeira vez na China em 1956 e amplamente adotado internacionalmente na década de 1980. O velho transcrição aportuguesada "Cantão" é escrito em pinyin como Guangzhou e que de "Macau" como Macau.

SOBRE O AUTOR Madeline Hunter é autor best-seller do New York Times de dezessete romances históricos. Mais do que dois milhões de cópias de seus livros são impressos nos Estados Unidos e seus livros também foram traduzidos para nove línguas. Ela é seis vezes RITA finalista, e ganhou duas vezes Ritas para o romance histórico. Dezesseis dos seus livros têm estado na lista de bestsellers EUA hoje, e ela também teve títulos nas listas de best-sellers do New York Times e Publishers Weekly. Madeline tem um Ph.D. na história da arte, e ela ensina no nível universitário. Ela mora em Pensilvânia com o marido e dois filhos.

S PECADOS De Lord Easterbrook A DELL LIVRO / fev 2009 Todos os direitos reservados Copyright © 2009 by Madeline Hunter Dell é uma marca registrada da Random House, Inc., e é colophon uma marca comercial da Random House, Inc. eISBN: 978-0-440-33831-4 www.bantamdell.com v3.0

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Os Pecados de Lord Easterbrook (Os Rothwells #4) - Madeline Hunter  

Leona Montgomery foi criada na China. Com pai inglês e mãe portuguesa, aprendeu desde cedo a se adaptar aos costumes de outras terras e adqu...

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