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Labirinto. Melhor seria todos saltarmos do Penhasco! Melhor se nós arrancássemos as tripas de todos! - Do que você está falando? - começou Thomas. - Cale a boca! - gritou Ben. - Cale essa boca horrível de traidor! - Ben - disse Alby calmamente. - Vou contar até três. - Ele é mau, ele é mau, ele é mau... - agora Ben sussurrava, quase cantando. Oscilava para frente e para trás, passando a faca de uma das mãos para a outra, os olhos grudados em Thomas. - Um. - Mau, mau, mau, mau, mau... - Ben sorriu; seus dentes pareceram brilhar, esverdeados à pouca luz. Thomas quis desviar o olhar, sair dali. Mas não conseguia se mover; também estava hipnotizado, assustado demais. - Dois. - A voz de Alby soou mais alta, num tom de advertência. - Ben - disse Thomas, tentando dar um sentido a tudo aquilo. - Não sou... nem mesmo sei o que... Ben gritou, um gorgolejo estrangulado de loucura, e saltou no ar, desferindo um golpe rasante com a lâmina. - Três! - Alby gritou. Ouviu-se um estalido seco. O ruído instantâneo de um objeto cortando o ar. Seguido de um som oco do encontro no alvo. A cabeça de Ben pendeu violentamente para a esquerda, girando o corpo até que ele caiu sobre a barriga, os pés apontados na direção de Thomas. Ele não deu nem um gemido. Cambaleante, Thomas aproximou-se dele. A haste comprida da flecha projetava-se da bochecha de Ben, o sangue escasso, menos do que Thomas esperava, mas vazando do mesmo jeito. Preto na escuridão, como petróleo. O único movimento era do dedo mínimo da mão direita de Ben, que se repuxava. Thomas lutou contra a ânsia de vômito. Ben teria sido morto por causa dele? Era culpa dele? - Vamos - disse Alby. - Os Embaladores cuidarão dele amanhã. "O que aconteceu aqui?", pensou Thomas, o mundo girando ao redor dele enquanto olhava para o corpo sem vida. "O que foi que fiz para esse garoto?" Levantou os olhos, querendo respostas, mas Alby já tinha ido, um galho agitado conto o único indício de que estivera ali. Quando saiu da floresta, Thomas comprimiu os olhos em reação à luz cegante do sol. Estava mancando, o tornozelo latejava de dor, embora não se lembrasse de tê-lo machucado.

Maze Runner Correr ou Morrer - James Dashner  

Thomas acorda para uma realidade “insana” (insana para mim pelo menos, para ele nem tanto), ele está rodeado por meninos mais ou menos da id...

Maze Runner Correr ou Morrer - James Dashner  

Thomas acorda para uma realidade “insana” (insana para mim pelo menos, para ele nem tanto), ele está rodeado por meninos mais ou menos da id...

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